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A abstenção sexual

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“Não há dúvida de que a Lei do Sete possui sete centros magnéticos fundamentais. Os poderes elétricos e magnéticos, forças sexuais infinitas, indubitavelmente passam de região em região, descem do mundo em mundo através dos setes diferentes centros magnéticos, saídos das forças do sexo em seu processo de descida.

Obviamente, não podem ser interrompidas, normalmente originam veículos, quer dizer, convertem-se na força geradora mediante a qual se multiplicam as espécies; os filhos da fornicação, os animais intelectuais, não ignoram isso.

Quando a força criadora desceu dos mundos superiores, quando passou por seus sete centros magnéticos, quando finalmente cristaliza no mundo físico, deve sofrer um choque especial, se quisermos que retorne para dentro e para cima, para realizar criações novas, do contrário fluirá para baixo, para originar novos organismos.

O Sol Sagrado Absoluto nos dá o exemplo, dele emana a vida, que desce de região em região, e depois da mesma vida recolhe suas forças, isto é, recebe um choque proveniente do mundo exterior e, ao recebê-lo, se sustenta; assim também o esoterista deve proceder.

Quando analisamos essa questão, compreendemos o erro de alguns monges abstêmios. Estes propuseram-se a se abster, guardar o Esperma, mas, como não conheceram a ciência, degeneraram espantosamente; carregaram-se de Vibrações Venenooskirianas terrivelmente malignas.

É claro, quando o Esperma não recebe um choque especial, então se degenera terrivelmente, dando origem ao abominável Órgão Kundartiguador.” (Samael Aun Weor – Mensagem à Juventude Gnóstica)

É claro que o Esperma Sagrado ou é utilizado para a reprodução ou não é utilizado. Encontramo-nos diante de uma questão básica, importantíssima. Se não utilizamos o Esperma para a reprodução da raça nem tampouco a transmutamos, mas unicamente praticamos a abstenção, o celibato forçado e nada mais, então esse Esperma involuirá (na mulher as secreções sexuais involuirão, o que digo para o homem se aplica também à mulher). A involução das secreções sexuais dá lugar a certo tipo de vibrações malignas conhecidas em esoterismo como Vibrações Venenooskirianas.

Qualquer pessoa abstêmia, já envenenada pelas perversas vibrações, sofre tremendas catástrofes biológicas, fisiológicas e psíquicas. Por um lado, alguns indivíduos criam gordura em seus corpos; em outros se converte em algo diferente, origina pessoas magras, raquíticas, cheias de grânulos e manchas na pele etc.

Do ponto de vista psicológico, o Esperma involutivo dá origem a uma idiossincrasia pessoal, por uma parte em extremo fanatismo e por outra em cinismo esperto em alto grau.

Observem os homens medievais, os grandes inquisidores: abstêmios, celibes, indivíduos cheios de gordura, verdadeiros porcos; outros magros, enxutos, com a pele cheia de grânulos, feios horríveis. Depois que queimavam uma vítima na fogueira ou a torturavam, via-se seu cinismo, em seus olhos brilhava o fanatismo.

Assim, nesse tipo de gente encontramos, por uma parte o fanatismo levado ao máximo, e, por outra parte, um cinismo desconcertante; encolhiam os ombros depois de queimar uma criatura inocente, davam justificativas verdadeiramente cínicas etc.

A involução do Esperma, a involução das secreções sexuais realmente não é algo muito viável. Na Natureza tudo é continuado e, obviamente, o Esperma ou deve continuar seu caminho para a reprodução animal ou o convertemos em Energia com a transmutação.

Aqueles que não transmutam o Esperma Sagrado e permitem que ele involua com a prática absurda do celibato ou da abstenção sexual, inevitavelmente se carregam dessas vibrações Venenooskirianas, terrivelmente malignas, e com o tempo colocam em atividade o abominável Órgão Kundartiguador, a “cauda de Satã” (um átomo situado no cóccix dirige a força criadora para baixo, convertendo-se esta, internamente, em uma espécie de cauda ou apêndice satânico).

Assim, o resultado de semelhante abstenção absurda é sempre a fatalidade. Tais pessoas têm a Consciência adormecida, se a tivessem desperta, poderiam comprovar, por experiência direta, a tremenda atividade das malignas Vibrações dentro de seus Corpos Lunares (os corpos fantasmais que atualmente possuímos dentro das dimensões superiores da Natureza), e, finalmente, veriam com terror indizível o espantoso desenvolvimento do abominável Órgão Kundartiguador em sua natureza animal submersa.

Os equivocados sinceros não querem compreender que quem quiser subir deve primeiro descer.

Nos Mundos Infernos vivem muitos ascetas equivocados, muitos abstêmios que renunciaram ao sexo sem antes haver fabricado seus Corpos Solares (os corpos divinos com os quais se pode investigar conscientemente as dimensões superiores da Natureza) na Nona Esfera (o Sexo), sem haver obtido o “Segundo Nascimento”, esse nascimento do qual Jesus falou a Nicodemo.

O Caminho que conduz ao Abismo está calçado com boas intenções, o Averno está cheio de equivocados sinceros. Neste mundo doloroso em que vivemos, existem muitos pseudoesoteristas e pseudo-ocultistas adormecidos que sonham haver despertado, sem compreender que o sono da Consciência ainda os tem em suas garras e que, em seu interior existem sombras vingativas que os espreitam.

Essas pobres pessoas presumem-se de iluminadas e renunciam ao sexo sem haver antes trabalhado na Nona Esfera, sem haver chegado ao Segundo Nascimento (a criação dos Corpos Solares). O orgulho místico é uma característica do farisaísmo interno; aqueles que se presumem de Iniciados, de santos e sábios, sem haver antes fabricado os Corpos Solares, sem haver jamais trabalhado na Nona Esfera, acabam renunciando ao sexo e desenvolvendo o abominável Órgão Kundartiguador.

É muito difícil tirar esses equivocados sinceros do erro, eles se sentem supertranscendidos, presumem-se de Deuses, sem haver colocado o pé sequer no primeiro degrau da Escada Santa.

O reino subterrâneo – O mistério dos mistérios

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“Quanto maior for a Inteligência num homem, menos mistérios tem a existência para ele, pois todas as coisas lhe parecem levar dentro de si mesmas seu próprio Mistério.” (Schopenhauer)

Inicialmente, citemos alguns dos mais conhecidos escritores que estudaram o mistério do Mundo Subterrâneo e seu supremo hierarca, o Rei do Mundo Melquisedeck (ou Melquisedeque).

Ferdinand Ossendowski

“‘Pare’ – murmurou o meu guia mongol quando atravessávamos a planície próxima do Tzagan Luk –‘Pare!’ Apeou-se de seu camelo, o qual se deitou sem que fosse necessário que lhe ordenasse. O mongol elevou as mãos num gesto de prece e repetiu o mantra sagrado: OM MANI PADME HUM… Imediatamente, os outros mongóis pararam seus camelos e começaram a rezar.

Que aconteceu – pensei, assombrado, e fazendo parar meu camelo. Os mongóis oraram por alguns momentos e, em seguida, montaram em seus camelos e seguiram.

‘Olhe’ – disse-me o mongol – ‘como os camelos mexem suas orelhas aterrorizados, como as manadas de cavalos permanecem imóveis e atentas e como os carneiros e o gado se ajoelham no chão.

Notou como os pássaros deixaram de voar e os cães de latir: O ar vibra docemente, ouve-se um cântico que penetra o coração de todos os homens, animais e pássaros! O vento cessou de soprar e o Sol parou em seu curso. Todos os seres vivos, tomados de medo, prostraram-se. O Rei do Mundo, em seu Palácio Subterrâneo, ora pelo futuro dos povos de toda a Terra.’ Assim falou o velho mongol…”

Ossendowski

Começava aí um estranho relato do explorador Ferdinand Ossendowski em sua obra Bestas, Homens e Deuses acerca das tradições orientais, especialmente tibetanas, mongóis e chineses sobre Rigden Jyepo, o Soberano deste Mundo e seu vastíssimo império situado nas entranhas subterrâneas.

Inicialmente, esse explorador polonês deu pouca importância aos testemunhos que vinham de diversas fontes, o que aconteceu somente mais tarde, quando ele se dera conta da impossibilidade das múltiplas coincidências.

Cabe lembrar que os mesmos relatos foram relatados pelo explorador sueco Sven Hedin, em sua portentosa obra No Coração da Ásia, de 1903.

Em suas viagens pela Ásia Central, Ossendowski ouviu histórias diversas, como por exemplo, aquela em que uma tribo mongol rebelde, procurando escapar de Gengis Khan, escondeu- se num país subterrâneo. Outro aldeão mongol havia lhe mostrado, na região de Nogan Khul, uma porta segundo a qual um caçador penetrou e, conseguindo voltar, contou o que tinha visto.

Os lamas cortaram-lhe a língua a fim de impedi-lo de falar sobre tais mistérios; muitos anos depois, já velho, esse mesmo caçador voltou à entrada da caverna e desapareceu para nunca retornar. Também um monge Houtuktu (Buda Vivo) informara a Ossendowski sobre a aparição do Rei do Mundo à porta de saída de uma caverna, que dava acesso ao mundo subterrâneo.

Porém, seus relatos ainda são muito fragmentários, porque os únicos portadores conhecidos desses mistérios até então eram os lamas amarelos e também os vermelhos, que se mostravam inquietos e reticentes diante de indagações sobre o Reino Subterrâneo.

Durante sua estada em Urga (atual Ulan-Bator, capital da Mongólia), Ossendovski procurou mais explicações com o Buda Vivo mongol. Indagado, esse pontífice voltou-se bruscamente e fixou- o com seus velhos olhos. Os outros lamas que os acompanhavam, ao ouvirem o diálogo, expressaram assombro. Não fora possível conseguir algo deles.

Essas e outras experiências de Ossendowski ocorreram por volta de 1921. Alguns anos antes, porém em local bem distante, outro explorador europeu, o marquês de Saint-Yves D’Alveydre, viajava pela Índia e regiões vizinhas e recebeu as mesmas tradições, os mesmos relatos. Sábios hindus lhe passaram explicações até então reservadas à casta brâmane, que foram transcritas no livro Missão da Índia na Europa.

Em 1885, ocorreu um fato estranho. D’Alveydre recebeu ameaças de uma estranha confraria, que se intitulava Os Homens de Negro. Sob ameaça de morte, foi obrigado a destruir os originais desse seu livro, juntamente com todas as cópias existentes, entregues exclusivamente a um número seleto de estudiosos ocultistas. Por sorte, um desses exemplares escapou da destruição e, sob os auspícios de Papus, famoso discípulo de Eliphas Lévi, o livro pode ser conhecido pelo mundo todo.

No entanto, apesar das muitas informações ali contidas, também essa obra ilustra pouco acerca da realidade misteriosa do Mundo Intraterreno, chamado Agarthi. O autor escreveu entusiasmado, antes de ser ameaçado e parar suas investigações:

D’Alveydre

Saint-Yves D’Alveydre

“Onde está o Agarthi… Em que preciso lugar se encontra… Por quais caminhos há que se andar, e que povoados há que atravessar para se chegar até lá… A essas perguntas que farão com toda segurança os diplomatas e os homens da guerra, não convém responder enquanto não se realizar ou pelo menos se firmar o entendimento sinárquico…

Porém, como sei que em suas diversas competições na Ásia algumas potências roçam, sem se darem conta, este território sagrado… como sei que, em caso de um possível conflito seus exércitos passarão sobre e junto a ele… pela humanidade, para com esses povos e para o próprio Agarthi, vacilo em prosseguir na divulgação que iniciei…”

Saint- Yves D’Alveydre influenciou sobremaneira o ocultismo europeu e a história, mais do que se imagina: suas pesquisas se tornaram base filosófica de diversas escolas esoteristas européias e americanas. Notemos, por exemplo, que um dos discípulos de Saint-Yves foi instrutor de Rudolf Hess, um dos mentores espirituais de Hitler…

Roerich

Nicholas Roerich

Autor do livro Shamballah.

“Lama, fale-me algo de Shamballah.” Esse foi o início de um longo diálogo entre um monge budista mongol e o viajante russo Nicholas Roerich, em 1928. Considerado por Mikhail Gorbatchov como um dos pilares da cultura russa, Roerich estudou esoterismo, religiões orientais e arqueologia para tentar compreender as tradições dos lugares por ele explorados. Esse grande teosofista e pintor do realismo fantástico viajou pela Mongólia, atravessou os Montes Altai, o Tibet etc., para captar a sabedoria das culturas ali enraizadas.

Ao escutar a pergunta, o Lama tentou se esquivar a todo custo com respostas evasivas, mostrando a Roerich a sacralidade desse tema.

Porém, após muita insistência, Roerich conseguiu tirar algo desse sábio mongol sobre a Chang Shamballah e Seu Grande Reitor, conhecido no budismo tântrico como Rigden Jyepo. Sobre as experiências de Roerich sobre os mistérios da Terra Oca, falarei mais num capítulo posterior.

Enfatizo neste texto o fato de a maioria dos grupos de estudos espiritualistas e das religiões esotéricas manter reservas quanto à divulgação desse tema. Até mesmo nos dias de hoje poucas pessoas, mesmo instrutores de esoterismo, conhecem muito pouco sobre as tradições dos Reinos Subterrâneos.

Isso se deve talvez à pouca informação, fragmentária, que vemos na literatura ocultista. Portanto, concluo que a curiosidade geral sobre as “lendas subterrâneas” levou a uma abundância de especulações e manipulações ao longo da história. Vejamos…

Próximo Capítulo

Magia do zimbro – Uma rainha do Fogo

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Juniperus communis

“Ele (Elias) foi, porém, ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: ‘Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida,
pois não sou melhor do que meus pais’.
E deitou-se, e dormiu debaixo do zimbro; e eis que então um anjo o tocou,
e lhe disse: ‘Levanta-te, come’.”

(1º Reis 19)

zimbro Elias dormindo
O profeta Elias (anterior encarnação de João Batista) também realizou a Magia Elemental do Zimbro

Penetremos num velho palácio medieval. Um menino brinca nesse velho palácio.

O menino sobe numa escada, precisamos voltar a ser crianças para subir a escada da sabedoria.

Nesse velho palácio vive uma rainha do fogo.

Ela é a rainha elemental do zimbro, encarnada em corpo físico numa velha corte medieval.

Ela é uma maga sóbria, uma maga austera, e está vestida no estilo medieval.

Essa rainha elemental tem uma bela aparência juvenil e vive uma vida exemplar nesse antigo palácio feudal.

Absortos em profunda meditação interna entramos em um salão subterrâneo dessa velha mansão e aos nossos olhos espirituais surge um humilde leito, uma sublime dama e alguns santos mestres, os quais assistem a essa rainha elemental do zimbro, encarnada em corpo físico em plena Idade Média.

spider3Esse estranho aposento, onde se respira o pó dos séculos, é iluminado por uma velha aranha de vidro.

Ante aquele leito desprende-se de uma elegante vasilha de ferro um vapor suave e delicioso.

O fogo arde intensamente debaixo da vasilha.

Um líquido ferve e nesse líquido, a planta do zimbro.

O líquido daquela vasilha é a água pura da vida, na qual aparece a árvore do zimbro.

Esta é a planta dos reis divinos. Três zipas chibchas de Bacatá praticaram o culto do zimbro.

Todos os reis divinos da antiguidade praticaram a régia arte do zimbro.

O mantra do elemental do zimbro é KEM-LEM.

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O elemental do zimbro se parece com uma bela menina. Cada árvore tem o seu elemental.

Todos os elementais do zimbro obedecem a essa rainha elemental, encarnada naquele velho palácio medieval.

A rainha suplica a AGNI para que a ajude e esse menino do fogo flutua naquele estranho aposento.

O elemental do zimbro obedece, e entre o vapor da vasilha aparecem alguns Mestres de Sabedoria.

O vapor do zimbro forma um corpo gasoso para que o anjo invocado possa se vestir com ele e fazer-se visível e tangível no mundo físico.

Todos os reis divinos da Antiguidade praticavam a régia arte do zimbro para conversar com os anjos.

O invocador deve beber um copo do cozimento de zimbro durante o rito.

Os chacras entram em atividade com o ritual do zimbro.

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Cada árvore tem o seu elemental. Os elementais dos zimbros obedecem a essa rainha do fogo que esteve encarnada na Idade Média em uma luxuosa corte.

Agora, a rainha do zimbro cultiva seus mistérios em um templo subterrâneo da Terra.

As bagas do zimbro, usadas na forma de defumação, limpam o corpo astral de todo tipo de larva.

O Iniciado precisa vestir seu traje sacerdotal para oficiar no templo com o elemental do zimbro.

Durante o tempo que durar o sagrado ofício do zimbro, a árvore, da qual foram colhidos os ramos e as bagas permanecerá coberta com panos negros e se dependurará nela algumas pedras.

Durante a santa invocação do elemental do zimbro, o Iniciado fará soar uma trombeta de chifre de carneiro.

O elemental do zimbro forma com o vapor um corpo gasoso que servirá de instrumento ao anjo invocado.

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Se a invocação é digna de resposta, o anjo invocado concorrerá ao chamado e far-se-á visível e tangível no mundo físico para conversar com quem o chama.

Mil vezes pode chamar o indigno e não será escutado porque para o indigno todas as portas estão fechadas menos a do arrependimento.

Ela é a rainha elemental do zimbro, encarnada em corpo físico numa velha corte medieval

(Samael Aun Weor, Rosa Ígnea)

Copan – A escadaria dos hieróglifos

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Esta escadaria é um livro aberto que nos indica o Caminho difícil e estreito que temos que percorrer para chegarmos a grande luz. Também indica-nos os profundos níveis do subconsciente.

No centro da escadaria ressaltam maravilhosamente sete centros em estreita concordância com os 7 centros magnéticos da espinha dorsal do ser humano. Isto é claro, são as 7 igrejas do Apocalipse de São João.

Esta escultura é uma clara alusão aos 12 Trabalhos de Hércules. Os 12 Trabalhos de Hércules, protótipo do homem autêntico, indicam, assinalam, a via secreta que nos conduzirá aos graus de Mestre Perfeito e Grande Eleito.

1º Trabalho: Captura e morte do Leão de Nemeia, a força dos instintos e paixões descontroladas que a tudo devasta e devora.

2º Trabalho: Destruição da Hidra de Lerna. Monstro simbólico de origem imortal, dotado de nove cabeças ameaçadoras que se regeneram cada vez que são destruídas, ameaçando os rebanhos assim como as colheitas.Pode-se interpretar esta Hidra polifacética como a imagem alegórica personificando claramente a mente com todos os seus defeitos psicológicos.

3º Trabalho: Captura da Corça Cerenita e do Javali de Erimanto. Na cerva de patas de bronze e chifres de ouro podemos ver uma alusão a alma humana, o Manas Superior de Teosofia e no terrível Javali, sem igual em sua perversidade, o símbolo de todas as baixas paixões animais.

4º Trabalho: A Limpeza extraordinária dos famosos estábulos de Áugias, rei de Elida, cuja filha, conhecedora das virtudes das plantas manipulava com elas mágicos filtros, vivas representações simbólicas de nosso subconsciente onde se alojam inumeráveis rebanhos, verdadeira multidão de agregados psíquicos bestiais, que constituem o ego.

5º Trabalho: Caça e Destruição das Aves antropófagas, tenebrosos habitantes das lagunas de Estinfal que matavam os homens com suas bronzeadas plumas, lançando-as contra suas indefesas vítimas como se fossem mortíferas flechas.

6º Trabalho: Captura do Touro de Creta.

7º Trabalho: Captura das Eguas de Diómedes que matavam e comiam os náufragos que alcançavam as costas do povo guerreiro dos Bistônicos, alusão aos infra-humanos elementos passionários ocultos em nossos abismos inconscientes, simbolizando as bestas situadas junto as águas espermáticas do primeiro instante, dispostas sempre a devorarem os fracassados.

8º Trabalho: A caverna onde deu morte ao Ladrão Caco, o mal ladrão, escondido da tenebrosa cova da infraconsciência humana, saqueador pérfido do centro sexual do organismo para satisfação de brutais paixões animais.

9º Trabalho: Conquista do Cristo de Hipólita, Rainha das Amazonas, alusão ao aspecto psíquico feminino de nossa própria natureza inferior.

10º Trabalho: Conquista do Rebanho de Gerion, matando o seu possuidor a quem enfrentou após vencer os guardiães os cães Ortros e Eurition.

11º Trabalho: Apoderar-se das maçãs das Hespérides, as ninfas filhas de Héspero, vivíssima representação do Planeta Vênus, o luzeiro delicioso do amor, evidentemente, esta façanha tem íntima relação com os relatos bíblicos dos frutos da árvore da ciência do bem e do mal, no Jardim Edênico.

12º Trabalho: Tirar de seu domínio plutônico e cão tricípite que o aguardava (mais informações, veja o livro As Três Montanhas, de Samael Aun Weor).

Os 7 Chacras: As Igrejas do Apocalipse

Estas igrejas são: Começando da base para cima, ou seja, do cóccix à cabeça.

Éfeso: O chacra Muládhara, situado exatamente na base da coluna espinhal, na raiz de nossos órgãos genitais, entre o ânus e os órgãos genitais. Desperta-se este centro quando o homem e a mulher unem-se sem ejaculação do sêmen, ou seja, com a prática da magia sexual. Este chacra é fundamental porque nutre energeticamente aos outros centros.

A Kundalini encontra-se encerrada nesse centro e emana 4 nadis semelhantes às pétalas do lótus. Os 7 planos de consciência cósmica estão submetidos a este centro magnético, ou Igreja de Éfeso.

O mantra deste chacra é Bhur

Os mantras DIS, DAS, DOS da magia sexual libertam a Kundalini.

No centro de Éfeso situa-se a Raiz do bem e do mal. Muitos se dizem apóstolos e não o são porque são fornicários. O chacra Muládhara relaciona-se com Prittivi e quem liberta este centro totalmente adquire o elixir da longa vida conservando seu corpo físico por milhões de anos. A Kundalini dá-nos o conhecimento do passado, do presente e do futuro.

Esmirna: Chacra Swadishtana, conforme o iogue vai emancipando sua consciência superlativa, adquire também múltiplos poderes, Siddhis. Nos mundos internos, a palavra tempo é sinônimo de graus esotéricos de consciência. Neste chacra reside o Tatwa Apas. O gênio elemental da água, Varuna, relaciona-se com ele, resplandece com o fogo do Kundalini. Tem 6 pétalas maravilhosas.

Seu mantra é Bhuvar

Quem liberta este centro aprende a trabalhar com as criaturas elementais das águas, conhece as diferentes entidades astrais. Conquista-se a morte com o despertar deste chacra, situado dois dedos abaixo do plexo solar.

Pérgamo: No epigastro um pouquinho acima do umbigo. O chacra Manipura, com este centro entram em atividade os plexos hepático e esplênico. Dez nadis emanam deste centro. É cor de fogo resplandecente, o tatwa tejas relaciona-se com ele.

Mantra Ram-Sua

Invoca-se Agni para que nos ajude a despertá-lo. Este chacra é o centro telepático ou cérebro das emoções. As ondas mentais das pessoas que pensam em nós, chegam ao plexo solar, e imediatamente ao nosso cérebro. Assim é pois, uma antena. A glândula pineal é o centro emissor.

Por este centro recolhemos toda energia ou forças solares nutridoras de todos os plexos do organismo humano. Com o despertar do chacra Manipura adquire-se o domínio do fogo.

Tiátira: Chacra Anahata, região do coração, cor vermelho vivo. Dentro desse centro existe um espaço hexagonal. Este chacra relaciona-se com Vayú, tatwa do ar.

Mantra Ssssssssss

Quando aprende-se a meditar neste centro tornamo-nos senhores absolutos do ar e podemos dissipar os furacões e governamos os ventos à nossa vontade. Flutuar no ar é mais fácil do que tomar um copo de água, é simples, basta que o discípulo aprenda adentrar no plano astral com o corpo físico.

Prática

Adormeça o discípulo ligeiramente, depois levante-se de seu leito suavemente, mas imitando os sonâmbulos, conservando o sono como um precioso tesouro. Caminhando cheio de fé como se fosse um sonâmbulo, saltará com a intenção de flutuar dentro do ambiente circundante. Se o discípulo conseguir flutuar no ar é porque seu corpo físico está dentro do plano astral, então poderá dirigir-se à qualquer ponto da terra através do espaço infinito. Assim o corpo físico pode voar pelo plano astral, ficando sujeito às leis do plano astral mas sem perder suas características. O importante é ter fé, paciência e tenacidade.

Sardis: Situada na região da laringe criadora. É o Chacra Vishuda, relaciona-se com o Tatwa Akasha, elemento etérico. Cor de tatwa: azul intenso. Tem 6 formosas pétalas, parece uma lua cheia. Quando se medita nele podemos sustentar-nos com o corpo físico ainda mesmo durante a noite cósmica. Quem meditar neste centro poderá conhecer o mais elevado esoterismo de todos os livros sagrados, alcançar o estado grandioso de Trikala Jnana. Em outras palavras, pode conhecer o passado, presente e futuro.

O mantram HAN o yogue usa em plena meditação. Os poderes são flores da alma, desabrocham quando nos purificamos. Para cada passo dado em direção ao desenvolvimento dos chacras, devemos dar mil passos em direção à santidade.

Com os exercícios esotéricos apenas preparamos nosso jardim, para que o aroma da santidade faça florescer nossos maravilhosos chacras. O chacra Vishuda relaciona-se com o Verbo Criador. O mais difícil na vida é aprender a refrear a língua. Às vezes falar é um delito e outras vezes calar é outro delito.

Existem silêncios delituosos, existem palavras infames.

Filadélfia: Chacra Ajna. Situado entre as sobrancelhas.

Mantra OM

Este chacra é o da clarividência ou visão psíquica. O plexo deste chacra é uma flor de lótus emanada da glândula pituitária. Esta glândula é o pajem e porta-luz da glândula pineal onde está a coroa dos santos, o lótus de mil pétalas, o olho de Dagma, o Olho da Intuição.

Ensinamos os mantras e práticas dos chacras da coluna espinhal mas não devemos esquecer que os plexos também têm os seus mantras, o poderoso mantra Feuindagj faz vibrar todos os plexos, é muito importante prolongarmos o som.

As vogais I-E-O-U-A vocalizam-se na seguinte forma:

IIIIIII… PLEXO FRONTAL

EEEEEEE… PLEXO LARÍNGEO

OOOOOOO… PLEXO CARDÍACO

UUUUUUU… PLEXO SOLAR

AAAAAAA… PLEXO PULMONAR

Quem aprende a meditar no chacra Ajna adquire os 8 poderes maiores e os 32 poderes menores. A clarividência psíquica é uma porta aberta ante ti mas não é necessário adquirires a potência, guardes a palavra Senhor, para que não caias em tentação.

Laodiceia: Chacra Sahasrara. Chamado A Coroa dos Santos. A morada de Shiva. Corresponde à glândula pineal. A Coroa dos Santos tem 12 estrelas, que são as 12 faculdades da alma. No cérebro existem 24 átomos angélicos que representam os 12 signos zodiacais; que resplandecem maravilhosamente, abrasadoramente quando Devi Kundalini, abre este centro; ele possui mil pétalas.

Os 24 anciães atômicos representam a sabedoria dos 24 anciães do zodíaco. Os 24 anciães do Zodíaco estão vestidos com roupas brancas, sentados no trono de nosso cérebro.

Na raiz do nariz está o átomo do Pai. É o átomo da vontade. As 7 serpentes sobem por meio da vontade, dominando o impulso animal.

Na glândula pituitária está o Átomo do Filho, cujo expoente do coração, é o átomo NOUS (O filho do homem).

Na glândula pineal dentro do chacra Sahasrara, resplandece o átomo angélico do Espírito Santo.

O átomo do Pai governa ou controla o cordão ganglionar Píngala, do lado direito, por onde ascendem os átomos solares, força positiva. O átomo Filho governa o canal Sushumna, por onde ascendem as forças negativas. O átomo do Espírito Santo governa o canal Idá por onde ascende as forças neutras. Por isso relaciona-se com nossas forças sexuais e com os raios da Lua, intimamente relacionados com a reprodução das raças.

Cada um dos 7 chacras da medula espinhal é governado por um átomo angélico.

Os 7 tronos são as 7 notas da Palavra Perdida que ressoam nas 7 Igrejas de nossa medula espinhal.

Mistérios de Copan
A Escadaria dos Hieróglifos
Campo de Bola Cerimonial
Templo das Meditações
A Runa Gibur
O Deus Morcego

Espiritualidade e magia sexual

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A autêntica Magia, a metafísica prática de Bacon, é a ciência misteriosa que nos permite controlar as forças sutis da Natureza.

A magia prática é, segundo Novalis, a arte prodigiosa que nos permite influir, conscientemente, sobre os aspectos interiores do homem e da Natureza.

O amor é o ingrediente íntimo da magia, a substância maravilhosa do amor obra magicamente.

Também Goethe, o grande iniciado alemão, declarava-se pela existência mágica do ser criador; por uma magia anímica que atua sobre os corpos. A lei fundamental de todos os influxos mágicos baseia-se na polaridade. Todos os seres humanos, sem exceção, têm algo de forças elétricas e magnéticas e exercem, qual um magneto, uma força atrativa e outra repulsiva.

Entre os homens e mulheres que se adoram é especialmente poderosa essa força magnética, e sua ação atinge longa distância.

A palavra magia deriva-se da raiz sânscrita Mahas; em latim, Magis; em persa, Magh; em ariano, Mab; em alemão, Mebr, ou seja, Mas, significado do próprio sentido de saber e conhecer além da medida comum.

Em nome da verdade devemos dizer-lhes que não são hormônios ou vitaminas patenteadas o que a humanidade necessita para viver e sim do completo conhecimento do Tu e Eu e do intercâmbio inteligente de mais seletas faculdades afetivas entre o homem e a mulher.

A Magia Sexual, o Maithuna, fundamenta-se nas propriedades polarizadoras do homem e da mulher porque eles têm o seu elemento potencial no phalo e no útero. A função sexual desprovida de toda espiritualidade e de todo amor é unicamente um polo da vida.

Ânsia sexual e anelo espiritual em completa fusão mística constituem, em si mesmos, os dois polos radicais de todo erotismo saudável e criador. Para os gnósticos o corpo físico é algo assim como alma materializada, condensada e não um elemento impuro, pecaminoso, como supõem os tratadistas da ascese absoluta de tipo medieval.

Em oposição, a ascética absoluta com seu caráter negativista da vida surge, como por encanto, a ascética revolucionária da nova Era de Aquário: mescla inteligente do sexual e do espiritual.

A Magia Sexual, o Sexo-Yoga, conduz inteligentemente a unidade mística da alma e da sensualidade, ou seja, a sexualidade vivificada. O sexual deixa de ser motivo de vergonha, dissimulação ou tabu e torna-se profundamente religioso.

Da completa fusão do entusiasmo espiritual com a ânsia sexual advém a Consciência Mágica.

É urgente nos emanciparmos do círculo vicioso do acoplamento vulgar e penetrarmos conscientemente na esfera gloriosa do equilíbrio magnético. Devemos nos redescobrir no ser amado, encontrar nele a Senda do Fio da Navalha.

A Magia sexual prepara, ordena, enlaça, ata e desata, também, novamente em ritmo harmônico, esses milhares de milhões de dispositivos físicos e psíquicos que constituem nosso próprio universo particular interior.

Reconhecemos dificuldades, o duplo problema que apresentam as correntes nervosas e as sutis influências que, consciente ou inconscientemente, atuam sobre a vontade.

(Samael Aun Weor – O Parsifal Desvelado)

Intercâmbio Magnético

Em cópula química, no coito metafísico, durante o Sahaja Maithuna, experimenta-se a máxima sensação erótica aos cinco minutos.

Flamas dinâmicas, magnéticas, como ondeante mar de gás vermelho purpúreo, terrivelmente divino, rodeiam o casal durante o transe sexual.

Tremendo instante é esse em que as correntes masculinas intentam unir-se com as femininas.

Com a pausa magnética criadora, estabelecem-se ritmos sexuais harmônicos e coordenados entre o homem e a mulher.

Tal pausa contém, em si mesma, dois fatores básicos:

a) Determinado período de tempo inteligente e voluntariamente estabelecido entre cópula e cópula.

b) Desfrute prolongado do coito metafísico sem orgasmo, espasmo e sem perda do licor seminal.

Para que o intercâmbio das forças magnéticas seja profundo, edificante e essencialmente dignificante, é urgente que os mais importantes centros do corpo façam contato de forma harmônica e tranquila.

O clitóris que se acha encaixado entre ambos os lábios pequenos da vulva, representa o ponto mais sensível do organismo feminino.

Qualquer clarividente iluminado poderá perceber as forças centrífugas magnéticas que iniciam sua marcha desde o clitóris.

O clitóris é, portanto, o ponto centrífugo magnético que provê a aura da mulher de convenientes correntes de energia.

Entretanto, nós devemos estudar tudo isto não de forma parcial, senão total; seria absurdo supor que o clitóris que se encontra ante a saída vaginal, separado desta pelo canal condutor da uretra, seja o único portador e gerador da superior sensação para o sexo feminino.

Devemos pensar e compreender que também o útero e partes isoladas do interior da vagina podem ser portadoras e geradoras da máxima sensação sexual.

É inquestionável que o tecido cavernoso e os corpúsculos terminais se encontram no clitóris.

Sem tais tecidos e corpúsculos, a idoneidade fisiológica feminina e a possibilidade de alcançar a máxima sensação sexual ficariam excluídas.

Depois do contato com o varão, o clitóris, provido de corpos cavernosos, entra em ereção, como o falo masculino, inflamando-se ao par.

No instante extraordinário em que também incham os corpos cavernosos na região dos lábios da vulva, a entrada da vagina se reveste de uma espécie de acolchoado esponjoso que envolve, maravilhosamente, o falo masculino.

Quanto mais se umedece, agora, a entrada da vagina pela secreção glandular, tanto maior é a possibilidade de levar os finos condensadores magnéticos que ali se encontram situados, a uma afinidade elétrica com o falo que, na organização da tensão do corpo humano, representa, por assim dizer, o emissor primário de energia, para intercambiar uma corrente alternada físico-psíquica.

O sábio Waldemar diz: “Não esqueçamos, nosso corpo será invariavelmente tanto mais completo quanto mais desenvolvido e sob controle consciente se ache o sistema nervoso simpático”.

“Quando o homem e a mulher, com o mínimo possível de movimentos, isto é, só com os que são necessários para a manutenção e prolongamento do contato, fazem da união sexual, também, uma união psíquica, só então se procurará a oportunidade de que sejam carregados de eletricidade os gânglios cerebrospinais que se acham ligados à glândula pineal, a soberana do corpo, e, ademais, também ao plexo solar (plexus coeliacus) com os numerosos plexos radiadores para fígado, intestino, rins e baço.”

O abominável espasmo sexual é, certamente, um curto-circuito que nos descarrega espantosamente; por isso devemos evitá-lo sempre.

A força maravilhosa de Od se acha especificada nos diversos órgãos em qualidade diversa; assim, o melhor e mais fecundo intercâmbio magnético criador se fundamenta no seguinte procedimento revolucionário: o lado do coração do varão repousa ao lado direito da fêmea, unindo-se sua mão esquerda com a direita dela e estabelecendo contato de seu pé direito com o esquerdo da mulher.

Os órgãos sexuais podem, então, dedicar-se a uma tarefa da qual, com grande frequência, são subtraídos, ou seja, a de servir ao princípio físico da assimilação e depuração da matéria, primariamente, mediante a atuação sobre o plexo situado embaixo do diafragma (parte ventral do sistema nervoso simpático), o que é imprescindivelmente necessário, como base para o desenvolvimento da sensação mais refinada.

A cópula metafísica, com todo seu refinamento erótico, nos coloca em uma posição privilegiada, mediante a qual dispomos de forças maravilhosas que nos permitem reduzir a poeira cósmica cada uma dessas entidades tenebrosas que personificam nossos defeitos psicológicos.

(Samael Aun Weor – O Mistério do Áureo Florescer)

Fundamentos gnósticos da alquimia

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É frequente encontrarmos autores de livros de Química argumentando ser essa Ciência oriunda da Alquimia. Ora, é sobejamente sabido, por todos aqueles que se dedicam à pesquisa histórica, que de modo algum essa suposição pode ser suportada pelos fatos. Isto é, no máximo, apenas uma parte da verdade, já que muitos alquimistas também descobriram novas substâncias e desenvolveram procedimentos experimentais utilizados posteriormente pela Química.

Mas há na Alquimia uma sabedoria que não se encontra na Química. Elas diferem, portanto, nas suas concepções e objetivos. A palavra Alquimia, do árabe Al-Kemi ou do grego Chemeia, tem o mesmo significado: Química Sagrada.

No Egito antigo, temos Khem-Kemé (a Ciência de Khem, que era o nome do Egito no passado; dizem na Astrologia Esotérica que Khem era o nome das Plêiades, as Cabritas dos Céus, intimamente relacionadas com as pirâmides). Na China, Kim-Mai, do dialeto cantonês, significando algo como “o segredo”; ou ainda, do dialeto de Fukien, Chim-I, extrato para fazer ouro. O nome Egito em hieroglífico é Khemi (negro), isto é, a matéria original da transmutação, passível de ser convertida em ouro.

A Santa Alquimia resume-se no sábio equilíbrio entre as forças solares e lunares em nosso interior, entre o Sol e a Lua alquímicos
A Santa Alquimia resume-se no sábio equilíbrio entre as forças solares e lunares em nosso interior, entre o Sol e a Lua alquímicos

A Alquimia é uma Química Transcendental, superior, e há entre as duas a mesma relação que existe entre a Astrologia e a Astronomia, e a mesma diferença: uma é de caráter nitidamente espiritualista e a outra, friamente materialista.

Alguns escreveram que a Alquimia é produto de séculos de ignorância, mas é exatamente o contrário: naqueles séculos de ignorância ela foi a Luz valente e atrevida que, com o passar do tempo, resultou no florescimento da atual Ciência, da Filosofia, do Esoterismo, da Magia séria e profunda, das diversas formas artísticas etc., como ramos daquela imensa árvore. Sua desarticulação não surgiu de suas contradições internas, mas ocorreu no contexto do sistema objetivo do pensamento nascido com a Ciência Moderna. A Alquimia se recusou a partilhar do dogma modernista que desvinculou o sujeito e o objeto, a matéria do Espírito, a Unidade na Diversidade…

O alquimista é um perseguidor da perfeição em todos os reinos da natureza. É o agente do Criador para o aperfeiçoamento de Sua Obra.

No passado não existiam as especializações, como vemos hoje. O alquimista era também astrólogo, médico, sacerdote do Altíssimo, mago e filósofo, de modo que reunia, como ainda reúne, o máximo do Conhecimento (Gnosis) de sua época. Esse Conhecimento Liberador, combatido sem tréguas pelo fanatismo religioso que considerava satânico todo saber, passou a ser transmitido pelo mestre a alguns discípulos, que eram iniciados em sua “Arte”.

Vejamos o que nos diz Arnold Waldstein em sua obra Os Segredos da Alquimia: “O homem moderno, e em especial o cientista moderno, demasiadas vezes paralisado pelas ilusões da física nuclear, mostra uma tendência excessiva para considerar os alquimistas com comiseração, como os ‘homens das cavernas’ da ciência atual, a qual se encontraria na senda da verdade e do progresso.

Ora, quando o homem moderno, mergulhou nos abismos da ‘civilização moderna’, e vê o alquimista como um sonhador perdido nas suas poções mágicas e nas suas receitas cabalísticas, ele não faz mais do que sucumbir a uma ilusão, pois, com efeito, o alquimista, quer ele fosse da Idade Média, quer fosse do Renascimento (as idades de ouro da Alquimia, pelo menos entre as historicamente conhecidas), superava o Tempo e possuía em germe nas suas retortas toda a decomposição plutônica do mundo moderno, que agora o julga. Assim, podemos considerar a química moderna, um desvio da Alquimia”.

Os textos alquímicos são escritos numa linguagem não convencional, chamada linguagem dos pássaros, que visa interditar o conhecimento aos mais indignos, afoitos e ineptos.

Vários foram os alquimistas que contribuíram para o desenvolvimento dessa Arte, como Demócrito, iniciado nos Templos de Memphis, discípulo de Leucipo, o qual enunciou a base da Teoria Atômica, além de Newton, Berthelot, Crookes, Rochas, Mendeleiev e tantos outros.

Não poderíamos deixar de citar aquele que mais se destacou no estudo da IATROQUÍMICA, ou seja, a Química destinada à cura. Estamos falando de Theophrastus Bombast von Hohenheim, Paracelso. Esse grande Mestre preconizou uma nova terapêutica das doenças, baseada no princípio de que o ser humano era formado por elementos básicos cujo desequilíbrio provoca todas as doenças. Lembremos que Paracelso, juntamente com outros luminares do Ocultismo e da Alquimia, como Cornélio Agripa e Fausto de Praga, foi discípulo do famoso Abade Tritemo.

Os textos alquímicos são permeados pelos processos da transformação, quase sempre representados pela transmutação do chumbo em ouro, sugerindo também a passagem da ignorância, tida como fonte das trevas, para a Sabedoria, associada à luz solar, à perfeição, ou ainda ao brilho do ouro.

Assim, a finalidade aparente da Alquimia é a fabricação do ouro, mas a Arte Alquímica consiste em despertar o sentido das analogias; é a ponte de ouro que une o microcosmo ao macrocosmo, ligada, por consequência, ao fenômeno da iluminação – o visível como reflexo do invisível.

Devemos recordar que a Alquimia é a arte de alcançar a perfeição, que para o metal ou a matéria é o ouro, e para o homem, a regeneração psicofísica, com a longevidade, depois a imortalidade e, por fim, a redenção espiritual.

A obtenção da Pedra Filosofal, do ouro alquímico, corresponde à grande transformação interior, é atingir o aperfeiçoamento, o autoconhecimento e a autorrealização. A via para conseguir tais objetivos é a Alquimia redentora e que significa o perfeito equilíbrio dos sentimentos, das ações e dos pensamentos (bhakti yoga, karma yoga e jnana yoga, unidos em perfeita harmonia).

Os que já lograram tal intento são aqueles que vivenciam e manifestam o Ser Divino em seu interior, em lugar do “ego”, do “eu”. Para esses, a verdadeira família é a comunidade planetária, a verdadeira pátria é o planeta Terra, o Amor é seu Deus, e a Verdade, sua Religião maior.

A Alquimia Gnóstica

Desde épocas remotas, o ser humano tem-se empenhado na busca da saúde, da longevidade, da felicidade e da autorrealização de seu Ser Divino aqui na Terra. No mais profundo de sua Alma, oculta-se o desejo dessa felicidade infinita e perpétua, que possa acompanhá-lo até sua final reunião com Deus. Através dos tempos, criou-se uma linguagem própria na Alquimia para sintetizar todas as buscas do Homem. Essa linguagem envolveu-se num profundo hermetismo para que somente os corações inteligentes, com sensibilidade suficiente, pudessem ser guiados para as finalidades que a Alquimia se propunha.

A Alquimia, segundo concepção gnóstica, é a arte da transformação dos elementos grosseiros do nosso corpo físico e psíquico em elementos superiores da Alma e do Espírito. Na linguagem hermética, esotérica, isso significa transformar o chumbo em ouro.

Essa arte alquímica foi estruturada e codificada primeiramente pelo grande Avatar do Egito, Hermes Trimegisto (saiba mais, clique aqui), depois passou para os árabes, que a levaram à Europa com as invasões muçulmanas na Península Ibérica. A Alquimia ganhou uma nova cara na Idade Média. Os alquimistas utilizam-se do Magnum Misterium para alcançar a Pedra Filosofal ou Lapis Philosopharum.

Os Iniciados que recebem essa “pedra” (que é a mesma pedra mencionada por Jesus e pelos maçons) têm o direito ao Elixir da Longa Vida, à Chave da Vida Eterna e à Cornucópia da Abundância, segundo textos clássicos herméticos. Esses prêmios todos na verdade encontram-se não em laboratórios químicos externos, mas em nosso próprio laboratório orgânico, mais precisamente em nossas glândulas endócrinas, especialmente as gônadas (glândulas sexuais).

A finalidade maior da Ars Magna (a Alquimia) é a liberação do ser humano através da expansão e iluminação de nossa Essência Divina. Seu objetivo é criar Luz a partir do aspecto original de toda a Criação: o Fogo, que no organismo humano é de natureza sexual e que, transmutado, se transforma em Luz Espiritual, e iluminação da consciência.

Essa transformação alquímica produz uma série de benefícios físicos e anímicos como a regeneração e revitalização das energias, o restabelecimento do equilíbrio das funções hormonais e metabólica, desencadeando-se um processo de rejuvenescimento das células realmente extraordinário.

O mais importante é a mola propulsora que movimenta a humanidade. Tudo gira em torno do amor, mas poucos conhecem e vivem os mistérios do amor, as chaves secretas que os conduza à verdadeira felicidade, ao êxtase. A maioria das pessoas vive apenar alguns momentos fugazes e passageiros do amor e não sabem como evitar que esse sentimento maravilhoso se esvaia de forma rápida e melancólica.

Segundo os preceitos alquímicos tradicionais, o verdadeiro êxtase é alcançado quando o homem e a mulher, através da Alquimia Sexual, transmutam o fogo em luz, inspirados no amor consciente. Os estados de Êxtase dependem da intensidade da luz e esta depende da transformação do fogo sexual. Há infinitas formas de êxtase, porém a mais elevada e profunda é a tântrica, alquímica.

Eros e Psique. Somente o tantra sexual pode fazer a Alma encarnar a Força Maravilhosa do Amor

O êxtase é um estado especial caracterizado pela ausência total de conflitos. Pode ser alcançado através da meditação, quando a mente se encontra em silêncio, surgindo então o Vazio Iluminador, o que permite vivenciar a realidade dos Mundos Superiores.

Há quem alcance o êxtase através da arte, através das danças sagradas ou interpretando-se um instrumento musical, ou até mesmo em momentos de total integração com a Natureza. Aquele que aprende a viver a vida de instante em instante está apto a encontrar o êxtase nas diversas atividades do cotidiano. Porém, há graus e graus de êxtase.

O êxtase do casal que se ama em todos os níveis da consciência, que conhecem as Chaves Secretas da Alquimia, os coloca em condições de compreender e viver os Grandes Mistérios do Universo. E à medida que o Alquimista for se aperfeiçoando psicologicamente, erradicando o que tem de falso em sua personalidade, poderá almejar os mais elevados níveis de êxtase, os chamados estados de Samadhi.

Esses estados de consciência não podem ser definidos, tal a sua natureza íntima, tal o refinamento que se necessita para alcançá-lo em seus três graus:

1. Samadhi
2. Nirvikalpa samadhi
3. Maha samadhi

Todos são fundamentados na manipulação inteligente do Fogo Criador, a matéria-prima da Alquimia, e no seu complemento mágico, a Morte do “Enxofre Arsenicado” (EGO).

A Alquimia foi cultivada entre os grandes profetas, como Isaías, Abraão, Ezequiel e outros tantos, inclusive por Moisés, o qual a manejou perfeitamente. Lembremos do Grande Mestre Jesus o Cristo, que falava em forma velada sobre esses temas. Há um fato transcendental na vida desse grande alquimista, que conseguiu a Pedra Filosofal e o Elixir da Longevidade, que se relaciona com a cátedra de Nicodemos, a qual é de caráter profundamente sexual.

O grande Iniciado Jesus, cujo nome esotérico é Yehoshua ben Pandirah, teve a sua vida toda envolvida com a Alquimia, mas lamentavelmente, as mais de 5 mil escolas e seitas religiosas ditas cristãs trataram de desvirtuar e ocultar a essência esotérica dos seus ensinamentos.

A Alquimia teve o seu apogeu na Idade Média, especificamente na Europa, que foi o ponto central de onde surgiram misteriosos e enigmáticos homens, os quais realizaram grandes transformações, tanto no campo material como no espiritual.

Alguns deles, com bastante capacidade e inteligência, souberam disfarçar e ocultar ao mundo profanos suas fórmulas e chaves poderosas, utilizando determinados simbolismos para evitarem a perseguição dos ignorantes e da Inquisição, cujo fanatismo levou à fogueira os alquimistas menos astutos, os quais foram considerados bruxos, magos negros, hereges etc.

Recordemos, por exemplo, aos Condes de Saint Germain e Cagliostro, que, tendo obtido o Elixir da Longa Vida, eram um enigma indecifrável, mantendo-se jovens através dos séculos sem apresentarem os vestígios de envelhecimento. Esses condes, possuidores da Pedra Filosofal e do Elixir, vivem ainda hoje, com os seus mesmos corpos físicos, disfarçados nas altas esferas dos governos, influenciando ocultamente em diversos campos de atividade econômica e social.

Só o Amor, sabiamente vivido, pode transformar este mundo. Só o Amor pode trazer o Paraíso para esta Terra.

Porém, a Alquimia não se restringe somente ao campo místico e espiritual. Ela tem uma função importantíssima na era científica atual, apresentando-se como uma solução objetiva para os conflitos da vida contemporânea. A decadência que se manifesta atualmente em quase todos os setores da vida moderna tem como causa primordial a degeneração sexual, que, aliás, sempre foi a causa do declínio das grandes civilizações.

A instituição do casamento como fonte de amor e felicidade conjugal, degenerou-se assustadoramente e o comportamento sexual do homem moderno apresenta um quadro bastante caótico.

A chamada “liberdade sexual” foi confundida com o extravasamento desenfreado da libido, com consequências desoladoras, destacando-se o fantasma da Aids, além de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), que se alastram por todas as partes deste aflito mundo… E isso sem contar as gravíssimas consequências kármicas para as encarnações futuras.

Não é preciso muita reflexão para se concluir que esse estado de coisas tem suas raízes na perda da capacidade da humanidade de AMAR CONSCIENTEMENTE.

O Amor Consciente converte a mulher e o homem em verdadeiros Seres Cósmicos e resgata a sua condição de Reis da Natureza, do Universo e de seus destinos íntimos…

Vinho novo em odre velho

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É primordial e absolutamente necessário que cada discípulo tenha consciência da necessidade de realizar seu trabalho psicológico a partir da auto-observação, pois se não fizermos isso, estaremos perdendo o tempo lamentavelmente. E nossa vida deve ser aproveitada ao máximo para que dê frutos espirituais.

O Cristo ensina que há de se “colocar vinho novo em odre novo”. Esse vinho novo é a sabedoria gnóstica e o odre novo é a mente purificada com o trabalho psicológico, para, aí sim, receber o vinho como ensinamento. Se não fizermos assim, simplesmente teremos computado como máquinas o ensinamento gnóstico, para realizar logo comparações com outras informações, estabelecendo verdades falsas e geralmente deformadas, adulteradas e tergiversadas.

É irrefutável que o trabalho esotérico começa com a rigorosa observação de “si mesmo” e o fugir deste tipo de trabalho ou buscar desculpas ou evasivas, é sinal inconfundível de degeneração, ou seja, é impossível uma criação ou desenvolvimento interior.

Desafortunadamente, no mundo das opiniões subjetivas, diversas teorias pseudoesotéricas servem de rua sem saída para os discípulos que não trabalham sobre “si mesmos”. O conhecimento deste ensinamento só serve se o levarmos à prática, à vivência, à compreensão profunda e iluminadora.

Mas, infelizmente, o homem-máquina desenvolve unicamente o lado do conhecimento, acumulando em seu computador ou subconsciente mais e mais teorias e conceitos, esquecendo-se do Ser Divino que se encontra dentro de si.

Um estudante gnóstico perguntou: “Há coisas nos estudos gnósticos com as quais estou de acordo e outras não”. Mas esse estudante se equivoca, porque a Gnosis como sabedoria transcendental não é para se estar ou não de acordo com ela, senão para comprová-la, levando à prática o ensinamento, para que assim o Centro de Gravidade de nossas ações seja a consciência e não o ego com seu subconsciente computadorizado.

O trabalho psicológico nos permite ir estabelecendo uma continuidade de propósitos. É normal que alguém se entusiasme pelo trabalho espiritual e logo o abandone. Necessitamos mudar com urgência máxima, para que os germes do homem, desse Cristo Interior em nós, comece a dar frutos.

Só trabalhando sobre “si mesmo”, com verdadeira continuidade de propósitos, é que poderemos nos converter em homens solares e isso implica consagrar a totalidade de nossa existência ao trabalho esotérico sobre “si mesmo”, não nos perdendo nem nos identificando com as diferentes circunstâncias da vida.

Desafortunadamente, essa continuidade de propósitos que nos permite consagrar a totalidade de nossa existência ao trabalho sobre “si mesmos” é muito difícil, já que não possuímos a verdadeira individualidade. Somos uma multiplicidade egoica, e cada eu ou defeito tem seus critérios, projetos, ilusões. Aqui está o porquê de tantas desculpas, tantas evasivas, tantas atrações fascinantes para realizarmos o trabalho psicológico que torna quase impossível a urgência do trabalho interior.

Um homem é o que é sua vida

Um dia de nossa vida é uma pequena réplica desta mesma vida, em sua totalidade. Se o discípulo não se propuser a trabalhar um primeiro dia sobre “si mesmo”, nunca poderá mudar nem se autoconhecer.

Nossa vida divide-se em dias, meses e anos, e se não trabalhamos no primeiro dia, ou seja, o aqui e agora, é claro que não haverá um ponto de partida. Talvez digamos “amanhã”, mas lembre-se: “Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje”. E: “O ontem não existe mais, o amanhã é somente uma possibilidade, e a única realidade é o hoje”. Enquanto dissermos que começaremos amanhã, nunca começaremos.

Cada dia é uma réplica ou cópia de toda a vida. Por quê? Porque todos os dias fazemos o mesmo, na grande maioria das vezes de forma repetitiva e mecânica: levantamos, tomamos banho, comemos, saímos à rua, vamos ao trabalho sempre pelo mesmo caminho e da mesma forma, trabalhamos, nos relacionamos com pessoas sempre com as mesmas reações, voltamos para casa e dormimos…

Se começamos a nos auto-observar e estamos conscientes no primeiro dia, é lógico que teremos iniciado um verdadeiro desenvolvimento espiritual, e continuando-o no próximo “hoje”, diariamente, nos permitirá estabelecer uma continuidade de propósitos, logrando, assim, progressivamente um CENTRO DE GRAVIDADE SOBRE A NOSSA CONSCIÊNCIA.

Com o propósito de trabalhar sobre “si mesmo” é preciso demarcar o campo de trabalho, não devemos sonhar preguiçosamente a trabalhar num futuro, ou em esperar uma oportunidade extraordinária, senão trabalhar hoje, demarcar o trabalho prático para o dia de hoje, a esse mesmo dia em todos os seus eventos, e a não pensar em termos de amanhã.

Caro leitor, você começou a observar-se no tocante ao dia de hoje, AGORA, ao dia comum, sempre recorrente, miniatura de um ano e de sua vida inteira? Todos conhecem este ditado: “A cada dia lhe basta seu afã”. Mas você tem pensado alguma vez no que significa esse ditado e tem considerado o contexto sob o qual o Cristo Jesus fez essa observação? Por exemplo, que sentido tem quando diz “basta”? “Basta”, para quê? Basta trabalhar para o afã de hoje?

Se um homem começa a trabalhar, ainda que seja um pouco, a cada dia, sobre seus desgostos e penas, e a fazer-se consciente de seus atos recorrentes diários, começa então a trabalhar praticamente sobre “si mesmo”. Mas é preciso que conheça seu dia e que você se conheça em relação com seu dia.

Há um certo dia ordinário que cada pessoa experimenta, exceto nos acontecimentos inusitados. Os eventos do dia ordinário têm certa similaridade recorrente para cada pessoa. Agora bem, vamos supor que um homem nunca se dá conta deste particular e nunca observa a “si mesmo” em conexão com os eventos do dia comum.

Então, como pode ocorrer a ele que está trabalhando sobre si e como pode supor que é possível mudar? A mudança do Ser começa com a troca das reações ante os verdadeiros incidentes do dia. Isto é o começo de viver a vida de uma nova maneira, num sentido verdadeiro e prático. Se você se comporta de mesma maneira todos os dias ante os mesmos eventos recorrentes (ou seja, que se repetem continuamente), como poderão crer que é possível mudar?

Para chegar ao conhecimento de si, comece a observar sua conduta ante os acontecimentos de um só dia de suas vida. Observe quais são suas reações, quer dizer, observe suas reações mecânicas ante todos os pequenos eventos que ocorrem e ante as demais pessoas; examine o que dizem, sentem e pensam, e como você reage mentalmente, verbalmente e fisicamente.

Então, trate de ver como podem mudar essas reações. Claro está, se tem a certeza de que SEMPRE SE COMPORTA DE FORMA CONSCIENTE e racional e que NUNCA ESTÁ EQUIVOCADO, nada mudará em você, porque nunca será capaz de se dar conta de que VIVE COMO UMA MÁQUINA, absolutamente repetitiva, uma pessoa mecânica, que sempre diz, sente, pensa e faz uma e outra vez as mesmas coisas.

Mas, quiçá, devido a uma crescente consciência de si, você se dá conta de que não é uno, de que não é um indivíduo plenamente consciente, senão que em certo momento é uma pessoa mesquinha, no próximo uma pessoa irritável, depois uma pessoa benevolente, mais tarde uma pessoa escandalosa ou caluniadora, depois um santo e logo um embusteiro. Faça o exercício de se comportar de forma consciente durante uma pequeníssima parte de sua vida, porque tudo o que fazemos aqui e agora nos afeta para sempre.

Um só momento em que se está bastante consciente para não se comportar mecanicamente, se fez isso voluntariamente, modificará muitos resultados futuros. Se você aprende, digamos, um pouco de francês hoje, conhecerá mais amanhã; mas se hoje não faz nada, amanhã não conhecerá nada. Ocorre o mesmo com o trabalho sobre si. Mas é preciso trabalhar voluntariamente sobre si e não porque alguém lhe diga que deve fazê-lo. Trabalhar de má vontade ou para fazer méritos é uma coisa; e trabalhar sobre si porque há algo que não nos agrada e anelamos mudar, é outra coisa.

O modo como tomamos a vida é equivocado porque a causa do hábito chega a se petrificar e deste modo torna-se mecânica. Logo, em verdade, como mecânicos e por isso carecemos de todo sentido verdadeiro do que estamos fazendo e nossos dias passam de uma estranha maneira não sentida, por exemplo, levamos a cabo os hábitos mecânicos do dia. Assim, não temos uma verdadeira vida e não recebemos novas impressões. O “eu”, quer dizer, a máquina, atua. Mas se um homem inicia seu dia conscientemente, o dia inteiro será diferente para ele.

O discípulo deve chegar a conhecer o que significa trabalhar sobre “si mesmo” e, desta forma, tomará sua vida como um dia. Deve ver, observar e compreender que é para ele um dia, e não crer que um dia carece de importância por ser tão habitual e que o trabalho não tem significado para o futuro ou que o trabalho é algo “que ainda não tem oportunidade de aplicar a si, porque está ocupado com o trabalho do dia a dia”.

Como você se levanta? Qual seu estado de ânimo no desjejum? O que é que sempre o transtorna? Etc. Rogo a você, caro estudante, não pensar que a mudança de si mesmo significa um mero fumar menos ou comer menos. Recorde que esse trabalho é psicológico.

Nossa vida cotidiana, nossa profissão, nosso negócio, nossa ocupação etc., não são senão um sonho com o qual nos identificamos.

Esta compreensão vem lentamente quando compreendemos melhor o que significam o sonho e a mecanicidade e por que se diz que a humanidade está adormecida e que sua vida é mecânica.

Para trabalhar sobre si mesmo é preciso trabalhar sobre a vida cotidiana e então compreenderemos o que significa a misteriosa frase na Oração do Senhor: “O PÃO-NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE”.

A frase “cada dia”, significa, “o pão substancial” em grego “o pão do Alto”. Os ensinamentos como produto deste trabalho psicológico nos dão o pão para a vida, a vida psicologicamente vivida, no duplo sentido de ideias e de forças para fazer frente aos desgostos da vida mecânica cotidiana; nos oferecem “o pão substancial” e assinala a nova vida que começa em nós mesmos; porque no trabalho psicológico todos buscamos ser uma nova pessoa, absolutamente diferente de tudo quanto temos vivido.

Agora, ninguém pode alterar sua vida ou modificar coisa alguma a respeito das reações mecânicas de sua vida cotidiana a menos que conte com a ajuda de novas ideia e receba auxílio Divino. No trabalho psicológico não existe nada depreciável. Qualquer pensamento, por insignificante que seja, merece ser observado do mesmo modo que qualquer emoção ou reação negativa.

Necessitamos preparar os centros inferiores para receber as ideias e as forças que sempre vêm dos centros superiores (mas não são captados devido ao pesado estado de sono interno). Mas toda tentativa feita voluntariamente, para corrigir uma ação negativa ou separar-se dela, todo intento de recordação de si ante uma dificuldade, todo ato de sincera observação de si, como quando alguém mente ou se dá demasiada importância devido à falsa personalidade, ou se deforma a verdade para ferir outra pessoa, ajuda a fazer as conexões corretas nos centros inferiores e os prepara assim para sua união com os centros superiores e para receber a ajuda que provém deles.

Nesse trabalho psicológico, o discípulo, ao voltar-se consciente de seus atos recorrentes, afasta-se dos efeitos mecânicos da vida. De outro modo, estaria devorado pela mecânica da vida. Se o discípulo se identifica com todos os eventos da vida prática e esgota suas forças em emoções negativas e em autoconsiderações e em vão palavrório insubstancial de conversa ambígua nada edificante, nenhum elemento real pode se desenvolver nele fora do que pertence ao mundo mecânico.

Se nós queremos que algo real cresça em nosso interior, é claro que devemos evitar o escape das energias psíquicas. Quando temos perda de energia e não estamos isolados na intimidade, é inquestionável que não poderemos lograr o desenvolvimento de algo real em nossa psique.

A vida ordinária comum e corrente quer nos devorar implacavelmente, e nós devemos lutar contra a vida diariamente, devemos aprender a nadar contra a corrente.

Esse trabalho psicológico vai contra a vida, trata-se de algo muito distinto aos nossos dias, e sem embargo devemos praticá-lo de instante em instante, então, com isso nos referimos à Revolução de Consciência.

Ali Onaissi – jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnLine

O fenômeno cósmico do Solioonensius

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Diz o V.M. Samael Aun Weor que nós, habitantes deste sofrido planeta Terra, somos muito influenciados pelos fenômenos que ocorrem no Cosmo. Qualquer “aspecto” planetário, solar etc., gera tensões energéticas poderosíssimas. E essas tensões, por consequência, inundam a atmosfera psíquica e o campo eletromagnético do planeta e dos seres humanos com gigantesca quantidade de diversas energias, alterando nosso comportamento radicalmente.

Essa série de comportamentos pode resultar em emoções positivas, tensões sociais alarmantes, sentimentos de suicídio, pandemias como a Gripe Espanhola e a Covid-19, e, mui especialmente, a grande praga contemporânea: a Depressão.

Ensina o Mestre Samael:

O grande sábio russo George Lakoski, depois de ter estudado profundamente as manchas solares, chegou a descobrir que existe uma íntima relação entre elas e as guerras.

Nesta época de foguetes teleguiados, fizeram-se profundos estudos sobre os Raios Cósmicos e suas influências sobre a célula viva e sobre os organismos em geral.

O complexo mecanismo dos foguetes teleguiados pode ser controlado a distância por meio de ondas radioativas. Já não se pode negar a radioatividade dos planetas no espaço nem sua influência eletromagnética sobre os organismos vivos.

Existe uma lei cósmica chamada Solioonensius, a qual já se manifestou em nosso planeta Terra 40 vezes depois da submersão da Atlântida. Dita lei cósmica resulta da tensão eletromagnética dos mundos.

Nosso Sistema Solar de ORS tem um sistema solar vizinho chamado Baleooto. Existe também no cosmos o famoso cometa Solni, que costuma se aproximar, às vezes de forma perigosa, do resplandecente sol Baleooto.

Dito sol resplandecente viu-se muitas vezes obrigado a desencadear uma forte tensão eletromagnética para poder manter com firmeza sua trajetória cósmica habitual. Essa tensão, como é muito natural e lógico, provoca idêntica tensão em todos os sóis vizinhos, entre os quais se encontra o nosso Sol, chamado ORS.

Quando nosso Sol ORS se põe em tensão eletromagnética com o propósito de não permitir que seja desviado do sua trajetória cósmica, dá origem a idêntica tensão em todos os planetas do seu sistema, incluindo o nosso planeta Terra.

Este é o Solioonensius Cósmico, a grande lei que age em nossa Terra a intervalos bem longos.

Normalmente, esta grande lei produz religiosidade intensa e desejo profundo de Autorrealização Íntima, mas quando a humanidade não está preparada psicologicamente para a ação dessa lei, o resultado costuma ser catastrófico.

No ano de 1917, a mencionada lei cósmica manifestou-se intensamente, mas como o proletariado russo estava cheio de profundos ressentimentos e amarguras, o Solioonensius combinou-se de forma anormal e negativa com a psique de cada indivíduo. O resultado dessa combinação negativa foi a Revolução Bolchevique.

Já fazia tempo que a Rússia vinha se preparando psicologicamente para esta revolução sangrenta. A revolução bolchevique foi, certamente, o resultado de uma péssima combinação de Solioonensius com a idiossincrasia psicológica de cada indivíduo.

Uma das características dessa lei em ação é o desejo de liberdade.

No entanto, houve na Rússia, por aquelas épocas da revolução bolchevique, umas quantas pessoas que souberam aproveitar inteligentemente o Solioonensius para desenvolver a Razão Objetiva, a Autoconsciência Individual e a Revolução da Dialética, que também surgirá por estes tempos.

Já se passaram muitos anos e ainda não sabemos quando o Solioonensius voltará. O que sabemos é que devemos nos preparar para recebê-lo de forma inteligente e conseguir, com a sua ajuda, a revolução integral que eu proponho de maneira objetiva neste tratado.

É apenas lógico pensar que se o Solioonensius nos pega sem preparação psicológica o resultado será uma catástrofe.

É bom gravar na memória e não esquecer jamais que a revolução bolchevique e a Guerra dos Sete Dias foram realmente uma catástrofe social.

Grandes explosões galácticas, tensões energéticas entre planetas e sistemas solares e outros fenômenos cósmicos afetam o campo áurico da Terra e, por consequência, a aura dos seres humanos. Essas tensões energéticas influenciam os comportamentos coletivos, gerando guerras mundiais, pestes coletivas, movimentos de massas. E, o mais lamentável, ninguém tem noção de tais influências
Grandes explosões galácticas, tensões energéticas entre planetas e sistemas solares e outros fenômenos cósmicos afetam o campo áurico da Terra e, por consequência, a aura dos seres humanos. Essas tensões energéticas influenciam os comportamentos coletivos, gerando guerras mundiais, pestes coletivas, movimentos de massas, comportamentos sexuais etc. E, o mais lamentável, ninguém tem noção de tais influências

Nós devemos aspirar a realizar sobre a Terra a Revolução da Dialética. Para tanto, temos de nos preparar psicologicamente o melhor possível. Seria lamentável se o próximo Solioonensius nos encontrasse sem preparação psicológica de espécie alguma.

No passado, toda vez que o Solioonensius se manifestou, foi catastrófico quando a humanidade não estava preparada. Lembremo-nos do velho Egito, entre dinastia e dinastia haviam acontecimentos terríveis. Duas vezes manifestou-se o Solioonensius de forma catastrófica no ensolarado país de Khem.

Na primeira, o povo em sangrenta revolução elegeu seus governantes mediante sangue e morte. O candidato que tivesse em seu copo sagrado a maior quantidade de olhos pertencentes à classe de governantes legitimamente constituídos seria eleito o novo governante. É claro que foram horríveis as cenas de semelhante revolta.

Na segunda manifestação dessa lei cósmica, o povo egípcio, enfurecido, levantou-se contra seus governantes e os matou, atravessando-os de lado a lado com um cabo metálico sagrado. Nesse propósito, não se respeitou sexo ou idade. Aquele cabo mais parecia um colar macabro que, depois, foi arrastado pelos animais e jogado no Nilo.

O Solioonensius produz ânsias de libertação e revolução da consciência. Porém, quando o ser humano não está preparado, só lhe ocorre matar os governantes, assassiná-los, destronar os reis, fazer guerras etc.

Devemos nos preparar psicologicamente para o Solioonensius. Precisamos nos tornar autoconscientes e realizar sobre a superfície da Terra a Revolução da Dialética.

Novo Mundo. Pintura de Konstantin Yuon (1921)

Magia cósmica

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O que o gnosticismo moderno (instituído pela Venerável Loja Branca), através do Mestre Samael Aun Weor, afirmava por meio de experiências internas e clarividentes, hoje é comprovado pelas descobertas científicas.

As Plêiades

A cosmologia gnóstica sabe que nosso sistema solar, esotericamente chamado de ORS, é parte integrante de um sistema interestelar mais grandioso, mais magnífico, chamado de sistema pleiadiano, ou Plêiades. Este grupo de 7 sóis, que gira ao redor de outro sol maior ainda, Alcione, situa-se na gigantesca Constelação de Touro. Portanto, nosso sistema solar e a Terra, em última análise, fazem parte dessa constelação.

Alcione, o sol central das Plêiades

Irradia-se uma poderosa energia eletrônica ou fotônica da estrela Alcione, a estrela central das Plêiades. Essa radiação cósmica está sendo cada vez mais estudada por cientistas.

Para o mestre Samael, nosso sistema solar entrará no campo de influência dessa “radiação alciônica” muito em breve, causando uma modificação total na vida terrestre.

Isso, devido a que nosso sol gira ao redor de Alcione numa translação que dura cerca de 24 mil anos. Desse total, nosso sol e todos os planetas ficarão dentro do campo alciônico por dois períodos de cerca de 2 mil anos cada. Duas das consequências dessa influência direta serão a total falta de escuridão, sombras e penumbras na Terra e também uma nova glaciação.

Urano e a revolução sexual

Este planeta sempre foi o causador de grandes revoluções comportamentais, principalmente em nível sexual, de toda a humanidade terrestre. Urano rege os chacras de nossas glândulas sexuais e toda alteração vibratória deste corpo sideral produz profundas revoluções em nossa sexualidade.

Urano possui uma característica única em todos os 12 planetas do sistema solar de Ors, que é a de direcionar, a cada 43 anos, um de seus polos geográficos e magnéticos em direção ao sol. Ou seja, Urano mostra seu polo norte durante 43 anos e depois o pólo sul por mais 43 anos.

Isso gera um aspecto muito importante na evolução social na Terra, que é a o predomínio de um sexo sobre outro. A cada cerca de 43 anos há predominância alternada entre os sexos masculino e feminino, em todas as situações da vida, seja política, seja espiritual etc.

Numa época de nossa história vemos o machismo predominar, em outra o feminismo. Os Iniciados, que conhecem esse mistério, sabem equilibrar as duas forças interna e externamente.

Urano canaliza para o mais profundo de nossa alma as energias da terrível e maravilhosa Era de Aquário, que se iniciou no dia 4 de fevereiro de 1962, por volta das 14 horas.

Órion

Da fantástica Nebulosa de Órion vêm radiações cósmicas de profunda importância para a evolução, apogeu e decadência das civilizações da Terra.

Sua energia astral azul e vermelha gera profundas transformações nos ritmos de nossa vida, de nosso karma planetário. É dessas regiões que aparece um corpo planetário gigantesco e misterioso conhecido cientificamente como estrela Barnard 1, ou, esotericamente, planeta Hercólubus.

Esse titã sideral é cerca de 6 vezes maior que Júpiter e, de acordo com a mecânica celeste, aproxima-se de nosso sistema solar, influenciando principalmente as órbitas de Vênus, Marte, Júpiter e, principalmente, nosso planeta Terra.

Isso gera modificações climáticas, geológicas e até mesmo na psicologia coletiva das massas humanas. (Para mais detalhes, veja nosso link sobre o Fim dos Tempos.)

As 3 pirâmides maiores do Egito (Keóps, Kefrén e Mikerinos) foram construídas e alinhadas de tal forma que atraem e transmutam as energias vindas de Órion e das Plêiades. Essas três pirâmides sagradas, que não são meros túmulos, como afirma a ciência materialista e ridiculamente cética, foram construídas numa posição que é absolutamente idêntica à das Três Marias, que ficam na direção de Órion.

Evolução e involução cósmicas

Tudo possui um início, um apogeu e um fim. Não somente nas coisas pequenas de Deus, no microcosmos, mas também em nível macrocósmico.

Veja nestas fotos o nascimento, o apogeu e a colisão e destruição fantástica de galáxias inteiras. Castigo de deus? Forças cegas? Não, caros Buscadores, somente princípios cósmicos atuantes, que estão acima do bem e do mal!!! Esses Princípios Cósmicos Inteligentes geram tensões energéticas poderosíssimas, fantásticas mesmo, capazes de influenciar até mesmo a vida no planeta Terra e em nossa psique.

Esse fenômeno de influência cósmica sobre nosso comportamento humano é chamado de Solioonensius.

Fenômenos psicológicos e parapsicológicos

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Distintos cavalheiros e damas, iniciamos nossa palestra dentro do terreno do psicológico e do parapsicológico, onde existem as surpresas extraordinárias, como já falei para vocês  de Eusapia Palladino, de Nápoles, sobre a mãe do cientista Botacci, como também do senhor William Crookes, com as  senhoritas Fox, e também das experiências realizadas na Rússia, onde inventaram um aparelho extraordinário que fotografa o corpo vital, e que lhe deram o nome de Corpo Bioplástico.

Vem à minha memória neste instante uma experiência notável de parapsicologia. Um sujeito passivo, em transe cataléptico, pôde projetar fora de si, a uns metros, o seu corpo bioplástico. Alguém que estava na sessão científica sacou o revólver e disparou contra tal corpo, que tinha se tornado visível e tangível a poucos metros, defronte do sujeito em estado de catalepsia. O interessante dessa questão foi que o projétil foi parar exatamente no ventrículo esquerdo do coração do sujeito cataléptico e é claro que ele morreu.

Perguntaria a vocês, pessoas cultas, como é possível que uma bala disparada de um revólver contra um objeto “A” apareça de pronto numa pessoa “B”? Isso escapa perfeitamente às leis da física, como escapa o méson K, por exemplo, à Lei da Paridade. Bem sabem que na física existe o famoso méson K, que burla a Lei da Paridade, que interfere vindo de um Universo Paralelo, e que resiste a qualquer análise.

É claro que vemos que o Corpo Bioplástico tem realidade. Eminentes homens dedicados à ciência da parapsicologia se aprofundaram por esses caminhos abertos pelos russos e descobriram quatro qualidades específicas do corpo vital ou bioplástico: está relacionado com os processos bioquímicos, tanto de assimilação quanto de eliminação; está associado também aos processos relacionados com a sexualidade, assim como dentro do terreno da fecundação ou de simples partos; tem relação com os processos de luz, cor, calor, som e das percepções; está relacionado com a Imaginação e a Vontade.

Miars ou Mers nos fala francamente do “Eu Subliminar”. Cada um é livre para pensar como quiser, mas não encontramos realmente uma explicação lógica que resista a uma simples análise, se não aceitarmos o famoso Ego dos psicólogos. Não é possível conceber uma máquina que possa por si mesma ter processos analíticos definitivos, que tenha emoções, psique, se não existir um sujeito psicológico, “metafísico”, diriam os religiosos. Longe aos religiosos com a sua metafísica! Respeito as religiões, mas agora não estou entrando nisso, quero me referir de forma estrita à questão psicológica e tocar nos problemas parapsicológicos.

Quando se sonda um sujeito passivo numa sessão de hipnose, descobrimos que existe o subconsciente, assim como também o pré-consciente…

Sobre esses termos – subjetivo, objetivo, consciente e subconsciente –, existem muitas discussões atuais sobre eles. Os psicólogos do século 19 consideravam o “Consciente” tudo aquilo que se relaciona com as percepções físicas ordinárias, com os processos de raciocínio, os processos emocionais etc. Consideravam o subconsciente todos os processos que escapam da percepção diária. Para eles, o subconsciente são os sonhos e consciente, os fenômenos meramente telepáticos etc.

Mas a Psicologia Revolucionária vai mais longe, considera o Consciente o Real, aquele que está relacionado com os fundamentos dos processos psicológicos, aquele que está intimamente vinculado aos “Intuitos” de Kant, as experiências diretas do Real, o Êxtase dos Santos…

Não quero fazer demagogia ou me converter num êmulo de muita sabedoria, não. Unicamente quero falar de forma concreta e exata: Objetivo é o Real, o Espiritual. Subjetivo, o que não tem realidade ou que tem uma realidade circunstancial, aquilo que verdadeiramente pertence à luta diária pela existência.

Isso que falo de modo algum pode satisfazer aos acadêmicos, graças ao fato concreto de que a academia considera Objetivo ou Real o físico e as percepções sensoriais externas, e o Subjetivo o que não pode ter realidade física, concreta. Faço essa declaração para explicar bem o sentido dessa palestra.

Em todo caso, o Eu de muitos psicólogos, o Eu da Psicologia experimental, não o considero algo plenamente Objetivo. Ao contrário, digo que o Subjetivo é cem por cento o que pertence às religiões, ao subconsciente, existindo associações entre o subjetivo e o subconsciente; o subjetivo é o subconsciente, e o Objetivo o consciente. Considero, entretanto, que, o Eu é Subjetivo…

Os teósofos pensam que existe um Eu de tipo Superior e o denominam de Alter Ego, como também aceitam um Eu inferior, e acreditam que o Superior deve dominar o Inferior, e quando isso é conseguido, nos converteremos em algo assim como os Mahatma, ou seja, Homens de tipo superior. Para longe com os teósofos e seus conceitos!

Penso sinceramente que o superior e o inferior são duas seções de uma mesma coisa. O Eu Superior e o Inferior são duas seções do Ego, do Eu, e que têm um principio e um fim. O Eu de modo algum é algo permanente, como supõem alguns psicólogos, o Eu é algo pluralizado.

A Doutrina da Multiplicidade do Eu é tibetana. Não há dúvida também de que os egípcios criaram a Doutrina da Multiplicidade dos Egos e os denominaram de Os Demônios Vermelhos de Seth. Assim é que, dentro de nós existe uma multiplicidade de Eus. Os tibetanos falam de “agregados psíquicos”, na Doutrina dos Muitos. Considerando essas coisas deste ponto de vista, chegamos à conclusão de que o Eu não é algo permanente.

Obviamente, não poderíamos aceitar um Eu psicológico se não o vemos através do ponto de vista sensorial. Mas se citei alguns fenômenos parapsicológicos, em Nápoles, nos Estados Unidos, foi com o propósito de que vocês entendam que se tem comprovada a realidade do Eu, que, inclusive, continua depois do sepulcro. Alinhado a esse ponto de vista, considero que em cada um de nós existem muitos Eus.

É claro que não poderíamos dar uma explicação concreta do porquê das contradições psicológicas nos seres humanos: “Vou comer”, diz o Eu do estômago. “Não, não é isso que eu quero”, diz o Eu Intelectual, “pois vou ler um pouco”. E de pronto intervém um terceiro Eu que discorda de tudo e diz vou dar uma caminhada em vez de comer ou de ler, esse é o Eu do Movimento.

Existe, pois uma série de contradições psicológicas dentro de nós que vale a pena ter em conta. Ademais, cavalheiros e damas, a máquina orgânica é muito bem-feita, temos um Cérebro Intelectual, temos um Cérebro Emocional, e isso não podemos negar. Se o Centro Intelectual está situado estritamente no nosso cérebro, o Emocional está situado exatamente no coração e no Sistema Nervoso do Grande Simpático.

Temos também um Centro Motor que está situado na parte superior da Coluna Cervical, temos o Centro Instintivo que está na parte inferior da Coluna Dorsal e temos ainda o Centro Sexual, que se encontra nos órgãos sexuais. E o mais interessante é que cada um desses centros tem a sua própria mente, e isso é inegável…

A máquina orgânica é complexa, as Impressões chegam ao Cérebro, são enviadas pelo Ego ou pelo Eu a qualquer um dos centros da máquina. Pode acontecer que o Eu envie as impressões de forma equivocada a um Centro que não lhe pertence e então teremos um erro manifestado na personalidade.

É comum acontecer, senhores e damas, que muitas vezes se confundem um Centro com outro. Por exemplo: uma mulher atende muito bem a um homem. Pronto, ele já simpatiza com ela, e a brinda de atenções específicas de toda espécie etc. Claro que aquelas impressões chegam ao Centro Intelectual do homem, mas pode acontecer que o Ego, o Eu remeta as tais impressões ao Centro Sexual, por exemplo, e então o sujeito sente por essa mulher uma atração sexual, ou que as remeta ao Centro Emocional, e então o sujeito começa a acreditar que essa mulher pelo fato de lhe ter brindado tais atenções está apaixonada por ele.

Assim equivocado, requer os amores da mulher, e se esta mulher nunca pensou em se enamorar dele, mas sim que o atendeu pela amizade, por simples cortesia, fica tremendamente surpreendida quando o sujeito vem declarar o seu amor…

Conheço alguém por aqui, cujo nome não menciono e que vive sempre nesses equívocos, equivocou-se uma vez e segue se equivocando mil vezes. O homem, cada vez que vê uma dama que a atende, acredita que ela está gostando dele e requer o seu amor; as mulheres comumente ficam tremendamente surpresas, pois não estão apaixonadas por ele. Esse homem conseguiu com que aquelas pessoas que tinham por ele alguma estima mudassem de opinião em relação a ele: agora elas o rejeitam.

Conclusão: ele está bem crescido e não consegue uma mulher. Vejam vocês quão fácil é enviar as impressões que chegam através dos sentidos a um centro que não lhe pertence…

Se não tivermos o Eu psicológico, se existir somente dentro de nós o Material Psíquico, estou seguro de que nesse caso as Impressões serão enviadas exatamente ao centro correspondente da máquina orgânica. Mas, desgraçadamente, o Eu psicológico só confunde “alhos com bugalhos”.

Sem dúvida, o Eu psicológico é o criador de prejuízos, temores, ódios, receios, fornicações, adultérios etc. Conclusão: o Eu psicológico está composto por um acúmulo de Eus de tipo também psicológicos. Cada Eu tem os Três Cérebros: o Intelectual, o Emocional e o Motor-Instintivo-Sexual. Cada um dos Eus que carregamos em nosso interior é uma pessoa diferente.

Todos esses Eus que em nosso interior carregamos brigam pela supremacia, querem ser o Amo, o senhor, e quando um consegue o controle total da máquina orgânica, acredita ter triunfado, mas não tarda o momento em que outro o despreza.

Consideradas as coisas desste ângulo, deste ponto de vista, certamente não temos um VERDADEIRO SENTIDO DE RESPONSABILIDADE MORAL.

O Eu que jura amor eterno a uma mulher é desprezado mais tarde por outro que “não tem velas nem para o enterro”. Resultado, o homem se retira e a pobre mulher se sente decepcionada. O Eu que hoje jura amor por uma grande causa é desprezado, mais tarde, por outro que não tem nada a ver com esse juramento; o indivíduo se retira e seus amigos ficam bastante confundidos. Não temos verdadeiramente CONTINUIDADE DE PROPÓSITOS.

Quantos sujeitos ingressam, por exemplo, numa Faculdade de Medicina. Estou seguro de que nem todos que ingressaram saíram formados. Alguns se cansam, não voltam; outros não se deram bem com as matérias… Se existir continuidade de propósitos, chegaremos à meta a que nos propusemos, mas muitas vezes começamos a fazer algo e nos cansamos. Pronto, mudamos de ideia. Por quê? Porque o outro Eu despreza o Eu que tinha interesse pelo tal projeto.

A consciência normal não é a subconsciência, o Eu é subconsciente cem por cento e a Essência está presa no Eu subconsciente. Devido a isso, o Eu subconsciente, que é grupal ou coletivo, é, na realidade, uma sátira, porque devido à Essência, a Consciência se acha presa, esta se faz de subconsciente e em algumas vezes, se torna infraconsciente e até chega ao Inconsciente psicológico.

Precisamos auto-explorar esse Eu pluralizado da Psicologia, necessitamos da auto-observação psicológica. Quando aceitarmos que temos uma psicologia, começamos a nos auto-observar. Desgraçadamente, poucos aceitam uma “psicologia”, aceitam mais facilmente que possuem um corpo físico, porque podem tocá-lo, podem olhá-lo, mas não aceitam que possuem uma psicologia, porque isso não pode ser visto à simples visão, não se pode tocá-la. Mas se alguém aceitar que tem uma “psicologia” poderá mudar, começa de fato a se auto-observar, e começa a fazer uso da auto-observação psicológica e se tornando diferente dos demais…

Se conseguirmos aniquilar completamente o Eu psicológico, a Consciência poderá libertar-se, desenvolver-se de fato no sentido espacial, que confere em si mesma não somente os cinco sentidos físicos, mas tantos outros que a ciência oficial ignora…

É no terreno da nossa vida prática, na relação com nossos familiares, em casa, na escola, no templo, no campo, no serviço, é onde os nossos defeitos escondidos afloram espontaneamente. Se estivermos em estado de alerta-percepção, então os veremos. E uma vez visto o defeito, ele deve ser analisado, deve ser aberto com o bisturi da Autocrítica para a sua compreensão.

Quando compreendemos um defeito em todos os níveis da Mente, podemos desintegrá-lo, o que é muito fácil, e após o termos destruído integralmente, uma porcentagem da Consciência que estava presa no tal defeito se liberta…

Normalmente, as pessoas têm uns três por cento de Consciência Desperta e uns noventa e sete por cento de Subconsciência, mas se desintegrarmos alguns agregados psíquicos aumentará a nossa percentagem. Se a humanidade tivesse um dez por cento de Consciência Desperta, não haveria guerras no mundo, e se uma pessoa consegue ter uns 60% de Consciência Desperta, consegue a percepção objetiva e real dos fenômenos naturais.

As pessoas comuns não conseguem ter a percepção objetiva dos fenômenos. Estou absolutamente seguro que de todos os fenômenos físicos que acontecem ao nosso redor, percebemos apenas uma milésima parte. Não há dúvida que atualmente a nossa Consciência está presa no Ego.

Uma Consciência Desperta é uma Consciência Objetiva. Ela não pertence ao terreno do infraconsciente ou do inconsciente, tampouco é uma Consciência subjetiva. Homens de Consciência Objetiva foram Hermes Trismegisto, um Quetzalcóatl, um Gautama, Pitágoras, Zaratustra etc.

Quando vemos uma flor, admiramos sua geometria e, se tivermos estudado um pouco de química e a aplicarmos sobre a flor, durante a nossa análise veremos na flor o que estudamos na sala de aula; mas não vemos a flor em si mesma, tal como ela é, pois Kant tem razão quando afirma que não percebemos as coisas em si mesmas.

Como vocês poderiam assegurar que estão vendo este vaso? Certamente, estão percebendo a imagem deste vaso, mas o vaso em si mesmo não o estão percebendo. Estou seguro de que vocês não estão percebendo os átomos deste vaso, nem os elétrons, íons, prótons etc.

Estou absolutamente certo de que vocês não estão vendo o movimento molecular ou atômico no vaso, estão vendo a imagem do mesmo, mas não a coisa em si, o vaso em si mesmo. De maneira que isso contraria Marx, na sua Dialética Materialista.  Dom Immanuel Kant, ao afirmar que não vemos as coisas em si mesmas, afirma algo cruelmente real, vemos as imagens das coisas, mas não as coisas em si mesmas.

Dentro da parapsicologia, temos de entender como funciona a Mente de uma forma mais profunda. Não se trata de acreditar ou não, porque isso de “eu acredito” ou “não acredito” podemos deixar para os assuntos de religião, mas nós não estamos no assunto de religião…

Existe a Mente Sensual, que cria as suas concepções mediante os dados recebidos pelos sentidos. A Mente Intermediária contém, em si mesma, aquilo que chamamos de “crenças”, e a Mente Interior, Profunda, que está fechada para os seres humanos.

A Mente Profunda analisada na Parapsicologia Revolucionária é completamente diferente, é capaz de corroborar com os fenômenos parapsicológicos extraordinários, capaz de perceber por si mesma, de forma direta, os fenômenos naturais…

Alguém, por exemplo, não poderia saber nada de química, mas conhecer de imediato um fenômeno químico, ainda que não utilizasse os termos da química, claro está que essa pessoa teria aberto a sua  Mente Interior.

Quem abriu a Mente Interior pode experimentar isso que não é do Tempo, isso que é a Verdade. Entretanto, para que isso ocorra é necessário ter destruído todos os agregados psíquicos, que no seu conjunto constituem o Eu psicológico.

Passar pela Aniquilação Budista é louvável. Quem resolve passar por tal aniquilação, ou seja, pela autodestruição do Ego psicológico, consegue o absoluto despertar da Consciência, captando todos os fenômenos cósmicos e os transmitindo à Mente Interior…

Até aqui as minhas palavras, e quem quiser perguntar algo, pode fazê-lo com toda a liberdade…

Pergunta: Quando analisamos os fenômenos físicos, não os vemos em si mesmos, mas sim uma imagem deles. Então, com a mensagem que o senhor nos traz nesta conferência, podemos dizer que não percebemos a realidade, mas unicamente aquilo que podemos perceber. Não entendi. Não consegui perceber a mensagem…

Samael Aun Weor: Certamente, saber escutar é mais difícil que saber falar, porque temos dentro de nós um péssimo “Secretário” que faz o papel de tradutor. Ele está cheio de preconceitos, prejuízos, teorias, conceitos etc. O que escuta, ele traduz exatamente com os seus critérios, com certeza não se escuta o conferencista, mas sim o Ego Tradutor, que é um péssimo secretário que carregamos em nosso interior.

Se a Mente se abrir ao “novo” verá o presente como ele é e não através da lente psicológica do passado, dos prejuízos, conceitos ou temores. Poderia, facilmente, entender o conferencista. Mas, como lhes digo, todos nós carregamos dentro um tradutor, que é o Ego, ele traduz de acordo com o seu próprio critério. Portanto, é muito difícil poder escutar sabiamente a alguém.

P: Seguindo um pouco a pergunta do nosso companheiro, vêm à minha mente as palavras de Aristóteles que nos dizem que não existe, no conhecimento, nada que não entre primeiro pelos sentidos. Então, se nós, ou por falta de instrução ou por má profundidade em relação ao tema tratado neste caso, não temos compreendido, ou temos compreendido muito pouco, quero dizer que não temos posto, realmente, nossa Mente em funcionamento? Ou a teoria de Aristóteles não tem sentido algum?

SAW: Aristóteles, inquestionavelmente criou o seu conceito, ele fundou a “Divina Entelekheia”, ou seja, o sistema indutivo, que vai do conhecido ao desconhecido. Sem dúvida, Aristóteles fundou a sua Escola, mas não poderíamos aceitá-la como autoridade absoluta, porque também existiu um Platão. É bem certo que Aristóteles foi discípulo de Sócrates, também é verdade que Platão também o foi. E não há dúvida de que Platão, em oposição ao sistema indutivo aristotélico, criou o Sistema Dedutivo Neoplatônico, que vai do desconhecido ao conhecido.

O Sistema Aristotélico relaciona-se unicamente com a Mente Sensual, quer através de seus silogismos, prossilogismos ou polissilogismos etc., para levar o homem ao conhecimento da Verdade. Isso é impossível porque a Mente Sensual elabora os seus conceitos mediante as percepções externas e nada mais. Logo, ela não pode saber por si mesma nada que escape aos cinco sentidos.

O Sistema Dedutivo Neoplatônico é superior, deseja a experiência do Real partindo do Ontológico ou meramente Psicossomático e Intelectual. Platão preocupa-se em abrir a Mente do ser humano, e isso pode-se ver através do estudo analítico de suas obras, tais como A República, Crítias etc. Assim é que, precisamos abrir a Mente Interior se quisermos conhecer o Real. E só poderemos abri-la através da Doutrina da Aniquilação Budista.

A morte do Ego é condição básica para o despertar da Consciência Objetiva. Agora, poderíamos explicar por que as religiões de tipo ortodoxo se preocupam, de forma específica, pela eliminação dos nossos defeitos psicológicos. Se eliminarmos os nossos erros, poderemos despertar a Consciência.

P: De acordo com a sua resposta, o senhor nos fala de um conhecimento meramente pragmático, ou passando do pragmático para se chegar a uma conclusão de uma idéia, que é o objetivo direto da nossa Mente. Creio que se não passarmos pelo pragmático, calculo que é muito difícil conseguir o objetivo da nossa Mente, que é a ideia.

SAW: É óbvio, e não podemos negar jamais, que o conhecimento tem de entrar pelos cinco sentidos, mas quero enfatizar aqui, nesta palestra, que não poderemos ficar definitivamente na Mente Sensual e sim que necessitamos ir mais longe, passar além da Mente Intermediária; necessitamos abrir a Mente Interior, porque qualquer doutrina, seja do tipo budista ou cristão nos dizem que devemos eliminar nossos defeitos psicológicos. E se assim procedemos, abrimos a Mente Interior, permitindo-nos a experiência direta com a Verdade.

Eu não nego que os cinco sentidos são úteis, o que digo é diferente, é que não devemos de modo algum ficar presos dentro da Mente Sensual. Os conhecimentos passam primeiro pelos cinco sentidos, mas existem técnicas, por exemplo, a meditação, que nos fazem conscientes dos nossos conhecimentos e que nos permitem levar nossos conhecimentos à experiência direta do Real. Mas esses conhecimentos devem ser filtrados através da meditação, passando além da Mente Interior para chegarem à Consciência.

Por meio das técnicas de meditação, conseguimos nos fazer consciente de nossos próprios conhecimentos, mas se ficarmos dentro da Mente Sensual, não nos tornaremos conscientes dos conhecimentos. Chegar a experimentar a Verdade de tal conceito ou de tal teoria só é possível quando os conhecimentos passam através da Mente Central e da Mente Interior até à Consciência. Essa é a crua realidade dos fatos, mas se ficarmos dentro do processo das teorias, jamais chegaremos a experimentar a Verdade. Necessitamos estar conscientes do que estudamos e isso é tudo…

P: Dizia o senhor que a Mente Interior é capaz de perceber diretamente a Verdade e por outra parte não nega que o conhecimento entra pelos cinco sentidos. Então, como é possível que tenha alguém que seja capaz, por simples inspiração, chegar ao conhecimento ou utilizando os métodos dedutivo ou indutivo, sem perceber nada pelos sentidos?

SAW: Essa pergunta é muito interessante. Temos de voltar às Escolas Aristotélica e Neoplatônica. A primeira, indutiva, baseia-se na Divina Entelekheia, parte do conhecido ao desconhecido; a segunda é dedutiva, parte do desconhecido ao conhecido. Isto significa que a Mente Interior pode chegar pelos dois caminhos. Se tomarmos um conjunto de conhecimento e o submetermos à rigorosa meditação com o propósito de nos tornar conscientes de todos os seus postulados, obviamente passaremos da Mente Sensual à Mente Intermediária e à Mente Interior, mais ainda, podemos levar até a Consciência Superlativa e Transcendental do Ser. Mas se quisermos os famosos “Intuitos” de que nos fala Kant, bastaria nos colocar em estado passivo, tanto no sentido meramente intelectual, como o emocional, para que através dos Centros Superiores do Ser esses mesmíssimos Intuitos do Ser, cheguem à Mente Interior através da Consciência.

O mais interessante de tudo isso é perceber que a Mente Interior é o veículo funcional da Consciência. Isso é possível e a condição para isso é a de cultivar, de forma eficiente, a Técnica da Meditação Interior Profunda. Porque se nos contentarmos somente com a lógica formal, analítica e até com a lógica dialética, ficaremos presos dentro das batalhas da antítese e da tese, características básicas da Mente Sensual, não passando daí e nunca experimentando a verdade de qualquer teoria ou de qualquer conceito, hipótese etc.

Por isso, é importante desenvolvermos a técnica da meditação, e assim poderíamos, mediante o sistema indutivo, chegar à Mente Interior, partindo do conhecido ao desconhecido, como também podemos usar o sistema dedutivo, mediante a meditação, nos colocando em estado passivo, receptivo, de onde viriam os “Intuitos” da Mente Interior e conheceríamos a Verdade.

P: Pergunto se alguma pessoa conseguir abrir a Mente Interior é capaz de conhecer um fenômeno e todas as circunstâncias que o tenham originado, sem tê-los estudado através do cinco sentidos.

SAW: Nos evangelhos das diferentes religiões, cristãs, budistas, muçulmanas, hindus, como queiram, nunca faltaram santos, místicos etc., que se denominaram “Iluminados”. Tais sujeitos sabiam muito mais que qualquer um de nós, os intelectuais, assombrando as pessoas de suas épocas. Se lermos cuidadosamente a história de qualquer religião do mundo, ficaremos cientes desses casos. Poderíamos aqui nos comportar como verdadeiros céticos, mas fatos são fatos e ante eles temos de nos render…

P: A psicologia moderna é aceita como ciência, enquanto a parapsicologia não é considerada. Qual é o seu conceito nesse sentido?

SAW: Andam juntas e paralelas. Este é um terreno um pouquinho espinhoso, porque acontece que nos últimos tempos, dentro das diversas Escolas, têm havido certas brigas entre a psicologia e a parapsicologia . Alguns têm classificado a parapsicologia como pseudociência, que não tem um verdadeiro valor científico etc., o que é um absurdo. Tanto o sábio como também aquele que aspira ao real conhecimento acadêmico percebem a importância da psicologia e da parapsicologia. Não podemos subestimar, de forma alguma, nenhuma linha do saber; se amamos a cultura, a ciência, como pessoas sérias não devemos subestimar nenhuma linha do saber…

P: Em minha opinião, o problema radical da parapsicologia é que não está perfeita  e que as investigações realizadas nesse campo carecem de validade científica. O senhor não acredita também nisso?

SAW: Tenho citado aqui, hoje, fenômenos parapsicológicos com o objetivo de falar de fatos concretos e sentir as diferenças. Inquestionavelmente, a parapsicologia, por si mesma, pode ser considerada atualmente por muitos psicólogos como uma espécie de pseudociência, obviamente existem muitos psicólogos que não a têm como ciência séria. Mas eu pergunto: se os psicólogos, através dos séculos, não fizessem seus estudos analíticos, suas observações, teríamos hoje, por acaso, a psicologia se tornado uma ciência séria? Isso custou muito trabalho, para chegar a ter a matéria psicológica perfeita.

Dentro do terreno meramente da parapsicologia, também há muito que se aperfeiçoar. Para a parapsicologia chegar a se converter, diríamos, numa matéria sólida, necessitamos continuar a observar os fenômenos extrassensoriais e documentá-los com os elementos sérios de juízos que existem, não somente na parte ocidental do mundo como também na oriental. Vale a pena que nos aprofundemos nos textos sânscritos, que estudemos todos os fenômenos dos dervixes da Turquia, que investiguemos profundamente a Grande Tartária, onde existem documentos extraordinários sobre os fenômenos parapsicológicos.

Com tais observações e documentos, estou seguro de que a parapsicologia contemporânea pode se tornar numa matéria formidável de estudo. Em todo caso, os fatos que até agora a parapsicologia tem apresentado são extraordinários…

P: Se os fenômenos parapsicológicos que até o momento têm sido observados resultaram contundentes e definitivos, por que então lhes negam a validade, inclusive científica?

SAW: Inquestionavelmente, os fenômenos parapsicológicos não podem ser negados. Por exemplo, um sujeito em estado hipnótico descreve o que está acontecendo a cinco quilômetros de distância. Se isso realmente é comprovado, trata-se de um fenômeno que ninguém pode negá-lo. A materialização que se conseguiu, por exemplo, de alguma coisa num laboratório, como é o caso de Eusapia Palladino ou de William Crookes, são coisas que não podem ser negadas. De maneira que os fenômenos extrassensoriais no fundo são parapsicológicos e podem enriquecer a parapsicologia cada vez mais.

Agora, o que falta saber é de que ângulo iremos classificar esses fenômenos. Poderíamos colocá-los num terreno meramente psicológico ou de um ponto de vista exclusivamente materialista? A psicologia é grandiosa, é uma ciência extraordinária, mas não podemos negar também que a parapsicologia avança a passos gigantescos e que um dia chegará a ser constituída em uma cátedra preciosa…

Distintos cavalheiros e damas, como se faz muito tarde, agradeço por terem assistido a essa palestra de uma forma muito amável e eu os convido aos nossos Estudos Gnósticos onde estaremos para recebê-los. Temos lá umas 70 obras de material didático suficiente para os seus estudos.

Paz inverencial!

Samael Aun Weor