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O fim da Atlântida e o nosso fim

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No velho Egito dos faraós, os sacerdotes de Saís disseram a Sólon que a Atlântida fora destruída 9 mil anos antes de conversarem com esse sábio grego…

Em um antigo manuscrito maia conservado no Museu Britânico, pode-se ler o seguinte: “No ano 6 de Kan, o II Muluc, no mês Zrc, ocorreram terríveis terremotos, que continuaram, sem interrupção, até o 13 Chuen. O país das colinas de barro, a terra de Mu, foi sacrificado. Depois de duas comoções, desapareceu durante a noite, sendo constantemente estremecido pelos fogos subterrâneos, que fizeram com que a terra afundasse e reaparecesse várias vezes e em diversos lugares. No fim, a superfície cedeu e dez países separaram-se e desapareceram. Afundaram-se 64 milhões de habitantes, 8000 anos antes de se escrever este livro”.

O famoso dr. Heinrich Schliemann, que teve a alta honra de haver descoberto as ruínas da velha Troia, achou, no meio do tesouro de Príamo, um estranho jarrão de forma muito peculiar, sobre o qual estava gravada uma frase com caracteres fenícios e que, textualmente, dizia: “Do rei Kronos da Atlântida”.

É interessante saber que, dentre os objetos desenterrados em Tiahuanaco, foram encontrados jarrões muito semelhantes aos do tesouro de Príamo; quando ditos jarrões misteriosos foram intencionalmente quebrados, com propósitos científicos, encontraram dentro deles certas moedas, nas quais se podia ler, com clareza, uma frase que dizia: “Emitida no templo das paredes transparentes”.

Falando esotericamente, diremos que todo Templo de Mistérios, que todo lumisial gnóstico é, de fato, um templo de paredes transparentes, com o infinito estrelado por teto, porém, o templo mencionado nos jarrões misteriosos era a tesouraria nacional atlante.

Nos arquivos do antigo templo budista de Lhassa, pode-se ler, ainda, uma inscrição caldaica muito antiga, escrita 2 mil anos antes de Cristo, que diz: “Quando a estrela Baal caiu no lugar onde agora só existem mar e céu, as sete cidades, com as suas portas de ouro e templos transparentes, tremeram e sacudiram como as folhas de uma árvore batida pela tormenta. E eis que uma onda de fogo e fumo se elevou dos palácios e os gritos de agonia da multidão encheram o ar.

Procuraram refúgio em seus templos e cidadelas e o sábio Mu, o sacerdote de Ra-Mu, apresentou-se e lhes disse: ‘Não vos predisse isso?’ E os homens e as mulheres, cobertos de pedras preciosas e de brilhantes vestiduras, clamaram dizendo: ‘Mu, salva-nos’, e Mu replicou: ‘Morrereis com vossos escravos e com vossas riquezas e, de vossas cinzas, surgirão novas nações. Se os seus habitantes se esquecerem de que devem ser superiores, não pelo que adquirem, mas pelo que dão, a mesma sorte lhes tocará!’ As chamas e o fumo afogaram as palavras de Mu e a terra se fez em pedaços, submergindo com os seus habitantes, nas profundezas, em poucos meses”.

A civilização atlante não pôde, ainda, ser superada pela nossa tão cacarejada civilização moderna. Os atlantes também conheciam a energia atômica e a utilizavam na paz e na guerra.

A ciência atlante teve a tremenda vantagem de estar unida à magia: fabricavam-se robôs extraordinários, que eram controlados por certo tipo de elementais superiores. Estes robôs, assim dotados de inteligência, pareciam seres humanos e serviam fielmente aos seus amos. Qualquer robô podia informar ao seu dono sobre os perigos que o ameaçavam e, em geral, sobre múltiplas coisas da vida prática.

Os atlantes possuíam máquinas tão extraordinárias e maravilhosas, como aquela que, telepaticamente, podia transmitir, à mente de qualquer ser humano, preciosa informação intelectual. As lâmpadas atômicas iluminavam os palácios e os templos de paredes transparentes. As naves marítimas e aéreas do velho continente submerso foram impulsionadas por energia nuclear.

Os atlantes aprenderam a desgravitar os corpos à vontade. Com um pequeno aparelho, que cabia na palma da mão, podiam fazer levitar qualquer corpo, por pesado que fosse.

O Deus Netuno governou, sabiamente, a Atlântida. Era digno de se ver o templo sacratíssimo deste Deus Santo. As paredes ou muros prateados de dito templo assombravam por sua beleza; as cúpulas e tetos eram todos de ouro maciço, da melhor qualidade; o marfim, a prata, o ouro e o bronze luziam no interior do Templo de Netuno, com todos os régios esplendores dos antigos tempos.

A gigantesca escultura sagrada do mui venerado e mui sublime Deus Netuno era toda de ouro puro. Aquela inefável estátua misteriosa, montada em seu belo carro puxado por exóticos corcéis e a respeitável corte de cem nereidas, infundiam, na mente dos devotos atlantes, profunda veneração.

As cidades atlantes foram florescentes enquanto seus habitantes permaneceram fiéis à religião de seus pais, enquanto cumpriram com os preceitos do Deus Netuno, enquanto não violaram a lei e a ordem; porém, quando profanaram as coisas sagradas, quando abusaram do sexo, quando se mancharam com os sete pecados capitais, foram castigados e submergidos, com toda as suas riquezas, no fundo do oceano.

Os sacerdotes de Saís disseram a Sólon: “Todos os corpos celestes, que se movem em suas órbitas, sofrem perturbações que determinam, no devido tempo, uma destruição periódica das coisas terrestres por um grande fogo”.

OS ARIANOS

A época da submersão da Atlântida foi realmente uma era de muitas transformações geológicas. Emergiram, então, do seio profundo do imenso mar, outras terras firmes, que formaram novas ilhas e continentes. Alguns sobreviventes atlantes refugiaram-se no pequeno continente de Grabontzi, atual África, o qual aumentou de tamanho e extensão devido a que outras áreas de terra firme, que emergiram das águas vizinhas, somaram-se a ele.

O Golfo do México, antigamente, foi um formoso vale; as ilhas das Antilhas, as Canárias e a Espanha, são pedaços da submersa Atlântida.

O antigo mar de Kolhidius, situado a noroeste do continente então recém-formado e conhecido como Ash-Hartk (Ásia), mudou de nome e hoje se conhece com o nome de Mar Cáspio. As costas do Mar Cáspio estavam formadas por terras que, ao emergirem do oceano, se haviam unido ao continente da Ásia. A Ásia, o Mar Cáspio e todo esse “bloco” de terra junto, é o que hoje em dia se conhece como Cáucaso. Dito bloco, naqueles tempos, chamou-se Frianktzanarali e, mais tarde, Kolhidishissi; porém, hoje em dia, como já dissemos e repetimos, é o Cáucaso.

Por aquelas épocas, um grande rio, que fertilizava toda a rica terra de Tikliamis, desembocava no Mar Cáspio; este rio chamava-se, então, Oksoseria e ainda existe, porém já não desemboca no Mar Cáspio devido a um tremor secundário que o desviou para a direita.

O rico caudal de águas deste rio precipitou-se violentamente pela zona mais deprimida do continente asiático, dando origem ao pequeno Mar de Aral; porém, o antiquíssimo leito deste velho rio, chamado agora Amu Daria, ainda se pode ver, como um sagrado testemunho do curso dos séculos.

A Atlântida passou por terríveis e espantosas catástrofes antes de desaparecer totalmente.

A primeira catástrofe sucedeu há 800 000 anos, pouco mais ou pouco menos; a segunda catástrofe ocorreu há uns 200 mil anos; a terceira, faz uns 11 mil anos, da qual, como de seu dilúvio, guardam mais ou menos confusa recordação todos os povos.

Depois da terceira grande catástrofe, que acabou com a Atlântida, o antigo país de Tikliamis, com a sua formidável capital situada nas margens do já citado rio, que desembocava no mar Cáspio e que, mais tarde, deu origem ao mar de Aral, foi coberto, com todos os seus povos e aldeias, pelas areias e, agora, é somente um deserto.

Por aquelas épocas, desconhecidas para um Cesare Cantu e a sua história universal, existia na Ásia outro belo país, conhecido pelo nome de Marapleicie. Este país comerciava com Tikliamis e até existia entre ambos muitíssima competição comercial.

Mais tarde, este país de Marapleicie veio a tomar o nome de Goblândia, devido à grande cidade de Gobi.

Goblândia e a sua poderosa cidade foram tragadas pelas areias do deserto. Sob as areias do deserto do Gobi acham-se ocultos riquíssimos tesouros atlantes e poderosas máquinas desconhecidas para este povo da raça Ária.

De quando em quando, as areias deixam a descoberto todos estes tesouros, mas ninguém se atreve a tocar neles, porque aquele que o intentar será morto instantaneamente pelos gnomos, que os guardam.

Somente os homens da futura Sexta Grande Raça poderão conhecer esses tesouros e isto sob a condição de uma conduta reta.

Muitos comerciantes de pérolas da Atlântida salvaram-se, refugiando-se na Perlândia, país conhecido hoje em dia como Índia.

Foram os atlantes que construíram as pirâmides egípcias e astecas; fundaram a civilização inca e estabeleceram os Mistérios na Índia, China, Egito, Iucatã etc. etc. etc.

Desapareceu a Raça Atlante, tragada pelo mar. A dita raça teve sete Sub-raças, a última das quais, a sétima, corresponde aos sobreviventes da Grande Tragédia.

A semente de nossa Raça Ária é nórdica, porém ao mesclar-se com os sobreviventes atlantes, deu origem às Sub-raças do tronco Ário.

A primeira Sub-raça floresceu na Ásia Central. A segunda desenvolveu-se na Índia e em todo o Sul. A terceira criou as poderosas civilizações da Babilônia, Caldeia, Egito etc. A quarta desenvolveu-se em Roma, Grécia. Itália etc. A quinta Sub-raça é a Anglo-saxônica e Teutônica.

Os grandes tratadistas da Antropogênese moderna, tais como H P B, Rudolf Steiner, Max Heindel e outros, cometeram o erro muito lamentável de supor que, nestes momentos, nos encontramos na Quinta-Sub-Raça da Quinta Raça-Raiz, como se nós, os latino-americanos, não existíssemos, como se nós também fôssemos Anglo-saxões ou Teutônicos, ou algo equivalente.

É absurdo ignorar o fenômeno racial da América Latina; é claramente lógico que, da mescla dos conquistadores espanhóis com as tribos indo-americanas, resultou, de fato e por direito próprio, uma nova Sub-raça: A Sexta Derivação Ariana.

O trabalho de formação da sexta sub-raça, no território pele vermelha, foi muito mais difícil, porque os conquistadores ingleses, em vez de se mesclarem com os nativos indígenas, destruíram-nos, assassinaram-nos e só de forma muito insignificante e incipiente se realizou tal mescla de sangues. Por isso, a Fraternidade Oculta, que governa os destinos do mundo, viu-se na necessidade de converter o território americano em um crisol de fundição de raças: nos EUA todas as raças do mundo se misturaram para formar (outro ramo) da Sexta Sub-raça, com enorme dificuldade.

A sexta sub-raça na América Latina formou-se facilmente, e isso é algo que não devem ignorar os tratadistas da antropogênese e do ocultismo.

A sétima sub-raça ária ainda não existe, porém existirá e estará formada pelos sobreviventes do novo grande cataclismo, que muito cedo destruirá a raça ariana.

Naqueles reinos da Ásia central, hoje desaparecidos e cujas ruínas ainda existem nos Himalaias, ao redor do Tibete e naqueles outros países, como Goblândia, Marapleicie etc., todos eles situados no coração da Ásia, existiram as poderosas civilizações espirituais da primeira sub-raça ária.

Em Perlândia, a terra sagrada dos vedas, a velha Índia, e em todas essas regiões do sul da Ásia, existiram formidáveis culturas esotéricas e tremendas civilizações onde se desenvolveu a segunda sub-raça ária.

Babilônia, antes da sua decadência, Caldeia e os seus augustos mistérios, Egito e as suas pirâmides, foram o cenário de ricas e poderosas civilizações criadas pela terceira sub-raça ariana.

Atenas, a grande cidade fundada pela Deusa Atena, e Roma, antes da sua degeneração e destruição, foram o cenário maravilhoso onde se desenvolveram as poderosas civilizações da quarta sub-raça ária.

A primeira e a segunda guerras mundiais, com toda a sua barbárie e corrupção moral, assinalam, com o seu dedo acusador, os homens e mulheres da quinta sub-raça ária.

A América Latina é o cenário da sexta sub-raça, já que os nossos primos do Norte, os “gringos”, são ainda demasiado anglo-saxões.

A raça Ária, em vez de evoluir, involuiu, e a sua corrupção agora é pior do que a dos atlantes; a sua maldade é tão grande que já chegou ao céu; a raça Ária será destruída, para que se cumpra a profecia que Ra-Mu fizera na submersa Atlântida: “Se eles se esquecerem de que devem ser superiores não pelo que adquirem, mas pelo que dão, a mesma sorte lhes tocará”.

Realmente, a Raça Ária é uma fruta podre, uma fruta que cairá da árvore da vida, sob o peso de sua própria podridão.

Os estudantes ocultistas se enchem de infinito horror quando revisam a história da Atlântida nos registros akáshicos da natureza, porém, os atlantes tiveram religião e, neste sentido, foram menos degenerados que os sequazes do marxismo-leninismo, que odeiam de morte a todos os princípios religiosos.

Os iniciados sentem indizível pavor psíquico quando recordam aquela mulher, de beleza maligna e sedutora, da antiga Atlântida, aquela rainha Katebet dos tristes destinos, que governou soberana em todos os estados do sul do continente submerso e na poderosa cidade das portas de ouro.

Realmente, não existe na história dos Borgia e dos Medici perversidade semelhante; aquela beleza maligna cativava com a sua necromancia, seduzia com os seus encantos a príncipes e reis, fascinava-os com seus embelezamentos e muitas donzelas e crianças foram imoladas em seu nome às tenebrosas entidades dos mundos infernos.

A medicina sacerdotal atlante descobrira, naquele tempo, o que hoje podemos chamar, cientificamente, de opoterapia humana, quer dizer, a aplicação aos enfermos e caducos dos sucos glandulares de pituitrina, tiroidina, adrenalina, etc. Aqueles sacerdotes-médicos, não só utilizavam a química das ditas glândulas endócrinas, hormônios e sucos, senão, também, a hiperquímica de tais glândulas, os fluidos psíquicos vitais dos chacras ou centros magnéticos do organismo humano, intimamente relacionados com tais centros endócrinos. As vítimas da imolação, depois de retiradas das pedras de sacrifício, eram levadas a certas câmaras secretas, onde os sacerdotes-médicos extraíam de tais cadáveres as preciosas glândulas endócrinas, tão necessárias para conservar o corpo da rainha fatal com todo o encanto e beleza de uma juventude que suportou o peso de muitos séculos.

O mais espantoso de tudo era aquele momento em que os sacerdotes, depois de extraírem secretamente as glândulas do cadáver, arrojavam-no às fanáticas multidões envilecidas que, sedentas, o devoravam; assim estes povos se tornaram antropófagos.

Analisando bem todas essas coisas, ficamos espantados, horrorizados, mas todas estas barbáries se tornam pequenas, parecem até ridículas, quando as comparamos com as atrocidades da primeira e da segunda guerra mundiais, com a monstruosa explosão da bomba atômica nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

Todas as barbáries da Atlântida são insignificantes ante as câmaras de gás, onde milhões de mulheres, crianças e velhos, despojados de suas roupas, morreram no mais infinito desespero.

Horrorizamo-nos com a bestialidade atlante, porém, milhões de vezes piores foram os bombardeios sobre a martirizada Londres, os campos de concentração, os fuzilamentos, os enforcamentos, as cidades destruídas pelas criminosas bombas, as enfermidades, a fome e o desespero.

Nunca na história dos séculos houve, antes, perversidade maior do que a desta Raça Ária, caduca e degenerada, e, para cúmulo dos males, agora se levantou a Torre de Babel com o propósito de conquistar o espaço infinito.

Se Aquele, o Divino, não interviesse na conquista do espaço, em pouco tempo as hordas terrícolas assaltariam Marte, Vênus, Mercúrio etc., e se repetiriam naqueles mundos habitados todos os crimes de um Hernán Cortés no México ou de um Pizarro no Peru.

Se Isso que não tem nome, se Isso que é o Real, o Divinal, não interviesse agora, converter-se-ia em cúmplice do delito.

No mundo dos absurdos, não existe coisa mais absurda do que supor-se, por um momento sequer, essa mulher vestida de púrpura e escarlate de que nos fala o Apocalipse, essa grande Rameira Humana, cujo número é 666, conquistando outros mundos habitados com os seus famosos foguetes e coroada rainha e senhora do espaço infinito.

A nova catástrofe, que acabará com a raça Ária, é totalmente justa e absolutamente indispensável!

Samael Aun Weor

Origem esotérica do bobo da corte

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Quem já não assistiu a algum filme ou desenho animado mostrando aquele personagem engraçado, vestindo roupa nas cores vermelha e azul, com três sininhos na cabeça? Quem não o identificaria como o bobo da corte? Este personagem foi muito ativo nas cortes europeias medievais. Fazia a nobreza rir, divertir-se durante os banquetes. Contava piadas, fazia mímicas, imitações, tudo para entreter o nobre público.

Porém, há algo de esotérico nesse personagem bizarro? Qual sua origem, em que se baseiam suas traquinagens? Há algo de esotérico, de simbólico nele? A sabedoria gnóstica explica isso maravilhosamente.

O bobo da corte tem uma origem dentro da sabedoria súfi. Os mestres súfis, ao acompanhar os movimentos islâmicos na Ibéria e também nas épocas conturbadas das Cruzadas, trouxeram várias tradições esotéricas que se incorporaram ao folclore europeu.

Vemos por exemplo as danças rodopiantes na Escócia, as Valsas, a tradição dos Trovadores (palavra que significa Buscador, ou seja, aqueles que ensinavam a Sabedoria Superior por meio da música e dos contos-de-fada de feudo em feudo, de castelo em castelo), e também o bobo da corte.

O bobo da corte – representado no baralho como o Curinga, o que pode alterar o jogo radicalmente – tinha como função imitar as atitudes e os gestos (corporais, faciais etc.) de todos, contava histórias que não tinham “nem pé nem cabeça”, porém seu significado oculto era sempre o de fazer com que todos refletissem. Refletir sobre o quê? Sobre a incongruência, a subjetividade, do ser humano.

Suas atitudes dúbias, conflitivas, que numa hora o levam a uma direção, noutra o conduzem a uma direção totalmente diferente, muitas vezes até em sentido contrário. Essa é a finalidade essencial, primitiva, dos Ensinamentos do bobo da corte. Levar uma sabedoria psicológica por meio do riso, das alegorias subjetivas, das pantomimas, do hilário.

Que tal despertarmos nosso bobo da corte interior? Ou seja, despertar aquela faculdade da Consciência que vigia as manifestações do Ego? Que não permite que desenvolvamos o defeito da autoimportância, da auto-consideração, do amor-próprio??? Claro, sem perdermos o sentido cósmico do autorrespeito!

O bobo é um personagem comum e recorrente, por exemplo, nas peças de William Shakespeare. Geralmente, o Bobo shakespeariano é um personagem aparentemente ingênuo e inconsequente, de língua afiada, que serve para insultar e fazer comentários ásperos e irônicos sobre as atitudes e posturas dos demais personagens.

Na maioria das peças em que aparece, esse personagem mantém-se à margem da trama, falando diretamente à plateia.

O bobo da corte era uma figura real comum na época de Shakespeare. A rainha Elizabeth, por exemplo, costumava mantê-los em sua corte. Usado tanto nas comédias quanto nas tragédias, os bobos mais relevantes de Shakespeare são o da corte do Rei Lear (que funciona como um alter ego, um espelho, do próprio Lear), o bobo profissional de Timão de Atenas (em torno do qual se desenvolve uma espécie de subtrama).

Muitas pessoas, a maioria de nós infelizmente, riem dos bobos da corte, sem compreender que estão rindo de si mesmas. As situações ridículas e incongruentes são delas mesmas. E o bobo da corte queria, na verdade, que esse público compreendesse que nós é que somos os bobos, que nossa vida é cheia de esquisitices, de multiplicidades psicológicas, de diabruras mentais, de conflitos. Se essa situação não fosse lamentável, deveríamos rir de nós mesmos.

Vemos essa mesma situação de ensinamento esotérico, psicológico, nas obras do grande mestre William Shakespeare. Suas peças são de fundo didático. Ali vemos os conflitos, as desgraças, os desequilíbrios, as fatalidades a que somos levados em nossas pobres vidas de gente inconsciente e hipnotizada. Assim como os bobos da corte, Shakespeare nos faz ver a nós mesmos em cada personagem de sua vasta e maravilhosa obra.

Ah, um lembrete: a palavra Shakespeare é uma “corruptela” de duas palavras iniciáticas do Sufismo: “Sheikh” e “Pyr”, Mestre e Guia. Shakespeare é a encarnação do grande Mestre da Luz conhecido por todos como Conde de Saint Germain.

O HUMOR CÁUSTICO DE NASRUDDIN

Um exemplo clássico da linguagem simbólica do autodesprezo e da ridicularização do próprio Ego são os ensinamentos do grande mestre súfi Nasruddin. Há controvérsias sobre se ele realmente existiu ou não. Muitos pesquisadores dizem que ele foi na verdade um personagem criado para centralizar os ensinamentos psicológicos de muitos mestres sufis.

Mas, isso não importa. O que vale é que recomendamos ao leitor buscar os livros do mestre Nasruddin e beber dessa fonte límpida. Claro que muitas histórias não deixam de ser engraçadas. Vale a pena rir um pouco, vale a pena rir de nós mesmos. Em seguida, damos um exemplo de duas história contadas pelo mestre Nasruddin. Ria e reflita.

SOPA DE PATO

Certo dia, um camponês foi visitar Nasruddin, atraído pela grande fama deste sábio e desejoso de ver de perto o homem mais ilustre do país. Levou como presente um magnífico pato. O mestre, muito honrado, convidou este homem a jantar com ele e a pernoitar em sua casa. Comeram uma saborosa sopa preparada com o pato. Na manhã seguinte, regressou a seu lar, feliz de haver passado algumas horas com um personagem tão importante.

Alguns dias mais tarde, os filhos deste camponês foram à cidade e de regresso passaram pela casa de Nasruddin. Somos os filhos daquele camponês que lhe presenteou um pato, disseram. Foram recebidos e convidados a comer sopa de pato.

Uns dias depois, dois jovens bateram à porta do mestre. Quem são vocês, o que querem? Somos os vizinhos do homem que lhe presenteou um pato. O mestre começou a lamentar ter aceito aquele pato. Sem embargo, fez cara de satisfeito e convidou seus hóspedes a comer. Adivinhem o quê???

Aos oito dias, uma família completa pediu hospitalidade a Nasruddin. E vocês, quem são? Somos os vizinhos dos vizinhos do homem que lhe presenteou um pato. Então, o mestre fez como se tivesse ficado contente e os convidou a comer. Ao cabo de uns instantes, apareceu com uma enorme sopeira cheia de água quente e encheu cuidadosamente os pratos de seus convidados. Logo depois de provar o líquido, um deles exclamou: Mas… o que é isto, nobre senhor? Por Alá, nunca vimos uma sopa tão aguada assim!!! Nasruddin se limitou a responder: Esta é a sopa da sopa da sopa de pato que com prazer lhes ofereço, os vizinhos dos vizinhos dos vizinhos do homem que me deu aquele pato.

(Moral da história: Em um momento dado, existe uma verdade. Em seguida, todos a querem conhecer, porém, recebem a versão da versão da versão da verdade. No fundo, nada podem aprender dela. Certas verdades são a sopa na qual já não há nem sombra do pato. Claro que cada um de nós poderá apreender algo dessa situação, um ensinamento diferente para cada um de nós.)

O GRAMÁTICO

Mulá Nasruddin consiguiu trabalho de barqueiro. Certo dia, transportando um gramático, este homem lhe pergunta: O senhor conhece gramática? Não, em absoluto nada!, responde com firmeza Nasruddin. Bem, permita-me dizer que você perdeu metade da sua vida!, replica com desdém o erudito.

Pouco depois, o vento começa a soprar e a barca fica a ponto de ser tragada pelas ondas. Justo antes de ir a pique, o Mulá pergunta ao passageiro: Sabe nadar? Não!, contesta, aterrorizado o gramático. Bom, permita-me dizer-lhe que você perdeu toda a sua vida!

(Moral da história : É necessário instruir-se? Sim, é importante fazê-lo, porém há que se indagar para que serve o conhecimento adquirido e saber nos desfazer do que é inútil. De que servem todas as teorias sobre espiritualidade, o amor, o bem, a oração…, se jamais as aplicou? É como ocultar-se por trás desse saber para no fazer nada.)

DICAS DE UM BOM BOBO DA CORTE

1. Saiba falar quando deve falar e calar-se quando deve se calar. Palavras sem compromisso não têm valor; palavras não sustentadas por ações acabam provocando cinismo e desespero.
2. Observe o que se passa por trás de suas próprias palavras. Estão carregadas de ironias, sarcasmos, complexos, ressentimentos, ou outras segundas intenções?
3. Sua postura física. Como ela está agora? Você está se parecendo com um general montado sobre seu cavalo ou com um porco preguiçoso?
4. E seu rosto então? Como está a harmonia de suas expressões faciais?
5. Observe como você se aproxima das pessoas e dos projetos, e anote em um diário como você pensa.
6. Esteja disposto a reavaliar os desafios passados e a aprender com eles. Faça uma retrospectica de suas próprias falhas, sejam elas de conduta, de caráter, de saúde etc. Observe como suas reações às mais diversas situações da vida foram, no mínimo, hilárias. Lembre-se de quando você se ofendeu por “aquelas coisas importantes”.
7. Você se regozija nos momentos difíceis da vida? Por estranho que pareça, ele é sinal da disponibilidade de energia para transformar seu caráter. Os momentos duros são a maneira que a natureza tem de indicar uma atitude ou comportamento errado e, para a pessoa que não é egocêntrica, cada momento de dor é uma oportunidade para crescer.
8. Em vez de buscar cegamente, egocentricamente, a perfeição, lute pela excelência em tudo o que fizer. Basta ser uma pessoa atenciosa. A vida é uma jornada. O sucesso é um processo, não o pedestal. Lembre-se que o mundo é Maya, é ilusão.
9. Desfrute do privilégio de fazer o bem. Não ajude olhando para os lados e procurando uma plateia. Não reze em praça pública. Não diga eu, eu, eu. Faça mais do que falar. O mundo precisa do seu amor, não do seu discurso.
10. Ah, e finalmente. O mundo é sério, mas não se contagie tanto com ele. Nosso mundo, nosso lar, não é este aqui. Saiba dar importância ao que verdadeira e eternamente é importante, essencial e Real!

Ali Onaissi – Jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnLine

Os perigos do rock

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Como ex-músico de rock, quero recomendar a você, estimado estudante, que por nenhum motivo escute as seguintes classes de rock: Heavy Metal, Acid Rock, Rock Satânico, Punk, Dark, Porno Rock e Rock Assassino.

Se você quiser ir mais além da mente, recomendamos que comece primeiramente a escutar a Música New Age e, depois, a clássica.

Análise Médico-Musical do Rock

Para aprofundar mais objetivamente nos prejuízos do rock, faz-se necessário investigar tanto a anatomia do homem quanto do som. Como surge esta relação?

Existe um fenômeno físico, na natureza das vibrações. Estamos falando do efeito que se produz ao executar uma nota ao piano, estando por exemplo uma guitarra não muito longe. Veremos que esta última vibrará a mesma nota sem que ninguém a toque. Isso se chama VIBRAÇÃO POR SIMPATIA. Desta forma, quando nos simpatizamos com uma pessoa, é porque vibramos ou estamos conectados pela mesma nota musical.

Assim, por esses motivos é que somos influenciados pelos sons externos.

Se somente escutamos músicas que tendem ao caos, a nossa psique, pela Lei de Correspondência, leva-nos também à desorganização psicológica e, portanto, ao caos.

Esse estado psicológico errôneo se manifestará através de depressões, histerias que o mesmo indivíduo não entende de onde vêm, levando-o a um comportamento descontrolado. Este estado caótico é o que está produzindo, compondo e executando a mal chamada música rock.

O Rock e as Glândulas Endócrinas

Para reafirmar o que estamos dizendo, necessitamos de bases sólidas, que encontraremos no campo da Endocrinologia. Como energia física, o som repercute na superfície total de nosso corpo, filtra-se através de nossos poros, chegando até o lugar em que se encontram as glândulas endócrinas, desequilibrando sua produção natural de hormônios.

Sob o efeito da pressão sonora, os simpatizantes do rock se excitam abusivamente, até chegar à irritação e, em alguns casos, à atrofia do organismo. Se existe mais adrenalina que o normal, observaremos uma pressão sangüínea, aumento do ritmo cardíaco, produzindo um caráter violento, como podemos ver com numerosas bandas que quebram seus instrumentos no palco.

O hormônio chamado gonadotrofina, juntamente com os hormônios sexuais, tanto masculinos quanto femininos, é o que produz reações incontroláveis do organismo. Pode-se observar que existem numerosos casos de esterilidade feminina devido à “contaminação sonora”, agravada à visita assídua às danceterias.

Anatomia da Música

A música cumpre com a Lei do Três, o famoso Triamatzikamno. Harmonia, Melodia e Ritmo. Esses são os princípios da música do Cosmo que poderia nos levar a refletir sobre o exposto por Pitágoras em sua Música das Esferas.

A melodia é a parte feminina do todo musical. É a sucessão de notas musicais para formar uma peça, uma canção etc. No Heavy e no Hard utilizam-se melodias muito residuais, tratadas com distorção, cujas vibrações são muito prejudiciais para as ondas cerebrais Alfa, que são as que nos induzem ao relaxamento.

A harmonia seria o suporte masculino que faz ressaltar a parte da melodia. Porém, podemos encontrar pessoas que utilizam os pedais dos efeitos eletrônicos para mudar o timbre do instrumento, de uma maneira destrutiva, selvagem, com um alto poder dissociativo de idéias, o qual cria confusão mental. Os instrumentos eletrônicos são mal utilizados porque se toca a composição musical desde um estado caótico.

Por fim, encontramo-nos com a parte mais destacada do rock: o ritmo. O mesmo ritmo que levamos na sociedade é o que produzem os jovens conjuntos da New Wave, ou nova onda. O caos e o ritmo se entremesclam, produzindo fusões de grandes poderes hipnóticos. Isso nos recorda as músicas tribais de alguns povos da África, com grande efeito fisiológico.

A bateria converteu-se num elemento fundamental, insubstituível, mesmo que se tente trocá-lo pela “bateria eletrônica” o ritmo do rock; a maioria das vezes é um som físico de resistência, não só para os que dançam, mas também para os que o escutam.

O ritmo, junto com a melodia, trabalha nesta música no chamado Contratempo, ou seja, notas que se dão na parte débil do compasso, e que são precedidas de silêncio. Temos comprovado que isso produz uma respiração alterada, entrecortada, que será a causa de tensões musculares e o famoso estresse.

Outra parte dessa música constitui-se na Sincopa, proveniente de antigas fontes do jazz. São notas que fazem perder o centro de gravidade rítmico, criando um clima de insegurança psicológica. Recordemos a palavra síncope: o que nos lembra? Isso em extremo é o que pode chegar a produzir este ritmo de algumas pessoas sensíveis, quebrando os ritmos naturais do coração.

Não queremos criar nenhum tipo de dogma, mas sim, convidamos a que cada um experimente por si mesmo. Porém, todos esses argumentos nos levam a sínteses que não só podem danificar psicologicamente, senão também fisiologicamente. Os fatos são os que têm de falar e falam por si mesmos.

Mistérios da vida e da morte

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Hoje vou falar sobre os mistérios da vida e da morte. É este o objetivo claro desta prédica. Vamos fazer uma plena diferenciação entre a Lei do Eterno Retorno de todas as coisas, a Lei da Transmigração das Almas, a Lei da Reencarnação, etc.

Chegou o momento de explicar amplamente todas estas coisas, a fim de que os estudantes possam se manter bem informados. É óbvio que a primeira coisa que alguém precisa saber na vida é de onde vem, para onde vai, qual é o objetivo da existência, para que existimos, por que existimos etc.

Inquestionavelmente, se queremos saber algo sobre o destino que nos aguarda, sobre o que é a vida, é indispensável saber o que é que somos; isto é urgente, inadiável, impostergável.

O corpo físico não é tudo. Um corpo é formado por órgãos, cada órgão é composto de células, cada célula de moléculas e cada molécula de átomos. Se fracionamos qualquer átomo, liberamos energia. Os átomos compõem-se de subpartículas, que giram ao redor dos elétrons, de prótons, de nêutrons, etc, etc Tudo isto sabe a física nuclear. Em última instância, o corpo físico se resume em distintos tipos e subtipos de energia. E isto é interessantíssimo.

O próprio pensamento humano é energia. Do córtex cerebral saem determinadas ondas que podem ser sabiamente registradas. Já sabemos que os cientistas medem as ondas cerebrais com aparelhos muito precisos, registrando-as em microvolts.

Assim, em última instância, nosso organismo se resume em diversos tipos e subtipos de energia. A chamada “matéria” nada mais é que energia condensada. Assim disse Einstein: E = mc2 (energia é igual a massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado).

Einstein também afirmou enfaticamente que a massa se transforma em energia e a energia se transforma em massa. Assim, em última síntese, a chamada matéria não é mais que energia condensada.

O corpo físico tem um fundo ou substrato vital orgânico. Quero referir-me enfaticamente ao Lingam-Sharira dos Teósofos, a condensação biotermoeletromagnética. Cada átomo do corpo vital penetra dentro de cada átomo do corpo físico e o faz cintilar. O duplo vital ou corpo vital é realmente uma espécie de duplo orgânico.

Se, por exemplo, um braço desse duplo vital sai do braço físico, sentimos que a mão “dorme”, que o braço “dorme”. Quando o braço vital volta a entrar no braço físico, a pessoa sente uma vibração como a que se sente quando um braço “dorme” e queremos “despertá-lo” – uma espécie de formigamento.

Se tirássemos definitivamente o corpo vital de uma pessoa física, e se não voltássemos a trazê-lo, a pessoa física morreria.

Assim, é bem interessante essa questão do corpo vital. Contudo, tal corpo nada mais é que a seção superior do corpo físico, é sua parte tetradimensional. Os vedantinos consideram o corpo vital e o corpo físico como um todo, uma unidade.

Um pouco além desse corpo físico, com sua base vital orgânica, encontramos o “Ego”. O Ego é uma soma de diversos elementos inumanos que carregamos em nosso interior. Tais elementos são denominados ira, cobiça, luxúria, inveja, orgulho, preguiça, gula etc.

Nossos defeitos são tantos que, ainda que tivéssemos mil línguas para falar e um palato de aço, não acabaríamos de enumerá-los.

Assim, o Ego não é mais que isso. Muitas pessoas entronizam o Ego no coração, constroem-lhe um altar, adoram-no… São equivocados sinceros, supõem que o Ego é divino, e nisto estão completamente enganados. Há os que dividem o Eu em dois: “Eu superior” e “Eu inferior”, e querem que o “Eu superior” controle o “Eu inferior”. Não querem essas pessoas dar-se conta de que seção superior e seção inferior de uma mesma coisa são a própria coisa.

O Eu é tempo, é um livro de muitos volumes. No Eu estão todas as nossas aberrações, todos os nossos defeitos, aquilo que faz de nós verdadeiros animais intelectuais, no sentido mais completo da palavra.

Alguns dizem que o alter ego é divino, e o adoram. É outro tipo de escapatória para salvar o Eu, para minimizá-lo. O Eu é o Eu, e isso é tudo.

A morte é uma subtração de frações. Terminada a operação matemática, o que continua são os valores. Estes valores são positivos e negativos, bons e maus. A eternidade os traga, os devora. Na luz astral, estes valores se atraem e repelem de acordo com as leis da imantação universal.

Esses valores são os mesmos elementos inumanos que constituem o Ego. Estes elementos às vezes chocam-se entre si, ou simplesmente se atraem ou repelem.

A morte é o regresso ao ponto de partida original. Um homem é o que é sua vida. Se não trabalha sua vida, se não trata de modificá-la, é óbvio que está perdendo seu tempo miseravelmente. Um homem não é mais que isso, o que é sua vida. Nós devemos trabalhar nossa própria vida, para fazer dela uma obra-prima.

A vida é como um filme; quando termina, o levamos para a eternidade. Na eternidade revivemos nossa própria vida que acaba de passar. Durante os primeiros dias, o desencarnado, o defunto, costuma ir para a casa onde morreu, e até mora nela. Se morreu, por exemplo, aos 80 anos, continuará vendo seus netos, sentando-se à mesa; isto é, o Ego está perfeitamente convencido de que ainda está vivo e não há nada que possa convencê-lo do contrário.

Para o Ego nada mudou, desgraçadamente. Ele vê a vida como sempre. Se sentará à mesa, pedirá a comida de sempre. Obviamente, seus familiares não o verão mas, no subconsciente, responderão. Em seu subconsciente, porão na mesa a comida, não a comida física, mas formas mentais, semelhantes aos alimentos que o defunto costumava consumir.

O desencarnado pode ver um velório, mas jamais suportaria que esse velório tivesse alguma coisa a ver com ele. Pensa que o velório corresponde a alguém que morreu, a outra pessoa. Nunca pensaria que é o seu, pois sente-se tão vivo que nem suspeita de sua defunção.

Sai às ruas e vê tudo tão exatamente igual que nada poderia fazê-lo pensar que algo aconteceu. Se vai a uma igreja, verá o padre rezando a missa, assistrá ao rito e sairá da igreja perfeitamente convencido de que está vivo. Nada poderia fazê-lo pensar que morreu. Se alguém fizesse tal afirmação, ele sorriria cético, incrédulo, não aceitaria.

O defunto tem que reviver no mundo astral toda a existência que acaba de passar, mas a revive de uma forma muito natural e através do tempo. Identificado com sua existência, na verdade saboreia cada uma das idades da vida que terminou.

Se morreu aos 80, por exemplo, por algum tempo estará acariciando seus netos, sentando-se à mesa e deitando-se na cama. Mas, à medida que vai passando o tempo, ele irá adaptando-se a outras circunstâncias de sua própria existência; vai vivendo a idade dos 79 anos, dos 77, dos 60 etc.

Se viveu em outra casa na idade de 60 anos, irá àquela outra casa, e até assumirá o mesmo aspecto psicológico que tinha aos 60 anos. E se aos 50 anos viveu em outra cidade, nesta idade se verá na outra cidade, e assim sucessivamente, ao mesmo tempo que seu aspecto psicológico e sua fisionomia vão se transformando de acordo com a realidade que tenha que reviver.

Aos 20 anos, terá exatamente a fisionomia que tinha àquela idade, aos 10 anos será um menino, até que termine de revisar sua vida passada. Toda a sua vida ficará reduzida a somas e subtrações matemáticas. Isto é muito útil para a consciência.

Nestas condições, o defunto terá que apresentar-se ante os tribunais da Justiça Objetiva, ou justiça celestial. Estes tribunais são completamente diferentes dos da justiça subjetiva ou terrena. Nos tribunais da justiça objetiva reinam apenas a lei e a misericórdia, porque é óbvio que ao lado da justiça, sempre está a misericórdia.

Três caminhos se abrem ante o defunto:

1. Umas férias nos mundos superiores, para quem o merece;
2. Retornar, de forma mediata ou imediata, a uma nova matriz;
3. Descer aos mundos infernos, até a segunda morte de que falam o Apocalipse de São João e o Evangelho do Cristo.

É óbvio que os que conseguem subir aos mundos superiores passam por uma temporada de grande felicidade.

Normalmente a alma, ou consciência, se encontra “engarrafada” dentro do Eu da psicologia experimental, dentro do Ego que, como já disse a vocês, é uma soma de diversos elementos.

Mas aqueles que sobem aos mundos superiores abandonam o Ego temporariamente. Nestes casos a Alma, ou Consciência, ou Essência, sai desse calabouço horrível que é o Ego, o Eu, para ascender ao famoso Devakán, do qual nos falaram os hindus; uma região de felicidade inefável, no mundo da mente superior do Universo. Ali se goza da autêntica felicidade. Ali o desencarnado se encontra com seus familiares que abandonou no tempo. Encontra-se com o que é, diríamos, a “alma” deles.

Posteriormente, a consciência ou Essência abandona também o mundo da mente, para entrar no mundo das causas naturais.

O Mundo Causal é grandioso. Nele ressoam todas as harmonias do Universo. Ali se sentem de verdade as melodias do infinito. É que cada planeta tem múltiplos sons, os quais, somados entre si, dão uma nota-síntese, que é a nota chave do planeta. O conjunto de notas-chave de cada mundo ressoa maravilhosamente no coral imenso do espaço estrelado, e isto produz um gozo inefável na consciência de todos aqueles que desfrutam a felicidade do Mundo Causal.

No mundo das causas naturais também encontramos os Senhores da Lei, que castigam ou premiam os povos e os homens.

Ali encontramos também os Homens verdadeiros, os homens causais. Ali os encontramos, trabalhando pela humanidade.

No mundo das causas naturais encontramos ainda os Principados, os príncipes dos elementos, do fogo, do ar, das águas e da terra.

A vida palpita intensamente nesse mundo. O mundo causal é precioso… Um azul profundo, como o de uma noite cheia de estrelas, iluminada pela Lua, resplandece sempre no mundo das causas naturais. Não quero dizer que não existam outras cores, mas a cor básica é um azul intenso, de uma noite luminosa, estrelada.

Os que vivem nesta região são felizes, no sentido mais transcendental da palavra.

Mas todo prêmio, toda recompensa, a longo prazo se esgota, tem um limite. Chega o instante em que a alma que entrou no mundo causal tem que regressar, retornar e descerá inevitavelmente para meter-se novamente dentro do Ego, dentro do Eu da psicologia experimental.

Posteriormente essas almas vêm a impregnar o ovo fecundado, para formar um novo corpo físico – se incorporam em um novo corpo físico, voltam ao mundo.

Outro é o caminho que aguarda os que descem aos mundos infernos. Trata-se de gente que já cumpriu seu tempo, seu ciclo de manifestações, ou que foi demasiado perversa. Tais pessoas involuem dentro das entranhas da terra.

Dante Alighieri nos fala, em sua Divina Comédia, dos nove círculos infernais; ele vê esses nove círculos no interior da terra.

Nossos antepassados de Anahuac, na grande Tenochtítlan, falam claramente do Mixtlán, a região infernal, que eles também situam no interior de nosso globo terrestre.

De forma diferente de algumas outras seitas e religiões, para nossos antepassados de Anahuac, como vimos em seus códices, a passagem pelo Mixtlán é obrigatória e o consideram simplesmente como um lugar de provação, onde as almas são provadas; se conseguem passar pelos nove círculos, inquestionavelmente ingressarão no Éden, no paraíso terrestre.

Para os sufis maometanos, o inferno tampouco é um lugar de castigo, mas de instrução para a consciência e de purificação. Para o cristianismo, em todos os lugares do mundo, o inferno é um lugar de castigo e de penas eternas. Contudo, o círculo secreto do cristianismo, a parte oculta da religião cristã, é diferente.

Na parte oculta de qualquer movimento cristão se encontra a Gnose.

O Gnosticismo Universal vê o inferno não como um lugar de penas eternas e sem fim, mas como um lugar de expiação, de provação e de instrução para a consciência.

É óbvio que tem que haver dor nos mundos-infernos, pois a vida é terrivelmente densa no interior da terra, sobretudo neste nono círculo, onde está esse núcleo concreto de matéria terrivelmente dura; aí se sofre o indizível. Em todo o caso, os que ingressam na involução submersa do reino mineral devem passar, cedo ou tarde, por isso que se chama, no Evangelho Crístico, a Segunda Morte.

Ao estudar essa questão do inferno dantesco, o Gnosticismo Universal nunca considera que o castigo não tenha um limite.

Consideramos que Deus, sendo eternamente justo, não poderia cobrar de ninguém mais do que aquilo que deve, pois toda culpa, por mais grave que seja, tem um preço e uma vez pago o preço, nos pareceria absurdo continuar pagando.

Aqui mesmo, em nossa justiça terrena, justiça totalmente subjetiva, vemos que se alguém vai para a prisão por qualquer delito, uma vez pago o delito é posto em liberdade. Nem as autoridades terrenas aceitariam que um preso continuasse na prisão depois de haver pago sua pena. Há casos de presos que se acomodam tanto na prisão que, chegado o dia de sair, têm que ser tirados à força.

Assim, toda falta, por mais grave que seja, tem seu preço. Se os juízes sabem disso, quanto mais a Justiça Divina. Se não fosse assim, Deus seria um tirano e bem sabemos que, ao lado da Justiça Divina, nunca falta a misericórdia. Não poderíamos de maneira alguma, qualificar a Deus como tirano; isto equivaleria a blasfemar, e não gostamos da blasfêmia.

A Segunda Morte é, pois, o limite do castigo, no inferno Dantesco. Se o inferno foi chamado de Tartarus na Grécia, ou Averno em Roma, ou Avitchi na Índia, ou Mixtlán, na antiga Tenochtítlan, pouco importa. Cada país, cada religião, cada cultura, soube da existência do inferno e o qualificou com algum nome.

Para os habitantes da grande Hespéria (ou país das Hespérides), como lemos na divina Eneida, de Virgílio, o poeta de Mântua, o inferno é a morada de Plutão, aquela região cavernosa onde Enéas, o troiano, encontrou Dido, aquela rainha que se matou por amor, enamorada dele mesmo, após haver jurado lealdade às cinzas de Siqueu.

A Segunda Morte costuma ser muito dolorosa. O Eu sente que se faz em pedaços, caem seus braços e pernas, e sofre um desmaio tremendo. Momentos depois a Essência, ou o que há de alma metida no Ego, fica livre, pois o Ego foi destruído.

A Essência emancipada, liberada, assume então a figura de uma criança belíssima. Os Devas da Natureza examinam a Essência liberada para certificar-se que não existe nela mais nenhum elemento subjetivo do Ego, e, em seguida, outorgam à alma a carta de liberação.

Nestes instantes felizes, a alma do falecido penetra por certas portas atômicas, que lhe permitem sair novamente à luz do sol. E então, sobre a epiderme de nosso mundo, a Essência livre, como elemental da natureza, reinicia uma nova evolução.

Os elementais da natureza são de vários tipos. Como autoridade nesta matéria, temos Franz Hartmann, com seu livro Os Elementais. Temos ainda Paracelso, o grande médico, Felipe Teofrastus Bombastus de Hohenheim, Aureola Paracelso.

Em todo o caso, os elementais são a consciência dos elementos, pois sabemos que o fogo, o ar, a água, e a terra não são meramente físicos, como supõem os “ignorantes ilustrados”. São, mais exatamente, veículos de consciências simples, diríamos primigênias, no sentido mais transcendental da palavra. Assim, os elementais são os princípios de consciência dos elementos, no sentido transcendental ou essencial da palavra.

É óbvio que os que passaram pela Segunda Morte saem à superfície do mundo, reiniciam novos processos evolutivos.

Deverão começar pelo mineral, a pedra; prosseguirão pelo vegetal, o animal e por último, terão acesso à vida humana, ou seja, será reconquistado o estado humanóide outrora perdido.

É interessantíssimo ver esses gnomos ou pigmeus, entre as rochas, anõezinhos pequenos com sua longa barba branca. É óbvio que isto que dizemos, em pleno século 20, parece muito estranho… É porque as pessoas se tornaram agora tão complicadas, a mente se desviou tanto das simples verdades da natureza, que dificilmente não poderiam aceitar de bom grado estas coisas.

Este tipo de conhecimento é mais bem aceito pelas pessoas simples, que não têm tantas complicações no intelecto.

Em todo o caso, quero dizer-lhes que é interessantíssimo o ingresso dos elementais minerais na evolução vegetal. Cada planta é o corpo físico de um elemental vegetal. Estes elementais das plantas têm consciência, são inteligentes, e há grandes esoteristas que sabem manipulá-los ou manejá-los à vontade. Quem os conhece pode, por meio deles, atuar sobre os elementos da natureza.

Um pouco além dos elementais vegetais, temos os elementais do reino animal. Indubitavelmente, só os elementais vegetais avançados têm direito a ingressar em organismos animais. No reino animal, a evolução sempre começa por organismos simples.

Vai-se evoluindo e vai-se também complicando a vida. E chega o momento em que o elemental animal pode assumir organismos muito complexos.

Posteriormente, reconquista o estado humano que outrora havia perdido. Ao chegar a este estágio, a Essência, a Consciência ou Alma, recebe novamente 108 vidas, para sua autorrealização íntima. Se durante essas 108 vidas não se consegue a Autorrealização Íntima do Ser, a Roda da Vida prossegue girando.

Então se desce novamente às entranhas da reino mineral, com o propósito de eliminar da Essência todos os elementos indesejáveis que de uma ou outra forma aderiram à psique. E repete-se o mesmo processo. Conclusão: a roda gira 3 mil vezes.

Se em 3 mil ciclos de 108 vidas a Essência não se autorrealiza, todas as portas se fecham e a Essência, convertida em um elemental inocente, submerge no seio da Grande Realidade, no grande Alaya do Universo, no Espírito Universal da Vida, ou Parabrahman, como o denominam os hindus, a Grande Realidade.

Esta é então a vida dos que descem ao interior da terra. Vemos então que, depois da desencarnação, uns sobem aos mundos superiores para umas férias, outros descem às entranhas da terra e outros retornam, de maneira mediata ou imediata, voltam, se reincorporaram para repetir sua existência aqui neste mundo.

Enquanto alguém tenha que retornar, ou regressar, tem que repetir sua própria vida.

Já dissemos que a morte é o regresso ao ponto de partida original. Já lhes expliquei também que depois da morte, na eternidade, na luz astral, temos que reviver a vida que acaba de passar.

Agora direi que ao voltar, ao regressar, temos que repetir toda a nossa vida sobre o tapete da existência.

No primeiro caso, mencionei unicamente a Lei da Transmigração das Almas; que aqueles que completam o ciclo de 108 existências, devem descer às entranhas do mundo. Posteriormente, depois que o Ego esteja morto (pela Segunda Morte), voltam a evoluir desde o mineral até o homem; esta é a Doutrina da Transmigração.

metempsicose

Agora, estou falando da Doutrina do Eterno Retorno de todas as coisas, junto com essa outra lei, a Doutrina de Recorrência.

Se alguém, em vez de descer às entranhas da terra, retorna de forma mediata ou imediata aqui ao mundo, é óbvio que terá que repetir sua vida, a vida que terminou.

Vocês dirão que isto é muito chato, todos estamos aqui repetindo o que fizemos na existência passada, no passado retorno. Mas é mesmo tremendamente chato, mas os culpados somos nós mesmos porque, como já lhes disse, um homem é o que é sua vida. Se nós não modificarmos nossa vida, temos então de repeti-la incessantemente.

Desencarnamos e voltamos a tomar corpo. Para quê? Para repetir o mesmo. Voltamos a desencarnar e a tomar corpo, para repetir o mesmo, até que chega o dia em que temos que ir com nossa “música” para outra parte; teremos que descer às entranhas do mundo, até a Segunda Morte.

Mas pode-se evitar essa repetição. Tal repetição é o que se conhece como Lei de Recorrência. Tudo volta a ocorrer tal como sucedeu. Mas por quê – dirão vocês – porque tem-se que repetir o mesmo? Bem, isto merece uma explicação.

Antes de mais nada, quero que saibam que o Eu não é algo autônomo, autoconsciente ou individual. Certamente, o Eu é uma soma de “eus”, no plural. A psicologia comum e corrente, a psicologia oficial, pensa no Eu como uma totalidade. Nós pensamos no Eu como uma soma de “eus”.

Porque um é o Eu da ira, outro é o Eu da cobiça, outro o Eu da luxúria, outro o da inveja, outro o da preguiça, outro o da gula, são diversos Eus; não há um só Eu, mas vários, dentro de nosso organismo.

É óbvio que a pluralidade do Eu serve de fundamento à Doutrina dos Muitos, tal como é ensinada no Tibet Oriental. Em apoio à Doutrina dos Muitos está o Grande Kabir Jesus. Dizem que Ele tirou do corpo de Maria Madalena sete demônios.

Não há dúvida de que se trata dos sete pecados capitais: Ira, Cobiça, Luxúria, Inveja, Orgulho, Preguiça, Gula. Cada um desses sete é “cabeça de legião” e como já lhes disse, ainda que tivéssemos mil línguas para falar e um palato de aço, não conseguiríamos enumerar todos os nossos defeitos cabalmente.

Cada defeito é um Eu. Assim, temos muitos Eus-defeitos. Se qualificarmos tais Eus-defeitos de demônios, não estaremos equivocados. No Evangelho Crístico, pergunta-se ao possesso qual é seu nome verdadeiro, e ele responde: “Sou legião. Meu verdadeiro nome é Legião”.

Assim, cada um de nós no fundo é uma legião, e cada Eu-demônio da legião quer controlar o cérebro, quer controlar os sete centros principais da máquina orgânica, quer destacar-se, “subir”, “chegar ao topo da escada “, fazer-se sentir etc.

Cada Eu-demônio é como uma pessoa dentro de nosso corpo. Se dissermos que dentro de nossa Personalidade vivem muitas pessoas, não estaremos equivocados; em verdade , assim é.

Assim, a repetição mecânica dos diversos eventos de nossa existência passada se deve, certamente, à multiplicidade do Eu.

Vamos citar casos concretos. Suponhamos que na existência passada, na idade de 30 anos, tivemos uma briga com outro sujeito em um bar. Caso comum da vida….

É óbvio que o Eu da ira foi personagem principal da cena. Depois da morte, esse Eu-defeito continua na eternidade e, na nova existência, continua no fundo de nosso subconsciente, aguardando que chegue à idade dos 30 anos para voltar a um bar; em seu interior há ressentimento, e deseja encontrar outra vez o sujeito daquele acontecimento.

Por sua vez, o outro sujeito que tomou parte naquele evento trágico no bar também tem seu Eu, o Eu que quer vingar-se e que permanece no fundo do subconsciente aguardando o instante de entrar em atividade.

Assim, ao chegar à idade de 30 anos, o sujeito, ou melhor, o Eu do sujeito, o Eu da ira, o Eu que tomou parte naquele evento trágico, no subconsciente diz: “Tenho que encontrar-me com fulano….”; por sua vez, o outro diz: “Tenho de me encontrar com o tal…” E, telepaticamente se falam, se põem de acordo e marcam um encontro em algum bar…. Encontram-se fisicamente, pessoalmente, na nova existência, e repetem a cena tal como aconteceu na passada existência.

Isso tudo é feito fora das vistas do nosso intelecto, por baixo do nosso raciocínio, simplesmente somos arrastados a uma tragédia, somos levados inconscientemente a repetir a mesma coisa.

Agora, vejamos o caso de alguém que, à idade de 30 anos, em sua existência passada, teve uma aventura amorosa, um homem com uma mulher.

Aquele Eu da aventura, depois da morte, continua vivo na eternidade. Ao regressar, ao se reincorporar em outro organismo, aquele Eu da aventura continua vivo, aguarda no fundo do subconsciente, nos transfundos inconsciente da vida, da psique, o momento de entrar novamente em atividade.

Chegando à idade da aventura passada, aos 30 anos, diz: “Bem, este é o momento. Agora vou procurar a mulher dos meus sonhos…” Por sua vez, o Eu da mulher dos seus sonhos, o da aventura, diz o mesmo: “Chegou a minha hora, vou procurar aquele homem…”

reincarnation

E por baixo (da consciência), os dois Eus se comunicam telepaticamente, marcam um encontro, e cada um arrasta a Personalidade, às costas da nossa inteligência, às costas do “ministério da intelectualidade”. Vem o encontro, e se repete a aventura.

Assim, e ainda que pareça incrível, nós não fazemos nada, tudo nos acontece como quando chove ou como quando troveja.

Se alguém teve em uma passada existência uma disputa por bens materiais, uma casa por exemplo, o Eu daquela disputa continua vivo, e assim também na nova existência, escondido entre as dobras da mente, aguardando o momento de entrar em atividade.

Se o pleito foi aos 50 anos, ele aguarda que chegue aos 50 anos, e então diz: “chegou minha hora”.
Certamente que aquele com quem teve o litígio também diz o mesmo, nesse mesmo instante, e se reencontram para outro litígio, repetem a cena.

Então, na verdade, nem sequer temos livre-arbítrio, tudo nos acontece, tudo nos acontece como quando chove ou quando troveja…

personalidades

Há uma pequena margem de livre-arbítrio, muito pouco. Imaginem um violino dentro de seu estojo. Há uma margem mínima de movimentos para esse violino. Assim também é nosso livre-arbítrio; é quase nulo. Há essa pequena margem, imperceptível, se soubermos aproveitá-la, pode acontecer que então nos transformemos radicalmente e nos liberemos da Lei de Recorrência.

Temos que saber aproveitar isso, mas como? É que na vida prática temos que nos tornar um pouquinho mais auto-observadores. Quando a pessoa aceita que tem uma psicologia própria, começa a observar-se a si mesma, e quando alguém começa a observar-se a si mesmo começa também a tornar-se diferente de todo o mundo.

É na rua, em casa, no trabalho, que nossos defeitos, esses defeitos que levamos escondidos, afloram espontaneamente. E se estamos alertas e vigilantes como a sentinela em tempo de guerra, então os vemos.

Defeito descoberto deve ser julgado, através da análise, da reflexão e da meditação íntima do Ser, com o objetivo de compreendê-lo. Quando alguém compreende tal ou qual Eu-defeito, então está devidamente preparado para desintegrá-lo atomicamente.
E é possível desintegrá-lo? Sim, é possível.

Mas necessitamos de um poder que seja superior à mente. Porque a mente por si mesma não pode alterar fundamentalmente qualquer defeito psicológico. Pode passá-lo de um nível mental a outro, pode ocultá-lo ou condená-lo etc., mas jamais alterá-lo radicalmente.

Necessitamos de um poder que seja superior à mente, um poder que possa desintegrar qualquer Eu-defeito. Esse poder está latente no fundo de nossa Psique; é só questão de conhecê-lo para aprender a usá-lo. Tal poder é denominado no Oriente, na Índia, Devi Kundalini, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes.

Na grande Tenochtítlan, era denominada Tonantzin. Entre os alquimistas da Idade Média, recebe o nome de Stella Maris, a Virgem do Mar. Entre os hebreus, tal poder recebia o nome de Adonia; entre os cretences era conhecido com o nome de Cibele. Entre os cristãos é Maria, Maya, isto é Deus-Mãe.

Nós muitas vezes pensamos em Deus como Pai; bem vale a pena pensar em Deus como Mãe, como Amor, como misericórdia. Deus-Mãe habita no fundo de nossa Psique, isto é, está no Ser, mas derivada.

Façamos a distinção entre o Ser e o Eu. O Ser e o Eu são incompatíveis, são como a água e o azeite, que não podem misturar-se. “O Ser é o Ser, e a razão de ser do Ser é o próprio Ser”. O Ser é o que é, o que sempre foi e o que sempre será. É a vida que palpita em cada átomo, como palpita em cada sol.

Assim, Deus-Mãe é uma variante de nosso próprio Ser. É nosso próprio Ser. Mas, derivado. Isto significa que cada qual tem sua Mãe Divina particular, íntima, Kundalini, como dizem os hindus. Estou de acordo com esse termo e considero que cada um de nós pode invocar a Divina Mãe Kundalini, em meditação profunda, e então suplicar-lhe que desintegre aquele Eu-defeito que tenha compreendido perfeitamente através da meditação.

A Divina Mãe o desintegrará, o reduzirá a poeira cósmica. Ao desintegrar-se o defeito, libera-se a essência anímica. Dentro de cada Eu-defeito, há certa porcentagem de essência anímica engarrafada.

Se desintegramos um defeito, liberamos essência anímica, se desintegramos dois defeitos, liberamos mais essência anímica; e se desintegramos todos os defeitos psicológicos que temos em nosso interior, então liberamos totalmente a Consciência.

Uma Consciência liberada é uma consciência que desperta, uma consciência desperta. É uma consciência que poderá ver, ouvir, tocar os grandes mistérios da vida e da morte. É uma consciência que poderá experimentar, por si mesma e de forma direta, Isso que é o Real. Isso que é a Verdade. Isso que está além do corpo, das emoções e da mente.

Quando se perguntou ao Grande Cabir Jesus “o que é a Verdade”, Ele guardou silêncio. E quando fizeram a mesma pergunta ao Buda Gautama Sakyamuni, o príncipe Siddharta, deu as costas e se retirou.

A verdade é o desconhecido de momento a momento, de instante em instante. Só com a morte do Ego vem a nós Isso que é a verdade. A verdade tem que ser experimentada, como quando alguém põe o dedo no fogo e se queima.

Uma teoria em relação à verdade, por bela que seja, não é a verdade. Uma opinião sobre a verdade, por muito venerável e respeitável que seja, tampouco é a verdade. Qualquer idéia que tenhamos sobre a verdade não é a verdade, ainda que seja bem luminosa. Qualquer tese que possamos formular com relação à verdade tampouco é a verdade.

A verdade tem que ser experimentada, repito, como alguém põe o dedo no fogo e se queima. Está além do corpo, das emoções e da mente. A verdade só pode ser experimentada em ausência do Eu psicológico. Sem haver dissolvido o Eu, não é possível a experiência do Real.

O intelecto, por brilhante que seja, por mais teorias que possua, não é a verdade. Como disse Goethe, em seu Fausto, “Toda teoria é cinza; só é verde a árvore de dourados frutos que é a vida”.

Assim, nós necessitamos desintegrar o Ego da psicologia. Só assim poderemos experimentar a Verdade. Jesus, o Cristo, disse: “Conhecei a Verdade, e ela vos fará livres”. Nós necessitamos experimentá-la diretamente.

Quando alguém realmente consegue destruir o Ego, libera-se da Lei de Recorrência, faz de sua vida uma obra-prima, converte-se em um gênio, em um iluminado, no sentido mais completo da palavra.

Quando alguém libera sua Essência, é óbvio que consegue a verdade. A Essência deve ser liberada. E não é possível liberá-la se não dissolvemos o Eu da psicologia. Os que louvam o Eu são ególatras por natureza. O Eu é adorado pelos mitômanos, porque são mitômanos. O Eu é adorado pelos paranoicos, porque são paranoicos. Pelos ególatras, porque são ególatras.

paz

A vida sobre a face da Terra seria diferente se nós dissolvêssemos o Ego, o Eu. Então a Consciência de cada um de nós, desperta e iluminada, irradiaria Amor e haveria paz sobre a Terra. A paz não é questão de propaganda, nem de apaziguamentos, nem de exércitos nem de OEA, nem de ONU, ou nada semelhante.

A paz é uma substância que emana do Ser, que vem das próprias entranhas do Absoluto.

Não pode haver paz no mundo, não pode haver verdadeira tranquilidade em todos os rincões da Terra, enquanto os fatores que produzem guerras existam em nosso interior.

É claro que, enquanto dentro de cada um de nós haja discórdia, no mundo haverá discórdia. A massa não é mais que uma extensão do indivíduo; o que é o indivíduo, é a massa, e o que é a massa é o governo, é o mundo.

Se o indivíduo se transforma, se o indivíduo elimina de si mesmo os elementos do ódio, da violência, da discórdia, etc, se consegue destruir o Ego, para que sua Consciência fique livre, só haverá nele Isso que se chama Amor.

Se cada indivíduo dissolvesse o Ego, as massas seriam massas de Amor. Não haveria guerras, não haveria ódio. Mas, em verdade, não poderá haver paz no mundo enquanto exista o Ego.

Alguns afirmam que do ano 2001 ou 2007 em diante virá uma era de fraternidade, de Amor. Mas eu, pensando aqui em voz alta, pergunto a mim mesmo e pergunto a vocês: de onde vamos tirar essa era de fraternidade, de paz entre os homens de boa vontade?

Vocês creem que o Ego da psicologia, com seus ódios, com seus rancores, com suas invejas, com suas ambições, com sua luxúria, pode criar uma Idade de Amor, de felicidade, etc, etc?

É óbvio que não. Para que reine de verdade a paz neste mundo, temos que morrer em nós mesmos, destruir o que temos de inumano em nós; o ódio que carregamos, as invejas, os ciúmes espantosos, essa ira que nos faz tão abomináveis, essa fornicação que nos faz bestiais etc.

Enquanto tais fatores continuarem existindo dentro de nossa Psique, o mundo não poderá ser diferente. Ao contrário, se tornará pior, porque através do tempo o Ego irá se tornando cada vez mais poderoso, mais forte e conforme o Ego se manifeste com mais violência, o mundo irá se tornando mais tenebroso.

Do jeito que vamos, se não trabalharmos sobre nós mesmos, chegará o dia em que nem sequer poderemos existir, porque nos destruiremos violentamente uns aos outros.

Se se continuasse robustecendo indefinidamente o Ego, assim como vamos, chegaria o momento em que ninguém poderia ter segurança de sua vida, ou seu lar. Um mundo onde a violência terá chegado ao máximo, e onde ninguém poderá ter segurança de sua existência.

Assim, creio firmemente que a solução de todos os problemas do mundo está precisamente na dissolução do Eu.

(Samael Aun Weor, Os Mistérios da Vida e da Morte)

Magia do aloés

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Aloe succotrina

O aloés é uma planta de grandes poderes ocultos.

Os elementais desta planta se parecem com crianças recém-nascidas.

Essas crianças elementais são verdadeiros adamitas cheios de inocente beleza.

Essa planta multiplica suas folhas (pencas) sem a necessidade do elemento terra ou do elemento água.

Muitas vezes vi um aloés pendurado na parede sem luz solar, sem água e dentro do aposento. No entanto, a planta seguia vivendo milagrosamente, reproduzindo suas folhas e até multiplicando-as.

De que vive? De que se alimenta? Como faz para se sustentar?

Investigações clarividentes levaram-nos à conclusão lógica de que essa planta se alimenta e vive dos raios ultrassensíveis do Sol.

Esta planta nutre-se do Cristo Cósmico, dos raios crísticos do Sol.

 

Os cristais dessa planta são sol líquido, Cristo em substância, sêmen cristônico.

Os elementais dessas plantas têm poder sobre todas as coisas, por meio da Magia Elemental podemos utilizá-los para todo tipo de trabalhos de Magia Branca.

Antes de se colher a planta, deve-se regá-la com água a fim de batizá-la.

Abençoa-se a planta e recita-se a seguinte oração gnóstica:

“Eu creio no Filho, o Crestos Cósmico, a poderosa mediação astral que enlaça a nossa personalidade física com a imanência suprema do Pai Solar.”

Pendura-se um pedacinho do metal PRATA na planta.

Em seguida, pendura-se a planta na parede da nossa casa para que com o esplendor da luz crística que atrai do Sol ilumine e banhe todo o ambiente da casa, acumulando-nos de luz e sorte.

Por intermédio do poder da vontade, podemos ordenar ao elemental do aloés a fim de que execute o trabalho mágico que desejamos e esse elemental obedecerá imediatamente.

Fora de dúvida, se dará as ordens diariamente para obrigar o elemental a trabalhar.

Os poderes solares dessas criaturas são realmente formidáveis.

Porém, aquele que tentar usar essas criaturas elementais da natureza com propósitos malvados contrairá um horrível carma e será severamente castigado pela Lei.

Os elementais do aloés estão intimamente relacionados com as Leis da Reencarnação.

O departamento elemental do aloés está intimamente relacionado com as forças cósmicas encarregadas de regular a reencarnação humana.

Assim como o aloés pode ser arrancado da terra para ser pendurado numa parede, isto é, continuar vivendo apesar da mudança de ambiente, assim também o ser humano pode ser arrancado da terra, trocar de ambiente, e seguir vivendo; esta é a lei da reencarnação.

Podemos ainda provar essa lei fisicamente.

Existe nos bosques de clima tropical um inseto que se conhece com o nome de cigarra: “Gênero de insetos hemípteros de cor verdosa amarelada. A cigarra produz durante os calores do verão um ruído estridente e monótono através de um órgão particular que o macho possui na parte inferior do abdômen”.

Na Colômbia, dão a esse inseto o nome vulgar de chicharra.

É crença comum entre as pessoas que esse pequeno animal se arrebenta cantando e morre. No entanto, a realidade e diferente.

O que acontece é que esse animal abandona a sua quitina – substância orgânica que constitui o esqueleto dos animais articulados.

O inseto faz uma abertura na região torácico-dorsal e sai por ali, revestido de um novo corpo cheio de vida…

Esse animalzinho é imortal e reencarna-se em vida incessantemente…

O mestre Huiracotcha, falando sobre o aloés, na página 137 do seu livro Plantas Sagradas (edição argentina de 1947), diz o seguinte: “Os viajantes que vão ao Oriente verão sobre as portas das casas turcas um couro de crocodilo e uma planta de aloés, já que ambos, dizem, garantem uma longa vida. Examinando cuidadosamente esse símbolo, descobrimos que representa a reencarnação”.

Crocodilo Sagrado Sebek

O Livro dos Mortos dos egípcios diz textualmente: “Eu sou o crocodilo sagrado Sebek. Eu sou a chama de três pavios e meus pavios são imortais. Eu entro na região de Sekem, eu entro na região das chamas que derrotaram meus adversários”.

O crocodilo sagrado Sebek simboliza o Íntimo e se colocamos o aloés junto, teremos o Íntimo com seus três pavios, isto é, a divina tríade reencarnando-se incessantemente para alcançar a perfeição.

A reencarnação para uns é uma crença, para outros uma teoria e para muitos uma superstição, mas para aqueles que se lembram de suas vidas passadas ela é um fato.

Eu pessoalmente lembro-me de todas as minhas vidas passadas com tanta naturalidade quanto alguém que se recorda da hora em que se sentou para almoçar ou jantar. Poderiam vir todos os sábios do mundo a fim de provarem que estou equivocado e eu acharia graça deles. Simplesmente os olharia compassivamente, pois como faria para esquecer aquilo que me lembro?

A reencarnação para mim e um fato.

Conheci o amanhecer da vida sobre a Terra e estou neste planeta desde a época polar.

Testemunhei a saída do éden, portanto posso afirmar que a causa causarum da perda dos poderes internos da raça humana foi a fornicação.

Na Lemúria, as tribos viviam em ranchos e os soldados dessas mesmas tribos em quartéis. As armas desses soldados eram flechas e lanças.

Em um único rancho gigantesco vivia toda uma tribo.

A união sexual verificava-se unicamente nos enormes pátios dos templos em determinadas épocas do ano e sob as ordens dos anjos. Porém, os lucíferes despertaram em nós a sede passional e nos entregamos à fornicação nos ranchos.

Eu assisti à saída do éden, fui testemunha da saída do paraíso, por isso dou testemunho de tudo o que vi e ouvi…

Ainda recordo quando fomos expulsos da Loja Branca, quando fornicamos…

Os grandes hierofantes dos Mistérios Maiores nos expulsaram do pátio de seus templos quando comemos do fruto proibido.

Desde então os seres humanos vêm rodando através de milhões de nascimentos e mortes tão numerosos como as areias do mar.

O plano dos anjos era que tão logo o homem adquirisse um cérebro e uma garganta para falar deixaria de ter “comércio sexual” com a mulher.

Esse era o plano dos anjos, porém, os lucíferes puseram esse plano a perder e o homem afundou no abismo.

 

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Foi enviado um Salvador à humanidade, mas, em verdade, é triste dizê-lo, a evolução humana fracassou.

Durante as Épocas Polar, Hiperbórea e princípios da lemuriana, os seres humanos eram hermafroditas e a reprodução verificava-se por esporos, que se desprendiam das panturrilhas.

O homem utilizava os dois polos (positivo e negativo) de sua energia sexual para criar por esporos.

Com a separação em sexos opostos, o homem pôde reter um polo de sua energia sexual para formar o cérebro e a garganta.

Então, houve necessidade de cooperação sexual para a reprodução da raça.

O ato sexual passou a se verificar sob a direção dos anjos em determinadas épocas do ano.

O plano dos anjos era que tão logo estivessem o cérebro e a garganta constituídos, o homem continuaria sua evolução criando seu corpo com o Poder do Verbo.

Eu fui testemunha de todas essas coisas. Por isso a reencarnação para mim é um fato.

Conheci a magia sexual tenebrosa, o tantrismo ensinado por Cherenzi e Parsival. Eu a vi ser exercida pelos magos negros da Atlântida, por isso aquele continente afundou em meio a grandes cataclismos.

Conheci os impérios egípcio e romano. Pelas portas da antiga Roma dos césares, muitas vezes vi Nero sair sentado em sua liteira, carregado nos ombros de seus escravos…

Há mais de 18 milhões de anos os seres humanos vêm evoluindo através dessas rodas de nascimentos e mortes…

Porém, é triste, muito triste, dizê-lo: a verdade é que a evolução humana fracassou!!!

Um grupo mínimo de almas conseguirá se reencarnar na luminosa Era de Aquário…

Conheço demasiado os pseudoespiritualistas teóricos do mundo. Sei por antecipação que eles acharão graça desta minha afirmação, julgando-me um ignorante… Pobrezinhos… Sei de memória todas as suas teorias, conheço todas as suas bibliotecas e posso afirmar que a maioria dos espiritualistas dessas sociedades, escolas, ordens etc., seguem o caminho negro.

Parece incrível, porém, entre os humildes aldeães e gentes simples, aqueles que nunca devoraram teorias (Manjares Sepulcrais), há almas verdadeiramente luminosas, almas milhões de vezes mais evoluídas que as daqueles santarrões que sorriem docemente diante do auditório dessas gaiolas de papagaios do mais arraigado espiritualismo profano.

Os anjos que regem a lei da reencarnação estão intimamente relacionados com o departamento elemental dos aloés.

O mantra desse elemental é a vogal M.

A pronúncia correta dessa vogal faz-se com os lábios cerrados. Seu som assemelha-se com o mugido do boi. Porém, não quero dizer que se deva imitar o boi. Ao se articular o som, far-se-á com os lábios cerrados, então ele sairá pelo nariz.

Todo ser humano pode recordar suas vidas passadas praticando o exercício da retrospecção.

Diariamente, poderão fazer um exercício retrospectivo para se lembrar minuciosamente dos incidentes ocorridos na véspera. Lembrem-se de todos os acontecimentos ocorridos em ordem inversa: 8 dias antes, 15 dias antes, 1 mês, 2 meses, 1 ano, 10, 20 anos… até recordar com precisão os acontecimentos dos primeiros anos de infância.

Acontecerá que o estudante ao chegar com seu exercício retrospectivo aos primeiros quatro anos de vida, sentirá muita dificuldade em recordar-se dos primeiros anos da infância.

Ao chegar a este ponto, o estudante praticará seu exercício durante aqueles instantes de transição entre a vigília e o sono.

Então, em visão de sonhos, recordará minuciosamente os detalhes de sua infância porque durante o sonho entramos em contato com o subconsciente, onde estão armazenadas as nossas recordações.

Este procedimento de retrospecção interna, aproveitando o estado de transição entre a vigília e o sono, podemos prolongar até recordar aqueles instantes que precederam a morte do nosso passado corpo físico, as últimas e dolorosas cenas. Continuando o exercício retrospectivo, passaremos a recordar a nossa reencarnação anterior e todas as demais que a precederam.

Este exercício de retrospecção profundo, interna e delicada, permite que recordemos as nossas vidas passadas.

 

O assassinato na visão gnóstica

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Matar é, evidentemente e fora de toda dúvida, o ato mais destrutivo e de maior corrupção que se conhece no mundo.

A pior forma de assassinato consiste na destruição da vida de nossos semelhantes.

Espantosamente horrível é o caçador que com a sua escopeta assassina as inocentes criaturas do bosque, mas mil vezes mais monstruoso, mil vezes mais abominável é aquele que assassina aos seus semelhantes.

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Não só se mata com metralhadoras, escopetas, canhões, pistolas, bombas atômicas etc., como também se pode matar com o olhar que fere o coração, com o olhar humilhante, cheio de desprezo, cheio de ódio.

Pode-se também matar com uma ação ingrata, com uma ação negra, com um insulto ou com uma palavra que fere.

O mundo está cheio de parricidas, matricidas ingratos, que assassinaram seus pais e mães, seja com seus olhares, seja com suas palavras ou com suas cruéis ações.

O mundo está cheio de homens que, sem o saber, assassinaram suas mulheres e de mulheres que, sem o saber, assassinaram seus maridos.

Para o cúmulo da desgraça, neste mundo cruel em que vivemos, o ser humano mata o que mais ama.

Não só de pão vive o homem, mas também de diferentes fatores psicológicos.

São muitos os maridos que poderiam ter vivido mais se suas esposas o tivessem permitido. São muitas as esposas que poderiam ter vivido mais se seus maridos o tivessem permitido. São muitos os pais e mães de família que poderiam ter vivido mais se seus filhos e filhas o tivessem permitido.

A enfermidade que leva nosso querido parente à sepultura tem por causa causarum palavras que matam, olhares que ferem, ações ingratas etc.

Esta sociedade caduca e degenerada está cheia de assassinos inconscientes que se julgam inocentes. As prisões estão cheias de assassinos, mas a pior espécie de criminoso se julga inocente e anda livre. Nenhuma forma de assassinato pode ter alguma justificativa. Com o ato de matar alguém, não se resolve nenhum problema na vida.

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O PROCESSO DE DESTRUIÇÃO MÚTUA

As guerras jamais resolveram problema algum. Bombardeando cidades indefesas e assassinando milhões de pessoas não se resolve nada. A guerra é algo demasiado rude, tosco, monstruoso, abominável.

Milhões de máquinas humanas adormecidas, inconscientes, estúpidas, lançam-se à guerra com o propósito de destruir a outros tantos de milhões de máquinas humanas inconscientes.

Muitas vezes, basta uma catástrofe planetária no Cosmo ou uma péssima posição dos astros no céu para que milhões de homens se lancem à guerra. As máquinas humanas não têm consciência de nada e movem-se de forma destrutiva quando certo tipo de ondas cósmicas as atinge secretamente.

Se as pessoas despertassem a consciência, se desde os bancos escolares os alunos e alunas fossem educados sabiamente, levando-os à compreensão consciente do que é a inimizade e a guerra, outro galo cantaria, ninguém se lançaria à guerra e as ondas catastróficas do cosmos seriam usadas de forma diferente.

A guerra cheira a canibalismo, a vida das cavernas, a bestialidade do pior tipo, a arco, flecha e lança, a orgia de sangue… Sob todas as luzes, é incompatível com a civilização.

Todos os homens na guerra são covardes, medrosos. Os heróis carregados de medalhas são precisamente os mais covardes, os mais medrosos.

O suicida também parece ser muito valente, mas é um covarde porque teve medo da vida. O herói, no fundo, é um suicida; num instante de supremo terror, cometeu a loucura do suicida.assassinato4-gnosisonline

A loucura do suicida confunde-se facilmente com a coragem do herói. Se observarmos cuidadosamente a conduta do soldado durante a guerra, suas maneiras, seu olhar, suas palavras, seus passos na batalha, poderemos evidenciar a sua covardia total.

Os professores e professoras de escolas, colégios e universidades devem ensinar aos seus alunos e alunas a verdade sobre a guerra. Devem levar seus alunos e alunas a experimentar conscientemente essa verdade.

Se as pessoas tivessem plena consciência do que é esta tremenda verdade da guerra, se os professores e professoras soubessem educar sabiamente seus discípulos e discípulas, nenhum cidadão se deixaria levar para o matadouro.

A Educação Fundamental deve ser ensinada agora mesmo em todas as escolas, colégios e universidades porque é precisamente a partir dos bancos escolares que se começa a trabalhar pela paz.

É urgente que as novas gerações se façam plenamente conscientes do que é a barbárie e do que é a guerra. A inimizade e a guerra devem ser compreendidas em todos seus aspectos nas escolas, colégios e universidades. As novas gerações devem compreender que os velhos com suas ideias rançosas e estúpidas sacrificam sempre os jovens, levando-os como bois ao matadouro.

Os jovens não devem se deixar convencer pela propaganda belicosa nem pelas razões dos velhos, porque a uma razão se opõe outra razão e a uma opinião se opõe outra e nem razões nem opiniões são a verdade sobre a guerra. Os velhos têm milhares de razões para justificar a guerra e levar os jovens ao matadouro.

O importante não são os argumentos sobre a guerra, mas experimentar a verdade do que é a guerra. Nós não nos pronunciamos contra a razão nem contra a análise, apenas queremos dizer que primeiro devemos experimentar a verdade sobre a guerra e depois sim dar-nos ao luxo de raciocinar e analisar.

É impossível experimentar a verdade do NÃO MATAR se excluirmos a meditação íntima profunda. Somente a meditação profunda pode nos levar a experimentar a verdade sobre a guerra. Os professores e professoras não devem dar só informação intelectual a seus alunos e alunas.

Os professores devem ensinar seus estudantes a manejar a mente, a experimentar a verdade. Esta raça caduca e degenerada já não pensa senão em matar. Isto de matar e matar só é próprio de uma raça humana degenerada.

Através da televisão e do cinema, os agentes do delito propagam suas ideias criminosas. Os meninos e meninas da nova geração recebem diariamente através do vídeo da televisão, das histórias infantis, do cinema, das revistas etc., uma boa e venenosa dose de assassinatos, tiroteios, crimes espantosos etc.

Não se consegue ligar a televisão sem se topar com palavras cheias de ódio, com balaços, perversidade etc. Os governos da Terra nada estão fazendo contra a propagação do delito. As mentes das crianças e dos jovens estão sendo conduzidas pelos agentes do delito para o caminho do crime.

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A ideia de matar já está tão propagada, já está tão difundida por meio dos filmes, novelas etc., que já se tornou totalmente familiar para todo mundo. Os rebeldes da nova onda foram educados para o crime e matam pelo prazer de matar, gozam vendo os outros morrer. Assim, aprenderam na televisão em casa, no cinema, nas novelas, nas revistas etc.

Por todas as partes, reina o delito e os governos nada fazem para corrigir o instinto de matar a partir de suas próprias raízes. Cabe aos professores e professoras de escolas, colégios e universidades dar o grito de alerta e revolver céus e terra para corrigir esta epidemia mental.

Torna-se urgente que os professores e professoras de escolas, colégios e universidades deem o brado de alerta e peçam a todos os governos da Terra a censura para o cinema, a televisão etc.

O crime está se multiplicando terrivelmente, devido a todos esses espetáculos de sangue, e, desse jeito, chegará o dia em que ninguém poderá circular livremente pelas ruas sem medo de ser assassinado.

O rádio, o cinema, a televisão, as revistas sangrentas fizeram tanta propaganda do delito de matar, o tornaram tão agradável às mentes débeis e degeneradas que ninguém mais sente remorso ao meter um balaço ou uma punhalada em outra pessoa.

À força de tanta propaganda do delito de matar, as mentes débeis se familiarizaram demasiado com o crime e agora até se dão ao luxo de matar para imitar o que viram no cinema ou na televisão.

Os professores e professoras, que são os educadores do povo, estão obrigados, em cumprimento de seu dever, a lutar pelas novas gerações, pedindo aos governos da Terra a proibição dos espetáculos de sangue, enfim o cancelamento de todo tipo de filmes sobre ladrões, assassinatos etc.

A luta dos professores e professoras deve se estender também às touradas e ao boxe.

O toureiro é o tipo mais covarde e criminoso. O toureiro quer todas as vantagens para si e mata para divertir o público. O tipo do boxeador é o do monstro assassino que, de forma sádica, fere e mata para divertir o público.

Estes tipos de espetáculos são cem por cento bárbaros e estimulam as mentes encaminhando-as para o caminho do crime. Se quisermos de verdade lutar pela paz do mundo, devemos começar uma campanha de fundo contra os espetáculos de sangue.

Enquanto existirem dentro da mente humana os fatores destrutivos, haverá guerras inevitavelmente.

Dentro da mente humana estão os fatores que causam a guerra. Estes fatores são o ódio, a violência em todos os seus aspectos, o egoísmo, a ira, o medo, os instintos criminais, as ideias belicosas propagadas pela televisão, pelo rádio, pelo cinema, etc.

A propaganda pela paz, os prêmios Nobel da Paz, são absurdos, pois os fatores psicológicos que causam as guerras continuam existindo dentro do homem.

Atualmente, muitos assassinos já receberam o Prêmio Nobel da Paz.

(SAMAEL AUN WEOR, EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL)

Ra-Hoor-Khu e o mantra Abracadabra

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No livro O Mistério do Áureo Florescer, do VM Samael Aun Weor, é citado um misterioso mestre, o Profeta de Ra-Hoor-Khu. Tal ser, para Samael, seria um grande mestre da Fraternidade Branca, todo sabedoria, força e glória.

Ra Hoor Khu é citado em diversas tradições ocultistas com diversos outros nomes. Entre os egípcios, ele teve vários nomes, dos quais os mais destacados são: Herakhty, Har Khuti, Ra Hoor Khuit, Re Heru-khuti (ou seja, Ra expressando-se como Hórus, senhor dos dois horizontes, os Solstícios do Verão e da Primavera) e também Horakhte.

Algumas tradições afirmam que esse Mestre da Luz se reencarnou no Egito Antigo e se tornou um grande e sábio general. No Alto Egito foi-lhe erigido um templo especial, muito hermético, chamado Templo de Ph-Ra-Har-ma-khuti, onde se oferendavam a este mestre guirlandas de flores. Os gregos o chamavam Ra-Herakhty e Harmachis e os romanos de Harmachus.

Entre os Hierofantes egípcios, o deus Ra Hoor Khu era também intitulado “o brilhante Triângulo que aparece no luminoso lugar” (ou seja, este mestre encarnou, em passado remoto, as Três Forças Primárias da Natureza, cristificando-se, solarizando-se totalmente).

O Mantra Abracadabra

Para muitos ocultistas, o mantra mais poderoso que nos foi agraciado pelo Deus Ra Hoor Khu é o famosíssimo Abracadabra, ou, segundo outros, Abrahadabra. Este mantra egípcio caiu, lamentavelmente, em descrédito depois de ser usado de forma profana e jocosa.

O médico grego Quintus Serenus Sammonicus descreveu, em um de seus livros – o Liber Medicinalis –, os efeitos terapêuticos dessa palavra mágica. Segundo Serenus, ao pronunciar e ao escrever em um pedaço de couro e usá-lo como amuleto, essa palavra afasta maus-olhados, febres e outros males. Também afirmava que seitas gnósticas no Egito ptolomaico usavam o Abracadabra em seus rituais.

Foi Basilides, grande mestre gnóstico que viveu em Alexandria perto do ano 90 d.C., quem difundiu esse poderosíssimo mantra entre suas comunidades. Basilides ensinava que, juntamente com o Abraxas, era um dos nomes da Divindade Suprema…

Jorge Adoum (Mago Jefa) explica em uma de suas obras que o mantra Abracadabra, entre outros atributos mágicos, tem o poder de curar qualquer enfermidade dos pulmões, se for vocalizado constantemente, ao longo dos dias, semanas e meses…

(Benefícios do mantra Abracadabra: clique aqui.)

Quem é o Mestre Ra-Hoor-Khu

O VM Samael escreve sobre sua experiência interna com esse mestre da Sabedoria e Iluminação, assim:

“Há muito tempo, quando eu ainda não havia reduzido o Ego a poeira cósmica, fiz uma invocação mágica formidável.

Chamei certo Grande Mestre, dizendo:

“Vem! Vem! Vem! Profeta de Ra-Hoor-Khu… Vem até mim! Queira cumpri-la! Queira cumpri-la! Queira cumpri-la! AUM… AUM… AUM…

(E entoando esta última palavra como é devido, abrindo a boca com o A, arredondando-a em U e fechando-a com o M).

Não é demais esclarecer que o ambiente estava saturado de infinita harmonia, carregado de OD… O resultado da invocação não se fez esperar e o Grande Profeta veio a mim. O Cabir assumiu uma figura simbólica formidável que pude ver, ouvir, tocar e apalpar em toda a presença de meu Ser Cósmico.

O Venerável parecia dividido em duas metades. Da cintura para cima resplandecia gloriosamente. Sua fronte era alta como os muros invictos da Jerusalém Celestial; seus cabelos, como a lã branca caindo sobre suas costas imaculadas; seu nariz, reto como o de um Deus; seus olhos, profundos e penetrantes; sua barba, preciosa como a do Ancião dos Dias; suas mãos, como anéis de ouro engastados de jacintos; seus lábios, como os lírios que destilam mirra fragrante…

Porém, na parte inferior de seu corpo, da cintura para baixo, vi algo insólito: horripilantes formas bestiais, personificando erros, demônios vermelhos, eus-diabos, dentro dos quais está engarrafada a Consciência.

Eu te chamei para te pedir a Iluminação, tal foi minha súplica! É óbvio que em sua forma de apresentação estava a resposta.

O ancião pôs sua destra sobre minha cabeça e me disse: ‘Chama-me cada vez que me necessites e eu te darei a Iluminação…’ Logo, me bendisse e se retirou.

Com infinita alegria compreendi tudo. Só eliminando a lançadas essas criaturas animalescas que todos levamos dentro e entre as quais dorme a Consciência é que advém a nós a Iluminação.”

(Samael Aun Weor, Obras Gnósticas.)

Exercícios de pranayama

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O Pranayama do Sol

Os Pranayamas, ou Pránáyámas, são técnicas respiratórias originárias do Yoga servem para restaurar a saúde, melhorar a oxigenação do organismo e reequilibrar as emoções. Esta palavra vem do sânscrito e pode significar, entre outras, Ciência da Energia.

Pranayama do Amanhecer

Deve ser feito logo ao amanhecer.

Feche os olhos e fique de pé, de frente para o Sol.

Inspire, elevando os braços até a altura dos ombros.

Mentalize que o prana (a energia vital cósmica) penetra por todo o seu corpo.

Retenha o ar e abra os braços.

Em seguida, expire baixando os braços vagarosamente.

Visualize a luz do Sol se espalhando por seu corpo.

Faça este exercício durante 10 minutos e o encerre pronunciando o mantra OM SURYAIA NAMÁ (Eu Saúdo o SOL). Em seguida, vocalize o mantra OM por 3 vezes, para que o prana solar se fixe em seus corpos internos, dando-lhe Saúde, Paz e Harmonia…

Captação de Energia

Mentalize um raio de luz alaranjado que parte de seu plexo solar (região à altura do umbigo) e expande-se pelo Universo, levando vitalidade e saúde para as pessoas. Depois visualize uma luz dourada que emite vibrações de prosperidade e elimina males como a fome e a tristeza da humanidade.

Afastar Preocupações

Sente-se e repouse as mãos nos joelhos. Inspire pelas narinas, devagar e em silêncio, até sentir o abdome cheio de ar. Retenha o ar por alguns segundos e expire, também pelas narinas. Sinta seu corpo relaxar completamente e mentalize que todas as suas preocupações se dissipam aos poucos.

Para Controlar Melhor as Emoções

Sente-se com as pernas cruzadas à frente do corpo, mantendo a coluna reta, as mãos pousadas sobre os joelhos e os olhos fechados. Fique bem relaxado, procurando não contrair os músculos da face nem os ombros. Inspire vagarosamente, concentrando-se no ar que entra pelas narinas Retenha o ar durante alguns segundos e expire, prestando atenção apenas na saída do ar.

Enquanto respira, procure não pensar em nada. As imagens, as lembranças e os sons que vierem à sua mente não devem perturbá-lo. Ignore tudo o que acontecer ao redor.

Concentre-se apenas no que está fazendo. Caso se distraia por algum motivo, recomece o exercício.

Para Expandir a Consciência e a Intuição

Esta técnica, de origem chinesa, consiste em fazer seu sol interno nascer ao mesmo tempo em que o Sol cósmico surge no horizonte. No início, pode ser que você não consiga fazer as mentalizações, mas, com o tempo, aprenderá a se concentrar e a visualizar adequadamente.

Levante-se bem antes do Sol nascer, tome um banho e vista roupas brancas. Sente-se na posição de lótus, com a coluna ereta e as pernas cruzadas à frente do corpo. Feche os olhos e procure sentir o corpo bem relaxado…

Visualize um sol de cor alaranjada nascendo na altura do seu umbigo. Imagine que o calor emanado por esse sol aquece todo o seu corpo, enquanto uma luz dourada o envolve completamente. Visualize o sol elevando-se do seu umbigo até o seu coração.

Imagine que dessa região parte uma grande e bela ave branca que voa para longe, levando em suas costas todas as suas tristezas, mágoas e ressentimentos, e jogando tudo isso em um profundo abismo, onde serão destruídos totalmente. Imagine que esse sol se eleva ainda mais, até chegar no centro energético localizado entre as sobrancelhas.

Faça então o sol ganhar uma intensa coloração dourada e subir para o alto da cabeça, de onde ele se expandirá até explodir como uma luz que se junta à do sol cósmico.

Finalmente, faça uma saudação ao sol, com a seguinte frase, que sugerimos, ou com outra, que sair de seu coração:

“Ó Rá! Digna-te santificar meu espírito.
Ó Osíris! Devolve à minha alma sua natureza divina!
Glória a ti, Senhor dos Deuses!”

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1ª parte

1. Sente-se o estudante em uma cadeira com o rosto para o Oriente.
2. Faça uma oração à Divina Mãe Kundalini.
3. O peito, o pescoço e a cabeça deverão estar em linha vertical. Não se deve dobrar o corpo para os lados, nem para trás. As palmas das mãos devem descansar sobre as pernas de forma muito natural.
4. A mente do devoto deve estar dirigida para dentro, para a Divina Mãe, amando e adorando-a.
5. Os olhos estarão fechados para que as coisas do mundo não o distraiam.
6. Tape a fossa direita com o dedo polegar vocalizando mentalmente o mantra TON, ao mesmo tempo em que se respire ou inale mui lentamente o ar pela fossa esquerda.
7. Feche agora a fossa nasal esquerda com o dedo índice. Retenha o alento e pronuncie mentalmente o mantra SA.
8. Exale agora lentamente pela fossa nasal direita vocalizando mentalmente o mantra HAM e imagine a energia subindo até o cérebro e depois descendo até o coração.
9. Tape agora a fossa nasal esquerda com o dedo índice.
10. Inale o prana pela fossa nasal direita, vocalizando mentalmente o mantra TON. Retenha o alento vocalizando o mantra RA. Feche as duas fossas nasais com os dedos índice e polegar.
11. Exale mui lentamente pela fossa nasal esquerda vocalizando mentalmente a sílaba mântrica HAN e imagine a energia subindo até o cérebro e depois descendo até coração.

2ª parte

1. Ajoelhe-se e coloque as palmas das mãos no solo, tocando-se entre si os dedos polegares.
2. Inclinando para diante, prostado em terra, cheio de suprema veneração, com a cabeça voltada para o oriente, apoiará sua frente sobre o dorso das mãos, ao estilo egípcio.
3. Depois com a sua laringe criadora vocalizará o poderoso mantra RA dos egípcios, alongando o som das duas letras, assim:

RRRRRRAAAAAAA…..

Vocaliza-se este mantra sagrado sete vezes consecutivas.

O evangelho de Tomé

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O Evangelho de Tomé é um dos mais de 50 textos da Biblioteca de Nag Hammadi, encontrada numa caverna no Egito em 1947. Este Evangelho, escrito em copta, a língua do Alto Egito no início de nossa era, é uma tradução de um original grego, provavelmente escrito em meados do primeiro século.

Portanto, ele é um dos documentos mais antigos de tradição cristã, já que os quatro evangelhos incluídos na Bíblia foram escritos provavelmente entre os anos 80 e 120 de nossa era.

O Evangelho de Tomé é uma coleção de ditados de Jesus, que guarda certas semelhanças com o assim chamado Evangelho “Q”, que os eruditos bíblicos acreditam teria sido a fonte de parte dos ditados incluídos em Mateus e Lucas.

Os estudiosos acreditam que as versões dos ditados de Jesus encontradas em Tomé seriam, em geral, versões mais originais do que a dos evangelhos canônicos, que teriam sofrido modificações e editorações ao longo dos séculos.

Sua autoria é atribuída a Tomé, que é chamado logo no início do texto de “irmão gêmeo” de Jesus. Este parentesco deve ser entendido no seu sentido esotérico. Tomé seria um discípulo que havia alcançado um estado de realização interior que o tornava um gêmeo espiritual do Salvador.

Esse “gême”, para os gnósticos modernos, refere-se a um desdobramento do Cristo Interno, o chamado Tomé Interior, uma virtude de nosso Ser Divino que representa a MENTE INTERIOR, aquela que “só acredita vendo”, ou seja, que só acredita plenamente, totalmente, nas palavras pronunciadas pelo Cristo.

Essa Mente Interior, aspecto anímico de nossa mente que está conectada “para dentro”, em direção ao Sol Interior, “o que somente olha para o Sol”, quase à semelhança de Metraton, que está sempre virado para o mundo com o rosto voltado para o Absoluto…

O caráter esotérico do Evangelho é reiterado no primeiro versículo, em que é dito que quem descobrir o significado dos ensinamentos de Jesus ali contidos não provará a morte. Essa era a postura gnóstica daquele tempo e que continua válida em nossos dias.

Como os ensinamentos de Jesus eram velados em linguagem simbólica, para descobrir a sua interpretação o discípulo teria de alcançar um elevado estado de consciência, por meio do que a Gnose moderna chama de SENDA DA INICIAÇÃO, no qual recebia a Gnosis, ou seja, o conhecimento direto da Verdade, uma verdadeira revelação espiritual, que conferia um estado de unidade com o Todo e a experiência da verdadeira natureza do Ser, que é origem última de nossa Alma.

Como a alma é imortal, quem se identifica com a alma não experimenta a morte, ainda que inevitavelmente seu corpo físico, a vestimenta de carne da alma, venha a perecer.

O estudo meditativo dos ensinamentos internos de Jesus contidos no Evangelho de Tomé, usando as quatro chaves conhecidas para a interpretação da simbologia esotérica, pode ser altamente revelador para todo “cristão desejoso de conhecer os ensinamentos esotéricos do Mestre”.

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O Evangelho de Tomé

(126)(1)Estes são os ensinamentos (logia) ocultos expostos por Jesus, o vivo, que Judas Tomé, o gêmeo, escreveu.
(1) E ele disse: “Quem descobrir o significado interior destes ensinamentos não provará a morte.”
(2) Jesus disse: “Aquele que busca continue buscando até encontrar. Quando encontrar, ele se perturbará. Ao se perturbar, ficará maravilhado e reinará sobre o Todo”.
(3) Jesus disse: “Se aqueles que vos guiam disserem, ‘Olhem, o reino está no céu’, então, os pássaros do céu vos precederão, se vos disserem que está no mar, então, os peixes vos precederão. Pois bem, o reino está dentro de vós, e também está em vosso exterior. Quando conseguirdes conhecer a vós mesmos, então, sereis conhecidos e compreendereis que sois filhos do Pai vivo. Mas, se não vos conhecerdes, vivereis na pobreza e sereis essa pobreza.”
(4) Jesus disse: “O homem idoso não hesitará em perguntar a uma criancinha de sete dias sobre o lugar da vida, e ele viverá. Pois muitos dos primeiros serão os últimos e se tornarão um só.”
(5) Jesus disse: “Reconheça o que está diante de teus olhos, e o que está oculto a ti será desvelado. Pois não há nada oculto que não venha ser manifestado.”
(6) Seus discípulos o interrogaram dizendo: “Queres que jejuemos? Como devemos orar? Devemos dar esmolas? Que dieta devemos observar?”
(127) Jesus disse: “Não mintais e não façais aquilo que detestais, pois todas as coisas são desveladas aos olhos do céu. Pois não há nada escondido que não se torne manifesto, e nada oculto que não seja desvelado.”
(7) Jesus disse: “Bem-aventurado o leão que se torna homem quando consumido pelo homem; maldito o homem que o leão consome, e o leão torna-se homem.”
(8) E ele disse: “O homem é como pescador sábio que lança sua rede ao mar e a retira cheia de peixinhos. O pescador sábio encontra entre eles um peixe grande e excelente. Joga todos os peixinhos de volta ao mar e escolhe o peixe grande sem dificuldade. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”
(9) Jesus disse: “Eis que o semeador saiu, encheu sua mão e semeou. Algumas sementes caíram na estrada; os pássaros vieram e as recolheram. Algumas caíram sobre rochas, não criaram raízes no solo e não produziram espigas. Outras caíram em meio a um espinheiro, que sufocou as sementes e os vermes as comeram. E outras caíram em solo fértil e produziram bons frutos; renderam sessenta por uma e cento e vinte por uma.”
(10) Jesus disse: “Eu lancei fogo sobre o mundo, e eis que estou cuidando dele até que queime.”
(11) Jesus disse: “Este céu passará, e aquele acima dele passará. Os mortos não estão vivos e os vivos não morrerão. Nos dias em que consumistes o que estava morto, vós o tornastes vivo. Quando estiverdes morando na luz, o que fareis? No dia em que éreis um vos tornastes dois. Mas quando vos tornardes dois, o que fareis?”
(12) Os discípulos disseram a Jesus: “Sabemos que tu nos deixarás. Quem será nosso líder?”
Jesus disse-lhes: “Não importa onde estiverdes, devereis dirigir-vos a Tiago, o justo, para quem o céu e a terra foram feitos.”
(13) Jesus disse a seus discípulos: “Comparai-me com alguém e dizei-me com quem me assemelho.”
Simão Pedro disse-lhe: “Tu és semelhante a um anjo justo.”
Mateus lhe disse: “Tu te assemelhas a um filósofo sábio.”
Tomé lhe disse: “Mestre, minha boca é inteiramente incapaz de dizer com quem te assemelhas.”
Jesus disse: “Não sou teu Mestre. Porque bebeste na fonte borbulhante que fiz brotar, tornaste-te ébrio. (128) E, pegando-o, retirou-se e disse-lhe três coisas. Quando Tomé retornou a seus companheiros, eles lhe perguntaram: “O que te disse Jesus?”
Tomé respondeu: “Se eu vos disser uma só das coisas que ele me disse, apanhareis pedras e as atirareis em mim, e um fogo brotará das pedras e vos queimará.”
(14) Jesus disse-lhes: “Se jejuardes, gerareis pecado para vós; se orardes, sereis condenados; se derdes esmolas, fareis mal a vossos espíritos. Quando entrardes em qualquer país e caminhardes por qualquer lugar, se fordes recebidos, comei o que vos for oferecido e curai os enfermos entre eles. Pois o que entrar em vossa boca não vos maculará, mas o que sair de vossa boca – é isso que vos maculará.”
(15) Jesus disse: “Quando virdes aquele que não foi nascido de uma mulher, prostrai-vos com a face no chão e adorai-o: é ele o vosso Pai.”
(16) Jesus disse: “Talvez os homens pensem que vim lançar a paz sobre o mundo. Não sabem que é a discórdia que vim espalhar sobre a Terra: fogo, espada e disputa. Com efeito, havendo cinco numa casa, três estarão contra dois e dois contra três: o pai contra o filho e o filho contra o pai. E eles permanecerão solitários.”
(17) Jesus disse: “Eu vos darei o que os olhos não viram, o que os ouvidos não ouviram, o que as mão não tocaram e o que nunca ocorreu à mente do homem.”
(18) Os discípulos disseram a Jesus: “Dize-nos como será o nosso fim.”
Jesus disse: “Haveis, então, discernido o princípio, para que estejais procurando o fim? Pois onde estiver o princípio ali estará o fim. Feliz daquele que tomar seu lugar no princípio: ele conhecerá o fim e não provará a morte.”
(19) Jesus disse: “Feliz o que já era antes de surgir. Se vos tornardes meus discípulos e ouvirdes minhas palavras, estas pedras estarão a vosso serviço. Com efeito, há cinco árvores para vós no Paraíso que permanecem inalteradas inverno e verão, e cujas folhas não caem. Aquele que as conhecer não provará a morte.”
(20) Os discípulos disseram a Jesus: “Dize-nos a que se assemelha o reino do céu.”
Ele lhes disse: “Ele se assemelha a uma semente de mostarda, a menor de todas as sementes. Mas, quando cai em terra cultivada, produz uma grande planta e torna-se um refúgio para as aves do céu.”
(129) (21) Maria disse a Jesus: “A quem se assemelham teus discípulos?”
Ele disse: “Eles se parecem com crianças que se instalaram num campo que não lhes pertence. Quando os donos do campo vierem, dirão: ‘Entregai nosso campo.’ Elas se despirão diante deles para que eles possam receber o campo de volta e para entregá-lo a eles. Por isso digo: se o dono da casa souber que virá um ladrão, velará antes que ele chegue e não deixará que ele penetre na casa de seu domínio para levar seus bens. Vós, portanto, permanecei atentos contra o mundo. Armai-vos com todo poder para que os ladrões não consigam encontrar um caminho para chegar a vós, pois a dificuldade que temeis certamente ocorrerá. Que possa haver entre vós um homem prudente. Quando a safra estiver madura, ele virá rapidamente com sua foice em mãos para colhe-la. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”
(22) Jesus viu crianças sendo amamentadas. Ele disse a seus discípulos: “Esses pequeninos que mamam são como aqueles que entram no Reino.” Eles lhe disseram: Nós também, como crianças, entraremos no Reino?” Jesus lhes disse: “Quando fizerdes do dois um e quando fizerdes o interior como o exterior, o exterior como o interior, o acima como o embaixo e quando fizerdes do macho e da fêmea uma só coisa, de forma que o macho não seja mais macho nem a fêmea seja mais fêmea, e quando formardes olhos em lugar de um olho, uma mão em lugar de uma mão, um pé em lugar de um pé e uma imagem em lugar de uma imagem, então, entrareis (no Reino).
(23) Jesus disse: Escolherei dentre vós, um entre mil e dois entre dez mil, e eles permanecerão como um só.”
(24) Seus discípulos disseram-lhe: “Mostra-nos o lugar onde estás, pois precisamos procurá-lo.”
Ele disse-lhes: “Aquele que tem ouvidos, ouça! Há luz no interior do homem de luz e ele ilumina o mundo inteiro. Se ele não brilha, ele é escuridão.”
(25) Jesus disse: “Ama teu irmão como à tua alma, protege-o como a pupila de teus olhos.”
(26) Jesus disse: “Tu vês o cisco no olho de teu irmão, mas não vês a trave em teu próprio olho. Quando retirares a trave de teu olho, então verás claramente e poderás retirar o cisco do olho de teu irmão.”
(27) (Jesus disse:) “Se não jejuardes com relação ao mundo, não encontrareis o Reino. Se não observardes o sábado como um sábado, não vereis o Pai.”
(130) (28) Jesus disse: “Assumi meu lugar no mundo e revelei-me a eles na carne. Encontrei todos embriagados. Não encontrei nenhum sedento, e minha alma ficou aflita pelos filhos dos homens, porque estão cegos em seus corações e não têm visão. Pois vazios vieram ao mundo e vazios procuram deixar o mundo. Mas no momento eles estão embriagados. Quando superarem a embriaguez, então mudarão sua maneira de pensar.”
(29) Jesus disse: “Seria uma maravilha se a carne tivesse surgido por causa do espírito. Mas seria a maior das maravilhas se o espírito tivesse surgido por causa do corpo. Estou realmente surpreso pela forma como essa grande riqueza fez morada nessa pobreza.”
(30) Jesus disse: “Onde há três deuses, eles são deuses. Onde há dois ou um, estou com ele.”
(31) Jesus disse: “Nenhum profeta é aceito em sua cidade; nenhum médico cura aqueles que o conhecem”.
(32) Jesus disse: “Uma cidade construída e fortificada sobre uma montanha elevada não pode cair nem pode ser escondida”.
(33) Jesus disse: “Proclamai sobre os telhados aquilo que ouvirdes com vosso próprio ouvido. Pois ninguém acende uma lâmpada e coloca-a debaixo de um cesto, tampouco coloca-a num lugar escondido, mas num candelabro, para que todos que venham a entrar e sair vejam sua luz.”
(34) Jesus disse: “Se um cego guia outro cego, ambos cairão numa vala.”
(35) Jesus disse: “Não é possível que alguém entre na casa de um homem forte e tome-a à força, a menos que lhe ate as mãos; então será capaz de saquear sua casa.”
(36) Jesus disse: “Não vos preocupeis de manhã até a noite e de noite até a manhã com o que vestireis”.
(37) Seus discípulos disseram: “Quando tu te revelarás a nós e quando te veremos?”
Jesus disse: “Quando vos despirdes sem vos envergonhardes e tomardes vossas vestes e, colocando-as sobre vossos pés, pisardes sobre elas como criancinhas, então (vereis) o filho daquele que vive e não tereis medo.”
(38) Jesus disse: “Muitas vezes haveis desejado ouvir essas palavras que vos digo, e não tendes outro de quem ouvi-las. Pois virão dias em que me procurareis e não me encontrareis.”
(39) Jesus disse: “Os fariseus e os escribas tomaram as chaves da gnosis. (131) Eles não entraram nem deixaram entrar aqueles que queriam entrar. Vós, no entanto, sede sábios como as serpentes e mansos como as pombas.”
(40) Jesus disse: “Uma parreira foi plantada fora do Pai, porém, não sendo saudável, ela será arrancada pela raiz e destruída.”
(41) Jesus disse: “Quem tiver algo em sua mão receberá mais, e quem não tiver nada perderá até mesmo o pouco que tem.”
(42) Jesus disse: “Tornai-vos passantes.”
(43) Seus discípulos disseram-lhe: “Quem és tu para dizer-nos tais coisas?”
[Jesus disse-lhes:] “Não percebeis quem sou eu pelo que vos digo, mas vos tornastes como os judeus! Com efeito, eles amam a árvore e odeiam seus frutos ou amam os frutos, mas odeiam a árvore.”
(44) Jesus disse: “Quem blasfemar contra o Pai será perdoado e quem blasfemar contra o Filho será perdoado, mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado nem na terra nem no céu.”
(45) Jesus disse: “Não se colhe uvas dos espinheiros nem figos dos cardos, pois eles não dão frutos. O homem bom retira o bem do seu tesouro; o malvado retira o mal de seu tesouro malévolo, que está em seu coração, e diz maldade. Pois da abundância do coração ele retira coisas más.”
(46) Jesus disse: “Dentre os que nasceram da mulher, desde Adão até João, o Batista, não há ninguém superior a João, para que não abaixe os olhos [diante dele]. Mas eu digo, aquele dentre vós que se tornar uma criança conhecerá o Reino e se tornará superior a João.”
(47) Jesus disse: “É impossível para um homem montar dois cavalos ou retesar dois arcos. E é impossível que um servo sirva a dois senhores, pois ele honra um e ofende o outro. Ninguém bebe vinho velho e logo em seguida deseja beber vinho novo. E não se coloca vinho novo em odres velhos, para que não arrebentem; nem se coloca vinho velho em odres novos, para que não o estraguem. E não se cose pano velho em veste nova, porque ela está arriscada a rasgar.”
(48) Jesus disse: “Se os dois fizerem as pazes nesta casa, eles dirão a montanha: ‘Move-te!’ e ela se moverá.”
(132) (49) Jesus disse: “Bem aventurados os solitários e os eleitos, pois encontrareis o Reino. Pois, viestes dele e para ele retornareis.”
(50) Jesus disse: “Se vos perguntarem: ‘De onde vindes?’ respondei: ‘Viemos da luz, do lugar onde a luz nasceu dela mesma, estabeleceu-se e tornou-se manifesta por meio de suas imagens’. Se vos perguntarem: ‘Vós sois isto?’ digam: ‘Nós somos seus filhos e somos os eleitos do Pai vivo’. Se vos perguntarem: ‘Qual é o sinal de vosso Pai em vós?’, digam a eles: ‘É movimento e repouso'”.
(51) Seus discípulos disseram-lhe: “Quando ocorrerá o repouso dos mortos e quando virá o novo mundo?”
Ele disse-lhes: “Aquilo que esperais já chegou, mas não o reconheceis.”
(52) Seus discípulos disseram-lhe: “Vinte e quatro profetas falaram em Israel e todos falaram de ti.”
Ele disse-lhes: “Omitistes aquele que vive em vossa presença e falastes dos mortos.”
(53) Seus discípulos disseram-lhe: “A circuncisão é benéfica ou não?”
Ele disse-lhes: “Se ela fosse benéfica, os pais gerariam filhos já circuncisos de sua mãe. Mas a verdadeira circuncisão, a espiritual, tornou-se inteiramente proveitosa.”
(54) Jesus disse: “Bem-aventurados os pobres, pois vosso é o Reino do céu.”
(55) Jesus disse: “Aquele que não odiar (2) seu pai e sua mãe não poderá se tornar meu discípulo. E quem não odiar seus irmãos e irmãs e tomar sua cruz, como eu, não será digno de mim.”
(56) Jesus disse: “Aquele que conseguiu compreender o mundo encontrou (somente) um cadáver, e quem encontrou um cadáver é superior ao mundo.”
(57) Jesus disse: “O Reino do Pai é semelhante ao homem que tem [boa] semente. Seu inimigo veio durante a noite e semeou joio por cima da boa semente. O homem não deixou que arrancassem o joio, dizendo: ‘temo que acabeis arrancando o joio e também o trigo junto com ele. No dia da colheita as ervas daninhas estarão bem visíveis e serão, então, arrancadas e queimadas”.
(58) Jesus disse: “Bem-aventurado o homem que sofreu e encontrou a vida”.
(59) Jesus disse: “Prestai atenção àquele que vive enquanto estais vivos, para que, ao morrerdes, não fiqueis procurando vê-lo sem conseguir”.
(133) (60) [Eles viram] um samaritano carregando um cordeiro a caminho da Judéia. Ele disse a seus discípulos: “Por que o homem está carregando o cordeiro?”
Eles disseram-lhe: “Para matá-lo e comê-lo”.
Ele disse-lhes: “Enquanto o cordeiro estiver vivo, ele não o comerá, mas somente depois que o tiver matado e que o cordeiro se tornar um cadáver”.
Eles disseram-lhe: “Ele não poderia fazer de outro modo”.
Ele disse-lhes: “Vós, também, buscai um lugar para vós no repouso, a fim de que não vos torneis um cadáver e sejais devorados”.
(61) Jesus disse: “Dois repousarão sobre um leito: um morrerá, o outro viver.”.
Salomé disse: “Quem és tu homem, que … te acomodaste em meu divã e comeste à minha mesa?”
Jesus disse-lhe: “Eu sou aquele que existe a partir do indivisível. Recebi algumas das coisas de meu pai”.
[ … ] “Eu sou seu discípulo”.
[ … ] “Por isso digo que, se for destruído, ele estará pleno de luz, mas, se ele estiver dividido, estará pleno de trevas”.
(62) Jesus disse: “Eu digo meus mistérios aos [que são dignos de meus] mistérios. Que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita”.
(63) Jesus disse: “Havia um rico que tinha muito dinheiro. Ele disse: ‘Empregarei meu dinheiro para semear, colher, plantar e encher meu celeiro com o fruto da colheita, para que não me venha a faltar nada’. Essas eram suas intenções, mas naquela mesma noite ele morreu. Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça”.
(64) Jesus disse: “Um homem tinha convidados. E quando a ceia estava pronta, mandou seu servo chamar os convidados. O servo foi ao primeiro e disse-lhe: ‘Meu mestre te convida’. O outro respondeu: ‘Tenho dinheiro aplicado com alguns comerciantes. Eles virão me procurar esta noite para que eu lhes dê minhas instruções. Apresento minhas desculpas por não ir à ceia. O servo foi até outro e disse: ‘Meu senhor está te convidando’. Este disse-lhe: ‘Acabo de comprar uma casa e precisam de mim hoje. Não terei tempo’. O servo foi a outro e disse-lhe: ‘Meu senhor está te convidando’. Este disse-lhe: ‘Um amigo vai se casar e coube-me preparar o banquete. Não poderei ir à ceia, peço ser desculpado. O servo foi a outro ainda e disse-lhe: ‘Meu senhor está te convidando’. Este disse-lhe: ‘Acabo de comprar uma fazenda e estou saindo para buscar o rendimento. Não poderei ir, por isso me desculpo’. O servo retornou e disse a seu senhor: ‘Os que convidaste para a ceia mandam pedir desculpas’. (134) O senhor disse ao servo: ‘Vai lá fora pelos caminhos e traze os que encontrares para que possam ceiar. Os homens de negócios e mercadores não entrarão no recinto de meu Pai'”.
(65) Ele disse: “Um homem de bem tinha uma vinha. Ele a alugou a camponeses para que cuidassem dela e pagassem-lhe com uma parte da produção. Ele enviou seu servo para que os arrendatários entregassem-lhe o fruto da vinha. Eles pegaram seu servo e o espancaram, deixando-o à beira da morte. O servo voltou e contou a seu senhor o ocorrido. O senhor disse: ‘Talvez não o tenham reconhecido’. Ele enviou outro servo. Os camponeses também o espancaram. Então o proprietário enviou seu filho e disse: ‘Talvez eles tenham respeito por meu filho’. Como os camponeses sabiam que aquele era o herdeiro da vinha, pegaram-no e mataram-no. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.
(66) Jesus disse: “Mostrai-me a pedra que os construtores rejeitaram; ela é a pedra angular.”
(67) Jesus disse: “Se alguém que conhece o todo ainda sente uma deficiência pessoal, ele é completamente deficiente”.
(68) Jesus disse: “Bem-aventurados os que são odiados e perseguidos. Mas os que vos perseguirem não encontrarão lugar”.
(69) Jesus disse: “Bem-aventurados aqueles que foram perseguidos em seu interior. São eles que realmente conheceram o pai. Bem-aventurados os famintos, porque se encherá o ventre de quem tem desejo”.
(70) Jesus disse: “Aquilo que tendes vos salvará se o manifestardes. Aquilo que não tendes em vosso interior vos matará se não o tiverdes dentro de vós”.
(71) Jesus disse: “Destruirei esta casa e ninguém será capaz de reconstruí-la […]”
(72) [Um homem disse-lhe]: “Dize a meus irmãos para que partilhem os bens de meu pai comigo”.
Ele lhe disse: “Ó, homem, quem me institui partilhador?”
Voltando-se para seus discípulos, disse-lhes: “Eu não sou um partilhador, sou?”
(73) Jesus disse: “A colheita é grande mas os operários são poucos. Portanto, implorai ao senhor para que envie operários para a colheita”.
(74) Ele disse: “Ó senhor, há muitas pessoas ao redor do bebedouro, mas não há nada na cisterna.”
(75) Jesus disse: “Muitos estão aguardando à porta, mas são os solitários que entrarão na câmara nupcial”.
(135) (76) O Reino do pai é semelhante ao comerciante que tinha uma consignação de mercadorias e nelas descobriu uma pérola. Esse comerciante era astuto. Ele vendeu as mercadorias e adquiriu a pérola maravilhosa para si. Vós também deveis buscar esse tesouro indestrutível e duradouro, que nenhuma traça pode devorar nem o verme destruir”.
(77) Jesus disse: “Eu sou a luz que está sobre todos eles. Eu sou o todo. De mim surgiu o todo e de mim o todo se estendeu. Rachai um pedaço de madeira, e eu estou lá. Levantai a pedra e me encontrareis lá”.
(78) Jesus disse: “Por que viestes ao deserto? Para ver um caniço agitado pelo vento? E para ver um homem vestido com roupas finas como vosso rei e vossos homens importantes? Esses usam roupas finas, mas são incapazes de discernir a verdade.”
(79) Uma mulher na multidão disse-lhe: “Bem-aventurado o ventre que te portou e os seios que te nutrira.”.
Ele disse-lhe: “Bem-aventurados os que ouviram a palavra do Pai e que realmente a guardaram. Pois virão dias em que direis: “Bem-aventurado o ventre que não concebeu, e os seios que não amamentaram”.
(80) Jesus disse: “Aquele que reconheceu o mundo encontrou o corpo, mas aquele que encontrou o corpo é superior ao mundo”.
(81) Quem enriqueceu, torne-se rei, mas quem tem poder que possa renunciar a ele.”
(82) Jesus disse: “Aquele que está perto de mim está perto do fogo, e aquele que está longe de mim está longe do Reino”.
(83) Jesus disse: “As imagens manifestam-se ao homem, mas a luz que está nelas permanece oculta na imagem da luz do Pai. Ele tornar-se-á manifesto, mas sua imagem permanecerá velada por sua luz”.
(84) Jesus disse: “Quando vedes vossa semelhança, vós vos rejubilais. Mas, quando virdes vossas imagens que surgiram antes de vós, e que não morrem nem se manifestam, quanto tereis de suportar!”
(85) Jesus disse: “Adão surgiu de um grande poder e de uma grande riqueza, mas ele não se tornou digno de vós. Pois, se tivesse sido digno, não teria experimentado a morte”.
(86) Jesus disse: “[As raposas têm suas tocas] e as aves têm seus ninhos, mas o filho do homem não tem nenhum lugar para pousar sua cabeça e descansar.”
(87) Jesus disse: “Miserável do corpo que depende de um corpo e da alma que depende desses dois”.
(88) Jesus disse: “Os anjos e os profetas virão a vós e darão aquelas coisas que já tendes. E dai vós também a eles as coisas que tendes e dizei a vós mesmos: ‘Quando virão tomar o que é deles?'”
(89) Jesus disse: “Por que lavais o exterior da taça? Não compreendeis que aquele que fez o interior é o mesmo que fez o exterior?”
(90) Jesus disse: “Vinde a mim, pois meu jugo é fácil e meu domínio é suave, e encontrareis repouso para vós”.
(91) Eles disseram-lhe: “Dize-nos quem tu és, para que possamos crer em ti.”
Ele disse-lhes: “Vós decifrastes a face to céu e da terra, mas não reconhecestes aquele que está diante de vós e não soubestes perceber este momento”.
(92) Jesus disse: “Buscai e encontrareis. No entanto, aquilo que me perguntastes anteriormente e que não vos respondi então, agora desejo vos dizer mas vós não me perguntais sobre aquilo”.
(93) [Jesus disse]: “Não deis aos cães o que é sagrado, para que eles não o joguem no lixo. Não atireis pérolas aos porcos, para que eles …”
(94) Jesus [disse]: “Quem busca, encontrará, e [quem bate] terá permissão para entrar”.
(95) [Jesus disse]: “Se tendes dinheiro, não o empresteis a juro, mas dai-o àquele de quem não o recebereis de volta”.
(96) Jesus disse: “O Reino do Pai é como [uma certa] mulher. Ela tomou um pouco de fermento, [escondeu-o] na massa, e fez com ela grandes pães. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!”
(97) Jesus disse: “O Reino do Pai é como uma certa mulher que estava carregando um cântaro cheio de farinha. Enquanto estava caminhando pela estrada, ainda distante de casa, a alça do cântaro partiu-se e a farinha foi caindo pelo caminho atrás dela. Ela não se deu conta, pois não tinha percebido o acidente. Quando chegou em casa, colocou o cântaro no chão e percebeu que ele estava vazio”.
(98) Jesus disse: “O Reino do Pai é como um certo homem que queria matar um homem poderoso. Em sua própria casa ele desembainhou a espada e enfiou-a na parede para saber se sua mão poderia realizar a tarefa. Então ele matou o homem poderoso”.
(99) Os discípulos disseram-lhe: “Teus irmãos e tua mãe estão aguardando lá fora.”
Ele disse-lhes: “Estes que estão aqui que fazem a vontade de meu Pai são meus irmãos e minha mãe. São eles que entrarão no Reino de meu Pai”.
(100) Eles mostraram uma moeda de ouro a Jesus e disseram-lhe: “Os homens de César exigem-nos tributos”.
Ele disse-lhes: “Dai a César o que é de César, dai a Deus o que é de Deus, e dai a mim o que é meu”.
(101) [Jesus disse]: “Quem não odeia (3) seu [pai] e sua mãe como eu não pode se tornar meu [discípulo]. E quem não ama seu [pai e] sua mãe como eu não pode se tornar meu [discípulo]. Porque minha mãe [ … ], mas [minha] verdadeira [mãe] deu-me a vida”.
(102) Jesus disse: “Ai dos fariseus, porque eles são como um cachorro dormindo na manjedoura dos bois, pois eles não comem nem permitem que os bois comam.”
(103) Jesus disse: “Feliz do homem que sabe por onde os ladrões vão entrar, porque dessa forma [ele] pode se levantar, passar em revista seu domínio e armar-se antes deles invadirem”.
(104) Eles disseram a Jesus: “Vem, oremos e jejuemos hoje”.
Jesus disse: “Qual foi o pecado que cometi ou em que fui vencido? Porém, quando o noivo deixar a câmara nupcial, então que eles jejuem e orem”.
(105) Jesus disse: “Quem conhece o pai e a mãe será chamado filho de prostituta.”
(106) Jesus disse: “Quando fizerdes de dois, um, vos tornareis filhos do homem, e quando disserdes: ‘Montanha, move-te!’, ela se moverá”.
(107) Jesus disse: “O Reino é como um pastor que tinha cem ovelhas. Uma delas, a maior de todas, extraviou-se. Ele deixou as noventa e nove e foi procurá-la, até encontrá-la. Depois de ter passado por todo esse incômodo, ele disse à ovelha: ‘Eu me interesso por ti mais do que pelas noventa e nove'”.
(108) Jesus disse: “Quem beber de minha boca tornar-se-á como eu. Eu mesmo me tornarei ele, e as coisas que estão ocultas ser-lhe-ão reveladas”.
(109) Jesus disse: “O Reino é como o homem que tinha um tesouro [escondido] em seu campo sem saber. Após sua morte, deixou o campo para seu [filho]. O filho não sabia [a respeito do tesouro]. Ele herdou o campo e o vendeu. O comprador ao arar o campo encontrou o tesouro. Começou então a emprestar dinheiro a juros a quem queria”.
(110) Jesus disse: “Quem encontrou o mundo e tornou-se rico, que renuncie ao mundo”.
(111) Jesus disse: “Os céus e a terra se dobrarão diante de vós. E aquele que vive do Vivo não conhecerá a morte. Jesus não disse: ‘Quem se encontra é superior ao mundo?'”
(112) Jesus disse: “Ai da carne que depende da alma; ai da alma que depende da carne”.
(113) Seus discípulos disseram-lhe: “Quando virá o Reino?”
[Jesus disse]: “Ele não virá porque é esperado. Não é uma questão de dizer: ‘eis que ele está aqui’ ou ‘eis que está ali’. Na verdade, o Reino do Pai está espalhado pela terra e os homens não o veem.”
(114) Simão Pedro disse-lhes: “Que Maria saia de nosso meio, pois as mulheres não são dignas da vida”.
Jesus disse: “Eu mesmo vou guiá-la para torná-la macho, para que ela também possa tornar-se um espírito vivo semelhante a vós, machos.

Porque toda mulher que se tornar macho entrará no Reino do Céu”.

Universos paralelos: hipóteses de sua existência

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Hipótese audaz sugere a existência de um universo fantasma semelhante ao nosso, havendo entre esses dois universos apenas uma interação muito débil, de modo que não vemos o outro mundo que se mistura com o nosso. O gnosticismo científico e revolucionário vai muito mais longe nessa questão. Afirma, enfaticamente, a coexistência harmoniosa de uma infinidade de universos paralelos.

A exclusão radical desse conceito científico e transcendental deixaria sem explicação lógica uma série considerável de fatos inclassificáveis, como desaparições misteriosas etc.

universos-paralelos-gnosisonlineNas perfumadas e deliciosas margens do rio que, alegre e feliz, desliza cantando pelas selvas profundas de uma região tropical da América do Sul, certa vez um grupo de inocentes meninos viu, com horror, desaparecer a sua própria mãezinha. Viram-na flutuar no espaço por alguns instantes, e depois pareceu submergir em outra dimensão.

Num dia de verão de 1809, Benjamin Bathurst, embaixador da Inglaterra na corte da Áustria, achava-se em uma pequena cidade da Alemanha. Sua carruagem deteve-se diante de uma estalagem. O embaixador desceu e caminhou alguns passos.

Os cavalos ocultaram sua imagem por uns momentos e diante do estalajadeiro, seus próprios criados e alguns viajantes que por ali se encontravam, sumiu para nunca mais reaparecer.

Nestes aziagos dias de nossa vida, os desaparecimentos misteriosos de homens, mulheres, crianças, navios, aviões… multiplicam-se escandalosamente, apesar dos serviços de inteligência e dos magníficos equipamentos de radar e rádio que teoricamente não deveriam permitir tais mistérios.

O conceito de Universos Paralelos resulta bem mais exato e mais científico que os famosos planos subjetivos do pseudo-ocultismo reacionário.

Uma análise profunda nos levaria à conclusão lógica de que esses universos não somente existem nas dimensões superiores do espaço, como também nas submersas infradimensões.

De nenhuma maneira seria absurdo afirmar que, dentro de cada Universo Paralelo existe uma sequência de universos. Chamemo-los de átomos, moléculas, células, partículas, organismos etc.

Por favor, querido leitor, tenha a bondade de refletir e compreender. Não estamos falando de universos de antimatéria, o que é algo totalmente diferente. A antimatéria obedece exatamente às mesmas leis que regem a matéria, apenas que cada uma das partículas que a compõem tem uma carga elétrica inversa à da matéria que conhecemos.

No seio profundo da Mãe-Espaço, há milhões de galáxias constituídas de antimatéria, porém elas também têm seus Universos Paralelos.

Nenhum físico ignora que este universo onde vivemos, nos movemos e morremos, existe graças a certas constantes: Velocidade da luz, Constante de Planck, Número de Avogadro, Carga elementar, Elétron-volt, Energia em repouso de um corpo de massa igual a 1 kg etc. Um universo que possua constantes radicalmente diferentes resulta completamente estranho e inimaginável para nós, porém se as diferenças não são muito grandes, as interferências com nosso mundo se tornam possíveis.

Os sábios modernos inventaram um espelho mágico assombroso: o acelerador de prótons. Realmente, são assombrosas as cenas de nosso vizinho Universo Paralelo, situado na quarta dimensão. Causa perplexidade, indecisão e incerteza o comportamento extraordinário de certa misteriosa partícula denominada méson K.

Três cientistas chineses que residem e trabalham nos Estados Unidos, Lee, Yang e a senhora Wu, descobriram com assombro e surpresa que os mésons K não cumpriam a lei de conservação da paridade.

universos-paralelos2-gnosisonlineA admirável, estupenda e insólita descoberta veio demonstrar que o méson K se conduz de maneira estranha porque é perturbado pelas maravilhosas forças do Universo Paralelo.

Os modernos cientistas acercam-se perigosamente da quarta dimensão e até tentam perfura-la com a ajuda do neutrino. O neutrino é prodigioso, de causar pasmo, pois possui a capacidade de atravessar uma espessura infinita de matéria sem reação apreciável. Já os fótons, grãos de luz, podem vir do infinito inalterável, mas basta uma delicada folha de papel para detê-los. Em troca, o neutrino pode atravessar o planeta Terra em sua totalidade como se fosse vazio. É, pois, sob todas as luzes, o agente indicado para penetrar no Universo Paralelo vizinho.

Tempos atrás, o famoso cientista italiano de nome Bruno Pontecorvo propôs a construção de um telescópio de neutrinos. Sua ideia foi surpreendente porque com tal instrumento óptico revolucionário poder-se-ia penetrar no Universo Paralelo vizinho.

De fato, é surpreendente saber que os mésons, cujo comportamento permitiu aos cientistas chineses proporem a hipótese dos Universos Paralelos, sejam obtidos nas desintegrações com emissão de neutrinos.

Os Universos Paralelos interpenetram-se mutuamente sem se confundirem. Cada um possui o seu espaço que não é do nosso campo de ação.

O gnosticismo científico e revolucionário vai muito além das simples hipóteses e suposições e afirma solenemente a existência dos Universos Paralelos.

Os estudantes de esoterismo necessitam de uma revolução cultural e espiritual. Essa questão de planos e subplanos constitui um tema que, além de jamais ter sido claro e objetivo, conduziu a muita confusão. Precisa-se mudar o léxico esoterista com urgência. Necessita-se de um novo vocabulário ocultista, uma linguagem especial e revolucionária que sirva exatamente para a ideologia da Era de Aquário.

Em vez dos citados planos metafísicos das teorias empoladas, falemos de Universos Paralelos.

Samael Aun Weor – Desfazendo Mistérios e Magia das Runas