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ANÚBIS E SEUS 42 JUÍZES DO TRIBUNAL DO KARMA

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Os 42 Juízes eram entidades divinas associadas à vida após a morte no antigo Egito e, especificamente, ao julgamento da alma no Salão da Verdade-Justiça. A alma recitava a Confissão Negativa na presença deles, bem como de outros deuses, e esperava poder prosseguir para o paraíso do Campo de Juncos.

Os antigos egípcios são há muito tempo definidos como uma civilização obcecada pela morte, graças à sua associação com tumbas e múmias, conforme retratado na mídia popular, e, claro, à famosa descoberta da tumba de Tutancâmon por Howard Carter em 1922. Imagens de Anúbis, o deus dos mortos com cabeça de chacal, ou da forma mumificada de Osíris, em preto e verde, também estimularam essa associação no imaginário público.

Na verdade, porém, os egípcios amavam a vida, e sua aparente preocupação com a morte e a vida após a morte era apenas uma expressão disso. Não há evidências de que os antigos egípcios ansiassem pela morte ou ansiassem por morrer de alguma forma – aliás, precisamente o oposto é bastante claro –, e seus elaborados rituais funerários e grandes túmulos repletos de bens funerários não eram uma celebração da morte, mas um aspecto vital da continuação da vida em outro plano de existência, eterno. Para alcançar esse mundo idealizado, no entanto, era preciso ter vivido uma vida virtuosa aprovada por Osíris, o juiz dos mortos, e pelos 42 Juízes que presidiam com Ele o Salão da Verdade-Justiça na vida após a morte.

VIDA APÓS A MORTE

Os egípcios acreditavam que sua terra era a melhor do mundo, criada pelos deuses e dada a eles como um presente para ser desfrutado. Eles eram tão profundamente apegados aos seus lares, família e comunidade que os soldados do exército egípcio tinham a garantia de que seus corpos seriam devolvidos das campanhas, pois sentiam que, se morressem em uma terra estrangeira, teriam mais dificuldade – ou possivelmente nenhuma chance – de alcançar a imortalidade na vida após a morte.

Essa vida após a morte, conhecida como Campo dos Juncos (ou Aaru em egípcio antigo), era um reflexo perfeito da vida terrena. A estudiosa Rosalie David descreve a terra que aguardava os egípcios após a morte:

Acreditava-se que o reino subterrâneo de Osíris era um lugar de vegetação exuberante, com primavera eterna, colheitas ininterruptas e ausência de dor ou sofrimento. Às vezes chamado de Campo dos Juncos, era concebido como uma imagem espelhada da área cultivada no Egito, onde ricos e pobres recebiam lotes de terra nos quais se esperava que cultivassem suas plantações. A localização desse reino era fixada abaixo do horizonte ocidental ou em um grupo de ilhas a oeste.

Para chegar a essa terra, o recém-falecido precisava ser enterrado adequadamente, com todos os ritos inerentes à sua posição social. Os ritos funerários tinham de ser rigorosamente observados para preservar o corpo, que, acreditava-se, a alma precisaria para receber sustento na próxima vida.

Uma vez preparado o corpo e devidamente sepultado, iniciava-se a jornada da alma pela vida após a morte. Textos funerários dentro do túmulo permitiam que a alma soubesse quem era, o que havia acontecido e o que fazer em seguida. Os primeiros foram os Textos das Pirâmides (c. 2400-2300 a.C.), que evoluíram para os Textos dos Caixões (c. 2134-2040 a.C.) e foram totalmente desenvolvidos como o Livro Egípcio dos Mortos (c. 1550-1070 a.C.) durante o período do Novo Império (c. 1570-1069 a.C.). O deus Anúbis saudava a alma recém-falecida no túmulo e a conduzia ao Salão da Verdade, onde seria julgada por Osíris, e um aspecto importante desse julgamento era a conferência com as entidades conhecidas como Os 42 Juízes.

OS 42 JUÍZES

Os 42 Juízes eram os seres divinos da vida após a morte egípcia que presidiam o Salão da Verdade-Justiça, onde o grande deus supremo Osíris julgava os mortos. A alma do falecido era convocada a prestar confissão dos atos praticados em vida e a ter o coração pesado na Balança da Justiça contra a pena branca de Maat, deusa da Verdade e do Equilíbrio harmonioso. Se o coração do falecido fosse mais leve do que essa pena, ele era admitido à vida eterna no Campo dos Juncos; se, contrariamente, o coração fosse encontrado mais pesado que a pena, era jogado ao chão, onde era devorado pelo monstro Amemait (também conhecido como Ammut, “o glutão”, parte leão, parte hipopótamo e parte crocodilo) e a alma da pessoa então deixaria de existir. A inexistência, em vez de um mundo após a morte de tormento, era o maior medo dos antigos egípcios.

Embora Osíris fosse o principal juiz dos mortos, os 42 Juízes reuniam-se em conselho com ele para determinar a dignidade da alma em desfrutar da existência contínua. Eles representavam as 42 províncias do Alto e Baixo Egito, e cada juiz era responsável por considerar um aspecto específico da consciência do falecido. Destes, havia nove grandes juízes:

•          Rá – o deus supremo do sol em sua outra forma de Atum

•          Shu – o deus do ar e da paz

•          Tefnut – deusa da umidade

•          Geb – deus da terra

•          Nut – deusa do céu

•          Ísis – deusa da vida, fertilidade, magia

•          Néftis – irmã de Ísis, deusa dos mortos

•          Hórus – deus do sol e do céu

•          Hathor – deusa do amor, fertilidade, alegria

Dos outros juízes, eles eram retratados como seres terríveis e inspiradores, com nomes como o Esmagador de Ossos, o Devorador de Entranhas, o Leão Duplo, o Rosto Fedorento e o Devorador de Sombras, entre outros. Os 42 Juízes, no entanto, não eram todos de aparência horripilante e terrível, mas pareceriam assim para aquela alma que enfrentava a condenação em vez da recompensa por uma vida bem vivida. Esperava-se que a alma fosse capaz de recitar a Confissão Negativa (também conhecida como Declaração de Inocência) em defesa da própria vida, a fim de ser considerada digna de passar para o Campo de Juncos.

A CONFISSÃO NEGATIVA

A Confissão Negativa era recitada em conjunto com a pesagem do coração para provar a virtude de alguém. Não havia um verso definido conhecido como “a Confissão Negativa” – cada verso, incluído em textos funerários, era adaptado ao indivíduo. Um soldado não recitaria a mesma confissão que um comerciante ou escriba. O mais famoso deles é o Papiro de Ani, texto do Livro Egípcio dos Mortos, composto por volta de 1250 a.C. Cada confissão é dirigida a um deus distinto e cada deus correspondia a um nomo (distrito) diferente do Egito:

1. Salve, Usekh-nemmt, que vem de Anu, eu não cometi pecado.

2. Salve, Hept-khet, que vem de Kher-aha, eu não cometi roubo com violência.

3. Salve, Fenti, que vens de Khemenu, eu não roubei.

4. Salve, Am-khaibit, que vens de Qernet, eu não matei homens e mulheres.

5. Salve, Neha-her, que vem de Rasta, eu não roubei grãos.

6. Salve, Ruruti, que vens do Céu, eu não roubei oferendas.

7. Salve, Arfi-em-khet, que vem de Suat, eu não roubei a propriedade de Deus.

8. Salve, Neba, que vais e vens, eu não disse mentiras.

9. Salve, Set-qesu, que vem de Hensu, eu não levei comida.

10. Salve, Utu-nesert, que vem de Het-ka-Ptah, eu não proferi maldições.

11. Salve, Qerrti, que vem de Amentet, eu não cometi adultério.

12. Salve, Hraf-haf, que sais da tua caverna, não fiz ninguém chorar.

13. Salve, Basti, que vens de Bast, eu não comi o coração.

14. Salve, Ta-retiu, que surge da noite, eu não ataquei homem algum.

15. Salve, Unem-snef, que sais da câmara de execução, eu não sou um homem de mentiras.

16. Salve, Unem-besek, que vem de Mabit, eu não roubei terra cultivada.

17. Salve, Neb- Maat , que vem de Maati, eu não fui um bisbilhoteiro.

18. Salve, Tenemiu, que vem de Bast, eu não caluniei ninguém.

19. Salve, Sertiu, que vem de Anu, eu não fiquei irado sem justa causa.

20. Salve, Tutu, que vem de Ati, eu não depravei a esposa de nenhum homem.

21. Salve, Uamenti, que sais da câmara de Khebt, eu não depravei as esposas de outros homens.

22. Salve, Maa-antuf, que vens de Per-Menu, eu não me poluí.

23. Salve, Her-uru, que vem de Nehatu, eu não aterrorizei ninguém.

24. Salve, Khemiu, que vem de Kaui, eu não transgredi a lei.

25. Salve, Shet-kheru, que vem de Urit, eu não fiquei irado.

26. Salve, Nekhenu, que vem de Heqat, não fechei meus ouvidos às palavras da verdade.

27. Salve, Kenemti, que vens de Kenmet, eu não blasfemei.

28. Salve, An-hetep-f, que vem de Sau, eu não sou um homem violento.

29. Salve, Sera-kheru, que vem de Unaset, eu não fui um instigador de conflitos.

30. Salve, Neb-heru, que sais de Netchfet, não agi com pressa indevida.

31. Salve, Sekhriu, que vem de Uten, eu não me intrometi nos assuntos dos outros.

32. Salve, Neb-Abui, que vem de Sauti, eu não multipliquei minhas palavras ao falar.

33. Salve, Nefer-Tem, que vem de Het-ka-Ptah, eu não fiz nada de errado, eu não fiz nada de mal.

34. Salve, Tem-Sepu, que vem de Tetu, eu não pratiquei feitiçaria contra o rei.

35. Salve, Ari-em-ab-f, que vens de Tebu, eu nunca interrompi o fluxo de água de um vizinho.

36. Salve, Ahi, que vens de Nu, eu nunca levantei minha voz.

37. Salve, Uatch-rekhit, que vem de Sau, eu não amaldiçoei a Deus.

38. Salve, Neheb-ka, que sais da tua caverna, eu não agi com arrogância.

39. Salve, Neheb-nefert, que sais da tua caverna, eu não roubei o pão dos deuses.

40. Salve, Tcheser-tep, que sai do santuário, eu não levei os bolos de khenfu dos espíritos dos mortos.

41. Salve, An-af, que vem de Maati! Eu não roubei o pão da criança, nem tratei com desprezo o deus da minha cidade.

42. Salve, Hetch-abhu, que vem de Ta-she, eu não matei o gado pertencente ao deus.

Essa confissão é semelhante a outras em sua forma básica e inclui declarações como: “Eu não roubei. Eu não matei pessoas. Eu não roubei a propriedade de um deus. Eu não pronunciei mentiras. Eu não desencaminhei ninguém. Eu não causei terror. Eu não deixei ninguém com fome…” Uma frase que aparece com frequência é “Eu não aprendi o que não é”, também às vezes traduzida como “Eu não aprendi as coisas que não são”, que se referia à crença em falsidades ou, mais precisamente, em falsas verdades, que eram qualquer coisa contrária à vontade dos deuses, que poderia parecer verdadeira para uma pessoa, mas não era.

Por exemplo, esperava-se que um homem que tivesse perdido recentemente a esposa lamentasse a perda e tivesse direito a um período de luto, mas se amaldiçoasse os deuses pela perda e parasse de contribuir para a comunidade devido à sua amargura seria considerado um erro. Ele teria “aprendido coisas que não existem” ao acreditar que tinha o direito de perseverar em sua dor, em vez de ser grato pelo tempo que sua esposa esteve com ele e pelas muitas outras dádivas que os deuses lhe davam diariamente. A Confissão Negativa permitia à alma a oportunidade de provar que compreendia isso e que vivera de acordo com a vontade dos deuses, não de acordo com seu próprio entendimento.

CONCLUSÃO

O Livro Egípcio dos Mortos fornece o quadro mais abrangente dos 42 Juízes, bem como os encantamentos da Confissão Negativa. Segundo a estudiosa Salima Ikram:

“Assim como nos textos funerários anteriores, o Livro dos Mortos servia para prover, proteger e guiar os mortos para o Além, que se localizava em grande parte no Campo dos Juncos, um Egito idealizado. O capítulo 125 foi uma inovação e talvez um dos feitiços mais importantes a serem adicionados, pois parece refletir uma mudança na moralidade. Este capítulo, acompanhado por uma vinheta, mostra o falecido diante de Osíris e quarenta e dois juízes, cada um representando um aspecto diferente de maat. Parte do ritual consistia em nomear corretamente cada juiz e fazer uma confissão negativa.”

Após a Confissão Negativa ser feita pela alma do falecido e o coração pesado na balança, os 42 Juízes reuniam-se em conferência com Osíris, presidido pelo deus da sabedoria, Toth, para proferir o julgamento final. Se a alma fosse considerada digna, segundo alguns relatos, era conduzida para fora do salão em direção ao Lago dos Lírios, onde encontraria a criatura conhecida como Hraf-haf (que significa Aquele-Que-Olha-Para-Trás-Dele), um barqueiro mal-humorado e ofensivo com quem o falecido precisava encontrar uma maneira de ser gentil e cordial para ser levado de barco até as margens do Campo de Juncos e à vida eterna.

Tendo passado pelo Salão da Verdade-Justiça e, finalmente, provado seu valor através da bondade para com o cruel Hraf-Haf, as almas, enfim, encontrariam paz e desfrutariam de uma eternidade em êxtase. O Campo de Juncos refletia perfeitamente o mundo que alguém havia desfrutado em sua existência terrena, incluindo as árvores e flores que havia plantado, seu lar e aqueles entes queridos que já haviam falecido. Tudo o que um antigo egípcio precisava fazer para alcançar essa felicidade eterna era chegar ao Salão da Verdade-Justiça com o coração mais leve do que uma pena, após ter vivido uma vida digna da aprovação de Osíris e dos 42 Juízes.

Coincidência – ou não? -, há na cidade totonaca de Cempoala (localizada no México) uma construção intrigante; 42 Tronos onde criminosos ou simples acusados de algum delito eram julgados por sacerdotes e militares dessa cidade. Caso os acusados fossem condenados, eram mortos ali mesmo. Seriam esses 42 tronos uma referência aos 42 Juízes Divinos que nos julgam no post-mortem?

Oração para Anúbis

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A Lei de Causa e Efeito tem seus controladores espirituais. Esta é uma lei física, porém tem sua essência nas Dimensões Superiores da Natureza e do Cosmo. Esses controladores espirituais, em nosso sistema solar, são chamados no esoterismo gnóstico de Anjos do Karma.

É exatamente um total de 43 os Anjos Kármicos que regem os destinos de todo o nosso sistema solar. E seu regente supremo tem o conhecido nome de Anúbis. Anúbis mais seus 42 Auxiliares Angélicos têm milhões de ajudantes espirituais e físicos que fazem com que a 2ª Lei de Newton, ou Lei de Causa e Efeito (ou, esotericamente, Lei do Karma), seja executada fielmente de acordo com os desígnios superiores.

Anúbis é o Supremo Hierarca da Lei, o Juiz dos Tribunais de Deus, é Ele e seus 42 Auxiliares que julgam todos os seres vivos que vivem em nosso Sistema Solar.

A Ele devemos suplicar para que nossos delitos e inconsciências sejam perdoados e a Balança da Lei, amenizada. Esses Anjos Kármicos regem todos os destinos de todos seres que residem em todos os planetas de nosso Sistema Solar. Todos os seres que vivem nos planetas físicos, etéricos, astrais e mentais são julgados por esses seres perfeitíssimos…

Porém é preciso saber: “A Deus rogando e com o martelo dando”.

A Oração é importante, mas somente uma mudança interna é que realmente trará méritos para que as graças sejam alcançadas.

Todos os dias, temos a oportunidade de rever nossos atos e mudar nosso caráter, nossa conduta e, por consequência, nosso destino. Supliquemos ao Divino Anúbis para que Ele nos ajude a despertar o dom da Compreensão Criadora e as virtudes do Remorso e do Arrependimento conscientes, para que a partir daí tomemos a resolução de mudar nossos atos exteriores e eventos interiores (morte das causas antinaturais, o Ego).

Em seguida, transcrevemos uma Oração poderosíssima para nos comunicarmos espiritualmente com as Hierarquias Divinas da Retidão, os Senhores do Karma… E tenhamos certeza absoluta de que os Senhores da Boa Justiça nos escutarão e, no devido tempo, responderão a nossos anelos e anseios.

Peçamos Paz, Saúde e Harmonia, que o resto conseguiremos com a Graça de Deus…

 

 

Oração para Anúbis

Ó Deus-Pai de poder e amor
Potência existente nos impotentes
Em meu peito cruza o passado, o presente e o futuro.
Ó Energia que atua sobre a Consciência
Eu te conjuro, vem a mim…

Elohim… Elohim… Elohim…
Ó Força que marcou meu princípio e atua em meu presente
Ordeno às potências magnéticas que se transformem,
E que a Consciência domine minha existência.

Elohim… Elohim… Elohim…
Vos conjuro, estabeleça-se em minha consciência,
Livra-me da submissão do tempo,
Dando-me o poder de clarear o momento da minha vida.

Anúbis… Anúbis… Anúbis…
Supremo Hierarca do Karma, eu te suplico:
Afasta de minha existência o magnetismo que me aprisiona no tempo.

Anúbis… Anúbis… Anúbis…
Rogo à tua infinita compreensão
Que me permita amar e perdoar a todos
os que, por inconsciência me fizeram sofrer.

Anúbis… Anúbis… Anúbis…
Tu que em tuas mãos se encontra o destino dos pecadores,
Utiliza meu Dharma como pagamento deste sofrimento,
E que este se transforme em alegria e consciência.

Anúbis…Anúbis… Anúbis…
Que minha consciência seja fruto do respeito e do amor que em meu coração agora aflora.

Anúbis… Anúbis… Anúbis…
Que meu julgamento seja breve,
Vos peço perdão por estar distante de meu Pai e de meu coração.

Anúbis… Anúbis… Anúbis…
Que a Foice da Lua não degole minha alma.

Anúbis… Anúbis… Anúbis…
Tu reténs em tuas mãos a possibilidade do perdão,
Perdoa-me pelo encanto da repetição do passado.

Anúbis… Anúbis… Anúbis…
Meus pedidos são vergonhosos perante as oportunidades que me deste em tantas vidas,
Portanto, te imploro antes que a Foice desça.
Permite-me estar consciente, ainda que seja em sofrimento.

Anúbis… Anúbis… Anúbis…
Vida que pulsa na morte, critério inconsciente de Ser,
Flua em proximidade, perdoa-me no meu ato de perdoar.

Anúbis… Anúbis… Anúbis…
Morte em vida, afasta de mim o Karma da paixão,
Livra-me da dependência de sofrer por indivíduos e por inconsciência.

Anúbis… Anúbis… Anúbis…
Cintila em proximidade o brilho de tua Lei,
Permite-me, por intermédio do Pai que está em segredo,
Expandir a Fé e derramá-la em corações inconscientes.

Anúbis… Anúbis… Anúbis…
Raio de poder,
Tu que executas pela vontade do Pai o julgamento dos homens,
Ensina-me a perdoar, a amar e a desprender de mim o apego magnético
Que atravessa os séculos.

Anúbis… Anúbis… Anúbis…
Minha vida agora e sempre está em tuas mãos…

QUE EU NÃO SAIA SEM CONCLUIR O PLANO DO PAI!
Amém… Amém… Amém…

[Esta oração foi entregue a um grupo de missionários gnósticos em 1984, no México, pela VM Litelantes. Foi criada pelo mestre em elementoterapia brasileiro Edson Calió, que, ao se encontrar com Litelantes, ofereceu a Ela graciosamente tal oração em honra ao Supremo Reitor da Justiça Divina.]

As autoridades

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O governo possui autoridade, o Estado possui autoridade; a polícia, a lei, o soldado, os pais de família, os professores, os guias religiosos etc., possuem autoridade.

Existem dois tipos de autoridade: AUTORIDADE SUBCONSCIENTE e AUTORIDADE CONSCIENTE.

As autoridades inconscientes ou subconscientes não servem para nada. Necessitamos com urgência de autoridades autoconscientes.

As autoridades inconscientes ou subconscientes têm enchido o mundo de lágrimas e de dor. No lar e na escola, as autoridades inconscientes abusam de seu poder, pelo próprio fato de serem inconscientes ou subconscientes. Os pais e professores inconscientes, hoje em dia, são apenas cegos guias de cegos e, como dizem as Sagradas Escrituras, irão todos se despencar de cabeça no abismo.

autoridadePais e professores inconscientes nos obrigam, durante a infância, a fazer coisas absurdas, mas que, para eles, são lógicas. Afirmam ainda que isso é para o nosso bem. Os pais de família são autoridades inconscientes, como bem demonstra o fato de tratarem seus filhos como lixo, como se eles fossem seres superiores da espécie humana.

Os professores e professoras terminam odiando determinados alunos ou alunas e mimando ou favorecendo outros. Às vezes, castigam severamente qualquer estudante odiado, ainda que este último não seja um perverso, e recompensam com magníficas notas muitos alunos ou alunas mimados que verdadeiramente não merecem.

Pais de família e professores de escola ditam normas equivocadas para os meninos, meninas, jovens, senhoritas etc.

As autoridades que não têm autoconsciência só conseguem fazer coisas absurdas. Necessitamos de autoridades autoconscientes. Entende-se por autoconsciência o conhecimento íntegro de si mesmo, o total conhecimento de todos os valores internos. Só aquele que possui de verdade pleno conhecimento de si mesmo está desperto de forma íntegra. Isto é ser autoconsciente. Todo mundo pensa que se autoconhece, porém, é muito difícil achar na vida alguém que realmente conheça a si mesmo. As pessoas têm sobre si mesmas conceitos totalmente equivocados.

Conhecer a si mesmo requer grandes e terríveis autoesforços. Só mediante o conhecimento de si mesmo chega-se verdadeiramente à autoconsciência. O abuso de autoridade deve-se à inconsciência. Nenhuma autoridade autoconsciente chegaria jamais ao abuso de poder. Alguns filósofos estão contra toda autoridade, detestam as autoridades. Semelhante forma de pensar é falsa, porque em toda a criação, desde o micróbio até o sol, há escalas e escalas, graus e graus, forças superiores que controlam e dirigem e forças inferiores que são controladas e dirigidas.

Em uma simples colmeia de abelhas, há autoridade na rainha. Em qualquer formigueiro, há leis e autoridade. A destruição do princípio de autoridade conduziria à anarquia. As autoridades desta época crítica em que vivemos são inconscientes e é claro que, devido a esse fato psicológico, escravizam, prendem; abusam, causam dor etc. Precisamos de professores, instrutores ou guias espirituais, autoridades governamentais, pais de família etc., plenamente autoconscientes. Só assim conseguiremos fazer de verdade um mundo melhor.

É estúpido dizer que não se precisa de Mestres e de guias espirituais. É absurdo desconhecer o princípio de autoridade em toda a criação. Aqueles que se julgam autossuficientes são tipos orgulhosos que opinam que os Mestres e guias espirituais não são necessários. Devemos reconhecer nossa própria nulidade e miséria. Devemos compreender que precisamos de autoridades: Mestres, instrutores espirituais etc., mas autoconscientes, a fim de que sejamos dirigidos, ajudados e guiados sabiamente.

A autoridade inconsciente dos professores destrói o poder criador dos alunos e alunas. Se o aluno pinta, o professor inconsciente lhe diz o que deve pintar: a árvore ou a paisagem que deve copiar. O aluno aterrorizado não se atreve a sair das normas mecânicas do professor. Isso não é criar. É preciso que o estudante torne-se criador e que seja capaz de sair das normas inconscientes do professor inconsciente, a fim de que possa transmitir tudo aquilo que sente em relação à árvore, todo o encanto da vida que circula pelas folhas trêmulas da árvore, todo o seu profundo significado.autoridade2

Um professor consciente não se oporia à criatividade libertadora do espírito. Os professores com autoridade consciente jamais mutilariam a mente dos alunos e alunas.

Os professores inconscientes destroem com sua autoridade a mente e a inteligência dos alunos e alunas. Os professores com autoridade inconsciente só sabem castigar e ditar normas estúpidas, para que os alunos se comportem bem.

Os professores autoconscientes ensinam com suma paciência a seus alunos e alunas, ajudando-os a compreender suas dificuldades individuais, a fim de que, as compreendendo, possam transcender todos seus erros e avançar com sucesso.

A autoridade consciente ou autoconsciente jamais poderia destruir a inteligência. A autoridade inconsciente destrói a inteligência, causando graves danos aos alunos e alunas. A inteligência só vem a nós quando gozamos de verdadeira liberdade, e os professores autoconscientes com autoridade sabem de verdade respeitar a liberdade criadora.

Os professores inconscientes creem que sabem tudo e atropelam a liberdade dos estudantes, castrando-lhes a inteligência com suas normas sem vida. Os professores autoconscientes sabem que não sabem, e até se dão ao luxo de aprender observando as capacidades criadoras de seus discípulos. É preciso que os estudantes das escolas, colégios e universidades passem da simples condição de autômatos disciplinados à brilhante posição de seres inteligentes e livres para que possam fazer frente, com todo êxito, a todas as dificuldades da existência.

Isto requer professores autoconscientes, competentes, que realmente se interessem por seus discípulos. Professores que sejam bem pagos, para que não tenham angústias monetárias de espécie alguma. Infelizmente, todo professor, todo pai de família, todo aluno, crê-se autoconsciente, desperto; este é o seu maior erro. É muito raro achar uma pessoa autoconsciente e desperta na vida. As pessoas sonham quando o corpo dorme e sonham quando o corpo está em estado de vigília.

As pessoas dirigem o carro sonhando, trabalham sonhando, andam pelas ruas sonhando; vivem sonhando a toda hora. É muito natural que um professor se esqueça do guarda-chuva, que deixe no carro um livro ou sua carteira. Tudo isso acontece porque o professor tem a consciência adormecida, sonha… É muito difícil que as pessoas aceitem que estejam adormecidas. Todo mundo julga-se desperto. Se alguém aceitasse que tem sua consciência adormecida, é claro que, a partir desse momento, começaria a despertar.

O aluno ou aluna esquece em casa o livro ou caderno que teria de levar à escola. Um esquecimento desses parece normal, e é, mas indica, mostra, o estado de sonho em que se acha a consciência humana. Os passageiros de qualquer serviço de transporte urbano costumam, às vezes, passar da rua. Estavam adormecidos e quando se acordam percebem que passaram da rua e agora têm que voltar a pé umas quantas quadras.

Rara vez na vida o ser humano está desperto realmente. Quando esteve, ao menos por um momento, como nos casos de infinito terror, pôde perceber a si mesmo de forma íntegra. Aqueles momentos foram inesquecíveis. O homem que volta para casa depois de ter percorrido toda a cidade, dificilmente se lembrará de forma minuciosa de todos pensamentos, incidentes, pessoas, coisas, ideias etc. Ao tratar de se lembrar, encontrará em sua memória grandes vazios que correspondem precisamente aos estados de sono mais profundos.

Alguns estudantes de psicologia se propõem a viver alertas de momento a momento, porém logo dormem. Talvez ao encontrar algum amigo na rua, ao entrar em alguma loja para fazer compras etc. Horas mais tarde lembram-se de sua decisão de viver alertas e despertos de momento a momento, é quando se dão conta que haviam dormido quando entraram em tal ou qual lugar ou quando se encontraram com tal ou qual pessoa.

Ser autoconsciente é algo muito difícil, mas pode se chegar a este estado aprendendo a viver alerta e vigilante de momento a momento. Se queremos chegar à autoconsciência, teremos de conhecer a nós mesmos de forma integral. Todos nós temos o eu, o mim mesmo, o Ego, que precisamos explorar para conhecer a nós mesmos e para nos tornarmos autoconscientes.autoridade3

É urgente observar, analisar e compreender cada um dos nossos defeitos. É necessário estudar a nós mesmos no terreno da mente, das emoções, dos hábitos, do instinto e do sexo. A mente tem muitos níveis, regiões ou departamentos subconscientes que devemos conhecer a fundo através da observação, da análise, da meditação e profunda compreensão íntima.

Qualquer defeito pode desaparecer da região intelectual e continuar existindo em outros níveis inconscientes da mente. A primeira coisa que precisamos é despertar, para compreender nossa própria miséria, nulidade e dor. Depois, o eu começa a morrer de momento a momento. A morte do Eu Psicológico é urgente.

Só com a morte do eu nasce o Ser verdadeiramente consciente em nós. Apenas o Ser pode exercer verdadeira autoridade consciente. Despertar, morrer e nascer são as três fases psicológicas que nos levam à verdadeira existência consciente. Há que despertar para morrer e há que morrer para nascer. Quem morre sem ter despertado, converte-se em um santo estúpido. Quem nasce sem ter morrido, converte-se em um indivíduo de dupla personalidade: a muito justa e a muito perversa.

O exercício da verdadeira autoridade só pode ser exercido por aqueles que possuem o Ser consciente. Aqueles que ainda não possuem o Ser consciente, aqueles que ainda não são autoconscientes, costumam abusar de sua autoridade e causar muito dano. Os professores devem aprender a mandar e os alunos devem aprender a obedecer.

Aqueles psicólogos que se pronunciam contra a obediência, estão, de fato, muito equivocados, porque ninguém pode mandar conscientemente sem antes ter aprendido a obedecer. Há que saber mandar conscientemente e há que saber obedecer conscientemente.

Samael Aun Weor, Educação Fundamental

Magia da canela

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Cinnamomum zeylanicum

A canela é cordial e restauradora das forças.

Onde quer que haja alegria, ali deve estar a Magia Elemental da Canela.

Onde quer que haja atividade e otimismo, ali está a magia elemental da canela.

A magia elemental da canela dá atividade e alegria.

O otimismo e a alegria devem estar em todas as nossas atividades.

O departamento elemental da canela relaciona-se exatamente com o otimismo e a alegria.

A magia elemental da canela está intimamente relacionada com aquelas forças elementais que restauram e reconfortam nossa vida.

A magia elemental da canela está intimamente relacionada com aquelas forças que reconfortam, fortificam e restauram a vida das crianças, dos adolescentes, das mulheres e dos anciães.

A mente do Arhat deve cultivar o otimismo e a alegria.

Onde quer que haja atividade, precisa-se sempre de uma alegria sadia.

A mente do Arhat precisa compreender a fundo o que significam a alegria e o otimismo.

Quando entramos no templo elemental desse departamento vegetal da Natureza, vemos as crianças elementais dessas árvores brincando alegres sob o olhar do anjo que as dirige.

Precisamos compreender o que são a música, a alegria e o otimismo.

Qualquer um fica extasiado ao escutar A Flauta Mágica de Mozart, a qual nos recorda uma Iniciação egípcia.

Qualquer um sente-se extasiado ao escutar as 9 Sinfonias de Beethoven ou as inefáveis melodias de Chopin e de Liszt.

A inefável música dos grandes clássicos vem das delicadas regiões do Nirvana, onde reina apenas a felicidade que está além do amor…

Todos os grandes Filhos do Fogo destilam o perfume da felicidade e a delicada fragrância da música e da alegria…

A canela pertence ao Raio de Mercúrio, por isso o incenso da canela verdadeira e seu elemental nos dão jovialidade, alegria, otimismo, pensamentos harmoniosos e até Cura

Os elementais dessas árvores são crianças belíssimas que se vestem com túnicas de cor rosa-pálido.

Kabires – Os 8 Deuses do Fogo

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No ano de 1950 a.C., na ilha de Samotrácia (atualmente Samandrakis), viveram os Kabires da Samotrácia. A Grécia era então considerada o centro dos Mistérios Antigos.

A Samotrácia é uma pequena ilha no arquipélago grego, entre a Ásia Menor e a Grécia. Seus deuses eram tidos como idênticos aos poderosos Cábiros – os Dióscuros e os Coribantes. Eram oito os deuses cabíricos, divididos em quatro categorias: Oxieres, Axio-Keroa, Dióscuros e Coribantes.

Havia também sete divindades, os sete espíritos adiante de Júpiter, que foram veneradas em Tebas, Lemnos, Frígia, Macedônia e em especial na Samotrácia, onde não era permitido a nenhum profano falar deles ou sequer nomeá-los. Ainda abaixo delas, muitas divindades ligadas aos Mistérios Menores.

Templo dos 8 Kabires e da Deusa Vitória, na ilha de Samotrácia, Grécia
Templo dos 8 Kabires e de Niké, a Deusa da Vitória, na ilha de Samotrácia, Grécia

Seus ritos envolviam a navegação (ou seja, a arte de dominar as Águas da Vida), com cultos aos Dióscuros (Castor e Pólux), e esses deuses da Navegação eram cultuados com fervor pelos Adeptos.

Seus Mistérios foram levados à Frígia por Dardanus, e após para a Itália, onde foram confiados às Vestais, sacerdotisas de Vesta (a Deusa da Santidade, da Castidade e do Fogo) que conservavam o Fogo Sagrado da Deusa (a Mãe Kundalini), e seu dever era manter a Castidade.

Os Mistérios da Samotrácia tinham 3 fases: na primeira celebrava-se a morte de Cashmala por seus três irmãos (Aschieros, Chiochersus e Achio-Cifersa), que o perseguem e o assassinam no quarto.

E aqui se repetem as Tradições de Osíris, Adônis, Jesus, Baco, José filho de Jacó, Balder e Hiram Abiff, entre outras. Os Mistérios Kabíricos eram muito respeitados entre os antigos.

As crianças eram incluídas nos cultos, com a mesma dignidade e respeito dos adultos.

Os criminosos que lograssem atingir o santuário ficavam livres de perseguição.

A expedição dos Argonautas, acatando o conselho de Orfeu, deteve-se na ilha da Samotrácia para que seus membros fossem iniciados nos Ritos Kabíricos.

A principal ciência da Samotrácia foi a Estratégia, e os oficiais militares eram chamados Estrategas ou Estratégios. Tinham uma escola militar e científica, de onde saíram os melhores capitães da Grécia.

Seus Mistérios tinham por finalidade a coragem e o patriotismo, e os que se destacavam ao serviço da pátria eram anualmente coroados em celebração pública.

Com relação a isso, lembramos o ocorrido nas Termópilas (portas quentes), desfiladeiros da Grécia continental, na costa meridional do Golfo de Lâmia, servindo de passagem entre a Tessália e a Lócrida.

A Kundalini do Sol alimentando e dando vida abundante à Terra. Essa energia kundalínica é administrada pelos 8 Kabires
A Kundalini do Sol alimentando e dando vida abundante à Terra. Essa energia kundalínica é administrada pelos 8 Kabires no planeta

Nas Termópilas travou-se, em 489 a.C., o encarniçado combate entre os persas invasores e os 300 espartanos de Leônidas. Após dois dias, foram traídos por Efialtes, que indicou uma passagem secreta aos persas, permitindo atacá-los pelas costas. Lutaram então Leônidas e seus comandados até o último homem.

Os Mistérios Kabíricos, não sendo senão uma translação dos Mistérios egípcios, exerceram grande influência sobre a civilização grega, o que bem atesta o elevado grau de sua civilização.

Segundo o VM Samael Aun Weor, os 8 Kabires (termo semítico que significa Os Grandiosos) possuem uma antítese, os 8 “Kabires Negros”, membros da alta hierarquia da Loja Negra…

Os Kabires são Deuses (Devas) do Fogo ligados intimamente à Kundalini do centro da Terra. Este fogo é distribuído harmonicamente de acordo com o dualismo do yin-yang para a manutenção e preservação da vida na superfície e no interior do planeta.

Ali Onaissi. Jornalista, escritor e o coordenador do Portal GnosisOnLine

O Cristo-Sol e os Leões de Fogo

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Nos meses de julho e de agosto, nosso mundo recebe as influências de Leão, a constelação espiritualmente mais brilhante do Cinturão Zodiacal.

Especialmente no mês de Leão temos uma concentração extra de energias solares e muito PRANA, principalmente nesse mês zodiacal. Portanto, vemos uma grande concentração das forças leonino-solares sobre nossa humanidade.

Esta energia leonina é importante em nosso crescimento interior porque impregna nosso chacra cardíaco das tremendas forças intuitivas do Cristo Cósmico. O fluxo das douradas energias de Leão carregam nosso sistema nervoso, nosso coração e nossas glândulas sexuais com os átomos dourados necessários para solarizarmos nossa Consciência.

Não é à toa que possuímos 12 pares de nervos cranianos. Eles, energeticamente, atraem, transmutam e retransmitem determinadas energias vindas das 12 Constelações do Cinturão Zodiacal.

A energia cósmica de Leão percorre todo o cérebro, passando pela coluna vertebral, banhando nosso Cárdias e nosso Centro sexual. Então, trabalhando intensamente com essa energia leonina, potencializaremos essa energia em nosso interior.

Como sugestão para nossos estimados leitores, passamos uma prática simples e objetiva para se “puxar” essa energia com mais efetividade e consciência.

Sente-se confortavelmente numa cadeira ou sofá e feche os olhos. Fique de frente para o Oriente (onde o Sol nasce) Suplique a Deus dentro de seu coração para que ele abençoe este “exercício zodiacal”. A oração ao seu Pai Interno pode ser desta maneira:

“Meu Pai, meu Deus e meu Senhor, rogo-vos para que canalizeis as poderosas energias douradas da Constelação de Leão…”

Mentalize que acima de sua cabeça, lá no fundo do céu estrelado, encontram-se milhões de estrelas luminosas, e estas formam o corpo energético de um Leão gigantesco.

Regulus é a capital da poderosa Constelação de Leão. Seus principais Guardiães Arcangélicos são Sagham e Seratiel

Mentalize que da principal estrela desse Leão, RÉGULUS, brota uma luz dourada que desce até sua cabeça, e que essa energia continua descendo até inundar seu coração e, finalmente, todo o seu corpo…

Mentalize, por alguns instantes mais, que essa Luz cura, fortalece e ilumina seu chacra cardíaco, despertando as virtudes cardíacas da intuição, do amor, da sensibilidade, da bondade, da ternura, da castidade, da empatia etc. Logo em seguida, vocalize o mantra cósmico AOM por 7 vezes.

Ato seguido, invoque mentalmente a presença, a proteção e a iluminação do Arcanjo Michael (ou Miguel, como queira). Se desejar, mantralize por mais 7 vezes a frase sagrada: OM TAT SAT OM. Esses são os mantras sagrados do Raio do Sol. Enquanto mantraliza, imagine-se coberta (o) com ouro em pó, sua aura brilha agora com luz dourada…

A entonação correta deste mantra sagrado é:

Oooooooooooooooommmmmmmmmm…
Taaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaattt…
Ssssssssssaaaaaaaaaaaaaattt…
Oooooooooooooooommmmmmmmmm…

Prolongue cada vogal, cada letra, até o fim da respiração, depois inspire profunda e calmamente e vocalize a próxima sílaba mântrica. Boa prática.

P.S.: Esta prática solar pode e deve ser feita o ano todo, não somente no mês regido pelo signo de Leão, mas será muito mais efetiva se efetuada no mês zodiacal de Leão e, muito especialmente, nas quartas-feiras, dia do Sol.

 

Ali Onaissi Jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnLine.

Quem é Samael Aun Weor

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Samael Aun Weor é um autêntico Filho da Luz, como provam seus mais de 60 livros e mais de 250 conferências proferidas.

Como acontece com todo autêntico Iniciado da Grande Fraternidade Branca, que se reencarna não para satisfazer suas paixões, desejos ou apetites profanos, ou para repetir mecanicamente as situações de vidas passadas, mas para cumprir uma missão designada pela Divindade, assim nasceu, no início do século passado, um grande Mestre da Luz.

O bodhisatva (encarnação de um autêntico Mestre) de Samael Aun Weor nasceu no dia 6 de março de 1917 na cidade de Bogotá, capital da Colômbia, e seu nome profano foi Victor Manuel Gómez Rodríguez. Como acontece em seres especiais, um grande terremoto sacudiu essa cidade nos instantes em que nascia.

Como tomava corpo físico um verdadeiro Homem que em outras existências fabricara seus corpos solares astral, mental e causal, também obviamente dentro dele se manifestavam trabalhos de conhecimentos de Consciência Objetiva.

Que em outras existências realizara e desde muito pequeno tinha muito clara a Missão que cumpriria para com a humanidade e sabia que teria de repassar as Iniciações para poder coroar-se como um Homem Causal, sua verdadeira imortalidade.

Seu desenvolvimento durante a infância foi um tanto especial, já que desde muito pequeno praticava a meditação, dirigindo sempre sua atenção em direção ao Astro-Rei. Repetia incessantemente: “Outra vez me encontro em um novo corpo físico e também sei que vim cumprir uma Grande Missão”.

Em seu livro As Três Montanhas, que é praticamente sua biografia esotérica e uma espécie de “mapa do Caminho Esotérico rumo ao Ser Divino”, o Mestre Samael comenta sobre sua infância: “Não está demais asseverar solenemente que eu nasci com enormes inquietudes espirituais. Negá-lo seria um absurdo… Ainda que para muitos pareça algo insólito e incrível, o fato concreto de que haja no mundo alguém que possa recordar de forma íntegra a totalidade de suas existência, incluindo até mesmo o próprio acontecimento de seu nascimento, quero asseverar que eu sou um desses”.

Assim transcorrem os anos de sua infância e passa a etapa da adolescência, desenvolvendo sua vida de forma muito natural, porém, dentro dele se manifestavam anelos profundos de encontrar consigo mesmo. Isso faz com que à idade dos 12 anos o Mestre Samael empreenda o trabalho minucioso de estudar em dezenas de escolas e obras, tais como a metafísica e o espiritismo. Nessas escolas, ele anelava encontrar o Caminho Secreto, mas ali não o encontrou.

Apesar da pouca idade, nunca abandonou a meditação. Isso era um grande bálsamo para sua Alma de grande Buscador da Verdade. Enquanto isso, seguia procurando seu Caminho filosófico, praticando os conhecimentos de Raja Yoga e Karma Yoga.

Decepcionado por ainda não encontrar a verdade, ingressou na escola da Rosa-Cruz Antiqua, bebendo a sabedoria de grandes mestres, tais como Gurdjieff, Ouspensky, Krumm-Heller, Max Heindel, Eliphas Levi, Rudolf Steiner, Jorge Adoum, Blavatsky e outros mais, e é dentro dessa benemérita instituição que Samael conhece o verdadeiro início de sua descoberta da Luz, pois desenvolve totalmente seus chakras astrais com as práticas ali ensinadas.

Mas sabia perfeitamente que deveria se aprofundar na sua busca do Caminho que o conduziria aos Mistérios Iniciáticos do Super-Homem; e, ao fim, descobre em sua vivência íntima, particular, o caminho secreto da meditação profunda.

Com firme e terrível propósito, começa a percorrer o caminho místico transcendental por meio de grandes sacrifícios e sofrimentos intencionais. Sua meta única foi trabalhar seriamente na aniquilação do Ego, na Castidade e no sacrifício pela humanidade.

Quando contava com 30 anos, o Mestre Samael realiza seu juramento mais solene: o de despertar a Kundalini, custe o que custar… Assim, auxiliado por sua esposa e companheira de toda a vida, Arnolda Garro de Gómez (VM Litelantes), percorre o Caminho da ascensão das 7 serpentes sagradas do Fogo e das 7 serpentes divinas da Luz.

Todo esse grande trabalho era fundamentado na Magia Sexual, na Alquimia Tântrica e a ascensão da Kundalini, de vértebra em vértebra, lentamente e de acordo com os méritos do coração, tendo sempre presente a santidade e o sacrifício…

Passando por essas Iniciações sagradas, o Mestre chega a um ponto de sua vida interior que é verdadeiramente um fato cósmico para todos os Irmãos Gnósticos: No dia 27 de outubro de 1954, realiza-se o advento do Logos Samael dentro da alma do bodhisatva (a manifestação humana de um Mestre) Aun Weor. Isso se dá no Summum Supremum Sanctuarium (SSS) que se localizava na Colômbia. (Ah, sim. Este templo sagrado desapareceu por completo, encontra-se agora na 4ª Dimensão.)

Vários Irmãos do Templo reuniram-se para este grande acontecimento cósmico. Entre os mestres, encontravam-se os mais destacados paladinos gnósticos, tais como os mestres: Litelantes, Kéfren, Jonas, Tarom-Om, Pavoni, Sanfragárata e Sum-Sum-Dum.

VM Litelantes, esposa de Samael Aun Weor

O Mestre Samael entrou no Templo, deitou-se, com os braços abertos, sobre uma pesada cruz de madeira, e permaneceu assim por 3 longos dias. Os vários mestres ali presentes realizaram uma longuíssima cadeia, ficando o Mestre Samael como que morto. Suas funções vitais ficaram em total suspensão.

A Mestra Litelantes, em uma visão mística, descreve como a montanha da Sierra Nevada se ilumina, com a chegada do Quinto Anjo do Apocalipse. Ele, o Cristo Cósmico de Marte, desce dos Mundos Superiores em uma bela carruagem e penetra no corpo do Mestre.

Logo depois, o corpo do Mestre “voltou à vida”, ou seja, ele recobrou seus sentidos físicos, e foi se movendo lentamente. E ele, após abrir os olhos, pergunta: “Onde me encontro? Me sinto duplo”.

A partir desse instante, o advento de nosso Redentor realizaria sua marcha triunfal como o Quinto Arcanjo do Apocalipse, o Avatar de Aquárius. Essa data memorável é celebrada hoje e sempre em todos os Lumisiais gnósticos do mundo todo. Leiamos importante comentário de um dos mais fiéis discípulos do Mestre Samael, o senhor Celestino Lópes Lindo, sobre o advento do Cristo Samael: “O evento mais extraordinário que ocorreria na Sierra foi o advento do Mestre Samael.

Os fenômenos que se apresentaram foram: dias longos e noites curtas, tormentas elétricas, as trevas que rodearam a Sierra Nevada eram quase intransponíveis.

O Mestre Aun Weor, às 19 horas do dia 27 de outubro de 1954, tomou a decisão de entrar rapidamente no Templo de Mistérios Maiores. Foi estranho para os demais que ele não carregasse em suas mãos nenhum artefato que lhe permitisse iluminar o caminho, já que os mesmos colonos, apesar de conhecer o caminho, necessitavam de luz. Encontrando-se dentro do recinto sagrado e depois dos rituais de rigor, Aun Weor caía em estado cataléptico em cima de uma tosca e grande cruz.

Sua cabeça se encontrava apoiada em uma almofada, a qual, depois de passado certo tempo, incendiou-se. Ele nem sequer se queimou porque se encontrava recebendo seu Real Ser. A Sierra Nevada de Santa Marta e os gnósticos que o acompanharam em seu advento nunca esquecerão o divino silêncio que foi sentido naquela noite cósmica de 27 de outubro.

Depois do advento de Samael, pouco mudou, porque o Íntimo que havia recebido no Advento era como uma criança pequenininha e débil, oqual à medida que ia aniquilando o Ego, ia se desenvolvendo para exercitar-se no falar e no dar o ensinamento aos povos.”

Não somente como mestre e Guia da nação gnóstica, mas também como cidadão do mundo e pai de família, Samael soube observar um perfeito equilíbrio entre o material e o espiritual. Era pai e esposo exemplar, jamais se esquecia de suas obrigações tanto esotéricas como sociais. Jamais foi visto esquecer-se de si mesmo, sempre atento a sua forma de expressão, suas vestes, seus gestos, e também sua forma de rir, de caminhar, de atuar etc.

Enfim, sua vida servia de exemplo de compaixão, responsabilidade, companheirismo, sabedoria e amor ilimitados.

Para todos o Mestre mostrava uma Gnosis simples, fundamental, sem poses, sem autoindulgências nem pantomimas repulsivas. Ou seja, todos tinham a pessoa do Mestre Samael como exemplo de amor, simplicidade e naturalidade. Um Mestre assim cheio de amor mostrou o sendeiro da revolução da consciência.

Os Poderes Jinas de Samael

Os que estavam próximos de Samael, ou seja, parentes, amigos e discípulos, vivenciavam experiências inusitadas e misteriosas, típicas de um verdadeiro mestre nagual. Uma das tantas experiências vividas por um das filhas do Mestre foi ver Samael diminuir seu corpo físico e chegar a ter cerca de 50 centímetros de altura.

Essa mesma filha do mestre também a oportunidade de vê-lo imobilizar um deficiente mental furioso que tentava atacá-lo. De imediato, tomou a estatura de um gigante, suas mãos e pernas eram fortes e duras como o aço. Cada passo que dava, o piso da casa onde estavam tremia.

De pronto, o gigante Samael imobilizou o deficiente mental com muita força e poder, sem perder seu amor e ternura para com todos os pobres seres humanos. Para mais informações, queiram os queridos leitores estudar os casos narrados neste mesmo link.

Esta mensagem nos faz refletir sobre a necessidade de voltarmos à nossa autêntica Realidade. O Mestre Samael jamais foi visto sendo ríspido, grosseiro, ou utilizar seu Verbo para amedrontar seus discípulos. Samael era verdadeiramente um Homem impregnado de simplicidade e de amor porque sua mente estava livre, porque ele vivia de momento em momento, de instante em instante, transformando suas impressões da vida em compreensão profunda real, levando-o sempre a uma sabedoria que se manifestava em todo o seu Ser

O Mestre Samael dedicou toda a sua vida a dissolver seu Ego, ou seja, seus defeitos, bloqueios e limitações psicológicas, até atingir a perfeição total, ou, estado integral de Homem Causal.

O Trabalho de Samael

Esse estado de perfeição psicológica e mágica levou Samael Aun Weor a iniciar o maior empreendimento espiritual de todos os tempos conhecidos, que é o de salvar um planeta inteiro, e toda a sua humanidade!

Como isso deveria ser realizado? Como indicar um Caminho que pudesse levar as mulheres e os homens de boa vontade a se livrarem desse estado de coisas degradante em que nosso mundo está metido? Para resolver essa questão cósmica tão complexa, tão grave, a Santa Fraternidade Branca, tendo encarregado o VM Samael de executar essa estratégia, exigiu que a nação gnóstica formasse o Exército de Salvação Mundial.

Esse Exército da Forças Cósmicas está divulgando os princípios gnósticos do Autoconhecimento e da Iluminação Espiritual, perdidos pela quase totalidade dos seres humanos.

Esses princípios gnósticos, didaticamente chamados de “Três Fatores de Revolução da Consciência”, eram antigamente entregues somente para poucos, para aqueles que dedicassem toda a sua vida a esse Caminho Iniciático.

O Mestre Samael, com ordens da Santa Loja Branca, entregou para toda a humanidade, indistintamente, e com todo o amor de um verdadeiro Filho da Luz, essas Chaves da Redenção humana, como praticamente uma última oportunidade para se criar “sementes” para uma nova civilização, num futuro não muito distante, para que a Evolução planetária terrestre não fracasse totalmente e siga adiante, conforme as ordens do Logos Solar.

Se esse Trabalho é hercúleo, titânico, quase impossível, seu Executor deveria ter a Força, o Poder, a Inteligência, a Abnegação e o Desprendimento suficientes para tal empreitada. Por isso, para conhecer melhor esse personagem que será popularizado neste Terceiro Milênio, estude os textos de nosso site concernentes às suas vidas passadas, a seus ensinamentos de Sabedoria, aos eventos paranormais envolvendo sua pessoa e a de seus discípulos.

Boa leitura e ótimas reflexões!

Conceitos Gnósticos Transcendentais

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Pergunta ao VM Samael Aun Weor: Mestre, quero saber o porquê dessa inquietude que tenho há muito tempo dentro de mim, quem sou eu, de onde vim, para onde vou, que papel desempenho, se terei uma missão relacionada com os Ensinamentos…

Samael Aun Weor: São perguntas vitais, não? Quem sou? De onde eu vim? Para onde vou? Qual o objetivo da minha existência? Tudo isso é muito importante, claro que tem de saber se sente ou não algum tipo de inquietude espiritual. Se a sente, é porque a Chispa Divina, a Mônada está trabalhando a Essência, pois ela quer ser Autorrealizar, chegar à Maestria. Se existe a pergunta sobre qual a sua missão, é porque existe uma missão, mas qual é essa missão? Os fatos estão lhe dizendo, se observar cuidadosamente as relações que tem tido na vida, todas as inter-relações, poderá dar-se conta de que elas combinadas com a Gnosis dão um grande resultado. Qual? A divulgação dos Ensinamentos, essa é a tua missão. Mas para trabalhar com grande acerto é necessário conhecer a fundo os Ensinamentos, é necessário que estude a fundo a Doutrina. Divulgar os Ensinamentos é a sua missão. Se observar bem as características de sua vida, o comprovará por si mesmo. Conforme for trabalhando pela humanidade, irá cumprindo com o Terceiro Fator da Revolução da Consciência.

P: O Calendário Asteca encerra mais sabedoria que lhe têm atribuído?

SAW: Até agora ele não pôde ser compreendido integralmente, porque tal calendário foi fundamentando no sistema tridecimal, ele não está baseado no sistema duodecimal e sim no tridecimal, no número 13.

P: Isso é Cabala?

SAW: Cabala e Alta Ciência.

P: Mestre, o senhor é vegetariano?

SAW: Fui vegetariano e a conclusão que tive é que não serve, por isso não sou vegetariano. Considero que as proteínas animais não podem ser substituídas pelas proteínas vegetais. Poderíamos consumir alimentos como o abacate, que Yogananda diz substituir a carne, mas isso realmente não acontece.

Não quero com isso dizer que sejamos carnívoros cem por cento, porque isso seria um absurdo. Necessitamos de uma dieta diversificada, pelos menos 25% de carne entre os alimentos, então assim viveríamos muito bem, mas se seguirmos o sistema vegetariano, fracassaremos inevitavelmente. As proteínas da carne são fundamentais para a vida celular do organismo humano.

P: Mestre, os Jejuns de 30 ou 40 dias são aconselháveis?

SAW: Jejuns de 40 dias só para os Mestres como Jesus de Nazaré, mas qualquer um que fizer um jejum desses pode falecer, portanto não é aconselhável. Sem dúvida, existem época em que se pode realizar certos jejuns, mas no máximo seriam de 9 dias, com uma condição de se ter uma saúde correta, e com prévio exame médico feito anteriormente.

P: Mestre, há uma frase de Jesus que dizia que era mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha que um rico se salvar. Poderia nos explicar se isso é simbólico ou se a riqueza material se contrapõe com a revolução espiritual?

SAW: Jesus não se refere somente aos bens materiais, mas também sobre a questão intelectual. Muitas pessoas são ricas de intelectos e jamais se sentem atraídas pelos assuntos espirituais. Outros têm uma mentalidade muito simples e com muita facilidade entram por esse Caminho. Desta forma, as palavras do Mestre não se referem somente aos bens materiais. Existem os avarentos, que armazenam fortunas imensas e não entram no Caminho por estarem apegados aos seus bens, então deste ponto de vista a colocação acima é perfeita. Mas pode-se ter muito dinheiro e entrar no Reino dos Céus. O Conde Saint Germain, por exemplo, possuía riquezas incalculáveis, Gagliostro transmutava chumbo em ouro e fazia diamantes da melhor qualidade. Tanto um como o outro possuíam todos os bens da Terra e foram dotadas de uma tremenda espiritualidade, eram Mestres Ressurrectos. A questão não é ter ou não ter bens materiais, mas sim como administrá-los sem se apegar a eles. Existem muitos que têm um intelecto poderoso, mas não lhes interessam a espiritualidade e o esoterismo, a mente deles está demasiadamente complicada. Outros têm bens terrenos, estão tão apegados a eles que tampouco lhes interessa a espiritualidade, querem mais bens.

P: Em relação à prática do Grande Arcano, eu tenho escutado algumas teorias de que quando se pratica com paixão se obtém uma transmutação melhor, e há quem sustente que se deve praticar livre e isento de qualquer tipo de paixões. Qual é a verdade?

SAW: Em tudo isso existe graus e graus, não podemos exigir do animal que não seja passional, porque ele é um animal. O que acontece é que os estados animalescos, os impulsos inferiores, devem ser eliminados, mas de uma forma progressiva e didática. Seria absolutamente impossível conseguir que um par de bestas se torne santo da noite para o dia. Têm de começar primeiro pelo animal e depois virá o espiritual, começa-se numa escala muito inferior de animalidade, mas se vai avançando na rochosa Senda, eliminando os estados animalescos e se vai depurando até que no fim se sublima completamente.

Lembro-me de algo insólito: fora do meu corpo físico eu me encontrei com um místico que parecia como se fosse da Idade Média. Ele tentou fazer em mim os famosos estigmas nas mãos, com um cravo tentou furar as minhas mãos.

Conseguiu avançar até um certo ponto e nada mais, das palmas das minhas mãos brotavam raios e trovões, mas ele não conseguiu aquilo que se propôs, então me conduziu até a Igreja Gnóstica e me apresentou a um Grande Mestre.

Meu Real Ser me acompanhou, naquela época eu não tinha as minhas mãos perfuradas ainda, esse místico disse ao Mestre: “Trago aqui este Mestre para o assunto dos Estigmas”. Esse Ser Andrógino Divino, dirigindo-se à minha Mônada Particular, a Samael mesmo, falando sobre mim, disse: “Ele é muito forte e responde muito bem, mas deve cumprir melhor o Sacramento da Igreja de Roma”. Eu disse: “Ah, agora entendo perfeitamente, cumprirei melhor”.

Posteriormente, tive de regressar ao meu corpo físico e entendi o que tinha me dito. Tinha de sublimar mais a Energia Criadora, apesar de que realizava o Coitus Reservatus como um ritual, precisava sintetizá-lo mais ainda, torná-lo estático e mais divino, e assim, durante as práticas eu nem sequer me lembrava dos órgãos criadores do meu corpo físico, realizava o trabalho na Nona Esfera em sublime êxtase místico. Como resultado, refinei a energia do sexo, e com tal tipo de energia formaram-se os estigmas nas minhas mãos e nos meus pés.

Muito mais tarde, bem mais tarde, passei além do trabalho da Nona Esfera, hoje em dia eu estou proibido de trabalhar com o Sahaja Maithuna, sem dúvida essa proibição não veio senão quando eu consegui a “Androginia” de Ammonio Saccas. Isso se consegue quando se desposa a sua Walkíria, ou seja, a sua Alma Espiritual – no homem ela é feminina, na mulher é masculina.

Como consegui o tal casamento místico? O trabalho mágico sexual, diríamos, na Nona Esfera seria até certo ponto um absurdo. Por tal motivo eu tenho as duas Almas aqui dentro, estou íntegro, desse ponto de vista. Assim é que aos poucos se vai refinando a energia sexual, começa-se de uma forma grosseira, mas com o tempo, conforme vão se dissolvendo os agregados psíquicos inumanos que carregamos dentro, chegaremos à Castidade Absoluta. Este assunto deve ser olhado como deve ser, porque não se pode exigir a um par de principiantes que tenham a santidade de São Francisco de Assis, precisamos nos colocar dentro do terreno dos fatos concretos e práticos.

P: Mestre, é muito frequente entre os irmãos gnósticos que estão se iniciando na Senda sofrerem grandes decepções quando trabalham na Nona Esfera, inclusive estão trabalhando para a destruição dos seus agregados psíquicos e não veem resultados positivos e imediatos. Pergunto: esses resultados não são vistos imediatamente porque são muito demorados ou porque os Iniciados não têm Consciência exata para ir percebendo paulatinamente o que se vai produzindo?

SAW: O que você afirma é real, certamente as pessoas querem resultados imediatos, mas acontece que as coisas não são com a mente quer, não se pode ver os resultados imediatamente, deve-se trabalhar. Só despertando a Consciência é que se vão conhecendo os resultados. Este é um trabalho de uma vida toda, não se consegue da noite para o dia, há tempos de terríveis solidões, que são a “Noite Espiritual”, épocas em que se vê diante de uma tremenda solidão, separado de toda espiritualidade. Não o recebem em cima porque não merece, embaixo tampouco o querem, porque se converteu num inimigo do Eu psicológico. Resultado, anda como um infeliz sobre o lodo da terra. A maior parte fracassa nessa época da Noite Espiritual, os poucos que conseguem resistir triunfam realmente, mas são poucos, repito, que conseguem resistir a essa prova tão dura.

P: Mestre, para saber exatamente se chegamos a esse momento da Noite Espiritual, quais são as suas características e manifestações?

SAW: São muito práticas e concretas, falta de iluminação interna, aborrecimento, fracasso sexual, preguiça, desespero, materialidade no seu maior grau, nem um raio de luz, nem uma gota de esperança, o mundo sensorial nada mais é que algo aborrecedor, esses são os sintomas da Noite Espiritual.

P: Muitos estudantes não querem buscar a Revolução Espiritual em grupo, não interessa a eles assistir aos Lumisiais nem as Cadeias, buscam a sua revolução de forma particular, o que é mais produtivo e conveniente?

SAW: AAutorrealização é algo muito individual, mas devemos ter em conta os três fatores que são necessários para a Revolução da Consciência. Nascer, o que só é possível trabalhando na Forja dos Ciclopes; Morrer, é uma questão de dissolução do Eu psicológico, mas o Sacrifício pela Humanidade é Amor, de alguma forma temos de lutar pelos nossos semelhantes.

Nos Santuários, nos Lumisiais, existe a oportunidade do sacrifício, o mesmo acontece quando fazermos parte de uma Cadeia de Cura para ajudar a curar os outros a distância, porque fazemos isso quando assistimos ao Santuário, ajudando com as nossas forças, unindo-as com as dos demais, formamos um Centro Magnético especial, que é vital para a Consciência, porque nesse Centro pode-se praticar a Meditação e estimular a Essência, por isso é que os Centros são importantíssimos para a Nova Era de Aquárius, é muito importante assistir sempre aos Lumisiais, não por nós, mas pelos outros.

P: Mestre, o senhor estava falando para nós que a Meditação é praticamente deixar a “mente em branco”, existe outro tipo de meditação que é dinâmico, que é o de concentrar-se num tema, o que indica uma dinâmica mental. Existem dois tipos de meditação?

SAW: Existem muitos tipos de meditação, mas se quisermos apreender o Real, se quisermos experimentar a Verdade, sentir em nossa psique esse elemento que nos transforma radicalmente, necessitamos da quietude e do silêncio da mente. Não se trata de colocar a mente em branco, porque isso é verdadeiramente um absurdo, o que se requer é chegar à quietude e ao silêncio da mente, o que é diferente. Conforme se vai compreendendo isso, chega-se ao entendimento, então se pode transcender. Suponhamos que vem à mente a lembrança de uma cena de ira em casa, o que fazer? Tratar de compreendê-la e depois esquecê-la! Quando cessam as recordações, os desejos, os pensamentos e as emoções, a mente fica quieta e advém o “novo”. E se não vem o “novo”, o que fazer? Sinceramente não temos chegado à quietude absoluta em todos os níveis da Mente, então não nos resta outro remédio senão descer aos níveis mais profundos. Isso quer dizer que, com a chegada da quietude em nível meramente intelectual, devemos passar para outro nível essa quietude, ao segundo nível, perguntar à mente por que ela não quer ficar quieta, por que ela não quer o silêncio, ela poderá responder com pensamentos absurdos ou com uma imagem qualquer.

Nós temos de fazê-la compreender suas futilidades, e conseguido isso, passamos para um terceiro nível; compreender e fazer compreender a necessidade de aquietar-se nesse nível e assim sucessivamente, de nível em nível, até chegar ao 49º. Se conseguirmos que a Mente nos obedeça em cada um níveis, então ela ficará quieta e em silêncio. O resultado é que a Essência se livra do intelecto para experimentar isso que nos muda radicalmente, que é o REAL. De forma que, iremos saindo vitorioso pouco a pouco na Noite Espiritual.

P: Existem algumas plantas estimulantes que servem para alcançar o desdobramento, por exemplo, de forma mais rápida?

SAW: As drogas são prejudiciais, com algumas drogas se consegue o desdobramento, mas se são de tipo subjetivo, inumano, processa-se nas Infradimensões da Natureza, é claro que isso não conduz à autêntica Iluminação Objetiva Transcendental do Ser, e o resultado é um fracasso.

P: Mestre, poderia nos falar sobre o Cristo Íntimo?

SAW: Se vocês lerem Paulo de Tarso em todas as suas Epístolas, verão algo muito interessante. Ele fala sempre do Jesus Cristo Interior, raras vezes ele alude ao Grande Cabir Jesus, o histórico. Esse Jesus Cristo Íntimo é o que Paulo faz alusão. Qual o mérito do Grande Cabir Jesus, que viveu há 2 mil anos na Terra Santa? Um, e muito grande, foi trazer a Doutrina do Senhor, mas porque tinha de ser ele a nos ensinar? Porque o Senhor havia encarnado nele e se expressava através dele, por isso é que nos ensinou a Doutrina do Cristo Íntimo.

O Cristo Íntimo é o que conta, Ele é o Instrutor do Mundo e se expressa através de qualquer homem que estiver devidamente preparado.

P: Mestre, poderia nos falar sobre a castidade?

SAW: Não devemos nos envaidecer por achar que somos castos, não. Ao contrário, devemos nos reconhecer sempre como luxuriosos, como fornicários, porque quem se envaidece não poderá descobrir se tem luxúria ou fornicação.

A luxúria tem vários aspectos, muitas vezes vocês podem sentir um amor estranho por uma pessoa do sexo oposto, chegam a sentir um amor que sai do coração e sai pela boca, mas o que é esse amor? Se colocarmos a nossa atenção no sexo, veremos que nele se estabelece uma “vibração” muito simpática e curiosa quando se sente esse amor por essa pessoa, o que quer dizer isso? Que existe o desejo animal, mas no coração o expressa como “Amor”, na mente é expresso com ideais muito belos junto com essa pessoa, vendo-a linda, maravilhosa, ainda que ela seja, por dentro, um demônio. Porque está escrito: “Quem ama o feio, bonito lhe parece”.

Se eliminarmos essa vaidade dentro de nós, se nos considerarmos sempre um pecador, progrediremos muitos esotericamente. Há muitos irmãos que me escrevem queixando-se que não conseguem sair em astral, que não viajam pelo mental, que não tem uma chispa de Luz, amém, amém… que nunca conseguem acender o fogo dentro, ou seja, TODOS ESTÃO SE QUEIXANDO. É necessário entender bem essas coisas, existem três classes de relação com a vida: a primeira é a “Relação com o próprio corpo”, se estivermos mal relacionados com o corpo, este pode ficar enfermo. A segunda é a “Relação com o Meio Ambiente”, se estivermos mal com o meio ambiente que nos rodeia, é claro que vamos criar problemas para nós. A terceira é a “Relação Consigo Mesmo”, que é a mais importante. Se quiserem ter a Iluminação, viajar pelos mundos astral, mental, causal ou búdico ou intuicional, primeiro de tudo têm de estabelecer relações corretas com os Centro Superiores do próprio Ser. Aqueles que desejam a Iluminação, eu os aconselho que adquiram primeiro a Virtude da Humildade.

E como se faz isso? Examinando a própria vida, reconhecendo os seus erros, e se vocês se propuserem a examinar em detalhes todos os aspectos da sua vida, chegarão à conclusão de que não há motivos para nos envaidecermos e chegará o momento em que adquirirão a Virtude da Humildade. Desta forma, espero que vocês reflitam sobre todas essas coisas, que se tornem humildes.

P: Mestre, o que é a perda de fé?

SAW: A perda da fé se deve à mentira, ao embuste, à farsa. Através de diferentes existências, o ser humano vem mentindo, tem sido farsante, embusteiro, acostumado a enganar etc., criando eus da farsa, do embuste, do engano, da mentira etc. Todos esses eus falseiam a mente, tornam-na falsa, mentirosa, e por ser assim, ela não pode ter fé. De maneira que para nós adquirirmos fé é necessário eliminar os eus da farsa, do embuste, da mentira etc.

P: Mestre, um eu qualquer pode se manifestar de diferentes formas?

SAW: Qualquer eu tem três formas de expressão, no centro mental se expressa de uma forma; no coração, no centro emocional, se expressa de outra maneira; e no centro motor-instintivo-sexual de outra maneira. Se quisermos conhecer o modus operandi de qualquer eu, temos de observá-lo cuidadosamente nos três centros, dessa forma podemos analisar melhor e compreendê-lo definitivamente, para que depois, possamos reduzi-lo a pó cósmico com a ajuda do Fogo Flamígero da Divina Mãe Kundalini, através da nossa oração íntima, pedindo a Ela que nos ajude eliminando tal eu.

P: Mestre, um eu pulverizado pode voltar a ressurgir?

SAW: O que nos diz Dante na sua Divina Comédia? Lembras de uma passagem onde um eu, de um sujeito tal, se transforma em pó, morre e logo depois, dentro das cinzas, brota novamente mais vivo que antes? Assim como a Ave Fênix ressuscita entre as suas cinzas, assim são os eus. Se permanecerem alerta e vigilante, constantemente, como vigia em tempo de guerra, esses eus não ressuscitarão.

P: Mestre, depois que morre um eu, nasce uma virtude. Ela também pode morrer?

SAW: Sim, ela pode morrer se não cuidarmos dela.

P: Mestre, os Deuses também caem?

SAW: Vocês não lembram o que dizem as Sagradas Escrituras sobre a Revolta dos Anjos? Os Anjos caíram, converteram-se em demônios, porque ressuscitaram neles os eus, porque violaram a Lei e fornicaram. Está escrito que “os filhos de Deus se casaram com as filhas dos homens, que naquele tempo eram gigantes…”, de forma que, vejam vocês, estou falando do eu experimentei por mim mesmo, porque eu estive na Revolta dos Anjos. Na época da antiga Lemúria, eu fui um lemur, como também fui um hiperbóreo, e conheci também pessoas da Primeira Raça Protoplamástica. Na Lemúria cometemos o erro, muitos irmãos que tinham vivido em outros Mahavântaras como eu, de tomar esposas quando isso nos era proibido, essa foi a revolta dos anjos, e eu naturalmente meti os “pés pelas mãos” e sofri muito na Lemúria.

P: Qual deve ser a nossa atitude diante do Materialismo Dialético, dos atuais comunistas e marxistas?

SAW: Os comunistas são religiosos, eles rendem culto ao Deus Matéria, logo, são religiosos fanáticos. Karl Marx é uma farsa, no que se baseou para fazer a Dialética materialista. Na Primeira Internacional Comunista, ele se colocou de pé e disse: “Senhores, eu não sou marxista!” E lhe perguntaram: “Mas como, se você é o mestre, você é que nos tem ensinado a doutrina, como é possível que não seja marxista?” E ele respondeu: “Eu não sou marxista, eu não sou marxista!” E como consequência daquilo, veio a divisão entre eles, apareceram os bolcheviques, os anarquistas, os anarcossindicalistas etc.

Mas por que esse homem se declarou contra o marxismo? Porque ele era um fanático religioso judeu! Quando ele morreu, renderam honras fúnebres como um grande rabino, porque este homem jamais foi materialista. Foi, sim, um cura ou um religioso de tipo judeu. Não estou atacando a religião judaica nem os judeus. Que não nos confundam porque não somos seguidores de Hitler, para atacar os semitas. Unicamente estou aclarando questões religiosas. Eles têm a ideia de que a religião judaica é a única e deve se impor mundialmente, e que todas as outras religiões são desnecessárias. De lado com eles, todos têm o direito de pensar como quiserem. O que não está bem é que tenham inventado uma farsa para combater as outras religiões. Resulta muito curioso que na URSS se persigam todas as religiões, menos uma, a judaica, esta trabalha livremente. Dentro das sinagogas se reúnem os seguidores da religião de Moisés para estudar o Zohar, o Talmude, a Bíblia etc., mas fora de sua religião, e eles sendo bem místicos e sinceros, fazem o povo engolir a Dialética Materialista, porque dizem: “Os gentis não têm direito a ter nenhuma religião, são bestas de carga que nasceram para nos servir”.

Assim, pois, não quero com isso atacar os judeus. Em questão religiosa, há muito fanatismo de mais ou de menos. Estou unicamente aclarando questões religiosas. Tampouco estou dizendo que os judeus sejam perversos ou algo do estilo, há milhões de homens e mulheres que trabalham e ganham sua vida com o suor da testa, crianças e anciães que merecem nossa consideração. Nós jamais seríamos conselheiros ou êmulos de Hitler, nunca cairíamos no erro hitleriano de perseguir povos. Porém há milhares de fanáticos no campo religioso, e disso os judeus não têm culpa.

Que Karl Marx foi um sacerdote, isso é verdade. E que ele a usou para um único propósito, qual seja, o de destruir as outras religiões. Assim, pois, a Dialética Materialista só pode enganar aos tontos, aos ingênuos, aos que de verdade não conheçam a Ciência das Religiões, que é a Gnosis. E isso é tudo.

Ainda recordamos aquelas palavras de Karl Marx numa revista de Paris, no seu tempo. Palavras que demonstra que ele era místico, ademais de religioso, pois, entre parênteses, era um Rabino, um religioso… Ele disse textualmente: “Mediante o triunfo do proletariado mundial, criaremos a República Socialista Soviética Universal, com a capital em Jerusalém e nos tornaremos donos de todas as riquezas das nações, para que se cumpram as profecias dos nossos Santos Profetas do Talmude”, ou seja, palavras de um Rabino religioso.

Por que esse homem escreveu a sua Dialética Materialista? Para cumprir com os Protocolos dos Sábios de Sião, que dizem textualmente: “Não importa que no toque levar o mundo ao materialismo e repugnante ateísmo, no dia em que nós triunfarmos, ensinaremos a religião de Moisés, devidamente codificada na sua forma dialética e não permitiremos no mundo nenhuma outra religião”.

Ele cumpriu com os Protocolos, inventou essa regra, esse embuste, para destruir mediante o ceticismo todas as religiões, para não deixar nenhuma de pé, mas só a de Moisés. Essa foi a arma que ele usou para destruir todas as religiões do mundo e deixar somente a dos judeus. Prova disso? Qualquer um que viaje pela União Soviética descobrirá que nela existe um Estado Judeu com o Governo Teocrático Religioso. Todas as religiões russas foram perseguidas, menos a dos judeus. Ele copiou a Dialética Metafísica de Hegel, despojou-a dos seus Princípios Eternos e elaborou um “plano” para os tontos. Numa certa ocasião, achando-me no mundo astral, invoquei Marx e ele apareceu. Perguntei-lhe: “Tonto, não te dás conta que você escreveu uma farsa?” Não te dás conta disso?” Percebi uma coisa curiosa, esse homem está desperto e consciente e ele é seguido por Lenin, que parece um sonâmbulo, está inconsciente e o segue como uma sombra, mas Karl Marx está desperto e consciente no Mal e para o Mal!

Entretanto, eu não vou me pronunciar contra o povo judeu, porque isso seria um absurdo! Existe uma multidão de Anciães, mulheres e crianças que jamais na vida souberam alguma coisa sobre os Protocolos de Sião. Atacar todos os judeus é um delito, os culpados são os governos e o Sanedrim, com os seus 300 Membros, que possuem um projeto há mais de 3 mil anos para dominar o mundo.

P: Eles têm dominado o mundo?

SAW: Até agora o projeto está dando resultado, Hitler sabia, mas ele preferiu atacar as mulheres, os velhos e as crianças nas câmaras de gás, essas criaturas nada sabiam dos planos do Sanedrim, os membros estavam rindo de Hitler nos Estados Unidos, na França, na Inglaterra e na Rússia. Eles, os Sanedrim, foram os que acabaram com Hitler.

P: Mestre, cada pedra que compõe a Pirâmide do Egito tem um peso exorbitante, como eles movimentaram aquelas pedras?

SAW: Havia uma fórmula de plantas com as quais se poderiam amassar os elementos das pedras, granito, feldspato, mica etc., e criar uma pedra de acordo com as medidas, era uma fórmula vegetal muito antiga que se perdeu.

P: Mestre, a cara da Esfinge tem um rosto de mulher?

SAW: É um rosto de Homem que representa exatamente o Mercúrio da Filosofia Secreta, a Água; as garras representam o Fogo; as asas o Ar; e o Espírito; as patas de touro o elemento Terra, aí estão os quatro elementos. A Terra nas patas traseiras, o Ar nas asas, a Águia no rosto do Homem e o Fogo nas garras da Esfinge. Também representam as quatro características principais da Alquimia. As garras do Leão representam o Fogo Sagrado, o Enxofre; o touro representa o Sal, o elemento Terra; o rosto do homem é o Mercúrio da Filosofia Secreta, o Esperma Sagrado; e as asas representam o Espírito. Na cabeça da Esfinge havia uma Coroa com nove pontas de ferro, que representava a Nona Esfera, o sexo; tinha também um báculo na sua garra direita e na garra esquerda, a Espada Flamígera, claro que atualmente está despojada de tudo isso. Ela significa o Caminho Esotérico, o Caminho Sagrado que nós temos de percorrer, que é o da Nona Esfera, os Mistérios do Sexo.

P: Mestre, o senhor poderia nos dizer algo sobre as nossas existências passadas?

SAW: Vou lhes dizer uma grande verdade, se vocês observarem cuidadosamente as diferentes escolas pseudoesotéricas que têm no mundo, verão que abunda muito essa questão: um médium lhes dirá que são reencarnação de Napoleão Bonaparte, outros é um dos Apóstolos, outro foi o Conde tal, ou Maria Antonieta, eu particularmente conheço mais de seis “Marias Antonietas” por aí, reencarnadas. De nada serve alguém dizer a uma pessoa suas vidas passadas, o que é um absurdo. O que serve, verdadeiramente, é que cada um de nós lembre as suas existências passadas, para isso devem começar pela última.

Deitem-se nas suas camas, com o corpo bem relaxado, concentrem-se no último instante da sua existência passada, no último segundo. Façam este exercício nos momentos em que sentirem mais predisposto ao sono, utilizando os mantras: RAOM-GAOM.

A concentração deve ser profunda, pode acontecer que nesse momento o seu corpo físico fique dormindo e você começa a se ver no seu leito de morte, rodeados pelos seus familiares, voltar a sentir as mesmas palavras que disseram etc., então terão lembrado o último instante da sua existência passada. Outro dia, façam o mesmo exercício para recordar o penúltimo instante e assim, a cada exercício, lembrarão toda a sua existência passada, e uma vez completada essa existência, da velhice à juventude, desta para a criança e desta para o nascimento, poderá surgir então a penúltima existência, e assim poderão recordar todas as suas existências. Os mantras são:

RAOM-GAOM

P: Mestre, o nosso Corpo de Doutrina vem a ser o mesmo de Moisés ou de Jesus?

SAW: Os princípios básicos da Grande Sabedoria Universal são sempre os mesmos, tanto Buda quanto Hermes, Quetzalcoatl ou Jesus, todos eles entregaram uma Mensagem, cada uma delas contém os princípios cósmicos, impessoais e universais. O Corpo de Doutrina que estamos entregando agora é revolucionário no sentido mais completo da palavra, mas contém os mesmos Princípios que Buda ensinou em segredo aos seus discípulos, assim como os de Jesus, o Grande Cabir, que entregava aos seus em segredo. Este Corpo de Doutrina fundamenta-se nos Três Fatores da Revolução da Consciência, Nascer, Morrer e Sacrificar pela Humanidade.

Temos ensinado esses princípios em obras como O Matrimônio Perfeito, A Revolução de Bel, Rosa Ígnea, Catecismo Gnóstico, Consciência Cristo, Apontamentos Secretos de um Guru, Mais Além da Morte, Olhando o Mistério etc. Alguns livros de Ensinamentos Médios são aqueles que estão escritos nas Mensagens de Natal de cada ano e haverá um Ensinamento Superior, que começará a ser dado mais à frente. Esses Ensinamentos dividem-se em três aspectos: Kinder, Médio e Superior, correspondendo aos três Graus da Maçonaria Oculta, que são: Aprendizes, Companheiros e Mestres.

Em nossas organizações temos as Câmaras para os principiantes, ou seja, a Primeira Câmara, a Segunda e a Terceira, mas isso não quer dizer que todos os que estão na Terceira sejam Mestres, ou algo por estilo.

P: Mestre, numa ocasião escreveu que para a mulher se Autorrealizar totalmente, teria de mudar para um corpo masculino, agora nos diz que a mulher tem os mesmos direitos, tanto físicos, como espirituais, para herdar a sabedoria e a imortalidade, exatamente como os homens.

SAW: No passado, pensávamos que para a mulher se Autorrealizar, precisava de um corpo masculino. Nós nos baseávamos no fato de que nem Jesus, nem Buda, Hermes ou Quetzalcoatl eram mulheres. Num encontro com um grupo seleto da Humanidade, refiro-me a um Grupo Secreto, formado pelos Reitores deste Mundo, mudamos de opinião, pois ali se encontravam várias Damas-Adeptas, cujos corpos datam de milhares de anos. Uma delas me surpreendeu pela sua juventude e extraordinária beleza, é de uma idade indecifrável. Trata-se de Damas Ressurrectas, com seus corpos imortais, e não se sabe que idade têm, elas ressuscitaram dentre os mortos, possuem o Elixir da Longa Vida, a Medicina Universal, sabem transmutar o chumbo em ouro e governam a Natureza inteira, são Reitoras deste mundo, são Damas-Adeptas, Ressurrectas e Imortais. Por tal motivo, tive a necessidade de retificar a minha opinião anterior: AS MULHERES ALCANÇAM A IMORTALIDADE! ELAS TÊM OS MESMOS DIREITOS DOS HOMENS!

P: Mestre, e a Bíblia?

SAW: A Bíblia é o Corpo da Doutrina, o Talmude é a Alma da Doutrina, onde está a alma nacional judaica, mas o Espírito da Doutrina está no Zohar, a Cabala Judaica. Esses três livros complementam-se. A Bíblia está escrita à chave e só poderemos entendê-la através da Cabala. Mas como as pessoas não entendem a Doutrina, o que acontece é a criação de milhares de seitas fundamentadas na Bíblia. Muitas vezes, de um só versículo sai uma seita, chegará o dia em que haverá tantas seitas como os versículos que têm no Novo Testamento.

SAMAE AUN WEOR

Os Pilares da Sabedoria Gnóstica

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Pergunta ao VM Samael Aun Weor: Mestre, gostaríamos de ouvir o seu conceito gnóstico sobre o que são a Ciência, a Filosofia, a Religião e a Arte, pois são muito importantes.

Samael Aun Weor: Bem, em todo caso, Gnosis é conhecimento, autognosis é o conhecimento gnóstico, ou seja, a autoconsciência. Gnosticismo é o estudo da Gnosis. Em meu livro A Doutrina Secreta de Anáhuac, há um capítulo intitulado “Antropologia Gnóstica”, onde explico o que é a Gnosis e os seus termos. Claro que a Gnosis tem quatro colunas: Ciência, Filosofia, Arte e Religião. Quando falamos em Ciência, pensamos em Ciência Pura, não essa podridão de teorias que hoje em dia abundam por todas as partes. Filosofia, realmente a Gnosis é uma Filosofia Perennis et Universalis, que nasce de diversas latitudes; quem pensa que a Gnosis tem a sua origem na Pérsia, no Iraque, na Palestina ou Europa Medieval está completamente equivocado. A Gnosis é uma manifestação da Consciência e a encontramos em qualquer obra índia, em qualquer pedra arqueológica etc. Através da Antropologia Gnóstica podemos ver que ela nasce em todos os lugares.

Quanto à Arte, nós a achamos em todas as peças antigas, nas pirâmides, nos velhos obeliscos do Egito, no México antigo, entre os maias, astecas, zapotecas, toltecas etc., nas pinturas de Michelangelo, nos hieróglifos do Egito, na China, na Índia, no Tibet nos velhos pergaminhos da Idade Média etc. Existem duas classes de pinturas, uma que é “subjetiva”, que é a arte moderna e que não conduz a nada, e a Arte Régia da Natureza, a transcendental que contém nela as preciosas verdades cósmicas.

Na questão da Religião, nós estudamos a religiosidade na sua forma mais profunda, a Gnosis estuda a ciência das religiões, que se encontram em nós e em toda a Natureza. A Gnosis vai a fundo na religião, buscando o “Religare”, voltar a ligar a Alma com Deus, e isso implica trabalhos intensos porque temos de eliminar de nós os agregados psíquicos que carregamos no interior da nossa psique. A Religiosidade que possuímos é altamente filosófica, científica e artística, buscamos a Seidade Divinal dentro de nós mesmos e não fora.

Sabemos que se descobrirmos Deus dentro de nós, descobriremos Ele em todas as partes. A nossa preocupação é nos autoconhecer, ou seja, conhecer o nosso próprio Ser Íntimo.

P: Mestre, por que o Cristo Cósmico?

SAW: O Cristo não é propriamente um indivíduo, nem humano; o Cristo, é uma força cósmica que pulsa e palpita em cada átomo, elétron, em tudo que se encontra latente, em tudo que é, que foi e que será e pode se manifestar através de qualquer homem que estiver devidamente preparado. Quando pensamos que Jesus de Nazaré seja a única expressão de Chrestos, estamos equivocados.

Assim como o Cristo se expressou naquela época através de Jeshua ben Pandirah, expressou-se também através de São João o Batista, se expressou também através de Moisés, quando resplandeceu no Monte Nebo, quando se expressou através de Hermes Trismegisto ou mesmo no Senhor Quetzalcoatl.

O Cristo Cósmico é uma força que se expressa através de qualquer homem que estiver devidamente preparado, como também, Ele pode se expressar em qualquer mulher devidamente preparada.

P: Mestre, é possível que alguém se proponha a trabalhar no Maithuna, por exemplo, um homem com o seu corpo físico e uma dama em estado de astral, poderia nos dar alguma informação sobre isso?

SAW: No Tibet se fala muito das Dakinis. Alguns monges que no mundo físico não têm esposa-sacerdotisa desposam Dakinis, senhoras que andam pelas nuvens, pessoas tangíveis e muito especiais. Elas vivem no astral, no mental e no causal e em todas as partes. Obviamente, aqueles monges que as desposarem realizam o seu trabalho esotérico e trabalham com elas na Nona Esfera. Por sua vez, as mulheres, de certa categoria espiritual, desposam os Devas, e trabalham com eles sem a necessidade de ter um esposo físico. De maneira que tudo isso é possível, mas somente é possível para aquelas pessoas que não possuem o Ego animal, têm de ter um grande grau de pureza, de ter destruído o Ego animal.

P: Mestre, Judas Iscariotes é um grande Iniciado?

SAW: Realmente Judas Iscariotes é um grande Iniciado, ele inicialmente não queria aquele papel de Judas, ele queria o papel de Pedro, mas Jesus preparou Judas para o Drama que ele teria de representar e ele o representou maravilhosamente. Judas jamais traiu Jesus, teve de aprender tudo de memória o que lhe correspondia. Para se entender o Evangelho de Judas é necessário estudar Zacarias, ali ele menciona as 30 moedas de prata com as quais fora desprezado etc.

O dinheiro que se utilizou para comprar um terreno para os defuntos etc., tudo isso, está escrito em Zacarias. De maneira que Judas teve de aprender tudo isso, revisar as Sagradas Escrituras e fazer bem o seu papel. Mas ele não tem nada de traidor. Nada! Ele representou um papel que Jesus lhe ensinou.

O Mestre Judas tem um Evangelho, A Dissolução do Ego, ele renunciou a si mesmo, à sua felicidade, e vive atualmente nos Mundos Infernais trabalhando pelos perdidos, por aqueles que não têm remédio. Ele é o único que não tem recebido honras, que tem sido odiado, insultado e, sem dúvida, ama a Humanidade, posto que se sacrificou por ela. Depois de Jesus, o maior homem que existe é Judas Iscariotes.

P: Mestre, então por que João é considerado o discípulo amado?

SAW: Sim, ele o é, ele é o Verbo, a Palavra. Cada um de nós tem o seu João, o seu Judas, o seu Santiago, o seu Pedro, o seu Paulo etc.. Dentro de cada ser vivente está o Ser, que está além do Ego, e Ele tem muitas Partes, tem 12 partes, que são as doze Potestades que entram no ventre materno da Mãe Divina e vêm à existência, eles são os Doze Apóstolos.

Mas eu lhes digo uma coisa, de todos, o que mais aprecio é Santiago, que é o Mercúrio dos Sábios, aquele que nos ensina a Grande Obra, ele é o Regente da Grande Obra que temos de realizar dentro de nós, aqui e agora. O nosso Pai que está em segredo nos ensina os grandes Mistérios da Grande Obra através de Santiago.

É muito interessante apelar a Felipe para sair em astral ou em Estado de Jinas. Podemos apelar a Pedro para que nos indique, textualmente, o Caminho de Vulcano. Apelar a João para que nos ensine a Ciência do Verbo. E o Cristo?

Ele está dentro, temos de buscá-lo dentro de nós. Cada um de nós tem o seu próprio Pai Eterno, por isso é que quem quiser verdadeiramente chegar aonde queira chegar, tem de cristalizar as três forças dentro de si, o Santo Afirmar, o Santo Negar e o Santo Conciliar. O Sagrado Sol Absoluto cristaliza-se dentro de nós mesmos através dessas três forças da Natureza e dos Cosmos, nos convertendo em Homens Solares.

P: Mestre, aquela energia conhecida como Nous pode ser a Força Crística?

SAW: Nous é um átomo que existe no ventrículo esquerdo do coração, mas essa palavra “Força Crística” não o define muito bem. A Força Crística tem o seu próprio nome, essa força de Cristo ou Vishnu é uma força ingente que se encontra em tudo o que é, que foi e será, e que expressa através do homem quando este estiver devidamente preparado.

P: Mestre, existiu realmente um ser chamando São Cipriano? Ele foi um Santo ou um Mago Negro que realizou uma obra de magia negra intitulada O Livro Infernal?

SAW: Dizem que foi um mago negro e que depois se voltou a ser um Branco, isso não tem importância. Pensemos no Chrestos, que é mais importante. De maneira que, o triângulo de cima com o triângulo de baixo formam o Selo de Salomão, que tem doze radiações, as seis pontas representando o elemento masculino e as seus entradas, entre as pontas, o feminino, e mediante a Alquimia esse Selo se transforma nas Doze Constelações do Zodíaco.

P: Mestre, os faraós são representados com uma Serpente na fronte, quer dizer que eles foram tragados pela Serpente?

SAW: É um símbolo, uma vez que se converteu numa serpente, é uma serpente, e quando é devorado pela águia, converte-se numa Serpente Emplumada, como Quetzalcoatl. Mas fixemo-nos em Cristo, uma vez que os Veículos de Ouro forem devorados pela Serpente, teremos então uma envoltura metálica extraordinária, é o TO SOMAHELIAKON do Homem Solar. Quando se chega a esse estágio, Cristo ressuscita em nós. Depois de Ele ter vivido em nosso interior todo o Drama Cósmico, Ele se envolve com o To Soma Heliákon, daí surge a manifestação definitiva, entrando em nosso organismo, se expressando como um Homem entres nós, mas como um Homem Ressurrecto.

Kout-Humi, Saint Germain, Gagliostro, Hermes Trismegisto, Babaji etc., buscaram a criação do Homem Solar. Por isso é que se diz que é necessário que o Cristo nasça no coração do Homem, que Ele viva o Drama Cósmico no coração do homem, que morra em nós e que ressuscite em nós, porque será inútil mesmo tendo nascido em Belém, se não nascer em nosso coração; como também inútil será a sua morte e ressurreição na Terra Santa se não morrer e ressuscitar em nosso coração também.

É necessário que consigamos a ressurreição, temos que lutar para consegui-la, isso é fundamental. De que serviria a descida do Cristo na Terra, se não conseguir a Ressurreição? Cristo desce à Terra e morre para ressuscitar e com a sua morte, mata a morte. Por isso a necessidade de fabricar, através da Alquimia o Ouro tão necessário para a criação dos Corpos Existencial Superiores do Ser, eliminado os Mercúrios Secos, que são os agregados psíquicos inumanos que carregamos dentro do nosso Ser.

P: Mestre, o solteiro alcança com a transmutação e a Autorrealização?

SAW: Todos os sistemas de transmutação para solteiros são relativos, servem até certo ponto, mais além não servem para nada. Nem sequer o Vajroli Mudrá serve para sempre, pode nos servir enquanto o homem não conseguir uma mulher, ou vice-versa, enquanto a mulher não conseguir um homem, mas não podemos exagerar afirmando que o Vajroli Mudrá serve para sempre.

Por um determinado tempo conseguimos transmutar mediante o pránáyáma etc., e converter as secreções sexuais em energias, que podem nos ajudar a melhorar o nosso corpo físico, a nossa saúde, mas, para fabricar os Corpos Existenciais Superiores do Ser, só através do Maithuna. Por um fato muito concreto, o homem representa o Santo Afirmar, a mulher o Santo Negar e os dois juntos no Maithuna desenvolvem a terceira força que é o Santo Conciliar. Desta forma, um homem manejando uma força, a masculina, não é possível criar os Corpos Superiores, porque ele precisa da força feminina.

Para qualquer criação são necessárias sempre as três forças. O Santo Afirmar, o Santo Negar e o Santo Conciliar são as três forças nos Cosmos, a Positiva, a Negativa e a Neutra, e isso só é possível trabalhando na Nona Esfera, na Forja dos Ciclopes, entre homem e mulher.

P: Mestre, qual é a ajuda do pránáyáma no Maithuna?

SAW: O pránáyáma é usado sempre para as transmutações. Quem quiser controlar perfeitamente o sexo deve praticar o pránáyáma dentro da Nona Esfera, durante a cópula química ou metafísica, e não fora. Desta forma, conseguirá que as suas energias sexuais subam até o cérebro e mediante o pránáyáma se evitará a queda sexual, ou seja, evitará que se derrame no Vaso de Hermes Trismegisto, o três vezes grande Deus Íbis de Toth.

Na Idade Média, os Alquimistas se denominavam “Sopradores“, porque durante a prática do Maithuna estavam usado as fossas nasais para transmutar, praticavam o pránáyáma durante a cópula metafísica e assim eles controlavam o sexo.

P: Sopravam para dentro?

SAW: Por que os laboratórios alquímicos apareciam sempre com grandes foles? Os profanos pensam que se tratava de foles físicos, para estar assoprando as brasas acesas. Não, eles são foles que assinalam as fossas nasais, que são usadas muito durante o Maithuna para se controlar o sexo. O pránáyáma deve ser usado em plena Cópula Metafísica para fazer a energia subir até o cérebro.

P: Pode-se, ao terminar a Alquimia, continuar fazendo o pránáyáma?

SAW: Para quê? O que interessa é na prática do Maithuna, é como você querer tirar os foles da cozinha para soprar o ar fora, não vem ao caso, os foles são usados quando se necessita, senão é como ordenhar a vaca depois de ela ter sido ordenhada, um absurdo…

P: Mestre, e quando há um perigo de queda e se retira e fica uma certa quantidade de energia acumulada?

SAW: Isso indica que se está fazendo mal o trabalho. O trabalho deve ser feito corretamente. O pránáyáma é feito durante a Cópula Metafísica, evitando assim o perigo de “cair”, controlando a respiração, assim é como procedem os “sopradores”.

P: Mestre, que estado de Consciência corresponde à culminação do trabalho na Forja Acesa de Vulcano, a vida toda teremos de trabalhar na Forja Acesa?

SAW: É necessário se familiarizar com esse trabalho, pois, será sempre necessário trabalhar na Nona Esfera, enquanto se viva no Cosmo. Para nos libertar das forças mecânicas da Lua que tanto nos atormentam, que nos fazem de verdadeiras máquinas, devemos criar uma Lua dentro de nós, a Lua Psicológica. Ela se cria quando se destroem os agregados psíquicos que dominam a personalidade humana, como o orgulho, a vaidade, a soberba, o egoísmo, a ira, o ódio, os ciúmes, as vaidades etc., então se cria um Centro de Gravidade Permanente em nosso interior…

Paz Inverencial!

SAMAEL AUN WEOR

Revelações sobre a cabala e a alquimia do Patriarca

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Pergunta feita ao VM Samael Aun Weor: O senhor nos dá a entender que seu Centro de Gravidade estava em Yesod, e que o Centro de Gravidade da Gnosis, na sua Mensagem de Aquário, tem o centro de gravidade no Filho do Homem, em Tiferet, que é semelhante ao Centro de gravidade dos ensinamentos que o Grande Cabir Jesus nos deu. Estou correto ou equivocado?

Samael Aun Weor: Estás Correto! É claro que toda religião tem o seu centro de gravidade específico. Se estudarmos o Budismo Esotérico, poderemos perceber que é demasiadamente abstrato, e que certos estados transcendentais pertencem a Kether, o que nos permite deduzir com acerto que o Centro de Gravidade da religião budista é Kether, o Ancião dos Dias.

Se analisarmos a religião egípcia, ou a asteca, a maia, a zapoteca, a persa ou a caldeia, descobrimos que o Centro de Gravidade é Yesod, que é o Sexo, e que tal sefirote se acha situado nos órgãos sexuais. Se estudarmos cuidadosamente o Esoterismo cristão, descobriremos que o Centro de Gravidade é Tiferet, o Filho do Homem.

Sabemos que Kether é o Ancião dos Dias, a Verdade das Verdades, o Oculto dos Ocultos, a Misericórdia das Misericórdias. Chokmah é o segundo aspecto logoico, o Chrestos, e Binah é o Terceiro Logos, o Espírito Santo ou o Shiva dos hindus.

Alguns cabalistas cometem alguns erros, dizem que Chokmah é masculino e que Binah é feminino e colocam ambos como colunas do templo, algo assim como o Jákin e o Boaz da Maçonaria. Estão equivocados, porque Binah em si mesmo é masculino e feminino, na sua forma masculina é Shiva, mas desdobrando-se de si mesmo se converte na Shakti, ou seja, a Divina Mãe Kundalini.

Assim, considerando o Logos como Brahma, Vishnu e Shiva, ou Kether, Chokmah e Binah, formam a Trindade dentro da Unidade, e esse conjunto podemos chamá-lo de “Pai”. Se olharmos para Binah desdobrando-se na Shakti, teremos então o Logos e sua Esposa, ou seja, o Pai que está em segredo e a Mão Divina Kundalini Shakti. Sabemos que o Pai e a Mãe se encontram em Yesod, pois estão relacionados com a regência da Criação.

Malkuth é o Reino do Mundo físico que só existe pela força de Yesod, pelo potencial sexual desse sefirote. Desta forma, o Logos utiliza esse sefirote, Yesod, e poderá reproduzir todas as espécies, todas as coisas, dar forma a tudo o que é, o que tem sido e o que será.

Entretanto, há um sefirote secreto que se chama Daath, que se encontra precisamente nesse Yesod, que nos dá todo o conhecimento tântrico, o qual devidamente utilizado nos permitirá a Autorrealização Íntima do Ser.

Dessa forma, o primeiro triângulo (Kether, Chokmah e Binah) é o Pai Indivisível, depois vem o segundo triângulo (Chesed, Geburah e Tiferet), que é crístico, tendo como centro básico o seu centro nuclear, Tiferet. Esse triângulo é o Espírito Trino Manifestado, o Filho do Pai, tendo como centro básico a Alma Humana, ou seja, Tiferet.

Depois vem o terceiro triângulo (Netzach, Hod e Yesod): Netzach é a Mente, Hod é o Astral e Yesod, que é o assento sexual ou assento vital orgânico do corpo físico. E, por último, temos Malkuth, que é o corpo físico, lembrando que o Centro de Gravidade do terceiro triângulo é Yesod, o centro da Magia Prática.

No cristianismo autêntico podemos ver, com claridade total, que o Centro de Gravidade do Filho é Tiferet, mas se nos aprofundarmos mais nesse Arcano, na Cruz do Redentor, saberemos que na Cruz a madeira vertical é masculina e que a horizontal é feminina, e que a união de ambos forma a Cruz, a chave de todo poder. Por isso é que na Cruz está escrito INRI (Igne Natura Renovature Integram), ou seja, o Tantrismo, no fundo é o verdadeiro cristianismo autêntico.

P: O senhor mencionava, Mestre, que é muito importante dar os Ensinamentos aos Neófitos. Eu perguntava sobre a Imaculada Concepção, a Virgem, e o senhor respondeu que temos de conhecer a Cabala para intuir a Imaculada Concepção, a Mãe de Deus. O que poderia nos falar sobre esse respeito?

SAW: É claro que ninguém poderia entender o mistério da sagrada concepção sem conhecer a “Árvore da Vida”. Dizemos que o primeiro triângulo é logoico, que o segundo é crístico e se desdobra na Divina Mãe Kundalini, que ela é o aspecto feminino de Shiva, de Binah, a Esposa do Espírito Santo e depois vêm os outros sefirotes.

Em todas as teogonias se pinta sempre uma ÍSIS com o menino Hórus em seus braços; Maria, com o menino Jesus; é dela e dele que advêm os demais sefirotes; ele se desdobra nela, a sua Esposa, Ela se desdobra em Chesed, em Geburah e, por último, em Tiferet, sendo este o Centro de Gravidade do segundo triângulo.

De maneira que nesse Tiferet, esse menino, é Ela, a Ísis-Maria, que leva em seus braços o menino. Claro que esse menino tem de vir ao mundo, quando este estiver preparado. Diz-se que ele nasce num estábulo, as pessoas pensam que esse estábulo está situado numa vila, não. É bom saber que essa Belém onde nasceu o menino não existia na época de Jesus de Nazaré. Belém significa “Torre de Fogo”, e tudo isso é simbólico, pois está tudo dentro de nós mesmos.

É necessário criar antes um corpo astral mediante as transformações do Mercúrio da Filosofia Secreta, depois criar o corpo mental e por último o corpo da vontade consciente, ou o corpo causal, aí estaremos prontos para receber o Menino.

O advento do Filho do Homem é uma Graça do Altíssimo, o Filho do Homem nasce num estábulo, ou seja, entre os animais do desejo, porque o Iniciado não teve tempo para dissolver todos os elementos animais que leva dentro de si, por isso o menino é concebido por obra e graça do Terceiro Logos e sua Divina Mãe, que leva em seus braços um menino recém-nascido e que tem de crescer e se desenvolver.

Conforme vamos eliminando os nossos elementos inumanos, Ele irá crescendo e se desenvolvendo; no começo não se nota uma mudança no Iniciado que teve a felicidade de encarnar o Filho do Homem, aparentemente é o mesmo homem, suas debilidades são as mesmas, isso acontece porque o Menino nasce muito débil, mas com o tempo Ele tem de se submeter a todas as coisas, tem de eliminar os “animais do desejo” e o faz com a ajuda da sua Divina Mãe Kundalini.

Ele tem de trabalhar muito até submeter todas as coisas ao Pai e por último ele vence a Morte. Depois de ter se submetido a todas as coisas, de ter desintegrado todos os elementos inumanos que levamos dentro, Ele se submete ao Pai e sua obra final é vencer a Morte, ressuscitando no Pai e o Pai ressuscita Nele, porque “O filho está com o Pai e o Pai está com o Filho, aquele que viu o Filho viu o Pai”.

É claro que ele terá de morrer na Cruz, ou seja, terá de eliminar esses elementos indesejáveis na “Cruz”.

Muitos são os que dizem “Eu sou fiel à Gnosis, eu sou firme”, mas na hora H, falham na Cruz. Onde está a Cruz? Na cruz do Lingam-Yoni; falham exatamente ali, pois fornicam, adulteram, cometem aí as suas maldades etc. É nessa Cruz Sexual que temos de desintegrar os elementos inumanos e chegar à Morte do Homem Terreno.

Temos de entender isso com claridade mediana, muitos dizem que são féis à Gnosis porque seguem o Pai, mas quando chega a hora das provas na Cruz, demonstram que não são fiéis, que não seguem a Senda…

P: Poderia nos falar algo sobre a Semana Santa?

SAW: Chama-se “Santa” porque é a semana em que temos de viver o Drama Cósmico e cada dia equivale a longos períodos de trabalho, e no fim a Grande Obra se resume sempre no Livro de Jó, nos oito anos de Jó, sendo que a Semana Santa pode durar muitos anos. Em todo caso, cada um de nós tem de viver a sua Semana Santa e fazer todo o trabalho na sua Semana Santa. Ao povo não se pode explicar tudo isso, porque não entenderiam, a ele se dá a “casca” dos Ensinamentos, mas aos Iniciados se ensina a “carne” da Doutrina.

P: Mestre, o Bodhisatva caído tem de formar o corpo causal para que entre no Tiferet?

SAW: Bom, sendo Bodhisatva, não tem por que criar o corpo causal, pois já os criou no passado, mas tem de acender o Fogo em seus Veículos. Restaurar o Fogo em cada um dos seus veículos e depois regenerar o Ouro em seus Corpos.

Conseguido isso, ele se levanta. Depois disso, o Pai que está em Segredo pode enviar Tiferet a nascer no seu “estábulo interior”, se desejar verdadeiramente trabalhar pela Humanidade.