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Pancho Villa e a Misericórdia Divina

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Os Mestres da Loja Branca conseguem ajudar alguns mortos destacados que tenham se sacrificado pela Humanidade.

Quando nos propusemos a investigar Pancho Villa, o grande herói da Revolução Mexicana, o encontramos nos Mundos Infernos ainda obcecado com a ideia de matar, ameaçando com sua pistola a todos os habitantes do Submundo. Sem embargo, esse Pancho Villa do Reino Mineral Submerso não é tudo.

O melhor de Pancho Villa vive no Mundo Molecular. Certamente, não alcançou a Liberação Intermediária, que permite a alguns desencarnados gozar de umas férias nos distintos reinos moleculares e eletrônicos da natureza, porém permanece no Umbral, aguardando a oportunidade para entrar a uma nova matriz.

Isso que se reincorpora daquele que foi Pancho Villa não será jamais o Pancho Villa dos Mundos Infernos, o terrível assassino, senão o melhor do General, aqueles Valores que se sacrificaram pela Humanidade, aqueles valores que deram seu sangue pela liberdade de um povo oprimido.

O desencarnado general, ou melhor dizendo, os Valores realmente úteis do general, retornarão, se reincorporarão, e a Grande Lei pagará seu sacrifício, levando-o até a primeira magistratura da nação.

Temos citado o general Pancho Villa de modo ilustrativo para nossos leitores. Esse homem recebeu especial ajuda graças ao grande sacrifício pela Humanidade. Sem embargo, existem no mundo muitas pessoas que não poderiam receber essa ajuda, porque se fosse quitado deles tudo o que têm de animal e criminoso, não lhes sobraria nada.

Essa classe de bestas humanas deve entrar nas involuções dos Mundos Infernos da Natureza.

Certo Iniciado sofria o indizível, porque nos Mundos Infernais ele fracassava em todas as provas de Castidade, apesar de que no mundo físico havia alcançado a perfeita castidade. Aquele Iniciado se mortificava, clamava e suplicava, pedindo ajuda superior à sua própria Mãe Kundalini. Sua Mãe Divina o ajudou.

Ela, a Serpente Ígnea de Nossos Mágicos Poderes, rogou por ele, por seu filho, e este foi chamado em Juízo ante os Tribunais do Karma. Os terríveis Senhores do Karma o julgaram e o condenaram ao Abismo, às trevas exteriores onde só se ouvem o pranto e o ranger de dentes.

O Iniciado, cheio de infinito terror, escutou a espantosa sentença. O Verdugo Cósmico levantou a espada e a dirigiu, ameaçador, contra o espantado Irmão, porém, este sentiu que algo se movia em seu interior e, assombrado, viu sair de seus corpos lunares um Eu Fornicário, uma entidade que havia sido criada por ele mesmo em antigas reencarnações.

Major Daniel Coronado, um dos Cien Dorados (anterior encarnação de Samael Aun Weor)

A perversa entidade fornicária ingressou na involução dos Mundos Infernos e o Iniciado viu-se, então, livre dessas internas bestialidades que tanto o atormentavam.

Realmente, o Ego é uma soma de entidades distintas, diferentes. Não existe um Eu permanente e imutável. O único que existe dentro de nossos corpos lunares é o Eu pluralizado, uma legião de diabos.

Para saber mais sobre as Obras do VM Samael, clique aqui.)

Pancho Villa rodeado de seus melhores homens, os famosos Cien Dorados. Entre eles, estava o comandante Daniel Coronado, anterior encarnação do VM Samael Aun Weor

Sagitário – De 23 de novembro a 21 de dezembro

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Regências e Relações

Região do corpo: Quadris e coxas
Metal: Estanho
Pedras preciosas: Safira-Azul
Perfume: Aloé
Planta: Agave (pita)
Flor: Hortênsia
Planeta: Júpiter
Cor: Azul
Elemento: Fogo
Palavra-chave: Benevolência
Dia da semana: Sexta-feira
Arcanjo Regente: Zacariel
Gênios do Zodíaco: Vhcri e Saritaiel
Tattwa: Tejas

Querido discípulo:

Hoje chegamos em nosso presente curso à constelação de Sagitário.

Diz Eliphas Levi:

“Desditoso o Sansão da Cabala que se deixa adormecer por Dalila, do Hércules da ciência que troca seu cetro real pelo osso de Onfália, pois sentirá bem depressa as vinganças de Dejanira e não lhe restará mais que a fogueira do Monte Eta para escapar dos devoradores tormentos da túnica de Nesso.”

Os sete planetas do sistema solar são os sete sefirotes e o trino Sol Espiritual é a Coroa Sefirótica. Estes 10 sefirotes vivem e palpitam dentro de nossa consciência e temos de aprender a manipulá-los e transformá-los no maravilhoso laboratório de nosso universo interior. Estes 10 sefirotes são:

Kether – O poder equilibrador. O mago do primeiro arcano do Tarot, cujo hieróglifo primitico esta representado por um homem.

Chokmah – A sabedoria. A Papisa do Tarot. A sabedoria oculta, a sacerdotisa. A segunda carta do Tarot. A Lua. Hieróglifo primitivo: a boca do homem.

Binah – A inteligência. Planeta Vênus. A terceira carta do Tarot. A imperatriz. O primitivo símbolo era uma mão em atitude de colher.

Estes três sefirotes são a Coroa Sefirótica. Em seguida vêm os sete sefirotes inferiores, na seguinte ordem:

Chesed – Júpiter. Atman, o ser divino. O hieróglifo primitivo era um seio. A quarta carta do Tarot. A misericóridia. A lâmina do imperador.

Geburah – O rigor. A quinta carta do homem. O papa ou o hierofante do Tarot. Marte, o guerreiro de Áries.

Tipheret – Vênus de Touro. A beleza, o amor do Espírito Santo, o corpo búdico do homem. A sexta carta do Tarot. O enamorado.

Hod – Mercúrio de Gêmeos. O Carro do Tarot. A sétima carta e a eternidade do todo.

Netsach – A Justiça do arcano. A oitava carta do Tarot. Saturno. A vitória.

Yesod – O sol de Leão. A nona carta do Tarot. O ermitão. O Absoluto.

Malchut – O universo inteiro. Maria. Virgem, a natureza.

Esses 10 sefirotes vivem dentro de nosso Ser e são o nosso sistema solar. O Tarot está intimamente relacionado com a Astrologia Esotérica e com a Iniciação.

Arcano X (10) – É a primeira hora de Apolônio; estudo transcendental do ocultismo.

Arcano XI (11) – É a segunda hora de Apolônio; a Força; os abismos do fogo. As virtudes astrais formam um círculo através dos dragões e do fogo. (Estudo das forças ocultas).

Arcano XII (12) – É a terceira hora de Apolônio. O Enforcado. As serpentes, os cães, o fogo. Alquimia sexual. Trabalho com o Kundalini, magia sexual.

Arcano XIII (13) – A Morte. Quarta hora de Apolônio. O neófito vagará à noite entre as sepulturas, experimentando o horror das visões e se entregará à magia e à goécia. (Isto significa que o discípulo se verá atacado por milhões de magos negros no plano astral; estes magos tenebrosos intentam afastar o discípulo da senda luminosa).

Arcano XIV (14) – As duas urnas: magnetismo divino e magnetismo humano. As águas superiores do céu. Durante este tempo, o discípulo aprende a ser puro e casto porque compreende o valor de seu licor seminal. A quinta hora de Apolônio.

Arcano XV (15) – (O furacão elétrico) A sexta hora de Apolônio. Tifão Bafometo. Aqui é necessário manter-se quieto, imóvel, por causa do temor. (Isto significa a prova terrível do guardião do Umbral, ante o qual se necessita muito valor para vence-lo)

Arcano XVI (16) – A Torre fulminada. Sétima hora de Apolônio. O fogo recomforta os seres animados. Se algum sacerdote, homem suficientemente purificado, o rouba e o projeta, se o mistura ao óleo santo e depois o consagra, conseguirá curar todas as doenças somente aplicando-o na parte afetada. (O Iniciado vê aqui sua fortuna material ameaçada e seus negócios fracassam).

Arcano XVII (17) – A estrela dos magos. Oitava hora de Apolônio. As virtudes astrais dos elementos, das sementes de todo gênero. (Estudo dos mistérios menores. As nove arcadas pelas quais tem de subir o estudante).

Arcano XVIII (18) – Eis aqui o arcano do crepúsculo. Luz e sombras. Magia Negra e magia Branca. Esta é a nona hora do misterioso relógio de Apolônio.

Arcano XIX (19) – A luz resplandecente. Décima hora de Apolônio. “As portas do céu se abrem e o homem sai de sua letargia”. Este é o número dez da segunda grande iniciação de mistérios maiores. Que permite ao iniciado viajar em corpo etérico. Esta é a sabedoria de João Batista.

Arcano XX (20) – O despertar dos mortos. Décima primeira hora de Apolônio. Os querubins, Anjos e serafins voam com rumores de asas. Há regozijo no céu, desperta a terra; o Sol surge de Adão.

Este processo cabe às grandes iniciações de Mistérios Maiores, onde reina o terror da Lei.

Arcano XXI (21) – A coroa dos magos. Duodécima hora de Apolônio. As cortes ígneas aquietam-se. Esta é a entrada triunfal na felicidade sem limites do Nirvana, onde o Mestre se reveste com o brilhante traje de dharmasaya, ou então, renuncia à sorte do Nirvana por amor à humanidade, transformando-se em um Boddhisatwa de compaixão, um Salvador da pobre humanidade doente, uma cunha a mais na muralha guardiã, levantada com o sangue dos mártires. Samiak Sambuddho, Mestre de Perfeição, renunciou ao Nirvana por amor à humanidade.

Os Budas perfeitos, vestidos da glória de Dharmasaya, já não podem ajudar o homem nem a humanidade porque o Nirvana é esquecimento dos homens e do mundo para sempre. Os bodhisattwas kuan-Shiyin, Tashini, Buda e Crista irradiam sua luz sobre a humanidade doente.

Os bodhisatvas entram em um mondo supernirvânico de felicidade depois de grandes sacrifícios. A muralha guardiã está formada pelos bodhisatvas de compaixão. Nós, os gnósticos, seguimos as pegadas de nossos predecessores.

AUM VAJRAPAANI HUM

 

Nesta lição de Júpiter em Sagitário, falamos da senda nirvânica porque Júpiter Tonante é o sagrado símbolo de nosso íntimo; por isso se diz que Júpiter é o pai dos deuses. Tudo isso nos recorda do Júpiter capitolino dos romanos. Júpiter em sagitário influi sobre as grandes artérias femurais, onde o sangue se magnetiza totalmente sob a influência de Júpiter.

Prática

Sentai-vos de cócoras, tal como fazem as huacas peruanas. Ponde vossas mãos sobre as pernas com os dedos índices apontando para cima, para o céu, a fim de atrair os raios de Júpiter, assim como ensina Huiracocha, para que magnetizem as femurais.

O mantra desta prática é ISIS, o qual se vocaliza assim: Iiiiiiiiiiiiisssssssssiiiiiiiisssssssssss. (Assista ao vídeo ao final.)

O S deve ser pronunciado com um som sibilante, como o do ar. Com esta chave despertareis totalmente a clarividência. Ganhareis o poder de ler nos Arquivos Akáshicos da Natureza.

Há que se meditar agora intensamente no Íntimo, rogando-lhe que nos traga o Anjo ZaKariel para que nos ajude.

Nesta senda teremos de viver todas as 12 horas de que nos falou o grande sábio Apolônio. O mago negro Papus tentou desfigurar as 12 horas de Apolônio com ensinamentos de magia negra. Fazendo um resumo de todos os milhões de volume cabalísticos que circulam pelo mundo, chegamos à conclusão de que toda a Cabala se reduz a 22 arcanos maiores do Tarô e aos 4 ases que representam os 4 elementos da Natureza.

Sobre algo tão simples, os eruditos levantaram milhares de volumes e teorias que tornariam louco todo aquele que tivesse o mau gosto de intelectualizar-se com todo esse arsenal.

O pior do caso foi que, em matéria de Cabala, os magos negros se apoderaram do que encontraram para desfigurar o ensinamento e extraviar o mundo. As obras de Papus são legítima magia negra.

O Tarot é um livro tão antigo como os séculos. Está intimamente relacionado à sabedoria dos Deuses planetários. Este livro é o baralho do Tarot e consta de 78 lâminas divididas em 22 chamadas de arcanos maiores e 56 denominadas de arcanos menores.

Os 4 ases exprimem os elementos da natureza.

O ás de espadas simboliza o fogo.

O ás de copas simboliza a água.

O ás de ouro simboliza o ar.

O ás de paus simboliza a terra.

Todas as 56 lâminas dos arcanos menores se baseiam nestes 4 ases e nos 10 números de nosso sistema decimal. Nos 22 arcanos maiores, por exemplo, um 4 de paus não é senão o arcano 4, o Imperador, e o símbolo do às de paus é repetido quatro vezes. O mesmo acontece com as 56 lâminas dos arcanos menores. Interprete-se estas cartas intuitivamente , combinando o elemento natural com os arcanos maiores e estará resolvido o problema.

Por exemplo, um 6 de ouros interpretar-se-á combinando o arcano 6 com o elemento ar, ou alma, simbolizado pelo naipe de ouros. Isto significaria um amor, e assim por diante.

Há duas classes de cabalistas: cabalistas intelectuais e cabalistas intuitivos. Os cabalistas intelectuais são magos negros e os cabalistas intuitivos são magos brancos..

Os Deuses Siderais muitas vezes respondem mostrando-nos uma carta do Tarô, então compreendemos intuitivamente a resposta que foi dada. Os cabalistas intuitivos, apenas olhando para uma carta do Tarô, compreendem o que o destino lhes reserva.

Consultei em certa ocasião um gênio planetário acerca da conveniência de realizar uma viagem, para a qual não esta economicamente preparado. O gênio planetário me respondeu mostrando três cartas. Uma delas era o Rei de Ouros, formosamente bordado em ouro; entendi com o coração, realizei a viagem e me saí muito bem.

Quando a humanidade foi julgada diante de mim, vi o Tarô estendido em linhas de 7 cartas e ao brilhar certa carta na sexta linha, os Deuses julgaram a grande rameira (a humanidade) e a consideraram indigna. A sentença dos Deuses foi: ao abismo, ao abismo, ao abismo. (o número da humanidade é 666)

O mago branco roga aos Deuses, lança suas cartas sobre a mesa com os olhos fechados, suplicando ao seu Deus que colha uma carta. Observa-a e com a intuição tira o prognóstico. Cada carta do Tarô é por si só um prognóstico total.

As práticas de sagitário são para despertar a clarividência, para ver e compreender todas estas coisas. OS cabalistas da intuição entendem tudo com o coração. Os cabalistas intelectuais querem resolver tudo com a mente animal. O cabalista da intuição se deixa guiar pela voz do silêncio, o Íntimo. Estas cartas do Tarô são a linguagem dos mundos superiores da luz. Estas cartas do Tarô são a sabedoria oculta dos deuses siderais.

As 12 horas de Apolônio são o caminho da iniciação. Horroriza ver como os homens acumularam tantas teorias sobre este livro, tão simples e tão sublime quanto Deus.

As 78 lâminas do tarot são como 78 inefáveis hieróglifos brilhando dentro dessa pirâmide de 5 ângulos que se chama homem. 1+2+3+4 = 10; sobre estes números baseia-se todo o progresso do estudante. Cada ano tem sua carta cabalística que nos permite fazer prognósticos intuitivos.

Por exemplo: 1951 decompõem-se assim: 1+9+5+1 = 16; o arcano da Torre Fulminada. Significado: destruição divina. Antes de 21 de março de 1952 uma grande nação recebeu um terrível castigo cármico (isto já foi definido). Se somarmos entre si todos os números da data de nascimento, obteremos nosso próprio número cabalístico. Há aqueles que tiram os valores numéricos das letras do nome e de seu sobrenome. Iglesias Janeiro é especialista nisso, porém a nós não interessa este ramo porque não está estudado esotericamente a fundo, de maneira científica. A única coisa que realmente comprovei é que dentro do nome das pessoas, segundo o sentido das letras, encerra-se o karma. Por exemplo: as mulheres cujo nome é Dolores sofrem o indizível na vida. Certo político colombiano tinha o sobrenome “Turbay”, que poderíamos decompor assim: turba ais ou ai turba. Este político morreu e não viu seu triunfo: as turbas não o seguiram.

O cabalista autorizado só se mexe sob a voz do Íntimo. Quando o intelecto quer combinar as cartas do Tarot por sua conta, cai nos piores extravios.

O Tarô é a sabedoria esotérica das estrelas.

As cartas do Tarô são tiradas dos mundos mais inefáveis da luz edênica. O significado dos 22 arcanos maiores é o seguinte:

  1. O homem, o mago
  2. A mulher e o ocultismo
  3. A humanidade e a criação
  4. O poder e a criatura
  5. A autoridade e a vida mental
  6. Amor e atração amorosa
  7. O carro de guerra. Lutas
  8. A Justiça. Sofrimentos
  9. Amor divino. Prudência
  10. A fortuna
  11. A coragem
  12. O sacrifício
  13. A morte, as transformações
  14. Temperança e castidade
  15. A fatalidade
  16. Catástrofe e destruição
  17. Esperanças
  18. Inimigos ocultos
  19. A verdade
  20. Mudanças
  21. Desmoralização total
  22. O Triunfo

Tipo astrológico de Sagitário

As pessoas nascidas sob o signo de Sagitário são extremamente fornicárias e passionais.

 

Metafísica gnóstica revolucionária x Escolas kalkianas

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Vamos começar a nossa palestra nos propondo a investigar sistemas que permitem experimentar isso que está além do corpo físico, isso que pertence às outras dimensões da Natureza e do Cosmo. Mister se faz prestar muita atenção…

Há alguns anos aconteceu em Roma um caso insólito: uma monja caía constantemente em transes mediúnicos ou hipnóticos, então assumia certas atitudes, poderíamos dizer, até obscenas… Ela confessou ao cura, relatando-lhe a questão: ela tinha um retrato pintado à mão de um noivo com quem chegou a ter. Bastava olhar para o retrato para cair nesses transes tão estranhos. Ficava hipnotizada. Durante o transe ela imitava as atitudes de uma mulher que está numa cópula sexual…

O cura interessou-se por tal retrato e, ao examiná-lo, percebeu que tinha uma marca bastante interessante, cheia de pedras semipreciosas brilhantes como adorno, para as quais bastava olhar para entrar em transe hipnótico. Assim foi que a hipnose tomou força. Onde havia sujeitos impressionáveis, passivos, estes foram todos submetidos ao sono hipnótico mediante as pedras brilhantes.

Bastava olhar fixamente para elas e as passarem sobre a cabeça e o corpo do paciente para que entrassem em sono profundo. E criou-se a moda da cura através do hipnotismo.

A hipnose propagou-se por toda a Europa e de pronto nasceu o mediunismo e afins. Todas as classes de experiências psíquicas saíram dessa raiz… Foi então quando surgiram as mais diversas escolas, e muito mais tarde apareceram em cena, depois de um longo tempo, personagens como Jean-Martin Charcot, Cesare Lombroso, Camille Flammarion etc.

É claro que essas comprovações de tipo psicoexperimental não levaram ninguém à iluminação, ninguém se transformou com isso, e a única coisa que conseguiram foi demonstrar a realidade das Dimensões Superiores da Natureza e do Cosmo, mas ninguém se transformou com isso.

Toda essa série de acontecimentos mediúnicos, experiências psíquicas, tornou-se popular e, como consequência, surgiram as escolas do tipo pseudoesotérico, ocultista, mediúnico, espírita, enfim, apareceu de tudo um pouco…

Não vou me pronunciar contra nenhuma escola, porque esse não é o objetivo desta palestra, unicamente quero dizer a vocês que tais escolas abundam, mas não possuem a autêntica tradição esotérica. Não foram escolas que permitiram a transformação do ser humano, essas escolas possuíram abundantes bibliotecas e muitos eruditos, mas não conduziram à transformação e à Autorrealização Íntima do Ser.

Apareceu muita gente curiosa, teóricos cem por cento, denominemo-las de “Personalidades Kalkianas”, que são assim chamadas por serem gente da época do Kali-Yuga. Elas se destacam pela sua erudição, mas não possuem a Autorrealização Íntima do Ser nem o Esoterismo Autêntico. São pessoas que têm dogmas; um deles, por exemplo, é aquele da Evolução que surgiu nos fundos das escolinhas como as de Allan Kardec, Léon Denis etc.

Se lermos o Livro dos Espíritos, veremos ali o Dogma da Evolução; parece que o mesmo foi muito influenciado por Darwin, com a sua Teoria da Evolução e a Transformação das Espécies, influência que foi muito decisiva em todas essas Escolas Kalkianas.

Apareceu como um grupo muito curioso de eruditos sem Autorrealização, sem conhecimento nenhum da Sabedoria da Serpente, sem a capacidade para investigar fora do corpo físico, de forma positiva e consciente, sem experiência prática sobre Alquimia, sem experiência direta sobre Cabala, sem conhecimento real da anatomia oculta do homem etc. Essa doutrina curiosa fincou raízes por todas as parte, multiplicando-se em todo o mundo.

Quando não se conhece a Sabedoria da Serpente, quando não se é um verdadeiro Alquimista, quando não se é capaz de operar a Alquimia na prática, de se movimentar entre os Sefirotes, quando se torna escravo do Dogma da Evolução, se permanecem cheio de infinitos temores e se prejudicando. Estes marcham pelo caminho do erro…

O Dogma da Evolução, por exemplo, é falso. Não tem bases sólidas sobre as quais se pode sustentar. Diz-se que, em cada reencarnação, se vai evoluindo pouco a pouco até chegar o momento em que se liberta, depois de milhões de existências…

Quando alguém toma a sério tal teoria, não se preocupa realmente em trabalhar sobre si mesmo, e não lhe sobra outro caminho do que o de ingressar na Involução, submergindo nos Mundos Infernos. Perdeu o seu tempo…

Tais escolas, entre outras coisas, infundiram nas pessoas o medo pela “perigosa” Kundalini, que se desviada para o outro lado despertará as mais terríveis paixões, que deixam a pessoas completamente loucas… Então, por que essas pessoas falam sobre a Kundalini? Seria melhor que não a citassem, para logo depois dizer que é perigosa. Era melhor não dizerem nada. Primeiro, falam das belezas da Kundalini, que abre todos os chakras, desenvolve todos os poderes, conduz  à Iluminação etc., para depois afirmarem que é perigoso mexer com Ela, que é melhor não se meter com Ela…

Evolução? É claro que existe! Não negamos essa Lei, mas ao lado da Lei da Evolução existe outra por contraponto, que é a da Involução. Essas são leis meramente mecânicas que não têm nada a ver com a Autorrealização do Ser.

Existe a evolução de um grão que germina, do talo que cresce, das árvores que dão flores e frutos, mas há a Involução na planta que murcha, que decresce e, por fim, se converte em um monte de lenha…

Há evolução na criatura que se gesta dentro do ventre materno, na criança que nasce, que se desenvolve, no jovem que luta pela existência, no homem maduro e forte etc., mas há a involução também no ancião, no homem que a cada dia envelhece cada vez mais e mais, entra  no estado de decrepitude e morre…

São processos naturais que não negamos de modo algum. Mas essa regra não tem realmente fundamentos sólidos. Não há sistemas de investigações superiores, porque de modo algum me parece correto que queiramos basear nossas experiências exclusivamente em sujeitos passivos e mediúnicos. Parece-me que os homens sérios de modo algum deveriam se ocupar com essa classe de fenômenos ignorantes.

Citarei algo muito interessante para vocês. Até há pouco tempo num Lumisial [templo gnóstico] na Venezuela, certa mulher mediúnica caiu em estado de transe, uma dama que não havia dissolvido o Ego, portanto, não estava preparada para receber os desideratos cósmicos ou Mensagens Transcendentais do Ser. Mas o que ocorreu é que ela estava em estado mediúnico e se achou sábia.

Chamou o fulano de tal e disse-lhe que ele tinha recebido a Primeira Iniciação dos Mistérios Menores; e para outro fulano de tal, que tinha a Quarta; outro beltrano de tal, a Quinta Iniciação etc. Graças a Deus, esse Lumisial fechou, tamanho o estado de loucura insuportável…

De vez em quando acontecem esses casos nos Lumisiais, algum psíquico carregado de Eus, subjetivos cem por cento, cai em transe e se torna sábio…

Tudo isso nos indica, meus estimados irmãos, que o psiquismo barato, o mediunismo, os estados incoerentes e imprecisos de uma mente desordenada, não podem nos levar à Iluminação. É claro que não.

Quanto ao Yoga, não quero me pronunciar contra isso, mas assinalarei alguns perigos. No Hatha Yôga, por exemplo, os praticantes acreditam que unicamente na base de puras posições, ásanas yogues, é possível a Autorrealização Íntima do Ser. Claro que esse conceito é completamente equivocado.

Tampouco quero ir a outro extremo e dizer que os ásanas do Hatha Yôga sejam inúteis. Podem ser úteis para a saúde, para o corpo físico, mas de modo algum podem nos conduzir à liberação final.

Trata-se de buscar caminhos. Entretanto, a humanidade vive metida num labirinto sem saída. Uns querem, através do Yôga, liberar-se, e outros através do Espiritismo etc., outros pensam que recebendo as mensagens através dos médiuns se tornam sábios…

Vejamos por exemplo nos Himalaias, onde uma multidão de anacoretas se encerra em cavernas por toda a sua vida. Seus Gurus ensinam-lhes diversas técnicas de meditação, em que alguns se convertem em faquires e creem que já estão liberados, outros se alimentam de urtigas, ervas que encontram ao redor da sua caverna, querendo se converter em Deus…

Cada um é livre para pensar como quiser, mas eu devo esclarecer os Mistérios. Não negamos que alguns desses anacoretas têm conseguido se tornar verdadeiros atletas da meditação. No estado de êxtase, pode acontecer que a Essência do yogue escape do Ego, e na ausência deste Ela se submerja no Vazio Iluminador e consegue escutar as palavras do Eterno…

Submetidos tais santos em meditação profunda, experimental, passado o Êxtase, o Sámadhi, Isso que não é do tempo, Isso que é a Verdade, retornam novamente, como o Gênio de Aladim, ou seja, aprisionam-se no Ego para continuarem com a sua penitência…

Um dia qualquer, pode-se escapar num Maha-Sámadhi. Tal santo desencarna e como a Essência está acostumada, por disciplina, a escapar ao Ego, então poderá proceder assim: com a morte do físico a Essência viajará aos Planetas do Cristo, planetas que giram ao redor do nosso Sistema Solar, e gozarão de um Sámadhi delicioso.

Acontece que nos Planetas do Cristo existe outra Natureza muito diferente da do nosso mundo físico, que está submetido aos processos de nascimento, crescimento, desenvolvimento e morte. A Natureza dos Planetas do Cristo, que giram ao redor do Sol, é totalmente diferente. Lá, a Natureza é imutável, eterna, não está submetida a mudanças, nem à morte, portanto, aqueles que vivem nos Planetas do Cristo são felizes, gozam em seu interior os esplendores do Cristo Íntimo e vivem num êxtase permanente.

Esse yogues deleitam-se, por algum tempo, na felicidade dos Planetas do Cristo e podem flutuar nos ambientes circundantes. Mas, com assombro, tais yogues verão que não são habitantes daqueles mundos. Mas apesar de admitidos temporariamente não têm o direito de permanecer ali. Tremenda é a realidade que os leva a compreender que ainda estão incompletos, que não estavam tão liberados como supunham, antes de morrerem, e com dor regressam novamente ao Ego…

Assim é que muitos considerados Santos e Iluminados no Oriente, na Índia, no Tibete, que desencarnaram em Maha-Sámadhi, sendo venerados pelo povo como Deuses, vivem agora no Mundo Ocidental convertidos em pessoas vulgares, comuns e correntes.

De maneira que se não aniquilarmos o Ego, não conseguiremos a Liberação Final. Esta é a crua realidade dos fatos. Ainda que se pratiquem muitos exercícios de Yôga, ainda que se feche meditando nas cavernas afastadas do mundo, alimentando-se de ervas etc., se não destruímos o Ego não nos Libertamos!

Nas escolas do tipo pseudoesotérico ou ocultista muito se tem falado da constituição setenária do homem. Todas essas Escolas Kalkianas têm uma abundante biblioteca, onde existem obras em que são mencionados claramente os Sete Corpos do Homem. Ocorre que é afirmado, de forma enfática, que toda criatura humana tem os Sete Corpos e de acordo com isso todos são Mestres.

Mas, por que esses erros? São as errôneas interpretações sobre a cultura oriental… se houvessem interpretado melhor, não teriam se equivocado tanto, como fizeram.

Na verdade, o ser humano, o humanoide intelectual para falar mais claro, unicamente possui o corpo planetário. E o que se entende por corpo planetário? O corpo físico tem como assento o corpo vital, o que os hindus chamam de lingam sharira, ou seja, o corpo vital. Entretanto, tal corpo com o corpo físico são os mesmos. Apenas um corpo. Conforme as personalidades kalkianas, é conhecido como Duplo Etérico. Ora, este nada mais é que a parte superior do corpo físico, isto é, o corpo físico é tetradimensional, posto que tem quatro dimensões, e a Quarta Vertical é formada pelo corpo vital ou lingam sharira.

Mas deixando de lado a questão do corpo planetário com o seu assento vital orgânico, o que o humanoide possui? A única realidade é que dentro de si possui apenas um monte de diabos. É um pouco duro dizer isso, mas é a verdade.

Aqueles que destruíram o Ego e gozam da verdadeira Consciência despertam e poderão verificar por si mesmos o que estou afirmando nestes instantes.

Existe algo digno no humanoide, não o negamos, que é a Essência ou o Budata. Infelizmente, ela está presa nos diversos elementos inumanos que carregamos em nosso interior. Esses elementos são, na realidade, montes de diabos, os Demônios Vermelhos de Seth como se dizia no Egito, e falando na linguagem tibetana, diríamos que esses elementos são os Agregados Psíquicos, vivas personificações inumanas dos nossos defeitos psicológicos.

O que falam essas escolas kalkianas? Através de uma péssima interpretação dos ensinamentos orientais, difundiram no mundo ocidental e conduziram muita gente ao erro, dizendo que possuímos os corpos astral, mental e causal. Tal afirmação não é correta, já que temos de fabricá-los! E como se fabricam esses corpos?

Se não receberam noções de Alquimia, como poderiam fabricá-los? Antes de tudo, precisa-se ser um Alquimista. Tem de se estudar a Alquimia.

Os Alquimistas agitaram toda a Idade Média e puderam se salvar graças ao que diziam, ou seja, que estavam buscando a fórmula para fazer Ouro, que seus desejos eram ajudar os reis e os governos de cada nação. Dessa forma, escaparam da fogueira.

Eles se chamavam também de Sopradores, e em suas casas nunca faltava um laboratório, onde existiam enormes foles para soprar o fogo, além de crisóis, chaminés etc. Ou seja, tinham todos os utensílios próprios de um laboratório. Quando alguém visitava sua casa, sabia-se que se encontrava na presença de um Alquimista.

Alguns até fabricavam sabão para dissimular, mas, comumente, todos esses artefatos e utensílios não eram nada mais nada menos que símbolos viventes do Corpo de Doutrina.

Eminentes mestres árabes e monges medievais que conheceram os preceitos alquímicos aceitaram-nos muito bem e trouxeram a Santa Ciência do Egito. Dentre os Alquimistas, existem alguns personagens de vulto, como o Abade Tritemo, um monge beneditino; outro nada menos importante foi o dr. Paracelso etc. Quanto ao dr. Johannes Faust, este era médico, encantador e mago. Viajava no seu cavalo de Praga até Varsóvia, assombrando todo o mundo daquela época. Ele transmutou chumbo em ouro…

Dentre eles, o único que não conseguiu maiores triunfos foi um discípulo do Abade Tritemo, Cornélio Agrippa, que cometeu o erro de teorizar e passou a sua vida raciocinando, criando silogismos e polissilogismos, metido dentro do círculo vicioso do racional. Quando quis fazer a Grande Obra, já se encontrava muito velho, sem energia sexual, e a morte o surpreendeu lutando para dissolver o Ego, mas fracassou…

Mediante a Alquimia, aprende-se a fabricar o Mercúrio dos Sábios, com o qual se fabricam os Corpos Existenciais Superiores do Ser, transformando o Exiohehari, ou seja, o Esperma Sagrado, em Mercúrio dos Sábios.

Tal matéria venerável tem de passar por alguns processos de purificação antes de ser útil. O princípio dessa matéria, resultado das transmutações do esperma, é de cor negra e ao ser refinado no Sacramento da Igreja do Amor, modifica sua cor, passando a Branco. Continuando o processo de refinamento sexual, as águas embaçadas tornam-se Amarelas e, ao chegar a este ponto, o Enxofre é liberado da sua prisão do Centro magnético, situado nos Infernos Atômicos do homem.

O enxofre é o Fogo liberado que se mistura com o Mercúrio, criando assim o Mercúrio Enxofrado, que ascende pelo canal medular espinhal até o cérebro. O excedente do tal Mercúrio vem a se cristalizar dentro do nosso corpo físico criando de forma extraordinária e maravilhosa o veículo astral ou sideral.

Quem possui o corpo astral sabe que o tem, porque pode andar com ele, pode flutuar no espaço, transportar-se a outros mundos. Ele é uma espécie de duplo organismo…

Uma vez de posse do corpo astral, pode-se dar ao luxo de criar o corpo mental, que também vem a ser o resultado das condensações do Mercúrio, adquirindo assim, a sabedoria da Natureza. Nesse estágio, tem-se acesso a todos os Templos de Hermes Trismegisto, o três vezes grande Deus Íbis de Toth…

E, por conseguinte, pode-se fabricar o corpo da vontade consciente através das mesmas condensações mercuriais. Desta forma, possuindo os corpos físico, astral, mental e causal, pode-se, então, receber os princípios Átmicos, Búdicos ou Anímicos para se converter num Homem Real.

Agora, uma coisa é ser Homem Real e outra é ter a capacidade para ser um investigador competente da vida nos Mundos Superiores… Para isso, necessita-se eliminar o Ego.

Não é por meio do mediunismo que vamos obter dados exatos sobre a vida nos Mundos Superiores. Não é de pessoas em estado de hipnose que poderemos obter informações sobre o Além. Não! Quem quiser a verdade deve se converter num Iluminado, num Homem Consciente, num investigador dos Mundos Superiores. Tem de destruir o Ego, passar pela Aniquilação Budista…

Um sujeito em estado de hipnose falará do Além, dirá que fulano de tal é um Mahatma, citará coisas absurdas, porque não tem objetividade. Infelizmente, sua Essência está aprisionada no Ego. Para ser um investigador idôneo, é necessária a aniquilação do Ego…

Uma Essência livre é uma Consciência Iluminada que poderá experimentar o Real, informar sobre as vidas anteriores, sobre os Mundos Inefáveis, sobre o Karma, sobre as leis de Evolução e Involução, sobre os Mundos Infernos etc.

Quem são aqueles que dizem à humanidade que todos nós possuímos os Sete Corpos e que trazem esquemas sobre isso? São indivíduos que não destruíram o Ego. Então, com que autoridade o fazem e por que o fazem? São personalidades kalkianas que desgraçadamente abundam por todas as partes como uma espécie de veneno.

Como alguém pode converter-se em Mestre de uma escola se não conhece a Sabedoria da Serpente? Quem não a conhece vive nas trevas e não consegue a Liberação.

Dizem alguns que a Kundalini pode ser despertada em qualquer momento, através da meditação, com práticas de Pránáyámas ou com as imposições das mãos de um Guru. Isso é a coisa mais falsa que dizem… São exatamente os que não estudaram o Tantra, os que jamais investigaram os tesouros de Anáhuac, que dizem tais mentiras…

Necessitamos ser engolidos pela Serpente. Não basta só despertar a Kundalini, temos de ser tragados por Ela se quisermos gozar dos poderes da Serpente…

Não é com uma simples imposição de mãos ou com o Pránáyáma que vamos despertar a Cobra. Ela só é despertada através dos princípios tântricos, com os ensinamentos secretos de Anáhuac, com o Esoterismo Crístico de Pistis Sophia, com o grande segredo dos Mistérios de Elêusis, com os segredos dos Alquimistas Medievais… A chave é muito simples: conexão do Lingam-Yoni sem ejacular, jamais, a Ens Seminis durante toda a vida.

Com tal procedimento, é claro que não se chega jamais ao orgasmo fatal ensinado pela medicina, ao espasmo nervoso. De forma alguma devemos derramar o Vaso de Hermes Trismegisto, o Esperma Sagrado. Devemos, sim, transmutar tais secreções sexuais na Energia que é o Mercúrio dos Sábios.

Nos pátios de pedra dos antigos Templos da Grande Tenochtítlan, homens e mulheres permaneciam durante meses inteiros amando-se e trabalhando sobre a Forja dos Ciclopes, para o despertar da Serpente ígnea dos nossos mágicos poderes. Depois de despertada, o adepto terá de ser engolido pela Serpente para possuir todos os poderes da Cobra. Entretanto, isso só acontece quando o homem eliminou até a última partícula do Ego.

O Conde de Saint Germain disse uma vez: “Faz alguns milhares de anos que vivo, faz muito tempo que vivo em Ísis, estou estabelecido em Ísis…”

Paz Inverencial!

Samael Aun Weor

Animais involutivos

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As Leis de Evolução e Involução

Primeiramente, antes de comentarmos sobre os seres elementais em estado involutivo, estudemos a Lei Dupla da Evolução e Involução. O VM Samael Aun Weor explica tal Lei:

“A lei da evolução e também a da involução constituem o eixo mecânico desta maquinaria que se chama natureza. Há evolução no grão que germina, na planta que se desenvolve e por fim dá frutos.

Há involução na planta que entra em decrepitude e por último se converte em lenha seca. Há evolução na criança que se forma no útero materno, na criatura que nasce, cresce, se desenvolve e vive à luz do sol.

Mas existe involução no ser humano que envelhece e declina, que entra em decrepitude e ao final morre. Isto é completamente mecânico. A própria Lei do Carma, em certo sentido, também é mecânica. É mecânica no sentido causativo, vista à luz das 12 Nidanas. Precisamos nos libertar precisamente da Lei do Carma.

Precisamos nos livrar deste movimento mecânico da natureza. Precisamos nos libertar e isto não acontecerá através da evolução mecânica. Qualquer evolução mecânica se processa de acordo com as leis de causa e efeito, das leis das associações, das combinações múltiplas etc. O que é mecânico, é mecânico.

Precisamos nos libertar da lei da evolução e também da lei da involução. Precisamos dar o Grande Salto, para cair no Vazio iluminador”.

De acordo com a Lei da Transmigração das Almas, defendida por Krishna e também por Pitágoras, não somente os fenômenos naturais obedecem à Lei de Evolução e Involução, mas também a própria alma dos seres. Dependendo de sua conduta, esforços de aperfeiçoamento ou hábitos, as almas podem evoluir ou involuir espiritualmente. Vejamos alguns exemplos, estudados pelo gnosticismo.

O Porco

Todos sabemos que o gado suíno é importantíssimo para a economia mundial. Com 1 bilhão de porcos no mundo, alguns países têm como proteína principal a carne suína. Mas, afora essa questão econômica, como o esoterismo gnóstico vê a ingestão dessa carne? É daninha em algo?

Todos sabemos que as religiões islâmica e judaica abominam o consumo da carne de porco. Diz-se que peca todo aquele que comer a carne e a banha desse animal, mas não se explica o porquê, simplesmente afirma que é “pecado”.

Segundo o gnosticismo samaeliano, a energia desse animal está infectada de larvas energéticas (astrais e mentais), extremamente daninhas à saúde e à consciência humanas. O Mestre Rabolu afirma em uma conferência que a aura de um porco contamina energeticamente uma área de cerca de 100 metros de diâmetro. Rabolu afirma: “Não há 1 centímetro desse animal que não contenha larvas… Nem o fogo consegue destruir as larvas desse animal”.

O VM Samael fala sobre esse animal involutivo: “Passemos a observar a família dos porcos. Nos tempos de Moisés, os israelitas que chegassem a comer a carne desse animal eram decapitados. É claro que esse tipo de elemental se encontra em franco processo involutivo. Estados análogos de Involução podemos descobri-los em plantas e minerais”.

Obs.: Não confundamos o porco, que é involutivo, com o javali, o cateto, o queixada etc., que, apesar de pertencerem à mesma família do porco, são animais evolutivos, portanto, sem nenhuma contraindicação alimentar (cuidado com o “javaporco”, cruzamento que gera outro ser involutivo).

Os Macacos

“Muitos pensam que os macacos, símios, orangotangos, gorilas etc., são de tipo evolutivo. Alguns até supõem que o homem vem do macaco, mas tal conceito cai estrepitosamente quando observamos os costumes dessas espécies.

Ponha-se um símio dentro de um laboratório e observe o que acontece. Inquestionavelmente, as diversas famílias de símios são involuções que descendem do humanoide intelectual. O humanoide não vem do mono, e a verdade disso está ao contrário: os símios são humanoides involucionantes, degenerados”.

As Formigas

As formigas, assim como muitos outros insetos, são de tipo involutivo, apesar de sua extrema organização social. Sobre esses pequenos seres que dominam o mundo todo, o VM Samael comenta: “Cremo-nos já ser ‘homens’, no sentido mais completo da palavra, quando ainda não o somos.

Ser homem é algo muito grande. O Homem é o rei da criação e nós ainda nem sequer somos reis de nós mesmos. No passado houve uma Raça humana que, definitivamente, estabeleceu uma ditadura política (uma Raça das épocas secundária e primária).

Tal Raça proibiu tudo o que se relacionasse com as questões religiosas; a religião estorvava os fins políticos dos ditadores. A livre-iniciativa foi desintegrada, eliminada; como sequência ou corolário, a inteligência começou a degenerar. Essa Raça entregou-se a toda classe de experimentos glandulares, transplantes etc.

Com o tempo, começou a se deformar, a morfologia foi alterada fundamentalmente; os processos degenerativos intensificaram-se cada vez mais: através dos séculos a citada Raça empequeneceu-se.

Passaram-se milhares e até milhões de anos, e sua involução foi-se fazendo cada vez mais atroz, terminou dentro de um círculo mecânico horrível, nefasto… Ainda existe essa Raça degenerada, ainda vive sobre a face da Terra. Quero referir-me, em forma enfática, às formigas: raça humana degenerada. Não estou afirmando nada em forma dogmática, como supõem alguns…

Quem desenvolver as faculdades superlativas e transcendentais do Ser, quem puder dominar completamente os legomonismos do grande avatar Ashiata Shiemash, quem despertar sua Consciência superlativa e transcendental, quem eliminar o Ego, poderá, estudando os Arquivos Akáshicos da Natureza, verificará por si mesmo e de forma direta (não indireta) o que aqui estou afirmando enfaticamente”.

Os Asnos

O asno, ou burrico, é também um animal em estado involutivo. Segundo o VM Samael: “O Asno descende do homem, e é seguro que ninguém crê nisto, porém é certo e de toda verdade que o asno, ou burrico, descende do homem. Na Lemúria, existiu uma tribo de gigantescas criaturas semelhantes ao chimpanzé. Essas criaturas por sua vez seguiram mesclando-se com distintas bestas e o resultado final: o asno ou burrico. São muitas as espécies que de uma forma ou de outra descendem do homem”.

As Abelhas e Vespas

Algumas tradições teosóficas afirmam que as abelhas vieram originariamente do planeta Vênus, para que estas nos dessem um maravilhoso alimento, o mel, e para que polinizassem as plantas. Apesar de sua perfeita ordem social, as abelhas também são seres classificados esotericamente como involutivos, porém num grau muito menor…

Afirma o VM Samael: “As formigas e as abelhas, que muitos pseudo-ocultistas supõem ser espécies em franca evolução, realmente são criaturas em processo de total Involução. Nos tempos Arcaicos, antes que surgisse sobre a Terra o animal intelectual equivocadamente chamado Homem, houve, segundo nos conta a Tradição, Raças de Semideuses e Titãs.

Não há Raça que não se recorde em suas tradições desses Semideuses e Titãs. Lamentáveis foram os primeiros ensaios de tipo marxista-comunista. Ditas Raças propuseram-se a criar a Sociedade Comunista e o conseguiram. Começaram por proibir toda Religião e estabeleceram sangrentas ditaduras. No princípio, necessitaram-se de grandes esforços intelectuais e vontade de aço para criar a sociedade ao estilo comunista. Depois, tudo ficou mecânico”.

Já as vespas foram criadas muito mais tarde, precisamente no final da 4ª Raça-Raiz, a Atlante. De forma semelhante aos dias atuais, em que se tentam criar abelhas mais produtivas, poderosos cientistas atlantes resolveram maximizar a produção de mel e desenvolveram experimentos genéticos muito complexos. Tais experiências resultaram em um completo fracasso científico, resultando num ser em nada útil à economia atlante: um tipo de vespa que existe até hoje…

Os Ratos

“Os antigos egípcios, por exemplo, aborreciam-se dos ratos; e é óbvio que estes (animais) se encontram em estado de franca Involução.” (SAW)

Baratas, Pernilongos, Piolhos etc.

Animais que se alimentam de sangue, como algumas classes de morcegos (não todas), os pernilongos, pulgas, percevejos, piolhos, vermes intestinais, solitárias, tênias etc., são notadamente involutivos.

Já as baratas possuem uma característica especial: elas são unicamente a materialização de Larvas Astrais, ou seja, não são elementais nem em evolução nem em involução, são tão somente a “encarnação” de larvas.

Recomenda-se não somente matá-las, mas se possível queimá-las, pois as larvas mesmo fora do corpo das baratas continuarão no ambiente astral. (Para saber mais sobre larvas energéticas, clique aqui.)

O abutre-real pertence ao Raio de Saturno, e assim como seus parceiros, é útil por ser um “lixeiro” da Natureza

O Raio de Saturno

No entanto, existem Animais Evolutivos, muito úteis à Natureza e ao Homem, mas que somente aparentam ser Involutivos unicamente por preconceito nosso. Pertencem ao Raio de Saturno: corvos, urubus, hienas, abutres, morcegos etc.

A sacerdotisa e as Iniciações

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A mulher é a mais bela expressão da Divindade, seja no Cosmo e na Natureza, seja na Sociedade. Como reflexo potencial do Aspecto Materno e Feminino de Deus e do Universo, a mulher deve também expressar as 7 funções sagradas do Eterno Feminino, que são: Gerar, Gestar, Parir, Nutrir, Educar, Manter e Absorver.

A mulher é a expressão da Natureza velada através de suas FUNÇÕES SAGRADAS.

A Sacerdotisa deve ser, para o sacerdote, simultaneamente: Esposa, Irmã, Mãe, Filha e Deusa.

Para o VM Samael Aun Weor, “sem a mulher não haveria Deuses”. Mas o que é ser uma Sacerdotisa, uma Iniciada?

Para a Gnose eterna, a Sacerdotisa é aquele Ser, encarnado em corpo de mulher, que potencializa em seu interior, por meio do autoconhecimento, arquétipos sagrados que nos tornam unos com a Realidade, o Todo e a Verdade.

Dentro do ser humano, independentemente de sexo, raça, religião e condições sociais diversas, há duas forças que se combatem mutuamente desde o início dos tempos. São a ovelha e o lobo interiores.

A ovelha é aquela nossa Essência, ou Alma, a Chispa Sagrada que veio das estrelas, do centro mesmo da galáxia, do coração cósmico que nos deu vida. E o Lobo são as forças que nos mantêm aprisionados a Maya, às ilusões fascinantes, o canto das sereias que nos ata e mata.

Essas duas forças interiores são as duas sendas da vida, a Senda Horizontal, da vida profana e sem metas, o existir por existir; e a Senda Vertical, a que nos leva diretamente ao mais profundo de nossa Alma e coração.

A mulher, quando decide trabalhar sobre si mesma, eliminando seus bloqueios, traumas, fobias, condicionamentos, complexos e ilusões sensoriais, passa a trilhar por uma Senda que a levará a encarnar princípios espirituais sagrados que foram apresentados em todos os mitos, religiões e tradições iniciáticas.

Esses princípios, ou mitos sagrados, femininos são as sacerdotisas, as profetisas, as heroínas, as deusas e as supermulheres (no sentido mais espiritual do termo).

Na tradição iniciática judaico-cristã, os arquétipos tanto positivos quanto negativos que a mulher pode encarnar estão representados nas seguintes personagens:

Arquétipos Positivos: Eva, Sara, Miriam (irmã de Moisés e Aarão), Maria mãe de Jesus, Maria Madalena etc.

Arquétipos Negativos: Lilith, Dalila, Salomé e Kundry (como veremos melhor em outro texto deste link A Mulher Gnóstica).

A Sacerdotisa e as Iniciações

A Iniciação é a sua própria vida. Se você quer a Iniciação, escreva-a sobre uma vara. Quem tiver entendimento que entenda, porque aqui há sabedoria. A Iniciação não se compra e nem se vende.

Fujamos das escolas que dão iniciações por correspondência. Fujamos de todos aqueles que vendem iniciações. A Iniciação é algo muito íntimo da Alma. O Eu não recebe iniciações. Aqueles que dizem, “Eu tenho tantas e tantas iniciações”, “Eu possuo tantos e tantos Graus”, são mentirosos e farsantes, porque o “Eu” não recebe Iniciações nem Graus.

Existem nove Iniciações de Mistérios Menores e cinco importantes Iniciações de Mistérios Maiores. É a Alma que recebe as Iniciações. Trata-se de algo muito íntimo, que não se anda dizendo e nem se deve contar a ninguém.

Todas as iniciações e graus que são conferidos por muitas escolas do mundo físico não têm realmente nenhum valor nos Mundos Superiores. Os Mestres da Loja Branca só reconhecem como verdadeiras as legítimas Iniciações da Alma. Isso é uma coisa completamente interna.

O discípulo pode subir as nove arcadas, pode atravessar todas as nove Iniciações de Mistérios

Menores, sem haver trabalhado com o Arcano AZF (a Magia Sexual). Todavia, é impossível entrar nos Mistérios Maiores, sem a Magia Sexual (o AZF).

No Egito, todo aquele que chegava à Nona Esfera recebia inevitavelmente de lábios a ouvidos o segredo terrível do Grande Arcano (o Arcano mais poderoso, o Arcano AZF).

(fragmentos do livro: O Matrimônio Perfeito, de Samael Aun Weor.)

As Responsabilidades da Sacerdotisa Gnóstica

As Sacerdotisas, como os Sacerdotes, têm uma grande responsabilidade espiritual. Seu estado moral, de pureza e exemplo de vida refletem sobre todo o ambiente social ao seu redor, em geral, e sobre toda a comunidade gnóstica e os que dela participam, em particular, especialmente nos exemplos e na conduta.

A mulher gnóstica deve ser modelo de obediência espiritual e dedicação ao seu trabalho porque é um símbolo vivo da Mãe Divina. Como exemplo vivo da Mãe junto à comunidade, cabe também à Sacerdotisa participar ativamente da psicologia da comunidade, da consciência grupal e das naturais dificuldades iniciáticas individuais de cada irmão (questionamentos, crises emocionais, provas etc.).

As Sacerdotisas, com sua intuição, sentido de observação e na busca da função acalentadora e compreensiva de Mãe, Instrutora, Líder e Iniciada, deverão zelar veladamente pelo bem estar de todos ao seu redor.

As mulheres gnósticas são as “sacerdotisas do templo”. Portanto, além de se darem o respeito, devem igualmente fazerem-se respeitadas pela comunidade por seus conhecimentos, sabedoria, desprendimento, anelo de servir à Causa e, principalmente, seus exemplos de vida.

Para maior compreensão, a mulher gnóstica deve estudar e meditar nas seguintes obras: O Matrimônio Perfeito; Psicologia Revolucionária; O Mistério do Áureo Florescer; Tarot e Cabala (estudo dos Arcanos 2, 3, 6, 11, 14 e 19); Curso Esotérico de Cabala; Textos selecionados do VM Samael sobre a Mãe Divina e seus 5 aspectos; Textos selecionados do VM Samael sobre a mulher e as Deusas dos diversos mitos (deusas greco-latinas, astecas, nórdicas etc.).

Deusa Durga e o princípio feminino cósmico

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A Deusa Durga é o Princípio Feminino Primordial. O aparecimento da Deusa Durga é o aparecimento de Prakriti – a Natureza, Sua Forma é a Shakti (Energia Feminina Cósmica), a Mãe do Universo, a Potência Geradora.

Todos os organismos existentes no Universo surgiram da Mãe Divina, e daí Ela ser chamada Jagadamba (a Mãe do Universo ou Criação). Ela é o aspecto feminino do Senhor Shiva, é a potência feminina que organiza o caos define possibilidades, e manifesta a vida no universo.

É a força que gera e concretiza a Vontade de Deus Pai como Criador, Mantenedor e Transformador, e manifesta todas as formas pelas quais a vida se expressa, pulsa e vibra.

A Deusa Mãe Durga também é conhecida por outros nomes como: Parvathi, Kali, Uma, Gauri, Maheshivari etc.

Mas, apesar de ter tantos nomes, Ela é única na Sua essência, atuação, manifestação e poder.

Ela é uma Deusa multidimensional, cujo poder abrange muitos mundos, tem muitos nomes, muitas personalidades, aspectos arquetípicos e ações multifacetadas. Como Mahishasura, Ela é destruidora do mal; como Sati, Ela é fidelidade e renúncia.

Por amor e solidariedade a Shiva (a energia transformadora), tudo enfrenta. Sati, por amor solidário a seu esposo divino, chega a se deixar consumir pelas chamas na pira ardente, porque não suporta ver Shiva, seu amado, ser destratado durante um ritual, onde todos os deuses foram convocados, exceto ele.

Com isso, Sati provoca a ira do seu pai, Daksha, e a revolta destruidora de Shiva, conforme é narrado no Bagawatam (escritura sagrada hindu). Essa narrativa nos ensina que a entrega ao divino deve ser ilimitada.

Como Kali, Ela se apresenta negra como a escuridão da noite, é o humos da terra fértil, e é onipotente, justiceira, guerreira terrível e força avassaladora contra o mal e as iniquidades dentro e fora de nós.

Kali é a potência do Feminino que elimina demônios internos e externos e tem como única vestimenta uma guirlanda feita de caveiras, exemplificando a transitoriedade da vida. Kali expõe a Verdade e destrói falsos pudores e padrões impostos por falsos valores.

Como Parvati, Ela é doce e serena, compreensiva, é a potência acolhedora e compassiva, a fiel e amorosa e inseparável consorte do Senhor Shiva. Ela permanece sempre ao lado esquerdo d’Ele nos picos brancos e congelados do Monte Kailash no Himalaya como complemento incondicional do Seu poder.

Ela também é Amba (Mãe Protetora), Jagaddhatri (Sustentadora do Universo), Tara (Estrela Refulgente que guia os caminhos dos seres humanos em direção à Luz), Ambika (Mãe Carinhosa que perdoa e indica soluções), Annapurna (Doadora de Alimento, Nutriz do corpo e da alma). Todas são representadas como mulheres belas, ricamente vestidas e adornadas com joias em profusão, representando fartura, prosperidade e generosidade.

A Deusa Mãe Durga representa o poder de ação do Ser Supremo (o Poder Cósmico) que revela a espiritualidade, inspira a ética e preserva a ordem moral e a retidão de propósitos na criação. Seu poder faz com que todos os reinos da natureza cumpram seu dharma, a função para a qual foram criados e liberta de karmas (ações) negativos, frutos da ignorância daqueles que se propõem honestamente a superar seus defeitos e preconceitos. Durga também é considerada a expressão máxima da Mãe Divina.

Protege a humanidade do mal, da miséria e das doenças, destruindo energias negativas (forças maléficas) como egoísmo, egotismo, ciúmes, intolerância, inveja, ira, ódio, dissimulação, disputa e outras manifestações do ego personalidade.

A adoração à Deusa Durga é muito popular entre os hindus, a Divina Mãe é um dos principais pilares de sustentação da fé hinduísta. Existem muitos templos dedicados à adoração da Deusa Durga e de todos os demais aspectos da Divina Mãe, inclusive Bhárata, a Mãe Índia, tem seu templo em Benares e é venerada como terra sagrada (o equivalente à Pacha Mama dos incas, quéchuas e aimarás sul-americanos).

Lakshmi é também um dos mais adorados aspectos da Mãe Divina, é a expressão da beleza, da harmonia, do esplendor do feminino. É a protetora e fiel consorte de Vishnu, a energia mantenedora da vida. Lakshimi é a provedora da harmonia no lar e na vida, da beleza física e espiritual, saúde e prosperidade, promove abundância de realizações materiais e espirituais, é a responsável pela manutenção do sonho de Vishnu, a Maya que resulta na manifestação da vida.

Enquanto Vishnu dorme e sonha, Ela acaricie seus pés para que Ele não desperte do seu sonho e não aconteça a destruição da criação. É representada como uma linda mulher coberta de joias sentada ou de pé sob um lótus aberto; vestida de vermelho e dourado e vertendo moedas de ouro pelas mãos.

Ganesha, o discernimento, a inteligência cósmica e a Força que elimina os obstáculos internos e externos, está sempre com Ela. Saraswati ou Vach é o Verbo, o Som criador. É a consorte de Brahma e o aspecto da Shakti (O Princípio Feminino Cósmico) que elimina a ignorância e concede brilho a inteligência, intuição, é a patrona das artes e da criatividade transformadora inspirada pelo Bem, é a senhora do conhecimento intelectual e espiritual.

Saraswati é o aspecto da Shakti que promove revelações. É representada como uma linda mulher, vestida de branco e dourado, ricamente adornada com joias, sentada num cisne branco e tocando a “vina”, um instrumento de cordas que emite o som do OM, o Som Primordial, o Pranava, aquele que é eternamente louvado e renovado. Cada um desses aspectos da Deusa é adorado durante o festival por três dias totalizando nove noites, NAVARATHRI.

Nas Suas estátuas e imagens impressas em gravuras, a Deusa Durga é representada simbolicamente como uma linda mulher, adornada com joias magníficas e vestida com roupas de seda vermelhas e bordadas de dourado resplandecendo e emanando poder. Ela possui 18 braços carregando vários objetos nas mãos. Para cada objeto que Ela carrega nas mãos existe um significado simbólico específico, que enfatiza seus poderes. Nas suas representações ela carrega as égides de Shiva evidenciando ser sua extensão feminina.

A cor vermelha simboliza ação e as roupas vermelhas significam que Ela está sempre em movimento destruindo as forças do mal e protegendo a natureza e a humanidade de dores e sofrimentos causados pela influência da ignorância que resulta em atuações malignas.

Mãe Durga é iluminada e resplandecente como a Lua, monta o leão ou o tigre, seu veículo animal (significando domínio sobre o Ego inferior e as emoções instintivas, poderosas e selvagens). Carrega em suas mãos várias armas, suas égides (significando Sua prontidão de guerreira para destruir o mal a qualquer momento), e possui o brilho intenso do fogo divino destruidor e transformador. Durga tem o poder de revelar onde a divindade interna se oculta e propiciar o encontro da alma com sua origem cósmico-estelar.

Jay Durga Jay Jay
Vitória à Divina Mãe!

Marilu Martinelli

O que toda mulher gnóstica deve saber

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Queridas irmãs gnósticas.

Nos ensinamentos mais belos que a Gnose nos ensina está a concernente ao que a mulher representa para a Grande Obra.

Segundo o Mestre Samael, a mulher representa o Eterno Feminino, o poder criador de Deus que se manifestou gestando planetas, galáxias, seres e todo o criado.

Na obra A Revolução de Bel, o Mestre Samael ensina que o corpo da mulher é necessário para despertar “os sentimentos do amor e da ternura”.

Para estar a par com essa ideia, devemos recordar a função criadora da mulher em dois planos: em uma primeira dimensão, para criar e educar seus filhos. E em um segundo plano, para gestar no homem, como ajuda idônea, o sagrado e bendito Andrógino Perfeito.

Diz o Mestre que o homem e a mulher ao se unirem formam um Querubim, um adrógino perfeito, no qual a mulher se desenvolve com o Sentimento e o homem com o Pensamento. Ambas as funções juntas, sob a transmutação sexual da energia criadora, dão como origem “um novo ser etérico, um novo ser superior”.

Daí que, sim, que a transmutação é adequada, fêmea e macho formam um poder incrível, de mágicos poderes, capaz de vencer toda tentação, toda vaidade, todo orgulho. Daí que esta prática nada tem a ver com a asquerosa  luxúria e fornicação.

Os que erroneamente creem que podem praticar o Arcano com uma pessoa estranha, que não seja seu marido ou cônjuge oficial, e que abusam mexendo com algo tão sagrado, cometem um grave erro, de grandes repercussões astrais, asquerosas Inteligências Atômicas negativas rodeiam a pessoa que se ajunta com um homem ou mulher alheios…

Numa situação assim, como citamos, é impssível chamar isso de Amor. Não se pode construir um muro, quando os cimentos não estão bem construídos.

A mulher deve combater três vícios gravíssimos que as acompanham desde a expulsão de Adão e Eva:

1. A Vaidade.
2. A Mentira.
3. O Orgulho.

A vaidade, porque a mulher se considera bonita, irresistível, poderosa, e única, com licença para as conquistas. A  mentira, porque é o oposto do amor verdadeiro, o que não necessita de  armadilhas para se manifestar, para se demonstrar, é óbvio por si mesmo. E o orgulho, que muitas vezes nos faz crer superiores sobre o homem não só nos fatos senão nos pensamentos.

É por isso que se a mulher tem o corpo que tem para “desenvolver o amor e a ternura”, não pode neste caso jogar com esses três erros. É por isso que, como mulheres, devemos combater esses falsos sentimentos, praticando a morte dos defeitos, meditando profundamente, servindo com fidelidade e com sinceridade na Grande Obra.

A mulher necessita purificar seu pecado original, pondo seu pé direito na cabeça da serpente, sendo fiel à Serpente Sagrada, Devi Kundalini, para fazer de seu parceiro um verdadeiro Homem.

A Transformação Psicológica da Mulher

A transformação psicológica é, por agora, o elemento mais importante na mulher gnóstica. O fato de não ter sido formada do mesmo material que o homem na Criação, desafortunadamente deixou repercussões em todas as mulheres posteriores a “Eva”. Em primeiro lugar, quando Deus criou a mulher, disse: “Não é bom que o homem esteja sozinho…”

É por isso que as mulheres somos desconfiadas por natureza, perspicazes, com um pouco de variações de ânimo e caráter, e, desgraçadamente, também com uma predisposição a fragilidades.

É um fato que os homens têm certas vantagens sobre nós em alguns quesitos, por seu pensamento linear, assim como nós temos outras características que faltam a eles. Por isso se diz que no homem são óbvios, muito aparentes, os pensamentos e os sentimentos, mas na mulher… deve-se conhecê-la profundamente para saber quem realmente ela é.

Essa aparente e ilusória desvantagem e situação põe a nós, mulheres, em prova permanente.

Definir o que vamos fazer… a maior parte do tempo, as mulheres o investimos; querendo fazer algo porém sem pensar no resultado que realmente desejamos, essa é a manifestação da dúvida permanente que nos caracteriza. Por isso, devemos trabalhar com a força maravilhosa do amor para transformar essa dúvida em reflexão permanente, beleza interior, meditação, fidelidade, devoção, busca constante da sabedoria.

Uma mulher é mais bela quanto mais capacidade ela desenvolve para entender e compreender os demais, e para mostrar nela mesma a reflexão do amor e todos os seus atributos. Nada a ver com a vaidade, nada a ver com a falta de fidelidade, nada a ver com o engano. A beleza real não se mede em uma cara bonita somente, em um bom corpo, em um galanteio perene.

A beleza verdadeira está, nas palavras de Samael, nos frutos maravilhosos da Castidade completa. O perfume da castidade faz da mulher uma Virgem, um Ser Inefável, um Anjo em seu sentido mais completo.

No livro Curso Esotérico de Cabala, o mestre Samael diz textualmente: “Sem a mulher nenhum Iniciado consegue receber a Espada. Existe a Eva-Vênus, a mulher instintiva; a Vênus Eva, a mulher nobre do lar; existe a Vênus Urânia, a mulher iniciada nos grandes Mistérios; e por fim, afirmamos a existência de Urânia-Vênus, a mulher-adepta, a mulher realizada a fundo”.

A qual tipo de mulher pertencemos? Em que rumo está o Trabalho que estamos fazendo? A mulher instintiva, a Eva Vênus, é a mulher que não trabalhou, que ainda se encontra sem haver trabalhado na Grande Obra, que não tem mais manifestações que as da ordem corrente do dia.

Que ainda etá respondendo às baixas paixões, às manifestações grotescas do Mim Mesmo, como uma folha no vento arrastada pelo diário viver. Portanto, não haverá maiores vitórias enquanto sua desordenada energia sofra os impulsos poderosos da transformação das impressões e dos choques conscientes.

A mulher nobre do lar é aquela que se dedica de cheio a seus filhos, seu lar, seu esposo. Que sacrifica seu tempo e dedicação por amor aos seus, este é o Princípio do desenvolvimento do amor e da ternura. Mas também lhe falta a interiorização de fundo, o trabalho básico da busca do despertar.

A Vênus Urânia é a mulher iniciada, aquela que já participa na prática dos grandes Mistérios. Aquela que fez de sua vida um apostolado maravilhoso de entrega à Grande Obra.

E por último a Urânia Vênus, a mulher adepta, realizada a fundo. Aquela que já é uma Mestre no sentido estrito da palavra. Uma Virgem, um Buda. O Mistério da Helena de Troia é também um reflexo da vida iniciática de toda mulher: Helena é raptada por Páris, filho de Vênus (o Amor), e o esposo desta, Menelau, inicia a famosa Guerra de Troia (observe que na palavra Troia encontra-se oculto o mantra IAO).

Finalmente, Helena é recuperada quando Páris morre. Páris é o reflexo da Paixão, do amor carnal (Eros, Vênus).

Helena é a Alma Gêmea, a beleza espiritual. Enquanto Troia representa o Fogo. A frase “Arde Troia” não é senão um símbolo popular disso. Como os guerreiros resgatam Helena? Recordemos o famoso Cavalo de Troia; o cavalo é um símbolo da potência sexual, da energia criadora.

A mensagem está hoje mais clara. Intuições formidáveis… maravilhosos mistérios.

Irmãs gnósticas, nós mulheres, se quisermos trilhar a SENDA DO LAR DOMÉSTICO, devemos lavar, cozinhar, servir, ser mães, professoras, enfermeiras, amigas, amantes, apoio e companheiras de nossos esposos… Porém também é legítimo buscar a Iniciação acima de tudo.

Uma grande mulher, Santa Teresa de Jesus, disse o mesmo com outras palavras: “Entre as panelas também se pode encontrar Deus”. Esta mística de Ávila fez várias obras maravilhosas, um portento de mulher… Deixou então estas inquietudes, que são somente um início.

Com infinito amor, irmãs, que a Paz de Cristo esteja com vocês.

Dra. Elena Polanco de Bonilla (instrutora gnóstica de El Salvador)

A revolução sexual da mulher

22

Pequeno, indefeso
Forte, poderoso
Vaso sagrado
Transbordando como formosa fonte
Brilhante como diamante
Forte como aço.
Claro, escuro, místico. Luzes avermelhadas. Sacerdotisa e pureza.

Emoções que fluem e refluem com a maré.
Tu arte feminina. Tu o todo da arte.
Tu Criadora da arte. Tu nutriz da arte. Tu manifestadora da arte.
Tu és a arte do céu.
Tu dom da arte, da lua, das constelações.

Tu arte da terra, montanha, mar. Tu és o lago plácido. Tu o furacão da arte.
Tu és o Feminino Sagrado. Tu és o Sagrado Feminino.

Mãe, filha, irmã, tia, avó, viúva, a rainha, sacerdotisa, princesa, velha.
Criadora, destruidora, mendiga, diplomata, negociadora, zeladora, comandante, atriz, autora, virgem, mártir, santa.

Tu és o Feminino Sagrado. Tu és o Sagrado Feminino.

Em ti foi investido o poder da Criação. Em ti foi investido o poder de nutrir.
Em ti foi investida a valorização do Universo.

Eu te amo, minha filha, minha amiga, minha sacerdotisa, minha Esperança.

Levas dentro de ti os átomos do meu amor como se fosses levar a semente da luz.
Cuida do meu amor dentro de ti como nutrisses a própria vida.
Dá a luz e entrega-a a Deus, como se fosses dar à luz a sua própria prole.

Por isso és tão cara a mim.
Pois então tu está em mim e eu em ti. Um Ser, uma sacralidade.
Tu és o Feminino Sagrado. Tu és o Sagrado Feminino.

1
A Revolução Sexual da Mulher

Irmãs, iniciaremos nossa palestra desta tarde. Peço a todas prestarem o máximo de atenção.

Quero dizer a vocês, de forma enfática, que os ciclos de atividade masculina e feminina estão governados pelo planeta Urano. Isto quer dizer que Urano, com seus dois polos, determina as épocas de atividade triunfal masculina e as épocas de atividade triunfal feminina.

Quando o polo positivo de Urano aponta para o Sol, triunfa no mundo Terra o sexo masculino. Essas são as épocas de pirataria, dos grandes conquistadores como Napoleão Bonaparte etc., e também dos gestos de independência.

Quando o polo negativo de Urano aponta para o Sol, a energia que flui de Urano, dá, então, triunfo à mulher, e então sobressai, triunfa, sobe ao topo da escada, manda, o sexo feminino.

Recordemos a época das amazonas. Então, estas tiveram uma época de resplendor: ergueram, por toda parte, templos à Deusa Lua; países soberanos governados pelo sexo feminino… O Império das Amazonas se estendeu por grande parte da Europa e do Oriente Médio e até a Ásia. Quem exercia o sacerdócio, quem formava o Governo, quem fazia parte das forças armadas eram as mulheres.

Elas construíram uma poderosa civilização… e ninguém o pode negar. É certo e verdadeiro. Indubitavelmente, houve também algo de cruel. Os meninos de alguma forma eram incapacitados para que não pudessem triunfar: às vezes se lhes feria nas pernas, nos braços ou em outra parte do corpo, para que não pudessem mais tarde exercer o domínio. Isso era cruel? Não podemos negá-lo. Porém, são questões que pertenceram à história e que já passaram.

Na guerra, as amazonas se distinguiram extraordinariamente. Recordemos a amazona Camila, da qual dá testemunho Virgílio, o poeta de Mântua. Obviamente, Virgílio, o grande mestre de Dante Alighieri, fala maravilhas sobre a amazona Camila. Na guerra, ela foi extraordinária. Pode-se considerá-la como uma das melhores generais da época, muito similar a qualquer outro grande guerreiro do sexo masculino de outros tempos.

Na ciência, as mulheres amazonas sobressaíram-se triunfalmente. Seu império foi poderoso e se estendeu do ocidente ao oriente. Se, mais tarde, aquele império declinou, se decaiu, isto se deveu precisamente ao aspecto sexual. Certo grupo de amazonas que chegaram à Grécia, e ainda que tenham se isolado por algum tempo, não será demasiado dizer-lhes que se uniram sexualmente a distintos jovens gregos e, desde então, mudaram seus costumes.

Essas amazonas, já mudadas, influíram pois sobre o restante das amazonas que haviam estabelecido o império e, pouco a pouco, foram perdendo o poder, até que sobressaiu completamente o sexo masculino. Já havia passado sua época.

Quarenta e dois anos são de atividade masculina e quarenta e dois anos de atividade feminina. Nestes momentos em que nos encontramos, por exemplo, está dominando o sexo feminino. Está em seu ciclo de domínio e mando. Mais tarde, quando se cumpra seu ciclo de 42 anos, voltará uma nova época de domínio masculino.

Agora, cabe ao sexo feminino o poder de mando. Isto não o podemos negar, é indubitável. Atualmente, a mulher manda; se impõe na ciência, se impõe no mundo do comércio, se impõe no governo, se impõe nas religiões; se impõe no lar; se impõe em todas as partes. Está em sua época…

Urano governa diretamente as glândulas sexuais. Na mulher, governa a atividade dos ovários. Assim, são 42 anos de domínio masculino e 42 de domínio feminino. A mulher, obviamente, pode aproveitar esta época para transformar-se, se assim o desejar.

Por estes tempos, luta-se pela emancipação da mulher. Conceituo que a mulher tem excesso de poder durante este tempo em que se acha dentro do ciclo feminino de Urano.

Considerando estas questões, me parece que o sexo feminino tem direito à dignificação e à transformação. O sexo feminino deve aproveitar o momento atual em que Urano a está ajudando, tirar o máximo de proveito da vibração do planeta URANO.

A mulher tem direito de passar a um nível superior do Ser, e isto é possível sabendo amar. “Amor é lei, mas amor consciente!; “O amor é o summum da sabedoria”, assim o disse Hermes Trismegisto, o três vezes grande Deus Íbis de Toth, em sua “Tábua de Esmeralda”.

O amor é o fundamento de tudo que é, do que foi e do que será. A mulher, mediante o amor, não somente pode transformar-se a si mesma, mas também pode transformar aos demais…

Por estes tempos, assombra saber que algumas nações já estão pensando em enviar precisamente comitês femininos a fim de lutar pela paz universal. Tenho observado que a ONU está considerando muito difícil o problema da paz e, seriamente, pensa em promover uma espécie de “propaganda pró-paz”, mediante comitês femininos.

Creio simplesmente que a mulher nestes momentos se sobressai ao homem e tem domínio, mando completo, e a isto se acresce que o sexo masculino está muito degenerado, atualmente. Então, é a mulher que tem que regenerar o homem.

O estado de degeneração masculina é inegável, irrebatível. Cabe à mulher dar a mão ao homem, levantá-lo. Se o homem perdeu atualmente o poder, isto se deve simplesmente à sua degeneração. A mulher tem, pois, nestes momentos, um dever iniludível, o qual é de ajudar a regenerar o homem e de lutar pela paz universal.

Um dos problemas mais inquietantes da época é o problema sexual. Não há dúvida que a sexologia em si mesma é fundamental para a civilização.

O sexo masculino, repito, encontra-se em estado involutivo, decadente. Abusou do sexo e isto o fez perder o domínio sobre a Terra, sobre o Universo. O sexo masculino marcha de forma decadente.

Quando alguém estuda a energia criadora, a energia sexual, à luz de um Sigmund Freud, por exemplo, ou de um Jung, ou de um Adler, ou à luz dos Tantras Sânscritos, Tibetanos ou Hindus, ou, possivelmente, da Escola Amarela Chinesa, pode descobrir com assombro que, mediante a energia criadora, é possível a transformação do ser humano.

A mulher tem perfeito domínio sobre a biologia orgânica do homem, por isto pode regenerá-lo. A mulher deve conhecer um pouco mais sobre os mistérios do sexo. Antigamente, esses mistérios eram considerados “tabu” ou “pecado”, motivo de vergonha ou dissímulo.

Atualmente, nos países cultos, o sexo se estuda à luz da ciência. Freud deu o exemplo com sua Psicanálise. Adler, Jung e demais seguidores demonstraram ao mundo a realidade das teorias freudianas. Considero, pois, vital tratar deste ponto escabroso, deste delicado assunto, relacionado com a sexologia transcendental, que é a única que pode transformar a mulher e o mundo.

Obviamente, a energia criadora flui em tudo o que é, em tudo o que foi, e em tudo o que será. A energia criadora permite que as plantas se reproduzam mediante seus pistilos que vibram e palpitam no cálice da flor. A energia criadora permite que as aves se reproduzam e formem seus filhos.

A energia criadora permite a todas as espécies viventes do imenso mar a reprodução incessante. Tal energia, como a eletricidade, como o magnetismo, como a força da gravidade etc. é uma energia que nós devemos aprender a manipular sabiamente. É uma energia veloz, instantânea, mais rápida que a mente, muito mais rápida que as emoções ou que qualquer outro movimento orgânico.

Muitas vezes, já deve ter sucedido com vocês, mulheres, que ao se encontrarem como um homem e, instantaneamente, sem saber por que, instintivamente, sabem se simpatizam ou não com tal homem, se ele pode servir de complemento para vocês, se ele poderia merecer simpatia. Mas, se ele não for o complemento exato, de fato, de imediato, não despertará em vocês interesse algum.

O que assombra é ver a rapidez com que a mulher pode reconhecer se um homem e saber se este lhe pode servir de complemento em sua vida, ou não. É questão de segundos, milésimos de segundos…

O que demonstra que o sentido sexual é demasiado rápido, mais veloz que a mente e que as atividades motrizes do organismo. Em segundos, uma mulher pode perceber se um homem pode ou não lhe servir de complemento para a sua vida.

Isto se deve a que a energia criadora flui e vai de um lugar a outro. As ondas eletrossexuais são muito velozes. O centro sexual de uma mulher capta instintivamente a realidade de qualquer homem. Isto é óbvio.

Não há nada mais misterioso que essa energia tão veloz. Muitas vezes ela fala no homem. Por isso, podemos observar que muitos homens, embora tendo esposa, não se sentem em plenitude, não se sentem íntegros, não se sentem unitotais com ela. Pressentem que lhes falta algo.

Nestes casos, costuma suceder que o marido, em qualquer sala ou templo ou rua, encontre tal ou qual mulher, com que simpatiza de imediato.

Inquestionavelmente, falha ao cometer adultério. Mas, no fundo, o que sucede é que todas as partes do seu próprio ser necessitam de complementação. Possivelmente, encontra na nova mulher algo que o ajude a complementar-se… São mistérios que se relacionam com o sexo e que valem a pena conhecer.

Na energia criadora está a vida de toda a máquina orgânica, e nosso corpo é uma máquina. Os ovários, na mulher, são prodigiosos, maravilhosos. Um par de cordões nervosos se dirige sempre desde os ovários até o cérebro. e se enrosca, esse par de cordões, na espinha dorsal, formando o Santo Oito, o Caduceu de Mercúrio.

Por esse par de finos cordões nervosos, que não são completamente físicos, pois em parte poderíamos dizer que são tetradimensionais, ascende a energia sexual propriamente dita, como força elétrica muito sutil, até o cérebro.

Essa força chega ao organismo através de diversos processos. Originalmente, advém do Terceiro Logos, do Mahachohan. Indubitavelmente, para falar em termos cristãos, poderia dizer-lhes que tal energia é divinal, e que o Terceiro Logos, em si mesmo, é o que nós denominamos, em puro cristianismo, de Espírito Santo. A força do Espírito Santo é prodigiosa.

O Universo inteiro não poderia existir sem essa força magnífica. As sementes não poderiam germinar, os animais, sem essa força, não se reproduziriam, as árvores não dariam seus frutos… O Universo inteiro não viveria, não poderia existir.

Assim, a força do Espírito Santo, a energia prodigiosa do Terceiro Logos, é algo digno de ser analisado. Há escolas que se dedicaram a tal análise. Existem essas escolas em todo o Oriente e muito especialmente no Budismo Tântrico do Tibet.

Aprender a manejar esse potencial eletro-sexual é indispensável quando se quer lograr uma transformação verdadeira. Sem a energia criadora, não seria possível que um par de gametas masculino e feminino, quer dizer, um óvulo e um espermatozoide, se integrassem para originar a concepção fetal.

Bem sabemos o que é a função da menstruação no sexo feminino. Indubitavelmente, esta última ocorre devido a que um óvulo maduro se desprende do ovário. A ferida que surge no local de que o óvulo se desprendeu, sangra.

Este é o processo da menstruação. Indubitavelmente, no lugar que sangra, existe também o que em medicina se denomina “corpo amarelo”, e que serve para evitar uma sangria contínua.

O interessante é ver como esse óvulo desce ao útero e aguarda ali o momento de ser fecundado. Quando esse óvulo se encontra depositado em sua região correspondente, a mulher sente, verdadeiramente, e de forma, diríamos, intensa o impulso sexual. O impulso tem uma mecânica, relacionada com a economia da natureza.

É que o óvulo pede, chama, deseja um espermatozoide para que haja mais uma criação, necessária para os fins econômicos do planeta Terra. Neste estado, há ansiedade do sexo feminino pelo sexo masculino. Esta ansiedade não tem outra causa senão o óvulo, que deseja o quanto antes a união com um espermatozoide.

Observem algo muito interessante: De seis a sete milhões de espermatozoides que escapam durante a cópula, tão somente um afortunado logra chegar até o gameta feminino. Perde a cauda, penetra completamente dentro do gameta e se inicia o processo da gestação. Desses milhões de espermatozoides, só um logra penetrar no óvulo.

Quem foi que realizou essa operação matemática… Além disto, tenha-se em conta que o espermatozoide leva em si mesmo 24 cromossomos e que o óvulo leva outros 24. Então, aí estão os 48 cromossomos formando a célula germinal, a célula básica fundamental da qual advém um novo organismo humano.

Mas, por que um espermatozoide, e somente um, consegue entrar no óvulo? Quem dirige esse espermatozoide? Há um princípio inteligente que o dirige? Qual será? Por que foi selecionado?

Indubitavelmente, esse princípio inteligente não é outro que a energia criadora do Terceiro Logos, a energia sexual. Então encontramos, na energia sexual, uma inteligência e isto é formidável… Assim se inicia o processo de gestação de nove meses.

Obviamente, a mulher foi eleita para a Santa Predestinação: a de ser mãe. Ser mãe, em realidade, é um sacerdócio da Natureza, um sacerdócio divino, inefável. Uma mãe merece inteira veneração de todos os seres que povoam a face da Terra.

Na Doutrina Secreta de Anahuac, rende-se culto às mulheres que morrem de parto. Inquestionavelmente, elas são verdadeiras mártires. Em Nahuatl, foi-nos dito que elas não vão ao Imixtlan, como supõem alguns, mas, sim, ao Tlalocan, ao Paraíso de Tlaloc.

Alguns pensam que essas são doutrinas de nossos antepassados e que, hoje em dia, somos “muito cristãos” e não podemos voltar atrás. A crua realidade dos fatos é que tal afirmação dos adeptos nahuatles ou zapotecas ou toltecas repousa sobre bases muito sólidas.

Com que direito poderíamos nós, por exemplo, refutar a doutrina de nossos antepassados Astecas, se nós próprios somos oriundos deles?

Ou será que acreditamos, por acaso, que os espanhóis foram mais sábios que nossos antepassados de Anahuac? Em verdade, sabemos que não, mas, sim, que vieram destruir uma cultura. Eles queimaram em praça pública todos os códices antigos e privaram o mundo de ricos tesouros esotéricos.

Afortunadamente, alguns códices se salvaram, o que permitiu aos grandes historiadores mexicanos, aos grandes antropólogos, reconstruir parte da história antiga.

O Tlalocan, o Paraíso de Tlaloc, é uma realidade. Foi dito que as mulheres que morrem de parto, se afirmou de forma enfática, que ingressavam no Paraíso de Tlaloc. Elas o mereciam porque haviam dado a sua vida pela Natureza. Haviam morrido no cumprimento de um grande sacrifício, qual seja o de ser mãe. Haviam cumprido sua missão.

A mulher nasceu para esta Santa Predestinação.

Quão grande é a dita que sente a mulher quando leva seu filho em seus braços, ao alimentá-lo em seu peito! Ela, neste momento, está fazendo o papel que é da grande Mãe Natureza com todos os seus filhos. É uma verdadeira sacerdotisa que merece todo respeito e grande veneração.

É mediante essa energia criadora, que flui e palpita em toda a natureza, que flui pelas árvores, que se manifesta através dos órgãos criadores dos peixes e dos anfíbios, dos quadrúpedes e das aves que voam através do espaço infinito, que nós podemos nos transformar radicalmente.

Se a mulher aprender a manejar essa prodigiosa energia, pode mudar o nível de Ser, pode converter-se em algo distinto, diferente.

A mulher, antes de tudo, necessita conhecer os mistérios do sexo. Já passaram os tempos em que se considerava o sexo como pecado, já passaram os tempos que o sexo era considerado tabu. Somente conhecendo a mulher os mistérios do sexo, aprendendo a manejar a energia criadora, poderá ela transformar-se e transformar o mundo.

Temos de estudar a fundo a questão relacionada precisamente com o problema sexual máximo da época atual. Não há dúvida de que, na cópula química metafísica, para falar em uma linguagem que não escandalize a nenhuma das irmãs aqui presentes, está o segredo da transformação humana.

A mulher deve transmutar suas energias criadoras. De fato, se inicia um processo de transformação íntima, que a coloca em um nível superior de Ser.

Desgraçadamente, hoje em dia, o homem não apenas se degenerou, mas também induziu processos degenerativos no sexo feminino. Colocou a mulher no caminho da fornicação e da prostituição, motivos mais que suficientes para que a mulher estude os mistérios dos sexo. É assim, somente assim, que ela poderá, não apenas transformar-se, mas transformar o homem.

A cópula química ou metafísica inquestionavelmente está relacionada com a grande cópula universal. Bem sabemos que o Eterno Masculino faz fecundo o Eterno Feminino, para que surja a vida em todo o Universo. Isso é indubitável. Esses dois princípios pertencem ao divinal…

Com justa razão, Simão, o Mago, dizia:

Existem dois rebentos de toda seriedade.
Um vem de cima, de Urano, e é masculino.
O outro ascende e é feminino.
Na união desses rebentos,
está a chave de todo poder.

Observem o signo da Santa Cruz: dois paus cruzados. Um é vertical e representa o princípio masculino. O outro é horizontal e representa o sexo feminino. No cruzamento de ambos se encontra a chave da redenção.

Em uma antiga Escola de Mistérios Gregos, se menciona um ato precioso, místico que pode transformar o mundo e a humanidade. Para não escandalizar muito, direi a vocês a chave em latim: “Imniscio membrum virilis in vaginam feminæ sine ejaculatio seminis.”

Em todo caso, na inserção do falo vertical dentro do útero formal se encontra a chave de todo poder.

Desafortunadamente, tanto homens como mulheres, a única coisa que têm feito até a data atual é aproveitar o cruzamento desses dois “rebentos” para a reprodução animal.

Assim como a mulher é capaz de pôr um filho sobre o tapete da existência, de dizer-lhe “Seja” e é, assim como a mulher é capaz de formar um Napoleão dentro de seu ventre, ou um Jesus de Nazaré ou um Hermes Trismegisto, para logo dizer “Existe, existe”, e este passa a existir à luz do Sol, assim também qualquer mulher pode ser capaz de uma autocriação extraordinária. Pode criar-se a si mesma, pode transformar-se em algo distinto, diferente, com base na cópula química ou metafísica.

O interessante seria que ela compreendesse o processo das energias universais, especialmente quando o homem se lhe aproxima, quando Adão-Eva estão se amando, quando se acham unidos na cópula química ou metafísica.

No momento em que o falo vertical se cruza com o útero formal, há forças prodigiosas, universais, cósmicas, que envolvem o casal com uma luz muito brilhante, luminosa, extraordinária… Essas forças prodigiosas que foram capazes de criar o mundo, de fazê-lo surgir dentre o caos, rodeiam o casal e o envolvem. Em tais momentos, homem e mulher, bem unidos, formam o Andrógino Perfeito, o Elohim, uma criatura soberana…

Obviamente, homem e mulher unidos são um só Ser que tem poder sobre a vida e sobre a matéria, que pode fazer surgir uma nova criatura do Caos. Em tais momentos, se conhecesse a ciência maravilhosa do Terceiro Logos, se realizariam prodígios.

Em tais momentos, devemos reter essa força extraordinária para purificar-nos, para transformar-nos, para desenvolver em nós outras faculdades do Ser, para desenvolver em nós prodígios que, nem remotamente, suspeitamos, para nos converter em verdadeiros Anjos, em Seres Inefáveis.

A mulher tem a chave da ciência, mas deve aproveitá-la e abrir a Arca onde está o tesouro da Sabedoria Antiga.

Desgraçadamente, tanto a mulher como o homem perdem as forças divinais quando cometem o erro de chegar a isso que se chama “orgasmo” ou “espasmo”, em alta fisiologia, biologia e patologia orgânica.

Mas, se a mulher, nesses instantes, ensinasse ao homem a necessidade de ser continente, se, em vez de chegar até à consumação final da animalesca paixão, tivessem o valor de refrear o impulso animal para evitar o que em fisiologia orgânica, alta patologia, ou biologia, se denomina “orgasmo” ou “espasmo”, reteria essas forças místicas do Terceiro Logos, do Mahachohan, do Shiva hindustani.

Com forças tão sutis, poderia ela fazer de si mesma algo diferente e se converteria em triunfadora, passaria a um Nível de Ser extraordinário. Não voltaria jamais a ter miséria nem dor. Não haveria mais sofrimentos para ela. Múltiplas faculdades aflorariam em todo o seu organismo.

Seria completamente distinta. Uma mulher assim, transformada por suas próprias energias criadoras, poderia transformar o homem e transformar o mundo, porque a mulher tem um poder único: formar criaturas dentro de sua própria matriz.

Observemos esses grandes homens que se sobressaíram na história: Krishna, Buda, Hermes Trismegisto, Jesus de Nazaré, Francisco de Assis Antônio de Pádua etc. Onde se formaram? Foi, acaso, no ar? Quem lhes deu essa figura?

Homens tão grandiosos que surgiram em todas as épocas, de onde saíram? Esses que libertaram nações. Morelos em nossa pátria (México) ou Hidalgo, Napoleão, na França – que afinal não libertou nações, mas, sim, as escravizou, em todo caso foi um grande militar, Bolívar, libertador de países da América do Sul.

De onde saíram? Qual a sua origem? Muito masculinos, muito inteligentes, muito geniais, porém saíram de um ventre feminino. Foi a mulher que os formou em seu ventre, que lhes deu vida e os colocou sobre o tapete da existência… O próprio Super-Homem de Nietzche não pôde sair de nenhuma outra parte que não do ventre da mulher. Foi por isto que sábias mulheres se dirigiram a Jesus de Nazaré e lhe disseram:

“Bendito o ventre que te formou,
e os seios que te alimentaram”.

Assim, pois, os homens, não temos muito de que nos orgulhar porque, por muita sapiência que tenhamos, muita erudição ou capacidade intelectual que tenhamos adquirido, foi uma mulher que nos formou em seu ventre, que nos deu vida e nos colocou sobre o tapete da existência.

O certo é que a mulher pode transformar o mundo, se assim o quiser. Tem em suas mãos a chave do poder. Até a própria biologia masculina pode ser controlada pela mulher e, de fato, a mulher controla as atividades biológicas do homem. Ela tem esse poder extraordinário, formidável.

Só o que ela tem a fazer é reter essa força prodigiosa, essa energia criadora do Terceiro Logos e não deixá-la escapar, não permitir que se funda nas correntes universais. Por isso é que a mulher casada, durante a cópula química e metafísica, deve assumir uma atitude edificante e essencialmente dignificante.

Obviamente, o sacerdócio do amor emana de épocas arcaicas da Terra… Recordemos as Hetairas, sacerdotisas do amor da Grécia Antiga. Elas eram sagradas no sentido mais completo da palavra. Sabiam ministrar isto que se chama Amor, e os homens deviam obedecer a elas. Recordemos lá, nas terras do Japão, as sacerdotisas nipônicas, as quais ministravam Isso que se chama Amor.

Desgraçadamente, as pessoas da época moderna perderam o verdadeiro sentido do amor. As mulheres modernas devem voltar à Sabedoria Antiga. Devem começar educando o homem. O sexo é cem por cento sagrado e devem ensinar ao homem a veneração, o amor, e o respeito ao sexo.

Repito: se a mulher evitasse chegar sempre à consumação do ato sexual, se ela aprendesse a evitar o espasmo ou o orgasmo fisiológico e biológico, como se diz em medicina e em biologia, desta forma se transformaria, se purificaria. Assim, surgiria nela sentidos novíssimos de percepção ultrassensorial que lhe dariam acesso à dimensão desconhecida…

Assim, a mulher começaria a adquirir uma nova inteligência que lhe permitiria orientar seus filhos sabiamente.

Vocês não devem se esquecer de que a mulher deve, além de mãe, ser também educadora de seus próprios filhos. Bom, esta é a minha opinião. A mulher deve dar ao filho a primeira educação. De modo algum me pareceria correto que fosse o jardim da infância que desse as primeiras noções de cultura à criatura que nasceu.

Penso que é a mãe a encarregada disto: acabar de formar o fruto de suas entranhas. Mais tarde, tal fruto poderia ir às escolas superiores, à universidade. Porém, sua educação básica deve começar no lar. A mãe é o anjo do lar, a mestra do lar, aquela que é chamada a educar seus filhos.

Hoje em dia, tudo isto se perdeu…Nos tempos antigos, na Atlântida e na Lemúria, as mães educavam seus filhos dentro do lar e os formavam. Nestes tempos decadentes em que nos encontramos, devido à degeneração do homem, a mulher perdeu muitas de suas formosas qualidades.

O homem criou uma civilização falsa, uma vida mecanicista absurda. Também cometeu o crime de tirar a mulher de seu lar… Agora, a mulher, para sobreviver neste caos absurdo do século 20, não lhe restou outro remédio a não ser substituir o homem na indústria, nos escritórios, balcões, comércio, oficinas, ciência, etc…

O homem ultramoderno está tão degenerado, que já não é capaz de sustentar nem seu próprio lar. Motivos mais que suficientes pelos quais não restou à mulher outro remédio que lançar-se à luta. Vejamos o exemplo dos Estados Unidos, onde as mulheres estão nas oficinas mecânicas, na aviação, no exército etc.

Numa raça não degenerada, numa raça, diríamos, progressiva, é diferente. Numa raça progressiva, a mulher é o Anjo do lar, a sacerdotisa de seus filhos. Nos tempos antigos, essa era a base fundamental sobre a qual repousava, não o patriarcado mas, sim, o matriarcado.

Agora, a mulher deve voltar ao seu lar. Porém, isso não seria possível, e não é possível, enquanto não se regenere o homem que já não é capaz de manter a mulher dentro de seu lar.

Chegará o dia em que começará no mundo uma nova civilização. Quando isto acontecer, a mulher será a sacerdotisa de seu lar outra vez, e o homem regenerado irá ao campo lavrar a terra com o suor de seu rosto, dará de comer à sua mulher e a seus filhos, como mandam as Sagradas Escrituras…

Hoje em dia, causa dor dizer, é tão grande a degeneração que muitas mulheres têm que trabalhar para sustentar seus maridos… Vendo todas essas coisas, tratando-se de assuntos tão importantes, vejo a necessidade urgente de ensinar os Mistérios do Sexo.

Primeiramente, a mulher deve libertar-se de muitas ataduras absurdas. Deve enfocar os estudos do sexo de um novo ângulo; não continuar considerando a sexologia como tabu ou pecado, vergonha ou dissímulo. Se a mulher tem que regenerar o homem, deve enfrentar diretamente os mistérios do sexo, deve ensinar ao homem tais mistérios.

Desgraçadamente, o pobre animal intelectual equivocadamente chamado homem nem sequer sabe respeitar sua esposa. Adultera como animal. Fornica incessantemente. Gasta todo o dinheiro que tem para o seu lar na cantina, nas casas de jogo etc.

Inquestionavelmente, a crua realidade dos fatos é que a mulher está chamada assumir um novo papel: necessita transformar-se através da energia criadora e ensinar ao homem o caminho da regeneração. Mas isto não seria possível se ela não tivesse um potencial eletrossexual superior que lhe permitisse realizar tão magnífico trabalho…

Enquanto a mulher continuar chegando ao espasmo ou orgasmo fisiológico durante a cópula química ou metafísica, não terá a potência elétrica para poder convencer o homem. Quando se trata de convencer o outro, de regenerá-lo, de indicar-lhe o caminho da salvação, necessita-se ter alguma autoridade…

E não é possível ter autoridade alguma enquanto ela se descarregar eletricamente. Assim, pois, a mulher necessita economizar suas próprias energias criadoras. Só assim poderá aumentar seu potencial elétrico para que tenha suficiente força ou autoridade que lhe permita transformar o homem, tirá-lo dos bares, ensinar-lhe o caminho da responsabilidade, indicar-lhe a senda da regeneração.

Aqui, reunido com estas senhoras que me escutam, quero dizer-lhes de forma enfática que, nesta Sede Patriarcal do Movimento Gnóstico, trabalhamos pela regeneração humana. Todas estão chamadas a nossos cursos, a nossos estudos. Estão convidadas a trabalhar por um mundo melhor…

Vale a pena reconsiderar não só os assuntos biológicos, mas também os psíquicos, relacionados com a mulher, o homem e o lar… A mulher deve tornar-se mais madura do ponto de vista psicológico. Muitas moças, por exemplo, apressam-se em casar-se e, mais tarde, fracassam. A mulher deve saber qual é o homem que vai escolher, pois isto é básico para o resto de sua existência.

Um dia qualquer, não importa qual, entrei num banco. Necessitava trocar alguns cheques e fui atendido por uma caixa muito solícita. Com grande dor, vi que ela me olhava de cima a baixo, estudando detidamente minhas meras aparências físicas… Voltei uma segunda vez e o mesmo fato se repetiu…

Uma terceira vez e a mesma repetição e uma estranha coqueteria… Mas, o que olhava em mim? Acaso, meus estados psicológicos? A parte anímica ou espiritual?

Nada disto. Mero coquetismo físico. Observar as aparências de um rosto e de um corpo humano masculino, com o propósito de, mais tarde, elegê-lo como possível marido ou, pelo menos, pretendente? Isto é cem por cento absurdo. Não pude deixar de sentir uma estranha dor.

Algumas moças, por exemplo, aspiram ter marido e se preocupam em selecionar seu rosto, o tamanho do seu corpo, se é alto ou baixo, gordo ou magro…, se tem boa aparência, se é feio. Mas, em nada, absolutamente nada, lhes interessa o aspecto psicológico.

Isto me parece tão absurdo como ver um móvel… Se é bonito ou feio, se serve para a cozinha ou para a sala…

O matrimônio é o evento mais importante na vida. Quero dizer a vocês que existem três momentos importantes na vida, três eventos extraordinários:

– o primeiro é o nascimento
– o segundo, o matrimônio
– o terceiro, a morte.

Eis aqui os três eventos mais extraordinários.

A mulher deve cuidar-se a fim de não escolher o homem por mera aparência, ou pelo desejo de casar-se para não “encalhar”, porque isto é absurdo. É, sem dúvida, incongruente querer uma mulher fazer de um homem seu ideal, sem senti-lo de verdade, psicologicamente.

Muitas moças solteiras se orientam muito especialmente pelo artifício, pela forma ou pelo esplendor econômico de tal ou qual homem.

Tratam de conversar com ele de alguma forma, de se fazerem simpáticas a ele, de conhecer seus diversos aspectos para se ajustarem artificialmente à sua forma de ser ou de viver… E, cedo ou tarde, fracassam. Este não é o caminho da felicidade matrimonial.

No verdadeiro amor existe espontaneidade absoluta, não existe artifício de nenhuma espécie. A mulher reconhece de imediato o ser que adora… Aí, não se necessita de palavras supérfluas, nem de lutar-se para se acomodar à sua forma de pensar ou de sentir. O verdadeiro amor é algo diferente: A mulher sabe se o homem lhe pertence ou não.

Quando uma mulher aspira a tal ou qual homem, quando o pretende de alguma forma, obviamente ela sabe se há algum traço nele que não concorda com sua naturalidade, com a personalidade dela, com sua psique, com seus processos psicológicos particulares.

É claro que se uma mulher que ama um determinado homem nota nele algo que não pertence a ela, algum traço característico estranho para ela, que, de modo algum, se adapta à sua psique, é porque tal homem não é o dela. Uma união desse tipo tende ao fracasso.

Há uma lei que faz com que dois seres que se amam, se encontrem. Porém, muitas vezes, uma mulher não encontra o parceiro que há de ser o seu complemento e, precipitadamente, se une com o homem errado. O que resulta deste equívoco, fruto da impaciência, é a dor.

Lembrem-se que, de modo algum, se pode enfocar o problema do matrimônio de uma maneira equivocada, porque o resultado se chama dor.

Quando alguém se esquece de que o matrimônio é um dos três fatores mais importantes na vida, comete erros imperdoáveis. Assim, pois, as mulheres solteiras devem prestar atenção neste problema de eleger um esposo. Nunca devem precipitar-se. Devem sempre saber aguardar, porque a energia do Terceiro Logos, que flui e palpita em todo o criado, é inteligente, sábia, e traz a cada mulher seu homem, seu complemento.

2

O Amor

Distintos cavalheiros e damas, esta noite dirijo-me a todos com o propósito de falar, de forma enfática, sobre isso que se chama amor.

Escolhemos este tema por se tratar do dia de São Valentim, o patrono do amor.

Indubitavelmente, São Valentim foi um grande Mestre do amor. Ele fundou uma escola denominada valentinianos. Foi gente que se dedicou ao estudo do esoterismo crístico em todos os seus aspectos. Por isto, dirijo-me a vocês, de forma precisa para falar-lhes sobre o milagre do amor.

Em nome da verdade, tenho de dizer que o amor começa com um cintilar de simpatia que se substancializa com a força do carinho e se sintetiza em adoração.

Amar, quão belo é amar! Somente as grandes almas podem e sabem amar.

Para que haja amor, é preciso que haja afinidade de pensamentos, afinidade de sentimentos e preocupação mental idêntica. Em suma, vem a ser a consagração de duas almas ávidas de expressar, de forma deduzível, o que interiormente vivem.

O ato sexual vem a ser a consubstanciação do amor no organismo psicológico de nossa natureza. Um matrimônio perfeito é a união de dois seres: um que ama mais e outro que ama melhor.

O amor é a melhor religião acessível. Hermes Trismegisto, o três vezes grande Deus Íbis de Thot, disse: Dou-te amor, no qual está contido todo o summum da sabedoria.

Quão nobre é ser amado! Quão nobres são o homem e a mulher quando, na realidade estão unidos por um vínculo de amor! Um casal de namorados se torna místico, caritativo, prestativo… Se todos os seres humanos vivessem enamorados, reinaria sobre a superfície da terra a felicidade, a paz, a harmonia e a perfeição.

Certamente, um lenço, uma fotografia, um retrato, provocam no enamorado estados de êxtase inefáveis. Em tais momentos, sente que comunga com sua amada, ainda que se encontre demasiado distante.
Assim é isso que se chama amor.

Nos Estados Unidos, e também na Europa, existe uma ordem denominada A Ordem Do Cisne. Os filiados a essa ordem estudam e analisam, de forma profunda, todos os processos científicos relacionados com o amor.

Quando o casal está real e verdadeiramente enamorado, ocorrem dentro de seu organismo transformações maravilhosas. O amor é uma efusão ou uma emanação energética que brota do mais fundo da consciência. Essas radiações do amor estimulam as glândulas endócrinas de todo organismo, que produzem milhões de hormônios que invadem os canais sanguíneos, enchendo-os de extraordinária vitalidade.

Hormônio vem de uma palavra grega que significa “ânsia de ser, força de ser”. Bem pequenos são os hormônios, porém… quão grandes poderes têm para revitalizar o organismo humano!

Na realidade e, de verdade, qualquer um se assombra ao ver um ancião decrépito, quando se enamora. Então, suas glândulas endócrinas produzem hormônios suficientes, como que para revitalizá-lo e rejuvenescê-lo totalmente.

Amar, quão grande é amar! Somente as grandes almas podem e sabem amar.

O amor em si mesmo é uma força cósmica, uma força universal que palpita em cada átomo e em cada sol. As estrelas também sabem amar. Observemo-las nas deliciosas noites de lua cheia. Elas se aproximam entre si e, às vezes, se fundem ou se integram totalmente. Uma colisão de mundos, exclamam os astrônomos. Mas, na realidade e, em verdade, o que aconteceu foi que dois mundos se integraram pelos laços do amor.

Os planetas de nosso sistema solar giram ao redor do sol, atraídos incessantemente por essa maravilhosa força do amor.

Os átomos dentro das moléculas também giram ao redor de seus centros nucleares, atraídos por essa formidável força do amor.

Observemos o cintilar dos mundos no firmamento estrelado. Comungam entre si, com seu cintilar luminoso. As ondas de luz, as radiações, são o suspiro do amor. Há amor nas estrelas e na rosa que lança no ar seu perfume delicioso

O amor em si é profundamente divino, terrivelmente divino. Nos tempos antigos, sempre se rendeu culto ao amor e à mulher. Não sabem que a mulher é o pensamento mais grandioso do criador feito carne, sangue e vida? Realmente, a mulher foi feita para uma sagrada missão: a de nos trazer a este mundo, a de multiplicar a espécie.

A maternidade em si é grandiosa. No antigo México, sempre existiu uma divindade consagrada precisamente àquelas mulheres que morriam durante o parto. Dizia-se que elas continuavam na região dos mortos com a sua criatura nos braços. Afirmava-se de forma enfática que, depois de certo tempo, entravam em Tlalocan, o Paraíso de Tlaloc.

Realmente, no México asteca sempre se rendeu culto à mulher, ao amor e à maternidade. Por isto, a mulher que morria no parto era considerada por todos como uma verdadeira mártir que entregou sua vida em nome da grande causa.

Amar é algo inefável, divino. Amar é um fenômeno cósmico extraordinário. Na região do amor, reina somente a felicidade. Um casal em cópula sexual é um ato de verdadeiro amor. As mais divinas forças da natureza os rodeia. Aquelas forças criadas no cosmos acorrem novamente para voltar a criar. Nestes momentos, o homem e a mulher são verdadeiros deuses, no sentido mais completo da palavra. Podem criar como deuses. Eis aqui o grandioso do amor.

São extraordinárias as forças cósmicas que rodeiam o casal durante o ato sexual numa câmara nupcial. Porém, essas forças extraordinárias, podem se perder, podem ser desperdiçadas no holocausto do prazer animal que anima a conduta do humanoide intelectual. Se, na realidade, se respeitasse a força maravilhosa do amor, quanto bem se faria ao casal.

O homem deve ser uma essência inicial de força de criação e, a mulher, o poder receptivo formador de qualquer criação.

O homem é como o furacão. A mulher é como o vento silencioso das pombas nos templos e nas torres.

O homem em si mesmo tem a capacidade para lutar. A mulher em si mesma tem a capacidade para se sacrificar.

O homem em si mesmo tem a inteligência necessária para o viver. A mulher tem a ternura que o homem precisa quando volta diariamente do seu trabalho.

Assim que, ambos, homem e mulher, são as duas colunas do templo. Estas colunas não devem estar demasiado longe nem demasiado perto. Deve haver um espaço como que para o amor passar pelo meio delas.

3

O Amor na Antiguidade

O ato sexual é um sacramento. Assim o compreendiam os povos antigos. Existiram povos dedicados ao amor. Recordemos o templo de Vênus na augusta Roma dos Césares. Recordemos o templo da Lua na antiga Caldéia. Recordemos os antigos templos da Índia, onde se rendia culto a isso que se chama amor.

Na Lemúria, velho continente situado outrora no Oceano Pacífico, rendia-se culto ao amor. Houve, na realidade, no continente Mu, dois procedimentos sexuais, ou duas formas de reprodução.

Na primeira metade daquelas eras, as raças humanas eram conduzidas pelos Kummaras. Existiam certos templos onde se recebia o sagrado sacramento do sexo. O sexo era, então, um sacramento. Somente em determinadas épocas a raça humana era conduzida pelos Kummaras até os afastados santuários. Eram realizadas longas viagens em determinadas épocas do ano. Tudo isso com o propósito de reproduzir a espécie. Ainda hoje, como uma lembrança daquelas viagens, como uma reminiscência, ficaram as viagens de lua-de-mel.

Nos emparedados pátios dos sagrado templos do continente lemuriano, sob a direção dos sábios Kummaras, homens e mulheres uniam-se para criar e tornar a criar. O ato sexual era, então, santíssimo e não existia a morbosidade de nossos dias. As pessoas ainda não tinham entrado no processo involutivo descendente da degeneração sexual. O sexo era olhado com profundo respeito. A mulher era sagrada. Ninguém se atreveria a profanar a mulher sequer com o olhar. Como já disse, ela é o mais belo pensamento do criador feito carne, sangue e vida.

Dizem os velhos pergaminhos, sagrados papiros que ainda existem em alguns lugares da Terra, que, nos tempos da Lemúria, as pessoas se reproduziam pelo poder do Kriya shakti, isto é, pelo poder da vontade e da ioga. Aqueles que tenham conhecido alguma vez a ciência dos tantras saberão a que estou me referindo.

Pareceria exagerado, porém me limito unicamente a comentar o que dizem os textos e as tradições antigas, o que está escrito em alguns papiros e em muitos livros que existem atualmente no Tibete oriental.

Ao chegar a esta parte, devemos lembrar que Sigmund Freud, em sua psicanálise, diz que é possível transmutar a libido sexual e sublimá-la. O professor Sigmund Freud de Freiberg, filho da Áustria, foi na realidade e, de verdade, uma eminência. Promoveu toda uma inovação dentro do próprio terreno da medicina. Os mesmíssimos doutores o comentaram e muitíssimas escolas o aceitaram.

Outras, porém, o rechaçaram. Conta-se que em Berlim, na Alemanha, antes da Segunda Guerra Mundial, o Führer mandou queimar, entre tantos outros livros, também as obras de Sigmund Freud. Eu me limito, pois, aos fatos, a comentar o que tanto se disse em alguns textos.

Em todo caso, os lemurianos trabalhavam, diríamos, com o sistema de Freud, sublimavam a libido sexual. Inquestionavelmente, tiveram grandes poderes cósmicos; tudo na vida era por eles pressentido.

O Super-Homem, tal como é citado por Friedrich Nietzsche em sua obra intitulada Assim Falava Zaratustra, nós gnósticos, pensamos que esse Super-Homem realmente existiu no continente Mu. Não me refiro a um indivíduo em particular, refiro-me a todos os habitantes da Lemúria. Foi-nos dito que não existia a dor no parto, que as mulheres ganhavam seus filhos sem dor. Não só o Gênese nos fala muito brevemente sobre isso, mas também muitos livros religiosos e diferentes autores. Limitamo-nos a comentar, repito, essas questões, respeitando, como é natural, o conceito de todos.

Na realidade e de verdade, damos o ensinamento e damos plena liberdade ao auditório para que com sua mente aceite, rechace ou interprete esta doutrina como bem quiser. Nestes precisos instantes, unicamente faço lembrança dos lemurianos, no que se atenha ao sexo.

Viviam entre dez e quinze séculos. Eram homens de alta estatura. Tinham até quatro metros de altura e, as mulheres, um pouquinho mais medianas de corpo, eram também gigantes como eles. Falavam um idioma que se perdeu. Quero me referir, de forma enfática, ao idioma universal. Era um idioma extraordinário, pretor como diriam em tal idioma, isto é, superior. Obviamente, tal idioma tem sua gramática cósmica. Conheço esse idioma e se o conserva, por tradição, em alguns lugares secretos e lugares reservados.

Naqueles tempos, não se precisava dizer buenos dias, como dizemos hoje na língua espanhola, good morning ou simplesmente morning ,em inglês, ou ainda bonjour monsieur, em francês. Não. Apenas se dizia suavemente albu e o outro repetia, pondo as suas mãos sobre o coração, aibu, que é mesma coisa. É um idioma que tem sua gramática e seus caracteres gráficos. Vocês podem observar que os chineses, por exemplo, têm seus caracteres, os quais são bastante difíceis de entender e compreender. Os gregos também têm seus caracteres, bem como os há no sânscrito ou no sufi. Os caracteres são múltiplos e foram conservados até bem pouco tempo.

Pois bem, em todo caso, quem souber ler esses caracteres, quem os entender, terá e possuirá, obviamente, grande erudição e estará capacitado para entender certos textos que pertenceram à Lemúria.

Há pouco brindaram-me, no Tibete Oriental, precisamente com um texto em sânscrito e o tenho em meu poder. Inquestionavelmente, não pude encontrar alguém que o entendesse. Está escrito em caracteres sânscritos.

Por volta daquela época, dizem esses velhos textos em caracteres antigos que a humanidade não pensava como nós agora, pois viviam de dez a quinze séculos e falavam na linguagem universal que, como já lhes disse, se perdeu. Através do tempo, foram se corrompendo as diferentes palavras dessa linguagem e, dessa corrupção, nasceram todos os idiomas que existem hoje sobre a superfície da terra.

No entanto, posso adiantar-lhes que aquela linguagem se assemelha muito com esses ruídos do chinês. Parece que a fonética da linguagem universal e o chinês são similares. Estudei ambas fonéticas e me pareceram praticamente uniformes. Os chineses, vocês terão visto, quando conversam o fazem com um certo canto. Não é uma linguagem seca como a que usamos; a linguagem universal tem a sua sinologia.

No entanto, há uma diferença notável entre o chinês e a linguagem universal. Refiro-me, de forma enfática, aos poderes psíquicos contidos no idioma lemuriano.

Atuava diretamente sobre o fogo, o ar, asa águas e a terra. Velhas e antiquíssimas tradições dizem que os lemurianos tinham poder sobre os elementais da natureza. Isto é o que poderíamos denominar o super-homem citado por Friedrich Nietzsche em seu Zaratustra. Entendo que esses poderes eram devidos especialmente porque os lemurianos não eliminavas ou extraíam de seu organismo o esperma sagrado, isto é, que unicamente transmutavam ou sublimavam, tal como ensinaram Brown Sequard, grande cientista norte-americano em seus experimentos, e Krumm-Heller, médico e professor da Faculdade de Medicina e também médico e coronel de nossa pátria mexicana. Não há dúvida que eles conheceram esse sistema na Lemúria e o preconizaram em seus livros. Bastaria a nós lermos os estudos de um Brown Sequard ou de um Krumm-Heller para poder corroborar com esta classe de afirmações científicas.

Obviamente, a ens seminis transforma-se em energia e esta vem a revitalizar todo o organismo humano. Entendo que tal tipo de energia é muito fino e que as ondas energéticas do sexo põem em atividade os poderes ingentes que se acham latentes nas glândulas pineal, pituitária, tireoides, paratireoides etc. Não quero com isto assentar dogmas nem nada ao estilo. Unicamente refiro-me a dados que estudamos e que hoje comentamos com vocês, posto que estamos em uma sala de cultura intelectual. Entendo que aqui há gente culta que pode perfeitamente aceitar ou rechaçar estas afirmações. Unicamente, limito-me a comentar.

Viver de dez a quinze séculos seria inconcebível para nós. No entanto, a Bíblia afirma que Matusalém viveu 900 anos. Isto nos deixa pensar um pouco. Em todo caso, entendo que o sistema lemuriano deu bons resultados, pois aquela gente vivia longa vida. Ademais, possuíam faculdades extrassensoriais. Os lemurianos não viam o mundo físico como nós o vemos. Para eles, o ar era de diferentes cores, as montanhas eram transparentes e aqueles deuses, dos quais falavam tanto, eram obviamente perceptíveis para seus sentidos de percepção interna.

Indubitavelmente, as pessoas de psique tridimensional não aceitariam jamais as extrapercepções. Porém, recordemos que também nos tempo de Galileu nunca se aceitou que a Terra fosse redonda e que se movesse. Quando Galileu o afirmou, quiseram-no queimar vivo. Foi julgado pela Inquisição. Pondo-o diante da Bíblia, disseram-lhe que se não jurasse e se retratasse, seria queimado vivo na fogueira. E houve o processo… Jura você que a Terra não é redonda e que não se move? Respondeu: Eu juro. E pur si muove. Isto é, mas que se move, se move. Por ter dito isto, por ter feito o juramento dessa forma, não o queimaram vivo. Houve um pouquinho de compaixão para com ele. Limitaram-se a jogá-lo num cárcere e isso foi tudo.

Assim que, na realidade e de verdade, o universo oferece-nos sempre casos insólitos, coisas que no princípio alguém rechaça porque lhe parecem absurdas, mas que, mais tarde, terá de aceitar.

Os lemurianos, devido precisamente à sua forma religiosa e a sua cópula química especial, gozaram de faculdades que os seres humanos desta época desconhecem. Eles podiam ver perfeitamente as dimensões superiores da natureza e do cosmos.

Hoje em dia, os seres humanos não veem a terra tal como é e, sim, como aparentemente é. Nosso planeta Terra é multidimensional. Isto está matematicamente demonstrado, porém, na realidade e de verdade, a maioria das pessoas não o aceitam. Cada um é livre para pensar.

Infelizmente, os intelectuais desta época estão engarrafados no dogma tridimensional de Euclides. Esse dogma sempre foi muito discutido. É claro que já está passando da moda!

Homens muito sábios escreveram obras extraordinárias de matemática que se relacionam, de uma ou de outra forma, com a quarta coordenada. Respeita-se esses homens e ninguém se atreve a discordar deles, porém as pessoas ainda se mostram céticas. Sem dúvida, bem valeria que os intelectuais conhecessem a fundo, profundamente, aquela obra intitulada Ontologia da Matemática.

Os lemurianos, quando levantavam seus olhos às estrelas, podiam se comunicar com os habitantes de outros mundos. Para eles, a vida em outros planetas do sistema solar era uma realidade. A pluralidade dos mundos habitados, preconizada por Camille Flammarion, era um fato para a raça lemuriana.

Na Lemúria, rendia-se culto ao divinal: o grande Alaya do universo, a isso que os chineses chamaram o TAO, a isso que os gnósticos denominam de INRI, a isso que é, que sempre foi e que sempre será. Obviamente, eles compreendiam que não pode existir nada na criação sem um princípio diretivo inteligente. Por isso, antes da cópula química, eles adoravam ao Eterno.

Com o tempo, pouco a pouco, a raça lemuriana foi degenerando.

Existiam cidades enormes, cidades ciclópicas. As muralhas daquelas cidades foram levantadas com lava de vulcões. Em tais cidades, morava uma civilização extraordinária. Existiram naves que dirigiam-se a cada um dos planetas do sistema solar.

Nossa moderna civilização, com seus famosos foguetes que gregos e troianos fazem descer na Lua, na realidade, não é a primeira nem será a última das civilizações. Em verdade, necessita-se compreender que no mundo existiram diversas civilizações e que a nossa não é a única.

Os lemurianos tiveram uma grande civilização, repito. Eles não temiam a morte. Sabiam muito bem ou conheciam muito bem, de forma direta, o dia e a hora de sua morte. Quando esse dia chegava, deitavam-se em seu sepulcro, o qual eles mesmos o faziam com suas próprias mãos, e bem sorridentes passavam para a eternidade. Os valores psíquicos não desapareciam da vista dos familiares. Obviamente, então não havia dor.

Assim o comentaram velhos e antigos textos e eu, por minha vez, me permito dialogar com vocês sobre estas coisas porque vejo que compareceram aqui de forma compreensiva. É claro que nem todos que escutam estarão de acordo com o que estamos afirmando. Seria absurdo se eu supusesse por um momento que todos que estão neste auditório aceitam ou aceitariam estas afirmações. Porém, os que na realidade e de verdade sabem escutar, compreendem muito bem que tudo é possível no universo. O número das possibilidades é sempre infinito e se alguém comenta sobre textos antigos, bem vale a pena escutá-lo, é óbvio!

Digo que os lemurianos depois involuíram no tempo e suas faculdades de percepção foram se atrofiando lamentavelmente. Contam muitas tradições que, depois de algum tempo, os lemurianos começaram a copular fora dos templos e se rebelaram contra a direção dos Kummaras. Tomaram o ato sexual por sua conta, assim declaram alguns tratadistas. Como consequência ou corolário, perderam suas faculdades transcendentais.

Posteriormente, quando a raça lemuriana, em todos os rincões daquele gigantesco continente que outrora cobriu o oceano Pacífico, tentava entrar nos templo, os sacerdotes ou hierofantes os expulsavam dizendo: Fora indignos! Foi então quando, na realidade e de verdade, o homem saiu do paraíso terrestre com sua mulher por ter comido do fruto proibido , o qual lhe estivera vedado em outros tempos.

Em verdade, digo o seguinte: Adão são todos os homens daquela época antiga e, Eva, todas as mulheres. Quando se comeu da fruta proibida, homens e mulheres foram expulsos dos Templos de Mistérios. Suas faculdades se atrofiaram e o homem teve então de trabalhar duramente para sustentar a sua mulher e aos seus filhos… E a mulher teve de trazer seus filhos ao mundo com dor.

Isto que estou dizendo está muito bem documentado entre os nahuatles, entre os maias e em muitos povos da Ásia sempre se falou o mesmo. Tenho visto códices onde aparecem figuras, onde o que estou dizendo aparece representado em figuras. Investiguei cuidadosamente tais códices. Assim, pois, o que estou dizendo tem documentação. Repito que não obrigo ninguém a acreditar, porém valeria a pena que os estudiosos investigassem um pouco sobre os maias, toltecas, zapotecas, etc.

Que o ser humano involuiu, sim! Isto está mencionado ou citados nos livros antigos.

4

O Matrimônio

Assim que no amor há um segredo e me parece que ele foi bem estipulado por Sigmund Freud: sublimação. Ele disse da energia criadora: Olhar o sexo com profundo respeito.

Obviamente, o homem e a mulher são como duas partes de um mesmo ser. O homem saiu do Éden acompanhado de sua esposa e deve regressar ao Éden com a sua própria esposa.

Os ingentes poderes despertariam se a humanidade aceitasse o sistema de Brown Sequard, o da Sociedade Oneida ou do dr. Krumm-Heller. São sistemas fundamentados nas velhas tradições da Lemúria. Isto é algo que os médicos, os cientistas, poderiam investigar. Eu simplesmente me limito a pensar que a transmutação e a sublimação da energia criadora provocam uma transformação psicológica, fisiológica e biológica radical. O super-homem de Nietzsche pode ser conseguido através da transmutação da libido sexual.

Porém, o principal é saber amar. Sem amor não é possível se conseguir todos esses prodígios. Observem que junto aos grandes homens aparecem sempre grandes mulheres. Obviamente, não seria possível aos grandes homens realizar gigantescos trabalhos, como aqueles que permitiram mudar o curso da história, se não estivessem acompanhados por sua vez de alguma grande mulher.

O homem e a mulher na realidade e de verdade, repito, são dois aspectos de um mesmo ser. Isso é claro! O amor em si mesmo provém do desconhecido de nosso ser. Quero declarar de forma enfática que dentro de nós mesmos, lá nas profundezas mais íntimas, possuímos nosso Ser.

O amor é a força que emana precisamente desse protótipo divino existente no fundo de nossa consciência. É um tipo de energia capaz de realizar verdadeiros prodígios.

São Valentim e os valentinianos tiveram a sua escola. Ela foi um lugar onde se estudou os mistérios do sexo e onde ele foi analisado cuidadosamente.

Valentim e os valentinianos conheceram na realidade e de verdade, o segredo lemuriano. Sublimaram a energia criadora e conseguiram o desenvolvimento de certas possibilidades psíquicas, as quais se acham latentes na raça. Foi-nos dito que Valentim foi um grande Iluminado, um grande Mestre no sentido mais completo da palavra.

O amor em si mesmo é algo divino. Olhemos o cisne. O cisne Kalahamsa é o símbolo do amor. Ele voa sobre as águas do lago da vida. Um casal de cisnes em algum lago, quão belo é! Quando um do casal morre, o outro sucumbe de tristeza. É que o amor se alimenta com amor.

Porém, há que se saber amar. Infelizmente o ser humano não sabe amar! Muitas vezes, o homem trata mal à mulher em sua primeira noite de bodas. Não quer compreender que a virgindade é sagrada e que tem de saber respeitá-la. Poderia se dizer que viola sua própria mulher. Não quer entender que tem de saber tratar a mulher com sabedoria, que tem de saber levá-la pelo caminho do amor.

Na vida cotidiana, o homem e a mulher brigam muitas vezes. Muitas vezes brigam por questões insignificantes. O homem diz uma coisa e a mulher outra. Às vezes, acontece que uma palavrinha é suficiente para que um deles reaja. Não sabem controlar a si mesmos. Não querem entender que o lar é o melhor ginásio psicológico. É precisamente na vida em casa que podemos nos autodescobrir. É no lar onde podemos descobrir nossos defeitos de tipo psicológico.

Ferem-nos! Por que nos ferem? Será por acaso que temos ciúmes? Será por acaso que nos feriram no amor próprio? Será que nos feriram no orgulho? na vaidade? ou no que?

Quando alguém descobre que tem um defeito psicológico, tem também a oportunidade para o desintegrar, para o reduzir a poeira cósmica. Eliminando nossos erros, nossos defeitos, um dia desses poderemos conseguir o despertar da consciência.

Infelizmente, as pessoas não querem mudar nem eliminar seus defeitos. Dizem: eu sou iracundo e este é o meu modo de ser. Eu sou ciumento, eu sou assim… Outro exclama: eu sou luxurioso, me agradam as mulheres, assim sou, nasci assim… Com esse modo de pensar e com esse modo de sentir, não é possível se conseguir uma transformação verdadeira. Quando alguém reconhece que tem um defeito psicológico deve eliminá-lo. E a gente vem a descobrir que tem tal ou qual erro justamente em casa, no lar. Por isso, é que o lar serve de ginásio psicológico para nós.

Muitos se queixam de que suas mulheres são irascíveis, de que são ciumentas… Desejam conseguir outra mulher que seja um paraíso, que seja um anjo descido das estrelas, etc. Não querem entender que o lar é um ginásio extraordinário e que é ali onde podemos nos autodescobrir. Justamente no lar temos a oportunidade de descobrir nossos erros e se o conseguirmos, chegaremos ao despertar da consciência.

Há que se saber amar. Digo que em casa deve reinar sempre a compreensão entre o homem e a mulher. O homem não deve esperar que a mulher seja perfeita e tampouco a mulher deve esperar que o homem seja um príncipe encantado. Há que se aceitar as coisas como são e ter a casa como uma escola onde possamos nos autodescobrir. À medida que formos eliminando os tantos e tantos defeitos psicológicos que temos, a felicidade irá aumentando e se um dia nos tocou sofrer muito, depois esse lar se converterá num paraíso.

Os ciúmes, por exemplo, são algo que prejudica o lar. O ciumento faz de um pulga um cavalo. Se a mulher olha por ali a alguém, já está sofrendo, já lhe parece que tem relações com outro homem, etc. São erros de sua mente, porém ele os toma como realidade. A mulher ciumenta é a mesma coisa, faz o varão sofrer. Ele não pode olhar a nenhuma outra mulher que já está sofrendo e armando terríveis escândalos dentro de casa. Por esse caminho dos ciúmes sofre-se demais.

Se alguém de verdade investiga cuidadosamente a origem dos ciúmes, descobrirá que eles são devidos precisamente ao temor. Teme-se perder o que mais se ama. A mulher teme perder o marido e o homem teme perder a mulher. Acredita a mulher que o marido se irá com outra e supõe o homem que a mulher se irá com outro. É claro que aí vem os sofrimentos e as dores. Agora, se eliminarmos o temor, os ciúmes desaparecem.

Como poderíamos nós eliminar o temor de perder o ser amado? Unicamente mediante a reflexão, mediante a meditação.

Pensemos que na realidade e de verdade não viemos ao mundo acompanhados do ser amado e que fomos recebidos apenas pelo médico ou pela parteira.

Que tampouco trouxemos ao mundo dinheiro ou bens materiais. É claro que na hora da morte também não seremos acompanhados pela mulher ou pelo homem. Alguém terá de ficar aqui enquanto o outro parte para a eternidade. Assim que, do ponto de vista físico, a morte nos separa. Por isso, dizem os sacerdotes quando realizam um matrimônio: eu os declaro marido e mulher até que a morte os separe.

Na realidade e de verdade, mais cedo ou mais tarde, a morte chega. Assim é! Nós não levamos para a eternidade um alfinete, uma moeda, nada do que temos. Tampouco poderíamos levar o ser amado com corpo e tudo. Então, por que tememos? Devemos aceitar as coisas como são. Não devemos ter apegos materiais nem pessoais porque o momento do apego costuma ser terrível. Qualquer um sofre quando se apega a algo, seja uma pessoa ou alguma coisa…sempre se sofre. Por isso, não devemos ter apegos de espécie alguma nem temer.

Por que tememos? O pior que poderia acontecer a alguém seria ser levado ao paredão de fuzilamento. E o quê? Nascemos para morrer. Então o que? Cedo ou tarde teremos de morrer e aqueles que querem muito ao dinheiro, que estão apegados a sua fortuna, cedo ou tarde terão de perdê-la.

Por que temeriam? Por que teriam de temer? Se isso é o natural. Assim também por que teríamos de temer a perda do ser amado? Isto tem um princípio e isto tem um fim.

Quando alguém compreende que tudo tem um princípio e um fim, o temor desaparece. Até o temor de perder o ser amado desaparece, e quando tal temor desaparece os ciúmes acabam para sempre. Já não existem! Já não podem existir, posto que já não há o temor!

Outro fator de discórdia entre os casais nos lares é a ira. O homem irado diz uma coisa e a mulher responde com duas pedras na mão. No final, terminam numa batalha de pratos e copos quebrados. Esta é a crua realidade dos fatos! Se eliminasse o demônio da ira, a paz reinaria nos lares e não haveria dor.

Porém digo a mim e digo a vocês: por que tem de haver ira dentro de nós? Por que somos assim? Será que não há uma maneira de mudarmos? Se for possível… Eu me propus a mudar e mudei. Eu fui iracundo. Eu também conheci o processo da ira.

Porém, me propus a eliminá-la e a eliminei. Claro que tive de passar por certos sacrifícios a fim de eliminar a ira.

Visitava aqueles lugares onde alguém poderia me insultar. Ia com o propósito de que me insultassem. Sabia de um indivíduo X que não gostava de nossos ensinamentos e o visitava intencionalmente para que me insultasse e o homem me insultava.

Durante meia hora, uma hora, me insultava enquanto eu me observava. Observava minhas reações internas e externas, os impulsos que vinham de dentro e os que vinham de fora.

Assim, pude evidenciar que, em algumas circunstâncias, a ira era produzida porque me feriam o orgulho e, em outras ocasiões, pude comprovar que a ira se produzia porque me feriam o amor próprio. Queria-me muito, pensava que era uma grande pessoa, sem compreender que tão somente era um mísero gusano do lodo da terra. Cria-me grande e se alguém tocava na chaga que havia lá dentro, reagia furioso, trovejava, soltava relâmpagos, rasgava as vestes e protestava.

Eu me propus a estudar todos esses fatores da ira e através de grandes superesforços e sacrifícios consegui eliminá-la. Assim, pois, isso de que eu sou assim não tem valor algum. Se alguém é assim, pode mudar. Se alguém muda, beneficia a si próprio e beneficia aos seus semelhantes.

Temos de aprender a eliminar os nossos erros e isto é possível com um pouco de reflexão. Que ditosos seriam os casais se soubessem amar de verdade! Se o homem nunca tivesse ira, se a mulher jamais tivesse ira, entendo que a lua de mel poderia ser conservada. Infelizmente, os seres humanos, aqueles que se casam, estão empenhados em acabar com o que há de mais belo: a lua de mel.

Se na realidade e de verdade, se quiser conservar a lua de mel, teremos de eliminar a ira, teremos de eliminar os ciúmes e teremos de eliminar o egoísmo. Precisamos tornar-nos compreensivos e aprender a perdoar todos os erros do ser amado. Ninguém nasce perfeito! O homem deve saber que a mulher tem seus defeitos e a mulher precisa compreender que o homem tem os seus. Mutuamente devem absolver seus defeitos de tipo psicológico. Se assim procederem, conservarão sua lua de mel.

Entre os antigos povos de Anahuac, Xochipilli foi o deus do canto, do amor e da beleza. Xochipilli ensina-nos a conservar as delícias indiscutíveis da lua de mel. Esta é a doutrina de Xochipilli.

É possível se conservar a lua de mel quando se aprende a absolver os erros do ser amado. Porém, se não se sabe absolver os erros, a lua de mel se perde.

Quando duas pessoas se casam, deveriam entender melhor a psicologia. Comumente, um dos dois começa a ferir o outro e o outro reage e fere também. Forma-se um conflito. Por fim, o conflito passa e os dois se reconciliam e tudo continua aparentemente em paz. Porém, tal não existe porque o ressentimento fica. Outro dia, novos conflitos são disputados entre o marido e a mulher por qualquer tolice, talvez por ciúmes, enfim por qualquer coisa. Resultado: passa o conflito e fica outro ressentimento.

Assim, de conflito em conflito, os ressentimentos vão aumentando e a lua de mel vai se terminando. Por fim, ela já não existe, acabou-se. O que há agora são os ressentimentos de lado a lado e se não se divorciam, se continuam juntos, já o fazem por um dever ou simplesmente paixão animal. Isso é tudo!

Muitos matrimônios já não têm nada que ver com o amor. O amor de hoje cheira a gasolina, a plástico, a conta no banco e a ressentimentos.

O maior erro, o mais grave erro que podem cometer um homem e uma mulher é acabar com a lua de mel. Poderiam conservá-la sob a condição de saber conservá-la. Que te insulte a mulher! Que te diga palavras feias! Tu te manténs sereno, tranquilo, não reages por nada da vida e mordes a língua antes de responder. No final, ao te ver tão sereno e sem qualquer tipo de reação, ela se sentirá profundamente envergonhada e te pedirá perdão.

Mulher, teu marido te insultou? Que disse? Está com ciúmes do noivo que tinhas antes? Que se passou? Hoje ele está de mau humor? Voltou da rua tremendamente neurastênico? Mantém-te calma, serve-lhe sua comida, ajuda-o a tomar banho, beija-o, ama-o e quanto mais te insultar, mais o ames.

Que ocorrerá no fim? Mulheres, podem ficar seguras, que no fim o homem se sentirá tremendamente arrependido, sentirá que o remorso lhe traga o coração e até se ajoelhará para pedir perdão. Verá em ti uma santa, uma mártir, e se considerará um tirano, um malvado. Terás ganho a batalha.

Se ambos, homem e mulher, procederem assim, se agirem de acordo com esta fórmula, posso garantir-lhes que a lua de mel não se perde porque o homem irá aprendendo pouco a pouco a se dominar, a compreender que sua mulher é uma santa, e a mulher irá pouco a pouco aprendendo também a se controlar e à medida que for se dando conta que seu varão é tremendamente nobre, chega o momento em que nenhum dos dois quer mais se ferir, se idolatram e a lua de mel continua durante toda a vida.

Esta é a arte de amar e de ser amado. Tua mulher chora? Beija-lhe suas lágrimas, acaricia-a. Ela não aceita tuas carícias? Bom, espera um pouco até que a ira passe.

A ira tem um princípio e tem um fim. Qualquer tempestade, por mais forte que seja, tem seu princípio e tem sua conclusão. Aguarda um momento e verás o resultado. O importante é que tu não te aborreças. Se o consegues, se te controlas, por fim ela virá mansamente te pedir perdão. Quão grande é a felicidade da reconciliação!

Hoje, Dia de São Valentim e dos valentinianos, devemos tocar a fundo em todas estas questões do amor. Na realidade e de verdade há de se aprender a amar.

Ser intelectual é coisa fácil. Basta meter uma biblioteca no cérebro e está pronto. Mas, saber viver, como é difícil! Bem poucos são na verdade os que sabem viver.

Temos que começar no lar, temos que começar sendo um bom dono de casa. O homem que não sabe ser um bom dono de casa, que não sabe viver em sua casa com sua mulher e com seus filhos, tampouco sabe viver com a sociedade. Infelizmente, se julgam cidadãos perfeitos e aparecem como tais diante do solene veredito da consciência pública, mas em sua casa não sabem viver.

Pude observar algumas organizações e cito um caso. Um senhor gastava mal seu dinheiro, desperdiçava-o totalmente. Sempre estava devendo o aluguel e isto é algo triste. Sempre devia para todo mundo e não pagava porque não queria. Quando chegava a ter dinheiro, gastava-o e sua mulher passava fome e necessidades e seus filhos sofriam o indizível. Houve uma vez que chegou a ser posto na rua, por falta de pagamento está claro.

Em certa ocasião, foi nomeado diretor de uma escola filosófica. Em pouco tempo, aconteceu que nessa escola não havia quem pagasse o aluguel. Já vários meses de aluguel do prédio eram devidos. O telefone? Ninguém pagava o telefone. Conclusão: aquela organização ia pelo caminho do fracasso. Por que? Porque aquele bom inquilino não sabia viver em casa e muito menos viver em sociedade.

Quem quiser na realidade ser um bom chefe de alguma organização, seja uma empresa ou seja uma escola, deve começar aprendendo a ser um bom dono de casa.

Há muitos que dizem: Bom, a mim o que interessa é a ciência, a arte, a filosofia, etc. Tal coisa para mim não tem a menor importância! E tratam a sua pobre mulher a patadas. Conclusão: são um fracasso nas diversas organizações em que trabalham, seja como empresários, como líderes sindicais, como professores de escola, etc.

Quem não sabe ser um bom dono de casa também não sabe ser um cidadão útil para os seus semelhantes.

Há que se aprender a viver. Há que se saber viver com verdadeira inteligência e grande compreensão.

Alguns se apressam em casar. Isso é muito grave. Sobretudo no que se refere às pobres mulheres. Conheci várias… a idade madura chegando, às vésperas de perder a florescente juventude, quando o trem já está por deixá-las…

Elas pensam: bom, me entrego a esse homem e talvez assim consiga que ele se case comigo. O homem lhe traz o firmamento, as estrelas, os palácios de ouro das mil e uma noites e põe tudo aos seus pés. Ela se entrega… e o que acontece? Fica grávida… e o homem? Jamais tornou a saber de tal homem.

Vejam vocês em quantos erros caem as mulheres que cometem o erro de querer precipitar o casamento. Isso é falta de fé no destino e em Deus ou como queiram vocês denominar. Mais vale que saibam esperar um pouco.

Alguns homens também cometem o erro de querer precipitar o matrimônio. O resultado costuma ser bastante grave. Casar com uma mulher que não lhe corresponde de acordo com a lei do destino implica em fracasso. Isso é óbvio!

Por aqui há um ditado vulgar que diz: O matrimônio não é precisamente o corno da abundância e sim a abundância de cornos. Os homens que não sabem de verdade aguardar um pouco e querem precipitar o casamento à força, terminam depois com um bom par de cornos. Isso é triste.

Por aqui há um conto que diz o seguinte: Um homem se foi às profundezas do inferno porque tinha sido muito mau e lá encontrou o diabo. Aproximou-se do diabo e lhe disse: Bons dias, quem é você? Este lhe respondeu: Atrevido, grosseiro, a mim não se fala assim. Não vês que sou o diabo? Bom, desculpe-me Sr. Diabo. Você é casado? Resposta: Atrevido! Quem te disse que o diabo se casa? Bom, é que o estou vendo com cornos na testa…

A isso se expõe na verdade o homem que quer forçar o casamento. Há jovens de 14, 15, 16 anos que já querem se casar. Noivinhos que ainda não sabem como se ganha os feijões, mas querem se casar. Resultado: fracasso. Claro está que ainda não têm experiência na vida e cedo ou tarde a mulher se cansa de tanto esperar pelo homem e… até logo amigo… não tem mais remédio.

Há que se ser moderado. Considero o matrimônio como uma coisa muito séria, muito importante. Na realidade e de verdade, há três acontecimentos graves na vida:

NASCIMENTO,

MATRIMÔNIO e

MORTE

Estes são os três acontecimentos mais importantes da existência. Assim, pois, pensem no que significa o matrimônio. Não devemos nos casar com uma mulher que não nos pertença em espírito. Nossa amada deve ser espiritual no fundo. Que faria o varão casando-se com uma mulher calculista, interesseira, ciumenta, passional?… Fracassaria lamentavelmente. O que faria uma mulher casando-se com um varão passional, com um varão de maus costumes, de má conduta, com um varão que em sua casa sempre foi um mau filho, um mau irmão e que na rua sempre demonstrou ser um mau amigo? O resultado tem de ser o fracasso. Isso é óbvio!

Aquele que é mau filho, que é mau irmão, que é mau amigo, não pode ser de modo algum um bom esposo. Isso é óbvio!

Olhando todas estas coisas de diversos ângulos, compreenderemos o delicado que é precisamente o matrimônio e o amor. O interessante é entender e agir de acordo com a nossa compreensão criadora. Há mulheres que não querem aprender a fazer seus afazeres domésticos, mas querem casar. Não sabem cozinhar os alimentos ou fazer guisados, mas querem casar. Não saberiam costurar a roupa do marido, mas querem casar. Um dia se casa e o pobre do marido se encontra diante de uma mulher que não tem e não sabe o que fazer.

A solução é uma criada ou uma servente, mas se ela não sabe fazer nada, como poderá dirigir os outros? O dono de uma fábrica tem de conhecer a fábrica para poder dirigi-la sabiamente. Um professor de escola tem de conhecer as matérias que ensina na escola. Assim também, é claro, uma mulher deve conhecer os afazeres da casa, se é que na realidade e de verdade tenciona mandar na serviçal.

Mas, se quer mandar na serviçal e não se conhece as tarefas, o que fazer para mandar? Como o faria um general que nada sabe de milícia para comandar as tropas no campo de batalha? O que faria para estabelecer a estratégia se nunca esteve no exército? É tão somente um general fantasma e nada mais.

As pessoas precisam saber fazer seus ofícios, tanto homens como mulheres. Devem conhecer seu ofício e conhecê-lo bem. Isso é claro! Há ainda mulheres que querem que o marido faça todos os afazeres do lar. Ele tem que lavar o bebê, de lhe trocar a roupa, limpá-lo e até dar-lhe a mamadeira. Tudo isso tem que fazer. Isso me parece que não está correto.

O homem tem seus deveres, suas obrigações e a mulher tem as suas. O homem tem de ir à rua para lutar, para conseguir dinheiro, tem que trabalhar… e a mulher tem que zelar pelo lar, precisa conhecer seus afazeres e criar seus filhos.

Por estes tempos, está acontecendo algo terrível. Quero me referir à criação dos bebês. Já muitas mães não querem dar o peito aos seus filhos. Resultado: está se levantando uma raça débil, enfermiça. Imaginem tudo o que significa o leite materno. Ele está relacionado com a glândula timo que rege o crescimento das criaturas. Esta é uma glândula muito importante que deixa de atuar só na idade madura. Como quer que as glândulas mamárias estão relacionadas com a glândula timo, é óbvio que pela lei das relações o leite materno está intimamente vinculado e preparado para a criança que veio a nascer. Infelizmente, as mães já não querem dar o peito aos seus filhos. Esse leite materno tão vital para o crescimento das criaturas. Quando se o nega à criança, os efeitos são desastrosos: ela cresce débil, enferma e falta-lhe inteligência.

Nos tempos antigos, as mães davam de mamar a seus filhos com toda naturalidade. Era normal nos tempos antigos que fossem alimentados exclusivamente com o leite materno durante os dois ou três primeiros anos de sua vida. Somente depois desse tempo é que se começava a dar outros alimentos. E vejam que tipo de homens fortes havia em outros tempos!

Pensemos na fortaleza de nosso general Francisco Villa. Pensemos naqueles homens antigos, naqueles do século passado que, como Morelos, levantavam uma espada pesadíssima e a sustentavam durante horas inteiras no campo de batalha. Há espadas romanas que, hoje em dia, um único homem não a levantaria; são necessários dois homens para carregá-la.

A raça se debilitou por causa de todos esses maus costumes. O pior de todos eles: negar o leite materno à criança. Em nome da verdade, isto me parece terrível, monstruoso.

Os homens antigos eram muito fortes porque suas mães não lhes negavam o peito.

Assim que, na realidade e de verdade, nossa raça segue por um caminho involutivo, descendente. Multiplicam-se as enfermidades em grande proporção e isso se deve a que não se possui desde a infância uma fortaleza verdadeira. Agora, somente se dá às criaturas água e leite. Isso é tudo! E ainda regulamentado a cada três horas, mesmo que a criatura chore amargamente. Nada vale o seu pranto, tem que aguentar por três horas. Assim se está corrigindo a natureza!

Amigos, damas, pensemos em tudo isto. É bom que tratemos de nos regenerar. É bom que aprendamos a amar. É bom que todos nós aprendamos como é necessário saber viver no lar. Não há nada mais belo do que o matrimônio. Não há nada mais belo do que o amor.

Infelizmente, somo nós que estamos prejudicando o encanto do lar.

Na Rússia, as jovens já não querem mais se casar. Pelo que dizem, têm razão, já que são submetidas tantos regulamentos e tanta mecanicidade. Para que depois lhes tirem seus filhos e os levem para longe do lar a fim de serem submetidos a diferentes experimentos científicos. Nessas condições, as jovens russas têm razão de não quererem casar-se. Estão desiludidas e com justa razão.

O governo russo encontra-se diante desse grande problema.

Digo que, de verdade, é preciso se saber respeitar o amor. Na verdade digo que é preciso saber respeitar o lar, saber criar os filhos e saber educá-los.

Amigos, é necessário se aproveitar essa maravilhosa energia criadora do sexo. Essa energia flui do núcleo de cada átomo, no núcleo de cada galáxia do espaço estrelado. O amor em si mesmo sempre foi respeitado. Nunca, jamais, a humanidade tinha caído num estado de degeneração sexual como o destes tempos. Há países onde já 90 ou 85% de seus habitantes são homossexuais ou lésbicas.

Não quero citar tais países porque, de modo algum, devemos ferir a qualquer pessoa, organização ou nação. Porém, a este ponto está a humanidade degenerada por estes tempos. Inquestionavelmente, o homossexualismo e o lesbianismo se deve precisamente ao abuso sexual. As pessoas do antigo continente Mu, já involuídas, somente se uniam sexualmente quando queriam procriar e nunca quando não queriam procriar.

Estou me referindo àqueles que já estavam involuindo porque as pessoas regeneradas da primeira metade da Lemúria, em épocas em que a humanidade ainda não tinha saído do estado paradisíaco, não ejaculavam, como já disse, o ens seminis. Quando se uniam para procriar, o faziam de forma mística e transcendental. Nós, as pessoas desta época, involuímos demasiado. Agora, o sexo foi convertido em jogo, em esporte…

Foi-nos dito que em Paris há gente fornicando, copulando, em plenos parques e as autoridades parisienses nada dizem sobre isso. Assim que por todas as partes abunda a degeneração.

Nós temos que tratar de buscar o caminho da regeneração. Devemos amar intensamente a mulher. Devemos ver nela um poema milagroso como o das mil e uma noites. Devemos beber o vinho da sabedoria, se é que queremos viver retamente.

5

Matrimônio, Divórcio e Tantrismo

É lamentável o relaxamento dos bons costumes nos países que se prezam como civilizados. A fórmula civil ou religiosa do matrimônio se converteu numa permissão para fornicar por uns quantos dias depois dos quais já vem o divórcio. Casam-se hoje e divorciam-se amanhã. Isso é tudo! Hoje, em vez de se dizer: vamos dormir juntos, se diz: vamos casar? Assim se tapa um pouco a coisa, se dissimula, se legaliza.

Praticamente, o matrimônio moderno se converteu num novo tipo de prostituição. Conhecemos o caso de mulheres que se casaram dez ou quinze vezes. Muitas dessas damas são artistas do cinema ou senhoras da alta sociedade. Ninguém fala nada dos seus dez ou quinze maridos. Estando a prostituição legalizada, todo mundo cala a boca.

Realmente, as pessoas confundem a paixão com o amor. A paixão é um veneno que engana a mente e o coração. O homem apaixonado crê firmemente que está enamorado. A mulher apaixonada poderia até jurar que está enamorada.

Os apaixonados sonham com o amor, louvam o amor, porém jamais despertaram o mundo do amor. Eles não sabem o que é o amor. Somente sonham com ele e crêem estar enamorados. Este é o seu erro. Quando a paixão foi plenamente satisfeita, fica a crua realidade, então vem o divórcio. Ainda que pareça exagerado afirmar, de um milhão de casais que se julgam enamorados, tão somente pode haver um realmente enamorado. Isso é assim! É raro achar na vida um casal realmente enamorado. Existem milhões de casais apaixonados, porém enamorados é muito difícil de encontrar.

É urgente se dissolver o eu para se fabricar a alma. Somente a alma sabe amar de verdade. A alma se robustece e se fortifica com o fogo do Espírito Santo. É bom saber que o fogo do Espírito Santo é amor. É bom saber que o fogo do Espírito Santo é o Kundalini, do qual falam os hindus. Só este fogo flamígero sexual pode abrir as sete igrejas da alma. Só este fogo eletrônico pode encher a alma de poderes ígneos. Quem não entender isto poderá perder sua alma. A alma que renuncia ao sexo e ao amor morre inevitavelmente.

O homem mostra sua virilidade fazendo obras de amor e não falando do amor que é incapaz de fazer. O beijo da Mãe Kundalini é para o homem viril e para mulher verdadeiramente enamorada de seu marido. O beijo da Mãe Kundalini é morte. O beijo da Mãe Kundalini é vida. Os apaixonados não sabem dessas coisas. A única coisa em que pensam é em satisfazer seus desejos e depois se divorciar. Não lhes ocorre outra coisa. Esta é a única coisa que sabem fazer. Pobre gente! São dignos de piedade…

Cozinha, recozinha e torna a cozinhar teu barro e tua água para que quando teu barro voltar ao barro e tua água se evaporar, fique tua Ânfora de Salvação; isto é, tua alma resplandecente e cintilante nas mãos de teu Deus interno.

Quem vê pecado no amor e quem odeia o sexo é um infrassexual degenerado que quer castrar o sol, porém por desgraça ele próprio será o castrado. Quem odeia o amor e o sexo não comerá a comida do sol, seus testículos secarão e estará morto antes de morrer.

Aqueles que se julgam enamorados devem fazer a dissecação do eu. Devem se autoexplorar com o fim de descobrir se é paixão ou amor o que têm em seu coração. “Se teu amor é uno e com esse amor incluis todos os amores, teus testículos comerão a comida do sol”. Aquele que quiser entrar no reino do esoterismo terá de se vestir com o traje da regeneração, este é o traje de bodas. À mesa dos convidados onde se sentam os anjos, não se pode chegar sem o vestido de bodas. Esse traje não o conseguem ter os que derramam o vinho sagrado. Aqueles poucos que verdadeiramente estão enamorados sabem que não se pode derramar o vinho. Infelizmente são bem raros os enamorados; quase não existem.

Judas nunca falta nos matrimônios. O triângulo fatal, o adultério, ocasiona milhares de divórcios. Parece incrível que até o próprio Grande Arcano seja agora usado pelos tenebrosos para adulterar e satisfazer paixões. Os adúlteros e os fornicários profanam até o mais santo. Os passionais nada respeitam.

A felicidade no matrimônio só é possível com a morte de Judas. Este Judas é o eu, o mim mesmo, o Ego reencarnante.

Temos que ir de Pedro a João. Primeiro devemos percorrer o caminho de Pedro e trabalhar com a Pedra Filosofal (o sexo). Depois, temos de chegar ao caminho de João ( o Verbo). Estes dois caminhos estão separados pelo espantoso abismo onde só se ouve o pranto e o ranger de dentes. Precisamos estender uma ponte para unir os dois caminhos, se é que queremos verdadeiramente ir de Pedro a João. Essa ponte se chama morte. Ali deve morrer Judas, o eu, o mim mesmo, o Ego.

Lembra-te que o beijo da Mãe Kundalini é morte e ressurreição. Um dia despertarás e logo terás a alegria de morrer em ti mesmo. Judas deve morrer na ponte, se é que queres chegar ao caminho de João (o Verbo). É necessário que sejas morto para que fiques livre e convertas teu barro em uma ânfora de salvação (alma), na qual possa entornar o Grande Senhor Escondido aquela comida e aquela bebida, a única comida e a única bebida solar que pode saciar a fome e a sede de justiça de todo aquele que consegue escapar vitorioso do horrendo vale da morte.

Pedro, assim chamado Cephas, pedra, representa todo o trabalho com o sexo. João significa o Verbo, a encarnação da palavra através de graus sucessivos e de sucessivas Iniciações Cósmicas.

Pedro morre crucificado como o Cristo e com a cabeça para baixo, para a pedra, indicando o trabalho com a Pedra Filosofal (o sexo). João (o Verbo) encosta sua cabeça no coração do Cristo Jesus e este como que diz: Dai-me acolhida de amor em vosso lar e vos tornarei eterno em meu Sagrado Coração.

Cada um deve construir a ponte da morte em si mesmo. O caminho de Pedro deve se unir ao de João mediante a morte de Judas. Só chegando a João encarnamos o Verbo, realizamos a palavra e nos cristificamos. Mas nem todos compreendem o caminho de Pedro e não andam porque ainda não sabem que as pedras têm coração. E assim tampouco compreendem o caminho de João. Ninguém pode chegar ao caminho de João sem ter percorrido o caminho de Pedro (o sexo). João (o Verbo) está nos esperando.

Recordemos aquela cena do mar Tiberíades, depois de comerem o pescado. Pedro olha a João e pergunta ao Mestre: E sobre João? O Mestre responde: Sim, quero que ele fique até que eu venha e quanto a ti?

Realmente, o Verbo aguarda no fundo de nossa arca o instante de ser realizado. O matrimônio perfeito é o caminho de Pedro. Precisamos construir a ponte da morte para chegar ao caminho de João. Judas é o eu que prejudica a felicidade dos matrimônios. Judas fornica e casa por paixão animal crendo-se enamorado. Precisamos enforcar Judas na ponte da morte. Somente assim conseguiremos chegar a João. A regeneração torna-se impossível sem a morte de Judas (o eu).

O sexo não é puro cérebro. Até as pedras têm coração. Se quisermos tornar o sexo puro cérebro, violaremos a lei e adulteraremos. O resultado será o fracasso total, o abismo e a Segunda Morte. Judas nos trai de instante a instante e, se ele não morre de instante a instante, não chegaremos ao caminho de João. Quando as pessoas se resolverem a morrer de instante a instante, reinará a felicidade nos lares e se acabará a fornicação e o adultério. Os divorciados são o resultado da paixão. Morta a paixão, não haverá mais matrimônios equivocados nem divórcios. Há também aqueles que se casam por puro interesse econômico ou por conveniências sociais. Assim é como Judas vende a Cristo por trinta moedas de prata. O resultado é o divórcio.

Hoje em dia, o dinheiro casa com o dinheiro: tanto tens, tanto vales. O dinheiro fala por ti, dizem os imbecis. Esses insultadores, esses blasfemos contra o Espírito Santo, julgam-se gente prática e vivem constantemente se casando e se divorciando, se é que tiverem a sorte de que o cônjuge ressentido não os mate à bala. Realmente, essas pessoas ignoram totalmente isso que se chama amor, porém falam do amor e até juram amor eterno.

Agora, estão na moda as revistas com anúncios amorosos. São um verdadeiro gracejo tais anúncios: Mulher branca, tanto de altura, tanto de capital, olhos de tal cor, tal peso, tal religião etc., deseja casar com cavalheiro que tenha tantos anos, tanto de capital, tal cor, tal altura etc. Cavalheiro de tal culto, tal idade, tal cor, etc., deseja contrair matrimônio com mulher que meça tal altura, que tenha tal cor, tal capital, etc. Tudo isso é realmente engraçado e horrível. Tudo isso é prostituição com o visto oficial das autoridades e da sociedade. O resultado de tudo isso é dor, matrimônios absurdos, prostituição e divórcio.

Foram perdidos os bons costumes, e a unidade dos lares veio ao solo. Agora, por estes tempos, as mulheres casadas andam sós e metidas em clubes, bares, cinemas etc. Os sábados são dias especiais para os homens casados. Nesse dia, como no fim de semana, dão-se ao luxo de acabar com o seu dinheiro nos bares e de adulterar miseravelmente. Não lhes importa uma vírgula a sorte de seus filhos e esposas.

Entregaram-se a um relaxamento dos bons costumes e o resultado não pode ser outro senão o fracasso dos matrimônios. O que sobre bases falsas se constrói, torna tudo falso. Isso de se casar por paixão, de se casar por interesse econômico, por conveniências sociais, etc., tem de levar inevitavelmente ao fracasso. Para que haja amor, precisa-se de uma plena comunhão mística dos dois seres nos sete níveis da mente. Não existindo esta plena comunhão nos sete níveis da mente, o resultado é o divórcio.

O amor é como uma árvore solitária iluminada pelo sol, o amor é como uma criança recém-nascida, o amor é como uma rosa inefável banhada pela luz do plenilúnio, o amor e a paixão são incompatíveis, o amor e paixão são duas substâncias que não se combinam, o amor é absolutamente inocente… Onde há amor não pode haver ciúmes, ódio, nem ressentimentos, porque o amor é incompatível com todas essas baixas paixões.

O amor começa com um cintilar de simpatia, se substancia com a força do carinho e se sintetiza em adoração. Um matrimônio perfeito é a união de dois seres: um que ama mais e outro que ama melhor. Antes de se casar, é preciso autoexplorar o eu de forma bem sincera e bem profunda para nos autodescobrir totalmente. Devemos usar o bisturi da autocrítica para extrair a paixão que temos dentro e pô-la sobre o tapete das cruas realidades.

É melhor saber renunciar a tempo de que fracassar lamentavelmente. É urgente descobrir se realmente existe em nós a plenitude do amor. Unicamente sobre a base do amor conseguiremos realizar um bom matrimônio. Para que haja amor, deve existir entre os dois seres afinidade de sentimento, afinidade de emoções, de ação, de religião, de idéias, etc. Onde não houver esta comunhão mística, o amor é impossível.

Nisto de matrimônio, os legisladores podem estabelecer todas as leis que quiserem que nada conseguirão melhorar. A felicidade no matrimônio só é possível se enforcando Judas, o eu. Quem quiser ser feliz no casamento deve ser sincero consigo mesmo e não se casar por paixão, por interesse ou por conveniência social.

Os matrimônios modernos profanam o ato sexual. Os matrimônios modernos fracassaram devido ao abuso sexual. Os casais modernos não querem compreender a divina majestade do sexo. É preciso saber que o sexo é santíssimo. Na sagrada Índia dos Vedas, o sexo é praticado para se conseguir a união com o espírito vital e entrar no Nirvana. A nenhum sábio do oriente lhe ocorreria usar o sexo para satisfazer paixões carnais.

O iogue tântrico usa a mulher para sua autorrealização íntima. O melhor que o budismo e o hinduísmo têm é o tantrismo. Podemos assegurar que o tantrismo é a essência da ioga. Existem três tipos de tantrismo: o branco, negro e o cinza. Realmente, o único que serve é o tantrismo branco. Nele não existe o orgasmo nem a ejaculação do sêmen.

Nele se desperta o kundalini, isto é, o fogo do Espírito Santo. Dito fogo fortifica a alma, a robustece e a enche de ígneos poderes terrivelmente divinos. A ioga sexual diz que há que se converter veneno em medicina. Por veneno entendem eles o uso da mulher e das bebidas espirituais. Em termos alquimistas diríamos que temos de transformar o chumbo em ouro.

Realmente, de nada serve a ioga sem o tantrismo, de nada serva a ioga sem sua escola sexual.

Os brâmanes consideram a união sexual equivalente a um sacrifício divino e os órgãos femininos como o fogo em que se oferecem em sacrifício. A mulher brâmane diz em um dos textos sagrados: Se é teu desejo usar-me para o sacrifício, que se te conceda qualquer benefício que por minha mediação invoques.

No tantrismo budista, alcança-se o Nirvana mediante a mulher e o sexo. Os iogues alcançam o êxtase com o ato sexual sem derramamento de sêmen. Este é o coito reservatus ou seja sexual sem se chegar à ejaculação do sêmen. Os iogues tântricos passam por uma longa e difícil preparação antes de entrar no terreno da ioga sexual.

Em toda essa preparação entra a concentração, a meditação, bandas, mudras, pratyara, pranayama, etc. Um texto assinala que o iogue tem de dormir com a mulher por três meses à sua direita e três meses à sua esquerda sem ter contato sexual com ela. Somente depois disso é que vem a união sexual sem ejaculação.

Este ato é denominado de maithuna. Com maithuna se desperta e se desenvolve o kundalini fatalmente. Antes do ato sexual tântrico se dança alegremente. Iogue e ioguina executam a dança de Shiva e Shakti antes da maithuna. Shiva é o Espírito Santo e Shakti sua esposa, o eterno feminino.

O casal de iogues depois da dança sagrada sentam-se para meditar como os Iniciados maias, costas contra costas, fazendo o contato das duas espinhas dorsais para conseguir um perfeito domínio mental e emocional e da respiração. A posição em que se sentam é no estilo oriental, com as pernas cruzadas, assim como se representa Buda, e no chão.

Apenas depois disso é que vem a prática com a maithuna. Entre os iogues, tudo isso é realizado sob a direção de um guru. Este faz passes magnéticos de grande poder no centro magnético do cóccix do iogue e da ioguina, a fim de ajudar no despertar do kundalini. Em um texto de ioga, aconselha-se aos praticantes suspenderem a respiração quando em perigo de cair no orgasmo.

O livro diz: Se o discípulo suspende a respiração, não derramará seu sêmen, ainda que o abrace a mais jovem e atraente das mulheres. No oriente, existem várias posições mágicas para se realizar o ato sexual chamado maithuna. As mulheres iogues têm o poder de contrair os músculos vaginais maravilhosamente a fim de evitar o orgasmo e a perda do licor seminal. Assim se desperta a cobra.

Os textos tântricos alertam que ainda quando o sêmen esteja a ponto de ser ejaculado, o iogue deve retê-lo custe o que custar, isto é, não deve derramar o sêmen. Durante este ato sexual, o iogue entra em êxtase. Com este tipo de êxtase se alcança o Nirvana. Isto é cavalgar o tigre.

Assim é como os iogues consideram este ato sexual chamado maithuna. As posições sexuais da maithuna são muitas e se escolhe a que se quiser. Todas essas posições estão ilustradas no Kama Sutra, o livro da ioga sexual. Algumas vezes, o iogue sentado no chão com as pernas cruzadas no estilo oriental realiza a maithuna. A ioguina senta-se sobre suas pernas absorvendo o falo e cruzando as pernas por trás do iogue, de forma tal que o iogue fica envolvido por suas pernas.

Outras vezes, usa-se o abraço invertido no qual, por razões bem sagradas e simbólicas, a ioguina desempenha a parte ativa. O iogue representa o espírito aparentemente imóvel enquanto a ioguina representa a natureza que está em movimento. No momento supremo do ato sexual em que o orgasmo se aproxima, a ioguina recorre às mais terríveis e violentas contrações sexuais a fim de evitar o orgasmo e o derrame. Este instante é aproveitado pelos iogues para a concentração mais espantosa e para a meditação mais terrível. Então, chegam à iluminação, ao êxtase, ao samadhi.

No ocidente do mundo, todo casal pode praticar a maithuna sem usar essas difíceis posições do oriente. Basta orar ao Espírito Santo pedindo ajuda antes da prática e depois realizar o ato ao estilo ocidental, retirando-se ambos antes do orgasmo. Não se deve ejacular o sêmen nunca na vida.

Os tolos cientistas da magia negra creem que esta prática é danosa e que pode causar congestão da próstata, da uretra e das vesículas seminais. Este conceito dos tolos cientista é uma solene falsidade. Nós, gnósticos, praticamos este ato sexual durante toda a vida e jamais sofremos da próstata, da uretra ou das vesículas seminais. Não há dúvida de que os casados chegarão à suprema felicidade com a maithuna.

Assim se conserva a alegria da lua de mel durante toda a vida. Com este ato há felicidade verdadeira. O casal sente cada vez mais vontade de se acariciar e de realizar o ato sexual sem chegar jamais ao cansaço nem ao aborrecimento.

Com este ato sexual, se acabarão os divórcios do mundo. Com este ato, entramos no Nirvana. Também se pode orar e meditar costas contra costas ao estilo oriental antes do ato, rogando ao Espírito Santo, suplicando para que nos conceda a dita de receber o fogo.

É falso afirmar que isto prejudique e traga prostatite. Todos aqueles que praticam a maithuna gozam de esplêndida saúde. No princípio, a maithuna é sacrifício. Depois de algum tempo, a maithuna é plena satisfação sexual e suprema felicidade.

Todas as teorias que os tolos cientistas expõem para combater a maithuna são absolutamente falsas e quem se deixar enganar pelas razões sem razão desses tenebrosos se converterá em um habitante do abismo inevitavelmente.

Estamos iniciando a Nova Era de Aquário e a humanidade se dividirá em dois grupos. Os que aceitam o tantrismo branco e os que se definem pelo negro, isto é, os que aceitam derramar seu sêmen e os que não aceitam. Os que seguirão ejaculando e os que não seguirão ejaculando. Tântricos brancos e tântricos negros; isso é tudo. Falando em linguagem ocultista, diremos: magos brancos e magos negros. Estes são os dois grupos da Nova Era de Aquário.

Friedrich Nietzsche em sua obra intitulada Assim Falava Zaratustra diz: “Voluptuosidade para todos os que desprezam o corpo, vestes de cilício, em seu aguilhão e em seu patíbulo, e a maldizem como mundo todos os que creem em ultramundos; porque ela ri e zomba de todos os hereges”.

Voluptuosidade para a canalha é o fogo lento que queima, para a madeira carcomida e todos os trapos empestados, é forno preparado para os despojos.

Voluptuosidade, para os corações livres é uma coisa inocente e livre, o jardim da felicidade na terra, a transbordante gratidão de todo futuro presente.

Voluptuosidade, só para os melancólicos, um doce veneno, porém para os que têm vontade de leão é o mais cordial e o reverentemente conservado vinho dos vinhos.

Voluptuosidade, a maior felicidade simbólica de uma felicidade maior e de uma grande esperança. Porque a muitos está prometido o matrimônio e mais que o matrimônio; e muitas coisas que são mais estranhas por si mesmas do que o homem para a mulher, e que compreenderam plenamente quão desconhecidos são um para o outro, o homem e a mulher.

Realmente, o amor é um fenômeno cósmico terrivelmente divino. Quando o homem oficia na ara do supremo sacrifício sexual, pode naquele instante dirigir toda a sua voluptuosidade a todos os centros magnéticos para fazê-los vibrar, cintilar e resplandecer. Nesses instantes de suprema voluptuosidade sexual somos como deuses terrivelmente divinos.

As sagradas escrituras dizem: Pedi e se vos dará, batei e se vos abrirá. Realmente, o momento supremo do gozo sexual é o preciso instante para se pedir ao Terceiro Logos (o Espírito Santo) todos aqueles poderes pretendidos. O tremendo poder das forças de Shiva, o Terceiro Logos, converte-nos em deuses.

Muito se fala sobre meditação e êxtase. Realmente, a melhor hora para a meditação e o êxtase é a hora da voluptuosidade sexual. As forças sexuais produzem o êxtase. Devemos transformar a voluptuosidade em êxtase através da meditação. Durante o ato sexual e depois do ato, mas quando a voluptuosidade ainda está vibrando, passamos pelo sacrificio intelectus. Realmente, só a emoção criadora pode levar-nos ao êxtase.

Só quem é capaz de chorar orando ao Terceiro Logos antes do ato, no ato e depois do ato pode entrar no Nirvana. Só quem é capaz de se embriagar com a voluptuosidade sem derramar o sêmen pode converter-se em um deus terrivelmente divino.

Aqueles que aprendem a gozar da voluptuosidade sabiamente, sem derramar o sêmen, convertem-se em seres absolutamente felizes.

O matrimônio perfeito é a base do sendeiro do Cristo Social. Infelizmente, na vida moderna, o matrimônio converteu-se em uma frivolidade afastada da sabedoria. A isto se devem os fracassos, a isto se devem os divórcios. É necessário estudar a gnose. É urgente voltar às celebrações místicas dos mistérios do amor. É urgente aprender a gozar das delícias do amor. É urgente compreender que com a voluptuosidade nasce o anjo dentro de nós mesmos. Só os anjos podem entrar no reino!

O tantrismo branco possui a ciência para se acabar com os divórcios e se conservar a lua de mel durante toda a vida. O lar é a base de uma sociedade cristã. O tantrismo branco com sua famosa maithuna é a chave da divina felicidade sexual.

Samael Aun Weor – Conferência A Revolução da Mulher

Medicina esotérica e a saúde integral

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O objetivo fundamental da Medicina é que tenhamos um corpo sadio. Um corpo sadio suporta tudo e está preparado para tudo, e é necessário que tenhamos um corpo sadio para o trabalho esotérico, que aguente os supersacrifícios necessários para o despertar da Consciência. Um corpo doentio, fraco, enfermiço, não apenas não é adequado ao trabalho, como também não condiz a quem está trabalhando para o equilíbrio interno.

O VM Samael Aun Weor, em sua infatigável busca, investigou a Medicina Esotérica e sintetizou-a para o bem de toda a humanidade doente. Infelizmente, a humanidade ainda não se encontra preparada para exercer a Medicina Esotérica, esta é para Mestres, para seres de consciência desperta, e não para seres humanos adormecidos, que não trabalham sobre si mesmos.

A Medicina Esotérica, que o Mestre Samael chamou de Elementoterapia, pois trata da força vital, chamados de elementais, os quais são os verdadeiros agentes curadores, somente é possível a quem tenha despertado a consciência, senão se cometem erros, muitos quiseram usar estes ensinamentos, mas não trabalharam com a morte dos defeitos, o resultado foi o fracasso; e, o pior, cobraram e exploraram a humanidade por suas curas.

Aqui verificaremos o porquê de as doenças ocorrerem, como evitá-las e como utilizar, de forma simples e direta, o benefício da Medicina Esotérica. Também explicaremos os principais erros da medicina moderna, que comete barbaridades antinaturais em nome do progresso e da ciência (principalmente porque esta se apartou de todo sentido de espiritualidade).

Quais são as Causa das Doenças

O grande alquimista Paracelso falava de cinco causas das doenças, e quem quiser aprofundar sobre o tema pode ler o capítulo 5 da Medicina Oculta, de autoria do mestre Samael Aun Weor. Vejamos, resumidamente:

Podemos ficar enfermos devido a infecções, através de doenças transmissíveis, mas também por causas ocultas que os cientistas modernos ignoram. Uma delas é o Carma, muitas doenças ocorrem por causa do carma que temos, outras surgem devido às nossas degenerações, no corpo astral se ligam larvas produzidas pela fornicação, elas provocam doenças físicas; também, devido ao nosso adormecimento, somos suscetíveis a ataques de entidades negativas, que roubam nossa energia pelo corpo vital, o que causa doenças e padecimentos. E, por fim, o próprio desequilíbrio da energia, pela ação dos “eus psicológicos”, que causam inúmeras doenças, fadiga, cansaço, estresse, úlceras, pedras nos rins, dores de cabeça e muitas outras, causadas exclusivamente pelo desequilíbrio dos cinco centros inferiores da máquina humana, cujas energias são roubadas pelo Ego.

Refletindo, chegamos à origem das cinco causas. Por que pegamos uma infecção? Por nosso corpo estar vulnerável, o que nos deixa fraco e vulnerável, sem energia e suscetível, é o Ego. Qual é culpado de nosso carma? É também o Ego. Quem é o culpado de nossas degenerações, que nos leva a fornicar e a criar as larvas astrais que provocam terríveis doenças? É o Ego. Quem nos deixa fracos e suscetíveis aos ataques dos seres negativos? Novamente o Ego. Quem desequilibra os centros da máquina humana? Acertou de novo, é o Ego.

Assim, concluímos que a causa das nossas doenças é o Ego. É necessário eliminá-lo de forma implacável, só assim conseguiremos um corpo verdadeiramente são e equilibrado. Ao eliminá-lo, nossa energia se acumulará, nosso corpo ficará mais forte, poderemos cancelar nosso carma, queimar as larvas astrais, proteger-nos contra os ataques da “loja negra” e equilibrar os centros da máquina humana.

O Yoga Esotérico

Devemos exercitar nosso corpo físico, e a melhor maneira de exercício, além das caminhadas e exercícios que não forcem o Centro Motor, é o Yoga Esotérico que o VM Samael ensina, além de ser uma oração dinâmica ao nosso Íntimo e à nossa Mãe Divina. Esse Yoga Gnóstico é também chamado de Lamaseria ou Yoga do Rejuvenescimento (este curso se encontra na Área Reservada do GnosisOnline, gratuitamente, com imagens exclusivas). Basicamente, o Yoga do Rejuvenescimento visa ativar intensamente os sete principais chacras do corpo etérico, para que este absorva as energias psíquicas e prânicas da Natureza e as transmute em hormônios, vitalidade, saúde, potência sexual etc.

Com esses exercícios, transcendemos nossas enfermidades, nossos problemas, todas as situações negativas de nossa vida, além, é claro, de aumentarmos a resistência de nosso corpo físico e de nos dar mais entusiasmo e otimismo para a luta espiritual. Quer aprender como é este Yoga do Rejuvenescimento?

Conjurações

Vemos também a importância da conjuração, contra ataques das entidades negativas, que querem roubar nossa energia, prejudicando nosso corpo e nosso Trabalho, é necessário realizar, todas as noites, uma conjuração e um círculo de proteção, para evitar tais ataques. As conjurações nada mais são do que a conjunção de oração, mantras de proteção e Visualização Criativa.

Invocar os Mestres da Medicina

Estando doentes, ou algum familiar muito doente, podemos invocar os Veneráveis Mestres da Medicina, estes mestres concorrem ao chamado, curando internamente os enfermos.

São os Mestres: Samael Aun Weor, Hilarión, Paracelso, Galeno, Hipócrates, Hermes Trismegisto, Arcanjo Rafael, Mestre Huiracocha, Anjo Adonai, Apóstolo Pedro, Mestre Plutão e Ismunn, entre outros tantos.

Você pode realizar suas orações pela noite ou a qualquer hora do dia, além de usar o que chamamos de Carta Astral.

Como Realizar a Petição

Devemos orar ao nosso Íntimo, ao nosso Real Ser, para que Ele interceda junto aos Mestres da Medicina, para que estes venham e curem o doente. Usemos a imaginação, orando como se estivéssemos realmente diante de nosso Real Ser luminoso, e pedindo com força e intensa fé para que interceda em nosso favor ou da pessoa doente aos Mestres da Medicina.

Sempre conscientes que pedimos isto, mas que se cumpra sempre a vontade da Lei Divina, devemos ser humildes e suplicar a nosso Real Ser várias vezes está petição, com todo nosso coração e alma, de forma sincera, e ele intercedera por nós ante os grandes mestres da medicina, para que estes realizem a cura, sempre de acordo com a Lei Divina.

Caso a cura não ocorra, devemos aceitar resolutos, pois não sabemos se é esta a Vontade Divina, porém, mesmo assim, devemos ser insistentes, como uma criança é insistente com seus pais, não parando de suplicar o que se deseja, até se conseguir a cura total. Podemos continuar suplicando ao nosso Real Ser quantas vezes for necessário, infinitas vezes até.

Em tudo isto, feito com sinceridade e com coração, não há nenhum delito.

Degenerações da Medicina Convencional

É necessário sermos radicais com certas considerações sobre a Medicina Moderna, aqui as explicaremos e os malefícios que provocam ao nosso corpo e a nossa psique.

No sangue e na coluna vertebral existe nosso carma. Quando doamos ou recebemos sangue ou, ainda, quando retiramos o líquido de nossa coluna, estamos compartilhando e recebendo o carma de outros. Para ter uma ideia, se recebemos o sangue de um assassino, teremos de pagar também o seu carma, ou seja, teremos de pagar o carma de uma assassinato.

A doação de órgãos, tecidos e outras partes corpóreas tem os mesmos malefícios internos, e leva à degeneração da espécie humana.

Porém, há uma ressalva, quando alguém sofre um acidente e precisa de transfusão, pode-se fazê-la DIRETAMENTE, sem misturar com o sangue de ninguém nem nada, desta forma se faz DIRETAMENTE com aquela pessoa com o objetivo de salvar a vida. Quando recebemos sangue de alguém, cria-se um vínculo astral, e é necessário ir ao Tribunal do Carma e queimar estes vínculos astrais.

Outra degeneração é quanto ao alimento, hoje este se torna cada vez mais artificial, e isto é muito ruim, a comida artificializada (contaminada com hormônios de crescimento, edulcorantes, estabilizantes, corantes e outros compostos artificiais) não possui a mesma força vital que a natural, vem adulterada, e isso sem falarmos nos famosos enxertos, e nos animais que crescem rapidamente com doses de hormônios, além da pior praga dos últimos tempos, os alimentos transgênicos, que adulteram violentamente a parte etérica/energética das plantas.

Os hormônios que são dados aos animais, para que cresçam mais rápido, influem no corpo vital do ser humano que o come, facilitando a degenerações de todo tipo e o aumento considerável das chamadas “doenças modernas” (infartos, AVC, diabetes etc.).

Devemos buscar o alimento mais natural possível, verduras sem agrotóxicos, produtos naturais, carnes sem hormônios, alimentos integrais (como o maravilhoso arroz integral), nada de alimentos mudados geneticamente; quanto mais natural, melhor a alimentação, e o organismo agradece.

Quando doentes, não devemos ser fanáticos, negando os medicamentos e tratamentos alopáticos da ciência moderna, porém, ao mesmo tempo devemos suplicar ao nosso Real Ser Divino para que interceda junto aos Veneráveis Mestres da Medicina, pois é indubitável que o poder da fé produz milagres.

Quanto à Elementoterapia, a cura ocorre através dos elementais das plantas, que são os que verdadeiramente curam, e não somente os corpos das plantas. Infelizmente, não estamos preparados ainda para este universo dos elementais da Natureza, pois é necessário que sejamos homens despertos e conscientes, para então, após, e somente após, conseguirmos eliminar a causa real das doenças (o Ego) e possamos utilizar a cura através dos elementais da Mãe Natureza.

Claro que devemos começar por algum ponto de partida, devemos amar as plantas, os animais, abraçar as árvores nos parques, pedir a eles que nos deem sua sabedoria e energia vital, e acima de tudo, pedir a nosso Cristo Interno que faça com que essa planta com a qual estamos trabalhando realize a cura que se deseja. Devemos nos lembrar SEMPRE de que quem cura é Deus, nosso Pai Interno, o Divino Espírito Santo Cósmico, que utilizará o elemental da árvore ou planta que estivermos trabalhando.

Lembre-se: A Medicina Esotérica é algo prático. Vivencie intensamente esses ensinamentos e não tenha medo de ser feliz…

Ali Onaissi – Jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnLine

Incrível aumento do número de erupções vulcânicas

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Estima-se que existam atualmente 1.500 vulcões ativos no mundo, 550 em terra e o restante no oceano.

Algumas regiões do planeta estão sendo monitoradas continuamente em relação à atividade vulcânica, como Alasca, Islândia, Indonésia, Equador, Japão, Itália e, mais recentemente, México. Na Itália há cinco vulcões “preocupantes”; no Japão, são 86… E o número de erupções no mundo vem aumentando já há tempos, e de tal forma que nenhum cientista consegue explicar o porquê disso.

A título de ilustração, observe o gráfico abaixo (extraído da página Volcano), que mostra o registro de erupções conhecidas do vulcão Merapi, na Indonésia, ao longo dos últimos séculos, até o ano de 1997.

As maiores erupções mundiais registradas no século 20 ocorreram a partir de 1970, o que demonstra a extraordinária atividade vulcânica no planeta nestes últimos anos. Estima-se que durante a década de 1980 pelo menos 450 mil pessoas tiveram de abandonar suas casas em razão de atividades vulcânicas.

Na década de 1970 houve 21 grandes erupções vulcânicas registradas. Já na década de 1980 ocorreram 36 erupções desse porte. Apenas nos primeiros cinco anos da década de 1990 (1990 a 1994), houve nada menos que 55 grandes erupções vulcânicas. Algumas erupções registradas no século 20 causaram espanto pela súbita entrada em atividade de vulcões “adormecidos” há décadas ou séculos, e também pela inusitada violência das explosões e consequências advindas.

  • Depois de mais de 175 anos de inatividade, o Monte Santa Helena, na região sudeste do estado de Washington, entrou repentinamente em atividade na manhã do dia 18 de maio de 1980. Foi a maior erupção da história dos Estados Unidos. O estrondo foi ouvido e sentido num raio de 300 quilômetros. A força da explosão atirou a mais de 10 quilômetros de altura uma massa compacta de rocha e espalhou cinzas pela área de seis Estados americanos e três Províncias canadenses, deixando em algumas localidades uma camada de quase 1 metro. A erupção escureceu o céu em grande parte do estado de Washington, tendo sido considerada equivalente à mais potente detonação nuclear já feita. Pelo menos 57 pessoas morreram, além de aproximadamente 7 mil animais de grande porte. Até então, em toda a história americana, apenas duas pessoas haviam perdido a vida em decorrência de erupções vulcânicas.
  • A erupção do vulcão mexicano El Chicón, em 1982, foi tão intensa, que envolveu todo o planeta numa ampla camada de ácido sulfúrico e hidroclórico.
  • Em 1983, o vulcão Kilauea (Havaí) entrou em erupção, e até fins de 1997 permanecia nesta situação.
  • Em 1985, a erupção do Nevado del Ruíz, na Colômbia, matou pelo menos 25 mil pessoas.
  • A erupção do vulcão Pinatubo, nas Filipinas, ocorrida em junho de 1991 depois de mais de 600 anos de inatividade, foi considerada a segunda maior erupção vulcânica do século, acarretando a morte de aproximadamente 800 pessoas. O material lançado na atmosfera circundou o globo em três semanas e cobriu 42% do planeta, dois meses depois da erupção. O inverno extremamente rigoroso da Nova Zelândia, em 1992, os violentos ciclones daquele ano (como o Andrew e o Iniki), assim como as chuvas torrenciais que alagaram o Meio-Oeste dos Estados Unidos em 1993, foram atribuídos aos efeitos atmosféricos ocasionados pelo Pinatubo. Em julho de 1995, chuvas torrenciais transformaram em rios de lama as cinzas e as rochas depositadas na encosta do vulcão durante a erupção de 1991. Perto de 7.800 pessoas tiveram de fugir da lama, que invadiu várias localidades com uma altura de até 3 metros e cobriu pelo menos 266 casas.
  • Também em julho de 1995 um vulcão das montanhas Soufrière, na Ilha de Montserrat, acordou violentamente depois de 400 anos sem dar sinal de vida. Cerca de 6 mil pessoas tiveram de abandonar suas casas. Desde aquela época o vulcão permanece em atividade.
  • Em outubro de 1996, um vulcão inativo há 70 anos na Rússia entrou em atividade, ao mesmo tempo que na Islândia um vulcão entrou em erupção sob uma capa de gelo de cerca de mil metros de espessura, provocando uma enchente de água e enxofre e formando uma espessa nuvem escura sobre o país.
  • Em 1997, o vulcão Popocatepetl, no México, teve a maior erupção dos últimos 72 anos, lançando fumaça e cinzas a 13 quilômetros de altura.
  • Em fins de 1997, geólogos descobriram que um vulcão próximo de Roma, extinto há 2 mil anos, estava despertando. Uma enorme bolha de magma formara-se a 5 quilômetros da superfície. De acordo com matéria publicada no jornal Sunday Times, está sendo observado nos últimos anos um recrudescimento da atividade vulcânica em toda a Europa…

Alguns especialistas sustentam que as últimas grandes erupções vulcânicas tiveram impacto significativo na temperatura das superfícies do mar e da terra, na pressão atmosférica e nos índices de precipitações pluviométricas.

Em dezembro de 1997, cientistas britânicos publicaram um estudo sustentando que a mudança no nível dos mares causada pelo aquecimento global poderia provocar a erupção de centenas de vulcões novos ou inativos. A equipe notou que 90% dos vulcões ficam perto do mar ou são por ele rodeados.

O aumento do nível da água corrói a lava e enfraquece as rochas, fazendo com que a montanha não possa suportar a pressão interna do magma e acabe explodindo. Esta teria sido a causa, segundo os cientistas, de um vulcão chamado Pavlov ter entrado em atividade.

Também há estudos que procuram estabelecer uma correlação entre o deslocamento dos polos magnéticos e as explosões solares com a frequência das erupções vulcânicas. Os polos magnéticos da Terra deslocam-se continuamente em torno dos polos geográficos (chama-se a isso Precessão dos Equinócios), os quais tampouco são estáticos.

No período compreendido de 1850 a 1950, os polos magnéticos deslocaram-se em média 2 milhas por ano.

A partir de 1950 – época do recrudescimento da atividade vulcânica – o polo norte-magnético deslocou-se mais de 200 milhas, com um aumento de 400% de declinação. O dr. R. B. Stother, do Instituto Goddard para Estudos Espaciais, fez uma pesquisa em mais de 55 mil explosões solares catalogadas desde 1500, e encontrou uma relação entre os limites inferiores do ciclo solar e as erupções vulcânicas na Terra.

Segundo o que foi divulgado, há 97% de chance de que esta correlação não seja simples casualidade.

Assim como com os terremotos, as erupções vulcânicas também têm um índice que mede sua intensidade. É o Índice de Explosão Vulcânica (em inglês, VEI). A tabela abaixo descreve as características dos oito estágios existentes:

VEI Descrição Altura da fumaça Frequência
0 não-explosivo < 100 m diária
1 suave 100 – 1000 m diária
2 explosivo 1 – 5 km semanal
3 severo 3 – 15 km anual
4 cataclísmico 10 – 25 km um em 10 anos
5 paroxísmico > 25 km um em 100 anos
6 colossal > 25 km um em 100 anos
7 supercolossal > 25 km um em 1.000 anos
8 megacolossal > 25 km um em 10.000 anos

Durante o século 20 (até 1991) foram registradas cinco erupções com VEI 5 e duas com VEI 6, ultrapassando em muito as expectativas de ocorrência do fenômeno.

O gráfico abaixo mostra o número das erupções mais mortíferas conhecidas, abrangendo apenas aquelas que causaram mais de 500 mortes. Observe-se o recrudescimento desse tipo de erupção no século 20. O gráfico da direita indica o número de mortes ocasionadas por essas erupções em cada século.

O elevado número de mortos registrados no século 19 deve-se basicamente a duas erupções: a de Tambora, Indonésia, em 1815, que acarretou 92 mil mortes, e a famosa erupção de Krakatoa, também na Indonésia, em 1883, que matou mais de 36 mil pessoas.

Uma visão conjunta das notícias sobre erupções vulcânicas, obtidas apenas em um intervalo aleatório de tempo, como amostragem, fornece uma ideia do incremento desse tipo de fenômeno em várias regiões do globo. Os dados apresentados a seguir referem-se apenas ao 2º semestre do ano de 1951. Em todos eles, os habitantes da localidade foram atingidos de uma ou de outra forma.

Em 31 de julho, o vulcão Nevado del Ruíz, na Colômbia, voltou inesperadamente à atividade. Os comitês de emergência declararam alerta ante o aumento dos fenômenos registrados no vulcão, que se situavam entre sete e dez movimentos por hora.

Em 15 de agosto, os especialistas detectaram uma “inusitada e repentina atividade” do vulcão Cerro Negro, na Nicarágua, e avisaram a população para se manter afastada das proximidades. Em fins de novembro o vulcão entrou em erupção, provocando a retirada de 3,5 mil pessoas das localidades próximas. Os fluxos de lava podiam ser vistos a quase 2 quilômetros de distância, e sobre o vulcão subiu uma nuvem branca e cinza de mais de 4 mil metros de altura.

Em 27 de setembro, o vulcão Ruapehu, na Nova Zelândia, entrou em erupção. Durante quatro dias, rochas incandescentes, lava e vapor d’água foram arremessados a até 3 mil metros de altura. A erupção foi a mais forte dos últimos 50 anos e provocou a suspensão dos voos, interdição de estradas e corrida aos supermercados.

Em 10 de dezembro, mais de 200 pessoas tiveram de se refugiar em albergues, em razão do aumento das erupções de gás, cinzas e pedras do vulcão Rincón de La Vieja, na Costa Rica.

Além dos casos mencionados acima, houve ainda erupções ou atividades vulcânicas de grande porte em várias partes do mundo em 1995, as quais, todavia, não mereceram maior interesse da imprensa, provavelmente porque não foram palco de grandes danos materiais ou mortes. O mesmo panorama repetiu-se nos anos de 1996 e 1997.

O Supervulcão de Yellowstone

O maior vulcão do planeta Terra, o chamado supervulcão Yellowstone, que fica no Parque Nacional de Yellowstone, estado de Wyoming (Estados Unidos), está dando o ar de sua graça.

Como se não bastasse os despertamentos de vulcões na Islândia, no Japão, na Rússia e agora no Chile (dezembro de 2011), esse supervulcão está dando umas bocejadas…

O problema é que no dia 19 de janeiro de 2011 o supervulcão deu uma respirada, inchou mesmo, uma grande área do parque se elevou em mais de 25 centímetros de altura a uma velocidade surpreendente e vários lugares agora têm imensas rachaduras profundas que foram abertas por isso…

Se esse supervulcão despertar, videntes afirmam que o continente americano inteiro, de cima a baixo (ou seja, do Centro dos EUA até o Sul do Brasil) vai rachar ao meio…

O lado oriental da América do Sul afundará inteiramente, restando possivelmente somente partes das Cordilheira dos Andes e da Sierra Madre.

Amigos, vamos acordar para o que está acontecendo?

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No centro dos EUA existem diversos supervulcões, dos quais o mais preocupante é o de Yellowstone. Na verdade, todos eles são preocupantes