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Arcano 5 – O Hierarca

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Descrição e símbolos

Nesta lâmina encontramos o Hierarca Anúbis com sua malha de guerra, sustentando na sua mão direita o tcham ou báculo de poder. Seu rosto está coberto com a máscara do chacal ou lobo emplumado. Nas águas da vida a balança da justiça; sobre sua cabeça a chama da Verdade.

O Hierarca Anúbis

Chefe dos 42 Juízes da Lei, com sua malha de guerra, segurando na sua mão direita o báculo do poder; seu rosto está coberto com a máscara do chacal ou lobo emplumado (emblema da Verdade), que utiliza apenas quando está oficiando para fazer Justiça e simbolizando a Suprema Piedade e a Suprema Impiedade da Lei. Seu dedo assinala a balança nas águas da vida, para indicar que o fundamento do trabalho é o equilíbrio, e que os movimentos e reações do corpo físico se baseiam na energia. Os Mestres do Carma são Juízes da Consciência. A Justiça Divina está além do bem e do mal. Quando a pessoa desperta, sabe o que é o Amor, e então, saberá amar e compreender que “Amor é Lei, mas Amor consciente”. Não vale só fazer o bem, mas há que sabê-lo fazer.

O tchan ou báculo do poder, o domínio da Natureza, a força, o poder, a fecundação, o mando. A balança da Justiça representa o equilíbrio, a harmonia que deve existir em toda a Natureza; a medida de todas as coisas, nosso débito e nosso crédito no capital cósmico.

Quando se rompem as Leis do Equilíbrio, o resultado é a desordem, o sofrimento e a dor.

A Chama da Verdade, símbolo da Luz Divina, o emblema da Verdade. “Deus é um Fogo devorador.” Nosso Deus é um Fogo que consome, diz a Bíblia.

Atributo da Deidade

Atributo de Rafael, regente de Mercúrio, representa a energia criadora do Universo, a matéria primordial com que o Logos forjou o Universo no Caos de Cima é a mesma com que se deve criar o Universo interior do Homem no Caos de Baixo, cujo método se emprega na Tábua Esmeraldina. Esse Mercúrio é medida de todas as coisas, tanto de cima quanto de baixo.

Fonema Egípcio: É a letra H, que indica hálito divino, impulso vital, movimento cósmico, ação, espiral ou coisa torcida. Representa também o símbolo do laço ou corda que parece um Caduceu.

Fonema Místico: Representa o Mercúrio enxofrado, isto é, o mercúrio fecundado pelo enxofre; a água lustral, o Arché ou matéria-prima da Grande Obra.

O que é a Lei?

Regra, norma, constante e invariável das coisas, nascida de sua causa primeira ou de suas propriedades. Preceito que dita a autoridade superior para mandar ou proibir algo de acordo com a Justiça e bem dos governados. Existem leis políticas, civis, biológicas, religiosas, físicas, da natureza, dos homens, do Cosmos, etc. O ritmo, a harmonia, o equilíbrio.

A Lei do Carma

Lei de Ação e Consequência, causa e efeito, lei da compensação. A Justiça Divina não é exercitada pelo furor nem pela cólera, mas pela Suprema Lei de Causa e Efeito. É um remédio que nos é aplicado para o nosso próprio bem. Existem diferentes tipos de Carma: pessoal, nacional, mundial, familiar, grupal etc.

A Justiça Divina e o Livre Arbítrio

“Faz o que quiseres, mas de todos os teus atos deves prestar conta.” “A ignorância da Lei não exclui seu cumprimento.” “Toda violação da Lei provoca um desequilíbrio cujo resultado é a dor.”

O capital Cósmico e o equilíbrio da Balança

O Carma é negociável, a Justiça Divina se fundamenta nas colunas da Misericórdia e da Justiça, da liberdade e da Ordem, do Amor e da lei, O Amor sem Lei é complacência com o delito, a Lei sem Amor é tirania.

Faça boas obras para pagar suas dívidas.”

“Ao Leão da Lei se combate com a Balança.”

“Não só se paga pelo mal que se faz, mas também pelo bem que se deixa de fazer, podendo-se fazer.”

“Quem tem com que pagar, paga e se sai bem nos negócios.”

“Pedi e se vos dará; batei e se vos abrirá.”

Negócios com a Lei

Nunca devemos protestar contra o Carma, o importante é saber negociá-lo. Não é possível alterar um efeito se antes não modificamos radicalmente a causa que o produziu; não existe causa sem efeito nem efeito sem causa. Reclamamos fidelidade do cônjuge quando fomos adúlteros nesta vida ou nas precedentes. Pedimos amor quando fomos desapiedados e cruéis. Solicitamos compreensão quando nunca soubemos compreender ninguém, quando jamais aprendemos a ver o ponto de vista alheio. Queremos felicidade quando temos sido sempre a origem de muita infelicidade.

Gostaríamos de ter nascido em um belo lar, com muitas comodidades, quando em passadas existências não soubemos dar aos nossos filhos lar e beleza. Protestamos contra os insultadores, os caluniadores, e sempre insultamos e murmuramos com os outros etc. etc., isto é, pedimos o que não demos, achamos que merecemos o melhor.

Devemos trabalhar sempre desinteressadamente e com infinito Amor pela humanidade, assim alteramos aquelas más causas que originaram os maus efeitos. Há de se fazer o bem por toneladas. Muitas pessoas que sofrem, só se recordam de suas amarguras, desejando remediá-las, mas não se lembram dos sofrimentos alheios, nem remotamente pensam em remediar as necessidades do próximo.

Esse estado egoísta não serve para nada, assim só consegue agravar seus sofrimentos.

Quer ser curado? Pois cure aos outros. Algum parente seu está na cadeia? Trabalhe pela liberdade de outros. Tem fome? Reparta o único pão que tiver com os que estão em pior situação etc. etc.

O Kaom interior

É impossível iludir a Justiça porque a polícia do Carma está dentro de nós mesmos. Este é o Kaom. Onde quer que falte Amor aparece o Kaom, o policial, o acusador, que nos conduz aos Tribunais da Justiça Cósmica, da Lei.

Sefirote Geburah

Geburah é o Rigor da Lei, é o Buddhi, a Alma espírito, a Valquíria, a bela Helena, etc. Geburah, o Budhi, é considerado como exclusivamente marciano, mas isso é um erro, porque no Mundo da Alma-Espírito, que é feminina, está o Leão da Lei que é Solar. Em Geburah encontramos o rigor da Lei, mas também, encontramos a nobreza do Leão, o Mundo Búdhico Intuicional é completamente solar.

No sefirote Geburah, se é certo que existe o Leão da Lei, não é menos certo que achamos a Misericórdia, o Amor. Com justa razão Salomão cantou (no Cântico dos Cânticos) à sua Bela Sulamita…

Para nós, os homens, é uma grande felicidade encontrar ali a nossa Valquíria, a Sulamita de Salomão, essa Alma Feminina Divina, a Bela Helena de Troia. As mulheres encontrarão ali o Bem-Amado, o seu Salomão, o Esposo Eterno.

É no mundo Búdhico ou Intuicional, onde se encontra o nosso/a nossa verdadeira consorte (é uma região de esplendores extraordinários).

Geburah é a Lei da Justiça. O Mundo de Geburah fundamenta-se na Justiça. Os Mestres do Carma apoiam-se na Consciência para julgarem no Tribunal do Carma.

A Alma Divina, Budhi, é como um vaso de alabastro fino e transparente, dentro do qual arde a chama de Prájña.

O homem causal é o verdadeiro homem e a bela Helena, sua esposa real. Os corpos mental, astral e físico são só suas vestiduras: mas como é difícil conseguir tal integração, de modo algum seria possível tal integração sem a prévia eliminação dos agregados psíquicos que carregamos em nosso interior.

João, aquele que predicou o Caminho que conduz à Verdade, era filho de Ísis e de Abel. Isto significa que João, o precursor, era alguém que tinha encarnado a Mônada Divina.

Atman, o Espírito Divino do Homem, tem dois filhos, duas almas, Ísis e Abel. A primeira é a Alma espiritual e é feminina; é a Beatriz do Dante, a bela Helena, a Sulamita do sábio Salomão, a inefável esposa adorável, o Budhi da Teosofia; e a segunda é a Alma Humana e é masculina; o princípio Causal, o nobre esposo, o Maná Superior da Teosofia.

Isabel é um nome profundamente significativo. Is-Abel: esse último é o Cavaleiro que ama Is, sua Alma, sua Valquíria. Ainda que pareça estanho, enquanto a Alma Humana trabalha, a Alma espiritual brinca.

O animal intelectual equivocadamente chamado de homem só tem encarnada dentro de si a Essência. Esta última é o Budhata, uma mínima fração da Alma Humana; o material psíquico com o qual se pode e deve fabricar Alma.

Adão e Eva se integram dentro da Mônada, seu valor cabalístico é 10, que nos recorda IO, isto é as vogais IIIIIII…OOOOO, a união sacratíssima do Eterno Masculino como o Eterno Feminino, a integração dos contrários dentro da Mônada Divina.

Seu nome cabalístico é Serafim, sua região a das Potestades e seu atributo é a Justiça.

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Letra hebraica: He (h), quer dizer “Essência e Existência”, o vocábulo denota calor, fogo vivo que se infunde e difunde, representa o princípio da Luz Divina, a Luz que vivifica. É a Inteligência em função, o Caminho Universal, a Religião. Tem seu equivalente no Arcano 5, O Hierarca, valor numérico: 5.

O Arcano 5

O Hierarca, no ato de repartir a Graça de seu ministério. É o símbolo do Fogo Vivo que se infunde e se difunde cifrado na letra “He”, representa o princípio da Luz Divina que vivifica, a religião Universal, a Iniciação nos Sagrados Mistérios.

O número 5, como princípio absoluto universal, representa o princípio do Andrógino, o que é em si mesmo Masculino e Feminino, e tem ação circular: é o Fogo Vivo.

Pitágoras chama o 5 de “Macho e Fêmea, aliança essencial, o insuperável, o inconquistável, o que é justo por essência e não admite disputa: a religião Universal, a Providência”.

Representa o desejo na mão de obra e a purificação no pensamento. Promete intuição para penetrar as causas primeiras e as razões últimas; o impulso para buscar e encontrar, dando ao coração amor, desejo e alento para ir a direção aos bens que se esperam, como se o bem esperado alentasse o coração e o coração vivesse a realidade do que só vive em esperança.

Como força atuante nas relações mundanas: “Mudanças de qualidade”, assim o chamaram os Pitagóricos. Como tal mudança é o equilíbrio das aquisições humanas; para o derrotado que está por baixo, eleva os olhos em busca da clemência, promessa de próxima elevação para o vitorioso que está no alto, olha para a terra em busca do material, promessa de próximo descenso. Equilíbrio das aquisições para quem o tem no nome ou data de nascimento.

Relaciona-se, na Criação, com o princípio do Andrógino. No Universal: com Mercúrio.

Letra: Hé (H)

Elemento alquímico: purificação dos ingredientes em sentido místico. Desperta no ser humano aptidão para transcender as limitações.

Signo zodiacal: Leão

Planeta: Mercúrio

Nota musical: SOL

Metal: Ouro

Essência: Verbena

Pedra: Zircão-Azul

Substância química: Azougue

Elemento geométrico: o triângulo piramidal. No ser humano: Plexo Solar e a ação da bile. As ideias engenhosas, a persuasão, a investigação, seleção e compreensão.

Identificar-se com o 5 é conhecer o Mistério da Comunhão. O número 5 é grandioso, sublime, é o número do rigor e da Lei, o número de Marte e da guerra.

O Arcano 5 do Tarô nos indica: “Ensinamento, o Carma, simboliza os 5 dedos, os 5 Evangelhos, os 5 sentidos, as 5 cavidades do cérebro e ovários e os 5 aspectos da Mãe Divina”.

A lâmina 5 do Tarô é a Iniciação, demonstração, ensinamento, Lei Cármica, filosofia, ciência, arte. Vivemos na Idade de Samael, o Quinto dos Sete, que iniciou o retorno para a Grande Luz. A vida começou a fluir de fora para dentro, estamos ante o dilema do Ser ou do não Ser, necessitamos definirmo-nos como anjos ou demônios, águias ou répteis, defrontarmo-nos com nosso próprio destino.

O Arcano 5 é o Hierofante, a Lei, o Rigor, é o Pentagrama Flamejante, a Estrela Flamígera, o signo da Onipotência Divina, pois este é o símbolo inefável do Verbo feito carne.

Todo poder mágico está encerrado na Estrela de 5 pontas.”

O Pentagrama representa o Homem, o Microcosmo, que, com os braços e pernas abertos, é a Estrela de 5 pontas. O Pentagrama com as duas pontas para cima representa a Satã, o utilizam em Magia Negra para invocar os tenebrosos. Com o angulo superior para cima representa o Cristo Interno de todo homem, simboliza o Divino, o utilizamos na Magia Branca para chamar os Seres Divinos. Deitando um pentagrama ao pé da porta com os dois pés para fora, não entram as entidades tenebrosas. Ao contrário, o Pentagrama invertido, com os dois pés para dentro, permite a entrada dos tenebrosos.

Atributo zodiacal: Mercúrio em Virgem

Virgem é o trono de Mercúrio, é o signo da Virgem Celestial, e antigamente o consideravam unido com Escorpião, que é o signo das forças sexuais. Juntos, são aquele maravilho Éden de que a Bíblia fala. Este é o paraíso dos homens virginais, do andrógino perfeito.

Em Virgem, Mercúrio se torna raciocínio, a razão é da Alma Animal, que é a Mente e a cova do desejo. Quando no mundo físico nos movemos sob a direção da Mente-Matéria ou Alma-Animal, então criamos problemas, ficamos presos no sofrimento. O homem que só se move pela voz do coração é feliz, nunca lhe faltarão pão, abrigo e refúgio, nunca terá problemas.

A guarida da Besta do Desejo está na Mente, nos grandes intelectuais, nos seres terrivelmente passionais e viciosos. Subjuguem os sentidos e dominem a Mente para que não reajam aos impactos externos. Apelem à Virgem Mãe para pedir-lhe auxílio na luta contra as fraquezas e defeitos.

Atributo modelador

– Espiritual: é a lei Universal, através da qual o Criador se manifesta as suas criações, o sentido místico, a quintessência das coisas, o magnetismo cósmico.

– Mental: representa a Lei e a Liberdade, o ensinamento, o conhecimento, o domínio das paixões, a identificação conosco mesmo e com os outros.

– Físico: propende a dar direção e controle às forças naturais, conceder liberdade dentro da disciplina e outorgar eficácia aos processos orgânicos, às criações físicas e mentais.

Axioma Transcendental: “Já tinha ouvido falar de ti; mas agora meus olhos te veem e meu coração te sente.”

Isso nos indica precisamente o que é a teoria e o que é a prática. Uma coisa é que por meio dos livros e conferências estejamos informados sobre os Mistérios, as Leis, os Mestres, a Divina Mãe, as dimensões superiores da Natureza e do Cosmo, os Elementais etc., e outra coisa é ter experiências, isto é, uma coisa é ter ouvido e outra é ter visto com nossos olhos e realizado em nosso coração.

A fé é percepção direta do real, da sabedoria fundamental, vivência disso que está além do corpo, das emoções e da mente.

Infelizmente, existe sempre a tendência geral a confundir fé com crença, e ainda que pareça paradoxal, enfatizamos que: “Quem tem fé verdadeira não precisa crer”.

A fé autêntica é sabedoria vivida, cognição exata, experiência direta. Acontece que durante muito tempo se confundiu a fé com a crença e agora custa muito trabalho fazer com que as pessoas compreendam que a fé é sabedoria e não crenças vãs. É necessário converter as teorias em vivência íntima, em realidades concretas aos olhos do Espírito e formar a Fé Consciente.

Elemento de Predição: “Promete liberdade e restrições, liberdade e disciplina, amores e desamores; novas experiências, aquisição de ensinamentos proveitosos; viagens de prosperidade malograda, amigos propícios e de sinistro augúrio; seres e coisas que vêm e vão, as primeiras para irem-se a as segundas para regressarem”.

Arcano 4 – O Imperador

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Descrição e Símbolos:

Da fronte do Imperador sobressai a Serpente, símbolo da Maestria. A coroa formada por uma áspide, o Termutis, pertence à Ísis, nossa Mãe Divina Kundalini. Sobre sua cabeça um barrete de quatro pontas, de quatro ângulos. Também há no barrete o alambique: o recipiente, os órgãos sexuais; o forninho, o chakra muladhára; o destilador, a coluna espinhal e o cérebro.

Em sua mão direita sustenta o Báculo do Poder, Heq ou cetro. Encontra-se sentado sobre a pedra cúbica, perfeitamente lavrada, produto dos Arcanos anteriores. Dentro da Pedra o gato, o fogo. Nas Águas da Vida encontram-se o Tcham ou bastão sobre o símbolo Mem.

A coroa Teser, este barrete de quatro pontas representa o Homem autorrealizado, os quatro elementos, os quatro corpos, os quatro Vedas, os quatro Evangelhos, os quatro animais e as quatro cores da Alquimia etc. Essa mitra é a Coroa Teser do Baixo Egito, ou Terra do Norte, indica-nos que para poder ascender, primeiro há de baixar e trabalhar com a Água e o Fogo. Há de[i] apoderar-nos do Baixo Egito, que representa o domínio sobre as paixões e a força sexual, para retornar às fontes primordiais de toda vida.

A Cobra Sagrada indica Maestria, poder e domínio sobre a natureza.

O cetro Heq, também conhecido como o Cajado dos Augúrios, representa o domínio da natureza, a força, o poder, a fecundação, o mando, a moderação ou o moderador. A legislação e o ato de legislar. Uma Lei, um Chefe, um Rei.

A Pedra Filosofal está perfeitamente lavrada, produto dos Arcanos anteriores. Esta é o Cristo revestido com seus Corpos Metálicos. Estar sentado sobre a pedra cúbica já trabalhada perfeitamente indica que logrou a Grande Obra, se Cristificou.

Na Pedra está o gato, que simboliza o Arqueus, o enxofre mercurial, ou mercúrio enxofrado, ou seja, a matéria-prima para realizar a Pedra; outra representação é o fogo. O gato era venerado pelos egípcios, entre outras coisas, por ser um animal de hábitos noturnos que simbolizava o Alquimista, o qual tem de encontrar seu caminho em meio às trevas.

O traje na parte superior forma um triângulo que simboliza as três Forças primárias da Natureza e do Cosmo.

O bastão Tcham e o signo Mem: nas Águas da Vida, representa o Bastão de Mando, a coluna vértebra, esta sobre o signo Mem, que significa Homem, Residir, Terra fecundada, e é precisamente ali, no bastão do Patriarca, onde deve frutificar a Terra Filosofal fecundada pelo poder fálico do Bastão e onde reside todo o Poder do Mago.

A Cruz da Iniciação é fálica; a inserção do falo vertical no útero horizontal forma a Cruz. Com suas quatro pontas simboliza os quatro pontos cardeais da Terra; as quatro Estações do ano, as quatro fases da Lua; os quatro Caminhos: Ciência, Filosofia, Arte e Religião. Ao falar dos quatro Caminhos, devemos compreender que todos são um só, este caminho é o caminho estreito e apertado do Fio da Navalha, o caminho da Revolução da Consciência.

A Cruz é um símbolo muito antigo empregado sempre em todas as religiões, de todos os povos. E erraria quem a considerasse como um emblema exclusivo de tal ou qual seita religiosa; quando os conquistadores espanhóis chegaram à terra santa dos Astecas encontraram a Cruz sobre os altares. O signo da Cruz é o sublime monograma do Cristo Nosso Senhor. A Cruz de Santo André e a milagrosa Chave de São Pedro são réplicas maravilhosas de igual valor alquimista e cabalista. É, pois, a marca capaz de assegurar a vitória dos trabalhadores da Grande Obra.

A cruz sexual, símbolo vivo do cruzamento do Lingam-Yoni, tem a marca inconfundível e maravilhosa dos três cravos que se empregaram para imolar o Cristo na Matéria, imagem das três purificações pelo ferro e pelo fogo, sem as quais Nosso Senhor não haveria logrado a Ressurreição.

A cruz é o hieróglifo antigo do crisol (creuset) que antes se chamava em francês cruzel, crucible, croiset. Em latim, crucibulum, crisol, e que tem por raiz crux, crucis, cruz. É no crisol onde a matéria-prima da Grande Obra sofre com infinita paciência a Paixão do Senhor. No erótico crisol da alquimia sexual morre o Ego e renasce a Ave Fênix entre suas próprias cinzas. O INRI (In Necis Renascor Integrer, na morte renascer intacto e puro).

Se refletirmos muito seriamente nessa íntima relação existente entre o S e o Tau, Cruz ou T, chegamos à conclusão lógica de que só mediante o cruzamento do Lingam-Yoni (Falo-útero), com exclusão radical dos orgasmos fisiológicos, é que se pode despertar a Kundalini, a Serpente Ígnea de nossos Mágicos Poderes.

Na concepção nahuatl e maia, a Swástica Sagrada dos Grandes Mistérios esteve sempre definida com a Cruz do Movimento, é o Nahui-Ollin nahuatl, símbolo sagrado do Movimento Cósmico.

As duas orientações possíveis da Swástica representam claramente os princípios masculino e feminino, positivo e negativo da natureza. Duas swásticas em uma e outra direção exatamente superpostas forma indubitavelmente a cruz potencializada, e neste sentido representam a conjunção erótica dos sexos. Segundo a lenda asteca foi um casal, um homem e uma mulher que inventaram o Fogo, e este só é possível com a Cruz em Movimento: INRI (Ignis Natura Renovatur Integra, o Fogo renova incessantemente a Natureza).

A Cruz também revela a “Quadratura do Círculo”, a chave do movimento perpétuo. Esse movimento só é possível mediante a Força Sexual do Terceiro Logos. Se a energia do Terceiro Logos deixasse de fluir no Universo, o movimento perpétuo terminaria e viria o desordenamento cósmico. O Terceiro Logos organiza o Vórtice fundamental de todo O Universo nascente e o vértice infinitesimal do átomo ulterior de qualquer criação.

Com o Arcano 4 do Tarô, o Ser lança sobre seus ombros a Cruz da Iniciação. Se fizermos a seguinte soma cabalística do Arcano 4: 1 + 2 + 3 + 4 = 10, encontramos 10 = 1 + 0 = 1, a Mônada Tetragrammaton é igual à Mônada.

Atributo da Deidade: Atributo regente de Urano, Ur-Anas: Ur = Fogo, Anas = Água, elementos que aparecem em toda criação. Da mescla das 3 Forças sai a Quarta, que tem relação com a Primeira.

Fonema Egípcio: é o signo Tet (mão), esta é a letra D, que indica construção, criação, força, potência, vigor e concórdia.

Fonema Místico: Representa e destilação, a purificação.

O sefirote Chesed: Chesed em si mesmo é o Íntimo, segundo os hindus, Atman. Dizem que Chesed está governado diretamente por Júpiter e nada mais. Isso é falso, o Íntimo é marciano, guerreiro e lutador. Quem tenha experiência direta sobre Chesed sabe muito bem que é guerreiro; é o Íntimo que tem de estar em luta de morte contra as trevas, que tem de lutar duro por sua própria Autorrealização Íntima.

Tem algo de jupiteriano, porque pode empunhar o Cetro dos Reis, mas é falso que seja única e exclusivamente jupiteriano. Atman é o nosso Íntimo, nossa Deidade Divina. No mundo de Atman, uma pessoa sente-se um Homem completo, no mundo físico o animal intelectual não é Homem. O Iniciado sente-se cheio de imensa plenitude nesse Mundo em que é Homem Real no sentido mais objetivo, e a parte negativa é o Mundo Físico.

O Mundo de Atman é um estado positivo. Aí se vê uma cidade em sua forma mais real, pois qualquer coisa é vista de todos os ângulos, por cima, por baixo, por dentro, por fora. Em uma cozinha se vê de quantos átomos está formado um talher, quantas moléculas contém o pão ou a carne que se vai comer. Não somente percebemos os sólidos em forma íntegra, mas também os hipersólidos, incluindo a quantidade exata de átomos que em seu conjunto constituem a totalidade de qualquer corpo. Se o estudante não está preparado, decepciona-se, porque se encontra em um mundo com o mais cru realismo, este é o Mundo das Matemáticas. Aí se vê o drama da Natureza, somos espectadores da natureza, o mundo da matemática é o mundo de Atman.

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Quem pensa é a mente, o Íntimo. A mente humana em seu atual estado de evolução é o animal que levamos dentro. O conceito de Descartes “Penso, logo existo” é completamente falso, porque o Homem Verdadeiro é o Íntimo que não pensa, porque sabe. Atman não necessita pensar, porque é Onisciente.

O Homem verdadeiro é o Íntimo, ele não tem problemas, os problemas são da mente. O Íntimo deve açoitar a mente com o terrível látego da vontade. O homem que se identifica com a mente cai no abismo. A mente é o burro no qual devemos montar para entrar na Jerusalém Celestial. Devemos mandar na mente assim: “Mente, retira-me esse problema, retira-me tal desejo, etc. Não te admito, sou teu Senhor e tu és minha escrava até a consumação dos séculos”. Ai do homem que se identifica com a mente, porque perde o Íntimo e vai parar no Abismo.

Aqueles que dizem que tudo é mente, cometem um gravíssimo erro, porque a mente é tão somente um instrumento do Íntimo. Todas aquelas obras que tendem a identificar o homem com a mente são legítima Magia Negra, porque o verdadeiro homem não é a mente. Não devemos esquecer que os Demônios mais sutis e perigosos que existem no Universo residem no Mundo Mental. O Íntimo diz à mente assim: “Não digas que teus olhos são teus olhos, porque eu vejo através deles. Não digas que teus ouvidos são teus ouvidos, porque eu ouço através deles.

Não digas que tua boca é tua boca, porque eu falo através dela. Teus olhos são meus olhos, teus ouvidos são meus ouvidos, tua boca é minha boca”. A guarida do desejo está na mente (Impressões, sensações, desejo, ego, etc).

O Íntimo é o verdadeiro Homem que vive encarnado em todo o corpo humano, e que todos levamos crucificado em nosso coração. Quando o homem desperta de seu sonho de ignorância, então se entrega ao seu Íntimo. O Íntimo é Deus no homem. O homem que ignora esta grande verdade é só uma sombra de seu Íntimo.

O símbolo do Íntimo é a Estrela de Cinco Pontas, a Pirâmide, a Cruz de braços iguais, o Cetro.

Seu nome cabalístico é Hasmalim, sua região, a das Dominações e seu atributo, o Amor.

Letra hebraica: Dalet (D) quer dizer: Porta. O vocábulo denota “diferença, variedade, diversidade, distinção”, isto é, realidade inteligível e realidade sensível; representa o princípio de materialização, tem seu equivalente no Arcano 4, O Imperador.

Valor numérico: 4
Letra egípcia: Ch
Planeta: Urano
Nota musical:

O Imperador no ato de reger seus domínios. É o símbolo do princípio da unidade materializada, a vontade, a autoridade e o poder cifrado na letra Dalet. Representa a realidade inteligível e a realidade tangível, o princípio absoluto emanando seus poderes.

O número 4 é a magnificência. Tem 72 portas para administrar Justiça, e esta se administra por meio dos 35 princípios da Misericórdia. Somos magnificentes na medida de como procedamos de acordo com cada um desses princípios. A justiça se administra de acordo com os 35 princípios de misericórdia. A justiça sem misericórdia seria tirania. A justiça e a misericórdia vão perfeitamente equilibradas.

72 portas = 7+ 2 = 9 (Nona Esfera). Não se pode ser justo se não se chegou ao segundo nascimento. Quando se passou pela Nona Esfera recebe-se a Espada Flamejante, então se diz que é justo. Quem não trabalhou na Nona Esfera não tem direito à espada da Justiça.

35 princípios de misericórdia = 3+ 5 = 8 (Justiça). No Arcano 8 a mulher tem a Espada da Justiça e uma Balança para pesar as boas e más obras. Devemos triunfar sobre o Sexo, os grandes Arcontes da Lei triunfaram sobre o sexo, neles se encontram a Justiça e a Misericórdia equilibradas.

No número 4 encontramos a perícia em qualquer área. Ordem, autoridade, o número 4 é o Imperador da Cabala, significa estabilidade, é a base para o que queremos, seja formar um lar, negócio, viagem, emprego, etc. O que se requer tem que ser sólido, perfeito, tem que ser a Pedra Cúbica, sólida, de concreto, com base falsa tudo vem abaixo.

Se nos toca um dia com tônica “4” temos que ter uma base firme para o êxito. Fazer as coisas corretas, precisas, sólidas para não fracassar. Neste dia temos que fazer as coisas refletindo de forma precisa, sólida, nada a priori, porque se vai ao fracasso.

O número 4 como princípio absoluto Universal representa o princípio de Concreção e a realidade tangível e a inteligível. Pitágoras chama-a de Tétrade a chave da natureza, direita e esquerda, o todo e cada uma de suas partes, fundamento da Ciência dos Números e causa de permanência; contém em si mesma o Fogo da Mônada, o Ar da Díade, a Água da Tríade e a Terra da Tétrade. É o Íntimo, porém no material é intelecto, conhecimento, opinião e dedução.

Como princípio de formação no ser humano, o signo 4 é formado por um triângulo e uma cruz, o primeiro símbolo da Divindade e o segundo da Matéria. É a materialização da virtude divina no Ser Humano, representa o esforço da mão de obra e a vontade do pensamento.

Como força atuante nas relações mundanas: “Grandes milagres” o chamaram os Pitagóricos.

Quatro classes de discípulos, dizia Pitágoras, aspiravam desentranhar os Mistérios:

  1. o que aprende e deseja ensinar, mas não o faz;
  2. o que quer ensinar, mas não aprende;
  3. o que escuta, mas não quer aprender nem ensinar, e
  4. o que aprende e ensina o aprendido.

Relaciona-se na Criação com: O princípio de Concreção, realidade e permanência. No Universal: Urano e a fase negativa do Sol. Signo Zodiacal: Câncer. Nota musical: Fá. Metal: Platina. Essência: Flor de laranjeira. Pedra: Ônix negro. Substância química: Cálcio Fluorídrico. Elemento geométrico: Quadrilátero. Ser humano: nádis ascendentes e o fluido nervoso, com a ação dos hormônios, com as ideias de materialidade, perícia, ordem e autoridade. Identificar-se com a Tétrade é conhecer o Mistério do Poder.

Atributo Modelador: Urano em Aquário

Aquário é o Trono de Urano, o significado oculto de Aquário é o Saber, o signo do Aguador, é eminentemente revolucionário.

Existem quatro classes de conhecimento ou ciência secreta:

  1. Vájña-Vidya – conhecimento que se adquire com certos poderes ocultos despertados dentro de nossa própria natureza interior, mediante certos rituais mágicos.
  2. Maha-Vidya Cabalística – a ciência da Cabala com todas as suas invocações, matemáticas, símbolos e liturgia, pode ser Angélica ou diabólica, tudo depende do tipo de pessoa que a use.
  3. Gupta-Vidya – a ciência dos mantras, a magia do verbo, fundamenta-se nos poderes místicos do Som, na ciência da harmonia.
  4. Atman-vidya – a real sabedoria do Ser, de Atman ou da Mônada superior.

Todas estas formas de conhecimento, exceto a 4ª, são a raiz de todas as Ciências Ocultas, a Cabala, a Quiromancia, a Astrologia, Fisiologia Oculta, Cartomancia Científica etc. etc.

O fundamental é Atman-vidya, que inclui a todas e seu aspecto essencial e até pode usar delas ocasionalmente, mas só utiliza seus extratos sintéticos depurados de toda escória. A porta de Ouro da Sabedoria pode transformar-se na ampla porta e largo caminho que conduz à destruição, a porta das artes mágicas praticadas com fins egoístas. Estamos na Idade do Kali Yuga, a Idade de Ferro, a Idade Negra e todos os estudantes de Ocultismo estão predispostos a extraviar-se pelo caminho negro. Causa espanto ver como as pessoas têm um conceito tão equivocado sobre o Ocultismo e a facilidade com que acham que podem chegar até a Porta e transpassar o Umbral do Mistério sem um grande sacrifício.

Aquário é o signo do gênio, onde Saturno, o Ancião dos Dias, tem a profundidade que o caracteriza e Urano, o planeta revolucionário, lança seus raios sobre a espécie humana.

Atributo modelador:

  • – Espiritual: representa a materialização constante da Virtude Divina no Ser humano e a progressão hierárquica na qual se manifesta a vida.
  • – Mental: representa as quatro concordâncias: afirmação, negação, discussão e solução, em seu labor de concreção.
  • – Físico: propende à realização das coisas materiais, a cristalização do esforço e a obtenção do poder.

Axioma transcendental: “Ao trabalho das suas mãos, dá benção e no do pensamento põe o coração”.

Isso significa que tudo o que fizermos deve ser agradável, santificado e abençoado. Os egípcios diziam que “tinham que aprender a pensar com o coração”. Os astecas diziam que: ”os Toltecas (o que lavra a Pedra) eram sábios porque sabiam dialogar com seu próprio coração”, isto é, sabiam pensar de forma intuitiva para receber as mensagens do Ser e que Ele pudesse expressar-se em todos os atos de nossa vida, para que não haja nada reprovável nela, senão purificação, santidade e perfeição. Nós devemos aprender a orar e conversar com o nosso Íntimo para que guie nossos pensamentos, sentimentos e ações no Caminho Reto.

Elemento de predição: Promete merecimentos e acatamentos, cordura e conjetura, dando conhecimento para aperfeiçoar e trabalhar segundo o que convém à realidade. Conquistas materiais, bases para mais altas empresas, resultados favoráveis do esforço investido e condições penosas pra consegui-los. As amizades são simultaneamente ajuda e obstáculo. A sorte é propícia e adversa ao mesmo tempo.


Arcano 3 – A Imperatriz

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Descrição e símbolos

 Na parte central aparece uma mulher coroada com 12 estrelas (1 + 2 = 3), sentada sobre a Pedra Cúbica e com o cetro dos reis na mão direita. Sobre sua cabeça uma mitra com a Cobra Sagrada. Um abutre voa em sua direção. Nas Águas da Vida, a Lua crescente.

A Imperatriz é a Luz Divina, a Luz em si mesma, é a Mãe Divina, corresponde àquela parte do Gênesis que diz:

“Deus disse: Faça-se a Lua e a Luz foi feita”, desde o primeiro dia da Criação.

Analisando-se mais profundamente, descobre-se um aspecto muito interessante: o número 1 é o Pai que está em Segredo, a Mônada, e d’Ele nasce a Mãe Divina Kundalini, a Díade. Esta se desdobra no número 3, que é o Pai, a Mãe e o Filho, e este é o Espírito Divino e Imortal de cada ser vivo. E os três – Osíris o Pai, Ísis a Mãe e Hórus o Filho –, constituem o que o Livro Sagrado dos maias, o Popol Vuh, chama de “o Coração do Céu”. Por sua vez, o Filho se desdobra na Alma anímica que cada um leva dentro de si.

O Zohar, o livro hebreu mais antigo e o fundamento da Cabala e do Antigo Testamento, insiste nos três Elementos Princípios que compõem o mundo, esses elementos são:

                        SCHIN = Fogo. MEM = Água.   ALEPH = Ar.

Nesses três elementos principais está a síntese perfeita de tudo o que é, dos quatro Elementos manifestados.

O poderoso mantra IAO resume o poder mágico do triângulo de Elementos Princípios.

 I: Ignis = Fogo. A: Áqua = Água. O: Origo = Princípio, Espírito, Ar.

Em todas as Escolas de Mistérios não podem faltar esses mantras. Aí vemos o esoterismo do Santo Três. O IAO é o mantra fundamental do Maithuna, é na Nona Esfera onde deve ressoar. Quem quiser fazer subir pelo canal medular a Alma do Mundo deve trabalhar com o Enxofre (o fogo), com o Mercúrio (a água) e com o Sal (a terra filosófica).

Os três elementos principais são as três letras hebraicas que correspondem aos três elementos princípios dentro da Grande Obra da Natureza, assim elaboram o Ouro Vivo. Aquele que não fabrica o Ouro Espiritual não é Esoterista. O Homem é o Arcano número 1 do Tarô, a força positiva; a Mulher é o Arcano número 2, a força negativa, e a Alma Cristificada é o resultado da união sexual de ambos. O segredo é o Arcano AZF, que transforma a Lua em Sol e representa os três aspectos: positivo, negativo e neutro (Rajás, Sátwa e Tamás).

As 12 estrelas representam os 12 signos zodiacais, as 12 portas da Cidade Santa, os 12 mundos do Sistema Solar de ORS, os 12 Apóstolos, os 12 trabalhos de Hércules (1 + 2 = 3).

A mitra tem forma de recipiente hermético esperando receber do alto o alimento superior da Sabedoria Divina que chega através da Consciência Superlativa do Ser. A Cobra Sagrada indica Maestria e que tem poder e domínio sobre a Natureza.

O báculo do poder é o domínio da Natureza, a força, o poder e a fecundação.

O Abutre Sagrado representa o Espírito Santo, o Terceiro Logos, cuja força é totalmente criadora. O Traje é Solar, tudo indica que é a Alma Cristificada, produto dos Arcanos 1 e 2. A Alma revestida com o Traje da Luz.

A Pedra Filosofal, sentada sobre a Pedra Cúbica já trabalhada perfeitamente, indicando que realizou a Grande Obra. A Lua, nas Águas da Vida, sob seus pés, indicando que tem que estar sobre a Lua para convertê-la em Sol.

Atributo da Deidade: O signaculum é um atributo de Zakariel, regente de Júpiter, representa o Poder na Criação, o domínio do Criado, o domínio da Natureza para poder criar.

Fonema Egípcio: esta é a letra G e também o som de uma espécie de G muito gutural que quase soa como K, indica Gênesis, princípio, gestação, receptáculo, vaso para libações.

Fonema Místico: Representa a Alma que luta por conquistar sua herança perdida. É uma letra relacionada com o ímpeto guerreiro de Marte.

Sefirote Binah: Binah é o Espírito Santo, o Terceiro Logos, o Shiva dos hindus, que se manifesta como potência sexual em tudo o que é, foi e será. O Espírito Santo é a força sexual que se expressa nos órgãos criadores de todas as espécies que vivem, força maravilhosa sem a qual o Universo não poderia existir.

A Divina Mulher é uma Virgem Inefável, esta Divina Mãe está simbolizada entre os astecas por uma Virgem misteriosa que tem em sua garganta uma misteriosa boca; é a garganta, que é o útero, onde se gesta as palavras, os Deuses criam com a laringe.

“No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Este era no princípio com Deus. Todas as coisas por Ele foram feitas e, sem Ele, nada do que foi feito teria sido feito. Nele estava a Vida e a Vida era a Luz dos homens”.

O Verbo fez fecundas as Águas da Vida e o Universo em seu estado germinal surgiu esplêndido na Aurora. O Espírito Santo fecundou a Grande Mãe e nasceu o Cristo. O Segundo Logos é sempre filho da Virgem Mãe. Ela é sempre virgem antes, durante e depois do parto. Ela é Ísis, Maria, Adônia, Isoberta, Reia, Cibele etc. Ela é o caos primitivo, a substância primordial, a matéria-prima da Grande Obra.

O Cristo Cósmico é o Exército da Grande Palavra. Ele nasce sempre nos mundos e é crucificado em cada um deles para que todos os seres tenham vida e a tenham em abundância. O Espírito Santo é o fazedor da Luz: “Deus disse: faça-se a Luz e a Luz foi feita”.

A energia criadora do Terceiro Logos elabora os elementos químicos da Terra com toda sua complexidade de formas.Quando esta energia criadora se retirar do centro da Terra, nosso mundo se converterá em um cadáver. Assim é como os mundos morrem.

O hidrogênio, o carbono, o nitrogênio e o oxigênio são os quatro elementos básicos com os quais o Terceiro Logos trabalha. Os elementos químicos estão dispostos na ordem de seus pesos atômicos. O mais leve é o hidrogênio, cujo peso atômico 1, e o Urânio, cujo peso atômico é 238,5 e é o mais pesado dos elementos conhecidos.

Os elétrons constituem uma ponte entre o Espírito e a Matéria. O hidrogênio em si mesmo é o elemento mais rarefeito que se conhece, a primeira manifestação da Serpente. Todo elemento, todo alimento, todo organismo se sintetiza em determinado tipo de hidrogênio. A energia sexual corresponde ao hidrogênio-12 e sua nota musical é o SI.

A energia do Terceiro Logos expressa-se por meio dos órgãos sexuais e por meio da laringe criadora. Estes são os dois instrumentos pelos quais a poderosa Energia Criadora do Terceiro Logos flui.

A Mãe e o Espírito Santo nos dão Poder e Sabedoria. Os símbolos da Virgem são: a Yoni, o Cálice e a Túnica da Ocultação. Seu nome cabalístico é Aralim, sua região a dos Tronos e seu atributo é a Inteligência.

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Letra Hebraica: Ghimel, “G”, quer dizer: camelo, plenitude. O vocábulo significa “esplendor e organismo em função”, isto é, a função do dinamismo vivente em seu trabalho de viver. Tem seu equivalente no Arcano 3, A Imperatriz.

Valor numérico: 3

Letra: C

Planeta: Júpiter

Cor: púrpura

Nota musical: SI

Elemento alquímico: Fusão dos ingredientes e o poder de Ideação da Mente. Desperta no ser humano a aptidão para identificar-se com o oculto e o manifestado.

Arcano 3

É a Imperatriz no ato de fazer manifesta sua potestade. Símbolo do dinamismo vivente cifrado na letra Ghimel. Representa a Natureza Divina, o organismo em função, a conjunção de forças que tendem a um mesmo fim. A Matriz Universal em sua função Criadora, o Verbo em função. É a Luz Divina, e a Luz em si mesma é a Mãe Divina. Corresponde àquela parte do Gênesis que diz: “Deus disse faça-se a Luz e a Luz foi feita”, desde o primeiro dia da criação. Também é o número do Terceiro Logos, que domina em toda forma de criação, é o ritmo do Criador.

A Mãe Celeste no campo material significa Produção Material, e no campo espiritual significa Produção Espiritual. O Cabalista-Alquimista deve aprender a usar o Enxofre, o Mercúrio e o Sal. O Mercúrio serve para preparar a Água Lustral. No fundo de um recipiente de cobre cheio de água (que não seja um tacho), acrescentam-se mercúrio e um espelho. Serve para despertar a clarividência. Nostradamus fazia as adivinhações com cobre e mercúrio.

O Sal tem suas virtudes. Em um recipiente, misturando-se Sal com álcool e ateando fogo, serve para invocar os Mestres da Medicina – como Adonai, Hipócrates, Galeno, Paracelso – quando se necessita curar algum enfermo.

O Ternário é muito importante, é a palavra, a plenitude, a fecundidade, a natureza, a geração nos três mundos. O Arcano 3 da Cabala é essa Mulher vestida de Sol, com a Lua a seus pés e coroada com 12 Estrelas. O símbolo da Rainha do Céu é a Imperatriz do Tarô, uma misteriosa mulher coroada, sentada e com o cetro do mando, em cujo extremo aparece o globo do mundo. Ela é a Urânia-Vênus dos gregos, a Alma Cristificada, a Mãe Celeste.

A Mãe Divina, o Arcano 3, é a Mãe Particular de cada um de nós, é a Mãe de nosso Ser que deve pisotear a Lua, o Ego Lua, para que resplandeçam sobre sua cabeça as 12 Estrelas.

Para criar, necessitam-se de três forças primárias que vêm de cima, do Pai, e existem em toda a criação: força Positiva, Negativa e Neutra. Segundo o Zohar, a Alma tem três aspectos: Nephesh, a Alma animal; Ruach, a Alma pensante, emocional; e Neshamah, a Alma espiritual. O substractum desses três aspectos da Alma são os sefirotes.

Nephesh

Deve-se distinguir entre corpo astral e corpos lunares. Estes últimos movem-se durante a noite e depois da morte; a estes corpos se tem chamado corpo astral, mas não são os legítimos. Quem quiser dar-se ao luxo de tê-los deve realizar o trabalho do Maithuna, onde se fabrica o H-SI-12 (Hidrogênio; SI = nota musical; 12 = 12 Leis), que vibra em nosso organismo com a escala musical. E se a prática é intensiva, cristaliza-se no corpo astral solar. Ao Iniciado cabe baixar aos Mundos Infernos durante 40 dias e cabe recapitular todas as maldades e dramas espantosos de passadas reencarnações. Pouco a pouco vai saindo dessas tenebrosas regiões, mas antes de sair, as três Almas – Nephesh, Ruach e Neshamah –, são submetidas a provas. Quão interessante é ver a Alma animal submetida às provas, o mesmo para a Alma pensante e a Essência, que também é submetida às provas. A Bíblia diz: “Nephesh, Nephesh, o sangue com sangue se paga”. Através das palavras hebraicas encontra-se a Sabedoria.

Ruach

É a Alma pensante, emocional, que está contida nos corpos lunares de desejos.

Neshamah

O que há de Alma contida entre os princípios antes mencionados é submetido a provas muito difíceis. Quando o Iniciado triunfa, ascende depois ao mundo causal para entrevistar-se com Sanat Kumarah, um Venerável Ancião nomeado em antiquíssimas religiões, um dos quatro Tronos dos quais a Bíblia fala. Três se foram e permaneceu somente um, que empunha a Vara de Aarão. O Cetro do Reis é inefável, tem relação com Satwa, Rajas e Tamas, as três gunas em equilíbrio. Sanat Kumarah dá a Iniciação Esotérica do corpo astral solar.

O número 3, como princípio absoluto universal, representa o princípio da Natureza em função, transmutação e manifestação. Pitágoras chama a Tríade de Mãe da Música, Mestra da Geometria, Razão da Virtude e Síntese do Intelecto.

Como princípio de formação no ser humano, é formado por dois semicírculos que, ao se unirem, formam o círculo completo, símbolo da Alma, o princípio que reúne em si mesmo o oculto e o manifestado, o passado e o porvir em um eterno presente.

Pitágoras diz que a formação do homem é determinada por três princípios: o paterno, que lhe dá a matéria branca, o materno que dá vermelha e o divino que lhe dá a Alma, a Inteligência e a Respiração. Como força atuante nas relações mundanas é a “Senhora da Casa”, diziam os pitagóricos.

Como tal, concede energia e extensão aos números com que se associam, promete ideação acertada, obstáculos a vencer e satisfações à medida que se vai vencendo, dando simultaneamente: providência, previsão e decisão.

Relaciona na Criação: o princípio da transmutação, manifestação e renovação.

No Universal: Júpiter

Signo zodiacal: Gêmeos

Nota musical: MI

Metal: Estanho

Essência: Tuberosa

Pedra: Água-marinha

Substância química: Potássio clorídrico

Elemento geométrico: Triângulo

No Ser Humano: Plexo esplênico, fígado, tensão muscular

Ideias: Expansão, moderação, ânimo gozoso, ideação e comunhão de pensamento. O estudante que se identifica com a Tríade conhece o mistério da família.

Atributo modelador: Júpiter em Sagitário.

Sagitário é o trono de Júpiter. As forças de Júpiter manifestam-se no despertar da Consciência. As forças de Júpiter sabiamente dirigidas ajudam a magnetizar o sangue, que é o veículo da Essência e que nos ajudam a despertar, podendo assim estudar as Memórias da Natureza.

A metade animal de Sagitário nos recorda o Ego que devemos eliminar, e a metade humana o Homem Espiritual que dirige sua flecha, seu anseio, para o Pai, para Júpiter, IO-PITER (a Mãe e o Pai). Há de se expressar tudo com harmonia, beleza e perfeição.

Espiritual: representa o conhecimento do oculto e o manifestado, o passado e o futuro, fazendo-se realidade no presente.

Mental: é a ideação, geração, manifestação, o espiritual, o mental e o físico.

Físico: Propende à expansão, multiplicação e concreção das ideias, desejos e atos que expressam a vida interior.

Axioma transcendental: “Tecendo está teu tear, telas para teu uso e telas que não hás de usar”.

O tear é a própria vida; aí estão tecidos os dramas, as comédias e as tragédias que devemos viver, de acordo com o destino que nós mesmos traçamos com nossas boas ou más ações (Carma). Esta existência não é mais do que a repetição (Recorrência) da existência anterior, com suas consequências boas ou más. Os dramas são para as pessoas más ou piores, as tragédias para os perversos e as comédias para os palhaços. Em cada uma das cenas recorrentes da vida, existem em nosso interior os comprometidos atores que têm de representá-las, mas se os eliminarmos, já não haverá quem as represente, e portanto os dramas, as comédias ou as tragédias acabarão em nossas vidas.

O axioma diz que há telas para nosso uso e outras que não devemos usar, isto é, as diversas circunstâncias recorrentes da vida podem servir-nos para despertar e ascender, ou para repetir os erros do passado, afundando-nos mais na inconsciência.

Devemos aprender a aproveitar as recorrências favoráveis e rejeitar, através do estado de alerta ou recordação de si, aquelas que nos prejudicam. Também é necessário desenvolver a Vontade Consciente, o pensamento inteligente e as emoções superiores, para poder originar novas ações.

Quando estamos alertas, podemos ver as recorrências de antemão, e se são prejudiciais, pedir à Mãe Divina que elimine os atores que as representam e que nos afaste do perigo.

Despertando a Consciência e fazendo boas obras deixamos em branco as páginas do Livro da Vida e teremos com o que pagar para sairmos bem nos negócios.

Elemento de predição: “Promete ideação, produção, riquezas e abundâncias de bens materiais e espirituais; obstáculos a vencer e satisfações à medida que se vencem”.

FONTE: Tarô e Cabala – Samael Aun Weor

Arcano 2 – A Sacerdotisa

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Descrição e símbolos

A Sacerdotisa entre duas colunas, uma branca e outra negra. Sobre sua cabeça, envolto pelos chifres do crescente lunar, está o Globo Solar, RÁ, o Logos.

Em seu regaço um livro aberto ao meio. Em sua mão direita a cruz Ankh. O rosto está coberto pelo Véu de Ísis e tem um seio descoberto. Em sua cabeça a mitra branca e vermelha unida (as coroas do Baixo e Algo Egito).

Em sua testa, a Cobra Sagrada. Sob a Mestra, nas Águas da Vida, duas pequenas colunas, também branca e negra.

 

A Sacerdotisa

É a Divina Mãe Kundalini, a Virgem Mãe de todos os cultos religiosos. Para regressar ao Pai, primeiro temos de regressar ao Filho: “Ninguém regressa ao Pai a não ser por mim”. Mas para regressar ao Filho há de se regressar primeiro à Mãe. O filho ingrato se esquece de sua Mãe, se extravia e cai no erro, e todo erro se paga caro; quando o filho ama sua Mãe, Ela o auxilia e o leva pela mão no Caminho Reto. Ela se expressa em todo o Universo através de seus cincos aspectos: aImanifestada Kundalini; a Divina Mãe Particular; a Divina Mãe Morte; a Mãe Natura e a Maga Elemental.

No ser humano, a Mãe Cósmica assume a forma de uma Serpente. Há duas Serpentes: a Serpente tentadora do Éden, a Deusa Kali, do abominável Órgão Kundartiguador e a Serpente de Bronze que curava os israelitas no deserto, a serpente Kundalini. São os dois princípios femininos do Universo: a Virgem e a Rameira, a Mãe Divina, ou Lua Branca, e a Lua Negra referente a Astaroth (Kali, o aspecto tenebroso).

O Véu de Ísis que cai no seu rosto é o “Véu Sexual Adâmico”. As palavras inefáveis da Deusa Neith foram esculpidas em letras de ouro nos muros resplandecentes do Templo da Sabedoria:  “Eu Sou a que foi, é e será, e nenhum mortal levantou meu Véu”.

O Véu simboliza que os segredos da Mãe Natureza estão ocultos para o profano e só o Iniciado, depois de incessantes purificações e meditações, pode discorrer. Também representa o véu da inconsciência.

O Globo Solar é o Logos Solar Ra, entre os Cornos do Ascendente Lunar, indicando fecundação, gestação. O círculo é também a Serpente que morde a própria cauda, representando a Mãe Cósmica, a Vaca Sagrada. Os cornos são do Touro Sagrado Ápis, o esposo da Vaca Divina, e simbolizam internamente o Pai e externamente o Eu Psicológico (nossos defeitos). Encontramos também os atributos do bezerrinho ou Kabir. Como ascendente lunar, representam as forças gestantes do ventre genesíaco da Vaca Sagrada.

As Duas Colunas

A Sacerdotisa está entre duas colunas, Ela está dentro de um Templo, voltada para nós, por isso as colunas estão ao contrário, uma é branca e a outra é negra; são as colunas J e B de todo Templo. No Pai que está em segredo e na Divina Mãe Kundalini, vemos as duas colunas Jakin e Bohaz que são as que sustentam o Templo.

A letra hebraica Bethexpressa o dualismo das duas Colunas do Templo: Jakin, a coluna direita de cor branca, o Homem, o princípio masculino, e Bohaz, a coluna esquerda, de cor negra, a Mulher, o princípio feminino. Entre as duas colunas Jakin e Bohaz está o grande Arcano e isso muitos não entendem. Ao colocar-se a Pedra Cúbica em estado bruto entre as duas colunas ela se converte na Pedra Cúbica de Yesod já lavrada. Tem-se de conhecer o Arcano: o Maithuna, representado pelo cinzel da Inteligência e pelo martelo da Vontade.

Ao estar sentada, a Sacerdotisa nos indica o seu aspecto passivo, pois mostra o seu perfil esquerdo, no Arcano 1 o Mago está de pé, aspecto ativo.

A Coroa

Branca e vermelha juntas, esta mitra representa o Alto e o Baixo Egito, as cidades de Pe e Dep, isto é, o Celestial e o Terreno, onde se expressa o poder da Divina Mãe.

O livro em seu regaço, aberto, meio encoberto com seu manto indica que Ela é a Sabedoria, ensina a Cabala, a ciência hermética, a ciência pura.

A cruz Ankh ou Ansadaem seu peito, símbolo da vida, o fundamento Vênus, a cruz Tao. A cruz sobre o peito desnudo significa que seu produto, o leite, são as Virtudes. O peito descoberto é o Alimento Superior, o Pão supersubstancial, as Virtudes.

A Cobra Sagrada: a serpente sobre a fronte indica que é uma Mestra.

As Colunas nas Águas da Vida são as duas Colunas do Templo de Ísis, a branca Jákin e a negra Bohaz, cada uma com quatro degraus, significando os quatro corpos: Físico, Vital, Astral e Mental.

Atributo da Deidade: o signaculum do Espírito Vital da Lua, representa o ventre genesíaco de onde tudo surge e para onde tudo regressa. A Dualidade criando, gestando o Universo.
Fonema Egípcio: O Oca Chenapolex representa e ideia de filho, mas, como estes animais, sente grande ternura por seus filhos e se precipita contra os caçadores para defendê-los, então podemos ver aqui o abrigo e a segurança que nos oferece o seio do Pai-Mãe Interior. Quando aparece com o Globo Solar, lê-se “Filho do Sol”.

Fonema Místico: representa a dualidade receptora e produtora da Natureza, na Alquimia significa Infusão, isto é, a ação do Batismo.

O Sefirote Chokmah: é o Cristo Cósmico, o Christus, o Vishnu dos hindus. O Segundo Logos, Chokmah, é Amor, o Agnus Dei, o Cordeiro Imolado, é o Fogo que arde em toda a criação desde o princípio do mundo para a nossa salvação. É o fogo que subjaz no fundo de toda matéria orgânica e inorgânica.

A energia solar é luz Astral, sua essência é o poder cristônico encerrado no pólen fecundante da flor, no coração do fruto da árvore, nas glândulas de secreção interna do animal e do homem.

“No homem, seu principal fundamento está no cóccix.”

Cristo é a própria Sabedoria, o Logos Solar, cujo corpo físico é o Sol. Cristo caminha com seu Sol, da mesma forma que a Alma humana caminha com seu corpo de carne e osso. Cristo é a Lua do Sol. A luz do Sol é a Luz do Cristo. A Luz do Sol é uma substância cristônica que faz crescer a planta e brotar a semente. Dentro da dureza do grão fica encerrada essa substância do Logos Solar, que permite à planta reproduzir-se incessantemente com a vida gloriosa, pujante e ativa.

A energia desprendida do Fogo Solar está fixada no coração da Terra e ela é o núcleo vibrante das células de todo ser vivo. Com a ajuda do Segundo Logos este mundo tem Consciência, assim nós também poderemos despertar e ter Consciência.

Cristo é o Sol Central, é o Raio que nos une ao Absoluto.

“Eu creio no Filho, o Crestos Cósmico, a poderosa Mediação Astral, que enlaça nossa Personalidade Física, com a Imanência Suprema do Pai Solar”, diz um antigo ritual egípcio.

O Cristo não é um indivíduo. O Cristo Cósmico é impessoal, Universal e está além da Individualidade, da Personalidade e do Eu, é uma Força Cósmica que se expressa através de qualquer homem que esteja devidamente preparado.

Um dia se expressou através do grande Yeshua ben Pandirah, conhecido no mundo físico como o Mestre Jesus de Nazaré e também se expressou através de muitos outros. Cristo é uma Inteligência Cósmica, latente em cada átomo do Infinito. A Substância da Verdade. Cristo é a Verdade e a Vida.

Entre os chineses é Fu-Hi; entre os mexicanos, é Quetzalcoatl, que foi o Messias e transformador dos Toltecas; entre os japoneses é Amida, aquele tem o poder de abrir as portas do Gokurak (o Paraíso). No culto de Zoroastro, é Ahura-Mazda. Os Eddas germânicos citam “Kristos”, um Deus semelhante a Jesus de Nazaré, nascido no dia 25 de dezembro à meia noite, igual aos Cristos nórdicos: Odín, Wotan e Beleno. O Evangelho de Krishna, na Índia milenar, é similar ao Evangelho Cristão. No Egito, era Osíris e todo aquele que o encarnava era um Osirisficado; Hermes Trismegisto é o Cristo Egípcio.

O Logos Solar não é um indivíduo, é um exército: o Verbo, a Grande Palavra. O exército da Voz é uma unidade múltipla, eterna, incondicionada e perfeita, o Logos Criador.

“No princípio era o Verbo e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por Ele e sem Ele nada foi feito. A Luz resplandeceu nas trevas e as trevas não a compreenderam”. (João 1:1-5).

Ele é o Grande Alento emanado das entranhas do Eterno Espaço Abstrato Absoluto. Ele é o Ser de todos os Seres, o Absoluto, o Inominável, o Ilimitado Espaço. Quem encarna seu Cristo se cristifica e ingressa nas fileiras do Exército da Voz.

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No Cristo todos somos Um. No Senhor não existem diferenças entre homem e homem, porque n’Ele todos somos Um. No mundo do Senhor não existe a Individualidade nem a Personalidade. Nele não há diferenças hierárquicas, a variedade é a Unidade.

Temos de acabar com a Personalidade, com a Individualidade, com o Eu, para que nasça em nós o Ser.

Só Ele pode dizer: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. “Eu Sou a Luz. Eu Sou a Vida. Eu sou o Bom Pastor. Eu Sou o Pão. Eu Sou a Ressurreição.” “O Eu Sou é o Cristo Interno de cada homem, nosso Divino Augoeides, o Logos.”

O que recebe a Coroa da Vida tem o direito de dizer: “Eu Sou Ele, Eu Sou Ele, Eu Sou Ele…” O Cristo é simbolizado pelo falo em ereção, pelo cetro de poder levantado, pela torre, pela pedra aguda e pela túnica de glória. Ele é origem divina Cristo é Amor. A Antítese do Amor é o Ódio, que se converte em fogo e queima. O monstro mais terrível que existe sobre a Terra é o ódio.

Existe um axioma hermético que nos mostra como formar o Cristo em nós, é o seguinte:

“Receber com agrado as manifestações desagradáveis de nossos semelhantes”.

Quem mente, peca contra o Pai, que é a Verdade; quem odeia, peca contra o Filho, que é o Amor, quem fornica, peca contra o Espírito Santo, que é a Castidade. Seu nome cabalístico é Ophanim, sua região a dos Querubins e seu atributo, a Sabedoria.

Letra Hebraica Beth quer dizer: “Casa, Tenda”. O Vocábulo se compõe de “Sonho Formação”, isto é, “Sonho Criador”, a Imaginação como princípio Criado.

A Mãe tem seu equivalente no Arcano 2.

A Sacerdotisa

Valor numérico: 2
Letra: B
Planeta: Lua
Cor: Violeta

Princípio alquímico: o dissolvente Universal e o poder de raciocínio da Mente. Desperta no ser humano aptidão para considerar os fatores opostos, coordenar as afinidades das coisas e propender à relação dos sexos.

Arcano 2: A Sacerdotisa no ato de exercer seu Sacerdócio. O Símbolo da Imaginação Criadora que cria cifrado na letra Beth. Representa a substância Divina, o princípio formado. A Mãe. A Ciência Oculta e a Manifestada. O passado e o futuro irmanados no Eterno Presente.

No campo do Espírito, o 1 é o Pai que está em segredo e o 2 é a Mãe Divina, que é o desdobramento do Pai, a manifestação Dual da Unidade. A Unidade ao desdobrar-se, dá origem à Feminilidade Receptora e Produtora da Natureza. No homem o número 2 é a Imaginação, enquanto o número 1 é a Vontade.

O número 2 como Princípio Absoluto representa a dualidade, a diversidade, a divisão e multiplicação, o par e o ímpar. É a Mãe e seu elemento criador. Pitágoras o chama de: multidão, audácia, fonte, fundação, distribuição, harmonia e paciência. Mas no negativo ele o chama de: dissimilitude, horror, averno, discórdia, remorso e morte. No superior: a Mãe, e no inferior: a Humanidade.

A Mãe Divina é o Eterno Princípio Feminino, representado pela Lua.

O princípio Universal da Vida se desdobra no Eterno princípio Feminino Universal, que é o Grande “Pralaya do Universo, do Cosmo, seio fecundo de onde tudo nasce e para onde tudo volta. Que seria da Grande Vida, se não existisse o número 2? O 1 é o Pai, o 2 é a Divina Mãe. Eis aqui a maravilha do número 2.

“Deus é Pai e Mãe ao mesmo tempo”.

Os Elohim podem polarizar seus princípios masculino ou feminino. Nos antigos Templos sempre havia um sacerdote e uma sacerdotisa. Na Maçonaria primitiva existia um Mestre e uma Mestra. O Conde Caliostro tentou fundar a Maçonaria Egípcia na Inglaterra, porém teve muitos inimigos, tendo estabelecido dois tronos.

Como princípio de formação no ser humano, o signo está formado por uma reta e uma curva, símbolos do espiritual e do material. É a imaginação, princípio de sabedoria, razão, discrição, associação, adaptação, equilíbrio, passividade, domesticidade. Representa e afinidade e a concordância das forças opostas, a relação dos sexos, o equilíbrio do moral e do material. É ordem na mão de obra e imaginação no pensamento. Dá o julgamento correto pelo qual a reta razão nos guia para o melhor nos Caminhos Retos.

Como força atuante nas relações mundanas: “Fonte de Sintonias” o chamaram os Pitagóricos, e como tal comunica aos números com que se associa a virtude de Consonância, que se faz efetiva através do espírito de Concórdia da pessoa que o tem no nome ou data de nascimento. O estudante que se identifica com a Díade conhece o mistério da maternidade.

Relaciona-se na Criação: princípio da Dualidade, diversidade; elemento feminino de diferenciação.

Planeta: Lua.
Signo zodiacal: Touro.
Nota musical: Ré.
Cor: Violeta.
Metal: Prata.
Essência: Baunilha.
Pedra: Esmeralda.
Substância química: Sulfato de sódio.
Corpo humano: plexo solar, laríngeo, linfa, estômago, sentido do paladar.
Ideias: Concórdia, associação, adaptação, passividade, domesticidade e dualidade.
Lua em Câncer. Câncer é o trono da Lua, o signo de prata, tanto alquímico como natural. Matéria receptiva do espírito feminino maternal universal. A Lua rege a maternidade e a morte. Hoje em dia se comprovou a influência da Lua sobre os líquidos, sobre o crescimento das plantas, sobre os ciclos das doenças, sobre o aumento dos crimes, os atos de loucura etc.

A Lua tem poder sobre o Sal, e o sal é a base de tudo que vive. Dentro do nosso organismo existem 12 sais, os 12 sais zodiacais. A Lua leva e traz os valores a uma nova matriz: rege os primeiros 7 anos da vida.

Atributo modelador:

– Espiritual: representa a matriz na qual tomam formas as imagens, a tese delineando a antítese; a fonte que acumula as águas do manancial.

– Mental: é a dualidade, o sentido dos opostos, a razão que compara, o positivo e o negativo, o feminino e o masculino, o visível e o invisível, a Luz e a Sombra.

– Físico: propendem à fusão dos desejos, afinidade química, relação dos sexos, o comércio, o intercâmbio, a dualidade e duplicidade.

Axioma transcendental: “O vento e as ondas vão sempre a favor de quem sabe navegar”.

Antigamente, dizia-se que a vida era como um grande oceano e quem triunfava na vida era considerado um grande marinheiro. O bom marinheiro não só sabe aproveitar o vento e as ondas, mas também é capaz (de acordo com os signos estelares e outros augúrios) de predizer o tempo; ademais conhece a rota e, se é nova, a estudo com anterioridade e se informa com os que já a percorreram.

Por isso, o bom navegante do mar da existência, se não quer converter-se num náufrago ou num simples pedaço de madeira levado pelas tempestuosas ondas, ao vaivém dos ventos, deve fazer o mesmo: conhecer o Barco e sua tripulação, autoconhecer-se, saber como está constituído e quem são os que o acompanham em tal empresa, se são bons marinheiros (parte do Ser) ou maus marinheiros (agregados psíquicos). Conhecer os mapas do caminho, da rota a seguir, isto é, estudar Cabala, Alquimia, enfim toda a Sabedoria Antiga, que há de conduzi-lo a um porto seguro.

Inclusive o bom marinheiro sabe aproveitar as mais duras adversidades. Porque no mar da existência, algumas vezes sopram ventos propícios, mas outras, nem tanto, e ainda assim há que seguir navegando sem sucumbir à tempestade. Sempre busca auxílio nas estrelas, nas partes superiores do Ser e nos Mestres da Fraternidade Branca.

Elemento de predição:

“Promete atração e repulsa, perdas e ganhos, subidas e descidas, inspirações favoráveis à iniciativa e a secreta oposição de terceiros para elevar o que se iniciou a um bom final”.

Rumo a Deus pelo coração

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O sufismo é a corrente mística e contemplativa, que segundo algumas fontes tem suas origens na religião islâmica, porém esta não é uma informação de todo verdadeira. Os praticantes são conhecidos como sufis ou sufistas e procuram estabelecer uma relação íntima com Deus, utilizando de vários ritos e técnicas para tal.

“Há, no Ocidente, muita confusão, muitos mal-entendidos acerca da Tradição Sufi de ensinamento e do desenvolvimento interior do indivíduo. A Tradição Sufi é, como tem sido sempre, uma ciência exata, não se encaixando dentro da série de “ismos” que marcam muitas filosofias populares.”

O pensamento sufi se fortaleceu no Médio Oriente no século 7º e se encontra hoje por todo o mundo, sofrendo perseguição em alguns lugares como Ásia, Oriente Médio e África. Os místicos sufis procuram ensinar, escrever e criar versos para devolver ao homem o Conhecimento Esotérico (Gnose) perdido pelas religiões estabelecidas. Em sua crença, Deus é amoroso, e a comunhão profunda com Ele pode ser obtida por qualquer pessoa, independentemente de suas crenças.
Alguns nomes de Mestres da Tradição Sufi: Al-Ghazali, Hafiz, Jami, Saadi, Salman i-Farsi, Omar Khayyam, Rumi, Al-Beirun.

Rumi

Jalal ud-Din Rumi nasceu em 1207, em Balkh, no Khorasan, atual Afeganistão. Em 1244 conhece o velho místico Shams, e com ele trava uma amizade profunda, interrompida apenas pela morte de Shams, ao qual Rumi dedicou muitos poemas. Rumi faleceu em 1273 e fazia parte da tradição dos Dervixes Rodopiantes, que compreende os místicos sufis que utilizam a dança e o giro como um meio para atingir êxtase espiritual. Rumi ficou conhecido como um grande poeta, através de seus livros: Masnavi, Fihi-Ma-Fihi e Divan.

 

 

Poemas de Rumi

 

O Amor partiu meu leve coração
e o sol vem clarear minhas ruínas.

Ouvi belas palavras do Sultão.
Caí por terra triste, acabrunhado.

Acercou-se de mim, vi o seu rosto.
“Do rosto eu não sabia mais do que o véu.”

Se a luz do véu abrasa esse universo,
o que dizer do fogo de teu rosto?

O Amor veio e partiu. Eu o segui.
Voltou-se, como águia, e devorou-me.

Perdi-me no tempo e no espaço.
Perdi-me nos mares do verbo.

O gosto deste vinho,
conhece quem sofreu.

Os profetas bebem tormentos.

E as águas não temem o fogo.

**************************

Quero fugir a cem léguas da razão,
Quero da presença do bem e do mal me liberar.
Detrás do véu existe tanta beleza: lá está meu Ser.
Quero me enamorar de mim mesmo, ó vós, que não sabeis!

***************************

Eu soube enfim que o amor está ligado a mim.
E eu agarro esta cabeleira de mil tranças.
Embora ontem à noite eu estivesse bêbado da taça,
Hoje, eu sou tal, que a taça se embebeda de mim.

****************************

Ele chegou… Chegou aquele que nunca partiu;
Esta água nunca faltou a este riacho
Ele é a substância do almíscar e nós o seu perfume,
Alguma vez se viu o almíscar separado de seu cheiro?

****************************

Se busco meu coração, o encontro em teu quintal,
Se busco minha alma, não a vejo a não ser nos cachos de teu cabelo.
Se bebo água, quando estou sedento
Vejo na água o reflexo do teu rosto.

*****************************

Sou medido, ao medir teu amor.
Sou levado, ao levar teu amor.
Não posso comer de dia nem dormir de noite.
Para ser teu amigo
Tornei-me meu próprio inimigo.

 

 

HAFIZ

Al-Din Muhammad Hafiz nasceu em Chiraz, em 1325, foi um poeta lírico persa, professor de exegese do Alcorão e adepto do sufismo. Exímio no gazel (uma forma de ode), foi, durante muito tempo, poeta da corte, mas caiu em desgraça em 1368. Sua obra versa sobre o amor à natureza, aos prazeres do vinho e do amor, as imagens incomuns e as exatas descrições da vida cotidiana da época. Sua obra intitulada Diwan, com mais de 500 poemas líricos (gazéis). Morreu em Chiraz no ano de 1390.

Poemas de Hafiz

Um dia, o sol admitiu:
Sou apenas uma sombra,
quisera poder mostrar-te a infinita incandescência
que lançou minha imagem brilhante.
Quisera poder mostrar-te, quando você se sentir só ou na escuridão,
a surpreendente luz do teu próprio Ser.

***********************************

O que poderia Hafiz proferir sobre aquele dia
Quando o sol concebeu um homem,
Deu à luz a si próprio como a realidade e a verdade?
Que justiça poderia todo discurso na criação jamais dizer
A respeito daquela esplendorosa manhã

Quando o eterno Um maravilhoso Deixou seu rosto
Reaparecer na forma através da graça?
Há algo que eu vi no interior de Maomé,
Essa é a raiz luminosa de toda a existência,
Independente da noviça dança do tempo

Através de uma única corda do alaúde do infinito.
O que pode até mesmo o amor de Hafiz expressar
Pelo antigo doce homem

Que sempre produz compaixão e ludicidade divina?
O que pode o vórtice do meu humor, perspicácia e gratidão sublimes,
jamais dizer Sobre o pai dos perfeitos,
Quando eles próprios, podem transformá-lo em Deus?

Eu trago presentes hoje dos reis dos peixes, animais, aves, e anjos.
Eu trago presentes hoje dos rios, mares, campos, estrelas,
E de cada alma – que para sempre será!
Amado deixe-nos conhecer O que a luz viu e disse:

Quando te descobriu pela primeira vez, e em seguida, saltou e desfaleceu
Em tal risada maravilhosa Que a luz tornou-se Este solo de terra E este céu.
Ó, Eterno, neste dia sagrado sempre presente esqueça sua divina reserva
– Escancare as portas da Taberna.
Dê aos seus sedentos velhacos leais
Uma bebida de sua sagrada vinha,

Livre-nos de nós mesmos, um pouco
Com abençoado conhecimento consumidor do seu Ser Omnipresente.
Nós somos suas noivas ansiosas, por que esconder isso?

Somos mariposas dervixes cantando.
Nossas almas sabem Daquele fogo imaculado que você mantém
Que pertence a nós!

Mesmo a morte não terá poder agora
Para calar Seu nome de bater loucamente em nossos corações.
Viajante, agora não é hora se sentar-se quieto
Pois nada, além de um grande clamor de alegria

E a música pode fazer qualquer sentido
Hoje!

********************************

Uma destas noites, um sábio me falou: “É preciso conheceres o segredo daquele que nos vende o vinho”.
E ainda: “Não leves nada a sério. O mundo carrega de enormes fardos aqueles que dobram a cerviz”.
Depois, estendeu-me uma taça onde o esplendor do céu se refletia tão vivamente que Zuhra se pôs a dançar:
“Filho, segue o meu conselho; não te inquietes com as noites deste mundo. Guarda as minhas palavras: elas são mais raras do que as pérolas”.

“Aceita a vida como aceitas essa taça, de sorriso nos lábios, ainda que o coração esteja a sangrar. Não gemas como um alaúde; esconde as tuas chagas.”
“Até o dia em que passares por trás do véu, nada compreenderás. Não podem ouvidos humanos ouvir a palavra do anjo.”
“Na casa do amor, não te envaideças das tuas perguntas, nem da resposta.”
Vinho, ó Saki, mais vinho: as loucuras de Hafiz foram compreendidas pelo Senhor da alegria, Aquele que perdoa, Aquele que esquece…

Um viajante encontrou a casa de um beduíno perdida no meio do deserto. Este não tinha mais do que um pouco de leite de cabra, que não saciou a fome do hóspede.
Nisto, o beduíno disse à esposa: “Mata a cabra”.
“Marido, é tudo o que temos, sem ela morreremos de fome.”
“Antes morrer de fome que deixar o nosso hóspede faminto. Mata a cabra, mulher!”
A cabra foi morta, cozinhada e servida.
Na hora da partida, o hóspede disse ao seu criado: “Dá ao nosso anfitrião tudo o que contigo trazes”.
“Mas, Senhor, tamanha riqueza por uma cabra apenas?”, questionou o servo.
“É verdade. No entanto, este bom homem deu-nos tudo que possuía e nós pouco lhe estamos a dar. A sua generosidade é muito superior à nossa.”

A Esfinge e os deuses elementais

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A civilização egípcia data de um período netuniano-­amentino antiquíssimo.

A Esfinge, que tem resistido ao curso dos séculos, é tão somente a imagem da Esfinge elemental da Deusa Natureza.

Essa Esfinge elemental é a suprema Mestra de toda a Magia Elemental da Natureza.

A entrada ao Templo da Esfinge localiza-se na testa da Esfinge, na quarta dimensão

Quando o Mestre chega à quinta Iniciação dos Mistérios Maiores, sete caminhos aparecem diante dele, dentre os quais deve escolher um.

A evolução dévica é um deles. Os devas são os Deuses dos paraísos elementais da natureza.

Quem São os Deuses Supremos da Senda Dévica

Agni, Deus elemental do fogo, restaura os poderes ígneos de nossos sete corpos através de cada uma das sete grandes Iniciações de Mistérios Maiores.

A própria Deusa Natureza é um Guru Deva que governa a criação.

Apolo, Deus do fogo, guiou a civilização grega pela boca das pitonisas do oráculo de Delfos.

Osíris e Hórus foram grandes Deuses elementais do velho Egito.

No Colégio da Esfinge, podemos estudar os grandes mistérios da Magia Elemental da Natureza.

Os Gurus Devas trabalham com toda a natureza e com o homem. São verdadeiros Mestres de compaixão.

Indra, Deus do Éter; Agni, Deus do Fogo; Pavana*, Deus do Ar; Varuna, Deus da Água, e Kitichi, Deus da Terra, são Gurus Devas que governam os paraísos elementais da Deusa Elemental do Mundo.

Medina Cifuentes, autor de Tesouros Ocultos, equivoca-­se ao afirmar absurdamente que os devas já nada têm a ver com a evolução humana.

Os Gurus Devas trabalham com o homem e com os elementais da grande natureza. Os Gurus Devas parecem verdadeiros meninos inocentes.

Vivem e brincam como meninos. São discípulos da Esfinge Elemental da Natureza, grande Mestre desses meninos devas.

gaio

Quem é o Guardião da Porta do Templo da Esfinge

Existe, também, neste velho Egito Elemental o “Galo” ou GAIO, com o seu “IAO”.

Este é um Deus elemental da Natureza, que assume a figura de um galo. E se o discípulo deseja despertar sua Kundalini, pode rogar a esse Deus elemental da Natureza e receberá ajuda, pois esse Mestre elemental é profundo na Sabedoria da Serpente.

 

*Pavana na tradição oriental e Varuna no ocultismo ocidental.

Francisco de Assis

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Segundo o VM Samael Aun Weor, Francisco de Assis, ou simplesmente o Irmão Francisco, foi o bodhisatva (encarnação, ou manifestação humana) do grandioso mestre regente do Raio da Sabedoria, Kout-Humi, companheiro do mestre Morya para a criação da nobre Sociedade Teosófica.

A vida de Francisco de Assis é uma das imitações da vida de Jesus o Cristo. Francisco esforçou-se para que sua vida se tornasse a mais parecida com a vida do Sublime Mestre, em todos os aspectos, esotéricos, iniciáticos e também sociais; ou seja, o Irmão Francisco esforçou-se para viver a senda do Cristo Social (clique aqui).

Francisco Bernardone (ou melhor, Giovanni di Pietro di Bernardone) era o filho de um rico mercador italiano, em uma época em que os prazeres mundanos e as honras eram a grande moda para todos os jovens (diferentemente de hoje?). Mas, um dia, sente o chamado de Deus, à semelhança de Sidarta Gautama, o Buda…

Passa por um lugar onde um grupo de leprosos estava pedindo esmola para sobreviver, isso numa época em que se discriminava e temia muito esses enfermos; eram tratados com repulsa e até crueldade (diferentemente de hoje?)…

Francisco conhece uma belíssima moça, aproxima-se dela para conseguir um encontro amoroso, mas a jovem, com doçura e humildade infinitas, descobre parte de seu seio e mostra-lhe que este se encontra carcomido pela lepra.

Francisco recebeu uma terrível lição, pois suas emoções haviam levado um grande choque, fazendo-o sentir piedade, misericórdia, repulsa, asco, enfim, inúmeras sensações emocionais que o deixaram em profundo conflito existencial. Porém, com grande autocontrole, Francisco se acerca dela e, em vez de rechaçá-la, como provavelmente nós o faríamos, dá no rosto dessa jovem um beijo terno e cheio de piedades infinitas…

Quantos de nós já não tivemos gestos de amor, de piedade ou misericórdia, menos de tolerância? Quantos de nós sabemos nos colocar no lugar do outro, em empatia espiritual?

De pronto, Francisco, após essa “pequena grande” experiência, compreende que sua vida, cheia de pompas, riquezas, falsos salamaleques, orgulhos sociais etc. não tem mais sentido, e percebe, ao mesmo tempo, que a sociedade, a família e a Igreja dominante estão destruídas e abandonadas.

Repentinamente, após esses profundos processos de observação, auto-observação, compreensão e demais insights, uma misteriosa voz invade sua alma com a mensagem: RECONSTRÓI MEU TEMPLO!!!

Era a voz do seu Real e Verdadeiro Ser Interior, seu Pai Interno, ordenando-lhe que retornasse à Senda da Iniciação e que reconstruísse seu Templo Interior… E é isso o que o Irmão Francisco faz.

Imediatamente, renuncia a uma vida de honras, riquezas, reconhecimentos sociais e comodidades. E aspira, para “levantar seu templo interior”, a sofrer as mesmas dores do Cristo na cruz… é por isso que Ele se torna um dos estigmatizados mais famosos de todos os tempos.

Porém, para chegar a essas alturas, é óbvio que esse Iniciado poderoso teve não somente uma vida virtuosa, cheia de autêntica santidade, honra e sabedoria, senão uma vida de “Morrer no Cristo para renascer em Cristo”.

Francisco de Assis encarna a suprema Dor e o supremo Amor. Toda a sua vida foi uma Imitação de Cristo, uma constante entrega, um constante sofrer humilhações, um contínuo reagir com amor às ofensas e maledicências do próximo…

Com essa renúncia de seu próprio Ego, por meio dos padecimentos voluntários e conscientes, Francisco atinge sua Realização Íntima, e com esta, encarna os grandes prodígios presenteados por seu próprio Ser Divino, seu Pai Todo-Misericordioso Kout-Humi, Pai de Sabedoria.

Como exemplos, o Irmão Sublime vai a uma região da Itália e conversa amorosamente com um terrível lobo que estava destruindo o gado e os aldeões, e o convence a não mais praticar esse atos… Também prega sermões sublimes que ninguém se interessa em ouvir, menos os peixes de um rio, que o escutam com encanto e devoção…

Milagres de cura por meio de orações, ervateria e magia elemental, ubiquidade (dom de estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo para realizar suas pregações místicas), levitações na frente das multidões, consagrações e exorcismos de purificação em massa de cidades inteiras. Etc.

Multidões de mulheres e homens ficaram impactadas para sempre pelo poeta, santo e imitador de Cristo, Cristo encarnado, anjo seráfico e mestre da Grande Fraternidade Branca Francisco de Assis.

Dessa maravilhosa e sublime vida, podemos sacar força para nosso próprio trabalho interno, para que nos voltemos contra nós mesmos, contra nosso lobo interior, ou monstro que interiormente nos impede de crescer e realizar a Vontade do Pai que está em segredo.

Somente crucificando-nos dia a dia, tomando a cruz com amor e consciência é que poderemos ser capazes de imitar Cristo em pensamentos, palavras e atos e entrar definitivamente na Senda da Iniciação.

Oração de Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei com que eu procure
mais consolar que ser consolado,
compreender que ser compreendido,
amar que ser amado…
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado
e é MORRENDO que se nasce para a vida eterna…

francisco e os animais Gnosisonline

Peça de alumínio de 20 mil anos

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Em 1974, ao longo das margens do rio Mures, na Romênia, um objeto semelhante a um desgastado martelo, ou talvez uma cunha, foi descoberto. Foi encontrado sob 35 pés de areia junto com dois enormes ossos de mastodonte. Os mastodontes foram extintos cerca de 10 mil a 11 mil anos atrás e acredita-se que tenham morrido durante a última grande Era do Gelo.

Arqueólogos buscavam restos de mamutes lanudos em um estrato datado de 20 mil anos. Encontraram os restos desse animal, porém o impressionante é que ao lado de ditos restos de mamute, acharam um Oopart, ou seja, uma peça de alumínio parecida com uma cunha. À primeira vista teria sido fabricada pelo ser humano, mas o estranho é que essa peça era feita de 89% de alumínio, coisa impossível de ser fabricada 20 mil anos atrás.

Oopart é a sigla em inglês para Out Of Place Artifact cunhada por Ivan T. Sanderson, naturalista e criptozoólogo estadunidense. Esse termo é usado para designar objetos de interesse histórico, arqueológico ou paleontológico, que aparecem em locais onde desafiam a cronologia da história, pois não deveriam ser encontrados nesses locais.

A lista de objetos bizarros é extensa e vamos conhecer detalhes de um deles, a chamado de Cunha de Aiud. Essa peça foi encontrada na cidade de mesmo nome na Romênia. Essa peça foi encontrada em algumas explorações arqueológicas aparentemente por coincidência, enquanto escavavam na bacia do rio Danúbio à procura de fósseis de mamutes lanudos.

O que mais surpreende na Cunha de Aiud é que ela é feita de alumínio, elemento químico que, embora esteja presente na natureza, só foi isolado pela primeira vez em 1825. O impressionante é que a Cunha de Aiud é datada com mais de 20 mil anos. Além de sua estranha composição com metais como alumínio, cobre, silício, zinco, chumbo, estanho, zircônio, cádmio, níquel, cobalto, bismuto, prata e gálio, esse objeto foi datado inicialmente em cerca de 400 anos, mas ao ser removido, a camada de óxido superficial que a recobre mudou sua datação de centenas para milhares de anos, graças a estudos realizados pelos arqueólogos Fischinger e Niederkorn. Feita essa análise, a cunha foi guardada no Museu de História da Transilvânia.

Até o ano de 1995, outro pesquisador romeno, Florian Gheorghita, deparou-se com o artefato no porão do Museu. A cunha foi testada mais uma vez. Desta vez em dois laboratórios diferentes: o Instituto Arqueológico de Cluj-Napoca e um laboratório suíço independente. Os testes confirmaram os resultados que o datavam de mais de 20 mil anos.

No entanto, Gheorghita ficou intrigado com sua forma, que era no mínimo incomum (a princípio, acreditava-se ser algum tipo de machado pré-histórico, coberto de uma pátina que inicialmente se acreditava ser pedra, não metal).  Ele consultou um engenheiro aeronáutico através da publicação Ancient Skies, que respondeu que graças à sua configuração, perfurações ovais e padrões de abrasões no metal, poderia ser a base de uma perna de apoio pertencente ao trem de pouso de algum tipo de aeronave, citando como exemplo as sapatas dos módulos lunares.
Claro, há especulações sobre sua origem. Há quem acredite que seja parte de navios de tecnologia antiga, especificamente um vimana (navios lendários da mitologia hindu). Há também quem acredite que seja diretamente o pedaço de uma nave extraterrestre, que estava passando pela terra.
Os céticos argumentam que é parte de algum tipo de maquinaria moderna, como um veículo rastreado ou uma escavadeira, mas isso não explica por que foi encontrado tão fundo (e próximo aos ossos de animais pré-históricos) ou sua datação por carbono.

As três classes de Deusas na mulher

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Arquétipo é um modelo ou exemplo de ideias ou conhecimentos do qual se derivam outros tantos para modelar os pensamentos e atitudes próprios de cada indivíduo, de cada conjunto, de cada sociedade, inclusive de cada sistema.

O conceito de arquétipo foi introduzido pelo psicólogo Carl Gustav Jung como um termo dentro do campo do psíquico. A existência do arquétipo só pode ser inferida, já que é, por definição, inconsciente. Porém, as imagens arquetípicas penetram na consciência e constituem-se em nosso modo de perceber o arquétipo. Eles então aparecem na forma de imagens.

Os arquétipos se manifestam através de nossas projeções, o que nos permite inferir sua presença. As estruturas arquetípicas aparecem no homem por meio de formas determinadas: nas mitologias, nas lendas, nos sonhos, em certos desejos coletivos… Os homens dividem uma série de experiências que ficaram, por sua natureza coletiva, incorporadas como padrões de compreensão da realidade.

São as imagens primordiais, os símbolos universais com os quais fazemos uma conexão com dimensões superiores das quais não somos conscientes. São os padrões de energia que expressamos tão espontaneamente como os instintos. São as máscaras que usamos para representar um papel. São a fachada que exibimos publicamente para dar uma imagem favorável e ser aceitos socialmente.

Podemos usar diferentes máscaras em diferentes circunstâncias: uma com a família, outra no trabalho, outra com os amigos etc.

As máscaras ainda podem ser proveitosas ou nocivas, permitem obter benefícios, igualmente podemos nos fusionar demasiado com uma delas, deixando de lado as demais e não permitindo que se manifestem equitativamente todos os aspectos místicos de nosso interior.

Veremos uma parte do universo feminino visto pelos diferentes rostos com os que a Deusa Mãe se expressa no mundo físico através da mulher.

No inconsciente coletivo estão registradas as experiências que marcam de forma profunda a vida de uma mulher, como o ciclo menstrual, o início da sexualidade, a gravidez, o parto e a menopausa.

Essas experiências produzem um impacto diferente em cada ser feminino, as quais são divididas em todas as épocas, mantendo o fio da trama que nos une de forma inegável com a Deusa que vive em todas nós.

Deusa que se expressa em uma multiplicidade de formas, que cresce e se enriquece com o passar dos séculos, chegando até os dias de hoje intacta, como foi idealizada pelas primeiras mulheres que deixaram suas marcas nesta Terra, antes do Começo dos Tempos.

A Mitologia da Deusa é um dos arquétipos femininos e explica as diferentes experiências vividas durante nossa vida.

Tradicionalmente, considera-se que a mulher deve atravessar três etapas diferentes: a mulher jovem, a mulher em sua plenitude ou mulher madura, e a mulher sábia e anciã. Essas experiências psicológicas e físicas únicas caracterizam cada etapa, formando assim os arquétipos pertencentes à mitologia da Deusa.

Cada um dos mitos da Deusa é um arquétipo que se expressa na vida de toda mulher, produzindo um impacto direto sobre seu psiquismo.

Por isso, compreender a mitologia das diferentes Deusas é compreender o reflexo que o arquétipo produz em nós: visto à luz do mito, um pequeno detalhe de nosso comportamento pode ter uma importância maior e revelar-nos as claves de um enigma que tentamos resolver desde há muito tempo.

A versatilidade da mitologia da Deusa possibilita que cada mulher reconheça suas próprias experiências e características dentro de seu contexto, desenhando o Caminho que a levará a seu verdadeiro Ser, e por isso podemos dizer: Há uma Deusa em e para cada Mulher.

Os Conjuntos de Deusas

Podemos resumir, de forma didática, as Deusas Arquetípicas em três classes: as Virgens, as Vulneráveis e as Alquímicas, que são a representação, por meio de suas metáforas, do que uma mulher pode fazer de sua diversidade e de seus conflitos interiores, manifestando a complexidade e as múltiplas facetas do funcionamento feminino.

Essas três categorias podem, por sua vez, ser divididas em outras categorias e fazer com que a lista seja interminável, já que uma deusa pode ser encontrada em várias categorias. Exemplos:

Deusas Virgens, independentes e invulneráveis: Ártemis ou Diana, Ateneia ou Minerva e Vesta. Amam sua liberdade pessoal, suas próprias decisões e não se deixam influir pelos outros. São as artistas, as inovadoras, e funcionam por si mesmas.

Deusas vulneráveis, maternas e emocionais: Hera, Demeter, Perséfone, Çatal Huyuk. São dependentes dos outros; seus sentimentos e sua ação estão muito influenciados por seus próximos. Muito emotivas, correspondem às esposas, mães, filhas.

Deusas de grande fortaleza pessoal: Ísis, Pachamama, Freya e Coatlicue, entre outras. São deusas criadoras, muito fortes e de grande capacidade de realização e contenção. Exercem uma influência na comunidade.

Deusas de Cura: Minerva, Birgit, Yemanjá. São muito inspiradoras, relacionadas principalmente com os elementos água e fogo, conectadas com emoções mais sutis. Ajudam no contato com o amor e as energias mais invisíveis.

Deusas Obscuras ou Ocultas: Innana, Perséfone e Sekhmet, entre outras. São a sombra, porém não que sejam forças negativas: a parte de cada uma que nos custa ver e assumir. Quando as energias dessas deusas saem à luz, ajudam a mulher a desenvolver o sentido mais profundo da Morte, não necessariamente a morte física, mas de todas as trevas interiores, dando assim um sentido de muita energia, transmutação, libertação e transcendência.

Deusas da Compaixão: Tara e Kuan Yin. Generosas, meditativas, sanadoras, Elas nos ensinam a meditação, a misericórdia e a bondade. São de origem oriental e irradiam luminosidade e paz com somente sua presença, e, ainda mais, com sua invocação.

Deusa da Boa Sorte: Lakshmi. Do panteão hindu, representa a deidade da fortuna pessoal, da dita no plano espiritual e na terra. Quando aparecem, os jardins florescem e tudo tende a melhorar. É a Roda da Fortuna, o arcano 10 do Tarô, que todos temos em nosso interior.

Magia da romãzeira

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Punica granatum

A romãzeira representa a amizade.

A romãzeira representa os acordos amistosos.

A romãzeira representa o lar.

Os elementais das romãzeiras têm o poder de estabelecer relações amistosas.

Os elementais das romãzeiras têm o poder de estabelecer acordos fraternais entre os homens.

Os elementais das romãzeiras têm o poder de estabelecer a harmonia nos lares.

A romãzeira está simbolizada na Luz Astral pelo cavalo.

O cavalo sempre foi o símbolo da amizade.

O anjo que governa as populações elementais é o sol dos lares.

Se queres semear harmonia naqueles lares cheios de aflição, utiliza a magia elemental das romãzeiras.

Se precisas estabelecer relações amistosas com determinadas pessoas, utiliza a magia elemental das romãzeiras.

Se precisas chegar a algum acordo importante com outra pessoa, utiliza os poderes ígneos dos elementais das romãzeiras.

Através da magia elemental das romãzeiras, podemos trabalhar sobre as almas extraviadas para fazê-las voltar ao sendeiro da luz.

Através da magia elemental das romãzeiras, podemos fazer com que o filho pródigo volte ao seu lar.

Quando os elementais das laranjeiras nos estão submetendo a provas, podemos sair triunfantes delas com a magia elemental das romãzeiras.

E mostrou-me o Senhor Jeová um grande monte, e o Senhor Jeová estava sobre esse grande monte, e disse-me o Senhor Jeová:

Com a magia elemental das romãzeiras podes trabalhar pelo progresso da paz.

E tinha o Senhor Jeová a aparência da branca pomba do Espírito Santo.

E todo aquele grande monte resplandecia cheio de majestade.

Com o poder elemental das romãzeiras podemos trabalhar sobre os fornicários para ajudá-los a sair do abismo.

Quando dizemos que com a magia elemental das romãzeiras podemos nos defender quando os gênios elementais das laranjeiras estão nos submetendo à prova, queremos afirmar que as correntes hierárquicas que passam pelas laranjeiras são o polo contrário das correntes cósmicas que passam pelo departamento elemental das romãzeiras.

Força e forças são algo muito unido na criação.

A vida que passa pelas plantas também passa pelos minerais, pelos animais e pela espécie humana.

Neste sentido, os diferentes departamentos elementais da natureza estão relacionados com os diversos estados ou zonas de atividades humanas.

Sob a direção dos anjos regentes dos diferentes departamentos elementais da natureza, trabalham imensos poderes e inumeráveis hierarquias…

E mostrou-me o Senhor Jeová a árvore da vida.

Essa é uma das duas arvores do Éden.

Então, entendi o ensinamento do Senhor Jeová.

Quando trabalhamos pelo progresso da paz, pela fraternidade universal, pela dignificação dos lares, estamos usando a magia elemental da romãzeira.

Isto é, estamos vivendo aqui intensamente a magia elemental das romãzeiras.

Sobre o monte da paz resplandece a glória do Senhor Jeová.

VAGO-O-A-EGO são os mantras dos elementais das romãzeiras.

Quando queremos utilizar o elemental de alguma romãzeira, caminhamos em círculo ao seu redor, abençoamos a árvore, pronunciamos os mantras e ordenamos ao elemental trabalhar sobre a pessoa ou pessoas que nos interessam, de acordo com os nossos fins anelados.

Os anjos que velam por todos os lares da terra pertencem a esse reino elemental das romãzeiras.

Cada família humana está protegida por um anjo familiar.

Tais anjos familiares pertencem ao departamento elemental das romãzeiras.

Os maçons ignoram seu significado oculto.

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