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A busca da segurança

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Quando os pintinhos sentem medo, escondem-se debaixo das asas amorosas da galinha em busca de segurança.

A criança assustada corre em busca de sua mãe, porque, junto a ela, se sente segura.

Fica, portanto, demonstrado que o medo e a busca de segurança estão sempre intimamente associados.

O homem que teme ser assaltado por bandidos busca segurança em seu revólver.

seguranca-medoO país que teme ser atacado por outro comprará canhões, aviões, navios de guerra, armará exércitos e se porá em pé de guerra.

MUITA GENTE QUE NÃO SABE TRABALHAR, ATERRORIZADA DIANTE DA MISÉRIA, BUSCA SEGURANÇA NO DELITO E SE TORNA LADRÃO, ASSALTANTE ETC. MUITAS MULHERES, POR FALTA DE INTELIGÊNCIA, ASSUSTADAS DIANTE DA POSSIBILIDADE DA MISÉRIA, CONVERTEM-SE EM PROSTITUTAS.

O homem ciumento teme perder sua mulher e busca segurança na arma; mata e depois, é claro, vai parar na cadeia.

A mulher ciumenta mata sua rival ou seu marido e assim se converte em assassina. Ela teme perder o marido e, querendo segurá-lo, mata a outra ou resolve matar o marido.

O proprietário temeroso de que o inquilino não pague o aluguel da casa exige contratos, fiadores, depósitos etc., querendo assim se assegurar; e se uma viúva pobre e cheia de filhos não pode preencher tão tremendos requisitos, e se todos os proprietários de casas de uma cidade pedem a mesma coisa, a infeliz terá de ir dormir com seus filhos na rua ou em algum parque.

Todas as guerras tiveram sua origem no medo.

As Gestapos, as torturas, os campos de concentração, as Sibérias, as espantosas prisões, os exílios, trabalhos forçados, fuzilamentos etc. têm sua origem no medo.

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As nações atacam outras nações por medo, buscam segurança na violência. Creem que matando, invadindo etc., poderão fazer-se seguras, fortes e poderosas.

Nos escritórios das polícias secretas, de contraespionagem etc., tanto no leste como no oeste, se torturam os espiões, se os teme, querem fazê-los confessar com o propósito de tornar o estado mais seguro.

Todos os delitos, todas as guerras, todos os crimes têm sua origem no medo e na busca de segurança.

Em outros tempos, havia sinceridade entre as pessoas. Hoje, o medo e a busca de segurança acabaram com a maravilhosa fragrância da sinceridade.

O amigo desconfia do amigo, pois teme que este o roube, o engane, o explore etc. Até existem máximas estúpidas e perversas como esta: “Nunca dês as costas ao teu melhor amigo”. Os hitlerianos diziam que esta máxima era de ouro.

Ora, se o amigo teme o amigo e até usa máximas para se proteger, já não há sinceridade entre os amigos. O medo e a busca de segurança acabaram com a deliciosa fragrância da sinceridade.

Fidel Castro em Cuba fuzilou milhares de cidadãos, temeroso de que acabassem com ele. Castro busca segurança fuzilando. Crê que assim se manterá seguro.

Stalin, o perverso e sanguinário Stalin, empesteou a Rússia com seus sangrentos expurgos. Esta era a sua maneira de procurar segurança.

seguranca-medo3Hitler organizou a Gestapo, a terrível Gestapo, para segurança do Estado. Não resta dúvida de que temia que o derrubassem e por isso fundou-a.

Todas as amarguras deste mundo têm origem no medo e na busca de segurança.

Os professores e professoras de escola devem ensinar aos alunos e alunas a virtude da coragem.

É lamentável encher os meninos e meninas de temor, começando no próprio lar.

Os meninos e meninas são ameaçados, intimidados, atemorizados, levam pauladas etc.

Os pais de família e os professores costumam atemorizar as criança e os jovens com o propósito de fazê-los estudar.

Geralmente, se diz às crianças e aos jovens que, se não estudarem, terão de pedir esmola, de vagar famintos pelas ruas, de exercer trabalhos muito humildes como engraxar sapatos, carregar fardos, vender jornais, trabalhar no arado etc. como se trabalhar fosse um delito.

No fundo, atrás de todas estas palavras dos pais e dos professores, está o medo pelo filho e a busca de segurança para o filho.

O grave de tudo isto que estamos dizendo é que a criança e o jovem ficam complexados, enchem-se de temor e, mais tarde na vida prática, serão sujeitos cheios de medo.

Os pais de família e professores que têm o mau gosto de assustar os meninos e meninas, os jovens e as senhoritas, de forma inconsciente os estão encaminhando para o caminho do delito, pois, como já dissemos, todo delito tem sua origem no medo e na busca de segurança.

Hoje em dia, o medo e a busca de segurança converteram o planeta Terra num espantoso inferno. Todo mundo teme. Todo mundo quer segurança.

Em outros tempos, podia-se viajar livremente. Agora, as fronteiras estão cheias de guardas armados, que exigem passaportes e atestados de todo tipo para se ter o direito de passar de um país a outro.

Tudo isso é o resultado do medo e da busca de segurança. Teme-se o que viaja, teme-se quem chega e busca-se segurança em passaportes e papéis de todo tipo.seguranca-medo5

Os professores de escolas, colégios e universidades devem compreender o horror de tudo isso e cooperar para o bem do mundo, sabendo como educar as novas gerações: ensinando-lhes o caminho da coragem autêntica.

É urgente ensinar às novas gerações a não temer e a não buscar segurança em nada nem ninguém. É indispensável que todo indivíduo aprenda a confiar mais em si mesmo.

O medo e a busca de segurança são terríveis fraquezas que converteram a vida num espantoso inferno. Por todas as partes abundam os covardes, os medrosos, os fracos, que andam sempre em busca de segurança.

Teme-se a vida, teme-se a morte, teme-se o que dirão, o diz que disse, teme-se perder a posição social, a posição política, o prestígio, o dinheiro, a bela casa, a bonita mulher, o bom marido, o emprego, o negócio, a loja, os móveis, o carro etc. Teme-se a tudo e por todas as partes abundam os covardes, os fracos, os medrosos etc. Mas ninguém se julga covarde; todos se presumem fortes, valentes etc.

Em todas as categorias sociais, há milhares e milhões de interesses que se temem perder e, por isso, todo mundo busca seguranças que, por força de se fazerem cada vez mais e mais complexas, tornam, de fato, a vida cada vez mais complicada, cada vez mais difícil, cada vez mais amarga, cruel e impiedosa.

Todas as fofocas, todas as calúnias, as intrigas etc., têm sua origem no medo e na busca de segurança.

Para não perder a fortuna, a posição, o prestígio, o poder etc., propagam-se as calúnias e as intrigas. Assassina-se e paga-se para que se assassine em segredo.

Os poderosos da terra até dão-se ao luxo de terem assassinos contratados e muito bem pagos, com o asqueroso propósito de eliminar todo aquele que ameace os eclipsar.

Eles amam o poder pelo próprio poder e o asseguram à base de dinheiro e muito sangue. Os jornais constantemente estão dando notícias de inúmeros casos de suicídio.

Muitos julgam que quem se suicida é um valente, mas, na realidade, quem se suicida é um covarde que tem medo da vida e que busca segurança nos descarnados braços da morte.

seguranca-medo4Alguns heróis de guerra foram conhecidos como pessoas fracas e covardes, mas seu terror foi tão espantoso quando se viram cara a cara com a morte que se tornaram terríveis feras buscando segurança para sua vida, fazendo um esforço supremo contra a morte. Então, foram declarados heróis.

Costuma-se confundir o medo com a coragem. Quem se suicida parece muito valente e quem carrega uma arma também parece ser muito valente, mas, na realidade, os suicidas e os pistoleiros são bastante covardes.

Quem não tem medo da vida não se suicida. Quem não tem medo de ninguém não carrega uma pistola na cintura. É urgente que os professores e professoras ensinem aos cidadãos de forma clara e precisa o que é a coragem de verdade e o que é o medo. O medo e a busca de segurança converteram o mundo em um espantoso inferno.

Ressonância mórfica

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Ressonância mórfica: a teoria do centésimo macaco.

Na biologia, surge uma nova hipótese que promete revolucionar toda a ciência.

Era uma vez duas ilhas tropicais, habitadas pela mesma espécie de macaco, mas sem qualquer contato perceptível entre si. Depois de várias tentativas e erros, um esperto símio da ilha “A” descobre uma maneira engenhosa de quebrar cocos, que lhe permite aproveitar melhor a água e a polpa. Ninguém jamais havia quebrado cocos dessa forma. Por imitação, o procedimento
rapidamente se difunde entre os seus companheiros e logo uma população crítica de 99 macacos domina a nova metodologia.

Quando o centésimo símio da ilha “A” aprende a técnica recém-descoberta, os macacos da ilha “B” começam espontaneamente a quebrar cocos da mesma maneira.

Não houve nenhuma comunicação convencional entre as duas populações: o conhecimento simplesmente se incorporou aos hábitos da espécie. Este é uma história fictícia, não um relato verdadeiro. Numa versão alternativa, em vez de quebrarem cocos, os macacos aprendem a lavar raízes antes de comê-las. De um modo ou de outro, porém, ela ilustra uma das mais ousadas e instigantes idéias científicas da atualidade: a hipótese dos “campos mórficos”, proposta pelo biólogo inglês Rupert Sheldrake.

Segundo o cientista, os campos mórficos são estruturas que se estendem no espaço-tempo e moldam a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material.

Átomos, moléculas, cristais, organelas, células, tecidos, órgãos, organismos, sociedades, ecossistemas, sistemas planetários, sistemas solares, galáxias: cada uma dessas entidades estaria associada a um campo mórfico específico. São eles que fazem com que um sistema seja um sistema, isto é, uma totalidade articulada e não um mero ajuntamento de partes.

Sua atuação é semelhante à dos campos magnéticos, da física. Quando colocamos uma folha de papel sobre um ímã e espalhamos pó de ferro em cima dela, os grânulos metálicos distribuem-se ao longo de linhas geometricamente precisas. Isso acontece porque o campo magnético do ímã afeta toda a região à sua volta. Não podemos percebê-lo diretamente, mas somos capazes de detectar sua presença por meio do efeito que ele produz, direcionando as partículas de ferro. De modo parecido, os campos mórficos distribuem-se imperceptivelmente pelo espaço-tempo, conectando todos os sistemas individuais que a eles estão associados.

A analogia termina aqui, porém. Porque, ao contrário dos campos físicos, os campos mórficos de Sheldrake não envolvem transmissão de energia. Por isso, sua intensidade não decai com o quadrado da distância, como ocorre, por exemplo, com os campos gravitacional e eletromagnético. O que se transmite através deles é pura informação. É isso que nos mostra o exemplo dos
macacos. Nele, o conhecimento adquirido por um conjunto de indivíduos agrega-se ao patrimônio coletivo, provocando um acréscimo de consciência que passa a ser compartilhado por toda a espécie.

Até os Cristais

O processo responsável por essa coletivização da informação foi batizado por Sheldrake com o nome de “ressonância mórfica”. Por meio dela, as informações se propagam no interior do campo mórfico, alimentando uma espécie de memória coletiva. Em nosso exemplo, a ressonância mórfica entre macacos da mesma espécie teria feito com que a nova técnica de quebrar cocos chegasse à ilha “B”, sem que para isso fosse utilizado qualquer meio usual de transmissão de informações.

Parece telepatia. Mas não é. Porque, tal como a conhecemos, a telepatia é uma atividade mental superior, focalizada e intencional que relaciona dois ou mais indivíduos da espécie humana. A ressonância mórfica, ao contrário, é um processo básico, difuso e não-intencional que articula coletividades de qualquer tipo. Sheldrake apresenta um exemplo desconcertante dessa propriedade.

ressonancia-morfica-gnosisonlineQuando uma nova substância química é sintetizada em laboratório – diz ele -, não existe nenhum precedente que determine a maneira exata de como ela deverá cristalizar-se. Dependendo das características da molécula, várias formas de cristalização são possíveis. Por acaso ou pela intervenção de fatores puramente circunstanciais, uma dessas possibilidades se efetiva e a substância segue um padrão determinado de cristalização.

Uma vez que isso ocorra, porém, um novo campo mórfico passa a existir. A partir de então, a ressonância mórfica gerada pelos primeiros cristais faz com que a ocorrência do mesmo padrão de cristalização se torne mais provável em qualquer laboratório do mundo. E quanto mais vezes ele se efetivar, maior será a probabilidade de que aconteça novamente em experimentos futuros.

Com afirmações como essa, não espanta que a hipótese de Sheldrake tenha causado tanta polêmica. Em 1981, quando ele publicou seu primeiro livro, A New Science of Life (Uma nova ciência da vida), a obra foi recebida de maneira diametralmente oposta pelas duas principais revistas científicas da Inglaterra. Enquanto a New Scientist elogiava o trabalho como “uma importante pesquisa científica”, a Nature o considerava “o melhor candidato à fogueira em muitos anos”.

Doutor em biologia pela tradicional Universidade de Cambridge e dono de uma larga experiência de vida, Sheldrake já era, então, suficientemente seguro de si para não se deixar destruir pelas críticas. Ele sabia muito bem que suas idéias heterodoxas não seriam aceitas com facilidade pela comunidade científica. Anos antes, havia experimentado uma pequena amostra disso, quando, na condição de pesquisador da Universidade de Cambridge e da Royal Society, lhe ocorreu pela primeira vez a hipótese dos campos mórficos.

A ideia foi assimilada com entusiasmo por filósofos de mente aberta, mas Sheldrake virou motivo de gozação entre seus colegas biólogos. Cada vez que dizia alguma coisa do tipo “eu preciso telefonar”, eles retrucavam com um “telefonar para quê? Comunique-se por ressonância mórfica”.

Era uma brincadeira amistosa, mas traduzia o desconforto da comunidade científica diante de uma hipótese que trombava de frente com a visão de mundo dominante. Afinal, a corrente majoritária da biologia vangloriava-se de reduzir a atividade dos organismos vivos à mera interação físico-química entre moléculas e fazia do DNA uma resposta para todos os mistérios da vida.

A realidade, porém, é exuberante demais para caber na saia justa do figurino reducionista.

Exemplo disso é o processo de diferenciação e especialização celular que caracteriza o desenvolvimento embrionário. Como explicar que um aglomerado de células absolutamente iguais, dotadas do mesmo patrimônio genético, dê origem a um organismo complexo, no qual órgãos diferentes e especializados se formam, com precisão milimétrica, no lugar certo e no momento adequado?

A biologia reducionista diz que isso se deve à ativação ou inativação de genes específicos e que tal fato depende das interações de cada célula com sua vizinhança (entendendo-se por vizinhança as outras células do aglomerado e o meio ambiente). É preciso estar completamente entorpecido por um sistema de crenças para engolir uma “explicação” dessas.ressonancia-morfica2-gnosisonline

Como é que interações entre partes vizinhas, sujeitas a tantos fatores casuais ou acidentais, podem produzir um resultado de conjunto tão exato e previsível? Com todos os defeitos que possa ter, a hipótese dos campos mórficos é bem mais plausível.

Uma estrutura espaço-temporal desse tipo direcionaria a diferenciação celular, fornecendo uma espécie de roteiro básico ou matriz para a ativação ou inativação dos genes.

Ação Modesta

A biologia reducionista transformou o DNA numa cartola de mágico, da qual é possível tirar qualquer coisa. Na vida real, porém, a atuação do DNA é bem mais modesta. O código genético nele inscrito coordena a síntese das proteínas, determinando a seqüência exata dos aminoácidos na construção dessas macromoléculas. Os genes ditam essa estrutura primária e ponto.

“A maneira como as proteínas se distribuem dentro das células, as células nos tecidos, os tecidos nos órgãos e os órgãos nos organismos não estão programadas no código genético”, afirma Sheldrake. “Dados os genes corretos, e portanto as proteínas adequadas, supõe-se que o organismo, de alguma maneira, se monte automaticamente. Isso é mais ou menos o mesmo que enviar, na ocasião certa, os materiais corretos para um local de construção e esperar que a casa se construa espontaneamente.”

A morfogênese, isto é, a modelagem formal de sistemas biológicos como as células, os tecidos, os órgãos e os organismos seria ditada por um tipo particular de campo mórfico: os chamados “campos morfogenéticos”. Se as proteínas correspondem ao material de construção, os “campos morfogenéticos” desempenham um papel semelhante ao da planta do edifício.

Devemos ter claras, porém, as limitações dessa analogia. Porque a planta é um conjunto estático de informações, que só pode ser implementado pela força de trabalho dos operários envolvidos na construção. Os campos morfogenéticos, ao contrário, estão eles mesmos em permanente interação com os sistemas vivos e se transformam o tempo todo graças ao processo de ressonância mórfica.

Tanto quanto a diferenciação celular, a regeneração de organismos simples é um outro fenômeno que desafia a biologia reducionista e conspira a favor da hipótese dos campos morfogenéticos. Ela ocorre em espécies como a dos platelmintos, por exemplo. Se um animal desses for cortado em pedaços, cada parte se transforma num organismo completo.

Forma Original

Como mostra a ilustração da página ao lado, o sucesso da operação independe da forma como o pequeno verme é seccionado. O paradigma científico mecanicista, herdado do filósofo francês René Descartes (1596-1650), capota desastrosamente diante de um caso assim. Porque Descartes concebia os animais como autômatos e uma máquina perde a integridade e deixa de funcionar se algumas de suas peças forem retiradas. Um organismo como o platelminto, ao contrário, parece estar associado a uma matriz invisível, que lhe permite regenerar sua forma original mesmo que partes importantes sejam removidas.

A hipótese dos campos morfogenéticos é bem anterior a Sheldrake, tendo surgido nas cabeças de vários biólogos durante a década de 1920. O que Sheldrake fez foi generalizar essa ideia, elaborando o conceito mais amplo de campos mórficos, aplicável a todos os sistemas naturais e não apenas aos entes biológicos.

Propôs também a existência do processo de ressonância mórfica, como princípio capaz de explicar o surgimento e a transformação dos campos mórficos. Não é difícil perceber os impactos que tal processo teria na vida humana. “Experimentos em psicologia mostram que é mais fácil aprender o que outras pessoas já aprenderam”, informa Sheldrake.

Ele mesmo vem fazendo interessantes experimentos nessa área. Um deles mostrou que uma figura oculta numa ilustração em alto constraste torna-se mais fácil de perceber depois de ter sido percebida por várias pessoas. Isso foi verificado numa pesquisa realizada entre populações da Europa, das Américas e da África em 1983. Em duas ocasiões, os pesquisadores mostraram as ilustrações 1 e 2 a pessoas que não conheciam suas respectivas “soluções”. Entre uma enquete e outra, a figura 2 e sua “resposta” foram transmitidas pela TV. Verificou-se que o índice de acerto na segunda mostra subiu 76% para a ilustração 2, contra apenas 9% para a 1.

Aprendizado

Se for definitivamente comprovado que os conteúdos mentais se transmitem imperceptivelmente de pessoa a pessoa, essa propriedade terá aplicações óbvias no domínio da educação. “Métodos educacionais que realcem o processo de ressonância mórfica podem levar a uma notável aceleração do aprendizado”, conjectura Sheldrake. E essa possibilidade vem sendo testada na Ross School, uma escola experimental de Nova York dirigida pelo matemático e filósofo Ralph Abraham.

Outra conseqüência ocorreria no campo da psicologia. Teorias psicológicas como as de Carl Gustav Jung e Stanislav Grof, que enfatizam as dimensões coletivas ou transpessoais da psique, receberiam um notável reforço, em contraposição ao modelo reducionista de Sigmund Freud (leia o artigo “Nas fronteiras da consciência”, em Globo Ciência nº 32).

Sem excluir outros fatores, o processo de ressonância mórfica forneceria um novo e importante ingrediente para a compreensão de patologias coletivas, como o sadomasoquismo e os cultos da morbidez e da violência, que assumiram proporções epidêmicas no mundo contemporâneo, e poderia propiciar a criação de métodos mais efetivos de terapia.

“A ressonância mórfica tende a reforçar qualquer padrão repetitivo, seja ele bom ou mal”, afirmou Sheldrake a Galileu. “Por isso, cada um de nós é mais responsável do que imagina. Pois nossas ações podem influenciar os outros e serem repetidas”.

De todas as aplicações da ressonância mórfica, porém, as mais fantásticas insinuam-se no domínio da tecnologia. Computadores quânticos, cujo funcionamento comporta uma grande margem de indeterminação, seriam conectados por ressonância mórfica, produzindo sistemas em permanente transformação. “Isso poderia tornar-se uma das tecnologias dominantes do novo milênio”, entusiasma-se Sheldrake.

A religião marciana e o símbolo da Divindade

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Este texto foi retirado do livro Estive em Marte, de autoria do discípulo de Guglielmo Marconi, Narciso Genovese, que visitou o Planeta Vermelho. Entre outros ensinamentos que Genovese trouxe dessa viagem interplanetária, está o ensinamento de um sábio desse planeta vizinho, que explica o conceito de “Religião” para eles. Portanto, este texto foi orientado por um irmão do planeta Marte para nós, habitantes da Terra. Que e quem é o Deus dos marcianos? Saberemos um pouco mais, lendo e meditando sobre o texto a seguir:

Vemo-nos rodeados de tantas coisas das quais é difícil o entendimento, que devemos forçosamente admiti-las sem compreendê-las. Contudo, se raciocinarmos com um pouco de filosofia, ou se tão somente refletirmos um pouco seriamente, veremos que tudo em nosso redor evolui e muda.

Tudo quanto muda teve princípio e tem fim. Nada que teve princípio e fim pode haver principiado sem uma causa externa, a causa primeira, que deve ser imutável, ou seja, sem princípio nem fim.

Essa causa é intrinsecamente ativa, a manifestação de sua atividade é extrínseca, causa de outras, princípio, e por isso, fim de outras causas e motivo de ser de outros princípios.

Deus é a causa primária de quanto é ou existe, é o princípio e o motivo do princípio de todas as coisas, com maior razão e mais diretamente do ser racional que mais que todas as coisas a ele se assemelha e, único entre todas, o reconhece e participa em maior graus de sua Essência.

Essa Causa Suprema é o que nós chamamos SÚNDI, Deus.

Tânio, a capital marciana, encontra-se no Hemisfério Ocidental do planeta. A capital comporta, atualmente, 250 mil habitantes. E o total de pessoas em todo o planeta é de 600 milhões de pessoas

Deus não vive, Deus é Tudo quanto vive, nasce, muda-se e morre. Deus não teve princípio porque deixaria de ser princípio. Deus não muda porque é princípio eterno. Deus não morre porque nunca começou a existir. Tudo existe por Ele, com Ele e n’Ele. Deus é tudo. Ante ele, nada vale algo, e o mesmo nada vale tudo, Ele vale por tudo e tudo vale somente por Ele.

Todo ser inteligente, todo investigador da natureza e de suas leis deve partir do princípio de que todo efeito tem sua causa e que todas as causas têm um só fim, que é a causa suprema.

Ao descer da causa ao efeito ou ascender do efeito à causa, é preciso ter sempre presente o fim de ambos, que dá a ambos sua razão de ser.

Sem o conhecimento da existência de Deus e sem seu reconhecimento, todo o edifício científico desmorona. O culto e reconhecimento de Deus em Marte são absolutos. A manifestação desse culto é tão simples e espontânea como geral.

O Símbolo de Deus em Marte

O símbolo mais comum da Divindade em Loga (Marte, na língua marciana) é uma circunferência (o Universo)com um núcleo central dourado (Deus). Do núcleo derramam-se raios luminosos para a circunferência e retornam ao centro como raios convergentes: Deus, Suprema Causa de tudo, para quem tudo converge como ao único fim.

Esse símbolo campeia como escudo distintivo em todos os edifícios públicos e privados. É o signo sagrado de todos os habitantes do planeta. Em todos os núcleos mais importantes da população eleva-se um templo, de forma esférica, que culmina no símbolo sagrado.

Pingente com o símbolo de Deus entre os marcianos. Pode-se usar esse pingente ou pintar o símbolo na laje de nossas casas para invocar os Irmãos do Cosmo
Pingente com o símbolo de Deus entre os marcianos. Pode-se usar esse pingente ou pintar o símbolo na laje de nossas casas para invocar os Irmãos do Cosmo

Uma vez por ano celebra-se com imponente magnificência a festa em honra, adoração e gratidão a SÚNDI, com ritos especiais na capital, TÂNIO. Todos os nascimentos, casamentos e falecimentos são comemorados à sombra dos templos com cerimônias especiais…

O templo à Divindade em Tânio é uma verdadeira maravilha de pedra ou mármores seletos, com preciosas incrustações metálicas e fartura de ouro. São, também, de extraordinário atrativo e arte muitos outros edifícios, como o público, que chamaríamos de governo, o edifício central de investigações científicas, o de observação sideral etc.

Até aqui, o ensinamento do grande sábio sobre a religião marciana. O VM Samael Aun Weor, por ter o seu Ser Divino vindo do planeta Marte para auxiliar a humanidade terrestre, dá testemunho da sacralidade desse símbolo de Deus no Planeta Vermelho. No entanto, faz uma pequena correção nesse símbolo, afirmando que os raios que saem do centro e os que retornam ao centro devem ser pintados/desenhados com a cor azul.

Mais ensinamentos de Samael Aun Weor sobre o Símbolo Marciano da Divindade => CLIQUE AQUI

Os puncta do éter e a quarta dimensão

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Análises científicas profundas têm demonstrado de forma contundente, convincente e decisiva que o átomo não é, de modo algum, a partícula mais infinitesimal da matéria.

Os físicos atômicos criaram o dogma do átomo e de forma firme, irrevogável e inapelável, excomungam, maldizem e lançam suas imprecações e anátemas contra todo aquele que tente ir um pouco mais longe.

Os gnósticos afirmamos de maneira enfática e solene que a matéria se compõe de certos objetos definidos, conhecidos corretamente com o nome de puncta.

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Nossa teoria científica criará, de fato, uma desavença, um cisma, entre os acadêmicos, mas a verdade tem de ser dita. Precisamos ser francos e sinceros e pôr as cartas na mesa de uma vez por todas. Dentro dos puncta, a noção de espaço não tem a menor importância.

Ainda que pareça incrível, dentro dos puncta, o raio de um dos sete últimos pontos é, fora de toda dúvida, a menor longitude existente.

Um grande sábio, cujo nome não menciono, disse: Os puncta atraem-se quando se encontram longe um do outro. Repelem-se quando estão muito perto. Depois, a certa distância, torna a se exercer uma nova atração.

Profundas investigações feitas com o sentido espacial plenamente desenvolvido, de forma íntegra, me permitiram evidenciar claramente que os puncta têm uma bela cor dourada. A experiência mística direta permitiu perceber claramente que os movimentos de interação dos puncta se desenvolvem de acordo com a Teoria da Mecânica Ondulatória moderna.

Os sábios gnósticos, através de observações científicas rigorosas, puderam compreender profundamente que os puncta não são átomos, nem núcleos, nem partículas de espécie alguma. Fora de toda dúvida e sem temor de nos equivocar, podemos e devemos afirmar categoricamente que os puncta são entidades totalmente desconhecidas para a física moderna.

Seria absurdo dizer que os puncta ocupam espaço. Para uma mente acostumada com as graves disciplinas do pensamento, resultaria ilógica e disparatada a afirmação de que tais objetos possuíssem qualquer tipo de massa.

A todas as luzes resulta claro entender que os puncta não têm propriedades elétricas ou magnéticas, ainda que tais forças e princípios os governem e dirijam.

Diversos agregados de puncta, sob o inteligente impulso do Logos Criador, vêm a se constituir nisso que chamamos de neutrinos, partículas, núcleos, átomos, moléculas, estrelas, galáxias, universos etc. A experiência mística direta no Universo Paralelo da sétima dimensão ou região do Atman inefável, me permitiu compreender que tudo o que existe em qualquer um dos 7 Cosmos, desde o mais insignificante átomo até o organismo mais complexo, reduz-se em última análise a números.

Que quantidade de puncta se torna indispensável para a construção de um elétron? Que capital de puncta se requer para estruturar um átomo de hidrogênio? Que soma exata de puncta se precisa para dar existência a um átomo de carbono?

Quantos puncta são necessários para a criação de um átomo de oxigênio? Qual é o compêndio preciso de puncta, básico, cardeal, para a formação de um átomo de nitrogênio? Infelizmente, ainda ignoramos tudo isso. O segredo do Universo, de todos e de cada um dos 7 Cosmos, deve ser procurado nos números, nas matemáticas, e não nas formas simbólicas.

Depois de rigorosas observações e de análises profundas, chegamos à conclusão de que o movimento ondulatório mecânico dos puncta se processa em séries que passam de uma dimensão para outra e para outras.

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As sete ordens de mundos têm sua causa causarum, origem e raiz em sete séries de puncta. Claramente, deduz-se que a primeira série deu origem à segunda, esta à terceira e assim sucessivamente.

Analisando, examinando esta questão dos puncta e de seu desenvolvimento em séries que se processam multidimensionalmente, encontramos a própria base dos Universos Paralelos.

A análise, a experiência, a lógica superior, permitem a compreensão de que há universos que viajam no tempo de maneira bastante diferente da nossa e que estão construídos de forma estranha, submetendo-se a leis bem distintas.

Pelo espaço estrelado, viajam mundos que estão situados em outros tempos, estranhos e misteriosos para nós.

A natureza mantém múltiplos jogos nos espaços sem fim, mas os puncta são o fundamento vivo de todo e qualquer tipo de matéria.

Em nenhum rincão do Infinito se escreveu jamais o último tratado de física e, se um Einstein viesse a se reencarnar em alguma galáxia de antimatéria, com assombro teria de se autorreconhecer como um analfabeto.

Os pseudoesoteristas e pseudo-ocultistas muito escreveram sobre Cosmogênese, porém, no espaço infinito há milhões de microfísicas e cosmogonias diferentes.

Precisamos analisar, observar judiciosamente e passar para além das partículas da física moderna se de fato queremos conhecer os elementos primários, os puncta fundamentais. Chegou a hora de transcender o atomismo ingênuo e estudar profundamente os puncta e as secretas leis da vida.

Samael Aun Weor – Magia das Runas

Os Puncta do Éter acumulam-se no cérebro, dando-nos inteligência, harmonia, equilíbrio mental, lucidez, alta concentração e "intelecção iluminada"
Os Puncta do Éter acumulam-se no cérebro, dando-nos inteligência, harmonia, equilíbrio mental, lucidez, alta concentração, memória e “intelecção iluminada”

Grandes mulheres da história

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Ao contrário do que muitos conjecturam, o Caminho da Iluminação Espiritual pode e deve ser trilhado pelas mulheres, pois em seu interior existem os mesmos elementos negativos e os elementos positivos. Dentro da mulher, obviamente com pequenas particularidades, também se manifestam tanto os defeitos psicológicas quanto as virtudes anímicas.

Claro que elas não foram muito citadas por causa de nossa sociedade patriarcal, machista, que menospreza e até reprime as mulheres líderes, sábias e triunfantes. O que a Gnose sempre defende como uma sociedade justa não é nem uma estrutura patriarcal, nem matriarcal, pois são polos contrários que se alternam ao longo da história (graças a inúmeros fatores, como o astrológico, psíquico etc.), mas uma sociedade “matrística”, onde homens e mulheres se harmonizem, se respeitem e se amem para um bem comum.

A ideia de uma sociedade “matrística” refere-se a que tanto homens quanto mulheres desenvolvam os valores masculinos e femininos, como força, dinamismo, sabedoria, e também sensibilidade, amor, tolerância, compaixão, unicidade etc.

O maior exemplo de homem que rendeu profundo respeito às mulheres foi Jesus Cristo. Em meio a uma cultura de desprezo e preconceito feminino, este Ser Divino sempre foi pintado ao lado de mulheres, as quais, segundo certas linhas gnósticas, eram as mais fiéis de seu quadro apostólico.

Jesus ensinava tanto aos homens quanto às mulheres que as virtudes da discrição, paciência, dependência e submissão a Deus são ferramentas que concederão poder para trilharem a Senda da Iniciação Crística.

A mulher gnóstica, como uma potencial Iniciada nos Mistérios Sagrados, precisa compreender que, assim como o homem, precisa ter maturidade psicológica e uma saúde equilibrada. É importante que ela entenda o dinamismo de seu corpo, de sua psique, de sua sexualidade e suas outras particularidades internas.

Grandes Mulheres da História

Para que possamos notar a importância da mulher ao longo da história, aí vai uma pequena lista das valorosas personagens que lutaram por um mundo melhor:

Arnolda Garro de Gómez (VM Litelantes): Grande mestra iluminada e esposa-sacerdotisa do VM Samael Aun Weor. Foi a grande responsável pelo Avatar se levantar e iniciar a luminosa Era de Aquárius. Esotericamente, ela é uma Virgem do Nirvana e Mestre dos Tribunais do Carma.

Hatshepsut: Foi a primeira faraona (faraó mulher) da história, conseguiu esse título depois de vencer inúmeros obstáculos. Após a morte de seu pai, o faraó Tutmés I, subiu ao poder, estabelecendo um período áureo para o Egito, onde foram edificadas diversas obras arquitetônicas e de engenharia, como os templos em honra ao deus Amon-Rá.

Miriam: Irmã de Abraão e Moisés, surpreendeu a todos por sua grande sabedoria e liderança na viagem de 40 anos dos hebreus no deserto. Era ela a grande conselheira dos dois profetas guias.

Hipatia de Alexandria: Grande iniciada gnóstica, nasceu em Alexandria em 355 e morta em 415, num período em que o cristianismo se afastara de suas raízes esotéricas. Hipatia foi assassinada pelos machistas ciumentos da época que não admitiam que a sabedoria estivesse também fora da Bíblia, e mais ainda, sendo divulgada por uma mulher.

Beatriz: A mulher bela por natureza, no físico e no espiritual. Alma gêmea de Dante Alighieri na obra A Divina Comédia.

Laura: A mulher que inspira a Poesia Divina de Francesco Petrarca.

Khadija bint Khuwaylid: Esposa-sacerdotisa do profeta Maomé, foi também a primeira pessoa a se converter ao Islã. Como digna húri (Vestal, Virgem), foi Khadija quem iniciou Maomé nos Mistérios Tântricos.

Maria de Magdala: A mulher que soube passar de uma mulher instintiva, pecadora, a grande Dama-Adepto. Antigas tradições de Renés le Chateau se referem a ela como a esposa de Jesus de Nazaré.

Maria de Nazaré: A mãe física do Mestre Jesus. Foi vestal do Templo de Jerusalém e esposa-sacerdotisa de José, da tribo de Levi, o único que fez florescer a vara do templo. Ela foi a bodhisatva da Grande Mãe do Mundo.

Dulcineia del Toboso: A mulher que inspira todos os trabalhos e esforços dos Cavalheiros da Ordem do Templo. A mulher idealizada por dom Quixote de la Mancha, a mulher que transciende a beleza física até o espiritual.

Joana D’Arc: Vidente que muito jovem comandou os exércitos franceses para libertar seu país. Foi discípula de Samael Aun Weor no SSS da Colômbia e era chamada de Mestre Sum-Sum-Dum.

Rainha de Sabah: Seu nome era Bélkis e governou um país do sul da Arábia, hoje Iêmen. Sua sabedoria, inteligência e beleza impressionaram o rei Salomão, tido como o homem mais sábio do mundo.

Marion: A eterna noiva de Robin Hood, a mulher valente, com força física, fiel e plena de fortaleza.

Sofia: A mulher sabedoria aprisionada pelos Arcontes do Destino, porém, que é liberada mediante o Salvator Salvandus, em troca do sacrifício da Santa Eucaristia. Cristo é o único liberador de Sofia.

Minerva: A sabedoria do  Eterno Feminino, um aspecto peculiar da Mãe Divina. Uma Parte Autoconsciente de nosso Ser Divino. Mas também existe, no mundo astral, uma grande mestra, com um templo secreto em Atenas (Grécia).

Helena de Troia: Em seu aspecto arquetípico, é a Alma Gêmea, a companheira mística que todo guerreiro da Luz anela encarnar.

Helena Petrovna Blavatsky: Mestra da Fraternidade Branca e fundadora da Sociedade Teosófica. Desveladora, no início do século 20, dos grandes Mistérios.

Maria Antonieta: Não a falsa imagem da rainha acusada de prostituição e infidelidade a seu esposo que a história nos dá. O Mestre Samael fala dela como uma digna rainha da França, bodhisatva de um poderoso mestre da Luz.

Cleópatra: Uma das diversas Cleópatras do Egito, a que conheceu Júlio César e Marco Antônio. Com arquétipo, representa a figura da Esfinge Elemental de nosso Egito Interior, nossos mundos internos.

Santa Teresa de Jesus: A maravilhosa e mística de Ávila, na Espanha e patrona do misticismo e da mente interior.

Madre Teresa de Calcutá: Mulher abnegada que encarnou o divino amor pelos mais necessitados, colaboradora da Loja Branca.

Helen Keller: Cega e surda, foi a primeira pessoa nessas condições a ganhar um diploma, graças especialmente ao trabalho de sua professora. Batalhadora incansável pelos direitos dos deficientes.

Nefertiti: Rainha egípcia, juntamente com seu marido, o faraó Akhenaton, alterou as crenças religiosas de seu povo para o monoteísmo e levou-os a louvar o Cristo-Sol.

Guenevere ou Genebra: A esposa do Rei Artur. A mulher que ama seu esposo e ao mesmo tempo o trai. Uma mescla mística de Eros (amor profano) e ágape (o amor sacrificado, transcendido), contida no coração de todas as mulheres.

 

O Ovo Cósmico: visão gnóstica sobre o big-bang

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Albert Einstein, o famoso autor da Teoria da Relatividade, em princípios deste século, concebeu um sua mente genial um universo curvo, finito, fechado como um ovo. Ainda ecoa em nossa memória a terrível exclamação daquele homem extraordinário: “O infinito tende a um limite”.

Ninguém ignora que, mais tarde, Edwin Hubble descobriu, com grande assombro, no famoso observatório do Monte Wilson que todas as galáxias que povoam o espaço infinito se afastam, umas das outras, a velocidades fantásticas. Esse fato é inegável.

Infelizmente, Georges Lemaître não soube compreendê-lo e, buscando as causas, chegou a conclusões equivocadas. Se o universo está em contínua expansão – foi a sua absurda explicação –, é porque certo dia houve uma explosão, a partir do centro, de um átomo primitivo.

Lemaître, com seus cálculos errados, acreditou firmemente que esse núcleo primitivo, original, tinha um diâmetro exíguo, pequeno, insignificante: tão somente a distância entre a Terra e o Sol, ou seja, 150 milhões de quilômetros.

Imaginemos por um momento o espaço infinito bem minúsculo, falando proporcionalmente. O núcleo primitivo, segundo Lemaître, teria uma densidade tão espantosa que a proximidade dos átomos entre si elevaria a temperatura, como é natural, a centenas de milhões de graus acima de zero.

A essa temperatura inconcebível, segundo a teoria proposta, a energia atômica liberada seria tanta e a radiação cósmica tão intensa que tudo terminaria por se deslocar, sobrevindo uma estupenda explosão como a erupção de um magistral e terrível vulcão.

Maravilhoso tudo isso, mas… quem pôs esse “ovo cósmico”? O que existia antes? Por que a explosão cósmica teria de se realizar em um determinado instante matemático e não antes, ou depois? Onde está o fundamento de toda essa teoria? Quem poderia ser a testemunha dos fenômenos incluídos nessa hipótese?

Nós, gnósticos, compreendemos que as galáxias se afastam umas das outras, o que já está demonstrado, mas não significa forçosamente que todas elas tenham partido de um mesmo núcleo. Einstein disse: A massa transforma-se em energia”, e todos os sábios do mundo reverentemente se inclinaram perante essa tremenda verdade. Também disse o grande matemático: “A energia se transforma em massa”, e ninguém pôde refutar semelhante postulado.

Não resta dúvida de que energia é igual à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado. Esse sábios postulados vêm a demonstrar que a massa de todos os universos é eterna e imutável. Desaparece aqui para reaparecer lá, numa espécie de fluxo e refluxo, atividade e descanso, dia e noite.

Os mundos nascem, crescem, envelhecem e morrem. Deixam de existir para se transformar em energia e, em seguida, ressurgem, renascem, quando ela se cristaliza novamente em massa.

Na conta retrospectiva de todos os sete Cosmos que fervem e palpitam no espaço infinito, não existe uma hora zero, raiz comum para todos em conjunto. De nossa parte, esclarecemos que, ao se dizer “raiz comum” neste caso concreto, referimo-nos ao conceito de tempo como hora zero.

Isso não significa, de forma alguma, que neguemos a hora zero radicalmente, já que ela existe para cada universo em particular. Trata-se do estado pré-cósmico normal para qualquer sistema solar. Em outras palavras, diremos que todo o sistema solar do inalterável infinito tem seus Mahavântaras e Pralayas, seus Dias e Noites Cósmicos, épocas de atividade e de repouso.

Nesta galáxia em que vivemos, nos movemos e temos nosso ser, há milhões de sistemas solares. Enquanto uns se encontram na sua hora zero, outros estão em plena atividade. Esta sistemática toda repete-se também no homem e no átomo, em tudo o que foi, é e será.

Os cientistas modernos tentam explicar essas coisas unicamente com as leis naturais. Torna-se ridículo querer excluir os Princípios Inteligentes de tais leis. Cada mundo do espaço estrelado possui seu Fohat, que é onipresente em sua própria esfera de ação.ovo-cosmico2-gnosisonline

Fora de dúvida, podemos e devemos afirmar com ênfase que há tantos Fohats quanto mundos, onde cada um deles varia em poder e grau de manifestação.

Existem milhões, bilhões, trilhões… de Fohats, os quais em si mesmos são Forças Conscientes e Inteligentes.

Realmente, os Fohats são os Construtores, os Filhos da Aurora do Mahavântara (Dia Cósmico), os verdadeiros criadores cósmicos.

Nosso sistema solar, trazido à existência por esses agentes, constitui-se de sete Universos Paralelos. Portanto, Fohat é o poder elétrico vital personificado, a unidade transcendental que enlaça todas as energias cósmicas, tanto em nosso mundo tridimensional quanto nos Universos Paralelos das dimensões superiores e inferiores.

Fohat é o Verbo feito carne, o mensageiro da imaginação cósmica e humana, a força sempre ativa na vida universal, a energia solar, o fluido elétrico vital… Fohat é chamado de “o que penetra” e “o fabricante”, porquanto através dos Puncta dá forma aos átomos procedentes da matéria sem forma. No Fohat estão ocultos o Exército da Voz, as matemáticas, a Grande Palavra…

Qualquer explicação sobre a mecânica cósmica que exclua o Noumeno atrás do fenômeno e o Fohat atrás de qualquer Cosmogênese seria tão absurda como supor que o automóvel surgiu por geração espontânea, produto do azar, sem fábrica especial, sem engenheiros, sem mecânicos…

A trajetória das galáxias jamais indicou que elas tinham tido sua origem ou ponto de partida original em um núcleo tão reduzido como o hipotético Ovo Cósmico de Lemaître. Como prova cabal disso, temos que o ângulo de dispersão varia sempre entre 20 e 30 graus, ou seja, que podem ter passado a enormes distâncias do suposto centro.

Samael Aun Weor, Magia das Runas

Georges Lemaître, padre belga, astrônomo e professor de Física e criador da teoria do big-bang, ao lado de Albert Einstein
Georges Lemaître, padre belga, astrônomo e professor de Física e criador da teoria do big-bang, ao lado de Albert Einstein

O Evangelho de Maria Madalena (fragmento)

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O Salvador disse: “Todas as espécies, todas as formações, todas as criaturas estão unidas, elas dependem umas das outras, e se separarão novamente em sua própria origem. Pois a essência da matéria somente se separará de novo em sua própria essência. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça”.

Pedro lhe disse: “Já que nos explicaste tudo, diz-nos isso também: o que é o pecado do mundo?” Jesus disse: “Não há pecado, sois vós que o criais, quando fazeis coisas da mesma espécie que o adultério, que é chamado ‘pecado’. Por isso, Deus-Pai veio para o meio de vós, para a essência de cada espécie, para conduzi-la à sua origem”.

Em seguida disse: “Por isso adoeceis e morreis […] Aquele que compreende minhas palavras, que as coloque em prática. A matéria produziu uma paixão sem igual, que se originou de algo contrário à Natureza Divina. A partir daí, todo o corpo se desequilibra. Essa é a razão por que vos digo: tende coragem, e se estiverdes desanimados, procurai força das diferentes manifestações da Natureza. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça.”

Quando o Filho de Deus assim falou, saudou a todos dizendo: “A Paz esteja convosco. Recebei minha paz. Tomai cuidado para que ninguém vos afaste do Caminho, dizendo: ‘Por aqui’ ou ‘Por lá’, pois o Filho do Homem está dentro de vós. Segui-o. Quem o procurar, o encontrará. Prossegui agora, então, pregai o Evangelho do Reino. Não estabeleçais outras regras, além das que vos mostrei, e não instituais como legislador, senão sereis cerceados por elas”. Após dizer tudo isso, partiu.

Mas eles estavam profundamente tristes. E falavam: “Como vamos pregar aos gentios o Evangelho do Reino do Filho do Homem? Se eles não o procuraram, vão poupar a nós?” Maria Madalena se levantou, cumprimentou a todos e disse a seus irmãos: “Não vos lamentais nem sofrais, nem hesiteis, pois Sua Graça estará inteiramente convosco e vos protegerá. Antes, louvemos sua grandeza, pois Ele nos preparou e nos fez homens”.

Após Maria ter dito isso, eles entregaram seus corações a Deus e começaram a conversar sobre as Palavras do Salvador.

Pedro disse a Maria: “Irmã, sabemos que o Salvador te amava mais do que a qualquer outra mulher. Conta-nos as palavras do Salvador, as de que te lembras, aquelas que só tu sabes e nós nem ouvimos”.

Maria Madalena respondeu, dizendo: “Esclarecerei a vós o que está oculto”. E ela começou a falar essas palavras: “Eu…”, disse ela, “Eu tive uma visão do Senhor e contei a Ele: ‘Mestre, apareceste-me hoje numa visão’.

Ele respondeu e me disse: ‘Bem-aventurada sejas, por não teres fraquejado ao me ver. Pois, onde está a mente, há um tesouro’. Eu lhe disse: ‘Mestre, aquele que tem uma visão vê com a alma ou com o espírito?’ Jesus respondeu e disse: “Não vê nem com a alma nem com o espírito, mas com a consciência, que está entre ambos – assim é que tem a visão […]”.

E o desejo disse à alma: ‘Não te vi descer, mas agora te vejo subir. Por que falas mentira, já que pertences a mim?’ A alma respondeu e disse: ‘Eu te vi. Não me viste, nem me reconheceste. Usaste-me como acessório e não me reconheceste’. Depois de dizer isso, a alma foi embora, exultante de alegria. “De novo alcançou a terceira potência, chamada ignorância. A potência inquiriu a alma, dizendo: ‘Onde vais? Estás aprisionada à maldade. Estás aprisionada, não julgues!’

E a alma disse: ‘Por que me julgaste apesar de eu não haver julgado? Eu estava aprisionada; no entanto, não aprisionei. Não fui reconhecida que o Todo se está desfazendo, tanto as coisas terrenas quanto as celestiais.’ “Quando a alma venceu a terceira potência, subiu e viu a quarta potência, que assumiu sete formas. A primeira forma, trevas; a segunda, desejo; a terceira, ignorância; a quarta é a comoção da morte; a quinta é o reino da carne; a sexta é a vã sabedoria da carne; a sétima, a sabedoria irada. Essas são as sete potências da ira.

Elas perguntaram à alma: ´De onde vens, devoradora de homens, ou onde vais, conquistadora do espaço?’ A alma respondeu, dizendo: ‘O que me subjugava foi eliminado e o que me fazia voltar foi derrotado…, e meu desejo foi consumido e a ignorância morreu. Num mundo fui libertada de outro mundo; num tipo fui libertada de um tipo celestial e também dos grilhões do esquecimento, que são transitórios. Daqui em diante, alcançarei em silêncio o final do tempo propício, do reino eterno’.”

Depois de ter dito isso, Maria Madalena se calou, pois até aqui o Salvador lhe tinha falado. Mas André respondeu e disse aos irmãos: “Dizei o que tendes para dizer sobre o que ela falou. Eu, de minha parte, não acredito que o Salvador tenha dito isso. Pois esses ensinamentos carregam ideias estranhas”. Pedro respondeu e falou sobre as mesmas coisas.

Ele os inquiriu sobre o Salvador: “Será que ele realmente conversou em particular com uma mulher e não abertamente conosco? Devemos mudar de opinião e ouvirmos ela? Ele a preferiu a nós?” Então Maria Madalena se lamentou e disse a Pedro: “Pedro, meu irmão, o que estás pensando? Achas que inventei tudo isso no mau coração ou que estou mentindo sobre o Salvador?”

Levi respondeu a Pedro: “Pedro, sempre foste exaltado. Agora te vejo competindo com uma mulher como adversário. Mas se o Salvador a fez merecedora, quem és tu para rejeitá-la? Certamente o Salvador a conhece bem. Daí tê-la amado mais do que a nós. É, antes, o caso de nos envergonharmos e assumirmos o Homem Perfeito e nos separaremos, como Ele nos mandou, e pregarmos o Evangelho, não criando nenhuma regra ou lei, além das que o Salvador nos legou”.

Depois que Levi disse essas palavras, eles começaram a sair para anunciar e pregar.

Quarta cátedra – Mais absurdos da antropologia materialista

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Introdução às sete cátedras
Primeira Cátedra
Segunda Cátedra
Terceira Cátedra
Quarta Cátedra
Quinta Cátedra
Sexta Cátedra
Sétima Cátedra

Antes de tudo, convém saber que os antropólogos não falam de três épocas importantes: os períodos Paleozoico, Mesozoico e Cenozoico. Afirmam eles de forma enfática que durante o período Paleozoico existiram apenas sobre as águas da vida os primeiros seres unicelulares, os micro-organismos, os moluscoides, os moluscos, peixes e os primeiros répteis.

Os antropólogos materialistas afirmam isso com uma segurança incrível, como se eles tivessem estado presentes nas épocas arcaicas, como se tivessem podido ver, cheirar, tocar e até ouvir ao que aconteceu naquelas idades.

No entanto, como já foi dito em passadas cátedras, os antropólogos do materialismo afirmam sempre que não creem senão no que veem, que jamais aceitariam o que não viram com seus olhos ou não tocaram com suas mãos.

Ainda que tenha de reiterar várias vezes, declaro que tal afirmação é absurda e completamente falsa, porquanto eles estão crendo em coisas que nunca viram e estão divulgando suposições falsas de uma maneira absolutista.

Quando viram a era primária? Quando estiveram presentes no período Paleozoico? Viveram no período Mesozoico? Por acaso existiram no Cenozoico? Estão afirmando meras hipóteses que não lhes consta. Afirmam o que nunca viram e no entanto julgam-se eminentemente práticos.

Nunca viram o período Paleozoico! Que sabem dele, das formas de vida que existiram nessa primeira idade, dos acontecimentos dessa época arcaica do nosso mundo? Falam também do período Mesozoico, a época dos grandes répteis antediluvianos. Nós não negamos que os répteis tenham existido na Terra.

É claro que houve a época dos répteis; foi um fato. Que nossa Terra esteve povoada por enormes répteis é inegável. Recordemos o estegossauro, o plesiossauro, o pterodáctilo etc.

Todos esses sáurios foram realmente gigantescos, enormes, monstros que tinham uma e até duas quadras de tamanho. Porém, consta aos senhores da falsa ciência ter visto todos os répteis do período Mesozóico? Como se reproduziam? Como viviam? Foram testemunhas disso?

Depois vem o período Cenozoico. Diz-se que muitos répteis evoluíram até o estado de mamíferos. Assegura-se que dos primatas vieram os hominídeos, antecessores do animal intelectual equivocadamente chamado homem. Não há dúvida, dizem eles, que os primatas nasceram os hominídeos que deram origem ao homem e, por outro lado, àquele ramo dos grandes gorilas, chimpanzés, etc. Ao falarem assim, praticamente põem-se ao lado de Darwin.

Bem sabemos que Darwin de modo algum declara que o homem descenda do macaco. Apenas esclarece que o homem e o macaco tem um antecessor comum. Os antropólogos do materialismo dizem que esse antecessor comum são os primatas.

Que dos primatas nasceram os primeiros hominídeos e também os grandes símios do período que poderíamos chamar de Cenozoico. Assim, pois, é como arranjam suas teorias para que de alguma maneira coincidam com os planejamentos de Darwin.

Mas, será que esses primatas existiram? Os antropólogos viram alguma vez aos primeiros hominídeos? Poderiam jurar que desses hominídeos nasceram por um lado os símios gigantescos e por outro homens? Poderiam provar que dos primatas tivessem nascido os hominídeos que são os antecessores do homem?

Será que se atreveriam a dizer que desses primatas nasceram todas as espécies de gorilas da Terra em épocas arcaicas? Que sabem disso os senhores do materialismo?

Por outro lado, Haeckel, como sempre com suas teorias, atribui ao humanoide atual umas 17 ou 18 genealogias. Que estas provêm de marsupiais, de didelfos mamíferos…. e fala com tanta segurança como se de verdade o tivesse visto. Então acreditando em utopismos fantasmagóricos da mente que não têm demonstração alguma. Os mamíferos, os marsupiais e todas essas genealogias de Haeckel resultam tremendamente absurdas.

Entre as genealogias, os antropólogos não descartam os famosos lêmures com placenta discoidal. Mas, onde está a placenta dos lêmures? Nos tempos atuais, afirma-se que viemos dos lêmures e não falta por aí certo pseudo-sapientes que apregoam que nosso antecessor é o ratão.

Francamente, os cientistas materialistas desta época dedicaram-se a zurrar afinadamente. É vergonhosa essa cacarejada cultura materialista do século 20. Tão depressa descendemos dos lêmures como do irmão ratão.

Sabemos muito bem, por tradições antigas, que a raça humana esteve formada pelos gigantes da Atlântida, da Lemúria, da raça hiperbórea e da raça polar. Para se fazer essas asseverações de que somos descendentes do ratão tem de haver uma excessiva ignorância. Nem mesmo o ratão era tão pequeno na Atlântida quanto o é agora!

Dizer que o ser humano era pequenininho e que foi crescendo, afirmar que é de baixa estatura porque é filho do ratão, resulta no fundo espantosamente ridículo.

Estamos vendo como esses cínicos do materialismo se movimentam. Tão logo dizem que somo oriundos dos primatas como já dizem outra coisa. Quando se cansam do irmão ratão, apelam para o irmão mandril devido a que o pobre animal tem as nádegas vermelhas. Que ignorantes são esses pseudoantropólogos!

Foram eles que precipitaram o mundo pelo caminho da involução e da degeneração. São eles os que estão degenerando a humanidade, os que estão tirando dela os princípios e valores espirituais eternos. Quando se tira do ser humano os valores espirituais, ele degenera espantosamente.

São eles que mandam seus sequazes, os velhacos do materialismo, ensinar à gente do campo todas essas tolices. Eles converteram-se nos instrutores dos pobre seres que vivem nas cidades. Poderíamos considerá-los corruptores de menores porque corrompem gente humilde do campo com seu grande desenvolvimento de falácias que estruturam os planos educacionais e que deles excluem tudo o que tenha sabor de espiritualidade.

Eles não têm bases suficientes para se pronunciarem contra os ensinamentos místicos da humanidade!

Asseverar que viemos do mandril, do ratão ou dos primeiros primatas da época cenozóica é por demais ridículo!

Os senhores materialistas riem-se do pai de Manu, de quem se originou toda a raça humana, tanto no norte, como no sul ou em diferentes regiões da Terra. Riem-se do Dhyanchoham, o qual lhes parece um personagem utópico. No entanto, não veem inconveniente algum em acreditar na insipidez de Haeckel, uma espécie de pitecoide estúpido com uma capacidade falante, mil vezes mais fantástica que a afirmativa do Manu ou do Dhyanchoham.

Contudo, a humanidade ainda crê no Dhyanchoham, ainda que isso aborreça os insignes materialistas. Há milhões de pessoas que aceitam o pai de Manu; acreditam nele na Ásia. Ainda se acredita no homem-espírito, no homem protótipo, colocado em um nível de ser muito superior.

Se fizéssemos investigações retrospectivas com procedimentos diferentes dos do carbono 14 ou do potássio argônio, descobriríamos que os protótipos desta humanidade vêm das dimensões superiores da natureza e do cosmos.

Temos de analisar judiciosamente o que é essa cultura materialista, que está servindo de base aos povos e às nações. Devemos buscar a origem de tanta corrupção e de tanta perversidade. Não é possível que a humanidade siga sendo vítima da ignorância; isto é cem por cento absurdo.

Dizer que aqueles lêmures, pequenos animais de olhos muito vivos, tivessem placenta e que contassem entre os nossos antecessores é absurdo porque os lêmures nunca tiveram placenta. Este é um erro zoológico imperdoável. De fato, Haeckel causou um grande dano à sociedade.

Por isso, certa vez dissemos, parodiando o profeta Jó: Que se esqueçam suas memórias e que jamais se ponha seus nomes nas ruas. Na época de Haeckel, ainda não conhecia a embriogenia. Como se atreveu ele a falar de lêmures com placenta, sendo isso incongruente?

Quando alguém investiga este tema, não pode deixar de sentir repugnância por essa escola materialista, a qual está corrompendo a cultura atual e tirando-lhe os valores eternos; está precipitando-a no caminho da perdição.

Qual é na realidade o antecessor do homem da época Cenozoica? Quais são os antecessores do homem paleolítico e quais são seus descendentes? Os conheceu alguma vez Darwin? Os conheceu Haeckel ou Huxley? Em que se baseia a antropologia materialista para falar com tanta autoridade sobre o homo sapiens, sapiens?

Huxley tentará em vão buscar entre as camadas subterrâneas da época quaternária os restos fósseis do homem primordial. Não os achará nunca! Acontece que o homem é bem mais antigo do que o supõem os porcos do materialismos. O homem do período cenozóico existiu, como existiu o do Mesozoico e o do Paleozoico.

Os materialistas não aceitam isto. Eles querem que o homem venha exclusivamente da era quaternária e de modo algum admitem que tenha existido durante o período Cenozoico.

Chegou o instante das grandes reflexões e das análises máximas. Que sabem os pseudo antropólogos da vida? De como foi se processando durante as eras primária, secundária, terciária e quaternária? Dote-se a todos os seres humanos de sua mônada e veremos todo o teatrinho da Haeckel, Huxley, Marx e demais sequazes cair feito poeira. A antropologia oficial é um edifício levantado sem cimento.

Na terceira cátedra falei sobre o umbigo do universo. Seria que a nossa Terra teria também um umbigo? Porque não? Se nós quando nascemos, quando viemos ao mundo, também tínhamos. Assim como é no macrocosmo é no microcosmo. Assim como é em cima, é embaixo.

Comentei na cátedra passada sobre o Omeyocan. Porém, o que é o omeyocan? Nada menos do que o umbigo do universo. Uma vez a Terra-Lua teve mares e montanhas cheias de vida e vegetação. Ademais, teve seus períodos paleozóico, mesozóico e cenozóico. Todos os mundos que são, foram e serão, nascem, crescem, envelhecem e morrem. A matéria meramente física da Lua morreu.

Hoje ela é um cadáver como ficou demonstrado pelos astronautas que desceram em seu solo. Agora a vida em si mesma, a substância viva da matéria não morreu. Ela continuou processando-se em uma quarta coordenada, em uma quarta vertical, junto com as sementes de todo o existente.

Essa substância processou-se mais tarde em uma quinta coordenada, depois em uma sexta e finalmente em uma sétima. Quando caiu nesta última, submergiu no seio do Espaço Abstrato absoluto. Essa substância homogênea, esse mulaprakriti dos orientais, essa Terra primitiva, continua existindo.

Era uma semente que não poderia se perder, que estava depositada no espaço profundo. Nesse semente, a vida continuou latente. Sete eternidades dormiu tal semente no caos, no espaço profundo, para ser mais claro. Muito mais tarde, o torvelinho elétrico, o furacão elétrico, as trevas e o vento, como diz o povo de Anahuac, habitaram aquele mundo primitivo, também chamado de Iliaster.

Foi então que o dois funcionou com seus opostos positivo e negativo, masculino e feminino. Do Iliaster surgiu o caos, por isso se diz que no Omeyocan prevalece o furacão, a tempestade e as trevas.

Yoali Ehecatl é o Deus do vento, dos furacões, do movimento elétrico, do macrocosmos transformado no microcosmos; tudo em incessante atividade. Assim é o caos. Existiu no Omeyocan e foi o próprio Omeyocan. No entanto, ali estarão todas as possibilidades a espera de que o Todo possa tornar o caos fecundo.

Quando o fez fecundo, apareceu, o limbus, esse limbus extraordinário deu origem a tudo é, foi e será. Desde então, o umbigo do universo teve sucessivos desdobramentos através de várias dimensões e o homem meramente germinal passou ao protoplasma e a vida, evolutiva e involutiva, através de várias dimensões, veio a se cristalizar por fim na Terra protoplasmática.

Existiu uma primeira manifestação no mundo da mente, na região da mente cósmica ou da inteligência universal. Uma segunda manifestação de tudo o que é, foi e será num segundo período. Como resultado, apareceu uma terceira manifestação numa dimensão posterior. A vida desenvolveu-se e involuiu em três dimensões extraordinárias antes de aparecer neste mundo físico.

É óbvio que, antes de a vida humana aparecer em nosso mundo protoplasmático, havia surgido entre as espécies animais existentes uma criatura bastante semelhante a qualquer mamífero ou a qualquer símio, porém, na realidade, muito diferente dos símios. O homem original ou primitivo, quando conseguiu se cristalizar na forma densa, passou por uma transformação morfologia e apareceu sobre a calota polar do norte, a qual outrora estivera localizada no zona equatorial.

Em minha próxima cátedra, falarei sobre os movimentos dos continentes. Então, diremos realmente ao mundo o que é a Pangaea. Agora, nos limitaremos a explanar que a vida se desenvolveu em outras dimensões antes de se cristalizar no mundo físico.

Quero pôr certa ênfase ao declarar que, antes de o animal intelectual existir, já existia o homem real da primeira, segunda e terceira Raças. O animal intelectual, esse que surgiu na era quaternária, não é homem e sim um animal intelectual. Na cátedra anterior, disse que os homens reais viveram esplendidamente na Lemúria, mas alguns degeneraram no final daquela era e se misturaram com animais, de cuja mescla veio a resultar a humanidade atual, o animal intelectual.

Este é o momento de se entender estas questões tão delicadas. O homem é anterior aos períodos quartenário, terciário, secundário e primário. Prova disso é que apesar de todas as espécies vivas dos tempos arcaicos terem desaparecido, o homem seguiu existindo.

Se o animal intelectual equivocadamente chamado homem foi capaz de subsistir a tantas tormentas, à revolução dos eixos da Terra, aos acontecimentos da Pangaea; se os animais, os répteis, etc., de outras eras, não foram capazes de sobreviver, isto está demonstrando que o homem é anterior a todos os períodos assinalados pelos antropólogos materialistas.

Reflitamos profundamente nestes estudos. Dote-se o pobre animal intelectual de mônada, a qual se lhe tenta tirar, e todo esse circo de Darwin, Haeckel e Huxley cairá definitivamente. Estes são tempos de se desmascarar a antropologia materialista. Este é o instante de se devolver à humanidade os seus valores eternos.

Texto de V.M. Samael Aun Weor

Magia da peroba

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Aspidosperma polyneuron

peroba3Há certos extratos tátwicos que o mago branco aproveita para fechar seu corpo. Para defender-se das potências maléficas, fecha sua atmosfera atômica e então nenhuma influência maligna, veneno mágico ou trabalho de feitiçaria poderá afetá-lo nem causar-lhe dano.

No Departamento de Magdalena na Colômbia, existe uma árvore chamada peroba, que é usada para fechar o corpo.

Iniciam o operação ao meio-dia de uma sexta-feira e roga-se ao elemental para que lhes feche sua atmosfera pessoal com seus átomos protetores, criando uma muralha protetora que os defenda dos poderes tenebrosos.

Feita a petição, aproximam-se da árvore caminhando de sul a norte e, com uma faca nova, cortam uma das veias da árvore para em seguida banharem o corpo nu nesse líquido. Desse líquido, que é muito amargo, tomam três cálices.

Esse extrato tátwico protege de muitos males. Quem fechou seu corpo deste modo não poderá ser prejudicado nem por veneno nem por feitiços. Se tiver à mão algum líquido ou substância venenosa, sentirá um choque nervoso. O gênio da árvore girará ao redor do mago branco, impedindo a entrada das potências do mal.

Em um festim, o Mestre Zanoni bebeu vinho envenenado, e levantando a taça disse: “Brindo por ti, príncipe, ainda que seja com esta taça”. O veneno não causava dano ao Mestre. Conta a história que Rasputin também bebeu vinho envenenado diante de seus inimigos e riu deles.

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Magia do cedro-do-líbano

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Cedrus libani

O elemental desta árvore tem terríveis e flamejantes poderes ígneos.

As portas dos templos cósmicos são feitas com madeira de cedro.

O cedro está intimamente relacionado com as abrasadoras chamas da nossa coluna espinhal.

Os devas que governam os elementais dos cedros dos bosques têm o poder de abrir a porta incandescente do nosso canal sushumna.

Esse canal com suas 33 câmaras abrasadoras da sagrada medula é como uma passagem subterrânea, onde faisqueiam as chamas no crepitar deste grande incêndio universal.

A entrada a essa passagem incandescente está intimamente relacionada com a vida dos cedros dos bosques.

Aconselhamos nossos discípulos a que se deitem sobre tábuas de cedro.

A coluna espinhal deve manter um contato nu com a madeira do cedro.

O elemental do cedro tem o poder de nos fazer invisíveis dos nossos inimigos.

Ele também nos permite profetizar acontecimentos para o futuro.

Os cedros-do-líbano serviram para a construção das portas do Templo de Jerusalém.

Nas Quintas e Sextas-feiras Santas, os cedros dos bosques comunicam-se entre si através de lúgubres sons que ressoam nas paragens solitárias das montanhas.

Os cetros dos patriarcas são feitos de cedro.

Meditando-se no cedro desfila diante da nossa visão interna todo o panorama das coisas futuras, assim podemos profetizar.

Rogando-se ao elemental do cedro para que nos faça invisíveis, se ele atende a nossa petição, ficamos invisíveis diante do olhar de nossos inimigos.

O orifício inferior da nossa medula espinhal é a porta do nosso forno ardente.

O guardião dessa porta é o anjo que governa todos os elementais dos cedros.

Todas as portas dos templos são feitas com madeira de cedro.

Ó Líbano, abre tuas portas e queime fogo os teus cedros. (Vers. 1, cap. 11 do Livro de Zacarias)

Por isso é que a porta de entrada ao canal sushumna é governada pelo anjo-regente dos elementais dos cedros dos bosques.