O fim da Atlântida e o nosso fim

O fim da Atlântida e o nosso fim

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No velho Egito dos faraós, os sacerdotes de Saís disseram a Sólon que a Atlântida fora destruída 9 mil anos antes de conversarem com ele.

Em um antigo manuscrito maia conservado no Museu Britânico pode-se ler o seguinte: “No ano 6 de Kan, o II Muluc, no mês Zrc, ocorreram terríveis terremotos, que continuaram, sem interrupção, até o 13 Chuen. O país das colinas de barro, a terra de Mu, foi sacrificado. Depois de duas comoções, desapareceu durante a noite, sendo constantemente estremecido pelos fogos subterrâneos, que fizeram com que a terra afundasse e reaparecesse várias vezes e em diversos lugares. No fim, a superfície cedeu e dez países separaram-se e desapareceram. Afundaram-se 64 milhões de habitantes, 8000 anos antes de se escrever este livro”.

O famoso dr. Paul Schliemann, que teve a alta honra de haver descoberto as ruínas da velha Troia, achou, entre o tesouro de Príamo, um estranho jarrão de forma muito peculiar, sobre o qual estava gravada uma frase com caracteres fenícios e que, textualmente, dizia: “Do rei Kronos da Atlântida”.

É interessante saber que, dentre os objetos desenterrados em Tiahuanaco, foram encontrados jarrões muito semelhantes aos do tesouro de Príamo; quando ditos jarrões misteriosos foram intencionalmente quebrados, com propósitos científicos, encontraram dentro deles certas moedas, nas quais se podia ler, com clareza, uma frase que dizia: “Emitida no templo das paredes transparentes”.

Falando esotericamente, diremos que todo Templo de Mistérios, que todo lumisial gnóstico é, de fato, um templo de paredes transparentes, com o infinito estrelado por teto, porém, o templo mencionado nos jarrões misteriosos, era a tesouraria nacional atlante.

Nos arquivos do antigo templo budista de Lhassa, pode-se ler, ainda, uma inscrição caldaica muito antiga, escrita 2 mil anos antes de Cristo, que diz: “Quando a estrela Baal caiu no lugar onde agora só existem mar e céu, as sete cidades, com as suas portas de ouro e templos transparentes, tremeram e sacudiram como as folhas de uma árvore batida pela tormenta. E eis que uma onda de fogo e fumo se elevou dos palácios e os gritos de agonia da multidão encheram o ar. Procuraram refúgio em seus templos e cidadelas e o sábio Mu, o sacerdote de Ra-Mu, apresentou-se e lhes disse: ‘Não vos predisse isso?’ E os homens e as mulheres, cobertos de pedras preciosas e de brilhantes vestiduras, clamaram dizendo: ‘Mu, salva-nos’, e Mu replicou: ‘Morrereis com vossos escravos e com vossas riquezas e, de vossas cinzas, surgirão novas nações. Se os seus habitantes se esquecerem de que devem ser superiores, não pelo que adquirem, mas pelo que dão, a mesma sorte lhes tocará!’ As chamas e o fumo afogaram as palavras de Mu e a terra se fez em pedaços, submergindo com os seus habitantes, nas profundezas, em poucos meses”.

A civilização atlante não pôde, ainda, ser superada pela nossa tão cacarejada civilização moderna. Os atlantes também conheciam a energia atômica e a utilizavam na paz e na guerra.

A ciência atlante teve a tremenda vantagem de estar unida à magia: fabricavam-se robôs extraordinários, que eram controlados por certo tipo de elementais superiores. Estes robôs, assim dotados de inteligência, pareciam seres humanos e serviam fielmente aos seus amos. Qualquer robô podia informar ao seu dono sobre os perigos que o ameaçavam e, em geral, sobre múltiplas coisas da vida prática.

Tinham os atlantes máquinas tão extraordinárias e maravilhosas, como aquela que, telepaticamente, podia transmitir, à mente de qualquer ser humano, preciosa informação intelectual. As lâmpadas atômicas iluminavam os palácios e os templos de paredes transparentes. As naves marítimas e aéreas do velho continente submerso foram impulsionadas por energia nuclear.

Os atlantes aprenderam a desgravitar os corpos à vontade. Com um pequeno aparelho, que cabia na palma da mão, podiam fazer levitar qualquer corpo, por pesado que fosse.

O Deus Netuno governou, sabiamente, a Atlântida. Era digno de se ver o templo sacratíssimo deste Deus Santo. As paredes ou muros prateados de dito templo assombravam por sua beleza; as cúpulas e tetos eram todos de ouro maciço, da melhor qualidade; o marfim, a prata, o ouro e o bronze luziam no interior do templo de Netuno, com todos os régios esplendores dos antigos tempos.

A gigantesca escultura sagrada do mui venerado e mui sublime Deus Netuno era toda de ouro puro. Aquela inefável estátua misteriosa, montada em seu belo carro puxado por exóticos corcéis e a respeitável corte de cem nereidas, infundiam, na mente dos devotos atlantes, profunda veneração.

As cidades atlantes foram florescentes enquanto seus habitantes permaneceram fiéis à religião de seus pais, enquanto cumpriram com os preceitos do Deus Netuno, enquanto não violaram a lei e a ordem; porém, quando profanaram as coisas sagradas, quando abusaram do sexo, quando se mancharam com os sete pecados capitais, foram castigados e submergidos, com toda as suas riquezas, no fundo do oceano.

Os sacerdotes de Saís disseram a Sólon: “Todos os corpos celestes, que se movem em suas órbitas, sofrem perturbações que determinam, no devido tempo, uma destruição periódica das coisas terrestres por um grande fogo”.

OS ARIANOS

A época da submersão da Atlântida foi realmente uma era de muitas transformações geológicas. Emergiram, então, do seio profundo do imenso mar, outras terras firmes, que formaram novas ilhas e continentes. Alguns sobreviventes atlantes refugiaram-se no pequeno continente de Grabontzi, atual África, o qual aumentou de tamanho e extensão devido a que outras áreas de terra firme, que emergiram das águas vizinhas, somaram-se a ele.

O Golfo do México, antigamente, foi um formoso vale; as ilhas das Antilhas, as Canárias e a Espanha, são pedaços da submersa Atlântida.

O antigo mar de Kolhidius, situado a noroeste do continente então recém-formado e conhecido como Ash-Hartk (Ásia), mudou de nome e hoje se conhece com o nome de Mar Cáspio. As costas do Mar Cáspio estavam formadas por terras que, ao emergirem do oceano, se haviam unido ao continente da Ásia. A Ásia, o Mar Cáspio e todo esse “bloco” de terra junto, é o que hoje em dia se conhece como Cáucaso. Dito bloco, naqueles tempos, chamou-se Frianktzanarali e, mais tarde, Kolhidishissi; porém, hoje em dia, como já dissemos e repetimos, é o Cáucaso.

Por aquelas épocas, um grande rio, que fertilizava toda a rica terra de Tikliamis, desembocava no Mar Cáspio; este rio chamava-se, então, Oksoseria e ainda existe, porém já não desemboca no Mar Cáspio devido a um tremor secundário que o desviou para a direita.

O rico caudal de águas deste rio precipitou-se violentamente pela zona mais deprimida do continente asiático, dando origem ao pequeno Mar de Aral; porém, o antiquíssimo leito deste velho rio, chamado agora Amu Daria, ainda se pode ver, como um sagrado testemunho do curso dos séculos.

A Atlântida passou por terríveis e espantosas catástrofes antes de desaparecer totalmente.

A primeira catástrofe sucedeu há 800 000 anos, pouco mais ou pouco menos; a segunda catástrofe ocorreu há uns 200 mil anos; a terceira, faz uns 11 mil anos, da qual, como de seu dilúvio, guardam mais ou menos confusa recordação todos os povos.

Depois da terceira grande catástrofe, que acabou com a Atlântida, o antigo país de Tikliamis, com a sua formidável capital situada nas margens do já citado rio, que desembocava no mar Cáspio e que, mais tarde, deu origem ao mar de Aral, foi coberto, com todos os seus povos e aldeias, pelas areias e, agora, é somente um deserto.

Por aquelas épocas, desconhecidas para um Cesare Cantu e a sua história universal, existia na Ásia outro belo país, conhecido pelo nome de Marapleicie. Este país comerciava com Tikliamis e até existia entre ambos muitíssima competição comercial.

Mais tarde, este país de Marapleicie veio a tomar o nome de Goblândia, devido à grande cidade de Gobi.

Goblândia e a sua poderosa cidade foram tragadas pelas areias do deserto. Sob as areias do deserto do Gobi acham-se ocultos riquíssimos tesouros atlantes e poderosas máquinas desconhecidas para este povo da raça Ária.

De quando em quando, as areias deixam a descoberto todos estes tesouros, mas ninguém se atreve a tocar neles, porque aquele que o intentar será morto instantaneamente pelos gnomos, que os guardam.

Somente os homens da futura Sexta Grande Raça poderão conhecer esses tesouros e isto sob a condição de uma conduta reta.

Muitos comerciantes de pérolas da Atlântida salvaram-se, refugiando-se na Perlândia, país conhecido hoje em dia como Índia.

Foram os atlantes que construíram as pirâmides egípcias e astecas; fundaram a civilização inca e estabeleceram os Mistérios na Índia, China, Egito, Iucatã etc. etc. etc.

Desapareceu a Raça Atlante, tragada pelo mar. A dita raça teve sete Sub-raças, a última das quais, a sétima, corresponde aos sobreviventes da Grande Tragédia.

A semente de nossa Raça Ária é nórdica, porém ao mesclar-se com os sobreviventes atlantes, deu origem às Sub-raças do tronco Ário.

A primeira Sub-raça floresceu na Ásia Central. A segunda desenvolveu-se na Índia e em todo o Sul. A terceira criou as poderosas civilizações da Babilônia, Caldeia, Egito etc. A quarta desenvolveu-se em Roma, Grécia. Itália etc. A quinta Sub-raça é a Anglo-saxônica e Teutônica.

Os grandes tratadistas da Antropogênese moderna, tais como H P B, Rudolf Steiner, Max Heindel e outros, cometeram o erro muito lamentável de supor que, nestes momentos, nos encontramos na Quinta-Sub-Raça da Quinta Raça-Raiz, como se nós, os latino-americanos, não existíssemos, como se nós também fôssemos Anglo-saxões ou Teutônicos, ou algo equivalente.

É absurdo ignorar o fenômeno racial da América Latina; é claramente lógico que, da mescla dos conquistadores espanhóis com as tribos indo-americanas, resultou, de fato e por direito próprio, uma nova Sub-raça: A Sexta Derivação Ariana.

O trabalho de formação da sexta sub-raça, no território pele vermelha, foi muito mais difícil, porque os conquistadores ingleses, em vez de se mesclarem com os nativos indígenas, destruíram-nos, assassinaram-nos e só de forma muito insignificante e incipiente se realizou tal mescla de sangues. Por isso, a Fraternidade Oculta, que governa os destinos do mundo, viu-se na necessidade de converter o território americano em um crisol de fundição de raças: nos EUA todas as raças do mundo se misturaram para formar (outro ramo) da Sexta Sub-raça, com enorme dificuldade.

A sexta sub-raça na América Latina formou-se facilmente, e isso é algo que não devem ignorar os tratadistas da antropogênese e do ocultismo.

A sétima sub-raça ária ainda não existe, porém existirá e estará formada pelos sobreviventes do novo grande cataclismo, que muito cedo destruirá a raça ariana.

Naqueles reinos da Ásia central, hoje desaparecidos e cujas ruínas ainda existem nos Himalaias, ao redor do Tibete e naqueles outros países, como Goblândia, Marapleicie etc., todos eles situados no coração da Ásia, existiram as poderosas civilizações espirituais da primeira sub-raça ária.

Em Perlândia, a terra sagrada dos vedas, a velha Índia, e em todas essas regiões do sul da Ásia, existiram formidáveis culturas esotéricas e tremendas civilizações onde se desenvolveu a segunda sub-raça ária.

Babilônia, antes da sua decadência, Caldeia e os seus augustos mistérios, Egito e as suas pirâmides, foram o cenário de ricas e poderosas civilizações criadas pela terceira sub-raça ariana.

Atenas, a grande cidade fundada pela Deusa Atena, e Roma, antes da sua degeneração e destruição, foram o cenário maravilhoso onde se desenvolveram as poderosas civilizações da quarta sub-raça ária.

A primeira e a segunda guerras mundiais, com toda a sua barbárie e corrupção moral, assinalam, com o seu dedo acusador, os homens e mulheres da quinta sub-raça ária.

A América Latina é o cenário da sexta sub-raça, já que os nossos primos do Norte, os “gringos”, são ainda demasiado anglo-saxões.

A raça Ária, em vez de evoluir, involuiu, e a sua corrupção agora é pior do que a dos atlantes; a sua maldade é tão grande que já chegou ao céu; a raça Ária será destruída, para que se cumpra a profecia que Ra-Mu fizera na submersa Atlântida: “Se eles se esquecerem de que devem ser superiores não pelo que adquirem, mas pelo que dão, a mesma sorte lhes tocará”.

Realmente, a Raça Ária é uma fruta podre, uma fruta que cairá da árvore da vida, sob o peso de sua própria podridão.

Os estudantes ocultistas se enchem de infinito horror quando revisam a história da Atlântida nos registros akáshicos da natureza, porém, os atlantes tiveram religião e, neste sentido, foram menos degenerados que os sequazes do marxismo-leninismo, que odeiam de morte a todos os princípios religiosos.

Os iniciados sentem indizível pavor psíquico quando recordam aquela mulher, de beleza maligna e sedutora, da antiga Atlântida, aquela rainha Katebet dos tristes destinos, que governou soberana em todos os estados do sul do continente submerso e na poderosa cidade das portas de ouro.

Realmente, não existe na história dos Borgia e dos Medici perversidade semelhante; aquela beleza maligna cativava com a sua necromancia, seduzia com os seus encantos a príncipes e reis, fascinava-os com seus embelezamentos e muitas donzelas e crianças foram imoladas em seu nome às tenebrosas entidades dos mundos infernos.

A medicina sacerdotal atlante descobrira, naquele tempo, o que hoje podemos chamar, cientificamente, de opoterapia humana, quer dizer, a aplicação aos enfermos e caducos dos sucos glandulares de pituitrina, tiroidina, adrenalina, etc. Aqueles sacerdotes-médicos, não só utilizavam a química das ditas glândulas endócrinas, hormônios e sucos, senão, também, a hiperquímica de tais glândulas, os fluidos psíquicos vitais dos chacras ou centros magnéticos do organismo humano, intimamente relacionados com tais centros endócrinos. As vítimas da imolação, depois de retiradas das pedras de sacrifício, eram levadas a certas câmaras secretas, onde os sacerdotes-médicos extraíam de tais cadáveres as preciosas glândulas endócrinas, tão necessárias para conservar o corpo da rainha fatal com todo o encanto e beleza de uma juventude que suportou o peso de muitos séculos.

O mais espantoso de tudo era aquele momento em que os sacerdotes, depois de extraírem secretamente as glândulas do cadáver, arrojavam-no às fanáticas multidões envilecidas que, sedentas, o devoravam; assim estes povos se tornaram antropófagos.

Analisando bem todas essas coisas, ficamos espantados, horrorizados, mas todas estas barbáries se tornam pequenas, parecem até ridículas, quando as comparamos com as atrocidades da primeira e da segunda guerra mundiais, com a monstruosa explosão da bomba atômica nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

Todas as barbáries da Atlântida são insignificantes ante as câmaras de gás, onde milhões de mulheres, crianças e velhos, despojados de suas roupas, morreram no mais infinito desespero.

Horrorizamo-nos com a bestialidade atlante, porém, milhões de vezes piores foram os bombardeios sobre a martirizada Londres, os campos de concentração, os fuzilamentos, os enforcamentos, as cidades destruídas pelas criminosas bombas, as enfermidades, a fome e o desespero.

Nunca na história dos séculos houve, antes, perversidade maior do que a desta Raça Ária, caduca e degenerada, e, para cúmulo dos males, agora se levantou a Torre de Babel com o propósito de conquistar o espaço infinito.

Se Aquele, o Divino, não interviesse na conquista do espaço, em pouco tempo as hordas terrícolas assaltariam Marte, Vênus, Mercúrio etc., e se repetiriam naqueles mundos habitados todos os crimes de um Hernán Cortés no México ou de um Pizarro no Peru.

Se Isso que não tem nome, se Isso que é o Real, o Divinal, não interviesse agora, converter-se-ia em cúmplice do delito.

No mundo dos absurdos, não existe coisa mais absurda do que supor-se, por um momento sequer, essa mulher vestida de púrpura e escarlate de que nos fala o Apocalipse, essa grande Rameira Humana, cujo número é 666, conquistando outros mundos habitados com os seus famosos foguetes e coroada rainha e senhora do espaço infinito.

A nova catástrofe, que acabará com a raça Ária, é totalmente justa e absolutamente indispensável!

Samael Aun Weor

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