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Visão gnóstica sobre as religiões e escolas esotéricas

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Pessoas muito mal-intencionadas e de pouca compreensão creem, equivocadamente, que o Movimento Gnóstico está contra todas as escolas, religiões, ordens, sociedades espirituais ou seitas.

Nada pode estar mais longe da verdade, como o fato de nos considerarem inimigos de todas essas organizações mencionadas. Realmente, nós não estamos contra ninguém. Só assinalamos e indicamos onde está o perigo.

Há de tudo na Vinha do Senhor, e se há rosas também há espinhos. Existem Escolas de Magia Negra e Magos Negros disfarçados com pele de ovelha. Consideramos um dever assinalar o perigo.

Os Irmãos do Templo estão obrigados a falar quando se deve falar e a calar quando se deve calar. Há silêncios delituosos, há palavras infames. É tão mau falar quando se deve calar como calar quando se deve falar.

Não obstante, isso não significa que nós, os Irmãos, estamos contra ninguém. Não odiamos a ninguém, não atacamos ninguém; só assinalamos o perigo, isso é tudo…

Há quatro classes de Escolas:

1. Escolas que ensinam a fabricar Alma.
2. Escolas que ensinam a fabricar Alma e Espírito.
3. Escolas que servem de jardim de infância à humanidade.
4. Escolas de Magia Negra.

Examinemos agora essas quatro classes de Escolas em ordem sucessiva.

1. Escolas que Ensinam a Fabricar Alma

Isso de fabricar alma, cheira a coisas raras às pessoas religiosas. Muitos até nos caluniam qualificando-nos de materialistas. Realmente, nós não somos materialistas, nós somos esoteristas e isso é tudo.

O “animal intelectual”, equivocadamente chamado homem, crê que já tem Alma e realmente não a tem. Querido leitor, não se assuste, não se escandalize, leia com paciência, analise e investigue.

O “animal intelectual” só tem encarnado o Budata, o princípio budista interior, a Essência, o Material Psíquico, a matéria-prima para fabricar a Alma.

É necessário despertar Consciência, despertar o Budata e fortificá-lo, robustecê-lo, individualizá-lo; isto é o que se chama “fabricar Alma”.

As Escolas que ensinam a fabricar Alma estão governadas por Instrutores que já possuem Alma. Só quem tem Alma pode ensinar a outros a teoria completa sobre a Fabricação da Alma.

Toda escola que ensina a fabricar Alma sabe muito bem que o homem tem um Eu Pluralizado, que malgasta miseravelmente o material psíquico em explosões atômicas de ira, cobiça, luxúria, orgulho, inveja, preguiça, gula etc.

Enquanto esse Eu Pluralizado existir dentro do homem estaremos perdendo miseravelmente as forças do Budata.

Faz-se necessário dissolver esse Eu, se é que realmente queremos fabricar Alma.

O verdadeiro trabalho de um Instrutor com Alma será reformar todos aqueles que aceitem a reforma, fazer normais as pessoas, dirigir uma escola de normalidade.

Realmente, só os normais podem desenvolver-se. Só os normais podem chegar a ser “Supernormais”.

A síntese de todas as religiões, seitas, escolas está no Amor Consciente

As multidões não têm Alma, estão controladas pelo Eu Pluralizado, e, portanto, não têm individualidade, são “anormais”. Isso parecerá muito duro a muitos leitores, mas é a verdade. Devemos dizer a verdade, custe o que custar.

Todo Instrutor com Alma deve ensinar a seus discípulos a teoria da aquisição de uma Alma. No entanto, por muito que lhes ensine tal instrutor, é relativo. O discípulo tem de fazer o Trabalho, porque o instrutor não pode fazer o discípulo. Cada qual tem de percorrer o Caminho por si mesmo. O instrutor de uma Escola de Almas trabalhará com embriões de Alma, ajudando-as em seu crescimento, desenvolvimento e progresso.

Toda escola que ensina a dissolução do Eu é Escola de Almas. Há Escola de Alma nos ensinamentos de Krishnamurti, no budismo, no budismo chan, no budismo zen, no sufismo, no quietismo cristão etc.

Toda Escola de Alma ensina a técnica para a dissolução do Eu. Realmente, só à base de compreensão criadora de todos os nossos erros, em todos os níveis mais profundos da mente, é que se desintegra inevitavelmente o Eu.

As Escolas para Alma ensinam também chaves, sistemas e procedimentos para despertar os poderes do Budata. As Escolas para Alma têm métodos muito eficazes para despertar o Budata.

As Escolas para Alma ensinam a Ciência da Meditação Íntima, com a qual a Consciência (o Budata) desperta. Assim, chegamos à Iluminação Interna.

Os Instrutores das Escolas para Alma querem a aniquilação do Eu Pluralizado (Satã).

Os Instrutores das Escolas para Alma querem que dentro do ser humano só exista um habitante, o Budata (a Alma).

Realmente, por natureza o Budata está feito de Felicidade. O Budata É felicidade.

Toda escola que ensine a dissolução do Eu é Escola para Almas.

2. Escolas que Ensinam a Fabricar Alma e Espírito

Toda escola que ensina a fabricar Alma e Espírito é Escola de Regeneração. As escolas que ensinam a fabricar Alma unicamente fazem Boa Obra, mas as que ensinam a fabricar Alma e Espírito fazem Obra Superior.

O homem que somente fabrica Alma pode ser mortal ou imortal. É imortal se ingressar em uma Escola de Regeneração, e é mortal se não ingressa em nenhuma Escola de Regeneração.

Toda Escola de Regeneração ensina o Maithuna (Magia Sexual). Quem rechaça o Fogo Sagrado do Sexo faz-se mortal. A Alma que não quer receber o Fogo Sagrado do Terceiro Logos vai perdendo suas forças íntimas, pouco a pouco, e depois de muitas reencarnações, ao fim, morre.

Quando trabalhamos na fabricação da Alma, nosso labor se faz no Mundo Molecular. Quando trabalhamos na Fabricação do Espírito, operamos no Mundo Eletrônico Solar. Os “animais intelectuais” comuns e correntes realmente só conhecem este Mundo Celular (o Mundo Físico).

Toda Escola Autêntica de Regeneração ensina os Três Fatores Básicos da Revolução da Consciência. Esses três fatores são: Morrer, Nascer e Sacrificar-nos pela Humanidade.

O Eu Pluralizado deve morrer para fabricar Alma. Devemos trabalhar com o Hidrogênio Si-12 da energia sexual, transmutando-o através da Alquimia Sexual, para termos direito ao segundo nascimento.

Só nascendo o Anjo dentro de nós mesmos é que seremos Imortais. É absurdo pensar no advento do Fogo se não sabemos transmutar a energia sexual. O Fogo Sagrado resulta da transmutação de nossas secreções sexuais. Quem não conhece o Maithuna (Magia Sexual) não pode receber o Fogo Sagrado. Se a Alma não recebe o Fogo, se desvanece e morre depois de muitos séculos… pouco a pouco… .

O Movimento Gnóstico é uma Escola de Regeneração com os três princípios básicos da Revolução da Consciência.

São Escolas de Regeneração: o budismo tântrico do tibete, a igreja amarela dos lamas, o sufismo com seus dervixes dançantes, o budismo zen, o budismo chan da China etc.

No passado existiram grandes Escolas de Regeneração. Recordemos os Mistérios de Elêusis, os Mistérios egípcios, astecas, maias, incas, os Mistérios Órficos, os Mistérios dos Kabires e dos Dáctilos.

Os piores inimigos das Escolas de Regeneração são os infrassexuais. O infrassexual considera-se superior às pessoas de sexualidade normal e odeiam, mortalmente, o suprassexo.

O Movimento Gnóstico é uma Escola de Regeneração mortalmente odiada pelos infrassexuais. Os degenerados do infrassexo creem-se mais perfeitos que o Terceiro Logos e o blasfemam, dizendo: “O sexo é algo muito grosseiro”, “a materialista Magia Sexual é algo animal”, “nós trabalhamos pela espiritualização”.

Os degenerados do infrassexo creem-se mais puros que o Espírito Santo e falam horrores contra o sexo e contra a Magia Sexual.

Recordemos que as três forças principais do Universo são:

Primeira: a Vontade do Pai.
Segunda: a Imaginação do Filho.
Terceira: a Força Sexual do Espírito Santo.

Todo aquele que se pronunciar contra qualquer dessas Três Forças Logoicas é, de fato, um Mago Negro.

O trabalho com o Hidrogênio Si-12 é realmente terrível. O Iniciado tem de viver o Drama Cósmico. O Iniciado tem de se converter no personagem central desse Drama Cósmico.

O Iniciado que conseguiu fabricar Alma e Espírito tem todo o direito de encarnar sua Divina Tríade Imortal (Atman-Budhi-Manas), porque ao que tem se lhe dá e quanto mais tem, mais se lhe dá, mas ao que nada tem, nada lhe será dado e até o que tem lhe será tirado.

É absurdo afirmar que a Tríade Divina já está encarnada. Só fabricando Alma e Espírito poderemos encarná-la.

As pessoas que, definitivamente, não fabricam nem Alma nem Espírito se perdem, rompem toda a relação com a Mônada Divina (Atman-Budhi-Manas).

Essas pessoas se fazem partícipes do Reino Mineral e ingressam em tal reino. Todas as religiões confessionais têm simbolizado o dito reino com seus Infernos. Recordemos o Tártarus grego, o Avitchi, o Averno romano, o Inferno chinês, o Inferno cristão etc.

No Reino Mineral involuciona-se… é um cair no passado… um retrocesso pelos reinos Animal, Vegetal e Mineral. O resultado final de semelhante desgraça é a desintegração. Certamente, esse é o objetivo de semelhante involução no Reino Mineral.

Necessita-se dissolver o Ego no Avitchi para libertar o Budata.

Toda escola autêntica de regeneração sabe isso e quer salvar o homem.

As Escolas de Regeneração produzem Adeptos, Verdadeiros Mestres da Grande Loja Branca.

O Movimento Gnóstico é uma Escola de Regeneração autêntica.

No mundo existem milhares de escolas que prometem maravilhas, mas só as Escolas de Regeneração autênticas podem produzir verdadeiros Mestres de Mistérios Maiores com poderes sobre o Fogo, o Ar, a Água e a Terra.

Poderão existir muitas Religiões, Ordens e Seitas, mas só as Escolas de Regeneração podem produzir Anjos e Mahatmas.

As Escolas de Regeneração têm a alta honra de ter produzido Mestres como: Buda, Jesus, Dante, Hermes, Quetzalcoatl etc.

Cuidado, querido leitor! Não confunda gato por lebre! Escola que não ensine os Três Fatores de Revolução da Consciência, não é realmente Escola de Regeneração. Escola que ensine o caminho da fornicação não é Escola de Regeneração. Escola que ensine a fortificar o Eu não é Escola de Regeneração. Por seus frutos as conhecereis. Conhece-se a árvore pelos seus frutos. Tal fruto, tal árvore.

3. Escolas que Servem de Jardim de Infância à Humanidade

Existem milhares de escolas que servem de jardim de infância à humanidade. Essas Escolas não conduzem ninguém à autorrealização íntima, mas são úteis porque ensinam às pessoas as primeiras noções elementares da Sabedoria Oculta. Entre elas temos a Sociedade Teosófica, as Escolas Pseudo-Rosa-cruzes, como a de Max Heindel, os centros espirituais, yoguess, pseudoesoteristas, pseudo-ocultistas, mentalistas etc.

Todas essas escolas têm muito de bom e muito de mau, mas são úteis.

Nelas aprendemos as primeiras letras do Saber. Por elas nos informamos das leis do Karma e da Reencarnação. Por elas viemos a saber algo sobre os Mundos Superiores.

O jardim de infância sempre é útil. O mau do jardim de infância seria ficar nele durante a vida toda. O jardim de infância não pode nos autorrealizar. O que o jardim de infância pode nos dar é, unicamente, uma informação incipiente, elementar, e isso é tudo.

No jardim de infância achamos milhares de teorias, autores que se combatem mutuamente. Enquanto uns dizem ao estudante que os exercícios respiratórios são bons, outros dizem que são maus. Enquanto uns dizem ao estudante que não coma carne, outros lhe dizem que coma. Enquanto uns lhe dizem que tal coisa é branca, outros lhe dizem que é negra etc.

Todas as escolas do jardim de infância creem ter a verdade, juram ter a verdade, mas realmente, nenhum jardim de infância tem a verdade. A verdade não vem a nós pelo que cremos ou pelo que deixamos de crer.

A verdade só vem a nós quando o Eu estiver morto e quando o Anjo nascer em nós.

São milhares de estudantes que passam a vida inteira no jardim de infância. São milhares os estudantes que vivem borboleteando durante a vida toda, de escola em escola, sempre curiosos, sempre tolos, sempre néscios. Estes enchem a cabeça com teorias contraditórias, e se têm a sorte de não perderem a cabeça, chegam à velhice completamente fracassados sem ter logrado a autorrealização íntima.

Os fanáticos do jardim de infância são os que odeiam o Movimento Gnóstico e nos qualificam de Magos Negros etc. No fundo, eles são unicamente pessoas ignorantes que não compreendem, pessoas que ainda não podem compreender os ensinamentos iniciáticos de uma Escola de Regeneração. Por isso, merecem compaixão.

O mal do jardim de infância – o aspecto negativo das escolas que servem de jardim de infância –  é que estão cheias de pessoas infrassexuais, pessoas que insultam o Terceiro Logos, dizendo que o sexo é algo grosseiro, imundo, materialista etc.

Não queremos dizer que todos os estudantes do jardim de infância sejam infrassexuais, mas sim afirmamos, sem temor de dúvidas, que os infrassexuais abundam no jardim de infância.

4. Escolas de Magia Negra

Existem três classes de tantrismo: branco, negro e cinza. As escolas de magia branca baseiam-se no tantrismo branco. As escolas de magia negra baseiam-se no tantrismo negro. As escolas de tantrismo cinza são incoerentes, vagas, imprecisas, mas conduzem o iniciado ao tantrismo negro.

Entende-se por tantrismo branco a conexão sexual sem ejaculação seminal. Entende-se por tantrismo negro a conexão sexual com ejaculação do sêmen.

Entenda-se por tantrismo cinza a conexão sexual em que às vezes existe ejaculação do sêmen e às vezes não existe ejaculação do sêmen.

As escolas de regeneração proíbem a ejaculação do sêmen. As escolas de magia negra não proíbem a ejaculação do sêmen e até justificam à sua maneira essa ejaculação com frases e sentenças religiosas.

Os iniciados das escolas tântricas trabalham com o Hidrogênio Si-12. Este é o Hidrogênio do sexo. Dito Hidrogênio processa-se no organismo humano de acordo com a Lei das Oitavas Musicais, desde Dó até Si.

Todo organismo humano desenvolve-se na matriz dentro das notas Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si. O Verbo, a Música, origina toda a criação.

O Hidrogênio Si-12, depois de processar-se inteligentemente dentro do organismo humano pode, mediante o Maithuna (sem a ejaculação do sêmen), receber um choque adicional que o colocará na nota Dó de uma segunda oitava superior. Então, depois de saturar, de forma íntegra, todas as células orgânicas se cristalizará na forma esplêndida de um corpo independente, luminoso e resplandecente. Esse é o corpo astral dos Adeptos e Anjos da Grande Loja Branca, o corpo solar.

Os seres humanos comuns e correntes não têm corpo astral. Só têm o corpo molecular dos profanos, o corpo de desejos mencionado por Max Heindel. Nesse corpo se viaja durante o sonho e depois da morte. Dito corpo substitui, por agora, o corpo astral e é um corpo frio, lunar, fantasmal, feminino, lunar.

Realmente, o corpo astral é um luxo que muito poucos podem se dar. Necessitamos transmutar o Chumbo em Ouro. Necessitamos transmutar a carne e o sangue de nosso corpo físico em corpo astral. Isso só é possível com o Hidrogênio Si-12.

O corpo astral deve substituir ao corpo físico, e o substitui de fato. O corpo astral está controlado por 24 leis, e é claro que seu alimento básico é o Hidrogênio 24.

Quem já possui corpo astral deve mediante a transmutação sexual colocar o Hidrogênio Si-12 na nota Dó da terceira oitava superior. Então, o maravilhoso Hidrogênio Si-12 se cristalizará na esplêndida forma do corpo mental. Assim o iniciado ficará dotado da Mente-Cristo do arhat gnóstico. O corpo mental está controlado por 12 leis e seu alimento básico é o Hidrogênio 12 da Mente, que não devemos confundir com o Hidrogênio Si-12 do sexo (nós esclarecemos isso para evitar confusões.)

A mente do arhat gnóstico resplandece maravilhosamente no mundo do Fogo Universal. É a mente que realiza maravilhas e prodígios. É a mente que pode fazer milagres.

Todo iniciado em poder de um corpo físico são, de um corpo astral e de um corpo mental deve mediante a Magia Sexual, sem ejaculação do sêmen, dar um choque adicional ao Hidrogênio Si-12 para passá-lo à nota Dó de uma quarta oitava superior, que produzirá a cristalização do Hidrogênio Si-12, na forma do corpo da vontade consciente.

Ao chegarmos a estas alturas, já possuímos os quatro corpos sagrados. O corpo da vontade consciente é o corpo causal de que a Teosofia fala, supondo equivocadamente que todos os seres humanos já possuem, quando na realidade só os Adeptos da Grande Loja Branca o possuem.

Dito corpo está controlado por 6 leis e seu alimento básico é o Hidrogênio 6. Só quem realmente possuir os quatro corpos de perfeição pode encarnar sua Mônada Divina, sua Divina Tríade Imortal. Um homem assim é um Homem de Verdade, um Mestre de Mistérios Maiores da Grande Loja Branca.

Um Adepto Branco é, pois, a cristalização positiva do Hidrogênio Si-12. Porém, temos de esclarecer que existem cristalizações negativas: a dos Adeptos da Magia Negra. Eles também trabalham com o Hidrogênio Si-12. Eles têm ritos tântricos negros sexuais.

Eles ejaculam o licor seminal durante a conexão. Eles também imprimem choques adicionais ao Hidrogênio Si-12, que os colocam em oitavas musicais inferiores à deste mundo físico em que vivemos. Então, cristaliza-se o Hidrogênio Si-12, na forma do corpo de desejos, robustecendo-o e desenvolvendo-o com todos os seus poderes tenebrosos, submersos, diabólicos.

Quando um iniciado descobre que sua cristalização como Adepto tem sido negativa, deve dissolver sua cristalização à vontade, e essa é uma operação terrivelmente dolorosa. Quando não dissolve sua cristalização à vontade, tem de se ingressar no Reino Mineral, sob a superfície da camada terrestre, onde involui no tempo, passando pelos reinos Animal, Vegetal e Mineral até desintegrar-se totalmente. Esse é o Abismo e a Segunda Morte.

No Tibete, o Clã dos Dag-Dugpa pratica o tantrismo negro. Os iniciados negros bön e dugpa ejaculam o sêmen, misticamente, como os tenebrosos do Subud. bön e dugpa de gorro vermelho têm um procedimento fatal para recolher o sêmen carregado de átomos femininos de dentro da vagina da mulher, e logo o injetam uretralmente e o reabsorvem, com a força da mente, para levá-lo até o cérebro.

Assim é como os Adeptos da Mão Esquerda pretendem mesclar átomos solares e lunares, com o propósito de despertar a Kundalini. As intenções são boas, mas o procedimento é mau, porque o sêmen derramado está carregado de átomos do Inimigo Secreto.

As más consequências de semelhante procedimento são o despertar negativo da Kundalini, e a cristalização negativa do Hidrogênio Si-12.

No mundo ocidental as escolas de tantrismo negro identificam-se com o Cristo e com os Evangelhos. Falam coisas inefáveis, bendizem e derramam misticamente o sêmen. O resultado é o mesmo que os fracassados do Clã dos Dag-Dugpa obtêm.

São milhares as escolas que parecem mais brancas que a neve e são mais negras que o carvão. O mais difícil é reconhecer as escolas negras. Seus instrutores tenebrosos, sendo diabos, se parecem com Cristos Viventes, e como é apenas natural, fascinam seus seguidores. Uma pessoa assombra-se, ao escutar esses lobos vestidos com pele de ovelhas. Pelo comum, são equivocados sinceros e senhores de muito boas intenções. Falam coisas inefáveis e até se tornam caritativos e santarrões.

A Síntese de todas as religiões, seitas e escolas esotéricas são o Cristo e a Magia Sexual (Samael Aun Weor, O Matrimônio Perfeito)

Como duvidar de tanta doçura? Como duvidar de sua bondade? Como duvidar de sua ternura e de suas obras de caridade? O mais curioso é que, pelo comum, esses Adeptos da Mão Esquerda pronunciam-se contra a magia negra. Como duvidar deles? No entanto, são mais negros que o carvão. O problema é terrível!

Existem escolas negras que praticam com mente em branco. Querem “mente em branco” sem conhecer budismo zen, sem ter ensaiado jamais com um Koan, sem ter estudado a fundo a Ciência do Pratyara e a Lei da Bipolaridade Mental, sem conhecer a lei pela qual a Essência da Mente se liberta de dentro da garrafa das antíteses para mesclar-se com a Mônada e chegar ao Satori (Iluminação).

Os fanáticos de ditas escolas negras creem que isso da mente em branco é algo assim tão fácil, como soprar e fazer garrafas, e esperam que a Grande Realidade entre neles para tirar-lhes fora as entidades animalescas, bestiais, que constituem o Eu Pluralizado. Querem que a Divindade entre neles sem terem os veículos solares (ditos veículos só os têm aqueles que trabalham intensamente com o Hidrogênio Si-12). Tentar encarnar a Grande Realidade sem possuir os veículos solares é como querer selar antes de trazer os animais.

Os fanáticos de ditas escolas querem tornar consciente o subconsciente sem se preocuparem em dissolver o Eu e sem trabalharem com o Hidrogênio Si-12.

Horroriza-se vendo-os caírem ao solo, jogando espuma pela boca, presas de espantosos ataques epilépticos. São possessos que creem que vão indo muito bem. Essas vítimas abundam no Subud, assim como em todos os centros espíritas, cherenzistas etc.

Esses pobres fanáticos das escolas negras não querem dar-se conta de que ainda são embriões, que ainda não têm corpo astral, que só têm o corpo lunar frio, fantasmal, e que, se no mundo físico, aparentemente, são homens, na região molecular são mulheres sonhadoras, subconscientes, frias, fantasmais…

Esses pobres débeis ignoram que ainda não têm corpo mental, que só têm o Eu Mental Pluralizado (legião de diabos), que usa como veículo o corpo lunar.

Ignoram esses pobres tontos que eles ainda não têm corpo da vontade consciente, e que só possuem a força do desejo lunar. Esses fanáticos tenebrosos creem-se semideuses e creem que a Divindade pode se manifestar através de pessoas que ainda não têm os corpos solares.

Os magos negros são lunares cem por cento. Nós devemos nos libertar da influência lunar e converter-nos em seres solares. Devemos trabalhar com o Hidrogênio Si-12, transmutando-o de acordo com a Lei das Oitavas, para adquirirmos os corpos solares e converter-nos em seres solares.

Escolas de Yôga

 Por estes tempos abunda muito a literatura sobre Yôga e formam-se grupos de hatha yôga por todas as partes. Faz-se necessário que esclareçamos essa questão para o bem de todos os aspirantes à Luz.

Existem, no Hindustão, sete grandes escolas de yôga e todas elas são muito úteis, porque servem de jardim de infância à humanidade.

Nas escolas de yôga há muito de útil e muito de inútil. Faz-se necessário distinguir entre o útil e o inútil, assim como entre o mais útil e o menos inútil.

Os estudantes sérios que percorreram o Hindustão sabem muito bem que o melhor de todas essas escolas, o mais transcendental, está no sexo-yôga, no tantrismo branco.

O hatha yôga resulta ser um jardim de infância, quando só atende às necessidades físicas e práticas de ginástica. Porém, o hatha yôga tântrico já não é jardim de infância; é, de fato e por direito próprio, escola de regeneração, já que se relaciona com o Maithuna (Magia Sexual), e com todas as suas sádhanas tântricas ou sábias posturas mágico-sexuais.

O raja yôga é jardim de infância, quando só se relaciona com os chacras, discos ou rodas magnéticas do homem. Mas quando se combina com o kundalini yôga e a Magia Sexual, deixa de ser jardim de infância e, de fato, converte-se em escola de regeneração.

O Gnana Yôga é jardim de infância, quando só se preocupa com a mente e seus poderes; mas quando se combina com o tantrismo branco, de fato, já não é jardim de infância, pois se converte em escola de regeneração.

O karma yôga é jardim de infância, quando só estuda o caminho da reta ação, na forma teórica, quando o devoto ainda não é capaz de modificar as circunstâncias da vida, quando ainda não possui o Ser. Recordemos que só o Ser, isto é, o Íntimo, o Anjo Interno, pode “fazer’. O “animal intelectual” tem a ilusão de que faz, quando, na realidade, não faz, pois tudo acontece através dele.

Só o Ser pode modificar as circunstâncias da vida, e para possuir o Ser é necessário praticar Magia Sexual, dissolver o Eu e Sacrificar-nos pela humanidade.

O laya yôga é jardim de infância, se só atende ao relacionado com a respiração e meditação. Deixa de ser jardim de infância, quando se combina com o Maithuna (Magia Sexual).

O samadhi yôga é jardim de infância, quando não se combina com o Maithuna, porque a forma mais elevada do êxtase é conseguido com o Maithuna (Magia Sexual).

Quem viajou pela Índia, pelo Tibete, pela China, pelo Japão, pela Grande Tartária etc. sabe muito bem que o mais sério do yôga está no tantrismo. Realmente, sem o tantrismo (Magia Sexual), é absolutamente impossível lograr o Adeptado.

O exoterismo, círculo público de toda escola de yôga, é jardim de infância. O esoterismo, ou círculo secreto de toda escola de yôga, não é jardim de infância, é escola de regeneração.

Nos antigos tempos ensinava-se em todos os ashrams do Hindustão, publicamente, o Maithuna, mas então, os irmãozinhos e irmãzinhas yogues abusaram, criando escândalos. Os gurus desses ashrams tiveram de fechar a cortina do esoterismo, e hoje, só muito secretamente, ensina-se o Maithuna em alguns ashrams. Essa medida drástica dos gurus desses ashrams converteu seus ashrams em jardins de infância para principiantes.

Não obstante, esses gurus praticam o Maithuna e o ensinam aos mais preparados; assim evitam-se escândalos.

No mundo ocidental não se compreendeu o yôga devidamente, e como é natural formaram-se muitos grupos infrassexuais que odeiam mortalmente o sexo.

Realmente, o yôga sem o sexo, sem o Maithuna (Magia Sexual), é como um jardim sem água.

O yôga sem o sexo é jardim de infância, mas não é escola de regeneração. O yôga sem o Maithuna não pode autorrealizar ninguém.

Recordemos a escola de Yogananda. Conhecemos muito bem a kriya de Yogananda, temo-la estudado muito a fundo… Está incompleta, faltam-lhe os tantras, falta-lhe o tantrismo do Tibete. Yogananda não recebeu a kriya completa, e por isso, dita kriya não pode realizar ninguém.

Não queremos dizer com isso que dita kriya não sirva, é claro que serve como jardim de infância, e isso é tudo. O absurdo é adulterar a Gnose, adulterar o conhecimento, colocando dita kriya dentro do Movimento Gnóstico. O adultério está totalmente proibido no Evangelho Cristão.

Realmente, a kriya de Yogananda não é senão um ramo da Laya Kriya Sádhana Tântrica do Tibete. Sem os tantras, dita kriya está incompleta e, portanto, ninguém pode se autorrealizar com dita kriya. Nem sequer, ainda, o mesmo Yogananda conseguiu a autorrealização. Yogananda necessita reencarnar-se para se casar e trabalhar com o Maithuna. Só assim conseguirá a autorrealização íntima.

Os ensinamentos de Yogananda são sublimes e portentosos… Mas falta-lhes o “bolo da cereja”, que é o Tantra Sexual

O grave dos fanáticos do infrassexo é que estão plenamente convencidos de que podem se autorrealizar, renunciando ao sexo ou fornicando…

A Teosofia e as escolas pseudo-rosa-cruzes têm feito crer a todos os estudantes pseudo-ocultistas que o ser humano já possui os sete corpos. Esse conceito é falso. O que sucede é que os clarividentes de dita sociedade, devido à falta de iniciação cósmica, têm dado uma informação deficiente, confundindo o corpo de desejos com o Corpo Astral, a legião do Eu com o Mental, a Essência ou Budata com o Corpo Causal, etc., etc., etc.

Nestas condições e com esses supostos na mente, é claro que os fanáticos do yoguismo, pseudo-esoterismo, pseudo-ocultismo etc., não compreenderam a necessidade de se criarem os corpos internos, creem que já os possuem, estão mal informados.

Se compreendessem a fundo isto dos corpos internos e se eles se baseassem na Lei das Analogias Filosóficas, trabalhariam com o Maithuna (Magia Sexual), porque compreenderiam que tal como é acima é abaixo e que, se com o ato sexual geramos filhos, também pela Lei das Analogias, com esse mesmo ato, engendramos nossos corpos internos.

Desgraçadamente, nossos irmãos pseudo-ocultistas e pseudoesoteristas estão pessimamente informados. A ignorância é a mãe de todos os erros.

O Movimento Gnóstico

O Movimento Gnóstico é o movimento-síntese da Nova Era de Aquário.

Todas as sete escolas de yôga estão na Gnose, mas de forma sintética e absolutamente prática.

Há hatha yôga tântrica no Maithuna (Magia Sexual). Há raja yôga prático no trabalho com os chacras. Há gnana yôga nos trabalhos e disciplinas mentais que, desde milhões de anos, cultivamos em segredo. Temos bhakti yôga em nossas orações e rituais. Temos laya yôga na meditação e exercícios respiratórios. Há samadhi em nossas práticas com o Maithuna e durante as meditações de fundo. Vivemos o caminho do karma yôga na reta ação, no reto pensar, no reto sentir etc.

A Ciência Secreta dos sufis e dervixes dançantes está na Gnose. A doutrina secreta do budismo e do taoísmo está na Gnose. A magia sagrada dos nórdicos está na Gnose. A sabedoria de Hermes, Buda, Confúcio, Maomé, Quetzalcóatl etc., está na Gnose. A Doutrina de Cristo é a Gnose.

Jesus de Nazaré é, de fato, o Homem das Sínteses. Jesus de Nazaré foi essênio e estudou a sabedoria hebraica e teve dois mestres rabinos durante sua infância. Contudo, e ademais de seus profundos conhecimentos do Zohar, do Talmude e da Torá, é iniciado egípcio, maçom egípcio. Jesus estudou na pirâmide de Kéfren. Jesus é um hierofante egípcio. Além disso, viajou pela Caldeia, Pérsia, Europa, Índia e Tibete. As viagens de Jesus não foram de turista, as viagens de Jesus foram de estudo.

Existem documentos secretos no Tibete que demonstram que Jesus, o Grande Mestre Gnóstico, esteve em Lhasa, a capital do Tibete, a sede sagrada do dalai-lama.

Jesus visitou a Catedral de Jo-Kang, a Santa Catedral do Tibete. Foram magníficos os conhecimentos que Jesus adquiriu em todos esses países e em todas essas antigas Escolas de Mistérios…

O Grande Mestre entregou-nos todos esses conhecimentos yogues, todos esses conhecimentos budistas, herméticos, zoroastrianos, talmúdicos, caldeus, tibetanos etc., de forma sintética, já digeridos em sua Gnose.

Jesus não fundou a Igreja Católica Romana. Jesus fundou a Igreja Gnóstica, a que existia nos tempos de Santo Agostinho, a que foi conhecida por Jerônimo, Empédocles, Santo Tomás, Marcião do Ponto, Clemente de Alexandria, Tertuliano, Santo Ambrósio, Harpócrates e todos os primeiros Padres da Igreja que, naquela época, se chamava Igreja Gnóstico-Católica.

A Igreja Católica Romana, em sua forma atual, não foi fundada por Jesus, ela é um desvio ou corrupção, um ramo desprendido da Santa Gnose, um cadáver.

A humanidade necessita voltar ao ponto de partida, regressar à Santa Gnose do Hierofante Jesus. Retornar ao cristianismo primitivo, ao cristianismo da Gnose.

A doutrina de Jesus, o Cristo, é a doutrina dos Essênios, a doutrina dos Nazarenos, Paretisenos ou Peratas etc.

Na doutrina de Jesus Cristo, há Yôga digerido, Yôga essencial, magia tibetana, budismo zen, budismo prático, ciência hermética etc.

Na Gnose está toda a sabedoria antiga já totalmente mastigada e digerida.

Jesus, o Divino Mestre, é o Instrutor do Mundo. Se quisermos, de verdade, a autorrealização íntima, estudemos a Gnose, pratiquemos a Gnose, vivamos a Senda do arhat gnóstico.

A melhor exposição da doutrina secreta está na síntese gnóstica do Hierofante Jesus, o Cristo.

A Gnose nos economiza trabalho e estudo, se não fosse pela Síntese do Cristo necessitaríamos colocar na cabeça milhões de volumes e viajar pelo mundo inteiro a fim de achar o caminho.

Afortunadamente, Um já o fez, e esse foi Cristo. Ele mesmo estudou na Catedral Budista de Jo-Kang, investigando antiquíssimos livros tibetanos. Para que necessitamos fazer esse mesmo trabalho de investigação? Ele já fez esse trabalho e, de forma sintética, entregou-nos todo o Yôga, toda a ciência secreta. Que mais queremos?

Nosso dever é estudar a Gnose e vivê-la, isso é o importante. Que riam de nós, que nos ataquem, que nos caluniem, o que importa à ciência e a nós?

Pode estar seguro, querido leitor, de que o melhor que o Yôga tem está na Gnose.

O melhor que o budismo tem está na Gnose, o melhor da ciência egípcia, caldeia, zoroastriana etc., está na Gnose. Então, e aí? Que mais queremos? Que mais buscamos?

O Movimento Gnóstico é o movimento revolucionário da Nova Era de Aquário. Atualmente, existem muitos indivíduos reacionários, extemporâneos, retardatários, que se dizem gnósticos e nos excomungam porque divulgamos o Grande Arcano, o Maithuna, dizendo que estamos fazendo um trabalho pansexualista, pecaminoso. Não querem que a humanidade receba a Chave da Autorrealização Íntima.

O secretário das Instituições Gnósticas tem recebido cartas de um desses pseudo-rosa-cruzes, pseudognósticos, nas quais afirma estar com a Gnose e com o Maithuna (Magia Sexual), mas quer que a dita chave não seja entregue à pobre humanidade doente… Diz que se preparem primeiro as pessoas antes de entregar-lhes o Maithuna etc. Contudo, quando dito líder dirige-se a certos estudantes, ele se contradiz falando contra o Movimento Gnóstico e contra o Grande Arcano, qualificando-nos de pornográficos etc.

Realmente, o que ele quer é não deixar os demais entrarem pela Senda do Fio da Navalha. Estes são os que nem entram e nem deixam entrar. Ele sabe a chave sexual, ele conhece o Maithuna, mas não quer que os demais o saibam, está empenhado em ocultar a verdade aos pobres seres humanos.

Nós, francamente, resolvemos nos lançar a uma luta sem quartel. A uma luta de morte para iniciar a Nova Era de Aquário. Não importa que nos critiquem, que nos insultem, que nos atraiçoem. A Gnose deve ser entregue à humanidade, custe o que custar. Jesus ensinou a Gnose e nós a entregaremos à humanidade, custe o que custar!

O Movimento Gnóstico apresenta o conhecimento gnóstico de forma revolucionária. O Movimento Gnóstico é revolucionário cem por cento. O Movimento Gnóstico formou-se para iniciar uma Nova Era, dirigida por um planeta revolucionário. Esse planeta é Urano, o planeta da sexualidade, o planeta da revolução em marcha.

Neste ano de Aquário, o Movimento Gnóstico Cristão Universal deve lutar tremendamente a boa batalha pela Nova Era de Aquário.

Cada santuário gnóstico deve eleger seu missionário. Todos os missionários devem lançar-se a uma luta de morte pela vitória do Cristo Jesus.

Todos os lumisiais gnósticos devem lançar intensíssima propaganda gnóstica, folhetos, folhas, convites, livros, avisos pelo rádio, jornais etc.

Quem quiser se cristificar deve estar disposto a dar até a última gota de sangue pelo Cristo e pela humanidade doente.

Os egoístas, aqueles que só pensam em si e em seu próprio progresso, jamais lograrão a cristificação.

Atualmente, o Movimento Gnóstico tem mais de 4 milhões de pessoas em toda a América. Mas necessita crescer mais, necessita voltar-se poderoso, gigantesco, a fim de transformar o mundo para a Nova Era que já começamos.

O ano passado foi terrível… Fomos traídos por um vilão na zona afetada… Mas vencemos… Ganhamos a batalha… Agora estamos mais poderosos… Mais fortes… Mais numerosos… Terminou o ano passado com vitória total para o Movimento Gnóstico.

Este ano de Aquário deve ser de guerra de morte contra a ignorância, o fanatismo e o erro.

É necessário trabalhar intensamente na Grande Obra do Pai e trazer às nossas filas gnósticas milhares de pessoas. Necessitamos robustecer o Exército da Salvação Mundial.

Recordai, Irmãos Gnósticos, que na Gnose do Cristo Cósmico está a Síntese Prática de todos os Yôgas, Lojas, Ordens, Religiões, Escolas, Sistemas etc.

Nosso Grande Mestre Jesus, o Cristo, estudou a fundo esse Yôga, toda essa sabedoria antiga e, logo, a entregou para nós em sua Gnose, mas já digerida e perfeitamente simplificada, de forma absolutamente prática.

Há Gnose na doutrina budista, no budismo tântrico do Tibete, no budismo zen do Japão, no budismo chan da China, no sufismo, nos dervixes dançantes, na sabedoria egípcia, persa, caldeia, pitagórica, grega, asteca, maia, inca etc.

Se estudarmos cuidadosamente os Evangelhos cristãos, acharemos neles a matemática pitagórica, a parábola caldeia e babilônica e a formidável moral budista.

O sistema de ensinamento adotado por Jesus foi o sistema dos essênios. Certamente, os essênios foram gnósticos cem por cento.

Os quatro Evangelhos são gnósticos e não podem ser entendidos sem o Maithuna (Magia Sexual).

É absurdo adulterar a Gnose com ensinamentos distintos. O Evangelho cristão proíbe o adultério. É absurdo conceber a Gnose sem o Maithuna.

Podemos beber o vinho da Gnose (Sabedoria Divina), numa taça grega, budista, sufi, asteca, egípcia etc., mas não devemos adulterar esse vinho delicioso com doutrinas estranhas.

No Movimento Gnóstico está a síntese prática da Gnose em sua forma absolutamente revolucionária.

O Movimento Gnóstico corresponde ao signo zodiacal de Aquário e, portanto, é absolutamente revolucionário.

Os lumisiais do Movimento Gnóstico devem ser academias esotéricas e templos de liturgia solar.

Os rituais gnósticos, realmente, são liturgia solar. Hoje em dia, o ser humano ainda não tem corpo solar (corpo astral); esse é um luxo que muito poucos podem se dar. O ser humano atual, isto é, o animal intelectual, só tem corpo lunar (corpo molecular).

O animal intelectual é escravo da influência lunar. Carrega a Lua em seu corpo molecular, fantasmal, negativo, lunar. Realmente, o ser humano atual é uma mescla híbrida de planta e de fantasma.

O que leva o animal intelectual dentro de seu corpo lunar é, unicamente, a Legião do Eu e o Budata adormecido.

O Movimento Gnóstico ensina o Maithuna para que o ser humano fabrique o corpo solar. É necessário que o homem se liberte da Lua e se converta em Espírito Solar.

Os rituais gnósticos nos identificam com a força solar. É necessário lutar contra a força lunar, fazer-nos livres de verdade. Isso é o que quer o Movimento Gnóstico.

A Lua é morte, o Sol é vida em abundância. A Lua é materialismo, bebedeiras, banquetes, luxúria, ira, cobiça, inveja, orgulho, preguiça, incredulidade etc.

O Sol é Fogo, Sabedoria, Amor, Espírito Divino, Esplendor, etc.

O Sol é Cristo Cósmico, o Verbo, a Grande Palavra. Os quatro Evangelhos Gnósticos constituem o Drama Solar, o Drama do Cristo.

Nós necessitamos viver o Drama Solar, necessitamos converter-nos no personagem central desse Drama Cósmico.

Não importa que nos critiquem, que nos aborreçam, que nos odeiem por divulgar o Maithuna (Magia Sexual), para o bem desta pobre humanidade fracassada.

Os infrassexuais degenerados jamais nos perdoarão pelo fato de nós defendermos a suprassexualidade.

Realmente, causa dor ver esses pobres infrassexuais no mundo molecular depois da morte. Seu corpo lunar converte-os em mulheres lunares, que vagam pelo mundo molecular como sonâmbulas, adormecidas, frias, inconscientes.

De que serviram a esses pobres infrassexuais todas as suas práticas subjetivas? De que lhes serviram todas as suas práticas subjetivas? De que lhes serviram todas as suas crenças, sistemas, ordens etc.? Os infrassexuais inutilmente tentarão a liberação desprezando o sexo, renunciando ao Maithuna (Magia Sexual), abstendo-se ou abusando, seguindo o caminho degenerado dos homossexuais, masturbadores etc.

Inutilmente, os equivocados sinceros tentarão criar os corpos solares praticando exercícios respiratórios, ou yoguismo sem Maithuna, exercícios similares, dietas vegetarianas etc.

Está completamente demonstrado que somos filhos do sexo e que só com o sexo se pode criar…

Realmente, só com o sexo poderemos criar os corpos solares. Só com a força maravilhosa do Terceiro Logos poderemos nos converter em Espíritos Solares.

Queremos ensinar à humanidade a religião solar. Queremos entregar a esses pobres fantasmas lunares a Doutrina Solar do Cristo Cósmico, com o único propósito de que o homem se cristifique.

É urgente que nasça o Cristo no coração do Homem. É necessário que cada ser humano se converta num Anjo Solar.

O Movimento Gnóstico tem uma gigantesca tarefa na Era de Aquário, que estamos começando. Compete a nós a missão sagrada de ensinar a esta pobre humanidade a Doutrina do Logos Solar.

Devemos lutar até a morte, para fazer cada vez mais e mais poderoso o Movimento Gnóstico. Necessitamos que este Movimento se faça onipotente para o bem de tantos milhões de seres humanos, que estão no caminho da Segunda Morte. Necessitamos ser compassivos e entregar à humanidade a Doutrina Solar, custe o que custar.

Título do original em espanhol: Las Escuelas Esotéricas
(Compilação de conferências sobre a visão do Movimento Gnóstico com relação às inúmeras religiões, seitas, filosofias, escolas esotéricas, pseudoesotéricas e esotéricas negativas existentes)
Tradução e revisão: Equipe GnosisOnline
Texto baseado em livro de mesmo título, lançado pela Editora Sol Nascente (SP) – 1990

Endocrinologia – Pâncreas

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O pâncreas é parcialmente uma glândula sem conduto. Todos os sucos digestivos do organismo humano descarregam-se no duodeno através do famoso Conduto de Wirsung. O grande médico alemão, dr. Arnold Krumm-Heller, professor de Medicina da Universidade de Berlim, dizia em seu Curso Zodiacal que a Constelação de Virgem influi sobre o ventre e especialmente sobre as Ilhotas de Langerhans.

A insulina é importantíssima porque governa todo o metabolismo dos hidratos de carbono. A insulina é segregada pelas ilhotas do pâncreas. Quando as referidas ilhotas não trabalham corretamente, oriunda o diabetes. O trabalho principal do pâncreas é a transformação dos açúcares. Quando as ilhotas não segregam a insulina corretamente, os açúcares passam diretamente para o sangue. Esse é o diabetes.

Com os tratamentos de insulina a ciência médica consegue controlar o diabetes. Contudo, esse tratamento não o cura. Nós temos conhecido muitos pacientes diabéticos que lograram se curar do diabete com o famoso chá antidiabético.

A fórmula desse chá é a seguinte:

Folhas de Abacateiro: 30 gramas
Folhas de Eucalipto: 30 gramas
Folhas de Nogueira: 30 gramas

Cozinha-se todo o conjunto em um litro de água. Doses: três copos diários, um antes de cada refeição. Tome-se durante seis meses seguidos. O tratamento com insulina não se opõe com esse chá inofensivo.

A secreção das Ilhas de Langerhans passa diretamente ao sangue. Os hindus dizem que acima do umbigo se encontra o Lótus de dez pétalas. Este chacra, situado nesta região, controla o fígado, o estômago e o pâncreas. Dizem os iogues que a cor deste chacra é como a das nuvens carregadas de raios, centelhas e fogo vivo.

Os iogues do Hindustão que conseguiram desenvolver este chacra umbilical podem permanecer no fogo sem se queimar. Dizem esses sábios que nesse chacra brilha o Tattwa Tejas (Éter Ígneo). Os biólogos ocidentais dizem que é impossível.

Eles deveriam ir ao Hindustão para investigar isso. Muitos céticos ocidentais que foram à Índia vieram assombrados ao verem esses iogues permanecerem no fogo sem se queimar. Os iogues do Hindustão desenvolvem o chacra umbilical com a concentração e a meditação. Concentram-se horas inteiras no umbigo.

Quando os hipnotizadores ocidentais viajam por essas terras do Hindustão, Paquistão, Grande Tartária, Mongólia, China e Tibet e veem esses ascetas orientais concentrados mentalmente no umbigo, supõem que é para se auto-hipnotizar. A realidade é distinta: concentram-se e meditam horas inteiras nesse chacra para desenvolvê-lo.

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Anjo da Guarda, uma das Partes de nosso Ser

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Os poderes flamígeros do Anjo da Guarda resultam extraordinários, maravilhosos, terrivelmente divinos…

De fontes perfeitamente gnósticas, em segredo conservadas nos monastérios iniciáticos, e que diferem grandemente do pseudocristianismo e pseudo-ocultismo comuns e correntes ao uso do vulgo, eu soube realmente o que é o Anjo da Guarda…

Chegados ao campo misteriosíssimo da história e da vida dos Jinas, temos descoberto não só o Templo de Chapultepec, no México, e as gentes da 4ª Vertical, mas também, e isso é assombroso, os poderes do Anjo da Guarda em relação com tudo isso…

Porque convém jamais esquecer que o padre Prado e Bernal Díaz del Castillo, ambos os dois, recreavam-se vendo os sacerdotes de anahuac em estado de Jinas…

Os anacoretas deliciosamente flutuavam quando se transportavam pelos ares desde Cholula até o Templo Maior. Isso ocorria diariamente ao se ocultar o Sol…

Os discípulos de Saís, no Delta do Nilo, jamais tiveram em seus passeios noturnos horizontes mais augustos, nem os que nos planaltos da Pérsia seguiram a Zaratustra, nem os contempladores da Torre de Bel, na Babilônia, que os que sempre tiveram que se submeter seriamente à Disciplina do Sonho Tântrico…

Fora do corpo físico, o anacoreta gnóstico consciente pode, se quiser, invocar a certa Parte isolada de seu próprio Ser, definida no esoterismo prático com o nome de “Anjo da Guarda”. Inquestionavelmente, o Inefável virá a seu chamado…

Uma serenidade diáfana, uma tranquilidade sem limites, uma felicidade extática como a que a Alma experimenta ao romper os laços com a matéria e com o mundo, é tudo o que sentimos naqueles momentos deliciosos. O resto podes coligir, querido leitor: Serviços Mágicos ao Lohengrim sempre se pode receber…

Se em tais momentos de arroubo pedirmos ao Anjo da Guarda o favor de tirar o corpo dormido da cama, onde o deixamos repousando, e trazê-lo ante nossa presença, se realizará o fenômeno mágico com pleno êxito…

Pressente-se que o corpo físico já vem a caminho, trazido pelo Anjo da Guarda, quando sente em seus ombros anímicos, ou astrais, uma estranha pressão. Se assumirmos uma atitude receptiva, aberta, sutil, o corpo físico penetrará em nosso interior…

O Tantrista Gnóstico Consciente, em vez de regressar a seu corpo físico, aguarda que este venha a ele, para viajar com o mesmo na Terra Prometida, na 4ª Coordenada.

Posteriormente, mediante o auxílio do Anjo da Guarda, o asceta gnóstico regressa à sua casa e à sua cama sem o menor perigo…

Os Veneráveis Mestres da Fraternidade Oculta viajam com seu corpo físico por entre a 4ª Vertical, podendo abandonar a mesma no lugar que o desejarem. Isto significa que os Mestres Ressurrectos da Ordem Superior podem dar-se ao luxo, por certo nada depreciável, de renunciar a todos os sistemas modernos de transporte, navios, aviões, automóveis etc.

Dentre a negra e pavorosa fossa sepulcral do Abismo, surgem as diversas Partes Flamígeras do Ser.

O Anjo da Guarda é uma destas tantas Partes isoladas…

Saiba mais sobre as inúmeras expressões
de nosso Ser Divino:

Os ensinamentos de Jesus e a tradição esotérica cristã

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Raul Branco (Membro da Sociedade Teosófica pela Loja Brasília)

Comecei a pesquisar os ensinamentos internos do cristianismo primitivo por estar convencido de que Jesus não poderia ter omitido de suas instruções uma metodologia para o caminho espiritual, à semelhança dos métodos conhecidos nas principais tradições orientais. Essas tradições têm atraído milhares de cristãos sinceros mas desiludidos com o receituário do cristianismo tradicional.

A riqueza do material encontrado, geralmente pouco conhecido, foi tão surpreendente que resolvi sistematizá-lo e apresentá-lo sob a forma de livro.

Ao mergulhar no estudo das tradições orientais, principalmente do budismo, da ioga, da vedanta e de sua versão moderna, a teosofia, descobri que o lado esotérico da tradição cristã tem todos os ingredientes das formas esotéricas dessas outras, e que a devoção realmente caminha de mãos dadas com a razão. Em vista dos ensinamentos transformadores que capacitam a união do buscador com o Supremo Bem, poder-se-ia dizer que esta tradição seria a ioga cristã, bem pouco conhecida dos cristãos, porque é derivada dos ensinamentos reservados de Jesus. Lembramos que ioga é um termo sânscrito que significa união, mas que é usado também, por extensão, para transmitir de forma sistemática a metodologia que visa promover a união da natureza exterior do homem com sua natureza interior.

Como o esoterismo cristão é muito rico e a literatura existente muito extensa, o foco deste trabalho foi direcionado para o ponto central dos ensinamentos esotéricos de Jesus, ou seja, a busca do Reino de Deus. Procuraremos elucidar esse tema sobre o qual todo o ministério de Jesus foi baseado, explorando o caminho que leva ao Reino, bem como o método e o instrumental facilitador que capacitam a entrada pela porta estreita e o trilhar do caminho apertado.

O mais surpreendente, como será visto a seguir, é que a essência dos ensinamentos mais profundos de Jesus sempre esteve expressa na Bíblia e em outros documentos sem ser devidamente percebida. É como se as jóias mais preciosas da mensagem bíblica estivessem escondidas debaixo de nossos olhos sob a aparência de coisas sem maior importância. Dentre essas preciosidades negligenciadas do esoterismo cristão poderíamos mencionar: “Eu e o Pai somos Um,” “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará,” “Já não sou eu que vivo mas é Cristo que vive em mim,” “Quem não nascer de novo não poderá entrar no Reino dos Céus,” “Vinde a mim as criancinhas,” “Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer produzirá muito fruto.”

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Esses exemplos e muitos outros evidenciam que os ensinamentos esotéricos de Jesus foram preservados em dois segmentos: no primeiro, encontram-se as proposições, instruções e acontecimentos da vida do Salvador, que estão descritos na Bíblia e em diversos documentos apócrifos; no outro, estão os detalhamentos dessas instruções, com as explicações de suas razões e as técnicas e métodos para o aprimoramento da vida espiritual. Essas instruções e explanações que não se encontram na Bíblia ou nos documentos apócrifos foram passadas de boca a ouvido, naquilo que se chama de tradição oral, ou mesmo por intermédio de outros métodos que serão abordados posteriormente. Este livro é em grande parte um trabalho de reconstituição dos diferentes aspectos desses ensinamentos.

Quando buscamos sintonia com o Mestre em nossas meditações, depois de algum tempo, a confusão inicial cede lugar à simplicidade essencial da mensagem divina, facilitando-nos a tarefa de desenterrar a tradição interna que desconhecíamos. Os objetivos da mensagem salvífica de Jesus começam a aclarar-se, seus métodos de transmissão de instruções fazem-se presentes, e seus ensinamentos surgem como jóias preciosas escondidas sob o véu da alegoria.

Vivemos na ilusão da separatividade, alimentados pelo egoísmo e pelo orgulho, pensando que criamos de forma separada e independente alguma coisa. A realidade, no entanto, é que cada ser humano é tão somente uma célula no grande organismo da humanidade. Como tal, a mente de cada um nada mais é do que um aspecto da mente universal, também chamada de inconsciente coletivo ou mente divina. Dentro da mente divina, a verdade está eternamente presente em sua forma essencial, embora seja apresentada de diferentes maneiras, pelos inumeráveis aspectos individuais desse grande Todo. Verifiquei que, quanto mais procurava estudar e meditar sobre os ensinamentos de Jesus, mais livros e idéias sobre o assunto iam aparecendo. Percebi que muitas outras almas já haviam decifrado e interpretado boa parte dos ensinamentos do Salvador. Minha tarefa, portanto, foi grandemente facilitada, pois foi possível coligir a essência do que já estava escrito e aproveitar parte do que ainda estava no mundo mental, a espera de ser expresso. Como é natural, minhas deficiências literárias, intelectuais e espirituais explicam as falhas que serão encontradas ao longo do texto.
(…)

As citações bíblicas são apresentadas em itálico, sendo usada a versão da Bíblia de Jerusalém, Edições Paulinas.
O leitor ansioso em obter uma visão de conjunto do livro, antes de mergulhar nos detalhes explicativos e operacionais do processo de transformação interior do homem velho no homem novo, poderá ler a Introdução, o Anexo 1, “Exercícios e práticas espirituais,” e os capítulos 4, “Uma visão esotérica do Reino nos ensinamentos de Jesus,” 8, “A peregrinação da alma,” 13, “O instrumental da tradição cristã,” 26, “Transformação, Integração e União” e 27, “A Vida do Cristo como o Caminho.” Uma vez efetuada essa leitura seletiva, esperamos que o verdadeiro buscador da tradição cristã tenha a motivação necessária para efetuar, não mais uma leitura, mas um estudo atento do texto completo.

Introdução

O cristão dedicado e sincero, que procura seguir a orientação do Mestre de tomar a sua cruz e segui-lo, pode se questionar como é possível que o entusiasmo da cristandade dos três primeiros séculos, que seguia Jesus com amor e fervor apesar das perseguições implacáveis que ceifaram a vida de milhares de mártires naqueles tempos, possa ter arrefecido e se transformado, para grande parte daqueles que se dizem cristãos, numa mera afiliação religiosa pró-forma sem o envolvimento de seu coração. As causas dessa mudança qualitativa da religiosidade do cristão são complexas, mas podem ser em boa parte imputadas ao fato de que a maioria das igrejas atuais distanciaram-se dos ideais originais, retornando ao comportamento de obediência a rituais externos e a práticas religiosas mecânicas que Jesus havia tão duramente criticado nos fariseus e levitas. São poucos os cristãos no mundo de hoje que procuram realmente entender os ensinamentos de Jesus e, um menor número ainda, seguir o Mestre.

Com o passar dos séculos, a mensagem central de Jesus foi progressivamente desvirtuada e acabou sendo esquecida. Em vez de buscarmos o Reino dos Céus aqui e agora, colocamos a nossa esperança num paraíso distante, talvez no outro mundo. Porém, se meditarmos profundamente sobre a essência dos ensinamentos de Jesus, deixando de lado nossas idéias pré concebidas, chegaremos à conclusão de que somos o próprio filho pródigo e que algum dia retornaremos à Casa do Pai, que é o Reino dos Céus, voltando ao estágio de pureza prístina original de um Filho de Deus, tornando-nos, então, um Cristo (1) e podendo dizer, por experiência própria, que “Eu e o Pai somos um” (Jo 10:30). Paulo demonstra estar em sintonia com essa realidade ao dizer: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2:20). Esse entendimento do potencial ilimitado do homem e o conhecimento da herança divina podem ser obtidos através do estudo e da vivência do lado esotérico de nossa tradição, que permaneceu esquecido e negligenciado por tantos séculos.

O primeiro passo para usufruirmos a herança divina é a decisão de reivindicá-la. Para isso temos que nos desvencilhar dos condicionamentos limitativos impostos por muitos séculos de apatia intelectual e de ausência do exercício da vontade. A verdade sempre esteve ao nosso alcance, mas, por várias razões, deixamos escapar a oportunidade de percebê-la. Podemos, no entanto, reverter esta situação porque o momento atual é extremamente propício para o despertar espiritual. Felizmente, os ensinamentos esotéricos da tradição cristã não foram totalmente perdidos. Eles podem ser recuperados, compreendidos e, se devidamente vivenciados, podem mudar a nossa vida, permitindo que alcancemos “O estado de Homem Perfeito, a medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4:13).

O primeiro passo neste estudo dos ensinamentos de Jesus é deixar claro que o cristianismo, em sua essência última, não é uma instituição mas sim uma convicção interior. Essa convicção, a verdadeira fé, deve guiar a conduta de seus seguidores rumo à meta final, o Reino, deixando um rastro de boas obras ao longo do caminho trilhado.

Um aspecto pouco conhecido da natureza cíclica da manifestação é o de que, em cada final de século, a Providência Divina aumenta o fluxo de energias espirituais para estimular o progresso da humanidade. Ocorrem também ciclos maiores, como ciclos milenares e ciclos envolvendo as grandes eras. A humanidade está vivendo agora um momento muito especial, a confluência de três ciclos, o centenário, o milenar e o de transição da era de peixes para a era de aquário. Isso pode ser notado pelas pessoas mais sensitivas. O resultado dessa ação energética inusitada se faz sentir no mundo das idéias e do comportamento humano.

Nesta virada do terceiro milênio, estamos vivendo um momento extremamente propício para tornar conhecidas as coisas ocultas. Por isso esforçamo-nos para fazer com que os ensinamentos de Jesus entesourados em documentos raros, ao alcance apenas de um limitado círculo de estudiosos, sejam postos à disposição dos cristãos sinceros que ainda não conhecem a inteireza de sua mensagem.

Como não podia deixar de ser, essas energias afetaram de forma positiva a vida espiritual do planeta. As estruturas religiosas foram induzidas a alargar seus horizontes para abranger outros grupos e outras etnias. Em virtude da invasão chinesa, que forçou um êxodo de grandes proporções da comunidade monástica tibetana, o budismo tibetano passou a ser conhecido e praticado por centenas de milhares de pessoas em quase todo mundo ocidental, quebrando um milênio de isolamento no Tibete. O sofrimento do povo tibetano foi transmutado em benefício dos buscadores da verdade em todo o mundo, com a tradução das obras dos mestres budistas daquele país e o estabelecimento de centros de ensino do Dharma em vários países do oriente e do ocidente.

Até a rígida e arcaica Igreja de Roma mostrou sinais de abertura. Atendendo aos clamores dos fiéis que há muito se sentiam alienados com os serviços religiosos em latim, uma drástica reforma litúrgica foi implementada, permitindo que a missa fosse conduzida na língua de cada povo e com maior participação dos fiéis. O sacerdote, que anteriormente oficiava boa parte da missa de costas para o público, passa agora a voltar-se de frente para os fiéis numa tentativa de quebrar barreiras e promover a comunicação. (2)

Porém, a iniciativa conciliadora mais importante do Vaticano foi o movimento ecumênico. Depois de muitos séculos de disputas fratricidas a Igreja de Roma, numa demonstração saudável de humildade, tomou a iniciativa de promover o contato com grupos dissidentes dentro da grande tradição cristã, bem como com outras religiões (3). A mudança de atitude foi, em grande parte, motivada pelo relativo esvaziamento das igrejas católicas, face ao rápido crescimento das seitas protestantes e de outros movimentos, como o espiritismo e as religiões ou filosofias orientais. Esse processo ecumênico, ainda que tímido e cauteloso, em virtude dos ânimos acirrados por séculos de disputas, muitas vezes sangrentas, promove pontos de união e minimiza os de separação.

Esse ecumenismo tem-se mostrado, no entanto, eminentemente externo. Mais importante ainda, com imensas perspectivas de vir a provocar mudanças radicais, inclusive ao nível da espiritualidade das massas de fiéis em todo o mundo, seria um ecumenismo interior, entendido como uma abertura que leve em consideração todos os aspectos da natureza humana. Os cultos de praticamente todas as igrejas cristãs tradicionais, antes e depois da Reforma, baseiam-se num acirramento do aspecto emocional do homem. As liturgias, cânticos, romarias e atos devocionais baseiam-se numa fé emotiva e cega. A questão da verdadeira fé é de grande importância e será examinada posteriormente, pois ela é um dos instrumentos fundamentais do processo transformador da ioga cristã.

Mas a emoção é apenas um dos aspectos interiores do homem. O caminho que leva ao Reino dos Céus requer a integração de todos os aspectos do ser humano. Isso significa que a emotividade religiosa tem que abrir espaço para a razão, a fim de que as duas, emoção e razão, possam ser integradas e transcendidas, no seu devido tempo, pela intuição. Isso só ocorre quando o Cristo interior tem condições de despertar no âmago de nossos corações e, progressivamente, assenhorar-se do comando de nossas vidas. Esse processo de integração, ou ecumenismo interior, é a essência dos ensinamentos internos de Jesus.

Maria Madalena, a esposa-sacerdotisa de Jesus?

Assim como o aumento da intensidade das energias espirituais neste século se fez sentir ao nível das idéias, dos movimentos e das instituições existentes, com mais razão ainda se fez sentir na alma das pessoas. Milhões de indivíduos em todo mundo passaram a sentir o chamado do alto. Esse chamado, sempre sutil, procura por diversos meios fazer com que o homem entenda que sua meta é o Reino e que, para atingi-la, torna-se necessário um progressivo desapego do mundo material. A forma como os homens geralmente sentem esse chamado é através da insatisfação com sua vida, mesmo quando estão aparentemente fazendo as coisas certas e vivendo uma vida ética. Essa divina insatisfação deslancha um processo de busca, que, inicialmente, é confuso, pois o homem não consegue identificar exatamente o que está procurando. Busca livros e outras formas de auto-ajuda, dentro e fora de sua tradição; procura ouvir todo tipo de palestra sobre temas espirituais, enfim; procura por todos os meios saciar sua terrível sede da verdade.

Muitos dos que batem às portas das igrejas voltam desapontados com o receituário prescrito pelos seus sacerdotes e pastores.

Podemos identificar três áreas principais de insatisfação com a ortodoxia: os dogmas, a conceituação do homem como pecador e de Deus como justiceiro e, finalmente, as práticas espirituais sugeridas.

Os dogmas de fé sempre constituíram-se em obstáculos para o crescente segmento pensante da cristandade. Enquanto o domínio da Igreja de Roma era total sobre seus fiéis, o medo era geralmente suficiente para manter os fiéis e até mesmo os intelectuais em linha. Porém, neste último século, com os grandes avanços na educação das massas e a liberdade de pensamento exercida sem as antigas inibições religiosas, o conflito entre dogma e razão vem levando um número crescente de cristãos a assumir uma posição de coerência com seus sentimentos mais íntimos. Infelizmente, isto tem também levado muitos a rechaçarem, juntamente com os dogmas, toda a doutrina cristã e os ensinamentos corretos da Igreja.

A segunda área de conflito com a doutrina ortodoxa já era sentida de forma latente há muitos séculos, como uma repulsa instintiva ao conceito do Deus justiceiro apresentado pelo Antigo Testamento, em sua interpretação literal, que foi encampado pela ortodoxia cristã. Conceber Deus como um Ser sujeito a ataques de fúria que precisam ser aplacados por diversas formas de sacrifícios e holocaustos fere a consciência daqueles que não se recusam a pensar e constitui-se numa verdadeira heresia. A máxima heresia nesse sentido é a proposição de que o Filho de Deus foi oferecido em sacrifício para propiciar o perdão de Deus pelos pecados dos homens, conhecida como doutrina da expiação vicária.

Felizmente, em nosso século, com os avanços da psicologia moderna e o entendimento do lado sombra do ser humano, o cristão começou a entender porque sempre se sentiu incomodado por sua caracterização como ‘vil pecador.’ Jung mostrou que as negatividades inerentes ao nosso processo de aprendizado terreno devem ser entendidas e superadas pela compreensão e amor e não pelo temor de um Deus implacável que castiga nossas falhas e fraquezas com os tormentos do fogo eterno. (4)

Finalmente, muitos dos cristãos que ainda se mantêm fiéis à Igreja mostram seu descontentamento com as práticas espirituais tradicionais da ortodoxia e, em alguns casos, com o significado deturpado dado a elas. A missa, o terço, as romarias e as outras práticas disponíveis aos leigos contrastam com as práticas de outras tradições que, aos poucos, se tornaram conhecidas no Ocidente. Esse descontentamento não se restringe aos católicos mas é sentido, também pelos fiéis das seitas evangélicas e protestantes com sua conhecida inflexibilidade em questões doutrinárias.

Apesar de muita resistência interna, a poderosa energia crística atuando nesta época de transição parece ter rachado, em alguns lugares, a espessa muralha do conservadorismo. Assim, algumas aberturas, como o movimento carismático e os movimentos de jovens e de casais da igreja católica resultaram em entusiástica resposta dos leigos e de parte do clero. Também a divulgação, por iniciativa de alguns padres e monges, de certas práticas meditativas e contemplativas, parcialmente inspiradas nos modelos orientais, tiveram excelente acolhida. Porém, para a grande massa dos buscadores, a Igreja permaneceu uma instituição rígida, distante, indiferente e até mesmo alienada das necessidades espirituais de seus fiéis.

O resultado tem sido um progressivo desapontamento dos fiéis com a ortodoxia religiosa cristã e conseqüente êxodo para outros movimentos e tradições não cristãos ou fora dos cânones ortodoxos. Isso explica porque o espiritismo, o budismo, o hinduísmo, a ioga e outros movimentos religiosos e filosóficos no Brasil tiveram tão boa acolhida entre os cristãos insatisfeitos com a postura ortodoxa de sua tradição. Isso ocorre porque, nesses movimentos ou tradições, o buscador encontra práticas espirituais sólidas e doutrinas que não agridem a razão.

As tradições budista e da ioga têm exercido grande atração sobre os buscadores ocidentais. Ambas podem ser mais acertadamente consideradas como tradições filosóficas do que religiosas. Seus aspectos doutrinários são extremamente atraentes, englobando conceitos filosóficos e cosmológicos de abrangência e grandeza que fascinam os estudiosos livres de preconceitos. Porém, o ponto que exerce maior atração parece ser a prática espiritual dessas tradições voltadas para a libertação do sofrimento. Dentre essas práticas destaca-se a meditação, com todas suas modalidades e etapas.

Até mesmo alguns padres e monges cristãos, como Thomas Merton (5) e William Johnston, (6) depois de estudarem o budismo, procuraram introduzir suas práticas meditativas nos meios cristãos. Johnston, preocupado com o desinteresse crescente dos fieis pelas práticas devocionais tradicionais (rosário, via sacra e novenas), e verificando a firmeza milenar das práticas budistas, tal como observou no Japão, desabafa:

“A velha contemplação cristã destinava-se a uma elite – os franciscanos, os jesuítas, os dominicanos e as pessoas de bem. Mas o pobre leigo, o cidadão de segunda classe, ficava com as contas de seu rosário. De ora em diante, não é preciso que seja assim.

Assim como a liturgia ampliou-se para abranger a todos, também o mesmo pode dar-se com a contemplação. O muro infame que separava o cristianismo popular do cristianismo monástico pode ser derrubado de forma a que todos possamos ter as nossas visões, alcançar o nosso samadhi.” (7)

A diferença radical de enfoque para a vida espiritual entre a tradição budista e a cristã pode ser aquilatada pela maneira como caracterizam seus membros. Os budistas geralmente se auto denominam “praticantes,” no sentido de serem praticantes do dharma, do corpo de ensinamentos do Senhor Buda. Os cristãos, por sua vez, são normalmente caracterizados como “fieis,” refletindo o fato de serem supostamente fieis à sua crença no corpo doutrinário da Igreja. Enquanto uns praticam os ensinamentos de seu mestre, outros simplesmente crêem passivamente nos dogmas de sua crença, desconhecendo, em geral, os ensinamentos de seu Salvador.

Dentro desse contexto de crescente insatisfação com as práticas cristãs ortodoxas e a constatação de que existem alternativas atraentes nas outras tradições, a apresentação das doutrinas e práticas espirituais do lado interno da tradição cristã assume especial importância. Felizmente, quando conseguimos desvelar os ensinamentos esotéricos de Jesus, verificamos que as práticas do cristianismo primitivo nada deixam a desejar às outras tradições orientais tão em voga atualmente. Este livro vem juntar-se a uma crescente literatura sobre o cristianismo primitivo e os aspectos esotéricos da tradição cristã, enfatizando os métodos e práticas espirituais voltados para a transformação interior, tão escondidos no passado. (8)

Esses antigos ensinamentos abrangentes, profundos e eternamente atuais, levaram Agostinho, reputado como um dos baluartes da Igreja, a escrever há quinze séculos atrás:

“Esta que hoje chamamos de religião cristã existiu entre os antigos e existia desde o começo da raça humana até que o Cristo se fez carne, tempo a partir do qual a verdadeira religião já existente começou a ser denominada de Cristianismo” (9)

A postura necessária para o estudo dos ensinamentos esotéricos

Se por um lado existe uma natural curiosidade por parte de todo cristão em conhecer os ensinamentos internos de sua tradição, devemos estar preparados para o fato de que esses ensinamentos nem sempre estarão de acordo com nossas idéias tradicionais.

Na verdade, parte dos conceitos ortodoxos deverão ser modificados e, em alguns casos, até mesmo abandonados, à medida que adquirimos um entendimento mais sólido do lado esotérico dos ensinamentos de Jesus. Esse é o processo natural de amadurecimento de todo indivíduo. As noções que governam a atitude das crianças em seus primeiros anos de interação com o mundo exterior, dão geralmente lugar a conceitos mais abrangentes e complexos quando o jovem adulto está suficientemente amadurecido em sua capacidade intelectual e emocional.

Um processo semelhante ocorre em nossa vida espiritual. Para que o devoto possa crescer espiritualmente, ele deve aprender a entender o sentido esotérico subjacente às doutrinas anteriormente aceitas literalmente como dogmas de fé. Um dos principais objetivos deste livro é desvelar os ensinamentos escondidos por trás do simbolismo da Bíblia e de outras fontes de nossa tradição.

Nessa busca, o leitor deve estar disposto a investigar a simbologia bíblica. Essa disposição implica numa atitude de flexibilidade e tolerância para com idéias e argumentos diferentes dos aceitos até então. O verdadeiro estudioso deve submeter todo conceito e argumento, tanto tradicional como não-ortodoxo, ao crivo da razão e, a seguir, à avaliação do coração. O devoto que adotar essa postura espiritualmente sadia estará chamando em seu auxílio o Cristo interior, que derramará suas bênçãos na forma de inspiração para a compreensão mais profunda das verdades transformadoras de nossa tradição. Com isso ele sentirá uma profunda alegria ao efetuar uma leitura crítica, que lhe permitirá construir paulatinamente, e de forma consciente, o arcabouço doutrinário e prático de sua transformação espiritual.

Isso significa que o leitor deve adotar a postura do cientista que, ao iniciar um novo projeto de pesquisa, adota uma série de hipóteses de trabalho, que serão investigadas e testadas. Caso essas hipóteses facilitem o avanço da pesquisa e sejam confirmadas por testes posteriores, então, e só então, poderão ser promovidas de hipóteses a premissas para a implementação da parte prática que permitirá a conclusão do trabalho.

Essa atitude “científica”, apesar de atraente e lógica, é difícil de ser adotada na prática. Todos nós interagimos com o mundo a partir de um grande número de condicionamentos, a maior parte dos quais inconscientes. Nossa mente racional pode estar disposta a considerar uma determinada linha de raciocínio, porém, nossos sentimentos, que são governados pelo inconsciente, usurpam muitas vezes a atribuição da razão e rejeitam os argumentos lógicos tão logo percebem que esses podem ameaçar a segurança de nossa estrutura de valores. Isso explica a natureza intrinsecamente conservadora de todo ser humano. Resistimos à mudança porque toda mudança implica numa revolução interior que demanda um compromisso inabalável com a verdade. Esse compromisso implica em humildade para aceitar a possibilidade de que alguns de nossos mais estimados conceitos foram construídos sobre a areia e, finalmente, uma coragem extraordinária para enfrentar a resistência inicial de nosso ego orgulhoso e inseguro.

Os meandros da mente são muitas vezes desconcertantes para o iniciante. Um profundo estudioso da matéria escreveu: “A mente formal assemelha-se a um ditador de um estado autoritário. Tal dirigente não pode, não ousa, tolerar qualquer interferência de outros no seu despotismo ou sugestão de controle sobre ele, porque se isso prosperasse a sua ditadura eventualmente terminaria.

No que concerne à manutenção de seu sistema e ao controle das mentes cegas de seus membros, a ortodoxia religiosa estreita e defensiva está precisamente na mesma posição. Todo dogmatismo em assuntos religiosos surge do medo e desse impulso para o poder e sua preservação.” (10)

Para o estudante de esoterismo, toda e qualquer proposição doutrinária ou filosófica deve ser tomada como hipótese de trabalho da mente concreta, até que ele alcance o estado místico que lhe permita conhecer diretamente a verdade. Quando em profunda contemplação ele passar a comungar com a Luz, então, e só então, poderá saber com toda certeza as verdades que transcendem a mente intelectiva e que pertencem ao âmbito do que chamamos de intuição (buddhi, em sânscrito). É esse conhecimento que os antigos chamavam de gnosis, o conhecimento direto da verdade que é alcançado com a iluminação, e que gera uma fé inabalável.

Assim sendo, as considerações doutrinárias e de ordem filosófica neste livro devem ser consideradas como de importância secundária. O importante são os ensinamentos transformadores, que poderíamos chamar de metodologia para a transformação do homem velho no homem novo. Quando tivermos nascido de novo, iluminados pelo Cristo interior, estaremos capacitados a reavaliar nossas premissas anteriores para, então, estabelecer nossa fundamentação filosófica com base na Verdade e não mais em hipóteses.

O objetivo primordial deste livro é oferecer ao cristão dedicado essa metodologia transformadora que, se devidamente utilizada, pode levar o devoto ao estado experimentado pelo Apóstolo Paulo quando disse “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2:20). Todas as considerações filosóficas ou doutrinárias do livro devem ser consideradas como meras hipóteses, servindo como elementos auxiliares no desenvolvimento de uma estrutura referencial que acreditamos ser lógica e sequenciada. O estudante que estabelecer como meta a sua transformação interior, não se deixando limitar ou intimidar por argumentos filosóficos ou teológicos, poderá deixar para mais tarde as decisões doutrinárias, quando estiver capacitado pela iluminação transformadora a pronunciar-se sobre esses pontos de forma definitiva. O Mestre deve ter tido isso em mente quando nos disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8:32).

Apresentamos a seguir as principais hipóteses que foram usadas para nortear o trabalho. Estas hipóteses serão examinadas com mais detalhes ao longo do texto.

 

 

1. O objetivo de todo ministério de Jesus foi alertar a humanidade para a realidade do Reino e ensinar os homens como alcançá-lo, retornando à Casa do Pai.
2. Para chegar ao Reino, ou seja, para alcançar a perfeição, o homem deve encontrar e trilhar o Caminho ao longo de todas as suas etapas.
3. A maioria das pessoas ainda não despertou para a realidade do Caminho, pois estão mergulhadas na vida material e sensual, sem o menor interesse pela vida espiritual.
4. O Caminho tem três grandes etapas, que poderiam ser chamadas de religiosa, espiritual e mística. Essas etapas têm um estreito paralelo com as três grandes fases da vida do homem: infância, vida adulta e maturidade. Nem todos os homens chegam a última etapa em sua plenitude, envelhecendo sem tornarem-se sábios, muitos agindo como crianças em idade avançada.
5. Na infância a criança deve ser conduzida e protegida por seus pais e tutores, enquanto está sendo preparada para enfrentar a vida adulta por seus próprios meios. Nessa etapa a criança caracteriza-se por sua relativa subserviência, passividade e crença no poder e sabedoria de seus mentores, valendo-se principalmente da emoção como instrumento de resposta ao mundo. O caminho religioso tradicional eqüivale à infância da humanidade, em que os fieis são conduzidos pelos sacerdotes, como representantes do Pai Celestial e da Madre Igreja, crendo em dogmas e obedecendo os mandamentos e regras estabelecidos. As práticas religiosas são fundamentadas essencialmente no aspecto emotivo da natureza humana.
6. A transformação da criança em adulto ocorre na adolescência, um período caracterizado, entre outras coisas, pela rebeldia do jovem. Essa rebeldia, dentro de certos limites, é saudável, pois prepara o jovem para pensar e agir por conta própria, usando a razão e desenvolvendo o discernimento. Um período de transição semelhante também ocorre com o devoto que começa e sentir-se insatisfeito com a vida emocionalmente protegida dentro de sua religião. Ele começa a se rebelar contra a doutrina estabelecida e a obediência às regras e à autoridade religiosa constituída. Esse período é extremamente penoso e eivado de contradições, mas é essencial para a entrada na próxima etapa do Caminho. É caracterizado por uma insatisfação essencial que leva à busca da verdade.
7. A etapa intermediária do Caminho, que chamamos de vida espiritual, eqüivale a vida do adulto. Nela o buscador deve assumir a responsabilidade por sua vida e procurar viver de acordo com a mais alta ética que seu discernimento lhe dirá ser apropriada para uma vida responsável, harmônica e construtiva dentro da família humana. O aspecto mais importante dessa fase é a constante preocupação com o crescimento espiritual da pessoa, que deverá efetuar diversas mudanças em sua atitude e seu comportamento, para purificar-se e chegar cada vez mais perto da meta.
8. Ao desenvolver um ego forte, lúcido e crítico o homem maduro chegará um dia ao último estágio do Caminho, a etapa mística. Essa etapa também corresponde, de certa forma, ao caminho ocultista, que será descrito mais adiante. O místico é o buscador espiritual que, tendo feito tudo o que podia para a sua autotransformação, reconhece que os esforços do ego não são suficientes para alcançar a meta suprema, o que só pode ser feito com a ajuda do Alto. A Graça Divina não pode ser forçada, mas o terreno para que ela seja concedida pode e deve ser devidamente preparado por uma vida de purificação, meditação e serviço. O místico procura subordinar seu ego desenvolvido para fazer a vontade de Deus e não mais a sua.
9. No Caminho ocorre um drástico afunilamento de uma etapa para a outra, como havia sido indicado por Jesus que “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 22:14) e também que “escolherei dentre vós, um entre mil e dois entre dez mil” (Evangelho de Tomé, versículo 23). (11) Portanto, não é de se estranhar que as instruções esotéricas de Jesus eram dirigidas “aos poucos”, enquanto seu ministério público era voltado para “os muitos.” Da mesma forma, dentre os milhares de buscadores que se dedicam a vida espiritual, são poucos os que alcançam as realizações místicas avançadas associadas ao Reino dos Céus.
10. O ministério de Jesus cobriu as três etapas do Caminho. O ensinamento aberto ao povo, mais tarde acrescido das doutrinas e dogmas estabelecidos pela Igreja, visava atender a primeira etapa de desenvolvimento do homem. Seus ensinamentos esotéricos, velados nas parábolas e ministrados diretamente a seus discípulos, tinham por objetivo guiar o homem ao longo da segunda etapa de busca espiritual. Seu método de ensino, incluindo a crítica à sabedoria convencional, ou seja, à religião ortodoxa dos judeus de sua época (que será examinado, em especial, nos capítulos 4 e 10), visava estimular a razão, o discernimento e o senso de responsabilidade do homem em busca do Reino. Esses ensinamentos e, principalmente, os mistérios ou sacramentos que Jesus ministrava aos poucos que estavam preparados para eles, visavam levar o homem à última etapa, a vida unitiva do caminho místico. Nessa etapa o homem aprende que deve morrer para o mundo para alcançar o Reino, ou seja, entregar-se inteiramente a Deus para alcançar a Salvação.

Observamos que o Caminho, como tudo na vida, apresenta uma periódica alternância de ciclos. Na primeira etapa a criança tem uma atitude passiva para com a vida, aceitando a orientação de seus superiores. O adulto, ao contrário, para ser bem sucedido, deve assumir uma atitude ativa, buscando sua liberdade para decidir sobre o que julga ser melhor para seus interesses. Na última etapa, o futuro sábio deve mais uma vez retornar à passividade, aguardando com paciência, humildade e perseverança a chegada da Graça, que trará a iluminação.

A classificação das três etapas do Caminho como religiosa, espiritual e mística deve ser entendida como indicativa de características básicas do comportamento e atitude dos indivíduos. Para evitar controvérsias semânticas, deve ficar claro que um indivíduo na etapa espiritual ou até mesmo na via mística pode se considerar corretamente como sendo religioso, cristão ou católico. A religião em seu sentido mais amplo deve acomodar almas em todos os estados evolutivos, da mesma forma como o Reino do Pai, que tem muitas moradas.

Esta obra foi dividida em sete partes. Na primeira, procuramos identificar o estado atual da vida espiritual do cristão comum, alheio aos ensinamentos internos de Jesus, e indicar porque o momento presente é especialmente propício para resgatar esses ensinamentos, confirmando as palavras do Mestre de que “nada há de oculto que não venha a ser manifesto, e nada em segredo que não venha à luz do dia” (Mc 4:22).

A segunda parte estabelece a definição de ‘tradição interna’, determina as fontes primárias e secundárias dessa tradição e as formas para termos acesso ao seu material. A importância da interpretação do material bíblico é ressaltada.

O significado da meta suprema apontada por Jesus, o Reino dos Céus, é o objeto da terceira parte. Contrastando com o conceito de ‘Reino’ na tradição judaica e como ele foi interpretado pelas igrejas ortodoxas, é sugerido que o Reino dos Céus não é um lugar no tempo e no espaço, e que não é atingido somente após a morte, mas que é um estado de espírito que pode e deve ser alcançado aqui e agora. Ao contrário do que muitos crêem, só aqueles que alcançam o Reino enquanto encarnados podem gozar da bem-aventurança celestial após a morte.

A quarta parte é a descrição do processo de retorno à Casa do Pai, a nossa meta, sendo a Parábola do Filho Pródigo um exemplo de como a interpretação de um mito ou alegoria pode proporcionar a chave para o entendimento dos ensinamentos ocultos de Jesus. Dois outros mitos cosmogônicos ainda mais abrangentes e profundos do que aquela parábola, conhecidos como o Hino da Pérola e o mito de Pistis Sophia, são apresentados em anexo, oferecendo outras fontes para o mesmo ensinamento. Como o objetivo do trabalho não é meramente acadêmico, as questões práticas relacionadas com o método e o instrumental transformador legado pela nossa tradição são enfatizadas, ocupando a maior parte do livro.

A quinta parte aborda o método para alcançar o Reino dos Céus, que foi descrito por Jesus como a Porta Estreita e o Caminho Apertado. Em sua essência, o método poderia ser resumido no que a ortodoxia chamou de ‘arrependimento’, mas que no original grego era metanoia, que tinha um significado bem mais amplo, que era o de mudança dos estados mentais que levam à mudança de consciência pela superação dos condicionamentos e da ignorância anterior. Esse conceito é basicamente psicológico e oferece um paralelo com o enfoque da tradição budista de transformação da mente. Ainda nesta parte são abordados os primeiros passos no caminho espiritual, incluindo o despertar para a realidade última da vida, a eterna busca da felicidade e o papel da aspiração ardente. Finalmente, são examinadas as regras do caminho espiritual, a fundação da verdadeira fé. Dentre essas regras são discutidas a unidade de todas as coisas, a natureza cíclica da manifestação, o objetivo do processo de manifestação, o papel do livre arbítrio e da lei de causa e efeito e a importância do conhecimento de si mesmo.

O instrumental transformador de nossa tradição é tão rico e efetivo como o das tradições orientais. Esse instrumental, que se constitui verdadeiramente nas chaves do Reino dos Céus, é examinado na sexta parte. Assim como a Bíblia nos fala dos doze apóstolos de Jesus, a tradição interna legou-nos doze instrumentos transformadores. Os seis primeiros servem como fundação para o processo transformador, promovendo o que os místicos chamam de via negativa ou purgativa e os cristãos primitivos de kenosis, ou esvaziamento que prepara a alma para receber a Graça suprema do Espírito. Esses seis primeiros instrumentos fundamentais são a fé, o amor a Deus, a vontade, a purificação, a renúncia e o discernimento. Os outros seis instrumentos são de natureza mais operativa. São eles: estudo, oração e meditação, lembrança de Deus, atenção, rituais e sacramentos e, finalmente, a prática das virtudes.

A sétima e última parte do livro examina algumas questões de interesse para aqueles que começam a trilhar o caminho. Dentre elas destacam-se a integração entre a natureza superior e a inferior do homem, semelhante ao processo de individuação descrito por Jung, como necessária para que ocorra o verdadeiro crescimento espiritual. Verifica-se que o amor e a verdade são os elementos integradores mais importantes no processo. De interesse especial para o devoto são os indícios de que a transformação está ocorrendo e está levando-o progressivamente à união com o Supremo Bem, a meta de todo esforço.

Um fato de especial interesse para o devoto é que a vida do Cristo, pode ser vista como uma alegoria do caminho acelerado, em que os marcos de seu nascimento, batismo, transfiguração, morte e ressurreição e, finalmente, a ascensão representam as cinco grandes iniciações.
Com o objetivo de tornar este livro o mais prático possível para o buscador determinado a entrar pela Porta Estreita e trilhar o Caminho Apertado, reunimos no Anexo 1 algumas práticas e exercícios espirituais, decorrência natural dos instrumentos transformadores examinados ao longo do texto. Um glossário também é apresentado no Anexo 4, numa tentativa de facilitar o entendimento da terminologia cristã e esotérica.

A ciência dobra-se às profecias

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“Ao entardecer, dizeis: haverá bom tempo porque o céu está rubro. E pela manhã: hoje haverá tempestade porque o céu está vermelho-escuro. Hipócritas! Sabeis, portanto, discernir os aspectos do céu e não podeis reconhecer os Sinais dos Tempos?” Mateus (16: 2, 24)

Profecias ancestrais e diversas tradições indígenas anteviram o fenômeno. Mas agora, para surpresa de muita, muita gente, é a própria ciência que começa a reconhecer importantes mudanças no campo magnético e nas freqüências vibratórias da Terra. O ápice do processo, que, segundo alguns especialistas, deverá ocorrer em alguns anos provavelmente provocará a inversão do sentido da rotação do nosso planeta e também a inversão dos pólos magnéticos.

Este texto é baseado nas informações que enfoca o trabalho do geólogo americano Greg Braden, maior estudioso do fenômeno. Braden trabalha a partir da interface ciência-esoterismo e é autor do livro Awakening to Zero Point (Despertando para o Ponto Zero) e de um vídeo de quatro horas sobre o fenômeno e suas possíveis consequências para a humanidade.

Greg Braden está constantemente viajando pelos Estados Unidos e marcando presença na mídia demonstrando com provas científicas que a Terra estará passando pelo Cinturão de Fótons e que há uma desaceleração na rotação do planeta. Ao mesmo tempo, ocorre um aumento na frequência ressonante da Terra (a chamada Ressonância Schumann; sobre este tema da Ressonância, leia mais ao final deste artigo).

Quando a Terra diminuir ao máximo a sua rotação e a freqüência ressonante alcançar o índice de 13 hz, estaremos no que Braden chama de Ponto Zero do campo magnético. A Terra ficará como se estivesse parada e, após dois ou três dias, recomeçará a girar só que na direção oposta. Isso poderá produzir uma total reversão nos campos magnéticos terrestres.

Frequência de base crescente

A frequência de base da Terra, ou “pulsação” (a Ressonância Schumann), está aumentando drasticamente. Embora varie entre regiões geográficas, durante décadas a média foi de 7 a 8 ciclos por segundo. Essa medida já foi considerada uma constante. Comunicações globais militares foram desenvolvidas a partir do valor dessa freqüência. Recentes relatórios estabeleceram a taxa num índice superior a 11 ciclos.

A ciência não sabe por que isso acontece – nem o que fazer com tal situação. Greg Braden encontrou dados coletados por pesquisadores noruegueses e russos sobre o assunto – que, por sinal, não é amplamente tratado nos Estados Unidos.

A única referência à Ressonância Shumann (RS) encontrada na Biblioteca de Seattle está relacionada à meteorologia: a ciência reconhece a RS como um sensível indicador de variações de temperatura e condições amplas de clima. Braden acredita que a RS flutuante pode ser fator importante no desencadeamento das severas tempestades e enchentes dos últimos anos.

Campo Magnético Decrescente

Enquanto a taxa de “pulsação” está crescendo, seu campo de força magnético está declinando. De acordo com professor Banerjee, da Universidade do Novo México (EUA), o campo reduziu sua intensidade à metade, nos últimos 4 mil anos.

Como um dos fenômenos que costuma preceder a inversão do magnetismo polar é a redução desse campo de força, ele acredita que outra inversão deve estar acontecendo. Braden afirma, em função disso, que os registros geológicos da Terra que indicam inversões magnéticas também assinalam mudanças cíclicas ocorridas anteriormente.

E, considerando a enorme escala de tempo representada por todo o processo, devem ter ocorrido muito poucas dessas mudanças ao longo da história do planeta.

Impacto sobre o planeta

Greg Braden costuma afirmar que essas informações não devem ser usadas com o objetivo de amedrontar as pessoas. Ele acredita que devemos estar preparados para as mudanças planetárias, que irão introduzir uma Nova Era de Luz para o planeta: a nova humanidade viverá além do dinheiro e do tempo, com os conceitos baseados no medo e no egoísmo sendo totalmente dissolvidos. Braden lembra que o Ponto Zero ou a Mudança das Eras vem sendo predito por povos ancestrais há milhares de anos.

Têm acontecido ao longo da história do planeta muitas transformações geológicas importantes, incluindo aquelas que ocorrem a cada 13 mil anos, precisamente na metade dos 26 mil anos de Precessão dos Equinócios. O Ponto Zero ou uma alteração dos pólos magnéticos provavelmente acontecerá logo, acredita Braden. Poderia possivelmente sincronizar-se com o biorritmo de 4 ciclos da Terra, que ocorre a cada 20 anos, sempre no dia 12 de agosto.

A última ocorrência foi em 2003. Afirma-se que depois do Ponto Zero o sol nascerá no oeste e se porá no leste. Ocorrências passadas, desse mesmo tipo de mudança, foram encontradas em registros ancestrais.

Os Reflexos na Vida Humana

Greg Braden assinala que as mudanças na Terra estarão afetando cada vez mais nossos padrões de sono, relacionamentos, a habilidade de regular o sistema imunológico e a percepção do tempo. Tudo isso pode envolver sintomas como enxaquecas, cansaço, sensações elétricas na coluna, dores no sistema muscular, sinais de gripe e sono intenso. Ele associa uma série de conceitos de ordem esotérica aos processos geológicos e cosmológicos relacionados ao Ponto Zero.

Para Braden, cada ser humano está vivendo um intenso processo de “iniciação”. O tempo parecerá acelerar-se à medida que nos aproximarmos do Ponto Zero, em função do aumento da freqüência vibratória do planeta: 16 horas agora equivaleriam a um dia inteiro, ou seja, 24 horas. Durante o fenômeno da mudança, aponta ele, a maior parte de tecnologia que conhecemos deverá parar de operar.

Possíveis exceções poderiam ser em aparelhos com tecnologia baseada no Ponto Zero ou Energia Livre. A inversão causada pelo Ponto Zero provavelmente nos introduzirá à Quarta Dimensão, diz o geólogo, então tudo o que pensarmos ou desejarmos vai se manifestar rapidamente. Isso inclui pensamentos e sentimentos diversos inconscientes. Daí que a “intenção” passará a representar um papel de suma importância na vida humana.

Um Novo DNA

Para Braden, nosso corpo físico vem mudando à medida que nos aproximamos do Ponto Zero. Nosso DNA estaria sendo ampliado para 12 fitas em sua hélice, ao mesmo tempo em que um novo corpo de luz começaria a ser criado para os que realizassem um “Trabalho Interno adequado”. Em consequência disso, nos tornaríamos mais intuitivos e com maiores habilidades curativas.

Ele afirma também que todas as doenças dos anos 90, incluindo a Aids, que são kármicas, desaparecerão. Nossos olhos ficariam como os do gato, para se ajustarem à nova atmosfera e nível de luz. E todas as crianças nascidas depois de 1998 provavelmente terão capacidades telepáticas.

Segundo afirmações do VM Samael Aun Weor, fundador das instituições gnósticas, a passagem de todo o Sistema Solar e da Terra em particular afetaria toda a fauna e a flora, revolucionando as ciências da Química, Física e Biologia. Isso inclui também os estudos relacionados ao ser humano.

O Calendário Maia, destaca Braden, predisse todas as mudanças que estão ocorrendo agora. Os seus textos afirmam que estamos indo além da tecnologia e voltando aos ciclos naturais: os da Terra e os do Universo. (Por volta de 2045 estaríamos então entrando mais aceleradamente na Quarta Dimensão, processo que se iniciou no exato momento em que Jesus estava crucificado, e que deverá ocorrer no próprio Ponto Zero.)

Acredite ou não, a Terra comporta-se como um enorme circuito elétrico. É verdade que a atmosfera é um condutor bastante fraco, e se não houvessem fontes de carga, toda a carga elétrica terrestre se disseminaria em cerca de 10 minutos. Existe uma “cavidade” definida pela superfície do planeta e o limite interior da ionosfera 55 quilômetros acima.

Em qualquer momento dado, a carga presente nessa cavidade é de 500 mil Coulumbs. Existe uma corrente de fluxo entre o chão e a ionosfera de 10 a 12 ampères por metro quadrado, a resistência da atmosfera é de 200 ohms e a tensão é de 200 mil volts.

Aproximadamente mil tempestades luminosas acontecem a todo momento no mundo. Cada uma produz de 0,5 a 1 ampère, e elas, juntas, contribuem para a medida total do fluxo da corrente na “cavidade eletromagnética” da Terra.

As Ressonâncias de Schumann são ondas eletromagnéticas quase estáticas que existem nessa cavidade. Como ondas de uma mola, elas não estão presentes o tempo inteiro, mas sim têm de ser estimuladas para ser observadas. Elas não são causadas por nada que acontece no interior da Terra, sua crosta ou seu núcleo.

Parecem estar relacionadas à atividade elétrica na atmosfera, particularmente em períodos de intensa atividade luminosa. Elas ocorrem em diversas frequências entre 6 e 50 hz; especificamente 7, 8, 14, 20, 26, 33, 39 e 45 hertz, com uma variação diária de cerca de 0,5 hz.

Manchas Solares

Enquanto as propriedades da cavidade eletromagnética da Terra permanecem as mesmas, essas freqüências também permanecem inalteradas. Presumivelmente, há uma mudança devida ao ciclo da mancha solar, já que a ionosfera terrestre responde ao ciclo de 11 anos de atividade solar. Ressonâncias de Schumann são mais facilmente observadas entre 2.000 e 2.200 UT.

Tendo em vista que a atmosfera suporta uma carga, uma corrente e uma voltagem, não é surpreendente encontrar tais ondas eletromagnéticas. As propriedades ressonantes dessa cavidade terrestre foram previstas inicialmente pelo físico alemão W.O. Schumann entre 1952 e 1957 e detectadas pela primeira vez por Schumann e Konig em 1954.

A primeira representação espectral desse fenômeno foi preparada por Balser e Wagner em 1960. Muito da pesquisa, nos últimos 20 anos, foi conduzido pela Marinha norte-americana, que investiga frequências extremamente baixas de comunicação com submarinos. Quem deseja mais informações técnicas poderá buscar o Handbook of Atmospheric Electrodynamies, vol. 1, de Hans Volland (CRC Press, 1995).

Todo o capítulo 11 é sobre a Ressonância de Schumann, tendo sido escrito por Davis Campbel, do Instituto Geofísico da Universidade do Alasca.

Observam-se, por toda a face da Terra, significativos sinais de uma grande mudança. Toda a humanidade encontra-se num estado de “tensão e expectativa”. Expectativa de quê? Poucos sabem ao certo, mas é um fato e ela existe, como bem o demonstra a insegurança pública. Os mais céticos afirmam ser devido à contingente situação atual da sociedade mundial.

Alguns sociólogos afirmam ser devido às armas nucleares, ao chamado “equilíbrio do terror”, cujo arsenal nuclear é suficiente para destruir todo o planeta mais de uma centena de vezes. Já os ocultistas afirmam que estes “sintomas planetários sociais são o Inconsciente Coletivo”, prognosticando uma terrível e implacável seleção ou separação do trigo do joio, proveniente de um grande “Julgamento Cíclico”.

Em verdade, contudo, podemos apenas afirmar que: Os tempos esperados já chegaram e que pouco importa se os homens estejam ou não conscientes disto.

Ademais, o real conhecimento da Causa que tanta repercussão vem fazendo refletir na insegura humanidade pertence somente àqueles que se fizeram “dignos de tais revelações”. Já um determinado discípulo teve ocasião de dizer: “Quatro círculos concêntricos apresentam-se atualmente para definirem a evolução espiritual dos seres que habitam a face da Terra.

O 1º, ou externo, é formado pelos “irremediavelmente perdidos”, ou seja, aqueles que se defrontaram com o dantesco portal onde se leem ainda as seguintes palavras: Lasciate Ogni Speranza, o Voi Ch’Entrate. Sim, para estes, foram perdidas todas as esperanças.

O 2º, dos “prováveis”, ou aqueles que lutam como Rarinantes in Gurgite Vasto (raros náufragos nadando num vasto abismo), para se salvarem da grande tribulação do presente ciclo, que a tudo e a todos ameaça destruir.

O 3º círculo é formado pelos já redimidos ou salvos, ou seja, aqueles que passaram por todas as Provas dolorosas da vida e delas saíram vitoriosos.

Finalmente, o 4º grupo, formado pelos guias ou instrutores da humanidade. Os que se acham ocultos no interior do Templo dedicado ao culto de Melquisedeck, e que outro não é senão o da Universidade Eucarística, o “Graal de todos os Graais”, sintetizados na Fraternidade Universal da Humanidade.

Esses últimos seres a que se refere a citação acima muito bem sabem o que há de suceder num futuro próximo e muito mais. Sabem ainda a razão por que a Divindade manifestar-se-á como a “Face Rigorosa” (em lugar da Amorosa) do Eterno e Soberano Senhor dos Universos. (Para os interessados em mais detalhes, leiam o texto O Julgamento da Grande Rameira, também no GnosisOnline.)

De qualquer forma, para os cegos de espírito, que obstinadamente negam este futuro óbvio, eis os conselhos do sábio sacerdote atlante Rá-Mu. “Quando a estrela Baal caiu no lugar onde hoje só existem mar e céu, os dez países, com suas Portas de Ouro e Templos Transparentes, tremeram e estremeceram como se fossem as folhas de uma árvore sacudida pela tormenta. Eis que uma nuvem de fogo e fumaça se elevou dos palácios.

Os gritos de horror lançados pela multidão enchiam o ar. Todos buscavam refugio nos templos, nas cidades, e o sábio Mu apresentando-se, lhes falou: “Eu não vos predisse todas essas coisas?” Os homens e mulheres, cobertos de faustosas vestes e pedras preciosas, clamavam: “Mu, salva-nos!” Ao que replicou Mu: “Morrereis com vossos escravos e vossas riquezas, e de vossas cinzas surgirão outros povos. Se eles (a 5ª Raça, Ária), porém, vos imitarem, esquecendo-se de que devem ser superiores, não pelo que adquirirem, mas pelo que oferecerem, a mesma sorte lhes caberá. O mais que posso fazer é justamente morrer convosco. Não tivestes dignidade para viver, tende pelo menos dignidade para morrer”.

As chamas e o fumo afogaram as últimas palavras de Mu que, de braços abertos para o Ocidente, desapareceu nas profundezas do Oceano junto com 64 milhões de habitantes do imenso continente.

1. Espaço Profundo

Em 14 de dezembro de 1997, uma explosão foi percebida na Terra, vinda do espaço. De uma área do tamanho do Texas a 12 bilhões de anos-luz da Terra, ocorreu uma explosão, que, baseada na fórmula E=MC², requereria toda a matéria visível no universo para liberar tamanha quantidade de energia. De acordo com determinados relatórios, ela teria ocorrido a um milésimo de segundo depois do Big Bang original.

Isso é impossível dentro de nosso entendimento do universo. Não existe nenhuma pessoa na Terra que possa ao menos começar a explicar isso. E para complicar mais ainda o problema, mais de 2 mil dessas explosões ocorreram desde a primeira. Mais de 2 mil novos universos foram então criados dentro deste? Enigmas!!!

2. Centro Galáctico

Desde 14 de dezembro de 1997, o centro de nossa galáxia também tem começado a expulsar grandes quantidades de energia para o universo. Isso também é inexplicável, de acordo com o cientista com quem eu estava conversando. De fato, o satélite “beeper“, foi destruído em junho de 1998 por uma dessas explosões, de acordo com o mesmo cientista. Este homem acredita que se essa energia continuar a crescer e a pulsar, ela irá eventualmente destruir todos os nossos satélites artificiais em órbita da Terra.

3. Sol

Até 1992, tudo estava normal com nosso Sol. Ele tinha um polo magnético ao norte e outro ao sul. Estava funcionando normalmente para os padrões científicos. Em dezembro de 1994, a nave espacial Ulysses, da Nasa, chegou ao Sol para medir seu campo magnético. A Nasa, então ficou perplexa, ao constatar que o campo magnético solar não possuía mais um pólo norte e um sul. O polo magnético do Sol havia mudado dramaticamente para um campo homogêneo. Não tinham, é claro, nenhuma explicação científica. Ninguém jamais viu alguma coisa parecida antes. Assim, o satélite Soho foi lançado para estudar o Sol por um período de dois anos.

No início de junho de 1998, dois cometas chocaram-se com o Sol. Cerca de 25 ou mais cometas ou asteróides poderão chocar-se por ano com Sol ou raspar nele. Isso não era comum e nada acontecia anteriormente, quando o Sol era atingido por um corpo cósmico. Só que desta vez o Sol reagiu de um jeito nunca visto antes.

Aproximadamente de 30 a 35 chamas solares eructaram da superfície do Sol, todas em dois círculos paralelos nas latitudes 19.5, norte e sul. Se até duas ou três chamas solares eructassem de uma vez, isso já seria de grande preocupação, por causa das tempestades magnéticas que poderiam ser causadas na Terra. Mas 30 ou 35 é ultrajante.

E mais, de acordo com Gregg Braden, o fluxo de prótons solares que é medido em PUI estava em cerca de 2.500 até o fim dos anos 80. A comunidade científica ficou muito preocupada sobre essa quantidade de energia chegando à Terra. Você sabe em quanto era há alguns meses? 42 mil PUI! E ninguém está falando nada. O que eles podem falar?

Outro ponto interessante. Em 25 de junho de 1998, o satélite Soho, que estava observando o Sol, repentinamente tornou-se inoperante de acordo com a Nasa. Nenhuma informação mais foi liberada. Isso pode ser real ou um problema fictício, feito para deter o fluxo de informações para o público.

Mais um ponto interessante: Em 26 de junho de 1998, tivemos uma grande chuva magnética na Terra, que alcançou magnitude de 6 ou 7. Usualmente, o mundo inteiro é informado para se preparar para o problema em potencial. A Nasa não informou ao público. Por quê?

4. A Terra

Estão nos contando , nos Estados Unidos, que o fogo no México está sendo causado por fazendeiros, queimando campos para abrir espaço para mais plantações. Testemunhas oculares, no México têm história diferente. Eles falam que o Monte Popocatepetl, a cerca de 40 milhas a sudeste da Cidade do México, vem tendo erupções por mais de um ano agora, e o chão na área, ao redor, está se tornando muito quente. Diz-se que as árvores estão espontaneamente pegando fogo, o que quer dizer que o chão estaria a mais de 459 graus Fahrenheit.

Em junho de 1998, outro grande vulcão, o Pacaya, eructou perto da Cidade da Guatemala. Na Califórnia, a área do Lago Mammoth parece estar potencialmente preparada para uma possível erupção. O Monte Santa Helena está, novamente, registrando cerca de 170 terremotos diários. O Monte Rainier parece também estar perigosamente perto de uma possível erupção. Um vulcão sob a água está se formando perto da costa da Califórnia.

O que está sendo dito aqui é que toda a costa, da Guatemala ao estado americano de Washington, está perigosamente perto de algum tipo de reação maior. Isso perto da Falha de Santo André. Exatamente o quê, ninguém sabe.

O Polo Sul está derretendo. Existem três vulcões explodindo sob a camada de gelo. Eles estarão ativos por muitos anos a partir de agora. Em meados da década de 90, ocorreu a ruptura do maior pedaço de gelo já conhecido, com cerca de 800 milhas quadradas de gelo. No momento, outro grande pedaço de gelo está para se quebrar. Esse é chamado de Larson’s Ledge e é do tamanho do estado do Texas, com cerca de 3 mil ou 4 milhas de profundidade.

Está rompendo-se rapidamente. Se essa peça de gelo quebrar, de acordo com a pressão liberada, vai aumentar os oceanos em 65 pés (cerca de 20 metros). Dois países irão desaparecer para sempre e praticamente todas as cidades costeiras no mundo serão destruídas. Pense então o que acontecerá com a Flórida, onde o maior ponto está a 90 pés acima do nível do mar. Isso aconteceria em um dia.

O governo dos EUA está contando para o mundo que levará cerca de 500 anos até o Larson’s Ledge se quebrar. Não falamos muito sobre isso, mas na Austrália está sendo discutido quase que toda a semana, porque os australianos seriam os primeiros afetados. É óbvio que uma onda provocada por um pedaço de gelo tão grande quanto o Larson’s Ledge seria enorme, talvez com mais de meia milha de altura.

Também no fim dos anos 90, o dr. David Suzuki e outro cientista foram para uma estação de TV australiana e fizeram uma declaração audaciosa. Eles disseram que não iriam permitir que essa desinformação continuasse. Disseram que, como cientistas, acreditam, com toda a informação científica que possuem, que o Larson’s Ledge irá quebrar “dentro de 3 décadas ou menos”.

Antes do dr. Suzuki, as tribos de aborígenes já diziam que esperam uma grande onda que está por vir, e muitas dessas tribos estão, neste momento, deslocando-se para o centro do continente australiano, onde é mais seguro.

O campo geomagnético da Terra está sofrendo grandes mudanças, enfraquecendo. Há 2 mil anos, o campo media cerca de 4 gauss. Quase 500 anos depois, o campo geomagnético terrestre começou a cair, numa taxa muito mais acelerada. O campo agora mede somente 0,4 gauss. Nos últimos 30 anos, esse campo não tem só caído, mas está se tornando irregular. Os pássaros, que se utilizam dele para migrar, estão agora indo parar em outros locais.

Ocorre o mesmo com os golfinhos e as baleias. Eles usam as linhas geomagnéticas para migrar. Estas, que estavam estacionadas por milhares de anos, agora mudaram. Algumas dessas linhas movem-se para áreas no interior dos continentes e essa é a razão pela qual muitas baleias e golfinhos têm encalhado nas praias. As linhas geomagnéticas, que sempre guiaram sua migração, agora as levam para a terra.

Nas últimas duas semanas de setembro de 1994, o mundo experimentou uma oscilação do campo geomagnético. Pilotos de todo o mundo foram forçados a aterrissar manualmente seus aviões porque o campo geomagnético terrestre começou a se mover. No início de 1990 ele parecia voltar ao normal.

De junho a outubro e parte de novembro de 1996, tivemos uma anomalia muito maior e mais longa. Especialmente durante julho e agosto daquele ano. O Polo Sul estava realmente se movendo. Se você tivesse uma bússola preparada, veria que o Pólo estava se movendo em base diária e às vezes horária. Ele estava se movendo de 2,5 a 17 graus em um único dia. Em um ponto, de acordo com Greg Braden, o Polo Sul do planeta realmente moveu-se para longe por poucas horas. Essa informação pode ser facilmente checada.

Dê uma olhada em qualquer mapa aeronáutico do mundo, em qualquer grande aeroporto, antes de junho de 1996. Depois, pegue um novo (eles tiveram de refazer os mapas para poder aterrissar seus aviões) e compare-os. Você verá que a correção de erro para o Polo Norte magnético mudou, o que quer dizer que o Polo Sul moveu-se. O Chicago O’Hara International Airport mudou de 1,5 a 2 graus.

Então, tudo ficou quieto até recentemente. Houve alguns momentos de oscilação, mas não muitos. No último bimestre, houve novo movimento. Desta vez, com grandes consequências em potencial. Um cientista alemão, preocupado o bastante para me dar certas informações, mesmo que isso fosse sinônimo de sua perda de liberdade, revelou que estava trabalhando para o governo russo, e disse que mandaria a prova do que estava para revelar informações estarrecedoras sobre as mudanças no campo magnético da Terra.

Ele disse duas coisas:

Primeiro, que a freqüência de Ressonância Schumann da Terra está, na verdade, mudando. De acordo com os satélites russos, o SRF está aumentando dramaticamente. Disso, alertou o geologista Greg Braden. A freqüência que normalmente está em cerca de 7,8 hertz aumentou para 11,2 hertz. Depois, repentinamente, a Universidade da Califórnia, em Berkeley, anunciou que não havia mudanças. Isso não faz sentido. De acordo com a Rússia, ela está agora a cerca de 13 hertz e ainda subindo.

A segunda coisa que esta fonte alemã afirmou é extremamente importante. Disse que a Alemanha e a Rússia têm documentado que o campo geomagnético terrestre está neste momento caindo para zero. Revelou que os modelos dos computadores russos mostraram isso cerca de 10 dias antes de termos ultrapassado o ponto onde ele poderia ser revertido, querendo dizer que sempre que um sistema chega a esse estágio, ele irá para zero.

Depois, foi dito que o governo russo agora acredita que o campo geomagnético terrestre cairá para zero num futuro próximo. Possivelmente não tão próximo quanto o fim de julho de 1998, mas, definitivamente, antes do fim do ano.

Esta fonte alemã disse que o programa espacial russo tem feito uma extensa pesquisa sobre o assunto. Ela afirmou que quando os russos levaram pessoas para fora do campo geomagnético terrestre, observaram reações humanas específicas. Primeiro, os astronautas ficaram agitados.

Depois, ficaram agressivos com outros seres humanos e completamente insanos, o que descobriram ser incurável. Eles analisaram e descobriram que o que aconteceu no cérebro humano foi consequência de quando o campo caiu para zero. Os alemães criaram então um cinto eletrônico para ser usado, que criará um balanço pessoal do SRF e do campo geomagnético em 0,4 gauss em volta do corpo humano.

Isso está sendo dado para pessoas-chave para manter a governabilidade da sociedade, caso isso realmente aconteça.

Além disso, surgiram três outras descobertas humanas que também apontam indiretamente ser esta a época do “Período de Transferência” (da quinta par a sexta Raça-Raiz):

a. As descobertas que estão sendo feitas no Egito de uma cidade subterrânea a 6 milhas de profundidade de 1,5 por 8 milhas de extensão.

b. A descoberta de um código secreto na Bíblia, por meio de um avançado programa de computador, que não deveria ser aberto “antes do fim dos tempos”. Isso é relatado no livro O Código da Bíblia (The Bible Code). Isso é muito importante.

c. Em 23 de maio de 1998, a descoberta de possíveis restos da Atlântida próximo à costa de Bimini foi anunciada por Aaron Du Val. Eles acharam estas ruínas da Atlântida há três anos e meio, mas negaram-se a liberar essa informação até que tivessem provas científicas, sem qualquer dúvida, o fizeram agora. É outro grande sinal.

Edgar Cayce, o “profeta adormecido”, predisse há cerca de 60 anos que os Polos terrestres “mudariam no inverno de 1998”. O tempo parece estar certo. Isso foi considerado impossível na época da predição de Cayce. Eles acreditavam que tal evento só aconteceria após milhões de anos.

Agora, sabem que isso acontece sempre. De fato, aconteceu da última vez há 13 mil anos (quando do afundamento da Atlântida) e, antes disso, somente há 26 mil 12 mil anos. De acordo com a Precessão dos Equinócios, estamos no ponto da história que isso pode acontecer, se já não está para acontecer do dia para a noite.

E, finalmente, os índios hopi foram a um talk show na rádio Art Bell e anunciaram que em julho de 1998 a Terra iria saber, com certeza, que alguma coisa muito grande estaria para ocorrer, e que a partir de de outubro a dezembro de 1998 nós poderíamos passar para o quinto mundo dos povos nativos americanos. Isso é o mesmo que a 5ª dimensão, as influências do Plano Astral. Os hopi contam o vácuo como um mundo, nós o contamos como zero. Outro grande sinal.

Agora, vocês já viram as evidências. Isso pode ou não acontecer agora. Mas acreditamos que acontecerá algum dia, em um futuro próximo. Até a Bíblia fala sobre isso. Então, o que podemos fazer? Essa é a questão!

Primeiramente, será praticamente impossível viver em uma cidade grande durante essa época. Toda a eletricidade, combustível e água serão desligados. Os EUA, por exemplo, teriam somente 30 dias de suprimentos, então após um mês ou menos, as pessoas ficarão sem comida e irão fazer qualquer coisa para consegui-la. E nós, aqui do Brasil, como estamos nos prevenindo?

Viajar será impossível. Automóveis quebrados bloquearão a maioria das estradas. Todas as linhas aéreas, ônibus, trens etc., não estarão funcionando. Onde quer que você esteja, será onde você vai ficar. E se isso não é o suficiente, a maior parte das pessoas ficará com fome, com raiva… e perigosa.

À primeira ideia, as florestas ou bosques parecem ser o lugar mais seguro para ir, mas torna-se claro pela lógica mínima que esses lugares se tornariam muito perigosos. Todos iriam para a floresta!!! As pessoas estariam em todos os lugares, andando com armas, excitadas e perigosas. Então, vejamos as possibilidades.

Pensa-se que a pior coisa que pode acontecer é que você ou um membro de sua família morra, perceba que isso não é um problema. O propósito da vida nesse estágio do crescimento é mover-se conscientemente para o próximo mundo, a quinta dimensão. Existem três modos como isso pode acontecer:

Morte: No passado, nos períodos lemurianos ou atlantes, se você morresse, você passava para 5ª dimensão (Plano Astral). De lá você poderia, depois de um período de “férias” (por você ter acumulado bastante Dharma), voltar para a Terra para viver de novo, para completar seu propósito na Terra. No entanto, esse ciclo foi possível por longo período de tempo, mas agora isso está mudando. Para a maioria de nós, esta é a nossa última vida, ou uma das últimas (das 108);

Ressurreição: Se você passa por processos iniciáticos profundos, você reconstrói seu corpo onde bem desejar, seja neste planeta, seja em outro mais seguro;

Abdução: Ser resgatado por viajantes espaciais e seus UFOs a terras mais seguras, até que a situação neste sofrido planeta se estabilize novamente daqui a alguns séculos.

No entanto, os gnósticos têm um procedimento que converge todas essas alternativas. Isso é chamado de “Os 3 Fatores de Revolução da Consciência”. Essa Tríplice Chave nos abre as possibilidades de um resgate efetuado por nossa própria Divindade Interior. É Ela, a Divina Sabedoria Interior, que sabe o que é e será melhor para nós nestes terríveis dias que se avizinham!

Ressonância Schumann: A Pulsação do Planeta Terra

Já ouviram falar de Ressonância Schumann? Pois bem, são freqüências eletromagnéticas de cerca de 8.0 hz que ficam numa “cavidade” entre a superfície da Terra e a ionosfera, formando um verdadeiro circuito elétrico em volta de todo o planeta. No mesmo período em que começou a tal sensação de “aligeiramento” do tempo, o valor das frequências de 8,0 hz (curiosamente, a mesma do cérebro humano) passou a subir 2 pontos ou mais nessa escala de freqüência. Os cientistas não sabem as causas da mudança e suas possíveis conseqüências.

Não apenas as pessoas mais idosas, mas também os jovens, têm a nítida sensação de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem foi carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou tem base real? Pela Ressonância Schumann procura-se dar uma explicação.

O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100 quilômetros acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (dai chamar-se ressonância Schumann), mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo. Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida.

Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma freqüência de 7,83 hertz. Empiricamente fez-se a constatação de que não podemos ser saudáveis fora dessa frequência biológica natural.

Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas submetidos à ação de um simulador Schumann recuperavam o equilíbrio e a saúde. Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80, e de forma mais acentuada a partir dos anos 90, a frequência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz por segundo.

O coração da Terra disparou. Coincidentemente, desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros.

Devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real nesse transtorno da ressonância Schumann.

Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos. Aqui abre-se o espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projetarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora esperançadores, como a irrupção da quarta dimensão, pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com o biorritmo da Terra. Não pretendo reforçar esse tipo de leitura.

Apenas enfatizo a tese recorrente entre grandes cosmólogos e biólogos de que a Terra é, efetivamente, um superorganismo vivo, de que Terra e humanidade formamos uma única entidade, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais. Nós, seres humanos, somos Terra que sente, pensa, ama e venera.

Porque somos isso, possuímos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann. Se quisermos que a Terra reencontre seu equilíbrio, devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem estresse, com mais serenidade, com mais amor, que é uma energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa termos coragem de ser anticultura dominante, que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos.

Precisamos respirar juntos com a Terra, para conspirar com ela pela paz. Até quando seja possível…

O corpo kedsjano e a hipnose coletiva

3

Evidentemente, todos os humanoides são irresponsáveis. Em nossa passada reunião dissemos o que era a força hipnótica e sustentamos que os agregados psíquicos são o resultado, ou melhor, a consequência do Abominável Órgão Kundartiguador. Dissemos, também, que a Consciência se encontra engarrafada no Ego e que se processa em função de seu próprio condicionamento.

Bem, se o Ego é o resultado das más consequências do Abominável Órgão Kundartiguador, isso significa que a Consciência está hipnotizada pela força hipnótica universal, e que todos os humanoides são vítimas dessa força hipnótica. Mas as pessoas não se dão conta dessa crua realidade, senão só quando tal energia hipnótica flui com maior rapidez e que se pode demonstrá-la de forma concentrada, como nas sessões hipnóticas.

Porém se observarmos em detalhe, minuciosamente, os humanoides, veremos que estão hipnotizados. Que cometem certos erros em suas extravagâncias? Isso é certo! Mas nós atribuímos isso ao caráter, à idiossincrasia psicológica das pessoas, buscamos 50 mil justificativas etc.

Observe um sujeito, comum e corrente, em uma sessão hipnótica, a um sujeito passivo, a um sujeito hipnotizado: fará tudo o que o hipnotizador mandar. Se o hipnotizador lhe disser que se desnude, porque terá de atravessar um rio de um lado ao outro, assim o fará, não importa que esteja rodeado de muita gente. E se o hipnotizador lhe disser que um animal furioso o está atacando, tratará de fugir apavorado. Por quê? Porque ele faz o que o hipnotizador lhe mandar e crê no que o hipnotizador lhe disser.

Agora, se examinarmos na vida prática as pessoas, veremos extravagâncias insólitas, terríveis, porém, para tudo há justificativas.

Eis um hippie, diremos. E daí? Estão na moda os hippies! Extravagâncias que justificamos dizendo “isso é moda”. Que alguém fique fazendo algo fora da “onda”, como se diz, porém, tudo há justificativas. “Um hippie”, diremos. “E daí? Estão na moda!” São extravagâncias que justificamos dizendo “Isso é moda!” Que alguém fique fazendo algo fora da moda, fora da onda, como se diz? “Normal, são caprichos!” Para tudo há justificativas, mas a crua realidade é que todos estão hipnotizados e não o sabem.

A força hipnótica advém, repito, do Abominável Órgão Kundartiguador. Então, há uma força hipnótica universal, e isso é verdade.

O Ego advém do Abominável Órgão Kundartiguador, e como é subjetivo, a Consciência se processa dentro do Ego de forma subjetiva, isso é lógico. Ou seja, ela está hipnotizada, é vítima de uma hipnose: a hipnose produzida pelo Abominável Órgão Kundartiguador.

Assim, pois, tivemos de repetir o que já foi dito em passadas palestras, é necessário que assim seja.

Agora explicaremos a que se deve a falta de responsabilidade de muitas personalidades. Isso já foi estudado na cidade de Gob, capital de Maralpleicie, e também foi observado em Tikliamich. Estou falando de povos que surgiram durante a época da primeira Sub-Raça Raiz, depois da Segunda Catástrofe Transapalniana, que alterou fundamentalmente a capa geológica de nosso mundo Terra. Então, fizeram-se estudos profundos sobre os atos irresponsáveis dos hipnotizados humanoides.

Desafortunadamente, depois que países, como Maralpleicie e Tikliamich, foram destruídos pelas areias do Deserto de Gob, desapareceu aquela ciência que explicava, por exemplo, o porquê das lutas, o porquê da mútua destruição dos organismos humanos, ou seja, das guerras.

Quando Mismech quis ressuscitar essa antiga ciência, foi terrivelmente criticado, antes que tivesse de codificá-la, de refazê-la, o que praticamente destruiu seu trabalho. É que os críticos, os agnósticos, os velhacos do intelecto, que se encontram em estado de hipnose profunda, não podem jamais aceitar sistemas ou métodos que saiam do círculo em que estão metidos. Quando algum gênio quer romper com tal círculo, “dão um sarrafo nele”, como se diz por aí, eles o destroem. Mismech pressentiu que existia uma dupla consciência no ser humano, a verdadeira e a falsa. Ele quis estudar esse processo da hipnose coletiva, mas não era mais possível, seus experimentos foram destruídos.

Bem, meus caros amigos, temos de reconhecer o estado em que os humanoides se encontram. O mais grave é que creem que já são humanos e assombra ver nas telas de tevê como se vangloriam da palavra “homem”. Dizem: “O homem chegou à Lua”. Porém, que homem?, eu me pergunto. “O homem está conquistando o Polo Norte.” Porém, qual e onde está o homem?

Esses símios que andam no mundo com figura de humanoides são, por acaso, homens? Serão humanoides, porém não homens. Serão mamíferos intelectuais, porém humanos, jamais!

Então, qual é a condição para se chegar a ser homem? Advirto a vocês que estou falando com termos bastante claros. Vocês me toleram aqui, porém quem sabe se eu falar em outra parte não me tolerem demasiadamente e me deem “tomatadas”… Porém, todos aqui, numa boa, compartem… Estamos falando, como se diz, “com a coração na mão”. Sem embargo, apesar de tudo, nos deixa a pensar aquilo que na Universidade Autônoma do México os professores dizem com toda certeza: “Nós somos mamíferos racionais!” Bem, já é alguma coisa, não?

Porém, isso sim, não tiram a palavra “homem”. Eles dizem: “O homem é um mamífero racional”, eles ainda se creem homens, e sem embargo, dizem que são mamíferos racionais. E como ficamos, são mamíferos racionais ou são homens? Eles confundem alhos com bugalhos, lamentavelmente, e isso é muito triste.

Para ser Homem, deve-se fazer, primeiramente, um inventário de si mesmos, eliminar o que temos de inumanos (de animais, melhor dizendo) e criar dentro de nós os fatores humanos. Porém, arrogamo-nos o título de “Homens”, assim porque sim, pois é absurdo em 100%. Para ser Homem, ademais de ter eliminado os elementos inumanos, há que se criar os Corpos Existenciais Superiores do Ser.

Urge, antes de tudo, compreender como se deve criar tais corpos, qual é o sistema, o método, o procedimento a seguir. Nisso devemos ser cuidadosos, analíticos, e ir a fundo nessa questão.

No aspecto da Alquimia, fala-se do Mercúrio da Filosofia Secreta. Porém, qual é esse Mercúrio? É, repito, e ouçam isso, a alma metálica do esperma sagrado. Quantos aspectos o Mercúrio tem? Três! Quais são? Primeiro, o mineral bruto, o azougue em bruto. Qual é o azougue em bruto, o Mercúrio mineral? Falando em termos rigorosamente alquimistas, eu diria: o caos metálico!

Esse caos está em tudo. Sabemos que nosso Cosmo saiu do caos, qualquer planeta tem seu caos, de onde brota, e o organismo humano nasce também do caos. Porém, qual caos? Pois, o esperma sagrado, que como muito bem diz Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim (aureola Paracelso), “nele se acha a Ens Virtutis do fogo”.

De tal esperma metálico devem sair os Corpos Existenciais Superiores do Ser. Repito: tem três aspectos. Primeiro, a parte caótica, o mineral bruto, que é o esperma bruto. Segundo, a alma metálica de tal esperma, resultado das transmutações sexuais. Terceiro, aquele esperma, ou aquele Mercúrio, já fecundado pelo fogo sagrado, pelo Enxofre, que é o fogo.

Porém, se afirmássemos em termos de nossa erudição contemporânea, é óbvio que o esperma (ao se transforma em energia) passa por muitas mudanças. Essa energia, subindo pelos canais de Idá e Píngala, é o segundo aspecto do esperma, e quando as correntes solares e lunares de tal Mercúrio se fundem com o fogo para subir pelo canal de Sushumna, o canal medular espinhal, temos o terceiro aspecto do mercúrio: um Mercúrio fecundado pelo Enxofre.

Quero que vocês saibam me compreender. Pensem no primeiro, nas secreções sexuais, pensem nesse vidro líquido, flexível, maleável. Segundo, no resultado de sua transmutação, ou seja, na energia criadora subindo pelos cordões de Idá e Píngala até o cérebro (esse é o segundo aspecto do Mercúrio). Pensem no terceiro aspecto: no polo positivo e negativo de tal Mercúrio, fundindo-se mesclados na base da espinha dorsal, integrados com o fogo sagrado e solar da Kundalini, subindo pelo canal medular espinhal para abrir o 7 Selos do Apocalipse de São João.

Eis aí o terceiro aspecto do Mercúrio. É óbvio que esse terceiro aspecto do Mercúrio, devidamente fecundado pelo Enxofre, que é o fogo, vem a dar origem aos Corpos Existenciais Superiores do Ser.

O primeiro corpo que se forma (com aquele Mercúrio fecundado pelo Enxofre) é o Corpo Kedsjano. Esse é um corpo maravilhoso, normalmente se fala dele como Corpo Sideral, também o chamam de Eidolón, ou o Astral. São diversos os nomes que dão a ele. Agora, tal corpo é exatamente uma réplica do corpo físico. Se alguém desencarna, depois de ter criado o Corpo Kedsjano, poderá ver-se nessas regiões como uma personalidade imortal, ou seja, que criou uma nova personalidade de tipo imortal.

Quem tiver formado o Corpo Kedsjano é imortal no mundo das 24 Leis, ou seja, no Mundo Astral. Já não é esse fantasma, esse espectro formado por agregados psíquicos. Não, ele é uma criatura imortal, alguém que depois da morte está vivo e consciente na Região Molecular. Já não é mais um defunto, comum e corrente como todos, não. Já é alguém que tem um Corpo, um veículo, e que, portanto, é imortal.

O Corpo Astral ou Corpo Kedsjano (pois, esse é seu verdadeiro Homem) tem também sangue. O sangue do Corpo Kedsjano tem um nome, é chamado de Hambledzoid. Assim como nosso corpo físico elabora seu sangue mediante os alimentos que comemos e a água que bebemos, assim também o Corpo Astral elabora seu sangue.

E de que forma o elabora? Acontece que os astros do sistema solar se mesclam e se penetram e compenetram mutuamente, sem se confundirem. A Astroquímica é extraordinária, maravilhosa, formidável. As substâncias elaboradas pela Astroquímica entram em nós através da respiração e por meio dos poros. Tais substâncias vão se converter, dentro do Corpo Kedsjano, nisso que se chama Hambledzoid, ou seja, no sangue de tal veículo, de tal instrumento. Então, o Corpo Astral é um corpo maravilhoso, da carne que não vem de Adão e do sangue que não vem de Adão, que necessita do Hambledzoid para o seu aperfeiçoamento, para sua nutrição, para seu desenvolvimento.

Quem tiver um Corpo Kedsjano pode usá-lo. Na mesma forma que sabemos que temos mãos porque podemos usá-las, assim também quem possuir um Corpo Sideral, o Corpo Kedsjano, pode usá-lo à vontade, viajar com ele através do espaço, atravessar um cristal de um lado a outro sem quebrá-lo ou manchá-lo etc.

Mas, uma vez que tenhamos fabricado o Corpo Kedsjano, necessitaremos fabricar o veículo mental, ou seja, desenvolver em nós a Razão Objetiva. Esse é o Sagrado Askoano. Durante o processo do Sagrado Askoano, o Mercúrio da filosofia secreta coagula na forma extraordinária e maravilhosa do Corpo da Mente.

Sabe-se que já se possui o Veículo Mental, sabe-se que se desenvolveu harmoniosamente todo o Sagrado Askoano quando pode usar tal veículo, quando viaja com ele de Esfera em Esfera, quando pode fazer estudos voluntários no Mundo da Mente. Assim, então, é extraordinário esse Veículo Mental. Esse veículo também necessita de sangue. Poderia dizer que o Hambledzoid, ou substância sanguínea, do Corpo Mental, tem uma oitava mais alta que o Hambledzoid que circula pelas veias do Corpo Kedsjano. E isso, meus caros irmãos, é muito importante.

Quando alguém já criou os Corpos Kedsjanos Astral e Mental, necessita entrar em um desenvolvimento de ordem superior: necessita-se criar a faculdade, digamos, Egoaitoorasiana do Ser, ou seja, fabricar o Corpo da Vontade Consciente, ou, em outros termos, o Corpo Causal.

É óbvio que quem possui a Vontade Egoaitoorasiana do Ser, e não é vítima das circunstâncias, pode determinar circunstâncias à vontade. Tal veículo só pode ser criado mediante o Mercúrio da filosofia secreta. O Veículo da Vontade Consciente, ou seja, da Vontade Egoaitoorasiana do Ser, também tem seu sangue específico, definido, seu Hambledzoid, e isso é algo que devemos compreender. Tal Hambledzoid é o Sagrado Ayesakadana.

Como se forma o Sagrado Ayesakadana ou Hambledzoid do Ser? Vejam vocês que estou falando de vários Hambledzoid. Estou falando, primeiro de tudo, do Hambledzoid que circula pelas veias do Corpo Kedsjano; estou falando do Hambledzoid que circula pelas veias do Corpo da Razão Objetiva, definido pelo Sagrado Askoano.

HIPNOSE COLETIVA

Mas, agora, passei a falar de um novo Hambledzoid, já não é do Corpo Astral, ou do Corpo mental, agora estou falando do Hambledzoid do Ser, que é diferente, não é verdade? Por quê? Porque o Astral não é o Ser, o Mental não é o Ser, o Ser está mais adentro.

A Alma humana, sim, é o Ser, a Alma Espiritual, ou Budhi, é o Ser. Atman é o Ser. Quando digo o Hambledzoid do Ser, o Sagrado Ayesakadana, estou citando um novo tipo de sangue que se deve criar para alimentar o Corpo da Vontade Sagrada, ou da Vontade Consciente, a Vontade que pode determinar ou definir circunstâncias: a Vontade Egoaitoorasiana.

Com o que tal sangue se forma, tal Hambledzoid do Ser? Com as emanações do Sagrado Sol Absoluto. E como um místico conseguiria atrair essas emanações do Sagrado Absoluto Solar, a seu Corpo Causal? De que forma poderíamos atrair o Sagrado Ayesakadana?

É, simplesmente, por meio da contemplação, da meditação e da oração. Então, tais emanações se transformam no sangue do Causal, no Hambledzoid do Ser.

Uma vez que possuamos os Corpos Físico, Astral, Mental e Causal, ou, falando em termos mais esotéricos, uma vez que tenhamos criado o Corpo Kedsjano, o Veículo da Razão Objetiva e o Corpo da Vontade Consciente, ou Faculdade Egoaitoorasiana, então, o que acontece? O que poderemos encarnar? Pois ao princípio anímico, ou seja, ao Ser em si mesmo, para nos convertermos no que se chamaria, na Cabala, “O Filho do Homem”.

Samael Aun Weor

Poemas sufis para o Bem-Amado

4

Se pensar em um bem-amado deste mundo traz tanta força e benefícios, o que há de surpreendente no fato de o Amigo Divino dar força a Seu amigo tanto na presença quanto na ausência? Isso não é imaginação; é a alma de todas as verdades e não se pode dizer que é imaginação.

O mundo está fundado na imaginação. Tu pensas que este mundo é real porque o vês e o tocas, chamas todas as realidades profundas (mani), às quais este mundo está subordinado, de imaginação. É o contrário (que é correto).

A imaginação é este mundo e a realidade pode criar cem mundos parecidos, que apodrecem, deterioram-se e se destroem; ela pode ainda criar um mundo melhor que não envelhece, que está longe de ser novo ou velho; tem a qualidade de ser velho ou novo o que decorre disso. Aquele que criou essas duas coisas está distante e acima delas. (O Rei do Amor oferece 2 mil raios de luz a cada momento. D’Ele não desejo ver outra coisa senão Sua Beleza.)

Um arquiteto projeta em seu pensamento uma casa e cria imagens: ele imagina seu comprimento, sua largura, o piso, o pátio. Essas imagens não são a imaginação: a realidade sai dessa imaginação e depende dela.

O homem que não é arquiteto e que elabora formas e imagens em pensamento, usa a imaginação; normalmente, as pessoas dizem a esse homem que não é arquiteto e não conhece esta arte: “Estás imaginando coisas”.

Se esse conhecimento pudesse ser obtido simplesmente pelo que dizem outros homens, não seria necessário entregar-se a tanto trabalho e esforço, e ninguém se sacrificaria tanto nessa busca. Alguém vai à beira do mar e só vê água salgada, tubarões e peixes.

Ele diz: “onde está essa pérola de que falam? Talvez não haja pérola alguma”. Como seria possível obter a pérola simplesmente olhando o mar? Mesmo que tivesse de esvaziar o mar cem mil vezes com uma taça, a pérola jamais seria encontrada.

É preciso um mergulhador para encontrá-la.”

Procurai não dizer que entendestes… A compreensão reside em não compreender… Para ti, essa compreensão é um obstáculo. É preciso escapar dela. Para alcançar o sentido profundo (mani) dissimulado “sob o véu das palavras”, somente disponibilidade, ou receptividade não bastam: é necessário um esforço, uma atitude, primeiro passo que faz daquele que questiona – ou se questiona – um peregrino, no Caminho.

A utilidade da palavra será, portanto, a de fazer-te procurar e a de iniciar-te; o que não quer dizer que a coisa que se busca seja obtida pela palavra: se fosse assim, não terias que fazer tanto esforço… A palavra é como algo que vês mover-se de longe: vais à sua procura para vê-la, mas não é por causa de seu movimento que a vês.

A palavra do homem, sob seu aspecto oculto, é algo como: ela te faz buscar o sentido, embora na realidade não o vejas.

Rumi, Fihi Ma Fihi

Invocação Recitada por Rumi Depois da Oração Matinal

Ó Grande Deus!
Põe uma luz em meu coração,
uma luz em minha sepultura,
uma luz em meus ouvidos,
uma luz em minha vista,
uma luz em meus cabelos,
uma luz em minha pele,
uma luz em minha carne,
uma luz em meu sangue,
uma luz em meus ossos,
uma luz adiante de mim,
uma luz atrás de mim,
uma luz debaixo de mim,
uma luz sobre mim,
uma luz à minha direita e
uma luz à minha esquerda!

Ó Grande Deus,
aumenta a minha luz,
dá-me uma luz,
transforma-me em luz,
ó Luz da Luz, por Tua misericórdia,
ó mais Misericordioso dos seres.

 

O Amor Suporta Infortúnios nas Mãos do Amado

Através do Amor, o que é amargo parece doce,
Através do Amor, pedaços de cobre transformam-se em ouro.
Através do Amor, a borra sabe a puro vinho,
Através do Amor, as dores são como bálsamo.
Através do Amor, os espinhos se tornam rosas,
Através do Amor, o vinagre vira vinho doce.
Através do Amor, o pelourinho se transforma em trono,
Através do Amor, um revés da fortuna parece boa sorte.
Através do Amor, uma prisão parece um jardim de rosas,
Sem amor, um jardim parece uma grelha cheia de cinzas.
Através do Amor, o fogo ardente é uma luz agradável,
Através do Amor, o Demônio se torna uma huri.
Através do Amor, pedras duras tornam-se macias como manteiga,
Sem amor, a mole cera se transforma em duro ferro.
Através do Amor, a tristeza é como alegria,
Através do Amor, os vampiros se convertem em anjos.
Através do Amor, ferroes são como mel,
Através do Amor, os leões são dóceis como camundongos.
Através do Amor, a doença é saúde,
Através do Amor, a ira é como misericórdia.
Através do Amor, os mortos ressuscitam,
Através do Amor, o rei torna-se escravo.
Mesmo que te aconteça uma desgraça, considera com cuidado;
Olha bem aquele que te causa esse percalço.
A vista que contempla o fluxo e o refluxo das coisas boas e más
Abre para ti uma passagem do infortúnio para a felicidade.
Vês, portanto, como um estado leva-te a outro,
Um estado oposto gerando seu oposto em troca.
Se não sofreres temores depois de alegrias,
Como podes esperar prazeres depois de desgostos?
Enquanto temes a condenação do anjo da esquerda,
Os homens esperam a benção do anjo da direita.
Que possas ganhar duas asas! Um pássaro só uma asa
É impotente para voar, ó bem intencionado!
Permita-me agora me calar de vez,
Ou dá-me licença para explicar toda a questão.
E se não gostas disso e excluis aquilo,
Quem pode dizer qual é o teu desejo?
Deves ter a alma iluminada de Abraão
Para veres as mansões do Paraíso no fogo.
Passo a passo, ele ascendeu para além do sol e da lua,
E não ficou para trás, como uma corrente que tranca uma porta.
Uma vez que o “Amigo de Deus” ascendeu acima dos céus,
E disse: “Não amo a deuses que se põem”,
Então esse mundo do corpo é um viveiro de concepções errôneas
A todos os que não escapam da luxúria.

Jalaluddin Rumi, Masnavi

 

A cidade Jinas da Bahia

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O venerável mestre Samael Aun Weor afirma, em suas diversas obras, especialmente no livro Tratado de Medicina Oculta e Magia Prática, que existem cidades misteriosas, mágicas, ocultas pelo véu do Mistério. São cidades míticas, que na verdade não se encontram no mundo físico, mas na quarta dimensão (estado de Jinas). Muitas das cidades, por algum motivo estranho, são visitadas por exploradores e até por cidadãos que não têm nenhum conhecimento esotérico.

Mas quando retornam para uma segunda visita, essas cidades simplesmente desaparecem. Tais são os casos de Manoa e El Dorado. Outro caso interessante é a cidade misteriosa que se localiza na Bahia. Essa cidade mítica foi mencionada por um grupo de exploradores paulistas, os famosos bandeirantes, em algum rincão desse estado nordestino, mas até hoje ninguém conseguiu encontrá-la. Qual é a verdadeira história da cidade misteriosa?

Na Biblioteca Nacional, localizada no Rio de Janeiro, existe um documento datado do século 16, batizado com o nome de Manuscrito 512. Foi escrito supostamente por bandeirantes, famosos caçadores paulistas de tesouros e de escravos. Vejamos do que se trata essa história.

No fim do século 16, um navio português naufragou na costa central do Brasil, possivelmente na Bahia. Diz-se que houve um único sobrevivente, de nome Diogo Álvares, que foi resgatado pelos índios guarani. Permaneceria o resto de sua vida junto a eles, com quem conviveu em paz e harmonia, chegando inclusive a casar com uma indígena. Um de seus descendentes, de nome Muribeca, descobriu no interior certas minas, nas quais supostamente havia ingentes quantidades de ouro, prata e pedras preciosas.

Começou a explorá-las e ficou muito rico comercializando com o que extraía delas desde os portos baianos. Seu filho partiu dali rumo a Portugal, em uma das múltiplas viagens nos quais levava à metrópole os tesouros obtidos nas minas de seu pai, Muribeca. Ele tinha uma ambição: em troca de o rei português lhe dar o título de marquês, o novo-rico não hesitaria em revelar-lhe a localização de ditas minas.

Uma vez conseguida a promessa do rei de Portugal, retornou ao Brasil junto a uma expedição da Coroa portuguesa. Porém, ao chegar à Bahia e mostrar a todos sua nobiliarquia, descobriu que em lugar de um marquesato, o que lhe haviam outorgado no documento real era tão somente pedaços de uma capitania provisória. Indignado, negou-se a revelar a localização exata das minas e morreu na prisão, levando o segredo para a tumba.

Semelhante história daria pano para mangas ao que ainda hoje é considerado um dos maiores mitos arqueológicos do Brasil, porém, que nada tem a ver com supostas minas de ouro, mas sim, com uma civilização perdida.

Já no século 19, um botânico que andava mariposeando pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro encontrou por casualidade um antigo manuscrito no qual era narrada a viagem de um grupo de bandeirantes, comandados por Francisco Raposo, e a fabulosa descoberta que fizeram. No manuscrito, catalogado com o número 512, Francisco Raposo reporta-se ao vice-rei a descoberta de uma cidade que devia estar abandonada há bastante tempo, porém, com traços de civilização similares às de qualquer cidade de estilo greco-romana.

O Manuscrito Número 512

Existe um manuscrito datado do século 16, cujo título é Relação histórica de uma oculta e grande povoação antiquíssima sem moradores, que se descobriu no ano de 1753. Esse manuscrito é uma espécie de confirmação da cidade misteriosa, descoberta por Muribeca e, posteriormente, redescoberta pelos bandeirantes.

De fato, a descrição que se faz nesse manuscrito 512 é muito impressionante. Lê-se que os bandeirantes encontraram um caminho empedrado que desembocava em um arco de pedra com três corpos e que guardaria certa semelhança com a cidade romana de Timgad, na Argélia. E mais. Os edifícios residenciais seriam parecidos às insulae romanas, mesmo que todos elas sejam praticamente iguais.

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Nessa cidade haveria várias edificações parecidas com palácios, decorados com baixos-relevos bastante singulares. Também teria sido vista uma praça central que conteria um obelisco de pedra negra encimado pela estátua de um jovem indicando com a mão direita o norte terrestre.

E como se essa descrição no manuscrito fosse pouca, a dois dias de caminho dessa cidade misteriosa encontraram uma grande cascata rodeada por covas em cujo interior os exploradores encontraram jazidas auríferas com sinais de terem sido exploradas há muito tempo. No rio onde desembocava a cachoeira, distinguiram ao longe uma canoa tripulada por dois homens com traços europeus, que fugiram quando perceberam que estavam sendo observados.

É de supor que uma história assim não passaria despercebida. Um dos melhores exploradores de todos os tempos, o britânico Richard Burton, publicou uma tradução do Manuscrito 512 em sua obra Explorations of the Highlands of Brazil. Sua leitura cativou outro insigne aventureiro, Percy Harrison Fawcett, cuja trajetória Steven Spielberg baseou para criar o famoso personagem de cinema Indiana Jones.

O caso é o coronel Fawcett conseguiu um financiamento necessário e, em 1925, adentrou na Bacia do Rio Xingu, em Mato Grosso, com a esperança de chegar à cidade perdida. Fawcett nunca mais foi visto. Porém, o sumiço desse coronel inglês o que fez foi aumentar mais ainda o mistério das cidades perdidas nas florestas, tanto brasileiras quanto de outras regiões da América do Sul.

Ainda hoje, há quem explora a selva para ver se ainda é capaz de encontrar alguma misteriosa cidade. Em qualquer caso, a América do Sul em geral e o Brasil em particular é um imenso tesouro que ainda vale a pena descobrir.

As Estranhas Inscrições do Manuscrito 512

De acordo com arqueolinguistas, alguns dos símbolos contidos no Manuscrito 512 podem ser da Caldeia ou do Egito ptolomaico. Essas inscrições foram vislumbradas pelos bandeirantes em diversos pontos da cidade, principalmente nos pórticos da entrada. Observe na imagem abaixo, retirada do manuscrito, que inscrições são essas.

Manuscrito-512-Inscricoes

Manuscrito_512

 

Ali Onaissi (Jornalista, escritor e diretor do porta GnosisOnLine)

A origem do casamento arranjado

8

A Sociedade Akaldam, em Cairona (hoje Cairo), estabeleceu um Templo de Astrologia. Então, eram estudados os Astros, não com telescópios, como se faz hoje em dia, senão com o Sexto Sentido.

Quando são examinadas as Pirâmides (sobretudo a Grande Pirâmide), veem-se, a modo de “tubos”, certos canais que vão desde o fundo, desde a profundidade de uma cripta subterrânea para cima, até a parte superior da Pirâmide. Muito se tem conjecturado sobre tais canais, porém, esses eram telescópios, e o observatório não estava em cima, senão que abaixo, no próprio fundo da cripta.

Ali se punha um recipiente com água. Em determinada data se sabia que um astro seria visível, certamente sabia-se que se refletia na água. Os Adeptos da Astrologia observavam, na água, o astro em questão, não somente com as faculdades físicas, mas psíquicas.

Em vez de olhar para cima, olhavam para baixo, para a água, e ali na água, com o Sexto Sentido, estudavam os astros…

Os Irmãos da Sociedade Akaldam, os Grandes Sábios, eram Astrólogos muito sábios: Nascia uma criança e imediatamente levantavam seu Horóscopo. Não horóscopos ao estilo moderno, não horóscopos meramente convencionais e cotizados, não… Aquilo era muito distinto: Os sábios astrólogos miravam os astros diretamente. Com procedimentos que hoje se ignoram, podiam ler o Horóscopo das crianças… e eles jamais falhavam, nem em suas profecias, nem em seus cálculos.

Os meninos em Cairona eram casados desde recém-nascidos. Sabia-se qual iria ser sua esposa e os desposavam. Não quero dizer que, por tal motivo, fossem viver juntos desde o princípio, pois isso seria um absurdo, porém a menina recém-nascida já sabia quem iria ser seu marido, e o homem, ao seu tempo e à sua hora, era informado quem iria ser sua mulher. Cumprida a maioridade, eram unidos em matrimônio.

Os cidadãos orientavam-se, com precisão matemática, sob a direção daqueles Astrólogos: em sua profissão, em seu ofício, em sua ocupação. Sabiam eles muito bem para que cada cidadão havia nascido, para que cada homem servia, pois todo homem serve para algo. O importante é saber para que serve, e esses Sábios Astrólogos sabiam para que servia cada criatura que nascia, e eles nunca falhavam.

Eles eram os Sábios da Sociedade Akaldam!

 

Contos sufis de sabedoria

1

Um Par de Calçados

Dois irmãos compraram um par de calçados e combinaram usá-los alternadamente. Mas quando chegaram em casa o irmão mais novo afirmou querer usá-los durante o dia. O irmão mais velho ficou muito aborrecido porque só poderia usar os sapatos à noite, o que o impediria de dormir. Os sapatos logo se gastaram. Disse o irmão mais novo: “Vamos comprar outro par”. O irmão mais velho respondeu: “Chega de sapatos. Prefiro dormir à noite”.
(O Correio da Unesco, no. 6, Junho de 1976)

História de uma Gota de Chuva

Uma gota de chuva caiu de uma nuvem de primavera e, vendo a grande extensão do mar, sentiu vergonha. “Onde está o mar e onde estou eu?”, refletiu. “Comparada com ele, na verdade, eu não existo”. Enquanto se julgava assim, com desdém, uma ostra a tomou em seu regaço e o Destino lhe deu forma em sua trajetória de maneira que uma gota de chuva se converteu, finalmente, em uma famosa pérola real.
Foi exaltada porque foi humilde. Chamando à porta da extinção, tornou-se existente.
(Saadi de Shiraz, Al-Bustan)

sufi-sabedoria-gnosisonlineIlusão ou Realidade

Um quitandeiro tinha um aprendiz que, por ser vesgo, via tudo duplo. Certo dia, o quitandeiro lhe disse: “Quero que vás ao depósito e tragas a jarra de azeite que está na estante”. O aprendiz foi e retornou dizendo: “Há duas jarras, qual trago?”
O quitandeiro enfadou-se e disse com sarcasmo: “Rompa uma e traga a outra!”
O aprendiz fez o ordenado, mas quando rompeu uma, a outra desapareceu.
(Farid ud-Din Attar)

Pensando no Sultão

O sultão Harum ar-Rashyd perguntou a Bohlul (o louco): “Em que ocasiões pensas em mim?”
Bohlul respondeu-lhe: “Sempre que me esqueço de Alláh, me lembro de ti”.
(Farid ud-Din Attar)

Arbítrio

Um dervixe foi a uma quitanda e pediu alguma coisa. O quitandeiro disse: “Nada tenho agora”.
O dervixe foi embora.
Perguntei ao quitandeiro: “Por que não lhe deste alguma coisa?”
Ele respondeu: “Não estava destinado por Alláh que recebesse alguma coisa”.
Eu disse: “Alláh o destinou, mas você não permitiu que acontecesse. Se tivesses posto tua mão na caixa e a caixa te houvesse agarrado ou a tivesse machucado, de maneira que não pudesses colher o que procuravas, então dirias que Alláh não o queria.”
(Shams de Tabriz)

Lobo explora disputa entre dois carneiros

Dois carneiros estavam lutando, enquanto o lobo olhava por trás de uma moita. “Lutem, lutem”, disse o lobo para si mesmo. “Lutem até estarem exaustos demais para se moverem; então eu irei e comerei a ambos”.
(Shaykh Muzaffer Ozak al-Jerrahi, Irshad)

O Gato Mestre

Abu Bakr ash-Shibli conta: Visitei a Nuri (Abu ‘l-Husain Ahmed ibn Muhammad an-Nuri), e o vi sentado em meditação, e não mexia nem mesmo um pelo de seu corpo.
“Onde aprendestes um método de meditação tão excelente?” perguntei-lhe.
“De um gato espreitando diante da toca de um rato” respondeu-me. “E ele estava muito mais imóvel do que eu”.
(Farid ud-din Attar, Tadhkirat-ul-Awliya)

A Serviço do Cão

Muhammad Baha’uddin Naqshband disse que ao começo de sua viagem no Caminho do Sufismo, conheceu um enamorado de Alláh, que ordenou-lhe tomar conta de alguns cães, com veracidade e humildade, e que a eles pedisse apoio. E disse-lhe “por causa do teu serviço a um deles, alcançarás enorme felicidade”.

“Tomei essa ordem – relata Baha’uddin – com a esperança de achar o cão, e pela minha dedicação a ele, receber a graça. Certo dia que estava com os animais, senti que um dos cães adquirira grande estado de felicidade. Comecei a chorar na sua frente, até que ele deitou-se sobre seu lombo e alçou suas patinhas ao céu. Ouvi que dele emanava uma triste voz. Então levantei minhas mãos em súplica e comecei a dizer “Amin”, até ele silenciar. Nesse momento, abriu-se uma visão para mim que levou-me a um estado onde senti que era parte de cada ser humano, e de cada criação nesta terra”.