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O Cristo Social – Amor consciente pela Humanidade

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A ESPIRITUALIZAÇÃO DA POLÍTICA COMO MEIO DE TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE

“O pior dogma existente no mundo de hoje é o dogma da separatividade.” Este é um dos mais importantes postulados de Samael Aun Weor, o grande mestre gnóstico do século 20.

Para Samael Aun Weor isso pode ser visto na:

Ciência apartada da espiritualidade
Na espiritualidade afastada da ciência
Na espiritualidade sem trabalho social
E na política distanciada da religiosidade.

Samael foi um grande conhecedor das leis que regem o Universo e a natureza humana, com seus respectivos cenários de dor, degradação e degeneração dos seus aspectos morais, politicos, culturais, espirituais e científicos.

cristo-social-gnosisonlineUma das maiores metas que Samael Aun Weor colocou a si mesmo foi o de ensinar à humanidade um caminho e um sistema de ideias e pensamentos capaz de levar o indivíduo a mudar a si mesmo em sua maneira de pensar, sentir e viver em sociedade.

Em seu livro O Cristo Social, editado inicialmente nos anos 1960 no México, dizia Samael que o homem necessita voltar a aprender a pensar e a agir por si mesmo, de forma independente, baseado em sua vontade própria, para fugir do caos social.

Em bases puramente gnósticas, Samael não somente conheceu o problema do homem como também o problema do mundo, e expressou que não é possível nenhuma mudança na sociedade humana se primeiro não haver uma mudança no indivíduo, que é o gerador dessa mesma mudança.

Assim, defende Samael, de nada vale propor um trabalho espiritual dissociado da realidade social e da ação concreta e factual em favor da humanidade.

Podemos concluir dizendo que “o Cristo, como Unidade Múltipla Perfeita do amor Universal não pode ser acorrentado ao dogma da separatividade social”.

O grande blackout de Nova York

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Na hora do rush do dia 9 de novembro de 1965, algo inusitado e espantoso: ocorreu um blackout em uma gigantesca região, compreendendo o Nordeste dos Estados Unidos e o Sudeste do Canadá. Esse blackout durou exatamente 12 horas e causou pânico na população e preocupação nas autoridades tanto estadunidenses quanto canadenses.

As autoridades dos dois países afirmaram que a causa desse incidente foi tão somente um pico no consumo de eletricidade, graças ao frio excessivo de inverno, fazendo com que a população dessas regiões criasse um pico de consumo. Essa foi a alegação oficial.

Entretanto, nesse mesmo dia diversos avistamentos de óvnis ocorreram na mesma área do blackout. Uma delas aconteceu às 16h30 sobre Tidioute e outra às 17h22 entre o aeroporto de Syracuse e Rochester, em Nova York. Esses óvnis foram descritos como objetos rápidos e brilhantes.

Durante o fatídico blackout, um piloto privado e um instrutor de voo testemunharam o avistamento de uma bola de fogo brilhante, de cerca de 50 a 100 metros de diâmetro, que rapidamente desapareceu de sua visão, como num passe de mágica. A bola de fogo foi observada ao longo do Power Station Clay, local que foi declarado, inicialmente, pelas autoridades como o foco central do blackout.


Em Manhattan, óvnis com um brilho estranho foram relatados por inúmeras testemunhas, e uma das imagens tiradas desses objetos foi impressa na revista TIME (imagem da manchete, acima, e foto do óvni sobre Manhattan, abaixo).

Antes da explicação “oficial” da Comissão Federal de Energia, o Indianapolis Star, o Syracuse Herald e a Associated Press divulgaram os inúmeros relatos das testemunhas sobre a gigantesca incursão de óvnis.

Vejamos o que o VM Samael Aun Weor narra e comenta sobre esse famoso incidente, chamado de O Grande Blackout de Nova York.

Meus amigos, vamos comentar, nesta noite, certo artigo muito interessante que vi em uma revista e que se intitula Dúvida Sobre o Blackout de Nova York. A seguir, transcreverei alguns trechos do citado artigo:

“Exatamente às 5h28 da tarde do dia 9 de novembro de 1965 ocorreu a maior e mais inexplicável falha técnica da história. A essa hora e nessa data, 12 milhões de nova-iorquinos sofreram as consequências de uma total interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Porém, o que os habitantes de Nova York ignoravam é que além da cidade onde viviam havia outras mais, mergulhadas nas trevas…

Pertencentes ao território norte-americano, Albany, Rochester, Boston e Providence estavam às escuras. E situadas no Canadá, Quebec e Ottawa padeciam da mesma falha técnica.

Em uma imensa área de 207.184 quilômetros quadrados, que compreendia os estados de Quebec, Ontário, Vermont, parte de New Hampshire, Massachusetts, Rhode Island, Connecticut, Nova York, New Jersey e Pensilvânia, nenhum aparato que dependia de eletricidade funcionava.

Trinta e seis milhões de pessoas, ou seja, mais do que a população de Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai juntos, ficaram às escuras.

Elevadores, semáforos, rádios, tevês e rotativas deixaram de funcionar. Fornos elétricos, estufas elétricas, refrigeradores, liquidificadores, torradeiras, pulmões de aço e inclusive motores de dentistas ficaram imprestáveis. Nas ruas ocorreram engarrafamentos espantosos.

A situação agravou-se ainda mais pelo fato de que os veículos ficaram sem gasolina e não podiam ser abastecidos nos postos. As bombas elétricas não funcionavam e os automóveis eram abandonados.

Nas estações de metrô havia quase 1 milhão de pessoas impossibilitadas de usar esse transporte. (‘Vivo a 30 milhas daqui e meu filho está doente. Não podemos nos mover’). A cidade está congestionada com o blackout.

Os aviões que iam aterrissar ou levantar voo tiveram dificuldades ao se apagar momentaneamente a iluminação das pistas. (‘É urgente que aterrissemos! Já não temos quase mais combustível!’)

Região do Canadá e dos EUA atingida pelo terrível blackout de 1965
Região do Canadá e dos EUA atingida pelo terrível blackout de 1965

A anarquia ia aumentando. Houve mortos por acidentes, ladrões e gente enlouquecida pelas trevas. A situação foi tão grave e imprevista que no Palácio de Cristal das Nações Unidas, em Nova York, tiveram de suspender as sessões que estavam sendo celebradas.

Conforme a duração do blackout se prolongava, as mais altas autoridades estavam conscientes de que enfrentavam uma perigosa alteração da ordem.

As manchetes de última hora indicam que o pânico e a desordem aumentavam nas ruas. É o caos! Só contam com luz elétrica os edifícios como este, que tem central própria de luz. Mas só por um tempo.

Porém, o verdadeiramente grave é que estão unidos ao pânico e ao caos deste momento:

Os sistemas de radar não funcionam, estão cegos. Qualquer projétil aéreo pode cruzar nosso céu neste preciso momento. E não poderíamos detectar sua presença.

E mais, nem sequer poderíamos enviar um de nossos mísseis teleguiados a interceptá-lo, porque os botões de comando com os quais ordenamos que sejam lançados dependem da eletricidade para seu funcionamento. É inútil esse imenso aparato, não serve para nada.

Senhores, somos um dos países mais poderosos da terra, gastamos a cada ano bilhões de dólares em armamentos e em fortalecer nossos sistemas de segurança, porém, ante uma situação como essa somos impotentes. Uma civilização tão tecnificada e poderosa como a nossa tem um calcanhar de Aquiles, uma grande debilidade: “A eletricidade”, perguntam-se todos vocês…

De que servem o radar, os mísseis teleguiados, o telégrafo, o telefone e a televisão? De nada, absolutamente nada, claro! O general tem razão: não podemos transmitir uma ordem, não podemos receber informação. Essa é a quebra de nosso poderio militar e industrial, tudo está paralisado.

Senhores, por favor, um pouco de respeito… Não é demais que lembre a vocês o que o governo a que todos pertencemos é totalmente consciente da terrível importância da eletricidade.

Em cada central elétrica existem grandes cérebros eletrônicos e computadores encarregados de vigiar cada centímetro dos grandes cabos que conduzem o ‘fluido’ elétrico.

Quando um dos cérebros eletrônicos descobre, por exemplo, que um dos cabos está sendo sobrecarregado de eletricidade e que há perigo de que se funda (por exemplo, a linha 5 está perigando)… automaticamente essa carga é repartida entre outros ramais do sistema. A sobrecarga se repartiu entre as linhas 7 e 8.

E ainda assim, os computadores indicam quando um grande fusível queimou, a qual linha pertence e o lugar exato da avaria. (Por exemplo, é o terceiro cabo do ramal de Albany; a avaria se localiza entre a torre 17-B e a 18-B, e aí saímos de imediato para lá.)

Inclusive, se em uma zona chegasse a produzir uma avaria que não tivesse sido captada pelas centrais eletrônicas, essa zona seria isolada das demais para que não causasse danos em outros sistemas de condução elétrica. Temos isolado a zona sul de Montgomery e procedemos a fazer a reparação.

Cada revelador, cada fusível, cada switch e cada conexão são cuidadosamente revisados a cada instante. Estou seguro que de um momento a outro se corrigirá a falha que houve e teremos novamente eletricidade. O blackout levará somente uma hora de duração.

Desgraçadamente, esses cálculos otimistas não foram confirmados pela realidade. Meu filho, meu filho… Não o vi nesta escuridão, saiu correndo pelo beco.

O grande blackout duraria exatamente 12 horas, e nem um décimo de segundo mais. Frank, venha, já temos luz… Os mais precisos cronômetros elétricos, ao receberem a descarga de eletricidade, não tiveram de ser tocados em suas manivelas para que seguissem indicando a hora com grande exatidão. Está marcando a hora que é!

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Foto de um UFO tirada em Manhattan, Nova York, durante o blackout em 9 de novembro de 1965

Devemos exigir uma investigação. Da mesma misteriosa maneira que se havia interrompido, a luz começava a fluir por cada cabo. Um blackout de duração inusitada que havia tido este e que “curiosamente” havia durado 12 horas, provocou incertezas em um grande setor da América do Norte.

Que se dividam responsabilidades. Cidadãos comuns e correntes, homens de empresas e jornalistas pediram uma explicação do governo dos Estados Unidos sobre o acontecido.

Seguem chegando telegramas, senhor. E exigem de nós que aclaremos o ocorrido.”

Vejamos, pois, a diferença fundamental entre o Homem e o animal intelectual. É óbvio que todas as pessoas se consideram dentro do Reino Hominal, ou Humano para sermos mais claros.

Diógenes, com sua lanterna, andou pelas ruas de Atenas com uma lâmpada acesa buscando um Homem e não o achou.

Pilatos apresenta o Cristo, dizendo: “Ecce Homo”… Eis aqui o Homem.

Quão difícil é alcançar o estado humano e, sem embargo, todos se creem Homens. O Homem é o verdadeiro Rei da Criação e pode fazer maravilhas tão grandes como as do blackout de Nova York.

Estamos seguros de que meia dezena de Homens poderiam paralisar não somente o sistema elétrico dos Estados Unidos, senão também todas as atividades do mundo inteiro.

Meia dezena de Homens autênticos, legítimos e verdadeiros poderiam tomar o planeta Terra sem disparar um só tiro e em questão de minutos.

Samael Aun Weor, Desfazendo Mistérios

 

O Universo como um holograma

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Existe uma Realidade Objetiva ou o Universo é um Fantasma?

Em 1982 ocorreu um fato muito importante. Na Universidade de Paris uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect realizou o que pode se tornar o mais importante experimento do século 20. Você não ouviu falar sobre isto nas notícias da noite. De fato, a menos que você tenha o hábito de ler jornais e revistas científicos, você provavelmente nunca ouviu falar no nome de Aspect.

E há muitos que pensam que o que ele descobriu pode mudar a face da ciência.

Aspect e sua equipe descobriram que sob certas circunstâncias partículas subatômicas como os elétrons são capazes de instantaneamente se comunicar umas com as outras a despeito da distância que as separe. Não importa se está distância é de 10 pés ou de 10 bilhões de milhas. De alguma forma uma partícula sempre sabe o que a outra está fazendo.

O problema com esta descoberta é que isto viola a por muita tempo sustentada afirmação de Einstein que nenhuma comunicação pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz. E como viajar mais rápido que a velocidade da luz é o objetivo máximo para quebrar a barreira do tempo, este fato estonteante tem feito com que muitos físicos tentem vir com maneiras elaboradas para descartar os achados de Aspect.

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Mas também tem proporcionado que outros busquem explicações mais radicais.

O físico da Universidade de Londres, David Bohm, por exemplo, acredita que as descobertas de Aspect implicam a realidade objetiva não existe, que a despeito da aparente solidez o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado. Para entender porque Bohm faz esta afirmativa surpreendente, temos primeiro que saber um pouco sobre hologramas. Um holograma é uma fotografia tridimensional feita com a ajuda de um laser.

Para fazer um holograma, o objeto a ser fotografado é primeiro banhado com a luz de um raio laser. Então um segundo raio laser é colocado fora da luz refletida do primeiro e o padrão resultante de interferência (a área aonde se combinam estes dois raios laser) é capturada no filme. Quando o filme é revelado, parece um rodamoinho de luzes e linhas escuras. Mas logo que este filme é iluminado por um terceiro raio laser, aparece a imagem tridimensional do objeto original.

A tridimensionalidade destas imagens não é a única característica importante dos hologramas. Se o holograma de uma rosa é cortado na metade e então iluminado por um laser, em cada metade ainda será encontrada uma imagem da rosa inteira. E mesmo que seja novamente dividida cada parte do filme sempre apresentará uma menor, mas ainda intacta versão da imagem original. Diferente das fotografias normais, cada parte de um holograma contém toda a informação possuída pelo todo.

A natureza de “todo em cada parte ” de um holograma nos proporciona uma maneira inteiramente nova de entender organização e ordem. Duran a maior parte de sua história, a ciência ocidental tem trabalhado dentro de um conceito que a melhor maneira para entender um fenômeno físico , seja ele um sapo ou um átomo, é dissecá-lo e estudar suas partes respectivas.

Um holograma nos ensina que muitas coisas no universo não podem ser conduzidas por esta abordagem. Se tentamos tomar alguma coisa a parte, alguma coisa construída holograficamente, não obteremos as peças da qual esta coisa é feita, obteremos apenas inteiros menores.

Este “insight” é o sugerido por Bohm como outra forma de compreender os aspectos da descoberta de Aspect. Bohm acredita que a razão que habilita as sub partículas a permanecerem em contacto umas com as outras a despeito da distância que as separa não é porque elas estejam enviando algum tipo de sinal misteriosos, mas porque esta separação é uma ilusão.

Ele argue que em um nível mais profundo de realidade estas partículas não são entidades individuais, mas são extensões da mesma coisa fundamental. Para capacitar as pessoas a melhor visualizarem o que ele quer dizer, Bohm oferece a seguinte ilustração.

Imagine um aquário que contém um peixe. Imagine também que você não é capaz de ver este aquário diretamente e seu conhecimento deste aquário se dá por meio de duas câmaras de televisão, uma dirigida ao lado da frente e outra a parte lateral.

Quando você fica observando atentamente os dois monitores, você acaba presumindo que o peixe de cada uma das telas é uma entidade individual. Isto porque como as câmeras foram colocadas em ângulos diferentes, cada uma das imagens será também ligeiramente diferente. Mas se você continua a olhar para os dois peixes, você acaba adquirindo a consciência de que há uma relação entre eles.

Quando um se vira, o outro faz uma volta correspondente apenas ligeiramente diferente; quando um se coloca de frente para a frente, o outro se coloca de frente para o lado. Se você não sabe das angulações das câmeras você pode ser levado a concluir que os peixes estão se intercomunicando, apesar de claramente este não ser o caso.

Isto, diz Bohm, é precisamente o que acontece com as partículas subatômicas na experiência de Aspect. Segundo Bohm, a aparente ligação mais-rápido-que-a luz entre as partículas subatômicas está nos dizendo realmente que existe um nível de realidade mais profundo da qual não estamos privados, uma dimensão mais complexa além da nossa própria que é análoga ao aquário. E ele acrescenta, vemos objetos como estas partículas subatômicas como se estivessem separadas umas das outras porque estamos vendo apenas uma porção da realidade delas.

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Estas partículas não são partes separadas mas sim facetas de uma unidade mais profunda e mais subliminar que é holográfica e indivisível como a rosa previamente mencionada. E como tudo na realidade física está compreendido dentro destes “eidolons”, o próprio universo é uma projeção, um holograma.

Em adição a esta natureza fantástica, este universo possuiria outras características surpreendentes. Se a aparente separação das partículas subatômicas é uma ilusão, isto significa que em nível mais profundo de realidade todas as coisas do universo estão infinitamente interconectadas.

Os elétrons num átomo de carbono no cérebro humano estão interconectados com as partículas subatômicas que compreendem cada salmão que nada, cada coração que bate, e cada estrela que brilha no céu.

Tudo interpenetra tudo e embora a natureza humana possa buscar categorizar como um pombal e subdividir, os vários fenômenos do universo, todos os aportes toda esta necessidade é de fato artificial e todas de natureza que é finalmente uma rede sem sentido.

Em um universo holográfico, mesmo o tempo e o espaço não podem mais serem vistos como fundamentais. Porque conceitos como localização se quebram diante de um universo em que nada está verdadeiramente separado de nada, tempo e espaço tridimensional, como as imagens dos peixes nos monitores, também podem ser vistos como projeções de ordem mais profunda.

Este tipo de realidade a nível mais profundo é um tipo de super holograma no qual o passado, o presente, o futuro existem simultaneamente. Sugere que tendo as ferramentas apropriadas pode ser algum dia possível entrar dentro deste nível de realidade super holográfica e trazer cenas do passado há muito esquecido. Seja o que for que o super holograma contenha, é ainda uma questão em aberto.

Pode-se até admitir, por amor a argumentação, que o super holograma é a matriz que deu nascimento a tudo em nosso universo e no mínimo contém cada partícula subatômica que existe ou existirá – cada configuração da matéria e energia que é possível, de flocos de neve a quasares, de baleias azuis aos raios gama. Deve ser visto como um tipo de “depósito” de ”Tudo que é”.

Embora Bohm admita que não há maneira de saber o que mais pode estar oculto no super holograma, ele se arrisca em dizer que não temos qualquer razão para admitir que ele não contenha mais. Ou, como ele coloca, talvez o nível super holográfico da realidade é um simples estágio além do que repousa ”uma infinidade de desenvolvimento posterior”.

Bohm não é o único pesquisador que encontrou evidências de que o universo é um holograma. Trabalhando independentemente no campo da pesquisa cerebral, o neurofisiologista Karl Pribram, de Stanford, também se persuadiu da natureza holográfica da realidade. Pribram desenhou o modelo holográfico para o quebra cabeças de como e onde as memórias são guardadas no cérebro.

Por décadas, inúmeros estudos tem mostrado que muito mais que confinadas a uma localização específica, as memórias estão dispersas pelo cérebro.

Em uma série de experiências com marcadores na década de 20, o cientista cerebral Karl Lashley concluiu que não importava que porção do cérebro do rato era removida; ele era incapaz de erradicar a memória de como eram realizadas as atividades complexas que tinham sido aprendidas antes da cirurgia. O único problema foi que ninguém foi capaz de poder explicar a natureza de ”inteiro em cada parte” da estocagem da memória.

Então, na década de 60, Pribram encontrou o conceito de holografia e entendeu que ele tinha achado a explicação que os cientistas cerebrais estavam buscando. Pribram acredita que as memórias são codificadas não nos neurônios, ou pequenos grupos de neurônios, mas em padrões de impulsos nervosos de tipo cruzado em todo o cérebro da mesma forma que a interferência da luz laser atravessa toda a área de um pedaço de filme contendo uma imagem holográfica. Em outras palavras, Pribram acredita que o próprio cérebro é um holograma.

A teoria de Pribram também explica como o cérebro humano pode guardar tantas memórias em um espaço tão pequeno.

Tem sido calculado que o cérebro humano tem a capacidade de memorizar algo na ordem de 10 bilhões de bits de informação durante a média da vida humana ( ou rudemente comparando, a mesma quantidade de informação contida em cinco volumes da Encyclopaedia Britannica).

Similarmente, foi descoberto que em adição a suas outras capacidades, o holograma possui uma capacidade de estocagem de informação simplesmente mudando o ângulo no qual os dois lasers atingem um pedaço de filme fotográfico, e é possível gravar muitos registros diferentes na mesma superfície. Tem sido demonstrado que um centímetro cúbico pode estocar mais que 10 bilhões de bits de informação.

Nossa habilidade de rapidamente recuperar qualquer informação que precisamos do enorme estoque de nossas memórias se torna mais compreensível se o cérebro funciona segundo princípios holográficos. Se um amigo pede a você que diga o que lhe vem a mente quando ele diz a palavra “zebra”, você não tem que percorrer uma gigantesca lista alfabética para encontrar a resposta. Ao contrário, associações como ”listrada”, parecida com um cavalo e ”animal nativo da África” logo lhe vem a mente.

Uma das coisas mais surpreendentes sobre o processo de pensamento humano é que cada peça de informação parece imediatamente correlacionada com muitas outras – uma outra característica intrínseca do holograma. Por que cada porção de um holograma é infinitamente interligada com todas as outras porções, talvez seja a natureza o supremo exemplo de um sistema interligado.

A estocagem da memória não é o único quebra cabeças neurofisiológico que se torna abordável a luz do modelo holográfico de cérebro de Pribram.

Um outro é como o cérebro é capaz de traduzir a avalanche de frequências que recebe via sentidos (frequências de sons, frequências de luz e assim por diante ) dentro do mundo concreto de nossas percepções. Codificando e decodificando frequências é precisamente o que o holograma faz melhor.

Exatamente como um holograma funciona como um tipo de lente, um aparelho tradutor capaz de converter um borrão de frequências aparentemente sem sentido em uma imagem coerente, Pribram acredita que o cérebro também parece uma lente e usa os princípios holográficos para converter matematicamente as frequências que recebe através dos sentidos dentro do mundo interior de nossas percepções.

Um impressionante corpo de evidência sugere que o cérebro usa os princípios holográficos para realizar as suas operações. A teoria de Pribram de fato tem ganho suporte crescente entre os neurofisiologistas.

O pesquisador ítalo-argentino Hugo Zucarelli recentemente estendeu o modelo holográfico ao mundo dos fenômenos acústicos.

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Confuso pelo fato de que os humanos podem localizar a fonte dos sons sem moverem as cabeças, mesmo se eles só possuem audição em um ouvido, Zucarelli descobriu que os princípios holográficos podem explicar estas habilidades.

Zucarelli também desenvolveu uma técnica de som holográfico, uma técnica de gravação capaz de reproduzir sons acústicos com um realismo quase inconcebível.

A crença de Pribram que nossos cérebros constroem matematicamente a ”dura” realidade pela liberação de um input de uma frequência dominante também tem recebido grande quantidade de suporte experimental. Foi descoberto que cada um de nossos sentidos é sensível a uma extensão muito mais ampla de frequências do que se suspeitava anteriormente.

Os pesquisadores tem descoberto, por exemplo, que nosso sistema visual é sensível às frequências de som, nosso sentido de olfato é em parte dependente do que agora chamamos de frequências cósmicas e que mesmo cada célula de nosso corpo é sensível a uma ampla extensão de frequências. Estas descobertas sugerem que está apenas sob o domínio holográfico da consciência e que estas frequências são selecionadas e divididas dentro das percepções convencionais.

Mas o mais envolvente aspecto do modelo holográfico cerebral de Pribram é o que acontece quando ele é conjugado à teoria de Bohm. Se a “concretividade” do mundo nada mais é do que uma realidade secundária e o que está “lá” é um borrão de frequências holográfico , e se o cérebro é também um holograma e apenas seleciona algumas das frequências deste porão e matematicamente transforma-as em percepções sensoriais, o que vem a ser a realidade objetiva? Colocando de forma simples, ela deixa de existir.

Como as religiões orientais a muito tem afirmado, o mundo material é Maya, uma ilusão, e embora pensemos que somos seres físicos que se movem em um mundo físico, isto também é uma ilusão.

Somos realmente “receptores” boiando num mar caleidoscópico de frequência, e que extraímos deste mar e transformamos em realidade física não é mais que um canal entre muitos do super holograma.

Esta intrigante figura da realidade, a síntese das abordagens de Bohm e Pribram tem sido chamada de “paradigma holográfico”, e embora muitos cientistas tenham recebido isto com ceticismo, este paradigma tem galvanizado outros. Um pequeno mas crescente grupo de pesquisadores acredita que este pode ser o modelo mais acurado da realidade científica que foi mais longe.

Mais do que isto, muitos acreditam que ele pode solucionar muitos mistérios que nunca foram antes explicados pela ciência e mesmo estabelecer o paranormal como parte da natureza.

Numerosos pesquisadores como Bohm e Pribram tem notado que muitos fenômenos parapsicológicos se tornam muito mais compreensíveis em termos do paradigma holográfico.

Em um universo em que cérebros individuais são atualmente porções indivisíveis de um holograma muito maior e tudo está infinitamente interligado, a telepatia pode ser simplesmente o acessamento do nível holográfico. E é obviamente muito mais fácil entender como a informação pode viajar da mente do indivíduo A para a do indivíduo B ao ponto mais distante e auxilia a entender um grande número de quebra cabeças em psicologia.

Em particular, Grof sente que o paradigma holográfico oferece um modelo de compreensão para muitos estonteantes fenômenos vivenciados por indivíduos durante estados alterados de consciência.

Nos anos 50, conduzindo uma pesquisa em que se acreditava que o LSD seria um instrumento psicoterapêutico, Grof teve uma paciente que de repente ficou convencida de que tinha assumido a identidade de uma fêmea de uma espécie pré-histórica de répteis.

Durante o curso da alucinação dela, ela não somente deu riquíssimos detalhes do que ela sentia ao ser encapsulada naquela forma, mas notou que uma porção do macho daquela espécie tinha anatomia que era um caminho para as escamas coloridas ao lado de sua cabeça.

O que foi surpreendente para Grof é que a mulher não tinha conhecimento prévio sobre estas coisas, e uma conversação posterior com um zoologista confirmou que em certas espécies de répteis as áreas coloridas na cabeça tem um importante papel como estimulantes do desenvolvimento sexual.

A experiência desta mulher não foi única. Durante o curso da pesquisa, Grof encontrou exemplos de pacientes regredindo e se identificando com virtualmente todas as espécies na árvore evolucionária (descobertas da pesquisa ajudaram a influenciar a cena do homem-vindo-do-macaco no filme Altered States). E mais ainda, ele descobriu que estas experiências frequentemente continham detalhes obscuros que mais tarde vieram a ser confirmados como acurados.

Regressões dentro do reino animal não são os únicos quebra cabeças entre os fenômenos psicológicos que Grof encontrou.

Ele também teve pacientes que pareciam entrar em algum tipo de consciência racial ou coletiva. Indivíduos com pouca ou nenhuma educação repentinamente davam detalhadas descrições das práticas funerárias do zoroastrismo e cenas da mitologia hindu. Em outro tipo de experiências os indivíduos forneciam relatos persuasivos de jornadas fora do corpo, relâmpagos pré cognitivos do futuro, de regressões dentro de aparentemente encarnações de vidas passadas.

Em pesquisa posterior, Grof encontrou a mesma extensão de fenômenos manifestados em seções de terapia que não envolviam o uso de drogas. Em virtude dos elementos em comum nestas experiências parecerem transcender a consciência individual, além dos usuais limites do ego e/ou as limitações de tempo ou espaço, Grof chamou estas manifestações de experiências transpessoais e no fim dos anos 60 ele auxilou na fundação de um ramo de psicologia chamada ”psicologia transpessoal” e se devotou inteiramente ao seu estudo.

Embora a recém-fundada Association of Transpersonal Psychology conquistasse um rápido crescimento entre o grupo de profissionais de mente similar, e se tornasse um ramo respeitado da psicologia, durante anos nem Grof nem seus colegas foram capazes de fornecer um mecanismo para explicar os bizarros fenômenos psicológicos que eles estavam testemunhando.

Mas isto mudou com o advento do paradigma holográfico. Como Grof recentemente notou, se á mente é parte de um continuum, um labirinto que é conectado não somente as outras mentes que existem ou existiram, mas a cada átomo, cada organismo e região na vastidão do espaço e tempo, o fato de que seja capaz de ocasionalmente fazer entradas no labirinto e Ter experiências transpessoais não pode mais parecer estranho.

O paradigma holográfico tem também implicações nas chamadas ciências “concretas” como a biologia. Keith Floyd, um psicólogo do Virginia Intermont College, tem pontificado que a concretividade da realidade é apenas uma ilusão holográfica, e não está muito longe da verdade dizer que o cérebro produz a consciência. Mais ainda, é a consciência que cria a aparência do cérebro – bem como do corpo e de tudo mais que nós interpretamos como físico.

Esta virada na maneira de se ver as estruturas biológicas fez com que pesquisadores apontassem que a medicina e o nosso entendimento do processo de cura poderia também ser transformado em um paradigma holográfico. Se a aparente estrutura física do corpo nada mais é do que a projeção holográfica da consciência, torna-se claro que cada um de nós é mais responsável por sua saúde do que admite a atual sabedoria médica. Que nós agora vejamos as remissões miraculosas de doenças podem ser próprias de mudanças na consciência que por sua vez efetua alterações no holograma do corpo.

Similarmente, novas técnicas controversas de cura como a visualização podem funcionar muito bem porque no domínio holográfico de imagens pensadas que são muito “reais” se tornam “realidade”. Mesmo visões e experiências que envolvem realidades “não ordinárias” se tornam explicáveis sob o paradigma holográfico. Em seu livro Gifts of Unknown Things, o biologista Lyall Watson descreve seu encontro com uma mulher xamã indonésia que, realizando uma dança ritual , foi capaz de fazer um ramo inteiro de uma árvore desaparecer no ar. Watson relata que ele e outro atônito espectador continuaram a olhar para a mulher, e ela fez o ramo reaparecer, desaparecer novamente e assim por várias vezes.

Embora o atual entendimento científico seja incapaz de explicar estes eventos, experiências como esta vem a ser mais plausíveis se a “dura” realidade é apenas uma projeção holográfica. Talvez concordemos sobre o que está “lá” ou “não está lá ” porque o que chamamos consenso realidade é formulada e ratificada a nível de inconsciência humana a qual todas as mentes estão interligadas.

Se isto é verdade, a mais profunda implicação do paradigma holográfico é que as experiências do tipo da de Watson’ não são lugares comum somente porque nós não temos programado nossas mentes com as crenças que fazem com que sejam.

Num universo holográfico não há limites para e extensão do quanto podemos alterar o tecido da realidade. O que percebemos como realidade é apenas uma forma esperando que desenhemos sobre ela qualquer imagem que queiramos.

Tudo é possível, de colheres entortadas com o poder da mente aos eventos fantasmagóricos vivenciados por Castañeda durante seus encontros com o bruxo yaqui Don Juan, mágico de nascença, não mais nem menos miraculoso que a nossa habilidade para computar a realidade que nós queremos quando sonhamos.

E assim, mesmo as nossas noções fundamentais sobre a realidade se tornam suspeitas, dentro de um universo holográfico, como Pribram postulou, e mesmo eventos ao acaso podem ser vistos dentro dos princípios básicos holográficos e portanto determinados.

Sincronicidades ou coincidências significativas de repente fazem sentido, e tudo na realidade terá que ser visto como uma metáfora, e mesmo eventos ao acaso expressariam alguma simetria subjacente.

Seja o paradigma holográfico de Bohm e Pribram aceito na ciência ou morra de morte ignóbil, é seguro dizer que ele já tem influenciado a mente de muitos cientistas. E mesmo se descoberto que o modelo holográfico não oferece a melhor explicação para as comunicações instantâneas que vimos ocorrer entre as partículas subatômicas, no mínimo, como observou notou Basil Hiley, um físico do Birbeck College de Londres, os achados de Aspect “indicam que devemos estar preparados para considerar radicalmente novos pontos de vista da realidade “.

A ciência atômica

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O Sistema Solar de Ors, no qual vivemos, nos movemos e temos o nosso Ser, resulta sendo no fundo uma grande molécula que se desenvolve dentro deste organismo vibrante e espiraloide da Via-Láctea.

As distintas concepções científicas sobre o átomo são, no fundo, exclusivamente provisórias. O fracionamento atômico de maneira alguma significa conhecimento absoluto sobre a estrutura do átomo ou sobre o complexo mecanismo íntimo de moléculas, corpúsculos subatômicos e elétrons.

A concepção saturniana da estrutura atômica é muito empírica, toda opinião científica ou supracientífica acaba sendo demasiado relativa e instável.

Nós, os gnósticos, afirmamos enfaticamente que além dos prótons, elétrons, nêutrons etc. existem muitos outros corpúsculos, ainda desconhecidos para a ciência oficial. Dentro do núcleo atômico existe uma formidável estrutura absolutamente desconhecida para a ciência oficial.

Os cientistas já fracionam o átomo para liberar energia nuclear, porém, realmente nada sabem sobre a íntima estrutura intracorpuscular do elétron.

À luz da nova cultura iniciada no mundo pelo Movimento Gnóstico, podemos considerar ao elétron como uma primordial cristalização disso que os hindustanis chamam Akasha, a matéria-prima da Grande Obra, a substância única da qual advêm por cristalizações encadeadas as múltiplas substâncias, os distintos elementos da natureza.

O elétron é, fora de toda dúvida, uma cristalização primordial extraordinária de caráter supra-atômico.

Todo átomo, todo elétron, tem sua origem no seio vivente do Akasha puro, a substância primordial, o Mulaprakriti dos hindustanis, o caos, as águas seminais universais do gênese, o eterno feminino simbolizado por todas as deidades femininas das antigas religiões, a Grande Mãe, Ísis, Adônia, Isoberta, Réa, Cibele, Vesta, Maria, Tonantzin etc.

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Essa substância primordial, esse Akasha, essa matéria-prima da Grande Obra, é fora de toda dúvida a Mãe Divina, Ísis, a Virgem adorável de todas as religiões antigas e sempre cheia de graça.

O Pai, o 1º Logos, depositou n’Ela toda a graça de sua sabedoria. O Filho, o 2º Logos, depositou n’Ela toda a graça de seu amor. O Espírito Santo, o 3º Logos, depositou nela toda a graça de seu poder ígneo.

Realmente, no universo existe uma só substância básica, a qual, quando cristaliza, recebe o nome de Matéria, e quando não cristaliza, quando permanece em seu estado fundamental, recebe o nome de Espírito Universal de Vida.

Ela inicia seus processos de condensação ou cristalização quando o 3º Logos, mediante o conúbio sexual da Palavra, a faz fecunda com o fogo flamígero.

Ela permanece em seu estado insípido, insubstancial, inodoro, durante a Noite Cósmica, durante o Grande Pralaya, quando o universo que existiu já não existe.

Quando o fogo a faz fecunda, o Cristo Cósmico, o 2º Logos, penetra em seu ventre, o Grande Ventre, e nasce d’Ela para crucificar-se nos mundos. Por isso sempre é representada com o Menino em seus braços.

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É Ísis com o menino Hórus em seus braços, é Maria com o Menino-Deus em seus braços etc.

No ventre fecundo da Grande Mãe, sob o impulso do 3º Logos, originam-se muitos campos de força onde as ondas do que podemos chamar de pré-matéria se condensam em corpúsculos.

Nada sabem os cientistas modernos sobre o mistério do núcleo atômico que se considera formado por prótons e nêutrons, nada sabem com precisão sobre as forças nucleares.

Todo material planetário está cientificamente constituído por átomos maravilhosos e é fora de toda dúvida que estes são as menores partículas dos elementos. Todo átomo é um verdadeiro universo em miniatura. Todo átomo é um trio de matéria, energia e consciência.

O átomo está constituído de um núcleo ou sol muito radiante carregado positivamente de eletricidade, ao redor do qual giram dançando, felizes, os elétrons planetários infinitesimais, carregados negativamente.

O núcleo atômico é semelhante em todos os materiais, como é também o elétron, variando entre si os elementos unicamente pelo número dos elétrons sujeitos ao núcleo e por variações correspondentes à sua carga.

O átomo é todo um sistema solar em miniatura. Exatamente o que o Sol é para o Sistema Solar e o óvulo fecundado ao corpo humano, é o núcleo atômico com respeito a todo o universo atômico.

Foi-nos dito que o diâmetro do núcleo atômico pode ser de um décimo de milésimo do de todo o átomo.

E como Júpiter no Sol, foi-nos dito que seus elétrons podem medir um décimo de diâmetro de seu núcleo. De modo que em sua escala própria circulam em uma imensidade de espaço tão gigantesco e profundo como o que abarca em sua totalidade o planeta Terra e os outros planetas do Sistema Solar de Ors.

A natureza tem muitos elementos e estes se catalogam agora à mercê do número de elétrons, desde o 1 ao 96. O hidrogênio, com um elétron, tem o número atômico 1; o hélio com dois elétrons, tem o número atômico 2 etc. Com duas exceções unicamente, os elementos desenvolvidos no ventre da Grande Mãe, acabam sendo, no fundo, distintas cristalizações da substância primordial.

Existem na natureza sete categorias fundamentais de densidade entre os variados elementos.

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Cada elemento é atraído sexualmente por aquele que possui o número complementar de elétrons do modo maravilhoso, como o sódio, que com um elétron a mais se inclina sexualmente pelo cloro, ao qual falta um, para formar o sal. Aqui temos o sexo… Aqui temos o macho e a fêmea dos elementos da natureza unindo-se sexualmente.

O metal positivo é impelido irresistivelmente a combinar-se sexualmente com ometaloide negativo, em proporção exata a seu contraste.

Esse é um paralelismo platônico extraordinário das almas gêmeas que buscam sua metade complementar da que foram separadas na primeira criação.

O elemento ativo no Sol-Cristo é, fora de toda dúvida, o hidrogênio em quantidade infinita. O átomo do hidrogênio possui somente um elétron que gira ao redor de seu núcleo básico.

O átomo do hidrogênio encontra-se na fronteira entre a matéria em estado molecular e a matéria em estado eletrônico. O seguinte estado de sutilização do hidrogênio corresponde aos elétrons livres, luz, ondas magnéticas, estado espiritual.

Para criar um átomo de hélio e dois raios de sol necessita-se consumir quatro átomos de hidrogênio.

A energia sexual do 3º Logos flui avassaladoramente desde o centro de todo átomo e de toda galáxia e de todo sistema solar, unindo polos opostos para novas criações.

Os átomos do hidrogênio complementam-se com os átomos de carbono para iniciar o desenvolvimento da luz.

Os átomos masculinos do hidrogênio com um só elétron bombardeiam os átomos femininos do carbono, de seis elétrons, para originarem os átomos do nitrogênio com sete elétrons.

Os átomos do nitrogênio, ao unirem-se sexualmente com novos átomos de hidrogênio, convertem-se em átomos de oxigênio. Quando um átomo de oxigênio leve se acha em plenitude, escapa dele um elétron livre e certa quantidade de energia radiante.

Depois disso, o resultado é um átomo pesado de nitrogênio que é novamente bombardeado sexualmente por hidrogênio. Não obstante, desta vez se obtém um resultado diferente. O próprio átomo de hidrogênio captura um dos elétrons do nitrogênio para formar um átomo de hélio com dois elétrons, enquanto o átomo de sete elétrons do nitrogênio se reduz ao átomo de seis elétrons do carbono com o qual começamos, porque o fim é sempre igual ao princípio, mais a experiência do ciclo. Essa é a Lei.

Assim se encerra esse ciclo sexual do carbono. A luz solar gesta-se sexualmente na Nona Esfera (o sexo).

A grande luz solar é o resultado químico e matemático dos distintos processos sexuais atômicos do carbono.

Os átomos de hidrogênio vêm constituir uma ponte entre o espírito universal de vida e a matéria de diferentes densidades.

A combinação dos átomos de hidrogênio com átomos de várias substâncias já existentes na Terra dá lugar a todas as formas de vida conhecidas.

A Energia Atômica e Seus Perigos

O fracionamento do átomo, as explosões nucleares, libera matéria abismal submersa, novos elementos atômicos terrivelmente malignos: netúnio (93), plutônio (94), amerício (95) e cúrio (96).

Esse tipo infernal de substâncias atômicas terrivelmente malignas escapa do Abismo com as explosões atômicas e atrai à superfície da Terra e à mentalidade das pessoas certas características psicológicas espantosamente monstruosas.

A desintegração do átomo é uma blasfêmia, uma loucura científica que não somente traz danos físicos a este aflito mundo como também monstruosidades psíquicas mentais, abominações espantosas de tipo infrainfernal etc.

Se o ser humano estudasse melhor a energia solar e aprendesse a usá-la inteligentemente, o combustível líquido seria eliminado e a conquista do espaço seria um fato, sob a condição de uma conduta reta.

Onde alcance chegar um raio de luz solar alcança, o homem também chegará. A energia solar é milhões de vezes mais potente do que a energia atômica.

Esta grande molécula, este Sistema Solar de Ors, funciona maravilhosamente graças ao terrível potencial da energia solar.

Samael Aun Weor, O Colar de Buda

Próton e antipróton

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A real existência do próton e do antipróton foi demonstrada em 1955 pela equipe de físicos de Berkeley. Quando se bombardeou uma placa de cobre com uma carga de 6 mil elétronvolts, extraíram-se do alvo dois maravilhosos núcleos de hidrogênio, mas de sinais opostos: um próton positivo e outro negativo. Sob todas as luzes resulta claro concluir que a metade do universo está constituída de antimatéria.

Se os sábios modernos puderam encontrar antipartículas nos laboratórios, é porque elas existem também nas profundezas da Grande Natureza. De maneira nenhuma negamos o fato de ser espantosamente difícil detectar a antimatéria no espaço.

A luz das antiestrelas, ainda que aparentemente seja idêntica à das estrelas e as chapas fotográficas as registrem da mesma maneira, devem possuir uma diferença desconhecida para os cientistas.

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Aquele conceito de que em nosso sistema solar não há lugar para a antimatéria é ainda muito discutível. A transformação da massa em energia é muito interessante.

Que a metade escape sob a forma de neutrinos é normal, que um terço se traduza em raios gama e que uma sexta parte se transforme em ondas luminosas e sonoras, de maneira nenhuma deve nos surpreender, é apenas natural.

Quando se pensa em Cosmogênese, surgem aquelas interrogações de sempre: o que havia antes da aurora do nosso sistema solar?

O Rig Veda responde:

Não havia coisa alguma, nem existia nada
O resplandecente céu não existia
Nem a imensa abóbada celeste se entendia no alto
O que era que a tudo cobria?
O que acobertava tudo? O que ocultava?
Era o insondável abismo das águas?
Não existia a morte, porém nada era imortal
Não havia limites entre o dia e a noite
Só o UNO respirava inanimado e por Si
Pois ninguém mais além d’Ele havia existido.
Reinavam as trevas e todo o princípio estava velado.
Na obscuridade profunda, um oceano sem luz
O germe até então oculto na envoltura faz brotar uma natureza do fervido calor.
Quem conhece o segredo? Quem o revelou?
De onde, de onde surgiu esta multiforme criação?
Os próprios Deuses vieram a existir mais tarde.
Quem sabe de onde veio esta grande criação?
Aquilo, de onde esta imensa criação procedeu
O que sua vontade criou, ou que modificou,
O mais elevado vidente, no mais alto dos céus,
O conhece…
Ou talvez, tampouco, nem Ele ainda o saiba.
Contemplando a eternidade…
Antes que fossem lançados os cimentos da terra,
Tu eras.
E quando a chama subterrânea
Rompa sua prisão e devore a forma,
Ainda serás tu, como eras antes,
Sem sofrer mudança alguma, quando o tempo não existia.
Ó Mente infinita, divina Eternidade!

Antes do Mahavântara, Dia Cósmico, deste mundo em que vivemos, nos movemos e temos nosso Ser, só havia energia livre em movimento.

Antes da energia havia matéria, sendo que esta última, de maneira organizada, constituiu o universo do precedente Dia Cósmico, cosmologia-gnosisonlineMahavântara.

Do pretérito universo, resta-nos como lembrança a Lua, nosso querido satélite que nos ilumina durante as noites.

Cada vez que a energia se cristaliza em forma de matéria, esta reaparece sob a forma extraordinária de um par simétrico de partículas.

A matéria e a antimatéria complementam-se mutuamente. Pode-se dizer que este é um tema novo para a ciência contemporânea e que, no futuro, progredirá muito ainda.

É absurdo afirmar que em nosso universo não há lugar para a antimatéria. A matéria se faz acompanhar da antimatéria sempre, sem o qual a física nuclear ficaria sem fundamentos, perderia sua validez.

Na aurora do Mahavântara, o universo apareceu sob a forma de uma nuvem de plasma, ou seja, hidrogênio ionizado. Existem 12 hidrogênios fundamentais em nosso sistema solar, o que já foi analisado pelos Grandes Mestres da humanidade.

Foi-nos dito que em tal soma de hidrogênios estão representadas 12 categorias de matéria contidas no universo, desde o Espaço Abstrato Absoluto até o reino mineral submerso.

A nuvem de plasma original apresenta-se diante da mente dos homens estudiosos de forma dupla. Um exame judicioso desse assunto permite que compreendamos que existe o plasma e o antiplasma, o qual foi chamado por certo sábio de ambiplasma.

Os cientistas modernos sabem muito bem, através da observação e da experiência, que o campo magnético intensivo que se forma nas galáxias origina a separação radical das partículas, de acordo com sua carga elétrica. O plasma e o antiplasma não somente são opostos como se encontram separados. A matéria e a antimatéria coexistem separadamente e se condensam, cristalizam, em estrelas.

Quando matéria e antimatéria entram em contato direto, origina-se a destruição total da matéria. O fundo vivente da matéria é precisamente a antimatéria, contudo, entre ambas formas de vida existe um campo neutro. A três forças primárias, Positiva, Negativa e Neutra, governam todo o mecanismo universal.

No espaço infinito, coexistem matéria e antimatéria, estrelas e antiestrelas. O hidrogênio e o anti-hidrogênio cristalizam com a força gravitacional, originando fusão nuclear.

Eis como se acumulam os prótons do mesmo tipo uns sobre os outros para formar todos os elementos da natureza.

Samael Aun Weor, Magia das Runas

Aquilo que não ousamos falar…

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A cor do Raio feminino é magenta com dourado. Contém fórmulas e ingredientes para a humanidade e seu alento se derrama como um suspiro sobre o deserto da atualidade.

Tudo na Criação está sujeito a ciclos regidos por uma Inteligência Cósmica. Condicionados pela necessidade e ritmo, nutrem e influenciam a humanidade como suas células, com diferentes qualidades e em momentos diferentes, alternando, marcando eras e determinando sua expressão.

O ingrediente que define uma era como fase evolutiva inicialmente desperta uma qualidade interna no ser humano e eventualmente se manifesta como um movimento coletivo. Dirige o propósito imediato da Raça durante sua atividade.

Nossa civilização encontra-se na fase final de um grande ciclo de 5.000 anos e isto não deve ser confundido com o final dos grandes movimentos de K’atun dos maias. A influência dos raios de gênero qualifica a expressão social que impulsiona uma civilização: os ciclos maias se relacionam com o ritmo da liderança solar e a evolução.

Até agora, a atividade decretada para nossa terra, necessária para o crescimento e expansão, tem sido puramente linear, conquistadora, construtiva e regida pelo Raio Masculino.

No entanto, a influência feminina vem se intensificando. Graças a uma educação massiva e ao sistema de redes globais que nos colocam em comunicação uns com os outros, as mulheres se sentem compelidas a participar e se apossar de uma realidade muito mais ampla e profunda que a de nossas avós. Sentimo-nos atraídas pelas expressões que até agora tem sido exclusivamente dos homens. Aproxima-se o Raio Feminino e, uma vez instalado, durará outro ciclo de 5.000 anos.

Da última vez, o raio masculino ativou-se em 2.500 a.C. Viu nascer, entre outras estruturas, Stonehenge, iniciando uma expansão física e material da humanidade. O Raio Feminino se manifestará plenamente em 2.500 d.C. e verá nascer uma rede sustentável de paz que, estando ainda no seu início, achamos inconcebível.

Reintroduz um sistema muito antigo de correspondências dimensionais onde predominam a percepção sutil e dos múltiplos níveis, as causas sobre os efeitos, o grupo ou a família planetária e a conexão com o transcendente.

A Inteligência cósmica que cuida do planeta e do sistema solar tem pouca relação com a vontade humana. Nestes momentos, remove na mulher nostalgias inexplicáveis, sonhos que parecem impossíveis e conexões no nível da inteligência desconhecida.

Como humanidade, estamos digerindo tudo isto pouco a pouco, mais lentamente do que está ocorrendo em nosso interior. Esta falta de sincronização é a razão que está por trás dos desastres, tanto naturais quanto humanos. A pressão se torna incontrolável.

As mulheres respondem ao chamado desta força nascente de maneira potente e espontânea. Sabemos de tudo o que anda mal em nosso planeta, não porque esteja equivocado, mas porque sentimos que falta algo. Incomoda-nos, porque o que “falta” somos nós mesmas. Como mães que somos, nós sabemos disto. É acionado um alarme que desperta nossa percepção vinculada ao poder da visão e da afinação interiores.

Sabemos, mas, todavia, não sabemos que sabemos nem para onde estamos indo. O equilíbrio que buscamos desesperadamente e a harmonia que ansiamos são meros passos intermediários e preparatórios para o que, na realidade, não se trata nem de ajuste nem de negociação. É uma mudança total de perspectiva que se instala gradualmente com a influência crescente de emissões cósmicas.

Não é questão de retaliação nem de tirar o poder do homem. Trata-se de introduzir nova perspectiva e novo método. Na realidade, o alcance da mulher não se manifesta pela competição ou pela imposição. Possuímos um sistema feminino próprio que apenas agora começamos a conhecer. Para ativá-lo e instalá-lo, a mulher desperta para o fato de que é ela que atrai o que todos anseiam.

A mulher afeta seu ambiente com emanações sutis que podem ser físicas, emocionais, mentais ou espirituais. Nosso mundo, nossas aptidões, nosso valor residem numa conexão profundíssima com a riqueza da fonte cósmica em nosso interior. Desconhecemos isto porque nosso papel durante este ciclo que se encerra foi outro: o de apoiar o homem na execução da sua tarefa particular. Este objetivo já foi cumprido.

Conscientizada, tudo na estrutura da mulher serve a propósitos espirituais. O fato de que a mulher é, fisicamente, um polo magnético irresistível para o homem e que ele tenha reagido a isto de maneira dominante e repressora, não muda o fato de que somos uma força atrativa incontrolável e que não pode ser alterada, reprimida ou escondida.

Somos geradoras e esta função se estende a todos os níveis de manifestação e, neste momento, mais do que nunca.

Possuímos outro polo magnético igualmente potente que passa despercebido no sistema atual de valores. Somos extremamente sensíveis às mínimas sutilezas das frequências do universo. Somos sacerdotisas veladas.

As emoções da mulher são fortíssimas, mas a expressão do pensamento aparece como ilógica, vaga e difusa. A mulher sabe o que sente, mas não sabe como situá-lo dentro de um quadro maior. Sua comunicação acontece através de insinuações, espaços vazios, gestos e mensagens telepáticas variadas e diferentes. Seu mecanismo reflete uma realidade multidimensional, simultânea e atemporal que atua de forma subliminar e indireta.

Sendo holística e multissensorial, na maioria das vezes, nem ela sabe o que sabe. Por sua mente receptiva, pela atração magnética do seu corpo e pela modulação contínua de suas variadíssimas emoções… atrai, prepara e gesta mundos. Constantemente.

O reconhecimento do que é a mulher começa com ela mesma. Requer sair das expectativas e comodismos do passado, da programação coletiva planetária. Trata-se de outro tipo de inteligência aplicada a todos os aspectos da sociedade. A mulher, com sua estrutura peculiar, é fundamental. Trata-se de um salto quântico e não de competição.

Com ou sem nossa aprovação, apesar dos obstáculos e resistências de um mundo que se desmorona, uma transformação radical está sendo gestada, da qual não poderemos escapar. Brotará uma estrutura de flexibilidade sem precedentes. O feminino nascente é simultaneidade, multidimensionalidade, flexibilidade, sutileza e expansão que abraça uma profunda humanização.

O futuro agora depende de um sentir e não de um pensar isento de ternura e de vulnerabilidade. Nisto esta a chave do nosso desenvolvimento e o acesso às capacidades superiores que não se “fazem” nem se “veem”. Serão sentidas, vividas e conhecidas.

A era que se iniciou em 2.500 a.C. teve como propósito contribuir com normas, regras e medidas, definir territórios, desenvolver a ciência e o conhecimento explorando e redefinindo nações, raças e grupos culturais.

O resultado é nossa sociedade global: a forma que reforça o material e a sobrevivência, a força física e linear que se impõe tanto para criar como para destruir, a que deu luz à autoridade do homem sobre a mulher e ao reinado do intelecto, da ciência e das organizações religiosas.

A transição da expressão de gênero de um ciclo para o outro é difícil. Estende-se a toda a estrutura que tem se esmerado na aplicação da força pela competência, no acúmulo de poder e de todas as formas de força física representativa do combate, da dominação da matéria e do reino animal, resistindo a qualquer mudança e vestígio de ineficiência e inconveniência.

Hoje, vivemos a experiência da realidade sequencial de maneira estranha. Parece que o tempo se detém e se acelera ao mesmo tempo. Estes são momentos de introspecção e revisão, de impotência, de entrega e de abertura ao desconhecido. Além da dinâmica dos gêneros representada pelos seres humanos, o masculino coexiste com o feminino e, mesmo que muitos tentem preservar o status quo procurando o equilíbrio, o destino cósmico pede uma mudança qualitativa.

Estamos entrando em uma era dirigida pela inteligência superior do coração que, longe de ser emocional, é uma inteligência holística e abre os portais da percepção atemporal. Os ditames da Inteligência cósmica são, por um lado, um realinhamento que corresponde ao final do quinto ciclo maia e, por outro, uma transição para o ripo de sociedade que estabelecerá a Terra como Planeta da Paz no centro galáctico deste sistema. O raio feminino será o instrumento.

A mudança social vai ocorrer através da força feminina encarnada. O gênero masculino não é construído para isto. A mudança surge por meio da experiência da mulher, suas reverberações psicofísicas e sua ascensão à inteligência dinâmica do coração. Então, por reverberação, esta energia será amadurecida e, com a ajuda do gênero masculino, poderá ser implantada na Terra.

O homem não deixará de ser homem no sentido mais nobre do termo, mas, neste ciclo que se inicia, irá se descobrir em uma nova e mais gloriosa expressão como líder e mestre sensível.

Progressivamente, a conscientização feminina emitirá uma substância-qualidade-força coesiva que representará a rede da Mãe do Mundo. Do seu seio, nasceremos todos.

Sonia Milano

A mulher, a garganta, o clitóris e o despertar da Kundalini

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A mulher tem os mesmos direitos que o homem.

A mulher também chega a ser Adepta da Fraternidade Branca. Joana D’Arc é uma Mestra de Mistérios Maiores da Fraternidade Branca. H. P. Blavatsky, autora de A Doutrina Secreta, chegou ao Adeptado e é uma Mestra de Mistérios Maiores da Fraternidade Branca. Em quase todos os Templos de Mistérios encontramos muitas Damas-Adeptas trabalhando pela humanidade.

A mulher desperta sua serpente sagrada da mesma forma que o varão. A mulher que quiser despertar sua Kundalini tem de praticar a magia sexual com seu esposo.

As mulheres solteiras transmutarão por intermédio da mente, como já ensinamos em páginas precedentes. A alquimia sexual é a base fundamental da sabedoria do fogo.

O amor é o templo, e a matriz é o matraz do laboratório sexual. Nesse matraz da alquimia sexual combinam-se o Sal, o Enxofre e o Mercúrio para elaborarem, mediante um processo de combustões eróticas, a Pedra Filosofal do alquimista.

A Mulher, como o ATANOR da Alquimia, é a porta de entrada da Iniciação

No matraz sexual do nosso laboratório orgânico as explosões de fogo passional combinam certos arcanos etéricos, astrais, mentais, volitivos, conscientivos e divinos para preparar com o fogo ardente da sede erótica certos elementos ígneos, cujos princípios substanciais pertencem ao Íntimo.

A mulher, em estado de excitação sexual, acumula enorme quantidade de fogo elemental da natureza, que, ao se combinar com o magnetismo erótico do varão, gera certos poderes cósmicos, cujas terríveis explosões abrem as câmaras espinhais… A ebulição dos fogos passionais do homem e da mulher, em mútua combinação erótica, forma verdadeiras tempestades ardentes que perturbam a atmosfera e enlouquecem os tenebrosos que formam a escolta de cada câmara.
Essas entidades submersas assaltam o intrépido, defendendo fogos, cujos princípios sintéticos e transcendentais estão encerrados nas 33 câmaras internas da nossa coluna espinhal. Os tenebrosos defendem seus direitos e nos classificam de ladrões de poderes.

Este é o Mistério do Bafometo. A rosa elabora seu perfume do barro da terra e o verme rasteiro não gosta do jardineiro que o arranca do seu barro. Agora nossos discípulos compreenderão em que se baseiam os tenebrosos para qualificar de ladrões os alquimistas sexuais.

Cada câmara está fortemente defendida por legiões de tenebrosos. Há que se vencer os tenebrosos com o fio da espada para se tomar cada câmara de assalto. Agora os devotos do sendeiro entenderão por que o Cristo disse que o céu se toma por assalto.

Esses 12 Sais Zodiacais fervem ardentemente em nossas glândulas endócrinas durante os transes de alquimia sexual. Esses 12 Sais encerram os princípios seminais das 12 Constelações Zodiacais, cujos poderes ardentes atuam sobre os minúsculos laboratórios das glândulas endócrinas, ativando-se em particular a produção de hormônios do nosso sistema nervoso líquido.

A superexcitação de nossas glândulas endócrinas é acompanhada de gigantescas combinações ígneas dentro de nossos chacras e essências de nossos veículos internos.

A mulher excitada sexualmente tem o poder de transplantar os princípios sintéticos de seus 12 Sais à laringe do varão. Assim é como esse órgão adquire princípios hermafroditas que, mais tarde, dão ao Íntimo o poder de criar através da palavra.

A combinação de princípios ígneos entre homem e mulher está também intimamente relacionada com uma série de intercâmbios salinos que preparam a laringe feminina como órgão criador angélico.

O fogo ardente da superexcitação sexual dá origem a enormes e gigantescas combinações de princípios, cujo resultado sintético vem a ser a abertura das câmaras espinhais. Quanto mais forte for a contenção do ato, quanto mais violenta seja sua luta, mais potentes subirão os vapores seminais e mais terrível será à força de ascensão da Kundalini.

A chave do domínio sexual reside na mente. Domina-se a mente através da vontade.

Ao se refrear a violência passional, devemos açoitar a mente com o terrível látego da vontade, porque a guarida da mente do desejo está na mente. Falemos à mente assim: Mente, retira imediatamente esta excitação sexual. Esta fórmula permite-nos retirar a intensa paixão no momento preciso de se refrear o ato.

A união com o Íntimo torna-se possível somente com a alquimia sexual. Se pegarmos o corpo mental de qualquer estudante pseudoespiritualista teorizante e examinarmos detidamente, verificamos que é uma verdadeira biblioteca ambulante. Se em seguida examinarmos detidamente seu chacra Muládhara – a Igreja do cóccix –, verificaremos que a Kundalini está completamente encerrada ali… sem dar mostras do mais ligeiro despertar.

Se examinarmos o canal Sushumna desse estudante, não acharemos ali nem rastros do fogo sagrado. As 33 câmaras dele estão completamente cheias de trevas. Esse exame interno levar-nos-ia à conclusão de que dito estudante está perdendo lamentavelmente seu tempo.

A Kundalini é a verdadeira Arma das Guerreiras e dos Guerreiros da Luz

O fogo sagrado desperta quando os átomos lunares e solares do nosso sistema seminal fazem contato no osso do cóccix. Porém, se malgastamos nossos átomos solares com a ejaculação seminal, não há átomos solares suficientes para o contato que despertará o fogo. O estudante poderá ter o corpo mental convertido em verdadeira biblioteca, as 33 câmaras da sua coluna espinhal continuarão totalmente apagadas e nas mais profundas trevas. Conclusão: esse estudante é um habitante das trevas, do Abismo…

Impossível acender o fogo da Kundalini unicamente com átomos lunares do líquido encefalorraquidiano. Indispensável que os átomos solares do sistema seminal façam contato com os átomos lunares do líquido encefalorraquidiano para despertar o fogo sagrado.

Se gastarmos os átomos solares não teremos capital para fazer uma combinação atômica que permita o despertar da Kundalini através da alquimia sexual. A Kundalini é de natureza absolutamente sexual e só se a desperta através da alquimia sexual!

Se examinarmos detidamente a constituição interna de um místico, encontraremos um corpo da consciência, búdico, muito bonito e os éteres lumínico e refletor do seu corpo etérico muito luminosos. Como o místico comum e normal ejacula seu líquido seminal, quando se investiga seu chacra Muládhara, verificamos que a Kundalini mantém-se enroscada ali, sem dar mostras de querer despertar.

As 33 câmaras da medula espinhal do místico do nosso exemplo estarão repletas de trevas porque ali o fogo jamais passou. As boas obras, as obras filantrópicas, embelezarão seus éteres lumínico e refletor. A cultura livresca dará à sua mente rica erudição, porém, sua Kundalini não despertará porque ele não penetrou nos mistérios do fogo. Ainda que seja um homem bom e virtuoso, não passará de uma sombra boa, bondosa, por entre o frio e as trevas do Abismo.

Alguns sustentam que a Kundalini pode ser despertada através do ioga. Não negamos essa afirmação. Mas sustentamos que o autêntico iogue é totalmente casto. Se não fosse assim, os iogues não teriam capital atômico para despertar sua Kundalini. Vivekananda declarou em suas conferências de Raja Ioga que o iogue deve ser totalmente casto para converter sua força sexual em ojas (energia crística). Assim é como os iogues conseguem o despertar da Kundalini e a união com o Íntimo.

A alquimia sexual dos iogues está relacionada com os exercícios respiratórios e com certas práticas de meditação interna que jamais foram publicadas em nenhum livro impresso. Se um iogue fornicasse, não teria capital atômico suficiente para acender seus fogos espinhais; então, esse iogue perderia lamentavelmente seu tempo. As práticas de ioga são unicamente para aqueles que pertencem ao Raio Oriental.

Nós, gnósticos, temos a mulher como sacerdotisa da Bendita Deusa Mãe do Mundo. Há alguns que querem chegar à união com o Íntimo sem levar a Kundalini em consideração para nada. Esses estudantes estão completamente desencaminhados porque a união com o Íntimo só é possível através do fogo. Por isso, pôs-se sobre a cruz do Mártir do Calvário a palavra INRI (IGNIS NATURA RENOVATUR INTEGRAM: o fogo renova incessantemente a natureza).

És gnóstico? És místico? És iogue? Lembra-te, bom discípulo, que só podes entrar no Éden pela porta por onde saíste: esta porta é o sexo!

Dizem que há muitos caminhos. Nós, Mestres de Mistérios Maiores da Grande Loja Branca, afirmamos: só há uma porta para se entrar no Éden. Esta porta é o sexo!

Aqueles que não obedecem à ordem do Senhor Jeová, aqueles que seguem comendo a fruta proibida, são discípulos da doutrina de Baal. Para eles, como diz a Bíblia, será o lago ardente de fogo e enxofre que é a segunda morte.

O gnóstico deve amar intensamente a sua sacerdotisa. A mulher deve viver sempre cheia de harmonia e deve cultivar o sentido artístico. Conforme o fogo sagrado vai subindo pela medula espinhal da mulher, vai penetrando nos diversos salões do fogo e ela vai se cristificando.

A mulher deve refrear o ato sexual e retirar-se do varão antes do espasmo para evitar a perda seminal. Eis como a Kundalini desperta na mulher, da mesma maneira que no homem.

O magnetismo masculino, ao misturar-se com o magnetismo feminino, começa a despertar os fogos sagrados da mulher. A mulher deve cultivar a beleza, a música e o amor.

Despertemos em nós a culta majestade de nossa beleza interior. Permita-se que afirmemos a majestade de nosso saber. Sou uma árvore solitária. Sou a árvore da vida.

O casal unido gera intercâmbios poderosos de forças etéricas, astrais, mentais, causais e espirituais, capazes de gerar LUZ

Intercâmbio Magnético

Na cópula química, no coito metafísico, durante o Sahaja Maithuna, experimenta-se a máxima sensação erótica aos cinco minutos. Flamas dinâmicas, magnéticas, como ondeante mar de gás vermelho purpúreo, terrivelmente divino, rodeiam o casal durante o transe sexual. Tremendo instante é esse em que as correntes masculinas tentam unir-se com as femininas.

Com a pausa magnética criadora, estabelecem-se ritmos sexuais harmônicos e coordenados entre o homem e a mulher. Tal pausa contém, em si mesma, dois fatores básicos:

a) Determinado período de tempo inteligente e voluntariamente estabelecido entre cópula e cópula.
b) Desfrute prolongado do coito metafísico sem orgasmo, espasmo e sem a perda do licor seminal.

Para que o intercâmbio das forças magnéticas seja profundo, edificante e essencialmente dignificante, é urgente que os mais importantes centros do corpo façam contato de forma harmônica e tranquila.

O clitóris, que se acha encaixado entre ambos os lábios pequenos da vulva, representa o ponto mais sensível do organismo feminino. Qualquer clarividente iluminado poderá perceber as forças centrífugas magnéticas que iniciam sua marcha desde o clitóris. É, pois, o clitóris o ponto centrífugo magnético que provê a aura da mulher de convenientes correntes de energia.

Entretanto, nós devemos estudar tudo isto não de forma parcial, senão total; seria absurdo supor que o clitóris que se encontra ante a saída vaginal, separado desta pelo canal condutor da uretra, seja o único portador e gerador da superior sensação para o sexo feminino.

Devemos pensar e compreender que também o útero e partes isoladas do interior da vagina podem ser portadoras e geradoras da máxima sensação sexual. É inquestionável que o tecido cavernoso e os corpúsculos terminais se encontram no clitóris. Sem tais tecidos e corpúsculos, a idoneidade fisiológica feminina e a possibilidade de alcançar a máxima sensação sexual ficariam excluídas.

Depois do contato com o varão, o clitóris, provido de corpos cavernosos, entra em ereção, como o falo masculino, inflamando-se ao par. No instante extraordinário em que também incham os corpos cavernosos na região dos lábios da vulva, a entrada da vagina se reveste de uma espécie de acolchoado esponjoso que envolve, maravilhosamente, o falo masculino.

Quanto mais se umedece, agora, a entrada da vagina pela secreção glandular, tanto maior é a possibilidade de levar os finos condensadores magnéticos que ali se encontram situados a uma afinidade elétrica com o falo que, na organização da tensão do corpo humano, representa, por assim dizer, o emissor primário de energia, para intercambiar uma corrente alternada físico-psíquica.

(Texto retirado dos livros Rosa Ígnea e O Mistério do Áureo Florescer, de Samael Aun Weor)

Reflexões para o casal gnóstico

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Conversando com o Mestre Samael Aun Weor na sala de jantar de sua casa, declarei-lhe a intenção que tinha de casar com sua filha. Então ele me perguntou: “Você daria sua a vida por sua futura esposa?” Ao que lhe respondi que NÃO!, crendo ser sincero, pois não me dava conta, nesse tempo, da minha incompreensão…

Continuou me olhando e para evitar seu olhar, eu lhe perguntei: “Como um casal podia receber  conselhos provenientes d’Ele que pudessem servir para levá-los a um matrimônio perfeito, com pureza e santidade?”

O Mestre, respondendo com átomos de verdade, que nesta ocasião transcrevo para vocês, disse-me o seguinte:

– Veja, que não te aconteça o que a muitos irmãos que iniciam relação de casal venham buscar um benefício, uns por um benefício econômico, outros para completar o que lhes faz falta, outros por mil e outras coisas. É necessário analisar o que é que mutuamente podem contribuir para alcançar uma integração em um nível mais elevado…

– Mas, Mestre, como posso fazer se não conheço a meta final e me sinto com alguns temores?

O Mestre continuou dizendo-me:

– Não se trata de aprimorar, mas de se descobrir tanto na virtude quanto em seus egos, ou partes obscuras, que sempre afloram, permitindo assim trabalhar mutuamente com responsabilidade, honestidade e suma seriedade. Qual é a virtude mais alta? O Amor! Qual é o mais baixo? O ego que tivermos mais gordo. Essa é a luta de Davi contra Golias, e quem é Davi? A virtude do amor! Quem é Golias? O ego mais gordo que tivermos. Quando não está presente o Amor, estará presente o Ego, e quando o Ego não está presente, só há amor e felicidade, não é?

O primeiro objetivo de um casal deve ser a de se equilibrar nos assuntos materiais e se ajudar no superobjetivo da vida, que é a Autorrealização Íntima do Ser. O primeiro é descobrir o Ego no material, na vivência diária, e logo exaltar o Ser, desenvolvendo a capacidade de amar.

É muito romântico dizer: “Você é tudo para mim, sem você não sou nada, desde que você chegou eu creio no Amor…” Isso é dar à outra pessoa uma responsabilidade pesada, é pressionar o outro para que se ajuste a uma imagem programada na pessoa que nem sequer tem ideia dessa programação, ajustar-se a uma série de coisas que não são.

E ao viver o casal em seu esforço por amoldar-se nessa imagem implica sutilmente um ressentimento, uma queixa silenciosa, certa frustração que tardiamente impulsionam desde dentro os egos para que surjam e reclamem sua liberdade, a não ser o que lhe está sendo obrigado a ser.

É quando se começa o desgosto, o distanciamento, e se crê que a pessoa mudou de comportamento. É o momento em que podemos ver tal e qual são todos os nossos egos ou partes obscuras que têm ocultado o mais belo da relação que é a oportunidade de se aflorar o Amor.

Cada qual deve sentir-se completo e não buscar a ninguém para se completar.

Cada qual é pleno em si mesmo e não deve necessitar de ninguém mais para tornar integral, somente sim se vê no outro uma oportunidade de se descobrir a seus egos e virtudes.

Nossos anelos, pensamentos, sonhos, metas etc. não dependem do outro, devem depender da própria Alma para que tudo dependa de você e não condicionar a seu par (cônjuge) a ser como você queira que seja, posto que o amor autêntico é liberdade com veneração e respeito.

Mestre – interrompi – como deve ser então a relação de um casal gnóstico, algo especial?

– Ninguém é especial e todos são especiais. Santifique a sua relação e veja-a como sagrada, para aproveitar neste lapso de vida a oportunidade de se autorrealizar, sendo sincero, sem enganar a você mesmo.

A morte do ego e a criação dos seus corpos de luz não somente são a prática do Maithuna, mas são um todo integral com sua alegria, com amor e a verdade que compreenda e projete em teu viver diário, então estará recriando o que você já é como Alma.

Analise-se, você é o Ego ou é o Ser? Aumente de instante em instante sua porcentagem de consciência.

O casal são dois indivíduos que podem lograr a unidade, cada um deve preocupar-se por seus anelos. Como se encontra? Em que nível de Ser? Com que virtude conta? Que lhe falta?

Auto-observar a si mesmo com honestidade, sem condenação, sem justificação, somente observar. O que é que se quer realmente? O que é o que um deseja do outro? O que é que se obtém? Se se mantêm firme em sua meta? Que lhe diz a experiência de sua própria vida?

Cada um lutará por sua autorrealização, dando a seu (sua) companheiro (a) o direito como alma a sua própria determinação livre, não se centrando em fiscalizar o outro, castrando seu próprio livre-arbítrio, originando ciúmes destrutivos, obsessões, perseguições e fracassos.

A pessoa que ama de verdade está centrada na própria meta de sua vida, não importando o que o outra faça, tenha, diga, queira ou peça.

Só importa a criação que um faça de si.

Amar a si mesmo requer não rechaçar os nossos egos que temos descoberto, sem os compreender, conviver com eles e conhecê-los plenamente para poder eliminá-los.

Portanto, a pessoa não se condena e se considera digno de amar e ser amado.

Certamente, muitos creem amar, enganados por seu ego amam a seu ego, não a seu Ser, e o pior é que isso é o que projetam na outra pessoa.

A pessoa que se subestima, que sequer gosta de si mesma, pensa que ninguém a quer, quando lhe dá amor, o mal interpretam e perdem sua oportunidade de crescimento.

Para a pessoa que não gosta de si mesma nenhum amor lhe é suficiente, sempre vai querer mais, porque nela está a tristeza, a obscuridade, a amargura a qual inconscientemente a projeta.

Centre-se na sua parte mais elevada, encha-se de amor por sua companheira e por seus semelhantes, descubra a verdade em si mesmo, descubra a beleza em você, descubra a virtude em você, porque senão, não a encontrará em si jamais, nunca a encontrará fora de você ou em outra pessoa.

Todo gnóstico vem construir sua nave como a de Osíris, seu corpo de Luz, os corpos solares, para navegar, penetrando nos mundos subterrâneos, desatando os nós górdios da prova da Deusa Sawasvati, que guia os que abrem suas velas ao mar aberto ajudado pelos ventos alísios, para descobrir, para viver, para viver nossos sonhos, porém, despertos.

Seja sábio, ame profundamente a sua companheira, tomem decisões impregnados da mais alta manifestação do Ser que é o amor… E com o nível de consciência antes citado você pode chegar ao altar que edifica a mente e confere uma eterna juventude, como diz nosso ritual gnóstico, em busca de Luz e não somente prazer.

(Tony Maldonado, discípulo do VM Samael Aun Weor)

Magia do estoraque

6

Disse mais o Senhor a Moisés: Toma especiarias aromáticas, Estoraque e Onica, e Gálbano; estas especiarias Aromáticas e incenso puro de igual peso.
E disto farás incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, Temperado, puro e santo.
E dele, moendo, o pisarás, e dele porás diante do testemunho, na tenda da congregação, onde Eu virei a ti; coisa santíssima vos será. (Êxodo 30: 35)

O estoraque simboliza a sabedoria e a justiça.

O mantra dessa árvore é TOLIFANDO.

STYRAX OFFICINALIS VAR. REDIVIVUS

O departamento elemental do estoraque está intimamente relacionado com as atividades kármicas.

O departamento elemental do estoraque é dirigido pelos Senhores do Karma.

Os Senhores do Karma mantêm em seus livros o registro exato de todas as nossas dívidas.

Quando temos capital para pagar, pagamos e ficamos bem nos negócios.

Porém, quando não temos capital para pagar, temos inevitavelmente de pagar com dor.

Faz boas obras para pagar tuas dívidas.

Não somente paga-se carma pelo mal que se pratica, como também pelo bem que se deixa de fazer, quando se pode fazer.

Amor é lei, porém amor consciente.

Também pode-se pagar muito karma, cancelar muitas dívidas, com a prática da magia sexual porque o sangue do Cordeiro lava os pecados do mundo.

Também pode-se solicitar crédito aos Senhores do Karma, porém esse crédito tem de ser pago com o sacrifício pela humanidade.

Todas essas contas se ajustam com os Senhores do Karma… falando-se pessoalmente com eles nos mundos internos.

Samael Aun Weor

O caso Travis Walton

1

O filme Fogo no Céu baseou-se no estranho caso do americano Travis Walton.

Poucos casos de abdução geraram tanta controvérsia quanto o de Travis Walton no dia 5 de novembro de 1975, numa remota área do Arizona, nos EUA.

Travis Walton, na época com 22 anos, trabalhava como cortador de madeira juntamente com um grupo na Floresta Nacional de Apache-Sitgreaves, localizado ao lados das altas montanhas de Heber.

O líder do grupo, Mike Rogers, tinha sido contratado pelo Serviço Americano de Florestas para cortar 1.277 acres de arbustos em Turkey Springs. Além de Walton e Rogers, o grupo era composto por Ken Peterson, John Goulette, Steve Pierce, Allen Dalis e Dwayne Smith. Todos eram bem jovens, na faixa de 17 a 28 anos, e viviam em Snowflake, pequena cidade de Mormon.

O caso ocorreu, segundo depoimentos do próprio Walton, da seguinte maneira:

Eles trabalharam até as 18 horas quando começava a escurecer.

Dez minutos depois, os exaustos trabalhadores entraram na pick-up de Rogers e se dirigiram para sua cidade. Ele, Walton e Peterson, que não fumavam sentaram na frente.

Logo ele estava próximo do perímetro da luz que o objeto projetava no solo. Ele não percebeu à princípio que o objeto estava começando a emitir um som. Os homens na caminhonete ouviram uma espécie de “bip”. O UFO balançou em sua direção, aumentou o barulho e aí ele pôde ouvir.

Travis Walton, à época da abdução ufológica

De repente, um brilho apareceu atrás das árvores, a umas cem jardas deles. Enquanto a pick-up subia uma ladeira os homens ficaram em silêncio. Alguns metros à frente, a luz estava mais forte, mas ainda estava obstruída pelas árvores.

Então passaram por um local que não tinha árvores e puderam ver a fonte daquela luz. Era um objeto discóide muito brilhante, parado a 6 metros de altura de um pinheiro. Ele era dividido por linhas verticais escuras.

Roger estava parando a caminhonete quando Walton saltou do veículo e foi em direção do objeto. Mas tarde ele disse: “Repentinamente,  fui atraído por aquele UFO e ter uma visão mais perto. Eu fiquei com medo dele voar embora e eu perder a chance da minha vida de ver um disco voador”.

Quando seus amigos viram o que ele estava fazendo gritaram para que voltasse. Walton parou por um momento, e depois continuou.

Walton se abaixou atrás de uma pedra e quando quis voltar para a caminhonete sentiu um impacto como se tivesse sido atingido por uma alta descarga elétrica que o acertou principalmente no peito e na cabeça, mas podia sentir em todo o seu corpo.

Seus amigos puderam ver um raio de luz azul acertar Travis. Ele foi jogado para o alto e caiu a 3 metros de distância.

Aterrorizados, seus colegas fugiram em disparada. Roger estava dirigindo perigosamente sem saber se aquele objeto os estava seguindo. Quando já estava distante do local olhou para trás e viu que o UFO não estava mais lá. Um silêncio mortal tomou conta de todos. Depois todos começaram a falar ao mesmo tempo. Peter e Roger disseram que eles deveriam voltar e pegar Walton, mas alguns rejeitaram a idéia. Alguns minutos depois eles estavam voltando ao local do incidente. Procuraram por vários lugares mas nada encontraram.

As autoridades ficaram sabendo do incidente depois das 19h30, quando um o delegado da Polícia de Navajo, Chuck Ellison recebeu um telefonema de Peter dizendo que um dos amigos dele havia sumido. Após se encontrar com o grupo e ouvir a sua estória, Chuck notificou o xerife Marlin Gillespie.

Por 5 dias Travis Walton ficou desaparecido. Até mesmo os seus amigos foram suspeitos de tê-lo assassinado e inventado toda a estória. Para “limpar” seus nomes eles passaram pelo detector de mentiras e todos passaram. Finalmente Walton reapareceu.

De acordo com Travis, ele foi abduzido pelo UFO e tinha encontrado pequenos seres com grandes cabeças à bordo do objeto.

Ele viu 3 seres vestindo roupas justas alaranjadas na sua frente.

“Eles eram pequenos, bem pequenos e tinham uma cabeça bem grande sem cabelos. Pareciam com fetos. Eles não tinham cílios ou sobrancelhas. Seus olhos eram bem grandes. Escuros, marrons. Eles tinham cinco dedos em cada mão”.

Travis se levantou e gritou com os seres. Ele os empurrou e percebeu que eles eram bem leves. Então ele pegou um tubo cilíndrico que parecia feito de vidro e tentou quebrar a parte de cima para poder ameaçar os seres, mas o objeto era inquebrável. Os seres faziam sinais de “não” ou “pare” para ele, e então saíram por uma porta atrás deles.

Ele correu por um corredor e entrou numa sala redonda, que tinha somente uma cadeira no seu centro. Aproximou-se dela para ver se havia alguém sentado; então a luz diminuía, ele se afastava e a luz aumentava. Ele não pôde dizer como as paredes e o teto ficavam transparentes e logo se viu cercado de estrelas.

Havia um painel cheio de botões e uma tela com linhas verticais. Travis apertou alguns deles, mas nada aconteceu. Ele sentou na cadeira e puxou o painel para junto de si. As linhas verticais de moveram e ele levou um susto. As estrelas pararam de se mover como se estivessem congeladas.

Travis saiu da sala e andou pelo corredor. De repente uma porta se abriu e ele viu um ser de uns 2 metros parecido com um humano vestindo um capacete transparente. O ser era musculoso, tinha cabelos cumpridos loiros e vestia uma roupa justa azul.

O ser se aproximou de Travis que ficou lhe fazendo várias perguntas. Ele achou que o homem não respondeu nada por causa do seu capacete e pensou que estavam indo para um lugar onde ele poderia tirar o capacete e conversar. Levado pelo braço, ele foi em direção a um corredor. Depois de perguntar onde estavam indo, sem obter resposta, eles chegaram a um lugar que tinha uma brisa fresca, que se parecia com um hangar.

Eles finalmente foram a outra sala, onde Travis viu uma mulher e dois homens sentados na sala. Eles estavam vestidos igual ao ser que o acompanhava e como ele tinham feições e corpo perfeitos. A mulher tinha um cabelo mais comprido do que o dos homens. Eles não usavam capacetes. Ele chegou a perguntar “onde diabos estava”. Os seres somente olharam para ele com uma expressão serena. O ser que estava de capacete sentou Travis numa cadeira e saiu da sala.

Travis continuava a falar, e a mulher e um dos homens pegaram seus braços e colocaram numa mesa próxima, mas ainda com aquela expressão de compaixão e serenidade. Viu que eles não iriam responder a nada e então começou a gritar com eles. A mulher pegou um objeto que parecia uma máscara de oxigênio e colocou no nariz e boca de Travis, que perdeu a consciência e só acordou quando estava deitado perto de uma rua em Heber.

Travis ainda pôde ver o objeto se distanciando quando ele acordou no meio da estrada. Depois ele correu até um posto de gasolina e telefonou para a irmã de sua ex-esposa, pedindo que alguém fosse pegá-lo.

Travis também foi examinado no detector de mentiras, mas nada conseguiram provar. O dr. Gene Rosenbaum afirmou que: “Este jovem não está mentindo… ele realmente acredita naquilo”.

Walton ficou muito surpreso ao saber que ficou sumido por cinco dias.