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Endocrinologia – Próstata

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Essa importantíssima glândula é muito pequena e somente o homem a possui como todos os machos das espécies dos mamíferos. Examinando cuidadosamente, podemos ver que essa maravilhosa glândula está situada exatamente abaixo da virilha. A ciência ainda não conhece totalmente as funções da próstata.

Ela segrega um líquido branquíssimo e viscoso. Os sábios da medicina estão cientes de que na mulher a uretra mede apenas uns 35 centímetros e que é muito dilatável. No homem pode-se comprovar que tem de 20 a 27 centímetros de extensão.

Os médicos-magos da Grécia, Egito, Samotrácia, Troia, Índia etc. sempre deram muita importância à próstata. O Swami Sivananda, grande médico Yogue da Índia, disse que o lótus da próstata tem seis pétalas.

No ultra da Natureza, na quarta dimensão, vivem muitos seres em corpo astral. Os sábios asiáticos dizem que esse chacra prostático lhes dá consciência de todos esses seres. Os grandes sábios do Hindustão concentram-se diariamente no chacra prostático. E esta prática é assim:

O chakra da próstata (ou do útero, para as mulheres) é visto na altura da bexiga, 2 dedos acima do órgão sexual

Imagine que esse chacra gira da esquerda para a direita como uma roda magnética. Vocalize a letra M com os lábios cerrados de tal forma como se estivesses imitando o mugido do touro, mas sem aquela entonação da voz … Este é um som ondulatório e prolongado. Essa prática desperta o chacra prostático* e deves praticá-la diariamente e durante vários anos.

O chacra prostático, quando entra em atividade, confere-nos o poder de sair do corpo físico em corpo astral. Conseguimos então mover-nos neste corpo astral independentemente da matéria física.

No corpo astral o ser humano pode transportar-se para outros planetas; consequentemente podemos investigar por nós mesmos os grandes mistérios da Vida e da Morte. Esse chacra Confere-nos o poder do Desdobramento da Personalidade.

O Peyotl é um cacto mexicano que permite produzir o desdobramento da personalidade humana. Com o Peyotl todo ser humano pode sair conscientemente em corpo astral. Esse cacto não tem espinhos, possui flores de cores rosa ou branco rosado e frutos rosa-pálidos.

Os antigos mexicanos astecas adoravam o Peyotl como uma planta sagrada. A casca desse cacto é muito lisa e tem de cinco a doze lados que se separam entre si por linhas formosas de dedos cheios de beleza. O nome científico do Peyotl é Anhalonium williamsil e serve para o desdobramento da personalidade humana e não o encontramos na capital mexicana.

Aquele que quiser encontrar o legítimo Peyotl terá de buscá-lo em Chihuahua, entre os índios taumaras, ou em San Luis de Potosi, norte do México. Deve-se mascar essa planta quando estiver madura e muito fresca, porém se está seca não serve. Nos instantes de estar mascando este cacto, o discípulo deverá estar concentrado em seu próprio Íntimo, o seu Ser Interno, assumindo naqueles instantes uma atitude mística.

Recordemos que o nosso Ser Interno é o próprio Deus, e devemos adormecer concentrados no Deus Interno. O resultado disto será o desdobramento. Saindo em corpo astral é como poderemos ver, ouvir e tocar as coisas do Ultra da Natureza.

O chakra uterino (ou prostático) gira maravilhosamente e dá saúde e vigor sexual

O Peyotl não produz alucinações como creem os ignorantes. O intelectual não aceita jamais esses conceitos sem base científica, mesmo sabendo que existe uma quarta dimensão. Isto todo homem culto sabe. A ciência demonstrou que a percepção de nossos cinco sentidos é muito limitada. Além do vermelho está toda a gama do infravermelho, por cima do violeta está toda a gama. Isto a ciência não ignora.

A perda da elasticidade do cristalino impede que a imagem se forme na retina. Isto é o que se chama de mal enfocamento. Realmente ninguém percebe o objeto em si mesmo, senão tão só a imagem do objeto. A presbiotia (vista cansada), impede-nos de ver a imagem de um objeto próximo.

A miopia impede-nos de ver a imagem de um objeto distante. Existe também o daltonismo, que é a inflamação da retina que provoca confusão de cores. O olho humano percebe somente imagens sensíveis. Isso é tudo.

Existem também imagens suprassensíveis no ultra e sentidos especiais para perceber essas imagens. Com o Peyotl esses sentidos entram em atividade e percebemos as imagens do Ultra. Se essas imagens do Ultra fossem alucinações, como dizem os ignorantes, então as imagens sensíveis que se formam na retina também seriam alucinações. Necessitamos sair do materialismo do século 17 e ser mais analíticos, menos dogmáticos e mais didáticos.

A matéria é energia condensada em distintos estados. Existem massas cujos graus de vibração energética é tão rápida que escapa da percepção de nossos cinco sentidos. E há massas cujo grau de vibração é tão lento que estão abaixo dos limites de nossa percepção sensorial. Por cima e por baixo dos limites de percepção sensorial externa há massas físicas que o ser humano não alcança com sua percepção normal.

Com os poderes de nosso corpo astral podemos perceber outras dimensões do Universo e da vida. O poder do Peyotl de colocar em atividade, ainda que momentaneamente, essas maravilhosas faculdades permite-nos investigar a quarta dimensão da Natureza.

Muitos dizem que não creem. Aqui não se trata de crer nem de não crer. Nestas coisas da ciência o que se necessita é a Análise Lógica, a investigação científica livre de fanatismos e prejuízos; é a experimentação. Temos de explorar profundamente todas as dimensões do ser humano. Não devemos nos limitar dentro do dogmatismo científico intransigente. Necessitamos ser mais liberais na análise. O materialismo já fracassou na própria Rússia, como o está provando o fato de que lá existem 15 milhões de maometanos.

As percepções do Ultra são tão naturais como as registradas pelos cinco sentidos comuns. Não se trata evidentemente de delírios alucinatórios, sugestões compulsivas e patológicas e nem de ignorantes sugestionados como crêem os cientistas e médicos. Necessitamos mais estudo e menos orgulho. As percepções do Ultra existem e devem ser estudadas. Os índios selvagens que na República do Haiti praticam o Vodu. Podem ser criticados por suas práticas de Magia Negra e por sua falta de cultura intelectual, mas, realmente não temos bases científicas de nenhuma classe para enquadrar com toda precisão lógica suas percepções hipersensíveis.

Não negamos que em muitos sensitivos existem os Paroxismos Psíquicos acompanhados de convulsões e pietismo em todas as suas manifestações. As crises pitonisíacas, a chamada Crise de Loa dos haitianos, as Crises estático-convulsivas, durante as quais existem percepções supra-sensíveis, são no fundo absolutamente desconhecidas para a Clínica e para a própria.

Se deixarmos de lado o orgulho intelectual chegamos à conclusão de que podemos analisar fenômenos sensíveis, estados físicos objetivos do organismo humano, mas a ciência oficial ainda não tem autoridade científica para enquadrar em forma total todas as percepções do Ultra. Certamente o fanatismo é o pior inimigo da razão e da lógica.

O homem de Universidade também cai no fanatismo. Quando rimos dos videntes e das crises estático-convulsivas, quando cremos que todas as visões que se vêem durante essas crises são alucinações, loucuras etc., os homens de universidade caímos por orgulho, em estado de fanáticos e ignorantes, sugestionados pelas teorias que lemos e pelos princípios intelectuais com os quais modelamos nosso intelecto.

Se cremos, há outros ignorantes que podem nos qualificar de ignorantes, não obstante acreditarmos que somos cultos. Nós não somos os donos do saber. A sugestão compulsiva e patológica pode converter um intelectual em um fanático intolerável. Os negros do Haiti, durante o Vodu, percebem com a clarividência realidades tremendas do Ultra da natureza. Para discutir uma coisa é mister conhecê-la.

A opinião de um crítico não tem valor se não tem completo conhecimento de causa. O intelectual que não tenha praticado o Vodu não o conhece. Portanto, não tem completo conhecimento de causa.

O homem de Universidade vê as pessoas em suas crises pitonisíacas, mas nada sabe sobre o que as pessoas veem em seus transes, porque não passou por essas famosas crises. O único que pode fazer neste caso é lançar opiniões sem fundamento porque não tem completo conhecimento de causa.

O chacra prostático confere a todo ser humano o poder de sair em corpo astral consciente e positivamente. O importante é desenvolver este chacra. Repetimos: Não se trata aqui de crer nem de não crer, o importante é estudar, analisar e experimentar. Quando o homem intelectual diz: “Não creio nisso”, está demonstrando que é um supersticioso. O homem culto estudioso e analítico diz: “Vou estudar, vou experimentar, vou analisar”.

*Obviamente, o mantra M ativa não somente o chacra prostático nos homens, mas também o chacra uterino nas mulheres.

 

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Outros mestres da Loja Branca

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Os sagrados mestres e anjos trazem cura para o corpo e as emoções. Outros protegem os lugares sagrados da Terra e há os que atuam nos reinos mineral, vegetal e animal. No Oriente, são denominados Gurus e Devas, palavra sânscrita que significa “seres brilhantes”, com referência à sua aparência luminosa, pura e inspiradora.

Toda vez que necessitar da ajuda de algum dos Veneráveis Mestres, como os abaixo citados, invoque-os na intimidade de seu quarto, com toda devoção, amor e respeito, e tenha a CERTEZA ABSOLUTA de que você será ouvido(a). Invoque-os sempre usando o poder da oração, como por exemplo:

“Veneráveis Mestres da Grande Loja Branca, invoco-vos em nome do Cristo, pelo Amor do Cristo e pela Majestade do Cristo… Antiaaaa… Dauna… Sastasaaaa…” (invocação repetida por 3 vezes)”…

GRANADI
Existe um grande Mestre da Fraternidade Branca, especializado na Magia Prática. Este Mestre dominador das forças mentais e do Raio de Mercúrio, chamado Granadi, nos ajuda a recordar nossas vidas passadas, a desenvolver a Inteligência, a despertar a Consciência, se o invocamos em uma prática mágica. Invoca-se Granadi em nome do Cristo, pela majestade do Cristo e pela vontade do Cristo, acompanhando essa invocação com o poderoso mantra: ANTIA-DAUNA-SASTASSA (por 3 vezes).Feita a invocação, peça ao Venerável Mestre Granadi para que estimule as células do cérebro (neurônios) e do cerebelo, os plexos nervosos a glândulas, os chacras etc.Logo em seguida, pronuncie os mantras especiais entregues por Ele:HAUM… A… RABATS… SAMADHI…DHI…DHI… (Onde estão as reticências, significa uma respiração completa. Pronuncie esta série de mantras por não menos de 12 vezes.)Por fim, entre em meditação, relaxe e contemple…
SERÁPIS-BEI
O Mestre Serápis, do Raio de Vênus, é um filho da Ressurreição, e de idades incalculáveis. Dirige a Arte Mundial, por isso recomenda-se aos que queiram compreender os Mistérios Crísticos do Pilar da Arte para que invoquem este Mestre. Sua sede principal é no Egito, num templo que se encontra em Jinas (4ª Dimensão), logo acima do Templo de Lúxor.

ANÚBIS

Nas dimensões superiores de nosso Sistema Solar encontra-se o Tribunal Supremo da Justiça Divina (ou, comumente chamado de Tribunal de Deus). O chefe dos Sacerdotes do Tribunal do Karma é o Grande Mestre ANÚBIS, junto com mais 42 Juízes angelicais. Quando este Mestre oficia, usa uma máscara sagrada em forma de cabeça de chacal (ou, Lobo Emplumado), o qual é o emblema da Verdade.

É impossível iludir a Justiça porque a Polícia do Karma está dentro de nós mesmos. Esta polícia interior é chamada de Kaom Íntimo.

Faça boas obras para que possa pagar suas dívidas. UMA LEI SUPERIOR LAVA UMA LEI INFERIOR. O Karma é assim negociado. Outros Mestres dos Tribunais do Karma: Litelantes, Rabolu e Agni Tao.

Um mantra sagrado para despertarmos a virtude do Remorso (nosso policial da Karma interior) é: KAOM (Kaaaaaaaooooooommmmmmm).

ANAEL
Este formoso anjo do Raio do Amor, ante a visão interna do Buscador, aparece usando uma túnica nas cores azul e rosa. Este é o anjo do Amor e da Aurora. Sua forma infantil, como um menino de cerca de 12 anos, tem cabelos dourados que caem sobre suas costas sagradas. Este menino divino geralmente carrega flores em suas mãos.Outros Mestres do Raio do Amor, os quais podem ser invocados a nos auxiliarem em nossos trabalhos ligados à Magia do Amor: Lhanos, Kamadeva, Kam-Ur, Afrodite, Serápis, Maria de Nazaré (ou Ram-Io), Xochipilli (lê-se Chotchipíli) e Beethoven. O dia mais propício para se trabalhar com esses Mestres das Esferas (Dimensões) do Amor é às terças-feiras.
HARPÓCRATES
Este poderoso Deus Solar rege a Luz Astral, é Ele quem conecta a luz irradiada do Sol e a fixa na atmosfera de nosso planeta. É também o anjo regente das forças mágicas da Natureza, dos lagos encantados, dos rituais encantatórios, da magnetização dos objetos, das espadas encantadas, das “práticas jinas”. Um de seus símbolos é o ovo de cor azulada.Medite profundamente neste Mestre logo após vocalizar por algumas vezes o mantra sagrado:HAR-PO-CRAT-IST…Outros Mestres Jinas: Oguara, Babaji, Mataji, São Pedro, São Filipe (o patrono dos estados Jinas) e as Sete Potências.
BARUCH
Foi o Mestre-Instrutor de Jesus de Nazaré em seus processos iniciáticos. Baruch é um Elohim antiquíssimo.
O Mestre Samael disse: “Nesses momentos, o anjo Baruch apareceu como uma formosa donzela, pois é bem sabido que todo Ser Divino tem duas Almas: a Alma Espiritual, que é feminina, e a alma humana, que é masculina. Ele colocou em manifestação sua Alma Feminina (ou seja, sua Walkíria) para dialogar comigo…”

MELQUISEDECK
Também conhecido como Rei do Mundo e, entre os tibetanos, Changam. É o Gênio do planeta Terra, sua Anima Mundi. Sua Alma humana está reencarnada e possui o mesmo corpo físico há mais de 4 milhões de anos.

Rege a evolução e a involução da vida terrestre, propicia a manifestação das 7 Raças e sua manutenção. Também governa todas as cavernas e cidades subterrâneas. Seu principal QG é Shamballah, no Agarthi (ou seja, o sistema de galerias subterrâneas previamente preparadas para a manutenção da vida) uma cidade fortificada que se encontra na 4ª Dimensão numa caverna gigantesca.

Alguns de seus principais assessores, os famosos Goros ou Gênios da Terra: MAGÔA (Rei do Oriente do planeta Terra, principalmente da Ásia); BAYEMON (Senhor do Norte, principalmente da calota Ártica); AMAIMON (Rei do Ocidente) e EGYM (Regente supremo do Sul da Terra, particularmente da Antártida).

O Senhor Sorocothora-Melquisedeck é um dos Dirigentes supremos do Movimento Gnóstico internacional, juntamente com Jesus Cristo, Samael Aun Weor e Sanat Kummara (este último com um corpo físico datando de mais de 60 milhões de anos. O Eterno Sanat Kummara é o chefe do Colégio dos Iniciados da Loja Branca).

Tanto Melquisedeck quanto seus auxiliares diretos, os Imortais Goros, possuem naves cósmicas que os capacitam a viajar por todo o Cosmos.

Aconselha-se invocar o Senhor Melquisedeck em todos os Lumisiais (Templos gnósticos) para que Ele nos dê Fortaleza, Paz (pois é o Rei de Salém, que é uma palavra semítica que significa Paz), Harmonia e Equilíbrio e também para que desperte uma fração de nosso espírito, de nosso Ser, denominada no Pistis Sophia como “Melquisedeck Interior”. Essa parte de nossa Consciência Espiritual cria os famosos terremotos psicológicos, os quais nos auxiliam ao autodescobrimento daqueles defeitos e particularidades psicológicas ocultos de nossa consciência cotidiana.

Dois dos mantras de Melquisedeck são: IAO… e LA…; e 3 Runas: AR, BAR e MAN.

KALUSUANGA
O regente supremo dos povos maias, é o líder da Sagrada Fraternidade Branca do continente americano. Encarregado de difundir os Átomos da Liberdade por toda a América, daí a ideia de liberdade ser cara aos que moram nesse continente.

Quando invocado, este Mestre costuma provar o valor do invocador. Às vezes aparece primeiramente na forma de uma onda gigantesca do mar ou um terrível furacão. Vencida essa Prova de apresentação, o mestre aparece em sua forma primitiva e sagrada.

XOCHIPÍLI
Entre os astecas, é o deus da agricultura, das flores, da música, do canto, da poesia, da dança e das representações teatrais, pois ele é um mestre do Raio de Vênus.

Às sextas-feiras, entre 10 da noite e 2 da madrugada, pode-se invocar Xochipili (lê-se Chotchipíli) para que ele “faça girar a Roda da Fortuna” a nosso favor, sempre e quando tivermos méritos no coração e metas de autorrealização espiritual.

Ao invocarmos o Anjo Xochipili, devemos ter o templo, ou o local, cheio de flores, perfumes de rosas e nardos, e objetos cor-de-rosa que representem o Amor.

RASMUSSEN
Mestre do Raio da Força que dirige o Templo de Chapultepec, que se encontra na capital do México. Este templo fica na 4ª Dimensão, em Jinas, e está ligado esotericamente à Sagrada Ordem Rosa-cruz de Kumenes (a única e verdadeira Ordem Rosa-cruz, que existe unicamente no mundo astral).

Nesse templo rosa-cruz asteca, encontra-se uma cópia perfeita do sagrado cálice prateado do Graal e lá se segue as ordens de Cristo. O Mestre Samael afirma que este templo é um de seus QGs mais poderosos.

AZRAEL
Este anjo misterioso é uma criatura perfeita. Um de seus atributos é o de nos fazer ver num espelho consagrado as respostas de nossos mais sinceros anelos e questionamentos. O anjo Azrael nunca aparecerá se formos indignos. Azrael é o regente da prática mágica do Espelho. Deve-se consagrar o Espelho Mágico em nome dos 7 devas dos Portais: Adam, Te, Dageram, Amrtet, Algar, Algas e Tinah. Esses Portais encontram-se nos Espelhos Mágicos, nas lagoas encantadas e na neblina.
DANTE
O mestre ressurrecto Dante Alighieri ainda vive na Itália com o mesmo corpo físico de quando escreveu sua obra A Divina Comédia. Nesse livro ensinam-se os Mistérios Iniciáticos. Ali vemos o trabalho com a Morte Psicológica ou a Morte Segunda. Também vemos as ordens hierárquicas das Dimensões Superiores.O Mestre Dante é um humilde devoto da Mãe Divina, como todo verdadeiro Adepto da Branca Irmandade.
FULCANELLI
Também um Mestre Ressurrecto. Suas duas magnas obras, O Mistério das Catedrais e As Mansões Filosofais, eram livros de cabeceira do Mestre Samael. Fulcanelli afirmou que na Europa existem ordens iniciáticas que trabalham com os mistérios alquímicos, como a Sagrada Ordem dos Filhos da Mãe Viúva. Ao final da Segunda Guerra Mundial, alertou todos os governantes sobre os perigos das experiências nucleares irresponsáveis. Suas informações fizeram com que os serviços secretos dos países vencedores, os Aliados, o procurassem incessantemente, sem êxito nenhum, pois este Mestre da Loja Branca é possuidor do Elixir da Longevidade e dos Segredos da Vida e da Morte. Ou seja, ninguém pode contra ele. À frente de jornalistas franceses, conseguiu transformar num Atanor (forninho alquímico) uma porção de chumbo em ouro puríssimo.

CAGLIOSTRO
Habitante das terras Jinas, viveu na época de Jesus Cristo e Cleópatra, além de ter trabalhado na corte de Catarina de Medici. Curava enfermos em menos de 24 horas com um elixir misterioso de cor leitosa.

Um de seus servos foi certa vez interrogado por um nobre alemão sobre a verdadeira idade de Cagliostro (também conhecido como Conde Fênix), e este respondeu: “Escutei, meu senhor. Não vos posso dizer a idade do senhor conde porque não a conheço. Sempre o vi tal como o vedes hoje: moço, alegre e bebedor. Tudo o que vos posso adiantar é que o sirvo desde o declínio da República Romana… Ajustamos o meu salário no mesmo dia em que César pereceu às mãos dos assassinos no Senado!”

O Mestre Samael, em sua encarnação na Áustria, conheceu pessoalmente Cagliostro. Esse mestre tentou relembrar Samael de suas origens divinas, impregnando sua aura com as poderosas forças do Raio Violeta. Essa energia serviu ao Ser Interno Samael para levantar seu Bodhisatva no século 20.

Realmente, um dos casos insólitos ocorridos nessa encarnação de Samael foi seu encontro com o Grande Mestre dos Raios da Política Mundial e egípcio-rosacruz, e Mestre de Mistérios Maiores Cagliostro. Samael nos relata essa experiência, a qual foi importante para a total revolução de seu trabalho espiritual particular. (Para ler o relato do diálogo entre Samael e Cagliostro, Clique Aqui.)

CATÃO
Catão é o Deva do Purgatório, ou seja, o Grande Anjo regente desta Dimensão da Natureza. Luta nessas regiões moleculares para a liberação das almas. Esse anjo sofreu bastante quando esteve encarnado no mundo, na época áurea do Império Romano. Qualquer Iniciado sabe que esse Ser foi um homem completo e preferiu a morte na África, antes de viver sob as cadeias da escravidão.

CAMAZOTZ
A deidade da vida e da morte entre os mexicanos antigos, conhecido como Deus Murciélago (Morcego), Senhor da Vida e da Morte. Esse deus vive no Mundo Causal e aparece aos olhos do invocador na forma de um terrível e gigantesco morcego. “Somente os valorosos conquistam o céu.”

Murciélago é um poderosíssimo Anjo da Cura, tem poder para curar toda e qualquer enfermidade e poder para tirar a vida, cortando o Cordão de Prata, o qual une o corpo com a Alma.

KRISHNA
O grande avatar da Era de Áries e Cristo Ressurrecto da Índia profetizou a entrada da Idade Negra, ou Kali Yuga, nível máximo do materialismo na Terra.
Ensinou a doutrina da Metempsicose, também defendida por Pitágoras. No épico Bhagavad Gita (A Canção do Senhor), ele e seu discípulo Arjuna explicam os Mistérios do Grande Arcano e da Morte Psicológica.

MINERVA
Antiquíssima deusa do Fogo e da Sabedoria, trabalha intensamente curando os que a invocam com o coração puro e nobre. Como Gênio antigo, tem como um dos instrumentos de cura um cristal que direciona ao corpo astral do enfermo queimando todo tipo de larva e energias negativas.
Quando invocada nos rituais gnósticos, envia antes um grupo seleto de guerreiros da luz, portadores de arco e flecha. Seus símbolos são um ramo de oliveira e o fascio, um feixe envolvendo um machado (muito utilizado pelos romanos como símbolo da Justiça).

Um dos mantras da mestra Minerva é ensinado pelo Mestre Samael, conhecido como mantra da Ave de Minerva: JAORI… Com este mantra, direcionamos nossas forças interiores transmutadas na forma de um pássaro de fogo e obtemos qualquer resultado mágico ou curativo.

RUDRA
Divino mestre do Fogo Elemental, rege especialmente as salamandras atômicas de nossos corpos internos. Seu rosto majestoso é totalmente vermelho e é senhor de um terrível poder cósmico. Os gnósticos precisam invocar e trabalhar com esse venerável Gênio do elemento Fogo. Lembremo-nos de que os gnósticos são filhos do fogo. Somente o Fogo pode nos purificar e nos despertar a Consciência!

Outros Gênios da Chama, deuses do elemento ígneo: Apolo, Minerva, Hórus e Huehueteotl.

RAINHA DO ZIMBRO
Seu nome ainda permanece oculto para o estudante gnóstico até que consiga sair conscientemente em astral. Essa divina mestra do Raio do Fogo e do Raio do Zimbro é senhora de grandes poderes mágicos. Invocada, ela costuma usar um crucifixo em seu peito feito de rubis.

O mantra dos templos elementais do zimbro é KEM-LEM. Recomenda-se aos gnósticos que curem e fortaleçam seus corpos físico e etérico tomando chá de bagas de zimbro constantemente, especialmente para curar os seguintes órgãos ou funções: próstata e útero, rins, sangue e intestino grosso.

DEUSES ELEMENTAIS
Os Mestres elementais que regem as diversas ondas de vida podem e devem ser invocados para que nos auxiliem em nosso crescimento interno por meio da purificação e de sua sabedoria. Seus poderes são direcionados para que os elementais internos, atômicos, sejam purificados e disciplinados Os mestres dos elementos são:
– Kitichi, Arbarman, Changam e Gop: Gênios do elemento Terra e seus mantras são LÁ e GOPI…
(Brahma: Gênio dos gnomos e pigmeus atômicos.)
– Varuna, Nicksa e Tlaloc: Deuses do elemento Água em suas mãos encontra-se o tridente de Netuno. O mantra é VÁ.
(Narayana é o Gênio dos elementais atômicos da água de nosso corpo.)
– Paralda (Pavana ou Parvati), Mikael, Sabtabiel, Barbas de Ouro, Ehecatl, Idolatrada, Narael: Gênios do elemento Ar e das energias mentais.
– Samael, Ghibor, Rudra: Deuses poderosos do elemento Fogo, tanto interno quanto exterior.

OS 13 SACERDOTES
Os gnósticos possuímos procedimentos para invocar a energia, o magnetismo e a Consciência desses Seres Inefáveis, misteriosos, que mantêm a vida em nosso Sistema Solar, conhecido esotericamente como ORS. Os 13 sacerdotes são o Arcanjo Michael, Rei e Gênio do Sol, e os 12 Gênios planetários. Sim, existem 12 planetas. Depois de Plutão, há mais três planetas físicos, ainda não descobertos pelos cientistas. Seus nomes são: Vulcano, Perséfone e Clarion.

Conjectura-se que o planeta Vulcano, depois de Plutão, seja quase do tamanho de Júpiter. É o que afirma o astrônomo inglês John Murray, da Open University, que diz ter detectado sua existência estudando anomalias nas órbitas de cometas. “Supomos que se trata de um grande corpo – embora muito pequeno para ser uma estrela – que se está aproximando do Sol e tem sido atraído para sua órbita.” Outros pesquisadores mais heterodoxos querem afirmar que se trata de um corpo sideral estranho ao nosso Sistema Solar, tratando-se, na verdade, da descoberta de evidências da aproximação do planeta conhecido pelos esoteristas como Hercólobus.

De qualquer forma, cada um desses 12 Deuses Siderais tem seus símbolos arquetípicos, seus mantras e seus rituais, os quais se devida e corretamente utilizados geram uma incrível energia capaz de criar fenômenos no mundo físico, tais como cura, harmonia, paz, prosperidade, solução de múltiplos problemas e o despertar da Consciência.

Os interessados em obter esses procedimentos devem se dirigir a um grupo gnóstico e participar das aulas e práticas ali ensinadas.

Os 7 Raios do Planeta Terra

Sanat Kumará, o Ancião dos Dias e Senhor do Mundo, foi o fundador do Colégio de Iniciados da Grande Fraternidade Universal Branca. Este grande ser é um dos 4 Tronos de que fala a Santa Bíblia, e vive na Ásia há muitos milhões de anos com o mesmo corpo físico que ele trouxe para a terra da época da Lemúria. Sobre ele não pôde a morte nem poderá jamais, porque é filho da Ressurreição e sobre nenhum filho da Ressurreição a morte tem poder.

O Mestre Moria, Mestre do Raio de Marte, habita no Himalaia à beira de um caminho; vive em uma casa humilde, tem inumeráveis discípulos, e seu corpo atual tem uma idade de mais de 900 (novecentos) anos; sobre o Mestre Moria tampouco pôde a morte nem poderá, porque o Mestre Mória é filho da Ressurreição dos mortos, e sobre nenhum Filho da Ressurreição pode a morte. A morte pode unicamente sobre os fracos, sobre os covardes, sobre os mortos viventes, sobre os filhos da Grande Rameira que não foram capazes, que não tiveram a coragem de acabar com sua imunda fornicação.

O Mestre Kout-Humi é também muito conhecido no Ocidente e pertence ao Raio da Sabedoria, é também de idades indecifráveis, e tem seu santuário sobre as cúpulas nevadas dos Himalaias. Este é outro filho da Ressurreição, sobre ele tampouco tem poder a morte porque a morte só tem poder sobre os néscios, sobre os fornicários e sobre os adúlteros (uma de suas encarnações: São Francisco de Assis).

O Mestre DK (Djwal Khul) é outro filho da Ressurreição, outro Super-Homem que soube aproveitar sua energia sexual. Este Mestre pertence ao Raio de Mercúrio, ajudou a Mestra HP Blavatsky, ditando-lhe grande parte de A Doutrina Secreta. Tem agora o mesmo corpo que possuía no ano de 1675, e a morte não pôde sobre ele porque é um Filho da Ressurreição.

Vem agora Paulo de Tarso; este Mestre está encarnado atualmente, e é o Mestre Hilarion. Dito Mestre é o autor secreto das obras Luz no Sendeiro e Idílio do Lótus Branco, atribuídas publicamente à Iniciada Mabel Collins.

Este sagrado mestre do Raio Verde da Cura, da Concentração e da Verdade é um incansável auxiliar do Cristo em sua Grande Obra de ajuda à humanidade. O Mestre Hilarion desenvolve-se no Raio da Ciência, é um Mestre do Raio de Mercúrio.

O Mestre Rakoczi é o mesmo Conde de Saint-Germain, Roger Bacon e Francis Bacon. Este Mestre dirige a Política Mundial. Atualmente, vive no Tibet e possui o mesmo corpo físico com que se conheceu durante os séculos 17, 18 e 19 em todas as Cortes da Europa. Sobre este Mestre aconteceram os séculos sem que a morte tenha podido sobre ele porque é um Filho da Ressurreição.  A Mônada desse Mestre é do Raio de Júpiter.

O que são os mundos internos

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Irmãos que estão aqui reunidos esta noite, iniciaremos nossa palestra. Espero que ponham o máximo de atenção. Chegou a hora de estudarmos mais a fundo tudo o que seja relacionado com o Homem e o Universo que nos rodeia. Antes de tudo, faz-se indispensável compreender a fundo os processos da vida e da morte.

Inquestionavelmente, existem no ser humano faculdades de cognição superlativas, extraordinárias, que estão em estado latente, e que convenientemente desenvolvidas podem servir para estudar a fundo o Homem e o Universo.

Certamente, os Mundos Internos de cada um de nós são o que se conta. O pensamento, o sentimento, as emoções, os desejos, os anelos, são invisíveis à simples vista, ninguém os vê. Todos esses valores constituem, em si mesmos, o Interno. Cada homem tem sua vida interior, cada homem tem seus mundos internos.

Se um homem não conhece o próprio mundo interior, a vida íntima, muito menos poderá conhecer os Mundos Internos e a vida íntima do planeta em que vivemos. E se não conhece a vida íntima do planeta em que vivemos, tampouco conhecerá a vida interna de nosso sistema solar, ou da galáxia que gira ao redor do Sol Central Sírio.

Assim, se quisermos conhecer a vida interna do sistema solar, ou da Terra, ou da galáxia, devemos começar por conhecer nossos próprios Mundos Internos. Ninguém poderia conhecer a ninguém, observando unicamente a forma física, o corpo físico.

Se vamos a uma festa, veremos muitas pessoas que dançam alegres, felizes, mas na realidade e de verdade só vemos delas a mímica, escutamos sua voz sonora, sua gargalhada, ou descobrimos o “sorriso sutil de Sócrates”, seu conteúdo, mas nada sabemos em verdade sobre a vida interna de tais pessoas.

Ver a personalidade física, ou ver personalidades físicas (para falar de forma pluralizada), não é descobrir a vida interna das pessoas. Isso de que “eu conheço fulano”, ou “conheço fulana”, resulta absolutamente falso, porque ninguém pode conhecer ninguém se antes não se conhece a si mesmo.

Dizer que “conhecemos um amigo”, que “conhecemos sua vida íntima”, que “é um amigo íntimo”, é exagerar a coisa, porque não poderemos em verdade conhecer intimamente a ninguém, enquanto não tenhamos conhecido a nós mesmos. Mas se alguém conhece seus próprios mundos internos, pode conhecer também a vida interna das pessoas que o rodeiam.

Quando alguém descobre sua vida interna, quando conhece seus erros psicológicos, torna-se melhor amigo, melhor irmão, melhor filho, melhor cidadão, porque então compreende melhor os outros. Se alguém vem a saber, por si mesmo, que tem ira, pois compreende a ira dos outros e não exige deles que não a tenham, posto que ele sabe que a tem.

Se alguém descobre que é ciumento, não incomodará os outros com seus ciúmes, não poderá exigir que os outros não sintam ciúmes, porque se ele os tem, dirá a si mesmo: “Os outros, obviamente, terão de tê-los”. Assim, é necessário refletir bastante em todas essas coisas.

A vida interna de cada um de nós é o que conta, é mais real ainda que as coisas físicas (que esta mesa, este gravador), está muito perto de nós mesmos, constitui nossos processos psíquicos, somos nós mesmos. Ninguém vê o pensamento alheio, a não ser que tenha a divina clarividência, mas o pensamento existe, e é interno. Para o clarividente, os pensamentos das outras pessoas são como um livro aberto.

Chegou a hora de nos tornarmos mais compreensivos. Não poderíamos, repito, conhecer a vida interna deste planeta Terra, se antes não conhecemos nossa vida interna. Não poderíamos conhecer a vida interna de um amigo, isto é, não poderíamos conhecer de verdade um amigo se antes não conhecemos a nós mesmos.

Portanto, o conhecimento de si mesmo é fundamental quando alguém quer explorar algo, quando quer conhecer os mundos internos do planeta Terra, quando quer inquirir, ou buscar, ou indagar algo sobre os Mistérios da Vida e da Morte.

O Mundo Vital – O Corpo Vital

É necessário desenvolver certas faculdades supranormais, com o propósito de explorar a vida interna do planeta Terra, mas se não começamos por conhecer a nós mesmos, tais faculdades não se desenvolverão plenamente. Assim que vale a pena entender o que é a vida interior e suas responsabilidades.

Que nosso planeta Terra tem um corpo vital? Isso não se pode negar, é óbvio que tem! Nós também temos uma base vital orgânica, e sem essa base vital, o corpo físico não poderia existir.

Na hora da morte, o corpo físico vai ao sepulcro, junto com o vital. Esse corpo vital vai se decompondo lentamente diante do sepulcro. Tem uma cor fosforescente, brilha como os fogos-fátuos da meia-noite. Os videntes costumam até ver o corpo vital diante das sepulturas, decompondo-se lentamente, à medida que o corpo físico também vai se decompondo.

O corpo vital é a base, repito, da vida orgânica. Nenhum corpo físico poderia funcionar sem esse nexus-formativus, sem esse corpo vital, que é fundamental para a biologia, para a química, para a fisiologia etc.

Aprofundar-se nessa questão é urgente, inadiável, impostergável. Mas, como é o mundo vital? Porque se nós possuímos um corpo vital, o planeta Terra tem também de possuí-lo. Obviamente, o corpo vital do planeta Terra é o Éden, o Paraíso, a Terra Prometida da qual falou Moisés, o grande cabalista iniciado, o grande legislador hebraico.

Quem tiver desenvolvido as faculdades extraordinárias do corpo vital poderá viajar com tal veículo no Éden. Não quero dizer que a totalidade do corpo vital possa ser utilizada para viajar no Paraíso.

O corpo vital tem quatro éteres: primeiro, o Éter Químico, que serve de base às forças químicas que trabalham no organismo, tanto nos processos de assimilação como de eliminação; segundo, o Éter de Vida, relacionado diretamente com os processos da reprodução da espécie; terceiro, o Éter Lumínico, que se relaciona com as percepções, com as calorias etc.; e, por último, o Éter Refletor, que é o veículo da Imaginação e da Vontade.

Portanto, o corpo vital tem quatro éteres, e é o fundamento da vida orgânica. O Iniciado pode extrair os dois éteres superiores do corpo vital para viajar com eles pela região do Éden. Esses dois éteres superiores, repito, são o Lumínico e o Refletor. Com tal veículo, alguém pode estudar o Éden, o Paraíso Terrenal…

Os que supõem que o Paraíso Terreno esteve situado em tal ou qual lugar da Terra, estão equivocados. A explicação que a Bíblia dá, sobre os rios Tigre e Eufrates e o “Paraíso”, situado lá na Mesopotâmia etc., é completamente simbólica. O Paraíso Terreno é o corpo vital do planeta Terra, é a seção superior deste mundo tridimensional de Euclides. O corpo vital terrestre serve de base à vida orgânica de todo o nosso mundo Terra.

Certamente, o corpo vital contém, em si mesmo, duas esferas: a primeira, diria, a Lua; a segunda, a Terra (são como duas gemas de um mesmo ovo). Isso parecerá insólito, mas no fundo não o é.

Lembremos que a Lua que nos ilumina no espaço infinito um dia teve vida, e vida rica e abundante; mares profundos, vulcões em erupção, vida vegetal, animal, humana etc.

Aqueles pseudoesoteristas, ou Iniciados, que afirmaram que a Lua era “um pedaço da Terra lançado ao espaço”, ficaram muito mal com as explorações feitas pela Nasa. Os distintos fragmentos lunares, examinados com o carbono-14, indicaram que a Lua é mais antiga que a Terra. Então, é evidente que não é um pedaço de crosta terrestre lançado ao espaço, como supõem muitos ignorantes equivocados.

Que a alma lunar tenha sido um dia transferida a nosso mundo Terra? Isso é óbvio!

Depois que esse mundo (a Lua) se converteu em um cadáver, sua alma lunar, seu princípio vital, foi transferido para esta região do espaço e serviu de nexus-formativus para nosso planeta Terra. Por isso é que nossos antepassados de Anáhuac chamavam a Lua de “Nossa Avó Lua”. Blavatsky dizia que “a Lua é a mãe da Terra”. Para os Iniciados de Anáhuac, a Lua é “a avó”, porque a Lua é a mãe da Terra, e se a Terra é a nossa mãe, então a Lua é nossa avó.

Vejam vocês como eles, com grande sabedoria, definem algo que os modernos intelectuais, de tantas “badalações”, não puderam definir (eu, em realidade, tenho visto que a sabedoria é espantosamente simples, de uma ingenuidade e uma inocência que assombram).

Obviamente, a Lua joga um grande papel na economia orgânica de nosso mundo Terra. Como o corpo vital da Terra abarca também a Lua, por isso a Lua pode atuar de forma mais direta sobre nossa Terra, sobre os organismos etc.

Já sabemos o papel que tem em relação com as altas e baixas marés, já sabemos a relação que tem com a função ovariana no sexo feminino, já sabemos a relação que distintas enfermidades têm com os ciclos lunares, a saúde mental dos internos em manicômios (que nas mudanças de Lua pioram ainda mais) etc.

A Lua influi diretamente na concepção de todas as criaturas vivas. Na Crescente, a seiva sobe, e na Minguante desce, e isso é extraordinário…

O Mundo Vital é algo que vale a pena investigar. No Éden, isto é, no Mundo Vital, existem verdadeiras maravilhas. Quem souber viajar com o corpo vital pelo Paraíso poderá ver as raças humanas que aí existem.

Há raças paradisíacas que vivem na quarta vertical, que são humanas. Convivem conosco, ao nosso lado, mas são invisíveis para nós. Conheço uma raça dessas, e têm corpo físico, e se reproduzem como nós e convivem ao nosso redor, sem que as pessoas as vejam, graças às distintas modificações da matéria.

Ainda há raças humanas que não saíram do Paraíso e são felizes, pessoas de carne e osso, invisíveis para pessoas que vivem na região tridimensional de Euclides… gentes edênicas, paradisíacas, que ainda não comeram daquele fruto do qual nos foi dito: “Não comais, porque se comerdes desse fruto, morrereis!”, pessoas que souberam obedecer esse mandato…

O Mundo Vital ou Mundo Etérico é precioso. As montanhas ali são transparentes como o cristal e têm uma bela cor azul, os mares se veem azuis, e os campos… a cor básica, fundamental, do Éden, é o azul; mas isso não quer dizer que não exista toda gama de cores no Éden. Existem, mas o fundamental é o azul intenso do Éter.

O Mundo Vital é precioso. Ali há templos extraordinários, ali estão os templos dos elementais da Natureza… Cada planta, por exemplo, é o corpo físico de um elemental. Uma é a família das laranjeiras, outra a dos pinheiros, outra a das hortelãs, outra a das roseiras etc.

Essas famílias elementais vegetais têm seus templos no Éden, ali  essas criaturas inocentes se reúnem para receber instrução dos Devas que as governam. Quem souber viajar em corpo etérico, poderá perfeitamente verificar, por si mesmo e de forma direta, o que nesses instantes estou enfatizando.

Bem vale a pena inquirir, estudar mais a fundo esta Doutrina, para descobrir tantos prodígios…
João Batista, indubitavelmente, vive no Mundo Vital, isto é, no Éden, no Paraíso. João Batista é um verdadeiro Iluminado, um Christus, alguém que já encarnou em si mesmo o Verbo, a Palavra, o Cristo Íntimo.

Para poder penetrar no Éden, é necessário saber viajar com o corpo vital e haver recebido educação esotérica profunda…

O Mundo Astral – O Corpo Astral

Muito além desse corpo vital (que é tão precioso), descobrimos o que poderíamos chamar o Mundo Astral. O verdadeiro Iniciado possui um corpo astral. Nem todos os seres humanos o possuem, mas o Iniciado o possui. Também o planeta Terra possui um corpo astral.

O Mundo Astral é maravilhoso, é o mundo da cor, tem sete tonalidades básicas, fundamentais, de acordo com as sete notas do espectro solar, de acordo com as sete cores básicas. O Mundo Astral tem regiões extraordinariamente sublimes, e outras desgraçadamente infernais.

No Mundo Astral achamos as Colunas de Anjos e também as Colunas de Demônios (poderíamos dizer que no Mundo Astral os Anjos e Demônios se combatem). Quem possui um corpo astral pode viajar por essas regiões do Mundo Astral, pode conhecê-las, pode descobrir seus prodígios etc.

O Sacramento Almoadziano

Poderíamos dizer, de forma enfática, que o Mundo Astral é o Mundo dos Sacramentos, e isso, obviamente, já está demonstrado esotericamente. Qualquer Adepto verdadeiro possui um corpo astral. É possível fazer visível e tangível o corpo astral, depois da morte do corpo físico.

Existe, no Alto Esoterismo, um sacramento denominado Almoadziano. Mediante esse sacramento, um Mestre (depois da morte do corpo físico) pode viver durante um ano materializado no mundo tridimensional de Euclides (isto é, aqui neste Mundo Físico), para instruir seus devotos.

O “Sacramento Almoadziano” é tremendo: quando um Mestre quer instruir fisicamente seus discípulos, depois de haver perdido o corpo denso, pode fazer isso, pode materializar o Astral, fazê-lo tangível ante os discípulos, com a condição de haver (primeiro) verificado o Sacramento Almoadziano…

É tremendo esse sacramento! O Adepto colocará, dentro de sua taça ou cálice, algo de seu sangue, e seus discípulos (imitando-o) colocarão também sangue nesse cálice, mesclarão todo o conjunto de sangue, celebrarão um rito, mas um rito muito especial, em que cada um beberá do cálice e se verificará o Sacramento Almoadziano. Mas isso merece uma explicação científica, clara e precisa.

Dentro do sangue arterial, dentro do sangue humano, existe o “Hambledzoin do Ser” (ou sangue astral): corpúsculos de sangue sutil, que correspondem ao Astral. A Liturgia, combinada com a operação de sangue, tal como a citei, permite que o Hambledzoin do Ser (isto é, o sangue astral contido no sangue físico), entre na parte astral de cada um dos que celebraram o Sacramento.

Assim, no Mestre, vem a ficar o Hambledzoin do Ser de cada um de seus estudantes, e nos estudantes, o Hambledzoin do Ser do sangue de seu Mestre. Sangue astral, melhor dizendo, contido no sangue físico, chegará à parte astral de discípulos e Mestre. Assim, e só assim, será possível que o Mestre, depois da morte do corpo físico, possa se materializar, viver com seu corpo astral aqui, na região tridimensional de Euclides, neste mundo denso…

No Mundo Astral vivem os falecidos, as “almas penadas”, os “espíritos cativos”, e também aqueles que se dedicam à Alta ou Baixa Magia. No Mundo Astral encontraremos o Elohim Guibor ou Andrameleck; Michael ou sua antítese, Chavajoth; ou Rafael; Lilith ou Nahemah, Miguel ou Lúcifer etc. Ali vivem as colunas de anjos e de demônios, que se combatem mutuamente.

Aqueles que se dedicam à magia prática, especialmente, situam-se no Mundo Astral. Recordemos precisamente Eliphas Levi, o Abade Alfonse Louis Constant. É um grande Mestre que se acha situado, inquestionavelmente, no Mundo Astral. Ali vive, ali trabalha, ali existe, porque é um mago.

A palavra “mago” deve ser revalorizada. Nesta época infeliz, se chama mago ao charlatão, ao prestidigitador, ao ignorante enganador, que tem habilidade das mãos para enganar as pessoas.

Nos tempos antigos, “mago” era o sábio, o iluminado, aquele que conhecia os Mistérios da Vida e da Morte. Aquele que havia empunhado o cetro de poder, aquele que havia desenvolvido, em sua anatomia oculta, o fogo serpentino anular que se desenvolve no corpo do asceta.

No Mundo Astral podemos invocar os anjos e também os demônios. Existem fórmulas angélicas, inefáveis, mediante as quais é possível que os Elohim nos assistam, mas existem também fórmulas mântricas diabólicas, ou litúrgicas, mediante as quais é possível invocar os demônios.

Anjos e demônios obedecem ao mago. Mago é o que sabe entrar no Mundo Astral à vontade, o que é capaz de abandonar o corpo físico para mover-se, precisamente, na região astral. Eu não poderia denominar mago a um indivíduo que não sabe sair do corpo físico à vontade. No Mundo Astral vivem os magos. Qualquer Adepto que tenha se dedicado à Alta ou Baixa Magia tem qd viver forçosamente no Mundo Astral.

O Mundo Astral, por si, é um mundo de cores cintilantes, tremendas. O fogo astral arde abrasadoramente em todo o Universo. Ali encontramos as almas desencarnadas (ali vivem, ali existem) e podemos conversar com elas, se sabemos deixar o corpo físico à vontade…

O Mundo Mental – O Corpo Mental

Além do Mundo Astral, está o Mundo da Mente. Quando um homem é capaz de fabricar um corpo mental, quando o tem, é também capaz de viajar pelo Mundo da Mente Universal. No Mundo da Mente encontramos sapiência, sabedoria. Ali estão todos os templos dos deuses, os templos de Hermes Trismegisto, onde se mencionam suas obras, onde se rende culto à sua sapiência. Poucos são os que sabem viajar em corpo mental.

Isso se deve a que poucos são os que fabricaram, para seu uso pessoal, um corpo mental. Quando alguém aprende a viajar em corpo mental, descobre que a mente da Terra é gigantesca. Dentro da mente de nosso planeta Terra achamos os subúrbios, os mercados etc., mas também achamos a parte subliminar do entendimento universal.

No Mundo da Mente há de tudo. Ali estão os pensamentos de cada pessoa, as ideias de cada qual etc. Algumas almas, que na vida tiveram boa conduta, são recompensadas. Por algum tempo moram no “Devakan”, isto é, na Região da Mente Superior, e até conseguem fazer uma visita ao Causal, ainda que mais tarde, esgotada a recompensa, tenham de regressar, outra vez, para um novo corpo.

No Mundo da Mente há dor ou felicidade, tudo depende da região em que estivermos. Nas regiões inferiores do Mundo da Mente há dor e nas regiões superiores do Mundo da Mente há felicidade. No Mundo da Mente encontramos também muitos Devas que amam a Humanidade, trabalham pelo bem-comum, lutam pelo bem de tantos e tantos milhões de pessoas que povoam a face da Terra.

Irmãos, chegou a hora de entender claramente que se alguém não conhece sua própria mente particular, se alguém não conhece seus processos mentais, se alguém não aprendeu a subjugar sua mente e a controlar os sentidos, muito menos poderá conhecer a Mente Cósmica, a Mente Universal. Recordemos que “a Mente que é escrava dos sentidos faz a alma tão inválida como o bote que o vento extravia sobre as águas”.

Como poderíamos conhecer a Mente Universal, se não conhecemos nossa própria mente, se não estudamos os 49 níveis do entendimento, se ainda não criamos um verdadeiro corpo mental, se ainda não desintegramos todos esses elementos indesejáveis que no entendimento carregamos? Assim, explorar o Mundo da Mente é possível quando alguém explorou sua própria mente.

O Mundo Causal – O Corpo Causal

Muito além dessa Região da Mente Universal ou da Mente Terrestre, está o Mundo das Causas Naturais. Se alguém não fabricou um corpo causal para seu uso particular, como poderia explorar o Mundo da Causação Cósmica, como poderia viajar em corpo causal? Como poderia conhecer o Mundo das Causas Naturais? Uma pessoa tem de estudar a própria vida causativa, tem de haver descoberto as causas de seus erros, haver conhecido a si mesmo para poder ter direito a converter-se em um Homem Causal.

Só o Homem Causal pode viver conscientemente no Mundo Causal, só o Homem Causal pode viajar pelo Mundo das Causas Naturais, só o Homem Causal tem acesso aos arquivos secretos da Região Causativa. No Mundo das Causas Naturais predomina novamente o azul intenso, profundo.

Os Adeptos do Mundo Causal trabalham pela Humanidade, nós os vemos vestidos em forma similar à daqui, do mundo Terra. Têm seus templos e estão muito ocupados nos trabalhos que se relacionam com o bem-comum.

No Mundo das Causas Naturais, encontramos a Lei da Balança. O Homem Causal trabalha sempre de acordo com a Balança Cósmica, vive no mais perfeito equilíbrio. No Mundo Causal descobrimos que não há efeito sem causa nem causa sem efeito.

A causa transforma-se em efeito e o efeito converte-se em uma nova causa que origina, por sua vez, outro efeito. As leis de causa e efeito são reais e as conhecemos a fundo quando as investigamos no Mundo das Causas Naturais.

O Homem Causal é o homem que fabricou um corpo causal, o Homem Causal é aquele que já tem uma Vontade Individual. Devemos dizer, de forma enfática, que o “animal intelectual” equivocadamente chamado Homem não possui ainda uma verdadeira Vontade.

Obviamente, o animal intelectual ainda não é um Homem no sentido mais completo da palavra. Quando alguém se deu ao luxo de fabricar um corpo causal, ou um corpo da vontade consciente, sabe o que é verdadeiramente a Vontade. Se pensamos na multiplicidade do Eu Psicológico, se pensamos que cada um dos defeitos que possuímos está perfeitamente representado por um agregado psíquico inumano, vamos descobrir, com toda clareza, que temos muitas “vontades”.

Cada agregado psíquico é como uma entidade tenebrosa em nós, personificando algum erro, e possui sua própria “vontade”.

Assim, os diversos agregados que moram em nós representam distintos impulsos volitivos. Portanto, há muitas “vontades” no fundo de nossa psique, que se chocam entre si. O animal intelectual não possui uma Vontade autóctone, independente, íntegra, unitotal, não há unicidade na “vontade” do animal intelectual.

Mas quando alguém criou o corpo da vontade consciente, então dispõe de uma Vontade Individual, com a qual pode trabalhar no Universo inteiro. No Mundo das Causas Naturais encontramos os Homens Causais, aqueles que já criaram o corpo da vontade consciente.

Como poderíamos conhecer o Mundo Causal, se antes não tivermos conhecido as causas de nossos próprios erros? Como poderíamos conhecer o Mundo Causal, quando ainda não conhecemos nossas próprias causas equivocadas?

Na realidade de verdade, repito, quem quiser conhecer os Mundos Internos do planeta Terra deverá, antes de tudo, começar por conhecer seus próprios mundos interiores. Isso requer autoexploração e trabalho consciente sobre si mesmo…

Os Mundos Búdico e Átmico – Corpos da Consciência e Espiritual

Além do Mundo da Vontade Consciente, encontramos o Mundo Búdico ou Intuicional. Obviamente, não poderíamos entrar no Mundo Búdico ou Intuicional, se antes não tivermos conhecido nossa própria realidade intuitiva, se antes não tivermos desenvolvido em nós a Intuição. Existe uma clara diferenciação entre o que é o processo do raciocínio comparativo, e o que é a Intuição.

A Razão se apóia no processo de comparação: “Isso é branco porque aquilo é negro”, ou vice-versa. Intuição é diferente, é percepção direta da Verdade, sem o processo deprimente da opção… No Mundo Búdico ou Intuicional existe a Intuição.

Muito além da Região da Intuição, está a Região de Atman, o Inefável. Mas na Região da Intuição descobrimos a Sabedoria do Universo (de tudo o que é, de tudo o que foi, de tudo o que será). No Mundo Búdico ou Intuicional, há sapiência inefável, há fraternidade, há unicidade, unitotalidade, amor… Os que vivem no Mundo da Intuição gozam da autêntica felicidade.

Assim, vale a pena investigar tudo isso. Muito além do Mundo Búdico ou Intuicional, está a Região de Atman, o Inefável, a Região do Íntimo, do Ser. “O Ser é o Ser e a razão de ser do Ser, é o próprio Ser”. O Íntimo, em si mesmo, tem duas Almas: a alma espiritual, que é feminina, e a alma humana, que é masculina.

Se lemos a Divina Comédia, veremos que Dante também cita as duas Almas: uma, “a que trabalha” (a humana), e a outra, “a que contempla”, “a que se mira no espelho da Natureza”.

Muito se falou sobre o signo zodiacal de Gêminis. Eu digo que trazemos esse signo dentro de nós mesmos, no fundo da alma… O Íntimo tem, repito, duas Almas: a espiritual, que é feminina, e a humana, que é masculina.

A espiritual é a Valquíria, a Genebra, a Rainha dos Jinas, aquela que a Lancelot servira o vinho nas taças deliciosas de Sukra e de Manti. A humana sofre, chora, é masculina, e através dela vibra o Chrestos Cósmico, “A poderosa mediação astral que enlaça nossa personalidade física com a imanência suprema do Pai Solar”.

Chegar a encarnar as duas Almas é possível, mas isso requer rigorosas disciplinas esotéricas. Antes, é preciso haver criado os corpos astral, mental e causal, e haver trabalhado profundamente em si mesmo e dentro de si mesmo, aqui e agora.

Só o Iniciado livre, que eliminou o Ego, que trabalhou de verdade, profundamente, sobre si mesmo, se faz digno de encarnar em si mesmo as duas Almas. Isso significa fazer realidade (em nós) o signo zodiacal de Gêminis, pois essas duas Almas são gêmeas.

Inquestionavelmente, a Alma Humana deve desposar-se com sua Dama, a Valquíria, a Sulamita do Sábio Salomão, a que figura no Cântico dos Cânticos… Quem chegue a encarnar em si mesmo esse par de Almas conseguirá a Iluminação total, a sapiência, a sabedoria.

Primeiro, é necessário receber o princípio anímico humano (masculino); segundo, devem vir os esponsórios da parte humana, masculina, com a parte espiritual, feminina. Através do Budhi, da Valquíria, da Genebra, da Beatriz de Dante Alighieri, resplandece o Logos.

Obviamente, os princípios divinos mais poderosos estão contidos no interior da Alma-Espírito, do Budhi. Por isso Blavatsky disse, em A Voz do Silêncio: “O Budhi é como um vaso de alabastro fino e transparente, através do qual arde a Chama de Prajña”. Quando a Alma Humana (isso que temos de humano em nós, aqui dentro) se desposa com a Alma-Espírito, vem a Iluminação, estabelece-se a luz interior em nós, ficamos transfigurados, resplandecentes, iluminados.

Mas para que esse contato se estabeleça, há que trabalhar muito duro dentro de nós mesmos, de forma intensiva, criando os Corpos Existenciais Superiores do Ser, eliminando o Ego animal, sacrificando-nos pela humanidade doente. Assim, irmãos, o interessante é que nos convertamos em verdadeiros Adeptos da Fraternidade da Luz Interior.

Se assim procedemos, chegaremos à verdadeira Iluminação Íntima, e se assim procedemos, chegaremos à autêntica bem-aventurança, poderemos submergir-nos na região da felicidade legítima etc.

É necessário sair destas regiões de trevas em que nos encontramos, é urgente, em verdade, chegar ao mundo dos esplendores. Há que se investigar um pouco, refletir, repito, estudar estas coisas. Se nós não analisamos, se não estudamos estas matérias de conteúdo substancial, jamais chegaremos à liberação final.

Cada um de nós tem de trabalhar sobre si mesmo se é que aspira chegar, algum dia, à autêntica Iluminação. Mas para trabalhar sobre si mesmo é necessário, inevitavelmente, ter o Conhecimento, as chaves, as práticas. Nós, aqui, iremos dando a nossos estudantes os sistemas, os métodos para trabalhar sobre si mesmos, a fim de que consigam uma mudança absoluta.

É necessário, antes de mais nada, que haja continuidade de propósitos, porque muitos começam estes estudos e poucos chegam. Acontece que as pessoas não têm continuidade de propósitos. Hoje começam com muito entusiasmo, e mais tarde no tempo se apartam do Corpo de Doutrina.

No mundo há de tudo, existem os “mariposeadores”, esses que andam de escolinha em escolinha e que acham que sabem muito, quando em realidade e de verdade nada sabem. Nós temos de nos definir com inteira clareza. Esta Instituição não busca outra coisa além da Autorrealização Íntima do ser humano.

De modo algum nos interessa essa questão dos “mariposeadores”, que andam de escolinha em escolinha, para não chegar a nenhuma conclusão. A única coisa que nos interessa é trabalhar sobre nós mesmos, para conseguir a transformação radical. Necessitamos fazer-nos Adeptos da Fraternidade da Luz Interior, e isso é possível trabalhando sobre nós mesmos, aqui e agora.

Os tempos chegaram, em que o Filho do Homem tenha de mostrar à Humanidade o Caminho. Infelizmente, as pessoas, “ouvindo, não ouvem” e “vendo com seus olhos, não veem”. A Senda lhes é indicada e não a entendem, e se ligeiramente chegam a entendê-la, não têm continuidade de propósitos para chegar à meta, e logo se desviam.

O Movimento Gnóstico é como um trem em marcha: uns passageiros sobem em uma estação e descem em outra. Raros são os passageiros que chegam à estação final. Os afiliados à nossa Instituição estão convidados: podem chegar à meta, desde que se proponham a tal.

É uma lástima que as pessoas tenham mente volúvel, e que hoje pensem uma coisa e amanhã outra! Se as pessoas fossem sérias de verdade só se preocupariam por trabalhar intensamente dentro de si mesmas.

Nesta Instituição ensinamos como eliminar os agregados psíquicos indesejáveis que carregamos em nosso interior. Nesta escola ensinamos aos seres humanos qual é o caminho do autêntico sacrifício, e como fabricar os corpos astral, mental e causal para se converterem em Homens verdadeiros, em Homens legítimos, em Homens autênticos, no sentido mais completo da palavra.

O Homem e os Tatwas da Natureza

Obviamente, conforme vai nascendo o Homem dentro do animal intelectual, provocam-se mudanças extraordinárias: despertam certos poderes, certas faculdades magníficas. O Homem íntegro, o Homem unitotal, chega ao ponto de ter perfeito domínio sobre os Tatwas. E que são os Tatwas? Vibrações do Éter Universal.

Nos Elementos da Natureza estão sintetizados os Tatwas.

O princípio vital etérico da Água é Apas.
O princípio vital etérico do Ar é o Vayu Tatwa.
O princípio vital etérico do Fogo é o Agni Tatwa, ou Tejas, Tejas Tatwa.
O princípio vital da Terra é, precisamente, o Prithivi Tatwa.

O Homem autêntico, legítimo, é o que fabricou os corpos astral, mental e causal, aquele que é capaz de entrar no Mundo Etérico, aquele que é capaz de mover-se pelo Mundo Astral, aquele que pode penetrar inteligentemente no Mundo da Mente Cósmica, ou viajar pelo Mundo das Causas Naturais, e que também adquire poder sobre os Elementos da Natureza: sobre a perfumada terra e sobre o fogo flamígero, sobre as águas tempestuosas e sobre o vento e os furacões.

Por este motivo, o Adepto chega, de verdade, a converter-se em um Rei da Natureza e do Cosmo.

As Forças Etéricas da Natureza penetram no ser humano, dando-lhe saúde, paz e harmonia.

Os Tatwas, em si mesmos, pertencem ao Mundo Etérico, ao Mundo Vital, a esse corpo vital do planeta Terra. Os Tatwas são vibrações do Éter, os Tatwas penetram diretamente nas glândulas endócrinas do organismo humano, mas não tornam a sair dali.

Os Tatwas, ao entrar dentro dos chakras, passam às glândulas endócrinas e se transformam em hormônios, hormônios que circulam pelo sangue, e dali não tornam a sair.

Despertar os poderes tátwicos é assombroso, mas isso somente é possível para o Homem autêntico, para aquele que é capaz de viver no Mundo Astral conscientemente, ou para aquele que sabe viajar pelo Mundo da Mente, ou para aquele Homem Causal que estabeleceu seu centro de gravidade precisamente no Mundo das Causas Naturais.

Um Adepto Autorrealizado é um Homem no sentido mais completo da palavra, é Rei da Criação, porque maneja os Tatwas, porque pode manipulá-los à vontade. Um Homem que maneja o Fogo, o Ar, as Águas, a Terra, que é capaz de desatar as tempestades etc., que é idôneo no uso dos Tatwas, é um Homem de verdade, é um Mestre autorrealizado, alguém que conhece os mundos superiores.

Chegou o momento em que cada um de vocês lute pela autorrealização, chegou o momento em que cada um de vocês conheça seus próprios Mundos Internos, para que conheçam os Mundos Internos de seus amigos, e para que conheçam os Mundos Internos do planeta Terra, e do sistema solar, e da galáxia em que vivemos…

Ser Homem, no sentido mais completo da palavra, é algo muito grande. Mas Homem verdadeiro é unicamente o que fabricou os Corpos Existenciais Superiores do Ser, o que se estabeleceu como cidadão dos mundos superiores. Homem verdadeiro é o que conseguiu o domínio dos Elementos da Natureza, não somente no Cosmo, mas dentro de si mesmo, aqui e agora.

Se um Homem verdadeiro não aprendesse a dominar os princípios inteligentes de seu próprio corpo físico, representados por esses gnomos atômicos ou elementais do sistema ósseo, tampouco poderia dominar os gnomos do planeta em que vivemos, os gnomos que vivem dentro das rochas da terra.

Se um Homem autêntico não pudesse dominar as inquietas ondinas atômicas que vivem em suas águas seminais e na linfa, tampouco poderia dominar as ondinas e elementais aquáticos dos rios e dos mares.

Se um Homem verdadeiro não pudesse dominar o ar de seus pulmões, se não tivesse a capacidade para controlar, deverdade, os elementais de sua própria mente, esses que brincam com a substância de seu entendimento, esses que vibram e palpitam em suas inquietudes inteligentes, tampouco teria poder para dominar os silfos da Natureza, esses que governam as nuvens e que movem o furacão e a tormenta.

Se um Homem real, autêntico, não tivesse perfeito domínio sobre seus Princípios Ígneos, se não pudesse dominar seus ardentes impulsos sexuais, se fosse vítima de suas próprias salamandras atômicas, tampouco poderia dominar os elementais ígneos dos vulcões em erupção, ou do fogo do interior do planeta em que existimos.

Assim, para poder controlar os Tatwas, temos de começar a controlar nossos próprios impulsos, dentro de nós mesmos, os elementos naturais que temos em nós.

Se um homem não aprende a dominar seu corpo, muito menos poderá dominar o grande corpo chamado Terra. Se um homem não aprende a dominar seu próprio corpo vital, tampouco poderia manipular os Tatwas. Se um homem não aprende a dominar suas próprias emoções e desejos pessoais, tampouco pode manejar a Corrente Astral do planeta Terra.

Se um homem não é dono de sua Mente, tampouco poderá ser dono da Mente Universal. Se um homem não é dono de sua Vontade Pessoal, tampouco poderá ser dono da Vontade Cósmica.

Quem quiser sentar no Trono de Mando da Natureza deverá, antes que tudo, tomar posse de si mesmo, converter-se em amo de si mesmo, em senhor de si mesmo! Ser Rei da Natureza é algo grandioso. Mas não é possível ser Rei da Criação, se alguém não se fez antes Rei de si mesmo. Para chegar a ser Rei de si mesmo, é indispensável aprender a negar a si mesmo.

Raros são os que sabem negar a si mesmos. Só aquele que aprende a negar-se pode sentar-se no Trono de Mando para governar a Natureza inteira. Só o Homem que aprende a negar a si mesmo adquire poder sobre o fogo dos vulcões em erupção e pode fazer tremer a terra; só o Homem que aprende a negar-se pode apaziguar as tempestades; só o Homem que aprende a negar a si mesmo pode desatar os furacões.

Enquanto alguém não tiver aprendido a negar-se é um fraco, um incapaz, uma criatura vítima das circunstâncias. Negar a si mesmo aparentemente é muito fácil. Na teoria, “a frio”, qualquer um se sente capaz de negar-se, mas “a quente” é diferente… Gostaria de colocar um exemplo de negação de si mesmo… Apelarei à questão das bodas matrimoniais, com o objetivo de insinuar ideias: tenhamos o caso de alguém que se casou, sendo Alquimista.

Bem sabemos que o Alquimista maneja o Vitríolo (vidro líquido flexível e maleável), ou falando em outros termos, o Esperma Sagrado, ou o Azougue, como também se diz (o Azougue em bruto). Obviamente, um Alquimista não pode derramar jamais o Vaso de Hermes.

Eu não conceberia um Alquimista, dedicado à Grande Obra, derramando o Vaso de Hermes Trismegisto, o Três Vezes Grande Deus Íbis de Thot, ou em outros termos mais concretos: chegando à ejaculação do Ens Seminis durante a cópula química ou metafísica. Se o Alquimista procedesse dessa forma, fracassaria, de fato, na Ciência da Transmutação Metálica.

Mas se casou, e devido à superexcitação sexual, sabe que se realiza a conexão do Lingam-Yoni e Pudenda, em sua primeira noite de bodas, perderia o Mercúrio da Filosofia Secreta. Contudo, o perigo é grave: o atanor, isto é, sua esposa, poderia exigir o cumprimento da cópula química, mas ele sabe que fracassaria. Negar-se seria o indicado. Ele deve negar-se, ainda que a sacerdotisa proteste.

A frio, todos dizem que é simples, mas a quente, não há ninguém que seja capaz de fazê-lo… Agora, suponhamos que não se trata de um elemento masculino, suponhamos que uma mulher que se dedica à Alquimia, e ao domínio das Ciências Esotéricas, se casa.

Obviamente há de realizar a cópula metafísica em sua primeira noite de bodas, mas teme que ao realizá-la possa chegar a isso que em fisiologia orgânica se conhece como orgasmo (a perda da Energia Criadora do Terceiro Logos). Deve negar-se essa noite se não se encontra em condições.

Poderia fazer isso? Aquela mulher, “a frio”, diria: “Sim, faço”. Mas, “a quente”, as coisas mudam. E não estou dando a vocês senão uma ideia, uma pauta, do que é “negar-se a si mesmo”, trata-se de algo terrível! Enquanto um homem ou uma mulher não neguem a si mesmos, não sejam capazes de sacrificar a parte animal por amor ao Cristo Íntimo, ao Logos, tampouco serão capazes de sentar-se no Trono de Mando da Natureza, para governar o Universo inteiro.

Quem quiser poderes, pode adquiri-los se nega a si mesmo! Temos um exemplo concreto no poder para fazer-se invisível. É possível conseguir este poder, e é maravilhoso, mas é necessário negar a si mesmo.

Se, nos instantes em que um ser querido exala seu derradeiro alento, renunciamos à dor que nos causa tão nefasta perda, há negação de si mesmo. Como é natural, se estamos vendo nossa mãe que morreu, ou um filho, ou um irmão, ou nosso pai terreno, é possível que caiamos no desespero.

Mas, se nesse preciso instante negamos a nós mesmos, e aquela dor é sacrificada em prol do poder esotérico para a invisibilidade. Se nesse momento transformamos essa suprema dor, mediante a meditação consciente, no poder para fazer-nos invisíveis, a realidade será que adquiriremos, por tal motivo, tão precioso poder.

Mas quem é capaz de fazer isso? Quem é capaz de sorrir de verdade, renunciando à dor, ante o leito de sua mãe morta? Quem seria capaz de sacrificar essa dor, de renunciar a ela, diante do leito de seu pai, ou de sua esposa falecida? Impossível! É muito difícil achar alguém com essa capacidade. Então, como aprender a se fazer invisível se não somos capazes de conseguir o poder?

Para consegui-lo, temos de negar a nós mesmos, e se não nos negamos, conseguiremos por acaso tal poder? Os poderes estão diante de nós, mas implicam sacrifício e negação de si mesmos. Por exemplo, o combustível que faz mover uma máquina que arrasta um trem em movimento deve ser sacrificado em prol da energia motriz que faz funcionar todo o trem.

Vemos, assim, que esse combustível, mediante o sacrifício, se converte em uma força distinta, se converte em movimento, em um poder que arrasta um veículo ao longo dos trilhos, isso é óbvio. Assim também uma força inferior qualquer pode ser transformada, mediante o sacrifício, em outra força completamente diferente e com características distintas.

A questão está em aprender a negar a si mesmo, para transformar, mediante o sacrifício, uma força inferior em outra de tipo superior e diferente. Só procedendo assim, transformando-nos desta maneira, deste modo, é que é possível, em verdade, chegar a ser Reis dos Tatwas, Homens no sentido mais completo da palavra, Homens Solares, Homens Deuses!

Chegou a hora de meditarmos um pouco nos antigos tempos da Arcádia, quando os rios de água pura de vida manavam leite e mel. O Homem tinha poder sobre os Elementos da Natureza, então falava no horto puríssimo da Divina Língua, que como um rio de ouro corre sob a espessa selva do Sol. Essa era a Idade dos Titãs, a Idade em que os rios de água pura manavam leite e mel!

Então, não existia nem o meu nem o teu, tudo era de todos, e cada qual podia colher da árvore do vizinho sem temor algum. A humanidade não se havia degenerado, possuía o poder sobre os Tatwas…

Agora necessitamos reconquistar esse poder. Mas para conseguir tais faculdades, faz-se necessário o sacrifício, a renúncia de si mesmo, a transformação radical.

Nesta Instituição, vamos ensinar a vocês o caminho que os levará ao Super-Homem. Chegou a hora do Super-Homem! Chegou a hora em que comecemos por criar o Homem. Inquestionavelmente, primeiramente deve vir a criação do Homem, e depois entraremos no Reino do Super-Homem.

O Homem, em si mesmo, é grandioso, é o Rei da Natureza e do Cosmo. O Super-Homem está além ainda, o Super-Homem é o Homem que conseguiu se integrar com a Divindade.

Na Doutrina Secreta de Anáhuac, diz-se que “os Deuses criaram os Homens da madeira e depois de havê-los criado, fundiram-nos com a Divindade”, e depois acrescenta: “Nem todos os Homens conseguem fundir-se com a Divindade”. De modo que primeiro é criar o Homem e segundo é fundi-lo com a Divindade.

Quando o Homem se funde com a Divindade, converte-se no Super-Homem de Nietzsche. O Super-Homem é uma terrível realidade. Necessitamos sair deste estado lamentável em que nos encontramos (até agora somos míseros vermes no lodo do mundo), necessitamos regenerar-nos e depois integrar-nos com o Divinal.

Viver assim, por viver, viver para comer e existir como parasitas agarrados à epiderme deste animal meio grandinho que se chama Terra, é 100% absurdo.

Chegou a hora de entender que devemos mudar intimamente. Assim, irmãos, devemos estudar cada vez mais a fundo todo este Corpo de Doutrina, desintegrar o Ego, criar os Corpos Existenciais Superiores do Ser e sacrificar-nos pela humanidade. Este é o caminho óbvio a seguir!

Agora, darei oportunidade a vocês para que perguntem o que tiverem de perguntar, em relação ao tema exposto esta noite… Quem quiser perguntar algo, que o faça com a mais inteira liberdade…

Perguntas ao Mestre

Pergunta: Mestre, para começar, é necessário ser honrados consigo mesmos?
Samael Aun Weor: É claro que sim! Porque se alguém não é honrado consigo mesmo, engana a si mesmo. E se a si mesmo engana, prejudica a si mesmo.

P: Existe a nossa moral?
SAW: Sim, cada povo tem sua moral. A moral é escrava dos costumes, da época e dos lugares. O que em um tempo passado foi moral, hoje é imoral e vice-versa. O que em um país é moral, em outro é imoral. A moral também é filha dos preconceitos. Necessitamos passar além de todo código de moral. Necessitamos entrar no reino da compreensão criadora, no Reino do Super-Homem…

Indubitavelmente, todos os códigos de ética que se escreveram no mundo, todos os códigos de moral, resultam francamente reacionários, conservadores, regressivos e retardatários. O que alguém tem de fazer é um balanço de si mesmo, é necessário que alguém faça um inventário de seus próprios valores, para saber o que lhe sobra e o que lhe falta, e caminhar, então, por onde deve caminhar, de acordo com suas necessidades psicológicas.

Mas se alguém se detém nos postulados (rançosos e estúpidos) de todos os códigos morais escritos por distintos autores, fracassará neste inventário, e não conseguirá, de modo algum, a Autorrealização Íntima do Ser. É necessário descobrir que temos dentro de nós mesmos elementos indesejáveis. Por acaso são belas a ira, a cobiça, a luxúria, a inveja, o orgulho, a preguiça, a gula? Temos defeitos espantosos. É preciso desintegrá-los, reduzi-los a poeira cósmica.

Só assim é possível que a Consciência desperte. Uma Consciência iluminada, uma Consciência desperta, pode ver o Caminho e trilhá-lo firmemente. Mas se não desintegramos os elementos indesejáveis que em nosso interior carregamos, obviamente, o despertar será impossível. Como poderia um homem adormecido investigar a vida nos Mundos Superiores, no Astral, no Mental, no Causal? Para alguém poder ser um investigador competente da vida nos Mundos Superiores, antes de tudo, é necessário haver despertado.

Não é possível conseguir o despertar da Consciência enquanto dentro de nós continue existindo toda essa quantidade de valores negativos e fatais que carregamos em nosso interior, isto é, todos os nossos defeitos de tipo psicológico… Há alguma outra pergunta?

P: Mestre, há muito tempo me pergunto se poderia haver, neste planeta Terra, alguma pessoa que carecesse de tudo isso?
SAW: Seria bom acabar de especificar sua pergunta.

P: Bem, com relação a tudo o que o senhor acaba de explicar, todas as lacras… Não posso perguntar, Mestre, se o senhor é um desses homens, mas posso pedir desde o mais profundo de meu Ser, sua resposta a isso.
SAW: Antes de tudo, agradeço suas boas intenções, suas belas palavras, a sinceridade de teu coração… Obviamente, enquanto não tenhamos eliminado de nós mesmos todos os elementos indesejáveis que carregamos, tal raio de luz seria impossível. Mas se nós morremos em nós mesmos, se conseguimos dissolver o Ego animal, esse Raio não somente brilhará em nós, mas também se projetará sobre as multidões. Portanto, é necessário que façamos um inventário, como já disse, de nós mesmos, para saber o que nos sobra e o que nos falta.

Porque muitas virtudes que acreditamos ter, não temos, e muitas qualidades nos faltam e devemos adquiri-las. Assim, irmãos, chegou a hora de sermos sinceros com nós mesmos, de nos autodescobrir, de nos resolvermos de verdade a eliminar nossos defeitos de tipo psicológico. Alguma outra pergunta?

P: O Caminho é unicamente pessoal, só a pessoa e ninguém mais pode percorre-lo, ou se pode percorrer de outra maneira, como estávamos falando agora mesmo; quando Cristo perdoou os pecados de um homem, e dissolveu também todos os Egos que ele tinha?
SAW: Pois, certamente, cada um de nós tem de fazer o trabalho dentro de si mesmo; o Mestre só pode mostrar o Caminho, e isso é tudo. Por certo, é no terreno da vida prática, na relação com nossos amigos e com nossos familiares, na rua, no templo, na escola ou no trabalho, onde devemos nos autodescobrir.

Na inter-relação existe autodescobrimento, quando estamos alertas e vigilantes como o vigia em época de guerra. Acontece que na inter-relação os defeitos escondidos afloram espontaneamente, e se nós estamos alertas como o vigia em época de guerra, então os vemos. Defeito descoberto deve ser compreendido integramente, através da análise, através da compreensão criadora, através da meditação, da autorreflexão evidente do Ser.

Quando alguém compreendeu tal ou qual defeito descoberto, então pode se dar ao luxo de eliminá-lo. Alguém pode eliminar um defeito, quando apela a uma força superior à mente. A mente, por si mesma, não pode alterar radicalmente nenhum erro. Pode rotulá-lo de diversas maneiras, passá-lo de um nível a outro, escondê-lo de si mesma ou das outras pessoas, justificá-lo ou condená-lo etc., mas não alterá-lo.

Necessitamos de um poder que seja superior à mente, de um poder que seja capaz de desintegrar qualquer defeito psicológico. Esse poder existe em nós mesmos, felizmente. Quero referir-me, em forma enfática, a Devi Kundalini-Shakti (a Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes, o Fohat particular, individual, essa variante de nosso próprio Ser, que os hindus chamam Kundalini).

Se alguém apela a esse poder, se alguém implora o auxílio de Devi Kundalini-Shakti, poderá eliminar qualquer erro psicológico devidamente compreendido de forma íntegra.

Mas se alguém quer, à base exclusivamente de compreensão, extirpar da mente os defeitos psicológicos, está equivocado. É certo que mediante a “Lâmina da Consciência”, alguém pode separar de sua psique qualquer defeito psicológico, mas este continuará como um demônio ao nosso redor, buscará a forma, a maneira de intervir em qualquer instante dado, e ao fim, voltará a acomodar-se dentro dos cinco cilindros da máquina orgânica.

Portanto, só a compreensão não é tudo, necessitamos eliminação, e a eliminação não é possível sem um auxílio superior. Necessitamos desse Fohat, dessa Flama Sagrada que se desenvolve na espinha dorsal do asceta gnóstico. Necessitamos de Kundalini-Shakti (a Mãe Cósmica), só Ela, a Divina Mãe Cósmica particular, individual, de cada um de nós pode eliminar de nossa psique o defeito que previamente tenhamos compreendido de forma íntegra em todos os departamentos da mente.

Eis aí o caminho óbvio a seguir: primeiro, há que se descobrir um defeito, depois há que se compreendê-lo e por último, eliminá-lo. Com os espiões, na guerra, se faz assim: primeiro são observados, depois são colocados no banco dos acusados, e finalmente, são levados ao paredão de fuzilamento.

Assim também devemos fazer com nossos defeitos psicológicos, com os Eus-defeitos, com os Eus que em nosso interior carregamos. Alguma outra pergunta?

Nossa Mãe Divina, Íntima, tem diversos aspectos, entre eles, a Força Sagrada capaz de desintegrar os elementos mentais de nossos defeitos psicológicos, o Ego.

P: Mestre, quando se refere à Mãe Cósmica, e com relação ao que foi dito anteriormente sobre as duas Almas que temos (a Humana e a Espiritual), a Mãe Cósmica está relacionada com a Alma Espiritual?
SAW: Não estou me referindo a isso! Estou me referindo à Cobra Sagrada dos Mistérios de Elêusis, que os hindus denominam Kundalini-Shakti, uma variante, repito, de nosso próprio Ser. Só mediante o conhecimento da Anatomia Oculta é que podemos saber o que a Kundalini representa em nossa medula espinhal, dorsal. Claro, a Kundalini, repito, é uma parte de nosso próprio Ser, mas derivada!

Assim, é representada a Mãe Kundalini, a Cobra Sagrada dos Antigos Mistérios, a Víbora Divina, por Ísis, Adônia, Isoberta, Reia, Cibele, Tonantzin etc. Cada um de nós tem, em seu Ser Íntimo, secreto, sua própria Mãe particular, individual.

Só ela, nossa Mãe Divina particular, individual (podemos chamá-la Tonantzin, ou simplesmente Ísis ou Adônia, não importa, Ela é a que é, a que foi e a que sempre será), essa Víbora Bendita, essa Cobra dos Antigos Mistérios, é a única que tem poder para desintegrar qualquer defeito psicológico previamente compreendido em todos os departamentos da mente.

P: Então, para poder eliminar os Egos, necessita-se ter esse conhecimento da Anatomia Oculta?
SAW: Para poder eliminar os diferentes Eus que personificam os nossos erros, o que se necessita é SABER AMAR. Se um homem não ama a sua própria Mãe Divina, não poderá desintegrar os Eus. O filho ingrato não progride nesses estudos. Mas se alguém verdadeiramente ama sua Mãe Íntima particular, representada por Maria, Maya, Ísis, Adônia, Reia, Cibele etc., poderá então desintegrar seus defeitos, será assistido.

P: Mas se alguém não conhece essa Mãe, como é possível amá-la? Ou se a conhece apenas de uma forma abstrata, e não tem experiência para poder comunicar-se com ela e amá-la?
SAW: Todos os sábios da Antiguidade nos falaram de Deus-Mãe. Não estou citando nada novo. Também o próprio cristianismo simboliza Deus-Mãe como Maria, Maya; entre os egípcios, é simbolizado esse Deus feminino ou Mãe como Ísis; entre os hebreus é representado por Adônia; também é representado por Cibele, na Creta antiga; ou pela Casta Diana entre os gregos; ou por Tonantzin, aqui em nossa pátria mexicana.

Não estou dizendo nada novo. Estou dizendo que devemos amar Deus-Mãe. Este Deus-Mãe está dentro de nós mesmos e não fora de nós mesmos. É, repito, uma variante de nosso próprio Ser, eu aclaro, mas derivado.

Indico: se alguém sabe amar Deus-Mãe, pode conseguir a eliminação de seus defeitos psicológicos. Mas nisso não vejo necessidade de teorizar. Amar, isso é tudo!

Alguém, quando criança, dirige-se à sua mãe sem necessidade de tantas teorias nem de tantas análises. Assim também alguém pode se dirigir à sua Mãe Divina inefável, não importa o nome que se lhe dê: Maria ou Ísis, ou como quiser, mas pode dirigir-se a ela com verdadeiro amor, suplicando-lhe que desintegre o defeito compreendido em todos os níveis da mente. Isso é questão do coração, isso é questão de saber amar. Alguma outra pergunta?

P: Quando se refere aos níveis da mente, poderia enumerá-los?
SAW: Pois seria longo enumerá-los. Existem 49 níveis subconscientes, representados pelas 49 notas de um antigo instrumento que  dois irmãos Iniciados na antiga China inventaram. Nos tempos antigos, quando alguém queria chegar ao Samadhi, ao Êxtase, deveria, primeiro que tudo, levar a mente à mais completa quietude e silêncio, não somente no nível meramente intelectual, mas também no segundo nível, relacionado com o subconsciente, ou no terceiro, ou no quarto, ainda mais profundo, ou no 48 ou 49. Quando alguém conseguia aquietar a Mente, levá-la ao silêncio mais profundo em todos os níveis, então a Essência escapava para experimentar o Satori.

Os 49 níveis da mente não poderiam ser explicados de um ponto de vista exclusivamente dialético. Para entender os 49 níveis necessitamos da música, da Lei do Eterno Heptaparaparshinock, necessitaríamos também do Aya-Atapam, aquele instrumento que dois irmãos gêmeos Iniciados inventaram na antiga China e que dava, exatamente, as 49 notas, correspondentes aos 49 níveis do entendimento. Mas isso ficaria muito complicado para o estudante.

Quando vai avançando sobre si mesmo, vai alguém descobrindo nível por nível, sem que ninguém o indique, por si mesmo irá descobrindo, à medida que vá aprofundando mais e mais e mais em seu interior, e ao fim, algum dia, descobrirá seus 49 níveis, não porque alguém disse, mas por si mesmo e de forma direta, e isso é tudo. Há alguma outra pergunta? Que ninguém fique com dúvidas, é necessário que este tema seja devidamente compreendido… Bem, como os vejo todos tão calados, não me resta mais remédio que lhes dar boa noite…

(Samael Aun Weor, conferência O Que São os Mundos Internos)

Musicossofia e astromúsica

2

Os 12 signos do Zodíaco são as 12 notas da oitava musical:

Áries – Dó

Touro – Do#

Gêmeos – Ré

Câncer – Re#

Leão – Mi

Virgem – Fá

Libra – Fa#

Escorpião – Sol

Sagitário – Sol#

Capricórnio – Lá

Aquário – Lá#

Peixes – Si

Os graus dos signos (de 0 a 30) são microafinações. O grau 15º de cada signo corresponde à afinação temperada.

Os planetas não avançam por saltos, senão progressivamente, pelo que se deve afinar suas vozes com exatidão.

As oitavas que correspondem a cada planeta começam em Plutão, o mais lento e distante dos planetas conhecidos (a mais grave: situada na oitava 1ª do piano, e por ordem descendente segundo sua velocidad, até chegar à Lua, o corpo mais rápido e próximo (a mais aguda: 5ª, 6ª e inclusive 7ª oitava, segundo alguns postulados).

O Meio do Céu é o volume mais alto e o Fundo do Céu o mais baixo. (O ascendente e o descendente são os volumes médios.)

O quadrante oriental é o estéreo esquerdo; o ocidental o direito.

Assim, o Fundo do Céu é o Sul (Som de estéreo espacial quadrifônico.)

Cada signo emprega um timbre adaptado a suas características energéticas:

Por exemplo:

Áries é impetuoso e marcial (trombetas, címbalos e contrabaixos).

Escorpião é misterioso e tétrico (sons abissais).

Libra é doce e comedido (sonos de flautas, harpas e suaves violinos).

A partitura começa pelo ascendente, como um relógio, porém em sentido inverso, e termina de novo nele…

Cada grau do círculo é uma parte do compasso de 5/4. Cada cinco graus é um compasso, pelo que o número de compassos de cada círculo (volta da Carta) é 72.

Setenta e dois (72) compassos completam o círculo.

O tempo é larghetto. Cinco segundos por compasso. Portanto, cada volta são 360 segundos.

O Tempo é Ouro

Os acordes que interpretam os planetas surgem de suas relações trigonométricas ou aspectais com os demais, variando suas formas segundo sejam baseados em quadraturas, trígonos, sextis… etc.; guardando total paralelismo con os acordes da música ortodoxa: acordes mayores, menores, diminuídos, ampliados, sextas, séptimas…

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A Música é alimento do espírito, pois é um insubstituível veículo para o contato da Alma com a Essência da abstração vibrante, a pulsação da vida, o ritmo da divindade do Cosmo, que existe e nos dá o Ser.

Sem embargo, ouvir a tradução sonora das posições planetárias de nosso nascimento é compreender na sublime linguagem da Música muito mais acerca das energias do plano astral e suas contradições, dissonâncias, magníficos e tremendos acordes que levamos dentro sem sabê-lo.

Tudo na Natureza é Yin e Yang; as forças planetárias não poderiam ser menos: pois, segundo sejam nossas cartas natais (externo) e livros do destino (interno), poderemos encontrar, junto a vibraçõess elevadas, acordes tenebrosos; junto a flores, canhões (por exemplo, isto seria Vênus oposto a Marte, Libra oposto a Áries, ou a Essência oposta ao Ego); porém sempre com uma sutilidade tão mística e própria de nosso Ser Interno, que superará qualquer discurso.

As dimensões planetárias e suas gigantescas forças, que mantêm tais bestiais massas flutuando em seus giros de perfeição admirável, estão contidas na Astromúsica, sendo elas a chave de sua Magia Sonora. Parece mentira que tantos milhões de toneladas possam dançar no vazio, como se não fosse nada. Este é o mistério da Astromúsica.

A Astromúsica é terapia de autodescobrimento, pois os acordes planetários de nossa carta astral nos revelam nossas íntimas energias; servindo de complemento a interpretações astrológica e psicológica.

O relaxamento e a meditação estão servidos, pois os sons astromusicais são pausados espaciais.

Recomenda-se a audição de músicas clássicas ligadas ao signo do ouvinte com fones de ouvido corretamente colocados em estéreo (direita-esquerda nos ouvidos corretos), comodamente sentados ou deitados na direção leste ou norte (Meio do Céu).

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Há notas musicais de diversos tipos dentro de cada um de nós:

a. A nota particular de nossa vida cotidiana, resultado de nossos alimentos, do ar e das impressões.

b. A nota particular para partir deste para o mundo dos mortos ao sermos desencarnados.

c. As 7 notas musicais de nossos 7 chacras, as 7 igrejas, a que ressoa em nossa coluna vertebral, com a transmutação sexual completa e definida.

d. A nota musical psicológica que reflete nosso estado interior de acordo com o trabalho que estamos deenvolvendo na morte do Ego, e que observamos na Escada Maravilhosa do Nível de Ser.

e. A nota fundamental de nosso Ser Interior Profundo, que é a “Síntese Musical” de todas as notas das diversas Partes do Ser.

Em certa ocasião, um irmão Ggóstico nos instruía dizendo-nos que cada um tem uma nota musical que lhe é característica e particular.

E que dependia do estado psicológico e, por consequência de seu Nível de Ser a manifestação desta nota em cada um de nós, para saber realmente como se encontra nossa situação interna ou interior.

Essa pequena introdução nos serve para também afirmar que podemos mudar a nota.

Uma nota Dó caracteriza as pessoas identificadas com tudo o que as rodeia, com o cotidiano, com tudo o que lhe provoque reação. E quanto mais reações nos provoque algo ou nos mova, é porque em nosso interior, no fundo mesmo onde nem nós mesmos nos imaginamos, há uma besta furibunda, um Ego ao qual há que quitar-lhe sua força e deixar de dar o alimento que lhe goste: Sair pela tangente sem mais nem menos, como faz o homem cem por cento instintivo.

À medida que avançam na escala musical (…Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si), as pessoas vão sendo diferenciadas com um tom menos grave ou mais agudo, com uma beleza peculiar, fazendo também com que subam os bemóis e os sustenidos etc.

Muitos de nós também ignoramos que na hora da morte há uma nota musical característica que ao tocá-la os Anjos da Morte podem nos desencarnar, portanto, é nesse momento que se corta nosso Antakárana ou Cordão de Prata.

Cada mulher e cada homem são uma estrela, e também são uma harmonia de notas, as quais serão gratas ou não, na medida em que tivermos feito grandes mudanças e notáveis progressos. As notas musicais também se encontram em nosso APARATO DIGESTIVO, o qual vai processando o ar, a comida e as impressões quando nos relacionamos com os demais em nosso diário viver.

Nos processos do sistema digestivo, o alimento vai formando os Hidrogênios Psíquicos. À medida que o Hidrogênio vai se tornando de melhor qualidade com a Transformação das Impressões e os Choques Conscientes da nossa energia sexual transmutada, os hidrogênios vão passando para uma oitava superior e se transmutando em Hidrogênio Si-12, o qual é o “alimento predileto” da Devota Devi Kundalini, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes.

Ela, a Cobra Sagrada, nos permite tocar com destreza a Lira de nossa coluna vertebral.

O Antakharana nos conecta com a Música das Esferas
O Anthakarana nos conecta com a Música das Esferas

Dessa forma, um homem equilibrado, trabalhando entusiasmadamente na Morte do Eu, transformando suas impressões, alimentando sabiamente a Serpente dos Mágicos Poderes, despertando-a com os vapores divinais crísticos, pode conduzir-nos para nos converter em Notas Musicais Solares, em um Artista da Sagrada Música das Esferas: donde as ideias arquetípicas dão origem às Sagradas Causas da Existência de Todo o Vivente.

Por isso, há que se CAMBIAR A NOTA nas circunstâncias da Vida:

Se por exemplo alguém envia para você algo desagradável, transforme essa situação em algo doce e suave.

Se, por exemplo, alguém provoca em você repulsa, ira, protestos etc., receba-o com um gesto de doçura ou ternura.

Se alguém não compreende sua postura, desative sua reação porque você não encontrará sua nota discordante, solta e baixa, senão uma nota superior, o olhará com doçura, com compreensão e tolerância.

Há que cultivar também a Nota Superior, a nota musical do AMOR.

Já nos foi dito que o Amor Transcende Tudo porque é uma Nota Superior, um sentimento superior.

Qualquer gesto que demonstre amor, ternura, perdão, compreensão, respeito, veracidade, cordura e, sobretudo, mística devoção pode semear uma nota distinta, um Câmbio de Nota Superior.

Trabalhar com esta chave é também Morrer nos Defeitos, é tirar os alimentos do Ego Animal.

Todos os dias, com entusiástica disciplina, sem descanso, como nunca antes o fizemos, a perseverança é o prêmio do Sábio.

Existem também notas musicais em nossos chacras, os quais são na realidade o que dão o Coro Angelical de nossas Igrejas Íntimas toda vez que estivermos trabalhando na Morte, no Novo Nascimento e no Sacrifício pela Humanidade.

Livros de consulta do Mestre Samael: Didática do Autoconhecimento, O Colar de Buda e Mensagem de Natal 1965-66.

A música e os 4 elementos

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“Se alguém deseja conhecer se o reino é bem governado, se sua moral é boa ou ruim, a qualidade de sua música irá fornecer a resposta.” (Confúcio)

Podemos fazer uma correlação entre o Universo fenomênico e uma orquestra sinfônica. O mundo é formado, sob o ponto de vista esotérico-filosófico, por 4 elementos (ou Reinos elementais), a saber: Terra, Fogo, Água e Ar, coroados por uma quintessência, o 5º Elemento, chamada de Éter.

Há, além desses cinco, mais dois, chamados de Adhi e Samadhi (o 6º e o 7º elementos). Esses quatro elementos, dentro do universo da música, estão representados pelas quatro classes de instrumentos que se harmonizam. Eis:

Elemento – Instrumentos

 

E o 5º Elemento, o Éter? O que vem a ser dentro de uma orquestra? E o 6º e o 7º? Eis a relação maravilhosa e perfeita da Sabedoria Gnóstica dentro do Pilar da Arte, no campo da Música Sagrada:

O Maestro, ou Regente, com sua batuta (o Báculo, ou Cetro), dentro dessa simbologia toda, viria a ser o Mago do Arcano 1 do Tarô, aquele que rege os Elementos, aquele que os domina de acordo com o Poder da Vontade (Kriya) e do Conhecimento Superior (Jnana, Gnose). Observe os detalhes da carta (Arcano) número 1 do Tarô Egípcio.

As 3 Forças Primárias que deram origem ao Universo, tanto no Macro como no Microuniverso, estão representadas pelas 3 estruturas musicais, a saber:

A grande maioria das composições clássicas, especialmente aquelas criadas pelos grandes Compositores-Iniciados, tais como Mozart, Beethoven e Wagner, possui essas três estruturas.

Por isso fazem tão bem ao público, não somente para os ouvidos ou o sistema nervoso, mas também servem de alimento energético para a Alma, ou seja, para os Corpos Internos do Ser.

Infelizmente, nos dias de hoje, a sociedade dita moderna não dá valor ao poder oculto da música e cultiva elementos extremamente prejudiciais.

Algumas classes da mal chamada música rock, os ritmos afro-brasileiros, afro-cubanos etc., são prejudiciais à saúde mental e física e também à Evolução da Alma do ouvinte.

Com essa afirmação não queremos passar por discriminadores da cultura popular. Ao contrário, queremos com isso “separar o joio do trigo”, afirmando que devemos ser mais críticos com tudo aquilo que entra em nosso Mundo Interior.

Não somente disciplinar os alimentos materiais, não somente o oxigênio, mas também os diversos tipos de energia, entre os quais estão as Vibrações Musicais.

Maestro e Sinfônica representam um Iniciado dominando os 5 Elementos da Natureza

A sabedoria gnóstica e seus 4 pilares

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“A Gnose é um ensinamento cósmico que aspira restituir dentro de cada um de nós a capacidade de viver consciente e inteligentemente.” Samael Aun Weor

Gnose: Conceito e Origem

“Os princípios básicos da Grande Sabedoria Universal são sempre idênticos. Tanto Buda como Hermes Trismegisto, Quetzalcoatl ou Jesus de Nazaré, o Grande Cabir etc., entregam uma mensagem; cada uma destas mensagens do Alto, em si mesma, contém os mesmos princípios cósmicos de tipo completamente impessoal e universal. O corpo de doutrina que estamos entregando agora é revolucionário no sentido mais completo da palavra, mas contém os mesmos princípios que o Buda ensinou em segredo a seus discípulos ou os que o Grande Cabir Jesus entregou, também em segredo, a seus discípulos. É o mesmo corpo de doutrina, só que agora está sendo entregue de forma revolucionária de acordo com a nova Era de Aquário.” (Samael Aun Weor: Diálogo entre Mestre e discípulos)

Saber quem é, de onde vem e para onde vai tem sido sempre uma aspiração fundamental do homem. A Gnose responde a esta necessidade primordial.

Cinzelado na pedra viva, no frontispício do Templo de Delfos, reza um antigo adágio: “Gnothi Seauton” (Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses).

Desde os tempos mais remotos, o homem sempre buscou desenvolver suas possibilidades, conhecer-se a si mesmo e conhecer seu destino material e espiritual.

Está escrito que “A glória de Deus consiste em esconder seus mistérios e a do homem em descobri-los”.

Encontrar por si mesmo a solução exata para todos os arcanos da Natureza não pode ser nunca, portanto, uma heresia ou um desatino, sendo sim este o mais digno e exaltado direito que possui toda criatura humana.

Chegou a hora de autoexplorar-nos para conhecer-nos realmente. Viver por viver, sem saber nada sobre nós mesmos, sem saber quem somos nem de onde viemos, nem para que existimos, realmente não vale a pena.

Necessitamos encontrar a resposta para todas essas interrogações e para isso, amigo investigador, nasceram os estudos gnósticos.

É bom saber que, etimologicamente, o vocábulo Gnosis provém do grego e significa CONHECIMENTO; contudo, é evidente que não se trata de um conhecimento comum. GNOSE se refere a uma Sabedoria superior, transcendental para o ser humano.

Esse saber universal e atemporal do qual emanou a enorme similitude teológica, filosófica, artística e simbólica das grandes civilizações do passado, é testemunho de haverem bebido todas na mesma fonte original.

A “Jana”, “Yana”, “Gnana” ou “Gnosis” é a ciência de Jano, ou seja, a ciência do Conhecimento Iniciático, a ciência de Enoichion, ou do Vidente.

A palavra “jina”, da qual vem o termo “Gnosis”, não é senão a castelhanização de tal palavra; sua verdadeira escrita deriva do parsi e do árabe, e não é “jina” mas “djin” ou “djinn”, e assim a vemos empregada por muitos autores.

Assim, é evidente que nenhuma pessoa culta cairia hoje, como antigamente, no erro simplista de fazer surgir as correntes gnósticas de alguma latitude espiritual exclusiva.

Se é certo que devemos ter em conta em qualquer sistema gnóstico seus elementos helenísticos e orientais, incluindo Pérsia, Mesopotâmia, Síria, Índia, Tibete, Palestina, Egito, etc., nunca deveríamos esquecer os princípios gnósticos perceptíveis nos sublimes cultos dos nahuas, toltecas, astecas, zapotecas, maias, incas, chibchas, quechuas etc., da América índia.

Portanto, resulta caduco pensar na Gnose como uma simples corrente metafísica introduzida no seio do Cristianismo. A Gnose constitui uma ATITUDE EXISTENCIAL com características próprias, enraizada na mais antiga, elevada e refinada aspiração esotérica de todos os povos, cuja história, lamentavelmente, não é bem conhecida pelos antropólogos modernos.

Falando muito francamente e sem rodeios, diremos: “A Gnose é uma atividade muito natural da consciência; uma PHILOSOPHIA PERENNIS ET UNIVERSALIS”.

Inquestionavelmente, Gnose é o conhecimento iluminado dos Mistérios Divinos, reservado a uma elite.

A palavra “Gnosticismo” encerra, em sua estrutura gramatical, a ideia de sistemas ou correntes dedicadas ao estudo da Gnose.

Este Gnosticismo implica uma série coerente, clara, precisa, de elementos fundamentais, verificáveis mediante a experiência mística direta: “A Maldição desde um ponto de vista científico e filosófico”; “O Adão e Eva da Gênese Hebraica”; “O Pecado Original e a saída do Paraíso”; “O Mistério de Lúcifer-Nahuatl”; a “Morte do Mim Mesmo”; “Os Poderes Criadores”; “A Essência do SALVATOR SALVANDUS”; “Os Mistérios Sexuais”; “O Cristo Íntimo”; “A Serpente Ígnea de Nossos Mágicos Poderes”; “A Descida aos Infernos”; “O Regresso ao Éden”; “O Dom de Lúcifer”.

Só as doutrinas gnósticas que impliquem os fundamentos ontológicos, teológicos e antropológicos acima citados formam parte do Gnosticismo autêntico.

Pré-Gnóstico é aquilo que, de forma concreta, evidente e específica, apresenta alguma característica de certa maneira detectável nos sistemas Gnósticos, mas sendo esse aspecto integrado em uma concepção in totum alheia ao Gnosticismo revolucionário – um pensamento que certamente não é e entretanto é Gnóstico.

Protognóstico é todo sistema gnóstico em estado incipiente e germinal; movimentos dirigidos por uma atitude muito similar à que caracteriza as correntes gnósticas definidas.

O adjetivo “gnóstico” pode e até deve ser aplicado inteligentemente tanto a concepções que de uma ou outra forma se relacionem com a Gnose como ao Gnosticismo.

O termo “gnostizante”, inquestionavelmente, se encontra muito próximo a “pré-gnóstico” em sua significação, já que o vocábulo, em realidade, stricto sensu,  se relaciona com aspectos intrínsecos que possuem certa similaridade com o Gnosticismo Universal, mas integrados em uma corrente não definida como Gnose.

Estando firmemente estabelecidos esses esclarecimentos semânticos, passemos agora a definir com inteira claridade meridiana o Gnosticismo.

Não é demais esclarecer de forma enfática neste tratado que o Gnosticismo é um processo religioso muito íntimo, natural e profundo. Esoterismo autêntico de fundo, desenvolvendo-se de instante em instante, com vivências místicas muito particulares… Doutrina extraordinária que adota fundamentalmente a forma mítica e às vezes a mitológica. Liturgia mágica inefável com viva ilustração para a Consciência Superlativa do Ser…

O Movimento Gnóstico

“A Ciência Secreta dos sufis e dervixes dançantes está na Gnose; a Doutrina Secreta do budismo e do taoísmo está na Gnose; a Magia Sagrada dos nórdicos está na Gnose; a Sabedoria de Hermes, Buda, Confúcio, Maomé, Quetzalcoatl etc. está na Gnose; a Doutrina do Cristo é a mesma Gnose. Na Gnose está toda a sabedoria antiga, já totalmente “mastigada” e “digerida”. (Samael Aun Weor: Grande Manifesto Gnóstico)

Seja-nos permitido informar que o MOVIMENTO GNÓSTICO INTERNACIONAL não é uma escola a mais, mas sim o veículo através do qual se manifesta a Gnose de ontem, de hoje e de sempre.

A eterna Gnose, como Sabedoria de todas as idades, se reveste, em cada época e lugar, de uma forma e um simbolismo particular, para transmitir, em cada momento, a mesma Verdade impessoal e atemporal.

O Movimento Gnóstico é, em pleno século 20, a forma ou o veículo de expressão desse conhecimento ancestral.

As instituições gnósticas são, hoje em dia, instituições esotéricas, científicas e culturais de âmbito internacional, integrada por pessoas das mais diferentes atividades profissionais, todas interessadas em investigar e trazer para a atualidade os grandes ensinamentos gnósticos do passado.

O Movimento Gnóstico e suas Escolas proporcionam, gratuitamente, métodos ou sistemas especiais para que cada um de nós verifique esses ensinamentos universais que prometem conduzir o homem até limites insuspeitados.

A Instituição Gnóstica, portanto, não tem fins lucrativos, a fim de que todas as pessoas, sem distinção de nível social ou econômico, possam beneficiar-se do resultado de suas investigações.

Ainda que a Associação Gnóstica estude, entre muitos outros aspectos da cultura humana, as diferentes religiões que existiram no mundo, a Gnose não é evidentemente uma religião nem uma seita. A Associação Gnóstica respeita as crenças individuais de seus filiados e a seus cursos comparecem pessoas dos mais diversos credos e filosofias.

Concluiremos afirmando, solenemente e em honra à verdade, que a Associação Gnóstica tem um único e exclusivo propósito: entregar e compartir com nosso irmão, o homem, com seriedade e rigor científico, a Gnose de todos os tempos, esse conhecimento que permite ao homem moderno formar uma visão de sua existência mais humana, mais consciente e, em consequência, mais transcendente.

Gnosticismo Prático e as Teorias

“O estudante procura aqui e ali, lê e relê todo livro de ocultismo e magia que cai em suas mãos, mas o que consegue o pobre aspirante é só encher-se de terríveis dúvidas e confusões intelectuais. Existem milhões de teorias e milhares de autores. Uns repetem ideias de outros, aqueles refutam a estes, todos contra um, um contra todos.

Os colegas se ironizam e se combatem mutuamente, uns contra outros e todos realmente contra todos. Alguns autores aconselham o devoto a ser vegetariano, outros lhe dizem que não seja. Uns aconselham a praticar exercícios respiratórios, outros dizem para não praticá-los. O resultado é espantoso para o pobre buscador. Não sabe o que fazer. Quer luz, suplica, clama, e nada, absolutamente nada”. (Samael Aun Weor: O Matrimônio Perfeito)

No terreno da vida prática cada pessoa tem seu critério, sua forma mais ou menos rançosa de pensar.

Inquestionavelmente, cada cabeça é um mundo, e em todos e em cada um de nós existe uma espécie de dogmatismo pontifício e ditatorial que quer fazer-nos crer que nossos conceitos são iguais à realidade.

Em todo caso, as pessoas nunca se sentem equivocadas, cada um de nós pensa que seu critério é o melhor.

O mais grave de toda esta questão é que milhões de critérios equivalem a milhões de normas putrefatas e absurdas.

Os “ignorantes ilustrados” são os mais difíceis, pois, em realidade, falando desta vez em estilo socrático, diremos: “Não só não sabem como também ignoram que não sabem”.

Essas pobres pessoas são autossuficientes, presunçosas com seu vão intelectualismo, pensam que vão pelo caminho reto e nem remotamente suspeitam que se encontram em um beco sem saída.

A brilhante procissão de ideias ofusca o velhaco do intelecto e lhe dá certa autossuficiência tão absurda a ponto de rechaçar tudo o que não cheire a pó de biblioteca e tinta de universidade.

O delirium tremens dos bêbados alcoólicos tem sintomas inconfundíveis, mas o dos ébrios de teorias se confunde facilmente com a genialidade.

Essas pobres pessoas intelectuais querem colocar o oceano dentro de um copo de vidro, supõem que a universidade pode controlar toda a sabedoria do universo e que todas as leis do cosmos estão obrigadas a se submeter às suas velhas normas acadêmicas.

Templo de Apolo, em Delfos

Pretendem, os amantes da razão, esquadrinhar os arcanos da Natureza com a pobre faculdade do intelecto. Não poderíamos negar que a mente e a razão são úteis, no terreno da vida prática, para realizar certas tarefas cotidianas, mas pretender, com o intelecto, analisar e resolver os grandes mistérios da vida e da morte é como pretender observar as estrelas com o microscópio ou as bactérias com o telescópio.

Em esoterismo gnóstico se diz que “bom” é o que está em seu lugar e “mau” é o que está fora de lugar. Poderíamos afirmar que o intelecto, dentro de sua órbita, é bom; mas, fora dela, nos prejudica terrivelmente.

Infelizmente, os “ignorantes ilustrados”, metidos nos subterfúgios de suas difíceis erudições, não conhecem essas coisas e nem sequer têm tempo para se ocupar de nossos estudos seriamente.

Hoje em dia os sabichões riem dos conhecimentos esotéricos, não os aceitam, ainda que no fundo nem remotamente tenham alcançado a felicidade.

Está escrito que “Aquele que ri do que não conhece está a caminho de ser idiota”.

Depois de haver envelhecido no meio do pó de sua biblioteca, Fausto exclamou: “Estudei tudo com viva ansiedade, e hoje sou só um pobre louco com uma psique infeliz. O que é que sei? A mesma coisa que já sabia. A única coisa que aprendi é que não sei nada”.

As teorias encheram o mundo de confusão e problemas. O caos em que se encontra a humanidade é fruto do intelecto.

Francamente, devo dizer-lhes que a erudição sem experimentação só nos leva ao conflito e à luta das antíteses.

Não podemos negar que hoje, precisamente, existem duas tendências no mundo que lutam mortalmente pela supremacia. Em primeiro lugar, temos a corrente espiritualista, formada por todas as religiões, escolas e crenças. De outra parte, temos a corrente materialista, com sua dialética etc.

A corrente espiritualista pensa que ela, absolutamente ela, tem a verdade. A corrente materialista, ateísta, também supõe possuir a verdade. A corrente espiritualista rende culto ao Deus-Espírito, não importa que nome se lhe dê: Alá, Brahma Deus, etc. A corrente materialista rende culto ao Deus-Matéria, não importa também o nome que lhe dermos.

São duas correntes. A espiritualista se fundamenta em suas teorias; a materialista nas suas. Quem tem razão? Os da direita ou os da esquerda? Sem querer ferir delicadas suscetibilidades, diremos que nem uns nem outros conhecem realmente isso que é a Verdade.

Os fanáticos do espiritualismo e do materialismo encheram o mundo de teorias, hipóteses e suposições que jamais foram experimentadas.

“O homem que não põe em prática sua metafísica é como um asno carregado de livros”, dizia Maomé.

As teorias já se tornaram cansativas, e até se vendem e revendem no mercado… E então, como ficamos?

Os autores se contradizem a si mesmos em suas obras. O pobre leitor tem que beber da taça amarga da dúvida. As teorias só servem para ocasionar-nos preocupações e amargurar-nos a vida.

Realmente, informação intelectual não é vivência. Erudição não é experiência. O ensaio, a prova, a demonstração exclusivamente tridimensional não é unitotal, não é íntegra.

Existem, latentes em nosso interior, faculdades superiores à mente, independentes do intelecto, capazes de dar-nos conhecimento e experiência direta sobre qualquer fenômeno.

Devemos compreender que as opiniões, conceitos, teorias, hipóteses, não significam verificação, experimentação, consciência plena sobre tal ou qual fenômeno.

Sem orgulho de nenhuma espécie, devemos asseverar que os estudos gnósticos constituem um bálsamo para o insaciável buscador da luz entre tantas trevas.

Amigo leitor, a Gnose oferece as chaves e os procedimentos para que você experimente, por si mesmo e de forma científica, cada um dos elementos que integram essa Sabedoria Universal.

As teorias não servem para nada. Necessitamos ser práticos e conhecer por vivência própria o objetivo de nossa existência.

Com justa razão disse Goethe: “Toda teoria é cinza, e só é verde a árvore de frutos dourados que é a vida”.

As Quatro Grandes Colunas do Conhecimento Gnóstico

“Investigamos nas fontes da China, nas obras sânscritas da Índia, nos velhos manuscritos tibetanos… Nos preocupamos pelo estudo das peças arqueológicas, investigamos profundamente muitos códices, analisamos a sabedoria das antigas civilizações, realizamos estudos comparativos entre o México, Egito, Índia, Tibete, Grécia, etc., etc., e chegamos à conclusão de que a Sabedoria Universal é sempre a mesma, só mudam seus aspectos, de acordo com os povos, nações e línguas.” (Samael Aun Weor, na conferência: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?)

A Filosofia

Realmente a Gnose, como filosofia, implica sempre em uma mensagem, uma orientação, um ensinamento dirigido sempre para a Consciência do ser humano, que convida o homem à reflexão consciente. A filosofia gnóstica busca sempre, mediante uma reflexão serena, elevar o homem às alturas do Real Ser (o divino que existe em cada criatura humana).

O gnóstico filósofo ama a sabedoria e busca sem descanso a verdade que existe em suas profundezas mais íntimas.

Quando se fala de filosofia, é um grave erro referir-se apenas à filosofia dos antigos gregos, à filosofia de um Platão, um Sócrates ou um Sólon.

Realmente, como filosofia, a Gnose é uma atividade muito natural da Consciência e brota, como já afirmamos, de diversas latitudes. Aqueles que pensam que sua origem está unicamente na Grécia, na Pérsia, no Iraque ou na Palestina, ou na Europa medieval, estão equivocados; a Gnose, como “Philosophia Perennis et Universalis”, se encontra em qualquer obra hindu, em qualquer pedra arqueológica etc.

Chegou a hora de compreender que em todos os países do mundo palpita a sabedoria oculta. Chegou a hora de entender que sob as pirâmides do Egito floresceu a sabedoria dos hierofantes. Chegou o momento de saber que nas pirâmides de Teotihuacan ainda se escuta o Verbo que ressoa dos antigos mestres de Anahuac…

Em nome da verdade, temos que dizer que a sabedoria cósmica vibra e palpita em tudo o que foi, é e será.

Através do tempo, distintos hierofantes do saber resplandeceram na noite profunda de todas as idades; ora Hermes Trismegisto, o Três Vezes Grande Deus Íbis de Thot, gravando sua sapiência na Tábua Esmeraldina; ora os grandes sábios da antiga Grécia, ensinando às multidões nos Mistérios de Eleusis; ora os sacerdotes Incas, que brilharam como sóis resplandecentes no Alto Cuzco do Peru; ora a sapiência soberana dos grandes iniciados de Anahuac.

Sim, por aqui, lá e acolá resplandece a sabedoria de todas as idades, a sabedoria oculta.

Este é um momento de confusão; a humanidade se encontra em estado caótico, há crise mundial e bancarrota de todos os princípios éticos e morais. As pessoas se lançaram à guerra, uns contra outros e todos contra todos.

Nestes momentos, não nos resta mais remédio que aprofundar-nos na sabedoria do passado, extrair dos códices a orientação precisa para guiar-nos no momento presente, beber na fonte tradicional da augusta sabedoria da natureza, buscar as vertentes originais da sapiência cósmica.

Este, amigo leitor, é o propósito da Antropologia Gnóstica. Mediante um estudo amplo, a Antropologia Gnóstica busca redefinir aqueles PRINCÍPIOS ÉTICOS que constituem a pedra fundamental das grandes culturas do passado.

A Antropologia Gnóstica é uma Antropologia Psicanalítica. Podemos, por meio da psicanálise, extrair de cada peça (nicho, pirâmide, tumba etc.), os princípios psicológicos contidos em tais peças.

Através da Antropologia Gnóstica, conhecemos os distintos cenários do mundo, esquadrinhando neles os arcanos ou segredos que, de forma transcendente, lancem luz sobre os controvertidos enigmas da existência.

Chegou o momento em que devemos voltar a estudar os ensinamentos do passado, mas com a visão correta, sabendo extrair, da letra morta, o espírito que dá vida.

É evidente, contudo, que sem uma prévia informação sobre Antropologia Gnóstica, será mais que impossível o estudo rigoroso das diversas peças antropológicas das culturas asteca, tolteca, maia, egípcia etc.

Em questões de “antropologia profana” (desculpem-me a similitude), se se quer conhecer resultados, deixe-se um macaco, símio ou mico em plena liberdade dentro de um laboratório e observe-se o que acontece.

Os códices mexicanos, papiros egípcios, tijolos assírios, pergaminhos do Mar Morto, estranhos pergaminhos, templos antiquíssimos, monólitos sagrados, velhos hieróglifos, pirâmides, sepulcros milenares etc., oferecem, em sua profundidade simbólica, um sentido gnóstico que, definitivamente, escapa à interpretação literal e que nunca teve um valor explicativo de índole exclusivamente intelectual.

O racionalismo especulativo dos antropólogos e historiadores modernos, em vez de enriquecer a linguagem, a empobrece terrivelmente, já que os relatos gnósticos, escritos ou alegorizados em qualquer forma artística, orientam-se sempre para o SER. E é nesta interessantíssima linguagem da Gnose, semifilosófica e semimitológica, onde se apresentam uma série de invariantes extraordinárias, símbolos com um fundo esotérico que falam à Consciência em silêncio. Bem sabem os Divinos e os humanos que “o silêncio é a eloquência da Sabedoria”.

A Arte

Existem dois tipos de arte: primeiro, a arte subjetiva que a nada conduz; segundo, a Arte Régia da Natureza, a arte objetiva, real, transcendental.

Obviamente, esta última arte contém em si mesma preciosas verdades cósmicas… Esta, amigos, é a arte gnóstica, a arte que encontramos em todas as peças antigas, nas pirâmides e nos velhos obeliscos, nos hieróglifos e nos baixos-relevos do Egito dos Faraós, em todas as obras do México antigo, nas relíquias arqueológicas dos maias, astecas, zapotecas, toltecas etc.; nos velhos pergaminhos da Idade Média, nas pinturas e esculturas de Michelangelo; na música de Beethoven, Mozart, Lizst, Richard Wagner, nas obras da literatura universal, a Ilíada de Homero, a Divina Comédia de Dante etc.

Indubitavelmente, a arte gnóstica baseia-se na “Lei do Sete”, na “Lei do Eterno Heptaparaparshinock” (a lei que põe em ordem todo o criado: os sete dias da semana, as sete cores do prisma, as sete notas musicais etc.).

Quando se descobre qualquer relíquia, qualquer peça arqueológica, normalmente se pode observar certas inexatidões intencionais, pequenas rupturas que quase sempre são atribuídas à picareta dos trabalhadores. Em todo caso, qualquer inexatidão dentro da “Lei do Sete” foi colocada intencionalmente, como para indicar-nos que ali, naquela peça, se transmite à posteridade um ensinamento, uma doutrina, uma verdade cósmica.

Com as pinturas acontece a mesma coisa; a “Lei do Sete” domina todas essas pinturas antigas. Todas as gravuras e desenhos dos astecas, maias, egípcios, fenícios etc., transmitem preciosos ensinamentos. Também encontramos belas representações de grandes ensinamentos em todos esses velhos quadros medievais, nas catedrais góticas etc.

Recordemos a “Gioconda”, por exemplo. Nessa magna obra podemos ver a Divina Mãe, “Stella Maris”, como diziam os alquimistas medievais, a Virgem do Mar, que guia sabiamente os trabalhadores da Grande Obra. Entre os astecas ela é Tonantzin, entre os gregos é a casta Diana, entre os egípcios é Ísis, a Mãe Divina, a quem nenhum mortal levantou o véu… Não é demais aclarar de forma enfática que cada um de nós tem sua própria Mãe Divina particular, individual.

Realmente devemos afirmar que a Arte Régia da Natureza é um meio transmissor dos ensinamentos cósmicos.

As danças sagradas, por exemplo, eram verdadeiros livros informativos que transmitiam deliberadamente certos conhecimentos cósmicos transcendentais.

Os dervixes dançantes não ignoravam as “sete tentações” mutuamente equilibradas dos organismos vivos.

Os dançarinos antigos conheciam as sete partes independentes do corpo e sabiam muito bem o que são as sete linhas distintas do movimento. Os dançarinos sagrados sabiam muito bem que cada uma das sete linhas do movimento possui sete pontos de concentração dinâmica.

Os dançarinos da Babilônia, da Grécia e Egito não ignoravam que tudo isto cristalizava no átomo dançarino e no planeta gigantesco que dança ao redor de seu centro de gravitação cósmica.

Se pudéssemos inventar uma máquina que imitasse com plena exatidão todos os movimentos dos sete planetas de nosso sistema solar ao redor do sol, descobriríamos com assombro o segredo dos dervixes dançantes. Realmente, os dervixes dançantes imitam, com perfeição, todos os movimentos dos planetas ao redor do sol.

As danças sagradas dos templos do Egito, Babilônia, Grécia, etc., vão ainda mais longe, transmitindo tremendas verdades cósmicas, antropogenéticas, psicobiológicas, matemáticas etc.

O sábado, o dia do teatro, o dia dos Mistérios, foi muito popular nos antigos tempos. Então se apresentavam dramas cósmicos maravilhosos.

O drama serviu para transmitir aos iniciados valiosos conhecimentos. Por meio do drama, transmitiu-se aos iniciados diversas formas de experiência do Ser e manifestações do Ser.

Entre os dramas, o mais antigo é o do Cristo Cósmico. Os iniciados sabiam muito bem que cada um de nós deve converter-se no Cristo de tal drama, se é que de verdade aspiramos o Reino do Super-Homem.

Os dramas cósmicos se baseiam na “Lei do Sete”. Certos desvios inteligentes de tal lei, como dissemos, foram sempre utilizados para transmitir ao neófito conhecimentos transcendentais.

Em música, é bem sabido que certas notas podem produzir alegria no centro pensante, outras podem produzir tristeza no centro sensível e, por último, outras podem produzir religiosidade no centro motor.

Realmente, os velhos Hierofantes jamais ignoraram que o conhecimento íntegro somente pode ser adquirido com os três cérebros; um só cérebro não pode dar informação completa.

A dança sagrada e o drama cósmico, sabiamente combinados com a música, serviram para transmitir aos neófitos tremendos conhecimentos arcaicos de tipo cosmogenético, psicobiológico, físico-químico, metafísico etc.

Cabe aqui mencionar também a escultura. Esta foi grandiosa em outros tempos. Os seres alegóricos cinzelados na dura pedra revelam que os velhos Mestres não ignoraram nunca a “Lei do Sete”.

Recordemos a Esfinge de Gizé, no Egito. Ela nos fala dos quatro elementos da natureza e das quatro condições básicas do Super-Homem.

Contudo, conforme o ser humano se precipitou pelo caminho da involução e da degeneração, conforme foi se tornando cada vez mais e mais materialista, seus sentidos também foram se deteriorando e degenerando, e o amor pela verdadeira sabedoria, como é lógico, foi desaparecendo.

Depois da Segunda Guerra Mundial nasceram a filosofia e a arte existencialistas. Quando vimos os atores existencialistas em cena, chegamos à conclusão de que são verdadeiros doentes, maníacos e perversos.

Os artistas de cada nova geração se converteram em verdadeiros apologistas da dialética materialista. Todo alento de espiritualidade desapareceu da arte ultramoderna.

Está comprovado pela observação e experiência que a ausência de valores espirituais produz degeneração.

Os artistas modernos já nada sabem sobre a “Lei do Sete”, nada sabem de Dramas Cósmicos, nada sabem sobre as Danças Sagradas dos antigos Mistérios.

A pintura atual, a música, a escultura, o drama etc., não são senão o produto da degeneração.

Já não aparecem no cenário os iniciados de outros tempos, as dançarinas sagradas, os verdadeiros artistas dos grandes tempos. Agora só aparecem nos palcos autômatos doentes, cantores degenerados, rebeldes sem causa.

Os teatros ultramodernos são a antítese dos teatros sagrados dos grandes mistérios do Egito, Grécia, Índia etc.

A arte atual é tenebrosa, é a antítese da Luz, e os artistas modernos são tenebrosos.

A pintura surrealista e marxista, a escultura ultramoderna, a música afro-cubana e as bailarinas modernas são o resultado da degeneração humana.

Os rapazes e moças das novas gerações recebem, por meio de seus três cérebros degenerados, dados suficientes para converterem-se em estelionatários, ladrões, assassinos, bandidos, homossexuais, prostitutas etc.

Ninguém faz nada para acabar com a arte ruim e tudo caminha para uma catástrofe final por falta de uma Revolução da Dialética…

A Ciência

Quando falamos em ciência, pensamos na Ciência Pura, não nessa podridão de teorias que hoje abunda por toda parte; ciência pura como a da Grande Obra, a ciência dos alquimistas medievais; ciência pura como a de um Paracelso ou a de um Paulo de Tarso; ciência pura como a que utilizaram Jesus ou Moisés para realizar prodígios.

A ciência pura é experiência direta, vívida e real. A ciência pura é ética superior, análise posta a serviço do SER.

A ciência destes tempos é uma ciência falsa, uma ciência cheia de interesses personalistas; uma ciência que não respeita os interesses espirituais do ser humano; uma ciência onde o fim justifica os meios, ainda que estes incluam o sofrimento físico e psicológico de qualquer criatura vivente; uma ciência para a qual a palavra “progresso” serve para justificar as mais terríveis atrocidades.

Além disso, a ciência de hoje em dia é uma ciência que afirma dogmaticamente uma tese e amanhã, com essa soberba que a caracteriza, afirma totalmente o contrário. Uma ciência cheia de contradições, que paradoxalmente diz acreditar só no que vê e, não obstante, sustenta com firmeza hipóteses absurdas que nunca foram comprovadas. Esta é a ciência moderna…

Atualmente, estão sendo feitos certos comentários muito simpáticos. A ciência materialista inventa todos os dias novas hipóteses. Estabeleceu-se uma cadeia curiosa e ridícula por excelência com relação aos nossos possíveis antepassados. Como rei dessa cadeia aparece o tubarão, do qual descendem, segundo dizem os antropólogos, os lagartos. Teoria que chega a ser ridícula, não?

Depois, prosseguem com o famoso oposum, criatura similar ao crocodilo, um pouquinho mais evoluída segundo enfatizam. Daí passam, seguindo o curso da grande cadeia de maravilhas, para certo animalzinho ao qual se tem dado muita importância. Refiro-me de forma enfática aos lêmures. Atribuem-lhes uma placenta discoidal, questão que é refutada pelos zoólogos.

Contradições gigantescas são encontradas nos labirintos da falsa ciência, que prossegue dizendo que dos lêmures, que podem ter existido há uns 150 milhões de anos, descende por sua vez o macaco e, por fim, o gorila. Nessa fantástica cadeia, o gorila é o nosso antecessor imediato, o predecessor do homem.

Alguns antropólogos não deixam de encaixar nestas questões o pobre rato, e até querem incluí-lo nesta cadeia. Como? De que maneira? Procuram semelhanças, querem fazer crer que a forma da cabeça e da boca do tubarão dá origem a outros mamíferos, entre eles o irmão rato.

Isso de que certos traços do rosto se parecem não pode servir de base para a hipótese de uma possível descendência. Isso é no fundo tão empírico como supor que o homem foi feito de barro, no sentido literal, sem perceber que a frase tem um sentido simbólico.

Onde estão os elos? Como é possível que do esqualo, sem mais nem menos, da noite para o dia ou através de uns quantos séculos, apareça o lagarto? Milhões de anos se passaram e os tubarões continuam tranquilos. Nunca se viu nascerem novos lagartos de uma espécie de tubarão, seja no Atlântico ou no Pacífico.

Contudo, não são eles por acaso os senhores da ciência materialista, que dizem que não acreditam senão no que veem, que não aceitam nada que não hajam visto? Que terrível contradição! Acreditam em suas hipóteses e nunca as viram.

São esses mesmos cientistas modernos os que se opõem a essa questão das dimensões superiores da natureza e do cosmos. A que se deve isso? Simplesmente a que suas mentes estão decrépitas, degeneradas, não conseguem ver além de seus narizes, isso é óbvio.

Que existe uma quarta coordenada, uma quarta vertical, é inegável, mas isso incomoda os materialistas. No entanto, Einstein aceitou a quarta dimensão.

Em matemática, ninguém pode negar a quarta vertical. Mas os materialistas desta época nem sequer consideram que possa existir outra dimensão ou dimensões superiores na natureza. Querem, à força, que nos encerremos ou nos autoencerremos todos no mundo tridimensional de Euclides. E, devido a essa falsa posição absurda, o avanço da física está completamente paralisado.

A estas horas, já deveriam existir naves cósmicas capazes de viajar através do infinito, mas tal aspiração não seria possível enquanto a física continue engarrafada no dogma tridimensional de Euclides.

Não está longe o dia em que estas dimensões da Natureza poderão ser vistas através de sofisticados aparelhos de ótica. Mas até esse dia chegar, seguramente nós, os antropólogos gnósticos, teremos de suportar a mesma zombaria que Pasteur suportou quando falava de seus micróbios.

Mas um dia essas dimensões serão perceptíveis por meio da ótica e então a zombaria acabará. Já estão sendo feitas experiências para transformar as ondas sonoras em imagens e, quando isto for feito, poderemos ver todos os processos evolutivos e involutivos da Natureza. Então o Anticristo da falsa ciência será desnudado diante do veredicto solene da consciência pública.

Assim, existem dois tipos de ciência: a ciência profana e a ciência pura. Na ciência pura não existem teorias, mas fatos. Se eu dissesse a vocês que o Conde Saint-Germain viveu durante os séculos 15, 16, 17, 18, 19 e que ainda vive, vocês me achariam louco. Conheço o Conde Saint Germain, e dou testemunho disso. Vive sim, sustentado por uma ciência que vocês não conhecem, a ciência pura, a ciência do Super-Homem, a ciência que conhecem os extraterrestres que viajam através do espaço infinito, a ciência dos senhores da vida e da morte, a ciência daqueles que abriram a Mente Interior…

Aqueles que ainda não abriram sua Mente Interior se baseiam somente em teorias, em hipóteses que não comprovaram. Por que teríamos que aceitar todas as utopias materialistas? Por que teríamos que aceitar o dogma da evolução, o dogma tridimensional? Por que teríamos nós que viver dentro do mundo das hipóteses?

O cientista gnóstico tem sistemas diferentes para a investigação; temos disciplinas especiais que permitem ao ser humano pôr em atividade certas faculdades latentes no cérebro, certos sentidos de percepção completamente desconhecidos para a ciência materialista e que permitem verificar diretamente todas estas interrogações…

A Religião

Se fizermos um estudo comparativo das grandes religiões, descobriremos que todas elas descansam sobre os mesmos pilares.

RELIGIÃO provém do termo “RELIGARE”, ou seja, o objetivo fundamental de todo princípio religioso é “re-ligar-se”, voltar a se unir com sua própria Divindade, regressar ao ponto de partida original, ao SER da filosofia experimental.

Realmente, de fato, somente existe UMA só RELIGIÃO, ÚNICA E CÓSMICA. Esta religião assume diferentes formas religiosas segundo os tempos e as necessidades da humanidade.

Portanto, as lutas religiosas são absurdas, porque no fundo todas são unicamente modificações da RELIGIÃO CÓSMICA UNIVERSAL.

Isso que estamos afirmando tem seu máximo expoente na enorme semelhança simbólica e teológica de todas as religiões.

É evidente o amor que todas as instituições místicas do mundo inteiro sentem pelo Divino: Alá, Brahma, Tao, Zen, I.A.O., Inri, Mônada, Ser, Deus etc.

Os Mártires, Santos, Virgens, Anjos e Querubins são os mesmos Deuses, Semideuses, Titãs, Sílfides, Cíclopes e Mensageiros da mitologia pagã.

Círculo Inglês mostrando a ascensão da Kundalini nos 3 Centros

A trimurti cristã, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, tem seu expoente em todas as trimurtis religiosas: Osíris, Ísis e Hórus, no Egito; Brama, Vishnu e Shiva, na Índia; Kether, Chokmah e Binah, na Cabala etc.

Todos os cultos têm seus Céus (dimensões superiores, Aeons da Cabala hebraica) e sua contraparte, os Infernos, conhecidos também como Averno (romano), Tártaro (grego), Patala (indiano), Mixtlán (asteca), Xibalbá (maia) etc.

Entre os Persas, Cristo é Ormuzd, Ahura-Mazda, o terrível inimigo de Arimã (o Satã que levamos dentro de nós). Entre os hindus, Krishna é o Cristo. O evangelho de Krishna é muito semelhante ao de Jesus de Nazaré. Entre os Egípcios, Cristo é Osíris, e todo aquele que O encarnava era, de fato, um Osirificado. Entre os Chineses é Fu-Hi, o Cristo Cósmico, que compôs o I-Ching, O Livro das Leis, e nomeou ministros dragões.

Entre os gregos, o Cristo chamava-se Zeus, Júpiter, O Pai dos Deuses. Entre os astecas é Quetzalcoatl, o Cristo mexicano. Nos Eddas germânicos é Balder, o Cristo que foi assassinado por Hoder, Deus da Guerra, com uma flecha de agárico. Assim, poderíamos citar o Cristo Cósmico em milhares de livros arcaicos e velhas tradições que vêm de milhões de anos antes de Jesus.

Maria, a Mãe de Jesus, é a mesma Ísis, Juno, Deméter, Ceres, Maya, Tonantzin, etc., que recebem seu filho em uma imaculada concepção. Fu-Hi, Quetzalcoatl, Buda e muitos outros são o resultado de imaculadas concepções, que são realmente abundantes em todos os cultos antigos.

Maria Madalena é, fora de qualquer dúvida, a mesma Salambo, Matra, Ishtar, Astarté, Afrodite e Vênus de todas as religiões. Maria Madalena, a pecadora arrependida, é a mesma Gundrígia, a Kundri do drama wagneriano.

Todos os cultos antigos tentaram conduzir o homem à ÚNICA GRANDE VERDADE, e por isto é assombrosa a grande semelhança entre todas as formas religiosas, a repetição de símbolos, ideias etc.

Frases como: “Eu estou com a verdade” ou “minha religião é a única que serve” denotam soberba e uma supina ignorância.

Contudo, seguindo esta ordem de ideias, temos que levar em conta uma coisa extremamente importante: todos os preceitos, ensinamentos ou indicações dos cultos religiosos de nada servem, se não os experimentamos em nós mesmos…

Por isso, em questões de religião, estudamos a religiosidade em sua forma mais profunda. A Gnose estuda a Ciência das Religiões.

A religiosidade que possuímos é altamente científica. A Gnose não se conforma com aceitar a existência de um Deus sentado em um trono, julgando os vivos e os mortos. O gnóstico cria a fé a partir da experiência, da vivência, da comprovação, não de teorias.

Nos tempos atuais, a religião se divorciou da ciência e a ciência da religião. Uns lutam contra outros e outros contra uns. Todos se sentem de posse da verdade, ninguém se sente equivocado.

Contudo, a religião que despreza a ciência é uma religião oca, cem por cento fanática e dogmática. A ciência que rejeita a religião é uma ciência materialista, ateísta, carente totalmente de valores e princípios.

O bálsamo procurado por quem quer a verdade não está nos opostos. Tese e antítese devem tender à síntese; devemos entrar em um espiritualismo científico e uma ciência espiritual. É necessário deixar de lado o dualismo conceitual, é urgente e inadiável filiar-nos a um monismo transcendental, é necessária uma ciência religiosa e uma religião científica.

Samael Aun Weor, O Pai Da Antropologia Gnóstica

“A palavra AVATARA significa mensageiro, ou seja, aquele que entrega uma mensagem. Como me correspondeu a tarefa de entregar esta mensagem por ordem da Loja Branca, sou chamado de MENSAGEIRO, ou, em sânscrito, AVATARA. Um mensageiro ou Avatara é, em síntese, um recadeiro, é o homem que entrega um recado, um servidor ou servo da Grande Obra do Pai. Que esta palavra não se preste a equívocos, pois está especificada com inteira clareza.

Assim, meus caros leitores, a palavra Avatara não deve conduzir-nos jamais ao orgulho, pois significa apenas isso, nada mais que isso: recadeiro, criado ou mensageiro, simplesmente um servidor que entrega uma mensagem, isso é tudo. Sou então um criado, servidor ou mensageiro, e estou entregando uma mensagem. Uma vez, disse que sou o cargueiro de uma carga cósmica, pois estou entregando o conteúdo de uma carga cósmica.” (Samael Aun Weor: Perguntas e Respostas)

Existem três princípios fundamentais que definem o Conhecimento Gnóstico e que também o diferenciam de outras doutrinas; princípios que, se vividos integramente pelo ser humano, lhe permitem despertar sua Consciência íntima e unir-se com seu Real Ser (o divino e verdadeiro que existe nele).

Estes três fatores ou princípios são:

– A autoaniquilação psicológica disso que não é real em nós, isto é, todo o conjunto de elementos indesejáveis que constituem o Ego, o Mim Mesmo, a viva personificação de todos os nossos erros, defeitos e vícios.

– O desenvolvimento harmonioso das faculdades superiores que existem adormecidas em nós e a criação de certas estruturas corpóreas com as quais podem ser percebidas as grandes realidades desta e das outras dimensões.

– O exercício desinteressado e constante em favor da humanidade, sacrificando os interesses particulares em prol de nosso irmão, o homem.

É necessário saber que não foram muitos os personagens que, ao longo de toda a história, tiveram a ousadia de viver cada dia, com o esforço e a vontade que isso implica, estes três grandes fatores da liberação do homem.

Jesus, o Cristo, Buddha, Quetzalcóatl, Saint Germain, Cagliostro, Fulcanelli etc., são o exemplo de alguns destes grandes homens e o testemunho vivo da transformação transcendente que pode acontecer na natureza humana.

Em pleno século 20, Samael Aun Weor, insigne escritor, filósofo, sociólogo e esoterista, com a ousadia que leva a eliminar da psique todos os fatores da discórdia, juntou-se a esta lista de “Iluminados”, escapando da relatividade ilusória na qual todos vivemos para estabelecer-se definitivamente no reino do Absoluto e Verdadeiro.

O desenvolvimento de uma faculdade chamada, em termos metafísicos, de “Intuição Prajna Paramita”, permitiu a este grande sábio converter-se no guia de muitos que, como nós, buscam incansavelmente dar uma resposta ao porquê da existência.

Samael Aun Weor é, nesta época conhecida como “Era de Aquário”, e por vontade de todas aquelas esclarecidas inteligências divinas, origem de todo o criado, o Mensageiro ou Avatara encarregado de entregar o mapa preciso para que ninguém possa extraviar-se na confusão de tantas teorias.

Com este único fim, Samael Aun Weor cria, com grande acerto, o veículo que têm hoje em dia os Princípios Gnósticos para manifestar-se a esta humanidade; referimo-nos, evidentemente, às Instituições Gnóstica.

Todos os estudos que esta instituição hoje oferece se baseiam na singular desvelação que este grande humanista faz dos enormes e enriquecedores Mistérios, através de suas mais de sessenta obras, às quais deve-se acrescentar centenas de conferências, manifestos, epístolas e diálogos com seus discípulos.

Assim, sem cair em fanatismo de nenhuma espécie, diremos ao ávido leitor que, a partir destes momentos, terá a excepcional oportunidade de aproximar-se do legítimo esoterismo que nutriu todas essas notáveis inteligências do Saber Oculto e que foi resgatado do pó dos séculos, sintetizado em forma prática, sem complicações intelectuais de nenhuma espécie e entregue pública e desinteressadamente à humanidade por esse humilde homem: Samael Aun Weor.

Os mistérios egípcios II

1

Salve, ó bendita Deusa Atenea-Neith! Quão grandes são tuas obras e maravilhas! Bem sabem os Deuses e os sábios que tu és a divina Clítone da submersa Atlântida.

Está escrito com caracteres de fogo no grande livro da vida que tu, ó Deusa, soubeste selecionar inteligentemente o melhor da semente de Vulcano para fundar a augusta cidade de Atenas. Ó Neith! Estabeleceste a Saís no delta do Nilo.

O país ensolarado de Kem inclina-se, reverente, diante de ti. Salve… Salve… Salve…

Ainda ressoam, no fundo dos séculos, aquelas frases do sacerdote de Saís: “Ó Sólon, Sólon, vós gregos não sois senão meninos! Não há na Grécia um único ancião! Vós sois todos jovens de alma, porquanto não entesourais qualquer opinião verdadeiramente antiga e vinda de arcaica tradição. Não possuis nenhum conhecimento branqueado pelo tempo.

Eis aqui por quê: Ao longo dos séculos as destruições de homens e povos inteiros se sucederam em grande número.

As menores por mil causas diversas e as maiores pelo fogo e pela água.’Assim, há entre vós a velha tradição de que outrora, Faetonte, o filho do sol, ao tentar dirigir o carro de seu pai, incendiara a terra e que ferido pelo raio, ele próprio pereceu.

Semelhante relato é de caráter fabuloso. A verdade que tamanha fábula oculta sob seu símbolo é a de que os corpos celestes que se movem em suas órbitas sofrem perturbações, que determinam no tempo uma destruição periódica das coisas terrestres por um grande fogo.

Em tais catástrofes, os que habitam nas montanhas, paragens elevadas e áridas perecem mais depressa que os moradores da orla marítima e dos rios.

A nós, o Nilo, a quem de tantas maneiras (levemos a vida, salvou-nos de tamanho desastre, quando os Deuses purificaram a terra submergindo-a. Sim, nem todos os vaqueiros e pastores pereceram sobre as montanhas.

Habitantes de vossas cidades foram pouco a pouco levados até o mar, seguindo a corrente dos rios.

Sem dúvida, em nosso país, nem agora e nem em outra época, as chuvas fecundaram nossas campinas, porém a natureza dispôs que a água nos viesse da própria terra, pelo rio.

Esta é a causa porque o nosso país pode conservar as tradições mais antigas. Nem os calores extremados, nem as chuvas excessivas, o despojou de seus habitantes.

Além do mais, se bem que a raça humana possa aumentar ou diminuir em número de indivíduos, jamais chega a desaparecer por completo da face da terra.

Deste modo e por esta razão, tudo quanto se fez de formoso, grande ou memorável, sob qualquer aspecto, seja em vosso país, seja no nosso ou em outro, está escrito há muitos séculos e conservado em nossos templos.

Todavia, entre vós e demais povos, o uso da escrita e do que é necessário a um estado civilizado não data de uma época muito recente.

Acontece que, subitamente, com determinados intervalos, vêm a cair sobre vós como uma peste cruel torrentes que se precipitam do céu e não deixam sobreviver senão homens estranhos às letras e às musas, de sorte que recomeçais, por assim dizer, vossa infância e ignorais todo acontecimento de vosso país ou do nosso que remonta ao tempo antigo.

Assim, Sólon, todos esses detalhes genealógicos que nos destes relativos à vossa pátria… Parecem-se a meros contos infantis.

Desde logo vós nos falais de um dilúvio, quando se verificaram muitos outros anteriormente. Além do mais, ignorais que em vosso país existiu a raça de homens mais excelente e perfeita. Dela tu e toda a nação são descendentes, depois que ela pereceu com exceção de um pequeno número.

Vós não sabeis porque os primeiros descendentes daquela raça morreram sem transmitir nada por escrito durante muitas gerações. Antigamente.

Sólon, antes da última grande destruição pelas águas, esta mesma república de Atenas já existia. Era admirável na guerra e se distinguia em tudo pela prudência e sabedoria de suas leis, bem como por suas generosas ações. Contava, por fim, com as instituições mais formosas que jamais se ouviu falar sob os céus.”

Sólon acrescenta que ficou pasmado diante de semelhante relato e que cheio de infinita curiosidade rogou aos sacerdotes egípcios que ampliassem seus relatos”. Eu estive reencarnado na terra sagrada dos faraós durante a dinastia do Faraó Kefrén.

Conheci a fundo os antigos Mistérios do Egito secreto e em verdade digo a todos que jamais consegui esquecê-los.

Nestes precisos instantes, vêm a minha memória acontecimentos maravilhosos. Uma tarde qualquer, não importa qual, caminhando lentamente pelas areias do deserto, sob os ardentes raios do sol tropical, atravessei silencioso, como um sonâmbulo, uma rua misteriosa de esfinges milenares, diante do olhar exótico de uma tribo nômade que me observava desde suas tendas.

À sombra veneranda de uma antiquíssima pirâmide, tive de me acercar um momento para descansar um pouco e para arrumar, pacientemente, as correias de uma das minhas sandálias.

Depois, diligente, busquei com ânsia a augusta entrada, pois desejava voltar ao Caminho Reto. O guardião, como sempre, estava no umbral do mistério. Impossível esquecer aquela figura hierática de rosto de bronze e pômulos salientes.

Esse homem era um colosso… Em sua direita, empunhada com heroísmo, estava a terrível espada. Seu porte era formidável e não há dúvida que usava com pleno direito o mandil maçônico (avental).

O interrogatório foi bastante severo:

“Quem és?”
“Sou um suplicante que vem cego em busca de luz”.
“O que desejas?”
“Luz – respondi.”

(Seria muito longo transcrever no espaço deste capítulo todo o exame verbal).

Depois, de uma maneira que eu qualifico de violenta, despojou-me de todo objeto metálico, inclusive das sandálias e da túnica. O mais interessante foi aquele instante em que o hercúleo homem me segurou pela mão para conduzir-me ao Santuário.

Os instantes em que a pesada porta girou sobre seus gonzos de aço, produzindo esse DÓ misterioso do velho Egito, foram inesquecíveis.

O que aconteceu depois, o encontro macabro com o “Irmão Terrível”, as provas do Fogo, Ar, Água e Terra, pode ser encontrado por qualquer Iluminado nas memórias da natureza.

Na prova do fogo, tive de me controlar o melhor possível, quando atravessei um salão em chamas. O piso estava cheio de vigas de aço esquentadas ao vermelho vivo.

Muito estreito era o espaço entre aqueles trilhos de ferro ardentes, havia somente lugar para pôr os pés. Muitos foram os aspirantes que pereceram neste esforço, naqueles tempos.

Ainda recordo com horror aquela argola de aço encravada na rocha. Em baixo, somente se via o tenebroso e horripilante precipício. Sem dúvida, saí vitorioso na prova do ar. Triunfei onde outros pereceram.

Passaram-se muitos séculos e ainda não consegui esquecer, apesar da poeira de tantos anos, aqueles crocodilos sagrados do lago. Se não fossem as conjurações mágicas, teria sido devorado por esses répteis, aliás como aconteceu a muitos aspirantes.

Inumeráveis infelizes foram triturados e quebrados pelas rochas na prova da terra. Eu triunfei. Vi com indiferença duas enormes pedras que ameaçavam minha existência, fechando-se em torno de mim vira reduzirem-me a poeira cósmica.

Certamente, não sou mais do que um miserável verme do lodo da terra, porém saí vitorioso.

Assim, foi como retornei à senda da revolução da consciência depois de ter sofrido muito. Fui recebido no Colégio Iniciático. Fui vestido solenemente com a túnica de linho branco dos sacerdotes de Ísis e no meu peito colocaram a cruz Tau egípcia.

“Salve, ó Rá! Semelhante a Tum (o Pai) te levantas por cima do horizonte e semelhante a Hórus (o Íntimo) caminhas no céu.

Tua formosura regozija meus olhos e teus raios (solares) iluminam meu corpo na terra.

Quando navegas em tua barca celeste (o astro-rei), a paz se estende pelos vastos céus.

Eis aqui que o vento incha as velas e alegra teu coração; com marcha rápida atravessas o céu.

Teus inimigos são derrubados e a paz reina em torno de ti. Os Gênios Planetários, percorrendo suas órbitas, cantam tua glória.

E quando desces no horizonte, atrás das montanhas do oeste, os Gênios das estrelas fixas se prosternam diante de ti e te adoram”. (Porque tu és o Logos Solar.)

Grande é tua formosura no alvorecer e na tarde, ó, tu, Senhor da vida e da ordem dos mundos.

Glória a ti, ó Rá, quando te levantas no horizonte e quando pela tarde, semelhante a Tum (o Pai), te deitas.

Pois, na verdade, teus raios (solares) são formosos, quando no alto da abóbada celeste te mostras em todo teu resplendor.

Ali, é onde habita Nut (a Divina Mãe Kundalini) que te trouxe ao mundo.

Eis aqui que és coroado Rei dos Deuses.

A Deusa do Oceano Celeste, Nut, tua mãe, se prosterna em adoração diante de ti.

A ordem, o equilíbrio dos mundos de ti emanam.

Desde a manhã, quando partes, até a tarde, à chegada, em rápidos lances percorres o céu. (És o Cristo -Sol.)

Teu coração se alegra e o lago celeste fica pacificado. Derrubado é o demônio (o Ego, o Eu Pluralizado). Seus membros são cortados e suas vértebras seccionadas. (Assim acontece quando o dissolvemos)

Ventos propícios empurram tua barca até o porto.

As divindades das quatro regiões do espaço te adoram. Ó tu, Substância Divina, de que procedem todas as formas e todos os seres…

Eis que acabas de pronunciar uma palavra e a terra silenciosa te escuta…

Tu, Divindade única (Cristo Solar), tu já reinavas no céu em uma época em que a terra com suas montanhas ainda não existia.

Tu, o Rápido! Tu, o Senhor! Tu, o Único! Tu, o Criador de tudo quanto existe!

Na aurora dos tempos, tu modelaste a língua das Hierarquias Divinas”. (Ele põe a palavra na laringe dos Deuses.)

Tu arrancaste os seres do Primeiro Oceano (o Caos) e os salvaste em uma Ilha do Lago de Hórus (o Íntimo).

Possa eu respirar o ar das ventas de teu nariz e o vento do norte que envia Nut (a Mãe Divina), tua Mãe.

Ó Rá! Digna-te santificar meu espírito. Ó Osíris! Devolve à minha alma sua natureza divina! Glória a ti, ó Senhor dos Deuses! Louvado seja teu nome.

O Criador de obras admiráveis! Aclara com teus raios meu corpo que repousa na terra para toda a eternidade.”

(Esta oração é textual do Livro Egípcio da Morada Oculta)

A arte objetiva no trabalho esotérico

8

Antes de tudo, devemos sintetizar o que a Gnose nos ensina sobre a Arte: é uma das quatro colunas do conhecimento, juntamente com a Ciência, a Filosofia e a Mística. Pois, nas obras o artista expressa o que leva em seu interior. Se o artista é um Mestre (que desenvolveu plenamente o conhecimento das quatro colunas) pode nos transmitir uma grande sabedoria.

Aprendendo a apreciar os quadros de Leonardo da Vinci, as sinfonias de Mozart ou Beethoven, ou as esculturas gregas, vamos descobrir o ensinamento que está ali oculto, e sentir emoções sublimes, superiores.

Portanto, a Arte transmite conhecimento quando é Objetiva (quando a pessoa que a realiza tem conhecimento e, portanto, consciência desperta) e, no contrário, é subjetiva, se expressam ali os egos.

O mesmo ocorre com a pessoa que observa, se está adormecida, não sente nada superior, o ego não lhe faz entender, no entanto, o mistério de tais obras pode provocar profundas inquietudes…

Posso afirmar isso, pois tenho conhecimento de causa, quando era um jovem com meus 14 anos, mais ou menos, tinha muito interesse por investigar, mesmo de uma forma intelectual, todas essas maravilhas deixadas pelas civilizações antigas: as pirâmides do Egito com suas medidas astronômicas (portanto Arte e Ciência), as maravilhosas construções de pedra feitas tanto na América como em outras partes do mundo (como teriam cortado pedras tão enormes e levado por dezenas de quilômetros, sem rodas ou cavalos, como ocorreu em Cusco, no Peru, e sendo encaixadas perfeitamente rocha sobre rocha, de tal forma que nem um fio de cabelo poderia entrar entre duas delas?).

Por que tantas pirâmides ao redor do mundo? Por que na Índia e na Grécia os deuses se mostravam nas esculturas com corpos tão sensuais? Qual é a magia da luz dentro de uma catedral gótica? Qual foi a inspiração de Michelangelo para retratar de forma tão poderosa o desenrolar da História do Ser Humano?

É claro que essas inquietudes, aliadas a outras mais inquietantes, me levaram a buscar a Gnose na primeira vez que li sobre ela, e me enchi de entusiasmo arrebatador.

Pois já na primeira conferência se falava sobre Arte, e esperava que me ensinassem a poder contemplá-la, mas não foi bem assim.

Devemos retornar a nos concentrar em quadros objetivos, para extrairmos conhecimento, mas para isso devemos estar praticando intensamente a morte-em-marcha; devemos nos encher do aroma das rosas, das paisagens idílicas, da natureza que possui conhecimento, mas para isso temos de estar transformando todas as impressões, não se identificando com tais paisagens, senão vamos mal, vamos adormecidos.

E o que diremos da música clássica, das palavras poéticas que dizemos ao ser amado, do canto dos pássaros, do pór do sol, de uma conferência, de nossos gestos, da decoração de nossas casas… se vamos adormecidos, e o ego é que se expressa, é uma arte subjetiva, degenerada.

Se morremos em nós mesmos, e temos de morrer, a consciência vai se expressando mais, e, portanto, na medida do trabalho, vamos nos aproximando da Arte Objetiva e das emoções superiores.

No estado em que estamos podemos aplicar uma DISCIPLINA quanto a arte subjetiva, como, por exemplo, evitar a propaganda apelativa que enche as revistas, evitar a televisão, o cinema com sua violência, o teatro orgíaco, os quadros que se fazem desagradáveis, os lugares poluídos, a música de frenesi que tem fundo pornográfico…

Não devemos ser fanáticos, não devemos fugir do ginásio psicológico, para evitar tudo isso devemos praticar a morte-em-marcha intensamente.

Morrendo em nós mesmos vamos tirar conhecimento até dessas manifestações subjetivas.

Temos de compreender que tudo isso de fora não é culpa dos outros… é reflexo do que nós temos dentro, mudando nosso interior mudaremos nossa forma de expressar.

O VM Samael afirma que é necessário transformarmo-nos em super-homens, ter transmutado a energia sexual e nos tornarmos gênios. Diz Samael:

“O Iniciado ama a música dos grandes clássicos e sente repugnância pela música infernal das pessoas vulgares. A música afro-cubana desperta os mais baixos fundos animais do homem. O INICIADO ama a música dos grandes compositores. Por exemplo, A Flauta Encantada de Mozart nos recorda uma INICIAÇÃO EGÍPCIA. Existe íntima relação entre o verbo e as energias sexuais. A palavra do Grande Mestre Jesus se CRISTIFICOU, bebendo o VINHO DE LUZ do alquimista no cálice da sexualidade.”

“A alma comunga com a Música das Esferas, quando escutamos as nove Sinfonias de Beethoven ou as composições de Chopin, ou a divina Polonaise de Listz. A música é a palavra do Eterno. Nossas palavras devem ser música inefável; assim sublimamos a energia criadora até o coração. As palavras asquerosas, sujas, imodestas, vulgares etc. têm o poder de adulterar a energia criadora… de convertê-la em poderes infernais.

“Nos Mistérios de Elêusis, as danças sagradas, os bailes desnudos, o beijo ardente e a conexão sexual convertiam os homens em deuses. A ninguém ocorria, então, pensar em porcarias, senão em coisas santas e profundamente religiosas.”

“As danças sagradas são tão antigas como o mundo e tem sua origem no amanhecer da vida sobre a Terra. Os bailes súfis e os dervixes dançantes são tremendamente maravilhosos. A música deve despertar no organismo humano para falar o verbo de ouro.”

Até aqui, o VM Samael nos fala sobre a Música, a Dança, o cuidado com a fala (o Verbo), tudo isso no livro O Matrimônio Perfeito, em outro livro constatamos que ouvindo as inefáveis músicas de Beethoven, Mozart e Bach, entre outros, desenvolvemos o centro Emocional Superior (A Doutrina Secreta de Anahuac), é claro que Beethoven foi um Iniciado que amou intensamente sua Mãe Divina e transmitiu em sua obra todo esse trabalho titânico. Mais à frente no mesmo texto do Matrimônio Perfeito o mestre nos fala com o cuidado com a casa, com nosso lar:

“A casa dos Iniciados Gnósticos deve estar cheia de beleza. As flores que embalsamam o ar com seus aromas, as belas estátuas, a ordem perfeita e o asseio fazem de cada lar um verdadeiro SANTUÁRIO GNÓSTICO.”

Qual a importância da escultura, da beleza, da ordem, na psique, isso o mestre explica no capítulo Beleza, do livro O Mistério do Áureo Florescer, na conclusão de uma narração de Waldemar:

“…”Se belos seres criam belas estátuas, estas obram de novo sobre aqueles e o Estado há de agradecer às belas estátuas os belos cidadãos. Entre nós, a delicada imaginação da mãe só parece exteriorizar-se em monstros”.”

“Necessário é regressar ao ponto de partida original e cultivar, com singular anelo, a beleza de espírito…”

“A recâmara nupcial deve converter-se no templo da arte; ela é, em si mesma, o centro magnético do amor.”

“As mulheres de santa predestinação não devem perder, jamais, a capacidade de assombro…”

“Contemplai, ó Filhas de Vênus! As divinas esculturas de vossa habitação, a fim de que o fruto do vosso amor seja realmente belo…

“Criai belezas, eu vos digo, em nome do amor e da verdade.. Sede felizes, bem amadas! Sede ditosas com vossas criações …”

“A alcova nupcial é o Santuário de Vênus, não a profaneis, jamais, com pensamentos indignos.

Portanto, procurando a concentração em belas obras de arte, na música, na escultura, nas palavras dignas e pensamentos elevados, tudo isso nos ajudará a melhorar, mas o fundamental é a Morte, de forma radical, senão o resultado seria extremamente incipiente.

Na poesia, o exemplo é Goethe adorando sua mãe Divina:

Virgem pura no mais belo sentido
Mãe digna de veneração por nós
Rainha eleita por nós
e de condição igual aos Deuses.

Ou Dante Alighieri, que na sua Divina Comédia ilustra de forma direta sobre o Inferno, Purgatório e o Céu.

Enquanto a pintura, além de representar as paisagens da natureza, pode criticar intensamente o estado animalesco que está a humanidade, assim cita nAs Três Montanhas, no capítulo A Igreja Gnóstica:

“Com tantos e quantos berros, aulidos, silvos, relinchos, chiados, mugidos, grasnidos, miados, ladridos, bufares, roncos e crocitares segue ouvindo o vidente poeta, falando-nos com palavras que são pinceladas lívidas e fosfóricas de El Greco, em aparições extraordinárias, como as Os Caprichos de Goya.”

No mesmo capítulo, ao descrever a Igreja Gnóstica, na dimensão astral, o mestre mostra sua arquitetura transcendental:

“Templo de mármore luminoso que mais parece de cristal por suas raras transparências.”

“O terraço daquela igreja transcendida dominava, invicto, como uma acrópole gloriosa, o âmbito solene de um sacro pinheiral…”

“Dali, o constelado firmamento resplandecente podia ser contemplado como outrora, nos tempos atlantes; aqueles hoje sepultados templos lembrados pela extraordinária poesia de Maeterlink; dos que Asura-Maya, o astrônomo discípulo de Narada, faria as observações prévias para descobrir seus ciclos cronológicos de milhares de anos, ensinando-os, depois, aos seus amados discípulos, à luz da lua pálida, qual hoje praticam seus devotos sucessores.”

Com o trabalho com a Morte, iremos desenvolver as quatro colunas dentro de nós, mas já devemos traçar uma DISCIPLINA dentro de nós, e com toda a Arte ao nosso redor, para irmos nos preparando para quando desenvolvermos o mental superior e o emocional superior.

O trabalho com o Nascer é fundamental, assim nos mostram os templos indianos com os casais divinos se amando, temos que desenvolver nossas faculdades, pois hoje como estamos vamos ainda muito mal.

E o Sacrifício pela Humanidade, pois na Arte se expressa, se expressa não para si, mas para os demais, para poder entregar o conhecimento, para poder amar profundamente toda a Humanidade.

E é isso somente que queremos, amar profundamente toda a Humanidade!

(Luciano Moraes, Retratista, pintor e poeta)

A busca da nossa realidade

3

Hoje vou realizar uma palestra de ordem esotérica, transcendental. Mas, antes de tudo, é conveniente que saibamos por que estamos reunidos, o que provocou esta reunião… Inquestionavelmente, em vocês existem inquietudes e em mim também existem. Então, vocês estão aqui para me ouvir e eu para lhes falar. Devemos compreender a necessidade de nos entendermos mutuamente, inquirir, buscar e indagar com o propósito de saber, realmente, qual é o objeto da existência.

É indispensável sabermos de onde viemos, para onde vamos, por que estamos aqui e para quê. Viver por viver, comer para existir, trabalhar para comer… não podem ser os únicos objetivos da vida. Sem dúvida, temos de resolver o enigma de nossa existência, temos de entender o sentido da vida…

Nosso Movimento Gnóstico Internacional tem mais de 5 milhões de pessoas que se encontram em todo o Hemisfério Ocidental e logo estaremos conquistando a Europa, o Oriente Médio e a totalidade da Ásia… Estamos formando uma corrente esotérico-cristã que só tem um motivo: a Autorrealização Íntima do Ser…

Assim é que chegou a hora de saber quem somos. O corpo físico não é tudo, ver o corpo humano de quaisquer pessoas não nos torna conhecedores do verdadeiro Ser.

O organismo é composto de órgãos, células, moléculas e átomos. Se fracionarmos o átomo, liberamos energia. Em última síntese, o organismo humano está composto de diferente tipos e subtipos de energias. Einstein disse: “Energia é igual à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado”. Como também afirmou: “A massa se transforma em energia, assim como a energia se transforma em massa”. Diríamos, então, que tudo na vida é Energia, determinada por ondulações vibratórias, determinadas frequências oscilatórias…

busca-realidade-gnosisonlineOs cientistas podem conhecer a mecânica de uma célula viva, mas nada sabem sobre o fundo vital. Eles têm fabricado foguetes atômicos, viajam à Lua, bombas nucleares etc., mas até agora não são capazes de elaborar um germe vegetal com a capacidade de germinar. Fazem experiências com inseminação artificial, realizam experiências com o espermatozoide e os óvulos, fazem filhos de incubadoras, bebês de proveta, dessa forma eles podem gerar “filhos de laboratórios”, entretanto, não conseguem resolver o problema da Vida e da Morte.

Eles, os cientistas, fazem enxertos vegetais, nos quais são alterados geneticamente, alterando assim a flora. As frutas de tais experiências não possuem os mesmos valores energéticos das frutas originais. Quando se trata de explorar o organismo humano, eles descobrem a célula viva, mas desconhecem a Força Vital. É claro que o organismo humano tem um nisus formativus, ou seja, um fundo vital orgânico. Quero me referir de forma enfática ao Lingam Sarira dos hindus, o corpo vital, a Condensação Termoeletromagnética.

Os cientistas russos estão estudando o corpo vital. Possuem um aparato extraordinário de percepção óptica, mediante o qual tem sido possível ver e fotografar o corpo vital, eles estudam a relação desse corpo com o organismo físico, como também fora do corpo físico. Eles o denominam Corpo Bioplástico.

Assim é que o corpo físico tem um assento vital, sem o qual não poderia existir. Mas isso não é tudo, além do corpo físico e do seu assento, o corpo vital, está o Ego.

Muito se tem discutido sobre o Ego, inumeráveis teorias antitéticas se combatem entre si, muitos são adoradores do Ego, outros seguidores do Alter Ego, para algumas escolas o Ego é sagrado, para outras é dual. Fala-se do “Eu Superior” e do “Eu Inferior”; dizem que o eu superior tem de dominar o eu inferior etc., e tudo isso é falso!

Para falar com autoridade, necessita-se ter desenvolvido o sentido da Auto-Observação Psicológica, só assim, por experiência direta, pode-se mencionar com clareza o Ego, ao Eu, o mim mesmo. Ler alguma teoria sobre o Ego e logo defender tal ou qual escola defendendo a consciência egoica, de fato é algo não muito inteligente.

Necessitamos saber que esse Ego domina o corpo vital e o corpo físico, lançar teses sem experiência direta é incongruente e ilógico. Podemos usar a lógica dedutiva ou indutiva, os silogismos ou os prossilogismos, qualquer disciplina intelectual do Oriente ou do Ocidente para defender as nossas teses a respeito do Ego, entretanto, isso resulto no fundo falta de inteligência.

Temos de ir mais longe, experimentar, só assim com base na experimentação direta é que podemos lançar axiomas matemáticos com respeito ao Ego. É claro que os melhores psicanalistas, teosofistas etc. têm se equivocado a respeito do Ego, inclusive falam do “Ego subliminar”, lamentavelmente…

O Alter Ego dos psicanalistas, dos grandes espiritualistas, tampouco resiste a uma análise superlativa e transcendental, é só teoria no fundo. Até HPB errou quanto ao Ego, ela o considerou divino. Se tivesse experimentado a realidade do mesmo, não teria defendido tanto a consciência egoica. O que é, entretanto, esse mim mesmo, que carregamos em nosso interior?

Só através da auto-observação psicológica descobriremos o que é: manobras de desejos, recordações, pensamentos, opiniões, conceitos, paixões, volições etc. Tal Ego nem sequer é uma Unitotalidade, Unicidade, ele é pluralizado. Quero dizer, com inteira claridade, que o Ego é múltiplo…

E isso me lembra dos tibetanos; afirmam eles, de forma enfática, que dentro de cada ser humano existem muitos “agregados psíquicos”, que são representados pelos nossos defeitos psicológicos, tais como a Ira, a Cobiça, a Luxúria, a Inveja, o Orgulho, a Avareza e a Gula…

O Evangelho Crístico do Grande Cabir Jesus diz que Jeshuá tirou do corpo de Madalena sete demônios. Claro que se trata dos Sete Pecados Capitais e disso não cabe dúvida alguma. Mas o sete podem ser multiplicados por outros sete e outros sete e mais e mais, pois no fundo nossos defeitos são multifacéticos.busca-realidade3-gnosisonline

Fala-se de sete demônios, mas poderíamos citar milhares de demônios, e tais miríades de demônios formam o nosso Ego, existem os Eus da Ira, da Cobiça, da Luxúria, da Preguiça etc. Todas essas multiplicidades de Eus são pessoas psicológicas dentro de nós mesmos, elas brigam entre si e não obedecem a ordem de nenhuma espécie.

Estamos cheios de muitas contradições na vida, tão logo afirmamos algo, logo em seguida o negamos, não temos um centro de gravidade permanente e isso indica, com toda clareza, que somos uma multiplicidade de elementos indesejáveis. O mais grave de tudo isso é que dentro de cada elemento inumano se acha presa a Consciência.

Os psicólogos antigos, do século retrasado, denominavam “objetivo” tudo aquilo que correspondia ao mundo físico, a experiência sensual, e “subjetivo” todo relacionamento com os processos psíquicos.

Nós, gnósticos, somos diferentes, chamamos de “objetivo” o que é o Real, o Espiritual, o Verdadeiro, e de “subjetivo”, o sensual. Desgraçadamente, todos os elementos indesejáveis que levamos em nossa psique são subjetivos.

A Consciência, a Essência, acha-se presa, embutida, entre todos esses elementos de tipo subjetivo. Agora explicaremos por que as consciências das pessoas se encontram em estado inconsciente, adormecido. As pessoas de modo algum aceitariam que “dormem”. Supõem as multidões que elas estão “despertas”, e quando alguém lhe diz que têm a Consciência adormecida, chegam até a se ofender. Se estivéssemos com a Consciência desperta, poderíamos ver, ouvir e tocar as grandes realidades dos Mundos Superiores, entretanto, as pessoas dormem e têm a Consciência em estado de Sono…

DESPERTAR é indispensável, urgente e inadiável! Todos aqui presentes estão adormecidos, dormem. Todos os que estão aqui presentes jamais viram o mundo como ele é realmente. Vocês sonham com um mundo que não o conhecem, veem-no com a sua Consciência Onírica, mas jamais alguém o tem visto realmente.

Acreditam que conhecem o planeta Terra, mas não o conhecem. Ainda mais, estou seguro de que nem sequer conhecem um só pelo de seu bigode.

Quem aqui conhece a Verdade? Quando perguntaram a Jesus Cristo o que é a Verdade, Ele ficou em silêncio; e assim também com o Buda Gautama Sakyamuni. Quando lhe fizeram a mesma pergunta, deu as costas e se retirou.

A Verdade é o desconhecido de instante a instante, de momento em momento. Só com a morte do Ego é que despertaremos a Consciência e só com a Consciência desperta poderemos experimentar isso que é o Real, que não é do Tempo, que está além do corpo físico, dos afetos e da mente…

Nós não experimentamos a Verdade ainda, nada sabemos sobre os Mistérios da Vida e da Morte. Seria impossível experimentar o Real se antes não libertarmos a Consciência, se antes não a extrairmos dentre todos esses elementos indesejáveis que constituem o nosso Ego. Com a Consciência livre e soberana, saberemos a Verdade, e só então experimentaremos o Real.

Nós vivemos sonhando, não vimos, realmente, como é o tal planeta Terra. Quando a nossa Consciência despertar, veremos que a Terra é muito diferente daquilo que tínhamos visto até então, nós a veremos multidimensional. Conheceremos o corpo vital desta Terra em que vivemos e descobriremos os Mistérios da Vida e da Morte, de tudo o que é, que tem sido e será…

Entraremos em contato com outras Humanidades que vivem junto a nós e que até o presente momento as ignoramos. Não somos os únicos habitantes da Terra, a Humanidade terrestre de modo algum é a única que vive sobre a face da Terra. Convivem conosco outras humanidades. Em dimensões superiores da Natureza há outras raças humanas em estado de Jinas, que desconhecemos.

Nem todos os seres humanos saíram do Jardim do Éden, ainda existem raças humanas que não saíram do Éden e que vivem na Quarta Vertical. Existem gentes felizes, que vivem em estado paradisíaco, gentes do Éden, dos Campos Elíseos, da Terra Prometida, gentes que não saíram jamais do Paraíso, vivem ao nosso lado e, sem dúvida, não as vemos nem as tocamos, mas existem.

busca-realidade2-gnosisonlineVocês, repito, não conhecem o planeta Terra, em sonhos veem um planeta deformado, um planeta pictórico, um Planeta Sonho. Despertar é indispensável! A humanidade comum só possui mais ou menos uns três por cento de Consciência desperta e o restante, 97% adormecida. Se a Humanidade tivesse uns 10% de Consciência desperta, não teríamos guerras.

Quando desintegramos o Ego, quando o reduzimos a pó cósmico, quando chegamos à Aniquilação Budista, a Consciência desperta 100%. Abrem-se ante nós as portas maravilhosas da Terra Prometida, nos conectamos com os Deuses Antigos, citados na mitologia grega, descobriremos verdadeiramente o que é a Religião-Sabedoria.

Isso só será possível se passarmos por uma mudança radical. Assim como estamos hoje, com a Consciência adormecida, em estado de inconsciência total, somos verdadeiros cadáveres viventes, estamos mortos para o Ser e não temos realidade alguma.

Quero dizer a vocês que somos vítimas das circunstâncias e que temos de aprender a iniciar novas circunstâncias. Existimos sobre a face da Terra, exclusivamente com o propósito de servir à economia da Natureza. Cada um de nós é uma “máquina” encarregada de captar determinados tipos e subtipos de energia cósmica. Cada máquina humana transforma os diferentes tipos de energias e as retransmite às crostas do nosso organismo planetário.

Somos máquinas a serviço da economia da natureza. Acreditamos que somos grandes e muito sábios, mas na realidade nós somos máquinas a serviço da Grande Natureza. A humanidade inteira é um órgão da Natureza, um órgão encarregado, precisamente, de assimilar e eliminar determinadas substâncias e forças.

Acreditamos que somos “homens” no sentido mais completo da palavra, mas ainda não o somos. Ser homem é algo muito grande, o homem é o Rei da Criação. Nós, entretanto, nem sequer somos reis de nós mesmos, não aprendemos a dirigir conscientemente nossos processos psíquicos. Temos de começar, se quisermos mudar, por reconhecer o que somos. Ou seja, não somos mais do que “animais intelectuais” condenados à pena de viver sobre a face da Terra…

O Logos, o Sol, está fazendo nestes instantes um grande experimento, Ele o faz nos tubos de ensaios da Natureza, quer criar Homens. Na época de Abraão, o judeu, fez muitas criações. Durante os primeiros oito séculos do cristianismo conseguiu-se criar certa quantidade de Homens. E nestes tempos iniciou-se um novo esforço para criar Homens.

O Sol deposita em nossas glândulas sexuais o germe para o homem. Mas eles podem se perder, não é seguro que eles se desenvolvam. Se quisermos que o Homem nasça em nosso interior, como a mariposa na crisálida, necessitamos cooperar com o Sol. Só assim os germes poderão se desenvolver em nós.

É claro que se necessita de um terreno adequado para o desenvolvimento dos germes no Homem. Se alterarmos o nosso organismo, enxertos glandulares, transplantes orgânicos etc., não será favorável o desenvolvimento do Homem.

Se não cooperarmos com o experimento solar, será impossível que os Germes do Homem se desenvolvam dentro de nosso interior. São os germes para o Corpo Astral, que a humanidade ainda não possui; para o Corpo Mental, que tampouco temos, e do Corpo da Vontade Consciente, que também a humanidade não tem. Sem dúvida, os teosofistas, pseudo-rosa-cruzes, yogues, aquarianistas etc., acreditam que possuem todos esses corpos e mais ainda, acreditam que já possuem o Setenário Teosófico, que são Homens íntegros, Unitotais, que se tornarão Deuses Inefáveis etc., ainda que se embebedam nos bares.

A crua realidade é: ou colaboramos com o Sol ou não colaboramos. Precisamos dissolver o ego animal e criar os Corpos Existenciais Superiores do Ser, só assim nos converteremos em homens no mais completo sentido da palavra.

Para criarmos o Corpo Astral, necessita-se da Sexologia Transcendental, aprender a manejar o Mercúrio da Filosofia Secreta, entrar pelo Caminho da Regeneração Sexual, porque os degenerados do infrassexo, os fornicários, os adúlteros, os homossexuais, as lésbicas etc., são sementes podres, das quais o Homem não poderá jamais sair; dessa classe de criaturas o único que pode sair são larvas…

Ou nos regeneramos ou marchamos pelo caminho involutivo, descendente, aos Mundos Infernos! Estamos diante o dilema do Ser ou Não Ser da Filosofia, estes são momentos nos quais não podemos jogar com palavreados insubstanciais de conversa ambígua. Esses não são momentos para estarmos nos deleitando com Sofismas de Distração. Chegou o instante mais terrível no qual nos encontramos, temos de nos definir: ou nos convertemos em Homens ou involuiremos nas entranhas da Terra. Vocês poderiam me dizer o seguinte: “Com que autoridade você afirma isso, em que se baseia?”

Gostem ou não gostem, acreditem ou não, Eu Sou o Quinto dos Sete, Eu Sou SAMAEL, sou o Sol e Regente de Marte. Não me importa se vocês acreditem ou não. No tempo de Jesus, ninguém aceitou o Grande Cabir, ninguém acreditou que um Mestre teria vindo à Terra, tampouco eu aspiro que vocês acreditem em mim.

A Humanidade odeia os Profetas, portanto, não acredito que vocês me admitam como um profeta, nem nada do estilo. Mas, se digo o que me consta, tenho o valor de lhes dizer. Acreditam ou não, todos os homens na face da Terra não são homens, mas sim bestas, animais, porque comem, dormem e vivem como bestas. Se nós não resolvermos criar os Corpos Existenciais Superiores do Ser, continuaremos sendo bestas.

Se quisermos criar esses Corpos para receber os princípios anímicos e espirituais que nos converterão em Verdadeiros Homens, necessitamos nos regenerar sexualmente, acabar com o vício da fornicação, com a masturbação, com o homossexualismo, com o lesbianismo e com o adultério, só assim e procedendo com energia, poderemos nos REGENERAR.

De que serve que tenhamos a cabeça cheia de teorias se estamos podres pelo adultério e pela fornicação? De que serve que leiamos todas as bibliotecas do mundo se continuamos sendo o que somos?

Chegou a hora da regeneração, isso é fundamental. Transmutar as energias criadoras é básico. Entretanto, existem pessoas que odeiam a transmutação, porque o Ego odeia o que significa regeneração. E o Ego não tem vontade de morrer, isso vai contra o prazer sexual, vai contra a orgia, contra o vício, e isso é o que o Ego mais quer.

Assim, pois, ou nos regeneramos ou pereceremos. Logo chegará à Terra um planeta gigante, me refiro a HERCÓLUBUS. Tal massa produzirá uma revolução total dos eixos da Terra e os mares tragarão os atuais continentes. Os fornicários, os perversos, os adúlteros, terão de entrar nas entranhas da Terra para involuir no tempo.

Somente com a dissolução radical do EGO é que a Luz Divina nasce em nossa vida

Quem ouve estas palavras dirá que não existe AMOR e se equivoca. Sim, existe Amor, o que não existe é a tolerância com o delito, o vício etc. Estamos aqui nesta noite para estudar o que somos e o que devemos ser. Tenho dito que o Ego nada mais é que um monte de diabos em nosso interior, tenho dito sobre a necessidade de aniquilar todos os tipos de defeitos psicológicos, e tenho dito também sobre a necessidade de criar os Corpos, para nos convertermos em Homens.

A Transmutação é a base para a criação desses Corpos. Temos de transmutar o esperma sagrado em energia. Essa energia criadora é o Mercúrio da Filosofia Secreta, o Mercúrio dos Sábios, e com ele poderemos realizar a criação dos Corpos Existenciais Superiores do Ser.

Na Alquimia se fala do Sal, do Enxofre e do Mercúrio. Nós somos o Sal da Terra, e esse Sal deve ser fecundado pelo Mercúrio e pelo Enxofre. O Mercúrio é a Alma Metálica do Esperma, é a Energia Criadora do Terceiro Logos. O Enxofre é o Fogo Divino em nós, o Fohat, a Chama Ígnea que deve se desenvolver na nossa coluna espinhal.

Quando conseguirmos a fusão completa do Sal, do Enxofre e do Mercúrio, mediante a transmutação e sublimação, teremos o material para criar o Corpo Astral, teremos material para criar o Corpo da Mente e teremos o material para criar o Corpo da Vontade Consciente.

AChave é muito simples e não terei inconveniente algum em dá-la aqui, para vocês: CONEXÃO DO LINGAM-YONI SEM A EJACULAÇÃO DO ENS SEMINIS, porque nele está o ENS VIRTUTIS do FOGO. Esse artifício maravilhoso e extraordinário é o Secretum Secretorum dos alquimistas medievais.

Antigamente, no Egito dos Faraós, esse Secretum Secretorum era a Ciência de Hermes e somente era entregue de lábios a ouvido e debaixo de palavra de juramento. Assim eu recebi na Terra dos Faraós. Quem violava o juramento era condenado à pena de morte. Papiros egípcios dizem que se cortava a cabeça, arrancava o coração, queimava o corpo e as cinzas eram lançadas aos quatro ventos.

Muitos não querem que eu lhe dê esse artifício, esse secretum secretorum, porque estou dando de graça. No Egito antigo custava até a vida se esse segredo fosse revelado. Os sábios sempre guardaram esse segredo, eu não o guardo, eu lhes entrego esse segredo…

Se fabricarem o Mercúrio, criarão os Corpos Existenciais Superiores do Ser e poderão então receber os Princípios Anímicos e Espirituais e se converterem em Homem, em Homens de Verdade. Entretanto, é necessário eliminar os elementos indesejáveis que carregam no interior de si mesmos, porque se não eliminarem os defeitos que carregam em seu interior, se converterão num Hanasmussen, com dois centros de gravidade. Advirto isso, porque não tenho vontade de criar essa coisa de Hanasmussen, eu trabalho para criar Homens Solares, verdadeiros e reais, esse é o objetivo da missão que estou cumprindo. Eu vim para criar Homens…

A iluminação baseia-se em três aspectos fundamentais. Necessitamos desenvolver o sentido da Auto-Observação Psicológica. Na vida prática, em relação com as nossas amizades, com as pessoas do trabalho, em casa etc., os defeitos que levamos interiormente afloram espontaneamente, e se nós nos encontramos em estado de alerta-percepção, alerta-novidade, esses defeitos podem ser descobertos.

Defeitos descobertos devem ser analisados, compreendidos…, mas a compreensão não é tudo, necessitamos dissolução, eliminação, de cada um desses defeitos. É inadiável que eliminemos o defeito que tivermos compreendido. A Mente por si mesma não pode eliminar nenhum defeito. Ela pode rotulá-los, com diferentes nomes, justificar ou condenar, mas jamais poderá alterá-los.

Se quisermos a eliminação, faz-se necessário apelar a um poder que seja superior ao da Mente. Afortunadamente, esse poder existe em cada um de nós, em estado latente. Quero me referir a Devi Kundalini, à Serpente Ígnea dos nossos mágicos poderes. Tonantzin, Ísis, Reia, Cibele, Adônia, Isoberta etc., Deus-Mãe… Só implorando ajuda a Devi Kundalini, só suplicando a Ísis, para que elimine da nossa psique o defeito descoberto e compreendido, é que conseguiremos de forma total a desintegração do mesmo. Assim é como devem ser eliminados os nossos defeitos…

Se fabricássemos os Corpos Superiores do Ser e não nos convertêssemos em Homens, se não eliminarmos de nossa psique os defeitos psicológicos, fracassaríamos lamentavelmente. Nós nos converteríamos em abortos da Mãe Cósmica, em fracassos, num Hanasmussen com duplo centro de gravidade.

Um Hanasmussen tem duas personalidades interiores, uma Divina e outra Tenebrosa. Um Hanasmussen deve involuir nas entranhas da Terra até se tornar pó cósmico. O trabalho deve ser completo, temos de trabalhar na Nona Esfera para criar os Corpos Existências Superiores do Ser, e também temos de eliminar o Ego Animal e por último, devemos levantar a tocha bem alta para sacrificarmo-nos pelos demais, para iluminar os caminhos dos outros…

Só assim realizaremos em nosso interior uma transformação total, só assim nascerá em nós o Homem, só assim estaremos verdadeiramente salvos. Mas, olho no olho, o Animal Intelectual acredita que sabe tudo, quando na verdade nada sabe. Falando em estilo socrático, diríamos que “não somente ignora, mas ignora que ignora. Não somente não sabe, como nem sequer sabe que não sabe…”

Uma lenda antiga diz: “Os Deuses criaram os homens da madeira e depois de fazê-los, uniram-nos à Divindade, mas nem todos os homens conseguiram a fusão”. Assim é que, temos de criar Homens, mas é necessário que esses se integrem com a Divindade, porque o Hanasmussen é, precisamente, o resultado de não ter dissolvido o Ego, de não ter conseguido a integração com o Divino. Para se chegar à estatura do super-homem é necessário nos integrarmos com o Real, com a Divindade. O super-homem está além do bem e do mal, é o Cristo Vermelho, revolucionário, rebelde, terrível, está além dos códigos de moral, mais além dos dogmas estúpidos da evolução, mais além de tudo o que se tem escrito nas matérias de Teosofia, Rosa-Cruz barato, Yoga, Espiritismo etc.

O super-homem empunha a Espada da Justiça Cósmica, dirige o curso dos séculos, transforma chumbo em ouro, possui o Elixir da Longa Vida, pode viver com o seu corpo durante milhões de anos, é o Rei da Natureza, do Fogo, do Ar, das Águas e da Terra…

Com que objetivo nós entramos nestes estudos esotéricos, será que é para nos divertirmos? Desgraçadamente, muitas pessoas que existem no pseudoesoterismo e ocultismo baratos que tanto abundam por aí, nessas escolas do tipo Kalkiana, realmente elas buscam a distração, a diversão, porque quando lhes chamam para falar sobre a Sabedoria da Serpente, sobre a Águia, fogem apavoradas, se escondendo atrás de seus volumes…

Assim é que, não se Autorrealizam e somente buscam diversão. Hoje se distraem com uma teoria, amanhã com outra, hoje vão ao cinema, ao circo, amanhã a um bar etc. A Mente está acostumada a vagabundear… É muito difícil ser sério… São raros os que realmente querem ser sérios.

Nós, gnósticos, somos revolucionários, rebeldes, terríveis, vamos contra o dogma da evolução, vamos contra todas as teorias estabelecidas por essas pessoas kalkianas do século 20.

Queremos despertar a nossa Cobra Sagrada, a Víbora Divina em nós. A Cobra terrivelmente sublime, a Kundalini, essa Serpente que se desenvolve na coluna espinhal, essa Serpente que só é despertada através da Magia Sexual, da transmutação da libido sexual, citada por Santo Agostinho. Se isso não é suficiente, os hindus falam sobre a Kundalini, sobre o seu desenvolvimento… mas eu digo, de verdade, que ainda que os yogues digam que “os chakras se abrem com a Kundalini”, inquestionavelmente não se poderá gozar dos poderes dos chakras e dos Poderes Ocultos e Esotéricos se antes não formos escolhidos pela Cobra…

Entre os maias, encontrei um Templo e nele aparece uma grande serpente engolindo um iniciado. Dizem os maias que devemos ser devorados pela Serpente. Sim, a Sabedoria da Serpente é extraordinária…

Necessitamos despertar a Serpente em nós na base da transmutação sexual e sermos devorados pela Serpente. E, mais tarde, a seu tempo, a Águia, o Logos, engolirá a Serpente, aí então nos converteremos em super-homens. Isso vale mais que todas as teorias que se tem escrito no mundo, que todos os milhares de volumes que os puritanos leem em todas as escolas, isso vale mais que as falsas fraternidades…

Necessitamos de verdade despertar a Cobra, sermos devorados pela Cobra, convertermo-nos em Serpentes e, mais tarde, devorados pela Águia… Os Corpos Existenciais Superiores do Ser devem se converter em veículos de Ouro Puro quando se tenta integrar-se com o Divino, como ensina a Alquimia Sexual. Mas para que o corpo astral se converta, por exemplo, num veículo de ouro da melhor qualidade se faz necessário eliminar de si mesmo os elementos indesejáveis da Ira, Cobiça, Luxúria, Avareza, Orgulho, Preguiça e Gula.

Um corpo mental de Ouro Puro, livre de paixões e desejos, é engolido pela Cobra Sagrada… Um corpo de vontade consciente, sem os elementos indesejáveis, é engolido pela Víbora Divina… Quem tem criado os Corpos de Ouro Puro, quem chegou ao estado angélico, quem foi engolido pela Serpente, será devorado pela Águia e se converterá numa Serpente Emplumada, como Quetzalcóatl, como Hermes Trismegisto, o três vezes grande Deus Íbis de Toth, do Egito. Necessitamos nos transformar em Deuses, e isso só é possível mediante a Transmutação Sexual e a eliminação de todos os nossos defeitos, e, por último, mediante o sacrifício por nossos semelhantes…

Lembro-lhes que a eliminação do Ego tem três fatores definidos. Primeiro, temos de descobrir os elementos inumanos que carregamos em nosso interior mediante a auto-observação psicológica; depois temos de compreendê-los, e isso se faz através da Meditação profunda, da autorreflexão do Ser. Quando se medita em seus defeitos, os compreende, quando se apela à reflexão do Ser, então os entende de verdade. Não estou falando de meditações complexas e difíceis, estou falando da Meditação natural.

Quando descobre o defeito do Apego, que sabe que o tem, quando se entrega à Meditação para compreendê-lo, quando medita sobre esse defeito, chega-se à conclusão de que esse defeito é um absurdo e a eliminação é o último estágio.

Disse que temos de apelar a Devi Kundalini, à Serpente Ígnea dos nossos poderes mágicos, se quisermos, de verdade, desintegrar esse defeito que entendemos em todos os níveis da mente. Esses são os três fatores básicos. Por esse caminho destruiremos o Ego, o reduziremos a cinzas, ao pó cósmico, e libertaremos a Consciência, experimentaremos a Verdade e nos tornaremos totalmente Iluminados. Isso é tudo. Recomendo aqui aos presentes que leiam o meu livro intitulado Psicologia Revolucionária. Estou preparando outro livro, que já está quase pronto, refiro-me à obra intitulada A Grande Rebelião.

Samael Aun Weor (Conferência intitulada A Busca da Nossa Realidade)

Samael Aun Weor: O grande mestre gnóstico dos séculos 20 e 21

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Queremos destacar que este espaço gnóstico se apresenta como uma séria alternativa para compreender e solucionar a considerável maioria dos problemas humanos.

Estamos agora em pleno início do século 21. Nestes tempos, tudo muda vertiginosamente. Comprovamos que nada é permanente e que tudo é ilusão. Todo câmbio é exterior. E estamos carentes de mudanças interiores.

Tecnologicamente, o homem realizou grandes conquistas. Interiormente, tudo segue igual. A sociedade do Terceiro Milênio não tem muita diferença com a das cavernas: sua violência e agressividade são iguais, seu diferencial o temos: na sofisticação de suas armas.

O homem moderno está aprisionado na armadilha da Síndrome do Medo e da insegurança, acentuado pelas mudanças geopolíticas que transformaram, totalmente, o cenário mundial. Vivemos o período do “vazio existencial”. O modelo econômico e social que servia de referência está caindo como “uma torre fulminada por um raio”…

Nesta época de crises, as pessoas começam a retomar, pressionadas por fatores externos, o caminho da mística e da espiritualidade.

Por outro lado, como paradoxo, desde o século passado, adiantando-se a seu tempo, surgiu um Iluminado: Samael Aun Weor. Esse Hierofante foi o “mensageiro” da Gnose Moderna.

Escreveu mais de 60 livros, através dos quais desvelou os Mistérios Maiores. Os pilares de sua doutrina liberadora fundamentam-se na Revolução Psicológica e na Sexualidade Transcendente. É importante destacar que Samael trabalhou profundamente na transformação social da humanidade.

A equipe do GnosisOnline optou por apresentar ao V.M. Samael, Sublime integrante da Loja Branca, de uma maneira diferente.

Por isso diremos que o corpo físico no qual se encarnou Samael – como Força Liberadora de Deus – nasceu no planeta Terra. Não podemos limitar nenhum Ser da Luz a uma região ou país, porque todo iluminado vai mais além das fronteiras criadas pelos homens.

Destacamos que Samael Aun Weor foi o Grande Mestre Gnóstico dos séculos 20 e 21! Uma frase muito popular diz: Por seus frutos os conhecereis. Portanto, apreciado(a) internauta, convidamos você a navegar nas profundas águas do Conhecimento Iluminador que é a Gnose…

Essa é uma das primeiras fotos do VM Samael Aun Weor, no Summum Supremum Sanctuarium (SSS) da Sierra Nevada de Santa Marta, Colômbia. Samael está acompanhado do bodhisatva do Mestre Johani, que foi em uma de suas encarnações o Apóstolo de Jesus Cristo, João Evangelista. Johani foi o encarregado de ajudar Samael em seu processo de encarnar o Logos Samael no dia 27 de outubro de 1950, junto a outros Iniciados.