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A deusa asteca Coatlicue

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Conhecida como a “Senhora que usa saia de serpentes”, uma estátua da deusa Coatlicue foi encontrada por escavadores no dia 13 de agosto de 1790, na Praça Central da Cidade do México. Na mitologia asteca/nahua, Coatlicue é a padroeira da vida e da morte. Mãe de Huitzilopochtli (deus do sol e da guerra), ela representava a fertilidade, tanto da vida quanto da morte, além de ser a mãe da Lua e das estrelas.

Sua escultura é um monólito de 2,5 metros de altura e 24 toneladas, com uma dupla cabeça de cascavéis. Na parte de baixo dessa impressionante estátua, vê-se uma representação de Tlaloc, o deus da chuva: ele foi esculpido para que só pudesse ser visto pelas divindades da terra, longe do olhar humano.

É sabido que uma das estratégias para desmantelar o império asteca foi a eliminação de seus símbolos e crenças, e por isso os diversos povos pré-colombianos tiveram suas artes pictórica e escultórica destruídas, além de inúmeros documentos religiosos e astronômicos escritos.

Talvez por isso é que, com medo de que a beleza brutal de Coatlicue pudesse desencadear uma revolução (e despertar a memória dos povos indígenas subjugados), as autoridades espanholas atuantes no México decidiram enterrá-la de novo, sendo, posteriormente, desenterrada e exposta no Museu Nacional de Antropologia da capital mexicana.

E o que o Venerável Mestre Samael fala sobre a imponência dessa terrível estátua? Vejamos:

Inquestionavelmente, os Gnomos ou Pigmeus que moram nas entranhas da terra tremem ante Coatlicue

Ometecuhtli-Omecihuatl, Senhor e Senhora da Dualidade. Ome: dois; tecuhtli: senhor. Ome: dois; cihuatl: senhora. Deste divino princípio dual, masculino e feminino, emanou todo o universo.

Este Deus-Deusa teve quatro filhos, os quatro Tezcatlipocas: Xipetotec, o corado; Tezcatlipoca, o negro; Quetzalcóatl, o branco; Huitzilopochtli, o azul. Deste binário divino e invisível nasceram as quatro cores das quatro Raças que atualmente povoam o mundo.

Ometecuhtli tem a presença do Cristo Cósmico. Os nahuas o representavam com túnica belamente adornada e falo de pedernal, símbolo da luz. Omecihuatl tem toda a presença da Virgem Cósmica. Os nahuas a representavam com manto azul de extraordinária beleza e falta de ocultação. Ele é Huehueteotl, o Deus Velho pai dos deuses e dos homens. Ela é Tonantzin, nossa querida mãezinha.

No Museu de Antropologia e História da cidade do México existe um monólito de impressionante tetrassignificado: no alto deste, por entre o anel de seu corpo enroscado, assoma uma preciosa e grande serpente de dupla cara que vê adiante e atrás, tal como o Jano da religião greco-romana.

Redondos e penetrantes olhos, mandíbulas entreabertas das quais – sob os quatro incisivos superiores, curvos, afilados e com as pontas para fora – saem grandes e bífidas línguas. Em seu peito vemos flácidos seios; um colar de couro, adornado com os corações em meio a quatro mãos que se abrem para fora, arremata em um crânio à altura do umbigo da deidade e sobe até seus ombros. Seus braços estão pegados ao corpo com os antebraços flexionados.

Sob suas mãos, que terminam em cabeças de preciosas serpentes de bocas entreabertas e incisivos superiores como garras, ficam retângulos lisos e geometricamente cúbicos com uma linha vertical no centro de cada uma de suas caras, símbolo da perfeição das obras em suas mãos. Em seus ombros e braços, garras de tigres e olhos de águias.

 

Sua curta saia de serpentes, entrelaçadas com as cabeças para baixo, se ajusta em seu talhe por meio de largo cinturão de preciosas serpentes que, ao se enrolarem sob o crânio de órbitas cheias e olhar desafiante, elas penduram a cabeça para a frente, como os extremos de uma gravata que termina sem dar nó, simbolizando que tudo o que existe no Universo é produto do Fogo Sexual.

O crânio no umbigo da Deidade não é o arremate de seu colar nem o broche do cinturão de sua saia, senão Coatlicue, a devoradora de homens e Deusa da Terra e da Morte, cujo corpo se projeta à frente entre os quadris, desde o baixo-ventre até os pés da Deidade.

Muitos corações e dois grupos de plumas de quetzal adornam os lados da anágua que baixa até seus calcanhares e arremata no quadril plumas entrelaçadas, adornado com escudos, dos quais há 16 longas cascavéis. Sinuosa e grossa serpente assoma as mandíbulas com incisivos superiores como garras entre as quatro garras de cada um dos pés da deidade. Sobre cada um de seus pés, em baixo-relevo, dois olhos de águia, que tratam de ver rumo ao infinito.

Na parte baixa, no plano de apoio da escultura, em baixo-relevo, encontramos Mictlantecuhtli, com braços e pernas abertos em cruz de Santo André. Na parte posterior, entre os quadris, sai, desde o baixo-ventre até abaixo, o Fogo Criador universal. Em seu umbigo se abre a boca do Abismo. Nos seus ombros, o colar tem dois corações em meio a quatro mãos que se abrem suplicantes até o alto; em meio às mãos, sobre a coluna vertebral, suas pontas arrematam um nó de marinheiro adornado com quatro brasões.

O crânio, que vai pelas costas, porém à altura da omoplata parece pelas costas, porém à altura das omoplatas parece afivelar o cinturão de sua saia de serpentes, que simboliza Tonantzin, a Mãe dos Deuses, oculta na parte posterior da saia de Coatlicue, esquecida pelos homens desta geração.

Sua figura sobressai-se na parte posterior da deidade. Veste túnica acordoada que baixa até seus pés, arremata em uma só e enorme garra e termina em sete bolas alargadas, emblema de perfeição, de sacrifício.

De seu colar, na altura da tiroide, estão penduradas duas grandes línguas de pederneira; sobre a túnica, um peitoral acordoado que se arremata em seis borlas, emblema de Criação; à frente, sob o peitoral, na altura do baixo-ventre, encontramos um feixe de finíssimas flechas, do que se penduram duas grandes línguas de pederneira, que, em conjunto, simbolizam o Fogo Universal da Criação. Da preciosa serpente que arremata o conjunto do monólito, emana um “sentimento de maternidade”, e sua cabeça de dupla cara é o emblema do divino.

A parte posterior, dos ombros aos pés, simboliza Tonantzin, a Mãe dos Deuses; seu peito de flácidos seios, adornado com um colar de mãos e corações, simboliza Coatlicue, a Sombra de Tonantzin.

(Samael Aun Weor, Magia Crística Asteca)

 

Adoração às Deusas nos mitos antigos

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Os inúmeros mitos criados no passado para representar a gênese do universo, da natureza e do ser humano podem ser divididos em quatro categorias, segundo os principais estudiosos, como Joseph Campbell. Essas categorias refletem o nível de consciência humana, e que, surpreendentemente, têm correspondência com as 4 Idades Cósmicas de nossa raça: Idade de Ouro, Idade de Prata, Idade de Cobre e Idade de Bronze. Atualmente, passamos pela última delas, a de Bronze – em sânscrito batizada de Kali Yuga.

A primeira corresponde a uma idade de alta espiritualidade e respeito tanto dos princípios masculinos quanto femininos da Divindade e da sociedade. A segunda um pouco menos, na terceira veem-se os mitos discriminar o elemento materno-feminino e o último nível – Kali Yuga –, segregar totalmente os mitos cosmogônicos matrísticos.

Deusa Pelé, Senhora do Fogo e dos Vulcões – Havaí

O interessante a ser analisado é que quanto mais a humanidade estiver afastada da espiritualidade, mais os mitos deixam de lado a veneração aos aspectos maternos/femininos de Deus.

Vejamos como são os mitos nas quatro Idades do Mundo: na primeira Idade, ou Yuga, o mundo é criado por um Deus andrógino, ao mesmo tempo Pai e Mãe. Na segunda, este mundo é criado por um deus andrógino ou um casal criador, ou então, por um coro de deuses, que se dividem em “masculinos” e “femininos” para criar o universo. Na terceira, um deus macho ou toma o poder da deusa ou cria o mundo sobre o corpo da deusa primordial. Finalmente, na última etapa, um deus macho cria o mundo sozinho.

Essas quatro etapas que se sucedem também cronologicamente são testemunhas eternas da transição da etapa matricêntrica da humanidade para sua fase patriarcal.

O primeiro e mais importante exemplo da primeira etapa em que a Grande Mãe cria o universo sozinha é o próprio mito grego. Nele a criadora primária é Geia, ou Gaia, a Mãe Terra. Dela nascem todos os protodeuses (Urano e os Titãs) e as protodeusas, entre as quais Reia, que virá a ser a mãe do futuro dominador do Olimpo, Zeus. Há também o caso do mito de Nanã Buruquê, que dá à luz todos os deuses do panteão africano, sem auxílio de ninguém.

Exemplos do segundo caso são o deus andrógino, que gera todos os deuses no hinduísmo, e o yin e yang, os princípios feminino e masculino, que governam juntos na tradição chinesa.

Exemplos do terceiro caso são as mitologias nas quais reinam em primeiro lugar deusas mulheres, que são depois destronadas por deuses. Entre essas mitologias está a sumeriana, em que primitivamente a deusa Siduri reinava num jardim de delícias e cujo poder foi usurpado por um deus solar.

Mais tarde, na epopeia de Gilgamesh ela é descrita como simples serva. Ainda, os mitos astecas falam de um mundo perdido, de um jardim paradisíaco governado por Xoxiquetzal, a Mãe Terra. Dela nasceram os Huitzuhuahua, que são os Titãs e os Quatrocentos Habitantes do Sul (as estrelas). Mais tarde, seus filhos revoltam-se contra ela, que dá à luz o deus que iria governar a todos, Huitzilopochtli.

A partir do segundo milênio de nossa era, contudo, raramente se registram mitos em que a divindade primária seja materna/feminina. Em muitos deles, estas são substituídas por um “deus macho”, que cria o mundo a partir de si mesmo, tais como os mitos persa, meda e, principalmente e acima de todos, o nosso mito criacional judaico-cristão.

Jeová é deus único e todo-poderoso, onipresente, e controla todos os seres humanos em todos os momentos da sua vida. Cria sozinho o mundo em seis dias e, no final, cria o homem. E só depois cria a mulher, assim mesmo a partir do homem. E coloca ambos no Jardim das Delícias, onde o alimento é abundante e colhido sem trabalho. Mas graças à sedução da mulher o homem cede à tentação da serpente e o casal é expulso do paraíso.

Jesus quis anular a ideologia machista, tentando recriar o “mito do Jeová macho-fêmea” original ensinado por Moisés, mas a casta dominante no Templo de Jerusalém sabotou a Grande Obra desse Mestre.

Os movimentos gnósticos, tanto da época de Jesus quanto contemporâneos, defendem que todo sistema religioso que elimine de sua doutrina a adoração ao Aspecto Materno de Deus e, paralelamente a isso, reprima a expressão e liderança da mulher em sua Eclésia, está fadado ao fracasso e à involução.

Isso se justifica porque os nomes sagrados das deusas e dos deuses são representações arquetípicas de todos os poderes divinos, tanto no macrocosmo quanto no microcosmo. São, por outro lado, também nomes de Deidades (na tradição moderna conhecidos como anjos, arcanjos, querubins etc.) que existem como fato e realidade em dimensões superiores ao mundo físico.

Antiga Deusa-Mãe pré-védica, sul da Índia

Como exemplos, enumeramos a seguir alguns nomes de Deusas de diversos panteões, reverenciadas por povos ditos “primitivos”, porém, que são seres sagrados e têm a função de orientar, defender e dirigir as Chispas Divinas desses mesmos povos.

Chasca: (Peru) Deusa similar a Vênus, a mais bela de todos os astros, “a donzela de cabelos longos e sedosos”, adorada como diligente pajem do Sol.

Tlazolteotl: (México) A Vênus mexicana, a que vela os afetos e atos de amor sublimes.

Bhavani: (hindu) A que dá o nascimento, é um dos nomes da deusa Parvati, esposa de Shiva. Teve os mesmos atributos de Vênus e, como esta, saiu da espuma do mar, elevando-se sobre a concha de nácar que lhe serve de trono.

Atabeira: (América) Deusa do amor e das colheitas, adorada no Haiti.

Io ou Iho: (Polinésia) Maori, Nova Zelândia, é a deusa suprema.

Ísis: (Egito) A Lua, identificada pelos gregos como Afrodite, a deusa dos jardins e do renascimento da vida.

Ceres: (Grécia) Deusa das colheitas e dos cereais, de onde provém seu nome; Afrodita reencarnou-se para regressar à terra como “Ceres” e o fez em um carro guiado por serpentes aladas.

Mais Deusas Destronadas

Na Oceania existia a crença, igualmente como nos diferentes povos “primitivos” de maneira universal, que o homem não intervinha na fecundação humana. Eles acreditavam que quando uma mulher ficava grávida, isso se devia à atuação das Divindades ou dos antepassados. Ainda em 1938, mantinha-se essa crença entre os bellonais das Ilhas Salomão, segundo referências de Zonabend: “Ignoravam, até a chegada dos missionários em 1838, a relação entre a cópula e a procriação.

Se uma mulher casada ficasse grávida, isso não se devia às relações sexuais com seu marido, senão a que os deuses e os antepassados da patrilinhagem de seu esposo estavam satisfeitos com dita aliança e lhe davam descendência…” E acreditavam que as Divindades produziam a ressurreição dos antepassados, como semente de vida, e que penetravam na mulher e se encarnavam em seus descendentes.

Daí as abundantes cerimônias e ritos mágicos propiciatórios da fertilidade, tanto humana quanto animal e vegetal, dos antepassados, como da colheita, com acompanhamento de esculturas femininas ou hermafroditas. E que eram dirigidas desde sempre por mulheres. E enquanto exerciam sua função, as sacerdotisas eram a encarnação da mesma Deusa.

Sobre isso, Campbell afirma sobre uma sacerdotisa da Deusa Pelé, do Havaí: “Uma sacerdotisa de Pelé é, em certo sentido, uma encarnação menor da própria deusa. Assim que os missionários cristãos estavam realmente falando com a própria deusa. Um desses missionários disse à sacerdotisa: ‘Venho trazer a vocês uma mensagem de Deus’. E a sacerdotisa disse: ‘Ah, esse é seu deus. Pelé é a minha’”.

Nas diferentes ilhas se levavam a cabo cerimônias de fertilidade da colheita em honra às deusas, por mulheres, nas que usavam esculturas para que a Deusa Suprema promovesse a chuva e como as bailarinas sagradas dançavam ao anoitecer para provocar a chuva, cujo modelo eram das Deusas Dançarinas da Constelação das Plêiades.

E as maoris dançavam no ano-novo, coincidindo com o levantamento helíaco das Plêiades (Mararii i Nia e Mararii i Raro: Plêiades Acima e Plêiades Abaixo).

No Havaí, as dançarinas sagradas executavam a dança Hula em honra à Deusa Laka. No arquipélago de Trobriand, dançavam em honra à Deusa Konjimi. Em outras regiões dançavam em honra a outras deusas: da Mãe Ancestral das regiões montanhosas da Nova Guiné, nas ilhas da Melanésia: Pitilu, Nova Irlanda, na Nova Caledônia, em honra da Deusa Kabo Mandalat. E como músicas, as mulheres da Nova Zelândia tocavam os instrumentos feitos com peles de animais em honra à Deusa Tarabanga, “a Sábia Mãe Primigênia”.

Na Oceania, como no resto do mundo, também se deu a revolução patriarcal, e os homens se apropriaram das funções femininas. Por exemplo, apropriaram-se das práticas que as Sacerdotisas realizavam nas cerimônias religiosas. Apropriação masculina que se codifica em mitos, como apropriação masculina de instrumentos musicais.

E apropriação existente em regiões tão afastadas como na Grécia, onde Apolo se apropriou da lira das sacerdotisas délficas e o Deus Pã se apropriou da flauta siringa da ninfa Syrinx (e a partir de então a siringa passa a ser denominada flauta de Pã). Também se apropriaram dos instrumentos de música que as mulheres tocavam, em regiões americanas, onde os xinguanos amazônicos se apropriaram das flautas femininas.

O mesmo ocorreu na Colômbia, no Brasil, em regiões da Terra do Fogo e na Austrália, onde os homens se apoderaram dos bramadores, objetos que estavam, segundo Husain afirma: “Antigamente sob a custódia das mulheres, até que lhes foram arrebatados à força”.

Çatal Huyuk venerava a Grande Deusa, ladeada por dois leopardos

Çatal Huyuk

Os estudantes esotéricos, gnósticos em particular, deveriam estudar mais detidamente uma sociedade que pode ser considerada iniciática e matrística: Çatal Hüyük.

Segundo os antropólogos , a mesopotâmia, vista como o berço das civilizações, possuía antecessores muito mais proeminentes em Çatal Huyuk, organizada sobre padrões sociais e sistemas de crenças totalmente diferentes daqueles que nos têm sido ensinado em que uma sociedade deve se estruturar.

Datada em cerca de 6700 a.C., Çatal Hüyük apresentava um refinado padrão tecnológico e cultural. A cidade não apresenta fortes ou muralhas, o que presumivelmente não devia ser necessário, graças à sua postura pacífica.

Sua divindade máxima era a Grande Mãe de Tudo. Sua representação constava principalmente de uma mulher gorda e com grandes seios, ladeada por dois leopardos, como a que se vê na imagem acima.

Austrália

Na Austrália encontraram-se restos de uma antiga sociedade matriarcal, entre os habitantes das regiões do leste e do sul, enquanto no norte e no oeste eram patrilineares. As sociedades tasmanes (cuja população foi exterminada pelos ingleses e desapareceu por completo em 1876) e de outras regiões com cultura do Machado Cilíndrico, assim como nas tribos dos dieri e nos loritja da região de Vitória e de Nova Gales, tinham estrutura matriarcal, com forma de parentesco por linha materna.

Nessa sociedade as mulheres tinham grande importância e jogavam grande papel no terreno econômico: eram as que exclusivamente se dedicavam às tarefas de coleta de alimentos e a agricultura. A mulher podia exercer o cargo de chefes.

Também na Austrália, afirma Claude Lévi-Strauss: “As sociedades matrilineares têm uma distribuição meridional. Ocupam em massa o sudeste (sul de Queensland, Nova Gales do Sul, Vitória e o leste da província meridional, e também uma pequena zona costeira a sudoeste da província ocidental”.

Do que se deduz que alguns desses povos adorariam às duas Deusas Irmãs Gêmeas, Yirritja e Dhuwa, a Dualidade Criadora chamada Yuankaj, como Mães da humanidade: a Deusa Dhuwa, Mãe dos dhuwa (duwuae, uma das metades em que a comunidade está dividida) e a deusa Yirritja, Mãe dos yirritj (da metade giririta, ambas formam o todo, hermafroditas portanto).

Os deuses e deusas das ilhas do Pacífico eram aspectos Paterno-Materno das Divindades PENATES desses povos

Melanésia

O matriarcado nas ilhas que compõem a Melanésia era muito palpável. No arquipélago de Trobriand, da Nova Guiné. Segundo Lévi-Strauss: “A organização social dos indígenas das ilhas Trobriand, na Melanésia, caracteriza-se pela filiação matrilinear…”

Da mesma forma, manifesta-se Franz Mayr: “Apesar das pesquisas realizadas por Jones a Ortigues, a sociedade de Trobriand nos oferece como verificação concreta uma estrutura psicossocial matriarcalista; com efeito, a mãe e o que representa não somente é o centro da vida no nível mitológico e psíquico, mas também em nível socioeconômico, já que é o clã materno o depositário da herança e da comunicação, de modo que o pai não só não conta psicologicamente, senão tampouco social e economicamente.

A mulher, nessas sociedades ditas primitivas, tinha uma considerável participação na vida da comunidade, chegando até a ter um papel dominante nas atividades econômicas, políticas, e especialmente nas mágicas e cerimoniais. A posição social das mulheres da região de Sepik era muito elevada, com um status alto.

Existiam mulheres com altos graus de chefia na Nova Guiné, que recibiam privilégios especiais por sua alta condição, incluindo de seus esposos, que eram de casta mais baixa. Na Nova Guiné são as indígenas papuas que fazem a cerâmica, cuidam do gado e a confecção dos totens, cuja arte era transferida da mãe para as filhas.

Na Nova Irlanda, na Nova Bretanha, no arquipélago de Bismarck e em inúmeros outros sítios o sistema matriarcal sempre foi predominante. Ainda hoje, em muitas dessas regiões, as mulheres realizam todas as funções relacionadas com a economia, enquanto os homens mascam ervas e se reúnem para papear.

E existiram mulheres guerreiras. Ralph Linton manifestava que presenciou condutas “pouco femininas” em mulheres tasmanianas e arapeshas. Dizia ele: “Entre os tasmanianos, por exemplo, a caça da foca era tarefa feminina… também caçavam gambá-comum, tendo para isso escalar árvores altas.

As mulheres arapesh, em geral, carregam fardos mais pesados que os homens pois sua cabeça é mais dura e forte”.

Entre os tiwi, da ilha Melville, perto da Austrália, Martin e Voorhies informam: “As mulheres, em troca, não somente recolhem plantas silvestres comestíveis e crustáceos, como também caçam animais terrestres… Cada uma delas tinha  os quatro elementos indispensáveis para a caça, que são um cachorro, um machado, um recipiente com tampa e um sistema portátil para a produção de fogo”.

Em todas essas culturas onde as mulheres lideram seu povo, predominam crenças míticas que consideram a humanidade como obra exclusiva da Mãe Ancestral.

Como exemplo, nas Ilhas Salomão creem que a Deusa-Serpente Alada Katuibware é a Grande Criadora do gênero humano. Nas Ilhas Carolinas se crê que a Criação se deve à Deusa Ligoapup, nas Ilhas Marquesas são as Deusas Atanua e Tuli, nas Ilhas Marshall é a Deusa Loa, na Nova Guiné são as Deusas Aramemb e Jugumishanta, as deusas da Lua.

Na Nova Irlanda seus habitantes creem-se descender de uma Mãe Ancestral; para os habitantes da Ilha Malekula (perto de Vanuatu), e nas Novas Hébridas é a Deusa Wata Mur, a Grande Mãe Criadora de todas as raças humanas…

Devemos relembrar que à luz da Gnose, todas essas deidades são ao mesmo tempo representação do Eterno Feminino de Deus e Deidades (anjos, arcanjos etc.) que têm existência real nos Mundos Paralelos.

Wata Mur, a Suprema Deusa criadora de todas as coisas

Polinésia

Na Polinésia vivem costumes que nos faz supor a anterior presença de instituições matriarcais que impuseram um domínio de religiões que adoravam a Deus em sua forma materna. Muitas dessas ilhas foram habitadas pelos canacos, raça de origem malaia, naturais do arquipélago do Havaí, que ocuparam as ilhas Pomotu, Marquesas, Taiti, Nova Zelândia, Fiji, Tonga etc. e que eram adoradores de Pelé, a deusa polinésia havaiana do Fogo e dos Vulcões.

A sociedade da Ilha de Páscoa (Rapaiti) era de estrutura matriarcal com divisão do trabalho de forma que eram as mulheres vahinas que executavam o trabalho, enquanto os homens descansavam e pescavam somente aos sábados.

Em outras ilhas polinésias, segundo lemos em Husain: “As mulheres desfrutaram de uma liberdade muito superior porque não estavam reprimidas, mas por outro lado, tiveram de jogar nas costas todas as cargas, já que os homens não podiam carregar nada nas costas”.

Também vemos uma hierarquia definida por e para mulheres em diversas regiões do mundo, cujas deidades superiores eram Mães Sagradas, como nas ilhas Fiji, Sandwich e Molucas (Mãe Ancestral Sakauno).

Em concomitância com a estrutura matriarcal da sociedade, o panteão divino tinha como principal hierarquia um conjunto complexo de divindades femininas ou Mães da Humanidade. Na Ilha de Páscoa existiam as sacerdotisas chamadas nerus, conhecedoras dos mistérios mágicos kai-kai, ou canções e jogos sagrados.

E as tumu-ivi-atua, com poderes sobrenaturais que atuavam como profetisas e curandeiras, intermediárias entre a Deusa Hanua e a humanidade. A Grande Deusa Hine-Nui-Te-Po é a ancestral dos aborígenes maoris. E a Deusa Hannarva, adorada pelos habitantes de Taiti, casada com seu irmão, foi a Mãe da raça humana.

Ali Onaissi (jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnLine)

Essência budista e cristã da Gnose

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Espero que todos coloquem o máximo de atenção nesta palestra. Chegou a hora de compreendermos realmente o Caminho esotérico, não é demais dizer que estamos buscando, na verdade, nos converter em verdadeiros Seres Autorrealizados e Perfeitos.

Soará um pouco exagerado o que estou dizendo aqui nesta sala, mas não vejo outro objetivo básico para as nossas reuniões que não o de estudar o Caminho esotérico, e isso é fundamental. Vários Mensageiros trouxeram as suas mensagens à humanidade, no passado.

Quando a humanidade não tinha desenvolvido em sua natureza interior o Abominável Órgão Kundartiguador, a vida era muito diferente, a Essência não estava presa no Ego, não existia o Ego. Os distintos centros da máquina orgânica eram verdadeiras caixas de ressonâncias onde vibravam as harmonias do Universo.

Era a Idade de Ouro, não existia nem “o meu” nem “o teu”, tudo era de todos e cada qual podia comer da árvore do vizinho sem temor algum. Aquele que sabia tocar a lira estremecia a Natureza com suas notas…

jesus-buda4-gnosisonlineNaquela Idade antiga, que alguns a chamam de Arcádia, rendia-se culto aos Filhos da Manhã, aos Filhos da Aurora do Mahavântara, e a lira de Orfeu não tinha caído sobre o pavimento do Templo e feita em pedaços. A Natureza se parecia com um organismo que servia de veículo aos Deuses.

O fogo dos vulcões e as tormentas dos oceanos que lançavam suas ondas às praias, o canto dos rios em seus leitos de rocha, o voo das aves gigantescas que existiam, naquela época se sentia o fundo do Ser na sua forma mais profunda. Falava-se unicamente a Língua de Ouro, não haviam surgido tantos idiomas, os idiomas da Torre de Babel…

A Essência, naquela época, não estava presa no Ego, e para que tal acontecesse, foi necessário que surgisse na anatomia humana o Abominável Órgão Kundartiguador. Naquela época lemúrica, a Terra tremia incessantemente, não havia estabilidade nas crostas geológica da Terra, e é por isso que os Reitores da Humanidade tiveram de tomar medidas para resolver o problema. Sabiam eles que o organismo humano é uma máquina que assimila determinados tipos de energia, e que logo as transformam e as retransmite às capas profundas do organismo planetário.

Por isso, fizeram uma alteração no nosso corpo orgânico. O propósito? Modificar essas forças, que de certa forma permitiriam a estabilidade geológica da Terra; fizeram com que o Abominável Órgão Kundartiguador, mediante certos estímulos, se desenvolvesse no ser humano.

Sem dúvida, se não houvesse abusos sexuais (simbolizados pela lenda de Adão e Eva no Paraíso Terreno), não teria desenvolvido o Abominável Órgão Kundartiguador; os abusos sexuais permitiram que tal órgão se desenvolvesse. Agora, em nome da verdade, falando judiciosamente ante vocês que estão dedicados aos Estudos Esotéricos, devo ser franco e dizer o que tenho vivido e o que tenho experimentado…

Naquela idade, eu tive corpo físico e fui um lemuriano como qualquer outro, e ainda recordo que as distintas tribos que viviam em enormes choças, com seus tetos que caíam até o chão e tinham apenas uma porta por onde se podia entrar. Havia também cidades rodeadas de muros, lá viviam as pessoas cultas, mas nos campos viviam, como sempre, pessoas que não eram dedicadas às letras.

A vida era muito interessante, ali também existiam sacerdotes e guerreiros ao mesmo tempo. Eu conheci Javé, o Gênio do Mal, o “Anjo Caído”, como diz Saturnino de Antioquia. Ele teve corpo físico, era um Mestre dos antigos Mahavântaras, como sacerdote oficiava e todo mundo o venerava.

E como guerreiro era magnífico, usava sempre uma espada de ouro, com o seu escudo, elmo e sua malha… toda a sua indumentária era de ouro. Sabia-se que era um Anjo e o veneravam. Desgraçadamente, foi um dos primeiros que traíram o Santuário de Vulcano. Os traidores do Santuário de Vulcano ensinaram-lhe o Tantrismo Negro, ou seja, os rituais sexuais, nos quais o Iniciado comete o crime de derramar o Vaso de Hermes Trismegisto (falo na linguagem esotérica que vocês entendem, pois não sou muito partidário de usar a vulgaridade para as questões relacionadas com o sexo, porque o sexo é sagrado).

Javé entusiasmou-se com o Tantrismo Negro e tratou de convencer a sua esposa de que o sistema do Tantrismo Negro (Magia Sexual com ejaculação do Ens Seminis) era o mais indicado para a Liberação. Sua esposa não aceitou, ela era também um Elohim encarnado e preferiu separar-se dele por não concordar com o Tantrismo Negro.

Bem, como consequência, Javé desenvolveu o Abominável Órgão Kundartiguador e através dos tempos, dos séculos, ele se converteu num demônio terrivelmente perverso; ele é o Chefe Supremo da Loja Negra.jesus-buda5-gnosisonline

Naquela antiga idade, depois da divisão dos sexos, as tribos se reuniam em templos especiais, sob a direção dos Kumaras, para poderem procriar. Mas o ato sexual era um Sacramento, ninguém se atrevia a realizar a cópula alquímica fora do templo. O Rei e a Rainha realizavam aquelas funções ante a Ara Sacra.

Vivendo naquele continente, fui testemunha de todas essas coisas, eu era membro de uma tribo, dormíamos numa grande choça com todos os irmãos do mesmo clã. Perto de nós existiam quartéis, pessoas dedicadas à preparação para ir à guerra, as cidades ficavam muito longe.

Assistíamos sempre, no templo, os Ritos e íamos lá receber as instruções esotéricas dos Hierofantes, mas no ambiente se sobrecarregava, de instante a instante, do Poder Luciferino, e, por fim, todas as pessoas da minha tribo começaram a realizar a cópula fora do templo…

A reprodução realizava-se através do Kriya-Shakty, ou seja, através do poder do Yôga e da Vontade, não se cometia o crime de derramar o Vaso de Hermes Trismegisto. Um simples espermatozoide escapava das gônadas e fecundava uma matriz, sem a necessidade de cometer o delito de derramar o Vaso de Hermes. Ainda recordo de uma manhã na qual todos nos apresentamos no Templo depois de haver fornicado. Das profundezas do Santuário, um Hierofante, com a sua espada empunhada, veio por cima de nós e disse: “Fora, indignos”, e todos nós saímos correndo. Esse mesmo fato aconteceu por todos os rincões desse gigantesco continente que se chamava Lemúria.

É claro que tal evento antropológico pertence mais à Antropogênese, que se vê descrito nas mais distintas escrituras religiosas do mundo na sua forma simbólica (essa é a saída de Adão e Eva do Paraíso). Quando se estabilizou a crosta geológica da Terra, aquele Abominável Órgão Kundartiguador estava cristalizado fisicamente, não é exagerado afirmar, de forma enfática, que naquela antiga idade os seres humanos chegaram a ter rabos como os dos macacos.

As forças cósmicas ou planetárias ao passarem pelos organismos lunares estabilizaram as crostas geológicas do mundo. Quando isso aconteceu, os Reitores da Humanidade resolveram eliminar da raça humana o Abominável Órgão Kundartiguador, mas houve erros de cálculos matemáticos e demoraram mais do que se necessitava, e o resultado foi prejudicial, caímos desafortunadamente. Nos cinco cilindros da máquina orgânica (Intelectual, Emocional, Motor, Instinto e Sexo), as consequências do Abominável Órgão foram o nascimento e a pluralização do Eu ou Ego, o mim mesmo, o si mesmo.

Se não tivesse havido esse equívoco de alguns indivíduos sagrados, não teríamos hoje em dia esse Ego. Muito mais tarde, alguns mensageiros vieram dos Mundos Superiores (Avatares, que significa mensageiro) e todos eles se pronunciaram contra o Abominável Órgão, contra as más consequências do mesmo, mas foi inútil.

No continente asiático, o amadíssimo Ashiata Shiemash trabalhou intensamente contra isso, mas foi inútil. Assim também, o Buda Gautama Sakyamuni trouxe o ensinamento à Índia, mas através dos séculos o ensinamento original se perdeu, hoje é muito pouco o que resta da autêntica Sabedoria de Nosso Senhor o Buda.

E Jeshuá ben Pandirah, Jesus de Nazaré, o Cristo, pronunciou-se contra o Abominável Órgão, através dos quatros Evangelhos, que são quatro textos de Alquimia e de Cabala e quem os compreender pode realizar, na verdade, toda a Grande Obra.

É um erro as pessoas modernas acreditarem que o Cristo era aquele grande mestre, Jesus ben Pandirah. O Cristo é uma Força Cósmica, é o Segundo Logos, a Unidade Múltipla Perfeita, é uma força como a eletricidade, como a da gravidade universal, como o fogo, a água, o ar etc. Essa força expressa-se através de qualquer homem e mulher.

Cristo expressou-se através do grande Cabir Jesus, assim como também se expressou através do Nosso Senhor Quetzalcoatl, como também resplandeceu através do rosto de Moisés, no Monte Nebo, e na Índia com o nome de Krishna. Lembrando que o Cristo Cósmico, onde quer que haja um homem que esteja preparado, Ele ali se expressa. O Cristo não é um indivíduo, não é uma pessoa, não é um Eu. Cristo é uma Força Cósmica que está latente em todo átomo do Universo, é o Fogo Universal da Vida, é o Fogo.

Estive na aurora do Mahavântara e fui testemunha do amanhecer da vida, quando o Exército da Palavra começou a fecundar a matéria caótica para que surgisse a vida. Vi o Grande Cristo Cósmico assumir figura humana, vi-O entrar no Templo, firmar um pacto e crucificar-se em sua Cruz, para salvar os Homens e os Deuses…

O Cristo é o Fogo Universal da Vida, muito se poderia dizer sobre o Cristo e eu lhes direi o seguinte: Cristo se define com quatro letras que estão sobre a cruz do mártir do Calvário, INRI (Ignis Natura Renovatur Integram, o Fogo Renova Incessantemente a Natureza).

O Fogo está crucificado aqui na Terra. Se golpearmos uma pedra contra outra, sai fogo. De onde saiu essa chama? Na mesma água se esconde o Fogo Líquido, na pedra é o Fogo Pétreo, dentro do ar é o Fogo Gasoso, assim o Fogo está em tudo o que é, o que foi e o que será. O Fogo não tem princípio ou fim.

Se acendermos um fósforo, veremos com assombro que a chama brota, se dirá que “a chama é o produto da combustão”, mas tal conceito é falso, nós afirmamos que a combustão existe devido ao Fogo e que não poderia ter combustão sem haver o Fogo. O Fogo estava ali encerrado, dentro da matéria do fósforo, com o atrito o que se consegue liberar é a chama para que ela se acenda plenamente. O fogo faz com que a mão possa se mover para acender o fósforo. Sem o Fogo, sem a vida, a mão não se move; o Fogo está latente ali, na mão, porque do nada, nada sai.

O Fogo conserva os seus processos em todos os organismos existentes, em todas as espécies humanas, animais e minerais e em tudo o que é, tudo que tem sido e tudo o que será.

O Fogo, em si mesmo, é sagrado! Quem conhece a natureza do Fogo? A vida existe através do Fogo, mas a essência é o Fogo Vivo. Quando o Fogo vem à existência, a criatura se forma e nasce, e quando o Fogo abandona o corpo físico, ocorre a morte. Assim é que viemos ao mundo através do Fogo e nos vamos quando Ele abandona o corpo.

Agora, para nós, gnósticos, o que nos interessa não é o fogo físico, mas o Fogo do Fogo, a Chama da Chama, a Assinatura Astral do Fogo. Esta em si mesma é o Cristo Íntimo, e só Ele pode nos salvar, destruindo os elementos indesejáveis que levamos em nosso interior.

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Cristo e Buda

Agora vejam vocês como o Cristo e o Buda se complementam dentro de nós. Há algumas pessoas que acreditam que o Buda Sakyamuni é mais elevado que Jesus de Nazaré, o Cristo, e outros dizem que o Cristo é superior ao Buda, e cada qual é livre para pensar como quiser.

Atman-Budhi é o Buda Íntimo, assim está escrito nos livros sânscritos, agora sabemos que o Cristo é o Segundo Logos; o primeiro Logos é o Pai, Brahma; o segundo o seu Filho, Vishnu; e o terceiro é Shiva, o Espírito Santo. De maneira que o Cristo Íntimo está dentro da escala do Ser, e dentro dos Níveis do nosso Ser Superlativo e Transcendental, muito mais além do Buda, mas ambos se complementam.

Quando o Logos Solar quer vir dentro do corpo de um Homem, é claro que deve descer da sua elevada Esfera e penetrar no ventre materno da Divina Mãe Kundalini, e, no final, dela nasce o Logos já humanizado. Vive como homem entre os homens, ainda que os homens não o conheçam, havendo vencido, tem de voltar a vencer, também deve viver no coração do Homem todo o Drama Cósmico que está escrito nos quatro Evangelhos.

Os três traidores o levam à morte, as multidões de Eus que levamos em nosso interior são os que gritam: “Crucifica, crucifica, crucifica!” Judas, o Demônio do Desejo, que troca o Cristo Íntimo pelos prazeres do mundo (as famosas 30 moedas de prata); Pilatos, o Demônio da Mente que a toda hora vive lavando as mãos, que nunca tem culpa de nada, sempre encontrando evasivas e justificativas, o trai, e fazem açoitá-lo em pleno Concílio, colocando coroa de espinhos na sua fronte, flagelando-o com mais de 5 mil chicotadas. Caifás, o Demônio da Má Vontade, que vende os Sacramentos, prostitui o Altar, fornica com as devotas etc., também trai o Cristo Íntimo.

Tudo isso acontece nos Mundos Internos de qualquer homem que está devidamente preparado. Depois, desce ao Sepulcro, com sua morte mata a morte, e ressuscita em nós e nos faz imortais. Convertemo-nos de fato em Mestres Glorificados, como um Morya ou um Kout-Humi, ou um Serápis, Hermes Trismegisto ou Jesus Cristo.

Assim é a crua realidade dos fatos que o Senhor é um fator interior profundo em cada um de nós, como é o Buda. Se Gautama trouxe a mensagem do Buda, o Buda Íntimo, o Grande Cabir Jesus trouxe a mensagem do Cristo Cósmico e ambos se complementam.

Vale a pena nos aprofundarmos sobre isso, em todas as questões. Existem duas classes de Budas, os Transitórios e os Permanentes, o transitório é o que não conseguiu encarnar em si mesmo o Cristo Íntimo.

Buda Maitreya é aquele que conseguiu encarnar em si mesmo o Cristo Íntimo, Buda Maitreya não é uma pessoa, é um título, é um grau esotérico e indica um Buda que se cristificou…

Há muito tempo, quando eu vivi na China, durante a segunda Sub-Raça da Raça Ária, chamava-me Chou-Li e ingressei na Ordem do Dragão Amarelo, onde aprendi os Sete Segredos, as Sete Joias do Grande Dragão.

Dedicávamo-nos à meditação de fundo, um irmão fazia vibrar um aparelho musical que tinha 49 notas, esse aparelho produzia o som Nirioonossiano do Universo.

Quando vibrava a primeira nota, mantínhamos a mente quieta e em silêncio; quando dava a segunda nota, passávamos ao segundo nível do subconsciente; quando soava a terceira nota, nos aprofundávamos um pouco mais, nos dirigíamos à terceira zona do subconsciente, para brigar com os Eus, obrigá-los a guardar silêncio.

Assim, a cada nota do aparelho misterioso chamado Aya-Atapan, nos aprofundávamos em cada um dos 49 níveis do subconsciente, guerreando contra os diversos agregados psíquicos inumanos que levamos em nosso interior.

Em conclusão, quando chegava a nota 49ª e se havíamos trabalhado corretamente, conseguíamos uma quietude absoluta da mente, nos seus 49 níveis do subconsciente. Então, a essência ou Budata, escapava do Ego para se precipitar no Vazio Iluminador, experimentando, desta forma o Real…

Meu amigo Li-Chang se distinguiu naquela Ciência da Meditação Profunda, ele não mais vive na face da Terra, mora num planeta do Cristo, muito longe desta galáxia. Ele está ali dentro do corpo astral, e é feliz. Assim, Li-Chang alcançou o TAO, mas o que é o TAO? Ele é o Ser, é o INRI, é o Cristo Íntimo.

No esoterismo budista zen não se usa a dialética racional, usa-se a da Consciência, que é diferente. Por exemplo, um monge dirige-se ao Mestre e pergunta: “Por que Bodhidarma vem do Ocidente?” Responde o mestre: “O cipreste está no centro do jardim”. A resposta não coincidirá com a pergunta, diríamos nós, acostumados com a Dialética Racional, mas tal resposta corresponde à Dialética da Consciência. A Árvore da Vida está dentro de nós mesmos, aqui e agora, não importa de onde tenha vindo; a Verdade está em todas as partes…

Em outra ocasião o Abade, Mestre de um Monastério, disse aos discípulos: “Pergunta o queres perguntar”. “Quero perguntar algo.” Mas antes de perguntar, o Mestre lhe dá um golpe com o seu cajado na boca, pois a pergunta que ia fazer não estava correta…

Um dia chega um Mestre e se apresenta na sala de meditação, os discípulos se ajoelham ante ele, e lhe rendem honra e culto, e o Mestre diz: “Por que é tão tarde tudo isso?” Um discípulo fala uma bobagem sem fundamento e o Mestre o expulsa: “Tonto, néscio, fora daqui, não serve!” Aqui, se lhes disse uma palavrinha dura aos irmãos que reagem terrivelmente “Isso não tem sentido”… Mas terão de aprender o que é a Disciplina Esotérica.

No Zen, isso é uma Cruz, mas a dialética que existe no Zen vai ao fundo, vai ao Buda Íntimo de cada um. Por exemplo, um estudante ansioso para saber algo, ansioso para chegar ao Satori, de chegar ao Vazio Iluminador, fala ao Mestre dentro do Templo: “Mestre, o que é o Vazio Iluminador?” A resposta foi que o Mestre lhe deu um forte chute no estômago, nada mais. O pobre homem caiu ao chão e ali, privado de ar, experimentou o Vazio Iluminador. Quando se levantou, em vez de estar perdendo tempo raciocinando, abraçou o Mestre e lhe disse, cheio de alegria: “Finalmente experimentei o Vazio Iluminador!”

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Por sorte, o Mestre precisou dar uma bofetada para completar a tarefa, porque quando se obtém o Satori, o discípulo se apresenta cheio de alegria radiante, e o Mestre o tira desse estado, chamado de Enfermidade do Satori, com uma bofetada.

Observem vocês que o Budismo Zen vai diretamente à Essência, à Consciência, ao Budata Interior. Como poderei explicar-lhes esta questão da Dialética da Consciência, de que forma?

Bem, observe um pintainho quando está dentro da casca do ovo, pronto para sair. Normalmente a galinha, quando sente que o pintainho começa a picar a casca, o ajuda; dá umas picadas na casca e ajuda o pintainho que quer sair. Assim também o é quando o discípulo está maduro para o Satori, o Mestre o ajuda, ainda que seja com uma bofetada, parece muito duro, mas constitui-se na realidade do Zen, como aquele pintainho que está para sair da casca.

Essa é a linguagem búdica do Zen e do Chang, que vai direto à Consciência, e isso é transcendental, é uma dialética, não a formal, não a livre, não é esse tipo de dialética, é a Dialética da Consciência.

Nós temos de aprender a olhar dentro de nós mesmos, a aprender a ver a nossa Natureza Interior, pois quando conseguirmos esse objetivo, então nos converteremos em Budas. Como aprender a ver dentro da nossa Natureza Interior, de que maneira podemos fazer isso? Primeiro temos de desenvolver a capacidade da auto-observação psicológica. Como lhes disse a noite passada, à medida que se vai auto-observando psicologicamente, vão-se vendo seus Eus, seus agregados psíquicos inumanos e vão-se eliminando, desintegrando e pulverizando-os com a ajuda de Devi Kundalini, porque sem a Serpente Ígnea dos nossos mágicos poderes não é possível desintegrar os Eus.

Numa outra ocasião um Mestre Zen havia sido convidado para que desse um sermão num pagode budista. Todos os monges o aguardavam e finalmente chegou o Mestre, olhou para todos, deu uma espiada, e se retirou. Um monge que estava mais interessado na prática e que havia feito o convite a toda a irmandade foi atrás do Mestre para reclamar. O Mestre respondeu: “Um entendido em Sastra, pode ensinar-lhe Sastras ou em qualquer outra escritura religiosa, pode lhes ensinar. Eu sou um Mestre Zen…” Essa foi sua única resposta, ele havia dito tudo, é uma linguagem que vocês não entendem, pois estão acostumados com a Lógica Formal ou a Lógica Dialética, mas essa é uma linguagem diferente. O que queria dizer esse Mestre? O que foi que ele lhes disse? “Senhores, aprendam a escutar a si mesmos, busquem o Íntimo, busquem o Si Mesmo, pois dentro de vocês está tudo.” Isso foi o que o mestre zen quis dizer.

Estou lhes dando essa explicação aqui, porque estão acostumados com a Lógica Formal. É necessário que se aprenda a Dialética da Consciência… Falando assim, dessa forma, vemos que não é possível chegar ao grau de Buda se não tivermos eliminado os elementos indesejáveis. O Buda Transitório ainda está na luta, não tem dissolvido o Ego, é um Buda com resíduos do Ego. O Buda Permanente é aquele que já se cristificou.

Cristo e Buda São Partes do Nosso Ser

Assim, pois, Buda e Cristo estão intimamente relacionados, são dois fatores dentro de nós mesmos. Num futuro a religião da humanidade estará misturada com o melhor do esoterismo budista com o esoterismo cristão. Como poderia existir um Buda se antes não criou os Corpos existenciais Superiores do Ser? E para criá-los há de ser Alquimista. É inconcebível que um Buda que não possua os Corpos Existenciais Superiores do Ser.

Mas, como se cria esses corpos, de que maneira? Convém que todos vocês coloquem a devida atenção nesta noite, porque este ensinamento é precioso, necessitamos conhecer os Mistérios da Grande Obra, como preparar o Mercúrio da filosofia secreta, e isso é impostergável. O que é o Mercúrio? Vocês sabem? Por que se diz que o Iniciado tem de colocar as Botas de Mercúrio? Eu vos direi que o Mercúrio é a Alma Metálica do Esperma. O Mercúrio, em si mesmo, é sagrado! Mas como se elabora o Mercúrio?

Bem, todos os alquimistas medievais se calaram, esse era um segredo indecifrável. É urgente elaborá-lo? Sim! E eu vos darei a chave, a Chave do Arcano: Obviamente, a chave está no Arcano AZF, é aí que está a chave, nestas três letras… O “A” (Aqua) refere-se à Água Metálica, o número radical metálico, o “Exiohehari”, ou seja, as secreções glandulares sexuais, o Esperma Sagrado. O “F” é o Fogo (Fohat), porque sem o fogo não é possível elaborar o “A”, a Água Pura da Vida, o Mercúrio da Grande Obra. A Água em si mesma é o mercúrio que temos de aprender a sublimar, mas é preciso conhecer esse segredo, para saber como se fabricam os Corpos Existências Superiores do Ser.

Sem dúvida, o segredo está num artifício que é muito sensível, muito simples, mas grandioso. O segredo vivo para a preparação do Mercúrio é chamado de Secretum Secretorum, há necessidade da conexão do Lingam-Yoni durante o Matrimônio Perfeito, e jamais na vida se deve derramar o Vaso de Hermes Trismegisto. Evitando o orgasmo fisiológico, o corpo humano consegue fabricar o Mercúrio, a Alma Metálica desse esperma.

jesus-buda2-gnosisonlineExistem três Mercúrios, que vou lhes anunciar, chamaríamos o primeiro de Azougue em Bruto do Esperma, o segundo é propriamente a Alma Metálica do Esperma, e finalmente, o terceiro é o Mercúrio mais o Enxofre. O Mercúrio é a Alma Metálica do esperma, o Enxofre é o Fogo Sagrado. Se juntarmos Mercúrio e Enxofre, faltaria algo mais, necessita-se acrescentar o Sal, que deve ser sublimado através de todas as operações tântricas do laboratório.

É necessário que estudemos um pouco essa questão, sem dúvida, a transmutação do Esperma Sagrado em Energia Criadora se dá através do par de cordões simpáticos que existem na nossa anatomia orgânica, até o cérebro. As correntes energéticas sexuais hão de subir por esses cordões ganglionares até a massa cerebral. Esse é o Mercúrio, mas sabemos que as Correntes Energéticas Sexuais devem se polarizar em positivas e negativas, solares e lunares. Estando polarizadas, fazem contato com o Tribeni, no cóccix, aparecendo assim o Fogo Sagrado, que sobe pela espinha dorsal em forma de enxofre.

Esse Fogo, unido com as correntes solares e lunares do Mercúrio, ascende pela coluna vertebral, dentro de um canal, até o cérebro, abrindo um por um, conforme vai subindo, os centros espirituais, ou seja, os chakras.

O excedente desse terceiro Mercúrio vem a cristalizar os Corpos Existenciais Superiores do Ser e assim nos converteremos em Budas…

Mas vamos nos concentrar agora nesse terceiro Mercúrio, pois nele existem o Enxofre e o Sal. O que é uma Nebulosa no espaço infinito? Uma mistura de Sal, Enxofre e Mercúrio. Qualquer metal da Terra se o dissolvermos acabara reduzido ao Sal, Enxofre e Mercúrio. Tudo o que existe na Criação se deve ao Sal, Enxofre e Mercúrio, isso é claro. Assim, pois uma Nebulosa tem Sal, Enxofre e Mercúrio, é o Arché dos gregos, daí saem os mundos que logo rodam sobre os seus próprios centros gravitacionais.

Se lá em cima, no espaço estrelado, necessita-se uma Arché, ou “nebulosa”, para que dali nasçam os mundos das existências, aqui embaixo é o mesmo, necessita-se criar (dentro do próprio organismo) uma Arché, uma Nebulosa muito especial, com o Sal, Enxofre e Mercúrio.

Essas substâncias saem das nossas glândulas endócrinas sexuais, a fim de que esse Arché, daqui debaixo, o microcosmo-homem, nasçam os Corpos Existenciais Superiores do Ser.

Normalmente, as notas musicais Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si vibram sexualmente, mas se as passarmos a uma oitava superior, o Arché vem se cristalizar no corpo astral. E numa oitava superior há mais, o Arché cristaliza-se no corpo mental, e depois numa oitava acima, o corpo da vontade consciente. É assim, repito, como nós nos converteremos em Budas.

Bem, até aqui a minha palestra desta noite…

(Samael Aun Weor, conferência A Essência Cristã e Budista da Gnose)

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Tatwas, as energias etéricas da Natureza

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A Gnose ensina sistemas precisos para conseguirmos êxito na vida, tanto material quanto espiritualmente. Necessita-se aproveitar as circunstâncias favoráveis para conseguirmos a cristalização de todos os projetos (tanto internos quanto externos).

Essas circunstâncias favoráveis estudando e manipulando a energia da Natureza conhecida entre os orientais como Tatwas. Lembre-se sempre: Tatwa é vibração do éter. Um grande sábio disse: “A vida nasceu da radiação, subsiste pela radiação e se suprime por qualquer desequilíbrio oscilatório”.

Todo gnóstico tem direito a triunfar, tanto psicológica quanto materialmente. O espírito deve vencer a matéria. Nós não podemos aceitar a miséria, nem a interna nem a externa. O Trabalho do Iniciado é em frente dupla: eliminar os defeitos psicológicos que criam problemas na vida e trabalhar com as forças positivas da Natureza para que tenhamos Saúde, Paz e Harmonia…

Quando o espírito vence a matéria, o resultado é luz, esplendor, saúde. É necessário que conheçamos a Lei da Vibração Universal. Tudo no Universo (interior e exterior) vibra, tudo se movimenta, tudo é dinâmico. O estudo dos Tatwas é importantíssimo.

Prana, a Energia da Vida

Prana é a energia cósmica que nasce do Sol Espiritual, do Cristo Cósmico. Prana é vibração, movimento elétrico, luz, calor, magnetismo universal, vida. Prana é a vida que palpita em cada átomo e em cada Sol. Prana é a vida do éter.

A grande vida, ou seja, Prana se transforma em uma substância azul intenso muito divina, e o nome dessa substância é o que os orientais chamam de Akasha. O Akasha é uma substância maravilhosa que enche todo o espaço infinito e que quando se modifica, converte-se em Éter ou magnetismo.

É interessante saber que o Éter, modificando-se, converte-se por sua vez nisso que chamamos Tatwas ou energias dos elementos da Natureza. Os elementos, ou estados, da Natureza são 7, porém, os básicos são 4, conhecidos no Esoterismo como Fogo, Ar, Água e Terra.

O estudo das vibrações do éter (Tatwas) é indispensável para o estudante gnóstico por diversos motivos. Lembre-se de que os negócios, o amor, a saúde, o equilíbrio dos corpos internos etc. são controlados pelas vibrações cósmicas.

Se você conhece as leis vibratórias da vida, se conhece os Tatwas, triunfará na vida, tanto interna quanto externa. No caso do dinheiro, por exemplo, recorde que o dinheiro, em si mesmo, não é bom ou mau, tudo depende do uso que se faça dele.

Existem sete Tatwas que se deve aprender a manejar para triunfar na vida. É necessário que você conheça os nomes dos tatwas.

Nomes dos Tatwas

Akasha é o princípio do éter. Vayu é o princípio etérico do ar. Tejas é o princípio etérico do fogo. Prithvi é princípio etéreo do elemento terra. Apas é o princípio etérico da água.

Existem dois tatwas secretos, chamados Adhi e Samadhi, que vibram durante a Aurora e que são excelentes para a meditação interna (com eles se logra o êxtase, satori ou samadhi), a transmutação sexual e o Desdobramento Astral. Não nos estenderemos agora sobre estes Tatwas porque são de utilidade somente para estudantes já acostumados com as práticas gnósticas.

Horários Tátwicos da Natureza

Podemos sentir as diversas modificações dos Tatwas ao longo do dia. A vibração dos Tatwas começa com a saída do Sol. Cada Tatwa vibra durante 24 minutos em um período de duas horas. O primeiro Tatwa que vibra é o Akasha. Depois seguem, em ordem sucessiva, Vayu, Tejas, Prithvi e Apas. A cada duas horas mais ou menos, volta a vibrar o Akasha e se repete a sucessão dos Tatwas na mesma ordem já descrita.

Observação importantíssima do GnosisOnline: Entretanto, a Natureza não segue um tempo cronológico restrito, portanto, esse tempo pode varias por inúmeras razões, tais como a estação do ano, influências lunares e solares, os ventos solares, influências planetárias (e até mesmo a aproximação gradativa do planeta Hercólobus pode influenciar o relógio da Natureza planetária).

Os Tatwas vibram de dia e de noite. É necessário identificar o momento de predominância de cada Tatwa no meio ambiente.

Propriedades dos Tatwas

É importante estudar as propriedades e influências dos Tatwas em todas as questões da vida, desde o clima até os estados de ânimo pessoais e coletivos da humanidade. Pode-se iniciar uma atividade esotérica, amorosa, social ou comercial conforme verificamos o Tatwa vigente.

Akasha: É bom, exclusivamente, para a interiorização, para a meditação, trabalhos psicológicos, mágicos etc. Aconselhamos que se ore muito nesta hora. Não marque encontro de negócios ou de amor a esta hora porque fracassará inevitavelmente. Este tatwa pode nos induzir a cometer erros gravíssimos.

Se você trabalha durante este período, deve ser muito cuidadoso (os artistas devem abster-se de trabalhar no akasha, assim como os vendedores). Toda atividade “exteriorizadora” (comércio, venda, relações amorosas ou amistosas etc.) que começar em akasha tenderá ao fracasso.

Este é o tatwa da morte, tanto psicológica quanto física (por isso se sabe que muitos idosos morrem no fim da madrugada e início do dia, devido a que este Tatwa tem correlação com o planeta Saturno). Entretanto, é o melhor momento para práticas de Alquimia Sexual, Pranayama egípcio, Ham-Sah, pois Akasha tende a puxar todas as energias “para dentro e para cima”. Suas cores são o violeta e o preto.

Vayu: Tudo que seja inteligência, velocidade e movimento corresponde a Vayu, o princípio do ar. Os ventos, o ar, o tráfego aéreo, o trânsito de automóveis, pesquisas sobre discos voadores, movimentos planetários, dissolução de problemas mentais etc., se acham relacionados com Vayu.

Durante esses períodos, as pessoas se deleitam falando mal do próximo, enganando, roubando, fofocando etc. Geralmente, os acidentes aéreos ocorrem neste período e os suicidas são estimulados por este tatwa.

Aconselhamos que não se case durante este período, porque seu matrimônio seria de curta duração. Todo tipo de negócios simples e rápidos é muito bom em Vayu, porém, os negócios complexos e de longa duração resultam em fracasso. É bom realizar trabalhos intelectuais durante este período, leituras de obras profundas, estudar para o vestibular etc.

Os grandes iogues manuseiam mentalmente este tatwa e o utilizam inteligentemente quando querem flutuar no ar, ou seja, em trabalhos Jinas e também Desdobramento Astral. Pode-se invocar os silfos e sílfides do ar, também os gênios e anjos do elemento Ar (tabela abaixo).

Ehecatl, grande Deus do Movimento, ajudou Jesus no processo de teletransporte de seu corpo na tumba. Parvati é o supremo Reitor do Templo dos Ventos, onde se reúnem os Devas dos furacões, os grandes líderes dos silfos etc.

Tejas: É quente porque é o princípio etérico do fogo e seu Regente planetário é Samael, rei dos vulcões e do planeta Marte. Durante o período em que este Tatwa está em atividade, sentimos mais calor, o ambiente é seco (os videntes afirmam que descem sobre o meio ambiente onde de fogo etérico, afastando a umidade.

Sugere-se banhar com água fria em Tejas e não se resfriará jamais. Não discuta com ninguém nos horários ou dias em que estiver predominando Tejas porque as consequências podem ser graves. Deve-se aproveitar o tempo de Tejas para se trabalhar intensamente.

Não se case neste Tatwa porque terá constantes desavenças com o cônjuge. As explosões e os acidentes mais terríveis acontecem neste período do Tatwa Tejas. E se possível, não faça cirurgias médicas ou dentárias, pois haverá hemorragias.

Apas: É o principio da água e o oposto de Tejas (fogo). Esse Tatwa é maravilhoso para a compra de mercadorias. É também ótimo para os negócios e você pode conseguir muito dinheiro se souber aproveitar este Tatwa. Comece uma entrevista de emprego em Apas, venda em Apas. Converse amistosamente com seu cônjuge ou dialogue com seu parceiro em Apas. As viagens por vias aquáticas em Apas resultam boas. As chuvas que começam em Apas costumam ser muito longas e fortes. O Tatwa Apas opera concentrando e atraindo.

Prithvi: Este é o Tatwa do êxito na vida. Se você quer triunfar nos negócios, faça-os em Prithvi. Se quiser ter boa saúde, coma e beba em Prithvi. Os casamentos que se realizam em Prithivi se fazem felizes para toda a vida. Toda festa, toda conferência, todo negócio, todo encontro que forem realizados em Prithvi serão um êxito completo. Prithvi é amor, caridade, benevolência, alegria, bem-estar, frescor. É o princípio magnético da Terra.

Prática para Iniciantes

Ore ao Ser Divino pedindo orientação precisa. Sente-se diante de uma mesa de frente para o Leste, apoie os cotovelos sobre a mesa e proceda da seguinte maneira: introduza os dedos polegares de ambas as mãos nos ouvidos; cubra suavemente os olhos com os indicadores, com os dedos médios feche as fossas nasais e com os dedos anulares ou mínimos sele os lábios.

Inale lentamente contando até 20. Retenha o alento e conte de 1 a 20. Exale lentamente contando de 1 a 20. É necessário retirar os dedos das fossas nasais para inalar e exalar, porém durante a retenção do alento, os dedos médios devem fechá-las hermeticamente.

É necessário que durante a retenção do alento você procure ver os Tatwas com o terceiro olho. O terceiro olho situa-se entre as sobrancelhas.

No início, você não verá nada, porém, depois de algum tempo, poderá vê-los e reconhecê-los pelas suas cores: Akasha é preto/violeta e seu planeta é Saturno. Vayu é azul-verdoso e seu planeta é Mercúrio. Tejas é vermelho como o fogo e seu planeta é Marte. Prithivi é amarelo-dourado e seu planeta é o Sol, embora Júpiter também influencie. Apas é branco e seus planetas são Vênus e a Lua.

A Força Vital dos Alimentos

Há um ritual hindu antigo, chamado Ritual do Pancatatwa. Esta palavra significa As 5 Energias Vitais (Panca, Penta = Cinco; Tatwa = Energia Vital). O estudante gnóstico pode praticar esse ritual, que na verdade vem a ser uma relação harmoniosa com os alimentos que consumimos no dia a dia, e que devem ter uma qualidade superior, ou Sátvica.

Nós, estudantes gnósticos, temos de nos definir pelo Ser ou pelo Não Ser da Filosofia. A Gnose é o fundamento no qual se originam todos os ramos do saber, portanto, ela em si mesma tem o direito pleno de encarnar o Ser.

O ser humano constitui-se de um organismo que recebe e transforma muitos tipos de energia, e nos referimos neste artigo a três alimentos básicos que dão origem em nós às energias com as quais nutrimos nossa estrutura física e interna.

A Semente para criar nossos corpos solares devemos selecioná-la em nossos alimentos físicos (comida saudável, sátvica), gasosos (exercícios respiratórios, pranayamas) e impressões mentais (músicas, cores, impressões sociais etc.).

Quando o corpo está nutrido com alimentos sãos, também as glândulas endócrinas começam a gerar melhores tipos de energias, e deste modo os hormônios darão um melhor funcionamento da Força Vital de cada pessoa.

Cada um dos alimentos que consumimos diariamente tem relação com os Tatwas, e estes são vibração, como veremos abaixo.

Os Tatwas na Alimentação

Este Ritual, chamado de Pancatatwa é o ritual da alimentação sátvica.

A oração, a meditação, a contemplação, o Arcano AZF, relacionam-se com o Tatwa Akash.

As frutas se relacionam com o Tatwa Vayu.

A carne está relacionada com o Tatwa Tejas (por termos ainda os elementos egoicos indesejáveis internamente, este Tatwa ativa a luxúria, com a ira e com algumas emoções ou instintos negativos).

Os cereais, verduras e hortaliças relacionam-se com o Tatwa Prithvi. O pescado está relacionado com o Tatwa Apas, o elemento água, que nos dá a harmonia, a paz.

O Tatwa Akasha relaciona-se com o vinho e o sexo por ser o elemento que se encontra na primeira escala como desdobramento do Causal e tem relação com a Mãe Kundalini, o princípio cósmico de criação nos elementos. Vayu, o ar, relaciona-se com o Centro Motor. Tejas, o fogo, relaciona-se com o Cérebro Pensante. Prithvi, a terra, relaciona-se com o Centro Instintivo. Apas, a água, relaciona-se com o Centro Emocional.

Essa ordem de coisas nos permite compreender que é necessário ter um ordenamento em nossa forma de nos alimentarmos para podermos ter domínio de nossos estados interiores. Com a meditação e a oração, entramos em harmonia com Akasha; com a inspiração e a meditação entramos em harmonia com Tejas; com a atividade, as runas e os exercícios estamos em harmonia com Prithvi e Vayu; com a música clássica, a leitura agradável e o prana entramos em harmonia com Apas.

Utilizamos o Ritual Pancatatwa para uma melhor alimentação. Pancatatwa é um culto à Mãe Divina utilizando-se os cinco elementos naturais, dos quais extrairemos equilibradamente a Shakti Potencial, que nos dará uma alimentação para melhorar nossa Semente Sexual. Tais elementos dividem-se em:

Fogo (Mamsa) – Carne vermelha.

Ar (Madsya) – Aves, açúcar das frutas, hortaliças etc.

Água (Madya) – Pescado (de escamas), frutos do mar, mariscos.

Terra (Mudra) – Cereais, arroz integral, girassol, trigo, trigo-sarraceno, milho, verduras, tubérculos, raízes diversas como bardana, raiz de lótus etc.

Akasha (Maithuna) – Mel, vinho e Arcano AZF.

Os gnósticos (solteiros e, principalmente, os casais) devem de vez em quando realizar um ágape místico (ou jantar ritualístico) alimentando-se com as comidas acima mencionadas.

Pode-se arranjar a mesa de jantar (que podemos chamar de Altar Tátwico) de forma que tenha harmonia e beleza, usando-se uma toalha limpa, preferivelmente branca, um jarro com flores, com um ambiente agradável à vista e ao olfato; estar em harmonia tanto física quanto espiritualmente.

Observar que esta agradável refeição será um ritual para o Sacratíssimo Espírito Santo e para a Mãe (em sua expressão Shakti, ou Mãe Natura). E os alimentos que serão servidos terão um pouco de cada um dos 5 Elementos.

Antes do jantar agradável, deve-se orar e dar graças pelos alimentos que serão consumidos e pronunciar o mantra Krim por sete vezes. E em seguida, ingerir as porções ligadas aos 5M de acordo com o gosto culinário de casa pessoa ou família (os alimentos dos 5M podem ser preparados conforme cada gosto, como assados, cozidos, saladas, tortas etc.).

A chave está em respirar, pensar e comer positiva e conscientemente e, acima de tudo, de forma natural e prazerosa. Todos os estudantes de Cabala Esotérica devem se familiarizar com os elementais atômicos contidos nos alimentos dos 5M.

Este ritual com os alimentos do Pancatatwa são ideais para o casal gnóstico ter mais êxito em suas práticas de “transmutação do chumbo em ouro sobre a cordilheira central” (a espinha dorsal). Ao final desta alimentação, até a mais insensível personalidade sentirá uma leveza, um bem-estar e uma sensação agradável, como se o corpo físico (e os internos) foram carregadas com as bênçãos supremas do Pai e da Mãe Internos.

Todo o Trabalho que se está ensinando é relacionado com a prática tântrica da Nona Esfera, esta é a Linguagem Cabalística que se usa na Loja Branca. O segredo é o Arcano AZF, que transforma a Lua em Sol.

Com o Pancatatwa se alimenta a Energia Criadora do Terceiro Logos, para que o Sacramento da Igreja do Amor se aperfeiçoe cada vez mais.

Prática com os Tatwas Internos, ou Elementais Atômicos do Corpo

Outra sugestão de prática com os Tatwas é o trabalho com os Elementais Atômicos de nosso corpo.

Conforme a tabela abaixo, mentalize a cor correspondente ao Tatwa na região do corpo físico controlada pelos elementais atômicos. E após invocar o Gênio Elemental para curar e regenerar essa área do corpo, vocalize o mantra tátwico. Por exemplo, se quiser regenerar a área controlada pelos elementais do Akasha conhecidos como os Puncta do Éter, invoque o Gênio Sudashiva. Em seguida, mentalize a cor violeta no cérebro enquanto mantraliza a sílaba Ha diversas vezes. E assim sucessivamente com os outros Tatwas em todo o seu corpo.

Tabela dos Tatwas

AKASHA

Elemento: Akasha
Tatwa:
Akasha
Cores: Negro/Violeta
Gênios Elementais: Indra (exterior) e Sudashiva (elementais atômicos)
Mantra: Ha
Planeta: Saturno
Governa: Do entrecenho à cabeça
Elementais: Punctas
Dia da semana: Sábado
Corpo: Causal

 AR

Elemento: Ar
Tatwa: Vayu
Cor: Azul
Gênios Elementais: Pavana (exterior) e Ishwara (elementais atômicos)
Mantra: Ya
Planeta: Sol e Mercúrio
Governa: Do entrecenho ao coração
Elementais: Silfos e Sílfides
Dia da semana: Segunda e quarta
Corpo: Astral

 FOGO

Elemento: Fogo
Tatwa: Tejas
Cor: Rojo
Gênios Elementais: Agni (exterior) Rudra (elementais atômicos)
Mantra: Ra
Planeta: Marte
Governa: Do coração ao sexo
Elementais: Salamandras
Dia da semana: Quinta
Corpo: Mental

 ÁGUA

Elemento: Água
Tatwa: Apas
Cores: Branco e Verde
Gênios Elementais: Varuna (exterior) e Narayana (elementais atômicos)
Mantra: Va
Planeta: Vênus e Lua
Governa: Do sexo aos joelhos
Elementais: Ondinas e Nereidas
Dia da semana: Domingo e terça
Corpo: Vital

 TERRA

Elemento: Terra
Tatwa: Prithvi
Cor: Amarelo
Gênios Elementais: Kitichi (exterior) Brahma (elementais atômicos)
Mantra: La
Planetas: Sol e Júpiter
Governa: Dos joelhos aos pés
Elementais: Gnomos e Pigmeus
Dia da semana: Sexta
Corpo: Físico

Símbolos dos Tatwas para se Usar Durante as Práticas

Bases gnósticas para o paranormal

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Estamos numa época em que, afortunadamente, podemos falar de assuntos esotéricos publicamente à luz do dia! Não foi sempre assim na Idade Média, com a sua famosa Inquisição, que alguns a atribuem a Gregório IX e outros a São Domingos… Não quero dizer com isso que na Idade Médio não houve Esoterismo. Sim, houve, e foi muito grande. Recordemos Cornélio Agrippa (clique aqui), Felipe Teofrasto Bombasto de Hohenhein (auréola Paracelso) e também o não menos famoso Doutor Fausto. Esses três homens foram discípulos do respeitável e Venerável Mestre Abade Trithemius, que ensinava esoterismo em um monastério medieval. Milagrosamente, não foi parar na fogueira.

Assim é que, ao lado da horrível Inquisição e das fogueiras acesas pela Igreja Católica de Roma existiu dentro dos mesmos monastérios o Esoterismo. Entretanto, não se podia falar em público, assim como nós fazemos hoje em dia, que procedia assim: era preso, julgado por ser herege ou bruxo e queimado pela Igreja Católica de Roma. Afirmam que a filha de um conde era sequestrada diariamente por gentes do Aquelarre e levada ao Sabath, no século 15. Foi então quando a Igreja Católica acendeu as suas fogueiras com um furor espantoso e milhares de pessoas, acusadas de bruxaria, foram queimadas ao vivo nas praças públicas.

Muito se tem escrito sobre a Inquisição e o Santo Ofício, com detalhes minuciosos, falando das torturas inquisitoriais. Certo autor disse: “Como as bruxas ao serem afundadas nas águas, elas não afundavam, flutuavam, porque o demônio as ajudava, por isso tinham de submetê-las a outras torturas”.

Abade Tritemo, grande Iniciado instrutor de diversos mestres da Loja Branca. Especialista em Cabala, Numerologia e Magia Elemental, além de sublime mestre alquimista

Na Turquia também chegou a Inquisição, diziam alguns escritores: “Levantar as unhas das bruxas e dos bruxos, para colocar cravos para sentirem grandes dores, e levá-los à torre do martírio ou ao poço, para queimar os pés etc., e que tudo isso era parte da Justiça Divina e humana”. Pensem vocês o crime e o sadismo espantosos da Inquisição.

Acusaram um pobre cura que teve o erro de confessar que ele havia, há uns 40 anos, efetuado a cópula sexual com uma mulher-demônio. Esse bom ancião que já tinha 90 anos foi parar com os seus ossos na fogueira.

De todos os Autos de Fé da Inquisição existe um que diz que “por aí houve um sujeito na Alemanha, andando por um prado, num bosque, e se encontrou com um grupo de pessoas que estava praticando o Sabath. Quando essas pessoas se viram descobertas, obviamente submergiram completamente na Quarta Vertical e desapareceram, mas deixaram no terreno uma taça na qual figuravam os distinto nomes das pessoas de renomadas personalidades”. Claro que não podia ser para menos, a taça foi parar na Inquisição e as pessoas que figuravam nela, à fogueira!

Diziam: “O papa Silvestre e Leon Magno eram considerados bruxos etc.” Muitas pessoas foram queimadas por heresia, assim como muitos gnósticos foram queimados vivos. Temos os albigenses, que foram assassinados na fogueira, e diferentes comunidades esotéricas. Os templários julgados também por heresia e bruxaria foram perseguidos, mas alguns cavaleiros templários continuaram em segredo.

Entre as coisas que se diziam na Idade Média figura aquela na qual o Diabo aparecia como um bode ou um gato preto e os que lhe rendiam culto tinham direito de participar dos ditos Aquelarres.

Hoje em dia, em pleno século 20, que se considera o Século das Luzes, ainda que de tal não tenha nada, é um pouco extemporâneo, como fora da moda, principalmente nesta época em que se fala do átomo, dos raios alfa, beta e gama, do raio laser, energia nuclear, foguetes etc., falar que a bruxaria existiu…

Houve um papa, Gregório IX, que quando trovejava ou relampejava, lançava anátemas contra os bruxos, dizia que o alto clero estava cheio de bruxaria, que os bruxos lançavam raios, faziam chover granizo, danificavam as colheitas etc., e então, à fogueira com todos eles. Quando havia alguma tempestade muito forte, acontecia o mesmo, se alguma pessoa que vivia ali era suspeita de bruxaria, sem mais nem menos… à fogueira!

Assim é que morreram milhares de pessoas anualmente na Europa, que ficou toda enlutada. Todos eram bruxos, até o famoso dr. Bacon foi julgado como bruxo. É certo que não o queimaram, mas morreu num calabouço da Inquisição.

Ainda não consigo explicar como o dr. Fausto não caiu nessa também, obviamente ele possuía poderes extraordinários… Enquanto Cornélio Agrippa, que parecia mais um vagabundo andando por aí, de cidade em cidade, sempre errante, também foi acusado de bruxo e feiticeiro e não sei mais o que pelos senhores do Santo Ofício.

Diziam que na Alemanha havia um bruxo que em pleno meio-dia se levantava do solo, flutuando, e se colocava dentro da Quarta Vertical na frente de todo mundo. Sua mulher o repreendia, as pessoas se enfureciam e desembainhavam as suas espadas para tentar prendê-lo, mas nem sua mulher nem as espadas conseguiram fazer-lhe dano algum. O que aconteceu a esse bruxo, ninguém sabe.

Existiram alquimistas que foram muito famosos, por exemplo, Nicolas Flamel, o grandioso, que escreveu inúmeras e magníficas obras, que fez tanto pela  humanidade, ensinou detalhadamente todos os passos da Grande Obra e não caiu nas mãos da Inquisição. Foi um milagre…

Tampouco caíram Sendivogius ou o famoso Raimundo Lulio; este morreu porque o lapidaram no mundo árabe, quando foi dar os seus ensinamentos aos mouros, no seu afã de levar o Cristianismo Esotérico. Se tivesse ensinado aos súfis, nada lhe teria acontecido, mas se dirigiu a um povo fanático que nada sabia sobre o Esoterismo, por isso as pedras o mataram.

Nicolas Flamel, o famoso alquimista medieval, vive e goza de perfeita saúde e de longa vida até hoje. Reside na Índia, com a sua antiga esposa, Perrenelle, ele tem o Elixir da Longa Vida, a Medicina Universal, a Pedra Filosofal, e realizou a Grande Obra, é um imortal…

Assim, ainda que pareça estranho o que digo, desde daquela época da Inquisição surgiram alguns Mestres que ainda vivem com o mesmo corpo físico que existiam naquela época.

Trata-se de bruxaria, e por essa razão houve tantas perseguições. Não é estranho, pois até Nosso Senhor Jesus de Nazaré o acusaram de bruxo e o crucificaram. Acusaram-no de feiticeiro também no Gólgota, assim tem sido a humanidade e sempre será assim.

Por isso digo a vocês que, apesar desta era de trevas na qual estamos, e desta pseudociência, pode-se falar publicamente sobre assuntos esotéricos…

A Levitação sempre foi estudada na Parapsicologia, é um fenômeno visto entre Mestres e em pessoas dotadas desse poder paranormal, ou Poder Jinas

Prosseguindo com essa dissertação, direi a vocês que é importante se converter em um investigador da vida nas Dimensões Superiores da Natureza e do Cosmo. Quando aprendermos a sair do corpo físico à vontade, então se poderá ver, ouvir, tocar e sentir as grandes realidades dos Mundos Suprassensíveis. Quando se aprende a sair do corpo denso intencionalmente, pode-se mover na Região Desconhecida que é a Quinta Dimensão, e conhecer diretamente os Mistérios da Vida e da Morte. O mais importante é fazê-lo.

Realmente, todas as pessoas abandonam o corpo físico durante as horas do sono normal. Sabido é que no instante em que dormimos, os diferente Eus que possuímos rompem as conexões com os cinco centros da máquina orgânica, e então dão-se ao luxo de viajar fora do corpo denso.

Obviamente, se colocarmos a atenção a esse processo psicológico existente entre a vigília e o sono, poderemos, por nós mesmos, direto e à vontade, sair do corpo físico para viajar aos Mundos Suprassensíveis.

Não se trata de um processo intelectual, o que estou dizendo deve ser traduzido em termos práticos. Quando afirmamos que têm de se levantar da cama nos instantes em que estão dormitando, não queremos que se faça isso mentalmente e sim que se efetue com tanta naturalidade como quando se levantam pelas manhãs para tomar o seu desjejum e ir ao trabalho.

Levantar no estado de transição entre a vigília e o sono é importante. Se fizermos assim, as conexões com o corpo físico, as conexões com os cilindros da máquina, ficam completamente soltas. E então, ao se proceder dessa maneira, o corpo denso fica na cama, mas por fora fica a Essência, ainda que presa ao Ego, para poder viajar através do tempo e do espaço.

Noutras épocas, quando eu ensinava às pessoas esse segredo, de imediato a conseguiam. Desafortunadamente, a involução humana entrou no seu ciclo mais destrutivo e descendente do Kali Yuga. Os corpos estão muito degenerados e o mesmo acontece com a psique das pessoas.

Por esse motivo e por causa dessa deterioração psicológica, dá mais trabalho agora para quem escuta essa doutrina e quer sair fora do seu corpo físico.

Se refletirmos um pouco nessa saída à vontade, descobriremos que não é nada mais que uma questão de atenção, porque todo mundo ao cair dormindo, repito, rompe as conexões com os cilindros da máquina e sai do corpo denso, mas involuntariamente.

Se colocarem atenção e imitarmos a Natureza fielmente, fazendo o que ela faz, resolveremos o problema, pois se faz voluntariamente o que acontece mecanicamente. Aquilo que se fazia sempre em estado desatento, passamos a fazê-lo com total atenção. O que é feito involuntariamente começa a ser feito de propósito, e no mesmo processo não vejo nenhuma dificuldade nesse assunto.

Agora, para sair do corpo físico não se precisa auto-hipnotizar! Aqueles que dizem que o desdobramento da personalidade humana é perigoso, que pode enquanto está ausente perder o seu corpo, porque vem uma outra e o invade etc., estão muito equivocados, porque esses que assim falam todas as noites saem dos seus corpos tão logo dormem e ficam fora do corpo denso.

Desdobrar-se intencionalmente equivale a se dar conta de suas próprias funções naturais. Não vejo por que seja perigoso, dar-se contas das suas funções naturais é cooperar com a Natureza. O desdobramento não pode ser perigoso, e jamais o é.

Uma das vantagens do desdobramento voluntário é o de vocês poderem conhecer os Mistérios da Vida e da Morte na sua forma direta, e isso é muito interessante.

Existem pessoas que acreditam que sabem muito porque leram muito, mas na prática nada sabem. Vocês podem colocar uma biblioteca na sua cabeça, depositá-la na memória, mas podem estar absolutamente seguros de que se vocês não se tornarem conscientes disso que armazenaram na memória nada terão feito, porque na hora da morte se perdem todas essas classes de conhecimentos intelectuais.

Fenômenos paranormais podem ser fruto da interferência de entidades, tais como fantasmas, elementais, formas-pensamento e inúmeros seres do “baixo astral”

Querem uma prova do que estou dizendo? Observem muito bem que, quando alguém vem ao mundo, tem de ir à escola, começa a ler, volta a aprender a escrever, faz o primário, o colegial, a faculdade etc.

Se numa existência passada foi, por exemplo, um advogado, como é o caso aqui do nosso irmão Alejandro Salas Linares, que na existência passada foi o licenciado Honorato Rayón, na presente existência teve de voltar a estudar e passar pela universidade até receber o título profissional. Então, quero dizer que se tiverem depositado unicamente na memória os seus inumeráveis conhecimentos eles se perderão, permanecem como patrimônio do Espírito aquilo que aprendemos se os depositarmos na Consciência.

E esse conhecimento nasce com uma pessoa ao voltar ao mundo, fala-se de “conhecimentos inatos”, referindo-se exclusivamente a esses princípios que foram depositados na Consciência.

Existem pessoas que falam maravilhas sobre a Doutrina da Reencarnação, que são expertos em poder explicar a fundo as Leis do Eterno Retorno de todas as coisas. Elas acreditam que se estiverem intelectualmente bem informadas que são os tais…, mas isso não é assim, do Karma e da Lei do Retorno eles não sabem nada. Por quê? Porque na hora da morte, essas classes de conhecimentos armazenados nada mais são que a memória, e não fica nada, perderam o tempo miseravelmente.

Devemos nos tornar conscientes dos conhecimentos. Se aprendermos a sair do corpo físico à vontade, na Quinta Dimensão pode-se dar ao luxo de repassar as suas vidas anteriores, pois isso é algo que fica na Consciência. Se aprendermos a sair conscientemente do corpo físico à vontade, poderemos dialogar com os Elohim e aprender com eles verdades sublimes.

Isso eu digo que o fundamento vital é esse tipo de ensinamentos que demos aqui hoje. Se estivéssemos, em plena Idade Média, na qual a Igreja Católica de Roma tinha estendido as suas garras de violência através das suas fogueiras furiosas e terríveis, era o suficiente para que todos nós que estamos aqui nesse lugar fôssemos levados de imediato aos tribunais do Santo Ofício.

Assim é que, apesar de estar numa época de obscurantismo, pelo menos se pode falar publicamente dessas coisas sem que nos acusem de bruxaria. Então, o básico, o importante, é que se uma pessoa não despertar realmente, nada saberá. O que poderia saber um adormecido? Nada! Sair à vontade do corpo físico é interessantíssimo, porque implica de falto um impulso atrás do despertar.

Nas épocas medievais havia muitas gentes que colocaram o corpo na Quarta Vertical, como demonstrou Jesus de Nazaré quando caminhou sobre o Mar de Galileia. Não é estranho que se tivesse andado na Idade Média, o teriam levado diante do tribunal do Santo Ofício.

É certo, também, que depois que aprender a sair do corpo físico à vontade, pode-se dar ao luxo de passar a um estágio mais avançado deste conhecimento. Ainda que pareça difícil e estranho a muitas pessoas, se alguém estiver fora do corpo físico pede-se ao Anjo da Guarda que traga ante a sua presença o corpo que está adormecido na cama. Podem ter a certeza de que serão assistidos e que esse Anjo poderá trazer seu veículo material até o lugar em que vocês estiverem. Então, penetrando tal veículo físico dentro de um e vocês dentro dele, poderão se mover com seu corpo denso na Quinta Dimensão e regressar um pouco mais tarde à sua casa e à cama.

Mas não há perigo como existia na época inquisitorial, em que um marido se sentiu ofendido e não viu nenhum inconveniente em denunciar a sua mulher. Dizia aquele homem que ia dormir e não suspeitava de nada, mas ao despertar buscava e não a encontrava. A princípio, pensou que ela lhe estaria pondo um belo par de chifres, é claro que o homem estava desconfiado. A mulher, vendo que o seu marido percebia as suas escapadas noturnas, e o pior, que a estava julgando equivocadamente, confessou a ele que assistia ao Sabath e lhe ensinou algumas fórmulas para carregar o seu corpo.

O homem, como bom aprendiz de bruxo, assim o fez, carregou o seu corpo e assistiu com sua mulher ao Sabath. Não há dúvida de que o homem esteve contente numa festa de bruxas, quem poderia negar? Mas o mais grave veio depois, ao regressar à sua casa, espantado, horrorizado, apresentou denúncia formal diante do Tribunal do Santo Ofício, e a pobre mulher foi à fogueira!

Assim, irmãos, tenho dito tudo isso para faze-los ver como o Esoterismo, em outras épocas, era ensinado com tanta dificuldade e com muito segredo, mas hoje se pode falar publicamente.

Claro que existem dois tipos de Jinas, o da mão esquerda, que são os tenebrosos, as harpias, citadas por Virgílio, o poeta de Mântua, na sua Eneida, como também existem outros tipos de Jinas. Refiro-me de forma objetiva aos jinas luminosos, aos Tuatha dé Danann etc. Pessoalmente, conheço uma raça preciosa de Jinas que vive com o corpo físico na Quarta Vertical, homens e mulheres de uma beleza fantástica, lares lindos e filhos maravilhosos…

Thuathas Dé Danann, guerreiros sagrados defensores Jinas

Essa raça humana está muito perto de nós, está em todas as partes, porque nós vivemos aqui neste Mundo de Três Dimensões. Essa Raça vive na Quarta Dimensão, tem corpo de carne e osso, comem, bebem e se reproduzem, são felizes, não saíram do Paraíso, é o que denominamos de jinas brancos.

Se aprenderem a sair do corpo físico à vontade, podem estudar diretamente os Mistérios do Universo e o Ritual da Vida e da Morte, enquanto chega a Oficiante.

Se aprenderem a carregar o seu corpo físico em Estado de jinas, tanto melhor, porque o corpo físico tem muitas faculdades que, desenvolvidas, fazem desse veículo algo maravilhoso. Com esse corpo se pode colocar em contato com raças ou pessoas que vivem na Dimensão Desconhecida…

A memória é o Princípio Formativo do Centro Intelectual. Quando aspiramos a algo mais, quando se deseja algo, através da meditação, faz-se consciente daquilo que se depositou na memória, da última prática que temos dado aqui, do último livro esotérico etc., então esses valores passam à Fase Emocional do mesmo Centro Intelectual, e quando conhecerem a fundo o significado dos ditos conhecimentos se entregando à Meditação com emoção profunda e grande desejo, obviamente tais conhecimentos passarão ao Centro Emocional propriamente dito, que está no Coração, chegando a senti-los no fundo da sua Alma.

Aprofundando mais ainda, se o seu desejo é mais profundo, chegando a vivenciá-los intimamente, eles ficam depositados como valores cognoscíveis na Essência, ou seja, na Consciência, e não se perdendo jamais, nunca mais.

A Essência vem a se tornar enriquecida com tais conhecimentos, essa é a fórmula de nos tornarmos conscientes dos próprios conhecimentos gnósticos que vamos adquirindo.

A Meditação é realmente formidável, pode nos fazer conscientes dos nossos próprios conhecimentos, mas não cometamos o erro, repito, de deixar os conhecimentos depositados exclusivamente na memória, porque se assim procedermos, na hora da morte perderemos tudo. Isto é impensável, meditem, compreendam, meditem…

Bem, irmãos, agora vamos à nossa Cadeia de Cura

Paz inverencial!

Samael Aun Weor

O centro de gravidade permanente

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Assim como as estrelas giram ao redor do centro de sua Galáxia, todos nossas atitudes, pensamentos, vontades etc. devem girar ao redor de nossa Consciência.

O ensinamento gnóstico é a chave que pode nos levar a autorrealização íntima do Ser, sendo assim muitos estudantes podem perguntar: por que não existem tantos homens de consciência desperta ? O ensinamento gnóstico não é a chave da autorrealização?

A resposta para tal pergunta é simples. Não existe o indivíduo psicológico. Em cada um de nós vivem muitas pessoas, se não há um sujeito responsável, seria absurdo exigir de alguém continuidade de propósitos.

Dentro de cada um de nós vivem muitas pessoas, são opiniões diferentes, desejos diferentes. A cada momento uma destas pessoas assume o controle da máquina humana e faz seus desejos e vontades. Jura amor eterno a uma pessoa, que jamais se separará dela, que será fiel até que a morte os separe. Passa-se um tempo e outro eu psicológico assume o controle da máquina e logo arruma outra pessoa, pede a separação e novamente jura amor a sua nova parceira.

O que um eu determinado afirma num instante não tem nenhuma seriedade, devido ao fato concreto de que qualquer outro eu pode afirmar exatamente o contrário em qualquer outro momento.

O pior de tudo isto é que muitas pessoas afirmam ter o sentido da responsabilidade moral e se auto-enganam, afirmando ser sempre as mesmas. Se assim fosse não precisaríamos dos contratos para fecharmos um negócio ou para financiar um automóvel.

O próprio ser humano sabe que não tem continuidade de propósitos e por isso cria leis para proteger-se de si mesmo. Muitas pessoas quando tem seu primeiro contato com o ensinamento gnóstico empolgam-se, entusiasmam-se com o trabalho esotérico e até juram consagrar a totalidade de sua existência a estas questões.

Todos os membros da instituição admiram um entusiasta assim. Qualquer instrutor gnóstico sente muita alegria quando ouve tal afirmação.

Contudo, o idílio não dura muito tempo. Qualquer dia, devido a tal ou qual motivo, justo ou injusto, simples ou complicado, a pessoa se retira de Gnose.

Então abandona o trabalho e, para endireitar o entortado, ou tratando de se justificar a si mesmo, afilia-se a qualquer outra organização mística e pensa que agora vai melhor.

Tudo isto se deve a multiplicidade de eus, que em nosso interior, lutam entre si por sua própria supremacia. Cada eu psicológico possui mente própria, vontade própria. Cada eu segue seu próprio critério tem suas próprias ideias sendo assim é normal este mariposear constante de organizações, de ideal em ideal.

Muitos estudantes devido a falta de prática, a falta de oração e iluminação interna dão margem a eus do fanatismo, da mitomania e num belo dia após uma experiência mística creem-se deuses, mestres; brilham como luzes fátuas e logo desaparecem. É preciso estar sempre atento, pois a cada momento um novo eu aparece e domina a máquina humana. Precisamos começar a colocar disciplina e pratica em nossas vidas.

Se não lutamos contra a vida esta nos devora; e são raros os aspirantes que, de verdade, não se deixam tragar pela vida. Existindo dentro de nós esta imensa multiplicidade de eus o centro de gravidade permanente não pode existir.

centro-gravidade1-gnosisonlinePara adquirirmos o centro de gravidade permanente precisamos ter continuidade de propósitos e para isso é necessário eliminarmos o ego de nossa psique.

Somente mediante a morte do eu a essência pode liberar-se e cumprir com a vontade do Pai que está em segredo.Precisamos olhar para frente, traçar nosso objetivo impor disciplina naquilo que fazemos e cumprir com o que falamos.

É muito normal que alguém se entusiasme pelo trabalho esotérico e que logo o abandone; o estranho é que alguém não abandone o trabalho e chegue a meta. Todos nós temos a capacidade de nos autorrealizar de despertar a nossa consciência e nos liberar deste vale de lágrimas em que vivemos.

O Sol está realizando um grande experimento no laboratório da natureza e todos nós fazemos parte desta experiência. Dentro de cada um de nós existem germes, que convenientemente desenvolvidos, podem converter-nos em homens solares.

Mas para isso é preciso ter um campo fértil para que estes germes possam germinar e darem frutos. Para que esta semente depositada em nossas glândulas sexuais possa germinar, necessita-se continuidade de propósitos e corpo físico normal.

Atualmente os cientistas utilizam nossas glândulas de secreção interna para fazerem experiências. Se isto continuar ocorrendo qualquer possibilidade de desenvolvimento dos mencionados germes poderá perder-se. Num passado muito arcaico de nosso planeta terra houve uma civilização que passou por um processo muito semelhante ao que estamos vivendo hoje.

Todos os grandes iniciados que despertaram a consciência sabem que as formigas, num passado muito remoto em que nem os maiores historiadores do mundo sequer suspeitam, foram uma raça humana que criou uma poderosíssima civilização socialista.

Esta notável civilização eliminou todos os ditadores, seitas religiosas, o livre arbítrio e tudo o que lhes tirava o poder, pois necessitavam ser totalitários no mais completo sentido da palavra.

Aliado a tudo isto acrescentaram os experimentos científicos; transplantes de órgãos, glândulas, ensaios com hormônios, etc. tudo isto resultou no empequenecimento gradual e na alteração morfológica daqueles organismos humanos, até se converterem por último, nas formigas que hoje conhecemos.

Qualquer pessoa enche-se de assombro ao ver um formigueiro, sua organização, hierarquia, mas não podemos mais que lamentar sua falta de inteligência. O mesmo ocorreu com os cupins e as abelhas, todos um dia foram humanos que degeneraram até se tornarem no que são atualmente.

Todo aquele que não trabalha sobre si está condenado a involução e a degeneração. Toda civilização que utiliza erroneamente o laboratório solar para seus experimentos está condenada ao mesmo destino das formigas, abelhas e cupins. O experimento solar é muito difícil e tem dado poucos frutos.

Só é possível a criação do homem solar se antes estabelecermos o centro de gravidade permanente em nossas vidas. Quando o Sol perde o interesse por uma determinada raça esta fica condenada a destruição e a involução.

Para nos tornarmos homens solares é preciso lutar contra a força lunar. Para nos livramos da força lunar é preciso criar o centro de gravidade permanente. Como poderíamos dissolver o eu pluralizado se não temos a continuidade de propósitos? De que maneira poderíamos ter continuidade de propósitos sem antes ter estabelecido um centro de gravidade permanente?

Precisamos lutar para nos livrar da influência lunar. Para isto temos os três fatores da revolução da consciência como arma. Só trabalhando sobre nós mesmos, com verdadeira continuidade de propósitos e sentido completo de responsabilidade moral, podemos converter-nos em homens solares. Isto implica consagrar a totalidade de nossa existência ao trabalho esotérico sobre nós mesmos.

O trabalho esotérico começa agora, neste exato momento. Não podemos deixar para amanhã o inicio de nosso trabalho. O trabalho esotérico não tem nada a ver com nossa situação econômica, nossa situação emocional.

Temos todas as ferramentas em nossas mãos e não podemos deixar que a influência lunar nos leve para o abismo. O estudante que não vê a importância de entregar a totalidade de sua existência ao trabalho sobre si mesmo, com o propósito de libertar-se da força lunar, segue rumo a involução e degeneração total.

Em nossa vida existem muitas tentações, desculpas evasivas, existem atrações fascinantes, que, de fato, é quase impossível compreender, por tal motivo, a urgência do trabalho esotérico.

Mas para aquele que realmente almeja tornar-se homem solar, tem a seu favor uma pequena margem de livre arbítrio. Este livre arbítrio associado com o trabalho gnóstico pode nos conduzir a liberação total.

A mente volúvel não entende o que aqui estamos dizendo; lê esta conferencia e posteriormente a esquece. Vem depois outro livro e outro; e finalmente acabamos afiliando-nos a qualquer instituição que nos venda um passaporte para o céu, que nos fale de forma mais otimista, que nos assegure comodidades no mais além.

Precisamos estar atentos a toda a classe de eus que se manifestam em nosso dia a dia para não nos tornarmos marionetes nas mãos do ego.

Desde já precisamos nos organizar, pegar as ferramentas que possuímos e lutar com unhas e dentes pelo nosso despertar.

Magia da artemísia para a Páscoa

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Artemisia vulgaris

A artemísia é uma planta extraordinária, em todos os sentidos. No campo terapêutico e também no magístico. O VM Samael Aun Weor afirma, como se lerá abaixo, que o elemental da artemísia é poderoso e tem a capacidade de realizar prodígios (desde que a Justiça Divina permita, obviamente).

Textos medievais atestam o poder mágico e terapêutico da artemísia: esta tem uma grande ligação com a estrela Algol, portanto, o chá dessa planta é de grande benefício para quem deseja se livrar do terrível vício do alcoolismo e de ataques de magia negra… Pesquisas recentes também atestam a grande eficácia do chá de artemísia para o combate à febre amarela, à dengue e à malária. O chá de artemísia é também um ótimo digestivo.

De acordo com as tradicionais medicinas japonesa e chinesa, usa-se a energia da artemísia por meio da terapia do moxabustão (bastão de artemísia seca e prensada, cuja ponta em brasa é aproximada dos pontos de acupuntura para sua ativação).

A tradição popular, sempre muito sábia, relaciona a artemísia com a saúde da mulher [por isso o nome, em honra a Ártemis, a deusa da caça (a caça ao Ego), da Lua, da castidade, do parto e da vida selvagem; na tradição romana, seu nome é Diana], especialmente para o sistema geniturinário.

Em um trecho do livro Medicina Oculta, de autoria de Samael, ensinam-se algumas fórmulas que beneficiam as mulheres. Uma delas, para amenorreia (falha ou ausência de menstruação), recomenda o seguinte: “Outro procedimento é receber vapores do cozimento de artemísia na vagina”.

O elemental da artemísia, por pertencer ao Raio do Fogo (pois ele é uma salamandra), atua especialmente nos chakras do útero e dos ovários, realizando prodígios. Por isso se recomenda, também, para regularizar as funções reprodutoras femininas, o chá de algumas plantas, entre elas, e com grande destaque, a artemísia.

Por ser uma salamandra, o elemental da artemísia é usado para inúmeras práticas de magia branca, por exemplo, para defesa e limpeza psíquicas.

A planta deve ser seca à sombra por alguns dias e suas folhas, queimadas em um braseiro. A fumaça deve ser espalhada por toda a casa e principalmente sobre as pessoas enfermas ou obsedadas psiquicamente. Com isso, todo ataque, como obsessões, mau-olhado, ataques psíquicos diversos, larvas astrais e mentais, são anulados com o poder da artemísia.

O VM Samael Aun Weor, no livro Medicina Oculta, ensina um ritual mágico poderoso, mas simples ao mesmo tempo, para praticar:

Magia da Artemísia

Colhe-se esta planta na Sexta-feira Santa às 12 horas do dia. O mago fará o círculo ao redor da planta, ajoelhar-se-á diante dela, pedirá orando ao elemental da planta o serviço desejado e em seguida arrancará com a raiz e a levará para casa.

Colhe-se a planta com o rosto voltado para o Oriente e a pendura no teto da casa pelas raízes, de maneira que a planta fique com as raízes para cima e os ramos para baixo. Ela deverá ainda ficar voltada para o Oriente.

Este elemental tem poder para proporcionar ao seu dono tudo que ele desejar.

Experiências sobrenaturais comentadas por Samael Aun Weor

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Queridos amigos, vamos iniciar o nosso diálogo esotérico. Sem dúvida, existem poderes mágicos no ser humano e há muitas experiências de tipo psíquico. Vocês se recordam das senhoritas Fox em Hydesville, Nova York, que se submeteram às investigações do cientista William Crookes? Lembro, ainda, a materialização do espírito chamado Katie King, uma jovem de 25 anos que havia sido morta há muito tempo e que se fazia visível e tangível, assim como as experiências de uma mulher chamada Eusapia Palladino, de Nápoles, na Itália, que possuía extraordinárias faculdades mediúnicas.

Houve também outro médium em Paris, que se chamava Homme, que se colocava entre as brasas e não queimava o seu rosto. Levitava e voava por todos os lados da sala. Assim é que vale a pena estudar os fenômenos mágicos que assombram as pessoas.

Vamos falar de Magia, Espiritismo e Poderes Mágicos. Já faz alguns meses que aconteceu algo insólito em Guanajuato [estado do México], em plena reunião numa praça, apareceu uma senhora por dentro das nuvens e caiu no meio da praça. Todos disseram: “É uma bruxa!” A multidão lançou-se para cima dela a fim de linchá-la. A infeliz, por sorte, foi salva pela polícia que a prendeu, permitindo que fosse vista.

Lembremos que na época da Inquisição da Idade Média, as bruxas eram queimadas vivas na fogueira. Mas há bruxas? Vale a pena que nós tratemos desse assunto, apesar de dizerem “não acredito em bruxas, mas que existem, existem”.

Aquele médium famoso de Paris, chamado Homme, colocava o rosto nas brasas sem se queimar, flutuava pelos ares, algo assim como bruxaria… Mas temos ouvido que os santos também fizeram isso…

São Francisco de Assis foi encontrado pelo seu discípulo mais amado flutuando sobre o solo, quando este ia lhe levar comida e sempre reclamava: “Não, assim não!” Porque o santo estava tão alto que lhe era impossível dar-lhe a comida. São Francisco ia voando pela sala, saía voando pelo bosque e desaparecia.

A história está cheia de santos que realizavam isso, e eles não foram queimados na fogueira… Sabemos que nesta vida existem os santos, os diabos e as diabas. Existe de tudo neste mundo da criação, mas temos de investigar do que se trata para decifrarmos esses enigmas.

Eu os convido a que me acompanhem nesta reflexão. Estou aqui pensando em voz alta, se vocês estão me escutando, me alegro que sim, mas continuemos…

A história dos nossos antepassados de Anáhuac é repleta de coisas. Diz-se que Montezuma, o poderoso senhor de Anáhuac, convocou o mais seleto da sua corte, Tlacaelel, e disse a eles: “Necessito saber onde estão os nossos antepassados. Onde está o Senhor mais Sábio de todos, o Senhor Quetzalcóatl? Onde está a Mãe de Quetzalcóatl? Onde foram parar todos os nossos heróis antigos?”

E Tlacaelel lhe diz: “Senhor, é muito difícil chegar até onde eles vivem. Eles vivem na longínqua terra chamada Thule e está tão longe que não há como chegar lá. Em outro tempo até que se podia chegar lá, mas agora o caminho foi fechado e está cheio de espinhos, de lagoas sem fundo, de maneira que só pela arte da magia ou da bruxaria se poderia chegar lá onde vive o Senhor Quetzalcóatl e Huitzilopóchtli e a Mãe de Huitzilopóchtli etc.”

Montezuma ficou sabendo que existia um grande sábio que vivia além dos bosques e foi consultá-lo. Diante daquele velho, saudou-o com toda a reverência e lhe disse: “Venerável ancião, tu que conheces a história da nossa querida terra mexicana, me diz o que sabes dos nossos antepassados? O que sabes de Huitzilopóchtli? E do senhor Quetzalcóatl? O que aconteceu com os nossos amigos Ayos?”

Respondeu o ancião: “Eles certamente vivem na longínqua terra de Thule. É muito difícil chegar lá, mas por meios mágicos até que é possível, é melhor que reúna 60 Anciães e lhes encomende essa missão… Montezuma agradeceu e, voltando ao palácio, convocou os 60 Anciães veneráveis, dizendo-lhes: “Quero que levem presentes aos nossos antepassados que moram na longínqua Thule. Sei que vocês são magos, e assim podem ir consultá-los e ouvir o que eles têm a dizer a vocês”.

Montezuma deu presentes fabulosos aos 60 Anciães para que fossem levados aos antepassados do antigo México.

Os 60 Anciães untaram seus corpos com certas substâncias e invocaram o Deus Xolotl, assim diz a antiga tradição. Então Xolotl-Lúcifer náhua lhes deu o poder e aqueles Anciães flutuaram na atmosfera e se colocaram numa Dimensão Desconhecida. Eu não sei se vocês viram o filme que se chama Túnel do Tempo, então se o viram, poderão formar uma ideia do que é essa Dimensão Desconhecida, ou seja, a Quarta Dimensão.

Nós vivemos na Terceira Dimensão. Vejam esta mesa. Ela tem largura, altura e profundidade, mas existe uma Quarta Dimensão, que é o Tempo. Há quanto tempo o carpinteiro construiu esta mesa? Está ali na Quarta Dimensão a resposta, mas é claro que a Quarta Dimensão não pode ser vista com estes olhos físicos, mas, insisto, se desenvolverem isso que se chama clarividência, poderão vê-la.

Aqueles 60 Anciães se colocaram na Quarta Dimensão e chegaram ao Polo Norte, onde dizem que existe uma Ilha Sagrada resplandecente que se chama A Ilha de Cristal. Lá foram recebidos pelos antepassados dos astecas.

Os Anciães entregaram os presentes, mas estes lhe disseram: “Diga a Montezuma e à sua gente e ao primeiro-ministro, senhor Tlacaelel, para que não mudem os seus costumes, que não se embebedem com tanto pulque, para que acabem com os sacrifícios humanos, porque virão do outro lado do mar homens brancos e barbudos que os escravizarão e os matarão…”

Diz a lenda que os 60 Anciães regressaram outra vez pela atmosfera da Quarta Dimensão, entraram na Terceira Dimensão, em México-Tenochtítlan. Então, levaram o recado a Montezuma e a seu primeiro-ministro Tlacaelel, os quais choraram muito…

Deram também por parte da Mãe de Huitzilopóchtli, um “braguero” [espécie de cinto] a Montezuma, como símbolo da castidade. Com isso queria dizer a Venerável Mãe que seu filho deveria deixar de ser um don-juan, não fornicar e se tornar casto, puro, para que tivesse mais força a fim de governar o antigo México-Tenochtítlan…

Continuando com essas coisas que são interessantíssimas, acredito que aquela famosa mulher que caiu dos céus na Praça de Guanajuato e posta numa cela, que tinha viajado na Quarta Dimensão… Na época da Inquisição ela teria sido queimada viva na fogueira, mas como os tempos são outros, contentaram-se em colocá-la numa cela.

Existem faculdades como a clarividência? Quem as pode negar? Existem e há um método sensível para despertá-la cujo segredo vou ensinar-lhes.

Vejam, aqui tem esta jarra com água. Vou tomar um pouquinho… assim está bom. Agora, coloca-se a jarra com esta quantidade de água que vocês estão vendo, e se concentra na água, de tal forma que a sua visão atravesse o cristal e fique exatamente no centro da água, ou seja, num ponto dentro da água…

É um exercício muito sensível, faça 10 minutos e nada mais, todos os dias, e assim, após uns 15 ou 20 dias, começarão a enxergar cores que pertencem à Quarta Dimensão envolvendo a água. Continuando com o exercício, por volta de três, quatro ou seis meses no mais tardar, passará um carro na rua e vocês verão uma cauda como uma cinta de luz envolvendo todo o carro. No começo, a verão muito pequena, mas a verão.

Após muita prática, chegará o momento em que vocês não necessitarão do jarro de água. Poderão ver, perfeitamente, isso que chamam “o Invisível”, que é a Dimensão Desconhecida.

É muito interessante tornar-se um vidente: vê-se o que existe do outro lado onde vivem os que morreram, pode-se ver isso que chamam de Mistérios da Vida e da Morte. Pode-se ver os anjos. Eles existem! As religiões têm ensinado a verdade. Existem os anjos, os arcanjos, os principados, as potestades, as virtudes, as dominações, os tronos, os querubins, os serafins…

Se vocês praticarem esse exercício durante 10 minutos diários se tornarão clarividentes.

Não se espantem se por aí, um dia, aparecer uma bruxinha à meia-noite. Não se assustem. Encham-na de umas quantas bênçãos e verão que nada acontece…

Existe outra faculdade que é verdadeiramente surpreendente, quero referir-me ao ouvido mágico. Esse ouvido mágico está aqui na garganta. A clarividência está aqui em cima, na testa, mas o ouvido mágico está aqui, na garganta.

Podem-se ouvir as conversas dos anjos que estão lá em cima, a distância, para ver o que está acontecendo, e isso é magnífico. O que pode acontecer é que as comadres se tornam um problema, porque depois de escutar o que elas estão dizendo por aí (o marido ou o compadre), a coisa se pode complicar… Mas vocês podem desenvolver o ouvido mágico e sabe como? Este exercício que lhes vou dar é para que pratiquem, a fim de que se convençam. Na hora do amanhecer vocês devem se concentrar profundamente na Música das Esferas…

Falo a vocês que todos os sons que se produzem aqui na Terra – desde aqueles que fazem uma piada de mau gosto até aquele que uma ave cantante produz, todos, todos, todos – formam um só som, que é a nota-chave da Terra. Outros planetas também possuem as suas notas-chave e quando elas se combinam, produzem a Música das Esferas…

Clarividência e Imaginação Dirigida estão intimamente ligadas

Existe outro Sentido que é o da Clarividência. Com esse poder maravilhoso podem-se ver os Seres Inefáveis e ouvi-los. Tenho conhecido clarividentes na vida, e acredito que vocês também de vez em quando. Claro que temos de perceber os verdadeiros dos charlatões. O verdadeiro clarividente pode ver os Mistérios da Vida e da Morte, mas vocês têm de praticar. Se não praticam, como é que se vai desenvolver a clarividência?

Vocês já ouviram falar daquele estado de aparições de pessoas que vêm anunciar a própria morte? Este estado se chama “estertor da morte”. Como é isso e por que acontece que alguém ao falecer se faz visível e tangível a distância?

Em uma ocasião, me aconteceu um caso interessante que vou lhes contar. Andava por aí, por esses caminhos de Villadiego, de povoado em povoado. Não tinha tanta fama quanto tenho agora. Andava por aí com uma roupinha velha e carregava nas costas uma mochila. Eram outros tempos, andava a pé pelos caminhos…

Cheguei a um povoado e procurei um local para me hospedar. O único dinheiro que tinha na minha bolsa eram uns vinte centavos. Quem é que iria me alugar um quarto por vinte centavos? Encontrei uma casa dessas que hospedavam num grande salão; ali havia várias camas e eram baratas. Com uma moedinha de 20 centavos se podia pagar. Então eu disse: “Senhora, necessito que me dê uma pousada, porque, francamente estou cansado, tenho bastante frio e as minhas tripas têm fome”. A senhora se compadeceu de mim e me deu a última cama que estava sobrando.

Quando já me preparava para dormir, escuto alguém bater à porta. Era um novo hóspede que solicitou uma cama. Aquela senhora disse: “Pois é, amigo, agora não tem nenhuma. Veja aqui o salão como está cheio, acabaram-se as camas”. O homem suplicou, como eu havia feito, mas a senhora disse: “Se quiser se acostar ali no chão, vá, eu lhe dou um pedaço ali para que durma”.

E assim ele se acomodou no pedacinho de chão, com um horrível cobertor e um travesseiro que parecia mais negro que um carvão. Acomodou-se bem à minha frente e começou a dormir.

Acontece que eu o observava, porque ele tinha ficado bem na minha frente. Via que se virava de um lado para o outro, até que vi que dos seus poros escapava uma nuvem cinzenta sem forma, que foi aumentando de tamanho no sentido vertical e foi formando a figura do corpo humano. Assim é que ficou completamente convertida num homem, igual ao que estava ali deitado. Olhou para mim e saiu. Para onde ele foi? Sabe Deus, aonde aquele homem iria naquelas horas? Pois ele se foi e o corpo ficou ali.

Vejam vocês o que acontece durante as horas do sono, isso que temos por dentro, que chamam de “Alma” ou “Espírito”, eu não sei como mais querem chamá-lo, mas isso é que sai do corpo durante o sono; é claro que o corpo fica ali, dormindo, no chão, se não tiver uma cama para dormir. O mal é quando não se volta. Isso é a morte precisamente, e com a morte vai o que tem por dentro que lhe chamam de Alma. Vai para sempre e não volta, deixa esse corpo, e quando volta será num novo corpo, mas esse é um assunto que estudaremos mais tarde. Hoje vou me concentrar a falar desta questão de Poderes Mágicos, pois vale a pena estudá-los.

Isso é algo bem interessante: se durante as horas do sono a Alma sai do corpo no momento em que este estiver dormindo e vai para o outro lado, sonha e lembra disso, o que aconteceu?

Sinceramente, o que se passou foi que viu os lugares onde esteve. É claro que se ficou dormindo e sonhou que estava no Zócalo de San Luis, certamente que a sua alma ou espírito foi dar uma volta no Zócalo e depois regressou e ao acordar diz: “Que sonho estranho, eu estive no Zócalo, o que eu fui fazer lá?”

Assim é o que acontece involuntariamente a uma pessoa, mas pode acontecer que uma pessoa de sua própria vontade faça isso acontecer.

Isso é possível e eu vou lhes dar uma chave muito simples, para que vocês a coloquem em prática lá na sua casa e verão o que vai acontecer. Mas não vão se assustar, por favor não se assustem…

Eu vou lhes dar a chave. É muito simples: à noite, deitem-se na cama com a cabeça para o norte, em decúbito dorsal, ou seja, de boca para cima, com o corpo bem relaxado, quero dizer, com os músculos soltos, que não fique um músculo sequer tenso, todos bem relaxados. Comece a observar o sono chegando, vigiando o próprio sono, checando-o. Vão dormindo e vigiando ao mesmo tempo o sono. Aos poucos vocês começam a ficar sonolentos de uma forma rara, é sinal de que a coisa está indo bem…

Nesse momento, o que tem de fazer é tirar as suas pernas da cama para se sentar, mas fazer isso bem lentamente, com suavidade… e aos poucos vai se sentando na cama, imaginando que é a própria Alma ou Espírito que está se sentando, como se fosse uma nuvem de ar, algo rarefeito, esquecendo-se do seu corpo de carne e de ossos que é muito pesado.

Sente-se e comece a se levantar com muita suavidade, e de pé, parado, começa a olhar bem lentamente para a cama para ver o que tem nela. Se vir que o seu corpo ficou na cama não vai se espantar, porque era isso que vocês queriam. Eu peço a vocês que não se assustem…

Bem suavemente, vão caminhando até a rua, e na rua dêem um saltinho com intenção de flutuar no ambiente e prontamente está na Dimensão Desconhecida. Nesse estado vocês podem viajar aonde quiserem, sem pagar passagem; podem ir a Paris, a Londres, ao Egito, ao Tibete, aonde queiram ir…

O mais interessante é que fora do corpo físico vocês podem conhecer o que existe além, do outro lado. Lá podem se encontrar com os seus familiares que já desencarnaram há muito tempo. Eles o abraçarão, mas não vai se espantar se quando os tocar sentirem que estão frios como gelo; isso é claro e vocês sabem por que estão tão frios como os defuntos? É porque na vida jamais se propuseram em receber o “Fogo Sagrado”, que é o Espírito Santo. Eles estavam tão ocupados com outras coisas da vida que não tiveram tempo para pensar nisso, eles estavam pensando no dinheiro, nos ciúmes das comadres etc.

Mas outra coisa é ter contato com os anjos. Aí a coisa muda. Se nos aproximarmos perto de um anjo, sentiremos um fogo irradiante!

Fora do corpo físico, pode-se invocar de verdade os anjos e eles virão. Se invocar o Arcanjo Rafael, por exemplo, para que ele cure uma enfermidade, verão o Arcanjo Rafael. De maneira que damos conta do que ensina a religião sobre a questão dos anjos: é correta. Se invocarmos o Arcanjo Anael, ou Uriel, que são Arcanjos do Amor, da Música e da Beleza, eles virão a ti. Se pedires um ensinamento a um deles, eles darão, e desta  forma, fora do corpo físico, poderão estudar aos pés desse Ser Divino.

Existem pessoas ignorantes que dizem que isso pode ser perigoso, mas por quê? Quando o corpo dorme, a Alma está fora. Seria extraordinário, formidável, termos consciência das nossas próprias funções fora do corpo físico.

Na psicologia experimental esse fenômeno é chamado de “Desdobramento” e alguns textos explicam mais de 50 mil técnicas, e se eu fosse citar esses termos difíceis, pomposos, sinceramente vocês não entenderiam, ficaria aqui falando para vocês, como se eu estivesse falando chinês.

Agora, falemos por ora um pouquinho sobre a Força Mental, que é poderosa, e que por meio dela se podem realizar prodígios, maravilhas.

Se, por exemplo, vocês concentrarem sua Mente sobre uma pessoa que lhes queira fazer mal, essas ondas da Mente atravessam o espaço e chegam à pessoa, e vocês podem mentalmente sugerir-lhe que não lhes faça dano algum. Podem fazê-la ver que é um erro tentar prejudicá-los, que não há necessidade que venha lhes amolar.

Sinceramente através das ondas mentais pode-se aconselhar as pessoas que se encontram distantes, usando a Força do Pensamento. E quando uma pessoa pensa em alguém, emite ondas mentais que atravessam o espaço e penetram no cérebro da outra. Ainda que invisíveis para os olhos físicos, as ondas mentais existem e podem tomar formas humanas.

Alexandra David-Neel (1868-1969)

Vem-me à memória o caso de uma dama chamada Alexandra David-Neel, que viveu no Tibete, entre os monges durante dez anos. Um dia, ela se propôs a criar com essa substância mental, que sai do cérebro, a figura de um monge. Todos os dias visualizava o monge, e com a imaginação, chegou a criá-lo. O mais grave é que esse monge adquiriu força, e quando alguém vinha se encontrar David-Neel, a dama inglesa, se encontrava cara a cara com o monge…

A dama ficou demasiadamente assustada e foi consultar o caso com o abade do monastério. E todos os monges desse monastério lutaram muito para desintegrar essa forma mental que ela havia criado. Demoraram mais de seis meses lutando para desintegrá-lo. Se por acaso não conseguissem desintegrá-lo, lhes asseguro que David-Neel teria sido vítima do seu próprio invento.

Vale a pena desenvolver essa Força Mental, prodigiosa, formidável e maravilhosa, mas para fazer o bem, para curar os enfermos, para sugerir às pessoas que nos odeiam que deixem de nos odiar, para afastar os perigos etc.

Se vier um ladrão em sua direção, concentrem-se nele, dizendo: “Volte, dirige-te a outra parte e me deixe em paz…” Estou seguro de que ao fazerem isso, usando toda a sua força mental, farão com que o indivíduo se afaste.

O que diremos sobre a questão de colocar o corpo dentro da Quarta Dimensão, para viajar nessa Dimensão Desconhecida? É possível colocar o corpo físico dentro da Quarta Vertical. Patánjali, por exemplo, um grande yogue da Índia, ensinava isso aos seus discípulos. Eles podiam caminhar sobre o fogo sem se queimar. Com o corpo na Quarta Vertical, não há problema, isso é um fato. Oxalá pudessem fazê-lo, sei que podem. Eu aprendi a fazer e vocês também podem aprender. Não custa muito, somente um ano de treinamento.

Patánjali dizia que se tinha de praticar um sannyasin, uma palavra rara, sendo a primeira vez que a pronuncio nesta palestra… Um sannyasin, dizia ele, tem três tempos: primeiro, a Concentração; segundo, a Meditação; terceiro, o Êxtase…

Vou lhes explicar isto: concentração significa fixar a Mente numa só coisa. Por exemplo, se eu fixo a minha mente neste copo, estou concentrado nele. Meditação é colocar-se a pensar sobre essa coisa em que eu estou me concentrando. Se eu me concentro neste copo e vejo que tem um pouco d’água, estou concentrado, pois minha mente foi colocada ali. Meditar é refletir sobre o copo, sobre o que é a água. Existe, ainda, uma terceira fase, chamada Êxtase, que é quando se chega a compreender que este copo, que esta água e tudo o que existe na Criação existem porque Deus quis que existisse… Uma pessoa que adora a Deus e O adora tanto, entra no Êxtase dos Santos…

Esses são os três fatores que compõem um sannyasin. Se vocês se concentrarem no seu corpo físico, se meditarem no seu corpo físico,  se pensarem que vocês existem nesse corpo físico que Deus lhes deu, entram em Êxtase, em agradecimento a Deus, em adoração.

Entrar em Êxtase é poder realizar maravilhas. Diz Patánjali, que nesse momento o corpo se transforma como se fosse algodão e penetra na dimensão desconhecida. Com o corpo submergido na Dimensão Desconhecida, pode-se caminhar sobre o fogo sem  se queimar; caminhar sobre a água sem se afundar; atravessar uma montanha de um lado a outro sem receber dano algum; flutuar nas nuvens. São maravilhas que na Índia alguns yogues fazem… o Yôga é formidável, faz maravilhas…

David-Neel nos fala dos ascetas semivoadores do Tibete, que percorriam enormes distâncias com o corpo metido na Quarta Vertical.Caminhavam, flutuavam e se transportavam de um lugar a outro, atravessando enormes distâncias em poucos minutos.

Montserrat – Catalunha – Espanha. Local onde se encontra o Templo do Santo Graal

Na Ciência Esotérica, isto se chama “Estado de Jinas”, ou a Ciência dos Jinas. Dizem que existem lagoas, montanhas que estão encantadas, que estão na Quarta Dimensão… No México nós temos em Chapultepec, no Distrito Federal, um Templo em Estado de Jinas, um Templo metido na Quarta Vertical.

Dizem os códigos antigos que os Cavaleiros Tigres chegavam a esse Templo na figura de tigres e que logo assumiam a forma humana quando entravam no Santo Lugar… Os Cavaleiros Tigres colocavam o seu corpo físico na Quarta Vertical… Nesse Templo de Chapultepec, há algo muito sagrado. Está ali nada menos que uma cópia do Santo Graal, essa taça na qual Jesus bebeu vinho na Última Ceia.

Dizem que José de Arimateia conseguiu esconder essa taça. Mas o interessante foi que antes de escondê-la, esteve com a taça ao pé do Gólgota e recolheu o Sangue do Redentor na referida taça. Depois, recolheu também a lança com que Longinus feriu o tórax do Senhor. Tanto a taça quanto a lança ele as levou para a sua casa e as escondeu. Quando a polícia romana chegou para buscar essas joias não as encontrou.

José de Arimateia não quis entregar tais relíquias. Por isso, a polícia o jogou na prisão, mas quando saiu do cárcere se dirigiu aos cristãos em Roma, e, lá chegando, deparou-se com Nero perseguindo os cristãos. Então, seguiu caminhando pelas orlas do Mediterrâneo e, numa noite, no sono, apareceu-lhe um anjo, o qual lhe disse: “Este cálice é muito sagrado porque ele contém o sangue do Redentor do Mundo. Enterre-o lá”. E lhe mostrou, numa visão, a Montanha da Catalunha, o Cerro de Montserrat, na Catalunha, Espanha…

José de Arimateia, com o cálice e a lança, foi a esse lugar, onde encontrou um Templo, e nele guardou tais objetos sagrados. Mas aquele Templo foi submergido dentro da Quarta Dimensão. Fez-se invisível para os olhos físicos. Tornou-se intangível para as mãos físicas, e desde então se encontra invisível.

Multidões de cavaleiros, durante a Idade Média, estiveram sempre buscando o Cálice Sagrado nas Cruzadas. Foram buscar na Terra Santa o Santo Graal e não o encontraram…

Paz Inverencial!

Samael Aun Weor

Lobsang Rampa

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Lobsang Rampa é um misterioso personagem. Sem nunca ter saído das Ilhas Britânicas, ele afirmava, em seus mais de 20 livros, que era a “reencarnificação” de um grande lama tibetano. O que significa reencarnificação? Acaso seria algo distinto de reencarnação?

Para os ocultistas, este termo significa que um corpo é abandonado por seu espírito e é ocupado legitimamente, após negociações com seu dono anterior, por outro espírito. Foi o que ocorreu com este cidadão britânico, que depois desse evento profundamente paranormal, passou a se chamar Terça-Feira Lobsang Rampa.

 

Nascido na cidade inglesa de Plympton, em 1910, sob o nome profano de Cyril Henry Hoskin, esse cidadão se dizia ser a reencarnação de um grande lama tibetano feito prisioneiro dos comunistas chineses quando estes ocuparam o Tibet. Então, no fim da década de 50, houve o processo da reencarnificação depois de prolongadas negociações com os Anjos do Karma.

Qual o motivo desse processo mágico que pouquíssimos Iniciados do esoterismo conhecem? Rampa afirmava que precisava continuar com sua missão, que era entregar um ensinamento muito especial para o Ocidente.

Lobsang Rampa escreveu mais de 20 livros versando sobre diversos temas, tais como clarividência e viagem astral, política internacional, budismo esotérico, discos voadores e contatos com o Yéti, entre outros. Os mais importantes títulos de sua bibliografia são: A Terceira Visão, Entre os Monges do Tibet, A Caverna dos Antigos, O Manto Amarelo, A Décima Terceira Vela, Você e a Eternidade, A Sabedoria dos Lamas etc. Morreu em Calgary, no Canadá, em 25 de janeiro de 1981.

Mas quais são os conceitos da Gnose sobre este personagem? O VM Samael Aun Weor explica:

“Alguns adeptos podem reencarnar-se em corpos de pessoas adultas, sem necessidade de entrar em uma matriz. Isto acontece quando um Adepto está fazendo alguma GRANDE OBRA e o necessita urgentemente. Um caso concreto é o do Grande Lama Terça Lobsang Rampa. Este Adepto estava fazendo certo trabalho e não podia interrompê-lo.

A humanidade cruel e desapiedada havia danificado seu instrumento e o remédio que se encontrou, para não interromper o trabalho, foi encarnar-se no corpo de um inglês. Este estava totalmente desencantado de sua própria existência e queria morrer; sua vida, em Londres, havia sido medíocre e dolorosa. Os Adeptos do Tibet o visitaram e negociaram com ele o veículo.

O inglês aceitou e entregou seu corpo ao Adepto Martes Lobsang Rampa. O inglês morreu voluntariamente, desencarnou em plena consciência, feliz por entregar seu corpo a um Adepto do Tibet.

Grande foi o esforço que  T. Lobsang Rampa teve de fazer para aprender logo a manejar o corpo do inglês. Agora, o Grande Lama está trabalhando com dito veículo.

O ego desencarnado libertou-se da pesada carga de uma vida medíocre e a Loja Branca perdoou seu Karma. Terça Lobsang Rampa é agora um homem inglês.

Realmente, esse tipo de reencarnação é como trocar de roupa voluntariamente e em plena consciência…

Esse tipo de reencarnação é para Adeptos.”

(O Quinto Evangelho, cap. A Busca de Nossa Própria Realidade) Pergunta: Mestre, o que pode nos dizer sobre Lobsang Rampa?

Samael Aun Weor: Lobsang Rampa é um Iniciado, um Mestre. Sua missão tem consistido especificamente em fazer um trabalho de popularização, tocar a primeira clarinada. Incitar as pessoas a procurar o seu Caminho, essa foi a missão do Mestre Lobsang Rampa, e muitos chegaram à Gnose graças ao trabalho desse Mestre.

Templo de Alden – O hospital de cura espiritual

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Existem, no mundo astral, hospitais sagrados especializados na cura dos corpos internos do ser humano. O mais exaltado e dinâmico de todos é o hospital astral chamado de Templo de Alden, localizado na Europa Oriental, na região da Boêmia (hoje, República Tcheca).

A entrada desse portentoso templo possui uma escadaria descomunal, e após chegarmos ao final dessa escadaria, vê-se uma porta sagrada. No interior de Alden veem-se diversos salões, onde trabalham intensamente inúmeros mestres e seus chelas (discípulos avançados), que servem de auxiliares para todos os tipos de trabalho desinteressado e amoroso.

Há salas de desinfecção, microcirurgias e até de grandes cirurgias nos corpos internos.

Os grandes mestres e seus auxiliares trabalham intensamente para ajudar a Humanidade enferma, especialmente durante as grandes epidemias, guerras, acidentes nucleares e catástrofes ambientais que assolam o planeta de tempos em tempos.

Nesse hospital sagrado, que é na verdade um Templo e uma Universidade Médica ao mesmo tempo, pode-se encontrar diversos mestres da Grande Fraternidade Branca, que foram conhecidos neste mundo físico ao longo dos séculos por nos terem trazido sua sabedoria, sua filosofia e seus ensinamentos espirituais e iniciáticos.

Alguns dos Mestres da Luz que oficiam em Alden, no Plano Astral, são:

– Paracelso
– Hipócrates
– Galeno
– Esmun
– Minerva
– Plutão
Hermes Trismegisto
– Apóstolo Pedro

Cada um desses Filhos da Luz tem uma especialização, assim como no mundo físico vemos hospitais congregando médicos com distintas especialidades (cardiologia, oncologia, pediatria etc.).

Por exemplo, o venerável mestre Patar (popularmente conhecido como Apóstolo Pedro) é grande especialista na cura do corpo mental. Veem-se, no topo de sua sala de curas (dentro de Alden), diversos mecanismos na cor do latão que acumulam e canalizam poderosas energias das dimensões superiores, e que devidamente manipuladas conseguem o equilíbrio dos sensíveis tecidos e moléculas do corpo mental dos enfermos.

Em outro salão de Alden vemos o grande médico Paracelso pesquisando e trabalhando com ervas medicinais e unguentos sagrados para a cura do corpo astral.

Outro grande iluminado é o mestre Plutão, especialista em trabalhos de Alta Magia. Plutão irradia poderosas correntes magnéticas capazes de equilibrar o campo áurico de todos os que o invocam com amor e veneração.

O VM Samael Aun Weor ensina também que uma grande mestra da Loja Branca (Minerva) trabalha intensamente no equilíbrio do corpo astral dos doentes, irradiando ondas magnéticas por meio de instrumentos concentradores de energia, capazes de descobrir e destruir os eflúvios negativos causados por larvas astrais e mentais, que são os causadores de inúmeras enfermidades.

O corpo astral é um organismo material um pouco menos denso que o físico. Nesses casos, os Mestres dão um vomitório ao corpo astral do enfermo para que expulse as substâncias injetadas.

Os outros corpos internos também são relativamente materiais e, como tais, têm as suas enfermidades, seus medicamentos e seus médicos. Não são raras no Templo de Alden as operações cirúrgicas.

Um grave dano no corpo mental ao transmitir-se reflexamente ao cérebro físico produz a loucura. A desconexão entre o corpo astral e o mental ocasiona loucura furiosa. Se não há ajuste entre o astral e o etérico, produz-se o idiota ou o cretino.

No templo de Alden, onde moram os grandes Mestres da Medicina Hipócrates, Galeno, Paracelso, Hermes e outros, há um laboratório de alquimia de alta transcendência. Esse templo está no astral, nas vivas entranhas da grande Natureza.

A luz astral é a base de todas as enfermidades e a fonte de toda vida. Toda enfermidade, toda epidemia, tem suas larvas astrais que ao se coagularem no organismo humano produzem a enfermidade.

Existem inúmeros templos de Cura e Instrução e que pertencem à Venerável Loja Branca

No Templo de Alden, os Mestres fazem seus enfermos sentar em uma poltrona sob luz amarela, azul e vermelha. Essas três cores primárias servem para tornar visíveis no corpo astral as larvas da enfermidade.

Depois que os Mestres extraem essas larvas do corpo astral do paciente, tratam seu organismo com diversos medicamentos. Sanado o corpo astral, o corpo físico curar-se-á matematicamente, já que antes de enfermarem os átomos físicos de um órgão, enfermaram os átomos internos do mesmo órgão. Curada a causa, cura-se o efeito.

Toda pessoa enferma pode escrever uma carta ao Templo de Alden e receber ajuda dos Médicos Gnósticos. A carta deve ser escrita à mão pelo próprio interessado e queimada a seguir por ele mesmo, depois de havê-la perfumado com incenso; tudo feito numa só ocasião.

A carta astral ou alma da carta queimada irá ao Templo de Alden. Os Mestres de Sabedoria lerão a Carta e assistirão o enfermo.

Devemos ter nossas casas asseadas, tanto no físico como no astral. Os depósitos de lixo estão sempre cheios de larvas infecciosas. Há substâncias odoríferas que queimam as larvas ou as expulsam para fora de casa. O frailejón (Espeletia hartwegiana) é uma planta que os índios aroacos utilizam para desinfetar suas casas. Pode-se fazer a desinfecção também com beladona, cânfora e açafrão.

Minerva, a Deusa da Sabedoria, esteriliza os micróbios do aposento do enfermo com certo elemento alquímico que irradia mediante sistema especial. Isto os impede de se reproduzirem.

Minerva tem também uma lente côncava que aplica no órgão do enfermo, estabelecendo assim um foco perene de magnetismo que produz a cura.

Evitemos o trato com pessoas malvadas, já que estas são centros de infecção astral…

Todos os autênticos Mestres da Luz são discípulos fiéis do Cristo Cósmico e da Mãe Divina e anseiam por nos ajudar em nossa Saúde e Liberdade Psicológica

Ajuda do Pai Interno

O homem dispõe de sete corpos reais, que são: físico, etérico, astral, mental, vontade, alma e espírito. Existem outros muito superiores, que podem ser estudados quando já dominarmos esses que foram enumerados.

O corpo vital, ou etérico, é similar ao físico, muitos males procedem desse corpo e é pouco o que se consegue medicando somente o físico, então os médicos comuns fracassam na cura da enfermidade. Então, geralmente, o corpo vital é o que se leva ao Templo de Alden, para que os mestres da medicina trabalhem nele e se obtenham resultados surpreendentes.

O que importa é que quando se necessita de ajuda, deve-se pedir ao Pai Interno, ao nosso Divino Ser espiritual, que nos leve em corpo astral todas as noites ao Templo de Alden, até sentirmos o pleno restabelecimento de nosso vigor, saúde, paz, harmonia e bem-estar.

A oração ao nosso Pai Interno pode ser feita da seguinte forma, como sugestão (pois a oração a Deus deve ser efetuada sempre da maneira mais singela e verdadeira possível, saída do coração):

“Meu Pai, meu Deus, meu Senhor,
Suplico e imploro ao Senhor,
Para que nesta noite, fora do corpo físico,
Me leve em corpo astral ao sagrado
Hospital da Medicina Universal,
Ao Templo de Alden.
AOM… AOM… AOM…”

Você pode realizar essa súplica por 9 dias seguidos, e todos os dias pela manhã anote em um caderno todas as recordações de seus sonhos (experiências astrais), além de observar a mudança de seu estado de humor e bem-estar interior e físico.

Além da oração e das correntes de cura, você também pode escrever uma Carta Astral de Cura aos mestres do Templo de Alden. Saiba mais, clicando aqui.

A maioria das doenças nasce de infecções astrais criadas por Larvas e Entidades Tenebrosas, que podem ser expulsas ou destruídas com a ajuda dos Mestres da Luz

Ali Onaissi é jornalista e escritor, responsável pelo Portal GnosisOnLine