A Psicologia Revolucionária da Nova Era afirma que a máquina orgânica do animal intelectual falsamente chamado Homem existe em forma tricentrada ou tricerebrada.
O primeiro cérebro está encerrado na caixa craniana. O segundo cérebro corresponde concretamente à espinha dorsal com sua medula central e todos os seus ramos nervosos. O terceiro cérebro não reside em um local definido nem é um órgão determinado. Realmente, o terceiro cérebro está constituído pelos plexos nervosos simpáticos e em geral por todos os centros nervosos específicos do organismo humano.
O primeiro cérebro é o centro pensante. O segundo cérebro é o centro do movimento geralmente denominado de centro motor. O terceiro cérebro é o centro emocional.
Está completamente demonstrado na prática que todo abuso do cérebro pensante produz gasto excessivo de energia intelectual. Portanto, é lógico afirmar sem temor de dúvidas que os manicômios são verdadeiros cemitérios de mortos intelectuais.
Os esportes harmoniosos e equilibrados são úteis para o cérebro motor, porém o abuso do esporte significa gasto excessivo de energias motrizes e o resultado costuma ser desastroso.
Não é absurdo afirmar que existem mortos do cérebro motor. Tais mortos são conhecidos como inválidos, hemiplégicos, paraplégicos, paralíticos etc.
O sentido estético, a mística, o êxtase e a música superior são necessários para o cultivo do centro emocional, porém o abuso de tal cérebro produz o desgaste inútil e o desperdício das energias emocionais. Abusam do cérebro emocional os existencialistas da nova onda, os fanáticos do rock, os pseudoartistas sensuais da arte moderna, os doentes passionais da sensualidade etc.
Ainda que pareça incrível, a morte certamente se processa aos terços em cada pessoa. Já está comprovado até a saciedade que toda enfermidade tem sua base em algum dos três cérebros.
A Grande Lei depositou sabiamente em cada um dos três cérebros do animal intelectual determinado capital de valores vitais. Economizar este capital significa de fato alongar a vida; malgastar este capital produz a morte.
Arcaicas tradições que chegaram até nós desde a noite aterradora dos séculos afirmam que a média da vida humana no antigo continente Mu, situado no Oceano Pacífico, oscilava entre 12 e 15 séculos.
Com o passar dos séculos e através de todas as idades, o uso equivocado dos três cérebros foi encurtando a vida pouco a pouco.
No país ensolarado de Khem, lá no velho Egito dos faraós, a média de vida humana alcançava apenas 140 anos.
Atualmente, nestes tempos modernos de gasolina e celuloide, nesta época de existencialismo e de rebeldes do rock, a média da vida humana, segundo algumas companhias de seguros, é de apenas 50 anos.
Os senhores marxistas-leninistas da União Soviética, fanfarrões e mentirosos como sempre, andam dizendo por aí que inventaram soros especiais para alongar a vida, porém o velhinho Kruschev ainda nem tem 80 anos e tem de pedir permissão a um pé para levantar o outro.
Na Ásia Central existe uma comunidade religiosa composta de anciães que nem se lembram mais de sua juventude. A média de vida desses anciães oscila entre 400 e 500 anos. Todo o segredo da longa vida desses monges asiáticos consiste no sábio uso dos três cérebros.
O funcionamento equilibrado e harmonioso dos três cérebros significa economia dos valores vitais, e como consequência lógica vem o prolongamento da vida.
Existe uma Lei Cósmica conhecida como IGUALAÇÃO DAS VIBRAÇÕES DE MUITAS FONTES. Os monges do citado monastério sabem utilizar essa Lei mediante o uso dos três cérebros.
A pedagogia extemporânea conduz os alunos e alunas ao abuso do cérebro pensante e os resultados a psiquiatria já conhece.
O cultivo inteligente dos três cérebros é Educação Fundamental. Nas antigas escolas de Mistérios de Babilônia, Grécia, Índia, Pérsia, Egito etc., os alunos e alunas recebiam informação integral e direta para os seus três cérebros, mediante o preceito, a dança, a música etc., inteligentemente combinados.
Os teatros dos tempos antigos formavam parte da escola. O drama, a comédia e a tragédia, combinados com mímica especial, música, ensinamento oral etc., serviam para dar informação aos três cérebros de cada indivíduo.
Então os estudantes não abusavam do cérebro pensante e sabiam usar com inteligência e de forma equilibrada os seus três cérebros.
As danças dos Mistérios de Elêusis na Grécia, o teatro na Babilônia e a escultura na Grécia foram sempre utilizados para transmitir conhecimentos aos discípulos e discípulas.
Agora, nesta época degenerada do rock, os alunos e alunas, confusos e desorientados, andam pela tenebrosa senda do abuso mental.
Atualmente, não existem verdadeiros sistemas criadores para o harmonioso cultivo dos três cérebros.
Os professores e professoras de escolas, colégios e universidades só se dirigem à memória infiel dos aborrecidos estudantes que esperam com ansiedade a hora de sair da aula.
É urgente, é indispensável, saber combinar intelecto, movimento e emoção com o propósito de levar informação integral aos três cérebros dos estudantes.
É absurdo informar a um só cérebro. O primeiro cérebro não é o único órgão de cognição. É criminoso abusar do cérebro pensante dos alunos e alunas.
A Educação Fundamental deverá conduzir os estudantes pelo caminho do desenvolvimento harmonioso.
A Psicologia Revolucionária ensina claramente que os três cérebros têm três tipos de associações independentes, totalmente distintas. Estes três tipos de associações evocam diferentes impulsos do Ser.
Nos Mistérios de Elêusis cultivava-se a dança
Isso nos dá de fato três personalidades diferentes, que não possuem nada em comum, nem em sua natureza nem em suas manifestações.
A Psicologia Revolucionária da Nova Era ensina que em cada pessoa existem três aspectos psicológicos diferentes. Com uma parte da essência psíquica desejamos uma coisa, com a outra parte desejamos algo diferente, e graças à terceira parte fazemos algo totalmente oposto. Em um instante de suprema dor – talvez a perda de um ente querido ou qualquer outra catástrofe íntima -, a personalidade emocional chega até o desespero, enquanto a personalidade intelectual se pergunta o porquê de toda essa tragédia e a personalidade do movimento só quer fugir da cena.
Essas três personalidades distintas, diferentes e muitas vezes até contraditórias, devem ser inteligentemente cultivadas e instruídas com métodos e sistemas especiais em todas as escolas, colégios e universidades.
Do ponto de vista psicológico, é absurdo educar exclusivamente a personalidade intelectual.
O homem tem três personalidades que necessitam urgentemente da Educação Fundamental.
Mussolini disse: “A Paz é um ramo de oliveira que pende do fio de 11 milhões de baionetas”.
Assim falam os personagens das sombras, os perversos, os malvados, e assim falou o perverso Mussolini, o duce.
Aquilo que as gentes chamam de Paz é a antítese da Guerra. Aquilo que as gentes chamam de Guerra é a Antítese da Paz.
A verdade não se encontra no dualismo conceitual, há que se passar mais além da polaridade da mente se quisermos achar a verdade, necessitamos chegar à Grande Síntese.
A chamada Paz não é mais que uma época de preparação para a Guerra, e esta, por sua vez, é uma época de preparação para a Paz.
Paz e Guerra são uma mesma forma mental com um polo positivo e outro negativo. A Síntese está mais além dos Opostos da Filosofia, na Síntese e somente na Síntese podemos achar a verdadeira Paz.
É absurdo chamar Paz à época de preparação para a Guerra, desgraçadamente assim pensam as gentes, por falta de Sintetismo Conceitual.
A Paz é uma substância atômica que emana das entranhas do Absoluto
Esta substância atômica é completamente desconhecida pelos “tontos cientistas”. É impossível possuir dentro de nossa psique esse tipo de substância atômica enquanto existir dentro de nós o Eu Psicológico.
Dentro do Eu temos todos os fatores que produzem guerra, esses fatores são conhecidos como crueldade, egoísmo, cobiça, ambição, ódio, astúcia etc.
No drama espetacular da guerra exibem-se todos os fatores destrutivos que levamos dentro. Agora, por estes tempos de Guerra Fria (que, muito prontamente, se tornará “Quente”), todo aquele que quiser se tornar famoso se converte em paladino da Paz, esta é uma nova forma de fazer-se famoso.
A Paz não é questão de propaganda ou de paladinos com Prêmio Nobel, a Paz é uma substância atômica que tenha dentro de sua psique os fatores psicológicos que produzem guerra pode possuir.
O egoísmo individual converte-se em egoísmo coletivo. A cobiça individual converte-se em cobiça coletiva e o ódio individual se transforma em ódio coletivo. Assim é que vêm as guerras, a luta pelos monopólios, a ambição destrutiva, as ânsias de conquista etc.
Existe no mundo a Lei de Manutenção Recíproca de Todo o Existente, nossas vidas servem para manter algo grande ou pequeno no mundo, esta Lei foi conhecida pelos sábios antigos como o Processo Trogo-Autoegocrático Cósmico Comum.
As Guerras existem graças a que não sabemos manipular inteligentemente esta grande Lei da alimentação recíproca de todo o existente. Realmente, é impossível manejar esta Grande Lei enquanto tenhamos dentro de nossa psique todos os fatores psicológicos que produzem Guerra.
A Natureza nos deu a vida, porém temos de pagá-la muito caro. Nós nos alimentamos da Natureza, porém, Ela se alimenta de nós.
O Askokin
Os velhos sábios asiáticos descobriram dentro da psique de todo indivíduo duas substâncias sagradas que eles denominaram Abrustdonis e Helkdonis. Diziam os velhos sábios que transmutando inteligentemente essas duas substâncias metafísicas, liberava-se uma vivificante substância sagrada chamada Askokin.
O Askokin é a substância com a qual a Grande Natureza se alimenta. A Mãe Natura nos dá a vida, porém, Ela a cobra bem caro, Ela exige Askokin, e se não o damos voluntariamente, Ela o arrebata à força por meio de Grandes Guerras.
Se dentro de nós, dentro de cada um, não existissem os fatores destrutivos que produzem Guerra, a Mãe Natura não necessitaria utilizar esse sistema destrutivo para nos arrebatar seu Sagrado Alimento. Dissolvendo o Eu Psicológico, estabelece-se dentro de nós um Centro Permanente de Consciência Iluminada, aí então liberamos o sagrado Askokin através do Reto Pensar, do Reto Sentir e do Reto Obrar. Desgraçadamente, os modernos políticos não aceitam essas coisas dos antigos, e os tontos cientistas desta época de sabichonices são como o burro que só crê no pasto porque o vê.
Guerra em nome da Paz
A ONU e a antiga Liga de Genebra, no famoso problema da paz, resultaram num fracassso! A ONU, o organismo da Paz, faz guerras, bombardeia cidades indefesas como ficou demonstrado no Congo africano. É ridículo, espantosamente ridículo, fazer Guerra em nome da Paz.
Fazem uns quantos séculos que se fundou na cidade asiática chamada Mousolópolis, uma espécie de ONU ou de Liga de Genebra com muito boas intenções. O nome dessa Sociedade foi: A Terra É Igualmente Livre para Todos. A mencionada Sociedade esteve composta por uma assembleia de sábios iluminados, todo um conselho de Veneráveis Anciães.
A mencionada sociedade foi dissolvida quando certo filósofo delineou o problema da Lei de Imantação Recíproca de Todo o Existente. Antes de dita augusta Sociedade ser dissolvida, estabeleceu-se o sistema de sacrifícios de animais para liberar o Askokin, tão necessário para a Natureza. O Askokin dos animais pode ser alimento magnífico para a Natura, o Askokin dos animais é liberado com os sagrados sacrifícios aos Deuses.
Esse sistema deu resultado e, por muito tempo, não houve guerras e se gozou na Ásia de muita Paz. Agora, mais tarde, um dervixe maometano chamado Assadullah Ibrahim Ogly, cheio de amor pelos animais, pronunciou-se em toda a Ásia contra esses sacrifícios. Então, estalou a Primeira Guerra Mundial. A Natureza, privada do Askokin dos animais, apelou para a Guerra para arrebatar-nos seu alimento.
Nós não estamos a favor dos sacrifícios de animais. Estamos seguros de que somente dissolvendo o Eu Psicológico podemos liberar o Sagrado Askokin, que Natura necessita para seu alimento.
Para complementar este texto sobre a Paz verdadeira, sugerimos a leitura do texto A-Himsa – A Não Violência, por Samael Aun Weor. Para acessar este texto, Clique Aqui!
Cada vez mais as obras de Da Vinci vão sendo vislumbradas como portentosas obras da Arte Superior, da Arte Esotérica e da Arte Iniciática. Temos como exemplo a famosa Gioconda, ou Mona Lisa, obra-mestra deste famoso pintor.
Devemos dizer que Da Vinci era, além de exímio pintor, grande filósofo, esoterista, cientista, inventor, anatomista, psicólogo e astrólogo… Multifacético em cem por cento, com um poder intelectual incrível. Citamos entre seus inventos: uma máquina voadora, antecessora dos modernos aviões e helicópteros, e, inclusive fez desenhos muito futuristas de naves espaciais… Ele era muito adiantado para sua época (por volta de 1450 a 1500).
Da Vinci, o grande maestro renascentista, foi discípulo de Verrochio, alquimista e hermetista conhecido da época, quem influenciou também Sandro Boticelli, outro grande pintor da Renascença italiana. O biógrafo de Da Vinci e seu contemporâneo, Vascari, definiam o maestro como sendo possuidor de “mente hermética”.
É interessante estudarmos com profundidade a vasta obra de Da Vinci e saber onde estão os ensinamentos passados por ele em suas principais obras “iniciáticas”, tais como a Mona Lisa, A Santa Ceia e A Virgem da Rocha, entre outras.
Sinceramente, não podemos afirmar que Da Vinci pertenceu a esta ou àquela sociedade secreta, porém, sim, podemos afirmar enfaticamente que ele tinha conhecimentos esotéricos muito profundos, e certamente, devido à época, tudo o que ele aprendeu em relação à Divindade, ao Cosmo e ao Homem foi inserido em seu Trabalho. Realmente, Mestre Leonardo era detentor de grandes conhecimentos de Alquimia, Astrologia, Teologia Gnóstica etc.
Existem muitas lendas cheias de mistério e de esoterismo… Conta-se, por exemplo, que em uma ocasião Da Vinci estava pintando sua famosa “Última Ceia” e querendo pintar psicologicamente os atributos de cada apóstolo, vai a uma fonte de Roma e encontra um jovem muito belo, agraciado, de ademãs suaves, de tez despojada e inocente.
E escolhe a este jovem para que sirva de modelo de João, o discípulo amado do mestre Jesus. Uma vez terminado o trabalho, Da Vinci lhe pagou muito bem… E continuou com o seu trabalho.
Porém, em seguida necessitou encontrar um modelo para Judas Iscariotes. E sua busca foi realizada nas praças, fontes, ruas e mercados, sem encontrar o modelo anelado. Sem embargo, com o correr dos dias e já cansado de tanta busca inútil, eis que entrou em uma taberna e encontrou um jovem desalinhado, sujo, barbado… Com todos os vícios refletidos em seu rosto, duro, sofrido, com sinais de golpes e brigas, o típico rosto do homem viciado e degenerado, ladrão, embusteiro e, quiçá, assassino. Da Vinci encontra naquele homem o “apóstolo traidor” e decide contratá-lo para que pose para sua pintura.
Esse indivíduo de más índoles vai com o artista e começa a posar para o término da obra. Porém, oh… surpresa… Quando Da Vinci estava terminando, observou que aquele homem estava chorando. Qual a causa de tanto pranto? Por que aquele homem tosco e de rosto traiçoeiro estava com seu rosto banhado de lágrimas? O artista interroga o jovem e este lhe responde: “Acaso não me reconheces?”
Para surpresa do pintor, o jovem lhe diz: “Eu sou aquele cujo rosto te fascinou para que eu fosse um anjo, o discípulo amado do Cristo. Mas agora, tu vês o traidor, o hipócrita… Tal é o meu estado desde que tu me pagaste abundantemente por haver posado pela primeira vez… Com teu dinheiro caí no vício e na perdição…”
O artista decide terminar a obra assim mesmo, pagando-o não sem antes consolar aquele jovem que caíra na miséria dos vícios… Bem, essa foi uma pequena peculiaridade acerca da vida de Da Vinci…
Leonardo comprova todos os seus conhecimentos esotéricos com as diversas obras que saíram de sua inspiração. Duas delas que merecem destaque por seu profundo simbolismo alquímico, astrológico e cabalístico são A Santa Ceia e Mona Lisa.
Significado Esotérico da Mona Lisa
Este quadro, considerado a maior obra de arte de todos os tempos, tem uma representação alquímica profunda. Segundo o Mestre Samael, a Gioconda representa a Divina Mãe Kundalini, a sagrada Mãe Alquimia ou, para Fulcanelli, é a poderosa Mãe Viúva, ou seja, a Ciência da Alquimia (não à toa, os maçons Iniciados são chamados de “os filhos da Mãe Viúva”, representação que vem do Egito Antigo, onde Hórus é filho de Ísis, a viúva do defunto Osíris).
Vemos uma figura austera de mulher, cujo sorriso é, ao mesmo tempo, agradável e marcial (pois nossa Mãe Divina é, segundo Samael, “terror de Amor e Lei”).
Ela veste roupa nas cores vermelha e verde, as duas cores fundamentais do sufismo e da Alquimia, ou seja, as cores do Leão Verde e do Leão Vermelho, as duas mais poderosas forças da Alquimia, nosso Ser (verde) e nossa Mãe Kundalini (vermelho).
Suas mãos estão numa postura (mudra) de defesa, representando que ela alegoriza a ciência hermética, esotérica. E Ela mostra não a totalidade dos dedos de suas mãos, mas tão somente 9 dedos.
O que representa o número 9 dentro da Alquimia senão o Arcano 9 do Tarô, o Eremita solitário? A Nona Esfera da Magia Sexual? Os 9 Céus e os 9 Infernos de Dante?
Ao fundo dessa maravilhosa obra vemos dois Caminhos, as famosas Vias Seca (à nossa esquerda) e Úmida (à nossa direita) da Alquimia Sagrada.
O Caminho Úmido indica a Senda Nirvânica, que é uma senda maravilhosa, e o Caminho Seco, que assinala o Caminho Direto para Deus, para o Absoluto, que é um Caminho Superior. Porém, esses dois Caminhos só existem quando compreendemos que eles têm um Guardião, que é essa bela e austera Senhora, nossa Mãe Divina Interior Kundalini. Sem Ela, não há (e nunca poderá haver) um autêntico trabalho de Alquimia.
Da Vinci conhecia a fundo a ciência alquímica e por meio da Imaginação, da Inspiração e da Intuição, ele conheceu sua Mãe Divina particular, representada no quadro da Mona Lisa (pois todos nós temos a nossa própria e íntima Mãe).
Ah, uma última observação: os nomes Mona Lisa e Gioconda têm as 3 letras fundamentais IAO, que são os mantras secretos dos gnósticos. IAO é um dos mantras sagrados da Magia Sexual.
Da Vinci era um Iniciado que conhecia a simbologia iniciática de todos os tempos
Significado Esotérico da Santa Ceia
Este maravilhoso quadro tem várias representações, entre elas, os mistérios da Astrologia Iniciática, representada pelos antigos como os 12 Trabalhos de Hércules.
Jesus rodeado por seus 12 Apóstolos são o Sol e seus 12 planetas de nosso Sistema Solar.
(Sim, nosso Sistema Solar possui 12 planetas, 3 dos quais ainda não descobertos pela ciência acadêmica, chamados pelo Mestre Samael assim: Vulcano, Perséfone e Clarión).
Ao lado direito de Jesus (à nossa esquerda), o personagem seria João, o discípulo amado de Jesus, ou uma mulher, Maria Madalena, sua esposa-sacerdotisa? Observe que esta personagem possui expressões típicas do pudor feminino, ela estaria usando uma corrente de ouro no pescoço e afasta-se de Jesus com uma coqueteria feminina, incontestável.
A figura feminina e Jesus usam o chamado “efeito espelhado”: Jesus está usando túnica vermelha e manto azul. E Madalena, túnica azul e manto vermelho. O “espelho” simboliza a entrada para uma realidade oculta. Um crítico de arte verá que os grupos formados por Jesus e Madalena, pelo afastamento de Madalena, formam um M no centro do Quadro.
O M foi um código muito usado pelos Templários e sobre o qual ainda existe controvérsia: M, símbolo da Constelação de Virgo, pode ser também o M de Madalena, venerada pelos Templários? Ou seria o Eterno Feminino de Deus, nossa Mãe Divina?
No “grupo de Jesus”, aparece “mão anômala” fazendo o “gesto ou dedo de João” (o Batista) tão caro a da Vinci, que usou este símbolo com grande constância na sua obra. O próprio da Vinci encarna Judas Tadeu. Apesar de ser a cena do Sacramento Mágico da Eucaristia, não há vinho ou pão na mesa posta por Da Vinci (o pão estaria reduzido a migalhas).
Na verdade, este trabalho astrológico é muito mais profundo, muito mais do que questões teológicas, ou mesmo de signos e cálculos. Da Vinci representou, como já dissemos, os 12 Trabalhos de Hércules, que são os passos iniciáticos necessários para encarnarmos o Cristo Interior. Essas 12 faculdades superiores de nosso Ser Divino são representadas na tradição cristã-gnóstica como os 12 apóstolos, mas podem ser vistas também nos 12 Cavaleiros da Távola Redonda.
Devemos aclarar que um dos grandes méritos da obra de Dan Brown, O Código Da Vinci, reside em que este autor criou um elo bastante próximo do que sempre foi defendido pelos gnósticos, tanto antigos quanto contemporâneos. Esse Elo entre o Santo Graal, a esposa de Jesus e todas as mulheres do mundo seria na verdade o Mistério dos Mistérios, guardado a sete chaves tanto por gnósticos quanto por maçons, templários e cátaros.
Esse Grande Segredo está agora totalmente desvelado nos estudos gnósticos difundidos pelo grande mestre gnóstico contemporâneo, Samael Aun Weor.
Ali Onaissi (Jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnLine)
O texto a seguir é uma conferência do Venerável Mestre Samael, e que elucida mais um detalhe da importância e da grandiosidade que é o conhecer e o viver o Fator Nascer, ou, Alquimia, ou, ainda, Alquimia. Esta técnica eleva o homem a estados de consciência espiritual que não temos ainda a menor noção. Leiamos com muita atenção o texto de Samael sobre a Alquimia.
Leia também outros textos alquímicos de Samael e amplie seu entendimento sobre o tema. Caso tenha a intenção de se aprofundar neste tema, aconselhamos a leitura dos livros O Matrimônio PerfeitoeO Mistério do Áureo Florescer, do mesmo autor.
Considero que, no trabalho esotérico, fabricar um centro da gravidade permanente realmente não é tudo. Precisamos de algo mais…
Se alguém quiser adquirir o direito de viver em qualquer planeta do sistema solar, se alguém quiser viajar pelos mundos que constituem o sistema solar, deve trabalhar no sentido de criar os Corpos Existenciais Superiores do Ser, isto é, criar os corpos planetários dentro de si próprio.
Quando alguém quer fabricar o Corpo Astral, precisa forçosamente trabalhar no Nona Esfera. Que é a Nona Esfera? Todo estudante esoterista sabe que a Nona Esfera é o sexo e tem sua correspondência com o centro da Terra.
No centro da Terra está o Santo Oito colocado de forma horizontal; ele é de ouro puro. Ali encontramos o cérebro, o coração e o sexo do gênio planetário: Melquisedeck. Todas as forças que fluem neste planeta estão orientadas de acordo com o Santo Oito.
O ser humano tem cérebro, coração e sexo. A luta é terrível: cérebro contra sexo e sexo contra cérebro.
Quando o sexo vence o cérebro, a estrela de cinco pontas, que é o ser humano, cai de cabeça para baixo.
Precisamos transmutar a energia criadora, para formar os Corpos Existenciais Superiores do Ser. O esperma sagrado é chamado de azougue na alquimia, o mineral em forma bruta; a partir dele se consegue fabricar o Mercúrio da Filosofia Secreta.
O mercúrio é a alma metálica do esperma sagrado. Para fabricar esse mercúrio, faz-se indispensável a NÃO EJACULAÇÃO DA ENS SEMINIS, isto é, da ENTIDADE DO SÊMEN; o desejo refreado transmuta o esperma sagrado em energia criadora. Esta energia é o famoso Mercúrio dos Sábios.
O mercúrio, ou água mercurial, é visível para o sentido da auto-observação psicológica. Inquestionavelmente, esse sentido também recebe o nome de clarividência.
A água mercurial no princípio é negra, mas quando se refina através do Sacramento da Igreja de Roma, isto é, através do Sacramento do Amor, torna-se branca.
Se continuamos refinando, através do Sacramento da Igreja de Roma, através da cúpula química e metafísica, está água mercurial torna-se amarela. Se continuamos o trabalho místico, tal água amarela ou mercúrio propriamente dito recebe o enxofre. O enxofre é o Fogo .
Quando o Fogo Sagrado desperta, o enxofre se liberta da cápsula onde estava encerrado e se mistura com o mercúrio, formando um redemoinho de forças que sobem pelo canal medular da espinha. O enxofre (fogo) e o mercúrio (água) são o vitríolo dos sábios.
O azougue deve subir pela espinha dorsal até o cérebro. O excedente desse azogue ou vitríolo dever se cristalizar, mediante a lei da oitavas, em um corpo astral, pode-se viajar por todo o planeta e pelo sistema solar. Muito mais tarde no tempo, esse mercúrio irá se cristalizar, mediante uma oitava superior, em um corpo mental. O corpo mental captura toda a sabedoria da natureza. Por último, temos que esse mercúrio se cristaliza tomando a forma do corpo causal ou corpo da vontade consciente.
Quando alguém tem os corpos astral, mental e causal adquire o direito de receber os princípios anímicos e espirituais do Ser, convertendo-se em um homem real. Ele criou dentro de si um sistema solar, mas ainda não é um Homem Solar, simplesmente é um Homem, porque tem os Corpos Existenciais Superiores do Ser.
Se esse Homem quiser progredir mais e se converter em Homem Solar, forçosamente terá de formar o sol psicológico dentro de si, assim como precisou, para criar um sistema solar, fabricar os planetas psicológicos representados pelos Corpos Existenciais Superiores do Ser.
Se queremos nos converter em homens solares, temos que fabricar o sol psicológico em nós mesmos. Para conseguir isto, precisamos nos integrar com o Logos.
Um códice muito antigo diz que: Os Deuses criaram os homens de madeira e, depois de havê-los criado, uniram-nos com a divindade. Em seguida acrescenta: Nem todos os homens conseguem se unir à Divindade.
Se os homens querem se converter em homens solares, terão de se unir com a divindade. Só conseguem se converter em homens solares aqueles que alcançam fixar o Ouro nos corpos existenciais. Se eliminamos a totalidade dos elementos indesejáveis da nossa psique, os defeitos que possuímos, então os corpos existenciais convertem-se em veículos de ouro da melhor qualidade, ouro real, ouro verdadeiro.
O esperma sagrado de um Jesus de Nazaré ou de um Hermes Trismegisto, ainda que você, querido leitor, não acredite, é de ouro, leva ouro, ouro puro da melhor qualidade. Homens desta estatura já têm o Exiohehari (energia criadora) convertido em ouro. Homens da estatura de Quetzalcóatl, de Gautama o Buda Sakiamuni etc., que transmutaram em seus corpos existenciais o esperma em ouro puro, obviamente têm o Cristo, o Verbo, a Palavra, o Logos, o próprio Deus, em seu interior.
Portanto, uma criatura assim é um homem solar, unido à divindade solar.
A história fala-nos de muitas divindades solares, gente que possui os corpos de ouro puro. Fala-se de homens solares porque eles fabricaram o sol dentro de si. Um homem que fabricou seus corpos existenciais e quer se converter em homem solar tem de tornar a descer à Nona Esfera (magia sexual) para fabricar o ouro em seus corpos. Eles baixam em forma física.
Com justa razão alguém disse: Sobe da terra ao céu e de novo volta a descer, assim os poderes de cima e de baixo venceram toda coisa finita e toda coisa infinita. Ali está a chave de todo poder.
Se um homem solar quiser se converter em homem galáctico, que deve fazer? Obviamente, terá de fabricar a galáxia psicológica dentro de si, terá de descer para trabalhar na Forja Acesa de Vulcano. Ali, nessa forja, fabricará a galáxia psicológica. É assim como obterá corpos galácticos e poderá viver na capital da galáxia, no sol central Sírio.
Ao redor de Sírio, giram milhões de constelações. Nossa galáxia é enorme e sua capital é Sírio. Ao redor do planeta Sírio gira uma lua 5 mil vezes mais densa que o chumbo. Se o sol central Sírio tem a energia para o supracéus de toda galáxia, não há dúvida de que a lua que gira ao redor de Sírio tem a energia para as infradimensões da galáxia.
Tomar corpo físico em Sírio é para os Deuses; em Sírio não se dão corpos aos seres comuns e normais, somente aos Deuses.
Isto quer dizer que os habitantes de Sírio são todos Deuses. Seus corpos são relativamente pequenos, quando muito meio metro, são delgados e suas faculdades estão unidas às de seus Deuses.
Não cometeram o erro dos terrícolas de construir cidades. Na Terra tem-se essa ridícula tendência de todos se apinharem em urbes, em povoações. Nos planetas avançados não há cidades como no nosso. Os habitantes fizeram de Sírio uma enorme cidade, vivendo nos campos e nas montanhas. Cada casa tem seu jardim e sua horta onde cultivam os alimentos; não lhes agrada destruir árvores. Sírio tem mares enormes, imensos e profundos.
Em Sírio encontramos a Igreja Transcendida, como nós, os gnósticos, a chamamos. Um maravilhoso caminho conduz-nos à Igreja Transcendida. De um lado, vê-se uma enorme rocha de 1 milhão a 2 milhões de metros de diâmetro. Dentro do templo reina uma temperatura deliciosa.
As paredes são de cores branca e negra, representando a luta entre a luz e as trevas. Têm dois altares representando a dualidade da existência. Criaturas inefáveis de todo o Cosmo reúnem-se periodicamente em Sírio para celebrar isto que chamamos de ‘A Semana Santa’, para reviver o drama cósmico. Isto é grandioso!
Portanto, para tomar corpo em Sírio é preciso ter chegado à estatura de Homem Galáctico. Só assim se tem o direito de tomar corpo em Sírio. Este é o futuro que nos espera para aqueles que desejam percorrer este Caminho.
As pessoas se entusiasmam muito no início, depois já não lhes interessa mais este caminho esotérico. Francamente, gostaria muito de encontrar todos vocês por lá. Muito me alegraria encontrá-los na Igreja Transcendida.
Em minhas viagens astrais, sinceramente, não me deixaram passar além de Sírio. Para poder passar além de Sírio, isto é, para poder sair desta galáxia, precisa-se fora de dúvida criar em si próprio o espaço infinito, que eu chamo Espaço de Einstein; um infinito psicológico.
Se um Homem Galáctico quiser, por exemplo, viver em qualquer região do espaço infinito, se pretende sair desta galáxia, precisará forçosamente descer outra vez à Nona Esfera, descer outra vez nos mundos infernais por um tempo, para trabalhar com os demônios a fim de formar os corpos que permitam estar em espaços infinitos; precisará cristalizar em si mesmo um espaço infinito psicológico com atributos e qualidades psicológicas.
Qualquer criação é feita sexualmente. Tomem, por exemplo uma flor; não pensem que surgiu assim do nada.
Obviamente, foi necessário o sexo para que surgisse. Todos os seus órgãos, tanto masculinos como femininos foram criados através do sexo.
A mesma coisa acontece com os animais e com o homem.
Assim, para criar um infinito psicológico, temos de descer à Forja dos Ciclopes (magia sexual). Criado o infinito psicológico, ganharemos o direito de sair da galáxia e viver em qualquer galáxia do infinito. Ninguém poderá sair da galáxia sem antes formar dentro de si um espaço psicológico infinito. Adquirido este direito, converte-se em Homem Intergaláctico.
Ao chegarmos a estas alturas abrem-se dois caminhos diante de nós: submergir no seio do Eterno Pai Cósmico ou passar a outro infinito, a fim de se converter em habitante de todos os mundos, seguindo obviamente o caminho dos Cosmocrátores ou criadores de mundos.
Falando agora na linguagem da PISTIS SOPHIA, direi que quem decide estas coisas é o Ancião dos Séculos, o Logos. Quem manda é o Velho dos Séculos. Com muito prazer me deixaria absorver no seio do Eterno Pai Cósmico Comum.
A Editora Esotera realizou o lançamento do livro MEDICINA ESOTÉRICA – Elementoterapia, Ciência e Magia, de Eydher Floriano, instrutor gnóstico, membro da Igreja Gnóstica e um dos maiores especialistas em Elementoterapia e Medicina Esotérica de todo o mundo.
A venda pode ser realizada na loja virtual da Esotera (clique aqui).
Esta obra imperdível, MEDICINA ESOTÉRICA, é fruto de mais de 40 anos de pesquisas práticas no campo da Elementoterapia, um ramo esotérico que estuda as forças elementais da Natureza e seu uso na cura e harmonia do ser humano.
Alguns temas tratados no livro
– Mantras para Diversas Enfermidades
– Formas Geométricas Sagradas
– Os Cinco Elementos e os Temperamentos Humanos
– Os Sete Corpos e suas Enfermidades
– Os Cinco Elementos
– A Alimentação
– A Tintura
– Enfermidades Mais Frequentes e Tratamento
– Classificações e Funções dos Vegetais
– Outras Enfermidades e Plantas Que Curam
– As Plantas e Seus Nomes Científicos
– Formulário Alquímico
– A Energia de Cura
Além do tema “elementais”, o autor inicia o leitor em diversos temas de cunho esotérico, tais como Mantras de Cura, Treinamento Interior, classificação e uso de plantas para as inúmeras enfermidades que sofremos nos dias de hoje, e muito mais…
Este é um livro que se tornará referência no mundo esotérico brasileiro, especialmente entre os que se interessam no uso das técnicas esotéricas para a cura e autocura, harmonia e reequilíbrio energético.
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É claro que temos de ir nos independizando cada vez mais da mente. A mente é um calabouço, um cárcere, onde todos nós estamos presos. Precisamos fugir desse cárcere, se é que realmente queremos saber que coisa é a liberdade; liberdade essa que não é do tempo, liberdade essa que não é da mente…
Antes de tudo, devemos considerar a mente como algo que não é do Ser. Infelizmente, as pessoas identificadas com a mente dizem “estou pensando”, e se sentem como sendo a mente.
Há escolas que se dedicam a fortalecer a mente. Dão cursos por correspondência, ensinam a desenvolver a força mental etc. Porém, tudo isso é absurdo! Fortificar os barrotes da prisão onde estamos metidos não é o indicado.
O que precisamos é destruir esses barrotes para conhecer a verdadeira liberdade que, como já disse, não é do tempo. Enquanto estivermos no cárcere do intelecto, não seremos capazes de experimentar a verdadeira liberdade.
A mente em si mesma é um cárcere doloroso. Ninguém jamais foi feliz com a mente. Até hoje não se conheceu o primeiro homem que foi feliz com a mente. A mente torna todas as criaturas infelizes.
Os momentos mais felizes que todos nós tivemos na vida ocorreram sempre na ausência da mente. Foi um instante, sim, mas que não o poderemos esquecer jamais na vida. Em tal segundo, soubemos o que é a felicidade, mas durou apenas um segundo.
A mente não sabe que coisa é a felicidade, ela é um cárcere.
Temos de aprender a dominar a mente, não a alheia, mas a nossa, se é que queremos ficar independentes dela. Faz-se indispensável aprender a olhar a mente como algo que devemos dominar, como algo que, digamos, precisamos amansar.
Recordemos o divino Mestre Jesus entrando em Jerusalém no Domingo de Ramos, montado em seu burrinho. Esse burrico é a mente que temos de submeter. Temos de montar no burrinho e não permitir que ele monte em nós.
Infelizmente, as pessoas são vítimas da mente, posto que não sabem montar no burrinho. A mente é um burrinho muito estúpido, que tem de ser dominado, se é que verdadeiramente queremos montar nele.
Durante a meditação devemos dialogar com a mente. Se alguma dúvida surge, temos de fazer a dissecação dessa dúvida.
Quando uma dúvida foi devidamente estudada, quando a dissecamos, não deixa em nossa memória rastro algum, desaparece. Mas quando uma dúvida persiste, quando pretendemos combatê-la incessantemente, forma-se o conflito. Toda dúvida é um obstáculo para a meditação.
Mas não será rejeitando as dúvidas que iremos eliminá-las. Ao contrário, é fazendo a sua dissecação para ver o que é que escondem de real.
Qualquer dúvida que persiste na mente converte-se numa trava para a meditação. Temos de analisá-la, esquadrinhá-la, reduzi-la a pó. Não será combatendo-a, mas sim abrindo-a com o bisturi da autocrítica, fazendo uma rigorosa e implacável dissecação, que iremos descobrir o que havia nela de importante, o que havia nela de real e o que havia de irreal.
Assim, as dúvidas, às vezes, servem para esclarecer conceitos. Quando alguém elimina uma dúvida mediante uma análise rigorosa, quando a disseca, descobre alguma verdade. De tal verdade vem algo mais profundo, mais sabedoria, mais experiência.
Elabora-se a sabedoria à base de experimentação direta, na própria experimentação, à base de meditação profunda. Há vezes em que precisamos, repito, dialogar com a mente, porque muitas vezes queremos que a mente fique quieta, fique em silêncio, e ela insiste em suas tolices, em seu palavrório inútil, em continuar a luta das antíteses.
É quando se faz necessário interrogar a mente: “Muito bem, mente, mas o que é que queres? Me responda!” Se a meditação for profunda, poderá surgir em nós alguma representação. Nessa figura, nessa representação, nessa imagem, está a resposta.
Temos então de dialogar com a mente e fazê-la ver a realidade das coisas, fazê-la ver que sua resposta está errada, fazê-la ver que suas preocupações são inúteis e que os motivos pelos quais se agita também são inúteis. Por fim, a mente fica quieta e em silêncio.
Mas se notamos que a iluminação ainda não surge, que ainda persiste em nós o estado caótico, a confusão incoerente do palavrório incessante com sua luta de opostos, temos de chamar de novo a atenção da mente, interrogando-a: o que queres, mente? O que estás procurando? Por que não me deixas em paz?
Há que falar claro e dialogar com a mente, como se ela fosse um sujeito estranho, já que ela não é o Ser. Temos de tratá-la como se fosse uma pessoa estranha. Temos de recriminá-la e de repreendê-la.
O Judô Psicológico
Os estudantes do zen avançado praticam o judô, mas o judô psicológico deles não foi compreendido pelos turistas que chegam ao Japão.
Ver, por exemplo, os monges praticando o judô, lutando uns com os outros, pareceria um exercício meramente físico, mas não é. Quando estão praticando judô, realmente quase não estão se dando conta do corpo físico. Na realidade, sua luta tem como objetivo dominar a própria mente.
No judô, o adversário que estão combatendo é a sua própria mente. De maneira que o judô psicológico tem por objetivo submeter a mente, tratá-la cientificamente, tecnicamente; o objetivo é submetê-la. Infelizmente, os ocidentais só veem a casca do judô.
Claro, como sempre, superficiais e néscios, tomaram o judô como luta de defesa pessoal e se esqueceram dos princípios do zen e do ch’an. Isso foi verdadeiramente lamentável. É algo bastante semelhante ao que aconteceu com o Tarô. Sabe-se que no Tarô está toda a sabedoria antiga e todas as leis cósmicas e da natureza.
Por exemplo, um indivíduo que fala contra a magia sexual está falando contra o Arcano 9 do Tarô. Portanto, está jogando um carma horrível contra si. Um indivíduo que fale a favor do dogma da evolução, está quebrando a lei do Arcano 10 do Tarô, e assim sucessivamente.
O Tarô é um padrão de medidas para todos, como já disse em meu livro O Mistério do Áureo Florescer. Nele, termino dizendo que os autores são livres para escrever o que quiserem, mas que não deveriam se esquecer do padrão de medidas, que é o Tarô, o livro de ouro, a fim de não violarem as leis cósmicas e caírem sob a Catância, que é o carma superior.
Depois dessa pequena digressão, quero dizer que o Tarô, tão sagrado, tão sapiente, se converteu em um jogo de pôquer e nesses outros jogos de cartas que servem para diversão das pessoas, e que se esqueceram de suas leis e de seus princípios.
As piscinas sagradas dos antigos templos de Mistérios converteram-se hoje nos clubes de banhistas.
A Tauromaquia, a ciência profunda, a ciência taurina dos antigos Mistérios de Netuno na Atlântida, perdeu seus princípios e converteu-se hoje no circo vulgar das touradas.
Portanto, não é de se estranhar que o judô – o zen e o ch’an –, que tem por objetivo precisamente submeter a própria mente através de seus movimentos e paradas, tenha degenerado, tenha perdido seus princípios, no mundo ocidental, e tenha se convertido em algo profano que só se usa hoje para a defesa pessoal.
As 7 Joias do Dragão Amarelo são os mais sublimes ensinamentos do Esoterismo Chinês
As Duas Joias do Dragão Amarelo
Vejamos o aspecto psicológico do judô. No judô psicológico que a Revolução da Dialética ensina, é necessário dominar a mente, é preciso que a mente aprenda a obedecer, e exige-se uma forte recriminação para que ela obedeça. Isto Krishnamurti não ensinou, tampouco o zen ou o ch’an.
Isso que estou ensinando pertence à Segunda Joia do Dragão Amarelo, à Segunda Joia da Sabedoria. Dentro da primeira joia podemos incluir o zen, mas o zen não explica a segunda joia, ainda que possua os prolegômenos em seu judô psicológico.
A segunda joia implica disciplina da mente: dominando-a, açoitando-a, recriminando-a… A mente é um burrinho insuportável que tem de ser amansado. Portanto, durante a meditação temos de contar com muitos fatores se quisermos chegar à quietude e ao silêncio da mente.
Precisamos estudar a desordem, porque só assim conseguiremos estabelecer a ordem. Temos de saber o que há em nós de atento e o que há em nós de desatento.
Sempre que entramos em meditação, nossa mente se divide em duas partes, a parte que atende e a parte que não atende. Não é na parte atenta que temos de pôr atenção, mas sim precisamente no que há de desatento em nós.
Quando chegarmos a compreender profundamente o que há de desatento em nós e soubermos como proceder para que o desatento se converta em atento, teremos conseguido a quietude e o silêncio da mente.
Porém, temos de ser judiciosos na meditação, julgando a nós mesmos e sabendo o que há de desatento em nós. Precisamos nos tornar conscientes daquilo que existe de desatento em nós.
Quando digo que devemos dominar a mente, entendam que quem deve dominá-la é a Essência, a consciência. Despertando consciência, adquirimos mais poder sobre a mente e por fim nos tornamos conscientes do que há de inconsciente em nós.
Faz-se urgente e improrrogável dominar a mente. Devemos dialogar com ela, recriminá-la, açoitá-la com o látego da vontade e fazê-la obedecer. Essa didática pertence à Segunda Joia do Dragão Amarelo.
Meu real Ser, Samael Aun Weor, esteve reencarnado na antiga China e chamou-se Chou-Li. Fui iniciado na Ordem do Dragão Amarelo e tenho ordens de entregar as Sete Joias do Dragão Amarelo a quem despertar a consciência, vivendo a Revolução da Dialética e conseguindo a Revolução Integral.
Antes de tudo, não devemos nos identificar com a mente, se é que queremos tirar o melhor partido da Segunda Joia. Se continuamos nos sentindo mente, se dizemos “estou raciocinando, estou pensando”, estamos afirmando um despropósito e não estaremos de acordo com a doutrina do Dragão Amarelo, porque o Ser não precisa pensar e não precisa raciocinar.
Quem raciocina é a mente. O Ser é o Ser e a razão de ser do Ser é o próprio Ser. Ele é o que é, o que sempre foi e o que sempre será. O Ser é a vida que palpita em cada sol. O que pensa não é o Ser. Quem raciocina não é o Ser.
Nós não temos encarnado todo o Ser, mas temos uma parte do Ser encarnada, que é a Essência, ou budhata, isso que há de alma em nós, o anímico, o material psíquico. É necessário que essa Essência vivente se imponha sobre a mente.
Aquilo que analisa em nós são os eus. Os eus nada mais são do que formas da mente, formas mentais que têm de ser desintegradas e reduzidas a poeira cósmica.
Estudemos, neste momento, algo muito especial. Poderia se dar o caso de que alguém dissolvesse os eus, os eliminasse. Poderia também se dar o caso de que esse alguém, além de dissolver os eus, fabricasse um corpo mental.
Obviamente, teria adquirido individualidade intelectual. Mas teria de se libertar até mesmo desse corpo mental, porque por mais perfeito que ele fosse, também raciocinaria, também pensaria, e a forma mais elevada de pensar é não pensar. Quando pensamos, não estamos na forma mais elevada de pensar.
O Ser não precisa pensar. Ele é o que sempre foi e o que sempre será. Assim, em síntese, temos de submeter a mente, interrogá-la… Não precisamos submeter as mentes alheias porque isso é magia negra.
Não precisamos dominar a mente de ninguém porque isso é bruxaria da pior espécie. O que precisamos é submeter a própria mente, dominá-la…
Durante a meditação, repito, surgem duas partes, a que está atenta e a que está desatenta.
Precisamos nos tornar conscientes do que há de desatento em nós. Ao nos fazermos conscientes, poderemos evidenciar que o desatento tem muitos fatores. Dúvida, há muitas dúvidas. São muitas as dúvidas que existem na mente humana. De onde vêm essas dúvidas?
As Essências Fracassadas
Vejamos, por exemplo, o ateísmo, o materialismo, o ceticismo… Se os desmembramos, vemos que existem muitas formas de ceticismo, muitas formas de ateísmo e muitas formas de materialismo. Há pessoas que se declaram materialistas e ateias, no entanto temem, por exemplo, as feitiçarias e as bruxarias.
Respeitam a Natureza, sabem ver Deus na Natureza, porém a seu modo. Quando lhes fala de assuntos espirituais ou religiosos, declaram-se ateus e materialistas. Seu ateísmo não passa de uma forma incipiente.
Há outro tipo de materialismo e ateísmo, o do sujeito marxista-leninista. Ele é incrédulo e cético. No fundo, esse ateu materialista busca algo: ele quer simplesmente desaparecer, não existir, aniquilar-se integralmente, não quer nada com a Mônada Divina, ele a odeia. Obviamente, ao agir assim, se desintegrará como ele quer. Essa é sua vontade.
Deixará de existir, descerá pelos mundos infernais até o centro de gravidade deste planeta. Esta é sua vontade, destruir a si mesmo. Perecerá, mas, no fundo, continuará. Sim, a Essência se libertará e voltará para novas evoluções. Passará por outras involuções, voltará uma e outra vez aos diferentes ciclos de manifestação, sempre caindo no mesmo ceticismo e materialismo.
Ao longo do tempo virá o resultado. Qual? No dia em que todas as portas se fecham definitivamente, quando os 3 mil ciclos se esgotarem, essa Essência será absorvida pela Mônada que, por sua vez, entrará no seio do Espírito Universal da Vida, mas sem o mestrado.
O que é que quer realmente essa Essência? O que é que procura com seu ateísmo? Qual é seu desejo? Seu desejo é rejeitar o mestrado. No fundo, é isso que ela quer e consegue. Não se valoriza e, por fim, termina como uma Chispa Divina, mas sem o mestrado.
São várias as formas de ceticismo. Há gente que se diz católica apostólica romana, no entanto, em suas exposições são cruamente materialistas e ateias. Contudo, vão à missa nos domingos, se confessam e comungam… Esta é outra forma de ceticismo!
O ceticismo é uma forma de DÚVIDA, e as dúvidas danificam o Corpo Mental
Se analisamos todas as formas havidas e por haver de ceticismo e materialismo, descobrimos que não há só um tipo de materialismo ou de ceticismo. A realidade é que são milhares as formas de ceticismo e materialismo. São milhões, porque simplesmente são mentais, coisas da mente, isto é, o ceticismo e o materialismo são da mente e não do Ser.
Quando alguém passa além da mente, torna-se consciente da verdade, que não é do tempo. Obviamente, já não pode ser materialista nem ateísta. Aquele que alguma vez escutou o Verbo, está além do tempo e além da mente. O ateísmo é da mente e pertence à mente, que é como um leque.
As formas de materialismo e de ateísmo são tantas que se assemelham a um grande leque. Tudo o que existe de real está além da mente. O ateu e o materialista são ignorantes. Jamais escutaram o Verbo, nunca conheceram a Palavra Divina e jamais entraram na Corrente do Som.
O ateísmo e o materialismo são gerados na mente. Ambos são formas da mente, formas ilusórias que não têm realidade alguma. O que verdadeiramente é real não pertence à mente. O que certamente é real está além da mente. É importante tornar-se independente da mente para conhecer o real: não para conhecê-lo intelectualmente, mas para experimentá-lo real e verdadeiramente.
Ao pormos atenção no que está desatento, poderemos ver diferentes formas de ceticismo, de incredulidade, de dúvida etc. Descobrindo qualquer dúvida, de qualquer tipo, temos de desmembrá-la, de dissecá-la, para saber o que ela quer de verdade.
Uma vez que a tenhamos desmembrado totalmente, ela desaparece, não deixando na mente rastro algum, não deixando na memória nem o mais insignificante vestígio.
Quando observamos o que há de desatento em nós, vemos também a luta das antíteses na mente. Então, temos de desmembrar essas antíteses para ver o que têm de verdade. Também deverá ser feita a dissecação das recordações, dos desejos, das emoções e das preocupações que se ignoram, que não sabemos de onde vêm nem por que vêm.
Quando judiciosamente vemos que há necessidade de chamar a atenção da mente e chegamos ao ponto crítico em que já nos cansamos dela, porque não quer obedecer de forma alguma, não resta outro remédio que recriminá-la, falar-lhe duramente, enfrentá-la frente a frente, cara a cara, como a um sujeito estranho e inoportuno.
Temos de açoitá-la com o látego da vontade e recriminá-la com palavras duras até que obedeça. Há que se dialogar muitas vezes com a mente para que entenda. Se não entende, pois temos de chamá-la à ordem severamente.
Libertando-nos da Mente
É indispensável não se identificar com a mente. Há que açoitar a mente, subjugá-la. Se ela prossegue violenta, pois temos de voltar a açoitá-la. Assim, saímos da mente e chegamos à Verdade, Aquilo que certamente não é do tempo.
Quando conseguimos, atingimos Isso que não é do tempo e experimentamos um elemento que transforma radicalmente. Existe um certo elemento transformador que não é do tempo e que somente se pode experimentar quando saímos da mente. Temos de lutar intensamente até conseguir sair da mente para conquistar a Autorrealização Íntima do Ser.
Uma e outra vez precisamos nos tornar independentes da mente e entrar na Corrente do Som, o Mundo da Música, o mundo onde ressoa a palavra dos Elohim, onde a Verdade certamente reina.
Enquanto estivermos engarrafados na mente, o que poderemos saber da Verdade? O que os outros dizem, mas o que sabemos nós? O importante não é o que os outros dizem e sim o que nós experimentamos por nós mesmos.
Nosso problema é como sairmos da mente. Para isso, precisamos de uma ciência, de uma sabedoria que nos emancipe, e esta se acha na Gnose.
Quando julgamos que a mente está quieta, quando achamos que está em silêncio, e, no entanto, não vem nenhuma experiência divina, é porque não está quieta ou em silêncio. No fundo ela continua lutando, no fundo ela está conversando… Então, através da meditação, temos de encará-la, dialogar com ela, recriminá-la e interrogá-la para saber o que quer.
Devemos dizer: Mente, porque não ficas quieta? Por que não me deixas em paz? A mente dará alguma resposta e nós responderemos com outra explicação, tratando de convencê-la.
Se não quiser se convencer, não restará outro remédio que submetê-la por meio de recriminações e usando o látego da vontade.
Tese, Antítese, Síntese, Liberação
O domínio da mente vai além da meditação nos opostos. Assim que, por exemplo, nos assalta um pensamento de ódio, uma lembrança malvada, temos de tratar de compreendê-lo, tratar de ver sua antítese, o amor. Se há amor, para que esse ódio? Com que objetivo?
Surge, por exemplo, a lembrança de um ato luxurioso. Temos de passar pela mente o cálice sagrado e a santa lança, dizendo: “Por que hei de profanar o Sagrado com meus pensamentos doentios?”
Se surgir a imagem de uma pessoa alta, devemos vê-la baixinha e isso seria correto, posto que na síntese está a chave. Saber buscar sempre a síntese é benéfico, porque da tese se passa para a antítese, porém a verdade não se encontra na tese nem na antítese. Na tese e na antítese há discussão e isso é realmente o que se quer: afirmação, negação, discussão e solução.
Afirmação de um mau pensamento e negação do mesmo mediante a compreensão de seu oposto. Discussão: temos de discutir para ver o que há de real num e noutro até chegar à sabedoria e deixar a mente quieta e em silêncio. Assim é como se deve praticar.
Tudo isso faz parte das práticas conscientes da observação do que há de desatento. Se dissermos simplesmente: é a lembrança de uma pessoa alta e lhe antepormos uma pessoa baixinha e pronto, isso não estará certo. O correto seria dizer: o alto e o baixo não são senão dois aspectos de uma mesma coisa, o que importa não é o alto nem o baixo e sim o que há de verdade por trás de tudo isto. O alto e o baixo são dois fenômenos ilusórios da mente. Assim é como se chega à síntese e à solução.
O desatento em alguém é o que está formado pelo subconsciente, pelo incoerente, pela quantidade de recordações que surgem na mente, pelas memórias do passado que assaltam uma vez ou outra, pelos resíduos da memória etc. Não temos de rechaçar ou aceitar os elementos que constituem o subconsciente.
Simplesmente, temos de nos tornar conscientes do que há de desatento, ficando assim o desatento, atento. De forma espontânea e natural o desatento fica atento. Há que fazer da vida comum uma contínua meditação. Não somente é meditação aquela ação de aquietar a mente quando estamos em casa ou nos Lumisiais, mas também aquela que transcorre no viver diário. Assim, nossa vida se converte de fato numa constante meditação. Eis como nos chega realmente a verdade.
A mente em si é o Ego. É urgente a destruição do Ego para que a substância mental fique livre e com a qual se poderá fabricar o corpo mental. Porém, no final, sempre restará a mente. O importante é livrar-se da mente. Ficando livres dela, deveremos aprender a nos desenvolver no mundo do Espírito Puro sem ela. Há que saber viver nessa Corrente do Som, que está além da mente e que não é do tempo.
Na mente, o que há é ignorância. A sabedoria real não está na mente, está além da mente. A mente é ignorante e por isso cai e cai em tantos erros graves. Quão néscios são aqueles que fazem propagandas mentalistas, aqueles que prometem poderes mentais, que ensinam os outros a dominar a mente alheia etc.
A mente não fez feliz ninguém. A verdadeira felicidade está muito além da mente. Ninguém pode chegar a conhecer a felicidade até que se torne independente da mente.
Os sonhos são próprios da inconsciência. Quando alguém desperta a consciência, deixa os sonhos. Os sonhos nada mais são do que projeções da mente. Lembro-me de certo caso vivido por mim nos mundos superiores. Foi somente um instante de descuido, mas vi como me saiu da mente um sonho.
Já ia começar a sonhar, quando reagi de entre o sonho que me escapara por um segundo. Como me dei conta do processo, rapidamente me afastei daquela forma petrificada que escapara da minha própria mente. E se tivesse ficado adormecido? Teria ficado enredado naquela forma mental. Quando alguém está desperto, sabe naturalmente que de um momento de desatenção pode escapar um sonho e nele ficará enredado toda noite até o amanhecer.
O que importa é despertar a consciência para deixar de sonhar, para deixar de pensar. Este pensar, que é matéria cósmica, é a mente. Até o próprio astral não é mais do que cristalização da matéria mental e o nosso mundo físico também é mente condensada.
Assim, pois, a mente é matéria e bem grosseira, seja no estado físico, seja no estado chamado astral, ou manásico, como dizem os hindus. De qualquer forma, a mente é grosseira e material, tanto no astral quanto no físico.
A mente é matéria física ou metafísica, porém, matéria. Portanto, não pode nos fazer felizes. Para conhecer a autêntica felicidade, a verdadeira sabedoria, devemos sair da mente e viver no mundo do Ser. Isto é o importante! Não negamos o poder criador da mente. Claro que tudo que existe é mente condensada.
Porém, que ganhamos com isso? Por acaso a mente nos deu felicidade? Podemos fazer maravilhas com a mente, podemos criar muitas coisas na vida, os grandes inventos são mente condensada, mas esse tipo de criações não nos fez felizes.
O que precisamos é de independência, temos de sair desse calabouço de matéria, porquanto a mente é matéria. Temos de sair da matéria e viver em função do espírito como seres, como criaturas felizes, além da matéria. A matéria não fez ninguém feliz, porque a matéria é sempre grosseira, ainda que possa assumir formas bonitas.
Se estamos buscando a autêntica felicidade, não a encontraremos na matéria e sim no espírito. Precisamos nos libertar da mente. A verdadeira felicidade vem a nós quando saímos do calabouço da mente. Não negamos que a mente possa ser criadora de coisas, de inventos, de maravilhas e de prodígios, porém, por acaso, isso nos torna felizes? Quem de nós é feliz?
Se a mente não nos trouxe a felicidade, temos de sair da mente e buscá-la em outro lugar.
Obviamente, a encontraremos no mundo do espírito. Mas temos de saber como é que escaparemos da mente, como é que nos libertaremos da mente. Pois este é o objetivo de nossas práticas e estudos, que entregamos nos livros gnósticos e neste tratado da Revolução da Dialética.
Em nós há apenas uns 3% de consciência e uns 97% de subconsciência. O que temos de consciente deve dirigir-se ao que temos de inconsciente ou subconsciente a fim de recriminar e fazer ver que tem de tornar-se consciente.
É necessário que a parte consciente recrimine a parte subconsciente!
Isso de que a parte consciente se dirija à parte subconsciente é um exercício psicológico muito importante que se pode praticar na aurora.
Assim, as partes inconscientes vão pouco a pouco se tornando conscientes.
Entre os filhos da Ciência Mãe, a Alquimia, os que mais se aproximaram do “segredo indizível do Grande Arcano” foram os mestres abaixo citados. Estes veneráveis alquimistas, no entanto, não se atreveram a rasgar ou profanar o Véu do Santuário.
Esse Artifício, que constitui o secretum secretorum, o magnum misterium, requer a ajuda de um “agente oculto”, de um fogo secreto, o qual os escritores alquimistas apenas mencionaram e cuja revelação ultérrima ficou reservada ao Venerável Mestre Samael Aun Weor, o Grande Iluminado encarregado de entregar todos os segredos indizíveis da magnum opus.
O Leão Verde (o Íntimo) trabalhando na Grande Obra do Sol e da Lua
O segredo alquímico revelado por Samael é o fundamento da Pedra Filosofal, o Elixir da Longevidade e a Cornucópia da Abundância. Todos os Mestres, para chegarem à Ressurreição, tiveram de encarnar esse conhecimento, tiveram de conquistar a Pedra Filosofal, com a qual podem desafiar os enigmas do tempo.
Nos dias de hoje, muitas pessoas que agora andam por aqui, por ali e acolá, tiveram veículos físicos na antiga terra dos Faraós, e, se eles tivessem seguido pelo caminho das Santas Revalorizações do SER DIVINO, se conhecessem e colocassem em prática os segredos da Alquimia, poderiam chegar a adquirir a imortalidade aqui e agora mesmo, mediante o intercâmbio atômico da alta física nuclear, desconhecida para os sábios e físicos atômicos deste século 21 e principalmente do século passado.
Vamos, a título de reflexão, conhecer a vida e obra de alguns dos maiores Iniciados que conheceram e vivenciaram a Senda da Iniciação e a revestiram com a roupagem alegórica da Alquimia.
RAIMUNDO LULIO
Ou Ramón Llull, mais conhecido como Raimundo Lulio (Dr. Iluminação), foi discípulo de Arnoldo de Vilanova. Nasceu em Palma de Maiorca em 1234. Durante os primeiros 30 anos levou uma vida dissoluta e vazia. A morte da mulher amada comoveu-o profundamente.
Raimundo Lulio incomodava-se com a negação da imortalidade do homem e dedicou-se apaixonadamente a refutar Averróis, desprendendo o mesmo entusiasmo na conversão dos maometanos. Morreu no ano de 1315.
O teólogo acreditava na Astrologia; ensinou em Palma de Mallorca, Paris e Montpellier, e sua doutrina está tão identificada com os ensinamentos gnósticos e árabes, que pode ser considerado como um dos profetas da Arte Alquimista. Do mesmo modo que seu colega Arnoldo de Vilanova, acreditava na efetividade da Pedra Filosofal.
Raimundo Lulio, em seu livro Clavículas, diz: “Por isso os aconselho que não obreis com o Sol (homem) e com a Lua (mulher) senão depois de havê-los levado a sua matéria-prima (energia sexual) que é o enxofre e o mercúrio dos filósofos. Ó filhos meus! Aprendei a servir-vos dessa matéria venerável, porque vos advirto, sob fé de juramento, de que se não sacais o mercúrio desses metais, trabalhareis como o cego na obscuridade e na dúvida. Por isso, ó filhos meus, vos conjuro a que marcheis até a Luz com os olhos abertos e não caiais como cegos no Abismo”.
NICOLAS FLAMEL
Nasceu em Paris e viveu de 1330 a 1418. Arquiteto da igreja parisiense de St. Jacques, de simbolismo hermético, da qual resta apenas sua famosa torre. Estudando o manuscrito alegórico de Abraão, o judeu, converteu-se num autêntico Mestre Alquimista.
Em sua obra O Livro das Figuras Hieroglíficas, surgido em 1669, consta como conseguiu o manuscrito: “Quando faleceram meus pais, tive de ganhar o pão escrevendo; naquele tempo adquiri um livro dourado, muito velho e volumoso.
O livro compunha-se de três fascículos de sete folhas cada um e a sétima folha de cada um aparecia em branco. Na primeira folha via-se um báculo em torno do qual apareciam enroscadas duas serpentes; na segunda, uma cruz da qual pendia outra serpente e na sétima podia ver-se um deserto, no centro do qual brotavam formosas fontes; porém delas não saiam água senão serpentes que se arrastavam em todas as direções.
Na fachada do livro, lia-se: “Abraão o Judeu, príncipe, sacerdote, levita, astrólogo e filósofo”. Na terceira folha explicava-se como se transformavam os metais. Junto ao texto reproduziam-se dois recipientes, davam as cores e todos os detalhes, exceto a Pedra Filosofal, a qual aparecia reproduzida com grande arte e forma tal que cobria por completo as páginas quatro e cinco”. Posteriormente, Flamel mandou colocar essas figuras no cemitério parisiense dos inocentes.
Dos relatos houve um que o impressionou bastante: “Um rosal florido no meio do jardim; no solo junto às rosas uma fonte da qual emanava água branquíssima, que logo a uma distância respeitável precipitava-se num abismo. Muitas pessoas cavavam ao longo de seu curso, com as mãos na terra, tratando de encontrar a fonte, porém não conseguiam êxito porque eram cegas; somente um foi capaz – ele encontrou a água”.
Esta é realmente uma das maiores simbologias Alquimistas, pois expressa claramente o significado do Grande Arcano. A rosa indica a cristalização dos corpos solares. A fonte simboliza a transmutação; é a fonte da água viva da qual falava Jesus. A humanidade inconsciente busca essa fonte e apesar de tê-la tão perto não a encontra; a água é desperdiçada, caindo nos abismos.
Somente o adepto, o Iniciado, é o único capaz de valorizar as águas seminais. Flamel finalmente conseguiu captar o sentido dos processos, porém seguia sem compreender o processo da matéria prima. Consultou então sua esposa Perenelle, a qual imediatamente dedicou-se com idêntico fervor a estudar o misterioso livro.
Com isto, Nicola Flamel nos indica que é necessária a mulher para realizar a Grande Obra.
Marchou logo em peregrinação até o sepulcro do apóstolo Santiago, na Espanha, encontrando-se com o Mestre Canché, o qual indicou-lhe os fundamentos do Magistério. Flamel narra sua Iniciação da seguinte maneira: “Todavia trabalhei uns três anos, até que finalmente encontrei o elixir (havia trabalhado 21 anos) que imediatamente se reconhece por seu forte odor. Primeiro o projetei sobre uma libra e meia de mercúrio e obtive desse modo igual quantidade de prata; isso ocorreu em minha casa, estando presente unicamente minha esposa Perenelle; mais tarde, atendo-me escrupulosamente a cada palavra de meu livro, projetei a pedra vermelha sobre uma quantidade quase igual de mercúrio na mesma casa e de novo estava presente minha esposa Perenelle. Realizei a obra por três vezes com a ajuda de Perenelle, pois como havia-me ajudado no trabalho, o entendia exatamente como eu”.
Flamel provocou entusiasmo com seu livro, tendo o mesmo sido reimpresso ininterruptamente durante os séculos 15, 16 e 17, e incluído nas obras completas da Alquimia.
Para o Mestre Fulcanelli, a peregrinação de Flamel é uma alegoria mui hábil e engenhosa do labor alquímico e representa a viagem simbólica que deve realizar todo Iniciado ou Alquimista; e que o manuscrito de Abraham, o judeu, tão desconhecido, parece que é uma invenção do Grande Adepto, destinada a instruir aos discípulos de Hermes (Moradas Filosóficas, págs. 338 a 355).
BASILIO VALENTIN
Segundo a tradição, foi um dos maiores Alquimistas de todos os tempos. Foi Beneditino alemão, viveu em Erfust em princípios do século 15; alcançou sua máxima difusão dois séculos mais tarde ao ser impressa sua obra As Doze Chaves, todavia muitos historiadores consideram mítico a este personagem.
“O primeiro agente magnético empregado para preparar o dissolvente que alguns chamaram Alkaest, recebe o nome de Leão Verde, devido não tanto à sua coloração senão pelo fato de não haver adquirido todavia os característicos minerais, que distingue quimicamente o estado adulto do estado nascente.” (Basílio Valentino)
É o embrião de nossa Pedra de nosso Elixir; alguns adeptos, entre eles Basílio Valentin, o chamaram Vitríolo Verde, para expressar sua natureza quente, ardente e salina.
“Nossa água toma o nome de todas as folhas das árvores, das próprias árvores e de tudo o que apresenta a cor verde, a fim de enganar aos insensatos” – disse o Mestre Arnoldo de Vilanova.
Basílio Valentin dá o seguinte conselho: “Dissolva e alimente o verdadeiro Leão com o sangue do Leão Verde, pois o sangue fixo do Leão Vermelho é feito do sangue volátil do Verde, porque ambos são da mesma natureza” (O Mistério das Catedrais). Em seu livro Azoth descreve de forma cifrada os meios para a produção da Pedra Secreta. Pela forma que se expressa, deduz-se que se trata da fórmula do Vitriolo (Visita Interiora Terrae Rectificando Invenies Occultum Lapidem – VITRIOL).
Essa frase quer dizer: Investiga o interior da Terra, a qual retificando, encontrarás a pedra secreta. Em seu livro Testamentum, Basílio Valentin assinala as excelentes propriedades e as raras virtudes do Vitriolo: “É um notável e importante mineral a que nenhum outro na natureza poderia ser comparado, porque o Vitríolo se familiariza com todos os demais metais mais que todas as demais coisas. Alia-se intimamente com ele, pois de todos os demais metais pode obter-se um Vitríolo ou cristal, já que se conhecem como uma só e a mesma coisa.
O Vitríolo é preferível aos outros minerais e deve conceder-se-lhe o primeiro lugar depois dos metais. Pois embora todos os metais e minerais estejam dotados de grandes virtudes, o Vitríolo é o único suficiente para fazer-se a Bendita Pedra, o que nenhum outro no mundo poderia conseguir por si só. A este propósito digo que é preciso que imprimas vivamente este argumento em teu espírito, que dirijas por inteiro teus pensamentos ao Vitríolo metálico e que recorde que confiei-te este conhecimento, de que se pode de Marte (homem) e Vênus (mulher) fazer um magnífico Vitríolo, no qual os três princípios se encontrem e que servem para o nascimento e produção de nossa Pedra” (Moradas Filosofais. Págs. 483 e 484).
CORNÉLIO AGRIPPA
Heinrich Cornelius Agrippa von Nettesheim, nasceu em Colônia, em 1486, e faleceu em Grenoble, em 1535. Estudou em quatro faculdades, aprendendo idiomas, direito e ciências ocultas.
Fundou em Paris uma sociedade secreta juntamente com alguns jovens franceses, que se estendeu pela França, Itália, Alemanha e Inglaterra. Escreveu livros sobre a história da Igreja e biografias. Uma de suas obras é Os Sete Conceitos, livro eminentemente gnóstico. Em sua opinião há sete anjos que correspondem aos sete planetas e cada um deles governa como segunda causalidade, ao longo de uma época calculada segundo critério cabalístico, por ordem de Deus – primeira causalidade.
Estes sete conceitos dos quais fala Agrippa são as sete esferas vinculadas a sete planetas e simboliza sete princípios, sete estados diferentes da matéria e do espírito, sete mundos diversos de cada homem e cada humanidade, que é obrigada a evoluir dentro de um sistema solar.
Os sete Gênios ou sete Deuses Cosmogônicos significam os Espíritos Superiores dirigentes de todas as esferas, e são os sete Devas da Índia, os sete Amsha Spands da Pérsia, os sete grandes Anjos da Caldeia, os sete Anjos do Apocalipse cristão. Manifestam-se também na constituição do homem, que é triplo em sua essência porém sétuplo em sua evolução. Escreveu um livro contra feitiçaria. Conheceu Magia, Cabala e Astrologia, bem como a transmutação dos metais mediante a Pedra Filosofal, a qual chamava Alento de Deus Petrificado e a considerava encarnação de todas as almas penetrantes do mundo.
Agrippa disse que não é fora de nós onde devemos buscar o princípio das grandes obras, pois em nós habita um Espírito que muito bem pode realizar aquilo de que são capazes os matemáticos, magos, alquimistas. Seguindo a doutrina de seu amigo e promotor Trithemus, acreditava que o espírito que habita em nós é a Alma-Espírito-Universal que anima a todos os corpos.
Famoso alquimista, um dos Mestres mais exaltados da Venerável Loja Branca, pertence ao raio da Medicina, assim como Hipócrates, Galeno e Hermes. Chamava-se Phillipus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim.
Muito jovem foi enviado à escola dos Beneditinos do Monastério de San Andrés, para sua formação religiosa e aí foi onde travou amizade com o Bispo Eberhard Baumgaster, o qual era considerado como um dos alquimistas mais notáveis de seu tempo; passou logo a Basileia, onde fez grandes progressos nos estudos de Ciências Ocultas.
Naqueles tempos era impossível dedicar-se à Medicina sem conhecer profundamente a Astrologia. Havia lido as obras do Eclesiástico Tritêmio, que tanto o atraiu que decidiu se mudar para Wurzburg, lugar onde permanecia o sábio eclesiástico em comunhão com seus discípulos. Tritemius ou Tritêmio afirmava que as forças secretas da Natureza estavam confiadas a seres espirituais.
Tinha muitos discípulos e os dignos eram admitidos em seu laboratório, onde realizava toda classe de experimentos alquímicos e mágicos; era ao mesmo tempo grande conhecedor de Kabala por meio da qual havia dado profundas interpretações às passagens proféticas e místicas da Bíblia; por isso colocava as Santas Escrituras acima de todos os estudos, devendo seus alunos dedicar-lhe toda atenção e amor. Isso influiu em Paracelso pelo resto da vida já que posteriormente o estudo da Bíblia foi uma das tarefas que ocupou-o mais intensamente.
Em seus escritos encontramos o testemunho de seu perfeito conhecimento da linguagem e do significado esotérico da Bíblia. Paracelso ensinou que a Alquimia não tem por objetivo exclusivamente a obtenção da Pedra Filosofal; a finalidade da Ciência Hermética consiste em produzir essência soberana e aplicá-la devidamente na cura das enfermidades. Considerava, com base na própria Divina Criação, que toda substância dotada de vida orgânica continha grande quantidade de potência curativa.
Os metais, as pedras e suas variações trazem em si mesmos a quinta-essência, assim como os corpos orgânicos e embora sejam considerados sem vida para diferenciá-los dos animais e plantas, contém essências de corpos que viveram.
Paracelso expôs a teoria dos Três Princípios; afirmava que cada substância ou matéria em crescimento estava formada por Sal, Terra, Enxofre, fogo, mercúrio e água. A força vital consiste na união dos três princípios, havendo sempre uma ação tripla para cada corpo: a purificação por meio do sal, a dissolução e consumação pelo enxofre e a eliminação pelo mercúrio.
CONDE DE SAINT-GERMAIN
Saint-Germain é o Senhor do Raio Violeta, que é a mistura harmoniosa do Azul do Cristo com o Vermelho de Samael (era isso que o VM Samael Aun Weor ensinava, quando lhe perguntavam sobre quem é o Conde). É um dos alquimistas mais conhecidos. Não somente se dava ao luxo de fabricar ouro, pois dizia que isso qualquer alquimista sabia, por isso preferia fabricar pedras preciosas, principalmente diamante.
Segundo o VM Samael Aun Weor, este alquimista é na verdade o Mestre RAKOCZI, Roger Bacon, Francis Bacon. Este Mestre pertence ao raio de Júpiter e juntamente com outros Mestres está atualmente vivendo em Shamballa, santuário do Tibet oriental, em estado de jinas; possui o mesmo corpo físico com o qual foi conhecido durante os séculos 17, 18 e 19, em todas as cortes da Europa. Este Mestre venceu a morte.
É um Mestre realizado com a MAGIA SEXUAL, rejuvenescendo à vontade; desaparecia e aparecia instantaneamente quando menos se esperava. Fazia-se passar por morto, entrando no sepulcro, para logo escapar com seu corpo em estado de Jinas.
Saint Germain tem o dom das línguas. Fala corretamente todos os idiomas do mundo; foi conselheiro de reis e sábios; lia cartas fechadas; transmutava o chumbo em ouro e o carvão em diamantes; dizia ter mais de 3 mil anos. Trabalhou intensamente com o Arcano AZF, ou seja, a Magia Sexual, e a isso deve seus poderes, recebendo o Elixir da longa vida. Foi Mestre de Cagliostro.
CAGLIOSTRO
Foi o melhor discípulo de Saint-Germain, viveu na época de Jesus Cristo, amigo de Cleópatra, no Egito, e trabalhou para Catarina de Medici.
Esse Mestre foi conhecido em diversos lugares do mundo, usando um nome num país e às vezes mudava-o em outro país. Foi conhecido com os nomes de Tischio, Milissa, Belmonte, Marquês Danna, Conde Fênix, Marquês Pellegrine, Marquês Bálsamo, Mésmer, Harut e Conde Cagliostro, segundo consta no famoso processo sobre O Colar da Rainha, título de uma obra de Alexandre Dumas.
Foi Alquimista, transmutava o chumbo em ouro e fabricava diamantes legítimos. Com sua ciência da Pedra Filosofal, salvou a vida do Príncipe Bispo de Estrasburgo, Cardeal Rohan. Teve muitos discípulos alquimistas em Estrasburgo.
Caglostro, um grande mestre maçom
Este é o Selo de Cagliostro, onde se veem as duas bases da Sabedoria Gnóstica: a serpente, que simboliza a Santa Alquimia, e a Seta, a qual atinge a serpente, e isso representa a Morte do Desejo, a Morte do Ego. Ou seja, o Nascer e o Morrer
Pelo escândalo sobre o Colar da Rainha, em 15 agosto de 1785 foi detido juntamente com o Cardeal Rohan e encerrados ambos na Bastilha. O escândalo foi de tal magnitude que o povo indispôs-se contra Maria Antonieta e Luís XVI, sendo uma causa a mais para a destruição da Monarquia.
Depois de espetacular processo, em 31 de maio de 1786, Cagliostro e o Cardeal foram considerados inocentes e postos em liberdade. Uma procissão de 5 mil pessoas acompanhou o Mago até Boulogne e permaneceu devotamente de joelhos enquanto o barco que o conduzia à Inglaterra afastava-se.
De Londres pronunciou a grande maldição contra seus perseguidores e anunciou a destruição da Bastilha, feito que se cumpriu em 14 de julho de 1789, quando ele estava vivendo em Roma.
A Inquisição romana condenou-o à morte, pena que foi comutada para prisão perpétua na fortaleza de San Leo, porém o enigmático Conde Cagliostro desapareceu da prisão misteriosamente; nem a prisão nem a morte puderam contra ele; todavia vive em seu mesmo corpo físico, porque quando um Mestre “tragou terra” no sepulcro – segundo a simbologia esotérica – é senhor dos vivos e dos mortos.
Cagliostro tentou regenerar a Maçonaria, tentando aflorar a essência iniciática dessa instituição. Esse venerável mestre tentou, em vão, adicionar mulheres dentro da Nobre Escola e ensinar a Santa Alquimia a seus membros, porém, foi rechaçado, caindo essa instituição em grande entropia.
Ninguém pode chegar a essas alturas Iniciáticas sem a prática secreta da Magia Sexual. Muitos foram os sofrimentos dos Grandes Iniciados antigos e foram muitos os que pereceram nas provas secretas quando aspiravam o Segredo Supremo do Grande Arcano. Porém atualmente, o Venerável Mestre Samael Aun Weor entregou publicamente – pois já é o momento – o Arcano AZF, para que a humanidade possa livrar-se da Roda do Samsara.
FULCANELLI
As obras de Fulcanelli eram livros de cabeceira do VM Samael Aun Weor. É um mestre Alquimista dos tempos atuais. A obra A Rebelião dos Bruxos, escrita por Jacques Bergier e Louis Pawels é um golpe à consciência das grandes multidões ávidas para conhecer o que há além de nossos sentidos físicos e qual é esse conhecimento que permanece oculto e velado.
Nesta obra começa a abrir-se o véu das antiquíssimas e avançadas civilizações que desapareceram, muitas delas deixando para a posteridade apenas lendas ou ruínas destruídas e que intrigaram os que vêem além da letra morta; porém, o que nossa civilização herdou é apenas simbolismo, tocando às Escolas Iniciáticas e aos Grandes Mestres fazer a revelação do mesmo.
Na Rebelião dos Bruxos começa-se a conhecer esse misticismo enigmático e oculto dos antigos alquimistas; a leitura deste livro inicia a busca das obras dos mestres Fulcanelli e Lobsang Rampa, ambos fontes de luz na obscuridade do conhecimento.
O Mestre Fulcanelli afirma: “A Alquimia, remontando-se do concreto ao abstrato, do positivismo material ao espiritualismo puro, amplia o campo dos conhecimentos humanos, das possibilidades de ação e realização da União de Deus e da Natureza, da Criação e do Criador, da Ciência e da Religião.
A Ciência Alquímica não se ensina. Cada um deve aprendê-la por si mesmo, não de maneira especulativa, senão com a ajuda de um trabalho perseverante, multiplicando os ensaios e as tentativas, de maneira que se submetam sempre as produções do pensamento ao controle da experiência”.
Esse insigne Mestre, em linguagem alegórica, na qual encontramos amplos e profundos conhecimentos da doutrina Gnóstica, mui ocultamente nos entrega o Grande Arcano: “O Alquimista deve unir-se a esta Virgem em corpo e alma, em Matrimônio Perfeito e indissolúvel a fim de recobrar com ela o Andrógino Primordial e o estado de Inocência” (Moradas Filosofais, pág. 22).
“Na segunda janela, não deixa de suscitar curiosidade uma cabeça rubicunda e lunar, coroada por um falo; descobrimos nela a indicação expressiva dos Dois Princípios cuja conjunção engendra a Matéria Filosofal. Esse Hieroglífico do agente e do paciente, do Enxofre e do Mercúrio, do Sol e da Lua, pais filosóficos da Pedra, é suficientemente eloquente para ministrarmos a explicação.” (Moradas Filosofais, pág. 233).
Revela os segredos das Catedrais Góticas, resumindo que toda a Verdade, a Filosofia, a Religião, está baseada na Primeira Pedra, sobre a qual repousa toda a estrutura do Templo e é este mesmo Arcano o que se encontra nas Pirâmides do Egito, Templos da Grécia, Catacumbas Romanas e Basílicas Bizantinas.
Apresenta a Catedral fundada na Ciência Alquímica, investigadora das transformações da Substância Original (Energia Sexual) da Matéria Elemental. Pois a Virgem Mãe despojada de seu véu simbólico (o Véu de Ísis), não é mais que a personificação da Substância Primitiva que empregou para realizar seus desígnios o Princípio Criador de tudo o que existe. Maria, Virgem e Mãe representa pois a Forma; o Deus Sol Pai é o emblema do espírito Vital.
Da união destes dois princípios resulta a matéria viva, submetida às vicissitudes das Leis de Mutação e Continuidade. Surge então Jesus, o Espírito Encarnado, o fogo que toma corpo nas coisas; tal como conhecemos: “E o Verbo se fez Carne e habitou entre nós”. (Mistérios das Catedrais, pág. 85).
Afirma esse grande Mestre Alquimista: “Tudo quanto buscam os sábios está no Mercúrio (Energia Sexual) ou melhor, na Pedra (sexo); a natureza é função desse Vaso (órgãos sexuais), que tanto se comenta sem saber o que é capaz de produzir; sem esse mercúrio tomado de nossa Magnésia, nos assegura Filateo, é inútil ascender a lâmpada ou Forno dos Filósofos (o chacra Mulhadara).
Qualquer profano que saiba manter o Fogo executará a Obra tão bem como um alquimista experiente; não requer perícia especial ou habilidade profissional, senão todo o conhecimento de um curioso Artifício que constitui o Secretum Secretorum, que não foi revelado; sem dúvida, os investigadores que com êxito remontaram os primeiros obstáculos e extraíram Água Viva da antiga Fonte, possuem a Chave capaz de abrir as portas do Laboratório Hermético” (Moradas Filosofais, págs. 287, 299, 300, 302).
As almas divina e humana orientadas pelo Íntimo, o Pai
FINALMENTE
Muito mais Iniciados e Iluminados poderíamos enumerar neste texto, comentar sobre os grandes Alquimistas egípcios (como Hermes Trismegisto), chineses (Fu Xi), árabes (Al Ghazali) e mesmo entre os europeus (Tritemo, Alberto Magno, Khunrath, Eliphas Levi etc.).
No entanto, é seguro que os acima mencionados já servirão de base para que o pesquisador do GnosisOnline verifique por si mesmo, através da reflexão e da meditação, que a sabedoria gnóstica está entregando a toda a humanidade, a todos os seres humanos de puro e nobre coração, os Grandes Segredos que poderão mudar, alterar e revolucionar toda a sua vida. Tanto material, quanto espiritualmente.
Para Fulcanelli, a alquimia seria o elo com as civilizações desaparecidas desde há milênios e ignoradas pelos arqueólogos. Evidentemente, nenhum arqueólogo considerado honesto e nenhum historiador de igual reputação admitirão a existência, no passado, de civilizações que tenham possuído uma ciência e técnicas superiores às nossas.
Mas uma ciência e técnicas avançadas simplificam ao máximo a aparelhagem, e talvez os vestígios estejam sob os nossos olhos sem que sejamos capazes de os ver como tais. Nenhum arqueólogo e nenhum historiador honesto, que não tenham recebido uma formação científica em alto grau, poderão efetuar pesquisas susceptíveis de nos fornecer a esse respeito qualquer esclarecimento.
A separação das disciplinas, que foi uma necessidade do fabuloso progresso contemporâneo, talvez nos dissimule qualquer coisa de fabuloso no passado. Sabe-se que foi um engenheiro alemão, encarregado da construção dos esgotos de Bagdá, que descobriu na amálgama de objetos do museu local, sob a vaga etiqueta de objetos de culto, pilhas elétricas fabricadas dez séculos antes de Volta, durante a dinastia dos Sassânidas. Enquanto a arqueologia apenas for praticada por arqueólogos, não saberemos se a noite dos tempos era obscura ou luminosa.
Jean-Frédéric Schweitzer, dito Helvétius
Jean-Frédéric Schweitzer, dito Helvétius, até então violento adversário da alquimia, conta que na manhã de 27 de dezembro de 1666 se apresentou em sua casa um estrangeiro. Era um homem de aparência honesta e séria, e de expressão autoritária, vestido com um simples capote, como um menonita.
Depois de perguntar a Helvétius se acreditava na pedra filosofal (ao que o famoso médico respondeu negativamente), o estrangeiro abriu uma pequena caixa de marfim que continha três pedaços de uma substância semelhante ao vidro ou à opala. O seu proprietário declarou tratar-se da famosa pedra, e que com uma tão mínima quantidade podia produzir 20 toneladas de ouro. Helvétius pegou num dos fragmentos e, depois de agradecer ao visitante a sua amabilidade, pediu-lhe que lhe desse um bocado.
O alquimista recusou num tom brusco, acrescentando com mais cortesia que, mesmo a troco de toda a fortuna de Helvétius, não se poderia separar da menor parcela desse mineral, por uma razão que não lhe era permitido divulgar. Instado para que desse uma prova das suas palavras, realizando uma transmutação, o estrangeiro respondeu que voltaria três semanas mais tarde e mostraria a Helvétius uma coisa susceptível de assombrá-lo.
Voltou pontualmente no dia marcado, mas recusou executar a operação, afirmando que lhe era proibido revelar o segredo. Condescendeu, no entanto, em dar a Helvétius um pequeno fragmento da pedra, não maior que um grão de mostarda. E como o médico emitisse a dúvida de que uma tão ínfima quantidade pudesse produzir o menor efeito, o alquimista partiu o corpúsculo em dois, deitou uma metade fora e entregou-lhe a outra, dizendo: aqui está justamente aquilo de que precisa.
O nosso sábio viu-se então obrigado a confessar que durante a primeira visita do estrangeiro conseguira apoderar-se de algumas partículas da pedra, as quais tinham transformado o chumbo, não em ouro, mas em vidro. Devia ter protegido a pedra com cera amarela, respondeu o alquimista, isso ajudá-la-ia a penetrar o chumbo e a transformá-lo em ouro. O homem prometeu voltar de novo no dia seguinte de manhã, às 9 horas, e realizar o milagre – mas não apareceu, e no dia a seguir também não.
Posto isso, a mulher de Helvétius persuadiu-o a tentar ele próprio a transmutação: Helvétius procedeu de acordo com as instruções do estrangeiro. Derreteu três dracmas de chumbo, envolveu a pedra em cera e deixou-a cair no metal líquido. E este transformou-se em ouro!
Levamo-lo imediatamente ao ourives, que declarou tratar-se do ouro mais fino que jamais vira, e propôs pagá-lo a 50 florins a onça. Helvétius, ao concluir a sua narrativa, disse-nos que a barra de ouro continuava na sua mão, prova tangível da transmutação.
Possam os Santos Anjos do Senhor velar por ele (o alquimista anônimo), bem como sobre um manancial de bênçãos para a cristandade.
Tal é a nossa prece constante, por ele e por nós. A novidade espalhou-se como um rastilho de pólvora. Spinoza, que não podemos incluir no número dos ingênuos, quis saber a verdade da história. Fez uma visita ao ourives que avaliara o ouro.
O relatório foi mais do que favorável: durante a fusão, a prata incorporada à mistura transformara-se igualmente em ouro. O ourives, Brechtel, era moedeiro do Duque de Orange.
Sabia sem dúvida do seu ofício. Parece difícil acreditar que ele possa ter sido vítima de um subterfúgio, ou que tenha pretendido enganar Spinoza.
Spinoza dirigiu-se então à casa de Helvétius, que lhe mostrou o ouro e o crisol que servira para a operação. Aderiam ainda ao interior do recipiente restos do precioso metal; como os outros, e Spinoza ficou convencido de que a transmutação se operara realmente…
(Trecho extraído da obra O Despertar dos Mágicos, de Pawels e Bergier)
Convém eliminar, para o bem da Grande Causa, determinados espinheiros que obstruem o Caminho.
Em tudo isso, existe algo demasiado grave. Quero fazer referência ao sono da consciência.
Os quatro evangelhos insistem na necessidade de despertar, porém, infelizmente, as pessoas supõem que estão despertas. Para o cúmulo dos males, existe por toda parte um tipo de gente, muito psíquica certamente, que não somente dorme, como ainda sonha que está desperta.
Essas pessoas autodenominam-se videntes e se tornam demasiado perigosas porque projetam sobre os demais seus sonhos, alucinações e loucuras. São precisamente eles que impingem aos outros delitos que não cometeram e assim desbaratam lares alheios.
Resulta óbvio compreender que não falamos dos legítimos clarividentes. Referimo-nos, por agora, a esses alucinados, a esses equivocados que sonham estar com a consciência desperta.
Com profunda pena evidenciamos que o fracasso esotérico se deve à consciência adormecida.
Muitos devotos gnósticos, sinceros amantes da verdade, fracassam por causa desse lamentável estado de consciência adormecida.
Luz é Consciência, Consciência é Luz
Nos tempos antigos, apenas se ensinava o Grande Arcano, o maithuna, o yoga sexual, àqueles neófitos que despertavam a consciência. Os hierofantes sabiam muito bem que os discípulos adormecidos, cedo ou tarde, terminam abandonando o trabalho na Nona Esfera.
O pior é que esses fracassados se autoenganam pensando de si o melhor, e quase sempre caem como rameiras nos braços de alguma escolinha nova que lhes brinde um pouco de consolo.
Depois, pronunciam frases como as seguintes: “Eu não sigo os ensinamentos gnósticos porque eles exigem um casal e isto é coisa de um só. A liberação, o trabalho, é coisa que se tem de buscar sozinho”. Naturalmente, essas palavras de autoconsolo e de autoconsideração têm por objetivo unicamente a própria autojustificação.
Se essas pobres pessoas tivessem a consciência desperta perceberiam o seu erro e compreenderiam que elas não se fizeram sozinhas. Elas tiveram um pai, uma mãe, e houve um coito que lhes deu vida.
Se essa pobre gente tivesse a sua consciência desperta, verificaria que assim como é em cima é embaixo e vice-versa, experimentaria diretamente a crua realidade dos fatos, dar-se-ia conta cabal do lamentável estado em que se encontra e compreenderia a necessidade do maithuna para a fabricação dos corpos solares, o traje de bodas da alma, e assim conseguir o Segundo Nascimento, do qual o Grande Cabir Jesus falou ao rabino Nicodemo.
Porém, tais modelos de sabedoria dormem e não são capazes de verificar por si mesmos que estão vestidos com corpos protoplasmáticos, que se vestem com farrapos lunares e que são uns pobres-coitados e miseráveis.
Os sonhadores, os adormecidos que supõem estar despertos, não somente prejudicam a si mesmos como ainda causam graves danos a seus semelhantes.
Creio que o equivocado sincero, o adormecido que sonha estar desperto, o alucinado que se qualifica de iluminado e o mitômano que se crê supertranscendido, em verdade estes causam a si e aos demais muito mais dano do que experimenta alguém que jamais em sua vida ingressou nos nossos estudos.
Estamos falando numa linguagem dura, mas podem estar seguros de que muitos adormecidos e alucinados, ao lerem estas linhas, em vez de se deterem por um momento para refletir, corrigir ou retificar, buscarão apenas uma forma de se apropriar de minhas palavras a fim de documentar suas loucuras.
Para desgraça deste pobre formigueiro humano, as pessoas levam dentro um péssimo secretário que sempre interpreta mal os ensinamentos gnósticos. Referimo-nos ao Eu Pluralizado, ao Mim Mesmo.
O mais cômico do Mefistófeles é a maneira como se disfarça de santo. Claro que o Ego lhe agrada que o ponham no altar e o adorem.
Compreendam de uma vez por todas que enquanto a consciência continuar engarrafada no Eu Pluralizado não somente dormirá como terá, o que é pior, o mau gosto de sonhar que está desperta.
O pior gênero de loucura resulta da combinação de mitomania com alucinações. O mitômano é aquele que se presume de Deus, que se sente supertranscendido e que deseja que todo mundo o adore.
Esse tipo de gente, ao estudar este capítulo, imputará para outros minhas palavras e continuará pensando que já dissolveu o Eu, ainda que o tenha mais robusto que um gorila. Quando um mitômano adormecido trabalha na Forja dos Ciclopes, estejam seguros de que muito breve abandonará o trabalho dizendo: “Eu já consegui o Segundo Nascimento. Eu estou liberado. Eu sou um Deus. Renunciei ao Nirvana por amor à humanidade”.
Em nosso querido Movimento Gnóstico já vimos coisa muito feia. É espantoso ver os mitômanos, os adormecidos alucinados, profetizando loucuras, caluniando o próximo, qualificando os outros de magos negros etc. Isso é espantoso.
Diabos julgando diabos! Todos esses “exemplos de perfeição” não querem se dar conta de que neste mundo doloroso em que vivemos é quase impossível encontrar um santo.
Todo mago é mais ou menos negro. De forma alguma se pode ser mago branco enquanto o Eu Pluralizado estiver metido no corpo. O Eu Pluralizado é o próprio demônio.
Isso de andar dizendo por aí que fulano está caído é certamente uma brincadeira de mau gosto, porque neste mundo todas as pessoas estão caídas. Isso de caluniar o próximo e de destruir lares com falsas profecias é próprio de alucinados, de gente que sonha estar desperta.
Se alguém de fato quer autodespertar, que se resolva a morrer de instante a instante, que pratique a meditação profunda, que se liberte da mente, que trabalhe com as Runas da maneira como ensinamos neste livro…
À Sede Patriarcal do Movimento Gnóstico chegam muitas cartas de adormecidos que dizem: Minha mulher… o fulano… o beltrano… está muito evoluído, é uma alma muito velha… Etc.
Esses pobres adormecidos que assim falam pensam que o tempo e a evolução podem autorrealizá-los, podem despertá-los e levá-los à liberação final. Essas pessoas não querem compreender que a evolução e sua irmã gêmea a involução, são apenas leis mecânicas da natureza, as quais trabalham de maneira harmoniosa e coordenada em toda a criatura.
Quando alguém desperta a consciência percebe a necessidade de se emancipar dessas leis e de se meter pela Senda da Revolução.
Queremos gente desperta, firme, revolucionária; de maneira alguma aceitamos frases incoerentes, vagas, imprecisas, insípidas, inodoras etc.
Vivamos alertas e vigilantes como a sentinela em época de guerra. Queremos gente que trabalhe com os Três Fatores de Revolução da Consciência.
Lamentamos tantos casos de equivocados sinceros que só trabalham com um fator e muitas vezes, e infelizmente, muito mal trabalhado.
Precisamos compreender que somos pobres feras adormecidas, máquinas controladas pelo Ego.