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Islamismo Esotérico

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A Peregrinação e os 12 Nomes de Deus

“Quem conhece a si mesmo conhece a seu Senhor.” (Profeta Maomé)

A Peregrinação a Meca e a Peregrinação Interior à Essência do Coração
(Hadrat ‘Abdul-Qádir al-Djílání, O Segredo dos Segredos)

Peregrinação, de acordo com os preceitos religiosos, é a visita à Caaba na cidade de Meca (Makka), na Arábia Saudita. Existem certas exigências ligadas a esta Peregrinação: de vestir o traje dos peregrinos – duas peças de tecido branco sem costura, que representam o abandono de todos os laços mundanos; de chegar a Meca em estado de ablução; de realizar sete voltas ao redor da Caaba – um sinal de completa entrega; de correr sete vezes entre Safa e Marwa; de ir até o monte Arafat e permanecer lá até o pôr-do-sol; de passar a noite em Muzdalifa; de fazer o sacrifício em Mina; de fazer outras sete voltas ao redor da Caaba; de beber na fonte de Zamzam; e fazer dois ciclos de oração perto do local onde o profeta Ibrahim (Abraão) permaneceu, perto da Caaba…

Quando tudo isso é feito, a Peregrinação está completa e sua recompensa garantida, e, se alguma coisa fica faltando no ritual, sua recompensa é cancelada. Allah, o Altíssimo, diz:

E cumpri a Peregrinação e a Umra (aos lugares sagrados) por amor a Allah. (Surata Al-Bácara – “A Vaca”, vers. 196, do Alcorão.)

Quando tudo isso está completo, muitas conexões com o mundo que eram ilegais durante o ritual, passam a ser legais novamente. O peregrino, agora em estado de normalidade, faz sua última volta e retorna à sua vida cotidiana.

A recompensa da Peregrinação é anunciada por Allah:

E todo aquele que entre nela está salvo, e a Peregrinação à Casa é um dever que o homem presta a Allah, todos devem encontrar um meio de realizá-la. (surata Ál ‘Imran – “A Família de Kumran”, vers. 96.)

Todo aquele que realizar a Peregrinação estará salvo do fogo do inferno. Esta é a recompensa (O gnóstico compreende perfeitamente a que Peregrinação se refere o Alcorão).

A Peregrinação Interior também necessita de um grande esforço de preparação e acúmulo de provisões, antes do início da viagem. O primeiro passo é encontrar um guia, um mestre, alguém que você ame e respeite, que você confie e obedeça. Ele vai abastecer o peregrino com as provisões que necessita.

Então o peregrino terá que preparar seu coração. Para despertá-lo, deverá recitar a 1ª frase sagrada La ilah ill Allah – Não há mais deus que Allah, ou seja, nosso Pai Interior – e recordar Allah contemplando o significado da frase. Com isso o coração desperta, torna-se vivo. Deve recordar-se de Allah e permanecer em estado de recordação até que todo o seu ser interior esteja purificado e limpo de tudo o mais, exceto Ele (Allah).

Após a purificação interior, o peregrino deverá recitar o Nomes dos atributos de Allah, que lhe acenderão a luz da beleza e da graça de Allah. É nessa luz que está sua esperança de ver a Caaba da essência secreta. Allah ordenou a Seus profetas Ibrahim (Abraão) e Ismael que fizessem essa purificação quando disse:

E (recorda-te) de quando indicamos a Ibrahim (Abraão) o local da Casa, dizendo: Não Me atribuas parceiros, mas consagres Minha Casa para os circungirantes, para os que permanecem em pé e para os genuflexos e prostrados. (surata Al-Hajj – “A Peregrinação”, vers. 26)

Da mesma forma que a Caaba material na cidade de Meca é mantida limpa para os peregrinos, quanta limpeza não se faz necessária na Caaba Interior, através da qual a Verdade pode ser vista!

Após esses preparativos, o peregrino interior envolve-se na luz do espírito santo, dissolvendo sua forma material na essência interior, e circunda a Caaba do coração, recitando internamente (mantra) o segundo Nome Divino – ALLAH, o nome próprio de Alláh. Move-se em círculos porque o caminho até a essência não é reto, mas circular. Seu fim é seu começo.

O peregrino vai então até o ‘Arafat do coração, o local interno das súplicas, aquele lugar onde temos a esperança de conhecer o segredo de: “Não há deus senão Ele, Aquele que é Único e que não tem parceiros”.

Lá ele permanece recitando o terceiro Nome, HU – não sozinho, mas com Ele, pelo que Allah diz:
E (Ele) está convosco onde quer que estejais. (surata Al-Hadid – “O Ferro”, cap. 4)

Então recita o quarto Nome – HAQQ (o H deste mantra é suspirado), a Verdade, o nome da luz da Essência de Allah – e em seguida o quinto Nome, HAYY – a vida divina, eterna, da qual toda a vida temporal deriva. Então ele acrescenta o divino Nome da Existência Eterna com o sexto Nome – QAYYUM, a Auto-existência, Aquele do qual toda a existência depende. Isto conduz o peregrino ao Muzdalifa do centro do coração.

Neste momento ele é conduzido à Mina (o Poço sagrado) do “segredo sagrado”, a essência, onde recita o sétimo Nome – QAHHAR, Ele Quem derrota a tudo, o Dominador. Com o poder daquele Nome o ego e o egoísmo são sacrificados. Os véus da descrença são afastados e as portas da ilusão desaparecem.

Acerca dos véus que separam a criatura do Criador, o Profeta disse : “Fé e descrença existem num lugar fora do Trono de Allah. Existem véus separando o Senhor da vista de Seus servos. Um é negro e o outro branco.” Então a cabeça do espírito santo é raspada de todos os atributos materiais.

Recitando o oitavo Nome divino, WAHHAB – o Doador de Tudo, sem limites, sem restrições – ele entra no local sagrado da Essência. Lá ele recita o nono Nome – FATTAH, Aquele que Abre tudo o que está fechado.

Entrando no local da assiduidade onde fica em retiro, próximo a Allah, em intimidade com Ele e afastado de tudo o mais, ele recita o décimo nome, WAHID – Allah o Único, Aquele que não tem igual, ninguém é como Ele. Lá começa a perceber a manifestação do atributo Samad – o Absoluto, o Eterno. Ele vê o início deste inesgotável tesouro. É um espetáculo sem corpo ou forma, semelhante a nada conhecido.

Então a última volta tem início: sete voltas durante as quais ele recita os últimos seis Nomes e a adiciona o décimo primeiro Nome, AHAD – O Uno. Então ele bebe das mãos de Allah.

E seu Senhor lhes saciará a sede com uma bebida pura. (surata Al-Insan – “O Homem”, cap. 21)
A taça na qual esta bebida é oferecida é o décimo segundo Nome divino, SAMAD – o Absoluto, o Eterno, o Capaz de Satisfazer todas as necessidades, o Único Recurso.

Ao beber deste “Princípio Absoluto” ele vê todos os véus sendo erguidos da Eterna Face. Pode ver através deles, pela luz que vem deles. Este mundo não tem semelhança, corpo ou forma. É indescritível, inassociável, aquele mundo “que nenhum olho viu, nenhum ouvido pode ouvir sua descrição e nenhum coração humano pode relembrar”. As palavras de Allah não são ouvidas pelo som ou vistas como as palavras escritas. O deleite que nenhum coração humano pode experimentar é o deleite de enxergar a verdade de Allah Altíssimo, e ouvir Sua fala.

Após a Peregrinação tudo que está errado transforma-se em certo. Durante a Peregrinação tudo o que é ilegal é transformado em legal, e tudo isso está dentro da unidade alcançada, que é contínua. Allah diz:

Salvo aqueles que se arrependerem, crerem e praticarem o bem; a estes, Alláh computará as más ações como boas, porque Allah é Indulgente, Misericordiosíssimo. (surata Al-Furcan – “O Discernimento”, cap. 70)

Então, aquele peregrino estará livre de todas as suas ações e livre do temor e da dor. Allah diz:

Não é, acaso, certo que os diletos de Allah jamais serão presas do temor, nem se atribularão? (surata Yunis – “Jonas”, cap. 62)
Finalmente, a volta de despedida é realizada com a recitação de todos os Nomes divinos.

Então o peregrino retorna para casa, a casa de sua origem, aquela terra santa onde Allah criou o homem como o melhor e mais bonito modelo. Na volta ele recita o décimo segundo Nome divino, SAMAD – o Absoluto, o Eterno, o tesouro do qual todas as necessidades da criação são satisfeitas. Esse é o mundo da proximidade de Allah, onde fica a casa do peregrino interior, para onde ele retorna.

Isto é tudo o que pode ser explicado, tudo o que a língua pode dizer e a mente pode entender. Além disso, nenhuma notícia pode ser dada, mais além está o indescritível, o impercebível, o inconcebível. Como o Profeta disse: “Existe um conhecimento que permanece intacto como um tesouro enterrado. Ninguém pode conhecê-lo e ninguém pode encontrá-lo exceto aqueles que receberam o conhecimento divino”. E os sinceros, quando ouvem sobre a existência de tal conhecimento, não o negam.

Os homens de conhecimento ordinário juntam o que podem reunir da superfície. Aqueles que possuem a sabedoria divina, recolhem das profundezas. A sabedoria do sensato é o verdadeiro segredo de Allah Altíssimo. Ninguém conhece o que Ele conhece além Dele mesmo. Allah diz:

Ele conhece tanto o passado como o futuro, e eles (humanos) nada conhecem de Sua ciência, senão o que Ele permite. (surata Al-Bácara – “A Vaca”, cap. 255)

Aqueles abençoados com quem Ele divide Seu conhecimento são Seus Profetas e Seus amados que se esforçam para estar perto Dele.

Ele conhece o que é secreto e ainda o mais oculto. (surata Taha – cap. 7)

Allah! Não há mais divindade além d’Ele! Seus são os mais sublimes atributos. (surata Taha – cap. 8)
E Allah sabe mais.

Javé, o supremo chefe da Loja Negra

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Em algumas Bíblias judaico-cristãs, para mencionar Deus, usa-se o nome Jeová, em outra Javé e em algumas outras, simplesmente o termo “Senhor”. Mas será que não há diferença alguma quanto a esses nomes e seus significados ocultos, além de semânticos? Nos estudos gnósticos, faz-se uma clara e radical distinção entre os nomes poderosos Jeová e Javé.

O VM Samael Aun Weor, líder supremo das instituições gnósticas contemporâneas, ensina:

Há muito tempo, na noite profunda dos séculos, lá no continente Mu, ou Lemúria, conheci Javé, aquele Anjo Caído de quem nos fala Saturnino de Antioquia.

Javé era um Venerável Mestre da Fraternidade Branca, um glorioso anjo de precedentes Mahavântaras. Conheci e o vi muitas vezes, porquanto fui sacerdote e guerreiro entre os povos da Lemúria. Todos o veneravam, amavam e adoravam.

Os hierofantes da raça purpúrea lhe concederam a alta honra de usar couraça, cimeira, elmo, escudo e espada de ouro puro.

Aquele sacerdote e guerreiro resplandecia como chamas de ouro na selva espessa sob o sol. Em seu escudo simbólico, Vulcano gravara muitas profecias e terríveis advertências. Ai! Ai! Ai! Esse homem cometeu o erro de trair os Mistérios de Vulcano.

Os lucíferes flutuavam na atmosfera do velho continente MU. Eles ensinaram-lhe o tantrismo negro, a maithuna com ejaculação da ens seminis.

O pior foi que esse homem tão amado e venerado por todo mundo deixou-se convencer e praticou este tipo pernicioso de magia sexual com distintas mulheres. Então, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes desceu-lhe pelo canal medular e projetou-se para baixo, desde o cóccix, formando e desenvolvendo o Abominável Órgão Kundartiguador no seu corpo astral.

Assim caiu aquele anjo e se converteu através das idades em um demônio terrivelmente perverso. Muitas vezes encontramos a esposa sacerdotisa de Javé nos mundos superiores. Trata-se de um inefável anjo.

Os esforços desse homem para convencer a sua esposa foram inúteis. Ela jamais aceitou o tantrismo negro dos tenebrosos e preferiu antes o divórcio a se meter pelo caminho negro. Javé é aquele demônio que tentou Jesus Cristo. Tentando-o no deserto durante o jejum, dizia-lhe: Se és filho de Deus, faz com que esta pedra se converta em pão. Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra de Deus, respondeu-lhe Jesus.

Contam as sagradas escrituras que Javé levou Jesus, o Grande Cabir, para um alto monte e que tentando-o dizia: “Itababo, todos estes reinos do mundo eu te darei se te ajoelhas e me adoras”. O Grande Kabir respondeu: “Satã, Satã, está escrito: Só ao Senhor teu Deus adorarás e servirás”. Por fim, dizem que Javé levou Jesus a Jerusalém e colocou-o sobre o pináculo do templo para lhe dizer: “Se és filho de Deus, lança-te daqui para baixo, porque está escrito: A seus anjos mandará que se aproximem e que o protejam, e que nas mãos o sustentem para que não tropece com seu pé em pedra alguma”. Respondendo Jesus lhe disse: “Está dito que não tentarás ao Senhor teu Deus”. E quando Javé terminou a tentação, afastou-se dele por um tempo.

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(Retirado do livro Tratado Esotérico de Teurgia)

No mundo da Mente Cósmica vivem muitos demônios perigosos. Certa ocasião entramos em um templo no mundo da Mente, o qual encontrava-se todo luminoso. Nós, os investigadores, atuávamos com o nosso corpo mental. Havia nesse templo um venerável grupo de anciães. Eles estavam vestidos com túnicas de Mestres e usavam sandálias. Sobre seus ombros caíam em formosos cachos suas cabeleiras brancas. Suas barbas longas e suas largas testas davam a todos eles
uma presença magnífica.

Acreditávamos estar em um templo da Loja Branca, diante de um grupo de Santos Mestres. Esta era a nossa impressão… Um daqueles anciães pronunciou um discurso admirável. Falou de coisas sublimes e de coisas divinas. Falou do amor, do bem, da beleza, da caridade etc. De repente, o venerável começou a tocar delicadamente no problema do sexo e de uma forma sublime disse: “Crescei e multiplicai-vos. O ato sexual nada tem de mau. A ejaculação seminal não é má. Necessitamos dela para a reprodução, já que Deus disse: ‘Crescei e multiplicai-vos'”. O venerável ancião usou este e muitos outros termos para defender a ejaculação seminal.

Foi então que começamos a duvidar da santidade daquele santo. Começamos a duvidar… Seria ele um
mago negro? Olhando ao redor de nós somente víamos veneráveis anciães… Esplendorosa luz… Coisas inefáveis… Até parecia um sacrilégio duvidar daquele Mestre e de um lugar tão santo. Porém, a dúvida mortificante, apesar de tudo, apesar de nossos raciocínios, continuava a nos afligir. Foi quando um de nós, querendo sair da dúvida, pôs-se de pé e gritou: “Viva o Cristo! Abaixo Javé!” Cristo e Javé são duas antíteses… Luz e trevas… Magia branca e magia negra…

Javé é aquele demônio que que tentou Cristo na montanha. Javé é um demônio terrivelmente perverso. Ele é o chefe da Magistratura Negra. Quando gritamos vivas ao Cristo e abaixos a Javé, a Loja Negra
voltou-se contra nós cheia de ira. Os magos negros adoram a Javé e o seguem… Foi isso que aconteceu naquela noite, naquele templo do mundo da Mente. Quando aqueles santos varões de venerável e augusta presença escutaram os vivas e os abaixos, algo horrível aconteceu. O rosto santo do venerável ancião que falava mudou, irou-se e transformou-se… Então vimos o inusitado.

Aquela fisionomia tornou-se horrível. Os santos anciães desmascararam-se. Eram verdadeiros príncipes das trevas. Terríveis magos negros da Mente Cósmica. Insultaram-nos com frases e palavras próprias da Grande Rameira, cujo número é 666. Atacaram-nos violentamente… Tivemos de desembainhar a espada flamejante para nos defender. Logo nos retiramos daquele antro de magia negra que antes julgáramos ser um templo de santidade.

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(Retirado do texto Revolução de Belzebu)

Ao final da Época Solar a humanidade daquele tempo chegou ao estado angélico e são os Arcanjos de hoje em dia. O mais alto Iniciado deles foi Cristo. Porém, nem todos os humanos de então chegaram a esse estado, pois a maioria converteu-se em demônios.

Javé, o polo contrário de Cristo, foi o mais alto iniciado negro e tenebroso dessa Época. Chegada a Noite Cósmica, o Universo pareceu sumir-se no Caos. A natureza inteira entrou num sono feliz…

As Sementes de todo o vivente entregaram-se nos braços do sono… e nos espaços infinitos vibraram deliciosamente as harpas dos Elohim.

Todos os magos negros estabeleceram em nossa Terra seus templos, lojas, cultos etc., e entregaram-se ao desenvolvimento de seus planos, de acordo com as ordens supremas de Javé. Eles foram os responsáveis pelo fracasso de nossa presente evolução humana, pois é uma terrível realidade que a evolução humana fracassou.

A Rosa-cruz é um dos sete Santuários iniciáticos que estão no astral, mas todas as escolas rosa-cruzes conhecidas no mundo físico atualmente são falsas. Elas caíram em mãos de Javé.

Os magos negros desenrolaram velhos pergaminhos e assombraram-se ao ler os inumeráveis graus que Belzebu tinha, e como os havia traído. Alguns comentavam, dizendo: “Agora não nos resta senão o Chefe Javé, o Patrão… Se ele nos abandona, estaremos perdidos”.

Depois que Belzebu passou as quatro Provas da Terra, do Fogo, da Água e do Ar, ele visitou Javé, seu antigo chefe, e lhe disse: “Venho despedir-me. Agora já não dependo mais de teu governo, porque agora sou discípulo da Loja Branca”. Furioso, Javé respondeu-lhe: “Traidor! Miserável! Canalha! Deixaste convencer por Samael Aun Weor, porém ele não tem teus graus nem os meus. Observa que vais pelo caminho do mal”.

Belzebu respondeu-lhe energicamente: “Quem vai pelo caminho do mal és tu, eu sigo com Samael Aun Weor. Eu não havia visto a Luz, porém agora que ele a mostrou para mim, não tornarei a sair dela, e sigo a Samael Aun Weor como o seguem todos os seus discípulos”.

Então, Javé lhe disse: “Maldito, maldito, maldito! Minha maldição te perseguirá eternamente”. Porém, Belzebu, sorrindo, respondeu: “Tua maldição não me afeta porque estou protegido pela Loja Branca”.Depois que tinha falado com Belzebu, Javé voltou-se contra mim dizendo: “É a ti que devo atacar porque tu és o responsável por tudo isso”. Ato contínuo, atacou-me com todo seu sinistro poder oculto, porém esconjurei-o facilmente e o derrotei.

O astral estava cheio de trilhões de demônios que lutavam terrivelmente para ganhar a Grande Batalha e estabelecer seu Governo Mundial, tal como figura nos PROTOCOLOS DE SIÃO.

Javé e sua Loja Negra já estavam a ponto de triunfar totalmente sobre a Terra. Tudo marchava de acordo com seus planos. A tempestade estava em todo o seu apogeu. Acercava-se a Era de Aquário e não havia nem um raio de esperança nas trevas do ódio. A Segunda Guerra Mundial acabava de passar e milhões de almas desencarnadas nos distintos teatros da Guerra seguiam em nosso ambiente astral sedentas de sangue…

E recebi ordem dos Senhores do Karma para encerrar Javé e todos os magos negros no Abismo. A tarefa era realmente esmagadora para mim, porém senti-me onipotente porque os Veneráveis Mestres, depois de submeter-me às terríveis Provas da Iniciação, entregaram-me a Espada da Justiça e o cavalo branco. Conferiram-me a mais alta honra para um ser humano, qual seja: A DE JULGAR E INICIAR A ERA DE AQUÁRIO…

Chegada a noite em que deveria obedecer à ordem de prender Javé, marchei com todos os meus discípulos em rigorosa formação militar, lançando vivas a Javé, e o rodeamos e o prendemos de surpresa. Ele estava convencido de que iríamos abraçá-lo e por isso não escapou das nossas mãos.

Logo o encerramos no Avitchi da Lua Negra. Sete portas atômicas de ferro conduzem a esse plano de consciência, e na grande porta externa permanece colada a espada com a qual Michael venceu Luzbel e todas as legiões tenebrosas dos antigos Períodos Cósmicos.

Os magos negros horrorizam-se ao verem essa Espada. Javé tinha um Karma gravíssimo, pois foi o autor secreto da crucificação de Cristo e o responsável direto pelo fracasso da evolução humana na Terra. Essa velha dívida tinha de ser paga irremediavelmente, pois ninguém pode impunemente burlar a Lei.

Os Senhores do Karma entregaram-me uma enorme e pesada cruz cheia de espinhos para que crucificasse Javé com a cabeça para baixo e os pés para cima, pois ele crucificou o Cristo, e agora o Karma entrara em ação.

E OBEDECI E O COLOQUEI NA CRUZ COM A CABEÇA PARA BAIXO E OS PÉS PARA CIMA…


Javé, o Anjo Caído, desenvolveu sua Mente Sensual e sua Megalomania,
deixando-se cair pelos terríveis Lucíferes Lunares

As Cinco Causas das Enfermidades

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Texto retirado do livro Tratado de Medicina Oculta e Magia Prática (clique aqui)

Cinco são as causas das enfermidades, a saber:

1º Do Ens Astrale
2º Do Ens Veneri
3º Do Ens Espirituale
4º Do Ens Naturae
5º Do Ens Deis

Diz o Mestre Paracelso: Todas as enfermidades têm seu princípio em alguma destas três substâncias: Sal, Enxofre e Mercúrio. Isto quer dizer que pode ter a sua origem no mundo da matéria (simbolizado pelo Sal), na esfera da alma (simbolizada pelo Enxofre) ou no reino da mente (simbolizado pelo Mercúrio).

Se deseja compreender melhor este aforismo do Mestre Paracelso, deve-se estudar a constituição interna do homem.

Se o corpo, a alma e a mente estão em perfeita harmonia entre si, não há perigo de discordâncias prejudiciais, porém se se produz um foco de discórida em um desses três planos, a desarmonia comunica-se aos demais.

O EU não é o corpo físico nem tampouco o corpo vital, que serve de base à química orgânica. Não é o corpo sideral, raiz mesma de nossos desejos, nem a mente, organismo maravilhoso cujo instrumento físico é o cérebro. O Eu não é também o corpo da consciência, no qual se fundamentam todas as nossas experiências sentimentais, mentais e volitivas. O Eu é algo muito mais recôndito. O que é o Eu muitos poucos seres humanos compreenderam.

Eu não sou a luz nem as trevas.

Eu estou além do bem e do mal.

Eu sou o Glorian.

Eu sou o Íntimo.

O Glorian é o raio que ao tocar sua campanada vem ao mundo físico.

O Glorian é a lei e a raiz incógnita do homem.

O Glorian é o Ser do Ser.

O Glorian é a lei dentro de nós.

Quando o homem obedece a lei, não pode adoecer. A enfermidade vem da desobediência à lei. Quando os sete corpos, como se fossem “sete eus”, querem atuar separadamente, o resultado é a enfermidade.

Os corpos físico e vital devem obedecer à alma, a alma deve obedecer ao Íntimo e o Íntimo deve obedecer ao Glorian. Corpo, alma e espírito devem se converter em um universo puríssimo e perfeito através do qual possa se expressar a majestade do Glorian.

Vejamos um exemplo concreto e simples. Se atiramos pedras nas água naturalmente produzirão ondas .Essas ondas são a reação da água contra as pedras. Se alguém nos lança uma palavra ofensiva, sentimos ira. Essa ira é a reação contra a palavra ofensiva e a consequência pode ser uma indigestão, uma dor de cabeça ou uma perda de energias simplesmente, causa de alguma enfermidade futura.

Se alguém frustra um plano que projetamos, nos enchemos de profunda preocupação. Essa preocupação é a reação do nosso corpo mental contra a incitação externa. Ninguém duvida que uma forte preocupação traz enfermidades à cabeça.

Devemos dirigir as emoções com o pensamento, o pensamento com a vontade e a vontade com a consciência. Devemos abrir a nossa vontade com a consciência. Devemos abrir a nossa consciência como se abre um templo para que em seu altar oficie o sacerdote (o Íntimo) na presença de Deus (o Glorian).

Temos de dominar nossos sete veículos e cultivar a serenidade para que através de nós possa expressar-se a sublime e inefável majestade do Glorian. Quando todos os atos da nossa vida cotidiana, até os mais insignificantes, sejam a expressão viva do Glorian em nós já não voltaremos a enfermizar.

Estudemos agora as cinco causas das doenças:

Ens Astrale

Diz Paracelso: Os astros no céu não formam o homem. O homem procede de dois princípios: o Ens Seminis (esperma masculino) e os Ens Virtutis (o Íntimo). Tem, portanto, duas naturezas: corpórea e espiritual; e cada uma delas requer uma digestão (matriz e nutrição). Assim como o útero da mãe é o mundo que rodeia o menino e do qual o feto recebe nutrição, a natureza é o útero do qual o corpo terrestre do homem recebe as influências que atuam em seu organismo. O Ens Astrale é algo que não vemos, mas que contém a nós e a tudo o que vive e tem sensação. É o que o ar contém e do que vêm todos os elementos e o simbolizamos com um M (Misterium). (Paramirum, Livro 1)

O Grande Teofastro aqui nos fala claramente da luz astral dos cabalistas, do azoe e da magnésia dos antigos alquimistas, do Dragão Voador de Medeia, do INRI dos cristãos e do Tarô dos boêmios. Já chegou a hora de a biocenose estudar a fundo o grande agente universal da vida: a luz astral e o seu solve e coagula, representados no bode de Mendes.

A luz astral é a base de todas as enfermidades e a fonte de toda vida. Toda enfermidade, toda epidemia, tem suas larvas astrais que ao coagularem no organismo humano produzem a enfermidade.

No Templo de Alden, os Mestres sentam seus enfermos em uma poltrona sob luzes amarela, azul e vermelha. Essas três cores primárias servem para tornar visíveis no corpo astral as larvas da enfermidade.

Depois que os Mestres extraem essas larvas do corpo astral do paciente, tratam seu organismo com diversos medicamentos. São o corpo astral, o corpo físico atua sanará matematicamente, já que antes de enfermarem os átomos físicos de um órgão, enfermaram os átomos internos do mesmo órgão. Curada a causa, cura-se o efeito.

Toda pessoa enferma pode escrever uma carta ao Templo de Alden e receber ajudas dos médicos gnósticos. A carta deve ser escrita a punho pelo próprio interessado e queimada a seguir por ele mesmo depois de havê-la perfumado com incenso; tudo feito numa só ocasião.

A carta astral ou alma da carta queimada irá ao Templo de Alden (clique aqui). Os Mestres de Sabedoria lerão a carta e assistirão ao enfermo.

Devemos Ter nossas casas asseadas, tanto no físico como no astral. Os depósitos de lixo estão sempre cheios de larvas infecciosas. Há substâncias odoríferas que queimam as larvas ou as expulsam para fora de casa. O frailejón (Espeletia grandiflora) é uma planta que os índios aroacos utilizam para desinfetar suas casas. Pode-se fazer a desinfecção com beladona, cânfora e açafrão.

Evitemos o trato com pessoas malvadas, já que essas pessoas são centros de infecção astral.

Minerva, a Deusa da Sabedoria, esteriliza os micróbios do aposento do enfermo comum certo elemento alquímico que irradia mediante sistema especial. isto os impede de se reproduzirem. Minerva tem também uma lente côncava que aplica ao órgão do enfermo, estabelecendo assim um foco perene de magnetismo que produz a cura.

Ens Veneri

Se uma mulher deixa seu marido, não se acha livre dele nem ele dela, pois uma união marital, uma vez estabelecida, permanece para toda a eternidade. (De homunculis, Paracelso).

Realmente, a personalidade humana está contida no sêmen, pois o sêmen é o astral líquido do homem e toda união sexual torna-se por este motivo indissolúvel. O homem que tem contato sexual com uma mulher casada fica, por este motivo, vinculado à parte cármica do marido e fluidicamente os dois maridos da mulher ficam ligados pelo sexo.

Quando o sêmen cai fora da matriz, forma-se com seus sais em corrupção certos parasitas, os quais se aderem ao corpo astral de quem os gerou, absorvendo dessa maneira a vida de seu progenitor. Os homens que se masturbam geram súcubos e as mulheres masturbadoras geram íncubos.

Essas larvas incitam seus progenitores a repetir incessantemente o ato que lhes deu vida. Têm a mesma cor do ar e por isso não são visíveis a visão comum. Remédio eficaz para se livrar delas é carregar flor-de-enxofre nos sapatos. As emanações etéricas do enxofre as desintegram.

A alma ao abandonar o corpo físico por causa da morte, leva todos os seus valores de consciência. Ao reencarnar em um novo corpo físico, traz de volta todos esses valores de consciência, tanto os bons como os maus. Esses valores são energias positivas e negativas. todo ser humano comum tem em sua atmosfera astral cultivos de larvas de formas tão estranhas que a mente nem imagina.

Os valores positivos trazem saúde e felicidade. Já os valores negativos materializam-se em doenças e amarguras. A varíola é resultado do ódio. O câncer, da fornicação. A mentira desfigura a compleição humana gerando filhos monstruosos. O egoísmo produz a lepra. Se é cego de nascimento por passadas crueldades. A tuberculose é filha do ateísmo. Portanto, cada defeito humano é um veneno para o organismo.

Ens Espirituale

A estranha história que relataremos a seguir aconteceu em um povoado da costa atlântica da Colômbia, conhecido com o nome de Dibulla . Seus moradores, na sua maioria da raça negra, viviam despreocupados e indolentes. Um dia, há alguns anos, nativos dessa localidade roubaram dos índios arhuacos relíquias sagradas de seus antepassados.

O mama Miguel enviou uma comissão a Dibulla com este recado: O mama pôs o lebrillo e sabe que as relíquias de nossos antepassados estão neste povoado. Se não as entregardes na lua cheia o mama enviará os animos e queimará o povoado. Esta petição somente provocou zombaria e risos entre os dibulheros.

À chegada da lua cheia, estalou um incêndio no povoado sem causa conhecida. Quando os vizinhos acudiram para apagá-lo, novos incêndios irromperam, especialmente nas casas onde estavam guardadas as relíquias roubadas. Parecia que as potências do fogo estavam combinadas contra aquele vilarejo indefeso para convertê-lo em cinzas.

Os curas cantavam em vão seus exorcismos e as pessoas choravam amargamente. Tudo era confusão. Perdida a esperança de conter o fogo, os dibulheros resolveram devolver aos aroacos as relíquias sagradas. Imediatamente, como que por encanto, cessaram os incêndios.

De que meios se valeu o mama para produzir os incêndios? Sem dúvida alguma, dos elementais do fogo contidos em plantas, ervas e raízes dos signos do fogo. Estes conhecimentos são ignorados não somente pelos cientistas modernos, como também pelas seitas que se dizem possuidoras dos ensinamentos ocultos…

Ao falar do Ens Espirituale, temos que ser claros na expressão e precisos no significado, porquanto o Ens Espirituale é complexo em sua essência e em seus fenômenos. Ao falarmos dos tatwas e das criaturas elementais dos vegetais, advertimos que podem ser utilizados pelos magos negros para causar dano aos seus inimigos. Cada vegetal é um extrato tátvico.

E o que tatwa? Sobre isto se falou bastante, mas não foi compreendido. Tatwa é vibração do éter. Tudo sai do éter e tudo volta ao éter. Rama Prasad, o grande filósofo hindu, falou dos tatwas, mas não ensinou a manejá-los por não conhecer a fundo a sua sabedoria. Também H.P. Blavasky em sua obra A DOUTRINA SECRETA falou dos tatwas, mas ela desconhecia a técnica esotérica que versa sobre o seu uso prático. Todo o universo está elaborado com matéria etérica: akasha, termo usado pelos hindus.

O éter decompõe-se em sete modalidades diferentes que ao se condensarem dão origem a toda criação. O som é a materialização dos tatwa akasha. O sentido do tato e a materialização do tatwa vayu. O fogo e a luz que percebemos com os olhos é a materialização do tatwa tejas. A sensação do gosto é a materialização do tatwa privti. Há ainda dois outros tatwas que somente o mago sabe manejar. São eles os tatwas Adhi e Samadhi.

Akasha é a causa primária de tudo o que existe. Vayu é a causa do ar e do movimento. Tejas é o éter do fogo animando as chamas. Privti é o éter do elemento terra acumulado nas rochas. Apas é o éter da água que entrou em ação antres de privti, pois antes de que houvesse terra houve água. Os quatro elementos da natureza: fogo, terra, água e ar são uma condensação de quatro tipos de éter. Estas quatro variedades de éter estão densamente povoadas por inumeráveis criaturas elementais da natureza.

As salamandras vivem no fogo (tatwa tejas). As ondinas e as nereidas nas águas (tatwa apas). As sílfides nas nuvens (tatwa vayu) e os gnomos e pigmeus (tatwa privti).

4 elementais

Os corpos físicos das salamandras são as ervas, plantas e raízes dos vegetais influenciados pelos signos do fogo. Os corpos físicos das ondinas são as plantas influenciadas pelos signos zodiacais da água. Os corpos físicos das sílfides são as plantas relacionadas com os signos do ar e os corpos físicos dos gnomos são os vegetais regidos pelos signos do zodiaco da terra.

Quando o mama Miguel incendiou Dibulla, fez uso do tatwa tejas. O instrumento para operar com este tatwa são os elementais do fogo, as salamandras, encarnados nas plantas, árvores, ervas e raízes dos signos do fogo.

Manipulando o poder oculto das plantas da água, podemos operar com apas e desatar tempestades ou apaziguar as águas. Manejando os elementais do ar encerrados nos vegetais dos signos deste elemento, vayu, podemos desatar ou acalmar os ventos ou furacões. Manejando o poder oculto das ervas dos signos da terra, transmutamos chumbo em ouro, apesar de para tanto precisarmos também de tejas.

As tradições pré-históricas da América pré-colombiana contam que os índios trabalhavam o ouro com se ele fosse branda argila. Isso o conseguiam através dos elementais das plantas, cujo o conseguiam através dos elementais das plantas, cujo elemento etérico são os tatwas. Os magos negros usam os elementais dos vegetais e os tatwas para, de longe, prejudicar a seus semelhantes.

Quando as sílfides astrais cruzam o espaço, agitam a vayu e vayu movimenta as massas de ar produzindo o vento. Quando um mago agita com seu poder aos elementais do fogo, estes por sua vez atuam sobre tejas e o fogo devora tudo o que o mago quiser. No mar explodem grandes batalhas entre os elementos. As ondinas lançam o éter de suas águas contra as sílfides e estas devolvem o ataque enviando ondas etéricas contra as ondinas. Dessa agitada combinação de água e ar estala a tempestade.

O rugido do mar e o silvo do furacão são os gritos de guerra dos elementais.

Os elementos da natureza agitam-se quando os elementais correspondentes se emocionam, se entusiasmam ou se movem intensamente. Ao manipular os elementais das plantas nos tornamos donos de seus tatwas e dos poderes que eles encerram.

O corpo etérico do homem está constituído de tatwas e sabemos que esse corpo é a base sobre a qual opera a química orgânica. A própria ciência, em seus tratados de física, já não pode negar que o éter penetra todos os elementos físicos.

Danificando-se o corpo etérico, danifica-se matematicamente o corpo físico. Utilizando os elementais vegetais e as ondas etéricas, entidades perversas podem à distância causar dano ao corpo etérico. As consequências são muito graves.

Os magos médicos de raça índia do Departamento de Bolívar, Colômbia, provam entre si sua ciência e poder com o elemental da árvore guazuma (Nota do Gnosisonline: no Brasil, conhecida como mutamba – Guazuma ulmifolia) da seguinte maneira: Fazem um círculo ao redor da árvore, bendizem-no, veneram-no e rogam-lhe o serviço de atacar o médico rival. Depois deste ritual, com uma faca nova levantam vários centímetros da casca da árvore e colocam debaixo um naco de carne de rês (bofe).

Em seguida, ordenam ao elemental da árvore atacar o seu inimigo. O rival faz o mesmo com outra guazuma. Desta maneira, trava-se uma luta terrível entre os elementais dessas árvores até que um dos médicos morra. O elemental da guazuma é um gênio do fogo que se lança impetuoso contra a vítima. Visto clarividentemente, este elemental aparece usando capa até os pés. Ele está dotado de grandes poderes.

Os magos negros praticam certo rito com a almecegueira, que eu naturalmente guardo em segredo para não dar armas aos malvados, conseguindo assim ferir ou matar à distância a quem desejam causar dano. Para curar um enfermo atacado por este procedimento, o mago branco emprega outra almecegueira. A primeira coisa que faz é desenhar a figura do enfermo no tronco, depois faz-se um círculo mágico ao redor da árvore e se ordena ao elemental curar o enfermo. À medida que a incisão na árvore vai sanando, o enfermo vai também melhorando, e quando a cicatriz desaparece do tronco, a cura completa se verificou.

Aqui ocorrem dois fenômenos: o da transmissão da vida (múmia), porque a vida do elemental da árvore cura o enfermo, e o do transplante da enfermidade, já que a enfermidade é transmitida ao vegetal agressivo e ao mago negro, os quais adoecem à medida que se cura o paciente. Com este procedimento da almecegueira pode-se curar a distância muitas enfermidades.

Há feiticeiros que se valem de certas plantas, misturadas com os alimentos, para encher o organismo de suas vítimas com mortíferos vermes que lhe produzirão enfermidade e morte. Outro inoculam blenorragia artificial ou dão de beber substância animais perigosas a fim de produzir determinados efeitos. Em outra parte deste livro, o leitor poderá se informar detidamente sobre todas estas coisas.

Os magos negros sabem injetar substâncias venenosas no corpo astral de suas vítimas, as quais enfermam inevitavelmente. O corpo astral é um organismo material um pouco menos denso que o físico. Nestes casos, os Mestres dão um vomitório ao corpo astral do enfermo para que expulse as substâncias injetadas.

Os outros corpos internos também são materiais e como tais têm as suas enfermidades, sem medicamentos e seus médicos. Não são raras no Templo de Alden as operações cirúrgicas.

Um grave dano no corpo mental ao transmitir-se reflexamente ao cérebro físico produz a loucura. A desconexão entre o corpo astral e o mental ocasiona loucura furiosa. Se não há ajuste entre os astral e o etérico, produz-se o idiota ou cretino.

No Templo de Alden, onde moram os grandes Mestres da Medicina, Hipócrates, Galeno, Paracelso, Hermes e outros, há um laboratório de alquimia de alta transcendência. Esse templo está no astral, nas vivas entranhas da grande natureza.

Os corpos internos comem, bebem, assimilam e digerem e excretam exatamente como o organismo físico, pois são corpos materiais, apenas que de diversos graus de sutileza. Em toda sensação e reação, esses corpos utilizam os tatwas. Os tatwas são a base fundamental de tudo o que existe e da mesma maneira podem ser veículos de amor ou de ódio.

Lamento Ter de discordar da opinião do Mestre Huiraconha sobre o horário tátvico. Em seu Tatwâmetro, diz ele que cada tatwa vibra durante 24 minutos a cada duas horas na seguinte ordem: akasha, vayu, tejas, pritvi e apas.

Afirma Huiracocha que a vibração dos tatwas se inicia diariamente com a saída do sol. Isto está em desacordo com os fatos e observações. O melhor horário tátvico é o da natureza.

A causa de um tempo frio,úmido e chuvoso, céu coberto de densas nuvens, se radica no próprio éter da água (apas). Quando isso ocorre, as ondas etéricas da água estão submetidas a uma forte vibração cósmica que coincide geralmente com uma posição lunar. Em horas ou de furacão e ventos, podemos afirmas que as ondas etéricas do ar (vayu) estão em agitação e vibração.

Tardes cheias de sol falam claramente que o éter do fogo (tejas) está vibrando intensamente. Tempo seco e mormaç indicam vibrações de akasha. Horas cheias de alegria e plenas de luz, são as produzidas por privti.

O Melhor horário tátvico é o da natureza.

Quando as ondas de fogo se agitam, a ciração se inunda de luz e de calor. Se vibra o éter aquosos, movem-se as águas e tudo se emudece. Quando as ondas etéricas do elemento terra fervem e vibram, a natureza inteira se alegra.

As estações podem ser determinadas no início de cada ano. A tradição das cabañuelas é muito antiga e já foi esquecida e desfigurada. Toma-se a primeira noite de janeiro 12 torrões secos de sal em pedra. Separa-se em dois grupos de seis e atribui-se a cada torrão um mês do ano. No dia seguinte observa-se os torrões : os secos serão de verão e os úmidos, de inverno.

Tanto os magos brancos como os magos negros usam os tatwas da natureza para seus respectivos fins.

Há certos extratos tátwicos que o mago branco aproveita para fechar seu corpo. Para defender-se das potências maléficas, fecha sua atmosfera atômica e então nenhuma influência maligna, veneno mágico ou trabalho de feitiçaria poderá afetá-lo nem causar-lhe dano.

No Departamento de Madalena na Colômbia, existe uma árvore chamada tomasuco (Nota do Gnosisonline: No Brasil, conhecida como peroba ou amargoso) que é usada para fechar o corpo. Iniciam o operação ao meio-dia de uma sexta-feira e rogam ao elemental para que lhes feche sua atmosfera pessoal com seus átomos protetores, criando uma muralha protetora que os defenda dos poderes tenebrosos.

Feita a petição, aproximam-se da árvore caminhando de sul a norte e, com uma faca nova, cortam uma das veias da árvore para em seguida banharem o corpo nu nesse líquido. Desse líquido, que é muito amargo, tomam três cálices.

Esse extrato tátwico protege de muitos males. Quem fechou seu corpo deste modo não poderá ser prejudicado nem por veneno nem por feitiços. Se tiver à mão algum líquido ou substância venenosa, sentirá um choque nervoso. O gênio da árvore girará ao redor do mago branco, impedindo a entrada das potências do mal.

Em um festim, o Mestre Zanoni bebeu vinho envenenado e levantando a taça disse: “Brindo por ti, príncipe, ainda que seja com esta taça”. O veneno não causava dano ao Mestre. Conta a história que Rasputin também bebeu vinho envenenado diante de seus inimigos e riu deles.

Ens Naturae

Os nervos são para o fluído vital o que os fios são para a eletricidade. O sitema nervoso cerebrospihal é o assento do Íntimo e o sistema Grande Simpático é a sede do corpo astral do homem.

O Coração envia seu espírito por todo o corpo, assim como o Sol envia todo o seu poder a todos os planetas e terras , a Lua (inteligência do cérebro) vai ao coração e volta ao cérebro. O fogo (calor) tem sua origem na atividade (química) dos órgãos (os pulmões), porém penetra todo o corpo.

O licor vital (essência vital) está universalmente distribuído e se move (circula no corpo). Este humor contém muitos humores diferentes produz nele metais (virtudes e defeitos) de várias espécies. (Paramirum. Livro 3. Paracelso).

anjos da cura

Muitos médicos da ciência oficial vão exclamar diante destas afirmações: Onde estão os corpos internos? Que faremos para distingui-los e percebê-los? Nós somente aceitamos o que se possa analisar no laboratório e submeter ao estudo dos sistemas que temos desenvolvido.

Ou seja, que o limite de sua capacidade é proporcional aos aparelhos que aperfeiçoaram. Esta posição em que sem põem, negar tudo o que não podem compreender e submeter tudo ao ditame de seus cinco sentidos, é absurda. Se desenvolvessem a clarividência, o sexto sentido, dariam-se conta da verdade destas asseverações.

Não se deve esquecer que as luminárias da época de Pasteur mofaram dele quando defendeu as famosas teorias que o tornaram célebre. Não ocorreu o mesmo e algo pior com Copérnico e Galileu? Vítimas do que se acreditou ser contrário à verdade conhecida ou revelada? Não foram os sábios que cobriram Colombo e vitupérios, porque ele anunciava a existência de um novo mundo além do Cabo de Finisterre, fim da terra de então?

Pode-se despertar o sexto sentido com este procedimento: Sente-se frente a uma mesa e olhe fixamente a água contida em copo pelo espaço de dez minutos todos os dias. Depois de algum tempo de prática despertará a clarividência. A vogal I pronunciada diariamente durante uma hora produz o mesmo resultado. Despertada a clarividência, você poderá ver os corpos internos e estudar sua anatomia.

Quando o corpo etérico do homem está debilitado, o organismo físico enferma por ação reflexa. O corpo etérico tem seu centro no baço. Através do baço penetra no organismo as energias solares que são o princípio vital de tudo o que existe. O corpo etérico é uma duplicata exata do corpo físico e está feito de tatwas. Dada átomo etérico penetra em um átomo físico, produzindo-se uma intensa vibração.

Todos os processos da química orgânica desenvolvem-se com base no corpo etérico ou segundo organismo. Todo órgão do corpo físico enferma quando sua contraparte etérica enfermou e, ao inverso, cura-se o corpo físico quando o etérico está curado.

Os discípulos que não recordam suas experiências astrais devem submeter seu coro etérico a uma operação cirúrgica que os Nirvanakayas realizam no primeiro salão do Nirvana, o primeiro subplano do plano nirvânico em linguagem teosófica. Depois desta operação, o discípulo poderá levar nas suas viagens astrais os éteres que precisa para trazer suas recordações.

O Corpo etérico consta de quatro éteres: éter químico, éter da vida, éter luminoso e éter refletor. Os éteres químico e da vida servem de meio de manifestação às forças que trabalham nos processos bioquímicos e fisiológicos de tudo que se relaciona com a reprodução da raça. A luz,,o calor, a cor e o som identificam-se com os éteres lumínico e refletor. É nesses éteres que a alma sapiente, a querida donzela de nossas recordações, tem sua expressão. Vista clarividentemente no corpo etérico, essa donzela parece-se a uma bela dama.

É necessário que o discípulo aprenda a transportar em suas saídas astrais a querida donzela das recordações para trazer à memória aquilo que ouvir e ver nos mundos internos, pois ela serve de mediadora entre os sentidos do cérebro físico e os sentidos do corpo astral os quais são ultra-sensíveis. Vem a ser, se cabe a expressão, como que o depósito da memória.

No leito, na hora de dormir, invoque ao Íntimo assim: Meu Pai, tu que és meu verdadeiro ser, te suplico com todo coração e de toda minha alma para que tires do meu corpo etérico a donzela de minhas recordações a fim de não esquecer nada quando retorne ao meu corpo. Pronuncia-se a seguir os mantras.

LAAAAAAA RAAAAAAA SSSSSSS

e adormeça. Dê a letra S um som sibilante e agudo semelhante ao que produzem os freios de ar. Quando se ache entre a vigília e o sono, levante-se da cama e saia do quarto rumo a Igreja Gnóstica. Esta ordem deve ser tomada tal e qual, com segurança e fé, pois é real e não fictícia; nela não há mentalizações nem sugestões. Desça da cama cuidadosamente para não despertar e saia do quarto com toda naturalidade, caminhando, como o faz diariamente ao dirigir-se para o trabalho. Antes de sair dê um pequeno salto com intenção de flutuar.

Se flutuar, dirija-se à Igreja Gnóstica ou à casa do enfermo que necessita de cura. Mas, se ao dar o pulinho não flutuar, volte para o leito e repita o experimento. Não se preocupe com o corpo físico durante esta prática. Deixe que a natureza trabalhe e não duvide, senão o efeito se perde.

O cérebro tem um tecido muito fino que é o veículo físico das recordações astrais. Quando esse tecido se danifica, impossibilitam-se as recordações e somente se pode remediar o dano no templo de Alden mediante a ação dos Mestres.

Os canais seminíferos possuem átomos que tipificam nossas reencarnações passadas. São também os portadores da hereditariedade e das enfermidades sofridas em vidas anteriores e das de nossos antepassados.

A célula germinal do espermatozoide é sétupla em sua constituição interna e com ela recebemos a herança biológica e anímica de nossos pais. O caráter e o talento próprios separam-se da corrente atávica porque são patrimônio exclusivo do Ego.

No coração do Sol há um hospital ou casa de saúde, onde se dá assistência oportuna a muitos Iniciados desencarnados para curar seus corpos internos.

A aura de um menino inocente é uma panaceia para os corpos mentais enfermos. As pessoas que sofrem de enfermidades mentais encontrariam grande alívio se dormissem perto de um menino inocente. São também muito recomendáveis as queimações de milho tostado.

O enfermo deve manter o estômago livre de gases para evitar que subam ao cérebro e causem maiores transtornos.

O azeite de higuerilla é muito recomendado para esses enfermos da mente em aplicações diárias na cabeça.

As vacinas devem ser proscritas em todos os casos, pois danificam o corpo astral das pessoas. Alguém deseja receber ajuda dos Mestres Galeno, Hermes, Paracelso, Hipócrates etc., deve escrever ao Templo de Alden e pedir atenção médica.

alden

Os tatwas vibram e palpitam intensamente com o impulso das populações de elementais e com as influências estelares. Os tatwas e os elementais das plantas são a base da medicina oculta. Cura-se geralmente os tumores purulentos dos dedos submergindo-se alternadamente a parte afetada em água quente e fria. A ação do calor e do frio (tatwas tejas e apas) ao estabelecer o equilíbrio orgânico, restabelece a normalidade.

Todo ser humano carrega uma atmosfera de átomos ancestrais que tem seus chacras nos joelhos. Ali, nos joelhos, não em outra parte, está localizado o instinto de conservação e a herança da raça. Por esta exclusiva razão, tremem os joelhos diante de um grave perigo.

Ens Dei

Diz H.P. Blavatsky: “Karma é lei infalível que ajusta o efeito à causa nos planos físico, mental e espiritual do Ser como nenhuma outra; até nas mínimas coisas, desde a perturbação cósmica até o movimento de nossas mãos. Do mesmo modo como o semelhante produz o semelhante, assim também Karma é aquela lei invisível e desconhecida que ajusa sábia, inteligente e equitativamente cada feito a sua causa, fazendo-a remontar até seu produtor”.

KarmaPaga-se Karma no mundo físico e paga-se também nos mundos internos, porém, o Karma no mundo físico, por grave que ele seja, é muito mais suave que o correspondente no astral.

Atualmente, no Avitchi da Lua Negra há milhões de seres humanos pagando terríveis karmas.

A mente do mago se horroriza ao contemplar Lúcifer submerso em fogo ardente e enxofre. A mente do mago se horripila ao contemplar os famosos inquisidores da Idade Média suportando o fogo que a outros fizeram suportar e emitindo os mesmos ais lastimosos que a outros fizeram exalar. A alma do mago estremece de horror ao contemplar os tiranos da guerra purgando seus terríveis Karmas na Lua Negra.

Ali vemos Hitler e Mussolini sofrendo o martírio do fogo que desencadearam sobre as cidades indefesas.

Ali vemos Abaddén, o anho do abismo, sofrendo em si mesmo as cadeias e ligamentos com que martirizou a outros. Ali vemos Mariela, a grande maga, abrasada no fogo de suas próprias maldades.

Vemos a Javé e a Caifás, o sumo sacerdote, recebendo o suplício da cruz ao qual condenaram o Mestre. Vemos também o Imperátor, fundador da escola Amorc da Califórnia, atado ao laço ou corda da magia negra com que prendem aos discípulos ingênuos.

Quando a alma humana se une com o Íntimo, já não tem Karma para pagar porque, quando uma lei superior transcende uma lei inferior, a lei superior lava a lei inferior.

As piores enfermidades são as geradas pelo Karma.

A varíola é o resultado do ódio, a difteria é o fruto das fornicações de vidas passadas.

O câncer também é resultado da fornicação.

A tuberculose ou peste branca é o resultado do ateísmo e materialismo de vidas passadas.

A crueldade engendrará a cegueira de nascimento.

A malária provém do egoísmo, etc.

Centenas de outras enfermidades têm sua origem nas más ações de nossas vidas anteriores

Dentro de cada homem vive uma lei e essa lei é o Glorian, de onde emanou o próprio Íntimo. A alma é tão somente sombra do nosso real Ser, o Glorian. O Glorian é um hálito do absoluto, profundamente ignoto, para si mesmo.

Ele não é espírito nem matéria, nem bem nem mal, nem luz nem trevas, nem frio nem fogo, ele é a lei dentro de nós, ele é o EU real e verdadeira. Quando o Íntimo e a alma obedecem a lei que é a sua lei, o resultado é a alegria, a felicidade e a saúde perfeita.

Dia chegará em que nos libertaremos dos Deuses e dos universos. Isto ocorrerá quando nos fundirmos com o Glorian que é a lei dentro de nós. Cabe à alma subir trabalhosamente a setenária escada de luz para passar além da luz e das trevas. Deve passar por cinquenta portas para unir-se com seu Glorian.

De um ritual gnóstico copiamos o seguinte: Lá em cima, na altura do desconhecido há um palácio. O piso daquele palácio é de ouro, lápis-lazúli e jaspe, porém no meio de tudo sopra um hálito de morte. Ai de ti, ó guerreiro! ó lutador! se teu servidor se afunda; porém há remédios e remédios.

Eu conheço esses remédios porque o amarelo e o azul que te circundam são vistos por mim.

Amar-me é o melhor, é o mais sublime e delicioso néctar.

Esse fragmento do ritual gnóstico de Huiracocha profanado por Israel Rojas R. encera grandes verdades esotéricas.Aquele magnífico palácio das cinquenta portas tem belos e agradáveis jardins nos quais sopra um hálito de more. Em seus salões seremos amados or nossos discípulos mais queridos, como também vendidos e atraiçoados por esses mesmos discípulos; nos abandonarão os que antes nos aplaudiam e admiravam e ficaremos sós, mas no fundo realmente nem sós nem acompanhados, porém em perfeita plenitude.

O homem se converterá em uma lei quando se unir a lei.

Há poderes próprios e poderes herdados.

Ganserbo, o grande bruxo, contou-me como ele herdou os poderes de sua avó, uma anciã espanhola. Eis o que Ganserbo me disse: Minha avó havia-me instruído para que eu a assistisse em seu leito de morte; ela me assegura que eu seria o herdeiro de seu poder. Em uma viagem que fiz para fora, a anciã entrou em estado de agonia e não podia morrer, pedindo aos meus familiares para que me chamassem.

Quando regressei à casa, tudo compreendi e entendi. Era o momento supremo. Dobrei as calças até o joelhos para poder suportar o terrível frio da entrega do poder. Entrei sozinho no aposento fúnebre, apertei minha mão à mão de minha avó e, ato consecutivo, apagou-se a luz que iluminava o tétrico recinto. Um copo entornou e sua água não derramou. A anciã exalou seu último suspiro e deixou em minha mão uma enorme aranha terrivelmente gelada e hirta.

Aquela aranha submergiu nos poros de minha mão e assim herdei o poder de minha avó.

Esta narração, tal como a escutei dos lábios do bruxo Ganserbo, mostra-nos às claras os poderes herdados. Investigações posteriores, relativas ao caso Ganserbo, levaram-me á conclusão de que se tratava de poderes de magia negra. A aranha em questão é uma maga negra que viveu aderida ao corpo astral de todos os antepassados de Ganserbo.

Essa maga negra gosta de assumir o horrível aspecto de aranha. Como o corpo astral é plástico, com ele pode-se assumir qualquer aparência animal.

Ganserbo é um grande adivinho e nada se lhe pode esconder, porém no fundo realmente não é senão um médium inconsciente e, ainda que conheça os segredos de todo mundo, isto se deve unicamente aos informes internos que recebe da maga negra aderida ao seu astral, tal como esteve antes aderida ao astral de sua avó.

A palavra perdida é outro poder que o Mestre entrega ao seu discípulo na hora da morte. A palavra perdida dos magos negros escreve-se MATHREM e pronuncia-se MASREM. A palavra perdida dos magos brancos mantém-se oculta dentro do fiat luminoso e espermático do primeiro instante e só o Iniciado a conhece. Ninguém a pronunciou e ninguém a pronunciará, senão aquele que o tem encarnado.

1 – No texto, lê se o Eu como o Ser, a CONSCIÊNCIA, o ÍNTIMO, e não o ego.

Samael Aun Weor, do livro Tratado de Medicina Oculta e Magia Prática (clique aqui)

As doenças dos corpos internos

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Há grande ênfase, por parte dos estudos gnósticos, em afirmar que o trabalho sobre si mesmo, a depuração de nossa psique de todos os chamados defeitos psicológicos – ou Ego – é a condição sine qua non para a aquisição da saúde perfeita, da longevidade e de uma qualidade de vida ideal para atingirmos a autêntica felicidade.

Essa depuração cria condições de um equilíbrio estável dos nossos Corpos Internos (etérico, astral, mental e causal). Esses Corpos, quando em desequilíbrio, vibram num estado que chamamos comumente de “Doença”.

É do mundo das emoções e da mente onde se origina a maioria das enfermidades, loucuras e doenças existentes hoje. Acredita-se que as grandes guerras mundiais, as pavorosas epidemias, as grandes obsessões e taras que infestam ciclicamente o mundo são unicamente as consequências materiais dos estados interiores, resultados de uma série de poluições mentais que vemos na atualidade:

Falsa educação, músicas desarmônicas, mensagens subliminares absurdas, manchetes negativistas, sexualidade desenfreada, programas de tevê infestados de violência, gerando, entre outras coisas, o desrespeito a valores universalmente aceitos, como a família, a fraternidade, o livre-arbítrio etc.

Sem dogmatismos ou falso moralismo, acreditamos sinceramente que os atributos espirituais do ser humano são os verdadeiros alimentos para uma sociedade mais justa e perfeita.

Afirma-se que quando se gera coletivamente um estado emocional negativo, essa vibração é recolhida pelas dimensões superiores da Natureza.

E quando as circunstâncias cósmicas e telúricas permitirem, essa energia armazenada retorna, desce, inexoravelmente ao mundo físico, aos que a geraram, criando assim os chamados Carmas individuais, coletivos, nacionais e até mesmo os planetários.

Exatamente como a umidade que é recolhida nos céus e depois de certo tempo cai em bendita chuva ou terríveis inundações…

Quando o ser humano viola as leis das causas naturais, essa violação é devolvida na forma de catástrofes, enfermidades, terremotos, morte e desolação. Por isso dissemos que o homem é um deus em potencial. Ele tem o poder de criar ou destruir a si mesmo e a seu ambiente.

No mundo interior do homem ocorre o mesmo que no exterior. Quando leis são violadas, formas de agir e sentir são erroneamente manifestadas, ocorrem as chamadas enfermidades kármicas (desta e/ou de vidas anteriores).

Vamos dar alguns exemplos de enfermidades geradas e que afetam algum (ou alguns) dos corpos internos devido aos maus comportamentos, pensamentos e ações:

Doenças do Corpo Causal: Graves danos no corpo (ou da Vontade) podem produzir o Karmaduro, o chamado karma inegociável, além de enfermidades como a Aids, a arterosclerose, gota, males cardíacos e outros desequilíbrios da sociedade contemporânea.

Doenças do Corpo Mental: Um mental mal trabalhado em desequilíbrio pode gerar desde loucuras, cretinices, idiotias e outras doenças mentais, até insônias, anemias, cistites, ciática, raquitismo, enxaquecas, dores de cabeça crônicas etc.

Doenças do Corpo Astral: O astral normalmente é o campeão na produção e distribuição de enfermidades. Ali podem ser gerados desde os simples abscessos às bronquites, o bócio, alguns problemas cardíacos, câncer, diabetes, nefrites (rins), gangrenas, gastrites e úlceras gástricas, gripes, malária, hemorroidas, tuberculose etc.

Doenças do Corpo Etérico/Vital: Já as doenças originárias no corpo etérico (vital) são bastante interessantes de se analisar. Por ser contraparte energética do corpo físico, o etérico atua principalmente nos sistemas nervoso e imunológico: Irritações, alergias diversas, calvície, hiperidrose, convulsões, conjuntivites, epilepsia, diarreia, varizes etc.

Quanto às doenças eminentemente kármicas, ou seja, geradas por atos e/ou emoções negativas em passadas encarnações, podemos citar:

– A ira desenfreada gera a cegueira (a Ira gera uma energia astral altamente venenosa, chamada IMPERIL)
– A mentira contumaz cria deformidades físicas horríveis
– O abuso da maravilhosa energia sexual é um dos causadores do câncer e da difteria
– O medo e a insegurança geram rins e corações débeis
– A ansiedade descontrolada e o ateísmo afetam os pulmões, além de induzir à malária, ao raquitismo e à tuberculose
– A inveja debilita o estômago, os intestinos e o sangue
– A luxúria ataca o cérebro, a memória, os olhos e debilita a vontade
– O ódio enferma o fígado e o coração
– A gula enferma a garganta, o estômago, o fígado, o pâncreas (diabetes)
– O medo e o egoísmo transtornam o cérebro, a mente, o coração, o estômago, o fígado e os sistemas circulatório e respiratório
– A tuberculose é o fruto do abuso no ateísmo e diversos vícios, e na violação das leis divinas e naturais
– A cólera produz a paralisia parcial do sistema capilar…

Diz-se: “Está vermelho de ira, branco de raiva…” Tudo é sinônimo da supressão temporal da ação de grande motor da circulação, e tais perturbações influem seriamente no coração e no espírito.

Isso se deve a que nossos pensamentos, emoções e atitudes atraem átomos e energias inferiores que danificam nossos corpos internos, repercutindo no corpo físico da próxima encarnação (ou Retorno).

Significa que na próxima vida o código genético terá mais ou menos dificuldades em responder às ordens harmonizantes dos átomos divinos do Íntimo (nosso Espírito sagrado).

Enfim, demos uma pequena mostra de como nossa vida “moderna” e sedentária e apartada de espiritualidade tem nos levado ao aumento dos volumes dos livros de catalogação de doenças das faculdades de medicina.

Graças a Deus não existem doenças incuráveis (com exceção do chamado Karmaduro ou Kamaduro), pois negar qualquer possibilidade de cura é negar a misericórdia do próprio Deus, fonte do princípio universal da Vida.

A grande mensagem dos grandes mestres-magos é da urgente necessidade de nosso retorno ao Jardim do Éden primordial, à Mãe Natureza. Ali, com certeza, seremos agraciados com seus mais belos frutos, como a saúde, a prosperidade verdadeira, a singeleza.

Quando retornarmos ao “suave jugo” e à simplicidade dos seres espirituais que nos rodeiam, teremos então encontrado a verdadeira fonte da eterna juventude e felicidade.

Com as práticas e dicas ensinadas no GnosisOnline, realizaremos verdadeiros trabalhos de cura, harmonia e magia para nós mesmos e, principalmente, para nossos semelhantes. Tudo isso baseados na simples observação dos rituais vivos e dinâmicos do Cosmo.

Desalinhamento dos Corpos Internos

Mens sana in corpore sano; mente são em corpo são, é o que diziam os antigos… Uma vida interna saudável geral carmas positivos na vida, e quanto mais equilibrada for nossa vida, mais luminosos e saudáveis serão nossos corpos internos, refletindo no mundo físico grande vigor, saúde, potência sexual e equilíbrio mental.

Quando há algum abuso, seja de que natureza for, podem-se produzir rasgos, choques, rupturas das células sutis dos corpos internos, ocasionando doenças gravíssimas. Esses danos podem ter diversas causas: ambiente onde se concentram energias deletérias (muito estudadas pelo Feng Shui), larvas astrais, entidades negativas do astral (elementais trabalhados pela magia negra, magos negros, espíritos obsessores, energia de inveja de encarnados etc.), notícias muito negativas etc.

De acordo com ensinamentos do VM Samael Aun Weor, em sua portentosa obra Tratado de Medicina Oculta, essas causas podem gerar os seguintes distúrbios: Um grave dano no corpo mental ao transmitir-se reflexamente ao cérebro físico produz a loucura. A desconexão entre o corpo astral e o mental ocasiona loucura furiosa. Se não há ajuste entre o astral e o etérico, produz-se o idiota ou o cretino.

O Cristo Místico

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Muitas pessoas têm duvidas da existência histórica de Cristo. Deixemo-las em suas divagações, pois não temos tempo a tratar de demonstrar a existência do Sol.

A narrativa da descida do Verbo ao seio da matéria é tão perfeita, tão verdadeira quanto a descida do Eu Sou ao Meu Corpo.

Jesus identificou-se com o Cristo, “O Verbo por quem todas as coisas foram feitas”. Para as igrejas, esse fato divino tornou-se em data histórica de quem consideram a divindade encarnada (o Cristo Místico). Assim como o Cristo dos Mistérios, O Logos, a Segunda Pessoas da Trindade, é o Macrocosmos, assim também o Microcosmos encerra e representa o segundo aspecto do Espírito Divino, chamado, por isso, Cristo.

O segundo aspecto do Cristo dos Mistérios é, portanto, a vida do Iniciado, a vida do Segundo Nascimento no Reino Interno. Durante esta Iniciação Interna, o Cristo nasce no homem e, mais tarde, exalta-se, para tornar mais intelectual ao Iniciado a natureza do Espírito nele.

Somente por meio do Amor pode o homem aspirar à Iniciação. Pelo amor verdadeiro o homem pode tornar-se “puro, santo, sem mancha e viver sem transgressão”, chegando assim a ser Iniciado, a SER Cristo CONSCIENTEMENTE. Esse é o caminho das provas que levam à “Porta Estreita”, ao “Caminho da Santidade” e, pois, ao”Gólgota com a Cruz às Costas”.

O Cristo-Sol no homem é o Fogo Divino da Alma, que se deve “converter em Luz”; “O nosso Deus é Fogo”, disse Moisés. É o Menino que nasce como o homem no presépio, na casa de carne (Belém), o corpo físico.

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O candidato deve desenvolver estas qualidades de maneira perfeita, antes que o Cristo possa nascer nele. Deve preparar a morada para esse Menino Divino que vai crescer dentro dele. Os preceitos necessários para desenvolver essas qualidades estão perfeitamente traçados no Sermão da Montanha, e nada mais temos a dizer sobre esse particular.

O maior Mistério do cristianismo está encerrado nos 14 versículos do primeiro capítulo do Evangelho de São João:

1. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2. Ele estava no princípio com Deus.

3. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.

4. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens;

5. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

6. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.

7. Este veio para testemunho para que testificasse da luz; para que todos cressem por ele.

8. Não era a luz; mas para que testificasse da luz,

9. Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo.

10 . Estava n

o mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O conheceu.

11. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

12. Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos Filhos de Deus; aos que crêem no seu nome;

13. Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.

14. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

Todas as religiões, antigas e modernas, colocaram e colocam sobre altares a imagem de um homem ou de uma mulher para simbolizar o poder Divino e o Adorá-lo. A Arca de Noé, a Terra Prometida, o Presépio de Belém, o Santo Sepulcro, o Tabernáculo, Jerusalém, o Templo de Salomão etc. não são mais do que o mesmíssimo corpo humano onde arde o Fogo Crístico.

O homem é um si

stema universal composto de astros, planetas, sóis, luas, cometas, vias-lácteas e constelações. Deve seguir as mesmas LEIS DO SISTEMA MAIOR. Quanto mais perfeito é o homem, tanto maior cumprimento dá a essas leis, como o fez Jesus Cristo. Nós também “devemos chegar, algum dia, à estatura do Cristo”.

Há uma só religião com muitas instituições religiosas, assim como há uma única humanidade com muitas raças e costumes. O Grande Arcano das religiões, como o temos visto, está no poder do Fogo Crístico e da Luz Inefável. O Sol, sempre o Sol, era adorado como o Grande Fogo que ardia no meio do Universo, ao passo que o Fogo Divino está mais além do Sol físico. Por esse Fogo Divino Interno, que foi adorado no princípio, o homem nos deixou um símbolo no archote, na espada flamígera e na coroa de ouro cujas pontas se assemelhavam aos raios solares.

Todos os Homens Deuses tinham nomes que significavam Fogo-Luz: Júpiter, Apolo, Hermes, Mitra, Baco, Odin, Buda, Krishna, Zoroastro, Fo-Hi, Agni, Hiram Abiff, Sansão, Josué, Vulcano, Alá, Bel, Baal, Serápis, Salomão, Jeshua (Jesus) e muitas outras divindades, cujos nomes significam manifestações de Luz.

A fábula de Prometeu é um véu da Verdade: a alma humana, ao possuir o fogo divino da humanidade, empregou-o para a destruição. Foi encadeada à rocha (o corpo) e devorada pelo abutre (dos desejos) até que um homem conseguisse dominar o fogo e se tornasse perfeito. Es

sa profecia foi cumprida por Hércules (o Cristo), que (nascendo como Luz no mesmo fogo da alma) libertou a que, havia tantos anos, estava submetida ao tormento (nascendo no seu coração pelo segundo nascimento ou Iniciação).

A luz que brilha no sistema nervoso é o mediador entre o Deus Íntimo e o homem externo. É a ponte que une o Espírito à Matéria. Por causa dessa Luz o Filho do Homem é chamado Filho de Deus. Os filhos da Luz conseguiram ver o Sol Interno Invisível. As antigas religiões buscavam a maneira de captar o fogo cósmico que circulava no éter; por isso, valiam-se os sacerdotes de plantas, de animais e de metais com propriedades absorventes dessa Luz Invisível.

O cristianismo emprega o fogo em seus ritos com o incenso para simbolizar que, assim como o fogo queima o incenso e este se converte em fumo perfumador, assim também o Fogo Divino, no homem, consome tudo quanto há de grosseiro da alma, para convertê-la em fragrante perfume. Os campanários, as torres, os obeliscos e as pirâmides são símbolos nativos do Fogo.

O ouro dos templos tem a cor da luz solar. Os círios acesos nos altares representam o Fogo Divino. A pequena lâmpada vermelha alimentada com azeite, que ilumina o altar, é o mais importante; é o símbolo de IEVE, Adão-Eva, O Senhor Construtor das Formas.

O azeite é o símbolo do sangue: este mantém a chama sagrada do homem, assim como o outro sustenta as chamas físicas.

O sangue é o veículo da chispa divina. Esta chispa move-se com a corrente sanguínea e não se encontra em qualquer ponto particular do organismo.

A vibração desta chispa pode ser dirigida e localizada em qualquer parte do corpo, por meio da vontade concentrada. O sangue incendeia-se nas veias e manifesta o Fogo Divino Interno.

O Iniciado participa do Divino Poder Solar. Transfigura-se. Esse poder manifesta-se em forma de auréola de luz ao redor de sua cabeça, porque o Fogo do Espírito Santo no Sacro se converte em luz no cérebro, e o Iiniciado se converte em Onisciente sem necessidade do intelecto. Essa auréola de luz, com o tempo, converte-se em diadema para o rei, mitra para o bispo, disco de luz para a cabeça dos santos.

O Fogo Criador, ao subir pela espinha dorsal e, finalmente, chegar ao terceiro ventrículo do cérebro, toma uma formosíssima cor dourada, irradia-a em todas as direções, formando uma coroa sobre o osso occipital, em forma de leque. Essa luz significa a regeneração do homem que alcançou a “estatura de Cristo”. Ela muda de cor conforme o pensamento: a pureza converte-se em branca; a espiritualidade, em azul; o saber, em amarelo; o amor, em cor-de-rosa etc. Temos hoje muitos meios de demonstrar esses fenômenos e muitos homens de ciência estão ocupados no estudo da aura humana.

Temos já dito que o homem deve ter dois nascimentos: um físico e um espiritual. Tem de ser homem e Cristo ao mesmo tempo. Vamos agora tratar de decifrar o Mistério do Cristo no homem físico assim como deciframos o significado do Cristo Solar.

O grânulo de vida está depositado no útero materno, porta da vida, durante nove meses; após esse tempo, nasce, e a Alma Cristo permanece no casebre do coração, no corpo (casa de carne). O Menino-Cristo no homem está rodeado de animais: a ignorância do burro, a debilidade do cordeiro e a brutalidade do touro. O rei das trevas, no corpo, com a ambição e o orgulho, quer matar o novo Rei nascente, para livrar-se do remorso e ter ampla liberdade de seguir os desejos da carne.

O neófito é atacado pelo fantasma do umbral no segundo nascimento e é perseguido por todas as hostes do inferno (mundo inferior). Foge, então, para o Egito, isto é, refugia-se no mundo interno, abandonando as tentações do corpo e suas paixões, a fim de crescer espiritualmente e voltar, depois, ao cumprimento de sua missão na vida. Assim como o Sol percorre aparentemente os 12 signos zodiacais, também o Espírito Crístico tem de percorrer todas as dependências do seu sistema no corpo, que é a miniatura do Universo.

A cabeça é o Oriente do homem, de onde sai o Sol-Cristo. O Iniciado deve dirigir sempre os seus pensamentos e suas práticas para o cérebro, onde tem a raiz de sua trindade. A porta para o Oriente é o coração, por onde deve entrar o neófito.

Por esta porta o neófito ou recém-nascido é conduzido para as piras do batismo (que se acham no fígado, órgão que forma, por suas emoções e desejos, o corpo astral ou de desejo); ali ele é batizado e submetido à Prova da Água, que significa o domínio do desejo. O recém-nascido jura ante o altar no coração, onde brilham um Sol e seis luminares. (O Sol foi depois representado pela custódia, símbolo do Sol resplandecente, ou símbolo do Fogo Divino; os seus centros magnéticos ou planetas são simbolizados pelos seis círios.)

O Cresthos (em grego significa “Bom”) é uma qualidade que deve ser adquirida antes de poder se tornar um Cristo, um Ungido. Após haver chegado a viver uma vida virtuosamente exotérica, poder-se-á começar a viagem ou o caminho para a Iniciação, a Senda da Provação – a senda que conduz à porta estreita – o caminho da Santidade, o caminho da Cruz. O aspirante deve adquirir as sete virtudes para sentir o ardor pela felicidade de ver Deus e de unir-se a Ele (Mateus 5: 8: Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus).

O Espírito que mora no corpo é um fragmento invisível de Deus. É trino, por ser Deus. É Poder, Amor e Saber. O Pai é o Poder; o Filho é o Amor e o Espírito Santo é o Saber. A Iniciação consiste em dar completa liberdade ao Íntimo para que obre por meio dos seus três atributos. O Cristo Místico, pois, é o Ser Interno do homem e, por conseguinte, é Duplo.

É o Logos, Verbo ou Segunda Pessoa da Trindade, que desce à Matéria. Em seguida, o Amor, segundo aspecto do Espírito Divino, faz evoluir o homem. Um representa os processos cósmicos no Mito Solar, o outro representa o processo que se passa no indivíduo. Ambas as fases, a Solar e a Individual, encontram-se na narrativa dos Evangelhos; sua união nos apresenta uma imagem do Cristo Místico.

O Cristo Cósmico, a divindade que se envolve com a Matéria, é a encarnação do Logos ou Deus feito carne. Esta Matéria-Mãe recebe da Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo, a vida que a anima e lhe permite tomar forma.

A Matéria condensada é modelada em seguida pelo Filho, o Segundo Logos, que se sacrifica encerrando-se ou crucificando-se, a fim de tornar ao “Homem Celeste”.

Do seu corpo fazem parte todas as formas. Tal é o processo cósmico dramaticamente representado nos Mistérios.

“O Espírito de Deus pairava sobre as Águas. E as trevas estavam sobre a fece do Abismo”, disse o Gênese.

Logo, lhe foi dada a Forma pelo Logos: “Todas as coisas foram feitas por Ele e nada foi feito sem Ele”, disse São João no seu Evangelho.

Uma vez terminado o trabalho do Espírito, o Cristo Cósmico e Místico pode revestir-se de Matéria, entrando no seio da Virgem Matéria. Esta Matéria foi vivificada pelo Espírito Santo a fim de receber o Segundo Logos e, assim, o Cristo se encarna e se faz carne; a vida e a matéria O envolvem com uma vestimenta dupla.

É a descida do Logos na Matéria, descrita com o nascimento do Cristo por uma Virgem. Isso se torna Mito Solar, esse é o nascimento de Deus-Sol no momento em que o signo de Virgo ou Virgem se levanta no horizonte. Começam aqui os símbolos e as lendas. O Menino nascido está sujeito a todas as debilidades infantis. Ele, então, representa “a alma frágil que nasce para a Evolução”. A Matéria O aprisiona para matá-lo. Ele, porém, lentamente triunfa e modela o corpo para um destino sublime.

Consegue a maturação do corpo e se crucifica nessa matéria com a finalidade de derramar da cruz todas as energias de sua vida, sacrificada em benefício do progresso da criação.

Padece, depois morre para os sentidos e é sepultado; mas levanta-se com o corpo astral radiante que torna veículo ou vestimenta (da alma) e vive através das idades. A crucificação de Cristo é uma parte do grande sacrifício cósmico. Todas essas alegorias da crucificação nos mistérios se materializavam até o ponto de tornar-se morte verdadeira de uma pessoa, sofrida na Cruz e num crucifixo levado por um ser humano que expira.

Toda esta história é hoje a história de um homem; foi aplicada ao Instrutor Divino, Jesus, e transformou-se na história de sua morte física, assim como o seu nascimento de uma Virgem e a infância rodeada de perigos. Sua Ressurreição e Ascensão chegaram a ser assim como incidentes de sua vida. Os Mistérios desaparecem, mas as lendas chegam a ser a vestimenta do Instrutor da Judeia.

O Cristo Cósmico desaparece no Cristo Histórico. “Para os Iniciados, porém, o Cristo era, é e será sempre o dos Mistérios, que está intimamente ligado ao coração humano – o Cristo do Espírito Humano – o Cristo que vive em cada um de nós, que aí vive, é crucificado, ressuscita dentre os mortos e sobe ao céus, em meio dos sofrimentos e dos triunfos de todo “Filho do Homem. A vida de todo Iniciado nos Mistérios celestes está traçada em grandes linhas na biografia dos Evangelhos. Por isso São Paulo fala do nascimento, da Evolução e da maturação completa de Cristo no discípulo.

Todo homem é potencialmente um Cristo e segue de um modo geral a narrativa dos Evangelhos nos incidentes principais. Mas, como já dissemos, esses têm um caráter Universal e não Partcular.

Cinco grandes Iniciações esperam o aspirante a Cristo. A primeira É O SEGUNDO NASCIMENTO DO CRISTO NO CORAÇÃO, POIS O DISCÍPULO NASCE NO REINO DE DEUS INTERNO, COMO UM MENINO. “SE NÃO VOS TORNARDES COMO MENINOS, NÃO ENTRAREIS NO REINO DOS CÉUS” DISSE JESUS. Jesus nasceu na caverna. (É a gruta da Iniciação conhecida pelos antigos como a “Caverna da Iniciação”.) Em cima da gruta brilha a ESTRELA DA INICIAÇÃO, cuja luz resplandece pelo nascimento da LUZ INEFÁVEL.

Sua vida está em perigo por causa das tenebrosas potências do mal. Apesar de todo o perigo, alcança o estado viril, porque, uma vez nascido, não pode o Cristo morrer, tem de terminar sua evolução no homem. Sua vida se expande em beleza e força, crescendo em sabedoria e espiritualidade até alcançar a Segunda Iniciação.

A Segunda Iniciação é o batismo da água ou o domínio de todos os desejos, o qual lhe confere os poderes necessários a um Instrutor. Então, descendo o Espírito Divino sobre Ele com a glória do Pai Invisível, ilumina-o e assim chega a ser “O FILHO BEM-AMADO”, A ELE SE DEVE ESCUTAR.

Logo Ele é levado ao deserto da Matéria para ser tentado. O inimigo secreto, que reside no baixo-ventre ou no inferno (parte inferior do corpo), esforça-se por lhe mostrar a dificuldade de seguir a senda, e convida-o a servi-lo, para a sua própria tranqüilidade e proveito pessoal. Ele, porém, vence o Tentador e a Tentação e volta aos homens, a fim de alimentá-los com o pão da vida e curá-los das doenças.

Depois de tantos serviços impessoais e sofrimentos internos, galga a montanha sagrada da Terceira Iniciação, onde se transfigura, tornando-se tão radioso quanto o Sol.

Estará, então, preparado para o BATISMO DE FOGO ou o BATISMO DO ESPÍRITO SANTO e a entrada na última etapa do caminho da Cruz. É, então, perseguido e vituperado; contudo, não deixa de crescer a vida do amor. Bebe o cálice amargo da traição, do abandono, e é negado por todos os seus. Anda desapreciado pelos homens, carregando a cruz na qual deve morrer, renunciando à vida do mundo inferior.

Cercado de inimigos triunfantes, o seu heróico coração lança um grito ao Pai que parece tê-lo abandonado, e então abandona o corpo de desejos. Ele, o iniciado, desce aos infernos para poder salvar os que pedem auxílio e os átomos que desejam trabalhar sob o estandarte do Ser Interno. Volta depois à luz, abandonando as trevas inferiores, com o sentimento de que é o Filho Inseparável do Pai.

Uma vez terminados os seus deveres na vida terrestre, Ele sobe ao Pai por meio da Quinta Iniciação, porque já está unido ao Deus Íntimo.

É esta a história dos Cristos e dos mistérios, ou do Cristo dos Mistérios, sob o duplo aspecto – Logos e homem –, cósmico e individual.

Jesus é considerado como o Cristo Místico e Humano, que luta, sofre e, finalmente, triunfa: é o homem em quem a humanidade se vê crucificada e ressuscitada, cuja história promete uma vitória a todos os que, como Ele, forem fiéis até a morte, e até mais além da morte.

Por Dr. Jorge Adoum – Mago Jefa

Poemas sufis para Deus

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Rumi e a Evolução da Forma

Toda forma que vês
tem seu arquétipo no mundo sem-lugar.
Se a forma esvanece, não importa,
permanece o original.

As belas figuras que viste,
as sábias palavras que escutaste,
não te entristeças se pereceram.

Enquanto a fonte é abundante,
o rio dá água sem cessar.
Por que te lamentas se nenhum dos
dois se detém?

A alma é a fonte,
e as coisas criadas, os rios.
Enquanto a fonte jorra, correm os rios.
Tira da cabeça todo o pesar
e sorve aos borbotões a água deste rio.
Que a água não seca, ela não tem fim.

Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti,
para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode ser isto segredo para ti?

Finalmente foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo; um punhado de pó
vê quão perfeito se tornou!

Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.

Passa de novo pela vida angelical,
entra naquele oceano,
e que tua gota se torne o mar,
cem vezes maior que o Mar de Omã.

Abandona este filho que chamas corpo
e diz sempre Um; com toda a alma.
Se teu corpo envelhece, que importa?
Ainda é fresca tua alma.

Abdula Ansari – As Duas Caabas

“Mesmo uma prisão
Irradia felicidade
Se o amor por Ti
Enche o coração.

Abençoada é a escravidão
Que Teu serviço compele,
Teus servos são felizes
Em suas servidões.

Há duas Caabas
A Caaba construída na terra
E a Caaba do coração.

A primeira é aquela que os pés
Dos peregrinos frequentam;
A outra é o local secreto
Que os Buscadores da Verdade descobrem.

É a primeira
Que enche os olhos dos fiéis;
A outra, apenas o devoto encontra
Sob o olhar de Deus mesmo.

A peregrinação à Caaba terrestre
É uma questão de disciplina formal;
A descoberta da Caaba do coração,
Depende da graça de Deus.

Numa, os peregrinos bebem do poço de Zam-Zam;
A outra abre suas fontes
Ao manar dos suspiros.

A Caaba terrestre
É guardada pela montanha Irfat,
O templo do coração
É radiante com a luz de Deus.

Da Caaba terrestre
ídolos de pedra foram removidos;
Da Caaba do coração
A voracidade e o desejo são destronados.”

Hakim Sanai – Ele Sempre Sabe

ELE SEMPRE SABE:
Ele conhece previamente teu mais íntimo pensamento. Ele percebe o que as suas criaturas necessitam antes mesmo que tenham concebido seu desejo.
Ele sabe do passo de uma formiga sobre uma pedra na escuridão.
Ele sempre sabe o que se passa na mente dos homens: farias melhor se refletisses sobre isso.
Se ages mal, há duas maneiras de encará-lo: ou pensas que Ele não o sabes, – e me espanto com a tua falta de fé ou então pensas que Ele sabe, ainda assim persistes, – e me espanto tua vil impertinência.
Podes ser verdade que nenhum homem conheça teus segredos; mas Deus os conhece; Ele não  é menos que um homem; certamente isto significa que ele conhece teu coração?
Então te afasta deste malfeito, para que em teu último dia não te afogues no mar de tua própria vergonha.

Hakim Sanai – Ele É o Teu Pastor

ELE É O TEU PASTOR:
Ele é o teu pastor e preferes o lobo.
Ele te convida a si, no entanto permaneces sem alimento.
Ele te dá a sua proteção, no entanto estás profundamente adormecido.
Bem feito para ti, tolo, insensato e presunçoso!
Ele cura nossa natureza desde dentro.
Ele é mais bondoso conosco do que nós mesmos o somos.
Uma mãe não ama seu filho com metade do amor que Ele dedica.
Sua bondade torna o indigno digno; e em troca Ele se contenta com a gratidão e paciência do seu servo.
Quebraste tua palavra, ainda assim Ele mantém sua palavra contigo: Ele é mais leal do que o és contigo mesmo.

Rumi – A Casa dos Hóspedes

O ser humano é uma casa de hóspedes.
Toda manhã uma nova chegada.

A alegria, a depressão, a falta de sentido, como visitantes inesperados.

Receba e entretenha a todos
Mesmo que seja uma multidão de dores
Que violentamente varrem sua casa e tira seus móveis.
Ainda assim trate seus hóspedes honradamente.
Eles podem estar te limpando
para um novo prazer.

O pensamento escuro, a vergonha, a malícia,
encontre-os à porta rindo.

Agradeça a quem vem,
porque cada um foi enviado
como um guardião do além.

Rumi – Samâ

Vem, vem, tu que és a alma
da alma da alma do giro!
Vem, cipreste mais alto
do jardim florido do giro.

Vem, não houve nem haverá
jamais alguém como tu.
Vem e faz de teus olhos
o olho desejante do giro.

Vem, a fonte do sol se esconde
sob o manto da tua sombra.
És dono de mil Vênus
nos céus desse remoinho.

O giro canta tuas glórias
em mil línguas eloquentes.
Tento traduzir em palavras
o que se sente no giro.

Quando entras nessa dança,
abandonas os dois mundos;
é fora deles que se encontra
o universo infinito do giro.

Muito alto, distante se vê
o teto da sétima esfera,
mas muito além é que encontras
a escada que leva ao giro.

O que quer que exista, só existe no giro;
quando danças, ele sustenta teus pés.
Vem, que este giro te pertence
e tu pertences ao giro.

O que faço quando vem o amor
e se agarra ao meu pescoço?
Seguro-o, aperto-o contra o peito
e arrasto-o para o giro!

E quando as asas das mariposas
abrem-se ao brilho do sol
todos caem na dança, na dança
e jamais se cansam do giro!

Nossa Canção Vitoriosa

Nesse dia final,
quando me ponham a mortalha,
não penseis que minha alma
permanecerá neste mundo.

Não chores por mim, gritando:
“Que tragédia, que tragédia!”
Cairias assim nas armadilhas
de um enganoso espelhismo.
Essa seria a verdadeira tragédia!

Quando vires meu corpo inanimado passar,
não griteis: “Se foi!, se foi!”,
pois será meu momento de união,
de aceitar o abraço eterno do Amado.

Quando me introduzirem na cova,
não me digais: “Adeus, adeus!”
A tumba é apenas um véu
que oculta o esplendor do Paraíso.

Pensa na aurora se houveres visto o ocaso.
Que dano fez pôr-se à Lua ou ao Sol?
O que é crepúsculo a vossos olhos
É alvorada para mim.
O que é para vocês uma prisão
É para minha alma um infinito jardim.

Crescerá toda semente no solo enterrada.
Haveria de ser diferente à semente humana?
Sai cheio cada balde que desce ao poço.
Deveria queixar-se me em vez de água
Retiro o próprio José (a beleza)?

Não busqueis aqui as palavras,
Busca-as em outro lugar.
Canta para mim no silêncio do coração
E me erguerei da terra para ouvir
Vossa vitoriosa canção.

Rumi – Quem Está em Minha Porta?

“Quem está em minha porta?”, perguntou Ele.
“Teu humilde servo”, respondi eu.
“Que é o que te traz aqui?”
“Saudar-te, meu Senhor.”

“Quanto tempo mais viajarás?”
“Até que TU me detenhas.”
“Quanto tempo mais ferverás no fogo?”
“Até que esteja purificado. Este é meu juramento:
No altar do amor entrego riqueza e posição.”

“Tens defendido teu caso, mas não tens testemunhos.”
“Minhas lágrimas são minhas testemunhas,
a palidez de meu rosto são minhas provas.”
“Teu testemunho não tem validade:
Teus olhos estão demasiado úmidos para ver.”
“Pelo esplendor de Tua justiça
meus olhos tornaram-se limpos e sem imperfeição.”

“Que buscas?”
“Ter-te como Amigo permanente.”
“Que queres de Mim?”
“Tua abundante Graça.”
“Quem foi teu companheiro na viagem?”
“O pensamento de Ti, meu Rei.”
“Que é o que te trouxe aqui?”
“A fragrância de Teu vinho.”

“Que é o que mais te agrada?
“A companhia do Soberano.”
“Que é o que n’Ele encontras?”
“Centenas de milagres.”
“Por que está o palácio deserto?”
“Porque todos temem o ladrão.”
“Quem é o ladrão?”
“Quem me mantenha apartado de Ti.”

“Onde encontras segurança?”
“No serviço e na renúncia.”
“Que te oferece a renúncia?”
“A esperança de salivação.”

“Onde se acha a graça?”
“Na presença de Teu amor.”
“Como te aproveitas desta vida?”
“Mantendo-me fiel a mim mesmo.”

Chegado está o momento do silêncio.
Se lhes falo de Sua verdadeira essência,
sairás de vosso Ser voando,
E nem porta nem telhado os poderiam reter!

Nos Braços do Amado

Como línguas de fogo na dança de amor,
ó Bem Amado, se para mim.
Como calor ardente,
ó Bem Amado, se assim para mim.

Com anelo se consome minha vela,
com lágrimas de cera vermelha.
Como mecha de una vela fundida,
ó Bem Amado, se assim para mim.

Agora que empreendemos o caminho do amor
já não podemos dormir na noite.
Como o que toca o tambor na taberna da embriaguez,
ó Bem Amado, se assim para min.

Despertos estão os amantes na noite escura;
não os molesteis sugerindo-lhes que durmam,
tão só querem estar em Amor juntos,
ó Bem Amado, se assim para mim.

A união é um rio que brama rumo ao mar, e hoje a lua beija as estrelas,
quando Majnum se converte em Layla, ó Bem Amado, se assim para mim.

Deus se transfigurou em todas as coisas
e honrou a seu poeta com bondade.
Tudo quanto toco e vejo se transforma em fogo de amor,
ó Bem Amado, se assim para mim.

Rumi e a Morte

Morri como mineral e tornei-me planta,
Morri como planta e tornei-me animal,
Morri como animal e tornei-me homem,
Por que temer? Quando fui diminuído pela morte?

Rumi, Masnavi

Rumi – Não Encontrarás

Segura o manto de seus favores,
Pois ele logo desaparecerá.
Se o retesa como a um arco,
Ele escapará como flecha.
Vê quantas formas ele assume,
Quantos truques ele inventa.
Se está presente em forma,
Então há de sumir pela alma.

Se o procuras no alto céu,
ele brilha como a lua no lago;
entras na água para capturá-lo
e de novo ele foge para o céu.

Se o procuras no espaço vazio
lá está, no lugar de sempre;
caminhas para este lugar
e de novo ele foge para o vazio.

Como a flecha que sai do arco,
Como o pássaro que voa da tua imaginação,
O absoluto há de fugir sempre
Do que é incerto.

“Escapo daqui e ali,
Para que minha beleza
Não se prenda a isso ou aquilo.
Como o vento, sei voar,
E por amor à rosa, sou como a brisa;
Também a rosa há de escapar do outono.”

Vê como se eclipsa este ser:
Até seu nome se desfaz
Ao sentir tua ânsia de pronunciá-lo.

Ele te escapará à menor tentativa
De fixar sua forma numa imagem:
A pintura sumirá da tela,
Os signos fugirão de teu coração.

Rumi, Jalal ud-Din. Poemas Místicos, Divan de Shams de Tabriz

 

O Encontro de Dois Oceanos – Rumi e Shams de Tabriz

 

As Três Versões de “O encontro de dois oceanos”.

Vindo de madrassa (escola religiosa muçulmana) acompanhado de seus discípulos, Rumi cavalgava um burrico. Ao passar perto de um caravançarai, um homem que estava à margem do caminho pôs-se à sua frente e dirigiu-lhe a seguinte pergunta: “Tu, que és o grande conhecedor de teologia e das escrituras, respondeu-me: quem é maior, o Profeta Mohammed ou Mayazid Bistami?” – Rumi respondeu sem hesitar: “Mohammed foi sem dúvida o maior de todos os santos e profetas”. – “Se é assim”, replicou Shams,”como explicas que Mohammed disse: ‘Não te conhecemos, Senhor, como deves ser conhecido’, enquanto Bayazid exclamava: ’Glória a mim! Imensa é minha glória.’?” Ao ouvir isso, Rumi desmaiou. Quando despertou, levou Shams para sua casa e lá ficaram a sós, em santa comunhão por 40 dias.

Segundo outra versão desse encontro, Rumi ensinava seus discípulos em sua casa e tinha diante de si uma pilha de livros. Durante a aula um homem entrou e, após cumprimentar os presentes, sentou-se num canto da sala. Apontando para os livros, o visitante perguntou: “O que é isso?” Rumi, incomodado pela interrupção, respondeu secamente: “Tu não sabes o que é isso”. Imediatamente os livros incendiaram-se. Perplexo e assustado, Rumi dirigiu-se ao estranho: “O que é isso?” O estranho apenas repetiu: “Tu não sabes o que é isso”, e retirou-se tranquilamente da sala. Rumi abandonou a classe e saiu desesperado em busca do estranho, mas não pôde encontrá-lo.

Uma terceira versão da mesma história foi contada por Jami, grande poeta persa do séc. 15:

Enquanto falava a seus discípulos, Rumi empilhara seus livros à borda de um tanque. Shams apareceu e perguntou o que continham aqueles livros. Rumi respondeu: “Aqui só há palavras, em que te podem interessar?” Shams ud-Din apanhou os livros e jogou-os dentro da água. Rumi esbravejou, furioso: “O que fizeste, dervixe? Alguns desses livros continham manuscritos importantes de meu pai, que não se encontram em nenhum outro lugar”. Então, para o espanto de Rumi e dos discípulos, Shams enfiou a mão no fundo do tanque e retirou intactos, um a um, todos os livros. Maulana (Rumi) lhe perguntou: “Qual o segredo?” Shams ud-Din respondeu: “Isso é que se chama prazer ou desejo de Deus (dhawq), e êxtase ou estado espiritual (Hal); tu não sabes nada o que é isso”.

Rumi, Poemas Místicos, Divan de Shams de Tabriz

 

Quem é o Avatar de Aquárius

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Sou o Avatara, ainda que não o creiam os humanoides deste mundo e creiam ou não, aqui estamos entregando a Mensagem. Que se prepare nosso Exército de Salvação Mundial para afrontar os terríveis acontecimentos que se avizinham! Então saberemos quem é quem! Isso é tudo!

Sabei que eu, Samael Aun Weor, sou vosso Avatara, sou vosso Buda Maitreia. Desci dos Mundos Superiores para ensiná-los, para ajudá-los e estou convosco. Invocai-me quando necessitardes de mim.

Nenhum trabalho vos custa, concentrai-vos intensamente em mim, invocai-me mentalmente e concorrerei ao vosso chamado para ajudá-los intensamente. Estou disposto a ajudá-los… quero despertá-los… quero iluminá-los. Entenderam?

Minha pessoa nada vale, mas desgraçadamente para uns e afortunadamente para outros, em meu interior mora Alguém que tem grande Poder. Desobedecer ao SENHOR só pode trazer fracassos.

O Movimento Gnóstico tem de renovar a si mesmo, de nenhuma maneira poderia seguir com sistemas caducos. Se o Movimento não renovar a si mesmo continuamente, entrará no processo involutivo, decadente.

Esclareço: minha insignificante pessoa nada vale, não tem nenhum valor, nada vale, porém, desgraçadamente para uns e afortunadamente para outros, dentro de mim está alguém que é o Senhor da Força, e não é possível que nenhuma organização floresça sem a ajuda da Força.

Percebam que não existem dois ou três patriarcas no mundo da Igreja Gnóstica, somente está o Quinto dos Sete, do qual eu sou unicamente um instrumento, talvez demasiado imperfeito, porém, sou o instrumento.

Indubitavelmente, o Movimento Gnóstico deve ser uma ESCOLA DE REGENERAÇÃO e não uma organização conflitiva.

Sabei que não tenho descido dos Mundos Superiores para perder tempo, eu desci para ajudá-los, desci dos Mundos Superiores para trabalhar convosco, para servir-lhes. Sou vosso amigo, vosso verdadeiro irmão que vos aprecia com todo o coração, é necessário que tenhais fé em mim.

Estes ensinamentos que estais recebendo se difundirão por toda a face da Terra… Irmãos, chegou a hora em que devemos nos lançar à luta com estes ensinamentos, chegou a hora em que devemos nos preocupar por conhecer a nós mesmos, profundamente. Entendido?

Não estais sós… Não estais sós, repito: estou convosco em Espírito e em Verdade. Que o ouçam os séculos, que o escutem as idades, estou convosco em Espírito e em Verdade, estou muito próximo de vós e estarei convosco, irmãos meus, até a consumação dos séculos!!!

Adiante, meus caros irmãos, adiante! Que vosso Pai que está em segredo e que vossa Bendita e Adorável Mãe Kundalini vos abençoem.

Efeitos da música no corpo humano

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Inúmeros pesquisadores modernos chegaram à conclusão de que “é difícil encontrar uma única fração do corpo humano que não sofra a influência dos tons musicais”. Assim, a música influi na circulação, na circulação, na respiração, na digestão, no sistema nervoso, nos ossos e na coluna vertebral, de acordo com as características da música ouvida, sua velocidade, regularidade das vibrações, seu ritmo etc.

Outrossim, ficou cientificamente provado que a música estimula os hormônios ACTH e MSH da glândula hipófise, que atuam na concentração e retenção visual, podendo também ressincronizar e harmonizar o organismo humano. A sua assimilação vem do sistema que sincroniza a respiração, como também a concentração e a imaginação.

Portanto, a música ambiental ou motivacional reduz a fadiga, aumenta o rendimento no trabalho, equilibra o sistema nervoso e reduz a tensão muscular que quem a ouve.

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Foi comprovado também que características musicais como acordes consonantes e dissonantes, intervalos diferentes, frequências variáveis, volumes elevados, exercem um profundo efeito sobre o corpo humano: no seu pulso, ritmo respiratório, pressão sanguínea, capacidade de reação, capacidade de concentração etc.

A música afeta o corpo de duas maneiras diferentes: de forma direta, quando o som atua nas células e órgãos, e de forma indireta, quando o som atua nas células e órgãos, e de forma indireta, quando o som atua sobre as emoções, influindo nos processos corporais e provocando uma série de tensões.

O musicólogo Julius Portnoy, em sua obra A Música na Vida do Homem, escreve: “A música pode modificar o metabolismo, afetar a energia muscular, elevar ou diminuir a pressão sanguínea e influir na digestão. E pode fazer todas essas coisas com maior sucesso e de maneira bem mais agradável do que qualquer estimulante que produza essas alterações em nosso corpo”.

Verificou-se, através de pesquisas, que ritmos irregulares da jazz ou rock provocam má digestão, alteram o ritmo das batidas cardíacas, elevam a pressão do sangue, sendo mais arriscados se a pessoa sofrer de hipertensão ou estiver dirigindo um automóvel. Essa alteração do ritmo cardíaco parece depender da forma como a frequência rítmica se relaciona com as pulsações, normalmente em torno de 65-78 batimentos por minuto.

Um tempo musical que tenha mais ou menos o mesmo ritmo da pulsação cardíaca nos acalma; um ritmo mais lento gera certa tensão e um ritmo mais acelerado eleva as pulsações cardíacas, gerando uma excitação emocional que vai da euforia à histeria.

Como o ritmo acelerado libera na corrente sanguínea substâncias químicas que excitam o organismo, provocando uma espécie de “chute” ou solavanco na psique da pessoa, se ela ouvir essa música por determinado número de horas por dia, esses “chutes” se converterão numa forma de dependência, e a pessoa acaba experimentando uma sensação de vazio quando não a está ouvindo.

Para o pesquisador mexicano Fernando Salazar Bañol, “o corpo humano é um conjunto de elementos mecânicos ressonantes. Cada órgão vibra de acordo com sua forma, tamanho e constituição”. Assim sendo, cada disfunção de um órgão apresenta uma alteração na sua ressonância.

Isso foi comprovado por meio da emissão de estímulos sonoros, de uma frequência análoga, sobre determinado órgão. Dessa forma, podemos deduzir a tônica fundamental de todos os órgãos que compõem o corpo humano.

Para Bañol, os três princípios básicos em que se fundamenta a musicoterapia são:

  1. O restabelecimento das relações interpessoais, como, por exemplo, utilizando a música ambiental ou motivacional, executada nos ambientes dos escritórios e fábricas;
  2. A conquista da autoestima e da autorrealização, destacando-se a valorização do ser humano como um todo. Por exemplo, as músicas antifrenéticas e antiestressantes do dr. Steven Halpern, que influenciam diretamente a parte psíquica do homem;
  3. A correta utilização do Ritmo, da Harmonia e da Melodia, visando restabelecer a energia do indivíduo. Por exemplo, os “largos” da música barroca, que têm sido utilizados com grande efetividade no sistema de superaprendizagem do cientista búlgaro Lozanov. Esse fisiólogo adota em seu método a escolha de certas músicas que nada têm a ver com os gostos pessoais dos seus pacientes, recomendando temas que são considerados uma espécie de mantra. Esses “mantras musicais” provocam um estado psicológico de concentração (relaxada), levando ao equilíbrio holístico do corpo e da psique.

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O dr. Steven Halpern, famoso compositor de músicas new age e pesquisador das influências da música na saúde psicofísica, ensina: “Observe seu corpo e veja como se sente, permitindo que a música seja o centro de sua atenção. Mantenha à mão músicas que sejam do seu agrado, de tal forma que, quando quiser ou precisar de algum estímulo musical, você não tenha de esperar pelo rádio para ouvi-las, recebendo assim o estímulo de que precisa”.

No entanto, o dr. Halpern sugere que as pessoas tomem cuidado ao ouvir rock  e também certas músicas clássicas, como a Patética de Tchaikovski, porque, segundo ele: “Chegou o momento de nos conscientizarmos também dos efeitos dos sons saudáveis e dos sons prejudiciais e assumirmos a responsabilidade pelos sons que deixamos entrar em nosso organismo”.

Pesquisadores modernos ligados à musicoterapia afirmam que as vibrações sonoras penetram em regiões do cérebro que nem mesmo as mais potentes drogas conseguem. O dr. Wilson Bryan, em uma série de pesquisas sobre a influência da música rock, verificou que a música acima de 80 decibéis ouvida durante 100 minutos pode levar até 36 horas para uma completa recuperação dos ouvidos. Nessa mesma série de pesquisas, o dr. Bryan também verificou que nesse mesmo volume ocorreu uma séria alteração nas atividades gástricas.

A conclusão foi: “As pessoas, em geral, respondem à música sedante com fortes contrações, mas ao ouvirem música desagradável há uma paralisação da atividade gástrica”. Demonstrou também que ouvir música num volume superior a 80 dB retarda em até 50% a transmissão de mensagens para o cérebro feitas por meio de um mecanismo eletroquímico, pois o som influi na mielina, que é a substância dos neurônios que transmite essas mensagens a uma velocidade de aproximadamente 523 quilômetros por hora.

Em consequência, outro pesquisador da influência da música no organismo humano, o dr. Tartchanoff, estudando os efeitos dos estímulos sonoros no sistema muscular, conclui: “A música exerce poderosa influência sobre a atividde muscular, aumentando ou diminuindo de acordo com as melodias testadas”.

Tartchanoff finaliza, afirmando que quando a melodia tem ritmo lento e tom menor, diminui a capacidade de trabalho muscular. Os sons que aumentam a energia muscular são aqueles tons isolados, com escalas e motivos simples. E que sob a ação da música, as correntes elétricas do corpo provocam modificações nas secreções cutâneas.

No sistema endócrino, essa influência da música se deve à adrenalina, a qual é lançada na corrente sanguínea de uma pessoa que está com medo, estresse, ansiedade ou quando está submetida a um volume anormal de música.

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Quando isso ocorre, o coração bate célere, os vasos sanguíneos se constringem, dilatam-se as pupilas, empalidece a pele, e não raro o estômago, os intestinos e o esôfago são tomados de espasmos.E quando o volume é mantido prolongadamente, os batimentos cardíacos se tornam irregulares.

O dr. Lee Salk, dos EUA, fez uma série de experimentos no berçário de um hospital. Tocando para bebês uma gravação (inaudível para os ouvidos) com batimentos cardíacos normais, a grande maioria deles acalmou-se e dormiu profundamente. E em outra ocasião, para esses mesmos bebês, tocou outra gravação com os batimentos cardíacos de uma pessoa excitada, e logicamente a maioria dos bebês despertou tensa e chorando.

Dando continuidade às pesquisas da influência da música no corpo e na mente das pessoas, o dr. Kabat-Zinn, da Universidade de Massachusetts, utilizou em pacientes hospitalares músicas relaxantes de harpa e um vídeo de 57 minutos com músicas para meditação e concentração relaxada.

Segundo Kabat-Zinn, nossas respostas psicofísicas à música incluem alterações químicas inteligentes e complexas, não somente na parte pensante de nosso cérebro, mas também em nosso centro emocional – ou sistema límbico –, que controla os batimentos cardíacos, a respiração e a tensão muscular.

Outros hospitais, não só nos Estados Unidos e no Canadá, mas especialmente no Japão, na Alemanha, França e Inglaterra, estão realizando pesquisas avançadas com a música para inúmeras situações da vida, tais como: o nascimento de um bebê, a preparação de pacientes para uma cirurgia cardíaca, em vítimas de acidentes que perderam a fala ou movimentos e até na preparação de pacientes para a morte.

Os deuses hindus

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Um dos grandes feitos do Hinduísmo está na fusão de cultos e deuses em uma vasta mitologia. Há uma infinidade incontável de divindades que com o passar dos tempos as características desses deuses se fundiam para formar uma única divindade. É maravilhoso perceber a unidade de todas as mitologias. Dentro do hinduísmo vemos uma série de princípios cósmicos e psicológicos inerentes a todas as religiões.

A imagem dos deuses representava as suas características, os diversos braços que uma divindade apresentava significavam extensões de sua energia íntima, e os objetos em suas mãos os símbolos dos seus vários poderes na ordem cósmica.

Em seguida, estão relacionados alguns dos Deuses Hindus, com suas esposas, seus avataras, seus companheiros e principais características:

Brahma, O Deus Criador considerado outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância com a ascensão de Shiva e Vishnu. Aparece de manto branco montando um ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos. É o Pai Celestial, criador dos céus e da terra.

Sarasvati é o aspecto feminino/materno de Brahma, sua consorte e esposa sagrada. Brahma e Saraswati, na “mitologia” judaica, seriam Abraão e Sara.

Shiva, O destruidor. Um dos dois deuses mais poderosos do hinduísmo. Apresenta-se de várias formas: o extremado asceta, o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa de crânios na cabeça, o senhor da criação a dançar num círculo de fogo ou o símbolo masculino da fertilidade. Mais que os outros deuses é uma mistura de cultos, mitos e deuses que vêem desde a pré-história da Índia. É a representação do Espírito Santo no hinduísmo.

Parvati (ou Mahadevi) , esposa de Shiva, era a filha das montanhas do Himalaia e irmã do rio Ganges. Com amor, afastou Shiva de seu ascetismo. Representa a unidade do deus e da deusa, do homem e da mulher. É nossa Divina Mãe Kundalini, amorosa senhora que é desdobramento do Divino Espírito Santo dentro de nós.

Uma, é a deusa dourada, que como uma forma de Parvati reflete manifestações mais brandas de seu marido Shiva. Serve às vezes de mediadora nos conflitos entre Brahma e os outros deuses. É a Mãe Cósmica, toda luminosa, e que tem como manto o céu estrelado.

Durga, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios. É nossa Divina Mãe Interior, responsável pela Morte do Ego em nosso interior.

Kali é Parvati transformada na mais terrível deusa do hinduísmo, com uma sede insaciável por sacrifícios sangrentos. Aparece em geral manchada de sangue, vestida de cobras e com um colar de crânios de seus filhos. Representa outro aspecto da nossa Divina Mãe Interior, aquela que destrói poderosamente o Ego nos mundos infernais, quando nós não nos interessamos pelo trabalho consciente da morte do Ego. Se não destruímos o Ego conscientemente, a Natureza Infernal o destruirá violentamente. Isso tudo por amor a nós. Essa destruição efetua-se nos infernos atômicos da natureza. Essa é a famosa Segunda Morte, mencionada no Apocalipse de São João.

Nandi, o touro sagrado para o povo do Hindustão como um símbolo de fertilidade. Foi absorvido no hinduísmo como o companheiro constante de Shiva, de quem é montaria, camarista e músico. Shiva usa na testa o emblema de Nandi, a lua crescente. Uma das representações das energias sexuais transmutadas, que nosso Divino Espírito Santo (Shiva) utiliza para a redenção da Alma.

Kartiqueia (ou Scanda) substituiu o deus védico Indra como principal deus hindu das batalhas. Filho de Shiva e, em alguns mitos, gerado sem mãe, só se interessa por lutas e guerras. Com seis cabeças e doze braços, comanda as suas legiões celestiais do dorso de um pavão colorido. Representa a Alma Humana com sua constância no trabalho interior, que deve guerrear as forças tenebrosas de nossos inimigos internos, ou Ego. É a Vontade inquebrantável (Thelema), necessária para a Vitória.

 

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Ganesh, ou Ganesha, é filho de Shiva, com cabeça de elefante, é talvez o deus mais popular. Sábio, ponderado e bem versado nas escrituras, é invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar seu êxito.

É a Sabedoria Divina que a todos guia e dá liberdade, prosperidade e triunfo.

Existe um grande mestre da Fraternidade Branca chamado Ganesh, que, invocado, nos ajuda a “abrir caminhos”, tanto materiais quanto espirituais…

Vishnu, o conservador. É para muitos hindus o deus universal. Traz em geral quatro símbolos: um disco, um búzio, uma maçã e uma flor de lótus. Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse deus benévolo aparece na Terra como um avatara ou reencarnação. É o equivalente hindu do Cristo Cósmico e do Osíris egípcio.

Matsia, o peixe de chifres que representa a intercessão de Vishnu num tempo de dilúvio universal e de crises. O peixe avisou Manu (que é o Noé hindu) e salvou-o num barco preso ao seu chifre. O peixe representa a energia interior, sexual, transmutada.

Curma, a tartaruga. O segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra depois do dilúvio para recuperar tesouros. Na Alquimia medieval, representa o Antimônio, o fixador do ouro em nosso interior. É nosso Ser Interior, todo sabedoria, que, como uma tartaruga, dá um passo após o outro, para a realização da Grande Obra.

Varaa, o Javali. Originalmente o porco sagrado de um culto primitivo que tornou-se um avatar de Vishnu depois de um segundo dilúvio. Cavando sob a água com as presas, fez subir a terra e restabeleceu a terra firme. Representa a força do elemento Terra. É a força elemental que se necessita para a Grande Obra Alquímica. É a energia que transforma o chumbo em ouro.

Narasima. O leão-homem foi avatar de Vishnu. Brahma tinha dado invulnerabilidade a um demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio ao crespúsculo. Representa também a Execução, mais cedo ou mais tarde, da Lei.

Vamana, o anão, outro avatar, que se tornou um gigante para frustrar um demônio que procurava controlar o universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.

Parasurama foi Vishnu como filho de um brâmane roubado por um rei kshatryia. Parasurama matou o rei, cujos filhos por sua vez mataram o Brâmane, então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações. Ele representa a Justiça Divina, liderada pelo Mestre Anúbis e seus 42 Juízes do Karma (42 é o dobro de 21). O Karma, quando entre em ação, é terrível, inexorável e invencível.

Rama, O herói da epopeia literário-religiosa “O Ramaiana”, foi Vishnu como um avatar que venceu Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Rama representa o hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão. O símbolo do grande mestre Rama (ou Ram, como foi conhecido nos períodos pós-dilúvio atlante) é a estrela de 6 pontas, ou hexagrama. Segundo o doutor Jorge Adoum, grande mestre da Fraternidade Universal, foi o grande líder Ram quem expulsou os negros africanos da Índia, nos primórdios da Segunda Sub-Raça Ariana. Isso, obviamente, é totalmente desconhecido pela historiografia acadêmica.

Krishna, o avatar mais importante de Vishnu, foi um deus-herói amado em muitos de seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do Bhagavad Gita. Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes. Krishna foi o avatar da Era de Áries, divulgando a poderosa doutrina dos Grandes Avataras do Cristo Cósmico.

Buda, como uma encarnação de Vishnu, é um exemplo da capacidade que tem o hinduísmo de absorver elementos religiosos diferentes. Dizem os hindus que o avatar Buda apareceu fundamentalmente para ensinar o mundo a ter compaixão pelos animais. Na verdade, esse grande mestre de compaixão canalizou as energias dos mundos Nirvânicos para o bem da humanidade. Sidarta Gautama (personalidade humana do grande Deus Cósmico, o Buda Amithaba) teve de se encarnar mais algumas vezes na Terra para terminar de cumprir sua missão. Sua encarnação seguinte foi como o mestre Tsong Kapa, o grande reformador do budismo tibetano. O mestre Samael afirma que esse mestre ascensionado está, desde o século 17, reencarnado no planeta Marte, cumprindo uma missão cósmica semelhante à missão de Jesus na Terra.

Lakshmi, mulher de Vishnu, muitas vezes representada sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, representa a boa sorte, a prosperidade e a abundância. Seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa. O mestre Samael afirma, na obra O Matrimônio Perfeito, que Lakshmi, como mestre da Grande Fraternidade Branca, auxilia o devoto a sair conscientemente em corpo astral.

Sita, mulher de Rama, que é um avatar de Vishnu. Ela é uma encarnação de Lakshmi. Representa a esposa hindu ideal. Foi raptada pelo demônio Ravana e levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido. Representa a virtude da Fidelidade ao trabalho gnóstico. Não esmorecer nunca.

Hanuman, o rei dos macacos que emprestou sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal. Simbolicamente, o macaco é a Ciência Superior, a Lógica Superior, que possibilita “medir o mundo”, medir a Grande Obra, e saber o quanto se gastará para se realizar o Trabalho Alquímico.

Garuda, a montaria de Vishnu, é uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transportando o deus no seu cintilante dorso dourado, era às vezes confundida com o deus do fogo, Ágni. Esse ser alado tem a mesma simbologia de Al-Buraq, que levou o profeta Maomé de Meca a Jerusalém em poucos segundos.

Livros apócrifos mencionados na Bíblia, mas perdidos

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Teriam os livros bíblicos, chamados Apócrifos, informações secretas e fantásticas capazes de modificar nossa visão dos Ensinamentos de Cristo para a humanidade?

Se não, então por que foram extirpados abruptamente da Bíblia? Reconhecemos que sem uma Chave, nenhum livro sagrado pode nos dar as informações necessárias para a autorrealização espiritual, mas seu conhecimento esclareceria inúmeros pontos doutrinários da Sabedoria Crística.

Observe em seguida a lista, possivelmente completa, dos livros “perdidos” da Bíblia.

Velho Testamento

1. Livro do Convênio (Êxodo 24:4, 7)

2. Livro das Guerras (Números 21:14)

3. Livro de Jasher (Josué 10:13) e (2 Samuel 1:18)

4. Livro dos Estatutos (1 Samuel 10:25)

5. Livro dos Atos de Salomão (1 Reis 11:41)

6. Livro de Natã (1 Crônicas 29:29) (2 Crônicas 9:29)

7. Livro de Gade (Mesmo do número 6)

8. Profecias de Aías (2 Crônicas 9:29; 2:15; 13:22)

9. Visões de Ido (Mesmo do número 8)

10. Livro de Semaías (2 Crônicas 12:15)

11. Livro de Jeú (2 Crônicas 20:34)

12. Atos de Uzias, Escrito por Isaías (2 Crônicas 26:22)

13. Livros dos Videntes (2 Crônicas 33:19)

14. Profecias de Enoque Jude 14

15. Comentários de Mateus de Nazaré (Mateus 2:23)

Escritos perdidos do Novo Testamento (ou seja, somente mencionados, mas infelizmente totalmente perdidos)

16. Epístola Perdida de Paulo (1 Coríntios 5:9)

17. Segunda epístola perdida de Paulo (Efésios 3:3-4)

18. Terceira epistola perdida de Paulo (Colossenses 4:16)

19. Epístola perdida de Judas

Os livros da Bíblia Apócrifos (Escritos do Velho Testamento)

20. Tobit

21. Judite

22. Adição do livro de Ester

23. Sabedoria de Salomão

24. Eclesiásticos ou a Sabedoria de Jesus

25. Baruque

26. A Carta de Jeremias

27. Oração de Azarias

28. Canção dos Três Judeus (estes são os livros perdidos de Daniel)

29. Susana

30. Sino e o Dragão

31. I Macabeus

32. II Macabeus

33. III Macabeus

34. IV Macabeus

35. I Esdras

36. II Esdras

37. Oração de Manassés

38. Salmo 151

Novo Testamento

Escrito do Novo Testamento que foi eliminado, mas mencionado

39. Livro de Maria

Os seguintes textos perdidos são mencionados em História Eclesiástica, de 337 d.C., pelo bispo Eusébio de Cesaréia, o qual os suprimiu por considerá-los “heresias”.

40. Atos de Paulo

41. Atos de André

42. Atos de João

43. O Proto-Evangelho

44. Infância I

45. Infância II

46. Cristo e Abgarus

47. Nicodemos

48. O Credo dos Apóstolos

49. Laodiceanos

50. Paulo e Sêneca

51. Paulo e Theca

52. Revelação de Pedro

53. Epístola de Barnabas

54. O Evangelho Perdido de Acordo com Pedro

55. Evangelho de Tomé

56. Evangelho de Matias

57. Clemente I

58. Clemente II

59. Efésios II

60. Magnésios

61. Tralianos

62. Romanos II

63. Filadelfos

64. Smaraneas

65. Policarpo

66. Filipenses (II)

66. Evangelho referido somente pela letra Q

Algumas destas podem ser referência nos escritos por Marcion, 150 d.C., e Muratória, 170 d.C.

67. Sheppard de Hermas

68. Hermas I (Visões)

69. Hermas II (Mandamentos)

70. Hermas III

71. Cartas de Herodes e Pilatos (Ref. para o julgamento de Cristo)

Os seguintes são uma lista de Escritos Apócrifos que não mais existem; no entanto, eles são mencionados e referidos em outros, mais recentes, no século 4º d.C.

72. O Evangelho de André

73. Outos livros abaixo de André

74. Evangelho de Afiles

75. O Evangelho de Acordo com os Doze Apóstolos

76. O Evangelho de Barnabé

77. Os Escritos de Bartolomeu, o Apóstolo

78. O Evangelho de Bartolomeu

79. O Evangelho de Basilides

80. O Evangelho de Cernithus

81. A Revelação de Cernithus

82. Uma Epístola de Jesus Cristo para Pedro e Paulo

83. Vários outros livros abaixo do nome de Cristo

84. Uma Epístola de Cristo (produzido por Maniqueu)

85. Um Hino, ensinado por Cristo para seus Discípulos

86. O Evangelho de Acordo com os Egípcios

87. Os Atos dos Apóstolos II

88. O Evangelho de Ebionitas

89. O Evangelho de Encratites

90. O Evangelho de Eva

91. O Evangelho de Acordo com Hebreus (ou Hebreus II)

92. O Livro de Helkesaites

93. O Falso Evangelho de Hesíquius

94. O Livro de Tiago

95. Os Atos de João

96. Evangelho de Jude

97. Evangelho de Acordo com Judas Iscariotes (recentemente descoberto, causando furor no meio teológico. Para saber mais sobre o Evangelho de Judas Iscariotes, clique aqui.)

98. Atos do Apóstolo Leucius

99. Atos do Apóstolo Lentitus

100. Atos do Apóstolo Leontius

101. Atos dos Apóstolos Leuthon

102. Os Falsos Evangelhos, publicado por Lucianus

103. Atos dos Apóstolos (usado por Manichees)

104. O Evangelho de acordo com ou de Marcion

105. Livros abaixo de Mateus:

– O Evangelho de Matias
– As Tradições de Matias
– O Livro de Matias
– O Evangelho de Merinthus

106. Evangelho de Acordo com os Nazarenos

107. Os Atos de Pedro e Thecla

108. As Pregações de Pedro e Paulo

109. As Revelações de Paulo

110. O Evangelho da Perfeição

111. Atos Adicionais de Pedro

112. A Doutrina de Pedro

113. O Evangelho de Pedro (não confundir com o Evangelho de acordo com Pedro)

114. O Julgamento de Pedro

115. As Pregações de Pedro

116. As Revelações de Pedro

117. Os Atos de Filipe

118. O Evangelho de Filipe

119. O Evangelho de Scythianus

120. Os Atos dos Apóstolos, por Seleucus

121. A Revelação de Estêvão

122. O Evangelho de Titan

123. O Evangelho de Tadeu

124. Os Atos e o Evangelho de Tomé

125. O Evangelho da Verdade

126. Contra a Heresia

Números 66 (abaixo) e 72 a 126 somente existem nas referências, eles nunca foram encontrados, mas estão sendo ou foram conhecidos. Conhecidos porque muitos cristãos antigos referiam-se a eles em suas cartas (não oficiais, como as Epístolas) e outros tantos escritos religiosos. Alguns eruditos ainda debatem a legalidade destes escritos:

Modernas descobertas de textos considerados totalmente perdidos

Escrituras Bíblicas

127. Livro de Moisés

128. Livro de Abraão (127 e 128, foram encontrados em tumbas egípcias em 1830)

129. Profecia de José do Egito 2 Néfi 3

130. Profecia de Zenoque 1 Néfi 19

131. Profecia de Neum (mesmo # 130)

132. Profecia de Zenos (mesmo # 130)