Experiência com fantasmas

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Pergunta: O senhor já viu alguma vez um fantasma?
Samael Aun Weor: Alguns creem em fantasmas, outros duvidam e também há aqueles que zombam. Eu não preciso acreditar, duvidar ou rir, para mim os fantasmas são um fato.

P: Confirma que os viu?
SAW: Meu amigo, não será demais relatar um caso deveras interessante. Eu era ainda muito jovem e ela se chamava Ângela. Era uma namorada um tanto singular; hoje já é morta. Certo dia, quando ela ainda estava viva, resolvi me afastar sem me despedir. Dirigi-me às praias do Atlântico e pedi hospedagem na casa de uma senhora idosa; nobre mulher que não me negou sua hospitalidade. Passei a morar em uma sala cuja porta dava diretamente para a rua.

Minha cama era um catre de lona estilo tropical e como quer que havia muito mosquito, pernilongo etc., protegi-me com um cortinado fino e transparente. Uma noite jazia em meu leito dormitando quando de repente alguém bateu três vezes compassadamente na porta. No instante em que me sentei para levantar e sair para abrir a porta, percebi um par de mãos penetrar através do mosquiteiro. As mãos se aproximaram perigosamente e me acariciaram o rosto. Mas a coisa não ficou nisso.

Após aquelas mãos apareceu todo um fantasma humano que se assemelhava àquela namorada que, francamente, não me interessava. Chorava o angustiado fantasma dizendo-me frases como estas: “Ingrato, te afastaste sem te despedires de mim e eu que tanto te queria, que te adorava com todo o meu coração! Etc.”

Quis falar, mas foi inútil porque minha língua ficou presa; então mentalmente ordenei ao fantasma para que se retirasse imediatamente. Novos lamentos e novas recriminações. Depois disse: Me vou. Se afastou devagarzinho, devagarzinho… e quando vi que a aparição ia embora, um pensamento novo, uma ideia especial surgiu no meu entendimento.

Disse para mim mesmo: este é o momento de saber que coisa é um fantasma, do que está feito e o que tem de real. Obviamente, ao pensar deste jeito, desapareceu de mim todo o temor, a língua se destravou e pude falar. Então ordenei ao fantasma: Não, não se vá, volta, preciso conversar contigo. O fantasma respondeu: Bom, volto, está bem. Não será demais dizer que a palavra foi acompanhada de ação e voltou o fantasma para mim.

A primeira coisa que fiz foi examinar minhas próprias faculdades para ver se estavam funcionando certo. Não estou bêbado, pensei, não estou hipnotizado nem sou vítima de alguma alucinação. Meus cinco sentidos estão bem, não tenho porque duvidar. Um vez que já verificara o bom funcionamento de meus cinco sentidos, passei a examinar o fantasma. Dá-me a tua mão, disse à aparição. Ela não me recusou e me estendeu a sua destra.

Tomei o braço da singular figura que tinha a minha frente e pude notar uma batida rítmica normal como se tivesse coração. Auscultei-lhe o fígado, o baço e tudo funcionava bem, porém a qualidade daquela matéria mais parecia ser de protoplasma, substância gelatinosa que às vezes se assemelha no tato ao vinil. Executei todo aquele exame à luz de uma lanterna acesa e ele durou uma meia hora aproximadamente. Depois, despedi o fantasma dizendo-lhe: “Já podes te retirar. Já estou satisfeito com o exame”. E o fantasma, repetindo as suas múltiplas recriminações, retirou-se, chorando amargamente.

Momentos depois, a dona da casa bateu na porta. Ela pensava que eu não havia respeitado sua casa. Veio me dizendo que me alojara somente a mim e estranhava que estivesse admitindo mulheres no quarto. “Minha senhora, você se engana”, foi minha resposta. Não trouxe mulher alguma aqui. Fui visitado por um fantasma e foi tudo. Naturalmente, contei-lhe o que acontecera. A dama terminou se convencendo e estremeceu quando percebeu o frio espantoso que havia no quarto, apesar do clima quente; isso lhe pareceu definitivo para confirmar a veracidade do meu relato. Anotei o dia e a hora da ocorrência e mais tarde, quando me encontrei outra vez com aquela noiva, contei a ela tudo que acontecera.

Ela se limitou a dizer que naquela noite e àquela hora dormia e sonhava que estava em algum lugar da costa atlântica e que conversava comigo em um quarto parecido com uma sala. Então concluí comigo mesmo: ela se deitara pensando em mim e seu fantasma me visitara.

Samael Aun Weor

7 Comentários | Envie o seu, clique aqui!

  • gente d deus quando eu tinha uns 12 anos eu era muito perturbada depressiva e cheia de magoas…vivia dizendo nomes feios tipo demonio e por aí vai…certa noite eu estava descendo as escadas do sotão onde eu dormia no casarão velho e caindo aos pedaços onde eu morava estava tudo escuro e quando eu olhei pra escuridão vi uma fumaça que se formou um rosto parecia de um boi com chifres que me olhava e sumiu…eu fiquei imovel tremendo ñ acreditando no q havia visto… será q era um demonio mesmo?

    • Podem ser entidades psicológicas de tua criação, algum eu diabólico criado por sua mente, justamente esse que cria impropérios, ofensas, palavras de baixo-calão etc.
      O verbo, a palavra, as pronúncias, criam essas entidades.
      Por isso na Magia se ensina a cuidar da palavra pronunciada.
      Deve-se sempre usar termos positivos, como bênçãos, alentos, positividade etc.
      Nunca palavras negativas, como maldição, demônios, que azar, eu não tenho sorte e outras negatividades, pois tudo isso atrai a “energia afim”…
      Um ensinamento dado na Gnose é proferirmos diariamente a frase:

      “Que todos os seres sejam felizes
      Que todos os seres sejam ditosos
      Que todos os seres vivam em paz.”

      (por 3 vezes, e em seguida vocalizar o mantra de cristalização AOM também por 3 vezes.)

  • Caros amigos, é com grande prazer que mais uma vez participo de uma rodada de opiniões aqui no gonosis on line.Bem neste caso especifico,o ocorrido trata-se de uma experiencia extra corpórea,devido a uma sintonização entre SAW e a pessoa.Nos casos de fenômenos espiritas são os próprios espíritos que recorrem a pessoas mediunicas para pedidos de socorro,ajudas e afins.Já fenômenos fantasmagóricos ocorrem em geral quando geramos formas de pensamentos ,estas direcionadas a determinados fins,bons ou ruins.Estes pensamentos moldan-se protoplásmicamente através da fusão de diversos pensamentos análogos,podendo assim constituiren-se em cópias humanas.Desta forma ao presenciar-mos estes fenômenos temos a nitida certeza de que são espíritos.

  • Ok… Mas eu sempre pensei que o corpo astral não interferisse com a 3a dimensão… Que fossem coisas distintas! Como é possível algo que está a dimensões superiores ser percebido por uma que está a duas antes da mesma (no caso a terceira dimensão)?

    • Em determinados lugares (que os místicos chamam de “portais interdimensionais”) e circunstâncias (rituais, trabalhos mágicos, pessoas altamente sensitivas) essas visitas são factíveis…

  • o mestre samael falou sobre isso e essa experiencia que o mestre teve foi um fnomeno espirita

  • Fantasma nao espirito que sai do corpo e vai aonde quer estar em um determinado momento

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