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Primeira cátedra – A origem da vida

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Muito se investigou sobre a origem do homem e na realidade, os antropólogos materialistas desta idade decadente e tenebrosa só elaboraram hipóteses. Se perguntássemos aos senhores da antropologia oficial qual foi a data e o modo exato como surgiu o primeiro homem, seguramente não saberiam dar uma resposta exata.

Desde os dias de Darwin até Haeckel e depois, desde Haeckel até hoje, têm surgido inúmeras teorias sobre a origem do homem, porém temos de esclarecer de forma enfática que nenhuma delas pôde ser demonstrada. O próprio Haeckel assegurou com grande ênfase que nem a geologia nem tampouco a ciência chamada filogenia teriam jamais essa exatidão no terreno da ciência oficial. Se afirmação deste tipo fez Haeckel, que poderíamos acrescentar à questão? Na verdade, isto da origem da vida e da origem do homem, humanidade que não estudasse a fundo a antropologia gnóstica não poderia conhecer.

Que dizem os protistas materialistas? Que afirmam com tanta arrogância? Que supõem sobre a origem da vida e da psique humana? Lembramo-nos claramente da famosa monera atômica de Haeckel no seu abismo aquoso. Esse complexo átomo não poderia de modo algum surgir ao acaso, como supõe aquele bom senhor, ignorante de base, que, louvado por muitos ingleses, causou um grande mal ao mundo com as suas famosas teorias.

Só poderia repetir, parodiando Jó: que sua lembrança se apague da humanidade e que seu nome não figure nas ruas. Creem vocês por acaso que um átomo do abismo aquoso, a monera atômica, poderia surgir ao azar? Se para construir uma bomba atômica precisa-se da inteligência dos cientistas, quanto maior talento não seria requerido para a elaboração de um átomo?

Se negássemos os Princípios Inteligentes da natureza, a mecânica deixaria de existir. Assim que não é possível a existência da mecânica sem mecânicos. Se alguém considerasse possível a existência de uma máquina sem construtor, gostaria que me o demonstrasse. Que pusesse os elementos químicos sobre a mesa do laboratório a fim de que deles surgisse um rádio, um automóvel ou simplesmente uma célula orgânica: Sabemos que Dom Alfonso Herrera, o Autor da plasmogenia, conseguiu fabricar a célula artificial, mas esta sempre foi uma célula morta, jamais viveu.

Que dizem os protistas? Que a consciência, o Ser, a alma, o Espírito ou simplesmente os princípios psíquicos, nada mais são do que evoluções moleculares do plasma através dos séculos! Obviamente, as almas moleculares dos fanáticos protistas não resistiriam jamais a uma análise de base. Aquela célula alma, o bathybius gelatinoso do famoso Haeckel, da qual surgiria toda a espécie orgânica, está muito boa para um Moliere e suas caricaturas.

No fundo de todo este assunto e por trás de tanta teoria mecanicista e evolutista, o que se tem é o afã de se combater o clero. Busca-se sempre um sistema que satisfaça a mente e o coração a fim de se demolir a gênese hebraica. Trata-se de uma reação contra o Adão Bíblico e sua famosa Eva extraída de uma costela. Esta é a vibrante origem dos Darwin, dos Haeckel e demais sequazes. Não está certo que por reações mecânicas se dê origem a tantas hipóteses desprovidas de qualquer embasamento sério. Que diz Darwin sobra a questão dos macacos catarríneos? Que possivelmente o homem proveio dele! No entanto, não o afirma com a ênfase que supõem os materialistas alemães e ingleses. Charles Robert Darwin, na verdade, dentro de seu sistema, pôs certos fundamentos que vêm desvirtuar e até aniquilar a suposta procedência humana do macaco, ainda que estes sejam catarríneos ou catarrinos.*

Em primeiro lugar, como já o demonstrara Thomas Henry Huxley, o esqueleto do homem é completamente diferente em sua construção do esqueleto do macaco. Não duvido que haja certa semelhança entre o antropóide e o pobre animal intelectual equivocadamente chamado homem, mas não é algo definitizante. O esqueleto do antropóide é de trepador, está moldado para trepar, assim o indica a elasticidade e a constituição do seu sistema ósseo. Em troca, o esqueleto humano foi feito para caminhar. Definitivamente, são duas construções ósseas totalmente diferentes.

Por outro lado, a flexibilidade dos ossos do eixo craniano do antropoide e do ser humano são completamente diferentes. Isto nos deixa pensando seriamente. Há também a afirmação feita pelos antropólogos materialistas, com inteira claridade meridiana, de que um ser organizado, de modo algum, poderia vir de outro ser que seguisse o sentido inverso, isto é, ordenado antiteticamente.

Nisto, teria de ser por algum exemplo: Vejamos o antropoide e o homem, ainda que este último esteja degenerado nos tempos atuais, é um ser organizado. Agora, estudemos a vida e os costumes do antropoide e veremos que está ordenado de forma diferente, contraria a técnica. Um ser organizado não poderia vir de outro ordenado de forma oposta, foi o que sempre afirmaram severamente as escolas materialistas.

Qual seria a idade do antropoide? Em que época teriam aparecido os primeiros símios sobre a superfície da Terra? Inquestionavelmente, no mioceno, quem poderia negá-lo? Teve de aparecer obviamente na terceira parte do mioceno entre 15 milhões e 25 milhões de anos.

Por que apareceram os antropoides sobre a superfície da Terra? Porventura, os senhores da antropologia materialista, os brilhantes cientistas modernos que tanto se presumem de sábios, poderiam dar uma resposta exata? É óbvio que não! Ademais o mioceno de modo algum esteve localizado dentro da famosa Pangaea, tão acreditada pela geologia do tipo materialista. Resulta ostensível que o mioceno teve o seu cenário próprio na antiga terra lemuriana, continente localizado no oceano Pacífico.

Restos da Lemúria temos ainda na Oceania, na grande Austrália, na ilha de Páscoa, onde são encontrados certos monólitos talhados, etc. Isto, a doutrina materialista não aceita porque está engarrafada na Pangaea… Mas que importa às pessoas, à ciência e a nós? O fato é que não vão descobrir a Lemúria com os testes do carbono 14, do potássio argônio ou do pólen. Todos esses sistemas de provas materialistas servem muito bem para um Molière e suas comédias.

Pelos tempos atuais, depois das infinitas suposições dos Haeckel, dos Darwin, dos Huxley e de todos os seus sectários, segue-se entronizando a teoria da seleção natural das espécies. Em nome da verdade, temos de dizer que a seleção natural como poder criador é simplesmente um jogo de retórica para ignorantes, algo que não tem fundamento. Isso que mediante a seleção natural se consiga criar novas espécies, isso que mediante a seleção natural haja surgido o homem, resulta no fundo espantosamente ridículo e acusa uma ignorância elevada ao extremo.

Não nego a seleção natural. É óbvio que ela existe, porém não tem poder para criar novas espécies. O que existe na verdade é a seleção fisiológica, a seleção de estruturas e a segregação dos mais aptos; isso é tudo. Agora, levar a seleção natural até o grau de convertê-la em um poder criador universal é o cúmulo dos cúmulos. A nenhum verdadeiro sábio ocorreria semelhante tolice. Nunca vi, através da seleção natural, surgir alguma espécie nova. Em que época? Quando?

As estruturas sim, se selecionam; não o negamos. Os mais fortes triunfam nisso da luta pelo pão de cada dia, na batalha incessante de cada momento, em que se briga para comer e para não ser comido. Obviamente, triunfa o mais forte que transmite suas características aos seus descendentes: particularidades fisiológicas, propriedades estruturais e outras… Segregam e transmitem tais aptidões aos seus descendentes. Eis como se deve entender a lei da seleção natural. Eis como deve ser compreendida.

Uma espécie qualquer nas profundas selvas da natureza tem de lutar para devorar e para não ser devorada. Logicamente, a luta sabe ser espantosa. Como resultado, triunfam, como é próprio e natural, os mais potentes. No mais forte, há estruturas maravilhosas, características importantes, que são transmitidas à sua descendência, mas isso não significa o nascimento de uma nova espécie.

Nunca um cientista materialista viu surgir uma espécie de outra por lei de seleção natural. Não lhes consta que tenham tocado nela de algum modo. Então, em que se baseiam? É fácil lançar uma hipótese e depois afirmar dogmaticamente que esta é a verdade e nada mais do que a verdade.

No entanto, não são eles, por acaso, os senhores da antropologia materialista, os que dizem que não crêem senão naquilo que vêem, que não aceitam nada que não hajam visto? Que contradição horrível! Crêem em suas figurações e nunca as viram. Afirmam que o ser humano vem do ratão, porém isso não lhes consta, nunca o perceberam diretamente.

Também enfatizam a ideia de que o ser humano vem do mandril (quadrúmano cinocéfalo da África Ocidental).

São inumeráveis os sofismas desses cientistas tontos; afirmações absurdas de fatos que nunca viram. Nós gnósticos não aceitamos superstições e isso é fetichismo. Nós somos matemáticos na investigação e exigentes na expressão. Não gostamos dessas fantasias. Queremos atos e fatos concretos e definitivos.

Assim que, investigando este tema relacionado com os nossos possíveis antecessores, podemos evidenciar claramente o estado caótico em que se encontra a doutrina materialista. Há desordem total em suas mentes degeneradas e falta de capacidade para a investigação. Esta é a crua realidade dos fatos.

Esse assunto de que certas formas hominídeas surjam de outras assim porque sim, fundamentando-se em provas ridículas como as do carbono 14, do pólen ou do potássio, demonstra palpavelmente a vergonha deste século 20.

Nós, antropólogos gnósticos, temos sistemas de investigação diferentes, possuímos disciplinas especiais que nos permitem pôr em atividade certas faculdades latentes no cérebro humano, certos sentidos de percepção completamente desconhecidos pela antropologia materialista. Que a natureza tenha memória é uma conclusão lógica e um dia poderá ser demonstrado! Os ensaios científicos já começaram e breve as ondas sonoras poderão ser decompostas em imagens, as quais serão perceptíveis através de telas especiais. Há certas tentativas técnicas nesse sentido.

Então, os televidentes do mundo inteiro poderão ver a origem do homem, a história da Terra, e de suas raças. Quando chegar esse dia, que não está longe, o anticristo da falsa ciência ficará despido diante do veredicto solene da consciência pública.

O problema da seleção natural, do clima, do ambiente, etc., tem fascinado a muita gente que termina se esquecendo dos tipos originais, dos quais surgiram as espécies. Creem os néscios cientistas que a seleção natural poder-se-ia processar de maneira completamente mecânica, sem Princípios Diretores Inteligentes. Isso seria tão absurdo como pensar que uma máquina poderia ser construída sem um princípio inteligente, sem uma mente que arquitetasse ou sem um engenheiro que lhe desse forma.

Fora de dúvida, esses Princípios Inteligentes da natureza somente poderiam ser repelidos pelos néscios, por aqueles que pretendem que uma máquina orgânica surja ao acaso. Jamais esses princípios seriam recusados por homens verdadeiramente sábios no sentido mais completo da palavra.

Á medida que o tempo passa e nos aprofundamos nisso tudo, vemos, encontramos, todas as falhas da antropologia materialista. É necessário se refletir profundamente em todas essas coisas. Se, ao invés de assumir essa posição de ataque contra qualquer clericalismo, eles tivessem passado por um prévio período de análise reflexiva, em tempo algum se atreveriam a lançar hipóteses anticientíficas.

Bem sabemos que o Adão e a Eva, que tanto molestam aos senhores da antropologia materialista, não passam de símbolos. Seria bom que os senhores da antropologia materialista, que como profanos querem refutar a gênese bíblica, entendessem e que entendessem todos, que o Gênesis é tão somente um tratado de alquimia para alquimistas e que deveria ser estudado como tal e jamais de forma literal.

Assim é que os senhores da antropologia se esforçam em refutar algo que nem sequer conhecem. Por isso, atrevo-me a dizer que suas hipóteses simplesmente não têm bases sólidas.

O próprio Darwin jamais pensou em ir tão longe com suas doutrinas. Recordemos que ele fala de caracterizações. Depois que uma espécie orgânica passou por um processo seletivo, estrutural e fisiológico, inquestionavelmente caracteriza-se de maneira constante e definitiva. Vemos, pois, que o famoso antropoide teve de passar por processos seletivos, tendo posteriormente assumido características totais, porém não voltou a passar por mudança alguma; isso é óbvio.

Aquela questão do Noé pitecoide com seus famosos três filhos: o cinocéfalo com rabo, o macaco sem rabo e o homem arbóreo do paleolítico, nunca, na verdade, teve comprovação exata. São tão somente teorias sem embasamento algum e por certo espantosamente ridículas.

Vê-se que aqueles que se afanam tanto pelos mamíferos prossímios, entre os quais estão os famosos lêmures, nem remotamente suspeitam o que é o homem em si mesmo e qual a sua origem. Alguns cientistas atuais consideram os insignes lêmures como um de nossos antepassados devido a sua supôs placenta discoidal. No fundo, isso nada mais é do que fantasias desprovidas de realidade.

Os renomados cientistas materialistas entram em ação para estudar a evolução mecânica da espécie humana ou de qualquer uma das outras espécies na metade do caminho, depois que se cristalizaram em formas sensíveis. Desconhecem que antes passaram por terríveis processos evolutivos e involutivos dentro do espaço psicológico, no hipersensível, nas dimensões superiores da natureza e do cosmos.

Claro que ao falarmos assim, os antropólogos oficiais sentem-se tão nervosos e incomodados como chineses que escutam um concerto de música ocidental. Riem, possivelmente riem sem saberem que quem ri do que desconhece, está a caminho de tornar-se idiota.

Buscam semelhança, sim! Querem fazer crer que o formato da cabeça e da boca do tubarão prova se ele origem de outros mamíferos; entre eles está o irmão ratão que agora passou a ser um grande senhor. Supõe-se que seja nada menos do que o predecessor dos Haeckel, dos Darwin, possivelmente dos Huxley e dos famosos faraós do velho Egito, de Einstein… sei lá!

Modernamente considera-se o ratão como um mamífero prossímio. Passou para o primeiro posto nas salas de conferência. Até onde chegou a ignorância do ser humano! Não nego que o ratão tenha existido na Atlântida, quando certamente tinha o tamanho de um porco. Sobre isso, o insigne escritor espanhol Dom Mario Roso de Luna fala claramente. No dicionário Pequeno Larousse Ilustrado encontra-se um comentário de que o ratão na antiguidade era denominado com a palavra ALTO.

Sim, ele existiu na Atlântida, tampouco nega-se sua presença na Lemúria. Mas, que seja um dos mais importantes antecessores do homem é totalmente falso. Na verdade, quando se desconhece a antropologia gnóstica, cai-se nos mais espantosos absurdos. Em plena época espacial, os sequazes do anticristo inclinam-se diante do ratão, diante do tubarão, a quem também se considera um velho antecessor, ou diante dos lêmures, um animalzinho por certo muito interessante.

Quando se conhece bem a antropologia gnóstica, é lógico que não se cai nessas situações ridículas. Analisando cuidadosamente os princípios da antropologia materialista, descobrimos que as suas fantasias são devidas ao absoluto desconhecimento do gnosticismo universal. Isso de que a feição de um rosto ser parecida a de outro rosto servir para se estabelecer as bases de uma possível descendência, resulta tão empírico quanto aquilo de supor que o homem foi feito de barro, sem dar-se conta de que se trata apenas de um símbolo.

Os germes originais da grande natureza, homens ou animais, desenvolvem-se sempre no espaço psicológico, nas dimensões superiores, antes de se cristalizarem na forma física. Não há dúvida de que são similares em sua constituição, o que de maneira alguma poderia servir de base, de pedestal, para se lançar um conceito básico. Os germes diferenciam-se à medida que se cristalizam lentamente, e isso é apenas normal.

A origem do homem é algo mais profundo. Ele desenvolveu-se do caos nas dimensões superiores da natureza até se cristalizar de forma sensível nos templos antigos. Inquestionavelmente, em futuros capítulos, iremos avançando mais e mais em toda essa exegese. Quero dizer que a origem da humanidade ficará á descoberto nestas cátedras. Exporemos, também as causas primárias e secundárias que deram origem à espécie humana e outros temas de transcendental repercussão.

Por acaso, alguém conhece as respostas das interrogações anteriores? Os antropólogos materialistas? Se os próprios cientistas seguidores de Haeckel sabem muito bem que todo passado geológico e a filogenia materialista não chegaram a ser ciências exatas! Assim o afirmaram, assim o disseram, então o quê ?

Vivemos um momento de grandes inquietações e o mistério da origem do homem deve ser esclarecido. O terreno das conjecturas é detestável. Assemelha-se a um muro sem cimentação. Basta que se lhe dê um ligeiro empurrão para convertê-lo em um monte de escombros. O mais grave da antropologia materialista é o fato de negar os Princípios Inteligentes da maquinaria universal.

Obviamente, tal atitude deixa a maquinaria sem cimentação. Não é possível que a maquinaria ande ou se construa ao azar. Os Princípios Inteligentes da natureza estão ativos em todo processo seletivo e se manifestam sabiamente.

Também é absurdo nos engarrafarmos no dogma da mecânica evolutiva. Se existe na natureza os princípios construtivos, sem dúvida também existe os destrutivos. Se há evolução nas espécies vivas, nelas também há involução. Por exemplo: há evolução no germe que morre para que o talo nasça; há evolução na planta que cresce, que lança folhas e flores e por fim dá frutos. Mas há involução na planta que murcha, que fenece e que por fim se converte em lenho seco.

Há evolução na criatura que está sendo gerada no ventre materno, no menino que brinca e no jovem. Mas há involução no ancião que envelhece e por fim morre. Os mundos evoluem quando surgem do caos da vida e depois involuem quando se convertem em cadáveres lunares.

Se considerarmos a antropologia exclusivamente dentro da mecânica evolutiva, estamos falando de forma parcial e caindo no erro. Mas, se estudamos a antropologia também à luz da involução, estamos caminhando equilibradamente porque evolução e involução constituem o eixo mecânico de toda a natureza. Estimar que a evolução é a única base de todo este grande mecanismo natural resulta totalmente absurdo.

Temos de considerar a vida e a morte, os tempos de desenvolvimento e os tempos caducidade; somente assim caminharemos corretamente dentro da dialética gnóstica em sua estrutura integral.

De modo algum estamos dispostos a ficar engarrafados no dogma materialista evolutivo. Temos de estudar também os processos involutivos da antropologia ou caminharemos pela senda do erro.

Quais são os tipos originais desta raça humana? Quem os conhece? Nós temos métodos científicos mediante os quais podemos ver, ouvir e tocar nos tipos originais da raça humana. Sabemos muito bem que antes de o animal intelectual aparecer na Atlântida de Platão, a qual não é uma simples fantasia como o pretendem os fanáticos ignorantes da famosa Pangaea materialista, o homem existiu na Lemúria, assim como na época hiperbórea e polar. Porém estes pontos iremos desenvolver nas cátedras seguintes.

Realmente, a Atlântida existiu. Restos dela são o arquipélago das Antilhas, as ilhas Canárias e também a própria Espanha, que é um pedaço da antiga Atlântida. Isto os apaixonados da antropologia materialista desconhecem, como também o desconhecem os geólogos, no fundo tão atrasados quanto incapazes de se projetarem no tempo. E como poderiam eles saber algo sobre o que ocorreu há tantos milhões de anos, na era do mioceno? Que sabem eles a respeito? Por acaso viram alguma coisa, tocaram?

Nós falamos do mioceno porque podemos vê-lo, o que é exequível para aquele que seja capaz de desenvolver as faculdades latentes do cérebro humano. Contudo, a atitude de negação dos materialistas é incongruente. Dizem que não creem senão naquilo que veem e terminam acreditando em todas suas figurações absurdas. Suposições que ninguém viu e que a ninguém consta.

Com toda a certeza declaramos que cientista algum viu surgir o primeiro homem, no entanto falam dele com suma autossuficiência, como se tivessem estado no mioceno, como se tivessem visto os antropoides surgindo, lá na antiga Lemúria.

Os antropólogos materialistas entronizam seus maravilhosos deuses, tais como os lêmures e os mandris, e colocam-nos como sublimes prossímios dos quais descendemos. Consta-lhes isso? Viram-no alguma vez? Nunca! Em que se baseiam?

Em casos que não viram e, porventura, não são eles os que dizem que não creem senão no que veem? Como que então estão crendo no que nunca viram? Não é uma contradição isso? No fundo, não resulta incongruente tudo isso?

(Samael Aun Weor, Antropologia Gnóstica)

Introdução às sete cátedras
Primeira Cátedra
Segunda Cátedra
Terceira Cátedra
Quarta Cátedra
Quinta Cátedra
Sexta Cátedra
Sétima Cátedra

Hilariux 9º

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Todos os templos da Grande Loja Branca possuem um guardião na porta de entrada. Geralmente, esses guardiães estão conectados com a Força do planeta Marte.

O grande mestre da Luz Hilariux 9º é o guardião da mais antiga e poderosa corporação cósmica aqui no planeta Terra, a Sagrada Ordem do Tibet, regida pelo mestre ressurrecto Bhagavan Aclaiva.

Este grande mestre entregou diversos ensinamentos

(Tratado Esotérico de Teurgia, de Samael Aun Weor) Lilith e Nahemah são dois demônios perversos. Eles governam as Esferas do Abismo. O Mestre Hilariux IX, em sua terceira mensagem do Aryavarta Ashrama sobre a Sagrada Ordem doTibet, diz textualmente o seguinte: “Nos infernos – dizem os cabalistas – há dois reinos de estriges: Lilith, mãe dos abortos, e Nahemah, beleza mortal e fatídica. Quando um homem se torna infiel à esposa que o Céu lhe deu e se entrega ao desenfreio de uma paixão estéril, Deus tira-lhe a legítima esposa para lançá-lo nos braços de Nahemah.

Essa rainha das estriges sabe seduzi-lo com todos os encantos da virgindade e do amor. Desvia o coração dos pais, impelindo-os a abandonar seus filhos. Faz os casados sonhar com a viuvez e os homens consagrados a Deus com o matrimônio. Quando usurpa o título de esposa, é fácil reconhecê-la: no dia das bodas aparece calva, pois sendo a cabeleira da mulher o véu do pudor, neste dia está escondida, interceptada. Depois da bodas torna-se presa de desespero e fastio pela vida.

Ameaça com suicídio e finalmente abandona violentamente o lar, deixando a sua vítima marcada com uma estrela infernal entre os olhos. Acrescenta a Tradição que quando o sexo chega a dominar o cérebro, inverte-se a estrela pentagonal e a vítima se precipita de cabeça, agitando as pernas levantadas para o ar. Assim aparece a imagem do Louco em uma das 72 cartas do Tarô dos Boêmios.

Como a ciência profana considerou sistematicamente os Iniciados loucos, isto basta para nos confirmar o fato notório de que dita ciência se acha totalmente incapacitada de distinguir entre uma queda e uma descida. O psiquiatra ignora por completo a existência real do Adam Protoplastos.”

(Logos, Mantra e Teurgia, SAW) O Santo Oito e o Chacra Frontal: O Grande Mestre Hilariux IX, Cavalheiro do Santo Graal, Príncipe de Jerusalém e Guardião do Templo, disse que, transportando o Signo do Infinito fixo no Chacra Frontal e meditando na Ordem Sagrada do Tibete, o estudante esotérico se “desdobra”, se projeta em Astral, e, em qualquer momento, se faz presente conscientemente no Templo, aonde, depois de ser submetido a numerosas provas, lhe entregam de “lábios a ouvidos” o magnífico Arcano AZF. F + A = C.

Com efeito, Fogo mais Água é igual a Consciência. Certamente, o Fogo e a Água da Nona Esfera do Sexo, como instrumento de Santificação têm o poder de despertar a Consciência do estudante nos Mundos Internos.

(Mensagem de Aquário, SAW) O Selo de Salomão é a suprema afirmação do Cordeiro e a suprema negação de Satã. Hilariux IX disse: “Seus dois triângulos que o Amor junta ou separa são as lançadeiras com que se tece e destece o tear de Deus “. As seis pontas do Selo do Deus Vivo são masculinas. As seis entradas fundas que existem entre uma ponta e ponta são femininas.

Total, este selo do Deus Vivo tem 12 raios: seis masculinos e seis femininos. Estes 12 raios cristalizam mediante a alquimia sexual nas 12 constelações do Zodíaco. Estas 12 constelações zodiacais são os 12 filhos de Jacó. Toda a humanidade se divide em 12 tribos: as 12 tribos de Israel.

Diz o grande mestre Hilariux IX, que nos antigos tempos a descida à Nona Esfera era a prova máxima para a suprema dignidade do Hierofante. Hermes, Buda, Jesus Cristo, Dante, Zoroastro, Maomé, Rama, Krishna, Pitágoras, Platão e muitos outros, tiveram de descer à Nona Esfera para trabalhar com o fogo e a água, origem de mundos, bestas, homens e deuses. Toda autêntica iniciação branca começa por ali.

Max Heindel diz que no coração da Terra se acha o Signo do Infinito, o Santo Oito. O mesmo afirma o Grande Mestre Illuminado Hilariux IX.

Importância da compreensão

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Em se tratando de compreender, fundamentalmente, qualquer defeito de tipo psicológico, devemos ser sinceros com nós mesmos…

Desafortunadamente, Pilatos, o Demônio da Mente, sempre lava as mãos; nunca tem culpa, jamais reconhece seus erros…

Sem evasivas de nenhuma espécie, sem justificativas e sem desculpas, devemos reconhecer nossos próprios erros…

É indispensável autoexplorar-nos para autoconhecer-nos profundamente e partir da base zero radical.

O fariseu interior é óbice para a compreensão. Presumir-se de virtuoso é absurdo…

Uma vez fiz, a meu guru, a seguinte pergunta: Existe alguma diferença entre a tua mônada divina e a minha? O Mestre respondeu: “Nenhuma, porque tu e eu e cada um de nós não é mais que um mau caracol no seio do Pai…”

Ajuizar a outros e qualificá-los de magos negros resulta incongruente, porque toda humana criatura, enquanto não haja dissolvido o eu pluralizado, é mais ou menos negra..

Autoexplorar-se intimamente é, certamente, algo muito sério; o ego é, realmente, um livro de muitos tomos.

Em vez de render culto ao execrável demônio Algol, convém beber o vinho da meditação na taça da perfeita concentração…

Atenção plena, natural e espontânea em algo que nos interessa, sem artifício algum, é, em verdade, concentração perfeita…

Qualquer erro é polifacético e se processa, fatalmente, nas 49 guaridas do subconsciente…

O ginásio psicológico é indispensável; afortunadamente o temos e este é a própria vida…

A senda do lar doméstico, com seus infinitos detalhes, muitas vezes doloroso, é o melhor salão do ginásio.

O trabalho fecundo e criador, mediante o qual nós ganhamos o pão de cada dia, é outro salão de maravilhas.

Muitos aspirantes à vida superior anelam, com desespero, evadir-se do lugar onde trabalham, não circular mais pelas ruas de seu povo, refugiar-se no bosque, com o propósito de buscar a liberação final…

Essas pobres pessoas são semelhantes a rapazes gazeteiros que fogem da escola, que não assistem às aulas, que buscam escapatórias…

Viver de instante a instante, em estado de alerta percepção, alerta novidade, como vigia em época de guerra, é urgente, indispensável, se, em realidade, queremos dissolver o eu pluralizado.

Na inter-relação humana, na convivência com nossos semelhantes, existem infinitas possibilidades de autodescobrimento.

É inquestionável, e qualquer um o sabe, que, na inter-relação, os múltiplos defeitos que levamos escondidos entre as ignotas profundidades do subconsciente, afloram sempre naturalmente, espontaneamente e, se estamos vigilantes, então os vemos, os descobrimos.

Entretanto, é óbvio que a autovigilância deve, sempre, processar-se de momento em momento.

Defeito psicológico descoberto deve ser integralmente compreendido nos distintos recôncavos da mente.

Não seria possível a Compreensão profunda sem a prática da meditação.

Qualquer defeito íntimo resulta multifacético e com diversos enlaces e raízes que devemos estudar judiciosamente.

Autorrevelação é possível quando existe compreensão íntegra do defeito que, sinceramente, queremos eliminar…

Autodeterminações novas surgem da Consciência, quando a Compreensão é unitotal…

Análise superlativa é útil, se a combinamos com a meditação profunda; então brota a labareda da Compreensão.

A dissolução de todos esses agregados psíquicos, que constituem o ego, precipita-se, se sabemos aproveitar até o “maximum” as piores adversidades.

Os difíceis ginásios psicológicos no lar ou na rua, ou no trabalho, nos oferecem sempre as melhores oportunidades.

Cobiçar virtudes resulta absurdo; melhor é produzir mudanças radicais.

O controle dos defeitos íntimos é superficial e está condenado ao fracasso.

Mudanças de fundo é o fundamental e isto só é possível compreendendo, integralmente, cada erro…

Eliminando os agregados psíquicos que constituem o mim mesmo, o si mesmo, estabelecemos, em nossa Consciência, alicerces adequados para a ação reta…

Mudanças superficiais de nada servem; necessitamos, com urgência inadiável, mudanças de fundo…

Compreensão é o primeiro; eliminação, o segundo…

Samael Aun Weor, O Mistério do Áureo Florescer

A arte como elemento de transformação

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“A beleza (arte) salvará o mundo.” Dostoievski

Qualquer artista sério (honesto) sabe que toda criação autêntica e de algum valor como forma arquetípica é resultado de constantes transformações, transmutações, o que nos remete à chave alquimia: “do espesso ao sutil, da matéria ao espírito”.

A arte não foge a esta regra, ao contrário confirma-a, e é um dos caminhos para se chegar à Síntese Filosófica (pelo menos no que lhe diz respeito) tão desejada e buscada.

E como é um processo de depuração, e só a prática constante e obsessiva leva a algum resultado. Não resulta de reflexão ou raciocínio cartesiano. É um fluir harmônico, e perfeito movimento dionisíaco de nosso universo interior.

arte

É um dos mais surpreendentes instrumentos de autodescoberta de que dispomos. Quem é artista criador sabe do quanto é assustador um lápis e um papel branco e virgem à nossa frente. Todas as possibilidades se abrem, todos os caminhos abertos, e a liberdade assusta.

A arte revela-nos, nos põe frente a frente com o enigma. Por que ela é transformadora?

Porque aos atrevidos que se dispõem a decifrá-la verão surgir diante de si medo, pavor, supostos domínios, avanços, retrocessos, e, por fim, uma descoberta jamais sonhada de que também podem, e que arte não é só para uma classe privilegiada de indivíduos sensíveis e predestinados, e que mais do que fonte de prazer estético para outros (fruidores) também o é, e principalmente para quem a pratica.

É uma fonte contínua de autorrevelação e autotransformação.

De início traços tímidos, inseguros, ou então raivosos excessivamente fortes e desconexos, e, aos poucos (“Em paciência possuireis vossas almas”) como as nuvens se dissipando, o prazer, e o divino sentimento de criador se manifestando em nós, e a descoberta da autoexpressão distinta e única. A beleza buscada aqui não é a perfeição técnica nem a subordinação à forma tridimensional.

Ao contrário, descobriremos a espontaneidade e beleza num simples traço ou mancha, a exemplo dos artistas orientais que buscam a harmonia num único gesto e sintetizam todo o universo nesse gesto.

Ninguém é igual, somos todos donos de peculiaridades, e particularidades únicas, e a arte revela nossas potencialidades.

Convido aos interessados a fazerem uma experiência: Tenha um lápis ou caneta à mão e algumas folhas de sulfite brancas e escolha qualquer objeto que será usado como modelo. Em seguida, desenhe o modelo à frente olhando exclusivamente para o objeto, sem olhar em nenhum momento para o papel, até que julgue pronto o trabalho.

Os centros instintivo e motriz, livres dos grilhões da autocensura e com inteligências próprias, procurarão caminhos para se autoexpressarem.

Daí então a surpresa, de através da prática ver surgir em nós a capacidade de interagir com o movimento harmonioso do universo (o nosso microcosmo), e cada vez mais profundamente chegar a algum símbolo mais significativo.

(Braz Uzuelle, Artista plástico e Buscador)

O mundo da mente

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Claro que vocês estão aqui presentes para escutar-me, e eu estou aqui para falar-lhes, mas é necessário que entre nós haja uma verdadeira comunhão de almas e que nos proponhamos a inquirir a nós mesmos, indagar, buscar, tratar de saber… com o objetivo evidente de conseguir uma orientação no caminho da Autorrealização Íntima do Ser.

Saber escutar é muito difícil; saber falar é mais fácil. Acontece que quando alguém escuta, precisa estar aberto ao novo, com mente espontânea, livre de ideias preconcebidas e de preconceitos.

Mas acontece que o Ego, o Eu, o Mim Mesmo, não sabe escutar, traduz tudo com base em seus preconceitos e interpreta tudo de acordo com o que tem armazenado no centro formativo.

Qual é o centro formativo? A memória. Por que é chamado de centro formativo? Porque aí tem lugar a formação intelectual dos conceitos.

Entendido isto, faz-se urgente aprender a escutar com mente nova, e não, repito, com o que temos armazenado na memória.

Depois deste preâmbulo, vamos tratar de nos pôr de acordo, vocês e eu, sobre ideias, conceitos, etc.

Antes de mais nada, é imprescindível saber se o intelecto, por si mesmo, pode levar alguém, alguma vez, à experiência do Real. Há intelectos brilhantes, não podemos negar, mas eles jamais experimentaram Isso que é a Verdade.

Também não será demais saber que em nós existem três mentes. Poderíamos denominar a primeira de Mente Sensual, a segunda podemos considerar como a Mente Intermediária e a terceira é a Mente Interior.

Mas pensemos um pouco no que é esta mente sensual, que todos usamos diariamente. Eu diria que ela elabora seus conceitos de conteúdo com os dados fornecidos pelos cinco sentidos, e com o conteúdo desses conceitos forma seus raciocínios.

Vendo as coisas deste ângulo, é óbvio que a razão subjetiva ou sensual tem por base as percepções sensoriais exteriores. Se como único recurso de seu funcionamento estão exclusivamente os dados recolhidos pelos cinco sentidos, não há dúvida de que tal mente não terá acesso a algo que escape do círculo vicioso das percepções sensoriais externas e, obviamente, nada poderá saber de real sobre os mistérios da vida e da morte, sobre a Verdade, sobre Deus etc.

Pois de onde poderá uma mente assim conseguir informações, se sua única fonte de nutrição são os dados recolhidos pelos sentidos? Obviamente, não tem como poder conhecer o Real.

Nestes instantes, chega-nos à memória algo muito interessante. Certa vez, houve um grande congresso na Babilônia, na época dos esplendores egípcios. Veio muita gente, da Assíria, do Egito, da Fenícia etc., É claro que o tema era interessante: procurar saber, à base de puras discussões analíticas, se o ser humano tinha ou não tinha alma.

É óbvio que então os cinco sentidos já estavam bem degenerados; só assim podemos explicar que aquelas pessoas escolhessem este tema como motivo de tal congresso.

Em outros tempos, um congresso assim teria sido ridículo. Os lemurianos nunca pensariam em celebrar um congresso assim, porque as pessoas do continente Mu só precisariam sair do corpo para saber se tinham ou não tinham alma, o que faziam com tremenda facilidade, pois não estavam propriamente atrasados no manejo do mecanismo físico.

Um tema desse tipo só poderia ocorrer a uma humanidade degenerada, em involução.

E aconteceu que tanto a favor como contra houve muitas opiniões. Por fim, subiu à tribuna da eloquência um grande sábio assírio. Aquele homem havia se aprimorado no Egito, havia estudado nos Mistérios e falou em voz alta:

A razão nada pode saber sobre a Verdade, sobre o real, sobre a alma, sobre o imortal. A razão serve tanto para sustentar uma teoria espiritualista como uma teoria materialista. Poderia elaborar uma tese espiritual com uma lógica formidável e poderia também estruturar, em oposição, uma tese materialista com uma lógica similar. A razão subjetiva, sensual, nutrida pelos dados recolhidos pelos cinco sentidos, serve para as duas coisas, pode fabricar teses espiritualistas ou materialistas, logo não é algo em que se possa confiar.

Existe um sentido diferente, trata-se do sentido de percepção instintiva das verdades cósmicas; esta é uma faculdade do Ser.

Quanto à razão subjetiva, esta por si mesma não pode nos dar verdadeiramente nenhum dado sobre a verdade, sobre o real.

A razão sensual nada pode saber dos mistérios da vida e da morte. E aquele sábio acrescentou:

Vocês me conhecem. Tenho prestígio diante de vocês. Sabem muito bem que venho do Egito. Não há dúvida de que minha vida foi diferente e minha mente sensual não conseguiria recolher dados sobre o Real.

E continuou a falar ainda aquele homem e explicou aos orgulhosos:

Vocês, com seus raciocínios, não podem saber nada sobre a Verdade, sobre a alma e sobre o espírito. A mente racional não pode saber nada disso.

Bem, aquele homem concluiu seu discurso com muita eloquência e retirou-se, afastou-se definitivamente de todo academicismo. Preferiu deixar de lado o raciocínio subjetivo e desenvolver em si aquela faculdade antes citada por ele e que se conhecia com o nome de percepção instintiva das verdades cósmicas, faculdade que outrora a humanidade em geral tivera, mas que se atrofiou conforme o Eu Psicológico, o Mim Mesmo, o Si Mesmo, foi se desenvolvendo.

Dizem que aquele sábio assírio, egresso do Egito, afastado de toda escola, foi cultivar a terra e confiar exclusivamente naquela prodigiosa faculdade do Ser, conhecida como Percepção Instintiva das Verdades Cósmicas.

Porém, iremos um pouco mais longe. Há uma mente diferente da mente sensual. Quero me referir, de forma enfática, à mente intermediária. Nesta mente intermediária encontramos todo tipo de crenças religiosas. Obviamente, os dados fornecidos pelas religiões são absorvidos pela mente intermediária.

Por último, existe ainda a mente interior, a qual, em si mesma e por si mesma, trabalha exclusivamente com os fatos recolhidos pela consciência do Ser. A mente interior jamais poderia funcionar sem os dados que a consciência interior do Ser lhe proporciona.

Eis aqui as três mentes.

A mente sensual, com todas suas teorias e excessos, é conhecida nos evangelhos como a levedura dos saduceus. Jesus Cristo adverte dizendo: Cuidai-vos da levedura dos saduceus, isto é, das doutrinas materialistas, ateístas, como a dialética marxista etc. Este tipo de doutrina corresponde exatamente à doutrina dos saduceus, da qual falava o Cristo.

Mas o Senhor de Perfeição também adverte quanto à doutrina dos fariseus, a qual corresponde à mente intermediária. E quem são os fariseus? São aqueles que frequentam seus templos, suas escolas, religiões, seitas etc., a fim de que todos os vejam.

Escutam a palavra, mas não a executam em si próprios. São como o homem que se olha num espelho e vai embora.

Frequentam unicamente para que os outros os vejam, mas jamais trabalham sobre si mesmos. Isso é gravíssimo! Contentam-se com meras crenças. Não interessa-lhes a transformação íntima total. Perdem seu tempo miseravelmente e fracassam.

Afastemo-nos, pois, da levedura dos saduceus e dos fariseus. Pensemos em abrir a mente interior.
Como a abriremos? Sabendo pensar de maneira psicológica; é assim que se abre a mente interior. Como ela trabalha com os dados da consciência superlativa do Ser, experimenta-se, graças a isso, a realidade dos diversos fenômenos da natureza.

Com a mente interior aberta, poderemos falar, por exemplo, sobre a lei do Karma, não pelo que se disse ou pelo que se deixou de dizer, mas por experiência direta. Com a mente interior aberta, ficamos também suficientemente preparados para falar sobre a reencarnação, sobre a lei do eterno retorno de todas as coisas, sobre a lei da transmigração das almas etc. E o faremos, de fato, não baseados no que lemos de alguns autores ou no que escutamos, mas no que nós mesmos experimentamos de forma real e direta.

Immanuel Kant, o filósofo, faz uma distinção entre a crítica da razão subjetiva e a crítica da razão pura.

Não há dúvida que a razão subjetiva, racional, jamais poderia nos trazer nada que não pertencesse ao mundo dos cinco sentidos. O intelecto, por si mesmo, é racional e subjetivo. Sempre que ouvir falar de temas como reencarnação, karma, etc, exigirá provas, demonstrações.

As verdades que só podem ser percebidas pela mente interior, jamais poderiam ser demonstradas à mente sensual. Exigir provas no mundo sensorial externo equivale a exigir de um bacteriólogo que estude os micróbios com um telescópio ou exigir a um astrônomo que estude os astros com um microscópio. Exigem provas que não podem ser dadas à razão subjetiva porque esta não tem nada que ver com aquilo que não pertence ao mundo dos cinco sentidos.

Temas como reencarnação, karma, vida após a morte, etc., são, de fato, exclusividade da mente interior, e nunca da mente sensual. À mente interior pode-se demonstrar, mas antes, exige-se do candidato que tenha aberto sua mente interior. Se não a abriu, como faríamos para efetuar uma demonstração desse tipo? Impossível, não é verdade?

Visto isto com clareza, convém que agora nos aprofundemos um pouco na questão das faculdades. O intelecto, por si mesmo, é uma das faculdades mais toscas dos níveis do Ser. Se quisermos tornar tudo intelecto, jamais chegaremos à compreensão das verdades cósmicas.

Indubitavelmente, além do intelecto há outra faculdade de cognição. Quero me referir de forma enfática à Imaginação. Muito se subestimou esta faculdade e alguns até a chama pejorativamente de a louca da casa, título injusto, porque se não fosse ela não haveria o automóvel, os aparelhos gravadores, o trem etc.

O sábio que quiser inventar alguma coisa, primeiro terá de a imaginar e em seguida passar a imagem para o papel. O arquiteto que quiser construir uma casa, primeiro terá de imaginá-la, depois sim poderá traçar a planta.

Portanto, a imaginação permitiu a criação de todos os inventos, logo não é algo desprezível.

Não podemos negar que há várias categorias de imaginação. A primeira, poderíamos chamar de imaginação mecânica, que seria a mesma fantasia, que obviamente é constituída pelos resíduos da memória, sendo até prejudicial.

Mas existe outro tipo de imaginação que é na realidade a imaginação intencional ou imaginação consciente.

A própria Natureza possui imaginação, isso é óbvio! Se não fosse pela imaginação, as criaturas da natureza seriam cegas. Mas graças a essa poderosa faculdade a percepção existe, as imagens formam-se no centro perceptivo do Ser ou centro perceptivo das sensações. A imaginação criadora da Natureza deu origem às múltiplas formas existentes em tudo o que é.

Na época dos hiperbóreos, ou dos lemurianos, não se usava o intelecto, usava-se a imaginação. O ser humano era inocente, e o Cosmos, em maravilhoso espetáculo, se refletia como num lago cristalino sobre sua imaginação. Era um outro tipo de humanidade…

Hoje, causa dor ver como as pessoas perderam até a própria imaginação, isto é, esta faculdade degenerou-se espantosamente. O desenvolvimento da imaginação é possível. Isto nos levaria além da mente sensual, isto nos levaria a pensar psicologicamente.

Somente com o pensar psicológico podem ser abertas as portas da mente interior. Se alguém desenvolve a imaginação, aprende a pensar psicologicamente.

Imaginação, inspiração e intuição são os três caminhos obrigatórios da Iniciação. Mas se ficamos engarrafados exclusivamente no funcionamento sensorial do aparato intelectual, não será possível. subir pelos degraus da imaginação, da inspiração e da intuição

Não quero dizer que o intelecto seja inútil. Longe estou de fazer tão grande afirmação. Estou é esclarecendo conceitos. Toda faculdade é útil dentro de sua órbita. Um planeta qualquer é útil em sua órbita, fora dela é inútil e catastrófico. A mesma coisa acontece com as faculdades do ser humano. Elas têm sua órbita. Querer tirar a razão de sua órbita, a razão sensual, é absurdo, porque caímos no ceticismo materialista.

Muita gente, chamemo-los estudantes de pseudoesoterismo e pseudo-ocultismo (tão em voga por estes tempos), estão sempre lutando contra as suas dúvidas.
Por que muitos andam borboleteando de escola em escola, chegando por fim à velhice sem ter realizado nada?

Através da própria experiência, pude observar que os que ficam engarrafados no intelecto, fracassam.

Aqueles que querem comprovar com o intelecto as verdades que não são do intelecto, fracassam. Cometem o erro de querer estudar astronomia, falando simbolicamente, com o microscópio ou o de estudar bacteriologia com o telescópio.

Deixemos cada faculdade em seu lugar, em sua órbita. Precisamos pensar psicologicamente.

É óbvio que devemos repelir com firmeza a doutrina chamada levedura dos saduceus e dos fariseus e aprender a pensar psicologicamente, o que não seria possível se continuássemos engarrafados no intelecto. Vale mais começar a subir pela escada da imaginação, depois passaremos ao segundo escalão, da inspiração, para por fim chegarmos à intuição.

Como Despertar a Imaginação Criadora, a Inspiração e a Intuição

Vejamos como a imaginação se desenvolve. Muitos exercícios científicos podem ser realizados. Muitas vezes falei sobre o exercício do copo com água; trata-se de um exercício fácil.

Colocamos um copo com água à nossa frente. No fundo do copo, pomos um pequeno espelho. Acrescentamos azougue (mercúrio) à água, algumas gotas. A concentração é feita no meio da água, isto é, sobre a água, de forma tal que a visão atravesse o vidro.

Assim teremos um esplêndido exercício para o desabrochar da imaginação. Trataremos de ver nessa água a luz astral.

Faremos um grande esforço para vê-la. É óbvio que no princípio não veremos nada, porém, depois de algum tempo de exercício, começa-se a ver a água colorida, começa-se a perceber a luz astral; o sentido da auto-observação psicológica entre em atividade.

Bem mais tarde, se passar um carro pela rua, por exemplo, uma faixa de luz será vista na água e o carro andando por ela. Isto indicará que já se começa a perceber com a faculdade transcendental da imaginação. Por fim, chegará o dia em que não mais se precisará do copo com água para ver, porque se estará vendo o ar com diferentes cores, se estará vendo a aura das pessoas.

Bem sabemos que cada pessoa carrega uma aura de luz ao seu redor e que essa aura tem diversas cores. O cético carrega sempre uma aura de cor verde brilhante, o devoto uma aura de cor azul, o amarelo revela muito intelecto, o verde sujo ceticismo, o cinza tristeza, o cinza-chumbo muito egoísmo, o negro representa o ódio, o vermelho sujo a luxúria e a fornicação, o vermelho brilhante ou cintilante a ira etc.

Claro que para poder ver assim a aura das pessoas há que trabalhar muito neste exercício. Por pelo menos uns três anos, dez minutos diários, sem deixar de trabalhar um único dia. Se alguém tem essa firmeza para praticar tal exercício por dez minutos diários, chegará o momento em que a faculdade da imaginação, ou clarividência, ficará plenamente desenvolvida. Clarividência é apenas outro termo que se aplica à imaginação.

Mas este não seria o único exercício para desenvolver esta faculdade. É necessário algo mais, é necessário meditação. Sentados em uma cômoda poltrona, com o corpo bem relaxado, ou deitados na cama com a cabeça para o norte, devemos imaginar alguma coisa, por exemplo: a semente de uma roseira. Imaginemos que ela foi semeada cuidadosamente em uma terra negra e fértil e que agora a regamos com a água pura da vida.

Continuamos com o processo imaginativo, transcendental e transcendente ao mesmo tempo, visualizando como brotam espigas no talo no processo do crescimento, como se desenvolvem maravilhosamente, como surgem as espigas daquele talo e por fim os raminhos e as folhas. Imaginamos como por sua vez aqueles raminhos cobrem-se se folhas completamente e aparece um botão que se abre deliciosamente; é a rosa.

No estado de Manteia, como diziam os iniciados de Elêusis, falando dos gregos, chegamos até a sentir o próprio aroma que escapa das pétalas vermelhas ou brancas da preciosa rosa.

A segunda parte do trabalho imaginativo consistiria em visualizar o processo do morrer de todas as coisas. Poderia se imaginar como aquelas perfumadas pétalas vão caindo, como pouco a pouco vão murchando, como aqueles ramos outrora tão fortes convertem-se, depois de algum tempo, em um montão de lenha. Por fim, chega o vendaval, o vento, e arrasta todas as folhas e toda a lenha.

A meditação profunda sobre o processo do nascer e do morrer de todas as coisas é um exercício que deve ser praticado de forma assídua, diariamente. É claro que com o tempo nos dará a percepção interior profunda daquilo que poderíamos denominar de mundo astral.

É bom ainda advertir a todo aspirante que qualquer exercício esotérico, incluindo este, requer continuidade de propósito. Se praticamos hoje e amanhã não, cometemos um erro gravíssimo. Havendo de verdade aplicação no trabalho esotérico, o desenvolvimento dessas preciosas faculdades da imaginação torna-se possível.

Quando, durante a meditação, surgir em nossa imaginação algo novo, algo diferente da rosa, será sinal evidente de que estamos progredindo. No princípio, as imagens carecem de colorido, mas conforme formos trabalhando, elas irão se revestindo de múltiplos encantos e cores.

Progredindo no desenvolvimento interior profundo, avançando um pouco mais nesta questão, chegaremos à recordação de nossa vidas anteriores.

Inquestionavelmente, quem tiver desenvolvido em si mesmo a faculdade imaginativa, poderá tentar capturar ou apreender, com este translúcido, o último instante de sua passada existência. Esse espelho translúcido da imaginação o refletirá moribundo em seu leito. Assim, alguém poderia ter morrido num campo de batalha, ou num acidente; seria interessante ver o que nos acompanhou nos últimos instantes da existência passada.

Continuando com este processo tão maravilhoso relacionado com a imaginação, poderia se tentar conhecer não só o último instante da vida anterior, mas o penúltimo, o antepenúltimo, os últimos anos, os penúltimos, a juventude, a adolescência, a infância, etc. Assim se recapitularia toda uma vida passada. Indo mais longe, isso permitiria também que capturássemos cada uma de nossas vidas anteriores. Assim chegaríamos, por experiência direta, a verificar a lei do eterno retorno de todas as coisas.

Não é precisamente o intelecto que pode verificar esta lei. Com o intelecto, podemos talvez discutir, afirmar ou negar, mas isso não é verificação. Assim, pois, convido todos à compreensão.

A imaginação abrirá as portas dos paraísos elementais da natureza, pois é com a imaginação que tratamos de ver uma árvore.

Se meditamos na mesma, veremos que é composta de uma multidão de pequenas folhas; mas se conseguimos nos aprofundar um pouco mais e ver a sua vida íntima, perceberemos sem dúvida alguma isso que poderíamos denominar de essência ou alma; quando alguém está em estado de êxtase, percebe a consciência do vegetal.

E pode ver, com toda clareza, que esta é uma criatura elemental, uma criatura que tem uma vida não perceptível para os cinco sentidos, não perceptível para a capacidade intelectual, uma vida excluída completamente do processo sensorial. É interessante saber que em passos posteriores pode-se chegar a conversar, dialogar, com os elementais.

Obviamente, na quarta vertical, há surpresas insólitas. Indubitavelmente, a Terra Prometida da qual nos fala a Bíblia é a própria quarta dimensão, a quarta vertical da natureza; o paraíso terrestre é a quarta coordenada. Quando se diz: A terra prometida onde os rios de água pura vertem leite e mel, faz-se referência justamente à quarta dimensão do nosso planeta Terra.

A imaginação criadora constitui-se no espelho da alma. Quem a desenvolver mediante regras esotéricas exatas, fora de dúvida, terá a comprovação do que estou afirmando aqui de forma enfática. Convido-os claramente à análise psicológica, convido-os a desenvolver essa qualidade cognoscitiva conhecida como imaginação; ela é uma faculdade extraordinária. A imaginação criadora permite a alguém saber por si mesmo que a Terra é um organismo vivo.

Nestes momentos, chega-nos à memória aquela afirmação neoplatônica de que a Alma do Mundo está crucificada na Terra.

Essa alma do mundo é um conjunto de almas, um conjunto de vidas que palpitam e têm realidade.

Para os povos hiperbóreos, os vulcões, os mares profundos, os metais, as gargantas das montanhas, o furioso vento, o fogo flamejante, as pedras rugidoras, as árvores etc., não eram senão o corpo dos Deuses. Aqueles hiperbóreos não viam a Terra como algo morto. Para eles, o mundo estava vivo, era um organismo que tinha vida e a tinha em abundância. Então, falava-se no horto puríssimo da linguagem divina que, como um rio de ouro, corre sob a espessa selva do sol. Sabia-se tocar a lira e dela arrancava-se as mais extraordinárias sinfonias. A lira de Orfeu não tinha caído ainda no pavimento; não se partira em pedaços.

Esses eram outros tempos, essa era a época da antiga Arcádia, quando se rendia culto aos Deuses da aurora, quando se festejava todo nascimento com festas místicas transcendentais.

Se vocês desenvolveram de forma eficiente a faculdade da imaginação, não somente poderão recordar suas vidas anteriores, como ainda comprovar de forma específica o que aqui estou expressando didaticamente com completa clareza. Mas a imaginação, por si mesma e em si mesma, não é mais do que o primeiro escalão. Há um segundo escalão mais elevado que é a Inspiração.

A faculdade da inspiração permite-nos dialogar, frente a frente, com toda partícula de vida elemental. A faculdade da inspiração permite que sintamos em nós mesmos o palpitar da cada coração. Voltemos novamente, por um momento, ao exercício da roseira. Se depois de tudo, se concluído o meditar no nascer e no morrer da mesma, desaparecidas a lenha e as pétalas da rosa, queremos ainda saber de mais alguma coisa, precisamos de inspiração. A planta nasceu, deu frutos, morreu e depois de tudo o que vem?

Necessitamos da inspiração para saber qual é o significado desse nascer e morrer de todas as coisas. A faculdade da inspiração é ainda mais transcendental e precisa de um gasto maior de energia. Trata-se de deixar de lado o símbolo sobre o qual estivemos meditando, trata-se agora de capturar o seu significado interior. Para isso, precisa-se da faculdade da emoção.

O centro emocional vem, pois, valorizar o trabalho esotérico da meditação, ele permite que nos sintamos inspirados. E então, inspirados, conheceremos o significado do nascer e do morrer de todas as coisas.

Com a imaginação, poderemos verificar a realidade da existência interior, com a inspiração poderemos capturar o significado dessa existência, seu motivo, sua causa, seu porquê etc. A inspiração está um passo além da faculdade da imaginação criadora.

Com a imaginação, podemos verificar a realidade da quarta vertical, porém a inspiração permitirá que capturemos seu significado profundo.

Por último, além da faculdade da imaginação e da inspiração, teremos de chegar às alturas da intuição. Assim, imaginação, inspiração e intuição são os três degraus da Iniciação.

A intuição é algo diferente. Voltemos à roseira do nosso exemplo. Indubitavelmente, com o processo da imaginação, durante o exercício esotérico transcendental e transcendente, vimos os processos: vimos como a roseira cresceu, como floriu suas rosas e por último como morreu e se converteu num monte de lenha.

A inspiração permite que saibamos o significado de tudo isso, mas a intuição nos levará à realidade espiritual disso. Através dessa preciosa faculdade superlativa, entraremos num mundo de uma espiritualidade singular e nos encontraremos face a face com o elemental visto com a imaginação, o elemental da roseira.

Ainda mais, nos encontraremos com a chispa virginal, com a Mônada divina, com a suprema partícula divina da roseira. Entraremos num mundo onde estão os Elohim criadores citados na Bíblia hebraica ou mosaica. Veremos todas as hostes criadoras do Exército da Palavra, isto é, teremos achado o Demiurgo criador do universo.

É a intuição que permite conversar frente a frente com os Elohim, com os Tronos, os quais já não serão para nós mera especulação ou crença; doravante serão uma realidade palpável, manifestada. A intuição permitirá o nosso acesso às seções superiores do universo e do cosmos. Através da intuição, poderemos estudar a cosmogênese, a antropogênese etc. Ela permitirá que entremos nos templos da Fraternidade Universal Branca, onde estão os Elohim, Kummaras ou Tronos.

Ela permitirá que nós conheçamos a gênese de nosso mundo e poderemos até assistir a própria aurora da criação; saber, não porque alguém tenha dito, mas por via direta, como surgiu este mundo que habitamos, de que forma foi criado, de que maneira fez sua aparição no concerto dos mundos. A intuição permitirá que saibamos, de forma específica e direta, aquilo que os brilhantes intelectuais da época não sabem.

Há muitas teorias a respeito do mundo, do universo e do cosmos, as quais passam constantemente de moda como os remédios de farmácia, como a moda das senhoras e dos cavalheiros. A uma teoria, segue outra e outra; por fim, o intelecto não consegue senão fantasiar graciosamente e especular, sem poder jamais experimentar a realidade.

No entanto, a intuição permite que se conheça o real; ela é uma faculdade cognoscitiva transcendental. Quão grandioso é poder assistir ao espetáculo da criação! Sentir-se por uma momento fora da criação e olhar o mundo como se ele fosse um teatro e nós os espectadores.

Perceber como um cometa sai do caos e o Real Ser dá origem a uma unidade cósmica. Isto é intuição; aquilo que nos permite saber que a Terra existe devido ao Karma dos Deuses. Se não fosse por isto, não existiria; é a intuição que permite a alguém verificar o cru realismo desse Karma. Certamente, aqueles Elohim, cujo conjunto vem a constituir o divino, atuaram num passado ciclo de manifestação muito antes de a Terra e o sistema solar terem surgido à existência.

Vejamos um caso bastante simpático. Muito se discute sobre a Lua. Muita gente pensa que ela é um pedaço da Terra que foi lançado ao espaço pela força centrífuga, algo assim como o disparo de um foguete atômico. A intuição permite que se vislumbre que as coisas aconteceram de forma completamente diferente. Através da intuição, vimos a saber que a Lua é muito mais antiga do que a Terra.

Por isso, nossos antepassados de Anahuac diziam: a avó Lua. Ela é obviamente nossa avó, pois, se ela é a mãe da Terra e a Terra é a nossa mãe… Nossa avó; conceitos sábios de Anahuac.

A Terra surgiu realmente muito mais tarde no correr dos séculos. A Lua foi um mundo rico no passado; teve vida mineral, vegetal, animal e humana, mares profundos, vulcões em erupção, etc. Os próprios cientistas atuais tiveram de se render diante da evidência concreta de que a Lua é mais antiga do que a Terra.

Aqueles Iniciados que cometeram o erro de afirmar que a Lua era um pedaço que se desprendeu da Terra, agora ficaram mal, já que se verificou no estudo com aparelhos especiais dos metais trazidos da Lua que esta é mais antiga que a Terra.

Ela teve humanidade, teve vida vegetal, foi um mundo rico. Por que a Lua se transformou assim? A intuição permite a qualquer um saber que tudo que nasce tem de morrer. Todo mundo do espaço estrelado, com o tempo converte-se em uma Lua. Esta Terra que habitamos um dia envelhecerá e morrerá, converter-se-á em outra Lua. Há Luas pesadas, como a que gira ao redor do sol Sírio, que chegam a ter uma densidade 5 mil vezes maior que a do chumbo.

Assim, voltando à nossa Lua, diremos que é a mãe da Terra. Por que faço tão tremenda afirmação?

Mediante a mesma intuição, vemos como aquela velha Lua, nossa avó, a anima mundi luna crucificada naquele satélite, depois de ter submergido no seio do Eterno Pai Cósmico Comum, o Absoluto, quando chegou uma nova época de manifestação, depois de um longo intervalo, quando chegou de novo outro Grande Dia de atividade, aquela mãe Lua, aquela anima mundi, reconstruiu um novo corpo, formou seu novo corpo que é esta Terra e se reencarnou.

Todas as criaturas que outrora existiram na Lua morreram, mas os germes da vida, os germes de toda vida animal, vegetal ou humana não morreram. Esses germes projetados pelos raios cósmicos ficaram depositados aqui neste novo planeta, até os germes de nossos próprios corpos. Por tal motivo, somos filhos da Lua. Ela é a mãe de todo ser vivo. Ela é a mãe da Terra.

Quando alguém faz uma afirmação destas diante de um grupo de pessoas instruídas, diante dos eruditos do intelecto, diante daqueles que estão acostumados a fazer malabarismos com a mente, diante dos fanáticos dos silogismos, dos prossilogismos e dos eussilogismos do raciocínio subjetivo, obviamente expõe-se à ironia, ao vexame, à zombaria, ao sarcasmo, à sátira, porque isto não pode ser admitido jamais pelo raciocínio subjetivo do intelecto. Isto que estou afirmando só é acessível à intuição.

Se vocês querem um dia chegar de verdade à iluminação, à percepção do Real, ao conhecimento completo dos Mistérios da Vida e da Morte, terão inquestionavelmente que subir pela maravilhosa escadaria da imaginação, da inspiração e da intuição.

O mero raciocínio jamais poderia levar alguém até estas experiências íntimas e profundas.

De modo algum nos pronunciaríamos contra o intelecto. O que queremos é especificar funções e isto não é um delito. Fora de dúvida, o intelecto é útil dentro de sua órbita. Fora de sua órbita, como já dissemos, torna-se inútil. Porém, se nos fanatizamos com o intelecto e nos negamos de princípio a subir pelos degraus da imaginação, jamais conseguiremos pensar psicologicamente.

Quem não sabe pensar psicologicamente, fica preso exclusivamente ao rústico sensorial e pode até se converter num fanático da dialética marxista. Só o pensar psicológico abrirá a mente interior, isto é óbvio, e nos fará subir pelos degraus da inspiração e da intuição. Indubitavelmente, de fato, abertas as maravilhosas portas da mente interior, surgem os intuitos de dentro, que se expressam através da mente interior, isto é, a mente interior serve de veículo aos intuitos.

Esta mente interior é a própria razão objetiva, a qual foi claramente explicada por Gurdjieff, Ouspensky e Nicoll. Possuir a razão objetiva é ter aberto a mente interior e esta funcionará exclusivamente com os dados do Ser, com os intuitos da consciência, do superlativo, do ético, daquilo que é transcendental e transcendente em nós e não de outro modo. Exposto este tema, fica aberto e diálogo. Quem quiser perguntar alguma coisa que o faça com a mais inteira liberdade.

Pergunta: Mestre, gostaria de saber se existe alguma diferença entre intelecto e mente?
Samael Aun Weor: O intelecto e a mente no fundo são a mesma coisa. Porém, a mente não cultivada não é intelecto. A mente cultivada é intelecto. Alguém poderia ser muito inteligente e não possuir intelecto. Assim, não há uma diferença substancial e sim acidental. Distinga-se potência e acidente de acordo com a lógica formal.

P: Que representa a esfinge com a metade do corpo com a forma de animal e rosto de homem?
SAW: O rosto de homem representa o mercúrio da filosofia secreta, o esperma sagrado de onde sai o verdadeiro homem. Quanto às asas, obviamente representam o espírito. A esfinge é importantíssima, foi tirada da Atlântida. Os membros da Sociedade de Akaldan a usavam na universidade da Atlântida. Essa sociedade mantinha a esfinge sempre ali para representar o homem, para representar o caminho que conduz à libertação final. Originalmente, a cabeça da esfinge tinha uma coroa de nove pontas de aço que representava a Nona Esfera, um báculo em sua garra direita e a espada flamejante na outra.

Claro que atualmente está despojada de tudo isto, porém originalmente tinha. Ela significa o caminho esotérico, o caminho sagrado a seguir; os mistérios da Nona Esfera, o sexo, o trabalho com os quatro elementos da natureza dentro de nós mesmos, aqui e agora, para fabricar os corpos existenciais superiores do Ser e converter-se em um verdadeiro homem.

No entanto, há que se fazer uma distinção entre a roda do Arcano 10 do Taro, que gira incessantemente (a roda do samsara) e a esfinge. A roda do samsara significa a evolução e sua irmã gêmea a involução. Pela direita sobe Hermanúbis evoluindo e pela esquerda desce Tifão involuindo. A esfinge está sobre a roda, ela é o caminho da revolução da consciência.

Precisamos nos meter pelo caminho da revolução em marcha, da rebeldia psicológica. Este é o caminho que leva à libertação final. Temos de nos afastar da evolução e da involução e nos meter pela senda da revolução em marcha,. ser rebeldes, ser revolucionários…
Se é que realmente queremos chegar à libertação, precisamos de grande rebeldia psicológica!

P: Mestre, creio que todos já ouviram falar, até aparece nos jornais, sobre o cinturão da morte que se encontra no Atlântico. Poderia nos explicar que fenômenos ocorrem por lá?
SAW: Aquele triângulo que há ali nas Antilhas, no Atlântico, é uma zona onde muitos aviões se perderam porque entraram com facilidade na quarta vertical. Em tais casos, ocorre uma perfuração muito natural por onde em muitas épocas passa-se para a quarta vertical. Ela está perfurada e isso é muito normal. Naquela zona há perfurações, por isso muita gente, navios etc. perderam-se por lá; submergem na quarta vertical e continuam vivendo na quarta vertical.

Pode-se penetrar nos mundos jinas (4ª Dimensão) acessando determinadas regiões misteriosas do planeta, como o Triângulo das Bermudas e outros

P: Não há maneira de sair?
SAW: Pois melhor nem sair; para quê?

P: Com corpo físico?
SAW: Com o corpo de carne, osso e tudo, mas não vás te meter por ali. Se tu queres ir viver na quarta vertical, não te aconselho a ir.

P: O senhor não disse que é melhor nem sair?
SAW: Bom, é difícil… porque depois que a quarta vertical engole alguém, é melhor que fique vivendo ali e quem vive na quarta vertical vive bem. Lá ele pode comer, pode dormir, pode viver da mesma forma, normal, iluminado pela luz do Sol. Lá há raças humanas etc. Não se vive somente aqui, há muita gente que vive na quarta vertical. Existe uma raça humana muito bela, da qual gostei muito…

P: Como se sacrifica a dor?
SAW: Vou lhes dizer uma grande verdade. Somente se sacrifica a dor com autoexploração, fazendo-se a sua dissecação. Citemos um caso concreto, imaginemos um homem que de repente encontra a sua mulher em pleno delito num quarto com outro homem. Realmente, isto pode provocar certos ciúmes, é natural… Se encontra a mulher em demasiada intimidade com outro homem, pode ocorrer uma explosão de ciúmes e isso produz uma dor espantosa ao marido ofendido, o que pode dar origem até a uma ação de divórcio, um problema moral horripilante.

No entanto, a encontrou conversando muito tranquilamente e nada lhe consta de mau; somente podem ser feitas muitas conjecturas. Ainda que a mulher negue e negue, a mente tem muitos ardis, muitos esconderijos e formam-se muitas conjecturas. Que fazer para se salvar desta dor? Como aproveitá-la? Como renunciar à dor que lhe causou tudo isto? Existe alguma maneira de resolver, de sacrificar esta dor? Qual? A autorreflexão evidente do Ser, a autoexploração de si mesmo.

Vocês estão seguros de que nunca se deitaram com outra mulher, com outra fêmea? Estão seguros de que jamais foram adúlteros? Nem nesta nem em passadas reencarnações? Todos nós no passado fomos adúlteros, fornicários… isso é óbvio. Se alguém chega à conclusão de que também foi fornicário e adúltero, com que autoridade está julgando a sua mulher? Por que o faz? Ao julgá-la, o faz sem autoridade.

Cristo já disse na parábola da mulher adúltera, a mulher dos evangelhos cristãos: “Aquele que estiver livre de pecado que atire a primeira pedra”. Ninguém jogou, nem mesmo Jesus se atreveu a jogar. E exclamou: “Onde estão os que te acusavam? Nem eu mesmo te acuso. Vai e não peques mais”. Nem Ele mesmo, que era tão perfeito, se atreveu. Tendo Ele agido assim, com que autoridade agora o faríamos nós?

Quem é que nos está proporcionando o sentimento? A dor suprema? Não é por acaso o demônio dos ciúmes? É óbvio! E qual outro demônio? O eu do amor próprio que foi ferido mortalmente e que é cem por cento egoísta. Qual outro? O eu da autoimportância, o que se julga o importante senhor Fulano de Tal, e “que esta mulher venha aqui agir com este tipo de conduta”… Que orgulho terrível o do senhor da autoimportância! E aquele outro demônio, o da intolerância, que grita: Fora adúltera! Condenada! Malvada, te expulso! Eu sou virtuoso, intocável…

Eis aqui, pois, o delito dentro de nós mesmos. Esses são os eus que vêm a causar dor. Quando alguém chegou à conclusão de que foram os eus que produziram a dor, deve se concentrar na sua Divina Mãe Kundalini, pois é Ela que desintegra esses eus.

Se o eu for desintegrado, a dor termina. Terminada a dor, faz-se a consciência. Portanto, através do sacrifício da dor, aumenta-se a consciência e adquire-se fortaleza.

Ponhamos que não tenham sido simples ciúmes e sim que houve adultério de verdade. O divórcio terá de acontecer, porque isso autoriza a lei divina. Neste caso, também se pode dizer com absoluta segurança que essa dor poderá ser sacrificada.

Bom, houve adultério… Agora, eu estou seguro de jamais ter adulterado? Então, por que condeno? Não tenho o direito de condenar ninguém porque, quem se sinta livre de pecado que atire a primeira pedra. Quem é que está me causando esta dor?

Os eus do ciúme, da autoimportância, do amor-próprio etc. Temos de chegar à conclusão de que são esses eus que nos estão provocando a dor e passar a trabalhar para desintegrá-los.

Eliminando o eu, a dor desaparecerá. Por que? Por que foi sacrificado. Isso traz um aumento de consciência, porque aquela energia que estava condicionada pela dor foi liberada. Resta não só a paz do coração tranquilo como há ainda um aumento de consciência, um acréscimo de consciência. Mas, as pessoas são capazes de tudo, menos de sacrificar a dor, porque querem muito as suas dores.
No entanto, resulta que as dores máximas são as que brindam as melhores oportunidades para o despertar; há que sacrificar a dor.

Há muitas espécies de dor. Um insultador com seus insultos provoca imediatamente em nós desejos de vingança pelas palavras ditas. Porém, se não nos deixamos identificar pelos eus da vingança, claro está que não responderemos instintivamente naquela hora. No entanto, se alguém se relaciona com o eu da vingança, este eu se relaciona com outros eus mais perversos e esse alguém termina nas mãos de eus terrivelmente perversos, fazendo disparates.

Assim como existe a cidade do México ou qualquer outra cidade do mundo, é claro que assim como nesta cidade de vida urbana há gente de todo tipo, bairros de gente ruim e bairros de gente boa, em nossa cidade psicológica ocorre a mesma coisa: há bairros de gente decididamente perversa, gente de classe média e gente mais ou menos selecionada. Não é assim?

Se alguém se identifica, por exemplo, com um eu vingativo, isso o relacionará com outros eus mais perversos. O importante é não se identificar com os insultos. Há eus dentro de nós que ditam as normas: Responde! Vinga-te! Arranca o cravo!

Desforra-te! Se alguém se identifica com eles, termina se identificando com o insultador. Mas, se não ocorrer a identificação com o eu que está ditando normas, não fará nada daquilo. Em todo caso, o insultador deixa tudo no fundo do insultado. O interessante seria que os ofendidos conseguissem sacrificar essa dor, o que podem fazer através da meditação. Compreender que o insultador é uma máquina mal controlada por determinado eu; compreender que ele é uma máquina e que também tem seus eus. Se alguém compreende e compara que dentro de si também está o eu do insulto, não tem porque condenar o outro.

Além do mais, o que é que ficou ferido em mim? Possivelmente, o amor próprio, possivelmente o orgulho…

O que tenho de descobrir é quem foi que se feriu; o amor próprio ou o que? Ao descobrir que foi o amor próprio quem se magoou, procede-se a sua eliminação. Ao sacrificar a dor, ficamos livres dela e nasce uma virtude: a serenidade. E despertamos ainda mais…

Há que se ter em conta todos os atores. Temos de aprender a sacrificar a dor. As pessoas são capazes de sacrificar tudo, menos a sua próprio dor. Querem muito os seus próprios sofrimentos, os idolatram. Eis aqui o erro. Capturar seus próprios erros é o que importa para se aprender a despertar a consciência. Claro, não é coisa fácil. O trabalho contra si mesmo é muito duro, porém vale a pena investir contra si mesmo pelo resultado que se vai obter com o despertar.

P: O que foi que deu ao senhor essa capacidade de análise?
SAW: No princípio, a capacidade de análise que eu tinha, ainda que pensasse que fosse extraordinária, era ainda incipiente em relação com a atual capacidade de análise que possuo. A atual capacidade de análise não devo a outra coisa senão à desintegração do Ego. Acontece que quando alguém tem Ego, é muito estúpido, mas quando o desintegra, sua essência fica livre e a essência livre confere-lhe inteligência. Aquele que tem egos, pensa que é inteligente, mas não é. Poderá ser um intelectual, mas uma coisa é ser intelectual e outra ser inteligente.

Há que fazer uma plena diferença entre esses dois aspectos. Quando alguém aniquila o Ego, a inteligência aflora de forma natural, espontânea. Quando alguém não tem Ego, é inteligente, mas quando tem egos, ainda que se julgue inteligente, pelo fato de ter lido muito, de haver pertencido a tal escola, não é, não é inteligente. Esta é a realidade dos fatos…

Quando eu possuía egos, pensava que tinha uma grande capacidade de análise. Depois que destruí o Ego, vim a compreender que naquela época minha capacidade de análise era incipiente, mas eu julgava que era gigantesca pelo fato de ter lido.

Somente o tempo é que veio me demonstrar que não era tão grandiosa como eu supunha. Assim, o importante da vida é ter a capacidade de autorreflexão evidente do Ser, a qual aflora com a aniquilação do eu e permite que se veja as coisas mais claras.

Padmasambhava – O Nascido da Flor-de-Lótus

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Este texto, extraído de um site budista e fala da vida e obra de um dos grandes luminares do espírito, o grande mestre iluminado Padmasambhava. A Tradição Gnóstica afirma que Ele foi uma das encarnações do grande mestre Senhor Jeová, o qual realizaria inúmeras Obras por nossa humanidade. O VM Samael afirma que Padmasambhava é o Protetor e Guia dos Seres de Consciência Desperta. Possamos algum dia ser orientados por este mestre, que é uma verdadeira Força Ativa da Natureza.

O Mantra sagrado deste Ser é JEOVÁ (Jeeeeeoooooooovaaaaaa).

Numa ilha no oceano de leite, crescia uma flor de lótus multicolorida, sobre a qual estava sentado um menininho de apenas oito anos, muito belo, ornamentado com todas as marcas maiores e menores, segurando um vajra e um lótus em suas mãos. Ao vê-lo, o rei Indrabodhi ficou maravilhado e perguntou: Pequeno menino, quem é seu pai e quem é sua mãe? Qual é a sua linhagem e qual é o seu país? De que comida você vive e qual é o seu objetivo aqui? Em resposta a estas perguntas, o menino respondeu: Meu pai é a sabedoria do estado desperto intrínseco. Minha mãe é a senhora sempre excelente, o espaço de todas as coisas. Pertenço à linhagem do espaço e estado desperto indivisíveis. Tomei o espaço básico não-nascido como minha terra natal. Sustento-me consumindo os pensamentos dualistas. Meu objetivo é o realizar as ações dos budas…

Certamente, o mais influente dos mestres da escola Nyingma foi Padmasambhava (tib. Pemajungne / Pad ma ‘byung gnas), conhecido pelos tibetanos como Guru Rinpoche ou Mestre Precioso. A tradição diz que ele foi uma emanação do corpo de Amitabha, da fala de Avalokiteshvara e da mente de Shakyamuni. Sua meta específica era a de facilitar a disseminação do budismo naquele período crucial.

De acordo com a biografia escrita por sua discípula e consorte, Yeshe Tsogyal (tib. Ye shes mTsho rgyal), muitos eventos da vida de Guru Rinpoche tiveram vários paralelos com os da vida de Shakyamuni. Assim como o Buda, Guru Rimpoche teve um nascimento milagroso em um pequeno reino, no noroeste da Índia. As histórias afirmam que Guru Rinpoche nasceu no país de Uddiyana (tib. Orgyen / O rgyan) oito ou doze anos após o paranirvana de Shakyamuni.

Sobre um grande lótus multicolorido que surgiu no meio de um lago – o Oceano de Leite -, havia um vajra dourado, marcado com uma sílaba-semente Hrih que tinha sido emanada do coração do Buda Amitabha em sua terra pura, Sukhavati (tib. Dewachen/bDe ba chen). No momento de seu nascimento imaculado, Guru Rinpoche já tinha o desenvolvimento físico de uma criança de oito anos e todas as marcas maiores e menores de um grande ser. Quando o lótus se abriu, Guru Rinpoche estava de pé em seu centro, segurando um vajra e um lótus em suas mãos.

(Segundo uma outra versão, para aqueles que não tinham o karma para reconhecer este nascimento milagroso, Guru Rinpoche teria mostrado simultaneamente um nascimento comum, como o filho do rei Mahusita de Uddiyana; ele então teria recebido o nome Danarakshita.)

Indrabodhi (tib. Gyelporaadza / rGyal por rá dza), o grande e generoso rei de Uddiyana, encontrou o menino quando estava retornando da ilha de joias preciosas da filha do rei naga. Indrabodhi tinha ido até lá com o ministro Krishnadhara a fim de solicitar a jóia que realiza desejos, pois tinha gasto toda a sua riqueza de seus cento e oito tesouros dando esmolas aos pobres. Como não tinha herdeiro, o rei decidiu adotar o menino o deu a ele o nome Rei Padma Vajra (sânsc. Padma Vajra Raja, tib. Pema Dorje Gyalpo/Padma rDo rje rGyal po).

Assim como Shakyamuni, Guru Rinpoche viveu em um palácio, aprendeu as artes e ciências apropriadas aos príncipes e se casou com uma bela mulher, a dakini Prabhavati, (tib. Khadro Öchangma/ mKha ‘gro ‘Od chang ma). Ele passou a ser chamado de Shikhin, Aquele com Turbante. Seu pai adotivo queria que ele seguisse seus passos e governasse o reino, mas Guru Rinpoche percebeu que aquela vida seria de pouco benefício aos outros, particularmente em comparação com o grande benefício que poderia realizar através da divulgação do Dharma.

Guru Rinpoche pediu ao seu pai a permissão para deixar o palácio e seguir uma vida religiosa, mas o rei recusou. Para convencer Indrabodhi a deixá-lo ir, Guru Rinpoche fez uma dança, durante a qual se atrapalhou com um tridente khatvanga e acabou matando o filho de Kamalate, o mais influente dos ministros. Isto é referido como uma “liberação” porque o filho do malévolo ministro morreria em breve por causa do grande karma negativo que acumulou em vidas passadas.

Prevendo isso, Guru Rinpoche foi capaz de efetuar a liberação do menino através de seu poder yógico. Porém, isto não foi reconhecido pelo rei nem pelos ministros, e como Guru Rinpoche pretendia, foi exilado do reino e condenado a viver em cemitérios. Após uma emocionante despedida, Guru Rinpoche partiu.

Apesar de isto parecer uma punição dura e opressiva para um aparente acidente, isto satisfez os objetivos de Guru Rinpoche, pois os crematórios eram os pontos de meditação favoritos dos adeptos (sânsc. siddha, tib. drubthob / grub thob) tântricos. Geralmente, os crematórios são lugares sagrados, cheios de significado. São os lugares da extinção do ego e do apego, mas são também locais agradáveis de solitude pacífica, bosques aprazíeis, flores desabrochando, frutas abundantes, aglomerados de pássaros cantantes, leões e tigres domados, céu vasto e aberto, tão altos como se estivessem entre o sol, a lua e as estrelas, sem sistemas ou normas a serem modeladas, livres de distinções e restrições.

São lugares onde oceanos dos dakas e das dakinis celebram festins cerimoniais. O rugir dos discursos do Dharma soa em todos os lugares as e luzes da alegria interior do êxtase e abertura estão sempre radiando. Assim, os crematórios são lugares de energia e poder.

Comandando hostes de dakinis, Guru Rinpoche realizou diversas práticas tântricas, desenvolveu seu insight e poder, recebeu ensinamentos e iniciações, além de subjugar espíritos e de convertê-los em protetores do Dharma. Assim, ele se tornou um poderoso yogi. No crematório do Bosque Frio (sânsc. Shitavana), realizou práticas tântricas e teve visões de divindades pacíficas. No crematório de Nandanavana, recebeu iniciações de Marajita, a dakini com face leão que subjuga as forças negativas.

No crematório de Sosadvipa, foi abençoado pela dakini Shantarakshita. Guru Rinpoche passou a ser conhecido por esse mesmo nome, Shantarakshita, Preservador da Paz.

Ele então viajou à ilha de Dhanakosha, onde continuou a encontrar dakinis e a intensificar seu insight e seu poder. Guru Rinpoche conversava com elas em sua linguagem simbólica e as trouxe sob seu comando. No crematório da floresta de Parushakavana, realizando práticas tântricas, ele teve a visão pura da dakini Vajravarahi e recebeu suas bênçãos. Com seu grande poder, Guru Rinpoche subjugou as nagas do oceano e os zas do céu. Dakas e dakinis concederam realizações espirituais sobre ele, que passou a ser conhecido como Dorje Dragpo Tsal, Poderosa Ira-vajra.

Depois, Guru Rinpoche foi para Vajrasana (o lugar da iluminação de Buda em Bodhgaya), onde exibiu vários milagres, e então partiu o país de Zahor (em Himachal Pradesh, norte da Índia), onde encontrou o grande Acharya Prabhahasti (Shakyabodhi), de quem recebeu ordenação monástica e o nome de bhagavan Leão de Shakya (sânscr. Shakyasimha, tib. Shakya Senge). Ele aprendeu o Vinaya com o monge Ananda, discípulo e atendente do Buda Shakyamuni.

Apesar de todos tópicos do conhecimento estarem espontaneamente presentes em sua mente, Guru Rinpoche estudou idiomas, medicina, lógica, artesanato e outras ciências, a fim de inspirar confiança nos seguidores comuns. Também estudou toda a gama de literatura e ciência budistas, tornando-se mestre dos textos das tradições exotérica e esotérica e sendo amplamente reconhecido por sua proeza espiritual. Ele recebeu ensinamentos sobre o Yoga-tantra dezoito vezes, tendo inclusive visões das divindades.

Da monja Ananda (tib. Küngamo/dKun ga mo), uma dakini, Guru Rinpoche recebeu a iniciação externa de Amitabha, a iniciação interna de Avalokiteshvara e a iniciação secreta de Hayagriva. Nesta ocasião, a monja deu a ele um nome de erudito – Loden Chogse, Sábia Paixão Suprema. Na stupa de Dechetsegpa, recebeu iniciações das oito mandalas dos vidyadharas Manjushrimitra, Nagarjuna, Humkara, Vimalamitra, Prabhahasti, Dhanasamskrita, Rombuguhya Devachandra e Shantigarbha.

De Budaguhya, Guru Rinpoche recebeu os ensinamentos do Guhyagarbha Tantra e, de Manjushrimitra, recebeu ensinamentos sobre a Grande Perfeição, particularmente o Nyingthig. Em Sosadvipa, durante vinte e cinco anos, recebeu de Shrisimha os três ciclos da Grande Perfeição e o Khandro Nyingthig, atingindo o corpo de arco-íris. Assim, ele se tornou mestre dos ensinamentos das Oito Classes de Atingimento (tib. Drubdegye / sGrub sde brgyad), da Rede Mágica (tib. Gyunp’hül Drowa / sGyu ‘phul drwa ba) e da Grande Perfeição (sânsc. Atiyoga, tib. Dzogchen / rDzogs chen).

Guru Rinpoche era capaz de instantaneamente compreender e memorizar quaisquer ensinamentos e textos, mesmo após ouvi-los apenas uma única vez. Ele poderia perceber quaisquer divindades sem nem mesmo propiciá-las.

Em Zahor, Guru Rinpoche encontrou a princesa Mandarava (tib. Mandá ra bá), filha do rei Arshadhara e da rainha Hauki. Mandarava tornou-se sua esposa-sacerdotisa e, durante três meses, realizaram práticas tântricas avançadas na caverna Maratika (caverna Haileshi, em Sagarmatha), no Nepal.

Guru Rinpoche cultivou práticas de longevidade e recebeu a iniciação diretamente de Amitayus (tib. Ts’hepagme / Tshe dpag med), o buda da longa vida. Através desta prática, Guru Rinpoche atingiu o nível de um detentor do conhecimento (sânsc. vidyadhara, tib. rigdzin), tornou-se inseparável de Amitayus e obteve o completo controle sobre a duração de sua própria vida. Já que, através destas práticas, sua forma física era capaz de transcender o nascimento e a morte, ele se tornou efetivamente imortal e nada podia feri-lo.

Ao descobrir que tinham feito práticas de união, o rei ordenou que eles fossem queimados vivos. Mas través de seu poder tântrico, Guru Rinpoche foi capaz de transformar a pira em um lago de óleo de gergelim e permaneceu ileso em seu centro, sentado em um lótus. O rei Arshadhara e os ministros ficaram tão impressionados que pediram para ele ensinar o Dharma.

O rei então ofereceu a Guru Rinpoche sua coroa de lótus, seu robe de brocado, seus sapatos e seu reino. Por sua vez, Guru Rinpoche deu ensinamentos ao rei e aos súditos, recebendo os nomes Padmakara e Padmasambhava (tib. Pemajungne), Surgido do Lótus ou Nascido do Lótus.

Depois disso, Guru Rinpoche e Mandarava viajaram para Uddiyana como mendigos. Entretanto, os habitantes reconheceram Guru Rinpoche como o príncipe banido e o mesmo ministro cujo filho foi morto tentou queimá-los em uma pira de sândalo. Guru Rinpoche transformou a pira em um lótus no meio de um lago, permanecendo completamente ileso pelo fogo. Esta exibição impressionou tanto o rei do Uddiyana que ele pediu que Guru Rinpoche se tornasse seu mestre.

Guru Rinpoche estava usando um colar de crânios, simbolizando que ele era um mestre tântrico que libera os seres sencientes do sofrimento da existência cíclica. Por isso foi chamado de mestre Pema Thötreng Tsal, Lótus Poderoso da Guirlanda de Crânios. E como ele tinha sido anteriormente o filho adotivo do rei, passou a ser chamado conhecido como o majestoso e poderoso Rei do Lótus (sânscr. Padmaraja, tib. Pema Gyalpo). Guru Rinpoche serviu como mestre em Uddiyana durante treze anos, durante os quais converteu todo o reino ao Dharma e deu ensinamentos profundos, incluindo o Kadü Chökyi Gyatso.

Guru Rinpoche também disseminou o Dharma nos países vizinhos e se diz que ele emanou o monge Indrasena – responsável pela conversão do rei Ashoka ao budsimo. Também inspirou as pessoas a construir monumentos físicos ao Dharma, tais como stupas (tib. chöten / chos rten), que tanto divulgavam a presença dos ensinamentos quanto marcavam o seu avanço.

As histórias tradicionais da vida de Guru Rinpoche contam inúmeros atos corajosos que ele realizou para banir a oposição e converter os inimigos ao Dharma. Em cada caso, mentes cheias de ódio e rancor foram transformadas em mentes elevadas pela fé no Buda e em seus ensinamentos. Algumas pessoas ofereceram veneno a Guru Rinpoche, mas nada aconteceu. Outros o jogaram no rio Ganges, mas ele passou a ser levado rio acima.

Ele passou a ser conhecido como Khye’u Khadeng Tsal, Jovem Garuda Poderoso. Em vários crematórios, como em Küldzog, ensinou os tantras para as dakinis e extraiu a força vital de espíritos poderosos, transformando-os como protetores do Dharma. Passou a ser conhecido como o yogi Suryavamsi (tib. Nyima Özer), Raios de Luz do Sol.

Sidarta Sakiamuni trouxe a Doutrina do Buda Íntimo (todos nós temos um Buda Interior, nosso Pai Interno), assim como Jesus de Nazaré trouxe a Doutrina do Cristo Íntimo (pois todos nós temos no mais profundo do Ser o Cristo Interno)

No cemitério de Jalandhara, Guru Rinpoche ajudou a derrotar em debate quinhentos hereges que cercavam Vajrasana, devolvendo a magia negra deles com a prática de Marajita, a dakini com face de leão. Guru Rinpoche também pacificou as vilas e as converteu ao budismo. Os panditas então deram a ele o nome do grande ser irado, Rugido do Leão (sânsc. Simhanada, tib. Senge Dradrog). Na caverna Yangleshö (hoje Parp’hing, no vale de Kathmandu) no Nepal, ele realizou práticas tântricas com a consorte Shakyadevi, filha do rei Punyadhara do Nepal.

Guru Rinpoche atingiu a realização das práticas da mandala de Vajraheruka (também conhecido como Shriheruka, Yangdak) e Vajrakilaya. Naquela região havia seca, doença e fome por causa dos espíritos. Então Guru Rinpoche pediu que fossem trazidos textos de Vajrakilaya para a proteção. Quando os textos chegaram, todos os desastres foram pacificados.

No crematório de Sosadvipa, Guru Rinpoche recebeu os três ciclos da Grande Perfeição de Shrisimha, treinou durante três anos e atingiu o corpo de arco-íris da grande transformação. Ele então começou a ampliar o escopo de sua atividade missionária, visitando muitas partes da Índia (como Hurmuja, Sikodhara, Dhanakosha, Rukma, Tirahuti, Kamaru, Rharu, Champakashya, Trilinga, Kanchi e Magadha), a China e o Turquestão. No país de Shangshung, como Tavihricha (Ökyikhyeu), Guru Rinpoche ensinou os ensinamentos do Dzogchen Nyengyü da tradição Bön.

Guru Rinpoche eventualmente decidiu que era o tempo propício para introduzir o Dharma no Tibet. Sua viagem ao Tibet foi uma vitória triunfante sobre as forças demoníacas que estavam determinadas a manter o budismo fora do país. Para estabelecer o budismo no Tibet, o rei Trisong Detsen (790-858, trigésimo-sétimo rei da dinastia tibetana Chögyal) convidou o monge indiano Shantarakshita, monge da linhagem Mula-sarvastivada. Ele era um erudito da filosofia Yogachara-Svatantrika, autor do Madhyamakalamkara (um tratado sobre o caminho do meio) e do Tattvasamgraha (um tratado sobre lógica), e se tornou o o primeiro grande missionário budismo no Tibet.

Depois de seis meses no Tibet e de ter começado a construção do monastério em Samye (tib. Sam yas), Shantarakshita encontrou uma oposição demoníaca que voltou as mentes dos ministros contra ele. Os demônios do Tibet, que eram parciais à tradição xamânica do Bön, jogaram relâmpagos do monte Marpori (o lugar onde atualmente está o palácio Potala) e destruíram a colheita. Os deuses e demônios locais se revoltaram e começaram a criar desastres, doença, fomes, seca e tempestades de granizo em todo o país. Os ministros exigiram que Shantarakshita fosse mandado embora do Tibet. Shantarakshita foi para o Nepal e aconselhou o rei a convidar Guru Rinpoche para que viesse subjugar os demônios.

O rei seguiu as instruções de Shantarakshita e enviou emissários a Guru Rinpoche, que já estava sabendo da situação e viajou à fronteira tibetana. Ele chegou no Tibet no ano do tigre de ferro (810), já com mais de mil anos de idade. A neve enviada pelos demônios fez com as passagens ficassem inacessíveis, mas Guru Rinpoche viajou a pé por toda a extensão do Tibet, meditando em cavernas por todo o país, desafiando os espíritos que encontrara em um combate pessoal e os convertendo ao budismo.

Guru Rinpoche entrava em uma contemplação meditativa que lhe permitiu subjugá-los e colocá-los sob sua vontade, incluindo as vinte tenmas, os treze gurlhas e os vinte e um genyens. Guru Rinpoche visitou as províncias de Ngari, Ü-Tsang e Dokham, exibindo milagres e atando os espíritos como poderosos protetores do Dharma; nenhum foi capaz de se opor ao seu poder. Tomaram os votos solenes e eternos de nunca trabalhar contra o Dharma e de fazer o máximo para garantir a sua propagação.

O rei, seus ministros e as pessoas comuns ficaram impressionados com o fato de um único homem desafiar todos os demônios do seu país a um combate mortal, e com o fato de nenhum ter poder para impedi-lo. O rei anunciou que, deste ponto em diante, o budismo seria a religião do Tibet e perguntou a Guru Rinpoche o que ele precisaria fazer para facilitar a disseminação do Dharma. Guru Rinpoche aconselhou-o a convidar Shantarakshita a retornar – o que ele fez – e depois disto foi concluído o primeiro monastério budista tibetano, Samye (tib. Sam yas).

Seu pavilhão inferior (representando o nirmanakaya) foi construído no estilo indiano; o pavilhão intermediário (representando o sambhogakaya) foi construído em estilo chinês; e o pavilhão superior (representando o dharmakaya) foi construído em estilo tibetano. Outros templos e stupas foram construídos ao redor, simbolizando uma mandala. Samye tornou-se um importante centro de meditação, veneração, ensinamento, pesquisa e escritura, incluindo bibliotecas e museus. Como um teste, sete tibetanos da família Khön foram ordenados monges e, depois de algum tempo, mais centenas de tibetanos tornaram-se monges.

O rei percebeu que, para que o budismo fosse transplantado ao Tibet com sucesso, as escrituras teriam de ser traduzidas, e assim fundou equipes de tradução que começaram o longo processo de verter os textos do budismo indiano à língua tibetana. Vairochana, Kawa Paltseg, Chokro Lü’i Gyatsen e Shang Yeshe De traduziram sutras e tantras sob a supervisão do abade Shantarakshita, do erudito Shantarakshita, de Guru Rinpoche e do mestre Vimalamitra. Além disso, o rei começou a enviar tibetanos para estudar na Índia e a convidar renomados mestres indianos a visitar o Tibet.

Guru Rinpoche deu ensinamentos e transmissões a centenas de discípulos que se tornaram autorrealizados, destacando-se o rei e os vinte e cinco súditos, os oito adeptos que atingiram o corpo de arco-íris em Yerpa, os cento e oito grandes meditadores do monte Chuwo, os trinta grandes tirthikas de Yangdzong no vale Drag, os cinqüenta e cinco realizados em Sheltrag no vale Yarlung, as vinte e cinco dakinis e as sete yoginis.

Com a consorte Yeshe Tsogyal, Guru Rinpoche viajou milagrosamente por todo o Tibet, fazendo práticas, realizando milagres, dando ensinamentos, deixando marcas e abençoando centenas de cavernas, montanhas, lagos e templos como lugares sagrados. Em treze lugares chamados Lar do Tigre (tib. Taktsang), Guru Rinpoche manifestou-se como o ser de louca sabedoria Dorje Drollö , o Vajra Irado Selvagem, atando muitos espíritos como protetores do Dharma. Guru Rinpoche também escondeu milhares de tesouros (tib. terma/gter ma) em vários lugares, a fim de estabelecer o budismo no Tibet, de impedir que as poderosas bênçãos e ensinamentos profundos fossem perdidos, e de beneficiar os praticantes das gerações futuras.

Guru Rinpoche contou com o apoio de grandes consortes de sabedoria, todas elas emanações de dakinis. Mandarava de Zahor era uma emanação de Akasha Dhatvishvari e desempenhava a ação do corpo de Vajravarahi. Yeshe Tsogyal do Tibet era uma emanação de Budalochana e desempenhava as palavras da fala de Vajravarahi. Shakyadevi do Nepal era uma emanação de Mamaki e desempenha a pensamentos da mente de Vajravarahi. Kalasiddhi da Índia era uma emanação de Pandaravasini e desempenhava as qualidades de Vajravarahi. Tashi Khyidren de Mön era uma emanação de Samayatara e desempenhava as atividades de Vajravarahi. Khadro Wongchang desempenhava sua indivisibilidade inefável.

As histórias tibetanas não concordam sobre quanto tempo Guru Rinpoche permaneceu no Tibet para assegurar a difusão do Dharma com sucesso. De acordo com alguns registros, ele permaneceu apenas seis ou dezoito meses, enquanto outros argumentam que ele permaneceu durante três, seis ou doze anos. Alguns afirmam que ele permaneceu por mais de cinqüenta anos.

De acordo com a Declaração de Ba (tib. Bashe / Ba bzhed), a discrepância pode ser explicada – Guru Rinpoche pareceu deixar o Tibet após algum tempo, mas na realidade o Guru Rinpoche que deixou o país era apenas uma emanação criada pelo mestre, que continuava em cavernas solitárias. Em uma análise final, isso provavelmente importa pouco do ponto de vista da tradição, já que ela atribui a Guru Rinpoche inúmeros feitos surpreendentes.

Se estes atos foram realizados em um curto período de tempo, isto é um testemunho de seu grande poder; e se eles foram realizados em um longo período, isso indica a sua grande compaixão e habilidade em supervisionar a transmissão do Dharma. Guru Rinpoche eventualmente deixou o Tibet para continuar seu trabalho missionário nas regiões vizinhas, domando demônios e forças opostas ao budismo. Imediatamente depois de deixar o Tibet, viajou à montanha Küngtang (tib. Gung thang), onde subjugou Tötreng (tib. Thod phreng), rei dos ogres.

Durante sua luta, Guru Rinpoche “liberou” Tötreng e, depois disso, entrou em seu corpo. Guru Rinpoche então criou um palácio, que se tornou a base de seu poder entre os ogres. Guru Rinpoche continua a viver na Montanha Cor de Cobre e a se engajar na atividade missionária, pelo benefício de todos os seres sencientes.

Ele é o regente de Vajradhara, cuja presença assegura que a verdadeira essência do Dharma sempre permanecerá no mundo, apesar dos pesares.

Dos livros: Introduction to Tibetan Budism e The Lotus-Born: the Life Story of Padmasambhava

Casos ufológicos – Histórias de acontecimentos

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Confira alguns dos grandes casos e histórias de encontros com extraterrestres e abduções, com rico material de texto e vídeos:

Declaração de John Lear

John Lear (JL) , um capitão de grande Companhia Aérea dos EUA, já voou com mais de 160 aeronaves diferentes, sobre mais de 50 países. Ele possui 17 recordes mundiais em velocidade com um Lear Jet, e é o único piloto comercial a possuir o certificado de piloto cedido pela Administração Federal de Aviação. JL já voou pelo mundo em missões para a CIA e outras agências do governamentais, foi o designer do Lear Jet.

JL começou a interessar-se pelo fenômeno UFO, 13 meses após falar com o Pessoal da USAF. Foi testemunha do pouso de uma nave em Bentwaters AFB, próxima a Londres, Inglaterra, e três pequenos ALF’s (Alien Life Forms) andaram até o comandante da base. Confira Declaração de John Lear

Caso Dolores Barrios

Determinados casos ufológicos são mais intrigantes pela estranheza do nascimento da própria história em si do que propriamente pelo assunto que retratam. É o caso da foto ao lado, de uma insuspeita senhorita que, noutro contexto, teria suscitado profundas pesquisas. Infelizmente, o caso desta mulher gerou mais ceticismo do que pesquisas aprofundadas. Quem é ela? Seria realmente uma extraterrestre? Como foi conseguida uma foto sua??? Vejamos seu caso e tiremos uma conclusão por nossa própria consciência. Confira Caso Dolores Barrios

O Caso Antônio Villas-Boas

Antônio Villas-Boas O famosíssimo caso ufológico Antônio Villas-Boas é muito especial para os estudantes gnósticos porque ele é relatado pelo próprio V.M. Samael em suas conferências e textos sobre Vida Extraterrestre e Origem Extraterrestre da Humanidade. Com este caso, o VM Samael afirma que estão ocorrendo fantásticos experimentos genéticos e experiências sexuais entre seres de nosso planeta Terra com extraterrestres… Qual a finalidade dessas experiências? Segundo o gnosticismo moderno, tais experiências se devem à necessidade de um aperfeiçoamento genético e espiritual de nossa humanidade, para que a futura Raça que povoará o planeta seja melhor, mais resistente e mais espiritualizada. A próxima Raça, chamada de Khoradi, nascerá da mistura entre o que há de melhor dos terrícolas com os extraterrestres. Confira O Caso Antônio Villas-Boas 

O Caso Herminio e Bianca Reis

Este caso é um dos mais paradoxais da ufologia porque se reveste de alguns acontecimentos marcantes. Os extraterrestres contatados pelo casal mineiro passaram a eles diversos ensinamentos de cunho ocultista, entre eles práticas especiais de Desdobramento Astral Consciente. Confira O Caso Herminio e Bianca Reis

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O Caso Elias Seixas

Conhecemos o senhor Elias Seixas no 2° Encontro Gnóstico de Ufologia do ABC Paulista, em 1997, promovido pelo Instituto Michael e pelo GnosisOnline. Este simpático carioca teve um interessantíssimo contato com Irmãos do Cosmos que afirmaram a ele terem vindo da estrela Ursa Menor. Confira O Caso Elias Seixas

O Caso Barney e Betty Hill

O caso desse casal de classe média americana é importante para os estudiosos de ufologia por se tratar da primeira vez em que se estuda profundamente uma inter-relação pessoal entre terrícolas e irmãos do cosmos. Este caso ocorreu nos Estados Unidos, com o casal Barney e Betty Hill, o qual seguia de carro, a passeio, para Portsmouth, no dia 19 de setembro de 1961. Confira O Caso Barney e Betty Hill

O Caso Travis Walton

O filme “Fogo no Céu” baseuou-se neste estranho caso, do americano Travis Walton. Poucos casos de abdução geraram tanta controvérsia quanto o caso de Travis Walton no dia 5 de novembro de 1975 numa área remota do Arizona. Confira O Caso Travis Walton 

 

Mestres sufis – Fakhrani Iraqi

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“Tu és o mundo –
mas como Tu podes ser visto?
não és também a alma?
porém como podes Te esconder?
Como podes Te manifestar?
Pois estás sempre oculto.
Mas como podes estar sempre oculto
se és eternamente visto?
Oculto, manifesto,
ambos a um só tempo…
Não és isto, nem aquilo –
Mas és ambas as coisas.
Se Tu és tudo
então quem são todas estas pessoas?
E se eu não sou nada
por que tanta agitação?
(Lama’at)

Plotino declarou que a percepção interior, a razão e a experiência devem se combinar para quem quer que almeje conhecer verdadeiramente. No Islã, bem como em todas as religiões formais baseadas na revelação, a experiência é suplantada pelo afflatus da revelação – o Alcorão e os hadith, ou ditos tradicionais atribuídos a Maomé. Este aspecto do conhecimento espiritual putativo é guardado e protegido pelos mutakallimum, ou teólogos, e os ‘ulama, os versados na lei Corânica.

iraqiO movimento Mu’tazalita introduziu a deliberação racional nos estudos Islâmicos apelando ao poder do intelecto e à experiência cotidiana. Os Sufis respeitavam ambas as tradições, mas suplementaram os requisitos para o conhecimento espiritual com a shuhud, contemplação, e a dhawq, a percepção intuitiva que provém da experiência direta. Enquanto que os teólogos falavam de Alá (Deus) com reverência, os filósofos referiam tudo a wajib al-wujud, o ser necessário; e os sufis, usando com liberdade uma pletora de termos, eram inclinados para o al-haqq, o real, e para wahdat al-wujud, a radical unidade do ser.

Embora a liberdade interna dos místicos Sufis deixasse os teólogos e os filósofos desconfiados, uma religião sem sacerdotes não poderia negar a possibilidade intrínseca da teofania. Nem impediu os místicos de professarem uma fé e entendimento filosófico profundos.

Assim com os teólogos muçulmanos aprenderam a fiar-se na fé, os filósofos deram voz à esperança, e os Sufis se tornaram os porta-vozes por excelência do amor divino.  O florescimento de pensamento criativo nos séculos 12 e 13 produziu uma pequena idade dourada para os Ensinamentos Sufis, e Fakhruddin ‘Iraqi emergiu como uma estrela brilhante naquela seleta constelação de luminares que iluminou o caminho para outros.

Um mês antes de Fakhruddin Ibrahim nascesse, seu pai sonhou com Ali, o genro de Maomé e patrono dos sufis. Uma pessoa colocou uma criança no chão diante de ‘Ali, que a apanhou e, entregando-a ao pai, disse: “Toma nosso ‘Iraqi e cria-o com desvelo, pois ele há de ser um conquistador do mundo”. Assim, o nascimento de Fakhruddin Ibrahim, em 1213, foi recebido com grande alegria. Ele nasceu na vila de Kamajan perto de Hamadan, na região da Pérsia conhecida como ‘Iraq-i ‘ajam, e ele veio a ser conhecido como Fakhruddin ‘Iraqi. A criança entrou na escola com a idade de cinco anos e em nove meses já conhecia o Alcorão de cor.

Com oito anos ele já era famoso em toda a região por suas recitações melodiosas e tocantes dos textos sagrados. Ele se voltou com igual habilidade para outros estudos, e com dezessete anos já havia aprendido tanto as al-’ulum an-naqliyyah – as ciências transmitidas – como as al-’ulum al-’aqliyyah – as ciências surgidas pela razão e investigação humanas. Um dia um heterogêneo grupo de Qalandars chegou à cidade de ‘Iraqi, e sua vida mudou para sempre.

Os Qalandars eram místicos que perambulavam como devotos do Divino sem residência fixa. Renunciando à riqueza, posição e estima pessoais, eles viam as convenções sociais como armadilhas e máscaras da hipocrisia, e fugiam da aprovação dos leigos. Uma vez que os bandidos e párias achavam conveniente imitar as maneiras Qalandar, os verdadeiros andarilhos sem casa eram ainda mais denegridos e desprezados – uma ironia com que não se importavam.

Como os outros davam sua hospitalidade com má vontade a este pequeno bando perambulante, ‘Iraqi sentiu surgir em seu coração uma grande efusão do amor, e quando os Qalandars partiram ele ficou desolado. Jamais hesitante, ‘Iraqi abandonou seus livros e o manto que o distinguia como um estudante de teologia. Não levando nada consigo, apressou-se para juntar-se ao grupo, e quando o encontrou, improvisou os seguintes versos:

“Estive em Meca, no círculo da Caaba
mas eles impediram minha entrada,
dizendo: ‘Fora daqui! Que mérito ganhaste aí fora para te admitíssemos aqui dentro?
Então, na noite passada, eu bati na porta da taverna.
De dentro chamou uma voz: ‘ ‘Iraqui! Entra!
Pois tu és um dos escolhidos!’”

Os Qalandars entenderam imediatamente que esta referência à porta da taverna significava o umbral da câmara do coração onde se pode encontrar o vinho da sabedoria, e então eles o acolheram em seu meio.

Juntos, eles perambularam pela Pérsia Oriental até a Índia, chegando por fim a Multan (agora o Paquistão). Lá eles encontraram o shaykh Baha’uddin Zakariyya’ Multani, o terceiro grande mestre da tradição Suhrawardi, e que ainda em vida foi conhecido como quth, kabir e munir, ou seja, o Paradigma da Época, o Grande, e o Iluminador. Enquanto dava refrescos aos Qalandars, os olhos de Baha’uddin caíram sobre ‘Iraqi.

Ele disse a um discípulo: “Este jovem está completamente preparado, deve ficar conosco”. De sua parte, ‘Iraqi sentiu uma tal atração para o shaykh que ele chegou a temer por seu estado mental e insistiu que ele e seus companheiros partissem imediatamente. Com seu apelo, os amigos partiram para Délhi, onde permaneceram por algum tempo. Quando partiram para Somnath uma tempestade os separou, e ‘Iraqi foi forçado a voltar para Délhi. Considerando este revés como um sinal, ‘Iraqi voltou sozinho para Multan e colocou-se aos pés de Baha’uddin.

O shaykh aceitou-o e instruiu-o a entrar em um retiro completamente isolado. Dentro de poucos dias, contudo, ‘Iraqi irrompeu em versos extáticos. Discípulos chocados relataram sua cantoria impetuosa ao shaykh, que veio ouvir. “Teu trabalho terminou”, disse o shaykh, e, chamando ‘Iraqi para fora de sua cela, vestiu-o pessoalmente com o manto do discípulo maduro e casou-o com sua própria filha. Uma vez que a tradição Suhrawardi era conservadora em sua conduta exterior, muitos dos discípulos do shaykh se ressentiram das liberdades permitidas a este místico espontâneo.

Não obstante, ‘Iraqi permaneceu com Baha’uddin, teve um filho e serviu fielmente seu mestre durante vinte e cinco anos. Quando o shaykh sentiu a morte se aproximar, indicou ‘Iraqui como seu sucessor. Depois de providenciar que Baha’uddin tivesse um sepulcro digno – que existe até hoje em Multan – ‘Iraqi, sabendo que muitos dos discípulos antigos estavam planejando sabotar sua liderança, renunciou ao cargo e partiu para Meca com alguns poucos amigos.

‘Iraqi embarcou para Omã, onde já havia obtido uma reputação como poeta inspirado. O sultão deu-lhe boas-vindas, alojou o grupo em seu próprio palácio e tornou ‘Iraqi o shaykh principal da região. Quando ‘Iraqi havia já descansado, pediu permissão para viajar a Meca, mas o sultão demonstrou tal relutância em deixá-lo ir que ‘Iraqi sentiu que seria obrigado a partir em segredo. Ele viu-se honrado em toda parte a que chegasse, e sua estada em Meca e Medina foi de fervorosa alegria e profunda meditação. Por fim ele decidiu ir a Damasco, e dois de seus amigos de Multan viajaram com ele.

De lá eles viajaram para Rum (a moderna Turquia) e se encaminharam para Konya. Lá eles encontraram dois notáveis sufis, Jalaluddin Rumi e Sadruddin Qunawi, o sucessor de Ibn al-’Arabi e principal shaykh de Konya. A amizade de ‘Iraqi com Qunawi, que recebeu iniciação na ordem Suhrawardi, haveria de perdurar até sua morte.

O intelecto de ‘Iraqi foi refinado com este relacionamento, assim como seu espírito havia sido revigorado por sua amizade com Baha’uddin. Quando ‘Iraqui chegou a Konya, juntou-se aos estudantes que estavam ouvindo as palestras de Qunawi sobre o Fusus al-hikam (Os Selos da Sabedoria) de Ibn al-’Arabi.

Depois de ouvir a cada prédica, ‘Iraqui compunha uma meditação sobre o que havia ouvido, e assim nasceu sua grande obra, o Lama’ at (Lampejos) (de luz). Quando apresentou o Lama’ at para Qunawi, ele o leu, beijou-o como um muçulmano beija um escrito sagrado, e disse: “Iraqui, tu divulgaste o segredo das palavras dos homens”.

‘Iraqui permaneceu íntimo de Qunawi. Mesmo quando ele viajou para Medina e Damasco seguindo um sonho em que o falecido Ibn al-’Arabi ordenou que ele visitasse sua tumba, ‘Iraqui escreveu longas e amorosas cartas para Qunawi, implorando ao seu “segundo mestre” para aparecer-lhe em sonho e ordenar-lhe que voltasse. ‘Iraqui reunia discípulos em seu redor com facilidade, incluindo o administrador de Rum, Amir Mu’inuddin Parwanah.

A despeito da completa falta de cuidado para consigo mesmo de ‘Iraqui, Parwanah insistiu em construir um abrigo para ele em Tokat e o visitava diariamente. Nesta época o imperador mongol Abaka governava Rum, e o imperador mameluco Baybars o atacou a partir do Cairo. Em 1277, Baybars venceu as forças de Abaka e foi coroado imperador de Rum. Parwanah, que havia servido Abaka, fugiu, mas seu filho foi capturado e levado para o Cairo.

Quando os mamelucos se retiraram do Egito, Abaka acusou Parwanah de traição. Sabendo que seria executado, Parwanah visitou ‘Iraqui e deu-lhe uma bolsa cheia de pedras preciosas. Ele pediu a ‘Iraqui que as usasse para resgatar seu filho e tornar o menino um Sufi indiferente ao poder político.

Rum e a Anatólia caíram na rebelião e na desordem devido às guerras, e Abaka enviou seu irmão, Kangirty, para restabelecer o governo mongol. Suspeitando que ‘Iraqui estivesse de posse da riqueza do infeliz Parwanah, Kangirtay enviou seu vizir erudito para espionar ‘Iraqui. O vizir ficou tão encantado e inspirado pelas atitudes e discursos de ‘Iraqui que esqueceu completamente sua missão secreta. Quando ele voltou para Kangirtay, contudo, ele descobriu que haviam sido enviadas tropas para prender ‘Iraqui. Ele rápido avisou ‘Iraqui e incitou-o a fugir, mandando uma bolsa com mil dinares para ajudar na fuga.

‘Iraqui deixou a atribulada Tokat e viajou primeiro para Sínope, governada pelo filho de Parwanah, e depois para o Cairo. Lá ele solicitou e obteve uma audiência com o sultão e ofereceu, ainda fechada, a sacola de joias. Quando o sultão soube que este ato havia sido uma promessa a Parwanah e que ‘Iraqui não havia ficado com nada para si mesmo, libertou o filho de Parwanah e concedeu-lhe os privilégios de príncipe, e sentou-se aos pés de ‘Iraqui para ser instruído. Maravilhado com as palavras de ‘Iraqui, indicou-o como principal shaykh do Cairo e ordenou uma procissão geral para assinalar a indicação.

No dia seguinte o vizir do sultão vestiu ‘Iraqui com finas roupas e um belo turbante, e, colocando-o em um cavalo, reuniu todos os eruditos, nobres e generais da corte a pé em seu redor. Olhando em seu redor, ‘Iraqui subitamente jogou longe o turbante e sentou-se quieto por alguns minutos.

Então, inesperadamente, recolocou o turbante e fez sinal para que a procissão prosseguisse. Notícias deste estranho comportamento chegaram ao sultão, que pediu uma explicação para ‘Iraqui. ‘Iraqui assinalou que nenhum outro homem da época havia recebido tamanho respeito, e que ele havia removido o turbante até certificar-se de que não havia mais nenhum sinal de orgulho ou egoísmo em seu peito.  O sultão, comovido por tamanha simplicidade espiritual em um mundo de ambição, decadência e esplendor, dobrou sua pensão. Mas ‘Iraqui queria voltar para Damasco, e com o tempo convenceu o sultão. Foram soltos pombos-correio de modo que cada lugar no caminho fosse informado e pudesse acolher o ilustre peregrino.

Mesmo antes de ‘Iraqui deixar o Cairo, o rei de Damasco indicou-o shaykh principal de sua cidade, e ele foi recebido entusiasticamente pela população local.  Seis meses depois de ‘Iraqui chegar em Damasco, seu filho, Kabiruddin, veio de Multan para juntar-se a ele. Depois que ‘Iraqui havia deixado o posto de sucessor de Baha’uddin, o filho do shaykh havia assumido seu lugar, para ser sucedido, por sua vez, por Kabiruddin, o qual, como seu pai, renunciou a ele. Um sonho o havia instruído a partir para Damasco, e um outro sonho havia dito aos discípulos para que o deixassem ir.

Kabiruddin viveu com seu pai por alguns meses, quando uma súbita moléstia atingiu ‘Iraqui. Ele caiu num sono febril por cinco dias. No sexto, despertou e chamou seu filho e companheiros. Dando-lhes adeus, ele deu voz a uma quadra:

“Quando, por Decreto, este mundo foi criado
o trabalho não foi feito depois da falta de Adão;
mas do destino naquele Dia assinalado
ninguém escapará, nem jamais escapou”.

‘Iraqui “bebeu a taça do destino” em 23 de novembro de 1289, e toda a cidade lamentou. Ele foi enterrado no cemitério de Salihiyyah ao lado do túmulo de Ibn a-’Arabi. Kabiruddin foi indicado seu sucessor, e quando ele também deixou os laços da carne mortal, foi enterrado perto de seu pai. Estes túmulos se perderam no processo de restauração da tumba de Ibn al-’Arabi empreendido pelo sultão Selim no século 16. Não obstante, mesmo hoje, quando os peregrinos visitam o memorial de Ibn al-’Arabi, dizem: “Este foi o oceano dos árabes”, e voltando-se para o outro lado, dizem de ‘Iraqui: “Este foi o oceano dos persas”.

Ao contrário de Ibn al-’Arabi, que o inspirou profundamente, ‘Iraqui, não escreveu tratados elaborados sobre assuntos gnósticos. Ele havia começado em Multan a escrever poesia, principalmente lírica e quadras. Perto do fim de sua vida ele compôs a ‘Ushshaq-nama (Canção dos Amantes), que dedicou ao vizir que o havia ajudado a escapar dos soldados de Kangirtay, e alguns poemas para parentes de Parwanah em Sínope.

O Lama’ at, contudo, permanece como sua obra-prima e como uma das maiores obras Sufis, no qual as doutrinas da gnose, al-ma ‘rifah, são expressas na linguagem do amor, al-mahabbah. O primeiro deles havia sido o Centelha do Amor, de Ahmad Ghazali, o irmão de Al-Ghazali, e o segundo foi o Sobre a Realidade do Amor, de Shihabuddin Suhrawardi.

O Lama’ at de ‘Iraqui, o mais belo trabalho em seu gênero na literatura persa, inspirou toda uma tradição de tratados poéticos na Pérsia e na Índia. Olhando para o Oriente, ele funde tashbih e tanzih, imanência e transcendência, de modo que o Divino, o Sempre-incognoscível em Si mesmo, é espelhado em toda parte e a todo o tempo. Olhando para o Ocidente, e especialmente para a tradição platônica, propõe uma cadeia desde o amor pelas formas – ‘ishq-i majazi, o amor aparente – até o amor pelo Divino – ‘ishq-i haqiqi, o amor verdadeiro – onde a beleza formal foi transmutada em al-jamil, a Beleza em Si mesma, um Nome Divino.

Os teólogos gradualmente e a contragosto permitiram entrada à palavra mahabba, amor, no vocabulário do discurso sagrado, porque ela tem uma conotação de “obediência”. Em torno do século 10º os filósofos se sentiram livres para falar do hubb’ udhri, o amor Platônico, o amor casto e contemplativo pelo ideal. ‘Iraqui chocou os ortodoxos e até mesmo os Sufis ao insistir no ‘ishq, o amor apaixonado, para enfatizar o ardente amor da alma pelo Divino, pois ele acreditava que a alma devia experimentar a consciência da separação do Amado bem como a de sua união com o Divino. Só quando a doçura da separação pudesse ser saboreada espiritualmente o devoto estaria pronto para retornar voluntariamente de uma teofania abrangente para o mundo atribulado, a fim de ajudar os outros.

islam

No Islã a profissão fundamental de fé havia sido sempre a Shahada, que diz: “La ilah illa Allah” (Não há outro Deus senão Alá, ou Deus), e Alá significa “o (Único) Deus”, O Lama’ at é uma elaboração de ‘Iraqui de sua reformulação da Shahada: “La ilaha illa’l-’ishq” (Não há outro deus senão o Amor), um aforismo usado frequentemente pelos sufis turcos de hoje.

“Remoto está o Amor acima das aspirações humanas,
muito acima das lendas de união e separação;
Pois o que transcende a imaginação
escapa de toda metáfora e explicação”.

‘Iraqui não pretendia que sua própria intuição fosse suficiente para o entendimento. Seu Lama’ at foi uma resposta aos ensinamentos de Ibn al-’Arabi; ele seguiu dois mestres em sua vida, e começou sua obra com uma invocação de Maomé como Mestre arquetípico. Como o principal guru dos sufis, Maomé é feito dizer:

“No paraíso da teofania eu sou o Sol:
Não vos admireis que cada átomo manifeste a mim.
… Eu sou Luz. Todas as coisas são vistas no meu desvelamento
e de minuto a minuto minha radiância aumenta.
Os Nomes Divinos frutificam em mim.
Vêde: Eu sou o espelho da Essência brilhante.
Estas luzes que ascendem no Oriente do Nada
são eu mesmo, todas elas – mas eu sou ainda mais”.

Se o Amor, al-’ishq, é a Deidade sem atributos, então tanto o amante como Amado derivam d’Ela, “mas o Amor sobre o Seu Trono poderoso é purificado de toda entificação, no santuário de Sua Realidade santo demais para ser tocado pela interioridade ou pela exterioridade”. Tanto o amante, cuja alma está voltada para o Divino, quanto o Amado, que é a mais excelsa visão da Deidade, são espelhos um do outro.

A existência dos mundos visível e invisível não passa de uma manifestação do Amor como luz. Esta teofania primordial é a um tempo as leis ocultas da Natureza e sua realização consciente no Homem.

“A Manhã da Manifestação suspirou, a brisa da Graça soprou gentilmente, ondas se agitaram no mar da Generosidade… O amante, então, saciado com a água da vida, despertou do sono da não-existência, vestiu a roupa do ser e atou em volta de sua testa o turbante da contemplação; cingiu o cinturão do desejo em seu flanco e caminhou com os pés da sinceridade sobre a senda da Busca”.

A Unidade da Fonte, além mesmo do Um quando contrastado com o Dois, impele a busca do amante por aquilo que, de fato, é ele. A questão espiritual consiste em infundir vida em imagens cada vez mais sutis – primeiro no mundo, e depois na consciência – apenas para descartá-las como representações inadequadas da meta, até que mesmo as ideias de “busca” e “meta” sejam completamente transcendidas. A questão “Onde está o Amado?” e a questão “Quem sou eu?” são a mesma.

“Ouve, abelhudo,
tu queres ser Tudo?
Então vai,
vai e torna-te Nada…
Não imagine que este caminho
tenha dois rumos:
Raiz e ramos
são Uma só coisa.
Vê de perto: tudo é Ele –
Mas Ele se manifesta através de mim.
Sou tudo, sem dúvida –
Mas através d’Ele”.

Para ‘Iraqui o Divino se manifesta através do movimento dos seres, pois eles são atos do Divino. Este é o sentido da máxima de Maomé: “Quem conhece a si mesmo conhece ao seu Senhor”. É o Divino no homem quem ama, quem vê, quem invoca e quem consuma. Assim, a convicção do buscador é o Divino nele mesmo, e todo amor, qualquer que seja seu objeto ou imagem, “não passa de um aroma de Teu perfume: ninguém mais pode ser amado”.

O sufi considera que amar outra coisa que não o Divino não é um caso de certo ou errado, mas de uma impossibilidade. A compreensão de que o amor não só perpassa todas as coisas mas é todas as coisas é a raiz da resolução espiritual de procurar o Amado através de todos os obstáculos, testes e provações, a fonte da conduta moral e a base da significância. Não obstante, o Amado é sempre maior do que o espelho que é o amante.

“Como pode o Significado ser espremido na caixa da Forma?” Mesmo os véus luminosos ou sombrios, ditos por alguns serem 70 mil, entre o Absoluto e o ser humano, cegam e enganam somente aquele que busca a forma antes do que o significado.

“Tu estás oculto do mundo
em Tua própria manifestação…
Oculto, manifesto,
tudo ao mesmo tempo:
Não és isto, nem aquilo –
Mas és ambas as coisas”.

Os véus da manifestação que parecem ocultar a unidade transcendente do Divino são apenas os Nomes e Atributos Divinos através dos quais Ele age, isto é, dá origem aos seres. Eles são as potências criadoras inteligentes da manifestação.

“Marca bem: se estes véus fossem meramente atributos humanos deviam ser destruídos até virarem nada… Mas de fato isto jamais acontece; a visão jamais os destrói, tampouco eles deixam de bloquear nossa visão. Assim, estes véus não devem ser humanos, mas sim Divinos, Nomes e Atributos de Deus: luminosos como a manifestação, a benevolência e a Beleza; tenebrosos como a não-manifestação, o domínio absoluto e Majestade…

Mas a teofania da Essência age ela mesma por detrás do véu dos Atributos e Nomes… Por fim o Divino é Seu próprio véu, pois Ele se oculta pela própria intensidade de Sua manifestação e Se vela pela própria potência de Sua Luz”.

Para ‘Iraqui a aritmética provê analogias que indicam o que deve ser feito para nos dirigirmos ao Amado. Uma vez que o Divino é um só e o indivíduo deve se tornar um espelho perfeito do Divino, o indivíduo também deve se tornar um só. Geometricamente, devemos nos tornar uma esfera congruente com a esfera do Divino.

“A Realidade é uma esfera: onde quer que coloquemos nosso dedo, ali está seu centro morto”. É o círculo cujo centro está em toda parte e cuja circunferência não está em lugar algum. “Nossas tintas e cores são apenas opinião e fantasia.

Ele é incolor e devemos adotar o Seu matiz”. Se não houvesse nenhum Sol Espiritual da Manifestação, não haveria formas sombrias, pois as sombras não podem existir na Escuridão Divina. Mas quando o Sol brilha completamente em toda parte não há sombra alguma.

Este é o paradoxo da origem e da meta da pessoa. As etapas do caminho até a meta, a dissolução do paradoxo, são marcadas pelo fato de que quanto mais se ama, mais se tem sede de amor – é como beber água salgada. Requer-se pobreza de alma, pois o mesmo vento que apaga a vela do homem rico atiça a tocha fanada do mendigo.

E se o amante consegue a união, o apagamento da linha de separação deixa uma marca, uma lembrança da suavidade do anelo do amor, e o amante desejará voltar ao mundo, agora revestido de cores divinas e despido de cores mundanas, para aperfeiçoar os que permanecem à meia-luz da ignorância.

Finalmente, o amante deve ter esperança, pois “o desespero de modo algum é obrigatório”, e esta esperança pode se expandir para uma esperança profunda e inabalável por toda a humanidade.

A união final entre amante e Amado dissolve a ambos, e só permanece a Deidade. Este é o entendimento Sufi do “Não há deus além de Deus” – não existe nada de real senão o Divino. ‘Iraqui buscou por toda sua vida realizar esta única ideia, e qualquer que tenha sido sua realização final, a cada dia ele fortalecia sua convicção ao longo do caminho que é a escada do Amor colocada entre a Terra e o Divino incompreensível.

“Quando o amante contempla a beleza do Amado em forma de espelho, nascem a dor e o prazer, manifestam-se a tristeza e a alegria, surgem juntos o medo e a esperança, a contração e a expansão se alternam.

Mas quando nos despimos das vestes da forma e mergulhamos da Unidade do Oceano Todo-abrangente, já não sabemos nada de tormentos ou de beatitude, de expectativa ou preocupação, de medo ou esperança; pois estas coisas dependem do passado e do futuro, mas agora nos afogamos em um mar onde o Tempo é abolido, onde tudo é Agora sobre Agora”.

Hercólobus – Mais reflexões

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Há décadas o venerável mestre Samael Aun Weor vem alertando sobre a aproximação de um corpo sideral misterioso, batizado com inúmeros nomes, entre os quais Nibíru, Absinto, Planeta Chupão, Planeta X. Samael afirmava que seu nome esotérico é Hercólobus (ou Hercólubus).

Os povos antigos conheciam sua existência e eventual aproximação e interferência na raça humana da Terra. Os antigos o batizaram como O Destruidor (egípcios), O Espantador e O Apavorante (celtas), Nibíru (sumérios e babilônios) e Absinto (cabalistas).

O patriarca das Instituições Gnósticas ainda afirmava que diversos pesquisadores e instituições científicas ao redor do mundo já sabiam da existência de Hercólobus, mas não citou que pessoas e grupos eram. Isso foi deixado para que nós, estudantes gnósticos e de outras linhas iniciáticas pesquisássemos, pois a missão precípua desse mestre era outra, qual seja: ensinar enfaticamente o que didaticamente se chama Os Três Fatores da Revolução da Consciência.

Coletando dados que a imprensa em geral tem pesquisado sobre o tema do planeta invasor, podemos inferir que a afirmação de Samael Aun Weor de que diversos cientistas já estão a par de Hercólobus é a mais pura verdade, e é mais verdadeiro ainda que os “donos do poder” querem que essa verdade seja ocultada até o derradeiro momento, quando nada mais poderá ser feito para ajudar esta “pobre Humanidade doente”.

Que dados são esses? Eis algumas amostras (que com o tempo haverá mais adições):

– Após a descoberta de Urano (1781), percebeu-se uma série de ações gravitacionais que indicavam a presença de um ou mais corpos de grande porte. Décadas depois, foram descobertos Netuno e Plutão. Ainda assim, outras anomalias no campo gravitacional de Urano continuam sem explicação, fazendo os cientistas pressuporem a existência de mais um planeta de grandes proporções, além de Plutão.

– Estranhas interferências nos planetas do sistema solar são detectadas, causadas por algum fenômeno/objeto de fora. Exemplos:

+ Mercúrio: ampliação anormal de seu campo magnético
+ Vênus: Aumento de seu brilho aparente
+ Marte: Aquecimento global semelhante ao da Terra, com aumento de tempestades
+ Saturno: Aumento das fontes de raios gama
+ Urano: Aumento da quantidade de nuvens e de seu brilho aparente
+ Plutão: Aumento de sua superfície em 2ºC
+ Terra: Aquecimento global com “colaboração” humana (embora essa colaboração por si só não explique o fenômeno).

– Em 1982 a Nasa reconheceu a possibilidade de um planeta solar extra.

– Em 1983 a Nasa lança o Infrared Astronomical Satellite – Satélite Astronômico de Infravermelho (IRAS), que localizou um objeto muito grande (em sua faixa espectral de pesquisa).

– O jornal Washington Post entrevistou, na ocasião, um cientista do Jet Propulsion Laboratory (JPL-IRAS): “Um corpo celeste possivelmente tão grande ou maior que Júpiter e tão próximo da Terra que pode ser parte deste sistema solar foi encontrado na direção da Constelação de Órion, por um telescópio em órbita. Tudo o que posso dizer é que nós não sabemos o que é isso”, disse Gerry Neugebauer, cientista chefe do IRAS. Todos os governos sabem sobre isto e eles estão tomando providências para que uma pequena “elite” sobreviva à passagem do planeta que está vindo.

– Eles sabem que não poderão salvar a todos, e, portanto, somente salvarão aqueles que acharem que vale a pena salvar. Os Donos do Poder têm um plano estratégico. E você, tem algum? (A Gnose afirma que há uma única saída: a ajuda divina, com a condição de autopurificação e santificação de nossa psique por meio dos Três Fatores anteriormente citados.)

– O que é Hercólobus? Este é um dos planetas que orbitam uma estrela escura (dark star) ou anã marrom (brown dwarf). Essa estrela escura tem cinco planetas menores, um sexto planeta do tamanho da Terra que abriga vida (homeworld), e o sétimo e último é o planeta ou objeto que nós chamamos de Hercólobus ou Nibíru.

– O homeworld é muito parecido com a Terra e onde moram os Annunaki, “os Gigantes ou Deuses de antigamente”. Hercólobus é na maior parte inabitável, segundo ensinamentos esotéricos, porém seus habitantes são mais avançados que nós em termos de potência bélica.

– Quando a estrela escura fica no periélio (posição mais próxima do nosso Sol), entre 60 e 70 UA (UA = Unidade Astronômica = unidade astronômica igual à distância média entre a Terra e o Sol), a órbita de Hercólobus, que fica a 60 UA da estrela escura, possui uma órbita suficientemente alongada para atravessar nosso sistema solar, geralmente nas proximidades da Terra, Marte, Júpiter, Saturno (em menor grau) e Urano, apesar de que isso pode variar a cada aproximação desse planeta invasor.

– A inclinação orbital de Hercólobus é cerca de 30 graus com relação ao nosso plano solar ou da eclíptica. Quando o planeta invasor atravessa nosso sistema solar em movimento retrógrado (sentido oposto) com relação aos demais planetas, algumas vezes ele desloca os planetas, causando perturbações generalizadas, como lemos logo acima.

– Sua passagem é momentosa, mas rápida, levando apenas alguns meses, após o que ele desaparece de vista. Ele tem a cor avermelhada, com uma auréola brilhante, e é circundado por várias luas.

– Hercólobus, segundo as tradições, foi o causador do afundamento da Atlântida e os gigantescos dilúvios de todas as tradições e mitos, como a de Noé. Ele é o vínculo físico (ou “balsa”) entre nosso sistema solar e o sistema da estrela escura.

– Hercólobus tem sido chamado de Disco Alado (com asas) ou com chifres (horned) pela humanidade do passado.

Quando Hercólobus se aproxima do sistema solar interior, ele irá acelerar rapidamente por debaixo da eclíptica, passando atrás e por debaixo do Sol antes que ele passe para cima da eclíptica num ângulo de 33 graus.

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– A Nasa está observando Hercólobus agora a partir de seu novo telescópio do Polo Sul (SPT = South Pole Telescope).

– Insiders da Nasa e do D.o.D. (Department of Defense), a inteligência militar dos EUA e o SETI especulam que dois terços da população do planeta poderão perecer durante o próximo deslocamento dos polos causado pela passagem de Hercólobus. Isso antes mesmo de sua aproximação máxima, que poderá gerar uma inclinação polar sem precedentes, podendo exterminar a espécie humana por completo da Terra.

– Outros dois terços daquelas pessoas que sobreviverem inicialmente, podem morrer de fome e pela exposição aos elementos climáticos, dentro dos seis meses seguintes aos primeiros avistamentos a olho nu de Hercólobus.

– A maioria das agências governamentais secretas norte-americanas está totalmente ciente do que é esperado e está se preparando. O Vaticano está totalmente ciente do que é esperado. O público não está sendo prevenido, muito menos está sendo dada a nós a chance de nos prepararmos.

– O volume de vazamentos de insiders, de observatórios e do Vaticano está rompendo a barragem e liberando essas informações gradativamente. A história mais importante da Terra em mais de 15 mil anos está se libertando das amarras feitas pelos controladores dos mercados financeiros, os chamados Donos do Poder.

As pirâmides perdidas de Muribeca

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Dizem as tradições que os índios peruanos têm como correta a existência de uma cidade perdida onde existiria uma avenida repleta de pirâmides. Essa cidade perdida se chama Muribeca.

Foi o coronel Percy Fawcett quem primeiro divulgou nas academias científicas europeias essa “lenda”, a qual foi recebida, logicamente, com muito ceticismo e um largo sorriso de menosprezo. Essas afirmações foram feitas por Fawcett no início da década de 1920.

Essa cidade perdida estaria localizada nas florestas do Peru, em algum ponto perdido, próximo a um braço de rio. Onde estaria, precisamente, tal cidade mágica e recheada de ouro e outras riquezas inauditas? O VM Samael Aun Weor explica, no início de seu livro Medicina Oculta e Magia Prática, que existem na América do Sul inúmeras cidades mágicas, em estado de Jinas (ou seja, encontram-se na Quarta Dimensão), e que por alguma razão materializam-se por curto tempo aqui neste plano físico…

… e rapidamente voltam a submergir nas dimensões desconhecidas da Natureza. Muribeca, Manoa, Eldorado, Juratena e tantas outras cidades e templos mágicos estão de portas abertas, desde que estejamos espiritualmente preparados.

Hoje, graças ao uso cada vez mais aprimorado de satélites de precisão, muitas das lendas tornam-se, da noite para o dia, uma crua realidade.

Observe as fotos abaixo e identifique um conjunto de 12 estruturas piramidais alinhadas de forma perfeita. Seriam as tão procuradas pirâmides sagradas de Muribeca, onde existiriam tesouros arqueológicos e esotéricos de valor incalculável??? Estátuas gigantescas de ouro maciço… livros sagrados com ensinamentos antigos… gentes, guardiães???

O futuro e o bom senso científico é que nos dirão.

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