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Mensagem às Damas Gnósticas

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Vendo e analisando profundamente o caso das mulheres, dirijo-me a elas com o fim de arrancá-las desse estado ou desse complexo em que se encontram hoje em dia.

Resulta claro e preciso que a mulher, ante o homem, não é deficiente em nenhum sentido. É o complemento do varão, e o varão por sua vez é o complemento da dama. Por isso se unem casais: para criarem.

De modo que o complexo das mulheres é porque nós, “os machistas”, o criamos através dos séculos. Equivocadamente dizem que a mulher é lunar e que o homem é solar. Isso é falso, porque a mulher é tão lunar quanto o homem, que não tenham criado seus Corpos Solares.

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Tanto direito tem o varão como a dama à sua Liberação e tem as mesmas possibilidades: a mulher com seu corpo feminino pode chegar à Liberação, a converter-se em uma grande Hierarquia.

Isso de que deve desencarnar e vir num corpo masculino para poder liberar-se é falso. Isso é falso.

Conheço muitas Hierarquias que se levantaram com seu corpo feminino e hoje são grandes Hierarquias, que ajudam e trabalham pelo bem da Humanidade.

Este é um chamado que faço às damas para que despertem desse complexo e se “encham de energia”, a trabalhar com os Três Fatores.

Uma dama que cria seus Corpos Solares é um Grande Mestre ante a Loja Branca; não importa o corpo que tenha. Deixa de ser lunar e passa a ser solar. O mesmo que o varão que não tenha criado seus Corpos Solares, é lunar, pertence à parte “feminina” porque não criou seus Corpos Solares.

Faço essa aclaração pelo bem de toda a irmandade gnóstica, tanto homens quanto mulheres, para acabarmos de vez com esse equívoco tão grave que há contra a mulher.

Aconselho às damas gnósticas que trabalhem com o Fator Morrer em suas casas: lidando com seus filhos, com seu esposo, com os problemas da casa… Podem estar trabalhando definitivamente bem com o Morrer.

O Nascer, pois, já o sabem que sim, podem trabalhar; e o sacrifício pela Humanidade, que é indispensável, com somente apoiar o esposo para que saia a difundir o Ensinamento.

Esse sacrifício se chama Sacrifício pela Humanidade. Então, estão trabalhando em sua casa com os Três Fatores, sem necessidade de correr risco de cumprir a Missão.

O homem deve respeitar ao que corresponde à dama; cada qual tem suas atribuições. A dama também, deve respeitar as atribuições do varão, não tomar-se a casa de assalto e querer mandar no que não se deve mandar.

Ou seja, que isso se chama EQUILÍBRIO.

Os casais devem pôr-se de acordo para cada um respeitar seus limites e assim guardam o equilíbrio, e então o Trabalho torna-se muito mais fácil para os dois.

Tudo na vida necessita de equilíbrio. Assim, os lares não se convertem em infernos, assim é que se vem a desfrutar do matrimônio. Do contrário, com esse desequilíbrio que andamos, o matrimônio é um inferno; vêm as separações e os problemas que se agigantam cada dia mais.

Espero que essas frases cheguem ao coração de cada dama, para que despertem e surjam como devem surgir. Adiante! Estamos nesta Grande Batalha e temos de vencer.

Temos de avançar e vencer!

Até aqui vão minhas palavras, dirigidas de todo o coração a todas as Damas Gnósticas que estão neste Caminho, para que não percam seu tempo lamentavelmente.

À batalha! À batalha! À batalha!

JOAQUIN AMORTEGUI VALBUENA (VM RABOLU)

O eu do derrotismo

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O EU DO DERROTISMO

O animal intelectual falsamente chamado homem tem a ideia fixa de que a aniquilação total do Ego, o domínio absoluto do sexo e a Autorrealização Íntima do Ser são algo fantástico e impossível e não se dá conta de que esse modo de pensar tão subjetivo é fruto de elementos psicológicos derrotistas que dirigem a mente e o corpo daqueles que não despertaram a Consciência.

As pessoas desta época caduca e degenerada carregam em seu interior um agregado psíquico que é um grande estorvo no caminho da aniquilação do Ego: o Eu do Derrotismo.

Os pensamentos derrotistas incapacitam as pessoas de elevarem sua vida mecânica a estados superiores. A maioria das pessoas considera-se vencida já antes de iniciar a luta ou o trabalho esotérico-gnóstico.

Temos de nos auto-observar e autoanalisar para descobrir dentro de nós mesmos, aqui e agora, essas facetas que constituem isso que se chama Derrotismo. Sintetizando, diremos que existem três atitudes derrotistas comuns:

1. Sentir-se incapacitado por falta de educação intelectual;

2. Não se sentir capaz de começar a transformação radical;

3. Andar com a canção psicológica: “Nunca tenho a oportunidade de mudar ou triunfar”.

Primeira Atitude

Quanto a sentir-se incapacitado por uma falta de educação, temos de nos lembrar que todos os grandes sábios como Hermes Trismegisto, Paracelso, Platão, Sócrates, Jesus Cristo, Homero etc. nunca foram à universidade.

Na realidade e de verdade, cada pessoa tem seu próprio Mestre, sendo este seu próprio Ser. Ele é Isso que está além da mente e do falso racionalismo. Não se confunda educação com sabedoria e conhecimentos.

O conhecimento específico dos Mistérios da Vida, do Cosmo e da Natureza é uma força extraordinária que nos permite conseguir a revolução integral.

Segunda Atitude

Os robôs programados pelo anticristo – a ciência materialista – sentem-se em desvantagem porque não se sentem capazes. Isso deve ser analisado. O animal intelectual, por influência de uma falsa educação acadêmica, que adultera os Valores do Ser, fabricou em sua mente sensual dois terríveis Eus que devem ser eliminados: a ideia fixa e a preguiça.

– Ideia fixa: vou perder!

– Preguiça: para praticar as técnicas gnósticas a fim de adquirir os conhecimentos necessários à emancipação de toda a mecanicidade e sair de uma vez por todas dessa tendência derrotista.

Terceira Atitude

O pensar do homem-máquina é: “Nunca me proporcionam as oportunidades…”

As cenas da existência podem ser modificadas. É a pessoa mesmo quem cria suas próprias circunstâncias. Tudo é resultado da Lei de Ação e Consequência, porém com a possibilidade de que uma Lei Superior Transcenda uma Lei Inferior…

É urgente, improrrogável, a eliminação do Eu do Derrotismo. Não é a quantidade de teorias o que conta, mas sim, a quantidade de superesforços que se fazem no trabalho da Revolução da Consciência.

O Homem autêntico fabrica no momento que quiser as ocasiões propícias para o seu adiantamento espiritual ou psicológico.

Samael Aun Weor – A Revolução da Dialética

Virgem – De 23 de agosto a 22 de setembro

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Regências e Relações

Região do corpo: Intestinos e baixo ventre
Metal: Mercúrio
Pedra preciosa: Esmeralda
Perfume: Sândalo-branco
Planta: Olmo
Flor: Glória-da-manhã (Ipomoea purpurea)
Planeta: Mercúrio
Cor: Amarelo
Elemento: Terra
Palavra-chave: Razão
Dia da semana: Segunda-feira
Arcanjo Regente: Rafael
Gênios do Zodíaco: Iadara e Schaltiel
Tattwa: Pritvi

Querido discípulo…

Hoje, entramos de cheio na Constelação de Virgem, casa de Mercúrio e desterro de Vênus.

Os antigos sábios dividiam o Cinturão Zodiacal em apenas dez signos, uma vez que Virgem e Escorpião eram considerados esotericamente um só signo.

Virgem, o signo da virgem celestial, e Escorpião, o signo das forças sexuais, juntos, são realmente aquele maravilhoso Éden de que  a Bíblia nos fala. Este é o paraíso dos homens virginais, o paraíso do andrógino perfeito. O Éden é o próprio sexo.

“Vinde a nós todos os que tenham sede e nós daremos de beber a água da vida eterna.”

Filhos da terra, escutai vossos instrutores, os Filhos do Fogo!

Neste jardim delicioso de Virgem e Escorpião as sete serpentes do fogo aguardam para vos iniciar em seus Grandes Mistérios.

“Pedi e vos será dado. Batei e se vos abrirá.”

Olha, filho meu! Aqui está o Selo do Coração. Aqueles que visitam nossa ilha branca beberão em três copos, três arcanos deliciosos.

Um deles é tão verde como a esmeralda. É a força sexual da Virgem Mãe Ísis, a Natureza.

O outro é tão azul como o céu. É a força sexual do Reino do Espírito.

E o terceiro é como o orvalho das folhas na noite. É a força sexual do Absoluto Inefável.

Esses três arcanos do Éden os daremos de beber somente àqueles que tenham sede, para que suas sete cobras sagradas despertem. Aqueles que beberem de nossos três copos jamais voltarão a ter sede e rios de água pura verterão de seus ventres.

Por que os nativos de Virgem sofrem tanto? Por que choram? Por que não são felizes no amor?

Todo pecado será perdoado, menos os pecados contra o Espírito Santo.

Os nativos de Virgem sofrem porque em vidas passadas adulteraram e fornicaram. Os nativos de Virgem sofrem grandes decepções amorosas.

Não se pode matar o desejo sem arrancá-lo de sua caverna, de sua guarida.

Imaginai um lago tranquilo. Se atirais uma pedra nesse lago, vereis uma série de ondas saírem do centro para a periferia. Levai essa mesma imagem para a mente. Vedes uma imagem pornográfica, prontamente essa imagem passa dos sentidos ao lago de vossa mente, e esta última reage com suas ondas ante o impacto exterior. Suas ondas então golpeiam fortemente nossos órgãos sexuais, produzindo a excitação sexual que se consuma na cópula.

Subjugai os sentidos e dominai a mente para que não reaja ante os impactos externos.

A guarida da besta do desejo está na mente. Os grande intelectuais são seres fornicários, terrivelmente passionais e viciados.

Eles desenvolvem a mente e a mente é a alma animal.

Os grandes intelectuais têm a alma animal desenvolvida e bastante robustecida.

Quando no mundo físico nos movemos apenas sob a direção da mente-matéria, ou alma animal, então criamos problemas a nós próprios, ficamos presos, sofrendo o indizível. O homem que se movimenta sob os impulsos do coração é feliz. Jamais lhe faltará pão, agasalho e refúgio. Jamais terá problemas.

Virgem influi sobre o ventre.

As forças que sobem da terra, ao chegarem no ventre se carregam de hormônios adrenais que as preparam e purificam para a sua ascensão ao coração.

Virgem trabalha sobre as ilhotas de langerhans (o pâncreas segrega insulina, tão necessária para o tratamento do diabetes).

No Curso Zodiacal do Mestre Huiracocha é ensinado que durante esse signo devemos dar tapinhas no ventre para que as forças que sobem da terra se carreguem no ventre com os hormônios adrenais. A posição deve ser a de decúbito dorsal.

Os exercícios zodiacais que damos aqui são oriundos dos antigos templos de Mistérios, logo, não são patrimônio exclusivo de ninguém. Sem dúvida, temos de agradecer ao guru Huiracocha, Dr. Arnold Krumm-Heller, quem investigou e os recompilou para no-los dar em seu maravilhoso Curso Zodiacal.

Durante o signo zodiacal de Virgem, devereis vocalizar a vogal U para desenvolver o centro telepático do plexo solar, assim:

UUUUUUUUU

… durante uma hora diária. (Assista ao vídeo ao final do texto)

Prática

Sentai-vos em uma cômoda poltrona. Focalizai a mente em vosso íntimo Rogai para que se translade aos templos-corações das estrelas de Virgem, a fim de que traga à vossa casa os Deuses de Virgem, com o propósito de que eles despertem vossos poderes virginais e curem vosso ventre.

Tende certeza, querido leitor, de que os Deuses siderais concorrerão ao vosso chamado.

Vosso Íntimo pode entrar e sair do corpo cada vez que o quiser, por isso, Ele não está escravizado nesse corpo.

Ele entrará realmente nos templos siderais, fará as saudações de rigor tal como foi ensinado nas primeiras lições e trará a vossa presença os Deuses siderais que prepararão vosso corpo.

Os planetas movem-se, evoluem e progridem dentro da consciência. Os templos siderais estão dentro da consciência. O homem é um Zodíaco, dentro da consciência está o Cinturão Zodiacal. As portas dos templos zodiacais estão dentro da consciência. Os dez sefirotes da cabala são o sistema solar. Os sete sefirotes inferiores são os sete planetas e a Coroa (Kether, Chokmah e Binah) é o sol trino espiritual.

Esses dez sefirotes estão dentro de nós e devemos aprender a manipulá-los. Devemos aprender a transladar-nos às distintas estrelas para conhecer o horóscopo das pessoas.

Conversando com os Deuses Siderais conhecemos nosso horóscopo, sem necessidade da tão cacarejada astrologia aritmética.

A astrologia de aritmética pertence à idade negra. Agora chegou a idade da Astroteurgia.

Há de se aprender o cintilar das estrelas e manejá-lo para curar enfermos. Há que se aprender a trabalhar sobre a terra, desde os templos siderais. Há que se aprender a trabalhar sobre a terra, desde os 12 signos zodiacais.

A idade de Aquário já chegou e uma nova progênie manda. A idade do super-homem já chegou.

A Terra é um pequeno astro azul. Os habitantes de outros planetas do sistema solar quando nascem sob a influência de nosso planeta Terra são místicos por natureza, amam o sacrifício e o altruísmo. Sofrem muito em suas vidas e sentem imenso amor por todo ser vivo. Os magos negros de outros planetas, no entanto, que apenas aceitam as vibrações negativas do astro azul chamado Terra, são extremamente perversos e criminosos.

Tipo Astrológico de Virgem

Por que sofrem os nativos de Virgem? Por que choram? Por que não são felizes no amor?

Todo pecado será perdoado, menos o pecado contra o Espírito Santo.

Os nascidos em Virgem sofrem porque em vidas passadas adulteraram e fornicaram.

As pessoas nascidas sob o signo de Virgem sofrem grandes decepções amorosas.

Em Virgem, Mercúrio torna-se raciocínio puro. A razão é da alma animal. A alma animal é a mente. A mente é a caverna do desejo.

Os cinco aspectos da Mãe Divina

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Recordemos o signo do infinito, o 8 estendido horizontalmente e igualado a um 5; o que dá literalmente: Infinitivo igual a cinco. Quer dizer: o infinito é igual à Pentalfa, à Vaca Inefável das cinco patas, à estrela de cinco pontas, ou pentágono regular e estrelado, que deteve Mefistófeles quando acudiu à evocação bruxesca do Doutor Fausto…

Definir estes cinco aspectos é indispensável para o bem de todos e de cada um de nossos estudantes:

1. A Imanifestada Kundalini.
2. Ísis inefável, casta Diana (Sabedoria, Amor, Poder).
3. A Hécate grega, a Prosérpina egípcia, a Coatlicue asteca (a rainha dos infernos e da
morte. Terror de amor e lei).
4. A Mãe Natura particular individual (aquela que criou nosso corpo físico).
5. A Maga Elemental Instintiva (aquela que originou nossos instintos).

O vaqueiro, o condutor da vaca sagrada, pode e deve trabalhar no magistério destes cinco poderes da pentalfa…

Solenemente, declaro com ênfase o seguinte: Eu trabalho diretamente com os cinco poderes da Vaca Sagrada.

Ilustrar, esclarecer, ensinar sobre a pentalfa, é um dever, porém, prefiro fazê-lo com relatos vividos:

Primeiro Relato

Dizem que entre o sublime e o ridículo não há mais que um passo, e isto é axiomático.

Recordai, por um momento, as bacantes, quando estavam no período de seu furor orgiástico.

Belezas femininas polarizadas positivamente com a onda dionisíaca, ninfas dos bosques e das montanhas perseguidas pelos silenos lascivos…

Vede, agora, as mênades ridículas, negativamente polarizadas com a onda de Dionísio…

Bailarinas desenfreadas no furor de sua loucura sagrada. Mulheres “hippies” da antiga Grécia…

Fêmeas prostitutas excitadas pelas drogas, em plena embriaguez dionisíaca… Os sacrifícios humanos e de animais as faziam ainda mais perigosas…

Foram as mênades luxuriosas que mataram Orfeu, e a Lira maravilhosa caiu sobre o pavimento do templo, feita em pedaços…

Uma vez relatava a meus amigos episódios cômicos  relacionados com um passado boêmio…

Obviamente, não podiam faltar em tal comicidade o fruto fermentado da videira e as bacantes no cúmulo de seu furor orgiástico… Ridículas cenas daqueles tempos idos, em que eu andei pelo mundo, este do Kali-Yuga, como bodhisatva caído…

Entretanto, existem momentos estelares da humanidade. Um recordatório cósmico se faz, em verdade, muito necessário…

Fora do veículo físico, em corpo astral, sob zona tridimensional de Euclides, tive de entrar no mundo soterrado…

O que ocorreu depois foi espantoso em grande estilo: o que ali vi, na horrível região submersa, foi mesmo que antes viram os Hoffman, os Edgar Poe, as Blavatsky, os Bulwer-Lytton de todos os tempos; o mesmo que nos pinta Espronceda com seus coros demoníacos, com as angústias do poeta, com suas vozes discordes dos que levam sem rumo a nave da vida, fiando-se, loucos, do vento das paixões e do tenebroso mar da dúvida no bem obrar, dos que, fatais, desposam com o destino…

Dos que, orgulhosos, querem alçar torres de Babel de ambições néscias; dos que mentem; dos que combatem por mundanas glórias; dos que se enlodam no prazer da orgia; dos que cobiçam o ouro; dos ansiosos que odeiam o trabalho fecundo e criador; dos malvados, dos hipócritas e demais vítimas do Proteu do egoísmo, enfim…

Apareceram garras, dentes, cornos, trombas, aguilhões, beiços, caudas, asas dentadas, dilacerantes anéis que ameaçam aniquilar-me qual ínfimo verme…

Aos meu ouvidos mágicos chegaram, nesses momentos, muitos sons horripilantes: alaridos, uivos, sibilos, relinchos, chiados, mugidos, grasnidos, miados, ladridos, bufares, roncos e crocitares.

Submerso me encontrei no lodo de tanta miséria; a angústia apoderou-se de mim; aguardava, ansiosamente, um bálsamo para sanar meu dolorido coração…

Não eram vãs, não, as elucubrações desses grandes videntes do astral que se chamaram alquimistas, cabalistas, ocultistas, esoteristas, iogues, gnósticos ou simplesmente poetas.

De repente, algo insólito acontece além das lamacentas águas do Aqueronte: gira sobre seus gonzos de aço a horrível porta que dá acesso à Morada de Plutão…

Intensamente emocionado, estremeço, pressinto que algo terrível aconteceu. Não estou equivocado… Vejo-a! É Ela! A Imanifestada Kundalini transpôs o umbral onde moram as almas perdidas…

Magnífica Madona, excelente, extraordinária e terrivelmente divina, acerca-se de mim com passo magistral. Não sei o que fazer; estou confuso; sinto temor e amor simultaneamente…

Recordatório cósmico? Recriminação? Fala a Adorável com voz de paraíso, bendiz-me e, depois, continua seu caminho como quem vai para as espantosas muralhas da Cidade de Dite.

No fundo da minha Consciência senti, nesses momentos, como se Ela quisesse também ajudar a outros que moram em torno da cidade da dor, onde já não poderemos entrar sem justa indignação…

Olhando desde a alta torre de ardente cúspide, contam que viu Dante aparecer, de improviso, as três Fúrias infernais, as quais, segundo se diz, tinham movimentos e membros femininos…

Tudo isso o recordei instantaneamente; de modo algum queria eu – mísero mortal do lado da terra – converter-me num habitante a mais da cidade da dor.

Afortunadamente, tive a imensa dita de poder sair das entranhas do Averno para aparecer à luz do sol…

Outro dia, logo de manhã, alguém bate à minha porta: é um velho professor do ensino secundário…

Aquele bom homem me convida a uma festa de graduação. Sua filha concluíra os estudos com plexo êxito…

Impossível declinar seu convite! É meu amigo e até lhe devo certos favores. De modo algum estou disposto a depreciá-lo…

Depois de todos os conhecidos arranjos pessoais, Litelantes e minha insignificante pessoa que nada vale saímos de casa com o ânimo de chegar à morada do professor.

Muitas pessoas, elegantemente vestidas, nos receberam muito cordiais, na régia mansão…

Música deliciosa ressoava na habitação; pessoas alegres iam e vinham por aqui, por lá e acolá; ditosos casais dançavam sobre macio tapete.

Várias vezes meu esplêndido anfitrião veio até nós com o propósito de nos brindar o fermentado vinho… Eu vi uma e outra vez, muito de perto, as resplandecentes taças de fino bacará; entretanto, rechacei energicamente a Baco e suas orgias. Achava-me compungido de coração…Meu anfitrião se tornou cáustico, incisivo e até um pouco ferino.

Inquestionavelmente, ele se converteu em meu pior inimigo. Supôs, equivocadamente, que eu fazia um desaire à sua festa…

Mais tarde, propagou, contra mim, diversas mentiras difamatórias. Lançou, contra minha insignificante pessoa, todo o veneno de suas críticas…

Não contente com tudo isso, apelou para a calúnia pública, acusando-me ante os tribunais de justiça de supostos delitos que ainda ignoro…

Aquele cavalheiro de outrora morreu um pouco mais tarde, num desgraçado acidente automobilístico.

Hoje em dia penso que naquele festim procedi, certamente, como qualquer intonso; faltou-me diplomacia.

Existem convidados em todas as salas do mundo que sabem brindar com o diabo. Passam a noite inteira com uma taça na mão e se defendem maravilhosamente.

Simulam beber cada vez que há um novo brinde, mas na realidade não bebem. Burlam do demônio do álcool…

Segundo Relato

Vamos, agora, a um novo relato muito singular, no qual não falaremos de festins maravilhosos nem de banquetes a Heliogábalo…

“Que descansada vida
a do que foge do mundano ruído
e segue a escondida
senda por onde têm ido
os poucos sábios que no mundo têm sido!”

“Que não lhe enturve o peito
dos soberbos grandes o estado,
nem do dourado teto
se admira, fabricado
do sábio mouro, sem jaspes sustentado!…”

Casta Diana, nossa Divina Mãe Interior, senhora da Sabedoria, do Amor e da Força

Vênus caçadora, descendo dos altos cumes, com o propósito de auxiliar seu filho Eneias, o herói troiano que desembarcou nas terras da Líbia, me traz recordações insólitas…

Ísis, Adônia, Tonantzin (o segundo aspecto da minha Mãe Divina Kundalini) veio a mim mais veloz que o sopro do Euro…

Não tinha um rosto próprio de um mortal, possuía uma beleza impossível de definir com palavras, parecia irmã de Febo Apolo…

Eu me vi em seus amantíssimos braços imaculados. Parecia a adorável uma “dolorosa”, como aquela do bíblico Evangelho crístico…

Tinha fome e me deu de comer, sede e me deu de beber; enfermei e me curou. Impossível esquecer suas palavras: “Filho meu, tu, sem mim, na hora da morte, estarias completamente órfão”.

Logo continuou dizendo: “Tu, sem mim, estarias no mundo totalmente só. Que seria de tua vida sem mim?”

Posteriormente repeti: “Certamente, sem ti, Mãe Divina, eu estaria órfão. Reconheço plenamente que sem a tua presença, na hora da morte, me acharia realmente só”.

A vida torna-se um deserto quando se morreu em si mesmo. Sem o auxílio da nossa Divina Mãe Kundalini, em toda a presença de nosso Ser, encontrar-nos-íamos, então, interiormente órfãos

Ó Mãe adorável! Tu manifestaste o prana, a eletricidade, a força, o magnetismo, a coesão e a gravitação neste Universo.

Tu és a divina energia cósmica, oculta na ignotas profundidades de cada criatura.

Ó Maha Saraswati! Ó Maha Lakshmi! Tu és a esposa inefável de Shiva (o Espírito Santo).

Terceiro Relato

A lenda da Vaca Celeste, cujo leite é ambrosia, vida e imortalidade, não é, de modo algum, algo sem embasamentos sólidos, e nós, trabalhamos muito seriamente com o magistério dos cinco aspectos de Devi-Kundalini. Aos gnósticos nos agrada muito alimentar-nos com as maçãs de ouro, ou de Fréria, que dão a imortalidade aos deuses…

Bebemos, ditosos, o licor do soma ou bíblico maná, com o qual nos sentimos tão reconfortados e vigorosos como nos melhores momentos de nossa florida juventude…

Certo evento cósmico transcendental, divinal, vem à minha memória nos instantes em que escrevo estas linhas.

Sucedeu, há já muitos anos, que, numa noite de plenilúnio, fui transportado a um monastério extraordinário da Fraternidade Universal Branca…

Quão feliz me senti na mansão do amor!…Certamente não há nenhum maior prazer do que aquele de sentir a alma desprendida…Nesses instantes, o tempo não existe, o passado e o futuro irmanam-se dentro de um eterno agora.

Seguindo meus amigos por régias câmaras e galerias, chegamos até um pátio fresquíssimo, do qual era uma miniatura o dos Leões de Alhambra.

Encantador pátio no qual murmuravam, entre flores nunca vistas nem ouvidas, vários esguichos de água como aqueles da divina fonte Castália…

Entretanto, o melhor luzia no centro do pátio e o contemplei com místico assombro de penitente e anacoreta…

Divina Mãe Morte

Quero me referir, de forma enfática, à Pedra da Verdade. Esta tinha, então, humana forma divinal…

Prodígio sexual da bendita deusa Mãe Morte, maravilha funeral, espectral…

Terceiro aspecto da minha Divina Mãe Kundalini, pétrea escultura viva, tremenda representação disso que tanto assusta aos mortais…

Sem rodeios confesso, ante os divinos e ante os humanos, que eu abracei a terrível deusa Morte em plena embriaguez dionisíaca…

Era indispensável reconciliar-me com a Lei. Assim mo haviam dito os irmãos da Ordem de São João, esses veneráveis que em si mesmos haviam já realizado o mistério hiperbóreo…

Concluído aquele festival cósmico, tive então que me reunir com algumas damas e cavaleiros do Santo Graal no refeitório do monastério.

Com muito segredo e grande entusiasmo, todos os irmãos comentamos, durante a ceia, o extraordinário acontecimento.

Inquestionavelmente, as pedras animadas que na antiga Arcádia modificaram radicalmente a forma de pensar do sábio Pausânias podem ser classificadas em duas classes: ofitos e sideritos, a pedra-serpente e a pedra-estrela.

Eusébio, especialmente, nunca se separava de seus ofitos, que levava em seu seio, e recebia oráculos deles, proferidos por uma vozinha que se parecia a um tênue sibilo…

Arnóbio conta que sempre que encontrava uma pedra dessas, não deixava de lhe dirigir alguma pergunta que ela contestava com uma vozinha clara e aguda…

Hécate, Prosérpina, Coatlicue, em viva pedra animada, me pareceu como se houvesse brotado do campo da morte ou de alguma tumba de Carnac.

Quarto Relato

O que o comum das pessoas conhece, atualmente, acerca do xamanismo é muito pouco e ainda este pouco foi adulterado, da mesma forma que o resto das religiões não cristãs.

Sói ser chamado o paganismo da Mongólia sem razão alguma, posto que é uma das mais antigas religiões da Índia, a saber: O culto do espírito, a crença na imortalidade das almas e em que estas, após a morte, seguem apresentando as mesmas características dos homens a quem animaram aqui na Terra, ainda que seus corpos tenham perdido, pela morte, sua objetiva, trocando o homem sua forma física pela espiritual.

Dita crença, em sua forma atual, é retorno da primitiva teurgia e uma fusão prática do mundo visível com o invisível.

Quando um estrangeiro naturalizado no país deseja entrar em comunicação com seus invisíveis irmãos, tem que assimilar sua natureza, isto é, deve encontrar estes seres, andando a metade do caminho que deles o separa; e enriquecido, então, por eles, com uma abundante provisão de essência espiritual, dota-os ele, por sua vez, com uma parte de sua natureza física, para colocá-los, esta maneira, em condições de se poder mostrar, algumas vezes, em sua forma semi-objetiva, da qual de ordinário carecem.

Semelhante processo é uma troca temporal de naturezas, chamando comumente teurgia.

As pessoas vulgares chamam de feiticeiros aos xamãs, porque se diz que evocam os espíritos dos mortos com o fim de exercer a nigromancia. Porém, o verdadeiro xamanismo não pode ser julgado por suas degeneradas ramificações na Sibéria, do mesmo modo que a religião de Gautama-Buda não ser confundida com o fetichismo de alguns que se dizem seus sequazes, em Sião e Birmânia.

Inquestionavelmente, as teúrgicas invocações tornam-se mais simples e eficazes quando se opera magicamente com o corpo físico totalmente submerso na quarta dimensão.

Percorrendo para dentro e para cima a metade do caminho que dos seres queridos nos separa, podemos encontrar-nos com nossos mortos queridos cara a cara. Obviamente resultaria mais fácil, tudo isto, andando a totalidade do caminho.

Com o corpo físico submerso dentro da quarta coordenada, podemos, como Jâmblico, invocar os deuses santos, para conversar com eles pessoalmente.

Entretanto, é ostensível que necessitamos, com urgência máxima, de um ponto de apoio; uma alavanca que nos permita realmente saltar, com o corpo físico e tudo, para a quarta dimensão.

Cabe oportunamente citar, aqui, aquela famosa frase de Arquimedes: “Dai-me um pouco de apoio e moverei o universo.”

Já no oitavo capítulo deste livro falamos, com muito ênfase, sobre o agente mágico dos estados jinas. Quero referir-me, claramente, ao quarto aspecto de Devi-Kudalini. (Este é o ponto de apoio para a quarta vertical).

Nos instantes em que escrevo estas linhas, vêm à minha mente algumas lembranças, magníficas evocações divinais…

Aconteceu que, numa noite outonal, resolvi beber vinho da meditação na taça da perfeita concentração.

Sagrada Mãe Natureza

O motivo de minha meditação foi minha Mãe Natura particular, o quarto aspecto da Serpente Ígnea de Nossos Mágicos Poderes.

Orar é conversar com Deus, e eu conversei com a Adorável, suplicando-lhe com verbo silencioso que me levasse, com corpo físico, ao paraíso terrenal (à quarta dimensão).

O que depois aconteceu, na noite do mistério, foi assombroso: Assistido pela inefável, levantei-me do leito…

Quando abandonei minha morada e saí à rua, pude evidenciar que meu corpo físico havia penetrado na quarta dimensão…

Ela me levou aos bosques mais profundos do Éden, onde os rios de água pura da vida vertem leite e mel…

Virgem! Senhora de arborizados cumes! Tudo cala ante ti: a Ibéria inculta, o gaulês que, ainda morrendo, ardente desafia; e o sicambro feroz que, por fim rendendo as armas, humilhando, te respeita.

Adorável Madona minha! Pelos deuses que do alto do céu governam na Terra os mortais, imploro sempre teu auxílio…

O rosto da minha Mãe Natura era como o de uma beldade paradisíaca, impossível de descrever com humanas palavras…

Seu cabelo parecia com uma cascata de ouro, caindo deliciosamente sobre seus ombros alabastrinos.

Seu corpo era com o da Vênus mitológica; suas mãos, com dedos cônicos formosíssimos e cheios de gemas preciosas, tinham a forma crística…

No bosque conversei com a Adorável e Ela me disse coisas que aos seres terrenais não é dado compreender…

Sublime resplandecia minha Mãe no mundo etérico, na quarta vertical, na quarta dimensão…

Se, pois, nada produz alívio para o peito dolorido, nem mármores da Frígia, nem púrpura esplendente, melhor é que se refugie no seio delicioso de sua Divina Mãe Natura particular, individual…

Ela é a autora de nossos dias, a verdadeira artífice de nosso corpo físico…

Foi Ela quem, no laboratório humana, juntou o óvulo com o zoosperma para que surgisse a vida…

É Ela a criadora da célula germinal com seus quarenta e oito cromossomos…

Sem Ela não se teriam multiplicado as células do embrião, nem formado os órgãos…

Ainda que dobre sua alma o sofrimento, matem-te firme, ó discípulo! E entrega-te humildemente a tua Mãe Natura…

Quinto Relato

“Quero ver, nos confins da terrestre mansão, Oceano e Tétis, a quem devemos a existência.”

Os amores de Júpiter com a virgem IO, a qual foi transformada em bezerra celeste, ou a Vaca Sagrada dos orientais, para assim escapar das iras de Juno, é algo que tem mui profunda significação…

Daqui, pois, o primeiro Júpiter da teogonia grega, pai de todos os deuses, senhor do universo e irmão de Urano ou Ur-Anas, quer dizer, o Fogo e a Água primitivos; pois, é sabido, segundo o clássico, que no panteão grego figuram cerca de 300 Júpiteres.

Em seu outro aspecto de Jové, ou Iod-Heve, é o Jeová macho-fêmea, andróginos coletivos de Eloim dos livros mosaicos, Adam-Kadmon dos cabalistas; o Ia-Cho ou Inacho da Anatólia, que também é Dionísios, cuja onda vibratória tornou-se muito intensa com a entrada do Sol na brilhante constelação de Aquário…

Jesus, o Grande Cabir, jamais rendeu culto ao antropomórfico Jeová das multidões judaicas…

À Lei de Talião: “Olho por olho e dente por dente” do Jeová vingativo seguiu-se a lei do amor: “Amai-vos um aos outros como eu vos amei”.

Se com místico entusiasmo esquadrinharmos as Sagradas Escrituras, poderemos evidenciar claramente o fato palmário e manifesto de que em nenhum dos quatro Evangelhos figura o antropomórfico Jeová hebraico.

RAM-IO, Maria, a Divina Mãe Kundalini, acompanhou sempre o Adorável e aí a vemos no monte das Caveiras ao pé da cruz…

“Pai meu, perdoai-os porque não sabem o que fazem!” Exclama o Divino Rabi da Galiléia desde os cumes majestosos do Calvário.

Inquestionavelmente, o bendito Senhor de Perfeições só adorou a seu Pai que está em segredo, e à sua Divina Mãe Kundalini.

Em outras palavras, diremos: O Grande Kabir Jesus amou profundamente Iod-Heve, o divino macho-fêmea interior…

Iod é, certamente, a Mônada particular, individual de cada qual. O Shiva indostânico, o Arqui-hierofante e Arquimago, o primogênito da criação, o Velocino de Ouro, o tesouro do qual nos devemos apoderar depois de vencer o dragão das trevas.

Heve é o desdobramento de Iod, a divina esposa de Shiva, nossa Mãe Kundalini individual, a Vaca Sagrada de cinco patas, o mistério esotérico da pentalfa.

Júpiter e sua Vaca IO (iiiiiiooooo) guardam concomitância exata com o Iod-Heve, o divino casal interior de cada criatura.

Quatro aspectos da Vaca Sagrada de IO temos estudado. Continuemos, agora, com o quinto mistério…

Existem, no caminho esotérico, intervalos cósmicos transcendentes e transcendentais.

Depois de haver ingressado no Templo dos Duas Vezes Nascidos, tive de passar por um desses intervalos…

Quero me referir de forma enfática a uma suspensão sexual, a um período de abstenção que durou vários anos.

No ínterim, dediquei-me com exclusividade absoluta à meditação interior profunda…

Objetivo: dissolver o eu psicológico, o mim mesmo, o si mesmo, o qual é certamente um nó na energia cósmica, uma trava que devemos reduzir a poeira cósmica.

Compreender de forma íntegra cada um de meus defeitos psicológicos, pareceu-me fundamental; mas, eu quis ir um pouco mais longe pelo caminho da meditação.

Compreensão não é tudo. Necessitamos, com urgência máxima, inadiável, capturar o profundo significado daquilo que compreendemos.

Qualquer devoto do real caminho se pode ter dado ao luxo de compreender um defeito psicológico em todos os territórios da mente, sem que, por isso, tenha logrado a apreensão de seu profundo significado.

Tratando de compreender meus próprios defeitos em todos os recôncavos da mente, resolvi
converter-me em inimigo de mim mesmo.

Cada defeito foi estudado em separado e de forma muito ordenada. Jamais cometi o erro de querer caçar dez lebres ao mesmo tempo. De nenhuma maneira eu me queria expor a um fracasso.

A meditação se fazia exaustiva; tornava-se cada vez mais profunda, e, quando me sentia desfalecer, deixava a mente quieta e em silêncio, como que aguardando alguma revelação. Nesses instantes vinha a verdade, capturava isso que não é do tempo, o profundo significado do defeito compreendido de forma íntegra.

Depois orava, suplicava, rogava com veemência à minha Divina Mãe Kundalini que eliminasse de minha mente o agregado psíquico, o defeito psicológico em questão.

Assim, pouco a pouco, com esta didática, com este “modus operandi”, consegui, durante esta pausa sexual, eliminar uns cinqüenta por cento desses elementos subjetivos e infra-humanos que levamos dentro e que constituem o ego, o eu.

Entretanto, é evidente que tudo na vida tem um limite. Há escalas e escalas, graus e graus.

Este trabalho se fez espantosamente difícil quando tive que enfrentar os elementos infra-humanos mais antigos.

Inquestionavelmente, minha Mãe Divina necessitava de armas superiores. Lembrei-me da lança de Eros, o emblema maravilhoso da sexualidade transcendente; porém, encontrava-me numa pausa. Que fazer?

Sem dúvida, já me havia sido entregue um desiderato cósmico, e certo imperativo categórico me exigia descer, outra vez, à frágua acesa de Vulcano (o sexo); mas eu não havia compreendido.

Havia sido transportado às montanhas do mistério. Tinha visto em ação as terríveis forças do Grande Arcano.

Maga Elemental

Em vão lutei contra o imperativo categórico das Ondas Dionisíacas. Eram, certamente, espantosamente divinas, onipotentes…

Esses poderes sobrenaturais pareciam uma hecatombe apocalíptica. Senti como se tais forças pudessem fazer saltar a Terra em pedaços.

Quando quis buscar, indagar, inquirir, sobre a origem de tais forças e poderes sexuais, encontrei-me frente a frente com a Maga Elemental, com minha Divina Mãe Kundalini em seu quinto aspecto.

Certamente a havia visto belíssima, do tamanho de um gnomo, ou pigmeu; muito pequena…

Ela vestia branca túnica e longa capa negra que arrastava pelo solo. Sua cabeça estava coberta com uma touca mágica muito especial.

Junto a uma das colunas simbólicas da Maçonaria Oculta, a Adorável me havia ordenado uma nova descida à Nona Esfera (o sexo).

Desgraçadamente, eu havia acreditado que se tratava de alguma prova e por isso continuava em desobediência. Certamente estava lerdo na compreensão e isso me estava estancando.

Passado algum tempo de mortais lutas contra certo agregado psíquico muito infra-humano que resistia violento em desaparecer, tive de apelar para a lança de Longinus.

Não me restava outra solução. Apelei à eletricidade sexual transcendente. Supliquei à minha Divina Mãe Kundalini durante a cópula metafísica… roguei-lhe, ansioso para que empunhasse a Lança de Eros.

O resultado foi extraordinário. Minha mãe sagrada, armada, então com a lança santa, com a hasta divina, com o poder eletrossexual, pôde reduzir a poeira cósmica o monstro horripilante, agregado psíquico que em vão havia tentado dissolver longe do coito químico.

Assim foi como abandonei a minha pausa sexual e voltei à forja dos Ciclopes. Trabalhando com a hasta santa, consegui reduzir a poeira cósmica todos os elementos infra-humanos que constituem o eu.

O quinto aspecto de Devi Kundalini nos dá a potência sexual, a força natural instintiva etc.

Imagens das Aparições da Mãe Divina

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Uma “Virgem” apareceu sobre as torres de uma igreja copta na cidade de Zeitun, no Egito, década de 60.

Pombas de luz voavam sobre a cabeça da “Virgem”

A imagem carrega uma criança em seu colo. O VM Samael, em sua obra Medicina Oculta, afirma que o “bodhisatva” da Virgem Cósmica (que se encarnou na Terra Santa com o nome de Maria de Nazaré) esteve encarnado no Egito na década de 60. Coincidência?

Milhões de pessoas viram essa aparição, tanto cristãos ortodoxos quanto muçulmanos, e os inúmeros fenômenos foram fotografados e filmados.

Estranhas luzes sobrevoavam o topo da igreja ortodoxa.

Flashes de intensas luzes estouravam continuamente, de dia e de noite, além de figuras luminosas voarem por todos os lados.

Nossa Senhora apareceu para um humilde índio asteca, no México, pedindo a que todos A adorassem e orassem para que Ela enviasse a Paz de Deus para a humanidade. Como prova de que era realmente Ela, a Virgem imprimiu a imagem acima na tilma (manto, em asteca) do índio Juan Diego, preservada desde o século 16 até hoje.

Imagem de Juan Diego, visitado pela Mãe Divina. Ela, um dos aspectos da Tonantzin asteca, é a protetora de todos os povos das Américas. A imagem de Nossa Senhora de Guadalupe encontra-se impressa em um pano datado do início do século 16. A imagem está totalmente intacta até os dias de hoje.

De 1981 a 1984, a “Rainha do Verbo” apareceu para oito crianças na região de Kibeho, em Ruanda, África. A Virgem exortou a que todos orassem pela Paz Mundial, porém poucos deram ouvidos ao clamor d’Ela. Oito anos após suas aparições, ou seja, em 1992, estourou uma horrenda guerra civil em Ruanda, que matou mais de 500 mil pessoas.

De 1961 a 1964, mais de 2 mil fenômenos paranormais acontecem na aldeia de Garabandal, nordeste da Espanha. Algumas crianças afirmam ver São Miguel e Nossa Senhora. Ela entrega diversas mensagens e advertências para que o mundo se arrependa de seus erros, pecados e maldades. Na foto acima, uma hóstia se materializa e cai na boca das crianças videntes, ante uma multidão atônita.

Giorgio Bongiovani

O paranormal, estigmatizado e ufólogo italiano Giorgio Bongiovanni recebe constantemente mensagens de Nossa Senhora sobre o Fim dos Tempos e sobre a necessidade de o ser humano corrigir sua conduta perante Deus, o Cosmo e a Natureza.

A Virgem disse a Giorgio: “Filho, agradeço-te por ter respondido ao meu chamado. Porém, tenho enviado tantos sinais ao mundo e os homens continuam maus, sem querer mudar. Chegou o tempo final do Apocalipse.

Meu filho Jesus e o Pai Celeste te darão uma missão e o sinal será tu. Porém, este será o último sinal de sofrimento que darei e todo mundo poderá ver”. Giorgio foi convidado pela Mãe Divina a revelar ao mundo a terrível Terceira Mensagem de Fátima, estranhamente escondida até hoje pelo Vaticano.

Por onde Giorgio passa, inúmeros UFOs são vistos, fotografados e filmados. Para ele, os Anjos de ontem são os mesmos extraterrestres de hoje.

Medusa – O simbolismo revelado

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Poderíamos muito bem alegorizar o Ego sob qualquer forma: Lembremo-nos das 3 Fúrias clássicas ou Medusa etc.: com tais figuras clássicas poderíamos simbolizar o Ego e seus agregados psíquicos.

À 9ª Esfera Marte desce para temperar a espada; Hércules para limpar os estábulos de Áugias; Perseu para cortar a cabeça da Medusa com sua espada flamejante.

Existem vários tipos de morte: a morte do homem profano e comum, a morte dos Iniciados e a morte de todos aqueles que recebem o Elixir da Longa Vida.

A Morte profana, nós já a conhecemos. Muitos autores rosa-cruzes, teosofistas etc. já escreveram sobre esse assunto.

A morte do Iniciado é algo mais profundo, mais terrível. Você tem de descer até a Forja Ardente de Vulcano (o sexo) para cortar a cabeça da Medusa com a espada flamejante de Perseu.

A Medusa é o Ego, o Eu, o Mim Mesmo. O Ego é trino. Esse eu é composto pelos átomos do Inimigo Secreto.

Essa entidade maligna trina controla os veículos astral, mental e causal. Esses são os 3 Traidores de Hiram Abiff, sendo este último o muito respeitável e venerável Hiram, o Deus Interno de todos os homens.

Os 3 Traidores devem ser decapitados e dissolvidos! devemos viver todas as lendas de Hiram Abiff dentro dos mundos internos. Morto o eu, só o Filho do Homem reina dentro de nós.

À Forja de Vulcano baixa Marte para temperar suas armas e conquistar o coração de Vênus (a Iniciação Venusta, a encarnação do Verbo, a encarnação do rei-sol, do homem-sol, dentro de nós mesmos). A estrela crucificada na cruz representa o homem-sol encarnado!

Hermes desce à Forja Vulcana para limpar os Estábulos de Áugias (os estábulos da Alma) com o fogo sagrado. À Forja de Vulcano, Perseu desce para cortar a cabeça da Medusa (o Eu) com a espada flamejante.

Esta é a morte de Iniciação. Há outra morte, esse terceiro tipo de morte é para os Nirmanakayas que já receberam o Elixir da Longa Vida. Em todo caso, os Anjos da Morte não rompem o Cordão de Prata.

O Dragão Negro é trino. Controla os corpos astral, mental e causal. Essa é a Medusa, cuja cabeça está coberta de serpentes venenosas.

Agora, todo homem deve decapitar essa Medusa com a espada flamejante de Perseu.

Magia do morcego

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Dentro da tradição religiosa, esotérica, de diversos povos pré-colombianos, especialmente os astecas, existe uma divindade intimamente relacionada com os morcegos, chamada de Deus Murciélago ou Camazotz. Eis o ensinamento do VM Samael Aun Weor sobre este poderoso Deva da Natureza (Anjo de Cristo):

O Deus Morcego tem poder sobre a vida e sobre a morte.

Está pousado sobre uma pedra, não totalmente cúbica, dando-nos a entender o trabalho para adquirirmos a pedra filosofal.

O Deus Morcego é um Anjo da Morte que habita o plano causal.

Nós o encontramos desenhado em estelas, códices e utensílios maias, com a libré do Deus do Ar.

Em Chiapas existe o povoado de Tzinacatán habitado por tactziles (pessoas da família maia) e no Vale de Toluca o povoado de Tzinacántcpec. No Popol Vuh o morcego é um anjo que baixou do céu para decapitar os primeiros homens maias feitos de madeira… O morcego celeste deu conselhos a Ixabalanque e Hunab Ku, para estes saíssem vitoriosos da Prova da Caverna do Deus Morcego.

Os templos nahuas em forma de ferradura estavam dedicados ao culto do Deus Morcego, seus altares eram de ouro puro e orientados para o Leste. Os mestres nahuas o invocavam para pedir-lhe cura para os seus discípulos ou para os seus amigos profanos, pois o Deus Morcego tem poderes sobre a vida e sobre a morte.

À invocação assistiam apenas os iniciados, os quais no interior do templo formavam cadeias, alternando nelas homens e mulheres sem tocarem as mãos ou o corpo. As extremidades da cadeia começavam perto de ambos os lados do altar, e todos permaneciam de cócoras com as costas contra a parede.

No altar, flores recém-colhidas e aos seus lados, sobre duas pequenas colunas talhadas em basalto, dois braseiros de barro pintados de vermelho, símbolo da vida e da morte. Nos braseiros ardiam madeiras de cipreste (símbolo da imortalidade), cujo aroma mesclava-se com a fumaça do “copalli”, resinas odoríferas e caracóis marinhos brancos moídos.

O mestre vestia a libré do Deus do ar e maxtlat ao redor da cintura.

De frente, levantava as mãos com as palmas estendidas e vocalizava por três vezes o mantra ISIS, dividindo-o em duas longas sílabas, assim:

IIIIIISSSSSS…

IIIIIIISSSSS…

Depois, com uma faca de obsidiana com punho de jade e ouro, abençoava os concorrentes e em silêncio fazia a invocação do ritual:

“SENHOR DA VIDA E DA MORTE, INVOCO-TE PARA QUE BAIXES A SANAR NOSSAS DOENÇAS”.

Silêncio imponente, somente interrompido pelo crepitar do defumador, subitamente, um bater de asas e um aroma de rosas e de nardos espalhava-se por todo o templo. Dos braseiros saía uma chama que queria alcançar o céu; o mestre e os assistentes prosternavam-se até tocarem o solo com suas frontes.

O Deus Morcego baixava ataviado com a libré do Deus do Ar ou em forma de pássaro-morte. Eram as provas funerais do Arcano 13. Treze degraus tinham os templos e treze mechas tem a barba do Ancião dos Dias.

Dentro do recinto onde se levantava o templo maior de Tenochtítlan existiu um templo circular dedicado ao Sol.

Nas câmaras secretas desse templo de Mistérios existiu o Tzinacalli (Casa do Morcego), espaçoso salão com aspecto interior de sombria caverna onde tinham lugar os rituais de Iniciação para alcançar os altos graus de Cavaleiro Ocelotl (jaguar) e Cavaleiro Guautli (águia). Sobre o lintel de pequena porta, dissimulada no muro interno do fundo da caverna, a qual dava passagem para o Templo, pendia um espelho grande de obsidiana, e diante dessa portinha ardia no chão uma fogueira de pinheiro.

O candidato era levado ao tzinacalli, onde era deixado até altas horas da noite. Haviam-lhe indicado que caminhasse através da escuridão em direção à luz de uma fogueira, e lá aguardasse e falasse ao guardião do umbral:

“SOU UM FILHO DA GRANDE LUZ! TREVAS AFASTAI-VOS DE MIM!”

Os morcegos e os urubus, as azaleias, as quaresmeiras, os pinheiros, os ciprestes pertencem ao Raio de Saturno

Sobre a cabeça do candidato, os morcegos começavam a chiar e a esvoaçar. A lenha do primeiro ia aos poucos se apagando, ficando dela apenas o rescaldo, cujo fogo se refletia no espelho.

De repente, ruidoso bater de asas, um alarido aterrador e uma sombra com asas de morcego e forma humana, maxtlal em torno da cintura, emergia da escuridão e com sua pesada espada ameaçava decapitar o intrépido invasor dos seus domínios.

Infeliz do candidato que retrocedesse aterrorizado! Uma porta que até então permanecera habilmente dissimulada na rocha abria-se silenciosamente e no portal aparecia um estranho assinalando-lhe o caminho dos profanos, de onde o candidato havia vindo.

Mas se o candidato tinha a presença de espírito suficiente e resistia impávido a investida de Camazotz (o Deus dos Morcegos), a pequena porta oculta diante dele abria-se suavemente e um Mestre vinha-lhe ao encontro para descobrir, oculta entre as sombras da caverna, a efígie do candidato modelada em papel de amate, que era incinerada enquanto os demais mestres davam ao candidato as boas-vindas, convidando-o a entrar no Templo.

Esse ritual simboliza a morte das paixões da personalidade do iniciado, em sua passagem das sombras para a luz.

Através das provas da ordália a quem eram submetidos, os candidatos à Iniciação nos antigos Mistérios, a alma animal destes retratava-se às vezes como morcego, a alma deles estava cega e privada de poder, por falta de luz espiritual: o sol.

Como vampiros, os depravados e avaros, arrojam-se sobre suas presas para devorar as substâncias vivas nelas existentes, e depois deambular preguiçosamente, regressando às sombrias cavernas dos sentidos, onde ocultam-se da luz do dia e todos que vivem nas sombras da ignorância, da desesperação e do mal.

O mundo da ignorância é governado pelo medo, pelo ódio, pela cobiça, pela luxúria. Em suas sombrias cavernas vagueiam os homens e as mulheres que somente se movem no vaivém de suas paixões.

Só quando o homem realiza as verdades espirituais da vida, escapa desse subterrâneo, dessa maldita caverna de morcegos, onde Camazotz, que muitas vezes mata apenas com a sua presença, permanece oculto espreitando as suas vítimas.

O Sol da Verdade levanta-se no homem, ilumina seu mundo quando este eleva sua mente desde a obscuridade da ignorância e do egoísmo para a luz do altruísmo e da sabedoria.

Símbolo desse estado de consciência no homem são os olhos de águia que sobre os puros pés de Coatlicue procuram ver em direção ao Infinito…

PRÁTICA

Recomendamos a escolha de um lugar privado para as suas práticas. Um pequeno escritório ou mesa.

Uma toalha branca sobre a mesa. Uma pequena cruz de madeira ou de metal.

Velas de cera ou de parafina.

Escolha uma quinta-feira, das 9 às 10 horas, ou de 10 às 11 horas da noite.

Três dias antes de fazer a invocação do Deus Morcego, ou Camazotz, com quem o estudante tem de enfrentar e que queira avançar na senda, deve alimentar-se exclusivamente de frutas, legumes, pão preto e leite.

Não tema invocá-lo. A Alma purificada pelo amor e a sincera devoção ao seu Deus Interno não deve temer nada, nem a ninguém, senão ao próprio temor.

Depois de sua invocação, informe-se detidamente, detalhadamente, sobre o que experimentou, viu ou ouviu, durante a prática e guarde para você mesmo estas experiências de sua vida.

MAGIA NEGRA COM OS MORCEGOS

Precisamos advertir o estudante que os feiticeiros conseguem adoentar a suas vítimas, não somente com “bonecos”, mas também, até com os elementais de alguns animais.

Por isso os bruxos ou feiticeiros possuem milhões de procedimentos e de influências para causar impiamente toda classe de danos às suas vítimas.

Desta sorte conhecemos um mago negro que enviava vampiros, ou morcegos, à casa de suas odiadas vítimas com o fim de causar-lhes danos fatais.

Assim, esse homem tenebroso havia enriquecido com seus “trabalhos” de magia negra, manejando com habilidade maligna os seus exércitos de repugnantes quirópteros. Alimentava esses animaizinhos com azeite de bananeira, porém quando resistiam a obedecê-lo, castigava-os negando-lhes toda classe de alimentos.

Naturalmente nos calamos quanto aos procedimentos desse feiticeiro porque não ensinamos magia negra.

A dissolução dos problemas e os três cérebros

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A dissolução dos problemas mediante a Filosofia da Momentaneidade e o manejo dos Três Cérebros.

É necessário aprender a não forjar problemas na vida. Melhor, é preferível sair a campo, levar uma vida que está em harmonia com o Infinito.

Os problemas não são mais que formas mentais, formas criadas pela mente.

O que é um problema? É uma forma mental com dois polos, um positivo e outro negativo. Essas formas são sustentadas pela mente e deixam de existir quando a mente deixa de sustentá-las.

O que é que nós devemos fazer? Resolver problemas? Não, não é isso o que se necessita! Então, o quê? O que se necessita é dissolvê-los. Como se dissolvem? Simplesmente, esquecendo-os. Quando alguém está com uma preocupação, saia um pouco ao campo e procure pôr-se em harmonia com todas as coisas, com tudo o que é, com tudo o que foi e com tudo o que será.

Esquecer problemas é básico. Vocês me dirão que “é impossível esquecer os problemas”, porém, sim, é possível. Quando alguém quer esquecê-los, o único que tem de fazer é pôr a trabalhar qualquer outro Centro da máquina orgânica.

Lembrem-se vocês que o organismo humano tem cinco Centros, ou Cilindros, muito importantes: primeiro, o Centro Intelectual, situado no cérebro; segundo, o Centro Emocional, que está localizado, naturalmente, no plexo solar e centros nervosos simpáticos; o terceiro, o Centro Motor, encontra-se na parte superior da espinha dorsal; o quarto, o Centro Instintivo, encontra-se na parte inferior da espinha dorsal; e o quinto, o Centro Sexual, obviamente se encontra no sexo. Esses cinco Centros são básicos e indispensáveis, e deve-se aprender a manejá-los.

Sintetizemos um pouco: pensemos unicamente no Centro Intelectual, ou seja, no homem meramente intelectual; pensemos no homem emocional e pensemos também no homem motor-instintivo-sexual. Assim, sintetizando, creio que iremos nos entender, não é verdade? Agora, quanto ao homem intelectual, ele é o que cria os problemas de todo tipo.

Se vocês têm problemas, já disse que se resolvem esquecendo-os, que o importante não é resolvê-los, ao fim e ao cabo, senão dissolvê-los.

Então, como proceder? Pondo a trabalhar o Centro Emocional. Isso é o interessante, porque então o Centro Intelectual descansa e assim esquecemos o problema. E se quisermos trabalhar co qualquer outro Centro, poríamos a funcionar o Centro Instintivo-Motor, e isso já seria suficiente.

Aqui, neste bosque de Xochimilco [parque florestal muito famoso próximo à capital mexicana], estamos pondo a trabalhar o Centro Emocional e o Instintivo-Motor. Ao Emocional temos posto a trabalhar mediante a troca de impressões, de alegrias, e ao Instintivo-Motor o temos posto a trabalhar montando a cavalo, indo e vindo por este bosque, que é tão formoso.

Bem, estou dando a vocês a chave para dissolver os problemas, e isso é muito importante, não é verdade?

Se vocês me argumentarem que assim não se pode resolver, por exemplo, o pagamento de uma duplicata ou impedir que nos façam correr de casa por não pagar o aluguel, ou o pagamento de alguma dívida etc., eu lhes diria que os fatos são fatos e eles andam por si sós, porém que o problema é algo diferente. O problema é algo que a mente cria. Quando alguém o dissolve, o problema para ele deixa de existir.

As pessoas têm medo de resolver um problema, têm medo de esquecê-lo, e isso é muito grave. Pensam, por exemplo: “Se não pago o aluguel da casa, me expulsam, tenho de sair dela e então, para onde vou?” – eis aí o medo. Primeiro de tudo, tem-se de aprender a não temer, isto é o mais importante: Não Temer!

Quando se termina com o temor, a vida reserva à pessoa muitas surpresas agradáveis. Às vezes, o que parecia insolúvel torna-se solúvel, e o que parecia um problema demasiadamente difícil resulta mais fácil do que tomar um copo d’água. De maneira que a preocupação ficaria sobrando, não é verdade?

A preocupação danifica a mente, a preocupação faz a mente fica engarrafada no problema. É claro que o problema – com seus dois polos, positivo e negativo –, que não é mais do que uma forma mental, cria conflito lá dentro, e então vem a preocupação, que danifica a mente e danifica o cérebro também.

Aprender a viver de instante em instante, de momento a momento, é o que eu lhes recomendo; aprender a viver sem preocupação de nenhuma espécie, sem formar problemas. Quando alguém aprende a viver de segundo em segundo, de instante em instante, sem projetar-se para o futuro e sem as cargas dolorosas do passado, vê a vida desde outro ângulo, a vê de forma distinta. Façam vocês o ensaio, eu os aconselho.

Ocorreu-me dialogar com vocês sobre isso, neste Bosque de Xochimilco, porque vejo muita gente contente, uns vão e outros vêm, montando a cavalo sob estes arvoredos. As pobres pessoas vêm fugindo dos problemas que, verdadeiramente, elas mesmas os criam. Porém, por mais que fujam, se não os esquecem, os problemas continuarão existindo.

Então, este é o conselho que lhes dou: que vocês nunca sintam temor por nada!

Agora, não quero lhes dizer com isso que não se deva fazer algo, que não se deve trabalhar, que não haja necessidade de conseguir dinheiro para a subsistência ou para pagar dívidas etc. Tudo isso deve ser feito, PORÉM SEM CRIAR PROBLEMAS NA MENTE…

Aprendam a manejar os Três Cérebros – o intelectual, o emocional e o motor – e vocês verão como mudam. Se houver preocupação emocional, mudem de centro: ponham a trabalhar o instintivo-motor, saiam a passear, montem a cavalo, caminhem que seja, porém façam algo distinto e verão que a vitalidade não se esgotará em vocês, o corpo físico se rejuvenescerá maravilhosamente etc. Esse, pois, é o conselho que lhes dou.

Ali na Ásia há um mosteiro budista muito interessante. Lá, os monges vivem 400 ou 500 anos porque sabem manejar o cérebro intelectual, o cérebro emocional e o cérebro motor. Quando se cansam do cérebro intelectual, utilizam o emocional; quando se cansam do emocional, utilizam o cérebro motor, e nessa forma eles mantêm a energia, não esgotam seus Valores Vitais.

Há quem creia que quando se vem ao mundo é porque nascem em uma data e hora determinadas; bem, nisso não tenho nada a discutir. Porém, ademais, pensa-se que se tem de morrer em determinada data e a determinada idade, e isso, sim, é algo discutível.

O que ocorre é que os Senhores do Carma entregam à pessoa um determinado capital da Valores Vitais, que são depositados nos cérebros intelectual, emocional e motor. Se a pessoa esgota qualquer um deles, morre muito rápido, porém se se conservam seus Valores, pode viver até a idade de 90 ou 100 anos, e ainda mais.

De maneira que o que se deve fazer é aprender a manejar os três cérebros. Entendido?

Compreendam por que lhes falo do homem intelectual, do homem emocional e do homem instintivo-motor. Aprendam, pois, a manejar seus três cérebros em perfeito equilíbrio, e verão que, sim, podem conservar seus valores vitais e viver uma longa vida.

Isso é semelhante ao homem que sai a viajar com determinada quantidade de dinheiro.

Se desperdiça o dinheiro, não chegará ao fim da viagem, porém se o conserva, não só chega ao fim da viagem, mas que, ademais, tem com que pagar um magnífico hotel e regressar tranquilamente à sua casa.

Assim, repito, aprendam a manejar seus três cérebros, entenderam-me?

Vai-se morrendo, sempre, por partes. Que vocês observem que Franklin Roosevelt, por exemplo, começou a morrer quando contraiu a paralisia, ou seja, a paralisia de seu cérebro motor foi o começo que produziu, ao longo, a sua morte.

E quanto a outros, há os que morrem por causa do cérebro intelectual, abusam tanto do intelecto, têm tantas preocupações, que esgotam os Valores que estão nesse cérebro, e por aí começa, até que no fim morrem. Também há outros, como os artistas de cinema, que abusam do cérebro emocional. Por ali começa, até que ao final lhe afeta o coração e morrem.

Assim é a Humanidade. Que vocês não sigam por esse caminho. Aprendam a manejar seus três cérebros com perfeito equilíbrio, não desperdicem seus Valores Vitais e chegarão à ancianidade.

Samael Aun Weor, A Dissolução dos Problemas

Associações positivas para o despertar da Consciência

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As Escolas são inúmeráveis, por todas as partes, abundam escolas e autores que se combatem mutuamente.

Na Catedral de Notre Dame de Paris, desenhado no chão, aparece um labirinto. Recordemos o labirinto da ilha de Creta. No centro daquele labirinto estava o Minotauro cretense.

Diz-se que Teseu conseguiu orientar-se no meio desse labirinto até chegar onde estava o Minotauro e o venceu, enfrentando-o numa luta corpo a corpo. Sua saída do labirinto foi possível graças ao fio de Ariadne, que o conduziu até a liberação final.

É interessante que justamente no piso da Catedral de Notre Dame de Paris fosse desenhado esse maravilhoso labirinto. Indubitavelmente, tudo isto nos convida à reflexão.

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Orientar-nos não é coisa fácil. O labirinto das teorias é mais amargo que a morte. Alguns autores dizem que os exercícios respiratórios são magníficos e outros dizem que são prejudiciais.

Enquanto uns afirmam uma coisa, outros afirmam outra. Cada escola presume possuir a verdade. Portanto, o labirinto é muito difícil.

Quando alguém consegue chegar ao labirinto, tem que enfrentar o Minotauro cretense em luta corpo a corpo, isto é, tem de enfrentar seu próprio Ego, o Eu, o Mim Mesmo, o Si Mesmo; e só se consegue sair do centro do labirinto mediante o Fio de Ariadne, que deve conduzir-nos até a luz.

Mas a maior parte das pessoas se perde nesse labirinto de tantas teorias, de tantas escolas e de tantas confusões.

O que fazer para nos orientarmos? De que maneira? Obviamente, deve nos interessar o Despertar da Consciência, só assim podemos verdadeiramente caminhar com êxito dentro desse misterioso labirinto. Porém, enquanto não tenhamos despertado, estaremos confundidos.

Alguns até se entusiasmam por estes estudos momentaneamente, e depois os abandonam. Há aqueles que, com a cabeça recheada de teorias, creem haver descoberto o caminho secreto, ainda que andem bem adormecidos.

Parece incrível, mas há Mestres da Grande Loja Branca, verdadeiros gnósticos no sentido transcendental da palavra, radicalmente despertos, absolutamente autorrealizados, em linguagem alquimista diríamos: sujeitos que já têm em seu poder a Gema Preciosa, e, no entanto, não sabem ler nem escrever. São completamente analfabetos, mas autorrealizados e despertos.

Em troca, vemos no caminho da vida, dentro das diversas escolas, organizações, seitas, ordens etc., sujeitos com a cabeça recheada de teorias, indivíduos com rica erudição, mas com a consciência completamente adormecida. São ignorantes ilustrados que não somente não sabem, mas, o que é pior, sequer sabem que não sabem.

Estes se perdem, ao se cumprirem suas 108 existências, ingressam na involução submersa dos Mundos Infernos. Mas eles creem que vão muito bem, por certo; quando se pergunta alguma coisa, demonstram uma erudição surpreendente. Têm mentes fulgurantes, seus conceitos são brilhantes, com provérbios luminosos, contundentes e definitivos; mas, de que lhes serve tudo isso?

Antes de mais nada, necessitamos despertar, para saber como vamos nos orientar. De que nos serviria ter a cabeça recheada de letras, se continuamos com a consciência adormecida? Mais valeria sermos analfabetos, porém despertos…

Inquestionavelmente, meus caros irmãos, a primeira coisa que precisamos saber é que estamos adormecidos. Infelizmente, ainda que eu esteja afirmando isto aqui e ainda que vocês aceitem que estão adormecidos, ainda assim vocês não têm consciência de que estão adormecidos, e isto é que é precisamente o grave!

Qualquer um pode saber que dois mais dois são quatro, porém outra coisa é ter consciência de que dois mais dois são quatro. Há verdades sumamente simples, que qualquer um as repete intelectualmente e pensa que sabe, crê que tem consciência delas, mas não tem…

Se queremos realmente despertar, temos de começar reconhecendo que estamos adormecidos.

Quando alguém reconhece que está adormecido, é sinal inconfundível de que já começa a despertar. Mas não se trata de reconhecer intelectualmente, não. Qualquer um pode dizer automaticamente “sim, estou adormecido”, mas outra coisa é alguém estar consciente de que está adormecido, isto é diferente. Existe uma grande diferença entre o intelecto e a consciência.

No mundo físico, temos que aprender a determinar associações específicas, inteligentes, para a vida nos mundos superiores. Durante o mal chamado “estado de vigília”, estamos associados a todos os seres humanos, seja através do trabalho, no lar, na rua, etc. Durante as horas de sono, também existem associações, e estas são o resultado específico daquelas que temos no mundo físico.

Por exemplo, se um sujeito vive nos bares, obviamente suas associações serão com bêbados, e, nos mundos internos, durante as horas de sono e depois da morte, sua vida será uma vida de bares, relacionado com gente de botequim e vagabundos de todo tipo. Se alguém se associa com ladrões e bandidos, nos mundos internos, durante as horas de sono, viverá entre bandidos e ladrões.

Assim, portanto, nós devemos determinar, aqui e agora, no mundo físico, o tipo de associações que queremos ter durante o sono e depois da morte…

Estarmos associados aqui é conveniente para nós, porque o resultado será que nos associaremos também durante as horas do sono e depois da morte.

É muito bonito estar associado, durante as horas de sono, aqui mesmo, neste templo, estudando os mistérios da vida e da morte. É muito bonito estarmos dedicados ao estudo depois da morte, mas isto só é possível se nos reunirmos frequentemente.

Portanto, repito, nós mesmos devemos provocar o tipo de associações que desejamos, nós mesmos devemos provocar o tipo de associações que queremos ter durante as horas de sono e depois da morte. Compreendendo isto, estabeleceremos bases muito fortes para o despertar da consciência…

Necessitamos aprender a viver, meus caros irmãos, porque acontece que os seres humanos não sabem viver e isso é muito grave. Não medimos o tempo, achamos que este veículo físico vai durar uma eternidade, quando na realidade não dura quase nada, logo se torna pó…

O teatro e o cinema são coisas que causam danos muito sérios ao ser humano. Em outros tempos, por exemplo, na Babilônia, o teatro era completamente objetivo. Tinha como único propósito o estudo do Carma, e a ilustração que devia ser dada aos assistentes.

Os atores não aprendiam de memória nenhum papel; alguém aparecia em cena sem se ter estudado qualquer papel; autoexplorava a si mesmo sinceramente, com o objetivo de saber o que era que mais ansiava e isso, o que mais ansiava, era o que falava.

Suponhamos que quisesse beber, então exclamava: “Tenho vontade de beber!” Outro sujeito que aparecia por ali escutava aquela frase e se autoexplorava para ver o que sentia em seu interior e, o que sentisse, respondia: “Eu não quero beber, por causa do álcool fui parar na cadeia, por causa do álcool estou na miséria…”

Um terceiro que aparecia (porque para isso tinha sempre um grupo de atores), da mesma forma nunca dizia outra coisa diferente do que sentia no fundo de sua consciência, algo que ele havia vivido, algo que se relacionasse com o que os outros dois estavam falando.

Vamos supor: “Eu tive muito dinheiro, tive um lar maravilhoso, mulher, filhos, mas, por estar bebendo vinho, vejam como fiquei, senhores!”

Em seguida aparecia uma pobre mulher outra artista: “Perdi meu filho por causa da bebida, perdi meu filho por causa dessa maldita bebida…”

Assim começava a se desenvolver um drama, uma cena improvisada, que muitas vezes podia terminar na forma mais dramática.

Os notários escreviam tudo rigorosamente, não só o desenvolvimento do drama em si mesmo, como até os resultados finais, e ainda selecionavam depois o melhor de tal peça. Dessa maneira, chegavam a conhecer os resultados kármicos de tal ou qual cena…

Havia muitas cenas, cenas de guerra, cenas de amor, mas em todas surgia sempre o espontâneo, o natural, não algo que o intelecto podia inventar artificialmente, não… O que surgia era aquilo que cada um dos atores tinha vivido. Esta era a arte objetiva da Babilônia…

Então, realmente, meus caros irmãos, os fatores eram muito diferentes. A música que se usava instruía devidamente o cérebro emocional, era uma música especial.

Eles sabiam perfeitamente que no organismo humano existem, diríamos, certos gânglios que se formaram com os sons do universo, e sabiam manejar todos esses gânglios, todas essas Partes do Ser, através de diferentes combinações musicais. Assim, o cérebro emocional era instruído através da música.

Vocês sabem que uma marcha de guerra nos dá vontade de marchar, que uma música fúnebre nos põe a meditar, a refletir, que uma música romântica traz lembranças de tempos idos, de noites de amor etc.

Eles sabiam combinar inteligentemente os sons para instruir sabiamente o centro emocional. Vejam vocês que interessante!

O centro do movimento também recebia ensinamentos através de danças sagradas. Essas danças eram importantíssimas na Babilônia. Cada um dos movimentos equivalia a uma letra e o conjunto de letras formava determinadas orações, determinadas teses, determinadas antíteses, determinadas instruções, etc. Assim, todo auditório recebia uma cultura riquíssima…

Era outro tipo de teatro. Os artistas não se chamavam artistas e sim “orfeístas”, termo que interpretado significava: sujeitos que sentem com inteira precisão as atividades da Essência, da Consciência…

Depois da cultura greco-romana, o teatro degenerou. Os orfeístas desapareceram e então surgiram os chamados “artistas cômicos”, os atores.

Lembro-me muito bem de que uns 50 anos atrás, pouco mais ou menos, os atores eram chamados vulgarmente de “comediantes” e eram vistos com desprezo. Lá pela Idade Média, foi promulgada uma lei que obrigava os atores a se barbearem e a tirarem todos os sinais de masculinidade.

Qual era o objetivo? Em primeiro lugar, claro, eles deviam estar em condições de se maquilar de acordo com o drama que tivessem de representar, mas, em segundo lugar, queria-se, antes de tudo, diferenciá-los do resto das pessoas.

Sabia-se que esses atores modernos têm, diríamos, uma irradiação perigosa, infecciosa, altamente hanasmussiana. Portanto, barbeados e sem os sinais de masculinidade, os demais podiam evitar de passar perto deles ou estender-lhes a mão.

Se observarem cuidadosamente a vida dos chamados “artistas de teatro”, sentirão, se forem um pouquinho sensitivos, ou poderão captar esse tipo de radiação hanasmussiana que eles emitem e que infecciona a mente das pessoas.

Hoje esse costume já passou, já não há uma lei neste sentido contra eles, já se lhes estende a mão, são tratados de igual para igual e até existe quem os quer imitar… Assim, eles podem destilar perniciosamente suas ondulações de hanasmussen nas mentes de todas as pessoas.danca-sagrada-gnosisonline

Dói um pouquinho ter de declarar isto, porque há muita gente que vive do drama e da interpretação, que são atores. Mas temos de nos colocar no plano das realidades concretas.

As pessoas que já passaram dos 50 anos se lembrarão que até a metade do século ainda eram olhados com desdém, eram tratados como simples cômicos ou comediantes etc.

Claro, eles abriram caminho e agora são considerados de igual para igual, mas nem por isso deixam de emitir suas ondulações, que são terrivelmente perigosas…

Naturalmente, eles aprendem seus papéis de memória, completamente subjetivos, coisas que nunca existiram; dramas ou comédias que podem ter ou não alguma realidade, mas que são somente produções de suas mentes, e o honrado público, diante dos palcos, dorme terrivelmente.

Quando digo “dormem”, ponho este termo entre aspas, pois quero afirmar, de forma enfática, que a Consciência dos que assistem entra no mais profundo sopor do sono.

Inquestionavelmente, esse tipo subjetivo de arte acaba com a possibilidade das percepções reais.

O que é um Turiya ? Turiya é um homem que pode falar com seu próprio Deus Interno, frente a frente.

Pois bem, esse tipo de arte subjetiva realmente nos impede de chegar ao estado de Turya, por isso é pernicioso.

Em nome da verdade, digo-lhes que, pessoalmente, não me agradam nem cinema nem a televisão.

Quando alguma vez, por curiosidade estive olhando alguma coisa na televisão, depois tive um remorso de consciência espantoso, tive de proceder uma limpeza de todos os elementares que se formaram em minha aura, e não volto a ficar tranquilo até eliminar o último deles.

Acontece que alguém, ao ver essas cenas, repete com a mente de forma automática tudo o que está vendo, então tudo toma forma na mente. Com a “essência da mente”, como diria o senhor Leadbeater, formam-se elementares, iguais aos que a pessoa viu na tela, e que roubam parte da própria Consciência.

Depois de se estabelecerem na mente, eles causam muito dano. Repito: roubam uma parte da Consciência da pessoa e convertem-se em criaturas vivas dentro da pessoa.

Depois de ter ficado olhando, repito, uma televisão ou um filme no cinema tive de sofrer muito, desintegrando os elementares que se formaram em minha mente. No final consegui desintegrá-los, mas depois de muitos TRABALHOS CONSCIENTES E PADECIMENTOS VOLUNTÁRIOS.

Por tal motivo, renunciei definitivamente à televisão e ao cinema.

Explico a vocês tudo isso para que saibam se orientar, porque se alguém quer verdadeiramente chegar a despertar, tem de saber viver. Se alguém quiser se desenvolver conscientemente nos Mundos Internos, converter-se num investigador competente da vida nos Mundos Superiores, obviamente terá que promover suas próprias associações.

Associações como as que temos neste momento, estamos reunidos em plena assembleia e isto é extraordinário. Estamos dialogando sobre o despertar da Consciência e isto é magnífico, porque estamos promovendo associações extraordinárias nos Mundos Superiores.

Quando vocês forem para casa e seus corpos caírem adormecidos em suas respectivas camas, obviamente sairão do corpo e, ao saírem do corpo, voltarão a se reunir entre si da mesma forma como estão reunidos esta noite aqui no físico. Assim se reunirão lá no astral para a mesma coisa, para o estudo do despertar e, é claro, receberão ajuda dos Mestres da Fraternidade Oculta.

Estão promovendo, portanto, associações extraordinárias para os Mundos Superiores. Mas se vocês não estivessem aqui e sim em um bar, em uma casa de jogos ou em um cabaré, à noite, quando seus corpos dormissem, e a Essência de cada um de vocês estivesse fora, isto é, com seus valores interiores fora do corpo, se associariam novamente, mas já não seria para estudar o despertar da Consciência.

Assim, a Consciência irá despertando e um dia ficará completamente desperta. Uma vez despertada a Consciência, estaremos suficientemente preparados para ver o caminho por nós mesmos, o caminho que há de nos conduzir, realmente, à libertação final.

Como poderíamos ver o caminho por nós mesmos se não nos esforçássemos em despertar? Podem, por acaso, os adormecidos ver o caminho?

Então, precisamos despertar, não é verdade? Quando alguém desperta, compreende, compreende o que é; e faz um inventário do que tem, do que lhe sobra e do que lhe falta. Muitas faculdades que alguém acha que tem, não tem e muito que não sabe que tem, realmente tem.

Mas alguém só vem a fazer este inventário de si mesmo quando está desperto. Como um adormecido iria fazer um inventário de si mesmo? Que sabe ele de si mesmo? Assim, pois, despertar é fundamental, vital, mas, para despertar, há que saber viver!

Está escrito que “quem com lobos anda, a uivar aprende”. Temos de saber com quem andamos, qual é o tipo de associações que iremos criar na vida prática, devemos saber selecionar nossas amizades, porque isso é definitivo.

Conforme nos esmerarmos em viver inteligentemente, nossa consciência irá se fazendo cada vez mais desperta, até que por fim poderá algum dia despertar completamente. E ao despertar, poderemos nos dar conta do lamentável estado em que nos encontramos.

O ser humano normalmente tem tão somente o corpo planetário. Qual é o corpo planetário? O corpo físico com sua base vital, é claro. Além do corpo físico, a única coisa que existe é uma soma de agregados psíquicos inumanos, nossos próprios defeitos psicológicos, assumindo, diríamos, figuras alegóricas: ira, cobiça, inveja, orgulho, luxúria, preguiça, gula, etc., etc.

Que é o que continua depois da morte? Uma soma de agregados psicológicos. Se dizemos que depois da morte o que continua é um montão de diabos, não estamos exagerando, é verdade!

Podemos chamá-los de ira, cobiça, inveja, etc., mas é isso o que continua…

Certamente, não possuímos um centro permanente de Consciência. A Essência está enfrascada em todos esses agregados inumanos. Não há, pois, uma individualidade permanente no animal intelectual equivocadamente chamado homem.

A individualidade é algo ainda para se conseguir. Se queremos nos individualizar, devemos nos desegoistizar. Só mediante a desgoistização é possível a individualização…

De que forma poderíamos nos desegoistizar? Eliminando os elementos inumanos que levamos dentro. Como poderíamos eliminá-los? Só depois de tê-los compreendido.

Podemos, por exemplo, saber que temos ira, mas não temos consciência de que temos ira, e isso é diferente. Precisamos nos tornar conscientes do processo da ira. A ira tem muitas metamorfoses, muitas causas. Existe a ira pela língua, pela palavra, há ira pelo ânimo ou pela mente. São diferentes formas de ira.

Há aquelas que são devidas ao amor próprio, alguém nos ofende o amor-próprio e sentimos ira. Existem iras provocada pelo ciúme, ataques de ira causados pelo ódio etc.

Temos de investigar todos os aspectos da ira, não somente do ponto de vista meramente intelectual.

Não se trata de investigar a ira de uma forma abstrata, mas a nossa ira particular, o que é diferente.

Vamos pela rua e de repente alguém nos insulta sem motivo algum e reagimos furiosos. É óbvio que ao chegarmos em casa devemos refletir. Por que reagi daquela forma? Qual foi a causa causorum dessa reação? Devemos nos tornar conscientes desse aspecto da ira.

Se outro dia qualquer tivermos um ataque de ira por causa de ciúmes, teremos de refletir sobre esses ciúmes. Por que foram provocados aqueles ciúmes? Assim conheceremos cada faceta do defeito. A mesma técnica deve ser aplicada ou levada a todos os outros defeitos que temos dentro de nós.

A eliminação só é possível com a ajuda da Divina Mãe Kundalini. Alguém pode compreender que tem um erro, um defeito psicológico, e, no entanto, continuar com ele; eliminação é diferente! Só é possível eliminar um defeito com a ajuda de Devi Kundalini.

O maior grau de poder de Devi Kundalini acha-se no sexo. Isto não quer dizer que pelo motivo de um indivíduo não ter mulher ou de uma mulher não ter marido, que não possam eliminar seus erros. Claro, sempre contarão com a ajuda da Mãe Kundalini.

O que quero dizer é que a força principal da Mãe Kundalini está no sexo. Se alguém tem a sorte de possuir uma esposa, bem que poderão trabalhar na Forja dos Cíclopes e solicitar a Devi Kundalini, em pleno trabalho, que elimine tal ou qual defeito psicológico que tenha sido compreendido devidamente. Assim é como vamos morrendo de instante a instante, de momento a momento.

Antes de tudo, é necessário que nos tornemos conscientes do que significa a morte do Eu. A base, o fundamento, de qualquer progresso se estriba na morte, porque só com a morte advém o novo.

Se o grão não morre, a planta não nasce…

Mas acontece que a maioria dos estudantes esoteristas se esquece da morte. Só pensam em se aperfeiçoar, em adquirir poderes, etc., e se esquecem da morte…

Se alguém vai ao cinema, isto significa que se esqueceu da morte, não é verdade? Porque se alguém quer morrer em si mesmo, não vai ao cinema, já não lhe interessa mais o cinema. Eu nunca vi que um morto, que um cadáver dentro de um ataúde se interessasse pelo cinema.

Se alguém está se divertindo lindamente com a televisão, está demonstrando até a saciedade que se esquece da morte, já que nenhum cadáver iria se sentar para ver televisão.

Isto de Autorrealização é algo muito sério, não se pode levar na brincadeira. Se é Autorrealização o que queremos, a base é a morte.

Na Igreja Gnóstica, podemos ver que nunca falta um grande ataúde. Precisamente, uma das câmaras da Igreja Gnóstica é precisamente a mortuária. Ali se poderá ver um formoso e belíssimo ataúde, nas Lojas, também nunca falta um ataúde.

É lamentável que aqui não tenhamos um ataúde, quando deveria haver um. Deveria estar, visível não? Porque é muito importante…

Em todo o caso, o ataúde, ainda que pequeno, é um símbolo vivo de que estamos dispostos a morrer, de que é necessário Morrer para Ser. Não devemos esquecer a Morte.

Com justa razão, os monges de La Cartuja, na Espanha, têm uma saudação muito especial: “Hermanos, de morir tenemos”. E responde o outro monge: “Hermano, eso ya lo sabemos”. Esta é a sua saudação cada vez que se encontram: “Hermanos, de morir tenemos…” “Hermano, eso ya lo sabemos.”

O que nos interessa não é a morte do corpo físico. Este podemos perder ao sair de casa, a qualquer momento, na própria cama, podemos cair da cama no chão e morrer, escorregar em uma casca de banana em qualquer rua, matar-nos, isso não é importante. O que nos interessa é a morte do Eu, do Mim Mesmo.

Esse Eu que temos por dentro nos torna horríveis. Se vocês estivessem despertos, poderiam evidenciar o que estou dizendo. As radiações que toda pessoa que tem o Eu carrega são bem semelhantes às do Conde Drácula, são desagradáveis, sinistras, esquerdas.

Quando estou em meditação, por exemplo, e vem alguém por aí que tem o Eu, de longe sinto suas sinistras vibrações, que são as mesmas do Conde Drácula: desagradáveis, sinistras esquerdas… O Eu nos torna verdadeiramente imundos no sentido mais completo da palavra.

Assim, quando alguém consegue eliminar o Eu, desintegrar todos os elementos inumanos que carrega dentro de si, fica radicalmente desperto, cem por cento, isto é óbvio. Também é necessário que nos vistamos com os Corpos Existenciais Superiores do Ser…

Vem-me à memória, nestes momentos, certa instrução recebida em noites passadas. Ali, no mundo astral, tocou-me viver uma cena muito interessante. Fizeram com que me sentisse como que perseguido, ainda que estivesse consciente, os Veneráveis provocaram uma cena de perseguição…

De repente, eu estava encerrado em certa casa, fui visitado e todos eles, os Veneráveis da Fraternidade Oculta, instruíram-me cantando de forma deliciosa. Disseram-me que a perseguição da Lei (não referindo-se às leis terrenas, mas às leis do Karma), somente passa quando alguém não anda bem vestido, num belo carro e com bastante dinheiro no bolso. Portanto, se vocês andarem bem vestidos, num magnífico carro e com bastante dinheiro no bolso, acabaram-se as perseguições…

Estou falando numa linguagem que vocês tem de saber entender… A que carro se referiam os Veneráveis? Ao carro de Mercabah! E o que é este carro? Este carro é formado pelos quatro corpos: físico, astral, mental, e causal. Este é o carro! Quando na Cabala vocês ouvirem falar do Carro de Mercabah, saibam que se refere aos quatro corpos…

“Bem vestido!” Que se entende por um personagem bem vestido e com um belo carro? Aquele que fabricou os Corpos Existenciais Superiores do Ser e que, ainda mais, os cristificou. Este é um sujeito bem vestido!

E que “carrega um bom dinheiro no bolso…” O que se está afirmando? Que tem capital cósmico!

Este capital se consegue fazendo boas obras, trabalhando pela humanidade…

É óbvio que ninguém vai perseguir um Mestre como o Conde de Saint Germain… Como iriam os Senhores do Karma perseguir um Jesus de Nazaré? Quem vai perseguir um Jesus de Nazaré?

Perseguem o “indigente”, o infeliz que anda mal vestido, a pé, todo enfraquecido e sem dinheiro…

Quem é “o infeliz, o indigente mal vestido”? O “mendigo”, quem será? Aquele que não fabricou os Corpos Existenciais Superiores do Ser; Villegas e todo o que chega, Vicente e toda gente, Raimundo e todo o mundo… Estes são vítimas da Lei!

Vocês não percebem? Vão para lá e para cá, sempre na desgraça, nascem sem saber como e morrem sem saber porque, sempre com uma venda nos olhos, do berço até a sepultura. Casam-se, enchem-se de filhos, vivem na pobreza mais desgraçada, sempre infelizes, sempre perseguidos.

Quando alguém se veste bem, tem um belo carro e bastante dinheiro no bolso, se acabou a perseguição…

Quem perseguiria o Conde Cagliostro? Se o próprio e famoso Luís XV nada pôde contra ele…

Encerrou-o na Bastilha, sem dúvida, mas vocês acham que o Conde iria ficar ali preso? Um homem que manejava os estados Jinas? Por quanto tempo ficaria ali? Estaria em Roma, em Paris, em Londres, por todas as partes, menos na Bastilha. Quando saiu da Bastilha dois meses depois, saiu regiamente, esplendidamente, cheio de ouro e diamantes, sorridente, alegre, diante das multidões (10 mil pessoas o carregaram sobre os ombros).

Foi um triunfador, não é verdade? Dizem que o colocaram na prisão e que nela morreu. Isso é falso! Ninguém sabe o que aconteceu com o Conde Cagliostro…

E que diremos do Conde de Saint Germain, de Altotas, o Grande Iniciado? Ainda vive, sempre combatido, mas jamais vencido. De maneira que, irmãos, vistamo-nos bem e tudo mudará.

Tenhamos um belo carro e teremos uma vida melhor: obviamente, teremos de fabricar este carro. Começaremos pelo corpo astral. Para tanto, isso é necessário, para isso teremos de utilizar o esperma sagrado.

Infelizmente, as pessoas comuns e correntes não sabem apreciar o valor do esperma, o gastam, o extraem miseravelmente do seu organismo. Ali, no entanto, é onde está todo o poder com o qual poderão mudar a totalidade de sua vida e se converterem em Deuses, mas o jogam fora como se fosse nada.

Eles mesmos se arruinam e se condenam à desgraça. Mas, ao transformar esse esperma, ao convertê-lo em energia, as coisas mudam; porque é com essa energia sutilíssima do sexo que vamos elaborar o corpo astral.

Uma vez forjado este corpo, formado, poderemos viajar com ele consciente e positivamente.

Alguém sabe que tem um órgão quando o usa. Sabemos que temos mãos e braços porque os movemos, sabemos que temos pés porque caminhamos com eles, isso é óbvio… Assim também, quando alguém se dá ao luxo de fabricar seu corpo astral, sabe que o tem porque pode usá-lo, porque pode se mover com ele de forma positiva, dinâmica.

Outro tanto ocorre com o mental, há que fabricá-lo através da transmutação do esperma em energia. As pessoas não têm uma mente própria, nós necessitamos criar uma mente individual, própria, e somente pode ser criada através da transformação do esperma em energia.

E por último fabricar o corpo da vontade consciente, para dirigir todas as circunstâncias. Quem é vítima das circunstâncias, não possui o corpo da vontade consciente. Temos que aprender a determinar as circunstâncias, e não que as circunstâncias nos determinem. Aquele que ainda é determinado pelas circunstâncias, é como um lenho jogado nas embravecidas ondas do oceano, é uma vítima de todas as calamidades.

Precisamos aprender a determinar as circunstâncias e isso só é possível criando o corpo da vontade consciente. Cria-se tal corpo com a transmutação do esperma em energia. É com essa sutilíssima energia do Ser que se vai criar o corpo da vontade consciente…

Estes quatro corpos, físico, astral, mental e causal, constituem o carro. Estando o carro totalmente fabricado, falta que entre nele o condutor. Quem é o condutor do carro? Nosso próprio Ser.

Mas o Ser não vai entrar em um carro que não existe; há que criar o carro. Então, quando recebemos o Ser, Ele fica como um Senhor em seu carro, um senhor bem vestido e com um magnífico carro. Bem vestido com os Corpos Existenciais Superiores do Ser, com as vestimentas sagradas, uma carruagem preciosa, já não se é vítima das circunstâncias…

Quem chega a ter estes corpos, deve aspirar um pouco mais, deve cristificá-los. (Muitas obras foram escritas sobre cristificação). Os corpos cristificados são extraordinários. Qualquer sujeito que se cristificou é de fato um Grande Senhor, que pode se dizer que está bem vestido, que já deixou de ser vítima das circunstâncias e de ser perseguido pelas leis do destino, se converte em um Senhor, Senhor no sentido mais completo da palavra…

Em outra época, a humanidade vivia de acordo com certo princípio, que permitia conservar o corpo físico até o momento em que se tivesse fabricado os Corpos Existenciais Superiores do Ser, mas é que então a humanidade cumpria com o Dever Cósmico.

Qual é o dever cósmico? VIVER SEMPRE DESPERTO!

Um indivíduo que lê um livro a quinhentos quilômetros por hora, de página a página, e diz “já sei de tudo”, está arruinando seu cérebro intelectual, não está cumprindo com o Dever Cósmico.

Em nome da verdade, digo isto a vocês: eu quando estudo uma obra, reflito profundamente no parágrafo que estou estudando, medito nesse parágrafo e não passo ao seguinte até ter-me feito consciente dele. Se não o compreendi, não prossigo porque é absurdo. Assim, pois, temos de nos tornar conscientes do que lemos. Isto é parte do Dever Cósmico…

Em seguida, temos o Centro Emocional… Deixar-se levar por emoções violentas é absurdo. Nas arenas de touros vê-se cenas escandalosas: mulheres que no desenfreio de suas paixões tiram suas roupas internas, seus sapatos, e os jogam aos toureiros, ficam completamente loucas; homens fazendo barbaridades e por fim carregando o toureiro nos ombros, como se fosse um grande senhor, quando não é mais do que um pobre tonto…

Nas partidas de futebol são vistas coisas horrendas. Muitas vezes os futebolistas terminam a partida numa batalha campal. Por que? Se examinarmos o motivo, veremos que é imbecil, absurdo.

Há aqueles que justificam o futebol, alguns dizem que devemos o futebol aos antepassados, que os astecas já o jogavam… Há quem diga: sim, aqui era onde tinham as bilheterias, onde vendiam as entradas, e isso é falso!

A bola de futebol representava o sol para os astecas e quando eles jogavam, estavam representando a luta da luz contra as trevas, era um movimento ritual, previamente estudado…

Vejam vocês aqui este quadro que temos na ara. No solo, as lousas brancas e negras representam a luta entre a luz e as trevas. Assim, também o jogo de pelota entre os astecas era uma Liturgia previamente estudada.

Cada movimento correspondia à Liturgia, não havia movimentos a esmo, todos eram previamente traçados. Com todos esses movimentos, simbolizava-se ou alegorizava-se a luta entre os poderes da luz e os das trevas.

Um jogo similar foi estabelecido nas catedrais góticas da Idade Média, na Europa. Tal jogo realizava-se exatamente dentro das catedrais e era parte da liturgia dirigida pelo padre; simbolizava a luta entre os poderes da luz e os das trevas.

Agora, esse joguinho tonto dos futebolistas não tem tradição alguma exceto a de um pobre tonto da Inglaterra a quem ocorreu um dia encher de ar uma bexiga, dessas de rês, depois de borracha, e após tê-la inflado, depois que o globo estava inflado, envolveu-o num pedaço de couro, costurou-o e pôs-se a dar chutes.

Em poucos dias, aconteceu que por todas as partes de Londres a imprensa protestava porque muitas senhoras tinham seus chapéus derrubados por tais bolas, os vidros das janelas quebravam, etc. A polícia interveio, mas não foi possível acabar com esse vício, que se propagou mundialmente. Agora, “é muito sério”, tornou-se “sério”. Tornar séria a tolice de um vagabundo, de um tipo que não tinha trabalho em Londres? Esta é uma das coisas mais estúpidas!

Pergunta: Com que elementos vamos formar os Corpos Existenciais Superiores do Ser?
Samael Aun Weor: Com o Mercúrio. Para a formação dos Corpos Existenciais Superiores do Ser, o Mercúrio só serve se antes foi fecundado pelo Enxofre. É necessário que o Mercúrio seja fecundado pelo Enxofre. Isso é tudo.

Dança cerimonial ou a magia da concentração dinâmica

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O que é a Dança, na visão esotérica? Fundamentalmente, o Pilar da Arte, dentro da Gnosis, tem a característica de equilibrar e complementar os pilares da Ciência e da Filosofia e acercá-los à experimentação do Pilar do Misticismo. A Arte é o elemento que serve de veículo para esta complementação.

“A Arte – diz o Mestre Samael – é a expressão positiva da mente… Todos os Adeptos têm cultivado as belas artes”. Sua principal característica é a Inspiração – o polo oposto da Intelectualização – que leva à Intuição do coração.

A dança é uma manifestação da arte em seu mais transcendental significado, que tem como princípio básico o de que através da prática de certos movimentos físicos que imitam movimentos cósmicos é possível realizar uma conexão entre o macrocosmo e o microcosmo a nível energético por causa do Princípio Hermético da Correspondência, e por este meio ter acesso a uma informação de Ordem Superior.

Nas palavras do Mestre Samael: “As danças sagradas eram verdadeiros Livros informativos que transmitiam, deliberadamente, certos conhecimentos cósmicos transcendentes”.

Conhecendo perfeitamente o movimento das forças cósmicas do Universo, nossos antepassados aprenderam a reproduzi-los e correspondê-los interna e misticamente em suas formosas danças. O Mestre Samael menciona que os “dançarinos antigos conheciam as sete partes independentes do corpo e sabiam muito bem o que são as sete linhas distintas do movimento…”

Mediante a concentração dinâmica, ou meditação em movimento, compreenderam que na criação de um movimento rítmico e compassado, descobriram este movimento (ritmo, vibração, música, cor etc.) no núcleo das estrelas como no das células; no coração dos animais e no dos homens; no interior das plantas e no dos minerais. Mover-se quer dizer VIVER! Estar imóvel significa estar desprovido da vida. A imobilidade equivale, na mitologia de todas as culturas, à não-existência e é um estado anterior à Creação.

Sob esse princípio nasceram as danças sagradas dos tempos do Egito, da Babilônia, da Grécia, as danças dos dervixes girantes na Pérsia e as danças mexicah em Anáhuac (México), entre outras. Na Roma antiga, os mais importantes conselheiros encabeçavam as procissões nas festas, sendo a procissão uma forma de dança. Na mitologia grega Reia, esposa de Cronos, ensina os filhos da terra a dançar.

Orfeu ordenava que todo aquele que entrasse na sabedoria dos Mistérios deveria ser recebido com a dança. Sócrates estimava que a dança era uma necessidade essencial e Platão dizia que o homem que não sabia dançar não era educado.

A dança na Grécia estava associada, desde os tempos mais remotos, com os deuses, tais como: Helios, Dionisos, Pan, Ártemis… todos dançavam. No Egito dos faraós executavam-se danças solares ao redor dos templos. Na Índia é o próprio Shiva quem cria o universo por meio da dança. É Ele quem obriga a matéria a se pôr em movimento; quem cria e destrói o universo.

Sua dança simboliza a atividade divina como a fonte de energia que põem em movimento o universo.

No Antigo Testamento existem vários termos que se referem à dança e que sugerem desde o dançar em círculo (como o fez, o rei David ante Jeová) até “torcer-se de dor durante o parto”, aludindo ao movimento criador da vida. Nos Atos de São João (texto gnóstico apócrifo escrito ao redor do século 3º ), Cristo ensina seus discípulos a orar através da dança circular, terminando o hino com suas próprias palavras: “quem não dança não conhece os caminhos da vida”.

No México antigo a dança era associada à palavra macehualiztli, que alude a um “merecimento” através da penitência, e era considerada de caráter mágico porque permitia obter o merecimento dos deuses através do enlace das quatro direções do universo.

POR QUE A DANÇA É SAGRADA?

• Porque toda atividade humana que transcenda os limites do profano pode alcançar um estado sagrado ou superior. Para isso será necessário que dita atividade leve a necessidade de alcançar um terceiro estado de consciência e uma constante recordação do Ser, além de buscar um objetivo impessoal que a converta em um ato consciente: um sacrifício (sacro ofício).

• Porque ela “representa” – como se fazia antigamente através dos Mystéyn (Mistérios) ou representações teatrais de tema divinos, que se converteram nos modernos rituais – um acontecimento espiritual e cósmico, ou seja, superior, e dessa maneira instrui a consciência, que é a finalidade de todo ritual.

• Porque ao ser entendida uma prática ritual, que com liturgia contém uma linguagem alegórica, simbólica e mística – neste caso manifestada através da evoluções e movimentos dos dançarinos, a música e em algumas ocasiões o canto – instrui a consciência por meio do que o Mestre Samael chama os “fundamentos psicológicos ritualísticos”, ou seja, a psicologia do ritual.

Este sistema, presente em toda prática cerimonial, elude o processo de racionalização através do intelecto, passando informação e a sabedoria diretamente à parte emocional do centro intelectual e dali ao Centro Emocional Superior, se a disposição e concentração do participante o permite.

Desta maneira se explica o porquê através do ritual, a cerimônia ou qualquer prática mística como a dança, é possível para o participante e para o observador (público ou congregação) ter “experiências místicas” inexplicáveis para o intelecto ou a razão.

• Porque a dança é um caminho espiritual que conduz o homem a seu reencontro com a verdade. A dança desperta a sensibilidade no dançarino, permite-lhe ver através dela, seu próprio caminho, o caminho que como buscador do conhecimento deve seguir. Sendo o dançarino um servidor do Grande Misterioso, converte-se em um instrumento para a manifestação do Grande Espírito.

O Grande Espírito é o Divino que habita no fundo da alma e nEle se encontra a autentica e legítima faculdade cognoscente, conforme o dançarino-iniciado percorre o Caminho Vermelho da aniquilação do ego e desenvolve sua consciência, essa última vai iluminando o dançarino, despertando o seu Átomo Dançarino (Átomo Nous, que é o átomo girante de Deus, que se encontra no coração) e a dança daquele guerreiro da Luz se transforma em uma expressão de seu Ser Interior Profundo.

A dança sagrada é, e sempre será, uma expressão da vida interior do guerreiro-buscador do Conhecimento, e a vida cotidiana do aprendiz deve ser uma expressão da dança. Somente dessa maneira poderíamos entender um dos preceitos fundamentais da dança sagrada: “a dança é que escolhe o dançarino”. O aprendiz de dançarino é selecionado por um poder impessoal e deve ser cuidadoso a fim de ser digno porque nem todos os escolhidos se convertem em dançarinos-iniciados impecáveis.

BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DA DANÇA

Psicológica e Mentalmente

• Produz maior compreensão do divino e do profano, isto é, permite apreciar o valor sagrado da vida, da relação corpo-mente-espírito, das relações humanas aplicando a doutrina gnóstica da momentaneidade, da auto-observação e da recordação de si mesmo.

• Produz um estado de meditação em movimento, através do desenvolvimento da concentração e equilíbrio entre os Centros: ao promover a dança como uma aprendizagem que se inicia teoricamente (centro intelectual); se aprende com a prática dos movimentos (centro motor) e uma vez aprendido se interioriza através da meditação (centro emocional), este leva de uma maneira prática ao estado conhecido como meditação ou concentração dinâmica.

• Exige a perda da importância pessoal ao demandar a necessidade de funcionar em círculos, onde o único centro e eixo ao redor do qual gira a atividade se localiza em um aspecto espiritual. A todo o momento exige uma atitude interior séria, respeito e compreensão das divindades, objetos e instrumentos, e um constante estado de devoção “bhakti yoga”.

• Promove o desenvolvimento da capacidade criativa, a parte positiva da mente (mente interior), que se relaciona com a arte, ao produzir um equilíbrio com a atividade intelectual, a qual a ser abusada corre o perigo de se converter no pólo negativo da mente.

• Abre uma oportunidade direta de aprender a funcionar em convivência, a pensar em conjunto, a vibrar em grupo, e nesta interação, conhecer-se a si mesmo.

Física e Emocionalmente

• De uma maneira completamente equilibrada, é possível considerar a dança como uma “yoga gnóstica”, porquanto produz equilíbrio físico e emocional ante a rotina da atividade cotidiana. Ajuda a romper com as rotinas da vida e os hábitos mecânicos.

• Facilita o livre fluir da energia vital, que geralmente obstaculizada pela tensão e falta de exercícios promovendo a cura do corpo e de seus órgãos e sistemas de uma maneira natura. Mais do que ser um exercício meramente físico como qualquer esporte ou yoga incipiente, é uma prática de transmutação e fluir da energia com um propósito definidamente espiritual.

• Um guia para o praticante rumo à experiência das emoções superiores, anulando o efeito nocivo das inferiores.

Espiritualmente

• Acerca o praticante até uma conexão com o divino. A dança, como toda Arte Régia, é um profundo processo de interiorização e busca de uma realidade e identidade interna que se logra ao estabelecer Centro de Gravidade Permanente, ou Átomo Dançarino na consciência, no Ser, no eixo e não na periferia, que viria a ser a atividade mecânica da vida.

• Facilita o passo da imaginação à inspiração através da aprendizagem de seus movimentos e da compreensão do propósito espiritual desses movimentos; e da inspiração à intuição abrindo a possibilidade da experiência mística, um processo pelo qual historicamente a arte tem sido fundamental para o desenvolvimento do espírito.

• Produz revelação e informação que instruem psicologicamente a consciência, razão pela qual se lhe considera como um ritual sagrado.