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A Esfinge Elemental do Egito

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A Esfinge do Egito é a representação do poderoso “Intercessor Elemental” da Grande Deusa Mãe do Mundo

Naquele velho Egito Elemental que cresceu e amadureceu sob as protetoras asas da Esfinge Elemental da Natureza, a Cerimônia da Iniciação era algo terrivelmente Divino.

Quando o Venerável Mestre esgrimia a espada no ato de admissão, os canais de Idá e Píngala (as duas testemunhas) e o canal de Sushumna, junto com as forças que por ele circulam, recebiam um tremendo estímulo.

No Primeiro Grau este estímulo só afeta a corrente feminina lunar de Idá. No Segundo Grau afeta a Píngala, a corrente masculina, e no Terceiro recebia o estímulo da corrente ígnea da Kundalini, que flui ardente pelo canal medular de Sushumna. Com este Terceiro Grau ficava desperta a Kundalini.

É claro que esses três estímulos estão correlacionados com o trabalho de Magia Sexual, que o Iniciado realizava com a Vestal do Templo. Seria inútil tal estímulo se o candidato fosse fornicário. Isto é para gente que está praticando Magia Sexual intensamente.

Idá sai da base da espinha dorsal, à esquerda de Sushumna, e Píngala à direita. Na mulher estão invertidas estas posições. As linhas terminam na medula alongada. Tudo isso se acha simbolizado no Caduceu de Mercúrio, com suas asas abertas.

Essas duas asas do Caduceu de Mercúrio significam o poder de viajar em Corpo Astral, o poder de viajar em Corpo Mental, o poder de viajar nos veículos Causal, Conscientivo e Espiritual.

O fogo concede a todos aqueles que seguem a Senda do Fio da Navalha o poder de sair do corpo físico à vontade. A Kundalini tem o poder de despertar a consciência do ser humano.

Com o fogo ficamos absolutamente despertos nos Mundos Superiores. Todos aqueles que despertaram nos Mundos Superiores vivem durante as horas de sono completamente conscientes fora do corpo físico.

Os que despertam a Consciência jamais voltarão a sonhar. Convertem-se de fato e por direito em cidadãos absolutamente conscientes nos Mundos Superiores. Tais seres trabalham com a Loja Branca enquanto seu corpo físico dorme. São, portanto, colaboradores da Grande Fraternidade Universal Branca.

Esclarecemos: Idá e Píngala não são físicos, pois nenhum médico poderia encontrá-los com o bisturi. Idá e Píngala são semietéricos, semifísicos.

Os Grandes Mistérios do Velho Egito, assim como também os Mistérios do México, de Yucatán, Elêusis, Jerusalém, Mitra, Samotrácia etc., estão todos em íntima correlação e são, de fato, absolutamente sexuais.

Pedi e recebereis, batei e abrir-se-vos-á. Os grandes Iniciados sempre respondem. Os Guardiães da Esfinge Elemental da Natureza sempre respondem.

Todo aquele que pratica Magia Sexual deve pedir o Fogo. Rogai aos Guardiães da Esfinge, invocai o Deus Agni. Esse Deus restaura o poder ígneo em cada um dos sete corpos.

Cinco são as grandes Iniciações do Fogo sagrado. A primeira significa a saída daquele que entrou já na corrente que conduz ao Nirvana. A Quinta significa a entrada no templo erigido no cume da montanha. Com a Primeira saímos do caminho trilhado e com a Quinta entramos no Templo Secreto.

Pergunta: O que representa a Esfinge com a metade do corpo em forma de animal e o rosto de homem?

Samael Aun Weor: O rosto representa o Mercúrio da Filosofia Secreta, o esperma sagrado de onde sai o Homem Verdadeiro. Quanto às asas, obviamente representam ao Espírito. A Esfinge é importantíssima, ela veio da Atlântida, lá a usavam na Universidade Atlante os membros da “Sociedade Ákaldam”. Esta Sociedade Ákaldam tinha sempre a Esfinge ali, para nos representar o Homem, para representar o Caminho que conduz à Liberação Final. Originalmente, a cabeça da esfinge tinha uma coroa de 9 pontas de aço, que representa a Nona Esfera, o sexo; tinha um báculo em sua garra direita, em sua outra mão a espada flamígera (originalmente, é claro, já que a atual está despojada de tudo isso,porém originalmente tinha isso tudo).

Significa o caminho esotérico, o caminho sagrado que há que se fazer, os Mistérios que há na Nona Esfera, o sexo, o Trabalho com os 4 Elementos da Natureza dentro de nós mesmos aqui e agora para poder fabricar os Corpos Existenciais Superiores do Ser e converter-se em um Homem verdadeiro.

Porém, nisso há que distinguir entre a Roda que gira incessantemente do Arcano 10 do Tarô (que é a Roda do Samsara) e a Esfinge. A Roda do Samsara significa a Evolução e sua irmã gêmea a Involução; pela direita Anúbis evolucionante, pela esquerda Tiphón involucionante. A Esfinge está sobre a roda, ela é o Caminho da Revolução da Consciência; devemos nos meter pelo Caminho da Revolução em marcha, da rebeldia psicológica, este é o Caminho que nos leva à revolução final; temos de nos afastar da Evolução e da Involução e nos meter pela Senda da Revolução em marcha, ser revolucionários, ser rebeldes. Se é que queremos realmente chegar a liberação necessitamos da grande rebeldia psicológica.

A Virgem do Mar (5ª letra do alfabeto hebraico: He – O Hierarca )

Existe uma grande Deusa, e esta é a Virgem do Mar.

A Virgem do Mar é Ísis, Adonia, Astarté, Maria.

A Natureza não é inconsciente.

A Natureza é uma Mãe bondosa e austera.

Quando nos Mundos Internos invocamos à Grande Mãe, a Natureza nos contesta com um som metálico aterrador, que faz estremecer todo o Universo.

Realmente a Natureza é o corpo de um Guru-Deva.

Esse Guru-Deva tem sido adorado em todas as religiões.

Esse Guru-Deva tem sido chamado Ísis, Adonia, Isoberta, Maria, Maya, Perséfone etc.

Quando o Cristo necessitou se reencarnar para salvar o Mundo, então esse Guru-Deva nasceu no Monte Carmelo e foi batizado com o nome de Maria, a Virgem do Carmo.

Essa é a Virgem do Mar, a Bendita Deusa-Mãe do Mundo.

Todo aquele que quiser ser mago e ter poderes mágicos tem de fazer-se discípulo da Virgem do Mar.

A descascada Esfinge que vemos no deserto do Egito é a imagem de uma criatura inteligente que existe nos Mundos Internos.

Essa criatura é a Esfinge Elemental da Natureza.

A Esfinge Elemental da Natureza tem toda a Sabedoria da Magia Elemental da Natureza.

Essa Esfinge é o Intercessor Elemental da Bendita Deusa Mãe do Mundo.

A Esfinge obedece a todas as ordens da Virgem do Mar.

Todos os poderes da terra saem do mar.

Todo aquele que quiser ser um mago poderoso tem de fazer-se discípulo da Virgem do Mar.

Todo aquele que quiser fazer-se discípulo da Virgem do Mar tem primeiro de aprender a sair em Corpo Astral.

Aquele que invocar, nos Mundos Internos, a Virgem do Mar receberá dela todos os seus ensinamentos.

Toda classe de Poderes Mágicos deve ser pedida pessoalmente à Virgem do Mar.

Há magos que levam a imagem da Virgem do Carmo tatuada sobre o coração para impedir que as balas inimigas lhes ocasionem danos.

Há que aprender a sair em Corpo Astral para falar com a Virgem do Mar.

Mantra Poderoso para Desenvolver o Dom da Viagem Astral Consciente

Adormeça ao mesmo tempo em que vocaliza o mantra Faraon distribuído em três sílabas, desta maneira:

FFFFFAAAAAAA… RRRRRRAAAAAAA… OOOOOOONNNNN…

A vocalização da letra R já foi explicada. O discípulo deverá deitar-se, horizontalmente, de barriga para cima. Colocará as palmas das mãos estendidas sem rigidez sobre a superfície do colchão; os joelhos, flexionados para cima, com as solas dos pés descansando sobre a cama.

Todo o corpo deve estar relaxado, membro a membro.

Disposto assim, adormeça fazendo inspirações profundas, vocalize o mantra Faraon.

Inevitavelmente, o discípulo adormecido sairá do corpo físico sem saber em que momento nem como.

Já nos Mundos Internos na Quarta Dimensão, aonde irresistivelmente se projetará seu Astral, despertará consciência total, ou seja, se dará conta de suas inauditas experiências nesses mundos e, assim, poderá se dedicar ao exercício da Teurgia.

Mas, antes de se deitar, faça o signo da Estrela Microcósmica. Com efeito, levantam-se os braços para cima, até que as palmas das mãos se tocarem entre si sobre a cabeça; depois, estenda-as lateralmente de modo que fiquem em posição horizontal, formando com o resto do corpo uma cruz. Por último, cruzam-se os antebraços sobre o peito tocando esta região com as palmas, até que as pontas dos dedos cheguem à frente dos ombros.

Nosso adorável Salvador do Mundo, o Cristo Jesus, utilizava esta misteriosa Chave, hoje revelada por nós, quando estudava na Pirâmide de Kéfren.

O Mestre Huiracocha aconselhava com esta prática queimar algum defumador, algum incenso ou simplesmente impregnar a habitação com um bom perfume.

TARÔ EGÍPCIO – CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO

As naves cósmicas

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O Venerável Mestre Samael Aun Weor, fundador das instituições gnósticas, foi um profundo investigador do fenômeno ufo e um dos primeiros escritores, a nível mundial, a falar abertamente sobre as constantes visitas de seres interplanetários à Terra, utilizando naves cósmicas. Parte desses estudos foi condensada em um livreto intitulado As Naves Cósmicas, lançado em 1964. Eis o interessantíssimo texto:

1. Naves Cósmicas

Foi lá pelo ano de 1950 quando nós falamos, pela primeira vez, sobre os discos Vvoadores. Naquele ano, afirmamos enfaticamente que tais discos voadores são realmente naves cósmicas tripuladas por habitantes de outros planetas.

Por aquela época, muitos riram de nossas afirmações, mas, hoje, os acontecimentos nos deram a razão. Nos Estados Unidos, existe um departamento científico dedicado unicamente à investigação destas Naves Cósmicas.

A Lei dos Acidentes inclui também a essas naves e várias chocaram ou explodiram violentamente no ar. Os Estados Unidos têm, em seu poder, restos de algumas dessas naves.

Não nos propusemos a demonstrar, neste livreto, a Realidade das Naves Interplanetárias, porque essa realidade está já totalmente demonstrada. Só queremos agora ampliar as informações que, no ano de 1950, demos à humanidade na primeira edição de O Matrimônio Perfeito.

As Naves Cósmicas têm sua história e suas tradições. Realmente, essas Naves foram criadas por Anjos, Arcanjos, Serafins etc. que possuem corpo de carne e osso. Muitas tradições cósmicas mencionam São Venona e seu sistema de Navegação cósmica.

São Venona é um Anjo com corpo de carne e osso. São Venona nasceu no planeta Soort, onde se dedicou a investigar a Lei da Queda. Eis aqui, querido leitor, a formulação que o próprio São Venona deu sobre esta Lei Cósmica:

“Todas as coisas que existem no mundo caem para o fundo e este, para qualquer parte do Universo. É sua Estabilidade mais próxima e dita Estabilidade é o lugar ou ponto sobre o qual convergem todas as linhas de força provenientes de todas as direções.”

“Os centros de todos os sóis e de todos os Planetas de nosso universo são precisamente esses pontos de estabilidade. Não são a não ser os pontos inferiores daquelas regiões do espaço para as quais tendem definidamente as forças provenientes de todas as direções daquela parte dada do universo. Também se concentra, nestes pontos, o equilíbrio que permite aos sóis e planetas manter sua posição”.

Ao enunciar seu princípio, São Venona disse além que, ao cair as coisas no espaço onde quer que isso aconteça, tendiam a cair por volta de um ou outro sol, por volta de um ou outro planeta, segundo a que sol ou planeta pertencesse aquela parte dada do espaço em que caía o objeto, constituindo cada sol ou planeta nessa esfera determinada a estabilidade a fundo.

São Venona, depois de profundas investigações, soube empregar essa particularidade cósmica para a locomoção de Naves Cósmicas. As naves cósmicas desenhadas por São Venona se apoiaram na Lei da Queda.

O único problema grave foi o das atmosferas planetárias; estas não permitem a queda reta dos objetos no espaço. São Venona conseguiu resolver esse problema facilmente e construiu naves cósmicas maravilhosas.

Não nos propomos, neste pequeno livreto, explicar a fundo todo o mecanismo dessas Naves, porque, além de ser muito complicado, seria cansativo para o leitor. A comissão de inspeção dirigida pelo Arcanjo Adossia abençoou e aprovou os trabalhos de São Venona.

As naves de São Venona se moviam com a força magnética dos Mundos e eram muito velozes. Entretanto, o problema mais grave se apresentava quando as naves se aproximavam de qualquer planeta ou sol do espaço. Necessitava-se, então, de difíceis manobra para evitar uma catástrofe. Poucos eram os homens Anjos que podiam dirigir essas naves.

Era muito difícil dirigir as naves de São Venona e, a cada dia, necessitavam-se mais e mais técnicos para conduzir ditas naves. Entretanto, o sistema de São Venona foi uma revolução técnica em seu tempo e desagrado por completo a outros sistemas.

Depois de muitos anos de atividade cósmica, foi deslocado o sistema de São Venona pelo revolucionário sistema do Arcanjo Hareton. Este Arcanjo é todo um homem no mais completo sentido da palavra e tem corpo de carne e osso como qualquer pessoa.

Os maravilhosos trabalhos do senhor Hareton foram supervisionados por um grande sábio conhecido em todo o Cosmo com o nome de Adossia. Este sábio é também um cavalheiro que já adquiriu o grau de Arcanjo.

As naves cósmicas modernas fundamentam-se nos trabalhos do Arcanjo Hareton. Todo o funcionalismo técnico de ditas naves realiza-se sobre a base do movimento contínuo.

Este não é um texto de mecânica e nós tampouco somos mecânicos; por isso, nos abstemos de descrever toda a mecânica das naves cósmicas.

Através do espaço cósmico infinito, viajam milhões de naves cósmicas, tão numerosas como as areias do mar. As naves intersistemais são gigantescas e levam, dentro de seu ventre gigantesco, pequenas naves que utilizam para descer aos mundos.

Isto é semelhante aos grandes navios que levam a bordo pequenos botes que se utilizam para passar a terra. Qualquer humanidade amadurecida do cosmos tem pleno direito de receber as naves cósmicas.

Normalmente, os irmãos maiores ajudam aos menores e, quando uma humanidade chega à nossa idade, recebem a visita de outras humanidades planetárias que lhe iniciam nas viagens cósmicas e além de lhes obsequiar algumas dessas naves, lhes ensinam a construir.

Em épocas da Atlântida, normalmente, aterrissavam nos aeroportos da cidade de Samlios as naves cósmicas. Então, os habitantes de outros planetas visitavam os reis e conviviam com eles em seus palácios.

Quando a humanidade se corrompeu moralmente, as irmãs humanidades de outros planetas deixaram de nos visitar.

Nesta época de bancarrota de todos os valores espirituais, vamos ser novamente ajudados por nossos irmãos de outros mundos. Necessitamos de uma ajuda extra porque estamos fracassados e à beira de um grande cataclismo.

A humanidade terrícola chegou ao MÁXIMO de sua corrupção e se faz urgente o auxílio de nossos irmãos maiores. Já vários habitantes da Terra foram levados de passeio a outros planetas do espaço infinito.

Na República do México, dois homens foram levados a Vênus; um residente em Jalisco e o outro na cidade capital do país. No capítulo seguinte, falaremos deste último.

Sabemos que, no Brasil, existe outro senhor que foi levado a Marte. Não cabe a menor dúvida de que todos poderemos visitar os outros planetas do espaço. Estamos às vésperas de um grande cataclismo cósmico e seremos advertidos antes da grande catástrofe.

As humanidades irmãs de outros planetas tentarão nos salvar e entrarão oficialmente em nossas principais cidades e anunciarão o perigo que nos aguarda. Mas, se continuarmos com as explosões atômicas e os vícios e toda classe de maldades e guerras, a catástrofe será, então, inevitável.

É bom saber que um grupo de lamas tibetanos já tem umas poucas dessas naves cósmicas. Receberam-nas de nossos irmãos de outros planetas e as têm muito bem guardadas em certa paragem secreta do Himalaia.

Pelas ruas de nossas cidades, já andam alguns cidadãos de outros planetas; vestem-se de compatriotas e ninguém os reconhece. Eles estudam nossos idiomas, usos e costumes com o propósito de nos ajudar.

Vamos ser ajudados em grande escala. Necessitamos, com urgência, dessa ajuda porque estamos totalmente fracassados. Muitas naves cósmicas aterrissam agora na selva do Brasil, no sul da Argentina etc. e em alguns outros lugares onde têm aeroportos secretos.

Alguns desses tripulantes cósmicos ficam entre nós. Equivocam-se quem acredita que as humanidades visitantes de outros planetas tentam nos destruir. Equivocam-se quem supõe perversidade em nossos irmãos visitantes.

É claro que têm armas com as quais podem paralisar a homem e a máquinas. É lógico que são invulneráveis porque estão bem armados e protegidos.

Se eles quisessem dominar este mundo, fariam-no em segundos porque têm armas especiais para fazê-lo; também poderiam destruir este planeta, fazê-lo voar em pedaços, mas, realmente, não é isso o que eles querem. Eles não são destrutivos, eles respeitam a vida; eles não são os perversos terrícolas.

Nossos irmãos visitantes só querem nos ajudar e todos os habitantes da Terra devemos nos preparar para recebê-los. Atualmente, vivem, em todas as grandes cidades do Mundo, habitantes de Marte, Vênus, Mercúrio etc.; eles estudam nossos idiomas e costumes com o propósito de nos ajudar.

As naves cósmicas aterrissam em lugares apartados e, às vezes, deixam alguns tripulantes de outros planetas, os quais, vestidos de compatriotas, transitam pelas ruas de Nova York, Paris, Londres etc. sem que ninguém os conheça, pois são muito semelhantes em suas aparências a nós, mesmo que muitos deles sejam muitíssimo mais formosos e perfeitos.

São absurdas as fantasias de muitos autores que imaginam que os habitantes de outros planetas tenham forma distinta do ser humano da Terra. As feições físicas e formas do corpo físico de todos os homens do cosmos são sempre semelhantes.

2. Um Mexicano no Planeta Vênus

Nós conhecemos, aqui no México, D.F., um homem que esteve no planeta Vênus. Coube-nos a alta honra de havê-lo visitado.

Uma noite qualquer de inverno, chegamos às portas de sua casa. Tivemos a sorte de ser recebidos por ele. A família estava vendo a televisão, mas, de forma muito amável, desligaram a televisão e nos deixaram a sós com ele em sua sala.

É um homem muito sincero e bondoso; não é ocultista nem espiritualista nem nada pelo estilo; não se presume de sábio; e, apesar de ter vivido a mais extraordinária aventura cósmica, realmente, não tem nada de orgulho.

George Adamski (esq.) com Salvador Villanueva Medina

Não nos propomos, neste simples folheto, narrar em detalhe o que aconteceu a este homem; só queremos falar, em síntese, e isso é tudo. No mês de agosto do ano de 1953, este homem esteve pessoalmente no planeta Vênus. Seu nome é Salvador Villanueva Medina.

O acontecimento sucedeu quando menos o esperava. Conduzia um carro de aluguel com um casal de norte-americanos rumo aos Estados Unidos pelo território mexicano ao longo da estrada de Laredo.

Tinha percorrido 484 quilômetros quando se danificou o carro. Os gringos abandonaram o carro e se foram em busca de um guincho para levar o carro ao povoado mais próximo com o propósito de repará-lo.

Este foi o princípio da aventura. Salvador se meteu debaixo do carro para tentar repará-lo; de repente, escutou passos na areia fina da estrada e alguém lhe perguntou em perfeito espanhol o se que passava com o carro. Salvador guardou silêncio e, ao sair-se fora do lugar ocupado pelo carro, encontrou-se frente a um homem estranhamente vestido que media mais ou menos 1,20 metro.

O corpo de dito homem era de uma perfeição extraordinária; branco como o arminho e cheio de beleza em todo seu conjunto. O que mais chamou a atenção de Salvador foi o estranho uniforme e o misterioso cinturão resplandecente.

O homem levava o cabelo comprido e usava um casco metálico muito especial. Foram realmente poucas as palavras que entre ambos se cruzaram nesse instante. O estranho personagem se despediu cortesmente e logo se meteu entre a montanha.

O mais interessante viria depois quando já Salvador dormia; uns fortes golpes na janela de seu carro o despertaram sobressaltado. Sem pensar muito, Salvador abriu a porta de seu carro e sua surpresa foi maiúscula ao ver outra vez o mesmo personagem acompanhado com outro que tinha o mesmo aspecto e o mesmo traje.

Salvador os convidou a entrar em seu carro e logo tratou de lhes ajudar a fechar a portinhola, mas, ao estirar o braço direito sobre eles com dito propósito, sentiu uma corrente elétrica que lhe paralisou momentaneamente o braço.

A conversa no carro foi maravilhosa. Eles manifestaram a Salvador que vinham do Planeta Vênus. Salvador, a princípio, não acreditou e até se indignou acreditando que estes cavalheiros se burlavam dele. Salvador chegou inclusive a afirmar que somente o planeta Terra podia ter habitantes; disse que assim o tinha aprendido pelas afirmações dos sábios da Terra etc.

“Que lhes faz pensar tal coisa? – perguntaram-lhe – Acaso os deficientes meios de que dispõem para seus cálculos? Não lhes parece muita pretensão acreditar que são os únicos seres que povoam o Universo?”

Estas palavras já soaram muito estranhas a Salvador e, além disso, a cor desses rostos tão brancos, seus expressivos olhos, sua estranha voz, seus estranhos cascos, seus misteriosos cinturões, etc. lhe fizeram pensar muitíssimo.

Seria comprido narrar toda a conversação que Salvador teve com esses venusianos; eles lhe contaram como era a vida em Vênus; como viviam, o que comiam, como eram suas cidades, suas ruas etc. etc.

Também tiraram suas dúvidas lhe explicando que eles podiam converter o prejudicial em benéfico e formar artificialmente seu clima, seu ambiente, etc. Nessas condições, se Vênus fosse inabitável, eles o fariam habitável porque seus adiantamentos científicos o permitem. Porém, é claro que Vênus é perfeitamente habitável.

Já amanhecia e os venusianos, em forma muito amável, convidaram a Salvador para que lhes acompanhasse até o planeta Vênus. Salvador saiu do carro atrás destes misteriosos homens e, certamente, depois de andar por entre a montanha, Salvador se deteve ante a nave majestosa.

Esta era uma esfera achatada, majestosa e impotente que se apoiava em três boias que formavam triângulo. Diz salvador que o conjunto era impressionante e que, segundo ele, dava a impressão de ser uma grande fortaleza.

Salvador entrou na nave, fecharam-se as portinholas e esta partiu rumo ao planeta Vênus. Tudo o que viu Salvador em Vênus foi extraordinário. A civilização venusiana é formidável.

Em Vênus, a civilização chegou à cúspide. Ali, não se necessita o dinheiro. Cada cidadão trabalha duas horas diárias e, em troca disso, tem direito a tudo o que o ser humano necessita para a vida: transporte, mantimentos, vestuários, férias, ciência, etc. Tudo é de todos; se alguém necessitar um carro, toma-o, usa-o e, logo, o deixa em seu lugar de estacionamento. Se tiver fome, come em qualquer hotel e nada tem que pagar porque, como está trabalhando, tem direito a tudo. Se precisar se vestir, pede uma roupa em um armazém e não paga nada, porque, como trabalha, tem direito a vestir-se etc. etc. etc.

No planeta Vênus, os carros se movem com energia solar. Os mantimentos principais se tiram do mar. Os pomares estão sobre os terraços das casas e edifícios. Em Vênus, os pescados e as frutas constituem o alimento básico. Em Vênus, não há governo, nem pátrias; todo o planeta é a pátria e só os sábios dirigem e aconselham.

Perguntava eu a Salvador sobre a questão religiosa e a resposta foi que, em Vênus, não existem religiões e que cada cidadão se comporta na rua como se estivesse em um templo. Cada pessoa, em Vênus, considera que este templo está dentro de nós mesmos.

As banquetas ou calçadas das ruas nas cidades de Vênus não estão quietas e sim formadas com bandas metálicas que estão em movimento e economizam esforço aos pedestres. O arroio das ruas, quer dizer, o centro das ruas tem cintas metálicas que recolhem a força do sol com a qual se movem os carros.

Em Vênus, tudo é de todos e toda a família venusiana é uma grande família. Os meninos nascem em salas especiais de maternidade e se educam e crescem em lares coletivos. Quando um menino nasce, é marcado em um pé. Essa marca indica sua origem e faculdades. De acordo com isso, se educa esse menino no lar coletivo. Quando já se é maior de idade, passa a ocupar o posto que lhe corresponda na sociedade.

Nestas condições, a família particular não existe; todos em Vênus são uma só família única. Ali, não há fomes, nem guerra, nem classes sociais. Ali, só reinam a Sabedoria e o Amor.

Salvador Villanueva Medina esteve em Vênus vivendo vários dias. Nesse planeta, encontrou dois franceses residentes; ambos os irmãos gêmeos e veteranos da segunda guerra mundial. Também eles foram transportados a Vênus e logo suplicaram e clamaram aos venusianos para que não os trouxessem de retorno à Terra; ali vivem felizes.

Salvador retornou ao planeta Terra; foi trazido de volta para que fizesse saber aos habitantes da Terra de que esse planeta Vênus é habitado.

Os laboratórios Philips analisaram a terra e as plantas no lugar onde Salvador localizou a nave cósmica e acharam uma desordem molecular e atômica muito estranha. George Adamski, o cientista norte-americano que conheceu uns venusianos no Deserto de Nevada, também ficou em contato com Salvador e ditou sobre este tema uma conferência no Teatro Insurgentes do México, D.F.

Grandes cientistas alemães investigaram o terreno onde Salvador achou a nave cósmica e o resultado de suas investigações foi o mesmo da casa Philips. Um grande cientista veio do palácio dos reis da Inglaterra a investigar o caso e as conclusões são as mesmas dos laboratórios Philips.

Por estes tempos difíceis em que vivemos, seremos ajudados pelos habitantes de outros planetas. É necessário aprender a nos comunicar telepaticamente com eles. Jesus disse: “Peçam e lhes dará. Golpeiem e lhes ouvirá”. Todos podemos visitar outros planetas se soubermos pedir.

Os gnósticos devem desenvolver a telepatia. Os gnósticos devem sair aos campos, aos bosques mais profundos e ali, em paz e profunda meditação, comunicar-se telepaticamente com os venusianos ou com os mercurianos ou marcianos e lhes rogar os levem a Vênus, Marte ou Mercúrio.

Na paz das montanhas, ou na praia solitária, qualquer dia podemos ter quão dita teve Salvador Villanueva Medina. Cada um de nós pode ser levado a Vênus ou a outros mundos. O sistema para nos comunicar com esses Homens Anjos é a telepatia. O Movimento Gnóstico Cristão Universal tem formidáveis sistemas para desenvolver a telepatia.

Quem quiser visitar outros mundos não deve beber ou fumar ou ter vício algum. Nosso Missionário Gnóstico Internacional Joaquín Amortegui foi visitado por uma nave interplanetária em seu retiro do Summum Supremun Sanctuarium.

As ondas do pensamento de qualquer suplicante viajam ao planeta Vênus em poucos segundos e, se formos dignos e merecedores, podemos receber resposta.

Um dia qualquer, na solidão do campo, podemos ter a dita de ver aterrissar uma nave cósmica perto de nós e, então, podem nos levar mercurianos, marcianos etc. São homens verdadeiros com corpo de carne e osso. Homens com alma de Anjo, Homens-Anjos.

3. O Eu Pluralizado

Existe energia livre em seu movimento e energia estancada. O eu é um nó que terá que desatar. O Eu é energia estancada. O Espírito Universal de Vida é energia livre em seu movimento. O Espírito não é o Eu. A Alma não é o Eu. O corpo físico não é o Eu.

É necessário saber que o Eu é o Satã de que nos fala a Bíblia. O Eu é o Arimã dos Persas. O Eu é um molho de lembranças, desejos, paixões, apetites, temores etc. etc. Não há tal eu superior. Realmente, nosso Real Ser está acima de todo Eu. Nosso Real Ser é o Ser e nada mais que isso: o Ser.

A Alma é o Ser, o Espírito é o Ser, mas, o Eu não é Alma nem Espírito. O Eu é o diabo e isso é tudo. O Eu existe em forma pluralizada: com isso, queremos dizer que o Eu é legião de diabos.

Assim como a água se compõe de muitas gotas, assim como a chama tem muitas faíscas, assim também, o Eu se compõe de muitos pequenos eus.

Cada desejo está personificado por um pequeno Eu. Cada apetite está personificado por outro pequeno Eu. Os sete pecados capitais estão personificados por sete EUS; um para cada pecado capital, sete para os sete pecados capitais.

Todos os vícios, paixões e maldades estão personificados por pequenos Eus que, em seu conjunto, constituem o Eu ou Ego que reencarna. O que se reencarna é o Eu: o Eu se reencarna para satisfazer desejos e pagar Carma. O Eu é a origem da Dor, o Eu é a origem de todas nossas maldades.

Quando o Eu se reduz a pó, quão único fica dentro de nós é a Alma. Realmente, a Alma tem natureza de felicidade. A Alma é felicidade. É absolutamente absurdo procurar felicidade. Ela vem quando o Eu morreu. Enquanto existir o Eu pluralizado, não pode haver felicidade.

Existem na vida horas prazenteiras, alegrias, mas, felicidade não existe enquanto o Eu não se dissolver.

Quando o Eu se reduz a pó, podemos nos reencarnar em outros planetas mais avançados para trabalhar em nossa autorrealização. A dissolução do eu traz liberdade verdadeira.

Os venusianos são, verdadeiramente, ditosos porque já aniquilaram o Eu, não têm Eu. Os venusianos não necessitam dinheiro porque não têm ânsias de acumulação; não gostam de nada, não têm cobiça, contentam-se com o pão de cada dia. Semelhante Consciência é própria de seres que já não têm Eu.

Em Vênus não se necessitam autoridades porque não há violência. Só o ué violento. Em Vênus, não se necessita governo porque cada cidadão sabe governar a si mesmo. Quando o Eu for aniquilado, cada cidadão se converte em um governo por si mesmo; então, quem quererá governar?

Em Vênus, não existe a família particular. Todos os venusianos são uma só família; isso só é possível graças a que já eles aniquilaram o horrível eu pluralizado. O Eu é isso que chamamos minha família, minha casa, minhas propriedades, minha luxúria, meus ressentimentos, meus desejos, minhas paixões, minhas lembranças etc. etc. etc.

O Eu continua em nossos descendentes. O Eu é a raça, a nação, minha classe social, meu dinheiro, minha família, minha herança, etc. etc. etc. O Eu é o subconsciente. Quando o Eu se aniquila, o subconsciente se torna consciente.

Precisamos aniquilar o eu para tornar consciente ao subconsciente. Só aniquilando o Eu poderemos tornar consciente ao subconsciente. Quando o subconsciente se torna consciente, o problema do desdobramento ficou resolvido.

Quando o subconsciente torna-se consciente, já não precisamos nos preocupar com o desdobramento porque, enquanto o corpo físico dorme, nós vivemos nos mundos internos absolutamente conscientes.

Hoje em dia, a humanidade é subconsciente em um noventa e sete por cento e consciente tão somente em três por cento. Precisamos ser conscientes em cem por cento. Os habitantes de Vênus são totalmente cem por cento conscientes. A humanidade de Vênus aniquilou o Eu.

Realmente, o EU só se pode aniquilar à base de rigorosa Compreensão Criadora. Precisamos lhe fazer a autodissecação do Eu com o bisturi da autocrítica. Em vez de criticar os outros, devemos criticar a nós mesmos. A vida prática é o espelho onde podemos nos ver de corpo inteiro tal como somos.

Quando a Mente se acha em estado de alerta-percepção, podemos, facilmente, descobrir nossos defeitos em convivência com o próximo porque estes afloram espontaneamente.

A relação com os vizinhos, com os amigos, com nossos colegas de trabalho, com a mulher, com os filhos, com o marido etc. ressalta assombrosamente nossos defeitos e, se estivermos em alerta e vigilantes como o vigia em época de guerra, é apenas lógico que, então, os vejamos tal como são.

Na convivência, existe autodescobrimento quando estamos no estado de alerta-percepção. Todo defeito descoberto deve ser analisado intelectualmente; mas, o intelecto não é tudo; o intelecto é unicamente uma fração da mente.

Precisamos ir mais fundo, precisamos explorar o subconsciente para descobrir as íntimas molas de nossos defeitos. Só através da Meditação muito profunda, podemos, de verdade, explorar o subconsciente.

Quando compreendemos integralmente um defeito, desintegra-se o Eu energético que o personifica. Assim é como vamos morrendo de instante a instante.

Necessitamos da Morte Mística. Necessitamos da Morte Do Eu. Recordemos que cada um de nós leva dentro uma legião de DIABOS. O Eu é uma legião de diabos. Dentro de cada pessoa, existe o corpo de desejos e dentro do corpo de desejos, o eu pluralizado.

O Eu Pluralizado gasta miseravelmente a essência, quer dizer, a matéria prima, a substância da alma. O Eu gasta a preciosa Essência anímica em explosões atômicas de ira, cobiça, luxúria, orgulho, preguiça, gula etc. etc. etc.

Quando o Eu morre, a Essência se acumula convertendo-se em Alma. Necessitamos de que morra o Eu; necessitamos de que só viva, em nós, isso que é Felicidade, isso que chamamos Alma. Quando o Eu morre, o Carma termina e, de fato, ficamos livres.

As ÍNTIMAS contradições de cada pessoa se devem ao Eu Pluralizado. “Vou ler um periódico” diz o EU do centro intelectual; “Eu não quero ler; eu quero montar em bicicleta” diz o EU do Centro do Movimento.

“Quero tal mulher, a amo”, diz o Centro de Emoções; “eu não a quero, eu o que quero é dinheiro” diz o Eu do Centro Mental: “Ao diabo com estas preocupações; vou comer” diz o Eu da digestão… “Quero comer muitíssimo”, diz o Eu da Cobiça.

“JURO ser fiel à Gnosis” diz o Eu Emocional; “ao diabo com a Gnosis”, exclama furioso o Eu Intelectual; “mais vale conseguir dinheiro” diz o Eu da Cobiça; “me filiarei a outra escola melhor que a Gnosis” diz o Eu da Curiosidade.

Assim é como não temos individualidade, não estamos individualizados, somos legião de diabos. Quando o Eu se dissolver, só ficará, dentro de nós, a individualidade quer dizer a Alma individual.

Os venusianos são verdadeiros indivíduos sagrados. Não têm Eu. Os venusianos são, verdadeiramente, Homens Perfeitos. Nós, os terrícolas, somos animais intelectuais, não temos individualidade autêntica.

Muitas pessoas foram vistas jurar fidelidade à Gnosis, jurar ante o Ara e, tempo depois, se metem em outra escola e se declaram inimigos da Gnosis. Isto se deve a que não têm individualidade. O Eu que, em um momento dado, se entusiasmou pela Gnosis é deslocado depois por outro Eu que aborrece a Gnosis.

Ainda o ser humano não pode ter continuidade de propósito porque não tem individualidade, é legião de diabos e cada diabo tem seu próprio critério, ideias, opiniões etc. etc. O ser humano é um ser não acabado. Ainda não possuímos o ser. Só o ser nos dá verdadeira individualidade.

4. Carta Aberta

Muito ilustres senhor presidente dos Estados Unidos da América do Norte e senhor primeiro-ministro da União Soviética:

Dispensamos mencionar seus correspondentes nomes e sobrenomes, pois não sabemos em que ano irá chegar esta carta em suas mãos e, como é apenas lógico, os tempos mudam e não sabemos se, nessa data, ainda vocês estejam ocupando a Primeira Magistratura de seus respectivos países.

O propósito desta carta aberta é lhes informar que, na América Latina, já se obteve a conquista do espaço. É apenas natural que vocês riam céticos diante de semelhante informação, possivelmente considerando-as como insolente.

Nós cumprimos com o dever de lhes aconselhar que não gastem mais dinheiro em foguetes cósmicos; esses dinheiros devem ser mais bem utilizados. Os foguetes cósmicos não servem para nada e são um verdadeiro fracasso.

Atualmente, existe em um lugar secreto da América do Sul dentro do coração profundo da selva, uma sociedade científica com noventa e oito cientistas eminentes provenientes de distintas nações europeias. Esta sociedade, seguindo os rastros do grande sábio Guglielmo Marconi, aprendeu a usar com suma maestria a poderosa energia solar.

Atualmente, dita sociedade constrói, sob a direção de sábios marcianos, naves interplanetárias maravilhosas com as quais não só estudaram a fundo todos seus territórios, mas, também, além disso, conseguiram viajar à Lua e a Marte.

Não está muito lhes esclarecer que a mencionada sociedade científica tem dinheiro suficiente para continuar seus trabalhos graças ao apoio econômico dos marcianos. Esclareço: não é estranho para nós que arrojeis indignados esta carta, pois vossos orgulhos e ceticismos são muito conhecidos no Planeta Terra.

Entretanto, antes de poucos anos, terão provas concretas sobre nossas afirmações. O combustível líquido que vocês usam para os foguetes cósmicos não serve para a navegação interplanetária.

As naves cósmicas desenhadas pelos marcianos e construídas pelos sábios da citada sociedade científica, sob a direção dos sábios marcianos, estão propulsionadas por energia solar.

Os cientistas da mencionada sociedade são eminentes religiosos e até há um sacerdote entre eles, não importa de qual religião. Estamos absolutamente convencidos de que é absolutamente impossível a conquista do espaço se excluirmos a religiosidade.

Todos os habitantes do Cosmo são profundamente religiosos. Todos sabem muito bem que o Divinal se acha latente e imanente em cada átomo do infinito. Mencionada sociedade científica construiu um grande laboratório subterrâneo no coração da selva.

Dito laboratório tem de tudo o que necessita para a investigação. O contato com os marcianos se obteve a 16 de dezembro do ano de 1955, às 5 da tarde.

Cinco máquinas marcianas voaram a essa hora sobre a selva e uma aterrissou. Quatro pessoas marcianas desceram e, entre elas, o chefe Marciano da expedição. Após, o contato ficou estabelecido e as naves cósmicas de Marte aterrissam normalmente nessa região.

Os noventa e oito cientistas residentes nessa selva profunda do Sul da América convivem normalmente com os marcianos e deles estão aprendendo a ciência da navegação interplanetária.

Mencionados cientistas receberam nas mãos do chefe marciano muito ilustre senhor Tage, uma folha de ouro com a seguinte inscrição:

“Loga (Marte), irmão universal do espaço imenso, rende comemoração e amizade a Dogue (Terra) no desejo veemente de unir os seres todos que vivem em um só espírito, no espírito infinito para glória e paz eternas.

Felicitamos ao chefe marciano, senhor Tage, por seu discurso de três palavras. Estas três palavras são Sundi, Dogue, Loga, que significam: Deus, Terra, Marte. Com este discurso e a folha de ouro, a Aliança entre marcianos e terrícolas ficou selada.

Fazemos chegar também nossas felicitações ao senhor Martinelli pelo formoso e significativo anel agradável ao senhor Tage. Em 12 de outubro do ano de 1956, às 12 horas meridianas, realizou-se, sobre a face da Terra, o acontecimento cósmico mais importante de todos os séculos depois da vinda de Nosso Senhor, o Cristo.”

Narciso Genovese

Um dos mais ilustres membros da mencionada sociedade científica, o muito ilustre senhor Narciso Genovese, diz que, a essa hora precisa, saiu a Expedição Colombo rumo ao planeta Marte.

Muitíssimo devemos em matéria ao senhor Narciso Genovese sobre a mencionada expedição científica ao planeta Marte. Se lhe chegar esta carta, que receba nossas felicitações.

Assim como foram três naves que com Colombo chegaram à América, assim também foram três as naves cósmicas construídas pelos cientistas terrestres sob a direção dos marcianos.

Os nomes das três naves cósmicas são Loga, Dogue, Cundi (Marte, Terra, Aliança).

O interior das naves foi adornado com a imagem do Cristo e a viagem foi realizada com pleno êxito. O comboio estava formado por três naves terrestres cósmicas e seis marcianas que cumpriram a missão de escoltar as naves terrestres.

Nove pessoas formaram a tripulação das naves terrestres. Três para cada uma das três naves terrestres. A primeira Etapa do voo cósmico foi a Lua e ficou absolutamente comprovado, até não poder mais, que a Lua é um mundo já morto.

Os expedicionários descansaram na Lua e logo continuaram sua viagem rumo a Marte. Dez naves, mas de origem marciana, se uniram na Lua aos expedicionários. Todos os habitantes da cidade de Tânio, capital do planeta Marte, saíram ao aeroporto para dar as boas-vindas aos habitantes da Terra.

Cinco dias permaneceram os expedicionários no planeta Marte dedicados à observação e ao estudo. Foi muitíssimo o que aprenderam em Marte e, depois de ter retornado vitoriosos, continuaram seus estudos e investigações no coração da selva sul-americana.

Segundo Genovese, a capital do planeta Marte se chama TÂNIO, ao sul do planeta, e tem 600 mil habitantes

Os noventa e oito cientistas europeus dedicados a esta classe de investigações e estudos sob a direção dos Sábios Marcianos querem compartilhar seus conhecimentos com todos os habitantes da Terra. Querem que toda a humanidade participe da navegação interplanetária; mas, a Rússia e os Estados Unidos, com seus experimentos atômicos e suas explosões nucleares, estão nos estorvando, estão impedindo aos membros da augusta sociedade científica que façam a todos os habitantes da Terra partícipes das viagens cósmicas.

As duas grandes guerras mundiais que encheram o mundo de dor e agora a Guerra Fria com todas as possibilidades de que se torne quente e volte a encher o mundo de sangue e destruição são os fatores principais que impedem o intercâmbio cultural com os marcianos e as viagens cósmicas.

Não se necessita de mais foguetes cósmicos; já o contato com os marcianos parece. Agora, o que se necessita para se conseguir participar das viagens cósmicas é a DISSOLUÇÃO DO EU.

Enquanto o Eu existir, não haverá paz; e enquanto não haja paz, as viagens interplanetárias são impossíveis. Nestes precisos momentos em que vivemos, não são foguetes cósmicos o que se necessita, a não ser o estudo do Eu e sua Morte total; assim, e só assim, serão possíveis as viagens a Marte.

É impossível levar a Marte assassinos, ladrões, bêbados, glutões, ambiciosos, materialistas, marxistas, inimigos do Eterno, prostitutas etc. etc.

Em Marte, só reina a paz e nem sequer ali se necessitam de governos, nacionalidades, exércitos e polícias. Em Marte não há delinquentes e, se algum nascesse, considerariam-no como doente e levariam a um Sanatório isolado.

Pensem, senhores, no que isto significa. Pensem em um mundo assim; em um mundo onde o Eu já não exista. Imaginem, por um instante, um exército da Terra invadindo Marte. Compreendam o que significa semelhante horror, semelhante barbárie.

O autor desta carta lhes roga, senhores, em nome da Verdade, acabar com as explosões atômicas, terminar a Guerra Fria e iniciar uma época de Religiosidade Universal. Muito em forma especial peço à União Soviética suspender a difusão pública e privada da dialética materialista e intensificar a propaganda em favor da Religião.

Saibam, Senhores, que todos os habitantes do Cosmo rendem culto à Divindade e que a conquista do espaço é impossível sem religiosidade. Por favor, senhores: rogo-lhes, em nome dos habitantes da Terra, que não nos prejudiquem mais com suas guerras, ódio à Divindade, explosões nucleares etc. etc. etc.

Firmada no México aos 29 dias do mês de Abril
Ano 3º de Aquário
Pelo presidente fundador do Movimento Gnóstico,

V.M. Samael Aun Weor

Video – V.M. Samael Aun Weor – A Esfinge the Sphynx

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O elemental do peiote

6

Uma Experiência de Carlos Castañeda

Ao pé de um dos rochedos, vi um homem sentado no chão, o rosto virado quase de perfil. Aproximei-me dele até estar a uns três metros de distância; ele virou a cabeça e olhou para mim.

Parei… seus olhos eram a água que eu acabava de ver! Tinham o mesmo volume enorme, o brilho de ouro e negro.

A cabeça dele era pontuda como um morango; sua pele era verde, cheia de muitas verrugas. A não ser a forma pontuda, a cabeça dele era exatamente igual à superfície da planta de peiote.

Fiquei defronte dele, olhando; não conseguia afastar os olhos dele. Senti que ele estava propositadamente empurrando meu peito com o peso de seus olhos.

Eu estava sufocando. Perdi o equilíbrio e caí no chão. Desviou o olhar. Ouvi que falava comigo. A princípio, a voz dele era como o farfalhar de uma brisa suave. Depois a ouvi como uma música suave – uma melodia de vozes – e ‘sabia’ que estava dizendo: ‘O que quer?’

Ajoelhei-me diante dele e falei sobre a minha vida e depois chorei. Tornou a olhar para mim. Senti que seus olhos me puxavam e pensei que aquele momento seria o momento da minha morte.

Fez-me sinal para me aproximar. Vacilei por um momento antes de me adiantar um passo. Quando me aproximei, desviou os olhos de mim e mostrou-me as costas da mão.

A melodia dizia: ‘Olhe!’ Havia um furo redondo no meio da mão dele. ‘Olhe’, tornou a dizer a melodia. Olhei através do buraco e vi minha própria imagem…

Mescalito voltou novamente seus olhos para mim. Estavam tão perto de mim que eu os ‘ouvi’ ribombar baixinho com aquele ruído especial que eu já ouvira tantas vezes naquela noite.

Foram-se aquietando aos poucos, até se tornarem como uma lagoa tranquila, arrepiada por brilhos dourados e negros.

Desviou o olhar de novo e saltou como um grilo por uns 50 metros. Pulou várias vezes e depois desapareceu.

Samael Fala do Peiote

“O peiote é muito diferente. Ele coopera, sim, com a meditação, não cria hábito de nenhuma espécie. É muito exigente: Deve-se ter Castidade; de modo algum o peiote ajudaria, por exemplo, aos luxuriosos. Ele tem suas regras. O Mestre Huiracotcha fala do peiote. Conta como o Mestre Rasmussen, dentro do Templo de Chapultepeque, o utilizou para provocar um desdobramento…

É a única planta recomendável, porém isso é para homens castos, e na condição de não se abusar dele. Um estudante que quis usá-lo uma terceira vez, depois de haver recebido várias instruções, foi chamado à ordem pelos Senhores do Carma, foi-lhe proibido continuar com ele, digamos, de abusar dele, para ser mais claro.

Assim, pois, o peiote é útil, porém, deve-se saber usá-lo, não abusar dele jamais. Já em relação às demais drogas, não direi nada…”

Lúcifer – O mistério de Prometeu

22

“O diabo – se é permitido num livro de ciência empregar esta palavra desacreditada e vulgar -, o diabo se dá ao mago e o feiticeiro se dá ao diabo.” (Eliphas Lévi)

Lúcifer Prometeu, acorrentado na dura rocha da lide cotidiana, sofre com o Abutre do materialismo e da vulgaridade que abunda na sociedade.

Esse Abutre do vulgarismo, da profanidade, da anti-iniciação, corrói o fígado desse Titã, que por amor à essência humana, roubou o Fogo do Olimpo. O fígado é o Calvário onde crucificamos todos os dias o Salvador.

A figura trágica e rebelde de Prometeu, símbolo da humanidade, constitui um dos mitos gregos mais presentes na cultura ocidental. Filho de Jápeto e Clímene – ou da nereida Ásia ou ainda de Têmis, irmã de Cronos, segundo outras versões – Prometeu pertencia à estirpe dos Titãs, descendentes de Urano e Gaia e inimigos dos deuses olímpicos.

O poeta Hesíodo relatou, em sua Teogonia, como Prometeu roubou o fogo escondido no Olimpo para entregá-lo aos homens. Fez do limo da terra um homem e roubou uma fagulha do fogo divino a fim de dar-lhe vida. Para castigá-lo, Zeus enviou-lhe a bela Pandora, portadora de uma caixa que, ao ser aberta, espalharia todos os males sobre a Terra.

O Bafometo de Eliphas Lévi
O Bafometo de Eliphas Lévi

Como Prometeu resistiu aos encantos dessa mensageira, Zeus o acorrentou a um penhasco, onde uma águia (em alguns mitos, um abutre) devorava diariamente seu fígado, o qual se reconstituía ao amanhecer. Lendas posteriores narram como Hércules matou o pássaro e libertou Prometeu. Na Grécia, havia altares consagrados ao culto a Prometeu, sobretudo em Atenas.

Nas Lampadofórias (festas das lâmpadas), reverenciavam-se ao mesmo tempo Prometeu, que roubara o fogo do céu, Hefesto, deus do fogo, e Atena, que tinha ensinado o homem a fazer o azeite de oliva (ou seja, os elementos necessários para a prática da Alquimia. Entenda quem tiver entendimento).

Prometeu Acorrentado é a única parte sobrevivente de uma Trilogia que teria, na ordem de apresentação, Prometeu Acorrentado, Prometeu Libertado e Prometeu Portador do Fogo. O nome do drama satírico não é conhecido.

O mito de Prometeu, inseparável da questão da origem do “fogo”, situa-se entre os mais antigos e universais, pois encontramos seus equivalentes nas mitologias indiana, germânica, céltica, eslava, pré-colombiana etc. O fogo significava a matéria-prima alquímica que originava e fortalecia a inteligência e a sabedoria, fazendo com que os Homens se diferenciassem dos animais (intelectuais).

A tragédia teatral Prometeu Acorrentado, de Ésquilo, foi a primeira a apresentá-lo como um rebelde contra a injustiça e a onipotência das forças da natureza, imagem particularmente apreciada pelos poetas românticos, que viram nele a encarnação do amor à liberdade humana, que leva o homem a enfrentar com entusiasmo o seu destino. Prometeu significa, etimologicamente, “o que é previdente”, o que pensa primeiro e depois age, ao contrário de seu irmão, Epimeteu, aquele que primeira age e depois reflete.

O mito, além de sua repercussão literária e artística, tem também ressonância profunda entre os pensadores místicos. Simbolizaria o Herói que, para beneficiar a humanidade, sacrifica-se e enfrenta o suplício inexorável; a grande luta das conquistas iniciáticas e da propagação de seus benefícios à custa de dor e sofrimento.

O verdadeiro Lúcifer Prometeico da Doutrina Arcaica é, por antítese, edificante e essencialmente dignificante, justamente o contrário do que supõem teólogos como Des Mousseaux e o Marquês de Mirville. É, pois, a alegoria da retidão, o símbolo extraordinário e maravilhoso do mais alto sacrifício (Christus-Lúcifer dos Gnósticos) e o Deus de Sabedoria sob diversos nomes.

Xolotl-Lúcifer-Prometeu É Uno com o Logos

Ministro do Demiurgo Criador e Senhor resplandecente das sete mansões do Hades, Sabbath e do mundo manifestado, a quem estão encomendadas a Espada e a Balança da Justiça Cósmica, a lei do peso, da medida e do número; o Horus, o Brahma, Ahura-Mazda, etc, sempre inefável.

O mito luciferiano também entre os povos pré-colombianos
O mito luciferiano também entre os povos pré-colombianos

LÚCIFER-XOLOTL, o duplo de Quetzalcoatl, é o Guardião da Porta e das chaves do Lumisial, para que nele não penetrem senão os ungidos que possuem o segredo de Hermes.

Aqueles que amaldiçoam imprudentemente o LÚCIFER náuatle sublevam-se contra o REFLEXO CÓSMICO DO LOGOS, anatemizam o DEUS vivo manifestado na matéria e abjuram a sempre incompreensível sabedoria, que se revela por igual nos contrários de luz e trevas.

A glória de Satã é a sombra de Adonai e o Trono de Satã é o escabelo do Senhor. Semelhança, parecença, similitude: sol e sombra, dia e noite, lei dos contrários.

Dois são os exércitos do Logos ou Demiurgo Arquiteto do Universo: nos âmbitos sublimes, as aguerridas hostes de MIGUEL e, no abismo do mundo manifestado, as legiões de Satã.

Os dois são, evidentemente, o Imanifestado e o Manifestado, o virginal e o caído na geração animal.

Mas, sem dúvida alguma, somente sobre Satã recai a vergonha da geração, jamais sobre o Logos; aquele perdeu seu elevado estado virginal de Kummara quando comeu o fruto proibido. Com a Ressurreição Esotérica, o Lúcifer náuatle reconquista o estado virginal de Kummara.

A Pedra angular da Grande Obra é o Lúcifer náuatle. Sobre esta Pedra Mestra, situada pelos sábios no fundo mesmo de nosso sistema sexual, o Grande Rabi Jesus edificou sua Igreja.

Mefistófeles na Bíblia Goethiana

Inúmeros místicos iluminados, como Samael Aun Weor, veem na obra de Goethe a mão inconfundível de um Iniciado maçom esclarecido, e percebem plenamente o grande significado cósmico nela contido. Devemos entender que a história de Fausto é um mito tão antigo quanto a humanidade.

Goethe apresentou-a envolta numa verdadeira luz mística, iluminando um dos maiores problemas da Filosofia, o Mito do Salvatur Salvandus “travestido” como O Tentador, o Insuflador da Rebeldia Interior contra o Adormecimento e a ingenuidade irresponsável da Essência humana. Esse Tentador é representado pelo Diabo, chamado nessa obra de Mefistófeles.

Na monumental e absolutamente prospectiva obra de Goethe, Mefistófeles diz a Fausto: “Com essa dose no corpo, logo vês Helena de Tróia em qualquer mulher”. Fausto, I, 2603-4. Nesse momento, Fausto estava paralisado pela fascinação da imagem de Helena refletida em um espelho.

Em uma de suas cartas a C.G. Jung, Freud cita Mefistófeles, dizendo: “Sinto-me como aquele que vê Helena em toda mulher !” Helena de Troia, para Goethe, o Iniciado alemão, seria a representação arquetípica de nossa Alma Gêmea, nossa Amada Imortal como a chamava Beethoven. Mas, afinal, quem seria Mefistófeles?

A história de Fausto é bem conhecida: O Dr. Fausto é um velho cientista que sacrificou toda a sua vida em nome da ciência e da pureza de sua alma. Mefistófeles aposta com Deus que consegue atraí-lo para o seu lado. Deus permite que a experiência seja feita. Mefistófeles conhece bem sua presa: Fausto está cansado e alquebrado, insatisfeito com as coisas que realizou e sente que, na verdade, perdeu tempo, sacrificando sua mocidade, sua saúde e sua riqueza.

Provavelmente morrerá pobre e desconhecido sem nunca ter amado. Na prática, não é muito difícil aceitar um pacto proposto por Mefistófeles: este lhe dará a juventude perdida, dinheiro e o amor de uma mulher. Em troca, Fausto lhe dará sua alma. Com o pacto selado, Fausto conhece e se apaixona por Margarida, cuja alma também estará em perigo.

Fausto é a obra da vida inteira de Goethe. Começou a ser escrita em 1774, a primeira parte foi publicada em 1808; a segunda somente foi concluída em 1832, pouco antes da morte do autor. Resumo de uma época e prova da genialidade de Goethe, Fausto faz parte do patrimônio cultural da humanidade.

Enquanto o Livro de Jó designa Satã como sendo um dos Filhos de Deus, o mito de Fausto fala de Lúcifer como estando presente também na convocação que ocorre no capítulo inicial da história. Dele vem a nota salvadora de dissonância que forma um contraste na harmonia celestial e, como a luz mais brilhante provoca a sombra mais densa, a voz de Lúcifer realça a beleza do canto celestial.

O “Tentador”, do Livro de Jó

“Entre pensamentos e visões noturnas, quando cai sobre os homens o sono profundo, sobrevieram-me o espanto e o temor, e todos os meus ossos estremeceram. Um espírito passou por diante de mim, e fez-me arrepiar os cabelos do corpo. Parou ele, mas não consegui discernir sua aparência. Um vulto estava diante dos meus olhos, e ouvi uma voz abafada: Pode o homem mortal ser mais justo do que Deus? Pode o homem ser mais puro do que seu criador? (Jó 33:12-18)

O Livro de Jó tem sido chamado de “poema dramático de uma história épica”. Os capítulos 1 e 2 são um prólogo que descreve o cenário da história. Satanás, o Tentador, apresenta-se ao Senhor, junto com os filhos de Deus, e desafia a piedade de Jó, dizendo: “Porventura, teme Jó a Deus debalde?” Vai mais longe e sugere que se Jó perdesse tudo o que possuía, amaldiçoaria a Deus. Deus dá permissão a Satanás para provar a fé que tinha Jó, privando-o de sua riqueza, de sua família e, finalmente, de sua saúde.

Mesmo assim, “em tudo isso não pecou Jó com os seus lábios”. O que se questiona é sobre o verdadeiro significado dessa visita do Diabo a Deus. Se esse Diabo do Livro de Jó fosse o Inimigo por excelência, por que Deus o receberia juntamente com os outros Anjos do Céu? Portanto, concluímos que o Tentador é um “símbolo” referente ao Diabo Tentador, reflexo da Divindade.

Leiamos mais sobre o “mito” do Profeta Jó. Esse profeta, então, é visitado por três amigos – Elifaz, Bildad e Zofar –, os quais, à luz do gnosticismo, são a representação dos 3 Traidores Psicológicos que vemos em todos os “mitos iniciáticos”, que ficam impressionados pela deplorável condição de Jó, e permanecem sentados com Jó durante sete dias sem dizer uma só palavra.

A maior parte do livro é composta por três diálogos entre Jó e Zofar, seguidos pelo desafio de Eliú a Jó. Os quatro homens tentam responder à pergunta: Por que sofre Jó? Elifaz, argumentando a partir da sua experiência, declara que Jó sofre porque pecou. Argumenta que aqueles que pecam são punidos. Como Jó está sofrendo, obviamente pecou. Bildad, sustentando sua autoridade na tradição, sugere que Jó é um hipócrita.

Também ele faz a inferência de que se os problemas vieram, então Jó deve ter pecado. “Se fores puro e reto, certamente, logo despertará por ti.” Zofar condena Jó por verbosidade, presunção e pecaminosidade, concluindo que Jó está recebendo menos do que merece: “Pelo que sabe Deus exige de ti menos do que merece a tua iniquidade”.

Os três homens chegam basicamente à mesma conclusão: o sofrimento é consequência direta do pecado, e a iniquidade é sempre punida. Argumentam que é possível avaliar o favor ou desfavor de Deus a alguém pela prosperidade ou adversidade material. Assumem erroneamente que o povo pode compreender os caminhos de Deus sem levar em conta o fato de que as bênçãos e a retribuição divina podem ir além da vida presente.

Na sua resposta aos seu amigos, Jó reafirma a sua inocência, dizendo que a experiência prova que tanto o justo como o injusto sofrem, e ambos desfrutam momentos de prosperidade. Lamenta o seu estado deplorável e as sua tremendas perdas, expressando a sua tristeza em relação a eles por acusarem-no em lugar de trazer-lhe consolo.

Depois que os três amigos terminam, um jovem, chamado Eliú, confronta-se com Jó, que prefere não responder suas acusações. O argumento de Eliú pode ser resumido desta maneira: Deus é maior do que qualquer ser humano, isso significa que nenhuma pessoa tenha o direito ou autoridade de exigir uma explicação dele. Argumenta que o ser humano não consegue entender algumas coisas que Deus faz.

Ao mesmo tempo, Eliú sugere que Deus irá falar se ouvirmos. A sua ênfase está na atitude do sofredor, ou seja, uma atitude de humildade levará Deus a intervir. Essa é a essência da sua mensagem: em vez de aprender com o seu sofrimento, Jó demonstra a mesma atitude dos ímpios para com Deus, e esta é a razão pela qual ainda está sofrendo aflição. O apelo de Eliú a Jó é: 1. ter fé verdadeira em Deus, em vez de ficar pedindo explicação; 2. mudar a sua atitude para uma atitude de humildade.

Não se deve concluir que todas as objeções dos amigos de Jó representem tudo o que se pensava de Deus durante aquela época. Na medida em que a revelação da natureza de Deus foi se fazendo conhecida através da história e das Escrituras, descobrimos que algumas dessas opiniões eram incompletas. Evidentemente, isso não faz com que o texto seja menos inspirado, antes nos dá um relato inspirado pelo ES dos incidentes como realmente aconteceram.

Quando os quatro concluíram, Deus respondeu a Jó de dentro de um redemoinho. A resposta de deus não é uma explicação dos sofrimentos de Jó, mas, através de uma série de perguntas, Deus procura tornar Jó mais humilde.

O Bafometo dos Templários

Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura.

Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério?

Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.

No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.

No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos.

Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma “cabeça”, um “crânio”, ou de um “ídolo com três faces”, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.

De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, Baphe e Metis, significando Batismo de Sabedoria.

A partir dessa conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.

Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários.

Dessa descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um “homem velho”, o qual seria adorado pelos Templários. Este “homem velho” possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado “antes que tudo existisse”. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.

Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras “Baphe” e “Metros”, algo como “Batismo da Mãe”. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser “Baphe” e “Metros” uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias.

Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da “Grande Mãe”, esposa do deus Seth.

Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contraparte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.

De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam Baphe e Metios. Assim, teríamos a expressão “Tintura de Sabedoria”, ou o já apresentado “Batismo de Sabedoria”, como o significado de Baphomet.

Lúcifer é escada para subir, Lúcifer é escada para descer
Lúcifer é escada para subir, Lúcifer é escada para descer

Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihmat (ou ainda Bufihmat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para “Pai do Entendimento” ou “Cabeça do Conhecimento”. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma “Cabeça”, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito.

Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.

De acordo com a descrição do abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o Bode de Mendes ou ainda o Bode do Sabbath, é feita do seguinte modo: “Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais.

As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.

O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores.

Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.

Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.” Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.

A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração.

O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.

Porém, é significativo mencionar que o bode, do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o bode se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados “positivos” das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os “negativos”.

Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.

As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.

A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século 2º.

A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.

Pergunta: Por que muitos estudantes gnósticos temem a CARTA 15 do TARÔ? Por que ali o DIABO, ou TIPHÓN BAFOMETO, está representado com seios, como se fosse também ANDRÓGINO?

Samael Aun Weor: Bem, falemos um pouco sobre a carta 15 do Tarô. Sinto prazer em falar de dita lâmina… Não sei por que as gentes julgam tão mal a Tiphón Bafometo. Sem embargo, os gnósticos jamais ignoram aquela frase que diz: “Eu creio no Mistério do Bafometo e do Abraxas”.

A Carta 15 do Tarô (o Diabo) é profundamente significativa. Recordemos que se acha depois das Cartas 13 e 14. Inquestionavelmente, a 13 corresponde à morte do “mim mesmo”, do “si mesmo”, do ego. Indubitavelmente, a Carta 14 nos fala dessa Temperança, dessa CASTIDADE, dessa Perfeição que resulta da morte do ego. Depois vem a 15, que corresponde inevitavelmente ao ANDRÓGINO PRIMIGÊNIO, ao Mistério do Bafometo e do Abraxas, ao DIABO (palavra, esta última, que algo horroriza às gentes piedosas, porém que constitui algo extraordinário para o Sábio).

Na Catedral de Notre Dame de Paris aparece um corvo. Ele mira, fixamente, até o rincão do Templo, para esse lugar onde se encontra a Pedrazinha Angular, a PEDRA MESTRA, a Pedra da Verdade. Tal pedra tem uma forma, sim, terrível, com cornos que horrorizam: O DIABO (pavor de muitos pseudo-esoteristas e pseudo-ocultistas)… Os Alquimistas medievais dizem: “Queima teus livros e branqueia o Latão”…

Por que o Corvo Negro mira em direção ao Diabo? Porque devemos morrer em si mesmos, porque é necessário que desintegremos os “elementos inumanos” que levamos dentro. É urgente que os reduzamos a cinzas, a poeira cósmica. Assim será como podremos “branquear o latão”, esse Latão ou Cobre, representado na Estrela da Manhã. Já sabemos todos, com inteira claridade, que em um dia não muito distante, aquele Luzeiro Vespertino se chamava também Lúcifer, o “Fazedor de Luz”.

O Mito Egípcio de Seth

A Lenda de Osíris é um dos mais antigos e importantes mitos no Egito e na religião egípcia. O mito define a posição de Osíris como Senhor dos Mortos e do Submundo e o direito de Hórus (e de todos os faraós) ao trono. Também exibe os poderes e deveres de outros deuses e o seu grande adversário, Seth. Com a generosa idade desta lenda e escassez de versões completas, é mostrada aqui uma versão criada por David C. Scott, a partir de passagens de vários documentos e fontes.

Nos tempos distantes, na Era Dourada quando os Deuses andavam sobre a terra com os humanos; naqueles antigos dias, Osíris, o bisneto de Rá, sentava-se no Trono dos Deuses, reinando sobre o mundo assim como Rá o fez sobre os Deuses. Ele foi o primeiro Faraó, e Ísis, a primeira Rainha. Eles reinaram por muitos Eóns juntos, pois o mundo ainda era jovem e a Velha Morte não era tão severa quanto é hoje.

Seus métodos eram justos e perfeitos, e garantiram que Maat permanecesse em equilíbrio, fazendo com que a Lei fosse mantida.

E assim, Maat sorriu para o mundo. Todas as pessoas louvaram Osíris e Ísis, e a paz reinou sobre todos, pois esta foi a Era Dourada. Mas, ainda assim, havia um problema. O orgulhoso Seth, o nobre e Soberbo Seth, irmão de Osíris. Ele, que defendeu a Carruagem do Sol das garras de Apep (ou Apopi), o Destruidor, pôs a desordem em seu coração. Ele cobiçava o Trono de Osíris. Ele cobiçava Ísis. Ele cobiçava o poder sobre o mundo e desejava tirá-lo de seu irmão. Em sua mente sombria, ele formulou um plano para assassinar Osíris e dele tirar tudo. Ele construiu uma caixa e inscreveu em sua superfície um maléfico encanto que iria acorrentar e aprisionar qualquer um que entrasse.

Seth levou a caixa para o grande banquete dos Deuses. Esperou até que Osíris ficasse embriagado, desafiando-o para um teste de força. Cada um deles iria entrar na caixa e tentar, através da força, sair de dentro. Osíris, confiante em seu poder, porém frágil em sua mente por causa da bebida, entrou na caixa. Seth rapidamente despejou chumbo derretido na caixa. Osíris tentou escapar, mas a magia perversa o segurou indefeso, levando-o à morte. Seth ergueu a caixa e lançou-a no rio Nilo. A caixa desapareceu levada pelas águas.

Seth reivindicou o Trono de Osíris para si e demandou que Ísis se tornasse sua Rainha. Nenhum dos outros deuses se atreveu a impedir Seth, pois ele havia matado Osíris e poderia facilmente fazer o mesmo a eles. O grande Rá deu suas costas e lamentou. Ele não se opôs a Seth.

Essa foi a Era de Trevas. Seth era tudo que seu irmão não era. Cruel e desalmado, não se importando com o equilíbrio de Maat ou com os humanos, filhos dos Deuses. A guerra dividiu o Egito, e tudo estava sem lei enquanto Seth governava. Em vão os egípcios choravam para Rá, pois seu coração estava endurecido pela mágoa que não o deixava escutar os apelos.

Somente Ísis, a abençoada Mãe Divina Ísis, lembrou-se dos humanos. Somente ela não temia Seth. Ela procurou por todo o Nilo pela caixa contendo seu amando marido. Finalmente ela a achou, presa em um ramo de tamareira que havia se tornado uma grande árvore, pois o poder de Osíris ainda estava ativo, mesmo que ele estivesse morto. Ela abriu a caixa e limpou o corpo sem vida de Osíris. Ela carregou a caixa de volta para o Egito e a colocou na casa dos Deuses.

Ísis transformou-se em um pássaro e voou sobre o corpo de Osíris, cantando uma canção de lamento. Ela rezou por ele e lançou um encanto. O espírito de Osíris atendeu suas preces e tomou o corpo de Ísis. Da comunhão espiritual que aconteceu, Ísis concebeu um filho cujo destino seria vingar o seu pai. Ela batizou a criança de Hórus, o que tudo vê, e a escondeu numa remota ilha, longe dos olhos de seu tio Seth.

Ela, então, foi ao encontro a Thoth, o sábio Thoth, que conhece todos os segredos, e implorou por sua ajuda. Ela pediu por uma magia que pudesse trazer Osíris de volta à vida. Thoth, Senhor do conhecimento, procurou através de sua magia. Ele sabia que o espírito de Osíris havia deixado seu corpo e estava perdido. Para restaurar Osíris, Thoth deveria recriá-lo, assim seu espírito iria reconhecer e tomar novamente o seu corpo.

Thoth e Ísis juntos criaram o Ritual da Vida, o qual iria permitir que os humanos vivessem para sempre após a morte. Mas antes que Thoth pudesse pôr em ação sua magia, o cruel Seth descobriu seus planos. Ele roubou o corpo de Osíris e o esquartejou, espalhando seus pedaços pelo Egito. Ele estava certo de que Osíris jamais renasceria.

Ainda assim, Ísis não caiu em desespero. Ela implorou pela ajuda de sua irmã Néftis, para guiá-la e ajudá-la a encontrar os pedaços de Osíris. Por muito tempo elas procuraram, trazendo cada pedaço para Thoth para que ele pudesse realizar sua mágica. Quando todos os pedaços estavam reunidos, Thoth procurou Anúbis, Senhor dos Mortos. Anúbis costurou os pedaços, lavou as entranhas de Osíris, embalsamou-o em linho e realizou o Ritual da Vida. Quando a boca de Osíris abriu-se, seu espírito entrou em seu corpo e ele ganhou vida novamente.

Mas, nada que foi morto uma vez, nem mesmo um Deus, poderia viver novamente na terra dos vivos. Osíris foi para Duat, o Mundo Subterrâneo. Anúbis cedeu o trono a Osíris e ele se tornou o Senhor dos Mortos. Ali, ele aplicava o julgamento das almas dos mortos. Condenava os justos à Terra Abençoada do além-vida, mas os pecaminosos eram condenados a ser devorados pelo demônio Ammut (os Mundos Infernos).

Quando Seth descobriu que Osíris estava vivo novamente, ficou enfurecido. Mas sua ira amenizou-se, pois sabia que Osíris não poderia jamais retornar à terra dos vivos. Sem Osíris, Seth acreditava que iria sentar no Trono dos Deuses por toda a eternidade. Mas, em sua ilha, Hórus atingiu a força da maturidade. Seth enviou muitas serpentes e demônios (os diversos agregados psicológicos) para matar Hórus, mas este derrotou a todos. Quando estava pronto, sua mãe Ísis deu a ele grande magia para usar contra Seth, e Thoth deu a ele um punhal mágica.

Hórus procurou Seth e o desafiou pelo trono. Seth e Hórus lutaram por muitos dias, mas, no final, Hórus derrotou Seth e o castrou. Mas Hórus, piedoso, não tirou a vida de Seth, pois se derramasse o sangue de seu tio não o faria melhor do que ele. Seth manteve seu título no trono, e Hórus pronunciou-se como filho de Osíris. Os deuses iniciaram uma luta entre eles, os que apoiavam Hórus e aqueles que apoiavam Seth.

Banebdjetet saltou no meio do conflito e demandou que os Deuses terminassem com a luta pacificamente ou então Maat entraria em desequilíbrio. Ele ordenou que os Deuses buscassem o conselho de Neith. Esta, íntima da guerra mas sábia em conselho, pronunciou que Hórus era o herdeiro por direito do Trono dos Deuses. Hórus lançou Seth para as Trevas, onde ele vive até hoje.

E assim, Hórus cuida dos humanos enquanto vive, guia os passos do Faraó enquanto vive, e seu pai Osíris cuida dos humanos no além-vida. E assim, os Deuses estão em paz. E assim Seth, o Condenado, eternamente tenta sua vingança, lutando contra Hórus conseqüentemente.

Quando Hórus vence, Maat está segura e o mundo permanece em paz. Quando Seth vence, o mundo entra em redemoinho. Mas os humanos sabem que tempos obscuros não duram para sempre, e que os raios brilhantes de Hórus irão novamente resplandecer sobre eles.

No Final dos Tempos, Hórus e Seth lutarão uma última vez pelo mundo. Hórus derrotará Seth para sempre e Osíris poderá retornar a este mundo. Neste dia, conhecidos pelos Hierofantes egípcios como o Dia do Despertar, todas as tumbas serão abertas e os justos que morreram ganharão a vida novamente, e toda tristeza e sofrimento irão terminar para todo o sempre.

Poema Sobre O Arcano 15 (A Paixão)

A temível hora sexta congela
meus frágeis ossos de pavor
Em mim mesmo encontro a fera
que devo embater com todo ardor

No espelho a imagem reflete
inocente, o monstro que sou
Naveguei muito para o leste,
mas minha mente me guiou

Ah, na grande treva do palco
de ensaio infinito onde sou ator
meu latão brilha bem fraco, limpá-lo
irei do lodo e do negror

Do caminho de duas estradas
agora dolorida me voltou a noção
Nos dois fogos vejo a palha
em um queimar-se, em outro não

Vermelhas rosas vejo a resplandecer
no infinito, nas covas da colina distante
Nas serras sombrias onde não havia viver
jardim mavioso nasce de instante em instante

Baphometo dos mistérios velados,
dos templários que de ti se embeberam
Me entregue as flores douradas dos prados
passo a passo, pelas dores que as antecederam

O colossal deus dos vales sombrios
assim se ergue em sutil majestade
semeando espinhos pelos caminhos
para criar fortes pés e de aço a vontade

Tanto tempo errei nas aulas da vida!
Em frágeis laços caía, em buracos vários
descia a procurar estrelas, sucumbia
ante o doce sabor do pecado

Quem vem pela estrada afora da montanha
solitária, onde em correntes Prometeu mora?
É Hércules, herói legendário por suas façanhas
que vem em fortes passos para a ti liberar agora

Ali Onaissi (Jornalista, escritor e diretor do GnosisOnLine – GOL)

O Bem e o Mal

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O bem e o mal não existem. Uma coisa é boa quando nos convém e má quando não nos convém. O bem e o mal são questões de conveniências egoístas e de caprichos da mente.

O homem que inventou os fatídicos termos bem e mal foi um atlante chamado Makari Kronvernkzyon, distinto membro da sociedade científica Akaldan, situada no submerso continente atlante.

O velho sábio arcaico jamais suspeitou do grave dano que iria causar à humanidade com o invento de suas duas palavrinhas.

Os sábios atlantes estudaram profundamente todas as forças evolutivas, involutivas e neutras da natureza, mas ocorreu a este velho sábio a ideia de definir as duas primeiras com os termos de bem e mal. Chamou as forças evolutivas de boas e as forças involutivas batizou com o nome de más. Às forças neutras não deu nome algum.

Essas forças manifestam-se dentro do homem e dentro da natureza, sendo a força neutra o ponto de apoio e equilíbrio.

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Muitos séculos depois da submersão da Atlântida, com sua famosa Posseidônis, da qual fala Platão em sua “República”, existiu na civilização oriental de Tiklyamishayana um sacerdote antiquíssimo que cometeu o gravíssimo erro de abusar dos termos bem e mal, usando-os estupidamente como base para uma moral. O nome de tal sacerdote era Armanatoora.

Com o transcorrer da história através dos inumeráveis séculos, a humanidade viciou-se nestas duas palavrinhas e as converteu no fundamento de todos os seus códigos morais. Hoje em dia, qualquer um encontra estas duas palavrinhas até na sopa.

Atualmente, há muitos reformadores que querem a restauração moral, mas que, para desgraça deles e deste mundo aflito, têm a mente engarrafada entre o bem e o mal.

Toda moral fundamenta-se nas palavrinhas bem e mal, por isso todo reformador moral é de fato um reacionário.

Os termos bem e mal servem sempre para justificar ou condenar nossos próprios erros.

Quem justifica ou condena, não compreende. É inteligente compreender o desenvolvimento das forças evolutivas, porém não é inteligente justificá-las com o termo boas. É inteligente compreender os processos das forças involutivas, mas é estúpido condená-las com o termo de más.

Toda força centrífuga pode se converter em força centrípeta. Toda força involutiva pode se transformar em evolutiva.

Dentro dos infinitos processos da energia em estado evolutivo há infinitos processos de energia em estado involutivo.

Dentro de cada ser humano existem diferentes tipos de energia que evoluem, involuem e se transformam incessantemente.

Justificar determinado tipo de energia e condenar outro não é compreender. O vital é compreender.

A experiência da verdade tem sido bem rara entre a humanidade, devido ao fato concreto do engarrafamento mental. As pessoas estão engarrafadas nos opostos bem e mal.

A Psicologia Revolucionaria do Movimento Gnóstico baseia-se no estudo dos diferentes tipos de energia que operam no organismo humano e na natureza.

O Movimento Gnóstico tem uma ética revolucionária que nada tem que ver com a moral dos reacionários e tampouco com os termos conservadores e retardatários de bem e mal.

Dentro do laboratório psicofisiológico do organismo humano existem forças evolutivas, involutivas e neutras, que devem ser estudadas e compreendidas profundamente.

O termo bem impede a compreensão das energias evolutivas, devido à justificativa.

O termo mal impede a compreensão das forças involutivas, devido à condenação.

Justificar ou condenar não significa compreender. Quem quiser acabar com seus defeitos não deve justificá-los nem condená-los. É urgente compreender nossos erros.

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Compreender a ira em todos os níveis da mente é fundamental para que em nós nasça a serenidade e a ternura.

Compreender os infinitos matizes da cobiça é indispensável para que em nós nasça a filantropia e o altruísmo.

Compreender a luxúria em todos os níveis da mente é condição indispensável para que em nós nasça a castidade verdadeira.

Compreender a inveja em todos os terrenos da mente é suficiente para que nasça em nós o sentido de cooperação e a alegria pelo bem-estar e progresso alheios.

Compreender o orgulho em todos os seus matizes e graus é a base para que nasça em nós de forma natural e simples a exótica flor da humildade.

Compreender o que é esse elemento de inércia chamado preguiça, não só em suas formas grotescas, mas também em suas formas mais sutis, é indispensável para que nasça em nós o
sentido de atividade.

Compreender as diversas formas da gula e da glutonaria equivale a destruir os vícios do centro instintivo, tais como são os banquetes, as bebedeiras, as caçadas, o carnivorismo, o medo da morte, o desejo de perpetuar o Eu, o temor à aniquilação, etc.

Os mestres de escolas, colégios e universidades dão conselhos aos seus discípulos e discípulas para que melhorem, como se o Eu pudesse melhorar; para que adquiram determinadas virtudes, como se o Eu pudesse conseguir virtudes, etc.

É urgente compreender que o eu não melhora jamais, que nunca será mais perfeito e que quem cobiça virtudes robustece o Eu.

A perfeição total só nasce em nós com a dissolução do Eu. As virtudes nascem em nós de forma natural e simples quando compreendemos nossos defeitos psicológicos, não somente no nível intelectual, mas em todos os terrenos subconscientes e inconscientes da mente.

Querer melhorar é estúpido, desejar a santidade é inveja, cobiçar virtudes significa robustecer o Eu com o veneno da cobiça.

Necessitamos da morte total do Eu, não só no nível intelectual como também em todos os esconderijos, regiões, terrenos e passagens da mente. Quando morremos absolutamente, só fica em nós Isso que é perfeito, Isso que está saturado de virtudes, Isso que é a essência de nosso Ser Íntimo, Isso que não é do tempo.

Só compreendendo a fundo todos os infinitos processos das forças evolutivas que se desenvolvem dentro de nós mesmos aqui e agora, só compreendendo de forma integral os diferentes aspectos das forças involutivas que se processam dentro de nós mesmos de momento a momento, poderemos dissolver o Eu.

Os termos bem e mal servem para justificar e condenar, porém jamais para dar compreensão.

Cada defeito tem muitos matizes, fundos, transfundos e profundidades. Compreender um defeito no nível intelectual não significa havê-lo compreendido nos diversos terrenos subconscientes, inconscientes e infraconscientes da mente.

Qualquer defeito pode desaparecer do nível intelectual e continuar nos outros terrenos da mente. A ira disfarça-se com a toga do juiz. Muitos cobiçam não ser cobiçosos. Há aqueles que não cobiçam dinheiro, mas cobiçam poderes psíquicos, virtudes, amores, felicidade aqui ou depois da morte, etc.

Muitos homens e mulheres se emocionam e se fascinam diante de pessoas do sexo oposto. Dizem que amam a beleza, mas seu próprio subconsciente os atraiçoa, a luxúria disfarça-se com o sentido estético.

Muitos invejosos invejam os santos, fazem penitências e até se açoitam porque desejam também chegar a ser santos.

Muitos invejosos invejam aqueles que se sacrificam pela humanidade. Então, querendo ser grandes também, escarnecem aqueles a quem invejam e lançam contra eles toda a sua baba difamatória.

Há aqueles que se sentem orgulhosos de sua posição, de seu dinheiro, de sua fama e prestígio, bem como há aqueles que se sentem orgulhosos de sua condição humilde.

Diógenes sentia-se orgulhoso do tonel em que dormia, e quando foi à casa de Sócrates, saudou-o dizendo: “Pisando teu orgulho, Sócrates, pisando teu orgulho”. “Sim, Diógenes, com teu orgulho pisas o meu orgulho”, foi a resposta de Sócrates.

As mulheres vaidosas encrespam seus cabelos, vestem-se e adornam-se com tudo o que podem para despertar a inveja nas outras mulheres, mas a vaidade também se disfarça com a túnica da humildade.

Conta a tradição que Arístipo, o filósofo grego, querendo demonstrar ao mundo sua sabedoria e humildade, vestiu-se com uma túnica muito velha e cheia de remendos, empunhou em sua mão direita o bastão da filosofia e se foi pelas ruas de Atenas. Quando Sócrates o viu chegar, exclamou: “Ó, Arístipo, vê-se a tua vaidade através dos furos de tua veste”.

Muitos são os que estão na miséria devido ao elemento preguiça, mas existe gente que trabalha demais para ganhar a vida, no entanto sentem preguiça para estudar e conhecer a si mesmos a fim de dissolver o Eu.

São muitos os que abandonaram a gula e a glutonaria, porém, infelizmente, se embriagam e saem em caçadas.

Cada defeito é multifacético, se desenvolve e se processa de forma gradativa, desde o degrau mais baixo da escala psicológica até o degrau mais elevado.

Dentro da cadência deliciosa de um verso também se esconde o delito.

O delito também se veste de santo, de mártir, de casto, de apóstolo etc.

O bem e o mal não existem. Tais termos só servem para encobrir evasivas e fugas do profundo e detalhado estudo de nossos próprios defeitos.

Samael Aun Weor (Educação Fundamental)

O caso Barney e Betty Hill

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O caso desse casal de classe média americana é importante para os estudiosos de ufologia por se tratar da primeira vez em que se estuda profundamente uma inter-relação pessoal entre terrícolas e irmãos do cosmos. Este caso ocorreu nos Estados Unidos, com o casal Barney e Betty Hill, o qual seguia de carro, a passeio, para Portsmouth, no dia 19 de setembro de 1961.

Pretendiam continuar viajando durante a noite, devido a um alerta do serviço meteorológico relativo à possibilidade de um furacão, pois desejavam estar em casa antes que este chegasse. Pararam em um pequeno restaurante em Colebrook, situado na região norte de New Hampshire, para fazer uma refeição rápida. Depois seguiram viagem, pois pretendiam estar em casa por volta de 02h30.

Já ao sul de Lancaster, os dois começaram a observar um objeto que brilhava muito no céu. O aparelho parecia acompanhar o trajeto do carro. Os Hill pararam o automóvel e observaram o UFO através de um binóculo.

Tratava-se de uma nave enorme, de forma discóide, a poucas centenas de metros do solo, apresentando uma cúpula giratória. Betty pôde notar claramente uma fileira dupla do que pareciam ser janelas. Tanto ela como seu marido tiveram a chance de observar através das janelas vários ocupantes do aparelho. Através do binóculo, Barney conseguia ver que alguns dos tripulantes da nave pareciam manejar uma espécie de painel de controle, enquanto o objeto descia lentamente.

Quando a nave pousou, Barney estava fora do carro, enquanto Betty, gritando, insistia para que ele retomasse ao carro. Porém seu marido parecia estar hipnotizado pelos olhos de um dos tripulantes do objeto. Sentiu que estava prestes a ser capturado, correu para o carro, Betty deu partida, mas logo em seguida o casal ouviu um estranho som eletrônico, e os dois foram prontamente envolvidos por um estado de sonolência repentina.

Tudo que aconteceu em seguida ficou bloqueado em suas mentes. Apenas se recordavam de que ouviram um outro som estranho e estavam viajando novamente pela estrada. Só tempos depois é que a amnésia começou a incomodá-los, e procuraram ajuda médica. Haviam perdido aproximadamente duas horas transcorridas naquela noite, das quais nada conseguiam se lembrar.

Após sucessivas hipnoses regressivas, realizadas separadamente com Betty e Barney Hili, o doutor Benjamim Simon, um psiquiatra de renome, pôde reconstituir passo a passo os acontecimentos vividos pelo casal. Ambos tinham sido levados para dentro da nave pelos seres, que pareciam usar uniformes.

Barney notou que a criatura que parecia comandar a nave, o único que aparentemente sabia falar inglês, usava um cachecol preto no pescoço, que caía sobre o ombro esquerdo. Segundo o casal, o traço que mais os diferenciava dos humanos da Terra eram os olhos.

Os seres ficaram surpresos quando não conseguiram remover os dentes de Betty, ao contrário do que tinham conseguido com Barney, já que este usava dentadura. Introduziram uma agulha no umbigo de Betty, sendo explicado para ela que se tratava de um teste de gravidez, com uma técnica semelhante que seria utilizada na Terra anos mais tarde, na década de 70. Quando a agulha foi introduzida, a contatada sentiu dor, que foi remediada imediatamente com o toque de uma das mãos do líder na cabeça de Betty.

Além do comandante (líder) e do “médico”, existiam aparentemente dentro da nave mais nove seres. Todos de baixa estatura. Seus corpos pareciam desproporcionais, apresentando um tórax grande, com braços mais compridos. Seus rostos eram planos, apresentando olhos muito grandes. Seu nariz era muito pequeno e a boca não passava de uma fenda. Segundo Betty, o líder e o “examinador” eram diferentes: mais altos, apresentando ainda uma cor de pele diferente. O que mais chamava atenção na tripulação da nave, entretanto, eram os olhos, diferentes de tudo que os Hill tinham visto até aquele momento.

Muito interessante é também a história do mapa estelar observado por Betty Hill dentro da nave. A contatada perguntou ao líder de onde eles eram, afirmando que já sabia que não eram da Terra. Nesse estágio da experiência. Betty observa um mapa retangular, que media em seu eixo maior cerca de 120cm.

Existiam várias linhas ligando as estrelas. Segundo foi explicado para Betty as linhas duplas significavam rotas comerciais, as linhas individuais correlacionavam estrelas que eram visitadas ocasionalmente, e as pontilhadas eram expedições. O líder perguntou se Betty sabia onde estava o nosso sistema no mapa. A contatada respondeu que não. Pouco tempo depois o casal era levado para fora da nave, de onde puderam observar a partida do UFO.

Durante as sessões de hipnose a senhora Hill conseguiu desenhar o referido mapa. De início não foi encontrado qualquer padrão comum entre o mesmo e nossas cartas celestes. Coube a uma astrônoma amadora, a professora Majorie Fish, a identificação das estrelas que apareciam no mapa. Inicialmente, apesar de muitas tentativas, a astrônoma não conseguiu também resultados positivos, mas com o passar dos anos, e a divulgação de novas cartas celestes, que traziam dados mais precisos, relativos às distâncias entre algumas estrelas das nossas vizinhanças cósmicas, foi finalmente encontrado um padrão exatamente igual.

Quando Fish tomou apenas as estrelas próximas de nosso Sistema Solar, que segundo astronomia terrestre teriam condições de possuir planetas adequados à vida, surgiu uma carta igual à desenhada por Betty Hill. Com base nesses estudos foi possível identificar o ponto de origem dos extraterrestres. Tudo parece indicar que seriam provenientes da estrela Zeta da constelação do Retículo, a cerca de 36 anos-luz do nosso sistema solar. A validade da interpretação de Fish foi posteriormente confirmada também por astrônomos profissionais. Estava descoberto um dos locais dos discos voadores.

UMA ENTREVISTA COM A SENHORA BETTY HILL

Betty Hill foi entrevistada pela revista Argosy, em dia 10 de março de 1978.

Pergunta: Se o Boston Herald não tivesse tornado pública a história de seu sequestro, em 1965, você – ainda assim – teria cooperado na publicação de um livro referente ao incidente ou o tornado público de alguma maneira?

BETTY: Não, eu acho que a história teria ficado comigo, Barney e o Dr. Simon. Mas claro, a história do Herald saiu fora de nosso controle e não foi feita com nossa permissão.

Pergunta: Depois de quanto tempo depois de seu sequestro, vocês voltaram a estrada procurando OVNIs ou outra prova de sua experiência?

BETTY: Desde o principio, começamos a voltar àquela mesma estrada, procurando e tentando encontrar alguma explicação para o que tinha acontecido – o que nós estávamos omitindo.

Pergunta: Você mantêm um caderninho cheio de anotações de avistamentos de óvnis de todos os tipos, entretanto, você está sempre só quando tais avistamentos acontecem ou você já levou observadores com você?

BETTY : Tenho levado todo o tipo de pessoas. Por exemplo, Jim Voutrot do canal 9 de Manchester (New Hampshire), veio uma noite e teve um excelente avistamento. Tanto que ele filmou o óvni e mais tarde mostrou o filme na TV (N.T: Voutrot confirmou essa afirmação de Betty).

Pergunta: Você se sente de alguma forma privilegiada de ter visto óvnis tantas vezes?

BETTY: De forma alguma. Há pessoas por todo o estado (New Hampshire) que tiveram avistamentos, mas eu só ponho mais tempo na coisa e sei o que procurar.Acho que a paciência é a chave de tudo. Vou a vários lugares numa média de 3 vezes por semana e usualmente gasto cerca de horas numa esticada dessas.

Pergunta: Como se explica que não haja relatos de óvnis mais oficiais, de pilotos por exemplo?

BETTY : Se você se decide a contar que viu um óvni você é levado a sentir-se extenuado só de pensar que você terá de passar por um monte de perguntas, entrevistas e preencher um montes de papéis, no seu próprio tempo. Ademais torna-se um caso impar e quem quer ser levado ao ridículo.

Pergunta: Você pensa que o governo sabe mais do que ele está deixando transparecer?

BETTY: Eu suponho que o governo sabe um bocado. Ninguém pode me convencer do contrário.

Pergunta: Na sua opinião, qual é a principal fonte de informação sobre óvnis?

BETTY: Sem dúvida, a APRO (Aerial Phenomena Research Organization) em Tucson, Arizona. São totalmente profissionais e realmente sabem das coisas.

Pergunta: Recordando um pouco, há alguma coisa relacionada com o incidente de 1961 que, par uma razão ou outra, possa não ter sido registrada no livro?

BETTY : Depois de uma busca mais ou menos continua, finalmente encontramos o local de nossa captura, em Campton, cerca de 15 a 18 milhas (24 a 29 km) de Indiahead. Preenchia perfeitamente nossas recordação, até por ter um solo de areia fina, que é altamente incomum naquela área. Outra coisa que eu nunca mencionei no livro foi a história dos meus brincos. Cerca de vinte semanas depois do incidente (o sequestro) voltei para casa com Barney e encontramos algumas folhas secas e um par de brincos meus sobre a mesa da cozinha. A casa estivera trancada e não tivemos ideia de como e porque eles haviam ido parar ali.

Pergunta: O que havia de significativo nisto?

BETTY: Depois de nosso tratamento com o Dr. Simon, eu me lembrava com clareza do líder alienígena dizendo – ou talvez comunicando – para mim: “Se quisermos você, saberemos onde encontrá-la”. Bem, esses brincos eram o mesmo que eu usara na noite da captura e ali estavam, devolvidos para mim de alguma forma, com as folhas como lembrança do lugar onde a captura tivera lugar. Ao menos, essa é a minha interpretação, a qual cheguei depois das sessões de hipnose. Antes eu não tinha ideia do seu significado.

Pergunta: Quando Barney estava observando o óvni, lá no campo, em Indianhead, por que ele sentiu que ia ser capturado?

BETTY: Barney simplesmente recebeu a mensagem (telepaticamente). Eu digo “recebeu a mensagem” querendo dizer que eles se comunicaram com ele de alguma maneira e disseram-lhe para ficar ali e ficar olhando. Quando a nave começou a descer é que ele tirou o binóculo dos olhos e correu de volta para o carro.

Pergunta: Qual a sua opinião sobre a serie de sonhos que você teve depois do encontro ?

BETTY: Acho que foi uma maneira natural de começar a lembrar do que o líder havia me instruído para esquecer. Isto é semelhante ao que aconteceu quando o Dr. Simon nos fazia esquecer cada sessão realizada, como dispositivo de segurança, para que não houvesse confabulação entre nós. O dr. Simon sentiu que ao redor da marca de dez dias (após cada consulta), começaríamos a nos lembrar de tudo, automaticamente. Então, ele insistia que o visitássemos cada sete dias e se não tivéssemos tempo para uma sessão completa, deveríamos ao menos ter um reforço na hipnose (N.T.: Betty se refere à sugestão pós-hipnótica de esquecer, a nível consciente, do conjunto de lembranças, obtidas sob hipnose em cada sessão). Uma coisa interessante é que, nos meus sonhos, eu usava objetos mais familiares para descrever o que estava acontecendo. Por exemplo: nos meus sonhos eu pensava que subira uma escada, mas – sob hipnose – lembrei-me de estar subindo uma rampa para entrar na nave.

Pergunta: Qual é sua opinião sobre o mapa estelar que você descreveu sob hipnose e depois desenhou?

BETTY: Acho que tanto quanto se possa imaginar, as duas estrelas grandes, conectadas por linhas grossas e múltiplas, no meu mapa, de Zeta Reticuli I e Zeta Reticuli II. Mas estas estrelas não podem ser vistas das Montanhas Brancas de New Hampshire. Na verdade, temos de estar ao Sul da Cidade do México para vê-las, então obviamente este mapa não foi feito por mim, olhando o céu e desenhando !

Pergunta: Sua experiência com o óvni e sua tripulação mudou sua vida de alguma forma?

BETTY: A não ser pela publicidade da revista Look e tudo o mais, no começo e até dois anos atrás, quando me aposentei, diria que muito pouco. Continuei com meu trabalho como assistente social do estado e andei muito ocupada com isto. Mas agora, naturalmente, estou mais disponível para a imprensa e para receber relatos de OVNIS e há minha série de palestras. Vocês sabem, eu nunca recebi um tostão pelas conferências, antes. Mas agora que estou aposentada, achei que já era tempo de sobra para ser paga pelo meu trabalho ufológico.

Pergunta: Você tem um agente agora?

BETTY: Sim, sou representada pelo Program Corporation of America. A sede é em Hartsdale, estado de Nova Iorque e eles estão me mandando para lugares como Powell em Wyoming e Centralia, Washington, um montes de lugares. Até gravei um especial para a tevê australiana.

Pergunta: O que você sente sobre o filme “Contatos Imediatos de 30. Grau?

BETTY: É divertido, mas estritamente, Hollywood. Eu ache que o filme jogará muita gente fora dos trilhos se esperarem ver topos de montanha iluminados e tudo aquilo.

Pergunta: No filme, o herói, Roy Neary, entra num óvni como voluntário. Mas e você? Se você tivesse a oportunidade de ver esses extraterrestres de novo e a chance de entrar na nave, você teria medo? O que você faria?

BETTY: Eu não faria nada disso e acho que ninguém com qualquer quantidade de juízo o faria também. Absolutamente, não!

Pergunta: Que tal a versão cinematográfica dos extraterrestres?

BETTY: A cabeça estava próxima da minha descrição mas os corpos pareciam frágeis e quanto aos dedos, bem, quem quer que desenhou as mãos deveria frequentar um curso de anatomia. São um pouco ridículas

Pergunta: Finalmente o que você achou da Nave Mãe no fim do filme?

BETTY: Exagerada, iluminada e grande demais, somente uma invenção da imaginação de alguém. Simplesmente não aconteceu daquele jeito!

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Sufismo – Vem, ouve a música do Sama

2

Viemos girando do nada
Espalhando estrelas como pó
As estrelas puseram-se em círculo
E nós ao centro, dançamos com elas
Como a pedra do moinho em torno de Deus
Gira a roda do céu
Segura um raio dessa roda e terás a mão decepada
Girando e girando essa roda dissolve todo e qualquer apego
Não estivesse apaixonada, ela mesma gritaria: ‘Basta!’
Até quando há de seguir esse giro?
Cada átomo gira desnorteado
Mendigos circulam entre as mesas
Cães rondam um pedaço de carne
O amante gira em torno de seu próprio coração
Envergonhado ante tanta beleza
Giro ao redor de minha vergonha
Vem. Ouve a música do Sama
Vem. Imite ao som dos tambores
Aqui celebramos
Somos todos a verdade
Em êxtase estamos
Embriagados sim, mas de um vinho que não se colhe na videira
O que quer que se pense de nós, em nada parecerá o que somos
Giramos e giramos em êxtase
Esta é a noite do Sama
Há luz agora!
Luz! Luz!
Eis o amor verdadeiro que diz à mente adeus
Este é o dia do adeus. Adeus! Adeus!
Todo coração que arde nessa noite é amigo da música
Ardendo por teus lábios meu coração transborda de minha boca

Rumi-Turning-gnosisonline

Silêncio
Silêncio
Mas feito de pensamento, afeto e paixão
O que resta é nada além de carne e ossos
Por que nos falam de templo de oração, de atos piedosos?
Somos a caça e o caçador
Outono e primavera, noite e dia
O visível e o invisível
Somos o tesouro do espírito
Somos a alma do mundo
Livres do peso que vergasta o corpo
Prisioneiros não somos do tempo nem do espaço
Nem mesmo da terra em que pisamos
No amor fomos gerados
No amor nascemos

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Importância esotérica do cerebelo

20

O Cerebelo, para o VM Samael Aun Weor e outros grandes Iniciados, é o CORAÇÃO ESOTÉRICO DO HOMEM.

O cérebro propriamente dito é chamado de cérebro anterior e o cerebelo é o cérebro posterior, ou Cérebro Intuitivo…

Sua importância é tamanha que há técnicas místicas para ativar seu centro de força (chacra), pois dele dependem as conexões entre o cérebro físico e o cérebro astral/mental.

Infelizmente, por darmos muito mais importância ao cérebro anterior, ou o racional, acabamos por atrofiar/destruir/degenerar o chacra do cerebelo, fazendo com que os benefícios dessa parte importantíssima de nossa Anatomia Oculta estejam quase totalmente perdidos. Reflita sobre algumas das consequências de um cerebelo degenerado psiquicamente, como acontece com a quase totalidade dos seres humanos:

– Inconsciência nos momentos de transição entre o sono e a vigília;
– Não Recordação das experiências astrais;
– Confusão entre experiências astrais autênticas (conscientes ou inconscientes) e meras projeções psíquicas dos Centros da Máquina (centros intelectual, emocional, motriz, instintivo e sexual);
– Impossibilidade de conexão entre os Centros Superiores do Ser e os 5 Centros Inferiores da Máquina, impedindo que recebamos mensagens de nosso Espírito (o Ser Divino) e também dos mestres e anjos dos Mundos Superiores;
– Nem sequer se consegue lembrar dos sonhos logo depois de acordar… Etc.

Na tradicional medicina chinesa, o cérebro propriamente dito é Yin e o cerebelo é Yang. Quando há desequilíbrio entre ambos, em desvantagem para o cerebelo, originam-se desconexões entre os cérebros físico/etérico e o astral.

Eis aí (energeticamente falando) a causa de nossa total OBSTRUÇÃO ou desconexão com o mundo astral e seu fabuloso mundo… De onde veio essa obstrução?

O solo do raciocínio são o corpo e a mente; o solo da intuição, porém, é o espírito. O raciocínio, como tudo quanto é terrenal, está preso ao conceito terreno de espaço e de tempo, por ser produto do cérebro, que pertence ao corpo de matéria grosseira.

O raciocínio jamais poderá funcionar fora do espaço e do tempo, apesar de ser de matéria mais fina do que o corpo, mas ainda demasiadamente espesso e pesado para se elevar acima dos conceitos terrenos de espaço e de tempo. Está, portanto, inteiramente preso à Terra.

Por outro lado, a intuição (não o sentimento), encontra-se fora do tempo e do espaço; provém, portanto, do mundo espiritual. Entretanto, o ser humano obstruiu a passagem de ligação que havia entre o mundo da matéria fina e o mundo da matéria grosseira.

Assim como uma circulação sanguínea boa mantém o corpo vigoroso e sadio, o mesmo acontece com a corrente recíproca na Criação. Uma obstrução tende a acarretar confusão e doença, que, por fim, terminam em catástrofes.

Essa obstrução proporcionada pelo ser humano, ocorreu porque ele se deixou dominar somente pelo raciocínio, fazendo com que o raciocínio seja o regente de todas as coisas. Tornou-se com isso escravo de seu instrumento, ficando apenas um ser humano de raciocínio, ou seja, um ser materialista.

Dessa maneira, como o ser humano apegou-se exclusivamente ao raciocínio, a intuição tornou-se um assunto tão misterioso e desconhecido que foi deixado de lado e esquecido.

Isso naturalmente provocou uma diminuição forçada da atividade das partes negligenciadas, que foram ficando mais fracas em virtude da menor utilização. A parte mais menosprezada foi o cerebelo, que cuida da intuição.

Sim, o cerebelo, em conjunto com o aspecto energético do coração (o chacra cardíaco ou Cárdias) e o chacra coronário (topo da cabeça) são os principais condutos pelos quais nós, seres humanos, poderíamos “conversar” com nosso Ser Divino.

Diante disso, com a menor utilização da intuição, a função do espírito humano ficou fortemente impedida ou até desligada totalmente.

Com o abuso desigual do cérebro anterior e do posterior (cerebelo), no decorrer dos milênios, o cérebro posterior foi oprimido pela negligência, e com isso a atuação do espírito foi impedida. Surgiu, assim, o “pecado” hereditário, que decorre do excessivo cultivo da atuação unilateral do cérebro anterior, transmitido por gerações a cada criança, dificultando, de antemão, de maneira extraordinária, o despertar e o fortalecimento espiritual. Com o enfraquecimento do cerebelo, ficou muito mais difícil transitar pelos mundos sutis.

A Gnose ensina um mantra poderoso que nos ajuda a curar e despertar o chacra do cerebelo, que é:

RAOM GAOM

Rrrrrrraaaaaaaooooooommmmmmm… Gaaaaaaaooooooooooommmmmmmmm…

Referências Gnósticas sobre o Cerebelo

1. Feita a invocação, peça ao Mestre Granádi que estimule as células do cérebro (neurônios) e do cerebelo, os plexos nervosos e glândulas, os chacras etc. (Este grande Mestre da Luz, Granadi, é um mestre do Mundo da Mente Cósmica, e deve ser invocado em nossas práticas esotéricas, orando e invocando-o “em nome de Cristo, pelo poder de Cristo e pela majestade de Cristo…”)

2. “O yogue deve transmutar o licor seminal em sete tipos de energia. A letra S tem o poder de transmutar o licor seminal em sete tipos de energia escalonada. A Kriya de Babaji, o Cristo Yogue da Índia, ensina o poder da letra S (o silvo doce e aprazível). Detrás do silvo muito fino que o yogue sabe produzir com sua boca está a voz sutil, um silvo ainda muito mais fino, que, quando ressoa no cerebelo, confere ao yogue o poder de sair instantaneamente em corpo astral. Aquele que souber escutar a “voz sutil” poderá sair instantaneamente em corpo astral toda vez que quiser. ” (O Livro Amarelo – SAW)

3. “Nossa cabeça é uma torre com dois salões, os quais são o cérebro e cerebelo. O cerebelo é o salão do subconsciente e o cérebro, o salão da consciência. A Sabedoria dos mundos internos pertence ao mundo do subconsciente. As coisas do mundo físico pertencem ao salão da maravilhosa torre da nossa cabeça. Quando a consciência e o subconsciente se unem, o homem pode estudar todas as maravilhas dos mundos internos e passá-las ao cérebro físico.

Nossos discípulos precisam unir com urgência esses dois salões da maravilhosa torre da nossa cabeça. A chave para isso é o Exercício Retrospectivo. Ao despertar, depois do sono, pratica-se um Exercício Retrospectivo para recordar tudo aquilo que se viu e ouviu, bem como todos aqueles trabalhos que se executou quando se estava longe do corpo físico. Assim é como os dois salões da consciência e da subconsciência unem-se para dar-nos a grande a iluminação.” (Disciplina Esotérica da Mente – SAW)

4. A serpente ígnea de nossos mágicos poderes sai da bolsa membranosa onde estava encerrada e sobe pelo canal medular até o cálice (cerebelo), do canal medular se desprendem certos fios nervosos que se conectam aos sete chacras no astral, relacionados com os sete plexos no etérico, e com sete glândulas no físico. (Matrimônio Perfeito – SAW)

5. Dentro do cérebro de todo ser vivente vive ressoando sempre uma nota-clave, em forma quase imperceptível. Essa nota-chave é a do Raio a que cada qual pertence, e parece sair das células do cerebelo. Uns escutam o som de flautas do Raio Egípcio, outros escutarão o “gongo” do Raio Oriental, outros o rugido do mar do Raio Lunar etc. (Zodíaco Humano – SAW)

6. No interior do canal de Sushumná, encontramos um canal denominado Brahma Nadi, que é o canal através do qual passa a Kundalini. A extremidade inferior de Cithra é chamada Brahmawar;  é chamado assim porque é a porta de Brahman (Deus), ou seja, é a porta da energia de Deus, ou da Kundalini, já que este deve passar por essa porta até o Brahmarandra, situado no Cerebelo. (Matrimônio Perfeito – SAW)

Brahmarandhra (sânscrito) significa o buraco de Brahma. É a habitação da alma humana (nossa Essência). Isto também é conhecido como Dasamadvara, a décima abertura ou décima porta. O lugar oco na coroa da cabeça é conhecido como fontanela anterior na criança recém-nascida, esse é o Brahmarandhra, entre os dois ossos parietais e occipitais, e essa porção é muito macia nos bebês. Quando a criança cresce, ela é obliterada pelo crescimento dos ossos da cabeça. Brahma criou o corpo físico e entrou (Pravishat) no corpo para dar iluminação interior através deste Brahmarandhra. Em algumas das Upanishads é assim declarado. Esta é a parte mais importante. É muito adequado para Nirguna Dhyana (meditação abstrata). Quando o yogue se separa do corpo físico no momento da morte, este Brahmarandhra se abre e o Prana sai através desta abertura (Kapala Moksha). “Cento e um são os nervos do coração. Um deles (Sushumna) sai pelo topo da cabeça; subindo por ele, a pessoa alcança a imortalidade.” (Kathopanishad) – Swami Sivananda, Kundalini Yoga

7. Todas as percepções clarividentes passam ao cerebelo, logo atravessando o Pons Varolli chegam ao cérebro. As percepções inconscientes tornam-se conscientes quando chegam ao cérebro. (Noções de Endocrinologia e Criminologia – SAW)

8. O Som Nirioonossiano do Cerebelo. As pessoas atuais não conhecem o Prisma em seu aspecto positivo, o conhecem unicamente em seu aspecto negativo. Se conhecessem o prisma em seu aspecto positivo, fariam maravilhas com as sete cores do Prisma Solar. E se aprendesse a manejar as 49 notas, se fariam Amos do Universo. essas 49 notas eram dadas pelo Aya-Atapan, e essas 49 notas e a síntese dessas 49 notas são o som Nirioonossiano.

Esse som Nirioonossiano é a nota-síntese da Terra, vibra aqui no cerebelo de cada um de vocês. Se vocês se deitarem à noite, silenciosamente… se vocês suspenderem seus pensamentos, se a mente de vocês ficar quieta e em silêncio e se propuserem a escutar o que ocorre dentro de seu cerebelo, sentirão um som muito sutil, que é o som do “chapulín”, ou o grilo; esse sonzinho é o som Nirioonossiano.

Se aprenderem a escutá-lo, também poderão aprender a levantar seu volume à vontade, e quando aprenderem a levantar o volume, então as portas das percepções estarão abertas. Se vocês conseguirem levantar o volume desse som, e logo, quando estiver ressoando, e se levantarem de sua cama, poderão fazê-lo com uma facilidade extraordinária e poderão viajar, assim, fora do corpo, para os lugares mais remotos da Terra (a Essência de vocês poderá fazer sua viagem).

O grilo emite um som que interfere no chacra do cerebelo, induzindo ao desdobramento astral

Os que tiverem Corpo Astral poderão viajar com seu Corpo Astral, e os que ainda não o tiverem fabricado, viajarão com a Essência; a Essência lhes permitirá pôr-se em contato com todos os rincões do Universo. (A Gestação do Homem Solar – SAW)

9. Na Roma augusta dos césares, o grilo era um animal sagrado, e era vendido em jaulas de ouro a preços caríssimos. Se pudéssemos ter esse animalzinho perto de nossos ouvidos, meditando profundamente em seu som, então a aguda nota desse animalzinho despertaria em nosso Cerebelo esse mesmo som.

Então, poderíamos levantar-nos de nosso leito em nosso Corpo Astral e nos dirigir à Igreja Gnóstica com plena Consciência. (Mistérios do Fogo – SAW)

10. Existe na “sela-turca”* um átomo que permite ao Íntimo pôr seu corpo em estado de Jinas. O corpo fica submergido dentro do Plano Astral e sujeito às leis desse plano sem perder suas características fisiológicas. O cérebro fica em estado passivo e o cerebelo entra na mais intensa atividade. (Matrimônio Perfeito – SAW)

* Nota do GnosisOnline: Sela-turca ou sela túrcica (pequena estrutura óssea localizada na base do crânio que, entre outras funções, protege a glândula hipófise (ou pituitária).

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Escolas de medicina no mundo astral

4

O que é o sono e que são os sonhos? Pergunta a mim senhor sábio? Pois eu não posso lhe dar nenhuma resposta. O senhor tem Freud e seus discípulos, que dizem haver decifrado todos os mistérios do sono! Bom proveito!

Estas minhas palavras são dirigidas às mentes simples: O sono é o estado durante o qual a Alma perde, por algum tempo, sua vida individual, para submergir-se no mar da luz Universal, a qual está animada por duas correntes contrárias: Luz Branca e Luz Negra, ou, como dizem outros: Magnetismo ativo e Magnetismo passivo.

Por este motivo, todos os sábios espiritualistas aconselham que é preciso empregar, com grande vigilância, a hora que precede o sono. O sono é um banho na Luz da Vida ou nas trevas da morte.

“Quem adormece com pensamentos de Santidade banha-se nos méritos dos santos; mas aquele que se entrega ao sono com pensamentos de luxúria, banha-se no mar lodoso do erotismo”. (Levy).

A noite é o melhor terreno para semear. Quem nela semeia ânsias de saber, despertará na Sabedoria Divina.

“A almofada é boa conselheira”, quer também dizer: “à noite…”

Os maus pensamentos agitam o sono, e uma consciência limpa é a melhor almofada, se tem dito. O que o homem irradia durante a vigília, não cessa durante o sono. Santo Agostinho disse: “Só conquista a virtude da castidade, quem impõe a modéstia a seus sonhos”. Nossos sonos são, muitas vezes, o reflexo de nossos desejos mais secretos.

Adonai dormiu e sonhou… Sonhou? – uma voz dizia:
– Vamo-nos!

– É hora?

– Que fazes aqui, Georgette?

– Quero estar contigo.

– Agora não posso. Tenho que ir-me…

– Leva-me contigo!

Adonai consultou sua companheira com um olhar, e disse a Georgette:

– Tu não podes vir. Depois te verei.

– Olha! São meus enfermos!

– Não temos tempo a perder. Vamos! Acelera tuas vibrações.

E, de repente, apesar de não haverem movido de seus lugares, achavam-se em uma florescente e populosa cidade.

Adonai deteve-se um momento para contemplar aqueles luminosos monumentos, e perguntou à sua companheira:

– Já chegamos?

– Sim, é a cidade etérea dos grandes sábios de todos os ramos da ciência! Aqui estão as Universidades submergidas, onde ensina-se tudo aos homens. Aqui aprende-se como a mente opera, e de que maneira a forma do pensamento age no cérebro.

Na vida corporal, raríssimos são os seres que compreendem que, quando o pensamento chega a certo grau de irradiação mental, este comunica sua energia vibratória à vida celular do cérebro.

É por este meio que nos pomos em contato até com outros sistemas planetários, para descobrir seus mistérios. Nossa cura mental é como um mapa de nosso sistema solar. O cérebro é sua miniatura dentro do crânio.

– Isto quer dizer – disse Adonai – que cada pensamento é captado pela aura mental e enviado à vida celular do cérebro e, daqui, a todo o organismo.

– Esta é a verdade, e por isto aqui viemos, para estudar a Medicina Universal, e aprender as causas das enfermidades, assim como a maneira de evitá-las e curá-las.

– E como faremos para recordar tudo, ao voltarmos ao corpo?

É muito difícil nas primeiras lições; mas algo nos ficará de cada uma. Com o tempo e a prática, chegaremos a reunir um caudal apreciável de conhecimentos.

– Que idioma usam aqui para ensinar? – disse Adonai.

A companheira sorriu e respondeu:

– É o idioma da compreensão e do sentir. Quando lançamos um beijo, no ar, ao ser querido, que idioma usamos?

Detiveram-se a contemplar, e “sentiam” ver os globos de luz, que afluíam de horizontes longínquos, e se detinham na cidade etérea.

– Não estamos na Europa? Perguntou Adonai.

– Não, estamos sobre uma república da América do Sul. E, antes de terminar a frase, um “sol” iluminou e eclipsou todas as demais luzes presentes.
– Chegou o Mestre ascendido.

A Universidade não era um lugar ou um edifício determinado, era como um espaço cercado e rodeado de cores e matizes. Assemelhava-se a um aposento de cristal transparente, que dava a sensação de que, os que estavam dentro podiam ver os que estavam fora, porém, a visão de fora para dentro era impossível. Adonai contemplou com atenção, os presentes, e sentiu, como se fora no corpo físico, um abalo de surpresa e de alegria: a seu lado estava Aristóteles. A alegria era como um mar, no qual ambos se banhavam.

Os mestres da Fraternidade Branca trabalham com os Átomos Crísticos para a Cura
Os mestres da Fraternidade Branca trabalham com os Átomos Crísticos para a Cura

– Olha – pensava – dizendo Aristóteles a Adonai – Já te disse antes que teu elo estava conectado com o meu e eu com outro.

Adonai sentiu – vendo o ser que estava com Aristóteles, e que era S…
O gozo do jovem era indefinível e, sobretudo quando percebeu de longe à As…

– Pai – pensou – dizendo Adonai – Eu conheço muitos aqui presentes. Sinto como irradiam sua satisfação para mim…

– Sim, meu filho, e sempre o faziam… Agora o Mestre desta classe está fazendo ascender o Mestre Individual de cada ser aqui presente à sua aura mental, para que funcionem todas as suas energias latentes e esquecidas. Todos os novos, como tu, que chegam à classe, têm que submeter-se a isto, e assim abrir-se-ão os arquivos esquecidos e se recobrará a sabedoria perdida. O futuro do homem depende de sua aura Mental. rituais são para pôr o homem em contato com seu mundo interior, onde se acha o instinto, que é a memória da natureza.

– Olha, o Mestre dá início à aula: Aí, está um enfermo materializado no mundo da alma, ou melhor, dito, a Alma de um homem enfermo. Sinta o que o Mestre ensina.
O Mestre falava com pensamentos:
– “A primeira condição que o Anjo exige do médico, para ensinar-lhe as causas das enfermidades, como diagnosticá-las com exatidão e como curá-las, é a pureza do pensamento e o amor ao enfermo. Porém, se o enfermo não obedece à Lei do Íntimo, o Anjo o abandona aos átomos da morte, que destroem o corpo”.

Ao pensar isto, o Mestre materializou um enfermo, da mesma forma que havia feito com o anterior; mas, neste caso, o corpo anímico e os pensamentos do paciente desobedeciam às Leis da Natureza. O Mestre o aconselhava amor, perdão e domínio pessoal; mas aquele pobre homem não escutava conselho algum e dava rédea aos pensamentos de vingança, ódio e gratificação de suas paixões.

O Mestre continuou: – Assim, a enfermidade começou neste corpo, atraída pelas ânsias exageradas, pelas emoções desarmônicas e desejos desenfreados, para mais tarde, refletir-se no corpo físico. O curador, com seu Anjo, cura primeiro as almas enfermas, impessoalmente, para dedicar, em seguida, sua atenção ao físico.

Há certos sons vocais e notas, cuja entonação produzem as vibrações necessárias para reestabelecer a harmonia da Natureza, no corpo enfermo. Cada centro magnético rege uma região determinada do corpo e manifesta, nela, uma cor e um som próprio. Estes ao serem bem entoados, ajustam o Centro correspondente a seu verdadeiro ritmo.

“Olhai isto”: O Mestre alçou sua mão direita, traçou um sinal sobre um novo enfermo e, logo, entoou certas vogais. Imediatamente manifestaram-se cores cambiantes, as quais penetravam no corpo fluidico do paciente, que se reestabelecia, à medida que se produziam certas sacudidas internas que lhe devolviam os átomos da saúde. Em seguida, o Mestre continuou:

“O Médico-curador deve ser positivo, para triunfar sobre os átomos da enfermidade. O verdadeiro médico-curador é amor e sacrifício; todas as noites viaja com o corpo mental à nossas universidades, para aprender mais e dar mais saúde a seus enfermos. A Mãe Natureza põe em mãos deste seu filho a espada flamígera que consome, com seu fogo, o que é indesejável e desarmônico”.

Ao dizer isto, o Mestre estendeu a mão direita e um raio flamígero, em forma de espada, se deixou ver, com sua língua de fogo, consumia todas as luzes e emanações perturbadoras que saíam e envolviam o paciente. Depois, continuou:
– “O curador, antes de tudo, deve utilizar as duas energias: solar e lunar. Estas energias fluem, para vitalizar e conservar são a cada ser. O Mago as absorve a vontade e as dirige a seus enfermos, para restabelecê-los”.

Aqui temos um ser pessimista, desanimado, medroso e com todas as derivações destes defeitos. Este deixou, há um bom tempo, de utilizar a energia solar e, por tal motivo, tem o estômago, o fígado, os intestinos e o coração doentes. O sangue está desvitalizado e todo o corpo necessita de energia e vida.

Tende em conta que todos estes transtornos são produtos dos defeitos que dominam o paciente. O remédio é, pois, curar primeiro seu corpo psíquico, com o poder mental e o pensamento e, administrar-lhe, em seguida, a energia solar, para alimentar seus sistemas nervoso simpático e central. Como médico, pode administrar certos tônicos, mas, como curador, deve injetar no paciente a energia solar positiva, como o remédio mais eficaz, trabalhando sempre impessoalmente, incognitamente.

O médico espiritual descobre, localiza o órgão enfermo dentro do corpo, mediante uma análise sensitiva, porém, ele não crê em enfermidades locais, sintomáticas, embora dirija sua energia ao órgão, e o utilize como canal, para curar o conjunto.

Para diagnosticar e localizar a enfermidade, é necessário identificar-se com o paciente desta maneira: “Com ansiedade, atrai ao corpo um átomo psíquico, parasitário, disse”: “Aqui está o câncer, motivado por emoções e tensões contínuas e permanentes. Este estado tensional de ansiedade atrai ao corpo um átomo psíquico, parasitário, que se introduz na região ou órgão mais débil do homem.

O domínio desta praga, que em tempos futuros tomará mais auge, se fará por meio de outros átomos parasitários, mais fortes, que se encontram na própria Natureza, e que anulam os efeitos do parasita canceroso“.

– “O médico deve saber que a enfermidade começa em um corpo mais sutil que o físico, para refletir-se, depois, neste. Na Alma ou corpo dos desejos aninham-se todas as enfermidades por motivo de ódio, luxúria, inveja, glutonice, etc… Estes vícios perturbam, primeiramente, os centros de nosso sistema nervoso, e obstruem as correntes vitais diminuindo a energia física. Eles abrem uma brecha na aura defensora da harmonia e da saúde”.

“O pensamento tem seu tipo de onda, com a qual imprime no ser, seu caráter, e pode provocar transtornos na vida atômica e celular”.

“O pensamento cura e enferma. A aspiração, a inspiração e os pensamentos puros, são os únicos meios que mantêm o homem equilibrado e são; ativam a secreção glandular e depuram as impurezas do organismo”.

“Certas vogais e sons fazem vibrar as glândulas e, lhes dão assim, o poder de eliminar certas impurezas do organismo, aumentando sua capacidade funcional. As letras têm seu poder, e o Verbo-Som tem sua magia”.

“Deveis fazer esforços para recordar e gravar em vossas mentes o que aprendeis durante o sono, sobretudo as causas de certas enfermidades e a maneira de curá-las”.

“O enxerto de glândulas animais, animaliza, um tanto, a Alma e, desta maneira, o órgão enxertado deixa de obedecer ao mandato do EU SOU e seguirá como uma brecha no corpo de desejos, para ligar o homem à animalidade”.

“Já vos foi dito: o pecado é enfermidade e a enfermidade é pecado. O pecado é a desobediência, consciente ou inconsciente, às leis naturais”.

“O homem é trino, por ter três centros de vida: a cabeça é o centro da vida pensante; no peito está a vida pela respiração; no abdome, pela alimentação. Por isto pode-se dizer que o homem adoece pelo pensamento, pela respiração e pelo alimento. O corpo é o Templo do Espírito, é o Templo de Deus”.

“Aprendei e ensinai a comer”.
“Aprendei e ensinai a respirar”.
“Aprendei e ensinar a pensar”.

“E assim podereis ser Curadores e verdadeiros médicos”.
“Deveis saber que a avareza, a mesquinhez e seus derivados debilitam o sistema vital e criador”.
“Olhai”.

Materializou um avaro com seus corpos vital e astral feito pedaços, e esses sofrimentos internos se refletiam no corpo físico. O coração e o sangue não funcionavam em uníssono com a Lei vibratória da Natureza…

Depois continuou:

“A inveja debilita o estômago, os intestinos e o sangue. A luxúria ataca o cérebro, a memória, os olhos e debilita a vontade, etc.”

O ódio enferma o fígado e o coração. A gula enferma a garganta, o estômago, o fígado, o pâncreas (diabetes).

“O medo e o egoísmo transtornam o cérebro, a mente, o coração, o estômago, o fígado e os sistemas circulatório e respiratório”.
“A tuberculose é o fruto do abuso nos vícios, e na violação das leis divinas e naturais”.

“A cólera produz a paralisia parcial do sistema capilar. Diz-se: “está vermelho de ira… branco de raiva…” Tudo é sinônimo da supressão temporal da ação de grande motor da circulação e tais perturbações, influem, seriamente, no coração e no espírito.”

“O corpo é o instrumento da mente. Ele não depende de nenhum credo, culto ou escola; assim como os vícios podem enferma-los, também, as virtudes, as emoções positivas do ânimo, o júbilo, a fé, a esperança, etc., aumentam a vitalidade e fortalecem o sistema físico, pondo-lhe em condições de rechaçar o ataque das enfermidades”.

“O curador trata, primeiramente, de expulsar de seu enfermo as emoções negativas, com seu poder mental e divino, para curar, depois, seu corpo físico”.

“Icterícia, queda dos dentes, desordens uterinas, erisipelas, eczemas, impetigos etc. etc., têm por canal o medo, o qual causa a obsessão em certas ideias ou pensamentos destrutivos”.

O Mestre sempre ensinava apresentando os enfermos modelos, para que os discípulos pudessem relacionar a enfermidade e seus efeitos no corpo físico.

O Mestre tratou de desvelar o homem e seu corpo. Explicou, com seus modelos viventes, as causas e os efeitos. Descobriu a mente em suas três fases. Suas lições, depois do preâmbulo anterior, tornaram-se sistemáticas.

As lições em curso tratavam dos seguintes temas:
As células do corpo e como funcionam. (Sempre com visão clara das demonstrações vivas, para que os discípulos pudessem contemplar o trabalho e desenvolvimento de cada célula, da mente celular e como funciona).

O Sistema Nervoso e seu admirável funcionamento.

Anatomia e Fisiologia no ser vivo. Patologia explicada de igual forma, etc…
Depois o Mestre repetia sempre:

– “O médico que não dá seu corpo como alimento e seu sangue como bebida para seus enfermos, será sempre um curandeiro e um traficante da saúde” o Curador deve vigiar seus pacientes até no sono”.

Em outra ocasião, outro médico disse:

– “Os sábios antigos conheciam mais acerca das leis fundamentais da Natureza e do ser humano, do que se admite na atualidade”.
“Há sabedoria e há ciência: Esta rodeia o templo da sabedoria e aquela penetra no templo. Uma é superficial, e faz muito barulho; a outra é profunda, silenciosa, e foge do bulício popular”.

“As estantes da medicina atual estão cheias de livros, os quais estão repletos de teorias, nomes, sistemas, patentes de drogas e remédios. Por isto, o médico atual assemelha-se ao comerciante de tecidos da moda: gaba os fabricados hoje, até conseguir vendê-los e, amanhã, colocará no artigo velho uma etiqueta com nome novo, e anunciará como a última moda”.

“Recordai-vos do que foi dito há séculos: Há duas espécies de conhecimentos; há uma ciência médica e uma sabedoria médica. A compreensão animal pertence ao homem medíocre, porém, a compreensão dos mistérios divinos pertence ao espírito divino nele”.

“A chave para curar a enfermidade acha-se na compreensão da lei fundamental, que dirige a Natureza do homem e, para isto, é preciso uma medicina que conheça o homem em seus três aspectos ou mundos. Os sábios antigos sabiam acerca de sua verdadeira natureza mais do que tem sonhado as escolas de medicina”.

“O sentimos pelos materialistas, porém, o homem é mais do o corpo físico que estamos vendo. Vossos corpos estão adormecidos, e estais aqui presentes. Deveis seguir assistindo as aulas, até chegar à compreensão de que todo o saber está dentro de vós próprios. Nós, que estamos ensinando, somos simples guias para a Fonte Divina e Universal, que está dentro de cada ser”

JORGE ADOUM (Saiba mais, clique aqui)

Pranayama – Respiração Curadora

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A ciência do Pranayama
O que é Pranayama
O equilíbrio pela Respiração
Exercícios de Pranayama
Respiração Curadora
Respiração do Rejuvenescimento
Práticas Jorge Adoum