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A batalha de UFOs de Strausund

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ÓVNIs na Alemanha de 1665 – A Espantosa Batalha Aérea de Stralsund

Em 8 de abril de 1665, às 14 horas, de acordo com inúmeros relatos da época, seis pescadores de arenque em Stralsund – localizada ao norte da Alemanha – observam bandos de pássaros no céu que à simples vista se transformam em navios de guerra engajados em batalhas aéreas estrondosas, ou seja, com muitos raios, trovões e barulho ensurdecedor…

Figuras fantasmagóricas fervilham nos conveses. Quando, ao anoitecer, “uma forma redonda e plana como um prato” aparece para eles acima da Igreja de São Nicolau, e então eles fogem. No dia seguinte – assim é relatado -, eles tremem e reclamam de estranhas dores pelo corpo.

Na mídia local de Strausund, a notícia se espalhou como fogo na palha. Folhetins e jornais competiam entre si com uma grande variedade de versões e interpretações. E, acima de tudo, convicções religiosas determinaram a transformação midiática do evento, pois as pessoas viviam na crença de que o mundo era governado por um deus que projetava visitações iminentes no céu.

A batalha aérea nos céus de Strausund também foi interpretada como um “prodígio” (latim para “portento”).

Posteriormente, em 19 de junho de 1670, uma grande quantidade de raios atingiu a Igreja de São Nicolau vindos de todos os lugares. Inúmeras testemunhas viram sobre a igreja um disco brilhante que havia aparecido ameaçadoramente cinco anos antes. O fenômeno celestial foi, posteriormente, interpretado como um sinal da “ira de Deus”.

Descrições e representações contemporâneas do evento evocaram uma conexão misteriosa com a destruição da Babilônia por uma gigantesca mó, conforme descrito no Apocalipse de João.

Assim, nenhuma fonte do século 17 menciona extraterrestres em conexão com fenômenos celestes inexplicáveis. A imaginação humana há muito chegou ao ponto de fantasiar expedições a planetas habitados e sistemas de propulsão correspondentes. Por que, no entanto, ninguém imaginava que extraterrestres poderiam aparecer em nossos céus com máquinas voadoras é um dos muitos mistérios…

Analise algumas impressionantes imagens da imprensa local e dos documentos escritos por autoridades religiosas e políticas da região, à época.

Cagliostro

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“Não venho de nenhum lugar,
e não pertenço a tempo algum.
Fora do tempo, meu ser espiritual vive sua existência eterna.”

(Alessandro Cagliostro)

Uma das encarnações do VM Samael foi na Áustria, antes deste Mestre iniciar seu trabalho público como Avatara da Era de Aquárius. Um dos casos insólitos ocorridos nessa encarnação de Samael foi seu encontro com o Grande Mestre dos Raios da Política Mundial e Egípcio-Rosa-cruz, e Mestre de Mistérios Maiores Cagliostro. Samael nos relata essa experiência, a qual foi importante para a total revolução de seu trabalho espiritual particular.

Caminhando um dia qualquer, pelas ruas de Viena, encontrou-se cara a cara com o Conde Cagliostro e este, ao vê-lo, reconheceu naquele homem ninguém menos que o bodhisatva do 5º Anjo do Apocalipse, o Gênio de Marte, Samael.

O conde, assombrado, tomou a palavra para recriminar ao bodhisatva (ainda não autoassumido, com dificuldades de se Levantar), e, entre outras coisas, Cagliostro inquiriu:

“Sabes quem és?”
Ao qual o Mestre respondeu:
“Perfeitamente, sou o bodhisatva do Anjo Samael…”
“E você não sente vergonha de andar assim?” – replicou Cagliostro.
“Já me levantarei, já me levantarei!” – foram as últimas palavras que brotaram d’Aquele que ainda era um bodhisatva de capa caída.

Ato seguido, o Conde Cagliostro entregou-lhe um pequeno cartão pessoal e convidou o bodhisatva Samael a que o visitasse no dia seguinte em seu castelo particular, no qual vivia o enigmático conde.

No dia seguinte, Samael encaminhou-se rumo ao castelo e bateu na porta de entrada. Rapidamente, apareceu o mordomo, o qual indagou o bodhisatva sobre o motivo de sua visita.

– Estou aqui para ver o senhor conde Cagliostro. Este é seu cartão, me foi dado por ele!

Seguidamente, o mordomo subiu as escadas que davam na parte superior do castelo e regressou com ordens de levar o visitante até ao quarto do conde. Uma vez ante a presença do venerável conde, o jovem bodhisatva foi convidado a sentar-se e, segundo palavras do próprio Mestre Samael, ali estava Cagliostro jogando talco em uma de suas perucas, que tanto foram utilizadas nos séculos 13 a 18.

O nobre conde, dizia o Mestre, estava usando um jaleco com botões de ouro puro e seus sapatos tinham cordões cujas pontas eram de diamante. O quarto onde estavam dialogando era todo na cor violeta. Tudo, desde a cama, os adornos do espelho principal, o papel de parede, tudo…

A finalidade daquela conversa transcendental eram as advertências de Cagliostro para que Samael assumisse de vez sua fantástica missão, pois o mundo e a humanidade necessitavam da “Força Liberadora de Deus“.

O venerável mestre maçom Conde Cagliostro, por dominar o poder da Chama Violeta (uma mistura do azul de Cristo e do vermelho de Samael), juntamente com outros mestres da Fraternidade Branca, como Jesus e Saint Germain, auxiliaram poderosamente para que o bodhisatva de Samael se levantasse e cumprisse com a Grande Obra.

Ashiata Shiemash – O terror da situação

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A Antropologia Gnóstica ensina que cada Raça e que cada Sub-Raça possuem seus mensageiros supremos, ou Avataras. A 3ª Sub-Raça da 5ª Grande Raça Ária (ou Ariana) também teve um grande Avatar, nascido nos tempos áureos da Babilônia. Este Ser da Luz chamou-se Ashiata Shiemash e foi um dos grande guerreiros que lutaram para tentar extirpar a energia egoica enraizada na mente humana. Eis sua história:

O SANTÍSSIMO, ENVIADO DO ALTO PARA A TERRA

Pelo todo-misericordioso mandato de nosso Infinitamente Amoroso Pai Comum Infinito, nossos Mais Elevados e Santíssimos Indivíduos Cósmicos algumas vezes atualizam, dentro da presença de algum ser tricerebrado terrestre, a “concepção definitizada” de um Indivíduo Sagrado para que, tendo se tomado um ser terrestre com tal presença, ele possa compreender a situação in loco e dar uma nova direção adequada ao processo da existência comum desses seres, graças ao qual pudessem transcender nas vidas de suas presenças as consequências já cristalizadas das propriedades do Órgão Kundartiguador, bem como a predisposição para novas cristalizações.

Santíssimo Ashiata Shiemash

Sete séculos antes do apogeu da Babilônia, foi atualizada no corpo planetário de um ser tricerebrado a “concepção definitizada de um Indivíduo Sagrado chamado Ashiata Shiemash, que se tornou um Mensageiro do Alto, e que agora é um dos Altíssimos e Santíssimos Indivíduos Cósmicos Comuns.

A concepção de Ashiata Shiemash tomou forma no corpo planetário de um membro de família pobre, descendente ea raça sumeriana, num vilarejo chamado Pispascana, não muito longe da Babilônia. Ele cresceu e se tomou um ser responsável, vivendo em seu vilarejo e também na Babilônia, que já era uma cidade famosa.

O Santíssimo Ashiata Shiemash foi o único Mensageiro do Alto que conseguiu, através de seus santos trabalhos, criar condições nas quais, por um certo tempo, a existência desses desafortunados seres de alguma maneira se tornou semelhante à existência dos seres tricerebrados com as mesmas possibilidades que habitam outros planetas de nosso grande Universo.

E esse santo foi também o primeiro que, para o cumprimento de sua missão, recusou-se a empregar os métodos costumeiros estabelecidos durante séculos por todos os outros Mensageiros do Alto para os seres tricerebrados daquele planeta.

O Santíssimo Ashiata Shiemash não ensinou ou fez pregações aos seres tricerebrados da Terra, como foi feito antes e depois dele por todos os outros Mensageiros do Alto enviados com o mesmo propósito. Como consequência disso, nada foi guardado de seus ensinamentos que passasse além de seus contemporâneos.

Contudo, informação definida concernente às suas santíssimas atividades passou para os seres das gerações seguintes através daqueles seres conhecidos como “Iniciados”, por meio de certos “legomonismos” de suas deliberações, sob o titulo de O Terror da Situação.

Também foi preservada, do período de suas santíssimas atividades, uma tabuleta de mármore, na qual foram gravados seus conselhos e mandamentos para os seres daquela época. Essa tabuleta é agora a mais preciosa relíquia sagrada de um pequeno grupo de iniciados chamado Fraternidade Olbogmek, que existe no meio do continente da Ásia. O nome Olbogmek significa “não há diferentes religiões, há um só Deus”.

Legomonismo é o nome dado a um dos meios usados para transmitir de geração a geração informações sobre certos eventos do passado remoto, através daqueles seres tricerebrados que se tomaram merecedores de serem chamados de iniciados. Assim, legomonismo é o nome dado à sucessiva transmissão de informações sobre os eventos do passado remoto do planeta Terra de iniciado para iniciado, isto é, entre seres realmente meritórios, transmitindo o que eles receberam de outros seres meritórios como eles.

O LEGOMONISMO CONCERNENTE ÀS DELIBERAÇÕES DO SANTÍSSIMO ASHIATA SHIEMASH, SOB O TÍTULO DE O TERROR DA SITUAÇÃO

‘Em nome da Causa de minha manifestação, eu sempre me esforçarei para ser justo para com toda fonte já espiritualizada e para com todas as fontes de futuras manifestações espiritualizadas de nosso Criador Comum, a Todo-Poderosa Autocrática lnfinitude… Amém.

A mim, uma minúscula partícula do todo do Grande Todo, veio o Mandato do Alto para que fosse recoberto com o corpo planetário de um ser tricerebrado da Terra para ajudar a todos os outros seres aí existentes a libertarem-se das consequências das propriedades daquele órgão que, por grandes e importantes razões, fora implantado na presença de seus ancestrais.

Todos os Indivíduos Sagrados que antes de mim foram internamente atualizados desde o Mais Alto, esforçando-se por esse mesmo propósito, sempre tentaram cumprir a tarefa a eles imposta através de uma ou outra das três vias sagradas para o autoaperfeiçoamento preestabelecidas por nosso Criador Infinito, ou seja, as vias sagradas baseadas nos impulsos do Ser chamados Fé, Esperança e Amor.

Quando completei 17 anos, comecei, por mandato do Alto, a preparar meu corpo planetário para que, durante minha existência responsável, estivesse apto a ser imparcial.

Durante o período de minha autopreparação, eu também tinha a intenção de, assim que atingisse a idade responsável, desempenhar a tarefa a mim imposta através de um ou outro desses três sagrados impulsos do Ser. Mas quando tive a oportunidade de encontrar muitos seres de quase todos os tipos que existiam na cidade da Babilônia, e quando, no curso de minhas observações imparciais, tomei conhecimento de suas várias peculiaridades, surgiu e aumentava progressivamente em mim uma dúvida essencial com relação à possibilidade de salvar os seres tricerebrados deste planeta por qualquer uma dessas três vias sagradas.

As diferentes manifestações dos seres que encontrei não só aumentaram minha dúvida, mas gradualmente me convenceram de que as consequências das propriedades do Órgão Kundartiguador, tendo passado hereditariamente através de muitas gerações, por um período muito longo, estavam ao final tão cristalizadas em suas presenças que chegaram aos seres contemporâneos como parte integrante de sua existência, formando agora uma “segunda natureza” em sua presença comum.

Assim, quando finalmente me tornei um ser responsável, antes de escolher uma dessas três sagradas vias, decidi colocar meu corpo planetário em estado de ksherknora, ou seja, o estado de “percepção completa balanceada de todos os cérebros”, e apenas neste estado eu escolheria o caminho para minhas futuras atividades.

Com esse propósito, subi ao Monte Veziniana, onde durante 40 dias e 40 noites permaneci de joelhos, devotando-me à concentração.

Por um segundo período de 40 dias e 40 noites não comi ou bebi, mas repassei e analisei todas as impressões presentes em mim, de tudo que eu havia percebido durante minha existência aqui no período de minha autopreparação.

Um terceiro período de 40 dias e noites permaneci de joelhos e não comi ou bebi, e a cada meia hora arrancava dois pelos de meu peito.

E só quando me libertei completamente da influência de todas as associações corporais e espirituais (mentais) ligadas às impressões da vida comum comecei a meditar sobre o que fazer.

Essa reflexão de minha razão purificada trouxe-me a certeza de que já era muito tarde para salvar esses seres por qualquer uma das três sagradas vias.

E ficou totalmente claro para mim que todas as genuínas funções dos seres humanos – como são próprias de todos os seres tricentrados de nosso grande Universo – haviam já degenerado em seus ancestrais remotos em outras funções bem diferentes, que estavam entre as propriedades do Órgão Kundartiguador, e eram muito similares às genuínas funções sagradas do Ser da Fé, Esperança e Amor.

E essa degeneração ocorreu porque, como indicam todas as possibilidades, quando o Órgão Kundartiguador foi destruído em seus ancestrais, e eles então puderam adquirir os fatores para os genuínos impulsos sagrados do Ser, dos quais ainda permaneciam neles os resquícios de muitas propriedades do Órgão Kundartiguador, essas propriedades que se assemelhavam aos três impulsos sagrados gradualmente se mesclaram às genuínas.

E, como resultado, os fatores cristalizados em sua psique para os impulsos da fé, esperança e amor, embora similares aos genuínos, eram de alguma forma bem peculiares.

Os seres tricerebrados contemporâneos também às vezes acreditam, amam e esperam, tanto com sua razão quanto com seus sentimentos, mas o modo como eles acreditam, amam e esperam é que é bastante peculiar.

Eles acreditam, mas neles esse impulso sagrado não funciona de forma independente, como ocorre em geral com todos os seres tricerebrados com as mesmas possibilidades nos vários planetas de nosso Grande Universo, mas surge dependendo dos fatores que foram formados em sua presença comum, como sempre devido às consequências das propriedades do Órgão Kundartiguador, como, por exemplo, essas propriedades que eles chamam “vaidade”, “amor-próprio”, “orgulho”, “autoimportância” etc.

Como consequência disso, os seres tricerebrados da Terra estão sujeitos à percepção e fixação em suas presenças de todo tipo de “sinkapoosaranas“, ou, como dizem por lá, “acreditam em qualquer besteira”.

É muito fácil convencer um ser deste planeta de qualquer coisa que se queira, desde que durante a percepção desse assunto absurdo se evoque nele, seja constantemente desde fora ou automaticamente por si mesmo, o funcionamento de uma ou outra correspondente consequência das propriedades do Órgão Kundartiguador cristalizadas nele, formando a sua assim chamada subjetividade, a saber, amor-próprio, orgulho, vaidade, presunção, arrogância etc.

Se essas influências atuam sobre sua razão degenerada e sobre os fatores que atualizam as sensações do Ser, não apenas se cristaliza uma falsa convicção com relação a qualquer absurdo, mas eles irão também, com toda sinceridade e fé, provar veementemente a seus semelhantes que aquilo é verdadeiro e não poderia ser de outra forma.

E de forma igualmente anormal foram moldados neles dados para evocar o sagrado impulso do Amor. Eles amam, mas esse amor deles é também o resultado de certas consequências cristalizadas das propriedades do Órgão Kundartiguador – e esse impulso surge e se manifesta em cada um deles de maneira inteiramente subjetiva.

Se pedíssemos a dez deles para explicarem como sentem esse impulso interior, mesmo supondo que todos respondessem sincera e francamente, levando em conta suas sensações genuínas e não o que leram em algum lugar ou ouviram de alguém, todos os dez dariam respostas diferentes e descreveriam dez diferentes sensações.

Um explicaria essa sensação no sentido sexual, outro no sentido da piedade, um terceiro como um desejo de submissão, um quarto como um interesse comum pelas coisas exteriores, e assim por diante. Mas nenhum deles poderia descrever nem remotamente as sensações do Amor genuíno.

E não poderiam descrevê-lo porque já por um longo tempo nenhum deles teve a menor sensação desse sagrado impulso do Ser do Amor Verdadeiro. E sem esse “sabor, nenhum deles pode ter a menor ideia desse sagrado impulso do Ser, o mais beatífico na presença de todos os seres tricentrados do Universo, que de acordo com a Divina Providência da Grande Natureza, forma em nós aqueles dados que, quando experimentamos seus resultados, podemos descansar na bênção das atividades meritórias que cumprimos no propósito da autorrealização.

Se um desses seres tricerebrados “ama” alguém, é porque esse alguém o encoraja e bajula de forma irrestrita, ou pela mera aparência física ou pela esperança de algum lucro material etc. Mas nunca esses seres amam com um amor genuíno, imparcial e não-egoísta.

E, graças ao tipo de amor que existe nesses seres, sua predisposição hereditária para a cristalização das consequências das propriedades do Órgão Kundartiguador age agora com mais intensidade e se fixa como uma parte integrante de sua natureza.

E, com relação ao terceiro impulso sagrado do Ser, a Esperança, sua condição na presença desses seres tricentrados é ainda pior que a dos outros dois. Esse impulso do Ser, em sua forma distorcida, não só finalmente se adaptou à presença desses seres, mas essa recém-formada e prejudicial esperança, que tomou lugar do impulso do Ser da sagrada Esperança, é agora a principal razão pela qual eles não podem mais adquirir os fatores para o funcionamento dos genuínos impulsos do Ser da Fé, Esperança e Amor.

Em consequência dessa recém-formada esperança anormal, eles sempre esperam por alguma coisa, e isso constantemente paralisa todas as possibilidades que aparecem neles, sejam evocadas intencionalmente desde fora ou surgidas acidentalmente dentro deles, possibilidades que talvez pudessem destruir em sua presença a predisposição hereditária para a cristalização das consequências das propriedades do Órgão Kundartiguador.

Quando voltei do Monte Veziniana para a cidade da Babilônia, continuei minhas observações para descobrir se seria possível ajudar esses infelizes de alguma outra maneira. Depois de um ano de observações de suas manifestações e percepções, ficou claro para mim que, embora os fatores para engendrar em sua presença os impulsos sagrados da Fé, Esperança e Amor houvessem degenerado completamente nos seres deste planeta, o fator que podia engendrar esse impulso do Ser no qual é baseada toda a psique dos seres tricerebrados em geral, isto é, o impulso chamado Consciência Objetiva, ainda não se havia atrofiado neles e permaneça em sua presença quase que em estado primordial.

Graças às condições anormais de vida estabelecidas na existência desses seres, esse fator gradualmente foi levado para o que eles chamam de “subconsciente” e, como resultado, não toma parte no funcionamento cotidiano de sua consciência comum. Então entendi, sem qualquer dúvida, com todas as Partes que formam a totalidade do meu Ser, que apenas se esse fator que ainda sobrevivia em sua presença comum pudesse participar do funcionamento geral da Consciência na vida diária, no que eles chamam de “estado de vigília”, só assim seria possível salvar os seres tricerebrados da Terra das consequências das propriedades do Órgão que fora intencionalmente implantado em seus ancestrais.

E minhas reflexões confirmaram que isso só seria possível se a vida diária desses seres fluísse por um longo tempo sob estas condições favoráveis preestabelecidas.

Quando essas deliberações foram totalmente transubstanciadas em mim, decidi consagrar-me totalmente à criação aqui de tais condições, para que o funcionamento da sagrada Consciência, que ainda sobrevivia no subconsciente deles, pudesse gradualmente passar para o funcionamento de sua consciência cotidiana.

“Que as bênçãos do Todo-Poderoso, Infinitamente Amoroso Pai Comum, Único Ser e Criador Infinito possam estar sobre minha decisão. Amém”.

E assim termina o legomonismo concernente às deliberações do Santíssimo e Incomparável Ashiata Shiemash, sob o título de O Terror da Situação.

A tabuleta de mármore, a única que por sorte permaneceu intacta desde o tempo de suas santíssimas atividades, como principal relíquia sagrada da Fraternidade Olbogmek, continha a seguinte inscrição:

FÉ, AMOR E ESPERANÇA

Fé da Consciência é liberdade.
Fé do sentimento é fraqueza.
Fé do corpo é estupidez.

Amor da Consciência evoca o mesmo em resposta.
Amor do sentimento evoca o oposto.
Amor do corpo depende só do tipo e da polaridade.

Esperança da consciência é força.
Esperança do sentimento é escravidão.
Esperança do corpo é doença.

É bom esclarecer alguns aspectos sobre a degeneração do impulso da esperança, que o Santíssimo Ashiata Shiemash assinalou como tendo se tornado mais prejudicial que os outros dois.

Graças à esperança anormal desses seres tricerebrados do planeta Terra, surgiu entre eles uma doença muito singular e curiosa, com a propriedade de se desenvolver– uma doença chamada “amanhã”.

Essa estranha doença trouxe os mais terríveis resultados, particularmente para aqueles infelizes seres tricerebrados que tiveram a oportunidade de aprender e tornarem-se categoricamente convencidos de que possuíam algumas consequências indesejáveis e que, para livrarem-se dessas consequências, era indispensável para eles fazer certos esforços, que eles até sabem como fazer, mas nunca conseguem fazer, devido a essa “Enfermidade do Amanhã“.

Essa doença não só os impede totalmente de eliminar de suas presenças as consequências do Órgão Kundartiguador, mas também torna difícil para muitos deles desempenhar honestamente aquelas obrigações indispensáveis à existência comum e corrente desses seres. Graças a essa “doença do amanhã”, esses seres quase sempre deixam “para depois” tudo o que é preciso fazer no momento, convencidos de que “depois” eles vão fazer mais e melhor.

Até aqueles infelizes que, seja por sorte ou devido a uma ação consciente desde fora, chegam a reconhecer sua completa nulidade e chegam a aprender os esforços conscientes que devem ser feitos e como fazê-los para se transformarem; até esses seres, sempre deixando para amanhã, quase todos chegam ao ponto em que, um triste dia, surgem e se manifestam neles aqueles prenúncios da velhice conhecidos como fraqueza e debilidade.

A ORDEM DA EXISTÊNCIA CRIADA PARA OS HOMENS PELO SANTÍSSIMO ASHIATA SHIEMASH

Quando, depois de suas meditações, o Santíssimo Ashiata Shiemash desceu do Monte Veziniana com um plano já definido para suas atividades, dirigiu-se para a cidade de Djoolfapal, capital de um país chamado Kurlandtech, situado no meio do continente da Ásia.

Chegando lá, entrou em contato com os membros da Fraternidade Tchaftantoon, cujo nome significava “Ser ou não ser de uma vez”. Essa fraternidade havia sido fundada cinco anos antes por dois terrestres que se tomaram verdadeiros Iniciados. Um se chamava Poundoliro e o outro Sensimininko.

Esses dois seres primeiramente tiveram uma suspeita, que depois se tornou uma convicção, de que havia alguma coisa indesejável em sua organização psíquica, e decidiram trabalhar para eliminar esse “algo indesejável de sua psique. Assim, procuraram outros seres que também tinham esse propósito e fundaram a mencionada Fraternidade.

Assim, após chegar a Djulfapal, o Santíssimo Ashiata Shiemash estabeleceu relações com os membros dessa Fraternidade, que já estavam trabalhando para corrigir suas anormalidades psíquicas. Ele então começou a iluminar a Razão desses seres, através de ideias objetivamente verdadeiras, e guiá-los de maneira que pudessem sentir essas verdades, sem a participação dos fatores indesejáveis já cristalizados em suas presenças ou dos fatores que poderiam surgir como resultado das percepções externas recebidas das condições de vida anormais já estabelecidas.

Enquanto iluminava os membros da Fraternidade Tchaftanturi, o Santíssimo Ashiata Shiemash enviou membros dessa Fraternidade a vários lugares para que, sob sua orientação, pudessem espalhar a ideia de que no subconsciente de todos os homens estão presentes os dados manifestados desde o Alto para engendrar neles o divino impulso da Consciência; e que apenas aquele que estivesse capacitado a deixar esses dados participarem do funcionamento de sua consciência diária teria, no sentido objetivo, o direito de ser chamado e de realmente ser um Genuíno Filho de nosso Pai Criador Comum.

Essa verdade objetiva foi primeiro divulgada entre os monges de muitos monastérios nos arredores da cidade e em seguida para todos os habitantes em geral. Como resultado dessa pregação, eles selecionaram 35 noviços sérios e bem preparados para a Fraternidade Heeshtvori.

Assim, durante um ano, Ashiata Shiemash continuou a iluminar os antigos membros e ainda os 35 noviços, para que se tomassem merecedores de ser irmãos da Ordem com plenos direitos.

De acordo com os estatutos elaborados por Ashiata Shiemash, qualquer um deveria, para se tomar um irmão com plenos direitos, além de atingir certos méritos objetivos, estar apto a dirigir conscientemente o funcionamento de sua psique até atingir o estado de saber como convencer a cem outros seres e provar a eles que o fator para o impulso da Consciência Objetiva existe no homem; e como esse impulso deve ser manifestado para que o homem possa cumprir com a meta e o sentido reais de sua existência, e ainda convencê-los de que cada um deles teria, por sua vez, de atingir a necessária “intensidade de aptidão” para convencer a não menos que outros cem.

Durante esse período, então, começou a se espalhar entre os habitantes da cidade e dos arredores a ideia verdadeira de que na presença comum de todos os seres humanos existem os dados para a manifestação do divino impulso da Consciência, mas que esse impulso não toma parte na consciência da vida diária. Por causa de certas manifestações que trazem satisfações imediatas, destinadas a ser pagas mais tarde, e ainda várias vantagens materiais, mas gradualmente atrofiam os dados colocados em suas presenças pela Natureza para evocar nos outros seres em volta deles o impulso objetivo do Divino Amor.

Quando a organização da primeira Fraternidade Heeshtvon, na cidade de Djulfapal, foi mais ou menos completada e estabelecida, de forma que a continuação dos trabalhos pudesse seguir de forma independente, o Santíssimo Ashiata Shiemash tratou de selecionar entre os irmãos com plenos direitos aqueles que tivessem começado, conscientemente por sua Razão e inconscientemente por seus sentimentos, a sentir esse divino impulso; e que haviam se convencido totalmente de que, através de certos trabalhos sobre si mesmos, esse divino impulso do Ser deveria se manifestar e se tornar uma parte integrante de sua consciência diária. Esses seres selecionados foram chamados de “iniciados do primeiro grau” e Ashiata Shiemash começou a instruí-los separadamente com relação a certas verdades objetivas até então desconhecidas para os seres tricerebrados do planeta Terra.

E esses “iniciados do primeiro grau” que foram separados dos outros foram os primeiros a ser chamados de “Grandes Iniciados”.

E para esses “Grandes Iniciados” o Santíssimo Ashiata Shiemash explicou detalhadamente, entre outras coisas, o que é esse impulso do Ser da Consciência Objetiva e como os fatores para a sua manifestação surgem na presença dos seres tricerebrados.

E com relação a isso ele disse o seguinte:

“Os fatores para o impulso do Ser da Consciência Objetiva surgem nos seres tricerebrados da localização em sua presença das partículas das “emanações de dor” de nosso Todo-Amoroso e Antigo Sofredor, o Pai Infinito; é por isso que a fonte de manifestação da genuína Consciência nos seres tricentrados é algumas vezes chamada de “Representativo do Criador”.

E essa dor é formada em nosso Unissustentador Pai Comum da constante luta existente no Universo entre alegria e tristeza.

Em todos os seres tricentrados do Universo, sem exceção, inclusive nós, homens, devido aos dados cristalizados em nossa presença comum para engendrar em nós o divino impulso da Consciência, “todos nós” e o todo de nossa Essência são e podem ser apenas sofrimento.

E nós devemos estar sofrendo, porque esse impulso do Ser pode chegar à sua completa manifestação em nós apenas através da constante luta entre dois “complexos de funcionamento” absolutamente opostos, surgindo de duas fontes e origens totalmente opostas, a saber, entre os processos de funcionamento do nosso corpo planetário e, paralelamente, os processos de funcionamento que surgem progressivamente dentro desse nosso corpo planetário da formação e aperfeiçoamento de nossos Corpos Existenciais Superiores do Ser, processos que em sua totalidade atualizam todos os tipos de Razão Objetiva nos seres tricentrados.

Consequentemente, nós, homens existindo no planeta Terra, como todos os seres tricentrados do nosso Grande Universo, devido à presença em nós também dos fatores para engendrar o impulso divino da Consciência Objetiva, devemos sempre inevitavelmente lutar com os dois funcionamentos absolutamente opostos que surgem e se processam em nossa presença comum,
e cujos resultados são sempre sentidos por nós como “desejos” ou como “não desejos”.

E apenas aquele que ajuda conscientemente o processo dessa luta interna, e ajuda conscientemente os “não-desejos” a prevalecerem sobre os “desejos”, comporta-se de acordo com o Ser de nosso Pai Criador Comum, enquanto aquele que conscientemente se esforça no sentido contrário apenas aumenta “Sua dor”.

Assim, antes de que se passassem três anos, todos os seres que viviam na cidade de Djulfapal, bem como em vários países da Ásia, não só sabiam que em seu interior existia o divino impulso do Ser da genuína Consciência e que era possível que esse impulso tomasse parte de sua vida durante o estado de vigília; em todas as Irmandades do grande profeta Ashiata Shiemash, os iniciados e sacerdotes estavam elucidando e indicando o que deveria ser feito para que isso acontecesse. E, mais do que isso, quase todos eles começaram a se esforçar para se tomar também sacerdotes da Irmandade Heeshtvon, da qual muitas ramificações foram fundadas em toda a Ásia, cada uma funcionando independentemente.

Assim, quase todos os seres daquela época queriam e começaram a se esforçar para que a Consciência Objetiva se manifestasse em sua vida diária no “estado de vigília”, trabalhando sobre si mesmos, sob a guia dos Iniciados da Fraternidade Heeshtvon, para transferir para sua consciência diária os resultados dos dados presentes em seu subconsciente para engendrar o divino impulso da genuína Consciência, e assim teriam a possibilidade de remover completamente de si mesmos as consequências das propriedades do Órgão Kundartiguador, prejudiciais não só para eles pessoalmente, mas também para as subsequentes gerações. E, por outro lado, teriam também a possibilidade de contribuir conscientemente para diminuir a dor de nosso Pai Comum Infinito.

Quando foram surgindo os resultados dos trabalhos de Ashiata Shiemash, grandes transformações ocorreram entre os seres tricerebrados do planeta Terra, tanto no aspecto pessoal como na vida em comum desses seres.

Esses seres passaram a se comportar uns com os outros como manifestações, diferentes apenas em grau, de um Único Criador Comum, e mostravam respeito uns aos outros de acordo com méritos pessoalmente adquiridos, por meio do “Dever Parlog do Ser”, isto é, por meio de trabalhos conscientes e padecimentos voluntários.

E foi por isso que, durante aquele período, desapareceram as duas mais prejudiciais formas de existência que existiam entre eles, a saber, a divisão entre países e a divisão entre classes ou castas.

E, naquela época, todos os seres tricerebrados daquele planeta passaram a considerar a si mesmos e a seus semelhantes simplesmente como seres trazendo em seu interior partículas das emanações de dor de nosso Pai Criador Comum.

E tudo isso aconteceu porque os dados existentes neles para a formação da Consciência Objetiva passaram a tomar parte do funcionamento da vida comum no chamado “estado de vigília”; então esses seres tricerebrados começaram a se relacionar uns com os outros baseados unicamente na Consciência. Como consequência, os senhores libertaram seus escravos e os detentores do poder renunciaram a seus direitos imerecidos, reconhecendo e sentindo com a Consciência que exerciam esses direitos e ocupavam essas posições não para colaborar com o bem comum, mas apenas para a satisfação de suas fraquezas, tais como vaidade, amor-próprio, autoindulgência etc.

É óbvio que continuaram a existir os “chefes”, “diretores” e “conselheiros especiais”, mas, assim como em todos os planetas do Universo habitados por seres tricerebrados de vários graus de autoaperfeiçoamento, eles ocupavam essas posições de acordo com as diferenças de idade e do que é chamado de “poder essencial”, e não por direito hereditário ou por eleições como sempre aconteceu antes e depois da época Ashiatiana, e como acontece hoje em dia.

Todos esses chefes, diretores e conselheiros se tomaram tais de acordo com os méritos objetivos que eles pessoalmente adquiriram e que podiam ser percebidos como reais por seus semelhantes.

Todos os seres daquele planeta começaram a trabalhar para atualizarem si mesmos a função divina da genuína Consciência.

Assim como em qualquer lugar do Universo, eles começaram por transubstancializar em si mesmos certos esforços fundamentais do Ser, a saber:

– O primeiro é o esforço para ter na vida tudo o que for realmente necessário e satisfatório para o corpo planetário.
– O segundo, ter uma constante e persistente necessidade instintiva de aperfeiçoar-se no sentido do Ser.
– O terceiro é o esforço consciente para conhecer cada vez mais e mais sobre as leis que criam e organizam o mundo.
– O quarto é esforçar-se, desde o começo da própria existência, para pagar o mais rapidamente possível pelo próprio desenvolvimento e individualidade, para que logo se esteja livre para aliviar, o tanto quanto possível, a dor de nosso Pai Comum.
– E o quinto, o esforço para ajudar sempre os outros seres, tanto os semelhantes quanto os de outras formas, a se aperfeiçoarem, o mais rapidamente, até o grau do sagrado “Martfotai“, isto é, até o grau da autoindividualidade.

Assim, de todos os que trabalhavam conscientemente sobre si mesmos, de acordo com esses pontos fundamentais, alguns se destacaram por logo atingir certos méritos objetivos, que, sem dúvida, atraíram a atenção dos outros. Esses seres que se destacaram eram então naturalmente procurados pelos outros, que queriam suas indicações e conselhos, para que pudessem se aperfeiçoar também.

E esses seres que se destacaram escolheram entre eles aquele que tinha atingido o mais alto grau de Consciência para que fosse o chefe de todos. E suas instruções e orientações passaram então a circular por todo o planeta, e eram seguidas com devoção e alegria.

Por isso mesmo, durante essa época Ashiatiana, os seres do planeta Terra se desenvolveram de maneira semelhante aos de outros planetas de nosso Grande Universo. Os resultados dos trabalhos de Ashiata Shiemash também tiveram uma repercussão definida sobre aquela terrível manifestação, peculiar aos terrestres, o irresistível impulso periódico de destruírem-se reciprocamente.

Em outras palavras, durante todo esse período não houve guerras no planeta Terra.

Porém, o mais assombroso e significante resultado das santíssimas atividades de Ashiata Shiemash foi que, durante aquele período, a duração da existência desses seres se tornou um pouco mais normal, isto é, começou a aumentar, enquanto o que eles chamam de taxa de mortalidade decaiu significativamente. Ao mesmo tempo, também decaiu significativamente a taxa de natalidade ou de nascimentos.

Dessa maneira, ficou demonstrada praticamente uma das leis cósmicas, conhecida como Lei do Equilíbrio das Vibrações, isto é, vibrações emanadas da evolução e involução das substâncias cósmicas requeridas pelo Trogoautoegocrático Cósmico Comum.

O declínio de ambas as taxas, de nascimentos e de mortes, ocorreu porque sua existência foi se tornando uma existência normal para seres tricerebrados e eles começaram a irradiar vibrações correspondentes às requeridas pela Grande Natureza e, graças a isso, a Natureza tinha menos necessidade daquelas vibrações (Askokin) que são obtidas da destruição da existência dos seres.

E assim, graças aos trabalhos conscientes do Santíssimo Ashiata Shiemash, gradualmente foi criado um bem-estar sem precedentes para os habitantes da Terra.

Mas, para a tristeza infinita de todos os indivíduos de pensamentos mais ou menos conscientes, nos vários graus da Razão, logo após a partida do Santíssimo Ashiata Shiemash, esses infelizes (assim como fizeram com todas as verdadeiramente boas aquisições de seus ancestrais), destruíram tudo; destruíram e apagaram da face do planeta todos os benefícios, de tal forma que aos seres contemporâneos não chegaram sequer rumores ou vestígios de que tal bênção tenha uma vez existido sobre a Terra.

Nota do GnosisOnline: Coube, no início do século 20 d.C., a alta honra de trazer de volta os ensinamentos de Ashiata Shiemash ao grande Iniciado George Ivanovich Gurdjieff, ou Mestre G.

E ao VM Samael Aun Weor, a alta honra de elevar a uma “oitava superior” os ensinamentos de Mestre G.

Quer saber mais sobre o Santíssimo Ashiata Shiemash, o Avatar babilônio?
Clique na obra abaixo:

 

Endocrinologia – Baço

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O baço é um órgão importantíssimo no organismo humano. Quando chega a hora do sono, a alma, envolta em seu Corpo Astral, abandona o corpo físico e perambula pelo mundo da quarta dimensão. Entretanto, algo fica dentro do corpo físico, que é o duplo etérico. Esse duplo é o Lingam-Sarira dos sábios do Hindustão.

O médico Paracelso chamou a esse duplo etérico de a Múmia. Trata-se de um duplo organismo da matéria etérica. Esta é a Múmia. Essa é a base vital, ou fundo vital desconhecido absolutamente pela medicina ocidental, porém conhecido totalmente pelos médicos orientais.

A “múmia” de Paracelso é uma condensação termoeletromagnética. Dito corpo vital tem seu chacra fundamental no baço. A flor de lótus do baço catalisa as correntes vitais do Sol, atraindo-as e absorvendo-as. Vemos no baço os glóbulos brancos transmutarem-se em glóbulos vermelhos.

    Os corpúsculos de vitalidade brancos, vermelhos, rosa e de outras cores passam do baço para todo o organismo nos dando saúde, rejuvenescimento e força
Os corpúsculos de vitalidade brancos, vermelhos, rosa e de outras cores passam do baço para todo o organismo, nos dando saúde, rejuvenescimento e força

A energia vital, recolhida pelo chacra esplênico, passa ao plexo solar e logo se difunde por todos os canais nervosos do Sistema Grande Simpático, levando a vida para todo o organismo do ser humano.

A glândula tiroide colabora nesse trabalho com seu iodo biológico, desinfetando todos os canais do Sistema Nervoso Grande Simpático.

Quando a Alma, envolta em seu corpo astral, retorna ao corpo físico, este já está reparado. Se o Ser Consciente não saísse do corpo físico, então, com suas emoções e pensamentos estorvaria o trabalho de reconstrução do organismo humano.

Durante o dia vão-se acumulando nos canais do Sistema Nervoso Grande Simpático muitos desejos orgânicos. Esses desejos impedem a circulação do fluido vital, provocando o sono. Com o processo do sono reconstrói-se o organismo humano.

Um médium, em estado de transe, pode projetar pelo baço a múmia. Então, essa múmia é utilizada por algumas entidades desencarnadas que se interpõem entre ela. Logo, se condensam ou materializam fisicamente. Assim, podem fazer−se visíveis e tangíveis algumas pessoas que vivem além-túmulo. Isto não é uma fantasia, porque pode ser constatado através de fotografias e chapas fotográficas não podem mentir. Fatos são fatos.

O eminente médico dr. Luis Zea Uribe, professor de Medicina da Faculdade Nacional de Bogotá, foi ateu materialista e incrédulo. Quando este sábio viu, tocou, apalpou a esses fantasmas materializados em um laboratório de Nápoles, transformou−se radicalmente e tornou−se um espiritualista convicto.

Em Nápoles, foram estudadas em um laboratório científico as materializações feitas através da famosa médium Eusapia Paladino. Os cientistas incrédulos viram, olharam, fotografaram, experimentaram e acreditaram. (Leia também o Caso Katie King)

Chakra Esplênico, ou do Baço, onde são atraídos os Átomos de Vitalidade que saem do Sol, são quebrados em 7 subcategorias

Necessidade de cristalizar Alma

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Conferência especial de SAMAEL AUN WEOR

Vamos começar nossa palestra de hoje à noite. Antes de tudo, meus estimados irmãos, é preciso conhecer o Caminho que nos conduz à Autorrealização Íntima do Ser.

Sem dúvida, é urgente compreender a necessidade de cristalizar em nós aquilo que se chama “alma”… Jesus Cristo disse: “Com paciência possuireis as vossas Almas”; mas, antes de mais nada, é conveniente entender o que é aquela coisa chamada “alma”…

Certamente, devo lhes dizer que a alma é um conjunto de Leis, Princípios, Virtudes, Poderes, etc. As pessoas possuem a Essência, o Material Psíquico para fabricar a Alma, ou melhor, para cristalizar a Alma, mas ainda não possuem a Alma. Obviamente, quem quiser possuir o que normalmente se chama “Alma”, deve desintegrar os elementos psíquicos indesejáveis que carregamos dentro de nós: ira, cobiça, luxúria, inveja, orgulho, preguiça, gula, etc. Virgílio, o poeta de Mântua, disse: “Mesmo se você tivesse mil línguas para falar e um palato de aço, você não seria capaz de enumerar completamente todas as suas falhas”…

Obviamente, estes últimos são chamados no Tibete de “agregados psíquicos”. Tais agregados são muito semelhantes aos “Elementares” de que falam as várias organizações ocultas, são a personificação viva dos nossos erros…

Diz-se que Jesus de Nazaré expulsou sete demônios do corpo de Maria Madalena. Sem dúvida, estes representam os sete defeitos capitais, e se multiplicam incessantemente; tal afirmação do Evangelho Crístico, significa que o Cristo Íntimo expulsou de Maria Madalena os diversos agregados psíquicos inumanos que ela possuía.

Cada um desses agregados está organizado de maneira muito semelhante à Personalidade Humana. Possuem seus Três Cérebros: o Intelectual, o Emocional e o Sexual – Instintivo – Motor. Cada agregado realmente se parece com uma pessoa. Se dissermos que dentro de nossa pessoa humana há muitas “pessoas” vivendo, não estamos exagerando em nada… É isso mesmo…

Todos esses agregados estão se combatendo mutuamente, lutando pela supremacia. Cada um deles quer ser o mestre, o senhor, e aquele que consegue se impor, aquele que consegue controlar os cinco cilindros da máquina orgânica em determinado momento, acredita ser o único. Momentos depois, porém, ele é derrubado e outro toma seu lugar.

Então, realmente, qualquer pessoa não é a mesma nem por meia hora. Isso parece incrível, não é?

Vocês mesmos, sentados aqui, ouvindo, chegaram com um agregado, com um “acréscimo” … Sentaram-se para ouvir, “ele” mesmo estava muito alerta. Mas se vocês prestarem atenção ao que aconteceu dentro de cada um, até este exato momento, vocês descobrirão que agora você é diferente, que você não é o mesmo daqueles que vieram aqui e se sentaram. Por quê? Porque o agregado psíquico que comanda a máquina orgânica, e que começou sentado, foi substituído por outro que agora está ouvindo.

Se eu dissesse que vocês são os mesmos que começaram, estaria abusando da sua mente e da minha.

Então, realmente, de verdade, os agregados psíquicos estão mudando: assim, logo que um deles controla os centros capitais do cérebro, fatalmente será substituído por um outro… Nunca permanece o mesmo…

Quanto à Essência, que é a mais digna, que é a coisa mais decente que temos dentro de nós, a própria Consciência, ela está inquestionavelmente presa entre todos esses múltiplos agregados, processando-se em virtude de seu próprio condicionamento…

Cada um de vocês é “legião”; recordemos o que o Mestre Jesus perguntou ao possuidor do Evangelho Bíblico: – Qual é o seu nome?

E o possído respondeu: – Meu nome é Legião!

Qual é o nome de cada um dos presentes aqui? Legião!

Vocês não têm uma verdadeira individualidade, vocês ainda não a alcançaram. A Consciência em cada um de vocês dorme, terrivelmente. Por quê? Porque é o processo, resultado de seu próprio engarrafamento; então ela está em estado de hipnose, e isso não pode ser negado.

E quanto à própria Alma, será que conseguiram cristalizá-la? Se eu dissesse que vocês não têm uma Alma imortal, também estaria mentindo. Estou ciente de que vocês a têm, obviamente, que cada um de vocês tem sua Alma imortal, mas, não a possuem…

Pode-se ter um lindo diamante guardado em um cofre. Possivelmente, alguém gostaria de pensar que possui tal joia, mas se fosse “penhorada”, não a possuiria; ele saberia que tinha a joia, mas também não ignoraria que realmente não possui.

Muitas vezes alguém recebe uma bela herança, sabe que a tem. Mas uma coisa é tê-la e outra é possuí-la… Sua Alma, onde está? Viaja pela Via Láctea, move-se por toda esta Galáxia; mas você que está sentado aqui não o possui; sabem que a têm, mas uma coisa é saber que a têm e outra é possuí-la; então vale a pena possuir.

Mas como alguém viria a possuir sua alma? Pois bem, desintegrando definitivamente os agregados psíquicos, porque a Alma e os agregados são incompatíveis, são como óleo e água: não se misturam.

Se não conseguirmos desintegrar os agregados psíquicos, personificação viva de nossos defeitos psicológicos, perdemos a Alma. “De que adiantaria “, diz Jesus o Cristo, “se um homem adquirir todos os tesouros do mundo, mas perder sua alma?” Não adianta isso…

É possível perder sua alma? Sim é possível. Quem entra nos Mundos Infernais perde sua Alma, isso é óbvio. É triste perder esse tesouro….

Existe alguma maneira de não perdê-lo? Sim, repito: Cristalizando-o em si mesmo, aqui e agora…

Quando se rompe e desintegra completamente o agregado psíquico da luxúria, cristaliza-se na Essência que carregamos dentro, aquela preciosa virtude da Alma conhecida como “Castidade”. Quando se consegue destruir, aniquilar o agregado psíquico da ira, cristaliza-se, então, a preciosa virtude do Amor; quando se consegue reduzir o agregado psíquico do egoísmo a poeira cósmica, então cristaliza-se a preciosa virtude do Altruísmo ou Cristocentrismo. Quando se consegue aniquilar o agregado psíquico do orgulho, então, cristaliza-se em nós a virtude inefável da Humildade…

Chegando a esta parte da nossa conversa, devo dizer que, infelizmente, muitos textos de tipo ocultista, esotérico, etc. levam ao orgulho místico, e isso é muito grave…

Autores conhecidos, muito veneráveis, afirmam que “somos deuses”, que “cada um de nós é um Deus”. Obviamente, esta declaração vem fortalecer em nós o orgulho místico que causa muitos danos no Caminho da Autorrealização, porque um, vaidoso, convencido de que é um Deus, pode se tornar um mitômano.

Inquestionavelmente, não é possível se tornar um verdadeiro iluminado quando se tem orgulho. Eu nunca poderia pensar em um Deus que é bêbado, fornicador, adúltero, briguento, egoísta, invejoso, ciumento, lascivo, etc. Cada um de nós é, na verdade, tudo isso.

Sempre tem me dado muita dor encontrar em textos ocultos, etc., sem citar neste momento nenhuma organização, esta tremenda afirmação prejudicial, de que “somos deuses”.

É melhor sermos sérios e nos limitarmos à realidade dos fatos. Olhar para o que realmente somos e não criar ilusões. Comemos, bebemos, fornicamos, adulteramos, odiamos, criticamos, somos ciumentos, etc. Você acredita, talvez, em tal Deus? É melhor dizer: “Somos vermes vis no lodo da terra”, e estarmos conscientes de que o somos… Se quisermos ser convencidos, bastaria sermos honestos conosco mesmos!

Se examinarmos cuidadosamente nossa existência, descobriremos que ela não é realmente uma das sete maravilhas do mundo. Esse exame que fazemos de nós mesmos e de nossa própria vida terá consequências maravilhosas, porque nos permitirá saber o que somos, entender que não somos mais que um pobre pecador, que somos vermes vis no lodo da terra… Assim, assim, trilharemos o caminho da simplicidade e humildade.

Quando se desintegra verdadeiramente esse agregado psíquico do orgulho, obviamente cristaliza em nós a Humildade, que é a virtude mais preciosa. Tenham em mente que não existe apenas orgulho baseado nas posições sociais, no capital, na linhagem familiar etc. Há um orgulho muito pior e mais nocivo do que todas essas formas que acabei de mencionar, e é o orgulho místico: acreditar-se santos, muito sábios; sentindo-nos deuses, acreditando ou supondo que ninguém é maior do que nós, que somos Grandes Iniciados, etc., etc.

Isso é grave, porque, na verdade, o orgulho nunca permitirá que tenhamos uma relação correta com as partes superiores do Ser. Quando não se pode relacionar corretamente com as partes superiores do Ser, também não se pode desfrutar da Iluminação; terá de viver apegado aos livros, a ler, a ouvir conferencistas, nunca terá a Experiência Mística do Real.

Então, antes de tudo, é urgente realizar nestes estudos, que consigamos eliminar de nós mesmos o orgulho místico, que é o mais perigoso; se tivermos sucesso, a preciosa virtude da Humildade florescerá em nós.

Cada vez que eliminamos um agregado psíquico, cristaliza-se uma virtude, um poder, uma lei, uma faculdade, um dom, etc. É assim que, pouco a pouco, vamos cristalizando a Alma em nós. Aquela Alma que normalmente vive ali, na Via Láctea, viajando, aos poucos se cristalizará em nós. No entanto, devemos também afirmar que “se a água não ferver a cem graus”, o que deveria cristalizar não cristaliza em nós, e o que deveria ser desintegrado não se desintegra.

Com esta afirmação de que “a água deve ferver a cem graus”, estou falando em parábola: quero dizer que precisamos passar por grandes crises emocionais para desintegrar cada defeito psicológico.

Conheço o caso de uma irmã gnóstica que está trabalhando terrivelmente em si mesma, correndo o risco de até contrair doenças cardíacas. Essa irmã, em tremendos e supremos arrependimentos, chora diariamente e geme, sofre, nunca acreditou em si mesma mais do que ninguém, e ainda assim ela é um Boddhisattwa caído, o Boddhisattwa de um Anjo. Oxalá muitos imitassem esse exemplo!

Aqueles que assim agem, com supremo arrependimento, trabalhando sobre este ou aquele defeito de tipo psicológico, inquestionavelmente desintegram, um a um, os agregados psíquicos, e em sua substituição, o que se chama “Alma” cristalizará neles.

E quem conseguir a completa desintegração de todos os elementos psíquicos indesejáveis que em seu interior ele carrega, cristalizará, em si mesmo, cem por cento de sua Alma. Repito, alma é um conjunto de preciosas virtudes ou Gênios Inefáveis de atributos e leis, dons e qualidades de perfeição. Até o próprio corpo físico deve ser transformado em Alma. Essa é a única maneira de chegarem aonde vocês precisam ir…

Conheço muitos eruditos, de intelectualidade brilhante, que beberam em todas as Filosofias, sejam do ocidente ou do oriente do mundo, que sabem hebraico, sânscrito, grego, etc., mas sofrem o indizível, não desfrutam da iluminação, porque ainda não fabricaram o “Bodhichitta”…

Esta palavra pode soar para você um pouco estranha. É um termo oriental. No Japão, China, Índia, e no Nepal, onde Gautama, Buda Sakyamuni, nasceu, a Alma Cristalizada de um homem ou de uma mulher era chamada de “Bodhichitta”, claro.

É maravilhoso ver como todos esses diversos elementos espirituais, Virtudes e Poderes, cristalizam-se lentamente na Essência, à medida que ela se liberta. Por algo dissemos que a Essência é o “material” para cristalizar a Alma…

O termo “fabricar” não nos parece muito correto… achamos muito pesado, grotesco, no entanto, muitos autores usam esse termo. Permita-me a liberdade de discordar disso, pois prefiro dizer “cristalizar” … A Alma não é algo que deva ser fabricado. Ela já existe, e o que vocês têm que fazer é cristalizá-la, e isso é bem diferente…

Vocês podem observar, por exemplo, um pedaço de gelo… Ele é a cristalização do elemento água. Inquestionavelmente, muito frio, tal elemento ganha forma e se transforma em gelo. É incrível ver a cristalização da água. É realizado de acordo com certos princípios geométricos extraordinários.

De maneira semelhante, acontece com o “elemento alma”: cristaliza-se segundo certas delimitações matemáticas e geotécnicas precisas e indiscutíveis. Até o próprio corpo, este que temos de carne e osso, deve ser transformado em Alma, e é possível transformá-lo em Alma, se na realidade a isso nos propomos.

Temos um corpo de carne e osso. Este corpo físico é formado por órgãos, e os órgãos por células, enquanto as células por moléculas, etc. Não há dúvida de que houve um Princípio Orientador Inteligente, que promoveu a ordenação das células vivas na forma de órgãos.

Francamente me faz rir, a ideia de “células inconscientes”, ordenando umas às outras, adormecidas, em forma de órgãos. Que absurdo isso: “células adormecidas, inconscientes, cegas”, como diz Haeckel, “organizando-se em forma de órgãos”. Isso não caberia na cabeça de ninguém!

Dizem que “tais células são organizadas na forma de órgãos”. Alguns autores que não encontram o que fazer, ao ver as maravilhas deste mundo, afirmam ser uma ação inconsciente, como acreditam, e que “tudo funciona mecanicamente”, sem um Princípio Orientador. Então citam um “inconsciente”… Não! As células se organizaram conscientemente! Graças ao Princípio Inteligente da Mãe Natureza, é possível que as células se organizem na forma de órgãos.

Mas se decompormos qualquer átomo, seja do fígado, dos rins ou do pâncreas, liberamos energia, isso é óbvio. De forma que, em última síntese, o corpo físico, ele se resume em diferentes tipos e subtipos de Energia. Isso é indubitável…

Karl Marx diz: “O que vem primeiro, Matéria ou Psique? Psique ou Matéria?” Ele conclui dizendo que a primeira coisa é a matéria. Isso é completamente absurdo! Pois bem, os mesmos postulados de Einstein dizem que “Matéria nada mais é do que Energia condensada”.

Recordemos aquele postulado, que afirma o seguinte: “A energia é igual à massa, multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado; massa se transforma em energia, energia se transforma em massa” …

Qual é a primeira coisa que existe? A Energia, que então cristaliza em massa. Então a psique, que é Energia no sentido mais completo da palavra, vem primeiro, depois vem a massa…

Vamos ver os mundos ao redor do Sol. São massas enormes, cada uma com seu peso definido, um volume exato. No entanto, eles giram em torno do Sol, movidos pela Energia Solar. Se não fosse a Energia Solar, esses mundos seriam deslocados no espaço, rolariam eternamente até colidirem com algum cometa, ou com outros mundos. Seria anarquia, desordem, conflito; mas os mundos marcham de forma organizada. Quem os mantém exatamente ao redor do Sol? A energia!

Obviamente é a Energia Centrípeta que os atrai; é a Energia Centrífuga que os afasta; é a Energia que os faz girar, a Energia que os faz girar em torno do Astro-Rei…

Então, o que vem primeiro: Energia ou Matéria? Obviamente a Energia, porque a mesma Matéria não existiria se a Energia não existisse. Para que a Matéria exista, é preciso condensar a Energia Universal, e a Matéria começa a existir, porque a Matéria é Energia condensada…

Quanto ao organismo humano, a primeira coisa que existe é a Energia. É ela que permite que os átomos girem em torno de seus centros nucleares na molécula. Permite realizar todas as funções orgânicas, não só as funções meramente reprodutivas ou químicas, mas também as funções relacionadas com as calorias, percepções, etc., e também aquelas relacionadas com a Imaginação e a Vontade.

Não seria possível conceber um corpo orgânico desprovido de Energia. Como ocorreriam os fenômenos catalíticos se não houvesse Energia? É que a Energia é a primeira, e a Matéria é a segunda.

Se chamamos essa Energia de “Espírito” ou “Consciência”, ou o que você quiser, não importa, mas é a primeira. O nome é irrelevante, mas, a realidade é que a Energia é anterior à Matéria…

Existem Corpos Vitais Orgânicos, e isso está comprovado. Os russos, com um aparelho, conseguiram fotografar o Corpo Vital, estão estudando-o. Eles não estão apenas estudando em relação ao Organismo Físico, mas, eles estão estudando isso independentemente do Organismo Físico. Chamam-no com um nome, chamam-lhe “Corpo Bioplasmático”… Resultado? O materialismo dialético na Rússia soviética foi varrido, em um canto. Agora a Parapsicologia é estudada intensivamente, a Hipnologia está sendo trabalhada, etc…

Segundo as estatísticas, o maior percentual de material didático parapsicológico, vem da União Soviética. Isso aborreceu demais os chineses, que agora descrevem os russos como “revisionistas”; mas é que os russos já passaram por onde os chineses estão passando até agora… Foi o que aconteceu…

Continuando com essas questões, diremos que o Corpo Vital é aquele que sustenta todos os processos da vida orgânica, vamos chamá-lo de “Linga Sharira” ou “Corpo Bioplásmático”, não importa…

À medida que desintegramos os agregados psíquicos inumanos, à medida que cristalizamos a Alma, uma parte do Corpo Vital, a mais elevada, se desprenderá da parte inferior e se integrará plenamente à Essência e às Virtudes que na Essência cristalizaram. …

O Corpo Vital possui quatro classes de Éteres:

  • Éter Químico, através do qual se realizam todos os processos de assimilação e eliminação orgânica, assim como fenômenos catalíticos e outros.
  • Éter da Vida, através do qual é possível a reprodução e gestação dos seres vivos.


Esses dois Éteres são inferiores, porém há outros dois que são superiores:

  • Éter Luminosos, ou Lumínico, é aquele que serve de meio para as Forças relacionadas às calorias, percepções, etc…
  • Éter Refletor, que está relacionado com a Imaginação e a Vontade.


Esses dois Éteres Superiores se desprendem dos dois Éteres Inferiores para se integrarem à Essência, na qual já brilham todas as Virtudes da Alma. Assim nasce o Homem Etérico, o Homem Cristo, o Homem Alma, o Homem Espírito, que pode entrar e sair do corpo físico à vontade.

Muito se tem falado sobre os Chakras das mãos, dos pés… Fala-se, também, na lança de Longinus, que fere o costado do Senhor… Fala-se na Coroa de Espinhos, etc…. Esses são os estigmas.

Em Gautama, o Buda, esses estigmas aparecem em suas mãos e pés. São vórtices de forças magnéticas, estabelecidos no Corpo Vital, plenamente desenvolvidos quando os dois éteres superiores se desprendem dos dois inferiores, e esses dois éteres, organizados na forma do Homem Celestial, integrados à Essência, enriquecida pelas Virtudes da Alma, formam o Homem Etérico, o Homem Cristificado da Quinta Ronda…

Obviamente, estamos na Quarta Ronda…. A Primeira Ronda ocorreu no Mundo da Mente. A Segunda Ronda ocorreu no Mundo Astral. A Terceira Ronda teve sua ocorrência no Mundo Etérico, enquanto a Quarta Ronda está ocorrendo no Mundo Físico. A Quinta Ronda, irá ocorrer, novamente, no Mundo Etérico. Então a vida que se desenvolverá no Mundo Etérico, e haverá Homens Cristificados naquele tempo, como há agora…

“Homem Cristificado”, será assim, como estou “pintando” para você: terá um Corpo Etérico Cristificado e tal Corpo substituirá o Físico. Tal Corpo será o veículo de uma Essência enriquecida com as Virtudes da Alma, e esse Homem-Espírito da Quinta Ronda será o Homem-Cristo…

Se vocês compreenderem isso, compreenderão também a necessidade de cristalizar sua Alma. Só então podem tornar-se independentes do corpo físico.

Na verdade, o corpo de carne e osso é muito denso, muito material, muito pesado…

Quando se consegue fabricar o Soma Puchicon, ou seja, o Corpo Etérico cristificado, serve de veículo para a Essência enriquecida pelos Atributos da Alma, o Homem-Espírito nasceu em alguém. Esse Homem-Espírito não ficará mais aprisionado em seu corpo denso, podendo entrar e sair do corpo à vontade. Ele é o Adepto Glorioso…

Na vida, houve alguns homens que conseguiram isso. Vale a pena mencionar um Francisco de Assis. Lembremo-nos também de Antônio de Pádua. São místicos cristãos que serviram e ainda servirão, de exemplo para as pessoas de amanhã.

O Homem Celestial, realmente, não é mais um prisioneiro dentro daquela masmorra da matéria física. Ele é livre para deixar esse corpo quando quiser, para viajar com esse corpo pelo infinito inalterável, submergindo, com tal veículo, nos Mundos Superiores, descer ao fundo dos mares ou visitar as Dinastias Solares, no Astro-Rei…

Mas como isso seria alcançado, se não eliminássemos previamente os agregados psíquicos? Obviamente, seria impossível. Se queremos nos tornar verdadeiros “homens cristãos”, precisamos erradicar de nós todos aqueles elementos psíquicos indesejáveis que carregamos dentro de nós.

Assim, o Bodhichitta de que nos falam os orientais é o Homem Etérico, o Homem que cristalizou sua Alma em si mesmo, que a possui, ele é o verdadeiro Senhor…

Aquele que possui o Bodhichitta dentro de si, poderá mergulhar no fundo dos oceanos sem receber nenhum dano e visitar os Templos da Serpente.

No Oriente existe uma planta chamada “Salutana”, que cura qualquer ferida, por mais grave que seja. Assim são as feridas da Alma: somente o Bodhichitta pode curar tais feridas.

No Oriente existe uma planta chamada “Boa memória”: quem a toma, pode lembrar-se de todos os acontecimentos de sua vida atual e de suas vidas anteriores… Assim é o Bodhichitta: de maneira semelhante, quem o possui poderá recordar todas as suas vidas anteriores, e se visitar os Céus Inefáveis, ao retornar ao Mundo Físico, ao reentrar em seu corpo, não esquecer qualquer detalhe.

No Oriente existe uma planta através da qual é possível neutralizar os feitiços mágicos e malignos dos tenebrosos. Da mesma forma, quem possui o Bodhichitta, não poderá receber nenhum dano dos tenebrosos….

No Oriente existe uma planta pela qual é possível tornar-se invisível… Quem possui o Bodhichitta, será capaz de se tornar invisível em caso de necessidade, diante de seus piores inimigos…

Assim como um pescador pode mergulhar no fundo dos mares entre os tubarões, e se defender sem receber nenhum dano, assim é o Bodhichitta: quem o possui, da mesma forma, poderá entrar no fundo dos oceanos, entre as bestas mais poderosas. Ferozes, sem sofrer nenhum dano…

Diz-se que a Flor de Lótus, do Logos, sustenta a Vida Universal. Este também é o Bodhichitta: quem o possui, pode manter seu corpo físico, vivo, por milhões de anos…

Há muitos que me escrevem reclamando que não sabem “Sair em Corpo Astral”, que “não se lembram de nada do que lhes acontece fora do corpo físico”, que “não têm Iluminação”, etc. Mas como pode aquele que não possui o Bodhichitta ter a Iluminação? Somente tendo o Bodhichitta a pessoa possui a Iluminação. Quem não possui o Bodhichitta nunca desfrutará da felicidade da Iluminação. A iluminação não é algo que nos é dado “de graça”; não, meus caros amigos: custa, e custa muito caro!

A iluminação só é explicada pelo Dharma-dhatu. E o que é o Dharma-Dhatu? O bom Dharma, a recompensa pelos méritos adquiridos. Somente aquele que possui o Bodhichitta, ou seja, somente aquele que cristalizou a Alma, poderá desfrutar da Iluminação. Terá méritos para isso….

A iluminação é explicada com o Dharma-dhatu, ou seja, com o Dharma Universal, com a recompensa por nossas boas ações. Ninguém pode desfrutar da Iluminação se não possuir Bodhichitta, e ninguém pode ter Bodhichitta se não tiver trabalhado duro em si mesmo, se não tiver desintegrado os agregados psíquicos…

Então, meus caros amigos, precisamos trabalhar em nós mesmos, se queremos a Cristificação, se queremos possuir aquilo que se chama “Alma”… “Com paciência possuireis vossas Almas”; assim está escrito no Evangelho do Senhor…

Obviamente, é preciso uma didática para poder aniquilar os agregados psíquicos. Inquestionavelmente, devemos começar com a auto-observação psicológica. Quando se admite que tem uma psicologia individual, particular, própria, que pretende se auto-observar em relação às nossas amizades, na rua, no templo, em casa, no trabalho, ou no campo, etc., etc., etc., onde surgem nossos defeitos psicológicos ocultos. Se nos observarmos continuamente, seremos capazes de vê-los. Um defeito descoberto deve ser aberto com o bisturi da autocrítica, para ver o que há de verdadeiro nele… Ao invés de criticarmos a vida dos outros, temos que criticar a nós mesmos.

Quando encontramos algum defeito, em nós mesmos, devemos analisá-lo cuidadosamente, abri-lo, repito, com o bisturi da autocrítica. Isso é possível a partir da evidente autorreflexão do Ser, em meditação profunda. E uma vez que o defeito em questão é totalmente compreendido, devemos desintegrá-lo atomicamente.

A mente sozinha não pode alterar radicalmente nenhum defeito. Ela pode passá-lo de um nível de compreensão para outro, escondê-lo de si mesmo ou dos outros, justificá-lo ou condená-lo, buscar a evasão, etc., mas nunca alterá-lo radicalmente.

É necessário um Poder que seja superior à Mente. Felizmente, esse poder existe, está latente nas profundezas de nosso Ser: quero me referir agora, enfaticamente, à Serpente Ígnea de nossos poderes mágicos… Ísis, Adonia, Rhea, Cibeles, Tonantzin, ou a Casta Diana, ou Marah, o nome não importa…. Sim existe… não fora de nós, não! Dentro de cada um de nós.

Obviamente, tal Poder Flamejante é uma variante do nosso próprio Ser… Dele, mas derivado.

Se nós, na meditação profunda, pedirmos ajuda a Devi Kundalini Shakti, a Serpente Mística dos Grandes Mistérios, poderemos ser atendidos. Ela pode pulverizar qualquer agregado psíquico, desde que previamente compreendido em todos os Níveis da Mente. E uma vez aniquilada, alguma Virtude da Alma, alguma nova característica, alguma Lei, algum Dom especial, alguma Qualidade, surgirá em seu lugar. Ao longo deste caminho trilhado, é possível quebrar, precisamente, qualquer agregado.

Sem dúvida, se conseguirmos a destruição absoluta dos vários elementos psíquicos indesejáveis, a totalidade da Alma terá se cristalizado em cada um de nós e isso indicaria que a Essência, enriquecida com todos os Atributos da Alma, poderia, por sua vez, vestir-se com o Soma Puchicon, que é o Veículo da Alma, a Veste Nupcial. É assim que o Homem Celestial realmente nasce em nó e ele, repito, não será mais prisioneiro do corpo físico.

Recordemos aquelas palavras de São Paulo, quando nos diz: “Conheço um homem que foi levado ao Terceiro Céu, onde viu e ouviu palavras, coisas indizíveis, que não é possível aos homens compreender”. Paulo foi levado no Soma Puchicon, como Homem Espírito, como Homem Etérico, e de fato ele conhecia as maravilhas do Universo…

Assim, meus queridos amigos, esta noite convidei-vos cordialmente a cristalizar em cada um, aquilo que se chama “Alma”. Até agora minhas palavras; Até agora essa conversa.

No entanto, dou a oportunidade para quem quiser perguntar algo em relação ao assunto, mas sem sair do assunto…


Discípulo
– Mestre, faça-nos o favor de um esclarecimento, em relação ao que é a morte de momento a momento. No momento em que alguém anda na rua e tem a necessidade de pedir a morte de um “eu”, terá que meditar na rua, ou qual é o sistema?

Mestre – Pois bem, a rua não é exatamente uma das sete maravilhas do mundo, o suficiente para poder render-se à Meditação; mas ele pode notar o defeito psicológico que o atormenta na rua.

E já em casa, ou à noite, na hora de dormir, entregue-se à Meditação. Bastará relaxar o corpo físico, em sua cama, deitado de costas, respirando ritmicamente, mais ou menos imitando a respiração de crianças recém-nascidas, e então, imerso assim, em perfeita concentração e meditação profunda, você reconstruirá a cena em que surgiu esse defeito. Analisará o defeito com cuidado, sinceridade, sem brechas, sem justificativas de qualquer tipo, e uma vez que o tenha entendido, então se entregará à oração.

Não esqueça aquela frase latina que diz o seguinte: “Bene Orasse, est Bene Laborasse”, ou seja, “quem reza bem, trabalha bem”… Orar é trabalhar…

Imersos em profunda Oração, pediremos a Devi – Kundalini Shakti, a Mãe Divina particular e individual, porque cada uma tem a sua, para desintegrar esse agregado, que ele já compreendeu em todos os Níveis da Mente, e deve continuar com uma série de trabalhos sucessivos, até que o agregado psíquico em questão desapareça. Esse é o caminho óbvio a seguir … Alguma outra pergunta?


Discípulo – 
Mestre, por exemplo, um Ego pode apresentar-se em diferentes formas no diversos Centros, então, sobre esse Ego, deve-se pedir à Divina Mãe que destrua o Ego, como um só, ou em várias subdivisões de um único Ego? ego? Porque sempre aparecem na Mente de um jeito, no Centro Emocional de outro…

Mestre – Agregado psíquico indesejável, tem três formas fundamentais de comportamento, pois no Centro Intelectual se expressa de uma forma, no Centro Emocional de forma emocional e no Centro Motor-Instintivo-Sexual, assume outro formato. Mas é a mesma coisa… Não quero dizer que um defeito se personifique em um único agregado. Obviamente, para cada defeito existem vários agregados.

Então, se o defeito continuar de alguma outra forma, terá que ser estudado novamente, para voltar, mais uma vez, a implorar a Devi Kundalini – Shakti por sua desintegração final.

Muitas vezes, um defeito tem uma ou mais dezenas de elementos psíquicos indesejáveis, que tem múltiplas características, mas se tivermos paciência no Trabalho, se não desistirmos da luta, se mantivermos a continuidade do propósito, pouco a pouco iremos desintegrar todos os elementos que personificam tal defeito. Alguma outra pergunta?


Discípulo –
 Mestre, qual é o Centro que se vai usar para descobrir as 49 Regiões?

Mestre – Bem, você está fazendo uma pergunta muito difícil de responder. E quero que os presentes aqui me respondam o seguinte: Qual de vocês está preparado para contar as 49 Regiões e estudá-las cuidadosamente? Se houver um, gostaria de conhecê-lo… Vamos ver, qual? Honestamente, algum de vocês poderia conhecer as 49 Regiões e falar sobre elas? Não há nenhum! À medida que progride na Obra, vai descobrindo essas Regiões… Antes, é como “querer selar antes de trazer as ‘feras’”, ou como “querer ordenhar a vaca sem tê-la comprado”…

Alguma outra pergunta, irmãos?


Discípulo – 
Mestre, quando se involui, a Alma Imortal

Mestre – “De que adiantaria a um homem – diz Jesus o Cristo – obter todos os tesouros do mundo se perdesse sua Alma? Seria melhor ele não ter nascido, ou pendurar uma pedra de moinho no pescoço e se jogar no fundo do mar” … São palavras do Nazareno. Ou seja, quem não trabalha sobre si mesmo perde sua Alma, submerge nos Mundos Infernais até a Segunda Morte. É um caso perdido…

Não desejo essa sorte para vocês; é o maior infortúnio que pode acontecer a um.

Melhor possuí-la! E só pode ser possuída quando cristaliza em si mesmo. Alguma outra dúvida?…


Discípulo –
Mestre, um, na maioria ou… …nossos defeitos, é devido às Emoções Negativas, você poderia nos dizer alguma forma de equilibrar este Centro Emocional, em relação ao Intelectual ou ao Motor?

Mestre – Bem, inquestionavelmente, as emoções negativas são muito prejudiciais. Quem é vítima de emoções negativas torna-se mentiroso, criminoso, caluniador e perverso.

Digamos que um homem é informado por alguém que sua esposa está tendo um caso com outro homem. Então, este se deixa levar por uma Emoção Negativa, vá matar a mulher e mate o outro cavaleiro.

Suponha que a notícia fosse falsa e que a pobre mulher fosse apenas amiga daquele homem; talvez ela tivesse falado com ele, e ela nunca pensou em ter casos e casos, ou ser infiel ao marido. Assim, o marido, além de assassino, é caluniador e perverso.

Assim, as emoções negativas fazem um mal. Como controlar as emoções negativas? Só resta um remédio: cultive as emoções superiores do Centro Intelectual! O Centro Intelectual tem a parte Emocional Superior, a Parte Motora Superior e a Inteligência da inteligência. Cultivemos a Emoção Superior do Centro Intelectual: música harmônica, música bonita, música alegre, pintura, arte, beleza, estudos superiores, Misticismo inefável, Esoterismo, Gnose, e assim vamos, pouco a pouco, controlando as Emoções Inferiores.

Mas isso não é tudo! Por último, precisamos eliminar os agregados psíquicos, do Centro Emocional Inferior. Temos que os descobrir: como funcionam, como se manifestam, como diante das notícias falsas nos enchemos de emoções, fazemos um “barulho”, vamos ao fracasso. Todos esses agregados devem ser eliminados.

Temos um amigo no México que é licenciado (um bom amigo por sinal). Infelizmente, alguém lhe trouxe uma notícia bastante desagradável: disseram-lhe que sua irmã havia sido vítima de um assalto. Este homem acreditava nisso ao pé da letra e estava cheio de grande raiva. Como consequência ou corolário, está agora em estado pré-agônico: teve uma embolia cerebral. E ele era um homem muito capaz, muito inteligente e, aliás, até gnóstico.

Infelizmente, ele não havia eliminado os agregados psíquicos do Centro Emocional e, aliás, a notícia era falsa. Ele foi vítima de falsa notícia.

Ele caluniou os outros? Pois é… Desfraudou a irmã, e também se machucou, praticamente cometendo suicídio. Veja onde as emoções negativas levam uma pessoa.

Por isso é necessário eliminar os agregados psíquicos das emoções negativas. Agregados psíquicos como os do medo, agregados psíquicos como os da raiva, agregados psíquicos como os do ódio; tudo isso é de emoções negativas. Se alguém conseguir eliminá-los, não será mais vítima dessas emoções inferiores.

Então eu disse a vocês o que eu tenho para lhe dizer sobre emoções negativas. Existe alguma outra pergunta?…


Discípulo –
Mestre, em nós, que é realmente quem nos ajuda a auto-observar-nos, são os eus gnósticos que formamos, ou o sentido de auto-observação que se desenvolve, pouco a pouco, em nós?

Mestre – Bem, a própria Essência é aquela que auto-observa seus processos; assim é.


Discípulo – 
Mestre, poderia o Bodhichitta existir em nós, com alguns agregados psíquicos ainda existentes?

Mestre – Não é possível!


Discípulo –
 Nenhum?

Mestre – Para que o Bodhichitta exista plenamente em nós, é necessária a eliminação total de todos os elementos psíquicos que carregamos dentro de nós. No entanto, quem os está eliminando começa assim a dar forma ao Bodhichitta. O bodhichitta não poderia surgir da noite para o dia, ele se forma em nós, pouco a pouco, à medida que eliminamos os elementos psíquicos indesejáveis.

Mas existir plena e totalmente somente quando todos os elementos indesejáveis da psique forem aniquilados. É por isso que se diz no budismo ortodoxo, muito rigoroso, que “tem de passar pela Aniquilação Budista”, o que assusta muitos pseudoesoteristas e pseudo-ocultistas. Mais alguma dúvida?…


Discípulo – 
Disseram-nos que criamos os Egos por não sabermos digerir as impressões. Você poderia nos explicar como poderíamos digerir essas impressões de maneira positiva?

Mestre – É claro que qualquer impressão não digerida se torna Ego. Se alguém chega e lhes diz que um irmão seu foi enganado, bem, alguém roubou dinheiro dele, e você se enche de muita raiva e diz: “Eu vou procurar esse homem mau”… Mas se você digerir a impressão, conscientemente, nenhum agregado se forma em você, nem você vai à procura de ninguém.

Mas para digerir essa impressão desastrosa que eles lhe trouxeram, você não deve esquecer de si mesmo. Se você se esquecer de si mesmo e se identificar com o que estão lhe dizendo, não conseguirá digerir a impressão.

Mas se você não se identificar com o que eles estão lhe dizendo, porque você não está se esquecendo de si mesmo, então você digerirá o que eles lhe dizem, você digerirá as notícias e nenhum novo agregado se formará em você. Mas um agregado de grande raiva pode se formar em você, se você não digerir essa notícia desastrosa.

Está entendido? Que outra pergunta vocês têm por aí?


Discípulo – 
Mestre, ao estudarmos um defeito sabemos que ele possui diversos agregados. Quando vamos destruí-lo e sabemos quais são os agregados, quando vamos destruir o próprio defeito, o que destruímos primeiro, o defeito ou os agregados?

Mestre – É que o agregado é defeito, e o defeito é o agregado. Chamamos de “agregados”, os Demônios Vermelhos de Seth no antigo Egito dos Faraós, assim se qualificavam os agregados, “Demônios”. Todo demônio é um defeito, todo defeito é um demônio…


Discípulo – 
Quero dizer, com relação aos Egos, se eles têm outros que saem dele?

Mestre – Bem, muitos “compadres” … Isso é natural, sim? Um defeito está associado a outro e este, por sua vez, está associado a outro. Vejamos uma cena de ciúmes: Um homem tem uma namorada, de repente ele a encontra na rua, em um determinado dia, quando ele menos esperava, em um caso com outro…

Qual é a primeira coisa que se sente? Ciúme terrível, mortal. A segunda coisa: uma raiva tão horrível que poderia matar nós dois, certo? Terceiro: sua autoestima ferida…

Aconteceu aqui há algum tempo na Cidade do México que o filho de um amigo encontrou a namorada com outro homem, sacou a pistola e atirou nos dois… Agora ele está na prisão pagando por seu crime… Quarenta anos de prisão! Claro, a mãe daquele jovem está sofrendo terrivelmente, quanto ao pai, o jovem não se importou com ele…

Vários elementos foram combinados: o eu da grande raiva, que cometeu o assassinato, o eu do ciúme, o eu do amor-próprio ferido, e que causou a tragédia. Esses três estão associados…

Se aquele jovem quisesse desintegrar os atores daquela cena, teria que desintegrá-los um a um e todos os três. Então qualquer defeito está associado a outro, isso é óbvio.

Estudo psíquico do homem

7

“Qualquer tentativa de liberação, por grandiosa que seja, se não leva em conta a necessidade de dissolver o Ego, está condenada ao fracasso.” (Samael Aun Weor)

A Observação de Si Mesmo

“Inquestionavelmente, assim como existe o ‘país exterior’ no qual vivemos, também existe em nossa intimidade o ‘país psicológico’.

As pessoas nunca ignoram a cidade ou a comarca onde vivem; infelizmente, acontece que desconhecem o lugar psicológico onde estão situadas.

Em um dado instante, qualquer um sabe em que bairro se encontra, mas no terreno psicológico não acontece o mesmo. Normalmente as pessoas nem remotamente suspeitam, em um momento dado, o lugar de seu ‘país psicológico’ onde se meteram.

Assim como no mundo físico existem bairros de pessoas decentes e cultas, assim também acontece na “comarca psicológica” de cada um de nós; não há dúvida de que existem bairros muito elegantes e formosos.

Assim como no mundo físico existem colônias ou bairros com ruelas perigosíssimas, cheias de assaltantes, assim também acontece o mesmo na comarca psicológica em nosso interior.” (Samael Aun Weor: A Grande Rebelião)

Observar e observar-se a si mesmo são duas coisas completamente diferentes; entretanto, ambas exigem atenção.

Na observação, a atenção é orientada para fora, para o mundo exterior, através das janelas dos sentidos.

Na auto-observação de si mesmo, a atenção é orientada para dentro, e para isto os sentidos da percepção externa não servem, motivo este mais que suficiente para que seja difícil ao neófito a observação de seus processos psicológicos íntimos.

O ponto de partida da ciência oficial, em seu lado prático, é o observável. O ponto de partida do trabalho sobre si mesmo é a auto-observação, o auto-observável.

Inquestionavelmente, estes dois pontos de partida citados nos parágrafos acima nos levam a direções completamente diferentes.

Alguém poderia envelhecer engarrafado nos dogmas intransigentes da ciência oficial, estudando fenômenos externos, observando células, átomos, moléculas, sóis, estrelas, cometas, etc., sem experimentar dentro de si mesmo nenhuma mudança radical.

O tipo de conhecimento que transforma interiormente alguém jamais poderia ser atingido mediante a observação externa.

O verdadeiro conhecimento que realmente pode originar em nós uma mudança interior fundamental tem por base a auto-observação direta de si mesmo.

É urgente dizer a nossos estudantes gnósticos que se observem a si mesmos, em que sentido devem se auto-observar e as razões para isso.

A observação é um meio para modificar as condições mecânicas do mundo. A auto-observação interior é um meio para mudar intimamente.

Como consequência ou corolário de tudo isso, podemos e devemos afirmar de forma enfática que existem dois tipos de conhecimento, o externo e o interno, e que a menos que tenhamos em nós mesmos o centro magnético que pode diferenciar as qualidades do conhecimento, esta mistura dos dois planos ou ordens de ideias poderia levar-nos à confusão.

Sublimes doutrinas pseudoesotéricas, com um fundo marcadamente científico, pertencem ao terreno do observável; entretanto, são aceitas por muitos aspirantes como conhecimento interno.

Encontramo-nos, pois, diante de dois mundos, o exterior e o interior. O primeiro destes é percebido pelos sentidos de percepção externa; o segundo só pode ser percebido mediante o sentido de auto-observação interna.

Pensamentos, ideias, emoções, anseios, esperanças, desenganos, etc., são interiores, invisíveis para os sentidos ordinários, comuns, e entretanto são para nós mais reais que a mesa da sala de jantar ou as poltronas da sala.

Certamente, vivemos mais em nosso mundo interior que no exterior; isto é irrefutável, irrebatível.

Em nossos ‘Mundos Internos’, em nosso ‘mundo secreto’, amamos, desejamos, suspeitamos, bendizemos, maldizemos, sofremos, gozamos, somos defraudados, premiados etc.

Inquestionavelmente, os dois mundos, interno e externo, são verificáveis experimentalmente. O mundo exterior é o observável. O mundo interior é o auto-observável em si mesmo e dentro de si mesmo, aqui e agora.

Quem realmente quer conhecer os ‘Mundos Internos’ do planeta Terra, do sistema solar ou da galáxia em que vivemos deve conhecer previamente seu mundo íntimo, sua vida interior, particular, seus próprios ‘Mundos Internos’.

“Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.”

Quanto mais se explore este ‘mundo interior’ chamado ‘Si Mesmo’, tanto mais se compreenderá que se vive simultaneamente em dois mundos, em duas realidades, em dois âmbitos, o exterior e o interior.

Do mesmo modo que é indispensável aprender a caminhar no ‘mundo exterior’, para não cair em um precipício, não extraviar-se nas ruas da cidade, selecionar suas amizades, não associar-se com pessoas perversas, não comer veneno, etc., assim também, mediante o trabalho psicológico sobre si mesmo, aprendemos a caminhar no ‘Mundo Interior’, o qual é explorável mediante a auto-observação de si mesmo.

Realmente, o sentido de auto-observação de si mesmo se encontra atrofiado na raça humana decadente desta época tenebrosa em que vivemos.

À medida que perseveramos na auto-observação de nós mesmos o sentido de auto-observação íntima irá se desenvolver progressivamente.

Só assim nos conheceremos na íntegra e realmente. Só assim descobriremos os motivos secretos de nossas ações. Só assim conheceremos isso que se denominou ‘ESSÊNCIA’, ‘EGO’ e ‘PERSONALIDADE’…

A Essência ou Consciência

“Antes de tudo se faz necessário conhecer o caminho que nos leva à AUTORREALIZAÇÃO ÍNTIMA DO SER. Indubitavelmente, é urgente compreender a necessidade de cristalizar em nós isso que se chama ‘ALMA’.

Jesus, o Cristo, disse: “Em paciência possuireis vossas almas”; mas antes de tudo convém entender o que é isto que se chama Alma. Certamente, tenho que lhes dizer que a Alma é um conjunto de leis, princípios, virtudes, poderes, etc. As pessoas possuem a ESSÊNCIA, o material psíquico para fabricar Alma, ou, melhor diríamos, para cristalizar a Alma, mas ainda não possuem a Alma. (Samael Aun Weor: Estudo Gnóstico Sobre a Alma)

Urge, antes de tudo, saber o que é isso que se chama Consciência, pois são muitas as pessoas que nunca se interessaram por saber nada sobre a mesma.

Qualquer pessoa comum jamais ignoraria que um boxeador, ao cair nocauteado sobre o ringue, perde a Consciência. É claro que, ao voltar a si, o desventurado pugilista adquire novamente a Consciência. Assim, qualquer um compreende que existe uma clara diferença entre a personalidade e a Consciência.

Ao vir ao mundo todos temos uns três por cento de Consciência e uns noventa e sete por cento repartíveis entre subconsciência, infraconsciência e inconsciência.

O que torna bela e adorável toda criança recém-nascida é sua Essência (esse três por cento de Consciência); esta constitui em si mesma sua verdadeira realidade.

O crescimento normal da Essência em toda criatura é certamente muito residual, incipiente…

O corpo humano cresce e se desenvolve de acordo com as leis biológicas da espécie; entretanto, tais possibilidades são por si mesmas muito limitadas para a Essência…

Inquestionavelmente, a Essência só pode crescer por si mesma, sem ajuda, em pequeníssimo grau…

Falando francamente e sem rodeios, diremos que o crescimento espontâneo e natural da Essência só é possível durante os primeiros três, quatro ou cinco anos de idade, quer dizer, na primeira etapa da vida…

As pessoas pensam que o crescimento e desenvolvimento da Essência se realiza sempre de forma contínua, de acordo com a mecânica da evolução, mas o gnosticismo universal ensina claramente que isso não ocorre assim…

A fim de que esta fração de Essência, os três por cento de Consciência desperta, cresça mais, algo muito especial deve acontecer, algo novo há que realizar…

Quero referir-me de forma enfática ao trabalho sobre si mesmo. O desenvolvimento da Essência é possível unicamente à base de trabalhos conscientes e padecimentos voluntários…

É necessário compreender que estes trabalhos não se referem a questões de profissão, bancos, carpintarias, alvenarias, reparação de linhas férreas ou assuntos de escritório…

Este trabalho é para toda pessoa que desenvolveu a personalidade; trata-se de algo psicológico…

Existem vários tipos de energia dentro de nós mesmos que devemos compreender – primeira: energia mecânica; segunda: energia vital; terceira: energia psíquica; quarta: energia mental; quinta: energia da vontade; sexta: energia da Consciência; sétima: energia do Espírito puro.

Por muito que multipliquemos a energia estritamente mecânica dentro de nosso organismo, jamais conseguiríamos despertar a Consciência.

Por mais que incrementássemos as forças vitais dentro de nosso organismo, nunca chegaríamos a despertar a Consciência.

Muitos processos psicológicos se realizam dentro de nós mesmos sem que para isto intervenha para nada a Consciência.

Por maior que seja a disciplina da mente, a energia mental não conseguirá nunca despertar os diversos funcionalismos da Consciência.

A força da vontade, ainda que multiplicada até o infinito, não consegue despertar Consciência.

Todos estes tipos de energia se escalonam em distintos níveis e dimensões que nada têm que ver com a Consciência.

A Consciência só pode ser despertada mediante trabalhos conscientes e esforços retos.

A pequena porcentagem de Consciência que a humanidade possui, em vez de ser incrementada, costuma ser desperdiçada inutilmente na vida.

É óbvio que, ao identificar-nos com todos os acontecimentos de nossa existência, desperdiçamos inutilmente a energia da Consciência.

Devíamos ver a vida como um filme, sem identificar-nos jamais com nenhuma comédia, drama ou tragédia; assim pouparíamos energia da Consciência.

A Consciência em si mesma é um tipo de energia com elevadíssima frequência vibratória.

Não devemos confundir a Consciência com a memória, pois são tão diferentes uma da outra como é a luz dos faróis do automóvel com relação à rodovia por onde andamos.

Muitos atos se realizam dentro de nós mesmos sem participação alguma disso que se chama Consciência.

Em nosso organismo ocorrem muitos ajustes e reajustes sem que a Consciência participe dos mesmos.

O centro motor de nosso corpo pode dirigir um automóvel ou controlar os dedos que tocam um teclado de um piano sem a mais insignificante participação da Consciência.

A Consciência é a luz que o inconsciente não percebe. O cego tampouco percebe a luz física solar, mas ela existe por si mesma.

Necessitamos abrir-nos para que a luz da Consciência penetre nas trevas espantosas do “mim mesmo”, do “si mesmo”.

Agora compreenderemos melhor o significado das palavras de João no Evangelho: “A luz veio às trevas, mas as trevas não a compreenderam”.

Mas seria impossível que a luz da Consciência pudesse penetrar dentro das trevas do “Eu mesmo”, se previamente não usássemos o sentido maravilhoso da auto-observação psicológica.

Necessitamos franquear a passagem da luz para iluminar as profundidades tenebrosas do “Eu” da psicologia.

Alguém jamais se auto-observaria se não tivesse interesse em mudar. Tal interesse só é possível quando alguém ama de verdade os ensinamentos esotéricos.

A Consciência desperta nos permite experimentar de forma direta a realidade.

Infelizmente, o animal intelectual equivocadamente chamado Homem, fascinado pelo poder formulativo da lógica dialética, esqueceu-se da dialética da Consciência.

Inquestionavelmente, o poder para formular conceitos lógicos resulta no fundo terrivelmente pobre.

Da tese podemos passar à antítese e, mediante a discussão, chegar à síntese, mas esta última em si mesma continua sendo um conceito intelectual que de modo algum pode coincidir com a realidade.

A dialética da Consciência é mais direta, nos permite experimentar a realidade de qualquer fenômeno em si mesmo e por si mesmo.

Os fenômenos naturais de modo algum coincidem exatamente com os conceitos formulados pela mente.

A vida se desenvolve de instante em instante, e, quando a capturamos para analisá-la, a matamos.

Quando tentamos inferir conceitos ao observar tal ou qual fenômeno natural, de fato deixamos de perceber a realidade do fenômeno e só vemos no mesmo o reflexo das teorias e conceitos antiquados que de modo algum têm a ver com o fato observado.

A alucinação intelectual é fascinante, e queremos à força que todos os fenômenos da natureza coincidam com a nossa lógica dialética.

A dialética da Consciência se fundamenta nas experiências vividas e não no mero racionalismo subjetivo.

Todas as leis da natureza existem dentro de nós mesmos, e, se não as descobrimos em nosso interior, jamais as descobriremos fora de nós mesmos.

O homem está contido no Universo e o Universo está contido no homem.

Real é aquilo que alguém experimenta em seu interior; só a Consciência pode experimentar a realidade.

A linguagem da Consciência é simbólica, íntima, profundamente significativa, e só os despertos a podem compreender.

Quem queira despertar Consciência deve eliminar de seu interior todos os elementos indesejáveis que constituem o “Ego”, o “Eu”, o “mim mesmo”, dentro dos quais se acha engarrafada a Essência.

Dissolver o Eu psicológico, desintegrar seus elementos indesejáveis, é urgente, inadiável, impostergável… Este é o sentido do trabalho sobre si mesmo.

Nunca poderíamos libertar a Essência sem desintegrar previamente o Eu psicológico…

Na Essência está a Religião, o Buda, a Sabedoria, as partículas de dor de nosso Pai que está nos céus, e todos os dados de que necessitamos para a Autorrealização Íntima do Ser.

Ninguém poderia aniquilar o Eu psicológico sem eliminar previamente os elementos inumanos que levamos dentro…

Necessitamos reduzir a cinzas a crueldade monstruosa destes tempos; a inveja que desgraçadamente se converteu em mola secreta da ação; a cobiça insuportável que tornou a vida tão amarga; a asquerosa maledicência; a calúnia que origina tantas tragédias; as bebedeiras, a imunda luxúria que cheira tão mal, etc., etc., etc.

À medida que todas essas abominações vão se reduzindo a poeira cósmica, a Essência, além de emancipar-se, crescerá e se desenvolverá harmoniosamente…

Inquestionavelmente, quando o Eu psicológico morre, resplandece em nós a Essência.

A Essência livre nos confere beleza íntima; de tal beleza emanam a felicidade perfeita e o verdadeiro amor…

A Essência possui múltiplos sentidos de perfeição e extraordinários poderes naturais…

Quando “morremos em nós mesmos”, quando dissolvemos o Eu psicológico, gozamos dos preciosos sentidos e poderes da Essência…

Os Diferentes Eus

Quando alguém descobre as causas verdadeiras de todas as suas misérias e amarguras, é óbvio que se pode fazer algo…

Se se consegue acabar com o “mim mesmo”, com “minhas bebedeiras”, com “meus vícios”, com “minhas paixões e emoções”, que tanta dor me causam ao coração, com “minhas preocupações” que me destroem os miolos e me adoecem etc., é claro que então advém isso que não é do tempo, isso que está além do corpo, dos afetos e da mente, isso que realmente é desconhecido para o entendimento e que se chama: “Felicidade”. (Samael Aun Weor: A Grande Rebelião)

O mamífero racional, equivocadamente chamado Homem, realmente não possui uma individualidade definida.

Inquestionavelmente, esta falta de unidade psicológica no humanoide é a causa de tantas dificuldades e amarguras.

O corpo físico é uma unidade completa e trabalha como um todo orgânico, a menos que esteja doente.

Porém, a vida interior do humanoide de modo algum é uma unidade psicológica.

O mais grave de tudo isso (a despeito do que digam as diversas escolas do tipo pseudoesotérico e pseudo-ocultista) é a ausência de organização psicológica no fundo mesmo de cada indivíduo.

Certamente, em tais condições, não existe trabalho harmonioso como um todo na vida interior das pessoas.

O humanoide, quanto a seu estado interior, é uma multiplicidade psicológica, uma soma de Eus.

Os ignorantes ilustrados desta época tenebrosa rendem culto ao “Eu”, o endeusam, o põem nos altares, o chamam “alter ego”, “Eu Superior”, “Eu Divino” etc.

Os sabichões desta idade negra em que vivemos não querem se dar conta de que “Eu superior” ou “Eu inferior” são duas seções do mesmo Ego pluralizado…

Como superior e inferior são duas seções de uma mesma coisa, não é demais estabelecer o seguinte corolário: “Eu superior” e “Eu inferior” são dois aspectos do mesmo Ego tenebroso e pluralizado.

O denominado “Eu divino” ou “Eu superior”, “alter ego”, ou algo do estilo, é certamente uma trapaça do mim mesmo, uma forma de autoengano.

Quando o Eu quer continuar aqui e no além se autoengana com o falso conceito de um Eu divino imortal…

Nenhum de nós tem um “Eu” verdadeiro, permanente, imutável, eterno, inefável etc.

Nenhum de nós tem na verdade uma verdadeira e autêntica Unidade de Ser; infelizmente nem sequer possuímos uma legítima individualidade.

O Ego, o Eu, nunca é algo individual, unitário, unitotal. Obviamente o Eu é ‘Eus’.

No Tibet Oriental os ‘Eus’ são denominados “agregados psíquicos” ou simplesmente ‘valores’, sejam estes positivos ou negativos.

Se pensamos em cada Eu como uma pessoa diferente, podemos assegurar de forma enfática o seguinte: “Dentro de cada pessoa que vive no mundo existem muitas pessoas”.

Inquestionavelmente, dentro de cada um de nós vivem muitíssimas pessoas diferentes, algumas melhores, outras piores…

Cada um desses Eus, cada uma dessas pessoas, luta pela supremacia, quer ser exclusivo, controla o cérebro intelectual ou os centros emocional e motor cada vez que pode, enquanto outro não o substitui…

A Doutrina dos Muitos Eus foi ensinada no Tibete Oriental pelos verdadeiros Clarividentes, pelos autênticos Iluminados…

Cada um de nossos defeitos psicológicos está personificado em tal ou qual Eu. Como temos milhares, e até milhões de defeitos, evidentemente vive muita gente em nosso interior. Em questões psicológicas pudemos evidenciar claramente que os sujeitos paranoicos, ególatras e mitômanos por nada na vida abandonariam o culto do querido ego.

Inquestionavelmente, tais pessoas odeiam mortalmente a Doutrina dos Muitos Eus.

Quando alguém quer de verdade conhecer a si mesmo, deve auto-observar-se e tratar de conhecer os diferentes Eus que estão metidos dentro da personalidade.

Se algum de nossos leitores não compreende ainda esta Doutrina dos Muitos “Eus”, isto se deve exclusivamente à falta de prática em matéria de auto-observação.

À medida que alguém pratica a auto-observação interior, vai descobrindo por si mesmo muitas pessoas, muitos Eus que vivem dentro de nossa própria personalidade.

Quem nega a Doutrina dos Muitos Eus, quem adora um Eu divino, indubitavelmente jamais se auto-observou seriamente. Falando desta vez em estilo socrático, diremos que essas pessoas “não só ignoram, mas também ignoram que ignoram”.

Certamente jamais poderíamos conhecer-nos a nós mesmos sem a auto-observação séria e profunda.

Enquanto um indivíduo qualquer continue considerando-se como uno, é claro que qualquer mudança interior será mais que impossível…

O pobre animal intelectual, equivocadamente chamado de Homem, é semelhante a uma casa em desordem onde, em vez do dono, existem vários criados que querem sempre mandar e fazer o que lhes dá vontade…

O maior erro do pseudoesoterismo e pseudo-ocultismo barato é supor que os outros possuem ou que se tem um Eu permanente e imutável “sem princípio e sem fim…”

Se esses que assim pensam despertassem a Consciência, ainda que fosse por um instante, poderiam evidenciar claramente por si mesmos que o humanoide racional nunca é o mesmo por muito tempo…

O mamífero intelectual, do ponto de vista psicológico, está mudando continuamente.

Pensar que uma pessoa que se chama Luiz é sempre Luiz é algo assim como uma brincadeira de muito mau gosto…

Esse sujeito a quem se chama Luiz tem em si mesmo outros Eus, outros Egos que se expressam através de sua personalidade em diferentes momentos, e embora Luiz não goste da cobiça, outro Eu nele (chamemo-lo de Pepe) gosta da cobiça, e assim sucessivamente.

Nenhuma pessoa é a mesma de forma contínua; realmente, não se necessita ser muito sábio para dar-se conta cabal das inumeráveis mudanças e contradições de cada indivíduo…

Supor que alguém possui um Eu permanente e imutável equivale desde logo a um abuso para com o próximo e para consigo mesmo.

Dentro de cada pessoa vivem muitas pessoas, muitos Eus, isto o pode verificar por si mesmo e de forma direta qualquer pessoa desperta, consciente…

Negar a “Doutrina dos Muitos” é fazer-se de bobo, enganar a si mesmo, pois de fato seria o cúmulo dos cúmulos ignorar as contradições íntimas que cada um de nós possui.

“Vou ler um jornal”, diz o Eu do intelecto ; “ao diabo com tal leitura”, exclama o Eu do movimento, “prefiro ir dar um passeio de bicicleta”. “Que passeio e que pão quente”, grita um terceiro em discórdia, “prefiro comer, tenho fome”.

Se pudéssemos nos ver em um espelho de corpo inteiro tal e qual somos, descobriríamos por nós mesmos, de forma direta, a “Doutrina dos Muitos”.

A personalidade humana é só uma marionete controlada por fios invisíveis.

O Eu que hoje jura amor eterno à Gnose é mais tarde substituído por outro Eu que nada tem a ver com o juramento; então o sujeito se afasta.

O Eu que hoje jura amor eterno a uma mulher é mais tarde substituído por outro que nada tem a ver com esse juramento; então o sujeito se enamora de outra, e o castelo de cartas vai ao chão.

O animal intelectual equivocadamente chamado homem é como uma casa cheia de muita gente.

Não existe ordem nem concordância alguma entre os múltiplos Eus, todos eles lutam entre si e disputam a supremacia. Quando algum deles consegue o controle dos centros capitais da máquina orgânica, se sente o único, o dono; entretanto ao final é derrubado.

Considerando as coisas deste ponto de vista, chegamos à conclusão lógica de que este mamífero intelectual não tem verdadeiro sentido de responsabilidade moral.

Inquestionavelmente, o que a máquina diga ou faça em um dado momento depende exclusivamente do tipo de Eu que nesse instante a controla.

Os sete demônios que o Grande Mestre Jesus, o Cristo, expulsou do corpo de Maria Madalena são os sete pecados capitais: ira, cobiça, luxúria, inveja, orgulho, preguiça, gula.

Obviamente cada um desses sete demônios é “cabeça de legião”, por isto devemos estabelecer como corolário que o Cristo Íntimo pôde expulsar do corpo de Madalena milhares de Eus.

Refletindo sobre todas essas coisas, podemos inferir claramente que a única coisa digna que possuímos em nosso interior é a Essência, que infelizmente se encontra engarrafada dentro de todos esses múltiplos Eus da Psicologia Revolucionária.

É lamentável que a Essência funcione sempre em virtude de seu próprio engarrafamento.

Inquestionavelmente, a Essência ou Consciência, que é o mesmo, dorme profundamente.

A Personalidade Humana

“A personalidade é pura energia, ninguém nasce com uma personalidade. A personalidade é filha de seu tempo: nasce em seu tempo, morre em seu tempo, não há nenhum amanhã para a personalidade do morto.

Quando retornamos, quando regressamos, quando nos reincorporamos em um novo corpo, temos que criar uma nova personalidade.

A personalidade é energia, mas esta se torna na realidade falsa quando certos Eus penetram em seu interior e se desenvolvem na mesma; por exemplo: o Eu da vaidade, o Eu dos ciúmes, os Eus das preocupações, os Eus do intelectualismo, os Eus mecânicos…vêm a utilizar essa energia, vêm a apoderar-se dela, a localizar-se dentro da personalidade, tornando-a falsa…” (Samael Aun Weor: A Falsa Personalidade)

Um homem nasceu no ano de 1900; viveu sessenta e cinco anos e morreu. Mas, onde se encontrava antes de 1900, e onde poderá estar depois de 1965?

A ciência oficial nada sabe sobre tudo isto. Esta é a formulação geral de todas as questões sobre a vida e a morte.

Axiomaticamente podemos afirmar: o homem morre porque seu tempo termina. Não existe nenhum amanhã para a personalidade do morto.

Cada dia é uma onda do tempo, cada mês é outra onda do tempo, cada ano é também outra onda do tempo e todas estas ondas encadeadas em seu conjunto formam a Grande Onda da vida.

O tempo é circular, e a vida da personalidade humana é uma curva fechada.

A vida da personalidade humana se desenvolve em seu tempo, nasce em seu tempo e morre em seu tempo. Jamais pode existir além de seu tempo. Isto do tempo é um problema que tem sido estudado por muitos sábios. Fora de toda dúvida, o Tempo é a Quarta Dimensão.

A geometria de Euclides só é aplicável ao mundo tridimensional. Mas o mundo tem sete dimensões, e a quarta é o tempo.

A mente humana concebe a eternidade como a prolongação do tempo em linha reta. Nada pode estar mais equivocado que essa concepção, porque a Eternidade é a quinta dimensão.

Cada momento da existência se sucede no tempo e se repete para o homem que morre, mas começa outra existência. Um tempo termina e outro começa. A morte está intimamente vinculada ao eterno retorno.

Isto quer dizer que temos que retornar a este mundo depois de mortos, para repetir o mesmo drama da existência. Mas, se a personalidade humana perece com a morte, quem ou o que é que retorna?

É necessário aclarar, de uma vez e para sempre, que o Eu é que continua depois da morte, que o Eu é quem retorna, que o Eu é quem regressa a este vale de lágrimas.

É necessário que nossos leitores não confundam a lei do retorno com a teoria da reencarnação ensinada pela Teosofia moderna.

A citada teoria da reencarnação teve sua origem no culto de Krishna, que é uma religião védica indiana, infelizmente retocada e adulterada pelos reformadores.

No culto autêntico original de Krishna, os heróis, os guias, aqueles que já possuem individualidade sagrada, são os únicos que se reencarnam.

O Eu pluralizado retorna, regressa, mas isto não é reencarnação. As massas, as multidões, retornam, mas isso não é reencarnação.

A ideia do retorno das coisas e dos fenômenos, a ideia da repetição eterna, é muito antiga, e podemos encontrá-la na sabedoria Pitagórica e na antiga cosmogonia da Índia.

O eterno retorno dos dias e das noites de Brahma, a repetição incessante dos Kalpas etc., estão invariavelmente associados de forma muito íntima à sabedoria Pitagórica e à Lei de Recorrência Eterna ou Eterno Retorno.

Gautama, o Buda, ensinou muito sabiamente a doutrina do eterno retorno e a roda de vidas sucessivas, mas sua doutrina foi muito adulterada por seus seguidores.

Todo retorno implica certamente a fabricação de uma nova personalidade humana. Esta se forma durante os primeiros sete anos da infância.

O ambiente de família, a vida da rua e a escola dão à Personalidade humana infantil sua tintura original característica.

O exemplo dos mais velhos é definitivo para a Personalidade infantil.

A criança aprende mais com o exemplo que com o preceito. A forma equivocada de viver, o exemplo absurdo, os costumes degenerados dos mais velhos dão à personalidade da criança esta tintura cética e perversa da época em que vivemos.

Nesses tempos modernos o adultério se tornou mais comum que a batata e a cebola, e, como é apenas lógico, isto origina cenas dantescas dentro dos lares.

Atualmente muitas crianças têm que suportar cheios de dor e ressentimentos os chicotes e pancadas do padrasto ou madrasta. É claro que desta forma a personalidade da criança se desenvolve tendo como referência a dor, o rancor e o ódio.

Existe um ditado popular que diz: “O filho alheio cheira mal em todas as partes”. Naturalmente nisto também há exceções, mas estas podem ser contadas nos dedos das mãos, e sobram dedos…

As discussões entre o pai e a mãe por questões de ciúme, o choro e os lamentos da mãe aflita ou do marido oprimido, arruinado e desesperado, deixam na personalidade da criança uma marca indelével de profunda dor e melancolia que jamais se esquece durante toda a vida.

Nas casas elegantes as orgulhosas senhoras maltratam suas empregadas quando estas vão ao salão de beleza e pintam o rosto. O orgulho das senhoras se sente mortalmente ferido.

A criança que vê todas essas cenas de infâmia se sente profundamente ferida, e logo se coloca do lado de sua mãe soberana e orgulhosa, ou do lado da infeliz empregada vaidosa e humilhada, e o resultado pode ser catastrófico para a personalidade infantil.

Desde que se inventou a televisão se perdeu a unidade da família. Em outros tempos o homem chegava da rua e era recebido por sua mulher com muita alegria. Hoje em dia a mulher já não sai para receber seu marido à porta, porque está ocupada vendo televisão.

Dentro dos lares modernos o pai, a mãe, os filhos, as filhas, parecem autômatos inconscientes diante da tela da televisão. Agora o marido não pode comentar com sua mulher absolutamente nada dos problemas do dia, do trabalho etc., porque esta parece sonâmbula vendo o filme de ontem, as cenas dantescas de Al Capone, o último baile da nova onda etc.

As crianças criadas neste novo tipo de lar ultramoderno só pensam em canhões, pistolas, metralhadoras de brinquedo, para imitar e viver a seu modo todas as cenas dantescas do crime tal como as que viram na tela da televisão.

É lastimável que este invento maravilhoso seja utilizado com propósitos destrutivos. Se a humanidade utilizasse este invento de forma dignificante, para estudar as ciências naturais, para ensinar a verdadeira Arte Régia da Mãe Natureza, para dar sublimes ensinamentos às pessoas, então a televisão seria uma bênção para a humanidade, poderia ser utilizada inteligentemente para cultivar a personalidade humana.

É, sob todas as luzes, absurdo nutrir a personalidade infantil com música arrítmica, sem harmonia, vulgar. É estúpido nutrir a personalidade das crianças com contos de ladrões e polícia, cenas de vícios e prostituição, dramas de adultérios, pornografia, etc.

Podemos ver o resultado de semelhante proceder nos “rebeldes sem causa”, os assassinos prematuros etc.

É lamentável que as mães chicoteiem seus filhos, lhes deem pancadas, os insultem com palavras baixas e cruéis. O resultado de semelhante conduta é o ressentimento, o ódio, a perda do amor, etc.

Na prática verificamos que as crianças que se desenvolvem entre pancadas, chicotes e gritos se convertem em pessoas vulgares e carentes de todo sentido de respeito e veneração.

É urgente compreender a necessidade de estabelecer um verdadeiro equilíbrio dentro dos lares.

É indispensável saber que a doçura e a severidade devem equilibrar-se mutuamente nos dois pratos da balança da justiça.

O pai representa a Severidade. A mãe representa a Doçura. O pai personifica a Sabedoria, a mãe simboliza o Amor.

Sabedoria e Amor, Severidade e Doçura, se equilibram mutuamente nos dois pratos da Balança Cósmica.

Os pais e as mães de família devem equilibrar-se mutuamente para o bem dos lares.

É urgente, é necessário que todos os pais e mães de família compreendam a necessidade de semear na mente infantil os Valores Eternos do Espírito.

É lamentável que as crianças modernas já não possuam o Sentido de Veneração. Isto se deve às histórias de cowboys, ladrões e policiais. A televisão, o cinema etc., têm pervertido a Mente das crianças.

A Psicologia Revolucionária do Movimento Gnóstico faz, de forma clara e precisa, distinção profunda entre o Ego e a Essência.

Durante os primeiros três ou quatro anos de vida, só se manifesta na criança a beleza da Essência. Então a criança é terna, doce, bela em todos os seus aspectos psicológicos.

Quando o Ego começa a controlar a terna Personalidade da criança, toda essa beleza da Essência vai desaparecendo e em seu lugar afloram então os defeitos psicológicos próprios de todo ser humano.

Assim como devemos fazer distinção entre Ego e Essência, também é necessário distinguir Personalidade e Essência.

O ser humano nasce com a Essência, mas não nasce com a Personalidade. Esta última é necessário criá-la.

Personalidade e Essência devem desenvolver-se de forma harmoniosa e equilibrada.

Na prática temos podido verificar que, quando a Personalidade se desenvolve exageradamente às custas da Essência, o resultado é o charlatão, o velhaco.

A observação e a experiência de muitos anos nos permitiram compreender que, quando a Essência se desenvolve totalmente sem atender no mínimo ao cultivo harmonioso da Personalidade, o resultado é o místico sem intelecto, sem personalidade, nobre de coração, porém inadaptado e incapaz.

O desenvolvimento harmonioso de Personalidade e Essência tem como resultado homens geniais.

Na Essência temos tudo que nos é próprio, na personalidade tudo o que é emprestado.

Na Essência temos nossas qualidades inatas; na Personalidade temos o exemplo dos mais velhos, o que aprendemos no lar, na escola, na rua.

A Essência se alimenta com ternura, carinho sem limites, amor, música, flores, beleza, harmonia etc. A Personalidade deve alimentar-se com o bom exemplo dos mais velhos, com o sábio ensinamento da escola etc.

É indispensável que as crianças entrem na escola na idade de sete anos, passando primeiro pelo chamado “kinder” ou “jardim de infância”.

As crianças devem aprender as primeiras letras brincando, assim o estudo se torna para eles atrativo, delicioso, feliz.

A “Educação Fundamental” ensina que, desde o jardim de infância, deve-se dar atenção especial a cada um dos três aspectos da Personalidade Humana, conhecidos como Pensamento, Movimento e Emoção. Assim a personalidade da criança se desenvolve de forma harmoniosa e equilibrada.

A questão da criação da Personalidade da criança e seu desenvolvimento é de grande responsabilidade para pais de família e professores.

A qualidade da Personalidade Humana depende exclusivamente do tipo de Material Psicológico com o qual foi criada e alimentada.

No que diz respeito à “Personalidade”, “Essência”, “Ego” ou “Eu”, existe entre os estudantes de psicologia muita confusão.

Alguns confundem o Ego ou Eu com a Essência.

São muitas as escolas pseudo-esotéricas ou pseudo-ocultistas que têm como meta de seus estudos a vida impessoal. É necessário esclarecer que não é a Personalidade o que temos que dissolver.

É urgente saber que necessitamos desintegrar o Ego, o Mim Mesmo, o Eu, e reduzi-lo a uma nuvem de poeira cósmica.

O Ego, embora continue além do sepulcro, tem entretanto um princípio e um fim.

A Personalidade é apenas um veículo de ação, um veículo que foi necessário criar, fabricar.

No mundo existem Calígulas, Átilas, Hitleres etc. Todo tipo de Personalidade, por mais perversa que tenha sido, pode transformar-se radicalmente quando o Ego ou Eu se dissolve totalmente.

Isto da dissolução do Ego ou Eu confunde e incomoda a muitos pseudoesoteristas. Estes estão convencidos de que o Ego é divino, eles creem que o Ego ou Eu é o mesmo Ser, a Mônada Divina etc.

É necessário, é urgente, é indispensável compreender que o Ego ou Eu nada tem de divino.

O Ego ou Eu é o Satã da Bíblia, um feixe de recordações, desejos, paixões, ódios, ressentimentos, adultérios, herança de família, raça, nação  etc.

Muitos afirmam de forma estúpida que existe em nós um Eu superior, ou Divino, e um Eu inferior.

Superior e inferior são sempre duas seções de uma mesma coisa. Eu superior, Eu inferior, são duas seções do mesmo Ego.

O Ser Divino, a Mônada, o Íntimo, nada têm a ver com nenhuma forma do Eu.

O Ser é o Ser, e isso é tudo. A razão de Ser do Ser é o próprio Ser.

A Personalidade em si mesma é só um veículo e nada mais. Através da Personalidade podem manifestar-se o Ego ou o Ser, tudo depende de nós mesmos.

É urgente dissolver o Eu, o Ego, para que só se manifeste, através de nossa Personalidade, a Essência psicológica de nosso verdadeiro Ser.

É indispensável que os educadores compreendam plenamente a necessidade de cultivar harmoniosamente os três aspectos da personalidade humana.

Um perfeito equilíbrio entre Personalidade e Essência, um desenvolvimento harmonioso do pensamento, emoção e movimento, e uma ética revolucionária constituem as bases da Educação fundamental.

A Integração com o Ser: Uma Meta da Essência Humana

Pergunta: Poderia dizer-me o que é o Ser?
Samael Aun Weor: O Ser é o Ser, e a razão de Ser do Ser é o próprio Ser. O Ser é o Divino, a faísca imortal de todo ser humano, sem princípio nem fim, terrivelmente divino. Os seres humanos ainda não possuem essa faísca dentro de seus corpos, mas, se nos santificamos e eliminamos o Eu pecador, o Mefistófeles, é claro que um dia a faísca poderá entrar em nossos corpos. Agora os convido a compreender o que é o SER. (Samael Aun Weor: Desfazendo Mistérios)

Se negássemos os princípios inteligentes da natureza, a mecânica deixaria de existir, porque não é possível a existência da mecânica sem mecânicos. Se alguém considerasse possível a existência de qualquer máquina sem autor, gostaria que o demonstrasse, que colocasse os elementos químicos sobre a mesa do laboratório para que aparecesse um rádio, um automóvel, ou simplesmente um célula orgânica.

Indubitavelmente, esses princípios inteligentes da natureza só poderiam ser negados pelos estúpidos, por aqueles que pretendem que qualquer máquina orgânica seja capaz de surgir do acaso. Nunca seriam rechaçados pelos homens verdadeiramente sábios no sentido mais completo da palavra.

Não quero defender um Deus antropomórfico, ao estilo de Jeová Judaico, com a doutrina do “olho por olho, dente por dente”. Sabemos que este tipo de dogmatismo traz como consequência ou corolário, e por oposição, a reação de tipo ateísta e materialista.

É necessário entender que qualquer abuso é prejudicial para a humanidade. Nos tempos antigos rendeu-se culto aos Deuses, quer dizer, aos princípios inteligentes da Natureza e do Cosmos, ao Demiurgo Arquiteto do Universo, o qual não é um sujeito humano, nem divino; pelo contrário, é Unidade Múltipla Perfeita, o Logos platônico.

Desgraçadamente, na Roma augusta dos césares e até na Grécia de outrora, houve um processo de degeneração religiosa. Quando se abusou do culto aos Deuses, surgiu por reação o monoteísmo, com seu Deus antropomórfico. Muito mais tarde, este monoteísmo, com seu Deus antropomórfico, produziu, por reação, o materialismo atual.

De maneira que o abuso do politeísmo acarreta o antropomorfismo monoteísta, a crença no Deus antropomórfico bíblico. Por sua vez, o abuso do monoteísmo origina o ateísmo materialista. Essas são as fases religiosas pelas quais passam os povos.

Francamente, em nome da verdade, considero que chegou o momento de eliminar esse antropomorfismo monoteísta que originou tantas más consequências. Hoje não existiria o ateísmo materialista se os cleros religiosos não houvessem abusado de tal culto. Este culto surgiu, pois, por reação.

Infelizmente, o ateísmo materialista nasceu por reação contra o antropomorfismo monoteísta, e, por sua vez, a crença em um Deus antropomórfico surgiu como resultado do abuso politeísta; quando se degeneraram os cultos aos Deuses do Universo, surgiu então, por simples reação, o monoteísmo.

Necessitamos reconhecer os princípios inteligentes da Natureza e do Cosmos. Porém, repito, não estamos defendendo um Deus antropomórfico. Parece-me que reconhecer Princípios Inteligentes resiste a qualquer análise científica.

Observemos, por exemplo, um formigueiro. Aí vemos os princípios inteligentes em plena atividade: como trabalham essas formigas, como fazem seus palácios, como se governam, etc. O mesmo acontece com uma colmeia de abelhas: sua ordem é assombrosa.

Dotemos cada uma das formigas, ou cada uma das abelhas, de uma Mônada pitagórica ou de um Jiva hindu, e é lógico que de fato toma sentido todo o formigueiro, toda a colmeia, porque todas as criaturas vivem de um princípio monádico.

Nós não estamos rendendo culto a nenhum Deus antropomórfico, unicamente queremos que se reconheça inteligência na natureza. Não nos parece absurdo que a natureza esteja provida de inteligência. A ordem existente na construção da molécula e do átomo nos está demonstrando com claridade meridiana os princípios inteligentes.

Estamos na época precisa para revisar princípios. Se não estamos de acordo com o materialismo é porque este não resiste a uma análise de fundo, é puro lixo, isso é óbvio. A criação do homem através de processos mecânicos é mais incoerente que o Adão surgido instantaneamente do lodo da terra. Tão absurda uma como outra.

Reconheçamos que há inteligência em toda esta mecânica da natureza, no movimento dos átomos ao redor de seu centro de gravitação, no movimento dos mundos ao redor de seus sóis.

Quando estudamos com rigor científico a Bíblia hebraica, encontramos uma chave transcendental na palavra “Elohim”, que nos convida à reflexão.

Certamente Elohim se traduz como “Deus” nas diversas versões autorizadas e revisadas deste livro sagrado.

É um fato sem controvérsias, não somente do ponto de vista esotérico como também do linguístico, que o termo Elohim é um nome feminino com uma terminação plural masculina.

A tradução correta, stricto sensu, do nome Elohim é “Deuses e Deusas”.

“E o Espírito dos Princípios Masculino e Feminino pairava sobre a superfície do informe, e a criação aconteceu.”

Inquestionavelmente, uma religião sem Deusas está a meio caminho do completo ateísmo.

Se queremos de verdade o equilíbrio perfeito da vida anímica, devemos render culto a “Elohim”, os Deuses e as Deusas dos antigos tempos, e não ao Jeová antropomórfico rechaçado pelo Grande Cabir Jesus.

Muitos se equivocam ao crer que o Divino Redentor do mundo, Jesus o Cristo, rendeu culto ao Jeová antropomórfico do Judaísmo. O Divino Rabi da Galileia em realidade adorou seu divino Macho-Fêmea (Jah-Hovah), o Pai-Mãe interior.

O Bendito, crucificado no Monte do Calvário, clamou com Grande Voz dizendo: “Meu Pai, em tuas mãos encomendo meu espírito”. “Ram-Io”, “Isis”, sua Divina Mãe Kundalini, o acompanhou na Via-Crúcis.

Todas as nações têm seu primeiro Deus, ou Deuses, como Andróginos; não poderia ser de outro modo, posto que consideravam seus distantes progenitores primitivos, seus antecessores de duplo sexo, como Seres Divinos e Deuses Santos, o mesmo que fazem hoje os chineses.

“E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; os criou macho e fêmea”. (Gn. 1: 21)

Com efeito, a concepção artificiosa de um Jeová antropomórfico, exclusivista, independente de sua própria obra, sentado lá no alto em um trono de tirania e despotismo, lançando raios e trovões contra este triste formigueiro humano, é o resultado da ignorância, mera idolatria intelectual.

Esta concepção errônea da Verdade infelizmente se apoderou tanto do filósofo ocidental como do religioso filiado a qualquer seita desprovida completamente dos elementos gnósticos.

O que os gnósticos de todos os tempos rejeitaram não é o Deus desconhecido, Uno e sempre presente na natureza, ou a natureza in ab scondito, mas o Deus do dogma ortodoxo, a espantosa Deidade vingativa da lei de Talião.

O culto idolátrico do Jeová antropomórfico em vez do Elohim é certamente um poderoso impedimento para se obter os estados de Consciência supranormais.

Nós, antropólogos gnósticos, em vez de rir incrédulos (como os antropólogos profanos) ante as representações de Deuses e Deusas dos diversos panteões (asteca, maia, olmeca, tolteca, inca, chibcha, druida, egípcio, hindu, caldeu, fenício, mesopotâmico, persa, romano, tibetano etc.), caímos prosternados aos pés destas Divindades, porque nelas reconhecemos o “Elohim” Criador do Universo.

Com justa razão dizia Madame Blavatsky que “há tantos Deuses no Céu como homens na Terra”.

Cada um de nós tem sua própria Divindade, seu próprio Ser, sua própria Mônada particular e individual.

Nós, como seres humanos, falando essencialmente, como almas, somos o resultado dos distintos desdobramentos de nossa própria Chispa Virginal.

O Ser em cada um de nós, para aprofundar um pouco mais nesta questão, o Divino que o homem leva dentro, é a Multiplicidade dentro da Unidade.

Isto quer dizer que nosso Ser, como Unidade, por sua vez se desdobra em múltiplas partes, cada uma delas com suas particulares funções e faculdades. Nosso Ser, em realidade, parece um exército de crianças inocentes. Cada parte do Ser individual, portanto, é autoconsciente e até autônoma.

Feliz de quem alcance a integração do Ser.

A morte do Ego e a Ressurreição do Ser em nós devem ocorrer durante a vida.

O Ser e o Ego são incompatíveis.

O Ser e o Ego são como a água e o óleo, nunca se misturam.

Assim, podemos concluir dizendo que dois estados psicológicos se abrem diante do Gnóstico definido:

– o do SER, transparente, cristalino, impessoal, real e verdadeiro.

– o do EU, conjunto de agregados psíquicos personificando defeitos, cuja única razão de existir é a ignorância…

Conde de Saint Germain

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(O Quinto Evangelho) Pergunta: Há rumores de que o Conde de Saint Germain também alcançou o cobiçado Elixir e que por isso lhe permitiu viver até estes tempos, e que para evitar problemas com o ceticismo e o fanatismo de sua época e desta era contemporânea, utilizou-se de personalidades como William Shakespeare e outros, para manifestar-se até a consumação dos séculos. Isso é verdade? O que nos diz sobre isso?

  • Samael Aun Weor: Giovanni Papini testemunha, precisamente, sobre o Conde de Saint Germain. Ele o encontrou em um navio viajando para a Índia. Abordou-o e o Conde não fez nenhuma objeção em mostrar ao referido escritor suas credenciais. Em um porto indiano ele desembarcou e um grupo de anciães tibetanos o recebeu. Estes o levaram para o Tibete. Isso aconteceu no ano de 1939.

Obviamente, o Conde, antes da Segunda Guerra Mundial, visitou os principais homens de estado da Europa; aconselhou-os, sugeriu-lhes a ideia de desistirem da Guerra… Ele ainda vive, apesar de seus incontáveis ​​séculos.

(As Sete Palavras) O Mestre RAKOCZI, é o mesmo Conde de Saint-Germain, Roger Bacon e Francis Bacon. Este Mestre dirige a política mundial. Atualmente, vive no Tibete. e possui o mesmo corpo físico com que foi conhecido durante os séculos 17, 18 e 19, em todas as Cortes da Europa.

Sobre este Mestre passaram os séculos sem que a morte tenha podido sobre ele, porque é um Filho da Ressurreição. Este Mestre é do Raio de Júpiter.

Saint Germain Foi William Shakespeare

Muito pouco se sabe ao certo sobre William Shakespeare. O que sabemos sobre sua vida vem de registros de época, registros judiciais, testamentos, certidões de casamento e sua lápide na Igreja da Santíssima Trindade, em Stratford-upon-Avon.

William Shakespeare foi batizado em 26 de abril de 1564, na Holy Trinity em Stratford-Upon-Avon. Tradicionalmente, seu aniversário é comemorado três dias antes, em 23 de abril, dia de São Jorge (santo esse considerado o padrinho e guardião das Ilhas Britânicas).

Sobre a Chama Violeta

Certa vez, um discípulo do VM Samael Aun Weor perguntou-lhe sua opinião sobre o significado e a importância do Mestre Racockzy (Conde de Saint Germain), e Samael respondeu: A CHAMA VIOLETA É UMA MISTURA ENTRE O AZUL DO CRISTO E O VERMELHO DE SAMAEL!

💙 + ❤️ = 💜

O que isso poderia significar, entre outras intuições? É que os 7 Raios Planetários são superiores, regem os 7 Raios secundários de nosso planeta Terra (regidos por Saint Germain, Morya, Hilarión e outros)…

O SINGULAR ENCONTRO DE UM ESCRITOR ITALIANO COM O MISTERIOSO CONDE DE SAINT GERMAIN, ESTE ENIGMÁTICO E SOFISTICADO ADEPTO QUE ATRAVESSA A HISTÓRIA

Assim começa a obra de Papini sobre seus encontros com o misterioso personagem, conhecido como Conde de Saint Germain, o Imortal:

A viagem durou vários dias de barco pelo Mar Vermelho. O escritor descobriu esse indivíduo singular desde que embarcou na Europa. Ou talvez o Conde de Saint Germain tenha percebido a presença do primeiro logo no início, quando saíram daquelas terras italianas.

Saint Germain era de estatura mediana, aparentando não ter mais de 50 anos de idade.

O escritor italiano, por sua vez, já tinha mais de 40 anos, com seus óculos grossos de fundo de garrafa e cabelos cacheados. Seus olhares se encontrariam furtivamente várias vezes ao longo da viagem, sem conseguir evitar a tentação de se conhecerem.

Sem dúvida, Saint Germain teria lido a História da Literatura Italiana, que tornou Papini bastante famoso e conhecido, dedicada ao Duce (Benito Mussolini), benfeitor das artes e das letras, como o nomeou no início de sua obra, pela qual seria condenado e perseguido até a exaustão, anos depois, no final de sua vida.

Certamente, ele também leu sua História de Cristo, escrita em seu primeiro período como criador, de um ateísmo declarado e até ingênuo.

Terá chamado muito a sua atenção daquele ateísmo feroz, e que seu pensamento e seu espírito evoluíram a ponto de levá-lo a abraçar novamente e com grande fervor o catolicismo romano, religião com a qual foi batizado.

Uma mudança de 180º que não deixaria de surpreender seus leitores não só na Itália e na Europa, mas além das fronteiras continentais. Uma mudança de espírito que, sem dúvida, atingiria o conde durante sua prolongada estada na Índia, longe dos ocidentais, dos quais ele estava cansado, até enfastiado.

(Giovanni Papini, em sua obra GOG)

Ali Onaissi – Jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnLine

A morte mística

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Muito é o que temos sofrido com os membros do Movimento Gnóstico. Muitos juraram fidelidade diante da ara dos Lumisiais e prometeram solenemente trabalhar na Grande Obra até a total Autorrealização.

São muitos os que choraram jurando não se retirarem do Movimento Gnóstico jamais, porém, é doloroso dizê-lo, tudo foi em vão. Quase todos fugiram para se tornarem inimigos… Blasfemando, fornicando e adulterando, se foram pelo caminho negro.

Realmente, estas terríveis contradições do ser humano são devidas a que o ser humano tem um fundamento fatal e uma base trágica. Tal fundamento é a pluralidade do eu, a pluralidade da catexe solta que todos levamos dentro. É urgente saber que o eu é um conjunto de energias psíquicas, catexe soltas, que se reproduzem nos baixos fundos animais do homem.

Cada catexe solta é um pequeno eu que goza de certa autoindependência. Esses eus, essas catexes soltas, lutam entre si. Devo ler um jornal, diz o eu intelectual. Vou dar um passeio de bicicleta, contradiz o eu do movimento. Tenho fome, declara o eu da digestão. Tenho frio, diz o eu do metabolismo. Não me impedirão, exclama o eu passional em defesa de qualquer uma destas catexe soltas.
Total: o eu é uma legião de catexes soltas. Estas catexes soltas já foram estudadas por Franz Hartmann. Vivem dentro dos baixos fundos animais do homem.

Comem, dormem, reproduzem-se e vivem às expensas de nossos princípios vitais ou catexe livre: energia cinética muscular e nervosa. Cada um dos egos que em seu conjunto constituem a catexe solta se projeta nos diferentes níveis da mente e viaja ansiando a satisfação de seus desejos. O eu, o Ego, a catexe solta, não pode se aperfeiçoar jamais.

O homem é a cidade das nove portas… Dentro desta cidade vivem muitos cidadãos que sequer se conhecem.

Cada um de seus cidadãos, cada um de seus pequenos eus, tem seus projetos e sua própria mente. Eles são os mercadores que Jesus teve de expulsar do templo com o látego da vontade. Tais mercadores devem ser mortos.

Agora, fica explicado o porquê de tantas contradições internas no indivíduo. Enquanto a catexe solta existir, não poderá haver paz. Os eus são a causa causarum de todas as contradições internas. O eu que jura fidelidade à Gnosis é substituído por outro que a odeia.

Total: o homem é um ser irresponsável que não tem um centro permanente de gravidade.

O homem é um ser não acabado! O homem ainda não é homem. Ele é tão somente um animal intelectual. É um erro muito grande chamar-se a legião do eu de Alma.

Na realidade e de verdade, o homem tem dentro de sua essência o material psíquico, o material para fazer a Alma, porém ainda não a tem.

Os evangelhos dizem: De que te serve ganhar o mundo se vais perder a Alma? Jesus disse a Nicodemos que era preciso nascer da água e do espírito para gozar dos atributos que correspondem a uma Alma de verdade. É impossível fabricar-se a Alma se não passamos pela Morte Mística.

Só com a morte do eu se pode estabelecer um centro permanente de consciência dentro da nossa própria
essência interior. Dito centro é isso que se chama Alma. Só um homem com Alma pode ter verdadeira continuidade de propósito.

Só em um homem com alma deixam de existir as internas contradições, então há verdadeira paz interior. O eu gasta torpemente o material psíquico, a catexe, em explosões de ira, cobiça, luxúria, inveja, orgulho, gula e preguiça.

É lógico que enquanto não houver um acúmulo de material psíquico, catexe, a alma não poderá ser fabricada.
Para se fabricar alguma coisa, precisa-se de matéria-prima. Sem matéria-prima, nada pode ser fabricado porque do nada, nada sai. Quando o eu começa a morrer, a matéria-prima começa a se acumular.

Quando a matéria-prima começa a ser acumulada, inicia-se o estabelecimento de um centro de consciência permanente.

Quando os eus estiverem totalmente mortos, o centro de consciência permanente ficou completamente estabelecido.

A matéria psíquica é o capital que se acumula com a morte do Ego, já que o gastador de energia foi eliminado.
Assim é como se estabelece um centro permanente de consciência. Esse centro maravilhoso é a Alma.

Só pode ser fiel à Gnosis, só pode ter continuidade de propósito, quem estabeleceu dentro de si um centro
permanente de consciência. Quem não possui dito centro pode estar hoje na Gnosis e amanhã contra ela. Hoje em uma escola e amanhã em outra.

Este tipo de gente não tem existência real.

A morte mística é uma área árdua e difícil da revolução da dialética.

A catexe solta dissolve-se à base de rigorosa compreensão.

A convivência com o próximo, o tratamento com as pessoas, é o espelho onde podemos nos ver de corpo inteiro.

No trato com as pessoas, nossos defeitos escondidos saltam para fora, afloram, e se estamos vigilantes os vemos.

Todo defeito deve ser primeiramente analisado intelectualmente e depois estudado com a meditação.

Muitos indivíduos alcançaram a perfeita castidade e a absoluta santidade no mundo físico, porém mostraram- se grandes fornicários e espantosos pecadores quando foram submetidos à prova nos mundos superiores. ( Sonhos de Luxuria)

Eles tinham terminado com seus defeitos no mundo físico, porém em outros níveis da mente continuavam com suas catexes soltas.

Quando um defeito é totalmente compreendido em todos os níveis da mente, sua correspondente catexe solta se desintegra, isto é, morre um pequeno eu.

Torna-se urgente morrer de instante a instante.

Com a morte do eu nasce a Alma.

Precisamos da morte do Eu Pluralizado de forma total para que a catexe ligada, o Ser, se expresse em sua plenitude.

PAZ INVERENCIAL

Samael Aun Weor – A Revolução da Dialética

O falso sentimento do Ego

17

Vamos hoje falar um pouco sobre o “sentimento de si mesmo”. Vale a pena refletirmos sobre esta questão do sentimento de si mesmo. Convém entendermos a fundo a questão do “falso sentimento do Eu”. Todos temos sempre, no fundo de nosso coração, o sentimento de nós mesmos. Mas convém saber se esse sentimento é correto ou equivocado. É necessário, portanto, entender o que é este “sentimento do Eu”.

Antes de qualquer coisa, urge entender que as pessoas estariam dispostas a abandonar tudo, o álcool, o cinema, o fumo, as farras etc., menos seus próprios sofrimentos. As pessoas adoram suas próprias dores, seus sofrimentos. Desapegar-se-iam mais facilmente de alguma alegria que de seus próprios sofrimentos.

Entretanto, o que parece paradoxal é que todos se pronunciam contra esses mesmíssimos sofrimentos e se queixam de suas dores, mas quando se trata de abandoná-los, de modo algum estão dispostos a tal renúncia.

Certamente, temos uma série de “fotografias vivas” de nós mesmos, fotografias de quando tínhamos 18 anos, de quando éramos meninos, de quando éramos homens de 21 anos, 28 ou 30 etc. A cada uma dessas fotografias psicológicas corresponde uma série de sofrimentos, isto é evidente, e nos deleitamos ao examinar tais fotografias, nos deleitamos ao narrar aos outros os sofrimentos de cada idade, as fases dolorosas pelas quais passamos etc.

Tem um sabor bastante exótico, ou boêmio poderíamos dizer, contar aos outros nossas dores: quando lhes dizemos que somos pessoas experientes, ao lhes contarmos nossas aventuras de criança, a forma como tivemos de trabalhar para ganhar o pão de cada dia, a época mais dolorosa da existência quando andávamos por aí buscando os centavos para sobreviver – quantas dores, quantos sofrimentos! – com tudo isso gozamos e nos deleitamos.

Ao fazermos esse tipo de narrativa, parecemos realmente boêmios entusiasmados. Num caso como esse, em vez de nos deleitarmos com a bebida ou o cigarro, deleitamo-nos com a história, com a “novela”, com o que nos aconteceu, o que dissemos, o que nos disseram, com a forma como o vivemos etc.

É um tipo de boemia bastante exótico, que nos agrada. De modo algum parecemos dispostos a abandonar nossos próprios sofrimentos – eles são o narcótico de que todos gostam, o deleite que agrada a todos. Quanto mais acidentada uma vida, mais exóticos nos sentimos, mais boêmios com nossas dores; e isso é sem dúvida um absurdo.

Mas observem que a cada situação corresponde um sentimento: um sentimento do Eu, do Mim Mesmo. Sentimos que somos, sentimo-nos existir. Neste momento vocês estão reunidos aqui para me escutar, e eu estou lhes falando; vocês sentem que estão sentindo, têm aqui no coração o sentimento de si mesmos. E estão certos de que esse sentimento é correto?

É possível que tenham certeza disso. Será esse sentimento que têm neste momento o sentimento de existir, o sentimento de ser e de estar vivo, será um verdadeiro ou um falso sentimento?

Convém refletirmos um pouco sobre essas questões. Quando andávamos por aí, talvez pelos bares, ou pelos “cabarés”, tínhamos Sentimentos? Sim, é óbvio que os tínhamos. E esses sentimentos seriam os corretos? A cada idade corresponde um Sentimento, pois um é o sentimento de quando se tem 18 anos, outro o que se tem aos 25, outro é o sentimento dos 30 e outro o dos 35. Um ancião de 80 anos terá também indubitavelmente seu próprio sentimento. Qual deles será o verdadeiro?

É uma tremenda questão essa do sentimento de nós mesmos. O fato é que a pessoa sente que está sentindo, sente que existe, sente que vive, sente que é, sente que sente, tem coração e sente, e diz: “Eu”, “Eu” e “Eu”. Mas os “Eus” são muitos e, então, qual dos “sentimentos” será o exato? Reflitam um pouco sobre essa questão. Pensem! Vale a pena tratar de compreender esta questão.

Se alguém desintegra um Eu qualquer, por exemplo, o ressentimento contra alguém, está convicto de havê-lo desintegrado. Porém, se o mesmíssimo Sentimento continua a existir, há uma falha no trabalho – isso simplesmente nos indica que o tal Eu que acreditávamos ter sido desintegrado não o foi, visto que o Sentimento que lhe corresponde persiste.

Se perdoamos a alguém, e mais ainda, se cancelamos a dor que essa pessoa nos causou, mas continuamos a ter igual sentimento, isso nos indica que não cancelamos, portanto, a ofensa, ou a má lembrança ou má ação que esse alguém nos causou. O Eu do ressentimento continua vivo.

Estamos tocando num ponto muito delicado, já que participamos todos do Trabalho de Si Mesmo e Sobre Si Mesmo. Quantas vezes acreditamos, por exemplo, ter desintegrado um “Eu da Vingança”? Mas aquele Eu que tínhamos continua sob a forma de sentimento. Isso nos mostra que, portanto, não conseguimos desintegrar tal Eu, e isto é evidente. De modo que, portanto, existem em nós tantos sentimentos quantos são os agregados psíquicos ou Eus que temos em nosso interior. Se temos 10 mil agregados psíquicos, indubitavelmente teremos 10 mil sentimentos de nós mesmos. Cada Eu tem seu próprio sentimento.

Assim, pois, há uma pauta a seguir em nosso Trabalho sobre nós mesmos e esta é a questão do sentimento. Intelectualmente podemos ter aniquilado o Eu do Egoísmo, mas continuará existindo em nós o sentimento do Egoísmo, esse sentimento do primeiro Eu, do segundo e do terceiro Eu? Sejamos sinceros com nós mesmos: se tal sentimento continua existindo, é porque o Eu do Egoísmo ainda existe.

Assim, hoje os convidei a compreender esta questão do Sentimento. Dá muito trabalho fazer com que as pessoas se decidam a compreender a necessidade de desintegrar o Ego, mas ainda mais trabalhoso é compreenderem o que é o Sentimento. É algo tão fino, tão sutil… De qualquer modo, neste Trabalho sobre nós mesmos, meus queridos irmãos, há três linhas que precisamos entender:

Primeiro: O Trabalho sobre Nós Mesmos, com o propósito de desintegrar os agregados psíquicos que levamos em nosso interior, viva personificação de nossos erros.

Segundo: O Trabalho com as outras pessoas – precisamos aprender a nos relacionarmos com os outros, e

Terceiro: O Amor ao Trabalho, o Trabalho pelo próprio Trabalho.

São as três linhas a seguir. Se, por exemplo, alguém diz e acredita que está trabalhando sobre Si Mesmo, mas não se verifica nenhuma mudança na pessoa, se o Sentimento Equivocado do Eu continua, se sua relação com os outros ainda é a mesma, está demonstrado que esta pessoa não mudou, e, se não mudou, não está trabalhando sobre si mesma corretamente, e isso é óbvio.

Precisamos mudar, mas se após certo tempo de trabalho o Sentimento do Eu continua o mesmo, se o modo de proceder com as pessoas é o mesmo, poderíamos acaso afirmar que mudamos? Na verdade não! E a finalidade destes estudos consiste em mudar. A mudança deve ser radical, porque até mesmo a própria identidade tem de se perder para nós mesmos.

Um dia, por exemplo, Arce irá procurar Arce, mas Arce já não existe, ter-se-á perdido para si mesmo, e isso é claro. Um dia Uzcátegui dirá: “Que foi feito de Uzcátegui?” Já não existe, terá desaparecido para Uzcátegui. Assim, na realidade, até a mesmíssima identidade tem de se perder para nós mesmos. Temos de nos tornar absolutamente diferentes.

Conheço aqui mesmo, entre os irmãos – sei de alguns, cujo nome não menciono – alguns que estudam comigo há anos e anos, vejo-os sempre na mesma, não mudaram, têm o mesmo comportamento, cometem os mesmos erros – exatamente os mesmos erros cometidos há 20 anos. Nada indica ou acusa qualquer mudança, não há nada novo neles. Como são hoje? Como eram há 20 anos, ou há 10 ou 50 anos. Mudança, nenhuma!!!

Então, o que essas pessoas estão fazendo? O que fazem aqui? Estão perdendo o tempo miseravelmente, não é verdade? Porque o objetivo de nossos estudos é mudar psicologicamente, converter-nos em seres diferentes; mas se continuamos os mesmos, se Fulano de Tal é o mesmo que era há 10 anos, então não mudou nem está fazendo nada, está perdendo seu tempo, isso é óbvio. Convido todos vocês a essa reflexão. Querem ou não querem mudar?

Se continuam sendo sempre os mesmos, então, o que estão fazendo? Com que objetivo estão aqui reunidos na Terceira Câmara? Para quê? Precisamos refletir melhor. Uma orientação a seguir é esta questão do sentimento do Eu. O sentimento do Eu é sempre equivocado, nunca é correto. Devemos distinguir entre o Sentimento do Eu e o Sentimento do Ser.

“O Ser é o Ser, e a razão se ser do Ser é o próprio Ser .” O Sentimento do Ser é sempre correto, mas o sentimento do Eu é um sentimento equivocado, é um sentimento falso! Por que os irmãos se deleitam com suas fotografias psicológicas de 20, 30 ou 50 anos atrás? Que se passa com vocês?

Cada fotografia psicológica é acompanhada de um sentimento diferente. O sentimento do jovem de 18 anos que se embebeda, o do rapaz de 20 anos que anda com a noiva ou pelo caminho pervertido etc., qual desses será o correto? O que tínhamos como rapazes de 18 anos ou o que temos hoje, na idade de 50 ou 60 anos? Qual será o verdadeiro?

Nenhum desses sentimentos é verdadeiro, nenhum deles é correto. Todos são falsos. É falso quando alguém se sente um homem de 18 anos com o mundo diante de si e a quem as namoradinhas sorriem. É falso aquele rapazinho de 20 anos que acredita que vai dominar o mundo com o seu rosto bonito. É falso aquele jovem de 25 anos que “anda de janela em janela”. Tudo isso é falso! Qual desses sentimentos será o real? Só a Consciência pode lhes dar um Sentimento Real!

Não se esqueçam de que não há muita distância entre o Ser e a Consciência. A vida tem três aspectos: o Ser (Sat, em sânscrito), a Consciência (Chit) e a Felicidade (Ananda). Mas a Consciência Real do Ser, que não está muito distante do Ser em Si Mesmo, está engarrafada entre esta multiplicidade de agregados psíquicos que personificam nossos erros e que levamos em nosso interior. Só a Consciência pode nos dar um Sentimento Correto, mas esse sentimento pareceria aos outros cruel, porque estes estão engarrafados em falsos sentimentalismos que não têm nada a ver com o Verdadeiro Sentimento do Ser.

O Sentimento da Consciência Objetiva, Real, é o que importa; mas para podermos ter esse Sentimento Verdadeiro da Consciência Real e Objetiva, precisamos, antes de tudo, desintegrar os agregados psíquicos. À medida que vamos desintegrando os diversos agregados, viva personificação de nossos defeitos, a Voz da Consciência irá se tornando cada vez mais forte, o Sentimento do Ser, isto é, da Consciência, irá se fazendo sentir de forma cada vez mais intensa, e, à medida que vamos passando a sentir com a Consciência, nos daremos conta de que o Falso Sentimento do Eu nos conduz ao erro.

Mas isso é muito sutil, sumamente delicado, pois todos nós sofremos muito na vida, isso é óbvio. Temos marchado também pelo caminho do erro, o que é patético; e, em todos os aspectos de nossa vida, em cada processo, em cada instante, temos sentido aqui no coração algo, algo, algo, algo que se chama sentimento. Temos sempre considerado esse “algo” como a Voz de nossa Consciência; temo-lo considerado como o sentimento de Si, como o Sentimento Real ao qual temos obedecido, como o único que pode conduzir-nos pelo caminho certo (“reto”), etc. Mas, infelizmente, temos estado equivocados, meus queridos irmãos!

A prova de nosso equívoco é que mais tarde tivemos outro Sentimento completamente diferente, totalmente distinto, e bem depois ainda outro Sentimento também diferente; qual dos três era então o verdadeiro? Assim, temos todos sido vítimas de um autoengano. O Sentimento do Eu sempre nos guiou, temos sempre confundido o Sentimento do Eu com o Sentimento do Ser. Temos sido vítimas de um autoengano, e nisto não pode haver exceções, até mesmo eu marchei pelo caminho do erro quando tomei o Sentimento do Eu pelo Sentimento do Ser. Não há exceções, todos temos sido vítimas do autoengano.

Chegar a sentir verdadeiramente, chegar a ter o Sentimento Preciso, é algo tremendo. Esse Sentimento Preciso é o da Consciência Superlativa do Ser. De qualquer modo, devemos seguir pelo caminho da Aristocracia da Inteligência e da Nobreza do Espírito. À medida que avancemos por essa senda tão difícil do Autoconhecimento e da Auto-Observação de Si Mesmos, de momento em momento, iremos também aprendendo a sentir corretamente. Iremos aprendendo a conhecer o Sentimento Autêntico da Consciência Superlativa do Ser.

O Ser é para nós o que conta, é o importante, e o Sentimento tem um grande papel nessa questão do Ser, um tremendo papel. Quantas vezes acreditávamos estar indo bem pelo caminho da vida, guiados pelo Sentimento vivo de uma autêntica Realidade; aconteceu que andávamos então pior do que antes porque guiados por um falso sentimento, o do Eu.

Há pessoas incapazes de desapegar-se do Falso Sentimento do Eu. Jamais! Têm uma série de “fotografias” ou imagens de Si Mesmas que não abandonariam por nada na vida, nem por todos os tesouros do mundo. Gozam com suas dores e renunciar a elas seria pior que a própria morte. As pessoas vivem se queixando e gozam com seus lamentos, jamais abandonariam suas dores. É terrível isto que estou lhes dizendo, doloroso mas verdadeiro.

Devido a um Falso Sentimento do Eu podemos perder toda uma existência íntegra. Passam-se os 20 anos, e os 30, 40, 50, os 60 e chegamos aos 80 (se por acaso chegamos, pois muitos morrem antes dos 80) com o mesmo conceito falso, o mesmo Falso Sentimento do Eu para ser mais claro, e esse Falso Sentimento que temos do Eu nos “engarrafa” completamente no Ego, e por fim morremos sem haver dado um só passo adiante.

Comumente as pessoas, ao enfrentarem a vida, não recebem as experiências diretamente na Consciência; têm muitos e terríveis preconceitos e prejuízos em sua mente. Qualquer desafio é, portanto, imediatamente escudado, recebido com algum prejuízo ou preconceito. Tudo o que ocorre na vida chega, não à Consciência, mas a toda essa multiplicidade de preconceitos que levamos dentro, a toda essa diversidade de sentimentos equivocados e contraditórios – nunca à Consciência, e, como resultado, permanecemos adormecidos por toda a vida.

Olhemos por exemplo um velho neurastênico, de 80 anos, torpe e rançoso no pensar, “engarrafado” em algum dogma. Tem um Sentimento de Si Mesmo totalmente equivocado. Quando alguma impressão (“algo”) o atinge, não toca sua Consciência; tudo o que lhe chega chega apenas à sua mente, e esta, como está cheia de preconceitos, costumes, hábitos mecânicos etc., reage então de acordo com seu próprio condicionamento – violentamente, covardemente etc.

Já viram algum ancião de 80 anos reagindo? Vocês já sabem como é, sempre as mesmas reações. Por quê? Porque tudo lhe chega à mente, não toca nunca sua Consciência, chega à sua mente e esta logo o interpreta a seu modo. A mente julga tudo segundo lhe parece, como está habituada a julgar, como crê ser verdadeiro, e o Falso Sentimento do Eu respalda essa forma equivocada de pensar. Conclusão: quem tem um Falso Sentimento perde sua vida miseravelmente.

O fato é que é preciso chegar ao Sentimento Correto, mas este é o da Consciência. Ninguém poderia chegar a ter este Sentimento Correto se não desintegrasse os agregados psíquicos. À medida que alguém desintegra seus agregados psíquicos o Sentimento Correto se manifesta. Quando a desintegração é total, também o Sentimento Correto é total.

Comumente, entretanto, o Sentimento Correto de Si Mesmo está em luta com o Sentimento Falso do Eu. É que o Sentimento Correto da Consciência está muito além de qualquer código de ética, além de qualquer código moral estabelecido por alguma religião, etc. No fundo, os conceitos morais estabelecidos pelas várias religiões resultam comumente falsos.

Como a Consciência humana está atualmente tão adormecida, foram inventados diversos sistemas pedagógicos, sociais, éticos, educativos e morais para que possamos andar pelo caminho reto, mas nada disso serve para nada. Há uma ética própria da Consciência, mas esta pareceria imoral aos santarrões das diversas correntes religiosas.

Os livros dos Paramitas do Tibet Oriental expõem uma ética que jamais se encaixaria em qualquer culto, pois é a ética da Consciência; e não estou, com isso, me pronunciando contra nenhuma forma de religião, mas unicamente contra certas formas ou armaduras enferrujadas dentro dos quais estão hoje em dia “engarrafados” a Mente e o Coração, certas estruturas caducas e degeneradas de falsa moral convencional – contra isso é que estou me pronunciando.

Nesses estudos [Gnósticos] não se trata de seguir ou de viver de acordo com certas formas petrificadas de moral; aqui o que se deve desenvolver é a capacidade de compreensão. Necessitamos constantemente avaliar a nós mesmos para descobrir o que temos e o que nos falta. Há muita coisa que devemos eliminar e muito que devemos adquirir, se é que queremos seguir o caminho certo; mas o Sentimento equivocado do Eu não permite a muitos avançar pela difícil senda da liberação; esse Sentimento Equivocado do Eu é sempre confundido com o Sentimento do Ser, e se não abrirmos bem os olhos, o Sentimento Equivocado do Eu pode fazer com que fracassemos todos na presente existência.

O Ser é o que importa, mas está muito fundo, muito profundo… Realmente o Ser em Si Mesmo é a Mônada Interior. Lembremo-nos de Leibnitz e suas famosas “Mônadas”. A Mônada em si mesma é o que chamamos Neshamah em hebraico, ou seja, Atman-Budhi. Atman… Quem é o Atman? É o Íntimo, o Ser.

Precisamente sobre isso, o livro Deuses Atômicos nos diz: “Antes que a falsa aurora aparecesse sobre a Terra, aqueles que haviam sobrevivido ao furacão e à tormenta adoraram o Íntimo, e a eles apareceram os Arautos da Aurora…”

Neshamah, ou seja, Atman-Budhi, é a Mônada citada por Leibnitz em sua “Filosofia Monádica”. Atman é o Íntimo, Budhi é a Alma Espiritual, a Consciência Superlativa do Ser; os dois, integrados, constituem a Mônada, isto é óbvio. A Mônada, por sua vez, se desdobrou na Alma Humana, que é o “Manas Superior” dos orientalistas. Essa Alma Humana é em princípio completamente germinal, mas dela, por desdobramento, resultou a Essência, que é a única coisa que os animais intelectuais têm encarnada em seu interior. Essa Essência está “engarrafada” entre os diversos agregados psíquicos que levamos dentro de nós.

Em hebraico, Neshamah é precisamente Atman, Atman em seu aspecto inefável. Budhi é Ruach, e Atman-Budhi se diz “Ruach” em geral. Nephesh é a Alma Humana ou Alma Causal, de onde precisamente deriva a Essência que cada um tem em seu interior.

Essa Essência precisa ser despertada, é a parte da Consciência que temos dentro, essa Essência há que pô-la em atividade… infelizmente está adormecida, presa dentro dos agregados psíquicos inumanos que por desgraça levamos em nosso interior.

É preciso entender que, quando alguém trabalha sobre Si Mesmo, entra no caminho da Revolução da Consciência, aspira a receber algum dia seus princípios anímicos e espirituais, quer dizer, converte-se em um Templo da Mônada Interior, pois é óbvio que uma Essência desenvolvida desperta, integra-se, funde-se completamente com a Alma Humana no Mundo Causal. Muito mais tarde ainda vem o melhor: os Esponsais, o Casamento, a integração dessa Alma Humana com a Mônada; quando isso ocorre, o Mestre se Autorrealizou totalmente.

Assim, o que possuímos, a Essência, deve ser trabalhada. Devemos começar por “desengarrafá-la”; é uma fração da Alma Humana em toda criatura e há que despertá-la, pois está adormecida em meio aos agregados psíquicos que levamos em nosso interior.

Essa Essência tem seu próprio Sentimento Correto, que é diferente, completamente diferente do Falso Sentimento do Eu. Essa Essência – com seu Sentimento – realmente emana da verdadeira Alma Causal ou Alma Cósmica; assim, o Sentimento da Essência é o mesmo da Alma Cósmica, o mesmo que existe na Alma Espiritual, o mesmo que existe no Íntimo ou Atman.

Quando alguém entra por este caminho, descobre que ingressou na Senda da Revolução da Consciência, e a Revolução da Consciência é tremenda, porque de fato traz consigo a Revolução Intelectual e a Revolução Física. A Revolução da Consciência provoca uma série de revoluções intelectuais extraordinárias e, por sua vez, como resultado, dá-se a Revolução Física.

Na Alquimia, por exemplo, fala-se na Reincrudação do Corpo Físico, na Invulnerabilidade e na Mutação. É óbvio que aquele que obteve o despertar total, aquele que atingiu a Iluminação, pode alimentar-se com a Árvore da Vida, e seu Corpo Físico pode, se assim o quiser, tornar-se invulnerável e mutante – isto pode ser conseguido mediante a Reincrudação Alquimista. Um iluminado sabe muito bem como se consegue a reincrudação.

Assim, tem-se três Revoluções em uma: a Revolução da Consciência traz consigo a Revolução Intelectual e também a Revolução Física.

Os grandes Adeptos da Consciência, esses que obtiveram realmente o despertar, são Iluminados, e muitos deles são imortais. Lembremos Sanat Kumara, o “Ancião dos Dias”, o fundador do Colégio de Iniciados da Irmandade Branca. Trouxe seu corpo físico à Terra desde Vênus. Esse Grande Mestre, havendo já transcendido qualquer necessidade de viver neste mundo, deixou-se ficar aqui para ajudar os que seguem a Senda Pedregosa que conduz à Libertação Final. Sanat Kummara pode submergir-se totalmente no Oceano da Grande Luz, mas renunciou a toda felicidade para ficar aqui conosco, e permanece conosco por Amor a nós.

Neste caminho que estamos percorrendo, é urgente compreender a forma de nos relacionarmos corretamente com nossos semelhantes; se estamos trabalhando sobre Nós Mesmos, devemos também levantar a tocha para iluminar o caminho de outros, para mostrar-lhes o Caminho, e isso é precisamente o que fazem os Missionários Gnósticos: mostrar a outros a Senda da Libertação.

No Oriente se fala claramente de dois tipos de seres que seguem esse caminho. Podemos chamar o primeiro tipo de Srávacas e Budas Pratiekas. São obviamente ascetas, sabem que o falso sentimento do Eu só pode conduzir ao fracasso. Compreendem isto, preocuparam-se em trabalhar intensamente sobre si mesmos, fizeram seus votos; alguns deles até tem diluído o Ego, mas não fazem nada pelos outros, não fazem nada pelo próximo. Esses Budas Pratiekas e Srávacas obviamente gozam de certa iluminação e alguma felicidade, mas nunca chegaram verdadeiramente a ser Bodhisatvas no sentido mais restrito da palavra.

Há dois tipos de Bodhisatvas: os que têm o Bodhicitta em seu interior e os que não o têm. Que se entende por Bodhicitta ou Bodhicitto? Simplesmente que trabalham pela humanidade à base de diversas renúncias e por Kalpas inteiros, manifestando-se nos mundos e renunciando a qualquer tipo de felicidade. Estes possuem os Corpos Existenciais de Ouro Puro, pois é isto o Bodhicitta: os Corpos Existenciais do Ser e a Sabedoria da experiência adquirida através de sucessivas eternidades.

O Bodhicitta de um Buda é na verdade um Bodhisatva devidamente preparado, que pode realizar com perfeição e eficiência todos os trabalhos que o Buda Interior lhe confiou. Poderia o Bodhisatva que realmente se desenvolveu no terreno vivo do Boddhisitta fracassar nos trabalhos que deve realizar? É evidente que não, pois está devidamente preparado.

Entende-se portanto, por Bodhicitta, precisamente todas essas experiências, todos esses conhecimentos adquiridos através das idades, os Veículos de Ouro Puro, a Sabedoria Evidente do Universo. Obviamente, o Bodhisatva, provido do Bodhicitta, se manifesta ao longo (através) de vários Mahanvantaras e finalmente vem a converter-se num Ser Omnisciente. A Omnisciência é algo que se precisa conquistar, não se “ganha de presente”; é um produto de diferentes manifestações cósmicas e de renúncias incessantes.

O Bodhisatva que possui dentro de si o Bodhicitta, ou seja, toda esta soma de Conhecimentos, Experiências e Veículos de Ouro etc., jamais se deixaria guiar por um Falso Sentimento do Eu. Mas este Falso Sentimento do Eu costuma refinar-se espantosamente. Muitos indivíduos que já obtiveram grande elevação espiritual são ainda, entretanto, vítimas do Falso Sentimento do Eu. Compreender isto é básico para a Grande Obra, é fundamental…

Todos nós temos direito a aspirar à Iluminação; entretanto, não devemos cobiçar a Iluminação. Ao invés disso, devemos preocupar-nos com a desintegração dos Agregados Psíquicos que levamos em nós; vigiar intensivamente esse Falso Sentimento do Eu, aniquilá-lo, pois pode fazer-nos estagnar, pode levar-nos ao autoengano, fazer-nos pensar que vamos indo bem, fazer-nos acreditar que é a Voz da Consciência, quando na realidade se trata da voz do Ego.

Quero que compreendam claramente que um dia terão de fabricar dentro de si mesmos o Bodhicitta, isto é, elaborar essa experiência, elaborar esse conhecimento que o Trabalho sobre Si Mesmos lhes vai conferindo. Com tal conhecimento e experiência, vocês não falharão. À medida que vão desintegrando esses agregados psíquicos que lhes dão o Falso Sentimento do Eu, irão se alimentando com o Pão da Sabedoria, com o Pão Transubstancial vindo do Alto, pois cada vez que se desintegra um Agregado Psíquico libera-se uma porcentagem de Consciência e se adquire de fato uma virtude, um conhecimento novo, algo extraordinário…

A propósito de Virtudes, devo dizer-lhes que quem não é capaz, por exemplo, de apreciar as gemas preciosas, tampouco poderia conhecer o valor das Virtudes. Estas são em si mesmas valiosas e preciosas, mas é impossível adquirir qualquer Virtude sem haver previamente desintegrado o defeito que constitui sua antítese. Não poderíamos, por exemplo, adquirir a Virtude da Castidade se não desintegramos o defeito da Luxúria. Não poderíamos adquirir a Virtude da Mansidão, se não desintegramos em nós mesmos o defeito do Ressentimento. Não poderíamos adquirir a Virtude do Altruísmo se não eliminamos o defeito do Egoísmo.

O que importa, portanto, é que compreendamos a necessidade de eliminar nossos defeitos, pois só assim irão nascendo em nós as gemas preciosas das Virtudes. De qualquer maneira, o objetivo desta prática de hoje foi o de chamar sua atenção para o Falso Sentimento do Eu. Vocês terão que aprender a sentir a Consciência, a ter um sentimento correto da Consciência Superlativa do Ser. Essa Consciência Superlativa emana originalmente de Atman, o Inefável, ou seja, o Íntimo, o Ser…

Assim, meus queridos irmãos, aqui terminamos esta palestra. Sintam-se inteiramente livres para perguntar o que quiserem em relação ao tema.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Pergunta: Venerável Mestre, qual a relação entre as sensações e o sentimento?
Samael Aun Weor: Sensações são sensações, e podem ser positivas ou negativas. Toda sensação resulta de alguma radiação ou impressão externa. Por exemplo: temos uma sensação de dor, produzida por alguém, seja através da palavra ou de uma pancada; sobrevém então uma sensação de dor. Ou uma sensação de alegria: quando alguém nos trata bem ou aspiramos um perfume delicioso. Em todo caso, sensações são sensações; mas o sentimento se leva no coração. É diferente, envolve o Centro Emocional, e nunca se deve confundir o Sentimento Autêntico do Ser, de Atman, da Mônada, da Essência etc. (do Ser em geral) com o sentimento do Eu. Cada Eu tem sua forma de sentimento, e comumente esses sentimentos do Eu nos levam ao fracasso.

P: Venerável Mestre, em que idade ou etapa do desenvolvimento do indivíduo se manifestam Eus característicos, próprios dessa idade?
SAW: Certamente que isto ocorre de acordo com a Lei de Recorrência, porque, se numa passada existência, aos 30 anos de idade, tivemos uma briga num bar, o Eu correspondente àquela rixa permanece no fundo de nós mesmos, aguardando aquela idade de 30 anos para voltar a manifestar-se. Quando chegar essa idade sairá então e irá procurar um bar com o propósito de encontrar-se com o homem com quem brigou. Este fará o mesmo, e por fim se encontrarão no bar voltarão a brigar, essa é a Lei de Recorrência.

E se, na idade de 25 anos, tivemos uma aventura amorosa, também na mesma idade o Eu que estava aguardando lá no fundo sairá à superfície, controlará o intelecto, controlará o coração e irá procurar a amada de seus sonhos. Ela fará o mesmo, e ambos se encontrarão para repetir a aventura. Assim, o robô humano está programado pela Lei de Recorrência. Em todo o caso, o Ser, o verdadeiro Ser, não se expressa no animal intelectual, vive normalmente na Via Láctea. O que atua neste mundo é o robô programado pela Lei de Recorrência.

É preciso desintegrar o Ego e despertar a Consciência para que a Mônada, Atman-Buddhi, o Ruach Elohim que, segundo Moisés, “lavrava as águas no princípio do Mundo”, o Rei-Sol, volte a expressar-se naturalmente dentro de nós, venha à manifestação, ingresse em nossa pessoa humana. Só Ele pode fazer. As pessoas creem que fazem e não fazem nada. Atuam de acordo com a Lei de Recorrência, são máquinas programadas, e isto é tudo!

P: Venerável Mestre, a Segunda Guerra Mundial foi uma recorrência da Primeira?
SAW: Tudo se repete sempre, é verdade, de acordo com a Lei de Recorrência. A Segunda Guerra Mundial nada mais foi que repetição da Primeira, e a Terceira será uma repetição da Segunda.

P: Mestre, pode explicar-nos como alguém pode acreditar haver eliminado um defeito, quando na verdade não é assim?
SAW: Sim, pode-se acreditar que se eliminou determinado defeito psicológico, mas se o Sentimento correspondente a esse Eu continua em nós significa que o defeito não foi eliminado. Assim, esse conhecimento nos dá um modo de saber se realmente eliminamos tal ou qual Eu. É um padrão de medida que nos permite descobrir se já eliminamos determinado Agregado Psíquico.

P: Mestre, como poderia explicar-nos o fato de que o Anjo Adonai tenha Karma?
SAW: Bem, Adonai, o Filho da Luz e da Alegria, que eu saiba não tem Karma. Se demorou a eliminar algum elemento indesejável, isso já passou.

P: Venerável Mestre, pelo que compreendi, o Karma de Adonai se devia às lembranças da Alma…
SAW: Bem, mas isto é uma conjectura, e devemos basear-nos em fatos. Não sei se Adonai tem Karma, pelo menos não fui informado sobre isso, esta é a verdade. Pelo que entendi, não tem Karma. No momento tem corpo físico e vive na Europa, é um Adepto maravilhoso, pertence ao Círculo Consciente da Humanidade Solar, que age sobre os Centros Superiores do Ser; vive como um desconhecido na Europa, na França…

P: Mestre, há outros Kummaras além de Sanat Kummara, o Venerável Mestre?
SAW: Entende-se por Kummara todo Indivíduo Ressurrecto. Desde que ressuscite é um Kummara. Obviamente os Kummaras, assim como os Pitris, são os que ajudaram a criar, a dar vida à nossa forma física humana.

Entretanto, os Agnishwatas, que são os Deuses Solares, me parecem mais interessantes que os Kummaras. O certo é que os Deuses Solares que governaram a Terra e a Humanidade da Primeira Raça voltaram para o Sol. Haviam vindo do Sol e a ele regressaram, e na futura Grande Raça Raiz voltaremos a receber a visita dos Deuses Solares. Virão do Sol, viverão em meio à humanidade e estabelecerão a Sexta Raça Raiz sobre a face da Terra. Governarão os povos, nações e línguas, são Governantes.

Entre as 12 constelações do Zodíaco, a constelação mais importante é obviamente a de Leão. O Sol tem seu trono em Leão. Os Deuses Solares vêm periodicamente à Terra, cada vez que se inicia uma nova Raça… Mas não nos afastemos tanto da questão que viemos examinar. Devemos ter em mente a necessidade de estudarmos um pouco mais a Nós Mesmos e dar atenção a esta questão do Sentimento do Eu. Até aqui, minhas palavras.

Os gigantes lemurianos existiram?

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No livro Tratado de Medicina Oculta e Magia Prática, o Mestre Samael afirma que na Califórnia existe uma montanha gigantesca chamada de MONTE SHASTA. Nessa montanha, em suas encostas, há um TEMPLO LEMURIANO localizado na Quarta Dimensão (Jinas), ali residem mestres lemurianos antiquíssimos com uma sabedoria absolutamente perfeita…

Inúmeros caminhantes e estudiosos que por ali passeiam relatam ter visto homens muito altos usando uma túnica branca bastante brilhante. Interessante, não?

Há inúmeras evidências de que os gigantescos lemurianos existiram de fato. Temos as estátuas colossais da Ilha de Páscoa, chamadas de MOAIS, no Oceano Pacífico. Também vemos no Pacífico as construções megalíticas das ilhas de PONAPE. E, finalmente, vemos as marcas de pés gigantes em diversos sítios ao redor do mundo. Observem algumas imagens a seguir: