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Dogons, o povo das estrelas

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Os conhecimentos cosmogônicos e astronômicos deste povo, os dogon, que hoje ultrapassam pouco mais de 200 mil indivíduos, não se limitam, contudo, a meras observações visuais do céu.

Eles sempre souberam da função do oxigênio do corpo e da circulação do sangue, coisas que a ciência ocidental só descobriu em tempos modernos. Conheceram também os mistérios das principais estrelas do céu e das luas do Sistema Solar sem nunca terem manipulado telescópios.

De onde teriam adquirido tantos conhecimentos superiores?

Teriam-nos recebido dos Povos dos Céus? Ou de alguma civilização avançadíssima do passado?

África. Na República do Mali, região do antigo Sudão francês, África Ocidental, a 200 quilômetros ao sul da cidade de Timbuktu, um abismo de 300 metros de profundidade formado pelas escarpas Bandiagara é a porta de entrada para a terra do povo dogon. Esse antigo e pacífico povo ali se radicou por volta do século 13 e permaneceu isolado até as primeiras décadas do século 20, mantendo intacta e praticamente inalterada sua rica e sofisticada cultura.

A aridez do meio ambiente – 40 centímetros de chuvas anuais nos meses de abril e maio e temperaturas de até 60 graus -, castigado por estar situado justamente na passagem do Saara para as savanas do sul, obrigou-os a construir engenhosas casas de pedra e barro de forma cônica, cobertas de folhas que ajudam a amenizar o calor escaldante, e pequenos celeiros onde armazenam a escassa produção que o solo pouco generoso fornece: algumas espigas de um tipo especial de milho, de grãos pequenos, cebolas, amendoim, algodão e fumo.

Danças ritualísticas dos dogon em honra aos seus deuses que desceram do céu

Às mulheres cabe a tarefa de buscar água, encontrada somente em poços na base dos penhascos, e carregá-las para cima em potes de barro que, vazios, chegam a pesar 20 quilos.

Em compensação, elas granjearam o direito de preparar cerveja a partir do milho e vender o excedente na feira semanal da aldeia, que acontece de 5 em 5 dias. O que arrecadam é usado para comprar os tecidos coloridos com que confeccionavam suas roupas. Vaidosas, elas serram os dentes, que se tornam pontiagudos, e traçam incisões no corpo.

Griaule. No fim da estação da seca, as chuvas caem quase que de uma só vez. O cenário muda então completamente: do alto dos penhascos surgem quedas d’água, formando rios na planície. É o tempo de plantio. Em poucas semanas, o que era um deserto se transforma em um paraíso verdejante.

Em 1931, o antropólogo francês Marcel Griaule visitou a tribo dos Dogon, construída basicamente por camponeses, artistas e feiticeiros, e ficou ao mesmo tempo confuso e fascinado com sua mitologia altamente complexa e intricada. Em 1946, Griaule retornou em companhia da etnóloga Germanie Dieterlen. Ambos publicaram os resultados dos seus 4 anos de pesquisas de campo na obra Un Système Soudanais de Sirius (Paris, 1951).

Nesse trabalho, frisaram que os dogon, mesmo desprovidos de recursos ópticos, tais como o telescópio, tinham pleno conhecimento da natureza dupla da estrela binária Sírius. “Jamais se fez e nunca se decidiu a respeito da pergunta: de onde esse povo, que nenhum instrumento possui, poderia conhecer a órbita e os atributos específicos dos astros, praticamente invisíveis?”

Dados Antigos. Em 1976, foi lançada em Londres uma obra que acabaria inevitavelmente sendo apropriada pelos defensores da teoria dos “deuses astronautas”, mormente, Erich von Däniken (veja o livro Provas de Däniken: deuses, espaçonaves e Terra). The Syrius Mistery, do linguista americano especialista em sânscrito da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia (EUA), e membro da Royal Astronomical Society, Robert K. G. Temple, autor de O Mistério de Sírius, expunha e analisava mitos que falavam dos habitantes de um planeta que orbita ao redor da estrela Sírius, os quais teriam aterrissado na Terra em eras remotas, inaugurando a civilização. Segundo Temple, os dados dos Dogon, que descenderiam cultural e biologicamente dos egípcios, remontariam há 5 mil anos e fariam parte do cabedal egípcio dos tempos pré-dinásticos.

Ao desenhar diagramas da órbita de Sírius B, com base em dados tirados dos mitos Dogon e seguindo as mais recentes pesquisas astronômicas, Temple constatou que “A semelhança é tamanha e surpreendente, a ponto de até o leigo mais inexperiente reconhecer à primeira vista a perfeita identidade das duas apresentações, até nos menores detalhes.

O fato ficou demonstrado e ei-lo: a tribo Dogon possui noções gerais dos princípios mais incríveis e sutis de Sírius B e, em sua órbita, de Sírius A. Portanto, revela-se aí absoluta paridade do saber atual em relação com as noções encerradas em mitos antiquíssimos!”

Raízes Longínquas. A doutrina secreta dessa tribo informa que o nosso mundo terrestre surgiu da Constelação de Sírius B. Propriamente não de Sírius B, mas de uma estrela pequena e branca, situada próxima dela, possivelmente Sírius A. Suas lendas e tradições transmitem essa informação de geração em geração há milhares de anos e, durante todo esse tempo, vêm realizando rituais para a estrela que os criou. Os sábios Dogon dizem que essa estrela dupla é ao mesmo tempo a menos e a mais pesada do cosmo.

Os astrônomos calculam que realmente a sua massa é 36 mil vezes mais pesada que o Sol e 50 mil vezes mais densa que a da água. Seu diâmetro é de 39 mil quilômetros, mas ela contém a mesma quantidade de matéria de uma estrela normal com um diâmetro de cerca de 1,3 milhão de quilômetros. Uma caixa de fósforos cheia de matéria de Sírius B pesaria no mínimo uma tonelada. Os dogon creem que a terra ali consiste em algo chamado por eles de Sagolu, que significa “terra podre e metálica”.

Ciência Confirma. Ocorre que essa estrela só foi descoberta pela ciência no século 19, e uma foto dela foi possível só em 1970. Sírius B pertence à categoria das anãs – implodidas -, descoberta em 1862, não através de observações diretas, mas por meio de cálculos matemáticos. Por estar quase acoplada à sua irmã gigante Sírius A, uma das estrelas mais visíveis a olho nu, a imagem de Sírius B confunde-se com ela, e só recentemente foi possível distinguir que havia duas estrelas no lugar de uma única.

Sírius B é mil vezes menos luminosa do que Sírius A e totalmente invisível a olho nu. Ela só pode ser vista por meio de um potente telescópio de 320 milímetros, já que se encontra a apenas 11 segundos-luz de Sírius A.

Profundos Conhecedores. Sem nunca se terem valido de instrumentos ópticos, os Dogon sabiam da existência de quatro luas em Júpiter. Na verdade, Júpiter possui dezenas de outras – são conhecidas 17 até o momento -, mas as maiores e as principais são realmente quatro: Io, Calixto, Ganimedes e Europa.

Além disso, sabiam também que Saturno é rodeado de um anel e que os outros planetas giram ao redor do Sol, e afirmavam que os mundos ao redor das estrelas que se movimentam em forma espiral (como a Via-Láctea) são HABITADOS!!!

Os conhecimentos desse povo, que hoje ultrapassam pouco mais de 200 mil indivíduos, não se limitam, contudo, à astronomia. Eles sempre souberam da função do oxigênio do corpo e da circulação do sangue, coisas que a ciência ocidental só descobriu em tempos modernos.

Os dogon diziam que o movimento das estrelas podia ser comparado ao fluxo do sangue no organismo, denotando que estavam cientes da circulação sanguínea, fenômeno descoberto apenas no começo do século 17 por William Harvey. Eles reconheciam ainda a função do oxigênio nesse processo, cientes de que o sangue no corpo corre pelos órgãos que se encontram no ventre.

A Criação. Os dogon acreditam que de Sírius A, flutuando em um “ovo dourado”, veio Amma, que criou a Terra. Mais tarde, Amma mandou os Nommo para o nosso mundo. Nommo (os “Mestres”) eram seres anfíbios, capazes de se movimentar tanto na terra quanto na água. Eles teriam chegado a bordo de um veículo cuja descrição lembra a de uma espaçonave.

A maioria das sociedades tradicionais africanas, entre elas a dos dogon, encara o mundo como um todo integrado em que se relacionam aspectos sociais com o tempo e o espaço. A vida social na sua totalidade insere-se numa constante busca de equilíbrio entre um sistema de forças que se expressam desde os tempos primordiais.

O que diz Samael sobre os Mistérios de Sírius

Em certa ocasião, estando eu, Samael Aun Weor, na estrela de Sírius, vi acolá algumas árvores penetradas cada uma delas por damas de uma beleza inefável e comovedora. Aquelas damas me chamaram para que me acercasse a elas; eram damas elementais encarnadas naqueles arbustos. Sua voz melodiosa era música de Paraíso: conferenciei com elas e logo me afastei admirado de tanta beleza.

Aquele planeta tem dilatados mares, e os habitantes dessa estrela jamais mataram nem a um passarinho. Sua organização social seria magnífica para nosso globo terráqueo; se acabariam todos os problemas econômicos do mundo, e reinaria a felicidade sobre a face da terra.

Os sirianos são pequenos de estatura e têm todos os seus sentidos internos perfeitamente desenvolvidos; vestem-se simplesmente com túnicas humildes e usam sandálias de metal. Todo siriano vive em uma pequena casa de madeira, e não há casa que não tenha uma pequena horta onde o dono de casa cultiva os seus alimentos vegetais. O dono também possui  um pequeno jardim onde cultiva suas flores. Ali não vivem capitalistas, tampouco existem cidades nem sem-terra; portanto, as gentes de Sírius não conhecem nem a fome nem a desgraça.

No jardim do grande templo do Deus Sírio existem uns roseirais desconhecidos em nossa terra, cada rosa desse jardim é de vários metros de tamanho, e exala um perfume impossível de esquecer. A magia das rosas é algo divino e inefável.

Lançamento do livro O PODER DA IMAGINAÇÃO

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LANÇAMENTO DO LIVRO O PODER DA IMAGINAÇÃO, de autoria do VM Samael Aun Weor.

A editora Esotera, com apoio cultural do Portal Gnosisonline e da empresa Heroica, tem a grata alegria de lançar o livro O PODER DA IMAGINAÇÃO.

Você sabia que existem dois poderes maravilhosos que temos em mãos e que são a Imaginação e a Vontade? E que com essas duas forças interiores podemos mover céus e terra, despertar nossa Consciência, nossos poderes psíquicos, alterar radicalmente nossa vida material e, especialmente, nossas conexões com o nosso Real e Verdadeiro Ser Divino?

As 92 páginas desta imperdível obra contêm as principais técnicas de Imaginação dirigida ensinadas pelo Venerável Mestre Samael Aun Weor. Exercícios de Imaginação criadora para despertar a Consciência, ativar os chacras, eliminar nossos defeitos e limitações internas, sublimar e transmutar nossas energias criadoras, curar e resolver problemas e muito mais. A Imaginação criadora e conscientemente dirigida pode criar verdadeiros MILAGRES em nossa vida, tanto interior quanto material.

Esta obra é uma compilação de todos os textos sobre o tema “Imaginação Criadora” encontrados nos mais de 60 livros e mais de 230 conferências públicas de Samael Aun Weor ao longo de mais de 30 anos de difusão da Sabedoria Gnóstica.

Leitura obrigatória para todos que desejam uma mudança profunda em suas vidas! ! !

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Sete cátedras de antropologia de Samael Aun Weor

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Pela primeira vez alguém se atreve a arrancar a enganosa máscara da antropologia materialista.

Primeira ocasião em que um autor se atreve a julgar com bases poderosas os erros cometidos pela falsa ciência.

Primeiro momento histórico e cultural em que aparece um escritor e conferencista que demonstra claramente que a pré-história e a história estão completamente equivocadas; que tudo começa com a raça protoplasmática.

Primeira vez que se comprova que o homem não evoluiu, mas que se encontra num terrível estado de involução.

Primeira obra antropológica em que se encontra as provas da existência de três Raças anteriores à atlante: a Protoplasmática, a Hiperbórea e a Lemuriana.

Primeiro livro em que um autor dá a conhecer as bases sólidas que permitem demonstrar que a vida surgiu da quarta dimensão.

Primeiro documento insólito em que são encontradas corroborações de que a atual raça ariana descende de raças superiores, desconhecidas do homem atual.

Primeiro compêndio em que se devela que o homem contemporâneo provém do cruzamento de homens antepassados com animais selvagens.

Este tratado de antropologia gnóstica está baseado em fatos exatos e comprováveis, os quais, à medida que passe o tempo e aumentem as descobertas arqueológicas e antropológicas, se farão mais fortes e abundantes do que os hoje existentes. A divulgação que faz Samael Aun Weor, presidente mundial da antropologia gnóstica, ciência que conta com uma organização com 5 milhões de membros, sobre a influência cósmica nas ações dos seres vivos e nas mesmas etapas geológicas da Terra.

Estas estão comprovadas pelas investigações de Piccardi, cientista estudioso dos sistemas instáveis, ou seja, dos seres vivos que são influenciados pelos fatores ambientais. Piccardi demonstrou que as influências solares e galácticas afetam o comportamento dos coloides, os quais, ao serem afetados, afetam o movimento da vida.

Com relação aos aforismos que Samael Aun Weor delineia sobre a existência de dimensões superiores ou universos paralelos, encontramos nos dias atuais as últimas investigações da física nuclear.

O doutor Gerald Feinberg, chefe do Departamento de Física da Universidade da Colômbia, diz que os táquions, partículas que viajam mais depressa que a luz, se movem ao inverso no tempo.

O dr. Richard Feimann recebeu em 1965 o Prêmio Nobel pela investigação realizada sobre as menores partículas da matéria, que deu como resultado a descoberta da existência da antimatéria no universo. Einstein demonstrou que não há linhas retas no universo, por isso resulta lógico pensar-se que a coordenada do tempo também seja curva.

Sobre as afirmações feitas por Samael Aun Weor sobre o fato concreto de que a ciência materialista não pode afirmar nada sobre os eventos do passado, temos confirmação nos tempos atuais no simples caso de que não são capazes nem sequer de saber de onde provém os famosos pigmeus que habitam no Zaire, antigo Congo Belga. Trata-se de uma das raças mais antigas do mundo, cuja origem os cientistas não puderam determinar.

Samael Aun Weor postula sobre a antiguidade do México e sobre muitos enigmas. Entre eles podemos citar, para marcar esta introdução, o caso da ZONA DO SILÊNCIO.

Na Zona ou Cone, do Silêncio, situada 39 minutos oeste, encontram-se pedras que não foram achados exemplares semelhantes em outros lugares da Terra. Também foram encontrados animais e plantas estranhos. Por exemplo: a tartaruga que vive no deserto e que pertence a um gênero não classificado.

Outro fato que demonstra o exposto neste livro de antropologia por Samael Aun Weor vemo-lo na descoberta feita nos arredores da cidade de Cuauhtemoc sítio chamado Yepómera, estado de Chihuahua, México.

Trata-se de um RUBI NEGRO, o qual tem 102 elementos e 5 materiais não conhecidos, o que o torna a mais valiosa de todas as pedras preciosas existentes no mundo. Data da era pré-cambriana, isto é, da primeira fase do planeta Terra, ocorrida há uns 2400 milhões de anos. Podemos assim ver claramente a antiguidade do bloco geológico mexicano.

Quanto à tese levantada por Samael Aun Weor nesta interessante obra de que a lua teve vida e foi habitada, encontramos um acontecimento especial com relação a isto. Vemos que 1950 o mundo se assombrou com o fato de ter sido encontrado um mapa do lado escondido da lua gravado na porta de um templo maia.

Outro fato que citaremos é que tanto as naves russas como as americanas fotografaram menires ou torres sobre a Lua; tinham entre 12 e 23 metros de altura e um diâmetro de 15 metros.

Estudando as explicações de Samael Aun Weor sobre a existência de outros continentes e que os polos tiveram outras posições, encontramos que: a Antártida é um gigantesco continente situado no Polo Sul e encontra-se completamente coberto de neve, não dando mínimas condições à vida humana.

Mas os geólogos já descobriram que a Antártida nem sempre esteve coberta de gelo nem tampouco ali esteve sempre o polo sul. Em outras épocas, o Polo Sul esteve situado ali onde hoje é o deserto do Saara. As grossas camadas de carvão existentes na Antártida demonstram que teve vegetação tropical e vida animal.

Para completar, no século 18, descobriram-se uns mapas pertencentes ao almirante turco Pir-I Reis, os quais descrevem com exatidão as costas da América do Sul a norte e os contornos da Antártida com suas cadeias de montanhas, as quais não foram descobertas pelo homem antes de 1952. Esses famosos mapas mostram a Antártida como tinha sido há milhões de anos: sem gelo. Ademais, a exatidão desses mapas só poderia ser conseguida com fotografias aéreas.

Assim sendo, concluímos que as verdades de Samael Aun Weor, de que o homem primitivo não surgiu na Idade do Gelo, estão amparadas em descobrimentos modernos, tais como os das pirâmides da França e dos desenhos em cavernas centro-americanas, nas quais aparecem dinossauros extintos há 70 milhões de anos.

Há também as esculturas maias representando a homens de raças orientais, africanas e caucásicas – além de representações de elefantes -, que podem ser vistas hoje em dia em qualquer museu.

Antropologia Gnóstica é uma obra que alberga os documentos mais inéditos dos últimos tempos; é a passagem à antropologia do estranho e divino.

Com vocês, o Venerável Mestre Samael Aun Weor e seus diversos ensinamentos:

Introdução às sete cátedras
Primeira Cátedra
Segunda Cátedra
Terceira Cátedra
Quarta Cátedra
Quinta Cátedra
Sexta Cátedra
Sétima Cátedra

CONHEÇA AS OBRAS DE SAMAEL AUN WEOR… CLIQUE AQUI

O grande deus do vulcão Vesúvio

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O VM Samael Aun Weor afirmava para seus discípulos que todos os rios, montanhas, jogos de cavernas, mares, oceanos, arquipélagos, florestas, lagos etc. são regidos por REIS E RAINHAS. Os vulcões são coordenados por gigantes reis do fogo e seu poder é terrível. Seu regente-mor, o arcanjo do fogo e do planeta Marte, é o Arcanjo Samael. Um discípulo do grande mestre da Mente Cósmica, de nome Zan, ou Zanoni, teve uma experiência com um desses seres, experiência cujo grand finale resultou quase fatal (texto retirado do impressionante livro ZANONI). Leiamos:

Uma coluna de fogo se precipitava por diferentes correntes, maiores e menores, saindo da negra cumeeira, e os ingleses, à medida que subiam, começavam a ter essa sensação de solenidade e terror, que inspira a atmosfera que rodeia o Gigante das Planícies do Antigo Hades (o Vesúvio).

Era já noite, quando, deixando as mulas, resolveram continuar a subir a pé, acompanhados do seu guia e de um camponês que levava uma grande tocha.

O guia era um homem conservador e vivaz, como o é a maior parte dos seus compatriotas que exercem tal profissão; e Mervale, cujo gênio era muito sociável, gostava de divertir-se e de instruir-se sempre quando se lhe oferecia ocasião.

– Ah, excelência – disse o guia –, a gente do seu país sente uma forte paixão pelo vulcão. Deus lhes dê longa vida! Pois eles nos trazem muito dinheiro. Se tivéssemos de viver só com o que nos dão os napolitanos, em breve morreríamos de fome.

– É verdade, os napolitanos não são muito curiosos – disse Mervale. Lembra-te, Glyndon, com que desprezo nos disse aquele velho conde: “Suponho que vá ao Vesúvio… Eu nunca lá estive; para que ir lá? Para passar frio e fome, cansar-me e expor-me ao perigo, e tudo isso para ver fogo, que tem igual aspecto em um braseiro como na montanha?”

– Ha ha… o velho tinha razão.

– Mas não é só isso, excelência – falou o guia. Alguns cavalheiros julgam-se capazes de subir a montanha sem o nosso auxílio. Esses homens mereciam ser jogados na cratera.

– É necessário ser muito ousado para andar sozinho por estes locais, e parece-me que não se encontram muitos que se atrevam a isso.

– Fazem-no às vezes os franceses, senhor. Porém, em outra noite – em minha vida nunca passei por tanto susto –, acompanhei uma expedição de vários ingleses, e uma senhora esqueceu no alto da montanha uma carteira em que havia feito alguns esboços. Ofereceu-me uma boa quantia de dinheiro, se quisesse ir buscar essa carteira e lha levasse a Nápoles.

Pela tarde, subi à montanha e achei, efetivamente, o livrinho no mesmo lugar onde fora esquecido; quando, porém, dei o primeiro passo para voltar, vi uma figura que me pareceu subir da cratera mesma.

O ar era tão pestilento, que parecia impossível que uma criatura humana fosse capaz de respirá-lo e viver. Fiquei tão surpreendido que, por alguns instantes, parei, imóvel como uma estátua, até que aquela figura, passando por cima da cinza quente, veio pôr-se em frente a mim. Virgem Maria, que cabeça!

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– Muito feia não é?

– Não! – retrucou o guia –, era, pelo contrário, um semblante muito belo, porém tão terrível, que o seu aspecto não tinha nada de humano.

– E que disse essa salamandra ? – perguntou Mervale.

– Nada! Nem sequer pareceu ter reparado em mim, apesar de eu estar tão perto dele como agora estou do senhor; mas os seus olhos se dirigiram ao céu, como se observasse atentamente alguma coisa nas alturas. Ele passou rapidamente para meu lado, cruzou uma corrente de lava ardente, e, em breve, desapareceu na outra banda da montanha.

A curiosidade deu-me audácia, e eu resolvi ver se podia aguentar a atmosfera que havia respirado aquele visitante; porém, não havia dado mais que uns trinta passos em direção ao lugar onde ele aparecera primeiramente, e vi-me obrigado a recuar sem demora, por causa de um vapor que esteve a ponto de asfixiar-me. Cáspita! Desde então, cuspo sangue.

– Apostaria qualquer coisa pela minha suposição de que pensa que esse Rei do Fogo havia de ser Zanoni – murmurou Mervale, rindo, para o seu amigo.

A pequena caravana havia chegado agora quase ao alto da montanha; e soberbo era o espetáculo que se oferecia às suas vistas.

Do fundo da cratera saía um vapor, intensamente escuro, que enchia o espaço e cobria grande parte do céu; no centro da nuvem via-se uma chama da forma e cor singularmente belas.

Podia comparar-se esse aspecto a uma crista de gigantescas plumas, coroada de brilhantes, formando um belo e alto arco de várias cores, às quais as sombras da noite davam encantadores matizes, enquanto que o todo ondeava como a plumagem do capacete de um guerreiro.

O resplendor da chama, luminoso e carmesim, iluminava o terreno escuro e escabroso que pisavam, e cada pedra e cada fenda produziam uma sombra particular.

Uma atmosfera sufocante e sulfurosa aumentava a sensação de terror que inspirava aquelas paragens.

Porém, quando se apartava a vista da montanha, para dirigi-la para o lado do oceano, que não se enxergava, o contraste era extraordinário, o céu, naquela região, aparecia sereno e azul, e salpicado de estrelas que brilhavam tranquilamente, como os olhos do Divino Amor.

Era como se os mundos dos opostos princípios do Mal e do Bem se apresentassem em um só quadro à vista do homem!

Glyndon –  com o seu entusiasmo e a sua imaginação de artista – sentia-se preso e arrebatado por vagas e indefiníveis emoções, em que o prazer se misturava com a dor.

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Apoiado ao ombro do amigo, o artista olhava em torno de si e escutava, com profunda sensação de terror e admiração, o murmúrio que se ouvia debaixo dos seus pés, semelhante a rodas de máquina e pelas vozes do mistério da Natureza, trabalhando em seus mais negros e inescrutáveis recessos.

De repente, como uma bomba arrojada por um morteiro, uma enorme pedra, lançada pela boca da cratera foi voando pelos ares à altura de centenas de metros, e caindo, com forte estrondo, sobre a rocha, saltou em milhares de pedaços, que foram rolando estrepitosamente pelos flancos da montanha.

Um desses fragmentos, o maior, veio cair no estreito espaço que havia entre os ingleses e o guia, a uns três pés de distância dos primeiros.

Mervale lançou um grito de espanto, e Glyndon, quase perdendo o fôlego, tremia da cabeça aos pés.

– Diabos! – exclamou o guia. Vamos descer, excelências, descer! Não devemos perder um instante; sigam-me tão perto quanto possível!

Ao dizer isso, começou o guia, bem como o camponês, correndo com toda a velocidade que o terreno permitia.

Mervale, sempre mais pronto em suas resoluções do que o seu amigo, imitou o seu exemplo; e Glyndon, mais confuso que alarmado, seguiu em último lugar.

Não tinham andado, porém, muitos metros, quando, com um ruidoso e repentino sopro, a cratera vomitou uma enorme coluna de vapor, que os perseguiu, e alcançando-os, em um instante os envolveu, ao mesmo tempo que mergulhava tudo na mais espantosa escuridão.

A uma grande distância, ouviam-se os gritos do guia, abafados pelo ruído do vulcão e pelos rumores da terra debaixo dos pés dos excursionistas.

Glyndon deteve-se. Encontrava-se já separado do seu amigo e do guia. Estava só, com a escuridão e o terror.

O vapor adiantava-se, ameaçador, até a base da montanha.

Outra vez apareceu ainda que confusamente, a forma do fogo crispado, lançando uma luz indecisa sobre o caminho escabroso.

Glyndon recuperou coragem e avançou. Ouvia a voz de Mervale, que o chamava, mas não podia distinguir-lhe a forma. O som lhe serviu de guia.

Aturdido e mal podendo respirar, o artista andava tão depressa como lhe era possível, quando, de repente, lhe chegou ao ouvido um novo ruído de alguma coisa que rolava lentamente!

Glyndon parou e, virando a cabeça para ver o que era, notou que uma torrente de fogo baixava pelo caminho que ele seguia; e já formava ali um largo córrego, perseguindo-o e prestes a alcançá-lo.

Sentia, a cada instante, o bafo abrasador daquele terrível inimigo tocar-lhe o rosto!

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Abandonando o caminho, o inglês dirigiu-se para um lado e agarrou-se desesperadamente, com as mãos e os pés, a uma rocha que, à sua direita, quebrava o ardente e perigoso nível do solo.

A torrente ígnea vinha também ali; o jovem, no último esforço, subiu para a rocha.

A massa ardente passou primeiro ao pé desta; porém, em seguida, fazendo uma pequena volta, cercou a pedra por três lados. Formando uma larga e intransponível barreira de fogo líquido, que lhe tapava o único ponto que ficava livre para a fuga.

E agora não tinha outra opção senão permanecer ali ou retroceder até a cratera e depois procurar, sem o auxílio de um guia, algum outro caminho por onde pudesse descer.

Por um instante, abandonou-o a coragem; ele se pôs a chamar, com voz desesperada, por Mervale e pelo guia.

Ninguém, porém, lhe respondeu; e o inglês, vendo-se assim só e abandonado a seus próprios recursos, revestiu-se de coragem e sentiu-se novamente possuído de energia, dispondo-se a lutar contra o perigo.

Desceu da rocha e, tornando atrás, aproximou-se da cratera tanto quanto lhe permitia a sufocante atmosfera que o rodeava; depois, olhando com calma e atenção a vertente da montanha, viu um caminho, pelo qual podia andar, desviando-se da direção que o fogo havia tomado.

Pôs-se a caminhar, mas apenas tinha feito cerca de sessenta passos, parou de repente, sentindo-se tomado de um invencível e inexplicável horror, como nunca experimentara até ali.

Tremia convulsivamente e os seus músculos não queriam obedecer à sua vontade; parecia-lhe que estava paralisado e que fora tocado pela morte. Esse medo era tanto mais inexplicável quanto o caminho parecia ser limpo e seguro.

O fogo do vulcão e o que havia deixado atrás iluminavam a estrada até uma longa distância. Não se via obstáculo algum, nenhum perigo parecia ameaçá-lo naquele instante.

Enquanto permanecia dessa maneira como encantado e cravado no solo, o seu peito respirava com dificuldade, e grossas gotas de suor rolavam-lhe pela testa; os olhos, como se quisessem sair das órbitas, olhavam fixamente, a certa distância, uma coisa que gradualmente ia tomando uma forma colossal – uma espécie de sombra que se assemelhava um tanto a uma figura humana, porém de uma estatura muito maior – vaga, escura, disforme mesmo, e que diferia, sem que o jovem pudesse dizer por que ou em que, não somente nas proporções, como também em sua estrutura, das regulares formas de um homem.

O resplendor do vulcão, que parecia ser cortado por aquela gigantesca e espantosa aparição, lançava, não obstante, a sua luz, vermelha e firme, sobre outra figura que estava de pé, ao lado da primeira, quieta e imóvel; e era talvez o contraste dessas duas coisas – o Ser (Zanoni) e a Sombra – que impressionara o jovem com a diferença que havia entre eles, o homem e o super-humano.

Mas foi apenas por um instante rápido que Glyndon viu a aparição.

Uma segunda erupção de vapores sulfúreos, mais rápida e mais densa do que a primeira, tornou a encobrir a montanha; e, fosse a impressão produzida por esse fenômeno ou talvez o excesso de medo, o certo é que Glyndon, depois de fazer um esforço desesperado, caiu, sem sentidos, no chão…

Samael fala sobre bruxas

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Pergunta: Aqui no México, durante a época da Inquisição, aconteceu um caso insólito de bruxarias. Duas mulheres foram acusadas ante o Santo Ofício, e quando os clérigos e guardiães entraram na casa das mulheres só viram num leito quatro pernas, pois os corpos não estavam aí; encontravam-se ausentes.

Os clérigos procederam liturgicamente com exorcismos e conjurações de todo tipo. De repente, algo estranho ocorre: dois horríveis passarões penetram naquela estância ante os assombrados clérigos, e logo se precipitam no leito onde as pernas jaziam. Os clérigos, horrorizados, surpreenderam-se ao ver que aquelas aves de mau agouro assumiam humanas formas.

As pernas vieram a formar então parte do conjunto daquelas mulheres que, instantes antes, só eram sinistras criaturas aéreas. A Inquisição processou essas bruxas e as condenou a morrer na fogueira. O Mestre poderia dar-me alguma explicação?

Samael Aun Weor: O caso que você relatou é interessante, e é obvio que tem sua resposta. Muito se falou sobre a bruxaria, e na Idade Média morreram muitas mulheres queimadas na fogueira, acusadas de tal delito. Não há dúvida de que estas são simplesmente magas negras que sabem meter seu corpo físico dentro da Quarta bruxa-gnosisonlineDimensão, quer para voar pelos ares, quer para caminhar sobre as águas ou assistir a seus horripilantes aquelarres.

Foi-nos dito que aqui no México essas horripilantes criaturas podem à vontade deixar suas pernas físicas para voar nos ares com mais comodidade.

Desde o ponto de vista rigorosamente clínico, à luz da anatomia oficial, é óbvio que nenhum médico aceitaria tão tremenda afirmação.

Nestes instantes me vêm à memória as bruxas da Tessália e As Metamorfoses de Ovídio. Conta-se que Apuleio se transformava num asno. Não haveis ouvido falar sobre a licantropia e sobre o homem-lobo? O organismo humano tem infinitas possibilidades que os homens de ciência nem remotamente suspeitam.

Quando um corpo físico se submerge dentro da Quarta Dimensão pode assumir qualquer figura e até abandonar parte de seus membros. É inquestionável que os científicos desta época se escutassem nossa conversa, indignados rasgariam suas vestes tornando e relampejando e pronunciando palavras terríveis contra nós, os irmãos do Movimento Gnóstico.

A ciência oficial não é toda a ciência. Chegará o dia chegará em que os sábios possam verificar a realidade da Quarta Coordenada e todas as suas infinitas possibilidades de tipo metafísico.

Que as bruxas possam abandonar suas pernas ou transformar-se em bestas não é algo novo. Já Eneias, o troiano, encontrou nas ilhas Estrofades esses passarões encabeçados pela execrável Selene, que tanto dano lhe causara.

Aqueles que se burlam de nossas palavras não está de mais que estudem A Eneida, de Virgílio, o poeta de Mântua.

De modo algum aplaudimos essas sinistras criaturas da sombra, é obvio que lhes aguarda horrendo porvir nos mundos infernos. Quem tenha estudado A Divina Comédia de Dante encontrará as bruxas do Aquelarre no Averno, martirizando com suas horrendas garras as humanas plantas. Cruéis harpias que, aborrecendo a Deus e à Divina Mãe, se precipitam asquerosas no negro precipício.

P: Mestre, como o senhor falou muito em seus livros sobre a Quarta Dimensão, vários me dizem que não creem que exista, porque eles querem vê-la e tocá-la. Como eu não soube dar a resposta adequada, quisera que me explicasse de que forma posso fazê-lo.

SAW: Valha-me Deus e Santa Maria! Isto não é questão de crenças, estamos falando de assuntos científicos. As crenças são para assuntos religiosos, mas a ciência é algo diferente. Por favor, preste atenção: a Quarta Dimensão é o Tempo, e o que quiser saber algo sobre esta Quarta Coordenada que estude a Teoria da Relatividade de Einstein.

Vejo você sentada numa mesa escrevendo. Se você observa este móvel verá que tem três dimensões: largura, comprimento e altura. Mas existe uma Quarta Vertical e esta é o Tempo. Quanto tempo faz que o carpinteiro construiu essa mesa? A Quarta Dimensão a está vendo todo o mundo, porque não há pessoa que não tenha um determinado número de anos. Há pessoas que estejam recém-nascidas, outras que tenham 20 anos e muitos anciães que só aguardam a morte.bruxa2-gnosisonline

O Tempo em si mesmo tem dois aspectos: o cronométrico, que é somente superficial, e o espacial, que é o fundamental.

Reflita você: não lhe estou falando de crenças, estamos tratando de assuntos meramente científicos. É necessário ter um pouquinho de maturidade para entender. A conquista do espaço exterior, as viagens cósmicos, serão impossíveis enquanto não tivermos conseguido conquistar o Tempo, ou seja, a Quarta Coordenada.

Se uma nave cósmica pudesse sair de nosso mundo à velocidade da luz (300 mil quilômetros por segundo) e se depois de várias horas de viagem cósmica regressasse à Terra conservando a mesma velocidade, você pode estar absolutamente segura de que a seu retorno os tripulantes de tal navio não encontrariam o mundo que deixaram, senão um mundo futuro, uma Terra adiantada em muitos milhares de anos.

E isso já o demonstrou Einstein com seus cálculos matemáticos. No dia em que os homens de ciência inventem naves cósmicas capazes de passar além da velocidade da luz, terão conquistado o Tempo; noutras palavras, terão conquistado a Quarta Dimensão. Isso é tudo.

O mundo de três dimensões é o resultado da velocidade da luz ao quadrado. Se passamos além da velocidade da luz, entramos na Quarta Dimensão.

As bruxas do citado relato, com procedimentos tenebrosos, atravessam instantaneamente a barreira da velocidade da luz e penetram na Quarta Dimensão. Mas, isto não é nada recomendável. Existem procedimentos Santos e virtuosos, como os de Pedro, o Apóstolo de Jesus, ou os do Divino Nazareno, por meio dos quais podemos entrar na Quarta Dimensão.

P: Numa reunião, contava-se que as avós de vários dos presentes relatavam sobre as bruxas o seguinte caso: nos tempos da Revolução Mexicana algumas pessoas encontraram vários pares de pernas entre as cinzas de um fogão ou dos grandes braseiros que se usavam nos casarões daquela época.

Assustadas ante tal acontecimento, esperaram para ver que o que iria acontecer, e se surpreenderam quando, depois de algum tempo regressavam bruxas que vinham em suas vassouras, porém sem pernas, e que as colocavam novamente por arte de magia. Celebravam ali mesmo um grito estranho e iam para as suas casas como qualquer pessoa normal.

Esses rumores circulavam de boca em boca entre os vizinhos da região, causando assombro. Poderia ser amável de nos explicar se são certos esses acontecimentos?

SAW: Distinto senhor, já falamos claramente sobre tudo isso e podemos asseverar que tais coisas são muito certas. Esse tipo de pessoas tenebrosas, aqui no México, abandona suas pernas quando entram na Quarta Dimensão.

P: Nada mais do que aqui no México?

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Harpias no Inferno de Dante – Gustave Doré

SAW: Sim. Nós, que exploramos nos distintos terrenos da metafísica, sabemos que isso de abandonar as pernas só ocorre aqui em nossa pátria. Exploramos distintos países e lugares e a investigação nos levou muito longe.

Permita-me informar-lhes que em Salamanca, na Espanha, existe o Castelo de Klingsor, dentro do qual funciona o Salão da Bruxaria. As horripilantes bruxas, afiliadas a esse antro de trevas, assistem às suas reuniões e suas pernas não as deixam em seus leitos, nem ao pé da chaminé, nem em nenhuma parte.

Essa classe de pessoas vai se tornando cada vez mais e mais perversa, e ao fim se precipitam no Abismo tenebroso, onde só se ouvem o pranto e o ranger de dentes.

P: Em certa paragem que conheci na América do Sul, encontrando-me deitado de boca para cima, senti ruídos na parte do quarto onde me encontrava. Percebi um odor desagradável que penetrava por debaixo da porta, e minutos depois senti que uma pessoa sentava sobre o meu peito, paralisando-me todo o corpo. Não podia nem falar, nem fazer nenhum movimento muscular.

Ao fim de poucos minutos, lembrei-me que me poderia salvar fazendo uma conjuração, mas como não podia falar, a única coisa que pude fazer, mentalmente, foi o signo da Estrela Flamígera de cinco pontas e a entidade se retirou. O senhor poderia fazer-me o favor de aclarar-me que classe de entidade foi essa, Mestre?

SAW: Responderei à pergunta do distinto cavalheiro. Sabemos por experiência direta que essas abomináveis criaturas do Aquelarre costumam se lançar-se sobre os corpos de suas vítimas, ora para morder-lhes o corpo formando horríveis máculas em sua pele, ora para sacar-lhes da forma densa a Alma e levá-la a qualquer lugar do mundo, ou bem para atormentá-los de qualquer modo.

Nestes casos, aconselhamos a orar com grande veemência recitar a Conjuração dos Sete do Sábio Salomão, ou a Conjuração dos Quatro. Esse tipo de orações é de eficácia extraordinária para a defesa mental e física. Com essas conjurações fogem as horripilantes harpias, deixando-nos em paz.

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El Aquelarre, de Francisco de Goya

Conjuração conjuração dos Quatro do Sábio Salomão

Caput Mortum, imperet tibi Dominus per vivum et devotum serpentem.
Cherub, imperet tibi Dominus per Adam Jot-Chavah.
Aquila Errans, imperet tibi Dominus per Alas Tauri.
Serpens, imperet tibi Dominus Tetragrammaton, per Angelum et Leonem.
Michael, Gabriel Rafael, Anael… Fluat udor per spiritum Elohim.
Fiat firmamentum per Iahuvehu Sabaoth.
Maneat terram per Adam Jot Chavah.
Fiat judicium per ignem in virtute Michael.
Anjo de olhos mortos, obedece ou dissipa-te com esta água santa.
Touro alado, trabalha, ou volta à terra se não queres que te fira com esta espada.
Águia acorrentada, obedece este signo, ou retira-te ante este sopro.
Serpente móvel, arrasta-te a meus pés ou serás atormentada pelo fogo sagrado e evapora-te com os perfumes que eu queimo.
Que a água volta à água; que o fogo arda, que o ar circule e que a terra caia sobre a terra.
Pela virtude do Pentagrama, que é a Estrela Matutina, e em nome do Tetragramma que está escrito no centro da Cruz de Luz.
Amém… Amém… Amém…

Conjuração dos Sete

Em nome de Michael, que Jeová te mande e te afaste de aqui, Chavajoth.
Em nome de Gabriel, que Adonai te mande e te afaste de aqui, Bael.
Em nome de Rafael, desaparece ante Elial, Samgabiel!
Por Samael Sabaoth e em nome do Elohim Guibor, afasta-te, Andramelek.
Por Zacariel e Sakiel Meleck, obedece ante Elvah, Sanagabril.
No nome Divino e humano de Schadai e pelo signo do Pentagrama que tenho na mão direita, em nome do Anjo Anael e pelo poder de Adão e de Eva, que são Jot Chavah, retira-te, Lilith. Deixa-nos em paz, Nahemah.
Pelos Santos Elohim e em nome dos Gênios Cashiel, Sehaltiel, Afiel e Zarahiel, e ao mandato de Orifiel, retira-te de nós, Molock! Nós não te daremos nossos filhos para que os devores.
Amém… Amém… Amém…

A Igreja Gnóstica do Sol

18

No templo-coração da Igreja Gnóstica de nosso Sol palpita intensamente toda a vida do Sistema Solar de Ors.

A força gravitacional do Sol, irradiada de seu templo-coração, mantém dentro de suas órbitas mecânicas os 12 mundos físicos, além das luas, cometas e demais corpos siderais – além, obviamente, de outros corpos planetários nas dimensões etérica, astral e mental – que compõem a família solar e sustenta firme e magneticamente entrelaçadas as 12 Catedrais que cintilam no templo-coração de cada um desses planetas.

O Sistema Solar de Ors, visto de longe, se parece com um homem caminhando através do inalterável infinito. Em sua viagem sideral, deixa um rastro de fogo e luz resplandecente. A figura deste homem celeste é cinco vezes mais comprida que o seu campo e formosamente proporcionado com o corpo humano.

A atração exercida pelo eixo magnético multidimensional do Sol rege todos os movimentos dos mundos que giram ao seu redor (a Família Solar), e quanto mais próximos os planetas estão d’Ele, é claro que maior tem de ser a velocidade dos mesmos para resistirem energeticamente à tremenda força de atração solar.

O Chacra ou Eixo do sistema solar, onde palpita o Templo-Coração da Igreja Gnóstica, faz sua rotação ao redor de um centro magnético, ou Chacra Cósmico, resplandecente, divinal e inefável. Dita rotação se realiza em um mês terrestre. É, pois, o sistema solar, UMA CRIATURA CÓSMICA VIVENTE, QUE NASCEU DA ENERGIA CRIADORA FAZ MUITÍSSIMOS BILHÕES DE ANOS.

Ao redor do Sol giram 12 mundos físicos e quando a ciência aperfeiçoar as lentes de seus telescópios, detectará os três últimos planetas que giram ao redor dele e que os antigos os batizaram com os seguintes nomes: Vulcano, Perséfone e Clarión.

O que distingue os homens uns dos outros, na Igreja Gnóstica, é seu grau de consciência, a RAZÃO OBJETIVA DO SER. Luz e Consciência são, em última instância, um mesmo fenômeno e obedecem às mesmas leis, crescendo e minguando. Exatamente da mesma forma, todos os homens são semelhantes em desenho e constituição, de igual modo ocorre com todos os sóis do espaço infinito. O autodesenvolvimento do Cosmos Homem, como qualquer sistema solar, a iluminação e irradiação de um e outro é igual ao grau de consciência autogerada de qualquer Cosmo solar ou de qualquer Cosmos Homem.

A Grande Obra dos Deuses Solares, ou Agnishvatas

A finalidade da Igreja Gnóstica é fazer com que as mulheres e os homens se façam plenamente conscientes de si mesmos, de todas as partes de seu Ser Divino, e que sejam integradas ao CRISTO-SOL INTERIOR. Para que um Sol se faça plenamente consciente, radiante, todos os seus planetas e órgãos cósmicos devem ser plenamente radiantes.

A humanidade, sumida nas trevas do planeta Terra, não tem cooperado com a Igreja Gnóstica, não tem cooperado com o Sol, está totalmente fracassada, e, por fim, será destruída!

A tarefa gnóstica de todo o universo e de todo Ser, desde o gigantesco Sol até a insignificante célula, é o do DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA e sua total AUTORREALIZAÇÃO.

O Sistema Solar de Ors se tornará mais resplandecente conforme cada um de seus mundos vá despertando consciência. Todos os seres que habitam nossa crosta terrestre, à exceção de uns poucos, têm a consciência adormecida, portanto, nestas deploráveis condições é impossível experimentar isso que seja a Verdade.

O Sistema Solar de Ors, no qual vivemos, nos movemos e temos nosso Ser, é, no fundo, uma grande molécula, com relação à galáxia que se estende e se desenvolve dentro desse organismo vivente e espiraloide, que é a Via-Láctea, de acordo com as leis cósmicas da Igreja Gnóstica da Galáxia, cujo Sol Central é a estrela Sírius A.

Os Homens Solares ou Autorrealizados

O nome esotérico e mântrico do Arcanjo que rege todo o Sistema Solar é ÁTIN

Os homens solares, ou seja, os habitantes do Sol de ORS, são os mais exaltados membros da Igreja Gnóstica deste sistema solar. São DEUSES COM CORPOS HUMANOS, no sentido mais completo da palavra, e, por fim, membros ativos da Igreja Gnóstica do Coração do Sol, que dirige e governa as 12 Catedrais que se encontram nos templos-corações de cada um dos 12 mundos.

MICHAEL, ou ÁTIN, o Regente do Sol, é o mais exaltado Patriarca da Igreja Gnóstica do sistema solar. Eu, Samael Aun Weor, sou um ministro e trabalho sob as ordens de Michael, como cada um dos 12 Patriarcas que governam os 12 mundos do sistema solar. Todos estão sob as ordens do Grande Patriarca, o Rei deste sistema solar, que é Michael, O REI DO SOL E DO RAIO.

“As pessoas comuns e correntes creem que o Sol é uma bola de fogo incandescente e esse conceito também está equivocado, é falso, é uma forma de pensar completamente medieval.

Na Idade Média, cria-se que este astro que nos ilumina fosse uma bola de fogo; é um modo de pensar equivocado, porém, a humanidade nem sempre é assim.

Os cientistas por aí supõem que o Sol seja uma nuvem de hélio, em estado incandescente, e se fosse assim, inquestionavelmente todos os planetas que giram ao redor do sistema solar cairiam, sairiam de sua órbita. Não gravitariam jamais de um Sol composto de gases compactados; só o fato de que gravitem as esferas celestes ao redor desse centro luminoso nos está indicando claramente que é um Sol físico.

Os cientistas afirmam que o sol é uma nuvem de hélio e não pesa nada. Baseados em equivocados cálculos, indubitavelmente, são uns Ignorantes Ilustrados.

Eu, Samael, pergunto: como giram, e sobre que base? Sobre qual centro nuclear e gravitacional poderia basear-se o sistema solar?

Eu, Samael, tenho viajado, me transportado, muitas vezes ao astro-rei e, portanto, o conheço muito bem, sei perfeitamente de que forma funciona, do que está feito, como é a superfície e o que há no centro do Sol. Posso dizer-lhes que o Sol é um mundo gigantesco, enorme, muitos milhões de vezes maior que a Terra ou que Júpiter, o Sol tem rica vida mineral, vegetal, animal e humana; tem elevadíssimas cordilheiras, tem polo norte e polo sul cheios de gelo, profundos mares, selvas extraordinárias etc.

Ainda que pareça incrível, há lugares no Sol onde alguém poderia morrer de frio, montanhas imensas cobertas de neve, com climas gelados, também simples climas temperados muito agradáveis e climas cálidos nas costas, por exemplo, que são muito quentes. Isso é óbvio, porque estão aos pés dos mares. Assim, pois, no Sol existem todos os climas.

Os habitantes do Sol jamais vivem em cidades, eles consideram absurdo o fato de formar cidades, e estou de acordo com eles, porque a vida nas cidades é realmente daninha e prejudica em alto grau. Eles vivem normalmente nos campos e, sem embargo, têm pequenas vilas onde realizam investigações de tipo científico, mas essas vilas são muito pequenas.

Conversei, certa vez, com um grupo de sábios solares. Eles me atenderam muito amorosamente e estavam ali nesses momentos em corpos de carne e osso, possuem faculdades extraordinárias, extrassensoriais, e seus rostos parecem ao dos deuses gregos e romanos. Conversamos ante uma formosa mesa e depois me pediram desculpas porque era o momento preciso e adequado para irem ao laboratório.

Eu os vi olhando através de algumas lentes, também os vi fazer enormes e complicados cálculos matemáticos. Por aqueles dias eles estavam muito preocupados com um sistema de mundos longínquo, situado a muitos milhões de anos-luz, demasiadamente longe do mundo onde eles vivem. Estavam interessadíssimos em investigar tal jogo de mundos, porque projetavam por aqueles dias uma expedição aos mundos distantes de dito sistema solar.

É claro que os habitantes do Sol possuem naves cósmicas, maravilhosas, que podem viajar através do espaço infinito, porém, eles estavam traçando devidamente a rota e fazendo cálculos para poder chegar com precisão ao mencionado sistema solar de mundos, e estavam por esses dias em reconhecê-lo exatamente. Eu caí francamente extasiado, assombrado. Esses telescópios que eles possuem são extraordinários. A tais telescópios os podemos chamar Tescohanos. Um termo bastante exótico, não é verdade?

Bem, é muita novidade para vocês saberem, por exemplo, que existem habitantes no Sol, não? Pois saibam também que eles, com seus telescópios, podem ver o planeta Terra e qualquer outro planeta do sistema solar. Podem, com suas lentes, não somente ver nosso mundo, como também suas cidades e as coisas que temos em nosso mundo. Também podem ver as pessoas que vivem em cada casa, que eles queiram investigar, e não somente vê-las desde o ponto de vista meramente físico, e sim, oculto, multidimensionalmente, e examinar seus corpos internos, com sua psicologia interior. Podem ver perfeitamente a aura da pessoa e o estado psicológico em que se encontra cada pessoa.

Eles, pois, não ignoram o estado desastroso em que se encontra nosso planeta Terra. Lamentam o estado em que nos encontramos, desejam o melhor para nosso mundo. Desgraçadamente, temos de reconhecer que a humanidade terrestre está totalmente fracassada.

De modo algum, eles, os habitantes do Sol, desejam ou querem ter relações com gentes que possuem Ego Animal, pessoas de paixões violentas e bestiais, como as que carregamos dentro de nosso interior, os habitantes da Terra. Os habitantes do Sol entram em contato somente com pessoas ‘bem mortas’, e quando eu falo de pessoas ‘bem mortas’, quero que saibam me entender, pois não estou falando de morte física, eu me refiro de forma enfática à MORTE DO EGO ANIMAL QUE PERSONIFICA TODOS OS NOSSOS ERROS!

Já que com ego animal a humanidade emite um tipo de Vibração sinistra, fatal, diabólica e perversa. Gente assim introduz a desordem onde quer que vá. Essas gentes com condições egoicas diabólicas, matando seus semelhantes, fazendo guerra, não poderiam jamais viver em harmonia com o Infinito. Por esse motivo é que eles não querem ter relações, diríamos, pessoais com indivíduos que não hajam dissolvido, eliminado de sua psique o Ego Animal.

Vêm à minha memória algumas paisagens formosas do Sol. Há um mar tão profundo, tão gigantesco, de águas claras e tão belas, que eu caí abatido. Cheguei a certa baía em uma pequena embarcação, onde repousei horas inteiras. Aquele mar é milhões de vezes maior do que todo o planeta Terra. Poderia assegurar-lhes que se depositássemos os sete mares da Terra sobre aquele mar, seria tanto quanto lançar nesse oceano um copo d’água.

Pensem vocês o que significa o tamanho desse grande oceano, ou seja, qualquer de nossos oceanos que possuímos aqui em nosso planeta é um laguinho se comparado com esse imenso mar do Sol a que estou me referindo. De quando em quando via surgir monstros marinhos à superfície, contemplavam o horizonte e se submergiam entre as profundezas incalculáveis do mar solar. Isto é inconcebível para os terrícolas.

As gentes desta época pensam que o Sol é uma bola de fogo e não há nada que lhes possa tirar essa ideia da cabeça, a de que o sol é uma grande fogueira, e que quanto mais se aproxima do Sol, mais exposto está para queimar-se. Isso não existe!

Subam vocês a uma montanha de 5 mil metros de altura e verão que se morre de frio e se vocês elevarem-se num globo estratosférico até a estratosfera, ali, pois, morreriam de frio; nos espaços interplanetários, a temperatura chega até 120 graus abaixo de zero.

Então, não existe isto de que o Sol é uma bola de fogo. É um mundo sumamente rico em minas de urânio, rádio, cobalto etc., e como é tão imenso, claro que as radiações de suas minas também são muito fortes e muito poderosas. A soma total de tantas minas e toda a energia atômica que vem das minas atravessa o espaço interplanetário, chegando à atmosfera terrestre, assim como às atmosferas de todos os planetas que giram ao seu redor. Todas essas radiações atômicas decompõem-se em luz, calor, cor e som. É precisamente a camada superior da atmosfera terrestre a que se encarrega de analisar e decompor os raios em luz, calor, cor e som, porém, no espaço interplanetário há intenso frio e, como já disse, a temperatura chega até a 120 graus abaixo de zero. Feitas essas afirmações, convém quitarmos de uma vez por todas essas falsas ideias da mente e saber que o Sol não é uma bola de fogo.

Muitos astrônomos se distraem estudando a Auréola do Sol, a coroa do Sol. Eles pensam que essa coroa do sol deve ser uma massa densa e não há tal. A coroa do Sol é uma espécie de aurora boreal formada pela mesma eletricidade e magnetismo daquele astro. Isto é tudo.”

Os habitantes do Sol são pessoas de uma estatura, ou corpos, mais ou menos como os homens da Terra. As gentes do Sol são do tamanho como a gente de nosso mundo, porém, seus corpos são harmoniosos, perfeitos, belíssimos, tanto os dos homens quanto os das mulheres, e não se podem comparar jamais com a anatomia humana. A humanidade solar vive em estado de harmonia insuperável, possui intelecção iluminada, são homens despertos no sentido mais autêntico da palavra, com poderes extraordinários sobre a vida e a morte. SÃO HOMENS COM ALMA DE ANJOS, membros autênticos da Igreja Gnóstica.

Os 13 Patriarcas da Igreja Gnóstica e reitores siderais dos 13 mundos do sistema solar são Cosmocratores e se necessitam para a criação dos mundos. Eles falam o Verbo de Ouro, a grande palavra Litúrgica da Igreja Gnóstica, com seus discípulos, na aurora da criação de seus mundos.

As 13 Catedrais da Igreja Gnóstica do Sistema Solar

O Sistema Solar de Ors, onde nos movemos e temos nosso Ser, é todo um sistema de corações. No núcleo de cada planeta, e mesmo do Sol, existe uma morada sideral ou Templo-Coração onde oficia o Patriarca Rei Sideral desse mundo ou sol. No centro gravitacional do signo infinito de cada planeta solar palpitam e cintilam as 13 Catedrais Gnósticas do Sistema Solar, onde se realiza a Grande Liturgia da Igreja Gnóstica dentro dos ritmos do Mahavan e do Chotavan, que mantêm firmemente em sua marcha nosso Sistema Solar de Ors, girando harmoniosamente dentro da música das esferas.

Esses 13 Patriarcas da Igreja Gnóstica e Reitores da mesma são:

• MICHAEL, o Patriarca da Igreja Gnóstica do Sol.

• URIEL, Ushanas (em hebreu) e em idioma venusiano Sucra, o Patriarca da Igreja Gnóstica do planeta Vênus.

• RAFAEL, Patriarca da Igreja Gnóstica de Mercúrio.

• SOROCOTORA-MELQUISEDECK, Patriarca da Igreja Gnóstica do planeta Terra.

• SAMAEL, Patriarca da Igreja Gnóstica do planeta DOGEOTMART.

• ZACARIEL, ou Etzachelmelek, Patriarca da Igreja Gnóstica de Júpiter.

• ORIFIEL, Patriarca da Igreja Gnóstica de Saturno.

• URANO, ilustre Senhor e Patriarca da Igreja Gnóstica de Urano.

• NETUNO, poderoso Senhor e Patriarca da Igreja Gnóstica do planeta Netuno.

• VULCANO, Senhor do Fogo e Patriarca da Igreja Gnóstica do planeta Vulcano.

• PLUTÃO, Venerável Patriarca do planeta Plutão.

• PERSÉFONE, Patriarca da Igreja Gnóstica de Perséfone.

• CLARIÓN, Patriarca desse planeta venerável.

Os 13 Céus de cada um dos citados planetas e do sol que nos ilumina, que são as 13 Terras da Luz de cada mundo, estão densamente habitados pelas Hierarquias Celestiais, por toda uma plêiade de seres divinos, de Aves de Fogo.

Também cada um destes céus celestiais serve de morada divina a uma infinidade de Catedrais, Templos, Santuários, Monastérios e Lumisiais da Igreja Gnóstica situados em cada um dos mundos do sistema solar. Estas supradimensões são os céus citados por todas as religiões do mundo.

Existem neste Deuterocosmo (o nosso sistema solar) 13 grandes e sublimes Catedrais Gnósticas, onde os 13 Patriarcas, que são seus receptores e emissores de Luz, oficiam com seus anjos toda a Liturgia Sagrada que mantém em concordância, distância e viagem celeste ao sistema solar.

Os 13 Patriarcas da Igreja Gnóstica, em sua sapiência infinita, se dirigem aos governos dos mundos em diferentes épocas, por exemplo, nosso Patriarca Samael indica em uma de suas obras do 5º Evangelho que ele encontrou, na época da Raça Hiperbórea, encarnado como Avatar ou Patriarca Sucra, o sacerdote-rei do planeta Vênus, o qual escreveu um livro com caracteres rúnicos e que mais tarde no tempo reencarnou seu Bodhisatva com o nome de Ushanas, em hebreu, entregando à humanidade sublimes ensinamentos que mais tarde foram violados.

Estes 13 Patriarcas eternos da Igreja Gnóstica, como bem sabemos, é cada um deles um Cosmocrator, e como diz nossa Cátedra Litúrgica: São necessários para a Criação dos Mundos.

Graças a Nosso Senhor o Cristo-Samael, eterno Patriarca da Igreja Gnóstica Marciana que enviou, de acordo com as Leis da Igreja Gnóstica confederada do Sistema Solar, seu Dhyani-Bodhisatva como avatar da atual Era de Aquário.

Com sua misericórdia e caridade infinita, com sua sabedoria escrita em “Tijitlis”, os livros do 5º Evangelho, ele, Samael, nos tem relacionado com todos os Patriarcas e Hierarquias divinas da Igreja Gnóstica da Terra, do sistema solar e da galáxia.

Graças te damos, bendito Patriarca da Igreja Gnóstica Samael, por tua bênção para a humanidade gnóstica, que, fiel, te ama, na prática real e verdadeira de autognose.

Livros apócrifos da Bíblia – Relação e explicação

5

Sabe-se que a Bíblia, apesar de seu conteúdo maravilhoso, é o livro religioso mais mutilado e menos compreendido de todos os tempos. Dezenas de obras foram suprimidas ao longo dos séculos, tanto no Antigo quanto no Novo Evangelho. Com essa mutilação, muitos dos ensinamentos esotéricos e históricos se perderam, transformando o judaísmo e o cristianismo em religiões de base meramente moralista, e nada mais.

É uma grande e deslavada mentira o que se afirma por aí que os livros ditos apócrifos eram leitura de pequenas comunidades isoladas e que “naturalmente” foram deixadas de lado por não conterem a inspiração divina. Que os livro sinóticos (contidos na Bíblia) é que são inspirados pelo Espírito Santo e o restante eram textos de cunho meramente humana, filosófica, com reflexões nascidas unicamente da mente humana. O que ocorreu é que os livros que serão mencionados a seguir continham informações que “subvertem” a ordem estabelecida pelos Donos do Poder e que, para que estes se mantivessem dominando as massas, tais livros foram destruídos (ou quase).

No entanto, inúmeros sábios tentaram, ao longo dos séculos, resgatar a essência esotérica, iniciática, contida nos livros que restaram do livro sagrado mais editado no mundo.

Como pequena contribuição, a equipe GnosisOnline publica mais uma pequena porcentagem dos textos suprimidos da Bíblia para resgatar parte de sua sabedoria original. Sim, ainda falta muito para concluirmos esse titânico labor de entregar a Bíblia em sua quase totalidade, ressaltando, assim, os aspectos mágicos, místicos, alquímicos e psicológicos desta obra sagrada.

APÓCRIFOS DO VELHO TESTAMENTO

Tobias – Livro que conta a história de um judeu reto da tribo de Naftali chamado Tobias enquanto vivia em Nínive, após a deportação das tribos do norte pela Assíria em 721 a.C.

Judite – Livro que conta a história de uma mulher corajosa e bela em sua maturidade, vestida para festa com todas as suas maravilhosas joias, acompanhada por uma fiel criada, que obtém sucesso em decapitar o general invasor Holofemes.

Sabedoria – Livro sapiencial, cujo autor clama ser Salomão. Muitos estudiosos atribuem sua autoria a algum judeu alexandrino, pois suas ideias são claramente gregas, mais especificamente se enquadram no pensamento helenístico alexandrino.

Eclesiástico – Sua autoria é atribuída a alguém chamado Jesus, filho de Sirach. As suposições para a sua data de escrita variam enormemente, indo de 247 a.C. a 132 a.C. O livro é formado por reflexões pessoais do autor e teria sido transcrito por seu neto.

Baruque – Livro é atribuído a Baruque, o escrivão de Jeremias, e foi pretensamente escrito na Babilônia. Traz confissões de pecados, clamor por misericórdia, uma exaltação à sabedoria, uma mensagem aos cativos, e uma carta pretensamente escrita por Jeremias, a qual o próprio Jerônimo, teólogo católico romano, chamou de pseudo-epígrafe (texto escrito por um autor que diz ser outra pessoa).

I Macabeus – Livro histórico que narra o período de aproximadamente um século após a conquista da Judeia pelos gregos sob o comando de Alexandre o Grande. Sem data ou autor definidos, nem no livro, nem em escritos antigos de outros autores. Provavelmente foi escrito entre os últimos anos do 2º século a.C. e antes de 63 a.C.

II Macabeus – Livro que narra a revolta dos judeus contra Antíoco e conclui com a derrota do general sírio Nicanor em 161 a.C. por Judas Macabeus. É uma sinopse composta por um autor desconhecido de um trabalho maior, normalmente atribuído a Jason de Cirene, do qual muito pouco se sabe, exceto pela inferência de que teria vivido em Israel, supõe-se que não tenha sido escrito antes de 124 a.C.

Adições a Daniel – Textos em grego, incluídos junto aos textos originais em hebraico. São os versos 24-90 do capítulo 3 (oração dos jovens na fornalha), e os capítulos 13 (relato de Suzana) e 14 (a farsa do dragão).

Adições a Ester – Textos em grego, incluídos junto aos textos originais em hebraico. Há adições aos capítulos 1, 3, 4, 5, 8, 9 e 10.

Livros Anagignoskomena:

Todos os livros que depois foram considerados como deuterocanônicos também fazem parte dos anagignoskomena. E além destes temos:

III Macabeus – O livro na verdade não tem nada a ver com os Macabeus ou com sua revolta contra o imperialismo grego, como acontece com I e II Macabeus. III Macabeus conta a história da perseguição dos judeus sob o reinado de Ptolomeu IV. Provavelmente o título do livro vem da similaridade de sua história com a história narrada em II Macabeus. Mas, seu conteúdo é claramente ficcional.

IV Macabeus – Este livro é na verdade uma homilia louvando a supremacia religiosidade sobre as paixões, e para tanto faz uso de muitos pensamentos de origem pagã. Também relata vários diálogos de mártires que diferem substancialmente dos mesmos diálogos encontrados em II Macabeus.

I Esdras – Sua autoria é desconhecida, e a data de escrita somente pode ser suposta em um período de tempo extremamente longo, algo como um período entre 300 a.C. e 100 d.C. Este livro em sua maior parte segue um paralelo da narrativa contida em Esdras, Neemias e no livro de II Crônicas, sendo que algumas seções são traduções diretas destes livros. O nome de I Esdras vem do fato de que o livro canônico de Esdras é conhecido na igreja ortodoxa grega como a primeira metade de II Esdras (a segunda metade é Neemias). Contudo, na igreja ortodoxa russa o livro de II Esdras se refere ao I Esdras da Septuaginta. Já no catolicismo romano o livro de Neemias é às vezes chamado de II Esdras. Como pode ser visto, a confusão é grande quanto à nomenclatura deste livro e dos livros canônicos, quando se tenta incluí-lo entre eles.

Odes – Sua autoria e data de escrita são desconhecidos. É um livro que está na Septuaginta logo após o Salmo 151. Como o nome indica é um livro de canções que em grande parte repete canções encontradas em outros livros da Bíblia, como as canções de Moisés (êxodo 15:1-19), Deuteronômio 32:1-43), a oração de Ana, mãe de Samuel (I Samuel 2:1-10), inclui também orações e canções encontradas em outros livros apócrifos, como a oração dos três jovens (complemento deuterocanônico de Daniel). Mas, o mais interessante é o livro incluir orações que são encontradas no Novo Testamento, como o Magnificat de Maria (Lucas 1:46-55) e o cântico de Zacarias (Lucas 1:68-79). Algo realmente fantástico para um livro do Antigo Testamento (Já que alguns defendem que a Septuaginta foi inteiramente traduzida e reconhecida antes de Cristo).

Oração de Manassés – É um curto escrito de 15 versos que relata uma oração de penitência do rei Manassés de Judá enquanto esteve preso pelos assírios. O rei Manassés é registrado pela Bíblia como sendo um dos reis mais idólatras de Judá em todos os tempos (II Reis 21:1-18), mas quando foi tomado cativo pelos assírios, se arrepende e clama misericórdia a Deus (II Crônicas 33:10-17). Este livro pretende reproduzir a oração de Manassés a Deus neste momento.

Salmo 151 – Este é um salmo curto, atribuído ao rei Davi, somente encontrado na Septuaginta. Apesar de recentemente terem sido encontrados dois manuscritos, nas cavernas de Qumram, que dão base hebraica para este salmo, ele continua sendo considerado como apócrifo, exceto pela igreja ortodoxa grega que o tem como canônico.

Livros Pseudo-epígrafes (ou pseudepígrafes)

Ahicar ou Haiquar – Segundo o livro ele foi um sábio Assírio conhecido por sua grande sabedoria. O livro também conhecido como “As palavras de Ahicar” foi encontrado em um papiro aramaico de aproximadamente 500 a.C. Ahicar profere durante a narrativa várias palavras de sabedoria para seu sobrinho, como sendo de sua autoria. Mas, de fato, elas são muito similares a partes do livro de Provérbios e algumas outras a partes do livro apócrifo de Eclesiástico.

Apocalipse de Abraão – É um apocalipse de origem hebraica que foi provavelmente escrito entre 80 e 100 d.C. É somente encontrado em uma tradução para o eslovaco antigo. O primeiro terço do livro narra a conversão de Abrão do politeísmo ao monoteísmo, sendo seguido então do texto apocalíptico. Esta parte do livro se inicia com Abraão sacrificando a Deus (Gênesis 15:7-16), mas ao invés de serem aves de rapina que desciam sobre o sacrifício, este texto diz ter sido o anjo Azazel. Este nome aparece na Bíblia primeiramente em Levítico 16:8, onde é traduzido como “o bode emissário”. No livro apócrifo de I Enoque Azazel é descrito como um anjo caído do grupo dos “vigilantes”, e está diretamente associado ao inferno. Seguindo a narrativa apocalíptica o anjo Laoel guia Abraão e este aprende várias canções de louvor a Deus e vê Azazel ser condenado ao mundo inferior. Abraão é então levado ao templo de Jerusalém onde vê este ser usado para idolatria resultando na sua destruição por estrangeiros. Mas o Templo é por fim apresentado como tendo sido reconstruído em data posterior.

Apocalipse de Elias – Este é um trabalho anônimo que se apresenta como uma revelação dada por um anjo. O seu título vem do fato deste livro citar o nome de Elias por duas vezes. O livro se divide em cinco partes:

Trata da questão do jejum e da oração.

Uma profecia sobre os Assírios.

Referencia a futura chegada do filho da iniquidade, o qual é descrito em detalhes.

Referencia o martírio de Elias e Enoque (baseado na morte das duas testemunhas conforme registrado no livro canônico do Apocalipse de João), o martírio de Tabita (Atos 9:36-42), e de mais sessenta outros homens.

Referencia a destruição do filho da iniquidade após o último julgamento.

Apocalipse de Esdras – É um texto que reclama ter sido escrito por Esdras, mas que certamente foi escrito muito tempo depois, a sua datação é bem controversa, indo desde o 2º século d.C. até o 9º século d.C. O seu texto se baseia fortemente em outro apócrifo mais antigo conhecido como II Esdras (IV Esdras na vulgata ou III Esdras para os ortodoxos russos). O texto mostra o autor tendo visões do céu e do inferno, onde as punições a que são submetidos os pecadores são descritas em detalhe.

Apocalipse de Sidraque – Também conhecido como Palavra de Sidraque, é um texto apócrifo antigo, mas de datação incerta. Seu título provém da forma grega do nome de Sadraque, um dos três que foram levados vivos à fornalha ardente pelo rei Nabucodonosor. O texto descreve como Sadraque foi levado à presença de Deus, por Jesus Cristo em pessoa. Mas, mesmo que o texto se mostre superficialmente Cristão, ele é derivado de um texto judeu mais antigo, onde o nome de um arcanjo foi substituído pelo nome de Jesus.

Apocalipse de Sofonias – Este livro reclama ter sido escrito por Sofonias (o profeta), sua narrativa consiste de Sofonias sendo levado a visitar o céu e o inferno. Em sua visão do inferno Sofonias teria visto dois anjos gigantes, sendo que um deles é apresentado como sendo Eremiel, e é o guardião das almas. O outro dá a Sofonias um rolo contendo uma lista de todos os seus pecados, mas um segundo rolo é apresentado e Sofonias é julgado inocente e é transformado em um anjo.

Apócrifo de Ezequiel – É um livro escrito no estilo do Antigo Testamento e contém revelações que teriam sido dadas a Ezequiel. Hoje sobrevivem apenas alguns fragmentos em citações de Epifânio, Clemente de Roma e Clemente de Alexandria, e o Papiro Chester Beatty # 185. É provável que tenha sido escrito entre 50 a.C. e 50 d.C.

Ascensão de Isaías – Este apócrifo é datado do 2º século d.C. e foi compilado por um estudioso Cristão do qual nada se sabe. O texto tem três partes distintas, sendo que a primeira parece ter sido escrita por um autor judeu e as outras duas por autores cristãos. A primeira parte, normalmente chamada de o Martírio de Isaías, repete e expande os eventos descritos em II Reis 20. No meio desta narrativa foi inserido um apocalipse cristão conhecido como o Testamento de Ezequias. A segunda parte do livro se refere à Visão de Isaías e sua jornada assistido por um anjo.

Assunção de Moisés – É um escrito de origem judaica, com data e autoria incertas. É encontrado apenas em um manuscrito do século VI em latim. Traz uma breve descrição da história judaica até aproximadamente o 1º século d.C. O texto com aproximadamente vinte capítulos revela as profecias secretas reveladas por Moisés a Josué no final de sua vida.

II Baruque – Também conhecido como o Apocalipse siríaco de Baruque, é datado do final do 1º século ou início do 2º d.C. após a queda de Jerusalém em 70 d.C. Este trabalho (contrariando Jeremias que afirma ser Baruque um escriba) apresenta Baruque como um profeta e bastante superior a Jeremias. É um misto de oração, lamentação e visões, com um estilo de escrita próximo ao usado no livro canônico de Jeremias. Trata especialmente da sobrevivência do povo judeu, mesmo após a destruição do Templo.

III Baruque – Também conhecido como o Apocalipse grego de Baruque, é datado do final do 1º século ou início do 2º d.C. após a queda de Jerusalém em 70 d.C. Este texto tal qual II Baruque também trata da sobrevivência do povo judeu após a destruição do Templo, argumentando que o Templo está preservado no céu e é apresentado como estando completamente funcional lá, sendo mantido por anjos, não havendo, portanto, qualquer necessidade de reconstruí-lo aqui na terra. Neste texto Baruque é apresentado a vários “céus”, onde testemunha a punição dos construtores da torre de Babel e da serpente do Jardim do Éden, até que finalmente chega ao portão do quinto céu, o qual somente o arcanjo Miguel é capaz de abrir.

IV Baruque – É também conhecido como as Omissões de Jeremias (Paraleipomena de Jeremias) quando combinado com a Epístola de Jeremias. É considerado apócrifo por todas as denominações Cristãs exceto a Igreja Ortodoxa Etíope. Sendo um pseudo-epígrafe significa que Baruque não o escreveu. O texto está severamente editado, sendo difícil definir quando cada parte foi escrita. Baruque é apresentado neste texto como sendo um intermediário entre Jeremias e Deus, e não somente um escriba. Advoga a xenofobia, o divórcio de esposas estrangeiras, e o exílio daqueles que não se divorciarem. Deste modo, os que não se divorciaram são retratados como sendo os ancestrais dos samaritanos.

Conflito de Adão e Eva com Satanás – É um texto Cristão encontrado em etíope e árabe, provavelmente do 5º século d.C. Descreve os acontecimentos que se seguiram à expulsão do Jardim do Éden e segue até o testamento e o translado de Enoque.

Livro de Enoque – Este é um título dado a um conjunto de livros que se atribuem a Enoque, o bisavô de Noé (Gênesis 5:18-24). Normalmente o título “Livro de Enoque” se refere a I Enoque, que existe inteiro somente em uma tradução em língua etíope. Há outros dois livros chamados Enoque, II Enoque que existe somente em eslovaco antigo, e III Enoque que existe somente em hebraico. O livro é dividido em cinco partes distintas:

O livro dos Vigilantes (I Enoque 1-36).

O livro das Parábolas (I Enoque 37-71), também conhecido como as Comparações de Enoque.

O livro dos Luminares Celestes (I Enoque 72-82), também conhecido como livro dos Luminares ou Livro Astronômico.

As Visões de Sonhos (I Enoque 83-90), também chamado de o livro dos Sonhos.

A Epístola de Enoque (I Enoque 91-108).

A passagem de I Enoque 1:9 é citada em Judas 14-15. Devido a este fato, muitos dos primeiros pais da Igreja consideraram este livro como sendo canônico, entre eles Justino Mártir, Irineu, Orígenes, Clemente de Alexandria e Tertuliano. Contudo, a Igreja como um todo negou a canonicidade deste livro. E isto gerou inclusive problemas para a aceitação da carta de Judas, por citar um livro apócrifo. No fim o entendimento foi de que a citação de I Enoque 1:9 em Judas foi canonizada pela ação do Espírito Santo ao permiti-la no Texto Sagrado.
Este texto foi datado como sendo do período dos Macabeus (aproximadamente 160 a.C.).

II Enoque – Também conhecido como Os Segredos de Enoque é um texto de origem judia com data e autoria incertas. Ele sobrevive apenas em uma cópia em eslovaco antigo, texto este que certamente foi traduzido a partir de uma cópia em grego. O livro trata da jornada de Enoque através de dez céus até se encontrar com Deus, seguido por uma discussão sobre a criação do mundo, e as instruções de Deus para Enoque para que retornasse à Terra e disseminasse o que aprendera de Deus. Ao final, Enoque é levado de volta ao céu e é transformado no anjo Metraton. Neste ponto o texto passa a tratar das histórias de Matusalém, Nir (irmão mais novo de Noé), e Melquisedeque.

III Enoque – Existe somente em hebraico, sendo datado do 5º o 6º século d.C. o livro clama ter sido escrito pelo rabi Ismael que se tornou sumo sacerdote após ter visões do céu. O livro se inicia com o relato da Ascensão de Ismael (1-2), em seguida mostra Ismael encontrando-se com o Enoque (3-16), e uma descrição das moradas celestiais (17-40), termina apresentando as maravilhas celestes (41-48).

O LIVRO DE ENOQUE (COMPLETO) – CLIQUE AQUI OU NA IMAGEM ABAIXO:

História dos Recabitas – História dos descendentes de Recabe (II Samuel 4:2ss), vivendo em uma ilha liderados por Jonadabe (filho de Recabe). O livro lembra muito os escritos mitológicos gregos, mostrando particularmente similaridades com os contos de Terapeuta.

Carta de Aristeas – É uma falsificação de origem heleno-judaica atribuída a um certo Aristeas que a teria escrito para Filócrates, descrevendo uma tradução para o grego das leis judaicas por setenta e dois tradutores enviados ao Egito de Jerusalém a pedido da biblioteca de Alexandria, o que teria resultado na tradução conhecida como Septuaginta. Em 1684, Humphrey Hody publicou o documento “Contra historiam Aristeae de LXX, interpretibus dissertario”, no qual mostrou que a assim chamada “Carta de Aristeas” era uma falsificação tardia produzida por um judeu helenizante, originalmente distribuída para atribuir autoridade à versão LXX. Esta dissertação é normalmente tida como conclusiva.

Vida de Adão e Eva – Este escrito de origem judaica foi originalmente escrito provavelmente em torno de 70 a.C. A história trata dos acontecimentos imediatamente posteriores à expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden e continua até a morte de Adão e depois de Eva. O livro também apresenta uma visão da queda da raça humana do ponto de vista de Eva.

Salmos de Salomão – É um conjunto de dezoito salmos apócrifos atribuídos a Salomão, mas que provavelmente foram escritos por um fariseu da Judeia por volta do período da tomada de Jerusalém por Pompeu em 63 d.C. São modelados de modo semelhante aos salmos encontrados na Bíblia. E os salmos 17 e 18 são semelhantes ao Salmo 72 do livro de Salmos.

Pseudo-Filo – Texto em latim, chamado desta forma por estar normalmente anexado ao trabalho de Filo de Alexandria, mas claramente, não sendo um trabalho de Filo. Nesta obra o templo de Jerusalém é dito como ainda existindo, o que poderia indicar uma data de composição anterior a 70 d.C.

Testamento de Abraão, de Isaque e de Jacó – É um trio de trabalhos peculiares, apesar de não haver indícios de que fossem originalmente uma única obra. Em seus estilos lembram a bênção de Jacó encontrada em Gênesis 49:1-27. Os Testamentos foram originalmente compilados provavelmente no final do segundo século d.C. por um judeu cristão desconhecido, o de Abraão narra a relutância dele em morrer e como a morte pessoalmente lhe veio e o enganou para que morresse. O Testamento de Isaque está carregado de temas cristãos, apesar de se entender que estes temas foram acrescentados ao trabalho originalmente judeu. Relata que um anjo o leva ao céu, onde vê a tortura dos pecadores antes de se encontrar com o falecido Abraão. Isaque, não estando ainda morto é instruído por Abraão a voltar e escrever seu testamento, o que faz antes de morrer definitivamente. O Testamento de Jacó se inicia com Jacó sendo visitado pelo arcanjo Miguel e avisado de sua morte iminente. Neste testamento são os anjos que Jacó encontra que pregam a mensagem central.

Testamento dos Doze Patriarcas – Este livro apócrifo traz os últimos desejos dos doze filhos de Jacó. É considerado como literatura apocalíptica judaica. Os testamentos foram escritos em hebraico, provavelmente no final do 2º século a.C. ou início do 1º, sendo que estudos recentes apontam para uma data entre 135 e 63 a.C. Tudo indica que teve um único autor, provavelmente um fariseu. Mas, sofreu edição posterior e interpolação de material de origem cristã em seu texto original.

Visão de Esdras – É texto apócrifo que clama ter sido Esdras seu escritor. Os seus manuscritos mais antigos, compostos em latim, datam do 11º século d.C. O texto tem grande dependência de II Esdras, possui um apocalipse incipiente e retrata Deus respondendo às preces de Esdras, e enviando-lhe sete anjos para lhe mostrar o paraíso.

APÓCRIFOS DO NOVO TESTAMENTO

Praticamente todos os textos apócrifos do Novo Testamento são pseudo-epígrafes, ou seja, são textos que clamam ter sido escritos por alguém que não os escreveu. Dividem-se em várias categorias, como evangelhos da infância, evangelhos judeo-cristãos, evangelhos rivais aos canônicos, visões, cartas, textos gnósticos etc.

Evangelhos da Infância

A falta de informação sobre a infância de Jesus nos evangelhos canônicos levou os primeiros Cristãos a uma fome por mais detalhes sobre a juventude de Jesus. Esta fome fez com que no 2º século e depois, alguns escrevessem contando lendas sobre este período da vida do Senhor, nenhum deles canônico, mas certamente populares em seu tempo e depois, sendo que ainda hoje vemos reflexos de seu conteúdo na religiosidade popular.

Proto-evangelho de Tiago – Também chamado de Evangelho de Tiago, ou Evangelho de Tiago da Infância, foi escrito provavelmente em torno de 150 d.C. O documento se apresenta como tendo sido escrito por Tiago, passando por Tiago o Justo, irmão de Jesus. O livro contém três partes de oito capítulos cada, iniciando-se com a história do nascimento e infância de Maria e consagração ao templo, a segunda parte conta a crise causada por Maria se tornar mulher e, portanto sua iminente contaminação do templo e a designação de José como seu guardião e os testes de sua virgindade, e por fim relata o nascimento de Jesus em uma caverna, com a visita de parteiras, escondendo Jesus de Herodes o Grande em uma manjedoura, e também o martírio de Zacarias pai de João o Batista durante o massacre das crianças, e como João o Batista e sua mãe foram escondidos de Herodes Antipas nas montanhas.

Evangelho de Tomé da Infância – Não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé. O autor deste evangelho é desconhecido. A data provável de sua escrita está entre 80 e 185 d.C. e descreve a vida do menino Jesus, com eventos extravagantes sendo alguns deles malévolos. Em um dos episódios Jesus está fazendo pássaros de barro, os quais em seguida ganham vida. Este ato é também atribuído a Jesus no Corão. Em outro episódio uma criança espalha a água que Jesus está juntando. Jesus então amaldiçoa a criança que murcha até morrer.

Evangelho do Pseudo-Mateus – Também chamado de Nascimento de Maria e Infância do Salvador, ou de Evangelho de Mateus da Infância. É uma composição em latim do 4º ou 5º século d.C. Este texto tem autoria, mas clama ter sido escrito por Mateus e traduzido por Jerônimo. O seu conteúdo é basicamente uma reprodução editada do Proto-evangelho de Tiago, seguida da fuga para o Egito, e de uma reprodução editada do Evangelho de Tomé da Infância. É nele que primeiramente se menciona um boi e um burro como estando presentes no nascimento de Jesus.

Evangelho Arábico da Infância – Foi compilado, provavelmente, no 6º século d.C. e se baseia no Evangelho de Tomé da Infância e no Proto-evangelho de Tiago. Consiste de três partes: O nascimento de Jesus, os milagres durante a fuga para o Egito e os milagres de Jesus como menino. Partes da narrativa deste evangelho, especialmente a segunda parte (os milagres no Egito), também podem ser encontrados no Corão.

Outros evangelhos da Infância – A Vida de João o Batista, supostamente escrito pelo bispo Serapião em 390 d.C. e A História de José o Carpinteiro, provavelmente composto no 5º século d.C. no Egito.

Evangelhos Judeu-Cristãos

Alguns grupos dentre os primeiros Cristãos mantinham uma forte submissão ao judaísmo, especialmente à lei mosaica, os quais o apóstolo Paulo chamou de judaizantes, acabaram por criar evangelhos segundo suas próprias crenças.

A maior parte destes escritos sobrevive apenas como comentários críticos produzidos por pessoas da cristandade paulina, que eram Cristãos que seguiam os ensinos do apóstolo Paulo, também tratados em I Coríntios 1:12 e 3:4 como “os que são de Paulo”.

Evangelho dos Hebreus – Este evangelho, composto em hebraico, está perdido exceto por algumas citações de Epifânio, um escriba da igreja que viveu no fiM do 4º século d.C. Este evangelho era também conhecido por Jerônimo, que afirma em um de seus escritos que o estava traduzindo para o grego. Sua data e autoria são desconhecidas, apesar de alguns o atribuírem ao próprio Mateus.

Em geral, segue o conteúdo do Evangelho canônico de Mateus, mas com algumas divergências importantes. Um dos pontos de maior distinção é que ele referencia o Espírito Santo como sendo a mãe de Jesus, coloca Tiago, o Justo, como cabeça da igreja de Jerusalém, e se concentra em exortar para uma estrita obediência à lei judaica. Também altera a oração do Senhor, substituindo o “pão nosso de cada dia”, por “pão para amanhã”.

Epifânio, em seu trabalho afirma:

Eles dizem que Cristo não foi o primogênito de Deus o Pai, mas criado como um dos arcanjos… que ele domina sobre os anjos e sobre todas as criaturas do Todo-Poderoso, e que ele veio e declarou em seu Evangelho, o qual é chamado Evangelho segundo Mateus, ou Evangelho segundo Mateus aos Hebreus, dizendo: “Eu vim para fazer com que cessem os sacrifícios, e se vós não cessardes com os sacrifícios, a ira de Deus sobre vós não cessará”.

Evangelho dos Nazarenos – Aparentemente deriva do Evangelho dos Hebreus, com poucas diferenças. Quanto à data e local de escrita há muita controvérsia, mas como Clemente usou o livro no final do 2º século, ele é certamente mais antigo que isto. O local de escrita mais cotado é Alexandria no Egito.

Evangelho do Ebionitas – Este evangelho tem grande afinidade com o Evangelho dos Hebreus e com o dos Nazarenos. Como os outros dois, ele também somente sobrevive em pequenos fragmentos encontrados em citações de autores dos primeiros séculos. Epifânio ressalta algumas diferenças entre o Evangelho dos Ebionitas e o Evangelho dos Nazarenos. Segundo ele, os Nazarenos eram considerados como parte da cristandade ortodoxa, enquanto o Ebionitas eram considerados hereges, especialmente por rejeitarem o nascimento virginal de Jesus. Neste evangelho Jesus aparece como sendo vegetariano, e somente no batismo recebe sua “parte divina”.

Evangelhos “paralelos” dos Evangelhos canônicos

Muitas versões alternativas, grandemente editadas, de evangelhos existiram durante os primórdios do Cristianismo. Estas alterações normalmente serviam para dar suporte a alguma visão religiosa particular, em geral, considerada paralela pela igreja primitiva.

Evangelho de Marcion – Também conhecido como Evangelho do Senhor foi um texto usado em meados do segundo século por Marcion excluindo os outros evangelhos. Este evangelho sobrevive apenas em citações de seus críticos, contudo é possível através destas citações se reconstruir praticamente todo o seu texto original. Este evangelho se baseia no Evangelho canônico de Lucas, tendo sido editado para se acomodar à teologia de Marcion, por exemplo, os dois primeiros capítulos de Lucas, sobre o nascimento de Jesus e o início em Cafarnaum foram eliminados e foram feitas modificações no restante para acomodar o Marcionismo, por exemplo, em Lucas 10:21 temos “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra”, em Marcion se lê: “Graças dou, Pai, Senhor do céu”, destacando a visão gnóstica de que a terra é má, logo, Deus não é seu Senhor.

Evangelho de Mani – Este evangelho escrito por Mani, um persa que viveu no 3º século d.C. Ele tentou fazer uma síntese das correntes religiosas de sua época: cristianismo, zoroastrismo e budismo, produzindo com isto um novo evangelho. O texto se parece mais com um comentário dos evangelhos do que uma nova testemunha. Mani, afirma ser profeta e apóstolo, como em: “Eu, Mani, o Apóstolo de Jesus o Amigo, pela vontade do Pai, o verdadeiro Deus, por quem comecei…”

Evangelhos de Logia (ou de dizeres, frases e parábolas curtas)

Evangelho de Tomé – Não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé da Infância. Este é um evangelho gnóstico que foi encontrado em 1945 nas cavernas de Nag Hammadi, em um manuscrito copta. Diferentemente dos evangelhos canônicos, este não traz uma narrativa conectada aos dizeres atribuídos a Jesus. É apenas uma coleção de dizeres e parábolas que teriam sido proferidos por Jesus, alguns diálogos com o Senhor, e dizeres que alguns dos discípulos teriam reportado a Tomé, chamado Dídimo. A obra consiste de 114 dizeres atribuídos a Jesus, alguns dos quais lembram as falas do Senhor nos evangelhos canônicos. No 4º século, Cirilo de Jerusalém mencionou o Evangelho de Tomé, nos seguintes termos: “Não permita que ninguém leia o evangelho segundo Tomé, porque esta obra, não é de um dos doze apóstolos, mas de um dos três perniciosos discípulos de Mani”. Contudo, os textos em Nag Hammadi são certamente mais antigos que a época de Mani. Os críticos tendem a datar este Evangelho no final do primeiro século.
Em um de seus ditos (v.70) encontramos Jesus dizendo que a salvação está no interior do ser humano: “Se colocardes para fora o que está em vosso interior, o que tendes vos salvará. Se não o colocardes para fora, o que tendes em vosso interior vos matará”. No v.3, temos: “O Reino de Deus está dentro de vós”.
Escritos como este evangelho são certamente a razão para a igreja ter buscado estabelecer de forma oficial o cânon do Novo Testamento. Estabelecendo a crença na morte e na ressurreição do Senhor como o coração da mensagem proclamada pela Igreja desde o seu início no livro de Atos dos Apóstolos.

Evangelho de Filipe – É um evangelho gnóstico datado do 2º ou 3º século, de autor desconhecido. Similarmente ao evangelho gnóstico de Tomé este também é um evangelho de dizeres, ou falas atribuídas ao Senhor, algumas das quais lembram as palavras do Senhor encontradas nos evangelhos canônicos. Entre seus ditos encontramos: “Aquele que tem o conhecimento da verdade é um homem livre, mas o homem livre não peca, porque ‘Aquele que peca é escravo do pecado’. A verdade é a mãe, o conhecimento o pai”. E ainda: “Jesus veio para crucificar o mundo”.

Evangelhos Morais

Alguns textos tomaram a forma de discursos sobre a moralidade, e em particular sobre a abstinência sexual, normalmente apresentando um debate entre Jesus e um de seus discípulos, estes são os evangelhos morais.

Evangelho dos Egípcios (em Grego) – Não deve ser confundido com o Evangelho dos Egípcios em Copta, que é uma obra completamente diferente. Este evangelho foi escrito provavelmente na primeira metade do 2º século em Alexandria. Ele foi citado por Clemente de Alexandria. Este evangelho toma a forma de uma conversa entre a discípula de Jesus, Salomé (Marcos 15:40) e Jesus, que advoga a causa do celibato, como comenta Cameron: “Cada fragmento endossa o ‘ascetismo sexual’ como meio de quebrar o ciclo letal do nascimento e de superar as diferenças pecaminosas entre o homem e a mulher, permitindo a todas as pessoas retornar ao que foi entendido como seu estado primordial de androgenia” (Cameron 1982).

Evangelho de Tomé, o contendor – Ou livro de Tomé o contendor, não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé. O evangelho se inicia assim: “As palavras secretas que o salvador disse a Tomé, as quais eu, eu mesmo, Matias, escrevi, enquanto andava ouvindo-os falar um com o outro”. Este escrito foi achado na biblioteca de Nag Hammadi, no deserto egípcio. Alguns consideram que este livro pode ser o Evangelho de Matias, livro este que estava perdido. Nele Jesus trata Tomé como seu próprio irmão gêmeo, e lhe expõe o tema da moralidade, e particularmente da sexualidade. Jesus segue então mostrando como o celibato oferece a rota para a salvação, e como a paixão sexual é um fogo que causa ilusão, e aprisionamento em um estado de luxúria.

Evangelhos da Paixão

São evangelhos que tratam especificamente da questão da morte e da ressurreição de Jesus

Evangelho de Pedro – O evangelho de Pedro é uma narrativa da paixão, que foi bem conhecida no início da história Cristã, mas que desapareceu com o tempo. Hoje é conhecida apenas de ouvir falar, especialmente pela carta de Serapião, bispo de Antioquia de 190 a 203 d.C., referenciada por Eusébio, que afirma o seguinte: “muito dele se enquadra nos corretos ensinos sobre o Salvador, mas algumas partes podem encorajar seus ouvintes a cair na heresia do docetismo”.

Atos de Pilatos – Se inclui como um apêndice ao texto medieval em latim chamado Evangelho de Nicodemos. O texto é provavelmente da metade do 4º século, sendo de autoria desconhecida. A primeira parte do livro relata o julgamento de Jesus, com base em Lucas 23 e a segunda trata da ressurreição. Nele, Lúcio e Carino, duas almas ressuscitadas após a crucificação, relatam ao Sinédrio os acontecimentos da descida de Cristo ao Limbo. O episódio do Angustiante Inferno descreve Dimas (nome dado por este manuscrito ao malfeitor crucificado com Jesus e que recebeu Dele o perdão) acompanhando Cristo no Inferno, e a libertação dos patriarcas do Antigo Testamento que eram justos.

Evangelho de Bartolomeu – As primeiras referências a este texto foram feitas por Jerônimo e recentemente foram descobertos alguns fragmentos de manuscritos em copta contendo o texto. Este texto contém as visões de Bartolomeu, e os atos de Tomé, mas é predominantemente um texto sobre a paixão e a eucaristia. O texto começa com a crucificação de Jesus, e então passa à ida de Jesus ao inferno, onde encontra com Judas e prega para ele. Jesus resgata todos os que estão no inferno, exceto Judas, Caim e Herodes o Grande. Bartolomeu está presente à cena, e é depois levado ao mais alto nível do céu, de modo a poder ver a liturgia (católica) indo celebrar a ressurreição.

Questões de Bartolomeu – Não deve ser confundido com o Evangelho de Bartolomeu. O texto sobrevive em cópias em grego, latim e eslovaco antigo, mesmo que cada cópia varie grandemente da outra. O texto apresenta Jesus respondendo aos seus discípulos algumas perguntas formuladas por Bartolomeu. O texto se atém fortemente ao misticismo judaico (tal qual o Livro de Enoque), buscando dar explicações para os aspectos sobrenaturais do Cristianismo. O livro mostra como Jesus desceu ao inferno, por suas próprias palavras, trata da imaculada concepção de Maria, e finalmente, Bartolomeu pede para ver Satanás, e então um coro de anjos arrasta Satanás acorrentado do inferno, mas vê-lo faz com que os apóstolos morram. Jesus então imediatamente os ressuscita e dá a Bartolomeu o controle sobre Satanás. O texto também afirma que a queda do homem foi causada por Eva ter tido relações sexuais com Satanás.

Atos dos Apóstolos de Leucius

São textos que tratam da vida dos apóstolos após a ressurreição de Jesus. Todos atribuídos a Leucius Charinus supostamente um discípulo de João o apóstolo, e que se uniu a este em oposição aos Ebionitas.

Atos de João – É uma coleção de narrativas e tradições do 2º século d.C. inspirada no evangelho canônico de João. Alguns atribuem sua autoria a Prócoro, um dos diáconos selecionados em Atos 6. Este livro apresenta duas viagens de João a Éfeso, cheias de eventos dramáticos, milagres como o colapso do templo de Ártemis, assim como também apresenta João pregando no teatro para convencer os seguidores de Ártemis. Contém também o episódio da última ceia com a “dança de roda da cruz” que teria sido instituída por Jesus, dizendo: “Antes de eu ser entregue a eles, cantemos um hino ao Pai e assim sigamos a ver o que mente diante de nós”, direcionou para que fosse formado um círculo ao redor dele, dando-se as mãos e dançando. Os apóstolos gritaram “Amém” ao hino de Jesus.

Atos de Paulo – É um dos maiores textos apócrifos do Novo Testamento. Foi escrito no final do 2º século d.C. O texto era composto de:

Atos de Paulo e Thecla – Neste texto Paulo está viajando a Icônio, proclamando “a palavra de Deus sobre a abstinência, a virgindade e a ressurreição”. Thecla, é uma virgem jovem e nobre, que ouve os discursos de Paulo sobre a virgindade de sua janela na casa ao lado. Seu noivo então leva Paulo ao governador que o prende. Thecla vai à prisão para ouvir Paulo, e é então condenada por estar dando ouvidos à questão da virgindade à morte na fogueira, mas nada lhe acontece pois Deus manda um chuva e terremotos para apagar as chamas. A história segue nestes termos, até que Thecla foge para uma caverna (estando ainda virgem) e mora lá por mais 72 anos. Aos 90 anos um homem tenta corrompê-la, mas Thecla consegue escapar e vai a Roma onde é enterrada com Paulo.

Epístola dos Coríntios a Paulo – Este escrito clama descrever os ensinos de Simão, o mago, incluindo a ideia de que Deus não é Todo-Poderoso, que a ressurreição é falsa, que Cristo não foi Deus verdadeiramente encarnado corporalmente (ideia docetista), que os anjos fizeram o mundo, e que os profetas foram imprecisos.

Terceira Epístola aos Coríntios – Este texto foi posteriormente separado dos Atos de Paulo. O texto escrito por um Pseudo-Paulo (provavelmente um presbítero cristão em 170 d.C.), é uma resposta à Epístola dos Coríntios a Paulo, e é estruturado para tentar corrigir alguns problemas de interpretação nas Epístolas de I e II aos Coríntios. (canônicas). Em particular a epístola tenta corrigir a interpretação da frase: “a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus” (I Co.15:50), pela qual alguns diziam que a ressurreição não seria corporal.

O Martírio de Paulo – Texto que retrata a morte de Paulo nas mãos de Nero.

Atos de Pedro – Este texto da segunda metade do 2º século d.C. relata o miraculoso embate entre Pedro e Simão o mago em Roma. Nele Pedro executa milagres como a ressurreição de um peixe defumado, e fazer cachorros falarem. O texto condena Simão, o mago, antiga figura ligada ao gnosticismo. Algumas versões deste texto também fazem referência a uma mulher (ou mulheres) que prefere a paralisia ao sexo. No Códice de Berlin, a mulher é apresentada como a filha de Pedro. Conclui descrevendo o martírio de Pedro, crucificado de cabeça para baixo.

Atos de André – É um texto do 3º século d.C. baseado em Atos de João e de Pedro, descreve viagens de André e os milagres que fez durante estas viagens e finalmente uma descrição da forma como supostamente morreu. Como nos outros livros congêneres os milagres são extremamente sobrenaturais, e muito exagerados. Por exemplo, além dos milagres usuais de levantar mortos, curar cegos, e outros, ele sobrevive ao ser jogado aos animais selvagens, acalma tempestades, e derrota exércitos apenas fazendo o sinal da cruz. André também faz com que um embrião resultante de um relacionamento ilegítimo morra. Ao ser crucificado, André ainda é capaz de pregar sermões por três dias.

Atos de Tomé – Este texto gnóstico do início do 3º século d.C. é apresentado em uma série de episódios, que ocorrem durante a missão evangelística de Tomé à Índia. Termina com seu martírio no qual ele morre perfurado por lanças porque causou a ira do Rei Misdaeus pela conversão de suas esposas e um parente.

Extratos das vidas dos Apóstolos

Atos de Pedro e André – Este texto não tem uma datação definida, e consiste de uma série de contos curtos de milagres, como quando André cavalga uma nuvem para ir de encontro a Pedro, e Pedro literalmente faz passar um camelo através do buraco de uma agulha. O texto parece ser uma tentativa de continuar os Atos de André e Matias (que faz parte dos Atos de André).

Atos de Pedro e os Doze – O texto datado do 2º século, é constituído de uma alegoria inicial, semelhante à descrita no Evangelho de Mateus, do negociante de pérolas (Mateus 13:44) mas que aqui está vendendo uma pérola de grande valor. O negociante é evitado pelos ricos, mas os pobres vão a ele em grande quantidade, e descobrem que a pérola está guardada na cidade natal do negociante, “Nove Portões”, e aqueles que quiserem a pérola deverão empreender a dura viagem até Nove Portões. O nome do negociante é Lithargoel, que traduzido é pérola, ou seja, o próprio negociante é a pérola. Por fim, o negociante se revela como sendo o próprio Jesus.

Atos de Pedro e Paulo – Este é um texto tardio, do 4º século, que conta a lenda da viagem de Paulo da ilha de Guadomelete para Roma, apresentando Pedro como sendo irmão de Paulo. Também descreve a morte de Paulo por decapitação, uma antiga tradição da igreja.

Atos de Filipe – Este livro é uma fantasia datada do final do 4º século ou início do 5º século d.C. envolvendo milagres e um suposto diálogo que fez Felipe conquistar muitos convertidos. Termina com a crucificação de Filipe em uma cruz invertida.

Epístolas

Há uma série de epístolas não canônicas, mas escritas no formato de epístolas canônicas, muitas das quais foram bastante consideradas pela igreja primitiva.

Epístola de Barnabé – É um apócrifo encontrado no Códice Sinaíticus do 4º século. Não deve ser confundido com o medieval Evangelho de Barnabé. Esta é uma pseudoepígrafe de autoria desconhecida, provavelmente escrita no início do 2º século. O texto apesar de não ser gnóstico em um sentido heterodoxo, clama a que sua audiência busque um perfeito conhecimento (conhecimento especial). A obra é mais um tratado, ou homilia, que uma epístola. Sua lógica não é das mais primorosas, e sua mensagem não traz novidades. É interessante que a epístola cita o Evangelho de Mateus (canônico) como Escritura, contudo, também cita provavelmente IV Esdras e certamente I Enoque. Em certo ponto parece advogar que o povo Cristão é o único verdadeiro povo da aliança, e que os judeus nunca haviam estado em uma aliança com Deus.

I Clemente – É uma carta de autoria incerta, endereçada como sendo da “igreja de Deus que está em Roma para a igreja de Deus que está em Corinto”. Sua datação tradicional está colocada em 96 d.C. A carta é motivada por uma disputa em Corinto, que excluiu do serviço vários presbíteros, mas já que nenhum foi acusado de problemas morais a carta advoga que foram afastados injustamente. A carta cita em profusão o Antigo Testamento, algumas cartas de Paulo e algumas falas do Senhor Jesus, e está incluída no Códice Alexandrinus do 5º século. Apesar de não conter problemas doutrinários, e de ser lida em várias igrejas, jamais atingiu os requisitos canônicos, especialmente por sua autoria desconhecida.

II Clemente – Esta homilia foi escrita em Roma em meados do 2º século, sendo uma pseudo-epígrafe que tradicionalmente era atribuída a Clemente de Roma. Suas citações aparentemente derivam do Evangelho dos Egípcios em grego.

Epistola dos Coríntios a Paulo – Já tratada acima como parte dos Atos de Paulo.

Epístola aos Laodicenses – Curta epístola encontrada apenas em algumas edições da Vulgata em latim, e em nenhum manuscrito grego. Ela se faz passar pela epístola de Paulo à igreja de Laodiceia mencionada em sua Epístola aos Colossenses (4:16), carta esta perdida, apesar de alguns suporem se tratar da Epístola canônica aos Efésios. É quase que unanimemente considerada uma pseudo-epígrafe, constituindo-se de um pastiche de frases tomadas de epístolas genuínas do apóstolo Paulo.

Pseudocorrespondência entre Paulo e Sêneca, o jovem – Consiste de uma série de oito cartas supostamente enviadas pelo filósofo estoico Sêneca, e seis respostas supostamente enviadas pelo apóstolo Paulo. As cartas foram compostas provavelmente na segunda metade do 4º século e tem autoria desconhecida. Baseiam-se na tradição de que tanto Sêneca quanto Paulo estiveram em um mesmo período na cidade de Roma.

III Coríntios – Já tratada acima como parte dos Atos de Paulo.

Apocalipses

Apocalipse de Pedro – Não deve ser confundido com o Apocalipse gnóstico de Pedro. Está datado na primeira metade do 2º século, foi considerado canônico por Clemente de Alexandria, mas foi recusado pelo restante da Igreja. Subsiste em apenas dois manuscritos, um em grego e outro e etíope os quais divergem grandemente entre si. O texto tem um estilo literário simples, mas muito apreciado pelos populares em Alexandria. Trata basicamente de uma visão do Céu e do Inferno. Roberts-Donaldson afirma: “O Apocalipse de Pedro mostra impressionante parentesco com a segunda epístola de Pedro… Também apresenta notáveis paralelos com os Oráculos de Sibeline… É uma das fontes do escritor do Apocalipse de Paulo… E direta ou indiretamente este texto pode ser considerado como o pai de todas as visões medievais do outro mundo”.

Apocalipse de Paulo – Este texto também é encontrado tendo a Virgem Maria no lugar de Paulo como a pessoa que recebe a revelação. Este texto paralelo é conhecido como o Apocalipse da Virgem. Não deve ser confundido com o Apocalipse gnóstico de Paulo. A narrativa aparenta ser uma elaboração e um rearranjo do Apocalipse de Pedro, inicia-se com um apelo de todas as criaturas contra os pecados da humanidade segue essencialmente descrevendo uma visão do Céu e do Inferno. No final do texto Paulo (ou Maria) consegue persuadir Deus a dar a todos no Inferno um dia de descanso, fora do Inferno, a cada domingo.

Apocalipse de Tomé – Aparentemente foi composto originalmente em latim em data desconhecida, trata dos sinais do fim do mundo. Parece ser uma curta interpretação do Apocalipse de João. Apresenta os fatos que acontecerão em uma sequência de seis dias de tormento antes da vinda de Jesus, e no final do sétimo dia se fará paz e os anjos virão à Terra.

Apocalipse de Estevão – Texto com autoria e datação incertas, descreve um conflito sobre a natureza de Jesus de Nazaré. Estevão aparece em cena e reconta o apocalipse como uma verdade literal. A multidão se insurge contra Estevão e o leva perante Pilatos, a quem Estevão ordena que se cale e que reconheça Jesus. O texto conta que Estevão sendo perseguido por Saulo, foi crucificado, mas solto por anjos, depois foi levado ao Sinédrio onde recontou uma suposta profecia de Natã sobre Jesus, e foi julgado e condenado ao apedrejamento. Sendo levado pela multidão iniciou-se o apedrejamento, quando Nicodemos e Gamaliel tentaram impedir o processo e também foram mortos. Após sua morte, Estevão foi enterrado por Pilatos em um caixão de prata. Pilatos então recebe as visões celestiais de Estevão e se converte.

I Apocalipse de Tiago – É um texto gnóstico encontrado em Nag Hammadi. A datação e autoria ainda são incertas, mas provavelmente escrito depois do II Apocalipse de Tiago. O texto se apresenta como um diálogo entre Tiago, o justo, irmão de Jesus, e o próprio Jesus. Se inicia tratando do medo de Tiago de ser crucificado, e segue apresentando uma série de senhas dadas por Jesus a Tiago de modo a que ele chegasse até o mais alto dos céus (são 72) após morrer, sem ser bloqueado pelos poderes do mal do demiurgo (segundo os gnósticos o ser que intermediou a criação).

II Apocalipse de Tiago – Escrito provavelmente durante o 2º século d.C. esteve perdido até ser reencontrado em Nag Hammadi. O texto é claramente gnóstico, apresentando um beijo na boca que Jesus teria dado em Tiago, metáfora para a passagem da gnose entre duas pessoas (deixa claro que não se trata de um relacionamento homossexual). O texto termina com a horrível morte de Tiago por apedrejamento, provavelmente refletindo uma antiga tradição sobre sua morte.

Livros dos Pais da Igreja

Enquanto a maior parte dos livros tratados até aqui tenham sido considerados heréticos (especialmente aqueles de tradição gnóstica), outros não foram considerados como sendo particularmente heréticos em seu conteúdo, em muitos casos sendo bem aceitos como obras com alguma significância espiritual. Eles, contudo, não foram considerados canônicos, mas pertencem à categoria de escritos dos pais da Igreja.

I Clemente – Já citada acima.

O Pastor de Hermas – Ou simplesmente “O Pastor”. É uma obra Cristã do 2º século, considerada um livro valioso por muitos Cristãos, tendo sido considerada como canônica por alguns pais da igreja. Alguns atribuem sua autoria a Hermas (Rm.16:14). Mas, há grande controvérsia a este respeito. Trata-se de uma alegoria Cristã consistindo de cinco visões dadas a Hermas, um ex-escravo, seguidas de doze mandamentos, e dez parábolas. Apesar da seriedade dos assuntos tratados, o livro foi escrito em um tom otimista e esperançoso, como muitos dos escritos dos primeiros Cristãos. Tem vários e sérios problemas, especialmente quanto à questão da Trindade, e à noção de que a Igreja é uma instituição necessária à salvação.

Didaquê – Antes considerado como perdido, o Didaquê, ou Ensino dos Apóstolos, foi redescoberto em 1883 no Códice Hierosolymitanus de 1053. O texto foi provavelmente escrito já no 1º século, mas tem autoria incerta. O conteúdo pode ser dividido em quatro partes: Os dois caminhos, o caminho da vida e o caminho da morte (1-6), rituais de batismo, jejum e comunhão (7-10), o ministério e como lidar com os ministros itinerantes (11-15) e um breve apocalipse (16). Há no texto, tal qual o recebemos, claros sinais de que foi editado posteriormente para se adequar a certas questões eclesiológicas, como o batismo por aspersão.

Evangelhos Harmônicos

Alguns textos buscaram prover uma harmonização dos evangelhos canônicos, tentando apresentar, de alguma forma, um texto unificado. Entre estes textos o mais conhecido é o Diatessaron:

Diatessaron – Escrito por Taciano em 175 d.C. foi a mais proeminente harmonização dos quatro evangelhos, ou seja, o material dos quatro evangelhos escritos de modo a formar uma única narrativa. Somente 56 versos dos Evangelhos canônicos não tiveram uma contrapartida no Diatessaron, sendo que a maior parte das exclusões se deve às duas genealogias de Jesus em Mateus e Lucas, juntamente com o relato sobre a mulher adúltera em João 7:53-8:11. Contudo, a sequência da narrativa do Diatessaron é substancialmente diferente da encontrada em qualquer dos evangelhos.

Livros Perdidos

Há muitas obras e textos que são mencionados em algumas fontes antigas, mas que nenhuma parte conhecida do texto sobreviveu.

Evangelho de Matias

Evangelho dos Quatro Impérios Celestiais

Evangelho da Perfeição

Evangelho de Eva – Uma citação deste evangelho é dada por Epifânio. É possível que este seja o Evangelho da Perfeição que ele trata em outra parte. A citação mostra que este evangelho era a expressão de um completo panteísmo.

Evangelho dos Doze

Evangelho de Tadeu – Alguns entendem ser este um sinônimo para o Livro de Judas.

Memória Apostólica

Evangelho dos Setenta

Lápide dos Apóstolos

Livro dos feitiços das serpentes

Porção dos Apóstolos

Outros Escritos

Há muitos outros escritos de grande importância, muitos textos gnósticos, e ainda orações, sermões, liturgias, litânias e penitências, citados em outros links do site GnosisOnline.

Apócrifos do Velho Testamento

·Tobias – Livro que conta a história de um Judeu reto da tribo de Naftali chamado Tobias enquanto vivia em Nínive, após a deportação das tribos do norte pela Assíria em 721 a.C.

·Judite – Livro que conta a história de uma mulher corajosa e bela em sua maturidade, vestida para festa com todas as suas maravilhosas joias, acompanhada por uma fiel criada, que obtém sucesso em decapitar o general invasor Holofemes.

·Sabedoria – Livro sapiencial, cujo autor clama ser Salomão. Muitos estudiosos atribuem sua autoria a algum judeu alexandrino, pois suas ideias são claramente gregas, mais especificamente, se enquadram no pensamento helenístico alexandrino.

·Eclesiástico – Sua autoria é atribuída a alguém chamado Jesus, filho de Sirach. As suposições para a sua data de escrita variam enormemente indo de 247 a.C. a 132 a.C. O livro é formado por reflexões pessoais do autor, e teria sido transcrito por seu neto.

·Baruque – Livro é atribuído a Baruque, o escrivão de Jeremias, e foi pretensamente escrito na Babilônia. Traz confissões de pecados, clamor por misericórdia, uma exaltação à sabedoria, uma mensagem aos cativos, e uma carta pretensamente escrita por Jeremias, a qual o próprio Jerônimo, teólogo católico romano, chamou de pseudo-epígrafe (texto escrito por um autor que diz ser outra pessoa).

·I Macabeus – Livro histórico que narra o período de aproximadamente um século após a conquista da Judeia pelos gregos sob o comando de Alexandre o Grande. Sem data ou autor definidos, nem no livro, nem em escritos antigos de outros autores. Provavelmente foi escrito entre os últimos anos do 2º século a.C. e antes de 63 a.C.

·II Macabeus – Livro que narra a revolta dos judeus contra Antíoco e conclui com a derrota do general sírio Nicanor em 161 a.C. por Judas Macabeus. É uma sinopse composta por um autor desconhecido de um trabalho maior, normalmente atribuído a Jason de Cirene, do qual muito pouco se sabe, exceto pela inferência de que teria vivido em Israel, supõe-se que não tenha sido escrito antes de 124 a.C.

·Adições a Daniel – Textos em grego, incluídos junto aos textos originais em hebraico. São os versos 24-90 do capítulo 3 (oração dos jovens na fornalha), e os capítulos 13 (relato de Suzana) e 14 (a farsa do dragão).

·Adições a Ester – Textos em grego, incluídos junto aos textos originais em hebraico. Há adições aos capítulos 1, 3, 4, 5, 8, 9 e 10.

Livros Anagignoskomena:

·Todos os livros que depois foram considerados como deuterocanônicos também fazem parte dos anagignoskomena. E além destes temos:

·III Macabeus – O livro na verdade não tem nada a ver com os Macabeus ou com sua revolta contra o imperialismo grego, como acontece com I e II Macabeus. III Macabeus conta a história da perseguição dos judeus sob o reinado de Ptolomeu IV. Provavelmente o título do livro vem da similaridade de sua história com a história narrada em II Macabeus. Mas, seu conteúdo é claramente ficcional.

·IV Macabeus – Este livro é na verdade uma homilia louvando a supremacia religiosidade sobre as paixões, e para tanto faz uso de muitos pensamentos de origem pagã. Também relata vários diálogos de mártires que diferem substancialmente dos mesmos diálogos encontrados em II Macabeus.

·I Esdras – Sua autoria é desconhecida, e a data de escrita somente pode ser suposta em um período de tempo extremamente longo, algo como um período entre 300 a.C. e 100 d.C. Este livro em sua maior parte segue um paralelo da narrativa contida em Esdras, Neemias e no livro de II Crônicas, sendo que algumas seções são traduções diretas destes livros. O nome de I Esdras vem do fato de que o livro canônico de Esdras é conhecido na igreja ortodoxa grega como a primeira metade de II Esdras (a segunda metade é Neemias). Contudo, na igreja ortodoxa russa o livro de II Esdras se refere ao I Esdras da Septuaginta. Já no catolicismo romano o livro de Neemias é às vezes chamado de II Esdras. Como pode ser visto, a confusão é grande quanto à nomenclatura deste livro e dos livros canônicos, quando se tenta incluí-lo entre eles.

·Odes – Sua autoria e data de escrita são desconhecidos. É um livro que está na Septuaginta logo após o Salmo 151. Como o nome indica é um livro de canções que em grande parte repete canções encontradas em outros livros da Bíblia, como as canções de Moisés (Êxodo 15:1-19), Deuteronômio 32:1-43), a oração de Ana, mãe de Samuel (I Samuel 2:1-10), inclui também orações e canções encontradas em outros livros apócrifos, como a oração dos três jovens (complemento deuterocanônico de Daniel). Mas, o mais interessante é o livro incluir orações que são encontradas no Novo Testamento, como o Magnificat de Maria (Lucas 1:46-55) e o cântico de Zacarias (Lucas 1:68-79). Algo realmente fantástico para um livro do Antigo Testamento (Já que alguns defendem que a Septuaginta foi inteiramente traduzida e reconhecida antes de Cristo).

·Oração de Manassés – É um curto escrito de 15 versos que relata uma oração de penitência do rei Manassés de Judá enquanto esteve preso pelos assírios. O rei Manassés é registrado pela Bíblia como sendo um dos reis mais idólatras de Judá em todos os tempos (II Reis 21:1-18), mas quando foi tomado cativo pelos assírios, se arrepende e clama misericórdia a Deus (II Crônicas 33:10-17). Este livro pretende reproduzir a oração de Manassés a Deus neste momento.

·Salmo 151 – Este é um salmo curto, atribuído ao rei Davi, somente encontrado na Septuaginta. Apesar de recentemente terem sido encontrados dois manuscritos, nas cavernas de Qumram, que dão base hebraica para este salmo, ele continua sendo considerado como apócrifo, exceto pela igreja ortodoxa grega que o tem como canônico.

Livros Pseudoepígrafes (ou pseudepígrafes)

·Ahicar ou Haiquar – Segundo o livro ele foi um sábio assírio conhecido por sua grande sabedoria. O livro também conhecido como “As palavras de Ahicar” foi encontrado em um papiro aramaico de aproximadamente 500 a.C. Ahicar profere durante a narrativa várias palavras de sabedoria para seu sobrinho, como sendo de sua autoria. Mas, de fato, elas são muito similares a partes do livro de Provérbios e algumas outras a partes do livro apócrifo de Eclesiástico.

·Apocalipse de Abraão – É um apocalipse de origem hebraica que foi provavelmente escrito entre 80 e 100 d.C. É somente encontrado em uma tradução para o eslovaco antigo. O primeiro terço do livro narra a conversão de Abrão do politeísmo ao monoteísmo, sendo seguido então do texto apocalíptico. Esta parte do livro se inicia com Abraão sacrificando a Deus (Gênesis 15:7-16), mas ao invés de serem aves de rapina que desciam sobre o sacrifício, este texto diz ter sido o anjo Azazel. Este nome aparece na Bíblia primeiramente em Levítico 16:8), onde é traduzido como “o bode emissário”. No livro apócrifo de I Enoque Azazel é descrito como um anjo caído do grupo dos “vigilantes”, e está diretamente associado ao inferno. Seguindo a narrativa apocalíptica o anjo Laoel guia Abraão e este aprende várias canções de louvor a Deus e vê Azazel ser condenado ao mundo inferior. Abraão é então levado ao Templo de Jerusalém onde vê este ser usado para idolatria resultando na sua destruição por estrangeiros. Mas o Templo é por fim apresentado como tendo sido reconstruído em data posterior.

·Apocalipse de Elias – Este é um trabalho anônimo que se apresenta como uma revelação dada por um anjo. O seu título vem do fato deste livro citar o nome de Elias por duas vezes. O livro se divide em cinco partes:

o Trata da questão do jejum e da oração.

o Uma profecia sobre os Assírios.

o Referencia a futura chegada do filho da iniquidade, o qual é descrito em detalhes.

o Referencia o martírio de Elias e Enoque (baseado na morte das duas testemunhas conforme registrado no livro canônico do Apocalipse de João), o martírio de Tabita (Atos 9:36-42), e de mais 60 outros homens.

o Referencia a destruição do filho da iniquidade após o último julgamento.

·Apocalipse de Esdras – É um texto que reclama ter sido escrito por Esdras, mas que certamente foi escrito muito tempo depois, a sua datação é bem controversa, indo desde o 2º século d.C. até o 9º século d.C. O seu texto se baseia fortemente em outro apócrifo mais antigo conhecido como II Esdras (IV Esdras na vulgata ou III Esdras para os ortodoxos russos). O texto mostra o autor tendo visões do céu e do inferno, onde as punições a que são submetidos os pecadores são descritas em detalhe.

·Apocalipse de Sidraque – Também conhecido como Palavra de Sidraque, é um texto apócrifo antigo, mas de datação incerta. Seu título provém da forma grega do nome de Sadraque, um dos três que foram levados vivos à fornalha ardente pelo rei Nabucodonosor. O texto descreve como Sadraque foi levado à presença de Deus, por Jesus Cristo em pessoa. Mas, mesmo que o texto se mostre superficialmente Cristão, ele é derivado de um texto judeu mais antigo, onde o nome de um arcanjo foi substituído pelo nome de Jesus.

·Apocalipse de Sofonias – Este livro reclama ter sido escrito por Sofonias (o profeta), sua narrativa consiste de Sofonias sendo levado a visitar o céu e o inferno. Em sua visão do inferno Sofonias teria visto dois anjos gigantes, sendo que um deles é apresentado como sendo Eremiel, e é o guardião das almas. O outro dá a Sofonias um rolo contendo uma lista de todos os seus pecados, mas um segundo rolo é apresentado e Sofonias é julgado inocente e é transformado em um anjo.

·Apócrifo de Ezequiel – É um livro escrito no estilo do Antigo Testamento e contém revelações que teriam sido dadas a Ezequiel. Hoje sobrevivem apenas alguns fragmentos em citações de Epifânio, Clemente de Roma e Clemente de Alexandria, e o Papiro Chester Beatty # 185. É provável que tenha sido escrito entre 50 a.C. e 50 d.C.

·Ascensão de Isaías – Este apócrifo é datado do 2º século d.C. e foi compilado por um estudioso Cristão do qual nada se sabe. O texto tem três partes distintas, sendo que a primeira parece ter sido escrita por um autor judeu e as outras duas por autores cristãos. A primeira parte, normalmente chamada de o Martírio de Isaías, repete e expande os eventos descritos em II Reis 20. No meio desta narrativa foi inserido um apocalipse cristão conhecido como o Testamento de Ezequias. A segunda parte do livro se refere à Visão de Isaías e sua jornada assistido por um anjo.

·Assunção de Moisés – É um escrito de origem judaica, com data e autoria incertas. É encontrado apenas em um manuscrito do século VI em latim. Traz uma breve descrição da história judaica até aproximadamente o 1º século d.C. O texto com aproximadamente vinte capítulos revela as profecias secretas reveladas por Moisés a Josué no final de sua vida.

·II Baruque – Também conhecido como o Apocalipse siríaco de Baruque, é datado do final do 1º século ou início do 2º d.C. após a queda de Jerusalém em 70 d.C. Este trabalho (contrariando Jeremias que afirma ser Baruque um escriba) apresenta Baruque como um profeta e bastante superior a Jeremias. É um misto de oração, lamentação e visões, com um estilo de escrita próximo ao usado no livro canônico de Jeremias. Trata especialmente da sobrevivência do povo judeu, mesmo após a destruição do Templo.

·III Baruque – Também conhecido como o Apocalipse grego de Baruque, é datado do final do 1º século ou início do 2º d.C. após a queda de Jerusalém em 70 d.C. Este texto tal qual II Baruque também trata da sobrevivência do povo judeu após a destruição do Templo, argumentando que o Templo está preservado no céu e é apresentado como estando completamente funcional lá, sendo mantido por anjos, não havendo, portanto, qualquer necessidade de reconstruí-lo aqui na terra. Neste texto Baruque é apresentado a vários “céus”, onde testemunha a punição dos construtores da torre de Babel e da serpente do Jardim do Éden, até que finalmente chega ao portão do quinto céu, o qual somente o arcanjo Miguel é capaz de abrir.

·IV Baruque – É também conhecido como as Omissões de Jeremias (Paraleipomena de Jeremias) quando combinado com a Epístola de Jeremias. É considerado apócrifo por todas as denominações Cristãs exceto a Igreja Ortodoxa Etíope. Sendo um pseudo-epígrafe significa que Baruque não o escreveu. O texto está severamente editado, sendo difícil definir quando cada parte foi escrita. Baruque é apresentado neste texto como sendo um intermediário entre Jeremias e Deus, e não somente um escriba. Advoga a xenofobia, o divórcio de esposas estrangeiras, e o exílio daqueles que não se divorciarem. Deste modo, os que não se divorciaram são retratados como sendo os ancestrais dos samaritanos.

·Conflito de Adão e Eva com Satanás – É um texto Cristão encontrado em etíope e árabe, provavelmente do 5º século d.C. Descreve os acontecimentos que se seguiram à expulsão do Jardim do Éden e segue até o testamento e o translado de Enoque.

·Livro de Enoque – Este é um título dado a um conjunto de livros que se atribuem a Enoque, o bisavô de Noé (Gênesis 5:18-24). Normalmente o título “Livro de Enoque” se refere a I Enoque, que existe inteiro somente em uma tradução em língua etíope. Há outros dois livros chamados Enoque, II Enoque que existe somente em eslovaco antigo, e III Enoque que existe somente em hebraico. O livro é dividido em cinco partes distintas:

o O livro dos Vigilantes (I Enoque 1-36).

o O livro das Parábolas (I Enoque 37-71), também conhecido como as Comparações de Enoque.

o O livro dos Luminares Celestes (I Enoque 72-82), também conhecido como livro dos Luminares ou Livro Astronômico.

o As Visões de Sonhos (I Enoque 83-90), também chamado de o livro dos Sonhos.

o A Epístola de Enoque (I Enoque 91-108).

A passagem de I Enoque 1:9 é citada em Judas 14:15. Devido a este fato, muitos dos primeiros pais da Igreja consideraram este livro como sendo canônico, entre eles Justino Mártir, Irineu, Orígenes, Clemente de Alexandria e Tertuliano. Contudo, a Igreja como um todo negou a canonicidade deste livro. E isto gerou inclusive problemas para a aceitação da carta de Judas, por citar um livro apócrifo. No fim o entendimento foi de que a citação de I Enoque 1:9 em Judas foi canonizada pela ação do Espírito Santo ao permiti-la no Texto Sagrado.
Este texto foi datado como sendo do período dos Macabeus (aproximadamente 160 a.C.).

·II Enoque – Também conhecido como Os Segredos de Enoque é um texto de origem judia com data e autoria incertas. Ele sobrevive apenas em uma cópia em eslovaco antigo, texto este que certamente foi traduzido a partir de uma cópia em grego. O livro trata da jornada de Enoque através de dez céus até se encontrar com Deus, seguido por uma discussão sobre a criação do mundo, e as instruções de Deus para Enoque para que retornasse à Terra e disseminasse o que aprendera de Deus. Ao final, Enoque é levado de volta ao céu e é transformado no anjo Metraton. Neste ponto o texto passa a tratar das histórias de Matusalém, Nir (irmão mais novo de Noé), e Melquisedeck.

·III Enoque – Existe somente em hebraico, sendo datado do 5º o 6º século d.C. o livro clama ter sido escrito pelo rabi Ismael que se tornou sumo sacerdote após ter visões do céu. O livro se inicia com o relato da Ascensão de Ismael (1-2), em seguida mostra Ismael encontrando-se com o Enoque (3-16), e uma descrição das moradas celestiais (17-40), termina apresentando as maravilhas celestes (41-48).

·História dos Recabitas – História dos descendentes de Recabe (II Samuel 4:2ss), vivendo em uma ilha liderados por Jonadabe (filho de Recabe). O livro lembra muito os escritos mitológicos gregos, mostrando particularmente similaridades com os contos de Terapeuta.

·Carta de Aristeas – É uma falsificação de origem heleno-judaica atribuída a um certo Aristeas que a teria escrito para Filócrates, descrevendo uma tradução para o grego das leis judaicas por setenta e dois tradutores enviados ao Egito de Jerusalém a pedido da biblioteca de Alexandria, o que teria resultado na tradução conhecida como Septuaginta. Em 1684, Humphrey Hody publicou o documento “Contra historiam Aristeae de LXX, interpretibus dissertario”, no qual mostrou que a assim chamada “Carta de Aristeas” era uma falsificação tardia produzida por um judeu helenizante, originalmente distribuída para atribuir autoridade à versão LXX. Esta dissertação é normalmente tida como conclusiva.

·Vida de Adão e Eva – Este escrito de origem judaica foi originalmente escrito provavelmente em torno de 70 a.C. A história trata dos acontecimentos imediatamente posteriores à expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden e continua até a morte de Adão e depois de Eva. O livro também apresenta uma visão da queda da raça humana do ponto de vista de Eva.

·Salmos de Salomão – É um conjunto de dezoito salmos apócrifos atribuídos a Salomão, mas que provavelmente foram escritos por um fariseu da Judeia por volta do período da tomada de Jerusalém por Pompeu em 63 d.C. São modelados de modo semelhante aos salmos encontrados na Bíblia. E os salmos 17 e 18 são semelhantes ao Salmo 72 do livro de Salmos.

·Pseudo-Filo – Texto em latim, chamado desta forma por estar normalmente anexado ao trabalho de Filo de Alexandria, mas claramente, não sendo um trabalho de Filo. Nesta obra o templo de Jerusalém é dito como ainda existindo, o que poderia indicar uma data de composição anterior a 70 d.C.

·Testamento de Abraão, de Isaque e de Jacó – É um trio de trabalhos peculiares, apesar de não haver indícios de que fossem originalmente uma única obra. Em seus estilos lembram a bênção de Jacó encontrada em Gênesis 49:1-27. Os Testamentos foram originalmente compilados provavelmente no final do segundo século d.C. por um judeu cristão desconhecido, o de Abraão narra a relutância dele em morrer e como a morte pessoalmente lhe veio e o enganou para que morresse. O Testamento de Isaque está carregado de temas cristãos, apesar de se entender que estes temas foram acrescentados ao trabalho originalmente judeu. Relata que um anjo o leva ao céu, onde vê a tortura dos pecadores antes de se encontrar com o falecido Abraão. Isaque, não estando ainda morto é instruído por Abraão a voltar e escrever seu testamento, o que faz antes de morrer definitivamente. O Testamento de Jacó se inicia com Jacó sendo visitado pelo arcanjo Miguel e avisado de sua morte iminente. Neste testamento são os anjos que Jacó encontra que pregam a mensagem central.

·Testamento dos Doze Patriarcas – Este livro apócrifo traz os últimos desejos dos doze filhos de Jacó. É considerado como literatura apocalíptica judaica. Os testamentos foram escritos em hebraico, provavelmente no final do 2º século a.C. ou início do 1º, sendo que estudos recentes apontam para uma data entre 135 e 63 a.C. Tudo indica que teve um único autor, provavelmente um fariseu. Mas, sofreu edição posterior e interpolação de material de origem cristã em seu texto original.

·Visão de Esdras – É texto apócrifo que clama ter sido Esdras seu escritor. Os seus manuscritos mais antigos, compostos em latim, datam do 11º século d.C. O texto tem grande dependência de II Esdras, possui um apocalipse incipiente e retrata Deus respondendo às preces de Esdras, e enviando-lhe sete anjos para lhe mostrar o paraíso.

Apócrifos do Novo Testamento

Praticamente todos os textos apócrifos do Novo Testamento são pseudo-epígrafes, ou seja, são textos que clamam ter sido escritos por alguém que não os escreveu. Dividem-se em várias categorias, como evangelhos da infância, evangelhos judeo-cristãos, evangelhos rivais aos canônicos, visões, cartas, textos gnósticos etc.

Evangelhos da Infância

A falta de informação sobre a infância de Jesus nos evangelhos canônicos levou os primeiros Cristãos a uma fome por mais detalhes sobre a juventude de Jesus. Esta fome fez com que no 2º século e depois, alguns escrevessem contando lendas sobre este período da vida do Senhor, nenhum deles canônico, mas certamente populares em seu tempo e depois, sendo que ainda hoje vemos reflexos de seu conteúdo na religiosidade popular.

·Protoevangelho de Tiago – Também chamado de Evangelho de Tiago, ou Evangelho de Tiago da Infância, foi escrito provavelmente em torno de 150 d.C. O documento se apresenta como tendo sido escrito por Tiago, passando por Tiago o Justo, irmão de Jesus. O livro contém três partes de oito capítulos cada, iniciando-se com a história do nascimento e infância de Maria e consagração ao templo, a segunda parte conta a crise causada por Maria se tornar mulher e, portanto sua iminente contaminação do templo e a designação de José como seu guardião e os testes de sua virgindade, e por fim relata o nascimento de Jesus em uma caverna, com a visita de parteiras, escondendo Jesus de Herodes o Grande em uma manjedoura, e também o martírio de Zacarias pai de João o Batista durante o massacre das crianças, e como João o Batista e sua mãe foram escondidos de Herodes Antipas nas montanhas.

·Evangelho de Tomé da Infância – Não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé. O autor deste evangelho é desconhecido. A data provável de sua escrita está entre 80 e 185 d.C. e descreve a vida do menino Jesus, com eventos extravagantes sendo alguns deles malévolos. Em um dos episódios Jesus está fazendo pássaros de barro, os quais em seguida ganham vida. Este ato é também atribuído a Jesus no Corão. Em outro episódio uma criança espalha a água que Jesus está juntando. Jesus então amaldiçoa a criança que murcha até morrer.

·Evangelho do Pseudo-Mateus – Também chamado de Nascimento de Maria e Infância do Salvador, ou de Evangelho de Mateus da Infância. É uma composição em latim do 4º ou 5º século d.C. Este texto tem autoria, mas clama ter sido escrito por Mateus e traduzido por Jerônimo. O seu conteúdo é basicamente uma reprodução editada do Proto-evangelho de Tiago, seguida da fuga para o Egito, e de uma reprodução editada do Evangelho de Tomé da Infância. É nele que primeiramente se menciona um boi e um burro como estando presentes no nascimento de Jesus.

·Evangelho Arábico da Infância – Foi compilado, provavelmente, no 6º século d.C. e se baseia no Evangelho de Tomé da Infância e no Protoevangelho de Tiago. Consiste de três partes: O nascimento de Jesus, os milagres durante a fuga para o Egito e os milagres de Jesus como menino. Partes da narrativa deste evangelho, especialmente a segunda parte (os milagres no Egito), também podem ser encontrados no Corão.

·Outros evangelhos da Infância – A Vida de João o Batista, supostamente escrito pelo bispo Serapião em 390 d.C. e A História de José o Carpinteiro, provavelmente composto no 5º século d.C. no Egito.

Evangelhos Judeu-Cristãos

Alguns grupos dentre os primeiros Cristãos mantinham uma forte submissão ao judaísmo, especialmente à lei mosaica, os quais o apóstolo Paulo chamou de judaizantes, acabaram por criar evangelhos segundo suas próprias crenças.

A maior parte destes escritos sobrevive apenas como comentários críticos produzidos por pessoas da cristandade paulina, que eram Cristãos que seguiam os ensinos do apóstolo Paulo, também tratados em I Coríntios 1:12 e 3:4 como “os que são de Paulo”.

·Evangelho dos Hebreus – Este evangelho, composto em hebraico, está perdido exceto por algumas citações de Epifânio, um escriba da igreja que viveu no final do 4º século d.C. Este evangelho era também conhecido por Jerônimo, que afirma em um de seus escritos que o estava traduzindo para o grego. Sua data e autoria são desconhecidas, apesar de alguns o atribuírem ao próprio Mateus.
Em geral, segue o conteúdo do Evangelho canônico de Mateus, mas com algumas divergências importantes. Um dos pontos de maior distinção é que ele referencia o Espírito Santo como sendo a mãe de Jesus, coloca Tiago, o Justo, como cabeça da igreja de Jerusalém, e se concentra em exortar para uma estrita obediência à lei judaica. Também altera a oração do Senhor, substituindo o “pão nosso de cada dia”, por “pão para amanhã”.

Epifânio, em seu trabalho afirma:

Eles dizem que Cristo não foi o primogênito de Deus o Pai, mas criado como um dos arcanjos… que ele domina sobre os anjos e sobre todas as criaturas do Todo-Poderoso, e que ele veio e declarou em seu Evangelho, o qual é chamado Evangelho segundo Mateus, ou Evangelho segundo Mateus aos Hebreus, dizendo: “Eu vim para fazer com que cessem os sacrifícios, e se vós não cessardes com os sacrifícios, a ira de Deus sobre vós não cessará”.

·Evangelho dos Nazarenos – Aparentemente deriva do Evangelho dos Hebreus, com poucas diferenças. Quanto à data e local de escrita há muita controvérsia, mas como Clemente usou o livro no final do 2º século, ele é certamente mais antigo que isto. O local de escrita mais cotado é Alexandria no Egito.

·Evangelho dos Ebionitas – Este evangelho tem grande afinidade com o Evangelho dos Hebreus e com o dos Nazarenos. Como os outros dois ele também somente sobrevive em pequenos fragmentos encontrados em citações de autores dos primeiros séculos. Epifânio ressalta algumas diferenças entre o Evangelho dos Ebionitas e o Evangelho dos Nazarenos. Segundo ele os Nazarenos eram considerados como parte da cristandade ortodoxa, enquanto o Ebionitas eram considerados hereges, especialmente por rejeitarem o nascimento virginal de Jesus. Neste evangelho Jesus aparece como sendo vegetariano, e somente no batismo recebe sua “parte divina”.

Evangelhos rivais dos Evangelhos canônicos

Muitas versões alternativas, grandemente editadas, de evangelhos existiram durante os primórdios do Cristianismo. Estas alterações normalmente serviam para dar suporte a alguma visão religiosa particular, em geral, considerada herética pela igreja primitiva.

·Evangelho de Marcion – Também conhecido como Evangelho do Senhor foi um texto usado em meados do segundo século por Marcion excluindo os outros evangelhos. Este evangelho sobrevive apenas em citações de seus críticos, contudo é possível através destas citações se reconstruir praticamente todo o seu texto original. Este evangelho se baseia no Evangelho canônico de Lucas, tendo sido editado para se acomodar à teologia de Marcion, por exemplo, os dois primeiros capítulos de Lucas, sobre o nascimento de Jesus e o início em Cafarnaum foram eliminados e foram feitas modificações no restante para acomodar o Marcionismo, por exemplo, em Lucas 10:21 temos “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra”, em Marcion se lê: “Graças dou, Pai, Senhor do céu”, destacando a visão gnóstica de que a terra é má, logo, Deus não é seu Senhor.

·Evangelho de Mani – Este evangelho escrito por Mani, um persa que viveu no 3º século d.C. Ele tentou fazer uma síntese das correntes religiosas de sua época: cristianismo, zoroastrismo e budismo, produzindo com isto um novo evangelho. O texto se parece mais com um comentário dos evangelhos do que uma nova testemunha. Mani, afirma ser profeta e apóstolo, como em: “Eu, Mani, o Apóstolo de Jesus o Amigo, pela vontade do Pai, o verdadeiro Deus, por quem comecei…”.

Evangelhos de Logia (ou de dizeres, frases e parábolas curtas)

·Evangelho de Tomé – Não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé da Infância. Este é um evangelho gnóstico que foi encontrado em 1945 nas cavernas de Nag Hammadi, em um manuscrito copta. Diferentemente dos evangelhos canônicos, este não traz uma narrativa conectada aos dizeres atribuídos a Jesus. É apenas uma coleção de dizeres e parábolas que teriam sido proferidos por Jesus, alguns diálogos com o Senhor, e dizeres que alguns dos discípulos teriam reportado a Tomé, chamado Dídimo. A obra consiste de 114 dizeres atribuídos a Jesus, alguns dos quais lembram as falas do Senhor nos evangelhos canônicos. No 4º século, Cirilo de Jerusalém mencionou o Evangelho de Tomé, nos seguintes termos: “Não permita que ninguém leia o evangelho segundo Tomé, porque esta obra, não é de um dos doze apóstolos, mas de um dos três perniciosos discípulos de Mani”. Contudo, os textos em Nag Hammadi são certamente mais antigos que a época de Mani. Os críticos tendem a datar este Evangelho no final do primeiro século.

Em um de seus ditos (v. 70) encontramos Jesus dizendo que a salvação está no interior do ser humano: “Se colocardes para fora o que está em vosso interior, o que tendes vos salvará. Se não o colocardes para fora, o que tendes em vosso interior vos matará”. No v. 3, temos: “O Reino de Deus está dentro de vós”.
Escritos como este evangelho são certamente a razão para a igreja ter buscado estabelecer de forma oficial o cânon do Novo Testamento. Estabelecendo a crença na morte e na ressurreição do Senhor como o coração da mensagem proclamada pela Igreja desde o seu início no livro de Atos dos Apóstolos.

·Evangelho de Filipe – É um evangelho gnóstico datado do 2º ou 3º século, de autor desconhecido. Similarmente ao evangelho gnóstico de Tomé este também é um evangelho de dizeres, ou falas atribuídas ao Senhor, algumas das quais lembram as palavras do Senhor encontradas nos evangelhos canônicos. Entre seus ditos encontramos: “Aquele que tem o conhecimento da verdade é um homem livre, mas o homem livre não peca, porque ‘Aquele que peca é escravo do pecado’. A verdade é a mãe, o conhecimento o pai”. E ainda: “Jesus veio para crucificar o mundo”.

Evangelhos Morais

Alguns textos tomaram a forma de discursos sobre a moralidade, e em particular sobre a abstinência sexual, normalmente apresentando um debate entre Jesus e um de seus discípulos, estes são os evangelhos morais.

·Evangelho dos Egípcios (em grego) – Não deve ser confundido com o Evangelho dos Egípcios em Copta, que é uma obra completamente diferente. Este evangelho foi escrito provavelmente na primeira metade do 2º século em Alexandria. Ele foi citado por Clemente de Alexandria. Este evangelho toma a forma de uma conversa entre a discípula de Jesus, Salomé (Marcos 15:40) e Jesus, que advoga a causa do celibato, como comenta Cameron: “Cada fragmento endossa o ascetismo sexual como meio de quebrar o ciclo letal do nascimento e de superar as diferenças pecaminosas entre o homem e a mulher, permitindo a todas as pessoas retornar ao que foi entendido como seu estado primordial de androgenia” (Cameron 1982).

·Evangelho de Tomé, o contendor – Ou livro de Tomé o contendor, não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé. O evangelho se inicia assim: “As palavras secretas que o salvador disse a Tomé, as quais eu, eu mesmo, Matias, escrevi, enquanto andava ouvindo-os falar um com o outro”. Este escrito foi achado na biblioteca de Nag Hammadi, no deserto egípcio. Alguns consideram que este livro pode ser o Evangelho de Matias, livro este que estava perdido. Nele Jesus trata Tomé como seu próprio irmão gêmeo, e lhe expõe o tema da moralidade, e particularmente da sexualidade. Jesus segue então mostrando como o celibato oferece a rota para a salvação, e como a paixão sexual é um fogo que causa ilusão, e aprisionamento em um estado de luxúria.

Evangelhos da Paixão

São evangelhos que tratam especificamente da questão da morte e da ressurreição de Jesus.

·Evangelho de Pedro – O evangelho de Pedro é uma narrativa da paixão, que foi bem conhecida no início da história Cristã, mas que desapareceu com o tempo. Hoje é conhecida apenas de ouvir falar, especialmente pela carta de Serapião, bispo de Antioquia de 190 a 203 d.C., referenciada por Eusébio, que afirma o seguinte: “muito dele se enquadra nos corretos ensinos sobre o Salvador, mas algumas partes podem encorajar seus ouvintes a cair na heresia do docetismo”.

·Atos de Pilatos – Se inclui como um apêndice ao texto medieval em latim chamado Evangelho de Nicodemos. O texto é provavelmente da metade do 4º século, sendo de autoria desconhecida. A primeira parte do livro relata o julgamento de Jesus, com base em Lucas 23 e a segunda trata da ressurreição. Nele, Lúcio e Carino, duas almas ressuscitadas após a crucificação, relatam ao Sinédrio os acontecimentos da descida de Cristo ao Limbo. O episódio do Angustiante Inferno descreve Dimas (nome dado por este manuscrito ao malfeitor crucificado com Jesus e que recebeu Dele o perdão) acompanhando Cristo no Inferno, e a libertação dos patriarcas do Antigo Testamento que eram justos.

·Evangelho de Bartolomeu – As primeiras referências a este texto foram feitas por Jerônimo e recentemente foram descobertos alguns fragmentos de manuscritos em copta contendo o texto. Este texto contém as visões de Bartolomeu, e os atos de Tomé, mas é predominantemente um texto sobre a paixão e a eucaristia. O texto começa com a crucificação de Jesus, e então passa à ida de Jesus ao inferno, onde encontra com Judas e prega para ele. Jesus resgata todos os que estão no inferno, exceto Judas, Caim e Herodes o Grande. Bartolomeu está presente à cena, e é depois levado ao mais alto nível do céu, de modo a poder ver a liturgia (católica) indo celebrar a ressurreição.

·Questões de Bartolomeu – Não deve ser confundido com o Evangelho de Bartolomeu. O texto sobrevive em cópias em grego, latim e eslovaco antigo, mesmo que cada cópia varie grandemente da outra. O texto apresenta Jesus respondendo aos seus discípulos algumas perguntas formuladas por Bartolomeu. O texto se atém fortemente ao misticismo judaico (tal qual o Livro de Enoque), buscando dar explicações para os aspectos sobrenaturais do Cristianismo. O livro mostra como Jesus desceu ao inferno, por suas próprias palavras, trata da imaculada concepção de Maria, e finalmente, Bartolomeu pede para ver Satanás, e então um coro de anjos arrasta Satanás acorrentado do inferno, mas vê-lo faz com que os apóstolos morram. Jesus então imediatamente os ressuscita e dá a Bartolomeu o controle sobre Satanás. O texto também afirma que a queda do homem foi causada por Eva ter tido relações sexuais com Satanás.

Atos dos Apóstolos de Leucius

São textos que tratam da vida dos apóstolos após a ressurreição de Jesus. Todos atribuídos a Leucius Charinus supostamente um discípulo de João o apóstolo, e que se uniu a este em oposição aos Ebionitas.

·Atos de João – É uma coleção de narrativas e tradições do 2º século d.C. inspirada no evangelho canônico de João. Alguns atribuem sua autoria a Prócoro, um dos diáconos selecionados em Atos 6. Este livro apresenta duas viagens de João a Éfeso, cheias de eventos dramáticos, milagres como o colapso do templo de Ártemis, assim como também apresenta João pregando no teatro para convencer os seguidores de Ártemis. Contém também o episódio da última ceia com a “dança de roda da cruz” que teria sido instituída por Jesus, dizendo: “Antes de eu ser entregue a eles, cantemos um hino ao Pai e assim sigamos a ver o que mente diante de nós”, direcionou para que fosse formado um círculo ao redor dele, dando-se as mãos e dançando. Os apóstolos gritaram “Amém” ao hino de Jesus.

·Atos de Paulo – É um dos maiores textos apócrifos do Novo Testamento. Foi escrito no final do 2º século d.C. O texto era composto de:

oAtos de Paulo e Thecla – Neste texto Paulo está viajando a Icônio, proclamando “a palavra de Deus sobre a abstinência, a virgindade e a ressurreição”. Thecla, é uma virgem jovem e nobre, que ouve os discursos de Paulo sobre a virgindade de sua janela na casa ao lado. Seu noivo então leva Paulo ao governador que o prende. Thecla vai à prisão para ouvir Paulo, e é então condenada por estar dando ouvidos à questão da virgindade à morte na fogueira, mas nada lhe acontece pois Deus manda um chuva e terremotos para apagar as chamas. A história segue nestes termos, até que Thecla foge para uma caverna (estando ainda virgem) e mora lá por mais 72 anos. Aos 90 anos um homem tenta corrompê-la, mas Thecla consegue escapar e vai a Roma onde é enterrada com Paulo.

oEpístola dos Coríntios a Paulo – Este escrito clama descrever os ensinos de Simão, o mago, incluindo a ideia de que Deus não é Todo-Poderoso, que a ressurreição é falsa, que Cristo não foi Deus verdadeiramente encarnado corporalmente (ideia docetista), que os anjos fizeram o mundo, e que os profetas foram imprecisos.

oTerceira Epístola aos Coríntios – Este texto foi posteriormente separado dos Atos de Paulo. O texto escrito por um Pseudo-Paulo (provavelmente um presbítero cristão em 170 d.C.), é uma resposta à Epístola dos Coríntios a Paulo, e é estruturado para tentar corrigir alguns problemas de interpretação nas Epístolas de I e II aos Coríntios. (canônicas). Em particular a epístola tenta corrigir a interpretação da frase: “a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus” (I Co.15:50), pela qual alguns diziam que a ressurreição não seria corporal.

oO Martírio de Paulo – Texto que retrata a morte de Paulo nas mãos de Nero.

·Atos de Pedro – Este texto da segunda metade do 2º século d.C. relata o miraculoso embate entre Pedro e Simão o mago em Roma. Nele Pedro executa milagres como a ressurreição de um peixe defumado, e fazer cachorros falarem. O texto condena Simão, o mago, antiga figura ligada ao gnosticismo. Algumas versões deste texto também fazem referência a uma mulher (ou mulheres) que prefere a paralisia ao sexo. No Códice de Berlin, a mulher é apresentada como a filha de Pedro. Conclui descrevendo o martírio de Pedro, crucificado de cabeça para baixo.

·Atos de André – É um texto do 3º século d.C. baseado em Atos de João e de Pedro, descreve viagens de André e os milagres que fez durante estas viagens e finalmente uma descrição da forma como supostamente morreu. Como nos outros livros congêneres os milagres são extremamente sobrenaturais, e muito exagerados. Por exemplo, além dos milagres usuais de levantar mortos, curar cegos, e outros, ele sobrevive ao ser jogado aos animais selvagens, acalma tempestades, e derrota exércitos apenas fazendo o sinal da cruz. André também faz com que um embrião resultante de um relacionamento ilegítimo morra. Ao ser crucificado, André ainda é capaz de pregar sermões por três dias.

·Atos de Tomé – Este texto gnóstico do início do 3º século d.C. é apresentado em uma série de episódios, que ocorrem durante a missão evangelística de Tomé à Índia. Termina com seu martírio no qual ele morre perfurado por lanças porque causou a ira do Rei Misdaeus pela conversão de suas esposas e um parente.

Extratos das vidas dos Apóstolos

·Atos de Pedro e André – Este texto não tem uma datação definida, e consiste de uma série de contos curtos de milagres, como quando André cavalga uma nuvem para ir de encontro a Pedro, e Pedro literalmente faz passar um camelo através do buraco de uma agulha. O texto parece ser uma tentativa de continuar os Atos de André e Matias (que faz parte dos Atos de André).

·Atos de Pedro e os Doze – O texto datado do 2º século, é constituído de uma alegoria inicial, semelhante à descrita no Evangelho de Mateus, do negociante de pérolas (Mateus 13:44), mas que aqui está vendendo uma pérola de grande valor. O negociante é evitado pelos ricos, mas os pobres vão a ele em grande quantidade, e descobrem que a pérola está guardada na cidade natal do negociante, “Nove Portões”, e aqueles que quiserem a pérola deverão empreender a dura viagem até Nove Portões. O nome do negociante é Lithargoel, que traduzido é pérola, ou seja, o próprio negociante é a pérola. Por fim, o negociante se revela como sendo o próprio Jesus.

·Atos de Pedro e Paulo – Este é um texto tardio, do 4º século, que conta a lenda da viagem de Paulo da ilha de Guadomelete para Roma, apresentando Pedro como sendo irmão de Paulo. Também descreve a morte de Paulo por decapitação, uma antiga tradição da igreja.

·Atos de Filipe – Este livro é uma fantasia datada do final do 4º século ou início do 5º século d.C. envolvendo milagres e um suposto diálogo que fez Felipe conquistar muitos convertidos. Termina com a crucificação de Filipe em uma cruz invertida.

Epístolas

Há uma série de epístolas não canônicas, mas escritas no formato de epístolas canônicas, muitas das quais (apesar de espúrias) foram bastante consideradas pela igreja primitiva.

·Epístola de Barnabé – É um apócrifo encontrado no Códice Sinaíticus do 4º século. Não deve ser confundido com o medieval Evangelho de Barnabé. Esta é uma pseudo-epígrafe de autoria desconhecida, provavelmente escrita no início do 2º século. O texto apesar de não ser gnóstico em um sentido heterodoxo, clama a que sua audiência busque um perfeito conhecimento (conhecimento especial). A obra é mais um tratado, ou homilia, que uma epístola. Sua lógica não é das mais primorosas, e sua mensagem não traz novidades. É interessante que a epístola cita o Evangelho de Mateus (canônico) como Escritura, contudo, também cita provavelmente IV Esdras e certamente I Enoque. Em certo ponto parece advogar que o povo Cristão é o único verdadeiro povo da aliança, e que os judeus nunca haviam estado em uma aliança com Deus.

·I Clemente – É uma carta de autoria incerta, endereçada como sendo da “igreja de Deus que está em Roma para a igreja de Deus que está em Corinto”. Sua datação tradicional está colocada em 96 d.C. A carta é motivada por uma disputa em Corinto, que excluiu do serviço vários presbíteros, mas já que nenhum foi acusado de problemas morais a carta advoga que foram afastados injustamente. A carta cita em profusão o Antigo Testamento, algumas cartas de Paulo e algumas falas do Senhor Jesus, e está incluída no Códice Alexandrinus do 5º século. Apesar de não conter problemas doutrinários, e de ser lida em várias igrejas, jamais atingiu os requisitos canônicos, especialmente por sua autoria desconhecida.

·II Clemente – Esta homilia foi escrita em Roma em meados do 2º século, sendo uma pseudo-epígrafe que tradicionalmente era atribuída a Clemente de Roma. Suas citações aparentemente derivam do Evangelho dos Egípcios em Grego.

·Epistola dos Coríntios a Paulo – Já tratada acima como parte dos Atos de Paulo.

·Epístola aos Laodicenses – Curta epístola encontrada apenas em algumas edições da Vulgata em latim, e em nenhum manuscrito grego. Ela se faz passar pela epístola de Paulo à igreja de Laodiceia mencionada em sua Epístola aos Colossenses (4:16), carta esta perdida, apesar de alguns suporem se tratar da Epístola canônica aos Efésios. É quase que unanimemente considerada uma pseudo-epígrafe, constituindo-se de um pastiche de frases tomadas de epístolas genuínas do apóstolo Paulo.

·Pseudo-Correspondência entre Paulo e Sêneca, o jovem – Consiste de uma série de oito cartas supostamente enviadas pelo filósofo estóico Sêneca, e seis respostas supostamente enviadas pelo apóstolo Paulo. As cartas foram compostas provavelmente na segunda metade do 4º século e tem autoria desconhecida. Baseiam-se na tradição de que tanto Sêneca quanto Paulo estiveram em um mesmo período na cidade de Roma.

·III Coríntios – Já tratada acima como parte dos Atos de Paulo.

Apocalipses

·Apocalipse de Pedro – Não deve ser confundido com o Apocalipse gnóstico de Pedro. Está datado na primeira metade do 2º século, foi considerado canônico por Clemente de Alexandria, mas foi recusado pelo restante da Igreja. Subsiste em apenas dois manuscritos, um em grego e outro e etíope os quais divergem grandemente entre si. O texto tem um estilo literário simples, mas muito apreciado pelos populares em Alexandria. Trata basicamente de uma visão do Céu e do Inferno. Roberts-Donaldson afirma: “O Apocalipse de Pedro mostra impressionante parentesco com a segunda epístola de Pedro… Também apresenta notáveis paralelos com os Oráculos de Sibeline… É uma das fontes do escritor do Apocalipse de Paulo… E direta ou indiretamente este texto pode ser considerado como o pai de todas as visões medievais do outro mundo”.

·Apocalipse de Paulo – Este texto também é encontrado tendo a Virgem Maria no lugar de Paulo como a pessoa que recebe a revelação. Este texto paralelo é conhecido como o Apocalipse da Virgem. Não deve ser confundido com o Apocalipse gnóstico de Paulo. A narrativa aparenta ser uma elaboração e um rearranjo do Apocalipse de Pedro, inicia-se com um apelo de todas as criaturas contra os pecados da humanidade segue essencialmente descrevendo uma visão do Céu e do Inferno. No final do texto Paulo (ou Maria) consegue persuadir Deus a dar a todos no Inferno um dia de descanso, fora do Inferno, a cada domingo.

·Apocalipse de Tomé – Aparentemente foi composto originalmente em latim em data desconhecida, trata dos sinais do fim do mundo. Parece ser uma curta interpretação do Apocalipse de João. Apresenta os fatos que acontecerão em uma sequência de seis dias de tormento antes da vinda de Jesus, e no final do sétimo dia se fará paz e os anjos virão à Terra.

·Apocalipse de Estevão – Texto com autoria e datação incertas, descreve um conflito sobre a natureza de Jesus de Nazaré. Estevão aparece em cena e reconta o apocalipse como uma verdade literal. A multidão se insurge contra Estevão e o leva perante Pilatos, a quem Estevão ordena que se cale e que reconheça Jesus. O texto conta que Estevão sendo perseguido por Saulo, foi crucificado, mas solto por anjos, depois foi levado ao Sinédrio onde recontou uma suposta profecia de Natã sobre Jesus, e foi julgado e condenado ao apedrejamento. Sendo levado pela multidão iniciou-se o apedrejamento, quando Nicodemos e Gamaliel tentaram impedir o processo e também foram mortos. Após sua morte, Estevão foi enterrado por Pilatos em um caixão de prata. Pilatos então recebe as visões celestiais de Estevão e se converte.

·I Apocalipse de Tiago – É um texto gnóstico encontrado em Nag Hammadi. A datação e autoria ainda são incertas, mas provavelmente escrito depois do II Apocalipse de Tiago. O texto se apresenta como um diálogo entre Tiago, o justo, irmão de Jesus, e o próprio Jesus. Se inicia tratando do medo de Tiago de ser crucificado, e segue apresentando uma série de senhas dadas por Jesus a Tiago de modo a que ele chegasse até o mais alto dos céus (são 72) após morrer, sem ser bloqueado pelos poderes do mal do demiurgo (segundo os gnósticos o ser que intermediou a criação).

·II Apocalipse de Tiago – Escrito provavelmente durante o 2º século d.C. esteve perdido até ser reencontrado em Nag Hammadi. O texto é claramente gnóstico, apresentando um beijo na boca que Jesus teria dado em Tiago, metáfora para a passagem da gnose entre duas pessoas (deixa claro que não se trata de um relacionamento homossexual). O texto termina com a horrível morte de Tiago por apedrejamento, provavelmente refletindo uma antiga tradição sobre sua morte.

Livros dos Pais da Igreja

Enquanto a maior parte dos livros tratados até aqui tenham sido considerados heréticos (especialmente aqueles de tradição gnóstica), outros não foram considerados como sendo particularmente heréticos em seu conteúdo, em muitos casos sendo bem aceitos como obras com alguma significância espiritual. Eles, contudo, não foram considerados canônicos, mas pertencem à categoria de escritos dos pais da Igreja.

·I Clemente – Já citada acima.

·O Pastor de Hermas – Ou simplesmente “O Pastor”. É uma obra Cristã do 2º século, considerada um livro valioso por muitos Cristãos, tendo sido considerada como canônica por alguns pais da igreja. Alguns atribuem sua autoria a Hermas (Rm.16:14). Mas, há grande controvérsia a este respeito. Trata-se de uma alegoria Cristã consistindo de cinco visões dadas a Hermas, um ex-escravo, seguidas de doze mandamentos, e dez parábolas. Apesar da seriedade dos assuntos tratados, o livro foi escrito em um tom otimista e esperançoso, como muitos dos escritos dos primeiros Cristãos. Tem vários e sérios problemas, especialmente quanto à questão da Trindade, e à noção de que a Igreja é uma instituição necessária à salvação.

·Didaquê – Antes considerado como perdido, o Didaquê, ou Ensino dos Apóstolos, foi redescoberto em 1883 no Códice Hierosolymitanus de 1053. O texto foi provavelmente escrito já no 1º século, mas tem autoria incerta. O conteúdo pode ser dividido em quatro partes: Os dois caminhos, o caminho da vida e o caminho da morte (1-6), rituais de batismo, jejum e comunhão (7-10), o ministério e como lidar com os ministros itinerantes (11-15) e um breve apocalipse (16). Há no texto, tal qual o recebemos, claros sinais de que foi editado posteriormente para se adequar a certas questões eclesiológicas, como o batismo por aspersão.

Evangelhos Harmônicos

Alguns textos buscaram prover uma harmonização dos evangelhos canônicos, tentando apresentar, de alguma forma, um texto unificado. Entre estes textos o mais conhecido é o Diatessaron:

·Diatessaron – Escrito por Taciano em 175 d.C. foi a mais proeminente harmonização dos quatro evangelhos, ou seja, o material dos quatro evangelhos escritos de modo a formar uma única narrativa. Somente 56 versos dos Evangelhos canônicos não tiveram uma contrapartida no Diatessaron, sendo que a maior parte das exclusões se deve às duas genealogias de Jesus em Mateus e Lucas, juntamente com o relato sobre a mulher adúltera em João 7:53-8:11. Contudo, a sequência da narrativa do Diatessaron é substancialmente diferente da encontrada em qualquer dos evangelhos.

Livros Perdidos

Há muitas obras e textos que são mencionados em algumas fontes antigas, mas que nenhuma parte conhecida do texto sobreviveu.

·Evangelho de Matias

·Evangelho dos Quatro Impérios Celestiais

·Evangelho da Perfeição

·Evangelho de Eva – Uma citação deste evangelho é dada por Epifânio. É possível que este seja o Evangelho da Perfeição que ele trata em outra parte. A citação mostra que este evangelho era a expressão de um completo panteísmo.

·Evangelho dos Doze

·Evangelho de Tadeu – Alguns entendem ser este um sinônimo para o Livro de Judas.

·Memória Apostólica

·Evangelho dos Setenta

·Lápide dos Apóstolos

·Livro dos feitiços das serpentes

·Porção dos Apóstolos

Outros Escritos

Há muitos outros escritos de importância menor, muitos textos gnósticos, e ainda orações, sermões, liturgias e penitências, que são citados em outros links do site GnosisOnline.

Os 7 dias da criação do Homem e do Planeta

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Diz-se que “Deus criou os Céus e a Terra”. A que “Terra” se refere o Gênesis? Pois, à nossa Terra Filosofal, ao corpo físico do alquimista, ou “Terra Elemental” dos sábios.

“E a Terra estava desordenada e vazia, e as trevas estavam sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus movia-se sobre a face das águas…” Esse é o primeiro dia de toda Criação, no qual se tem de baixar aos mundos infernais para trabalhar. Ao princípio, nosso caos espermático está em trevas; esta Terra Filosofal (o corpo humano ou sistema sexual) está em desordem completa. Sem embargo, o “Espírito de Deus” move-se sobre as águas espermáticas do primeiro instante.

“E disse Deus: seja a luz, e foi a luz, e viu Deus que a luz era boa e separou Deus a luz das trevas, e chamou Deus à luz Dia, e às trevas chamou Noite, e foi a tarde e a manhã um Dia…”

Esse é o primeiro trabalho que se tem de fazer na Alquimia: separar a luz das trevas, arrancar a luz das trevas. Então, tem-se de baixar ao abismo (fazer a luz é muito difícil, porém não impossível).

Logo, disse Deus: haja expansão em meio às águas e separem-se as águas das águas…” Isso é claro: há que se separar as águas superiores das águas inferiores. Eis aí o que se chama “preparar o mercúrio dos sábios”, o mercúrio da filosofia secreta. Pois bem, nós sabemos que o mercúrio é a alma metálica do esperma sagrado. A água superior deve ser separada da água inferior.

Os 7 Dias da Criação e os 7 Selos do Apocalipse (acima) referem-se ao Trabalho Interno

Continua o Gênesis dizendo que “Deus separou as águas que estavam sob a expansão, das águas que estavam sobre a expansão, e foi assim, e chamou Deus à expansão Céus e foi a tarde e a manhã do dia segundo…”

Essa é a segunda parte do trabalho alquimista, da Grande Obra: preparar o mercúrio da filosofia secreta para trabalhar intensamente. Dita parte superior desse mercúrio se chama “Céus” e a inferior se chama “Terra”.

“E disse Deus: juntem-se as águas que estão sob os céus e deem lugar e descubra-se o seco, e foi assim, e chamou Deus ao seco de Terra e à reunião das águas chamou Mares, e viu Deus que era bom…”

Esse é um trabalho difícil, o do terceiro dia, no qual se tem de fabricar o Corpo Astral.

O primeiro dia está relacionado com o Corpo Físico, o segundo com o Vital e o terceiro, com o Astral…

“Depois disse Deus: produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore que dê fruto, cuja semente esteja nele, segundo seu gênero, sobre a terra, e foi assim. Produziu, pois, a terra erva verde, erva que dá semente, segundo sua natureza, e árvore que dá fruto cuja semente está nele, segundo seu gênero, e viu Deus que era bom, e foi a tarde e a manhã do terceiro dia…”

Essa é a parte correspondente à perfeição do Corpo Astral, ou seja, se o tem fabricado, corresponde ao período de converter o Corpo Astral em corpo de ouro puro. Tem a ver com a semente, porque a semente é sexual, e está intimamente relacionada com o Astral.

Logo, vem o quarto dia. “Disse Deus: haja luminares na expansão das expansão dos céus para iluminar sobre a Terra, e foi assim, e fez Deus os dois grandes luminares, o maior para assenhorar-se no dia e a menor para assenhorar-se pela noite. Fez também as estrelas e Deus as pôs na expansão dos céus para iluminar sobre a Terra e para separar a luz das trevas, e viu Deus que era bom, e foi a tarde e a manhã do quarto dia…”

Esse é o quarto trabalho, o que há que se fazer com a mente. Como queira que o Mundo Mental é o Mundo da Magia Hermética, ali se trabalha com o Sol e a com a Lua, com os princípios masculino e feminino. As estrelas são as estrelas do espírito, as faculdades, e se relacionam com a inteligência. Isso tem a ver com a criação do Corpo Mental, e os que já o têm, com a perfeição de dito corpo. De maneira que é relativamente fácil de entender.

Logo, “disse Deus: produzam as águas os seres viventes e aves que voem sobre a Terra, na aberta expansão dos céus, e criou Deus os grandes monstros marinhos e todo ser vivente que as águas produziram, segundo seu gênero, e toda ave alada segundo sua espécie, e viu Deus que era bom, e Deus o abençoou, dizendo: frutificai e multiplicai e enchei as águas dos mares, e multipliquem-se as aves na terra, e foi a tarde e a manhã do quinto dia…”

Esse é o quinto dia do Trabalho, que tem a ver com o Corpo Causal: com a criação de dito corpo, e os que já o têm, devem lidar com as causas de seus erros, com esses terríveis monstros de onde saíram os Eus, com essas causas que deram origem a tantos defeitos psicológicos. Tais causas são verdadeiras bestas com as quais há que se lidar e sofrer. Isso o sabe todo aquele que tiver trabalhado na Grande Obra. Isso pertence, pois, ao Corpo Causal.

A Cristificação é humanizar Deus e divinizar o Homem

“E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme nossa semelhança, e que se assenhore dos peixes do mar, e das aves dos céus, das bestas, de toda a Terra e de todo animal que arrasta sobre a Terra. E Deus criou o homem à sua imagem, a imagem de Deus os criou, macho e fêmea os criou…” Há que se entender que isso não é como se crê correntemente.

Claro está que no sexto dia de Trabalho deve-se sofrer e lidar com todos os monstros que nós mesmos temos criado, e que correspondem a estados conscientivos espantosos e terríveis. Porém, o grande desse dia é que o Budhi, ou Alma Espiritual, logra a cristificação completa. Ela é a Alma-Espírito, que chega a se integrar completamente com a Alma Humana; esta é masculina e aquela, feminina. Da fusão de ambas resulta o verdadeiro Homem (macho e fêmea ao mesmo tempo), o Hermafrodita Espírito, o verdadeiro homem divino, perfeito, autêntico. Esse é o sexto dia de trabalho.

Logo, o Gênesis continua, dizendo-nos (dando ordens ao verdadeiro homem, ao Homem-Espírito): “Frutificai e multiplicai-vos em esplendor e poder. Chegai à Terra e subjugai-a”. (Claro, sobre todas as bestas internas, ou seja, sobre seus próprios defeitos e as causas de seus defeitos. Assim, ele é o rei da criação, de tudo o que é e será.)

“E disse Deus: eis aqui que toda planta que dê semente, e todo fruto, vos será para comer, e de tudo da Terra, e todas as aves dos céus e toda planta verde vos será para comer. E viu Deus tudo o que havia feito e viu que era bom em grande maneira, e foi a tarde e a manhã do sexto dia…”

“Foram, pois, acabados os Céus e a Terra e tudo o que neles há, e acabou Deus no sexto dia a Obra que fez e repousou no sétimo dia, e abençoou o sétimo dia e o santificou, e logo repousou de toda a Obra que havia realizado.”

O Gênesis também está relacionado com a criação da Terra, que primeiro foi Mental, depois descendeu ao Astral, depois ao Etérico, e logo, ao Físico.

Tudo isso se realizou em seis dias, ou seis Períodos, e se descansou no sétimo.

Cada Período desses é uma Eternidade…

Samael Aun Weor, Os Sete Dias da Criação

Exercícios com os elementais atômicos do nosso corpo

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O venerável Mestre Samael Aun Weor, na obra O Matrimônio Perfeito, enfatiza que precisamos nos purificar e elevar nosso nível energético, trabalhando com os Deuses Atômicos de nossos corpos físico e internos. Explica Samael: “Meditando nestes Deuses Inefáveis podemos conseguir que eles nos ajudem no despertar dos chacras, rodas ou discos do Corpo Astral. É conveniente fazermos vibrar os chacras e prepará-los para o Advento do Fogo. Meditem e vocalizem o mantra de cada elemento. Meditem em cada um destes Deuses Elementais e rogando com todo o coração que eles lhes despertem os chacras. Desenvolvam os chacras para serem ocultistas práticos”.

Ensinamento do grande mestre tibetano Gargha Kuichines (discípulo do VM Samael Aun Weor) sobre os Elementais Atômicos de nossos corpos físico e etérico.

Dentro de nós existem regiões onde governam os cinco elementos da Natureza, a saber: Éter, Ar, Fogo, Água e Terra.

Suddhashiva é o Deus Elemental do éter. O Éter governa a cabeça (do topo à região do entrecenho). Os Puncta formam a matéria etérica. Podemos invocar os Puncta pedindo permissão do Deus Suddhashiva, para que ele nos dê autorização para invocar, mandar e dar ordens aos Puncta. Invocamos esses elementais com o mantra … pronuncia-se o H em forma aspirada, alongando-se o som da letra a. Com os Puncta podemos limpar nosso centro cerebral, vitalizar e fortalecer nosso cérebro; podemos melhorar a memória, o intelecto, a mente, os sentidos e até a consciência, com conhecimento de causa. E como melhoram? Pois, dando ordens aos Puncta para que trabalhem em nosso cérebro, cerebelo e na coluna cerebrospinal. São os Puncta que governam toda a rede sem fio através da qual nossos chacras funcionam.

O Deus dos Elementais do Ar chama-se Ishwara. Podemos invocá-lo para pedir permissão para mandar e dar ordens aos elementais do ar, chamados de Silfos e Sílfides. O mantra para chamá-los é Yah. Os elementais do ar regem a região compreendida entre o entrecenho e a parte superior do coração. Trabalhando com os elementais do ar podemos melhorar todos os nossos sentidos, inclusive os braços, que estão nessa região. Os elementais só obedecem às pessoas castas, aquelas que não perdem sua matéria seminal e conhecem a ciência da transmutação. Nessa região estão situados todos os sentidos físicos: visão, audição, paladar, olfato e tato. Podemos melhorar esses sentidos valendo-nos do trabalho dos elementais aéreos. Os silfos são muito bonitos e podem aumentar a beleza, tanto do homem quanto da mulher. Mas é preciso estudar e aproveitar ao máximo o poder da energia criadora.

Rudra é o Deus dos elementais do fogo. O mantra para invocar as Salamandras do fogo é . Pronuncia-se alongando-se o som do R e do Á. O fogo rege a região compreendida entre a parte superior do coração até a base da coluna vertebral, de forma que todos os órgãos existentes nessa região poder ser regenerados pelos elementais do fogo. Por exemplo, uma pessoa saturada de gordura em seu intestino pode fazer uma limpeza valendo-se do poder dos elementais do fogo. Somente o fogo é capaz de derreter e queimar as camadas gordurosas do copo. Portanto, podemos melhorar nosso corpo valendo-nos de Rudra, o Deus do fogo.

Narayana é o Deus dos elementais da água. Rege toda a região compreendida entre a base da coluna vertebral e os joelhos. Podemos invocá-lo usando o mantra . Esse mantra é pronunciado alongando-se os sons das letras V e Á. Então invocamos as Ondinas e Nereidas, que são os elementais da água; são seres belíssimos que podem nos dar beleza se soubermos dar ordens, e também podem lavar e curar as enfermidades de nosso corpo. Sempre que formos nos banhar podemos pedir ao Deus Narayana que nos conceda a graça de mandar e de dar ordens às Ondinas e Nereidas; então pronunciamos o mantra por três vezes e depois ordenamos aos elementais da água que entrem em nosso corpo para vitalizá-lo e curá-lo. Após, pronunciamos também o mantra KLIM, em voz alta ou mentalmente, e assim, então, trabalhamos com esses elementais.

Brahma é o Deus dos elementais da terra. Para invocá-lo e dar ordens aos elementais da terra usamos o mantra . Brahma governa da região dos joelhos até a planta dos pés. Assim como os Gnomos elaboram belíssimas pedras preciosas, metais valiosos para o homem e alimentos, da mesma forma podem servir ao Mago que aprende a governá-los.

Muitos gnósticos vão às praias, ali se fazem enterrar com roupas de banho, deixando para fora apenas a cabeça; assim trabalham com os gnomos da terra e se carregam de energias. Depois, entram nas águas do mar e trabalham om as Ondinas e Nereidas. Depois deitam-se sob o sol e trabalham com as Salamandras do fogo desprendidas do nimbo solar. Por fim, aproveitam a brisa marítima para trabalharem com os Silfos e Sílfides, realizando maravilhas com os poderes desses elementais. E para finalizar, deitados de boca para cima, invocam os Puncta do espaço para trabalharem com o éter, preenchendo o cérebro com essa energia primária.

Praticar é algo muito melhor do que fazer reuniões para discutir e brigar uns com os outros, alegando “estudar as obras do Mestre”. Desconhecem que o intelecto do leitor é defeituoso porque seu dono está tomado de defeitos. Se somos mentirosos, nossos sentidos nos enganam. São os defeitos que dão forma física à nossa personalidade; somos o resultado de nossos defeitos. Deus é simples! O resto é complicado. Necessitamos nos tornar simples e não esquecer nunca que aquele que mente peca contra o Pai, que é a Verdade; assim, jamais poderá Ele derramar sobre nós a Graça de Sua Sabedoria para governar e mandar em tudo que tenha vida.

Os alimentos também nos dão sua força quando conhecemos a ciência que nos permite extrair muito do pouco em nosso favor. Para tanto, devemos invocar Mudra, que é o Deus dos Elementos, para que nos permita aproveitar a energia criadora encerrada nos grãos e cereais. Em seguida, mantralizamos, em voz alta ou mentalmente, KRIM. Com esse mantra podemos extrair a shakti de cada alimento, que é a energia crística encerrada nos grãos e plantas. A parte negativa do poder contido nos alimentos é Tamas. Por isso, muita gente, mesmo comendo muito, nunca passa da matéria.

Elementais guardiães

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Segundo afirmações do Venerável Mestre Samael Aun Weor, determinados locais são zelosamente guardados por Gênios Elementais poderosíssimos. Esses locais não podem nem devem ser profanados por nenhum curioso ou cobiçoso, ávido por riquezas e conhecimentos que nós ainda não estamos preparados.

Regiões da Antártida (morada da Sexta Raça-Raiz), o Deserto de Góbi (China), certos locais nas Américas, como o Monte Shasta (nos EUA), cavernas na América Central e interior do Brasil etc. O Yéti, o Big-foot, o Chupacabras, são todos eles elementais que por um motivo ou outro se materializam (temporariamente) e se fazem visíveis.

A seguir, transcreveremos um capítulo do livro Desvendando Mistérios, do VM Samael, intitulado Duendes:

1º Depoimento e Pergunta ao Mestre Samael: Num lugar da Cordilheira Central Colombiana, encontrava-se uma fazenda de gado à qual se dirigiram dois trabalhadores acompanhados de quatro grandes cães; ao se aproximarem as horas da noite, um deles foi pegar água, mas ao sair da casa deu alguns gritos; o companheiro ao ouvi-lo disse que não o fizesse porque era perigoso, já que nessa mesma cordilheira habitava “Patasola”, e podia responder-lhe e vir em direção a eles; o homem não fez caso e se dirigiu para a corrente de água sempre gritando; quando tinha recolhido a água, já de regresso à casa, voltou a parar e começou a gritar, então lhe responderam nas partes altas das cordilheiras.

O companheiro teve de lhe dizer novamente para que não continuasse gritando porque já tinha visto o resultado, pois “Patasola” lhe tinha respondido das partes altas das cordilheiras; o homem não lhe fez caso e continuou gritando e Patasola lhe seguiu respondendo, aproximando-se cada vez mais de onde eles se encontravam.

Yeti, Migyur, Sneeuwman, Pé Grande e inúmeros outros nomes são os poderosos elementais do Reino da Terra, que na maioria das vezes são guardiães de localidades especiais, templos jinas, tesouros, lagoas encantadas etc. Vivem na 4ª Dimensão, mas às vezes conseguem se materializar

Ao ver que Patasola se aproximava, os dois homens tiveram de se refugiar dentro da casa e fechar bem as portas; em pouco tempo Patasola chegou à casa e então os quatro mastins que os acompanhavam tiveram de enfrentar uma verdadeira batalha com Patasola. A única coisa que os homens, escondidos, faziam era sofrer e não há dúvida de que a sua defesa foram os cães, que, depois de largas horas de luta, puseram em fuga Patasola, quem, ao se retirar, continuava dando gritos semelhantes a um alarido. Os homens ao compreender que tinha se retirado, saíram da casa e se afastaram de forma rápida sem voltar ali. Poderia me dar uma explicação sobre esse relato, Mestre?

Resposta de SAW: As pessoas comuns e correntes vivem neste mundo de três dimensões, ignorando a existência de uma Quarta Coordenada, de uma Quarta Dimensão. É necessário saber que mais além de nosso mundo tridimensional, está a Dimensão Desconhecida, a Região Etérica. Se cuidadosamente observamos a cor das longínquas montanhas, poderíamos ver um intenso azul, bastante formoso.

É óbvio que dita cor é o éter da Quarta Dimensão; foi-nos dito que num futuro remoto todo o éter será visível de forma plena no mesmo ar que respiramos. Os cientistas modernos negam enfaticamente o éter e dizem que só existe nos campos magnéticos. As pessoas da Idade Média negavam a redondeza da Terra, supondo que esta era plana.

Quando Galileu afirmou que a Terra era redonda e que não estava quieta, esteve a ponto de ser condenado à morte. Quando se lhe exigiu jurar que não era redonda e que não se movia, pondo as mãos sobre a Santa Bíblia, disse: “Juro… mas que se move, se move”. Assim, também, ainda que neguemos a existência do éter, ainda que juremos que não existe, teremos de dizer, parodiando a Galileu: “Mas que existe, existe”.

Nessa Região Etérica, nessa Quarta dimensão, vivem as criaturas elementais da Natureza, e isso é algo que devemos compreender profundamente. A tais criaturas se lhes dará o nome de Elementais, precisamente porque vivem nos elementos. Saiba você, meu querido amigo, que o fogo está povoado de criaturas elementais; entenda que o ar está também densamente povoado por essa classe de criaturas e que a água e a terra estão povoadas por esses mesmos elementais.

Às criaturas do fogo, desde os tempos mais antigos, se lhes conheciam com o nome de Salamandras; aos elementais do ar se lhes designam com o nome de Silfos; aos seres da água se lhes chamam Ondinas, Nereidas, Sereias etc.; as criaturas que vivem entre as rochas da terra se lhes batizaram com o nome de Pigmeus, Gnomos etc., e é ostensível que a forma dessas criaturas varia muitíssimo.

Os elementais da Natureza possuem infinitas formas, tamanhos e graus de Consciência, e nossa mente limitadíssima e adormecida não concebe a existência de tais criaturas
Os elementais da Natureza possuem infinitas formas, tamanhos e graus de Consciência, e nossa mente limitadíssima e adormecida não concebe a existência de tais criaturas

As criaturas do fogo são delgadas e secas, muito semelhantes ao gafanhoto ou grilo, ainda que de tamanho muito maior.

As criaturas do ar parecem crianças pequenas muito formosas com rostos rosados como a aurora.

Os elementais da água têm diversas formas, algumas se parecem com damas inefáveis, felizes nas ondas do imenso mar, outras têm formas de sereias-peixes, com cabeça de mulher, e, por último, há Ondinas que brincam com as nuvens ou moram nos lagos e rios que se precipitam nos leitos de rochas.

Os Gnomos da terra, os Pigmeus, se parecem com anciães com sua longa barba branca e continente cerimonioso. Eles vivem normalmente nas minas da terra ou cuidam dos tesouros que por aí subjazem escondidos.

Todos esses Elementais da Natureza são úteis na grande Criação: alguns animam o fogo, outros impulsionam o ar formando os ventos, aqueles animam as águas, estes outros trabalham na alquimia dos metais dentro das entranhas da terra.

Existem muitas outras criaturas que povoam os bosques, os desertos, as montanhas. Você, distinto cavalheiro, nos falou da Patasola, um Elemental muito particular de alguma região nevada em seu país. É óbvio que se trata de alguma série de criaturas elementais com muita força e poder.

O acontecimento narrado por você indica-nos claramente que dito tipo elemental tem potência suficiente para se fazer sentir no mundo das três dimensões, no mundo físico; no citado relato é inquestionável que houve luta entre os cães e o ser desconhecido, e posso lhe assegurar de forma enfática que se não tivesse sido pelos cães, os dois citados homens teriam morrido…

Realmente, no seio profundo da Natureza, nas paragens mais longínquas, no mistério das selvas, existem Duendes, Fadas, criaturas que as pessoas da cidade nem remotamente suspeitam. Não faz muito tempo pelo mundo inteiro correu a notícia sobre uma estranha morte. Certo explorador da Antártida foi encontrado degolado debaixo da sua tenda de campanha nesse continente do Polo Sul.

O interessante foram suas palavras encontradas em sua bitácula de viagem. Nesta última se puderam ler frases como as seguintes: “Já vem, já o vejo, se aproxima o monstro, está aqui, Ai, ai, ai”. Que classe de monstro seria esse? Algum guardião da Quarta Dimensão, isso é obvio!

Desenvolvendo a Clarividência poderemos verificar a realidade da Quarta Dimensão e das criaturas elementais que nela vivem.

2ª Pergunta a SAW: A propósito de Duendes, Mestre, queria lhe relatar um fato que aconteceu faz 20 anos numa povoação chamada Génova Caldas, na Colômbia: uma menina foi enviada por seus pais pela manhã a uma loja. Ao regressar à sua casa, encontrou-se no caminho com uma mulher que tinha certa semelhança com sua mãe, a qual lhe convidou a que a seguisse; a menina seguiu-a, saindo da povoação. Ao chegar às horas da noite e seus pais vendo que a menina não regressava, puseram em conhecimento das autoridades seu desaparecimento. Horas mais tarde, organizou-se um grupo que foi em busca da citada menina. Seguiram por um lugar onde alguém lhes informara tê-la visto passar, e ao se aproximarem da Cordilheira Central, uma pessoa indicou que por aí tinha passado e que ela lhe tinha perguntado aonde ia, respondendo-lhe a menina que ia com sua mamãe. Continuaram a busca ao longo da cordilheira e depois de três dias encontraram a menina seminua sentada sobre um velho tronco de árvore, sem poder falar; ao trazê-la ao povoado e depois que recuperou o fala, explicou que a tinha conduzido uma pessoa muito idêntica à sua mãe até esse lugar e depois a tinha abandonado. Poderia me explicar a que se deveu isso, e se efetivamente foi um duende como as pessoas desse lugar asseguravam?

SAW: Com o maior prazer responderei à sua pergunta. Obviamente, a menina foi raptada por um duende, que tomou a mesma forma de sua mãe. As pessoas céticas das cidades não creem nestas coisas, mas, as pessoas simples dos bosques dão testemunhos viventes sobre a realidade dos duendes, os quais no fundo não são mais que simples elementais da Natureza, habitantes da Quarta Dimensão, da Quarta Coordenada, da Quarta Vertical. Nós, gnósticos, temos meios e procedimentos científicos para entrar nessa Quarta Dimensão à vontade, consciente e positivamente. Assim, podemos nos entrevistar com tais criaturas da Natureza e falar com elas.

3ª Pergunta a SAW: Poderia me explicar de que maneira é possível penetrar com corpo de carne e osso dentro da Quarta Dimensão? Eu gostaria ver esses duendes, esses elementais, e se você tem o procedimento, ensine-o a mim…

SAW: Mas, amigo meu, você me está pedindo algo sensacional. Quero que saiba que aos gnósticos não nos agrada o egoísmo. Tenho a chave e os procedimentos e com o maior prazer lhe vou ensinar um. Antes de tudo, convém que você saiba que a Natureza não é algo inconsciente, como muitos supõem; a Natureza é realmente a Mãe Natura, dispõe de poderes psíquicos formidáveis, os quais podemos utilizar para penetrar na Quarta Dimensão voluntariamente, conscientemente, positivamente.

Deite-se você do lado do coração com a cabeça posta sobre a palma da mão esquerda, e concentre-se intensamente na Mãe Natureza, suplique-lhe, peça-lhe, rogue-lhe com frases saídas do coração, com palavras simples, que o transporte, que o leve por entre a Quarta Dimensão a um bosque qualquer, a alguma paragem próxima e quando você comece a sentir suas pernas e braços em estado de lassitude, quando comece a dormir, sentindo-se em estado de sonolência, cheio de fé intensa, levante-se de sua cama, dizendo: “Minha Mãe, em nome do Cristo te peço que me leves com meu corpo a tal lugar… (diga agora o lugar aonde você queira ir)”.

Aconselho a você, meu bom amigo, que antes de sair à rua, dê primeiro um saltinho com a intenção de flutuar no ambiente circundante, para verificar se realmente está na Quarta Dimensão. É claro que se você não flutua, se não consegue ficar suspenso na atmosfera, é porque todavia não penetrou no mundo da Quarta Dimensão; neste último caso, meta-se na sua cama novamente e repita a experiência. Algumas pessoas triunfam imediatamente, outras tardam meses e anos inteiros nessa aprendizagem.

É urgente saber que cada ser humano tem sua Mãe Natureza Particular, aquele princípio inteligente que criou seu próprio corpo físico, que uniu espermatozoide e óvulo para a fecundação, que deu forma a cada célula orgânica. Nossa Mãe Divina Particular pode nos ajudar com a condição de uma conduta reta. Trabalhe você com essa técnica e quando obtiver êxito, poderá conviver no mundo da Quarta Dimensão com todas as criaturas elementais da Natureza.

4ª Pergunta a SAW: Em uma selva espessa do Estado de Huila, na República da Colômbia, sucedeu a um camponês que, estando entre a vigília e o sono, sentiu ruídos próximo de sua casa nas horas da noite e ouviu uma voz, que dizia: “Acenda a candeia, acenda a candeia, acenda a candeia…” O homem não prestou nenhuma atenção, mas quando estava ficando adormecido, voltou a ouvir que lhe repetiam as mesmas palavras três vezes. Em vista disso, levantou-se e acendeu a candeia, sentando-se ao pé dela.

Quando já tinha avançado a noite, o homem voltou a ficar adormecido, novamente ouvindo a mesma voz, que lhe repetia: “Acenda a candeia, acenda a candeia, acenda a candeia…” Despertou e viu que a candeia estava se apagando; voltou a avivá-la com a lenha e, enquanto o fazia, lhe veio à memória nesse momento um sonho que teve sete anos atrás estando em outra região, onde viu que se encontrava só numa selva e que uma fera o atacava.

O senhor poderia me explicar quem lhe dava essas ordens e o que tinha a ver seu sonho de sete anos atrás com o que lhe estava acontecendo nesses momentos?

SAW: Distinto senhor, me é grato responder à sua pergunta. Seu relato está interessante. O cavalheiro de tal aventura sonhou sete anos antes o evento citado e é claro que seu sonho se cumpriu ao pé da letra; não há dúvida de que seu sonho foi profético, converteu-se em realidade. Inquestionavelmente , pessoas desencarnadas, melhor diríamos, almas de falecidos que em outros tempos viviam em tais selvas como pastores de animais porcinos, ajudaram o citado senhor, viram o perigo que lhe esperava.

Não há dúvida de que em tais selvas há bestas ferozes, tigres, panteras, feras de toda espécie etc. Os defuntos lhe indicaram a necessidade de acender o fogo para conjurar o perigo, para se defender desses assaltos noturnos, possivelmente de onças, falando especificamente. Vê você como temos amigos invisíveis que velam por nós e nos ajudam?

5ª Pergunta a SAW: Faz dois anos numa reunião em que se relatavam casos raros, uma das pessoas que trabalhavam numa companhia de artigos elétricos nos contava que na Escócia havia muitos duendes e que a ele, no particular, lhe surpreendeu muito o seguinte caso: um amigo íntimo dele narrava que se tinha feito amigo de um duende e que falava longas horas com ele, relatando-lhe que ao duende lhe gostava muito comer certas cerejas agridoces que havia em muito escassos lugares do bosque.

Como não acreditavam, pensou fazer-lhes uma demonstração física, para o qual propôs ao duende levá-lo ao lugar a onde se encontravam as cerejas de que tanto gostava; mas como não podiam caminhar lado a lado, lhe indicou que se metesse numa bolsa de manta para poder transportá-lo. Uma vez que o duende estivesse dentro da bolsa, o escocês correu à casa de seu amigo dando gritos para lhe demonstrar que era amigo de um duende e que este o levava consigo na bolsa de manta, mas grande foi sua surpresa ao abri-la e ver que ela estava vazia; saiu desconsolado e envergonhado da casa, caminhando rumo ao lugar onde se encontravam as cerejas agridoces que o duende tanto gostava.

Pelo caminho se deu conta de que algo se movia dentro da bolsa de manta que ainda trazia na mão. Ao chegar ao lugar onde se encontravam as cerejas, um coelhinho branco saltou da bolsa que foi devorar as cerejas, transformando-se depois no duende. Ao vê-lo, o escocês o recriminou, dizendo-lhe: Por que me fizeste essa má jogada? Não vês que fiquei por tua culpa em ridículo com meus amigos? Respondendo-lhe o duende que ele não se prestava a essa classe de demonstrações e que se queria continuar sendo bom amigo dele, que lhe prometeria não voltar a utilizá-lo para convencer seus amigos da amizade que os unia… É possível que os duendes desapareçam e apareçam mudando de forma?

SAW: Com o maior gosto responderei à sua pergunta. Foi-nos dito que tais duendes assumem formas masculinas muito formosas com cabelos louros e pele rosada. Alguns até afirmam que se apaixonam das mulheres jovens nos bosques e que costumam lhes dar deliciosas serenatas.

Velhas tradições afirmam que só com uma competência de orquestras, fazendo ressoar deliciosa música, podem ser afastados. Seu relato é muito interessante, e você já vê como alguém pode se fazer amigo de um duende. Desgraçadamente, tal pessoa cometeu o erro de querer fazer demonstrações com seu amigo invisível. É óbvio que os duendes são inimigos dos exibicionismos; quando oferecem sua amizade, o fazem sinceramente; desgraçadamente as pessoas têm a tendência exibicionista e isso é muito grave.

Que teria aquela criatura tomado a forma de um coelhinho? Isso não é nada raro. Que teria devorado as cerejas? Não se estranhe você disso. Eles comem distintas substâncias, princípios e frutos da Natureza; são criaturas que existem, que têm vida, vivem normalmente na Quarta Dimensão, mas em algumas paragens solitárias dos bosques.

Podem fazer-se visíveis e tangíveis para o homem de carne e osso, quando assim o desejam; as pessoas vãs do mundo já não aceitam nada disso porque estão demasiado sumidas na barbárie, degeneraram seus sentidos psíquicos e se encontram demasiado materializadas.

Nós, os gnósticos, pensamos de forma diferente; temos exercícios e sistemas para desenvolver as faculdades psíquicas e, mediante certos procedimentos, até nos damos ao luxo de nos pôr em contato não somente com os duendes, como também com os devas e elementais desta grande Criação…

 
Escalpo de un Yéti, num mosteiro budista no Nepal Garadiávolo
Homem-símio, 1917, entre Colômbia e Venezuela Big-foot, 1967, EUA
Chupacabras
 
                                           Chupacabras fotografado no México
Ogro Guardião de um Pântano norte-americano

 

Yéti fotografado por equipe de nove exploradores russos na região de Dyatlov, nos Montes Urais. Esse Ogro matou os exploradores
Uma estranha entidade fotografada por equipe de nove exploradores russos na região de Dyatlov, nos Montes Urais, Rússia. Esse Ogro matou todos os exploradores