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Absoizomosa, ou a catástrofe dos transgênicos

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As grandes multinacionais produtoras de alimentos transgênicos (tais como a Monsanto, a Dupont e a Syngenta) defendem-se afirmando que variedades que elas distribuem por todo o mundo diminuem o uso de pesticidas, além do que os frutos, sementes e folhagens transgênicos serem mais abundantes, possibilitando a diminuição da fome no planeta, e também melhorarem a situação econômica dos pequenos e médios agricultores. Isso seria uma Falácia do Ego?

Qual a visão esotérica em geral e gnóstica em particular sobre o direito de o ser humano alterar a Natureza e sobre o tema dos alimentos transgênicos?

Os que defendem um controle rigorosíssimo da disseminação dos Organismos Geneticamente Modificados (MGO, em inglês), ressaltam algumas evidências que estão sendo estudadas seriamente. Vejamos alguns “poréns” quanto aos alimentos transgênicos: existe a possibilidade de esses alimentos diminuírem ou anularem o efeito de antibióticos no organismo humano (lembrando que em muitos deles são utilizados genes bacterianos); a de se perder o controle sobre os indivíduos vegetais originais e os transgênicos, podendo causar impactos inestimáveis em toda a biodiversidade, como adição de novos genótipos, eliminação de espécies, exposição de indivíduos a novas doenças, redução da diversidade genética e interrupção da reciclagem de nutrientes e energia.

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Também temos mais agravantes: ocorrências de alergias, intolerâncias alimentares e outros problemas fisiológicos (o jornal britânico The Independent divulgou que uma das multinacionais acima citadas havia realizado pesquisa que apontava que ratos alimentados com uma dieta rica em milho geneticamente modificado desenvolveram rins menores e alterações em seu sangue); eliminação ou afastamento de polinizadores (abelhas, vespas, besouros, morcegos, beija-flores etc.); e a possível monopolização da agricultura nas mãos de grandes empresas, prejudicando a agricultura familiar.

E no aspecto esotérico, o que se pode contribuir para os acalorados debates em âmbito mundial, que estão ocorrendo atualmente? Vejamos o que nos ensina o VM Samael Aun Weor, líder das instituições gnósticas modernas:

O animal intelectual chamado homem está acabando com tudo, destruindo a formosa morada planetária em que vivemos. A espécie humana ignora que tudo o que existe tem um motivo de ser. Os animais intelectuais não querem compreender que tudo é vibração, energia, ondulação. A vida existe por vibração, sustenta-se por vibração e deixa de existir por qualquer desequilíbrio oscilatório.

Milhões de raios cósmicos descem à Terra do espaço cósmico infinito e são captados por milhões de antenas que vivem sobre a superfície do planeta. Cada planta segundo sua espécie e cada árvore segundo sua família captam, assimilam e recolhem determinados tipos de energia cósmica que logo transformam inconscientemente e transmitem às camadas interiores do organismo planetário em que vivemos. Certos animais captam um tipo especial de energia cósmica; e outros animais, outros tipos de energia.

Não há criatura animal que não tenha um papel importante no campo da economia energética do organismo terrestre. Todo animal é uma pequena máquina transformadora de energias. Dessa lei nem o animal intelectual pode ser excluído. Ele recolhe certo tipo de formas que logo transforma e inconscientemente transmite às primeiras capas terrestres.

O Princípio Gaia

A Terra é um organismo vivo. Necessita de todas e de cada uma de suas criaturas para poder viver no concerto dos mundos. Há famílias vegetais e animais que transformam energia do planeta Terra e para o planeta Terra. Há famílias vegetais e animais que transformam energias solares necessárias para a vida do organismo planetário. Há famílias vegetais e animais que transformam energias do Cosmo infinito e que depois as adaptam às necessidades da Terra…

Os cientistas modernos com suas sabichonices estão acabando com os frutos que a Grande Natureza nos deu para a alimentação. Hoje em dia está na moda o enxerto vegetal. Os cientistas norte-americanos com suas sabichonices fizeram das frutas uma verdadeira festa para os olhos.

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Qualquer um se assombra ao ver o tamanho das laranjas, limas, uvas, maçãs etc. da Califórnia. Um dito popular diz que “nem tudo que brilha é ouro”. Esse dito é muito sábio. Essas frutas são produto dos enxertos vegetais. Essas frutas, com toda a sua beleza deslumbrante, praticamente já não contêm nada do disposto pela Mãe Natureza para a existência normal dos seres.

Os cientistas modernos estão muito longe de suspeitar sequer que quando qualquer planta é enxertada já não pode captar o tipo especial de ondas vibratórias do Cosmo, fundamentais e necessárias para a vida. Então, logicamente, produz-se uma adulteração no Fundo Vital do fruto. Os sabichões naturalmente não creem nessas coisas; nem as conhecem nem suspeitam delas. Eles só veem nos frutos as teorias que têm socadas nas suas cabeças; as substâncias químicas que estudaram no laboratório. Eles não são capazes de ver o fruto em si mesmo, de ver isso que Kant chama “a coisa em si”.

Os veneráveis sábios dos tempos antigos sabiam ver “a coisa em si”, o fruto em si mesmo. Eles conheceram os resultados desses famosos enxertos. Quando uma árvore ou uma planta qualquer é enxertada, alcança um estado definido pela ciência dos velhos Hierofantes com o exótico e estranho nome de Absoizomosa. Nesse estado, definido por essa misteriosa e arcaica palavra, a planta ou árvore absorve do ambiente certas substâncias cósmicas que não alimentam e que só servem realmente para recobrir a presença subjetiva, automaticamente autorreprodutora.

A parte interna das latas e os plásticos contendo alimentos possui uma substância chamada BISFENOL-A. Está relacionada com problemas de saúde, como doenças cardíacas, câncer, diabetes, problemas reprodutivos, obesidade e problemas cognitivos e comportamentais

Quando a árvore se encontra no estado de pureza original, é claro que atrai do Protocosmo as substâncias vitais necessárias para a alimentação dos seres, porém, quando o seu estado original é adulterado, a árvore perde essa capacidade fundamental. As frutas que são filhas do adultério resultam de bonita aparência, porém, inúteis à alimentação da raça humana.

O mais asqueroso de tudo isso, além do adultério vegetal, são as famosas conservas de frutas encerradas hermeticamente em altas que exsudam veneno. Os norte-americanos querem conservar as comidas em latas hermeticamente fechadas. O resultado do consumo absurdo de comidas enlatadas é a famosa poliomielite. O mais grave é que os gringos estão levando sua poliomielite a todos os países que visitam.

Os supercivilizados cientistas modernos creem que isso da conservação de produtos comestíveis em latas hermeticamente fechadas seja coisa de hoje, dos tempos atuais, porém, equivocam-se lamentavelmente. Essa classe de ensaio já foi feita nos tempos antigos, e foi abandonada porque se comprovou serem perigosos e nocivos para a saúde.

Houve um arcaico país no continente asiático desconhecido pela nossa história. O nome desse país era Maralpleicie. Seus habitantes mantinham uma rivalidade com outro país contemporâneo seu, chamado Tikliamish.

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Os comerciantes de Maralpleicie encerravam conservas de frutas no que então se conhecia como vasilhas “sikha renenianos”. Semelhante tipo de vasilha se preparava com madrepérola finamente polida, gemas de ovo de galinha e uma cola obtida de um peixe chamado “esturios choozna”. Aquelas vasilhas pareciam belíssimos jarros de vidro não polidos e adornados com exóticas formas orientais de maravilhoso colorido e grande beleza. Os velhos sábios chegaram então a compreender, depois de severas análises, que há belezas malignas. Seus estudos científicos permitiram verificar como os alimentos ali envasados tornavam-se venenosos para o organismo.

As múltiplas provas de laboratório levaram os sábios à conclusão lógica de que os alimentos encerrados em vasilhas hermeticamente fechada se tornam tóxicos. Os velhos sábios daquele antigo país descobriram, entre outras coisas ruins, que os infelizes consumidores chegavam a perder isso que se chama “vergonha orgânica”.

Então, os governos atuaram com mais juízo do que aquele com o qual se envaidecem os governos modernos desta época tenebrosa em que vivemos. Simplesmente, os governos proibiram radicalmente o uso de alimentos em vasilhas hermeticamente fechadas.

As vasilhas dos tempos modernos são piores que as da Antiguidade. Os alimentos enlatados trouxeram grandes enfermidades à espécie humana. Os elementos ativos e venenosos do estanho e de outros metais, contidos nas vasilhas hermeticamente fechadas, não podem escapar, não podem volatilizar, vindo a combinar com os alimentos enlatados devido a isso que se chama “parentesco de classe pelo número de vibrações”.

Estamos na época da eletrônica e do estudo do átomo. Por isso, devemos aprender a pensar em termos de vibração e de átomos.

Quando as frutas dessas conservas, contidas nessas vasilhas venenosas, entram em nosso organismo, é claro que o danificam, que o adoecem.

Os enxertos vegetais e as famosas conservas de frutas enlatadas estão causando grande mal à raça humana.

E que diremos das sardinhas enlatadas? Esta pobre raça humana anda pelo caminho da completa degeneração. Os governos precisam estudar esse grave problema das vasilhas de lata e proibir os enxertos vegetais. Temos de lutar pela saúde dos povos.

Absurdo adulterar os frutos da terra!

Nas frutas não há apenas os elementos químicos estudados pelos cientistas. Recordemos que estamos na era do átomo e da eletrônica. Recordemos que estamos na época do estudo das vibrações e da radioatividade. Há princípios vitais radioativos nas frutas que são totalmente fundamentais para a saúde dos seres.

É um crime contra o povo adulterar esses princípios vitais!

(Samael Aun Weor, Transformação Social da Humanidade)

Os sabichões danificam os frutos da terra com seus enxertos absurdos, infectam as crianças com suas vacinas de tuberculosa, poliomielite, tifo etc. Tudo sabem os sabichões e nada sabem. Causam dano em tudo que foi criado e ainda se presumem de sapientes. A mente cria problemas que não é capaz de resolver. Esta é uma brincadeira de mau gosto…

Fazem enxertos… a um ramo lhe enxertam outro de um vegetal específico – dizem que é para melhorar o fruto. Os sabichões querem corrigir a Natureza. O que estão fazendo são despropósitos. Os enxertos não têm a mesma força natural viva do Megalocosmo. Os frutos adulterados, quando ingeridos, vêm prejudicar o corpo humano do ponto de vista energético.

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No entanto, os sabichões estão satisfeitos com os seus experimentos. Não entendem que cada árvore capta energia, transforma-a e retransmite-a aos frutos. Ao alteraram a árvore, alteram as energias do Megalocosmo, e aqueles frutos já não serão mais os mesmos. Eles serão o resultado de um adultério que irá prejudicar o corpo humano do ponto de vista energético.

Porém, os cientistas materialistas pensam que sabem, quando na realidade e de verdade não sabem. Não só ignoram, como ainda ignoram que ignoram, o que é bem pior.

Fazem inseminações artificiais… extraem de um organismo as células vivificantes, os famoso zoosperma… e só por isso julgam que estão criando vida. Esses sabichões não se dão conta de que só estão utilizando o que a Natureza já fez…

(Samael Aun Weor, A Revolução da Dialética)

O equilíbrio pela respiração

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Uma técnica que harmoniza os doshas e regula a distribuição de energia cósmica pelo organismo.

Pranayama é uma palavra de origem sânscrita: prana significa “energia” e yama “ação, atividade, movimento”. Existem muitas diferentes técnicas de aplicação, cada uma direcionada a um objetivo terapêutico ou espiritual: no Yoga, por exemplo, o Pranayama é usado para obter um estado de concentração e harmonia, no Ayurveda, sua prática regula a distribuição vital, como base da harmonia entre os doshas.

A palavra prana refere-se a toda forma de energia invisível que alenta a vida. No ser humano, o prana penetra por várias vias; há o prana do ar, o da água, o dos alimentos vivos (sementes, frutas etc.), da luz, do Sol, do solo. Embora, em termos gerais, a Ayurveda classifica 5 tipos de prana, cada um deles governa áreas ou órgãos do corpo. Em síntese, o prana é apenas um, o prana aéreo, ou Vayu, a principal fonte direta de energia cósmica para os seres vivos que respiram o ar.

Segundo os profundos ensinamentos do VM Samael Aun Weor, em ultérrima instância, o Prana é uma partícula divina que nasce do Cristo Cósmico, portanto, o Prana é uma substância que nasce diretamente do Cristo Sol e é uma potência que alimenta todos os planetas do Sistema Solar e seus seres vivos.

Captado pelas vias respiratórias, é imediatamente distribuído pelo organismo, sua carência ou má distribuição possibilita o surgimento de doenças a partir da desarmonia entre os doshas, que absorvem “vorazmente” prana. Uma vez que o prana aéreo esteja em condições de equilíbrio quantitativo e qualitativo, todos os outros pranas também tendem ao equilíbrio, o mesmo ocorre em relação aos três doshas.

A Técnica do Pranayama

Para regularizar o equilíbrio da respiração, siga os passos deste exercício simples, que dura apenas alguns minutos.

  1. Escolha um local calmo e sem ruídos, de preferência isolado das outras pessoas.
  2. O horário ideal é ao amanhecer, quando o ar está mais carregado de prana. Mas você pode fazer o exercício pela manhã, logo ao acordar. Claro que se você fizer o pranayama em algum lugar carregado de energias, muitíssimo melhor. Pode ser na praia, no campo, na montanha.
  3. Sente-se confortavelmente com as costas eretas e os pés apoiados no chão. Feche os olhos e procure relaxar, deixando a mente tranquila.
  4. Inicie o exercício comprimindo suavemente a narina direita com o polegar exalando pela narina esquerda. Inale suavemente pela narina esquerda, enchendo os pulmões de ar; feche a narina esquerda com os dedo indicador, exalando leve e lentamente pela narina direita, repetindo o processo de alterar as narinas durante cinco minutos. Depois, recoste-se e permaneça de olhos fechados por dois ou três minutos. Medite, faça um exercício de Visualização Criativa para a autocura, ore a Deus e à Mãe Divina, ou simplesmente esvazie a mente, sem nenhuma intenção.

Lembre-se de iniciar o exercício exalando e terminar inalando, de modo suave e natural. Com um pouco de prática, cada pessoa encontra logo a cadência e o ritmo mais adequados. Realizado diariamente, o exercício de respiração polarizada (ou Pranayama Egípcio, como é conhecido entre os estudantes gnósticos, por ter sido muito utilizado pelos hierofantes egípcios e seus discípulos) traz uma sensação de equilíbrio, serenidade e bem-estar, que tende a crescer à medida que se aperfeiçoa o método com a prática constante.

Lembre-se: sem prática, não se chega a lugar nenhum. A Sabedoria Gnóstica sem uma devida e equilibrada vivência, é perda de tempo. Só enche nosso intelecto, mas não nossa consciência. O venerável mestre Samael Aun Weor afirmava que o Buscador da Luz deve ter uma Intelecção Iluminada, ou seja, um correto equilíbrio entre intelecto e intuição.

Os Cinco Tipos de Prana

  • Prana – Concentra-se no cérebro e move-se para baixo governando a respiração. Está ligado à inteligência, à sensibilidade, às funções motoras principais. Penetra no corpo sutil pelo chacra da coroa, situado no alto da cabeça, e pela inspiração do ar passando pelas narinas. É o principal tipo de energia cósmica.
  • Vyana – Concentra-se no coração. Age no corpo inteiro governando o sistema circulatório, as articulações e os músculos. É captado do ar inspirado nos pulmões e da energia dos alimentos.
  • Samana – Concentra-se no intestino delgado, governa o aparelho digestivo e é captado principalmente pela energia vital doa alimentos vivos (sementes, frutas etc.).
  • Udhana – Concentra-se na região da garganta e governa a fala, o teor da voz, a força vital, a força de vontade, o esforço, a memória e a exalação do ar. É captado sobretudo da energia que advém do chacra da garganta.
  • Apana – Concentra-se no baixo ventre, governa a evacuação e a micção, a potência sexual, o fluxo menstrual e o processo de parto. É captado pelo chacra localizado na base da coluna e pelo dos órgãos genitais (chacra prostático/uterino).

Os Três Canais de Energia

O pranayama é uma técnica para equilibrar a energia vital, a qual, ao penetrar no organismo, polariza-se um aspecto negativo e outro positivo (o Yin e Yang da medicina chinesa). Entrando pelas narinas, o prana polarizado percorre inicialmente os canais principais de energia localizados ao longo da coluna vertebral.

Esses canais, também, são polares e segundo a ayurveda recebem o nome de Ida, Pingala e Sushumna, este canal central é o mais importante dos três. Ida, ou canal lunar (negativo), inicia-se na narina esquerda e desce serpenteando ao longo da coluna vertebral em volta de Sushumna, o canal central, até finalizar no testículo direito. Píngala, ou canal solar (positivo), inicia-se na narina direita e acompanha simetricamente a Ida. Píngala vem terminar no testículo esquerdo. Cada um desses canais semietéricos e semifísicos carrega energias prânicas que se polarizam a partir das narinas.

Importante observação: essas polaridades comentadas acima referem-se a uma pessoa do sexo masculino. No caso das mulheres, a polaridade inverte-se na relação entre as narinas e os canais de energia: Ida, lunar, inicia-se na narina direita e termina no ovário esquerdo, e Píngala, solar, na narina esquerda, terminando no ovário direito.

Percebe-se, por uma análise mais profunda sobre o acima citado que há uma íntima relação entre Respiração, Prana e Pensamento. Portanto, uma das conclusões a que chega o estudante gnóstico é que o exercício do Pranayama devidamente realizado interfere nos chacras dos testículos e dos ovários.

Essa interferência gera um choque vibratório, fazendo com que a energia sexual seja transferida à velocidade da luz até o cérebro, e do cérebro distribuindo-se para todo o organismo, vitalizando-o e curando-o poderosamente.

Isso é o que podemos chamar de sexualizar o corpo físico, ou seja, transfere-se a energia sexual, altamente implosiva, para todas as células do organismo, rejuvenescendo-o.

Juntos, os três canais criam uma imagem que se assemelha a duas serpentes harmoniosamente enroscadas numa haste; dessa figura originou-se o tradicional Caduceu de Mercúrio, que simboliza a Medicina Universal.

Este é também, na verdade, o antigo símbolo da medicina tibetana, cujos procedimentos visam a restauração da saúde por meio de reequilíbrio das energias prânicas nos três canais principais do organismo.

Para a antiga medicina tibetana, não apenas as doenças físicas, mas inclusive as de caráter psíquico ou mental, são provocadas por alterações energética nesses canais. A partir deles, toda a energia vital é distribuída para o organismo e é através deles, ainda, que os centros de energia, ou chacras, se comunicam. Assim, todas as energias emocional e mental não somente são influenciáveis pelos três canais, como também – e principalmente – os influencia.

Autoconhecimento, uma Condição para a Saúde

Os recursos oferecidos pela Medicina Oriental (na verdade, esotérica) devem ser utilizados segundo orientação de uma sabedoria especializada, como a gnóstica. Alguns, porém, podem ser aplicados de modo mais livre, embora seja necessário que você conheça o tipo de sua constituição e possa adotar aquilo que lhe for mais adequado. É fundamental, portanto, procurar se conhecer para, finalmente, obter um equilíbrio que permita a seu organismo fazer instintiva e naturalmente as escolhas certas.

 

Os 12 Teoremas

Os 12 Teoremas são um complemento das Sete Leis e podem nos ajudar a entender melhor a polaridade universal.

  1. Yin e Yang são dois polos da pura expansão infinita; eles se apresentam quando a pura expansão atinge o ponto geométrico da bifurcação.
  2. Yin e Yang surgem da continuamente pura expansão infinita.
  3. Yin é centrífugo; Yang é centrípeto; Yin e Yang produzem energia.
  4. Yin gera Yang, Yang gera Yin.
  5. A força de atração ou de repulsão entre as coisas é proporcional à diferença entre os seus componentes Yin e Yang.
  6. O excesso de Yin gera Yang e o excesso de Yang gera Yin.
  7. Todo fenômeno é produzido pela combinação entre Yin e Yang em várias proporções.
  8. Todos os fenômenos são efêmeros devido às constantes alterações das agregações dos componentes Yin e Yang.
  9. Nada é exclusivamente Yin ou Yang; tudo tem polaridade.
  10. Não existe nada neutro; Yin ou Yang estão em evidência em qualquer situação.
  11. Grande Yin atrai o pequeno Yang; Grande Yang atrai Pequeno Yin.
  12. Todas as concreções (solidificações) físicas são Yang no centro e Yin na periferia.

O simbolismo da árvore de Natal

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Como montar uma árvore de Natal? E como decorar e enfeitar a árvore de Natal? Vamos explicar a simbologia maravilhosa associada ao nascimento do Cristo no coração de cada um de nós.

O Simbolismo Esotérico do Natal

O Simbolismo da Árvore de Natal

A Magia Prática do Natal

O Pai-Nosso Esotérico – Pai-Nosso em Hebraico

A Árvore de Natal, conhecida em algumas regiões da Europa como “Árvore de Cristo”, desempenha papel importante na data comemorativa do Nascimento de Nosso Senhor.

Os relatos mais antigos que se conhecem acerca da Árvore de Natal datam de meados do século 17, e são provenientes da Alsácia, encantadora província francesa.

Descrições de florescimentos de árvores no dia do nascimento de Nosso Senhor o Cristo levaram os cristãos da antiga Europa a ornamentar suas casas com pinheiros no dia do Natal, única árvore que nas imensidões da neve permanece verde (graças a um anticongelante poderoso contido em sua seiva).

A Árvore de Natal é um símbolo natalino que representa agradecimento pela vinda do Menino Jesus.

O costume de preparar esse belo complemento do presépio foi passando de vizinhança em vizinhança, alcançando hoje até países onde a neve é um fenômeno desconhecido.

Qual é mesmo a origem esotérica da Árvore de Natal? Agora ela se tornou popular, mas sua real origem é popular ou hierática? Criada para abrigar toda uma simbologia esotérica, espiritual?

Para os gnósticos, a Árvore de Natal tem profunda concordância com as tradições Alquímicas, Cabalísticas e Cósmicas de todas as tradições. Todos os presentes, os enfeites, as cores etc. têm um significado profundo e altamente simbólico.

Portanto, ao se montar a Árvore de Natal, lembre-se de compô-la de acordo com a tradição, criando-a para carregar o ambiente onde ela está com vibrações bastante positivas. Em seguida, algumas dicas para se montar uma Árvore de Natal Gnóstica.

O que Representa a Árvore: A Árvore de Natal representa o Diagrama Cabalístico da Vida, chamado de Árvore Cabalística ou Árvore Sefirótica. Nesse Diagrama está representada toda a vida e todas as dez dimensões do Universo. Esta Árvore possui dez galhos, que vão desde Kether (o Pai todo perfeito) até Malkuth (o mundo físico).

Árvore Cabalística

Tipo de Árvore: Se possível, que seja um pinheirinho, já que esta árvore representa a energia luminosa da Era de Aquárius. O pinheiro é, na verdade, o símbolo da Era Aquariana. Mas podem ser plantas especiais e mágicas, como a romãzeira, o cipreste, o zimbro etc.

Localização da Árvore: Sugere-se colocar a árvore de Natal ao centro da sala ou no leste, onde o Sol nasce. É apenas uma sugestão, pois caso não haja essa possibilidade, qualquer local será apropriado para isso.

Como Enfeitar a Árvore: Sempre de cima para baixo, respeitando as forças descendentes do Espírito Divino que vêm para nos abençoar aqui no plano físico.

No Topo da Árvore: Fixe uma estrela dourada, esta representa nossa Estrela Interior que anseia nos guiar na peregrinação da vida, é o nosso Espírito Divino que precisa nascer em nossa Consciência (o topo de nossa Alma é a Consciência). Porém NUNCA ponha a estrela de ponta cabeça, se esta for de cinco pontas.

Os Enfeites: Os enfeites alegorizam virtudes, poderes e forças espirituais que devem triunfar dentro de nós, e também dentro da casa onde está a Árvore. Vejamos os principais enfeites-símbolos:

1. Os 3 Sininhos: Simbolizam a Santíssima Trindade, as três Forças Primárias do Cosmos;

2. Os 7 Anjinhos: Representam os 7 Espíritos Angélicos Santificados (Arcanjos Planetários), que estão diante de Deus intercedendo por todos nós;

3. As 12 Bolas: Podem ser mais, obviamente, porém as maiores devem ser ao todo 12, e este número representa as 12 Leis Crísticas, os 12 Salvadores e os 12 Cavaleiros da Távola Redonda, os 12 Apóstolos, que nos protegem de todo o mal para algum dia encontrarmos as 12 Verdades de Cristo;

4. As 7 Bengalinhas: Simbolizam as 7 Kundalinis que devemos trabalhar para encarnar nossos Poderes que Divinizam;

5. Os Enfeites: Ao pé da Árvore, representam todas as virtudes que queremos alcançar em nossa vida espiritual; podem ser pequenas caixinhas, elas representam essas virtudes e podem ser de cores variadas.

A Vela Quadrada de Cor Amarela: (ou de outro formato harmonioso que você desejar, como o de um Ovo, um Coração etc.) A cor amarela, das três cores primárias, representa o Cristo, assim como o azul é a cor do Pai e o Vermelho é a do Espírito Santo/Mãe Divina. Deve ser posta na base da Árvore ou próxima a ela (porém, obviamente, com segurança).

E durante toda a semana de Natal, acendê-la para que toda a árvore natalina se transforme num carregador de energia astral altamente positivo.

Recomenda-se que uma mulher (caso seja possível, grávida) acenda essa vela.

Recipiente com Água: Deve ser posto do lado da vela acesa, pode ser uma garrafa, uma pequena jarra com água (obviamente coberta, para não cair nenhuma impureza). Representa que devemos nos purificar com Água e com Fogo para iniciarmos verdadeiramente a construção de nossa Árvore Natalícia Interna!
E na noite de Natal, dê essa água de beber a todos os membros da família e convidados, ou a distribua aos enfermos; ou então, molhe as plantas de sua casa, pedindo aos elementais da Natureza proteção, harmonia e prosperidade a todos os que moram nesse lar…

Que a Luz do Cristo Cósmico ilumine sua casa com essa maravilhosa representação esotérica que é a Árvore Natalina!

Lembre-se: essas são somente algumas sugestões de objetos simbólicos para sua árvore de Natal. Você também pode usar outros símbolos sagrados de seu conhecimento, desde que colocados ali com muita reverência, sempre lembrando do Aniversariante.

A data sugerida para se montar a Árvore Gnóstica de Natal é 1º de dezembro. E sua retirada, no Dia de Reis, 6 de janeiro.

Perguntas? Entre em contato conosco pelo e-mail: [email protected]

De nada adianta o Cristo nascer mil vezes em Belém, se Ele não nasce no coração do homem também. (VM Samael Aun Weor)
De nada adianta o Cristo nascer mil vezes em Belém, se Ele não nasce no coração do homem também. (VM Samael Aun Weor)

Como resolver problemas

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É necessário aprender a não criar problemas na vida; melhor é sair para o campo, levar uma vida que esteja em harmonia com o Infinito.

Os PROBLEMAS não são mais que FORMAS MENTAIS, formas criadas pela mente. O que é um problema? Uma forma mental com dois polos, um positivo e outro negativo. Essas formas são sustentadas pela mente, e deixam de existir quando a mente deixa de sustentá-las.

E o que é que devemos fazer? Resolver problemas? Não é isto o necessário. Então o que é? O que se necessita é dissolvê-los. Como se dissolvem? Simplesmente esquecendo-os…

Quando uma pessoa está com alguma preocupação, que saia um pouco ao campo e procure colocar-se em harmonia com todas as coisas, com tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será.

como-resolver-problemas-gnosisonline2Esquecer problemas é básico. Vocês poderão pensar que é impossível esquecer problemas, mas é possível. Quando alguém quer esquecê-los, a única coisa que tem a fazer é pôr para trabalhar qualquer outro centro da máquina orgânica.

Recordem que o ser humano possui três cérebros: o intelectual, o emocional e o motor-instintivo-sexual.

Se vocês têm problemas, repito, é preciso dissolvê-los, esquecendo-os. O importante não é resolvê-los, mas sim dissolvê-los, e para isso é preciso esquecê-los.

Como proceder? Colocando para trabalhar o Centro Emocional, o Centro Motor. Isso é o interessante, porque então o Centro Intelectual descansa, e assim esquecemos o problema.

Não sofra desnecessariamente, esqueça o problema que ele desaparecerá. Você gosta de pintura? Pois ir a uma exposição não seria mau para ajudá-lo a esquecer o problema; ou tome um café ou um bom chá e vá a uma piscina nadar, ou suba uma montanha e ria um pouco; rir o faz sentir-se bem e faz com que você esqueça o problema.

Poderiam argumentar que assim não se pode resolver problemas, como, por exemplo, o pagamento de uma promissória ou evitar que nos tirem da casa por não pagar o aluguel, ou o pagamento de uma dívida etc.

Contudo, estes são fatos, e os fatos caminham por si mesmos, mas o problema é uma coisa diferente. O problema é algo criado pela mente; quando a pessoa o dissolve, o problema deixa de existir para ela.

Não quero com isso dizer que não devamos fazer alguma coisa, que não se deva trabalhar, que não seja necessário conseguir dinheiro para a subsistência ou para pagar as dívidas etc. Tudo isso é necessário fazer, mas sem criar problemas na mente.

As pessoas têm medo de esquecer um problema, e isto é muito grave. Pensam: “Se não pago o aluguel da casa, me despejam e terei de sair dela, e… para onde vou?” Aí está o medo. Primeiro de tudo, temos de aprender a NÃO TER MEDO, isto é o mais importante, NÃO TEMER.

O medo é nosso pior inimigo. O demônio do medo não gosta que resolvamos problemas. Você tem medo de ser jogado na rua por não ter dinheiro para pagar?

E se tiver de ser assim, que acontecerá? Você sabe, por acaso, que novas portas se abrirão? A intuição sabe, e é por isso que o intuitivo não tem medo. A intuição dissolve problemas.

Tem medo de perder o emprego? E se o perde, que acontecerá? Você sabe, por acaso, qual novo trabalho encontrará? A intuição sabe, e por isso o intuitivo não teme.

Quando se acaba o medo, a vida nos reserva muitas surpresas agradáveis. Às vezes, o que parecia insolúvel se torna solúvel; o que parecia um problema muito difícil torna-se mais fácil que beber um copo de água. De modo que a preocupação fica sobrando, não é verdade?

Quando termina a sucessão de pensamentos, nasce a intuição e termina o medo. A intuição dissolve os problemas, por difíceis que sejam.

Em qualquer instante, a voz do coração, uma intuição e pronto, foi resolvido o problema. Talvez a solução não fosse aquela que queríamos, mas o certo é que o problema se resolveu, ou melhor, se dissolveu.

Necessitamos compreender que A PREOCUPAÇÃO ESTRAGA A MENTE, a preocupação é criada pela mente engarrafada no problema. É claro que o problema (com seus dois pólos, positivo e negativo) não é mais que uma forma mental, provoca o conflito interno e então vem a preocupação, que estraga a mente e o cérebro também.

O problema foi criado pela mente, e existe enquanto a mente o sustenta. Toda forma mental tem três fases: surgimento, subsistência e dissipação.

Todo problema surge, subsiste e logo se dissipa. O problema surge porque a mente o cria, subsiste enquanto a mente não o esquece e se dissipa ou se dissolve quando a mente o esquece.

Quando o pensamento cessa, nasce em nós a beatitude e depois, a iluminação. Antes de chegar à iluminação, devemos passar pela beatitude. São três as fases da transformação: não pensamento, beatitude e iluminação. Todo iluminado resolve os mais difíceis problemas.como-resolver-problemas-gnosisonline

Aprendam a manejar os Três Cérebros (intelectual, emocional e motor) e verão como mudam. Se existe preocupação emocional, mudem de centro, ponham para trabalhar o cérebro instintivo-motor; saiam para um passeio, montem a cavalo…

Façam alguma coisa diferente e verão que sua vitalidade não ficará esgotada, e o corpo físico se rejuvenescerá maravilhosamente…

APRENDER A VIVER DE INSTANTE EM INSTANTE, de momento em momento, é o que recomendo; aprender a viver sem preocupações de nenhuma espécie, sem criar problemas.

Quando alguém aprende a viver de segundo em segundo, de instante em instante, sem projetar-se para o futuro e sem as cargas dolorosas do passado, vê a vida de outro ângulo, de uma forma diferente, muito distinta. Eu aconselho que façam a experiência…

(Conferências de Samael Aun Weor)

A generosidade

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É necessário amar e ser amado, mas, para desgraça do mundo, as pessoas nem amam nem são amadas. Isso que se chama amor é algo desconhecido para as pessoas, que o confundem facilmente com a paixão e com o temor.

Se as pessoas pudessem amar e ser amadas, as guerras seriam completamente impossíveis sobre a face da terra.

Muitos casamentos que poderiam verdadeiramente ser felizes, infelizmente não o são, porque há velhos e antigos ressentimentos acumulados na memória. Se houvesse generosidade entre os cônjuges, esqueceriam o passado doloroso e viveriam em plenitude, cheios de verdadeira felicidade.

A mente mata o amor, o destrói. As experiências, os velhos desgostos, os ciúmes antigos, tudo isso acumulado na memória destrói o amor. Muitas esposas ressentidas poderiam ser felizes, se tivessem suficiente generosidade para esquecer o passado e viver o presente adorando seu marido.

Muitos maridos poderiam ser verdadeiramente felizes com suas mulheres, se tivessem generosidade suficiente para perdoar os velhos erros e lançar no esquecimento as rusgas e os dissabores guardados na memória.

É necessário, urgente, que os casais compreendam o profundo significado do momento. Maridos e mulheres devem sempre sentir-se como recém-casados, esquecendo o passado e vivendo alegremente no presente.

O amor e os ressentimentos são substâncias atômicas incompatíveis. No amor, não podem existir ressentimentos de qualquer espécie. O amor é eterno perdão.

Existe amor naqueles indivíduos que sentem verdadeira angústia pelos sofrimentos dos seus amigos e dos seus inimigos. Existe amor verdadeiro naqueles que trabalham, de todo coração, pelo bem-estar dos humildes, dos pobres e dos necessitados.

Existe amor naquele que, de forma espontânea e natural, sente simpatia pelo camponês que rega o sulco da terra com o seu suor, pelo aldeão que sofre, pelo mendigo que pede esmolas, pelo cachorro que sofre, doente, a morrer de fome à beira do caminho.

Existe autêntica generosidade, verdadeiro amor e verdadeira simpatia quando, de forma natural e espontânea, cuidamos da árvore e regamos as flores do jardim sem que ninguém nos peça.

Para a infelicidade do mundo, as pessoas não têm verdadeira generosidade. As pessoas preocupam-se apenas por suas metas egoístas, desejos, sucessos, conhecimentos, experiências, sofrimentos, prazeres etc.

No mundo, existem muitas pessoas que só possuem falsa generosidade. Existe falsa generosidade no político astuto, que esbanja dinheiro com o propósito egoísta de conseguir poder, prestígio, posição, riquezas etc.

Não devemos confundir gato com lebre. A verdadeira generosidade é absolutamente desinteressada, mas facilmente se confunde com a falsa generosidade egoísta das raposas da política, dos velhacos capitalistas, dos sátiros que cobiçam uma mulher etc.

Devemos ser generosos de coração. A generosidade verdadeira não é da mente, a generosidade autêntica é o perfume do coração. Se as pessoas tivessem generosidade, esqueceriam todos os ressentimentos acumulados na memória, todas as experiências dolorosas dos muitos ontens e aprenderiam a viver de momento em momento, sempre felizes, sempre generosas, cheias de verdadeira sinceridade.

Infelizmente, o Eu é memória e vive no passado, quer sempre voltar ao passado. O passado acaba com as pessoas, destrói a felicidade, mata o amor. A mente engarrafada no passado jamais pode compreender de forma íntegra o profundo significado do momento em que vivemos.

São muitas as pessoas que nos escrevem procurando consolo, pedindo um bálsamo precioso para curar seu coração dolorido, mas são poucos aqueles que se preocupam por consolar o aflito.

São muitas as pessoas que nos escrevem para relatar o estado miserável em que vivem, mas são poucos aqueles que partem o único pão que têm para se alimentar para compartilhá-lo com outros necessitados.

As pessoas não querem entender que, por trás de todo efeito existe uma causa, e que só alterando a causa modificamos o efeito.

O Eu, nosso querido Eu, é energia que viveu em nossos antepassados e que originou certas causas pretéritas cujos efeitos presentes condicionam nossa existência.

Necessitamos de GENEROSIDADE para modificar causas e transformar efeitos. Necessitamos de generosidade para dirigir sabiamente o barco de nossa existência. Necessitamos de generosidade para transformar radicalmente nossa vida.

A legítima e efetiva generosidade não é da mente. A autêntica simpatia e o afeto verdadeiro e sincero jamais podem ser o resultado do medo. É necessário compreender que o medo destrói a simpatia, acaba com a generosidade do coração e aniquila em nós o perfume delicioso do Amor. O medo é a raiz de toda corrupção, a origem secreta de toda guerra, o veneno mortal que degenera e mata.

Os professores e professoras de escolas, colégios e universidades devem compreender a necessidade de encaminhar seus alunos e alunas pelo caminho da generosidade verdadeira, do valor e da sinceridade do coração.

As pessoas rançosas e estúpidas da geração passada, em vez de compreender o que é esse veneno do medo, cultivaram-no como uma flor fatal de estufa. O resultado foi a corrupção, o caos e a anarquia.

Os professores e professoras devem compreender a hora em que vivemos, o estado crítico em que nos encontramos e a necessidade de educar as novas gerações sobre a base de uma ética revolucionária que esteja sintonizada com a era atômica, que, nestes instantes de angústia e de dor, está se iniciando no augusto trovejar do pensamento.

A Educação Fundamental baseia-se em uma psicologia revolucionária e em uma ética revolucionária, de acordo com o ritmo vibratório da nova era.

O sentido da cooperação deverá substituir totalmente o horrível batalhar da competição egoísta. É impossível saber cooperar quando excluímos o princípio da generosidade efetiva e revolucionária.

É urgente compreender de forma íntegra, não só no nível intelectual, mas também nos diferentes aspectos inconscientes da mente inconsciente e subconsciente, o que é a falta de generosidade e o horror do egoísmo.

Só fazendo consciência do que é em nós a falta de generosidade e o egoísmo é que brota em nosso coração a fragrância deliciosa do verdadeiro amor e da efetiva generosidade que não é da mente.

Samael Aun Weor (Educação Fundamental)

Bondade e Compaixão

É perfeitamente claro que todos necessitam de paz interior, que só pode ser alcançada por meio da bondade, do amor e da compaixão. O resultado é uma família em paz, felicidade entre pais e filhos, menos brigas entre casais. Em uma nação, essa atitude pode criar unidade, harmonia e cooperação com saudável motivação.

Em nível internacional, precisamos de confiança e respeito mútuos, discussões francas e amistosas, com motivações sinceras e um esforço conjunto no sentido de resolver problemas. Tudo isso é possível.

Precisamos, porém, mudar interiormente. Cada um de nós é responsável por toda a humanidade. Chegou a hora de pensarmos nas outras pessoas como verdadeiros irmãos e irmãs e nos preocuparmos com seu bem-estar. Mesmo que você não possa se sacrificar inteiramente, não deverá esquecer-se das dificuldades dos outros. Temos de pensar mais sobre o futuro em benefício de toda a humanidade.

Se você tentar dominar seus sentimentos egoístas e desenvolver mais bondade e compaixão, em última análise, você é quem irá sair beneficiado.

Essa é minha simples religião. Não há necessidade de templos ou de filosofias complicadas. Nosso próprio cérebro, nosso coração são nossos templos. A filosofia é a bondade.

(Dalai-lama, Bondade e Compaixão)

Magia da onça – Jaguar

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O Jaguar maia é sem dúvida o mesmo xolotl ou Lúcifer nahuatl.

Em toda a América Central tem o mesmo significado. Traduzido na época atual do cristianismo é o mesmo Lúcifer (LUZ e FÉ).

Luz e fé é, pois, a reflexão do Logos dentro de nós, aqui e agora.

O Logos (Deus) desdobra-se a si mesmo e esse desdobramento é precisamente o XOLOTL nahuatl, o Lúcifer cristão, o Jaguar maia.

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Aqueles que pensam ser Lúcifer o inimigo estão muito equivocados, assim como aqueles que o pintam dogmaticamente como um demônio terrível sentado num trono de ignomínias e blasfêmias com um tridente de ferro em sua mão direita dominando o mundo, estão também equivocados.

Realmente o Xolotl, o Lúcifer, o Jaguar, o Tigre, a quem representa, é o Lúcifer particular, individual. Cada qual tem o seu no fundo da Dupla Consciência. De acordo com o grau de purificação na eliminação dos agregados psicológicos, assim ele será visto.

Quanto mais erros, defeitos e vícios tenhamos, mais horrível e espantoso será. Quanto mais limpos e puros sejamos, mais radiante será.

Xolotl ou Lúcifer ou o Jaguar é o reflexo do Logos dentro de nós e aqueles que o amaldiçoam pronunciam-se contra a cósmica reflexão do Logos, anatematizam o Deus vivo e manifestado na matéria e renegam a sempre incompreensível sabedoria, revelando-se por igual aos contrários da luz e trevas.

A glória de Satã é a sombra de Adonai e o trono de Satã é o escabelo do Senhor.

Semelhança, parecido, similitude, sol e sombra, dia e noite, lei dos contrários. Dois são os exércitos do Logos ou Demiurgo Arquiteto do Universo.

Nos ambientes sublimes, as aguerridas hostes de Michael; e no abismo do mundo manifestado, as legiões de satã.

Ostensivamente estes são: o imanifestado e o manifestado, o virginal e o caído na geração animal.

Somente sobre satã e jamais sobre o Logos recai a vergonha da descendência animal. Aquele perdeu seu elevado estado virginal de Kummara quando comeu o fruto proibido.

Com a ressurreição esotérica, o Lúcifer Nahuatl, o jaguar maia, reconquista o estado virginal de Kummara.

A pedra angular da Grande Obra é certamente impura, matéria grosseira, motivo intrínseco pelo qual recebe o nome de Diabo.

A pedra da Grande Obra é Lúcifer Nahuatl, Jaguar Maia, e sobre esta pedra-mestra localizada no interior de nosso sistema sexual, o Cabir Jesus edificou a sua Igreja.

Faz-se necessário compreendermos que cada um de nós temos o nosso Lúcifer particular, individual, reflexo completo de seu Logos específico.

O tigre humanizado converte-se em realidade concreta na América Central e no México. Assim também o encontramos em Teotihuacan, levantando os braços num gesto litúrgico ou com esta marcha felina que o caracteriza. Assim, pois, o Lúcifer é o reflexo do Logos dentro de nós, aqui e agora.

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Os Cavaleiros Tigres (Jaguares), ou Ocelotl, juntamente com os Cavaleiros Águias, eram os Iniciados-Guerreiros mais poderosos do México asteca

Se uma árvore tem sua sombra, por que havemos de estranhar que o Logos tenha sua própria sombra? Lúcifer é quem nos dá a autoindependência, os poderes divinizadores. Ele é quem nos dá o impulso sexual, sem o qual é impossível a Cristificação.

Lúcifer serve de escada para baixar e de escada para subirmos. Quando alguém com a lança dá as costas a Lúcifer, quando vence a tentação, ascende um grau mais pelas costas de Lúcifer.

Assim vamos ascendendo pelas costas de Lúcifer até chegarmos ao Gólgota do Pai.

O Jaguar representa o mesmo Lúcifer Interior, particular, individual que cada um de nós possui.

Os Cavaleiros Tigres, além de guerreiros acostumados à dura batalha, eram atletas extraordinários da Ciência Jinas.

Esses seres extraordinários sabiam misturar os três elementos do SAMYASI com o temível poder felino do Jaguar-Lúcifer.

Grandes Mestres da Fraternidade Branca sempre utilizaram os Animais de Poder em suas práticas esotéricas. Em destaque, o Swami Sivananda
Grandes Mestres da Fraternidade Branca sempre utilizaram os Animais de Poder em suas práticas esotéricas. Em destaque, o Swami Sivananda

PRÁTICA

Deitado sobre peles de tigres, imitando a sagrada postura do jaguar quando em repouso, ligeiramente adormecidos, aqueles ilustres varões sabiam combinar conscientemente a vontade e a imaginação em vibrante harmonia.

Em profunda meditação e concentração mental assumiam deliberadamente, mediante a imaginação criadora, a figura felina do jaguar. Caminhar, movimentar, agir como essa figura espantosa em pleno êxtase e gozo místico não representava impossibilidade para esses ínclitos varões.

Cada vez que eles desprendiam-se do duro leito, para andar como tigres e desaparecerem dentro da Quarta Coordenada, proferiam a frase ritual:

NÓS NOS PERTENCEMOS!

Assim como a pólvora quando se inflama dentro do bacamarte e estala com grande ruído, assim é o coração abrasado pelo amor divino.

Bem sabem os divinos e os humanos que aqueles tigres lendários exóticos, extraordinários, diante do umbral do templo reassumiam suas gentis figuras humanas.

Filipe o apóstolo do Grande Cabir Jesus, é o Santo Patrono dos Jinas. Se amas a Felipe podes implorar-lhe ajuda quando estás dormitando e excluindo de tua mente todo pensamento, sentindo gozo na alma pela sua presença, e então proferes a seguinte frase ritualística: AO CÉU, FILIPE!

Sai de teu quarto com decidido e firme passo e adentra valentemente na desconhecida quarta dimensão.

E que os sóis de entusiasmo te iluminem no caminho, muito querido e amável leitor.
Que as forças do tigre te acompanhem!
Que os vagalumes de sabedoria iluminem o teu intelecto!
Que o pirc rumoroso dê sombra ao teu repouso!
Que as rãs de esmeralda assinalem os caminhos coaxando sem descanso!
Que Ela, a Natureza, seja pródiga contigo!
Que a força Universal a todos abençoe e dirija!

(Samael Aun Weor – Mistérios Maias)

Suástica – Significado esotérico

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A piscina sagrada, ou lago iniciático que representa os mistérios divinos nos domínios do Santo Graal, simboliza o Mercúrio da filosofia secreta, esse vidro líquido, flexível, maleável, contido em nossas glândulas sexuais.

Filipus Teofastrus Bombastus de Hohenheim (Aureola Paracelso) disse que dentro do Ens Seminis encontra-se toda a Ens Virtutis do fogo. Depois do radiante Sol e suas labaredas crepitando na orquestração inefável das esferas, é o Mercúrio da filosofia secreta, a Ens Seminis, a água caótica do primeiro instante, o elemento feminino eterno, a Grande Mãe ou Vaca nutridora, o próprio fundamento de toda a vida cósmica.

Transmutar inteligentemente essa água da vida, o mercúrio sófico dos sábios, livre em seu movimento, significa trabalho intensivo no Laboratorium Oratorium do Terceiro Logos.

Está escrito em caracteres de fogo no grande livro da vida que na cruz jaina ou jina esconde-se milagrosamente o segredo do Grande Arcano, a chave maravilhosa da transmutação sexual.

Não é difícil compreendermos o significado da própria suástica dos Grandes Mistérios. No êxtase delicioso da alma que anseia podemos e devemos nos pôr em contato místico com Jano, o austero e sublime Hierofante Jina, que outrora ensinara em nosso mundo a ciência dos Jinas.

No Tibet secreto existem duas escolas que se combatem mutuamente: a Mahayana e a Hinayana. Estreita é a porta e apertado o caminho que conduz à luz, e poucos são os que a encontraram. O caminho Hinayana, búdico e crístico, é citado nos livros sagrados e mencionado nos quatro evangelhos. As almas puras em estado beatífico perfeito podem experimentar, diretamente, a íntima relação existente entre a suástica e o caminho Hinayana.

Tinha razão a grande mártir do século 19 HPB, ao dizer-nos que a suástica das fusaiolas é o símbolo mais sagrado e místico. Ela brilha, com efeito, sobre a cabeça da grande serpente de Vishnu; o Shasta Ananta das mil cabeças que no Patala ou região inferior habita.

Avançando com a cruz às costas para o Monte das Caveiras podemos verificar que nos antigos tempos as nações puseram a suástica à frente de todos os seus símbolos sagrados.

A plena lucidez do espírito nos permite compreender que a suástica é o Martelo de Thor, a arma mágica forjada pelos pigmeus contra os gigantes ou forças titânicas pré-cósmicas, opostas à lei da harmonia universal: o martelo produtor das tempestades que os Ases, ou Senhores Celestes, usam.

No Macrocosmo de infinitos esplendores, seus braços dobrados em ângulo reto expressam a rotação terrestre, sempre incansável, e o movimento renovador do jardim cósmico.

No Microcosmo a suástica representa o homem assinalando com a direita o céu. Com a esquerda, como sombra fatal de inverno, dirige-se para baixo, como a mostrar, com infinita dor, o nosso aflito mundo. Por isso, a suástica é um signo alquímico, cosmogênico e antropogênico, sob sete diferentes chaves interpretativas.

Enfim, como símbolo vivente da eletricidade transcendental, é o Alfa e o Ômega da força sexual universal que desce pelos degraus de ouro do espírito até o mundo material. Por ele torna-se evidente que, aquele que chegar a abranger integralmente todo seu místico significado, torna-se livre de Maya (ilusão).

A suástica é o moinho elétrico dos físicos, nela escondem-se os terríveis mistérios do Lingan-Yoni.

O Sexo-Yoga hindustani com todos os seus perfumes orientais; o erotismo misterioso do Kama Kalpa; o Sahaja Maithuna com suas posições sexuais ardentes como o fogo, estão obviamente selados com a cruz suástica.

O pau vertical da Santa Cruz é masculino, viril, poderoso; a linha horizontal é feminina, deliciosa. No cruzamento desses dois eternos vástagos encontra-se a chave de todo o poder.

A suástica é a cruz em movimento; o sexo em plena atividade; transmutação sexual em ação. Bem-aventurado o sábio que, amando a uma mulher, submerja ditoso nos sacros mistérios eróticos de Minna. As pavorosas trevas de um verdadeiro amor, que é irmão da morte, permitir-lhe-á sublimar e transmutar o Mercúrio da filosofia secreta.

A noite encantadora do amor simboliza tanto a vulgar infraescuridão da ignorância e da magia negra, como a superescuridão do silêncio e o segredo augusto dos sábios (os Yarsha e Rajkshas do Mahabharata).

Com palavras de diamante está escrito no livro de toda a criação: “Quem quiser subir deve primeiro baixar”.

A conquista do ultra mare vitae ou mundo superliminar e ultraterrestre, seria absolutamente impossível sem a sábia transmutação do Mercúrio Sófico.

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As suaves donzelas e os sábios varões do Amen Smen, o paraíso egípcio, sofreram demasiadamente no Averno, vivendo às margens do Lago Estige, tu o sabes. Transmutar a água em vinho, tal como nos ensinou o grande Cabir Jesus nas Bodas de Canaã, é mais amargo que o fel.

A branca pomba do Espírito Santo cernida nas armas e bordada nos mantos dos cavaleiros do Santo Graal, o cisne sagrado, o Hamsa milagroso, a ave Fênix do paraíso, a Íbis imortal, resplandecem maravilhosamente sobre as águas profundas da vida.

Dentro do profundo Lago Estige, nas terríveis profundidades do Inferno, surgem deuses que se perdem no Espaço Abstrato Absoluto.

A luz sai das trevas e o Cosmo brota do caos…

(Samael Aun Weor, O Parsifal Desvelado)

Kwan Yin, a mãe misericordiosa

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Quem imagina que somente os mestres homens trabalham intensamente pelo bem da humanidade engana-se redondamente. Há inúmeras mestras e bodhisatvas de compaixão que minimizam o sofrimento do ser humano e também combatem o mal dentro do próprio ser humano, e fora dele, na sociedade.

Diversas mestras da Fraternidade Branca, sob as ordens da Mãe do Mundo, trabalham intensa e secretamente para minimizar nosso sofrimento.

Elas lutam por nós, seus filhos amados, libertando-nos do jugo dos que escravizam sociedades e países inteiros, como ocorreu na ex-União Soviética, nas guerras fratricidas na África, nos Bálcãs etc.

E uma das mestras mais compassivas e ativas no Oriente é a bodhisatva chamada Kwan Yin, grande mestra da Fraternidade Branca e ativa guerreira da Luz no mundo astral. E digna representação da Mãe Divina em seu Raio Oriental.

Estátua de Kwan Yin recentemente inaugurada na China, com 108 metros de altura, centro de grandes peregrinações

A bodhisatva Kwan Yin tem grande poder, e sua energia astral está transformando a tirania comunista chinesa em algo mais humano, e com o tempo esse país se libertará do materialismo, e assim os movimentos esotéricos iniciáticos, como a gnose empreendida por Samael Aun Weor, entrarão vitoriosos na China.

Poucas pessoas no Brasil sabem, mas na China a veneração à Mãe Divina, na forma dessa bodhisatva, está crescendo avassaladoramente.

Há poucos anos, na região sulista de Hainan, importante centro turístico, foi erigida, em honra a essa deusa, uma estátua de incríveis 108 metros de altura, e está se transformando em grande centro de peregrinação de todo o Oriente budista.

Quem diria, um país oficialmente ateu e antirreligioso se transformando em centro de culto à Mãe Divina!!!

Os budistas chineses propagam – por enquanto discretamente, é claro – Kwan Yin como a capitã que dirige o “barco da salvação”, que leva todos os seus filhos que A amam para os Paraísos dos Budas, longe dos suplícios do Inferno (que na China é representado por uma vasta região extremamente gelada).

Geralmente, Ela é pintada empunhando em suas mãos armas mágicas capazes de destruir os demônios (o Ego, na visão gnóstica, que torna a vida do ser humano cheia de sofrimentos), e em outras vemos essa bodhisatva divina mostrando o yoni mudra, a posição que mostra a todos os Buscadores da Verdade qual é a verdadeira porta de salvação (o Arcano AZF).

Graças à venerável mestra Kwan Yin, a China está um pouco mais livre do materialismo… O mesmo fizeram as grandes mestras no Ocidente há pouco tempo, que lutaram intensamente para dissolver a magia negra no Vaticano e na China (essa “Grande Fraternidade Negra tem o nome, na China, de O Grande Dragão Negro).

Elas acabaram ou minimizaram os efeitos devastadores da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais, do comunismo russo, da guerra genocida na ex-Iugoslávia, em Ruanda, no Egito e outros países árabes etc.

Portanto, quem imagina que somente os grandes Homens da Fraternidade Branca estão se sacrificando em prol da humanidade engana-se redondamente. As mestras guerreiras estão cada vez mais superatuantes.

Por que os Esforços pela Paz Mundial

Esotericamente, a Venerável Loja Branca precisa “limpar o caminho” para a passagem triunfante dos ensinamentos iniciáticos (especialmente gnósticos, profundamente revolucionários) em todos os rincões da Terra, e o está fazendo até nos dias de hoje.

Não é por acaso que a União Soviética foi dissolvida, inúmeros tiranos foram postos de lado, como na África, no Oriente Médio, Américas e Norte da África.

O próximo passo para o processo de libertação política será a China. E Kwan Yin, com toda certeza, lutará intensamente para que a paz e a liberdade na China se restabeleçam, pelo menos o suficiente para que a Gnose chegue aos chineses que tiverem anelos espirituais.

A Loja Branca luta incansavelmente para libertar países e regiões de toda sorte de escravidão, de tirania, que se espalhou ao longo da história, para que não haja uma única fronteira fechada aos ensinamentos iniciáticos, e, por isso, miríades de Mestras trabalham dia e noite, sob as ordens do Cristo Cósmico, para que a Luz seja levada a todos, antes do fim do Ciclo Planetário que se avizinha…

Alguém duvida disso?

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Um Pouco Mais Sobre Kwan Yin

Sem dúvida nenhuma, Kwan Yin é a mais amada das deidades do mundo chinês. Sua figura transcendeu as categorias religiosas. Como expressão da Mãe Divina no Extremo Oriente, o atributo particular de Kwan Yin é sua misericórdia, que a faz ser acessível a todos, seja em complexos rituais de invocação ao Eterno Feminino de Deus, seja em singelas orações praticadas em casa.

Crê-se que resgatará a qualquer um que acuda a Ela em momentos de crise. Sua forma e atributos são um chamado ao coração dos que A veem para que despertem neles suas qualidades. Especial poder lhe é atribuído ante os perigos produzidos pela água, os demônios, o fogo ou as armas.

Compreende a natureza de nossos temores e as angústias e responde a essas situações com compaixão. Deusa Mãe, Ela ouve as orações saídas do coração daqueles que desejam ter descendência. Ela é toda amor e a pleníssima encarnação da graça e beleza.

Diz a tradição mítica que Kwan Yin nasceu com um rosário de cristal branco em sua mão direita e uma flor de lótus na esquerda, representando que Ela já nasceu pronta para amar e ajudar a humanidade. Ou seja, em vidas passadas esse Ser compassivo entrou no rol dos que se sacrificam pela Humanidade…

Em todo o Oriente (e cada vez mais aqui, no Ocidente) há altares dedicados a esta Mãe misericordiosa, assim como templos, grutas, grandes monumentos e estátuas.

A massiva imigração de orientais para a América e a Europa em busca de uma vida melhor contribuiu para a difusão da imagem de Kwan Yin, fazendo como que se vejam altares dedicados a Ela em diversos lugares, como no bairro da Liberdade, em São Paulo, e nos bosques ao norte da Califórnia.

Sua Luz arde incessantemente nos lábios de seus devotos, os quais buscam sua orientação, consolo e apoio em todas as áreas da vida, especialmente no trabalho de libertação psicológica…

Não é em vão que seu nome significa: “A que contempla o (suplicante) som do mundo”.  Outra fórmula mântrica (para invocarmos a Mestre Kwan Yin) do nome é Kwan Shih Yin, e quer dizer: “Aquela que quer, observa e ouve o som do mundo”.

Na mitologia chinesa, Kwan Yin é uma Deusa de tipo Mãe-Protetora, a que pertence ao Raio das Matronas, ou Arquétipo de Hera. Quando o Budismo chegou à China, acreditou-se ser mais apropriado que a virtude da Compaixão Divina fosse representada com aspecto feminino.

Assim, o bodhisatva Avalokitesvara passou a ser identificado com um personagem antiquíssimo adorado muito antes do budismo e de outras religiões chinesas, a bodhisatva Kwan Yin. Ou seja, essa deusa é preexistente ao budismo e este o que fez foi “sincretizá-la” como uma entidade de eminente conteúdo budista.

Sua origem remontaria muitos séculos atrás, vinculando-se rapidamente não somente ao budismo, mas também ao taoísmo, ao xintoísmo e, recentemente, ao erroneamente chamado neopaganismo. Alguns vão mais além e veem suas origens na tradição da Deusa na Pérsia ou até a uma adaptação do Deus Mitra da religião zoroastriana.

O primeiro monge budista e tradutor que se referiu a Kwan Yin no gênero feminino foi Kumarajiva em sua tradução para o chinês do Sutra do Lótus no ano 406 de nossa era.

Das 33 (o número que se relaciona com ela) aparições da bodhisatva nessa tradução, 7 são em gênero feminino.

Sem embargo, até o século 10º, seguiu-se representando Kwan Yin em aspecto masculino (por isso sua ligação tanto com o Avalokitesvara tibetano quanto com o Mithra persa, duas representações do Cristo Cósmico e sua derivação misericordiosa, Kwan Yin).

Com a introdução do budismo tântrico na China no século 8º durante a dinastia Tang, a imagem da bodhisatva como uma formosa Deusa vestida de branco era predominante e crescente em popularidade.

No século 9º havia uma estátua da Deusa em cada monastério budista da China. Na linha budista chamada Terra Pura, Kwan Yin forma parte de uma tríade representada plasticamente nos templos e é tema habitual da arte búdica: no centro aparece o Buda da Luz Infinita, Amitaba (em chinês, A-mi-to Fo; e em japonês, Amida).

À direita está o bodhisatva da Força e do Poder, Mahasthamaprapta, e à sua esquerda vemos Kwan Yin, personificando a misericórdia sem fim.

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Ali Onaissi é jornalista, escritor e o responsável pelo Portal GnosisOnLine

Conceito gnóstico de Alma

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Antes de tudo, meus caros irmãos, faz-se necessário conhecer o caminho que leva à Autorrealização Íntima do Ser.

Indubitavelmente, é urgente compreender a necessidade de cristalizar em nós isso que se chama Alma. Jesus Cristo disse: “Em paciência possuireis vossas almas”. Mas, antes de tudo, convém entender que coisa é essa que se chama Alma.

Certamente, devo dizer-lhes que a Alma é um conjunto de virtudes, leis, princípios, poderes etc. As pessoas possuem a Essência, o material psíquico para fabricar Alma, ou, melhor diríamos, para cristalizar Alma. Mas ainda não possuem a Alma.

Obviamente, quem quiser possuir isso que normalmente se denomina Alma, deverá desintegrar os elementos psíquicos indesejáveis que carregamos em nosso interior: ira, cobiça, luxúria, preguiça, gula, inveja, orgulho etc.

Virgílio, o poeta de Mântua, disse: Ainda que tivéssemos mil línguas para falar e um palato de aço, não conseguiríamos enumerar todos os nossos defeitos cabalmente. No Tibete, estes defeitos são denominados de agregados psíquicos. Tais agregados se parecem muito com os “elementares” dos quais falam as diversas organizações de tipo ocultista. São a viva personificação de nossos erros.

 

Diz-se que Jesus de Nazaré expulsou do corpo de Maria Madalena sete demônios. Indubitavelmente, eles representam os sete defeitos capitais, que se multiplicam incessantemente. Essa afirmação do evangelho crístico quer dizer que o Cristo Íntimo expulsou de Maria Madalena os diversos agregados psíquicos inumanos que ela possuía.

Cada um desses agregados está organizado de forma similar à personalidade humana. Possui os três cérebros: o intelectual, o emocional e o motor-instintivo-sexual. Cada agregado parece realmente uma pessoa. Se dizemos que dentro de nossa pessoa humana há muitas pessoas vivendo, não estamos exagerando, assim é!

Todos esses agregados combatem entre si mutuamente, lutam pela supremacia, cada um deles quer ser o dono, o senhor… E aquele que consegue se impor, aquele que consegue controlar os cinco cilindros da máquina orgânica em um dado momento, se crê o único. Momentos depois, no entanto, é deslocado e outro ocupa o seu lugar.

Assim, na realidade e de verdade, qualquer pessoa não é a mesma sequer durante meia hora. Isso parece incrível, mas é assim. Vocês mesmos que estão aqui sentados escutando, começaram com um agregado e se sentaram para escutar, e ninguém está muito alerta… Mas se vocês prestarem atenção no que ocorreu em seu interior até este preciso momento, descobrirão que agora são diferentes, que não são os mesmos que aqui chegaram e se sentaram, são diferentes. Por quê? Porque o agregado que controlava a máquina orgânica e que começou a escutar foi substituído por outro que é quem agora está escutando.

Se dissesse que vocês são os mesmos que começaram, estaria abusando de sua mente e da minha própria. Assim, na realidade e de verdade, os agregados psíquicos estão continuamente mudando. Tão logo é um que controla os centros capitais do cérebro como é outro; não permanecem os mesmos nunca.

Enquanto isso, a Essência, que é o mais digno, que é o mais decente que temos em nosso interior, que é a própria Consciência, indubitavelmente encontra-se enfrascada nesses múltiplos agregados, processando-se em razão de seu próprio condicionamento.

Cada um de vocês é legião. Recordemos o que o Mestre Jesus perguntou ao possesso do evangelho bíblico: Qual é o teu nome? E o possuído respondeu: Meu nome é Legião.

Qual é o nome de cada um dos aqui presentes? Legião! Vocês não têm uma verdadeira individualidade, não a conseguiram. A Consciência em cada um de vocês dorme terrivelmente. Por que? Porque se processa em razão de seu próprio engarrafamento, se encontra em estado de hipnose; isso não pode ser negado.

E quanto a Alma em si mesma, conseguiram cristalizá-la? Se dissesse que vocês não têm uma Alma imortal, estaria mentindo também; estou consciente disso. Obviamente, cada um de vocês tem a sua Alma imortal, mas não a possui.

Alguém poderia ter um belo diamante e guardá-lo em algum cofre de segurança. Possivelmente, gozaria pensando que tem tal jóia, mas se estivesse empenhada, não a possuiria. Saberia que tem uma jóia, mas não ignoraria que na verdade não a possui. Muitas vezes, alguém recebe uma boa herança e sabe que a tem… Porém, uma coisa é ter e outra possuir.

Onde está a Alma de vocês? Viaja pela Via-Láctea. Movimenta-se por toda esta galáxia. Mas vocês, que estão aqui sentados, não a possuem. Sabem que a têm, mas uma coisa é saber que se tem e outra coisa é possuir. Assim, vale a pena possuí-la.

Mas como chegaria alguém a possuir a sua Alma? Desintegrando definitivamente os agregados psíquicos, porque a Alma e os agregados psíquicos são incompatíveis, são como o óleo e a água, não podem se misturar.

Se não conseguimos desintegrar os agregados psíquicos, viva personificação de nossos defeitos de tipo psicológico, perdemos a Alma.

De que serviria – disse Jesus – a um homem ganhar todos os tesouros do mundo, se viesse a perder a sua Alma? De nada lhe serviria. É possível perder a Alma? Sim, é possível. Quem entra nos mundos infernos perde sua Alma.

Triste é perder esse tesouro. Haveria alguma maneira de não o perder? Sim, repito, cristalizando a Alma em nós mesmos aqui e agora.

Quando alguém quebranta completamente e desintegra o agregado psíquico da Luxúria, ou os agregados, porque são muitos, cristaliza na Essência que carrega dentro de si essa preciosa virtude da Alma conhecida como Castidade.

Quando alguém consegue destruir, aniquilar, o agregado psíquico do Ódio, cristaliza então nele a preciosa virtude do Amor.

Quando alguém consegue reduzir a poeira cósmica o agregado psíquico do Egoísmo, cristaliza nele a preciosa virtude do Altruísmo ou do Cristocentrismo.

Quando alguém consegue aniquilar o agregado psíquico do Orgulho, então cristaliza nele a inefável virtude da Humildade.

Ao chegar a esta parte da nossa conferência, quero dizer que lamentavelmente muitos textos de tipo ocultista ou esoterista levam as pessoas ao orgulho místico, e isso é grave.

Conotados autores, mui veneráveis, afirmam que nós somos deuses, que cada um de nós é um deus. Obviamente, tais declarações provocam em nós o orgulho místico, o qual causa muito dano na senda da autorrealização, porque alguém, presumido, convencido de que é um deus, pode se transformar num mitômano.

Inquestionavelmente, não é possível se converter num verdadeiro iluminado quando se tem orgulho.

Não poderia jamais pensar num deus embriagado, num deus fornicário, adúltero, brigão, egoísta, invejoso, ciumento, luxurioso, etc., e cada um de nós é na realidade tudo isto.

Deixa-me triste encontrar sempre nos textos ocultistas, sem citar neste momento organizações, algumas mui veneráveis, esta tremenda afirmação nociva de que somos deuses.

É melhor ser sérios e ater-nos à realidade dos fatos, ver o que somos e não forjar ilusões. Comemos, bebemos, fornicamos, adulteramos, odiamos, criticamos, somos ciumentos, etc. Imaginam, por acaso, um deus assim? Melhor é dizer que somos uns vis gusanos do lodo da terra; estar convencidos do que somos. E se queremos nos convencer, basta que sejamos sinceros com nós mesmos.

Se examinamos cuidadosamente a nossa existência, descobrimos que de verdade não somos uma das sete maravilhas do mundo… Fazendo esse exame sobre nós mesmos e sobre a nossa própria vida trará maravilhosas conseqüências, porque nos permitirá saber o que somos e entender que não somos mais do que uns pobres pecadores, vis gusanos do lodo da terra. Assim, desta forma, seguiremos pelo caminho da simplicidade e da humildade.

Quando alguém desintegra, na realidade e em verdade, esse agregado psíquico do Orgulho, cristaliza em si obviamente a Humildade, que é a virtude mais preciosa.

Tenha-se em conta de que não somente existe o Orgulho baseado nas posições sociais, na riqueza, na linhagem familiar etc. Há um Orgulho muito pior, mais nocivo que todas essas formas que acabo de citar.

É o Orgulho místico; julgar-nos santos, sábios, sentir-nos deuses, supor que ninguém é maior que nós etc. Isso é grave porque na realidade e em verdade o orgulho nunca permitirá que se tenha uma correta relação com as partes mais elevadas do Ser. Quando alguém não pode se relacionar com as partes mais elevadas do Ser, tampouco pode gozar da Iluminação. Terá que viver atido aos livros, a ler, a escutar os conferencistas e jamais chegará à experiência mística do REAL.

Portanto, primeiro que tudo, é urgente, ao entrar nestes estudos, que consigamos eliminar de nós mesmos o Orgulho místico, que é o mais perigoso.

Se conseguirmos, aflorará em nós a preciosa virtude da Humildade.

Cada vez que eliminamos um agregado psíquico, cristaliza-se uma virtude, um poder, uma lei, uma faculdade, um dom, etc. Assim é como pouco a pouco vamos cristalizando Alma em nós. Essa Alma que normalmente vive lá na Via-Láctea, viajando, irá se cristalizando em nós.

Contudo, temos de afirmar também que se a água não ferve a cem graus não cristaliza em nós o que deve ser cristalizado e não se desintegra o que deve ser desintegrado. Com isto de a água ferver a cem graus estou falando ao estilo de parábolas. Quero dizer que precisamos passar por grandes crises emocionais para desintegrar cada defeito de tipo psicológico.

Sei do caso de uma irmã gnóstica que está trabalhando de uma forma terrível sobre si si mesma. Conseguiu até adoecer do coração. Essa irmã passa por tremendos e supremos arrependimentos, chora, geme, sofre, não se julga mais do que ninguém e, no entanto, é um Boddhisattwa caído, é o Boddhisattwa de um anjo.

Oxalá muitos imitem esse exemplo! Quem assim agir, com supremo arrependimento, trabalhando sobre tal ou qual defeito psicológico, inquestionavelmente irá desintegrando um a um os seus agregados psíquicos e em sua substituição irá cristalizando isso que se chama Alma.

Quem consegue a eliminação completa dos elementos psíquicos indesejáveis que carrega em seu interior, cristalizará cem por cento de sua Alma em si mesmo. Repito, Alma é o conjunto de virtudes preciosas ou de gemas inefáveis, atributos, leis, dons e qualidades de perfeição. Até o próprio corpo físico deve se transformar em Alma; somente assim se chega aonde se tem que chegar.

Conheço muitos eruditos, de faiscante intelectualidade, que beberam em todas as filosofias, sejam do ocidente ou do oriente do mundo. Eles conhecem o hebraico, o sânscrito, o grego, mas sofrem o indizível, não gozam da iluminação porque ainda não fabricaram o Bodhicita.

Esta palavra pode soar estranha a vocês, trata-se de um termo oriental. No Japão, na China, na Índia e no Nepal, onde nasceu Gautama, o Buda Sakiamuni, chama-se de Bodhicita a Alma cristalizada em um homem ou em uma mulher. Claro que é maravilhoso ver como todos esses diversos elementos espirituais, virtudes, poderes, etc., vão se cristalizando lentamente na Essência, conforme ela vai se liberando.

Por algo dizemos que a Essência é o material para cristalizar Alma. O termo fabricar não nos parece muito correto. Na verdade, o achamos muito pesado, grotesco. No entanto, muitos autores usam esse termo. Permitam-me a liberdade de discordar dos mesmos. Prefiro dizer cristalizar, posto que a Alma não é algo que deva ser fabricado, ela existe… O que acontece é que temos de cristalizá-la; isso é diferente.

Vocês já viram, por exemplo, um pedaço de gelo. Ele é a cristalização do elemento água. Inquestionavelmente, com o esfriamento tal elemento toma forma e se converte em gelo. Assombra ver a cristalização da água. Realiza-se de acordo com certos princípios geométricos extraordinários. Com o elemento Alma ocorre algo de natureza similar, cristaliza-se de acordo com certos delineamentos matemáticos e geométricos precisos e indiscutíveis.

Até o próprio corpo de carne e osso que temos deve se transformar em Alma. E é possível transformá-lo em Alma, se de verdade nos propomos a isso.

Temos um corpo de carne e osso. Esse corpo físico é formado de órgãos, os órgãos por células, as células por moléculas, etc. Não há dúvida de que houve um princípio diretor inteligente que promoveu o ordenamento das células vivas na forma de órgãos.

Francamente, me dá vontade de rir a idéia de células inconscientes, adormecidas, ordenando-se entre si na forma de órgãos. Que absurdo! Células adormecidas, inconscientes, cegas (como diz Haeckel), organizando-se na forma de órgãos. Isso não caberia na mente de ninguém.

Dizer que tais células se organizam na forma de órgãos, acusa o estado inconsciente de alguns autores que não sabem o que fazer ao ver as maravilhas deste mundo. Crêem que tudo anda de forma mecânica, sem um princípio diretor.

Não, as células estão organizadas de forma consciente. Graças ao princípio inteligente da Mãe Natureza é possível às células do organismo se organizarem na forma de órgãos.

Porém, se decompomos qualquer átomo, seja do fígado, dos rins ou do pâncreas, liberamos energia, isso é óbvio. De forma que, em última síntese, o corpo físico se resume a diferentes tipos e subtipos de energia; isso é indubitável.

Karl Marx disse: Que vem primeiro, a matéria ou a psique? A psique ou a matéria? E conclui afirmando que primeiro vem a matéria. Isso é completamente absurdo!

Os próprios postulados de Einstein declaram que a matéria não é senão energia condensada. Recordemos aquele seu postulado que afirma o seguinte: Energia é igual à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado. A massa transforma-se em energia e a energia transforma-se em massa.

O que existe primeiro? A energia, que depois se cristaliza em massa. Então a psique, que é energia no sentido mais completo da palavra, vem primeiro e depois vem a massa.

Veja-se os mundos ao redor do Sol. São massas enormes, cada uma com um peso definido, um volume exato, e no entanto giram ao redor do Sol movidos pela energia solar. Se não fosse pela energia solar, esses mundos ficariam deslocados no espaço, rodariam eternamente até se chocarem com algum cometa ou com outros mundos. Seria a anarquia, a desordem, o conflito. No entanto, os mundos se movem de forma organizada.

O que os mantém com exatidão ao redor do sol? A energia; obviamente, a energia centrípeta é a que os atrai e a energia centrífuga a que os afasta, é a energia que os faz girar. Então, o que vem primeiro, a energia ou a matéria? Obviamente a energia porque senão a própria matéria não existiria. Para que a matéria exista é necessário que a energia universal se condense; a matéria é energia condensada.

Quanto ao organismo humano, a primeira coisa que existe é a energia que permite aos átomos girarem ao redor de seus centros nucleares, que permite a realização das funções orgânicas, não só as funções meramente reprodutivas ou químicas, como também as funções relacionadas com as calorias, as percepções, etc. E ainda mais, aquelas funções que se relacionam com a imaginação e a vontade.

Não seria possível conceber um corpo orgânico desprovido de energia. Como se realizariam os fenômenos catalíticos se a energia não existisse? É que a energia vem primeiro e a matéria vem depois.

Se essa energia chamamos de Espírito, ou Consciência, ou como se quiser, não importa. Interessa que vem por primeiro. O nome não vem ao caso, a realidade é que a energia é anterior à matéria.

Existe um corpo vital orgânico; isso está demonstrado. Os russos com um aparelho conseguiram fotografar o corpo vital e o estão estudando. Não só o estão estudando em relação ao organismo físico, mas também o estão estudando de forma independente do organismo físico e o chamam de corpo bioplástico. O resultado é que o Materialismo Dialético foi deixado de lado na Rússia soviética, agora se estuda intensamente a Parapsicologia, a Hipnose etc. De acordo com as estatísticas, a maior parte do material de estudo parapsicológico vem agora da União Soviética.

Continuando com estas questões, diremos que o Corpo Vital é o que sustenta todos os processos da vida orgânica; chamemo-lo lingam sarira ou corpo bioplástico, não importa.

À medida que formos desintegrando os agregados psíquicos inumanos, à medida que formos cristalizando Alma, uma parte do Corpo Vital, a mais elevada, se desprenderá da parte inferior do mesmo e se integrará completamente com a Essência e com as virtudes que na Essência tenham se cristalizado.

O Corpo Vital tem quatro tipos de éteres:

1. O Éter Químico, através do qual se realizam todos os processos de assimilação e eliminação orgânica, assim como os fenômenos catalíticos e outros.

2. O Éter de Vida através do qual é possível a reprodução e gestação dos seres vivos.

Estes dois éteres são inferiores, mas há ainda outros dois que são os superiores:

3. O Éter Lumínico que serve de meio às forças relacionadas com as calorias, as percepções, etc.

4. O Éter Refletor que se relaciona com a imaginação e a vontade.

Estes dois éteres superiores desprendem-se dos dois inferiores para se integrarem com a Essência, na qual resplandecem já todas as virtudes da Alma. É assim que nasce o Homem Etérico, o Homem Cristo, o Homem Alma, o Homem Espírito, que pode entrar e sair à vontade do corpo físico.

Fala-se muito sobre os chacras dos pés e das mãos, sobre a lança com que Longinus feriu o flanco do Senhor, sobre a coroa de espinhos etc. Esses são os estigmas.

Gautama, o Buda, aparece com esses estigmas em suas mãos e em seus pés. São vórtices de forças magnéticas do corpo vital e se desenvolvem completamente quando os dois éteres superiores se desprendem dos dois inferiores. Esses éteres organizados na forma do Homem Celestial, integrados com a Essência enriquecida pelas virtudes da Alma, formam o Homem Etérico, o Homem Cristificado da Quinta Ronda.

Obviamente, estamos na Quarta Ronda. A Primeira Ronda ocorreu no mundo da mente, a segunda ocorreu com o mundo astral, a terceira no mundo etérico e a Quarta Ronda verifica-se agora no físico. A Quinta Ronda tornará a ocorrer no mundo etérico e naquela época haverá homens cristificados, como os há agora.

O Homem Cristificado será assim como o estou pintando. Terá um corpo etérico cristificado. Tal corpo substituirá o físico, tal corpo será o veículo de uma Essência enriquecida com as virtudes da Alma. Esse Homem Espírito da Quinta Ronda será o Homem Cristo.

Se vocês compreenderem isto, compreenderão também a necessidade de cristalizar sua Alma. Só assim poderão independizar-se do corpo físico. Em verdade, o corpo de carne e osso é muito denso, muito material, muito pesado.

Quando alguém consegue fabricar o To Soma Puchicon, isto é, o corpo etérico cristificado, que serve de veículo à Essência enriquecida com os atributos da Alma, nasce então o Homem Espírito, que já não mais estará preso ao seu corpo denso, poderá entrar e sair do corpo à vontade, será um Adepto glorioso.

Na vida, houve homens que o conseguiram. Não será demais citar a Francisco de Assis. Recordemos também a Antônio de Pádua. Místicos cristãos que serviram de exemplo e servirão de exemplo às pessoas do amanhã.

O homem celestial já não é mais prisioneiro desse calabouço da matéria física. Pode sair desse corpo quando quiser para viajar através do inalterável infinito, para submergir nos mundos superiores, para descer ao fundo dos mares ou visitar as Dinastias Solares no Astro Rei.

Mas, como seria possível isso se não eliminássemos previamente os agregados psíquicos? Obviamente, seria impossível. Se queremos nos converter em verdadeiros Homens Cristãos, precisamos erradicar de nós todos esses elementos psíquicos que carregamos em nosso interior.

Portanto, o Bodhicita, do qual falam os orientais é o Homem Etérico, o homem que cristalizou sua Alma em si mesmo, que a possui, é seu verdadeiro senhor.

Aquele que possua ao Bodhicita dentro de si, poderá submergir ao fundo dos oceanos sem receber dano algum e visitar os Templos da Serpente.

No Oriente, há uma planta chamada “Salutana”, que cura qualquer ferida por pior que seja. Assim são as feridas da alma, só o Bodhicita pode curar tais feridas.

No Oriente, existe uma planta chamada “Boa Memória”. Quem a toma pode se lembrar de todos os acontecimentos de sua vida atual e das precedentes. Assim também é o Bodhicita. De forma similar, quem o possua, poderá recordar todas suas vidas anteriores e se visitar os céus inefáveis, ao regressar ao mundo físico, ao voltar para seu corpo físico, não esquecerá detalhe algum.

No Oriente, há uma planta mediante a qual é possível tornar-se invisível. Quem possua o Bodhicita poderá se fazer invisível nos casos de necessidade, diante de seus piores inimigos.

No Oriente, há uma planta mediante a qual é possível enfrentar os feitiços mágicos malignos dos tenebrosos. Similarmente, quem possua o Bodhicita não poderá receber dano algum dos tenebrosos.

Assim como quem pode lançar-se ao fundo do mar entre os tubarões e deles defender-se sem receber dano algum, assim também é o Bodhicita. Quem o possui, similarmente, pode descer ao fundo dos oceanos entre as bestas mais ferozes sem receber dano algum.

Diz-se que a flor de lótus do Logos sustenta a vida universal. Assim também é o Bodhicita, que conserva o corpo físico durante milhões de anos.

São muitos os que me escrevem queixando-se de que não sabem sair em corpo astral, de que não se lembram do que lhes acontece fora do corpo físico, de que não conseguem a Iluminação, etc. Mas como pode ter Iluminação quem não possui o Bodhicita? Só tendo o Bodhicita se possui iluminação. Quem não possui o Bodhicita não gozará jamais da ventura da Iluminação. A Iluminação não é algo que se ganha de presente. Não, meus queridos amigos, ela custa muito caro.

A Iluminação só se explica mediante o Dharmadhatu. E o que é o Dharmadhatu? O bom Dharma, a recompensa pelos méritos adquiridos. Portanto, só quem possua o Bodhicita, isto é, só aquele que cristalizou Alma, poderá gozar da Iluminação, terá méritos para tanto.

A Iluminação se explica com o Dharmadhatu, isto é, com o Dharma universal, pela recompensa por nossas boas ações. Ninguém poderá gozar da Iluminação se não possuir o Bodhicita e ninguém poderia ter o Bodhicita se não tivesse trabalhado duro sobre si mesmo, se não tivesse desintegrado os agregados psíquicos.

Assim, meus queridos amigos, precisamos trabalhar sobre nós mesmos, se é que queremos possuir isso que se chama Alma. Com paciência possuireis as vossas almas, assim está escrito no Evangelho do Senhor.

Obviamente, necessitamos de uma didática para poder aniquilar os agregados psíquicos. Inquestionavelmente, temos de começar pela auto-observação psicológica. Quando alguém admite que tem uma psicologia individual, particular, própria, propõe-se a se auto-observar.

É na relação com nossas amizades, na rua, ou no templo, em casa, no trabalho, no campo etc. etc., que nossos defeitos psicológicos escondidos afloram. Se nos auto-observarmos de forma contínua, poderemos vê-los. Defeito descoberto deve ser aberto com o bisturi da autocrítica para se ver o que tem.

Em vez de estarmos a criticar as vidas alheias, temos de criticar a nós mesmos. Quando encontramos algum defeito em nós, devemos analisá-lo cuidadosamente. Abri-lo, repito, com o bisturi da autocrítica.

Isto é possível à base de autorreflexão evidente do Ser durante a meditação profunda. Uma vez compreendido integralmente o defeito em questão, passamos a desintegrá-lo atomicamente.

A mente por si só não pode alterar radicalmente nenhum defeito. Pode passá-lo de um nível do entendimento a outro, escondê-lo de si mesmo e dos demais, justificá-lo ou condená-lo, buscar evasivas etc., porém nunca alterá-lo radicalmente. Há necessidade de um poder que seja superior à mente.

Felizmente, este poder existe e acha-se latente nas profundezas do nosso Ser. Quero me referir de forma enfática à Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes.

Ísis, Adonia, Reia, Cibele, Tonantzin, a casta Diana ou Marah, não importa seu nome. Ela não está fora de nós, não, Ela está dentro.

Obviamente, tal poder flamígero é uma variante de nosso próprio Ser, mas derivado. Se nós, em meditação profunda, pedimos auxílio a Devi Kundalini Shakti, a mística serpente dos grandes mistérios, seremos assistidos.

Ela pode pulverizar qualquer agregado psíquico, desde que tenha sido previamente compreendido em todos os níveis da mente. Uma vez aniquilado, surgirá em seu lugar uma virtude da Alma, uma característica nova, uma lei, um dom especial ou uma qualidade.

Indubitavelmente, se conseguirmos a destruição completa dos diversos elementos psíquicos indesejáveis, ter-se-á cristalizado em cada um de nós a Alma em sua totalidade. Isso indicaria que a Essência, enriquecida com todos os atributos anímicos, poderia vestir o To Soma Puchikon, que é o veículo da Alma, o traje de bodas.

Assim é, na realidade, como nasce o homem celestial em nós. Este já não estará prisioneiro no corpo. Recordemos aquelas palavras de São Paulo quando nos diz: “Conheci um homem que foi levado ao terceiro céu, onde viu e ouviu palavras e coisas indizíveis que aos homens não lhes é dado compreender”.

Paulo de Tarso foi levado no To Soma Psychikon como homem-espírito, como homem-etérico. De fato, ele conheceu as maravilhas do Universo. Assim, meus queridos amigos, esta noite os convidei cordialmente a que cristalizem isso que se chama Alma.

Até aqui minhas palavras. Contudo, dou oportunidade para aqueles que querem perguntar algo com relação ao tema…

Samael Aun Weor – O Que É a Alma

Magia do cajueiro

7

Anacardium occidentale

O elemental dessa árvore tem poderes mágicos. Se o mago quer fazer vir um amigo distante, ou suspender as disputas de um matrimônio, deverá operar magicamente na seguinte forma:

Colherá entre suas mãos a fruta do cajueiro, dizendo:

“Com a ajuda de Deus. Padoria… Padoria… Padoria…”

Esse mantra se pronunciará com voz régia, imperiosa, ordenando ao elemental dessa árvore que trabalhe sobre a mente da pessoa que se trata de influenciar.

Durante esta operação mágica se deverá picar com um alfinete a casca da fruta, e o fenômeno se realizará matematicamente.

Eu conheço a fundo a psicologia de certos supertranscendidos.

Quando lerem estas linhas nos qualificarão de magos negros, e como a nós, também a todos aqueles que praticam a magia vegetal e a Elementoterapia.

Se a nós nos coubera o qualificativo de magos negros, pelo feito de manipular os elementais das plantas, que qualificativo se daria aos anjos por manipular os Tatwas por meio de suas povoações elementais?

A vida manifestada é a expressão das essências monádicas e estas se compõem de consciências focais revestidas com veículos de distinta densidade. A ditas consciências focais as chamamos “elementais”, “homens”, “deuses”, “bestas”, “anjos”, “arcanjos” etc.

Cada planta é a expressão física de uma Mônada. E estas Mônadas vegetais as chamamos “elementais”. A quem se lhe pode ocorrer pensar que seja mau conhecer e manipular a vida dos vegetais?

Quantos estultos, modelos de hipocrisia e barata sabedoria, desejarão sequer ver, já que não poderão exercer poder sobre eles, os elementais da natureza?