quarta-feira, setembro 22, 2021

Morte em Marcha

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    V.M. Rabolu – É que, na eliminação do ego, havia um conflito, ou quase impossível, tal como o entregou o Mestre Samael.

    Suponhamos, olhe: Esta é uma árvore com muitas raízes. Não? Tem a raiz principal, tem quantidade de raízes pequeníssimas que dependem dela, assim.

    Bem, suponhamos que este é um ego da ira, do orgulho, qualquer ego.

    É impossível chegarmos a compreender este ego, se tem todos estes derivados dele, pois vem a ser o alimento da árvore.

    Uma árvore, por exemplo, qualquer árvore que seja, tem sua raiz principal, que é a que sustenta a árvore, para não deixá-la cair, e lança outras grossas para todos os lados que a ajudam a se sustentar, para que o vento não a tombe. Porém, dessas raízes grossas, que são estas, dependem milhares de raízes pequeníssimas, que são as que alimentam a árvore. As outras raízes grossas não fazem senão sustentá-la aí. Porém, ela se alimenta de todas essas ramificações de raízes que lança, porque essas vão para a superfície da terra, arrastando as vitaminas de que necessita a árvore. O sustento.

    Então, isso acontece exatamente igual com o nosso ego ou os egos.

    Temos o ego da ira. Porém, deste dependem muitíssimos, que são os que alimentam. O ego se sustenta por todas essas raízes, todas essas ramificações diminutas, que são os detalhes. Pelos detalhes está vivo o ego. Se começamos a tirar-lhes as raízes, começa a se desnutrir e a morrer. Do contrário não podemos.

    Então, como dá o Mestre: “Que acabar o ego da ira…”. Porém, quantos egos da ira, ou manifestações, tem esse elemento? Então, como os compreender? Não os podemos compreender.

    Então, se começamos a tirar o alimento ao ego, então, sim, começa-se a compreendê-lo e começa a perder força. Isso é inevitável.

    O Mestre fala em outros termos disto, tal como eu o estou explicando. Ele usava outros termos: “Temos que morrer de momento em momento, de instante em instante.” Essa frase eu não a entendia e dizia: “Porém, como? Que vai morrer de instante em instante, de momento em momento? Ele se refere a estas manifestações diminutas, às quais não lhe damos bolas, que se pensa que não são defeito. E esse é o alimento que está alimentando o defeito, por todas essas raízes diminutas, vão e vão alimentando o defeito.

    Então, se começamos a lhe tirar isso, o defeito morre, ou, melhor dito, o ego morre. Começa a decair duma vez, porque ele se alimenta por tudo isto. Então, é a vida dele. Se começamos a lhe tirar isso, o resultado é a morte.

    Olhem, eu comecei a morrer foi com os detalhes. Isto que lhes estou dizendo dos detalhes, não o estou falando por teoria. Estou falando que fiz assim meu trabalho desde que comecei a Gnose, com estes detalhes.

    Porém, eu não sabia que era morrer, senão que por estes detalhes se vai, por exemplo, vai-se receber uma iniciação. Chamam-nos para nos entregar uma iniciação que se ganhou. Aparecem-nos todos estes detalhezinhos no caminho. E por um detalhe desses se pode perder uma iniciação, um grau. Então eu comecei, como eu saía mal no interno, quando eu ia receber um grau, por um detalhe desses eu ficava. Então eu ganhava era uma grande repreensão dos Mestres e então já voltava para cá, porque nos dizem: “Vai à escola, para aprender! Não sabes nada!” Porém, ralhado.

    Então vinha eu para dar duro a esses detalhes. E comecei, e então saía bem nas provas que me davam, porque estão são provas que nos dão a nós. Então já recebia meu grau, o que me iam pagar.

    E então eu comecei a trabalhar foi com os detalhes, desde que eu comecei a Gnose; porém, não sabia que era morte, senão era para sair bem nos chamados que me faziam, para me fazer um pagamento; porque, para nos fazer um pagamento, chamam-nos. Então, porém, primeiro, antes de chegar, apareceram-nos os detalhes. Porque, se se encontrou uma moedazinha por aí, a gente a agarrou… Bem, esse é um detalhe. Assim, coisas insignificantes, que não se acredita que seja prova. Esses são os detalhes. Então, se começamos por aí. o ego vai morrendo. Vai-se desnutrindo e vai morrendo. Isso é inevitável!

    Essa é a morte verdadeiramente e eu a encontrei profundamente; porque, como o ensinou o Mestre, não é que eu queira saber mais, porque, como eu lhes digo, ele falou de morrer de instante em instante, de momento em momento, está relacionado com isso dos detalhes. Faltou-lhe esclarecer, não mais, para ter entendido isso, porém, ele estava sobre isso.

    O Mestre Judas chamas este trabalho: “Polir, polir, polir e polir”.

    P. – Isso também se pode fazer igual com os pensamentos?

    V.M. – É que com tudo, é que com tudo. Aí se aplica a morte em marcha. Aflorou um detalhe desses: “Mãe minha, desintegra-me este defeito!” Em seguida, em seguida, não esperar para amanhã ou depois, senão, em seguida, instantaneamente, porque a Mãe Divina, com seu poder, como estes são detalhes, não são tão fortes, desintegra-os com facilidade.

    P. – Porém sempre, à noite, fazer uma análise também disso, ou não?

    V.M. – Não! Durante o dia, dê-lhe, à morte em marcha, dê-lhe! Não se ponha a perder mais tempo, senão dê-lhe de instante em instante, de momento em momento, e verá.

    P. – Isso é branquear o latão?

    V.M. – Branquear o latão, para que a luz possa brilhar.

    P. – Mestre, às vezes, quiçá, falta vontade para trabalhar com essa inquietude, com essa gana. Como podemos fazer para ativar essa vontade para essa rebeldia?

    V.M. – Estar atento em si mesmo. Quando alguém se esquece de si, comete erros. Estar atento sempre em si. Do contrário nos esquecemos, e aí vêm quantidade de erros nossos.

    Então, está entendido o que é a morte em marcha? E como se vai eliminando o ego? Como lhe vamos tirando a potência? A força?

    P. – Quem sabe, houve um erro ou algo que nós tivemos muito tempo, e é que durante o dia houve um trabalho deficiente e quisemos deixar tudo para a noite?

    V.M. – Não, não, não! Isto é de instante em instante, como diz o Mestre Samael. Essa é uma verdade! Estar atento em si mesmo, e que acontece? Vai-se despertando consciência em seguida, não se esquecer de si mesmo. É um exercício muito bom.

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