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O reino subterrâneo – O mito da terra oca

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(Texto retirado do livro O Mundo Subterrâneo, de Ali Onaissi)

“Que o Sol te Ilumine.” (Saudação Intraterrena)

Foram citados anteriormente alguns exploradores e obras ocultistas que falam de um reino subterrâneo habitado. Porém, encontramos mais obras que falam, direta ou indiretamente, ou pelo menos usam esse tema como fundamento de seus trabalhos. Paralelamente às pesquisas esotéricas no oriente, notamos na América uma farta quantidade de tradições intraterrenas:

Trezentos e dezoito anos depois das viagens de Dante Alighieri pelas regiões inferiores da Natureza e cento e cinquenta e três anos depois de Atanasious Kircher (autor da obra teológica Mundus Subterraneus), surge nos Estados Unidos certo capitão-de-infantaria chamado John Cleves Symmes. Conhecido nacionalmente por ter se tornado herói nas guerras contra os ingleses, Symmes assombrou a todos os seus contemporâneos com uma insólita declaração.

Em 10 de abril de 1818, o capitão Symmes, aproveitando-se de sua fama, encaminhou uma carta-circular a diversos Congressistas estadunidenses, a todas as sociedades culturais e científicas e a algumas celebridades de seu país, num total de 500 cópias. Ele afirmava enfaticamente que a Terra é Oca e possivelmente habitável.

Mundus Subterraneus, livro do Reverendo Atanasious Kirscher

Pelos termos de sua carta, por sua fama de herói nacional e pelo fato de parte dos Estados Unidos e mesmo do mundo ainda não ter sido totalmente desbravada, podemos avaliar o impacto causado por tal carta. Os termos de seu manifesto, gerando ao mesmo tempo espanto, desprezo e reflexão, foram os seguintes:

“Para todo o mundo, declaro que a Terra é oca e habitável; encerra um conjunto de esferas sólidas concêntricas, engastadas entre si, e que têm abertura nos polos, a doze ou dezesseis graus. Dedicarei minha vida para demonstrar essa verdade e estou pronto para iniciar a exploração do vazio. Com o apoio mundial, lançar-me-ei ao empreendimento.”

No rodapé desse manifesto, como um post scriptum, destacava Symmes: “Terminei para a Imprensa um tratado sobre os princípios da matéria, no qual revelo as provas de minha proposta e relato os vários fenômenos…” Esse e muitos outros relatos trouxeram algumas revoluções, como nos meios que veremos agora.

Na Literatura

Enumeramos em seguida somente alguns escritores e seus romances que ficaram fascinados com as aventuras intraterrenas:

* Edgard Allan Poe (Manuscrito Encontrado numa Garrafa, 1831)
* Julio Verne (Viagem ao Centro da Terra, 1863)
* Tyssot de Patot (Vida, Aventura e Viagem do Reverendo Cordelier de Messarge, 1720: descreve a descoberta, no Polo Norte, de uma civilização ignorada, abrigada em cidades subterrâneas)
* Leon Duvall (No Centro da Terra, 1925)
* Obroutchev (Plutonia, 1924)
* Richard Bessiere (Os Sete Anos de Rea, 1962)
* Edward Bulwer-Lytton (Vril, o Poder da Raça Futura, 1871)
* Nicholas Roerich (Shambhala, 1912)

Lord Edward Bulwer-Lytton, autor de Zanoni e Vril

Considerado um dos maiores escritores do Romantismo inglês e discípulo de Eliphas Levi, Bulwer-Lytton foi autor de diversas obras (a maioria não traduzida ao português), entre elas, Rienzi e Vril.

Transcreveu e adaptou o relato que lhe foi feito por um viajante americano que afirmava ter penetrado acidentalmente em uma gigantesca caverna, num ponto qualquer das Ilhas Britânicas. Dentro dessa gruta, contatou uma estranhíssima civilização, diferente de qualquer outra da superfície. Os relatos desse livro são tão fantásticos que originaram discussões entre grandes acadêmicos da época.

Vejamos em seguida a transcrição de um pequeno trecho da introdução dessa obra:

“Encontrando-me no ano de 18…, em …, fui convidado por um engenheiro com quem travara conhecimento a visitar as entranhas da caverna de …, onde ele trabalhava.

Permitam-me dizer, pois, com a brevidade possível, que acompanhei o engenheiro ao interior da mina e me senti tão estranhamente fascinado pelas suas maravilhas sombrias, e tão interessado nas explorações de meu amigo, que prolonguei minha estada nas imediações e, durante algumas semanas, desci diariamente aos poços e galerias escavados pela natureza e pelas máquinas sob a superfície da terra. O engenheiro estava convencido de que, num novo poço aberto recentemente sob sua orientação, encontrar-se-iam depósitos de riqueza mineral muito mais ricos do que os até então detectados.

Durante a perfuração desse poço, deparou-se-nos num dia uma fenda irregular e aparentemente calcinada nos lados, como se tivesse sido aberta violentamente num período distante, pela ação de fogos vulcânicos. O meu amigo mandou que o descessem numa gaiola, por essa fenda, depois de ter experimentado a atmosfera com uma lâmpada de segurança. Demorou-se quase uma hora no abismo. Quando regressou, estava muito pálido e com uma expressão pensativa e ansiosa, muito diferente da que lhe era habitual, pois se tratava de um homem franco, alegre e destemido.

Declarou sucintamente que a descida lhe parecia perigosa e não conducente a qualquer resultado. Por isso, suspendendo as operações no novo poço, regressamos a partes mais familiares. Durante todo o resto desse dia, o engenheiro pareceu preocupado com algum pensamento absorvente. Mostrou-se inusitadamente taciturno e com um ar de susto e espanto nos olhos, como se tivesse visto um fantasma. À noite, quando estávamos sentados sozinhos nas instalações que compartilhávamos perto da boca da mina, pedi ao meu amigo:

‘Conte-me francamente o que viu naquela fenda, pois tenho a certeza de que foi algo estranho e terrível. Fosse o que fosse, deixou-lhe o espírito num estado de dúvida, e em semelhantes circunstâncias duas cabeças pensam melhor que uma. Confie em mim…’

O engenheiro tentou esquivar-se às minhas perguntas. Mas como, enquanto falava, servia-se inconscientemente da garrafa de brandy, de uma maneira completamente incomum a ele, já que se tratava de um homem muito sóbrio, sua reserva foi-se dissolvendo aos poucos… Finalmente disse:

‘Vou-lhe contar. Quando a gaiola parou, encontrei-me numa saliência rochosa. Por baixo de mim, a fenda obliquava e descia a considerável profundidade, cujas trevas a lâmpada não conseguia penetrar. Mas, para minha infinita surpresa, do abismo jorrava para cima uma luz firme e brilhante. Tratar-se-ia de algum fogo vulcânico? Nesse caso eu sentiria calor. No entanto, se a tal respeito existia dúvida, era da máxima importância para a nossa segurança comum dissipá-la. Examinei os lados da descida e verifiquei que podia arriscar e confiar-me às projeções irregulares, ou saliências, pelo menos durante certa distância.

Abandonei a gaiola e comecei a descer. À medida que me aproximava mais e mais da luz, a fenda alargava e, por fim, com indizível espanto, vi uma estrada larga e plana no fundo do abismo, iluminada até onde a vista podia alcançar pelo que pareciam ser candeeiros de gás artificial, colocados a intervalos regulares, como na artéria de uma grande cidade.

E ouvi confusamente, ao longe, uma espécie de sussurro, como que de vozes humanas. Sei, evidentemente, que não trabalham nessa região mineiros de outra empresa rival. De quem poderiam ser as vozes? Que mãos humanas poderiam ter nivelado aquela estrada e disposto aqueles candeeiros?

Começou a apoderar-se de mim a crença supersticiosa, comum aos mineiros, de que vivem nas entranhas da terra gnomos e demônios. A simples ideia de continuar a descer e enfrentar os habitantes daquele profundo vale fez-me estremecer. Tampouco o poderia fazer sem cordas, pois do ponto a que chegara até o fundo do abismo, as paredes rochosas desciam, abruptas e lisas, a pique. Voltei para trás, com certa dificuldade. Bem, isso é tudo…’

Após muita discussão, os dois personagens resolvem explorar o poço. Continuando, o narrador explica o que viu no interior do vale subterrâneo:

“ A partir daí, a fenda alargava rapidamente, como a parte mais larga de um imenso funil, e eu vi perfeitamente o vale, a estrada e os candeeiros que o meu companheiro descrevera. Ele em nada exagerara. Ouvi também os sons que ele ouvira: um confuso e indescritível sussurro, que parecia produzido por vozes, e um barulho abafado, como de passos. Olhei mais para baixo, com atenção, e distingui claramente, a certa distância, os contornos de um grande edifício. Não podia tratar-se de mera rocha natural; era demasiadamente simétrico, com enormes e pesadas colunas semelhantes às egípcias e todo iluminado, como se a luz viesse do interior…

Havia campos cobertos de estranha vegetação, diferente de toda quanto vira à superfície da terra. Em vez de verde, era de um tom chumbo-baço ou um vermelho-dourado. Havia lagos e regatos que pareciam arquear-se em margens artificiais, uns de água pura e outros brilhando como poças de nafta… Por cima de mim não havia céu e sim apenas uma espécie de telhado cavernoso. Este telhado tornava-se cada vez mais alto, nas paisagens que ficavam longe, até se tornar imperceptível, oculto por um manto de neblina que se formava debaixo dele…”

Vale destacar que a maioria dos livros acima citados, e outro tantos, foram vistos na biblioteca particular de Adolf Hitler…

Na História

Existiram muitas épocas de nossa história, conhecidas ou não, onde se temiam e veneravam os habitantes das cidades subterrâneas, conhecidos como Intraterrenos. Vamos enumerar em seguida, e de forma bastante resumida, algumas tradições históricas que tenham alguma ligação com esse tema.

No Tibete, muitos altos sacerdotes afirmam que o Tashi Lama (o segundo na hierarquia budista e falecido há uns bons anos) conheceu o Rei do Mundo e visitou pessoalmente o Agarthi. E afirmam ainda que ele, o Bogdo Khan e o próprio Dalai-Lama são protegidos espiritualmente pelas energias misteriosas das cidades subterrâneas. Esses exércitos, os Dharmapalas, sob as ordens diretas do mundo oculto, seriam os encarregados da proteção das castas sacerdotais tibetanas de toda violência, como o genocídio dos tibetanos pelos chineses comunistas.

Para os tibetanos, apesar de sua nação ser sempre invadida por ingleses e chineses ao longo dos séculos, esses e outros eram sempre expulsos dessas terras sagradas.

O Camboja é cenário de outra lenda. A tradição reza que o rei Kumbu, baluarte do poderoso espiritualismo cambojano e fundador das cidades sagradas de Angkor, precisou descer ao reino subterrâneo para adquirir sabedoria e orientação dos homens-serpentes (Nagas) que lá moram, a fim de dirigir honradamente seu reino…

Essa e outras histórias sobre a descida de Heróis solares ao mundo sob nossos pés também podem ser interpretadas num ponto de vista simbológico: Gilgamesh, Orfeu, Ulisses, Perseu, Jesus, Dante, Samael e Hércules, entre outros, são todos os valorosos que penetram no mundo desconhecido para salvar os perdidos e adquirir mais poder. No entanto, além dos símbolos iniciáticos, algo mais se esconde nas entrelinhas…

Outra história: Guiado e abençoado por Melquisedeck (também conhecido como Rei do Mundo e no Egito como Keb), o profeta Abraão (bodhisatva do Gênio da terra Arbarman) pôde combater as cidades degeneradas de Gomorra e Sodoma. Após a derrota de tais cidades, celebrou-se um acordo, um pacto, entre o grande profeta e os seres intraterrenos. Com isso, os primitivos judeus concluíram todo o firmado para se tornarem os auxiliares diretos de Melquisedeck, transformando-se então no “Povo Eleito de Deus”.

Em base a isso, a tradição de reconquista da Terra Santa pelos judeus tornou-se, ao longo dos séculos, em determinação de retomada e manutenção de um Estado próprio no Oriente Médio, mostrando ao mundo as implicações estratégicas que o mundo já conhece…

Essas tradições não se limitam a um passado remoto. Uma determinada época da história, ainda fresca em nossa mente, foi influenciada pelo Reino Subterrâneo.

A Ordem do Thule – As décadas que precederam a Segunda Guerra Mundial são uma fonte abundante para a pesquisa dos temas intraterrenos. Relatos de exploradores e estudos no campo do conhecimento alternativo se misturaram num enorme caldeirão, que terminou por abalar profundamente o mundo: temos, por exemplo, o nazismo, que tinha como finalidade, libertar a nação germânica das influências anglo-francesas que imperaram após a Primeira Guerra Mundial (Infelizmente, além do pan-germanismo e do ocultismo teutônico, o nazismo estava marcado por fortes matizes de um horrível racismo neoariano).

O braço espiritual, esotérico, do partido nacional-socialista alemão se constituía por uma série de Ordens Templares: A Ordem do Vril e a Ordem do Thule eram dois dos mais influentes movimentos ocultistas que determinaram os destinos ideológicos do 3º Reich.

Essa história começou da seguinte forma: Em 1918, o conhecido Barão von Sebottendorf cria uma filiação chamada Thule Gesellschaft, onde aderem imediatamente Goebbels, Rudolf Hess, Rosemberg e o próprio Hitler, provavelmente o único plebeu no meio de um grupo de aristocratas. Na Ordem do Thule, havia correntes que defendiam certas doutrinas, muitas vezes divergentes entre si. A Hohlweltlehre, a doutrina da Terra Oca, foi uma delas…

O que causou o interesse nazista pelas tradições da Terra Oca eram as evidências esotéricas em moda na época, como as explorações anteriormente citadas, além das investigações efetuadas por muitos estudiosos norte americanos, como Symmes, Cyrus Teed e Marshall Gardner. Além disso, o campo de pesquisas dos nazistas se estendia pelos quatro cantos do mundo, tentando comprovar a veracidade dessas teorias. Há rumores de espiões, militares, arqueólogos e espeleólogos alemães no Brasil, no Tibet, na Mongólia, no Egito, na Índia, no Extremo Oriente, no sudoeste africano etc.

Hitler achava que um eventual contato com uma avançadíssima civilização intraterrena facilitaria o domínio da terra. Por isso vemos que essas expedições secretas nazistas são encontradas nos sítios espeleológicos nas serras do Roncador e dos Parecis, no Brasil; nas cavernas de Borodla, na Hungria; nas cavernas dos Mil Budas, na China; o sistema de túneis dos montes Chandore, na Índia e o lago Manasarowar e a Porta Vermelha do Potala, no Tibete.

Porém, a eclosão da guerra paralisa as investigações neste campo. Todas as provas dos contatos com pessoas e sociedades ligadas à idéia da Terra Oca desaparecem. Depois de terem sido utilizadas como “provas das insanidades” dos atos nazistas nos julgamentos de Nuremberg (chamados por muitos juristas americanos de Chacina de Nuremberg), esses dados estão certamente guardados nos cofres dos serviços secretos dos países aliados, à espera de seu total esquecimento…

Com a vitória aliada sobre o ocultismo teutônico, a criação de um Estado judeu na Palestina torna-se uma possibilidade que faz aumentar o otimismo dos que ainda mantêm em mente o ideal de Povo Eleito de Deus. Aqueles que pactuaram com Melquisedeck querem retomar Jerusalém, a antiga capital. Sobre isso, complementarei logo em seguida, falando sobre o périplo do Santo Graal.

O Santo Graal

Contam as lendas que se perdem na memória nos séculos que uma fantástica batalha foi travada nos céus entre as hostes do Arcanjo Miguel e as legiões de Lúcifer. Num dos sangrentos combates, Miguel desfere um golpe mortal no anjo negro e da testa desse ser salta uma gigantesca esmeralda que cai na terra. Depois, em comemoração à vitória dos anjos de Deus, esculpe-se nessa maravilhosa pedra verde um Cálice, símbolo da Liberdade e da Paz Divinas. A partir de então (e sempre custodiado por Goros, os guardas pretorianos de Melquisedeck), esse cálice, o Santo Graal (do celta Gar-El, Pedra de Deus), empreende uma viagem mística e transcendental:

Primeiro o recebe Abraão das próprias mãos do Gênio da Terra, que tem como morada um castelo em Jerusalém. O Graal é a partir daí protegido pelos filhos de Israel; Moisés o leva consigo em seu êxodo, juntamente com as Tábuas da Lei e as Pedras da Torá (ou Tarô), na Arca da Aliança. A sagrada joia prossegue viagem até chegar às mãos de Bélkis, a rainha de Sabah, a qual submete o sábio Salomão a terríveis provas, antes de lhe entregar definitivamente o mistério do Graal.

Com o tempo, após ser venerada no Templo de Salomão, passa a ser custodiada pelos essênios (do aramaico Essen, puro), ordem à qual pertencia Jesus e seus discípulos. Eles beberam do cálice na casa de José de Arimateia, firmando o pacto de sangue posteriormente conhecido como Santa Ceia. Depois, com essa mesma relíquia, o iniciado romano José de Arimateia colheu algumas gotas que manaram das feridas de Cristo…

Por se recusar em entregar as relíquias sagradas que estavam em seu poder, Arimateia é encarcerado por muitos anos. Após ser libertado, ele e sua esposa Susana empreendem uma viagem, orientada por um anjo, o qual lhes aparece numa noite e diz: “Esse cálice tem um grande poder porque se acha contido o sangue do Redentor do Mundo. Guardai-o lá”. O anjo então apontou um templo em Montserrat, na Catalunha (Espanha). Uma parte da expedição vai à Espanha e outra continua até a Inglaterra, criando a partir daí todas as “lendas” da Távola Redonda. Esse templo de Montserrat se encontra oculto, escondido da curiosidade pública, segundo certas tradições o Cálice está na 4ª Dimensão.

Os Templários conheceram e veneraram o Santo Graal, pois o tiveram em suas mãos, juntamente com a lança de Longinus e o manto sagrado… Para o esoterista oriental, o Graal, além da Pedra da Verdade, é um dos símbolos de poder e majestade da capital subterrânea, Shamballah.

Na Arqueologia

Ilustrando melhor sobre o Reino Subterrâneo, transcrevo o interessante depoimento do professor Aurélio M. G. de Abreu:

“Podemos encontrar diversas tradições que falam da existência de mundos subterrâneos ou grutas extremamente profundas que abrigariam estranhos seres ou criaturas mais ou menos sobrenaturais, sendo isso muito comum em diversas culturas, especialmente das Américas. Dusselhoff, por exemplo, em seu livro Las Grandes Civilizaciones de la América Antigua, informa que é possível encontrar a origem dos anões Olmecas numa crença muito comum entre os nativos da região que os consideram pequenos espíritos da natureza com cara de bebê e muito velhos, que habitariam grutas e cavernas. Segundo o mesmo autor, sobre a lenda dos índios Pipií, que vivem em El Salvador, são citados seguidamente pequenos seres sobrenaturais, seguidores do deus da chuva, que vivem no mundo subterrâneo, e que são responsáveis pela regulagem das águas subterrâneas…

Múmia da região de Pedro Mountain (EUA). Possui 22 centímetros

Em Minas Gerais, certo autor escreveu sobre o achado de diversas urnas, que teriam sido descobertas dentro de uma gruta muito profunda e com esqueletos de pequena estatura. Esse material foi publicado no jornal O Globo, do Rio de Janeiro, porém os elementos são de pouca divulgação…

Também podemos falar sobre uma coisa interessante que se relaciona a tudo isso: é a famosa múmia de Wyoming, nos Estados Unidos. Essa múmia foi descoberta em 1932 em um local chamado Pedro Mountain, localizado a cerca de 100 quilômetros da cidade de Casper; lá havia uma pedreira selada, e no fundo dela foi encontrada a múmia de uma criatura humanoide com 22 centímetros de altura, pele bronzeada e nariz chato.

Na época, o famoso professor Henry Fairfield denominou o espécime de Hesperopithecus (macaco das Hespérides) e calculou que ele teria uma idade de mais de 1 milhão de anos.

Posteriormente, Hosborne, um dos grandes escritores nessa área, escreveu Hesperopithecus e Outros Macacos na América, afirmando que esse ser não passava de um símio. Contra essa teoria, os escritores americanos Gazeau e Scott Jr., em seu livro Exploring Unknow, nas páginas 222 e 223, contam a história da múmia, confirmam a existência dela, chegam a exibir uma foto e aludem a uma série de lendas dos índios Chochone e Craal sobre a existência de pequenas criaturas que morariam em cavernas e seriam as responsáveis por uma série de eventos sobrenaturais entre as culturas pré-colombianas.

No Brasil, na região da Serra dos Parecis, próxima ao Roncador, habitam os índios de mesmo nome. Sobre sua origem, há uma lenda local que diz que seus antepassados originais viviam no fundo da terra e num determinado momento resolveram vir à luz do sol porque suas cavernas subterrâneas estavam ficando gradativamente muito escuras: lá, eles viviam num mundo de paz, com muita água, com iluminação proveniente da fosforescência das próprias rochas. Quando eles vieram à superfície, sofreram muito e por isso teriam inclusive ficado com a cor da pele avermelhada, porque não estariam acostumados ao sol…

Na cidade de Nam Madol, na grande ilha de Ponape, Micronésia, há uma lenda local que diz que a idealização e a construção de sua espantosa cidade megalítica seriam de anões misteriosos que teriam vindo do fundo da terra, para servirem de guias…

Outra lenda, que não serviria como uma explicação geral plausível, encontramos na ilha de Páscoa. Quando trabalhamos nessa ilha, verificamos que durante as guerras tribais, muitos foragidos, para não serem comidos num surto de canibalismo na ilha, refugiavam-se em enormes grutas. E como a ilha é vulcânica, encontram-se regiões que são formadas em seu interior como uma espécie de bolhas, causadas por erupções vulcânicas, onde se verificam em muitas delas água potável; resulta que ali se verificam grandes salões subterrâneos com entradas diminutas e facilmente dissimuláveis.

Agora, imagine alguns indivíduos, que poderiam ter ficado vários meses ou mesmo anos no fundo da terra, comendo cogumelos e insetos. Quando surgissem de repente, publicamente, seriam vistos como seres sobrenaturais que teriam vindo do fundo da terra…”

As Grandes Cidades Maias

Continuando com o diálogo, o professor Aurélio de Abreu comenta algo do desaparecimento da civilização maia entre os séculos 9º e 12, a qual, para alguns ocultistas, penetrou na 4ª Dimensão, auxiliada por seres intraterrenos:

“A ciência constatou um abandono sistemático das grandes cidades maias do Antigo Império. Então, são abandonadas Palenque, Tical, Piedras Negras, Lubantun etc. Essas cidades são totalmente abandonadas, praticamente de uma vez, e muitas delas nunca mais foram reocupadas. A única delas que foi ocupada novamente, isso no Novo Império, é Chichén Itzah, ao sudeste do México. Agora, as outras, não… As outras foram abandonadas completamente.

Os maias desapareceram completamente da história por quase 3 séculos.. Depois, reaparecem voltam a reutilizar a escrita, a crer nos mesmos Deuses, mas algo estranho ocorreu. Voltaram mais belicosos, e nesse reaparecimento mudaram algumas características de sua cultura. Por exemplo, nos sistemas de contagem: No Novo Império, os maias passam a utilizar somente o sistema de contagem curta (com 2 dígitos) e não mais a contagem longa (por exemplo, 2.500). Nota-se também uma alteração espantosa na cultura, nos costumes, na religião, em seus deuses primitivos…

É como se eles desaparecessem da face da terra e alguns voltassem depois, porém mais primitivos… Na verdade, não há nenhuma explicação totalmente aceitável sobre isso. O que temos são meras teorias, como a revolta camponesa sobre a casta sacerdotal; a fome generalizada pelo excesso de queimadas; uma epidemia generalizada etc. Isso se constitui num dos maiores mistério adentro da Arqueologia, talvez explicável pelo esoterismo…”

O professor Aurélio acerta quando afirma que o esoterismo tenha uma explicação sobre esse maravilhoso mistério histórico: de acordo com os ensinamentos gnósticos, os maias foram um povo que viveu em função da Divindade, e por isso desapareceram na 4ª Dimensão…

Próximo Capítulo

Uma doença chamada Malí-Malí

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A evolução humana estagnou e depois entrou no caminho descendente de involução e degeneração. A mente humana não tem mais a bela espontaneidade natural de outros tempos. A mente desta perversa geração de víboras tornou-se espontaneamente desajeitada e não retém nada de sua antiga vivacidade e elasticidade.

Pais de família e professores estão doentes, terrivelmente doentes com o materialismo e a estupidez, e com suas teorias e as opiniões infectam horrivelmente a mente das crianças. Nas Filipinas existe uma doença chamada “Malí-Malí”, é um tipo de psicose muito curioso. Os pacientes Malí-Malí são 100% imitadores.

Se alguém anda pela rua, as pessoas com Malí-Malí a seguem. Sentam quando a pessoa se senta e levantam quando a pessoa se levanta, e eles pegam o que a pessoa pega… Repetem como papagaios tudo que a pessoa diz etc. etc.

O Malí-Malí na Europa e na América é chamado de MODA. Se uma mulher famosa aparece em público usando minissaia, todo mundo usa, e se ela aparece seminua, todos a imitam. Assim é a “moda”.

Um dia, o Príncipe de Gales decidiu deixar o chapéu em sua residência com o propósito de enganar seus bajuladores e dar-se ao luxo de andar livremente pelas ruas como qualquer cidadão, mesmo que fosse sem chapéu. No dia seguinte nasceu a moda de não usar chapéu; agora poucos usam chapéu. Isso é o Malí-Malí.

Nos tempos do nazismo, todos queriam ser nazistas, e nos tempos de comunismo todo mundo queria ser comunista. Isso é o Malí-Malí. Marx tirou dessa infeliz humanidade seus valores espirituais; agora todo mundo quer ser marxista. Eis aí o Malí-Malí. O Malí-Malí materialista infectou as mentes das novas gerações.

As ideias materialistas infectam as mentes das crianças e dos jovens, com a aprovação das autoridades oficiais. Os ignorantes esclarecidos do materialismo dialético lançaram o dogma de que você não deve aceitar nada que não seja comprovado pelas evidências dos sentidos e do raciocínio. Esta é uma frase chamativa com a qual muitos tolos se presumem inteligentes.

Só podemos aceitar a infalibilidade da razão e da evidência dos sentidos, quando existe a exclusão dos elementos subjetivos. Apenas o raciocínio objetivo e a receptibilidade objetiva são exatos, mas a dialética materialista, sendo subjetiva, nada sabe sobre a objetividade… Os educadores modernos, com seu materialista Malí-Malí, estão destruindo a mente humana para tornar essa moda elegante.

As crianças não aceitam mais o que não seja Malí-Malí, elas já estão doentes com a psicose materialista. Nestes tempos as frases de tipo Malí-Malí estão muito populares, e para tudo que não se encaixar nessa moda existem frases como: “Isso não está comprovado”, “isso não existe”, “isso é uma alucinação” etc. etc. etc. Não há mais contos de fadas e sereias e palácios encantados, ninguém mais está interessado nas Mil e Uma Noites…

Agora as crianças e os jovens de ambos os sexos alimentam suas mentes com teorias materialistas e filmes de assassinos, prostitutas e ladrões. O resultado de tal alimentação intelectual temos diante de nós: “Rebeldes sem causa”, assassinos prematuros, ladrões recém-saídos da concha, alunas grávidas abortando secretamente, assaltantes mimados entre os chamados “bons filhos” etc. etc. etc. Se alguém tem uma percepção extra-sensorial, se consegue ter a felicidade ver alguma criatura das dimensões superiores do espaço, tudo dizem que foi uma alucinação e logo o levam ao psiquiatra.

Sob tais condições, a mente humana tornou-se assustadoramente mecânica. O materialista Malí-Malí aprisionou a mente humana e ninguém aceita algo diferente do Deus Matéria… As pessoas só pensam em termos dos princípios abomináveis ​​do materialismo.

A humanidade é um órgão da natureza, o ser humano é uma “Interface”. Todo ser humano atrai as energias do cosmos, certo tipo muito especial das energias cósmicas. Cada pequena máquina humana transforma as energias cósmicas que vêm do espaço interplanetário e as adapta às necessidades das camadas anteriores da terra.

A natureza tornou-se muito exigente porque evoluiu. A natureza agora exige um novo tipo de vibrações humanas mais sutis, mais espirituais. A natureza agora está exigindo o que o homem degenerado não pode mais dar. Há um conflito entre o homem moderno e a natureza, a raça humana atual não está mais à altura das circunstâncias, e a natureza exige um novo tipo das vibrações mais espirituais.

O resultado de tal conflito será a destruição do que não funciona, a natureza sempre destrói o que não funciona. Podemos ter certeza de que haverá terríveis cataclismos e grandes eventos que acabarão com nossa raça degenerada.

O fim dos tempos chegou…

(Por Samael Aun Weor, de seu livro O CRISTO SOCIAL, cap. O Problema da Educação Pública)

Omar Cherenzi Lind

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Para compreender melhor a trajetória do Avatar de Aquárius, venerável mestre Samael Aun Weor, se faz necessário comentar algo da vida de um enigmático personagem que surgiu na Colômbia, na mesma época em que o bodhisatva do mestre Samael (cuja personalidade se chamou Victor Manuel Gomez Rodríguez), ainda muito jovem, começou a se interessar pelo esoterismo e pelo autoconhecimento. O nome deste personagem é Omar Cherenzi-Lind.

Porém, façamos um breve retrospecto da agitação esotérica pela qual passava a América Latina, especialmente a Colômbia, sede do Grande Tibet Ocidental (sede dos grandes templos de Mistérios Maiores maias).

Em 27 de abril de 1928 chega à Colômbia o venerável mestre Huiracocha (doutor Arnoldo Krumm-Heller, enviado pelos mestres da Fraternidade Branca, e especialmente por seu mestre-iniciador, mestre Racoksy (Conde Saint Germain), desde a Alemanha.

Auxiliado por outros mestres, como Zanoni, Kout Humi, Moria etc., Krumm-Heller inaugura uma série de grupos esotéricos, entre eles a Fraternidade Rosa-Cruz Antiqua. Um dos grandes seguidores de Krumm-Heller foi um iniciado chamado Israel Rojas Romero (1901-1985), considerado um Chela (mestre de Mistérios Menores). O jovem Victor Manuel Gomez Rodríguez (bodhisatva do mestre Samael Aun Weor, o qual na época se intitulava unicamente Aun Weor), foi aluno do Iniciado Israel Rojas R.

Infelizmente, graças a diversos elementos psicológicos não trabalhados por Israel Rojas, este senhor terminou por criar um erro fatal. Rojas conheceu um indivíduo de nome Omar Lind, latifundiário cubano que se dizia um alto iniciado tibetano, e este personagem foi trazido pelo próprio Rojas para a Colômbia, a fim de fazer parte da grande fraternidade rosa-cruz.

Israel Rojas Romero (VM Raghozini)

O Mestre Samael ensinava que a missão oculta de Israel Rojas era de ser o “Anunciador” do Avatar de Aquárius, Samael Aun Weor, mas por ter sido enganado por Omar Cherenzi, Rojas não cumpriu sua missão, sendo expulso internamente da Grande Fraternidade Branca, e criando inimizades com o gnosticismo samaeliano.

Daremos continuidade ao tema deste texto do GnosisOnline, que fala sobre Cherenzi-Lind, conhecendo um pouco mais sobre o indivíduo que quase sabotou o nascimento do Movimento Gnóstico na Colômbia.

Acerca desse indivíduo e sua fama, principalmente na América Central e Europa (esta considerada o centro dos estudos e experiências ocultistas do Ocidente), podemos citar uma reportagem: a revista francesa Point de Vue n° 140, de 20 de novembro de 1947, descreveu um homem que apareceu na França e que se dizia ser, o Conde de Toulouse, o Rei do Mundo, além de ser o Maha Chohan, Kout Humi Lal-Singh e outros personagens mais. Foi autor de diversos livros, tais como AUM, Discípulos e Mestres, ou os Fatores e Benefícios da Iniciação Espiritual e A Serpente de Nossos Mágicos Poderes.

Era um homem de mais ou menos 45 anos, tipo nitidamente europeu, cabelo e bigodes negros e olhos habitualmente autoritários. Desembarcando em Paris, afirmou numa coletiva de imprensa que naquele mesmo ano faria um grande milagre, coisa que não ocorreu. Quis um encontro com os maiores cientistas da França para discutir com eles temas tais como energia nuclear etc.; todos compareceram, menos ele. Lind possuía vastas áreas de terra no Panamá, em Cuba e outros países centro-americanos e Antilhas.

Viajou frequentemente para a Colômbia (fundando ali a Universidade Espiritual da Colômbia, entidade que tentou se contrapor ao Movimento Gnóstico Cristão Universal) e Argentina. Embora dissesse jejuar sempre, tinha um fraco por frango a la financiére e vinhos da Borgonha, além de consumir quantidade espantosa de charutos de ótimas marcas. Passava as noites com a famosa Lydie Bastien, embora dissesse ser um homem casto.

Ainda na França, Cherenzi-Lind estranhamente desencadeou uma série de ataques contra um iniciado francês de origem búlgara, Omraam Mikhaël Aïvanhov, que trouxe uma grande mensagem espiritual da Europa Oriental para a Ocidental. Lind fez com que acusassem Aïvanhov de ser espião comunista e molestador de mulheres. Paralelamente a todo esse circo montado na França, Cherenzi, por ser o “próprio Kout Humi”, ainda divulgava pela imprensa que ele próprio havia vindo de Agartha, o Reino Subterrâneo.

Visão Gnóstica sobre Cherenzi Lind

Segundo diversos textos do VM Samael, esse indivíduo nos mundos internos não passa de um mago negro, um verdadeiro demônio das trevas, involuindo nos mundos inferiores, e que toda a sua doutrina pseudoesotérica não passa de pura farsa, porque a sua finalidade era ensinar técnicas de tantrismo negro, degenerado, capazes de destruir os valores superiores das almas que têm anelos espirituais. Toda e qualquer obra desta pessoa deve ser rechaçada pelos Buscadores da Luz.

Informação importantíssima para o estudantado gnóstico. Omar Cherenzi-Lind realizou um trabalho terrível contra os Iniciados e estudantes no início do Movimento Gnóstico. Escreveu diversos livros ensinando técnicas de tantrismo negro, de invocações nefastas, rituais de iniciação negra, tais como ele ensinou a um de seus seguidores, o naturólogo e vegetariano Johnny Lovewisdom. Este (1919-2000) era fanático pelo vegetarianismo e por dietas de frutas e verduras cruas.

Johnny Lovewisdom (ao centro), com seus discípulos

Contemos, resumidamente, a história de Lovewisdom. Efetuando longo retiro em uma caverna, perto do Lago Quilotoa, no Equador, foi visitado em 1943 por Cherenzi-Lind, o qual lhe disse ser o próprio mestre da Sabedoria, Kout Humi. Lovewisdom foi iniciado dentro dessa caverna, diz-se que para despertar sua Kundalini (para baixo?) por uma graça recebida pelos mestres da Loja Branca. Mais um pobre-diabo incauto caído nas malhas da magia negra, Lovewisdom foi o criador do Vitarianismo, filosofia alimentar baseada no consumo de vegetais crus e iogurte fresco. Foi iniciado por Cherenzi como Primeiro Arcebispo de uma tal Igreja dos Primeiros Cristãos Gnósticos, no Equador. Após essa iniciação, Lovewisdom “descobriu” ser a encarnação de Ananda, discípulo de Buda, e de João Batista. (Para saber mais sobre a Iniciação Tenebrosa, continue lendo este texto.)

Interessante notar que a Loja Negra enviou para a Colômbia diversos magos negros para tentarem destruir a Gnose Samaeliana, entre eles, o mais destacado foi Cherenzi-Lind. O êxito da Gnose estava ameaçado por esse mago tenebroso. Conta-se que o Mestre Samael solicitou uma reunião com o Senhor Anúbis, chefe supremo dos Tribunais Kármicos para que solucionasse essa questão, e que, se possível, os Anjos do Karma desencarnassem Cherenzi-Lind. Foi dito ao Mestre Samael que ainda não era possível desencarná-lo.

Que solução foi dada para esse obstáculo terrível? Dois dos mais valorosos amigos e companheiros de jornada gnóstica, Sivananda e Luxemil, tomaram uma atitude drástica. Ofereceram suas vidas em troca do desencarne do mago negro Cherenzi. A proposta foi aceita e o tenebroso Anagarika morreu, não sem antes dizer a todos: “Brevemente voltarei para ficar entre meu povo” (referindo-se aos gnósticos). Portanto, que todos os estudantes gnósticos fiquem alertas com a Besta apocalíptica, com os falsos profetas pseudognósticos.

Aun Weor, aos 30 anos, entregando-se à prática dos 3 Fatores e renunciando aos conflitos institucionais

A seguir, apresentamos alguns textos do mestre Samael sobre o mago negro Cherenzi-Lind, retirados de diversas obras suas:

(O Matrimônio Perfeito de Kinder) Há alguns anos chegou a estas terras colombianas um personagem misterioso. O senhor Israel Rojas R. levantou o dedo dizendo que aquele ser misterioso era o grande Avatar de Aquário. O venerável mestre de Sabedoria Kout Humi, filho do Grande Khan da Mongólia. Dizia-se que aquele ser misterioso era o Cisne na Europa. Grande Iluminado “Budate” na Índia, doutor em Divindade, chefe dos Cavaleiros Templários do Oriente e do Ocidente em Paris.

Chefe da Universidade Espiritual de Darjeeling (Índia). Membro das principais sociedades científicas do mundo. Etc. Ou seja, aquele ser misterioso, segundo o senhor Rojas, era um autêntico Mestre da Loja Branca, um poço de sabedoria e onisciência. Esse misterioso personagem dizia chamar-se sua Alteza Príncipe Omar Cherenzi Lind.

E Cherenzi ditou algumas conferências em várias cidades da Colômbia. Porém, eis aqui que como uma torrente que arrasa tudo o que encontra a seu passo, assim aconteceu com Cherenzi e sua doutrina…

(O Matrimônio Perfeito de Kinder) Os magos negros manejam a mente maravilhosamente e nisso se especializou o mago negro Cherenzi. Precisamente, Cherenzi é o polo contrário do Mestre KH – Kout Humi –, Cherenzi é o KH Negro.

Cherenzi cultiva seus mistérios tenebrosos em uma caverna. O eu animal ou Satã de Cherenzi apresenta-se, ante a vista do clarividente, terrivelmente monstruoso. A alma de Cherenzi usa túnica azul da gama do infravermelho e pertence ao tenebroso Templo Anagarika. Cherenzi tem um Íntimo que não leva símbolo nenhum, pois jamais recebeu iniciação branca, pois até a túnica de seu Íntimo a duras penas vai até os joelhos. Sem embargo, seus discípulos creem firmemente que esse demônio é um Mestre da Loja Branca. Este já tem no Astral uns pequenos cornos de demônio.

Cherenzi tem usado inúmeros nomes em seus escritos, porém, ele mesmo, até a data atual, ignora seu autêntico nome oculto, porque ele não é um Iniciado. Nos livros kármicos ele figura com o nome oculto de “Vor Hiland”; esse é o seu autêntico nome, e tem um Karma terrível para pagar. Só aguardamos que se cumpra seu tempo para desencarnar, e será conduzido à Oitava Esfera da Lua Negra, onde só se ouvem o pranto e o ranger de dentes.

É claro que Cherenzi, ao ouvir pela primeira vez o nome de seu Íntimo, Vor Hiland, seu Real Ser, rirá de mim, porque nenhum mago negro crê no Íntimo. O mago negro só aceita como “Eu Superior” o Guardião do Umbral, ou seja, a seu Satã, a seu eu animal, à Besta interna. O KH Negro declara cinicamente que o espírito individual não existe, e que só existe o espírito universal. Ele nega seu próprio Íntimo, chamado Vor Hiland. Cherenzi nega o Karma porque ele é mago negro, é um horrível e monstruoso transgressor da Lei, e para dar rédeas soltas a seus apetites brutais, cinicamente diz que o bem e o mal não existem, e que uma coisa é boa quando nos convém e má quando não nos convém; e a ele só interessa deleitar-se com seus vícios.

Kout Humi (à esq., ao lado de Moria) é o autêntico Mestre da Sabedoria e certa vez se encarnou como Francisco de Assis. Cherenzi é seu polo contrário, tenebroso

Unção Tenebrosa de Cherenzi (contrária à Unção Gnóstica Crística)

Cherenzi cultiva sua ciência em uma caverna tenebrosa, pois, como já dissemos, é um demônio tenebroso, um Anagarika. É um membro ativo do Templo Tenebroso Anagarika. Se observamos o ritual de Cherenzi, veremos um autêntico ritual negro. Uma unção tenebrosa, oposta à Santa Unção Gnóstica.

No “ritual cherenzista”, o Oficiante põe a espada ao fogo e em seguida, com o rosto para o Oriente, trata de ferir ao Cristo-Sol, para isolar-se das Forças Crísticas que o mago negro tanto odeia. Logo se dirige para o oposto do Sol, para se congratular com as trevas que o Sol vai deixar, como que dizendo: “Alegro-me, ó Cristo, de que vais e me deixes em minhas queridas trevas”.

Então, com a espada, traça três círculos concêntricos ao seu redor (um aos pés, outro pelo centro de seu corpo e o outro sobre sua cabeça, para isolar-se totalmente da Luz Branca nos três mundos, físico, astral e espiritual). E o oficiante já seguro de que se isolou totalmente da Força Crística que tanto odeia, procede à unção tenebrosa. Naturalmente, desinfeta suas mãos com sal moído. E, logo, procede à unção tenebrosa do pão sem fermento e vinho.

Naturalmente, ao chegar a esta parte de nosso capítulo, muitos leitores dirão: o que tem de mau o pão e o vinho, se Cristo estabeleceu a Santa Unção também com pão e vinho? E eu lhes contestarei o seguinte: o que tem de mau a eletricidade? A eletricidade mesma serve para sanar e para matar. Assim é a unção dos rituais.

Na Idade Média, durante a missa os jesuítas envenenavam seus inimigos com a santa unção. E durante a missa negra, sacerdotes católicos não tinham nenhum inconveniente em dar a uma criança a hóstia consagrada, para logo decapitá-la e colocar sua cabeça sobre a patena, a fim de que algum falecido concorresse ao chamado tenebroso e se valesse da cabeça para conversar com seus parentes.

Há feiticeiros que dão de comer a um sapo hóstias consagradas e logo costuram seus olhos e cruelmente batizam o sapo com o nome da pessoa odiada, e então, envolto o sapo nas roupas do inimigo, enterram tudo isso sob o umbral de sua vítima, e aí conforme o sapo vai adoentando, a pessoa também vai enfermando até morrer, quando o sapo morre. Todos esses gêneros de unção negra são muito conhecidos pelos magos negros. E esses atos criminosos caem inevitavelmente sobre as cabeças desses vilões, como um raio de vingança.

Por isso é que todo mago branco se “fecha”, e para isso, se vale do Mestre Zanoni. Este trabalho efetua-se no astral, invoca-se ao Mestre e se lhe roga que o “feche”, e assim, o mago branco fica protegido das forças tenebrosas dos magos das trevas.

Porém, voltemos à unção cherenzista. Se enchermos um cântaro com água pura e o bebemos, isso será favorável para nós, porém se enchermos esse mesmo cântaro com água suja e a bebemos, isso será prejudicial para nós. O mesmo acontece com a unção. O pão e o vinho por obra do ritual podem se converter em veículo das forças do Cristo ou do Anticristo, no veículo da magia branca ou da negra, é um veículo de Deus ou de Satã.

Cherenzi tem primeiramente um bom cuidado para afastar as forças crísticas e logo, como é natural, ficam em seu lugar as trevas das quais o pão sem fermento e o vinho se carregam. Assim, estes se convertem em acumuladores de Átomos Satânicos, que logo são devorados pelos assistentes do ritual, os quais assimilam dentro de seus organismos físico e astral átomos de natureza demoníaca. Esta é, pois, querido leitor, a Unção Negra.

Como É a Iniciação Anagarika

Quem ler a obra A Kundalini, de Cherenzi, se admirará do formosíssimo cantar à Natureza que Omar Cherenzi-Lind estampou neste livro.

Naturalmente, ninguém se preocupa, sequer por um momento, de que esse livro é uma obra de magia negra, porém, Cherenzi canta é à Deusa Negra, o Oceano Tenebroso da Natureza, ou melhor, à sombra da Natureza. Os melhores magos negros cantam à Deusa Negra.

Eles têm suas iniciações tenebrosas análogas às iniciações brancas; eles são os adoradores da Deusa das Trevas; eles amam o mundo das trevas, rendem-lhe todo o seu amor e cantam à Deusa Negra. Sobre seus altares nunca falta a estátua da Deusa Negra, na sinistra vitrine.

Deusa Kali, em seu aspecto tenebroso, negativo, foi adorada pelos Thugs, na Índia

Irei relatar uma iniciação negra tal como entre dois colaboradores observamos no Astral: o neófito foi tirado de seu corpo físico, em seu astral, durante a hora do sono, foi-lhe feita uma festa numa rua, todos da festa eram magos negros; logo, o neófito foi levado a um templo tenebroso de cor amarela; aquele templo tenebroso visto de longe tinha o aspecto inofensivo de uma igreja amarela.

O interior daquele templo tinha o aspecto de um palácio de amplos corredores e era de dois pisos, as paredes eram de cor amarela.

Ali, tudo eram festa e alegria, milhares de magos negros tenebrosos e débeis, como são todos os magos negros, rodeavam o neófito e o congratulavam de seu triunfo. Aquilo era um verdadeiro Aquelarre. Aquilo era um regozijo das trevas, que débeis andavam com suas formas sinistras e espectrais.

De pronto e no médio da algazarra, sobe num pedestal de pedra um grande Iniciado da Loja Negra e, qual lobo vestido com pele de ovelha veste túnica branca. Grandiloquente, pronuncia um discurso durante o qual afirma o seguinte: “Eu serei fiel à minha religião, nada me fará dar um passo atrás, isto é sagrado”.

Ali se marcou ao neófito com um Selo, o qual foi posto primeiro ao fogo, e a marca ficou abaixo do pulmão esquerdo, e essa marca era triangular e tinha as cores cinza e negra. E foi marcado também o nome sobre os músculos diante do braço esquerdo com letras negras e, por último, a pobre vítima foi levada ante a estátua de beleza terrivelmente maligna que representa a Deusa Negra.

O discípulo cruzou as pernas ao estilo Anagarika, pôs suas mãos sobre a cintura e, logo triunfante, regressou a seu corpo físico, com anelo de seguir estudando com mais empenho a doutrina de Cherenzi, para ter a triste honra de ser, mais tarde, um Anagarika.

Só nos falta conhecer, agora, a química oculta das garrafas que os magos negros levaram ao quarto, para tratar seu corpo astral.

Assim, pois, querido leitor, o sendeiro da Deusa Negra é um sendeiro de trevas e nas trevas há templos maravilhosos e suntuosas iniciações negras. Eis aqui, querido leitor, as iniciações tenebrosas que Cherenzi dá a seus discípulos, aproveitando a hora em que eles se acham dormindo.

(As Três Montanhas) Muitas vezes tive de enfrentar valorosamente as Potestades negras, como dito pelo Apóstolo Paulo, no capítulo 2º da Epístola aos Efésios. Inquestionavelmente, o adversário mais perigoso daquela noite tinha o título fatal de “Anagarika”. Quero me referir, de forma enfática, ao demônio Cherenzi. Aquela repugnante criatura tenebrosa havia ensinado no mundo o “Tantrismo Negro” (magia sexual com ejaculação seminal). O resultado aparecia à simples vista: cauda diabólica desenvolvida e horripilantes cornos.

Aquele tântrico da mão esquerda achegou-se ante minha presença, acompanhado de outros dois demônios. Parecia se sentir muito satisfeito com o “abominável órgão Kundartiguador” – a satânica cauda bruxesca e terrível –, o fogo sexual projetado desde o cóccix até os infernos atômicos do homem, sequência e corolário do tantrismo negro.

À queima-roupa, como dizem por aí, espetei nele a seguinte pergunta: Tu me conheces? Resposta: “Sim, te vi uma noite na cidade de Bogotá, quando eu proferia uma conferência”. O que logo ocorreu não foi certamente muito agradável: aquele Anagarika me havia reconhecido e, enfurecido, jorrava fogo pelos olhos e a cauda… de forma violenta quis ferir-me, eu me defendi com as melhores conjurações da Alta Magia, e por fim fugiu com seus acompanhantes… Solitário, continuei por meu caminho na Noite do Mistério. Uivava o furacão…

(Medicina Oculta) AUM pronuncia-se esotericamente AUM e neste mantra se encerra o poder de todos os Tatwas. O número cabalístico de AUM é 666, e não o 10, como ensina o mago negro Cherenzi. Não estou de acordo com o mago Omar Cherenzi Lind, quando este afirma em seu livro intitulado AUM, que todo o poder do verbo se acha no silêncio, e que o verbo deve ser silencioso. Dito cavalheiro quer desvirtuar o poder sublime e grandioso da palavra articulada. Ignora que o verbo é de tripla pronunciação, e que se pode vocalizar co a Consciência superlativa do Ser.

(Apontamentos Secretos de um Guru) Certos perversos demônios tentadores do Astral me “tentaram” à noite com o culto fálico tenebroso que Cherenzi ensina em seu livro intitulado Kundalini ou a Serpente Ígnea de Nossos Mágicos Poderes. Ditos demônios levavam cornos sobre a frente e me falavam nos seguintes termos: “Assim como praticais magia sexual, estás muito mal, podeis derramar o sêmen que sempre subirá vossa Kundalini”. Assim falaram os demônios tentadores e eu lhes contestei na seguinte forma: “Fazei-o vós assim, porém, eu sigo com minhas práticas como estou, porque sou membro da Loja Branca”. Os demônios se retiraram então vencidos: quiseram me fazer cair, e se equivocaram como se equivocou Javé com Cristo.

Pino, Rojas e Cherenzi formaram aquela farsa do falso Kout Humi, que tanto se desacreditou ao espiritualismo colombiano. A aula de Pino em Cali fabricou o falso Messias, e Israel Rojas, o precursor do mago negro Cherenzi, enchia seus bolsos com o dinheiro de seus paroquianos…

Esse foi o espiritualismo que precedeu o dia 9 de abril… Eu, Samael Aun Weor, tenho a honra de ter acabado com essas farsas. Agora estamos, os Gnósticos da Colômbia, em nossas trincheiras de guerra.

Omar Cherenzi-Lind, distinto membro do Templo Anagarika

(A Revolução de Bel) Andrameleck, o rico e fausto mago negro da China, diz que o ser humano é um anjo e, portanto, não tem por que sofrer, e aconselha sempre a seus amigos que se metam na aristocracia e se vistam como príncipes e consigam muito dinheiro. Cherenzi, o KH Negro, falando no sentido social, diz que seus discípulos devem ser triunfadores, e que o discípulo que não seja triunfador não pode ser seu discípulo.

Os magos negros amam a fornicação e como tratando de se justificar, dizem que é uma relação divina. Os magos negros sabem demasiadamente que as almas que se afastam do Íntimo se desintegram no Abismo, porém então, Cherenzi, o porta-voz dos ensinamentos dos Irmãos das Cavernas Tenebrosas, diz que a alma é tão só um vestido e que ela deve se desintegrar, porque a eles só lhes interessa o “real ser”, e que aspiram construir seu ninho no Absoluto. Esta é a mística perigosa da magia negra. Qualquer neófito em ciência oculta cai facilmente nessa filosofia de beleza terrivelmente maligna e sedutora…

Os magos negros odeiam Cristo… e o consideram um personagem malvado. Cherenzi, o KH Negro, diz que o Senhor Cristo não era iniciado, porque nenhum iniciado se deixa matar… Os magos negros de San Jose de California (EUA) são mais diplomáticos… por conveniência econômica. Com essa filosofia das trevas, os magos negros formam sua mística e, cheios de regozijo, bebem, coabitam e se divertem… assistem a seus grandes festins e dançam deliciosamente em seus elegantes salões, e nos braços da fornicação deleitam-se e riem…

Belzebu, ansioso cada vez mais de sabedoria, cumpria fiel e sinceramente todas as ordens que seu sinistro instrutor lhe dava. Conheceu o curso das correntes seminais e despertou sua Kundalini negativamente pelos procedimentos da fornicação e da concentração, tal como o ensina Omar Cherenzi Lind, em seu livro intitulado Kundalini ou a Serpente Ígnea de Nossos Mágicos Poderes.

Belzebu baixou os 13 degraus da magia negra e logrou a 13ª iniciação negra, que o converteu em Príncipe dos Demônios; em sua cintura levava o sinistro cordão de 7 nós tal como o usam os ditos Cavaleiros Templários do mago negro Omar Cherenzi Lind e os membros da escola de magia negra Amorc, de San José de California.

Como esse senhor Cherenzi Lind pode falar de sublimação humana, de superação atual e de imediatos resultados sem possuir uma sólida cultura mental? O senhor Cherenzi Lind por acaso conhece as íntimas relações existentes entre a sexualidade e a mente? O senhor Cherenzi Lind antes de seguir com sua impostura de “Avatar”, deveria estudar a psicanálise de Sigmund Freud para que sequer conheça as primeiras poções da sexualidade em relação com a mente.

O senhor Cherenzi está crendo que jogando futebol, montando a cavalo e selecionando sensações irá lograr isso que se chama pomposamente “novíssimas concepções”, “cultura mental”, “aristocracia da inteligência” e o renascimento espiritual? Crê o senhor Cherenzi que, com seu simpático sistema de controles mentais seus discípulos irão lograr a intuição?

Como pode falar de expansão mental aquele que ainda não tem o Átomo Mestre em seu trono? Como pode falar da mente criadora o “coitoso”? Não sabe o senhor Cherenzi que os pensamentos que não estão penetrados pela Energia Determinativa da Natureza (energia sexual) se desintegram?

Omar Cherenzi, o polo contrário de Kout Humi

Ignora o senhor Cherenzi que a Energia Determinativa é a força sexual? Como pode falar de valor, vontade e triunfo um indivíduo cuja glândula pineal está atrofiada pela fornicação? É que o senhor Cherenzi ignora as íntimas relações existentes entre a glândula pineal e as glândulas sexuais.

Ou é que o senhor Cherenzi ignora que a glândula pineal é o centro emissor do pensamento? Como pode falar de concentração mental um indivíduo cujo cérebro está debilitado pelo vício do coito?

Como o senhor Cherenzi a dizer a seus discípulos que isso de suprimir os esforços inúteis sem lhes dar uma orientação definida? Como pode falar de satisfação pessoal e de bastar-se a si mesmo um indivíduo que não reencontrou a si mesmo e que devido à magia negra se afastou do Íntimo? Como pode bastar a si mesmo uma alma débil? Não se dá conta o senhor Cherenzi que as almas afastadas do Íntimo são débeis? O senhor Cherenzi não é mais que um arrivista, um paranóico, um parvenu, um megalômano, autoconsagrado Avatar, um falso profeta.

(As Sete Palavras) Israel Rojas R. assegurava, há alguns anos, que o mago negro Omar Cherenzi Lind era, diz-se, o grande Mestre KH. Se Rojas é um Mestre, por que se equivocou? Tenho de informar a todos os estudantes espiritualistas da Colômbia que, graças a Deus, eu, Aun Weor, acabei com a tenebrosa escola cherenzista, cujo responsável pelo estabelecimento dessa escola na Colômbia foi o senhor Israel Rojas R. O “Rojismo”, ferido de morte, está desaparecendo de nossa terra colombiana.

(Manual de Magia Prática) Há magos negros, como o terrível e monstruoso Parsival Krumm-Heller, e como aquele tal Cherenzi, que ensinam aos discípulos uma Magia Sexual negativa, durante a qual ejaculam o licor seminal. Esses cultos fálicos foram praticados pelos malvados magos negros cananeus e os feiticeiros de Cartago, Tiro Sidon. A Magia Sexual negativa de Parsival e Cherenzi formava parte dos cultos tântricos dos cananeus.

Essa Magia Sexual negativa de Parsival e Cherenzi foi praticada pelos magos negros lemuro-atlantes para congraçarem-se com os demônios. Essas cidades ficaram reduzidas a pó, e todos esses malvados penetraram no Abismo.

(Tratado de Alquimia Sexual) Por estes tempos de teosofismos, rojismos, cherenzismos, parsivalismos, pseudo-rosa-crucianismos etc., vem-se falando muito da sublimação sexual, e os ignorantes sem experiência creem que podem sublimar forças impuras, sem reduzi-las antes à matéria-prima da Grande Obra.

(Rosa Ígnea) Conheci a magia sexual tenebrosa e tântrica que predicam Cherenzi e Parsival, a vi exercer por todos os magos negros da Atlântida, e por isso o continente atlante afundou entre os grandes cataclismos. O tenebroso Luzbel, morador do Avitchi, leva enroscada em sua cauda tântrica um velho pergaminho onde está escrita com caracteres tenebrosos essa magia sexual negativa, que o traidor Parsival Krumm-Heller e o sinistro baal Omar Cherenzi Lind ensinam.

Parsival Krumm-Heller, filho de Arnold Krumm-Heller (VM Huiracocha)

Os três ares vitais, fortalecidos pelo poder da vontade, convertem em magos negros os fornicários e em magos brancos os homens santos e castos. Esses três ares vitais, mesclados com a fornicação e com a ejaculação “científica” do curso de magia sexual de Parsival ou de Omar Cherenzi Lind, convertem os seres humanos em magos negros.

Com a magia sexual tenebrosa e negativa do mago negro Omar Cherenzi Lind e do traidor Parsival Krumm-Heller, fortificam-se os três ares vitais, que, logo ao se mesclar com os átomos satânicos recolhidos dos órgãos sexuais, depois da ejaculação tântrica, se desperta a ígnea serpente em forma negativa. Assim é como os discípulos de Cherenzi e os discípulos do traidor Parsival se separam da Divina Tríada e se convertem em demônios perversos.

Assim, pois, Moisés considera imundo o derramamento do sêmen. O tenebroso Parsival Krumm-Heller e o horrível mago negro Cherenzi ensinam a derramar o sêmen. Que cínicos, que canalhas! Esses tenebrosos ensinam magia sexual negativa. Eles ejaculam o sêmen durante seus cultos de magia sexual negativa. Essa classe de cultos vem do culto da horrível Deusa Kali.

A Ordem Kula e sua deusa Kali vêm da magia negra dos atlantes. Hoje, essa Ordem da Deusa Kali existe na Índia. Com esses cultos tântricos se desperta negativamente a cobra e baixa até os infernos atômicos do homem. Então, se converte na horrível cauda dos demônios. Assim é como os tenebrosos enganam os ingênuos. “Esses são os feitos dos Nicolaítas, os quais eu também aborreço.” Com esses cultos pereceram os cananeus e os habitantes de Cartago, Tiro e Sidón.

Com essas horríveis práticas se afundou a Atlântida. Esses são os cultos com os quais os homens se convertem na besta de sete cabeças de que nos fala o Apocalipse. Essa é a horrível prática dos monstros lêmuro-atlantes. Todo instrutor que ensine a derramar o sêmen é mago negro.

Conhecemos um discípulo de Cherenzi que ficou se masturbando por 25 anos, esse senhor é um místico que venera a Cherenzi, “o cantor dos vícios agradáveis”. Esse é o espiritualismo do século 20, uma horrível e asquerosa mescla de misticismos com fornicações, lascívias, homossexualismo, adultérios, malandragens, roubos místicos, explorações, corrupção sexual etc.

Todos esses perversos fornicários, sujos e canalhas se fazem de “mestres sublimes”, Gurus, Avataras, grandes reformadores etc.

Ali Onaissi (Jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnLine)

Os 5 centros e suas disfunções

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A questão do funcionamento equivocado dos Centros é um tema que exige um estudo de toda a vida, através da observação de “si mesmo” em ação e do exame rigoroso dos sonhos.

Não é possível chegarem, num instante, à compreensão dos centros. Necessitamos de infinita paciência para compreender suas formas incorretas de trabalhar.

Toda a vida se desenvolve em razão dos Centros e é controlada por eles. Nossos pensamentos, sentimentos, esperanças, temores, amores, ódios, ações, sensações, prazeres, satisfações, frustrações etc. encontram-se nos Centros.

O descobrimento de algum elemento inumano em qualquer um dos Centros deve ser motivo mais do que suficiente para trabalhá-lo esotericamente.

É necessário compreender o que é a mente e o que são o sentimento e o sentimentalismo. Se estudarmos o Ser cuidadosamente, veremos que a mente não é o Ser. Na Teosofia fala-se muito do corpo Mmntal e as diversas escolas de pensamento o citam. Não queremos com isso dizer que todos os “humanoides” já possuam o veículo mental. Haverá manas, como se diz em sânscrito, ou seja, substância mental, depositada em cada um de nós, porém, isso não é possuir realmente o veículo da mente.

Em todo caso, a mente, se é que o ser humano já possui tal veículo ou que está começando a criá-lo, e mesmo que ainda não o tenha, não é mais que um instrumento de manifestação, mas não é o Ser. O sentimento tampouco é o Ser. No passado, senti-me inclinado a crer que o sentimento, em si mesmo, correspondia ao Ser.

Mais tarde, depois de severas análises, vi-me na necessidade de retificar tal conceito. Obviamente, o sentimento advém do corpo astral nos seres humanos. Poderiam objetar-me dizendo que nem todos possuem este precioso veículo kedsjano e nisso estamos de acordo, mas existe a emoção, a substância astral correspondente em cada um de nós.

De fato, quer tenhamos o veículo sideral quer não, surge evidentemente isso que se chama sentimento. Em seu aspecto negativo, o sentimentalismo nos converte em entes demasiadamente negativos, mas o sentimento tampouco é o Ser, pode pertencer ao centro emocional, porém não é o Ser.

A mente tem o seu Centro (o Centro Intelectual), mas não é o Ser. O Centro da Mente, o Intelectual, está localizado no cérebro – isto é obvio –, porém não é o Ser. O sentimento corresponde ao Centro Emocional, localiza-se na região do plexo solar e abarca os centros nervosos simpáticos e o coração, porém não é o Ser.

O Ser é o Ser, e a razão do ser do Ser é o mesmo Ser…

O Homem Vitruviano, criação de Da Vinci, representando o Microcosmo que se assemelha ao Macrocosmo em potencial
O Homem Vitruviano, criação de Da Vinci, representando o Microcosmo que se assemelha ao Macrocosmo em potencial

Por que temos de nos deixar levar pelos Centros da máquina? Por que permitimos que o Centro Intelectual ou o Emocional nos controlem? Por que temos de ser escravos desta maquinaria? Devemos aprender a controlar todos os Centros da máquina, devemos nos converter em seus senhores.

Há cinco Centros na máquina, e isto é óbvio: o Intelectual, primeiro; o Emocional, segundo; o Motor, terceiro; o Instintivo, quarto; e o Sexual, quinto.

Mas, os Centros da máquina não são o Ser; podem estar a serviço do Ser, porém não são o Ser. Assim, pois, nem a mente nem o sentimento são o Ser.

Por que sofrem os seres humanos? Porque permitem que o pensamento e o sentimento intervenham nas diversas circunstâncias da vida. Se nos insultam, reagimos de imediato, se ferem nosso amor próprio, sofremos e até nos encolerizamos.

Quando contemplamos todo o panorama da vida, podemos evidenciar claramente que temos sido, diríamos, como pedaços de madeira no oceano, graças precisamente a que temos permitido que a mente e o sentimento se intrometam nas diversas circunstâncias da existência.

Não temos dado oportunidade à Essência, ao Ser, para que se expresse através de nós. Temos sempre tentado resolver as coisas por nossa conta, reagimos ante qualquer palavra dura, qualquer problema ou qualquer dificuldade. Sentimos-no feridos quando alguém nos fere, ou contentes quando alguém nos agrada.

Temos sido, dissemos, como pedaços de madeira entre as embravecidas ondas do grande oceano, não temos sido senhores de nós mesmos.

Por que nos preocupamos? Pergunto a mim mesmo e pergunto a vocês. Por causa dos “problemas”, me diriam. A preocupação, meus caros irmãos, é um hábito de muito mau gosto, de nada serve, nada resolve. Uma pessoa tem de aprender a viver de instante em instante, de momento ao momento. Por que haverá alguém de se preocupar?

Assim, não devemos permitir que a mente e os sentimento se intrometam nas diversas circunstâncias da vida. A personalidade humana deve tornar-se passiva, tranquila. Isto implica, de fato, uma tremenda atividade da consciência, isso significa aprender a viver conscientemente, isso significa dispor a base para o despertar.

Para Saber Mais:

Disfunções no trabalho do centro intelectual

Disfunções no trabalho do centro emocional

Disfunções no trabalho do centro motor

Disfunções no trabalho do centro instintivo

Disfunções no trabalho do centro sexual

Como acessar o centro emocional superior

Reflexões sobre Música e Consciência

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Por que a música eleva? Por que dizem que a música é divina? Não precisamos ser peritos para responder. Porque a música é sentimento, a música é emoção, é o veículo pelo qual acessamos nossos sentimentos mais íntimos e mais profundos. Sim! Então a música é uma ponte… Ah, é isso, uma ponte de comunicação.

Música é vibração, é frequência, e para aqueles que estudam a Lei Hermética das Vibrações sabem o poder que elas têm. Muitos já viram e assistiram vídeos  de uma experiência do japonês Masaru Emoto com os cristais da água. Por si só essa experiência é suficiente para nos mostrar o poder que a música tem sobre a água.

A água é um elemento naturalmente feminino, passivo, moldável a qualquer situação, ambiente ou vibração, a música é ação, movimento, construção… é também fogo e água fecundando o caos, o mesmo princípio do Alto se projetando embaixo no mundo dos homens.

E só para refrescar nossa memória, lembremos que nosso corpo é composto de 80% de água, então veja o poder que a música tem e a responsabilidade que ela ocupa formando gerações e gerações de pessoas.

A música pode nos elevar ou afundar-nos tamanha é a sua sutileza e mexe com nossas emoções mais escondidas.

Música aliada ao verbo entoado tem poder! Não esqueçam jamais isso.

Poucos sabem que o verbo e o sexo estão intimamente ligados com a Criação. Deus entoa seu eterno verbo cósmico para fecundar nas águas da gênese ou as águas caóticas do Abismo o Cosmo e o Universo, o famoso coito cósmico de Shiva e Shakti, construindo planetas, sóis, estrelas, sistemas planetários e galáxias, o microcosmo inserido no macrocosmo e o macrocosmo inserido no microcosmo.

Que os nossos olhos possam ser abertos para vermos porque então a música, o sexo e o verbo são tão sagrados e estão todos interligados no despertar de nossas consciências.

Um casal puro, unido pelo amor e pela música elevada juntamente com o trabalho alquímico e sexual imaculados, constroem sua ponte de ascensão e purificação, sua escada de Jacó, seu caminho de retorno ao seio do Pai.

Porém, quantos sabem usar a música, o verbo e o sexo para o bem? Quantos os utilizam com consciência?

Se tivermos consciência do poder da música, então podemos aliá-la à nossa elevação espiritual, se não tivermos consciência de que a música pode nos elevar e nos curar, então nos deixamos levar pelas massas que a compõem sem nenhum foco nem atenção, nos levando para um caminho de degeneração progressiva até ser alcançados pela entropia que a tudo devora.

Não vamos aqui entrar nos méritos de cada estilo musical, músico ou compositor, sejam eles quais forem, cada qual é livre para fazer sua escolha, apenas aqui sinalizamos que existem escolhas e sintonias. Você vibra aquilo que você é, percebe?

Um excelente exercício que propomos aqui é estarmos atentos nas músicas que selecionamos e ouvimos no decorrer da vida ou nas fases de nossa vida, porque o ser humano vive fases, e quanto mais maduro vai se tornando, também sua percepção vai sendo transformada com as experiências que a idade, a vida e seu espírito lhes ensinaram.

Um bom começo é ler sua letra com atenção e ver qual tipo de mensagem ela passa, por aí se tivermos um pouco que seja de consciência desperta já será suficiente para derrubar por “xeque-mate” 70% ou até mais em nossa seleção; outra dica é saber sentir a música e estar atento no tipo de emoção que ela vai nos despertar.

Existem as sensações mais baixas de mal-estar, rejeição, incômodos, angústias, até as mais sutis que mexem com nossos desejos mais refinados de sedução, uma mente sintonizada e atenta consegue destilar as sutilezas do ego, os venenos da mente, da pureza do som e do espírito.

Há três tipos básicos de mensagens que uma musica pode nos trazer:

1. O primeiro tipo de mensagem é aquela que nos eleva e nos sintoniza em esferas superiores de sentimentos e pensamentos. Canta o amor, a alegria, a paz. Valorizam o ser humano abrindo seus chacras, alinhando e sintonizando o corpo, a alma e o espírito, nos mostrando que somos muito mais que um simples corpo humanoide, ou matéria instintiva e biológica, somos o espírito divino habitando temporariamente a matéria.

A música que eleva nos abre para o universo crístico, então aqui nos tornamos múltiplos e unos ao mesmo tempo; somos unidade, mas também somos pluralidade, ressoando no Cosmo como uma sinfonia, um único corpo multidimensional unido à luz do Cristo Cósmico.

Tornamo-nos o corpo crístico em ação, ressoando de oitava em oitava, sincronizadas até a fonte criadora de onde tudo verteu e nasceu como uma fina chuva orvalhada e divina, manifestando-se através de Mitra, Metra ou Metraton, o arquiteto ponte e construtor entre o imanifestado universo Pai de todas as luzes com o manifestado universo filho onde existimos.

O Cristo é a ponte entre esses dois universos e o mestre Jesus, sabendo a verdade revelada por seu Pai Interno, ensinou-a para seus discípulos, dizendo que só se chegaria ao Pai através do Filho, o Cristo Cósmico que é múltiplo e uno ao mesmo tempo.

Aquelas poucas almas aqui na terra dos homens que compõem letras e músicas com esse foco e lucidez estão muito próximos à fonte, essa é a real função da música divina, esse é o verdadeiro poder da Música das Esferas, reconectar e auxiliar os seres no despertar de suas consciências adormecidas.

2. As músicas que em nossos dias passam é a do mundo, são as músicas compostas do mundo e para o mundo, sua função é nos condicionar e formatar como consumidores do sistema, nos prendendo em padrões de comportamentos e valores voltados aos interesses de uma época ou de um período ao qual vive ou viveu uma determinada sociedade, são os famosos hits dos anos 50, 60, 70, 80 e por aí vai.

Normalmente estão voltadas a sentimentalismos que nos prendem, viciam e condicionam a seguir um estilo musical comercial, o “famoso chicletinho”, que gruda nas mentes dos mais desatentos e aí só mesmo por Deus para arrancá-lo lá de dentro.

Conseguem enxergar o estrago que isso pode fazer no subconsciente das pessoas? Isso é total reprogramação e manipulação de massas, não só a música do mundo tem esse poder como também toda a mídia, ou veículo de comunicação, como rádios, jornais e tevês. Por que será que as mídias só informam sobre desgraças, terrorismos e violência?

Será que fazem isso para condicionar-nos no medo, para que, assim, esqueçamos que o pensamento, o sentimento e o amor voltados para a paz e a harmonia reconstroem o mundo? Ou será que elas também estão perdidas e caídas no profundo sono da inconsciência coletiva?

Mas voltando para a música, não queremos levantar bandeiras de quais estilos são bons ou ruins, cada qual deve ser consciente o suficiente para fazer suas escolhas. Apenas temos aqui a responsabilidade de aclarar para que cada qual siga o caminho que escolheu.

3. O terceiro tipo de mensagem trabalha o lado oculto, negro e invertido, a música tenebrosa, que de forma consciente manipula a todos na inversão de seus valores, dando para as trevas uma falsa túnica de luz, aliciando as pessoas ao adultério, ao sexo promíscuo, à violência e ao fortalecimento dos egos humanos, desde as escalas mais densas e grotescas até as mais sutis e refinadas.

Aí é que está o “x” da questão, então acabam também usando o sistema caído de comunicação em massa e das mídias para lançarem suas sementes, mas cada qual tem seu direito de expressão, muitas vezes falam de amor e de paz, porém, de forma totalmente consciente despertada no mal e para o mal, depois que a guarda se abriu introduzem o que quiserem no subconsciente das pessoas. Portanto, é necessário estar atentos, pois nem tudo que reluz é ouro.

Música é tom, é cor, é sentimento, é fogo que imprime de forma sutil no subconsciente e na alma os mistérios do espírito.

Música é ponte, é ligação que ressoa tanto no mais alto como no mais baixo, ela pode vibrar nas esferas celestes ou ressoar nos infernos terrestres.

Qual o foco que você procura ao buscar uma música?

Nós somos aquilo que ressoamos, o externo é meramente um reflexo do nosso interno, mas se mudarmos nosso foco, assim também tudo ao nosso redor muda como mágica.

Então, por que não começar com as músicas que ouvimos?

Que possamos estar atentos a partir de agora e vigiar como sentinelas em tempos de guerra tudo que entra e sai através de nossos sentidos.

Auto-observação, Foco e Atenção!

Perder-se no caminho é esquecer-se de si mesmo.

Avante, Guerreiros!
Márcio Sorge

Káli e a seita dos thugs

3

Há cerca de 300 anos, um grupo de indianos adoradores da deusa Káli, a deusa da morte e da destruição, fundou uma fraternidade intitulada Thug, cujos membros se comunicavam por meio de uma linguagem secreta e de gestos, os quais só eles sabiam interpretar.

Segundo a mística clássica, a Káli (ou Durga) havia sido confiada a tarefa de destruir o poder demoníaco que oprimia o mundo, e seus seguidores concluíram que os peregrinos em adoração a outros deuses deviam ser seus demônios disfarçados de gente.

Assim, os thugs (ou Phansigars, estranguladores) faziam amizade com esses grupos e, logo que ganhavam a confiança deles, os estrangulavam com lenços ou laços que carregavam na cintura. (Segundo o mestre Samael, os altos iniciados da Loja Negra usam um cinto de tecido especial com sete nós.)

Sete thugs presos em Aurangabad, a oeste da Índia, meados do século 19

Depois de mortas, as vítimas eram mutiladas por membros da seita especialmente treinados para isso. As principais vítimas eram mulheres e crianças das castas mais humildes, e, circunstancialmente, eram sacrificadas nos altares dos templos de Káli.

Para que não identificassem as vítimas, escavavam buracos com picaretas consagradas, jogavam terra por cima e dançavam sobre a superfície para achatá-la.

O ritual terminava com oferendas de açúcar à deusa Káli e libações sobre essa picareta. Por fim, repartiam entre si o que haviam roubado da vítima.

A seita dos estranguladores teve seu apogeu no século 13, com a construção de diversos santuários dedicados a Káli. Nessa época, os thugs criaram uma organização tão estruturada ou até maior do que as máfias modernas.

Os thugs geralmente trabalhavam em bandos, ao longo das estradas e cidades sagradas indianas, como por exemplo, Benares e Allahabad. Eles geralmente eram acompanhados de auxiliares, denominados bhurtotes e shumseeas.

Thug Behram, um dos maiores assassinos thugs da Índia do século 19

Os thugs raramente viajavam, ficavam confinados a determinadas regiões, próximas a seus templos sacrificiais, porém, existia uma variante thug, que eram os thugs viajantes, ou megpoonas.

Esses eram mais difíceis de capturar, pois não havia um ponto específico onde pudessem ser encontrados. Foram os que mais destruição causaram ao povo indiano.

Certa vez, sir Sleeman interrogou um seguidor thug sobre se ele realmente havia assassinado centenas de pessoas, por meio do estrangulamento. Esse thug disse que não, que não havia assassinado ninguém.

Em seguia, continuou: “Quem havia matado essas centenas de pessoas fora a própria Deusa Káli, utilizando as mãos dele…”

Sir Henry Sleeman

Origens Esotéricas dos Adoradores de Káli

Segundo o Mestre Samael, essa seita involucionante teve sua origem na Atlântida, criada pela própria Fraternidade Negra.

De lá, essa seita tântrica negativa estabeleceu-se no país chamado Perlândia (a terra das pérolas), hoje conhecida como Índia.

Káli é a personificação das forças cósmicas destruidoras, Káli possui dois aspectos, um positivo, que vem a ser a Mãe Destruidora, ou Mãe Morte (um dos aspectos de nossa Mãe Divina Interior), de todas as trevas interiores do ser humano.

Em seu aspecto negativo é a energia da Kundalini despertada negativamente, transformando-se na tão temida “cauda dos demônios”, ou Órgão Kundartiguador.

Felizmente, essa seita de assassinos foi combatida e praticamente extinta pelas autoridades britânicas na Índia. Coube a sir William Henry Sleeman, entre os anos 1829 e 1848, a incumbência de reprimir e destruir a tenebrosa organização Thug.

No entanto, boatos continuam rondando o interior da Índia, devido ao misterioso desaparecimento de pessoas nos locais onde havia templos thugs. Ou seja, terá sido realemnte destruída essa seita tenebrosa?

Sir Sleeman escreveu um interessante trabalho, intitulado Ramaseena, ou a Linguagem Peculiar dos Thugs.

Sleeman afirmou ter conhecido textos que falavam dos thugs na época de Heródoto. Portanto, essa seita é muito antiga, quem sabe perdendo-se na noite dos tempos (a Atlântida, segundo Samael).

Foram condenados por esse militar inglês cerca de 1,6 mil thugs por assassinatos constantes.

Etimologias

Káli vem do híndi e significa “A negra”.

Durga quer dizer “A inacessível”.

Parvati é a consorte de Shiva, ou seja, nossa Divina Mãe Cósmica Kundalini, em seu aspecto positivo.

Káli e Durga, portanto, são duas facetas da energia sagrada da Kundalini.

Outro nome dado pelos thugs a Káli era Dávi.

Bibliografia

The Stranglers, See G. L. Bruce (1969)

O Matrimônio Perfeito, Samael Aun Weor

Magia do pinheiro

3

Pinus sylvestris

O pinheiro é a arvore de Aquário. O pinheiro é a árvore da Nova Era. Ele é o signo do pensamento aquariano.

O elemental do pinheiro possui toda a sabedoria da cana. Esse elemental tem uma aura branca e imaculada, cheia de beleza.

Cada pinheiro tem seu elemental próprio porque toda planta, toda árvore, tem corpo, alma e espírito como os homens.

Os poderes ígneos do elemental do pinheiro manejam nas chamas abrasadoras do universo.

O anjo que governa essas populações elementais dos pinheiros trabalha com a geração humana.

Esse anjo está encarregado de fazer as almas humanas chegarem ao ambiente que lhes corresponde em cada reencarnação, de acordo com as leis cármicas.

Os elementais dos pinheiros têm o poder de mostrar as coisas do futuro na água.

magia do pinheiro1

O oficiante, vestido com a sua túnica, fará com que uma criança inocente olhe fixamente em um recipiente com água.

Pôr-se-á uma pedra na porta do templo durante todo o tempo que durar o ofício. A criança estará vestida com uma túnica branca. Realiza-se esse ritual do pinheiro em templos subterrâneos ou em qualquer caverna do bosque.

Toda criança é clarividente durante os quatro primeiros anos de idade. Se nossos discípulos querem despertar a divina clarividência, precisam reconquistar a infância perdida. Os Átomos da Infância vivem submersos em nosso universo interior. Precisamos despertá-los para uma nova atividade.

Quando esses átomos infantis surgem das profundezas da consciência para reaparecer em nosso sistema objetivo e secundário, reconquistamos a infância perdida e vem o despertar da divina clarividência.

Por meio do verbo, podemos fazer com que esses átomos infantis subam desde as profundezas da consciência até a superfície exterior.

O bendito e Venerável Guru Huiracotcha falou-nos em seu livro Logos, Mantra, Magia sobre o verbo sagrado da luz e disse-nos que tínhamos de começar a soletrar pouco a pouco, como faz a criança quando começa a pronunciar a palavra Mama (mamãe).

Nesse livro, o Mestre Huiracotcha falou do poder maravilhoso da vogal M, mas como o grande Mestre falou em chave, somente os Iniciados entenderam.

Quem quiser reconquistar a infância perdida, deve começar vocalizando as sílabas infantis.

Vocalizem as palavras MA-MA e PA-PA, subindo a voz na primeira sílaba de cada palavra e baixando na segunda sílaba de cada palavra.

Durante a prática, a mente deve assumir uma atitude totalmente infantil.

O elemental do pinheiro possui aura muito branca, imaculada

Assim, despertará a divina clarividência em nossos discípulos sob a condição da mais perfeita castidade.

Durante o ritual do pinheiro, o sacerdote se deitará no chão, enquanto a criança estiver observando a superfície cristalina da água.

Em seguida, o sacerdote vocalizará a sílaba AU várias vezes.

Põe-se um ramo de pinheiro sobre a criança. Esse ramo fará sombra sobre a cabeça da criança, mas não tocará na cabeça dela.

Então, a criança verá clarividentemente o lugar desejado.

Bastará que se ordene à criança ver, que ela verá. Ordena-se imperiosamente ao elemental do pinheiro para que mostre à criança a pessoa, o ambiente ou o lugar que nos interesse. Implora-se também a ajuda do Espírito Santo durante esse trabalho ritual do pinheiro.

Nossos discípulos devem trocar o processo do raciocínio pela beleza da compreensão. O processo do raciocínio divorcia a mente do Íntimo. Uma mente divorciada do íntimo cai no abismo da magia negra. A razão é um delito de lesa majestade contra o íntimo. Todos os grandes raciocinadores são habitantes do abismo.

A razão divide a mente com o batalhar das antíteses. Os conceitos antitéticos convertem a mente em um campo de batalha. A luta de conceitos antitéticos fraciona o entendimento, convertendo-o num instrumento inútil. Uma mente fracionada não pode servir de instrumento ao íntimo. Quando a mente não pode servir de instrumento ao Íntimo, converte o homem em um ser cego e torpe, escravo das paixões e das percepções sensoriais do mundo exterior.

A mente que e escrava dos sentidos torna a alma inválida como o bote que o vento extravia sobre as aguas. Os seres mais torpes e passionais que existem sobre a terra são precisamente os grandes raciocinadores e intelectuais.

O intelectual devido a falta de um ponto ou de uma vírgula perde o sentido de uma oração. O intuitivo sabe ler onde o Mestre não escreve e escutar onde o Mestre não fala. O raciocinador é totalmente escravo dos sentidos externos e sua alma é tão inválida como o bote que o vento extravia sobre as águas.

O processo da opção divide a mente no batalhar das antíteses. Uma mente dividida e um instrumento inútil. Quando a mente não serve de instrumento ao íntimo, serve de instrumento ao eu animal. Os raciocinadores espiritualistas são os seres mais infelizes que existem sobre a terra.

Têm a mente totalmente entulhada de teorias e mais teorias e sofrem horrivelmente por não poder realizar nada do que leram. Esses pobres seres têm um orgulho terrível e pelo comum terminam separando-se do Íntimo, convertendo-se em personalidades tântricas do abismo. O processo do raciocínio rompe as delicadas membranas do corpo mental.

Quando realizamos uma prática de amor e respeito com o elemental do pinheiro (abraçando a árvore, irradiando pensamentos de amor a ele etc.), nossa aura é purificada com uma poderosa luz branca
Quando realizamos uma prática de amor e respeito com o elemental do pinheiro (abraçando a árvore, irradiando pensamentos de amor a ele etc.), nossa aura é purificada com uma poderosa luz branca

O pensamento deve fluir silenciosa e serenamente como um doce fluir. O pensamento deve fluir integralmente sem o processo do raciocínio. Temos de trocar o processo do raciocínio pela qualidade do discernimento. O discernimento é percepção direta da verdade; sem o processo do raciocínio. O discernimento é compreensão; sem necessidade de raciocínios.

Devemos trocar o processo do raciocínio pela beleza da compreensão. Devemos libertar a mente de todo tipo de desejos, preconceitos, temores, ódios, escolas etc. Todos esses defeitos são travas que amarram a mente aos sentidos externos.

Essas travas convertem a mente em um instrumento inútil para o Íntimo. A mente deve se converter em um instrumento flexível e delicado através do qual o íntimo possa se expressar. A mente deve se converter em uma chama do universo.

A mente-matéria deve se converter em Mente-Cristo.

Há que se controlar a mente por meio da vontade. Quando a mente nos assediar com representações inúteis, falemos assim à mente: Corpo mental, retira de mim essa representação, não a aceito; tu és minha escrava e eu sou teu senhor.

Então, como que por encanto, as representações inúteis que nos assediam desaparecem do nosso entendimento. O corpo mental da raça humana encontra-se até agora na aurora da sua evolução.

Observando clarividentemente a fisionomia do corpo mental dos seres humanos, confirmamos esta afirmação. O rosto do corpo mental de quase todos os seres humanos tem aparência animal.

Quando observamos os costumes e os hábitos da espécie humana, compreendemos porque o corpo mental das pessoas tem fisionomia animal. A Kundalini do corpo mental converte a mente-matéria em Mente-Cristo.

Quando a ROSA ÍGNEA da laringe do corpo mental faisqueia ardentemente por entre as chamas universais, o Arhat fala o grande verbo da luz no augusto brilhar do pensamento. A mente deve se tornar completamente infantil.

A mente deve se converter num menino cheio de beleza. O pinheiro é a árvore de Aquário. A magia do pinheiro está totalmente relacionada com as crianças.

O pinheiro é a árvore de Natal. O pinheiro é a árvore do Menino Deus.

Devemos reconquistar a infância perdida. O pinheiro é o símbolo da mente da Nova Era.

Samael Aun Weor, ROSA ÍGNEA

Pantáculos e símbolos mágicos

131

“Por trás de toda alegoria mística ou das doutrinas antigas, por trás das estranhas ordens de todos os iniciados, sob o escudo de todos os escritos sagrados, sob a ruína de Nínive ou Tebas, ou das pedras dos velhos templos e da visão das esfinges assírias ou egípcias, nas monstruosas e maravilhosas pinturas que interpretam para a fé da Índia as inspiradas páginas dos Vedas, nos emblemas dos nossos velhos livros de alquimia, nas cerimônias praticadas como recepção por todas as sociedades secretas, são encontradas indicações sobre a Doutrina que em todo lugar é a mesma e em todo lugar respeitada.” (Eliphas Lévi)

Assim existe na natureza “uma força que é incomensurável e que um homem, que saiba adaptá-la e dirigi-la, poderá conhecer todo um mundo.

Essa força era conhecida dos antigos: é o agente universal, a primeira matéria, a Grande Obra”.

 

Sagrado Pantáculo do Sol, símbolo de Poder, Prosperidade e Saúde. Um dos símbolos do Arcanjo Michael (ou Miguel), Rei do Sol e do Raio.Saiba mais, Clique aqui.

Nos tratados de magia, dá-se o nome de Pantáculo a um selo mágico, impresso em diversos materiais, como peles de animais, tecidos e metais preciosos e pedras. Considera-se que os Pantáculos têm relação com determinadas realidades invisíveis, cujos poderes eles permitem compartilhar.

Eles simbolizam, captam e mobilizam, ao mesmo tempo, poderes ocultos, tanto do Cosmo, dos planetas e estrelas, da Natureza e especialmente dos Mundos Internos do próprio homem, pois se sabe que a energia contida no macrocosmo-galáxia é a mesma contida no microcosmo-homem, lembrando-nos a frase hermética: “O que está em cima é como o que está embaixo, e vice-versa”.

Os Pantáculos são canais de receptividade da Energia Cósmica. Eles são também símbolos gráficos dos planetas e dos seres espirituais, que regem e dirigem esses corpos planetários. Tais seres podem ser chamados de Anjos, Arcanjos, Querubins, Potestades etc.

Devemos lembrar que o que era magia hoje é ciência. O que era religião hoje pode se transformar em fato científico. Hoje, utilizam-se diversos Pantáculos para curar e encontrar pessoas, para a defesa psíquica e harmonia de ambientes. Esses símbolos são hoje estudados pela Radiônica, Radiestesia, Feng Shui, estudiosos do Tarô Egípcio etc.

De acordo com essas “novas” ciências, pela Lei de Ressonância, os Pantáculos possibilitam criar estados internos e eventos externos afins aos símbolos contidos neles. Existem Pantáculos para Curar, Harmonizar, Fortalecer Virtudes, Proteger etc.

Existem diversas maneiras de usarmos esses símbolos sagrados: pode-se realizar uma simples oração e meditação colocando o símbolo em nosso coração, ou ao lado da cama ou ainda em nosso altar; pode-se também usá-los em complexos rituais para que o campo de energia astral desse talismã mágico seja altamente potencializado.

Eis alguns dos símbolos mágicos que podemos utilizar em nossas práticas sagradas, os quais foram tirados de antigos tratados de Cabala e Magia, tais como As Clavículas de Salomão, o Tarô egípcio e as pinturas do grande pintor-Iniciado Johfra. Também retiramos tais símbolos das obras de grandes Iniciados, como o Abade Tritemo, Paracelso, Cornélio Agrippa, Eliphas Levi (clique aqui) e, na atualidade, o grande mestre gnóstico Samael Aun Weor.

 

Selo da Lua
– Gabriel

 

Selos dos Espíritos
da Lua

 

Selo da Inteligência
da Lua PHUL

 

Selo da Inteligência
da Lua

 

Selo do Sol – Michael

 

Selo do Espírito
Solar SORATH

 

Selo da Inteligência
Solar NAKHIEL

 

Selo de Mercúrio
Rafael

 

Selo do Espírito de
Mercúrio TIRIEL

 

Selo da Inteligência
de Mercúrio
TAPHTHARTHARATH

 

Selo de Vênus – Uriel

 

Selo da Inteligência
de Vênus HAGIEL

 

Selo do Espírito de
Vênus KEDEMEL

 

Selo de Marte – Samael

 

Selo da Inteligência
de Marte GRAPHIEL

 

Selo do Espírito de
Marte BARTZABEL

 

Selo de Júpiter – Zacariel

 

Selo da Inteligência
de Júpiter JOPHIEL

 

Selo do Espírito
de Júpiter HISMAEL

 

Selo de Saturno
– Orifiel

 

Inteligência de
Saturno AGIEL

 

Espírito de Saturno ZAZEL

   

SAIBA MAIS, CLIQUE AQUI.

Goethe

3

Em sublime e inefável êxtase Goethe proclama sua divina mãe Kundalini como autêntica libertadora:

“Levantai os olhos até a visão salvadora vós, todas as almas ternas arrependidas, a fim de transformar-nos, cheias de agradecimento Para um venturoso destino.
Que cada sentido purificado esteja pronto para seu serviço. Virgem, mãe, rainha, deusa, sê propícia.”

Goethe sabia que sem o auxílio de Devi Kundalini, a Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes, seria impossível a eliminação do ego animal.

Incontestavelmente, nas relações amorosas mais conhecidas de Goethe, excluindo-se, naturalmente, a sustentada com Cristina Vulpius – foram, sem exceção alguma, de natureza mais erótica que sexual.

Disse o sábio Waldemar: “Não cremos ser demasiado dizer que em Goethe o desfrutar da fantasia era o fundamental em suas relações com as mulheres. Esforçava-se para captar a sensação de entusiástico consolo. Numa palavra, o excitante elemento musa da mulher, que lhe inflamava o espírito e o coração em absoluto devida procurar a satisfação para a sua matéria.

O apaixonado namoro que teve por Carlota Buff, Lili ou Frederica Brion – não podia desenvolver correspondentemente toda a situação ao sexual. Muitas histórias literárias tentam expor simplesmente até que ponto chegaram as relações de Goethe com a senhora Von Stein.

Os fatos examinados abonam a idéia de que se tratou de uma correspondência ideal. Goethe não vivera, como é sabido, em completa abstinência sexual na Itália. Em seu regres-so à pátria, estabelecera rapidamente um vínculo com Cristina Vulpius, a qual nada lhe recusava, permite a conclusão que devesse carecer de algo.

Prossegue dizendo Waldemar: “Indubitavelmente Goethe amou de maneira mais apaixonada quando se achava separado do objeto de seu anseio. Só na reflexão seu amor tomava corpo e lhe insulflava ardor. Invariavelmente, quando deixava brotar de sua pena os sentimentos de seu coração para com a senhora Von Stein, estava realmente próximo dela… mais próximo do que jamais pudera estar fisicamente.”

Herman Grimm diz com razão: “Sua relação com Lotte só é compreensível quando reportamos toda a sua paixão às horas em que não estava com ela”.

Enfatizamos que o coito dos fornicários aborrecia a Goethe.

Omne animal post coitum triste.

“Así que traes a mi amor un desdichado desfrute.
Llévate ei deseo de tantas canciones, vuelve a llevarte el breve placer.
Llévatelo y dá ai triste pecho, ai eterno triste pecho, algo mejor.”

Que fale agora o poeta. Que diga o que sente, em verdade e poesia:

“Eu saía raramente, mas nossas cartas – referindo-se a Frederica – eram trocadas cada vez mais cheias de vida. Punha-me a par de suas circunstâncias… para tê-las presentes, de modo que tinha diante de minha alma, com afeto e paixão, seus merecimentos.

A ausência fazia-me livre e toda minha inclinação florescia devidamente só pela prática na distância. Em tais instantes podia ficar deslumbrado pelo porvir”.

Em seu poema A Felicidade da Ausência, expressa claramente sua propensão para a metafísica erótica.

“Suga, ó jovem, o sagrado néctar da flor ao longo do dia, nos olhos da amada. Mas, sempre esta dita é melhor que nada, estando afastado do objeto do amor. Em parte alguma esquecê-la posso, mas se à mesa sentar-me tranqüilo com espírito alegre e em toda liberdade e o imperceptível engano que faz venerar o amor e converte em ilusão o desejo”.

Comentando, diz Waldemar: “O poeta não se interessava por nada – e isto deve ser consignado – nem pela senhora Von Stein, nem como ela realmente era, mas corno a via através do anseio de seu próprio coração criador.

Seu anseio metafísico pelo eterno feminino se projetava de tal modo sobre Carlota que nela via à Mãe, a amada, numa palavra, como sendo o princípio universal, ou a própria ideia de Eva. Já em 1775 escrevia: Seria um magno espetáculo ver como se refletia nesta alma o universo. Ela vê o universo tal como é, por certo, mediante o amor.

Entretanto Goethe pode poetizar a mulher que amava, ou seja, criar um ente ideal que correspondesse ao vôo de sua fantasia, e a isto, era fiel e dedicado. Porém, quando relaxava o processo desta poetização, por sua própria culpa, ou da outra pessoa, afastava-se. Procura suas sensações erótico-poéticas até o momento em que a coisa ameaça ficar séria. Neste ponto busca refúgio na distância”.

Permita-nos a liberdade de discordar de Goethe neste aspecto espinhoso de sua doutrina.

Amar a alguém à distância, prometer muito e depois parece-nos demasiado cruel. No fundo, existe fraude moral. Ao invés de apunhalar corações adoráveis, melhor é praticar o Sahaja Maithuna com a esposa sacerdotisa, amando-a e permanecendo fiel durante toda a vida.

Este homem compreendeu o aspecto transcendental do sexo, porém falhou no ponto mais delicado. Por essa razão não obteve a Autorrealização Íntima.

Goethe, adorando sua Divina Mãe Kundalini, exclama cheio de êxtase:

“Virgem pura no mais belo sentido, mãe digna de veneração, rainha eleita por nós
de condição igual aos Deuses”.

Ansiando morrer em si mesmo aqui e agora durante o coito alquímico, querendo destruir a Mefistófeles, exclama:

“Flechas, transpassai-me.
Lanças, submetei-me, feri-me. Tudo desapareça
desvaneça-se tudo
e brilhe a estrela perene, foco do eterno amor”.

Esse bardo genial possuía, inquestionavelmente, uma intuição maravilhosa. Se tivesse achado o caminho secreto numa só mulher, se com essa mulher houvesse trabalhado durante toda a vida na nona esfera, obviamente teria chegado à libertação final.

Em Fausto expõe, com grande acerto, a fé na possibilidade da elevação do Embrião Áureo liberado, a uma superalma (o Manas superior da Teosofia).

Quando isso acontece, dito princípio teosófico penetra em nós e, fusionando-se com o Embrião Áureo, passa por transformações íntimas extraordinárias. Seremos, então, Homens com Alma. Ao chegarmos a essas alturas, alcançamos a maestria, o Adeptado, e nos transformaremos em membros ativos da fraternidade oculta. Não obstante, isto não significa perfeição no sentido mais amplo da palavra. Bem sabem os divinos e os humanos quão difícil é alcançar a perfeição na maestria.

Diga-se de passagem, urge saber que tal perfeição só se consegue depois que tenhamos realizado esotéricos e profundos trabalhos nos mundos: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. De todas as maneiras, a encarnação da Alma Humana ou terceiro aspecto da “Trimurti Hindustânica” conhecida como Atman-Budhi-Manas em nós, e sua mescla com o Embrião Áureo, é um evento cósmico extraordinário que nos transforma de forma radical.

A encarnação do Manas Superior em nós não implica o ingresso dos princípios átmico e búdico ao interior de nosso organismo.

Este último pertence a trabalhos ulteriores sobre os quais falaremos profundamente em nosso futuro livro intitulado As Três Montanhas.

Depois dessa pequena digressão, indispensável para o tema em questão, continuaremos com o seguinte relato:

Há muito tempo sucedeu-me no caminho da vida algo insólito e inusitado. Uma noite, enquanto me ocupava em interessantíssimos trabalhos esotéricos fora do corpo físico, tive de aproximar-me com o Eidolon da gigantesca cidade de Londres.

Recordo, com inteira clareza, que ao passar por certo lugar daquela urbe percebi, com místico assombro, a aura amarela resplandecente de um jovem inteligente que se encontrava postado numa esquina. Penetrei num café muito elegante daquela metrópole e sentando-me ante uma mesa, comentei o caso com uma pessoa de certa idade que lentamente saboreava numa xícara o conteúdo delicioso daquela bebida árabe. De repente algo inusitado acontece, senta-se ao nosso lado aquele mesmo jovem de resplandecente aura amarela que momentos antes tanto admirara. Após as costumeiras apresentações, fiquei sabendo que se tratava daquele que em vida escrevera Fausto. Era Goethe!

No mundo astral acontecem maravilhas, fatos extraordinários e prodígios. Não é raro encontrarem-se ali homens já desencarnados; personagens como Vitor Hugo, Platão, Sócrates, Danton, Mollière etc. Assim, pois, vestido com o Eidolon, quis conversar com Goethe fora de Londres, às margens do imenso mar. Convidei-o e ele aceitou meu convite.

Juntos, numa das praias daquela grande ilha britânica onde se encontra a capital inglesa, estávamos conversando enquanto podíamos ver algumas ondas mentais de cor vermelho-sanguinolentas que flutuando sobre o furioso oceano vinham até nós. Expliquei àquele jovem de radiante aura, que ditas formas mentais provinham de uma dama que na América Latina me desejava sexualmente. Isto não deixou de causar-nos certa tristeza.

Brilhavam as estrelas no espaço infinito. As ondas enfurecidas, rugiam e golpeavam incessantemente a arenosa praia. Conversando sobre os acantilados do Ponto eu e ele, trocando ideias resolvi fazer-lhe à queima roupa, como se diz comumente no mundo físico, as seguintes perguntas:
– Tens novo corpo físico?
– Sim.
– Teu veículo atual é masculino ou feminino?
– Meu corpo atual é feminino.
– Em que país estás reencarnado? Amas a alguém?
– Estou reencarnado na Holanda e amo um príncipe holandês. Penso casar-me com ele em determinada data (perdoe-me, caro leitor, pois não posso mencionar tal data).

– Pensava que teu amor fosse estritamente universal; amar às rochas, às montanhas, aos rios, aos mares, às aves que voam, aos peixes que deslizam nas profundas águas, disse-lhe.

– O amor humano não é, por acaso, uma chispa do Amor Divino?

Esse tipo de resposta em forma de pergunta, pronunciada por aquele que em sua passada reencarnação se chamara Goethe, deixou-me perplexo. Indubitavelmente, o insigne poeta me havia dito algo irrefutável e perfeitamente exato.

(Samael Aun Weor, O Mistério do Áureo Florescer)

Fórmulas terapêuticas para a mulher

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Fórmulas tiradas dos livros Medicina Oculta e Magia Prática, do VM Samael Aun Weor, e Medicina Esotérica, de Eydher Floriano

1. Amenorreia ou Detenção da Menstruação I

Toma-se água de avenca com vinho ou águas do cozimento de camomila. Outro procedimento é receber vapores do cozimento de artemísia na vagina. São também de grande eficácia as bebidas do cozimento de raízes, folhas e sementes de salsa. O vinho com arruda, incenso e pimenta, tomado em copinhos produz excelentes resultados.

Não subestimem estes remédios pela modéstia com que são expostos ou pela simplicidade dos mesmos. O autor provou todas as fórmulas contidas nesta obra em diversos casos e em altos trabalhos de magia prática. Lembrem-se que isto não é brincadeira de crianças e sim obra de homens maduros. Eu, Samael Aun Weor, dou fé de minhas obras.

2. Amenorreia ou Suspensão da Menstruação II

Introduza-se um torrão de enxofre numa garrafa com rum e juntam-se as seguintes plantas: contragavilana, capitana, guaco-roxo, guaco-branco e malambo. A seguir, enterra-se a garrafa em um lugar que seja ensolarado todo o dia. Depois de 15 dias, tira-se a garrafa e a enferma tomará em copinhos até que venha a menstruação.

Parietaria officinalis

A parietária é uma panaceia para os rins enfermos. O elemental desta planta é de pequena estatura e sua pele é cor de café. Tem o poder de prolongar a vida e curar os dementes. Ademais, normaliza também a menstruação.

3. Menstruações Atrasadas

Colhe-se o anza ou palo-de-cruz. Quando se colhe as folhas ou as flores para baixo, provoca-se a menstruação e quando se colhe para cima, suspende-se.

 

Outra fórmula para os atrasos é o elixir de Virgínia, o qual se consegue nas farmácias, principalmente na Colômbia. A pessoa tomará de 1 a 2 colheradas do Elixir de Virgínia. Ele tem um sabor como se contivesse álcool. Com isto, provoca-se a menstruação. Quando ela vier, suspende-se o medicamento.

A losna serve para menstruar e para abrir o apetite.

O chá de tanchagem (Plantago major) é maravilhoso, possui inúmeros benefícios

4. Menstruação Retida

Quando houver retenção da menstruação, convém que as mulheres tomem do cozimento de cipreste, porém em pequena quantidade porque em grandes quantidades pode provocar aborto. Contudo, se a mulher está certa de que não está grávida, pode tomar o cozimento ou chá de cipreste em boa quantidade. Deve-se sempre evitar o aborto por ser perigoso. Aqueles que defendem o aborto e fazem as mulheres abortar são criminosos perigosos.

5. Menstruação em Excesso

Chá de gualandai (ou jacarandá-mimoso), quatro copos ao dia. O elemental desta planta tem a cor verde-musgo e pertence ao Raio do Fogo, portanto, tem plenos poderes para curar a mulher e seus processos depurativos. Este chá é também ideal para curar o fígado, depurar o sangue e purificar o organismo em geral.

Outra poderosa fórmula: 20 gramas de alecrim, 20 gramas de aroeira e 500 cc de água. Ferver por 5 minutos e tomar durante 10 dias seguidos. (As proporções equivalem a um preparado, portanto, deve-se repetir essa dose diariamente, uma vez ao dia.) Se possível, a mulher deve vocalizar o mantra SAS (sssssssaaaaaasssss).

6. Fluxos na Mulher

Malva, borragem e capim-santo, com uma colher de vinagre de castela ou vinagre da gineo. Ferve-se durante oito minutos e recebe o vapor em um copo de noite, depois de ter feito uma lavagem vaginal com Fonte de Gereben, que é um medicamento farmacêutico. Assim fica tudo normalizado.

7. Desinfetante para as Senhoras

Tatamaco, cucubo ou cucubillo e sassafrás. É desta última planta que se tira um remédio para as crianças e que se denomina canime. Põe-se tudo a ferver e faz-se lavagens para tirar todo tipo de fluxo. Pode-se acrescentar às lavagens uma colherinha de permanganato.

Se não se achar as plantas mencionadas, somente o sassafrás comprado em ervateiros será de grande valia.

8. Plantas Emenagogas (Provocam Menstruação)

Folhas de losna, sementes de aipo, folhas de artemísia, flores de camomila, matricária (flores), arruda, folhas e sementes de funcho.

Cada uma dessas plantas serve para determinar a menstruação, facilitar sua atividade normal, regularizar a menstruação suprimida, tardia ou laboriosa, fortalecer os órgãos, tonificar o sistema nervoso da mulher, combater a nevralgia, os vômitos nervosos etc.

9. Para Acalmar os Ânimos

(Algumas mulheres ficam extremamente mal-humoradas no período).

Recomenda-se chás de: maçã, flores de laranja e tintura de valeriana (40 gotas por xícara).

O elemental da PARIETÁRIA é de pequena estatura e sua pele é cor de café. Tem o poder de prolongar a vida e curar os dementes. Pertence ao Raio de Mercúrio

10. Fluxos Excessivos Depois do Parto

A tanchagem é magnífica contra tais fluxos excessivos depois do parto. Mistura-se água de tanchagem com um bom vinho. Três colheradas de água de tanchagem e três de um bom vinho terão de ser misturadas.

Acrescenta-se ao preparado uma clara de ovo batida com muita paciência. Leva-se o preparado ao fogo; é indispensável fervê-lo por três horas.

A paciente tomará este remédio durante três manhãs. Depois de tê-lo tomado, a paciente deverá dormir bastante.

11. Para Provocar a Menstruação

Raiz de azedeira e de ruiva; um pouco de cada uma. Acrescenta-se folhas de morango com suas raízes em boa quantidade. Ferve-se bem as raízes e as folhas para que soltem seus elementos medicinais.

Abençoem os elementais vegetais quando a panela estiver posta ao fogo; peçam-lhe a cura.

A paciente tomará um copo deste remédio todas as manhãs até que a menstruação volte.

Arruda (Ruta graveolens) possui um elemental marciano poderoso para cura e limpeza astral

12. Menstruação Atrasada, Má Digestão, Indigestão, Cólicas Digestivas

O elemental da arruda possui uma linda cor amarela e é uma planta marciana extraordinária que normaliza as menstruações e as regras anormais ou atrasadas. Ademais, tem o poder de combater as cólicas digestivas, a indigestão, as más digestões etc.

Cozinham-se 10 gramas de folhas para um litro de água. Ferve-se bem e toma-se três copos por dia, um antes de cada refeição. Toma-se este medicamento todos os dias até a cura.

13. Menstruação Excessiva e Prejudicial

Outra dica: consiga-se uma galinha grande e gorda. Eliminam-se dela o ventre e as penas, enchendo-a em seguida com bastante cominho. Cozinhe-a costurada com linha a fim de que nada se perca. Depois, há que se ferver em água até que a carne se separe dos ossos.

A enferma tomará desse caldo de manhã em jejum e pela noite, durante sete dias. Assim ficará curada.

14. Fluxos Brancos

Trata-se de um desagradável fluxo que origina sofrimentos a muitas mulheres.

Precisa-se com urgência queimar bem uma noz-­moscada e depois dividi-la em dois pedaços.

Dá-se à paciente uma metade pela manhã e outra pela noite. Este remédio é maravilhoso. Se possível, em meio copo de vinho tinto de boa qualidade.

15. Receita para Deter Hemorragia em Mulher Grávida

Nestes casos, o médico gnóstico usará para a paciente sementes de tanchagem, raiz de bistorta, beldroega, coentro e açúcar.

Reduz-se tudo a pó. Mistura-se este pó com um ovo morno e depois chupa-se o conteúdo do ovo; absorve-se tudo. Assim a paciente se cura.

16. Inchaço nos Seios, Tumores e Leite Endurecido

Doze gemas de ovos, 300 cc de mel e 500 cc de vinho. Ferver o vinho com as gemas (fogo lento por 30 minutos), acrescentar o mel e aplicar quente nos seios 3 vezes ao dia. E se possível, vocalize o mantra Zum-Sor.

17. Combater Inchaço nas Pernas e nos Pés

Tutano de vaca e manteiga. Pegar porções iguais, derreter, aplicar e envolver com panos quentes. Se possível, vocalize o mantra LA.

18. Combater Câncer nos Seios

10 cc de óleo de rosas, 10 cc de óleo de violetas, escremento de vaca. Destilar o excrememento em banho-maria, coar e usar a água destilada misturada com os óleos. Aplicar 4 vezes ao dia. Se possível, vocalize o mantra Is-Sa (iiiiiissssss… ssssaaaaaa…).

19. Para Evitar o Aborto

20 g de raiz de bistorta, 5 g de beldroega, 5 g de tanchagem, 5 g de avenca, 20 g de açúcar. Transformar tudo em pó, misturar, dividir em duas porções iguais e tomar 1 porção pela manhã e a outra à noite. Usar uma pedra íma nas axilas durante o dia (não usar por muitos dias seguidos, deve-se dar intervalos). Vocalize quando possível o poderoso mantra LA.

PLANTAS QUE AUXILIAM NOS DIVERSOS PROBLEMAS FEMININOS

Corrimentos vaginais: alecrim, canela, genciana, nogueira, quina.
Menopausa: azedinha, cipreste, hamamélis, quina, passiflora, tília, zimbro, maracujá.
Menstruação abundante: açafrão, folhado, hamamélis.
Menstruação dolorosa: anis-estrela, beladona, poejo.
Menstruação escassa: absinto, arruda, camomila.
Menstruação irregular: aipo, artemísia, hortelã, louro.

 

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