Vamos agora conversar um pouco sobre os “naguais”, assunto que pertence às velhas tradições do povo mexicano.
Chegam-me à memória múltiplos e extraordinários casos que merecem ser estudados. Oaxaca sempre foi um povo de místicas lendas, as quais os esoteristas deveriam conhecer.
Uma criança, quando nasce, naquela região, é devidamente relacionada com os famosos naguais. Seja de noite ou de dia, os familiares farão um círculo com cinzas ao redor da casa.
Disseram-nos que de manhã eles observam as pegadas que os animais do lugar deixaram nas cinzas. Se os rastros correspondem, por exemplo, a uma raposa montanhesa, ela será o nagual da criança. Se forem de qualquer outro animal da redondeza, será este o nagual, o Elemental, do recém-nascido.
Passemos agora para os naguais vegetais. Desde os antigos tempos enterra-se o umbigo do recém-nascido junto com o rebento de uma árvore qualquer.
Obviamente, a árvore fica relacionada com a criança, crescendo ambas simultaneamente através do tempo. Saibam todos que o elemental da árvore pode ajudar à criatura com ele relacionada, em inúmeros aspectos da vida…
Vejam vocês que em Oaxaca essas tradições milenares não se perderam. Muitos nativos estão devidamente protegidos pelos elementais, aos quais foram vinculados no nascimento.
Os Naguais são elementais ideais quando os amamos realmente. Um nagual extraordinário, sem sombra de dúvida, é o gato preto. Descreverei em seguida um experimento que fiz com esse animal:
Tínhamos em casa um pequeno gato preto. Propus-me a ganhar seu carinho e o consegui. Certa noite, resolvi fazer uma experiência metafísica transcendental. Deitado na cama, coloquei o inocente animal ao meu lado.
Relaxei o corpo de maneira certa e concentrei-me profundamente no felino, rogando-lhe para que me tirasse do corpo físico. A concentração foi longa e profunda e durou, possivelmente, uma hora, quando adormeci por algum tempo.
Se repente, uma extraordinária surpresa! Aquela criatura aumentou de tamanho e transformou-se num gigante de enormes proporções, deitado à margem da cama. Toquei-o com a mão direita e pareceu-me de aço.
Seu rosto era negro como a noite e seu corpo irradiava eletricidade. O corpo tinha a mesma cor negra, mas abandonara a forma animalesca, assumindo compleição humana, com excessão do rosto que, ainda gigantesco, continuava sendo de gato. Foi uma coisa incrível, pela qual eu não esperava.
Fiquei muito espantado a ponto de o afugentar com a Conjuração dos Sete do sábio rei Salomão. Voltando ao meu estado normal notei, com surpresa, que aquela inocente criatura estava junto a mim outra vez em forma de gatinho.
No outro dia, andei muito preocupado pelas ruas da cidade. Achava que já tinha eliminado o medo de minha natureza e eis que o nagual me pregara um tremendo susto. Entretanto, eu não queria perder aquela batalha.
Aguardei a noite seguinte para repetir o experimento. Coloquei novamente em minha cama o gatinho , à direita, como o fizera na noite anterior. Relaxei o corpo físico, não deixando nenhum músculo sob tensão. Depois, concentrei-me profundamente no felino, guardando no fundo do coração a intenção de não me assustar outra vez.
Soldado em estado de alerta não morre em tempo de guerra e eu já estava obviamente informado sobre o que previamente aconteceria. Portanto, o temor tinha sido eliminado de meu Interior.
Transcorrido aproximadamente uma hora, em profunda concentração, repetiu-se exatamente o mesmo fenômeno da noite anterior. O elemental do gatinho saiu do corpo para adquirir a gigantesca e terrível figura humana.
Deitado em meu leito, olhei-o. Era verdadeiramente espantoso. Seu enorme corpo não cabia na cama. Suas pernas e pés sobravam em meu humilde leito. O que mais me assombrou foi que o elemental, ao abandonar seu corpo denso, pudesse materializar-se fisicamente, fazer-se visível e tangível aos meus sentidos, pois podia tocá-lo com minhas mãos físicas e seu corpo parecia de ferro.
Podia vê-lo com meus olhos físicos. Sua face era espantosa. Dessa vez não tive medo. Propus-me a exercer completo controle sobre mim mesmo e o consegui. Falando com voz pausada e firme, exigi que o elemental me tirasse do corpo físico, dizendo: Gatinho, levanta-te desta cama. Imediatamente aquele gigante pôs-se de pé.
Continuei, então, ordenando: Tira-me do corpo físico e passa-me para o astral. Aquele extraordinário gigante respondeu-me com as seguintes palavras: Dá-me tuas mãos. Claro que levantei minhas mãos e o elemental aproveitou para pegá-las e me tirar do corpo físico.
Aquele estranho ser era dotado de uma força incrível, mas irradiava amor e queria servir-me. Assim são os elementais… De pé, no astral, tendo junto ao leito o misterioso ser por companheiro, tomei novamente a palavra para ordenar-lhe: Leva-me agora ao centro da Cidade do México.
Siga-me, foi a resposta daquele colosso, que saiu de casa caminhando lentamente. Eu o acompanhei passo a passo. Andamos por diversos lugares da cidade, antes de chegarmos a San Juan de Letrán, quando por ali nos detivemos por um momento. Era meia noite e eu ansiava dar um final feliz àquela experiência. Vi um grupo de cavalheiros conversando numa esquina. Eles estavam no plano físico, portanto não me percebiam.
Então, pensei em tornar-me visível diante deles. Dirigi-me ao gigante nagual e com voz suave, porém imperativa, dei-lhe nova ordem: passa-me agora ao mundo de três dimensões, o mundo físico.
O nagual pôs suas mãos sobre meus ombros, exercendo sobre eles certa pressão. Senti que abandonava o astral e penetrava no físico. Fiquei visível diante daquele grupo de cavalheiros, no lugar em que se encontravam. Aproximando-me deles, perguntei: Senhores, que horas são? Passam trinta minutos da meia noite, respondeu um deles. Muito obrigado! Quero dizer-lhes que vim agora das regiões invisíveis e que resolvi me tornar visível diante de vocês. Palavras estranhas, não é verdade?
Aqueles homens olharam-me surpresos. Em seguida, disse-lhes: Até logo, senhores; retorno de novo ao mundo invisível. Roguei ao elemental que me colocasse outra vez nas regiões suprassensíveis e imediatamente o elemental obedeceu.
Ainda pude ver o assombro daquelas pessoas, que, tomadas de pavor, se afastaram apressadamente do local onde se encontravam. Novas ordens dadas ao elemental foram suficientes para que ele me trouxesse de regresso à minha casa. Ao penetrarmos no quarto, vi o misterioso ser perder seu descomunal tamanho e ingressar no pequeno corpo do felino que jazia no leito, precisamente pela glândula pineal, a qual se situa na parte superior do cérebro. Fiz o mesmo. Pus meus pés astrais sobre a glândula citada e imediatamente senti-me no interior do corpo físico, que já despertava na cama.
Olhei o gatinho, fiz-lhe algumas carícias e agradeci, dizendo-lhe: Obrigado pelo serviço prestado. Tu e eu somos amigos.
A partir daquele momento, constatei como esses felinos podem tornar-se veículos ideais para todos os aspirantes à vida superior. Com esse tipo de nagual, qualquer ocultista pode aprender a sair em astral, consciente e positivamente. Importa não ter medo, ser valoroso. Salientamos que para experimentos dessa natureza são requeridos gatos pretos.
Muitos ignorantes ilustrados podem achar graça dessas declarações esotéricas, porém isso pouco importa. Estamos falando para pessoas espiritualmente inquietas, que anseiam o despertar da Consciência.
Visitar ou residir próximo a um cemitério é altamente daninho aos nossos corpos internos e à nossa saúde física. E manter contato próximo com uma pessoa que ali esteve também pode resultar em prejuízo ao equilíbrio de nossa aura e de nossa residência.
Não à toa, diversas tradições orientais recomendam que ao sairmos de um cemitério, depois de cumpridos nossos deveres sociais em um velório, devemos lavar nossas roupas e calçados imediatamente, e, se possível, queimar um bom incenso nas pessoas e no próprio ambiente doméstico.
Segundo diversos esoteristas e clarividentes, inúmeras larvas e entidades são vistas nos chamados “campos santos”. Uma classe de larvas comentada no livro Os Elementais, do doutor Hartmann, são os Fantasmatas.
Os Fantasmatas, ou larvas astrais de cemitérios, podem ser expulsos ou destruídos com a queima de um bom incenso, como enxofre e assafétida
Essas entidades nascem dos fluidos astrais dos corpos em decomposição e são verdadeiros “encostos” do campo áurico das pessoas que visitam os cemitérios e/ou pensam constantemente nos defuntos.
Tais entidades podem ser afastadas ou dissolvidas defumando-se na casa e nas pessoas assafétida, enxofre, cânfora, mirra, casca de alho, folhas de pau-d’alho…
Não pecam as tradições orientais, especialmente a hindu e a budista, ao afirmarem que o mais recomendável para o desencarnado e sua família é a cremação.
Segundo ensinamentos gnósticos, o mais indicado é cremar o cadáver após 3 (três) dias de velório, assim haverá o desligamento total da alma do morto.
O mestre Leadbeater ensinava, em suas inúmeras obras, que antigamente a sabedoria esotérica ensinava a cultivar árvores com alto poder energético protetor ao redor de cemitérios, prostíbulos, leprosários, manicômios e demais locais mentalmente infectados. Algumas plantas que o senhor Leadbeater e o VM Samael recomendavam são o eucalipto, o pinheiro e o floripôndio, além das árvores que pertencem ao Raio de Saturno (ou Raio da Morte), como os ciprestes, as quaresmeiras, os salgueiros etc. Esses elementais têm um grande poder áurico, capazes de expulsar qualquer tipo de entidade negativa. A aura dos eucaliptos, por exemplo, é de um rosado gracioso e é carregada de grande volume de prana; já a aura dos pinheiros é de um branco esplendoroso, que pode afugentar qualquer entidade da trevas…
No entanto, o mal que os cemitérios causa não é somente em âmbito energético, trata-se também de locais onde não raro existem templos de magia negra das piores espécies. Vejamos o que o VM Samael Aun Weor comenta a respeito dos cemitérios:
Por estranho que pareça para muitas pessoas, há nos cemitérios salões de magia negra situados dentro do plano astral. Esses tétricos salões aspiram toda a podridão do campo santo, e os magos negros de ditos salões utilizam para seus infernais propósitos todos os horríveis elementos do cemitério.
Existem no ambiente astral dos cemitérios muitos vampiros astrais que se nutrem das emanações cadavéricas e das podridões. Esses vampiros são utilizados pelos magos negros para causar dano a seus odiados inimigos.
Como a terra inspira e expele como nós, os cemitérios constituem grandes focos de infecção para as cidades. Dos cemitérios têm saído as grandes pestes, dos cemitérios têm saído o tifo e a varíola e toda classe de epidemias.
A terra de cemitério inspira oxigênio e expele epidemias. Os cientistas comprovaram que a terra inspira e expele, e, portanto, essas nossas asseverações são rigorosamente científicas. Chegou a hora de as autoridades sanitárias e saúde pública estabelecerem fornos de cremação em lugar dos cemitérios.
Os doentes estabelecerão em suas casas altares, onde porão nos belos y formosos “cofres” as cinzas de seus seres queridos, e nessas cinzas se manterão os laços entre os ascendentes e os descendentes.
Nos salões de magia negra dos cemitérios, os magos negros dispõem de verdadeiros enxames de entidades perversas e de átomos malignos para realizar suas operações de magia negra. Os magos negros desses salões põem a trabalhar sob suas ordens a milhões de almas perversas, cujos corpos têm sido enterrados no cemitério, e tudo isso faz com que os cemitérios sejam não só focos de epidemias físicas, senão também constituem focos de epidemias morais.
Cada átomo é um trio de matéria, energia e consciência, ou seja, cada átomo é uma inteligência atômica, e por consequência os átomos dos criminosos e dos malvados enterrados nos cemitérios constituem verdadeiras epidemias morais, concentradas especialmente nos cemitérios.
Esses átomos que nós respiramos nos cemitérios penetram em nosso organismo e formam suas colônias de maldade no espaço que separa o sistema objetivo de nosso sistema secundário ou grande simpático.
Se tivermos de “visitar” algum cemitério, recomenda-se colocar um pouco de pó de enxofre dentro dos calçados, pois a energia etérica desse elemento afasta poderosamente quaisquer entidades. E praticar muitos, muitos mantras de proteção
Essas colônias falseiam nossas próprias mentes e flutuam invisivelmente em nossa atmosfera astral, e ali ficam infectando-a como uma epidemia moral ou como inteligências que nos incitam a toda classe de maldades. Comumente, mais em tempo chuvoso são mais facilmente ativas essas colônias de átomos malvados dos cemitérios.
Os cemitérios são verdadeiros infernos de maldade, pranto e podridão. Os corpos etéricos dos desencarnados flutuam ao redor das tumbas, como esqueletos ou espectros horríveis, e constituem fonte de terror espectral para as almas atraídas por seus corpos físicos em estado de decomposição, rumo ao campo santo.
Os corpos etéricos vão se decompondo simultaneamente com os cadáveres e assumem as formas de horríveis espectros. Os tenebrosos dos salões de magia negra utilizam esses espectros para horrorizar as almas dos mortos, e até para atemorizar também os vivos. Esses são os inumeráveis casos de aparições espectrais que, através do tempo, se sucederam, muito apesar da já conhecida zombaria dos cronistas ignorantes e superficiais da época.
Esta frase dos analfabetos, de que ninguém pode saber do “telhado para cima”, ou de que “ninguém sabe do outro mundo, porque ninguém foi ali”, verdadeiramente só é possível entre os ignorantes da época.
(Esse trecho foi retirado do livro Medicina Oculta, de Samael Aun Weor)
Autor: Ali Onaissi (Jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnline)
Na lição passada prometi dar as chaves destas duas regras de ouro:
“Ao leão da Lei se combate com a balança”.
“Quando uma lei inferior é transcendida por uma lei superior, a lei superior lava a lei inferior”.
A solução destas duas regras de ouro encontra-se numa terceira, que diz assim:
“Faz boas obras para que pague tuas dívidas”.
Pois bem, imaginai uma balança. Em um dos pratos estão vossas boas ações e no outro vossas más ações e o carma correspondente.
Se o pratinho cármico inclina-se contra vós, então podeis combatê-lo pondo mais peso no pratinho das boas ações. Assim inclinareis a balança a vosso favor e assim liquidareis karma.
No mundo sutil existe um templo dos Senhores do Karma e o grande chefe desses Arcontes do Destino é o chacal. Este Grande Ser é o Juiz Supremo do tribunal cósmico. Ele tem a aparência de um homem com cabeça de chacal.
Quando temos capital acumulado no Banco Cósmico, pagamos nossa dívida e evitamos muita dor. Aqueles que diariamente vivem fazendo novos depósitos no Banco Cósmico sempre terão com que pagar suas velhas dívidas. Nisto de pagar dívidas há que se ter em conta a lei das analogias e correspondências. As analogias cármicas são combatidas com as analogias dármicas.
Karma e Dharma são duas palavras orientais que significam castigo e prêmio. De forma mais filosófica, diríamos má ação e má consequência; modificando-se as causas, modificam-se os efeitos, pois os efeitos nada mais são do que as causas reproduzidas de outra maneira. Vão fazer de vós um prisioneiro? Dai liberdade a outro. Um filho vosso vai ser desencarnado? Curai o próximo. Estais na miséria? Daí o que vos resta ao faminto e sacrificai todos vossos esforços em favor dos demais. Rogai em oração aos Senhores do Carma e sereis escutados.
Jamais esqueçais, amados discípulos, que a Justiça é a suprema piedade e a Lei, a suprema impiedade. Assim, vos ensinei as duas regras de ouro e vos expliquei como se pode liquidar carma.
O que tem, recebe e quanto mais dá, mais recebe; esta é a lei.
Porém aqueles que apenas fazem más obras, serão vítimas de suas próprias obras.
Por que sofrem as pessoas? Por que blasfemam contra Deus, se Deus não é culpado dos sofrimentos dos homens? Nós mesmos somos os criadores de nosso destino. Santifica-te, discípulo amado, santifica-te.
Há três coisas eternas na vida: a Lei, o Nirvana e o Espaço.
Agora entremos nas explicações e práticas da constelação de touro. O cortejo de estrelas que forma a constelação de Touro é a casa de Vênus, a estrela inefável do amor, a Vesper da aurora.
Touro rege a laringe e o pescoço. A laringe é também um útero sexual, onde é gerada a palavra. O órgão sexual da futura humanidade divina será a laringe criadora.
A palavra está intimamente relacionada com os quatro elementos da Natureza, por isso nos antigos templos de mistérios proibia-se aos Iniciados falar das velhas catástrofes da antiga Arcádia por temor de traze-las novamente à existência.
Os antigos hierofantes sabiam por demais que a palavra se encontra relacionada com os quatro elementos da Natureza e que falar de uma catástrofe é quase como evoca-la outra vez. Por isso, nunca os antigos iniciados falavam publicamente dos arcaicos cataclismos.
Uma palavra dura persegue-nos e cai mais tarde sobre quem a pronunciou como um raio de vingança.
Não se fornica somente com o ato sexual. Há outro gênero de fornicação: com a palavra.
O mau uso da palavra também é fornicação. A fornicação da palavra cria larvas e desgraças. Dói ver como as pessoas abusam da palavra e enchem o mundo de dor. A maledicência é a pior das blasfêmias.
Devemos realizar em nós mesmos a perfeição da palavra e da linguagem. Devemos compreender a responsabilidade da palavra. Devemos aprender o manejo do órgão sexual do verbo.
Tu não sentes a necessidade de aprender a manejar o verbo? Ouvi-me, amado discípulo, nós, os membros do sagrado Colégio de Iniciados, podemos criar qualquer coisa como o pensamento e materializa-la por intermédio da palavra.
Cuida-te muito ao mencionar nomes e sobrenomes. Quando tenhas de fazer algum relato, jamais menciones nomes e apelidos porque isso é maledicência.
Se és filósofo, podes combater as teorias, porém jamais fales da vida privada de seus líderes. Quando se fala de um líder fala-se sobre a sua doutrina, mas não se comenta jamais sua vida privada. Cada um consigo mesmo e a ninguém deve importar a vida privada dos demais.
É tão mau falar quando se deve calar, como calar quando se deve falar. Há vezes em que falar é um delito e há ocasiões em que calar também é delito. Há silêncios delituosos e há também palavras infames. Cada um deve falar quando lhe for devido falar e calar quando lhe for devido calar.
Cada um deve realizar em si mesmo a perfeição do verbo. Cada um deve realizar em si mesmo a sabedoria da palavra.
As pessoas perderam a noção da sinceridade. Hoje em dia as palavras humanas não levam a substância da sinceridade e as pessoas sofrem por falta de sinceridade. Hoje em dia as palavras humanas estão cheias de mentiras e hipocrisias.
Sabes tu o que são as palavra mentirosas? As palavras embusteiras engendram monstros.
Já viste alguma vez o nascimento de uma criança monstruosa? Pois, este é o karma da palavra falsa pronunciada em vidas anteriores. Nós admiramos muito a substância da sinceridade. À nossa ilha branca jamais poderia chegar o mentiroso.
Chegamos neste curso à constelação de Touro. Este signo governa o pescoço e aqui se verifica uma luta entre Vênus e Marte.
Vênus governa as glândula tireoide e Marte governa as paratireoides. É uma luta eterna entre Vênus e Marte. Enquanto umas glândulas produzem saliva as outras secam. Esta luta verifica-se em todo o nosso organismo.
Vênus relaciona-se com o amor e Marte como a guerra. O astrólogo deve aprender a manejar o cintilar das estrelas.
Sabeis de algum lugar onde reine a amargura? Quereis servir desinteressadamente? Sabeis de alguma pobre mulher abandonada a miséria por algum galã? Quereis ajuda-la? Escutai-me, amado discípulo, que vou ensinar a maneja r o cintilar de Vênus.
Sentai-vos em uma cômoda poltrona e fechai os vossos olhos.
Apartai da mente todo pensamento terreno e enfocai o pensamento em vosso Mestre Interno, orando assim:
Oração
“Meu Pai, tu que és meu verdadeiro Ser, te suplico como todo o meu coração e com toda a minha alma, que penetres no templo-coração da estrela de Vênus para que te prostres aos pés de Uriel e lhe peça o seguinte favor: (suplica-se o favor que se deseja).”
Em seguida o discípulo, saudando mentalmente o guardião da coluna da direita, dará um profundo suspiro e pronunciará a palavra de passe: Jakin. Em continuação, fará o mesmo com o guardião da coluna da esquerda e pronunciará a palavra de passe: Boaz, isto é, primeiro o suspiro profundo, depois se rogará a seu Mestre Interno dizendo-lhe: “Senhor, dá agora sete passos para o interior do templo para que faças a súplica, meu Pai, meu Senhor, meu Deus.”. Feita a súplica, pede-se com todo o coração a Uriel em coro de Anjos para realizar a obra. (Eles cantando criam).
Se o anjo de Vênus concede vossa petição, o coro de Anjos, que são seus filhos e que moram com ele no templo do núcleo da estrela Vênus, começará a cantar em linguagem sagrada para fazer o trabalho solicitado. Assim é como o Exército da Voz cria por meio do Verbo.
Qualquer observador profano, se observar o céu nesses instantes, poderá ver o planeta Vênus brilhando e resplandecendo de maneira intensificada e rara. O observador ficaria simplesmente espantado ao contemplar o original cintilar de Vênus nesses instantes.
As hierarquias cor de anil da estrela Vênus nos deram corpo causal ou corpo da vontade. Elas concedem o que pedimos, quando o Carma permite. Mas, se a súplica não chegar a ser concedida, então Uriel mostrará o relógio do destino e, neste caso, não lhe restará outro remédio que inclinar a cabeça diante do veredicto da Lei.
Existe no mundo atual uma grande quantidade de escolas que tentam realizar o mesmo milagre por meio da força mental, sem contar para nada com a aprovação dos senhores do Destino. Isso é pura e simplesmente legítima magia negra. A Mente Cristo trabalha de acordo com a Lei.
As ondas mentais negras não chegam aonde são envidas porque no mundo sutil existe uma multidão de elementais aéreos que bloqueiam e lhes interceptam a passagem. Também existem no espaço inumeráveis forças que desviam ou desintegram as ondas mentais destrutivas. Assim, pois, as ondas tenebrosas só podem causar dano quando a vítima não sabe amar ou perdoar.
Nosso sistema solar, chamado esotericamente de Sistema Solar de ORS, está diretamente ligado às estrelas das Plêiades, especialmente a Alcione
A força mental é absolutamente deficiente quando não trabalha com a força do Íntimo. O teurgo utiliza a força mental , unindo-a com o Íntimo. Essa é a mente crística. O teurgo apenas trabalha como os poderes divino de seu Anjo Interno e de sua Mente Cristo. Os Santos Mestres da Fraternidade Branca colaboram com o teurgo e com sua Mente Cristo. Os Gênios siderais realizam milagres com o raio da justiça quando o teurgo oficia no altar do Leão da Lei.
Prática
Sente-se o discípulo em uma cômoda poltrona. Feche os olhos, afaste da mente todo o pensamento, adormeça um pouco e focalize a mente para o interior, para o Íntimo, orando assim:
“Meu Pai, transporta-te agora à estrela principal de Touro. Entra pelas portas do templo-coração, fazendo as saudações que tu já sabes e roga ao gênio sideral dessa estrela, bem como aos seus Anjos, que se dignem a vir até mim para que preparem e curem minha laringe.”
Em seguida, o discípulo adormecido imagina ver a luz acumulada em sua cabeça descendo agora para a garganta, pronunciando ao mesmo tempo o mantram AOM. Com a vogal A imagina a luz descer da cabeça para a garganta, com a vogal O imagina a luz inundando a garganta e com a vogal M o discípulo exala o ar, como que expulsando as escórias que residem na garganta. Este mantra pronuncia-se quatro vezes.
Temos de advertir a nossos discípulos que as saudações tais como foram descritas quando falamos de Vênus, junto com as palavras de passe Jakin e Boaz, aplicam-se a todas as estrelas do céu.
Assim pois, os gênios da constelação de Touro virão, pessoalmente, despertar os poderes da laringe. Se o discípulo tem alguma enfermidade na laringe, pode solicitar a esses gênios de Touro para ser curado e eles o curarão. O discípulo também poderá aproveitar esses poderes para curar a outros.
O discípulo deverá vocalizar diariamente e por uma hora a vogal E, assim: EEEEEEE.
O som vibratório desta vogal despertará o poder do ouvido oculto.
A vogal E faz vibrar a glândula tireoide, a qual é o centro do ouvido mágico.
A vogal E também desenvolve a clarividência do corpo mental.
A vogal E faz vibrar o corpo mental, nos dá o sintetismo conceitual e o poder para penetrar no sentido íntimo das palavras.
Tipo Astrológico de Touro
Touro é de natureza venusiana. Os nascidos sob o signo de Touro são, por isso, de natureza venusiana e amorosa. Amam muito no amor e passam sempre grandes decepções.
Os taurinos são mansos e laboriosos como o boi, que simboliza a esse grupo de estrelas, porém são, às vezes, agressivos como o touro. São tenazes e glutões, românticos e sensuais. Amam a música, a dança (o baile) e a beleza. Têm disposição para toda classe de artes manuais.
Da genialidade de um artesão italiano nasceram os mais perfeitos instrumentos de corda de todos os tempos. Afinal, qual é a real magia que envolve o luthier Antonio Stradivari e seus violinos, violoncelos e violas? Por que o som desses instrumentos fascina e penetra no mais profundo dos ouvintes? Terá ocorrido algo de mágico na vida de Stradivarius – nome latinizado do luthier – para que ele criasse verdadeiras obras-primas do mundo musical?
Para quem fazia violinos, violas e celos, é incrível que Stradivari continue insuperável até hoje. Dos quase 1.100 instrumentos feitos por ele, pouco mais de 600 chegaram até nossos dias, e são conhecidos como Stradivarius. Esse grande luthier (fabricante de instrumentos de corda com caixa de ressonância) nasceu em Cremona, ao norte da Itália, por volta de 1644, região famosa por revelar diversos artesãos conhecidos por fabricar os melhores violinos do mundo. As técnicas eram passadas de pai para filho, e por inúmeras gerações os seus luthiers fizeram grandes instrumentos.
O Segredo dos Stradivarius
Sobre os fatos históricos conhecidos, pode-se estudar o livro Stradivarius, de Toby Faber. No entanto, o que nos interessa é investigar os aspectos “ocultos” dos Stradivarius.
Certa vez, o venerável mestre Samael conversava com um discípulo seu, numa praça no México. Os dois tomavam um sorvete enquanto dialogavam, e a conversa foi muito demorada. Alguém tirou a foto dos dois e em seguida perguntou ao Mestre por que dessa conversa demorada e acalorada. O Mestre respondeu que aquela pessoa, de nome Moisés Rodríguez, era a reencarnação do famoso luthier italiano Stradivarius.
Bem, passaram-se os anos e, numa bela noite, Samael e sua família e discípulos estavam jantando em sua casa, entre eles um dos secretários particulares do Mestre, quando alguém bateu à porta. O próprio mestre Samael fez questão de atender ao chamado. Passados alguns minutos, o mestre retorna à sala de jantar, porém sem sua camisa. Veste-se com outra camisa e volta ao jantar. Ele, Samael, comenta que havia um mendigo que pedia esmolas, e o único que Ele tinha no momento era a sua melhor camisa, que ele havia doado a esse mendigo.
Após o jantar, o mestre Samael confidencia ao seu secretário particular (que na época era o senhor Tony Maldonado, esposo de Isis, uma das filhas de Samael) quem era na verdade aquele pobre mendigo: era ninguém menos que o bodhisatva de um grande mestre do Raio de Vênus e da Música, chamado Rei Konuzion. Muito degenerado, sim, mas esse mendigo ainda se lembrava de quem ele era, porém não lhe interessava – ainda não, por enquanto – voltar à Senda Iniciática.
Em uma ocasião futura, o Mestre Samael perguntou se Tony se lembrava daquele indivíduo que estava tomando sorvete com Ele, de nome Moisés Rodríguez, e o secretário afirmou que sim, que lhe foi explicado que aquele personagem era a reencarnação do famoso Stradivarius. Bem, o Mestre explicou que ainda havia mais coisas sobre essa história toda de Stradivarius, e que Tony saberia de tudo no seu devido tempo.
Samael contou que o luthier aprendeu certos “segredos iniciáticos” de um misterioso homem que lhe apareceu em sua oficina, em Cremona. Esse misterioso indivíduo era ninguém menos que o bodhisatva caído do grande rei Konuzion. Tal mestre, que, repito, pertencia ao Raio de Vênus, e, portanto, também do Raio da Música, era um grande expert em instrumentos sagrados. Intuitivamente, o secretário perguntou a Samael por que Ele estava confidenciando todas essas informações justamente com ele. O Mestre disse, fixando Seus olhos nos dele: “Porque VOCÊ é a alma gêmea desse grande mestre, portanto, você também pertence ao Raio de Vênus!”
Samael (à direita) e Moisés Rodríguez, bodhisatva de Stradivarius
Konuzion e os Instrumentos Sagrados
A história do Rei Konuzion, que viveu nos primórdios de nossa Raça Ária, mais precisamente na primeira Sub-Raça Ariana, que se desenvolveu nos planaltos tibetanos, de acordo com Samael foi a seguinte, como podemos ler no texto Música, Meditação e Iluminação (ou, Mensagem de Natal 1965), de autoria do VM Samael:
“Velhas tradições arcaicas dizem que o conhecimento relativo à sagrada Heptaparaparshinokh (a Lei do Sete), foi revivido muitos séculos depois da catástrofe da Atlântida, por dois santos irmãos iniciados chamados Choon-kil-tez e Choon-tro-pel, os quais atualmente se encontram no Planeta Purgatório, preparando-se para entrar no Absoluto.
Em linguagem oriental, diz-se que o Planeta Purgatório é a região de Atala, a primeira emanação do Absoluto. Esses dois santos eram irmãos gêmeos. O avô desses dois iniciados foi o Rei Konuzion, que governou sabiamente o antiquíssimo país asiático chamado, naquela época, Maralpleicie.
O avô Rei Konuzion descendia de um sábio iniciado atlante, membro distinto da Sociedade de Akhaldam, sociedade de sábios que existiu na submersa Atlântida antes da segunda catástrofe Transapalniana. Os dois sábios e santos irmãos viveram os primeiros anos de sua vida na arcaica cidade de Gob, no país chamado Maralpleicie, porém tempos depois se refugiaram no país que mais tarde se chamou China.
Os dois irmãos iniciados viram-se obrigados a emigrar, saindo de sua terra natal quando as areias começaram a sepultá-la. Gob foi sepultada pelas areias e hoje esse lugar é o Deserto de Gobi.
Os dois irmãos, a princípio, só se especializaram em medicina. Porém, depois, tornaram-se grandes sábios e viveram no lugar que mais tarde se chamou China. Coube a esses irmãos iniciados a alta honra de haverem sido os primeiros investigadores do ópio. Os dois irmãos descobriram que o ópio consiste de sete cristalizações independentes subjetivas com propriedades bem definidas.
Com trabalhos posteriores, demonstraram que cada uma dessas sete cristalizações independentes consistia, por sua vez, de outras sete propriedades ou cristalizações subjetivas independentes e estas, por sua vez, de outras sete, e assim sucessiva e indefinidamente.
A papoula atrai as altíssimas vibrações das Dimensões Superiores, por isso recomenda-se plantá-la e atrair bênçãos para a casa
Puderam comprovar que existe íntima afinidade entre a música e a cor. Por exemplo, um raio colorido correspondente dirigido sobre qualquer elemento do ópio transformava-o em outro elemento ativo. Obtinha-se o mesmo resultado se, em lugar de raios coloridos, dirigiam-se as correspondentes vibrações sonoras das cordas de um instrumento musical conhecido naquela época com o nome de Dzendveokh. Verificou-se cientificamente que se fizermos passar qualquer raio colorido através de qualquer elemento ativo do ópio, este mesmo raio toma outra cor, a saber, a cor cujas vibrações correspondem às vibrações do elemento ativo.
Ao se fazer passar qualquer raio colorido através das vibrações das ondas sonoras das cordas do Dzendveokh, aquele toma outra cor correspondente às vibrações manifestadas por meio da corda dada.
O Dzendveokh foi um aparelho de música formidável, com o qual se logrou verificar o poder das notas musicais sobre o ópio e em geral sobre todo o criado.
O ópio é extraído do látex leitoso da cápsula da papoula ou dormideira
Se um raio colorido definido e vibrações sonoras definidas com inteira exatidão fossem dirigidos sobre qualquer elemento ativo do ópio, escolhido entre os que possuíam menor número de vibrações que a totalidade das vibrações do raio colorido e o mencionado som, o elemento ativo do ópio se transformava em outro elemento ativo do ópio.
É interessante saber que as sete cristalizações subjetivas do ópio se correspondem a outras sete e estas a outras sete, e assim sucessivamente.
É também interessante saber que a escala musical setenária se corresponde com as setenárias cristalizações subjetivas do ópio.
Rei Konuzion
Muitas experiências comprovaram que a cada classificação setenária subjetiva do ópio correspondem escalas setenárias subjetivas do subconsciente humano.
Se a música pode agir sobre as cristalizações setenárias do ópio, é lógico pensar que também pode agir sobre as correspondentes classificações setenárias subjetivas do homem.
O ópio é maravilhoso, pois capta todas as potentes vibrações do Protocosmo Inefável. Desgraçadamente, as pessoas têm utilizado o ópio de forma danosa e prejudicial para o organismo. São muitos aqueles que empregaram o ópio para fortalecer as propriedades tenebrosas do Abominável Órgão Kundartiguador.
Muitos séculos depois do Sagrado Rascooarno (morte) dos irmãos santos, houve um rei muito sábio que, baseando-se nas mesmas teorias dos dois iniciados mencionados, construiu um instrumento musical chamado Lav-Merz-Nokh, com o qual pôde verificar muitas maravilhas relacionadas com a música.
O maravilhoso de tal aparelho musical é que tinha 49 cordas, sete vezes sete, correspondentes às sete vezes sete manifestações da energia universal. Este aparelho foi formidável, tinha sete oitavas musicais que estavam relacionadas com as sete vezes sete formas de energia cósmica.
Assim foi como a raça humana daquela época conheceu, em carne e osso, o Hanziano Sagrado, o som Nirioonissiano do mundo.
Todas as substâncias cósmicas que surgem de sete fontes independentes estão saturadas pela totalidade de vibrações sonoras que o mencionado aparelho de música podia fazer ressoar no espaço.
Comparando as vibrações no corpo de um Stradivarius e em outro violino
Não esqueçamos jamais que o nosso Universo está constituído de sete dimensões e que cada uma destas tem subplanos ou regiões. O aparelho musical construído pelo rei Too-toz fazia vibrar intensamente todas as sete dimensões e todas as 49 regiões energéticas.
Atualmente, já temos música revolucionária formidável e maravilhosa, baseada no Som 13, mas necessitamos com urgência de aparelhos de música como o do Rei Too-Toz.
Necessitamos vivificar as vibrações do som Nirioonissiano do nosso mundo para vivificar as fontes cósmicas das substâncias universais e iniciar com êxito uma nova era. O mundo foi criado com a música, com o verbo, e devemos sustentá-lo e revitalizá-lo com a música, com o verbo.
A santa Lei Sagrada do Heptaparaparshinokh serve de fundamento a toda setenária escala musical. É urgente que todos os irmãos gnósticos compreendam a necessidade de estudar música. É urgente que todos os irmãos gnósticos cantem sempre as cinco vogais: I… E… O… U… A…”
Bem, até aqui, o texto de Samael Aun Weor. Mas a história não pára por aqui. Esse rei caiu na Roda do Samsara, involuiu por duas razões: pelo sexo e por ter ajudado a difundir o conceito de Bem e Mal entre os arianos, um conceito errôneo difundido por outro sábio da Sociedade Akhaldam.
De encarnação em encarnação, Konuzion conheceu Antonio Stradivari e ensinou-lhe alguns segredos da Escala Setenária do Heptaparaparshinokh. Ensinou Stradivari a construir um instrumento que tocasse e penetrasse nos mais profundos níveis dos 49 estratos de nossa mente.
Esses segredos morreram juntamente com Stradivarius, mas podemos apreender algumas conclusões, pesquisando cientificamente os instrumentos criados pelo mestre luthier: proporções áureas, madeira embebida com água salgada e outros produtos desconhecidos, fundo listrado e ranhuras no fundo da caixa de ressonância, formatos distintos do braço, do apoio, da voluta, da barra harmônica, da abertura acústica… enfim, uma série de características que se harmonizavam com as Leis Cósmicas do Heptaparaparshinock (ou Lei Cósmica do Sete).
Teríamos muito mais para contar sobre os Instrumentos Sagrados, porém falaremos em outros textos do GnosisOnline. Para finalizar este interessantíssimo texto sobre Stradivarius e o rei Konuzion, transcrevo a seguir a relação que o mestre Samael teve com o instrumento sagrado Lav-Merz-Nokh. Esse instrumento, também batizado com o nome de Aya-Attapán, segundo o próprio Samael era muito utilizado nos templos shaolin para as práticas de meditação profunda.
Samael ensinou:
Texto 1
Faz-se urgente e improrrogável dominar a mente. Devemos dialogar com ela, recriminá-la, açoitá-la com o látego da vontade e fazê-la obedecer. Esta didática pertence à Segunda Joia do Dragão Amarelo. Meu real Ser, Samael Aun Weor, esteve reencarnado na antiga China e chamou-se Chou-Li.
Fui iniciado na Ordem do Dragão Amarelo e tenho ordens de entregar as Sete Joias do Dragão Amarelo a quem despertar a consciência, vivendo a Revolução da Dialética e conseguindo a Revolução Integral. Antes de tudo, não devemos nos identificar com a mente, se é que queremos tirar o melhor partido da segunda joia. Se continuamos nos sentindo mente, se dizemos “estou raciocinando, estou pensando”, estamos afirmando um despropósito, e não estamos de acordo com a doutrina do Dragão Amarelo porque o Ser não precisa pensar e não precisa raciocinar.
Quem raciocina é a mente. O Ser é o Ser e a razão de ser do Ser é o próprio Ser. Ele é o que é, o que sempre foi e o que sempre será. O Ser é a vida que palpita em cada sol. O que pensa não é o Ser. Quem raciocina não é o Ser. Nós não temos encarnado todo o Ser, mas temos uma parte do Ser encarnada, que é a Essência, ou budhatta, isso que há de alma em nós, o anímico, o material psíquico. É necessário que esta essência vivente se imponha sobre a mente.
Aquilo que analisa em nós são os eus. Os eus nada mais são do que formas da mente, formas mentais que têm de ser desintegradas e reduzidas a poeira cósmica.
Estudemos neste momento algo muito especial. Poderia se dar o caso de que alguém dissolvesse os eus, os eliminasse. Poderia também se dar o caso de que esse alguém, além de dissolver os eus, fabricasse um corpo mental.
Obviamente, teria adquirido individualidade intelectual. Mas teria que se libertar até mesmo desse corpo mental, porque por mais perfeito que ele fosse, também raciocinaria, também pensaria, e a forma mais elevada de pensar é não pensar. Quando pensamos, não estamos na forma mais elevada de pensar.
O Ser não precisa pensar. Ele é o que sempre foi e o que sempre será. Assim, em síntese, temos de submeter a mente, interrogá-la… Não precisamos submeter as mentes alheias porque isso é magia negra. Não precisamos dominar a mente de ninguém porque isso é bruxaria da pior espécie. O que precisamos é submeter a nossa própria mente, dominá-la…
Durante a meditação, repito, surgem duas partes: a que está atenta e a que está desatenta.
Precisamos nos tornar conscientes do que há de desatento em nós. Ao nos fazermos conscientes, poderemos evidenciar que o desatento tem muitos fatores. Dúvida, há muitas dúvidas. São muitas as dúvidas que existem na mente humana. De onde vêm essas dúvidas?
Texto 2
É urgente compreender a fundo as técnicas da meditação. Hoje explicaremos sobre o Vazio Iluminador. Ao iniciar este tema me vejo obrigado a narrar por mim mesmo e de forma direto, o que sobre o tema eu pude verificar diretamente. Creio que os que escutem esta fita, estão informados sobre a maravilhosa Lei da Reencarnação, pois é ela o fundamento do seguinte relato:
Quando a Segunda Sub-Raça de nossa atual grande Raça Ária florescia, na China antiga, eu estava reencarnado ali, então me chamava Chou-Li. Obviamente, fui membro da dinastia Chou. E naquela existência, eu era membro ativo da ordem do Dragão Amarelo, é e claro que em tal ordem pude aprender claramente a ciência da meditação.
Todavia vem a minha memória aquele instrumento maravilhoso denominado Aya Attapán, que tem 49 notas. Bem sabemos que é a sagrada lei do eterno Heptaparaparshinock, ou seja, a Lei do Sete. Indubitavelmente, sete são as notas da escala musical, mas se multiplicamos o sete por sete, obteremos quarenta e nove notas colocadas em sete oitavas.
Os irmãos nos reuníamos na sala de meditação, juntávamos nossas pernas, nos sentávamos em estilo oriental, com as pernas cruzadas, colocávamos as palmas das mãos de tal forma que a direita caía sobre a esquerda, sentávamos em círculo no centro da sala, cerrávamos os olhos e em seguida colocávamos muita atenção na música que certo irmão tocava no cosmo e em nós. Quando o artista fazia vibrar a primeira nota, estava em Dó. Todos nos concentrávamos.
Quando fazia vibrar a seguinte nota, em Ré, a concentração se fazia mais profunda, lutávamos com os diversos elementos subjetivos que em nosso interior carregávamos; podíamos recriminá-los, podíamos ver a necessidade de guardar um silêncio absoluto, não está demais recordar a vocês, queridos irmãos, que os elementos indesejáveis, constituem o ego, o eu, o mim mesmo, são um todo de entidades diversas, personificando erros.
Quando vibrava a nota Mi, penetrávamos em nossa terceira zona do subconsciente e nos enfrentávamos com a multiplicidade, pois, destes diversos agregados psíquicos, que em desordem brigam dentro de nosso interior, que impedem a quietude e o silêncio da mente, nos recriminávamos, tratávamos de compreende-los, quando o conseguíamos penetrávamos um pouco mais fundo, em lá nota Fá. É óbvio que novas lutas nos esperam com tal nota.
Amordaçar a todos esses demônios do desejo que nos levamos dentro, não é tão fácil, obrigar-lhes a guardar silêncio e quietude não é coisa fácil, mas com paciência nos lográvamos, e assim prosseguíamos com cada um das notas da escala musical, em um oitava mais elevada, prosseguíamos com o mesmo esforço e assim pouco a pouco, enfrentando-nos aos diversos elementos inumanos que em nosso interior carregamos, lográvamos por fim amordaça-los a todos nos 49 níveis do subconsciente e então a mente ficava quieta e é no mais profundo silêncio.
Este era o instante em que a Essência, a alma, o mais pura que dentro temos, se escapava, para experimentar real, assim penetrávamos no Vazio Iluminador. Assim o Vazio Iluminador havia irrompido em nós; movíamos no Vazio Iluminador lográvamos conhecer as Leis da natureza em si mesmas, tal qual são e não como aparentemente são.
Neste mundo tridimensional de Euclides, só se conhece causas e efeitos mecânicos, mas não as Leis Naturais em si mesmas; mas no Vazio Iluminador elas são ante nos como realmente são, podíamos perceber este estado com a consciência, com os sentidos superlativos do Ser, as coisas em si; no mundo dos fenômenos físicos somente percebemos a realidade da aparência das coisas, ângulos, superfícies, mas nunca um corpo inteiro, de forma integral.
Assim o pouco que percebemos se esfumaça, não podia perceber que quantidade de átomos, por exemplo, tem uma mesa ou uma sala etc., mas no Vazio Iluminador percebemos as coisas em si, tal qual são integralmente, no momento que nos achamos assim submergidos dentro do grande Vazio Iluminador podemos escutar a voz do Pai que está em secreto. Indubitavelmente neste estado nos achamos no que poderia denominar arrebatamento, o êxtase, a personalidade cai num estado passivo, sentada lá na sala de meditação.
Os centros emocional e motor se integram com o centro intelectual formando um todo único receptivo, de maneira que as ondas de tudo aquilo que vivenciamos do Vazio, circulando pelo Cordão de Prata, eram recebidas pelos três centros: intelectual, emocional e motor.
Repito: quando o Samadhi concluía, regressávamos ao interior do corpo, conservando a recordação de tudo aquilo que havíamos visto e ouvido. Sem perda de tempo, quero lhes dizer, o primeiro que há de deixar para poder submergir-se, por muito tempo, no Vazio Iluminador é o medo, o eu do temor deve ser compreendido, já sabemos que sua desintegração se faz possível suplicando à Divina Mãe Kundalini, em forma veemente, ela eliminará tal eu.
Um dia qualquer, não importa qual, estando-me no Vazio Iluminador, mais além da personalidade, do eu, e da individualidade, submergido nisso que poderíamos chamar o “Tao” senti que era tudo o que é, tem sido e será, experimentei a unidade da vida, livre de seu movimento: então era a flor, era o rio que corre cristalino, entre seu leito de rocha, cantando em sua linguagem deliciosa, era o ar, que se precipita nos fundos insondáveis, era o peixe que navega deliciosamente entra as águas, era a lua, era os mundos, era tudo o que é, tem sido e será.
Os sentimentos do mim mesmo, do eu, se pude deter em si, senti que me aniquilava, que deixava de existir como indivíduo, que era tudo menos um indivíduo, o mim mesmo tendia a morrer para sempre. Obviamente me lembro do indizível terror eu voltei a forma. Novos esforços me permitiram então a irrompimento do Vazio Iluminador, outra vez eu voltei a sentir-me confundido com tudo, uma pessoa como eu, como indivíduo, havia deixado de existir.
Esse estado de consciência se fazia cada vez mais e mais profundo, de tal forma que qualquer possibilidade para a existência se acabava, para a existência individual, sentia definitivamente que irá a desaparecer; não pude resistir mais, voltei a forma; num terceiro intento tampouco o pude resistir, voltei a forma; desde então sei que para experimentar o Vazio Iluminador e para sentir o Tao, em si mesmo se necessita eliminar o eu do temor, isso é indubitável.
Entre os irmãos da Ordem Sagrada do Dragão Amarelo, o que mais se distinguia foi meu amigo Chang, ele vive nesses planetas do Cristo, onde a natureza não é perecedora e jamais muda, pois há duas naturezas, a perecedora e cambiante, mutável, e a imperecedora, que jamais muda, e esta é imutável. Nos Planetas do Cristo existe a natureza eterna, imperecedora e imutável.
Um dia, o praticante da meditação profund irá “romper a bolsa” e entrar em Samadhi, a União com o TAO
Ela vive em unidade com esses Mundos do Senhor, o Cristo resplandece nela. Se liberar tem várias idades, meu amigo Chang vive ali naquele distante planeta com um grupo de irmãos que como ele também se liberaram. Conheci então os Sete Segredos da Ordem do Dragão Amarelo. Quisera ensinar-vos, porém com grande dor me dói quando os irmãos de todas as latitudes não estão preparados para poder recebê-las, e isto é lamentável.
Também sei que olho por olho não é possível utilizar os 49 sons do Aya-Atapán, porque esse instrumento musical já não existe, muitas involuções desse instrumento existem, porém são diferentes, não têm as sete oitavas. Involuções desse instrumento são todos os instrumentos de corda, como o violino, a guitarra, e também o piano.
Assim, é possível chegar à experiência do Vazio Iluminador. Um sistema prático e simples que todos os irmãos podem praticar. Vou ditar-lhes agora mesmo a técnica, ponham atenção:
Sentem-se no estilo oriental, com as pernas cruzadas, mas sem serem obrigados porque sois ocidentais. Esta posição resulta para vocês muito cansativa, então sentais comodamente num cômodo confortável no estilo ocidental, colocando a palma da mão esquerda aberta, a direita sobre a esquerda, quero dizer o dorso da palma da mão direita sobre a palma da mão esquerda, relaxem o corpo o máximo possível e logo inalem profundamente, muito devagar , ao inalar imaginem que a energia criadora sobe pelos canais espermáticos até o cérebro, exale curto e rápido, ao inalar pronunciem o mantra HAAAAAMMMM, ao exalar pronunciem o mantra SAAHH.
Indubitavelmente, inala-se pelo nariz, se exala pela boca; ao inalar há de se mantralizar a sílaba sagrada HAAMM, mentalmente pois se está inalando pelo nariz, mas ao exalar-se poderá articular a sílaba SAAAHHH em forma sonora; Ham se escrevem com as letras H-A-M. Sah se escreve com as letras S-A-H…
A inalação se faz lenta; a exalação, curta e rápida. Motivos: Obviamente a energia criadora flui em todo sujeito desde dentro para fora, quer dizer , de maneira centrífuga; mas nós devemos inverter esta ordem com fim de superação espiritual; deve nossa energia fluir de forma centrípeta, quero dizer, de fora para dentro. Indubitavelmente se inalamos devagar, lento, fluira a energia criadora de forma centrípeta, de fora para dentro.
Se exalarmos curto e rápido, então se fará cada vez mais centrípeta esta energia. Durante a prática não se deve pensar absolutamente em nada, os olhos devem estar cerrados profundamente, só vibrará em nossa mente o HAAAMMM, SAAAHHH e nada mais.
À medida que se pratique a inalação, se vai fazendo mais longa e a exalação muito curta e rápida.
Grandes Mestres da Meditação chegam a tornar a respiração pura inalação, então a colocam em suspensão; impossível isto para os indivíduos, porém real para os místicos e em tal estado o Mestre participa do Nirvi-Kalpa-Samadhi, ou no Maha-Samadhi, vem o irrompimento do Vazio Iluminador , se precipitam nesse Grande Vazio, onde nada vive e onde somente se escuta a palavra do Pai que está em secreto.
Com esta prática se consegue o irrompimento do Vazio Iluminador, na condição de não pensar em absolutamente nada, não deve admitir na mente nenhum pensamento, nenhum desejo, nenhuma recordação, a mente ficar completamente quieta por dentro por fora e no centro.
Qualquer pensamento, por insignificante que seja, é óbice para o Samadhi, para isto em si mesmo, esta ciência da meditação, combinada com a respiração produz efeitos extraordinários.
Ali Onaissi (Jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnLine)
Paramahansa Yogananda, um dos grandes difusores da sabedoria iogue no Ocidente, ensinou sobre a Mãe Divina:
Toda mulher deveria ser um instrumento do amor da Mãe Divina, sentindo o mesmo amor pelo mundo inteiro. Ao inspirar os homens por meio de semelhante amor, a mulher oferece a maior bênção que possui.
Uma mulher cheia de ódio e ira verá essas mesmas qualidades no homem. É por isso que toda mulher deveria evitar deixar-se levar por seus estados de ânimo, mantendo-se sempre livre de toda emoção equivocada. Isso porque, quando é vítima do ciúme ou do ódio, a mulher perde a qualidade intuitiva, o dom especial que Deus lhe concedeu. Minha mãe, por exemplo, possuía uma grande intuição, porque sua mente era livre de todo ciúme, ódio e ira.
Todas as mães estão destinadas a ser uma manifestação do amor incondicional de Deus. Mas as mães humanas são imperfeitas; somente a Mãe Cósmica é perfeita. Quando vejo a cegueira de algumas mães humanas, penso: “Este não é, na verdade, o amor ilimitado da Mãe Divina”. Quando o amor de uma mãe alcança um grau de perfeição tal que não há mais nem limitação nem qualquer anseio de posse, ele se converte no amor da Mãe Divina.
A mãe deve oferecer seu amor maternal a todos por igual, e não apenas aos próprios filhos. “Mas não é possível acudir a todos os seres do mundo e oferecer-lhes tal amor”, poderão dizer. Existe, no entanto, um caminho mais fácil para desenvolver o amor incondicional. Ao meditar, concentre-se no coração e afirme: “Sinto Deus como a Mãe Divina”. Depois, ao tomar consciência desse grande Amor, irradie-o mentalmente a todas as criaturas da terra.
Acaso o amor humano não é uma expressão do Amor Divino?
Dessa forma, em vez de objeto de tentação, irá convertê-las em objeto de inspiração. Bendigo todas as mães, e lhes digo: Abarque todos os seres no amor que Deus pôs em seu coração! Deve sentir-se orgulhosa de que a Mãe Divina tenha assumido sua forma no intuito de oferecer um amor tangível ao mundo, não apenas a seus filhos, mas a todas as criaturas da terra. Deveria esforçar-se para lembrar sempre o fato de que o amor divino que flui através de você é incondicional. Não é seu amor, mas o amor da Mãe Divina que mora em seu interior.
Seu orgulho maternal não deveria limitá-la nem torná-la possessiva; só assim será verdadeiramente bendita, e dirá: “Sinto-me orgulhosa não só por ter um ou dois filhos, mas por todos os filhos que tenho espalhados pela terra”. Somente então, conseguirá identificar-se com a Mãe Divina.
A mãe que considera todos como seus próprios filhos não é apenas uma mãe mortal; uma mulher como essa converte-se na Mãe Imortal. Isso aconteceu com todas as santas que realizaram a seguinte verdade: “O amor que sentia por meus entes queridos, sinto-o agora por todos. Sei que não sou este corpo; sou a Mãe Divina onipresente”.
Reflita sobre aquilo em que você pode converter-se: em lugar de uma simples mulher, pode ser a Mãe Divina! E por que não? Ela a criou à sua semelhança, e você deve manifestar Sua imagem por meio de seu amor por todos.
O amor incondicional ao qual me refiro não é um amor cego. Não se trata de ignorar os erros de um filho, mas de amá-lo apesar de suas faltas. Não deve desconhecer suas ações erradas, nem apoiá-las. Mesmo aceitando ardentemente o amor de meu pai e de minha mãe, nem por isso deixei de notar os defeitos de ambos. Meu pai era excessivamente rigoroso, e minha mãe, excessivamente doce.
Foi assim que compreendi, pela primeira vez, a verdade de que cada pai deveria amenizar sua razão com certa dose de amor, enquanto cada mãe deveria equilibrar seu amor com a razão. No meu Mestre, em compensação, havia a severidade do pai e a bondade da mãe, sem a cegueira de nenhum dos dois. E verá nela a sua própria mãe. Para mim, agora, toda mulher é mãe.
Todos nós, sem exceção, temos uma Mãe Divina dentro de nós, uma expressão do Amor de Deus
Todas as relações humanas nos foram dadas não para idolatrá-las, mas para idealizá-las. Se você puder aprender a considerar sua mãe como uma manifestação do amor incondicional da Mãe Divina, quando ela se for, encontrará conforto ao se lembrar de que a mãe terrena era apenas a forma em que a Mãe Divina veio morar entre vocês por um breve tempo.
E se tiver perdido a mãe, deve encontrar a Mãe Divina oculta além dos céus. Jamais poderá perder a Mãe Suprema. A mãe que você amou era somente a manifestação da Mãe Cósmica; ela veio velar por você durante certo tempo, para depois fundir-se novamente no ser da Mãe Divina. Como conheço bem essa verdade! E como tive de sofrer para aprendê-la!
Minha mãe terrena era tudo para mim; minhas alegrias despertavam e dormiam no firmamento de sua presença. Lembro-me de uma viagem para casa, durante a qual senti intuitivamente que ela havia falecido; ao chegar à estação ferroviária, corri ao encontro do meu tio, e perguntei-lhe: “Ela ainda vive?” Como fiquei aliviado quando ele respondeu afirmativamente! Se tivesse confirmado meus temores, eu estava disposto a me jogar debaixo das rodas do trem.
No entanto, os acontecimentos demonstraram que meu tio não havia dito a verdade, temendo uma reação drástica de minha parte. Quando soube que minha mãe estava morta, comecei a procurar por todos os lados os seus olhos amorosos, até que as estrelas se converteram em olhos negros que me contemplavam… Mas não eram aqueles olhos que eu amava. Descrevi essa busca em um de meus poemas; não me foi possível encontrar nenhum conforto até que…
Buscando incansavelmente minha mãe desaparecida, Encontrei finalmente a Mãe Imortal. Na Mãe Cósmica Encontrei o amor que havia perdido, Ao perder minha mãe terrena. Buscando incessantemente, Nos incontáveis olhos negros da Mãe, Encontrei aqueles olhos negros desaparecidos.
Foi então que, ao perguntar à Mãe Divina: “Por que arrancou do anel do meu coração o diamante do amor de minha mãe?” Ela me falou de Seu amor onipresente. Parte do que me disse aparece na continuação:
Arrebatei-lhe aqueles olhos negros
que o aprisionavam,
para que pudesse encontrar
esses mesmos olhos
nos Meus olhos,
e no terno olhar
de todas as mães de olhos negros;
e para que pudesse perceber
em todos os olhos negros
só a sombra
dos Meus olhos.
O aspecto materno de Deus se expressa em toda a Criação, dentro e fora do ser humano, e podemos sentir nossa Mãe Divina como Amor, Santidade e Abundância
Se lhes fosse possível experimentar o encantamento que se apoderou do meu Ser quando senti que aqueles olhos negros de minha Mãe me contemplavam de todos os lugares, de cada partícula do Espaço! Que bela foi essa experiência! Todo o meu pesar converteu-se em gozo.
Se rezar profundamente, como lhe disse, receberá uma resposta audível. As suas orações ainda não são suficientemente profundas. Mas quando rezar com o coração, elevando incessantemente o seu chamado – com a determinação de não parar de rezar até receber uma resposta – a Mãe Divina lhe responderá.
E verá nela a sua própria mãe. Para mim, agora, toda mulher é mãe. Vejo, inclusive, em todo lugar onde se possa apreciar a mínima manifestação de bondade, a Mãe.
Mãe Divina, ainda que eu seja um mau filho, sou teu filho
Quando pensa em Deus como seu Pai ou Mãe, você compreende por que Ele nunca abandona ninguém, e como é possível perdoar até o maior pecador. Sempre que considere seus pecados incomensuráveis, sempre que o mundo lhe diga que você não vale nada, recorra a Deus em seu aspecto materno.
Diga: “Mãe Divina, ainda que eu seja um mau filho, sou teu filho”. Quando nós recorremos a seu aspecto natural, Deus nada pode dizer; nós o derretemos. Mas não me interprete mal. Ele não o apoiará se continuar errando. Ao mesmo tempo que você apela à Mãe Divina, é necessário que renuncie às suas más ações.
Há uma grande sabedoria na prática da “confissão”. Ela não apenas limpa a sua consciência, mas também clareia a sua posição: faz-lhe ver o que deve fazer e o que deve evitar. Assim, por exemplo, quando recorremos a um médico, devemos relatar-lhe tudo o que diz respeito à nossa doença, e ele nos prescreverá um tratamento; se seguirmos suas instruções, ficaremos curados.
Se, porém, continuarmos atuando erroneamente de vez em quando, nunca recuperaremos a saúde. O mesmo acontece com a confissão espiritual. Conheço um rapaz que costumava dizer: “Posso fazer o que me agrada, já que na próxima semana, quando me confessar, serei perdoado”. Esse é um enfoque equivocado da confissão. Se, ao se confessar, você não renunciar simultaneamente ao mal, nunca obterá o perdão.
(Paramahansa Yogananda, falando de sua própria Mãe Divina)
Com o maior prazer me dirijo a este grupo de irmãos, desejando saudá-los tanto aqui no mundo físico quanto também nos Mundos Superiores, onde todos os presentes aqui nos conhecemos…
Certamente, a Gnosis vem preencher uma necessidade nesta Era de Aquárius, esta Era que começou exatamente no dia 4 de fevereiro de 1962, entre 2 e 3 horas da tarde. Houve um “engarrafamento do trânsito celeste, na Constelação do Aguador, e os observatórios de todos os países da Terra puderam ver esse evento cósmico.
Dessa forma, não se trata de uma afirmação a priori, sem documentação de nenhuma espécie, foi um evento concreto e real, rigorosamente observado pela ciência oficial, os planetas do Sistema Solar se reuniram num “supremo congresso”, na Constelação de Aquárius, e desde então, como conseqüência, começou a nova Era, a Era de Aquárius.
No dia 4 de fevereiro de 1962 houve um alinhamento entre a maioria dos planetas do sistema solar, dando início à Era de Aquárius
Neste momento, ainda se sentem os últimos impulsos da Era de Piscis, que começam a se misturar com o começo de Aquárius, uma mistura das duas correntes, aquela que agoniza e aquela que está nascendo, aquilo que está morrendo, que está caducando, e aquilo que tem o sabor revolucionário. À medida que o tempo for passando, a Era de Aquárius vai se fazer sentir cada vez mais forte.
É claro que tudo isso traz grandes acontecimentos. Se observarmos rigorosamente a Constelação de Aquárius, veremos que ela é governada por dois planetas: Urano, que é um planeta revolucionário e catastrófico cem por cento, e o segundo, Saturno, que é representado na Alquimia pelo Corvo Negro, significando a Morte, que quer dizer o regresso ao Caos Original.
Defronte da Constelação de Aquárius está a Constelação de Leo, um signo zodiacal do Fogo, é o Leão da Lei, que sai de encontro a uma Humanidade suficientemente madura e vergonhosa, para o Karma, o Castigo Final.
Assim como existe o ano terrestre, existe também o Ano Sideral, o terrestre é a volta da Terra ao redor do Sol e um Ano Sideral é a volta do Sistema Solar ao redor do Cinturão Zodiacal.
Nosso Sistema Solar iniciou a presente viagem sob a Constelação de Aquárius, depois do Grande Dilúvio Universal, que foi a submersão do continente atlante, começando desde aquela época, onde se iniciou a Nova Raça, a Raça Ária.
Esta Raça surgiu nos primeiro instantes em que o Sistema Solar iniciou a sua nova viagem ao redor do Zodíaco, desta forma o Sistema Solar está concluindo a sua viagem ao redor do Zodíaco, regressando à Constelação de Aquárius e como final de viagem, inquestionavelmente, terá de haver um Grande Cataclismo. Há fenômenos extraordinários, assim como o Sistema Solar viaja ao redor do Zodíaco até regressar ao seu ponto de partida original.
Também há um mundo, um planeta gigantesco, que faz parte dessa mecânica sideral, é o planeta Hercólubus, seis vezes maior que Júpiter, esse planeta não pertence ao nosso Sistema Solar, pertence a outro, chamado de Sistema Solar Tylar. A enorme massa desse planeta tem um poder magnético formidável, atrairá, por isso, o fogo líquido que existe no interior do planeta Terra, fazendo com que brote Vulcões por todas as partes da Terra, acompanhados por imensos terremotos.
Nossos antepassados de Anáhuac disseram o seguinte: “Os filhos do Quinto Sol, perecerão pelo fogo e pelos terremotos…” Isso acontecerá com a chegada de Hercólubus, haverá o Grande Incêndio Universal, preconizado pelos melhores videntes, desde São João, Jesus, Daniel, Nostradamus etc. Esse planeta se interporá entre o Sol e a Terra, produzindo um grande eclipse total.
Com a aproximação máxima da Terra, fará com que os eixos da Terra se revolucionem, então os oceanos mudarão de leito e os continentes atuais submergirão nas águas dos oceanos. Toda a Terra voltará ao Caos Original, é necessário que do fundo dos oceanos surjam “novas terras e novos céus”, como disseram os apóstolos Pedro e Paulo.
Mas é bom saber que o Demiurgo Arquiteto do Universo previu que surgirão terras novas para uma nova Humanidade, para conservar a semente.
Por tal motivo, preparar-se-á um núcleo que sirva de base para a Era de Aquárius, para a Idade de Ouro, que será formado por homens e mulheres de boa vontade, e esse grupo será tirado secretamente do fogo e da fumaça na hora do terror, e será levado a uma ilha que existe no Oceano Pacífico.
Essa ilha estará protegida pelas Potências Cósmicas de tal forma, que os que ali estiverem não receberão nenhum dano, se converterão em espectadores da Grande Tragédia. Eles viverão como os Nibelungos da submersa Atlântida, entre o vapor de água e fogo, porque naqueles dias a Terra estará envolta em nuvens, eles verão os duelos dos elementos da Natureza durante séculos. Desta forma, eles irão eliminando radicalmente os defeitos psicológicos para reconquistar a Inocência e viver na Idade de Ouro.
Quando aparecer um Duplo Arco-Íris nas nuvens, naqueles tempos, os que estiverem devidamente preparados o tomarão como sinal e passarão a viver em terras novas e céus novos, porque esses céus e terras atuais, carregados de tantos venenos, terão passado à história.
Surgirá, assim, a nova Terra, a fisionomia geológica será totalmente diferente, haverá novos continentes, onde viverá a Sexta Raça Raiz. Nós fazemos parte da Quinta Raça, a Sexta será totalmente diferente, por isso é que o Movimento Gnóstico e a nossa Associação de Estudos Gnósticos só têm um objetivo: o de preparar o núcleo que haverá de servir para a futura Sexta Raça Raiz.
Queremos nos preparar para entrar nesse núcleo precioso que servirá de base para a futura Idade de Ouro, oxalá todos aqui presentes possam ingressar nesse grupo.
Se a Terra não passasse por essa grande catástrofe, se tudo o que estamos dizendo aqui resultasse falso, a Terra, mesmo assim, se converteria numa Lua, as espécies marinhas morreriam por contaminação, a Humanidade desapareceria por contaminações, por fome, as terras seriam convertidas em areia, num grande deserto, para as vidas seria impossível sobreviver na face da Terra e a Lei da Entropia se encarregaria de igualar tudo, fazer deste planeta uma Lua, e nada mais…
Entretanto, a catástrofe se avizinha, os astrônomos sabem de tudo, mas eles estão proibidos de anunciar isso, porque haveria uma psicose coletiva.
Entre os planos da Fraternidade Universal Branca, sabe-se que a Terra se transformará, as Escrituras Sagradas também afirmam isso, não somente a Bíblia, mas outras Sagradas Escrituras de outras grandes religiões.
A Terra atual está agonizando e o mais grave é que a Humanidade não se dá conta disso, não se dá conta de que os mares estão sendo contaminados, que nos rios as espécies estão desaparecendo, que estão esterilizando o nosso mundo. Juntem a isso as explosões atômicas subterrâneas, o que é um absurdo, é o mesmo que explodir debaixo de sua própria casa e o mais grave é que estão fazendo isso sem nos consultar, fazem arbitrariamente.
Se nos consultassem, com certeza haveria protestos e não fariam isso, mas estão fazendo isso de forma ditatorial, submetendo a Terra a uma devastação imensa.
A Constelação de Aquárius, governada por Urano e Saturno: o primeiro é o planeta das catástrofes, atômico, revolucionário e terrível; o segundo é o símbolo da Morte, o esqueleto com a sua foice, é o famoso Corvo Negro da Morte na Alquimia, é o regresso ao Caos Original.
É preciso que a Terra regresse ao Estado Caótico, ao Caos, para que surja uma nova Terra regenerada, simbolizada pelo Touro Alado do Evangelho de São Lucas. Entretanto, antes do fim, haverá muitas guerras e morte, virão revoluções sangrentas, e a terceira guerra mundial será um verdadeiro holocausto atômico, se multiplicarão as enfermidades por todas as partes e não haverá como curá-las. A energia nuclear contaminará o fósforo do cérebro, as pessoas ficarão dementes e aparecerão no cenário do mundo cenas dantescas e horripilantes…
Afortunadamente, com a máxima aproximação de Hercólubus, essa tragédia dantesca terá um ponto final para a nossa Raça Ária. Estamos diante do grande dilema da Filosofia, do Ser ou não Ser. Ou nos transformamos para melhor ou pereceremos, essa é a crua realidade dos fatos.
Ainda que acreditemos que somos santos, na verdade não o somos, ainda que pareça incrível, no fundo todos somos terríveis malignos…
Até aqui a minha aula, se alguém quiser perguntar algo…
Pergunta:Mestre, as pessoas que serão salvas serão no físico ou no estado de Jinas? Samael Aun Weor: As pessoas serão levadas fisicamente a essa Ilha Secreta que existe no Oceano Pacífico, esse núcleo sobrevivente servirá de base pra a futura Sexta Raça Raiz, que será chamada de Koradhi. Aqueles que serão transladados a essa Ilha terão de ter dissolvido pelo menos 50% do EGO animal, ou seja, estão mais ou menos despertos, desencarnarão e voltarão a tomar novo corpo físico nessa ilha e continuarão desencarnando e retornando com o objetivo de se aperfeiçoar.
Paz Inverencial!
(Samael Aun Weor, conferência intitulada Agonia da Terra na Era de Aquárius)
Sempre fomos educados a acreditar na “realidade” de nosso Ego. Sempre imaginamos que quanto menos Ego tenhamos, menos existentes e vivos seremos. Muitos pensam que quanto mais se anula e elimina a presença do Ego em nossa vida, mais infeliz e anulada será nossa vida.
Em nosso estado mental cotidiano, nosso Ego parece enorme, concreto e importante; ele parece ser justamente nosso melhor amigo, protetor e benfeitor, aquele que nos faz sentir “alguém na vida”. É esse Veneno Mental, o nosso querido Ego, que nos faz sentir a necessidade de ser importantes, de reagir perante os problemas e afrontas que a vida nos joga. Grande ilusão esta.
Na verdade, ele é o nosso pior inimigo, uma fraude que nos engana, fazendo-nos sentir que não podemos existir ou viver sem ele. Como um monstro morando em nosso coração, em nossa mente e em nossas energias, ele está sempre pronto para fazer coisas ruins e causar problemas a nós e aos outros.
Nosso Ego tem um monte de truques para se manter na ativa. Por isso, devemos prestar atenção quando começarmos a nos dizer: “Se eu não cuidar do número 1 (‘eu mesmo’), não vou trabalhar e vou acabar passando fome, ou serei desprezado por todos, não me destacarei no emprego, não serei alvo das atenções de ninguém”… “Se eu ficar me distraindo com esse assunto de ‘Morte do Ego’ acabarei virando um vegetal. Posso até morrer ou ficar insano!” Enfim, o ego tem mais defesas do que imaginamos.
Não há dúvida de que é do nosso próprio interesse nos livrarmos desse “demônio interior” o mais rápido possível (a menos que sejamos desequilibrados, endurecidos psicologicamente e masoquistas, e gostemos da eterna dor física, emocional e mental).
Ao recolher e responsabilizar nosso Ego por todos os nossos problemas, com certeza iremos gerar o desejo de cuidar mais e melhor de nossa Consciência Divina, de nosso mundo interno e de nos livrar desse ego o mais rápido possível. Para isso, precisamos enxergá-lo como um mentiroso, um embusteiro, examinando se de fato ele existe como parece ou não.
Meditando dessa forma, começaremos a caçar nosso Ego aparentemente vivo, nosso verdadeiro inimigo, e isso nos força a confrontar nossas suposições pessoais, fantasias, objeções, projeções erradas sobre nossa “verdadeira identidade interior”, nunca examinadas sobre O QUE SOMOS DE FATO.
Eis um desafio bastante significativo do ponto de vista espiritual: descobrir que nossa percepção básica da Realidade é uma grande bobagem. Ter esta tomada de consciência é o início da verdadeira autocura absoluta, e por isso devemos prosseguir, cheios de alegria, no trabalho sobre nós mesmos, a cada dia, a cada segundo de nossas breves vidas. Claro que são breves: o que são 70 ou 80 anos para um planeta, para a Eternidade, senão um piscar de olhos? Não se iludam…
Assim, descobrindo gradativamente, por meio da luz de nossa sabedoria interior, dessa Luz Divina que provém de nosso Ser Divino, de que nosso Ego sempre foi e sempre será uma fraude, que sempre foi e sempre será a causa de nossas tristezas, frustrações, fantasias, problemas, carmas etc., tudo o que nos resta é uma “negação maravilhosa”, e daí nos surge na Alma um vasto espaço ou vacuidade que não implica nada mais, mas prova apenas que nosso Ego não é a nossa Alma verdadeira, nossa Vida, nosso Ser, nosso Deus Íntimo.
O gnóstico anseia, implora, pede intensamente, não por cobiça egoica, mas porque a nossa Essência Divina assim o quer, por este Vazio Iluminador, essa Negação Positiva, esse Sunyata, esse Êxtase do “nada cheio de Deus”.
A psicologia revolucionária gnóstica, também chamada didaticamente de Fator Morte, nos entrega os procedimentos corretos para nos livrarmos desta carga pesada que nos torna a vida problemática e infeliz. Em psicologia esotérica estudamos os sete corpos, dos quais os mais básicos são chamados de 4 Corpos de Pecado – Físico, Vital, Astral e Mental. Esses 4 corpos formam o chamado Quaternário Inferior.
Dentro desse quaternário está o Ego. A título de exemplo, Imagine uma pequena casa com quatro paredes, e dentro delas encontra-se o verdadeiro morador (nossa Essência Divina). Essas quatro paredes (nosso corpo físico, nossas energias vitais, nossas emoções e pensamentos) possuem buracos dos quais saem insetos, ratos, morcegos, pragas diversas que assolam a casa e incomodam seu morador. Esses buracos nas paredes podemos chamá-los de maus hábitos, atitudes mecânicas no dia a dia, emoções e pensamentos negativos, fascinações, medos, traumas, bloqueios, complexos etc.
Ou seja, é por meio desses “buracos” que o Ego e suas múltiplas facetas surgem, incomodam e roubam nossas energias, que estão armazenadas em baterias especiais, chamadas na Gnose de “centros psíquicos da máquina humana”.
Portanto, estimado Buscador Gnóstico, o primeiro passo para a autêntica autorrealização é o que se chama na Gnose fechar as paredes. Isso significa trabalhar sobre nossos condicionamentos, maus hábitos, atitudes mecânicas, repetitivas, bloqueios, falta de disciplina e, pior ainda, hábitos desequilibrados em nossa vida. E com que instrumentos pessoais se inicia este Trabalho Superior? A resposta é: COMPREENSÃO.
A Compreensão é o primeiríssimo e grande passo que nos liberta do Ego (o segundo passo é o trabalho mágico com nossas energias criadoras, estudado em nossos textos no link Tantrismo). Segundo o mestre Samael Aun Weor, a virtude da Compreensão só pode ser despertada e aprofundada por meio da Meditação e da Auto-Observação. Ou seja, quanto mais praticarmos Meditação e quanto mais observamos nossa Conduta no dia a dia, maior será o despertar da Compreensão…
O Ego, didaticamente falando, expressa-se em inúmera facetas. Podemos analisá-lo dividindo-o em sete partes, ou em muitas outras. Isso serve para nos ajudar a verificar como o Ego invade nossas “quatro paredes” e como ele rouba nossas energias psíquicas.
Vamos citar, a partir de agora, algumas expressões egoicas ditas “de segundo escalão”. A partir daí, você, estimado estudante gnóstico, deve analisar, refletir e meditar profundamente no Ego e descobrir como ele se manifesta mais facilmente, em que circunstâncias, que hábitos cotidianos dão mais força em sua manifestação etc.
O Ego e seus Múltiplos Desdobramentos
O Ego, ao ser dividido em sete partes, é chamado nas religiões de Sete Pecados Capitais, os Demônios que Jesus tirou de Madalena, os Cabeças de Legião, os Infiéis etc. Esses defeitos são os seguintes: Luxúria, Ira, Orgulho, Preguiça, Cobiça, Inveja e Gula. Com o passar do tempo as diversas partes, ou expressões, do Ego nascem e se robustecem e aí são criados mais e mais Eus Psicológicos (“eus” são as frações do Ego, do todo, do aspecto negativo da mente).
Cada Cabeça de Legião oscila entre 1.000 e 1.500 agregados. Na totalidade, temos cerca de 10.500 Eus, ou defeitos, e conforme vai-se trabalhando, descobrimos novos e mais profundos defeitos. Existem agregados que reconhecemos muito facilmente, no dia a dia, como por exemplo, no trânsito, nas festas, no ambiente profissional etc.. Porém, há outros que nem sequer ousamos admiti-los; se os reconhecemos, procuramos encontrar justificativas para eles.
As etapas que decididamente fazem o agregado psicológico nascer são:
1. Inconsciência (esquecimento do Trabalho Esotérico no dia a dia, de nós mesmos) 2. Identificação (atração emocional em relação a uma situação momentânea vivida) 3. Autoconsideração (importância ilusória que damos ao objeto de desejo) 4. Fascinação (consciência que se engarrafa em um novo Eu) 5. Sonho (Ego manifestado, alimentado e fortalecido).
Analisemos agora alguns exemplos de agregados psíquicos (primeiramente estudados e divulgados pelo venerável mestre Dessoto, com a anuência do VM Samael), que são desdobramentos dos Cabeças de Legião. Medite em cada um deles após uma análise crítica de si mesmo para que tenha uma ideia inicial de como são abundantes os desdobramentos do Ego em nossa vida:
Luxúria
* Eu do Adultério (quer unir-se sexualmente a uma mulher, ou homem, porém que já possui um companheiro/a) * Eu da Amizade (querer a amizade de alguém para conseguir a união sexual) * Eu Aproveitador (aproveita qualquer circunstância para satisfação sexual) * Eu Dançarino (excita-se ao dançar; há também os que se excitam vendo alguém dançar) * Eu Altura (sente-se atração por pessoas altas e/ou baixas) * Eu Bissexual (sente-se atraído por ambos os sexos) * Eu Don-Juan (conquista por satisfação, mesmo sem interesse nem atração; nasce de outros eus) * Eu dos Ciúmes (possessão sexual; nasce do eu da insegurança) * Eu Voyeur (sente prazer em ficar observando) * Eu Galã (sente-se atraente e gosta de conquistar com gestos, delicadezas, olhares, sorrisos e gentilezas) * Eu Fantasia (quando a imaginação erótica é frequente; eu muito instintivo e forte) * Eu Esfregador (sente prazer ao se esfregar em outra pessoa; em ônibus, metrô, trens, locais públicos) * Eu Exibicionista (mostra suas partes íntimas ou roupas íntimas, como decotes, saias curtas, calças apertadas mostrando volumes) * Eu Coprolalia (conversa em linguagem obscena) * Eu Esquentador (aquele ou aquela que excita e depois rechaça) * Eu Sádico (sente prazer golpeando o parceiro; suave ou violentamente: é uma questão de grau, desde simples tapas nas nádegas a estupros abomináveis) * Eu Travesti (sente grande prazer em vestir roupas e assumir gestos do sexo oposto; homem que sente excitação ao usar vestidos e lingeries e mulher que usa ternos e cuecas; sutil ou clara tendência bissexual ou até mesmo homossexual) * Eu Sexivestido (sente grade prazer em usar roupas do sexo oposto sem assumir gestos; grau menor que o Eu Travesti) * Eu Cantador (sente prazer em fazer galanteios a todas as pessoas; o famoso eu da cantada) * Eu Ninfolepera (atração por jovens de pouca idade; o grau mais acentuado é o Eu Pedófilo) * Eu Narcisista (sente atração pelo próprio corpo, é uma espécie de auto-homossexualismo) * Eu Masoquista (sente prazer sexual apanhando; ligado ao eu da Ira; procura por parceiros com tendências sádicas) * Eu Sentimental (expressa sentimentos fingidos para conquistar e/ou excitar) * Eu Grafite (gosta de fazer desenhos obscenos em banheiros públicos e outros lugares) * Eu Masturbador (sente prazer na masturbação, mais até do que no próprio ato sexual) * Eu Fornicário (sente prazer no derrame da energia, no orgasmo, na ejaculação)
O mito de Hércules e seus 12 Trabalhos revela a necessidade de cada um de nós se purificar, eliminando traumas, fobias, maus hábitos e, principalmente, nosso defeitos psicológicos (o Ego)
Ira
* Eu da Antipatia (maior ou menor grau de repugnância, repúdio ou aversão. “Não fui com a cara de fulano”, “Não gostei” etc. Há dois tipos: provocada ou mecânica; nascem da inveja ou dos complexos e das comparações) * Eu Educador (pais, professores ou educadores “dizem” querer encaminhar a criança ou o jovem com disciplina, mas o que se manifesta neles é a atitude descontrolada da ira; seu símbolo é a palmatória) * Eu da Crítica Mordaz (ofende e afeta para destruir, age com ferocidade verbal, auxiliado por ironias, sarcasmos e palavras de duplo sentido) * Eu Burlador (faz atos ou gestos, por causa da Ira, para ridicularizar, como mostrar o dedo do meio) * Eu da Crueldade (sente satisfação em ver alguém sofrer; às vezes acompanha o Eu Educador) * Eu Briguento (não levo desaforo pra casa, não tenho sangue de barata) * Eu da Cólera (zanga-se descontroladamente) * Eu da Displicência (mostra-se indiferente a outro, em palavras, roupas ou gestos) * Eu Discutidor (entra em polêmicas, dialoga exageradamente, é um eu mentaloide) * Eu da Imposição (impõe e domina; típico de chefias) * Eu Irreflexivo (age sem nenhuma lógica) * Eu Grosseiro (usa vocabulário grosseiro e obsceno) * Eu Iniquidade (pratica a injustiça por maldade, é a Ira admitida) * Eu da Injúria (ultraja por palavras) * Eu da Intolerância (não quer entender os demais, é lunático e temperamental) * Eu Assassino Verbal (vontade de matar meu chefe; eu mato quem mexeu nas minhas coisas… usar a palavra matar no sentido egoico é típico das 96 leis infernais) * Eu Irritadiço (irrita-se por qualquer coisa, típico em mulheres com tpm, crianças mimadas e pessoas ansiosas) * Eu Irritável (irrita-se com tudo o que as pessoas fazem ou falam) * Eu Machista (sente-se dono da mulher ou superior a elas, quer “protegê-la”, ou seja, dominá-la, pensando que a ama) * Eu do Ódio (é o contrário do Amor) * Eu Suscetível (“Estão rindo de mim, vou tomar satisfações”; “está olhando o quê?”) * Eu Ressentimento (sentimento profundo de dor, que ativa o Eu do Rancor) * Eu Ofensivo (fere com palavras) * Eu Inconformado (tudo o desagrada, as pessoas, os lugares, as coisas; comum em adolescentes) * Eu Desagradável (faz e fala coisas que o tornam desagradável, fala o que as pessoas ao seu redor não querem ouvir, se crê uma pessoa autêntica: “Eu falo o que penso e acabou!”) * Eu Blasfemo (renega, maldiz, insulta ou atenta contra o que é sagrado, contra Deus, Jesus, Maria, Maomé, as religiões) * Eu do Protesto (pessoa que não está de acordo com qualquer determinação, opinião etc.)
Tzompantli, em Chichén Itzah (México), o Templo das Caveiras, que representam os múltiplos Eus, ou Defeitos
Orgulho
* Autoconsideração (É A PORTA DE ENTRADA DE TODOS OS DEFEITOS. A pessoa sente-se ferida, mal amada, mal agradecida, injustiçada. Atrai, primeiro, a ira) * Autossimpatia (esforça-se em ser simpático para ter aceitação, típico em ambiente profissional, manifesta-se especialmente pela distribuição de sorrisos para todos) * Automérito (crê-se merecedor, mesmo não fazendo nada: “Trabalhei muito hoje, mereço este pedação de bolo de chocolate”) * Autovalorização (valorizar os esforços realizados. Quer recompensa) * Autossuficiência (não necessita de ninguém, só acredita no próprio valor, não admite que alguém o ajude) * Burla (caçoar ou debochar de alguém através dos olhos ou de gargalhada, quer chamar a atenção) * Impontualidade (chega atrasado para ser notado) * Gargalhão (ri estrondosa e escandalosamente) * Complexo de inferioridade (crer-se menos que os outros, gera indecisos) * Complexo de superioridade (crer-se mais que os outros) * Indiferença (não ligar para os demais, fingir que não escuta ou liga para os outros) * Pilatos (justifica seus erros ou atitudes) * Desobediência (não aceita seguir ordens ou sugestões) * Orgulho físico (ególatra que admira o corpo ou determinada parte dele) * Orgulho mental (admira-se de seu preparo intelectual, seu diploma acadêmico, sua experiência etc.) * Eu Fama (ambiciona ser famoso, conhecido, notório, quer ser manequim, ator/atriz, político, sentir a luz dos holofotes em seu rosto etc.) * Nacionalista (apego ao país, à região – Eu Sulista, Eu Nordestino, Eu Alemão, Eu Judeu, Eu Gaúcho, Eu Argentino etc.; pode chegar ao genocídio) * Paranoico (doença mental, nunca aceitaria seus erros ou deficiências; complexo de perseguição) * Egotismo (só fala de si mesmo, incessantemente; gosta de interromper quem está falando para falar de si) * Incredulidade (não aceita os fatos por excesso de orgulho) * Pudorado (manifestar demasiado pudor, veste-se de forma pudica, com shador, lenço na cabeça, roupa preta pesada como os fundamentalistas de qualquer religião) * Ressentimento (emoção mediana entre a ira e a autoconsideração) * Eu Guru (pretende sempre dar respostas “superiores”, dar “lição de moral” nos outros, sempre tem uma frase de efeito para mostrar sua presença “humildemente superior”)
Preguiça
* Apatia (pouca ou nenhuma iniciativa) * Desinteresse (não se interessa por nada, para não ter com que se preocupar) * Abandono de Si (a pessoa se estira numa cadeira, sofá ou outro lugar, joga as pernas e sente que a preguiça tomou conta de si) * Bocejo Frequente (tudo provoca indiferença, sono e cansaço, não confundir com esgotamento físico ou mental) * Busca de Desculpas (“hoje estou cansado, com dor de cabeça”) * Dormir Demais (ter mais de sete ou oito horas de sono é uma manifestação de preguiça, mas também pode ser escapismo) * Desalento (apoia-se, com os cotovelos ou pés sobre a mesa, como num eterno cansaço, ou inclina-se na cadeira) * Enfermidade do Amanhã (vive o futuro sem experimentar o presente, cria desculpas para adiar: depois eu lavo a louça, depois estudo) * Esquecimento Constante (não se esforça para pensar) * Desperdício de tempo (não dá importância ao tempo) * Impontual (nunca chega no horário, sai de casa sempre na última hora) * Inércia (incapacidade de ação, não sabe ter ação ou iniciativa, muito menos ser proativo, lei do mínimo esforço) * Inconstância (está sempre mudando para não terminar, não termina um livro, um documentário, um trabalho) * Incapacidade (por preguiça de assumir, incompetente por preguiça) * Mal Vestir (preguiça de combinar, às vezes até de abrir o guarda-roupas; por pouco não anda de pijama na rua ou no trabalho) * Preguiça de Ler (alguém leu as obras gnósticas recomendadas? Ou se lê, termina o livro? Ou medita nele?) * Pessimismo (“Para que mudar se não vai dar certo mesmo?”) * Tradicionalismo (segue só a sua tradição, religião, família, com preguiça de mudar sua vida) * Surdez (a preguiça muitas vezes afeta até os sentidos físicos) * Preguiça Verbal (não entra em discussão ou não responde por preguiça) * Preguiça Física (esse ego determina até as formas, como a barriga, o rosto, o andar, a postura; dá-se a impressão de que o preguiçoso físico está a ponto de derreter)
Cobiça
* Ânsia de Poder Material (mais dinheiro, mais cargos…) * Poder Psíquico * Avarento (apego exagerado ao dinheiro) * Explorador * Ladrão * Mau Orientador * Conhecedor (adquire conhecimentos só para atingir fim anelado) * Eu do Assalto * Cleptomaníaco * Mesquinho (não divide seus bens com ninguém) * Usurário (empresta dinheiro a juros)
As 7 Serpentes que protegem o Buda são a Kundalini e suas dimensões. A Mãe Divina Kundalini é a potência sagrada em nosso interior capaz de nos libertar das trevas do Ego
Inveja
Enquanto a Cobiça é o querer para si, a Inveja é o pesar ou desgosto pelo bem, pela felicidade ou pelo sucesso alheio.
* Eu Bruxo (consciente ou inconscientemente lança vibrações psíquicas de fracasso a outrem: “Você comprou um carro? Que maraviiilhaa”) * Eu Competitivo (pode até matar por inveja) * Traidor (a Grande Fraternidade Branca considera o grau extremo desse defeito como Alta Traição, cuja condenação é a queda ao Nono Inferno Dantesco, mesmo que a pessoa ainda esteja viva; ou seja, o corpo da pessoa ainda está vivo, mas sua Alma já não está mais ali: é o chamado Morto-Vivo) * Falso Julgamento (Caluniador) * Fracasso de Alguém (este Eu se manifesta na maioria das pessoas, porém, em nível inconsciente; por isso se pede ao gnóstico que mantenha sigilo e não fique “fofocando”, comentando com todo mundo suas experiências, seus projetos, planos materiais ou espirituais)
Gula
* Eu do Meio-Dia (“sente” fome ao saber que determinada hora chegou) * Devorador (não mastiga os alimentos, ou no máximo, dá duas mastigadas e engole afoitamente) * Ideia Fixa (de comer sempre. Não mede consequências físicas, morais ou internas) * Medo da Fome (come por medo de passar fome mais cedo ou mais tarde) * Acumulador (mistura de medo e gula) * Guloso sexual (quer realizar muitas e muitas vezes, desenfreadamente, atos sexuais; mistura de gula com luxúria)
Eus dos Vícios
Existem agregados que são elos entre um eu principal e outro. Lembremo-nos de que há mais de 10 mil agregados. Temos ainda outros eus, muito fortes nos dias atuais, como os Eus dos Vícios, tais como:
* Eu Pescador * Eu das Rifas * Eu Tabagista * Jogador de Cartas * Eu Caçador * Eu Jóquei * Eu Maconheiro * Eu Refrigerante (p.ex., “adora” Coca-Cola) * Demônio Algol (alcoolismo) * Eu Caça-Níqueis * Eu Bilharista * Eu masca chiclete (vive ruminando o dia inteiro, também por culpa do nervosismo e da ansiedade) * Eu do Fliperama * Eu da Loteria *Eu Futebolista (eu amo o Corinthians, eu adoro o Flamengo; pode se associar a eus mais pesados da ira, do orgulho…) *Eu Bingueiro (Esses Eus do Vício ligam-se à Sexta Esfera Dantesca; os que jogam, mesmo por caridade, ligam-se astralmente, vibratoriamente, ao demônio Sanagabril, um dos seres mais horríveis do Inferno)
Não Classificados/Diversos/Secundários
* Eu da Timidez (nervosismo crônico em todas as situações; não confundir com a timidez natural) * Eu Pedinte (pede demasiadamente tudo: informações, cura, dinheiro, milagres etc.) * Eu Santarrão (muito comum entre os esoteristas, que falam excessivamente em Conduta, Santidade etc., não lembrando que o único Santo e Bom é Deus) * Eu Piromaníaco (atração mórbida pelo fogo) * Eu Patada (ou, como o mestre Samael o chamava, Yo Patón: brincadeiras com chutes e empurrões, entre irmãos, amigos etc.) * Eu Místico (usa roupas extravagantes nas ruas, tem palavrório e postura de mãos, rosto, olhos, sorrisos, com aparência mística na hora errada) * Eu Malicioso (capcioso, duplo sentido, irônico) * Eu Tiques Nervosos (ombros, piscar, coçar-se, repetições de palavras: né?, você tá me entendendo?) * Eu Raciocinador (quer encaixar tudo em suas lógicas, não reflete ou medita) * Eu Palhaço (sempre há um funcionário na empresa, família, escola, que é o “palhaço da turma”, insiste em fazer os outros rirem) * Eu Suicídio (medo de viver, tédio, desejo de vingança; forma sutil ) * Eu Imitador (muito visto nesses “humoristas” que sempre imitam as pessoas, com voz e gestos) * Eu Homicida * Eu Irresponsável (orgulho de falar e agir sem consideração e consciência) * Eu do Aborto (eu assassino que se disfarça de Feminista, Moderno, Progressista etc., influenciado pela psicosfera infernal) * Eu Presenteador (típico de pessoas inseguras, que querem a aprovação do outro, ou orgulhosas) * Eu Musical (adolescentes que só querem ouvir música e esquecem de seus deveres na escola) * Eu Humilde (faceta ridícula do orgulho, pode ser também timidez ou complexo de inferioridade) * Eu da Falsa Promessa (eu enganador, que descumpre a Lei da Promessa) * Eu da Mentira (que nasce da dissimulação, medo, interesses; seu karma futuro será nascer com corpo defeituoso) * Eu Ateu (eu mental, superficial, baseado somente nos cinco sentidos; ligado ao orgulho) * Eu Explicador (você pergunta como vai e ele conta toda a vida dele; liga-se ao orgulho, às frustrações, ao sadismo ou ao eu mentaloide) * Eu da Curiosidade (que se confunde com os Anelos da Alma; quer saber de tudo e sobre tudo) * Eu da Ingenuidade Esotérica (“Ora, para que manter discrição e segredo? Vamos falar sobre Rituais”) * Eu Roedor de Unhas (inseguranças, bloqueios, tristezas, que geram esse hábito) * Eu Sectário (minha linha gnóstica, minha seita, minha religião, meu partido, time etc.) * Eu Fingidor (observe duas mulheres elogiando uma à outra).
O aumento do número e da intensidade dos terremotos nos últimos anos deveria servir para sacudir também o íntimo dos seres humanos, para que se libertassem, ainda em tempo, de sua inércia espiritual.
Não passa um mês sem que tomemos conhecimento de algum terremoto significativo, de grandes proporções. E isso porque os tremores menores, que também causam extensos danos e muita apreensão, não são sequer noticiados.
Estima-se que ocorram a cada ano cerca de 500 mil tremores em todo o globo, havendo quem fale até de 1 milhão de sismos, dos quais 100 mil são percebidos pelas pessoas com seus próprios sentidos, e pelo menos mil causam danos.
A Terra está tremendo sem parar, o que nada de bom significa para os seres humanos. Um retrato disso pode ser visto na figura abaixo, montada pelos pesquisadores russos Denis Mischin e Alex Chulkov, que mostra os terremotos com magnitude superior a 4 graus na Escala Richter que sacudiram o planeta de janeiro de 1989 a setembro de 1997 (a cor indica a profundidade do epicentro).
No Japão já se registrou, num único fim de semana, uma cadeia de mais de 200 terremotos de intensidade leve e moderada. Conquanto muitos japoneses considerem isso como uma característica “normal” de seu país, todos esses sismos e também a movimentação dos 86 vulcões ativos do país são na verdade prenúncios de uma catástrofe gigantesca, a qual, ao contrário do que até mesmo pessoas sérias e realistas imaginam, não está reservada a um futuro longínquo. Não é sem razão que desde a década de 70 já se verificava que muitas aves migratórias evitavam o Japão…
Essa situação de grande insegurança já fora prevista há milênios para toda a humanidade. Na Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, existe uma câmara, ou sala, chamada Câmara do Rei, ou Sala das Nações, ou ainda Sala do Juízo. Essa sala apresenta um piso desigual, indicando a insegurança dos seres humanos na época do Juízo em relação ao próprio solo onde pisam. A explicação original do significado do piso irregular é transmitida por Roselis von Sass em sua obra A Grande Pirâmide Revela seu Segredo:
“O piso desigual indica que na época do Juízo os seres humanos não mais terão sob os pés um solo liso e firme. A terra onde eles se locomovem não contém mais nenhuma segurança para eles. Não sabem o que o próximo passo lhes pode trazer.”
Os dados estatísticos que analisaremos a seguir não deixam margem a dúvidas quanto à veracidade dessas palavras. São considerados grandes terremotos aqueles de magnitude igual ou superior a 6 na Escala Richter.
Essa escala é logarítmica, por isso um terremoto de magnitude 7, por exemplo, é dez vezes mais forte que um terremoto de magnitude 6, e assim por diante. O terremoto de Kobe, no Japão, ocorrido em 17 de janeiro de 1995 e que foi considerado “o pior dos últimos 70 anos”, apresentou uma magnitude de 7,2 graus na Escala Richter.
Em todo o século 19 ocorreram 41 grandes terremotos, acarretando pouco mais de 350 mil mortes. No século 20 até maio de 1997, já haviam ocorrido 96 grandes terremotos, que provocaram a morte de mais de 2 milhões e 150 mil pessoas (1).
O gráfico abaixo mostra a ocorrência de grandes terremotos nos últimos 2 mil anos até 1997. Parte dos terremotos ocorridos nos séculos 17 e 18, e todos até o século 16, foram considerados grandes em razão dos danos e mortes provocados.
O gráfico a seguir faz uma comparação por década entre os grandes terremotos ocorridos nos séculos 19 e 20:
Observa-se que com exceção da década de 50, todas as outras décadas do século 20 tiveram maior número de grandes terremotos quando comparadas às atividades sísmicas no planeta de cem anos atrás. Mesmo fazendo-se uso de outros critérios ou fontes, o aumento do número de terremotos em todo o mundo é um fato inquestionável.
Uma pesquisadora americana, Sarah Davies, formulou as seguintes perguntas a um grupo de especialistas da área, através da internet: “Está havendo um aumento na incidência de terremotos em todo o mundo neste século? Caso existam registros antigos, esse aumento tem-se verificado ao longo dos últimos 200 anos?”
Quem respondeu à questão de Sarah foi o vulcanologista Steve Mattox, da Universidade de Dakota do Norte. Ele disse que seria melhor fazer uma análise da incidência apenas dos maiores terremotos já ocorridos, a fim de reduzir a dependência de observadores e do instrumental de medição.
Segundo ele, na primeira metade do século 20 houve 15 terremotos desse tipo (de intensidade extrema), e na segunda metade haviam ocorrido até então 20 desses terremotos. Já em todo o século 19 registraram-se apenas 7 terremotos extremos (2).
O Dr. Steve conclui: “Baseando-se nessa rápida análise de uma única fonte de informação, parece que a frequência de terremotos está aumentando. A grande questão é o porquê disso” (grifo meu).
Além da freqüência aumentada, verifica-se também um crescimento da intensidade dos terremotos, alguns deles tornando-se até momentaneamente famosos em razão da destruição e do número de mortes, como os da Guatemala (1 milhão de desabrigados), da China (750 mil mortos) em 1976, do México em 1985 e do Japão em 1995. Infelizmente, também essas grandes catástrofes acabam sendo esquecidas após um maior ou menor tempo, transformando-se em meras curiosidades históricas.
Em 31 de maio de 1970, por exemplo, houve uma catástrofe no Peru sem paralelo na história humana até o presente (abril de 1998), com a possível exceção talvez da destruição da cidade de Pompeia, no ano 79 d.C., soterrada pela erupção do Vesúvio.
Naquele dia, um sismo violentíssimo numa região costeira do país – que, segundo estimativas, teria atingido 9 graus na escala Richter (ou próximo disso) – aliado à ação de um fenômeno pouco conhecido na época, o Efeito Estufa, fez desabar o pico norte do nevado de Huascarán, na Cordilheira dos Andes, situado a 14,5 quilômetros de um importante centro econômico: a cidade de Yungay.
Em menos de três minutos Yungay foi soterrada por uma massa de gelo e entulho deslocando-se à velocidade de 330 km/h. Estima-se que pelo menos 30 mil pessoas morreram, soterradas por uma camada de 27 milhões de metros cúbicos de entulho, com espessura variando de quatro a dez metros.
A repercussão desse extraordinário acontecimento foi, porém, muito pequena; primeiro porque aconteceu num país do Terceiro Mundo, mas principalmente porque naquele dia estava sendo aberta a Copa do Mundo de Futebol…
Vamos ver agora como se dá o aumento da incidência de terremotos em algumas partes do mundo. A tabela apresentada a seguir mostra os terremotos registrados neste século, até a década de 70, na região do Oriente Médio:
Décadas do Século 20
Terremotos por década
1900 a 1909
141
1910 a 1919
154
1920 a 1929
321
1930 a 1939
358
1940 a 1949
347
1950 a 1959
467
1960 a 1969
1.205
1970 a 1979
1.553
Nos primeiros 40 anos do século 20 (de 1900 a 1939), ocorreram 974 terremotos na região. Nos 40 anos seguintes (de 1940 a 1979), ocorreram 3.572 terremotos, quase 4 vezes mais que no primeiro período. Nas décadas de 60 e 70 houve 2.758 terremotos, quase mil a mais que nos 60 anos anteriores (1.788 terremotos).
A tabela anterior foi plotada no gráfico de barras mostrado a seguir, permitindo visualizar o crescimento do número de terremotos por década naquela região.
No Irã morreram cerca de 126 mil pessoas no século passado (até fins de 1997), vítimas de terremotos. O maior deles (até agora), ocorrido em julho de 1990, deixou 40 mil mortos, 60 mil feridos e algo em torno de 500 mil desabrigados. As perdas materiais foram estimadas em US$ 7,2 bilhões.
Esse terremoto deu origem a um filme iraniano intitulado Vida e Nada Mais. Numa cena, em meio àquela destruição total, uma personagem pergunta atônita: “Que crime esta nação cometeu contra Deus para merecer tamanho castigo?” É uma pergunta cuja resposta qualquer um que acompanha com atenção os acontecimentos da nossa época pode dar…
Na China existe uma estatística que registra os terremotos com magnitude igual ou superior a 6,5. Na primeira década do século 20 houve 18 tremores deste tipo. Nas três décadas seguintes houve, respectivamente, 35, 33 e 34 desses terremotos no país.
No Japão, os terremotos com magnitude igual ou superior a 6 são mostrados na tabela a seguir, abrangendo o fim do século 19 e o começo do 20. Observa-se claramente o crescimento contínuo do número de grandes terremotos já na passagem de um século para o outro.
Períodos de 10 anos
Número de terremotos
1885 a 1894
69
1895 a 1904
127
1905 a 1914
149
1915 a 1924
229
Na América Latina houve três grandes terremotos nos 20 anos compreendidos entre 1926 e 1945. Nos 20 anos seguintes, de 1946 a 1965, houve quatro grandes terremotos. Já nos 20 anos que vão de 1966 a 1985 houve um total de 12 grandes terremotos.
Nos Estados Unidos e no Canadá ocorreram 15 grandes terremotos no período de 30 anos compreendido entre 1911 e 1940; nos 30 anos seguintes, de 1941 a 1970, houve 18 grandes terremotos.
Apenas na década de 70 já haviam ocorrido 10 grandes terremotos na região. Na Califórnia ocorreram, em todo o século 19, 29 grandes terremotos; no século 20, até 1984, já haviam ocorrido 39 grandes terremotos. Em todo o século 19 a capital dos Estados Unidos sentiu seis tremores; no século 20 até 1983, Washington já havia experimentado 19 terremotos.
Esses números são apenas uma amostragem do que vem ocorrendo no mundo todo e demonstram de maneira inequívoca que a humanidade, agora, não tem mais “o solo firme sob os pés”.
Nesses últimos anos do Juízo Final, os terremotos continuarão aumentando em todo o mundo, tanto em quantidade como em intensidade, como um dos mecanismos automáticos de limpeza e purificação da Terra (3).
Não são eventos arbitrários da Natureza, tampouco uma “Provação Divina”, como alegou recentemente o governante de um país atingido por um sismo violentíssimo.
Os trechos selecionados de algumas notícias sobre terremotos e transcritos abaixo – dentre inúmeras outras veiculadas num período aproximado de três anos – mostram a total vulnerabilidade do ser humano frente a esse acontecimento da Natureza.
A magnitude dos fenômenos e a perplexidade de sobreviventes e repórteres, evidenciada em seus comentários, é um reconhecimento forçado da incapacidade humana de dominar, com o seu intelecto, as forças da Natureza. O ser humano não pode dominar com a sua “inteligência” os fenômenos da Natureza, ainda mais quando estes lhes trazem o indesviável retorno cármico de suas más ações.
Atualmente esse correto sentimento de incapacidade já está se difundindo na chamada “ciência de previsão de terremotos”. Muitos sismólogos americanos admitem que as tentativas de encontrar uma maneira de avisar as pessoas com minutos ou horas antes da ocorrência de um terremoto resultaram inúteis.
O sismólogo californiano Thomas Heanton afirmou que “a sensação de otimismo inicial se transformou em pessimismo”. Numa entrevista sobre o assunto, Heanton desabafou: “Se terremotos não podem ser previstos, como se deveria gastar os US$ 100 milhões reservados nos Estados Unidos para a pesquisa de previsão dos terremotos? (…) Nós nunca seremos capazes de prever em detalhes quando um terremoto se tornará grande”.
Que distância não existe entre essas palavras e o tempo em que os seres humanos ainda viviam em harmonia com a Natureza! Numa época em que eram avisados a tempo sobre terremotos e outros fenômenos naturais pelos “enteais”, os Seres da Natureza, relegados hoje aos contos de fadas e grotescamente desfigurados nas imagens dos bonecos vendidos em lojas esotéricas.
Afastados do amor prestimoso dos enteais, confiando tão-somente no seu raciocínio, e, por isso, agindo obstinadamente de modo contrário às Leis da Natureza, os seres humanos ficam hoje impotentes e perplexos ante o recrudescimento dos fenômenos da Natureza:
• “Tremor propagou-se da Argentina ao Canadá. (…) Especialistas do Centro de Pesquisa Geológica de Minessota disseram que o fenômeno foi ‘extremamente raro’.”
• “O terremoto de ontem foi sentido em todo o território japonês, em diferentes graus de intensidade. (…) Foi um dos mais fortes dos últimos 26 anos.”
• “Terremoto seguido de maremoto mata 45 e fere 135 nas Filipinas. (…) Mais de 600 tremores secundários foram registrados. (…) ‘O Terremoto foi acompanhado de um rugido. Depois vieram as ondas, de 10 a 15 metros’, disse o governador Rod Valencia. (…) ‘Acordamos com um barulho ensurdecedor; quando tentamos sair, as ondas enormes se precipitaram sobre nós’, disse uma senhora que perdeu quatro filhos.”
• “Tremor no Japão é o pior em 47 anos. (…) ‘Pior do que a Segunda Guerra’, diz sobrevivente. (…) Há um ano, quando um terremoto de magnitude semelhante atingiu a região de Los Angeles, marcando o mundo com imagens de vias expressas desabadas, os engenheiros japoneses se gabaram, dizendo que a mesma coisa não aconteceria por aqui. Os prédios japoneses eram melhor projetados e construídos, segundo eles. Mas ontem eles reavaliaram suas posições.” (Relato de um correspondente internacional sobre o terremoto de Kobe, Japão.)
• “Terremoto no Japão faz milhares de vítimas. (…) Fim do mundo. Essa foi a impressão da maioria das pessoas que residem nas áreas afetadas pelo terremoto.”
• “O terremoto, o pior dos últimos setenta anos no Japão, derrubou casas e edifícios e transformou quarteirões inteiros em gigantescas fogueiras, cujas labaredas ainda crepitavam depois de três dias.”
• “O vice-premier russo Oleg Soskovets disse que o terremoto pode ter sido ‘o pior de toda a história da Rússia’.”
• “Dois tremores de terra atingiram Roma na noite de ontem. (…) Tremores são raros na capital italiana.”
• “Foi o sismo mais forte da década no México. (…) Milhões de pessoas saíram às ruas.”
• “(…) Quatro mil casas foram destruídas e mais de mil tiveram suas estruturas comprometidas. (…) ‘Nossa cidade sumiu’, disse um morador de Dinar (na Turquia).”
• “O sismo que devastou a cidade de Sungai Penuh (na Indonésia) é o mais forte a atingir o país desde o começo do século.”
• “Cerca de 400 tremores de terra foram registrados na Mongólia nos últimos dois dias.”
• “Como foi a primeira vez que Taiobeiras (cidade de Minas Gerais – Brasil) registrou o fenômeno, muita gente pensou tratar-se do fim do mundo.”
• “Uma série de pequenos tremores está deixando amedrontados os moradores da pequena cidade de Cajuru (estado de São Paulo).”
• “Pelo menos 304 pessoas morreram e 14 mil ficaram feridas no mais violento terremoto dos últimos oito anos na China. (…) Há mais de 186 mil casas destruídas e pelo menos 300 mil desabrigados.”
• “O maremoto (na costa do Peru) ocorreu depois de um terremoto de 6,7 graus na escala Richter no Oceano Pacífico. Outro terremoto, na região central do Chile, causou pânico ontem na capital, Santiago.”
• “Ter uma sucessão de três terremotos sérios numa determinada área em cerca de seis meses é um fenômeno bastante incomum nos últimos anos, disse Li Xuanhu, um dos diretores do Centro de Sismologia da China.”
• “O tremor foi seguido por mais de 300 réplicas de menor intensidade, que se estenderam até a manhã de ontem (no Equador).”
• “O tremor de sábado foi o pior na região de Lijiang (na China) desde 1474.”
• “Equipes de resgate acreditam que o número de mortos pode chegar a 3 mil (no Irã). (…) A movimentação sísmica dos últimos três dias segue-se a uma intensa atividade registrada em seqüência na Armênia, China, Paquistão e Japão.”
• “Duzentas aldeias foram destruídas, sete foram literalmente engolidas pela terra (no Irã). (…) Mais de 4 mil pessoas morreram . (…) ‘O tremor foi tão forte que várias vezes tentei sair de casa, mas fui empurrada para as paredes’, contou a dona de casa Fatemeh Rafie. ‘O solo formava ondas de quase meio metro; parecia que eu estava no mar’.”
• “Uma série de terremotos atingiu ontem várias partes do mundo (Índia, Espanha, México, El Salvador).”
• “O terremoto que atingiu o litoral nordeste da Venezuela foi tão forte que a terra tremeu em Manaus, a 1.500 quilômetros de distância. (…) Foi o pior tremor na Venezuela em três décadas.”
• “ ‘Parece que houve um bombardeio sobre a basílica’, comentou Antônio Paolucci, ex-ministro da Cultura e encarregado, junto com especialistas, de avaliar os danos à preciosa Igreja de São Francisco de Assis. (…) De acordo com restauradores, o verdadeiro desastre está nos danos a centenas de igrejas romanas e pré-romanas de Marche e da Úmbria.” (Obs.: Esse terremoto ocorreu setembro de 1997. Em março de 1998 um novo tremor atingiu o centro da Itália, fazendo balançar novamente a Igreja de Assis, causando danos no mosteiro de Santa Clara.
O supervisor das obras de restauração da igreja exclamou: “Nós estávamos trabalhando no interior da igreja, quando tudo começou a tremer de novo. Entramos em pânico e saímos correndo para a rua.”)
• “O primeiro abalo foi seguido por mais de cem réplicas (na Indonésia).”
• “Quase no mesmo horário do terremoto do Chile, dois tremores de intensidade mediana foram sentidos no centro da Argentina; também foram registrados tremores perto das ilhas Fiji e na Grécia. Anteontem um sismo de 4,9 graus havia atingido a região central da Itália.”
• “Tremor assusta população de Mato Grosso. O sismo, de 5 graus na escala Richter, foi o segundo maior já registrado no Brasil. O primeiro aconteceu na mesma região, em janeiro de 1995, e chegou a 5,6 graus.
• “Pelo menos 4.400 corpos foram recuperados dos escombros deixados após o terremoto ocorrido terça-feira no Afeganistão. O porta-voz da aliança militar que controla a área disse que as colinas caíram umas sobre as outras, formando uma cratera gigante. Mais de 20 povoados foram destruídos.”
• Mais de 300 mil pessoas morreram no maior Tsunami já visto na história do homem, em 26 de dezembro de 2004.
• No início de setembro de 2005 os EUA sofreram a pior catástrofe natural de sua história, o que se poderia chamar de “o 11 de setembro da Natureza”. Milhares de mortos e desabrigados devastaram diversas cidades, entre elas New Orleans, a “capital do Jazz”.
Notas de Texto
(1) Dados obtidos do Federal Institute for Geosciences and Natural Resources.
(2) Esses dados foram obtidos pelo Dr. Steve no “The Citizen’s Guide to Geologic Hazards
(3). Numa amostragem aleatória entre maio e dezembro de 1995, registraram-se 33 fortes terremotos em todo o mundo, que causaram danos e mortes em número suficientemente elevado para serem notícias de jornais. Os países atingidos foram: Estados Unidos, Grécia, Rússia, Itália, Japão, China, Birmânia, Indonésia, Peru, Chile, México, Turquia, Argélia, Equador, Egito, Israel, Jordânia, Nicarágua e Colômbia.
Aqui estamos todos reunidos para compartilhar deliciosos instantes de sabedoria e amor. Vocês devem ter visto em cena uma dança muito preciosa de formosas crianças compatriotas mexicanas. Agora vou explicar alguns aspectos muito importantes de nossa Antropologia Gnóstica.
Todas essas danças antigas, como já lhes tenho dito, contêm em si mesmas mensagens esotérico-crísticas profundas. Todas essas danças estão cheias de profunda significação e vale a pena escutar todas essas harmonias, vale a pena assistir todas essas exóticas danças.
Nosso país, o México, está cheio de profundas tradições esotéricas, recordemos por um instante os seres divinos aos quais se lhes rendeu culto no antigo México. Recordemos por um instante a Tláloc, o Deus das Águas.
Tláloc, o Deus das Chuvas
Tlaloc, o Deus das Chuvas e da Agricultura
A muitos parecerá como algo fantástico que em pleno século 20 falemos do “Paraíso de Tláloc”. Acontece que os supercivilizados desta época se esqueceram plenamente da sabedoria elemental da Natureza. Tláloc é certamente um Deva do elemento água, é uma potência cósmica do universo, tem existência real. Indubitavelmente, essa classe de deidades cósmicas vive normalmente na Região das Causas Naturais, região à qual os cientistas do átomo e da molécula não têm acesso. Sem embargo, os profetas de Anáhuac, em estado de êxtase, podiam penetrar em tal região e dialogar cara a cara com Tláloc.
Em nome da verdade diremos, de forma enfática, que o Paraíso de Tláloc existe. Bem sabemos que há quatro regiões fundamentais.
– À primeira a denominaríamos “Região Celular”, que é esta região da vida orgânica, a região tridimensional de Euclides;
– A segunda é o “Mundo Mineral Submerso”, que não o podem negar os cientistas porque existem as minas, e o interior da Terra o demonstra (nós vivemos fisicamente na crosta geológica da Terra, na crosta mineral);
– A terceira região é o “Mundo Molecular”.
– E a quarta o “Mundo Eletrônico”.
Sob um ponto de vista cósmico e gnóstico, diremos que o Mundo Molecular está constituído pelas regiões Astral e Mental; e quanto ao Mundo Eletrônico Solar está formado pelo Mundo das Causas Naturais, pelo Mundo da Consciência Universal e pela Região do Espírito Puro. Assim, pois, há quatro regiões e é necessário compreender isso.
A Região de Tláloc é formidável, extraordinária, maravilhosa. Tláloc vive no Mundo Causal; quando se fala de Tláloc, refere-se a esse Mundo das Causas Naturais no qual vive.
Preciosas tradições registradas nos códices, dizem que “vive rodeado de formosos meninos” e que “quando um raio cai é porque algum cântaro ou simplesmente uma vasilha foi quebrada, foi rompida”. Claro, isto é simbólico, de modo nenhum deveríamos tomar isso literalmente… Diz-se também que “Tláloc tinha sua esposa” (refere-se à Walkíria, refere-se à Alma Espiritual, que é feminina).
Tenho dito em muitas de minhas obras que o Íntimo, ou seja, nosso Ser, tem duas Almas: uma é a Alma Espiritual, outra é a Alma Humana; a Alma Humana é masculina, a Alma Espiritual é feminina, e este é o signo de Gêmeos em nossa natureza espiritual. Assim, quando se fala de Tláloc e de sua esposa, refere-se de forma enfática, nos códices, às duas Almas, a masculina e a feminina de Tláloc.
Tláloc não é culpado de que tenham sido sacrificadas muitas donzelas e crianças em sua honra. Sempre se fazia isso para implorar as chuvas, porém, Tláloc jamais exigiu tais holocaustos…
Um dia, em que me encontrava em estado de Samadhi, que poderia se traduzir no mundo ocidental como “êxtase” (o consegui através da técnica da meditação, passando pelo “Dhárana”, que significa “concentração”, pelo “Dhyana”, que significa “meditação”), tive de me encontrar em realidade de verdade frente a frente com Tláloc.
A recriminação que lhe fiz resultou ser injusta. “Tu (eu lhe disse) cometeste grandes crimes, permitiste que se sacrificassem meninos, meninas, donzelas e até anciães, e isso é delituoso.” Tláloc se parecia, em tais momentos, com um árabe dos tempos antigos.
Respondeu: “Nunca exigi tais sacrifícios à humanidade, nunca exigi que imolassem seres viventes. Isso foi coisa dos habitantes do mundo físico, porque eu nunca exigi tais sacrifícios humanos. Sem embargo, voltarei na Nova Era de Aquário”. Assim disse Tláloc, e eu entendi.
Esse grande Ser que agora vive no Mundo das Causas Naturais se reencarnará na futura Idade de Ouro, em pleno esplendor de Aquário, tomará corpo físico e ajudará a Sexta Raça durante a Idade de Ouro…
Assim, meus queridos irmãos, trata-se de um grande Ser que terá de voltar ao mundo físico. Falando em sentido meramente cristão, diríamos que se trata de um Anjo, e voltará, assim ele o disse.
Mediante o Samadhi, no qual eram experts os antigos sacerdotes maias, como os Profetas de Anáhuac, ou os místicos toltecas (artistas de renome) etc., podiam penetrar, mediante a profunda oração e meditação, nessa região maravilhosa donde vive Tláloc.
Também se afirmava que “aqueles defuntos que morriam afogados podiam penetrar no Paraíso de Tláloc” (assim se disse).
No mundo oriental se falam também de Reinos, como “o dos Cabelos Longos”, ou “o da Densa Concentração”, ou o de “Maitreia” etc. São regiões que existem mais além do mundo tridimensional de Euclides.
E o que diremos de todos aqueles dançarinos que também sabiam atrair o benefício do Deus da Chuva? Vocês já contemplaram a essas crianças, vocês têm se deleitado com sua representação. Essas danças, como as que essas crianças têm representado, tinham por objeto, entre outras coisas, atrair as águas para que fertilizassem a terra e germinassem as sementes de toda espécie.
Em outros lugares da América se conheceram danças similares. Em Teotihuacán celebravam certos cultos na Pirâmide da Lua com o propósito de atrair as chuvas, e nunca se deixava de implorar o auxílio de Tláloc, o “Deus Benéfico das Chuvas”.
É interessante saber que os nativos de Teotihuacán, unidos na Pirâmide da Lua, e colocados normalmente na posição em que se encontram os sapos e as rãs, imitavam de forma maravilhosa o coaxar dessas criaturas, e o faziam com o propósito de fazer chover, e chovia, mas não esqueciam nunca de Tláloc.
Os maias também praticavam ritos semelhantes, e como queira que eles chegaram não somente até a Costa Rica e o Panamá, senão também até as costas do Caribe, na América do Sul, ainda se conservam tradições entre os Arhuacos da Sierra Nevada (na Colômbia), os quais ainda praticam os ritos que logram atrair as chuvas. Esses sistemas, esses métodos, são estranhos para a Idade de Ferro, para esta negra Idade na qual nos encontramos.
As pessoas já se tornaram terrivelmente grosseiras e materialistas, agora zombam de todas estas maravilhas da natureza e do Cosmo. Já não são vistas, nas praças públicas, as danças das crianças, danças como as que agora temos visto. Já não danças na Turquia, por exemplo, os dervixes nas praças públicas. Todas as belezas de uma humanidade inocente e pura foram perdidas As velhas pirâmides do Egito ficaram abandonadas, os supercivilizados da Inglaterra e da França zombam dos antigos monólitos.
Vem-me à memória nestes momentos aquela frase que o sacerdote de Saís disse a Sólon: “Sólon, Sólon, ó meu filho, dia chegará em que os homens rirão dos sagrados hieróglifos e dirão que nós os antigos adorávamos ídolos”. Em realidade de verdade, com o Kali Yuga se perdeu completamente a inocência, e da beleza do espírito já no se recordam senão as pirâmides, as quais como cadáveres foram deixadas nas areias sombrias do deserto.
Huehueteotl, o Velho Deus do Fogo, uma das representações do Cristo Cósmico
Já não resplandecem as danças de Elêusis, as sacerdotisas daqueles tempos desapareceram nas trevas, e nem sequer chegam aos profanos ouvidos os sons de suas flautas maravilhosas. O encanto dos druidas tão só foi deixado como uma figura que se desliza entre os ciprestes do tempo. Já não se veem aquelas sacerdotisas druidesas, cingidas com suas coroas de louro, na velha Europa.
As danças autóctones da Península de Escandinávia desapareceram e só recordações mui distantes sobraram. E pelo sul da América já não se escutam as flautas dos templos incaicos, fecharam-se os corredores que comunicavam o Peru com a Bolívia, os templos estão desertos, as pirâmides se cobriram de vegetação, não se veem por aqui ou por ali os Sacerdotes do Fogo, os Incas, esses Reis majestosos brilham agora por sua ausência.
A humanidade se esqueceu da Sabedoria antiga, a humanidade se esqueceu da Religião-Sabedoria das antigas Idades. Com grande dor vemos ruínas e somente ruínas.
O que as pessoas desta época sabe com relação à sabedoria dos lemurianos e dos hiperbóreos? A ciência apenas pode penetrar uns 15 mil anos, ou 20 mil exagerando, no mundo das lendas. Porém, o que os cientistas atuais sabe, os historiadores, sobre esses Homens Ciclopes que levantaram as muralhas do antigo continente Mu? A humanidade atual tornou-se espantosamente mecânica, e do continente Mu não sobraram senão as ilhas da Austrália, da Oceania; esse velho arquipélago é tão só uma reminiscência daquele continente donde viveram os Homens Deuses.
Amigos: é a nós, os gnósticos, que nos toca lutar entre as trevas desta Idade Negra. É a nós que cabe lutar para restaurar a inocência perdida sobre a face da Terra. Os Tempos chegaram, estamos ante o dilema do Ser ou do não-Ser da filosofia, e ainda que os ignorantes ilustrados riam da Antropologia Gnóstica, continuaremos nossas investigações…
Outros Deuses Astecas
Huehueteótl
E o que diremos de Huehueteotl, o “Velho Deus do Fogo”, um ídolo para os ignorantes ilustrados, um sarcasmo, uma idolatria, um fetiche e nada mais? Porém, os gnósticos não pensamos assim. Huehueteotl é o fogo universal que arde nesta Criação. Lembremos que o “Cordeiro de Deus que borra os pecados do mundo” é fogo. Sobre a cruz do Mártir do Calvário está explicado o sentido do Cristo. Muitos volumes imensos foram escritos para explicar o que é o Cristo, mas em verdadr com somente quatro letras já está explicado, e essas quatro letras estão escritas sobre a Cruz do Gólgota: INRI (Ignis Natura Renovatur Integram – “o fogo renova incessantemente a Natureza”). Cristo é o fogo que arde nesta Criação.
Não devemos esquecer que o Cristo está crucificado na Terra. O fogo do fogo é o Cristo. A nós interessa a Chama da Chama, o Oculto do Oculto, a assinatura astral do elemento ígneo. A nós nos interessa Huehueteotl, o “Velho Deus do Fogo”, o Cordeiro que apaga as faltas do mundo… Assim, o Cristo Cósmico nunca foi outra coisa senão o Fogo.
Irmãos, eu vos convido à Reflexão, vos convido ao estudo esotérico destes esplendores crísticos, gnósticos e antropológicos. O fogo é a vida, em realidade de verdade existimos pelo advento do fogo, deixamos de existir quando o fogo abandona a forma. “Antes que a falsa aurora aparecesse sobre a Terra, aqueles que sobreviveram ao furacão e à tormenta adoraram o fogo, e para ele apareceram os Arautos da Aurora…” O Cordeiro, com a cruz sustentada com um de seus pés, nos convida à reflexão. A cruz é completamente fálica e yônica.
Ehecatl, Deus dos Ventos e do Movimento Cósmico… Grande Instrutor de miríades de Silfos e Sílfides do Ar
Bem sabemos que o falo vertical ao ser introduzido dentro do yoni formal formam uma cruz. A cruz, pois, é o elemento básico para o desenvolvimento do fogo sagrado na espinha dorsal do asceta gnóstico.
Querer representar o fogo como um cordeiro pareceria como antitético, incongruente. O “Cordeiro de Deus” é o Cristo, é o que se sacrifica pela humanidade. É fogo crucificado na Terra, o fogo que deve arder em cada um de nós mediante o esoterismo crístico.
Ehecátl
Amigos, ao entrarmos nesta análise superlativa de alguns aspectos da Antropologia Gnóstica, tampouco devemos nos esquecer do Elemento Ar: jamais deveríamos nos esquecer de Ehecatl (Saiba mais sobre a relação entre Ehecatl e Jesus de Nazaré), o “Deus do Vento”, o “Deus do Movimento Cósmico”. Ehecatl é um grande Mestre, um Anjo, Ele é o “Senhor do Movimento”. Obviamente, a Ciência do Movimento é profunda, terrível. Passam-se anos e anos estudando tal ciência e não se chegaria jamais a um limite, o Movimento Cósmico está repleto de mistérios. Ehecatl, o “Deus do Vento”, é precisamente especialista no Movimento Cósmico.
Queridos irmãos que hoje me escutam, no México antigo rendeu-se culto aos Deuses Elementais da Natureza e do Cosmo.
Quetzalcóatl
Com as danças sagradas, com os ritos, com a oração, com a meditação, invocavam-se as deidades do Fogo, dos Ares, das Águas e da Terra. Mas, no fundo de todos os Mistérios, nunca deixava de brilhar a figura hierática e terrível de Nosso Senhor Quetzalcóatl, esse Quetzalcóatl que se perde na noite dos séculos. Em Tula, cada sacerdote se considerava a si mesmo um Quetzalcóatl. No fundo, o que acontecia é que os sacerdotes que se cristificavam tomavam o nome de Quetzalcóatl, o Deus Sol. Devemos entrar pelo caminho da regeneração se é que queremos nos converter em “Serpentes Emplumadas”, como o Senhor Quetzalcóatl.
Quando alguém desintegra o Ego, quando o reduz a poeira cósmica, quando alguém fabrica os Corpos Superiores Existenciais do Ser e os converte em veículos de ouro puro, quando alguém levanta a tocha do Verbo para iluminar o Caminho aos demais custe o que custar, converte-se por tal motivo em uma Serpente Emplumada, em um Quetzalcóatl.
Não bastaria somente despertar o Fogo Sagrado, não bastaria somente despertar a Kundalini Shakti, senão fazê-la subir pelo canal medular até o cérebro e passá-la dali para o coração. Em realidade de verdade, não se poderia deleitar com o prazer contido nos chacras, discos ou rodas magnéticas, se não foi “devorado” previamente pela serpente.
Quetzalcóatl, o Cristo asteca
Agora podemos explicar aquelas palavras: “É necessário sermos devorados pela serpente, é urgente nos convertermos em serpentes…” No Popol Vuh, cita-se o caso de Wotan; este Wotan era um Deus do antigo México. Esse Wotan citado também na Escandinávia, entre os nórdicos, disse: “Pude entrar pelo orifício que conduz ao interior da Terra, pude penetrar por esse caminho cheio de serpentes, porque eu também sou uma serpente”. Todo aquele que foi devorado pela serpente se converte em serpente, e Wotan foi devorado pela serpente.
Os druidas, em estado de êxtase, gritavam: “Sou uma serpente!” Os egípcios também clamavam, levantando seus braços desde o cimo de suas pirâmides, mirando o deserto: “Sou uma serpente!” O Conde Saint Germain uma vez deixou esquecida uma nota, sobre a mesa de um palácio, que dizia: “Há milhares de anos estou estabelecido em Ísis”, é que o Conde Saint Germain era uma serpente.
A sabedoria do antigo México é evidentemente serpentina. No México arcaico rendeu-se culto à serpente. Assim, meus queridos irmãos gnósticos que hoje estão presentes, convido-os a despertar a Serpente, e mais ainda: desejo que cada um de vocês se converta em serpente.
Muito mais tarde, no tempo, a serpente é devorada pela Águia, o Logos, que é o símbolo de nossa bandeira mexicana (a águia tragando a serpente é profundamente significativa). Quando alguém foi devorado pela serpente, converte-se em serpente, porém, a águia, o Logos, por sua vez devora a serpente, e então, advém a Serpente Emplumada, Quetzalcóatl. Tenho dito.
Existe vida após a morte? O que a Gnose, com os ensinamentos entregues pelo VM Samael Aun Weor, fala sobre o assunto e seus diversos temas correlacionados, tais como, Alma, Espírito, Reencarnação, Evolução da Alma, Carma etc.? Leiamos a sabedoria entregue por Samael:
Duas coisas vão ao sepulcro: a primeira é o corpo físico, a segunda é a personalidade humana. Esta última, como já dissemos, forma-se durante os primeiros 7 anos da infância e se robustece com as experiências. Às vezes, a personalidade perambula pelo cemitério, outras vezes sai de seu sepulcro quando seus parentes a visitam e levam flores. Mas, pouco a pouco, a personalidade vai se desintegrando. A personalidade é energética e atômica.
A personalidade é perecível. Não existe nenhum amanhã para a personalidade do defunto, ela é mortal. A personalidade não retorna. A personalidade é filha de seu tempo e morre em seu tempo. Dentro de dito fantasma se desenvolve o Ego que retorna, o “eu”, o mim mesmo. Este último é legião de diabos que continuam. É falso nos dividir entre dois “eus”, um de tipo inferior e outro de tipo superior. O “eu” é legião de diabos, que se desenvolvem dentro de nós mesmos, isso é tudo.
Muito se fala na literatura ocultista de um “eu” superior, de um “eu” divino, mas, resulta que esse “eu” superior não é tal “eu”. A Seidade Divina transcende qualquer apologia ao Eu. Aquilo que não tem nome profano é o Ser, o Íntimo.
A Essência é molecular; a essência, o fantasma do morto, vive normalmente no mundo molecular. Assim, ao morrer, saímos do mundo celular e entramos no mundo molecular, usamos um corpo molecular.
O Livro Tibetano dos Mortos diz textualmente o seguinte: “Ó nobre por nascimento… seu corpo presente, sendo um corpo de desejos, não é um corpo de matéria grosseira, assim agora você tem o poder de atravessar qualquer massa de rochas, colinas, penhascos, terra, casas, e mesmo o Monte Meru, sem encontrar obstáculo… Está agora provido do poder das ações milagrosas que, porém, não é o fruto de nenhum Samadhi, mas, sim, do poder que vem a ti naturalmente…
Você pode, instantaneamente, chegar a qualquer lugar que deseje, tem o poder de chegar ali no tempo em que um homem demoraria para abrir ou fechar a mão. Estes vários poderes de ilusão e de mudança de forma não os deseje, não o deseje”.
A Questão da Morte
Amados discípulos, vou lhes falar do problema da morte. A morte é a Coroa de todos; depois da morte, a alma entra na Luz Astral; quando chega a hora da morte, aproxima-se do leito de morte o Anjo da Morte. Há um coro de anjos da morte. Esse coro está dirigido pelo Planeta Saturno. Cada Anjo da Morte leva um livro. Nesse livro, estão marcados os nomes de todas as almas que têm que desencarnar. Ninguém morre de véspera. O Anjo da Morte não faz a não ser tirar a alma do corpo. A alma está unida ao corpo por meio de um fino cordão celestial de prateado.
O Anjo da Morte rompe esse cordão para que a alma não possa voltar ao corpo. As Almas, depois da morte, veem o Sol como sempre, as nuvens, as estrelas, como sempre, tudo igual. Durante algum tempo, as almas dos mortos não acreditam que morreram. Essas almas veem todas as coisas deste mundo igual a antes; por isso, é que não acreditam que morreram.
As Almas dos mortos vivem na Luz Astral. A Luz Astral é a Luz de todos os encantamentos e feitiços mágicos. A Luz Astral está relacionada com todo o ar; comemo-la, respiramo-la, mas, somente podemos vê-la com os olhos da Alma. As Almas se veem com mesmos vestidos que se viam em vida. Pouco a pouco, vai despertando a consciência dessas almas e, então, vão se dando conta de que já não pertencem a este mundo material de carne e osso.
Para conversar com os mortos, existem vários segredos; em uma habitação, fica o retrato do defunto e, todas as noites, à meia noite, o discípulo entra em seu quarto, põe junto ao retrato os mantimentos que mais o defunto tenha gostado. Serve-lhe em seus mesmos pratos que ele usava; acende-lhe uma vela; chama-o três vezes por seu nome. Senta-se a pessoa junto ao retrato e, em seguida, fica a meditar pessoalmente na vida do defunto, sua história, imaginando-o que era antes etc., até ficar o discípulo adormecido.
Todas as noites pode fazer o discípulo o mesmo experimento à mesma hora, no mesmo quarto, e sentar-se na mesma cadeira e no mesmo lugar, até que o discípulo possa ver o defunto, ouvi-lo e conversar com ele pessoalmente. O importante é que o discípulo consiga adormecer-se em instantes de estar meditando na vida do defunto. Naqueles instantes de estar dormitando, aparecerá o defunto e, então, o discípulo poderá conversar com ele pessoalmente.
Isto não é Espiritismo. Isto é Magia Prática. O importante é que o discípulo tenha muita fé, paciência; muita perseverança; se o discípulo não se cansar, ao fim em qualquer noite, lhe aparece a alma do morto e, então, o discípulo terá o prazer de conversar com o Ser querido que partiu para o Mais Além. O mais importante é vê-lo, ouvi-lo, tocá-lo e apalpá-lo.
No Oriente, há uma cova onde os que querem ver o Buda entram para invocá-lo. Em certa ocasião, um chinês, que queria ver o Buda, entrou na cova e invocou o Buda; mas, o Buda não apareceu. Então, o chinês jurou não voltar a sair da cova até que o Buda lhe aparecesse. Assim, durou o homem vários dias chamando desesperadamente o Buda até que, ao fim, o Buda apareceu na metade da cova cheio de luz e de beleza. Então, Buda benzeu o chinês e este saiu feliz da cova. Com este sistema de invocação, podemos ver os mortos e conversar com eles.
Evolução da Alma Desencarnada
As Almas dos mortos têm que atravessar as esferas da Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno. Cada um desses planetas está envolto em uma atmosfera Astral.
As Atmosferas astrais se penetram e compenetram mutuamente sem confundir-se. Todas essas atmosferas estão relacionadas com o ar que respiramos.
LUA: Quando a alma entra na esfera Lunar, sente-se muito atraída para o lugar onde se enterra seu corpo, quer atuar exatamente como se tivesse carne e osso. Essas almas se sentam a almoçar e a comer em suas casas e sentem as mesmas necessidades físicas de antes.
MERCÚRIO: Quando a alma entra na atmosfera de Mercúrio, vê que a atmosfera lhe esclarece mais e vê todas as coisas ainda mais belas do que antes. Aquelas almas que, na vida, jamais souberam adaptar-se a todas as circunstâncias da existência, sofrem, então, o inexprimível. Aquelas almas cheias de orgulho e de soberba porque querem que todo mundo as respeite como antes, por seu dinheiro e linhagem, também sofrem demais. Porém, na esfera de Mercúrio, só se respeita às almas por sua santidade e por sua sabedoria. As almas que, na vida, foram humildes, devotas e caridosas, sentem-se ditosas na esfera de Mercúrio.
VÊNUS: Mais tarde, a alma entra na esfera de Vênus. Nessa esfera, as almas se tornam infantis e gozam como menino e jogam no seio da natureza. Na esfera de Vênus, nos tornamos profundamente religiosos e compreendemos que todas as religiões do mundo são pérolas engastadas no fio de ouro da Divindade… Na esfera de Vênus, nos tornamos místicos e gozamos entre os bosques e montanhas da natureza. Somos felizes.
Aquelas almas que jamais tiveram algum estilo religioso, aquelas almas materializadas se sentem ali fora de seu ambiente; como aves em curral alheio; sofrem o inexprimível. Aquelas que foram delirantes e fanáticas em assuntos religiosos, sentem ali imenso remorso por suas más ações porque compreendem o mal que fizeram a outros. Essas almas sofrem o indizível. Algum tempo depois, a alma entra na esfera Solar.
SOL: Nessa esfera, compreendemos a unidade das vidas. Compreendemos que a vida que palpita no coração é a mesma vida que palpita no coração de cada mundo que recorda através dos espaços. Na esfera do Sol, compreendemos o que é a Fraternidade Universal e sentimos que somos uma só grande família humana. Aquelas almas que foram egoístas, sentem, aí na esfera sol, um profundo remorso e um grande sofrimento moral. Essas almas sofrem o remorso de suas más ações. Na esfera solar, vemos, em cada rosto, um irmão.
MARTE: Mais tarde, a alma entra na esfera Marciana. Nessa esfera, sentimos o desejo de nos afastar para sempre das coisas do mundo material. Nessa esfera, vivemos em uma vida de encantamento místico e sentimos a forte influência de Francisco de Assis, de Buda. Aí, sentimos que a vida de cada flor é nossa própria vida. Desejamos, então, nos afastar do mundo material para sempre.
JÚPITER: Mais tarde, a alma entra na esfera do Júpiter. Nessa esfera, compreendemos que a religião que tivemos na terra foi unicamente uma escola pela qual tivemos de passar. Aí, renunciamos já a essa religião da terra e penetramos, então, na Consciência Cósmica.
SATURNO: Nessa vida, a Alma se submerge, muito mais tarde, na esfera de Saturno e, então, flutua deliciosamente entre todas as estrelas do espaço. Visita os distintos mundos e se submerge entre o infinito cheio de músicas inefáveis, de orquestras deliciosas que ressonam entre o coral imenso da Eternidade, onde só reina a verdadeira felicidade do espaço sem limites.
Morte, Personalidade e Alma
Durante o curso da existência, diferentes tipos de energia fluem pelo organismo humano. Cada tipo de energia tem seu próprio sistema de ação; cada tipo de energia se manifesta em seu tempo. Aos quatro meses e meio da concepção, se manifesta a força motriz e muscular. Isto está relacionado com o nascimento da função respiratória e pulmonar. Aos dez meses e meio, o crescimento, com todos seus maravilhosos metabolismos e os tecidos conjuntivos. Entre os dois e os três anos do menino, fecha-se a moleira frontal dos recém-nascidos, ficando, de fato, o sistema cérebro-espinhal perfeitamente formado.
Durante os 7 primeiros anos, forma-se a personalidade humana.
Aos 14 anos, aparece a energia pessoal, fluindo avassaladoramente pelo sistema neurossimpático.
Aos 35 anos, aparece o sexo em sua forma transcendental de emoção criadora. É quando se chega a esta idade que podemos fabricar isso que se chama Alma. O homem normal não tem Alma, melhor dizendo, ainda não é homem nem tem Alma.
O animal intelectual, falsamente chamado homem normal, é uma máquina controlada pela legião do “eu”; este é pluralizado. “Devo ler um livro”, diz a função intelectual; “vou a um jogo de futebol”, diz a função motriz; “tenho fome, não irei a nenhuma parte”, declara a digestão; “prefiro ir aonde esteja uma mulher”, declara o “eu” passional etc. etc.
Todos estes “eus” brigam entre si. O “eu” que hoje jura fidelidade à Gnosis é deslocado por outro que odeia a Gnosis. O “eu” que hoje adora a uma mulher é deslocado depois por outro que a aborrece. Só fabricando Alma estabelecemos um princípio permanente de Consciência dentro de nós mesmos.
Aquele que tem Alma vive consciente depois da morte. A Alma pode ser criada com a acumulação de energias mais sutis que o organismo produz. Sua cristalização se dá através de supremos esforços para fazer-se autoconsciente em forma total e definitiva. Desgraçadamente, o animal intelectual chamado homem, gasta torpemente estas energias em apetites, temores, ira, ódio, inveja, paixões, ciúmes etc.
É urgente criar a vontade consciente, é indispensável submeter todos os nossos pensamentos e atos ao Julgamento Interno. Só assim podemos criar isso que se chama Alma. Precisamos autoconhecermos profundamente para criar Alma.
O Raio da Morte
O Raio da Morte reduz o chamado homem a uma simples essência molecular, assim como uma tonelada de flores pode reduzir-se a uma simples gota de perfume essencial. A energia da morte, por ser tão forte, destrói totalmente o organismo humano. É uma corrente de tamanha alta voltagem, que, inevitavelmente, destrói o organismo humano quando chega a circular por este. Assim como um raio pode despedaçar uma árvore, assim também o Raio da Morte reduz a cinzas o corpo humano; é o único tipo de energia que o organismo não pode resistir.
Esse raio conecta a morte com a concepção; os dois extremos se tocam. Quando a Essência se desprende do velho corpo, sob o impacto terrível do Raio da Morte, produz-se uma tensão elétrica tremenda, semelhante a uma nota-chave, cujo resultado axiomático é o movimento e combinação dos genes determinantes do futuro corpo físico. Assim é como os sutis constituintes do ovo fecundado acomodam-se em disposição correspondente, tendo como base a tensão elétrica e a nota chave da morte.
O Corpo Vital
No organismo humano, existe um corpo termoelétrico magnético. Este é o Corpo Vital. Dito corpo é o assento da vida orgânica. Nenhum organismo poderia viver sem o Corpo Vital. Cada átomo do Corpo Vital penetra dentro de cada átomo do corpo físico para fazê-lo vibrar intensamente. Todos os fenômenos químicos, fisiológicos e biológicos, todo fenômeno de percepção, todo processo metabólico, toda ação das calorias etc., têm sua base no corpo vital. Este corpo é, realmente, a seção superior do corpo físico, é o corpo tetradimensional. No último instante da vida, dito corpo escapa do organismo físico. O Corpo Vital não entra em sepulcro.
O Corpo Vital flutua perto do sepulcro, e vai se desintegrando lentamente conforme o cadáver vai se desintegrando. Ao sepulcro, só entram o cadáver e a personalidade do falecido. O corpo vital tem mais realidade que o corpo físico. Sabemos muito bem que a cada sete anos muda totalmente o corpo físico, e não fica nem um só átomo antigo em dito corpo. Porém, o Corpo Vital não muda.
Em dito corpo estão contidos todos os átomos da infância, adolescência, juventude, maturidade, velhice e decrepitude. O corpo físico pertence ao mundo de três dimensões. O Corpo Vital é o corpo da quarta dimensão.
Os Anjos da Morte
A filosofia positivista contemporânea fundamenta-se na existência da matéria (materialismo) e da energia. Muito foi o que se discutiu sobre energia e matéria, mas, estas continuam, apesar de todas as especulações, sendo X e Y, desconhecidas. Os sequazes reacionários da filosofia positivista vivem sempre tratando de definir uma pela outra; é ridículo, espantosamente ridículo, definir o desconhecido pelo desconhecido.
A filosofia materialista diz: “Matéria é aquilo no que se levam a cabo as mudanças chamados movimentos; e movimentos são aquelas mudanças que se levam a cabo na matéria”. Esta é a identidade do desconhecido: X=Y, Y=X. Total, ignorância, círculo vicioso, absurdo.
Realmente, ninguém viu a matéria ou a energia. O ser humano só percebe fenômenos, coisas, formas, imagens, etc., nunca vimos a substância das coisas. A substância dada, não é precisamente matéria, a não ser madeira, cobre, estanho, pedra etc., tampouco vimos jamais, a energia separada do movimento. Jamais vimos a matéria separada das formas e dos objetos.
Um punhado de terra tem uma forma definida, uma estátua tem uma forma definida, o planeta Terra tem uma forma definida etc.
Realmente, a chamada Matéria é um conceito tão abstrato como a beleza, a bondade, o valor ou o trabalho; ninguém é capaz de ver a substância das coisas em si mesmo. Ninguém conhece a “coisa em si”.
Vemos a imagem física de um homem, mas, não vemos a coisa em si do homem. Só desenvolvendo o sentido espacial, podemos ver o corpo em si mesmo, a coisa em si. O espaço é o veículo da mente, e só com o sentido do espaço poderemos apreender a coisa em si; este é o Corpo Vital do homem. Qual seria a coisa em si de uma planta? O Corpo Vital dela. Qual seria a coisa em si de um animal? O Corpo Vital do animal. Qual seria a coisa em si da Terra? A Terra Vital.
O Mundo Vital representa a Terra em si mesmo. Desta Terra Vital depende a vida de todos os organismos. A Terra Vital se acha na quarta dimensão. O ponto em movimento deixa um rastro, esta é a linha. A linha em movimento deixa um rastro, esta é a superfície. A superfície em movimento se converte em sólido; e o sólido em movimento se converte em hipersólido. Realmente, o hipersólido é a coisa em si; o hipersólido pertence à quarta dimensão. Só podemos ver os hipersólidos com o sentido espacial; este, é superior ao sentido temporário. Realmente, o sentido temporário é só a superfície do sentido espacial.
O ponto, ao sair-se de si mesmo, converte-se em linha. A linha, ao sair-se de si mesmo, converte-se na superfície; a superfície, ao sair-se de si mesma, converte-se em sólido. O sólido, saindo-se de si mesmo, com um movimento no espaço, converte-se em hipersólido.
Os hipersólidos estão contidos dentro dos corpos sólidos. Saindo o Corpo Vital dentro um organismo, este se desintegra inevitavelmente. O Corpo Vital pertence à quarta dimensão, e a essência humana à quinta dimensão.
Os anjos que regem os processos da concepção vivem, normalmente, na quarta dimensão, e os que governam a morte vivem na quinta dimensão. Os primeiros conectam ao Ego com o zoosperma, os segundos rompem a conexão que existe entre o Ego e o corpo físico.
Os anjos da Morte são, em si mesmos, homens perfeitos; é muito amarga a perda de um ser querido, e pareceria que os Anjos da Morte fossem muito cruéis. Mas, eles realmente não o são, ainda que isso possa parecer incrível. Os Anjos da Morte trabalham de acordo com a Lei, com suprema sabedoria e muitíssimo amor e caridade. Isto só podemos entender claramente quando nos identificamos com eles no mundo molecular e no mundo eletrônico.
Os Anjos da Vida dão ao ser humano o Corpo Vital para que possa viver. Os Anjos da Morte lhe tiram a vida. Isto o fazem cortando o Cordão de Prata. Dito cordão se liga ao cordão umbilical e é sétuplo em sua interna constituição íntima. Os Anjos da Vida conectam o corpo molecular dos desencarnados com o zoosperma. Assim, estes voltam a ter um novo corpo. Realmente, o Cordão de Prata é o fio da vida que os Anjos da Morte rompem em seu dia e em sua hora de acordo com a Lei do Destino. Este fio maravilhoso pertence às dimensões superiores do espaço e só pode ser visto com o sentido espacial.
Os moribundos veem o Anjo da Morte como uma figura esquelética espectral bastante terrível. Realmente, o que acontece é que este se reveste com o traje que corresponde a seu ofício. Na vida prática, o policial veste seu uniforme, o médico sua bata branca, o juiz sua toga, o sacerdote seu hábito religioso etc. As vestimentas funerais e a esquelética figura dos Anjos da Morte horrorizam aqueles que ainda não despertaram Consciência. Os símbolos funerais dos anjos da morte são: a foice que ceifa vidas, a caveira da morte, o mocho, a coruja etc. Fora de seu trabalho, a aparência dos Anjos da Morte é a de formosos meninos, sublimes donzelas, veneráveis mestres etc.
O Templo dos Anjos da Morte
Os Anjos da Morte estão escalonados em forma de hierarquias. Entre eles há graus e graus, escalas e escalas etc.
Os Anjos da Morte têm seus templos no mundo molecular, também têm suas escolas, palácios e bibliotecas. Ali, na imensidão do grande oceano da vida, existe um palácio funeral onde tem sua morada um dos gênios principais da morte. Seu rosto é como o de uma donzela inefável e seu corpo como o de um varão terrível. Este Ser maravilhoso tem um corpo eletrônico totalmente andrógino. Este Ser é um Andrógino Divino. Sob sua direção trabalham milhares de Anjos da Morte, e em sua biblioteca existem milhares de volumes moleculares onde estão escritos os nomes e dados cármicos de todos aqueles que devem morrer, cada qual em seu dia e em sua hora, de acordo com a Lei do Destino. A ciência da morte é terrivelmente divina.
O animal intelectual, falsamente chamado homem, morre inconscientemente e nasce inconscientemente, e assim, parte cego do berço até o sepulcro sem saber de onde vem ou para onde vai. Quando fabricamos Alma, despertamos Consciência, e, só então, nos fazemos conscientes dos mistérios da vida e da morte.
Todo homem com Alma pode negociar com os Anjos da Morte e desencarnar à vontade, de acordo com suas necessidades. Isto significa poder prolongar a vida, se assim se considerar necessário para realizar ou terminar algum trabalho no mundo físico.
Quem se tem transfigurado no mundo eletrônico, quem já possui um corpo eletrônico por ter fabricado um Espírito, pode mandar nos Anjos da Morte e conservar corpo físico durante milhões de anos. Estes são os grandes salvadores da humanidade, os grandes reitores do mundo. Recordemos o Rei do Mundo, chamado por Ossendowski em seu livro intitulado Bestas, Homens e Deuses. Este grande Ser vive no Agharti e possui um corpo de idade indecifrável. A este grande Ser mencionam antiquíssimas escrituras religiosas.
Recordaremos a Sanat Kummara, o Ancião dos Dias, o grande imolado, o fundador do Colégio de Iniciados da Grande Loja Maçônica Branca. Dito adepto vive no Deserto do Gobi em um oásis solitário. O corpo desse grande Ser tem uma idade de mais de 18 milhões de anos. Em sua companhia reside, no mesmo oásis, um grupo de Adeptos com corpos lemúricos imortais.
Todos esses Adeptos viajam com seu corpo físico entre as dimensões superiores do espaço. Eles têm o poder de se teletransportar com seu corpo físico pela quarta ou quinta dimensão. Todos eles exercem poder sobre os Anjos da Morte. Eles são Adeptos dos mistérios da vida e da morte. Todos eles tiveram de trabalhar com o Grande Arcano.