Gibborim, os gigantes do passado

Gibborim, os gigantes do passado

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Estátuas da região afegã de Bamiyan, antes de serem dinamitadas por fanáticos

“Se podemos conceber uma bola de “névoa ígnea” que se converte pouco a pouco – à medida que gira nos espaços interestelares durante evos e evos – em um planeta, em um globo com luz própria para finalmente ser um mundo ou uma terra povoada de homens, havendo assim passado de corpo plástico e mole para um globo rochoso; se vemos tudo evolucionar neste globo desde o ponto gelatinoso…
Protoplasma, monera, que logo passa do seu estado de protista à forma animal para depois crescer e tornar-se um gigantesco e monstruoso réptil… e mais tarde diminuir gradativamente até o tamanho do crocodilo…
como só o homem, então, poderia subtrair-se à lei geral? A crença nos Titãs tem por fundamento um fato antropológico e fisiológico.”

(A Doutrina Secreta, Helena P. Blavatsky)

 

Existiram gigantes no passado, como inúmeras tradições afirmam, entre elas os textos sagrados, como a Bíblia? Sobre a existência desses gigantes, o VM Samael Aun Weor ensina:

Recordem, homens e Deuses, aquela terra maldita em que habitava o disforme gigante Polifemo. Uma centena de irmãos seus, iguais a ele em crueldade e estatura, sempre o acompanhavam. Ulisses, o guerreiro astuto, o destruidor de cidadelas, acompanhado de gente sua, refugiou-se na caverna do ogro e este, sem respeitar as regras da hospitalidade, começou a devorar todos os hóspedes.

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Porém, o guerreiro sagaz, hábil, manhoso e perspicaz em todos os tipos de enganos, conseguiu embriagar o descomunal gigante com um vinho delicioso, quando ele estava farto de carne humana.

Dormia o monstro de costas no chão, perto da fogueira, e vomitava vinho misturado com pelancas de carne daqueles a quem havia sacrificado desumanamente.

Para um guerreiro metido na boca do lobo, era uma oportunidade nada desprezível e, naturalmente, o rei de Ítaca soube tirar bom partido dela. Dizem os entendidos que o astuto guerreiro, arteiro e velhaco como ninguém, pegando de uma estaca pontiaguda, endurecida no fogo, cravou-a sem qualquer consideração no olho frontal do colosso, fugindo precipitadamente depois para longe daquela caverna.

Eneias, o ínclito varão troiano, pôde verificar a realidade dessa narrativa, quando navegava em direção às terras do Lácio.

Ele desembarcou com sua gente naquelas terras inóspitas, escutou o relato dos lábios de Aquemênides e viu Polifemo aparecer por entre as montanhas. O gigante caminhava cego no meio do rebanho e dirigiu-se para o mar pelo lado em que havia um desfiladeiro escarpado. Tomados de pânico, os troianos embarcaram em silêncio e, levando Aquemênides, cortaram as amarras.

O gigante escutou o bater dos remos e, ainda que não tenha pensado em perseguir os navegantes, gritou em alta voz, como quando um leão ruge, e apareceram cem titãs que se igualavam em estatura aos altos cedros e pinheiros que adornam o bosque sagrado de Diana. Estes são os gigantes da Antiguidade, de antes e depois do Dilúvio, os Gibborim bíblicos.

Representação africana dos gigantes do passado
Representação africana dos gigantes do passado

Chegam a minha lembrança as cinco estátuas de Bamiyan, redescobertas pelo famoso viajante chinês Hiouen Tshang.

A maior representa a primeira Raça humana, cujo corpo protoplasmático, semietérico, semifísico, está assim comemorado na dura e imperecedoura pedra para instrução das gerações futuras, pois, de outro modo, sua recordação não teria sobrevivido ao Dilúvio atlântico.

A segunda, com 120 pés de altura, representa claramente a Raça hiperbórea. A terceira mede 60 pés de altura e imortaliza sabiamente a Raça lemuriana que habitou no continente Mu, ou Lemúria, situado no Oceano Pacífico. Os seus últimos descendentes acham-se representados nas famosas estátuas encontradas na Ilha de Páscoa.

A quarta Raça representada pela correspondente estátua viveu no continente atlante, situado no Oceano Atlântico e foi ainda menor, embora gigantesca em termos comparativos com a nossa atual quinta Raça.

A última das cinco estátuas é um pouco maior que a altura média dos homens altos da nossa atual Raça. Obviamente, essa estátua personifica a Raça Ariana que habita os continentes atuais.

Existem por todas as partes do mundo ciclópicas ruínas e colossais pedras que dão vivo testemunho desses gigantes. Nos tempos antigos, havia pedras gigantescas que andavam, falavam, emitiam oráculos e até cantavam… A pedra de Cristo, a rocha espiritual que seguia Israel, a qual se converteu em Júpiter-Lápis, devorada por seu Pai Saturno, sob a forma de um pedernal.

Estátuas da região afegã de Bamiyan, antes de serem dinamitadas por fanáticos
Estátuas da região afegã de Bamiyan, antes de serem dinamitadas por fanáticos. Esses colossos representam as 5 Raças-Raízes que já povoaram o mundo: Protoplasmáticos, Hiperbóreos, Lemurianos, Atlantes e Ários

Se não tivesse existido gigantes que movessem essas colossais rochas, jamais teria realidade um Stonehenge, um Karnac (Bretanha) e outras construções ciclópicas semelhantes. Se em tempos idos não tivesse existido sobre a face da terra a verdadeira e legítima ciência mágica, jamais teria havido tantos testemunhos de pedras falantes e oraculares.

Em um poema atribuído a Orfeu, essas pedras são distribuídas em ofíticas e sidéricas: a pedra-serpente e a pedra-estrela.

A pedra ofítica é áspera, dura, pesada, negra, e tem o dom da fala. Quando alguém vai pegá-la, produz um som semelhante ao grito de um menino. Foi por intermédio dessa pedra que Heleno predisse a ruína de Troia, a sua querida pátria.

Documentos sagrados e antiquíssimos afirmam que Eusébio nunca se separava de sua pedra ofítica e que dela recebia os oráculos, os quais eram proferidos por uma vozinha parecida com um tênue assobio, o mesmo que Elias, ou Elijah, escutou depois do terremoto na entrada de sua caverna.

A famosa pedra de Westminster era chamada de Lia-Fail, a Pedra Falante, porém só alçava sua voz para nomear o rei que deveria ser eleito. Essa pedra tinha uma inscrição, a qual agora encontra-se apagada pela poeira dos séculos, que dizia: Ni Fallat Fatum, Scoti Quocumque Locatum Invenient Lapidem, Regnasse Tenenturibiden.

Suidas fala de um homem que podia distinguir, com uma rápida olhada, as pedras inanimadas das que estavam dotadas de movimento. Plínio tece comentários sobre pedras que se afastavam quando uma mão se aproximava delas.

Antigamente, as monstruosas pedras de Stonehenge eram chamadas Choir-Gaur, ou Dança dos Gigantes.

Lia Fail, a pedra falante, ou seja, a pedra que nos outorga encarnar a Verdade
Lia-Fail, a pedra falante, ou seja, a pedra que nos outorga encarnar a Verdade, a Cristificação

Vários autores bastante eruditos falando sobre as ruínas de Stonehenge, Karnac e West Hoadley informaram maravilhosamente sobre esse assunto tão especial.

Nessas regiões, encontram-se imensos monólitos, alguns pesando 500 mil quilos aproximadamente. Foram os gigantes da Antiguidade que um dia levantaram essas grandes rochas, colocaram-nas em uma formação simétrica e assentaram-nas com tão maravilhoso equilíbrio que parecem apenas tocar o solo.

Ainda que com o mais ligeiro e rápido contato de um dedo sejam postas em movimento, elas resistiriam à força de 20 homens que tentassem, pelo mínimo, deslocá-las. A Pedra Oscilante foi um meio de adivinhação usado pelos gigantes, porém, por que oscilam?

Evidentemente, as maiores delas são relíquias dos atlantes, enquanto as menores, como as rochas de Brimham, com pedras giratórias em sua cúspide, são cópias de litoides mais antigos.

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