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Sexologia gnóstica para o casal iniciante

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Como todos sabemos, o sexo desempenha importante papel na vida. A arte, a religião, as festas, o teatro, as reuniões políticas, tudo gira em torno disso que chamamos de “energia criadora”, de uma forma ou de outra. Qualquer diálogo entre mulher e homem é, essencialmente, de caráter sexual. Um sexomaníaco, por exemplo, é escravo do sexo, enquanto um Alquimista Gnóstico domina e comanda as suas funções sexuais com muita habilidade, portanto, é Amo e Senhor das terríveis e poderosas Forças Sexuais…

Todos nascemos pelo sexo, pelo útero criador. Todavia, nos dias de hoje, nesta época tenebrosa, o sexo é malvisto e considerado uma atividade inferior, animalesca e unicamente lúdica.

Nas culturas antigas, o sexo era considerado como a chave da vida e os próprios monumentos assim o indicam. Essas civilizações conheciam profundamente os Mistérios da Transmutação, ou, em outras palavras, a Alquimia Sexual. Na Grécia, na sala de Mistérios e de Ofícios, Vênus e Cupido eram exclusivamente vistos como símbolos da Sexualidade Transcendental.

No Egito, as câmaras secretas dos faraós eram lugares sagrados, onde se praticava a Alquimia. As tradições assírias, babilônicas, fenícias, caldeias, astecas, maias, incas, olmecas etc. estavam fundamentadas num puro e sagrado ensinamento tântrico sexual. Ou seja, seus grandes líderes espirituais podiam ser considerados como grandes sexólogos.

Todos os rituais do Fogo, as danças sagradas do Fogo, relacionavam-se com o aspecto da integração masculino-feminino, para se gerar uma terceira força (ou seja, ou para a procriação de um novo ser humano ou para a canalização e criação de fenômenos mágico-espirituais). As danças dos dervixes, as invocações ao deus asteca das águas – Tlaloc -, eram sempre relacionados com os aspectos da Criação.

Seria muito importante relembrar o que nesses cultos se ensinava que nós nascemos fisicamente do útero e podemos nascer também espiritualmente pelo útero. Infelizmente, na atualidade, em vez de respeitar esses Mistérios, nós os vulgarizamos e os profanamos.

As grandes óperas, como o Parsifal de Richard Wagner, a Flauta Mágica de Mozart, a ópera Fidelio de Beethoven, e muitas outras obras artísticas estão ligadas aos ensinamentos tântricos. As catedrais góticas também nos convidam a refletir sobre isso.

O sexo deve ser visto não somente como força mantenedora da espécie humana, mas como algo muito mais transcendental.

Quem ofende a face divina do sexo? Primeiramente, quem abusa da energia sexual de uma forma ou de outra. Os que praticam sexo com inúmeros parceiros ao longo da vida, os masturbadores, os adúlteros, os fornicários em geral. Também abusam do sexo os que tentam escapar dele, transformando-se em celibatários, como muitos pseudossacerdotes, anacoretas, ermitões, enfim, os sexofóbicos, que pensam equivocadamente que o sexo é algo inferior, negativo e antiespiritual.

Havia algumas seitas fanáticas no Oriente em que seus adeptos eram enclausurados, e no afã de se purificar, de se “santificar”, deixando de pensar no sexo, eles eram sumariamente castrados, acreditando-se, com isso, que eles se aproximariam definitivamente de Deus. Porém, o resultado sempre foi exatamente o contrário, ou seja, em vez de entrarem em contato com forças divinas, do Alto, afastavam-se destas. Esse processo termina tornando-os verdadeiros adeptos da “mão esquerda” (degenerados da Magia Negra) e vítimas de forças abismais.

Seguidores do apóstolo Pedro degeneraram-se a tal ponto que, atualmente, segregam homens e mulheres em todas as instâncias hierárquicas dessa Igreja. Os inúmeros mosteiros da atualidade somente conseguem prejudicar o desenvolvimento do ser humano.

Por outro lado, encontramos pessoas que se entregam ao sexo desenfreadamente, pessoas degeneradas que são vítimas do sexo. Todos os seus pensamentos e diálogos se relacionam com o sexo. A tendência desses indivíduos, no decorrer do tempo, é a morte prematura. Essas pessoas também podem cair no homossexualismo com o passar das encarnações, pois o sexo normal já não os satisfaz.

Essa afirmação não é, de forma alguma, um preconceito contra ninguém: a Gnose afirma que o abuso do ato sexual ao longo das encarnações desequilibra o corpo astral, alterando o fluxo natural das energias criadoras. E esse desvio energético nos canais responsáveis pelo funcionamento da função sexual se corrompem, induzindo os homens a sentirem atração não mais pelas mulheres, mas por outros homens;  e o mesmo ocorrendo com as mulheres. Portanto, podemos afirmar categoricamente que o desejo homossexual é uma “deturpação” da função sexual em vidas passadas!

Além dessas opções – a repressão e o extravasamento, que são as duas faces de uma mesma moeda, ou seja, a Infrassexualidade –, a sabedoria gnóstica vê uma terceira, que leva o ser humano (tanto a mulher quanto o homem) a se aproveitar do poder mágico do sexo para a sua própria regeneração e transcendência espiritual. É nesta terceira via que o estudante esoterista deve trilhar.

A terceira via do sexo, que a Gnose preconiza, resume-se na sábia e equilibrada condução da ens seminis, ou entidade do sêmen, aproveitando as suas energias para chegar a estados superiores de Consciência. Apesar de a Humanidade se encontrar degenerada em uns 97%, ela tem ainda uma imensa capacidade de regeneração, desde que seus órgãos criadores não estejam afetados, maculados (seja por acidentes, enfermidades ou cirurgias).

Todavia, a Humanidade poderia se regenerar à medida que encontrasse as Chaves da autossuperação física e psicológica, nos Mistérios do Fogo Sagrado.

Infelizmente, a maioria das pessoas crê piamente que se “salvará” sendo bons pais, pagando os estudos de seus filhos, pagando impostos ou ajudando aos pobres e necessitados, enfim, cumprindo com suas obrigações familiares e sociais. Por ignorância do conhecimento iniciático, aceitam qualquer coisa, menos que o sexo possa servir de arma para a realização espiritual. Não sabem e não querem saber que o sexo é a chave da vida e da morte, não somente da vida material, mas do próprio espírito.

Há pessoas que mal chegaram à idade dos 40 anos e já se parecem com anciães, vítimas do mau uso do sexo ao longo de suas vidas. Possuem debilidades nos cinco sentidos, seus órgãos internos falham, sua mente é débil, a memória idem. No entanto, há anciães que já ultrapassaram os 70 anos e que carregam grande capacidade juvenil de percepção e captação das verdades da vida. A que se deve isso? Pois ao conhecimento e à prática da Transmutação Sexual: em resumo, ao não derramamento das energias sexuais.

Quanto maior a quantidade de energias transmutadas, maior condição para a eliminação dos agregados psicológicos e de fortalecer os neurônios o praticante gnóstico terá.

Para a Transmutação, necessitam-se:

– corpo são
– mente equilibrada
– consciência pura

Isso que na Gnose se chama Sexo Transcendental se fundamenta no que os antigos magos chamavam de “o segredo dos segredos”, ou o “grande mistério maçônico”, as “riquezas de Salomão”, os “tesouros dos templários”, a “pedra filosofal dos Alquimistas” etc., conhecidos nos tempos modernos como Arcano AZF.

O AZF é uma série de técnicas que permitem fabricar a Alma do ser humano, que pensa tê-la, porém não a possui, somente tem uma fagulha, um resquício de Alma em seu interior. Essa fagulha eventualmente se manifesta como um remorso de consciência, um pouco de misericórdia, empatia, amor, fraternidade, compaixão etc. para com o meio ambiente e com o próximo.

O Arcano AZF é uma série de técnicas que permitem ao Iniciado gnóstico acumularem uma tal quantidade de Fogo Interior, ou de energia psíquica, chamada pelos alquimistas medievais de “ouro alquímico”. Lembremo-nos de uma das máximas alquímicas: “transmutar o chumbo em ouro”.

Esse chumbo da filosofia alquímica são nossas energias psíquicas, emocionais e mentais não trabalhadas, mal canalizadas e perdidas torpemente, de forma egóica e instintiva (ou seja, não consciente).

A finalidade da Transmutação Sexual por meio do Arcano AZF é precisamente desenvolver uma energia superior que possa trazer uma alta vibração dentro do organismo psicofísico e também para a eliminação de nossos inúmeros estados psicológicos subjetivos.

O Arcano AZF, trabalhado positivamente, produz dois efeitos no praticante: primeiro, a transmutação sexual e consequentemente a criação dos chamados “corpos solares”, e segundo, o despertar da força mágica que no Oriente foi batizada com o nome de Kundalini.

O sexo deve ser puro e natural e o casal heterossexual deve dominar as diversas funções sexuais de seu corpo e sua mente. O casal alquimista precisa controlar seus esfíncteres, que controlam a saída (ou não) do ens seminis. Para isso é necessário utilizar-se a imaginação e a força de vontade, para que o corpo nem sequer chegue perto do orgasmo e da ejaculação seminal. Nunca!

A prática da Transmutação Sexual deve sempre ser feita com amor e respeito mútuos, sem violar a Natureza, ou seja, esta prática de suprassexualidade não pode ou deve ser efetuada quando um dos parceiros não estiver saudável, equilibrado. Se do casal um não estiver bem disposto, ou se estiver enfermo, ou se a mulher estiver grávida ou menstruada, e mesmo assim pratica-se sexo, então há grande violência contra a Mãe Natureza…

O Método Diana ou Carezza

Para o casal iniciante, que deseja aprender o bê-á-bá do Arcano AZF, recomenda-se uma prática, por uns chamada de Método Diana e por outros de Método Carezza (Carícia, em italiano). Ou seja, o contato físico amoroso e cheio de carícias, beijos, toques, massagens, pranayamas e mantras em conjunto etc., porém sem chegarem à penetração sexual propriamente. Esse trabalho com o Método Diana deve ser realizado em base a um acordo mútuo entre a esposa e o marido, contemplando-se, repito, mutuamente com abundantes beijos, carícias, abraços, exercícios esotéricos diversos, sem violências e autoritarismos na prática.

Iniciando nos Mistérios Sexuais dessa forma, o casal gnóstico começa a acumular inúmeras forças mágicas em sua aura e também diversas virtudes que lhes serão muito úteis e importantes ao longo das práticas alquímicas, como, por exemplo, a paciência, o conhecimento das potencialidades e limitações mútuas, além é claro do autoconhecimento (físico e psíquico).

E com o passar do tempo, e gradativamente, conforme o casal vai se aperfeiçoando e conhecendo suas particularidades nas técnicas da suprassexualidade (ou seja, na não perda do “licor” sexual), os dois vão se transformando em um autêntico casal de Alquimistas, em seu sentido mais amplo.

Se o casal gnóstico iniciante seguir à risca o Método Diana/Carezza, estará realizando o que os gnósticos primitivos chamavam de “cumprir com os Mistérios de São Pedro e São João”.

Os Mistérios de São Pedro são as técnicas psicofísicas capazes de manipular as energias sexuais para que estas sejam transmutadas em energias altamente refinadas. Já os Mistérios de São João referem-se, entre outros, ao uso de mantras muito especiais que permitem um fluxo maior e mais profundo dessas energias sexuais por canais específicos que se encontram na constituição psíquica do casal gnóstico.

Essas mantralizações, ou vocalizações, devem ser acompanhadas de “imaginação dirigida e consciente” para que produzam bons resultados. Há certos mantras que, ao serem vocalizados juntamente com a imaginação dirigida e força de vontade, fazem as energias criadoras sexuais ascenderem mais rapidamente, criando prodígios espirituais maravilhosos.

Alguns dos mantras recomendados aos gnósticos

IAO (vocalizar essas letras juntas ou separadas a cada respiração)
Yam… Dram… Hum… (cada sílaba numa respiração; e deve-se prolongar a letra M, assim: Yaaammmmmmmmm… Draaammmmmmmmm… Huuummmmmmmmm…
Krim (deve-se prolongar as letras R e M: Krrrrrrrrriiimmmmmmmmm…)
DIS… DAS… DOS… (é o famoso mantra dos querubins)
INRI (pode-se trocar as letras I por outras vogais)
O… AO… KAKOF… NA… KHONSA…
HAM… SAH… (o Ham deve ser mentalizado enquanto se respira lentamente e se “pensa” nessa sílaba; já o SAH deve ser verbalizado rapidamente)
ARIO (Aaaaaarrrrrrrrriiiiiiiiiooooooooo). Este é um dos mantras mais poderosos entregues para a transmutação sexual. Com a letra A o Fogo Criador é ativado no Centro Sexual; com o R, o Fogo sobe pela coluna vertebral; com I essa energia fixa-se no cérebro e finalmente com a vogal O uma parte da Energia Criadora vai até o coração.

Outra orientação ao casal gnóstico iniciante é que se deve começar tanto o Método Diana/Carezza quanto o Arcano AZF propriamente (ou seja, a união sexual sem ejaculação/orgasmo) num estado de tranquilidade, autocontrole, harmonia, mas sem perder o “entusiasmo mágico”. Traduza-se esse entusiasmo mágico como não perder a excitação sexual, pois o casal gnóstico deve recordar que o que a Gnose ensina é a eliminação da luxúria, não do erotismo ou da excitação natural.

Quando o casal se sentir mais confiante, com mais autocontrole sobre seu corpo e sua psique, a conexão pode ser feita após as carícias entre os dois. Em seguida, conforme as condições e o tempo normal de conexão, os dois, ao mesmo tempo, poderão vocalizar um ou mais mantras sagrados, como os acima citados. Isso até que o casal pressinta uma superexcitação, que indica a proximidade do orgasmo fisiológico. Então, ambos se afastam e, continuam a mantralização, deitados um ao lado do outro, até que sintam que as energias sexuais foram transmutadas.

Os 3 Exercícios Auxiliares da Magia Sexual

Os três canais principais por onde ascendem as energias sexuais transmutadas estão representadas pelo Caduceu de Mercúrio. Eles são de natureza energética (etérica, astral, mental, causal) e conectam os testículos/ovários ao cérebro e ao coração. Para as práticas de Magia Sexual serem cada vez mais bem-sucedidas, requer-se que tais canais estejam fortalecidos, curados e regenerados, e isso pode ser conseguido praticando-se diariamente três exercícios muito simples, mas ao mesmo tempo extremamente eficazes: o Pranayama Egípcio, os mantras Ham-Sah e Torn.

Se o estudante gnóstico realiza tais exercícios, sendo solteiro ou casado, ele se beneficiará em demasia quando sentir que deve iniciar seriamente o rito sagrado da Magia Sexual. Essas práticas devem ser feitas tanto pelos solteiros quanto pelos já casados que recém-conheceram a Alquimia Sexual.

Podemos enumerar alguns dos muitos benefícios dos três exercícios esotéricos acima descritos: equilíbrio do sistema nervoso, controle da ansiedade, controle da ejaculação precoce, equilíbrio da excitação sexual (nem muito nem pouco), equilíbrio dos sete chakras principais, canalização da energia criadora para abastecer e curar os Centros Psíquicos, maior fluidez do Fogo Sagrado entre o casal (troca harmoniosa de fluidos energéticos pelos chakras entre o casal, especialmente pelos chakras laríngeo e sexual), regeneração mais rápida e dinâmica do sistema endócrino, maior controle e equilíbrio dos pensamentos etc.

Explicação sobre o mantra TORN: esse mantra sagrado faz parte dos estudos de Magia Rúnica, ensinados pelos mestres Huiracotcha e Samael Aun Weor.

Você pode praticar conforme é ensinado na Runa Os (ou Olin) ou simplesmente sentado na cadeira, ou ainda deitado na cama, e depois de respirar profundamente, vocalize diversas vezes esse mantra, prolongando cada uma de suas letras, assim: tooooooorrrrrrrnnnnnnn… Pode-se usar a Imaginação dirigida, mentalizando que a coluna vertebral é um tubo de luz branca… Se o mantra for praticado pelo casal, uma das sugestões é que podem sentar-se em posição de lótus, um encostado no outro (costa a costa) e os dois vocalizando ao mesmo tempo o mantra (assim, o casal se imantará cada vez mais, afinando suas energias, emoções e pensamentos para a prática da Magia Sexual em seguida).

Uma observação final em relação ao mantra Torn refere-se à prática da magia sexual em si. Se acaso o praticante alquímico sentir que a ejeculação/o orgasmo estão próximos, devem se retirar do ato e imediatamente deitar-se e vocalizar ininterruptamente esse mantra, até que a sensação de “queda” suma. Então, a partir daí, o casal não deve voltar a praticar Alquimia até o dia seguinte, mas somente o Pranayama Egípcio e o mantra Ham-Sah.

Efeitos corriqueiros nos casais iniciantes

Devemos lembrar que passamos dezenas e dezenas de encarnações (ou retornos) perdendo nossa energia sexual. Portanto, que ninguém pense que será fácil recanalizar essa energia “para dentro e para cima”. Isso leva tempo, a memória celular deve ser readaptada, e isso precisa de muita paciência e compreensão do casal.

Comumente, por falta de experiência na canalização da energia sexual, o casal – especialmente o homem – costuma ter perdas inconscientes do licor seminal. As chamadas “poluções noturnas” e as espermatorreias (emissão involuntária de sêmen ao longo do dia) têm algumas causas, entre as quais:

– a própria inconsciência
– não saber transmutar corretamente no início, permitindo que as “gônadas” se sobrecarreguem
– problemas renais ou do aparelho geniturinário (inflamação na próstata, problemas no útero-ovários, problemas nos rins, corrimentos etc.)
– eus luxuriosos diversos que ao longo do dia se manifestam (eu “mirador”, eus de fantasias mentais, maus hábitos perniciosos como ver imagens pornográficas na internet etc.)
– influências de entidades astrais negativas (que podem ser afastadas por meio das práticas gnósticas de proteção psíquica)
– descuidos do corpo físico, como alimentar-se excessivamente altas horas da noite, ingerir comidas picantes e/ou carne suína, bebidas alcoólicas destiladas, alimentos de natureza Yin; também o uso de medicamentos que afetem o sono, o sistema nervoso, o sistema cardiovascular etc.
– desconhecimento dos “choques energéticos” que ocorrem no corpo físico no final da madrugada (às 4 a 5 horas). Etc.
– consequências do acúmulo de energias negativas adquiridas por nossos hábitos sexuais (as chamadas energias venenoosquirianas). Essas energias acumulam-se em nossas baterias psíquicas, ou Centros, especialmente nos centros instintivo e sexual.

Ali Onaissi (Jornalista e escritor, coordenador do portal Gnosisonline)

A necessidade do despertar da Consciência para o trabalho interno

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Convém eliminar, para o bem da Grande Causa, determinados espinheiros que obstruem o Caminho. Em tudo isso existe algo demasiado grave. Quero fazer referência ao “sonho da consciência”.

Os quatro evangelhos insistem na necessidade de despertar, porém, infelizmente, as pessoas supõem que estão despertas.
Para o cúmulo dos males, existe por toda parte um tipo de gente, muito psíquica certamente, que não somente dorme, como ainda sonha que está desperta.

Essas pessoas se autodenominam videntes e se tornam demasiado perigosas porque projetam sobre os demais seus sonhos, alucinações e loucuras. São precisamente eles que impingem a outros os delitos que estes não cometeram e assim desbaratam lares alheios.

Resulta óbvio compreender que não falamos dos legítimos clarividentes. Referimo-nos, por agora, a esses alucinados, a esses equivocados que sonham estar com a Consciência desperta.

Com profunda pena evidenciamos que o fracasso esotérico se deve à consciência adormecida.

Muitos devotos gnósticos, sinceros amantes da verdade, fracassam graças a esse lamentável estado de consciência adormecida.

Nos tempos antigos,  ensina-se o Grande Arcano, a Maithuna, a Yoga Sexual, apenas àqueles neófitos que despertavam a consciência. Os hierofantes sabiam muito bem que os discípulos adormecidos, cedo ou tarde, terminam abandonando o trabalho na Nona Esfera.

O pior é que esses fracassados se autoenganam, pensando de si próprios o melhor, e quase sempre caem como rameiras nos braços de alguma escolinha nova que lhes brinde um pouco de consolo. Depois, pronunciam frases como as seguintes: “Eu não sigo os ensinamentos gnósticos porque eles exigem um casal e isto é coisa de um só… A liberação, o trabalho, é coisa que se tem de buscar sozinho…”

Naturalmente, essas palavras de autoconsolo e autoconsideração têm por objetivo unicamente a própria autojustificação. Se essas pobres gentes tivessem a sua consciência desperta, perceberiam o seu erro e compreenderiam que eles não se fizeram sozinhos. Eles tiveram um pai e uma mãe, e houve um coito que lhes deu vida.

Se essas pobres gentes tivessem a sua consciência desperta, verificariam que assim como é em cima é embaixo e vice-versa, experimentariam diretamente a crua realidade dos fatos, dar-se-iam conta cabal do lamentável estado em que se encontram e compreenderiam a necessidade da Maithuna para a fabricação dos corpos solares, o traje de bodas da alma, e assim, conseguir o Segundo Nascimento do qual falou o Grande Cabir Jesus ao rabino Nicodemo.

Porém, tais “modelos de sabedoria” dormem e não são capazes de verificar por si mesmos que estão vestidos com corpos protoplasmáticos, que se vestem com farrapos lunares e que são uns pobres-coitados e miseráveis.

Os sonhadores, os adormecidos que supõem estar despertos, não somente prejudicam a si
mesmos, como ainda causam graves danos a seus semelhantes.

Eu creio que o equivocado sincero, o adormecido que sonha estar desperto, o alucinado que se qualifica de iluminado, o mitômano que se crê supertranscendido, em verdade, causa a si e aos demais muito mais dano do que experimenta alguém que jamais em sua vida ingressou nos nossos estudos.

Estamos falando numa linguagem dura, mas podem estar seguros de que muitos adormecidos e alucinados, ao lerem estas linhas, em vez de se deterem por um momento para refletir, corrigir ou retificar, buscarão apenas uma forma de se apropriar de minhas palavras a fim de documentar suas loucuras.

Para desgraça deste pobre formigueiro humano, as pessoas levam dentro um péssimo secretário que sempre interpreta mal os ensinamentos gnósticos. Referimo-nos ao Eu Pluralizado, ao Mim Mesmo.

O mais cômico de Mefistófeles é a maneira como se disfarça de santo. Claro que agrada ao Ego que o ponham no altar e o adorem.

Compreendam de uma vez por todas que enquanto a consciência continuar engarrafada no Eu Pluralizado, não somente dormirá, como terá, o que é pior, o mau gosto de sonhar que está desperta.

O pior gênero de loucura resulta da combinação de mitomania com alucinações.

O mitômano é aquele que se presume de Deus, que se sente supertranscendido e que deseja que todo mundo o adore.

Esse tipo de pessoa, ao estudar este capítulo, imputará a outros minhas palavras e continuará pensando que já dissolveu o Eu, ainda que o tenha mais robusto que um gorila.

Estejam seguros de que quando um mitômano adormecido trabalha na Forja dos Ciclopes muito breve abandonará o trabalho dizendo: “Eu já consegui o Segundo Nascimento. Eu estou liberado. Eu sou um Deus. Renunciei ao Nirvana por amor à humanidade”.

Em nosso querido Movimento Gnóstico, já vimos coisa muito feia. Resulta espantoso ver os mitômanos, os adormecidos alucinados, profetizando loucuras, caluniando o próximo, qualificando os outros de magos negros etc. Isso é espantoso.

Diabos julgando diabos! Todos esses “exemplos de perfeição” não querem se dar conta de que neste mundo doloroso em que vivemos é quase impossível encontrar um santo.

Todo mago é mais ou menos negro. De forma alguma se pode ser mago branco enquanto o Eu Pluralizado estiver metido no corpo. O Eu Pluralizado é o próprio demônio.

Isso de andar dizendo por aí que fulano está caído é certamente uma brincadeira de mau gosto, porque neste mundo todas as pessoas estão caídas.

Isso de caluniar o próximo e de destruir lares com falsas profecias é próprio de alucinados, de gente que sonha estar desperta.

Se alguém de fato quer autodespertar, que se resolva a morrer de instante a instante, que pratique a meditação profunda, que se liberte da mente, que trabalhe com as Runas da maneira como ensinamos neste livro…

À Sede Patriarcal do Movimento Gnóstico chegam muitas cartas de adormecidos que dizem: Minha mulher… ou fulano… ou beltrano… está muito evoluído, é uma alma muito velha… Etc.

Esses pobres adormecidos que assim falam, pensam que o tempo e a evolução podem
Autorrealizá-los, podem despertá-los e levá-los à liberação final. Essas pessoas não querem
compreender que a evolução e sua irmã gêmea, a involução, são apenas leis mecânicas da Natureza, as quais trabalham de maneira harmoniosa e coordenada em toda criatura.

Quando alguém desperta a consciência, percebe a necessidade de se emancipar dessas leis e de se meter pela Senda da Revolução.

Queremos gente desperta, firme, revolucionária; de maneira alguma aceitamos frases incoerentes, vagas, imprecisas, insípidas, inodoras etc.

Vivamos alertas e vigilantes como a sentinela em época de guerra. Queremos pessoas que trabalhem com os Três Fatores de Revolução da Consciência.

Lamentamos tantos casos de equivocados sinceros que só trabalham com um fator e muitas vezes, infelizmente, muito mal trabalhado.

Precisamos compreender que somos pobres feras adormecidas, máquinas controladas pelo Ego.

(Samael Aun Weor, Magia das Runas)

Câncer – De 21 de junho a 22 de julho

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Regências e Relações

Região do corpo: Estômago
Metal: Prata
Pedra preciosa: Pérola
Perfume: Cânfora
Planta: Eucalipto, violeta, cerejeira
Flor: Rosa Branca
Planeta: Lua
Cor: Prateado
Elemento: Água
Palavra-chave: Fecundação
Dia da semana: Domingo
Arcanjo Regente: Gabriel
Gênios do Zodíaco: Randhar e Phakiel
Tatwa: Apas

Querido discípulo:

Já haveis estudado e praticado a lição de Gêmeos… Hoje, entramos na constelação de Câncer. Através de vossos estudos já vos destes conta de que nós, os Gnósticos, somos essencialmente práticos.

Francamente, não nos agrada passar a vida teorizando; nós vamos ao grão, estamos enfastiados de tanta teoria. Somo essencialmente realistas. Queremos fatos, não teorias nem intelectualismos morbosos. Gostamos das realidades efetivas. Vamos às grandes realizações.

Todas as escolas espiritualistas falam dos mundos suprassensíveis, porém nós vamos mais longe porque somos mais práticos. Ensinamos nossos discípulos a entrar nesses mundos em corpo astral e até com o próprio corpo de carne e osso, de uma forma totalmente consciente e positiva.

Isto de entrar com o corpo físico nos mundos ultrassensíveis causa espanto aos teóricos, porque eles nada mais sabem que teorizar, todavia aos compreensivos não causa espanto, uma vez que isso é tão antigo quanto o mundo. Em tempos não remotos, o corpo físico se desenvolvia e desabrochava dentro do plano astral.

Depois desse curto preâmbulo, entremos de vez em nossa presente lição de Câncer.

Câncer é a casa da Lua. A Lua influi sobre os sucos leitosos de todas as espécies vivas. A Lua ajusta a procriação de todo ser vivente. Governa a seiva dos vegetais e o fluxo e refluxo das marés. A Lua tem poder sobre o sal e o sal é a base de todo ser vivo. Dentro de nosso organismo existem 12 sais que são os 12 sais dos signos zodiacais.

Câncer é o signo do escaravelho sagrado. Câncer é o signo da reprodução. A concepção fetal verifica-se com os raios do signo de Câncer, e por isso ele é o signo do escaravelho sagrado. No Egito, o escaravelho sagrado simboliza a alma. As almas reencarnantes passam pela esfera de Câncer antes de tomar corpo.

Câncer produz a enfermidade que leva o seu nome. O Câncer é o karma dos fornicários.

A Lua é o símbolo de um planeta secreto que está atrás dela. As hierarquias violeta do templo-coração da Lua deram ao homem o corpo vital.

A Lua está habitada do lado que não se vê. Os selenitas são os seres mais atrasados e vulgares de nossa terra: houve que se encerrá-los lá. Quase todos os habitantes dessa população lunar são mulheres. Tais seres não são bons nem maus, apenas atrasados. Conforme evoluam, torna-se a lhes dar um corpo aqui em nossa terra, e, por fim, todos o terão de novo.

Também existe outra pequena lua chamada Lilith pelos astrônomos. Lilith é a Lua Negra. Ali vão ter as almas que já se separaram totalmente de sua santa trindade formada por Atman-Budhi-Manas.

Semelhantes almas são de uma perversidade indescritível e ali passam pela segunda morte à qual se refere o Apocalipse. Cristo também nos falou dela.

HPB alude ao Avitchi e à segunda morte no 6º volume de A Doutrina Secreta.

O Bhagavad Gita também nos fala do abismo, porém bastou que falássemos nós desse tema para que os espiritualistas da Colômbia se rissem de nós.

Jamais disse que minha pessoa física se ocupasse em encerrar as almas perversas no abismo. Isso seria um absurdo, pois eu sou um homem, como qualquer outro. Esses poderes apenas Deus os possui.

Maravilhas deste tipo apenas Atman as faz, o grande Espírito Universal da Vida; Alaya, a superalma de Émerson, a grande alma do mundo. Essas maravilhas só as faz meu Deus Interno, meu Purusha, minha Mônada, meu Ser Superior, meu Íntimo, meu Mestre Interno, meu Anjo Interno, diante do qual tenho de me ajoelhar, porque ele é Atman, o Inefável.

Isso pode fazer também o Deus Interno de qualquer um de vós, porquanto Atman é Onipotente e Inefável. Mestres há muitos, porém a Alma Mestre é uma só: a Alma do Mundo, o Alaya divino que se parece como muitos.

Samael Aun Weor é o nome autêntico de uma chama da grande fogueira diante da qual eu tenho de me prosternar.

Aun Weor significa Vontade de Deus e foi a vontade de Deus quem fez essa obra. Assim, quando falamos do Avitchi nada de novo dizemos, quase todos os melhores espiritualistas o comentam, o citam, o descrevem.

Surpreendem-se os espiritualistas de que Atman, o grande espírito Universal de vida, esteja atuando através de uma de suas chamas para cumprir uma missão cósmica. Estranham, sim, porque a ignorância em sua atrevida simplicidade é uma pedinte ladina com a qual não se pode ter um contato asseado. Onde está a sabedoria desses mentecaptos que me criticam? Que fizeram?

Gabriel é o Regente Arcangélico da Lua. A deidade dos Anúncios, da                                                              IMAGINAÇÃO CRIADORA (Clique Aqui)                                                                            e da Maternidade

O Avitchi é um tema muito velho, o próprio Dr. Jorge Adoum (mago Jefa), falou da segunda morte em A Sarça de Oreb. E então?

Antigamente, as personalidades totalmente separadas de sua divina tríade ficavam no Avitchi de nossa terra. (Veja o 6º volume da Doutrina Secreta de HPB.)

Hoje os tempos mudaram. Estamos iniciando a Nova Era de Aquário e as personalidades já separadas de suas Divinas Tríades, temos de isolá-las deste globo terrestre para limpar a atmosfera de toda maldade. Isso é tudo. Se isto é motivo de zombaria por parte dos espiritualistas de aula e de leitores ocasionais, de quem é a culpa?

Quando se rompe a ponte chamada Antakarana que comunica a Divina Tríade com os corpos inferiores, então a parte inferior fica separada e se afunda no Abismo de Forças destrutivas, onde vai se desintegrando pouco a pouco; esta é a segunda morte de que nos fala o Apocalipse ou o estado de consciência chamado Avitchi.

Nestes casos, a Divina Tríade se reveste de um novo corpo mental e astral para continuar sua evolução e a personalidade descartada submerge no estado de Avitchi, entre sofrimentos indescritíveis.

Todas as luas do nosso sistema solar estão sob o governo de Jeová, porém nosso satélite terrestre é governado diretamente pelo anjo Gabriel.

O mago deve fixar bem as influências lunares porque todas as energias siderais se cristalizam em nossa terra por intermédio das forças lunares.

Tudo o que se inicia no quarto crescente, progride rapidamente.

Tudo o que se faz na minguante, fracassa. A lua nova é muito débil e a lua cheia muito forte, serve para realizar com êxito todo tipo de magia prática. O último dia de Lua significa abortos e fracassos… Fazei sempre vossos negócios na lua crescente para que triunfeis.

Hitler lançou-se contra a Rússia na Lua minguante e fracassou. Quando dentro de uma auréola da lua brilha uma estrela, é sinal de que um general está sitiado por inimigos. A lua produz o fluxo e o refluxo do mar, produz as altas e baixas das marés, bem como atrai ou repele o magnetismo terrestre.

A lua influi sobre a glândula Timo, que regula o crescimento do ser humano.

O mago deve preparar seu corpo para o Exercício da Magia prática. O corpo do Mago é diferente dos demais porque está preparado.

Exercício

Sentai-vos em uma cômoda poltrona. Fechai vossos olhos. Apartai-vos de todo pensamento. Focalizei no vosso íntimo e rogai assim:

“Meu pai, tu que és meu real ser; Senhor, eu te suplico para que entres no templo-coração da Lua e me tragas o anjo Gabriel. (Em seguida, o discípulo fará, com as mãos entrelaçadas sobre o coração, uma pequena reverência saudando o guardião da direita. Inspirará fundo, como num suspiro, e pronunciará a palavra de passe: JÁKIN. Posteriormente, fará idêntica saudação ao guardião da esquerda e pronunciará a palavra: BOAZ.)
Meu senhor… Amém.

Em seguida, dirigi-vos aos quatro pontos cardeais e fazei a seguinte invocação do Anjo Gabriel, bendizendo o norte, o sul, o leste e o oeste:

Invocação

“Treze mil raios tem o Sol, treze mil raios tem a Lua, treze mil vezes se arrependam os inimigos que eu tenho.”

O discípulo rogará ao anjo Gabriel para que prepare seu corpo para fazê-lo invisível, para lhe transformar o rosto, deter balas ou facas em momentos de perigo ou para materializar qualquer entidade superior. Jâmblico, o grande Teurgo, fazia visíveis no mundo físico os Deuses siderais porque tinha o corpo bem preparado.

O anjo Gabriel tratará ocultamente o canal e certos centros da coluna espinhal do discípulo. Quando ele já puder fazer o Anjo Gabriel visível e tangível no Mundo físico, é porque seu corpo estará preparado. Então, num momento de perigo, invocará o Anjo Gabriel.

Se o discípulo quiser fazer-se invisível, o Anjo Gabriel o apagará da visão dos inimigos ou transformará seu rosto, caso o exija. A invocação será feita sempre com a bênção dos 4 pontos cardeais.

Praticam-se esses exercícios para preparar o corpo durante toda a vida.

O teurgo pode fazer visíveis no plano físico os Deuses Siderais, quando tem o corpo bem preparado. Isto requer paciência e constância. Nada se consegue de presente. Tudo custa luta e sacrifício.

As forças que descem do céu, ao chegarem em nossa glândula timo, se encontram com as forças que sobem da terra através do organismo. Ali, na glândula timo, os dois triângulos das forças superior e inferior se entrelaçam para formar o Selo de Salomão.

A glândula timo tem íntima relação com a Lua e a Constelação de Câncer e, portanto, com o Prana

Prática

Sentados, imaginai este maravilhoso encontro das forças cósmicas, formando o Selo de Salomão na glândula Timo. Submersos em profunda meditação interna, rogai a vosso íntimo para que se adentre no templo sideral da principal estrela de Câncer e traga as hierarquias principais dessa constelação a fim de que despertem os poderes internos e tratem dessa glândula.

Vocalizai a letra A diariamente por 1 hora. (Assista ao vídeo abaixo)

Tipo astrológico de Câncer

Os cancerianos são pacíficos, porém, às vezes demasiado coléricos. Têm disposição às artes manuais, são sensíveis e seu caráter muda com as fases lunares. Servem-lhes as longas viagens. São românticos, amorosos e bastante tenazes.

Personalidades astrológicas e o autoconhecimento

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“A fim de alcançar o verdadeiro significado da Alquimia e da Astrologia, é necessário ter uma clara concepção da íntima relação e identidade do microcosmo e do macrocosmo e de sua interação. Todas as forças do universo estão potencialmente presentes no homem e em seu corpo, e todos os órgãos humanos nada mais são do que produtos e representantes dos poderes da natureza.” (Paracelso)

Todo estudante gnóstico que anela o autoconhecimento, e a consequente autoliberação e autorrealização, deve entender que todos nós sofremos inúmeras influências externas. Sejam de nossos semelhantes, sejam do meio ambiente ou mesmo do espaço sideral. De acordo com essas influências, temos diversas reações.

É a partir de tais reações que podemos nos conhecer, saber onde estão nossos pontos falhos, nossas debilidades, nossas fraquezas, enfim, nossos calcanhares-de-aquiles. Para o venerável mestre Samael Aun Weor, é por meio da auto-observação de nossas reações cotidianas que se pode tirar um maravilhoso material para o trabalho psicológico.

É nossa Essência, nossa Consciência ou nosso Ego que afloram em determinadas situações do dia a dia? Eis aí a verdadeira importância de se estudar séria e detidamente a astrologia sob o ponto de vista gnóstico, ou Astrologia Hermética. A seguir, um resumo das 12 Personalidades Astrológicas que nos ajudam a descobrir por onde afloram os diversos Eus da psicologia interior.

Antes de tudo, é importante entendermos o que significa a palavra Personalidade, sua formação, constituição e finalidade. E, a partir daí, estudar as características dos nativos de cada signo zodiacal.

A Personalidade é resultante da soma do CARÁTER e da CONDUTA da pessoa. O Caráter é o conjunto de traços e características próprios da pessoa, e está relacionado com a “carga hereditária” depositada nas informações contidas nos genes. Por sua vez, os genes são produtos de compostos moleculares do DNA (ou ácido desoxirribonucleico).

Sob a ótica gnóstico-esotérica, em última instância as moléculas recebem informações energéticas, ou eletrônicas, provenientes de Dimensões Superiores, ou, mais precisamente, de nosso corpo astral. Já a Conduta nasce das situações que surgem do meio social: família, cidade, país, época, era, raça, religião, diversos valores morais e éticos etc.

Devemos recordar sempre que a Personalidade tem um princípio e um fim. Nasce no seu tempo e morre no seu tempo, logo após o desencarne. A personalidade é, segundo o gnosticismo, formada nos primeiros 7anos de vida, ou seja, no início da infância. É de suma importância a atenção educacional da criança nesse primeiro “setenário”. Nesses anos é que é fundamentada a personalidade, a qual com o passar do tempo irá se fortalecendo. Caso a personalidade sofra uma malformação nessa época, será muito difícil modificá-la nos setenários seguintes. Urge educar corretamente as crianças, pois daí para frente, ela será reflexo desses primeiros sete anos.

O VM Samael, em sua obras intituladas Psicologia Revolucionária e Educação Fundamental (ou Educação da Consciência) diz o seguinte textualmente:

“Disseram-nos muito sabiamente que temos 97% de subconsciência e 3% de consciência. Falando francamente, afirmamos que os 97% da Essência que em nosso interior trazemos encontram-se aprisionados, embutidos, introduzidos dentro de cada um dos Eus que em conjunto constituem o Mim Mesmo. Obviamente, a Essência ou Consciência obstruída em cada Eu assim permanece em virtude de seu próprio condicionamento.

Cada Eu desintegrado libera determinada porcentagem de Consciência. Portanto, a emancipação ou liberação da Essência, ou Consciência, seria impossível sem a desintegração de cada um dos Eus. Uma maior quantidade de Eus desintegrados equivale a maior autoconsciência. Uma menor quantidade de Eus desintegrados equivale a menor porcentagem de Consciência desperta. O despertar da Consciência somente é possível dissolvendo-se o Eu, morrendo em nós mesmos aqui e agora.

Enquanto a Essência ou Consciência estiver embutida em cada um dos Eus que carregamos em nosso interior, encontrar-se-á adormecida, em estado subconsciente. É urgente transformar o subconsciente em consciente e isso somente é possível aniquilando-se os Eus, morrendo em nós mesmos.

Não podemos despertar sem haver morrido previamente em nós mesmos. Aqueles que tentam despertar primeiro, para depois morrer não possuem experiência real do que afirmam, seguem resolutamente o caminho do erro.

As crianças recém-nascidas são maravilhosas, gozam de plena consciência, ou seja, autoconsciência, encontram-se totalmente despertas. Dentro do corpo do recém-nascido encontra-se reincorporada a Essência e isso dá à criatura a sua beleza. Não queremos dizer que 100% da Essência esteja reincorporada no recém-nascido, porém, os 3% livres que normalmente não estão envoltos nos Eus psicológicos.

No entanto, essa porcentagem de essência livre reincorporada no organismo dos recém-nascidos lhes concede plena autoconsciência, lucidez etc. Os adultos veem o recém-nascido com piedade, pensam que a criaturinha se encontra inconsciente, porém, se equivocam lamentavelmente. O recém-nascido vê o adulto tal como é realmente, inconsciente, cruel, perverso etc. Os Eus do recém-nascido vão e vêm, dão voltas ao redor do berço, querem meter-se no novo corpo, porém, devido a que o recém-nascido ainda não tem fabricada a Personalidade, toda tentativa dos Eus para entrarem no novo corpo torna-se algo mais que impossível.

Às vezes, as criaturas espantam-se ao verem esses fantasmas ou Eus que se acercam da sua cama e então gritam, choram, porém, os adultos não entendem isso e supõem que o menino está enfermo, ou que tem fome ou sede… tal é a inconsciência dos adultos.

À medida que a nova Personalidade vai se formando, os Eus que vieram de existências anteriores vão penetrando pouco a pouco no novo corpo. Quando todos esses Eus se reincorporam, aparecemos no mundo com essa fealdade interior que nos caracteriza. Então, andamos como sonâmbulos por toda parte, sempre inconscientes, sempre perversos.

O Que Morre

Quando morremos, três coisas vão para o sepulcro:

1. O corpo físico.
2. O fundo vital orgânico.
3. A personalidade.

O fundo vital, qual fantasma, vai se desintegrando pouco a pouco, ante a fossa sepulcral, à medida que o corpo físico vai se consumindo também. A personalidade é subconsciente ou infraconsciente, entra e sai do sepulcro todas as vezes que quiser, alegra-se quando lhe levam flores, ama seus familiares e vai se dissolvendo muito lentamente, até se converter em poeira cósmica.

O que continua mais além do sepulcro é o Ego, o Eu Pluralizado, o mim mesmo, um montão de diabos dentro dos quais se encontra envolvida a Essência, a Consciência, que, ao seu tempo e hora, retorna, se reincorpora.

É lamentável que ao se formar a nova personalidade do menino se reincorporem também os Eus…”

Até aqui, as palavras do grande sábio gnóstico, Mestre Samael Aun Weor. A Ciência Gnóstica também ensina que é necessário desenvolver uma Personalidade Equilibrada. Para o desenvolvimento dessa Personalidade Equilibrada é indispensável o Autoconhecimento.

Cada pessoa deve procurar se Auto-observar em todas as situações da vida cotidiana. Com o sentido da Auto-observação ativado constantemente poderemos registrar e detectar as várias nuances pessoais. Com o “bisturi” da autocrítica investigaremos e analisaremos as ações e reações da nossa personalidade, a qual infelizmente está controlada quase totalmente pelo Ego, e não pela Essência.

Através da Reflexão, do Discernimento e, por fim, da Meditação, ensinados pela Psicologia Gnóstica, estudaremos as raízes mais profundas da Personalidade.

É importante enfatizar que pelos estudos gnósticos a Personalidade é apenas um instrumento, podendo ser manobrada tanto pelo Ser Divino (ou seja, nossas virtudes, atitudes conscientes, nossa Essência) ou pelo Ego (atitudes, pensamentos e emoções instintivos, negativos, ou defeitos psicológicos).

Personalidade Equilibrada

Os aspectos de uma Personalidade Equilibrada são, entre outros:

1. Respeito a si mesmo e a seus semelhantes.
2. Respeito pela estrutura familiar (pais, filhos, cônjuge).
3. Acato às leis do país em que vive.
4. Busca harmoniosa com as Leis Cósmicas.
5. Bons princípios de Higiene pessoal, energética e mental.
6. Estabelecer boas relações de Tolerância, Fraternidade, Compreensão, Altruísmo, Empatia. Etc.

A personalidade cumpre as necessidades da vida diária: no lar, nos passeios, no trabalho, nos grupos sociais, na escola etc. De acordo com o Esoterismo Gnóstico, a personalidade tem um limite, pois seria absurdo endeusá-la ou adorá-la. A personalidade nada mais é que um “veículo”, um “instrumento”.

Em certa etapa avançada do Caminho Iniciático, até mesmo a Personalidade deverá ser dissolvida. Mas isso é tema para outro texto do GnosisOnline… Vamos agora analisar as Personalidades Astrológicas e suas características, tanto positivas quanto negativas, porém, resumidamente.

ÁRIES

Hitler, que foi nativo de Áries, utilizou este tipo de energia de maneira destrutiva. No entanto, devemos reconhecer que, no princípio, antes de cometer a loucura de lançar a humanidade na Segunda Guerra Mundial, utilizou a energia de Áries de uma maneira construtiva, elevando o nível de vida do povo alemão.

Pudemos verificar através da experiência direta que os nativos de Áries brigam muito com o cônjuge. Eles têm uma marcada tendência para a briga, são rixentos por natureza. Os nascidos sob este signo sentem-se capazes de assumir grandes compromissos e levá-los a um bom termo, porém, existe neles o grave defeito de querer utilizar a força da vontade sempre de forma egoísta e destrutiva, ao estilo de Hitler, antissocial.

Agrada muito aos arianos a vida independente, apesar de muitos escolherem a milícia, onde não há independência. No caráter dos arianos prevalecem o orgulho, a confiança em si mesmos, a ambição e um valor verdadeiramente louco. Aos nativos de Áries convém o casamento com pessoas do signo de Libra porque o fogo e o ar se compreendem. Mas se os arianos querem ser felizes no matrimônio, devem acabar com o defeito da ira.

Áries tem como metal o ferro, sua pedra é o rubi, sua cor é o vermelho e o elemento que lhe corresponde, o fogo.

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TOURO

Na prática, pudemos evidenciar que quem nasce sob o signo de Touro não deve se casar com pessoas de Aquário porque fracassam inevitavelmente por causa da incompatibilidade de caráter. O signo de Touro é fixo, da terra, tende à estabilidade, e como o signo de Aquário é aéreo, móvel e revolucionário, logicamente resultam incompatíveis.

Os taurinos são como o boi, trabalhadores e mansos, mas quando se enfurecem são terríveis como o touro. Passam por grandes decepções amorosas em suas vidas. São reservados, conservadores, seguem passo a passo pelo caminho traçado, como o boi. Os nativos de Touro são muito sensíveis. A ira neles cresce com lentidão e vem a culminar em violentas explosões vulcânicas.

O tipo medíocre de Touro sabe ser muito egoísta, orgulhoso, rixento, passional, irancudo e glutão. O tipo superior deste signo está cheio de amor, ama a música clássica, a sabedoria, trabalha com alegria pela humanidade, sendo um tipo bastante inteligente, compreensivo, fiel, sincero na amizade, bom pai, boa mãe, bom amigo, bom irmão, bom cidadão etc.

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GÊMEOS

Gêmeos é um signo de ar, sendo governado pelo planeta Mercúrio. Gêmeos governa pulmões, braços e pernas. O metal deste signo é o próprio Mercúrio, a pedra preciosa, o berilo-ouro, e amarelo é a sua cor. Os nativos de Gêmeos amam muito as viagens. Eles cometem o erro de desprezar a sábia voz do coração e querem resolver tudo com a mente. Irritam-se facilmente, mas são versáteis, dinâmicos, volúveis e inteligentes. Suas vidas estão repletas de êxitos e fracassos. Possuem um valor extremado.

Os nascidos sob o signo de Gêmeos são bem problemáticos por causa de seu raro dualismo, por essa dupla personalidade que os caracteriza e que os gregos simbolizaram através dos misteriosos irmãos Castor e Pólux. Jamais se sabe como o nativo de Gêmeos vai proceder graças exatamente à sua dupla personalidade.

A qualquer momento ele pode ser um amigo muito sincero, capaz de sacrificar sua própria vida pela amizade, pela pessoa que lhe ofereceu carinho, porém, em outro instante qualquer, é capaz das piores infâmias contra essa mesma pessoa amada.

O tipo inferior do signo de Gêmeos é deveras perigoso e, por isso, não se aconselha a sua amizade. O defeito mais grave dos nativos de Gêmeos é a tendência para julgar falsamente todas as pessoas.

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CÂNCER

Os nativos de Câncer possuem um caráter tão variável como as fases da Lua. São pacíficos por natureza, mas quando se encolerizam são terríveis. Eles possuem disposição para as artes manuais e para as artes práticas. As pessoas nascidas sob este signo têm uma viva imaginação e devem tomar cuidado com a fantasia. Aconselha-se a Imaginação Consciente, jamais porém a imaginação mecânica; a fantasia é um absurdo.

Câncer concede uma natureza suave, retraída e reservada e virtudes caseiras. Neste signo de Câncer encontramos indivíduos demasiado passivos, frouxos e preguiçosos. São muito aficionados de novelas, filmes etc. Seu metal é a prata, sendo a pérola a pedra preciosa. Sua cor é o branco. Câncer, o signo do caranguejo ou do escaravelho sagrado, é casa da Lua.

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LEÃO

A constelação de Leão é o trono do Sol, o coração do Zodíaco. Leão governa o coração humano. Nele, as forças de cima misturam-se com as de baixo para que as de baixo se libertem. O metal de Leão é o ouro, o diamante sua pedra preciosa e dourado a sua cor.

Na prática, verificamos que os nativos de Leão são como o leão, valentes, furiosos, nobres, dignos, constantes, porém, encontramos entre eles, claro, muitos orgulhosos, gente altiva, infiéis, tiranos… Os nascidos sob este signo têm atitudes de organizador, desenvolvem o sentimento e a bravura do leão. As pessoas evoluídas deste signo chegam a ser grandes paladinos.

O tipo medíocre de Leão é muito sentimental e iracundo. Sobrestima em demasia suas próprias qualidades. Em todo nativo de Leão existe a mística, ora elevada, ora em estado incipiente, tudo depende do tipo da pessoa. Este signo predispõe as pessoas a sofrerem acidentes nos braços e nas mãos.

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VIRGEM

Virgem é o signo zodiacal da Virgem Mãe do Mundo, é a casa de Mercúrio e seus minerais são o jaspe e a esmeralda. Na prática, verificamos que os nativos de Virgem são, infelizmente, deveras raciocinadores, além do normal, sendo ainda céticos por natureza. A razão e o intelecto são necessários, mas quando saem de sua órbita resultam prejudiciais. Os virginianos servem para a ciência, para a psiquiatria, medicina, naturismo, laboratório, pedagogia etc.

Os nativos de Virgem entendem-se com gentes dos signos de água, porém, não combinam com pessoas do signo de Peixes, pelo que aconselhamos evitar o matrimônio com elas. O mais lamentável nos tipos nascidos sob este signo vêm a ser a inércia e o ceticismo, que os caracterizam. Interessa saber que a inércia tende a passar do material para o espiritual até onde seja possível por meio da experiência.

O talento crítico-analítico de Virgem é formidável e entre os grandes gênios deste signo está Goethe, que conseguiu transcender o material, a inércia e entrar na alta espiritualidade científica.

No entanto, nem todos os virginianos são semelhantes a Goethe. Comumente, abundam entre os medíocres deste signo os materialistas ateus, inimigos de tudo o que tenha vestígio de espiritualidade. O egoísmo das pessoas medíocres de Virgem apresenta-se demasiado grotesco e asqueroso, porém, os Goethes são geniais, profundamente desinteressados e altamente altruístas.

Os nascidos em Virgem passam por grandes decepções e sofrem no amor porque que o astro do amor, Vênus, está em desterro em Virgem.

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LIBRA

Libra está governado por Vênus e Saturno. O metal deste signo é o cobre e a pedra preciosa, a crisólita. Na prática, verificamos que os nativos de Libra sabem, em sua maioria, ter um certo equilíbrio em sua vida, porém desequilibram-se no relacionado com a vida conjugal, no amor. Os nativos de Libra criam muitos problemas para si devido à sua maneira franca e justiceira de ser.

Os librianos, bem favorecidos, gostam das coisas retas e justas. As pessoas não entendem muito bem os librianos. Eles parecem ser, às vezes, cruéis e impiedosos. Não gostam ou não querem saber de diplomacia. A hipocrisia os enfastia e as doces palavras dos perversos os aborrecem em vez de suavizá-los. Os librianos têm o defeito de não saberem perdoar o próximo. Em tudo querem ver a lei e nada mais do que a lei, esquecendo muitas vezes a misericórdia.

Os nascidos sob este signo gostam muito de viajar e são fiéis cumpridores de seus deveres. Eles são o que são e nada mais do que são, francos e justiceiros. As pessoas incomodam-se com os librianos. Interpretam-nos erradamente por causa da sua maneira de ser e, como é natural, falam mal deles.

Assim, enchem-se de inimigos gratuitos. Ao libriano não se pode ir com jogo duplo. Isso ele não tolera e não perdoa. Com os librianos se deve ser sempre amável e carinhoso ou severo, jamais, porém, com esse jogo duplo de doçura e dureza, porque eles não toleram e não perdoam.

O tipo superior de Libra prefere sempre a castidade total, enquanto o tipo inferior vem a ser muito fornicário e adúltero. O tipo superior tem certa espiritualidade que os espiritualistas não compreendem e julgam-nos equivocadamente. O tipo inferior de Libra apresenta pessoas deslumbrantes, loquazes e versáteis. Agrada-lhes por natureza ocupar o primeiro plano e chamar a atenção de todo mundo.

O tipo superior de Libra quer viver sempre anônimo e desconhecido, não sentindo atração alguma pela fama, pelos louros ou pelo prestígio. Revela mansidão, sentimento de previsão e arrojo. O tipo negativo revela superficialidade e cobiça. No tipo médio, misturam-se muitos desses defeitos e qualidades.

Aos nativos de Libra convém o matrimônio com as pessoas sob a regência de Peixes. Os nativos de Libra gostam de fazer obras de caridade sem esperar recompensa e sem alardear o serviço feito. Finalmente, o tipo superior de Libra ama a música seleta, recreia-se nela e deleita-se nela em um grau supremo. Ademais, sentem atração pelo bom teatro e pela boa literatura.

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ESCORPIÃO

Escorpião governa os órgãos sexuais. Escorpião é a casa de Marte, o planeta da guerra, e no sexo encontra-se a raiz da Grande Batalha entre os magos brancos e os magos negros, entre as forças solares e lunares. A raça lunar odeia mortalmente tudo o que tenha sabor de Maithuna, magia sexual, tantrismo branco, Vaca Sagrada etc.

Os nativos de Escorpião podem cair na mais espantosa fornicação ou regeneram-se totalmente. Na prática, pudemos verificar que sofrem muito na primeira metade da vida e até têm um amor que lhes ocasiona grandes amarguras, mas na segunda metade da vida a sorte melhora notavelmente e tudo muda.

Os nascidos sob este signo têm uma certa tendência para a ira e a vingança. Eles dificilmente perdoam alguém.

As mulheres de Escorpião estão sempre em perigo de ficar viúvas e passar muitas necessidades econômicas durante a primeira parte da sua vida. Os homens de Escorpião sofrem muita miséria durante a primeira parte da vida, contudo graças à experiência que adquirem, melhoram muito na segunda parte de sua existência.

Os nativos de Escorpião são pessoas enérgicas. São ambiciosos, reservados e francos. Como amigos , são amigos de verdade, fiéis, sinceros, capazes de se sacrificar pela amizade. Mas como inimigos, são terríveis, bastante perigosos e vingativos. O mineral de Escorpião é o ímã e a pedra, o topázio.

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SAGITÁRIO

Algo que não deve ser esquecido é o signo de Sagitário, com seu famoso centauro, metade homem, metade animal. Sagitário, casa de Júpiter, tem por metal o estanho e como pedra preciosa, a safira azul. Na prática, verificamos que os nativos de Sagitário são muito fornicários e passionais. Amam muito as viagens, as explorações, as aventuras e os esportes.

Os sagitarianos aborrecem-se facilmente e perdoam em seguida. São muito compreensivos. Amam a bela música e possuem uma inteligência maravilhosa. São tenazes.

Quando parecem haver fracassado definitivamente, parecem ressuscitar das próprias cinzas, com a ave Fênix da mitologia, deixando assombrados todos os seus amigos e inimigos. Os nascidos sob este signo são capazes de se lançar em grandes empresas, ainda quando se vejam rodeados de imensos perigos.

A vida econômica deles às vezes é muito boa, contudo, também passam por dificuldades econômicas e grandes amarguras. O que mais prejudica os sagitarianos é a luxúria.

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CAPRICÓRNIO

A pedra de Capricórnio é o ônix e toda pedra negra em geral. Chumbo é o seu metal. Os nativos de Capricórnio têm disposição para a pedagogia. Sofrem muito. Têm um grande sentido do dever. São práticos por natureza e passam em sua vida por um grande sofrimento, alguém os atraiçoa.

As mulheres de Capricórnio são magnificas esposas, fieis até a morte, trabalhadoras, de muita habilidade, porém, apesar de todas essas virtudes, o marido as atraiçoa, as abandona e muitas vezes contra a própria vontade. Infelizmente, é o Carma delas.

Algumas mulheres de Capricórnio metem-se com outros homens, porém, só depois de abandonadas pelo marido e depois de haverem sofrido bastante. São bastante egoístas os homens e mulheres de Capricórnio, ainda que nem todos. Referimo-nos ao tipo inferior. Graças a este egoísmo, contraem muitos compromissos e também se enchem de inimigos.

Os capricornianos apegam-se e bastante às coisas, ao dinheiro, onde alguns tornam-se até avarentos. Capricórnio, signo da terra, fixo, estável, não impede que seus nativos façam viagens, ainda
que sejam curtas. As dores morais deste tipo astrológico são terríveis, sofrem demais, felizmente seu sentido prático da vida os salva e, ligeiro, se sobrepõem às piores amarguras da vida.

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AQUÁRIO

Urano e Saturno são os planetas que governam a constelação de Aquário, sendo Urano um planeta de características totalmente revolucionárias. Os reacionários, conservadores, regressivos e retardatários não o entendem.

Entre os minerais de Aquário destacam-se, principalmente, o urânio e o chumbo. Pedra de Aquário, safira. Inclui-se também a pérola negra, difícil de ser achada, mas não impossível. Não podemos aconselhar às mulheres deste signo que se casem com algum homem da constelação de Touro porque serão infelizes toda a vida.

Os nativos de Aquário têm grande disposição para as ciências naturais, astrologia, astronomia, medicina, química, botânica, biologia…

Os aquarianos são revolucionários em sua vida, em seus costumes, em sua casa, fora dela etc., porém, a seu modo. Destacam-se como paladinos, alguns em alto grau, outros em grau menor, porém, todos têm marcada tendência para ser paladinos.

Aquário é o signo do gênio, onde Saturno, o Ancião dos Céus, contribui com a profundidade que os caracteriza, e Urano, o astro revolucionário, lança seus raios sobre a espécie humana. Os aquarianos de tipo superior são fiéis, altruístas, filantrópicos, bondosos, sinceros…

Eles sabem selecionar as suas amizades por instinto, por intuição. Conhecem as pessoas e querem sempre fraternidade e humanidade. O tipo inferior é desconfiado por natureza, amante do retiro exagerado. Sua inteligência dedica-se apenas a coisas do mundo físico e seus problemas e assuntos recaem sobre o que é sensível e material.

O aquariano de tipo superior é preciso em seus negócios, concentrado, profundo, perseverante, maravilhoso… As mulheres deste signo são boas esposas, boas mães, porém, gostam de estar fora de casa e isso incomoda muito os maridos, sobretudo se forem do signo de Touro.

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PEIXES

Peixes está governado por Netuno, o planeta do ocultismo prático, e por Júpiter-Tonante, o Pai dos Deuses. O metal deste signo é o estanho, sendo a ametista e os corais suas pedras. Peixes governa os pés.

Os nativos de Peixes, comumente, têm duas esposas e vários filhos. São de natureza dual e têm inclinação para duas profissões ou ofícios. São de difícil compreensão, vivem como o peixe em tudo, mas separados de tudo pelo líquido elemento. Adaptam-se a tudo, mas no fundo desprezam todas as coisas do mundo. São delicados, sensitivos, intuitivos, profundos e as pessoas não os compreendem direito.

Os nascidos sob esta constelação têm grande disposição para o ocultismo graças a que Peixes está governado por Netuno, o planeta do esoterismo. As mulheres de Peixes são muito nervosas, sensitivas, como uma flor delicada, impressionáveis e intuitivas.

Os nativos de Peixes têm bons sentimentos sociais, são alegres, pacíficos e hospitaleiros por natureza. O grande perigo para eles consiste em cair na preguiça, negligência, passividade e indiferença pela vida. Com isso, podem até chegar a uma falta de responsabilidade moral.

A mente deles oscila entre a compreensão rápida ou fatal e a preguiça ou desprezo pelas coisas mais necessárias para a vida. São dois extremos e tão ligeiro como caem em um extremo, caem no outro.

Sua vontade às vezes é forte, contudo, em outras oportunidades é oscilante. Quando eles caem na extrema indiferença e passividade, deixam-se levar pela corrente do rio da vida, porém, ao verem a gravidade de sua conduta, põem em ação sua vontade de aço, mudando radicalmente o curso de sua existência.

Os nativos de Peixes de tipo superior são gnósticos cem por cento. Possuem uma vontade de aço inquebrantável e um elevadíssimo senso de responsabilidade moral.

Grandes iluminados, Mestres, Avataras e Reis Iniciados têm saído do tipo superior deste signo.
No entanto, o tipo inferior tem uma marcada tendência para a luxúria, alcoolismo, gula, orgulho, preguiça etc.

Os piscianos em geral gostam de viagens, apesar de nem todos poderem viajar. Têm uma grande imaginação e uma tremenda sensibilidade. Resulta muito difícil compreendê-los e só os próprios piscianos compreendem a si mesmos.

Tudo o que para as pessoas normais tem uma grande importância, para eles nada vale, todavia, é diplomático, adapta-se às pessoas e aparenta que está de acordo com eles. Um dos graves problemas para eles é terem de se definir na questão conjugal, pois quase sempre dois amores básicos e fundamentais colocam-nos em um beco sem saída.

O tipo superior de Peixes transcende essas debilidades porque é absolutamente casto. Comumente, sofrem muito com a família nos seus primeiros anos. Difícil encontrar um pisciano que tenha sido feliz com a família durante seus primeiros anos de vida.

As mulheres de tipo inferior de Peixes caem na prostituição e no alcoolismo. As mulheres de tipo superior jamais caem assim, são como uma flor muito delicada, são lindas flores-de-lótus.

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Magia do palo santo ou pau-santo

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Bulnesia sarmientoi

O palo santo é uma das madeiras e resinas mais conhecidas nas Américas para a prática de magia elemental e para trabalhos de limpeza por meio dos incensos. Praticamente virou moda queimar pedaços da madeira do palo santo no Brasil, graças ao seu agradável odor e sensação de alto-astral que advêm após sua queima.

O elemental do palo santo (ou pau-santo) pertence à categoria dos elementais que vibram na energia do planeta Mercúrio, portanto, sendo do Raio de Mercúrio.

Sendo mercuriano, o palo santo é propício para todos os trabalhos ligados ao nosso Corpo Mental: inteligência, memória, purificação e cura dos neurônios, equilíbrio de conflitos mentais. Também serve para acalmar/equilibrar as pessoas com demências, Alzheimer, diversos desequilíbrios mentais, autismos, neuroses etc.

Vejamos o que o VM Samael Aun Weor ensina acerca do elemental do palo santo:

Se quisermos nos reconciliar com um inimigo, trabalhamos com o elemental do pau-santo.

Colhe-se essa planta durante o dia. Faz-se o círculo por cima da planta com um galho e pronuncia-se a letra S de forma alongada: SSSSSSS

Faz-se a queixa ao elemental da árvore e depois ordena-se a ele que se dirija para onde nosso inimigo está, a fim de aplacar-lhe a ira.

palo-santo

O resultado é sempre assombroso.

Se ordenarmos ao elemental ir a um local onde vive algum demente e permanecer junto a ele para curá-lo, o elemental obedecerá e o demente ficará bom.

QUER SABER MAIS SOBRE O PALO SANTO? CLIQUE AQUI!

Magia da camomila-silvestre

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Matricaria chamomilla, Matricaria recutita
Família: Asteraceae
Outros nomes: Chamomile, Camomile, Chamomilla, German chamomile

“Em todo catálogo de plantas medicinais não há outra planta possuidora
de uma qualidade mais amigável e benéfica para o intestino do que camomila.”
(W. D. Fernie, M.D.)

A Gnose sagrada ensina que a energia sexual é uma poderosa arma para a autorrealização espiritual. Dentro das energias criadoras, sexuais, existe um potencial capaz de elevar o ser humano aos mais elevados estados de arroubo espiritual.

Esse caminho de uma transcendência erótico-espiritual deve ser alcançado em perfeito equilíbrio e harmonia. Quando o homem ou a mulher partem para extremos (no caso sexual, tanto a frigidez e a impotência quanto o furor sexual), então o verdadeiro prazer que o sexo nos proporciona não poderá jamais ser alcançado.

O excesso de “fogo” sexual, tanto no homem (satirismo) quanto na mulher (furor sexual) pode trazer consequências terríveis para a saúde física, mental e espiritual. Dentro da Medicina Gnóstica, ou Elementoterapia, estuda-se o poder de uma planta que opera verdadeiro milagre para balancear tanto a falta quanto o excesso de libido.

Essa planta, a camomila-silvestre, foi estudada profundamente pelo Venerável Mestre Samael Aun Weor, mestre da Gnose contemporânea. Leiamos o que Ele ensina:

Há uma planta conhecida com o nome de camomila-silvestre, que é o corpo de um elemental solar, intimamente relacionado com a Sabedoria da Cobra.

Esse elemental é pequeno de estatura, de rosto branco e gracioso, olhos expressivos de cor amarela, inteligentíssimo e poderoso.

Ao observá-lo clarividentemente, lembramo-nos da Saga Maria Pastora, a grande Sacerdotisa da Cobra. Esta grande Mestra do Raio Maia usa túnica verde e leva sempre dentro de um tambor uma cobra da mesma cor de seu traje.

Todos os grandes iniciados da Cobra usam túnica verde. A cobra tem sete segredos. Também os tem a serpente de nossa Kundalini, que são os Sete Dias Cósmicos do Mahavântara.

Os grandes curandeiros da cobra conseguem enviar uma serpente a seus inimigos para realizar suas vinganças. E se a cobra levar a ordem de morder o inimigo no coração, ou na aorta, cumprirá o mandado e o inimigo morrerá inevitavelmente.

O instrumento para essa mágica operação é a majágua ou o líquido do broto da bananeira. Estas coisas são desconhecidas nas cidades.

Concluída essa curta digressão, voltemos ao elemental da camomila.

camomila elemental
O elemental da camomila-silvestre pertence ao RAIO DO SOL

É requisito essencial beijar e acariciar amorosa e ternamente a planta antes de arrancá-la “surpressivamente”, depois de haver ordenado ao elemental para apagar o “furor interno da ninfomaníaca”.

Logo, coloque a planta em um prato e exponha, por duas horas, à luz da Lua quando se encontre ao Oriente, e por outras duas horas quando se encontre ao poente.

O marido da enferma levará consigo essa planta durante alguns dias ou horas, e no ato do coito umedecerá a vagina da mulher com o sumo da camomila-silvestre. Desta simples maneira se apagará o excesso de fogo do erotismo sexual.

Essa operação deve ser praticada duas ou três vezes, e para maior eficácia e rapidez do tratamento, dê de tomar à enferma o cozimento da planta.

(Samael Aun Weor, Tratado de Medicina Oculta e Magia Prática – CLIQUE AQUI)

Para recordar vidas passadas: Magia da hortelã-pimenta

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Mentha piperita

A energia elemental desta planta, considerada pelos gnósticos como muito especial e sagrada, tem, entre outros atributos, abrir nossos Arquivos de Vidas Passadas. Esta energia tem o atributo de ativar, entre outros, o chakra do cerebelo, que é o repositório de nosso subconsciente. Os átomos de recordação das vidas passadas encontram-se espalhados ao longo da coluna vertebral, e conseguimos acessar esse banco de dados ativando o chacra do cerebelo. A prática a seguir é realmente eficaz…

Para você, que deseja recordar eventos de sua vida passada, o procedimento é:

– Você deve tomar uma ou duas xícaras do chá desta planta;
– Logo a seguir, deite-se na cama e relaxe o corpo da melhor forma possível;
– Vocalize o mantra ensinado no texto seguinte, de autoria do VM Samael Aun Weor (mantra RAOM-GAOM verbalmente, e em seguida, mentalmente);
– Pare de mantralizar e ore, mentalmente, à sua Divindade Interior, ao Deus que existe no mais profundo de seu coração;
– Continue a relaxar o corpo… e se porventura você adormecer, melhor ainda, pois os bloqueios da mente racional estarão minimizados;
– Depois de acordar, movimente-se ao mínimo possível, tentando lembrar o “sonho” ocorrido… se puder, anote em uma caderneta ou agenda;
– Repita esse procedimento tantas vezes quantas você desejar, até atingir os resultados almejados.

Atenção: É importantíssimo realizar a prática anterior com Fé, Perseverança e Paciência. Sem essas qualidades não se atingirá nenhum resultado satisfatório e profundo.

O texto a seguir, de autoria do VM Samael Aun Weor, ensina mais acerca da magia e do mistério dessa planta e sua relação com as Leis da Reencarnação:

O departamento elemental da hortelã-pimenta está intimamente relacionado com as três runas: AR, TYR e MAN.

A primeira runa (AR) representa a Deus dentro do homem, as forças divinas atuando no ser humano e a ara sagrada da vida.

TYR, a segunda runa, representa a trindade divina reencarnando-se através das rodas de nascimentos e mortes.

A terceira runa (MAN) representa o homem.

O anjo governador da hortelã-pimenta nos ajuda-nos a passar das trevas para a luz.

As hierarquias relacionadas com esse departamento elemental atuam conduzindo as almas reencarnantes pelo estreito caminho que conduz à matriz.

As hierarquias divinas da hortelã-pimenta sintetizam suas atividades nas três runas: Is, Rita e Gibur.

Is é o falo, no qual se encerra todo o poder das forças sexuais.

Rita é a rosa que representa a Justiça Divina.

Gibur é a letra G da geração.

Nessas três letras fundamentais apoia-se a atividade daqueles grandes seres relacionados com o departamento elemental da hortelã-pimenta.

Todo o processo científico de reencarnação e todo o processo biológico de concepção fetal estão sabiamente dirigidos por aqueles anjos que se relacionam com o departamento elemental da hortelã-pimenta.

A passagem do espermatozoide masculino através do estreito caminho das trompas de falópio assemelha-se muito àquela passagem apertada e estreita que vai das trevas à luz.

Nos antigos templos de mistérios, o neófito chegava até o altar do templo depois de ter atravessado um estreito e apertado caminho que o conduzia das trevas para a luz.

As hierarquias relacionadas com a hortelã-pimenta dirigem cientificamente e de acordo com a justiça cósmica todos os processos de reprodução da raça.

Os anjos que governam esse departamento elemental da natureza conduzem-nos sabiamente pela estreita passagem dos templos de Mistérios, levando-nos até o altar da iluminação.

A hortelã-pimenta está intimamente relacionada com os Arquivos Akhásicos da Natureza.

Os mantras da hortelã-pimenta permitem a recordação das reencarnações passadas. Estes mantras são RAOM-GAOM.

Esses mantras podem ser vocalizados mentalmente durante os exercícios retrospectivos, em meditação profunda, para recordar as vidas passadas.

Os mantras RAOM-GAOM permitem a abertura dos selados arquivos da memória da Natureza, assim recordamos nossas passadas reencarnações. Esta é a magia elemental da hortelã-pimenta.

A muitos discípulos poderá parecer extraordinário e até estranho que eu relacione a hortelã-pimenta com a lei da reencarnação e com os procedimentos biológicos da concepção humana.

Hermes Trismegisto, citado por H. P. Blavatsky na página 367 do primeiro volume de A Doutrina Secreta, diz textualmente:

A criação da vida pelo sol é tão contínua como sua luz; nada a detém nem a limita.
Em torno dele, tal qual um exército de satélites, existem inumeráveis coros de gênios.
Eles residem na vizinhança dos imortais e dali velam sobre os assuntos humanos.
Eles cumprem a vontade dos Deuses (Karma) através de temporais, calamidades, transições de Fogo e terremotos, assim como através de fome e guerras para castigar a impiedade.

O sol conserva e alimenta todas as criaturas. Assim como o mundo ideal, que rodeia o mundo sensível, enchendo este último com a plenitude e variedade das formas, do mesmo modo o sol, compreendido todo em sua luz, com efeito leva a todas as partes o nascimento e o desenvolvimento das criaturas.

Sob suas ordens está o coro dos gênios, ou melhor, os coros, pois ali vê muitos e variados, correspondendo seu número ao das estrelas. Cada estrela possui seus gênios, bons e maus por natureza, ou melhor, por sua ação, pois a ação é a essência dos gênios…

Todos esses gênios presidem sobre os assuntos mundanos. Eles sacodem e derrubam a constituição dos estados e dos indivíduos. Eles imprimem seu parecer em nossas almas e estão presentes em nossos nervos, em nossa medula, em nossas veias, em nossas artérias e em nossa própria substância cerebral.

No momento em que um de nós recebe a vida e o Ser, fica aos cuidados dos gênios elementais que presidem os nascimentos e que se acham classificados sob os poderes astrais (espíritos astrais sobre-humanos). Eles trocam perpetuamente, não sempre de um modo idêntico, porém girando em círculos (progressos cíclicos em desenvolvimento).

Eles impregnam, por meio do corpo, duas porções da alma para que possa receber de cada uma a impressão de sua própria energia.
Porém, a parte divina da alma não está sujeita aos gênios, está designada para a recepção do Deus (o Íntimo) que a ilumina com um raio de sol.

Que surpresas nos reservam quando nos lembramos de nossas encarnações passadas?

Os iluminados assim são poucos em número e os gênios abstêm-se deles (assim é como o homem liberta-se do karma), pois, nem gênios nem Deuses têm poder algum na presença de um único raio de Deus. Porém, todos os demais homens, tanto em corpo quanto em alma, são dirigidos por gênios a quem se aderem e a cujas ações afetam… Os gênios possuem, pois, o domínio das coisas mundanas e nossos corpos servem-lhe de instrumento. Esses gênios elementais da Natureza são chamados na Índia de bhuts, devas, shaitan e djin. Todos esses grandes seres são filhos da Névoa de Fogo, são o Exército da Voz, são seres perfeitos…

Tudo o que existe no universo brotou de suas sementes. As sementes de tudo o que existe são as essências monádicas da Névoa de Fogo. Quando o coração do sistema solar começou a palpitar depois da grande noite cósmica, os átomos devoradores da Névoa de Fogo desagregaram aos átomos das essências monádicas para que deles surgisse a vida elemental dos quatro remos da natureza. Cada átomo da natureza é o corpo de uma chispa vir-ginal que evolui incessantemente através do tempo e do espaço.

Essas chispas virginais são as Mônadas divinas que constituem a sementeira do cosmo. Essas chispas virginais em seu conjunto são chamadas essências monádicas. Cada um dos átomos do nosso corpo físico e dos nossos corpos internos e a viva encarnação das chispas virginais… Todas essas chispas virginais evoluem e progridem sob a direção dos anjos.

Agora, nossos discípulos entenderão porque os anjos da hortelã-pimenta dirigem todos os processos da gestação fetal e da reprodução racial.

Existem três aspectos de evolução cósmica, os quais em nosso planeta estão confundidos e entrelaçados. Os três aspectos são: a evolução monádica, a evolução mental e a evolução física. Porém, as essências monádicas em progresso evolutivo são a base fundamental do desenvolvimento mental e físico.

Conforme as essências monádicas vão evoluindo, toda a grande natureza vai se transformando. Cada uma dessas três correntes evolutivas é dirigida e governada por grupos diferentes de Dhyanis ou Logoi. Esses grupos de seres divinos estão representados em toda a nossa constituição humana.

A corrente monádica em conjunção com a onda evolutiva da mente, representada pelos Manasa-Dhyanis (os devas solares ou os Pitris-Agnishvattas), e com a evolução do mundo físico, representada pelos chayas dos Pitris lunares, constituem o que se chama homem. A natureza, o poder físico evolucionante, jamais poderia adquirir consciência nem inteligência sem a ajuda desses anjos divinos. Os Manasa-Dhyanis são os que dotam o ser humano de mente e inteligência.

Cada átomo virginal do reino mineral é o corpo físico de uma Mônada divina que aspira a se converter em homem.

Na página 242 do primeiro volume de A Doutrina Secreta, de H. P. Blavatsky, lê-se o seguinte comentário:

“Cada forma na terra, cada ponto (átomo) no espaço, trabalha e esforça-se pela própria formação, busca seguir o modelo colocado para ele no homem celeste. Sua (do átomo) involução e evolução, seu desenvolvimento e desabrochar externo e interno tem um único e mesmo objetivo: o homem, o homem como a forma física mais elevada e última nesta terra. A Mônada em sua totalidade absoluta e condição desperta como culminação das encarnações divinas na terra.”

Todos os elementais animais, vegetais e minerais se converterão em homens nos Períodos de Júpiter, Vênus e Vulcano.

Em última síntese, todos os nossos quatro corpos inferiores estão formados de elementais atômicos ou consciências atômicas governadas pelos devas ou anjos da natureza.

Nossa vida individual está totalmente relacionada com a vida universal.

E a vida interna das plantas está dentro de nós mesmos.

E os regentes dos diversos departamentos elementais da natureza estão dentro de nós mesmos, dirigindo os nossos processos biológicos e os nossos processos mentais e de consciência.

O elemental da hortelã-pimenta tem o poder de penetrar em nosso corpo etérico e ativar os chakras responsáveis pela Recordação de Vidas Passadas

As quatro estações do ano estão dentro de nós mesmos e repetem-se em nossa Consciência interna.

Assim, pois, e impossível separar a nossa vida do Grande Oceano da Vida Universal. Com uma simples erva, podemos, muitas vezes, desatar uma tempestade ou fazer a terra tremer, porque a vida de uma insignificante erva está unida a todas as vidas desta grande vida universal.

Força e forças são algo muito unido na Criação.

A vida de cada uma das plantas da Natureza repete-se dentro de cada um de nós, e a soma total dessas parcelas constitui isso que chamamos de homem.

Como acessar o centro emocional superior

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É necessário que nunca nos deixemos levar por emoções negativas, do ponto de vista psicológico. Os estudantes querem poder visitar ou entrar nas regiões sefiróticas do espaço. Uma coisa é captar um sefirote e outra coisa é penetrar nele. Obviamente, os sefirotes são atômicos e nós somos gnósticos e temos de penetrar na Árvore da Vida.

Devemos saber que há distintas regiões sefiróticas no espaço, penetrar nelas é maravilhoso. Como poderíamos entrar na região cabalística de Hod se não temos um corpo psicológico? Existem desdobramentos psicológicos. Os diversos agregados psicológicos podem integrar-se em um dado instante para penetrar no sefirote Hod, porém, seria uma entrada muito subjetiva, não teria a objetividade de quando se criou um segundo corpo.

Criar um corpo para essas emoções. A que classe de emoções me refiro? São as emoções superiores. As emoções inferiores são obstáculos para a experiência do Real e para o crescimento anímico do Ser. Se quisermos criar um segundo corpo para entrar na região sefirótica de Hod, é óbvio que não devemos gastar nossas energias estupidamente, deixando-nos levar pelas emoções negativas, sejam de violência, ódio, ciúmes ou orgulho, sejam de qual classe for.

Se gastarmos as energias em emoções inferiores, com que energia vamos criar o corpo psicológico? De que maneira, se as estamos gastando? Para criar o corpo psicológico é necessário economizar as energias.

Para explorar depois essas regiões de Hod (foi-nos dito que essas imensas regiões estão governadas por seres inefáveis, por seres solares, os Beni-Elohim, os Filhos de Deus que moram em tão vastas e profundas regiões), somente o que economiza energia pode penetrar nas profundezas de Hod. Nos Mistérios da vida e da morte não seria possível penetrar ou ter acesso sem a cabalística Hod. Isso é óbvio.

Comecemos por economizar Energias

Quando uma emoção negativa nos sacode, bem vale a pena que conheçamos que tipo de agregado psicológico a produziu e, depois de havê-lo observado em ação, submetê-lo à técnica de meditação para desintegrar tal agregado. Do contrário, como faríamos?

Conectar-se com Deus ou ser mentiroso

O mais grave é que as emoções negativas tornam o ser humano um mentiroso. A mentira produz uma conexão equivocada, porque a energia do ANCIÃO DOS DIAS flui harmoniosa e perfeita através dos dez sefirotes da Cabala hebraica até chegar a Malchut, o Reino, à pessoa física, ou psicofísica. O mentiroso conecta-se mal, produz uma deslocação intencional de sua mente, e como consequência surge a mentira; uma conexão equivocada…

Pode-se ser mentiroso por uma emoção negativa, que nos torna caluniadores e mentirosos, ou pode-se ser mentiroso conscientemente e à vontade. Em todo caso, é uma conexão negativa da mente com os Centros Superiores do Ser, produz-se um deslocamento da mente com relação aos Centros Superiores do Ser.

De todos os Centros que temos em nosso organismo, não há dúvida de que o mais difícil de controlar é o Centro Emocional. O Centro Intelectual, ainda que custe muito trabalho, ao final de certas disciplinas podemos controlá-lo mais ou menos.

O Centro Motor, que produz os movimentos e está situado na parte superior da espinha dorsal, também é controlável. Uma pessoa pode controlar os movimentos de seu corpo caminhando, levantando ou não um braço se assim o quiser, enrugar a testa ou não enrugar etc. Assim, toda a atividade do Centro Motor está sob o controle da vontade.

Mas o Centro Emocional é terrível. Essa questão das emoções negativas, do sentimento e do sentimentalismo, é muito difícil de se controlar. Na Índia, por exemplo, comparam o Centro Emocional a um elefante, um elefante louco. Que fazem para controlá-lo? Colocam-no lado a lado com dois elefantes sãos, obedientes, e os amarram para não irem embora. Por fim, os dois elefantes cordatos ensinam o louco a ser obediente, e este se torna então um elefante cordato. É um sistema que os indianos usam muito bem.

O Centro Emocional é um elefante, o Motor e o Intelectual também o são. Estes dois elefantes, o Intelectual e o Motor, podem controlar o elefante louco das emoções. Se num momento estamos para explodir de desespero ou de angústia, se nos identificamos com uma emoção negativa, estamos mal.

Que devemos fazer? Deitar-nos na cama, relaxar e pôr a mente em branco. Ao relaxarmos, estamos atuando com o Centro Motor, visto que relaxamos todo o corpo, afrouxamos os músculos e aliviamos a tensão no organismo.

Ao pôr a mente em branco, isto é, ao levar a mente à quietude e ao silêncio, o que acontece? Ao Centro emocional não resta outro remédio senão se acalmar um pouco, ir serenando. Por fim o Centro Intelectual e o Motor vêm a dominar o Emocional. São dois elefantes obedientes que terminam dominando o elefante louco.

Também é possível se controlar as emoções inferiores mediante as emoções superiores. Há muitos tipos de emoções inferiores, vocês o sabem. Se morre um de nossos familiares, gritamos, choramos, ficamos desesperados… Por quê? Porque não queremos cooperar com o inevitável. Isso é o pior.

Qualquer pessoa na vida deve aprender a cooperar com o inevitável. Se morre um ser querido, não nos conformamos e gritamos cheios de angústia, não aceitamos. Vemos seu corpo dentro do féretro e, no entanto, não nos parece que esteja morto, não o cremos, para nós não é possível que esse ser tenha morrido e nos entregamos à angústia e à desolação. Isso é terrível. Como poderíamos dominar esse estado?

De duas maneira: poderíamos apelar ao par de elefantes: os Centros Motor e Intelectual. Relaxar o corpo e pôr a mente em silêncio seria um sistema. O outro seria apelar para uma emoção diferente, uma emoção superior. Talvez nos faça muito bem nesses momentos escutar alguma sinfonia de Beethoven ou A Flauta Mágica de Mozart.

Podemos ainda submergir, cheios de emoção, numa meditação profunda, refletindo sobre os mistérios da vida e da morte. Portanto, através de uma emoção superior, controlamos as emoções inferiores e anulamos a dor que nos causa a morte de um ser querido.

O Centro Emocional é muito interessante, mas temos de dominar as emoções inferiores, controlar e submetê-las, e isso é possível de acordo com nossa didática. As emoções inferiores causam muito prejuízo.

Emoções inferiores como as das touradas, emoções inferiores como as do cinema, emoções inferiores como as das orgias e das grandes jogatinas, emoções inferiores como as de quem ganha na loteria, como as de quem se emociona com as notícias dos jornais sobre uma guerra ou sobre tantas coisas que há no mundo, emoções inferiores como as de quem bebe aguardente, emoções inferiores como as que as pessoas desenvolvem em todas as suas bestialidades, não servem senão para fortificar os agregados psíquicos inumanos que carregamos em nosso interior para criar outros novos.

Precisamos eliminar as emoções inferiores através das emoções superiores, e isso é possível. Precisamos aprender a viver uma vida edificante e essencialmente dignificante, isso é fundamental. Do contrário, progresso algum será possível.

Como? De que maneira? Precisamos ser mais sinceros conosco a fim de desenvolver o Centro Emocional Superior e nos libertarmos das emoções meramente negativas e superficiais.

Verdadeira Amizade – O que é isso?

Há pessoas que são gentis conosco, decentes. Há pessoas que brindam os outros com sua amizade. Mas esse é o procedimento público ou exotérico, diríamos, porém não é tudo. Sabemos que temos uma psicologia interior, não basta se comportar decentemente diante de outras pessoas, não basta apenas a fragrância da amizade do ponto de vista externo.

Qual é o comportamento que se tem internamente para com as outras pessoas? Normalmente, quem oferece amizade às outras pessoas tem duas facetas: a de dentro e a de fora. A de fora é a magnífica, mas a de dentro, quem a conhece?

Estamos seguros de que não criticamos o amigo a quem temos dedicado tanta estima? Estamos seguros de que não sentimos alguma antipatia por alguma de suas facetas?

Estamos seguros de que não estamos atraindo para a caverna secreta que temos na mente, para torturá-lo, para fazer escárnio dele enquanto lhe sorrimos docemente?

Quantos estimam alguém, mas não deixam de criticá-lo em seu interior, ainda que não exteriorizem suas críticas? Fazem escárnio de seus melhores amigos, ainda que sorriam docemente em sua presença. Realmente, devemos ser mais completos, mais íntegros.

Tratemos de, por um momento, pôr os dois relógios, o de fora e o de dentro, o exterior e o psicológico, em igualdade de marcha, para que andem em perfeita harmonia um com o outro.

De nada serve que estejamos nos comportando bem com nossas amizades, que estejamos oferecendo a elas nosso carinho, se por dentro zombamos delas, se por dentro as estamos criticando, se interiormente as estamos torturando…

O melhor é que os dois relógios, o exterior e o interior, caminhem uníssonos de segundo a segundo, de instante em instante. Devemos ser mais íntegros, mais completos, abandonar a crítica mordaz com a psicologia interna, às pessoas que estimamos.

Como é possível essa contradição, que estimemos a uma pessoa e por dentro a estejamos criticando? Estamos até falando bem dessa pessoa a quem estimamos, mas por dentro a estamos devorando viva. Ora, vocês sabem muito bem que dentro de cada um de nós vive muita gente, vivem todos os eus.

Quando alguém pega um desses eus e o estuda com o sentido da auto-observação psicológica, pode evidenciar que ele possui os Centros Intelectual, Emocional e Motor-Instintivo-Sexual, isto é, que tem os três cérebros.

Todo eu tem mente engarrafada, tem vontade engarrafada, é uma pessoa completa. Assim é que dentro de nós existem muitas pessoas, dentro de cada pessoa vivem muitas pessoas, ou seja, os agregados psíquicos. Assim, qualquer amizade que tenhamos merece ser devidamente tratada.

Por exemplo, vocês têm um amigo. Há coisas desse amigo que lhes agradam e há coisas dele que os desagradam. Isto é, vocês são amigos de algum Eu de seu amigo ou de alguns Eus, mas há outros Eus de que vocês não gostam, que lhe causam antipatia.

Precisamos ter em conta que dentro de cada pessoa se manifestam muitas outras pessoas. Vocês são amigos de determinados agregados de tal ou qual amigo, de tal ou qual pessoa, porém, não são amigos de todos os agregados desse seu amigo em questão.

Por isso, dizem: “Há coisas em tal sujeito que me agradam e há coisas que não tolero. Ele tem coisas boas e tem coisas más!” Esta é a maneira que usamos para falar. Tudo depende do agregado que em dado momento esteja falando. Logo, a amizade que sentimos por outra pessoa não é completa. Só sentimos amizade por uns quantos agregados dessa pessoa.

Não sentimos carinho por todos os agregados dela. Poder ser que a pessoa física e psicológica que estimamos tenha agregados psíquicos que não estimamos. Em certas horas, essa pessoa nos desagrada justamente porque nela estão se expressando agregados pelos quais não temos amizade alguma. Esta é a crua realidade dos fatos.

Se tivéssemos um eu permanente, diríamos: sou amigo de fulano de forma total, completa, não encontraríamos nele nem um mas nem um porém de espécie alguma. Acontece que não há um eu permanente e sim muitos eus, e então, qual desse agregados ou quais desses eus do sujeito é que estimamos? Não será a todos. Por causa disso, precisamos ser compreensivos na questão do relacionamento.

Por que brigam os amigos? Simplesmente porque de repente intervém dentro da personalidade de um deles um agregado que não é amigo e surge a discórdia. Mas se esse agregado se retira e intervém outro que seja amigo do amigo, ah… fazem as pazes.

Quão fátuas e passageiras são as amizades! Não são completas, e não o são porque não são compreensivas, não entendem isso da pluralidade do Eu. Se entendessem isso, seriam completas, saberiam desculpar os defeitos do amigo e não brigariam com ele. Falta-nos este conhecimento para que não briguemos com nosso amigos. Precisamos nos tornar mais conscientes disso. Assim, melhoramos o relacionamento, a convivência.

Há simpatias e antipatias que poderíamos chamar de mecânicas. Nem uma nem outra servem porque são mecânicas… Às vezes, dizemos que alguém não é simpático. Mas o que e isso que nos desagrada nele? Um agregado psíquico que possivelmente não é o nosso amigo, isso é tudo.

Não devemos tratar de criar simpatia à força por alguém com quem antipatizamos e sim, antes de tudo, descobrir qual é a causa da antipatia. Quando descobrimos, à base de reflexões, que essa antipatia é mecânica, ela desaparece e, por este motivo, sobra a simpatia.

Como poderíamos ou que base poderia nos servir para chegar à conclusão de que uma simpatia é mecânica? Respondo simplesmente: compreendendo a pluralidade do eu, já que é indubitável que dentro de uma pessoa vivem muitas pessoas.

Há vezes em que em determinado sujeito expressam-se alguns agregados que não nos agradam, e isto é mecânico. Reflitamos no fato de que dentro dessa pessoa a quem temos antipatia também há agregados que podem simpatizar conosco, que podem nos ser prestativos e amigos…

Que nem todos os agregados que se manifestam em tal sujeito são desagraváveis a nós. Pode ser que se manifeste no determinado fulano que não nos agrada algum agregado que nos agrade.

Se refletirmos nisso, compreenderemos que, do ponto de vista da pluralidade do Eu, desaparece a antipatia mecânica, que é bastante prejudicial, pois desenvolve cada vez mais os elementos psíquicos inumanos que estão relacionados com o Centro Emocional negativo.

Quanto mais formos eliminando os agregados psíquicos do centro Emocional, mais e mais irá se desenvolvendo em nós o Centro Emocional Superior. Acrescento que o Centro Emocional Superior é grandioso, muito mais poderoso que o intelecto.

Com o Centro Emocional Superior poderemos compreender a natureza do Fogo. Os livros sagrados foram escritos com carvão em brasa, isto é, com Fogo. A linguagem da Bíblia, por exemplo, a linguagem das parábolas bíblicas, é a linguagem do Centro Emocional Superior.

As experiências místicas e incorpóreas tomam, obviamente, a forma de parábolas e somente podem ser entendidas pelo Centro Emocional Superior. Os mistérios da vida e da morte são perfeitamente cognoscíveis através do Centro Emocional Superior.

Já lhes disse que a Mônada é o que há de mais importante em nós e que, quanto mais formos eliminando os elementos os psíquicos inferiores, mais e mais irão recebendo as radiações da Mônada. Ela é Atman-Budhi, e Atman é o Inefável. É ele quem recebe a força que vem do Demiurgo Criador.

O Demiurgo, por sua vez, recebe de Adi-Budha, a Seidade Incognoscível. Atman, como desdobramento do Divino Arquiteto do Universo, é inefável, é o que se poderia chamar Paramatman ou Shivatatwa.

Budhi, Eros e Anteros

Budhi, apesar de ser também espiritual, resulta mais corpóreo, mais concreto que Atman. Budhi-Eros, como princípio ígneo, obviamente vai se tornando cada vez mais evidente para nós, suas radiações nos vão chegando cada vez mais fundo à medida que formos dissolvendo as emoções negativas do Centro Emocional e conforme o Centro Emocional Superior for se desenvolvendo. Atman-Budhi é a Mônada, é a realidade dentro de nós, aquilo que conta, o Real Ser em nós.

Temos de lutar muito, eliminando emoções negativas, para irmos nos aproximando cada vez mais da Mônada, e esta nos ajuda, porque justamente do Budhi emana Eros, que é a força sexual extraordinária com a qual podemos desintegrar os agregados psíquicos na Forja dos Ciclopes. Que seria de nós sem Eros?

A Eros opõe-se Anteros, a personificação das potências do mal, as quais não estão fora e sim dentro de nós, aqui e agora. São todos esses agregados do Centro Emocional inferior, isto é, Anteros. Conforme formos eliminando as emoções negativas e desenvolvendo o Centro Emocional Superior, iremos penetrando cada vez mais na essência do Fogo, iremos nos aproximando cada vez mais de nossa Mônada interna, a qual sempre nos sorriu.

Não se esqueçam de que o Centro Emocional em princípio é puro, radiante. São as emoções inferiores situadas nas partes e nos pontos inferiores do Centro Emocional que constituem o Emocional inferior. Por isso, se eliminarmos as emoções inferiores tudo fica perfeito. O Centro Emocional Superior é como uma deliciosa flor de lótus.

Em todo caso, Atman é o raio que nos liga ao Logos e ao Adi-Budha, a força do Adi-Budha e do Logos Interior chega a Atman e fica contida em Budhi, porém, a aproximação a Budhi é impossível enquanto se tenham emoções negativas. Em outros termos, a aproximação a Mônada torna-se difícil se continuamos com emoções inferiores.

Arte Superior e Emoções Superiores

Não devemos aceitar emoções inferiores dentro de nós; devemos cultivar as emoções superiores. Quanto à música, devemos escutar Beethoven, Mozart, Liszt, Tchaikovski etc. Devemos aprender a pintar, porém, que os quadros que pintemos não sejam infra-humanos. Devemos vertes neles nossos sentimentos mais nobres. Tudo o que fizermos deverá ser dignificante e essencialmente edificante.

Quanta gente não se enche de êxtase ao contemplar as colunas coríntias dos tempos antigos, feitas com os mármores de Roma e Atenas, ou as magníficas esculturas de uma Ísis morena na terra dos Faraós, de um Apolo, de uma Vênus de Milo, de uma casta Diana etc.

Quanta gente não se enche de êxtase, vibra com emoção superior ao escutar, por exemplo, a lira dos tempos antigos, ao entregar-se à meditação profunda no seio da Natureza, ao passear pelas ruínas da antiga Roma, ao caminhar pelas margens do rio Ganges ou cair de joelhos diante do guru nas neves perpétuas dos Himalaias, então aí vibra a emoção superior.

Nos antigos tempos, na Lemúria, nas épocas em que os rios de água pura vertiam leite e mel, quando a lira de Orfeu não tinha ainda caído no pavimento do templo fazendo-se em pedaços, o Centro Emocional Superior vibrava intensamente em cada ser humano.

Essa foi a época dos Titãs, a época em que os seres humanos que povoavam a superfície da Terra podiam ver a aura dos mundos e perceber mais que a metade de um holtapamnas (tonalidades de cor).

Bem sabemos que um holtapamnas tem mais de 5 milhões de tonalidades. Porém, quando o Centro Emocional inferior se desenvolveu com as paixões violentas, com a luxúria, com o ódio, com as cruéis guerras entre irmãos, aquele sentido se atrofiou e a humanidade ficou presa neste mundo tridimensional de Euclides.

Chegou a hora de entender que só mediante o Centro Emocional Superior é possível penetrarmos mais profundamente em nós mesmos. Se procedermos com retidão, se aprendermos a viver, se aprendermos a nos relacionar com nossos semelhantes de uma bela maneira, então nos aproximaremos mais e mais da Mônada Sagrada, e diferentes cintilações de Consciência Cósmica irão nos surpreendendo, irão se fazendo cada vez mais contínuas. Por fim, teremos todos, na realidade e de verdade, a Consciência desperta, a Consciência Superlativa do Ser, Budhi.

Nesse dia, seremos felizes, nessa deliciosa manhã as vibrações de Budhi nos saturarão totalmente e saberemos viver de verdade em estado consciente e perfeito.

Aqui termino esta exposição.

(Samael Aun Weor)

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DEVER PARLOCK – Nosso dever cósmico

Se cumpríssemos com nosso dever cósmico nos converteríamos em Homens verdadeiros. Qual é o nosso dever cósmico, ou Dever Parlock do Ser? Vou dizer a vocês qual é:

1º – Não permitir que os conceitos intelectuais passem por nossa mente de forma mecânica. Em outras palavras, fazer-nos conscientes de todos os dados intelectivos que venham à mente. Como fazer-nos conscientes desses dados? Por meio da meditação. Se lermos um livro, devemos meditar nele, tratar de compreendê-lo.

2º – Devemos fazer-nos conscientes de todas as atividades do Centro Emocional. É lamentável ver como as pessoas se movem sob o impulso de todas as emoções, de forma completamente mecânica, sem controle algum. Devemos fazer-nos conscientes de todas as nossas emoções.

3º – Hábitos e costumes do Centro Motor. Devemos fazer-nos autoconscientes de todas as nossas atividades, de todos os nossos movimentos e de todos os nossos hábitos, e não fazer nada de forma mecânica.

4º – Devemos ser donos de nossos próprios instintos e submetê-los. Devemos compreendê-los a fundo e integralmente.

5º – Transmutar a energia sexual. Mediante certos procedimentos alquimistas, transmutaremos nossas energias criadores.

Assim, cumprindo com nosso dever, é óbvio que nossa vida se desenvolverá harmoniosamente, e se formarão em nós os CORPOS EXISTENCIAIS SUPERIORES DO SER. Então, em harmonia com o Infinito e em sintonia com a Grande Lei, poderemos chegar à velhice cheios de êxtase e alcançar a Maestria e a Perfeição.

(Samael Aun Weor, Os Planetas Metálicos da Alquimia)

Para Saber Mais:

Disfunções no trabalho do centro intelectual

Disfunções no trabalho do centro emocional

Disfunções no trabalho do centro motor

Disfunções no trabalho do centro instintivo

Disfunções no trabalho do centro sexual

O Hidrogênio Sexual Si-12

Doenças causadas por obsessões, feitiçarias, mau-olhado

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Pergunta: O senhor poderia me dizer se existem as doenças de mau-olhado?
Samael Aun Weor:
Tenho de dizer-lhe que nas cidades morrem milhares de crianças devido ao mau-olhado. Acontece que nos países “supercivilizados”, as pessoas não acreditam em tal doença e por isso a mortandade aumente de maneira geral.

Qualquer pessoa com força hipnótica inconsciente, ao olhar um menino, fere violentamente seu corpo vital, e o resultado não se faz esperar muito. Em seguida, surgem na vítima grandes olheiras, vômito, febre, diarreia etc. Os médicos costumam diagnosticar infecção intestinal e receitam muitos antibióticos, xaropes etc. No entanto, as crianças, em vez de melhorarem, pioram e morrem.

Que se pode fazer são fortes passes magnéticos, de baixo a cima, sobre o rosto e pálpebras do menino, com o firme propósito de eliminar os fluidos vitais tenebrosos.

Convém acender um fogo, vela ou chama e ler para as crianças a Conjuração dos 7 do Sábio Salomão, tal como está escrita aqui. Deve-se também benzer o menino enfermo na fronte, no peito, sobre a cabeça e nas costas, enquanto se leem os 4 Evangelhos.

O mau-olhado é um fenômeno profundamente sério, e inúmeras pessoas, principalmente as crianças, são vítimas. A grande concentração de energia consegue desestabilizar o frágil Corpo Vital da vítima.
O mau-olhado é um fenômeno profundamente sério, e inúmeras pessoas, principalmente as crianças, são vítimas. A grande concentração de energia consegue desestabilizar o frágil Corpo Vital da vítima

P: Ler os 4 Evangelhos é muito comprido, não se poderia abreviar alguma coisa?
SAW:
Sim, senhorita. Podem ser lidas as Bem-Aventuranças com verdadeira fé para lançar um fluido curativo suficientemente forte que desaloje os maus fluidos acumulados no organismo do enfermo. Assim deverá curar-se.

P: Existem, então, enfermidades causadas por feitiçaria?
SAW: O mundo está cheio disso, distinta senhorita. Posso citar inúmeros casos, mas antes de tudo quero dizer-lhe que a primeira coisa que se necessita é o diagnóstico exato; somente assim se atinge a cura.

Infelizmente, são muito raros os curadores que sabem diagnosticar de verdade uma doença ocasionada por feitiçaria. Vou citar um caso especial relatado pelo sábio Waldemar. Segue entre aspas porque não me agrada ser adornado com plumas alheias, mas como é realmente um caso sensacional, é bom que nossos leitores o conheçam: Um dos casos mais interessantes de ciúmes vampirescos o experimentou o investigador e ocultista francês Eliphas Levi (abade Constant).

Durante sua permanência em Londres, Eliphas Levi travou amizade com um jovem duque, cuja casa visitava quase que diariamente. Fazia pouco tempo que o duque tinha se casado com uma jovem princesa francesa de extraordinária beleza, contudo o fizera contra a vontade de sua família protestante, já que a jovem era católica praticante.

O duque, como o comprovou Levi, tinha levado durante muitos anos uma vida um tanto frívola, para não dizer libertina, tendo por amante durante muito tempo uma jovem italiana, bailarina de balé. No fim a abandonou já que na realidade amava apenas a sua esposa.

Certa tarde, a duquesa enfermou, motivo que a levou a acamar-se. Os médicos diagnosticaram um princípio de gravidez, porém logo ficou demonstrado que a sua debilidade devia ter outra causa.

Apesar de o duque haver consultado os mais famosos médicos de Londres, eles viram-se diante de um enigma. Foram empregados os mais diferentes remédios sem êxito algum. Frequentava o palácio do duque também um velho abade francês que conhecia a princesa já de Paris.

Esse ancião agradou-se de conversar com Eliphas Levi especialmente de problemas metafísicos, pois ele também se interessava sobre o tema há décadas e não apenas teoricamente. Certa noite ficaram a sós no salão, pois o duque preocupado se fora para o quarto para ficar ao lado de sua esposa enferma. Era uma noite fria e úmida.

Fora, a célebre névoa londrina ondulava empanando a luz dos lampiões. De repente, o abade agarrou uma das mãos de Levi e disse com voz baixa: “Escute, querido amigo, desejaria falar de algo com você. Posso confiar com sua inteira descrição?”

Levi respondeu afirmativamente e o abade prosseguiu: “Tenho todos os motivos para supor que a doença da duquesa não é natural. Conheço a Mildred desde pequena e sempre foi uma garota mais saudável do que se possa imaginar. Agora, torna-se lânguida e se debilita dia a dia; parece-me que está sendo dessangrada misteriosamente”.

“Acredita você que se ache sob o influxo de algum poder obscuro? Que está em jogo algum sortilégio?” perguntou Levi. “Posso confiar e muito em minha voz interna e por isso quase me atreveria a dizer que nessa enfermidade há algo que não vai como deve. Queres ajudar-me a romper o encantamento.” “Com muito prazer”, respondeu Levi. “Bem, em tal caso não devemos perder mais tempo. Agradeceria que meia hora antes da meia-noite viesse ao meu domicílio para uma conjuração conjunta. Tentarei interpelar o poder tenebroso. Caso nos chegue uma resposta do além…”

Depois dessa conversação, Eliphas Levi tomou uma carruagem e rapidamente transladou-se para sua residência, onde se lavou, se enfeitou e mudou de roupa das cabeças aos pés, pois os espíritos da zona média, que era os que o abade pretendia invocar, exigiam de seus conjuradores a mais escrupulosa limpeza.

Também o traje devia estar de acordo com sua natureza; não suportavam nenhum tecido animal pelo que ficavam descartados os de lã, assim como os sapatos de couro ou de qualquer pele.

Como a casa do abade situava-se no nordeste, em Hampstead Heath, e Eliphas Levi vivia na Praça Russel, ou seja, era considerável a distância entre ambos os lugares, Eliphas Levi teve de fazer seu exigente asseio com certa pressa, uma vez que queria estar lá no horário combinado. Uns 40 minutos antes da meia-noite chegou a Hampstead Heath.

Eliphas Lévi é considerado um grande mestre da Fraternidade Branca, especializado no REINO DA MAGIA

O abade em pessoa, todo de branco, abriu-lhe a porta e o conduziu por uma elevada escalinata a um aposento que se achava em um extremo do corredor do primeiro piso. Os olhos de Eliphas Levi tiveram primeiro de acostumar-se com a obscuridade: chamazinhas azuladas e trêmulas queimavam um incenso que cheirava a âmbar e almíscar.

Nessa luz incerta, Eliphas observou uma grande mesa circular que se encontrava no centro da habitação, e, plantado sobre ela, o crucifixo invertido, símbolo do falo. Junto à mesa estava um homenzinho delgado. O abade comentou: “É meu criado. Você já sabe que é indispensável a cifra de três para essas conjurações. Começa você com a primeira invocação”.

Este convite da parte do abade era mais que uma cortesia, pois as potências da zona média poderiam enojar-se e vingar-se sobre o dono da casa, causando-lhe até a morte, caso permitisse rebaixar a harmonia de sua esfera por um intruso incompetente. Ceder pois a invocação ao amigo era mostra de que considerava a Eliphas como mestre de primeira categoria na magia. Tal suposição era em verdade justificada.

Se alguém podia executar com êxito, com gesto desembaraçado e sem temor, com coração puro e uma vontade fortalecida por numerosas provas, as cerimônias milenares da sagrada magia, era este homem. Ele exercia no reino dos espíritos tanto domínio quanto no mundo das criaturas encarnadas e adeptos.

Entre o véu de fumo, Eliphas estendeu a mão instintivamente à esquerda. Lá devia estar o recipiente com água benta que devia ter sido recolhida em uma noite de plenilúnio de uma cisterna, velando-se e orando-se sobre ela durante vinte e uma noites. Em seguida, fez uma aspersão pelos quatro ângulos da habitação.

O abade fazia às vezes de acólito e movimentava o incensário ondulatoriamente. No fumo, começaram a formar-se figuras estranhas e, ao mesmo tempo, pareceu-lhes que um frio, gelado, brotava do chão e chegava-lhe até a ponta dos cabelos, dificultando-lhes a respiração.

Eliphas Levi proferiu agora com mais força as palavras de invocação. Subitamente, as paredes do quarto pareceram retirar-se como se um abismo infinito e astral se abrisse na frente deles, ameaçando engoli-los. Brilharam os esplendores de uma cintilantes luminosidade e os olhos se cobriram para não ofender o espírito invocado com um olhar indiscreto.

Com régia voz, Levi perguntou a causa da enfermidade da duquesa Mildred.

Não recebeu resposta. As emanações de fumo ficaram espessas de tal modo que ameaçaram sufocar os sentidos. Precipitando-se rumo à janela, Eliphas ouviu subitamente uma voz, a qual, ainda que forte e retumbante, parecia sair do mais profundo de si mesmo e encher todo o espaço de sua alma.

O que a voz lhe gritou era tão espantoso que suas pernas se negaram a mover-se e ficou como que petrificado no mesmo lugar onde se encontrava. Agora foi a vez de o abade se precipitar para junto da janela, porém suas mãos trêmulas, sem forças, não conseguiram abri-la. O criado que assistira passivamente a invocação jazia desmaiado no chão.

Por fim, Eliphas saiu de sua paralisia e rompeu o cristal com o crucifixo, absorvendo o ar fresco da noite com fruição em companhia do abade, especialmente ele que banhava por assim dizer, sua cabeça febril na névoa úmida. Por todos seus nervos corria a espantosa acusação que o misterioso espírito havia lançado com clareza inequívoca contra ele.

Quando por fim se recobrou, voltou para o quarto. O fumo tinha se dissolvido, mas a lamparina seguia ardendo tenuemente. O abade, palidíssimo, contemplava a Eliphas com os olhos dilatados e balbuciou: “Você é realmente culpado, meu amigo? Não posso acreditar!”

“Você também ouviu a resposta do espírito?”, perguntou Levi. O abade deixou cair a cabeça, como que oprimido, num gesto de concordância. “Sim…”, sussurrou apenas perceptivelmente. Levi se manifestou com veemência: “Juro-lhe que tomei o símbolo com mãos puras e que em minha vida jamais cometi um crime. Juro-lhe que não estou manchado de sangue”.

Ao dizer essas palavras, aproximou-se mais da lâmpada de maneira que o brilho dela caiu em cheio sobre ele. Espantado, o abade apontou com o dedo a mandíbula e a peiteira da camisa de Eliphas. “Aí, olhe você mesmo no espelho…”, disse tomando a mão do amigo e conduzindo-o a um grande espelho de parede que pendia no quarto contíguo.

Ali, comprovou Eliphas um corte em sua barba com umas gotinhas de sangue; também em sua camisa apareciam outras gotinhas. Devia ter se cortado ao fazer apressadamente a barba… Assim, a resposta do espírito explicava-se perfeitamente: “Eu não falo com alguém manchado de sangue”.

Levi sentiu seu coração se aliviar de um enorme peso, não obstante o abade parecia mais acabrunhado e tinha se deixado cair sobre um sofá, contraía os ombros convulsivamente e escondia o rosto com as mãos, Levi tentou acalmar o ancião, porém ele o rechaçou dizendo: “Trata-se da pobre Mildred, cada hora consome sua vida. Não fosse por isso, poderíamos invocar o espírito de novo em três vezes 21 dias, com as devidas oferendas e orações… porém o tempo é demasiado, nesse ínterim Mildred morrerá”.

Levi não soube o que responder e fechou-se em um denso silêncio que obrigou o abade a levantar-se e a andar com passos vacilantes de um lado a outro da sala: “Custe o que custar, devo obter uma resposta… a qualquer preço. Prometa, meu amigo, que não me abandonará!

Uma vigorosa determinação lia-se na mirada do ancião e para tranquilizá-lo Eliphas respondeu: “Dou-lhe a minha palavra. Ponho-me a sua disposição como mago. Como o objetivo ainda não foi alcançado, mantenho a palavra dada”. “Então, permaneça aqui, dentro de 12 horas efetuaremos outra conjuração; invocaremos os espíritos da zona baixa”, disse o abade. Eliphas sobressaltou-se. Teria o velho ficado louco? “Você… o quê? Você… um filho da Igreja quer entrar em contato com os espíritos infernais? Não, isso não está sequer na intenção da devota duquesa. Renuncie a isso, não arrisque sua Alma.”

É ostensível que invocar demônios é magia negra. É claro que a magia negra traz fome, nudez, enfermidades e calamidades físicas e morais.

Havia tal glacial decisão nas palavras e gestos do abade que Eliphas sentiu que toda réplica seria vã. Contra sua vontade, mais por lealdade à palavra dada, aceitou a solicitação do amigo. Ficou como hóspede na casa. Depois da extraordinariamente fatigante e tensa conjuração anterior, dormiu tão profunda e pesadamente que despertou tarde da manhã.

O dia foi passado com as devidas purificações e orações. De noite, Eliphas recebeu a roupa apropriada para o serviço com o diabo, bem como os demais requisitos. Como já manifestara antes, o abade não tomaria parte ativa na invocação. Somente o assistiria como acólito, mas mesmo assim vestiu-se com a roupagem prescrita.

O que aconteceu após é algo que francamente e de maneira alguma quero transcrever porque há responsabilidades na palavra. Neste caso é preferível calar, porque o silêncio é a eloquência da sabedoria. É notório que se alguém transcreve parágrafos tenebrosos, converte-se em cúmplice do delito. Isto é semelhante a ensinar magia negra às pessoas.

Felizmente, os invocadores do presente relato não conseguiram tornar visíveis e tangíveis os demônios invocados. A única coisa que conseguiram foi fazer brotar de uma parede uma salamandra, pequena e inocente criatura do fogo.

O abade, fazendo provisão de todas suas forças, perguntou pela doença da duquesa. “Batráquios”, falou a salamandra com voz infantil e no mesmo instante desapareceu. Eliphas viu então como o abade cambaleava e desabava no chão.

Imediatamente, tomou nos braços seu magro corpo e o levou para o dormitório, onde despindo o ancião o pôs na cama, indo logo buscar o criado para que trouxesse algum reconstituinte. Ao voltar, encontrou o abade completamente restabelecido, mas sua aparência era a de um homem abatido, parecia haver envelhecido muitos anos.

Obviamente, o abade estava fazendo esforços sobre-humanos para salvar a duquesa.

“Tudo inútil, a pobre Mildred haverá de morrer. Minha alma…, ó minha alma… o que quer dizer ‘batráquios’?”, exclamava, com voz febril. “Apenas sei que é uma palavra grega que significa rãs”, respondeu Eliphas.

O criado não tardou a chegar com vinho e biscoitos, porém o abade repeliu todo alimento. Eliphas tomou um pouco e tentou arrancar o amigo de sua desesperada letargia, mas foi inútil sua pretensão em reanimá-lo. Com o coração oprimido retirou-se para sua moradia. No dia seguinte, informou-se sobre como estavam o abade e a duquesa.

Mildred ia cada vez pior. Seu médico de cabeceira dava por certo seu óbito. Também o abade achava-se em estado grave. Negava qualquer alimento e inicialmente não respondeu as perguntas do amigo, depois manifestou sua intenção de por fim aos seus dias mediante a inanição. Profundamente entristecido, Levi despediu-se, preocupando-se muito com as trágicas conseqüências do pecaminoso conjuro.

Durante as duas tardes seguintes, afundou-se outra vez nos seus costumeiros estudos e enquanto lia o Enquiridion de Leão III deteve-se no ponto no qual, através da chave de Trithenus, se decifrava do esotérico e cabalístico escrito o seguinte: “Um apreciável encantamento maléfico é o da rã”.

Abstemo-nos de entregar a fórmula secreta do sapo para não dar armas aos perversos criminosos da magia negra.

Como um relâmpago, o trecho atravessou a mente de Eliphas. Sem fechar o livro pôs o sobretudo e lançou-se através das ruas de Londres que iam sumindo no crepúsculo vesperal. Por fim, achou uma carruagem e pareceu-lhe insuportável e longo o tempo que levou para chegar ao palácio do duque. Rostos chorosos o receberam. Informaram-lhe: “… a duquesa está em agonia. Já estão administrando-lhe os últimos sacramentos…”

“Eu posso salvá-la”, exclamou Eliphas e afastando os espantados criados precipitou-se em direção ao quarto de Mildred, onde achou o duque. Com a respiração ofegante, suplicou-lhe: “Você me conhece o suficiente para saber que sou de confiança. Creia-me pois que não se perdeu toda a esperança.

Enquanto a duquesa viver não há porque se desesperar. Rogo que me deixe a sós com ela e pelo amor de Deus não me pergunte nada … tenha confiança em mim”. Ainda que atônito e confuso ao extremo, o duque acedeu ao desejo de Eliphas pedindo aos presentes: um médico, um sacerdote e uma donzela de companhia, que abandonassem a paciente.

Uma vez só, Levi fechou a porta atrás de si e se aproximou do leito da princesa. “Era o que supunha”, murmurou ao ver Mildred sumida em uma espécie de catalepsia com os olhos brancos. Seus lábios estavam roxos e respirava com suave estertor.

Imediatamente, Levi pôs mãos à obra e começou a levantar o assoalho da soleira da porta, porém a madeira resistiu aos seus trêmulos dedos. Sacou sua navalha de bolso, cuja folha se rompeu no frenético intento. Finalmente e com força desesperada, conseguiu levantar o sarrafo. Sangravam-lhe os dedos e seu esforço tinha sido baldio… Nada estava oculto ali. Levantou os tapetes… tampouco. Tornou a olhar a duquesa que respirava com dificuldade.

Reparou que sua mão esquerda pendia singularmente contraída para um lado. “A cama!”, pensou, e com a certeza de agora procurar no lugar certo, levantou a enferma de seu leito e a depositou tão suave quanto pôde sobre um sofá que estava contra a parede. Dedicou-se a seguir com uma crescente excitação a revolver cobertores e almofadas, mas nada… nada de novo.

Tirou o colchão e o desfez, tateou, apalpou, remexeu sua crina… e… seus dedos tropeçaram em um objeto mole, esponjoso, agarrou-o e retirou-o. Com efeito era aquilo que buscava… precipitou-se para fora do quarto.

Provou ao duque em breve explicação o problema e este colocou à sua disposição uma carruagem que o transportou com a maior rapidez a sua casa.

Chegando lá, pôs se a executar uma nova tarefa, a de queimar em chamas de pez e enxofre a besta dos infernos, seguindo ao pé da letra a prescrição do Enchiridion.

Abriu a janela do quarto para o mau cheiro sumir dele. Oprimido por enorme cansaço, lançou-se vestido como estava na cama e num instante sumiu em profundo sono.

No dia seguinte, foi recebido como um salvador no palácio do duque. De maneira de causar pasmo e absolutamente incompreensível para os médicos, o estado de saúde da jovem duquesa havia melhorado a tal ponto que se podia falar de uma franca superação da crise. A própria Londres, no dia 28 de outubro de 1865, impressionou-se com a sensacional notícia de que a diva do balé, Marie Bertin, tinha falecido repentinamente sem enfermidade alguma.

Esta não foi a única notícia. Poucas horas depois era também arrebatada pela morte uma parente próxima do duque, velha solteirona que havia sido apaixonada inimiga de Mildred e que em vão tentara impedir o casamento do duque com a princesa católica.

http://www.esotera.com.br/loja/livros/gnose-samael
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BELILIN – O mais poderoso mantra de Defesa do mundo

1

(Logos, Mantra e Teurgia) E o Teurgo maravilhoso invocou o Anjo Aroch, Anjo de Mando. Fez a Invocação da seguinte forma:

“Em nome de Cristo, pelo poder do Cristo, pela majestade do Cristo: eu te chamo, Anjo Aroch… Anjo Aroch… Anjo Aroch…”

O resultado foi surpreendente. Em poucos instantes entrou pela porta do Templo um formoso menino aparentando 12 anos de idade. Esse era o Anjo Aroch.

Esse Anjo se desenvolve no Raio da Força e trabalha intensamente com os discípulos que
percorrem o Caminho do Adeptado. Envolta em sua túnica branca, aquela preciosa criatura saudou Juan e se sentou a seu lado, ante uma mesa do Templo. Então, Juan consultou o Anjo a respeito de várias coisas…

(E uma delas foi sobre qual seria o mantra mais poderoso para Proteção Psíquica:)

É necessário que o estudante aprenda a defender-se desses ataques noturnos. Com
efeito, o Anjo Aroch nos revelou um Canto Mântrico para defesa pessoal contra os
Tenebrosos. Esse canto se entoa antes de dormir:

Belilin… Belilin… Belilin…
Ânfora de salvação,
Quisera estar junto a ti…
O materialismo não tem força junto a mim…
Belilin… Belilin… Belilin…


Esse mantra deve ser cantado pondo todo o nosso amor e sentimento. Assim, nos defendemos dos tenebrosos. Recorde que no amanhecer da vida os Pais dos Deuses ensinaram aos Construtores do Universo as Leis Cósmicas, cantando deliciosamente.
Terão de cantar este Mantra com toda a alma, assim, nos defendemos dos Tenebrosos.

Possível Origem do Mantra Belilin

No Salmo 49 versículo 12 temos a frase: “Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecem”. O termo “não aparece”, em hebraico, é BAL-YALIN (o Salmo 49 fala claramente sobre a ideia de “materialismo” e a destruição do homem materialista, ou seja, aquele que não acredita no Espírito).