O Agnostos Theos, o Lúcifer e os 3 Aspectos do Esperma Sagrado

O Agnostos Theos, o Lúcifer e os 3 Aspectos do Esperma Sagrado

E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto religiosos;
Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO.
Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. (Atos: 17: 22)

E sobre o Deus Desconhecido, o Incognoscível, o Venerável Mestre elucida esse tema, de acordo com a Teologia Gnóstica:

Chegou a hora de compreender o que é realmente o SER… O que são nossos estudos, o que é a Gnosis. Antes de tudo, temos de render culto ao Agnostos Theos (Ἄγνωστος Θεός), ao Espaço Abstrato Absoluto, incondicionado e eterno.

Indubitavelmente, a Divindade incógnita e desconhecida é isso que não tem nome, é “Aquilo”, o Inominado, o Inefável.

O Absoluto está muito além de tudo que tenha forma e figura, lado por lado, quantidade, qualidade, número, medida e peso. É o que não é, o que não tem forma, o Real.

Ao usar essa classe de termos, vocês devem saber entender isso a partir de um ponto de vista intuitivo: quando digo “é o que não é”, há de se apreender seu profundo significado.

Uma forma de ser seria a que temos em nosso intelecto, porém “Aquilo” não é o que temos em nosso intelecto, e por isso eu digo “é o que não é”, esse Não Ser que É o Real Ser. Só assim poderemos entender algo, posto que “Aquilo” está muito além de toda compreensão.

Sat, o Imanifestado, indubitavelmente pertence ao aspecto negativo da Luz. Estamos acostumados a pensar na Luz em seu aspecto positivo, porém o aspecto negativo da Grande Vida está muito além de tudo que possamos entender, muito além dos Sefirotes da Cabala, muito além do silêncio e do som e dos ouvidos para percebê-lo; muito mais além do pensamento, do verbo e do ato.

Quando se fala de “existência negativa”, devemos entender Aquilo que Não É e Sem Embargo É. A Luz Incriada, pois, é o aspecto negativo da Luz, é o Real. Tomemos a existência negativa no sentido de que não é manifestada, que se oculta por trás dos véus da manifestação.

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Há um altar dedicado ao Deus desconhecido encontrado em 1820 no Monte Palatino, em Roma. Ele contém uma inscrição em latim, que diz: “Tanto para um deus quanto para uma deusa sagrada, Caius Sextius Calvinus, filho de Gaius, pretor por ordem do Senado, restaurou isto”

O Ancião dos Dias, por exemplo, em cada um de nós, acaba sendo o Malkut, ou seja, um aspecto inferior para o Absoluto. Assim como Malkut dentro da manifestação cósmica, ou seja, o mundo físico, é o aspecto mais inferior de todos os dez Sefirotes, assim também o Ancião dos Dias, com toda sua grandeza, majestade e senhorio, é o Malkut para o Absoluto.

Dessa Divindade incógnita e desconhecida, que se acha latente em tudo que é, foi e será, surge toda emanação: os Inefáveis, o Exército da Voz, a Grande Palavra, os Deuses Santos, os Governadores de todo o Universo. Eles não são senão manifestações da Divindade incógnita e desconhecida do Agnostos Theos.

Bem, meus caros irmãos, não nos esqueçamos, pois, de Jeová, de Iod‑Heve. Quando falo desta forma, não quero me referir, de nenhum modo, àquele Jeová antropomórfico da Igreja de Roma e de Jerusalém e de todas as pessoas dogmáticas em geral. Não, o Jeová a que me refiro, a que faço alusão, é o Jeová Íntimo de cada qual.

É óbvio que cada um de nós traz dentro o seu próprio Iod‑Heve. Iod é o princípio masculino, Heve é o princípio feminino. Iod é nosso Pai que está em segredo, Heve é nossa Divina Mãe Kundalini – esse é o Jeová Íntimo, particular, de cada qual.

Jesus de Nazaré rechaçou o Jeová antropomórfico dos judeus, esse Jeová bíblico, o da Lei de Talião, o da vingança.

Jesus de Nazaré amou seu Pai que está em segredo e sua Divina Mãe Kundalini. Vemos o divino Rabi da Galileia crucificado, exclamando ao Pai com grande voz: “Pai, em tuas mãos encomendo meu espírito”. Sua Mãe Divina Kundalini está ao pé da cruz. Ela o assiste, ela é Ram‑Io.

“Ram” é um mantra, o mantra do fogo, o mantra do tatwa tejas, e “Io” nos lembra os Mistérios Isíacos, Io é o ponto dentro do círculo, é o Lingam‑Yoni.

Pois então, irmãos, Jesus rechaçou definitivamente o dogmático Jeová, esse que fundamentava toda a sua doutrina na vingança do “olho por olho e dente por dente”, e adorou firmemente seu Pai que está em segredo e sua Divina Mãe.

O Jeová autêntico, pois, há de se buscá-lo intimamente. Cada um de nós leva muito além da sua Consciência o Pai que está em segredo e a Divina Mãe, Iod‑Heve.

Temos citado o Espaço Abstrato Absoluto, de onde emanou o Exército da Voz, de onde brotou nosso Jeová particular, o Divino Macho‑Fêmea. Vemos, pois, que detrás de nossa Divindade particular está a Divindade Abstrata, o Ser de nosso Ser, o Deus Desconhecido ante o qual se prosterna todo o Exército da Voz, a Deidade que não tem nome, a Existência Negativa, “Aquilo” que não é, e sem embargo é.

Temos visto, então, de onde brotou nosso Ser Interior. Sabendo que emanou dentre as entranhas do Espaço Abstrato, necessitamos nos orientar. Antes de tudo se faz indispensável que nosso Pai-Mãe Interior seja autorrealizado em nós. Isso é possível se compreendemos a nós mesmos, se conseguimos eliminar de nossa natureza, os elementos inumanos que carregamos dentro.

Vejamos: por que nas profundidades de nós mesmos está nosso Pai-Mãe, nosso Elohim Primordial, que emanou do Deus Desconhecido, da Luz Insondável, do Espaço Abstrato, incondicionado e eterno? Ele veio com um propósito, e é tomar forma em nós, autorrealizar-se, cristalizar em nós. Será isso possível?

Sim, o é! Porém, necessitamos, repito, primeiramente, da eliminação dos elementos inumanos, a fim de que Ele possa se expressar através de nós. Segundo, necessitamos da criação de instrumentos ou veículos capazes de armazená-lo, de recobri-lo com sua presença, de protegê-lo. Veículos que devem ter uma constituição forte e, sem embargo, elástica e dútil, sublime.

Que classe de veículos serão esses? Precisamente ontem, estivemos falando sobre os Corpos Existenciais Superiores do Ser. Todas as pessoas creem que já possuem tai Corpos – quando falo de “todas as pessoas”, refiro-me aos pseudoesoteristas e pseudo-ocultistas –, desafortunadamente são muito poucas as pessoas que nascem com um corpo astral.

Se examinamos cuidadosamente as pessoas, vemos que possuem somente um corpo planetário e esse corpo está governado por 48 leis.

O que estou dizendo está comprovado pelos 48 cromossomos que existem na célula germinal. Como já se sabe, o elemento masculino proporciona 24 cromossomos para formar essa célula, e os biólogos não ignoram que o elemento feminino aporta outros 24 cromossomos… sumados, nos dão 48, que é o número que se necessita para uma célula germinal.

Assim, então, nosso corpo físico está governado por 48 leis. É um instrumento maravilhoso. Desafortunadamente, a humanidade somente possui dito instrumento. O Assento Vital de tal veículo é o corpo vital, o Lingam Sarira dos teósofos, a condensação biotermoelectromagnética, na qual se acha a própria raiz de nossa existência. Muito além desses corpos, o único que existe é o Ego, e a humanidade é isso.

O bípede tricerebrado, o animal intelectual, somente possui o corpo planetário, com seu Assento Vital, e dentro, muito dentro, leva o Ego, o Eu, o Mim Mesmo, o Si Mesmo. Tal Eu, tal Ego, está composto por diversos elementos inumanos. Desafortunadamente, a Essência se acha enfrascada, embutida nos citados elementos, e é óbvio que se processa de acordo com seu próprio condicionamento.

Achamo-nos, pois, em um estado desastroso e, sem embargo, estamos chamados a recobrir com nossas presenças o Divino Macho‑Fêmea, esse que emanou do Espaço Abstrato Absoluto.

A Árvore Sefirótica é um esquema cabalístico do Universo e suas diversas Dimensões. O Agnostos Theos está muito além do Espírito e da Matéria, do Bem e do Mal…

Então, como fazer, como proceder, como atuar, como trabalhar para que um dia nosso Sagrado Elohim possa ser recoberto com nossa presença? De que maneira? Ante tudo, devemos começar por eliminar de nossa natureza os elementos inumanos.

Estes – repito para que me entendam bem, eu aclaro – se acham personificados com as diversas figuras que constituem o Eu, o Mim Mesmo, o Si Mesmo: ira, cobiça, luxúria, inveja, orgulho, preguiça, gula etc. são tão inumeráveis os defeitos, que ainda que tivéssemos mil bocas para falar, não acabaríamos de enumerá-los todos, detidamente.

Faz-se necessário, urgente, inadiável, poder eliminar todos esses defeitos. Cada um deles é um elemento inumano e dentro de cada um deles está enfrascada, engarrafada, embutida a Essência, a qual é o mais digno, que é o mais decente que possuímos.

Ante tudo, é urgente compreender que é indispensável fazer Consciência de nossos próprios erros. Na relação com as pessoas, na luta pelo pão de cada dia, na relação com nossas amizades, os defeitos que levamos escondido afloram, e se nos achamos alertas como o vigia em época de guerra, então os descobrimos. Defeito descoberto deve ser compreendido muito integralmente, em todos os departamentos da mente.

Cada defeito é polifacético e tem muitas raízes. Uma vez que tenhamos compreendido nossos erros através da técnica da meditação, então procederemos a eliminá-los. Poderíamos compreender, por exemplo, o defeito da ira e sem embargo continuar com ela. Poderíamos compreender o defeito da inveja e sem embargo levá-la dentro. Repito: faz-se necessário, também, eliminar, e isso somente é possível utilizando a força elétrica sexual.

Assim, então, durante o Sahaja Maithuna podemos invocar Devi Kundalini, a Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes e suplicar-lhe que elimine, erradique de nós o defeito descoberto. Ela procederá, utilizando a Lança de Minerva para arrancá-los fora.

Recordemos aquele símbolo maravilhoso, em que aparece Jesus, o Grande Cabir, dentro do Templo de Jerusalém arrancando com o látego os mercadores; nós assim também devemos proceder: arrancar com o látego da vontade os mercadores do templo, a ira, a cobiça, o orgulho etc. etc. etc. Devi Kundalini se encarregará de fazê-lo, ela empunhará a Lança de Minerva, e com tal força fohática extraordinária eliminará os elementos inumanos que levamos dentro.

Assim, meus caros irmãos, a Consciência irá se emancipando, liberando, e conforme vá se liberando, irá despertando, e quando todos os elementos inumanos tiverem sido desfeitos, então Ela resplandecerá abrasadoramente, e aí poderemos ver, ouvir, tocar e apalpar as grandes realidades dos mundos interiores. Repito: necessitamos expulsar do templo os mercadores, e isso é questão de Thelema, de vontade.

Continuando em frente, o trabalho de preparação é extraordinário, porque necessitamos realmente trabalhar demasiado para poder, algum dia, recobrir com nossa presença o Divino Macho‑Fêmea, o Elohim Interior, que emanou da Luz Incriada, do Espaço Abstrato Absoluto.

Falando mais profundamente – para a preparação do templo –, diremos que se necessita da fabricação de um Corpo Astral. Eliminar o Ego é uma parte, criar os Corpos Existenciais do Ser é outra parte e nos sacrificarmos pela humanidade é nosso dever. Com esses três fatores da Revolução da Consciência, conseguiremos a autorrealização Íntima do Ser.

Com esses três fatores da Revolução da Consciência nos capacitaremos a poder cristalizar em nosso interior, o Elohim Íntimo, o Pai‑Mãe, o Jeová Particular, o Iod‑Heve.

A criação dos Corpos Existenciais Superiores do Ser é também de suma paciência: necessitamos transmutar o Sagrado Esperma em energia. Em outros tempos, quando a humanidade não havia desenvolvido o abominável Órgão Kundartiguador, ninguém extraía de seu corpo o Sagrado Esperma.

Mas quando foi projetado no animal intelectual o abominável Órgão Kundartiguador, então deleitou-se eliminando o Sagrado Esperma. Se nós transmutamos essa matéria venerável em energia, poderemos criar os Corpos Existenciais Superiores do Ser, porém antes de tudo há que se compreender os diversos processos alquímicos.

Foi-nos dito que para a Grande Obra, temos uma só substância. Qual será essa substância? E nós respondemos: o Mercúrio da Filosofia Secreta. E onde está esse Mercúrio? Pois bem, é a Alma Metálica do Esperma.

Lúcifer Interior, o reflexo do Logos Crístico em nós...
Lúcifer Interior, o reflexo do Logos Crístico em nós…

É claro que ao não gastar o licor seminal este se transmuta em energia e essa energia é o Mercúrio da Filosofia Secreta, ou seja, a Alma Metálica do Esperma é o Mercúrio da Filosofia Secreta e essa Alma Metálica está representada por Lúcifer, o qual ao citar este personagem, não devemos nos escandalizar.

Esse é Lúcifer; porém não pensemos em um arcanjo antropomórfico, o Lúcifer é muito individual, cada um de nós tem seu Lúcifer particular, individual. Lúcifer é um dos aspectos de nosso Ser Interior, e em verdade é o mais importante. É, por assim dizê-lo, o duplicado do Terceiro Logos em nós, a sombra de Shiva, o Arqui‑Hierofante e o Arquimago. Que ele resplandecia? É verdade: abrasadoramente.

Como Arcanjo Inefável, era um Santo Kummara, porém quando cometemos o erro de cair na “geração animal”, nesta, diríamos, a raiz de nossos atos – por ser ele um dos aspectos mais importantes de nosso Ser, por ser o duplicado de nosso Deus Íntimo –, caiu de fato nas trevas deste mundo e se converteu no Diabo.

Há tantos diabos na Terra quantos seres humanos. Cada um de nós tem seu próprio diabo, e esse diabo particular de cada um de nós, negro como o carvão, cristalizou pelo Órgão Kundartiguador, no Fohat negativo, no Fogo da Fatalidade, o Fogo Lúciferino.

Lúcifer está em desgraça, depois de ser a criatura mais excelente, não dentro do Ser, senão em nós. Devemos branqueá-lo e isso está escrito. Os alquimistas medievais disseram: “Queima teus livros e branqueia o latão”. Já se sabe que o latão é de cobre e o cobre está relacionado com Vênus, a estrela da manhã e da hora vespertina.

“Branquear o latão” significa branquear o próprio diabo interior para nos liberar. Ele é o Prometeu encadeado. Um abutre devora suas entranhas incansavelmente – o abutre do desejo. Nosso Lúcifer tem poder sobre os céus, sobre a terra e sobre os infernos, porém o temos em desgraça. Se o branqueamos, seremos recompensados, e com acréscimos.

Como braqueá-lo? Eliminando o Ego, criando em nós os Corpos Existenciais Superiores do Ser e sacrificando-nos pela humanidade.

Entre os astecas, Lúcifer aparece lançando-se de cabeça ao fundo do abismo, símbolo de nossa queda sexual. Mas, há algo novo na doutrina asteca: Lúcifer cingindo o cordão de penitente, de anacoreta. Lúcifer fazendo penitência? Terão visto algo mais extraordinário? É digno de ver esse Lúcifer, que é, digamos, a representação de nossa Pedra Filosofal.

No fundo, esse paradigma está em nós, porém está tão relacionado intimamente com o Mercúrio da Filosofia Secreta, que parece como se tivéssemos passado por uma digressão, mas não passamos por nenhuma digressão; necessita-se prestar muita atenção. Já disse que a Alma Metálica do Esperma é a Pedra Filosofal, já disse que Lúcifer é a Pedra Filosofal. Adivinhem: qual dos dois e a Pedra Filosofal?

Mural de Notre Dame retrata o dualismo cósmico e psicológico
Mural de Notre Dame retrata o dualismo cósmico e psicológico

Em realidade de verdade, tanto Lúcifer quanto a Alma Metálica do Esperma constituem-se na Pedra Filosofal… essa Pedra está velada por Lúcifer.

Bem, na Catedral de Notre Dame de Paris aparece uma ave, o corvo, com a vista dirigida para a “pedrinha angular”. E o que há nessa pedrinha angular? Uma figura, um diabo. Que significa o “corvo da putrefação”? A morte! Necessitamos da eliminação, matar, destruir o Ego animal, só assim é possível “branquear o Diabo” que está na angular do templo e que deseja sua liberação, pois quer voltar a ser o Arcanjo luminoso de outros tempos.

Os 3 Níveis do Sêmen

Essa Alma Metálica do Esperma, repito, é extraordinária. Emanou do Caos e está nas águas seminais, em verdade. Por sua vez, dessa Alma Metálica, mediante a transmutação, desprende-se uma terceira água: é o produto, propriamente criador, que sobe pelos canais de Idá e Píngala até o cérebro.

Quando o Fogo, o Enxofre, faz fecundo esse Mercúrio, então começa o processo maravilhoso da Iniciação. Porém, tenham-se em conta os três aspectos do Mercúrio:

Primeiro: como Caos Metálico, simples esperma.
Segundo: como Alma Metálica ou Mercúrio.
Terceiro: a Terceira Água, aquele fluido maravilhoso que sobe pelos canais de Idá e Píngala até o cérebro.

Um momento chega, ou chegará em que esse terceiro aspecto, esses fluidos sexuais, ascendendo pelos canais de Idá e Píngala, sejam fecundados pelo Fogo Sagrado – eis aí o ligame do Mercúrio e do Enxofre em seu primeiro aspecto –, e todo o nosso processo esotérico se fundamenta nos cruzamentos incessantes do Mercúrio com o Enxofre.

O Hidrogênio Sexual Si‑12, do qual nos falam os melhores ocultistas, entre eles Gurdjieff, seriamente corresponde ao próprio Mercúrio, ao terceiro aspecto, à terceira Água Mercurial. Esse Mercúrio, ao cristalizar em seu primeiro veículo, que é o Astral, se faz extraordinário, maravilhoso. Porém, para que esse Mercúrio tome a forma do Corpo Astral, há que se trabalha-lo.

Mediante a transmutação, chegará o momento em que esse Mercúrio tome essa figura e já providos de um Corpo Astral, podemos viajar com ele através do espaço infinito. Muito mais tarde, o Mercúrio vem se cristalizar na forma do Corpo Mental, e muitíssimo mais tarde, na forma do Corpo Causal… Vejam vocês as três formas de cristalização do Mercúrio.

Quando esses Corpos Existenciais são criados, formados, encarnamos a Alma Humana. Porém, basta criar com o Mercúrio os Corpos Existenciais Superiores do Ser, nós precisamos saber que o Mercúrio está chamado a carregar o Ouro do Cristo Cósmico dentro de si mesmo.

São Cristóvão carregando o Menino é uma alegoria desta verdade que estamos dizendo. Cada um de nós deve, antes de tudo, preparar seu Mercúrio. Uma vez preparado, não esquecer que dentro de nós deve se desenvolver o Menino de Ouro da Alquimia Sexual.

Portanto, o Hidrogênio Sexual Si‑12 de que nos fala Gurdjieff não é outra coisa senão o mesmo Mercúrio. Quando se diz que “o Ouro se desenvolve dentro do Mercúrio do Ser”, que classe de ouro é o que se forma? Repito: o Ouro Crístico, porque Cristo é o Ouro dentro desses corpos. E do Mercúrio deve formar-se o Ouro, o Ouro do Cristo. Enfim, o Logos deve tomar forma em nós e esse é um trabalho dispendioso, árduo.

O Esperma Metálico é um dos fundamentos do Laboratorium Oratorium da Alquimia

Não basta criar os Corpos Existenciais Superiores do Ser, deve-se ir mais longe: necessita-se aperfeiçoá-los para que possam ser recobertos mais tarde com as distintas Partes do Ser.

Repito, para que os aqui presentes e os que me escutam compreendam: o Mercúrio é a matéria fundamental da Grande Obra e tem, eu já disse, três aspectos – repito e aclaro:

Primeiro: o Caos propriamente dito, que é a secreção semilíquida, semissólida, das glândulas sexuais, e isso se dá não somente nos homens senão também na mulher, porque se bem que é certo que o homem durante um orgasmo gasta seu esperma, a mulher também tem seu esperma, e quando passa pelo orgasmo, o perde miseravelmente.

Que os médicos não queiram chamar de “esperma” as secreções sexuais femininas? Isso é outra coisa, porém, os alquimistas, sim, damos o nome de “esperma”, porque é um esperma – e estou falando em termos de Alquimia rigorosa, não em termos clínicos, médicos, e isso deve ficar aclarado neste diálogo.

Que tem três aspectos? Isso é verdade, e estou repetindo para que seja entendido: o primeiro, eu já disse, é o esperma.

O segundo aspecto resulta da transmutação. É, digamos, a parte tetradimensional do esperma, a parte sutil, etérica, a Alma digamos, desse esperma, a Alma Metálica. Esse é o Mercúrio em seu segundo aspecto.

Porém, o terceiro aspecto advém do segundo: é a energia já ascendendo pelos cordões de Idá e Píngala até o cérebro.

Dizem os Alquimistas que “o Mercúrio deve ser fecundado pelo Enxofre” e convém que vocês me entendam. É claro que quando os átomos solares e lunares fazem contato no Triveni, perto do cóccix, por indução desperta uma terceira força, que é o Enxofre, o Fogo, que ascende vitorioso pelo canal de Sushumna, ou seja, pelo canal medular da espinha dorsal até o cérebro, e em sua ascensão vai abrindo os chacras.

Samael Aun Weor (Conferência O Agnostos Theos)

4 Comments

  1. o esperma é um tipo de luz astral ou a própria luz astral ?

    1. o esperma é o veículo onde a luz astral, ou energia da Mãe Divina, se expressa no mundo físico.

      1. eu gostaria de saber quantos anos preciso ficar em total abstinência sexual pra eu poder despertar uma faisca da minha kundalini? gostaria de uma resposta dizendo quantos anos aproximadamente pois estou disposto a ficar até se possível mais de 10 anos em abstinência sexual ou seja sem fornicar e sem cometer a masturbação, quantos anos seria necessario no mínimo ou no maximo pra eu atingir a kundalini? sei q a completa kundalini so desperta com um homem e mulher mas com o homem sozinho sei q da pra despertar somente uma faisca da kundalini, entao gostaria de saber por quantos anos eh possivel despertar a faisca da kundalini, se eu puder so despertar a faisca com um superior me orientando quanto tempo de abstinencia esse mestre superior me orientando em qtos anos eu atingo a faisca da kundalini?

  2. muito bem explicado. Que um dia a humanidade venha recuperar-se do estado deplorável em que se encontra, para que possa retornar ao paraíso edênico Jinas. Conviver com demônios encarnados(magos negros que derramam o licor seminal) é muito difícil, já que não querem ouvir falar sobre o Divino em nós.Que saudade do Pleroma!!!

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