segunda-feira, setembro 27, 2021

VM HILARIÓN

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    O VM Samael comenta, em alguns de seus livros, especialmente no As Sete Palavras, sobre a vida de indivíduos que, da profanidade, passaram a ser Iniciados e, depois, se autorrealizaram plenamente, cristificando-se e ajudando a humanidade em seu crescimento e revolução interior.

    Um desses mestres é o glorioso HILARIÓN. Sua encarnação mais conhecida foi como o apóstolo Paulo de Tarso. A Essência deste Mestre Ressurrecto, que encarnou o Cristo Íntimo, veio do planeta Mercúrio, a pedido do Arcanjo Rafael, para realizar trabalhos poderosíssimos aqui na Terra.

    A seguir, colarei para vocês como se deram os primeiros “chispaços” de despertar de sua consciência:

    “Eu vivi em meio a Homens que sabiam.
    Eu vivi cercado por intelectos poderosos.
    Eu vivi em meio aos didáticos, aos professores, aos filósofos e aos eruditos. E cada palavra minha não era proferida como um ato de Fé, como um ato de Amor, como um ato de ajuda ou como um ato de consciência. Eu falava para que minhas palavras fossem bonitas; para que os sons fossem bem colocados.
    Eu era um filósofo…
    E tanto me envolvi no saber, no aprender, na eloqüência, na disciplina, que me esqueci de mim mesmo. Eu estava tão voltado ao mundo externo e àquilo que as pessoas iam pensar de mim, que eu esqueci de pensar em mim mesmo.
    Era um diplomata. Nasci numa família na qual as pessoas tinham todas as condições de ser felizes e não eram.
    Nasci no meio daqueles que tinham para o corpo, daqueles que tinham para a mente, mas que não tinham para a alma.
    Fui educado para amar o belo, sem nunca, jamais, ter enxergado a beleza espiritual.
    Eu fui um legislador das palavras. Um Homem sábio das atitudes. Um Homem que dizia sempre, a si mesmo, que praticava a verdade.
    E, numa noite, eu dormia a sono profundo, quando apareceu, no meu quarto, um homem velho… Muito velho. E eu despertei com aquela presença horrorosa no meu próprio quarto, e comecei a insultá-lo, dizendo:
    ‘- Como você entrou: Como você veio aqui? Não percebe que você está no quarto de um nobre? Como ousa?’
    E, no momento em que ia chamar os criados, no momento em que ia, enfurecidamente, gritar e acordar todos os empregados, aquele homem me olhou profundamente, nos olhos. E, mesmo que esquecido eu estivesse, vi nele, nos olhos dele, o meu próprio olhar.
    Ele se mantinha no mais absoluto silêncio. Nenhuma palavra, nenhum som. Apenas aquela imobilidade de uma presença no meu quarto, que eu não conseguia expulsar. E, quando levantei o meu braço, ele, mais uma vez, olhou para mim, e disse:
    Não me reconhece? Eu sou você. Você será assim, daqui 20 anos.
    E eu olhei para aquele corpo dejeto, aquelas rugas, e não vi a minha altivez, não vi a beleza da minha pele, não vi os meus cabelos.
    E nas palavras dele, não vi a beleza da minha pele, não vi os meus cabelos.
    E nas palavras dele, não reconheci as minhas.
    E, depois que o pranto tomou conta de mim, ele desapareceu.
    Mil vezes, eu preferia que isso não tivesse acontecido, porque eu caí num profundo desespero.
    Será que ele era eu?

    (cont.)

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