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Corpo mental: o que é e como tratá-lo

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O ser humano não é somente este corpo molecular de carne, ossos, sangue etc. De acordo com a tradição esotérica, afirma-se que nossa composição é sétupla, ou seja, nosso Ser Divino se manifesta multidimensionalmente por meio de 7 corpos.

Esses corpos são: Espírito, Consciência, Mente Superior (Manas), Mente Inferior, Desejos (Astral), Energias (Etérico ou Vital) e, finalmente, Físico. São expressões de nosso Ser em diversas dimensões (pois o Universo é multidimensional, e não somente este plano tridimensional, como a ciência acadêmica teima em se apegar. Mas falemos, neste post, sobre o Corpo Mental.

O Corpo Mental é o quarto dos 7 corpos em que o Ser pode se expressar. Todas as funções mentais, cognitivas, de memória, associativas, e que se concentram no chamado Centro Intelectual nascem do Corpo Mental. Para os que possuem Corpo Mental LUNAR, a sua cor é amarela e suas células são filamentosas (lembrando as células musculares). E para os que já fabricaram um Corpo Mental SOLAR, sua cor é como o ouro de mil sóis brilhantes.

Quando a Mente está sob forte carga (excesso de estudo, pensamento, raciocínio, tensão mental etc.) ou sofre um choque, provindo de notícia terrível e forte (como a morte de ente querido), de acidente, de envenenamento, de magia negra, de radiação telúrica ou cósmica negativa, então esta tem suas células filamentosas destruídas, em maior ou menor grau, criando assim “buracos” onde penetram energias deletérias ou larvas mentais, ocasionando as chamadas “doenças mentais”.

O corpo mental possui uma aura amarelada, e se estiver equilibrada, serve de proteção psíquica, contra obsessões

Muitas pessoas padecem de doenças mentais e a medicina comum, por mais eficiente e avançada que esteja, não consegue ajudar eficazmente. Vamos postar técnicas de cura para quem sofre de problemas de enxaqueca, zumbido nos ouvidos, labirintite, esquizofrenia, psicoses em diversos graus, falta de memória, danos cerebrais causados por acidentes, epilepsia etc.

Iniciemos por uma pergunta feita ao VM Samael:

Pergunta: Mestre, tenho uma pergunta muito pessoal. Eu padeço, continuamente, de dores de cabeça. Agora, neste momento, estou fazendo um esforço muito grande para permanecer aqui. Gostaria de saber o que eu poderia fazer.

Samael Aun Weor: Está claro que essas dores de cabeça, assim, per secula seculorum, amém, devem-se a danos da parte mental (da parte psicológica mental). Possivelmente, em alguma passada existência, utilizaste equivocadamente a Mente, e agora tens de passar por esse sofrimento. Isto é cármico. Há necessidade de curar-se, neste caso, do ponto de vista psíquico.

Invoque Pedro e Ele concorrerá ao chamado (refiro-me a Pedro, o Apóstolo de Cristo, o qual é idôneo para esta classe de trabalhos). Todas as noites, na hora de dormir, te concentrarás em Pedro e em nome do Cristo lhe pedirás que venha a curar-te a Mente.

O trabalho tem de ser longo, árduo e difícil, mas dentro de algum tempo, se não tiveres perdido a coragem, tua Mente estará completamente curada. Com os procedimentos habituais dos médicos, é difícil que tua Mente possa ficar curada.

Os médicos não conseguem curar isso…

“O Corpo Mental é o burro em que devemos montar para entrar na Jerusalém Celestial.” (Samael Aun Weor)

 Corpo Mental Lunar e Corpo Mental Solar

O Corpo Mental lunar que possuímos é de natureza bestial. O Mental Solar é a antítese, é a Mente Cristo.

O Corpo Mental lunar que possuímos é de natureza bestial e o têm até os animais e os vegetais. A única diferença que há entre as bestas e o mal chamado “homem” é que para este lhe foi dada “intelectualidade”, e as bestas só obram instintivamente.

O processo do raciocínio rompe as delicadas membranas do Corpo Mental. O pensamento deve fluir silencioso, sereno e integralmente, sem o batalhar das antíteses, sem o processo do raciocínio, que divide a mente entre conceitos opostos.

A verdadeira função positiva da Mente é a Arte, a Beleza, o Amor, a Música. A Arte Mística de amar a Arquitetura Divina, da Pintura, do Canto, da Escultura, da Técnica posta a serviço do homem, porém, sem egoísmos ou maldades, sem ódio etc.

O intelecto é a função negativa da Mente, é demoníaca. Todo aquele que entrar nestes estudos o primeiro que quer dominar é a Mente dos demais. Isso é pura e legítima Magia Negra. Ninguém tem por que violar o livre-arbítrio dos demais.

Ninguém deve exercer coação sobre a mente alheia porque isso é Magia Negra. Os culpados desse grave erro são todos esses autores equivocados que andam por aí. Todos esses livros de hipnotismo, magnetismo e Sugestão são livros de Magia Negra.

Quem não sabe respeitar o livre-arbítrio dos demais é mago negro. Aqueles que fazem trabalhos mentais para dominar violentamente a mente alheia se convertem em demônios perversos. Estes se separam do Íntimo e rodam no Abismo.

Devemos liberar a mente de toda classe de preconceitos, desejos, temores, ódios, escolas etc. Todos esses defeitos são travas que ancoram a mente aos sentidos externos.

Há de se mudar o processo do raciocínio pela qualidade do Discernimento. O Discernimento é Percepção Direta da Verdade, sem o processo do raciocínio.

O discernimento é Compreensão sem a necessidade do raciocínio. Devemos mudar o processo de raciocínio pela beleza da Compreensão.

A Mente deve voltar-se completamente infantil, deve se converter em uma criança cheia de beleza.

A Essência, ou fração da Alma encarnada, está engarrafada no Eu Pluralizado ou Ego, e este está metido no Corpo Mental Animal e no Corpo de Desejos Lunar e se manifesta por meio do Corpo Físico. Diferenciamo-nos dos animais unicamente pelo Intelecto, porque os animais também têm Mente, porém, não Intelecto.

O Corpo Mental atual é só um fantasma de fachada. Realmente, este se converte em uma casca oca; quando nasce a verdadeira Mente, este se desintegra, reduz-se a poeira cósmica.

Mister Leadbeater descreve o Corpo Mental como um corpo maravilhoso amarelo, com resplandecente aura. Todos mencionam o Corpo Mental, dizendo que é sublime, porém, quando se estuda, descobre-se que não é o autêntico Corpo Mental, o autêntico deve-se fabricá-lo com as transmutações do H-Si-12, um corpo precioso que não vem de Adão.

Assim, o Corpo Mental que as pessoas têm é outro Demônio que nos Mistérios Egípcios é conhecido como o demônio HAI, terrivelmente perverso, que deve ser morto de acordo com os Mistérios Egípcios e decapitado na Esfera de Mercúrio.

Podemos suplicar aos Anjos e Mestres da Cura para que reequilibrem nosso corpo mental. Podemos invocar os Mestres especialistas na Cura Mental, tais como: Apóstolo Pedro, Hermes Trismegisto, Granadi, Hilarion…

 Como Treinar a Mente Corretamente

A Mente deve libertar-se de toda classe de “escolas”, religiões, seitas, crenças etc.

Todas essas “jaulas” são travas que incapacitam a Mente para pensar livremente. É necessário que a Mente se liberte das ilusões deste mundo e se converta no fino e maravilhoso instrumento do Íntimo.

Deve-se libertar a Mente de toda classe de raciocínios desejosos.

É mister a Cristificação da Mente, de la “Mente-Cristo”.

Necessitamos de uma Mente que só saiba pensar com o Coração. Necessitamos de uma Mente que só saiba escutar a Voz do Coração. Necessitamos de uma Mente que não raciocine quando o Coração mandar!

A Mente que só obedece ao Coração é “Mente-Cristo”.

A Mente que não raciocina e só se move sob as ordens que saem do Coração é a “Mente-Cristo”.

A Mente que não reaciona ante os impactos externos é “Mente Cristo”.

A Mente deve se converter no instrumento do Coração.

O que a Razão sabe? A Razão é um processo doloroso da Mente, baseado na ilusão das coisas externas. A Razão não faz senão dividir a Mente entre o Batalhar das Antíteses. As decisões da Razão são filhas da ignorância e sempre traze dor.

A nova humanidade será a Humanidade da Intuição.

O Intuitivo só se move com a Voz do Silêncio.

A Cristificação total da Mente só é realizada com a Kundalini do Corpo Mental.

A Kundalini do Corpo Mental é o Quarto Grau do Poder do Fogo.

Mediante a Kundalini do Corpo Mental extraímos da Alma Animal a Mente-Cristo. Temos de expulsar do Templo Mental toda classe de pensamentos terrenos.

A Mestra HPB disse, em A Voz do Silêncio, o seguinte: “Tens de alcançar essa tal fixação da Mente em que nenhuma brisa, por forte que seja, possa insuflar-lhe nenhum pensamento terreno. Assim purificado o santuário, deve ser vazio de toda ação, som ou luz terrenos, assim como a mariposa alcançada pelo frio cai sem vida no umbral; assim devem todos os pensamentos terrenos cair mortos ante o templo. Veja-o escrito”.

“Antes que a Chama de Ouro possa arder com luz serena, a lâmpada deve estar bem cuidada em um lugar livre de todo vento.” A razão é do “Eu Animal”, a Intuição é a Voz do Íntimo. A Razão é externa, a Intuição é interna.

O Quarto Grau de Poder do Fogo nos converte em Arhat.

O Corpo Mental também tem sua medula e sua Cobra. A ascensão da Kundalini da Mente realiza-se com os Méritos do Coração. (Samael Aun Weor, Rosa Ígnea)

 Como Curar o Corpo Mental

O cérebro tem um tecido muito fino, que é o veículo físico das Recordações Astrais. Quando esse tecido se danifica, também se impossibilitam as recordações, e só se pode remediar o dano no Templo de Alden, mediante a cura dos Mestres.

No coração do Sol há um hospital ou casa de saúde, onde se dá assistência oportuna a muitos Iniciados desencarnados para curarem seus corpos internos.

A aura de uma criança inocente é uma panaceia para os corpos mentais enfermos. As pessoas que sofrem de enfermidades mentais encontrariam grande alívio dormindo perto de uma criança inocente. Também são muito recomendáveis as defumações com milho tostado. O doente deve manter o estômago livre de gases para evitar que ascendam ao cérebro e causem mais transtornos. O azeite de mamona é muito recomendável para esses enfermos da mente em aplicações diárias na cabeça.

O mantra para curar as enfermidades do Corpo Mental é: S… M… HAN…

O S é pronunciado como um som sibilantes, agudo, semelhante ao que os freios de ar comprimido, assim: SSSSSSSSSSSSSSS

O M é pronunciado como imitando o mugido do boi: MMMMMMMMM
O H é como um suspiro fundo. A sílaba AN pronuncia-se alongando o som do A e do N, assim: AAAAAANNNNN

Esse mantra é pronunciado por uma hora diária. O discípulo deverá invocar o Arcanjo Rafael diariamente e a Hermes Trismegisto, solicitando a cura do Corpo Mental.

Você necessita de memória para recordar as experiências internas? Não derrame o sêmen! Saiba que no sêmen existem milhões de células microscópicas do cérebro. Você não deve perder essas células.

Prepare seu desjejum com frutas ácidas e amêndoas moídas com mel de abelhas, assim você proverá o cérebro com átomos necessários para a memória.

O que se Pode Curar no Corpo Mental

Curas por meio das práticas acima descritas, especialmente trabalhos com o Espírito Santo e Cadeias de Cura com o Arcanjo Rafael e diversos outros mestres do Templo de Alden, considerado o Hospital das Clínicas do astral, podem ser feitas para as seguintes enfermidades, entre outras:

Cefaleias
– Transtorno bipolar
Enxaqueca
Epilepsia
Falhas de memória, desatenção
Pensamentos negativos (de suicídio, homicídio, dúvidas mórbidas…)
Depressão
Tumor cerebral
Dislexia
Isquemia
Derrame (além de cadeias, medicinas e orações ao ES, sugere-se untar a cabeça do doente com grande quantidade de queijo tofu, isso é um remédio poderoso, segundo os xintoístas)
Lesões neurológicas diversas
Alzheimer
Esclerose
Esquizofrenia
Parkinson (ocasionado, na verdade, por desequilíbrio de dois Centros: Intelectual e Motriz)
Doença de Huntington


Saiba mais sobre as Disfunções do Centro Intelectual


(Ali Onaissi – Jornalista, escritor e responsável pelo Portal Gnosisonline)

A mulher e o sufismo

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Mesmo que neste mundo de dualidades nós podemos adotar distintas formas, em última instância não existem homens ou mulheres, senão somente o Ser. Dentro da tradição sufi, o reconhecimento desta verdade estimulou a maturidade espiritual das mulheres, de uma maneira que nem sempre foi possível no Ocidente.

Desde os primórdios do Islã, as mulheres desempenharam um importante papel no desenvolvimento do sufismo, a espiritualidade islâmica, o qual tradicionalmente se entende que começou com o profeta Maomé (ou Muhammad, que a paz esteja com ele).

Maomé transmitiu uma mensagem que combinava o espírito e a matéria, a essência e a forma, e o reconhecimento do feminino e do masculino. Ainda que as manifestações culturais tenham ocultado em parte a pureza original da intenção, as palavras do Alcorão expressam a igualdade de mulheres e de homens ante os olhos de Deus.

Em um tempo em que as tribos árabes adoradoras de deusas eram ainda bastante brutais, chegando inclusive a enterrar as meninas recém-nascidas para favorecer a descendência masculina, entes novo porta-voz da tradição abraâmica tentou restabelecer o reconhecimento da Unidade do Ser. Tratou de corrigir os desequilíbrios que haviam surgido, aconselhando honrar e respeitar o feminino, assim como a graça e a harmonia da natureza.

Durante os primeiros anos da nova revelação islâmica, Khadija, a amada esposa-sacerdotisa de Maomé, jogou um papel de grande importância. Foi ela quem respaldou, fortaleceu e apoiou o Profeta, quando este foi assaltado por dúvidas e inseguranças. Esteve junto dele no meio das dificuldades e angústias extremas, e ajudou a transmitir a luz da nova fé.

Fátima, a filha de Maomé e Khadija, foi a primeira a compreender o Islã da maneira mais profunda e, de fato, a miúdo ela é conhecida como a primeira gnóstica muçulmana. Seu casamento com Ali semeou no mundo esta nova manifestação de misticismo, e as sementes de sua união começaram a florescer.

Quando se desenvolveu mais ainda a dimensão mística do islamismo, foi uma mulher, Rabi’a al-Adawiyya (século 8º d.C.) quem expressou pela primeira vez a relação com o divino em uma linguagem que chegamos a reconhecer como especificamente sufi, referindo-se a Deus como O Amado.

Rabi’a foi o primeiro ser humano que falou sobre as realidades do sufismo com uma linguagem que qualquer pessoa podia entender. Apesar de que experimentou muitas dificuldades em seus primeiros anos, o ponto de partida de Rabi’a não foi nem o temor ao Inferno nem o desejo do paraíso, senão somente o Amor.

“Deus é Deus”, dizia, “por isso amo a Deus… não por nenhum de Seus dons, senão por Ele Mesmo.”

Seu objetivo era dissolveu seu Ser em Deus. Segundo ela, pode-se encontrar a Deus voltando-se para dentro de seu próprio Ser. Tal qual disse Maomé: “Quem conhece a si mesmo conhece a Seu Senhor”. Em última instância, é o Amor o que nos conduz à Unidade do Ser.

Ao longo dos séculos, mulheres e homens seguiram levando a luz desse Amor. Por muitas razões, as mulheres foram a miúdo menos visíveis e mais reservadas que os homens, porém, sem embargo, participaram ativamente. Dentro de alguns círculos sufis, as mulheres participavam com os homens nas cerimônias. Em ouras ordens, as mulheres reuniam-se em seus próprios círculos, recordando a Deus e adorando-O separadas dos homens.

Algumas mulheres entregaram-se ao Espírito através da ascese, isolando-se da sociedade, como fez Rabi’a, para a eliminação do próprio Eu, em benefício do Ser… Outras optaram pelo trabalho de benemerência – ou terceiro fator –, e fomentaram grupos de oração, rituais e estudos.

Infelizmente, no Ocidente sabemos muito pouco sobre a influência das Mestras sufis. Muitos dos grandes iluminados do sufismo que conhecemos tiveram mestras e discípulas, companheiras e até mesmo esposas-sacerdotisas que muito influenciaram em seus pensamentos e em suas vidas. Esposas e mães também apoiaram os membros de suas famílias, enquanto continuavam sua própria viagem para unir-se com O Amado (o Íntimo, o Ser).

Ibn Arabi, conhecido como o Polo do Conhecimento Superior (séculos 12-13 d.C.), fala do tempo que passou junto a duas anciãs contemplativas que exerceram profunda influência sobre ele: Shams de Marchena, “a dos suspiros”, e Fátima de Córdoba. De Fátima, com quem passou muito tempo, disse:

“Servi como discípulo de uma das amantes de Deus, uma gnóstica, uma dama que vivia em Sevilha, chamada Fátima bint ibn al-Muthanna de Córdoba. Estive a seu serviço durante vários anos, tendo ela uns 95 anos de idade… Ela conseguia tocar o pandeiro e mostrava grande prazer em fazê-lo. Quando perguntei a ela sobre isso, respondeu: ‘Regozijo-me nEle, que me deu atenção e me converteu em um de Seus Amigos, usando-me para Seus próprios fins. Quem sou eu para que Ele deve me escolher dentre todos os seres humanos?

Ele se mostra zeloso comigo, pois, cada vez que, de maneira negligente, dirijo minha atenção a algo que não seja Ele, me envia alguma aflição relacionada com esse algo’. Construí-lhe com minhas próprias mãos uma choça de juncos tão alta quanto ela, na qual viveu até seu falecimento. Ela me dizia: ‘Sou tua Mãe Espiritual e a luz de tua mãe terrena’. Quando minha mãe veio visitar-me, Fátima lhe disse: ‘Ó luz! Este é meu filho e Ele é teu pai, portanto, trata-o com amor filial e não o desgoste!’”

Quando perguntaram a outro conhecido mestre, Bayazid Bistami (século 9º d.C.), quem havia sido seu mestre, falou de uma anciã a quem conheceu no deserto. Esta mulher chamou-o de “tirano vaidoso” por haver usado um leão para transportar um saco de farinha, oprimindo uma criatura a que Deus havia aliviado de cargas, e por buscar reconhecimento em tais milagres, mostrando sua vaidade.

As palavras daquela mulheres lhe ofereceram guia espiritual durante algum tempo. Outra mulher pela qual Bistami demonstrou grande respeito foi Fátima Nishapuri, da qual disse: “Não havia nenhuma morada (na Senda) da que lhe falara e na qual ela não tivesse estado lá”.

Alguém perguntou certa vez ao grande mestre sufi egípcio Dhun-Nun Mesri quem era, na opinião dele, o maior dos sufis. Ele respondeu: “É uma Santa de Deus, e minha mestra”. Em certa ocasião, ela lhe aconselhou: “Em todos os teus atos, vigia para atuares com sinceridade e em oposição ao teu Ego (em árabe, nafs)”.

Ela também disse: “Todo aquele que não tenha Deus em sua consciência esta perdido e se engana, não importa o que diga ou a quem frequente. Sem embargo, quem se mantém em companhia de Deus só fala com sinceridade e sua conduta é regida pelo pudor e uma efervescente devoção”.

A esposa do sufi do século 9º Al-Hakim at-Tirmidhi era uma gnóstica por direito próprio. Às vezes o misterioso Khidr (Jetro, em árabe, o grande instrutor de Moisés) aparecia nos sonhos dela, dando-lhe ensinamentos especiais sobre a autopurificação.

Uma das que mostravam grande alegria em ser mulher era a gnóstica Fedha. Ela ensinava que “a alegria do coração deve ser a felicidade baseada no que sentimos em nosso Interior… portanto, devemos sempre nos esforçar para nossos corações estejam sempre e sempre alegres, até que todo o mundo ao nosso redor também esteja alegre”.

A Grande Santa do Sufismo

O poeta persa Farîduddîn Attâr, em suas Memórias dos Amigos de Allah, oferece a biografia mais extensa e completa de Râbi’a al-‘Adawiyya, uma das grandes santas do Islã e figura indiscutível da espiritualidade muçulmana. Sua obra vem a somar-se a outras, anteriores e posteriores, de autores que apresentam as vidas de mulheres sufis já desde os tempos iniciais da Hégira, pois Râbi’a é o exemplo mais célebre, porém, não o único.

São textos, não todos, nos quais as mulheres aparecem citadas em pé de igualdade com os homens por sua sabedoria, conhecimento e virtude, ou como transmissoras verazes, e graças aos quais se pode recriar, em certa medida, a imagem de um mundo aberto e tolerante que pouco tem a ver com os tópicos acostumados; os ditos transmitidos, com as notas e comentários de seus recompiladores, falam por si só de a sociedade a que essas mulheres pertencem e de seu importante papel nela: mestras de grandes seres espirituais, mulheres livres, mulheres escravas, solteiras, casadas, conhecidas e desconhecidas, místicas e ascetas, respeitadas pelos ulemás da lei islâmica, aos que se dirigem desde o estado que lhes confere seu estatuto de sabedoria e santidade, permaneceram durante muito tempo na memória e na tradição oral da qual logo se inspirariam seus biógrafos.

Entre alguns desses textos podemos citar a Muhamad ibn Saad, que em seu At-Tabaqât al-Kubrâ inclui retratos de todos os portadores da tradição desde os tempos do Profeta até então, citando numerosas mulheres. O que Al-Jawzî incluirá em seu Sifat as-Sarwa informação sobre 240 mulheres sufis. Uma autoridade importante é Al-Munâwi, que em seus Tabaqât (nome geral dos livros que versam sobre eruditos de uma época determinada), realiza uma autêntica homenagem às 35 mulheres cuja vida oferece da boca dos maiores mestres e sábios da época.

Que sirva de exemplo o relato sobre Fátima bint ’Abbâs, sheikha e doutora da lei, sufi versada nas ciências da jurisprudência, porém, sobretudo prova vivente de que nessa época a mulher não havia desaparecido completamente do espaço público e ocupava um lugar central; na mesquita, o coração da comunidade, uma mulher, Fátima, pronunciava um sermão todas as sextas.

Em 1991, apareceu na Arábia Saudíta, entre uma coleção de tratados de As-Sulamî, grande sistematizador do sufismo, una obra perdida há muitos séculos: Tratava-se das Memórias das Devotas Sufis, na qual o autor ilustra a vida e recolhe as palavras de 84 mulheres sufis. A partir dessa obra, juntamente com a de Al-Jawzî, conclui-se inequivocamente a presença de vários movimentos de mulheres ascetas entre os séculos 2º e 3º da Hégira.

O trabalho de As-Sulami recolhe ditos de mulheres em paridade com os homens, mostrando-as como mestras de prática e de doutrina e citando cuidadosamente as cadeias de transmissores com autoridade, para abalizar a veracidade de sua exposição: já na introdução de sua Tabaqât aponta sua visão convergente mediante a Aleya do Sagrado Alcorão: “E se não chega a ser por homens crentes e por mulheres crentes a quem não podeis reconhecer…” (48:25)

Para ele, as mulheres são também “mestras das realidades da Unidade e da Unicidade Divinas, recipientes da palavra divina, possuidoras de visões verdadeiras e de conduta exemplar, e seguidoras dos caminhos dos profetas”, e o testemunham em sua obra mediante uma aparência admirada e respeitosa, e a frequente menção a seu papel como companheiras, críticas e mestras de importantes sufis.

Quando se reconhece a realidade rica e fecunda dessas mulheres excepcionais, parece obrigado a recurrer ao sufismo como único modo possível de explicar a proliferação de mulheres no mundo da espiritualidade muçulmana. Por outro lado, no sagrado Alcorão, Allah dirige-se a miúdo aos crentes, mulheres e homens, por igual: “Porém, os crentes e as crentes são amigos uns dos outros. Ordenam o que está bem e proíbem o que está mal” (7:71).

A inclusão das mulheres aparece de maneira clara na maioria dos mestres sufis, se bem que a miúdo com o matiz peculiar de considerar “homem” todo aquele que adentra na senda espiritual, ainda que seja mulher. Assim, por exemplo, Attâr dirá: “Os santos profetas (a paz seja com eles) disseram: Deus não olha vossas formas. “O que conta não é a imagem, mas a intenção do coração, como ensinou o Profeta: os homens serão reunidos e julgados segundo sua intenção (…).

E citando a Abbâs al-Tûsî, continua: “Quando, no Dia da Ressurreição, nos chamem dizendo: “Homens, vinde!”, a primeira  em adiantar-se aos homens será Maria, a mãe de Jesus. Se nesse dia ela não estivesse entre os homens, então deixaria a reunião”. “O significado desta verdade é a igualdade de mulheres e homens na santidade; não há diferença entre os místicos na Unidade do Ser Divino. Nesta Unidade, o que fica da existência do Eu e do Tu? E então, como poderia haver ainda homem e mulher?”

Por sua parte, o grande sufi Abd Ar-Rahmân Al-Jami (século 15) conta que alguém perguntou-lhe: “Quantos são os ‘Abdâl (substitutos, Amigos de Dios)?”. Ele respondeu: “Quarenta almas”. E quando lhe preguntaram por que não havia dito “quarenta homens”, sua resposta foi: “Porque também há mulheres entre eles”.

Nos primeiros séculos da Hégira, as mulheres viviam no centro do espaço público, participando plenamente na vida da comunidade, e assim, no Islã primeiro encontramos Khadija, “a melhor das mulheres”, primeira esposa de Maomé, e a sua filha Fátima; temos também Aisha, a esposa mais jovem do Profeta”, assim como outras mulheres do entorno, totalmente entregues a Deus.

Desde o princípio as mulheres desempenharam papéis importantes na história do Islã: seus nomes aparecem nas correntes de transmissão dos hadith proféticos, formam parte da linhagem espiritual dos calígrafos, são exaltadas como gnósticas e poetisas, sem esquecer as mulheres governantes, e as que aparecem como amigas, mestras e discípulas de grandes seres espirituais muçulmanos.

Importantes não só no sufismo, mas na espiritualidade e na comunidade muçulmana em geral, resultaria impossível escrever uma história do Islã sem contar com elas.

Poema de Râbi’a al-‘Adawiyya

Ó minha alegria, meu desejo e meu refúgio,
Meu companheiro, meu amparo no caminho,
Ó meu objetivo!
És o espírito de meu coração.
Tu és minha esperança,
Meu confidente, meu Amigo.

Meu anelo de Ti é minha única riqueza,
Meu ardente desejo, todo meu sustento,
Se não fosse por Ti, ó vida de minha vida,
Não haveria vagado de um lado para o outro
Pela imensidão do país.

Quantas graças me foram reveladas,
Quantos dons e favores Tu tens para mim!

Teu amor é meu único desejo, Teu amor é minha delícia,
A luz que sacia meu sedento coração.
Não me afastarei de Ti enquanto viver,
Não há lugar para mim, senão Tu,
Que fazes florescer o deserto.
Tu és o único dono do meu coração.

Se em mim encontrares contentamento,
Ó anelo do meu coração,
Transbordarei de alegria!

Deus meu, me refugio em Ti para resguardar-me
de tudo que me separa de Ti,
para resguardar-me de tudo que me distrai de Ti
e se interpõe entre Tu e eu.

Ó amado de meu coração,
somente tenho a Ti.
Tem piedade do pecador que vai até Ti.

Ó minha esperança, meu repouso, ó minha alegria,
o coração não quer amar a outro senão a Ti.

Meu repouso, ó irmãos, está em minha solidão,
e meu Amado está sempre comigo.

Nada pode substituir o amor que sinto por Ele,
meu amor é meu suplício entre as criaturas.

Em todas as partes onde contemplei Sua beleza,
Ele tem sido meu mihrab e minha qibla.

Se eu morrer desse amor ardente e Ele não estiver satisfeito,
essa dor seria minha desdita neste mundo!

Ó médico do coração, Tu, que és todo meu desejo,
une-me a Ti com um laço que cure minha alma.

Ó minha alegria, ó minha vida para sempre!
Em Ti, minha origem, em Ti, minha embriaguez.

Abandonei inteiramente todo o criado com a esperança
de que me una a Ti. Este é meu único desejo.

Antropologia Gnóstica

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Sete cátedras de antropologia de Samael Aun Weor

Primeira cátedra – A origem da vida

Segunda cátedra – A origem do homem

Terceira cátedra – A origem do animal intelectual

Quarta cátedra – Mais absurdos da antropologia materialista

Quinta cátedra – Acontecimentos cósmicos

Sexta cátedra – As glaciações

Sétima cátedra – Enigmas

O caduceu de Mercúrio

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“Há que se transmutar o esperma em energia, para despertar o Fogo Sagrado e fazê-lo subir pela espinha dorsal até o cérebro. Só assim será possível desenvolver todas as nossas faculdades e poderes. Há que se trabalhar com esse Caduceu de Mercúrio que temos em nossa espinha dorsal.

Obviamente, quando soubermos transmutar o esperma em energia, quando não cometermos o erro de derramar o “Vaso de Hermes Trimegisto”, então o esperma não ejaculado se transforma em energia seminal. Esta energia, por sua vez, bipolariza-se em átomos solares e lunares de altíssima voltagem, que sobem pelos dois cordões nervosos que se enroscam na espinha dorsal, que aparecem no Caduceu de Mercúrio.” (Samael Aun Weor, O Pentagrama Esotérico – clique aqui))

A palavra Caduceu vem do latim Caduceus, que é a tradução do grego Kherykeion, ou bastão dos arautos, que servia de salvo-conduto, conferindo imunidade ao seu portador quando em missão de paz. Também é símbolo dos médicos civis. No entanto, sua origem primordial é esotérica, como veremos a seguir.

A coluna vertebral está harmoniosamente formada pela perfeita superposição de 33 vértebras que formam um precioso estojo para a medula espinhal, situada com precisão absoluta na parte posterior e média do tronco. Com inteira claridade se distinguem nela cinco partes ou regiões: cervical, dorsal, lombar, sacra e coccígea. Do total de vértebras, pirâmides ou cânones, como se diz em ciência oculta, sete são cervicais, doze dorsais, cinco lombares, cinco sacras e quatro coccígeas.

Os doutores em medicina sabem muitos bem que as vértebras cervicais, dorsais e lombares permanecem independentes umas das outras, e as sacras e as coccígeas unem-se com uma eurritmia surpreendente para formar respectivamente o sacro e o cóccix.

Um estudo cuidadoso da coluna nos permite compreender que todas as vértebras têm uma série de características comuns, enquanto outras características que apresentam são particulares às de cada região.

Uma vértebra é constituída, em si mesma, por uma massa óssea ou corpo, mais ou menos cilíndrico, que ocupa sua parte anterior e desta parte se desprendem, das laterais de sua face posterior, duas colunas anteroposteriores chamadas pedículos, os quais sabiamente se comunicam com o corpo através de uma série de saliências chamadas apófises transversas, apófises articulares, apófises espinhas e lâminas vertebrais.

Entre essas últimas e o corpo vertebral fica um amplo orifício que em união com as outras vértebras forma um conduto aproximadamente cilíndrico, ou conduto vertebral, plenamente conhecido pelos homens de ciência. Dentro desse tubo se aloja, de forma extraordinária e maravilhosa, a medula espinhal.

O corpo vertebral é mais ou menos cilíndrico, com sua superfície escavada no sentido vertical, nas faces lateral e anterior, enquanto sua face posterior está ligeiramente escavada transversalmente, constituído o maravilhoso tubo raquídeo.

As bases do cilindro, ou faces posterior e inferior do corpo, são horizontais e meio côncavas, pois fica claro que sua periferia é mais saliente que o centro; apresentam múltiplos e maravilhosos orifícios nesta última parte, enquanto a periferia está extraordinariamente constituída por um tecido compacto.

Segundo os yogues da Índia, por fora e ao longo da coluna vertebral existem dois finíssimos canais nervosos chamados Idá e Píngala (que na verdade são etéricos, portanto, não podem ser vistos a olho nu), além de um canal profundo chamado Sushumna, que corre por dentro e ao longo da medula espinhal. Os canais nervosos específicos servem, obviamente, para a subida da energia sexual. O bisturi não poderá encontrá-los, porque pertencem à quarta dimensão.

O Livro de Zacarias

Existe um trecho misterioso e nada compreendido da Bíblia, que é o capítulo 4, versículos 1 a 6 e 11 a 14, do Livro de Zacarias (o último do Antigo Testamento), que diz: “O anjo voltou e despertou-me, como a um homem que tiram do seu sono. E perguntou-me: “Que vês?” E respondi: “Vejo um candelabro todo de ouro, com um reservatório no alto e sete lâmpadas em cima e ainda sete bicos para as lâmpadas colocadas em cima do candelabro. E sobre este, duas oliveiras, colocadas de um lado e outro do reservatório”.

E perguntei ao porta-voz: “Que significam estas duas oliveiras à direita e à esquerda do candelabro?” E perguntei de novo: “Que significam estes dois ramos de oliveira que por meio de dois tubos de ouro vertem de si azeite como ouro?” E ele me respondeu, dizendo: “Não sabes o que é isto?” E disse-lhe: “Não, meu Senhor”. E ele disse: “São os dois Ungidos do Senhor que assistem diante do Senhor de toda a terra”.

Os dois ramos de oliveira que por meio de dois tubos vertem azeite como ouro são os dois nadis Idá e Píngala. Estas são as duas Oliveiras do Templo, são os dois candelabros que estão diante do Trono do Deus da Terra. Estas são as duas testemunhas do Apocalipse, as quais se alguém lhes quiser fazer dano, sairá fogo de suas bocas e devorarão seus inimigos, como se lê na Bíblia.

Idá e Píngala, como nos ensina a sabedoria antiga, se enlaçam graciosamente no osso coccígeo e depois sobem como duas serpentes enroscadas na espinha dorsal até o cérebro.

Contudo, vamos encontrar a raiz desse par de cordões nervosos nos próprios órgãos sexuais, como ensina Sivananda, em seu livro Kundalini Yoga: no homem, Idá inicia-se no testículo direito e Píngala no testículo esquerdo. Na mulher essa ordem se inverte, partindo dos ovários, ou seja: Idá sai do ovário esquerdo e Píngala no direito.

A doutrina secreta ensina aos seus discípulos que Idá é de natureza lunar e Píngala, solar. Isso significa que quando realizamos os exercícios tântricos de sublimação ou transmutação, o prana solar sobe pelo cordão Píngala e o prana lunar pelo cordão Idá.

Energeticamente, nossa energia sexual é composta de duas classes de prana, ou energia vital, chamadas prana solar e prana lunar. Quando por meio dos choques tântricos (Arcano AZF, Mantras, Imaginação Criadora e Pranayamas), transmutamos essa energia sexual, ela se quebra em prana solar e lunar e cada qual ascende pelo interior dos dois canais.

Os yogues da Índia afirmam que nos homens o cordão Idá está intimamente relacionada com a fossa nasal esquerda e Píngala com a da direita. Esta ordem, como já dissemos, é naturalmente invertida na mulher, porém, a ordem dos fatores não altera o produto: na mulher, Idá parte do ovário esquerdo e chega à narina direita, e Píngala vai do ovário direito e chega à narina esquerda.

O Movimento Gnóstico ensina a seus discípulos que pelo canal nervoso de Idá sobem os átomos lunares do sistema seminal, durante as práticas esotéricas de transmutação sexual. E por Píngala sobem os vitoriosos átomos solares. No livro sagrado Pistis Sophia, esses dois canais estão representados pelos Arcanjos Miguel e Gabriel, auxiliares de Cristo na salvação de Sophia.

Investigações de fundo nos permitiram compreender que Idá e Píngala terminam nesta região frontal situada entre as sobrancelhas, formando um nó gracioso, e depois continuam em certos condutos sutis, que partem da raiz do nariz através de finíssimos canais ósseos, por onde são estimuladas algumas terminações nervosas, as quais recebem estímulos durante certas práticas esotéricas.

Ditos canis, em última síntese, vêm a conectar Idá e Píngala com o coração esotérico, no centro magnético maravilhoso situado na região do tálamo. O coração esotérico é o centro capital que controla o coração físico. O chakra do coração tranquilo é controlado pelo chakra capital situado no tálamo.

Os sábios esoteristas do Laya Yoga dizem que na citada região do tálamo se encontra aquele misterioso canal nervoso chamado amrita nadi, que cumpre a missão específica de conectar o coração esotérico com o famoso chakra Anahat, o lótus magnético do coração físico.

Idá e Píngala, continuados até o coração mediante todo esse misterioso conjunto de canais sutis, conectam de fato os órgãos sexuais com o cárdias. Investigações ulteriores nos permitiram compreender que o amrita nadi tem, além do mais, entre outras funções, uma muito especial, que é a de conectar o coração esotérico do tálamo com esse lótus das mil pétalas situado na glândula pineal, na parte superior do cérebro.

A espinha dorsal é aquela cana, semelhante a uma vara de medir da qual nos fala o Apocalipse; o bastão de Brahma, a vara de Aarão, o Caduceu de Mercúrio com suas duas serpentes enroscadas.

A medula espinhal termina com uma espécie de protuberância, o bulbo raquidiano, que não está fixado no cérebro, mas flutua em um meio líquido, de modo que, se a cabeça recebe um choque, a força é amortecida pelo líquido e o bulbo não recebe dano algum, ou recebe poucos danos.

A salvação do homem reside exclusivamente na medula e na energia sexual; tudo o que não seja por aí é perder lamentavelmente o tempo.

Uma magnífica convenção

3

Tratando-se da verdade, é conveniente afirmar, de forma enfática, o que se sente. Sem desejar de modo algum competir com outros escritores, excluindo mui sinceramente toda vã ostentação, porém correndo o risco de atormentar a muitos invejosos, é meu dever confessar que fui o primeiro a anunciar as naves cósmicas.

Corria o ano de 1950 quando, depois de muitos dissabores, requebros e cartas de desafios, saiu às ruas meu primeiro livro, intitulado O Matrimônio Perfeito, o qual, como já é sabido, o vulgo disputou e o teve por imoral. É, pois, a saber que este livro em boa hora escrito aclarou o mistério dos discos voadores.

Então, não me esquivei desse mui espinhoso tema e sem procrastinar razões, expus em verdade e mui francamente meu conceito sobre as naves cósmicas. É óbvio que Julio Medina V., homem ilustre de esclarecida inteligência e nobre coração, além de financiar aquela edição com seu próprio pecúlio, desenhou também esses Objetos Voadores Não Identificados.

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Resulta ostensivo compreender que aquele artístico trabalho tão notável teve fundamentos e modelos reais. Este exímio mestre teve a dita de verificar, por si mesmo, a existência real das furtivas naves extraterrestres.

Quando, silencioso e tranquilo, retornava com sua esposa à sua moradia depois de um passeio pela arenosa praia do Mar do Caribe, ocorreu-lhe algo insólito. Foi certamente surpreendido por algumas naves cósmicas que, flutuando no espaço azul, perderam-se por fim no seio do inalterável infinito.

13 de Março de 1954

O jornal Los Angeles Times, fazendo estúpido deboche e sarcasmo, informa sobre uma estranha convenção. Trata-se nada menos que uma reunido de pessoas que afirmam, solenemente, haver viajado en naves cósmicas de procedência extraterrena. Esse raro evento teve lugar em um sítio do estado da Califórnia, nos Estados Unidos, chamado a Rocha Gigante (Giant Rock), no deserto, próximo a Vale Imperial (Imperial Valley).

George van Tassel, contatado

Uma nave cósmica foi vista por todos os concorrentes durante a convenção. Centenas de pessoas deram testemunho desse fato.

A nave misteriosa pousou sobre os automóveis, como que observando a multidão, e mais tarde se perdeu no espaço. A convenção de discos voadores foi organizada sob os auspícios do excelentíssimo senhor George van Tassel.

Ao abrir o programa, Van Tassel acusou francamente alguns zelosos terrícolas de haverem sabotado o evento, e disse que no caminho arenoso que conduz à gigantesca rocha haviam sido postas barricadas.

Uma das coisas mais interessantes foi quando um jovem muito inteligente de Detroit, chamado Richard T. Miller, tomou entusiasmado a palavra para explicar com inteira clareza seu voo extraordinário de 12 horas em uma nave cósmica, de 150 pés de diâmetro, a qual havia sido arranjada muito sabiamente para enviar mensagens em inglês por meio de poderosos raios infravermelhos.

Disse que o contato foi acordado quando desde a nave interplanetária lhe insinuaram apresentar-se em um campo de golfe abandonado, que se encontra a 40 milhas de Detroit.

Uma vez em dito lugar, o misterioso aparato extraterrestre apareceu de repente e tão prontamente como o abordou, elevou-se com grande rapidez. Depois, o jovem descreveu suas sensacionais experiências durante as 12 horas em que permaneceu na sala de controle, e de onde se manobrava a nave em uns tabuleiros gigantescos.

Cheio de infinita emoção, disse que lhe foi permitido olhar a través de uma supertelevisão, pela qual lhe foi possível penetrar visualmente em um automóvel, que com uns amigos seus da terra estavam tratando de se comunicar por meio de sinais de rádio com a nave.

Depois explicou muito serenamente que foi regressado ao campo de golfe pelo capitão extraterrestre da maravilhosa nave.

Miller e seu sócio George H. Williams estão trabalhando agora muito intensamente no que eles chamam Telonid Research Center, em Prescott, no Arizona. Entre muitas outras coisas é admirável que tenha logrado gravar u m disco com a voz de uma criatura do espaço exterior que se comunicou com eles.

Um dos visitantes que receberam maior atenção na convenção foi o doctor Charles Laughed, de Chicago, que no mês de dezembro de 1953 obteve grande publicidade em todo o território dos Estados Unidos, quando sem temor algum declarou francamente haver recebido uma comunicação do espaço, na qual se precediam catástrofes na Terra e a reaparição dos continentes perdidos Lemúria e Atlântida.

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As pessoas continuavam a chegar de carro e avião. Entretanto, um grupo heterogêneo e colorido de pessoas, constituído por uma multidão de curiosos se reuniu em torno da plataforma onde os oradores estavam.

“Estamos aqui para revelar as coisas, não para ocultá-las”, começou dizendo Van Tassel. “As naves do espaço estão manejadas por inteligências superiores às nossas.”

Os homens do espaço estão aqui para nos ajudar neste momento crítico. Nós, os oradores que estamos hoje reunidos pela primeira vez, temos uma tarefa a fazer e vamos fazê-la.

Truman Bethurum, que escreveu um livro com o título Scow From Clarion, disse haver tido 11 conversações com gentes do espaço cósmico e adicionou: “Numa manhã houve tantas naves do espaço sobre Washington que a Força Aérea acreditou que estávamos em perigo de um ataque de outro planeta”.

Um momento interessante foi quando o grupo que disse haver efetuado viagens em naves do espaço se reuniu para que lhes fosse tomada uma filmagem para o noticiário. Ao lado de Miller e Bethurum estavam George Adamski, Dana Howard e Orfeo Angelucci.

Depois das descrições das viagens pelo infinito espaço, continuaram com intenso fervor. Um homem que andava nos arredores, com um contador Geiger, disse que o ar de Giant Rock estava impregnado de “raios cósmicos” e que, ou eram rajadas de nuvens atômicas de Nevada ou eram produzidos pelas naves do espaço.

Inúmeros contatados participaram desse megaevento ufológico em Giant Rock
Inúmeros contatados participaram desse megaevento ufológico em Giant Rock

De qualquer modo, todo mundo estava em observação para ver se alguma nave aterrissava.

Para concluir este capítulo diremos: resulta em verdade muito interessante que quatro anos depois de termos anunciado pela primeira vez as naves cósmicas foi realizada, para confirmar nossas afirmações, esta magnífica convenção.

Samael Aun Weor, Desfazendo Mistérios

Chacras e a 4ª dimensão

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(Conferência do Venerável Mestre Samael sobre o desenvolvimento dos chacras e explicação do mundo tetradimensional)

Senhoras e Senhores, dirijo-me a vocês esta noite com o propósito de falar sobre poderes psíquicos, sobre psicologia experimental levada à prática.

Começaremos fazendo uma breve análise a respeito do que seja o mundo físico no qual vivemos. Einstein disse: “Energia é igual à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado”. “A massa se transforma em energia, a energia se transforma em massa.” Sem dúvida, o mundo tridimensional de Euclides se encontra limitado por essa fórmula básica de Einstein.

Contudo, mais além dessa fórmula de Einstein existe algo, quero referir-me enfaticamente à quarta coordenada, à quarta vertical. Vejamos por exemplo esta mesa, que tem largura, comprimento e altura; estas são as três dimensões. Mas, há quanto tempo foi construída esta mesa? Eis aqui a quarta vertical, o tempo.

Além desta quarta vertical existe a quinta coordenada que é, em si mesma e por si mesma, a eternidade. Muitíssimo além da quinta vertical temos a sexta dimensão, que em si mesma transcende o tempo e a eternidade. E por último existe a dimensão zero desconhecida, a sétima dimensão. Vivemos então em um mundo multidimensional.

Infelizmente, as pessoas só percebem o mundo de três dimensões, sendo necessário desenvolver outras faculdades que nos permitam conhecer a quarta vertical. Felizmente, na anatomia oculta do ser humano se encontram em estado latente os sentidos que convenientemente desenvolvidos, de forma científica, podem dar-nos acesso não apenas à quarta vertical, mas também à quinta, sexta e sétima dimensões.

Obviamente, na espinha dorsal dos seres humanos existem poderes divinos em estado latente. No cóccix existe um centro magnético especial, um “chacra”, falando em estilo oriental. Dentro desse centro subjaz um poder elétrico formidável, quero referir-me enfaticamente a Devi Kundalini Shakti, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes. Os hindus dizem que essa serpente está encerrada no Chacra coccígeo, afirmam que se encontra aí, enroscada com três voltas e meia.

Nós temos poderes latentes, e um deles é precisamente o da Kundalini. Algumas escolas temem o despertar do Kundalini; é um poder explosivo, maravilhoso. Quem conseguir despertar a serpente ígnea de nossos mágicos poderes, poderá sair de uma caixa hermeticamente fechada; quem conseguir despertar esse poder ígneo, flamígero, pode caminhar sobre as águas sem afundar, voar pelos ares como fizeram muitos ascetas místicos, tanto no oriente como no ocidente do mundo.

Temos de despertar esse poder ígneo, flamígero que, como já disse, subjaz dentro de certo centro magnético do cóccix.

No Apocalipse de São João, esse centro magnético coccígeo é denominado Igreja de Éfeso. Despertar, colocar em atividade esse centro flamígero é algo grandioso. Quem o desperte, adquirirá poder sobre o elemento terra; poderá fazer cair uma rocha com sua vontade, poderá dominar os terremotos com sua vontade, etc. segundo poder flamígero latente na espinha dorsal do homem encontra-se situado à altura da próstata; no Apocalipse de São João esse centro é denominado Igreja de Esmirna.

Bem sabem os ascetas místicos que com despertar dessa maravilhosa faculdade se adquire poder sobre as águas, então poderemos dominar as tempestades do oceano, ou desatá-las à vontade. terceiro poder existente na espinha dorsal do homem está situado exatamente sobre o plexo solar, na altura do umbigo.

No Apocalipse de São João este centro é denominado esotericamente de Igreja de Pérgamo. Os iogues hindus que despertaram esse maravilhoso poder podem ordenar aos vulcões em erupção que cessem sua atividade e eles obedecerão. O asceta que conseguiu dominar esse centro pode manejar as potências da vida universal; pode enterrar-se vivo durante meses inteiros e quando for tirado se descobrirá que não recebeu dano algum.

No plexo solar, na região umbilical, está também o centro telepático. Esse centro telepático pertence certamente às funções da Igreja de Pérgamo. O quarto poder existente na espinha dorsal se acha situado exatamente à altura do coração; no Apocalipse de São João esse centro é denominado Igreja de Tiátira. Quem consiga despertar esse maravilhoso poder flamígero do coração realizará prodígios.

É indispensável despertar esse centro, porque com ele adquirimos faculdades como o desdobramento astral, os estados de Jinas, etc. Nas obras de Mário Roso de Luna se fala muito sobre os estados de Jinas e é necessário rever, ainda que sucintamente, esse assunto “Jinas”. Em nome da verdade, quero que vocês saibam que não é só aqui neste mundo das três dimensões que existe uma humanidade.

Na quarta vertical certamente existe determinada raça humana, gente que ainda vive no Éden, gente que não saiu do paraíso, pessoas de carne e osso como nós, mas que não se degeneraram como nós, pessoas físicas com poderes extraordinários. Por certo não falam inglês, nem francês, nem espanhol, nem alemão; mas falam na língua primitiva que como um rio de ouro corre sob a selva espessa do Sol.

Nós podemos visitar o Éden, isto é, a quarta vertical. Isto é possível desenvolvendo os poderes do Cárdias. Muitos são os céticos que dizem: “Ninguém foi ao outro mundo para depois voltar e nos contar o que é que existe lá do outro lado”. Mas, em nome da verdade, eu digo a vocês que se desenvolvemos os poderes do Cárdias, certamente é possível ir até o outro mundo em carne e osso.

É indispensável penetrar na quarta vertical, mas a ciência atual se encontra estagnada em matéria de Física. A Física contemporânea é regressiva, retardatária, reacionária, não serve. Quando os cientistas abandonarem o dogma tridimensional de Euclides, poderá surgir uma Física revolucionária, com naves capazes de viajar por dentro da quarta vertical.

É indispensável sair do dogma tridimensional de Euclides. É inadiável, improrrogável, estudar mais profundamente o átomo; no átomo encontraremos a linha da quarta vertical. Quando se possa traçar a quarta vertical, então será elaborada uma geometria revolucionária, tetradimensional; com uma tal geometria será possível construir uma física de quatro dimensões.

Uma Física assim servirá de embasamento para fabricar naves capazes de atravessar instantaneamente a barreira da velocidade da luz e entrar na quarta dimensão. Se uma nave consegue atravessar instantaneamente a barreira da velocidade da luz, pode viajar por dentro da quarta vertical através do infinito. Então a conquista do espaço será um fato definitivo.

Esses foguetes atuais lançados por “gregos e troianos” impulsionados por combustível líquido, esse foguetório barato que tanto impressiona os incautos; parece mais coisa de circo, com cinquenta mil acrobacias para descer na Lua.

A conquista do espaço é possível com uma Física tetradimensional. Quando tal Física exista, e quando também nos tenhamos apropriado da energia solar e saibamos utilizá-la, a possibilidade de viajar através do infinito será um fato concreto, claro e definitivo.

Naves viajando pela quarta vertical, impulsionadas por energia solar; eis aí as naves do Super-Homem, naves que verdadeiramente podem viajar através do espaço estrelado, de galáxia em galáxia! Infelizmente, a Física contemporânea continua estagnada; é necessário romper de uma vez e para sempre com o dogma tridimensional de Euclides Nós temos procedimentos íntimos, particulares, para meter o corpo físico dentro da quarta coordenada.

Se estudamos cuidadosamente os sábios orientais, veremos que eles sabem como meter o corpo físico dentro da quarta dimensão. Dizia um sábio oriental: “Praticando um samyasin sobre o corpo físico, ele se torna como de algodão e pode caminhar sobre as águas, voar pelos ares, atravessar uma montanha de lado a lado ou caminhar sobre brasas de carvão sem nada sofrer”.

Prática Jinas de Harpócrates e outras

Um samyasin tem três partes: a primeira a concentração, a segunda a meditação e a terceira o êxtase. Se primeiro nos concentramos no corpo físico e depois meditamos nele, em suas células, em suas moléculas, na construção de seus átomos, etc. e por último chegamos à adoração, ao êxtase, então o corpo físico penetrará na quarta dimensão e poderá viajar através do mundo da quarta vertical.

Nesta região poderemos encontrar uma outra humanidade que vive ao lado da nossa; que dorme, que come e que vive, mas que não sofre como todos nós estamos sofrendo. Existem diferentes procedimentos para colocar o corpo físico na quarta vertical.

Na sabedoria antiga se menciona a Harpócrates. Mas, isso que estou dizendo não tem valor algum para os céticos, para esses que estão engarrafados pela dialética materialista, para os reacionários, para os conservadores e retardatários. O que estou dizendo é revolucionário demais para ser aceito pelos que estão presos ao dogma tridimensional de Euclides. Harpócrates! Nome grego extraordinário, maravilhoso. Os místicos dos mistérios de Elêusis pronunciavam esse nome da seguinte maneira:

Har-po-crat-is…

Eles faziam certas práticas muito engenhosas que bem vale a pena comentar. Essas práticas pertencem aos mistérios gregos, aos mistérios que foram conhecidos em Atenas, Elêusis etc.

Deitado em decúbito dorsal (barriga para cima), ou de lado, preferivelmente, com a cabeça na palma da mão esquerda, o asceta grego se imaginava ser um pintinho dentro da casca do ovo, se concentrava intensamente em Harpócrates, chamando-o:

Har-po-crat-is…

E quando, já entre sonhos, começasse a sentir cócegas pelo corpo, armado de grande vontade, não levava as mãos ao mesmo para não perder o estado psicológico especial em que estava e depois se levantava suavemente da cama e pronunciava esta frase ritual: “Harpócrates, ajude-me que vou com meu corpo”. E com toda confiança saía do quarto, dando posteriormente um saltinho com o propósito de penetrar violentamente dentro da quarta vertical.

Segundo velhas tradições, que se perdem na noite aterradora de todas as idades, era então que o asceta realmente viajava com o corpo físico pela dimensão desconhecida, era então que o místico de Elêusis conversava com os Deuses Santos, com os seres inefáveis. Estou comentando algo que pertence à Grécia antiga, mas é claro que quem quiser fazer a mesma pratica agora neste século vinte, poderá evidenciá-lo por si mesmo. Contudo, os gregos se exercitavam muito com este sistema, até conseguir realmente penetrar na quarta vertical …

No México antigo, temos os cavaleiros-tigres. Infelizmente, nos sentimos tão “modernos” que nos esquecemos da tradição milenar, apesar de amarmos nossa pátria mexicana. Chegou a hora de entender um pouco mais o que foram as ordens dos Cavaleiros-Tigres e dos Cavaleiros-Águias. Segundo velhos códices de Anahuac, deitados sobre peles daquele felino, invocavam os anjos protetores dos mesmos, imaginavam por um instante serem tigres de verdade…

A psicologia experimental e a alta magia nos dizem que a imaginação é feminina e a vontade é masculina; a chave do poder está em unir a imaginação e a vontade em vibrante harmonia. Os Cavaleiros-Tigres se sentiam completamente identificados com aquele felino (sabemos que no México antigo o tigre era sagrado) e, cheios de fé, se punham a caminhar em quatro pés, dizendo: “Nós nos pertencemos.”

Assim contam os códices antigos, isto não é invenção minha; lendo os códices, vocês poderão evidenciar que transformados em tigres, viajando pela quarta vertical, chegavam ao Templo de Chapultepec. Existem pinturas murais nas quais o que estou dizendo está devidamente demonstrado. E em seguida, afirmam os códices de Anahuac, aqueles cavaleiros assumiam novamente sua figura humana e penetravam no templo.

Realmente, aqui no México, em Chapultepec, temos um templo de Jinas, um templo situado na quarta dimensão. Eu conheço esse templo, sou membro ativo desse templo, não estou afirmando algo que não tenha experimentado. É um templo formidável, maravilhoso; suas colunas, seus muros, são de ouro puro da melhor qualidade. Ali se cultiva em segredo a doutrina secreta dos Nahuatls. Não sou o único membro ativo desse templo, há outros senhores que, como eu, pertencem ao mesmo; e também algumas senhoras da sociedade mexicana pertencem a esse templo.

Assim, o Templo de Chapultepec realmente existe. Que alguns riam ou que isso se torne motivo de piadas para os céticos que não acreditam, não tem a menor importância para a ciência ou para nós. Está escrito que: “quem ri do que não conhece está a caminho de ser idiota.” Viajar com o corpo físico dentro da quarta vertical é possível, mas temos que abandonar o asqueroso ceticismo que desde o século XVIII está corroendo a mente dessa humanidade degenerada e perversa.

Em outros tempos, dizem as tradições, podia-se ver desde a costa da Espanha a ilha chamada “Nontrabada”, uma ilha extraordinária, formidável. Em certa ocasião, um capitão se extraviou com seu navio no tempestuoso oceano e foi parar nessa ilha; ali viu e ouviu coisas formidáveis, extraordinárias. Certo sacerdote católico havia ouvido falar muito sobre a “Nontrabada”.

Dizem os historiadores que uma vez, quando estava oficiando a santa missa, ele e seus fiéis viram a Nontrabada. O bom cura a exorcizou e ela desapareceu por trás de uma nuvem. Hoje em dia ninguém fala da Nontrabada. Haverá deixado de existir? Que aconteceu com ela? Ninguém sabe, mas é óbvio que se submergiu definitivamente na quarta vertical, e isso aconteceu desde que se iniciou a era horripilante do ceticismo materialista. O ceticismo tem como causa fundamental a mentira, a farsa.

Quando a mente é mentirosa, quando está sempre dizendo embustes, quando é farsante, está falseada em si mesma, e já não pode acreditar em nada. Os estados de Jinas são extraordinários. Existem lagos de Jinas, lagos na quarta vertical. Me contaram um caso extraordinário, maravilhoso, sobre um povoado em Honduras (não o conheço, mas me falaram) onde, em determinada data exata, chovem peixes do céu e as pessoas correm para recolhê-los em pratos, cestos, balaios etc. O lugar está longe do mar, por que caem ali? De onde saem? É óbvio que saem da quarta vertical.

Assim, a quarta vertical é uma tremenda realidade. Infelizmente, muitos são os que negam essa realidade, muitos tontos intelectuais debocham dessas coisas; mas a crisálida também acha que a folha em que está vivendo é tudo, a crisálida não suspeita que essa folha é uma das tantas folhas da árvore da vida. Assim é o homem intelectual; acredita que esse mundo tridimensional de Euclides é tudo, não se dá conta de que esse mundo de três dimensões é um dos tantos mundos da árvore da vida.

Eu também experimentei com a ciência Jinas. Seguindo os procedimentos indicados, trabalhei com Harpócrates. Não é um exagero dizer, em forma enfática, ainda que as pessoas debochem de mim, que lutei muito para aprender a colocar o corpo físico dentro da quarta dimensão, mas consegui.

Experimentando de noite, muitas vezes tive que abandonar o leito 15 ou 16 vezes contadas, sem resultado algum. Mas depois de certo tempo e com paciência tenaz, qualquer noite dessas tantas, meu corpo físico penetrou realmente na quarta dimensão, então flutuou deliciosamente e abandonei aquela casa.

É verdade que saí à rua e me encontrei com muitas pessoas que, como eu, sabiam utilizar o estado de Jinas. Pessoas de carne e osso, vivas e muito vivas, vivendo na quarta dimensão. Não nego que viajei através do tempestuoso oceano e não senti temor algum, ainda que bem sabia que se por um instante houvesse saído desse mundo de quatro dimensões, da quarta vertical, cairia nas ondas do furioso mar e pereceria.

Mas não tive temor e viajei pelas terras da Europa com o corpo dentro da quarta vertical; cheguei onde tinha que chegar, em certo lugar no qual tinha interesse e depois regressei ao ponto de partida original sem nada sofrer.

Tenho o valor de fazer essa declaração, não me importo com deboches porque não tenho temor. O que poderia me acontecer? Se estivéssemos na época da Inquisição, quando muito me queimariam vivo, como bruxo. Felizmente nesta época não existe Inquisição, o máximo que poderia receber seriam os sarcasmos, as ironias e nada mais, e essas nem sequer me fazem cócegas nos pés.

Assim, a realidade Jinas existe. Se vocês querem comprová-la, façam a experiência com vocês mesmos, porque eu não sou “porquinho da Índia”, não sou “coelho de laboratório”. Vocês quereriam que eu o fizesse aqui diante de vocês e eu lhes respondo que não sou “coelho de laboratório”, experimentem em sua própria pele.

Além disso, de nada serviria que eu colocasse o corpo dentro da quarta vertical aqui diante de vocês, pois também não acreditariam, porque ninguém consegue convencer o cético. Vocês diriam que eu os hipnotizei e isso é tudo. Acreditariam? Nada! Assim, isso é para que vocês experimentem na própria pele.

Obviamente, os santos dos tempos antigos levitavam. Quem poderia negar que São Francisco de Assis, aquele místico cristão, levitava ? Muitas vezes seu discípulo mais amado ia levar-lhe comida e o santo estava a tal altura do solo que o discípulo não podia dar-lhe a comida. E conta a história que São Francisco se afastava então por um bosque e, flutuando, desaparecia na dimensão desconhecida.

Está escrito que Filipe flutuava na atmosfera. Filipe, o discípulo do Cristo, também caminhava sobre as águas e aparecia e desaparecia à vontade. O evangelho de Filipe é esse. Filipe sabe ajudar aos que o invocam. Quando Gautama, o Buda Sakiamuni, abandonou o corpo físico para submergir-se no Nirvana, dizem as tradições que seus discípulos foram submetidos a provas pelas multidões.

Cada um deles devia, de acordo com certo conselho examinador, atravessar uma rocha de lado a lado. Todos assim o fizeram menos um, Ananda, seu discípulo mais amado. O pobre não podia; quando tentava atravessar a rocha, feria miseravelmente a testa e sangrava…

Mas finalmente, cheio de uma fé espantosa, praticou um samyasin sobre seu corpo físico; concentrou-se nele, meditou nele, entrou em êxtase, se desesperou e por último atravessou a rocha de lado a lado. Tudo isso tem documentação. Não dizem que Pedro foi tirado da prisão por um Anjo?

É óbvio que o Anjo ajudou Pedro a entrar na quarta vertical e assim ele pôde abandonar a prisão na véspera de sua execução, pois estava condenado à pena de morte. Desenvolvendo os poderes do Cárdias, os poderes do coração, tudo isso é possível.

Continuação da explicação sobre os chacras, Música das Esferas e prática para despertar a Clarividência

Continuando com esta análise dos centros magnéticos da espinha dorsal, chegamos à altura das glândulas tiroide que, como bem sabemos, segrega o iodo biológico, tão necessário para o organismo humano. Existe um centro magnético na glândula tiroide; quero referir-me, de forma enfática, à Igreja de Sardis, tal como é mencionada no Apocalipse de São João.

Desenvolvendo esse centro magnético adquirimos a Clariaudiência, o poder de ouvir à distância, o poder de ouvir a música das esferas, o poder de ouvir as criaturas que vivem nas dimensões superiores da natureza e do cosmos.

Esse poder extraordinário pode ser desenvolvido se nos propomos a isso. Se, nas horas da madrugada, nos concentramos na música das esferas com o propósito de escutá-la, chegará o dia em que poderemos escutar realmente essas melodias insonoras que ressoam no coral maravilhoso do infinito.

Obviamente, todos os sons que se produzem no planeta Terra dão uma nota síntese; todos os sons que se produzem no planeta Vênus dão também sua nota síntese; todos os sons que se produzem em Marte dão sua nota síntese.

O conjunto de sons de todos os mundos que povoam o espaço estrelado formam a Música das Esferas, citada por Plotino, o grande filósofo grego. Melodias inefáveis vibram no espaço estrelado, melodias impossíveis de descrever com palavras, deliciosas sinfonias dentro dos ritmos do Mahavan e do Chotavan, que sustentam o Universo firme em sua marcha.

Com justa razão diz o Apocalipse de São João que “no princípio era o Verbo, e o Verbo era Deus, e o Verbo estava com Deus; por ele todas as coisas foram feitas e sem Ele nada do que foi feito teria sido feito”. A Música das Esferas é uma tremenda realidade; tudo que é, tudo que foi e tudo que será vibra deliciosamente no infinito estrelado.

A flor do belo jardim perfumado reflete a luz da Lua e entre a flor e a Lua há um colóquio de melodias deliciosas que nenhum ser humano poderia compreender. A sinfonia que escapa da fonte cantarina faz vibrar completamente os átomos que pululam ao seu redor, logo repercute pelas entranhas dos bosques e se precipita como uma catarata de sinfonias no céu estrelado.

Assim, a música é a base de toda a criação. Quando alguém desperta o centro da tiroide, pode escutar as sinfonias deliciosas do grande coral cósmico; quando alguém desperta esse centro maravilhoso, adquire também o sintetismo conceitual; quando alguém desperta esse centro mágico formidável, se faz mais inteligente, mais compreensivo, mais sábio.

Continuando um pouco mais para cima, chegamos ao centro frontal. Na altura do entrecenho, na espinha dorsal, existe outro centro magnético formidável; quero referir-me claramente à Igreja de Filadélfia. Quem desperte esse centro formidável, se faz Clarividente; poderá ver, por si mesmo e em forma direta, a quarta, a quinta, a sexta e a sétima dimensão, e então terá conceitos diferentes.

Atualmente, a humanidade com seus olhos físicos apenas consegue perceber as coisas do mundo físico, e não tudo; mas quem desperte os poderes da Igreja de Filadélfia poderá ver o que existe realmente dentro do corpo físico e então compreenderá que nem tudo ali é carne, osso e “manteiga”.

Verá que existe algo mais, verá um corpo vital penetrando o corpo físico e lhe servindo de base para todos os processos biomecânicos, fisiológicos, calóricos, perceptivos, etc. Se extraíssemos definitivamente o corpo vital de uma pessoa, é claro que esta morreria.

Em certa ocasião, um médium espírita que estava em transe projetou fora de si mesmo o corpo vital, que se fez visível ante os assistentes, parecia um fantasma. Um jornalista presente sacou sua pistola e atirou contra o tal “fantasma’. Curiosamente, a bala apareceu exatamente no coração da vítima que, é claro, morreu. Mas, como se produziu esse fenômeno? Por que, estando o corpo físico aqui, projeta seu vital a certa distância?

E por que ao se dar um tiro nesse corpo vital que está do lado oposto a bala aparece no coração do corpo físico? É óbvio que se trata de um fenômeno da quarta vertical, um fenômeno Jinas, fenômenos que não são conhecidos aqui neste mundo de três dimensões.

Se pegamos um copo na quarta vertical, um copo que esteja no mundo de três dimensões, se o pegamos para passá-lo à quarta vertical e logo o transportamos a outro lugar, é claro que esse copo regressará aqui a seu ponto de partida original. Se alguém, viajando com o corpo físico pela quarta dimensão, abre uma porta, esta volta a fechar-se por si mesma.

Contudo, há exceções; uma vez abri uma porta que ficou aberta, quando regressei daquela viagem descobri que estava aberta e, como era a da rua, não tive outra escolha que fechá-la.

Assim, os fenômenos Jinas são extraordinários, maravilhosos. Com a Clarividência, com os poderes da Igreja de Filadélfia, podemos ver o corpo vital, ver as terras de Jinas, ver todos esses tipos de fenômenos; ver o que se esconde dentro do organismo humano, ver o corpo vital, que serve de fundamento ao corpo físico (esse corpo vital é a parte tetradimensional do corpo de carne e osso).

Esse corpo que é estudado nos laboratórios científicos não poderia existir se lhe extraíssemos o corpo vital. Atualmente já existem aparelhos com lentes poderosas para ver esse corpo vital; essas lentes se aperfeiçoarão e chegará o dia em que poderemos ver totalmente a quarta dimensão. No momento atual, fechar-se a essas verdades é ser reacionário e conservador e a própria ciência oficial destroçará os conceitos intelectuais dos conservadores regressivos e retardatários.

Além do centro da Clarividência, tão indispensável para conhecer por nós mesmos e de forma direta o que acontece quando alguém morre, ou quando alguém nasce, o que são os mistérios da vida e da morte, etc., existe ainda outro centro extraordinário; refiro-me agora ao centro da glândula pineal, ao centro que no Apocalipse é chamado de Igreja de Laodiceia.

Quem consiga despertar esse centro tão maravilhoso, se tornará intuitivo em alto grau. Mas há que saber distinguir entre os processos racionais e os processos intuitivos. A razão se fundamenta no processo da opção; o intuitivo não necessita raciocinar, sabe tudo “porque sim”, porque sabe, sem o processo deprimente da opção. A Clarividência e a Intuição são faculdades superiores que estão bem além das “velhacarias” do intelecto e que podem transformar-nos radicalmente.

Existem exercícios para o desenvolvimento da Clarividência. Tenho aqui em minha presença um copo com água. Se colocamos este copo a certa distância dos olhos, podemos fazer um exercício formidável. Deve-se concentrar o olhar exatamente no centro do círculo aquático, avista deve atravessar o cristal, a concentração deve ser profunda. Esse exercício, praticado por dez minutos diários, nos dará a Clarividência.

Com 15 ou 20 dias de prática, veremos a água com cores; se um carro passa pela rua, veremos uma faixa de luz na água (esta é a rua) e veremos o carro se deslizando sobre essa faixa. Quem tenha paciência para praticar esse exercício do copo com água durante três anos, se tornará Clarividente. Mas é necessário ter continuidade de propósitos, só assim poderá desenvolver-se o centro da Clarividência.

Com o microscópio, nós podemos ver os micróbios e os átomos. Mas a Clarividência vai além do microscópio, com ela podemos ver a quarta vertical, a quinta, a sexta e a sétima. Com ela podemos conhecer diretamente isso que as pessoas chamam de “o além”; com ela podemos ver os seres inefáveis, chamem-se Anjos ou Devas ou seja como queiramos chamá-los. Tais seres existem e podemos vê-los com a Clarividência.

Estou falando de poderes psíquicos, de psicologia experimental revolucionária e transcendente. Esta noite vim para isso, para conversar com vocês, porque quero que vocês se elevem ao estado do Super-Homem. Chegou a hora de lutar de verdade por uma transformação radical.

Dentro de nós, em estado latente, existem poderes formidáveis, mas é necessário despertá-los e sair desse estado de debilidade em que nos encontramos. Assim como estamos, somos vítimas das circunstâncias, não sabemos dirigir circunstâncias, somos vítimas e nada mais que isso, vítimas.

Necessitamos transformar-nos totalmente, apelar a nossos poderes psíquicos, pois os temos e seria uma lástima se continuássemos assim como estamos. Isto seria tão absurdo como alguém, que sabendo que existe um tesouro enterrado, estando seguro da existência do mesmo, não o tirasse jamais.

Dentro de todos nós existem tesouros inesgotáveis …

Textos sobre o Anjo Aroch

1

Mantra para despertar a divina clarividência
Mantra para despertar a divina clarividência

Parotidoicina – Poderoso antibiótico
Parotidoicina – O mais poderoso antibiótico do mundo

A santa unção gnóstica

O mais poderoso canto mântrico para despertar a Kundalini
O mais poderoso canto mântrico para despertar a Kundalini

Anjo Aroch

Eliminar eus luxuriosos

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A luxúria é um grande defeito dentro de nós, lembremos o exemplo da árvore, ela se manifesta através de pequenas ramificações, assim como a árvore se alimenta de suas pequenas raízes, existem vários tipos de eus luxuriosos, em pequenos detalhes no dia a dia, devemos estar atentos e aplicar a estes detalhes a morte em marcha.

Muitas vezes não nos damos conta destes detalhes, e damos como algo normal e costumeiro, porém, aí está agindo um detalhe do eu da luxúria, o importante não é se reprimir, mas, no exato momento que perceber o eu, suplicar intensamente a Mãe Divina a sua morte.

“Mãe Divina, elimine este defeito!”

Realiza-se este pedido ao mesmo tempo em que não se identifica com aquilo que provocou a reação interna do defeito, transformando a impressão. Por exemplo: Temos um pensamento, um pensamento de desejo ou fantasia, em vez de se deixar enredar por ele, imediatamente aplica-se a chamada Morte-em-Marcha.

A cor da luxúria em nosso campo áurico é vermelho-sangue

Quando estamos perto de alguém do sexo oposto, ao dar os famosos beijinhos de comprimentos, ou num aperto de mão, e o ego se satisfaz internamente, não nos identifiquemos, vendo que aquele beijo e só um comprimento, e que a pessoa é só um veículo sujeito ao tempo, e o que importa é o Ser que não vemos, imaginemos beijando uma pessoa idosa ou a nossa mãe, e aplicamos a Morte-em-Marcha do defeito.

Com qualquer tipo de fornicação se está dando vazão aos defeitos luxuriosos, nunca devemos confundir o Amor com a paixão, e devemos refletir se o que temos é desejo, que só quer o corpo e a forma, ou Amor, que é capaz de dar a própria vida ao ser amado e nada pede de volta. Eliminemos não somente a árvore do desejo, mas também a sombra dela, e isto é possível somente percebendo os detalhes de desejo, e aplicando militarmente a Morte-em-Marcha.

A masturbação, o homossexualismo, o falso celibato, a pedofilia, a ninfomania, o masoquismo, o sadismo, as fantasias, a traição amorosa, o “don juanismo” etc., estão em pequenos detalhes, em “Eus” no nosso subconsciente e inconsciente, e que afloram espontaneamente no dia a dia. Por mais que achemos que não temos vários tipos de defeitos, eles estão “dormindo” em nosso inconsciente, e se nos estamos AUTO-OBSERVANDO, nós os percebemos agindo em nosso interior.

O vício da masturbação leva à criação de formas plásticas, eus-desejos que intentam a autocópula com seu criador, para sempre se alimentarem, aos pais é necessário prevenir aos filhos os malefícios da masturbação, que idiotiza as pessoas. As mães devem alertar suas filhas, pois a energia sexual é poderosa na juventude, mas deve se esperar para que ela se complete, que cumpra completamente com o crescimento para usá-la para a procriação e para a regeneração psicofísica.

O ato sexual ou o uso da energia sexual antes dos 18 anos, sem nenhum direcionamento correto, conduz ao fracasso, pois a energia ainda não está pronta, apesar dos impulsos que os adolescentes sentem. A partir dos 18 anos esta energia fica liberada de suas funções de crescimento e pode ser usada para a procriação, e, muito mais importante que isso, para a regeneração íntima do nosso Ser Divino.

Devemos tomar cuidado com as imagens que a propaganda veicula, os apelos que nos fazem perder energia e alimentar e fortalecer os eus da luxúria. Ao exterior não devemos nos identificar com nada, e ao interior devemos ser implacáveis com a Morte em Marcha.

O sacramento do matrimônio tem de ser respeitado, as relações pré-matrimoniais alimentam inevitavelmente a luxúria, além do que, neste caso, nunca se despertará a Kundalini, pois se não se consegue cumprir nem um requisito físico, muito menos os internos. Também dentro do casamento se deve tomar muitíssimo cuidado nas relações amorosas, para não descambar para a luxúria e esta levar para a perda da energia sexual, para o derrame do sêmen.

Infelizmente, a visão negativa e meramente sensorial da libido é característica profundamente marcante das civilizações e culturas que estão em fase decadente. Observe que nos períodos áureos da Babilônia, da Grécia, de Roma etc., se reverenciou a energia sexual e todas as suas manifestações sociológicas de uma forma sublime, elevada.

No entanto, quando tais civilizações e culturas se degeneraram sexualmente, com a exacerbação do da prática homossexual, do adultério, do culto à masturbação etc., seus povos sucumbiram, sendo destruídos pela Lei da Fatalidade.

É necessário que a nossa sociedade, dita moderna, revalorize seus Paradigmas Sexuais, e perceba que o sexo pode ser estudado e vivido sob três prismas: a sexualidade normal, que é a que verdadeiramente constrói e fortalece a família (observe que hoje em dia a instituição da família é totalmente desvalorizada); a infrassexualidade, com todas as formas degeneradas que se veem atualmente, do homossexualismo e lesbianismo ao adultério; e a suprassexualidade, que é a mais poderosa e maravilhosa forma de ver o Amor Consciente e Regenerador dentro do sexo.

É fundamental ser como a sentinela em tempo de guerra, vendo que num simples elogio existe um detalhe de luxúria camuflado, quando vemos uma amiga e lhe dizemos: “Como você está bonita hoje!” Numa imagem bela, em um pensamento morboso, em um toque, em um anúncio de televisão, numa cena de novela, em qualquer desses pequenos detalhes que vêm e não damos a atenção, aí se está alimentando a luxúria, e se não trabalharmos com esses detalhes do dia a dia, nossa Essência Espiritual se verá cada vez mais e mais presa nos labirintos da mente.

A Gnose nos ensina que o nosso Ser Divino se desdobra em uma Força poderosa, que deve ser invocada a cada instante de nossa vida. Nosso Ser Divino se desdobra em uma energia “dual”, simbolizada nas tradições religiosas como o Pai Secreto e a Mãe Divina.

O Pai é a Sabedoria Divina dentro de nós e a Mãe é o Amor, essa Força do Amor que tudo vence, que tudo supera e liberta.

Não existe somente uma força divina fora de nós, que criou e mantém o Universo, a Natureza e o mundo. Existe Deus-Pai e Deus-Mãe em nosso “mundo interior”, lá no fundo de nossa psique.

Essa energia é supraconsciente, não é uma força mecânica ou fantasiosa, e deve ser chamada por meio da oração sincera, de uma reta conduta e de uma metodologia alquímica para que Ela, essa Mãe Divina que estamos mencionando, liberte a nossa Essência Espiritual, a qual nos mundos internos toma a forma de uma criança linda e inocente, porém aprisionada dentro da mente.

Nossa mente está infelizmente contaminada pelos defeitos psicológicos, chamados pelas religiões de Pecados Capitais. Dentro de cada defeito encontra-se uma fração mínima dessa Essência, e é nosso dever libertar essa Essência, se é que realmente ansiamos a Autorrealização Espiritual. E o primeiro passo para essa Liberação Psicológica é justamente o trabalho com nossa Mãe Divina.

Essência, Consciência, Budhata, Pégaso: São todos nomes da mesma energia divina em nosso interior.

Devemos suplicar intensamente à Mãe Divina de instante em instante, de momento em momento, para conseguirmos eliminar o eu da luxúria; olhando esses pequenos detalhes, secará e morrerá a horrenda árvore da luxúria.

Nêmesis – O sol negro

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Suponha que o nosso Sol não estivesse sozinho, mas tivesse uma companheira. Ou seja, que nosso sistema solar fosse um sistema binário. Suponha que esta estrela companheira se movesse em uma órbita elíptica, com distância solar variando entre 90 mil u.a. (1,4 ano-luz) e 20 mil u.a., e um período de 30 milhões de anos.

Suponha também que essa estrela seja escura ou, pelo menos, de brilho muito tênue e, portanto, ainda invisível para nós. Ou então, como afirmam Iniciados da estirpe de um Rudolf Steiner ou um Samael, que esse Sol fosse de matéria astral.

Isso significaria que a cada 30 milhões de anos essa estrela hipotética companheira do Sol passaria através da Nuvem de Oort (uma nuvem de protocometas hipotética a grande distância do Sol).

Durante tal passagem, os protocometas na Nuvem de Oort seriam perturbados. Algumas dezenas de milhares de anos depois, aqui na Terra, perceberíamos um aumento dramático de cometas, ampliando também o risco de nossa Terra colidir com os núcleos de um desses cometas.

Examinando-se os registros geológicos da Terra, parece que uma vez a cada 30 milhões de anos, aproximadamente, a vida em nosso planeta sofreu uma extinção maciça. A mais conhecida de todas essas extinções é, por certo, a dos dinossauros, há uns 65 milhões de anos. Daqui a cerca de 15 milhões de anos, segundo essa hipótese, deverá ocorrer uma gigantesca extinção da vida na Terra.

A hipótese de uma “mortífera companheira” do Sol foi sugerida, em 1987, por Daniel P. Whitmire e John J. Matese, da Universidade de Southern Lousiana. Foi até mesmo chamada de Nêmesis. O fato curioso sobre a hipótese do Sol Negro Nêmesis é que não há qualquer prova dita “científica”, além das experiências esotéricas de grandes iluminados, além das tradições mitológicas de seitas que “cultuavam” o Sol Negro. Nem precisaria que sua massa ou brilho fosse muito grande – uma estrela muito maior ou de menor luminosidade que o Sol seria suficiente, até mesmo uma estrela anã (um corpo semelhante a um planeta com massa insuficiente para começar a “queimar hidrogênio” como uma estrela).

É possível que essa estrela já exista em um dos catálogos de estrelas fracas sem que qualquer pessoa tenha percebido algo peculiar, isto é, o enorme movimento aparente dessa estrela em relação a outras estrelas mais afastadas (i.e., sua paralaxe). Se tal estrela fosse encontrada, poucos teriam dúvida em considerá-la a causa básica das maciças extinções da vida em nosso planeta.

Mas essa “estrela da morte” também evoca uma força mítica. Se algum antropólogo de uma geração anterior à nossa tivesse ouvido tal história de seus informantes, certamente usaria palavras como “primitivo” ou “pré-científico” para registrá-la. Considere seriamente a história abaixo.

Há outro Sol no céu, um Sol-Demônio, ou um Sol Anticrístico, que não podemos ver. Há muito tempo, o Sol-Demônio atacou nosso Sol. Caíram cometas e um terrível inverno cobriu a Terra. E a vida foi quase toda destruída. O Sol-Demônio atacou muitas vezes antes. E tornará a atacar de novo.

Isso explica por que alguns cientistas pensaram que a hipótese de Nêmesis fosse algum tipo de piada ao ouvirem sua história pela primeira vez – um Sol invisível atacando a Terra com cometas parece loucura ou mito. Ainda assim, sempre corremos o risco de uma decepção. Por mais especulativa que seja a “teoria”, ela é séria e respeitável, porque sua ideia principal é verificável: você pode encontrar essa estrela e examinar suas propriedades.

Esoterismo do Sol Negro

O VM Samael Aun Weor afirmava a existência e a realidade desse Sol Negro, irmão gêmeo do Sol que nos ilumina e dá vida. Samael ensina o seguinte:

“Há dois tipos de ‘integração’, podemos nos integrar ao Ser e essa é a Integração Cósmica, a Cristalização Cósmica. E há outra integração, meus queridos irmãos. É a Integração Negativa; os que integram o Ego se convertem em demônios terrivelmente perversos, os há: os Magos Negros que o têm cristalizado… Os Magos Negros que rendem culto a todas as Partes do Ego, que o reuniram em si mesmos, que o integraram totalmente. Essa é uma integração negativa, a integração do Ego.

Há escolas que rendem culto ao Ego e que não querem desintegrar o Ego, que o veneram como anjo… que consideram os distintos agregados psíquicos como valores positivos, maravilhosos, e que cuidam dele. Esses equivocados integram o Ego e se convertem em tenebrosos! Sumamente fortes! Magos das trevas! Há deles no Sol Negro, que é por oposição a antítese do Sol que nos ilumina; os há nas entranhas do submundo; os há em Lilith, a Lua Negra… São cristalizações equivocadas, integrações negativas.

Símbolo do Sol Negro, trazido pelos tenebrosos monges Anagarikas do Tibete. Esses altos sacerdotes pertencem à Ordem Dag-Dugpa, o polo contrário da Sagrada Ordem do Tibet (a ordem esotérica mais antiga do planeta Terra, encabeçada por Bhagavan Aclaiva)

Também existe um Sol Negro, que é o contrário do Sol Branco, e está feito de matéria astral. Esse Sol Tenebroso é a sede de terríveis e malvados seres. O Diamante Negro está influído por esse Sol Tenebroso. Orhuarpa estabeleceu o culto ao Sol Tenebroso na Atlântida e essa foi a causa do Dilúvio Universal e do afundamento da Atlântida.

No coração desse Sol moram seres de uma malignidade terrivelmente desconcertante. Seres tão monstruosos como jamais poderíamos imaginar. Um terrível abismo conduz ao coração desse sol.”

Até aqui, as terríveis palavras do VM Samael Aun Weor sobre o Sol Negro.

O Nazismo e o Culto ao Sol Negro

Estudar os acontecimentos que terminaram por desencadear a Segunda Guerra Mundial e a atual Nova Ordem Mundial é muito relevante para os estudantes gnósticos. Isso nos leva a compreender como se encontra a sociedade moderna e todos os seus instrumentos de repressão, políticos, sociais, imprensa, materialismo, valores diversos etc.

Obviamente, o tema nazismo é muito delicado, e tratá-lo de forma imparcial é bastante difícil. Não iremos tratar das implicações políticas especificamente, mas sobre o lado dito oculto, esotérico, que envolveu o nascimento, apogeu e queda do III Reich.

Muitos livros e documentários foram produzidos sobre o tema Ocultismo Nazista. Ordens secretas, iniciados, magos brancos, magos negros, complôs para controlar o mundo, luta entre o bem e o mal etc. Onde está a verdade por trás disso tudo? Onde há fantasias? E a Gnose de Samael, o que tem a dizer sobre esse tema tão complexo?

Depois do afundamento da Atlântida, o Culto ao Sol Tenebroso se estendeu por diversos lugares, tais como a África, Norte da Europa, Pérsia (culto a Ahrimã) e, especialmente, no Tibet. A seita negra dos Dugpas, polo contrário da Grande Fraternidade Branca do Tibete, exportou esse culto para a Europa em meados do século 20, quando pesquisadores nazistas estiveram na Ásia em busca da misteriosa cidade perdida de Shamballah. Diversos exploradores nazistas, entre eles Wilhelm Landig, Rudolf J. Mund e Jan van Helsing, confundiram o Culto ao Sol Sagrado dos Mestres da Luz com o Culto ao Sol Negro, dos Dugpas.

Salão dos Rituais Negros, localizado no Castelo de Wewelsburg, sede esotérica da SS nazista
Salão dos Rituais Negros, localizado no Castelo de Wewelsburg, sede esotérica da SS nazista

No coração do Nacional Socialismo (nazismo), Heinrich Himmler, Reichsführer-SS (líder supremo das SS) e chefe da polícia alemã, um dos braços direitos de Adolf Hitler, em seus desmesurados delírios de grandeza, abraçou o culto ao Sol Tenebroso com um fanatismo nunca antes visto naquele terrível período de nossa história recente.

Himmler foi praticamente o sumo sacerdote do culto ao Sol Negro (Schwarze Sonne). Os rituais efetivados no Castelo de Wewelsburg, sede das SS, foi definitivamente, a causa esotérica do afundamento, derrota e destruição do nazismo, devido a que ali se atraiu uma energia extremamente pesada e negativa, esotericamente falando…

Na sala que vemos ao lado, Himmler reunia-se com 12 líderes das SS (os 12 Gruppenführers), “altos iniciados” das SS, no Castelo de Wewelsburg, e efetuava rituais tenebrosos ao redor do símbolo do Sol Negro.

O chefe de Inteligência das SS, Walter Schellenburg, certa vez comentou o que havia visto no castelo: “Aconteceu que eu entrei acidentalmente no quarto e vi esses 12 líderes SS sentados ao redor de um círculo, todos submergidos em profunda e silenciosa contemplação; foi de fato uma visão notável.”

Mas como se iniciou o interesse dos nazistas pelo Sol Negro? Vejamos:

A Sociedade de Estudos para a Antiga História do Espírito (Deutsche Ahnenerbe), mais conhecida como A Herança dos Ancestrais, foi criada no dia 1º de julho de 1935. Em seus primórdios, funcionou como um Instituto de Investigações avançadas das SS para logo se tornar independente. Seus mentores foram Henrich Himmler, Herman Wirth e Walter Darre.

Havia 43 departamentos da Ahnenerbe, dos quais um era bastante insólito, era aquele que se dedicava a atividades ocultistas. Os interesses dessa verdadeira confraria, altamente seleta, versavam sobre a busca do Santo Graal, escavações de vestígios atlantes, exploração e contato com as culturas místicas do Tibete, práticas de yoga, estudos de antigos cultos pagãos, viagens ao interior da Terra para comprovar se esta é realmente oca etc. O grande líder dessa seção, depois de Himmler, era Friederich Hielscher, um homem enigmático e do qual há poucos dados.

Hielscher impulsionou a famosa expedição ao Tibete (1938-39). A missão foi comandada pelo antropólogo Ernst Schäfer, acompanhado por cinco sábios alemães e 20 membros das SS.

Sob o lema “Encontro da suástica ocidental com a oriental”, conseguiram estabelecer contatos políticos de alto nível com o governo tibetano que se manifestaram, entre outros, na declaração oficial de amizade intitulada Qutuqtu de Rva-sgren. O regente tibetano pôs por escrito a atenção do notável senhor Hitler, rei dos alemães, que conseguiu alcançar o poder sobre parte do mundo”.

Foram realizados estudos raciais e se filmou um documentário. Entre os documentos que os expedicionários levaram a Berlim conta-se o Kangschur, “um conjunto de sagradas escrituras tibetanas em 108 volumes”, além de um ritual de iniciação guerreira tântrica do Kalachakra.

Ernst Schäfer, chefe da expedição nazista ao Tibet de 1938-1939
Ernst Schäfer, chefe da expedição nazista ao Tibete de 1938-1939

 

Símbolo da Ahnenerbe

Porém, a mais importante e secreta missão ao Tibet teve um objetivo menos divulgado, que foi o de estabelecer contatos com os habitantes de um reino subterrâneo, chamado Agartha ou Shamballah. O resultado? É sabido que em vez de contatarem os veneráveis mestres da Grande Fraternidade Branca, como já dissemos acima, os expedicionários nazistas levaram para a capital alemã o que de pior havia no mundo: representantes do Clã dos Dugpas, adoradores do Sol Negro.

O fogo sexual e a espiritualidade

25

A transmutação sexual da “ens seminis” em energia criadora se faz possível quando evitamos cuidadosamente o abominável espasmo, o imundo orgasmo dos fornicadores. A bipolarização desse tipo de energia cósmica no organismo humano foi, desde os antigos tempos, analisada nos colégios iniciáticos do Egito, México, Peru, Grécia, Caldeia, Roma, Fenícia etc.

O ascenso da energia seminal até o cérebro verifica-se graças a um certo par de cordões nervosos que, em forma de oito, se desenvolvem, esplendidamente, à direita e à esquerda da espinha dorsal. Chegamos, pois, ao caduceu de mercúrio com as asas do espírito sempre abertas. O mencionado par de cordões nervosos jamais poderia ser encontrado com o bisturi, porquanto são antes de natureza semietérica, semifísica. Essas são as duas testemunhas do Apocalipse, as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão diante do Deus da Terra, e se alguém os quiser danar, sai fogo da boca deles e devoram seus inimigos.

Na sagrada terra dos vedas, esse par de cordões nervosos é conhecido com os nomes sânscritos de Idá e Píngala. O primeiro se relaciona com a fossa nasal esquerda e o segundo, com a direita. É óbvio que o primeiro desses dois nádis, ou canais, é do tipo lunar; é ostensível que o segundo é de natureza solar. A muitos estudantes gnósticos poderá surpreender um pouco que, sendo Idá de natureza fria e lunar, tenha suas raízes no testículo direito.

A muitos discípulos do nosso Movimento Gnóstico poderia cair-lhes como algo insólito e inusitado a notícia de que, sendo Pingalá de tipo estritamente solar, parta realmente do testículo esquerdo. Entretanto, não nos devemos surpreender, porque tudo na Natureza, se baseia na lei das polaridades. O testículo direito encontra seu antipolo exato na fossa nasal esquerda e isso já está demonstrado. O testículo esquerdo encontra seu antípoda perfeito na fossa nasal direita e, obviamente, isso deve ser assim.

A fisiologia esotérica ensina que, no sexo feminino, as duas testemunhas partem dos ovários. Sem dúvida alguma, nas mulheres, a ordem desse par de oliveiras do templo se inverte harmoniosamente. Velhas tradições que surgem da noite profunda de todas as idades dizem que, quando os átomos solares e lunares do sistema seminal fazem contato com o tribeni, perto do cóccix, então, por simples indução elétrica, despertam uma terceira força. Quero me referir ao fogo maravilhoso do amor.

Escrito está nos velhos textos da sabedoria antiga que o orifício inferior do canal medular nas pessoas comuns e correntes encontra-se hermeticamente fechado. Os vapores seminais o abrem para que o fogo sagrado da sexualidade por ali penetre.Ao longo do canal medular se processa um jogo maravilhoso de variados canais que se penetram e compenetram mutuamente, sem se confundirem, porque estão localizados em diferentes dimensões. Recordemos o Sushumna e outros, como o Vajra, o Chitra, o Centralis e o famoso Brahmanadi.

Por esse último ascende o fogo do deleite sexual, quando jamais cometemos o crime de derramar o sêmen. Absurdo é enfatizar a equivocada idéia de que o erótico fogo de todas as ditas empreenda viagem de retorno para o cóccix, após a encarnação do SER (o Jivatma) no coração do homem.

Falsidade horripilante é aquela que afirma, torpemente, que a chama divina do amor, após o gozo da união com Paramashiva, se separe, em viagem de retorno, pelo caminho inicial. Tal regresso fatal, dito descenso até o cóccix, só se torna possível quando o iniciado derrama o sêmen. Então, cai fulminado pelo raio terrível da justiça cósmica. O ascenso do fogo sexual pelo canal medular realiza-se muito lentamente, de acordo com os méritos do coração. Os fogos do Cárdias controlam sabiamente o ascenso milagroso da flama do amor.

Obviamente que tal chama erótica não é algo automático ou mecânico, como supõem muitos equivocados sinceros. Esse fogo serpentino desperta e x c l u s i v a m e n t e com o deleite sexual amoroso e verdadeiro. Jamais ascenderia a flama erótica pelo canal medular de casais unidos por mera conveniência pessoal. Seria impossível o ascenso da chama santa na espinha dorsal de homens e mulheres adúlteros. Nunca subiria o fogo das delícias sexuais na espinha dorsal daqueles que atraiçoam o guru.

Jamais ascenderia o fogo sexual pela medula dos beberrões, afeminados, lésbicas, drogados, assassinos, ladrões, mentirosos, caluniadores, exploradores, cobiçosos, blasfemos, sacrílegos etc. O fogo dos gozos sexuais é semelhante a uma serpente maravilhosa que, quando desperta, emite um som muito similar ao de qualquer víbora açulada por um pau. O fogo sexual, cujo nome sânscrito é KUNDALINI, desenvolve-se, revoluciona-se e ascende dentro da aura resplandecente do MAHACHOHAN.

O ascenso da flama das ditas ardentes ao longo do canal espinhal, de vértebra em vértebra, de grau em grau, resulta, em verdade, muito lento. Jamais subiria instantaneamente, como equivocadamente supõem algumas pessoas que não têm a informação correta. Folgo em dizer, em grande estilo e sem muita prosopopeia, que os trinta e três graus da Maçonaria Oculta correspondem, esotericamente, às 33 vértebras espinhais. Quando o alquimista comete o crime de derramar o vaso de Hermes (refiro-me ao derrame seminal) obviamente perde graus maçônicos, porque o fogo dos encantos amorosos desce uma ou mais vértebras, de acordo com a magnitude da falta).

Recuperar os graus perdidos pode ser espantosamente difícil. Entretanto, está escrito que na catedral da alma há mais alegria por um pecador que se arrepende do que por mil justos que não necessitam de arrependimento. No magistério do amor somos sempre assistidos pelos elohim, que nos aconselham e ajudam.

A Universidade Adhyátmica dos Sábios examina, periodicamente os aspirantes que, após renunciarem a Mammon (intelectualismo e riquezas materiais) desfrutam sabiamente das delícias do amor no tálamo nupcial.Na medula e no sêmen encontra-se a chave da redenção, e tudo que não seja por ali, por esse caminho, significa, de fato, uma perda inútil de tempo.

O fogo serpentino (Kundalini) encontra-se enroscado, como qualquer cobra, com três voltas e meia, dentro de certo centro magnético situado no osso coccígeo, base da espinha dorsal. Quando a serpente sexual desperta para iniciar sua marcha dentro e para cima, passamos por seis experiências místicas transcendentais, que podemos e devemos definir, claramente, com seis termos sânscritos, assim:

A n a n d a: Certa alegria espiritual.
K a m p a n: Hipersensibilidade de tipo elétrica e psíquica.
U t t h a n: Progressivo aumento autoconsciente, desdobramentos astrais, experiências místicas transcendentais nos mundos superiores etc.
G h u r n i: Intensos anelos divinais.
M u r c h a: Estados de lassitude, relaxamentos de músculos e de nervos de forma muito natural e espontânea durante a meditação.
N i d r a: Determinado tipo específico de sono que, combinado com a meditação interior profunda, vem a se converter em Samadhi resplandecente (êxtase).

Inquestionavelmente, o fogo do amor nos confere infinitos poderes transcendentais. A flama sexual é, fora de dúvida, uma verdade jeovística e vedantina, ao mesmo tempo. A chama sexual é a deusa da palavra, adorada pelos sábios. Quando desperta, confere-nos a iluminação. A flama erótica nos confere essa sabedoria divina que não é da mente e que está mais além do tempo. É ela a que dá também o Mukti da beatitude final e o Jnama da liberação.

DI – ON – IS – IO. Dionísio. Silabando-se essa mágica palavra, esse mantra de maravilhas, sobrevém, extraordinariamente, a transmutação voluntária da libido durante o coito paradisíaco.

DI – Intensifica a vibração dos órgãos criadores.

ON – Movimento inteligente da energia criadora em todo o sistema nervoso sexual até submergir na Consciência.

IS – Essa mântrica sílaba nos recorda os mistérios isíacos e o seu correspondente nome Ísis. Obviamente que a vogal I e a letra S, prolongadas como um silvo doce e aprazível, invocam a serpente sexual para que suba, vitoriosa, pelo canal medular espinhal.

IO – Isolda, o androginismo luni- solar, Osíris-Ísis, cintila desde o fundo profundo de todas as idades, terrivelmente divino.

I – com sua profunda significação, certamente é o Lingam (falo), o Iod hebreu. O é o eterno feminino, o útero (o Yoni), o famoso He de tipo hebraico.

IO – Quando entoamos essa última sílaba da mágica palavra durante o transe sexual, então se produz a transmutação íntegra da libido. Assim é como a Serpente Ígnea de Nossos Mágicos Poderes desperta para iniciar seu êxodo pelo canal medular. Ressalta patente e manifesto o aspecto maternal da flama sagrada que, de forma serpentina ascende pela espinha dorsal. Flama com figura de cobra, divina chama sexual, Mãe Sacratíssima Kundalini. Fora do corpo físico, nossa Mãe Cósmica particular (pois cada um tem a sua) assume sempre a presença maravilhosa de uma mãe virgem.

Certa vez, não importa o dia nem a hora, achando- me fora do corpo físico, encontrei-me com a minha Mãe Sagrada no interior de um precioso recinto. Depois dos costumeiros abraços de filho e mãe, Ela sentou-se num cômodo sofá, frente a mim, oportunidade que aproveitei para fazer perguntas necessárias.

– Estou indo bem agora, Mãe minha?
– Sim, filho meu! Vais bem.
– Ainda necessito praticar magia sexual?
– Sim, ainda necessitas.
– É possível que lá, no mundo físico, haja alguém que se possa autorrealizar sem necessidade da magia sexual?

A resposta a essa última pergunta foi tremenda: “Impossível, filho meu! Isso não é possível”.

Confesso, francamente e sem rodeios, que essas palavras da Adorável deixaram-me assombrado. Recordei, então, com suprema dor, tantas pessoas pseudoesoteristas e pseudo-ocultistas que anelam, de verdade, a liberação final, porém desconhecem o Sahaja Maithuna, a magia sexual, a chave maravilhosa do Grande Arcano.

Inquestionavelmente, o caminho que conduz ao abismo está empedrado de boas intenções.

(Samael Aun Weor, As Três Montanhas)