É reconhecido por todos que a palavra falada possui um poder relativamente profundo na mente das pessoas, tanto positiva quanto negativamente.
Quando algum enfermo escuta palavras de ânimo, de alento, parece que uma nova força toma conta de sua alma, dando-lhe mais otimismo e segurança num iminente restabelecimento.
Quando alguém se deprime por diversos problemas em sua vida, alegra-se ao ouvir um cântico religioso, permitindo-se a uma interiorização e contemplação de seu “mundo interior”, para uma maior comunhão com Deus, a Fonte essencial da cura.
Por isso, o aspirante à Magia trata com muito cuidado e zelo tudo aquilo que entra em seus ouvidos e principalmente o que sai de sua boca.
Se o estampido de um canhão consegue produzir grande estrondo ao seu redor, palavras mal pronunciadas em qualquer momento conseguem criar situações às vezes muito desagradáveis, não só aos ouvintes, mas na maioria das vezes a quem a pronunciou.
No entanto, o poder da palavra falada, chamada de Mantraterapia (ou Verboterapia), não se restringe a uma disciplina verbal, no sentido socrático da ideia, ou seja, simplesmente utilizar com precisão e ordem os conceitos intelectuais que se quer transmitir.
A Mantraterapia vai mais além, ao defender que por trás da pronúncia de um som se encontra um poder, uma energia, uma força espiritual, capaz de operar magicamente, não só no operador, mas no ambiente ao seu redor.
Ao estudarmos algumas passagens de livros religiosos, vemos como o uso dos mantras sempre foi considerado de seriíssima importância. Encontrando-se num templo de Mistérios egípcio, o sábio grego Sólon perguntou a um dos mestres ali presentes sobre as possíveis causas do afundamento da Atlântida; esse Mestre afirmou com ênfase que não se podia falar inconsequentemente sobre desgraças daquela natureza, principalmente num ambiente carregado de energias de altíssima força espiritual, pois se poderia atrair as mesmas circunstâncias. Essa resposta foi suficiente para calar o filósofo grego.
Vemos também um caso espantoso, como é o da destruição de Jericó por Josué e seus sacerdotes e guerreiros, os quais rodearam as muralhas dessa cidade por vários dias e logo após entoaram cânticos, gritaram e tocaram seus instrumentos, o que fez com que Jericó fosse totalmente destruída pelos tremores e fogos subterrâneos.
Também vemos o grande Mestre Jesus, o Cristo, realizando múltiplos milagres com a simples pronúncia de umas tantas palavras, muitas delas ininteligíveis aos ouvidos dos não iniciados.
A Bíblia nos diz claramente, segundo João Batista, que no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era o próprio Deus… E o profeta Moisés, em sua Gênese, explica que Deus, Elohim, criou todas as coisas com o uso de Sua Palavra.
“Faça-se”, e o caos se transformou nas diversas ordens de Cosmos, de acordo com a Música das Esferas, cantada pelos Construtores (Elohim é uma palavra plural, indicando que foram os Deuses que criaram o mundo).
Por isso vemos por que a palavra sempre foi muito bem empregada, sempre foi reconhecida como fundamental para o crescimento e o desenvolvimento de nossos poderes internos, de nossa saúde mental e física, além de nosso nível de Consciência.
Os magos afirmavam que os sons que emitimos obedecem à Lei Cósmica do Retorno, ou seja, à lei da Causa e Efeito, ou Carma.
Toda ação gera uma reação proporcional e em sentido contrário, em três níveis: físico, mental e conscientivo. As origens de muitos mantras, nomes sagrados, termos cabalísticos etc., remontam a épocas arcaicas.
Muitos ocultistas enfatizam que os mantras não passam de resquícios de uma Língua de Ouro, perdida quase totalmente na atualidade, somente falada por Deuses e Anjos.
Para o Profeta Enoch, esses gigantes eram Seres fantásticos que guiaram nossa evolução em épocas imemoriais, entregando-nos seus alfabetos sagrados e mantras de ouro.
Alguns desses mantras permaneceram até os dias de hoje, graças às Escolas de Mistérios que conseguiram resguardar alguma coisa dessa língua sagrada falada pelos Ancestrais, na forma de nomes divinos, palavras misteriosas e sem significado aparente, tais como:
Diz Eliphas Lévi sobre o Poder do Verbo: “Toda Magia está numa palavra, e esta palavra, pronunciada cabalisticamente, é mais forte que todos os poderes do céu e do inferno. Com o nome IOD-HE-VAU-HE comandamos a natureza; os reinos são conquistados em nome de ADONAI e as forças ocultas que compõem o nome de HERMESsão todas obedientes àquele que sabe pronunciar o nome incomunicável de AGLA. Por isso, os sábios de todos os séculos temeram diante dessa Palavra absoluta e terrível”.
Os mantras foram usados para diversos fins: curativos, mágicos, ritualísticos, conscientivos, espirituais. Para os descrentes, a pronúncia contínua e concentrada de certos mantras induz a uma autossugestão, a um autoengano. Na verdade, por causa do desconhecimento da Anatomia Oculta do Homem, somente os Iniciados percebem os efeitos da palavra mantralizada, que vibram primeiramente em nossa Alma, ressoando nos chacras, nos canais energéticos (Meridianos) e sobre os estados de Consciência.
Por isso, esses mesmos Iniciados, principalmente hindus, tibetanos e maias, enfatizam a ideia de que nosso corpo e nossa alma são a resultante de um Alfabeto Cósmico e cada fonema vibra em determinadas regiões do organismo, atuando terapêutica e magicamente sobre o próprio mantralizador. Ou seja, somos um instrumento musical que deve vibrar com as mais deliciosas melodias cósmicas.
Vejamos alguns exemplos práticos, entregues pelo VM Samael Aun Weor em seus diversos tratados:
Mantras e suas Finalidades
MANTRA
FINALIDADE
AOM
Cristaliza o que se desejou, é o nosso Amém; harmonizador
AOM-TAT-SAT-TAM-PAM-PAZ
Conjunto poderoso de mantras para se atrair a força curativa do Sol. São os mantras do Arcanjo Michael, Inefável Senhor do Sol
HAGIOS
Limpa e abre a atmosfera astral para a manifestação dos Mestres, possibilitando maior contato com eles durante rituais
ANTIA-DAUNA-SASTASSA
Poderoso mantra de invocação dos Mestres Ascensos. Deve ser cantado
OM…HUM…
Melhora nossa meditação e interiorização
JEÚ…
Amplia nossa atenção e auto-observação; ótimo para meditação
RAOM-GAOM
Ajuda-nos a recordarmos nossos sonhos
MORFEU
Controlamos nossas Viagens Oníricas
GU… RU…
Cura o fígado
HELION-MELION-TETRAGRAMATON
Fecha nossa Aura. Para Defesa Psíquica
BHUR
Cura nosso Baço
M…
Fortalece e cura próstata/útero; regula a menstruação; ativa os fogos sexuais
KRIM…
Cura o estômago, congestões, úlceras etc.
EGIPTO…
Cura o fígado e auxilia nas viagens astrais
EFTAH…
Cura as cordas vocais e tiroide
OMNIS – HAUM – INTIMO…
Atrai as forças superiores do Pai Interno (Íntimo)
OM MANI PADME HUM
Outro mantra para invocarmos nosso Íntimo
IN…EN…
Atraem as forças curativas do Espírito Santo, Senhor dos Curadores
JAORI
Sagrado mantra da Ave de Minerva, que realiza qualquer meta desejada. Direciona nossos fogos interiores para a realização do pedido
I…
Se prolongada, esta vogal direciona a energia vital para o cérebro
E…
Idem para a garganta, cordas vocais, tiroide e paratiroides
O…
Cura e fortalece o coração. Poderoso para problemas cardíacos
U…
Fortalece as funções digestivas
A…
Cura os pulmões e limpa o sangue
ONOS AGNES
Minimiza a dor de dentes
OMNIS-BAUN-IGNEOS
Mantra para invocarmos ajuda dos mestres médicos maias
MANGÜELE-MANGÜELA
Poderoso mantra lunar, ensinado pelos mestres astecas. Altamente curativo e transmutador
Existem alguns mantras poderosos de transmutação alquímica. Transformam nossas energias sexuais, emocionais e mentais em elementos energéticos e espirituais, além de curativos. Essas energias transmutadas se espalham maravilhosamente pelo organismo através de seu principal conduto, a coluna vertebral.
Enquanto vocalizamos um dos mantras dados em seguida, podemos visualizar essa energia transmutada em fogo regenerador subindo pela espinha dorsal até a cabeça, e daí até o coração, espalhando-se por todo o corpo. Vejamos:
INRI…ENRE…ONRO…UNRU…ANRA…
Sequência de mantras que desperta os principais chacras
ARIO…
Mantra da constelação de Aquário
IAO…
Nome gnóstico de Deus; equilibra e direciona
TORN…
Mantra transmutador; nos dá força de vontade
SSS…
Transmuta, purifica e protege a Aura
KRIM…
Acumula a energia transmutada no plexo solar
Obs.: Quando ao final do mantra colocamos reticências (…), isso indica que deve-se prolongar a sílaba ou palavra até o final, até o ar ser totalmente expulso dos pulmões. Caso haja somente um hífen (-), então as sílabas deverão ser mantralizadas na mesma respiração.
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A finalidade de todas as linhas do yoga, independentemente da aparente complexidade de cada um dos diversos sistemas filosóficos, é a libertação da escravidão da existência fenomênica, ou mundo ilusório das formas.
Etimologicamente, a palavra YOGA vem do sânscrito, sua raiz é a palavra YUJ, que significa REUNIR, JUNTAR e implica REUNIÃO da natureza humana com sua ESSÊNCIA DIVINA, ou imagem e semelhança de Deus, culminando com a total absorção (re-solução) daquela nesta.
Através do yoga, dar-se-ia a reintegração do yogue à condição primordial da humanidade (realizado, livre e feliz). Portanto, a prática do yoga visa acelerar o processo da desintegração de “maya” (ilusão) para obter-se a liberdade espiritual.
O yoga, mais do que falar, é uma ciência do agir no corpo, na mente, no coração e no espírito. Esta ciência propõe que se comece CONHECENDO E CONTROLANDO o corpo material, grosseiro, através de técnicas específicas.
Após um controle mínimo desejável do físico, para estabilizá-lo num básico de saúde e harmonia, este alicerce material será utilizado para a etapa seguinte mais importante e imprescindível: O CONTROLE E O DOMÍNIO DO PROCESSO MENTAL, sem o que não se pode alcançar níveis espirituais mais elevados. Assim, o autoconhecimento e o controle no yogue processa-se a partir do físico, vai para o psicossomático, para o nível neurológico, mental, psicológico (no sentido de conhecimento da própria psique e da purificação da mesma, de toda essa sujeira e desequilíbrios que temos acumulado ao longo de muitas vindas a este mundo físico), até chegar à plenitude do espírito, à própria essência da liberdade.
As transformações sucessivas que se dão a cada nível do yoga permitem ao yogue transformar seus elementos subjetivos, aproximando-o cada vez mais de uma Razão Objetiva e Clara de nosso Ser.
Em resumo, podemos afirmar que o trabalho iogue exige a observância de quatro procedimentos básicos: (1) o domínio do corpo, (2) dos sentidos, (3) da mente e (4) uma vigilância incessante sobre as próprias ações. Havendo negligência nesses procedimentos, todos os esforços espirituais permanecerão sem frutos.
O yoga ocupa-se do homem tal como ele se apresenta em seu modo de ser habitual: mutável, diverso, contraditório, incoerente, disperso, cego, e lhe propõe um ajustamento progressivo, visando culminar num perfeito domínio de seu veículo psicofísico. Tal ajustamento, ou integração, coloca-o na posse de si mesmo e lhe permite, segundo esta filosofia, conquistar um estado incomparavelmente superior à sua condição atual, com a qual não ousa sequer sonhar: o estado absolutamente incondicionado, livre de todas as limitações, que a tradição indiana denomina “liberação”.
Histórico:
A princípio, o yoga era tradicionalmente reservado a uma elite de pessoas dispostas a praticar a “renúncia”. No entanto, o Bhagavad Gita dá ao Yoga uma nova dimensão, cujas repercussões espirituais seriam consideráveis.
Dessa forma, o Gita subverte a vida espiritual indiana, permitindo a todos, sem exclusividade, a prática do yoga. Doravante, o Yoga deixa de corresponder a uma acepção ascética, reservada a uma elite, e se torna uma “pluralidade disciplinar” (Bhákti Yoga, Karma Yoga, Jnana Yoga etc.), perdendo, assim, a sua unidade primitiva.
Atualmente, divide-se o Yoga em sete ramos ou linhas principais, a saber:
Hatha
Bhákti
Karma
Jnana
Raja
Mantra
Kundalini
1- Hatha Yoga
É o ramo da Filosofia Yogue que trata do corpo físico, seu cuidado, bem-estar, saúde, força e tudo quanto venha a manter o seu estado de saúde natural e normal.
Essa atenção e cuidados destinados ao corpo físico são fundamentados nos seguintes aspectos: (1) o corpo é o instrumento no qual e pelo qual o espírito se manifesta e age; (2) o corpo é o templo do espírito; (3) com um corpo físico doente ou imperfeitamente desenvolvido, a consciência e seus veículos não podem funcionar devidamente.
O Hatha Yoga, através da saúde e resistência do corpo, permite colocá-lo em sintonia com os planos mais sutis da Natureza, possibilitando assim ao homem uma crescente liberação de suas debilidades físicas e mentais.
Os quatro elementos formais do Hatha Yoga são: (a) asana ou postura física, (b) pranayama ou controle da respiração, (c) relaxamento e (d) atitude mental correta.
P.S.: Quando usado sem ter como prioridade o Espírito e sua autorrealização Íntima, o Hatha Yoga acaba se transformando em meros malabarismos fisiológicos e se converte em Magia Negra, pois a Consciência se concentra unicamente no corpo tridimensional, e nada mais.
2- Bhákti Yoga
É o Yoga do Amor, a via da Devoção. Este amor e devoção têm uma potência espiritual interna que eleva o Bhákti Yogue e se converte em uma forma sutil de conhecimento do Divino.
O devoto sente uma paixão crescente pelo Divino e isto, segundo esta linha de yoga, ajuda a romper as barreiras entre o Divino e ele.
Esta via geralmente é adotada por pessoas de natureza emotiva e que têm sentimentos de amor e devoção muito desenvolvidos. O Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo e outros sistemas dualistas de religião, quando apregoam a adoração de um deus único, estão, consciente ou inconscientemente, pregando a Bhákti Yoga e dirigindo seus adeptos por este caminho.
3- Karma Yoga
A palavra KARMA é derivada da raiz sânscrita KRI, cuja tradução é AGIR, FAZER. Tomada em sentido literal, KARMA significa AÇÃO, e refere-se a todas as ações, tanto as mentais como as físicas. O termo KARMA YOGA, portanto, pode ser traduzido por YOGA DA AÇÃO.
Uma segunda significação do KARMA é o fato de que a toda ação corresponde uma reação. Nenhuma ação pode ser separada de seu resultado, pois não há causa que possa ser desvinculada de seus efeitos. A cadeia da causa e efeito, conhecida como a “Lei de Causa”, também é chamada Karma.
Nesta linha do yoga estão contidos os ensinamentos de que o trabalho de cada indivíduo deve ser feito com amor, sem egoísmo e isto significa executar a ação que lhe cabe com perfeição, por amor à coisa em si e desapego aos frutos de seus atos.
4- Jnana Yoga
A palavra JNANA, derivada da raiz sânscrita JNA, ou Gna, significa CONHECIMENTO, DISCERNIMENTO. Às vezes, JNANA também é empregada para expressar a mais elevada iluminação produtora da verdade, mas o composto JNANA YOGA é usado no sentido de investigação intuitivo-filosófica, podendo ser entendido como o YOGA DO CONHECIMENTO ABSOLUTO.
Este CONHECIMENTO é libertador, pois revela a verdadeira natureza das coisas. Num primeiro momento, consiste em eliminar todas as falsas concepções do Ego e, num segundo momento, revelar a verdadeira natureza da essência. Para tanto, se vale de técnicas tais como a auto-observação, “desidentificação”, a meditação, etc., que estudamos de modo bastante pormenorizado em Psicologia Esotérica e Gnóstica.
5- Raja Yoga ou Yoga Real
O conhecimento sobre o Yoga Clássico ou Raja Yoga baseia-se quase que inteiramente numa única obra, a Yoga Sutra de Patanjali, o mais antigo documento sistemático que possuímos sobre a Yoga. Muitos comentários foram escritos sobre ele, entretanto, o Yoga Sutra pode se definido como uma coleção de práticas ou idéias comprovadas, codificando a tradição do Yoga anterior a ele.
O Raja Yoga comporta oito etapas, são literalmente os oitos aspectos da Yoga.
a) YAMA (refreamento) – não violência, não roubar, não cobiçar, abstinência de uma vida desregrada, excessiva, tanto na alimentação, quanto no sexo, no falar, no trabalho, na família etc.
b) NIYAMA (observâncias) – purificação, contentamento, esforço sobre si mesmo, estudo, entregar-se a Deus.
c) ASANA (posições) – corresponde às posições psicofísicas, à expressão corporal do yogue. A postura deve preencher duas exigências: 1. ser estável e 2. agradável. Quando a prática da postura permite ao yogue mantê-la firmemente ao mesmo tempo em que se sente à vontade, o objetivo é atingido. A postura põe fim à agitação corporal e concentra as energias esparsas.
d) PRANAYAMA (domínio da respiração) – a disciplina do alento ou o domínio da bioenergia conseguido pelo controle da respiração. É muito mais do que um simples exercício respiratório; trata-se do controle da energia vital (prana) através da respiração.
A respiração pode ser voluntária ou involuntária; entretanto, no caso do Yoga, o praticante deve estar consciente da sua respiração. O princípio que justifica esse esforço decorre da constatação da íntima relação existente entre a respiração e os estados psíquicos. A respiração do homem comum corresponde ao seu estado de espírito flutuante e disperso.
Considera-se o Pranayama como uma elevada forma de ascese, que purifica o homem de todas as impurezas e alimenta a chama do conhecimento. (Para aclarar melhor sobre o tema Respiração, leia o texto Philokália, sobre a relação entre respirar e adorar a Deus.)
e) PRATYAHARA (retração dos sentidos) – combate às distrações provenientes das impressões sensoriais.
f) DHÁRANA (concentração) – o yogue exercita-se para adquirir a capacidade de estreitar cada vez mais o foco de sua atenção, fixando-o num só ponto. Quando a atenção está perfeitamente centrada e imóvel a concentração (Dhárana) é atingida.
g) DHYANA (meditação) – trata-se do estado da meditação, da contemplação (o não pensar).
h) SAMADHI (iluminação) – o estado de plena consciência e auto-realização; uma espécie de ruptura que propicia o aparecimento de uma forma de consciência de natureza iluminadora, um estado alterado de Consciência.
6- Mantra Yoga
O mantra Yoga é o ramo ou linha do Yoga que estuda as vocalizações ou mantras propriamente ditos.
O mantra é um som místico ou sagrado e pode ser entoado normalmente, em forma de som, ou então mentalmente.
7- Kundalini Yoga
O Tantra Yoga tem por função libertar a energia divina, que se encontra adormecida no corpo. Essa energia, raiz de todos os poderes do ser individual, é chamada KUNDALINI.
Segundo os yogues, a Kundalini reside adormecida na base da coluna vertebral, na região próxima ao cóccix e, quando despertada, através de técnicas específicas (estude os textos em nosso link Tantrismo), ascende pela coluna vertebral até atingir a cabeça, despertando na sua passagem os vários centros energéticos (chacras), culminando com o despertar de todos os poderes latentes no homem, reintegrando a energia na consciência suprema.
Numeráveis e complexos são os métodos do Kundalini Yoga. Além de todos os métodos yóguicos já conhecidos, o Yoga Tântrico utiliza abundantemente o poder do som (mantra), os diagramas simbólicos (yantras), o ritual, a concentração sobre os chacras, as visualizações, etc., além de uma mudança radical de paradigma dentro da sexualidade.
De maneira geral, não afasta nenhum aspecto da vida humana, nenhuma atividade corporal ou psíquica, mas as acolhe e visa a sacralizá-las, a transformá-las em métodos de despertar.
Todas as sete linhas de Yoga estão presentes na Gnosis, porém de forma sintética e absolutamente prática.
Há Hatha Yoga nas práticas de Yoga do Rejuvenescimento; Bhákti Yoga em nossas orações e rituais. O sendeiro da Karma Yoga, o vivemos através da reta ação, do reto pensar e do reto agir. Há Jnana Yoga nos trabalho e estudos intelectuais; Raja Yoga no trabalho prático com os chacras e com a meditação profunda; Mantra Yoga através do vocalização dos diversos mantras sagrados; e, finalmente, Kundalini Yoga nos trabalhos de transmutação das energias criadoras, visando o despertar da Kundalini, a cristalização dos corpos solares, e a autorrealização do indivíduo.
O aspecto exotérico, ou círculo público, de toda escola de Yoga é considerado “Kinder”, ou seja, ensina às pessoas as primeiras noções elementares da sabedoria oculta.
Atualmente no Ocidente, o Yoga vem sendo levado a público, na maior parte das vezes, apenas em seu aspecto exotérico, correndo inclusive o risco de se vulgarizar.
O aspecto esotérico, ou círculo interno, secreto, das escolas de Yoga, não é “Kinder”, ou seja, não ensina somente o básico do espiritualismo, do esoterismo, mas sim, que é uma verdadeira Escola de Regeneração, que possibilita o despertar pleno da consciência e a reunião da natureza humana, fenomênica, com sua essência divina.
Toda Escola de Regeneração trabalha com o Kundalini Yoga, o Tantrismo Sagrado e ensina os três fatores da revolução da consciência: (1) Morrer nos defeitos pessoais, (2) Nascer com as energias solares internas da kundalini e (3) Sacrificar-se pela humanidade, amar conscientemente o ser humano.
As Instituições Gnósticas são uma autêntica Escola de Regeneração.
(Para estudar os textos tântrico-gnósticos, clique aqui.) (E para adquirir os livros de Samael Aun Weor, sobre Tantra e Gnose, clique aqui.)
Ali Onaissi, jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnLine (e-mail: [email protected])
Existe uma “cadeia” asteca de imenso poder mágico. Vamos estudar esta “cadeia”. Se estudarmos a ilustração do capítulo 18 (abaixo), veremos nove mulheres formando uma “cadeia” em meia-lua e três homens no centro, formando um triângulo e sentados no estilo oriental (pernas cruzadas).
Essa “cadeia” representa a Nona Esfera (o sexo). Essa “cadeia” é totalmente sexual. As nove mulheres atraem as forças lunares enquanto que os três varões atraem as forças solares. A Lua é de natureza feminina; o Sol é de natureza masculina. Quando os átomos solares e lunares fazem contato no triveni, despertam os fogos espirituais e inicia-se a evolução, o desenvolvimento e o progresso do Kundalini.
As nove mulheres constituem a Nona Esfera (o sexo); os três homens poderiam representar aos três aspectos do Logos ou o homem em seus três aspectos de corpo, alma e espírito. Cada um dos três homens do triângulo tem em sua mão direita uma cana.
Os três homens do triângulo carregam-se com a força da “cadeia” e a energia crística sobe pelo canal medular, avivando os fogos e despertando os chacras do corpo astral.
A LITURGIA
O santuário deve estar cuidadosamente arrumado, de acordo com as leis do ocultismo. Os astecas tinham um poço de água pura dentro do santuário para atrair as forças lunares. O sistema litúrgico para atrair forças solares é também muito fácil e simples. Eles pintavam no solo um círculo de oito palmos de diâmetro; no centro do círculo acendiam o fogo. Qualquer estudante gnóstico pode, hoje em dia, arrumar seu santuário de forma similar. Isto é fácil.
OS MANTRAS
Os mantras astecas para essa “cadeia” são os seguintes: MANGÜELÊ, MANGÜELÁ. Deve-se ressoar a letra U. Tais mantras são pronunciados silabando-os. É necessário recordar aos estudantes gnósticos que cada uma dessas palavras leva acento nas últimas sílabas (mangüelê, mangüelá).
Através dessa “cadeia”, que pode ser feita em todos os santuários gnósticos, os varões recebem um grande benefício. É claro que os varões que estão no centro carregam-se com toda a força da “cadeia” mágica.
Nos tempos do México antigo, quando os varões saíam do ritual, andavam pelas ruas curando os enfermos; bastava pôr as mãos sobre eles para que sanassem 43 imediatamente.
O homem, carregado com as forças desta “cadeia” maravilhosa, pode fazer maravilhas e prodígios como faziam os apóstolos do Grande Mestre Jesus, o Cristo. As mulheres, carregadas com as forças dessa “cadeia”, também podem fazer maravilhas. Realmente, a “cadeia” da Nona Esfera é maravilhosa.
Todo santuário gnóstico pode trabalhar com a “cadeia” da Nona Esfera. É assombroso contemplar clarividentemente a sublimação das forças sexuais, sublimando-se até o coração durante o ritual. Os iniciados devem estar em profunda meditação interna, adorando nosso Deus Interno. As palavras mágicas devem ser pronunciadas com muitíssima devoção.
Todo o ambiente deve estar cheio de pureza e verdadeira oração. Com essa “cadeia”, deve-se trabalhar nos santuários gnósticos para o desenvolvimento dos poderes internos do ser humano. A meditação deve durar uma hora.
Os mantras devem ser pronunciados com verdadeiro fervor místico, com suprema adoração. A mente deve estar voltada para o Deus Interno. Recordemos que nossos santuários gnósticos são centros de meditação interna. Homens e mulheres podem organizar essas “cadeias” em todos os santuários, a fim de despertarem suas faculdades superiores.
É necessário combinar a meditação com o sono. Devemos recordar que a meditação, sem a presença do sono, arruína a mente e danifica os poderes internos. Devemos aprender a provocar o sono voluntariamente. Somente assim chegaremos à iluminação interna. Muitas pessoas viajam à Índia buscando sabedoria, mas é necessário saber que no México estão escondidos todos os tesouros da sabedoria antiga.
Em nome da verdade, devo dizer que existe uma grande lei que se poderia denominar assim: LEI DO ETERNO TROGO-AUTOEGOCRÁTICO CÓSMICO COMUM. Tal lei tem dois fatores básicos, fundamentais: comer e ser comido. Alimentação recíproca entre todos os organismos.
Sem dúvida, o peixe maior sempre tragará o menor. Nas selvas profundas, o mais fraco sempre sucumbirá diante do mais forte; é lei da vida… Por mais vegetarianos que fôssemos, na negra sepultura nosso corpo seria devorado pelos vermes. Assim se cumpre a Lei do Eterno Trogo-Autoegocrático Cósmico Comum.
Todos os organismos vivem de todos os organismos. Se descermos ao interior da terra, descobriremos um metal que serve de centro de gravitação para as forças evolutivas e involutivas da natureza. Quero me referir de forma enfática ao cobre. Se aplicarmos o fator positivo da eletricidade a esse metal, por exemplo, poderíamos evidenciar com o sexto sentido, processos evolutivos maravilhosos nas moléculas e nos átomos.
Porém, se aplicarmos a força negativa, veremos o inverso, processos involutivos bastante parecidos com os da humanidade decadente de nossos dias. A força neutra manteria o metal em um estado estático ou neutro.
A radiação do cobre também é transmitida para outros metais que se encontram no interior da terra e vice-versa, as radiações deles são recebidas pelo cobre. Portanto, os metais, no interior da terra, alimentam-se reciprocamente. Eis aí a Lei do Eterno Trogo-Autoegocrático Cósmico Comum.
É maravilhoso saber que a radiação dos metais, das entranhas da terra, onde se desenvolvem, é transmitida para os outros planetas. Elas viajam até as entranhas vivas dos planetas vizinhos do nosso sistema solar. Os metais contidos nas entranhas desses outros planetas recebem tais radiações e por sua vez também irradiam suas ondulações energéticas, as quais chegam até o interior do nosso planeta para alimentar os metais que ali estão.
Todos os mundos vivem de todos os mundos. Isto é indiscutível, evidente, manifesto. Sobre esta lei de recíproca alimentação planetária fundamenta-se o equilíbrio cósmico. Interessante não é verdade?
Os mundos, alimentando-se uns dos outros, vivendo uns dos outros, se ajustam num equilíbrio planetário maravilhoso e perfeito. A água nos mundos é, diríamos, o elemento básico para a cristalização desta grande Lei do Eterno Trogo-Autoegocrático Cósmico Comum. Pensemos por um momento no que seria de nós, do nosso planeta, das plantas e de todas as criaturas animais se a água acabasse, desaparecesse, se evaporasse…
Nosso mundo se converteria em uma grande lua, em um cadáver cósmico, não cristalizaria a grande Lei do Eterno Trogo-Autoegocrático Cósmico Comum. As criaturas faleceriam de fome. Esta grande lei processa-se de acordo com as leis do Santo Triamatzikamno (o Santo Três) e do Sagrado Heptaparapharshinock (a Lei do Sete).
Observe como estas leis se processam: um princípio ativo, por exemplo, aproxima-se de um princípio passivo. Para ser mais claro, a vítima é tragada pelo princípio ativo. Esta é a lei, não é verdade? O princípio ativo seria, diríamos, o pólo positivo, o princípio passivo seria o negativo e um princípio que conciliasse a ambos seria a terceira força.
A primeira é o Santo Afirmar, a segunda, o Santo Negar e a terceira, o Santo Conciliar. Esta última concilia o afirmar com o negar e a vítima é devorada, claro que por quem lhe corresponde de acordo com a própria lei, entendido?
O tigre traga, por exemplo, o humilde coelho. O tigre seria o Santo Afirmar, o coelho seria o Santo Negar e a força que concilia a ambos, o Santo Conciliar. Assim se realiza a Lei do Eterno Trogo-Autoegocrático Cósmico Comum. A águia seria o Santo Afirmar, o pobre pinto seria o Santo Negar. Ela o traga e a terceira força, o Santo Conciliar, concilia ambos como um todo único.
Que isso é cruel, sim, aparentemente… mas que vamos fazer? Esta é a lei dos mundos. Esta lei existiu, existe e existirá sempre! Lei é lei e a lei se cumpre por cima das opiniões, dos conceitos, dos costumes etc.
Temos de nos aprofundar mais neste assunto. De onde vem realmente esta Lei do Eterno Trogo-Autoegocrático Cósmico Comum? Digo-lhes que vem do ativo Okidanok onipenetrante, onisciente, onimisericordioso… E de onde emana, por sua vez, este ativo Okidanok? Qual é a sua origem? Sua causa ou origem não é outra que o Sagrado Absoluto Solar. Logo, do Sagrado Sol Absoluto emana o Santo Okidanok.
Ainda que ele esteja dentro dos mundos, não fica envolvido por eles. Não pode ser aprisionado. Para a sua manifestação criadora, precisa desdobrar-se nas três forças conhecidas como positiva, negativa e neutra. Durante a manifestação, cada uma destas três forças trabalha independente e separadamente, mas sempre unida a sua origem que é o Santo Okidanok. Depois da manifestação, os três fatores ou três ingredientes, positivo, negativo e neutro, voltam de novo a fundirem-se, unirem-se, com o Santo Okidanok.
No fim do Mahavântara, o Santo Okidanok, íntegro, completo o total, se reabsorve no Sagrado Absoluto Solar. Vejam pois a origem do Lei do Eterno Trogo Autoegocrático Cósmico Comum. Partindo deste princípio, o vegetarianismo fica de fato sem base. Os fanáticos do vegetarianismo fizerem dele uma religião de cozinha, o que é lamentável.
Os grandes mestres tibetanos não são vegetarianos. Quem duvidar que leia o livro intitulado Bestas, Homens e Deuses, escrito por um explorador polaco. Ele esteve no Tibete, foi recebido pelos Mestres e constatou curiosamente que em tais banquetes e festins havia carne de touro, a qual se constituía no alimento básico. As minhas palavras parecerão absurdas aos fanáticos do vegetarianismo, mas alegrarão a Ossendowsky, o autor do livro citado, porque verá que eu compreendi este importante aspecto.
Absurdo afirmar que os grandes Mestres do Tibete, são vegetarianos. Quando o grande Iniciado Saint Germain, o príncipe Rakoczy, o grande Mestre da Loja Branca que dirige o Raio da Política Mundial, trabalhou durante a época de Luís XV, não se apresentou como vegetariano. Viram-no nos festins comendo de tudo. Alguns até comentam como saboreava a carne de frango. De onde saiu, portanto, essa coisa de vegetarianismo?
Indiscutivelmente, a escola vegetariana é contra o Lei do Eterno Trogo Autoegocrático Cósmico Comum.
Por outro lado, as proteínas animais de modo algum podem ser desprezadas. São indispensáveis para a alimentação. Eu fui um fanático vegetariano e em nome da verdade digo-lhes que fiquei desiludido com o sistema. Ainda me lembro quando quis tornar um pobre cachorro cem por cento vegetariano. Naquela época ainda morava na Sierra Nevada (Colômbia). O animal aprendeu e praticou o sistema vegetariano, mas quando aprendeu, morreu.
Pude observar os sintomas que aquela criatura apresentava antes de morrer. Mais tarde, já na República de El Salvador, senti os mesmos sintomas quando voltava para casa. Subindo por uma comprida rua que mais parecia ser vertical do que horizontal, já que era bastante inclinada, suava espantosamente. A debilidade aumentava horrivelmente. Acreditei que ia morrer. Não me restou outro remédio do que chamar a mestra Litelantes, minha esposa, e pedir-lhe que assasse um pedaço de carne de boi.
Ela o fez e eu comi a carne. Senti as energias voltarem ao corpo, senti que voltava a viver… Desde então me desiludi com o sistema.
Conheci aqui no México o diretor de uma escola vegetariana. Conheci-o no restaurante vegetariano, era um alemão… Seu corpo foi se debilitando espantosamente, terrivelmente, até apresentar os mesmos sintomas daquele cachorro do meu experimento. O infeliz senhor, por fim, terrivelmente debilitado, morreu.
Conheci também a Lavagnini, um iogue, astrólogo e não sei que mais. Era um fanático vegetariano insuportável. Representava a Universidade da Mesa Redonda aqui na capital do México. Seu organismo debilitou-se terrivelmente com o vegetarianismo, apresentou os sintomas do pobre cachorro do meu experimento e morreu.
Assim, pois, caros irmãos, saibam que a Lei do Eterno Trogo Autoegocrático Cósmico Comum existe e que é inútil tentar escapar desta Santa Lei. Ela emana do ativo Okidanok e não se pode alterá-la ou modificá-la. Não quero com isto dizer que devemos nos tornar exageradamente carnívoros, não.
Sejamos equilibrados. O dr. Krumm-Heller dizia que necessitamos comer uns 25% de carne aproximadamente entre os alimentos. Estou de acordo com o Mestre Huiracotcha nesta cifra. Repito: por mais vegetarianos que nos tornemos, a Lei de cumprirá quando baixemos à sepultura. Os vermes comerão nosso corpo físico, gostemos ou não. Lei é lei, não é verdade?
As vacas são cem por cento vegetarianas e, sem dúvida, como já disse um grande Iniciado, jamais vimos uma vaca iniciada. Se com deixar de comer carne nós nos autorrealizássemos a fundo, asseguro-lhes que, ainda que morresse, deixaria de comer carne, aliás, todos deixariam de comer… Mas ninguém se torna mais perfeito porque deixou de comer carne.
Alguns dizem: como vou meter dentro do organismo elementos animais, se estou na senda da perfeição? Esses que dizem tais coisas ignoram a sua própria constituição interna. Melhor comer um pedaço de carne do que continuar com os agregados psíquicos animalescos que carregam em sua psique…
O organismo humano tem como base um corpo vital (ou Lingam Sarira) do qual os teósofos falam. Mas, além dele, o que existe nos organismos desses humanoides vivos e intelectuais? Os agregados animalescos, aqueles agregados psíquicos que personificam nossos erros, os bestiais monstros das nossas paixões. Pois bem, mais vale eliminar esses monstros do que se preocupar com o pedacinho de carne servido à hora da comida.
Quando comemos a carne de boi ou de galinha não nos prejudicamos de forma alguma, mas esses agregados bestiais que carregamos não somente nos prejudicam como ainda, e isto é que é o pior, prejudicam os nossos semelhantes. Por acaso é pouca coisa a ira? A cobiça? A luxúria? A inveja? O orgulho? A preguiça? A gula? Que diremos de todas estas feras que levamos dentro e que se manifestam sob a forma de calúnias, murmuração, intrigas etc.
Melhor que não lavemos tanto as mãos nos presumindo de santos… Chegou a hora de nos tornarmos mais compreensivos. Importa morrer em si mesmo, aqui e agora!
Além de larvas astrais, os átomos etéricos da carne de porco, por serem involutivos, tornam o corpo “pesado”
Não quero, tampouco, negar a seleção de alimentos. De modo algum eu aconselharia, por exemplo, a carne de porco. Já se sabe que este animal é leproso e que tem uma psique demasiado brutal, a qual prejudica o nosso organismo. Convém o alimento sadio: a carne de rês, de galinha, porém, jamais chegar ao exagero, porque os excessos são danosos e prejudiciais.
Cremos que o que foi dito até aqui a respeito do vegetarianismo já é o suficiente como orientação para se saber como alimentar o corpo.
Não se esqueçam principalmente de manter tudo dentro de um equilíbrio perfeito. Isto é tudo.
– Dou-te graças, Senhor, Porque, Para que a verdade eu a conhecesse, Mestre tu me foste.
27 – Maravilhosos mistérios tens,
Conhecê-los fizeste-me.
Um deles – o inclinar-se para o homem frágil
A tua bondade forte.
E ainda: assombrosa, a tua pródiga misericórdia
Para os que, perverso, seu coração guardar o ousam.
28 Quem como tu, Senhor, entre os mais deuses, o veraz? Justificado diante de ti, Quem o sairá, quando ao teu julgamento? Ninguém há que
29 – Ao juízo teu respondê-lo possa.
Glória humana face à tua sopro o é, apenas.
Resistir poderá nenhum poder
Á tua ira santa, tentando o mesmo atenuar uma falha
Contra o erro.
30 – Filhos o são todos da irrevogável verdade.
E, somente por teu perdão,
Salvadora âncora imersa à tua oceânica bondade,
Admitidos sê-lo-ão todos à tua presença,
Purificação havendo-te merecido de todo o pecado.
E isto, apenas,
Pelo imensurável em que se dilata a tua misericórdia.
31 – Assim procedes,
Para, dignos de ti, e, pelos séculos sem fim,
Teus filhos se mostrarem à tua imaculada Presença.
Lá onde, eterno Deus, tens a tua Morada.
Para onde, abertos, muitos o são os caminhos.
Fora de ti, ninguém caminhara.
Que, em sua fragilidade, o é o homem?
Um sopro, apenas.
33 – E,
Se lhes não ensinares tu,
Como tuas obras maravilhosas compreender esse homem?
17 – Habitações e exageros
Tua firme determinação não moram.
Para sempre,
Os que mira do teu amor o são,
Permanecerão em tua presença.
Os que pela senda do teu coração caminham.
18 – Mingua da tua caridade sofrê-la-ão jamais.
Levantar-me-ei para defrontar os que conculcar-me tratam.
Eu, por certo, que somente em ti me apoio.
Contra os que me escarnecem,
Levantar-se-á minha mão.
19 – Porque admiti-lo não queriam
Teu poder em mim se manifestasse.
Sem dúvida que, intensamente, e, através de mim,
Tua luz deixar-se-á ver.
E rostos não se pejarão os daqueles que,
Meu chamamento seguindo,
À tua Aliança se afiliaram.
Pelo caminho do teu coração,
Avançam os que me obedecem,
Tomando, por isto, o seu lugar na Assembleia dos Santos.
À causa desses, decisivo triunfo dar-lhe-ás.
O aparecimento da verdade,
Através da insofismável caridade, fá-lo-ás.
Aos réprobos não permitirás que os
Fiéis ao teu jugo, desencaminhados o sejam por eles.
22 – Meio ao teu povo,
A desconfiança contra os mesmos infundirás,
Quando, em teu desamor, fazê-lo tramem.
E, para arrasar os transgressores de tua palavra,
Como instrumentos de destruição sobre todo país,
Usá-los-ás.
HINO XVIII (COL. IX 37 X, 12)
Graças, Senhor,
Porque, sobre mim, por incontáveis pertinácias,
Tua força provaste-me.
X, 1 … em teu coração.
Além do teu querer, nada sucede.
Da profundeza dos teus desejos ninguém se intui.
Pois, que é o homem? Nada!
Bocado de 4 argila, pó que ao pó retomará.
E como sobre tuas maravilhas
Instruído sê-lo, merecer podê-lo-ia?
Como, assim tão desintuído,
Conhecer, a fundo, teus segredos?
Eu, pó e cinza,
Que cousa, além dos teus desejos, intentá-la posso?
Que diferente expressão,
Meu pensamento, para incontestável sê-lo,
Alcança, comparando-a a teus ditados únicos?
Como, senão com tua força,
Posso eu colher, através das minhas hastes,
E para o Supremo Toureador,
O meu bravio touro?
Como posso eu remover-me obstáculos íntimos,
Se meu ouvido interior
Entender não sabe teus indispensáveis cochilos?
Se tu não és quem meus lábios compulsa,
O que, inutilidade o não seja?
Se obséquio me não fazes da tua pujança,
Dizer podê-lo-ei
Como, convincentemente, responderei o diálogo que me
propões?
8-Tu, de todos os deuses o maior, das supremas diligências, o Rei, De todo espírito, Senhor, De toda criatura, dono único?
9 – Sem ti, nada se realizou.
Sem que tu apontado o houvesses,
Nada se conheceu,
Pois, fora de ti, nada existe.
Forte ninguém o é ante a força que potências.
Tudo falece ante tua glória.
Toda medida superada o é,
Pois a ultrapassa teu poder.
Ante o maravilhoso que tuas obras ilumina,
Quem, sobranceiro, levantar-se pode?
E, quanto à tua inviolabilidade,
Quem, sob teu intocável Selo,
Pretensão terá de resisti-la?
12 – Afinal,
Que é o que ao pó já se tomando está,
Para, em seu aniquilamento, tua força querer prová-la ainda?
Que, se as cousas todas criaste,
Apenas para que das mesmas,
Tua plenitude transbordada o fosse? …
HINO XIX (COL. X, 14 a XI, 2)
14 – Bendito o sejas, Senhor Deus de misericórdia, Porque, rico em benevolência,
Conhecer fizeste-me tudo.
15-Dia e noite,
Calar não se deve tua maravilha.
16 – Em teu regaço de amor
Acolhida se sente minha alma.
17 – A todo instante, em tua força apoio-me.
18 – Nada sem teu querer se faz…
Titubeio o não há, se, minha, é a tua clarividência.
19 – Sucesso não sei que ao teu conhecimento escape.
20 – Identificado sinto-me com tua verdade. Meu conhecimento, intimam ente, levar-se deixa Pelo teu esplendor.
21 – E os infinitos prodígios que,
Desenrolando o pano da tua bondade,
Assombrosamente desfraldam a bandeira da tua misericórdia,
Narrá-los saberei
Como, em tua luz, os entendo.
22 – Até pousar-se em minha esperança,
Consolador, sabe-me o teu perdão.
Em tua forja meteste-me
E, nela, forma deste-me.
23 – Pela ganância cobiçosa Atraído sê-lo não posso, Assim como pernicioso abrigo Do segredo que move o instinto carnal.
24 – Espichando o pescoço,
O poderoso grupo dos prepotentes
Olho abre que, desdenhoso,
Nos outros mira a abundância de seu grão,
De seu vinho,
De seu azeite,
25 – De seus gados,
De seus depósitos.
Como a árvore, a seus extensos ramos,
26 – Desdobrada sombra de verde folhagem
Que o caminho das águas abeira,
Em troca da riqueza a outrem por tua mão doada,
À margem da vida me deixaste,
Arvore, todavia, a seu préstimo,
Fruto de vida, para os filhos de Adão, criando
E, através das tuas raízes, fruto abundantemente nutrido à
Milagrosa linfa.
27 – Aos teus filhos, imagem do teu ser, Conhecimento, para sempre, lhes deste. E, segundo essa doação, Honrados hão de sê-lo,
28 – Um mais que os outros,
Sendo isto característico à herança dos filhos de Adão, Que, variamente multiplicada,
29 – Quando a conhecimento mais profundo renascida, Mais honrada o é.
30 – Gerações injustas
Detesta-as teu servo
E quanto a posição tomar entre malévolos obstinados,
Não se compraz meu coração.
Do teu pacto e da tua verdade,
Eis do que exulta meu espírito.
31 – Então, delícias,
Como um vaso em água fresca,
Cobrem meu ser.
Como um lírio, floresço:
A flor que dá meu coração,
Junto à eterna fonte, aberta.
32 – No alto, pompeia, da minha salvação,
Minha ilibada corola.
Vãos frutos dão os soberbos.
Desde que, para ostentá-los, deixaram de ser flor, Vazios, sempre, o estiveram…
33 – Como o trovejar,
A seu tremendo eco pelos barrancos,
Foi-me também, ao frêmito do pavor,
O desgarrar-se-me dos sentimentos.
E, do insufocável gemido em que bramei,
Em dor, cimbrado meu coração.
34 – Propagou-se o terrível som
Até as do Sheol
E, ao temer teu juízo, Era desse fundamento que eu temia.
35 – Teu processo a sobrevir sobre os grandes, Como sobre os poderosos santos (lá de cima)
36 – O teu mesmo irrevogável juízo Sobre todas tuas obras de justiça.
XI, 1 – Devido ao medo…
A aflição cresce-me… (detenho-me)
2 – Na meditação do teu espírito.
HINO XX (COL. XI, 3 – 14)
3 – Dou-te graças, meu Deus,
Pois vil boneco de barro o sendo eu,
Maravilhas obrado-as tens com tua criatura!
O poder do teu braço,
Sempre mais e mais,
Nela o manifestas.
4 – E, afinal, quem sou eu,
Para que segredos teus te ponhas a revelar-mos?
Inteligência de tuas obras maravilhosas,
A seu transcendente ver por dentro, o mundo por ti criado.
Tu ma deste.
Meus lábios abres, pois, em teus louvores.
Teu elogio à minha língua nascendo para a expressão
de meus lábios.
Deliciosamente, pois,
Todo dia,
Contar quero do teu poder.
Meditar quero sobre tua misericórdia.
Teu nome sempre bendizê-lo-ei.
Aos filhos de Adão tuas grandezas desvendá-las-ei.
7 – Na riqueza da tua bondade, se compraz minha alma.
Bem sei que,
Eternamente, a pronúncia faz de teus lábios a mesma Palavra
A mesma justiça (o gesto) de tua mão constante.
E teu pensamento a todo conhecido se dilata.
A energia de tudo que existe
Riqueza é encerrada em teu vigor.
Quando, da tua cólera, resplandece tua glória.
Em luz dos teus juízos,
Castigos sentenciando ao circunstancial, duro instante
Que tua ira incende.
9 – (Como também) da tua bondade,
Em sua feliz dilatação,
HINO XIX (COL. X, 14 a XI, 2)
14 -Bendito o sejas, Senhor Deus de misericórdia, Porque, rico em benevolência,
Conhecer fizeste-me tudo.
15 – Dia e noite,
Calar não se deve tua maravilha.
16 – Em teu regaço de amor
Acolhida se sente minha alma.
17 – A todo instante, em tua força apoio-me.
18 – Nada sem teu querer se faz…
Titubeio o não há, se, minha, é a tua clarividência.
19 – Sucesso não sei que ao teu conhecimento escape.
20 – Identificado sinto-me com tua verdade. Meu conhecimento, intimamente, levar-se deixa Pelo teu esplendor.
21 – E os infinitos prodígios que,
Desenrolando o pano da tua bondade,
Assombrosamente desfraldam a bandeira da tua misericórdia,
Narrá-los saberei
Como, em tua luz, os entendo.
22 -Até pousar-se em minha esperança,
Consolador, sabe-me o teu perdão.
Em tua forja meteste-me
E, nela, forma deste-me.
23 -Pela ganância cobiçosa Atraído sê-lo não posso, Assim como pernicioso abrigo
Do segredo que move o instinto carnal.
24 -Espichando o pescoço,
O poderoso grupo dos prepotentes
HINO XXVIII
(COL. XV, 9 – 26)
9 – Com toda alma,
De todo coração,
Em absoluta entrega do meu ser,
Amar-te-ei, a cada viagem do sol. meus dias contando…
Meu coração purifiquei-o… para.., amar-te,
11 – Para solidarizar-me aos “muitos” (rabim)
E, com eles, teus decretos abandonar jamais.
Como isolar-me de tudo que, havendo-o tu condenado,
Com o selo da tua ordem, o lacraste?
Decidi-me e, para sempre.
Quem, por si mesmo, purificar não pode seus
Caminhos, outrossim, seus passos consolidar?
Eu, de mim, o sei e só pelo esclarecer de tuas Luzes.
Sei que em tua mão pousa o destino de cada espírito.
Como sei que cada um de seus passos,
Antes de criado haveres o senhor de seus pés,
Tu o determinaste.
À feição de que mudar podê-lo-ia alguém tua palavra?
Tu o (15) justo o criaste.
Da profundeza do teu seio, o confirmaste.
Para que,
Conforme o teu beneplácito no âmbito do teu pacto,
Pelas tuas sendas se encaminhasse ele,
Isto estabeleceste.
Misericórdia dele ter o quiseste.
16 – Eterna salvação dar-Lha o (dispuseste)
Surpreendente efeito à riqueza da tua misericórdia obtido.
De toda angústia o (livraste)
E perfeita paz providenciaste-lhe.
Corpo seu, para a glória, surgir o fizeste.
Em troca, os ímpios à ira destinado os houveste.
E para seu justo extermínio
Desde sua concepção no materno seio,
Assinalou-os teu desígnio.
18 – Porque, pelo meu caminho andando,
Teu pacto o desprezam.
Tua Lei abominam-na.
Prazer jamais o acharam ao que ordenado o havias.
E, inconcebivelmente,
O que aborreces, justo elegeram.
Levá-lo devem agora sobre si o peso dos teus justos juízos.
20 – Aos olhos de toda criatura,
Para todas gerações eternas, ostentá-lo devem teu signo.
A fim de que tua glória todos a conheçam.
Como 21 tua grandiosa força,
Para quem conhecer pretende teus mistérios,
Que vale a carne?
Pó o sendo, como consolidá-los podê-lo-ão seus passos?
22 – Tu que o espírito formaste (sua atividade)
Também a vigias.
O caminho de todo vivente de ti procede.
Comparável à tua verdade,
Riqueza sei que não há. Tua Santidade.
Bem sei a quem entre os escolhidos eleges.
O povo desse constituído é que, para sempre, te servirá.
Recompensa tu jamais a recebes pelas obras dos maus.
Também dons iníquos os não aceitas.
Porque um Deus verdadeiro eis quem O és.
Toda injustiça destruí-la-ás.
(O mal) Em sua presença
Não mais existirá.
Eu, em convicção, sei que só tua é a justiça.
HINO XXIX
(COL. XVI 2-7)
(Dou-te graças, Senhor)
Pois, através do teu espírito santo, Compreender fizeste-me 3 a plenitude da tua bondade. Interpreto da tua síntese universal
– Céus e terra -Que, ao brilho da tua glória, majestosa, tua Criação resplandece.
4 -Teu querer obstina-te em permanente companhia para o homem.
– E essa tua voluntária e desprendida entrega, Para sempre, durará.
5 – Um lugar ao homem adequado,
Para que conservar-se o possa ele firme em teus juízos, Tu lho assinalaste.
6 – Porque todas estas cousas eu as conheço,
Uma lápida proclamo.
6A -Buscar a verdade do teu espírito (o que desejo). Todavia, longe de mim, com isto, dissimular pretendo minhas transgressões.
7 – Como?
Ascendendo-me na luz do teu espírito santo.
Círio, aderindo-me ao brilhante Candelabro da tua Aliança.
Sem ostentação ou inibição.
Meu coração chispeia em amor de teu nome.
HINO XXX
(COL. XVI, 8-19)
8 – Bendito o sejas, Senhor do Universo, o Autor.
Frutescente cerne!
Poderoso em obras.
Teu o multiplicar-se da Criação!
Graças, pois,
Benevolência, comigo, usá-la decidindo-te.
Com a messe de tuas misericórdias, favorecer-me.
E com a riqueza da tua glória.
Só a ti pertence a justiça,
Pois tu és que, em natureza divina, tudo obras.
10 – Quanto a meu cinzidouro,
Purificá-lo trato,
Porque, sobre o espírito justo,
Um sinal sei que o hás posto.
Descarto-me de todo atropelo.
E em teu servo odeio
Toda manifestação da injustiça que infindo o mostre.
Bem sei que, fora de ti, justo ninguém o é.
Então, (apoiado) sobre o espírito que sobre mim derramaste,
Em tua presença, tranquilo, compareço.
Querendo efetuar teus desejos,
Tuas bondades compagino-as.
E faço-o, com o espírito de santidade purificando-me.
De Ti acerco-me,
Em teu beneplácito,
Pela ternura infinita do teu coração atraído.
13 – Comigo… em teu amor.., em tudo aquilo que,
Para os que te amam, escolheste.
Para os que, logrando estar, para sempre, em tua presença,
Teus preceitos observam. 14
(Haverá buscar) teu servo a participação do espírito em
todas suas obras.
15 – … Que, fora da tua Aliança,
O caviloso sua transgressão jamais a escuse.
Pois que 16 glória…
(Senhor) misericordioso (pródigo) em compaixão e perdão.
Aquele que perdoa a iniquidade 1… e indulgência
A demonstra para… os que seus preceitos observam…
Os que, integramente, para servir-te,
De coração se convertem.
E para cumprimento dá-lo ao que,
Diante de teus olhos,
Bom o é.
Teu rosto o não apartes do teu servo
E o filho da tua serva (19) não a (rechaces).
Confiarei, então, em tua palavra.
A Tariqah (Caminho) é um meio de aproximar-se de Allah (Deus), um enfoque que requer uma completa submissão a Ele e aderência da Sharia (Lei Islamica). Sheikh Ahmad At-Tijani (RA) declarou: “Seja o que for que ouvirdes sendo dito, compare com o que é estabelecido na Sharia. Caso se ajuste a ela, tomai-o: Se não é assim, deixai-o”.
A Tariqah (o Caminho) sufi baseada unicamente no Alcorão e no Hadith. O sufismo (Tasawwuf) é a espiritualidade da religião islâmica, seu aspecto esotérico. É a ânsia da alma de conhecer o seu Criador e remonta-se até ao Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele).
Através do Sufismo um crente alcança o Ihsan, que o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele) descreve em um hadith como “Adorar a Allah como se o estivesse vendo, pois, embora não O veja, certamente Ele te vê.
Uma Tariqah é uma via ou um caminho até Allah. As práticas da Tariqah (Caminho) aumentam, porém em nenhum caso se contrapõem ao que a Sharia (Lei Islâmica) prescreve para cada crente.
Em um hadith qudsi: Allah, Subhana Wa Taálla disse: “Eu era um Tesouro Oculto
e quis ser conhecido.” Em um outro hadith qudsi: “Conhece-Me antes de Me adorar. Se não Me conheces, como podes Me adorar?”
Os sufis são, antes de tudo, muçulmanos que temem a Allah e amam o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) e são devotados a Allah em suas orações, dão caridade e recordam Allah, esforçando-se para conhê-lo.
A Tariqah busca a orientação no Alcorão e no Hadith (ditos do Profeta) e ambos proporcionam a evidência de que existiam aqueles que conheciam mais inclusive que os próprios Profetas (que a paz esteja sobre todos eles). Ao Profeta Mussa (que a paz esteja sobre ele) foi enviado Al-Khidr (a paz esteja sobre ele), tal como vem descrito no Alcorão: “E encontraram-se com um de Nossos servos, que havíamos agraciado com a Nossa Misericórdia e iluminado com a Nossa Ciência”. (18:65)
Um hadith atribuído a Sayidina Omar (RA) e relatado por Muslim indica que o Anjo Jibril (Gabriel em árabe; que a paz esteja sobre Ele) veio ensinar aos companheiros sua religião, quer dizer, servindo-lhes como seu sheikh.
O próprio Profeta Muhammad (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) não recebeu a revelação do Glorioso Alcorão diretamente de Allah. Allah – Subhanahu Wa Taálla – revelou o Alcorão e seu Tafsir (significados) ao Profeta através do Arcanjo Jibril (Gabriel, que a paz esteja sobre ele), que atuou como seu sheikh.
Os princípios da Tariqah
1) Pedir perdão a Allah. No Alcorão (57:21) , Allah diz: “Emulai-vos, pois em obterdes a indulgência do vosso Senhor!” E no Alcorão (71:10), Allah disse também: “Implorai o perdão do vosso Senhor, porque Ele é Indulgentíssimo”. No Alcorão (11:3) Allah também disse: “Implorai o perdão de vosso Senhor e voltai-vos a Ele” e no Alcorão(4:110) Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele) se dirigiu a nós dizendo: “Vossa enfermidade é o haram (pecado)e o remédio para vossa enfermidade é dizer astaghrfirulLah”.
E temos o exemplo do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele), nosso guia mais excelente, que pedia somente perdão 100 vezes por dia, apesar inclusive de Allah ter declarado no Alcorão (48:2): “Para que Allah perdoe as tuas faltas, passadas e futuras, agraciando-te e guiando-te pela senda reta”. Se este é o caso com o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele), nós necessitamos certamente buscar muito mais o perdão de Allah.
2) Dizer LA ILAH ILLAh ALLAH (Não há divindade a não ser Deus). Em um hadith, o Profeta disse: “A melhor palavra que é dita, com os profetas anteriores, é “La Ilah Illah Allah”. E, em um outro hadith, disse: “Quem disser La Ilaha Ila Allah entrará no Paraíso”. Em outro hadith menciona-se que o Profeta disse: “O melhor de todos os tipos de recordação de Allah é La Ilaha Ila Allah”.
3) SALATUL AN-NABI: quer dizer: invocar bênçãos sobre o Profeta Muhammad (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele). Allah ordenou aos crentes invocar bênçãos sobre o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) no Alcorão (33:56): Em verdade, Alláh e Seus anjos abençoam o Profeta. Oh fiéis, abençoai-o e saudai-o reverentemente!”
O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele) disse em um hadith: “Quem invocar bênçãos sobre mim, Allah invocará 10 por ele, se ele invocar 10, Allah invocará 100 por ele, se ele invocar 100, Allah invocará 1.000 por ele, se ele invocar 1.000, entrará no Paraíso ombro a ombro comigo”.
A Recordação de Allah
O trabalho espiritual que um sufi está obrigado a fazer em sua viagem até
Allah é o zikr, ou seja, a recordação de Allah. O zikr fornece um vínculo direto do servo até Allah.
No Alcorão (2:152), Allah disse: “Recordai-vos de Mim, que Eu Me recordarei de vós…” No Alcorão (33:41-42), Allah disse: “Ó crentes, mencionai freqüentemente Allah. E glorificai-O, de manhã e à tarde”.
No Alcorão (29:45), Allah disse: “…a oração preserva (o homem) da obscenidade e do ilícito mas, na verdade, a recordação de Allah é a (coisa) mais importante. Sabei que Allah está ciente de tudo quanto fazeis”.
No Alcorão (73:8), Allah disse: “Porém recorda-te do teu Senhor e consagra-te integralmente a Ele”. No Alcorão (3:191), Allah disse: “Que mencionam Allah, estando em pé,sentados, ou deitados…”
No Alcorão (13:28), Allah disse: “Que são crentes e cujos corações sossegam com a recordação de Allah. Certamente a recordação de Allah…”
Além disso, em um hadith qudsi, Allah disse: “…E o servo Meu continuará buscando a Minha complacência mediante atos voluntários, até que Eu o ame. Quando o amar, serei como o seu ouvido com o qual ouve, como suas vistas com as quais vê, como suas mãos com as quais lida, como suas pernas com as quais caminha”.
Claramente, a importância do zikr como uma forma de adoração está firmemente estabelecida no Alcorão e nos Ahadith. Alláh (Deus) possui 99 Nomes e Atributos Divinos… muitos desses nomes são praticado no Zikr em grupo.
As Condições para Tornar-se um Associado da Tariqah
1) Uma vez que tomes a Tariqah, não a abandones. Permanece nela durante toda tua vida porque é um compromisso entre tu e Allah. No Alcorão, Allah diz: “Cumpri o pacto com Allah, se houverdes feito, e não perjureis depois de haverdes jurado solenemente, uma vez que haveis tomado a Allah por garantia, porque Allah sabe tudo quanto fazeis”. (16:91).
Por sua parte o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Um pouco de forma continuada é melhor que muita interrompida”.
2) Observar as orações diárias.
3) Ser bom com os pais, sejam eles muçulmanos ou não. No Alcorão, Allah diz: “E encomendamos ao homem a benevolência para com os seus pais. Sua mãe o carrega, entre dores e dores, e a sua desmama é aos dois anos, (lhe dizemos): Agradece a Mim e aos teus pais”. (31:14)
4) Fazer o zikr requerido consistente no ASTAGHFIRULLAH, SALATU ALA NABI e LA ILAH ILLA ALLAH.
Todos são bem-vindos! A Tariqah não possui qualquer restrição quanto a sexo ou idade. Qualquer muçulmano ou não muçulmano cujo coração almeja conhecer Allah e adorá-Lo como Ele deseja ser adorado e que está disposto a realizar um trabalho espiritual e fazer o zikr, homem ou mulher, será bem recebido. Allah Subhanahu wa Taala disse no Alcorão: “Aqueles que obedecem a Allah e ao Mensageiro contar-se-ão entre os agraciados por Allah. Profetas, verazes, mártires e virtuosos . Que excelentes companheiros serão!” (4:69)
O Autêntico Significado do Tasawwuf (Sufismo)
Tasawuf (Sufismo) significa adotar todas as formas de atuação que são meritórias e louváveis, e deixar as outras formas que não são. Significa, em suma, adotar o caráter do Alcorão e Comportamento Profético (Sunnah). Deve entregar-se completamente a Allah, O Exaltado, em tudo o que Ele deseja e exatamente na forma em que Ele deseja. Um poeta disse em certa ocasião: “O Sufismo não é usar roupas de lã ou velhas e sim é… o bom comportamento e as boas maneiras (adab)”.
Tasawuf significa a busca e lapidação para a pureza, até ficar sem manchas, é seguir a verdade contida no Alcorão.
Notícias alarmantes de última hora enfatizam a ideia de que gregos e troianos estão a ponto de alunissarem. Certo escritor muito inteligente dizia:
“Quando o homem chegar à Lua, deverá despojar-se de pátrias e bandeiras, de armas destruidoras e ambições imperialistas.
Deverá, sim, levar a consciência da sua ‘humanidade’ e seus melhores equipamentos científicos para a investigação da verdade, para ver o que há dentro das crateras, mares e elevadas montanhas de Selene, com o objetivo de prover a Terra com metais e demais recursos que da superfície lunar se possa extrair.
Seria iníquo e criminoso aproveitar tais recursos para fins bélicos, fazendo valer ‘direitos de conquista’ pretendendo, com isso, a posse da superfície lunar para um ou dois países somente, estabelecendo ‘pequenas Américas ou pequenas Rússias’.
Estrutura complexa criada por mãos humanas e fotografada pela Nasa
Não haveremos de levar supostas superioridades raciais à Lua, ou o predomínio das nações fortes sobre as fracas.
Chegando a estabelecer colônias selenitas, não haveria cárceres ou presídios, senão comunidades onde o cooperativismo, a fraternidade e o sacrifício mútuo seriam as condições de uma sobrevivência em seu princípio precárias e quem sabe até dolorosas”.
Belas palavras, magníficas intenções, sublimes votos, mas, infelizmente, a crua realidade da vida é diferente. Tais frases são como para os anjos, enquanto nós somos perversos demônios. Que Deus abençoe os sublimes anelos desse autor! Bem que gostaríamos que todas as pessoas pensassem como ele, porém, por desgraça, a coisa é bem diferente.
A maldade, nesse caso, começa precisamente com a “Torre de Babel”, ou seja, o absurdo sistema de foguetes cósmicos, produto vital da ignorância. Naves extraterrestres tripuladas por pessoas de outros mundos seriam o indicado, porém, isso exige um esforço maior e é notório que os terrícolas odeiam mortalmente o caminho reto.
Reduzir a pó o Eu psicológico, fazer boas obras, eliminar as guerras, abolir as fronteiras etc. significa abominação para os malvados, e, obviamente, tais condições são fundamentais para se poder utilizar a navegação cósmica.
Qualquer humanidade planetária que preencha esses requisitos recebe as naves cósmicas (os discos voadores). O sistema de foguetes transgride a Lei. Antiquíssimas tradições dizem que os Titãs da Atlântida quiseram assaltar o céu e foram fulminados pelo terrível Raio da Justiça Cósmica.
Que estranhas estruturas seriam estas, fotografadas em solo lunar?
Nós, terrícolas deste século, estamos agora no final de uma nova encruzilhada. O encontro pessoal com os “Gênios” faz-se inevitável. O evento poderia se realizar em Selene ou em Marte; em todo caso, os fatos falarão por si sós.
Logo chegará o momento de prestar atenção às condições. Estamos diante do dilema do Ser ou não Ser da filosofia. As profecias deverão se cumprir de um jeito ou de outro, da maneira como foram escritas. Ou o Reino dos Céus se estabelece na Terra ou o aniquilamento de seus habitantes será o resultado inevitável.
A escolha pertence ao próprio homem, porém, a responsabilidade inicial descansa sobre os ombros dos líderes espirituais de todo o mundo. Estas afirmações da presente Mensagem de Natal 1969-1970, em outros tempos, teriam causado risos, mas agora tudo é diferente porque gregos e troianos estão prestes a alunissar (Nota do GnosisOnline: o homem alunissou pela primeira vez em meados de 1969, ano em que este texto foi escrito, portanto, era tema da moda nesse período).
Foguetes Cósmicos cada vez mais poderosos serão inventados e muita gente viajará até a Lua nas décadas futuras. Inquestionavelmente, a Grande Rameira exportará para Selene todas as suas abominações.
Resulta patente, claro, manifesto, que em nosso vizinho satélite os terrícolas estabelecerão hotéis, casas de todo tipo como cabarés, casas de jogos, bordéis etc. etc. etc.
A noite lunar, que dura cerca de 14 dias consecutivos, dará aos turistas um espetáculo maravilhoso. A atmosfera lunar, mesmo negada enfaticamente pelos astrônomos, existe de fato, ainda que de forma muito rarefeita.
Estruturas naturais, criadas pelo acaso, segundo a ciência convencional. Você acredita nisso?
É inquestionável que a não existência de uma atmosfera lunar igual à terrestre não se constitui em obstáculo para que o nosso vizinho satélite possua certa “ionosfera”. O campo ionosférico lunar tem pouca espessura, permitindo, entretanto, a produção de fenômenos luminosos de natureza termoelétrica.
Tais fenômenos podem explicar por si mesmos a aparição de manchas variadas e de pontos de grande luminosidade ou brilho, observáveis nas noites de lua cheia.
A decomposição dos elétrons e dos íons em pósitrons e negatrons ou antipósitrons, evidentemente, aproxima-nos do conhecimento profundo dessas maravilhosas zonas eletromagnéticas de grande condutibilidade elétrica.
A atmosfera lunar, que é bastante tênue ou pouco espessa, poderá ser melhorada artificialmente com meios e procedimentos científicos adequados.
O corpo celeste que foi motivo de fascínio para a humanidade arrancou esta primeira impressão de Lovell: “Parece gesso ou areia da praia de cor acinzentada”.
A Lua, da maneira como foi captada pela nave Apolo 8 e enviada à Terra, foi descrita pelos astronautas norte-americanos como imensa, vasta, desolada e impenetrável. Algo assim como uma gigantesca pedra-pome. É ostensível e manifesto que a Lua é um mundo morto, um cadáver cósmico.
É espantosa e ridícula aquela absurda afirmação de que a Lua seria um mundo em formação. Também é um despropósito afirmar que a Lua é um pedaço da Terra lançado ao espaço. Em alguns lugares bastante remotos da superfície lunar ainda existem resíduos incipientes de vida vegetal e animal. É inquestionável que, no subsolo lunar, há possibilidades de água em alguns lugares.
Os exploradores do solo selenita muito em breve poderão constatar a realidade daquela ponte de que nos fala Keyhoe, cuja observação se atribui a John J. O’Neill, editor científico do jornal Herald Tribune.
É claro que tal ponte foi colocada por criaturas inteligentes, não se tratando, pois, de um simples fenômeno natural. A Lua é um satélite da Terra exclusivamente no que se refere à mecânica celeste. Considerando isso de um ponto de vista mais filosófico, podemos e até enfatizamos a ideia de que a Terra é um satélite da Lua.
Por mais surpreendente que pareça esta insólita declaração, não deixam de confirmá-la certos conhecimentos científicos. São evidências notáveis a favor: as marés, as mudanças cíclicas em muitas formas de enfermidades que coincidem com as fases lunares, observadas também no desenvolvimento das plantas e nas marcadas influências nos fenômenos de gestação e concepção humanas.
A Lua nasceu, cresceu, envelheceu e morreu como qualquer mundo do espaço infinito. A Lua foi um planeta vivo no passado Grande Dia Cósmico, quando então teve abundante e rica vida mineral, vegetal, animal e humana. A Lua é a mãe da Terra e gira incessantemente em torno da sua filha como se fosse de fato um satélite.
A Lua, portanto, representa o papel principal e de maior importância, tanto na formação da própria Terra quanto no referente à povoação com seres humanos.
Sem dúvida, ao exalar seu último suspiro, a Mãe Lua transferiu para a sua filha (a Terra) todos os seus poderes vitais. Sob a superfície lunar, no subsolo da Lua, os arqueólogos poderão descobrir as ruínas de cidades que existiram no Mahavântara passado. Evidentemente, a Lua poderá ser utilizada como plataforma cósmica para futuras viagens a outros mundos habitados.
Qualquer Jivanmukta ou Mahatma poderá verificar, por si mesmo, as manifestações precedentes do mundo lunar. Em outros tempos, a Lua foi a morada dos selenitas e na sua superfície evoluíram e involuíram sete raças humanas.
De acordo com a sábia Lei de Recorrência, que se processa sempre em todos os mundos, a primeira raça humana selenita foi uma geração de gigantes. Fundamentados nessa Lei, podemos compreender, sem muita dificuldade, que as últimas famílias selenitas foram bastante pequenas em estatura, liliputianos.
É inquestionável o regresso involutivo daquela humanidade selenita até o estado germinal elementar e primitivo. O repouso dos germes elementares durante a Grande Pralaya é de fato um axioma da sabedoria antiga. A Lei do Eterno Retorno tornou possível o novo desenvolvimento dos germes elementares da vida.
A Lei de Recorrência repetiu todo o processo evolutivo e involutivo de tais germes lunares aqui em nosso planeta Terra (recordemos que nosso mundo é “filho de Selene”). Se tudo se repete, indubitavelmente a história da humanidade terrestre é uma repetição no tempo dos anais de Selene.
Em um futuro distante, a humanidade terrestre regressará ao estado germinal, elementar e primitivo e, então, a Terra será uma nova lua.
O esoterismo cristão fala dos sete Espíritos Criadores diante do trono do Cordeiro. Convém esclarecer bem essa questão e pôr de uma vez por todas as cartas na mesa.
Esses sete Cosmocratores são os mesmos Dhyan Chohans, que correspondem claramente aos Elohim hebreus. A ordem cósmica é a seguinte:
Gabriel, Regente da Lua. Rafael, Regente de Mercúrio. Uriel, Regente de Vênus. Miguel, Regente do Sol. Samael, Regente de Marte. Zacariel, Regente de Júpiter. Orifiel, Regente de Saturno.
Esses Dhyanis velam sucessivamente em cada uma das Rondas e Raças-Raízes de nossa Cadeia Planetária.
Cada um deles emana de si mesmo sua Alma Humana, isto é, seu bodhisatva, quando isso se faz necessário.
Qualquer um dos sete pode enviar seu bodhisatva para onde quiser.
Eu, pessoalmente, sou o bodhisatva de Samael, o Quinto dos Sete, e qualquer esoterista sabe que sou o que mais tem sofrido.
Meu Real Ser Íntimo é, em si mesmo, Osíris, Ísis e Hórus; Iod-Heve; o Coração do Céu do Popol Vuh maia; Adam-Kadmon, Brahma-Viraj etc. etc. etc.
Antes de seu desdobramento na Díade e na Tríade, meu Real Ser Íntimo é a Mônada pitagórica, o Uno-Único. É ele também o Aunad-Ad budista; o Ain-Soph, En-Soph ou Pneuma-Eikon caldeu etc.
No que se refere a mim, sou o bodhisatva do Senhor Íntimo. Não pretendo jamais me presumir de perfeito, mas meu dever é ensinar a Quinta Verdade, o Quinto Evangelho, o Quinto Veda. Não será necessário que chegue à quinta Ronda, como creem muitos, para que se possa dar meu ensinamento.
Aqui o tendes e todo aquele que escuta minha voz e a segue o compararei ao homem prudente que edificou sua casa sobre a rocha viva e vieram as chuvas e as tormentas e ela não caiu porque estava edificada sobre fundamento sólido.
Porém, no caso daquele que rechaça minha palavra, pode certamente ser comparado ao homem insensato que edificou sua casa sobre a areia e vieram rios e tormentas angustiosas e sua morada caiu no precipício com grande estrondo porque não tinha uma base sólida.
Jamais poderia negar que tenho estado com a humanidade desde a Aurora da Criação.
Meu Pai que está em segredo é perfeito, mas eu, que sou seu bodhisatva, não poderia ostentar perfeições de espécie alguma.
De nenhum modo pecaria por imodéstia ao afirmar enfaticamente que tenho sido testemunha do anoitecer e do amanhecer de vários Mahavântaras (Dias Cósmicos).
Meu dever é dar testemunho de tudo aquilo que tenho visto e ouvido. A humanidade necessita com urgência de uma legítima orientação.
Durante o Mahavântaras de Padma ou Lótus de Ouro, cumpri no mundo lunar missão muito semelhante à que estou cumprindo no planeta Terra.
Ensinei aos selenitas a Quinta Verdade e é óbvio que foi rechaçada por maioria de votos. Resultado: morte na cruz. É claro que todo aquele que se propõe a ser redentor morre crucificado.
Foram bem poucos os selenitas que aceitaram o Quinto Evangelho. Esses, depois de um árduo trabalho, se autorrealizaram profundamente e se converteram em anjos.
Está escrito no Grande Livro da Vida que no final do Apocalipse Lunar um novo grupo aceitou a Doutrina. A esses arrependidos foi-lhes dada outra morada planetária onde atualmente estão se autorrealizando.
Qualquer Mahatma pode verificar por si mesmo, com o Olho Aberto de Dagma, que aquelas multidões selenitas, que outrora haviam se pronunciado contra o Quinto Evangelho, vivem agora num mundo soterrado, convertidos em autênticos lucíferes.
No final da sétima Ronda da Cadeia Lunar as Chispas Virginais, Raios ou Centelhas Divinas, submergiram no Absoluto sem autorrealização nenhuma, salvo algumas poucas exceções, como o caso dos Homens Angélicos que aceitaram a Doutrina.
As Chipas Virginais, ao se submergirem na Luz Incriada do Espaço Abstrato Absoluto, abandonaram radicalmente suas ex-personalidades tenebrosas, as quais se precipitaram violentamente pelo caminho involutivo.
É óbvio que tais ex-personalidades sinistras ou luciféricas continuam involuindo, retrocedendo, descendo dentro dos mundos infernais, baixando lentamente pelos escalões animais, vegetais e minerais.
Somente a Segunda Morte pode libertar essas almas para que reiniciem a subida desde o reino mineral até O estado humano.
Pois é absolutamente falso assegurar que no final de um Mahavântara (Dia Cósmico) todos os seres vivos alcancem o estado de Paranishpana ou Perfeição Absoluta.
Yon-Grub, a perfeição radical, jamais será o resultado da mecânica evolutiva. Revolução da Consciência é outra coisa, porém isso não agrada a ninguém… tu o sabes.
Jesus, o Grande Cabir, disse: “Quem quiser vir depois de mim, negue a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”. Negar a si mesmo significa dissolver o Eu Pluralizado. Tomar a cruz – que de per si é cem por cento fálica – significa de fato realizar o cruzamento sexual, trabalhar na Forja Acesa de Vulcano com o evidente propósito de conquistar o Segundo Nascimento.
Seguir o Cristo Íntimo quer dizer Sacrifício, ou seja, estar disposto a dar até a última gota de sangue por toda a humanidade doente.
O final de um Mahavântara não inclui a autorrealização de todas as criaturas. Falando com o coração na mão, posso dizer-lhes que é muito difícil encontrar alguém autorrealizado.
Todos nós, bípedes humanos, somos mais ou menos demônios. Deixar de ser demônios, converter-se em algo diferente, distinto, é algo que corresponde aos Mistérios.
Nesse caso, por que se haveria de dar a alguém algo que ele não quisesse? Se as multidões estão satisfeitas assim como são, se não desejam ser diferentes, nenhuma mecânica evolutiva, nem mesmo o ocaso do Mahavântara poderia obrigá-las ser distintas.
A mudança radical, a autorrealização íntima, é o resultado de uma série de espantosos superesforços realizados dentro de nós mesmos, aqui e agora. Somente à base de terríveis autoesforços se consegue uma mudança radical, uma transformação definitiva.
Seria absurdo supor, sequer por um momento, uma mudança profunda, uma autêntica autorrealização Interior de forma involuntária e mecânica como pensam os fanáticos do Dogma da Evolução.
Enquanto um homem não consiga alcançar o estado de Anupadaka, é absolutamente impossível poder vivenciar a natureza do Paranirvana.
Até os dias da Escola de Yogacharya, a verdadeira natureza do Paranirvana era ensinada publicamente, porém, desde então, essa Doutrina foi guardada em segredo, uma vez que os homúnculos racionais não estão preparados para compreendê-la.
1. Conhecimento das dores e misérias deste mundo. 2. Conhecimento da fragilidade humana. 3. Conhecimento do desejo e do pecado. 4. Conhecimento da mente humana. 5. A Árvore do Conhecimento (os Mistérios do Sexo). 6. A Consciência humana. 7. A Árvore da Vida (o Ser).
São sete Avataras e sete Verdades, cada uma ensina uma verdade terrível. Jesus o Cristo não é avatara, é mais do que todos, é o Salvador do Mundo, chefe de todas as almas. Ele confirma os ensinamentos dos Avataras e os amplia. Ele virá no zênite de Aquário e confirmará os que Samael vos tem dado, e assim sucessivamente nas demais Raças. Então, o Reino de Deus terá se consumado como Ele o anunciou a seus servos, os profetas.
No Apocalipse, de São João, lemos o seguinte, acerca do Quinto dos Sete:
11 Vi, então, o céu aberto e aparecer um cavalo branco montado por alguém que se chamava Fiel e Verdadeiro; aquele que julga e combate com justiça. 12 Os seus olhos eram como labaredas e na cabeça tinha muitas coroas. E tinha um nome escrito nela que só ele sabia. 13A roupa que vestia tinha marcas de sangue; o seu nome é a Palavra de Deus. 14Os exércitos do céu, vestidos de linho fino, do mais branco e puro, seguiam-no em cavalos igualmente brancos. 15Na sua boca segurava uma espada afiada para com ela vencer as nações. Ele as governará com uma vara de ferro; será ele próprio quem há de pisar no lagar de Deus Todo-Poderoso o vinho da sua justa cólera contra o pecado. 16No manto que trazia, e abaixo da cintura, tinha escrito este título:
Rei dos Reis e Senhor dos Senhores
17Vi, então, um anjo que recebia a luz que vinha do Sol e que bradava em alta voz a todas as aves de rapina que cruzam os ares: “Venham! Juntem-se para comer aquilo que o grande Deus vos dá; 18 a carne dos que governam e a carne dos reis, generais e dos grandes guerreiros, a carne dos cavalos e dos que os montavam; enfim, a carne de todos, livres e escravos, grandes e pequenos”.
19Depois vi o monstro reunindo os governantes da Terra e os seus exércitos para lutarem contra aquele que está montado no cavalo e contra o seu exército. 20E o monstro foi feito prisioneiro e com ele o Falso Profeta; aquele que tinha podido fazer sinais na presença do monstro e com os quais enganava aqueles que tinham aceitado ser marcados com o sinal e adoravam a sua estátua. Ambos foram jogados vivos no lago de fogo que queima com enxofre ardente. 21E todos os soldados daqueles exércitos foram mortos com a espada afiada que estava na boca do que montava o cavalo, e todas as aves de rapina se fartaram com aquela carne humana.
No seu poderoso livro intitulado A Revolução de Belzebu, Samael explica as passagens, inscritas acima, do Apocalipse:
A Era de Aquário reina e a tempestade dos exclusivismos desatou-se com todo seu furor. Os partidos lutam contra os partidos, as religiões contra as religiões; as nações lançam-se à guerra e cada mão levanta-se contra cada mão. Todo caduco, todo velho, luta por viver enquanto o novo quer se impor. É a luta entre duas épocas, uma que agoniza e outra que nasce. Entramos no Milênio. A evolução humana fracassou. Quase todos os humanos que atualmente vivem na Terra já receberam a marca da Besta em suas frontes e são demônios. Dos milhões de almas que atualmente são almas-demônios, almas perversas, só um pequeno punhado delas salvar-se-á. O astral estava cheio de trilhões de demônios que lutavam terrivelmente para ganhar a Grande Batalha e estabelecer seu Governo Mundial, tal como figura nos PROTOCOLOS DE SIÃO. Javé e sua Loja Negra já estavam a ponto de triunfar totalmente sobre a Terra. Tudo marchava de acordo com seus planos. A tempestade estava em todo o seu apogeu. Acercava-se a Era de Aquário e não havia nem um raio de esperança nas trevas do ódio. A Segunda Guerra Mundial acabava de passar e milhões de almas desencarnadas nos distintos teatros da Guerra seguiam em nosso ambiente astral sedentas de sangue. Foi, então, quando a Venerável Loja Branca entregou em minhas mãos a Chave do Abismo e uma grande cadeia para que se cumprisse o versículo primeiro do capítulo 20 do Apocalipse, que diz: “E vi um Anjo descer do céu, que tinha a Chave do Abismo e uma grande corrente em sua mão.” E recebi ordem dos Senhores do Karma para encerrar Javé e todos os magos negros no Abismo. A tarefa era realmente esmagadora para mim, porém senti-me onipotente porque os Veneráveis Mestres, depois de submeter-me às terríveis Provas da Iniciação, entregaram−me a Espada da Justiça e o cavalo branco. Conferiram-me a mais alta honra para um ser humano, qual seja: A DE JULGAR E INICIAR A ERA DE AQUÁRIO. E foi posta uma cinta sobre a minha coxa, que em letra simbólica diz: “Rei dos Reis e Senhor dos Senhores”, para que se cumprisse a o Capítulo 19, vers. 16, do Apocalipse, que diz: “Em suas vestes e em sua coxa tem-se escrito este nome: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores”.
Sabemos que grandes mestres, Iniciados, e até formadores de opinião, como escritores, jornalistas, políticos e líderes sociais se iniciaram no mundo maçônico. A Maçonaria, imbuída de anelos libertários, trabalhou intensamente por rumos mais democráticos ao longo dos séculos. Desde a Idade Média até a Idade Moderna, maçons foram responsáveis por manter a chama da liberdade e dos direitos humanos, e foram os movimentos maçônicos que auxiliaram a Grande Fraternidade Branca (GFB) a estabelecer as sub-raças desta 5ª Raça-Raiz, chamada de Ariana ou Ária.
Simón Bolívar e outros grandes Libertadores das Américas foram Maçons
Tomemos alguns exemplos da influência da Maçonaria na política mundial: derrubada de monarquias na Europa; derrubada da Bastilha na França; independência de todos os países americanos, em destaque EUA (pelos maçons George Washington e Thomas Jefferson) e Brasil (Tiradentes, dom Pedro I, José Bonifácio e outros); independência dos países sul-americanos (pelos maçons San Martín, Sucre, Simón Bolívar, O’Higgins, Túpac Amaru) etc.
Inúmeros Mestres Maçons foram líderes eminentes, tanto do passado quanto atualmente
A Maçonaria tem cumprido, ao longo desses últimos séculos, um grande serviço para o bem da humanidade, e isso merece nossos aplausos, apesar de alguns tropeços quanto a não seguir certos desideratos da GFB. Nos séculos 19 e 20, esta Ordem teve em seu berço diversos mestres, reconhecidos por sua sabedoria e força interior, que entregaram ao mundo obras inestimáveis e ensinamentos profundos. Alguns exemplos desses grandes mestres espirituais: Eliphas Lévi, Leadbeater, Arnold Krumm-Heller, Jorge Adoum, e, o mais destacado de todos, dada a profundidade de sua literatura: Samael Aun Weor.
Jorge Adoum, grande Mestre Maçom e autêntico Mestre da Fraternidade Branca
Este grande líder, Victor Manuel Gómez Rodríguez (cujo nome eterno, esotérico, é Samael Aun Weor), fundador de diversas instituições, foi em sua juventude iniciado em uma ordem maçônica (REAA) na Colômbia, chegando a ser consagrado no grau de “mestre maçom”.
Depois, em suas viagens – juntamente com sua família – pela América Central (como Panamá, El Salvador, Honduras, Guatemala), acabou chegando, finalmente, ao México, residindo até seus últimos dias na capital.
Segundo historiadores gnósticos, a Maçonaria mexicana deu as boas-vindas a esse mestre maçom, dando acolhida não somente à sua família, mas recebendo em suas lojas a Samael Aun Weor como um autêntico Mestre.
Samael esteve trabalhando intensamente dentro da Maçonaria, tentando ensinar o aspecto iniciático, mágico e teúrgico da Obra Maçônica, esquecido já muito tempo, pois sabemos que a grande maioria de seus membros se concentrou unicamente em questões políticas, filantrópicas, sociais.
Samael Aun Weor, grande mestre maçom e autêntico Iluminado e membro da Grande Fraternidade Branca. Kalki Avatar da Era de Aquárius
Dentro das fileiras maçônicas, Samael Aun Weor tentou resgatar os princípios iniciáticos da Maçonaria original, assim como outro personagem misterioso também o tentou, porém sem muito sucesso, o Conde Cagliostro. Esse mestre, Cagliostro, foi discípulo do poderoso Conde de Saint-Germain, autêntico mestre da Santa Loja Branca.
A história de Cagliostro na Europa tem conexão íntima com a Maçonaria. Na França, esse mestre fundou a Ordem Maçônica de Rito Egípcio, onde se aceitavam mulheres (de preferência, eram aceitos homens e mulheres casados) em suas fileiras. O altar dessa ordem maçônica fundada pelo Grande Copta (Cagliostro) era triangular e tinha o nome de Shekinah. Ensinamentos secretos de tantrismo eram ensinados de lábios a ouvido pelo próprio Cagliostro a todos os membros dessa Ordem.
Segundo o Grande Copta, a Maçonaria em si tinha origens atlantes, e depois foi refinada no Antigo Egito, sendo posteriormente influenciada pela cabala rabínica e diversas tradições medievais europeias. Mas que a finalidade de Cagliostro, no campo místico, era resgatar as tradições egípcias da Maçonaria.
Infelizmente, os próprios maçons – além das circunstâncias políticas daquele momento, pré-queda da Bastilha e da realeza francesa – não compreenderam a grandiosidade da obra do Conde Cagliostro e esta foi praticamente destruída, não restando mais do que resquícios hoje em dia.
Grande Mestre Maçom e Ressurrecto. Conseguiu o Elixir da Longevidade
Repito: Samael Aun Weor tentou a todo custo resgatar o lado iniciático e mágico da Augusta Ordem, porém, com o passar do tempo, Ele percebeu que estavam ocorrendo divergências e conflitos, dado que muitos irmãos maçons aceitaram os ensinamentos de Samael e outros não, pois estes queriam que a Maçonaria continuasse a ser tão somente uma ordem de cunho social e político.
Samael na Ordem Maçônica do México
A Maçonaria é muito influente no México, mesmo nos dias atuais. A gigantesca maioria de seus presidentes, governadores e altas autoridade dos poderes constituídos é de maçons. O que poucos sabem é que um dos ritos mais proeminentes do Grande Oriente mexicano é o chamado Rito de Quetzalcóatl, que tenta resgatar as tradições espirituais dos antigos astecas, principal raiz do México moderno. É nas lojas maçônicas que praticam o Rito de Quetzalcóatl que Samael é recepcionado nesse país.
Anos depois, após sentir que cumpriu uma grande missão nas lojas quetzalcoatlianas, Samael se retira e se dedica à construção das instituições gnósticas conhecidas até hoje.
Portanto, exortamos os irmãos maçons a pesquisarem profundamente os ensinamentos, práticas esotéricas, rituais que Samael Aun Weor trouxe ao mundo e que resgatam todos os valores espirituais inerentes à alma humana. Devemos lembrar aos irmãos das diversas ordens maçônicas que todos os ensinamentos da Maçonaria possuem uma origem antiga, muitíssimo anterior à última “reforma maçônica” instituída na Inglaterra em 24 de junho de 1717.
Irmãos Maçons (Grande Oriente do México, Rito de Quetzalcóatl) deram todo apoio ao VM Samael Aun Weor em sua difusão dos ensinamentos sagrados
Temos outro grande mestre, o venerável mestre Jorge Elias Adoum (Mago Jefa), iniciado na Maçonaria equatoriana e depois brasileira, e autor de diversas obras que versam sobre arabismo, tantra, magia, autoconhecimento e iniciação maçônica. Alguns títulos que recomendamos: Adonai, O Povo das 1001 Noites e Coleção Esta É a Maçonaria, entre outros.
O dr. Adoum ensinava que a Maçonaria não é uma salada russa, como detratores divulgam contra a Ordem Sublime. Na realidade, a Maçonaria, assim como a Gnose moderna, bebeu de diversas fontes esotéricas, cujas origens remontam não só ao Egito, mas, quiçá, da Atlântida e mesmo da mítica Lemúria.
O mestre Adoum ainda explica em seus livros que a Maçonaria é tão antiga quanto as estrelas do céu. Cabe aos irmãos da augusta ordem resgatarem esse lado autenticamente iniciático, para que que eles possam conduzir a humanidade rumo a uma verdadeira Idade de Ouro.
O famoso ator mexicano Mario Moreno, o Cantinflas (2º a partir da esquerda) era maçom e grande simpatizante da Gnose e amigo de Samael Aun Weor
Samael Tece Comentários Sobre Alguns Aspectos da Maçonaria
Eu também sou um Mestre Maçom, oficialmente, digamos, reconhecido, ok? Porém, em nome da verdade, digo a vocês que eu não voltei mais a essas oficinas maçônicas.
Porque quando eu chegava a trabalhar, eles se dividiam… eles se dividiam, terminavam divididos em dois bandos, e, por último, as Lojas se acabavam, terminavam, tinham de ser fechadas.
Formavam-se grandes borrascas: alguns ficavam comigo e outros contra mim, e isso terminava dividido em dois bandos. Ou seja, a coisa ficava até perigosa. Conclusão: melhor não voltar. Ponto final e que aí morra.
É lamentável, pois, que os Irmãos Maçons não saibam mais de nada. Até a letra “G” está posta aí, da Gnosis. No triângulo está o “G” de Gnosis, significa Gnosis, porém, eles não sabem.
A Iniciação é magnífica, a Iniciação do grau de Mestre é formidável: metem-no em um ataúde simbólico, significando que para chegar a ser Mestre tem de morrer em si mesmo.
Aí o têm num ataúde de madeira, toda a Loja vestida de negro e tudo o mais… e logo o sacam de lá e a cerimônia… Bem, ocorre que, tudo isso é simbólico, diz tudo!
Porém, vejamos quem é que sabe disso tudo… Ninguém, ninguém… Nada! O que é que se fala em Loja? De política cansativa, aborrecedora, coisas que não têm nenhum valor… Não sabem nada. Eles não têm, digamos, o conhecimento das Iniciações.
As Saudações: Há saudações que pertencem a Tradições Esotéricas, e há outras que nem eles mesmos as entendem.
Eu, sobre Maçonaria, conheço tudo isso, e posso lhes dizer, em nome da Verdade, que eles já perderam a Tradição Esotérica.
A verdadeira Maçonaria foi a que existiu no Egito, a que existiu em Jerusalém… aí, sim, houve Maçonaria, a Maçonaria dos Grandes Mistérios…
Dentro das fileiras maçônicas, Samael fez amizade com homens poderosos e famosos, como José López Portillo (foto acima), ex-presidente do México e autor do livro Quetzalcóatl
A Iniciação Maçônica é, pois, muito boa, eu não digo que não, ela é formidável, não? Quando entra quem tem de entrar, pois recebe a Iniciação Maçônica.
Depois de tão tremenda Iniciação, então depois se aguarda algo grandioso, não é?
Uma Iniciação dessa grandiosidade, pois, é como para se pensar que o que se vai receber depois são puros grãos de ouro de pura Sabedoria.
E a pessoa então vê que depois de tão tremenda Iniciação, o único que recebe é… que se encontra com política local, coisas assim, com comunismo…
Ficha de Inscrição de Mario Moreno, Cantinflas, no Grau de Aprendiz, na Resp.’. Loja Chilam Balam, Gran Logia del Valle de México, em 1942
Samael e Sua Iniciação Maçônica no Antigo Egito
(Samael Aun Weor – Diálogos com um Discípulo) No velho Egito, existiu uma tremenda Sabedoria netuniano-amentina, que veio do continente da Atlântida. Eu tive corpo no Egito, corpo que ainda conservo. Se dissessem a mim: “Tu morreste no Egito”, eu diria: “No Egito eu nasci, mas no Egito não morri”, eu conservo meu corpo físico ainda.
De forma que conheço perfeitamente todos os Grandes Mistérios Egípcios. Quando cheguei ao Egito, ou seja, quando fui tomar corpo por lá, eu estava ainda… eu vinha de “capa caída”…
Eu estive reencarnado na terra sagrada dos faraós durante a dinastia do faraó Quéfren*. Conheci a fundo os antigos Mistérios do Egito secreto, e em verdade vos digo que jamais pude esquecê-los.
(*Nota do Editor: O faraó Quéfren, ou Khafra, era filho do faraó Quéops e quarto rei da IV dinastia. Reinou entre 2520 e 2494 a.C.)
Nestes precisos instantes vêm à minha memória acontecimentos maravilhosos. Uma tarde qualquer, não importa qual, caminhando lentamente pelas areias do deserto, sob os ardentes raios do sol tropical, atravessei como um sonâmbulo uma rua misteriosa de esfinges milenares, ante a mirada exótica de uma tribo nômade que, de suas tendas, me observavam.
À sombra veneranda de uma antiquíssima pirâmide, tive de me recostar em um momento para descansar e arrumar, com paciência, as correias de uma de minhas sandálias. Depois, diligente, busquei com ânsia a augusta entrada; anelava retornar ao Caminho Reto.
O Guardião, como sempre, estava no Umbral do Mistério. Impossível esquecer aquela figura hierática de rosto de bronze e salientes pômulos.
Esse homem era um colosso… Em sua destra empunhava com heroísmo a terrível espada, seu continente era todo formidável e não há dúvida de que usava com pleno direito o Mandil Maçônico.
Querendo voltar ao Caminho… Cheguei a uma rua de esfinges (por certo eu já falava dessa rua das esfinges, e faz pouco tempo que a descobriram). Esfinges brancas e negras, assim, formando uma avenida.
Na parte alta havia, assim, uma subida de areia, um montículo de areia, e por ali havia algumas tribos nômades. Passei diante dessas tribos, atravessei a avenida das esfinges milenares e cheguei ante a pirâmide de Quéfren.
À sombra dessa pirâmide… e ante a grande porta encontrei esse Guardião armado com a espada flamígera… e com seu mandil (essa, sim, era a Maçonaria Esotérica), um mandil Maçônico… Ele me diz:
– O que queres? – Eu sou Shu, o suplicante genuflexo que venho cego em busca da Luz!
– O que desejas, o que mais queres? – Luz!
Muito longo seria transcrever aqui, dentro do marco deste capítulo, todo o já consabido exame verbal.
Então, ele me agarrou assim, de uma braçada, e fez girar uma porta enorme de pedra que ressoou com a nota Dó. E assim, bruscamente, me jogou dentro, lá para dentro.
De uma forma que eu qualifico como violenta, foi-me despojado de todo objeto metálico e até das sandálias e da túnica. O mais interessante foi aquele instante em que aquele hercúleo homem me tomou pela mão para me jogar para dentro do Santuário…
Inolvidáveis foram aqueles instantes em que a pesada porta girou sobre seus gonzos de aço, produzindo esse Dó misterioso do velho Egito.
Ao entrar, encontrei-me sobre um quadrado de lousas brancas e negras. Então, já lá dentro, submeteram-me à Prova…
A Prova do Irmão Terrível, como hoje se passa na Maçonaria, é simbólica. Era mais terrível a Prova do Irmão Terrível* lá no Egito, porque Ele era invocado…
(*Nota do Editor: o termo Irmão Terrível é o mesmo Guardião do Umbral da tradição gnóstico-rosa-cruz.)
O que aconteceu depois, o encontro macabro com o Irmão Terrível, as Provas do Fogo, do Ar, da Água e da Terra, podem ser encontrados por qualquer Iluminado nas Memórias da Natureza.
Na Prova do Fogo tive de controlar a mim mesmo o melhor que pude, quando atravessei um salão em chamas; o piso estava cheio de vigas de aço acesas ao vermelho vivo: muito estreito era o passo entre aqueles tirantes de ferro ardente, havia apenas espaço para pôr os pés. Por aqueles tempos muitos aspirantes pereceram nesse esforço.
Ainda recordo com horror aquela argola encravada na rocha; ao fundo se via, tenebroso, o horripilante precipício. Sem embargo, saí vitorioso na Prova do Ar; ali onde outros pereceram, eu triunfei…
Já se passaram muitos séculos e ainda não pude esquecer, apesar da poeira de tantos anos, aqueles crocodilos sagrados do lago; se não fosse pelas conjurações mágicas, teria sido devorado pelos répteis, como sempre ocorreu a muitos aspirantes…
Inumeráveis desditados foram triturados e quebrantados pelas rochas na Prova da Terra, mas eu triunfei e vi com indiferença duas massas que ameaçavam minha existência, errando-se sobre mim como para me reduzir a poeira cósmica. Certamente, eu não sou mais do que um mísero verme do lodo da terra, porém saí vitorioso.
Assim, em verdade, foi como retornei ao Sendeiro da Revolução da Consciência, depois de ter sofrido muito.
Fui recebido no Colégio Iniciático, vestiram-me solenemente com a túnica de linho branco dos Sacerdotes de Ísis, e no peito me foi colocada a cruz Tau egípcia.
Um sopor de eternidade pesa sobre os antiquíssimos mistérios da Esfinge do deserto, e as almas do Amenti anelam uma nova manifestação netuniano-amentina.
Reflexos das Provas na Vida Cotidiana
Muitas vezes se crê encontrar uma dita em algum lar que forma, e tampouco se é feliz nesse lar: sofre, chora e é infeliz; ou nasce ou morre e tem de sofrer, e essa dita não a tem, e não a acha.
Incapaz ante a Lei do Destino, indefesos como estamos, ineptos para poder fazer algo que nos torne ditosos… Reconhecer tudo isso…
Sob essas circunstâncias, me parece que o melhor é trabalhar para “morrer” (isso é o básico), para deixar de “existir”, para destruir isso, essa miséria que carregamos dentro. Em Alquimia se diz: “Destruir o Mercúrio Seco, eliminar o Mercúrio Seco”.
Quanto a Graus, Iniciações, estas são coisas do Espírito, são coisas íntimas que o Ser vai passando, que o Ser vai vivendo, que o Ser… Então, não devemos cobiçar Iniciações, Graus… O que é básico para nós é eliminar a miséria interior que carregamos, isso sim é fundamental.
Se procedemos assim, inquestionavelmente virão as distintas Revalorizações do Ser, e é isso o que conta. Assim, pois, as distintas Revalorizações do Ser somente se conseguem à base de Trabalhos Conscientes e Sofrimentos Voluntários.
O que nos interessa é, precisamente, Morrer para Ser. São belas as Revalorizações do Ser! Mas não se poderia conseguir senão “morrendo em si mesmos”, aqui e agora. À medida que vamos eliminando a miséria interior que carregamos, nosso Ser vai passando por distintas Revalorizações, e isso é fundamental.
Não importa que nome deem a essas Revalorizações… que as chamem “Graus”, que as chamem “Iniciações”, isso não interessa; somente nos interessa saber que as Revalorizações do Ser são possíveis quando, de verdade, se dedica a eliminar a miséria interior que se carrega.
Assim, sim, é possível conseguirmos as Revalorizações verdadeiras do Ser.
Obviamente, se quisermos mudar, devemos nos tornar, de verdade, um “observador competente”, aprendermos a observarmos a nós mesmos. Porque se não se observa a si mesmo, qualquer possibilidade de mudança se torna impossível. Porém, se a pessoa se observa si mesmo, de momento em momento, vai descobrindo, naturalmente, seus próprios erros. Ou seja, vai se autodescobrindo. E em cada autodescoberta existe autorrevelação.
Assim, portanto, conseguir o autodescobrimento é básico para a autorrevelação. Quando o indivíduo se divide entre Observador e Observado, entre uma parte que observa e outra parte que é observada, vai bem: descobre qualquer erro em um momento dado.
Vejamos uma situação, digamos, de luxúria: se veio a excitação, já é suficiente como para que a pessoa observe a si mesma e se dê conta de que possui o Eu da Luxúria. Quanto à forma como se processa esse Eu dentro de nós, é questão de observação: como se manifesta no intelecto; de que forma se manifesta esse Eu da Luxúria no coração; qual é seu modo de expressão através dos Centros Motor, Instintivo e Sexual. Deve-se conhecer todos os seus modos, todos os seus manejos.
Uma vez conhecidos, pois deverá ser Julgado matematicamente. Muito mais tarde, se procederá à Eliminação. Para isso terá de apelar a um Poder superior à mente.
(Para descobrir e trabalhar com esse Poder Superior à Mente, os Irmãos Maçons precisarão pesquisar séria e profundamente os estudos gnósticos.)
Runa Not, Prática Mágica na Maçonaria Esotérica
(Samael Aun Weor – Tratado de MagiaRúnica) Vamos ensinar a Runa Not. Na Maçonaria, só se ensina esse símbolo aos Mestres, jamais para os Aprendizes.
Lembremo-nos do signo de socorro do Terceiro Grau, ou seja, do de Mestre. Colocam-se as mãos entrelaçadas sobre a cabeça à altura da fronte, com as palmas para fora, pronunciando ao mesmo tempo: “A mim, Filhos da Viúva!” Em hebraico: “Elai B’ne al Manah!”
A esse grito devem concorrer para socorrer ao Irmão em desgraça. Todos os maçons devem prestar-lhe sua proteção em todos os casos e circunstâncias da vida.
Na Maçonaria se pratica a Runa Not com a cabeça, e esta foi e será sempre um SOS, um signo de socorro.
Not, em si mesma, significa de fato “Perigo”, porém é óbvio que dentro da própria Runa está o poder de escapar inteligentemente.
Aqueles que transitarem pela Senda do Fio da Navalha são combatidos incessantemente pelos Tenebrosos, sofrem o indizível, porém, podem e devem se defender com a Runa Not.
Com a Runa Not podemos implorar auxílio, pedir a Anúbis e seus 42 Juízes do Karma para que aceitem negociações.
Não devemos nos queixar do Karma, este é negociável. Quem tiver “capital” de boas obras pode pagar sem necessidade de dor.
(Autor: Ali Onaissi, jornalista e escritor. Você tem algum questionamento acerca desse post? Escreva-nos. E-mail: [email protected]).