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Hermes Trismegisto

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“O homem nada sabe, mas é chamado a tudo Conhecer.” (Hermes)

Hermes Trismegisto foi um misterioso mestre que viveu no Egito uns 2,5 mil anos antes de Cristo. Seu impressionante legado intelectual (centenas de obras sobre teologia e cosmogonia, engenharia e arquitetura sagrada, medicina e filosofia, psicologia e magia, entre outras) perdeu-se ao longo dos séculos, sobrando somente alguns textos, entre os quais a famosa Tábua Esmeraldina e o Corpus Hermeticum, bases da alquimia árabe e europeia medievais.

Hermes é considerado o pai da Alquimia e seu nome do latim, sendo seus outros nomes: Toth em grego e Tehuti ou Dyehuty em egípcio. Os gregos o chamavam de Trismegisto, significando que esse mestre dominava os três graus do Conhecimento: os níveis do Aprendiz, do Companheiro e do Mestre dentro da simbologia maçônica; e as três Montanhas – Iniciação, da Ressurreição e Ascensão – entre os gnósticos. Já os romanos o chamavam de Mercurius ter Maximus.

Hermes Trismegisto é mencionado primordialmente na literatura ocultista como o maior de todos os sábios egípcios, o grande criador da Alquimia, além de desenvolver um profundo sistema de crenças metafísicas que hoje é conhecido como Hermética.

Para alguns pensadores medievais, Hermes Trismegisto foi um profeta pagão que anunciou o advento do cristianismo. E segundo o Islã, esse mestre era o próprio profeta Ídris (ou Enoch), mencionado diversas vezes no Alcorão e que viu Deus face a face graças à sua santidade.

 

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Esse mestre, segundo Clemente de Alexandria, escreveu 42 livros sobre a simbologia e os fundamentos alquímicos, os quais os grandes alquimistas medievais árabes e, posteriormente, europeus, estudaram e estabeleceram uma didática característica.

O Que Ensina Samael Sobre Hermes

O VM Samael Aun Weor ensina que Hermes Trismegisto é um grande mestre da Fraternidade Branca e que pertence ao Raio de Mercúrio. Sua importância para a evolução da humanidade é muito mais profunda do que se pode imaginar.

Esse poderoso mestre, Hermes, trabalha incansavelmente em prol da humanidade enferma e oficia, não só em seu templo particular, mas especialmente no sagrado Templo de Álden, que é um hospital cósmico situado no mundo astral.

Vejamos o que Samael nos ensina a mais sobre o grande mestre Hermes Trismegisto:

Hermes, o Mestre que veio de Mercúrio

Creio que vocês já ouviram falar de Hermes Trismegisto, o Deus Íbis de Toth, adorado pelos egípcios.

A propósito, lembro-me agora que no Egito há um baixo-relevo, no qual aparece o deus Íbis de Toth com o membro viril em estado de ereção, e ao pé uma inscrição que diz: “Doador da Razão”. Não lhes parece raro que se relacione Hermes com a razão e com o membro viril? O símbolo fala claro, meus amigos.

O Átomo Mestre da Mente reside no sistema seminal do homem, e quem deu esse Átomo ao homem foi Hermes Trismegisto, o Mensageiro do Deus Mercúrio.

Esse Átomo é que dá ao homem toda a Sabedoria da Natureza e que o instrui na sabedoria oculta, quando o homem, no ato de praticar Magia Sexual com sua esposa-sacerdotisa, o faz subir à cabeça.

Quem é o Deus Mercúrio

O Deus Mercúrio é um Homem Perfeito, sua presença é realmente sublime. Ele se parece com um ancião venerável de longa barba, rosto rosado e cor de fogo. Tem sua morada em um templo-coração do planeta Mercúrio e leva sempre por cetro o Tridente da Mente, que é o mesmo que os brâmanes da Índia usam. O Tridente simboliza o tríplice jogo de força dos Átomos Transformativos da mente.

O Deus Mercúrio é um Anjo Estelar, e o astro Mercúrio é seu próprio corpo físico. Foi Ele quem enviou Hermes à Terra.

Poder-se-ia obter ajuda invocando o Deus Mercúrio? Os Deuses sempre estão dispostos a ajudar o homem, quando o que se pede é justo.

Para se ter uma mente poderosa e firme

Peça “A Mãe do Peixe” ao Deus Mercúrio. Concentre-se no Deus Mercúrio com todo seu coração e com toda sua alma, em oração profunda durante uma hora, rogando que lhe entregue essa Substância Mental para que dê firmeza à sua mente.

Tenha segurança de que se o Mestre considerar justa a sua petição concorrerá ao seu chamado e colocará dentro do seu corpo mental uma bola branca formada da Substância-Raiz do corpo mental que reside na Mente Ígnea do Íntimo.

Essa Substância Monádica dar-lhe-á uma firmeza mental jamais pressentida por você. Entretanto, se sua petição não for justa, de nada servirão 1 milhão de rogos.

Essa substância Monádica chama-se “A Mãe do Peixe”. Isso nos lembra o peixe de Oanes e o profeta Jonas, vomitado por um peixe. O Peixe simboliza o Íntimo, a força-mãe de Manas (a mente), O que a possui se faz poderoso no Mundo da Mente; porém, necessita-se ser “muito digno e merecedor” para ter a honra de recebê-la.

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A Tábua Esmeraldina

A Tábua de Esmeralda, ou Esmeraldina, é um texto clássico atribuído ao Trismegisto. Filósofos, alquimistas  e também astrólogos basearam seus conhecimentos nesse importante legado do Velho Mundo. Clemente de Alexandria tece louvores aos profundos ensinamentos do Grande Mestre e afirma que, desafortunadamente, só se conhecem Tábua Esmeraldina, o Pimandro e Asclépios ou o Discurso da Iniciação. Ambas obras têm um alto valor iniciático.

No Pimandro, Hermes recebe os ensinamentos de Pimandro, a consciência superior ou inteligência soberana e divina.  “O primeiro que se deve fazer – diz Pimandro a seu discípulo – é desgarrar  essas vestiduras que te cobrem, essas roupagens da ignorância, princípio e fundamento da perversidade, cadeia da corrupção, coberta tenebrosa, morte vivente, cadáver sensível, sepulcro que contigo levas, ladrão doméstico, inimigo no amor, zeloso no ódio. Tal é a vestidura do adversário que levas sobre ti.

E que te atrai para baixo, temendo que a percepção da Verdade e do Bem te faça odiar. A maldade do teu inimigo e descobrir os traidores laços que te tendem, obscurecendo a tua vista o que resulta claro para os outros, afogando-te na matéria, fazendo com que te embriagues com infames voluptuosidades… Tudo, em suma, para que nunca ouças o que a teus ouvidos lhes convém ouvir, e para que jamais vejas o que a teus olhos lhes convém ver”.

Podemos notar no trecho acima que existem em nosso interior imperfeições que o discípulo Hermes (na verdade, todos nós, que um dia ansiamos trilhar a Senda da Iniciação) necessita desintegrar para concretizar a chamada Grande Obra no Microcosmo-Homem.

Ainda nessa obra, Pimandro, são especificadas 12 imperfeições egoicas a serem eliminadas de nossa psique, e que são, em ordem sucessiva: ignorância, tristeza, intemperança, concupiscência, injustiça, avareza, erro, inveja, procederes capciosos, cólera, temeridade e maldade. A razão da necessidade de dissolvermos nossos pecados são explicados a seguir: “Pela prisão dos sentidos, submetem o Homem Interior e o tornam escravo das paixões. Pouco a pouco se afastam de quem Deus olha com olhos de piedade e eis aqui no que consiste o modo e a razão dos Renascimentos”.

A Visão de Hermes

Um dia, Hermes ficou adormecido depois de refletir sobre a origem das coisas. Uma pesada dormência apoderou-se de seu corpo, porém, à medida que seu corpo ficava pesado, sem forma determinada, chamavam-no por seu nome. “Quem és?”, disse Hermes, assustado. “Sou Osíris, a Inteligência soberana, e posso revelar-te todas as coisas.”

“Desejo contemplar a Fonte dos Seres, ó Divino Osíris, e conhecer Deus!” “Serás satisfeito.” Nesse momento, Hermes sentiu-se inundado por uma Luz deliciosa, em suas ondas diáfanas passavam as formas encantadoras de todos os seres. Porém, de repente, espantosas trevas de formas sinuosas desceram sobre ele. Hermes ficou submergido num caos úmido de fumo e de um lúgubre zumbido. Então, uma voz elevou-se do abismo. Era o grito da Luz, em seguida de uma fogo sutil, saiu das úmidas profundidades e alcançou as alturas etéreas.

Hermes subiu e voltou a ver os espaços. O caos voltava ao abismo, coros de astros se espalhavam sobre sua cabeça e a voz da Luz enchia o infinito.

“Ficaste surpreso com o que viste?”, disse Osíris a Hermes, encadeado em seu sono e suspenso entre a terra e o céu. “Não”, disse Hermes. “Bem, ainda saberás mais. Acabas de ver o que acontece desde a Eternidade. A Luz que viste no princípio é a Inteligência Divina que contém todas as coisas em potência e encerra os modelos de todos os seres. As trevas em que estavas submergido em seguida são o mundo material onde vivem os homens da terra. O fogo que viste brotar das profundezas é o Verbo Divino. Deus é o Pai, o Verbo é o Filho, e sua união é a Vida…”

Sobre o livro Corpus Hermeticum, clique na imagem acima e saiba mais.

“Que sentido maravilhoso foi aberto em mim?”, disse Hermes. “Já não vejo com os olhos do corpo, senão com os do Espírito. Como isso ocorre?” “Filho da terra”, respondeu Osíris, “é porque o Verbo está em ti, o que em ti ouve, vê e obra é o próprio Verbo, o Fogo Sagrado, a Palavra Criadora.” Posto que és assim”, disse Hermes, “faz-me ver a vida dos mundos, o caminho das almas, de onde o homem vem e para onde volta.” “Faça-se segundo teu desejo.”

De repente, Hermes ficou mais e mais pesado, como uma pedra, e caiu através dos espaços como um aerólito. Por fim, viu-se no cume de uma montanha, estava escuro. A terra era sombria e desnuda, e seus membros pareciam estar pesados como ferro. “Levanta os olhos e observa!”, disse Osíris. Então, Hermes viu um espetáculo maravilhoso. O espaço infinito, o céu estrelado envolvia-se em sete esferas luminosas. De uma só mirada, Hermes viu os sete céus escalonados sobre sua cabeça como sete globos transparentes e concêntricos, cujo centro sideral ele ocupava. O último tinha como cinta a via-láctea.

Em cada esfera girava um planeta acompanhado de uma forma, um signo e uma luz diferentes. Enquanto Hermes, deslumbrado, contemplava essa floração espargida e seus movimentos majestosos, a voz disse: “Olha, escuta e compreende! Tu vês as sete esferas de toda a vida. Através delas têm lugar a queda das almas e sua ascensão.

Os sete planetas com os seus Gênios são os sete Raios do Verbo-Luz. Cada um domina em uma esfera do Espírito em uma fase da vida das almas. O mais aproximado a ti é o Gênio da Lua, o de inquietante sorriso e coroado com uma foice de prata. Este preside os nascimentos e as mortes. Ele desgarra as almas dos corpos e as atrai em seu raio.

Sobre ele, o pálido Mercúrio mostra para as almas o caminho das almas descendentes ou ascendentes, com seu Caduceu que contém a Ciência.

Mais acima, Vênus sustenta o Espelho do Amor, onde as almas por turno se esquecem e se reconhecem.

Sobre este o Gênio do Sol eleva a Tocha Triunfal da eterna beleza.

Mais acima ainda, Marte brande a Espada da Justiça.

Reinando sobre a esfera azulada, Júpiter sustenta o Cetro do Poder Supremo que é a inteligência divina.

E nos limites do mundo sob os signos do Zodíaco, Saturno leva o Globo da Sabedoria Universal”.

“Vejo”, disse Hermes, “as sete regiões que compreendem o mundo visível e invisível. Vejo os sete Raios do Verbo-Luz, do Deus Único que os atravessa e governa. Porém, ó meu Mestre!, de que forma tem lugar a viagem dos homens através de todos esses mundos?” “Vês”, disse Osíris, “ uma semente luminosa cair das regiões da via-láctea na sétima esfera? São germes de almas. Elas vivem como vapores ligeiros na região de Saturno, ditosas, sem preocupação, ignorantes de sua felicidade. Porém, ao caírem de esfera em esfera, revestem envolturas cada vez mais pesadas. Em cada encarnação adquirem um novo sentido corporal, conforme o meio em que habitam.

Sua energia vital aumenta. Porém, à medida que entram em corpos mais espessos, perdem a recordação de sua origem celeste. Assim, tem lugar a queda das almas procedentes do divino Éter. Mais e mais prisioneiras da matéria, mais e mais embriagadas pela vida, precipitam-se como uma chuva de fogo, com estremecimentos de voluptuosidade, através das regiões da dor, do amor e da morte, até sua prisão terrestre, onde tu gemes retido pelo centro ígneo da terra e onde a vida divina se assemelha a um vão sonho.”

“As almas podem morrer?”, perguntou Hermes. “Sim!”, respondeu a voz de Isíris. “Muitas perecem no descenso fatal. A alma é filha do céu e sua viagem é uma prova. Se em seu amor desenfreado da matéria perde a recordação de sua origem, a brasa divina que nela estava e que pudera chegar a ser mais brilhante que uma estrela, voa para a região etérea, átomo sem vida, e a alma se desagrega no torvelinho dos elementos grosseiros.”

A essas palavras de Osíris, Hermes estremeceu, porque uma tempestade rugiente o envolveu em uma nuvem negra. As sete esferas desapareceram sob espessos vapores. Viu ali espectros lançando estranhos gritos, levados e desgarrados por fantasmas de monstros e de animais, em meio a gemidos e de blasfêmias sem nome.

“Tal é”, explicou Osíris, “o destino das almas irremediavelmente baixas e malvadas. Sua tortura só termina com sua destruição, que é a perda de toda a Consciência. Porém, observa: os vapores se disspiam, as sete esferas reaparecem sob o Firmamento. Olha deste lado. Vês aquele enxame de almas que tratam de remontar à região lunar? Algumas são rechaçadas para a terra, como torvelinhos de pássaros sob os golpes da tempestade.

Outras alcançam a grandes braçadas a esfera superior, que as arrasta em sua rotação. Uma vez chegadas ali, recobram a visão das coisas divinas. Porém, desta vez não se contentam com refleti-las no sonho de uma felicidade impotente. Elas se impregnam daquelas coisas com a lucidez da consciência iluminada pela dor, com a energia da vontade adquirida na luta. Elas se voltam luminosas, porque possuem o divino em si mesmas e o irradiam em seus atos.

Tempera, pois, tua alma, ó Hermes, e serena teu espírito obscurecido, contemplando esses voos distantes de almas que remontam às sete esferas e ali se propagam como pequenas faíscas. Porque tu também podes segui-las: basta querê-lo para elevar-se. Olha como elas se enxameiam e descrevem coros divinos.

Cada uma se coloca sob seu gênio preferido. Algumas remontam-se até o Pai: entre as potências, potências elas mesmas, porque ali donde tudo acaba, tudo começa eternamente e as sete esferas dizem juntas: “Sabedoria! Amor! Justiça! Beleza! Esplendor! Ciência! Imortalidade!”

Através do tempo, muitos desses textos sagrados, que contêm grandes verdades cósmicas e do Espírito, desafortundamente têm sido perdidos, têm sido alterados, rechaçados ou adulterados. Sem embargo, para o bem do inquieto Buscador dessas realidades, ainda podemos esquadrinhar na sagrada Gnosis os segredos do Universo.

Eu Sou Toth, o senhor dos dois cornos da Lua.
Minha escrita é perfeita e minhas mãos são puras.
Detesto o mal e aborreço a iniquidade.
Fixo com meus escritos a Justiça Divina.
Sou o pincel que o Deus do Universo utiliza.
Sou o mestre do direito e da lealdade,
O senhor da Verdade e da Justiça,
O que destrói a mentira e afirma a Verdade ante os Deuses

(O Livro Egípcio dos Mortos – Livro 182)

https://www.youtube.com/watch?v=9IWrTTQ6O00

A ciência do pranayama

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O que é Pranayama
O Equilíbrio Pela Respiração
Exercícios de Pranayama
Respiração Curadora
Respiração do Rejuvenescimento
Práticas – Dr. Jorge Adoum

É POSSÍVEL DESPERTAR A KUNDALINI COM O PRANAYAMA?

Pergunta: Mestre, algumas pessoas consideram que se pode despertar a Kundalini e fazer subir o fogo sagrado através da coluna vertebral somente com práticas de pranayama, isto é, sem a necessidade do Sahaja Maithuna. Gostaríamos de saber sua opinião. Saber se isso é possível.

Samael Aun Weor: Com o maior prazer darei resposta a essa pergunta. Quero que compreendam que existem Três Forças Primárias no Universo. Em primeiro lugar, ninguém que tenha estudado ciências naturais poderá ignorar a realidade dos organismos unicerebrados, isto é, dotados de um só cérebro. Exemplos: moluscos, caracóis, insetos que duram tão somente uma tarde de verão etc. Neles expressa-se uma única força.

Em seguida vêm as criaturas bicerebradas, isto é, dotadas de dois cérebros: águias, cavalos, cachorros, gatos e animais superiores de toda espécie. Neles expressam-se duas forças. Depois vêm os organismos tricerebrados. Esses três cérebros existem somente no animal intelectual, equivocadamente chamado homem. Nele se expressam as três forças.

Quero dizer que os organismos unicerebrados possuem sensações, os bicerebrados possuem sensações e percepções e os tricerebrados sensações, percepções e conceitos. Obviamente, só os organismos tricerebrados poderiam cristalizar as três forças da Natureza dentro de si mesmos aqui e agora.

Essas três forças são representadas na Índia por Brahma, Vishnu e Shiva: o Santo Afirmar, o Santo Negar e o Santo Conciliar; as forças positiva, negativa e neutra. Para gerar um filho, necessita-se forçosamente das três forças. A primeira, o Santo Afirmar, seria representada pelo elemento masculino e a segunda, o Santo Negar, seria representada pelo elemento feminino. Durante a cópula, o Santo Conciliar concilia as duas forças, masculina e feminina, para gerar um filho. Sem dúvida alguma, não seria possível a geração de um filho sem o concurso das três forças da Natureza.

Passemos agora a Devi Kundalini. Obviamente, a Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes jamais poderia despertar e se desenvolver com uma única força: a masculina ou a feminina. Necessita sempre o concurso das três forças: positiva, negativa e neutra; o Santo Afirmar, o Santo Negar e o Santo Conciliar.

Querer desenvolver a Kundalini com uma única força é como querer gerar um filho com uma só força. Isso é completamente impossível, seria querer contradizer a sabedoria tântrica.

Aqueles que quiserem realmente conhecer nossos embasamentos devem estudar o tantrismo oriental, investigar o tantrismo budista, o tantrismo da Igreja Amarela do Tibet, o tantrismo zen budista ou chang ou o tantrismo chinês etc.

Todo aquele que tenha recebido a Iniciação Tântrica, que conheça a fundo os Tantras e que tenha se aprofundado no esoterismo do Sahaja Maithuna sabe muito bem, por experiência direta, que o despertar da Kundalini somente é possível mediante o concurso das três forças. Essas três forças somente conseguem se unir e trabalhar de verdade na Forja dos Ciclopes, na Nona Esfera, com o Sahaja Maithuna.

No entanto, acontece que muitas pessoas que praticam pranayama podem fazer com que saltem chispas da Chama. É claro que todos nós temos no cóccix uma verdadeira fogueira acesa. Ali temos Devi Kundalini Shakti, enroscada três vezes e meia.

Há uma íntima relação entre a respiração e o sexo. É possível fazer saltar chispas durante o respirar. Se soprarem sobre uma chama moribunda que haja por aí, em algum lugar, havendo combustível, verão como dessa chama poderão saltar outras chispas. Portanto, com o pranayama, a única coisa que se consegue verdadeiramente é fazer saltar chispas.

O pranayama jamais poderia despertar o desenvolver o Fogo Serpentino anular que se desenvolve no corpo do asceta e jamais poderia fazer a Kundalini subir pelo canal medular da espinha até o cérebro.

Aqueles que praticam o pranayama, ao conseguirem que certas chispas circulem por seus nadis ou canais, julgam ter despertado a Kundalini, já que tiveram tal ou qual iluminação, tal ou qual percepção extrassensorial etc. Mais tarde, eles vêm afirmar de forma enfática que se pode despertar a Kundalini unicamente à base de pranayamas.

Isso é completamente falso e vai contra a Iniciação Tântrica, contra os Tantras ensinados nas escolas esotéricas. Assim, pois, falo do que é real…

Quem quiser verdadeiramente despertar e desenvolver a Kundalini terá de baixar, forçosamente, à Nona Esfera. Negar isso seria jogar fora a Divina Comédia de Dante ou jogar fora os velhos textos da sabedoria antiga, reduzir a pó a Ilíada de Homero, a Eneida de Virgílio, o esoterismo dos Quatro Evangelhos, o Apocalipse de São João, o esoterismo do Bhagavad Gita, o Alcorão etc.

É lamentável que ainda haja no mundo pessoas que lancem conceitos tão sem fundamento. Estão equivocados; isso é tudo.

Samael Aun Weor – Esclarecendo Conceitos Esotéricos

Magia do olho-de-boi

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Dioclea grandiflora, Dioclea violacea, que é arbusto também chamado de olho-de-veado, pó-de-mico ou mucunã. O elemental dessa planta trepadeira pertence ao Raio de Mercúrio, pode ser utilizada tanto para despertar nossos poderes Jinas quanto para curar nosso cérebro, centro intelectual e até mesmo nosso corpo mental. Basta ficarmos deitados e pousar sua semente na testa e vocalizar ou mentalizar o mantra INVIA e implorar ao elemental para que cure nossas energias mentais. E o VM Samael Aun Weor dá mais ênfase aos poderes Jinas desse elemental, como leremos logo abaixo:

Antes que o homem fosse expulso dos paraísos Jinas, apenas falava o verbo de ouro, o grande idioma universal, essa gramática perfeita.

Os grandes hierofantes egípcios, quando queriam visitar o jardim das delícias, meditavam profundamente, tendo na mão direita uma amêndoa denominada olho-de-boi.

Esse mantra (INVIA) é uma verdadeira invocação; sob sua influência, o elemental da citada amêndoa atende rapidamente.

Este elemental tem o poder de pôr o corpo em estado de Jinas, ou seja, introduzi-lo na quarta vertical.

Quando o hierofante sentia que seu corpo começava a inflar-se, a inchar dos pés para cima, compreendia que o mesmo havia adquirido o estado de Jinas.

Levantava-se de sua cama cheio de fé e adentrava no jardim das delícias, transpondo-se a qualquer lugar da Terra por dentro da quarta dimensão no elemental de amêndoa do olho-de-veado.

Há um grande Mestre da ciência Jinas chamado Oguara, o qual concorre ao chamado daqueles que o invocam, ajudando-os a submergirem o corpo físico dentro da quarta dimensão.

(O Livro Amarelo) Existe uma amêndoa muito comum, chamada vulgarmente de olho-de-veado. Essa amêndoa possui maravilhosos poderes Jinas. O devoto deve adormecer tendo na sua mão essa amêndoa.

Deite-se o devoto do lado esquerdo. Apoie a cabeça sobre a palma da mão esquerda, conservando na sua mão direita a maravilhosa amêndoa.

É preciso lembrar que essa amêndoa tem um Gênio Elemental maravilhoso que pode ajudar o devoto a pôr seu corpo em estado de Jinas.

Durante essa prática, o devoto deve adormecer pronunciando o mantra INVIA. Então comparecerá um gênio elemental que o ajudará a pôr o corpo em estado de Jinas.

O devoto deve levantar-se de sua cama conservando o sono como ouro puro. Antes de sair da casa, deve dar um saltinho com a intenção de flutuar no ambiente.

Se o devoto flutuar, pode sair da sua casa em estado de Jinas. Se não flutuar, deve repetir o experimento horas, meses ou anos até alcançar a vitória.

IIIIIIINNNNNNNVIIIIIIIAAAAAAA…

Nota do Editor: O olho-de-boi é também conhecido por outros nomes, tais como:

Turquia: Nazar ou Kem Goz
Roma Antiga: Oculus Malus
Arábia: Ayin Harsha
Grécia: Baskania
Itália: Mallochio ou La Jettatura
Alemanha: Bose Blick
Espanha: Mal Ojo
França: Mauvis Oeil
Índia: Drishtidosham (Terceiro Olho de Buda)
Irlanda: Droch-shuil
Israel: Ayin Horea
Egito: Olho de Hórus
México: Ojo de Venado
Inglaterra: Evil Eye, All-Seeing Eye, Evil Eye Protector

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O colar de Buda e as 108 encarnações

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No momento da morte, diz o Livro Tibetano dos Mortos: “Os quatro sons chamados de ‘sons que inspiram terror sagrado’ se escutam: o da força vital do elemento terra, um som como o derrubar de uma montanha; o da força vital do elemento água, um som como das ondas do oceano; o da força vital do elemento fogo, um som como do incêndio de uma selva; o da força vital do elemento ar, um som como o de mil trovões reverberando simultaneamente. O lugar aonde a gente se refugia fugindo destes ruídos é a matriz”.

O estado intelectual comum e corrente da vida diária não é tudo. O Livro Tibetano dos Mortos diz: “Ó nobre filho, escuta com atenção e sem distrair-te. Há seis estados transitórios de bardo que são: o estado natural do bardo durante a concepção; o bardo estado dos sonhos; o bardo do equilíbrio estático na meditação profunda; o bardo do momento da morte; o bardo da experiência da realidade e o bardo do processo inverso da existência samsariana (recapitulação retrospectiva da vida que acaba de passar. Tais são os seis estados”.

Com esse exótico termo, bardo, os iniciados tibetanos definem inteligentemente esses seis estados conscientivos diferentes, distintos, ao estado rotineiro intelectual comum e corrente da vida diária.

Todo aquele que morre tem de experimentar três bardos: o bardo do momento da morte, o bardo da experiência da realidade e o bardo da busca do renascimento.

Existem quatro estados de matéria dentro dos quais se desenvolvem todos os Mistérios da Vida e da Morte.

Existem quatro círculos, quatro regiões, dentro dos quais estão representados todos os

mundos e os tempos da matéria em estado minera, matéria em estado celular, matéria em estado molecular e matéria em estado eletrônico.

Esses são os quatro velhos mundos de Inferno, Terra, Paraíso e Céu.

Todo desencarnado deve esforçar-se por alcançar a libertação intermédia, um estado semelhante ao do Buda no Mundo dos Elétrons Livres.

É urgente saber que a libertação intermédia é a felicidade sem limites entre a morte e o novo nascimento. Nas regiões moleculares e eletrônicas existem muitas nações ou reinos de imensa dita, onde pode internamente nascer todo desencarnado se a Lei do Carma lhe permite.

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Aqueles que têm bom Dharma, aquelas pessoas que fizeram muito boas obras, podem dar-se ao luxo de umas boas férias entre a morte e o novo nascimento.

Quem tiver feito muitas boas obras pode nascer milagrosamente antes de sua reincorporação, na Terra do Reino Ditoso do Oeste aos pés do Buda Amitaba, entre as flores do lótus ou no Reino da Suprama Dita, ou no Reino da Densa Concentração, ou no Reino dos Longos Cabelos, ou no Reino de Maitreia etc.

Os distintos reinos das regiões moleculares e eletrônicas resplandecem de felicidade.

Existem muitos mestres que ajudam os defuntos que tiverem merecimento. Esses mestres têm métodos e sistemas para orientar o Budata, a Essência, a Alma, no trabalho de libertar-se por algum tempo dos Corpos Lunares e do Ego, para ingressar nos reinos da regiões moleculares e eletrônicas.

É lamentável que a Alma, a Essência, tenha de regressar a seus Corpos Lunares dentro dos quais habita o Ego. Tal regresso é inevitável para renascer no mundo.

São muito poucas as Almas que logram a libertação intermédia (não se confunda isso com a libertação final).

Toda Alma, depois da morte, pode ascender aos reinos de felicidade dos mundos molecular e eletrônico ou descer aos mundos infernos do reino mineral o reingressar imediatamente, ou em forma mediata, em um corpo semelhante ao que havia tido

antes. Esses três caminhos da fatal Ponte de Chinvat estão descritos muito sabiamente e com surpreendente clareza na lenda zoroastriana: “Todo aquele cujas boas obras excedam em três gramas a seu pecado, vai ao Céu; todo aquele cujo pecado é maior, ao Inferno; enquanto aquele no qual ambos sejam iguais, permanece no Hamistikan até o corpo futuro ou ressurreição”.

A Lei do Carma, essa sábia lei que ajusta os efeitos às causas, encarrega-se de dar a cada um, depois da morte, o que merece. Lei é lei e a lei se cumpre.

A libertação intermédia, a felicidade nos reinos das regiões molecular e eletrônica, tem um limite. Esgotada a recompensa, a Essência regressa aos Corpos Lunares onde mora o Ego, e, em seguida, vem o Retorno, a Reincorporação, a entrada a uma nova matriz.

O Livro Tibetano dos Mortos diz: “Dirige teu desejo e entra na matriz. Ao mesmo tempo, emite tuas ondas de doação (de graça ou de boa vontade) sobre a matriz à qual vais entrar, (transformando-a, assim) em uma mansão celestial”.

Por estes tempos são realmente muito poucas as Almas que ingressam aos distintos reinos das regiões molecular e eletrônica depois da morte. O Ego, através do tempo, tem-se complicada demasiadamente, tem-se robustecido exageradamente, e por isso a Essência, a Alma, está demasiadamente aprisionada dentro dos corpos lunares.

Por estes tempos de crise mundial, a maior parte das Almas nasce no Inferno (Reino Mineral) para não retornar, ou se reencarna imediata ou mediatamente, sem ascender aos Reinos dos Deuses.

A Grande Lei só oferece ao ser humano 108 vidas, e isso nos recorda o Colar de Buda, com suas 108 contas.

Se o ser humano não sabe aproveitar as 108 contas do Colar de Buda, se o ser humano não logra autorrealizar-se nessas 108 vidas, nasce nos Mundos Infernos da natureza. Normalmente, todos os seres humanos descem aos Mundos Infernos conforme seus tempos vão vencendo.

Ao mundo têm vindo muitos profetas, avataras, salvadores, que, compreendendo os terrores do Abismo, quiseram nos salvar, porém à humanidade não lhe agradam os avataras, os salvadores. À humanidade não lhe interessa a Salvação.

Isso de Autorrealização Íntima só é possível à base de tremendos superesforços, e à humanidade não lhe agradam os superesforços. As pessoas só dizem: “Comamos e bebamos porque amanhã morreremos”.

A autorrealização íntima não pode, jamais, ser o resultado de nenhuma mecânica, ainda que esta seja de tipo Evolutivo. A Lei da Evolução e sua irmã gêmea, a Lei da Involução, são leis puramente mecânicas da natureza que não podem autorrealizar a ninguém.

Quem quiser se autorrealizar, deve meter-se pela Senda do Fio da Navalha, pelo difícil caminho da Revolução da Consciência. Esse caminho é mais amargo do que o fel, este caminho não agrada a ninguém.

É necessário que nasça o Mestre Secreto dentro de nós, é necessário “morrer”, o Ego deve morrer. É urgente sacrificar-nos pela humanidade. Essa é a Lei do Logos Solar. Ele se sacrifica, crucificando-se nos mundos para que todos os seres tenham vida, e a tenham com abundância.

Nascer é um problema sexual. Morrer é uma questão de dissolver o Eu. Sacrifício pela humanidade é Amor.

Isso de permanecer 20 ou 30 anos na Nona Esfera para se ter direito a nascer nos

Mundos Superiores, isso de morrer, ou dissolver o querido Eu, isso de sacrificar-se pela humanidade… não agradam às pessoas.

Não interessa à humanidade a autorrealização íntima e é claro que não se pode dar a ninguém o que não querem.

Às pessoas, gentes o único que lhes interessa é conseguir dinheiro, comer, beber, reproduzir-se, divertir-se, ter poder, prestígio etc.

Isso explica por que são poucos os que se salvam: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos”.

No mundo, é imensa a quantidade de pessoas que, aparentemente, querem se autorrealizar para ter o direito de entrar no Reino do Esoterismo. Porém, essas gentes no fundo o que querem é se divertir com estes estudos, e isso é tudo. Essas pessoas são mariposeadoras, que hoje estão em uma escola e amanhã em outra.

Não conhecem o Caminho, e se chegam a conhecê-Lo em princípio, se entusiasmam muito, e logo, quando veem que o Trabalho é sério, fogem espantados e buscam refúgio em outra escola.

A linha da vida é a espiral e a humanidade vai descendo em cada reencarnação pela

escadaria em forma de caracol até chegar aos Mundos Infernos do Reino Mineral.

No Inferno (o Reino Mineral), o tempo é dez vezes mais longo, dez vezes mais lento e terrivelmente aborrecedor.

ALI, A CADA 100 ANOS SE FAZ O PAGAMENTO DE UMA DÍVIDA CÁRMICA.

A descida aos Mundos Infernos é uma viagem para trás, involuindo no tempo, retrocedendo, passando por estados animais, vegetais e minerais. Ao chegar ao estado fóssil, o Ego e seus Corpos Lunares viram poeira cósmica.

Quando o Ego e os Corpos Lunares se tornam pó no Inferno, a Alma se liberta, regressa ao Caos primitivo disposta a evoluir novamente, subindo através de várias Eternidades pelos estados mineral, vegetal e animal, até tornar a alcançar o estado humano.

Quem não aproveita as 108 vidas representadas pelas 108 contas do Colar de Buda, nasce nos Mundos Infernos.

Esse é o Naraka hindu situado debaixo da terra e debaixo das águas, o Aralu babilônico, a “terra do não retorno”, a região da densa obscuridade, a casa cujos habitantes não veem a luz, a região onde o pó é seu pão e o lodo o seu alimento.

Esse é o crisol de fundição onde as formas rígidas, os Corpos Lunares e o Ego, devem se fundir, se reduzir, a pó para que a Alma se liberte.

O tempo que a Alma deve viver nesses Mundos Inferno depende de seu Carma. É claro que aqueles terríveis magos negros que desenvolveram o Órgão Kundartiguador e os chacras do baixo ventre, os lucíferes, os anagaricas, os ahrimãs etc., vivem Eternidades inteiras, Mahavântaras completos nessas regiões infernais, antes de se reduzirem a poeira cósmica.

As pessoas comuns e correntes, as pessoas de todos os dias, essas que não se autorrealizaram porque não lhes interessou a autorrealização, porém não foram decididamente perversas, só duram nos Mundos Infernos de 800 a mil anos.

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Os castigos maiores são para aqueles dite desonraram os Deuses, os bodhisatvas caídos, os hanasmussen com duplo centro de gravidade e para os parricidas e matricidas e para os assassinos e Senhores da Guerra e Mestres da Magia Negra…

O Livro Tibetano dos Mortos diz: “Ao cair aí, terás de sofrer padecimentos insuportáveis e donde não há tempo certo de escapar”.

Aos Mundos Infernos não somente entram os decididamente perversos senão também aqueles que já viveram suas 108 vidas e não se autorrealizaram: “Árvore que não dá fruto, cortai-a e lançai-a ao fogo”.

Os teósofos dizem que existem três caminhos de perfeição e Annie Besant escreveu sobre estes três caminhos. Os três caminhos recebem os nome de Carma Marga, Jnana Marga e Bacti Marga.

Carma Yôga é o caminho da Ação Reta. Jnana Yôga é o caminho da Mente. Bakti Yôga é o caminho da Devoção.

Com Carma Yôga vivemos retamente, colhemos muito Dharma (ou recompensa), porém não fabricamos os Corpos Solares, porque este é um problema sexual.

Com Jnana Yôga nos tornamos fortes em meditação e Yôga, porém não fabricamos os Corpos Solares, porque este é um trabalho com o Hidrogênio Si-12 do sexo.

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Com Bakti Yôga podemos seguir a senda devocional e chegar ao êxtase, porém isso não significa fabricação dos Corpos Solares.

Há escolas que afirmam a existência de sete caminhos e há algumas que dizem que

existem 12 caminhos. Jesus o Cristo disse: “Apertada é a porta e estreito o caminho que conduz à Luz, e muito poucos são os que o acham”. “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ela.” “Porque estreita é a porta e apertado o caminho que leva à Vida e poucos são os que a acham.”

O Mestre dos Mestre nunca, jamais, disse que houvesse três portas ou três caminhos. Ele somente falou de UMA porta e UM só caminho. Donde, portanto, tiraram isso de três caminhos de libertação? Donde tiram as outras escolas aquilo dos sete caminhos de libertação? Donde tiram outras organizações pseudo-ocultistas e pseudoesotéricas aquilo dos 12 caminhos? Realmente, existe um só caminho e uma só porta. Nenhum ser humano sabe mais do que o Cristo, e Ele nunca falou de três caminhos, ou de sete, ou de 12.

O caminho tem muito de Carma Yôga e de Jnana Yôga e de Bacti Yôga e dos sete Yôgas, porém não existe senão um só caminho, estreito, apertado e espantosamente

difícil. O caminho é distinto, oposto à vida rotineira de todos os dias. O caminho é revolucionário em 100%. Está contra tudo e contra todos. O caminho é mais amargo do que o fel. O caminho é o da Revolução da Consciência com seus três fatores de Nascer, Morrer e Sacrificar-se pela humanidade.

No caminho, o pobre animal intelectual deve converter-se em um ser diferente. São muito raros os que encontram o caminho e mais raros são, todavia, aqueles que não abandonam o caminho. Realmente, não todos os seres humanos podem se desenvolver e sse tornar diferentes.

Ainda quando isso pareça uma injustiça, no fundo não o é. As pessoas não desejam ser diferentes, não buscam o caminho, não lhes interessa e a ninguém se deve dar o que não quer, o que não deseja, o que não lhe interessa. Por que haveria de ter o homem o que não deseja?

Se o pobre animal intelectual, equivocadamente chamado homem, fosse forçado a converter-se em um ser diferente, quando está satisfeito com o que é, então, sim, haveria de fato uma grande injustiça.

É claro que tudo na natureza está submetido à Lei do Número, da Medida e do Peso. Para todo ser humano existem 108 vidas, e se não sabe aproveitá-las, o tempo se esgota e a entrada aos Mundos Infernos então se faz inevitável.

A autorrealização íntima do homem não pode jamais ser o resultado da evolução mecânica da natureza, senão o fruto de tremendos superesforços, e não agrada à humanidade esses superesforços.

Pergunta: Mestre, fale-nos sobre as 108 vidas e os 3 mil ciclos da Roda de Samsara.
Samael Aun Weor: Toda Mônada Divina tem 3 mil oportunidades, e cada ciclo inclui não somente as evoluções através do Mineral, do Vegetal e do Animal, como também as 108 Vidas humanas. É claro que se essas 108 Vidas não são devidamente utilizadas, vem o fracasso. Então, a Consciência inicia o processo involutivo, ingressando nos Mundos Infernais, retrocede no tempo, passando pelos processos animais, vegetais e minerais…

Quando chega ao estado fóssil, ou mineral, os Eus se reduzem a pó cósmico e aí a Essência sai novamente à Luz do Sol, desnuda, limpa, pura, para iniciar um novo ciclo, que começará da pedra ao vegetal, dele ao animal, e por último conquistará o estado humano que outrora perdeu.

Ao entrar outra vez neste novo estado humano, dão-lhe o mesmo que antes, 108 Vidas, e se as utiliza bem, maravilhoso! Se não a utiliza adequadamente, repete o processo.

De maneira que os 3 mil ciclos é o que se dá à Mônada Divina para a sua Autorrealização Íntima do Ser. Mas se ela não souber usar os 3 mil ciclos, se fracassar, as oportunidades se fecharão e então ela é absorvida no Seio do Espírito Universal da Vida para sempre.

É uma Mônada  que gozará da felicidade como todas elas, mas não será uma Mônada Mestre, terá fracassado nas suas tentativas de conseguir a Maestria.

A Mônada não é Atman, Budhi ou Manas dos quais a Teosofia fala, ela está mais dentro, é o Ancião dos Dias e dentro d’Ele está o Cristo e a Força Sexual que é o Espírito Santo… Essa é a Mônada. Ela tem de mandar a Essência tomar um corpo, uma forma no Laboratório da Natureza, com o objetivo de transformar-se em Alma, em Consciência Desperta.

Quando o ser humano triunfa, quando a Consciência se autorrealiza, se liberta da Mente, penetrando em Atman, no Inefável, e muito mais tarde, no Ancião dos Dias, e assim se autorrealiza.

E muito mais tarde é absorvido por ISHWARA, aquele Raio de onde saiu o Ancião dos Dias, convertendo-se num LOGOS.

Desta forma, liberta-se do Sistema Solar, com direito de viver nos Mundos do “Parama-Pada”, enquanto chega a Noite Cósmica profunda.

Ao chegar a Noite Cósmica, ou Grande Pralaya, é absorvido no Espaço Abstrato Absoluto e ali viverá durante Sete Eternidades  em felicidade inconcebível…

Depois, num futuro Mahavântara, é óbvio que terá de voltar e entrar numa nova atividade, para Ciclos ou Idades Transcendentais do  Espírito, de Ordem Superior, sobre o qual falarei depois,  pois este não é o momento indicado.

RODA DO SAMSARA
RODA DO SAMSARA – Ou Arcano 10 do Tarô, representa os fenômenos evolutivos e involutivos

Sexta cátedra – As glaciações

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Inquestionavelmente, a humanidade terrestre passou por diversas fases de desenvolvimento e isso é algo que temos de analisar judiciosamente.

Fala-se da evolução mecânica da natureza, do homem e do cosmos. Do ponto de vista antropológico temos de compreender que há duas classes de evolução. A primeira iniciar-se-ia obviamente com a cooperação sexual devidamente compreendida em todos e em cada um de seus aspectos. A segunda é diferente. No princípio, a raça humana multiplicava-se da mesma maneira que as células.

Bem sabemos que o núcleo divide-se em dois dentro da célula viva, que especializa uma determinada quantidade de citoplasma e matérias inerentes para formar células novas. As duas novas células por sua vez dividem-se em outras duas e assim mediante este processo fissíparo de divisão celular desenvolvem-se os organismos e multiplicam-se as células.

Se no princípio os andróginos dividiam-se em dois, mais tarde tudo isso mudou. Houve necessidade de se preparar o organismo para a reprodução mediante a cooperação sexual. Foi na Lemúria, continente outrora situado no oceano Pacífico, onde se realizaram os principais eventos relacionados com a reprodução.

No início, os órgãos criadores, o lingam-yoni, não estavam completamente desenvolvidos. Era necessário que esses órgãos se cristalizassem e se desenvolvessem totalmente a fim de que mais tarde, no tempo, a reprodução sexual pudesse ser realizada concretamente. Assim que, conforme os órgãos masculino e feminino foram se desenvolvendo, o ser humano já não era mais um andrógino e sim um ser hermafrodita. Então, aconteceram fatos bastante interessantes do ponto de vista biológico e psicossomático.

A célula-átomo desprendia-se do organismo pai-mãe para desabrochar e desenvolver. Em conseqüência, através de processos delicados, surgia uma nova criatura.

O segundo aspecto dessa questão foi muito peculiar. Se bem que é verdade que no início germes vivos desprendiam-se como radiação atômica para se desenvolverem externamente e se converterem em novas criaturas, nesse segundo aspecto houve certa mudança favorável. Poder-se-ia dizer que o ovo fecundado, o óvulo que o sexo feminino elimina normalmente de seus ovários a cada mês, tinha certa consistência extraordinária.

Em si mesmo, em sua construção intrínseca, era um ovo, um ovo fecundado dentro do organismo pai-mãe, no interior do hermafrodita, mas um ovo que ao sair para o mundo exterior podia se desenvolver ou ser guardado; até que no fim se abria para que uma criatura emergisse dali, uma criatura que se alimentava nos seios do pai-mãe. Isso por si só é muito importante.

Muito mais tarde, no tempo, foi se notando que certas criaturas vinham à existência com um órgão mais desenvolvido que o outro. Por fim, chegou o momento em que a humanidade se dividiu em sexos opostos. Quando isso ocorreu, a cooperação sexual tornou-se necessária para criar e voltar novamente a criar.

As genealogias de Haeckel, com respeito à possível origem do homem e das três raças primordiais, não encaixam com a antropologia materialista que hoje invade o mundo. Infelizmente, na verdade, são motivos de riso para os antropólogos oficiais, os inimigos do divino. Eles zombam igualmente tanto da genealogia de Haeckel como das genealogias em geral.

Eles criticam as linhagens de Homero, como a de Aquiles, o ilustre guerreiro filho de Marte, ou a de Agamenon, filho de Júpiter, o que de longe manda, etc. Estas são frases ou palavras poéticas daquele homem que em outros tempos cantou a velha Tróia e a cólera do guerreiro Aquiles.

Temos de falar claro nestes rigorosos exames antropológicos. Os cientistas da época atual terão de se definir por Paracelso, o pai da química, ou pelo sosura mitológico de Haeckel. Em todo caso, é muito o que temos para inquirir neste terreno exclusivamente antropológico.

Se se negasse a divisão da célula viva ou o processo reprodutor primitivo ou primordial, teria de se negar também a reprodução da monera ou átomo do abismo aquoso de Haeckel, o qual se dividiu a si mesmo para se multiplicar. Na realidade, a ciência de modo algum poderia se pronunciar contra esse sistema primitivo de reprodução celular, mediante o ato fissíparo.

No entanto, damo-nos conta de que estas duas teorias expostas, sobre a maneira como começou a reprodução, seja por meio da cooperação sexual ou aquela outra em que os órgãos criadores deviam se desenvolver antes da possível cooperação começar, são discutíveis e espinhosas.

Todas as teogonias religiosas desde a órfica, que é bastante antiga, até a Bíblia cristã falam-nos de um comço através da cooperação sexual, porém de uma forma puramente simbólica. Poderiam estar fazendo referência à alquimia, mas jamais a um fato científico-antropológico. Não se poderia começar um processo evolutivo com cooperação sexual, quando os órgãos criadores ainda não tinham sido criados. É óbvio que deve ter havido um período de preparação para a reprodução através da cooperação, um período através do qual os órgãos criadores tiveram oportunidade de desabrochar e se desenvolver na fisiologia orgânica do ser humano.

As escrituras religiosas, tanto do oriente como do ocidente, tem sido muito adulteradas, com exceção das do Vishnu Purana. Por exemplo, diz-se que Data depois de ter dado aos seres humanos a capacidade de se reproduzirem através da cooperação, declarou: Muito antes de que o ser humano pudesse ter essa capacidade, muito antes de que a cooperação sexual entre homens e mulheres existisse, já haviam outros modos de reprodução. Está se referindo às etapas anteriores à formação dos órgãos criadores no ser humano.

Ele não chegou ao ponto de afirmar que os sistemas anteriores à cooperação não tivessem relação alguma com a energia criadora. Penso que a energia sexual propriamente dita tem outras formas de manifestação e antes de que os órgãos criadores tivessem se desenvolvido na espécie humana, tal energia teve outros modos de expressão para criar.

É uma lástima que as sagradas escrituras de todas as religiões tenham sido adulteradas. É de nosso conhecimento que até o próprio Edda não deixou de alterar um pouco o Pentateuco da Bíblia hebraica. A todas estas, torna-se indispensável que sigamos analisando e meditando: de onde se desenvolveram as diversas raças?

A Terra possui uma inclinação de 23 graus com relação ao Sol devido à influência do planeta invasor HERCÓLUBUS, quando este se aproximou de  nosso planeta na época do afundamento da Atlântida
A Terra possui uma inclinação de 23 graus com relação ao Sol devido à influência do planeta invasor HERCÓLUBUS, quando este se aproximou de nosso planeta na época do afundamento da Atlântida

Já dissemos várias vezes que isso do Noé pitecoide resulta bastante absurdo, tanto quanto o cinocéfalo com rabo, o macaco sem rabo e o homem arbóreo. São questões utópicas que não têm qualquer embasamento. Já rimos bastante do sosura de Haeckel, aquela espécie de macaco com capacidade de falar, algo assim como o elo perdido entre o macaco e o homem. Mas, faz-se necessário saber de onde saíram as raças.

Em que cenários ocorreram essas evoluções e involuções da humanidade? É isso o que precisamos realmente conhecer. Seria possível desligar as raças humanas do seu meio-ambiente, de seus diversos continentes, de suas ilhas, de suas montanhas e de seus cenários naturais?

Chama-nos muito a atenção o fato de que a humanidade ainda viva, enquanto que os animais do mesozóico tenham se extinguido apesar da sua grande variedade. Como é possível que todos os monstros antediluvianos tenham desaparecido e que a humanidade siga vivendo? Temos posto muita ênfase neste aspecto e torna-se indispensável pensar nele.

Que o ser humano esteja relacionado com o seu ambiente não se pode negar! Quem tenham havido outras formas de reprodução diferentes da cooperação sexual também é inegável! Mas, convém conhecer o ambiente onde se desenvolveram as diversas raças. Urge que pouco a pouco estudemos os vários cenários da natureza.

De modo algum negamos que há fenômenos que os astrólogos verdadeiramente desconhecem. Que sabem sobre as mudanças ou modificações do eixo da Terra em relação com a obliqüidade elíptica? Laplace, aquele que inventou uma famosa teoria que até hoje existe, afirma que todos os mundo saem de suas correspondentes nebulosas, feito que nunca foi comprovado. Chega até a dizer fanaticamente que o declínio do eixo da Terra em relação com a obliqüidade da elíptica é quase nulo e que sempre foi assim de forma secular.

Inquestionavelmente, a geologia está contra esses conceitos astronômicos até certo ponto. Claro que o desvio do eixo terrestre dentro da obliqüidade da elíptica , inclinação para ser mais exato, indica períodos glaciais que se verificam através das idades.

Se negássemos os períodos glaciais, estaríamos afirmando coisas incoerentes porque as glaciações estão completamente demonstradas e têm sua base justamente no desvio do eixo da Terra, em sua inclinação dentro da obliqüidade elíptica. Os estudos geológicos demonstram categoricamente o desvio anterior negado pelos astrônomos. Há provas de tremendas glaciações.

Já Magalhães anotara determinadas épocas de calor ou trópico no Ártico acompanhadas de glaciações e frio intenso. Concluiremos dizendo que a geologia e a astronomia ocupam posições opostas nesta investigação.

Chegamos a um ponto especial: o das glaciações. Parece incrível que no sul da Europa e no norte da África tenha ocorrido em outros tempos as mais terríveis glaciações. Na Espanha, por exemplo, pode se conhecer a época silúrica, na qual ocorreram glaciações gigantescas e isso está demonstrado pelos estudos de paleontologia.

Ninguém poderia negar que foram descobertos cadáveres mumificados de animais antediluvianos na desembocadura de certos rios da Sibéria como o Obi ou Ob e outros. Isso significa que a Sibéria, que é tão fria, em outros tempos foi região tropical de muito calor, da mesma forma que a Groelândia, a península Escandinávia, Islândia, Noruega e Suécia, e toda essa ferradura que rodeia totalmente o Pólo Norte.

Que houve calor nessas regiões; impossível, diria alguém, mas a paleontologia o confirmou. Foram descobertas criaturas muito interessantes justamente na embocadura do rio Obi. Isso nos convida a refletir.

Durante a época da Atlântida, os pólos sul e norte não se achavam onde estão agora. Naqueles dias, o pólo norte e o Ártico estavam situados sobre a linha equatorial, no ponto mais extremo oriental, da África e da Antártida. O pólo sul estava situado exatamente sobre a mesma linha equatorial no lado oposto, em um lugar específico do Pacífico..

Houve pois grandes mudanças na fisionomia do globo terrestre. Autênticos mapas daqueles tempos são do conhecimento dos sábios desta época. Nas criptas antigas secretas dos lamas, nos montes Himalaias, existe mapas das antigas terras; há cartas geográficas que demonstrem ter tido o nosso mundo fisionomia diversa no passado. Pensemos na Lemúria, nesse gigantesco continente situado no Pacífico e no Índico. Estava unido à Austrália posto que a Austrália era parte da Lemúria, do mesmo modo que a Oceania.

O ártico estava localizado no ponto mais oriental, sobre a linha equatorial, da África; tudo era diferente, distinto. Por aquela época, aconteceu uma era glacial gigantesca. Essa glaciação projetou-se precisamente desde o pólo Ártico, situado na África, até a Arábia e sudoeste da Ásia, cobrindo também a Lemúria quase completamente. Toda essa zona se encheu de gelo, mas este não conseguiu passar o mar Mediterrâneo.

Resulta inquietante saber que há épocas em que nosso mundo passa por glaciações, em que o gelo invade determinadas zonas onde morrem milhões de criaturas. Tudo isso se deve realmente à inclinação do eixo da Terra em relação com a obliqüidade da elíptica.

O ser humano teve de se desenvolver em diversos cenários e nós devemos conhecer a fundo quais são esses cenários. Como surgiu a América? Como apareceu a Europa? Como afundou a Lemúria? Como foi que desapareceu a Atlântida? A Lemúria foi aceita por Darwin e ainda existe no fundo do oceano Índico.

Obviamente, os organismos passaram por um sem número de mudanças morfológicas em tais ou quais ambientes. Se disséssemos que o animal intelectual equivocadamente chamado homem tem por antepassado o famoso ratão, do qual tanto falam os antropólogos, ou melhor diríamos, o runcho citado pelos sul-americanos, estaríamos falseando a verdade.

Esse enorme ratão ou runcho da América do Sul vem, como já sabemos, da Atlântida de Platão. Sabemos também que o homem já existia muito antes da Atlântida, logo o homem é anterior ao famoso runcho atlante.

Se afirmássemos que o homem vem de certos primatas e, mais tarde, de certos hominídeos da antiga terra lemuriana, tão aceita por Darwin, também estaríamos torcendo a realidade, porque antes de os símios existirem, muito antes de os tão cacarejados primatas e hominídeos aparecerem, o homem já existia. Ainda mais, antes de que a reprodução das espécies se desenvolvesse por cooperação, o homem já existia. O homem é ainda muito anterior à própria Lemúria aceita por Darwin.

Temos de reconhecer que esta raça humana tem sido estudada de forma superficial pelos antropólogos materialistas. Esta raça que passou desde os tempos monolíticos pelas etapas do eoceno, mioceno e plioceno é mais antiga que os continente atlante e lemuriano. Porém, precisamos seguir estudando os diversos cenários do nosso mundo para compreender melhor os vários processos de evolução e involução que os gnósticos são firmes nos conceitos.

Se lhes põem a escolher a um Paracelso, como pai da química moderna, e um Haeckel, como famoso criador do mítico sosura, francamente se resolveriam pelo primeiro, pelo grande sábio Paracelso.

(Samael Aun Weor, Samael Aun Weor)

Introdução às sete cátedras
Primeira Cátedra
Segunda Cátedra
Terceira Cátedra
Quarta Cátedra
Quinta Cátedra
Sexta Cátedra
Sétima Cátedra

Simão, o mago

29

“Certa vez, faz tempo, eu, através dos meus poderes, transformei o ar em água, e a água novamente em sangue, e, solidificando-a em carne, formei uma nova criatura humana – um menino – e produzi um resultado muito mais nobre do que o Deus Criador. Ele o criou da terra, mas eu o fiz do ar – uma tarefa bem mais difícil: depois eu o desfiz e o dissolvi novamente no ar.” (Simão o Mago, Apophisis Megale, século I d.C.)

O QUE DANTE ESCREVE SOBRE SIMÃO MAGO

Canto XIX

Vala dos Simoníacos

Ó Simão o Mago, e todos aqueles que te seguiram, profanando e vendendo as coisas de Deus pelo preço de ouro e prata! Em vossa homenagem devo soar a trombeta, pois é aqui, nesta terceira Vala onde estais!

Já estávamos no meio da ponte sobre a terceira Vala. De lá eu vi nas encostas e nos fundos da pedra gelada redondos furos escavados de igual tamanho. Da boca dos furos pendiam os pés de um penitente, cujo corpo estava enterrado nos buracos com a cabeça para baixo. Nas plantas dos pés ardiam chamas, que escorriam por seus calcanhares. Os sofredores, desesperados, agitavam seus pés freneticamente, na vã esperança de livrarem-se das dores causadas pelas chamas.

– Mestre – perguntei -, quem é aquele que se debate mais que os outros, e que é torturado por uma chama mais vermelha?

– Se quiseres – respondeu – eu te levarei até ele, e lá poderás perguntar quem ele é e de onde veio.

Concordei e ele me ajudou na descida difícil, me segurando enquanto passávamos pelas beiras esburacadas.

Só quando eu estava diante do pecador foi que ele me soltou.

Ó Simão o Mago, ó míseros sequazes
Por quem de Deus os dons só prometidos
A virtude, em rapina contumazes,
Por ouro e prata estão prostituídos!
Por vós tange ora a tuba sonorosa:
Jazeis na tércia cava subvertidos.
À outra tumba chegamos temerosa,
Da rocha nos subindo àquela parte,
Que, a prumo ao centro, eleva-se alterosa.
Saber supremo! Que inefável arte
Mostras no céu, na terra e infernal mundo!
Oh! teu poder quão justo se reparte!

O QUE DIZ O VM SAMAEL AUN WEOR SOBRE SIMÃO MAGO

Estando nos Mundos Suprassensíveis, chegaram às minhas mãos duas obras:

Uma era de Simão o Mago e a outra era do samaritano Menandro, que chegou ao pináculo da Ciência Mágica.

Depois de consultar essas duas obras, invoquei Simão o Mago. Essa invocação a fiz em nome do CRISTO. Então, Simão o Mago contestou, dizendo-me: “Em nome do Cristo não me chames, chama-me em nome de Pedro”. Então compreendi que Simão o Mago era o polo contrário de Simão Pedro.

Penetrei em um precioso recinto, onde encontrei Simão o Mago com seu colégio de fiéis discípulos. Quando Simão me viu entrar, em tom áspero me disse: “Saia daqui!” E acercando-se a mim me tocou certos chakras do baixo-ventre. Então entendi que Simão o Mago é realmente um Mago Negro.

Procedi defendendo-me com minha Espada Flamígera, e ante as torrentes de fogo ardente, aquele mago negro ficou anulado, e sem se atrever a mirar minha Espada, permaneceu absorto.

Eu conheci Simão o Mago na antiga Roma, e o ouvi predicando a seus discípulos.

O mal é tão fino e delicado que até a mesma Mestra Blavatsky chegou a crer firmemente que Simão o Mago era um Mestre da Loja Branca.

Huiracocha também acreditou que Simão o Mago era um grande Mestre Gnóstico, e nos diz que tudo o que Papus e outros autores ensinaram acerca da magia nos últimos anos era tomado de Simão o Mago.

O único que não se equivocou com respeito a Simão o Mago foi Dante Alighieri, em sua Divina Comédia.

Dante chama de “simoníacos” os discípulos de Simão o Mago.

Os romanos erigiram a ele estátuas com a inscrição: Simoni Deo Sancto.

Sem embargo, estudando atentamente as obras de Simão o Mago, aparentemente não há nada que possa ser considerado condenável, como Magia Negra.

O mal é tão fino no Mundo da Mente… o mal é tão delicado e tão sutil no plano do entendimento cósmico, que realmente se necessita de muita intuição para não se deixar enganar pelos demônios do Mundo Mental.

No Plano Mental os magos negros são milhões de vezes mais refinados e delicados que os magos negros do Plano Astral.

Diz Simão o Mago o seguinte: “O Pai era Uno; porque contendo em si mesmo o pensamento, estava só. Sem embargo, não era o primeiro, ainda que foie preexistente; senão que manifestando-se a si mesmo de si mesmo, chegou a ser o segundo (ou dual). Não foi chamado Pai até que o pensamento lhe deu este nome. Portanto, desenvolvendo-se de si mesmo, manifestou-se de si mesmo seu próprio pensamento, e assim também o pensamento manifestado não se atualizou senão que viu ao Pai oculto nele, isto é, à potência oculta em si mesma.

E a potência (dunamis) e o pensamento (epinila) são masculino-feminino, porém ao corresponder-se reciprocamente (porque a potência de modo algum difere do pensamento), são um só. Assim, nas coisas de cima está a potencia, e nas de baixo o pensamento. Ocorre, portanto, que se bem é uno o manifestado por ambos, aparece duplo, pois o andrógino leva em si o mesmo elemento feminino.

Assim, a Mente e o pensamento são inseparáveis um do outro por serem uno, ainda que apareçam em dualidade”. (Pág. 190. Apontamento 2: A Doutrina Secreta, HPB, Sexto Volume.)

Realmente quem ler esse parágrafo não poderá encontrar nada que possa condenar Simão o Mago como Mago Negro. A chave é dada a nós por Dante em sua obra intitulada Divina Comédia. Dante nos pinta em seu Inferno a Simão o Mago e a todos os feiticeiros, aos que Dante denomina Simoníacos, caminhando em seu inferno com a cabeça para trás…

A Magia Negra de Simão o Mago consiste em que ficou mirando para o Passado e não quis aceitar o Cristo ou a nova Corrente Crística. Esta é uma rebelião contra as Hierarquias Divinas, e de fato Simão o Mago ficou colocado nos mundos da magia negra.

Quem atentamente estudar os ensinamentos de Simão o Mago poderá comprovar que Simão o Mago não fala uma só palavra a favor do Cristo.

Simão o Mago viu que a Chispa se desprendia da chama em si mesma sem recordar-se daquelas palavras do Divino Rabi da Galileia: “Ninguém chega ao Pai senão por mim”.

Simão o Mago viu o Pai oculto nele e quis realizá-lo em si mesmo, porém rechaçando o Cristo, e assim foi como de fato caiu na magia negra…

SIMÃO O MAGO CAIU NA MAGIA NEGRA POR PURO ORGULHO

Simão o Mago não quis aceitar o Cristo por puro orgulho.

Coisa semelhante está acontecendo agora neste século 20 com muitos espiritualistas que não querem aceitar meus ensinamentos por puro orgulho.

Essa classe de seres “Simoníacos” cai na Magia Negra por puro orgulho.

Simão o Mago conheceu o Grande Arcano, e é absolutamente casto.

O Mestre Huiracocha, na página 50 da Igreja Gnóstica cita um parágrafo do livro A Prédica, de Simão o Mago, que literalmente diz:

Para vós falo em metáforas; porém deveis compreender-me… Duas espirais de toda seriedade há em um princípio sem fim. Ambos vêm de uma raiz, ou seja, do Poder Infinito, do Silêncio Invisível. Uma das espirais vai para cima. É o poder, o entendimento do Grande Todo que a tudo chega, e é masculino. O outro tende para baixo. É a Grande Mente, o produtor incansável, e é feminino. Na união de ambos está a resolução de todo o problema. O poder de si mesmo é masculino e feminino por sua vez”.

Simão o Mago conheceu, pois, a fundo a Alquimia Sexual e o Grande Arcano.

Porém, caiu na Magia Negra porque ficou olhando para o passado e não quis aceitar Cristo.

A mente é, pois, o animal mais perigoso do Alquimista.

Se Simão o Mago tivesse dominado a mente com o Látego da Vontade, não teria caído no Abismo.

O Alquimista que se deixa levar pelos raciocínios da Soberba da Mente fracassa na Grande Obra e cai no Abismo.

O Alquimista deve ser muito humilde ante as Hierarquias Divinas para não fracassar na Grande Obra.

A Mente deve humilhar-se ante as Hierarquias Divinas.

A Mente deve voltar-se como uma criança humilde e simples.

A Mente deve humilhar-se ante a Majestade do Íntimo.

É impossível subir ao Pai sem elaborar o Menino de Ouro da Alquimia Sexual.

Esse Menino de Ouro é o Eu Cristo.

Há que se formar o Cristo em nós para subir ao Pai.

Em nosso trabalho com a Pedra Bendita, apresentam-se sutilíssimos perigos que o Alquimista deve conjurar valorosamente.

No Mundo Mental há magos negros que se parecem com Adeptos da Fraternidade Branca.

Esses magos negros têm sublimes presenças e deliciosa cultura Espiritual.

Quando esses magos falam, só falam de Amor, de Luz, da Verdade e da Justiça.

Parecem seres inefáveis, e só viemos a descobrir que são magos negros quando em tom muito fino e delicado nos aconselham então a ejaculação seminal.

Se nesse momento gritamos em sua presença: VIVA O CRISTO, ABAIXO JAVÉ, então os veremos levantarem-se iracundos contra nós para tirar-nos de seus recintos.

Todos esses Irmãos da Sombra aconselham a ejaculação seminal e odeiam a força crística.

Assim, pois, o mal se reveste de tão sutis enganos que o discípulo deve sempre abrir bem os olhos e viver alerta e vigilante, como o vigia em época de guerra.

Há Adeptos da Sombra que, disfarçados de Mahatmas, se nos apresentam nos Mundos Internos para nos dizer que já estamos caídos, que já fracassamos em nosso anelo rumo à Luz, que já perdemos os graus adquiridos etc.

Assim, então, se o discípulo se resvalar nessas cascas, cai no Abismo inevitavelmente.

A mente não deve raciocinar.

A mente deve fluir integralmente sem o batalhar das antíteses, a mente debe se converter em um instrumento flexível e delicado onde possa se expressar majestade do Íntimo.

O orgulho fez Simão o Mago cair nos Abismos da Magia Negra.

“E como viu Simão que pela imposição das mãos dos Apóstolos se dava o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro.”

Dizendo: Dai-me também a mim esta potestade, que a qualquer que puser as mãos por cima receba o Espírito Santo.

Então Pedro lhe disse: ‘Teu dinheiro pereça contigo, que pensas que o Dom de Deus se ganha por dinheiro. Não tens parte nem sorte neste negócio; porque teu coração não é reto diante de Deus.

Arrepende-te, pois, desta tua maldade, e roga a Deus, se quiçá te será perdoado o pensamento de teu coração.

Porque em fel de amarguras e em prisão de maldade vejo que estás.’

Respondendo então Simão, disse: ‘Rogai por mim ao Senhor que nenhuma coisa dessas que haveis dito venha sobre mim’. (Atos dos Apóstolos 8: 18 a 24)

Com esses versículos das Sagradas Escrituras fica absolutamente comprovada nossa afirmação de que Simão o Mago é um perigosíssimo mago negro.

(Samael Aun Weor, Alquimia Sexual)

São Malaquias e os papas do fim dos tempos

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Malaquias de Armag foi contemporâneo e amigo do grande Bernardo de Claraval, fundador da poderosa ordem militar esotérica dos Templários.

Este monge, que, na verdade, era um Iniciado e grande clarividente gnóstico, escreveu uma série de profecias sobre os tempos do fim. Porém, para não ser perseguido e morto, viveu discretamente entre os monges católicos.

Foram descobertos no Museu do Vaticano textos manuscritos de Malaquias, bispo irlandês do século 12, e esses textos proféticos citam o fim de nossa civilização, com uma peculiaridade especial, qual seja: fixando o número preciso de papas da seita católica que se haveriam de suceder em Roma, desde a época em que ele viveu até o fim dos tempos.

Constam essas profecias, de 112 sentenças curtas, fornecendo os caracteres dos papas católicos, desde Celestino II, em 1143, até o último pontífice, Pedro II, que ocupará o trono do Vaticano no meio de extremos sofrimentos mundiais.

Será que esse Pedro II (ou tenha o nome que tiver), que sucederá o papa Bento XVI (Joseph Ratzinger), será testemunha do início das comoções que abalarão o planeta? Mera coincidência quanto às inúmeras profecias que afirmam que nós já estamos vivendo os “fatídicos dias”?

Dessa vasta lista, citemos apenas os últimos 15 papas que indicam o sinal do fim dos tempos e como eles eram designados por Malaquias:

Peregrinus Apostolicus, Aquila Rapax, De Balneis Etruriae, Crux De Cruce, Lumen In Coeluo, Ignis Ardens, Religio Depopulata, Fides Intrepida, Pastor Angelicus, Pastor Et Nauta, Flos Florum, De Medietate Lunae, De Labore Solis, Gloria Olivae e, finalmente, Petrus II.

Peregrinus Apostolicus – Em 1775 foi eleito o papa Pio VI. Por ir contra o despótico Napoleão, esse papa foi expulso de Roma, sendo levado por esse imperador francês até Valença, morrendo ali. Ou seja, morreu exilado, como um peregrino apóstolo, longe de sua terra.
Aquila Rapax – Esse papa, Pio VII, viveu sob o domínio militar de Napoleão Bonaparte, cujo símbolo foi uma águia imperial (aquila rapax significa águia de rapina, destruidora).
De Balneis Etruriae – O papa Gregório XVI pertenceu à Ordem que São Romualdo, fundada em Balnes, na Etrúria, de modo que seu qualificativo é perfeitamente identificável pela sua origem religiosa.
Crux de Cruce – Pio IX teve um pontificado que foi, de fato, uma dolorosa e pesada cruz. Este papa e Victor Emanuel, sendo ambos da casa de Savoia (em cujos escudos se vê a cruz), sofreram e foram espoliados pela terrível revolução italiana. Morreu encerrado no Vaticano. Ou seja, a “Cruz da Cruz” (o martírio de um papa que foi da casa dos Savoia).
Lumen in Coeluo – Leão XIII, apesar de seus excessos de conselhos, advertências e encíclicas, foi considerado um luzeiro para sua época, amante da ciência e das artes (especialmente a astronomia e a física).
Lumen in Coeluo significa luz no céu.
Ignis Ardens – O dístico completo que Malaquias deu ao papa Pio X é: Ignis Ardens Funatus de Littore Veniet. Esse papa tinha no seu escudo uma estrela (ignis ardens), uma âncora (funatus, que quer dizer ancorado), e ele da margem do mar de Veneza (de littore veniet).
Religio Depopulata – A Bento XV é atribuído, na profecia de São Malaquias, o dístico Ecce Religio Populata et Satanae Soboles Saevissima, que quer dizer: “Eis a religião despovoada e a raça cruel de Satanás”. E Malaquias ainda acrescenta: Su, italiano liga! “De pé, liga italiana! A falta de amor, caridade e religiosidade assolou a Europa e o mundo durante a Primeira Guerra Mundial, matando milhões de pessoas. E após a Guerra veio a crise, a fome, a miséria, as pestes, o comunismo, a gripe espanhola… (Religio Depopulata, as religiões abandonadas, despovoadas, os corações cheios de ódio no mundo.)
Fides Intrepida – Leia a frase usada para designar esse guia católico: “Eis a fé que não estremece e a imolação predita. Vitória santa certíssima. Nosso santo padre Pio XI, Rei na Itália! Que a Cidade Santa tenha fé em seus méritos”. Note que Malaquias usa a frase “Rei na Itália” e não Rei da Itália. Por quê? Pelos Pactos de Latrão, Mussolini reconhece a soberania papal unicamente num pedaço de Roma, ou seja, no Vaticano: Um Rei na (ou seja, dentro da) Itália!
Pastor Angelicus – Esse papa, Pio XII, reinante em 1942, era grande amante da ciência, especialmente das ciências que estudavam os céus (ou seja, a morada dos anjos).
Outra interpretação reza que esse papa era um estudioso da Goetia, ou seja, estudos sobre demonologia.
Portanto, era um “guia de anjos”, porém de “anjos caídos”.
Pode ser também que sejam os anjos caídos do nazismo, pois alguns conjecturam que ele teve ocultas alianças com Hitler (muitos o chamaram de “Papa Nazista”).

Pastor et Nauta –
João XXIII, homem de bondoso coração, foi guiado pela Grande Fraternidade Branca para tentar reconciliar as religiões monoteístas, por isso, sendo considerado um cultuador da fraternidade entre os homens, um verdadeiro Pastor. O termo Nauta (timoneiro) também refere-se a Veneza, cidade alagada, onde nasceu. Conhecedor da terrível “3ª Mensagem de Fátima”, João XXIII lutou intensamente pela paz mundial, na época da Guerra Fria. Foi chamado por Malaquias de “O Rei Pacífico”.
Atuou com mão firme na famosa Crise dos Mísseis de Cuba, endurecendo seus discursos tanto contra John Kennedy quanto contra Krushev.
Flos Florum – Sua tradução é: “Flor das Flores”, devido à flor-de-lis do escudo do papa Paulo VI.
De Medietate Lunae – Ou, Da Meia-Lua. O papa João Paulo I morreu um mês após se tornar papa (ou seja, reinou pelo período de um mês lunar). Diz um dos vários livros que contam sobre o caso deste pontífice que ele foi assassinado ao tentar “sanear” o Banco do Vaticano (ou IOR) e anular a influência da máfia italiana.
Malaquias inclui uma frase sobre esse papa: Salve amore, pater nostro, mediatore sactissimo, presunta victima (Salve, amado pai, santo mediador, futura vítima).
De Labore Solis Optimo – Pelo excelente Trabalho do Sol.
O papa João Paulo II foi incansável trabalhador, tendo sido o papa que mais viajou ao redor do mundo.
Grande inimigo do comunismo, consagrou a União Soviética ao coração da Virgem Maria (pois isso foi ordenado pela Mãe Divina. Esse ato permitiu aos Anjos do Karma desbaratarem o domínio do comunismo na URSS).
Apesar de sua intensa devoção ao Cristo, no fim de seu mandato pontifical, deu uma guinada à direita, combatendo as “linhas socialistas” da Igreja…
Gloria Olivae – Benedicto ou Bento 16, que foi líder da Santa Inquisição e da Ordem dos Olivetanos, vai reinar em relativa paz. Sem muitas informações adicionais que caracterizem um pontificado agitado. Afora, é claro, os inúmeros casos, abafados, de pedofilia entre membros do clero católico.
O reinado de Bento 16 foi curto, este papa não teve força e apoio necessários para que ele “limpasse” a burocracia e a corrupção mafiosa que se infiltrou no coração do poder no Vaticano.
Petrus II – O Grande Iniciado Malaquias usa a seguinte frase para explicar o momento desse papa: Tu, in desolacione suprema sede. Ecce Petrus Romanus, ultimus Dei veri Pontifex!
Tradução: “Na suprema desolação do mundo, reinará Pedro, o Romano, o último papa do Deus verdadeiro!”
Que desolação será esta? As desolações e os colapsos sociais e econômicas que o dito Primeiro Mundo está passando? Uma terceira guerra mundial? A aproximação do planeta invasor (Hercólobus, ou tenha o nome que tiver?)
Só o futuro dirá!!!

E o vidente Malaquias termina a descrição dos acontecimentos que se avizinham, afirmando solenemente:

Roma nefans destruitor et judex tremendus judicabit triumphans omnes populos.

Tradução livre:

“Roma, a criminosa, será destruída, e o Tremendo Juiz (Hercólubus? A consciência pública? Os Anjos do Karma? Mudanças radicais na estrutura socioeconômica da instituição católica?) julgará triunfante todas as nações”.

P.S.: Finamente, foi eleito o líder máximo da Igreja Católica, o argentino Jorge Mario Bergoglio. Escolheu o nome de Francisco, em homenagem aos diversos “santos” cristãos de nome Francisco (Francisco de Assis, de Pádua e outros tantos).

Que ele seja um bom instrumento da Divindade para o bem da Humanidade…

Saiba mais sobre
FRANCISCO DE ASSIS (Clique aqui).

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O Selo na testa da humanidade

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No supremo instante do Êxtase, nós, os Irmãos, entramos pelas portas do Templo de Jerusalém. Nesse vale de amarguras só ficou o Muro das Lamentações. Sem embargo, o Templo ainda existe nos Mundos Superiores. Nós passeamos cheios de dor por seus pátios e por seus corredores.

Contemplamos suas olímpicas colunas, com seus formosos capitéis, e suas câmaras, e seus vasos de ouro e de prata, e suas púrpuras e seus reclinatórios.

No Sanctum Sanctorum do templo não mais resplandece a glória do Senhor Jeová. O santuário foi assolado. O santuário foi profanado.

Já não está mais ali a Arca da Ciência, com seus sagrados querubins acoplados, terrivelmente divinos. Agora, só vemos dentro do Sanctum Sanctorum do templo o Senhor das Angústias.

Imagem do Cristo Sofredor

Ali está a sua imagem sagrada. Imagem que tem vida. Ali está a imagem do Adorável e os judeus riem dele, e dizem: “Esse é o que sonhou ser o Messias prometido e nós não cremos nele”.

Todos riem. O santuário foi profanado, o Véu do Templo foi rasgado porque o Santuário já havia sido profanado. Ao matarem o Cristo, profanou-se o Santuário. Nós, os Irmãos do Templo, passeamos pelo interior dele.

O pátio dos sacerdotes estava cheio de esportistas e mercadores. Nisso é que terminou o sagrado Templo de Jerusalém. A humanidade crucificou o Cristo e firmou, com sangue inocente, sua própria sentença de morte.

A Misericórdia infinita nos concedeu, sem embargo, um pouco mais de tempo para que nos definíssemos por Cristo ou por Javé, pela Loja Branca ou pela Negra.

Merecíamos todos ter sido destruídos pelo espantoso e horrível sacrilégio. O Cristo assassinado, e o santuário, profanado. Porém, a Misericórdia infinita nos deu um pouco mais de tempo, para que estudássemos a Doutrina do Cristo e elegêssemos o Caminho.

Muro das Lamentações – Jerusalém – Palestina

“E depois dessas coisas [que ocorreram em Jerusalém], vi quatro anjos que estavam sobre os quatro ângulos da terra [os quatro Arquivistas do Carma, os quatro Devarajas], detendo os quatro ventos da terra para que não soprasse vento sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre nenhuma árvore” (Apocalipse 7: 1).

Eles governam os quatro ventos e controlam com a Lei os quatro pontos da terra.

O Profeta viu os quatro santos detendo a Lei, detendo os quatro ventos da terra para que não soprasse vento sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre nenhuma árvore. Os quatro santos detiveram a Lei, o castigo que pesa sobre a cabeça da humanidade, que assassinou Cristo. A Misericórdia infinita nos deu tempo para estudar a doutrina do Senhor e voltar ao Bom Caminho.

“E vi outro anjo que subia do nascimento do sol, tendo o Selo do Deus Vivo [o Selo de Salomão], e clamou com grande voz aos quatro anjos, aos quais era dado fazer dano à terra e ao mar, dizendo: Não façais dano à terra nem ao mar, nem às árvores, até que assinalemos os servos de nosso Deus em suas frontes.” (Ap. 7: 2,3)

O bodhisatva do anjo que tem o Selo do Deus vivo em suas mãos está agora reencarnado, neste século 20. Tem corpo feminino e é um especialista maravilhoso dos estados Jinas. Seu nome sagrado não o devemos divulgar.

Esse anjo disse a nós todos a seguinte verdade: “Vamos salvar as gentes desta rua em dez dias”.

Nós entendemos que se trata da rua dos justos. Uma das ruas da Grande Babilônia. Os dez dias simbolizam a roda dos séculos. A roda da reencarnação e do Carma.

Necesitou-se de um tempo para que as pessoas estudassem a Doutrina do Cristo e se definissem por Cristo ou por Javé, pela Loja Branca ou pela Negra.

Os servos de Deus já foram selados em suas frontes. Os Servos de Satã também já foram selados em suas frontes. Os tempos do fim já chegaram, e nós estamos neles. Os dez dias já se venceram, e os tempos do fim já chegaram.

O Selo de Salomão é a suprema afirmação do Cordeiro e a suprema negação de Satã. Hilariux IX disse: “Seus dois triângulos que o amor junta ou separa são as lançadeiras con que se tece e destece o tear de Deus”. As seis pontas do Selo do Deus Vivo são masculinas. As seis entradas fundas que existem entre uma ponta e outra são femininas.

Total: esse Selo do Deus Vivo tem 12 raios, seis masculinos e seis femininos. Esses 12 raios se cristalizam mediante a Alquimia Sexual nas 12 constelações do Zodíaco. Essas 12 constelações zodiacais são os 12 filhos de Jacó. Toda a Humanidade divide-se em 12 tribos: as 12 tribos de Israel.

Com o Selo do Deus Vivo a Humanidade fica classificada. A maioria já recebeu a Marca da Besta em suas frontes e em suas mãos. Uns poucos receberam o Sinal do Cordeiro em suas frontes.

Os 4 Anjos da Terra, executores do Carma Mundial

“E ouvi o número dos assinalados: 144 mil assinalados de todas as tribos dos filhos de Israel”. (Ap. 7: 4) Somando cabalisticamente os números entre si teremos o número nove: 1 + 4 + 4 = 9. Nove é a Nona Esfera (o sexo): Só serão salvos os que tiverem chegado à castidade absoluta.

Hoje, 5 de setembro de 1958

A grande tempestade se avizinha. O céu está cheio de negras e ameaçadoras nuvens que o relâmpago ilumina. Por todo lado sopra uma brisa gelada de morte. Todos nós temos chorado muito. Temos suplicado a um vigilante e santo muito terrível; temos-lhe rogado, temos-lhe proposto um negócio para conjurar a terrível tempestade que aparece ameaçadora sobre a pobre Humanidade doente. Temos pedido uma chave para conjurar a tempestade… Porém, tudo foi inútil.

Os tempos venceram, e aqueles que não aceitaram a Doutrina do Senhor se fundirão no Abismo. Só serão salvos os justos: aqueles que já receberam o Sinal de Deus em suas frontes, aqueles que chegaram à suprema castidade. São cento e quarenta e quatro mil os justos que serão salvos. Realmente, só a suprema castidade e o supremo amor a toda a humanidade doente conseguem o milagre divino de nossa cristificação.

Devemos beijar com suprema adoração o látego do verdugo que nos odeia. Devemos purgar nossa mente de todo desejo. Devemos vigiar o eu em todos os níveis de consciência. Muitos devotos fiéis e sinceros que alcançaram a castidade neste vale de lágrimas, eram terrivelmente fornicários no mundo da Mente Cósmica. Haveis meditado, alguma vez, no perigo das imagens eróticas? Recordai que dentro da mente tendes um hábil tradutor. Esse tradutor é o eu.

O eu trai os devotos da Senda. O eu cria efígies mentais, demônios viventes do Plano Mental. As salas de cinema são verdadeiros templos de magia negra do Mundo Mental. A mente cria efígies viventes, demônios tentadores absolutamente iguais às imagens eróticas que vimos no cinema, ou nos jornais ou revistas pornográficas.

O eu nos trai em outros níveis de consciência: uma simples palavra irônica significa violência no Plano Mental.

Necessitamos amar, adorar a nossos piores inimigos. Necessitamos chegar à suprema castidade em todos os níveis da consciência. Necessitamos dar até a última gota de sangue por esta adorável Humanidade. Nossos lábios devem beijar os pés daqueles que mais nos odeiam e maldizem. Nossas mãos só devem levantar-se para abençoar o inimigo que nos cospe e açoita.

São cento e quarenta e quatro mil os santos cristificados. Isso significa lavar nossos pés nas águas da renúncia. Isso significa castidade suprema, santidade suprema e supremo amor por todos os milhões de seres que povoam o mundo.

Deve-se baixar à Nona Esfera para trabalhar com o Fogo e a Água, origem de mundos, bestas, homens e deuses. Toda autêntica Iniciação Branca começa aí.

Deve-se trabalhar com o Arcano AZF. Só assim será possível receber o Sinal de Deus na fronte.

“E ouvi o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados de todas as tribos de Israel. Da tribo de Judá, 12 mil assinalados. Da tribo de Ruben, 12 mil assinalados. Da tribo de Gad, 12 mil assinalados. Da tribo de Aser, 12 mil assinalados. Da tribo de Neftali, 12 mil assinalados. Da tribo de Manassés, 12 mil assinalados. Da tribo de Simeão, 12 mil assinalados. Da tribo de Levi, 12 mil assinalados. Da tribo de Issacar, 12 mil assinalados. Da tribo de Zabulão, 12 mil assinalados. Da tribo de José, 12 mil assinalados. Da tribo de Benjamin, 12 mil assinalados.” (Ap. 7: 5-8)

Toda a pobre Humanidade divide-se em 12 tribos. Toda a Humanidade opera e desenvolve-se na matriz zodiacal. O Zodíaco é um útero dentro do qual é gestada a Humanidade. Essas 12 tribos zodiacais só podem receber o Sinal de Deus em sua frontes praticando o Arcano AZF.

De cada uma das 12 tribos zodiacais há somente 12 mil assinalados. Eis aqui o Arcano 12 do Tarô, este Arcano está representado por um homem dependurado por um pé.

As mãos atadas nas costas formam, com a cabeça, um triângulo com a ponta para baixo, e suas pernas uma cruz por cima do triângulo. Eis aí o ligamento da cruz com o triângulo. Eis aí a Magia Sexual. Eis aí o Arcano AZF. Eis aí a Obra realizada, o homem vivente que não toca a terra mais do que com o pensamento.

Toda a ciência da Alquimia Sexual foi gravada por Hermes em uma esmeralda. Eis aqui os preceitos que se referem à Grande Obra:

“Tu separarás a terra do fogo, o sutil do áspero, com grande indústria. Sobe da terra ao céu, e de rechaço desce à terra, e recebe a força das coisas superiores e inferiores. Tu terás por esse meio a glória de todo o mundo, e por isso toda a obscuridade fugirá de ti. És a força forte de toda força, porque ela vencerá toda coisa sutil e penetrará toda coisa sólida. Assim foi criado o mundo”.

A chave fundamental da Grande Obra está na união sexual.

A fórmula do Grande Arcano é a seguinte: “Inmisio membri virili in vagina feminae sine ejeculatium Seminis”.

Não ejacular jamais o Mercúrio da Filosofia Secreta. Evitar o orgasmo fisiológico. Esta é a chave fundamental da Grande Obra. Realmente, a entidade do sêmen resulta sendo, no fundo, o mesmo Mercúrio da filosofia secreta que ao ser fecundado pelo Enxofre (o fogo vivo), se converte no mestre e regenerador do Sal (o homem terreno).

Só 12 mil assinalados de cada uma das 12 tribos de Israel serão salvos do Grande Cataclismo (essa quantidade é simbólica). Somente aqueles que tiverem conseguido o ligamento da Cruz-Homem com o Triângulo-Espírito serão salvos.

Samael Aun Weor, O Mistério do Apocalipse Revelado

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No livro A Águia Rebelde (gratuitamente, na Área Reservada do GnosisOnline), o VM Rabolu esclarece um pouco mais sobre as “marcas da Besta” na testa e na palma da mão da humanidade:

Pergunta: Mestre, eu tenho uma pergunta, com respeito às marcas da besta, que todo ser humano aparentemente tem na fronte. Seriam os cornos? E se supõe que também haja marcas nas mãos e também existe uma caudazinha, não? Eu quero saber, no caminho iniciático, isso se vai apagando ou é uma luta, ou de que forma essa marca desaparece?
Rabolu: Quando se começa o caminho da morte, ou seja, o dos Três Fatores, pode ter havido chifres, apagam-se.

P: E quem os apaga?
Rabolu: Nós mesmos vamos apagando. Com a mudança que damos em nossos atos, nós mesmos os temos de apagar.

P: Deixa de ser bestial. Isso é a besta?
Rabolu: Sim, sim! Vai-se mudando seu modo de atuar, então desaparecem.

P: E em que consiste a marca na mão?
Rabolu: A mesma coisa. Tudo isso muda com os Três Fatores.

MALKUTH – O MUNDO FÍSICO

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Malkuth é o corpo físico, o mundo físico. É muito importante lembrar-nos que o corpo vital não é mais do que a seção superior do corpo físico. Aqueles que não aceitam este conceito pensam que o físico é um corpo a parte e que o vital é outro muito distinto e assim traçam uma ordem um pouco errônea.

Malkuth é o Reino e o seu regente é CHANGAM, o Gênio da Terra.

Todo planeta dá sete Raças; a Terra, o planeta no qual vivemos, já deu cinco, faltam duas. Após as sete Raças, o nosso planeta Terra, transformado devido a grandes cataclismos, converter-se-á através de milhões de anos numa nova Lua. Toda a vida que involui e evolui neste planeta Terra proveio da Lua. Quando a Grande Vida abandonou a Lua, esta converteu-se num deserto.

Na Lua existiram sete grandes Raças. A Alma Lunar, a vida lunar, está agora num processo de involução e de evolução no nosso atual planeta Terra. É deste modo como os mundos se reencarnam.

Os Deuses da Natureza têm trabalhado muitíssimo para criar seres autoconscientes. Os Deuses têm feito difíceis experiências no laboratório da Natureza. Dos tubos de ensaio deste grande laboratório saíram diversas formas de animais; algumas com o propósito de elaborar material para a criação do homem, outras como resíduos de seres semi-humanos e outros como verdadeiros fracassos humanos.

Realmente, todas as espécies viventes, com exceção de algumas poucas, são resíduos viventes do Reino Humano. Todos os animais deste Reino de Malkuth caracterizam algum aspecto do homem. Todos os animais são verdadeiras caricaturas do ser humano. Contudo, é bom saber que a luta dos deuses para criar o homem ainda não terminou. Todavia o ser humano, ou chamado homem, tem ainda muito que descartar, senão ver-se-á metido nos jardins zoológicos do futuro.

Devemos saber que o Real é o SER, o Íntimo, o Espírito. Mas há em nós também um Fator discordante e este é o Eu, o Ego, o Mim Próprio. É interessante compreender que o Eu é pluralizado. O Eu está constituído por muitos eus que entre si lutam, cada um deles pela supremacia e pelo controle da personalidade humana.

Esses Eus são três, são sete e são Legião. Os três básicos são: o demônio do Desejo, o demônio da Mente e o demônio da Má Vontade. Os sete são os sete pecados capitais (Ira, Cobiça, Luxúria, Inveja, Orgulho, Preguiça e Gula). A Legião está constituída por todos esses milhares de pecados secundários.

Os três, os sete e a Legião são pequenos eus elementares-animalescos criados pela mente. Estes elementares-animalescos são os inimigos que vivem dentro da nossa própria casa. Esses elementares- animalescos vivem dentro do Reino da nossa Alma; nutrem-se com as substâncias inferiores dos nossos baixos fundos animais.

O que é mais grave, é que tais elementares-animalescos roubaram parte da nossa Consciência . Isto é demonstrado pelas seguintes afirmações: eu tenho ira, eu cobiço, eu desejo, eu sinto inveja etc.

O SER Verdadeiro é o Espírito e este todavia não entrou no homem porque o Eu invade o Reino da Alma. Na verdade nem a Alma, nem o Espírito estão encarnados no homem. O homem, o chamado Homem é todavia uma possibilidade.

O Homem verdadeiro está ainda em processo de criação. Muitos exemplares das atuais Raças humanas estarão nos jardins zoológicos do futuro. Muito do que temos de animal dentro de nós deve ser descartado a fim de alcançar propriamente o estado humano.

Quando acabamos com todos os nossos pecados, o Eu dissolve-se. Quando o Eu se dissolve, encarnam-se no homem a Alma e o Espírito, então somos realmente Homens no sentido mais completo da palavra.

Quando a morte chega, o único que continua é o Eu, a legião do eu. O Ego, o Eu, retorna para satisfazer desejos. A morte é o regresso à concepção. Esta é a roda do Arcano 10.

O Homem Verdadeiro, aquele que têm encarnadas a sua Alma e o seu Espírito, depois da morte, no seu corpo astral vive completamente desperto, desfruta nos mundos internos da Consciência e da Percepção Objetiva.

O fantasma daqueles que todavia não dissolveram o Eu, nem encarnaram a sua Alma e seu Espírito, vive nos mundos internos com a Consciência adormecida; tem uma Consciência e uma percepção unicamente subjetivas.

O mundo físico é o vale das amarguras, o Reino de Malkuth, o Reino do Samsara. A Roda do Samsara gira incessantemente e o Ego vai e vem; desencarna e retorna, sempre sofrendo, sempre a procurar sem encontrar.

O Arcano 10 da Roda da Retribuição é terrível e todas as gentes são escravas desta roda fatal dos séculos. Quem quiser libertar-se da roda fatal do Samsara tem de dissolver o Eu e encarnar a sua Alma.

Esse trabalho é dificílimo e são muito poucos aqueles que o conseguem.

Realmente, o Reino de Malkuth é um filtro terrível. O resíduo desse filtro é o ser humano comum e corrente e este é tragado pelo Abismo.

O ouro, o seleto, o homem verdadeiro, o Anjo é a concepção, e a luta é verdadeiramente espantosa.

A Natureza é implacável e o nascimento de um Anjo-Homem custa milhares, ou, diríamos melhor, milhões de vitimas.

Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.

Cristo disse: “De mil que me procuram, um me encontra; de mil que me encontram, um me segue, e de mil que me seguem, um é meu”.

Krishna disse: “Entre milhares de homens, talvez um se esforce para alcançar a perfeição e entre milhares que se esforcem, talvez um me conheça realmente”.

Essa é a tragédia do Arcano 10 da Cabala. Os símbolos do Sefirote Malkuth são: os dois altares, a cruz de hastes iguais, o círculo mágico e o triângulo da arte mágica. Malkuth relaciona-se com os pés e o ânus.

Samael Aun Weor – Tarô e Cabala

YESOD – MUNDO ETÉRICO

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Não entrará na Congregação de Jeová a quem foram esmagados os testículos ou amputado o membro viril. (Deuteronômio 23: 1)

E quando um homem se unir com uma mulher e tiver derrame seminal, ambos se levarão com água e serão imundos até à noite. (Levítico 15: 18)

Afastareis, então, os filhos de Israel das suas impurezas (fornicação) para não morrerem nas suas imundícies (derrame seminal) por haverem profanado o meu Tabernáculo (órgãos sexuais) que está no meio deles. (Levítico 15: 31)

Yesod é o corpo vital ou etérico. Yesod é o Fundamento do Terceiro Logos, o centro através do qual gravita a força sexual do Terceiro Logos. As forcas sexuais, o próprio fundo vivo da nossa fisiologia, gravita em Yesod; aí está o Espírito Santo. Convém aclarar que se consideramos Yesod como Fundamento, é claro que se encontra nos órgãos sexuais.

O corpo vital, ou seja, o assento das atividades biológicas, físicas, químicas é outra coisa, mas que, contudo, está influenciado por Yesod. Seja como for, Yesod são os órgãos sexuais.

Os perfumes e as sandálias são o símbolo de Yesod.

O Segredo de Todos os Segredos está na misteriosa pedra Shema Hamphoraseh dos hebreus. Esta é a Pedra Filosofal dos alquimistas. Esse é o sexo. Essa é a Magia Sexual, o amor. Bendito seja o Amor.

A Bíblia conta que quando Jacó despertou do seu sonho, consagrou a Pedra, ungiu-a com azeite e abençoou-a. Realmente, a partir desse momento Jacó começou a praticar Magia Sexual, e mais tarde encarnou o seu Mestre Interno, o seu Real Ser. Jacó é o Anjo Israel.

Os antigos sábios adoravam o Sol sob a simbólica forma de uma “pedra negra”. Essa é a Pedra Heliogábala. A Pedra Filosofal é o fundamento da Ciência, da Filosofia e da Religião.

A Pedra Filosofal é quadrangular como é a Jerusalém Celestial de São João. Sobre uma das suas faces está o nome Adão, sobre outra o de Eva e depois os de Azoe e INRI sobre os outros dois lados. A Pedra Filosofal é muito sagrada. Os Mestres são “Filhos das Pedras”. Os mistérios do sexo encerram a chave de todo poder. Tudo que vem à vida é filho do sexo.

Jesus disse a Pedro: “Tu és Pedro, tu és Pedra e sobre essa Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. (Mateus 16: 18)

Ninguém pode encarnar o Cristo Interno sem ter edificado o Templo sobre a Pedra Viva (o sexo). Devemos levantar as sete colunas do Templo da Sabedoria. Em cada uma das sete colunas do Templo está escrito em caracteres de fogo a palavra INRI (Ignis Natura Renovatur Integra).

E Jesus enviou Pedro (cujo Evangelho é o Sexo) e João (cujo Evangelho é o Verbo), dizendo: “Ide, preparai-nos a Refeição Pascal”. (Lucas 22: 27)

O nome secreto de Pedro é PATAR com as suas três consoantes e que em Alto Esoterismo” são radicais: P T R.

A P lembra-nos o Pai que está em segredo, o Ancião dos Dias da Cabala hebraica, os Pais dos Deuses, os nossos Pais ou Phitaras.

A T ou Tau é a Cruz; famosa no sexo yoga, é o Hermafrodita Divino, o Homem e a Mulher unidos sexualmente durante o ato.

A R é a letra vital no INRI; é o Fogo Sagrado e extraordinariamente divino, o RA Egípcio.

Pedro, o discípulo de Jesus o Cristo, é o Aladim, o maravilhoso intérprete autorizado a levantar a Pedra que sela o santuário dos grandes Mistérios.

É impossível deslocar a Pedra, levantá-la, se antes não lhe tivermos dado a forma cúbica na base do cinzel e do martelo.

Pedro, Patar, o Iluminador é o Mestre da Magia Sexual, o mestre bondoso que nos espera sempre à entrada do terrível Caminho. Pedro morre crucificado numa cruz invertida, com a cabeça para baixo e os pés para cima, como a convidar-nos a descer à Nona Esfera para trabalhar com a água e o fogo, origem de mundos, Bestas, Homens e Deuses.

Toda autêntica Iniciação Branca começa por aí. A doutrina de Pedro é a Doutrina do Sexo, a ciência do Maithuna nos Oriente, a Magia Sexual. A Pedra Viva, a Penha, a Rocha é o Sexo sobre o qual devemos levantar o Templo Interior para o Cristo Íntimo, Nosso Senhor.

Pedro disse: “Eis que eu ponho em Sião uma pedra principal, angular, ‘escolhida’, ‘preciosa’. E o que nela crê não será confundido. Ela é, pois, ‘preciosa’ para vós que credes, mas para os incrédulos a pedra que os construtores rejeitaram se torna cabeça de ângulo; Pedra de tropeço e Rocha de escândalo”.  (Pedro 2: 6-8)

Jesus o Cristo disse: “Todo aquele que ouve estas minhas palavras e as cumpre será semelhante ao homem sábio que edificou a sua casa sobre a Rocha (o sexo). E caiu a chuva e transbordaram os rios e sopraram os ventos e investiram contra aquela Casa e ela não caiu porque estava fundada sobre Rocha (o sexo)”.

“E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será semelhante ao homem louco que edificou a sua casa sobre areia (teorias de todos os tipos, práticas de toda espécie, com exclusão total do Maithuna ou Magia Sexual).”

“E caiu a chuva e transbordaram os rios e sopraram os ventos e investiram contra aquela casa e ela caíu e foi grande a sua ruína (caindo no Abismo).” (Mateus 7: 24)

No mundo, milhões de pessoas edificam sobre a areia e odeiam a Magia Sexual; não querem edificar sobre a Rocha, sobre a Pedra; edificam sobre a areia das suas teorias, escolas etc., e creem que vão muito bem; tais pessoas são equivocadas sinceras e de muito boas intenções, mas caíram no Abismo.

Sem a doutrina de Pedro torna-se impossível o Segundo Nascimento. Nós, os Gnósticos, estudamos a doutrina de Pedro. Os infrassexuais e os degenerados odeiam mortalmente a Doutrina de Pedro.

São muitos os equivocados sinceros que acreditam que podem se autorrealizar excluindo o sexo. São muitos os que falam contra o sexo, os que insultam o sexo, os que cospem toda a sua baba difamatória no sagrado santuário do Terceiro Logos. Esses que odeiam o sexo, esses que dizem que o sexo é grosseiro, imundo, animal e animalesco são os insultadores, os que blasfemam contra o Espírito Santo.

“Fugi da fornicação (derramar o sêmen). Qualquer outro pecado que o homem cometa está fora do corpo; mas aquele que fornica contra o seu próprio corpo peca” (Coríntios 6: 18)

Todo pecado e blasfêmia será perdoado aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não lhes será perdoada… nem neste século nem no próximo. (Mateus 12: 31-32)

Porque se pecarmos voluntariamente depois de ter recebido a Verdade, já não ficará mais sacrifício pelos pecados (Hebreus 10: 26-31).

Quem se pronuncia contra a Magia Sexual, quem cospe a sua infâmia no santuário do Terceiro Logos, nunca poderá chegar ao Segundo Nascimento. No mundo ocidental existe muita gente que odeia mortalmente a Magia Sexual; essas pessoas justificam o seu ódio absurdo com muitos pretextos. Afirmam que o Maithuna é tão somente para os orientais; tal como nos têm dito e que nós os ocidentais não estamos preparados.

Dizem tais pessoas que com esse ensinamento do sexo yoga a única coisa que daí pode resultar é uma colheita de magos negros. A parte interessante de tudo isso é que essas pessoas de tipo reacionário, conservador, regressivo e retardatário não dizem uma só palavra contra a fornicação, o adultério, a prostituição, o homossexualismo, a masturbação etc. etc. Tudo isso lhes parece o mais normal e não têm qualquer inconveniente em desperdiçar miseravelmente a energia sexual.

O sexo em si mesmo deveria ser a função criadora mais elevada; infelizmente, reina soberana a ignorância e a humanidade está muito longe de compreender os Grandes Mistérios do Sexo.

Se estudarmos o livro dos céus, o Zodíaco maravilhoso, podemos compreender que a Nova Era de Aquário está governada pelo signo zodiacal de Aquário, o Aguador.

O símbolo de Aquário é uma mulher com dois cântaros cheios de água, procurando misturar inteligentemente as águas dos dois cântaros.

Esse símbolo lembra-nos a Alquimia Sexual. Se em Peixes o homem somente foi escravo do instinto sexual simbolizado pelos dois peixes nas águas da vida, em Aquário o homem deve aprender a transmutar as forças sexuais. Aquário está governado por Urano (Ur = Fogo; Anas = Água), o planeta que governa as funções sexuais.

Torna-se incongruente e absurdo que alguns indivíduos isolados e determinadas escolas de tipo pseudoesotérico, rejeitem o Maithuna e contudo tenham a pretensão, dizem, de estar a iniciar a Nova Era.

Urano é cem por cento sexual e na Nova Era governada por este planeta, o ser humano deve conhecer profundamente os mistérios do sexo.

Existem imensas escolas de magia negra, muitas delas com venerandas tradições que ensinam magia sexual com derrame seminal. Têm belíssimas teorias que atraem e cativam; se o estudante cai nesse sedutor e delicioso engano, converte-se em mago negro. Essas escolas negras afirmam aos quatro ventos que são brancas e por isso os ingénuos caem.

Ademais, tais escolas falam de coisas belíssimas sobre o amor, a caridade, a sabedoria etc. etc. Naturalmente, em semelhantes circunstâncias, o ingênuo discípulo chega a acreditar firmemente que tais instituições nada têm de mal e perverso. Recorda, bom discípulo, que o Abismo está cheio de equivocados sinceros e de gente com muito boas intenções.

Rejeitar o Maithuna significa de fato pronunciar-se contra o signo de Aquário, governado por Urano, o rei do sexo. Os fornicários ignorantes do pseudo-ocultismo reacionário desconhecem totalmente a Doutrina Secreta do Salvador do Mundo, o esoterismo cristão.

A reação pseudoesotérica e pseudo-ocultista ignora que os primitivos grupos gnósticos cristãos praticavam o Maithuna. A Magia Sexual foi sempre ensinada em todas as antigas Escolas de Mistérios ocidentais. Conheceu-se o Maithuna nos Mistérios Templários, nos Mistérios dos astecas, maias, incas, chibchas, zapotecas, araucanos, toltecas; nos Mistérios de Elêusis, nos Mistérios de Roma, Mitra, Cartago, Tiro; nos Mistérios celtas, fenícios, egípcios, druidas e em todas as grupos cristãos primitivos, tais como o grupo dos essênios que tinham o seu convento às margens do Mar Morto e de cujos membros o mais exaltado foi Jesus, o Divino Rabino da Galileia.

O Maithuna, a Magia Sexual é universal e se conhece nos Mistérios do Norte e do Sul, do Leste e do Oeste do mundo, porém é rejeitada violentamente pelos pseudo-ocultistas reacionários, fornicários e regressivos. A Pedra Fundamental das autênticas e legítimas Escolas de Mistérios é o Maithuna, o Arcano AZF ou Magia Sexual.