Início Site Página 57

A santa unção gnóstica, ensinada pelo Anjo Aroch

1

Quando o Anjo Aroch, Anjo de Mando, me ensinou esta chave maravilhosa da Unção Gnóstica, também me ensiou a orar.

São indizíveis aqueles instantes em que o Anjo Aroch, na figura de um menino, ajoelhado e com as mãos unidas sobre o peito, levantou seus olhos puríssimos até os Céus…

Seu rosto parecia ser de Fogo naquele instante, e, cheio de Amor profundo, exclamava:

“SENHOR, SENHOR, NÃO ME DEIXES CAIR, NÃO ME DEIXES JAMAIS SAIR DA LUZ… etc.”

Logo, repartiu o Pão e o deu de comer, e pôs o vinho dentro de uma pequena jarra de prata. Serviu-o em alguns cálices e nos deu de beber…

(Samael aun Weor, Teurgia e Magia Prática)

Magia das aves

7

Repassando velhas cenas de minha longa existência, com a tenacidade de um clérigo na cela, surge Eliphas Levi.

Numa noite qualquer, fora da forma densa, invoquei a alma daquele que em vida se chamava Abade Alphonse Louis Constant (Eliphas Levi).

Encontrei-o sentado ante um antigo escritório, no salão augusto de um velho palácio. Levantou-se de sua poltrona, com muita cortesia, a fim de atender às minhas saudações.

Venho pedir-vos um grande serviço – disse. Quero que me dês uma chave para sair instantaneamente em corpo astral, cada vez que seja necessário.

“Com prazer” – respondeu o abade. “Porém, antes, quero que amanhã mesmo traga-me a seguinte lição: ‘O que é que existe de mais monstruoso sobre a terra?'”

Dá-me a fórmula agora mesmo, por favor. “Não! Traga-me primeiro a lição. Depois, com muita satisfação, dar-lhe-ei a chave.”

O problema que o abade me havia proposto transformou-se num verdadeiro quebra-cabeça, pois são tantas as coisas monstruosas que existem no mundo que, francamente, não encontrava a solução.

Andei por todas as ruas da cidade observando, tentando descobrir o que poderia ser mais monstruoso. Porém, quando acreditava tê-lo encontrado, surgia algo pior. De repente, surgia algo pior.

De repente, um raio de luz iluminou o meu entendimento e disse a mim mesmo: agora já posso compreender. a coisa mais monstruosa tem de estar de acordo com a Lei das Analogias dos Contrários, isto é: a antípoda do mais grandioso. Então, qual é a coisa mais grandiosa que existe sobre a dolorosa face deste aflito mundo?

Veio então a mim, translúcida, a montanha das caveiras, o Gólgota das Amarguras e o grande Cabir Jesus, agonizando numa cruz, por Amor a toda a humanidade doente. Exclamei então: O Amor é o mais grandioso que existe sobre a terra. Eureka! Descobri o segredo: o Ódio é a antítese do mais grandioso.

Estava patente a solução do complexo problema e eu devia pôr-me novamente em contato com Eliphas Levi. Projetar novamente o Eidolon (corpo astral) foi para mim uma questão de rotina, pois nasci com essa preciosa faculdade.

Se buscava uma chave especial, fazia-o não tanto por minha insignificante pessoa que nada vale, mas por muitas outras pessoas que anseiam pelo desdobramento consciente e positivo.

Viajando com o Eidolon ou duplo mágico, muito longe do corpo físico, andei por diversos países europeus, buscando o abade, porém não o encontrava em lugar algum. Repentinamente, senti uma chamada telepática e penetrei numa luxuosa mansão. Ali estava o abade. Entretanto, que surpresa!

Que maravilha! Eliphas Levi transformado em criança e no interior de seu berço. Um caso verdadeiramente insólito, não é verdade? Com profunda veneração e muito respeito, aproximei-me do bebê, dizendo:

– Mestre, trago a lição. O que existe de mais monstruoso sobre a terra é o Ódio. Quero agora que cumpras o que me prometeste. Dê-me a chave. Contudo, para meu assombro, aquele menininho calava-se, enquanto eu me desesperava, sem compreender que o silêncio é a eloquência da Sabedoria.

De vez em quando tomava-o em meus braços, desesperado, e suplicava-lhe. Porém, tudo em vão. Aquela criatura parecia uma esfinge do silêncio. Quanto tempo isto durou não sei, porque na Eternidade inexiste o tempo. O passado e o futuro irmanam-se dentro de um eterno agora.

Finalmente, sentindo-me defraudado, deixei aquela criancinha em seu berço e saí muito triste daquela antiga e nobre casa. Passaram-se dias, meses, anos, e eu continuava sentindo-me defraudado. Achava que o abade não havia cumprido sua palavra empenhada com tanta solenidade. Um dia, veio a mim a luz.

Recordei aquela frase do Cabir Jesus: “Deixai vir a mim as Criancinhas, porque delas é o Reino dos Céus”.

Disse a mim mesmo: agora, sim, entendi! É urgente, indispensável, reconquistar a infância na mente e no coração. “Enquanto não formos como criancinhas não poderemos entrar no reino dos céus.” Esse retorno, esse regresso ao ponto de partida original, não será possível sem antes morrermos em nós mesmos. A Essência, a Consciência, lamentavelmente está engarrafada dentro de todos esses agregados psíquicos, que em seu conjunto tenebroso constituem o Ego. Só aniquilando tais agregados sinistros e sombrios, pode a Essência despertar no estado de inocência primordial.

Quando todos os elementos subconscientes forem reduzidos a poeira cósmica, a essência será libertada e reconquistaremos a infância perdida. Disse Novalis: “A consciência é a própria essência do homem em completa transformação; o Ser primitivo celeste”.

Evidentemente, quando a Consciência desperta, o problema do desdobramento voluntário deixa de existir.

Após ter compreendido a fundo esses processos da psique humana, e o abade fez-me a entrega, nos Mundos Superiores, da segunda parte da Chave Régia. Compunha-se esta de uma série de sons mântricos, com os quais uma pessoa pode realizar conscientemente a projeção do Eidolon.

Para o bem de nossos estudantes gnósticos convém que estabeleçamos de forma didática, a sucessão inteligente destes mágicos sons:

a) Um silvo (assobio) longo e delicado, semelhante ao de uma ave;

b) Entoação da vogal E, assim: Eeeeeeeeee…, alongando o som com a nota RÉ, da escala musical;

c) Entoar a consoante R, assim: Rrrrrrrrrrrr…, fazendo-a ressoar com o SI da escala musical, imitando a voz aguda de uma criança. Algo assim como o som agudo de um pequeno moinho ou motor, demasiado fino e sutil.

d) Fazer ressoar o S de forma muito delicada, como um doce e silencioso silvo, assim: Sssssssssss

Esclarecimento: O item “a” consiste num silvo real e efetivo. O item “d” é apenas semelhante a um silvo.

Asana (ou postura)

O estudante gnóstico deve se deitar na posição do homem morto, isto é: em decúbito dorsal( de boca para cima). As pontas dos pés devem estar abertas em forma de leque e os calcanhares tocando-se. Os braços devem estar estendidos ao longo do corpo. Todo o veículo físico deve estar bem relaxado. Mergulhado em profunda meditação, o devoto deverá cantar muitas vezes os sons mágicos.

Elementais

Esses mantras encontram-se intimamente relacionados com o Reino Elemental das Aves. É ostensível que elas assistem ao devoto, ajudando-lhe eficazmente no trabalho do desdobramento. Cada ave é o corpo físico de um elemental e estes sempre ajudam ao neófito, sob a condição de uma conduta reta.

Se o aspirante espera ser ajudado pelo Reino Elemental das Aves, deve aprender a amá-las. Aqueles que cometem o crime de encerrar as criaturas do céu em abomináveis jaulas, jamais receberão essa ajuda.

Alimentai as aves do céu, transformai-vos em libertadores dessas criaturas. Abri as portas de suas prisões e sereis assistidos por elas.

Quando eu experimentei pela primeira vez a Chave Régia, depois de entoar os mantras, senti-me vaporoso e leve como se algo tivesse penetrado dentro do Eidolon. É claro que não aguardei que me levantassem da cama, pois eu mesmo abandonei o leito voluntariamente. Caminhei com desembaraço e saí de casa. Os inocentes elementais das aves amigas metidos dentro do meu corpo astral ajudaram-me no desdobramento…

(Samael Aun Weor, O Mistério do Áureo Florescer)

elemental-passaro-gnosisonline

Implantes extraterrestres

6

No dia 23 de fevereiro de 1998, o dr. Roger Leir e o terapeuta Derrel Sims (pesquisador de abduções) apresentaram, em uma das reuniões de uma organização ufológica, uma notícia fantástica.

Em agosto de 1995, o pesquisador Derrel Sims levou ao dr. Leir duas pessoas supostamente sequestradas por seres extraterrestres e que apresentavam indícios de possuírem implantes introduzidos em seus corpos.

Sequestros por ETs

Esses implantes foram cirurgicamente removidos imediatamente pelo dr. Leir. Os resultados iniciais apresentados podem ser a evidência que faltava para provar que os sequestros de humanos por alienígenas são uma realidade e não mera fantasia ou ficção.

O dr. Leir removeu três objetos implantados, sendo dois deles tirados de um único paciente. O terceiro objeto foi removido da parte superior da mão esquerda do segundo paciente. Essas pessoas não tinham o conhecimento de que possuiam esses implantes em seus corpos. Ambos os pacientes souberam dos objetos por meio de radiografias tiradas com outros objetivos.

Até aquele momento nenhum dos pacientes havia reclamado de dores nos locais dos implantes. Outro fator interessante é a inexistência de marcas de incisão para a colocação dos implantes.

Um forte campo magnético

Antes da cirurgia de remoção, o dr. Leir utilizou detectores de campo magnético e de metais com o objetivo de auxiliá-lo na exata localização dos implantes. Estranhamente, os objetos apresentavam um alto campo magnético. Os pacientes foram anestesiados para a remoção localmente com doses de anestesia suficientes para seis horas de operação.

Durante a cirurgia, o dr. Leir tocou um dos implantes que estavam alojados no dedo do pé do paciente, quando verificou uma estranha reação – o paciente aparentou levar um fortíssimo choque elétrico, pulando da mesa de cirurgia. O interessante é que os dois pacientes apresentaram este quadro, uma cirurgia muito dolorosa, apesar da quantidade suficiente de anestésicos. Essas respostas nervosas indicam que os objetos estariam ligados diretamente a uma ramificação nervosa.

Descrição dos objetos implantados

O primeiro objeto retirado tinha formato achatado triangular, aparentemente metálico e coberto por uma membrana densa de cor cinza. Imediatamente o dr. Leir tentou cortar esta membrana sem sucesso. Todos os objetos retirados tinham a mesma aparência. O interessante para o dr. Leir era a diferença entre a reação do corpo humano à presença de um objeto estranho qualquer com o que foi encontrado nestes dois casos.

Normalmente qualquer objeto estranho ao corpo é circundado por uma capa fibrosa com anticorpos que tentam destrui-lo, isolando o objeto e evitando uma possível infecção do organismo. No caso dos implantes, não existia esta isolação. Os objetos foram aceitos pelo organismo como se fizesse parte dele. Não possuíam a capa fibrosa normal, mas tinham uma capa rígida da cor cinza.

Os implantes foram levados para Houston (Texas) pelo sr. Derrel enquanto o dr. Leir mandava as amostras do tecido que circundava os objetos para um patologista. Para o seu espanto, o relatório recebido afirmava que não existia qualquer tipo de inflamação comum referente à reação do corpo quando um objeto estranho lhe é inserido.

….

Mais emocionante ainda

A membrana que envolvia os objetos possuia diversas terminações nervosas inexplicáveis.

Os objetos foram expostos à luz ultravioleta e mais uma vez apresentaram um estranho comportamento: passaram a brilhar com uma cor verde fluorescente.

Posteriormente os objetos foram secados ficando quebradiços, permitindo então que a membrana externa fosse retirada e enviada para análise.

O exterior do casulo era achatado e triangular e ao retirar a membrana apresentou duas cápsulas de aparência metálica e de cor preta, com o formato da letra “T”.

Testes iniciais da membrana externa mostraram que possuía composição idêntica ao próprio sangue do paciente.

Foram encontrados elementos de “queratina”, normalmente existente na pele, cabelos e unhas dos seres humanos.

Reflexão final

Segundo afirmações de ufólogos brasileiros renomados, podem existir, espalhados em todo o planeta, cerca de 50 milhões de pessoas com alguma espécie de implante, seja físico, seja energético.

Afinal, para que são inseridos esses implantes, com quais finalidades? Monitoramento a distância? Alteração dos níveis hormonais do hospedeiro? Controle e alteração de comportamentos, estados de humor e facilidade nos contatos telepáticos?

Ali Onaissi (Jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnLine)

Implantes Extraterrestres

http://www.youtube.com/v/cJLkJfolcS8

Casos Ufológicos

0

Vários casos do mundo todo narrados pelo Gnosis Online.

Casos Ufológicos – Histórias de acontecimentos
O Caso Travis Walton
O Caso Barney e Betty Hill
O Caso Elias Seixas
O Caso Herminio e Bianca Reis
O Caso Antônio Villas-Boas
Caso Dolores Barrios
Declaração de John Lear

 

Endocrinologia – Fígado

9

O fígado é a maior glândula do organismo. Está situado no lado direito, exatamente sob o diafragma. Possui uma cor pardo-avermelhada e pesa uns 1.800 gramas. O seu tamanho é de aproximadamente 22 centímetros de largura, 17 de comprimento e 10 através de sua parte mais larga.

O fígado é chamado pelos médicos como o “órgão dos cinco”. Os cabalistas sabem que cinco é o número de Geburah, o Rigor da Lei. Alguns místicos dizem que nós temos o Cristo crucificado no fígado. Não há dúvida que aí se encontra o assento dos apetites e desejos. Partindo deste ponto de vista, podemos dizer que temos Cristo crucificado no fígado.

Fígado de Bronze achado em Piacenza, Itália – Museu Cívico

Essa glândula possui cinco lóbulos admiráveis, cinco grupos de condutos harmônicos, cinco vasos sanguíneos maravilhosos e cinco funções básicas. Este número cinco do fígado nos recorda a Lei do Carma, que pesa sobre todas as ações filhas do desejo e de todo mal. No fígado de bronze encontrado nas ruínas de Piacenza estavam gravados os 12 signos zodiacais. Isto nos convida a pensar nos cinco do fígado.

Dizem que os antigos astrólogos prognosticavam consultando o fígado. Observavam-no e prognosticavam. Todo o zodíaco do “Microcosmo-homem” tem suas próprias leis e seus signos escritos no fígado. Cada lóbulo do fígado vem dar a unidade de toda a estrutura do fígado e dá a unidade de funções hepáticas. Quando o biólogo estuda a glândula hepática, pode comprovar que cada um é um fígado em miniatura. Os lóbulos do fígado são massas de células admiravelmente unidas por um maravilhoso tecido conjuntivo.

Possuindo cinco ou seis lados formosos e perfeitos, cada lóbulo tem seu próprio sistema de vasos diminutos e belos suas próprias células que segregam e seus próprios canais. Um grupo de pequeninos lóbulos hepáticos forma todo um lóbulo do fígado e os cinco lóbulos constituem o próprio fígado. Essa é a Lei dos Cinco. As células do fígado segregam a bílis, tão indispensável à digestão das gorduras. O fígado produz a glicose tão necessária para os tecidos. Esse trabalho da transformação do açúcar em glicose é uma obra admirável de Alquimia.

Existe certa secreção interna do fígado que coordena a transmutação alquímica da glicose em glicogênio e deste em açúcar. O fígado controla as calorias do organismo e produz em seu laboratório alquímico uma substância chamada Antitrombina, que é uma substância indispensável para a formação de coágulos sanguíneos.

Todas essas cinco funções do fígado são fundamentais para a vida do organismo. Ele está encarregado de queimar, em seu laboratório alquímico, todas as células velhas e gastas, formando resíduos que são eliminados facilmente.

A artéria hepática proporciona ao fígado todo o sangue que necessita. O tecido conjuntivo que envolve o fígado chega a penetrar dentro do próprio órgão e o separa em cinco divisões perfeitas. Cada pequeno lóbulo é como uma ilha rodeada de uma multidão de vasos sanguíneos. A veia portal leva sangue venoso ao fígado ramificando-se em múltiplos vasos. Cada pequeno lóbulo do fígado tem sua veia própria e cada uma de suas células encontra-se em um tecido rico de diminutos vasos sanguíneos.

Existem também pequenas veias intralobulares. Cada célula do pequeno lóbulo do fígado recebe sangue venoso proveniente do estômago, baço, pâncreas e intestinos através da famosa veia portal que, como um rio de vida puríssima, leva alimento ao fígado.

As pequenas ilhas de células do fígado recebem seu alimento sanguíneo das veias intralobulares. Nada permanece sem vida no fígado; tudo recebe vida. Cada uma dessas células é um verdadeiro laboratório alquimista encarregado de transmutar sabiamente o alimento em substâncias valiosíssimas para as demais células do organismo.

Todo o sangue transformado sai pelas veias intralobulares e passa ao interior de um vaso chamado Veia Central. Todas as veias centrais deságuam nesse grande rio caudaloso conhecido como Veia Cava.

figado

As células hepáticas que vivem no fígado são como pequenos operários conscientes e inteligentes que têm de transformar muitas substâncias em bílis para ajudar a digestão. A bílis permanece na vesícula biliar até quando se necessita, então é esvaziada na secção duodenal do intestino delgado.

Os sábios do Hindustão veem clarividentemente sair da glândula hepática uma flor de lótus maravilhosa. É o chacra hepático.

Voltar para Endocrinologia

Disfunções no trabalho do centro emocional

0

“Como poderia existir em nós o real sentimento de nosso verdadeiro Ser quando esses Eus estão sentindo e pensando por nós? O mais grave desta tragédia é que a pessoa pensa que está pensando, sente que está sentindo, quando é outro que em dado momento pensa com o nosso martirizado cérebro e sente com nosso dolorido coração.

Infelizes de nós: quantas vezes cremos estar amando e o que acontece é que outro dentro de nós mesmos, cheio de luxúria, utiliza o centro do coração! Somos uns infelizes, confundimos a paixão animal com o amor e, entretanto, é outro dentro de nós mesmos, dentro de nossa personalidade que passa por tais confusões!”

A transformação do Centro Emocional Inferior está intimamente relacionada com a não expressão de emoções negativas. Quando cometemos o erro de esquecer de nós mesmos e nos identificamos com o mundo dos sentido externos, novos eus vêm à existência e se fortalecem os que já vivem em nosso espaço psicológico.

No Plexo Solar ou Centro Emocional, sabiamente colocado pela Natureza na região do umbigo, os “agregados psíquicos” se expressam sentimentalmente, quase sempre com um sentimentalismo mórbido que a nada conduz.

Concretamente, as emoções negativas têm sua causa-raiz nas associações mecânicas e na identificação consigo mesmo e com os demais.

O animal intelectual olha a vida através das informações armazenadas nos Centros, e, quando um evento exterior não coincide com determinada informação, o resultado é uma emoção negativa. As ideias falsas que temos sobre nós mesmos provocam sempre emoções inferiores.

Quando alguém se identifica com essas falsas ideias, então ama demasiado a si mesmo, se autoconsidera e pensa que sempre tem se portado bem com fulano, com beltrano, com a mulher ou o marido, com seus filhos, e supõe que ninguém tem sabido apreciá-lo. Ou seja, a emoção negativa da autoconsideração conduz de maneira inevitável à autocomiseração.

É claro que a falsa educação, somada à pobreza espiritual, criou no animal intelectual formas estereotipadas de reagir, maneiras equivocadas de pensar e de sentir, mecanismos que se manifestam como pensamentos negativos e emoções inferiores.

A psicologia gnóstica ensina o método exato para transformar ou purificar o Centro Emocional e, a este respeito, assinala: “É necessário aprender a ver o ponto de vista alheio, precisamos aprender a nos colocar no lugar dos outros, é necessário aprender a receber com agrado as manifestações desagradáveis de nossos semelhantes”.

A presença de um sentimento negativo não deve ser condenada nem justificada, mas auto-observada em um ato de “recordação de si”. Quando fizermos isso, podemos então conhecer nossos estados equivocados de consciência.

A energia consciente, que se acumula com cada ato de “recordação de si”, cristaliza-se finalmente num Centro Permanente de Consciência, capacitando-nos a receber as influências do Ser através dos Centros Superiores (Intelectual e Emocional).

Mas se vivemos lamentando o perdido, chorando pelo que desprezamos, recordando os velhos tropeços e calamidades, sentindo piedade por nós mesmos, manifestando um amor-próprio exagerado, nos preocupando com o que os outros possam pensar de nós, nada poderá crescer em nosso interior, nunca podermos passar a um Nível Superior do Ser.

Na luta contra essas fraquezas, um preceito deve ser urgentemente posto em prática: “Se queremos nos modificar radicalmente, devemos sacrificar nossos próprios sofrimentos”.

Estabeleçamos uma exata diferenciação entre sofrimentos mecânicos e padecimentos voluntários. Os sofrimentos mecânicos apresentam-se por causa de nossa consciência adormecida, por nossa própria culpa, graças a nossos erros e defeitos psicológicos. Os padecimentos voluntários são aqueles que o aspirante gnóstico impõe a si mesmo, para poder aniquilar o Ego animal, para alcançar a Alta Iniciação e “perder-se no Ser”.

As pessoas que trabalharam muito na vida sem obter o que desejam, aqueles que sofreram muito e que obviamente se sentem enganados, os que pensam que a vida lhes deve aquilo que nunca foram capazes de conseguir, normalmente sentem uma tristeza interior, uma sensação de monotonia e tédio espantosos, um cansaço íntimo ou frustração em cujo redor se amontoam os pensamentos.

O sentimento de que nos devem honras e satisfações, a dor que sentimos pelos males que outros nos causaram etc., detêm todo o progresso interior da Alma. Os que são incapazes de sacrificar seus próprios sofrimentos criam diariamente Eus muitos perversos, Eus ressentidos, Eus que odeiam e estão muito perto da maldição. Pessoas assim, incapazes de sacrificar os sofrimentos mecânicos, estão de fato “mortas” para o trabalho esotérico, fecham o caminho para Autorrealização do Ser.

Em nossa tão cacarejada civilização moderna, a humanidade inteira vive identificada com as emoções inferiores, a ponto de não poder existir sem elas. As emoções inferiores constituem-se hoje numa enfermidade terrível e difícil de curar.

Por isso, o aspirante gnóstico não deve admitir sentimentos de vingança, ressentimento, ansiedades pelos males que outros lhe tenham causado ou emoções negativas de violência, inveja, ciúmes, medo, desconfiança de si mesmo e dos demais etc.

Só assim, sacrificando nossos próprios sofrimentos, poderemos conseguir o objetivo fundamental dos estudos gnóstico, isto é, converter-nos em seres diferentes.

Para Saber Mais:
Os cinco Centros e suas disfunções
Disfunções no trabalho do centro intelectual
Disfunções no trabalho do centro motor
Disfunções no trabalho do centro instintivo
Disfunções no trabalho do centro sexual
Como acessar o centro emocional superior

Magia do sassafrás

3

(Sassafras officinale, Laurus sassafras)

Recordo, lá pelas primeiras épocas da América do Sul, um acontecimento muito interessante em relação com o sassafrás.

Certo indígena da mesma tribo a que eu pertencia, se encheu de ciúmes por sua mulher à qual ele amava, e chegou até pensar que eu, SAMAEL AUN WEOR, a estava quitando.

Recordo claramente que indo por um caminho me encontrei com o marido dessa mulher, e ele ao ver-me, cheio de horríveis ciúmes intentou atacar-me agressivamente, mas se conteve, resolveu o homem pôr o caso em mãos do cacique da tribo.

Eu era o médico-mago da tribo, e por isso conhecia a fundo a magia dos vegetais, e em vista do “escândalo”, optei por defender-me com o elemental do sassafrás. Antes que o sol do dia seguinte iluminasse o horizonte, muito cedo me dirigi ao bosque em companhia da mulher por cuja causa era o escândalo.

Também me acompanharam alguns índios, e depois de localizar a planta chamada sassafrás (na costa atlântica da Colômbia, Mateo e Moreno), a bendisse, roguei ao elemental o serviço desejado e arranquei a planta de raiz muito rapidamente.

Esta planta serve para acabar com escândalos. Logo triturei a planta e lhe extraí o sumo, o qual deu a beber à mulher por cuja causa era o escândalo; bebi também da planta, enquanto meus companheiros nos observavam silenciosos…

Em seguida cravei no tronco do sassafrás uma espinha, me ajoelhei frente a ele, e concentrei a mente intensamente na espinha ordenando-lhe ao elemental do sassafrás trasladar-se donde o cacique e dominá-lo com seus poderes. Ao tempo que assim trabalhava, pronunciava o mantra ou palavra mágica do sassafrás: PARILLA-PARILLA-PARILLA*.

Então o elemental do sassafrás se trasladou donde o cacique, e deu voltas ao redor dele, pronunciando seus encantamentos mágicos. Logo penetrou no sistema cerebrospinal do cacique, o dominou totalmente, e o saturou com átomos de amor, luz e harmonia.

Quando ao outro dia me apresentei ante o trono do cacique, já este estava a favor, e então falei em forma arrogante e altaneira: ¿para que me haveis chamado? Tu não podes contra mim. O cacique respondeu: basta de escândalos, podeis retirar-vos, tu nada deves. E assim foi como passou aquele penoso incidente.

O elemental do sassafrás usa túnica de cor amarelo-ouro resplandecente, é muito inteligente, tem um rosto formoso e seus olhos, são de cor castanho claro.

O sassafrás mesclado com sumo da planta chamada sansiviera e bálsamo Fioraventi, se usa em cataplasma para combater as nevralgias. O sassafrás é também diurético e depurativo, mas há que colhê-lo na aurora, com o astro da manhã, pois esta planta é venusiana.

*Nota do Gnosisonline: Pronuncia-se PARILHA… PARILHA… PARILHA…

Samael Aun Weor – Tratado de Medicina Oculta e Magia Prática (Clique aqui)

A busca da Verdade e a educação

4

A via-crúcis da nossa miserável existência começa na infância e na juventude, com muitas torções mentais, tragédias íntimas em família, contrariedades no lar e na escola etc.

É claro que, na infância e na juventude, salvo raras exceções, todos estes problemas não chegam a nos afetar de forma realmente profunda; porém, quando nos tornamos pessoas adultas, começam as interrogações: quem sou? De onde venho? Por que tenho de sofrer? Qual é o objetivo desta existência? Etc. etc. etc.

No caminho da vida, todos nós fizemos estas perguntas. Todos nós alguma vez quisemos investigar, inquirir ou conhecer o porquê de tantas amarguras, dissabores, lutas e sofrimentos, mas infelizmente sempre terminamos engarrafados em alguma teoria, em alguma opinião, em alguma crença, no que nos falou o vizinho, no que nos respondeu algum velho decrépito etc.

Perdemos a verdadeira inocência e a paz do coração tranquilo. Por isso, não somos capazes de experimentar diretamente a verdade em sua forma mais crua. Dependemos do que os outros dizem e é claro que vamos pelo caminho equivocado.

A sociedade capitalista condena radicalmente os ateus, os que não creem em Deus.

A sociedade marxista-leninista condena os que acreditam em Deus. Mas, no fundo, as duas são a mesma coisa, questão de opiniões, caprichos das pessoas, projeções da mente. Nem a credulidade, nem a incredulidade, nem o ceticismo significam haver experimentado a Verdade.

verdade1

A mente pode se dar ao luxo de acreditar, duvidar, opinar, fazer conjecturas etc., mas isso não é experimentar a Verdade.

Também podemos nos dar ao luxo de crer no sol, ou de não crer nele, e até de duvidar dele, mas o astro rei seguirá dando luz e vida a todo o existente, sem que nossas opiniões tenham a menor importância para ele.

Por trás da crença cega, por trás da incredulidade e do ceticismo, escondem-se muitos matizes de falsa moral e muitos conceitos equivocados de falsa respeitabilidade à cuja sombra o Eu se fortalece.

A sociedade capitalista e a sociedade comunista têm, cada uma ao seu modo e de acordo com seus caprichos, preconceitos e teorias, seu tipo especial de moral.

O que é moral dentro do bloco capitalista é imoral dentro do bloco comunista e vice-versa.

A moral depende dos costumes, do lugar e da época. O que num país é moral em outro é imoral, e o que em uma época foi moral em outra época é imoral. A moral não tem valor essencial algum. Analisada a fundo, vê-se que é cem por cento estúpida.

A Educação Fundamental não ensina moral. A Educação Fundamental ensina uma ética revolucionária e é disso de que necessitam as novas gerações.

Desde a noite aterradora dos séculos, em todos os tempos, sempre houve homens que se afastaram do mundo para buscar a Verdade.

É absurdo afastar-se do mundo para buscar a Verdade porque ela se encontra dentro do mundo e dentro do homem, aqui e agora.

A Verdade é o desconhecido de momento a momento, e não é separando-nos do mundo nem abandonando nossos semelhantes como poderemos descobri-la.

É absurdo dizer que toda Verdade é meia verdade, ou que toda verdade é meio erro.

A Verdade é radical. Ela é ou não é. Ela jamais pode ser pela metade, jamais pode ser meio erro.

verdade2

E absurdo dizer que a Verdade é do tempo e o que em um tempo foi, em outro tempo não o é.

A Verdade nada tem que ver com o tempo. A Verdade é atemporal. O Eu é do tempo, e, por isso, não pode conhecer a Verdade.

É absurdo supor verdades convencionais, temporais ou relativas. As pessoas confundem os conceitos e opiniões com isso que é a Verdade.

A Verdade nada tem que ver com as opiniões, nem com as assim chamadas verdades convencionais, porque estas são unicamente projeções intranscendentes da mente.

A Verdade é o desconhecido de momento a momento, e só pode ser experimentada na ausência do Eu Psicológico.

A Verdade não é questão de sofismas, conceitos ou opiniões. A Verdade só pode ser conhecida através da experiência direta.

A mente só pode opinar e as opiniões nada têm a ver com a Verdade. A mente jamais pode conceber a Verdade.

Os professores e professoras de escolas, colégios e universidades devem experimentar a Verdade e apontar o caminho aos seus discípulos e discípulas.

A Verdade é questão de experiência direta, e não questão de teorias, opiniões ou conceitos.

Podemos e devemos estudar, mas é urgente experimentar, por nós mesmos e de for

ma direta, o que há de verdade em cada teoria, conceito, opinião etc. etc.

verdade3

Devemos estudar, analisar, inquirir, mas também precisamos, com urgência improrrogável, experimentar a Verdade contida em tudo aquilo que estudamos.

É impossível experimentar a Verdade enquanto a mente se encontra agitada, convulsionada ou atormentada por opiniões contraditórias.

Só é possível se experimentar a Verdade quando a mente está quieta, quando a mente está em silêncio.

Os professores e professoras de escolas, colégios e universidades devem ensinar a alunos e alunas o caminho da meditação interior profunda.

O caminho da meditação interior profunda nos conduz até a quietude e silêncio da mente.

Quando a mente está quieta, vazia de pensamentos, desejos, opiniões etc., quando a mente está em silêncio, advém a nós a Verdade.

Samael Aun Weor, Educação Fundamental

Os Sete Vales

0

(“MINHADJ UL-‘A’BIDÎN”, Método dos servo-adoradores (de Alláh), do imám Abú Hamid al-Ghazzali (1058-1111)

Sabei, irmãos meus, que a adoração (‘ibádat) é o fruto do conhecimento, o benefício da vida e o capital dos virtuosos. É propósito e objetivo dos homens de nobres aspirações terem uma aguda compreensão interna. É seu bem supremo e seu paraíso eterno. “Eu sou vosso Criador”, disse Alláh no Alcorão. “Adorai-me. Tereis vossa recompensa e vossos esforços serão reconhecidos”.

A adoração é então essencial para o homem, porém está bloqueada por dificuldades e problemas. Há obstáculos e armadilhas em seu tortuoso caminho, cheio de assassinos e djinns (gênios), a ajuda é escassa e poucos são os amigos. Este caminho de adoração deve ser perigoso, pois disse o Profeta (saw), “o Paraíso está rodeado de sofrimentos e coberto de tribulações; e o inferno, do gozo fácil e gratuito das paixões”. Pobre ser humano! É fraco, seus compromissos são pesados, os tempos são duros e a vida é curta; porém, a viagem daqui para lá é inevitável e, se esquece de levar as provisões necessárias, seguramente perecerá. Meditai sobre a gravidade da situação e a seriedade de nosso estado. Certamente nossa sorte é penosa, pois muitos são os chamados, porém poucos os escolhidos.

Quando percebi que o caminho da adoração era muito difícil e perigoso, escrevi certos trabalhos, principalmente o Ihya ‘ulum id-din (“Revivificação das ciências da religião”), em que indiquei os meios para se superar as dificuldades, enfrentando valentemente os perigos e percorrendo o caminho com êxito. Porém, algumas pessoas ao verem o sentido externo de certas expressões da minha obra, não entenderam o seu significado e propósito, e não só rechaçaram o livro (durante a vida de al-Ghazzali, o livro foi publicamente queimado pelo qádí-l-qudát – o juiz dos juizes – Abenhamdin, na cidade de Córdoba, na Espanha muçulmana), como ainda o trataram de uma maneira imprópria para um muçulmano. Porém, não me desencorajei, pois eram pessoas que ridicularizariam o Sagrado Alcorão, chamando-o “Histórias dos antigos”. Não me ofendi porque senti pena deles, que não sabiam o que faziam a si mesmos.

Odeio as disputas, mas me senti no dever de fazer algo por eles. Então, por compaixão aos meus irmãos, orei a Alláh para que me iluminasse sobre a questão de outro modo.

Sabei então que, o primeiro passo para que o homem desperte de sua própria inércia e tome a decisão de seguir o caminho, é a graça de Alláh que move a mente a meditar assim. “Sou abençoado com tantos dons, a vida, o poder, a razão, a fala e me acho misteriosamente protegido de muitos males e moléstias. Quem é meu Benfeitor? Quem é meu Salvador?”

Devo ficar-lhe agradecido da maneira apropriada ou os dons me serão tirados e estarei perdido. Estes dons revelam seu propósito como ferramentas nas mãos de um artesão e o mundo me parece um belo quadro que guia meus pensamentos até o pintor.

A fala consigo mesmo o leva ao Vale do Conhecimento, onde a fé implícita no Mensageiro Divino lhe ensina o caminho dizendo-lhe: O Benfeitor é o Ser Único que não tem parceiros. É teu Criador Onipresente, ainda que invisível, cujos Mandamentos devem ser obedecidos tanto interna quanto externamente. Ele ordenou que o bom seja recompensado e o mau castigado. A escolha é sua, pois o único responsável pelas tuas ações é você mesmo. Adquire conhecimento sob a direção de um ‘Alim (erudito, sábio) temeroso de Alláh, com uma convicção sem titubeios. Quando cruza o Vale do Conhecimento, o homem prepara-se para a adoração, porém, sua consciência culpada o recrimina dizendo “Podes golpear a porta do Santuário? Fora com tuas abominações contaminantes!”

O pobre pecador cai no Vale do Arrependimento quando ouve uma voz dizendo “Arrepende-te, arrepende-te, pois teu Senhor perdoa”.

Então se entusiasma e, levantando com alegria segue adiante.

E entra no Vale cheio de tropeços, sendo quatro os principais: o mundo, as pessoas atraentes, o velho inimigo shaitan (satanás) e um ego desmedido. Que tenha quatro antídotos para superar as dificuldades. Que escolha a vida retirada, que evite mesclar-se com toda a classe de pessoas, que combata o antigo inimigo e guarde seus domínios com as rédeas da piedade.

Que se recorde que as quatro contraforças devem enfrentar outras quatro moléstias psicológicas, isto é:

1. Ansioso cuidado sobre o pão de cada dia, como resultado de seu retiro;
2. As dúvidas e ansiedades sobre assuntos particulares que perturbam a paz da mente;
3. As preocupações, privações e indignidades por falta de contato social, pois quando o homem quer servir a Alláh, satanás o ataca aberta e secretamente por todos os lados;
4. Os acontecimentos desagradáveis e sofrimentos inesperados como resultado do destino.

Estes problemas psicológicos levam o pobre adorador (‘abid) ao Vale das Tribulações. E, nesta dificuldade, que o homem proteja-se:

1. Dependendo de Alláh quanto a seu sustento;
2. Invocando Sua ajuda quando se sente desprotegido;
3. Com a paciência (sabr) nos sofrimentos;
4. Pela prazerosa submissão a Sua Vontade.

Ao cruzar este temível Vale das Tribulações, o homem pensa que a situação não será fácil, porém, para sua surpresa, percebe que o serviço não é interessante, que as orações são mecânicas e que a contemplação não é prazerosa. É indolente, melancólico e estúpido.

Assombrado e perplexo, entra no Vale dos Trovões. O relâmpago da esperança o cega e cai tremendo quando ouve o som ensurdecedor do trovão do Temor. Seus olhos cheios de lágrimas imitam as nuvens e seus pensamentos puros brilham como o relâmpago. Em um momento, o mistério da responsabilidade humana com sua recompensa pelas boas ações e castigo pelas más, é desvendado.

Daí em diante, sua adoração não será glorificação fingida, e seu trabalho diário não será penoso. Elevando-se, viajará nas alas da Esperança e do Temor. Com o coração alegre e com profundo desejo segue adiante quando, o Vale Abismal apresenta sua temível visão. Ao olhar profundamente a natureza de suas ações, percebeu que aquelas que eram boas, se realizavam pelo desejo de ganhar a aprovação de seus congêneres, ou eram simplesmente resultado de vanglória.

De um lado, viu a Hidra de muitas cabeças (A serpente aquática dos antigos gregos, que tinha muitas cabeças que ao serem cortadas, eram substituídas por outras novas) da hipocrisia, e de outro, a feiticeira Pandora do orgulho com sua caixa aberta (Na mitologia grega, uma bela mulher a quem Júpiter deu uma caixa que continha todos os males da humanidade; ao ser aberta, aqueles se espalharam pela Terra). Desesperado, não sabe o que fazer quando! O Anjo da Sinceridade emergiu da profundidade de seu coração e segurando-o pelo braço o levou através do Vale.

Expressando sua gratidão pelo favor Divino, seguia adiante quando os pensamentos dos diversos favores recebidos por seu indigno ser e sua capacidade de fazer justiça plena com ações de graças o oprimiu.

Este era o Vale dos Hinos onde, mortal como era, fez o possível para contar em glorificação ao Ser Imortal. A Mão Invisível da Misericórdia Divina abriu então a porta do Jardim do Amor, e o fez entrar em corpo e alma, já que ambos haviam feito sua parte direta e indiretamente. Aqui termina a viagem. O adorador vive agora entre seus iguais como viajante, porém seus coração vive n’Ele esperando o momento de cumprir a última ordem, “E tu, ó alma em paz, retorna ao teu Senhor, satisfeita (com Ele) e Ele satisfeito (contigo)! Entra no número dos Meus servos! E entra no Meu jardim!” (Al-Qur’an, al-Fadjr, LXXXIX, 27 a 30).

Magia da sálvia

18

A Bíblia nos relata inumeráveis casos de possessos. A sálvia e a arruda eram muito utilizadas na Idade Média para combater as más entidades que obsedavam os possessos: estas plantas as utilizavam em forma de sufumigações.

A sálvia é uma das plantas mais eficazes para combater esses casos em que uma entidade maligna se apossa do corpo de uma pessoa, a obsessa até enlouquece.

O elemental da sálvia usa túnica de cor amarelo-pálido e tem o maravilhoso poder de sanar os possessos. Esta planta se há de colher de noite, primeiro se bendiz, e logo se colhe de raiz e por surpresa.

Há que macerar a planta e dar de beber o sumo ao possesso; também se pode esfregar as folhas na água e dar-lhe de beber dela.

A sálvia possui inúmeros benefícios terapêuticos e nutricionais, mas também mágicos, como a limpeza áurica e a desobsessão

Há de se queimar a planta e defumar com ela o possuído; os fumos da planta devem envolvê-lo.

Deve-se conjurar a má entidade com algum exorcismo. Antigamente se usava para isso uma camândula feita de peças largas de vidro e o exorcismo de um livro secreto, hoje pode rezar-se a Conjuração dos Quatro:

Caput mortum imperet tibi dominus, per vivum et devotum serpentem. Cherub imperet tibi dominus per Adam Jot-Chavah.
Aquila errans imperet tibi dominus per alas tauri.
Serpens imperet tibi dominus Te-tra-gram-ma-ton per angelum et leonem.
Michael, Gabriel, Raphael, Anael.
Fluat udor per espiritum Elohim.
Maneat terra per Adam Jotchavat.
Fiat firmamentum per Iahuvehu-Zebaoth.
Fiat judicium per ignem in virtute Michael.
Anjo de olhos mortos, obedece ou dissipa-te com esta água santa.
Touro alado, trabalha ou volta à terra se não queres que te aguilhoe com esta espada.
Águia encadeada, obedece ante este signo ou retira-te ante este sopro.
Serpente móvel, arrasta-te a meus pés ou serás atormentada pelo fogo sagrado, e evapora-te com os perfumes que eu queimo.
Que a água volva à água, que o fogo arda, que o ar circule, que a terra caia sobre a terra, pela virtude do pentagrama que é a estrela matutina, e em o nome do Tetragrama que está escrito no centro da Cruz de Luz.
Amém.

É necessário sentar o obsedado em uma sala e pintar no solo um círculo com carvão ao redor do “possesso”. Também se deverá pintar no umbral, com carvão, no solo o signo do Tetragrammaton, ante o qual fogem aterrorizadas as colunas de demônios.

(Saiba mais sobre o Pentagrama Esotérico e como adquiri-lo,
clicando na imagem abaixo.)

pentagrama 3,5-500x500

Os dois vértices da estrela de cinco pontas do pentagrama irão para fora do aposento, e o triângulo superior irá do lado de dentro da habitação.

O mago deverá magnetizar o paciente com a firme vontade de tirar a entidade obsessora, mas jamais hipnotizar o possesso, porque o hipnotismo é pura e legítima magia negra. O mago deverá conjurar a entidade obsessora com o império de todas as suas forças, e deverá ter em suas mãos uma espada ou um punhal de cabo novo, para ordenar imperiosamente à entidade perversa a fim de que esta aterrorizada, abandone o corpo de sua vítima.

Se ordenará ao elemental da sálvia tirar a má entidade fora do corpo da vítima, e custodiá-la por tempo indefinido. Já livre a vítima da entidade perversa que a obsedava, é necessário aprisionar a entidade perversa para evitar que esta regresse novamente à sua vítima, e então tocará ao médico mago praticar na seguinte forma:
Bendisse ao cipó de cadeia, e ordene-lhe encerrar a perversa entidade.

Cortem-se dois cipós e ponham-se no solo em forma de cruz. Logo trace-se um círculo no solo ao redor da cruz para formar nosso famoso círculo Gnóstico da cruz dentro do círculo da eternidade.

O mago caminha logo por cima do círculo traçado no solo, começando de sul a norte, para regressar novamente ao sul. Se deve seguir o curso do círculo caminhando por seu lado direito. Os cipós de cadeia que formam a cruz, marcarão o sul e o norte, o oriente e o ocidente; estarão pois, colocados de acordo com os quatro pontos cardinais da terra.

O elemental da Sálvia usa túnica amarelo-pálido e é poderoso para limpeza astral (defumação) e desobsessão
O elemental da Sálvia usa túnica amarelo-pálido e é poderoso para limpeza astral (defumação) e desobsessão

Ao terminar sua volta ao redor do círculo, e como já dissemos, conservando sua direita, o mago atravessará o círculo pelo centro, de sul a norte, depois de cortar o centro do cipó em duas ramas em forma horizontal.

Depois de chegar ao norte do círculo, o mago se encaminhará até ao Este do círculo, conservando em seus passos sempre o lado direito, e uma vez ali, cortará o outro cipó na mesma forma do primeiro, e logo atravessará resolutamente o círculo de Este a Oeste, afastando-se logo sem olhar para nenhuma parte; no centro do círculo ficará encerrada a entidade perversa, e assim nesta forma dita entidade não pode regressar a sua antiga vítima.

O elemental do cipó de cadeia usa túnica amarela e é muito inteligente. Silencioso observa o ritual, e logo dá voltas ao redor do círculo, pronunciando seus encantamentos mágicos para aprisionar a entidade perversa. A seguinte figura nos apresenta os passos do mago ao atravessar o círculo:

As setas grandes indicam os passos do mago ao atravessar o círculo, e as pequenas nos indicam que o círculo há que caminhá-lo conservando a direita.

Hoje em dia os “possessos” vão ao manicômio, porque os tontos científicos da época são grandes charlatães que ignoram estas coisas. Com esta chave muitos possessos poderão salvar-se do manicômio, onde morrem sem que aos médicos psiquiatras, de quem tanto se alardeia diz-se que por seus avançados métodos, se lhes ocorra indagar a causa.

Existem por aí muitos espiritistas “chanfrados”, teosofistas mórbidos e rosacrucistas enfermos, que vivem comodamente nas grandes cidades e criticam o autor da presente obra seus profundos estudos sobre Elementoterapia.

Mas nenhum deles teve a paciência de internar-se na selva para investigar os elementais vegetais. Que cômodo e que saboroso é criticarem sentados e tranquilos, sem se insolar nem se desvelar na selva, sem suportar formigas, nem peçonhas, nem venenos de ofídios!

Esses tais supertranscendidos são “parasitas” que vivem devorando a sabedoria que os magos adquirem com supremos sacrifícios, e a devoram não para compreender e sim para atraiçoar; o mundo está cheio de parasitas sociais e críticos estultos.

Pensam esses supertranscendidos espiritistas e espiritualistas, que é mau estudar os elementais vegetais, sem dar-se conta ditos estultos, que os elementais vegetais são anjos inocentes, e que na Época de Vênus serão homens, e mais tarde anjos virtuosos, Pitris solares e Dhianis divinais.

Os Gnósticos sabemos muito bem que os elementais das plantas serão os homens do futuro.