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Dança cerimonial ou a magia da concentração dinâmica

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O que é a Dança, na visão esotérica? Fundamentalmente, o Pilar da Arte, dentro da Gnosis, tem a característica de equilibrar e complementar os pilares da Ciência e da Filosofia e acercá-los à experimentação do Pilar do Misticismo. A Arte é o elemento que serve de veículo para esta complementação.

“A Arte – diz o Mestre Samael – é a expressão positiva da mente… Todos os Adeptos têm cultivado as belas artes”. Sua principal característica é a Inspiração – o polo oposto da Intelectualização – que leva à Intuição do coração.

A dança é uma manifestação da arte em seu mais transcendental significado, que tem como princípio básico o de que através da prática de certos movimentos físicos que imitam movimentos cósmicos é possível realizar uma conexão entre o macrocosmo e o microcosmo a nível energético por causa do Princípio Hermético da Correspondência, e por este meio ter acesso a uma informação de Ordem Superior.

Nas palavras do Mestre Samael: “As danças sagradas eram verdadeiros Livros informativos que transmitiam, deliberadamente, certos conhecimentos cósmicos transcendentes”.

Conhecendo perfeitamente o movimento das forças cósmicas do Universo, nossos antepassados aprenderam a reproduzi-los e correspondê-los interna e misticamente em suas formosas danças. O Mestre Samael menciona que os “dançarinos antigos conheciam as sete partes independentes do corpo e sabiam muito bem o que são as sete linhas distintas do movimento…”

Mediante a concentração dinâmica, ou meditação em movimento, compreenderam que na criação de um movimento rítmico e compassado, descobriram este movimento (ritmo, vibração, música, cor etc.) no núcleo das estrelas como no das células; no coração dos animais e no dos homens; no interior das plantas e no dos minerais. Mover-se quer dizer VIVER! Estar imóvel significa estar desprovido da vida. A imobilidade equivale, na mitologia de todas as culturas, à não-existência e é um estado anterior à Creação.

Sob esse princípio nasceram as danças sagradas dos tempos do Egito, da Babilônia, da Grécia, as danças dos dervixes girantes na Pérsia e as danças mexicah em Anáhuac (México), entre outras. Na Roma antiga, os mais importantes conselheiros encabeçavam as procissões nas festas, sendo a procissão uma forma de dança. Na mitologia grega Reia, esposa de Cronos, ensina os filhos da terra a dançar.

Orfeu ordenava que todo aquele que entrasse na sabedoria dos Mistérios deveria ser recebido com a dança. Sócrates estimava que a dança era uma necessidade essencial e Platão dizia que o homem que não sabia dançar não era educado.

A dança na Grécia estava associada, desde os tempos mais remotos, com os deuses, tais como: Helios, Dionisos, Pan, Ártemis… todos dançavam. No Egito dos faraós executavam-se danças solares ao redor dos templos. Na Índia é o próprio Shiva quem cria o universo por meio da dança. É Ele quem obriga a matéria a se pôr em movimento; quem cria e destrói o universo.

Sua dança simboliza a atividade divina como a fonte de energia que põem em movimento o universo.

No Antigo Testamento existem vários termos que se referem à dança e que sugerem desde o dançar em círculo (como o fez, o rei David ante Jeová) até “torcer-se de dor durante o parto”, aludindo ao movimento criador da vida. Nos Atos de São João (texto gnóstico apócrifo escrito ao redor do século 3º ), Cristo ensina seus discípulos a orar através da dança circular, terminando o hino com suas próprias palavras: “quem não dança não conhece os caminhos da vida”.

No México antigo a dança era associada à palavra macehualiztli, que alude a um “merecimento” através da penitência, e era considerada de caráter mágico porque permitia obter o merecimento dos deuses através do enlace das quatro direções do universo.

POR QUE A DANÇA É SAGRADA?

• Porque toda atividade humana que transcenda os limites do profano pode alcançar um estado sagrado ou superior. Para isso será necessário que dita atividade leve a necessidade de alcançar um terceiro estado de consciência e uma constante recordação do Ser, além de buscar um objetivo impessoal que a converta em um ato consciente: um sacrifício (sacro ofício).

• Porque ela “representa” – como se fazia antigamente através dos Mystéyn (Mistérios) ou representações teatrais de tema divinos, que se converteram nos modernos rituais – um acontecimento espiritual e cósmico, ou seja, superior, e dessa maneira instrui a consciência, que é a finalidade de todo ritual.

• Porque ao ser entendida uma prática ritual, que com liturgia contém uma linguagem alegórica, simbólica e mística – neste caso manifestada através da evoluções e movimentos dos dançarinos, a música e em algumas ocasiões o canto – instrui a consciência por meio do que o Mestre Samael chama os “fundamentos psicológicos ritualísticos”, ou seja, a psicologia do ritual.

Este sistema, presente em toda prática cerimonial, elude o processo de racionalização através do intelecto, passando informação e a sabedoria diretamente à parte emocional do centro intelectual e dali ao Centro Emocional Superior, se a disposição e concentração do participante o permite.

Desta maneira se explica o porquê através do ritual, a cerimônia ou qualquer prática mística como a dança, é possível para o participante e para o observador (público ou congregação) ter “experiências místicas” inexplicáveis para o intelecto ou a razão.

• Porque a dança é um caminho espiritual que conduz o homem a seu reencontro com a verdade. A dança desperta a sensibilidade no dançarino, permite-lhe ver através dela, seu próprio caminho, o caminho que como buscador do conhecimento deve seguir. Sendo o dançarino um servidor do Grande Misterioso, converte-se em um instrumento para a manifestação do Grande Espírito.

O Grande Espírito é o Divino que habita no fundo da alma e nEle se encontra a autentica e legítima faculdade cognoscente, conforme o dançarino-iniciado percorre o Caminho Vermelho da aniquilação do ego e desenvolve sua consciência, essa última vai iluminando o dançarino, despertando o seu Átomo Dançarino (Átomo Nous, que é o átomo girante de Deus, que se encontra no coração) e a dança daquele guerreiro da Luz se transforma em uma expressão de seu Ser Interior Profundo.

A dança sagrada é, e sempre será, uma expressão da vida interior do guerreiro-buscador do Conhecimento, e a vida cotidiana do aprendiz deve ser uma expressão da dança. Somente dessa maneira poderíamos entender um dos preceitos fundamentais da dança sagrada: “a dança é que escolhe o dançarino”. O aprendiz de dançarino é selecionado por um poder impessoal e deve ser cuidadoso a fim de ser digno porque nem todos os escolhidos se convertem em dançarinos-iniciados impecáveis.

BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DA DANÇA

Psicológica e Mentalmente

• Produz maior compreensão do divino e do profano, isto é, permite apreciar o valor sagrado da vida, da relação corpo-mente-espírito, das relações humanas aplicando a doutrina gnóstica da momentaneidade, da auto-observação e da recordação de si mesmo.

• Produz um estado de meditação em movimento, através do desenvolvimento da concentração e equilíbrio entre os Centros: ao promover a dança como uma aprendizagem que se inicia teoricamente (centro intelectual); se aprende com a prática dos movimentos (centro motor) e uma vez aprendido se interioriza através da meditação (centro emocional), este leva de uma maneira prática ao estado conhecido como meditação ou concentração dinâmica.

• Exige a perda da importância pessoal ao demandar a necessidade de funcionar em círculos, onde o único centro e eixo ao redor do qual gira a atividade se localiza em um aspecto espiritual. A todo o momento exige uma atitude interior séria, respeito e compreensão das divindades, objetos e instrumentos, e um constante estado de devoção “bhakti yoga”.

• Promove o desenvolvimento da capacidade criativa, a parte positiva da mente (mente interior), que se relaciona com a arte, ao produzir um equilíbrio com a atividade intelectual, a qual a ser abusada corre o perigo de se converter no pólo negativo da mente.

• Abre uma oportunidade direta de aprender a funcionar em convivência, a pensar em conjunto, a vibrar em grupo, e nesta interação, conhecer-se a si mesmo.

Física e Emocionalmente

• De uma maneira completamente equilibrada, é possível considerar a dança como uma “yoga gnóstica”, porquanto produz equilíbrio físico e emocional ante a rotina da atividade cotidiana. Ajuda a romper com as rotinas da vida e os hábitos mecânicos.

• Facilita o livre fluir da energia vital, que geralmente obstaculizada pela tensão e falta de exercícios promovendo a cura do corpo e de seus órgãos e sistemas de uma maneira natura. Mais do que ser um exercício meramente físico como qualquer esporte ou yoga incipiente, é uma prática de transmutação e fluir da energia com um propósito definidamente espiritual.

• Um guia para o praticante rumo à experiência das emoções superiores, anulando o efeito nocivo das inferiores.

Espiritualmente

• Acerca o praticante até uma conexão com o divino. A dança, como toda Arte Régia, é um profundo processo de interiorização e busca de uma realidade e identidade interna que se logra ao estabelecer Centro de Gravidade Permanente, ou Átomo Dançarino na consciência, no Ser, no eixo e não na periferia, que viria a ser a atividade mecânica da vida.

• Facilita o passo da imaginação à inspiração através da aprendizagem de seus movimentos e da compreensão do propósito espiritual desses movimentos; e da inspiração à intuição abrindo a possibilidade da experiência mística, um processo pelo qual historicamente a arte tem sido fundamental para o desenvolvimento do espírito.

• Produz revelação e informação que instruem psicologicamente a consciência, razão pela qual se lhe considera como um ritual sagrado.

A morte-em-marcha

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A morte-em-marcha é um processo mais aprofundado dentro da Psicologia Gnóstica e deve ser levada muito a sério pelos estudantes que querem trilhar a Senda da Autorrealização, ou seja, da Iluminação plena e total, de acordo com o potencial do ser humano.

No entanto, este termo, morte-em-marcha, tem sido motivo de debates acalorados por parte dos estudantes de diversas linhas iniciáticas. Por que as diferenças de opinião e por que os desentendimentos, se o ensinamento é maravilhoso e perfeito? É importantíssimo perscrutar e se aprofundar sobre a morte-em-marcha.

O Venerável Mestre Samael Aun Weor, fundador e grande líder do gnosticismo moderno, enfatizou a necessidade de vivenciar seriamente a psicologia gnóstica e aprofundar-se neste tema no dia a dia, a cada instante da vida.

Certa vez, Samael perguntou a um grupo de discípulos quem é que meditava 24 horas por dia. Ninguém levantou a mão, a não ser um deles, que protestou, afirmando que é impossível viver de dia e de noite meditando.

O Mestre confirmou que, sim senhor, é possível meditar 24 horas por dia, mas não como se fantasia sobre o que seja a meditação. Meditação é um estado interno de consciência, em que a Consciência vive em estado de alerta constante, dominando e controlando a mente, as emoções, as energias vitais e o corpo físico. (Infelizmente, o que a Consciência menos faz é estar ativa, ser proativa em todos os momentos da vida, o que ocorre são as reações mecânicas nos diversos eventos do dia e da noite.)

Afinal, o que é, exatamente, a morte-em-marcha e como a utilizamos em nosso Trabalho Interno?

O VM Samael afirmou em praticamente todas as suas mais de 60 obras que existe um princípio divino em nosso psiquismo, em nosso “mundo interior”, capaz de nos libertar de todas as formas de sofrimento, defeitos psicológicos e adormecimentos mentais que temos cultivado na vida.

Essa presença divina foi representada por todas as tradições religiosas, místicas e filosóficas de todos os tempos como um Poder Mágico com características maternas, amorosas e mágicas. Esse aspecto materno de Deus tem o nome, na Gnose, de MÃE DIVINA.

O fundamento do Trabalho Interno, de liberação psicológica, é a entrega mística à Mãe Divina. A Mãe Divina tem um poder mágico, elétrico, sexual, capaz de destruir qualquer distúrbio emocional ou mental. E paralelamente a essa Bhakti Yoga, ou prática devocional com a Mãe Divina, necessita-se morrer de instante em instante por toda a vida, praticando uma disciplina de vida, que inclui os seguintes itens:

1. ALERTA NOVIDADE. Estar Alerta ao máximo possível durante o dia, ou seja, exercitar a plena atenção, a recordação de si mesmo, evitar qualquer momento de desatenção, pensamentos fascinantes, recordações mecânicas de eventos que ocorreram ou por ocorrer.

2. RETROSPECÇÃO. Esse exercício é uma verdadeira tomada extra de consciência daquilo que fizemos, falamos, sentimos e agimos durante o dia. Pode ser feito no fim da noite, como primeiro passo para a prática de meditação. Pode-se praticar a Retrospecção diariamente, como também semanalmente, mensalmente e até uma grande Retrospectiva Anual, como vemos nas tevês no fim de dezembro.

Como se pode praticar esse exercício? Pode-se usar as recordações em pensamento ou, se desejar maior autocontrole no início, escrever. Esta é realizada visualizando regressivamente (de do fim da noite para o início do dia, ou seja, desde o momento em que iniciamos a prática, à noite, até a hora em que acordamos, pela manhã), dando mais ênfase nos momentos mais “críticos egoicamente”, como na ira no trânsito, na luxúria que surgiu na rua, na preguiça após o almoço etc.

3. OBSERVAÇÃO SERENA. Auto-observação de tudo o que se expressou em você nos momentos em que os Eus Psicológicos se manifestaram. (Isso requer que sejamos extremamente verdadeiros e sinceros conosco, sem subterfúgios, desculpas, justificativas, meias palavras etc.)

4. AUTOEXPLORAÇÃO. Descobrir por que o Ego em questão se manifestou naquela situação, com aquela pessoa, naquele momento… Que imagens, palavras ou sons fizeram esse Eu se expressar… Que sensações tivemos quando o eu descoberto e estudado apareceu… Enfim, conhecer todos os meandros do Ego.

5. ANÁLISE SUPERLATIVA. Entrar em meditação profunda e deixar que a própria Voz do Silêncio analise e estude o Eu. Simplesmente observá-lo, e nada mais. Não pensar nele, não pesquisá-lo, não dissecá-lo, simplesmente estar cônscio dele de momento em momento.

6. VISÃO ESPACIAL DO EGO. Todos os aspectos do Ego têm, nos mundos internos (astral e mental e causal), uma forma arquetípica definida. Na fase da Análise Superlativa, durante a meditação, surge em nossa tela mental uma forma-pensamento, ou um “arquétipo egóico”. O Eu analisado pode surgir à nossa frente como um animal por exemplo.

Pode ser a forma de uma pantera negra, uma mariposa, um rato, uma barata, uma serpente com cabeça de velho, um dinossauro, um gorila, um demônio, uma mulher sensual etc. Se essa forma-pensamento for captada, tenha certeza que houve de fato, nos mundos internos, aquilo que o Mestre Samael chama de DIVISÃO SUJEITO-OBJETO ou OBSERVADOR-OBSERVADO.

É justamente nesse momento mágico e único do Trabalho Psicológico, que a Essência se liberou do Eu, e este se tornou um cascarão oco, vazio. A partir desse instante mágico, único, sentimos uma leveza, uma sensação de liberação, uma espécie de alívio interior, energético, inigualável. É a partir desse momento queque entra a prática da Bhakti Yoga: deve-se orar fervorosamente à Mãe Divina para que Ela elimine esse eu mental de nosso interior.

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É só a partir desse instante que o Eu poderá ser destruído pela Mãe Divina; antes não é possível porque a Essência ainda está presa no defeito.

Resumindo, o trabalho sobre a morte do Ego se processa com os seguintes passos:

1. Descobrir o Ego nas atividades do dia a dia; vê-lo, observá-lo, senti-lo sem julgá-lo, sem reprimi-lo, mas também sem liberá-lo cegamente.

2. Processar o Ego, chegar a um nível de compreensão o mais profundo possível (e isso só se alcança nas práticas de meditação, que não devem se limitar a um único dia); o processo deve ter como atributo principal a virtude da COMPREENSÃO, que alcançamos somente quando a mente é anulada na meditação.

3. Eliminar o Ego. Isso não acontece sem a intervenção da presença mística de nossa Mãe Divina. Precisamos oferecer-lhe o Eu estudado, já fraco, débil, renunciado, para que a Ela o fulmine eletricamente. Se houver auto-observação diária, poderá haver eliminação diária ou o que chamamos de Morte-em-Marcha.

Devemos lembrar sempre que só quando o Defeito se manifesta, quando sai à luz do dia, pode ser descoberto, processado e eliminado. No mesmo instante em que qualquer Eu surgir – seja em pensamento, emoção ou energia –, deve-se rogar com muita força e entusiasmo a sua morte por meio da oração à Mãe Divina.

Essa prática de pedir à Mãe Divina a morte imediata do Eu descoberto, no mesmo instante em que ele se expressa, aflora espontaneamente, é o que podemos chamar de TRABALHO CURTO. Este dito Trabalho Curto, segundo o mestre Samael, NÃO ELIMINA NENHUM EGO, no entanto, tira seu alimento psíquico. (Para saber mais sobre o que seja esse alimento psíquico, estude no GnosisOnline os textos sobre os “Centros da Máquina”.)

O Trabalho Curto deve ser efetuado o dia inteiro, sem se cansar, sem esmorecer jamais, porém sem estresse ou fanatismos. Se for necessário, invocar a Mãe Divina 10 mil vezes por dia, porém, repito, sem tornar essa oração algo robotizado, mecânico, como se em nossa mente houvesse um gravador repetindo constantemente alguma frase do tipo “Mãe Divina, mata este defeito… Mãe Divina, mata… etc. etc. etc.”

Já o trabalho de Análise, Reflexão, Discernimento e Meditação profunda dos Eus manifestados ao longo do dia é o que podemos chamar de TRABALHO LONGO. Lembremo-nos que os dois trabalhos devem ser utilizados ao mesmo tempo, pois são técnicas distintas para um mesmo fim.

É importante recordar que só a Alquimia não elimina totalmente o Ego. Só a psicologia não elimina totalmente o Ego. As duas devem andar de mãos dadas, equilibrar as duas potências com grande Ciência e Arte, como ensinou o grande mestre ressurrecto Paracelso.

Os Níveis da Morte do Ego

Quando o VM Samael ensina que se deve morrer de instante em instante, de momento em momento, Ele quis ensinar que não se deve ser gnóstico somente quando estamos em um grupo gnóstico, ou lendo um livro, durante uma Missa ou em uma Corrente de Cura. É necessário transformar todos os instantes do dia e da noite em um estado de Consciência constante.

A morte contínua se dá por dimensões e por níveis. Temos o nível atômico, o nível comportamental, o nível esotérico, o nível psicológico, o nível sexual, o nível ritualístico etc. Nenhum desses aspectos deve ser menosprezado.

Cada um de nós tem suas características psicológicas, mas devemos urgentemente romper essas barreiras. Alguns de nós temos mais tendências intelectuais, outros mais emocionais, outros mais motrizes etc. Mas o gnóstico que quiser trilhar a Senda da Iniciação necessita equilibrar todos os aspectos do Trabalho. Assim como Samael fez em sua vida.

Nível Ritualístico

Todos os Altos Iniciados, tais como Jesus, Cagliostro, Buda, Maomé, Padmasambhava etc. instituíram em suas doutrinas poderosos rituais, que com o tempo se transformaram em ritos religiosos e mecânicos, praticados sem a devida consciência por seus seguidores.

A Gnose de Samael não poderia ser uma exceção, pois o Avatar de Aquárius criou diversos rituais que nos ajudam a conectar nossa Consciência com as Forças Divinas dos Mundos Superiores. Missas, Rituais de Grau, Cadeias, Magia Elemental, Magia Sideral, Astroteurgia, Trabalho com os Elementais Atômicos etc. servem para aumentar nosso nível energético, ajudando-nos a nos conectar (momentaneamente que seja) com nosso Real e Verdadeiro Ser, o qual é o único que pode nos inspirar e dar mais Força e entusiasmo para o Trabalho Constante.

Com as práticas esotéricas, também conseguimos ser auxiliados pelos mestres da Grande Fraternidade Branca e as Partes Superiores de nosso Ser Divino. Essas Práticas Sagradas têm como intuito fortalecer a Essência para que ela tenha mais entusiasmo, força e anelos para a Autossuperação.

Nível Atômico

Atomicamente, o ser humano é dividido em duas esferas. Uma contém átomos pesados, malignos e ligados diretamente ao Ego, e se encontra na região do plexo solar para baixo. A outra esfera de manifestação atômica encontra-se do plexo solar para cima, e é aí que se encontram os Átomos de Luz, puros e mais conectados às esferas do Espírito Divino.

Os átomos, em seu aspecto inteligente, têm suas missões em nosso corpo. As trevas buscam dominar o corpo, tentando alcançar o coração. Quando as trevas conquistam o Cárdias (o chacra cardíaco), então advêm a depressão, a doença e a morte. E quando os Átomos da Luz conquistam o corpo, então nossas vibrações saltam para uma oitava superior.

Como fazemos para colaborar com os Átomos da Luz, que estão sob o controle do Átomo Crístico, localizado no lado esquerdo do coração? Em primeiríssimo lugar, eliminar de nosso dia a dia os maus hábitos e maus costumes.

Ter atitudes cotidianas solares: acordar cedo, exercitar-se harmoniosamente (sugere-se a prática dos Cinco Tibetanos, ou Lamaseria), ingerir alimentos integrais (rajásicos), não adulterados (com enxertos, alterados geneticamente etc.), praticar constantemente exercícios respiratórios (pranayamas), ter pensamentos e emoções positivos, participar de rituais e correntes onde se invocam as forças sutis da natureza e do cosmo etc.; enfim, ter uma vida a mais saudável possível.

Quanto mais tivermos hábitos saudáveis e conscientes, mais “fecharemos” nosso corpo para as influências negativas do meio ambiente. Com isso iremos gradativamente carregando nossas “baterias psíquicas”, chamadas no gnosticismo de Centros Psíquicos (que, resumidamente, se chamam Intelectual, Emocional, Motriz, Instintivo e Sexual). E o VM Samael ensina que sem os Centros equilibrados e carregados, não se pode começar um Trabalho sério e correto.

Se queremos vencer o Inimigo Secreto (o Ego) devemos primeiro desarmá-lo. Atacá-lo conforme nosso Nível de Ser e Compreensão. E isso se consegue, inicialmente, no Nível Atômico.

Nível da Conduta Psicológica

O Iniciado deve aperfeiçoar sua Conduta. Se ele quer chegar a ser Santo, então deve ter uma conduta de Santo, de Perfeito, de Equilibrado (física, emocional e mentalmente). Nesse nível devemos compreender o que se deve eliminar de nosso interior e que alimenta o Ego e o fortalece, e o que devemos fortalecer e que servirá de apoio para o Trabalho Interno.

Esse trabalho deve ser por toda a vida, uma mudança radical em nosso diário viver. Ou seja, será mais que impossível querer eliminar o Ego sem alterar radicalmente nossa Conduta pessoal nos detalhes do dia a dia. Eis aí outra explicação para a frase de Samael: “Morrer de instante em instante e de momento em momento”. E o VM Rabolu ensinava que se deve começar a morrer efetivamente “nos detalhes”.

O que Devemos Eliminar

1. Autoconsideração. Sofrer facilmente com tudo e com todos. Sentir-se um pobre-coitado e vítima de tudo e todos. É porta de entrada dos Defeitos.

2. Maus costumes e maus hábitos. No vestir-se, no comer, no palavreado, na música que se ouve, na hora que se acorda e se dorme, nos olhares etc.

3. Falsa Consciência. Temos uma máscara com o cônjuge, outra para o patrão, outra com as mulheres, outra com os homens, outra com irmãos gnósticos etc.

(c) Leonie Sturge-Moore and Charmian O'Neil; Supplied by The Public Catalogue Foundation
Leonie Sturge-Moore and Charmian O’Neil – Supplied by The Public Catalogue Foundation

4. Falsa Personalidade. Aceitamos as máscaras que a sociedade nos dá, como a de advogado, jornalista, professor, ator, executivo dinâmico, político. A frase ou pensamento típicos dos que têm a Falsa Personalidade bem desenvolvida é: “Com quem você pensa que está falando?”

5. Eu da Crítica. Crítica interior profunda aos demais e a si mesmo. Critica-se em pensamentos, olhares, sorrisos, postura de mãos e pernas…

6. Tagarelice Interior. Permitimos que os pensamentos se soltem sem nenhum controle. Percebemos claramente essas Tagarelices no momento em que nos deitamos e nos concentramos na própria mente. Os mecanismos mentais não param nem na hora de dormir, com aquelas vozinhas lá no fundo da cabeça.

7. Autovalorização e Autoimportância. Lembrar sempre que “Ninguém é insubstituível”, e que “Só Deus é grande”.

8. Egocentrismo. Falar muito de si, interromper os outros para dar nossos próprios exemplos. Típico de leoninos, mas não somente.

9. Eu da Curiosidade. Querer saber de tudo sem ser criterioso, respeitoso e autocontrolado.

10. Mecanicidades. Acordar sempre na mesma hora, percorrer sempre o mesmo caminho para o trabalho, almoçar exatamente na mesma hora, dormir no mesmo horário e fazer as mesmas coisas, sempre, como um verdadeiro robô social. Quebrar essa mecanicidade para tornar o dia mais consciente (como por exemplo, deixar de almoçar um dia ou outro, andar em ruas diferentes, usar uma roupa distinta etc.).

11. Traumas, Complexos e Fobias. Isso gera uma Personalidade desequilibrada, que é guarida do Ego.

12. Canção Psicológica. Dar vazão verbal ou mental a certas situações vividas (por exemplo: falar da traição do marido 10 anos atrás, dos pais que batiam em você, da falta de sorte na vida etc.).

13. Desejos, Justificativas e Má Vontade (os 3 Inimigos ou Traidores). Discursos verbais egóicos, sentimentalismos, desejos negativos. A Má Vontade se fortalece quando nos recusamos a fazer favores aos outros por exemplo.

14. Fanatismo. Nascido de limitações intelectuais e emocionais. Evitem-se principalmente os fanatismos esotéricos.

15. Vírus Psicológico. Pode-se contagiar energética ou mentalmente. Noticiários, fofocas, maledicências etc. não devem entrar em nossa mente. O bocejo coletivo é uma forma de vírus psicológico.

16. Impaciência. Nascida da ansiedade, das comparações e da falta de confiança.

17. Incapacidade para fazer as coisas. Inconstância, preguiça, desatenção e indisciplina. Um dia nos propomos a realizar as disciplinas esotéricas e na semana seguinte nem lembramos mais disso. Com isso apunhalamos o Cristo Íntimo e traímos sua ajuda.

18. Insegurança. Em si mesmo, nos outros e quanto à eficácia do Trabalho Gnóstico.

19. Efígies Mentais. São as representações mentais equivocadas. Conceitos que temos sobre algo ou alguém, e que “temos certeza” de que correspondem à verdade. Exemplo de Efígie Mental é aquela música que aparece em nossa mente e permanece o dia inteiro.

20. “Tops” Mentais. Quaisquer obstáculos nos fazem desistir do Trabalho Interno. Dificuldades financeiras, dúvidas, ressentimentos, opiniões contrárias, depressão, contratempos diversos etc., que podem ser comparadas a “lombadas” na estrada, que produzem lentidão e estancamento. A causa é a Impotência da Consciência.

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O que Devemos Desenvolver

1. Consideração Exterior. Respeito ao próximo, ao seu Nível de Ser, suas limitações, opiniões, conceitos, ver em seu interior uma Essência e um Ser que devem ser respeitados. Para combater a Autoconsideração. Nasce com a virtude da Empatia.

2. Valores da Essência. Fidelidade, Disciplina, Ordem, Honestidade, Pudor, Tenacidade, Alegria, Castidade etc., para combater a Anarquia Interna.

3. Valorizar o Trabalho Gnóstico. Torná-lo Sério, Prático, Objetivo, na vida tanto interior quanto exterior. Isso impede que sejamos “gnósticos de fim de semana”.

4. Continuidade de Propósitos. Não dar um só passo atrás, não querer tirar “férias gnósticas”. Olhar sempre para a frente.

5. Centro de Gravidade Permanente. Determinação forte e entusiasmo dentro de nós. Ver a Gnose em tudo na vida.

6. Eventos Internos e Acontecimentos Externos. Saber viver corretamente, equilibradamente. Não cair em depressão em festas ou contar piadas em velórios.

7. Nível de Ser e de Saber. Conhecer a Doutrina Gnóstica profundamente para se desenvolver corretamente nossos Mapas Internos de Trabalho.

8. Imaginação, Inspiração e Intuição. São virtudes que se conseguem com os exercícios gnósticos diários e com a morte do Ego. Seguir os “sinais do Ser”, que querem nos guiar em todos os aspectos da vida.

9. Viver Conscientemente. Usar todo o Conhecimento gnóstico para que nossa vida nos dê frutos espirituais, para que não passemos uma vida estéril, mecânica e decadente.

10. Lei da Momentaneidade. Viver a vida gnosticamente, o aqui e agora. Não projetar, desejar ou fantasiar o que gostaríamos que nossa vida fosse, mas o que ela “pode” ser.

11. Paciência e Equilíbrio em tudo. A César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

12. Naturalidade, espontaneidade. Observe as crianças conversando entre si, agindo, brincando, são pura Essência manifestada.

13. Auto-observação e Observação Externa em harmonia, contínua, para adquirirmos a Recordação de Si.

14. Prudência no Trabalho. Lentos mas seguros. Nada de pressa e impaciência.

15. Capacidade de Criar. Faze as coisas com um nível de criatividade e consciência, e não mecanicamente.

16. Sinceridade Interna e Externa.

17. Sacrifício da Dor ou Padecimento Voluntário. Não confundir sofrimento com sacrifício.

18. Vontade de ser cada vez melhor na vida, em todos os sentidos. Não confundir com preciosismo mental.

19. Bom Dono de Casa. Ser bom pai, bom filho, boa esposa, bom funcionário. Não porque se pede aplausos, mas porque se quer expressar a Luz do Ser Divino.

20. Autoconhecimento. Saber quem realmente sou, sem autoimagens, disfarces psicológicos, fantasias ou alucinações.

Poderes secretos do verdadeiro Adepto

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Damas e cavalheiros, dirijo-me a vocês com o propósito de falar sobre os poderes psíquicos, ou seja, a Psicologia Experimental. Começaremos por  fazer uma análise sobre o que é   o mundo físico no qual vivemos.

Einstein disse que “energia é igual à massa, multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado” e “a massa se transforma em energia e a energia em massa”.

O mundo tridimensional de Euclides está dentro dessa fórmula de Einstein. Mas, além dessa fórmula, existe algo que é a Quarta Coordenada.

Estamos vendo esta mesa, que é larga, profunda e alta, aqui estão as três dimensões, mas, quando ela foi construía, há quanto tempo? Aqui entra a Quarta Vertical, que é o Tempo. Mais além da Quarta Vertical, está a Quinta Coordenada, que é a Eternidade; muitíssimo mais além da Quinta está a Sexta Coordenada, que  transcende o Tempo e a Eternidade, e, finalmente existe a Sétima Dimensão, a Desconhecida Dimensão Zero.

Precisamos desenvolver outras faculdades para conhecer a Quarta Vertical, assim como as outras Dimensões.

Na coluna vertebral dos seres humanos encontram-se latentes os divinos poderes. Começando pelo centro coccígeo, muládhara chakra, dentro do qual existe um poder magnético formidável. Quero referir-me a Devi Kundalini Shakti, a Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes, essa serpente de luz está enrolada três vez e meia nesse centro hermeticamente fechado, e quem conseguir despertar esse poder ígneo poderá caminhar sobre as águas, voar pelos ares, irá adquirir poderes sobre a terra,  como fizeram muitos místicos, tanto do Oriente quanto do Ocidente.

Esse chakra ou centro magnético que se encontra na base da coluna vertebral tem o nome de “Igreja de Éfeso”.

O segundo poder que se encontra na coluna vertebral está situado na altura da próstata, é chamado de swadhisthana chakra, ou Igreja de Esmirna; os que despertarem esse centro adquirem o poder sobre as águas…

O terceiro poder está situado na altura do umbigo, o plexo  solar, chamado de manipura chakra, ou Igreja de Pérgamo. Ativa o poder flamígero, adquirindo a dominação do fogo e a telepatia.

O quarto poder acha-se exatamente situado na altura do coração, anáhata chakra, ou Igreja de Tiatira, e com esse centro desperto  desenvolvemos as faculdades de desdobramento astral e projeção em Jinas…

Como já disse anteriormente, não existe só uma humanidade nesta terceira dimensão, como também existem na Quarta Vertical pessoas que não saíram do Éden, pessoas de carne e ossos como nós, mas que não degeneraram como nós, pessoas físicas com poderes extraordinários, que falam um linguajar primitivo. Nós podemos visitá-los, no Jardim do Éden, na Quarta Vertical, e isso é possível desenvolvendo os poderes das Cárdias, no centro da Igreja Tiatira, ou anahata chakra.

Muitos incrédulos dizem: “Ninguém foi ao outro mundo e voltou pra nos contar o que tem lá, além do outro lado…” Eu lhes digo que é possível ir além deste mundo, em carne e osso, se desenvolvermos os Poderes do Cárdias.

Penetrar na Quarta Vertical é indispensável. Quando os cientistas passarem além do dogma tridimensional de Euclides, haverá então uma física revolucionária, tetradimensional, com naves capazes de viajar na Quarta Vertical.

Nós temos procedimentos íntimos, particulares, que permitem-nos a colocar o corpo físico dentro da Quarta Vertical, se nos concentrarmos no corpo físico, e depois meditemos nele, nas suas celular, moléculas, átomos etc., por ultimo, da através da meditação, chegaremos ao êxtase e dessa forma poderemos viajar através desse Mundo da Quarta Vertical, encontrando a outra humanidade que vive ao lado da nossa, e que come, dorme, vive, mas não sofre como nos sofremos…

No México antigo existiam as Ordens dos Cavaleiros Tigres e dos Cavaleiros Águias. Os Tigres, conforme os escritos de Anáhuac, envolviam-se nas peles daquele animal, invocavam os anjos protetores dos mesmos e imaginavam serem tigres de verdade, sentiam-se completamente identificados com o felino, cheios de fé e confiança, agachavam  e caminhavam de quatro, dizendo “Nós nos pertencemos”.

Imagem tirada do Códice Dresden, mostrando um Cavaleiro da Ordem dos Tigres
Imagem tirada do Códice Dresden, mostrando um Cavaleiro da Ordem dos Tigres

E assim, transformavam-se em tigres e entravam na Quarta Vertical, indo ao Templo de Chapultepec. Existem pinturas e murais onde demonstra o que eu estou dizendo, e logo depois, os cavalheiros assumiam novamente as suas figuras humanos e entravam no Templo. Na Psicologia Experimental ou na Alta Magia, a Imaginação é força feminina e a Vontade é masculina, a chave do poder está exatamente em unir a Imaginação e a Vontade em harmonia vibrante.

Assim é que a Quarta Vertical é uma tremenda realidade, entretanto,  o homem intelectual só acredita neste Mundo de Três Dimensões que é um dos tantos mundos da Árvore da Vida.

Eu experimentei a Ciência Jinas, seguindo os procedimentos indicados, trabalhei com Harpócrates. Experimentei por muitas noites, sem resultado algum, mas depois de certo tempo e com uma paciência tenaz, numa noite meu corpo penetrou a Quarta Dimensão, flutuei deliciosamente, saí à rua, encontrei muitas pessoas que também sabiam manejar o estado de Jinas, pessoas de carne e osso vivendo na Quarta Vertical…

Viajei através do oceano borrascoso, não senti medo algum, viajei às terras da Europa com o corpo físico na Quarta Vertical e cheguei aonde queria chegar. Ao lugar que tinha interesse e pude regressar ao ponto de partida, sem prejuízo algum.

A realidade Jinas existe, se quiserem comprová-la façam a prova por si mesmos.

A história nos relata que São Francisco de Assis levitava, muitas vezes o seu discípulo mais querido, ao levar-lhe comida encontrava o santo flutuando acima do solo, e o discípulo não conseguia dar-lhe de comer, ou que São Francisco entrava pelo bosque, flutuava e desaparecia na Dimensão Desconhecida.

Filipe, o discípulo de Cristo, também flutuava na atmosfera, caminhava sobre  as águas, aparecia e desaparecia à vontade…

Gautama, o Buda Sakyamuni, quando abandonou o corpo físico para submergir-se no Nirvana, dizem as tradições, que os seus discípulos foram submetidos a várias provas, e que cada um deles devia, de acordo com certo Conselho Examinador, atravessar de lado a lado uma rocha.  Aí todos conseguiram fazer, menos um, Ananda, o seu discípulo mais amado. O pobre não conseguia e quanto tentava atravessar a rocha, batia com o  rosto e sangrava miseravelmente, mas no fim, cheio de uma fé espantosa, praticou um Sannyasin, sobre o seu corpo físico, se concentrou fortemente e em meio à meditação, entrou em êxtase, atravessando a rocha de lado a lado.

Não dizem que Pedro foi tirado da prisão por um anjo? É claro que um anjo ajudou Pedro a entrar na Quarta Vertical, e assim pode abandonar o cárcere às vésperas da sua execução. Com os poderes do Cárdias desenvolvidos, tudo é possível…

Continuando com a nossa análise dos centros magnéticos da nossa coluna vertebral, chegamos  na altura da tireoide, a glândula que secreta o iodo biológico e outros hormônios necessários ao organismo. Nessa região tem um centro magnético chamado de vishudha chakra, ou Igreja de Sardis, através deste centro mágico, adquirimos a clariaudiência, o poder de ouvir a distancia, ouvir a Música das Esferas, o poder de ouvir as criaturas que vivem em outras Dimensões Superiores da Natureza.

A Música  das Esferas é  uma tremenda realidade, tudo o que é, tudo o que tem sido, tudo o que será, vibra deliciosamente no infinito céu estrelado; na flor do jardim, no reflexo da Lua, entre a lua e a Flor há um colóquio de melodias maravilhosas que nenhum ser humano poderia compreender. A sinfonia que escapa da fonte cantante, vibra completamente os átomos, que começam a pular ao seu redor, repercutindo nas entranhas do bosque e que se precipita como uma catarata de sinfonia num céu estrelado.

Mais acima chegamos na altura da fronte, entre as sobrancelhas, na coluna vertebral, temos um outro centro magnético formidável, o Ájña Chakra, ou Igreja de Filadélfia, quem o desperta será Clarividente, poderá ver por si mesmo as Quarta, Quinta, Sexta e Sétima Dimensões, e então mudará completamente os seus conceitos sobre a Vida e a Morte.  Verá dentro do corpo físico, compreenderá que tudo ali não é somente de carne, ossos e gordura, tem algo mais, verá um Corpo Vital, que penetra o corpo físico, servindo-se de base pra todos os processos biomecânicos, fisiológicos, calóricos e perceptivos, etc.

Mais além da clarividência, existe um outro centro magnético extraordinário, refiro-me ao centro da glândula pineal, sahásrara chakra ou Igreja de Laodiceia, que o desenvolve, adquire a Intuição em alto grau. A intuição não precisa do raciocínio, sabe porque sabe, sem o processo deprimente da opção. São faculdades superiores que estão acima do intelecto. A Clarividência e a Intuição poderão  nos transformar totalmente.

Com o microscópio podemos ver os micróbios, os átomos, mas com a clarividência podemos ir além, ver a Quarta, a Quinta,  a Sexta e a Sétima Verticais, assim como podemos ver os Seres Inefáveis, os Anjos, os Devas…

Chegou a hora de lutar de verdade por uma transformação radical em nós mesmos, desenvolver os poderes formidáveis que estão em estado latente, para sairmos desse estado de debilidade em que nos encontramos, com a lástima de continuarmos assim com estamos, o que seria um absurdo, como aquele que sabe que existe um tesouro debaixo da terra, e não o tira jamais. Dentro de nós existem tesouros inesgotáveis…

Prosseguindo com nossa análise, digo-lhes que o principal de todos esses centros magnéticos está na Igreja de Éfeso, ou muladhara chakra, onde está a nossa Serpente Ígnea dos mágicos poderes, que pode despertar, colocar-se em plena atividade todos os centros que se encontram acima da coluna vertebral e nos levar a uma mudança radical.

O mais importante para conseguir o despertar desse Fogo Flamígero, desta Serpente ígnea de nossos mágicos poderes, é o de saber transmutar e sublimar a energia criadora.

Para o fornicário, o adúltero, não há poderes, os fornicários perdem a energia criadora, os adúlteros profanam o que há de mais sagrado que temos sobre a face da Terra, que é o Santuário da Alma.

Quem aprender a viver em castidade, quem anda pela Senda da verdadeira santidade, converte-se num super-homem, numa Potestade, com poderes sobre o Fogo, o Ar, a Água e a Terra. Tenho dito…

Paz inverencial!

Samael Aun Weor

Samael e suas experiências com fantasmas

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Pergunta: O senhor já viu alguma vez um fantasma?
Samael Aun Weor: Alguns creem em fantasmas, outros duvidam e também há aqueles que zombam. Eu não preciso acreditar, duvidar ou rir, para mim os fantasmas são um fato.

P: Confirma que os viu?
SAW: Meu amigo, não será demais relatar um caso deveras interessante. Eu era ainda muito jovem e ela se chamava Ângela. Era uma namorada um tanto singular; hoje já é morta. Certo dia, quando ela ainda estava viva, resolvi me afastar sem me despedir.

Dirigi-me às praias do Atlântico e pedi hospedagem na casa de uma senhora idosa; nobre mulher que não me negou sua hospitalidade. Passei a morar em uma sala cuja porta dava diretamente para a rua.

Minha cama era um catre de lona estilo tropical e como quer que havia muito mosquito, pernilongo etc., protegi-me com um cortinado fino e transparente. Uma noite jazia em meu leito dormitando quando de repente alguém bateu três vezes compassadamente na porta.

No instante em que me sentei para levantar e sair para abrir a porta, percebi um par de mãos penetrar através do mosquiteiro. As mãos se aproximaram perigosamente e me acariciaram o rosto. Mas a coisa não ficou nisso.

Após aquelas mãos apareceu todo um fantasma humano que se assemelhava àquela namorada que, francamente, não me interessava. Chorava o angustiado fantasma dizendo-me frases como estas: “Ingrato, te afastaste sem te despedires de mim e eu que tanto te queria, que te adorava com todo o meu coração! Etc.”

Quis falar, mas foi inútil porque minha língua ficou presa; então mentalmente ordenei ao fantasma para que se retirasse imediatamente. Novos lamentos e novas recriminações. Depois disse: Me vou. Se afastou devagarzinho, devagarzinho… e quando vi que a aparição ia embora, um pensamento novo, uma ideia especial surgiu no meu entendimento.

Disse para mim mesmo: este é o momento de saber que coisa é um fantasma, do que está feito e o que tem de real. Obviamente, ao pensar deste jeito, desapareceu de mim todo o temor, a língua se destravou e pude falar.

Então ordenei ao fantasma: Não, não se vá, volta, preciso conversar contigo. O fantasma respondeu: Bom, volto, está bem. Não será demais dizer que a palavra foi acompanhada de ação e voltou o fantasma para mim.

A primeira coisa que fiz foi examinar minhas próprias faculdades para ver se estavam funcionando certo. Não estou bêbado, pensei, não estou hipnotizado nem sou vítima de alguma alucinação. Meus cinco sentidos estão bem, não tenho porque duvidar.

Um vez que já verificara o bom funcionamento de meus cinco sentidos, passei a examinar o fantasma. Dá-me a tua mão, disse à aparição. Ela não me recusou e me estendeu a sua destra.

Tomei o braço da singular figura que tinha a minha frente e pude notar uma batida rítmica normal como se tivesse coração. Auscultei-lhe o fígado, o baço e tudo funcionava bem, porém a qualidade daquela matéria mais parecia ser de protoplasma, substância gelatinosa que às vezes se assemelha no tato ao vinil.

Executei todo aquele exame à luz de uma lanterna acesa e ele durou uma meia hora aproximadamente. Depois, despedi o fantasma dizendo-lhe: “Já podes retirar-te. Já estou satisfeito com o exame”. E o fantasma, repetindo as suas múltiplas recriminações, retirou-se, chorando amargamente.

Momentos depois, a dona da casa bateu na porta. Ela pensava que eu não havia respeitado sua casa. Veio me dizendo que me alojara somente a mim e estranhava que estivesse admitindo mulheres no quarto. “Minha senhora, você se engana”, foi minha resposta.

Não trouxe mulher alguma aqui. Fui visitado por um fantasma e foi tudo. Naturalmente, contei-lhe o que acontecera. A dama terminou se convencendo e estremeceu quando percebeu o frio espantoso que havia no quarto, apesar do clima quente; isso lhe pareceu definitivo para confirmar a veracidade do meu relato.

Anotei o dia e a hora da ocorrência e mais tarde, quando me encontrei outra vez com aquela noiva, contei a ela tudo que acontecera.

Ela se limitou a dizer que naquela noite e àquela hora dormia e sonhava que estava em algum lugar da costa atlântica e que conversava comigo em um quarto parecido com uma sala. Então concluí comigo mesmo: ela se deitara pensando em mim e seu fantasma me visitara.

Samael Aun Weor

Os mistérios gregos

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Segundo a Tradição esotérica, considera-se a Grécia como tendo sido uma próspera colônia atlante, guardiã de uma fantástica tradição mitológica, religiosa e filosófica. A tradição grega clássica, como a compreendemos, foi grandemente influenciada por chineses, indianos e, principalmente, egípcios.

A história da Grécia remonta a épocas muito antigas e não existe na Europa nenhuma nação que tenha uma história tão antiga e tão cheia de mistérios, lendas e mitos.

Podemos dar à história da cultura grega três períodos principais:

– A época dos Deuses, chamada também de época da Mitologia
– A época dos Heróis ou Semideuses
– A época da Decadência e Domínio Romano

A época Mitológica é chamada assim porque trata da vida e façanhas dos Deuses, as quais não são entendidas pelas pessoas alheias ao conhecimento esotérico, chamando essas tradições e histórias como Mito. Na verdade, aos olhos do Conhecimento Superior (Gnose), a Mitologia oferece narrações morais, nas quais sob o véu da alegoria se ocultam preceitos enigmáticos.

Será abordada, antes de desenvolvermos o tema Mistérios Gregos, uma breve visão histórico-geográfica da Grécia, para que o estudante gnóstico tenha mais elementos de reflexão para apreciar a grandeza e o esplendor dessa antiquíssima cultura.

A Grécia é um país montanhoso que tem fronteira com a Albânia, Iugoslávia, Bulgária e Turquia. A linha da costa é totalmente acidentada sobre os mares Jônico e Egeu. A superfície total é de cerca de 133 mil quilômetros quadrados, sendo que 20% desse território é composto de ilhas. A montanha mais alta é o Olimpo (2917 m). Suas ilhas principais são Rodes, Patmos, Creta, Samos, Lemnos e Cortu, lugares onde se desenvolveu esta incrível cultura.

Deuses Gregos

Os gregos, em sua religião, adoravam 22 deuses, dos quais 12 formavam a corte celestial (seis deuses e seis deusas), os chamados Deuses Olímpicos. Entre eles estavam:

Zeus (Júpiter entre os romanos): Pai de todos os Deuses por sua grandiosidade e poder, era Senhor das vastas extensões dos céus.
Poseidon (Netuno): Deus dos Sete Mares, irmão de Zeus, é representado por um homem barbado com peito largo e segurando um Tridente. Também representa o Fator Sacrifício.
Hefestos (Vulcano): Filho de Filho de Zeus e Hera, veio ao mundo tão disforme e feio que seu pai o precipitou do céu. Caiu na ilha de Lemnos e se tornou o mais trabalhador dos Imortais, junto com seus auxiliares, os antropófagos Ciclopes, gigantes de um só olho. Em suas Fraguas, desenvolvia objetos e armas para os Olímpicos, como os raios de Zeus.
Ares (Marte): Foi educado por um dos Titãs; é o Deus da Guerra e da Força. representa-se a esse Deus como um jovem de feroz mirada e andar precipitado. Sua vestidura é a de um guerreiro com capacete e peito descoberto, que parece querer provocar ou incentivar os ataques do inimigo.
Helios (Apolo): O condutor do Sol. Como Deus da Luz, representam-no coroado de raios, percorrendo os céus, montado em um carro levado por quatro cavalos brancos.
Hermes (Mercúrio): Deus da eloquência, da inteligência e da medicina, é chamado de Mensageiro Divino. Participou ativamente da guerra dos Deuses contra os Titãs, sendo o que aprisionou Prometeus-Lúcifer.
Hera (Juno): É a Rainha do Olimpo, esposa de Zeus. O culto a essa Deusa era universal e suas festas eram da maior solenidade.
Vesta (Cibele): Deusa do Fogo, era representada vestindo uma longa túnica e com a cabeça coberta por um Véu. Com a mão direita empunhava uma Tocha ou um dardo e, às vezes, uma Cornucópia. Suas sacerdotisas, chamadas Vestais, tinham como missão custodiar os templos de Vesta e manter os fogos de seus altares sempre acesos. As Vestais deveriam manter a mais rigorosa e exemplar castidade, e em assuntos de justiça sua palavra era por si só digna de todo crédito.
Ceres (Demeter): Deusa dos cereais (principalmente do trigo e do pão), da colheita e do elemento terra. Os Mistérios de Elêusis foram instituídos em honra a Ceres. Representa-se a essa Deusa coroada de espigas, também empunhando uma Tocha acesa.
Ateneia (Minerva): Senhora da Sabedoria, representada como uma mulher de aspecto grave e circunspecto, usando uma armadura e um capacete de guerreira. Em seu peitoril e escudo vê-se o desenho da cabeça da Medusa.
Afrodite (Vênus): Deusa da beleza e do amor, nasceu da espuma do mar. O culto a Vênus era universal e se a representava sentada num carro puxado por pombas, cisnes e outros pássaros. Uma coroa de rosas e murtas circundava seus louros cabelos. Seu filho era Eros (Cupido).
Ártemis (Diana): Irmã de Helios, era a rainha da caça. Também conhecida como Ártemis a Caçadora, Febe e Luna. Representavam-na usando arco e flechas e sendo acompanhada de uma Cerva.

Além dos Olímpicos, temos os outros, denominados Deuses Escolhidos:

Urano (o Espaço): O mais antigo dos Deuses, desposou-se com Titea (a Terra), dos quais nasceram duas filhas, Demeter (a Mãe Natureza) e Têmis (a Lei que dirige o Universo). Representa o Fator Nascer.
Cronos (Saturno): O Velho dos Séculos é o símbolo do tempo que a tudo corrói. Sustenta um relógio de areia numa das mãos e na outra uma foice.
Hades (Plutão): Irmão de Zeus e Poseidon, ficaram a seu cargo os domínios do mundo subterrâneo, chamado de Tártarus (o Infernus, dos Romanos e o Avitchi dos orientais). O Guardião de seu Reino é um cão com três cabeças, de nome Cérbero. Representa-se geralmente a esse grandioso Deus portando em sua mão direita um cetro com duas pontas (como uma forquilha) e na esquerda uma chave, indicando que Ele tem poder sobre a Vida e a Morte, e também do Inferno. Representa o Fator Morrer.
Junto a Urano e Netuno, esses três Deuses Siderais representam os Três Fatores de Revolução da Consciência.
Hécate (Prosérpina): Filha de Ceres (a da Terra e do Fogo Depurador), foi raptada por Hades e levada ao submundo para ser sua companheira. Era representada estando sentada num trono de ébano e sobre um carro puxado por cavalos pretos, além de ter nas mãos flores de narciso. Como Mãe Morte, presidia as práticas de Magia.
Têmis: Conhecida como a Justiça, empunha uma espada e com a outra segura uma balança. Leva os olhos cobertos com uma venda, querendo com isso dizer que ela atua e julga com imparcialidade. Apoia-se sobre um Leão (ou seja, a força da Lei).
Jano: Representado como um jovem com duas ou às vezes quatro faces; em sua mão direita leva uma chave, pois foi ele o inventor das portas. É também o patrono dos Viajantes, aqueles que trilham a Senda do Discipulado. Equivale, na tradição do cristianismo esotérico, ao Apóstolo Tiago.
Dioniso (Baco): Deus do Vinho, do Êxtase e do Teatro, é filho de Júpiter e Selene. Desde pequeno foi ensinado a plantar a videira e também os Mistérios do canto e da dança. Quando os Gigantes (as forças caóticas da natureza) tentaram escalar o Olimpo, Baco tomou a forma de um Leão e os venceu. Baco é representado na forma de um jovem desnudo vestindo uma pele de leopardo. Em sua mão carrega um cacho de uvas ou um cálice. Às vezes aparece descansando sob uma parreira e muitas vezes o pintam portando chifres em sua fronte, símbolo sagrado de força e poder. Também conhecido como Liber, este Deus representa a liberdade adquirida pelas práticas da transmutação sexual.

As Musas: As Musas misteriosas, filhas de Júpiter e de Mnemósine, são as protetoras das artes, das ciências e das letras. O cavalo Pégaso servia de cavalgadura. Júpiter exigia a presença das Musas ao seu lado constantemente e no Olimpo cantavam as maravilhas da Natureza, alegrando assim a corte celestial.
O Destino: Conhecido como o Deus Cego, filho do Caos e da Noite, tem sob seus pés o globo terrestre e em suas mãos a Urna fatal, onde encerra a sorte dos mortais. Suas decisões são irrevogáveis e seu poder alcança até mesmo os Deuses. As Parcas, filhas de Têmis, são as encarregadas de executar as ordens desse terrível Deus.
Gênio: Todo ser humano leva em seu interior dois Gênios, um bom e outro mau, cada qual nos induzindo a uma vida virtuosa ou negativa.

A Idade de Ouro da Grécia

De acordo com os ensinamentos entregues pelos Mestres das diversas Escolas de Mistérios, a cultura grega foi o berço da 3ª Sub-Raça da 5ª Raça Raiz (Ariana). Sua fase áurea ocorreu entre os séculos 7º e 4º antes de Cristo. Aí vemos grandes Iniciados entregando os Mistérios na forma de épicos, literatura, filosofia, arquitetura, artes etc.

Isso é aceito por aqueles que acreditam no lado oculto propriamente dito das religiões: os Mistérios. Por isso, o estudante de Gnose perceberá que os métodos, sistemas e procedimentos do que ele aprende nos posts do GnosisOnline possuem os mesmos fundamentos ensinados nas autênticas escolas iniciáticas de todos os tempos. Temos, por exemplo: os Mistérios no Egito, os Mistérios dos Magos, os Mistérios de Mitra, os Mistérios Bramânicos, os Mistérios Búdicos, os Mistérios Judaicos, os Mistérios Crísticos, os Mistérios Maias, Astecas e Incas. Temos, finalmente, os Mistérios Gregos.

Os Mistérios Gregos foram tão numerosos que, para nós, é difícil enumerá-los. Vejamos, entretanto, os principais, ou os que ficaram mais conhecidos na História das terras helênicas.

Samotrácia

Por volta de 1950 a.C., os Mistérios egípcios passaram à Grécia. Os primeiros a recebê-los foram os habitantes da ilha de Samotrácia, hoje Samandraki. Desses Mistérios destacam-se as figuras dos poderosos 8 Cabires. Esses Mistérios foram levados à Frígia pelo Iniciado Darmanus, e logo alcançaram a Itália, onde foram confiados às Vestais.

Elêusis (ou Ceres)

Existiam os Maiores e os Menores. Os Iniciados desses Mistérios eram conhecidos como Eumólpides. A base dos Mistérios de Elêusis consistia de Tradições, Ritos e Princípios sagrados. Seus deuses principais foram Dionísius (Baco, do Vinho) e Deméter (Ceres, da terra e dos Cereais). O ensinamento superior era divulgado na forma da Arte: teatro, música, poesia, dança, escultura etc.

Em Elêusis se trabalhava com os Ritos sagrados, semelhantes aos que conhecemos hoje como, p.ex., como Mistérios Eucarísticos (ou seja, a consagração do Pão e do Vinho).

Com o passar dos tempos, esses Mistérios entraram em decadência e a maior parte dos filósofos-iniciados aderiram aos Mistérios de Mênfis, que originou os Mistérios Órficos.

Orfeu

Diz a tradição oculta que foi Orfeu o civilizador da Grécia. Nasceu no século 6º a.C. como príncipe dos Siciones, na Trácia. Filho de Eazzo e da ninfa Calíope. A ele é atribuída invenção da Lira, o qual aumentou seu número de sete para nove cordas, pois eram nove as Musas veneradas por ele, além desse número conter um vasto significado cabalístico.

A lenda diz que Orfeu participou da expedição dos argonautas juntamente com Teseu, Hércules e Jasão, entre outros, cujo objetivo era o de apoderarem-se do Tosão (ou Velocino) de Ouro. Com sua arte, movimentou Argos (o navio dos argonautas), impediu esses navegadores de ouvirem o canto das sereias e encorajou seus companheiros a continuarem na aventura.

A lenda mais bela, a que emocionou pessoas de todas as gerações, foi a descida de Orfeu ao Inferno (Tártarus) para buscar sua amada eterna Eurídice, morta pela picada de uma serpente. Com seu canto mágico, convenceu Plutão e Perséfone a devolverem-lhe a esposa. Durante o tempo que permaneceu no Hades, esta região se transformou, cessando ali seus sofrimentos. A permissão para Eurídice voltar à luz do dia tinha uma condição: que Orfeu em hipótese alguma visse a amada até eles abandonarem o Reino dos Mortos. Não conteve sua ansiedade e projetou seu olhar sobre a amada Eurídice, e ela sumiu para sempre. Chorando a ausência de sua querida, Orfeu desconsolado joga sua Lira mágica, perdendo seus poderes.

Para os Mistérios Órficos, o homem teria uma pátria original, o Empíreo, o mundo das estrelas, o qual só poderia retornar com a ajuda de Dioniso e se estivesse previamente preparado por determinadas disciplinas, como aprendemos hoje, nos ensinamentos gnósticos.

A origem do homem estaria ligada a um crime: os Titãs (atlantes) mataram Dioniso. O crime foi vingado por Zeus que os destruiu, reduzindo-os a cinzas. Dessas cinzas nasceu a atual raça humana (Ariana), constituída por uma dupla natureza, divina e caótica. Cada um de nós, segundo os Poemas Órficos, deve decidir quais forças triunfarão em nosso interior.

Os POEMAS ÓRFICOS são uma literatura referente aos Mistérios. Nessas obras (perdidas na atualidade), encontravam-se muitas leituras que se referem a práticas Litúrgicas (Hinos, Canções, Purificações, Rituais etc.) e obras místicas e cosmológicas.

Escola Pitagórica

Pitágoras nasceu na ilha de Samos, no século 6 a.C., e morreu em 490 a.C., em Metaponte. Seu pai foi Menesarco de Samos, que lhe proporcionou a mais sólida instrução intelectual e espiritual. Aprendeu filosofia, matemáticas, poesia, música e ginástica.

Devemos recordar que a instrução era recebida nos Templos, e aquele que aspirasse à verdadeira sabedoria deveria candidatar-se à Iniciação nos antigos Mistérios- que eram os portadores das verdades sublimes- onde, sob os aspectos científico e filosófico, davam as Chaves da Doutrina Secreta e preparavam o Iniciado aos mais altos destinos. Pitágoras, desejoso de se aprofundar nesse conhecimento e de adquirir uma vasta sabedoria, frequentou esses templos iniciáticos, recebendo ensinamentos ocultos.

Depois de ficar algum tempo em Creta, visitou as principais cidades da Grécia. Esteve também no Egito, onde se aprofundou nas matemáticas esotéricas e sagradas, que foram a luz principal de sua filosofia, chamada Doutrina Pitagórica.

No Egito, os mistérios da evolução da alma e do mundo lhe foram revelados. Assistiu a uma revolta que convulsionou o Egito naquela época e viu com angústia a destruição material daquele país, vassalado pela soldadesca de Cambises. Depois de cativo, levaram-no para a Babilônia.

Fez-se íntimo dos sacerdotes caldeus e dos magos persas, os quais o iniciaram nas antigas religiões da Índia e da Pérsia. A Teurgia, a Terapêutica Oculta e a Astrologia Hermética foram-lhe reveladas.

Mais tarde, voltou a Samos, indo residir em Crotona, uma colônia grega na Itália, fundando o Instituto de Crotona, cuja influência foi extraordinária no ânimo de seus discípulos. Pregou como um apóstolo os mais altos e belos ideais de aperfeiçoamento humano e espiritual.

Dizem seus biógrafos que Pitágoras permaneceu nos templos de Mistérios por cerca de 20 anos, desenvolvendo sua gloriosa Iniciação.

A escola de Pitágoras foi perseguida pela ignorância, pela maldade e pela calúnia de seus conterrâneos (como sempre, é claro), e muitos de seus discípulos foram queimados, exatamente como os primeiros cristãos-gnósticos. No entanto, sua Escola nunca deixou de existir…

Os Filósofos Gregos

Estes começaram a aparecer no séc. 5º a.C. Tiveram tanto talento e tantas virtudes quanto os Magos- seus antepassados. “Os antigos – disse Buffon – converteram todas as ciências em utilidades… Os filósofos gregos trabalharam para deixar à posteridade algumas constituições políticas. Eles conferiram tudo ao homem de moral, e tudo o que não interessava à sociedade e às Artes era desprezado…”

Como sabemos que os árabes entregaram o conhecimento filosófico à Europa, na Idade Média, e os doutores cristãos beberam dessa fonte, então apreendemos duas constatações possíveis:

1. A base doutrinária cristã foi construída pelos ensinamentos do Cristo e explicada pelos doutores da igreja (tais como Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino) a partir da filosofia oriunda das Escolas de Mistérios da Grécia.
2. Por não terem conhecido diretamente dos Mistérios, os doutores da igreja, na tentativa de adaptar a filosofia ao cristianismo, cometeram muitos erros, tendo trocado a Teosofia pela Teologia e suas meras especulações intelectuais.

Os Taumaturgos

Esses foram os Adeptos da Magia dos primórdios do cristianismo. A Taumaturgia é o ramo da Magia que cuida da Medicina Oculta ou da Ciência da Cura. O segredo do Sacerdócio dos Magos nunca se perdeu. Até mesmo em nossos tempos existem pessoas que praticam a autêntica Magia para o bem do mundo, ainda que tal mister não seja conhecido sob esse nome. O fundamento dos Taumaturgos era o nacionalismo e o cosmopolitismo, que deve perdurar enquanto existir o mundo.

Últimas Palavras

Não somos nós, do Gnosisonline, que fazemos ou podemos proporcionar Iniciação aos nossos queridos amigos e estudantes. É o próprio estudante, com sua conduta e seu caráter, em seu trabalho sobre si mesmo, é que deverá realizar este Trabalho. É preciso saber (e conscientizar-se disso) que a Fraternidade Branca não aceita nem reconhece graus externos, conferidos por escolas e fraternidades, muito menos aqueles que são vendidos. Portanto, mesmo que você seja chamado ou chame alguém de Mestre, iniciado, Iluminati, Guru etc., isso não vale nada para os Mestres da Fraternidade Oculta.

As Iniciações são contadas por Graus de Consciência, Níveis de Sabedoria e Intensidades de Amor e Abnegação. As Iniciações são conferidas unicamente de acordo com a ascensão da Kundalini, ou seja, o Fogo Espiritual de nossa Mãe Divina, e esta só ascende e ilumina com um coração puro e pacificado.

Lembre-se: A Kundalini desenvolve-se de acordo com as virtudes do coração e com os esforços conscientes, por toda uma vida. O Mestre Samael Aun Weor disse:

“A Iniciação é a tua própria vida”.

Disfunções no trabalho do centro sexual

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“Cada Centro da máquina deve funcionar com sua própria energia, porém, infelizmente, os outros Centros roubam a energia do sexo. Quando os Centros Intelectual, Emocional, Motor e Instintivo funcionam erradamente, roubam a energia do sexo, e existe então o ‘abuso sexual’. O abuso sexual finaliza quando estabelecemos dentro de nós mesmos um Centro de Gravidade Permanente. O sexo trabalha, então, com sua própria energia.”

Segundo a Gnose de ontem, de hoje e de sempre, no Centro Sexual encontra-se o Poder que pode facilmente escravizar ou libertar o homem.

Todos os Centros da máquina são fundamentais para a existência. O Centro Sexual, porém, é o mais importante, pois ali se encontram as próprias raízes de nossa vida.

Os Centros da máquina humana são, ao mesmo tempo, positivos e negativos. Isto significa que no Centro Sexual, por exemplo, se apresenta a luta entre Eros e Anteros, entre a castidade científica e a luxúria, entre a transmutação alquímica e o derrame da ens seminis.

Naturalmente, o Centro Sexual é o ponto físico onde se elabora o Hidrogênio Sexual Si-12 (após a leitura deste texto, leia o texto sobre este tema, clicando no link ao final), síntese maravilhosa do que comemos, do ar que respiramos e do alimento das impressões.

Sob o ponto de vista transcendental e gnóstico, destacam-se as seguintes atividades do Centro Sexual:

– A reprodução da espécie humana.
– A transmutação da “libido genética” ou libido sexual, ou seja, da Alma Metálica do Esperma Sagrado.
– A criação dos Corpos Existenciais Superiores do Ser.
– A eliminação dos defeitos psicológicos com o auxílio da Lança de Eros, empunhada eficientemente por Devi-Kundalini, nossa Mãe Divina.

Inquestionavelmente, o Centro Sexual pode servir como instrumento de manifestação do Ser, sempre e quando nos liberemos dos diferentes agregados psíquicos ou eus-defeitos. O trabalho equivocado do referido Centro é provocado pelos elementos indesejáveis (eus, ego ou agregados psíquicos) da luxúria, do adultério secreto ou manifesto, do homossexualismo, do lesbianismo e, em geral, todo tipo de psicopatia sexual.

Quando os Eus infrainstintivos obstaculizam os delicados mecanismos do Centro Sexual, provocam toda classe de perversões que o degeneram. O sexo pode, portanto, GERAR novas criaturas, pode REGENERAR, mas pode também DEGENERAR.

O Gnosticismo Universal, fundamentado no legítimo e autêntico Tantrismo Branco das antigas Escolas de Regeneração, afirma enfaticamente que só através do bom uso do Centro Sexual é possível chegar à Autorrealização Íntima do Ser.

Obviamente, o adúltero, o libidinoso, o traidor, o que contrai matrimônio por meras conveniências, o psicopata, o drogadito, o paranoico etc., jamais poderão conquistar a esfera da Suprassexualidade, pois, o culto do Ego é um gravíssimo obstáculo para a conquista da sexualidade transcendente.

A maioria dos seres humanos, que só buscam a gratificação de seus sentidos e instintos sexuais pervertidos, nunca poderia aceitar o sistema gnóstico de transmutação sexual ou Kriya-Shakti, pois isto unicamente é possível para aqueles rebeldes inteligentes que querem transcender o estado de humanoides e se converter em seres diferentes.

Por isso, só são capazes de praticar a Magia Sexual aqueles que tratam de superar o dualismo no mundo anímico e dos sentidos, quem se acha absolutamente livre de qualquer espécie de hipocrisia e dissimulação, quem não nega nem desvaloriza a vida. Ânsia sexual e anelo ou aspiração espiritual são dois elementos necessários para transmutar as energias criadoras.

O sábio manejo do Centro Sexual conduz à unidade da Alma e da sensualidade, ou seja, à sexualidade vivificada. Esse assunto do Sexo-Yoga é questão de experimentação íntima direta, é algo demasiado pessoal. É evidente a tremenda dificuldade que apresenta o estudo do Centro Sexual.

Não é nada fácil querer apresentar como assimilável e visível o Sexo-Yoga, com seu governo das delicadas correntes nervosas e as múltiplas influências subconscientes, infraconscientes e inconscientes que atuam sobre o ânimo do praticante.

No instante em que se pratica a transmutação, deve haver transformação de impressões: a mente e o sentimento não devem intervir, e a personalidade deve ficar em estado passivo. Utilizando a auto-observação e a recordação de si, o yogue e a yoguine transformarão, durante seu trabalho com o Centro Sexual, as impressões luxuriosas em elementos de devoção, cumprindo assim com o Santo Sacramento da Igreja do Amor.

Assim, pois, um trabalho sério sobre o Centro Sexual implica renunciar à concupiscência animal em prol da espiritualidade transcendente. Qualquer tentativa de autorrealização que exclua o trabalho como o Centro Sexual está, desde o início, condenada ao fracasso. (Sobre as técnicas práticas do Sexo-Yoga, sugerimos a leitura dos outros textos de nosso link Tantrismo.)

Para Saber Mais:

Os cinco centros e suas disfunções

Disfunções no trabalho do centro intelectual

Disfunções no trabalho do centro emocional

Disfunções no trabalho do centro motor

Disfunções no trabalho do centro instintivo

Como acessar o centro emocional superior

Hidrogênio Sexual Si-12

Os centros da máquina humana

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Antes de tudo, necessitamos compreender que somos “pessoas-máquinas”, simples marionetes controladas por agentes secretos, por Eus ocultos. (Samael Aun Weor)

O Homem-Máquina

“É evidente que as pessoas reagem mecanicamente diante das diversas circunstâncias da vida…

Pobres pessoas! Costumam sempre converter-se em vítimas. Quando alguém as adula, sorriem; quando as humilha, sofrem. Insultam se são insultadas; ferem se são feridas; nunca são livres; seus semelhantes têm poder para levá-las da alegria à tristeza, da esperança ao desespero.

Cada pessoa dessas que vai pelo “Caminho Horizontal” se parece com um instrumento musical, onde cada um de seus semelhantes toca o que bem quiser…

Quem aprende a transformar as relações mecânicas entra de fato no “Caminho Vertical. (Samael Aun Weor, Psicologia Revolucionária)

O Homem-Máquina é o animal mais infeliz que existe neste vale de lágrimas, mas tem a pretensão e até a insolência de se intitular Rei da Natureza.

NOSCE TE IPSUM (HOMEM, CONHEÇA A TI MESMO). Esta é uma antiga máxima de ouro, escrita sobre os muros invictos do Templo de Delfos na antiga Grécia.

O homem, esse pobre Animal Intelectual que se qualifica equivocadamente de Homem, inventou milhares de máquinas complicadíssimas e difíceis e sabe muito bem que, para poder servir-se de uma máquina, necessita, às vezes, longos anos de aprendizagem. Porém, quando se trata de si mesmo, esquece-se totalmente desse fato, ainda que ele mesmo seja uma máquina mais complicada que todas as que inventou.

Não há homem que não esteja cheio de ideias totalmente falsas sobre si mesmo. O grave é que não quer se dar conta de que realmente é uma máquina.

A Máquina Humana não tem liberdade de movimentos. Funciona unicamente por múltiplas e variadas influências interiores e choques exteriores. Todos os movimentos, atos, palavras, ideias, emoções, sentimentos e desejos da Máquina Humana são provocados por influências exteriores e por múltiplas causas estranhas e difíceis.

O animal intelectual é um pobre títere falante, com memória e vitalidade, um boneco vivente que tem a tola ilusão de que pode “fazer”, quando em realidade e de verdade nada pode fazer.

Imagine por um momento, querido leitor, um boneco, um boneco mecânico, automático, controlado por um mecanismo complexo.

Imagine esse boneco, que tem vida… Ele se apaixona, fala, caminha, deseja, faz guerras etc. Imagine que esse boneco pode mudar de dono a cada momento. Deve imaginar que cada dono é uma pessoa diferente, com seu próprio critério, sua própria forma de divertir-se, sentir, viver etc.

Um dono qualquer, querendo conseguir dinheiro, apertará certos botões e então o boneco se dedicará aos negócios; outro dono, meia hora ou várias horas depois, terá uma ideia diferente e colocará seu boneco a dançar e a rir; um terceiro o colocará para brigar, um quarto o fará apaixonar-se por uma mulher, um quinto o fará apaixonar-se por outra, um sexto o fará brigar com seu vizinho e criar um problema policial e um sétimo o fará mudar de domicílio.

Realmente, o boneco de nosso exemplo não fez nada, mas crê que fez. Ele tem a ilusão de que faz, quando, na realidade, nada pode fazer, porque não tem Ser individual.

Fora de toda dúvida, tudo aconteceu, como quando chove, quando troveja, quando o sol esquenta, mas o pobre boneco acredita que faz. Tem a tola ilusão de que fez, quando em realidade nada fez; foram seus respectivos donos os que se divertiram com o pobre boneco mecânico.

Assim é o pobre animal intelectual, querido leitor, um boneco mecânico como o de nosso exemplo ilustrativo. Crê que faz, quando em realidade nada faz. É um títere de carne e osso, controlado pela legião de entidades energéticas sutis que em seu conjunto constituem isso que se chama Ego, Eu Pluralizado.

O Evangelho cristão qualifica todas essas entidades de Demônios, e seu verdadeiro nome é Legião.

Se dizemos que o Eu é Legião de demônios que controlam a Máquina Humana, não estamos exagerando, assim é.

O Homem-Máquina não tem individualidade alguma, não possui o Ser, só o Ser verdadeiro tem poder de fazer.

Só o Ser pode nos dar verdadeira Individualidade. Só o Ser nos converte em Homens verdadeiros.

Quem quiser verdadeiramente deixar de ser um simples boneco mecânico deve eliminar cada uma dessas entidades que em seu conjunto constituem o Eu, cada uma dessas entidades que jogam com a Máquina Humana. Quem de verdade quer deixar de ser um simples boneco mecânico tem que começar por admitir e compreender sua própria mecanicidade.

Aquele que não quiser compreender ou aceitar a própria mecanicidade, aquele que não quiser entender corretamente este fato, já não pode mudar, é um infeliz, um desgraçado, mais lhe valeria dependurar uma pedra de moinho no pescoço e jogar-se ao mar.

O animal intelectual é uma máquina, mas uma máquina muito especial; se esta máquina chega a compreender que é máquina, se é bem conduzida e se as circunstâncias o permitem, pode deixar de ser máquina e converter-se em Homem.

Antes de mais nada, é urgente começar por compreender, a fundo e em todos os níveis da mente, que não temos individualidade verdadeira, que não temos um “Centro Permanente de Consciência”, que em um momento determinado somos uma pessoa e em outro, outra; tudo depende da entidade que controle a situação em um dado instante.

O que origina a ilusão da unidade e integridade do animal intelectual é, por um lado, a sensação que tem de seu corpo físico, e, por outro lado, seu nome e sobrenome; por último, a memória e certo número de hábitos mecânicos implantados nele pela educação, ou adquiridos por simples e tonta imitação.

O pobre animal intelectual não poderá deixar de ser máquina, não poderá mudar, não poderá adquirir o Ser Individual verdadeiro e converter-se em Homem legítimo, enquanto não tenha o valor de eliminar, mediante a compreensão de fundo e em ordem sucessiva, cada uma dessas “entidades metafísicas” que em seu conjunto constituem isso que se chama Ego, Eu, Mim Mesmo.

Cada ideia, cada paixão, cada vício, cada afeto, cada ódio, cada desejo etc., tem sua correspondente entidade, e o conjunto de todas essas entidades depende totalmente das circunstâncias, mudança de impressões, acontecimentos etc.

A tela da mente muda de cores e cenas a cada instante, tudo depende da entidade que em um momento qualquer controle a mente.

Pela tela da mente vão passando em procissão contínua as distintas “entidades” que em seu conjunto constituem o Ego ou Eu Psicológico.

As diversas “entidades” que constituem o Eu pluralizado se associam, formam certos grupos especiais de acordo com suas afinidades, brigam entre si, discutem, se desconhecem etc.

Cada entidade da Legião chamada Eu, cada pequeno Eu, acredita ser o todo, o Ego total. Nem remotamente suspeita ser apenas uma ínfima parte.

A entidade que hoje jura amor eterno a uma mulher é substituída mais tarde por outra entidade que nada tem a ver com tal juramento. Então o castelo de cartas vai ao chão, e a pobre mulher chora decepcionada.

A entidade que hoje jura fidelidade a uma causa é substituída amanhã por outra que nada tem a ver com tal causa, e então o sujeito se retira. A entidade que hoje jura fidelidade à Gnose é substituída amanhã por outra entidade que odeia a Gnose.

Os professores e professoras de escolas, colégios e universidades devem estudar a “Psicologia Revolucionária” e, por humanidade, ter a coragem de orientar os alunos e alunas pelo caminho maravilhoso da Revolução da Consciência.

É necessário que os alunos compreendam a necessidade de conhecer a si mesmos em todos os terrenos da mente. Necessita-se uma orientação intelectual mais eficiente. Necessita-se compreender o que somos e isto deve começar desde os próprios bancos da escola.

Não negamos que necessitamos de dinheiro para comer, para pagar o aluguel da casa e nos vestirmos. Não negamos que se necessita preparação intelectual, uma profissão, uma técnica para ganhar dinheiro, mas isto não é tudo, isto é secundário; o principal, o fundamental é saber quem somos, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual é o objetivo de nossa existência.

É lamentável continuarmos como bonecos automáticos, míseros mortais, Homens-Máquina. É urgente deixarmos de ser meras máquinas, é urgente converter-nos em Homens Verdadeiros. É necessária uma mudança radical, e esta deve começar precisamente pela eliminação de cada uma dessas “entidades” que em seu conjunto constituem o Eu Pluralizado.

O pobre animal intelectual não é Homem, contudo tem dentro de si, em estado latente, todas   as possibilidades para converter-se em Homem. Não é uma lei que essas possibilidades se desenvolvam. O natural é que se percam. Só mediante tremendos superesforços podem se desenvolver tais possibilidades humanas.

Temos muito que eliminar e muito que adquirir. É necessário fazer um inventário para saber quanto nos sobra e quanto nos falta. É claro que o Eu pluralizado fica sobrando, é algo inútil e prejudicial.

É lógico dizer que temos de desenvolver certos poderes, certas faculdades e capacidades que o Homem-Máquina atribui a si mesmo e acredita possuir, mas que na realidade e de verdade não possui. O Homem-Máquina crê que tem verdadeira Individualidade, Consciência desperta, Vontade consciente, Poder de fazer etc., mas não tem nada disso.

Se queremos deixar de ser máquinas, se queremos despertar Consciência, ter verdadeira Vontade consciente, Individualidade, capacidade de Fazer, é urgente começar por conhecer-nos a nós mesmos e depois dissolver o Eu Psicológico. Quando o Eu Pluralizado se dissolve, só resta dentro de nós o Ser Verdadeiro.

A Crua Realidade dos Fatos

Quando uma pessoa tenta deixar de ser máquina, quando já não quer ser máquina, a Natureza se opõe. A Natureza tem, dentro de cada um de nós, elementos, poderes e forças que mobiliza para combater-nos. É que não convém à Natureza que alguém deixe de ser máquina; isso é um atentado contra sua economia, e ela dispõe de poderes formidáveis para submeter à ordem aqueles rebeldes que se levantem em armas. Essa é a crua realidade dos fatos!

Obviamente vocês estão aqui para escutar-me e eu para falar-lhes, mas vejo aqui mesmo, nesta conferência, como a Natureza trabalha para tratar de submetê-los à ordem. Alguns de vocês, ao escutar esta palestra, se prestam a devida atenção, verão que sentem aborrecimento; alguns bocejaram, há os que gostariam que nossa conferência já tivesse terminado etc. A Natureza se vale de tudo isso; estas são as armas que ela utiliza para evitar que alguém deixe de ser maquininha.

Vocês são máquinas. Podem não gostar; talvez pensem que eu os esteja insultando. Não, palavra que não estou insultando; o que estou dizendo a vocês se aplica a toda a humanidade. Vocês deixarão de ser máquinas no dia em que se levantarem em armas contra a Natureza, contra o Cosmo, contra si mesmos, contra tudo e contra todos.

Quando isso acontecer, há uma possibilidade de que deixem de ser máquinas (se é que não sucumbem, porque a Natureza não vai baixar a guarda assim tão facilmente; isso é um atentado contra a economia da Natureza, isso é óbvio. (Samael Aun Weor, A Influência Lunar)

De nenhuma maneira poderíamos negar a “Lei de Recorrência” manifestando-se em cada momento de nossa vida.

Certamente, em cada dia de nossa existência existe repetição de eventos, estados de consciência, palavras, desejos, pensamentos, volições etc.

É óbvio que, quando alguém não se auto-observa, não pode perceber esta incessante repetição diária. É evidente que quem não sente interesse algum por observar-se a si mesmo tampouco deseja trabalhar para obter uma verdadeira transformação radical.

Para o cúmulo dos cúmulos, há pessoas que querem transformar-se sem trabalhar sobre si mesmas. Não negamos o fato de que cada qual tem direito à real felicidade do espírito, mas também é certo que tal felicidade seria algo mais que impossível se não trabalhássemos sobre nós mesmos.

Uma pessoa pode mudar intimamente quando de verdade consegue modificar suas reações ante os diversos fatos que lhe sobrevêm diariamente. Mas não poderíamos modificar nossa forma de reagir ante os fatos da vida prática se não trabalhássemos seriamente sobre nós mesmos.

Necessitamos mudar nossa maneira de pensar, ser menos negligentes, tornar-nos mais sérios e encarar a vida de forma diferente, em seu sentido real e prático. Porém, se continuamos assim, tal como estamos, comportando-nos da mesma forma todos os dias, repetindo os mesmos erros, com a mesma negligência de sempre, qualquer possibilidade de mudança ficará de fato eliminada.

Se alguém quer de verdade chegar a conhecer-se, deve começar por observar sua própria conduta diante dos acontecimentos de qualquer dia da vida.

Não queremos dizer com isto que a pessoa não deva observar-se diariamente, só queremos afirmar que se deve começar por observar um primeiro dia. Em tudo deve haver um começo, e começar por observar nossa conduta em qualquer dia de nossa vida é um bom começo.

Observar nossas reações mecânicas diante desses pequenos detalhes do quarto, do lar, refeitório, casa, rua, trabalho etc., o que se diz, sente, pensa, é certamente o mais indicado.

O importante é ver como uma pessoa pode mudar essas reações; porém, se achamos que somos boas pessoas, que nunca nos comportamos de forma inconsciente e equivocada, nunca mudaremos. Antes de mais nada, necessitamos compreender que somos pessoas-máquinas, simples marionetes controladas por agentes secretos, por Eus ocultos.

Dentro de nossa pessoa vivem muitas pessoas, nunca somos idênticos; às vezes se manifesta em nós uma pessoa mesquinha; outras vezes uma pessoa irritável; em qualquer outro instante uma pessoa esplêndida, benevolente; mais tarde uma pessoa escandalosa ou caluniadora; depois um santo, depois um mentiroso etc.

Temos gente de todo tipo dentro de cada um de nós, Eus de toda espécie. Nossa personalidade não é mais que uma marionete, um boneco falante, algo mecânico.

Comecemos por comportar-nos conscientemente durante uma pequena parte do dia; necessitamos deixar de ser simples máquinas, ainda que seja durante uns breves minutos diários; isto influirá decisivamente sobre nossa existência.

Quando nos auto-observamos e não fazemos o que tal ou qual Eu quer, é claro que começamos a deixar de ser máquinas. Um só momento em que se está bastante consciente a ponto de deixar de ser máquina, se isto é feito voluntariamente, pode modificar muitas circunstâncias desagradáveis.

Infelizmente, vivemos diariamente uma vida mecanicista, rotineira, absurda. Repetimos acontecimentos, nossos hábitos são os mesmos, nunca quisemos modificá-los; são os trilhos mecânicos por onde circula o trem de nossa existência miserável; porém, pensamos o melhor de nós mesmos…

Por toda parte abundam os MITÔMANOS, os que se creem Deuses; criaturas mecânicas, rotineiras, personagens do lodo da terra, míseros bonecos movidos por diversos Eus; pessoas assim não trabalharão sobre si mesmas…

Os Cinco Centros Centros da Máquina Humana

A questão do funcionamento equivocado dos Centros é um tema que exige estudo por toda a vida, através da observação de si mesmo (em ação) e do exame rigoroso dos sonhos. Não é possível chegar à compreensão dos Centros (e de seu trabalho correto ou equivocado) em um instante; necessitamos paciência infinita.

Toda a vida se desenvolve em função dos Centros e é controlada por eles. Nossos pensamentos, sentimentos, esperanças, temores, amores, ódios, ações, sensações, prazeres, satisfações, frustrações etc., encontram-se nos Centros. (Samael Aun Weor, A Doutrina do Fogo)

O organismo desse “bípede tricerebrado”, equivocadamente chamado Homem, é uma “Máquina” preciosa, com Cinco Centros psicofisiológicos maravilhosos. A ordem desses centros é a seguinte: Intelecto, Emoção, Movimento, Instinto e Sexo.

Funcionamento e Localização

Quando alguém se auto-observa profundamente, chega à conclusão lógica de que ainda que cada um dos cinco centros penetre por todo o organismo, tem, contudo, seu ponto básico principal em algum lugar da máquina orgânica.

O centro de gravidade do Intelecto encontra-se no cérebro. O centro de gravidade das Emoções está radicado no plexo solar e nos centros nervosos específicos do Grande Simpático. O centro de gravidade do Movimento está situado na parte superior da espinha dorsal. O centro de gravidade do Instinto é encontrado na parte inferior da espinha dorsal. É claro que o centro de gravidade do Sexo tem suas raízes nos órgãos sexuais.

Cada um dos cinco centros da “Máquina” tem funções específicas absolutamente definidas.

Centro Intelectual

A elaboração de conceitos, o raciocínio, as recordações, os projetos, a análise etc., pertencem a este centro. O centro intelectual é útil dentro de sua órbita, o problema é querer tirá-lo de seu campo de gravitação. As grandes realidades do Espírito só podem ser experimentadas através da Consciência.

Aqueles que pretendem investigar as verdades transcendentais do Ser à base de puro raciocínio caem no mesmo erro de quem, ignorando o uso e o manejo dos modernos instrumentos da ciência, tentasse estudar a vida do infinitamente pequeno com telescópios e a vida do infinitamente grande com microscópios.

Centro Emocional

Alegria, tristeza, melancolia, euforia, amor ou ódio são somente algumas das sensações produzidas neste centro. O ser humano gasta torpemente suas energias com o abuso das emoções violentas, produzidas pelo cinema, pela televisão, partidas de futebol etc.

Centro Motriz

Necessitamos autodescobrir-nos e compreender a fundo todos os nossos hábitos. Não devemos permitir que nossa vida continue se desenvolvendo mecanicamente. Parece incrível que nós, vivendo dentro dos moldes dos hábitos, não conheçamos esses moldes que condicionam nossa vida.

Necessitamos estudar nossos hábitos, necessitamos compreendê-los. Eles pertencem às atividades do centro do movimento. É necessário autoobservar-nos na maneira de viver, atuar, vestir, andar etc. O centro motor tem muitas atividades. Os esportes também pertencem a este centro.

Centro Instintivo

Existem vários instintos: o instinto de conservação, o instinto sexual, etc. Existem também muitas perversões do instinto. No fundo de todo ser humano existem forças subumanas, instintivas, brutais, que paralisam o verdadeiro espírito de amor e caridade. Estas forças demoníacas do Eu Psicológico devem ser compreendidas e depois submetidas e eliminadas. São forças bestiais, instintos criminosos, luxúria, covardia, medo, sadismo sexual etc.

Centro Sexual

É o centro encarregado de dar origem à chamada “energia sexual”. Tal energia, ao contrário do que muitos autores supõem, não se encarrega apenas da reprodução da raça. Devemos afirmar que, além disso, abarca outras esferas muito mais transcendentes na vida do ser humano: a saúde do corpo físico, o equilíbrio psicológico e a conquista disso que chamamos o Ser. Sobre tudo isso falaremos em futuras lições…

Velocidade dos Centros

Um estudo profundo sobre os cinco centros nos permite compreender que existe diferença de velocidade entre eles, e isto já está comprovado.

O pensamento é aparentemente muito rápido, mas infelizmente é muito lento. Se vocês estão dirigindo um automóvel, por exemplo, e, de repente, em um momento de perigo, ficarem analisando se devem fazer isto ou aquilo, avançar ou retroceder, virar à direita ou à esquerda, vão bater e sofrer um desastre.

O centro motor é mais rápido. Quando alguém está dirigindo um automóvel, não tem muito tempo para pensar, age velozmente e sai do caminho. Mas, se o pensamento atuasse nesse momento, haveria um bloqueio e bateria… Todo datilógrafo trabalha com o centro do movimento, e, como é natural, pode equivocar-se no teclado se a mente chega a interferir…

O emocional também é um centro rápido, mas não há centro mais rápido que o sexual. É extraordinariamente sutil e veloz, graças à sua fina energia; a maior parte de suas manifestações ocorre em um nível molecular, onde os impulsos são transmitidos milhares de vezes mais rápido que os da mente.

A ideia do amor à primeira vista, quando realmente ocorre, está baseada no fato concreto de que, em certos casos, a função sexual pode saber instantaneamente se existe ou não afinidade sexual com uma determinada pessoa do sexo oposto em um momento dado.

Todos os cinco cilindros da máquina humana são fundamentais na vida, mas, fora de qualquer dúvida, o centro sexual, o quinto centro, é realmente o mais importante e o mais rápido. Nele se encontram as próprias raízes de nossa existência.

O Eu nos Centros

O Eu exerce controle sobre os cinco centros inferiores da máquina humana: Intelectual, Emocional, Motriz, Instintivo e Sexual.

Existem dois centros, o Intelectual e o Emocional, que podem transformar-se e elevar-se a uma oitava superior. Esses dois centros superiores não podem ser controlados pelo Eu.

Quando alguém se dedica à leitura e à reflexão sobre as obras do esoterismo gnóstico, o Eu se ausenta, pois esse conhecimento se dirige única e exclusivamente à Consciência.

Quando alguém contempla um pôr-do-sol sobre o horizonte ou escuta a música clássica dos grandes mestres, os sentimentos do Ego desaparecem e o centro emocional se eleva a seu aspecto superior.

Contudo, a crua realidade é que esses dois centros superiores raramente funcionam no animal intelectual. O que podemos observar continuamente é que cada um dos centros inferiores é controlado e manejado por todos os Agregados Psíquicos inumanos. Assim é como a vida do ser humano fica reduzida à escravidão psicológica, desaparecendo quase que por completo nosso “livre-arbítrio”.

Os Eus das preocupações ficam à vontade no centro intelectual. A cobiça projeta sobre a pobre mente ideias e planos para o futuro. O orgulho intelectual toma conta da “máquina” para impor seus critérios.

O centro emocional também sofre as conseqüências dos abusos do Eu. O medo faz um homem duvidar e tremer em um momento de perigo. O amor-próprio fica mortalmente ferido quando alguém não nos retribui da forma que achamos que merecemos. Então surge o ódio, o rancor etc.

O centro motor é utilizado pela vaidade para passear a máquina pelas ruas, chamando a atenção como um pavão, achando que todo mundo o olha. O orgulho nos faz competir, lutar contra o desafiante até ficarmos exaustos, só para ganhar uma pobre medalha e aparecer nos jornais do dia seguinte.

A preguiça altera os mecanismos naturais do centro instintivo quando, por não querer se esforçar, a pessoa se alimenta de qualquer maneira, à base de congelados, conservas e alimentos semi-prontos. O tabaco causa estragos no sistema respiratório, enchendo os pobres pulmões de toxinas, nicotina e alcatrão. O vício do álcool destroça o sistema digestivo e circulatório; o fígado sofre graves conseqüências, morrendo lentamente.

O reservatório energético do centro sexual também é saqueado pelos diferentes agregados psicológicos. Desde cedo o menino começa com o vício da masturbação, perdendo elementos tão fundamentais para seu desenvolvimento como a lecitina, a colesterina e os fosfatos. Aí começa a via-crúcis do ser humano. A profunda ignorância na qual vive a humanidade faz com que este centro seja o mais prejudicado…

Todo aquele que queira dissolver o Eu deve estudar seu funcionamento nos cinco centros inferiores. Não devemos condenar os defeitos. Tampouco devemos justificá-los. O importante é compreendê-los.

É urgente compreender as ações e reações da Máquina Humana. Cada um desses cinco centros inferiores tem todo um jogo complicadíssimo de ações e reações. O Eu trabalha com cada um desses cinco centros inferiores; compreendendo a fundo todo o mecanismo de cada um desses centros estaremos a caminho de dissolver o Eu.

A Ilusão de Fazer

A Lua controla toda a mecânica da Natureza. A Lua atua sobre os líquidos incorpóreos e inorgânicos e também sobre os líquidos incorporados à matéria orgânica. A Lua controla o crescimento das plantas, exerce influência sobre os fluidos sexuais, regula o fluxo menstrual da mulher, governa a concepção de todas as criaturas etc.

A Lua é realmente como o peso de um relógio de pêndulo; a vida orgânica da Terra é o mecanismo do relógio, que se põe em movimento devido ao vaivém do peso.

Tudo o que acontece neste vale de lágrimas se deve à influência lunar; todos os múltiplos processos da vida orgânica são lunares.

São lunares todos os variados processos do pensar, sentir e atuar das pessoas, são lunares todos os vícios e maldades das multidões; são lunares todas as guerras, ódios, adultérios, fornicações e abominações desta Grande Rameira cujo número é 666. (Samael Aun Weor, Mensagem de Natal 1967-68)

Quando tratamos de imaginar, de forma clara e precisa, o resplandecente e alongado corpo do Sistema Solar, com todas as suas belas camadas e fios entrelaçados formados pelo traço maravilhoso dos mundos, vem então à nossa mente, em estado receptivo, a imagem vívida do organismo humano com os sistemas esquelético, linfático, arterial, nervoso etc., que, fora de toda dúvida, estão constituídos e reunidos de forma semelhante.

O Sistema Solar de Ors, este sistema no qual vivemos, nos movemos e temos nossa existência, visto de longe parece um homem caminhando através do inalterável infinito.

O Microcosmo homem é, por sua vez, um sistema solar em miniatura, uma máquina maravilhosa com várias redes distribuidoras de energia em distintos graus de tensão.

A estrutura da máquina humana consta de sete ou oito sistemas, sustentados por uma armadura esquelética formidável e reunidos em um todo sólido, graças ao tecido conjuntivo. A ciência médica pôde verificar que todos estes sistemas do organismo humano estão devidamente unidos e harmonizados pelo Sol do organismo, o coração vivificante, do qual depende a existência do Microcosmo homem.

Cada sistema orgânico abarca o corpo inteiro e sobre cada um deles reina soberana uma das glândulas de secreção interna. Realmente, essas maravilhosas glândulas são verdadeiros microlaboratórios orgânicos colocados em lugares específicos, na qualidade de reguladores e transformadores.

Fora de qualquer dúvida, podemos afirmar enfaticamente que estes microlaboratórios glandulares têm a importantíssima missão de transformar as energias vitais produzidas pela máquina humana.

Foi dito que o organismo humano obtém seus alimentos do ar que respiramos, da comida que ingerimos e da luz do Sol.

Os microlaboratórios glandulares devem transformar as energias vitais destes alimentos, e este é um trabalho surpreendente e maravilhoso. Cada glândula deve transformar a energia vital dos alimentos ao grau de tensão requerido por seu próprio sistema ou função.

O organismo humano possui sete glândulas superiores e três controles nervosos. A “Lei do Sete” e a “Lei do Três” trabalham intensamente dentro da máquina humana. O sistema cérebroespinal produz essas raríssimas funções conscientes que às vezes se manifestam no animal intelectual.

O Simpático estimula maravilhosamente as funções inconscientes e instintivas, e o Parassimpático ou Vago freia as funções instintivas e atua como complemento daquele.

Temos plena razão para afirmar, sem temor a equivocar-nos, que estes três controles nervosos representam a “Lei do Três”, as três forças primárias dentro da máquina humana, assim como as sete glândulas endócrinas e seus produtos representam a “Lei do Sete”, com todas as suas oitavas musicais.

Existe, evidentemente, um controle para liberar impulsos nervosos ativos, outro para liberar impulsos nervosos passivos e um terceiro para liberar os impulsos mediadores do pensamento, da razão e da consciência.

Os nervos, como agentes da “Lei do Três”, controlam as glândulas, que, como já dissemos, representam a “Lei do Sete”. Os nervos controlam as glândulas, mas, por sua vez, são também controlados; isto é semelhante às funções específicas dos planetas que se movem ao redor do Sol; estes mundos controlam e são controlados.

Já dissemos e voltamos a repetir que a máquina humana tem cinco cilindros. O primeiro é o centro intelectual, o segundo o centro emocional, o terceiro é o centro do movimento, o quarto é o centro do instinto e o quinto é o centro do sexo.

Explicamos muitas vezes que os cinco cilindros da máquina humana estão, desgraçadamente, controlados pelo Eu Pluralizado, por essa legião de Eus que vivem nesses centros psico-fisiológicos.

A máquina humana, como qualquer máquina, move-se sob os impulsos das três forças da natureza. As radiações cósmicas, em primeiro lugar, e o Eu pluralizado, em segundo lugar, são os agentes secretos que movem as máquinas humanas.

A radiação cósmica está formada por dois grandes grupos de componentes que, assim como trabalham dentro do grande laboratório da natureza, também trabalham dentro da máquina humana.

O primeiro grupo está formado por raios de grande dureza e elevado poder de penetração, procedentes do espaço sideral, com energias que oscilam ao redor de 5 bilhões de elétrons-volt. Estes raios são os que se chocam com as partículas da alta atmosfera, dividindo-se em volumosos feixes ou estrelas de raios.

A parte dura da radiação cósmica é formada por prótons, nêutrons e mésons. Estes últimos já estão devidamente classificados em positivos, negativos e neutros, de acordo com a “Lei do Três”.

O segundo grupo ou radiação branda está formado por raios secundários que são produzidos dentro da atmosfera terrestre. Estes raios são o resultado dos impactos da radiação dura ao chocar contra os átomos do ar, dando lugar aos feixes ou estrelas de raios, alguns deles formados por até 500 mil partículas, que, em seu desenvolvimento, chegam a cobrir áreas extensíssimas, de acordo com as investigações dos homens de ciência.

Foi-nos dito que a energia dos corpúsculos componentes da radiação branda oscila entre 1 milhão e 100 bilhões de elétrons-volt.

Qualquer conjunção planetária adversa, qualquer quadratura nefasta de mundos, qualquer tensão produzida pela exagerada aproximação de dois planetas é suficiente para que milhões de máquinas humanas se lancem à guerra, justificando-se, é claro, com muitas razões, lemas, bandeiras a defender, motivos pelos quais lutar etc.

A pior tolice dos animais intelectuais é crer que FAZEM, quando em verdade nada podem FAZER, são simples marionetes humanas movidas por forças que desconhecem.

As radiações cósmicas originam, dentro da psique subjetiva do animal intelectual, infinitas mudanças em sua idiossincrasia psicológica. Certos Eus surgem e outros submergem, alguns Eus-Diabos emergem à superfície, enquanto outros se perdem nas quarenta e nove regiões submersas do subconsciente.

Então surgem os assombros, as surpresas; quem havia jurado amor eterno se retira; quem havia jurado fidelidade à Gnose a atraiçoa; quem não bebia álcool, agora bebe; quem se havia proposto a realizar certo negócio de repente perde todo o interesse etc.

As máquinas humanas não têm o menor sentido de responsabilidade moral, são simples marionetes que pensam, sentem e agem de acordo com o tipo de Eu que controla os centros capitais da máquina em um instante dado; se esse tipo de Eu é substituído, a marionete humana modifica de fato seus processos mentais e emocionais e, como resultado, age de maneira diferente e até oposta.

Às vezes se metem dentro da máquina humana certos Eus-Diabos que não são da pessoa, que têm outros donos e acomodam-se dentro de qualquer um dos cinco cilindros da máquina; então o cidadão honrado converte-se em ladrão, e quem antes não se atrevia a matar sequer um passarinho torna-se um assassino cruel etc.

O Eu que cada ser humano leva dentro de si mesmo é uma pluralidade, e seu verdadeiro nome é “Legião”. A ronda destes Eus-Diabos, sua contínua e terrível luta pela supremacia, depende de muitas influências externas e internas, e, em última análise, das radiações cósmicas.

O Sol, com seu calor, o bom ou mau tempo, dão lugar, de imediato, a que surjam determinados Eus que se apoderam da máquina; alguns desses Eus são mais fortes que os outros.

A chuva, as contrariedades, as vãs alegrias passageiras originam novos e incômodos Eus, mas a pobre marionete humana não tem noção destas mudanças porque tem a Consciência adormecida, vive sempre no último Eu.

Certos Eus dominam outros porque são mais fortes, mas sua força é a força dos cilindros da máquina; todos os Eus são o resultado das influências externas e internas; no animal intelectual não existe verdadeira individualidade, é uma máquina…

Como Viver Sabiamente a Vida

“Faz-se urgente compreender a necessidade de aprender a viver sabiamente. Se queremos uma mudança definitiva, faz-se necessário que tal mudança se verifique primeiro dentro de nós mesmos; se não eliminamos nada do que temos internamente, externamente a vida continuará com suas dificuldades”. (Samael Aun Weor, O estado hipnótico em que vive o ser humano)
A Psicologia Revolucionária da Nova Era afirma que a Máquina Orgânica do Animal Intelectual, falsamente chamado homem, é tricentrada ou tricerebrada.

O Primeiro Cérebro está encerrado na caixa craniana. O Segundo Cérebro está constituído pelos plexos nervosos simpáticos e, em geral, por todos os centros nervosos específicos do organismo humano. O Terceiro Cérebro corresponde concretamente à espinha dorsal com sua medula central e todas as suas ramificações nervosas.

O Primeiro Cérebro é o Centro Pensante. O Segundo Cérebro é o Centro Emocional. O Terceiro Cérebro é o Centro do Movimento, comumente denominado Centro Motor (os cinco centros se distribuem nos três cérebros, pois cada um deles tem sua autonomia).

Está completamente demonstrado na prática que todo abuso do Centro Pensante produz gasto excessivo de energia intelectual. É lógico afirmar, sem temor a dúvidas, que os manicômios são verdadeiros cemitérios de mortos intelectuais.

O sentido estético, a mística, o êxtase, a música superior são necessários para cultivar o Centro Emocional, mas o abuso deste cérebro produz desgaste inútil e desperdício de energias emocionais. Abusam do Centro Emocional os existencialistas da “nova onda”, os fanáticos do rock, os pseudoartistas sensuais da arte moderna, os que cultivam a sensualidade passional e mórbida etc.

Os esportes harmoniosos e equilibrados são úteis para o Centro Motor, mas o abuso do esporte significa gasto excessivo de energias motrizes, e o resultado costuma ser desastroso. Não é absurdo afirmar que existem mortos do Cérebro Motor. Estes são conhecidos como doentes de hemiplegia, paralisia progressiva etc.

Ainda que pareça incrível, a morte certamente se processa por terços em cada pessoa. Já está comprovado, até a saciedade, que toda enfermidade tem sua base em algum dos três cérebros.

Faz algum tempo um amigo nosso adoeceu; havia abusado demasiadamente do cérebro intelectual. Esse homem havia se dedicado demais ao intelecto e um dia sofreu uma embolia. Quando fomos visitá-lo, aconteceu que seu cérebro intelectual não pôde coordenar as ideias.

Dias depois seu cérebro motor faleceu; então é óbvio que já não pôde mais se mover. Por último, faleceu o cérebro emocional; teve uma parada cardíaca. Sempre se morre por terços, e isto já está demonstrado.

A Grande Lei depositou sabiamente em cada um dos três cérebros do animal intelectual determinado capital de Valores Vitais. Economizar este capital significa de fato prolongar a vida; malgastar este capital produz a morte.

Arcaicas tradições que chegaram até nós desde a noite aterradora dos séculos afirmam que a média de vida humana no antigo continente Mu, situado no oceano Pacífico, oscilava entre doze e quinze séculos.

Com o passar do tempo, através de todas as idades, o uso equivocado dos três cérebros foi encurtando a vida pouco a pouco. No país ensolarado de Khem, lá no velho Egito dos Faraós, a média de vida humana alcançava já apenas cento e quarenta anos.

Atualmente, nestes tempos modernos de gasolina e celuloide, nesta época de existencialismo e rebeldes do rock, a média de vida humana, segundo algumas companhias de seguro, é de apenas sessenta anos.

Os senhores marxistas-leninistas da antiga União Soviética, fanfarrões e mentirosos como sempre, andavam por aí dizendo que haviam inventado soros especiais para prolongar a vida, mas o velhinho Kruschev, que não tinha nem 80 anos, tinha de pedir licença a um pé para levantar o outro.

No centro da Ásia existe uma comunidade religiosa constituída por anciães que já nem se lembram de sua juventude. A média de vida destes anciãos oscila entre quatrocentos e quinhentos anos. Todo o segredo da longa vida destes monges asiáticos consiste no sábio uso dos três cérebros.

O funcionamento equilibrado e harmonioso dos Três Cérebros significa economia de valores vitais e, como consequência lógica, o prolongamento da vida.

Existe uma lei cósmica conhecida como “Igualação das Vibrações de Muitas Fontes”. Os monges do citado mosteiro sabem utilizar esta Lei, mediante o uso dos Três Cérebros.

A pedagogia contemporânea conduz os alunos e alunas ao abuso do Cérebro Pensante, cujos resultados já são conhecidos pela psiquiatria.

O cultivo inteligente dos Três Cérebros pertence à “Educação Fundamental”. Nas antigas Escolas de Mistérios da Babilônia, Grécia, Índia, Pérsia, Egito etc., os alunos e alunas recebiam informação íntegra direta para seus Três Cérebros, mediante o preceito, a dança, a música, etc., inteligentemente combinados.

Os teatros dos antigos tempos formavam parte da escola. O drama, a música, o ensinamento oral etc., serviam para informar os Três Cérebros de cada indivíduo.

Então os estudantes não abusavam do Cérebro Pensante, e sabiam usar com inteligência e de forma equilibrada seus Três Cérebros.

As danças dos Mistérios de Elêusis, na Grécia, foram sempre utilizadas para transmitir conhecimentos aos discípulos e discípulas.

Agora, nestes tempos degenerados do rock, os alunos e alunas, confundidos e desorientados, andam pelo caminho tenebroso do abuso mental.

Atualmente, não existem verdadeiros sistemas criadores para o cultivo harmonioso dos Três Cérebros. Os professores e professoras de escolas, colégios e universidades só se dirigem à memória infiel dos estudantes entediados, que esperam com ansiedade a hora de sair da aula.

É urgente, indispensável, saber combinar Intelecto, Emoção e Movimento com o propósito de levar informação íntegra aos Três Cérebros dos estudantes. É absurdo dar informação a um só cérebro. O Primeiro Cérebro não é o único instrumento cognitivo. É criminoso abusar do Cérebro Pensante dos alunos e alunas.

A “Educação Fundamental” deverá conduzir os estudantes pelo caminho do Desenvolvimento Harmonioso. A “Psicologia Revolucionária” ensina claramente que os Três Cérebros têm três tipos de associações independentes, totalmente distintas. Esses três tipos de associações evocam diferentes tipos de impulsos do Ser.

Isso nos dá de fato TRÊS PERSONALIDADES DIFERENTES, que não possuem nada em comum, nem em sua natureza, nem em suas manifestações.

A Psicologia Revolucionária da Nova Era ensina que em cada pessoa existem três aspectos psicológicos diferentes. Com uma parte do material psíquico desejamos uma coisa; com outra parte fazemos algo totalmente oposto.

Em um instante de suprema dor, talvez a perda de um ser querido ou qualquer outra catástrofe íntima, a PERSONALIDADE EMOCIONAL chega ao desespero, enquanto a PERSONALIDADE INTELECTUAL se pergunta o porquê de toda esta tragédia e a PERSONALIDADE DO MOVIMENTO só quer fugir da cena.

Essas três Personalidades distintas, diferentes e muitas vezes até contraditórias, devem ser inteligentemente cultivadas e instruídas com métodos e sistemas especiais em todas as escolas, colégios e universidades.

Do ponto de vista psicológico, resulta absurdo educar exclusivamente a Personalidade Intelectual. O homem tem três Personalidades que necessitam urgentemente da “Educação Fundamental”.

Samael Aun Weor

Formas de ataque dos tenebrosos

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Os tenebrosos têm uma infinidade de recursos para atacar de diversas maneiras ao homem:

Os ataques durante o sono geralmente são através dos sonhos intelectuais, emocionais, sexuais, instintivos e motores.

Durante o estado de vigília, através de abordagens, fascinações, dependências etc.

Os ataques de magia negra se referem às diversas formas de despachos, bonecos com agulhas, macumbas etc.

As obsessões psíquicas: trata-se de entidades perversas que assumem o comando da máquina humana. Verdadeiras legiões de egos que sugam as energias vitais do possuído.

Outra forma muito conhecida de ataque dos tenebrosos é através de inimizades, calúnias, intrigas e difamações, que se infundem na mente dos outros, para que estes nos ataquem.

Há uma infinidade de doenças provocadas pela ação nefasta de entidades psíquicas. São doenças de tipo imaginárias como impotências sexuais, hipocondrias e até mesmo suicídios.

Os ataques de magia negra podem causar males através dos vícios, tais como as drogas, álcool, e também por meio de diversas formas negativas de cultura que impõem novos padrões de comportamento sexual, modas, novelas, filmes, propagandas enganosas etc.

Os danos provocados pelos falsos profetas são também uma forma de ataque dos tenebrosos. Eles geralmente experimentam uma parte da verdade, desenvolvem parcialmente alguns poderes internos e são dominados pelo fanatismo, mitomania e paranoia avançada. Para conseguirem seus propósitos, não hesitam em envolver seus seguidores com ameaças e medos, tornando-se insuportáveis fiscalizadores da consciência alheia. Esses falsos profetas, patriarcas e gurus, inconscientemente, são megalomaníacos e inimigos da liberdade individual.

Ataques Através das Larvas Astrais (Elementares)

As formas mentais e emoções negativas se cristalizam no mundo astral sob a forma de larvas astrais que são uma espécie de vírus astral, invisível aos olhos físicos dos não Iniciados.

Destacamos alguns tipos de elementares

Íncubos: São larvas resultantes da atividade mental mórbida das mulheres (com relação à luxúria).
Súcubos: Larvas resultante da atividade mental masculina
Fantasmatas: Larvas de pessoas desencarnadas.
Dragões: Larvas encontradas nos quartos de prostíbulos, resultado da promiscuidade sexual.

Entre outras larvas destacamos os Caballis, Basiliscos, Áspis, Leos etc. (Consultar Os Elementais, de autoria do bispo gnóstico alemão Franz Hartmann.)

SAIBA MAIS, CLIQUE AQUI ou na imagem abaixo:

Sintomas Prováveis de Ataques dos Tenebrosos

1. Palpitação, taquicardia.
2. Vômitos, enjoos e diarreia.
3. Pesadelos noturnos.
4. Depressão sem motivo. Idem, cansaço.
5. Dificuldade súbita de respirar.
6. Olheiras (olhos fundos).
7. Manchas escuras pelo corpo.
8. Dificuldade súbita de falar.
9. Amnésia parcial ou total.
10. Sensação de frio no plexo solar (frio no estômago).

Conjuração do Belilin

O anjo Aroch ensinou-nos uma conjuração contra tenebrosos, que diz textualmente o seguinte:

(Cantar esta oração no mínimo por 3 vezes)

BELILIN, BELILIN, BELILIN…
Ânfora de salvação, quisera estar junto a ti
O materialismo não tem força junto a mim.
BELILIN, BELILIN, BELILIN…
(Diz-se cantando)

Um dos mais aborrecedores procedimentos e dos mais comuns usado pelos magos negros para causar danos as suas vítimas é o dos bonecos. Desde logo nos abstemos de explicar como se trabalha com esses bonecos e como os tenebrosos os empregam para não dar armas a certos sujeitos irresponsáveis e desumanos.

Sintomas e Terapêutica Teúrgica

A pessoa atacada por meio de bonecos é facilmente reconhecida: sente uma grande angústia, palpitações intensas no coração, depressão de ânimo, dores pungentes no cérebro e externamente nas fontes, dores no coração, bem como em outras regiões do corpo.

Em tais casos, devem ser organizadas sessões curativas para sanar esses pacientes embruxados. O enfermo sentar-se-á numa cadeira frente a uma mesa sobre a qual se terá colocado um mantel branco. No mantel deverão estar um Cristo, um copo com água e um candelabro com velas acesas. O taumaturgo, o curandeiro, sentará por sua vez frente ao paciente. As pessoas interessadas, se houver, amigos ou parentes do enfermo, também acompanharão ao redor da mesa sob a condição de que possuam uma fé sincera e uma grande força.

Depois, quando tudo já esteja devidamente acondicionado e disposto, se invocarão os grandes Mestres da Luz, dizendo-se em voz alta a

Conjuração dos Quatro do Sábio Rei Salomão

Caput mortum, imperet tibi Dominus per vivum et devotum serpentem!
Cherub, imperet tibi Dominus per Adam Jot-Chavah.
Áquila errans, imperet tibi Dominus per alas Tauri!
Serpens, imperet tibi Dominus tetragrammaton per angelum et leonem!
Michael… Gabriel… Raphael… Anael…
Fluat odor per spiritum Elohim.
Maneat terrae per Adam Jot-Chavah!
Fiat firmamentum per Iahuvehu-Sabaoth.
Fiat judicium per ignem in virtute Michael…
Anjo de olhos mortos, obedece ou dissipa-te com esta água santa.
Touro alado, trabalha ou volta à terra, se não queres que te aguilhoe com esta espada.
Águia acorrentada, obedece diante deste signo ou retira-te com este sopro:
Serpente móvel, arraste-te a meus pés ou serás atormentada pelo fogo sagrado e evapora-te com os perfumes que eu queimo.
Que a água volte à agua, que o fogo arda, que o ar circule, que a terra caia sobre a terra, pela virtude do Pentagrama, que é a Estrela Matutina, e em nome do Tetragrama que esta escrito no centro da cruz de luz. Amém.

Conjuração dos Sete do Sábio Rei Salomão

Em nome de Michael, que Jeová te mande e te afaste daqui, Chavajoth.
Em nome de Gabriel, que Adonai te mande e te afaste daqui, Bael.
Em nome de Rafael, desaparece ante Elial, Samgabiel.
Por Samael Sabaoth e em nome de Elohim Gibor, afasta-te Andrameleck.
Por Zacariel e Sachiel-Meleck, obedece ante Elvah, Sanagabril.
No nome divino e humano de Schaddai e pelo signo do Pentagrama que tenho na mão direita. Em nome do anjo Anael. Pelo poder de Adão e Eva, que são Jot-Chavah, retira-te Lilith. Deixa-nos em paz, Nahemah.
Pelos santos Elohim e em nome dos gênios Cashiel, Sehaltiel, Aphiel e Zarahiel, e ao mandato de Orifiel, retira-te Moloch. Nos não te daremos nossos filhos para que os devores. Amen…

Destruição Ígnea de Fluidos Malignos e de Larvas

Ademais, é conveniente manter junto à vítima um fogareiro com carvão em brasas bem aceso. Assim, o teurgo fará passes magnéticos rápidos e fortes com sua mão direita sobre os órgãos enfermos e jogará em seguida esses fluidos deletérios, daninhos, desprendidos da vítima, sobre as brasas.

É ainda indispensável colocar sal e álcool num prato, porém esse sal deve ser preparado previamente com o seguinte exorcismo:

Exorcismo do Sal

In isto sale sit sapientia, et ab omni corruptione servet mentes nostros et corpora nostra, per Hochmael et in virtute Ruach-Hochmael, recedant ab isto fantasmata hylae ut sit sal coelestis, sal terrae et terris salis, ut nutrie turbos triturans et addat spei nostrae cornua auri volantis. Amém.

Continuando, ateia-se fogo no álcool para que arda com o sal. É neste preciso momento em que se recitará a Invocação de Salomão.

Terminada a cerimônia, o enfermo beberá a água da mesa porque nessa água estarão contidas as medicinas sagradas.

Santo Tomás de Aquino dizia que contra o malefício se deveria usar a sálvia e a arruda, tanto como bebidas como em defumação.

O procedimento que revelamos e ensinamos aqui para curar enfermos prejudicados por bruxarias e com bonecos também pode ser empregado com êxito para se combater todo tipo de feitiçarias.

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As 4 classes de mulheres

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Na sociedade, pode-se verificar a expressão psicológica de quatro classes de mulher, de acordo com seu Nível de Ser. É claro que esses níveis podem ser transcendidos, não são estados energéticos, psicológicos e espirituais pétreos, imutáveis.

Eva-Vênus, que é a mulher instintiva (a maioria das mulheres no mundo) da vida, comum e sem anelos espirituais. Dessa classe de mulheres saem expressões negativas, como os arquétipos chamados Lilith, Dalila, Salomé e Kundry (que estudaremos detidamente em outro texto do GnosisOnline).

Vênus-Eva, que é a nobre mulher do lar. Da Vênus Eva podem aflorar tanto as expressões negativas da mulher (a mulher luxuriosa, a mulher traiçoeira, a mulher destruidora e a mulher diabólica) quanto candidatas a Iniciada.

Vênus-Urânia, a mulher que começou a trilhar a Senda da Iniciação, ou seja, a Iniciada nos grandes Mistérios.

Urânia Vênus. Por último, afirmamos a existência da mulher Adepta, a mulher realizada a fundo. Como exemplo desta última, temos as grandes iluminadas do passado e do presente, como Miriam (irmã de Moisés e Aarão), Sara, Maria mãe de Jesus, Madalena, Hipatia de Alexandria, Joana D’Arc, Helena Blavatsky, Litelantes etc.

Para compreendermos as diversas influências arquetípicas sobre a mulher, recomenda-se também estudar os arcanos “femininos” do Tarô Egípcio (saiba mais, clique aqui). Um deles é a expressão crística da mulher no Arcano 2 (A Sacerdotisa). As características do Arcano 2 são:

Palavra-Chave: INTUIÇÃO

Indica a intuição, sensibilidade, feminilidade.

É a mente abstrata, a elaboração das ideias.

Polaridade feminina. Passividade dinâmica. Forte suavidade.

Há forte ligação com o plano astral.

Indica pessoas que vivem mais no mundo das ideias

A energia deste arcano não é material. Não é uma carta de desfecho e concretização, porém sempre indica algum tipo de proteção ao assunto a que se refere.

É também indicadora de distanciamento emocional e dificuldade de expressão dos sentimentos.

Indica a necessidade de se reservar mais.

Significados Positivos

Intuição. Sensibilidade. Proteção. Nutrição. Espiritualidade.

Significados Negativos

Falsidade. Fantasias. Insegurança. Falta de objetividade. Ocultação e omissão.

O saber escutar e a Educação

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Existem muitos oradores no mundo que assombram por sua eloquência, mas, são poucas as pessoas que sabem escutar.

Saber escutar é muito difícil, e poucas são, na verdade, as pessoas que sabem escutar.

Quando fala o professor, a professora ou o conferencista, o auditório parece estar atento, como que seguindo em detalhe cada palavra do orador. Tudo dá a ideia de que estão escutando, de que se acham em estado de alerta; no entanto, no fundo psicológico de cada indivíduo, há um secretário que traduz cada palavra do orador.

Esse secretário é o eu, o mim mesmo, o si mesmo. O trabalho desse secretário consiste em mal interpretar, mal traduzir, as palavras do orador.

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O eu traduz de acordo com seus preconceitos, prejulgamentos, temores, orgulho, ansiedades, ideias, memórias etc.

Os alunos na escola, as alunas, os indivíduos que somados constituem o auditório que escuta. Realmente, não estão escutando o orador, só estão escutando a si mesmos, estão escutando seu próprio Ego, seu querido e maquiavélico Ego, o qual não está disposto a aceitar o real, o verdadeiro, o essencial.

Somente em estado de alerta novidade, com mente espontânea, livre do peso do passado, em estado de plena receptividade, podemos realmente escutar sem a intervenção desse péssimo secretário de mau agouro chamado eu, mim mesmo, si mesmo ou Ego.

Quando a mente está condicionada pela memória, só repete aquilo que acumulou.

A mente condicionada pelas experiências de tantos e tantos ontens só consegue ver o presente através das lentes turvas do passado.

Se queremos saber escutar, se queremos aprender a escutar para descobrir o novo, devemos viver de acordo com a filosofia da momentaneidade.

É urgente viver de momento a momento, sem as preocupações do passado e sem os projetos do futuro. A verdade é o desconhecido de momento a momento. Nossas mentes devem estar sempre alertas, em plena atenção, livres de ideias preconcebidas e de preconceitos a fim de estarem realmente receptivas.

Os professores e professoras de escola devem ensinar a seus alunos e alunas o profundo significado que há em saber escutar.

É necessário aprender a viver sabiamente, refinar nossos sentidos, refinar nossa conduta, nossos pensamentos e nossos sentimentos.

De nada serve ter uma grande cultura acadêmica se não sabemos escutar, se não somos capazes de descobrir o novo de momento a momento.

Precisamos refinar a atenção, refinar nossos modos, refinar nossas pessoas, as coisas etc.saber-escutar2-gnosisonline

É impossível ser verdadeiramente refinado quando não se sabe escutar.

As mentes toscas, rudes, deterioradas, degeneradas jamais sabem escutar, jamais sabem descobrir o novo. Essas mentes só compreendem, só entendem de forma equivocada as absurdas traduções desses secretário satânico chamado eu, mim mesmo, Ego.

Ser refinado é algo muito difícil e requer plena atenção. Alguém pode ser uma pessoa muito entendida em moda, roupas, vestidos, jardins, automóveis, amizades etc., e no entanto continuar no íntimo sendo rude, tosco e pesado.

Quem sabe viver de momento a momento segue realmente pelo caminho do verdadeiro refinamento.

Quem tiver mente receptiva, espontânea, íntegra, alerta, caminhará pela senda do autêntico refinamento.

Quem se abre ao novo, abandonando o peso do passado, os preconceitos, os prejulgamentos, receios, fanatismos etc., anda com êxito pelo caminho do legítimo refinamento.

A mente degenerada vive engarrafada no passado, nos preconceitos, orgulho, amor próprio, prejulgamentos etc.

A mente degenerada não sabe ver o novo, não sabe escutar, está condicionada pelo amor próprio.

Os fanáticos do marxismo-leninismo não aceitam o novo, não admitem a quarta característica de todas as coisas, a quarta dimensão, por amor próprio. Querem demasiado a si mesmos, apegam-se às suas próprias teorias materialistas absurdas.

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Quando os colocamos no terreno dos fatos concretos, quando demonstramos a eles o absurdo de seus sofismas, levantam o braço esquerdo, olham os ponteiros de seus relógios de pulso, dão uma desculpa evasiva e se vão.

Essas são mentes degeneradas, mentes decrépitas que não sabem escutar, que não sabem descobrir o novo, que não aceitam a realidade, porque estão engarrafadas no amor próprio. Mentes que querem demasiado a si mesmas, mentes que nada sabem de refinamentos culturais, mentes toscas, mentes rudes, que só escutam ao seu querido Ego.

A Educação Fundamental ensina a escutar, ensina a viver sabiamente.

Os professores e professoras de escolas, colégios e universidades devem ensinar a seus alunos e alunas o caminho autêntico do verdadeiro refinamento vital.

De nada serve permanecer 10 ou 15 anos metidos em escolas, colégios e universidades se, ao sairmos de lá, somos internamente verdadeiros porcos em nossos pensamentos, ideias, sentimentos e costumes.

Necessitamos da Educação Fundamental de forma urgente porque as novas gerações significam o começo de uma nova era.

Chegou a hora da verdadeira revolução, chegou o momento da revolução fundamental.

O passado é passado e já deu seus frutos. Necessitamos compreender o profundo significado do momento em que vivemos.

Samael Aun Weor, Educação Fundamental