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Recomendações musicais – Clássicas e New Age

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“Consiga música que você possa escutar de acordo com você, seu próprio modo, seu gênio.” (Steven Halpern)

A forma de analisar a efetividade de um tema musical se apoia em meios tais como o eletroencefalograma, o eletrocardiograma, o pneumógrafo, os testes psicológicos etc. Com a ajuda desses elementos de comprovação é que surgem as recomendações musicais que entregamos a princípio. Estas poucas são somente indicativos e sugestões, que você, caro(a) Buscador(a), poderá pesquisar mais e mais exemplos musicais.

As obras musicais que mencionaremos foram verdadeiramente experimentadas e estão indicadas, em termos gerais, para o tratamento das enfermidades e estados mentais e emocionais negativos, estresse físico…

Música de Caráter Rítmico

Esse tipo de música é recomendável para crianças ou adultos apáticos ou com debilidade motora, impulsivos, instáveis, com deficiência glandular. Os temas recomendados neste bloco cumprem a função de estimular positivamente a atividade elétrica nos músculos e ativar equilibradamente a produção hormonal nas glândulas suprarrenais.

Beethoven – Minueto (Sonata Op. 40, n. 2)
Dvorak – Danças Eslavas
Debussy – Pavana
Brahms – Dança Húngara
Tchaikovsky – Valsa (Ópera Eugene Oneguine)
Verdi – Marcha (de Aida)

Música de Caráter Melódico

Este tipo de música é recomendável a pessoas nervosas, depressivas, hiperemotivas e em estados ansiosos. Os temas recomendados têm o poder de sincronizar o ritmo respiratório e fazer diminuir a alta pressão arterial.

Bach – Melodia para a Quarta Corda
Frank – Voltus Bararos
J. Rosas – Sobre as Ondas
M. M. Ponce – Estrellita
Paderewsky – Melodia
Tchaikovsky – Canção sem Palavras

Música de Caráter Harmônico

Recomendamos este tipo de música para os estados de incompreensão, falta de raciocínio, falta de sensibilidade. Os temas recomendados fazem surgir desde o fundo do subconsciente os valores psicológicos positivos e, através do tálamo, estimulam a parte emotiva que controla o cérebro.

Beethoven – Clair de Lune
Liszt Consolação – nº 3
Rimsky-Korsakoff – Noturno
Schumann – Canção Noturna

Música de Caráter Impressionista

Recomendamos esse tipo de música para os estados de pessimismo, melancolia e tristeza. Os temas recomendados trabalham desbloqueando todas as resistências psicológicas que mantêm as pessoas em estados equivocados.

Mendelssohn – Sonho de uma Noite de Verão
Herbert – Fantasia Americana
Rossini – Abertura de Guilherme Tell

Música de Caráter Emotivo

Fazemos uma recomendação especial deste tipo de música para combater os estados de preocupação, tensão, apatia, esgotamento e stress. Os temas recomendados cumprem a missão de sincronizar os ritmos cardíaco, respiratório e cerebral para levar o musicopraticante a um estado de equilíbrio dos ritmos como-mente.

Schubert – Serenata
Rubinstein – Serenata
Liszt – Sonho de Amor
Bellini – Abertura de Norma
Bach – Chacona
Chopin Noturno, Op. 48 nº 1
Debussy – Clair de Lune
Auber – Abertura de Era Diavolo

Música para Analgesia

Sara Klachky de Mekler assinala ter observado que as obras musicais a seguir respondem satisfatoriamente no controle da dor. Esses temas recomendados e tecnicamente dirigidos estimulam ou ativam positivamente o hormônio beta-endorfina, que combate a sensação de dor.

Debussy – Clair de Lune
Beethoven – lº Tempo: Clair de Lune
Fivich – Poema
Wagner – Estrela Noturna
Wagner – Murmúrio do Bosque

Música para Superaprendizagem

Segundo o fisiólogo búlgaro dr. Lozanov, a escolha da música não tem a ver com gostos pessoais. Não ésimples música de fundo. Os temas recomendados a seguir são como mantras e se pode utilizá-los para provocar um estado psicofísico de concentração relaxada. E bom esclarecer que só estão sendo recomendados os Largos de alguns temas de música barroca.

Johann Sebastian Bach

-Largo do Concerto em Sol Menor para flauta e corda, BWV 1056.
-Aria ou Sarabanda para as Variações Coldherg, BWV 988.
-Largo do Concerto em Fá menor, BWV 1056.
-Largo do Concerto de solo de clavicórdio em Sol menor, BWV 975.
-Largo do Concerto de solo de clavicórdio em Dó maior, BWV 976.
-Largo do Concerto de solo de clavicórdio em Fá maior, BWV 978.

Antonio Vivaldi

-Largo de “Inverno” de As Quatro Estações.
-Largo do Concerto em Ré maior para guitarra e cordas dos “Concertos barrocos para guitarra”.
-Largo do Concerto em Dó maior para bandolim, corda e clavicórdio, P. 134.
-Largo: Três Conce rtos para viola d’amore, Dois Concertos para bandolim.
-Largo do Concerto de flauta nº 4 em Sol maior.

Música da Nova Era

Causa profunda surpresa o fato de encontrar em livrarias, entrepostos naturalistas e lojas de discos um gigantesco mercado de temas apresentados como “Música para Relaxamento”.

Pode-se ter a oportunidade de analisar vários desses temas e observamos que havia muita especulação e comercialização, explorando um dos mais sublimes direitos do ser humano: o do relaxamento.

Lamentavelmente, muitas pessoas bem-intencionadas poderão cair como um patinho em face da presença de títulos sugestivos, que prometem a paz e a serenidade, mas que ao final só trazem mais tensão. É por isso que a seguir fazemos menção a alguns compositores e temas altamente apreciados e recomendados nos meios da Biomúsica.

Georgia Kelly

Uma excelente harpista muito conhecida nos Estados Unidos. Segundo muitos enfermos, sua música os ajudou a se curarem. Atualmente, suas composições são utilizadas no Hospital Kaiser Permanent. Os temas que a seguir recomendamos servem para criar uma perfeita “sensação atemporal”, tão importante para reduzir esse agressor psicológico que conhecemos como ansiedade.

– Tarashanti
– The Sound of Spirit
– Seapeace

Steven Halpern

Médico e músico a quem reconhecemos como um dos pioneiros da Biomúsica. Suas composições são qualificadas como “os sons da saúde”. Os temas recomendados servem especialmente para as seguintes aplicações:
controlar o estresse, superaprendizagem e relaxamento holístico.

– Spectrum Suite
– Starborn Suite
– Zodiac Suite
– Eastern Peace
– Comfort Zone
– Ancient Echoes
– Sweet Dreams

Paul Horn

Grande flautista que se especializou em realizar gravações nos principais recintos sagrados do mundo, onde soube combinar os belos sons de sua flauta com a incrível acústica desses lugares. Os temas recomendados servirão para todas aquelas pessoas que desejem dominar a ciência da meditação.

– Inside The Taj Mahal
– Inside the Great Pyramid

Steve Bergman

Os temas deste compositor que recomendamos cumprem um grande trabalho tanto para mulheres grávidas quanto para bebês, por empregarem instrumentos como flauta, violino e harpa – que, segundo a dra. Michele Clemes, do Hospital de Maternidade de Londres, são os mais aceitos pelos bebês, inclusive desde o período fetal.

– Lullabies
– Sweet Baby Dreams

Berns e Dexter

Compositores que criaram um total de cinco volumes intitulados “Golden Voyage”. Os temas recomendados cumprem com os delineamentos do acadêmico Bekhteriev, que postula a necessidade de combinar música com poucos instrumentos e grande quantidade de sons da natureza. Os benefícios obtidos ao escutar qualquer dos volumes mencionados são: cura de mal-estares menores, relaxamento e concentração.

O Tálamo

Consideramos, no final deste texto, muito importante que nossos leitores tomem plena consciência do poder implícito que a música exerce sobre nossos mecanismos psicossomáticos, pelo que nos aprofundaremos um pouco nessa maravilhosa “estação de muda” que é o tálamo.

O tálamo é o centro cerebral subcortical onde chegam as sensações e as emoções. Envia estímulos ao córtex cerebral e por sua vez também os recebe deste. Nesse nível o homem pode apreciar ritmos e melodias, mas quando intervém a harmonia, como elemento elaborado intelectualmente, a música é então apreciada em nível cortical, ou seja, conscientemente.

Sara Klachky de Mekler, tomando como base os estudos do dr. Ira M. Altahuler, diz que o fenômeno chamado “reflexo talâmico” é importante no aspecto afetivo-musical, ao ser utilizado para conhecer o benefício da música.

BERNS & DEXTER – Golden Voyage

DAVID NAEGELE – Upper Astral

GEORGIA KELLY – TARASHANTI

DEUTER – LAVENDER FIELDS

PAUL HORN – INSIDE THE GREAT PYRAMID

DEUTER – PETITE FLEUR

Endocrinologia – Suprarrenais

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A Adrenalina é importantíssima no organismo humano e serve para manter o tônus das paredes dos vasos sanguíneos. As suprarrenais estão intimamente relacionadas com o desenvolvimento das glândulas sexuais, e quanto a isso não há dúvida.

O córtex suprarrenal influi sobre o desenvolvimento das glândulas e sobre todas as características da sexualidade. O famoso médico Paracelso, falando dos rins, disse o seguinte: “A Natureza e a exaltação de Vênus encontram-se nos rins, no grau e predestinação que correspondem ao planeta ou às entranhas”.

Agora bem, como que a operação que Vênus realiza está conduzida para os frutos da terra que devem engendrar – resulta-se assim que a potência dos rins se concentra no fruto humano (refere-se indubitavelmente aos órgãos sexuais), com o qual Vênus não chegará nunca a consumir o corpo…

É natural que os rins realizem esta função e em verdade nenhum outro órgão poderia cumpri-la melhor. Assim, quando Vênus, por exemplo, recebe da grande entidade a potência da concepção, os rins secam sua força do sentimento (sensus) e da vontade do homem”.

suprarrenais

Isso que Paracelso afirma pode ser comprovado pelos psicanalistas. A Psicanálise de Freud veio produzir uma verdadeira inovação no campo da Medicina.

Os yogues veem nos rins dois chacras. Um sobre cada rim. Dizem os sábios do Hindustão que nesses dois chacras está marcada a castidade ou a fornicação do homem. Recordamos aquela frase do Apocalipse de São João, que diz: Eu sou aquele que investiga os rins e os corações e darei a cada um segundo suas obras”.

Os grandes clarividentes veem duas flores de Lótus, uma sobre cada rim. Dizem que quando o ser humano é fornicário, essas flores são vermelhas como sangue e quando é casto, são brancas. As glândulas suprarrenais encontram-se situadas na parte superior dos rins.

Essas glândulas se parecem com verdadeiras pequenas pirâmides, amarelas e amplas. Cada glândula suprarrenal tem realmente seu córtex e sua medula que diferem entre si por suas estruturas e por suas funções.

O hormônio do córtex suprarrenal controla o sódio e o potássio do sangue e das células. A Psicanálise demonstrou que nos instantes de medo, dor e ira, a medula suprarrenal segrega maior quantidade de adrenalina, a qual prepara todas as células do organismo humano para enfrentar toda classe de emergência.

O cachorro é um animal que possui o olfato muito apurado. Quando alguém o teme, ele percebe o odor da adrenalina das glândulas suprarrenais do medroso e então ele ataca a pessoa. Ele sabe pelo olfato quem tem medo dele.

O excesso de adrenalina interfere nocivamente na digestão e uma forte emoção pode causar indigestão.

Samael Aun Weor – Tratado Esotérico de Endocrinologia e Criminologia

A falsa ciência ortodoxa

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O importante para todos nós é chegar a saber que nos encontramos com a Consciência adormecida. É lamentável que vocês ainda não conheçam o planeta em que vivem. Como poderia alguém conhecê-lo se não conhece a si mesmo?

O mundo que estamos vendo, na verdade, não é como se vê. Quando conseguirem o despertar da consciência, vocês verão o mundo completamente diferente. Hoje em dia, não o conhecem; sonham que é assim como o estão vendo. Os vales, as montanhas, os mares, as colinas, as grandes cordilheiras, não são assim como estão vendo… são diferentes.

Acontece que todos têm a Consciência em estado de sonho, logo, veem o mundo através desse estado de sonho. Quando vocês despertarem do estado em que se encontram, descobrirão que tudo é diferente.

Se as pessoas tivessem a Consciência desperta não fariam guerras no planeta em que vivem. Se as pessoas despertassem a Consciência não haveria conflitos, lutas entre trabalhadores e patrões, entre as várias nações, entre os diferentes grupos etc. Se a humanidade inteira tivesse a consciência desperta, haveria paz em cada ser vivo e a felicidade reinaria sobre a superfície da Terra.

Os Evangelhos insistem na necessidade de despertar, mas não dizem de que maneira despertar. Nós, em nossos estudos gnósticos, lutamos para que as pessoas conheçam as técnicas que conduzem ao despertar; não é muito fácil, porém, não é impossível.

A humanidade tem a Consciência adormecida desde que desenvolveu o Abominável Órgão Kundartiguador. Tal órgão é um apêndice do corpo humano, uma projeção de espinha dorsal para baixo. Trata-se do próprio rabo sinistro que ainda se vê nos gorilas, chimpanzés, macacos.

Em épocas remotíssimas da história do mundo, houve uma grande catástrofe. O cometa Condoor (Nota do Editor: Lê-se Côndur) chocou-se com o planeta Terra e, como consequência ou corolário disso, houve uma série interminável de terremotos e de grandes maremotos através dos séculos. Foi quando um grupo de cidadãos, comandados pelo Arcanjo Sakáky, vindos de outras regiões do Cosmo infinito, dedicou-se a estudar o problema.

As possibilidades de vida no planeta  diminuíram consideravelmente, as espécies estavam desaparecendo. Foi assim que aqueles seres divinos estudaram a questão e resolveram de fato dar à humanidade o Abominável Órgão Kundartiguador. Eis como muitos seres vivos começaram a nascer com a sinistra cauda dos macacos, chimpanzés, orangotangos, ou como queiramos chamá-los. Como o organismo humano é uma máquina transformadora de energia, o resultado esperado foi maravilhoso.

Indubitavelmente, o corpo humano capta determinados tipos e subtipos de energia cósmica e os transforma automaticamente para retransmiti-los às camadas interiores do organismo planetário em que vivemos. Qualquer transformação que aparecesse no corpo físico humano faria variar o tipo de energia transformada. Foi assim como se conseguiu que a energia cósmica, proveniente do Magalocosmo infinito, dentro do corpo humano, se convertesse em força lunar amplamente definida. Tal força, retransmitida às camadas interiores da Terra de forma coletiva, ou em massa, deu como resultado a estabilização de nosso mundo. Cessaram os terremotos e foi possível viver sobre a superfície da Terra.

Infelizmente, meus queridos amigos, tenho de lhes dizer que o Arcanjo Sakáky e sua altíssima comitiva erraram nos cálculos matemáticos transfinitos e, como resultado, sobreveio um grande fracasso. É óbvio que se esse órgão tivesse sido extirpado do corpo humano no seu devido tempo, nada do que mais tarde aconteceu teria acontecido. A humanidade possuiu esse abominável órgão durante muito tempo.

Quando o “arquiquímico-físico-comum” Looisos, depois de muitos séculos, interveio, eliminando da espécie humana aquele apêndice das abominações. Já era demasiado tarde, porque restaram nos cinco cilindros da máquina humana as más consequências do órgão Kundartiguador.

Essas consequências são os agregados psíquicos que carregamos em nosso interior e que são conhecidos como ira, cobiça, luxúria, inveja, gula, orgulho, preguiça etc. Como disse Virgílio, o poeta de Mântua: Ainda que tivéssemos mil línguas para falar e paladar de aço, não conseguiríamos enumerar todos os nossos defeitos cabalmente. Assim, dentro dos agregados psíquicos ficou enfrascada a consciência, a nossa Essência, a qual desde então se processa de acordo com o seu próprio engarrafamento. Com justa razão, podemos afirmar de forma enfática que os seres humanos se acham hipnotizados em massa, estão todos com a consciência profundamente adormecida.

A falsa ciência acadêmica é incompleta porque os cientistas têm a consciência espiritual e os poderes psíquicos adormecidos

Ninguém se dá conta da hipnose geral, até que assiste a uma sessão de hipnotismo. Ali, a força hipnótica flui de forma precipitada e violenta; é quando nos damos conta de sua existência. Quando esta força se precipita, a reconhecemos e percebemos que existe, mas isso só é possível numa sessão de hipnose. Mas, na realidade e de verdade, não é necessário assistir ou apelar para uma sessão de hipnose para saber que a força hipnótica existe. Observem as pessoas nas ruas e poderão evidenciar por si mesmos que a humanidade está hipnotizada, o que é lamentável.

Seria absurdo supor que uma pessoa dirigindo seu carro, estando desperta, atropele ou assassine a outros. Há muitos anos que dirijo automóveis e nuca tive necessidade de atropelar ou assassinar sequer um animalzinho, porém tenho encontrado muitos animais mortos por atropelamento. Quem são os que fazem isso? Se fosse uma lei que obrigue a atropelar as criaturas que vivem sobre a superfície da Terra, então este que está aqui presente (Samael Aun Weor) já teria tirado a vida de muitas criaturas inocentes, mas jamais o fez.

Há pouco tempo, na Cidade do México, deu-se o caso de um sujeito (cujo nome omito) atropelar três crianças que atravessavam uma via pública. O sujeito em questão fugiu, mas, no final, o remorso triunfou nele e apresentou-se às autoridades. Para sair livre, teve de pagar uma fiança, é claro. Porém, por que atropelou as crianças? Não há nada que possa justificá-lo.

Alguém poderia dizer que sim, que há alguma razão… Mas eu respondo: não há justificativa! Repito: há muito tempo que dirijo automóveis e nunca tive necessidade de atropelar crianças: Então, por que o fazem? Neste momento, não estou condenando aquele homem: longe esteja de mim condenar alguém. Quero unicamente trazê-lo como exemplo, para dizer de forma enfática que todos os seres humanos estão hipnotizados. Se aquele cavalheiro não estivesse hipnotizado, de modo algum teria cometido o crime. Sem querer exagerar, devo dizer que todos os seres humanos, menos os Mestres de infinita sabedoria, que povoam a superfície da Terra estão em estado de hipnose. Por que estão assim? Na realidade e em verdade, a causa radical de tal hipnose em massa ou coletiva é o Abominável Órgão Kundartiguador.

Ainda ficou no organismo humano uma partícula incipiente de tal órgão, e isso ninguém pode negar. Quero me referir claramente a esse resíduo ósseo do final da espinha dorsal, esse resíduo que ainda conserva poderes hipnóticos. Tal partícula óssea incipiente ainda pode cristalizar as más consequências em cada um de nós, ainda pode conseguir que pensamentos negativos ou desejos se convertam em novos agregados psíquicos inumanos e indesejáveis como os que carregamos em nosso interior. A consciência está enfrascada dentro dos múltiplos elementos, está em estado de hipnose e manifesta-se de acordo com o seu próprio engarrafamento.

Não estou exagerando quando digo a vocês que não vemos o mundo tal e qual é. Quando alguém consegue destruir esses elementos psíquicos que carregamos em nosso interior, percebe o mundo de forma diferente, observa-o em sete dimensões e não em três, conhece sua mecânica, sabe que está organizado de forma similar ao homem real, sabe que tem sete maravilhosos corpos etc.

Realmente, nosso planeta Terra tem sete corpos, ele não é unicamente a matéria física, como supõem os fanáticos materialistas. Nosso mundo tem um corpo vital graças ao qual a vida pode existir sobre a sua superfície. Digam aos cientistas para que fabriquem um simples vegetal, uma simples erva qualquer, com os elementos puramente físico-químicos, e verão o fracasso. Construíram poderosos aviões que cruzam o espaço com capacidade para mais de 400 passageiros, construíram foguetes que desceram na Lua, dispararam sondas a Marte e a Júpiter, guiam enormes vapores através do oceano, criam submarinos atômicos, tal como o Náutilus, que pode navegar sob o gelo dos polos, mas nenhum deles conseguiu criar uma semente vegetal capaz de germinar.

Em certa ocasião, discutiam um materialista ateu, inimigo do Eterno Deus Vivo, e um religioso. Discutiam sobre aquele famoso tema: quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Um deles dizia: Foi o ovo, é claro. E quem botou o ovo? Resposta: Saiu do buraco etc. etc. Era um conto de nunca acabar. Por fim, um pouco impaciente, o religioso exclamou: “Você poderia fazer um ovo assim como Deus fez”? O materialista respondeu: “Sim, eu faço”. “Então faça”, disse o religioso. E o materialista fez um ovo igual ao ovo de uma galinha com gema, clara e casca. Então o religioso disse: “Já que você fez o ovo, vamos ver se dele agora sai um pinto; coloquemos o ovo na incubadora”. “Aceito”, disse o materialista. Colocaram o tal ovo na incubadora, porém dele nunca saiu pinto algum.

O cientista Alfonso Herrera, autor da Plasmogenia, conseguiu criar em seu laboratório uma célula que jamais teve vida. Hoje em dia, fazem enxertos, enxertam um vegetal com um ramo de outro, dizem que para “melhorar” os frutos; os sabichões querem assim corrigir a Mãe Natureza. O que fazem são tolices. Os enxertos não têm a mesma força natural e viva do megalocosmo. São frutos adulterados que vão danificar o corpo humano do ponto de vista energético. No entanto, os sábios sentem-se satisfeitos com suas experiências, não entendem que cada árvore capta certo tipo de energia que transforma e retransmite aos frutos. Ao alterarem a árvore, enxertando-a, alteram as energias do megalocosmo, então esse fruto já não é o mesmo, é um produto de adultério, que irá prejudicar o organismo humano.

Alfonso Luis Herrera (1868-1943), criador da Plasmogenia, teoria dos que pretendem que a primordial matéria viva se formou espontaneamente em líquido, que já continha a essência dessa matéria; geração artificial de células vivas mediante procedimentos físico-químicos

Contudo, eles pensam que sabem, quando na realidade e de verdade não sabem; não só ignoram, como, o que é pior, ignoram que ignoram. Isso é o mais grave. Inseminações artificiais estão sendo feitas. Extraem de um organismo as células vivificantes, o famoso zoosperma, e eles já creem estar criando vida. Não estão se dando conta de que estão utilizando aquilo que foi feito pela natureza.

Ponhamos sobre a mesa do laboratório os elementos químicos necessários para se fabricar um espermatozoide ou um óvulo e peçamos aos cientistas que o façam. E será que farão ? Eu acho que sim, mas teria vida esse óvulo ou esse zoosperma? Poderia deles sair uma criatura viva? Nunca! Jamais!

Os cientista não sabem criar vida. Então, por que há materialistas que negam a Divindade? Se não são capazes de criar uma simples semente de planta, uma semente que possa germinar…? Em que base se sustentam para negar a Divindade? Por que se pronunciam contra o Eterno Deus Vivo? Está demonstrado e me atenho aos fatos. Pôde algum materialista criar vida? Quando e onde o demonstrou?

Jogar com o que a natureza fez é coisa fácil, porém fazer vida é diferente. Não podem fazê-la… Dividem uma ameba em duas, separam suas partes numa mesa de laboratório, unem com outro pedaço de micro-organismo e exclamam: Eureka!, eureka!, eureka!, estamos criando vida. Mas não são capazes de criar uma ameba.

Onde está a ciência dos senhores materialistas? Quando demonstraram que podem substituir Deus? Nunca, jamais… A realidade dos fatos é que não só ignoram, como ignoram que ignoram, o que é pior. O que conta são os fatos e até agora nada demonstraram.

Por exemplo, dizem que o homem, o animal intelectual, vem do macaco. Saem por aí também com essas outras teorias do cinocéfalo com rabo, do macaco sem rabo, do homem arbóreo, filho do neopitecoide etc. Mas onde está o elo perdido? Demonstraram-nos alguma vez? Em que dia se encontrou um macaco capaz de falar ou dotado de linguagem? Até agora não apareceu.

Esses senhores materialistas são ridículos, estão apresentando suposições, e não fatos. Meçamos o volume cerebral do melhor dos macacos e depois comparemo-lo com o do homem mais atrasado das tribos da Austrália…

O homem vem do macaco? Em que base se sustentam? Como o demonstram? Onde está o elo perdido? Queremos ver esse macaco falando como gente. Não apareceu? Então, é uma suposição, uma tolice que não tem realidade. Por que falam de coisas de que não sabem? Por que tantas utopias baratas? Simplesmente porque têm a consciência adormecida. Esta é a crua realidade dos fatos. Estão hipnotizados.

Os cientistas materialistas saem também com outra teoria: a seleção das espécies. Um insignificante molusco vai se desenvolvendo e dele saem outras espécies vivas e assim, através do processo de seleção, continua até se chegar ao homem, ao animal intelectual. Demonstrem essa teoria, ou não a podem demonstrar?

Não negamos que haja em cada espécie certos processos seletivos. Há aves que migram em determinadas épocas. As pessoas ficam admiradas ao vê-las todas reunidas, que estranhas se tornam, em seguida levantam voo para atravessar o oceano. No trajeto, algumas morrem, outras sobrevivem à base de lutas; os mais fortes, aqueles que sobrevivem, transmitem aos seus descendentes determinadas características. Assim atua a lei de seleção.

Há espécies que lutam incessantemente contra monstros marinhos e, à força de tanto lutar, terminam fortes e transmitem tais caracteres a seus descendentes. Há feras que, de tanto lutar, vão se fazendo cada vez mais fortes, e transmitem tais características psicológicas a seus descendentes. É a luta pela sobrevivência, vencida pelo mais apto. Porém, jamais vi que de uma espécie saísse outra. Quando muito, as características da espécie foram melhoradas, mas que dali saia nova espécie, jamais conheci um caso sequer durante o curso da história do mundo. Então, por que os fanáticos materialistas exageram?

Nunca a seleção natural nos apresentou uma nova espécie sobre o tapete da existência. É demais o que se tem falado do protoplasma, e do exoprotoplasma, que se encontrava submerso no mar salgado de há muitos milhões de anos. Diz-se que desse protoplasma saiu a vida universal. Os protistas fazem seus sequazes crer – tão ignorantes quanto eles – que o desenvolvimento psicológico do animal intelectual equivocadamente chamado homem provém do desenvolvimento molecular do protoplasma e que caminha paralelamente com os processos do mesmo. Querem que a alma, a consciência, a essência, ou como quer que a chamemos, sejam o resultado da evolução do protoplasma através dos séculos. Assim pensam os protistas, os “modelos” de sabedoria.

Vem-me à memória a famosa monera atômica de Haeckel, aquele átomo submerso lá no abismo aquoso, de onde surge toda a vida. Assim pensam o senhor Haeckel e seus sequazes. Não se dão conta de que a monera é uma átomo bem organizado e que teve de passar por diversos processos cósmicos universais.
O fato é que os cientistas, na realidade e de verdade, não sabem dos mistérios da vida e da morte. Não sabem de onde viemos, para onde vamos e muito menos qual o propósito da existência. Por que não sabem? Simplesmente porque têm a Consciência adormecida. Estão em estado de hipnose coletiva. Hoje em dia, a ciência materialista segue pelo caminho do erro. Ninguém sabe sobre a origem do homem, absolutamente nada.

Não negamos que a lei de seleção natural exista, mas ela não criou nada de novo. Não podemos negar que as espécies se modificam através do tempo, dos anos, mas os fatores de variabilidade de qualquer espécie só entram em ação depois que os protótipos originais se cristalizaram no mundo físico.

Os protótipos originais de qualquer espécie viva se desenvolvem previamente no espaço psicológico e nas dimensões superiores da natureza, as quais os cientistas materialistas negam porque não as percebem, já que estão hipnotizados. Se eles saíssem primeiro do estado de hipnose e depois falassem, seus conceitos seriam diferentes. Mas dormem terrivelmente.

Se alguém quiser saber algo sobre a origem do ser humano, terá de observar a ontogenia, que é uma recapitulação da filogenia. O que é a ontogenia na antropologia? É o processo de desenvolvimento do feto no ventre materno. Se observarmos os processos da gestação de uma mulher, em uma mãe, evidenciaremos que a ontogenia é uma recapitulação da filogenia, a qual por sua vez é um estado de evolução e transformação pelo qual a raça humana tem passado através dos séculos.

A ontogenia recapitula esses estados no ventre materno. Uma análise ontogênica leva-nos a conclusão lógica de que a espécie humana a as outras espécies animais têm uma origem parecida e que provêm todas de um espaço psicológico.

Essa questão da seleção natural, das diferentes variantes ou fatores que produzem mutações na raça humana, só entram em ação depois que as espécies, sejam quais forem, tenham se cristalizado fisicamente. Antes da cristalização, ainda existem processos psicológicos evolutivos e involutivos no seio vivo da Natureza. desconhecidos para os Huxley, Haeckel, Darwin e seus sequazes, porque na verdade eles nada sabem sobre a origem do ser humano.

A Teoria da Evolução, aceita pela ciência convencional, nem sequer tem noção dos verdadeiros processos evolutivos e involutivos do planeta e dos seres vivos!

Como é possível que os sábios materialistas digam que há certas mudanças nos diferentes tipos de espécies vivas, ocorridas por acidente, ou por geração espontânea? Por acaso, isso não será uma contradição? Não são eles mesmos que dizem que este universo é o resultado da força, da matéria e da necessidade? Como é que se contradizem falando de variações espontâneas em um universo de força e da necessidade? Será possível isso?

Um universo de força, matéria e necessidade não admite variações espontâneas e acidentais. Essas variações nas espécie existem por alguma razão que eles não conhecem. A ciência materialista não só ignora, como ignora que ignora, o que é pior.

A antropologia gnóstica mergulha profundamente no passado. Não nos convence o neopitecoide com seus três filhos. Para trás, cientistas materialistas e sequazes!

Na realidade e em verdade, esta raça humana que hoje povoa a superfície da Terra não é mais do que uma raça de animais intelectuais, equivocadamente chamados de homens. Vocês poderão se ofender, se quiserem, mas antes de que existisse a raça de animais intelectuais existiram os homens da Lemúria, do continente hiperbóreo e os homens polares.

Os animais intelectuais vieram após nascerem na Atlântida. Os homens reais da Lemúria, em seus últimos tempos, foram se retirando do cenário do mundo, foram deixando seus organismos para os elementais superiores dos reinos animais. Então, tais elementais entraram nesses organismos e aqui estão; foram criados da Atlântida para cá, porque os lemurianos não eram animais, nem os hiperbóreos ou os homens polares.

A raça de animais intelectuais foi procedida pelos homens que viveram na lemúria e na calota polar norte que, naquela época, estava situada na zona equatorial. Em que se baseis a antropologia gnóstica para afirmar isso ? Por que o diz ? Baseia-se não somente nas tradições que vêm dos livros sagrados do Egito, dos incas, dos Maias do México antigo, da Índia, da Pérsia, do Tibete etc., como também pelos relatos daqueles que conseguiram despertar a consciência.

Em nossa instituição gnóstica, estamos entregando todos os sistemas necessários para despertar as consciências. Quando vocês despertarem, poderão investigar e comprovar por si mesmos isto que afirmo de forma enfática. Mas é preciso despertar para tocar, ver, ouvir, sentir; a fim de não ser vítima das teorias de um Haeckel, de um Darwin, de um Huxley e de seus sequazes.

Houve três raças de Homens, mas como se poderá saber disso quando se está com a consciência adormecida? Os que conseguirem despertar, poderão investigar nos arquivos Akáshicos da natureza.

Como era a primeira raça e de que maneira existiu? Naquela época, há uns 300 milhões de anos, de acordo com as investigações que realizamos, existiram os homens PROTOPLASMÁTICOS, e a própria Terra era um protoplasma. Não aquele protoplasma de Haeckel nem a substância dos mares salgados ou suas milhares de tolices mais, sem confirmação alguma, a raça protoplástica era diferente. Ela flutuava no ambiente; ainda não havia descido sobre a terra úmida.

Como se reproduziam? Qual a sua origem? Essa raça havia evoluído e involuído nas dimensões superiores da natureza e do cosmos. Nós não somos escravos do dogma da evolução. Por fim, cristalizou sobre a Terra também protoplasmática, depois de muitos processos evolutivos surgidos desde seu germe original situado no caos, no magnus limbus, o iliaster do mundo.

Essa raça podia assumir tamanhos gigantescos ou reduzir-se a um ponto matemático. Em que me baseio para afirmar isto? Obviamente, na consciência desperta. Isso me consta? Sim, me consta porque sou um homem desperto; do contrário, não estaria fazendo estes comentários.

Se vocês aceitam a doutrina da reencarnação, tanto melhor. Obviamente, eu estive reencarnado naquela raça e, como hoje estou desperto, não posso esquecer os processos evolutivos e involutivos da mesma. Por essa razão, dou testemunho diante de vocês. É sabido que estão adormecidos, porém devo depositar todos esses dados em suas mentes, dos quais precisam para irem despertando.

Como se multiplicava aquela raça e como se reproduziam? Não era como a Mestra Blavatsky disse, que o faziam de uma forma assexuada, que não precisavam do sexo. Tal afirmação é errônea porque a força do Maha-Chohan, a energia criadora do Terceiro Logos (o Espírito Santo), flui em tudo o que foi , é e será.

O gênero de reprodução era o fissíparo. A sexualidade expressava-se de forma diferente. Os organismos dividiam-se como a célula viva se divide. Bem sabem os estudantes de biologia como se divide a célula orgânica. Não ignoram que o citoplasma com um pedaço de núcleo se afasta. Aqueles organismos também se dividiam assim; desde então esse processo fissíparo ficou no sangue e continua se realizando em nossas células. Por acaso, isso não é certo ? Quem se atrevam a negar?

Apresento fatos, não teorias. Herdamos este processo dos homens da primeira raça. O organismo desprendido poderia continuar desenvolvendo-se  graças a que seguia captando ou acumulando protoplasma do ambiente.

Mais tarde, surgiram os HIPERBÓREOS, dos quais fala Friedrich Nietzsche. Gente que viveu nessa ferradura que circunda o polo norte, o país do setentrião. Consta-nos isso? Sim ou não? A vocês não, já que estão adormecidos. A mim, sim, pois estou desperto. Negá-lo não me é possível, mesmo que me considerem louco, eu tenho de dar este testemunho, custe o que custar.

Os hiperbóreos existiram e já não foram tão gelatinosos como os protoplasmáticos. Ao falar assim, não estou me referindo à célula-alma de Haeckel nem à famosa monera atômica. Para trás com esse senhor, seus sequazes e suas teorias absurdas. Da primeira raça derivaram-se os hiperbóreos, que foi mais psíquica e mais consistente. O sistema de reprodução dela era o de brotação. Vocês já viram os corais nos recifes do borrascoso oceano? Eles se reproduzem por brotação; de um coral sai outro, e assim sucessivamente. Há plantas que, mediante seus brotos, continuam se multiplicando. Assim também acontecia com os hiperbóreos, certos brotos que apareciam no pai-mãe operavam com a força sexual até que se desprendessem, dando origem a uma nova criatura. Este era o sistema de reprodução dos hiperbóreos.

Lá no borrascoso oceano Pacífico, depois de milhões e milhões de anos de evolução e involução desta natureza fecunda e tremenda, brotou a Lemúria. Um gigantesco continente surgido do fundo dos mares e que cobria tudo o que hoje é o oceano Pacífico. Foi ali onde a raça humana se assentou pela primeira vez sobre a dura crosta do planeta. Apareceu o continente lemuriano não por geração espontânea, como acreditou o senhor Epicuro, bem como seus seguidores, nem por seleção natural, teoria esta elevada à categoria de um Deus criador, maravilhosa concepção com a qual se fez a retórica do absurdo…

Como surgiu ? De que maneira ? Naquela época os hiperbóreos cristalizaram seus corpos humanos que tomaram uma forma dura e apareceram os hermafroditas divinos – os lemurianos – tais como estão simbolizados nas gigantescas esculturas de Tula.

E caminharam sobre a superfície da Terra ! No princípio, reproduziam-se desprendendo de seu organismo uma célula-ovo a qual se desenvolvia para dar origem a uma nova criatura. Nessa época, o falo e o útero, os princípios sexuais masculino e feminino, ainda não tinham sido criados, estavam ainda em estado germinal, era uma época em que o ovário ainda não tinha sido desenvolvido.

Os tempos passaram na Lemúria e apareceu o sistema de reprodução por gemação. Esse sistema foi um assombro para aquela época. O ovário recebia uma célula fecundante, um zoosperma, de maneira que quando aquele ovo se desprendia do ovário de um hermafrodita, já estava previamente fecundado. O ovo ao vir à existência, abria-se depois de certo tempo de fecundação e dali saía uma nova criatura. Por isso os nahuatles diziam que: os filhos do terceiro sol tinham se transformado em pássaros. Sábia informação da cultura nahuatle.

Mas, perto do final da Lemúria da terceira ou quarta sub-raça em diante, os seres humanos se dividiram em sexos opostos; a cooperação tornou-se necessária para a criação. Este sistema de cooperação para criar vem da Lemúria. É claro que se precisa de uma célula fertilizada, somente com a união de uma célula fertilizante com um óvulo pode surgir a célula original com os 48 cromossomos, os quais de forma indiscutível levamos em nosso interior e nos quais estão representadas as 48 leis de nossa criação, tanto fora como dentro do próprio homem…

(Samael Aun Weor, A Falsa Ciência Ortodoxa)

Disfunções no trabalho do centro motor

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Você é daqueles que correm em excesso em maratonas e em avenidas poluídas? Se enfia numa academia e passa horas “malhando” para conseguir aquele corpo invejável? Sobe numa esteira e corre até não aguentar mais? Ou pega nas barras de peso até perder o fôlego? Pois então, este texto é especialmente para você.

“Transformar reações mecânicas é possível mediante a confrontação lógica e a Autorrealização Íntima do Ser. É evidente que as pessoas reagem mecanicamente diante das diversas circunstâncias da vida. Pobres pessoas, costumam sempre se converter em vítimas!

Quando alguém as adula, sorriem, e quando as humilha, sofrem; insultam se são insultadas, ferem se são feridas. Nunca são livres, seus semelhantes têm poder para levá-las da alegria à tristeza, da esperança ao desespero.” (Samael Aun Weor, Psicologia Revolucionária)

Quando uma pessoa estuda a si mesma sabe muito bem que o ponto de gravidade do Centro Motor está situado na parte superior da espinha dorsal e conhece também a notória influência deste Centro sobre todo o organismo.

Para trabalhar seriamente sobre o Centro Motor e corrigir seu mau funcionamento, é necessário exercitar o sentido da auto-observação psicológica, colocando a atenção dinâmica ou voluntária em todas as atividades relacionadas a este Centro.

As atividades do Centro Motor são as seguintes:

. A imitação mecânica
. A criação de autoimagens, com a cumplicidade da fantasia (a infraimaginação e o sonho).
. Os hábitos.
. As tensões musculares desnecessárias, os movimentos inconscientes, as ações automáticas.
. A conversação insubstancial de fala ambígua, o palavreado inútil, o “falar por falar” etc.

Devemos entender, em princípio, que os “humanoides intelectuais” nada podem fazer, tudo nos acontece, tal como quando chove, troveja ou relampeja. O animal intelectual é uma máquina, porém, uma máquina muito especial, porque pode deixar de sê-lo, se a isso se propõe e se conhece o método exato.

Assim, a primeira coisa que o estudante deve compreender e eliminar é a sua própria mecanicidade, se é que realmente almeja o despertar da Consciência.

Todas as nossas ações são completamente mecânicas. Isto ocorre por que o Ego se apodera do Centro Motor para nos obrigar a realizar movimentos de todo tipo, convertendo-nos em simples marionetes, em míseros bonecos acionados por diferente Eus.

Entretanto, com o auxílio do terceiro estado de Consciência – que é o da Íntima Recordação de Si Mesmo –, podemos ir eliminando uma a uma as possibilidades de mecanicidade em todas as atividades do Centro Motor.

Personalidade Mecânica ou Falsa Personalidade, que pertence ao inframundo das 96 leis, é formada precisamente por todas as coisas que adquirimos ou aprendemos durante a vida, ou seja, modos de pensar, sentir e atuar meramente mecânico.

Sem sombra de dúvida, o homem-máquina, o robô-humanoide, perde desde criança essa faculdade conhecida como Percepção Instintiva das Verdades Cósmicas, e fica sujeito, graças a uma educação equivocada, a atuar em razão dos múltiplos eventos exteriores e de choques acidentais que originam em seu interior determinadas mudanças, quase sempre errôneas ou não coincidentes com o acontecimento em questão.

Os Eus que desde cedo assumem o controle dos Centros da máquina orgânica vêm à existência por causa da pressão dos dramas, tragédias e comédias que, quer queira quer não, o animal intelectual, acontecem na escola da vida.

Por culpa de nossa própria mecanicidade, a Essência perdeu suas possibilidades de manifestações, já que toda forma de ação consciente foi substituída pelo automatismo, a materialidade grosseira e a ignorância do que realmente somos.

O Eu a que se refere a psicologia gnóstica, ao não transformar as impressões, desenha novas autoimagens, nova série de hábitos, costumes, movimentos, ilusões, palavras etc., que finalmente servem para nos converter em autômatos com a consciência profundamente adormecida.

Quando uma impressão entra na máquina orgânica sem ser transformada, é imediatamente interceptada pela personalidade mecânica e, mediante certos dispositivos, enviada a lugares ou Centros equivocados, prejudicando o funcionamento normal dos Centros e adormecendo ainda mais a Consciência.

Obviamente, quando uma impressão é captada sem a intervenção do terceiro estado de Consciência, ou seja, quando a pessoa está em estado de identificação, os diversos elementos psicológicos movem-se sem controle algum, reagindo mecanicamente. A auto-observação permite que a luz da Consciência ilumine esses aspectos mecânicos de si mesmo, tendo como resultado o Autoconhecimento.

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As primeiras tentativas de auto-observação do Centro Motor encontram um sério obstáculo nos automatismo inconsciente, especialmente nos hábitos e costumes ligados à Falsa Personalidade.

Certamente, nunca é tarefa fácil perder toda identificação com os acontecimentos de nossa própria vida. No entanto, se queremos corrigir o trabalho equivocado do Centro Motor, devemos nos despojar de certar atuações mecânicas que comumente adotamos por imitação, mas que são na realidade inúteis e prejudiciais.

A tendência a imitar os gestos e atitudes dos outros é uma característica muito marcante no animal intelectual equivocadamente chamado Homem.

Os esportes violentos (boxe, futebol, levantamento de peso, corridas excessivas etc.) constituem-se num atentado contra o Centro Motor, pois esgotam os valores energéticos que a Natureza colocou nesse cilindro. Note-se, entretanto, como se tem massificado esses esportes brutais, graças precisamente à imitação.

Tampouco escapam do derrame de energia motora os artistas de cinema e da tevê, os fanáticos de todos os esportes, os que abusam do trabalho físico, os que se deixam dominar pela ira corporal e pela cólera ou ira da língua, os que não podem deixar de falar nem um só momento, os que vivem sob tensões desnecessárias etc.

A luta contra o automatismo só pode ter sucesso com a ajuda da atenção consciente, plena, natural, espontânea, ante cada movimento que realizamos. Porém, o controle definitivo sobre as infinitas possibilidades desse Centro somente pode ser adquirido com a aniquilação total do Eu psicológico.

Exercícios físicos são importantes para a manutenção de boa qualidade de vida, mas os excessos devem ser evitados

As práticas gnósticas, a vocalização, a meditação e a oração conscientes colocam o Centro Motor em plena harmonia com o Infinito, obtendo-se então estados de relaxamento voluntário que ajudam a equilibrá-lo.

Finalmente, na vida diária é necessário aprender a relaxar conscientemente o corpo físico, tratando de recordar-se de si mesmo, assim como aprender a não gritar, a não gesticular, tudo com o propósito de se autoconhecer e de economizar energia motora.

Para Saber Mais:
Os cinco centros e suas disfunções
Disfunções no trabalho do centro intelectual
Disfunções no trabalho do centro emocional
Disfunções no trabalho do centro instintivo
Disfunções no trabalho do centro sexual
Como acessar o centro emocional superior

Almas gêmeas e seu mistério

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O tema das almas gêmeas é muito procurado e pesquisado. Principalmente as mulheres, que são muito sensíveis, intuitivas e fascinadas na questão dos relacionamentos amorosos e matrimoniais.

Ninguém conseguiu ainda explicar o mistério das almas gêmeas. Porém o que se vê nos inúmeros livros e programas de tevê para o público feminino são meras suposições, fantasias e esperanças sobre as almas gêmeas.

As pessoas creem firmemente que somente encontrando nossa alma gêmea é que será possível ter um casamento feliz, vivenciar o sexo perfeito, nossas loucuras e comportamentos inadequados serem compreendidos e perdoados etc.

Mas o que é precisamente a alma gêmea? E por que se confunde o conceito “alma gêmea” com “relacionamento amoroso”?

Alguns conceituam que se trata de almas distintas que no mundo espiritual têm um acordo de se encontrar aqui no mundo físico, e um ajudando o outro a ser feliz. Outros creem que as almas gêmeas são o mesmo espírito que se divide, lá em cima, no mundo espiritual, para se reencontrar no físico e se fundir para poder voltar à “casa do Pai”.

E dentro dos estudos gnósticos, o que se ensina sobre o Mistério das Almas Gêmeas?

Primeiramente, a Gnose enfatiza a questão das Afinidades Eletivas. Uma coisa são as afinidades internas, que tanto podem ser do Íntimo, ou Alma, quanto do Ego. Muitas vezes temos profundas afinidades e combinações, por exemplo, intelectuais, sexuais e/ou emocionais com uma pessoa, mas isso não passa de mera combinação parcial.

E quando há essas combinações, vulgarmente dizemos: esta pessoa é realmente minha alma gêmea… Entretanto, quando o Ego se manifesta e há separação, divórcio, brigas, conflitos, o casal se separa, dizendo: “Temos incompatibilidade de gênios!”

Existem também muitas combinações egoicas, como quando vemos dois parceiros que se combinam em atividades criminosas, degeneração sexual etc. Isso, enfim, não passa de afinidade egoica.

E quanto ao tema em si das almas gêmeas? A Gnose ensina que existem três tipos de alma gêmea: a externa, a desdobrada e a interna.

– A externa são duas Almas, ou Essências, distintas entre si, que de certa maneira realizaram um “Acordo Cósmico” de cooperação mútua nos mundos sutis, ou dimensões superiores do Cosmo, para se ajudarem a realizar seus trabalhos esotéricos desde o mundo físico, retornando à sua origem divina, se possível, juntos. Muitas vezes se encarnam como marido-esposa, irmãos, amigos íntimos, pai-filho(a), mãe-filho(a), instrutor-discípulo etc., e quase sempre se encontram encarnação após encarnação. E nessas encarnações, quando se reencontram, as virtudes da solidariedade, da compaixão, das afinidades eletivas positivas, da ajuda mútua etc. são muito marcantes.

– Já a questão das Almas Desdobradas é muito mais profunda, misteriosa e mágica, e esta é mais difícil de se ver por aí. Uma mesma Alma Causal (Alma Humana)  desdobra de si não uma Essência, mas duas ou mais Chispas (ou Essências), e estas, diferentes e idênticas ao mesmo tempo, podem ou não se encontrar aqui no mundo físico para se unir intimamente e realizar um trabalho de autorrealização e ascenderem ao “mesmo Pai”. Temos o caso do venerável mestre Samael Aun Weor que tem ao menos duas almas gêmeas, uma morando na Cidade do México (a capital) e a segunda em outro planeta… e, apesar de serem pessoas distintas, são a mesma alma, o mesmo Pai Íntimo. A finalidade das almas desdobradas é muito mais o aprendizado em níveis distintos do Saber cósmico do que necessariamente seu encontro aqui no físico.

Note-se que estamos, a partir de agora, quebrando certos paradigmas, especialmente o sexual. Não necessariamente poderemos encontrar nossa alma gêmea e nos associar com esta sexualmente. Pode-se dar o caso de as duas pessoas serem do mesmo sexo, portanto, se não houver atração homossexual, estes dois sentirão uma grande e profunda atração fraterna e indissolúvel.

– Já no caso das almas gêmeas internas é necessário ter um profundo conhecimento de Anatomia Oculta, de pesquisa sobre as diversas “Partes do Ser”. A Gnose ensina que nosso Espírito, ou Íntimo, possui na verdade duas Almas, uma que se chama Alma Divina (a Teosofia a chama de Budhi) e a outra, Alma Humana, chamada também de Manas. Quando, por meio de um trabalho iniciático profundo, tântrico, essas duas almas, ou aspectos polarizados de nossa Alma, se fundem, então se realiza o que se denomina esotericamente de Bodas Alquímicas das Almas Gêmeas. Das três classes de união de almas gêmeas, esta última é a mais importante para o gnóstico.

Vejamos o que nos ensina o venerável mestre Samael Aun Weor sobre o conceito gnóstico de alma gêmea:

O ascenso sublime e maravilhoso da Sexta Serpente radiante, para dentro e para cima, ao longo do canal espinhal do corpo búdhico, deu-me, de fato e por direito próprio, passagem franca para a sexta Iniciação Venusta…

No mundo búdico, ou intuicional universal, tive de vivenciar, por aquela época, alguns capítulos transcendentais do evangelho crístico…

Quero me referir agora, com suma delicadeza, a certas passagens miríficas secretas, intencionalmente eliminadas do texto original pelos escribas e doutores da lei…

É certamente deplorável que a Santa Bíblia hebraica tenha sido tão cruelmente mutilada, adulterada, deformada…

O que então experimentei na cósmica região intuicional guarda múltiplas concordâncias rítmicas perfeitas com os diversos processos esotéricos iniciáticos que nós devemos vivenciar aqui e agora…

Almas Gêmeas

Extraordinárias cenas relacionadas com os outros planetas do sistema solar de Ors, no qual vivemos, nos movemos e temos o nosso Ser.

Quando a Sexta Víbora de Luz resplandeceu, transpôs o umbral augusto de sua correspondente câmara no coração tranquilo, gloriosamente brilhou o Sol da Meia-Noite no inalterável infinito…

Entrei no Templo da Iniciação, acompanhado por muita gente. Cada um dos do cortejo portávamos em nossa destra uma vela, círio ou tocha ardente…

Nesses instantes, eu me senti vivenciando aqueles versículos esotéricos, crísticos que ao pé da letra dizem:

“E logo, ainda falando ele, veio Judas, que era um dos 12, e com ele uma companhia com espadas e paus, da parte dos príncipes dos sacerdotes (ou homens constituídos por autoridade mundana), e dos escribas (ou seja, dos tidos por sábios no mundo), e dos anciães (os tidos, no mundo, por prudentes, sensatos e discretos).

E como veio Judas (o demônio do desejo), aproximou-se logo dele e lhe disse: “Mestre”, e o beijou.

Então lançaram sobre Ele suas mãos e o prenderam.”

Embriagado de êxtase, exclamei: “Eu sou o Cristo!” Uma dama-adepto me admoestou, dizendo: “Cuidado, não digas isso! É falta de respeito!”

“Nestes momentos o estou representando”, repliquei. A dama sagrada guardou, então, um respeitoso silêncio.

O Drama Cósmico dentro do Templo das Paredes Transparentes teve certo sabor majestático muito grave, terrivelmente divino…

Convertido no personagem central, tive de experimentar, em mim mesmo, as seguintes passagens evangélicas:

“E trouxeram Jesus ao sumo sacerdote Caifás (o demônio da má vontade), e se juntaram a ele todos os príncipes dos sacerdotes (as autoridades oficiais deste mundo), e os anciães (as pessoas muito respeitáveis e cheias de experiência), e os escribas (os intelectuais). E os príncipes dos sacerdotes e todo o concílio buscavam testemunho contra Jesus (o interno salvador), para entregá-lo à morte. Mas não o achavam. Porque muitos diziam falso testemunho contra Ele, mas seus testemunhos não concordavam.

Então, levantando-se uns, deram falso testemunho contra Ele, dizendo: “Nós o ouvimos dizer: ‘Eu derrubei este templo que é feito por mão (referindo-se ao corpo animal) e em três dias edificarei outro feito sem mão (o corpo espiritual, o To Soma Heliakon)”. Mas nem ainda assim concertava o testemunho deles.

Então, o sumo sacerdote (com sua má vontade), levantando-se no meio, perguntou a Jesus, dizendo: “Não respondes algo? Que testemunham estes contra ti?” Mas ele calava e nada respondia (o silêncio é a eloquência da sabedoria).

O sumo sacerdote voltou a lhe perguntar e disse: “És tu o Cristo, o Filho de Deus?” (o Segundo Logos) E Jesus lhe disse: “Eu Sou! (Ele é). E vereis o Filho do Homem (a todo verdadeiro cristificado ou osirificado) sentado à direita da potência de Deus (o Primeiro Logos) e vindo nas nuvens do céu”.

Então, o sumo sacerdote (o demônio da má vontade) rasgou suas vestimentas e disse: “Que mais temos necessidade de testemunhos? Ouvistes a blasfêmia! Que vos parece?” E eles todos o condenaram a ser culpado de morte. E alguns começaram a cuspir nele, e cobrir seu rosto, e dar-lhe bofetadas, e dizer-lhe: “Profetiza!” E os servidores o feriam com bofetadas.

E, logo pela manhã, havendo tido conselho, os príncipes dos sacerdotes, com os anciães e com os escribas, e com todo o concílio, levaram Jesus atado e o entregaram a Pilatos.

E Pilatos (o demônio da mente) perguntou-lhe: “És tu o rei dos judeus?” E respondendo Ele, disse: “Tu o disseste!”

E os príncipes dos sacerdotes (as autoridades deste mundo) o acusavam muito.

E lhe perguntou outra vez Pilatos, dizendo: “Não respondes algo? Olha de quantas coisas te acusam”. (Ao Cristo Interno o acusam todas as pessoas, até aquelas que se dizem seus seguidores.)

Mas Jesus (o Cristo Íntimo) nem sabia que com isso respondeu (repito: o silêncio é a eloquência da sabedoria). Pilatos (o demônio da mente) se maravilhava.

Entretanto, no dia da festa soltavam um preso, qualquer um que pedissem. E havia um que se chamava Barrabás (o demônio da perversidade que cada um leva dentro), preso com seus companheiros de motim, que haviam cometido morte numa revolta (porque o ego é sempre homicida e malvado). E, visto a multidão, começou a pedir que se fizesse como sempre lhes havia feito.

E Pilatos lhes respondeu, dizendo: “Quereis que vos solte o rei dos judeus?” Porque sabia que por inveja o haviam entregue os príncipes dos sacerdotes (as autoridades de todo tipo). Mas os príncipes dos sacerdotes incitaram a multidão para que lhes soltassem antes Barrabás (as autoridades de todo tipo defendem o ego. Elas dizem: primeiro eu, segundo eu, terceiro eu).

E, respondendo Pilatos, diz-lhes outra vez: “Que, pois, quereis que faça daquele que chamais de rei dos judeus?” E eles voltaram a dar vozes: “Crucificai-o!” (Crucificai! Crucificai! Crucificai!).

Do sancta inefável saí extático, depois de haver experimentado, de forma direta, o tremendo realismo íntimo de todos esses versículos parágrafos acima citados.

Revestido com uma nova túnica de glória, vestimenta talar esplendorosa, saí da grande Catedral da Alma…

Quão ditoso me senti ao contemplar, dali, o amplo panorama! Então vi o fluir e o refluir de todas as coisas…

Budhi é como um vaso de alabastro fino e transparente, dentro do qual arde a chama de Prajna…

Atman, o Ser, tem duas almas. A primeira é a alma espiritual e é feminina (Budhi). A segunda é a alma humana e é masculina (Manas superior).

O animal intelectual equivocadamente chamado homem só tem encarnada, dentro de si, a Essência.

Ostensivamente, esta última é o budhata, uma mínima fração da alma humana, o material psíquico com o qual se pode e se deve fabricar o embrião áureo (veja O Mistério do Áureo Florescer).

A fonte e base da Alta Magia encontra-se no desponsório perfeito de Budhi-Manas, já nas regiões puramente espirituais, ou no mundo terrestre.

Helena significa claramente os esponsais de Nous (Atman-Budhi) com Manas (a alma humana, ou causal), a união mediante a qual se identificam Consciência e Vontade, ficando, por tal motivo, dotadas ambas as almas com divinais poderes…

A essência de Atman, do primordial, eterno e universal fogo divinal encontra-se contida dentro de Budhi, que, em plena conjunção com Manas causal (alma humana), determinam o masculino-feminino.

A bela Helena de Troia é a mesma Helena do Fausto de Goethe, Shakti, ou potência feminina do Ser Interno…

Ele e Ela, Budhi-Manas, são as almas gêmeas dentro de nós mesmos (embora o animal intelectual ainda não as tenha encarnado), as duas filhas adoráveis de Atman (o Íntimo), o esposo e a esposa eternamente enamorados…

Tal amor tem infinitas correlações, seja nos pares conjugados dos sóis duplos do céu e no da Terra com a Lua, seja no anfiáster protoplasmático das células determinantes, como é sabido, do misterioso fenômeno da cariocinese ou duplicação morfológica da célula una,  seja no universal simbolismo das epopeias e de toda a restante literatura, onde o amor ideal entre dois seres de sexo oposto constitui a alma mater da produção literária.

Inquestionavelmente, o Sahaja Maithuna, como sacramento da Igreja de Roma, repete-se com os gêmeos no akasha tattwa e continua glorioso com Osíris-Ísis na região de Anupadaka.

Esclareço: quando citamos a Igreja de Roma, coloque as letras ao inverso e leia-se assim: Amor. Obviamente, o sexo é a igreja do amor.

A teoria das almas gêmeas não implica perigo algum quando captamos seu profundo significado. O coito químico, a cópula metafísica, resplandece gloriosamente no zênite do ideal, sem a mais leve sombra de impureza…

O legítimo enamoramento nunca está separado do sexo. O ato sexual é, certamente, a consubstancialização do amor no realismo psicofisiológico de nossa natureza.

O desponsório Budhi-Manas só é possível mediante o coito químico. O desfrute sexual é um direito legítimo do homem.

Renato cometeu o grave erro de afirmar, de forma enfática, que a Helena de Simão o Mago, era uma formosa mulher de carne e osso, a quem o citado mago havia encontrado num lupanar de Tiro e que, segundo opinam seus biógrafos, era a reencarnação da Helena grega.

Tal conceito não resiste a uma análise profunda. Os colégios iniciáticos autênticos ensinam, com inteira clareza, que a bela Helena é Budhi, a alma espiritual da Sexta Iniciação Venusta, a Shakti potencial feminina.

(Samael Aun Weor, As Três Montanhas)

Áries – De 21 de março a 19 de abril

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Regências e Relações

Região do corpo: Cabeça
Metal: Ferro
Pedras preciosas: Rubi e Diamante
Perfume: Mirra
Planta: Carvalho
Flor: Cravo vermelho
Planeta: Marte
Cor: Vermelha
Elemento: Fogo
Palavra-chave: Ação
Dia da semana: Quinta-feira
Arcanjo Regente: Samael
Gênios do Zodíaco: Sataaran e Sarahiel
Tattwa: Tejas
Gênio Elemental: Agni

Amado discípulo:

Ao entrar nestes estudos de astrologia esotérica, devo dar-lhe algumas instruções prévias que sirvam de orientação positiva nestas lições.

No núcleo estelar de todo sol sideral, de todo planeta, de todo satélite lunar, de todo cometa, existe um templo-coração que é a morada sagrada de um gênio sideral; assim temos a todo infinito como um sistema de corações. Por isso, a astrologia esotérica vem a ser a religião da luz e do coração.

Cada um de nossos planetas tem seu Reitor Sideral:

  • GABRIEL é o reitor da LUA.
  • RAFAEL é o reitor de MERCÚRIO
  • URIEL é o reitor de VÊNUS.
  • MIGUEL é o reitor do SOL.
  • SAMAEL é o reitor de MARTE.
  • ZACARIEL é o reitor de JÚPITER.
  • ORIFIEL é o reitor de SATURNO.

Esses são os 7 espíritos diante do trono de Deus. Estes são os 7 anjos que repartem entre si o governo do mundo em 7 épocas distintas, pois a história do mundo se resume em 7 épocas.

Os sete planetas são as cordas de uma lira divina onde ressoa com sua mais inefável melodia a palavra do Criador.

Todo o sistema solar vem a ser o corpo celeste de um grande ser, o Logos do sistema solar, o Inefável…

O sistema solar, visto de longe, parece um homem caminhando através do infinito inefável.

Os 7 espíritos diante do trono vem a ser, dissemos, seus ministros e reitores da evolução cósmica deste sistema solar.

Pois bem, vós sabeis que toda roda tem seu eixo e por isso compreenderão que no centro de toda massa reside a base do movimento. Somente se pode dominar a massa a partir de seu centro e o centro de toda massa é o espírito. Assim afirmamos que em todo centro sideral existe um templo- coração que é morada do gênio da Estrela, sendo precisamente esses gênios celestes os autênticos governadores do infinito, os regentes e os senhores de nossos próprios destinos humanos.

Os astrólogos profanos dirão que, por exemplo, uma quadratura de Saturno com Marte indica uma catástrofe ou que uma oposição de Vênus com Marte, um fracasso amoroso, etc. No entanto, esses prognósticos da astrologia profana podem falhar, ainda que os cálculos matemáticos sejam exatos, porque as forças siderais não são forças cegas.

Essas forças são precisamente os raios dos gênios planetários e esses senhores podem modificar todos os acontecimentos humanos, ainda que o horóscopo esteja cheio de quadraturas e oposições, de maneira que a astrologia de aritmética não é exata, porque não se pode ser astrólogo autêntico sem se ser Teurgo e Alquimista. Jâmblico, o grande teurgo, invocava os gênios planetários e os materializava no mundo físico para com eles conversar, sendo por intermédio deles que realizava suas grandes maravilhas.

A teurgia , ou magia divina, apenas pode ser exercida através do Íntimo do Teurgo. O íntimo é o nosso espírito, o nosso Anjo. Também é certo que a Natureza é um grande laboratório alquimista onde há essências e onde se combinam acontecimentos de toda índole.

Nas escolas de instrução interna aprendemos estas regras de ouro:

“Ao leão da Lei se combate com a balança”
“Quando uma lei inferior é transcendida por uma lei superior, a lei superior lava a lei inferior”.

A compreensão absoluta destas duas regras de ouro permite anular o efeito desastroso de todas as quadraturas e oposições de nosso horóscopo pessoal.

Isso significa que por meio destas regras de ouro podemos liquidar karma e triunfar na vida. Gravai bem estas duas regras em vossa mente que nas próximas lições ensinarei a manipular suas fórmulas.

Esse curso de astrologia esotérica vos converterá em teurgos e alquimistas e desabrochará os vossos poderes ocultos, então aprendereis como vos fazer invisíveis, como invocar e materializar neste mundo físico os deuses planetários para conversar com eles, como pagar karmas e a arte secreta de triunfar na vida mediante certas fórmulas misteriosas que lhes permitirá manipular os raios siderais para vossos próprios afins e para ajudar os demais.

Agora, para terminar este preâmbulo de nossa presente lição, direi que no pórtico de todo templo sideral há duas colunas: uma branca e outra preta. A coluna da direita chama-se JÁKIN e a coluna da esquerda chama-se BOAZ. Também deveis saber, bom discípulo, que junto a cada coluna há um guardião. O guardião da coluna da direita tem a vara da justiça nas suas mãos e o da coluna da esquerda tem um livro também em suas mãos.

JÁKIN e BOAZ são as palavras de passe que permitirão a cada um entrar no templo-coração de cada estrela para manipular raios e provocar fenômenos no mundo físico.

Querido discípulo:

Entramos agora de rijo em nossos esotéricos ensinamentos da constelação de Áries.

Durante este signo o discípulo terá de acumular luz em sua cabeça para despertar as glândulas pituitária e pineal. Nestas duas glandulazinhas reside o poder da clarividência. As duas glandulazinhas estão unidas por um canal extremamente fino e pequeno, já desaparecido nos cadáveres, e quando ambas misturam suas auras luminosas o homem faz-se clarividente, percebendo então todas as maravilhas do mundo sutil. Conhecerá então todos os segredos e pensamentos dos homens e das mulheres e poderá ver e conversar com os Deuses Siderais.

Quem poderia te ocultar um segredo? Um clarividente iluminado está cheio de luz e fogo.

A seguir, os exercícios deste signo.

Prática

Sente-se o discípulo em uma cômoda poltrona e durante cinco minutos permaneça sem pensar em nada.

Depois dirija-se ao Íntimo, orando assim: “Meu Pai, tu que és meu verdadeiro ser, suplico que te transportes à estrela principal da constelação de Áries para que tragas a esta humilde casa o gênio principal dessa constelação a fim de que cure meu cérebro e desperte todos os poderes ocultos de minha cabeça.

Em seguida, o discípulo fará, com as mãos entrelaçadas sobre o coração, uma pequena reverência saudando o guardião da coluna da direita. Inspirará fundo, como num suspiro, e pronunciará a palavra de passe: Jákin.

Posteriormente, fará idêntica saudação ao guardião da esquerda e pronunciará a palavra: Boaz. Depois, em oração, dirá novamente ao Íntimo: “Meu Pai, dá os 7 passos sagrados para dentro, até o interior do templo, e prostra-te aos pés do gênio principal de Áries, rogando-lhe que venha para despertar os poderes do meu cérebro e para inundar minha cabeça de luz”.

Em seguida, o discípulo pronunciará o mantra AOM.

Este mantra pronuncia-se abrindo bem a boca com a vogal A, arredondando-a com a vogal O e fechando-a com a letra M, assim: AAAAAAAOOOOOOOMMMMMMM.

Este mantra pronuncia-se quatro vezes com a intenção de que a luz inunde todo o nosso cérebro. Em continuação, o discípulo pôr-se-á de pé, estenderá a mão direita para a frente e moverá a cabeça 7 vezes para frente e 7 para trás; 7 vezes dando voltas com a cabeça pelo lado direito e 7 dando voltas pelo lado esquerdo, com a intenção de que a luz inunde e atue dentro de todas as glândulas de cérebro.

A glândula pineal está influenciada por Marte e a glândula pituitária por Vênus. A glândula pituitária produz o sono e a pineal nos incita para a luta. Desta maneira, enquanto Vênus quer dormir, Marte quer seguir lutando.

Durante esse signo, o discípulo deverá vocalizar diariamente e durante uma hora a vogal I, assim:

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII…

Essa vogal fará vibrar a glândula pineal e, por fim, vos tornareis clarividentes.

A glândula pineal desenvolvida converte-nos em super-homens e atrofiada converte-nos em IDIOTAS.

Ela se encontra desenvolvida nos castos e atrofiada nos fornicários. Assim pois, se vós, bom discípulo, quereis vos converter em Anjo, ficais totalmente proibido de todo coito.

A glândula pineal é a janela de Brahma, fonte de acumulação para o mago. O discípulo deverá praticar todas as noites antes de se deitar este outro exercício:

Sente-se em uma cômoda poltrona durante meia hora. Feche os olhos. Retire de sua mente todo pensamento. Logo, imagine que o fogo da constelação de Áries desce do céu e penetra nas colunas Ígneas por sua glândula pineal.

Essa glândula encontra-se situada na parte superior do cérebro e nela reside o poder de ver o ultra de todas as coisas.

Se o discípulo realiza com tenacidade e constância os exercícios de Áries, transformar-se-á em um clarividente iluminado. Durante esses exercícios o discípulo será assistido pelas Hierarquias de Áries e elas despertarão seus poderes e sanarão seu cérebro com tratamentos especiais. O discípulo poderá usar o poder dessas hierarquias para curar também os demais.

Áries é a casa de Marte e Marte é o planeta da guerra. As hierarquias vermelhas de Marte deram ao homem o corpo astral. Samael é o chefe supremo do plano astral, ele e seus guerreiros. Meditando diariamente no tatwa Tejas (fogo), atualizamos os poderes do corpo astral. O tatwa Tejas, ou éter ígneo, é a causa causarum de toda chama. O plano astral é o mundo ardente.

Tipo Astrológico de Áries

Os nascidos durante o período de Áries são de natureza guerreira, encolerizam-se fortemente e possuem  grande energia, como que marciana. Sentem-se capazes de abarcar grandes empreendimentos e de levá-los a bom termo.

Comumente não são felizes no amor, pois a fácil irritabilidade que possuem conduz a desgostos e a separações conjugais.

Sufis ensinam que Deus criou o homem com a música

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O sufi Hazrat Inayat Khan (1882-1927) narra: “Certo dia, Akbar, o grande imperador dos mongóis, disse ao músico da corte, o famoso Tansen: ‘Diga-me, ó grande músico, quem foi o seu mestre?’ A resposta: ‘Majestade, meu mestre é um músico muito importante, aliás, mais do que isso. Não posso chamá-lo de músico, tenho de chamá-lo por obrigação  de música!’ O imperador insistiu: ‘A propósito desse seu mestre, posso ouvi-lo cantar?’ Tansen respondeu: ‘Talvez, posso tentar. Porém, não pense Vossa Majestade que vai poder chamá-lo para vir à corte.’

O imperador então quis saber: ‘Afinal, posso ir até onde ele está?’ Ao que o músico respondeu: ‘Ele pode fica com o orgulho ferido ao imaginar que terá de cantar diante de um rei.’ Akhbar observou: ‘Mas eu poderia ir lá como seu servo.’ Tansen ponderou: ‘ Sim, essa é uma possibilidade, uma forma de esperança.’

Dito isto, ambos escalaram o Himalaia, até as mais elevadas montanhas onde o sábio erigira seu templo de música na abertura de uma caverna, em meio à natureza, vivendo em estreita harmonia com o infinito. O músico da corte havia viajado a cavalo e Akhbar andara a pé. Ao chegar na montanha, o sábio percebeu que o imperador havia-se humilhado para poder ouvir sua música, e mostrou-se disposto a cantar.

E sua canção era extraordinária. Parecia que  as árvores e plantas vibravam todas. Era a canção do universo. A impressão que causou em Tansen e Akbar foi muito profunda, mais do que podiam suportar. E, em consequência disso, ambos entraram num estado de paz e transfiguração. E, enquanto se achavam nesse estado, o mestre saiu da caverna.

Quando abriram os olhos, ele já não se encontrava mais à sua frente. O imperador tornou a falar: ‘Mas que fenômeno estranho. Para onde ele foi?’ Tansen respondeu: ‘ Nunca mais o verá nesta caverna, pois assim que um homem chega a sentir o sabor deste fenômeno ele o procurará sempre, mesmo que isto custe a sua própria vida, pois essa experiência é maior do que qualquer coisa na vida.’

“Após terem voltado para a sua terra, o imperador, um dia, perguntou ao músico: ‘Qual era a raga que o mestre cantou?’ Tansen disse o nome da raga e cantou-a para o imperador. Este, porém, não se deu por satisfeito, e observou: ‘Sim, é a mesma música, mas ela não tem o mesmo espírito. Por que acontece algo assim?’ Tansen replicou: ‘A razão é esta: eu canto para Vossa Majestade, imperador deste país, mas o meu mestre canta para Deus. Essa é a diferença.’”

Hafiz e Hazrat Inayat Khan: Deus Criou o Mundo a Partir do Som

Hafiz, um dos grandes poetas da antiga Pérsia, conta a seguinte lenda: “Deus fez uma estátua de barro à sua imagem e quis que essa estátua possuísse alma. Mas a alma recusou-se a ser aprisionada, pois é de sua natureza ser livre e voar à vontade. A alma não quer estar presa, nem admite que lhe imponham limites. O corpo é uma prisão e a alma recusou-se a adentrá-lo. Então Deus pediu aos anjos que tocassem sua música. E, à medida que os anjos tocavam, a alma ficou extasiada. Para poder sentir melhor a música e ouvi-la de perto a alma entrou no corpo.” Hafiz disse: “As pessoas dizem que ao ouvir aquele som, a alma entrou no corpo; a verdade, porém é que a própria alma era o som”.

Ao que o sufi Hazrat Inayat Khan comentou: “Essa é uma bela lenda, no entanto ainda maior é o seu mistério, o seu significado. A interpretação dessa lenda nos explica duas grandes leis. Uma delas é que a natureza da alma é ser livre e, para a alma, a tragédia da vida consiste na ausência dessa liberdade que pertence à sua natureza original. O outro significado dessa lenda nos mostra que a única razão pela qual a alma entrou no corpo de barro ou matéria inanimada foi experimentar e ouvir a música da vida”.

Sempre nos deparamos com o fato de que a linguagem “sabe” mais do que aqueles que a usam. As duas primeiras frases da lenda do sábio poeta Hafiz dizem: “Deus fez uma estátua de barro. ele formou o barro à sua semelhança”.

O escultor modela o barro e temos uma estátua. O músico forma a matéria e temos a música. Deus forma o barro e temos uma estátua. O músico forma a matéria e temos a música. Deus forma o barro e surge o mundo. Em cada momento o barro é a matéria-prima, o elemento-primevo, a matéria-primeva daquilo que denominamos criação: a tensão-primeva. No princípio, era o barro. O tom como Logos. Já falamos disso: o “Faça-se” contido no início da história da criação judaico-cristã era, antes de tudo, tom e som.

Os sufis, místicos do islamismo, sabem muito bem: Deus criou o mundo a partir do som!

Sufismo e a pureza do coração

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Perdoar e perdoar e estar imune à vaidade
Shaykh Nazim al-Haqqani an-Naqshband

Em certa oportunidade, o Profeta Muhammad (saws) estava sentado com seus companheiros, e ao perceber que um homem vinha se aproximando, disse: “Ó meus companheiros, se vocês querem contemplar um dos habitantes do Paraíso, vejam aquele desconhecido que está vindo em nossa direção”.

O visitante chegou e tomou seu lugar entre a congregação. No dia seguinte e ainda no outro, o Profeta (saws) deu as boas novas aos seus irmãos, sobre a felicidade eterna daquele homem (sem dizer nada, entretanto, àquela pessoa).

Com frequência eu tenho ouvido pessoas proclamarem possuir corações puros. Especialmente as que rejeitam religião e práticas místicas tradicionais. Adoram dizer isso. Nós não proclamamos coisas desse tipo, pois acreditamos que o nosso caminho é o caminho da purificação, e que os esforços deveriam nos dirigir na direção correta.

Quem quer que pense de si mesmo como uma pessoa de coração puro, deveria ter cuidado com esta consideração e reexaminar sua postura sob essa luz, ou seja, a luz que indica que o nosso caminho é o caminho da purificação. Isto assim chegou a nós através de Abdula, filho de Omar, segundo Khalifa do Islã.

Quando Abdula ouviu o Profeta (saws) louvar esta pessoa três vezes, decidiu segui-la até sua casa e procurar suas bênçãos, assim como seu conhecimento dos meios que exatamente o levaram a atingir uma estágio de perfeição na sua vida. Quando Abdula chegou na casa do homem, bateu em sua porta, recebeu boas vindas e foi convidado a entrar.

O anfitrião perguntou-lhe: “Posso saber o propósito de sua visita?” Então Ibn Omar relatou-lhe tudo que o Santo Profeta (saws) disse sobre ele, nos três dias anteriores. O homem disse: “Eu sei”. Abdula Ibn Umar continuou: “Ó meu irmão. Gostaria de ser uma dessas pessoas afortunadas e ter assegurado um lugar no Paraíso enquanto ainda estiver vivendo neste mundo. O que fez para alcançar tamanha distinção na Presença Divina? Que austeridades praticou? Que super-rogatórias (atos de devoção) fez?”

O homem respondeu: “Ó Abdula, eu não adoro mais do que você, ou que qualquer outra pessoa. Essas boas notícias não são resultado da minha austeridade nem da minha devoção. Existem, entretanto, três atributos que tenho cultivado, os quais prezo muito, como cultivador de pérolas raras.

Primeiro quando deito na cama antes de dormir, digo a Allah: ‘Ó Allah, se qualquer dos Seus servos me causou mal hoje, com sua mão ou com sua língua, o perdoei totalmente e jamais me queixarei dele para ninguém, nem para Você, nem agora, nem no Dia do Juízo. Você é minha testemunha que a todos perdoei. Agora, e para sempre. Aqui, e na eternidade.”

Eu preciso perguntar a todos os que afirmam serem puros de coração: Podem perdoar desta maneira? (Ou cobrariam retorno por uma simples grosseria, ou correriam para o Tribunal para disputar 6 centavos?). Iriam correr para o Tribunal por causa de 6 centavos ou retribuir um desaforo com uma reação desmedida? Quando bofetados, dão a outra face ou respondem com 10 bofetadas? Guardariam ressentimento durante muito tempo? Se reagem dessa maneira à provocação, precisam saber que estão cultivando sujeira e doença, não pureza.

Não guardem rancor, porque seu fruto é o ódio e a inimizade. E a sua pureza, onde está?

Então Abdula disse: “Hummm… Este é um atributo muito difícil de seguir. Diga-me qual é o segundo atributo, talvez seja mais fácil de alcançar.” O homem disse: “Olhe, se me desse o mundo todo e seus tesouros, e o povo tivesse que me prestar obediência dizendo ‘nós estamos fazendo de você o nosso rei, e colocando esse imenso tesouro a sua disposição; por favor tome o seu lugar agora no trono imperial e nos mande fazer o que queira, seu desejo é uma ordem’, não me sentiria nada gratificado ou feliz com isso.

E qual é o sinal de que realmente me sinto assim? Este é o terceiro atributo, e confirma o segundo; é a prova de que não ligo para riqueza e poder. Porque se este mesmo povo viesse a mim no dia seguinte, abusasse de mim e me chutasse do trono dizendo: ‘Vá embora.

Nós não aceitamos um rei tão tolo que não se sente feliz por ser coroado rei, nem agradecido por ser soberano de todo esse mundo outorgado a ele, nem com todas essas riquezas e tesouros’, não ficaria minimamente sentido, mas muito, muitíssimo aliviado”.

São estes atributos tão fáceis de alcançar que todo o mundo pode sair por aí dizendo que tem pureza de coração? Se alguém nos desse uma casa – em qualquer lugar – seríamos felizes? Certamente, se ele viesse no dia seguinte e pedisse a casa de volta, nós lamentaríamos. Então, imaginem o que seria tendo o mundo sob o seu comando! Uma renúncia como esta, é um sinal de que o ponto máximo da fé foi alcançado.

Allah disse: “O mundo material tem menor valor para mim do que a asa de um mosquito.” Aquele desconhecido alcançou a certeza disso; levou esta sabedoria para o coração e parou de ambicionar este mundo. O verdadeiro crente dirá:

“Ó Allah, o quanto valha o mundo material para Vós, que assim seja também para mim.”

Poetas sufis do Oriente

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Rubaiyat de Rumi tem alguns dos poemas mais famosos do mundo. Suas linhas espirituais, muitas vezes místicas, inspiraram gerações a explorar a cultura e as práticas sufis. Se Rumi é sua xícara de chá, existem vários outros poetas do Oriente Médio que podem provocar a mesma reação.

Omar Khayyam

“O Dedo em Movimento escreve; e, tendo escrito,
segue em frente: nem toda a tua piedade nem inteligência
a atrairão de volta para cancelar meia linha,
nem todas as tuas lágrimas lavarão uma palavra dela”.

Busto de Omar Khayyam em Bucareste (Romênia)

Omar Khayyam foi um artista e cientista persa. Ele conseguiu escrever sobre filosofia, astronomia, matemática e muito mais. Como Rumi, ele escreveu Rubaiyat (quadras) e foi apresentado ao mundo de língua inglesa no século 19 por Edward Fitzgerald. Sua poesia trata de temas como vida, religião e filosofia sufi. Suas linhas carregam um tom semelhante ao de Rumi, quando ele se dirige ao leitor com sábios conselhos e finais esperançosos.

Al-Mutanabbi

“Se você não viu nada além da beleza de suas marcas e membros, Sua verdadeira beleza está escondida de você”.

Al-Mutanabbi foi um poeta iraquiano que viveu durante o califado abássida. Ele é considerado um dos maiores poetas da língua árabe e foi traduzido para vários idiomas. Poeta errante com aspirações sociais, políticas e místicas, a rica vida política de Al-Mutanabbi tornou sua poesia especialmente perspicaz. Sua escrita girava em torno de descrições da vida, os reis que conheceu e uma filosofia transcendental… Seu jeito com as palavras levou seu trabalho a ser incorporado em muitos provérbios árabes comuns.

Monumento Al Mutanabbi em Bagdá (Iraque)

Antarah ibn Shaddad

“Tu possuíste o meu coração; tu fixaste a tua morada nela (não imagine que eu te iludo), e estás estabelecido lá como um habitante amado e querido”

Poeta e cavaleiro pré-islâmico, o nome de Antarah ibn Shaddad é um dos mais reconhecidos no mundo árabe. Ele é famoso por sua participação na história de amor entre ele e Abla, uma mulher com quem ele não poderia estar por causa de seu status de escravo. A poesia resultante foi comparada aos romances arturianos. Ele também é um dos escritores incluídos na coleção de poesia Mu’allaqat (Os Suspensos), sete poemas lendários que, segundo rumores, foram pendurados na Meca Kaabahin.

Hafiz

“Eu gostaria de poder mostrar a você quando você está sozinho ou na escuridão a luz surpreendente de seu próprio Ser.”

Hafiz foi um grande poeta com grande influência até hoje, cuja produção é considerada o auge da literatura persa. Ele é mais conhecido por ghazals (dísticos rimados com um refrão) que giram em torno do amor, da vida e da hipocrisia pseudorreligiosa. Ele teve uma influência notável em outros poetas e ainda é um dos poetas mais populares do Irã. Suas linhas místicas fazem dele um poeta profundo para ler, meditar e extasiar-se…

Hafiz é o poeta mais consagrado e lido no Irã

Khalil Gibran

“E que não haja propósito na amizade exceto o aprofundamento do espírito.
Pois o amor que busca apenas a revelação de seu próprio mistério não é amor, mas uma rede lançada: e somente o inútil é capturado”.

Um dos mais notáveis ​​poetas libaneses, Khalil Gibran passou a vida entre o Líbano e os Estados Unidos. Escreveu poesia e prosa em inglês e árabe; linhas que são consideradas parte de um renascimento literário árabe. Sua poesia gira em torno do amor, da família e da união entre os seres humanos. Além disso, muitos cobrem a devoção espiritual e o cristianismo. Suas linhas místicas ressoarão também para os fãs de Rumi.

Gibran, busto em Yerevan (Armênia)

Ibn Arabi

“Maravilhei-me com um Oceano sem costa
e com uma Costa que não tinha oceano;
E em uma Luz da Manhã sem escuridão,
e em uma Noite sem alvorada.”

Um estudioso e poeta místico e islâmico, Ibn Arabi é conhecido como um dos grandes mestres do sufismo. Sua poesia gira em torno da religião, da humanidade e da vida espiritual. Com o Alcorão como fonte, seu trabalho visa ajudar seus leitores a alcançarem o Ser Divino. Ele é conhecido por ter escrito algumas das melhores poesias da língua árabe e se concentra na natureza transcendental do mundo e do ser humano.

Ahmed Shawqi

“Uma garota apaixonada, seus olhos derramam mais lágrimas além disso.
Ela está sofrendo a solidão morando sozinha em um certo monte.
Garota profunda e profunda entre suas contrapartes, seu rosto disse”

Um dos maiores poetas árabes contemporâneos, o egípcio Ahmed Shawqi introduziu a arte do épico na poesia árabe. Seus temas variam de patriotismo, nostalgia, mística e religião. Reflete diferentes fases de sua vida política e interior e sua preocupação com a grandeza da história egípcia e islâmica. Suas linhas profundas e imagens complexas e assombrosas criam uma bela poesia.

Sufismo: A paixão de Al Hallaj

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O unicósmico e santíssimo Al Hallaj nasceu no Irã em 857, tendo sido neto de um devoto do grande Mestre Zoroastro. Al Hallaj foi iniciado nos grandes mistérios do Sufismo.

Contam as tradições árabes que quando ele cumpriu 40 anos de idade, entrou em franco desacordo com os juristas e tradicionalistas ortodoxos e saiu à rua para pregar diretamente às multidões os sublimes princípios da vida espiritual. Está escrito que Al Hallaj, o grande Mestre sufi, ensinou com a sua palavra e com o seu exemplo, viajando incansavelmente pelo Irã, pela Índia, pelo Turquestão etc. Chegou até às próprias fronteiras da velha China.

O grande Mestre Al Hallaj foi, sem dúvida alguma, um tremendo revolucionário. Os políticos com ciúmes e invejosos acusaram-no de perigoso agitador. Os doutores da lei acusaram-no de confundir o humano com o divino.

Os próprios integrantes do sufismo não viram inconveniente em acusá-lo de romper a disciplina do Arcano, divulgando os mistérios esotéricos entre as pessoas. Como é apenas normal nestes casos, não faltaram juízes dispostos a condená-lo por muitos supostos delitos, tais como o de farsante, impostor, mago negro, feiticeiro, bruxo, profanador de Mistérios, amotinador do povo, pregador ignorante, inimigo do governo etc.

Al Hallaj, o grande místico sufi, ficou preso numa infame prisão durante nove anos, depois foi vilmente mutilado e executado em 27 de março de 922, no ano 309 da Hégira.

Contam as sagradas tradições do Islã que, quando veio a terrível noite em que deveria ser tirado do calabouço para ser justiçado na aurora, pôs-se de pé e disse a oração ritual, prosternando-se duas vezes.

Os que testemunharam dizem que, concluída a oração, repetiu sem cessar: “Engano, engano…” até o final da negra noite. Depois, após um longo e profundo silêncio, exclamou: “Verdade, verdade…” Voltou a erguer-se, cingiu sua cabeça com o véu, envolveu-se em seu bendito manto, estendeu suas sagradas mãos cristificadas, virou seu divino rosto na direção da Caaba, entrou em êxtase e falou com seu Deus Interno.

“Eu vi meu Senhor com os olhos do meu coração” (Al Hallaj)

Já de dia, quando saiu da prisão, as multidões viram-no em pleno êxtase, jubiloso e dançando feliz sob o peso de suas cadeias… Os verdugos o conduziram sem misericórdia alguma na praça pública, onde, depois de o terem flagelado com 500 açoites, cortaram-lhe as mãos e os pés.

Dizem as velhas tradições do mundo árabe que Al Hallaj foi crucificado depois da flagelação e da mutilação, e que muitas pessoas o ouviram falar em êxtase com o Pai que está em segredo de lá do seu próprio Gólgota:

“Ó Deus meu, vou entrar na morada de meus desejos e ali contemplarei as tuas maravilhas! Ó Deus meu, manifestas o teu amor ainda àquele que te prejudica, como então não o darias àquele que é prejudicado em ti?”

Depois dessa oração, saída do coração do santíssimo Al Hallaj, as pessoas que presenciaram o suplício viram Abu Bakr Al-Shibli avançando para o patíbulo e gritar bem forte o versículo: “Não te havíamos proibido de receber nenhum hóspede, fosse ele homem ou anjo?”

Depois, acrescentou: “O que é a mística?” Al Hallaj respondeu: “O seu menor grau aqui o vês”. “E seu grau supremo?” “Tu não podes ter acesso a ele e, não obstante, amanhã verás o que acontecerá. Eu o testemunho no mistério divino em que existe, e para ti permanece oculto.”

À hora vespertina, quando chegou o momento da oração, veio a ordem do cruel e sanguinário califa autorizando degolar a santa vítima, mas os verdugos disseram: “É muito tarde, deixemo-lo para de manhã”.

A ordem do califa foi cumprida bem cedo, Al Hallaj ainda com vida foi baixado da cruz e levado para que lhe cortassem o pescoço. Certa testemunha o ouviu dizer em voz alta: “O que quer o extático, o místico, senão consigo mesmo”. Depois, cheio de êxtase, recitou o seguinte versículo sagrado: “Os que não creem na Última Hora são arrastados a ela com pressa, mas os que creem a esperam com temor reverente, pois sabem que ela é a Verdade”.

Com essas solenes palavras concluiu-se a vida do unicósmico e santíssimo Al Hallaj. A sua venerável e bendita cabeça caiu sangrando sob o fio da espada, como um holocausto sangrento na ara do supremo sacrifício pela humanidade.

O venenoso ódio dos verdugos foi tão grande que nem sequer foi autorizado se amortalhar o cadáver ou dar-lhe “sepultura cristã”.

Contam as velhas tradições do Islã que as sagradas cinzas do velho sufi Al Hallaj foram dispersadas pelo vento do alto do minarete. Dizem as antigas lendas árabes que em vez de um branco lençol, o cadáver do santo foi enrolado numa imunda esteira umedecida com petróleo. Quando o santo corpo ardeu, consumido pelo fogo do holocausto, a natureza inteira estremeceu, cheia de infinito terror…

O grande hierofante sufi Al Hallaj, à base de cinzel e martelo, transformou a pedra bruta, deu-lhe forma cúbica perfeita. O grande imolado Al Hallaj, antes de morrer, já estava completamente morto em si mesmo e dentro de si mesmo.

A resplandecente Alma de Diamante do imã Al Hallaj, caminhando pela senda celestial, dirige-se para o Absoluto.

O grande Iniciado súfi Al Hallaj nasceu, morreu e sacrificou-se totalmente pela humanidade.

Vale a pena concluir este texto com esta inefável oração que o Cristo maometano, o imã Al Hallaj, nos deixou com infinito amor, e que se intitula:

Ó Todo do Meu Todo

Eis-me aqui, eis-me aqui, ó meu segredo, ó minha confidência!
Eis-me aqui, eis-me aqui, ó meu fim, ó meu sentido! Chamo-te! Não… És Tu quem me chamas para Ti!
Como haveria falado a Ti se Tu não houvesses falado a mim?
Ó essência da essência da minha existência, ó termo do meu desígnio!
Tu que me fazes falar, ó Tu, minhas enunciações, Tu meus pestanejares!
Ó Todo de meu Todo, ó meu ouvido, ó minha visão,
Ó minha totalidade, minha composição e minhas Partes!
Ó Todo de meu Todo, Todo de toda coisa, enigma equívoco; obscureço o todo do Teu todo ao querer Te expressar!
Ó Tu, de quem meu espírito estava suspenso, já ao morrer de êxtase. Ah! Continua sendo sua prenda a minha desdita…
O supremo objeto que eu solicito e espero, ó meu hóspede.
Ó alento de meu espírito, ó minha vida neste mundo e no outro!
Seja meu coração Teu resgate! Ó meu ouvido, ó minha visão.
Por que tanta demora, em meu retiro tão distante?
Ah! Ainda que para meus olhos Te escondes no invisível, meu coração já Te contempla, desde meu afastamento, sim, desde o meu exílio.

(Samael Aun Weor, A Noite dos Séculos)