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Krishnamurti

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O VM Samael Aun Weor sempre dizia que seu Ser Interno tinha uma ligação muito íntima, especial, com Krishnamurti. Se o Mestre Samael “sonhasse” com algo que estava ocorrendo com Krishnamurti, essa ocorrência acontecia fisicamente com o próprio Samael. Em 1977, o Mestre sonhou que Krishnamurti havia desencarnado. Alguns meses depois (em 24 de dezembro), ele, Samael, abandonava seu corpo.

Na sua obra Revolução da Dialética, o Mestre Samael fala que Krishnamurti tem uma relação muito íntima com a estrela Alcione. Isso significa que Krishnamurti é na verdade o bodhisatva (a manifestação humana) do Deus Alcione, conhecido entre os gnósticos como o Meritíssimo e Supremo Senhor das Plêiades.

Para quem não sabe, a constelação das Plêiades é formada por inúmeras estrelas, das quais temos 8 principais:

Alcione e mais sete estrelas, das quais o nosso sol (esotericamente chamado de Ors) é o sétimo. Ou seja, nosso sol Ors e outros seis sóis giram em redor de Alcione!

Sobre a humana pessoa do Mestre Alcione, Krishnamurti, leiamos as experiências internas e o parecer pessoal do Venerável Mestre Samael Aun Weor:

Quando Annie Besant ocupava a presidência da Sociedade Teosófica, houve um conflito dentro dessa maravilhosa organização, cuja fundadora foi a Grande Iniciada Helena Petrovna Blavatsky.

O problema que se apresentou foi o caso Krishnamurti.

A senhora Besant levantou o dedo para assegurar aos quatro ventos que o rapaz indiano era a reencarnação vivente de Jesus Cristo. Leadbeater, o Grande Clarividente, e muitos outros teósofos eminentes, estavam totalmente de acordo com a senhora Besant e juravam que o jovem era Jesus Cristo reencarnado novamente.

Todavia, relembramos a fundação daquela ordem chamada a Estrela do Oriente, cujo único propósito era receber o Messias. Mais tarde o mesmo Krishnamurti a dissolveu.

Naquela época houve uma divisão no seio da Sociedade Teosófica.

Alguns asseguravam que Krishnamurti era o Messias, outros não aceitaram esse conceito e se retiraram da Sociedade Teosófica.

Entre aqueles que se retiraram figura o dr. Rudolf Steiner, poderoso clarividente iluminado, fundador da Sociedade Antroposófica.

A obra de Steiner é grandiosa. Seus livros são poços de profunda Sabedoria.

Também se separou da Sociedade Teosófica o grupo espanhol Marco Aurélio*.

A cisão que teve no seio daquela famosa Sociedade Teosófica foi um verdadeiro fracasso.

Necessitamos analisar o caso Krishnarnurti.

Enquanto alguns estão convencidos de que ele é a reencarnação de Jesus Cristo, outros dizem que é um ignorante, e que o único que sabe é dirigir automóveis, jogar tênis etc.

Em resumo: Em que ficamos?

O mais curioso e estranho é que os maiores clarividentes da Sociedade Teosófica se dividiram em dois grupos opostos. Surgem estas perguntas absolutamente lógicas: Por que se dividiram os clarividentes? A fim de que?

Os clarividentes viram o Ser Interno do rapaz indu. Porque então não puderam fazer um acordo? Acaso alguns clarividentes vêem numa forma e outros em forma distinta? É possível que os clarividentes se contradigam uns aos outros? Se os clarividentes viam o Ser Interno de Jiddu Krishnamurti, por que motivo não estiveram de acordo, num mesmo conceito?

Com a vista física mil pessoas ao verem um objeto dizem: Esta é uma mesa, uma cadeira, uma pedra etc. etc. Ou ao ver uma pes-soa todo o mundo diz se é uma mulher ou um homem etc.

Que se passa então com a clarividência? Por que motivo os clarividen-tes não puderam entrar num acordo no caso concreto do jovem indiano? Não há dúvida de que Krishnamurti foi um verdadeiro quebra-cabeça para a Sociedade Teosófica.

O mais grave é ver os clarividentes lutando entre si.

Isto é algo que confunde a mente dos que começam nestes estudos.

Krishnamurti caiu no ceticismo e permaneceu assim por vários anos, por fim raciocinou e começou sua missão.

Todos nós, os irmãos Endotéricos Gnósticos, nos propusemos investigar nos Mundos Superiores o caso Krishnamurti.

Depois de pacientes trabalhos chegamos as seguintes conclusões:

Primeira: Todo homem é um trio de corpo, alma e espírito.
Segunda: Quando o espírito vence a matéria é um Buda.
Terceira: Quando a alma se purifica e santifica-se, passa a chamar: Bodhisattva.
Quarta: O Espírito de Krishnamurti é um Buda.
Quinta: A Alma de Krishnamurti é um Bodhisattva.

Na Ásia existem muitos Budas que ainda não encarnaram o Cristo.

Dentro de cada homem há um Raio que nos une ao Absoluto. Esse raio é o nosso resplandecente Dragão de Sabedoria, o Cristo Interno, a Coroa Sefirótica.

Os Budas não encarnaram o Cristo, logo não se cristificaram.

O Buda do hindu Krishnamurti já encarnou seu Resplandecente Dragão de Sabedoria, seu raio particular, seu próprio Cristo Interno.

Annie Besant

Quando Besant, Leadbeater e outros clarividentes estudaram o caso Krishnamurti ficaram deslumbrados com a Luz esplendo-rosa daquele Buda cristificado e como não conheciam o Esoterismo Crístico, creram de pés juntos, que Krishnamurti era a reencarnação de Jesus Cristo.

O erro não esteve na clarividência, o erro se localizou na falta de cultura intelectual. Eles não conheciam o Setenário Teosófico.

Eles só conheciam o corpo, a alma e o espírito, mas ignoravam o mais além… Todo homem tem um Raio, o Cristo Interno, que o une ao Absoluto.

Eles viram o Deus Interno de Krishnamurti e creram que era Jesus de Nazaré, esse foi o erro. O mais grave foi o dano que fizeram ao rapaz hindu. Quando se diz a um Bodhisattva que ele é um mestre, ele se perde, destrói-se, fica complexado.

Annie Besant

O jovem viu seus instrutores lutarem entre si por causa dele e o resultado foi um trauma psicológico para sua humana personalidade.

Krishnamurti tem um trauma psicológico.

Não há dúvida que lhe fizeram um grande dano. Se os hierarcas da Teosofia o deixassem em paz, se ele tivesse desenvolvido livremente na Índia, então sua obra teria sido maravilhosa.

O grande Buda de Krishnamurti não pôde dar toda sua mensagem porque o Bodhisatva tem um trauma psicológico.

Se examinarmos a doutrina de Krishnamurti, vemos que o melhor é o budismo. Desgraçadamente, não conhece o Esoterismo Crístico.

Krishnamurti bebeu na fonte do Evangelho Budista. Lastimamos que tenha olvidado o Esoterismo Cristão.

Mais tarde mesclou a Filosofia Budista com a Filosofia Oficial do mundo ocidental.

A doutrina de Krishnamurti é o resultado dessa mescla. É o Budismo. A Doutrina da Era de Aquário é o resultado da mescla do Esoterismo Budista com o Esoterismo Cristão. A doutrina de Krishnamurti é o Budismo Livre, mas a fonte viva dessa doutrina é o Evangelho Maravilhoso do Senhor Buda.

Nós não estamos contra o senhor Krishnamurti, unicamente lamentamos que o Buda Interno desse filósofo hindustani não tenha podido dar toda a Mensagem. Isso é tudo.

Quando um clarividente descobre que o Íntimo (o Espírito) de alguma pessoa é Mestre, o melhor é calar, para não destruir a pessoa.

Quando alguém chega a saber que seu Ser Interno é Mestre, enche-se de orgulho e soberba. (fortuitamente, Krishnamurti sabe ser humilde).

Existem também Bodhisatvas caídos. Esses são piores que demônios!

A ninguém se deve dizer que é Mestre. O clarividente deve ser prudente. O clarividente deve saber calar.

O espírito de um homem pode ter alcançado o grau de Mestre em alguma reencarnação antiga. O Bodhisatva (alma do Mestre) pode ter caído mais tarde e viver agora na senda do mal.

O mestre não cai. Quem cai é o Bodhisatva (alma) do Mestre.

Besant e seu jovem pupilo, Jiddu Krishnamurti

O clarividente deve ser prudente e antes de anunciar a um mestre, aguardar com paciência muitos anos para ver como se comporta na vida o homem de corpo e osso, o Bodhisatva Terrenal. O mestre pode ser muito grande lá em cima, mas o homem de carne e osso aqui em baixo é perigoso.

Em todo caso por seus frutos os conhecereis.

Blavatsky diz que o mistério da dupla personalidade é um dos maiores mistérios do Ocultismo.

Todas as lutas e erros da Sociedade Teosófica são a causa do trauma de Krishnamurti. O caso Krishnamurti é importantíssimo.

O Dr. Steiner conhecia os mistérios crísticos e por isso não se deixou confundir. Steiner era gnóstico.

Steiner não aceitou que Krishnamurti fosse a reencarnação de Jesus Cristo.

Muitos seguiram a Steiner e muitos à senhora Besant.

O clarividente Steiner tinha uma vasta cultura intelectual. Por isso, não caiu nesse erro, ele era um verdadeiro ROSACRUZ-GNÓSTICO.

*O grupo teosófico independente “Marco Aurelio” foi fundado em 1911 na Galícia (Espanha) e teve, entre muitos outros membros, Mario Roso de Luna, o grande estudioso dos fenômenos Jinas, e Ramón María del Valle-Inclán, escritor e poeta, muito citado pelo VM Samael Aun Weor.

Magia da macieira

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Pirus malus

A macieira simboliza a força sexual do Éden. A humanidade foi expulsa do paraíso quando comeu da fruta proibida.

O anjo que governa os elementais desta árvore tem o poder de fechar as nossas câmaras espinhais quando comemos da fruta proibida.

Quando o homem violou as leis do Senhor Jeová, o anjo-elemental desta árvore fechou as câmaras sagradas da coluna espinhal e expulsou-o do Éden, onde os rios de água pura da vida vertiam leite e mel. A espada flamejante do anjo-elemental da macieira revolve-se acesa nas chamas que guardam a porta do paraíso.

A porta do éden é o sexo; o Éden é o próprio sexo. Para o indigno, todas as portas estão fechadas menos a do arrependimento.

Ainda que o homem fizesse penitências jejuasse e levasse saco e cilício sobre o corpo nem por isso entraria no Éden. No Éden, pode-se entrar por uma única porta, a porta por onde se saiu. O homem saiu do paraíso pela porta do sexo e só por essa porta conseguirá entrar no paraíso.

Todo segredo está no linga-yoni dos Mistérios gregos. Na união do falo e do útero estão encerrados os grandes segredos do fogo universal da vida.

Deve haver a união sexual, porém o sêmen não pode ser ejaculado. O desejo refreado transmutará o sêmen em luz e fogo. O desejo refreado encherá nosso cálice sagrado com o vinho sagrado da luz.

Assim se abrem as câmaras sagradas, assim se desperta o fogo, assim abrimos as portas do Éden e assim cristificamos a mente na Rosa Ígnea do Universo. Os Mestres solteiros abrirão suas câmaras ígneas com a terrível força do sacrifício. A abstenção sexual é um tremendo sacrifício.

Existe um templo sagrado nos mundos internos onde oficia o anjo-elemental que governa esta árvore maravilhosa.

Este templo está iluminado por três lâmpadas eternas.

A primeira lâmpada é rosa-avermelhado, como a força ígnea da estrela da aurora. A segunda lâmpada é como o fogo azul do Pai e a terceira lâmpada resplandece com a imaculada brancura da castidade perfeita.

As grandes melodias do fogo universal ressoam nos recantos inefáveis desse templo do Éden.

O elemental dessa maravilhosa árvore possui terríveis poderes ígneos.

Toda planta, toda árvore, tem corpo, tem alma e espírito como os homens.

Cada planta, cada árvore, tem sua própria alma e seu próprio espírito.

As almas das plantas são elementais que brincam na Rosa Ígnea do Universo.

O elemental da macieira tem poderes ígneos que faisqueiam na aura do Universo.

Os irmãos que caminham pela rochosa senda das abrasadoras chamas devem aprender a magia elemental desta árvore sagrada para ajudar à humanidade doente.

Com os poderes do elemental desta árvore podemos fazer justiça a muitos infelizes.

Uma mulher abandonada por um homem perverso, uma donzela caída, uma infeliz martirizada por um malvado etc., são casos que podemos remediar com os poderes do elemental desta prodigiosa árvore, quando a Lei do Carma permitir.

Aqueles que pensam que só a força da mente pode realizar maravilhas, equivocam-se completamente porque tudo na natureza é dual.

Pensar que só com força mental se pode realizar todo tipo de trabalhos de magia prática é como pensar que um homem pode gerar um filho sem tocar numa mulher.

Pensar que só a força mental se pode realizar todo tipo de trabalho ocultos é como crer que podemos escrever uma carta só com a caneta, sem precisar de papel. Ou ainda, que só com a eletricidade possamos iluminar sem que se precise de lâmpadas.

Tudo é dual nesta ardente criação: a cada pensamento corresponde a uma planta.

O elemental da macieira é de uma beleza extraordinária. Parece-se com uma noiva vestida de branco.

Com o elemental da macieira, podemos nos livrar de muitos perigos e consertar muitos lares.

Por-se-á um tapete no chão, junto à árvore, para oficiar com o elemental da macieira.

EBNICO ABNICAR ON são os mantras do elemental da macieira, tal como o Senhor Jeová os ensinou para mim.

Mandarás o elemental com o império da tua vontade e com o fio da espada para a pessoa ou pessoas sobre as quais necessitas exercer influência.

O Senhor Jeová mostrou-me o esoterismo da macieira.

A maçã é a flor vermelha que o animal devora. A maçã é o cordeiro e é o porco da paixão animal.

E mostrou-me o Senhor Jeová a maçã e em suas entranhas a peçonha do escorpião.

E mostrou-me a Senhor Jeová uma coluna de luz branca puríssima e imaculada que se levantava para o céu de um prato sobre brasas vivas.

A macieira é o GLORIAN e ao seu redor faisqueiam os sete graus de poder do fogo.

E mostrou-me o Senhor Jeová: “Só tu sabes o que pode completar os Mestres”.

E mostrou-me o Senhor Jeová um menino inocente, nu, cheio de beleza, e disse-me: “Assim nos tornamos quando chegamos ao quarto poder do fogo”.

Então, eu entendi os ensinamentos do Senhor Jeová e do príncipe Messias, ao qual os gnósticos tanto amam.

O Arhat converte-se em uma criancinha; assim aprendi do Senhor Jeová.

Ó Jeová! Meu Deus! Vivifica-me com maçãs!

Certo dia, estando eu, Aun Weor, absorvido em profunda meditação, disse ao Senhor Jeová: “Ó Jeová, ajuda-me”.

E o Senhor Jeová respondeu: “Eu sempre te ajudei. Eu sempre ajudarei aqueles que já passaram pelas escolas de Baal”.

E tinha o Senhor Jeová uma coroa triangular em sua cabeça. E seu rosto era como relâmpago, seus olhos como tocha de fogo ardente e seus braços e pernas como metal incandescente.

Abandonai todas essas escolas de Baal e sentai-vos sob a fronde de vossas macieiras.

O Agnostos Theos, o Lúcifer e os 3 Aspectos do Esperma Sagrado

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E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;
Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO.
Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. (Atos: 17:22)

Chegou a hora de compreender o que é realmente o SER… O que são nossos estudos, o que é Gnose. Antes de tudo, temos de render culto ao Agnostos Theos, ao Espaço Abstrato Absoluto, incondicionado e eterno.

Indubitavelmente, a Divindade incógnita e desconhecida é Isso que não tem nome, é “Aquilo”, o Inominado, o Inefável.

O Absoluto está muito além de tudo que tenha forma e figura, lado por lado, quantidade, qualidade, número, medida e peso. É o que não é, o que não tem forma, o Real.

Ao usar essa classe de termos, vocês devem saber entender isso a partir de um ponto de vista intuitivo: quando digo “é o que não é”, há de se apreender seu profundo significado.

Uma forma de Ser seria a que temos em nosso intelecto, porém “Aquilo” não é o que temos em nosso intelecto, e por isso eu digo “é o que não é”… Esse Não Ser que é o Real Ser. Só assim poderemos entender algo, posto que “Aquilo” está muito além de toda compreensão.

Sat, o Imanifestado, pertence indubitavelmente ao aspecto negativo da Luz. Estamos acostumados a pensar na Luz em seu aspecto positivo, porém o aspecto negativo da Grande Vida está muito além de tudo que possamos entender, muito além dos Sefirotes da Cabala, muito além do silêncio e do som e dos ouvidos para percebê-lo; muito mais além do pensamento, do verbo e do ato.

Quando se fala de “existência negativa”, devemos entender Aquilo que Não é e Sem Embargo É. A Luz Incriada, pois, é o aspecto negativo da Luz, é o Real. Tomemos a existência negativa no sentido de que não é manifestada, que se oculta por trás dos véus da manifestação.

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O Ancião dos Dias, por exemplo, em cada um de nós, acaba sendo o Malkut, ou seja, um aspecto inferior para o Absoluto. Assim como Malkut dentro da manifestação cósmica, ou seja, o mundo físico, é o aspecto mais inferior de todos os dez Sefirotes… assim também o Ancião dos Dias, com toda a sua grandeza, majestade e senhorio, é o Malkut para o Absoluto.

Dessa Divindade incógnita e desconhecida, que se acha latente em tudo que é, foi e será, surge toda emanação: os Inefáveis, o Exército da Voz, a Grande palavra, os Deuses Santos, os Governadores de todo o Universo. Eles não são senão manifestações da Divindade incógnita e desconhecida do Agnostos Theos.

Bem, meus caros irmãos, não nos esqueçamos, pois, de Jeová, de Iod‑Heve. Quando falo desta forma, não quero me referir, de nenhum modo, àquele Jeová antropomórfico da Igreja de Roma e de Jerusalém e de todas as pessoas dogmáticas em geral. Não, o Jeová a que me refiro, a que faço alusão, é o Jeová Íntimo de cada qual.

É óbvio que cada um de nós traz dentro o seu próprio Iod‑Heve. Iod é o princípio masculino, Heve é o princípio feminino. Iod é nosso Pai que está em segredo, Heve é nossa Divina Mãe Kundalini – esse é o Jeová Íntimo, particular, de cada qual.

Jesus de Nazaré rechaçou o Jeová antropomórfico dos judeus, esse Jeová bíblico, o da Lei de Talião, o da vingança.

Jesus de Nazaré amou seu Pai que está em segredo e sua Divina Mãe Kundalini. Vemos o divino Rabi da Galileia crucificado, exclamando ao Pai com grande voz: “Pai, em tuas mãos encomendo meu espírito”. Sua Mãe Divina Kundalini está ao pé da cruz. Ela o assiste, ela é RAM-IO.

RAM é um mantra, o mantra do fogo, o mantra do tatwa tejas. IO nos lembra os Mistérios Isíacos, Io é o ponto dentro do círculo, é o Lingam‑Yoni.

Pois então, irmãos, Jesus rechaçou definitivamente o dogmático Jeová, esse que fundamentava toda a sua doutrina na vingança do “olho por olho e dente por dente”, e adorou firmemente seu Pai que está em segredo e sua Divina Mãe.

O Jeová autêntico, pois, há que se busca-lo intimamente. Cada um de nós leva muito além da sua Consciência o Pai que está em segredo e a Divina Mãe, Iod‑Heve.

Temos citado o Espaço Abstrato Absoluto, de onde emanou o Exército da Voz, de onde brotou nosso Jeová particular, o Divino Macho‑Fêmea. Vemos, pois, que detrás de nossa Divindade particular eida-pingala-sushumna-gnosisonlinestá a Divindade Abstrata, o Ser de nosso Ser, o Deus Desconhecido ante o qual se prosterna todo o Exército da Voz, a Deidade que não tem nome, a Existência Negativa, “Aquilo” que não é, e sem embargo é.

Temos visto, então, de onde brotou nosso Ser Interior. Sabendo que emanou dentre as entranhas do Espaço Abstrato, necessitamos nos orientar. Antes de tudo se faz indispensável que nosso Pai-Mãe Interior seja autorrealizado em nós. Isso é possível se compreendemos a nós mesmos, se conseguimos eliminar de nossa natureza, os elementos inumanos que carregamos dentro.

Vejamos: por que nas profundidades de nós mesmos está nosso Pai-Mãe, nosso Elohim Primordial, que emanou do Deus Desconhecido, da Luz Insondável, do Espaço Abstrato, incondicionado e eterno? Ele veio com um propósito, e é tomar forma em nós, autorrealizar-se, cristalizar em nós. Será isso possível?

Sim, o é! Porém, necessitamos, repito, primeiramente, da eliminação dos elementos inumanos, a fim de que Ele possa se expressar através de nós. Segundo, necessitamos da criação de instrumentos ou veículos capazes de armazená-lo, de recobri-lo com sua presença, de protegê-lo. Veículos que devem ter uma constituição forte e, sem embargo, elástica e dútil, sublime.

Que classe de veículos serão esses? Precisamente ontem, estivemos falando sobre os Corpos Existenciais Superiores do Ser. Todas as pessoas creem que já possuem tai Corpos – quando falo de “todas as pessoas”, refiro-me aos pseudoesoteristas e pseudo-ocultistas –, desafortunadamente são muito poucas as pessoas que nascem com um corpo astral.

Se examinamos cuidadosamente as pessoas, vemos que possuem somente um corpo planetário e esse corpo está governado por 48 leis.

O que estou dizendo está comprovado pelos 48 cromossomos que existem na célula germinal. Como já se sabe, o elemento masculino proporciona 24 cromossomos para formar essa célula, e os biólogos não ignoram que o elemento feminino aporta outros 24 cromossomos… sumados, nos dão 48, que é o número que se necessita para uma célula germinal.

Assim, então, nosso corpo físico está governado por 48 leis. É um instrumento maravilhoso. Desafortunadamente, a humanidade somente possui dito instrumento. O Assento Vital de tal veículo é o corpo vital, o Lingam Sarira dos teósofos, a condensação biotermoelectromagnética, na qual se acha a própria raiz de nossa existência. Muito além desses corpos, o único que existe é o Ego, e a humanidade é isso.

O bípede tricerebrado, o animal intelectual, somente possui o corpo planetário, com seu Assento Vital, e dentro, muito dentro, leva o Ego, o Eu, o Mim Mesmo, o Si Mesmo. Tal Eu, tal Ego, está composto por diversos elementos inumanos. Desafortunadamente, a Essência se acha enfrascada, embutida nos citados elementos, e é óbvio que se processa de acordo com seu próprio condicionamento.

Achamo-nos, pois, em um estado desastroso e, sem embargo, estamos chamados a recobrir com nossas presenças o Divino Macho‑Fêmea, esse que emanou do Espaço Abstrato Absoluto.

Então, como fazer, como proceder, como atuar, como trabalhar para que um dia nosso Sagrado Elohim possa ser recoberto com nossa presença? De que maneira? Ante tudo, devemos começar por eliminar de nossa natureza os elementos inumanos.

Estes – repito para que me entendam bem, eu aclaro – se acham personificados com as diversas figuras que constituem o Eu, o Mim Mesmo, o Si Mesmo: ira, cobiça, luxúria, inveja, orgulho, preguiça, gula etc. são tão inumeráveis os defeitos, que ainda que tivéssemos mil bocas para falar, não acabaríamos de enumerá-los todos, detidamente.

Faz-se necessário, urgente, inadiável, poder eliminar todos esses defeitos. Cada um deles é um elemento inumano e dentro de cada um deles está enfrascada, engarrafada, embutida a Essência, a qual é o mais digno, que é o mais decente que possuímos.

Ante tudo, é urgente compreender que é indispensável fazer Consciência de nossos próprios erros. Na relação com as pessoas, na luta pelo pão de cada dia, na relação com nossas amizades, os defeitos que levamos escondido afloram, e se nos achamos alertas como o vigia em época de guerra, então os descobrimos. Defeito descoberto deve ser compreendido muito integralmente, em todos os departamentos da mente.

Cada defeito é polifacético e tem muitas raízes. Uma vez que tenhamos compreendido nossos erros através da técnica da meditação, então procederemos a eliminá-los. Poderíamos compreender, por exemplo, o defeito da ira e sem embargo continuar con ela. Poderíamos compreender o defeito da inveja e sem embargo levá-la dentro. Repito: faz-se necessário, também, eliminar, e isso somente é possível utilizando a força elétrica sexual.

Assim, então, durante o Sahaja Maithuna podemos invocar Devi Kundalini, a Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes e suplicar-lhe que elimine, erradique de nós o defeito descoberto. Ela procederá, utilizando a Lança de Minerva para arrancá-los fora.

Recordemos aquele símbolo maravilhoso, em que aparece Jesus, o Grande Cabir, dentro do Templo de Jerusalém arrancando com o látego os mercadores; nós assim também devemos proceder: arrancar com o látego da vontade os mercadores do templo, a ira, a cobiça, o orgulho etc. etc. etc. Devi Kundalini se encarregará de fazê-lo, ela empunhará a Lança de Minerva, e com tal força fohática extraordinária eliminará os elementos inumanos que levamos dentro.

Assim, meus caros irmãos, a Consciência irá se emancipando, liberando, e conforme vá se liberando, irá despertando, e quando todos os elementos inumanos tiverem sido desfeitos, então Ela resplandecerá abrasadoramente, e aí poderemos ver, ouvir, tocar e apalpar as grandes realidades dos mundos interiores. Repito: necessitamos expulsar do templo os mercadores, e isso é questão de Thelema, de vontade.

Continuando em frente, o trabalho de preparação é extraordinário, porque necessitamos realmente trabalhar demasiado para poder, algum dia, recobrir com nossa presença o Divino Macho‑Fêmea, o Elohim Interior, que emanou da Luz Incriada, do Espaço Abstrato Absoluto.

Falando mais profundamente – para a preparação do templo –, diremos que se necessita da fabricação de um Corpo Astral. Eliminar o Ego é uma parte, criar os Corpos Existenciais do Ser é outra parte e nos sacrificarmos pela humanidade é nosso dever. Com esses três fatores da Revolução da Consciência, conseguiremos a autorrealização Íntima do Ser.

Com esses três fatores da Revolução da Consciência nos capacitaremos a poder cristalizar em nosso interior, o Elohim Íntimo, o Pai‑Mãe, o Jeová Particular, o Iod‑Heve.

A criação dos Corpos Existenciais Superiores do Ser é também de suma paciência: necessitamos transmutar o Sagrado Esperma em energia. Em outros tempos, quando a humanidade não havia desenvolvido o abominável Órgão Kundartiguador, ninguém extraía de seu corpo o Sagrado Esperma.

Mas quando foi projetado no animal intelectual o abominável Órgão Kundartiguador, então deleitou-se eliminando o Sagrado Esperma. Se nós transmutamos essa matéria venerável em energia, poderemos criar os Corpos Existenciais Superiores do Ser, porém antes de tudo há que se compreender os diversos processos alquímicos.

Foi-nos dito que para a Grande Obra, temos uma só substância. Qual será essa substância? E nós respondemos: o Mercúrio da Filosofia Secreta. E onde está esse Mercúrio? Pois bem, é a Alma Metálica do Esperma.

Lúcifer Interior, o reflexo do Logos Crístico em nós...
Lúcifer Interior, o reflexo do Logos Crístico em nós…

É claro que ao não gastar o licor seminal este se transmuta em energia e essa energia é o Mercúrio da Filosofia Secreta, ou seja, a Alma Metálica do Esperma é o Mercúrio da Filosofia Secreta e essa Alma Metálica está representada por Lúcifer, o qual ao citar este personagem, não devemos nos escandalizar.

Esse é Lúcifer; porém não pensemos em um arcanjo antropomórfico, o Lúcifer é muito individual, cada um de nós tem seu Lúcifer particular, individual. Lúcifer é um dos aspectos de nosso Ser Interior, e em verdade é o mais importante. É, por assim dizê-lo, o duplicado do Terceiro Logos em nós, a sombra de Shiva, o Arqui‑Hierofante e o Arquimago. Que ele resplandecia? É verdade: abrasadoramente.

Como Arcanjo Inefável, era um Santo Kummara, porém quando cometemos o erro de cair na “geração animal”, nesta, diríamos, a raiz de nossos atos – por ser ele um dos aspectos mais importantes de nosso Ser, por ser o duplicado de nosso Deus Íntimo –, caiu de fato nas trevas deste mundo e se converteu no Diabo.

Há tantos diabos na Terra quantos seres humanos. Cada um de nós tem seu própio diabo, e esse diabo particular de cada um de nós, negro como o carvão, cristalizou pelo Órgão Kundartiguador, no Fohat negativo, no Fogo da Fatalidade, o Fogo Lúciferino.

Lúcifer está em desgraça, depois de ser a criatura mais excelente, não dentro do Ser, senão em nós. Devemos branqueá-lo e isso está escrito. Os alquimistas medievais disseram: “Queima teus livros e branqueia o latão”. Já se sabe que o latão é de cobre e o cobre está relacionado com Vênus, a estrela da manhã e da hora vespertina.

“Branquear o latão” significa branquear o próprio diabo interior para nos liberar. Ele é o Prometeu encadeado. Um abutre devora suas entranhas incansavelmente – o abutre do desejo. Nosso Lúcifer tem poder sobre os céus, sobre a terra e sobre os infernos, porém o temos em desgraça. Se o branqueamos, seremos recompensados, e com acréscimos.

Como braqueá-lo? Eliminando o Ego, criando em nós os Corpos Existenciais Superiores do Ser e sacrificando-nos pela humanidade.

Entre os astecas, Lúcifer aparece lançando-se de cabeça ao fundo do abismo, símbolo de nossa queda sexual. Mas, há algo novo na doutrina asteca: Lúcifer cingindo o cordão de penitente, de anacoreta. Lúcifer fazendo penitência? Terão visto algo mais extraordinário? É digno de ver esse Lúcifer, que é, digamos, a representação de nossa Pedra Filosofal.

No fundo, esse paradigma está em nós, porém está tão relacionado intimamente com o Mercúrio da Filosofia Secreta, que parece como se tivéssemos passado por uma digressão, mas não passamos por nenhuma digressão; necessita-se prestar muita atenção. Já disse que a Alma Metálica do Esperma é a Pedra Filosofal, já disse que Lúcifer é a Pedra Filosofal. Adivinhem: qual dos dois e a Pedra Filosofal?

Mural de Notre Dame retrata o dualismo cósmico e psicológico
Mural de Notre Dame retrata o dualismo cósmico e psicológico

Em realidade de verdade, tanto Lúcifer quanto a Alma Metálica do Esperma constituem-se na Pedra Filosofal… essa Pedra está velada por Lúcifer.

Bem, na Catedral de Notre Dame de Paris aparece uma ave, o corvo, com a vista dirigida hacia la “pedrinha angular”. E o que há nessa pedrinha angular? Uma figura, um diabo. Que significa o “corvo da putrefação”? A morte! Necessitamos da eliminação, matar, destruir o Ego animal, só assim é possível “branquear o Diabo” que está na angular do templo e que deseja sua liberação, pois quer voltar a ser o Arcanjo luminoso de outros tempos.

Os 3 Níveis do Sêmen

Essa Alma Metálica do Esperma, repito, é extraordinária. Emanou do Caos e está nas águas seminais, em verdade. Por sua vez, dessa Alma Metálica, mediante a transmutação, desprende-se uma terceira água: é o produto, propriamente criador, que sobe pelos canais de Idá e Píngala até o cérebro.

Quando o Fogo, o Enxofre, faz fecundo esse Mercúrio, então começa o processo maravilhoso da Iniciação. Porém, tenham-se em conta os três aspectos do Mercúrio:

Primeiro: como Caos Metálico, simples esperma.
Segundo: como Alma Metálica ou Mercúrio.
Terceiro: a Terceira Água, aquele fluido maravilhoso que sobe pelos canais de Idá e Píngala até o cérebro.

Um momento chega, ou chegará em que esse terceiro aspecto, esses fluidos sexuais, ascendendo pelos canais de Idá e Píngala, sejam fecundados pelo Fogo Sagrado – eis aí o ligame do Mercúrio e do Enxofre em seu primeiro aspecto –, e todo o nosso processo esotérico se fundamenta nos cruzamentos incessantes do Mercúrio com o Enxofre.

O Hidrogênio Sexual Si‑12, do qual nos falam os melhores ocultistas, entre eles Gurdjieff, seriamente corresponde ao próprio Mercúrio, ao terceiro aspecto, à terceira Água Mercurial. Esse Mercúrio, ao cristalizar em seu primeiro veículo, que é o Astral, se faz extraordinário, maravilhoso. Porém, para que esse Mercúrio tome a forma do Corpo Astral, há que se trabalha-lo.

Mediante a transmutação, chegará o momento em que esse Mercúrio tome essa figura e já providos de um Corpo Astral, podemos viajar com ele através do espaço infinito. Muito mais tarde, o Mercúrio vem se cristalizar na forma do Corpo Mental, e muitíssimo mais tarde, na forma do Corpo Causal… Vejam vocês as três formas de cristalização do Mercúrio.

Quando esses Corpos Existenciais são criados, formados, encarnamos a Alma Humana. Porém, basta criar com o Mercúrio os Corpos Existenciais Superiores do Ser, nós precisamos saber que o Mercúrio está chamado a carregar o Ouro do Cristo Cósmico dentro de si mesmo.

São Cristóvão carregando o Menino é uma alegoria desta verdade que estamos dizendo. Cada um de nós deve, antes de tudo, preparar seu Mercúrio. Uma vez preparado, não esquecer que dentro de nós deve se desenvolver o Menino de Ouro da Alquimia Sexual.

Portanto, o Hidrogênio Sexual Si‑12 de que nos fala Gurdjieff não é outra coisa senão o mesmo Mercúrio. Quando se diz que “o Ouro se desenvolve dentro do Mercúrio do Ser”, que classe de ouro é o que se forma? Repito: o Ouro Crístico, porque Cristo é o Ouro dentro desses corpos. E do Mercúrio deve formar-se o Ouro, o Ouro do Cristo. Enfim, o Logos deve tomar forma em nós e esse é um trabalho dispendioso, árduo.

Não basta criar os Corpos Existenciais Superiores do Ser, deve-se ir mais longe: necessita-se aperfeiçoá-los para que possam ser recobertos mais tarde com as distintas Partes do Ser.

Repito, para que os aqui presentes e os que me escutam compreendam: o Mercúrio é a matéria fundamental da Grande Obra e tem, eu já disse, três aspectos – repito e aclaro:

Primeiro: o Caos propriamente dito, que é a secreção semilíquida, semissólida, das glândulas sexuais, e isso se dá não somente nos homens senão também na mulher, porque se bem que é certo que o homem durante um orgasmo gasta seu esperma, a mulher também tem seu esperma, e quando passa pelo orgasmo, o perde miseravelmente.

Que os médicos não queiram chamar de “esperma” as secreções sexuais femininas? Isso é outra coisa, porém, os alquimistas, sim, damos o nome de “esperma”, porque é um esperma – e estou falando em termos de Alquimia rigorosa, não em termos clínicos, médicos, e isso deve ficar aclarado neste diálogo .

Que tem três aspectos? Isso é verdade, e estou repetindo para que seja entendido: o primeiro, eu já disse, é o esperma.

O segundo aspecto resulta da transmutação. É, digamos, a parte tetradimensional do esperma, a parte sutil, etérica, a Alma digamos, desse esperma, a Alma Metálica. Esse é o Mercúrio em seu segundo aspecto.

Porém, o terceiro aspecto advém do segundo: é a energia já ascendendo pelos cordões de Idá e Píngala até o cérebro.

Dizem os Alquimistas que “o Mercúrio deve ser fecundado pelo Enxofre” e convém que vocês me entendam. É claro que quando os átomos solares e lunares fazem contato no Triveni, perto do cóccix, por indução desperta uma terceira força, que é o Enxofre, o Fogo, que ascende vitorioso pelo canal de Sushumna, ou seja, pelo canal medular da espinha dorsal até o cérebro, e em sua ascensão vai abrindo os Chacras.

A Grande Fraternidade Branca e seus templos

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Todos sabem que passamos cerca de um terço de nossa vida, ou seja, mais de 20 anos, dormindo. Infelizmente, a gigantesca maioria das pessoas não tem consciência de que nas horas em que dormimos na cama, nos encontramos na verdade fora do corpo físico, precisamente na quinta dimensão, conhecida no esoterismo como Mundo Astral.

Poderíamos aproveitar esses anos todos que passamos fora do corpo denso para realizar coisas úteis ao nosso desenvolvimento espiritual, tais como estudar, trabalhar, ajudar o próximo, curar e se curar, pesquisar as grandes verdades divinas etc. Na verdade, a Viagem Astral é um fenômeno natural que ocorre todas as noites enquanto dormimos.

Mas, lamentavelmente, não temos consciência desse estado “extramatéria” porque estamos totalmente adormecidos, desacordados espiritualmente.
Se realizarmos o trabalho esotérico como aprendemos na Gnose, esse adormecimento diminuirá gradativamente e a partir disso podemos conhecer as infinitas possibilidades existentes nos mundos ocultos do universo. Uma dessas possibilidades é irmos visitar os grandiosos, maravilhosos e indescritíveis Templos da Grande Fraternidade Branca.

No livro Medicina Oculta, o venerável mestre Samael Aun Weor afirma que existem inúmeros Templos sagrados, tanto no mundo físico como, e principalmente, nas dimensões paralelas da Natureza, guardados por seres especiais, por poderosos guardiães elementais que permitem a entrada somente de pessoas com certo nível espiritual ou que estejam cumprindo uma missão encomendada pela Loja Branca ou, ainda, por uma graça dos Seres da Luz.

Os Templos da Luz da Grande Fraternidade Branca encontram-se nos mundos Etérico, Astral, Mental e Causal da Mãe Natureza. Precisamos dominar o Desdobramento Astral para visitá-los conscientemente

Alguns desses Templos não estão no mundo físico, tridimensional, mas na quarta, quinta e sexta dimensões. Essas dimensões sutis da Natureza são as autênticas Escolas de Iniciação de nossa Alma.

Para podemos visitar algum desses inúmeros templos, ou igrejas esotéricas, requer-se conhecer corretamente os procedimentos para se chegar até eles. Pode-se viajar astralmente, em Jinas, até mesmo pela Imaginação Dirigida (ou seja, espiritualmente)… Mas, acima de tudo, precisamos despertar a autoconsciência. Então, com a Consciência desperta pode-se visitar esses locais magníficos, para que sejamos beneficiados de diversas formas.

O despertar de nossa Consciência é enfatizado pelo VM Samael da seguinte maneira:

“Quem desperta a Consciência, já não pode dormir aqui neste plano físico, tampouco nos mundos internos. Quem desperta a Consciência deixa de dormir. Quem desperta a Consciência se converte num investigador competente dos Mundos Superiores. Quem desperta a Consciência é um Iluminado. Quem desperta a Consciência pode estudar aos pés do Mestre. Quem desperta a Consciência pode falar familiarmente com os Deuses que iniciaram a aurora da criação.

Quem desperta a Consciência pode recordar suas inúmeras reencarnações. Quem desperta a Consciência assiste conscientemente às suas próprias Iniciações Cósmicas. Quem desperta a Consciência pode estudar nos Templos da Grande Loja Branca. Quem desperta a Consciência pode saber nos Mundos Superiores como se encontra a evolução de sua Kundalini.”

Os templos da Fraternidade Branca são de diversas atividades. Alguns pertencem a um raio de ação (raio da Força, raio do Amor, raio da Medicina, raio da Sabedoria, raio Sufi, raio Maçônico, raio da Justiça, raio da Morte, raio da Vida etc.), outros estão conectados à energia de um planeta do sistema solar, outros ainda são o centro de aprendizagem de determinados elementais etc. Temos ainda os 7 Templos Arcangélicos dos Embaixadores Planetários (cada um dos 7 Logoi Planetários possui um embaixador angélico aqui na Terra: mais detalhes sobre quem sejam esses Embaixadores na famosa Conjuração dos 7 do poderoso Rei Salomão).

Há templos de Iniciação, outros se especializaram nas diversas manifestações da Arte (templos da Música, das Artes, dos Movimentos e Danças Sagrados), existem os verdadeiros hospitais astrais de cura, outros são verdadeiros “Fóruns da Justiça Divina”, há também os que acolhem os estudiosos do terrível Raio da Morte. Enfim, há templos para todos os gostos e preferências de estudo. Ah, sim, existem também no Mundo Causal (6ª Dimensão) os 12 Templos do Zodíaco…

Exercício Onírico para Visitar os Templos da Luz

Antes de passarmos a lista de alguns templos sagrados, podemos recomendar o que o Mestre Samael sempre ensinava a respeito das práticas de desdobramento astral. É importante ter consciência de que TODAS as noites saímos do corpo físico, e que nosso corpo de desejos (ou astral) nos levará aonde nossa Consciência ordenar. Portanto, se nos disciplinamos diariamente, de forma incansável e constante, em ordenar ao corpo mentalmente para onde queremos viajar, então tenhamos certeza de que esse intento se realizará, mais cedo ou mais tarde.

Um elemento fundamental para ter controle do corpo astral é o relaxamento. Ter o corpo físico, as emoções e a mente sob total controle da Consciência é o primeiro e mais importante passo para uma viagem astral exitosa. Há muitas técnicas de eliminação do estresse, e todas são válidas, desde que feitas com entusiasmo e constância. Podemos realizar o relaxamento primeiramente sentados num sofá confortável. Em seguida, quando sentimos que podemos controlar o sono, aí sim podemos realizar as práticas deitados na cama.

Após deitar na cama, recomenda-se realizar as práticas esotéricas que mais sentimos atração (mantras, visualização criativa, oração etc.). Segundo os estudos gnósticos, um dos mais potentes mantras para nos ajudar a ficar conscientes no astral é o FARAON. Vocalizado diariamente, a primeira reação que veremos em nossa psique será uma maior lucidez onírica, ou seja, estaremos tendo sonhos mais nítidos, coloridos, profundos, prolongados e sensíveis; essas serão as primeiras sensações exitosas de nosso avanço rumo ao Mundo Interior. (Outro mantra sagrado que nos auxilia profundamente é o GATE. Saiba mais sobre o mantra Gate, clique aqui.) Ato seguido a este mantra sacratíssimo, deveremos orar ao nosso Ser Interno, ao Divino Espírito Santo que reside em nossa Alma, ou ao Deus Morfeu etc., enfim, à nossa Divindade Interior, para que nos leve astralmente ao templo que mais desejamos conhecer.

Depois da prática esotérica e do pedido mental a Deus, nos deixamos adormecer, tendo sempre em mente que precisamos acordar pela manhã com o intuito de anotar em um caderno tudo o que sonhamos na noite anterior. Este exercício é chamado, dentro dos estudos gnósticos, de Yoga dos Sonhos. (Para saber mais sobre a Yoga Onírica, clique aqui.)

1. SAGRADA ORDEM DO TIBET (Himalaias)

Infelizmente, a maioria dos estudantes e instrutores gnósticos desconhece, não tem a mínima ideia, da importância dessa Ordem poderosíssima. Samael Aun Weor ensina que devemos invocar o Reitor Supremo de tal Ordem oriental para que Ele nos ajude no despertar de nossa Consciência.

Segundo afirmações do Venerável Mestre Samael Aun Weor, existe, no ponto oriental da Cordilheira dos Himalaias, uma região chamada Vale de Amithaba. Ali encontra-se a Ordem Iniciática mais poderosa do planeta, chamada Sagrada Ordem do Tibete, cujo diretor supremo é o grande Bhagavan Aclaiva. Essa Ordem é uma das mais antigas, tendo cerca de 1 milhão de anos e seus Adeptos são seres ressurrectos e ascensos, que guiam, guardam e protegem nosso planeta e esta humanidade. Dois se seus maiores símbolos são o Santo Oito (o símbolo do Infinito) e a caveira sobre dois ossos (como nas bandeiras dos navios piratas). Seu lema é: “Nada Resiste ao Nosso Poder”.

O Vale de Amithaba fica próximo à região onde se realizam as festividades do Wesak. Existe um vale situado numa altura bastante elevada nos pés dos Himalaias tibetanos. Este vale está rodeado por altas montanhas de ambos os lados, com exceção do nordeste, onde há uma estreita abertura. O vale tem a forma de uma ânfora com a boca virada para o nordeste, abrindo-se consideravelmente para o sul. O polo contrário desse templo é a Ordem dos Dag Dugpas.

Quando estivermos na frente de um autêntico Templo da Luz, devemos saudar os guardiães com a dupla saudação. Inclinamos o corpo para a direita e pronunciamos a palavra sagrada JÁKIN; em seguida inclinamos o corpo para a esquerda e pronunciamos a palavra sagrada BOAZ. E aí, sim, entramos, primeiramente com a perna direita

2. TEMPLO DE CURA DE ÁLDEN (Europa, altura da antiga Bohêmia)

É como se todos os grandes médicos-magos da história desejassem sentir sua influência ali. Templo, hospital, escola? É muito diferente de tudo conhecido, porém ali fica uma impressão: “Se todas as vezes necessitar de alguma assistência médica espiritual, eu gostaria que os médicos dali me atendessem”. Em caso de necessidade, paralelamente à prática de visitar o templo astralmente, escreva uma “carta astral” ao Templo de Alden. Tenha certeza que Eles a lerão e atenderão ao seu pedido. Isso será percebido graças a uma variedade de agradáveis e positivas coincidências em seu dia a dia (a Lei da Sincronicidade, segundo Jung).

3. ESFINGE DE GIZEH (Egito)

Sim, isso mesmo, a Esfinge do Egito. Na contraparte astral desse monumento sagrado  há uma escola de ciências psíquicas e de magia elemental (cuja porta de entrada fica no meio da testa dessa Esfinge), dirigida por um venerável mestre que foi, em uma de suas encarnações, um grande faraó. Pode ser visitada para pedirmos ajuda interna ou até mesmo nos matricularmos em sua loja de estudos maçônicos. O grande Guardião dessa escola é um poderoso deus elemental, chamado Gaio. Você pode invocar este grande Guru Elemental em suas práticas de Alquimia, Magia e Limpeza Astral.

4. MONTSERRAT (Barcelona – Espanha)

Um fabuloso castelo encravado nas montanhas sagradas da Catalunha. Lugar fascinante, onde aspiramos profundamente uma energia devocional. Ali oficiam-se os sagrados rituais gnósticos ao redor de um altar onde se encontra o autêntico Cálice do Graal, que contém o sangue do Salvador, o Cabir Jesus. O interior do castelo está reservado para os templários iniciados que guardam o Graal e o sangue de Cristo.

5. CIDADE SUBTERRÂNEA DE SHAMBALAH (Ásia Central)

Localizada em algum rincão sagrado dos Himalaias. Cidade fortificada em estado de Jinas, tal cidade é repleta de templos, catedrais e igrejas de todos os formatos, pois ali se rende culto ao Altíssimo, não importando o modo de orar. Jesus é um de seus poderosos líderes.

6. MONASTÉRIO EPOPTAE

Templo sagrado de inspiração tibetana. Pertence a uma das ordens mais antigas do mundo. Ali misturam-se tanto os mestres da Luz quanto os devas da natureza. Seus membros são autênticos cidadãos do mundo astral Entre suas metas encontra-se a de ajudar a todos os “pobres mortais” que anelam despertar consciência no mundo astral. Então, se o seu desejo for realmente despertar no astral, dedique um tempo de sua noite a concentrar sua atenção no diretor desse monastério, chamado Tahuil.

Ele sempre aparecerá rodeado de sublimes e místicas mulheres orientais de consciência desperta, as quais nos ajudarão a sair em astral conscientemente. Também se encontram decididas a nos ajudar as sagradas Sílfides, ou seja, elementais femininas do Ar, ou Dakinis, cujos belíssimos olhos azuis elétricos são deslumbrantes.

Tahuil é um venerável mestre, todo amor, todo misericórdia, cujo rosto, apesar de aparentar um tibetano com  sua roupa grossa e seus bigodes compridos, possui um terno sorriso. Lembre-se: a ajuda dos mestres da talha de Tahuil pode demorar alguns dias, portanto, a virtude da paciência é capital.

7. PALÁCIO DA JUSTIÇA

Cada efeito tem sua causa. E cada causa produz seu efeito. Princípios Inteligentes trabalham em nosso universo conhecido para que as coisas sejam como têm de ser. E existe um lugar onde tudo isto é uma realidade absoluta: algo assim como o Palácio da Justiça. Edifício imponente de estilo arquitetônico sóbrio, místico e majestoso. Em seu interior abundam os símbolos do equilíbrio e da justiça, tais como a balança e a espada. Nesse templo supremo da Justiça de Deus existem os supremos 42 magistrados, os famosos Anjos do Carma.

O chefe desses 42 mestres do Karma chama-se Anúbis, e é Ele quem coordena o trabalho complicadíssimo do Tribunal da Justiça de todo o nosso Sistema Solar. Veem-se ali advogados de defesa e acusação, fiscais, jurado, tribunais de conciliação (onde se pode negociar nosso próprio destino). Uma boa chave para receber orientação dos Anjos do Carma é invocar mentalmente a Anúbis e em seguida vocalizar os mantras NI-NE-NO-NU-NA, antes de expor-lhe nossa situação atual. Em nossa oração, devemos oferecer algo em troca de nosso pedido.

Por exemplo: se estamos doentes ou passando por algum problema pessoal preocupante, podemos oferecer voluntariamente aliviar outros que estiverem em situação similar. Isso pode mudar nossa situação, sem sombra de dúvidas. (Para conhecer a Oração Sagrada de Anúbis, divulgada pela VM Litelantes, clique aqui.)

Nos templos da Justiça Divina encontra-se nas estantes o nosso Livro da Vida. São anotações energéticas atualizadas a cada segundo. No Livro da Vida estão anotados todos os nossos atos, pensamentos, emoções. É nele que podemos ler quais são nossas DÍVIDAS KÁRMICAS

8. IGREJA GNÓSTICA PLANETÁRIA DA TERRA

Existe, nas dimensões internas do centro de nosso planeta, o templo principal onde se encontra o Regente maior da Terra, o Senhor Melquisedeck. Ele é o supremo Rei do Mundo, e sua Igreja Gnóstica, rege toda a vida planetária. Somente os altos iniciados que já despertaram profundamente seu Centro de Gravidade Permanente é que podem visitar esse sacratíssimo templo. Melquisedeck usa normalmente uma túnica gnóstica de cor branca puríssima, sua pele é morena como a dos árabes e seu rosto, quadrado, exala eternidade, magnetismo profundos e um amor inconcebível.

9. CHAPULTEPEC (México, DF)

Em pleno centro da capital mexicana encontra-se o Monte Chapultepec. Nesse monte arborizado há um palácio e em sua parte astral existe um templo de Mistérios, onde trabalham intensamente muitos mestres do Raio da Força. Podemos pedir ajuda desses seres da Luz para que nos curem e despertem nossa consciência.

10. RECINTO SUPREMO DOS MAIAS (Colômbia)

Na espessa vegetação dessa vasta região sul-americana, muito perto de uma cidade em ruínas que os antigos chamavam El Buritaca, encontra-se esse misterioso lugar. Podemos entrar nesse templo por meio de uma caverna maravilhosa. Diz o VM Samael que dentro desse templo há um museu com todas as grandes invenções atlantes e lemurianas. Para ser levados a esse lugar, devemos mentalmente, em nossa cama, invocar ao poderoso regente, ou patrono, do Raio Maia, o mestre Kalussuanga (reverenciado pelos índios arhuacos e koguis como o Deus dos Sete Mares Vermelhos e os Sete Raios do Sol). Lembre-se que ao invocá-lo, poderemos experimentar fenômenos assombrosos, tais como maremotos, vendavais e incêndios gigantescos. O venerável mestre Kalusuanga nos receberá como um autêntico Rei da Natureza, com toda a pompa e formalidade de uma Realeza Solar. Samael nos convida a invocar constantemente Kalussuanga para que este mestre maia nos ajude a viajar astralmente de forma consciente e dirigida. Kalusuanga tem diversos mestres auxiliares, chamados pelos índios de Mamas ou Mamos.

11. TEMPLO DA JURATENA (Colômbia)

Misteriosa e imponente montanha localizada no centro da Colômbia, na parte oriental dos Andes, no território Vásquez, Departamento de Boyacá. Quase no topo dessa montanha há um sagrado monastério maia, onde os Irmãos Maiores da humanidade oficiam seus rituais sagrados. Samael diz que um dos símbolos principais desse templo é um enorme candelabro de ouro de sete braços, semelhante aos maçônicos. Entra-se no seu interior por meio de uma escadaria de pedras, onde se veem inúmeras serpentes.

12. TEMPLO DO RAIO DA SABEDORIA (Berlim – Alemanha)

O VM Samael afirma que este Templo fica no mundo astral, pairando sobre Berlim (Alemanha). Sua luz branca, puríssima, encontra-se por todos os lados. De seu lado externo se veem jardins magníficos, com muitas plantas e flores. O Raio da Sabedoria tem como dois de seus grandes expoentes o mestre Kout-Humi, um dos fundadores da nobre Sociedade Teosófica, e a venerável mestra Minerva.

13. SALÃO DOS MORCEGOS (Palenque – México)

É um magnífico templo astral rodeado por espessa selva. Com seu formato de “U” e com escada de 13 degraus descendentes, parece que se introduz no submundo da terra. Se você tiver, no astral, o valor de descer e entrar nesse templo sagrado do Raio da Morte, poderá receber a bênção do terrível deus morcego Camazotz, o Senhor da Vida e da Morte. Estranhamente, há outros templos relacionados a Camazotz e outros mestres do Raio de Saturno em todo o Istmo do México. Todos os lumisiais consagrados ao Deva Camazotz têm um guardião com a forma de um morcego poderoso.

14. CIDADE-TEMPLO DA ANTÁRTIDA

Existe sob o gelo antártico uma colônia de extraterrestres vindos da misteriosa Galáxia Azul. Foram eles que, nos tempos da Atlântida, ajudaram os cientistas a construir a Esfinge Elemental e as pirâmides, tanto do Egito quanto das Américas. Implore aos Mestres da Grande Fraternidade Branca para que o levem em astral a essa cidade.

15. MONTE SHASTA (Califórnia – EUA)

Nevada e majestosa, a montanha de mais de 4 mil metros de altura na Serra Nevada, ao norte do estado da Califórnia, parece guardar um segredo que numerosas lendas e mitos que se acumularam ao longo do tempo. As histórias ao redor do lugar, como a visão de seres de grande estatura usando túnicas brancas e de naves cósmicas camufladas nas nuvens sobre o pico nevado do monte, nos fazem sentir que ali há um templo sagrado. O VM Samael confirma essa impressão, dizendo que existe ali um templo lemuriano antiquíssimo.

Em algum rincão do Monte Shasta (Califórnia – EUA) há um templo sagrado. Ele existe desde os tempos da Lemúria

16. ERKS

Ao norte da Argentina, mais precisamente em Córdoba, despontam duas magníficas montanhas, chamadas Pitorco e Uritorco. São cerros famosos e mágicos, ali existe uma renomada base extraterrestre e uma cidade intraterrena, denominada Erks. Muitos dos fenômenos extraterrestres de toda a América Latina devem-se às naves que saem e chegam de Erks. Podemos visitar astralmente esse lugar e aprender muitos mistérios do cosmo e da evolução humana pedindo ajuda aos seres que vivem na contraparte astral dessa região.

17. CAABA (Meca – Arábia Saudita)

Na parte astral da mesquita sagrada de Meca, em cujo centro vemos a Caaba dos muçulmanos, há um templo antiquíssimo, que é o centro magnético de onde se irradiam poderosos fluxos de energia divina para todo o mundo. Esse templo possui características espantosas, em seu interior veem-se inúmeras virgens santas e castas, chamadas na língua árabe de húris, seu mestre principal é um alto iniciado do sufismo, que usa túnica amarelo-ouro e manto azul-celeste. Em um dos cantos desse templo astral vê-se o altar, e sobre ele uma cruz simples e magnífica ao mesmo tempo, um cálice e uma espada de grandes proporções.

Não à toa o profeta Maomé (saw) ordenou que todo bom muçulmano (crente e temente a Deus) voltasse seu rosto, durante as cinco orações diárias (salat), em direção a Meca, e não mais em direção a Jerusalém (o porquê disso? Leia o último item, sobre o Templo de Salomão). O motivo: sobre a Caaba sagrada (a pedra cúbica e alquímica, negra dos islâmicos) vê-se um gigantesco, descomunal, Deva, um Djinn. Esse Gênio, que tem justamente a forma daqueles gênios das mil e uma noites, capta, acumula e retransmite esplendorosos campos de luz, força e poder para todos aqueles que orarem em direção à Caaba. O nome mântrico desse Deva gigantesco é ALLAH.

O TEMPLO ABANDONADO DE JERUSALÉM

Causa profunda tristeza passear no Templo de Jerusalém, também conhecido como Templo de Salomão. Referimo-nos à contraparte astral desse templo, que fisicamente está completamente destruído. Explica o VM Samael Aun Weor que este templo existe desde épocas remotíssimas, muito antes de os hebreus se estabelecerem na Terra Santa.

Seu principal oficiante era o Senhor Melquisedeck, Gênio do planeta Terra, conhecido entre os budistas como Changam e entre os gnósticos como Zorocotora-Melquisedeck. Após o povo escolher Barrabás ao Cristo Jesus, e após a crucificação do Messias, o templo foi esvaziado, todos os objetos e símbolos sagrados retirados, e até mesmo o altar principal ficou vazio, restando sobre o altar unicamente um quadro com a pintura do “Cristo Sofredor”.

A “baraka” da Loja Branca retirou-se de lá para se estabelecer em outros rincões do planeta, especialmente na Caaba e o Templo do Santo Graal, em Montserrat, Espanha. Ou seja, o Templo de Jerusalém está “morto” física e astralmente.

Eis o Templo de Jerusalém, também conhecido como Templo de Salomão, abandonado pela Grande Fraternidade Branca, depois da crucificação do Cristo Jesus

Os 7 raios das plantas

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A Magia Elemental, ou ELEMENTOTERAPIA, é a antiquíssima ciência que versa acerca dos Elementais e a manipulação de seus poderes ocultos e mágicos. Os antigos índios americanos, os alquimistas medievais, os taoistas e xintoistas e os cabalistas árabes (Ordem Súfi dos Zuhrawardi) e hebreus não desconheciam esta Magna Ciência.

O grande Mestre Paracelso sistematizou e classificou os elementais de uma forma extremamente didática e sintética, de acordo com a sagrada Lei Cósmica do Sete (Heptaparaparshinokh).

O sistema médico e mágico de Paracelso é baseado nas forças astrais que regem toda a natureza, representadas pelos sete planetas sagrados: LUA, MERCÚRIO, VÊNUS, SOL, MARTE, JÚPITER e SATURNO.

 

Tais vibrações setenárias refletem-se em nosso Sistema Solar de diversas maneiras (cores do arco-íris, dias da semana, subníveis das camadas eletrônicas, notas musicais, sentidos paranormais, anatomia oculta do ser humano etc.). Vê-se isto na fisiologia e anatomia dos seres vegetais e animais, também nas configurações química e cromática, no reino mineral.

De acordo com as classificacões de Paracelso, pode-se distribuir diversos seres elementais de acordo com os 12 signos zodiacais e também de acordo com os planetas astrológicos. Existem também outras classificações, como as da árvore sefirótica e seus múltiplos planos e  dimensões.

Entregamos, a seguir, uma Tabela dos minerais, metais, vegetais e animais, ligados a um dos sete Raios Planetários. Isso é útil quando o mago-praticante necessita produzir resultados específicos, no aspecto curativo, mental, sexual, mágico, da defesa e limpeza psíquicas etc.

Raio Lunar

Características lunares: elementais aquáticos(ondinas e nereidas); pode- trabalhar com viagens, artes manuais, respeitar a Ordem da natureza, romancistas, negócios de líquidos, enfermidades do estômago, cérebro pulmões, maternidade e parto, educação de crianças com até 7 anos de idade, inconstâncias, agricultura, iniciação, preparação mágica de ambientes e pessoas para trabalhos espirituais.

Seres lunares: plantas aquáticas em geral, eucalipto, oliveira(azeite, azeitonas), dama da noite, saia-branca (Datura arborea – floripôndio, que também pertence ao Raio de Netuno), estramônio (Datura stramonium L.), feto-macho e samambaias em geral, cânfora (Laurus camphora L.), caqui, abacateiro, acelga, alface, agrião, aranto (Bryophyllum daigremontianum), guaco, aipo, berinjela, erva-mate, aspargos, bálsamo, beldroega, bananeira, fúscia, urtiga-do-bom-pastor, betônica, venturosa; (minerais) amônia, prata, platina; (animais) peixes em geral, caranguejos, sapos e rãs, tartarugas, marsupiais em geral etc.; cores: prateado e azul celeste.

Raio Mercuriano

Características mercurianas: são silfos do ar, possuem influência dupla, solar-mercuriana; magia mental, comunicação, amizade, jornalismo, divulgação, intelecto, cura mental, viagens, viagem astral, mente e personalidade de crianças entre 7 e 14 anos etc.

Seres mercurianos: (plantas) canela, avelã, guaraná, aniz-estrela, tabaco, coca, aniz, cânhamo; (animais) esquilo, cavalo; (metal) mercúrio; amarelo e laranja.

Raio Venusiano

Características venusianas: são silfos do ar, são duplamente influenciados, por Vênus-Lua; magia do amor e magia sexual; raio rosa, amor, artes, romances e namoro, ímpeto sexual e fertilidade, artes plásticas, perfumes, poesia, artes dramáticas, sexualidade feminina, adolescência(entre 14 anos e 21 anos), matrimônio, música etc.

Seres venusianos: (plantas) rosa, passiflora, verbena, margarida, maria-sem-vergonha (Impatiens walleriana), cravo, violeta, uvas, trigo, groselha, morango, goiaba, murta; (animais) abelhas, pombos, coelhos, cisnes; (minerais) quartzo-rosa etc.; cores: azul e rosa.

Raio Solar

Características solares: silfos do ar; raios azul e dourado, teologia, rituais, antigas sabedorias, profecias, fraternidade, calma, magia das estrelas, contato com altos dignatários e hierarquias, posição social, dignidade, fé e humildade, vitalidade em geral etc.

Seres solares: (plantas) girassol, abacaxi, ameixeira, damiana, mangueira, marcela, alface, olíbano (incenso), mulungu (Erictrina mulungu L.), mostarda, milho, benjoim, Pfaffia paniculata, louro, camomila, estoraque, dente de leão, lírio, grama, maracujá; (animais) leão, galo, beija-flor, pavão real, águias e falcões; (minerais) ouro, cristal, diamante, pirita etc.; cores: azul e dourado.

Raio Marciano

Características marcianas: salamandras ígneas; raios púrpura e vermelho, assuntos com a polícia e militares, discussões, desentendimentos e pelejas, cirurgia (sangue), força, limpeza astral, anemia, paz, ímpeto e início de empreitadas etc.

Seres marciais: (plantas) espada-de-São-Jorge, manjericão, alecrim, arruda, pimenteiras, acácia, assafétida, artemísia, aroeira, alho, boldo, carqueja, cáscara-sagrada, carvalho, mogno, figueira, absinto (losna), nogueira, salsaparrilha, olmo, sarça, zimbro (Juniperus communis L.), tanchagem, tomateiro, cardo-santo, Jacarandá Mimoso ou Gualandai (Jacaranda mimosifolia), cana-de-açúcar, bambu, limoeiro, urtiga, mamona, cavalinha, pau-d’alho, paineira; (animais) lobo, carneiro, gato; (metais) ferro e ímã-ferroso, hematita etc.

Raio Jupiteriano

Características jupiterianas: silfos do ar, também com características saturnianas; raios safira, púrpura e azul marinho; assuntos ligados a dinheiro, lucratividades, contatos com altos dignatários e juízes, vitória em tribunais, eloqüência, autoridades eclesiásticas etc.;

Seres jupiterianos: (plantas) todas os vegetais semelhantes a coroa, tais como a pita (Agave americana marginata), babosa (Aloes vera L.), aloés (Aloes socotrina L.), heliotropo (Viburnum prunifolium L.); (minerais) estanho, safira etc.; (animais) cavalos, zebras, gnus, burros, asnos etc.

Raio Saturniano

Características saturnianas: gnomos da terra; cores branca, preta e cinza; assuntos ligados a questões de terra, ecologia, agronomia, doenças de pele, minas, terremotos, depressões, desejos de suicídio, karmas a serem resgatados, trabalho e desemprego etc.;

Seres saturnianos: (plantas) melissa, hortelã-pimenta, pinheiro, cipreste, quaresmeira, salgueiro ou chorão (Salix alba L.), bardana, inhame, cenouras, batatas e outros tubérculos, ipê-roxo, ipê-amarelo, laranjeira, romãzeira, jabuticabeira; (animais) urubus, abutres, tatus e toupeiras, hienas, aranhas, minhocas, borboletas e mariposas; (minerais) ônix, chumbo, urânio e outros radiativos, ágata, magnetita, rochas vulcânicas etc.

Ali Onaissi, jornalista, responsável pelo Portal GnosisOnLine e autor de Magia Elemental

 

 

PLANTAS SOLARES

 

Dente-de-leão

Louro

Manga

Maracujá

 

Mulungu

 

 

Magia do dente-de-leão

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Taraxacum officinale

De acordo com os ensinamentos entregues pelo venerável mestre Samael Aun Weor sobre a Magia Elemental, cada planta tem uma influência planetária preponderante. Alguns minerais, vegetais e animais sofrem as influências de tal ou qual planeta.

Como exemplo, as plantas ligadas ao Sol são poderosas em diversas práticas de magia e podem ser utilizadas também para prevermos o futuro ou nos ajudar a evitar situações desagradáveis num futuro. Além do mais, as plantas solares são riquíssimas em Prana e muito úteis como terapias regenerativas e vitalizantes. Exemplos de plantas “solares” são o louro, a mangueira e o dente-de-leão.

No caso do dente-de-leão, esta é uma planta que possui inúmeros benefícios para a saúde, como proteger e depurar o fígado, prevenir doenças do coração (se tomada juntamente com o alecrim e o crataegus), estimula a perda de peso, ajuda a controlar o diabetes e favorece a saúde gastrointestinal, pois é rica em vitaminas, inulina, fitoesterois, aminoácidos e minerais.

Para ilustrar uma experiência de Samael com o elemental do dente-de-leão, transcrevemos a seguir o relato de uma das filhas do Mestre, de nome Hypatia:

“Meu pai gostava de sair aos domingos com a família e desfrutar do campo, o ar fresco etc. Em uma dessas saídas chegamos a certo lugar e ele se deitou no gramado. Nós, em troca, nos dispusemos a brincar, a nos entreter, e como queríamos que ele brincasse conosco, fomos chamá-lo para isso.

Porém, vimos que ele estava descansando na posição característica dos felinos, ou seja, com o corpo recolhido em posição fetal e a cabeça sobre a mão.

Mestre Samael com sua esposa, VM Litelantes, em suas meditações no campo, em contato com os Elementais da Natureza

O curioso é que na frente dele, saindo no meio do gramado, erguia-se uma plantinha, comumente chamada de dente-de-leão, a qual estava florescendo. Visto desde certa distância, dava a impressão de que meu pai (Samael) estava conversando com a plantinha, e os movimentos da planta, o vaivém que esta fazia dava a impressão de que estava em plena conversação com meu pai.

Ao nos aproximarmos, propusemos a ele, de acordo com o que estávamos querendo, que viesse brincar conosco, e ele respondeu que em tais momentos não podia ir conosco, porque estava conversando com o elemental de dita plantinha.

Respeitosamente nos afastamos dele, porém levando conosco a agradável imagem do vaivém que aquele vegetal fazia, o qual certamente é bastante frágil, no tocante às suas inflorescências, já que basta um pequeno sopro para que estas se espalhem no ar, como pequenos pedaços de algodão.

Mais tarde, meu pai levantou-se do gramado e disse que havia terminado o diálogo com aquele elemental. Nós o interrogamos, então, sobre qual havia sido o conteúdo de dito diálogo, e ele nos disse que o elemental lhe havia anunciado algo muito terrível. Tratava-se de que meu irmão Hórus Gómez, o caçula, teria um acidente muito grave, chegando inclusive a custar-lhe a vida.

O elemental disse, ademais, que tentaria proteger meu irmão, porém, este advertiu de que Hórus necessitava de muita proteção. Assim, pois, decidimos regressar à nossa casa e meu pai começou a tomar medidas de precaução, como, por exemplo, fazia com que meu irmão não saísse às ruas muitas vezes, além de outras medidas preventivas.

O certo é que um dia de tantos apareceu um amigo de meu pai, também da Gnose, e este veio de carro. Como queira que aquela visita seria, inicialmente, curta, esse amigo deixou as chaves dentro do veículo, no contato, e além do mais a porta do carro ficou aberta. Nesses instantes Hórus chegou da escola, e ao ver o automóvel aberto, resolveu se meter dentro dele, e foi aí que meu irmão viu as chaves em seu interior.

O dente-de-leão (assim como o louro e a mangueira) é uma planta solar, e como todos os elementais solares, é indicado para práticas de previsão do futuro, profecias e proteção psíquica
O dente-de-leão – assim como o olíbano, a camomila e o milho – é uma planta solar, e como todos os elementais solares, é indicado para práticas de previsão do futuro, profecias, proteção psíquica e vitalidade

Desse modo, Hórus entrou no carro, sem haver, obviamente, em toda a sua vida, dirigido um. Ligou o carro e, óbvio, muito rapidamente, foi se estatelar na parede de uma casa. Imediatamente vieram avisar meu pai, pois aquilo foi bastante grave. Primeiramente, grave porque a pessoa que veio visitar meu pai jamais teria pensado que meu irmão pegaria o carro, assim do nada, e isso obviamente já era penoso.

Pois, tanto o proprietário daquele veículo, que era um médico, quanto meu pai correram para ver o que havia ocorrido com meu irmão. Encontraram Hórus sangrando, o carro estava visivelmente destruído e o proprietário não sabia se lamentava pelas feridas de meu irmão ou por ver seu carro destruído.

Sem embargo, estava claro que aquela profecia do elemental do dente-de-leão havia se cumprido taxativamente, e, além disso, aquele elementalzinho havia afirmado para meu pai que ele tentaria protegê-lo, e realmente o fez, porque o acidente havia sido tão brusco que meu irmão teria certamente perdido a vida. Prova disso é que o veículo daquele senhor ficou totalmente inutilizado e Hórus permanecido vivo…

Imagens enigmáticas

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O Período geológico Carbonífero ocorreu aproximadamente entre 360 milhões e 286 milhões de anos durante a Era Paleozoica. O termo “carbonífero“ vem da Inglaterra, em referência aos depósitos ricos de carvão que ocorrem lá. Seria possível a manifestação do Homem nesse período?

Oficialmente, não! Mas e este martelo, cuja imagens estão logo abaixo?

Bem-vindo à Antropologia Gnóstica…

O MISTÉRIO DO MARTELO DE 140 MILHÕES DE ANOS

O fóssil do martelo foi encontrado em 1934 perto da cidade de London, no estado do Texas (EUA). Apareceu incorporado dentro de uma rocha, que, desde o início, tem forçado estudiosos a suspeitar que ele apresenta uma extrema antiguidade.

O Instituto Metalúrgico de Columbia tem conduzida uma análise que conclui que o martelo é de ferro quase puro e seu cabo é de madeira petrificado. Esse objeto é formado por 96,6% de ferro, 2,6% de cloro e cerca de 1% de enxofre. Essa combinação de elementos significa que o objeto é de ferro quase puro, que apenas pode ser alcançado através de avançadas técnicas metalúrgicas. Mas ele é datado de um momento em que na face da Terra os dinossauros caminhavam.

À primeira vista, é uma ferramenta de origem humana, não muito diferente do que era usado pelas primeiras civilizações antigas, mas o problema com este curioso martelo é a sua idade, datado de 140 milhões de anos desde que os primeiros hominídeos aparecem na face da Terra, segundo a ciência convencional e materialista há cerca de 7 milhões de anos, mas até 2 milhões de anos nossos ancestrais ainda não tinham começado a produzir ferramentas.

O país psicológico

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Interiormente, temos uma verdadeira e caótica Babilônia.
Lutando incessantemente com a Morte
Psicológica, devemos destruí-la para que surja,
dentro de nós, a Jerusalém Celestial. (Samael Aun Weor)

Vamos compreender melhor nossa psique e sua organização para aclarar alguns pontos sobre o autoconhecimento.

Podemos comparar a nossa psicologia a um país ou cidade, nos quais vivemos apenas em um pequena parte. Conhecemos apenas um pouco, o lugar onde vivemos, e de passagem alguns outros lugares, mas os não conhecemos profundamente. O mesmo ocorre com nossa psicologia, vivemos apenas numa pequena parte de nós mesmos. Conhecemos apenas uma pequena parte de nossa psicologia.

Dentro de nossa psique vivem muitos eus, e em nossa mente temos muitas coisas que não conhecemos. Esses eus, alguns deles atuam diariamente, e nós percebemos, sabemos da existência deles, e dizemos, eu sou muito irado, sou muito ciumento, sou muito orgulhoso.

Mas existem outros eus que atuam diariamente em nós e nós nem suspeitamos. Muitas vezes, sentimos luxúria por alguma pessoa próxima de forma sutil e nem percebemos que é luxúria, pois não nos auto-observamos.

Às vezes somos extremamente orgulhosos, vaidosos, e nem nos damos conta. Esses defeitos às vezes são notados por outras pessoas, que nos dizem sobre eles, e nos espantamos quando ouvimos alguém dizer: você foi muito cruel com aquela pessoa etc.

Os eus psicológicos são como pessoas que passamos por elas nas cidades, e não as conhecemos apesar de vê-las todos os dias. Esses eus que formam nossa psique, de orgulho, inveja, cobiça, luxúria, vaidade, ora andam em grupos, ou melhor, atuam em grupos, ora atuam em total contradição com outros eus, é por isso que muitas vezes dizemos uma coisa, queremos uma coisa, e outros eus querem outras, uns eus querem casar, outros comprar uma moto.

Existem também eus que nem suspeitamos de sua existência, que não atuam em nós se não muito sutilmente, e não percebemos essas manifestações. São eus que escondemos de nós mesmos através da repressão e de uma falsa educação social. Eus do roubo, do homicídio, do homossexualismo…

O que se diria de uma dama muito honrada com muitos eus da prostituição dentro de si, e apesar das circunstâncias serem inadequadas para a expressão desse eu, ele pode existir no fundo da psique dessa dama.

Um homem que jura honestidade, um pai de família, pode ter lá dentro de seu subconsciente eus do roubo e do homicídio, criados em vidas passadas. Uma pessoa religiosa e pacífica pode ter dentro de si vários eus do assassinato e da violência, e não sabe, ignora.

Esses eus às vezes atuam em sutis pensamentos, em sonhos, porém não os percebemos. Temos sonhos terríveis, onde os eus se manifestam, pois estão reprimidos pela nossa moral e nossos condicionamentos.

Quando não nos simpatizamos com alguém, quando surge aquela antipatia mecânica, devemos ficar atentos, pois pode ser um eu que vemos no outro, mas o temos de sobra dentro de nós. Por isso, não devemos julgar ninguém.

Dentro desse grande país psicológico em que vivemos, cada um desses eus carrega dentro uma partícula de nossa Consciência, de nossa Essência.

Dentro do nosso país psicológico temos também muitas formas mentais. Essas formas mentais são chamadas representações mentais, ou efígies mentais.

As Efígies Mentais

As efígies são formas mentais que existem dentro de nossa mente, de nosso Mundo Mental. Essas formas mentais existem de fato, e são o retrato do que vemos aqui no mundo físico. Toda forma que vemos, e reproduzimos com a fantasia, com a imaginação mecânica, forma uma representação mental.

Por exemplo, se olhamos uma revista, vemos a foto de uma bela mulher e nos identificamos com sua imagem, esta fica gravada. Se nós fantasiamos algo, fica a imagem como uma forma mental, e quando estamos no mundo astral, durante o sono noturno, podemos projetar, exteriorizar, essa forma, tomá-la como real, fazendo com ela ações como se fosse uma pessoa real, no plano astral.

O ego é que cria essas formas e as usa para projetar seus desejos e fantasias. Por exemplo, vemos uma casa em um filme, ou uma viagem, e nos identificamos. Dias depois podemos ficar pensando: Quando eu for rico, terei uma casa daquelas etc. Aí o eu projeta a forma mental e nos sentimos dentro dessa casa desejada.

Existem milhares de efígies dentro de nossa mente. As efígies não aprisionam a Essência, apenas condicionam a mente, alimentam o ego e adormecem mais a Consciência.

As formas mentais são feitas pelo tempo. Se rogamos à nossa Divina Mãe Kundalini e rogamos que Ela com sua potência eletrossexual dissolva as Efígies Mentais, Ela assim o fará. De nossa parte devemos não nos identificar com as imagens mentais, sonoras, olfativas etc., para não darmos material psíquico para o Ego para que ele se utilize delas no mundo astral. devemos nos esquecer delas, pois elas irão desaparecendo como recordações perdidas, e dissolvidas com o Poder de Kundalini Shakti

Devemos alertar ao estudante gnóstico que algumas das Efígies Mentais são tão fortes que retornam conosco de uma encarnação para a outra.

Se vamos a um bar e nos identificamos com ele, num dia qualquer o Eu do Álcool pode nos lembrar do bar, através de alguma forma mental “agradável”, naquele momento em que nos divertimos bastante naquele bar, com gente alegre, rindo e dançando (tudo isso formando uma única Efígie Mental), e aí seremos levados ao bar no mundo físico.

O eu da luxúria usa imagens eróticas para nos levar à fornicação e se alimentar e fortalecer dentro de nós por meio das fantasias sexuais criadas pelos sites pornôs, revistas eróticas, novelas onde proliferam cenas de nudez etc., tão famosas hoje em dia.

O ego usa as formas mentais para se expressar. Devemos ir eliminando as formas mentais de momento a momento, com a morte-em-marcha, com toda e qualquer imagem ou lembrança. É por isso que o estado contínuo de auto-observação e recordação de nossa Missão Psicológica é de vital improtância.

Para entendermos melhor o que são as Imagens, ou Efígies, Mentais. Quando nos mencionam por exemplo o nome de alguma pessoa que não víamos há 10 anos, vem-nos à memória a imagem mental dela de quando a vimos pela última vez.

Nós imaginamos logo aquela pessoa, porém quando a reencontramos, notamos que ela mudou totalmente, seja fisicamente, seja de outra maneira. Isso significa o quê? Que a Imagem Mental que guardávamos dela não era mais real, que nós guardamos uma Efígie Mental totalmente “desatualizada”.

O grande teatrólogo George Bernard Shaw dizia que o único homem sábio que ele conheceu em sua vida foi seu alfaiate. Isso porque todas as vezes que ele ia visitá-lo para comprar um terno, o alfaiate sempre tirava suas medidas.

Ao contrário das outras pessoas, as quais têm uma Impressão de uma pessoa e continuam tendo a mesmíssima impressão por toda a sua vida, não tendo consciência de que as pessoas, as coisas, os fatos da vida mudam a cada segundo.

As formas mentais engarrafam a mente e não a Essência, nos tornam mais adormecidos, fortalecendo o Ego.

Para não mais criar formas mentais, temos de Transformar as Impressões, que nos chegam pelos cinco sentidos. Devemos transformar as impressões com as quais nos identificamos. Estejamos alertas, a auto-observação e a morte-em-marcha com a Oração à Mãe Divina são vitais nas transformações das impressões.

Quem não se auto-observa e não está alerta, acordado, lúcido durante toda a vida, a cada instante, a cada momento de seu dia-a-dia, não pode transformar impressões.

Objetos de Desejo

Devemos colocar a “técnica da dualidade” sobre aquela impressão e chegar, mediante a Reflexão Serena e Lúcida, a uma síntese, usando a meditação e a imaginação criadora. Ver os pólos negativo e positivo de tudo, para não ir aos extremos que o Ego sempre nos conduz.

Por exemplo, se vemos uma pessoa bela e sensual, nós a imaginamos velha, doente e decrépita, e reflexionemos que aquela beleza não nos leva a nada, não altera nada, não nos conduz a nada, e que a única coisa bela realmente de se admirar nessa pessoa é sua Essência Divina, pois ela é também filha de Deus, e merece nosso respeito como ser humano e divino.

Se vemos um carro de luxo, coloquemos ao seu lado (mentalmente) um fusquinha velho. E agora? Os dois são de metal, sujeitos ao tempo e a acidentes, têm apenas o objetivo de nos levar para outros lugares, sendo que o de luxo é caro, cobiçado e invejado por muitos, pode ser roubado, exige muito sacrifício para obter e manter um.

Mas esse carro de luxo também tem seu lado positivo, que é o conforto, uma maior segurança etc. Portanto, um carro é simplesmente um objeto utilitário, que serve para nos ajudar em nossa vida, e nada mais. Então, por que ficar sonhando e se identificando? Temos de ver as coisas como realmente são, e não como objetos que servem de alimento para o Ego!

Devemos transformar as impressões ruins, negativas, tristes, de doenças, falta de dinheiro, problemas diversos, e ver que tudo isso tem um outro lado, que também está sujeito ao tempo e que tudo passa, e que devemos tirar um máximo proveito das adversidades da vida para crescermos interna e externamente em todos os aspectos.

Devemos sempre nos lembrar do famoso ideograma chinês que representa a palavra “crise”. Esse mesmo ideograma também representa a palavra “oportunidade”.

Nosso país psicológico é a Babilônia Interior que carregamos, a mãe de todas as fornicações e abominações, como nos diz simbolicamente a Bíblia. Um Mestre não possui país psicológico.

Devemos eliminar a Babilônia Interior e criar a Jerusalém Celestial, os Corpos Existenciais do Ser, onde devem morar unicamente as Virtudes e Potenciais psicológicos e divinos dentro de nós.

Quem não transforma as impressões não pode chegar nunca à castidade, à santidade, à seriedade espiritual e à UNIDADE DA VIDA, pois alimenta muito o Ego, que é o conjunto de desequilíbrios e defeitos dentro de nós.

Lembre-se sempre: Primeiro a morte-em-marcha implorando auxílio e Compreensão à Mãe Divina, e em seguida a Transformação das Impressões conforme explicamos acima.

O ideograma chinês para “crise” é a combinação de dois símbolos. Um significando “perigo”, o outro pode ser traduzido como “oportunidade”. Ou seja, apesar da crise, riscos e ameaças, podemos estar diante de uma grande oportunidade para crescermos interna e externamente.

Em vez da ênfase excessiva em teorias medíocres, no excesso de autocrítica, autoflagelação ou justificativas errôneas para as situações diversas de nossa vida, talvez pudéssemos aproveitar as oportunidades da vida para buscarmos uma identidade psicológica que seja condizente com nosso Real e Verdadeiro Ser. Assim ensina a Doutrina Gnóstica da Liberação Psicológica!!!

Ali Onaissi (Jornalista, escritor e coordenador do portal GnosisOnline)

Magia da goiabeira

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Naquelas épocas primitivas da América do Sul, quando ainda a Lemúria e a Atlântida não se haviam submergido, recordo algo muito interessante. Uma senhora foi abandonada pelo seu marido, ficando numa situação verdadeiramente lamentável. Eu então, lastimado da pobre mulher, realizei um trabalho de magia elemental com a árvore da goiabeira.

Acendi uma vela de cera sobre uma peça de roupa usada pelo homem. Arranquei um galho da goiabeira e a pus junto à vela. Ordenei imperiosamente ao elemental da goiabeira para trazer o marido ausente de volta à casa.

Este trabalho foi surpreendente, o resultado foi maravilhoso: o homem voltou arrependido à sua casa.

O elemental da goiabeira se parece com uma menina de túnica rosada e formosa presença.

TODOS esses trabalhos de magia elemental devem realizar-se depois de haver pedido permissão aos Senhores da Lei; por isso eu ensino a todos os discípulos a saírem em corpo astral para que possam visitar os templos dos Senhores da Lei.

Quando se fazem trabalhos contra a vontade dos Senhores do Destino, cai-se na magia negra e se vai ao Abismo. Todo trabalho de magia prática deve verificar-se com permissão dos Senhores da Lei.

Os que não sabem sair em corpo astral podem consultar os Senhores da Lei abrindo a Bíblia. Antes de abrir a Bíblia, se rogará aos Leões da Lei, pedindo permissão para executar o trabalho mágico.

Logo se abrirá o livro com os olhos fechados e ao acaso, e pedindo a os Senhores da Lei para que guiem nossa mão. O dedo índice pousará sobre qualquer versículo e se abrirão os olhos para o ler.

A Bíblia é altamente simbólica e se interpretará esse simbolismo baseando-se na lei dos parecidos (analogias).

Com um pouco de bom senso comum pode-se interpretar o versículo sobre o qual tivéramos posto nossa mão.

Sem embargo, essa advertência é unicamente para os trabalhos sobre a vontade de nossos semelhantes.

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A Roda da Vida que une humanos e elementais

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Nossa Evolução humana está ligada à evolução dos Reinos Elementais? Ou são Evoluções distintas, paralelas, como afirmam algumas linhas esotéricas? Abaixo, segue um texto interessantíssimo do Venerável Mestre Samael Aun Weor sobre a Evolução e Involução da vida humana, e sua ligação com a Vida Elemental nesta gigantesca Roda da Vida.

Hoje vou falar sobre os mistérios da vida e da morte. É este o objetivo claro desta prédica. Vamos fazer uma plena diferenciação entre a Lei do Eterno Retorno de todas as coisas, a Lei da Transmigração das Almas, a Lei da Reencarnação etc.

Chegou o momento de explicar amplamente todas estas coisas, a fim

de que os estudantes possam se manter bem informados. É óbvio que a primeira coisa que alguém precisa saber na vida é de onde vem, para onde vai, qual é o objetivo da existência, para que existimos, por que existimos etc.

Inquestionavelmente, se queremos saber algo sobre o destino que nos aguarda, sobre o que é a vida, é indispensável saber o que é que somos; isto é urgente, inadiável, impostergável.

O corpo físico não é tudo. Um corpo é formado por órgãos, cada órgão é composto de células, cada célula de moléculas e cada molécula de átomos. Se fracionamos qualquer átomo, liberamos energia. Os átomos compõem- se de elétrons, de prótons, de nêutrons, os quais giram ao redor de um núcleo, etc. etc. Tudo isso sabe a física nuclear. Em última instância, o corpo físico se resume em distintos tipos e subtipos de energia. E isso é interessantíssimo.

O próprio pensamento humano é energia. Do córtex cerebral saem determinadas ondas que podem ser sabiamente registradas. Já sabemos que os cientistas medem as ondas cerebrais com aparelhos muito precisos, registrando-as em microvolts.

Assim, em última instância, nosso organismo se resume em diversos tipos e subtipos de energia. A chamada “matéria” nada mais é que energia condensada. Assim disse Einstein: E = mc2 (energia é igual a massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado). Einstein também afirmou enfaticamente que a massa se transforma em energia e a energia se transforma em massa. Assim, em última síntese, a chamada matéria não é mais que energia condensada.

O corpo físico tem um fundo ou substrato vital orgânico. Quero referir-me enfaticamente ao Lingam-Sharira dos teósofos, a condensação biotermoeletromagnética. Cada átomo do corpo vital penetra dentro de cada átomo do corpo físico e o faz cintilar. O duplo vital ou corpo vital é realmente uma espécie de duplo orgânico.

Se, por exemplo, um braço desse duplo vital sai do braço físico, sentimos que a mão “dorme”, que o braço “dorme”. Quando o braço vital volta a entrar no braço físico, a pessoa sente uma vibração como a que se sente quando um braço “dorme” e queremos “despertá-lo” – uma espécie de formigamento.

Se tirássemos definitivamente o corpo vital de uma pessoa física, e se não voltássemos a trazê-lo, a pessoa física morreria. Assim, é bem interessante essa questão do corpo vital. Contudo, tal corpo nada mais é que a seção superior do corpo físico, é sua parte tetradimensional. Os vedantinos consideram o corpo vital e o corpo físico como um todo, uma unidade.

Um pouco além desse corpo físico, com sua base vital orgânica, encontramos o “Ego”. O Ego é uma soma de diversos elementos inumanos que carregamos em nosso interior. Tais elementos são denominados ira, cobiça, luxúria, inveja, orgulho, preguiça, gula etc.

Nossos defeitos são tantos que, ainda que tivéssemos mil línguas para falar e um palato de aço, não acabaríamos de enumerá-los.

A Roda da Vida, na tradição tibetana
A Roda da Vida, na tradição tibetana

Assim, o Ego não é mais que isso. Muitas pessoas entronizam o Ego no coração, constroem-lhe um altar, adoram-no… São equivocados sinceros, supõem que o Ego é divino, e nisto estão completamente enganados. Há os que dividem o Eu em dois: “Eu superior” e “Eu inferior”, e querem que o “Eu superior” controle o “Eu inferior”. Não querem essas pessoas dar-se conta de que seção superior e seção inferior de uma mesma coisa são a própria coisa.

O Eu é tempo, é um livro de muitos volumes. No Eu estão todas as nossas aberrações, todos os nossos defeitos, aquilo que faz de nós verdadeiros animais intelectuais, no sentido mais completo da palavra.

Alguns dizem que o alter ego é divino, e o adoram. É outro tipo de escapatória para salvar o Eu, para minimizá-lo. O Eu é o Eu, e isso é tudo.
A morte é uma subtração de frações. Terminada a operação matemática, o que continua são os valores. Estes valores são positivos e negativos, bons e maus. A eternidade os traga, os devora. Na luz astral, estes valores se atraem e repelem de acordo com as leis da imantação universal.

Esses valores são os mesmos elementos inumanos que constituem o Ego. Estes elementos às vezes chocam-se entre si, ou simplesmente se atraem ou repelem. A morte é o regresso ao ponto de partida original. Um homem é o que é sua vida. Se não trabalha sua vida, se não trata de modificá-la, é óbvio que está perdendo seu tempo miseravelmente. Um homem não é mais que isso, o que é sua vida. Nós devemos trabalhar nossa própria vida, para fazer dela uma obra-prima.

A vida é como um filme; quando termina, o levamos para a eternidade. Na eternidade revivemos nossa própria vida que acaba de passar. Durante os primeiros dias, o desencarnado, o defunto, costuma ir para a casa onde morreu, e até mora nela. Se morreu, por exemplo, aos 80 anos, continuará vendo seus netos, sentando-se à mesa; isto é, o Ego está perfeitamente convencido de que ainda está vivo e não há nada que possa convencê-lo do contrário.

Para o Ego nada mudou, desgraçadamente. Ele vê a vida como sempre. Se sentará à mesa, pedirá a comida de sempre. Obviamente, seus familiares não o verão mas, no subconsciente, responderão. Em seu subconsciente, porão na mesa a comida, não a comida física, mas formas mentais, semelhantes aos alimentos que o defunto costumava consumir.

O desencarnado pode ver um velório, mas jamais suportaria que esse velório tivesse alguma coisa a ver com ele. Pensa que o velório corresponde a alguém que morreu, a outra pessoa. Nunca pensaria que é o seu, pois sente-se tão vivo que nem suspeita de sua defunção.

Sai às ruas e vê tudo tão exatamente igual que nada poderia fazê-lo pensar que algo aconteceu. Se vai a uma igreja, verá o padre rezando a missa, assistrá ao rito e sairá da igreja perfeitamente convencido de que está vivo. Nada poderia fazê-lo pensar que morreu. Se alguém fizesse tal afirmação, ele sorriria cético, incrédulo, não aceitaria.
O defunto tem que reviver no mundo astral toda a existência que acaba de passar, mas a revive de uma forma muito natural e através do tempo. Identificado com sua existência, na verdade saboreia cada uma das idades da vida que terminou.

Se morreu aos 80, por exemplo, por algum tempo estará acariciando seus netos, sentando-se à mesa e deitando-se na cama. Mas, à medida que vai passando o tempo, ele irá adaptando-se a outras circunstâncias de sua própria existência; vai vivendo a idade dos 79 anos, dos 77, dos 60 etc.

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Se viveu em outra casa na idade de 60 anos, irá àquela outra casa, e até assumirá o mesmo aspecto psicológico que tinha aos 60 anos. E se aos 50 anos viveu em outra cidade, nesta idade se verá na outra cidade, e assim sucessivamente, ao mesmo tempo que seu aspecto psicológico e sua fisionomia vão se transformando de acordo com a realidade que tenha que reviver.

Aos 20 anos, terá exatamente a fisionomia que tinha àquela idade, aos 10 anos será um menino, até que termine de revisar sua vida passada. Toda a sua vida ficará reduzida a somas e subtrações matemáticas. Isto é muito útil para a consciência. Nestas condições, o defunto terá que apresentar-se ante os tribunais da Justiça Objetiva, ou justiça celestial.

Estes tribunais são completamente diferentes dos da justiça subjetiva ou terrena. Nos tribunais da justiça objetiva reinam apenas a lei e a misericórdia, porque é óbvio que ao lado da justiça, sempre está a misericórdia.

Três caminhos abrem-se ante o defunto:

– Umas férias nos mundos superiores, para quem o merece;

– Retornar, de forma mediata ou imediata, a uma nova matriz;

– Descer aos mundos infernos, até a segunda morte de que falam o Apocalipse de São João e o Evangelho do Cristo.

É óbvio que os que conseguem subir aos mundos superiores passam por uma temporada de grande felicidade. Normalmente a alma, ou consciência, se encontra “engarrafada” dentro do Eu da psicologia experimental, dentro do Ego que, como já disse a vocês, é uma soma de diversos elementos.

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Mas aqueles que sobem aos mundos superiores abandonam o Ego temporariamente. Nestes casos a Alma, ou Consciência, ou Essência , sai desse calabouço horrível que é o Ego, o Eu, para ascender ao famoso Devachan, do qual nos falaram os hindus; uma região de felicidade inefável, no mundo da mente superior do Universo.

Ali se goza da autêntica felicidade. Ali o desencarnado se encontra com seus familiares que abandonou no tempo. Encontra-se com o que é, diríamos, a “alma” deles.

Posteriormente, a consciência ou Essência abandona também o mundo da mente, para entrar no mundo das causas naturais. O Mundo Causal é grandioso. Nele ressoam todas as harmonias do Universo. Ali se sente de verdade as melodias do infinito. É que cada planeta tem múltiplos sons, os quais, somados entre si, dão uma nota-síntese, que é a nota chave do planeta.

O conjunto de notas-chave de cada mundo ressoa maravilhosamente no coral imenso do espaço estrelado, e isto produz um gozo inefável na consciência de todos aqueles que desfrutam a felicidade do Mundo Causal.

No mundo das causas naturais também encontramos os Senhores da Lei, que castigam ou premiam os povos e os homens. Ali encontramos também os Homens verdadeiros, os homens causais. Ali os encontramos, trabalhando pela humanidade. No mundo das causas naturais encontramos ainda os Principados, os príncipes dos elementos, do fogo, do ar, das águas e da terra.

A vida palpita intensamente nesse mundo. O mundo causal é precioso… Um azul profundo, como o de uma noite cheia de estrelas, iluminada pela Lua, resplandece sempre no mundo das causas naturais. Não quero dizer que não existam outras cores, mas a cor básica é um azul intenso, de uma noite luminosa, estrelada. Os que vivem nesta região são felizes, no sentido mais transcendental da palavra.

Mas todo prêmio, toda recompensa, a longo prazo se esgota, tem um limite. Chega o instante em que a alma que entrou no mundo causal tem que regressar, retornar e descerá inevitavelmente para meter-se novamente dentro do Ego, dentro do Eu da psicologia experimental.

Posteriormente essas almas vêm a impregnar o ovo fecundado, para formar um novo corpo físico – se incorporam em um novo corpo físico, voltam ao mundo. Outro é o caminho que aguarda os que descem aos mundos infernos. Trata-se de gente que já cumpriu seu tempo, seu ciclo de manifestações, ou que foi demasiado perversa. Tais pessoas involuem dentro das entranhas da terra. Dante Alighieri nos fala, em sua Divina Comédia, dos nove círculos infernais; ele vê esses nove círculos no interior da terra.

Nossos antepassados de Anahuac, na grande Tenochtítlan, falam claramente do Mixtlán, a região infernal, que eles também situam no interior de nosso globo terrestre. De forma diferente de algumas outras seitas e religiões, para nossos antepassados de Anahuac, como vimos em seus códices, a passagem pelo Mixtlán é obrigatória e o consideram simplesmente como um lugar de provação, onde as almas são provadas; se conseguem passar pelos nove círculos, inquestionavelmente ingressarão no Éden, no paraíso terrestre.

Para os sufis maometanos, o inferno não é tampouco um lugar de castigo, mas de instrução para a consciência e de purificação. Para o cristianismo, em todos os lugares do mundo, o inferno é um lugar de castigo e de penas eternas. Contudo, o círculo secreto do cristianismo, a parte oculta da religião cristã, é diferente. Na parte oculta de qualquer movimento cristão se encontra a Gnose.

O Gnosticismo Universal vê o inferno não como um lugar de penas eternas e sem fim, mas como um lugar de expiação, de provação e de instrução para a consciência.inferno-dante-gnosisonline

É óbvio que tem de haver dor nos mundos infernos, pois a vida é terrivelmente densa no interior da terra, sobretudo nesse nono círculo, onde está esse núcleo concreto de matéria terrivelmente dura; aí se sofre o indizível.

Em todo caso, os que ingressam na involução submersa do reino mineral devem passar, cedo ou tarde, por isso que se chama, no Evangelho Crístico, a Segunda Morte. Ao estudar essa questão do inferno Dantesco, o Gnosticismo Universal nunca considera que o castigo não tenha um limite.

Consideramos que Deus, sendo eternamente justo, não poderia cobrar de ninguém mais do que aquilo que deve, pois toda culpa, por mais grave que seja, tem um preço e uma vez pago o preço, nos pareceria absurdo continuar pagando. Aqui mesmo, em nossa justiça terrena, justiça totalmente subjetiva, vemos que se alguém vai para a prisão por qualquer delito, uma vez pago o delito é posto em liberdade.

Nem as autoridades terrenas aceitariam que um preso continuasse na prisão depois de haver pago sua pena. Há casos de presos que se acomodam tanto na prisão que, chegado o dia de sair, têm que ser tirados à força. Assim, toda falta, por mais grave que seja, tem seu preço.

Se os juízes sabem disso, quanto mais a Justiça Divina. Se não fosse assim, Deus seria um tirano e bem sabemos que, ao lado da Justiça Divina, nunca falta a misericórdia. Não poderíamos de maneira alguma, qualificar a Deus como tirano; isto equivaleria a blasfemar, e não gostamos da blasfêmia.

A Segunda Morte é, pois, o limite do castigo, no inferno Dantesco. Se o inferno foi chamado de Tartarus na Grécia, ou Averno em Roma, ou Avitchi na Índia, ou Mixtlán, na antiga Tenochtítlan, pouco importa. Cada país, cada religião, cada cultura, soube da existência do inferno e o qualificou com algum nome.

Para os habitantes da grande Hespéria (ou país das Hespérides), como lemos na divina Eneida, de Virgílio, o poeta de Mântua, o inferno é a morada de Plutão, aquela região cavernosa onde Enéas, o troiano, encontrou Dido, aquela rainha que se matou por amor, enamorada dele mesmo, após haver jurado lealdade às cinzas de Siqueu. A Segunda Morte costuma ser muito dolorosa.

ego-gnosisonlineO Eu sente que se faz em pedaços, caem seus braços e pernas, e sofre um desmaio tremendo. Momentos depois, a Essência, ou o que há de alma metida no Ego, fica livre, pois o Ego foi destruído.

A Essência emancipada, liberada, assume então a figura de uma criança belíssima.

Os Devas da Natureza examinam a Essência liberada para certificar-se que não existe nela mais nenhum elemento subjetivo do Ego, e, em seguida, outorgam à alma a carta de liberação.

Nestes instantes felizes, a alma do falecido penetra por certas portas atômicas, que lhe permitem sair novamente à luz do sol. E então, sobre a epiderme de nosso mundo, a Essência livre, como elemental da natureza, reinicia uma nova evolução.

Os elementais da natureza são de vários tipos. Como autoridade nesta matéria, temos Franz Hartmann, com seu livro Os Elementais.

Temos ainda Paracelso, o grande médico, Felipe Teofrastus Bombastus de Hohenheim, Aureola Paracelso. Em todo caso, os elementais são a consciência dos elementos, pois sabemos que o fogo, o ar, a água, e a terra não são meramente físicos, como supõem os “ignorantes ilustrados”.

São, mais exatamente, veículos de consciências simples, diríamos primigênias, no sentido mais transcendental da palavra. Assim, os elementais são os princípios de consciência dos elementos, no sentido transcendental ou essencial da palavra.

É óbvio que os que passaram pela Segunda Morte saem à superfície do mundo, reiniciam novos processos evolutivos. Deverão começar pelo mineral, a pedra; prosseguirão pelo vegetal, o animal e por último, terão acesso à vida humana, ou seja, será reconquistado o estado humanoide outrora perdido.

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É interessantíssimo ver esses gnomos ou pigmeus, entre as rochas, anõezinhos pequenos com sua longa barba branca. É óbvio que isto que dizemos, em pleno século 20, parece muito estranho… É porque as pessoas se tornaram agora tão complicadas, a mente se desviou tanto das simples verdades da natureza, que dificilmente poderiam aceitar de bom grado estas coisas.

Este tipo de conhecimento é mais bem aceito pelas pessoas simples, que não têm tantas complicações no intelecto. Em todo o caso, quero dizer-lhes que é interessantíssimo o ingresso dos elementais minerais na evolução vegetal.

Cada planta é o corpo físico de um elemental vegetal. Estes elementais das plantas têm consciência, são inteligentes, e há grandes esoteristas que sabem manipulá-los ou manejá-los à vontade. Quem os conhece pode, por meio deles, atuar sobre os elementos da natureza.

Um pouco além dos elementais vegetais, temos os elementais do reino animal. Indubitavelmente, só os elementais vegetais avançados têm direito a ingressar em organismos animais. No reino animal, a evolução sempre começa por organismos simples. Vai-se evoluindo e vai-se também complicando a vida. E chega o momento em que o elemental animal pode assumir organismos muito complexos.

Posteriormente, reconquista o estado humano que outrora havia perdido. Ao chegar a este estágio, a Essência, a Consciência ou Alma, recebe novamente 108 vidas, para sua autorrealização íntima. Se durante essas 108 vidas não se consegue a Autorrealização Íntima do Ser, a roda da vida prossegue girando.

Então se desce novamente às entranhas da reino mineral, com o propósito de eliminar da Essência todos os elementos indesejáveis que de uma ou outra forma aderiram à psique. E repete-se o mesmo processo. Conclusão: a roda gira 3 mil vezes.

Se em 3.000 ciclos de 108 vidas a Essência não se autorrealiza, todas as portas se fecham e a Essência, convertida em um elemental inocente, submerge no seio da Grande Realidade, no grande Alaya do Universo, no Espírito Universal da Vida, ou Parabrahman, como o denominam os hindus, a Grande Realidade.

Esta é então a vida dos que descem ao interior da terra. Vemos então que, depois da desencarnação, uns sobem aos mundos superiores para umas férias, outros descem às entranhas da terra e outros retornam, de maneira mediata ou imediata, voltam, se reincorporaram para repetir sua existência aqui neste mundo.

Enquanto alguém tenha que retornar, ou regressar, tem que repetir sua própria vida. Já dissemos que a morte é o regresso ao ponto de partida original. Já lhes expliquei também que depois da morte, na eternidade, na luz astral, temos que reviver a vida que acaba de passar. Agora direi que ao voltar, ao regressar, temos que repetir toda a nossa vida sobre o tapete da existência.

No primeiro caso, mencionei unicamente a Lei da Transmigração das Almas; que aqueles que completam o ciclo de 108 existências, devem descer às entranhas do mundo. Posteriormente, depois que o Ego esteja morto (pela Segunda Morte), voltam a evoluir desde o mineral até o homem; esta é a Doutrina da Transmigração.

Agora, estou falando da Doutrina do Eterno Retorno de todas as coisas, junto com essa outra lei, a Doutrina de Recorrência. Se alguém, em vez de descer às entranhas da terra, retorna de forma mediata ou imediata aqui ao mundo, é óbvio que terá que repetir sua vida, a vida que terminou.

Vocês dirão que isto é muito chato, todos estamos aqui repetindo o que fizemos na existência passada, no passado retorno. Mas é mesmo tremendamente chato, mas os culpados somos nós mesmos porque, como já lhes disse, um homem é o que é sua vida. Se nós não modificarmos nossa vida, temos então que repeti-la incessantemente.

Desencarnamos e voltamos a tomar corpo. Para quê? Para repetir o mesmo. Voltamos a desencarnar e a tomar corpo, para repetir o mesmo , até que chega o dia em que temos que ir com nossa “música” para outra parte; teremos que descer às entranhas do mundo, até a Segunda Morte.

Mas pode-se evitar essa repetição. Tal repetição é o que se conhece como Lei de Recorrência. Tudo volta a ocorrer tal como sucedeu. Mas por quê – dirão vocês – porque tem-se que repetir o mesmo? Bem, isto merece uma explicação.

Antes de mais nada, quero que saibam que o Eu não é algo autônomo, autoconsciente ou individual. Certamente, o Eu é uma soma de “eus”, no plural. A psicologia comum e corrente, a psicologia oficial, pensa no Eu como uma totalidade. Nós pensamos no Eu como uma soma de “eus”.

Porque um é o Eu da ira, outro é o Eu da cobiça, outro o Eu da luxúria, outro o da inveja, outro o da preguiça, outro o da gula, são diversos Eus; não há um só Eu, mas vários, dentro de nosso organismo. É óbvio que a pluralidade do Eu serve de fundamento à Doutrina dos Muitos, tal como é ensinada no Tibet Oriental.

Em apoio à Doutrina dos Muitos está o Grande Cabir Jesus. Dizem que Ele tirou do corpo de Maria Madalena sete demônios. Não há dúvida de que se trata dos sete pecados capitais: Ira, Cobiça, Luxúria, Inveja, Orgulho, Preguiça, Gula. Cada um desses sete é “cabeça de legião” e como já lhes disse, ainda que tivéssemos mil línguas para falar e um palato de aço, não conseguiríamos enumerar todos os nossos defeitos cabalmente.

Cada defeito é um Eu. Assim, temos muitos Eus-defeitos. Se qualificarmos tais Eus-defeitos de demônios, não estaremos equivocados. No Evangelho Crístico, pergunta-se ao possesso qual é seu nome verdadeiro, e ele responde: “Sou legião. Meu verdadeiro nome é Legião”.

Assim, cada um de nós no fundo é uma legião, e cada Eu-demônio da legião quer controlar o cérebro, quer controlar os sete centros principais da máquina orgânica, quer destacar-se, “subir”, “chegar ao topo da escada “, fazer-se sentir, etc.

Cada Eu-demônio é como uma pessoa dentro de nosso corpo. Se dissermos que dentro de nossa Personalidade vivem muitas pessoas, não estaremos equivocados; em verdade , assim é. Assim, a repetição mecânica dos diversos eventos de nossa existência passada se deve, certamente, à multiplicidade do Eu.

Vamos citar casos concretos. Suponhamos que na existência passada, na idade de 30 anos, tivemos uma briga com outro sujeito em um bar. Caso comum da vida… É óbvio que o Eu da ira foi personagem principal da cena. Depois da morte, esse Eu defeito continua na eternidade e, na nova existência, continua no fundo de nosso subconsciente, aguardando que chegue à idade dos 30 anos para voltar a um bar; em seu interior há ressentimento, e deseja encontrar outra vez o sujeito daquele acontecimento.

Por sua vez, o outro sujeito que tomou parte naquele evento trágico no bar também tem seu Eu, o Eu que quer vingar-se e que permanece no fundo do subconsciente aguardando o instante de entrar em atividade. Assim, ao chegar à idade de 30 anos, o sujeito, ou melhor, o Eu do sujeito, o Eu da ira, o Eu que tomou parte naquele evento trágico, no subconsciente diz: “Tenho que encontrar-me com fulano….”; por sua vez, o outro diz: “Tenho de me encontrar com o tal…”

E, telepaticamente se falam, se põem de acordo e marcam um encontro em algum bar… Encontram-se fisicamente, pessoalmente, na nova existência, e repetem a cena tal como aconteceu na passada existência.

Isso tudo é feito fora das vistas do nosso intelecto, por baixo do nosso raciocínio, simplesmente somos arrastados a uma tragédia, somos levados inconscientemente a repetir a mesma coisa.

Agora, vejamos o caso de alguém que, à idade de 30 anos, em sua existência passada, teve uma aventura amorosa, um homem com uma mulher.

Aquele Eu da aventura, depois da morte, continua vivo na eternidade. Ao regressar, ao se reincorporar em outro organismo, aquele Eu da aventura continua vivo, aguarda no fundo do subconsciente, nos transfundos inconsciente da vida, da psique, o momento de entrar novamente em atividade.

Chegando à idade da aventura passada, aos 30 anos, diz: “Bem, este é o momento. Agora vou procurar a mulher dos meus sonhos…” Por sua vez, o Eu da mulher dos seus sonhos, o da aventura, diz o mesmo: “Chegou a minha hora, vou procurar aquele homem…” E por baixo (da consciência), os dois Eus se comunicam telepaticamente, marcam um encontro, e cada um arrasta a Personalidade, às costas da nossa inteligência, às costas do “ministério da intelectualidade”. Vem o encontro, e se repete a aventura.

Assim, e ainda que pareça incrível, nós não fazemos nada, tudo nos acontece como quando chove ou como quando troveja.

Se alguém teve em uma passada existência uma disputa por bens materiais, uma casa por exemplo, o Eu daquela disputa continua vivo, e assim também na nova existência, escondido entre as dobras da mente, aguardando o momento de entrar em atividade. Se o pleito foi aos 50 anos, ele aguarda que chegue aos 50 anos, e então diz: “Chegou minha hora”.

Certamente que aquele com quem teve o litígio também diz o mesmo, nesse mesmo instante, e se reencontram para outro litígio, repetem a cena.
Então, na verdade, nem sequer temos livre-arbítrio, tudo nos acontece, tudo nos acontece como quando chove ou quando troveja…

Há uma pequena margem de livre-arbítrio, muito pouco. Imaginem um violino dentro de seu estojo. Há uma margem mínima de movimentos para esse violino. Assim também é nosso livre-arbítrio; é quase nulo. Há essa pequena margem, imperceptível, se soubermos aproveitá-la, pode acontecer que então nos transformemos radicalmente e nos liberemos da Lei de Recorrência.

Temos que saber aproveitar isso, mas como? É que na vida prática temos que nos tornar um pouquinho mais auto-observadores. Quando a pessoa aceita que tem uma psicologia própria, começa a observar-se a si mesma, e quando alguém começa a observar-se a si mesmo começa também a tornar-se diferente de todo o mundo.

É na rua, em casa, no trabalho, que nossos defeitos, esses defeitos que levamos escondidos, afloram espontaneamente. E se estamos alertas e vigilantes como a sentinela em tempo de guerra, então os vemos.

Defeito descoberto deve ser julgado, através da análise, da reflexão e da meditação íntima do Ser, com o objetivo de compreendê-lo. Quando alguém compreende tal ou qual Eu-defeito, então está devidamente preparado para desintegrá-lo atomicamente.

E é possível desintegrá-lo? Sim, é possível. Mas necessitamos de um poder que seja superior à mente. Porque a mente por si mesma não pode alterar fundamentalmente qualquer defeito psicológico. Pode passá-lo de um nível mental a outro, pode ocultá-lo ou condená-lo etc., mas jamais alterá-lo radicalmente.Necessitamos de um poder que seja superior à mente, um poder que possa desintegrar qualquer Eu-defeito.

Esse poder está latente no fundo de nossa Psique; é só questão de conhecê-lo para aprender a usá-lo. Tal poder é denominado no Oriente, na Índia, Devi Kundalini, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes. Na grande Tenochtítlan, era denominado Tonantzin. Entre os alquimistas da Idade Média, recebe o nome de Stella Maris, a Virgem do Mar. Entre os hebreus, tal poder recebia o nome de Adônia; entre os cretenses era conhecido com o nome de Cibele. Entre os cristãos é Maria, Maya, isto é, Deus-Mãe.

Nós muitas vezes pensamos em Deus como Pai; bem vale a pena pensar em Deus como Mãe, como Amor, como misericórdia. Deus-Mãe habita no fundo de nossa Psique, isto é, está no Ser, mas derivada.

Façamos a distinção entre o Ser e o Eu. O Ser e o Eu são incompatíveis, são como a água e o azeite, que não podem misturar-se.

“O Ser é o Ser, e a razão de ser do Ser é o próprio Ser.” O Ser é o que é, o que sempre foi e o que sempre será. É a vida que palpita em cada átomo, como palpita em cada sol. Assim, Deus-Mãe é uma variante de nosso próprio Ser. É nosso próprio Ser. Mas, derivado. Isto significa que cada qual tem sua Mãe Divina particular, íntima, Kundalini, como dizem os hindus. Estou de acordo com esse termo e considero que cada um de nós pode invocar a Divina Mãe Kundalini, em meditação profunda, e então suplicar-lhe que desintegre aquele Eu-defeito que tenha compreendido perfeitamente através da meditação.

A Divina Mãe o desintegrará, o reduzirá a poeira cósmica. Ao desintegrar-se o defeito, libera-se a essência anímica. Dentro de cada Eu-defeito, há certa porcentagem de essência anímica engarrafada.

Se desintegramos um defeito, liberamos essência anímica, se desintegramos dois defeitos, liberamos mais essência anímica; e se desintegramos todos os defeitos psicológicos que temos em nosso interior, então liberamos totalmente a Consciência. Uma Consciência liberada é uma consciência que desperta, uma consciência desperta.

O Unicórnio e o cavalo Pégaso são representações da Essência Divina, liberta do Ego
O Unicórnio e o cavalo Pégaso são representações da Essência Divina que foi libertada do Ego

É uma consciência que poderá ver, ouvir, tocar os grandes mistérios da vida e da morte. É uma consciência que poderá experimentar, por si mesma e de forma direta, Isso que é o Real. Isso que é a Verdade. Isso que está além do corpo, das emoções e da mente.

Quando se perguntou ao Grande Cabir Jesus “o que é a Verdade”, Ele guardou silêncio. E quando fizeram a mesma pergunta ao Buda Gautama Sakyamuni, o príncipe Sidarta, deu as costas e se retirou. A verdade é o desconhecido de momento a momento, de instante em instante. Só com a morte do Ego vem a nós Isso que é a verdade. A verdade tem que ser experimentada, como quando alguém põe o dedo no fogo e se queima.

Uma teoria em relação à verdade, por bela que seja, não é a verdade. Uma opinião sobre a verdade, por muito venerável e respeitável que seja, tampouco é a verdade. Qualquer ideia que tenhamos sobre a verdade não é a verdade, ainda que seja bem luminosa. Qualquer tese que possamos formular com relação à verdade tampouco é a verdade.

A verdade tem que ser experimentada, repito, como alguém põe o dedo no fogo e se queima. Está além do corpo, das emoções e da mente. A verdade só pode ser experimentada em ausência do Eu psicológico. Sem haver dissolvido o Eu, não é possível a experiência do Real.

O intelecto, por brilhante que seja, por mais teorias que possua, não é a verdade. Como disse Goethe, em seu Fausto, “Toda teoria é cinza; só é verde a árvore de dourados frutos que é a vida”.

Assim, nós necessitamos desintegrar o Ego da psicologia. Só assim poderemos experimentar a Verdade. Jesus, o Cristo, disse: “conhecei a Verdade, e ela vos fará livres”. Nós necessitamos experimentá-la diretamente. Quando alguém realmente consegue destruir o Ego, libera-se da Lei de Recorrência, faz de sua vida uma obra-prima, converte-se em um gênio, em um iluminado, no sentido mais completo da palavra.

Quando alguém libera sua Essência, é óbvio que consegue a verdade. A Essência deve ser liberada. E não é possível liberá-la se não dissolvemos o Eu da psicologia. Os que louvam o Eu são ególatras por natureza. O Eu é adorado pelos mitômamos, porque são mitônamos. O Eu é adorado pelos paranoicos, porque são paranoicos. Pelos ególatras, porque são ególatras.

A vida sobre a face da Terra seria diferente se nós dissolvêssemos o Ego, o Eu. Então a Consciência de cada um de nós, desperta e iluminada, irradiaria Amor e haveria paz sobre a Terra.

A paz não é questão de propaganda, nem de apaziguamentos, nem de exércitos nem da OEA nem da ONU, ou nada semelhante. A paz é uma substância que emana do Ser, que vem das próprias entranhas do Absoluto.

Não pode haver paz no mundo, não pode haver verdadeira tranquilidade em todos os rincões da Terra, enquanto os fatores que produzem guerras existam em nosso interior.

É claro que, enquanto dentro de cada um de nós haja discórdia, no mundo haverá discórdia. A massa não é mais que uma extensão do indivíduo; o que é o indivíduo, é a massa, e o que é a massa é o governo, é o mundo. Se o indivíduo se transforma, se o indivíduo elimina de si mesmo os elementos do ódio, da violência, da discórdia, etc, se consegue destruir o Ego, para que sua Consciência fique livre, só haverá nele Isso que se chama Amor.

Se cada indivíduo dissolvesse o Ego, as massas seriam massas de Amor. Não haveria guerras, não haveria ódio. Mas, em verdade, não poderá haver paz no mundo enquanto exista o Ego.

Alguns afirmam que do ano 2001 ou 2007 em diante virá uma era de fraternidade, de Amor. Mas eu, pensando aqui em voz alta, pergunto a mim mesmo e pergunto a vocês: de onde vamos tirar essa era de fraternidade, de paz entre os homens de boa vontade? Vocês creem que o Ego da psicologia, com seus ódios, com seus rancores, com suas invejas, com suas ambições, com sua luxúria, pode criar uma Idade de Amor, de felicidade etc.?

É óbvio que não. Para que reine de verdade a paz neste mundo, temos que morrer em nós mesmos, destruir o que temos de inumano em nós; o ódio que carregamos, as invejas, os ciúmes espantosos, essa ira que nos faz tão abomináveis, essa fornicação que nos faz bestiais etc.

Enquanto tais fatores continuarem existindo dentro de nossa Psique, o mundo não poderá ser diferente. Ao contrário, se tornará pior, porque através do tempo o Ego irá se tornando cada vez mais poderoso, mais forte e conforme o Ego se manifeste com mais violência, o mundo irá se tornando mais tenebroso. Do jeito que vamos, se não trabalharmos sobre nós mesmos, chegará o dia em que nem sequer poderemos existir, porque nos destruiremos violentamente uns aos outros.

Se se continuasse robustecendo indefinidamente o Ego, assim como vamos, chegaria o momento em que ninguém poderia ter segurança de sua vida, ou seu lar. Um mundo onde a violência terá chegado ao máximo, e onde ninguém poderá ter segurança de sua existência.

Assim, creio firmemente que a solução de todos os problemas do mundo está precisamente na dissolução do Eu!

Samael Aun Weor, Os Mistérios da Vida e da Morte