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A meditação e suas vantagens

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A meditação é um instrumento de valor inestimável para chegar ao fim que todos nós aspiramos, a dissolução de nossos defeitos, a mudança psicológica, o conhecimento de si mesmo.

Sabemos que só assim nossa vida se fará distinta a inter-relação com nossos semelhantes melhorará e nossa sorte será outra.

Apresentamos a seguir algumas possibilidades – incontáveis – das vantagens que a meditação nos proporciona:

  • Vamos adquirindo a Recordação de Si (ou Autorrecordação).
  • Aumentamos nossa resiliência emocional.
  • Ampliamos a manifestação de nossa Essência Divina.
  • Despertamos inúmeros valores, como a Compaixão, a Empatia, a Alegria e o Entusiasmo.
  • Despertamos a virtude do Perdão sincero.
  • Melhoramos nossa compreensão para as situações e os eventos dos mundos interior e exterior.
  • Aumentamos o amor pelo trabalho psicológico (na Gnose, a Transvalorização).
  • Desenvolvemos a auto-observação.
  • Aprendemos a discernir entre o ego e a consciência (quando um ou outro atuam no dia a dia).
  • Estabelecemos maior comunicação com as Partes de nosso Ser.
  • Adquirimos maior autossinceridade.
  • Liberamos e fazemos crescer os valores da Essência.
  • Alcançamos maior sutileza energética, emocional e mental.
  • Fortalecemos a vontade.
  • Adquirimos continuidade dos propósitos (ou seja, não somos volúveis psicologicamente).
  • Obtemos paz interior.
  • Desenvolvemos a intuição.
  • A consciência vai despertando de seu sonho.
  • Evitamos a mecanização de nossa vida, com os hábitos rotineiros e repetitivos, inconscientes.
  • Trabalhamos na compreensão do nosso Rasgo Psicológico (a porção principal, mais profunda, do Ego).
  • Perdemos o medo de conhecermos a nós mesmos.
  • Ajuda a eliminarmos nossa falsa imagem.
  • Elevamos o Nível de Ser e o de Saber.
  • Damo-nos conta das desvantagens da autoconsideração.
  • Surge em nós a verdadeira mística.
  • Aumentamos nossa capacidade para realizar esforços e superesforços no campo esotérico e mesmo no dia a dia.
  • Controlamos a conversa interior.
  • Reforçamos a consideração externa.
  • Brinda-nos com força interior.
  • Dominamos o corpo físico.
  • Adquirimos um grau considerável de controle de nossos hábitos e maus costumes.

  • Renovamos nossos anelos pela superação interior.
  • Combinamos os estados psicológicos adequadamente com os eventos exteriores.
  • Aprendemos a Saber Viver.
  • Percebemos o que nos sobra e o que nos falta, psicologicamente falando.
  • Ajuda-nos a ser naturais.
  • Aprendemos a fazer uso do verbo.
  • Obtemos equilíbrio emocional.
  • Melhora nossa concentração.
  • Alivia nossas tensões.
  • Unimo-nos com as forças divinas e com os mestres da Fraternidade Branca.
  • Somos mais espontâneos e perdemos a timidez.
  • Evitamos a programação, a mecanicidade, tanto no dia a dia quanto no Trabalho Interior.
  • Prescindimos dos conceitos e preconceitos.
  • Damo-nos conta da relatividade do tempo.
  • Aumenta nossa percepção do mundo que nos cerca.
  • Devolve a alegria de viver, encontramos o religare.
  • Entendemos o que são os Sofrimentos voluntários.
  • Começamos a conhecer a nós mesmos.
  • Floresce nossa Sabedoria.
  • Aprendemos a saber “baixar para subir”.
  • Eliminamos o contágio dos vírus psicológico.
  • Aprendemos a aproveitar melhor as impressões.
  • Mostra o desenvolvimento da Fé.
  • Valorizamos a  própria meditação e seus inúmeros benefícios.
  • Tempera o caráter.
  • Adquirimos o controle sobre os 3 graus da Mente (sensorial, intermédia e interior).
  • Desenvolvemos a imaginação objetiva, a inspiração e a intuição.

Ali Onaissi. Jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnLine

Meditação e Vazio Iluminador

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Paz Inverencial! Torna-se urgente que se compreendam a fundo as técnicas da meditação. Hoje falaremos sobre o Vazio Iluminador.

Ao iniciar este tema, vejo-me obrigado a narrar de forma direta aquilo que sobre o particular pude verificar experimentalmente. Creio que os que me escutam estão informados sobre a maravilhosa Lei da Reencarnação. Pois, nela, eu fundamento o relato seguinte:

Quando a Segunda Sub-Raça da nossa atual raça ariana floresceu na antiga China, estive ali reencarnado e me chamei Chou Li. Obviamente, fui membro da dinastia Chou. Naquela existência, fiz-me membro ativo da Ordem do Dragão Amarelo. Claro que em tal ordem pude aprender claramente a ciência da meditação. Ainda mantenho na memória aquele maravilhoso instrumento denominado Aya-Atapan, o qual tinha 49 notas. Bem sabemos o que é a sagrada Lei do Eterno Heptaparaparshinok, ou seja, a Lei do Sete. Indubitavelmente, sete são as notas das escalas musicais, e se multiplicarmos sete por sete obteremos 49 notas colocadas em sete oitavas.

Nós, os irmãos, reuníamo-nos na sala da meditação, sentávamos ao estilo oriental com as pernas cruzadas e púnhamos as palmas das mãos de forma que a direita ficava sobre a esquerda. Sentávamos em círculo no centro da sala, fechávamos os olhos e em seguida púnhamos toda a atenção na música que certo irmão brindava ao Cosmo e a nós. Quando o artista fazia vibrar a primeira nota, estava em dó, todos se concentravam.

Quando fazia vibrar a nota seguinte, em ré, a concentração tornava-se mais profunda. Lutávamos com os diversos elementos subjetivos que carregávamos no interior, podíamos recriminá-los e fazê-los ver a necessidade de guardarem silêncio absoluto. Não será demais, queridos irmãos, lembrá-los de que esses elementos indesejáveis constituem o eu, o Ego, o mim mesmo, o si mesmo… são a seu modo entidades diversas personificando erros.

Quando vibrava a nota mi, entrávamos na terceira zona do subconsciente e enfrentávamos toda essa multiplicidade de agregados psíquicos que em desordem fervilham em nosso interior, que impedem a quietude e o silêncio da mente; nós os recriminávamos e tratávamos de compreendê-los.

Quando o conseguíamos, entrávamos ainda mais fundo com a nota fá. É óbvio que novas lutas nos esperavam, pois amordaçar todos esses demônios do desejo não é tão fácil. Obrigá-los a guardar silêncio e quietude não é coisa simples, porém, com paciência o conseguíamos. Assim, prosseguíamos com cada uma das notas da escala musical.

Em uma oitava mais elevada, continuávamos com o mesmo esforço, e assim, pouco a pouco, enfrentando os diversos elementos infra-humanos que carregávamos em nosso interior conseguíamos por fim amordaçá-los todos nos 49 níveis do subconsciente e a mente ficava quieta, no mais profundo silêncio. Esse era o momento em que a Essência, a Alma, aquilo que ternos de mais puro, escapava para experimentar o Real. Assim, entrávamos no Vazio Iluminador.

Assim, o Vazio Iluminador irrompia em nós. Movendo-nos no Vazio Iluminador conseguíamos conhecer as leis da natureza em si mesmas tais quais são e não corno aparentemente são.

Neste tridimensional mundo de Euclides só se conhecem causas e efeitos mecânicos, jamais as leis naturais em si mesmas. Assim, no Vazio Iluminador, elas surgem diante de nós corno realmente são. Nesse estado, podíamos perceber com a Essência, com os sentidos superlativos do Ser, as coisas em si tais quais são. No mundo dos fenômenos físicos, a realidade… só percebemos a aparência das coisas: ângulos, superfícies… nunca um corpo inteiro de forma integral.

O pouco que percebemos é fugaz. Ninguém poderia perceber a quantidade de átomos, por exemplo, que uma mesa ou uma cadeira tem… Porém, no Vazio Iluminador percebemos as coisas em si tais quais são… integralmente!

Enquanto nos achávamos submersos no grande Vazio Iluminador, podíamos escutar a voz do Pai que está em segredo. Fora de dúvida, nos achávamos num estado de arroubo que se podia denominar de Êxtase. A personalidade ficava ali, sentada, em estado passivo, na sala de meditação.

Os centros emocional e motor integravam-se ao centro intelectual, formando um todo único e receptivo. De forma que as ondas de tudo aquilo que vivenciávamos no Vazio Iluminador circulavam pelo Cordão de Prata e eram recebidas pelos três centros: emocional, intelectual e motor.

Quando o Samadhi terminava, voltávamos ao interior do corpo, conservando a lembrança de tudo aquilo que tínhamos visto e ouvido. No entanto, hei de lhes dizer que a primeira coisa que se tem de abandonar para submergir por longo tempo no Vazio Iluminador é o medo.

O eu do temor precisa ser compreendido … Já sabemos que sua desintegração faz-se possível quando se suplica à Divina Mãe Kundalini de forma veemente. Ela eliminará o eu do medo.

Um dia qualquer, não importa qual foi, achando-me no Vazio Iluminador, além da personalidade, do eu e da individualidade, submerso nisso que se poderia chamar “O NÃO”, “AQUILO”, senti que eu era tudo o que foi e será. Experimentei a unidade da vida, livre em seu movimento. Era a flor, o rio que, cristalino, corria no seu leito de pedras, cantando delícias na sua linguagem, a ave que se precipitava nos abismos insondáveis, era o peixe que nadava deliciosamente nas águas, era a Lua, os mundos… era tudo o que é, foi e será.

Houve temor, os sentimentos do mim mesmo, do eu… Senti que me aniquilava, que deixava de existir corno indivíduo, que era tudo menos um indivíduo, que o mim mesmo tendia a morrer para sempre.

Obviamente, enchi-me de indizível terror e voltei à forma física. Outros esforços permitiram-me que o Vazio Iluminador irrompesse novamente e tornei a me sentir confundido com tudo; corno indivíduo, corno pessoa, corno eu, tinha deixado de existir. Esse estado de consciência fazia-se cada vez mais profundo; de tal forma que qualquer possibilidade para existir, para a existência individual, se acabava, tendia a desaparecer definitivamente.

Não pude resistir mais e voltei à forma física. Numa terceira tentativa, tampouco pude resistir e voltei à forma. A partir de então, sei que para alguém experimentar o Vazio Iluminador, para sentir o TAO em si mesmo, terá de eliminar o eu do temor; e isso é indubitável.

Entre os irmãos da Ordem do Dragão Amarelo, o que mais se distinguiu foi meu amigo Chang. Hoje, ele vive num desses “planetas do Cristo”, onde a natureza não é imperecedora e jamais muda. Há duas naturezas: a perecedora, mutável etc., e a imperecível, a que jamais muda, imutável. Nos planetas do Cristo existe a natureza eterna, imperecível e imutável.

Chang vive num desses mundos onde o Cristo resplandece. Libertou-se há várias idades e vive ali naquele longínquo planeta com um grupo de irmãos que como ele também se libertaram.

Então, eu gostaria de lhes ensinar os sete segredos da Ordem do Dragão Amarelo, porém, com grande dor me dou conta que os irmãos de todas as latitudes ainda não estão preparados para poder recebê-los; e isso é lamentável.

Também é certo que hoje não é mais possível se utilizarem os 49 sons do aya-atapan, porque esse instrumento já não existe mais. Muitas involuções desse instrumento ocorreram; já não possuem mais as sete oitavas. Involuções dele são todos os instrumentos de corda: violino, guitarra, o próprio piano etc. No entanto, é possível chegar-se à experiência do Vazio Iluminador com um sistema prático e simples que todos os irmãos podem praticar. Vou ditar a técnica agora mesmo. Prestem atenção:

A Técnica

Sentem-se ao estilo oriental com as pernas cruzadas … Devido a que sois ocidentais, essa posição resultará muito cansativa para vós, então sentai-vos em uma cômoda cadeira ao estilo ocidental. Colocai a palma da mão esquerda aberta e a direita sobre a esquerda. Quero dizer, o dorso da palma da mão direita sobre a palma da mão esquerda. Relaxai o corpo ao máximo possível.

A seguir, inalai profundamente e muito devagar. Ao inalarem, imaginai que a energia criadora sobe pelos canais espermáticos até o cérebro. Exalai curto e rápido. Ao inalar, pronunciai o mantra HAM. Ao exalar, pronunciai o mantra SAH. Indubitavelmente, inala-se pelo nariz e exala-se pela boca. Ao inalar, vocalizai a sílaba sagrada HAM mentalmente, pois estais inalando pelo nariz. Mas, ao exalarem, articulai a sílaba SAH de forma sonora.

O H soa sempre aspirado. Faz-se a inalação lenta e a exalação curta e rápida. Obviamente, a energia criadora flui em todas as pessoas de dentro para fora, isto é, de forma centrífuga. Nós devemos inverter essa ordem com objetivos de superação espiritual. Nossa energia deve fluir de forma centrípeta, de fora para dentro.

Fora de dúvida, se inalamos devagar, lentamente, a energia criadora fluirá de forma centrípeta de fora para dentro. Se exalarmos curto e rápido, essa energia far-se-á cada vez mais centrípeta.

Durante a prática, não se deve pensar absolutamente em nada. Os olhos ficam firmemente fechados e em nossa mente só vibrará o HAM SAH e nada mais. À medida que se pratique, a inalação vai se tornando mais funda e a exalação muito curta e rápida.

Os grandes mestres da meditação chegam a tornar a respiração pura inalação… a respiração fica suspensa. Isto é impossível para os cientistas, porém, real para os místicos. Em tal estado, o mestre participa do Nirvikalpa Samadhi ou Maha Samadhi e vem a irrupção do vazio Iluminador.

Ele precipita-se nesse grande vazio onde ninguém vive e onde somente se ouve a palavra do Pai que está em segredo. Com esta prática, consegue-se  a irrupção do vazio iluminador sob a condição de não se pensar absolutamente em nada. Não se admitirá na mente pensamento algum, nenhum desejo, nenhuma lembrança …

A mente tem de ficar completamente quieta por dentro, por fora e no centro. Aqui, o pensamento, por insignificante que seja, é obstáculo para o Samadhi, para o êxtase. Esta ciência da meditação combinada com a respiração produz efeitos extraordinários.

Normalmente, as pessoas padecem disso que se chama poluções noturnas. Homens e mulheres sofrem tal situação. Têm sonhos eróticos, os eus copulam uns com os outros, a vibração passa pelo cordão de prata até o físico e sobrevém o orgasmo com a perda da energia criadora. Isso acontece quando a energia sexual flui de dentro para fora de forma centrífuga. Quando a energia sexual flui de fora para dentro de forma centrípeta, as poluções noturnas terminam, o que vem em benefício da saúde.

Bem, propicia-se o Samadhi durante a prática de meditação graças a que as energias criadoras, fluindo de fora para dentro, impregnam a consciência e terminam por possibilitar seu abandono do Ego e do corpo. A consciência desengarrafada do Ego, na ausência do Ego, fora do corpo físico, entra no Vazio Iluminador e recebe o TAO. Aquele que eliminou o eu do medo, do temor, poderá permanecer no Vazio Iluminador sem preocupação alguma.

Sentirá que seu aspecto individual vai se dissolvendo, sentirá a si mesmo vivendo na pedra, na rocha, na longínqua estrela ou na ave canora de qualquer mundo planetário; não terá medo. Se não tiver medo, por fim gravitará até sua origem, convertendo-se a consciência, a Essência, em uma criatura terrivelmente divina para além do bem e do mal. Poderá pousar no Sagrado Sol Absoluto e ali, nesse Sol, como estrela microcósmica, conhecerá todos os mistérios do universo.

É bom saber que o universo em si mesmo, todo o nosso sistema solar, existe na Inteligência do Sagrado Sol Absoluto como um instante eterno. Todos os fenômenos da natureza processam-se dentro de um instante eterno na Inteligência do Sagrado Sol Absoluto. Se tiver medo, perder-se-á o êxtase e haverá o retorno à forma densa.

Queridos irmãos que me escutam, precisam abandonar o temor. Não basta dizer: deixarei de temer. Há necessidade de se eliminar o eu do temor, sim … e ele é dissolvido estritamente pelo poder da Divina Mãe Kundalini Shakti. Primeiro temos de analisá-lo, compreendê-lo e depois invocar Devi Kundalini, nossa Divina Mãe Cósmica particular, pedindo para que Ela desintegre o eu do temor.

Somente assim alguém consegue submergir no Vazio Iluminador de forma absoluta. Quem o conseguir gravitará para o Sagrado Sol Absoluto e conhecerá as maravilhas do universo.

Nossos irmãos precisam, pois, praticar essa técnica de meditação tal como a demos. Não se esquecer de que o corpo precisa ficar bem relaxado, e isso é indispensável. HAM SAH é o grande alento, HAM SAH é a nossa alma, HAM SAH é também um mantra que transmuta as energias criadoras. A meditação combinada com o tantrismo é formidável. HAM SAH é a chave.

Bem sabemos que a energia criadora serve para o despertar da consciência. Combinada com a meditação, tira inquestionavelmente a consciência de dentro do elemento egoico e a submerge no vazio iluminador. É óbvio que o vazio iluminador está além do corpo, dos afetos e da mente.

Em uma sala de meditação oriental, um monge perguntou ao Mestre: que é o vazio iluminador? Dizem os textos que o Mestre deu-lhe um pontapé no estômago e o discípulo caiu desmaiado. Depois, o discípulo levantou-se e abraçou o Mestre: obrigado, Mestre, experimentei o Vazio Iluminador. Absurdo, declararão muitos, porém não é bem assim. O que acontece é que fenômenos muito especiais se apresentam para o Vazio Iluminador.

Um pintinho está pronto para sair do ovo. Sua mãe o ajuda ou o auxilia picando também ela a casca. O pintinho segue picando e com sua ajuda sai do ovo. Assim, quando alguém amadureceu, recebe ajuda de sua Divina Mãe Kundalini. Fura o cascão do Ego e da personalidade e sai para experimentar o Vazio Iluminador.

O Supremo Segredo: Meditação Combinada com o Sono

No entanto, há de se perseverar na meditação, há de se saber combinar inteligentemente a concentração com o sono; sono e concentração misturados produzem iluminação.

Muitos esoteristas pensam que a meditação não deve de modo algum ser combinada com o sono do corpo. Aqueles que pensam assim estão equivocados, porque a meditação sem sono arruína o cérebro. Deve-se sempre utilizar o sono em combinação com a técnica da meditação, porém, um sono controlado, um sono voluntário, não um sono sem controle, um sono absurdo… sono e meditação combinados inteligentemente.

Devemos montar no sono e não deixar que o sono monte em nós. Se aprendermos a montar no sono, teremos triunfado. Se o sono monta em nós, fracassamos. Portanto, usar o sono; meditação combinada com o sono… Essa técnica leva os praticantes ao Samadhi, à experiência do Vazio Iluminador.

Há de se praticar diariamente. A que hora? No momento em que nos sintamos com ânimo para executá-Ia e especialmente quando estivermos com sono. Se seguirem essas indicações, um dia poderão receber o TAO, poderão experimentar a verdade.

Obviamente, há dois tipos de dialética: a dialética racional do intelecto e a dialética da consciência. Durante o Satori, trabalha a dialética da consciência, e tudo entendemos por intuição, através de palavras ou figuras simbólicas, na linguagem das parábolas do evangelho cristão, na linguagem viva da consciência superlativa do Ser. No Ser, a dialética da consciência se adianta sempre à dialética do raciocínio.

A um monge zen foi perguntado: por que o bodhidarma veio do oeste? Resposta: quem está no jardim é o cipreste. Qualquer um diria que isso não tem concordância alguma. No entanto, tem sim. É uma resposta que se adianta à dialética do raciocínio; sai da essência.

O cipreste, a árvore da vida, está em todas as partes, não interessa oriente ou ocidente. Este é o sentido da resposta. No vazio iluminador se sabe tudo por experiência direta da verdade.

O estudante terá de se familiarizar com a dialética da consciência. Infelizmente, o poder formulativo de conceitos lógicos, por mais brilhante que seja, por mais útil que seja nos aspectos da vida prática, resulta em obstáculo para a dialética da consciência. Não quero com isso descartar o poder formulativo dos conceitos lógicos, pois todos precisam dele no terreno dos fatos práticos da existência.

Porém, cada faculdade tem inquestionavelmente a sua órbita particular em que é útil, fora dela resulta sem utilidade e prejudicial. Deixemos o poder formulativo de conceitos dentro de sua órbita. No Samadhi ou no Pansamadhi da meditação devemos sempre vivenciar, captar, a dialética da consciência. Isso é questão de experiência que o discípulo irá adquirindo à medida que pratica a técnica da meditação.

A Impaciência

O caminho da meditação profunda implica muita paciência. Os impacientes jamais conseguirão triunfar. Impossível vivenciar a experiência do vazio iluminador enquanto exista a impaciência em nós. O eu da impaciência tem de ser e eliminado , depois de ter sido compreendido. Que se entenda isto com clareza! Se assim se age, se recebe o TAO; isso é óbvio. A experiência do real jamais poderia chegar a nós enquanto a consciência continuasse embutida no Ego. O Ego em si mesmo é tempo.

Toda essa multiplicidade de elementos fantasmagóricos que constituem o mim mesmo são um compêndio de tempo. A experiência do vazio iluminador é sua antítese; ele é atemporal, ele está além do tempo e da mente. O tempo é toda essa multiplicidade de eus; o eu é o tempo. Assim, pois, o tempo é subjetivo, incoerente, torpe, pesado e não tem realidade objetiva.

Quando alguém senta em uma sala de meditação ou simples ente em sua casa a fim de meditar, se quiser praticar essa técnica deverá esquecer o conceito de tempo e viver dentro de um instante eterno. Aqueles que se dedicam à meditação dependentes do relógio, obviamente não conseguem a experiência do Vazio Iluminador. Se me perguntassem quantos minutos diários devem ser utilizados na meditação, se meia hora, uma ou duas horas, não haveria resposta.

Se alguém entra em meditação e está dependente do tempo não pode experimentar o Vazio Iluminador porque este não é do tempo. Seria algo similar a uma ave que tentasse voar e que estivesse amarrada por uma pata a um pau; não poderia voar … haveria uma trava. Para experimentar o vazio iluminador, temos de nos livrar de qualquer trava.

O importante é certamente experimentar a verdade e a verdade está no Vazio Iluminador. Quando a Jesus, o grande Cabir, perguntaram o que é a verdade, o Mestre guardou profundo silêncio. Quando a Gautama Sakiamuni fizeram a mesma pergunta, ele deu as costas e retirou-se. A verdade não pode ser descrita, não pode ser explicada, cada um tem de experimentá-la por si próprio através da técnica da meditação.

No vazio iluminador, experimentamos a verdade. Esse é um elemento que nos transforma radicalmente. Há que se perseverar, há que se ser tenaz … Pode acontecer que no princípio não se consiga nada, porém à medida que o tempo for passando iremos sentindo que nos vamos fazendo cada vez mais profundos. Um dia qualquer irromperá em nossa mente a experiência do vazio iluminador.

Inquestionavelmente, o vazio iluminador em si mesmo é o santo Okidanok, o Ativo Okidanok, onipresente, onipenetrante, onisciente, que emana de si mesmo, o Sagrado Sol Absoluto. Feliz de quem consiga precipitar-se no vazio Iluminador , onde não vive criatura alguma, porque será precisamente ali onde experimentará o real, a verdade.

Perseverança faz-se indispensável… Há que se trabalhar afundo diariamente até se conseguir o triunfo total. A experiência da verdade através da meditação resulta prodigiosa. Ao se experimentar a verdade, a gente sente-se com força para perseverar no trabalho sobre si mesmo.

Brilhantes autores falaram sobre o trabalho em si mesmo, sobre o eu, sobre o mim mesmo. Fizeram muito bem ao falarem assim, mas esqueceram-se de uma coisa: a experiência da verdade. Enquanto alguém não tenha experimentado o real, não se sente reconfortado e não se sente com força suficiente para trabalhar sobre si mesmo, sobre o próprio eu.

Quando alguém de verdade passou por tal experiência mística, é diferente, nada poderá o deter em sua aspiração de libertação. Trabalhará incansavelmente sobre si mesmo para conseguir de verdade uma mudança radical, total e definitiva.

Agora, meus queridos amigos, vocês compreenderão por que as salas de meditação são indispensáveis. Francamente, sinto tristeza ao ver que, apesar de tanto haver escrito sobre a meditação em diferentes Mensagens de Natal em anos anteriores, ainda não haja salas de meditação nos países centro e sul-americanos, quando já deveriam existir.

O que se passou? Existe indolência. Por quê? Por falta de compreensão! Faz-se necessário entender! O pobre animal intelectual equivocadamente chamado homem precisa de alento, precisa de algo que o anime na luta, estímulo para o trabalho sobre si mesmo… Sei que o pobre animal intelectual é débil por natureza e encontra-se numa situação completamente desvantajosa.

O Ego é demasiadamente forte e a personalidade terrivelmente débil. Como deixá-lo se assim apenas consegue caminhar? Ele precisa de algo que o anime no trabalho, precisa de um apoio íntimo. Isso só se torna possível através da meditação.

Não quero dizer que todos de uma só ceifada irão experimentar o Vazio Iluminador. Obviamente, se chegará a essa experiência através de diferentes graus. O devoto entenderá cada vez mais o impulso íntimo do Ser e terá diversas vivências mais ou menos lúcidas. Dia chegará em que terá a melhor das vivências: a experiência direta da grande realidade; então receberá o TAO.

Todos aqueles que me escutam devem pesar bem minhas palavras. Reflitam, não basta simplesmente ouvir. Há que se saber escutar, o que é diferente. Porém, o que escuta a palavra e não a faz – diz o apóstolo Santiago na Epístola Universal – se parece com o homem que se olha no espelho e depois dá as costas e se vai.

Há que se viver a palavra dentro de si próprio. Não basta que me escutem. É necessário que se converta esse ensinamento em carne, sangue e vida, se é que se pretende a transformação radical. Há de se perseverar! Até aqui, minhas palavras.

Paz Inverencial

Samael Aun Weor

Origens esotéricas das festas juninas

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As chamadas festas juninas não são meros festejos trazidos por portugueses católicos ao Brasil, consagrados a alguns dos principais personagens da cristandade (João Batista, Antônio, Pedro), mas uma comemoração cósmica antiquíssima que merece ser estudada aos olhos da Santa Gnose, assim como o Wesak e outras festas sagradas.

As fogueiras juninas sempre foram festas sagradas onde se acendiam os “fogos novos” em todas as grandes culturas solares, desde os astecas (com suas festas chamadas de Renovação do Fogo Novo) até os celtas, romanos e hindus.

Essas festas têm relação com o Sol e suas posições no céu, nos propiciando mais ou menos luz, maior ou menor possibilidade de renovação da vida por meio do cio dos animais, do plantio e colheita do trigo e outras plantas, sementes e frutas… E do uso da energia criadora para o Renascimento Espiritual do Homem…

Os fogos que celebramos durante as festas de junho não são mera adoração supersticiosa como os céticos creem, mas festas sagradas comemoradas por nossos remotos antepassados, da Stonehenge dos druidas às pirâmides maias e astecas, verdadeiros templos de adoração aos Deuses do Sol (ou Pítris Solares) devido à influência cósmica do Sol sobre a dinâmica da vida na Terra.

O dia 21 de junho (e dias em seu entorno) é celebrado no Hemisfério Norte como o dia mais longo do ano. Definitivamente, não é um dia como os demais, pois a natureza, o homem e as estrelas se dispõem a celebrar uma festa, carregada de grande poder e magia. Diz a tradição gnóstica que é nesse período que o  mundo astral e o físico estão em contato mais íntimo, permitindo que as pessoas do campo vejam com mais facilidade as fadas, os duendes e demais seres mágicos.

Esses seres especiais e seus guias, os Devas da Natureza, andam soltos pelos campos, e é por isso que os agricultores sempre renderam graças à Divina Mãe Natura, oferendando-Lhe os primeiros frutos, as primeiras sementes e acendendo os Fogos da Renovação. Este é o momento perfeito para suplicar mais fecundidade à Mãe Terra (a Pachamama dos incas), para que se possa armazenar alimentos para passar o outono e o inverno…

A celebração do solstício de verão no Hemisfério Norte (e o solstício de inverno aqui no Sul) é tão antiga como a própria humanidade. O grande mestre clarividente da Sociedade Teosófica Charles Leadbeater falava extensamente sobre os rituais atlantes aos 7 Deuses, dos quais o mais sublime era o consagrado ao Sol.

Em princípio acreditava-se que essa data era a último em que o Sol se manifestaria plenamente (o dia mais longo do ano), pois depois dessa data os dias são cada vez mais curtos, até que perto do dia 25 de dezembro, quando o Sol começaria a se manifestar novamente com todo seu esplendor, dando novamente vida, e vida em abundância (não é à toa que os antigos gnósticos escolheram esse dia, 25 de dezembro, como a data do nascimento de Jesus, o Cristo-Sol).

Por essa razão, nessa data são acesos fogos e realizam-se danças de toda classe ao redor do fogo para simbolizar a paciente espera do retorno do poder solar. Em tempos remotíssimos, acendiam-se fogueiras no topo das montanhas, ao longo dos rios e riachos, no meio das ruas e na frente das casas.

Organizavam-se procissões com tochas e se faziam girar rodas de fogo colina abaixo e através dos campos, e na China os fogos de artifício e sua pólvora eram queimados, isso tudo também com o intuito de exorcizar as entidades negativas que se aproveitavam da maior abertura dos portais astrais nesse período.

Os sacerdotes também faziam os participantes realizar danças circulares ao redor dessas fogueiras mágicas, além de fazê-los saltarem sobre elas, com o intuito de serem purificados e protegidos das influências negativas e assegurar, em breve, o renascimento do Sol.

No antigos mitos gregos, especialmente nas tradições de Elêusis, os solstícios eram chamados de “Portais”. O solstício de verão era chamado de Portal dos Homens, porque se venerava a Mãe Natureza, a Virgem Mãe, que alimentava o ser humano com suas sementes sagradas, e o solstício de inverno era chamado de Portal dos Deuses, porque era nesse momento que os Deuses do Sol, e depois o Cristo-Sol, desciam à Terra para salvar a Humanidade.

Os solstícios e os equinócios são altas concentrações de energia cósmico-solar e os altos Iniciados conheciam o poder regenerativo de tais datas, por isso criaram-se festejos, fogueiras, rituais, procissões, danças tântricas e muito mais, em honra ao Cristo Cósmico e à Mãe Divina. Um mesmo sentimento de amor a Deus sempre foi compartilhado por povos solares, mesmo que afastados entre si pelas distâncias.

Vejamos o caso dos incas, verdadeiros adoradores de Inti, o Cristo-Sol. Os dois festivais primordiais do mundo incaico eram o Capac-Raymi (o ano-novo), que tinha lugar em dezembro, perto do dia 15, e o que era celebrado todo dia 24 de junho, o Inti-Raymi (o Festa do Sol), na impressionante esplanada de Sacsayhuaman, muito perto da cidade de Cusco.

No mesmo instante da saída do astro-rei, o Inca elevava os braços e exclamava: “Ó meu Sol, ó meu Sol, ó meu Sol (o aspecto espiritual do Sol”, ou seja, o mesmíssimo Cristo Cósmico dos essênios e gnósticos), envia-nos teu calor, que o frio desapareça (o frio lunar do Ego). Os povos inca, quéchua e aimara, em êxtase e alegria, seguiam o Inca em sua adoração ao Sol Central durante todo o apogeu do Tahuantinsuyo.

Entre os sagrados druidas havia a celebração céltica do Beltaine (que se celebrava diversas vezes ao ano). Esse nome significa Fogo de Belenos, ou Belo Fogo. Durante o Beltaine os sacerdotes-magos acendiam fogos que, depois das primeiras oferendas em honra a Belenos, ou o Cristo-Sol, faziam passar o gado e depois as pessoas do povo para purificá-los e defendê-los do mal, das enfermidades e do mau destino.

Enquanto passavam perto das fogueiras, os sacerdotes e sacerdotisas (os druidas e as druidesas) rogavam aos deuses do sol, da natureza e do fogo para que o ano continuasse sendo frutífero, e para isso oferendavam o que eles tinham de melhor, ou seja, os primeiros frutos e cereais que eles colhiam.

Outra das raízes de tão singular noite há que se buscar nas festas gregas dedicadas ao deus Apolo, que se celebravam no solstício de verão, acendendo grandes fogueiras de caráter purificador. Os romanos, por sua parte, dedicavam essas festas também a Minerva, a deusa da Sabedoria, onde tinham o costume de saltar três vezes sobre as chamas.

Os romanos também atribuíam poderes muito especiais às plantas medicinais que eram colhidas pelas vestais (sacerdotisas gnósticas adoradoras de Vesta, a deusa do Fogo). O cristianismo gnóstico foi muito esperto em adaptar tais festividades, ditas pagãs, e renomeá-las em seus calendários.

O Festival do Fogo Novo entre os astecas
O “Festival do Fogo Novo” entre os astecas

A Santa Noite de São João Batista

Esta é uma data profundamente mágica, em que nenhum Iniciado deve perder as oportunidades de realizar rituais, missas, práticas mágicas (como a Magia da Artemísia e a do Feto-Macho, tão divulgadas pelo Portal GnosisOnline), e até mesmo simples orações feitas com veneração à Divina Mãe Natura.

Esta é uma noite em que as numerosas “lendas” fantásticas são unânimes em ensinar que é um período em que se abrem, de par em par, os invisíveis Portais do “outro lado do espelho”: o brilho da Luz sobre os lagos encantados… permite-se o acesso às cidades subterrâneas, aos castelos das mestras do fogo, aos palácios encantados dos unicórnios e dragões sagrados, libertam-se de suas ataduras as rainhas, princesas e infantas e suas crianças para que brinquem e passeiem no mundo dos humanos…

Afloram aos olhos “daqueles que creem” enxames de raros espíritos e entidades elementais amparados na obscuridade  misteriosa desta noite, tão comentada pelos iluminados Tritemo, Paracelso e Samael.

As damas das nuvens, dakinis do Mistério tibetano com seus olhos azul-celeste, olham para a terra e aguardam ternamente o galã que as desposará de forma santificada. As galinhas de ovos de ouro vêm ao mundo físico para ciscar na terra sacralizada desta noite mágica.

As festas Juninas celtas tinham como uma das “brincadeiras” um casal pulando a fogueira, clara representação do domínio do Fogo Tântrico

Azrael, o anjo do espelho, passeia na noite cor azul-chumbo, à espera de conversar com algum sacerdote gnóstico inspirado. As plantas venenosas perdem momentaneamente seu poder e as salutíferas multiplicam suas virtudes aos que as colhem amorosamente.

Os Djinn misteriosos das cavernas e das areias gritam e tocam suas cornetas de chifres nos desertos da Arábia Feliz, chamando os crentes para adorar e sempre relembrar o Todo-Poderoso.

Os meninos dos fetos-machos abrem seus grandes e brilhantes olhos e observam alegremente os que realizam o ritual sagrado no exato instante das 12 badaladas.

Definitivamente, a atmosfera se carrega com um alento sobrenatural que impregna cada lugar mágico do planeta. Este é o momento propício para estremecermos a alma, colocarmos nossos filhos e netos no colo e narrar-lhes nossos contos, histórias e lendas juninas que saírem de nossa memória ancestral.

Contemos a nossas crianças sobre as tradições dos Animais de Poder, e que cada um de nós possui uma Força Elemental que toma, nos Mundos Internos (e às vezes se materializa), uma forma arquetípica: um gamo, um urso, uma pantera, um jaguar, um colibri, uma garça, uma águia altaneira…

Na Noite de São João Batista, se não pudermos realizar nenhum ritual na mata ou no templo-lumisial, oremos ao patrono cristão desta data, São João, por três vezes consecutivas:

“São João, São João, São João, me dê pão.”

E João Batista (o guardião interno do Selo de Samael) atenderá seu pedido, dando a você o Pão da Sabedoria…

E no dia seguinte a essa data, deve-se reverenciar a agradecer ao Cristo-Sol e a seu anunciador, o Batista, pelas bênçãos recebidas. Deve-se meditar no Cristo João e refletir por que Ele é o guardião do Mundo dos Elementais, do mundo Jinas, onde floresce a videira do Senhor.

E porque seu ensinamento supremo é a decapitação, ou morte do Ego…

(Ali Onaissi – Jornalista, escritor e coordenador-geral do GnosisOnLine)

Magia do feto-macho, prática para a prosperidade

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Dicksonia sellowiana

“Na Botânica Oculta, atribuída a Paracelso, há um gravíssimo erro na página 183 do livro, relacionado com a magia do feto-macho*. Aquela fórmula está errada.

Cremos que esses erros jamais foram cometidos por Paracelso, pois ele é um Mestre de Sabedoria completo. Esses erros cabem exclusivamente aos seus intérpretes, tradutores e sucessores. Sabemos muito bem que ele não tem culpa dos erros de seus intérpretes.

A fórmula exata da magia do feto-macho é a seguinte:

Na noite de São João Batista, ou seja, dia 23 de junho, às 12 horas da noite (véspera de São João), três pessoas poderão operar magicamente com o feto-macho. Elas deverão se encaminhar perfeitamente limpas, vestidas e perfumadas, como se fossem a um casamento ou a uma boa festa, ao local onde está a planta.

Estenderão junto ao feto-macho um fino pano no chão. Este pano deverá ser preparado magicamente com defumações de folhas de louro, verbena e pau-d’alho. Depois de terem perfumado o pano com o fumo dessas ervas, se o abençoa com água benta dando-lhe três passes em cruz. A seguir, se o perfuma com essência de rosa, essência de heliotrópio e água de colônia.

Os participantes deverão guardar castidade e estar limpos de larvas astrais. Portanto, deverão ser praticantes de Magia Sexual e não deverão coabitar jamais na vida. A limpeza realiza-se com banhos da planta chamada mão-de-Deus ou Língua-de-Baco (não se confunda esta planta com a língua-de-vaca).

O mago ao operar fará um círculo no chão ao redor da planta com uma vara tirada da própria planta. Esta planta tem assombrosos poderes mágicos para afugentar os magos das trevas.

Não há mago negro que resista às chicotadas da planta chamada mão-de-Deus**. Com ela expulsam-se as más entidades das casas.

Nessa noite de São João, os magos das trevas atacarão terrivelmente os operadores a fim de impedir que eles colham as sementes do feto-macho. Quem conseguir colher essas sementes se enchera de sorte e fortuna.

O dinheiro lhe sorrirá por toda parte e será plenamente feliz. Triunfará nos negócios e todo mundo o invejará por sua fortuna.

Estas sementes só são encontradas no dia 23 de junho à meia-noite e debaixo das raízes da planta.

Existem fetos-machos com até 10 metros de altura. Mas os recomendáveis para este ritual são os de pequena estatura (até 50 cm) e raízes não profundas

Os participantes deverão dividir as sementes amistosamente entre si, sem ambições e sem mágoas. Cada um carregará suas sementes em uma garrafinha, ou melhor, em uma bolsinha verde pendurada no pescoço.

Fala-se extensamente desta planta no Tratado das Superstições, do erudito J.B. Tiers, obra do século 17.

O pó da raiz do feto-macho é bom para expulsar a solitária. Tomam-se 10 gramas desse pó em 125 ml de água. Passada uma hora, toma-se um purgante.”

Texto retirado do livro Medicina Oculta e Magia Prática


Canto Mântrico do Feto-Macho

As seguintes frases podem ser cantadas verbal ou mentalmente quando já se tiver as sementes sagradas em mãos. Quando se necessitar invocar ao elemental desta planta lunar, pegue as sementes (que já deverão estar dentro de um saquinho de pano verde) com a mão direita e pronuncie o Canto Mântrico, depois de pedir o que se deseja ao elemental.

Segundo Geoffrey Hodson, em seu livro O Reino dos Deuses, este Deva (estudado por ele clarividentemente) preside e guia um grande grupo de elementais do feto-macho

O Canto é:

Eu sou o Senhor das Samambaias,
das Almas Purificadas…
Eu sou o Senhor das Samambaias,
das Almas Purificadas…
Eu vim aqui para trazer
Luz, harmonia e Poder…
Eu vim aqui para trazer
Luz, Harmonia e Poder…

 

 


*É a famosa samambaia de xaxim, ou samambaia-açu, muito abundante na Mata Atlântica.

Perto da ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, há a seguinte tradição:

Coloca-se uma semente do feto-macho dentro de um violão e em pouco tempo a violeiro será invejado por todos por sua espantosa destreza musical.

Obviamente pode haver também mau uso dessa semente, que nos reservamos a não detalhar.

Mão-de-Deus ou íris-de-flor-azul

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Ensinamentos fundamentais da Meditação

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Vamos falar um pouco sobre a Ciência da Meditação. Antes de tudo, devemos estar preparados de forma positiva, para receber esses ensinamentos superiores, a fim de aproveitar o tempo. Chegou a hora de compreender a necessidade de dar mais oportunidade à Consciência. Normalmente vivemos tanto em um piso quanto no outro em nosso templo interior.

Há pessoas que vivem sempre nos pisos mais baixos, aqueles que se acham concentrados exatamente no instinto, na fornicação, ou seja, nos pisos quarto e quinto, os centros instintivo e sexual que são usados na sua forma negativa. Há outros que vivem no terceiro piso, o do centro motor, e dali não saem, sempre se movem dentro de um modelo de determinados costumes, dos quais nunca mudam, é como o trem que sempre anda sobre os mesmos trilhos paralelos, essas pessoas estão tão acostumadas ao seu trem de hábitos que de nenhuma maneira estão dispostos a deixá-lo.

Há outros que vivem no primeiro piso que é o centro intelectual e outros no centro emocional inferior. Quem vive no intelectual, tudo o que querem é o racionalismo, análises, conceitos, discussões, e dali não saem. Os que vivem no emocional são dedicados aos vícios do cinema, das touradas, corridas de cavalo etc. Esse é o seu mundo , vivem encerrados dentro da escravidão das emoções negativas e jamais lhes ocorre escapar de tais habitações.

Faz-se necessário insistir num aspecto de dar mais oportunidade à Consciência. Também existem diferentes tipos de sonhos: os intelectuais, os emocionais, os que pertencem ao centro motor e sonhos sexuais que se relacionam exclusivamente com as atividades do sexo.

Esses sonhos refletem situações vividas durante o dia, são as repetições das atividades diárias. Se a pessoa vive no piso das emoções, são sonhos que refletem situações de terror, de loucura etc.

Se a pessoa vive no piso sexual, serão luxuriosos, de adultérios, fornicações, masturbações etc. Se os sonhos pertencem ao centro instintivo, os sonhos são incoerentes, submersos de tal forma que se faz muito difícil entender esses sonhos. Cada um dos centros da máquina humana produz determinados sonhos.

Somente os sonhos que correspondem ao Centro Emocional Superior, ou seja, o sexto centro, é que são dignos de se ter em conta para a sua consideração. O mesmo acontece com os aspectos positivos do sétimo, o Centro Intelectual Superior.

Os sonhos dos diferentes centros inferiores da máquina humana não têm a menor importância, seja o motor, o emocional, o sexual, o instintivo ou o intelectual. Não valem a pena ditos sonhos. Necessitamos saber apreciar e distinguir a qual centro corresponde tal sonho. Isso só é possível conhecendo-se as atividades de cada um dos cinco cilindros da máquina humana. Os sonhos relacionados com o Centro Emocional Superior são os mais importantes, porque neles encontramos dramas devidamente organizados, de acordo com as atividades diárias da nossa consciência, se é que lhe damos oportunidade para que trabalhe.

O que acontece é que naquele Raio da Criação do qual emanamos, tudo é construído por meio desse Centro Emocional Superior, ou seja, nele se manifestam as diversas Partes Superiores do nosso Ser relacionadas com o Raio da Criação. Utilizam o Centro Emocional Superior para nos instruir durante as horas do sonho. Então se apresentam cenas bem organizadas, claras e precisas, com o propósito de nos fazer compreender claramente o estado no qual nos encontramos, de ver os nossos erros, e defeitos etc. É claro que a linguagem do Centro Emocional Superior é simbólica, alegórica e corresponde mais à Cabala Hermética, e qualquer pessoa dedicada aos estudos esotéricos pode receber informações corretas e precisas.

Temos ensinado a vocês que devem se deitar com a cabeça sempre para o norte, em posição de decúbito dorsal, com o corpo relaxado, suplicando à Mãe Divina Kundalini que nos dê instruções esotéricas; também temos ensinado que há necessidade de deitar-se do lado direito, na “posição do leão”, e uma vez que o discípulo acorde, não deve se mover e fazer um exercício retrospectivo para se lembrar de suas experiências durante o sonho, até gravar e registrá-las devidamente na sua memória.

Mas é necessário dizer que nem todos os sonhos têm importância, os sonhos sexuais do tipo pornográfico, erótico e com poluções noturnas são sonhos de natureza completamente inferior.

Não queremos com isso desdenhar de nenhuma maneira o centro sexual, longe disso. No sexo se encontra o maior poder, com o qual o homem pode libertar-se da dor humana, como também o sexo é o pior poder para escravizar o homem.

Quanto ao sonho instintivo-motor, tampouco vale a pena, só se refletem as atividades do dia. O mesmo acontecendo com os sonhos relacionados com o centro emocional que são de tipo passional, bruto, sem nenhuma importância.

Os sonhos intelectuais não são mais do que simples projeções que não valem a pena ter em conta; os únicos dignos de se considerar seriamente são aqueles que se relacionam com o Centro Emocional Superior, mas tem que se saber interpretar, para se evitar equívocos, pois são mensagens de ensinamentos dados por Irmãos Superiores da Fraternidade Branca ou por Partes Superiores do nosso Ser. Isso nos leva urgentemente à necessidade de compreender o profundo significado de todo o simbolismo, para traduzi-lo de forma precisa e de acordo com o nosso desenvolvimento interior.

Normalmente, a mente vive agindo e reagindo permanentemente de acordo com os impactos do mundo exterior, comparamos isso com o exemplo de um lago no qual lançamos uma pedra e vemos como ondas se produzem e propagam do centro até a periferia; é a reação da água contra o impacto proveniente do mundo exterior.

Em todas as circunstâncias da vida, a mente e o sentimento tomam parte ativa e reagem incessantemente. O interessante seria não dar oportunidades nem ao sentimento nem à mente. É urgente ter uma mente passiva e isso naturalmente molesta os mentalistas de todas as partes. A mente passiva está contra todos aqueles que dizem que na mente está o poder e que o homem deve ser o rei e mandar, dominar o mundo com a sua mente poderosa. São sofismas dos mentalistas como aquele que diz “aprender a manejar a mente nos leva tão seguramenete ao triunfo como a flecha do velho arqueiro”. No fim, não são nada mais que sofismas extraídos das fantasias intelectuais e que não têm nenhuma forma esotérica.

NÃO PENSAR É A MELHOR FORMA DE PENSAR

Não pensar é a forma mais eloquente do pensamento. Quando o processo de pensar se esgota, advém o novo, e isto tem de se saber entender. Uma mente que não projete, uma mente passiva colocada a serviço do Ser, resulta um instrumento eficiente, porque a mente foi feita para ser receptiva, para servir de instrumento passivo. A mente em si mesma é feminina, e todos os centros devem marchar harmoniosamente, de acordo com a sinfonia universal da serenidade passiva.

Nessas condições, não devemos permitir que nem a mente nem os sentimentos tomem parte das diversas circunstâncias de nossa existência. Até há pouco tempo, eu mesmo pensava que os sentimentos pertenciam ao Ser, mas com a investigação e a experiência, verifiquei que pertence ao Ego e que estão intimamente relacionados com o centro emocional inferior.

A terapia que necessitamos conhecer a fundo, para evitar qualquer desequilíbrio interior, com repercussões exteriores, é não permitir que a mente reaja de forma alguma. Se alguém nos fere, não permitamos que a mente reaja.

Oxalá houvera quem ferisse os nossos sentimentos, para podermos treinar melhor. Enquanto não nos insultem, o melhor seria que o nosso treinamento fosse não permitir que a mente ou os sentimentos reajam, ou seja, não intervenham em nenhuma das nossas circunstâncias.

Vem à minha memória o Buda Gautama Sakyamuni, que estava em profunda meditação ao pé de uma árvore, quando chegou uma pessoa e começou a insultá-lo, procurando feri-lo com todos os tipos de palavras. Mas Buda continuava meditando, e o insultador continuava insultando. E aí, num momento, Buda abriu os olhos e perguntou ao insultador: “Ó irmão meu, se alguém traz um presente e você não aceita esse presente, com quem fica o presente?” O insultador respondeu: “De quem trouxe o presente!” E Buda disse: “Irmão meu, leva o teu presente, pois eu não posso aceitá-lo”, e continuou meditando…

Aí está uma lição sublime e maravilhosa, o Buda não permitiu que a sua mente nem os sentimentos reagissem, porque vivia plenamente desperto dentro da sua própria Consciência, e não dava a menor oportunidade nem à mente nem aos sentimentos para reagirem em nenhum momento, nem debaixo de nenhuma circunstância. Assim é como devemos proceder, queridos discípulos.

A escola que possuímos é a nossa casa, o escritório, a fábrica, a empresa, a rua, o templo, em todas as partes, com os filhos, com os pais, com a esposa, parentes, amigos etc. É aí que temos de aproveitar sabiamente as oportunidades, é no ginásio psicológico. Por mais duro que seja, ele é indispensável para nós, todo o segredo está em não permitir nem aos sentimentos nem à mente intervirem nos nossos assuntos práticos da nossa vida. Devemos, sim, permitir que seja sempre a Consciência a atuar, que seja Ela a mandar, a falar e que execute e faça todas as nossas atividades diárias, e dessa forma nos preparamos harmoniosamente para a meditação.

Buscamos, na realidade, ir além da mente e dos sentimentos, e isso é possível se na vida prática tivermos treinado intensamente e nos preparado através da vida diária. Na meditação devemos livrar a Essência, o Budhata, que é o melhor que possuímos, pois Ela se encontra presa entre os elementos inumanos que constituem o Ego.

O Grande Cabir Jesus disse: “Conhecereis a Verdade e ela vos fará livres”. Quando perguntaram a Jesus Cristo o que era a Verdade, ele guardou silêncio, o mesmo aconteceu com o Buda Gautama Sakyamuni, o qual, quando lhe fizeram a pergunta, ele virou as costas e se retirou.

Quando conseguimos, na ausência do Ego, experimentar a Verdade, ocorre uma transformação radical em nós mesmos. Essa experiência é de altíssima voltagem, por isso devemos ter uma mente passiva, um sentimento passivo, uma personalidade passiva, mas com a Consciência totalmente ativa: compreender isso é indispensável e urgente para nos tornarmos práticos na meditação.

Com a técnica da meditação buscamos a informação. Um microscópio pode nos informar sobre a vida dos micróbios, bactérias, células, micro-organismos etc.; e com um telescópio podemos obter informações sobre os corpos celestes, planetas, meteoritos, estrelas etc., mas a meditação vai mais além, porque nos permite conhecer a Verdade, desde uma formiga até o Sol, desde um átomo até uma galáxia.

O mais importante é aprender a forma para nos liberar, tirar a Consciência de entre a Mente e o Ego.

É importante saber meditar, temos de aprender a técnica correta. O mundo oriental dá muita importância aos ásanas do Yôga, o padmásana, sentado com as pernas cruzadas, mas nós não somos orientais e podemos meditar de acordo com os nossos costumes. Aliás, nem todos os orientais meditam com as pernas cruzadas. Em todo caso, cada qual deve adotar a posição que melhor lhe convenha, quem quiser meditar com as pernas cruzadas, que o faça. Para uma meditação correta, devemos nos sentar num sofá, com os braços e as pernas bem relaxados, com o corpo completamente relaxado, sem que algum músculo tenha alguma tensão.

Também poderá deitar na posição da estrela de cinco pontas, com os braços e a pernas afastados do corpo, em posição de decúbito dorsal, com a cabeça em direção ao norte, enfim, cada um pode ficar da maneira em que melhor se acomode.

O importante é relaxar completamente o corpo, isso é indispensável. Muitas vezes lhes tenho explicado como se trabalha com o mantra HAM-SAH, que é um mantra maravilhoso, pois fecunda as águas caóticas da vida, o Terceiro Logos. O importante é saber como vocalizar esse mantra, quais são os seus poderes. Normalmente, as forças sexuais fluem de dentro para fora, de forma centrífuga, e devido a isso existem poluções noturnas, quando se tem um sonho baseado no centro sexual.

Se o homem organizar os seus sistemas vitais e em lugar de propiciar o sistema centrífugo, devemos utilizar o sistema centrípeto, ou seja, fazer as forças sexuais fluírem de fora para dentro, mediante a transmutação. Ainda que houvesse um sonho erótico, não haveria poluções, a perda do esperma sagrado.

Se alguém quiser evitar poluções, deve organizar as suas forças sexuais, que estão intimamente relacionadas com o alimento, com o prana, com a vida, pois existe uma relação profunda entre as forças sexuais e a respiração, que devidamente combinadas e harmonizadas, originam mudanças fundamentais na anatomia física e psicológica do homem.

O importante é refluir essas forças sexuais para dentro e para cima, na forma centrípeta. Só assim é possível uma mudança específica nas funções da força criadora sexual. É necessário imaginar que a energia criadora entra em ação durante a meditação, fazendo-a subir de forma rítmica até o cérebro, mediante a vocalização do mantra que explicamos nesta aula de meditação, lembrando que as inspirações e expirações do ar devem ser feitas de forma harmoniosa, sincronizada e ritmada.

A inspiração do ar deve ser mais profunda que a expiração, porque necessitamos fazer com que a energia sexual flua de fora para dentro e a expiração deve ser mais curta e rápida. Com essa prática, chega o momento em que a totalidade da energia sexual flui de dentro para cima, na forma centrípeta, até o cérebro, convertendo-se num instrumento extraordinário para que a Consciência desperte.

O que estou lhes ensinando é legítimo Tantrismo Branco. Essa é a prática que as escolas tântricas dos Himalaias e da Índia usam, que através dela se pode chegar ao êxtase ou ao samadhi.

Os olhos devem estar fechados durante a prática, não pensar em absolutamente em nada durante essa meditação, mas se desafortunadamente chegar um desejo à mente, o melhor que podemos fazer é estudá-lo sem nos identificarmos com eles, e depois de havê-lo compreendido profundamente, submetê-lo à desintegração por meio da Lança de Eros.

Se vier à nossa mente alguma lembrança de 10 ou 20 anos atrás, façamos o mesmo uso da autocrítica e utilizemos o mesmo bisturi para desintegrar tal lembrança, para ver o que é que tem de Verdade. Uma vez que esteja seguro de que não vem nada mais na mente, então continuemos com a respiração e meditação sem pensarmos em nada, fazendo ressoar docemente o mantra HAM-SAH, prolongando a inspiração e encurtando a expiração, assim:

HHAAAAAAAMMMMMM – SAHH…
HHAAAAAAAMMMMMM – SAHH…
HHAAAAAAAMMMMMM – SAHH…

Muito se tem falado sobre o Vazio Iluminador, e é claro que podemos chegar a vivenciá-lo. É nesse Vazio aonde iremos encontrar as Leis da Natureza. No mundo físico só vemos a mecânica das causas e efeitos, podemos perceber figuras planas, por fora. Mas como podemos vê-las por dentro? É no Vazio Iluminador que podemos conhecer a Verdade…

Sabemos que para formar um vácuo, precisamos de uma bomba de sucção, e esta se encontra na nossa coluna vertebral, associada aos nossos pulmões, e dessa forma fazemos a energia sexual subir pelos canais de Idá e Píngala, que se enroscam na coluna vertebral até o cérebro. Também sabemos que precisamos de um “dínamo”, que é o cérebro, e o gerador de energia são os nossos órgãos sexuais, o sexo.

Tendo o sistema e elementos, podemos formar o Vazio Iluminador, ou seja, a “bomba”, que são os pulmões; o “dínamo” que é o cérebro e o “gerador”, que são os órgãos sexuais, e entrar no Vazio Absoluto, conhecer o Real…

Relembrando, a inspiração é lenta: HHAAAAAAMMMMMM…, e a expiração é curta e rápida: SAHHHH… Temos de praticar diariamente, e se os nossos discípulos seguirem as nossas indicações, poderão um dia receber o TAO e experimentar isso que é a Verdade.

Nos textos antigos, muito se tem falado sobre o Santo Okidanock Omnipresente, Omnipenetrante, Omnisciente, que emana do Sagrado Absoluto Solar, pois ele se encontra no Vazio Iluminador. Quando se entra no Vazio Iluminador e se experimenta a realidade do Santo Okidanock, sente-se que está diluído em tudo que existe, deste o átomo até a ave que voa, a folha que cai, a água, o ar. Sente-se que está em tudo que vive, está diluído por todo o Universo. A única coisa necessária é não ter medo, pois vem o temor à aniquilação, e aí se pensa: “Onde estou, por que estou em tudo que existe?” Aí vem a razão, e de fato a pessoa perderá o êxtase e imediatamente volta a ficar dentro, preso na sua personalidade, mas se tem valor não perderá o êxtase.

É como uma gota-d’água que se submerge no oceano, e o oceano se submerge na gota-d’água. Isso de sentir-se sendo um pássaro que voa, uma pétala de flor, uma criança, um elefante etc. etc., traz um medo, pois nesse momento você é tudo e é nada, isso realmente produz um terror e ao fracasso na meditação…

No Sagrado Sol Absoluto é onde conhecereis a Verdade, não existe o tempo nem a existência, ali o Universo é unitotal, e os fenômenos da natureza acontecem fora do tempo. No Sagrado Sol Absoluto podemos viver um eterno instante…

Até aqui as minhas palavras… Paz Inverencial.

Samael Aun Weor

Regressão ou recordação de vidas passadas (RVP)

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As chaves para a Regressão, para recordar as vidas (existências passadas) são sumamente simples, devemos lembrar de tudo o que já foi dito em diversos textos deste site referentes ao Despertar da Consciência.

A Chave suprema é esta: Despertar para conhecermos Quem Somos, De Onde Viemos, Para Onde Iremos e Qual É Nossa Missão Neste Mundo!

Existem exercícios esotéricos (simples, objetivos e sem contraindicações) que nos ajudam a “puxar” os dados referentes aos fatos de nossas vidas anteriores, para que possamos conhecer a nós mesmos mais e melhor. Não é delito ou perigoso mexermos no “arquivo morto” de nossas existências anteriores.

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Pois existem inúmeros dados que podemos rever para descobrir quem realmente somos, por que estamos tendo uma determinada forma de vida hoje, o porquê dos dramas profissionais e matrimoniais, e o que podemos fazer para “transcender” nossos Karmas, nossos Processos de Vida, hábitos, depressões, perdas de entes queridos, separações etc.

Os estudos e práticas que a Sabedoria Gnóstica nos ajudam nesta Caminhada rumo à Transcendência de nossas vidas, caso queiramos e tenham o Conhecimento e Força suficientes para tal.

Devemos, em primeiro lugar, recordar a famosa Lei de Retorno e Recorrência: segundo a Gnose, nós repetimos sempre a mesma vida, a mesma mecânica, ou seja, os mesmos relacionamentos, hábitos, desejos, projetos, dramas, tragédias e comédias, seja em níveis mais elevados, seja em menos elevados.

O Ego retorna de existência em existência, o que muda é somente o cenário onde é representada a nossa tragicomédia, mas os atores (os eus psicológicos, nossos condicionamentos mentais) continuam sempre os mesmos.

Todos os que receberam o Conhecimento esotérico agora provavelmente já o receberam em outras existências, pois somos muito velhos, somos a humanidade que anda errante, tropeçando infelizmente há séculos, seguindo sempre os mesmos sonhos, anelos, alegrias, tristezas, erros e defeitos.

Existem três chaves para recordar as existências passadas. A primeira são os Exercícios de Retrospecção, a segunda são os Mantras para a recordação de vidas passadas (ou RVP) e a terceira é o que já mencionamos acima, o Despertar da Consciência.

Há, obviamente, outros artifícios complementares, como o uso do chá de hortelã-pimenta (Mentha piperita).

Se usarmos o chá de Mentha piperita e vocalizarmos o seu mantra (RAOM-GAOM) e em seguida entrarmos em meditação, as lembranças de vidas passadas vão se aflorar com toda certeza
Se usarmos o chá de Mentha piperita e vocalizarmos o seu mantra (RAOM-GAOM) e em seguida entrarmos em meditação, aos poucos as lembranças de vidas passadas vão se aflorar com toda certeza

A primeira chave requer a prática constante do relaxamento físico e o exercício retrospectivo de nossa vida atual. Com o exercício retrospectivo iremos regressando com nossa memória até nossas origens e, ao relaxarmos profundamente e adormecermos, nossa Consciência será levada a relembrar o passado.

O Exercício de Retrospecção é nada menos que uma “repassada” , uma “recordada” de tudo o que fizemos, por exemplo, durante o dia de hoje. Ao final da noite, acostados na cama ou sentados nela (para não pegarmos no sono facilmente), iremos rememorando os principais fatos de dia de hoje. Assim faremos todos os dias, até nos acostumarmos à Retrospecção Diária.

Depois de alguns dias de Prática, faremos o mesmo exercício, só que agora semanalmente. Ou seja, faremos a Retrospectiva Semanal, relembrando e “tomando consciência” da semana que passou. Depois de algumas semanas de prática, faremos a Retrospecção Mensal. Enfim, poderemos nos arriscar valorosamente e realizar essa Retrospecção até a data mais distante que pudermos nos recordar.

Com esse exercício, chegaremos a nos lembrar dos fatos ocorridos nos primeiros anos de nossa vida. Normalmente o estudante tem muitas dificuldades ao tentar recordar fatos ocorridos de dois anos para trás, até o nascimento propriamente.

Neste momento, depois de se tentar “forçar” a memória, iremos pedir auxílio a uma Força Poderosa dentro de nós, que é nosso SER DIVINO, nossa Mãe Divina, que é nosso próprio Espírito Divino porém desdobrado como se fosse Nossa Senhora Interna, Íntima.

Todas as noites, depois desses exercícios retrospectivos, iremos nos deitar e com muita fé e devoção, pedimos e suplicamos intensamente à nossa Mãe Divina, ao Ser Divino que existe dentro de cada um de nós, que reside em nossa Alma, para que nos ajude a penetrar nos mais profundos setores de nosso Subconsciente, onde estão as lembranças mais profundas de nossa infância, até o momento, se possível de nosso parto, de nosso nascimento.

Antes de fecharmos os olhos, deve-se usar a segunda arma para a RVP, que são os mantras de recordação. O mais poderoso deles é a sílaba “AN“. Isso mesmo, você deve vocalizar este mantra diversas vezes, até adormecer.

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Tenha certeza que mais cedo ou mais tarde em seus sonhos, em meditação, em reflexão serena noturna, em insights no dia a dia, vão surgir imagens estranhas, que irão mostrando a você, devagarinho, paulatinamente, fatos ocorridos em suas vidas passadas.

Este mantra AN vocaliza-se prolongando-se cada letra ao máximo possível, num tom de voz nem alto nem baixo:

AAAAAAANNNNNNN…

Com o uso da terceira chave, o Despertar da Consciência, conhecemos diretamente todos os milhares de existências que tivemos, seja neste planeta Terra ou em outros onde já vivemos…

Prática

Vamos agora explicar como você deve realizar o Exercício de Recordação de Vidas Passadas:

Você deverá colocar-se numa posição confortável, se possível deitado(a) na cama, realizando todas as etapas necessárias a qualquer prática: relaxamento do corpo físico, mentalização de um círculo mágico de proteção ao seu redor e relaxamento profundo meditativo.

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Após esta etapa do relaxamento físico, você pedirá ao seu Ser Divino que o ajude a acessar o mais profundo de sua memória. Para ajudar a acessar esse “banco de memórias”, você pode iniciar recordando todos os feitos ocorridos em sua vida atual, partindo do presente para o passad, até a mais tenra idade.

Assim, lembrará primeiramente a sua preparação para prática, e o que fez antes, assim até o começo do atual dia. Depois, em flash-back irá retornando: o que me ocorreu esta semana, na passada, no mês passado, no início do ano, no fim do ano passado, há dois anos, há 5, há 10 anos, há 20, 25, 30 etc.

Assim você fará até chegar aos primeiros atos da infância, quando sua memória não lembrar mais, deverá imaginar, pois imaginar é ver, imaginar o que fazia com 2 anos de idade, com 1 ano de idade, os primeiros atos de sua vida.

Se praticarmos intensamente, as lembranças de nossa infância podem ser recordadas dia após dia, devemos praticar este exercício no momento em que vamos adormecer, pois para esta prática o sono é muito importante.

Enquanto você for adormecendo, imagine o seu nascimento e o período em que estava dentro da barriga de sua mãe. Chegando a esse ponto inicial, vem a pergunta: O que veio antes? Nesse ponto devemos adormecer, após vocalizar o mantra sagrado AN

Ao dormir, você terá visões nos sonhos de outras épocas, que mostrarão quem você de fato foi, o que ocorreu, seu sexo, a roupagem, lugar etc. Muitas vezes veremos imagens nítidas de outros tempos e sentiremos tudo como se fosse de carne e osso. Em outros momentos, tudo será uma grande confusão mental, sem lógica alguma.

De qualquer forma, sugerimos que pela manhã, logo após acordar, você deve anotar absolutamente tudo o que você puder recordar de seus sonhos em uma caderneta ou agenda.

Existe dentro dos Ensinamentos Gnósticos um mantra de apoio, que nos ajuda a “fixarmos” nossas recordações pela manhã. É certo que todos nós perdemos boa parte de nossas experiências oníricas (sonhos) logo depois que acordamos, nos mexemos e abrimos os olhos. Isso se deve a que perdemos conexões entre o nosso cérebro físico e o cérebro astral.

Para que possamos “fixar” os sonhos em nosso cérebro físico, em nossos “bancos de memória física”, sugere-se mentalizar mantra RAOM-GAOM (Raaaaaaaaaooooommmmmmm… Gaaaaaooooommmmmm…) por algumas vezes, enquanto se mantém com o corpo imóvel, de olhos fechados e concentrado na tentativa de se lembrar do que se sonhou.

É claro que para ter plena consciência de que nos ocorreu de fato tudo o que vimos em sonhos, devemos Despertar a Consciência, só assim saberemos quem somos e teremos certeza de quem fomos e o que fizemos.

Devemos alertar que as recordações de vidas passadas, ou regressões, não se dão em uma única prática, ou “sessão”, você deve ser persistente, paciente, realizar dia a dia os exercícios aqui recomendados, que são objetivos e dão certo com total certeza.

Cada pessoa é distinta uma da outra, alguns nos escrevem dizendo que os resultados se deram no primeiro dia de exercícios, outros afirmam que tiveram resultados após uma semana, outros ainda somente após meses de práticas constantes e diárias.

E você, caro leitor, fará esses exercícios com Fé, Paciência e Disciplina? Ou irá desistir após a primeira tentativa?

É interessante ver os erros que cometemos em existências passadas, ou que continuamos a repetir no dia a dia na atual vida, para eliminarmos esses defeitos e evitarmos a terrível Recorrência, com seus consequentes processos kármicos.

Com o Despertar da Consciência saberemos o que o destino nos reserva, e poderemos, através do Sacrifício e do Trabalho desinteressado por Deus e pelos seres

humanos, pagar nosso Karma e viver uma vida muito melhor e em consonância com as Leis Divinas do Amor e as Leis Cósmicas da verdadeira Prosperidade.

Prática para Recordar Vidas Passadas

A melhor maneira para entender nossa vida atual é recordando nossas Vidas Passadas.

A reencarnação para alguns é uma crença, para outros uma teoria e para muitos uma superstição, mas para aqueles que se lembram de suas Vidas Passadas ela é um fato.

Existem muitas maneiras para Recordar nossas Vidas Passadas. Através de hipnose, mantras ou Magia Elemental.

Os Elementais (seres da Natureza) do Aloés (conhecida popularmente como Babosa) estão intimamente relacionados com as Leis da Reencarnação.

O departamento elemental do aloés está intimamente relacionado com as forças cósmicas encarregadas de regular a reencarnação humana.

Para que os exercícios deem certo com mais profundidade, recomenda-se ter um vaso com um pé de babosa ao lado de sua cama, no criado-mudo, pois esotericamente sabe-se que a “aura” dessa planta influencia nossos “bancos de memória”.

Tenha certeza que utilizando todas as técnicas aqui ensinadas, você terá respostas objetivas não somente sobre sua encarnação passada, mas de inúmeras encarnações! Boa sorte em suas práticas!

Ali Onaissi (Jornalista, Escritor e Coordenador do Portal GnosisOnLine)

O despertar da consciência

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É necessário saber que a humanidade vive com a Consciência adormecida. As pessoas trabalham sonhando, andam pelas ruas sonhando, vivem e morrem sonhando. Quando chegamos à conclusão de que todo o mundo vive adormecido, compreendemos a necessidade do despertar.

Necessitamos o despertar da Consciência. Queremos o despertar da Consciência.

Fascinação

A causa do sono profundo em que vive a humanidade é a fascinação.

As pessoas estão fascinadas por todas as coisas da vida. As pessoas se esquecem de si mesmas porque estão fascinadas. O bêbado no botequim está fascinado pelo álcool, pelo local, pelo prazer, pelos amigos e pelas mulheres. A mulher vaidosa está fascinada diante do espelho pelo encanto de si mesma. O rico avarento está fascinado pelo dinheiro e pelas propriedades. O operário honrado está fascinado pelo árduo trabalho na fábrica.

O pai de família está fascinado por seus filhos. Todos os seres humanos estão fascinados e dormem profundamente. Quando dirigimos um carro, ficamos assombrados ao ver as pessoas nas avenidas e ruas lançarem-se à frente do veículo sem lhes importar o perigo. Outros se atiram francamente debaixo das rodas dos automóveis. Pobres pessoas… Andam adormecidas…

Parecem sonâmbulas, pois andam dormindo e põem em perigo suas próprias vidas.

Qualquer clarividente pode ver seus sonhos. As pessoas sonham em tudo aquilo que as mantém fascinadas.

O Sono

Durante o sono o Ego escapa do corpo físico. Esta saída do Ego é necessária para que o corpo vital possa reparar o corpo físico. Nos mundos internos o Ego anda sonhando. Realmente, podemos assegurar que o Ego leva seus sonhos aos mundos internos. Nos mundos internos, o Ego ocupa-se dos mesmos afazeres que o mantêm fascinado no físico.

Assim, vemos o carpinteiro durante o sonho em sua carpintaria, o policial guardando as ruas, o barbeiro em sua barbearia, o ferreiro em sua ferraria, o bêbado no bar, a prostituta na casa de prazeres entregue à luxúria etc. Toda essa gente vive nos mundos internos como se estivesse no mundo físico. A ninguém ocorre perguntar a si mesmo durante o sonho se está no mundo físico ou no astral.

Os que fizeram a si mesmos essa pergunta durante o sonho despertaram nos mundos internos e então, assombrados, puderam estudar todas as maravilhas dos Mundos Superiores.

Somente acostumando-nos a fazer essa pergunta a cada momento durante o chamado estado de vigília, podemos chegar a fazer-nos a mesma pergunta nos Mundos Superiores durante as horas entregues ao sono.

É claro que durante o sono repetimos tudo o que fazemos durante o dia; se durante o dia nos acostumamos a fazer-nos esta pergunta, durante o sono noturno, estando fora do corpo, acontecerá que repetiremos a mesma pergunta. O resultado será o despertar da Consciência.

Recordar a Si Mesmo

O ser humano fascinado não se recorda de si mesmo. Devemos autorrecordar-nos de instante em instante. Necessitamos autorrecordar-nos em presença de toda representação que possa nos fascinar. Detenhamo-nos ante toda representação e façamos estas perguntas a nós mesmos: Onde estou eu? Estarei no plano físico ou no plano astral?

Depois devemos dar um saltinho com a intenção de flutuar no ambiente circundante. É lógico que se flutuarmos é porque estaremos fora do corpo físico e o resultado será o despertar da Consciência.

O objetivo destas perguntas a cada instante da nossa vida é fazer com que se gravem no subconsciente, a fim de atuarem depois, durante as horas entregues ao sono, em que realmente o Ego se acha fora do corpo físico.

“Ó Consciência que dormes…
Quão diferente serias se despertasses…
Conhecerias as sete sendas da felicidade
e a luz de teu amor brilharia por todas as partes.
As aves se regozijariam no mistério dos bosques,
resplandeceria a luz do espírito
e os elementais da natureza, alegres,
a ti cantariam os seus versos de ouro.”

É indispensável saber que no astral as coisas se veem tal como aqui no plano físico. As pessoas durante o sono e depois da morte veem lá tudo igual como aqui no mundo físico, sendo que nem sequer suspeitam estarem fora do corpo físico.

Nenhum defunto crê jamais estar morto, pois está fascinado e dorme profundamente.

Se os defuntos houvessem feito durante a vida a prática de se recordarem de si mesmos, de instante em instante, se houvessem lutado contra a fascinação das coisas do mundo, o resultado seria o despertar da Consciência. Então não dormiriam. Andariam nos mundos internos com a Consciência desperta.

Quem desperta a Consciência pode estudar durante as horas do sono todas as maravilhas dos Mundos Superiores. Quem desperta a Consciência torna-se clarividente. Quem desperta a Consciência vive nos Mundos Superiores como um cidadão do Cosmos, totalmente desperto.

E passa a conviver com os Grandes Hierofantes da Loja Branca. Quem desperta a Consciência, já não pode dormir aqui neste plano físico, nem tampouco nos mundos internos.

Quem desperta a Consciência deixa de dormir. Quem desperta a Consciência se converte num investigador competente dos Mundos Superiores. Quem desperta a Consciência é um Iluminado. Quem desperta a Consciência pode estudar aos pés do Mestre.

Quem desperta a Consciência pode falar familiarmente com os Deuses que iniciaram a aurora da criação. Quem desperta a Consciência pode recordar suas inúmeras reencarnações. Quem desperta a Consciência assiste conscientemente às suas próprias Iniciações Cósmicas.

Quem desperta a Consciência pode estudar nos Templos da Grande Loja Branca. Quem desperta a Consciência pode saber nos Mundos Superiores como se encontra a evolução da sua Kundalini.

Todo Matrimônio Perfeito deve despertar a Consciência para receber a guia e a direção da Loja Branca. Nos Mundos Superiores os Mestres guiarão sabiamente todos aqueles que realmente se amam. Nos Mundos Superiores os Mestres entregam a cada qual o que necessita para seu desenvolvimento interior.

Prática Complementar

Ao despertar do sono normal, todo estudante gnóstico deve fazer um exercício retrospectivo sobre o processo do sonho, para recordar todos aqueles lugares onde esteve durante as horas do sono. Sabe-se que o Ego viaja muito durante o sono normal.

É necessário recordar minuciosamente onde estivemos e tudo aquilo que vimos e ouvimos. Os Mestres instruem os discípulos quando estão fora do corpo físico.

É urgente desenvolver a memória para recordar tudo aquilo que aprendemos durante as horas do sono. É necessário que não nos movamos no momento do despertar, porque com este movimento se agita o astral e se perdem as recordações. É urgente combinar o exercício retrospectivo com os seguintes mantras: RAOM GAOM.

Cada palavra divide-se em duas sílabas, acentuando-se a vogal O. Estes mantras são para o estudante o que a dinamite é para o mineiro. Assim como o mineiro abre caminho por entre as entranhas da terra com a ajuda da dinamite, assim também o estudante abrirá caminho no sentido do desenvolvimento da memória do subconsciente com a ajuda destes mantrams.

O Castelo dos Dois Salões

A cabeça humana é um castelo com dois salões. O cérebro é o salão da chamada, vulgarmente, consciência de vigília e o cerebelo é o salão do subconsciente.

Todas as experiências que o Ego adquire nos Mundos Superiores ficam armazenadas no salão do subconsciente. Quando os dois salões se unem, o resultado é a Iluminação.

Com o exercício retrospectivo conseguiremos a união dos dois salões. Se o estudante não recorda nada, deve lutar sem tréguas e sem se cansar, fim de abrir caminho na direção das regiões do subconsciente.

Nenhum esforço é perdido. Assim como o mineiro luta abrindo caminho por entre as rochas da terra, assim também deve lutar o estudante abrindo caminho por entre a dura rocha da matéria até atingir a maravilhosa mansão do subconsciente.

Cada exercício gera força que pouco a pouco vai rompendo a dura rocha do esquecimento que nos separa do salão do subconsciente, onde estão, como jóias delicadas, as memórias dos Mundos Superiores. Este exercício e a prática da autorrecordação se complementam para levar-nos à Iluminação total e definitiva.

Paciência e Tenacidade

O estudante gnóstico deve ser infinitamente paciente e tenaz, porque os poderes custam muito. Nada nos é dado de graça, pois tudo custa.

Estes estudos não são para os inconstantes, nem para as pessoas de pouca vontade. Estes estudos exigem fé infinita. Pessoas céticas não devem procurar nossos estudos, porque a ciência oculta é muito exigente. Os céticos fracassam totalmente. Os incrédulos não conseguirão entrar na Jerusalém Celestial.

Os Quatro Estados da Consciência

O primeiro estado de consciência denomina-se Eikásia. O segundo estado de consciência é Pistis. O terceiro estado de consciência, Dianoia. O quarto estado de consciência é Nous.

Eikásia é ignorância, crueldade humana, barbárie, sono demasiado profundo, mundo instintivo e brutal, estado infra-humano. Pistis é o mundo das opiniões e crenças. Pistis é crença, preconceitos, sectarismos, fanatismos, teorias nas quais não existe nenhum gênero de percepção direta da verdade. Pistis é a consciência do nível comum da humanidade.

Dianoia é revisão intelectual de crenças, análises, sintetismo conceitual, consciência cultural-intelectual, pensamento científico etc. O pensamento dianoético estuda os fenômenos e estabelece leis. O pensamento dianoético estuda os sistemas indutivo e dedutivo com o propósito de utilizá-los de forma profunda e clara.

Nous é a perfeita Consciência Desperta. Nous é o estado de Turiya, a perfeita Iluminação interior profunda. Nous é a legítima clarividência objetiva. Nous é a intuição. Nous é o mundo dos arquétipos divinos. O pensamento Noético é sintético, claro, objetivo, iluminado.

Quem alcançar as alturas do pensamento Noético despertará a Consciência totalmente e converter-se-á num Turiya.

A parte mais baixa do homem é irracional e subjetiva e se relaciona com os cinco sentidos ordinários.

Os mestres sufis ensinam que dentro do ser humano há um Lobo e uma Ovelha. Qual deles estamos alimentando?
Os mestres sufis ensinam que dentro do ser humano há um Lobo e uma Ovelha.
Qual deles estamos alimentando?

A parte mais elevada do homem é o mundo da intuição e da Consciência Objetiva Espiritual. No mundo da intuição se desenvolvem os arquétipos de todas as coisas da Natureza.

Só aqueles que penetram no mundo da intuição objetiva, só aqueles que alcançaram as alturas solenes do pensamento Noético estão verdadeiramente despertos e iluminados.

Nenhum verdadeiro Turiya pode dormir. O Turiya, aquele que alcançou as alturas do pensamento Noético, nunca anda dizendo que o é, jamais se presume de sábio, é por demais simples e humilde, puro e perfeito.

É necessário saber que nenhum Turiya é médium, nem pseudoclarividente, nem pseudo-místico, como todos esses que hoje em dia abundam como erva daninha em todas as escolas de estudos espiritualistas, herméticos, ocultistas etc.

O estado de Turiya é muito sublime, e só o alcançam aqueles que trabalham na Frágua Acesa de Vulcano durante toda a vida, pois só a Kundalini pode elevar-nos ao estado de Turiya.

É urgente saber meditar profundamente e praticar Magia Sexual durante toda a vida para alcançar, depois de provas muito difíceis, o estado de Turiya.

A Meditação e a Magia Sexual nos levam às alturas do pensamento noético.

Nenhum sonhador, nenhum médium, nenhum desses que entram em escolas de ensinamento oculto pode alcançar instantaneamente o estado de Turiya. Infelizmente, muitos creem que isto seja simples como soprar bolhas de sabão, ou como quem fuma um cigarro, ou como quem se embriaga.

É por isso que vemos muitos alucinados, médiuns e sonhadores declarando-se mestres clarividentes, iluminados. Em todas as escolas, inclusive dentro das fileiras do nosso Movimento Gnóstico, não faltam esses sujeitos que se dizem clarividentes, mas que na realidade nada disso são.

São precisamente estes que, fundamentados em suas alucinações e sonhos, caluniam os outros, dizendo: Fulano está caído, Beltrano é mago negro etc.

É necessário advertir que as alturas do Turiya requerem muitíssimos anos de exercício mental e de Magia Sexual em Matrimônio Perfeito, o que significa disciplina, estudo prolongado, meditação interior intensa e aprofundada, sacrifício pela humanidade, etc.

Impaciência

Normalmente, os recém-entrados na Gnose estão cheios de impaciência: querem manifestações fenomênicas imediatas, desdobramentos instantâneos, iluminações, sapiência etc.

A realidade é bem outra, pois nada nos é dado de presente e tudo custa adquirir. Nada se consegue com curiosidade, instantaneamente ou rapidamente. Tudo tem seu processo e seu desenvolvimento.

A Kundalini se desenvolve, evolui e progride muito lentamente dentro da aura do Maha-Chohan. A Kundalini tem o poder de despertar a Consciência; no entanto, o processo do despertar é lento, gradual, natural, sem fatos espetaculares, sensacionais, emocionais e bárbaros, pois quando a Consciência despertou totalmente não é algo sensacional, nem espetacular, mas simplesmente uma realidade tão natural como a de uma árvore que lentamente cresceu e se desenvolveu sem sobressaltos e sem coisas sensacionais. Natureza é Natureza.

No início, o estudante gnóstico diz: eu estou sonhando. Depois exclama: estou em corpo astral, fora do corpo físico. Mais tarde alcança o Samadhi, o êxtase, e penetra nos campos do Paraíso. A princípio as manifestações são esporádicas, descontínuas, seguidas de longo tempo de inconsciência.

Mais tarde, as Asas Ígneas nos dão a consciência desperta continuamente, isto é, sem interrupções.

Samael Aun Weor

Prática jinas com um deva dos mares

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Os grandes Iniciados maias vivem dentro da quarta vertical ou quarta coordenada. Ali têm seus templos e cidades maravilhosas.

Se queremos investigar quanto a isto, esta é a chave precisa para fazê-lo: num pão grande escreve-se o seguinte mantra: SENOSAN GORORA GOBER DON. É tal como aparece escrito abaixo:

Em seguida, come-se o pão. As palavras mântricas escrevem-se em cruz, com lápis ou com tinta [Nota do GnosisOnline: ou, preferencialmente, com anilina vegetal, dessas usadas pelos confeiteiros].

Quando investigamos essa chave nos Mundos Superiores para conhecer o valor científico e esotérico da referida chave, obtivemos o seguinte:

Os irmãos investigadores, em grupo, adormecemos vocalizando o mantra e o resultado foi surpreendente.

Quando abandonamos o corpo físico e nos encontramos no astral, vimos o mar.

Um terrível Deus do Mar fez estremecer até as profundidades, e no mar formaram-se ondas etéricas que, girando, ameaçavam precipitar-se até onde estávamos.

Aquele Deus terrível havia provocado o torvelinho elétrico, o furacão etérico, a força pavorosa para precipitar-se ao lugar onde havíamos deixado o corpo físico.

Pronunciando o mantra SENOSAN GORORA GOBER DON, esse Deus inefável concorre ao nosso chamado e submerge o corpo físico na quarta dimensão.

Pirâmide lemuriana no Japão

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A cada dia vão sendo descobertas pirâmides nos rincões mais insuspeitos: na Bósnia, na China, na Amazônia etc. E agora, uma das mais espantosas foi a recente descoberta de uma estrutura semipiramidal gigantesca, submersa no Oceano Pacífico.

As construções vistas nas fotos abaixo encontram-se na costa da Ilha de Okinawa. São gigantescas, não são fruto de terremotos, da erosão do mar ou obra do acaso. São restos de uma cidade e uma pirâmide dos tempos da Lemúria.

Cada bloco tem mais de 8 metros de altura e pesa centenas de toneladas, maiores que os blocos da pirâmide de Quéops (ou Khufu), a maior do Egito.

Segundo afirmações do VM Samael Aun Weor, em toda aquela região do Pacífico existiu um continente gigantesco, muitíssimo anterior à Atlântida, chamado MU, ou Lemúria. Essa civilização, a lemuriana, existiu há cerca de 60 milhões de anos.

A altura média dos lemurianos era de 10 metros. Portanto, até seus templos eram também descomunais, ciclópicos.

Outro local que fazia parte da Lemúria é a Ilha de Páscoa, onde vemos os famosos Muais, ou Moais (que significa: Os Seres de Mu).

Observe algumas imagens e tire suas conclusões.

ALI ONAISSI (Jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnLine)

 

DO INCENSO À AROMATERAPIA GNÓSTICA

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Hoje, esses mesmos elementos curativos são estudados e aplicados com uma abordagem mais científica, mas sem perder sua conexão com os mistérios da natureza e da alma humana. Além disso, Krumm-Heller apresenta os princípios esotéricos da Astrobotânica, revelando que todas as plantas, incensos e perfumes possuem conexões energéticas com os 7 planetas e os 12 signos do Zodíaco – um conhecimento essencial para selecionar os elementos corretos na busca pela cura e harmonia pessoal.

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