Início Site Página 16

O que é ufologia

2

Desde tempos imemoriais luzes e objetos têm cruzado os céus de nosso planeta fazendo com que as testemunhas se perguntem do que se trata, visto que não se ajustam a fenômenos conhecidos da natureza e/ou passíveis de serem reproduzidos pelo cidadão comum.

Esse questionamento levou o homem a se perguntar, sob uma nova perspectiva, sobre a possibilidade de não sermos os únicos seres inteligentes no vasto universo tridimensional que nos cerca.

Certamente há vários fenômenos atmosféricos, eletromagnéticos, telúricos, etc., que poderiam facilmente explicar tais aparições.

No entanto, dentro das centenas de milhares de aparições de UFOs nas últimas décadas, uma pequena porcentagem permanece ainda um mistério.

E, como já foi dito, um mistério nada mais é que aquilo que ainda não compreendemos.

Estatisticamente falando, essa pequena percentagem já é o bastante para que cada vez mais pessoas em todo o globo se dediquem a estudar o tal fenômeno UFO.
Mas o que é UFO, afinal ?

A sigla UFO, tomada do inglês significando literalmente “objeto voador não identificado” (OVNI) tornou-se conhecida , erroneamente, como sinônimo de nave comandada por seres de origem não terrestre. Ora, se é “não identificado”, como podemos afirmar que seja uma nave, e , ainda mais, de origem extraterrestre ?

No início da chamada “era moderna da ufologia” diversos nomes foram dados a esses objetos, tais como “pires voadores”, “pratos voadores” e , o mais comum aqui no Brasil, “discos voadores”. Todos esses nomes devido à aparência dos objetos diurnos não identificados e muitas das luzes noturnas também não identificadas.

A chamada “ufologia moderna” tem sua data marcada por uma aparição em especial. No dia 24 de Junho de 1947, Keneth Arnold, ao fazer um vôo de auxílio na busca de outro avião acidentado, relatou ter visto várias naves não identificadas voando em formação em altíssima velocidade próximo ao Monte Rainier, no estado de Washington, EUA.

Embora hoje muitos pesquisadores ponham em dúvida a veracidade de tal avistamento, tal data é tida hoje como o aniversário da moderna ufologia, visto que, devido ao estardalhaço feito à época na imprensa, foi uma das primeiras vezes, senão a primeira, em que os UFOs (ou OVNIs) foram vistos como possíveis naves alienígenas pela população em geral.

https://www.youtube.com/@ufognose391

Beethoven – O guardião do Templo da Música

24

“Beethoven foi o Titã do mundo musical. Outros músicos famosos podem ser comparados uns com os outros, mas Beethoven não tem comparação. Ele está sozinho. Ele foi o Prometeus que foi erguido para trazer para nós a música espiritual do céu – música que cativa e encantará a humanidade enquanto o mundo existir. Este foi Beethoven.” (Edmond Bordeaux)

No livro As Três Montanhas, o VM Samael Aun Weor escreve sobre o contato esotérico que teve com Beethoven, nas Dimensões Superiores da Natureza, mais precisamente no Mundo Causal ou sexta dimensão:

“No mundo das causas naturais compreendi a necessidade de aprender a obedecer ao Pai, assim na terra como nos céus. Ingressar no Templo da Música das Esferas, nessa região cósmica, certamente foi uma das minhas maiores ditas.

No umbral desse templo, o Guardião me ensinou uma das saudações secretas da Fraternidade Oculta. O rosto daquele Guardião se parecia com um relâmpago. Quando esse homem viveu no mundo, chamou-se Beethoven.

No Mundo Causal encontrei muitos bodhisatvas trabalhando intensamente pela humanidade. Esses homens causais desenvolvem-se maravilhosamente, cada um sob a direção de seu Deus Interno. Só o homem causal conseguiu definitivamente a imortalidade. Essa classe de seres está além do bem e do mal.”

O Mestre Samael também comenta sobre esse grande mestre:

“Ludwig van Beethoven, cujo rosto é um relâmpago, é ninguém menos que o Guardião do Templo da Música.

Suas nove Sinfonias estão em íntima relação com as Esferas da Árvore da Vida da Cabala hebraica.

A 3ª Sinfonia, a Heroica, está totalmente matizada com a influência de Binah, a terceira Séfira ou Esfera, que corresponde à Divina Mãe, ou às forças do Espírito Santo, o processo do nascimento e da morte.

É mais evidente em seu segundo movimento lento, escrito em forma de marcha fúnebre, que expressa a missão do dar e do tirar a vida pela ação dos Anjos da Morte, chamados Pascoais, ou pascuala, em algumas regiões da América Latina.

Na 4ª Sinfonia se adverte o uso dos timbales, que ativam os impulsos do Íntimo no coração, Chesed, o Júpiter Interno.

A Força do Rigor, o Geburah, a quinta Esfera da Cabala, foi expressa por Beethoven em sua 5ª Sinfonia, o Destino batendo à nossa porta.

Beethoven usa duas espadas – uma azul e outra rosa – pois é o Guardião do Templo Cósmico da Música

Tipheret, a Beleza… quem não vivenciou na maravilhosa 6ª Sinfonia dedicada à Natureza… quem escutar a 6ª Sinfonia com verdadeira atenção terá harmonizado as combinações mais sutis de sua própria Natureza. É de uma grande ajuda para transformar nossa mentalidade lunar em uma mentalidade solar.

A apoteose da dança, como disse Wagner da 7ª Sinfonia, unifica nossa compreensão acerca da Esfera de Netzach, ou a Esfera de Vênus, a Deusa do Amor.

A 8ª Sinfonia expressa Hod, a Esfera da Alta Magia e os processos da mente.

A 9ª Sinfonia, chamada Coral por suas partes de coros, canta a Ode à Alegria do grande poeta alemão Schiller, exalta os logros que se colhem na Nona Esfera ou o Yesod da Cabala.

Não é coisa de expressar com palavras, senão de escutar com o coração e com uma mentalidade solar unificada.”

E para complementar essas informações entregues pelo VM Samael Aun Weor, transcrevemos um trecho do livro Biomúsica, do professor Fernando Salazar Bañol, que explica sinteticamente a influência das sinfonias beethovianas em nossas estruturas psicológicas.

As 9 Sinfonias de Beethoven e seu Equivalente Psicológico

“Ludwig van Beethoven, célebre compositor de música erudita, por seu talento extraordinário foi elevado como um dos expoentes máximos dessa arte. Nasceu em 17/12/1770 e morreu em 26/3/1827.

No esoterismo crístico-gnóstico, sabemos que esse grande ser é considerado como um grande Hierarca das regiões musicais celestiais (Esfera de Vênus, Mundo Causal).

Cada uma de suas sinfonias foi idealizada para agir nas estruturas psicológicas mais íntimas do ser humano, enaltecendo os valores intrínsecos superlativos do homem.

1ª Sinfonia
É a da ‘Gênese Psicológica’.
Deve ser escutada para motivar-nos em tudo o que queremos iniciar.

2ª Sinfonia
É a da ‘Revolução Psicológica’.
‘Um complexo monstruoso, um horrível dragão ferido contorcendo-se, que se nega e expirar e, ainda que sangrando no final, segue revolvendo-se e dando golpes com a cauda para todos os lados.’ (Resenha publicada em maio de 1804, no Zeitung Für Die Elegante Wait, de Viena.)

3ª Sinfonia
É a da ‘Busca do Equilíbrio’.
Deve ser ouvida para motivar-nos a sair dos estados de nervosismo excessivo, desânimo, descontrole, ansiedade, pessimismo.

4ª Sinfonia
É a ‘Sinfonia do Amor’.
Motiva a sair dos estados de irritação, egoísmo, vingança e ódio.

5ª Sinfonia
É a do ‘Destino do Homem’.
Estimula a traçar as estruturas do que queremos ser na vida, ou seja, a criar nosso destino.

6ª Sinfonia
É a da ‘Heurística’.
Motiva-nos a toda ação criadora, a todo movimento que tenda a solucionar problemas.

7ª Sinfonia
A da ‘Exploração do Subconsciente’.
Para motivar a nossa autoanálise, nosso estudo axiológico.

8ª Sinfonia
É a da ‘Emancipação Psicológica’.
Deve-se escutá-la para motivar-nos à mudança, à transformação, à transvalorização.

9ª Sinfonia
É a da ‘Sublimação’.
Para motivar-nos a escalar os degraus dos sentimentos místicos, de espiritualidade, de devoção.”

A 10ª Sinfonia de Beethoven

O direito de o público conhecer o que poderia ter sido uma obra de um grande compositor foi o principal argumento do musicólogo inglês Barry Cooper para defender o trabalho de reconstrução de um trecho da 10ª Sinfonia de Beethoven.

Cooper explicou o processo de pesquisa que o levou a terminar o primeiro movimento da obra a partir de anotações originais do compositor em uma mesa-redonda dentro da programação de cursos de verão da Universidade Complutense de Madri, na cidade de San Lorenzo del Escorial (a 50 quilômetros da capital).

A principal discussão do evento foi a validade do trabalho de finalização de uma obra inacabada do gênio Ludwig van Beethoven.

Cooper, pesquisador e professor da Universidade de Aberdeen (Inglaterra) identificou pela primeira vez as anotações correspondentes ao que poderia ter sido o 1º Movimento da 10ª Sinfonia de Beethoven.

Levantamos então uma questão: se Beethoven tivesse vivido mais alguns anos, teríamos recebido de presente não 10, mas talvez 12 Sinfonias?

Explicando, assim, os 12 Trabalhos de Hércules numa linguagem musical?

As pirâmides chinesas

1

Foi descoberta, na região central da China, uma série fantástica de construções piramidais. São cerca de cem pirâmides, muito semelhantes à famosa pirâmide mexicana de Chichén-Itzah.

Qual seria sua origem? São tão antigas, como dizem alguns pesquisadores que visitaram a região chinesa de Kin Chuan?

Teriam sido criadas por extraterrestres ou são mais um legado, de acordo com a antropologia gnóstica, dos sábios atlantes?

Estas cerca de cem pirâmides encontram-se espalhadas por 2 mil quilômetros quadrados, perto da cidade de Chian, centro da China.

Decididamente, são necessários muitas décadas de pesquisas para se conhecer precisamente o que as Pirâmides Chinesas nos darão como legado de sabedoria histórica e cósmica.

Para se ter uma leve noção, uma dessas pirâmides foi escavada e descobriram-se as famosas estátuas dos guerreiros de Chian (mais de 8 mil estátuas de guerreiros armados com lanças, espadas e outras armas, arqueiros, soldados de infantaria, além de cavalos, carruagens de guerra, potentados e líderes, todos em argila muito bem trabalhada e pintados).

piramides-chinesas-gnosisonline

Os princípios religiosos e a magia

1

Todos temos lido em obras místicas de diversas linhas sobre a abundância da vida criada por Deus. Diversos tratadistas de ocultismo nos relataram suas experiências com entidades conhecidas no âmbito do folclore, das crenças e mitos populares. Vemos em quase todos os povos lindas histórias acerca de fantásticas manifestações da vida.

Quem de nós não ouviu uma história que fala de seres que vivem dentro de pedras, árvores, rios, cavernas, lagos, despenhadeiros, rios etc.? Essas formas de vida, chamadas no esoterismo de Elementais, fazem parte ativa de culturas extremamente místicas, como os gauleses e seus Druidas, os tibetanos, os anglos e saxões, os povos pré-colombianos, os chineses, japoneses e outros tantos.

Esses povos conservaram uma visão Panteísta, ou seja, conseguiam intuir a Vida Universal permeando todas e quaisquer formas de manifestação, visível e invisível. Apesar de terem grandes conhecimentos, tais como matemática, astronomia, engenharia, medicina e complexos sistemas de psicologia, ainda assim gostavam de viver cercados por um ambiente natural e de alta espiritualidade.

Penetravam em seus bosques e rendiam culto às suas árvores sagradas; realizavam portentosas procissões, onde oferendavam os primeiros frutos de suas colheitas aos Deuses Santos; oravam profundamente aos Guardiães das cavernas e lagos encantados.

Enfim, tinham uma visão do sagrado em todas as coisas, não conseguiam apartar o Divino do cotidiano humano.

Com o passar dessa Idade de Ouro, esse Panteísmo foi se transformando, graças a uma mentalidade cada vez menos intuitiva, dando lugar a um Politeísmo que conseguimos reconhecer em algumas culturas, como a grega, romana, persa etc., as quais afastaram a Divindade de nosso cotidiano, pois Ela passa a residir agora nos céus, nas mais altas montanhas do mundo, no mais profundo dos sete mares, enfim, em todos os lugares inacessíveis à presença do homem.

Entretanto, ainda se percebe, nessa duas formas religiosas uma conexão muito grande entre Deus e a Mãe Natureza. Deus é visto ao mesmo tempo como Pai e Mãe, suas múltiplas manifestações, poderes e virtudes são representados na presença dos Deuses do
Olimpo, do Valhalla, do Aztlan: temos então, uma Minerva-Sabedoria, um Balder-Inspiração, uma Vênus-Amor, um Odin-Curador, um Kukulkán-Força etc.

Assim como colocamos uma roupa nova diariamente, conforme nossas necessidades, os princípios religiosos também necessitaram adaptar-se ao nível de Consciência da humanidade. O Politeísmo, quando começou a entrar em sua fase decadente, foi caindo num descrédito cada vez maior, como foi o caso da religião romana, com seus Deuses cada vez mais ridicularizados pelos chamados “livre-pensadores”(na verdade, abutres materialistas): teatrólogos, filósofos e escritores. Antes, porém, de dar seu último suspiro, o Politeísmo viu crescerem novas visões da Divindade, não mais manifestada de maneira múltipla, como no caso dos 22 Deuses olímpicos.

Começa a aparecer o Monoteísmo, com um só Deus supremo, obedecido por um séquito de Anjos, Arcanjos, Querubins, Serafins, Profetas, Santos e Beatos. Essas três formas religiosas que se sucederam umas às outras foram necessárias em seu tempo. Devemos refletir, entretanto, que sempre existiu UMA ÚNICA RELIGIÃO, mais precisamente um princípio mágico, um espírito religioso, que mostrou o Conhecimento (Gnose) necessário para o homem trilhar o Caminho para Deus.

Concordo quando se afirma que a religião do futuro (eternamente presente) é uma forma de Politeísmo Monista, uma espécie de Unidade Múltipla Perfeita, os Vários formando (e sendo) o Uno. E essa Religião não se diferenciará daquilo chamado pelos antigos de MAGIA.

O Caminho Dévico

Do ponto de vista iniciático, a realização completa e perfeita do trabalho alquímico e mágico pode nos levar a ver três Caminhos de Realização espiritual. Vêm a ser:

1. Senda Nirvânica, escolhida por aqueles que trabalham com os mundos paradisíacos dos Budas; é o caminho do Êxtase.
2. Senda Direta, escolhida pelos Mestres que desejam encarnar o Cristo Cósmico e perder-se completamente no Absoluto de Deus.
3. Senda Dévica, ou Caminho Angélico, responsável pela manutenção da Grande Obra da Natureza; a esse Caminho escolheram os Seres que decidiram unir-se à evolução dos anjos e ser discípulos dos grandes Deuses, chamados de Gurus-Devas, os Supremos Construtores. É a esse Caminho que trataremos um pouco mais nos demais textos de Magia Elemental do GnosisOnline.

Prática

Sente-se ou deite-se de forma confortável, procurando ficar numa posição imóvel. Relaxe o corpo e solte toda tensão muscular. Sinta a vida que se manifesta em cada parte de seu corpo. Depois de relaxado o corpo, imagine que de várias partes dele se estendem raízes que penetram por muitos quilômetros no interior da terra. Sinta que a terra é o corpo de um ser gigantesco que alimenta e fortalece seu corpo físico com luz, vida, força e alegria de viver.

Enquanto realiza este exercício, sinta que os mais sinceros sentimentos que brotam de seu coração se espalham, auxiliando na cura do planeta. Sinta que é uma troca. Você recebe e dá ao mesmo tempo.

Finalmente, vocalize, ou mentalize somente, o mantra AOM por 3 vezes, agradecendo à Divina Mãe Natureza pela vida, saúde, harmonia e paz em sua vida.

Integração psicológica e educação

1

Um dos maiores desejos da psicologia é chegar à integração total.

Se o eu fosse individual, o problema da integração psicológica seria resolvido com suma facilidade, mas, para a desgraça do mundo, o eu existe dentro de cada pessoa de forma pluralizada.

O Eu Pluralizado é a causa fundamental de todas as nossas íntimas contradições.

Se pudéssemos nos ver de corpo inteiro num espelho, tal como somos psicologicamente, com todas as nossas íntimas contradições, chegaríamos à penosa conclusão de que não temos ainda verdadeira individualidade.

O organismo humano é uma máquina maravilhosa controlada pelo eu pluralizado, que é estudado a fundo pela psicologia revolucionária.

Vou ler o jornal, diz o eu intelectual. Não, quero ir à festa, exclama o eu emocional. Ao diabo com a festa, grunhe o eu do movimento, melhor é dar um passeio. Eu não quero passear, grita o eu do instinto de conservação, tenho fome e vou comer.

Cada um dos pequenos eus que constituem o Ego quer mandar, ser o patrão, o senhor.

À luz da psicologia revolucionária, podemos compreender que o eu é legião e que o organismo é uma máquina.

Os pequenos eus brigam entre si, lutam pela supremacia, cada um quer ser o chefe, o amo, o senhor.

Isto explica o lamentável estado de desintegração psicológica em que vive o pobre animal intelectual equivocadamente chamado homem.

É preciso compreender o que significa a palavra desintegrar em psicologia. Desintegrar é desbaratar, dispersar, desgarrar, contradizer etc.

A principal causa da desintegração psicológica é a inveja que costuma se manifestar, às vezes, de forma sutil e deliciosa.

Não pode haver Integração Psicológica enquanto existir a Multiplicidade Psicológica em nosso interior
Não pode haver Integração Psicológica enquanto existir a Multiplicidade Psicológica em nosso interior

A inveja é polifacética e existem milhares de razões para a justificar. A inveja é a mola secreta de toda a maquinaria social. Os imbecis adoram justificar a inveja.

O rico inveja o rico e quer ser mais rico. Os pobres invejam os ricos e também querem ser ricos. O escritor inveja o escritor e quer escrever melhor. O que tem muita experiência inveja o que tem mais experiência e deseja ter mais do que ele.

As pessoas não se contentam em ter pão, agasalho e refúgio. A inveja do automóvel alheio, da casa alheia, da roupa do vizinho, do muito dinheiro do amigo ou do inimigo etc., é a mola secreta que produz desejos de melhorar, de adquirir coisas e mais coisas, vestidos, roupas, virtudes etc., para não sermos menos que os outros.

O mais trágico de tudo isso é que o processo acumulativo de experiências, virtudes, coisas, dinheiro etc., robustece o eu pluralizado, intensificando-se dentro de nós mesmos as contradições íntimas, as espantosas dilacerações, as cruéis batalhas em nosso foro interno etc.

Tudo isso é dor. Nada disso pode trazer verdadeiro contentamento ao coração aflito. Tudo isso produz aumento de crueldade em nossa psique, multiplicação da dor, descontentamento cada vez mais e mais profundo.

integracao2-gnosisonline

O eu pluralizado sempre encontra justificativas até para os piores delitos e a esse processo de invejar, adquirir, acumular, conseguir, ainda que seja às custas do trabalho alheio, chama de evolução, progresso, avanço etc.

As pessoas têm a consciência adormecida e não se dão conta de que são invejosas, cruéis, cobiçosas e ciumentas.

Quando, por algum motivo, chegam a se dar conta de tudo isto, terminam se justificando, buscando evasivas, condenando, mas não compreendem.

A inveja é difícil de ser descoberta, devido ao fato concreto de que a mente humana é invejosa. A estrutura da mente se baseia na inveja e na aquisição.

A inveja começa nos bancos escolares. Invejamos a maior inteligência dos nossos condiscípulos, as melhores notas, as melhores roupas, os melhores vestidos, os melhores sapatos, a melhor bicicleta, os bonitos patins, a atraente bola etc.

Os professores e professoras chamados a formar a personalidade dos alunos e alunas precisam compreender o que são os infinitos processos da inveja e estabelecer dentro da psique de seus estudantes o cimento adequado para a compreensão.

integracao3-gnosisonline

A mente, invejosa por natureza, só pensa em função do mais. Eu posso explicar melhor, eu tenho mais conhecimentos, eu sou mais inteligente, eu tenho mais virtudes, sou mais santo, tenho mais perfeições, mais evolução etc.

Todo o funcionamento da mente se baseia no mais. O mais é a mola íntima e secreta da inveja.

O mais é o processo comparativo da mente. Todo processo comparativo é abominável. Exemplo: Eu sou mais inteligente do que você. Fulano de tal é mais virtuoso do que você. Fulano de tal é melhor que você, mais sábio, mais bondoso, mais bonito etc.

O mais cria o tempo. O eu pluralizado precisa de tempo para ser melhor que o vizinho; para mostrar à família que é genial e que pode chegar a ser alguém na vida, para mostrar aos seus inimigos ou àqueles que inveja que é mais inteligente, mais poderoso, mais forte etc.

O pensamento comparativo baseia-se na inveja e produz isso que se chama descontentamento, amargura, desassossego…

Infelizmente, as pessoas vão de um oposto ao outro, de um extremo ao outro, não sabem caminhar pelo meio. Muitos lutam contra o descontentamento, a inveja, a cobiça, os ciúmes, mas a luta contra o descontentamento não traz jamais o verdadeiro contentamento do coração.

É urgente compreender que o verdadeiro contentamento do coração tranquilo não se compra nem se vende. Ele só nasce em nós com inteira naturalidade e de forma espontânea quando compreendemos a fundo as próprias causas do descontentamento: ciúmes, inveja, cobiça etc.

integracao4-gnosisonline

Aqueles que querem conseguir dinheiro, boa posição social, virtudes, satisfações de toda espécie etc., com o propósito de alcançar o verdadeiro contentamento estão totalmente equivocados, porque tudo isso se baseia na inveja, e o caminho da inveja não pode jamais conduzir ao porto do coração tranquilo e contente.

A mente engarrafada no eu pluralizado faz da inveja uma virtude e até se dá ao luxo de dar-lhe nomes magníficos: progresso, evolução espiritual, desejo de superação, luta pela dignificação etc.

Tudo isso produz desintegração, íntimas contradições, lutas secretas, problemas de difícil solução etc.

É difícil achar na vida alguém que seja verdadeiramente íntegro, no sentido mais completo da palavra.

É totalmente impossível conseguir a integração total enquanto existir dentro de nós mesmos o eu pluralizado.

É urgente compreender que dentro de cada pessoa existem três fatores básicos: O primeiro é a personalidade. O segundo é o eu pluralizado e o terceiro é o material psíquico, isto é, a própria essência da pessoa.

O eu pluralizado gasta estupidamente o material psicológico em explosões atômicas de inveja, ciúmes, cobiça etc. É necessário dissolver o eu pluralizado com o propósito de acumular dentro o material psíquico para estabelecer em nosso interior um centro permanente de consciência.

Quem não possui um Centro Permanente de Consciência não pode ser íntegro. Só o centro permanente de consciência nos dá verdadeira individualidade. Só o centro permanente de consciência nos faz íntegros.

Somente por meio da AUTO-OBSERVAÇÃO de nossas atitudes, respostas, reações no dia a dia é que tomamos consciência da Multiplicidade do Ego
Somente por meio da AUTO-OBSERVAÇÃO de nossas atitudes, respostas, reações no dia a dia é que tomamos consciência da Multiplicidade do Ego

Samael e as pirâmides cósmicas de Teotihuacan

6

Qual é a verdadeira origem das Pirâmides de Teotihuacan?

Para o Venerável Mestre Samael Aun Weor, Teotihuacan é um Espaçoporto. O Mestre Samael, ao lado de uma das pirâmides de Teotihuacan, com seu grupo de estudantes, ensina:

“Bem, estamos aqui em Teotihuacan, o qual traduzido, significa Cidade dos Deuses; esta é sem sombra de dúvidas a Cidade dos Deuses. Aqui está a Pirâmide do Sol, é uma pirâmide gigantesca, maravilhosa, e não há dúvidas de que esta pirâmide, ou estas pirâmides, para falar mais claro, são mais antigas do que as do Egito, e isso é o que muitos ignoram.

Realmente, estas pirâmides foram construídas na época dos atlantes. Muitos dizem que foram construídas pelos astecas, porém, a meu modo de ver e entender, é inquestionável que não foram os astecas, mas foram, repito, diretamente os atlantes.

Observem esta massa que têm à vossa frente, tão gigantesca: a Grande Pirâmide do Sol, a qual tem quatro pisos, tem quatro plataformas.

Eu poderia dizer, em linguagem hebraica, que a primeira plataforma é o Yod, que a segunda é o He, a terceira é o Vau e a quarta é o He; neste caso seria um Yod-He-Vau-He dos astecas. Falando na linguagem puramente cosmológica, posso dizer-lhes que no ponto mais cêntrico da pirâmide que temos à frente está exatamente a “Capital da Nova Era de Aquário”! Este é o centro magnético da nova Era de Aquário.

Muitas gerações construíram estas pirâmides, foi obra dos “titãs atlantes”. Aqui, por exemplo, quando desencarnavam nas Épocas Solares dos astecas os indivíduos do sexo masculino eram trazidos até aqui e se lhes fazia um culto funeral. Quando eram mulheres, pois estas eram levadas à Pirâmide da Lua, e lhes faziam a cerimônia funeral.

O que interessa de tudo isso é saber como uma pirâmide é masculina; esta que estamos subindo é Solar, e a outra é feminina, é Lunar, a qual se chama Pirâmide da Lua.

A Pirâmide do Sol é a grande canalizadora das poderosas energias da Constelação de Aquário. Por isso Samael foi enviado para o México, para lá iniciar a Era de Aquário...
A Pirâmide do Sol é a grande canalizadora das poderosas energias da Constelação de Aquário. Por isso Samael foi enviado para o México, para lá iniciar a Era de Aquário…

Vocês veem ali uma espécie de pórtico? (Samael pergunta a seus acompanhantes, e estes respondem: “Sim, Mestre, estamos vendo”). Bem, pois aí havia duas colunas, era muito mais alto, por aí entrávamos; e digo por aí entrávamos porque eu vinha por aquela época dirigindo, guiando, a muitas peregrinações da Atlântida. Refiro-me à época em que o continente atlante não havia submergido.

Havia uma cidade poderosa chamada Sâmlios (na língua atlante). Chegávamos aqui no México, ao país de Anáhuac. E nós, os Iniciados atlantes, entrávamos por essa porta.

O que vocês estão vendo naquela plataforma era um Altar de sacrifícios, aí havia uma enorme pedra de sacrifícios que já não a vejo. Tiraram-na e era aí precisamente que se sacrificavam animais aos Deuses.

Porém, depois, quando o México asteca degenerou-se pela época de Moctezuma, aí já eram sacrificados seres humanos.

Sacrifício aos Deuses, sobretudo a Tlaloc. Porém, aí entrávamos a pôr as vestimentas sagradas, tirar as roupas de viagem e mudar pelo atavio sacerdotal; os régios trajes esotéricos que se usavam aqui nos cultos solares, os cultos do fogo. Normalmente, eram feitos os ritos na parte mais alta, onde havia um Santuário que já foi derrubado através do tempo, que já não existe.

Esta grande pirâmide e a da Lua estavam rodeadas de muitas árvores gigantescas, agora o terreno está árido como se vê, e de longe eu me lembro de que quando vinha conduzindo as peregrinações atlantes, víamos as tochas desde muito longe, observando os Iniciados astecas que subiam e desciam as escadarias.

Todo mundo se punha alegre, e o povo se dispunha a festejar nossa chegada. As ruínas das casas das cercanias das pirâmides eram os aposentos dos sacerdotes e suas famílias; já não sobraram senão ruínas.

As pirâmides recebem as influências de Órion, das Plêiades, de Sírius e outras potências cósmicas

Nos tempos da Atlântida havia dois lugares de peregrinação muito notáveis: um para o Egito e o outro para o México. Antigamente, o Egito se chamava Nília e o Cairo, Cairona. Então, muitas cidades tinham outros nomes. Quando nos tempos da Atlântida os que não iam ao Egito vinham para cá, para Teotihuacan, às pirâmides, também para as do Yucatán, na terra sagrada maia.

A raça asteca segue vivendo; grande parte do povo mexicano é asteca, e segue de pé. Só que já não possui a cultura antiga, à exceção da que se conserva em segredo, em templos secretos e sítios iniciáticos. Quando os espanhóis se acercaram, quando já estavam chegando a estas pirâmides, elas foram cobertas de terra, de maneira que quando os espanhóis chegaram já não tinham visto as pirâmides por nenhuma parte.

Tudo se cobriu com terra para evitar a profanação, porém, tempos mais tarde não faltou quem as descobrisse. Melhor tivesse sido que as pusessem em estado de Jinas, que as tivessem passado ao hiperespaço.”

Só nos anos recentes as pirâmides astecas foram desenterradas

Até aqui as palavras do venerável mestre Samael. A partir de agora, um discípulo de Samael explica suas experiências internas acerca da Pirâmide do Sol de Teotihuacan:

Num certo dia, na Pirâmide do Sol, recebi uma mensagem telepática espiritual. Um tempo depois de obter essa informação sobre as pirâmides, viajei com minha filha à Cidade dos Homens Solares. Ao chegar com reverência e respeito, pedimos permissão aos Guardiães Internos da cidade para penetrar, em nome do Cristo Quetzalcóatl, de nosso Pai Tonatiuh, de nossa Mãe Divina Tonantzin.

Também com reverência interior solicitamos a Coatlicue e seu filho, o pai de nossa cultura, Huitzilopóchtli, para que fizessem descer todos os turistas que naquela quarta-feira se encontravam na parte superior da Pirâmide do Sol. Exatamente ao iniciar a subida faltavam 20 minutos para o meio-dia.

À medida que subia com Energia Determinativa, os homens, mulheres e crianças que havia em cima, na parte alta da pirâmide, começaram a baixar, desciam e em alguns minutos ficou totalmente despejada e vazia. Senti muita alegria ao saber que os Deuses de Anahuac me haviam escutado.

Escutado a este pobre mortal do lodo da terra. Já na cúspide e despejado o ambiente, totalmente só com minha filha, com força determinante me sentei no centro da pirâmide, em posição de lótus, sentado com minha filha sobre minhas pernas. A “voz do silêncio” assim me indicou que fizesse.

Não raro são vistos focos de luz, óvnis e misteriosos seres vestidos de branco na grande pirâmide mexicana da Serpente Emplumada
Não raro são vistos focos de luz (como se observa na imagem acima), UFOs e misteriosos seres vestidos de branco na grande pirâmide mexicana da Serpente Emplumada e também nas demais

Concentrado profundamente, ao meio-dia em ponto. O astro-rei, nosso Sol no zênite, exatamente vertical sobre minha cabeça e na cabeça física sideral da Pirâmide, a qual é o vórtice de força condensador supremo da energia cósmica, que, por este centro penetra ao interior do planeta a energia cósmica necessária para o equilíbrio “geofísico” de nosso mundo.

Senti nesse instante uma profunda descarga de corrente solar, e um fluxo, um jorro de luz incandescente física e espiritual desceu do próprio Sol, trespassando minha cabeça física e sideral, inundando com essa luz energética todo o meu sistema nervoso cerebral, concentrando-se essa energia em seu passo na base de meu cérebro e na raiz de meu nariz, ativando-se imediatamente esses centros energéticos.

A energia solar desceu por todo o meu corpo e, nesse estado de sensibilidade vi como inundou de cima abaixo, em seu descenso, toda a minha coluna vertebral, tanto física como internamente. Inundando todo o meu universo interior, até chegar à base do cóccix, onde houve uma explosão magnética, um choque energético com esse Centro…

Uma estranha Luz brilha na principal pirâmide de Teotihuacan, sempre ao meio-dia, nos equinócios e solstícios. A Energia Cósmica ali reinante é inefável e maravilhosa.

Para logo tão tremenda energia proveniente do coração do Sol, chocar, fazer contato com a base superior da pirâmide, sobre a qual estávamos sentados. E que anteriormente, no físico, existia um Teocalli (altar sagrado). Logo, vi perfeitamente como desceu o fogo solar ao interior da pirâmide até sua base, para se concentrar e se depositar em um gigantesco diamante localizado no hiperespaço, na quarta vertical, pelos construtores da pirâmide.

Esse diamante foi trazido do “Sol Central Alcione”, que é o centro de gravitação de sete Sóis, do qual o nosso é o sétimo. Esse diamante é maior do que 3 bolas de basquete juntas. Parece com um romboide com muitos cortes. Nas CHAVES DE ENOQUE, nos é explicado que devemos ver o cúmulo das Plêiades como um dos centros-chave para a Programação da Luz.

As Plêiades, na Constelação do Touro, não devem ser entendidas como um “controle umbrático para a medição dos sistemas planetários”, senão, de acordo com Enoque, as Plêiades são medidas de todos os relógios de tempo astrofísicos de medição. Esses relógios de tempo em nosso planeta Terra estão localizados no retículo magnético e enfocados na Grande Pirâmide de Teotihuacan.

Esses campos magnéticos estão alinhados através de uma “Antena” de energia magnética, que é a base superior da Pirâmide, concentrando-se no grande diamante, para logo distribuir-se a toda a superfície do planeta, para o equilíbrio geofísico deste; e esta antena e outras em nosso planeta estão balanceadas pelos polos magnéticos Norte e Sul.

Samael sempre levava seus discípulos às pirâmides mexicanas, tanto física quanto astralmente, para lhes mostrar o Ponto Focal da Era de Aquário
Samael sempre levava seus discípulos às pirâmides mexicanas, tanto física quanto astralmente, para lhes mostrar o Ponto Focal da Era de Aquário

E há tempos em que as tremendas radiações de nosso Sol e o do Sol Central Alcione bombardeiam este ponto magnético piramidal e os demais.

Como ao serem bombardeados pela radiação eletromagnética monstruosa gerada pelas explosões atômicas dos loucos da Terra, estes campos magnéticos serão postos em desequilíbrio “cataclísmico”, fazendo girar a capa tectônica para novos meridianos magnéticos, os quais encontram seu equilíbrio equatorialmente.

De uma vez que o homem entenda que a Pirâmide do Sol, localizada em nossa terra mexicana, em Teotihuacan, é um modelo geofísico para essas mudanças magnéticas, ele deve reconhecer que ela é a pedra fundamental colocada diretamente no centro da Terra.

Bem, polarizado o meu corpo físico, minha alma e meu Ser com este centro piramidal de Teotihuacan, minha consciência foi transferida, transportada ao centro do diamante. Realizou-se a transferência consciente da consciência.

As pirâmides foram construídas pelos cientistas atlantes para que as energias do nosso planeta se reequilibrem. Isso se fez necessário, porque o afundamento da Atlântida provocou desequilíbrios imensos

Com os sentidos desta, pude observar, dentro de um universo de luz branco-diamantina, um gigantesco “Cosmoporto” que desde épocas remotas, que se perdem na noite aterradora dos séculos, opera neste lugar desde muito antes da submersão atlante.

O Cosmoporto está cheio de naves interplanetárias, de diferentes tamanhos e modelos, provenientes de outros mundos, sóis da galáxia e de outras galáxias. Este gigantesco Cosmoporto é a sede central de contato de todos os mundos e sóis de Alcione em nosso planeta, ou seja, é a base central de operações das Plêiades localizada em nosso mundo Terra.

Pude observar homens do espaço de diferentes mundos vestidos com trajes dourados como o ouro puro, porém, o mais fantástico de tudo é que Teotihuacan, no interno, no Mundo das Causas Multidimensionais em todo o seu conjunto piramidal, é de ouro puro, como as três pirâmides fundamentais: a de Quetzalcóatl (o Cristo), a de Tonatiuh, o Sol, e a da Lua Tonantzin.

Também na quarta vertical a Cidade dos Deuses Solares, resplandecendo no hiperespaço como um sol inefável, temos um gigantesco cosmoporto. Inquestionavelmente, a cidade física de Teotihuacan não poderá ser destruída nem pelos terremotos nem pelo Cataclismo Final.

Inúmeras naves são fotografadas sobre as pirâmides, tanto as mexicanas quanto as egípcias e também de outros sítios
Inúmeras naves são fotografadas sobre as pirâmides, tanto as mexicanas quanto as egípcias e também de outros sítios

Conservar-se-á, porque é o eixo central geofísico de nosso mundo e sobre as ruínas, em uma oitava superior, ressurgirá de novo a Cidade dos Deuses, dentro de uma nova terra, purificada pelos elementos, com mais esplendor e beleza.

Teotihuacan é, pois, um Portal para a Quarta Vertical e para a Raça Futura…

Kama Sutra e o sagrado tantrismo branco

59

Autênticas doutrinas tântricas do Kamasutra, de Vatsyayana, e o Anangaranga de Kayanamalla complementam-se com o Vajroli-Yoga e o Pancatatwa. O Kamasutra hindu legítimo nada tem a ver com certas edições espúrias ou apócrifas, adulteradas, que, ostentando o mesmo título, circulam por todos os países ocidentais. Esta obra clássica da arte do amor hindu divide-se em sete partes: na primeira se expõe ao casal o impulso da vida e as artes e ciências que são de utilidade prática na Magia Sexual.

Só entram em consideração como Mestras das principiantes aquelas mulheres que tenham praticado Magia Sexual com algum homem. A discípula deve possuir o conhecimento de 64 artes básicas.

Entre outras coisas, depois do canto, música instrumental, dança, desenho, confecção de extrato de pétalas de flores, execução musical com vasos contendo água pura, mineralogia, ciência química, organização de brigas de galos, codornas, carneiros e técnica de todos os trabalhos literários, a aluna terá de aprender, obrigatoriamente, artes mágicas.

Além de saber preparar os diagramas e filtros amorosos de eficácia esotérica, deverá instruir-se em sábios sortilégios e mantras. Na segunda parte do Kamasutra, o grande Mestre hindu Vatsyayana expõe, sabiamente, uma farta didática esotérica sobre a arte de amar, ocupando-se muito especialmente sobre algo extraordinário, qual a verdadeira divisão de tipos homens e mulheres segundo a divisão de seus órgãos genitais.Inteligentemente apresenta três classes de homens que são designados segundo o seu Phalo como: lebre, touro e garanhão (animal grande do Hindustão).

Yab-Yum, o dualismo tântrico tibetano no Universo, na Natureza e dentro do ser humano

Comparando com os varões, as mulheres também são classificadas segundo a constituição de seu Yoni (órgão sexual): gazela; égua e elefanta. Esta diferenciação de ambos os sexos compõe-se, por sua vez, em nove combinações amorosas, fazendo-nos recordar a Nona Esfera:

1. Elevado deleite sexual: lebre com gazela; touro com égua; garanhão com elefanta.
2. Desiguais uniões sexuais: lebre com égua; lebre com elefante; touro com gazela; touro com elefoa; garanhão com égua; garanhão com gazela.

As nove possibilidades de união sexual se subdividem em três classes, segundo o tamanho dos órgãos sexuais: a proporção do mesmo tamanho, que sem dúvida é o melhor; a relação entre órgãos grandes com pequenos, no qual é dos mais infelizes, o desfrute do prazer; todas as outras relações amorosas que podem simplesmente se classificar como regulares.

O eventual temperamento dos cônjuges, sem dúvida, desempenha um grande papel no ato sexual. Agrupam-se em três classes: frio, médio e ardente, de maneira que são possíveis os nove acoplamentos da Nona Esfera, a saber: frio com frio; médio com médio; ardente com ardente. Desiguais uniões sexuais: frio com médio; frio com ardente; médio com frio; ardente com frio; ardente com médio.

A duração de um gozo sexual, ou seja, a possibilidade de uma longa permanência no mesmo, não se baseia, entre os hindus, por exemplo, em uma atividade sensual puramente animal, mas é considerado como questão vital que se expressa no ato executado como uma demonstração de cultura muito desenvolvida e muito bela. Um cônjuge que não se encontre realmente orientado sobre os mais íntimos fenômenos sexuais é considerado deficiente.

Segundo Rasamanjuri, todo homem no jogo do amor não reflexiona sobre o que se deve fazer ou deixar de fazer. É evidente, também, que a duração do deleite sexual divide-se em três classes: rápida, média e lenta. O segredo da felicidade de Deus consiste na relação dele consigo mesmo.

Desta relação advém, de acordo com a lei das analogias filosóficas, todo o vínculo cósmico, todo o enlace sexual. O gozo sexual é, pois, um direito legítimo do homem; a felicidade de Deus expressando-se através de nós.

Maomé disse: “O ato sexual é até agradável à religião, sempre que realizado com a invocação de Alá e com a própria mulher para a reprodução”. O Alcorão diz: “Ouve, toma por mulher uma donzela a qual acaricies e te acaricie também. Não passes à penetração sem haver-te antes excitado pelas carícias”. O Profeta sublinha: “Vossas esposas são para vós um labirinto. Ide a elas como vos aprouver, mas realizai antes algum ato devocional. Temei a Deus e não esqueçais de que um dia havereis de estar em sua presença!” Segundo esta concepção, é ostentável que o delicioso ato sexual com a mulher adorável é uma forma de oração.

Nesses instantes de suprema felicidade nos convertemos em colaboradores do Logos Criador; prosseguimos a tarefa radiante e a cada instante recreadora da manutenção do universo entre o seio misterioso da eterna Mãe-Espaço. “Fazei como vosso criador, como um homem poderoso em obras e força, consciente do que faz e havereis de obter duplo gozo; um acréscimo de licor seminal e filhos sãos e fortes”.

Assim disse Maomé: “Dez graças concede Alá ao homem que outorga sua simpatia à mulher, com mãos acariciantes; vinte, se a pressiona de encontro ao seu coração; mas, se seu abraço amoroso é o autêntico, obtém de Deus trinta graças para cada beijo”.

Kalyanamalla enfatiza a ideia transcendental de que o cumprimento exato do código do amor é muito mais difícil do que o humanoide intelectual equivocadamente pensa. Os deleites preparatórios são complicados. A arte deverá ser executada exatamente segundo os preceitos, para avivar a paixão da mulher, da mesma maneira que se aviva uma fogueira, para que seu Yoni torne-se mais brando, elástico e idôneo ao ato amoroso.

Um sábio autor disse: “O anangaranga concede grande importância a que ambos os cônjuges não deixem introduzir em sua vida íntima nenhuma inibição, fastio ou saciedade em suas relações, efetuando a consumação do amor com recolhimento e entrega total. A forma do ato sexual, isto é, a posição no mesmo, é denominada Asana. Pode-se diferenciar quatro modalidades: uttana-danda; tiryac; upawishta; uthitta.

O estudo esotérico destas quatro Asanas Tântricas é de complicado conteúdo, com objetivos exclusivamente pedagógicos. Limitar-nos-emos no presente livro a transcrever especificamente aquela posição sexual chamada upawishta. Porém, em futuros tratados, continuaremos estudando as outras Asanas.

Upawishta quer dizer posição sentada, na qual ocorrem doze subposturas:

1. A especialmente preferida: Padmasana. O homem senta-se com as pernas cruzadas sobre a cama ou uma almofada, toma a mulher sobre suas pernas enquanto esta, com as suas mãos, envolve o corpo do varão de tal forma que seus dois pés façam contato sobre o cóccix masculino (assim, a mulher absorve o Phalo).
2. Sentados ambos, e durante o delicioso ato, a mulher levanta com uma das mãos uma de suas pernas.
3. Homem e mulher entrelaçam suas mãos sobre suas respectivas nucas.
4. Enquanto a mulher toma em suas mãos os pés do homem, este toma os da mulher.
5. O homem toma nos braços as pernas da mulher, deixa-as repousarem sobre o arco do cotovelo e entrelaça os braços atrás da nuca de sua parceira.
6. A postura da tartaruga: ambos sentam-se de maneira que se tocam mutuamente na boca, mãos e pernas.
7. Sentado, com as pernas afastadas, o homem penetra seu membro e exerce pressão entre a coxa da mulher com a sua coxa.
8. Uma postura somente executável por um homem muito forte e uma mulher muito ágil: o homem apoia a mulher com os cotovelos elevados, penetra seu membro e após oscila-a da direita à esquerda.
9. A mesma posição, somente que a pendulação ou oscilação da mulher se efetua para diante e para trás.

O Upawishta oriental é maravilhoso, porém os gnósticos não são exclusivistas. É óbvio que no mundo ocidental muitos místicos preferem a seguinte Asana:

1. Mulher estendida de costas na cama, pernas afastadas (abertas para a direita e para a esquerda), almofada baixa ou sem ela.
2. Homem colocado sobre a mulher, metido entre suas pernas; rosto, tórax e ventre masculino fazendo contato direto com o corpo feminino.
3. Fronte contra fronte, peito contra peito, plexo contra plexo; todos os correspondentes centros astrais justapostos para permitirem um intercâmbio de correntes magnéticas e estabelecer assim um androginismo completo.
4. Introduza-se muito suavemente o membro viril na vagina, evitando-se ações violentas. O movimento do Phalo dentro do útero deve ser lento e delicado.
5. A união deverá durar pelo menos uma hora.
6. Retirar-se da mulher antes do espasmo para evitar a ejaculação do sêmen.
7. O Phalo deve ser retirado de dentro do útero muito delicadamente.
Pierre Huard e Ming Wong, falando sobre medicina chinesa, disseram: “O Taoísmo tem outras influências na medicina, como prova a leitura de uma recompilação dos tratados taoístas, o Sing-Ming-Kuel-Chen, do ano 1622, aproximadamente”.

Distinguem-se três regiões no corpo humano. A região superior inferior da cabeça. O chamado osso da almofada é o occipital. “A almofada de Jade (Yu Chen) encontra-se na parte posterior inferior da cabeça. O chamado osso da almofada é o occipital (Chen-Ku)”.

“O palácio do Ni-Huan (termo derivado da palavra sânscrita Nirvana) encontra-se no cérebro, chamado também ‘mar da medula óssea’ (Suei-Hai), e é a origem das substâncias seminais”.

“A região média é a coluna vertebral, considerada não como um eixo funcional e sim como um conduto, unindo as cavidades cerebrais com os centros genitais, termina num ponto chamado de coluna celeste (Tienchu), situado detrás da nuca no ponto onde nascem os cabelos.

Não devemos confundir este ponto com o que na acupuntura tem o mesmo nome. “A região inferior compreende o campo de cinábrio (Tan-Tien). Nela se assenta a atividade genital representada pelos rins, o fogo do Tigre (Yang à esquerda), e o fogo do Dragão (Ying à direita).”

“A união sexual está simbolizada por um casal; um homem jovem conduz o tigre branco e uma mulher jovem cavalga sobre o dragão verde. O chumbo (elemento masculino) e o mercúrio (elemento feminino) irão mesclar-se, enquanto estiverem unidos. Os jovens arrojam sua essência em uma caldeira de bronze, símbolo da atividade sexual”.

“Mas os líquidos genitais, particularmente o esperma (Tsing), não são eliminados, nem se perdem, a fim de que possam voltar ao cérebro pela coluna vertebral, graças a qual se recupera o curso da vida”.

“A base destas práticas sexuais taoístas é o coitus reservatus, no curso do qual o esperma que haja baixado do encéfalo até a região prostática (mas que não tenha sido ejaculado) retorna à sua origem; é o que se denomina fazer voltar a substância (Huan-Tsing)”.

Quaisquer que sejam as objeções que se formulem frente à realidade deste retorno, não é menos certo que os taoístas conceberam um domínio cerebral dos instintos elementais que mantinha o grau de excitação genésica por debaixo do umbral da ejaculação; deram assim ao ato sexual um estilo novo e uma realidade diferente à fecundação.

“As práticas sexuais desempenharam um grande papel no taoísmo. As práticas públicas e coletivas, assinaladas no século 2º, desapareceram no século 6º.” “As práticas privadas continuaram tanto tempo que Tseng (século 12) lhes consagrou uma parte de seu ‘Tao Chu’.” “Realmente, tanto taoístas como budistas observaram a continência (que tem sua base na Magia Sexual). Porém, os primeiros a consideravam como uma forma de desprendimento que devia levá-los à libertação, enquanto os segundos (além do seu desejo de conseguir o Tao) mantinham-se castos para concentrar-se, conservar sua substância e terem longevidade.”

“É possível que, igualmente como sucedeu com seus exercícios respiratórios, os taoistas se inspiraram nos tratados tântricos hindus. Alguns foram traduzidos para o chinês na época dos T’Ang e conhecidos por Suen-Ss Eu Miao”.

“O Pao-P’u-Tseu contém uma seção intitulada “A Alcova” (18 capítulos), que foi impressa em 1066 e reimpressa em 1307, 1544 e 1604 por Kiao Che-King”. Estas datas foram extraídas dos textos incluídos nos Anais do Suei por Tamba Yasuyori em seu Yi-Sin-Fang (982-984, impresso por Taki Genkin, morto em 1857).

“Em 1854 este compêndio médico de 30 capítulos, contendo os segredos de alcova, foi reeditado por Ye Tohuei (1864-1927) que reconstruiu os textos perdidos e, particularmente, o “Ars Amatoria”, do Mestre Tong-Hiuan”.

Um grande sábio disse: “Mediante a prática do Vajroli-Mudra, o iogue faz afluir em si a Shakti, ou seja, a energia universal revelada, de maneira que já não será apenas partícipe, mas também seu Senhor”.

No Viparitakarani, diz-se: “Esta prática é a melhor, excelente, causadora da liberação para o iogue. Ela importa em saúde, outorgando-lhe a perfeição”. Se desvendarmos o Vajroli Mudra, se rasgarmos o Véu de Ísis, fica a verdade nua, a Magia Sexual, o Sahaja Maithuna. A esotérica Viparitakarani ensina claramente como o iogue faz subir lentamente o sêmen mediante a concentração, de modo que o homem e a mulher, em plena cópula, podem alcançar o Vajroli.

Om! Obediente à Deusa, semelhante a uma serpente adormecida no Swayambhulingam e maravilhosamente adornada, desfruta do amado e de outros arrebatamentos. Acha-se aprisionada pelo vinho e irradia com milhões de raios. Será despertada (durante a Magia Sexual), pelo ar e pelo fogo, com os mantras ‘Yam e Dram’ e pelo mantran ‘Hum’ ”.

Cantai estes mantras nesses preciosos momentos em que o Lingam-Yoni encontram-se conectados no leito nupcial. Assim, despertareis Devi Kundalini, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes.

(Samael Aun Weor, O Parsifal Desvelado.)

Matrimônio, divórcio e tantrismo

38

É lamentável o relaxamento dos bons costumes nos países que se prezam como civilizados. A fórmula civil ou religiosa do matrimônio se converteu numa permissão para fornicar por uns quantos dias depois dos quais já vem o divórcio. Casam-se hoje e divorciam-se amanhã. Isso é tudo! Hoje, em vez de se dizer: “Vamos dormir juntos?”, se diz: “Vamos casar?” Assim se tapa um pouco a coisa, se dissimula, se legaliza.

Praticamente, o matrimônio moderno converteu-se em um novo tipo de prostituição. Conhecemos o caso de mulheres que se casaram dez ou quinze vezes. Muitas dessas damas são artistas do cinema ou senhoras da alta sociedade. Ninguém fala nada dos seus dez ou quinze maridos. Estando a prostituição legalizada, todo mundo cala a boca.

Realmente, as pessoas confundem a paixão com o amor. A paixão é um veneno que engana a mente e o coração. O homem apaixonado crê firmemente que está enamorado. A mulher apaixonada poderia até jurar que está enamorada.

Os apaixonados sonham com o amor, louvam o amor, porém jamais despertaram o mundo do amor. Eles não sabem o que é o amor. Somente sonham com ele e creem estar enamorados. Este é o seu erro. Quando a paixão foi plenamente satisfeita, fica a crua realidade, então vem o divórcio. Ainda que pareça exagerado afirmar, de um milhão de casais que se julgam enamorados, tão somente pode haver um realmente enamorado. Isso é assim! É raro achar na vida um casal realmente enamorado. Existem milhões de casais apaixonados, porém enamorados é muito difícil de encontrar.

É urgente se dissolver o Eu para se fabricar a Alma. Somente a alma sabe amar de verdade. A alma se robustece e se fortifica com o fogo do Espírito Santo. É bom saber que o fogo do Espírito Santo é amor. É bom saber que o fogo do Espírito Santo é a Kundalini, do qual falam os hindus. Só este fogo flamígero sexual pode abrir as sete igrejas da alma. Só este fogo eletrônico pode encher a alma de poderes ígneos. Quem não entender isto poderá perder sua alma. A alma que renuncia ao sexo e ao amor morre inevitavelmente.
O homem mostra sua virilidade fazendo obras de amor e não falando do amor que é incapaz de fazer.

O beijo da Mãe Kundalini é para o homem viril e para mulher verdadeiramente enamorada de seu marido. O beijo da Mãe Kundalini é morte. O beijo da Mãe Kundalini é vida. Os apaixonados não sabem dessas coisas. A única coisa em que pensam é em satisfazer seus desejos e depois se divorciar. Não lhes ocorre outra coisa. Esta é a única coisa que sabem fazer. Pobre gente! São dignos de piedade…

Cozinha, recozinha e torna a cozinhar teu barro e tua água para que quando teu barro voltar ao barro e tua água se evaporar, fique tua Ânfora de Salvação; isto é, tua alma resplandecente e cintilante nas mãos de teu Deus interno.

Quem vê pecado no amor e quem odeia o sexo é um infrassexual degenerado que quer castrar o sol, porém por desgraça ele próprio será o castrado. Quem odeia o amor e o sexo não comerá a comida do sol, seus testículos secarão e estará morto antes de morrer.

Aqueles que se julgam enamorados devem fazer a dissecação do eu. Devem se autoexplorar com o fim de descobrir se é paixão ou amor o que têm em seu coração. “Se teu amor é uno e com esse amor incluis todos os amores, teus testículos comerão a comida do sol.” Aquele que quiser entrar no reino do esoterismo terá de se vestir com o traje da regeneração, este é o traje de bodas.

À mesa dos convidados onde se sentam os anjos, não se pode chegar sem o vestido de bodas. Esse traje não o conseguem ter os que derramam o vinho sagrado. Aqueles poucos que verdadeiramente estão enamorados sabem que não se pode derramar o vinho.

Infelizmente são bem raros os enamorados; quase não existem. Judas nunca falta nos matrimônios. O triângulo fatal, o adultério, ocasiona milhares de divórcios. Parece incrível que até o próprio Grande Arcano seja agora usado pelos tenebrosos para adulterar e satisfazer paixões. Os adúlteros e os fornicários profanam até o mais santo. Os passionais nada respeitam.

A felicidade no matrimônio só é possível com a morte de Judas. Este Judas é o eu, o mim mesmo, o Ego reencarnante. Temos de ir de Pedro a João. Primeiro devemos percorrer o caminho de Pedro e trabalhar com a Pedra Filosofal (o sexo). Depois, temos de chegar ao caminho de João ( o Verbo).

Estes dois caminhos estão separados pelo espantoso abismo onde só se ouve o pranto e o ranger de dentes. Precisamos estender uma ponte para unir os dois caminhos, se é que queremos verdadeiramente ir de Pedro a João. Essa ponte se chama morte. Ali deve morrer Judas, o eu, o mim mesmo, o Ego.

Lembra-te que o beijo da Mãe Kundalini é morte e ressurreição. Um dia despertarás e logo terás a alegria de morrer em ti mesmo. Judas deve morrer na ponte, se é que queres chegar ao caminho de João (o Verbo). É necessário que sejas morto para que fiques livre e convertas teu barro em uma ânfora de salvação (alma), na qual possa entornar o Grande Senhor Escondido aquela comida e aquela bebida, a única comida e a única bebida solar que pode saciar a fome e a sede de justiça de todo aquele que consegue escapar vitorioso do horrendo vale da morte.

Pedro, assim chamado Cephas, pedra, representa todo o trabalho com o sexo. João significa o Verbo, a encarnação da palavra através de graus sucessivos e de sucessivas Iniciações Cósmicas. Pedro morre crucificado como o Cristo e com a cabeça para baixo, para a pedra, indicando o trabalho com a Pedra Filosofal (o sexo). João (o Verbo) encosta sua cabeça no coração do Cristo Jesus e este como que diz: Dai-me acolhida de amor em vosso lar e vos tornarei eterno em meu Sagrado Coração.

Cada um deve construir a ponte da morte em si mesmo. O caminho de Pedro deve se unir ao de João mediante a morte de Judas. Só chegando a João encarnamos o Verbo, realizamos a palavra e nos cristificamos. Mas nem todos compreendem o caminho de Pedro e não andam porque ainda não sabem que as pedras têm coração. E assim tampouco compreendem o caminho de João. Ninguém pode chegar ao caminho de João sem ter percorrido o caminho de Pedro (o sexo). João (o Verbo) está nos esperando.

Recordemos aquela cena do mar Tiberíades, depois de comerem o pescado. Pedro olha para João e pergunta ao Mestre: E sobre João? O Mestre responde: Sim, quero que ele fique até que eu venha e quanto a ti?

Realmente, o Verbo aguarda no funde de nossa arca o instante de ser realizado. O matrimônio perfeito é o caminho de Pedro. Precisamos construir a ponte da morte para chegar ao caminho de João. Judas é o eu que prejudica a felicidade dos matrimônios. Judas fornica e casa por paixão animal crendo-se apaixonado. Precisamos enforcar Judas na ponte da morte. Somente assim conseguiremos chegar a João. A regeneração torna-se impossível sem a morte de Judas (o eu).

O sexo não é puro cérebro. Até as pedras têm coração. Se quisermos tornar o sexo puro cérebro, violaremos a lei e adulteraremos. O resultado será o fracasso total, o abismo e a Segunda Morte. Judas nos trai de instante a instante e, se ele não morre de instante a instante, não chegaremos ao caminho de João. Quando as pessoas se resolverem a morrer de instante a instante, reinará a felicidade nos lares e se acabará a fornicação e o adultério.

Os divorciados são o resultado da paixão. Morta a paixão, não haverá mais matrimônios equivocados ou divórcios. Há também aqueles que casam por puro interesse econômico ou por conveniências sociais. Assim é como Judas vende a Cristo por 30 moedas de prata. O resultado é o divórcio.

Hoje em dia, o dinheiro casa com o dinheiro: tanto tens, tanto vales. O dinheiro fala por ti, dizem os imbecis. Esses insultadores, esses blasfemos contra o Espírito Santo, julgam-se gente prática e vivem constantemente se casando e se divorciando, se é que tiverem a sorte de que o cônjuge ressentido não os mate à bala. Realmente, essas pessoas ignoram totalmente isso que se chama amor, porém falam do amor e até juram amor eterno.

Agora, estão na moda as revistas com anúncios amorosos. São um verdadeiro gracejo tais anúncios: Mulher branca, tanto de altura, tanto de capital, olhos de tal cor, tal peso, tal religião, etc., deseja casar com cavalheiro que tenha tantos anos, tanto de capital, tal cor, tal altura, etc. Cavalheiro de tal culto, tal idade, tal cor, etc., deseja contrair matrimônio com mulher que meça tal altura, que tenha tal cor, tal capital etc.

Tudo isso é realmente engraçado e horrível. Tudo isso é prostituição com o visto oficial das autoridades e da sociedade. O resultado de tudo isso é dor, matrimônios absurdos, prostituição e divórcio.

Foram perdidos os bons costumes e a unidade dos lares veio ao solo. Agora, por estes tempos, as mulheres casadas andam sós e metidas em clubes, bares, cinemas etc. Os sábados são dias especiais para os homens casados. Nesse dia, como no fim de semana, dão-se ao luxo de acabar com o seu dinheiro nos bares e de adulterar miseravelmente.

Não lhes importa uma vírgula a sorte de seus filhos e esposas. Entregaram-se a um relaxamento dos bons costumes e o resultado não pode ser outro senão o fracasso dos matrimônios.

O que sobre bases falsas se constrói, torna tudo falso. Isso de se casar por paixão, de se casar por interesse econômico, por conveniências sociais, etc., tem de levar inevitavelmente ao fracasso. Para que haja amor, precisa-se de uma plena comunhão mística dos dois seres nos sete níveis da mente. Não existindo esta plena comunhão nos sete níveis da mente, o resultado é o divórcio.

O amor é como uma árvore solitária iluminada pelo sol, o amor é como uma criança recém-nascida, o amor é como uma rosa inefável banhada pela luz do plenilúnio, o amor e a paixão são incompatíveis, o amor e paixão são duas substâncias que não se combinam, o amor é absolutamente inocente… Onde há amor não pode haver ciúmes, ódio, nem ressentimentos, porque o amor é incompatível com todas essas baixas paixões.

O amor começa com um cintilar de simpatia, se substancia com a força do carinho e se sintetiza em adoração. Um matrimônio perfeito é a união de dois seres: um que ama mais e outro que ama melhor. Antes de se casar, é preciso autoexplorar o eu de forma bem sincera e bem profunda para nos autodescobrir totalmente.

Devemos usar o bisturi da autocrítica para extrair a paixão que temos dentro e pô-la sobre o tapete das cruas realidades. É melhor saber renunciar a tempo de que fracassar lamentavelmente. É urgente descobrir se realmente existe em nós a plenitude do amor. Unicamente sobre a base do amor conseguiremos realizar um bom matrimônio.

Para que haja amor, deve existir entre os dois seres afinidade de sentimento, afinidade de emoções, de ação, de religião, de ideias etc. Onde não houver esta comunhão mística, o amor é impossível.

Nisto de matrimônio, os legisladores podem estabelecer todas as leis que quiserem que nada conseguirão melhorar. A felicidade no matrimônio só é possível se enforcando Judas, o eu. Quem quiser ser feliz no casamento deve ser sincero consigo mesmo e não se casar por paixão, por interesse ou por conveniência social.

Os matrimônios modernos profanam o ato sexual. Os matrimônios modernos fracassaram devido ao abuso sexual. Os casais modernos não querem compreender a divina majestade do sexo. É preciso saber que o sexo é santíssimo. Na sagrada Índia dos Vedas, o sexo é praticado para se conseguir a união com o espírito vital e entrar no Nirvana. A nenhum sábio do oriente lhe ocorreria usar o sexo para satisfazer paixões carnais.

O iogue tântrico usa a mulher para sua autorrealização íntima. O melhor que o budismo e o hinduísmo têm é o tantrismo. Podemos assegurar que o tantrismo é a essência da ioga. Existem três tipos de tantrismo: o branco, negro e o cinza. Realmente, o único que serve é o tantrismo branco. Nele não existe o orgasmo nem a ejaculação do sêmen. Nele se desperta a Kundalini, isto é, o fogo do Espírito Santo.

Dito fogo fortifica a alma, a robustece e a enche de ígneos poderes terrivelmente divinos. A ioga sexual diz que há que se converter veneno em medicina. Por veneno entendem eles o uso da mulher e das bebidas espirituais. Em termos alquimistas diríamos que temos de transformar o chumbo em ouro. Realmente, de nada serve a ioga sem o tantrismo, de nada serva a ioga sem sua escola sexual.

Os brâmanes consideram a união sexual equivalente a um sacrifício divino e os órgãos femininos como o fogo em que se oferecem em sacrifício. A mulher brâmane diz em um dos textos sagrados: Se é teu desejo usar-me para o sacrifício, que se te conceda qualquer benefício que por minha mediação invoques.

No tantrismo budista, alcança-se o Nirvana mediante a mulher e o sexo. Os iogues alcançam o êxtase com o ato sexual sem derramamento de sêmen. Este é o coitus reservatus ou seja sexual sem se chegar à ejaculação do sêmen. Os iogues tântricos passam por uma longa e difícil preparação antes de entrar no terreno da ioga sexual. Em toda essa preparação entra a concentração, a meditação, bandas, mudras, pratyara, pranayama etc.

tantra-of-relationships1

Um texto assinala que o iogue tem de dormir com a mulher por três meses à sua direita e três meses à sua esquerda sem ter contato sexual com ela. Somente depois disso é que vem a união sexual sem ejaculação. Este ato é denominado de Maithuna.

Com Maithuna se desperta e se desenvolve a Kundalini totalmente. Antes do ato sexual tântrico se dança alegremente. Iogue e yoguine executam a dança de Shiva e Shakti antes da Maithuna. Shiva é o Espírito Santo e Shakti sua esposa, o eterno feminino. O casal de iogues depois da dança sagrada sentam-se para meditar como os Iniciados maias, costas contra costas, fazendo o contato das duas espinhas dorsais para conseguir um perfeito domínio mental e emocional e da respiração.

A posição em que se sentam é no estilo oriental, com as pernas cruzadas, assim como se representa Buda, e no chão. Apenas depois disso é que vem a prática com o Maithuna. Entre os iogues, tudo isso é realizado sob a direção de um guru. Este faz passes magnéticos de grande poder no centro magnético do cóccix do iogue e da yoguine, a fim de ajudar no despertar da Kundalini. Em um texto de ioga, aconselha-se aos praticantes suspenderem a respiração quando em perigo de cair no orgasmo.

O livro diz: Se o discípulo suspende a respiração, não derramará seu sêmen, ainda que o abrace a mais jovem e atraente das mulheres. No oriente, existem várias posições mágicas para se realizar o ato sexual chamado Maithuna. As mulheres iogues têm o poder de contrair os músculos vaginais maravilhosamente a fim de evitar o orgasmo e a perda do licor seminal. Assim se desperta a cobra.

Os textos tântricos alertam que ainda quando o sêmen esteja a ponto de ser ejaculado, o iogue deve retê-lo custe o que custar, isto é, não deve derramar o sêmen.

Durante este ato sexual, o iogue entra em êxtase. Com este tipo de êxtase se alcança o Nirvana. Isto é cavalgar o tigre. Assim é como os iogues consideram este ato sexual chamado Maithuna. As posições sexuais da Maithuna são muitas e se escolhe a que se quiser. Todas essas posições estão ilustradas no Kama Sutra, o livro da ioga sexual.

Algumas vezes, o iogue sentado no chão com as pernas cruzadas no estilo oriental realiza a Maithuna. A yoguine senta-se sobre suas pernas absorvendo o falo e cruzando as pernas por trás do iogue, de forma tal que o iogue fica envolvido por suas pernas. Outras vezes, usa-se o abraço invertido no qual, por razões bem sagradas e simbólicas, a yoguine desempenha a parte ativa. O iogue representa o espírito aparentemente imóvel enquanto a yoguine representa a natureza que está em movimento.

No momento supremo do ato sexual em que o orgasmo se aproxima, a yoguine recorre às mais terríveis e violentas contrações sexuais a fim de evitar o orgasmo e o derrame. Este instante é aproveitado pelos iogues para a concentração mais espantosa e para a meditação mais terrível. Então, chegam à iluminação, ao êxtase, ao samadhi.

No Ocidente do mundo, todo casal pode praticar a Maithuna sem usar essas difíceis posições do oriente. Basta orar ao Espírito Santo pedindo ajuda antes da prática e depois realizar o ato ao estilo ocidental, retirando-se ambos antes do orgasmo. Não se deve ejacular o sêmen nunca na vida.

Os tolos cientistas da magia negra creem que esta prática é danosa e que pode causar congestão da próstata, da uretra e das vesículas seminais. Este conceito dos tolos cientista é uma solene falsidade. Nós , gnósticos, praticamos este ato sexual durante toda a vida e jamais sofremos da próstata, da uretra nem das vesículas seminais. Não há duvida de que os casados chegarão à suprema felicidade com a Maithuna.

Assim se conserva a alegria da lua de mel durante toda a vida. Com este ato há felicidade verdadeira. O casal sente cada vez mais vontade de se acariciar e de realizar o ato sexual sem chegar jamais ao cansaço nem ao aborrecimento. Com este ato sexual, se acabarão os divórcios do mundo. Com este ato, entramos no Nirvana. Também se pode orar e meditar costas contra costas ao estilo oriental antes do ato, rogando ao Espírito Santo, suplicando para que nos conceda a dita de receber o fogo.

O Tantra Branco visa divinizar o homem e humanizar Deus

É falso afirmar que isto prejudique e traga prostatite. Todos aqueles que praticam o Maithuna gozam de esplêndida saúde. No princípio, o Maithuna é sacrifício. Depois de algum tempo, o Maithuna é plena satisfação sexual e suprema felicidade.

Todas as teorias que os tolos cientistas expõem para combater o Maithuna são absolutamente falsas e quem se deixar enganar pelas razões sem razão desses tenebrosos se converterá em um habitante do abismo inevitavelmente.

Estamos iniciando a Nova Era de Aquário e a humanidade se dividirá em dois grupos. Os que aceitam o tantrismo branco e os que se definem pelo negro, isto é, os que aceitam derramar seu sêmen e os que não aceitam. Os que seguirão ejaculando e os que não seguirão ejaculando.

Tântricos brancos e tântricos negros; isso é tudo. Falando em linguagem ocultista, diremos: magos brancos e magos negros. Estes são os dois grupos da Nova Era de Aquário.

Friedrich Nietzsche em sua obra intitulada Assim Falava Zaratustra diz: Voluptuosidade para todos os que desprezam o corpo, vestes de cilício, em seu aguilhão e em seu patíbulo, e a maldizem como mundo todos os que creem em ultramundos; porque ela ri e zomba de todos os hereges.

Voluptuosidade para a canalha é o fogo lento que queima, para a madeira carcomida e todos os trapos empestiados, é forno preparado para os despojos.

Voluptuosidade, para os corações livres é uma coisa inocente e livre, o jardim da felicidade na terra, a transbordante gratidão de todo futuro presente. Voluptuosidade, só para os melancólicos, um doce veneno, porém para os que têm vontade de leão é o mais cordial e o reverentemente conservado vinho dos vinhos.

Voluptuosidade, a maior felicidade simbólica de uma felicidade maior e de uma grande esperança. Porque a muitos está prometido o matrimônio e mais que o matrimônio; e muitas coisas que são mais estranhas por si mesmas do que o homem para a mulher, e que compreenderam plenamente quão desconhecidos são um para o outro, o homem e a mulher.

Realmente, o amor é um fenômeno cósmico terrivelmente divino. Quando o homem oficia na ara do supremo sacrifício sexual, pode naquele instante dirigir toda a sua voluptuosidade a todos os centros magnéticos para fazê-los vibrar, cintilar e resplandecer. Nesses instantes de suprema voluptuosidade sexual somos como deuses terrivelmente divinos.

As sagradas escrituras dizem: Pedi e se vos dará, batei e se vos abrirá. Realmente, o momento supremo do gozo sexual é o preciso instante para se pedir ao Terceiro Logos (o Espírito Santo) todos aqueles poderes pretendidos. O tremendo poder das forças de Shiva, o Terceiro Logos, converter-nos em deuses.

Muito se fala sobre meditação e êxtase. Realmente, a melhor hora para a meditação e o êxtase é a hora da voluptuosidade sexual. As forças sexuais produzem o êxtase. Devemos transformar a voluptuosidade em êxtase através da meditação. Durante o ato sexual e depois do ato, mas quando a voluptuosidade ainda está vibrando, passamos pelo sacrifícium intelectus. Realmente, só a emoção criadora pode levar-nos ao êxtase.

Só quem é capaz de chorar orando ao Terceiro Logos antes do ato, no ato e depois do ato pode entrar no Nirvana. Só quem é capaz de se embriagar com a voluptuosidade sem derramar o sêmen pode converter-se em um deus terrivelmente divino. Aqueles que aprendem a gozar da voluptuosidade sabiamente, sem derramar o sêmen, convertem-se em seres absolutamente felizes.

O matrimônio perfeito é a base do Sendeiro do Cristo social. Infelizmente, na vida moderna, o matrimônio converteu-se em uma frivolidade afastada da sabedoria. A isto se devem os fracassos, a isto se devem os divórcios. É necessário estudar a gnose. É urgente voltar às celebrações místicas dos mistérios do amor.

É urgente aprender a gozar das delícias do amor. É urgente compreender que com a voluptuosidade nasce o anjo dentro de nós mesmos. Só os anjos podem entrar no reino!

O tantrismo branco possui a ciência para se acabar com os divórcios e se conservar a lua de mel durante toda a vida. O lar é a base de uma sociedade cristã.

O tantrismo branco, com o seu famoso Maithuna, é a chave da divina felicidade sexual.

(Samael Aun Weor, Matrimônio, Divórcio e Tantrismo)

Os Mistérios Egípcios

4

Introdução

Eis aqui o ensolarado país de Khem, como o VM Samael o denomina, o país das pirâmides e da esfinge com sua atmosfera de mistério e sobrenatural. Quantas cenas sublimes e dantescas não se desenrolaram nos pátios e salas secretas dos templos sagrados…

Lendo as frases inseridas num livreto e imaginando os cenários descritos pelo Mestre Samael Aun Weor, dá vontade de nos atirar de joelhos ao chão e exclamar reverentes, como o fizeram milhares de Buscadores da Luz, outrora:

“Ó Rá! Digna-te santificar meu espírito.
Ó Osíris! Devolve à minha alma sua natureza divina!
Glória a ti, ó Senhor dos Deuses!”

Realmente, os mistérios egípcios são profundos e terríveis. Meditemos neles.

Leia também:

Os Mistérios Egípcios

Luz Negra

O Papiro Nebseni

Múmias Egípcias

As sete eternidades e sendas da felicidade

A Esfinge Elemental do Egito

A Esfinge e os Deuses Elementais

egito

Moisés e os mistérios da alquimia

20

Moisés foi discípulo de um grande Mestre dos paraísos Jinas. Moisés soube achar seu Guru na confluência dos dois oceanos. Esse Guru, depois de instruir Moisés, submergiu-se dentro do plano astral. Entretanto, esse Guru tinha corpo de carne e osso. Era um imortal das terras do Jinas.

Desde os tempos muito antigos, vemos na Bíblia o esoterismo, a alquimia, a magia, a astrologia, a filosofia, a matemática, etc. Se estudarmos cuidadosamente o Êxodo de Moisés, descobriremos no antigo testamento maravilhas esotéricas: exorcismos, ressurreição de mortos, sortilégios, embruxamentos, desembruxamentos, transfigurações, levitação, curas etc., seja com a concentração do campo magnético da raiz do nariz, seja com passes magnéticos, com azeite consagrado, com águas, seja com pequenas porções de saliva mágica colocadas sobre a parte inferior…

Estudando-se cuidadosamente o Êxodo de Moisés, descobrem-se nele os tempos antigos da magia prática dos egípcios. O próprio Moisés era um grande mago. Obviamente, Moisés nasceu para cumprir uma gigantesca missão. Ninguém ignora que ele era primo do faraó e que descendia de um grande mago antigo, de um grande mago caldeu; refiro-me a Abraão. Também descendia de Isaac, da região dos Iniciados do velho Egito dos faraós, do país ensolarado de Khem.

Moisés começou com um acontecimento insólito. Alguns egípcios tentaram fazer mal a um hebreu e o maltrataram. Moisés defendeu o homem, mas, como dissemos, passou dos limites, pois ninguém ignora que matou um egípcio. Disso as sagradas escrituras são testemunhas. Quando um Iniciado cometia um crime, quando submetia a vida de um semelhante, não era julgado pelos juízes da terra ou era levado a qualquer corte desta justiça humana subjetiva.

Ele era julgado diretamente pelos grandes sacerdotes do país ensolarado de Khem. O hierofante o julgava e isso era o mais grave porque eles representavam a justiça celestial, a justiça objetiva que por certo é bem diferente, bem distinta, da justiça subjetiva terrena. Esta justiça subjetiva se compra e se vende, mas a justiça objetiva é justiça cósmica que não se pode vender ou comprar.

Moisés fugiu antes de ser julgado e se foi para Midian, à terra do sacerdote de Midian, o qual veio a se tornar mais tarde seu sogro. Foi-lhe dada hospitalidade em um grande templo. Moisés ali esteve em uma cripta subterrânea. Estando lá, saiu conscientemente de seu corpo físico. No mundo astral, encontrou-se com o defunto.

Durou bastante tempo o seu sofrimento no astral enquanto seus fundamentos positivos permaneciam dentro de um sepulcro de pedra numa cripta subterrânea. No astral, tratava de convencer o defunto para que o perdoasse, o que com esforço conseguiu. Depois, é claro, conseguiu que também nos tribunais da justiça cármica o perdoassem. Assim perdoado, Moisés regressou ao seu corpo físico.

Antes, tinha outro nome, porém após ter regressado ao seu corpo, tomou o nome de Moisés, o qual significa: Salvo das Águas.

Muitos Iniciados não conseguiam sair do seu corpo físico e havia os que não conseguiam voltar ao seu corpo. Os sacerdotes residiam em casas próximas das criptas e nelas achavam seus corpos já mortos. Mas com Moisés não foi assim. Depois, ele casou-se com uma grande sacerdotisa de Midian e dedicou-se à Grande Obra. A chave da Grande Obra vocês já conhecem, é o Sahaja Maithuna, o Arcano AZF. Portanto, ele tornou-se alquimista e cabalista.

Que Moisés se autorrealizou é certo, que conseguiu a ressurreição também é verdade, e a conseguiu precisamente na caverna de Horeb. Ele viu uma Chama que floresceu por entre as sarças da caverna e aquela chama lhe disse: “Descansa, Moisés, Eu Sou o Deus de Abrahão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”. E Moisés, meus queridos irmãos, naqueles precisos instantes, conseguiu a Ressurreição Iniciática.

Ele já havia voltado a si quando um raio de Aelohim penetrou nele, isto é, seu Pai que está em segredo. Ressuscitou para cumprir uma gigantesca missão; está escrito no Êxodo.

Aelohim é o Eterno Pai Cósmico Comum. Todo o Exército da Voz, todos os Elohim, não são senão raios de Aelohim, a Divindade Imanifestada, o Onimisericordioso, o Uniexistente, o Eterno Pai Cósmico Comum. Nosso Pai que está em segredo não é mais do que um raio de Aelohim. Diante do Eterno Pai Cósmico Comum, diante do Uniexistente, diante do sentido relevante, todos os Grandes Mestres da Fraternidade Universal Branca, todos os deuses, se ajoelham. Todos se ajoelham diante de Aelohim, o Uniexistente, o Onimisericordioso, a Infinitude que a todos sustenta, a Divindade ou o Divinal Imanifestado. Assim, pois, meus caros irmãos, Moisés cumpriu uma valiosa missão.

A Arca da Aliança é indubitavelmente um instrumento da alta magia e está carregada de força elétrica. Todo o profano que se atrever a se aproximar da Arca morrerá instantaneamente. Na Arca da Aliança estão a Vara de Aarão, as tábuas da lei e a taça; não há dúvida de que a vara é fálica. Assim, pois, a Arca era poderosa. Moisés mesmo em sua peregrinação levava sempre a vara do poder real. Diz-se que ele transformou essa vara em uma serpente. Usava também o báculo, a maça de Hércules etc.

Quando alguém lê o Êxodo, não pode menos do que se admirar de seus formidáveis poderes. Moisés quando quis libertar o povo hebreu teve a oposição do faraó. Dizem as sagradas escrituras que manifestou seu poder diante do faraó, que só em levantar a sua vara, as águas se converteram em sangue. As águas não serviram mais e os peixes morreram.

Outro movimento suave e as águas se acabaram. Porém, o faraó insistia em não deixar aquele povo sair do Egito. Levantou novamente seu cetro e todas as casas ficaram cheias de enormes e gigantescas rãs, porém ainda assim o faraó não se deixou convencer; Moisés fez uma rã desaparecer.

Continua o amargo Êxodo dizendo que após desatou uma chuva de granizo sobre a terra do Egito. Ao chegar a este ponto, lembro-me que além de desatar tempestades de granizo, fez aparecer sobre a terra do Egito milhares de mosquitos e pestes. E o faraó não queria deixar aquele povo sair, claro que necessitava dele. Afirma-se que Moisés fez com que todos os primogênitos de todas as famílias morressem. Assim está no livro Êxodo do antigo testamento. Não sou eu que o está afirmando, é o Êxodo. Claro, o faraó se convenceu quando os primogênitos das famí-lias começaram a morrer e deixou aquele povo sair.

Quando Moisés estendendo sua vara separou as águas das águas para que o povo passasse, seus perseguidores tentaram fazer o mesmo. O faraó se arrependera e fora em seu encalço com um exército de homens. Porém, a uma ordem de Moisés aquelas águas juntaram-se de novo. Assim, pois, todas essas passagens de Moisés com seus poderes – com sua vara toca a penha para que dela brote água – têm muito de simbolismo místico e cabalístico.

Moisés terrivelmente divino desce do Monte Sinai, sua face resplandecia e as multidões se espantaram. Em sua ausência, haviam estabelecido o culto ao Bezerro de Ouro. Quando Moisés se deu conta disso, tomou aos seus e passou o fio da espada em todos os demais. Como lhes disse, não se pode tomar tudo em sua forma literal. Tudo isso é completamente simbólico.

Quando desceu do Sinai com as Tábuas da Lei, em sua cabeça luziam dois cornos, quais gigantescos raios de luz. Por este motivo é que foi esculpido com esses dois cornos. Que quer dizer esses cornos de bode em Moisés? Por que Michelangelo o cinzelou dessa forma? Pois tem um sentido simbólico, certo! Por que tinha esses cornos de bode? Vou lhes dizer porque. O bode representa o diabo. Por isso, Moisés tinha os cornos. Por acaso, Moisés era o diabo? Temos que analisar esta questão.

Bem vale a pena refletir. Se pensarmos no bode, poderemos descobrir a potência sexual. Nas cavernas dos Iluminados da Idade Média, ele representava precisamente a esse Lúcifer, a estrela da manhã, o reflexo do Logos dentro de nós mesmos aqui e agora! Assim como o sol físico tem em seu fundo a sombra de si mesmo, assim o Mestre Interior de cada um de nós projeta em nosso universo interior particular sua sombra; isto é o inusitado. No princípio, Lúcifer resplandecia no fundo de nossa consciência e era um arcanjo. Quando foi precipitado para o fundo do abismo, desde então converteu-se em bode.

Lúcifer representa a potência sexual. Quem pode negar que o bode não possui uma grande potência sexual? A qualquer impotente sexual, já que há várias classes de impotência: impotência por algum dano no sistema nervoso, impotência devido a debilidade, etc., se pode curar com os hormônios sexuais dessa animal, depositados em seus testículos. Os hormônios do bode têm poder para acabar com a impotência.

Assim, pois, o bode representa por si mesmo o poder criador. Por isso, ele é o representativo de Lúcifer. Isto deve saber entender. Como quer que Moisés soube aproveitar sua potência sexual, como quer que ele soube transmutar o esperma sagrado em energia criadora, apareceram em sua cabeça os cornos simbolizando a Lúcifer. De onde tirou Moisés seus poderes? Com que força conseguiu desatar as dez pragas do Egito, segundo declara o Êxodo? Pois, foi aquele agente maravilhoso que lhe permitiu demonstrar sua sabedoria diante do faraó – a potência sexual. Aí está o poder dos poderes!

Agora ficará explicado para vocês por que a Arca da Aliança tinha quatro cornos de bode. Esses quatro cornos serviam para representar os quatro homens que puderam levá-la de um lugar para outro. Essa arca em si mesma está representando o Lingam-Yoni da Lei. Aqui, pois, é onde está o poder e a força. Sem ela, para nada serviria o TAO dos profetas, de nada serviria o bastão dos Grandes Iniciados… o mercúrio já fecundado pelo enxofre, isto é, pelo fogo.

Assim, pois, devemos compreender a necessidade de se elaborar o Mercúrio. Os alquimistas da Idade Média guardaram silêncio sobre o segredo do Bode de Mendes. Quando na Idade Média, os iniciados neófitos eram levados à meia-noite às cavernas da Iniciação, nos santuários secretos, se lhes vendavam os olhos. Tirada a venda, encontrava-se o neófito diante do Bode de Mendes, o diabo, porém na testa dele resplandecia o pentagrama, a estrela flamígera, não à inversa, como a usam os tântricos negros, mas com o ângulo superior para cima e os dois ângulos inferiores para baixo. Então, se ordenava ao neófito que beijasse o traseiro do diabo. Se se negasse, punham-lhe novamente a venda nos olhos e o tiravam por uma porta escondida por onde jamais poderia entrar.

Lá, os irmãos o advertiam sobre os perigos da Santa Inquisição e sobre aquela pedra cúbica, onde estava sentado o diabo. De uma porta, saía uma Ísis do templo… Precisa-se ser suficientemente inteligente para dar-se conta do profundo significado da cerimônia. De fato, entregava-se ao trabalho na Grande Obra. O fundamental, meus queridos irmãos, é fazer a Grande Obra. Para que serviria se nos tornássemos eruditos, se não fizéssemos a Grande Obra?

É óbvio que no começo devemos fabricar o mercúrio. O segredo da elaboração do mercúrio nunca foi revelado por ninguém e vocês sabem disso. No Arcano AZF está a chave. Com que objetivo pre-paramos o mercúrio? Para que? Para fazer a Grande Obra, é claro. Devemos transmutar na Sahaja Maithuna.

Porém, essa energia em si mesma já é um mercúrio, a alma metálica do azougue em bruto do esperma. Depois essa energia sobe pelos canais Idá e Píngala. Da união de átomos solares e lunares nasce o fogo. É verdade, esse fogo torna fecunda todas suas manifestações. Esse fogo é o enxofre, o mercúrio fecundado pelo enxofre.

Devemos fazer todo o trabalho, porém qual é o trabalho? Necessitamos compreender qual é o trabalho que vamos fazer, temos de acabar com muitos conceitos equivocados. Dizem as diferentes organizações de tipo pseudoesoterista e pseudo-ocultista que o homem tem sete corpos:

Físico – Etérico – Astral – Mental – Causal – Búdico – Átmico

Citam estes corpos também com outros nomes:

1. O físico.
2. O vital chamam-no de lingam sarira.
3. O astral dizem que é kamas ou princípio de desejo.
4. O mental dizem que é manas inferior.
5. O causal chamam de manas superior.
6. O intuicional dizem que é o corpo búdico.
7. Átmico.

O curioso de tudo isso é que os pseudo-esoteristas e pseudo-ocultistas creem que todos os humanos, melhor diríamos, os humanos que cobrem a superfície da terra, já possuem os sete corpos… Naturalmente, isto é completamente falso. O animal intelectual equivocadamente chamado homem somente temo corpo físico e seu assento vital orgânico. Não tem nada mais. Não tem astral nem mental e causal muito menos, O que tem depois do corpo físico e do vital é o Ego, o eu, o mim mesmo, o si mesmo, que faz as vezes de astral, que faz as vezes de mental, mas que não é corpo astral nem corpo mental. Pude vivenciar isto facilmente nos mundos internos.

Em nome da verdade e com grande ênfase digo-lhes que quando me movo no mundo astral com inteira claridade meridiana vejo quem tem astral e quem não tem tal corpo. As multidões encarnam, vão e vêm e não sabem porque; não têm corpo astral. São míseras sombras, fantasmas inconscientes, parecem verdadeiros sonâmbulos na região do Averno. Se ti-vessem corpo astral seriam diferentes, seriam vistas como homens, seriam distintas. Qualquer um pode fazer ali a diferenciação entre alguém que tem astral e alguém que não tem.

Um exemplo bem duro que podemos pôr aqui é o de uma pessoa vestida e outra sem roupas. A simples vista se vê quem usa roupa e quem está despido. Assim, aqueles que não têm corpo astral são vistos ali como pobres fantasmas. Assim, pois, vamos fabricar o mercúrio como propósito de criar os corpos existenciais superiores do Ser e depois vamos aperfeiçoá-los etc.

Irmãos, quero que entendam o que vão fazer, qual é o trabalho que vamos realizar com o Mercúrio. Em primeiro lugar, o mercúrio fecundado pelo enxofre toma forma no corpo astral. Quando alguém já possui o corpo astral, sabe que o tem porque pode usá-lo. Assim, pois, irmãos, no mundo da mente, quem possui um corpo astral sabe seu nome. Depois de morto, continua ali com sua personalidade astral viva e já não é uma criatura mortal.

baphomet6Mas, se alguém fabricasse o corpo astral e após parasse, não continuasse trabalhando com o mercúrio, em novas existências degenerará. Depois ainda teria de se submeter a reincorporação em organismos.

Em primeiro lugar, o mercúrio fecundado pelo enxofre toma forma no corpo astral. Quando alguém já possui o corpo astral, sabe que o tem porque pode usá-lo. Sabemos que temos pés porque podemos caminhar com eles. Sabemos que temos mãos porque podemos usá-las. Sabemos que temos olhos porque podemos ver. Assim também sabemos que temos um corpo astral porque o usamos, movemo-nos consciente e positivamente com ele através dos mundos suprassensíveis.

De que está feito o corpo astral? De mercúrio. Por que o mercúrio toma a forma do corpo astral? Graças a que foi fecundado pelo enxofre. O mercúrio fecundado pelo enxofre toma a forma de um corpo astral e se converte em corpo astral.

Uma vez que tenhamos criado o corpo astral mediante o mercúrio, já não seremos míseros fantasmas no mundo dos mortos ou sombras abismais. Chega a minha memória nestes instantes a lembrança de Homero que disse: Mais vale ser um mendigo sobre a terra do que um rei no império das sombras. Quem tem corpo astral já não é um fantasma. Destaca-se como deus da terra e como deus da mente e aqui figura com nome sagrado. Cada um de nós tem o seu nome.

O nome que eu uso é Samael Aun Weor. Não é um nome caprichoso que eu tenha escolhido ao acaso, não. Eu não pus este nome em mim. Eu tenho me chamado assim através de toda a eternidade.

De idade em idade, de mahavântara em mahavântara, sempre fui Samael Aun Weor. Este é o nome d’Ele, de minha Mônada Divina. É o nome que identifica o Rei do Fogo e dos vulcões indubitavelmente.

Como disse Maomé: Alá é Alá e Maomé é seu homem. Ele é perfeito e eu não sou. Não entendo que seu filho seja perfeito porque perfeito só há um, o Pai que está em segredo. Nenhum de nós é perfeito.

Assim, pois, irmãos, no mundo da mente, quem possui um corpo astral sabe seu Nome. Depois e morto, continua ali com sua personalidade astral viva e já não é uma criatura mortal.

Mas, se alguém fabricasse o corpo astral e após parasse, não continuasse trabalhando com o mercúrio, em novas existências degenerará. Depois ainda teria de se submeter a reincorporação em organismos inferiores de animais até eliminar o que tiver de Hanasmussen.

Meus queridos irmãos, há diversos reinos e, assim como aqui, tais remos são governados por devas ou hierarquias. Uma vez que se conseguiu a fabricação do corpo astral mediante o fogo e o mercúrio da filosofia secreta, devemos nos dedicar a trabalhar na fabricação do corpo mental.

Todo mundo pensa que tem um corpo mental próprio e isso é falso. As pessoas não têm mente própria, as pessoas têm muitas mentes. Pensem no seguinte: o eu é múltiplo. O eu é um conjunto de pessoas que cada um leva dentro. O corpo é uma máquina e através dessa máquina de repente expressa-se um eu, isto é, uma pessoa, porém essa pessoa sai e se mete outra. Depois, essa outra sai e se mete uma outra e assim sucessivamente. Total: o animal intelectual não tem individualidade definida. É uma máquina controlada por muitas pessoas, porém cada uma dessas pessoas chamadas eus têm uma mente diferente.

Como quer que são tantos os eus, as mentes são muitas. Cada eu tem a sua mente, suas idéias, seus critérios próprios etc. Então, meus queridos irmãos, onde está a mente individual do pobre animal intelectual equivocadamente chamado homem? Onde está a mente desse pobre mamífero racional? Qual deles se é?

Infelizmente, devemos nos dar conta do que somos, se é que queremos uma transformação radical.

Depois que se conseguiu a fabricação do astral, temos de fabricar um corpo mental. E o faremos com o que? Com o mercúrio! Esse mercúrio se cristalizará no corpo da mente. Quando saberemos que temos uma mente individual? Quando pudermos usá-la. Quando formos capazes de viajar com o corpo mental através de todo o universo, de planeta em planeta. Só então saberemos que temos um corpo mental de carne e osso.

Quando já possuirmos verdadeiramente um corpo mental, partiremos para um trabalho mais avançado, começaremos a criar o corpo da vontade consciente, o corpo causal, usando sempre o mercúrio fecundado pelo enxofre. Portanto, o trabalho é ordenado. Primeiro se fabrica o corpo astral, em seguida o corpo da razão objetiva ou corpo mental e depois o corpo da vontade consciente ou corpo causal. Cada um destes corpos tem suas leis. O corpo físico está governado por 48 leis, o astral por 24, o mental por 12 e o causal por 6.

Vejam vocês as maravilhas dos corpos já fabricados. Esses corpos astral, mental e causal têm de fato seu princípio, sua alma humana. Assim nos convertemos em um homem real, verdadeiro, graças ao mercúrio da filosofia secreta fecundado pelo enxofre; um homem real no sentido mais completo da palavra.

Julgarmo-nos homens nestes momentos atuais é uma falsidade. Se colocarmos um homem e um animal intelectual juntos, veremos que os dois se parecem, há uma semelhança, porém, se observarmos seus costumes, veremos que são diferentes. Os costumes de um homem verdadeiro são tão diferentes dos do animal intelectual como os de um cidadão culto são completamente diferentes dos de um canibal da selva.

Observem em detalhe um homem um animal intelectual, observem seus comportamentos e formas e verão que são radicalmente distintos, diferentes, intimamente não se parecem em nada, ainda que a aparência física de ambos seja igual. Que nos animais intelectuais estão as possibilidades de se converter em homem isso é coisa bem diferente! Neles estão os germes dos corpos existenciais superiores do Ser! Tais germes são emanações do Sagrado Sol Absoluto que podem ser vivificados através do trabalho com a alquimia sexual e isto é importantíssimo!

Muito bem, uma vez recebido o princípio anímico, o qual chamaríamos na gnose de pneuma ou espírito, vem a segunda parte do trabalho que é bem mais profunda: trata-se de refinar mais o mercúrio e de se intensificar a eliminação do mercúrio seco e do sal vermelho.

Que é o mercúrio seco? Já dissemos que está formado ou representado pelos eus que carregamos dentro. Que é o sal vermelho ou enxofre arsenicado? e o fogo infra-sexual, o fogo que emana do abominável órgão kundartiguador. Para a criação dos corpos existenciais do Ser é necessária também a eliminação e a eliminação se intensifica na segunda parte do trabalho: a eliminação dos elementos indesejáveis, do mercúrio seco e do sal vermelho ou enxofre arsenicado.

No terceiro trabalho, meus estimados irmãos, na terceira cocção, porque são três cocções ou três purificações pelo ferro e pelo fogo, temos de converter os corpos existenciais superiores do Ser em veículos de ouro puro. De onde vai sair o ouro puro? Transporta-o o mercúrio… Assim como São Cristóvão leva o menino, assim também o mercúrio leva em si o ouro. Porém, necessita-se de um artífice que seja capaz de unir os átomos do ouro com o mercúrio.

Este artífice o temos todos dentro de nós mesmos, é uma das partes de nosso Ser: o alquimista particular de cada um de nós e que é conhecido como Antimônio. Que poderíamos fazer nós sem essa parte, sem esse alquimista? Felizmente, ele conhece a arte e é um grande artista. Ele sabe como irá conseguir a união dos átomos do ouro com o mercúrio.

Assim, pois, na terceira parte do trabalho é necessário que o corpo astral converta-se em ouro puro, em um veículo de ouro. Somente assim poderá ser recoberto pelas partes superiores do Ser ou pelas diferentes partes do Ser. O corpo mental deve ser convertido em um veículo de ouro. Somente assim ele poderá ser recoberto pelas distintas partes do Ser. O corpo causal também terá de se converter em ouro puro para que possa ser recoberto pelas diferentes partes do Ser.

Em seguida, a alma-espírito deverá se transformar em alma de ouro e por último, o mais valioso que temos, o Atman do qual falam os hindus, terá de se converter em ouro puro. Quando se conseguiu isto, quando todos os veículos foram recobertos pelas diferentes partes do Ser, quando todo o mercúrio seco e todo o sal vermelho foi eliminado, chega o nosso Pai. Ele levanta-se de seu sepulcro, entra em seu envoltório e ressuscita em nós e nós n’Ele.

Chegou-se ao mestrado. Quem chega a estas alturas ganha o Elixir da Longa Vida e assim poderá conservar seu corpo físico durante milhões de anos. Quem chega a estas alturas recebe a medicina universal e de seu organismo ficam erradicadas as enfermidades. Quem chega a estas alturas poderá transmutar o chumbo físico em ouro puro como o fizeram o Conde de Saint-Germain, Cagliostro, Raimundo Lullo, Nicolas Flamel e outros.

Porém, tacitamente Lúcifer entrou. Que tem que ver Lúcifer com o Bode de Mendes nesta questão? Por que Moisés tinha cornos de bode em sua testa com raios de luz? Meus irmãos, esse Lúcifer, diríamos, é a mina de onde vamos extrair o mercúrio. Muitas vezes dissemos que o cavaleiro tem de enfrentar o dragão. Muitas vezes dissemos aqui que Miguel luta contra o dragão, São Jorge também luta contra o dragão. Muitas vezes dissemos que o cavaleiro toma algo do dragão e o dragão algo do cavaleiro para fazer disso uma estranha criatura. Muitas vezes afirmamos que essa estranha criatura por sua vez, por desdobramento, que resulta como síntese, é o mercúrio, o qual é simbolizado pelo peixe que o pescador tira do lago com suas redes.

Assim, pois, desse Lúcifer extraímos todo o mercúrio e à medida que o tempo for passando, Lúcifer vai se convertendo todo em mercúrio até que no fim a única coisa que resta em nós é o Mercúrio.

Que é um Mestre Ressurrecto? Mercúrio já purificado e convertido em ouro. Por isso se o representa com a Taça de Alabastro, com o alabastro vivo, com a rosa elétrica que se espera. Há alguns Cavaleiros da Ordem Superior dos Ressurrectos, mas eles não têm organização física visível em nenhuma parte.