A cura pelos perfumes

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1899

Todos os templos esotéricos e curativos do passado e mesmo os atuais sempre deram ênfase especial aos perfumes.

Tanto no sistema de defumação quanto nos banhos com óleos ou uso de objetos odoríferos nesses santuários, os perfumes eram importantes para o restabelecimento da saúde do usuário ou do paciente, devido à sua influência sobre o cérebro e o sistema nervoso em geral; do ponto de vista oculto, a vibração dos produtos aromáticos excita os chacras e fortalece os corpos internos, iniciando uma harmonização “de dentro para fora”.

Os árabes eram especializados em produzir perfumes e óleos essenciais e por isso eram reconhecidos mundialmente por seus livros e tratados de Osmoterapia (ou Aromaterapia) que versavam acerca da confecção desses perfumes e óleos. As maiores bibliotecas espanholas, portuguesas e francesas ainda guardam valiosíssimos volumes e farta documentação sobre esse conhecimento fantástico.

Os indianos e tibetanos eram exímios manipuladores da Aromaterapia e a aplicavam em suas medicinas, as quais classificavam os perfumes em cinco categorias: repugnantes, picantes, aromáticos, rançosos e embolorados.

A medicina tibetana afirma que os perfumes têm um efeito especial no subconsciente, puxando todas as informações ligadas ao processo natural de autocura do indivíduo.

Os grandes templos budistas, a maioria deles na China e no Tibet (infelizmente, grande parte destruída) utilizavam-se de madeiras odoríficas para a confecção das estátuas sagradas de Buda e da Mãe Cósmica (Tara). Ainda se veem nos conventos diversas bandeirolas coloridas e estátuas sagradas feitas de sândalo, aromatizadas com deliciosos e sutis perfumes. Afirma-se que as orações mântricas feitas diante dessas estátuas podiam realizar verdadeiras e radicais curas, mesmo a distância.

Entre os índios da América do Norte era comum se cobrir os enfermos e desequilibrados com a fumaça de certas plantas, como o zimbro e o tabaco.

Diziam que com esse procedimento expulsavam os maus espíritos que se alimentavam de doenças e desentendimentos, além de atraírem a presença do deus supremo da cura, Wakan Tanka, o deus-búfalo (é o próprio Espírito Santo).

Por isso se realizavam rituais com “cachimbos da paz” para se realizar acordos amistosos.

Podem-se ver também, em muitos santuários curativos, pequenas bolas feitas de panos embebidos em óleos especiais e enrolados sobre folhas e raízes de plantas especiais. É doze o número mínimo dessas bolas e se as penduravam nos tetos e portas desses templos ou nos braços das estátuas.

Essas bolas, chamadas pelos tibetanos de Tchim-Purma, contêm ervas e perfumes ligados aos princípios harmonizadores dos 12 signos.

Sabe-se pela astrologia que cada constelação zodiacal vibra intensamente em determinada parte do corpo e o aspecto vital(ou etérico) de cada uma dessa partes da anatomia humana pode ser trabalhado, excitado e curado pelos Perfumes Zodiacais.

Por exemplo: se alguém estiver com dor de cabeça ou esgotamento mental, esfregar suavemente a seiva ou o óleo das plantas arianas( que regem a cabeça); para curar os pulmões, cheirar ou tomar óleo ou chá de eucalipto, e assim por diante, sempre se respeitando certos cuidados, é óbvio.

Relação Signo/Perfume

ÁRIES – MIRRA, CARVALHO ou ZIMBRO (óleos)
TOURO – MARGARIDA, COSTO (erva aromática), ESTORAQUE
GÊMEOS – ALMÉCEGA e ESPECIARIAS
CÂNCER – EUCALIPTO, CÂNFORA
LEÃO – BENJOIM, OLÍBANO
VIRGEM – CANELA, SÂNDALO-BRANCO
LIBRA – GÁLBANO, ROSA, MURTA
ESCORPIÃO – HORTÊNSIA, CORAL
SAGITÁRIO – ALOÉS, HELIOTRÓPIO
CAPRICÓRNIO – PINHO (extrato)
AQUÁRIO – NARDO
PEIXES – TOMILHO, DAMA-DA-NOITE

As Defumações

Para os gnósticos, a queima num braseiro, ou turíbulo, de perfumes, óleos essenciais, raízes e folhas secas, cascas e resinas cristalizadas, vai além da sensação prazerosa de nosso sentido olfativo.

Há uma influência direta e profunda em nossos ritmos nervoso, respiratório e cardíaco, provocando então uma incrementação no processo curativo. Porém, vai-se mais além ainda: O Mago sabe que o poder energético da fumaça que se desprende das ervas e produtos queimados possui a capacidade de influenciar nossos corpos internos.

Na verdade, é a própria presença e poder do Elemental que se verifica naquela fumaça que envolve o paciente ou o ambiente.

O elemental ligado ao produto queimado pode provocar uma série de fenômenos: acelerar o movimento dos chacras, redirecionar as forças vitais do organismo (equilibrando as energias que estão em excesso e as que estão em falta), dissolver formas-pensamento (chamadas pela psicologia de Fixações Mentais), anular fluidos magnéticos, denominados popularmente de mau-olhado, encosto etc.; e, além de tudo, destruir os chamados Elementares (larvas astrais e mentais).

  • Bom conteúdo.

  • Felipe

    Esse texto é realmente do Mestre Samael? Se sim, de qual livro?

    • O texto é de um dos coordenadores do GnosisOnline, Ali Onaissi.

  • rita

    “Boa tarde! eu gostei de tudo que ler aqui, porque tudo que significa Gnosis está relacionado á minha pessoa física e espiritual, porque eu tive algumas experiências fora do corpo, e visões, da minha infância até aqui. muito obrigado á todos por esse lindo trabalho realizado aqui, obrigado!!!

  • san

    Além dos signos, como posso saber como cada aroma serve para que? Como cada aroma
    age sobre determinada situação. (Exemplo: Dores em geral, tipo fibromialgia; depressão, estresss, etc.).
    Agradeço a atenção. Muito bom este artigo! !!!

    • Existe farta literatura na área astrológica comendando sobre as “Correlações Filosóficas”.

  • Pollyanna

    Olá!
    Sou do signo de Touro.
    Gostaria de saber qual erva aromática é esta, Costo,
    pois não encontro nada sobre ela na internet.
    gostaria de adquiri-la….
    Obrigada desde já!

    • Bráulio

      Cana do brejo

  • Gislaine

    Gostaria de saber onde encontro esse perfumes.

    • Ramona

      Eu tambem não encontrei esses perfumes, mas o importante é o aroma da planta então se não achar o perfume use incenso…