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Xadrez: origens esotéricas

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O xadrez é um jogo antiquíssimo, tem muitos milênios de existência, e por isso não é de se estranhar que estejam ligadas a ele lendas cuja veracidade é difícil de comprovar, devido à sua antiguidade. Para compreendê-lo, não é necessário ser um mestre no xadrez, basta simplesmente saber que o tabuleiro onde se joga está dividido em 64 casas, divididas igual e alternadamente em brancas e pretas.

Uma das lendas diz que o jogo de xadrez foi aperfeiçoado na Índia. Quando o rei Cheram o conheceu, ficou maravilhado do engenhoso que era esse jogo e da múltipla variedade de posições que nele são possíveis.

Ao se inteirar de que o suposto inventor era um de seus súditos, o rei mandou chamá-lo com o objetivo de recompensá-lo pessoalmente por seu acertado invento. O estudioso, de nome Seta, apresentou-se ante o soberano, vestindo-se com muita modéstia, e que vivia graças aos meios que lhe proporcionavam seus discípulos.

Seta, quero te recompensar dignamente pelo engenhoso jogo que inventaste, disse o rei. O sábio agradeceu, mas não aceitou a generosidade. Sou rico o bastante para cumprir qualquer desejo teu.

Diz-me recompensa que desejas e eu te satisfarei. Seta continuou calado. Não sejas tímido, expressa teu desejo, não vacilarei em nada para satisfazê-lo.

Grande é a tua magnanimidade, ó soberano, porém concede-me um curto prazo para meditar sobre a resposta, e amanhã, depois de árduas reflexões comunicarei ao senhor a petição.

Quando ao dia seguinte Seta se apresentou de novo ante o trono, deixou o rei maravilhado por sua petição sem precedentes. Soberano, disse Seta, manda que me entreguem um grão de trigo pela primeira casa do tabuleiro de xadrez. Um simples grão de trigo?, contesto admirado o rei. Sim, soberano, e pela segunda casa ordene que me entreguem dois grãos, pela terceira quatro grãos, pela quarta oito, pela quinta dezesseis, pela sexta trinta e dois etc.

Basta, o rei interrompeu irritado, receberás o trigo correspondente às 64 casas do Tabuleiro de acordo com teu desejo: a cada casinha receberás uma dupla quantidade que pediste, porém deverás saber que tua petição é indigna de minha generosidade; ao me pedir tão mísera recompensa menosprezas irreverentemente minha benevolência.

Em verdade, como sábio que és deverias Ter dado maior prova de respeito ante a bondade de teu soberano. Sai daqui, meus servos te darão esse saco de trigo que solicitaste.

Os matemáticos da corte trabalharam intensamente para calcular a recompensa de Seta, que ficou esperando na porta do palácio real. Somente ao amanhecer do outro dia o matemático chefe da corte solicitou audiência para apresentar ao rei um informe muito importante: Ó rei, calculamos escrupulosamente a quantidade de grãos que Seta deseja receber.

Resulta uma cifra astronômica, absurdamente gigantesca. Seja qual for sua magnitude, interrompeu com altivez o rei, meus graneiros não empobrecerão meus depósitos, prometi dar a recompensa a Seta e portanto eu a entregarei. Soberano, agora não depende de tua vontade o cumprir semelhante desejo, em todos os teus graneiros não existe a quantidade de trigo que exige Seta. Tampouco existe nos graneiros de todo o reino, até mesmo os graneiros do mundo são insuficientes.

Se desejas entregar sem falta a recompensa prometida, ordena que todos os reinos da terra se convertam em lavouras, manda secar mares y oceanos, ordena fundir os gelos y as neves que cobrem os distantes desertos do norte, que todo o espaço seja totalmente semeado e se ordene entregar toda a colheita obtida a Seta. Somente então receberá sua recompensa.

Diz-me qual é essa cifra tão monstruosa de grãos, disse o rei, reflexionando espantado. Ó soberano, são DEZOITO QUINTILHÕES, QUATROCENTOS E QUARENTA E SEIS QUATRILHÕES, SETECENTOS E SETENTA E QUATRO TRILHÕES, SETENTA E TRÊS BILHÕES, SETECENTOS E NOVE MILHÕES, CINQUENTA E UM MIL E SEISCENTOS E QUINZE (18.446.744.073.709.051.615).

Ou seja, é o mesmo que 2 elevado à potência 64…

A recompensa do Inventor do Xadrez deverá ocupar um volume aproximado de 12.000 Km3. Se o graneiro tivesse 4 metros de altura e 10 de largura, seu comprimento teria que ter 300.000.000 de quilômetros, ou seja, o dobro da distância que separa a Terra do Sol (trechos tomados do livro O Divertido Jogo das Matemáticas, de autoria de Perelman).

ASPECTO ESOTÉRICO DO XADREZ

Símbolos das partes do tabuleiro

Representa em si o Jogo da Vida. A vida é um tabuleiro de xadrez, na qual cada um de nossos atos é uma jogada. Se nossas jogadas são boas, inteligentes e oportunas o resultado será o êxito, saúde e longevidade. Se pelo contrário nossas jogadas são feitas de má-fé, egoístas e inoportunas, o resultado será o fracasso, a enfermidade e a morte.

O xadrez, além de um ótimo exercício cerebral de estratégia, ativa nossa intuição mais profunda sobre as diversas Partes de nosso Ser Divino

Se analisamos numericamente a quantidade de casas num tabuleiro, encontraremos 64, que para efeitos cabalísticos nos dá um total de 10, o qual representa a Lei da Recorrência, a Repetição, a Retribuição, a Roda do Samsara, as forças evolutivas.

A quantidade de casas brancas é 32 (3 + 2 = 5), a lei do Dharma. Em linguagem mística da luz, quando nos iniciamos no tabuleiro da existência nos recebem as forças brancas, ou seja, os peões com suas forças brancas, ou seja, os peões brancos nos dão as boas-vindas, indicando que começamos a Evoluir.

Como quer que nada na Natureza está extático, chega o momento em que se fracassa e caímos nas garras das forças involutivas. A quantidade de casas pretas é de 32 (3 + 2 = 5), a Lei do Carma. Na linguagem mística das trevas, é a decadência, a disfunção e a morte.

O bem e o mal não existem. Uma coisa é boa quando nos convém e má quando não nos convém. O bem e o mal são uma questão de conveniências caprichosas da mente. O homem que inventou os fatídicos termos Bem e Mal foi um atlante chamado MAKARI KRONVERZYON, distinto membro da sociedade científica AKALDAN, situada no submergido continente atlante.

Esse velho sábio jamais suspeitou do grave dano que causaria à humanidade com a invenção dessas suas duas palavrinhas.

Os Peões

Quando enfocamos o jogo nos aspectos militares sobretudo nas cortes medievais, simbolizam os soldados do Rei, que é a base dos planos do peão para que avance, é um germe de debilidade que se cria.

Os oito peões são as oito Virtudes da Mãe Devi-Kundalini, que são: Compreensão, Vontade, Verbo, Reto pensar, Reto sentir, Reta maneira de ganhar a vida, que haja Paz e que haja Amor.

Também representa o Arcano oito do Tarô (ou seja, o Padrão das Medidas): a Justiça, cada um de nós lutando contra os contratempos.

Os movimentos são muito limitados, as sombras do pecado desse Rei Interno de cada um de nós que nunca pecou, tu sabes.

As Torres

Simbolizam o estado de Alerta Percepção e de Alerta Novidade, nos Grandes Mistérios davam ao neófito o Cinzel e o Martelo para que fosse polindo as duas colunas do Templo, a Branca e a Negra, ou melhor, a Dórica e a Jônica. Os Cimentos da torre na época medieval eram de pedra e quase todas as torres estavam feitas deste material, símbolo resplandecente de la Energia Sexual.

Os Cavalos

Representam a Ousadia e o valor para eliminar o Medo, sus movimentos descrevem o esquadro e o compasso, tão importantes nos estudos maçônicos. Seus movimentos são em forma de L, que no sistema de numeração romana tem o valor de 50, que decompondo-se nos está indicando a Lei em Rigor.

Os Bispos

Nas cortes medievais conheciam-se com o nome de Bispos e eram os que estavam mais próximos ao Rei; alegorizavam as Lanças, a Urânia-Vênus dos Gregos.

O Rei

Representa a Sabedoria, nosso Real Ser, o V.M. Interno, a Estrela Interior que sempre nos sorri.

Todo o jogo do Xadrez consiste em colocar o rei em uma situação tal que não possa mover-se e então é quando se lhe dá a Morte, o Xeque-Mate. É sabido que terminada uma partida de xadrez se pode iniciar mais uma vez, segundo os acordos dos jogadores, porém, o Rei segue sendo o Rei e este não muda, assim é nosso Real Ser. É o que foi, o que é e o que será.

Deve-se notar que alguns valores que temos dado não são os valores clássicos, senão Esotéricos.

A Rainha

Não poderia faltar no Tabuleiro da existência e no xadrez o elemento feminino, o princípio universal da vida, o qual resplandece em toda a Obra, o próprio Deus; o Rei desdobrado em Mulher, o Eterno Amor que flui e reflui em todo o criado.

Desde crianças pedimos suas ternuras porque Ela é a outra metade de nosso Ser e vice-versa.

Sem a Dama, a Rainha, em uma partida de xadrez, nos sentimos sem o poder supremo, estamos perdidos.

Se fazemos um estudo transcendental das diferentes culturas vemos como por trás da glória dos Grandes Homens Ilustres sempre havia uma Mulher, como a Sacerdotisa de Tebas, em meio de tochas falou às multidões, como a Sacerdotisa dos Templos de Mistérios. Reinou no Egito, como Vestal de Delfos, sob o nome de Pitonisa…

Um grande Mestre disse: O Summum da Beleza é a Mulher, a Natureza, a Música, as Flores, uma Paisagem… uma criança nos comove, porém a mulher nos comove e nos atrai, nos inspira e nos provoca.

A liberdade de movimentos da Rainha, num tabuleiro de xadrez, é formidável, os valores fundamentais do xadrez são o Tempo, ou seja, a Rapidez, para realizar os planos, o espaço , o domínio do maior número de defeitos; se as jogadas no xadrez são bem feitas e com força suficiente, se o desenvolvimento e as circunstâncias foras maravilhosos, o resultado será a Vitória.

Na vida, o homem se enfrenta com inúmeros problemas, cada pessoa necessita saber como resolver cada um desses problemas; inteligentemente todo xadrezista sabe que toda solução está no próprio problema, sempre que haja a tranquilidade e equilíbrio perfeitos entre a Mente, a Emoção e o Centro Motor.

No mundo existe uma enorme quantidade de pessoas a quem se lhe proporcionou elementos para triunfar na vida, porém carecem de hábitos e da capacidade para Raciocinar logicamente, porque podemos assegurar que todos os seres humanos somos pedras de xadrez no Tabuleiro da Vida; e sobre nós estão Seres Superiores que umas vezes dão apoio às pedras pretas e outras às brancas.

Cada um de nós está nestes momentos repetindo a mesma partida de sua vida passada, mais as consequências, boas ou más, sob os efeitos da Lei de Recorrência.

Jogadores Inconscientes que não aprendemos a jogar inteligentemente e que nosso destino não o decide um só propósito senão milhares e milhares de agregados. psicológicos.

Todos os seres humanos sem um Ensinamento superior somos como uma partida de xadrez sem peões, curtos de inteligência e com muitas limitações, que ignoramos que dentro de nós terríveis possibilidades que devidamente desenvolvidas nos levariam à Vitória Final.

A Gnose pois nos convida mediante o jogo-ciência a ser verdadeiros jogadores inteligentes e conscientes, como também para mover dentro de Forças superiores ignotas, que farão de nós Homens reais e verdadeiros.

Síntese do Xadrez Esotérico na Prática
Trabalho Arcânico no Xadrez Esotérico

  • Rei e a Rainha. Simbolizam o homem e a mulher trabalhando na Grande Obra, o Arcano AZF.
  • Os Bispos são a Lança e a Gadanha, simbolizando desta maneira a Mãe Divina fabricando Corpos e desintegrando Defeitos.
  • Os Cavalos. Simbolizando a força que vai se adquirindo através do trabalho com a energia sexual transmutada, simboliza também a Inteligência, a amizade e o triunfo.
  • As Torres. Simbolizam o Corpo Astral e o Mundo Mental. As saudações JÁKIN-BOAZ, feitas à entrada de todo templo e que o homem e a mulher devem fazer no momento de ir ao trabalho sexual AZF.
  • Os Peões. Indicando as 8 Virtudes da Kundalini e que devemos conquistar para poder ser aceitos por Devi Kundalini.
  • O Tabuleiro. É o jogo da Vida e não sabemos se estamos jogando a última partida.
  • Os Quadrados Pretos e Brancos. Que algumas vezes as pretas nos dão força e outras as brancas. Positivo e negativo. O equilíbrio em tudo.
  • A palavra Xadrez (Nota do Tradutor: em espanhol Ajedrez. A partir de agora, o Mestre Samael explica o significado das letras que compõem a palavra Ajedrez). Simbolicamente vemos a Balança da Justiça Cósmica assim:
    A letra A: a água, ou seja, o Karma.
    A letra Z: o fogo, ou seja, Dharma.
    A letra D: O equilíbrio que se deve ter em tudo e assim lograr realizar-nos.

Se decompusermos mais as letras, vemos o seguinte:

A letra J: simboliza o Bastão dos Patriarcas.
A E: simboliza os Quatro Elementos da Natureza. A Esfinge do Egito milenar. O Verbo
A R: O fogo Sagrado do Espírito Santo. A Mãe Divina Kundalini.

(Samael Aun Weor, Origens Esotéricas do Xadrez)

Os acontecimentos que se aproximam

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Vivemos num mundo convulsionado, que vai passar por grandes catástrofes. Já vem os terremotos tem vindo caminhando por nossa América do Sul até ao Norte. Um dia é no Chile, perturbado com grandes terremotos e maremotos; mais tarde Caracas, seguida da Colômbia; estremeceu a Nicarágua, depois Honduras, e acaba de tremer a Guatemala.

É necessário saber que, dentro de pouco tempo, todas as nossas cidades do México estremecerão com os terremotos. São Francisco, Califórnia, está fadada a desaparecer; há uma falha ao pé da Península da Califórnia que já foi estudada, uma fenda profunda que começa a devorar pouco a pouco a Califórnia; obviamente, a Califórnia afundará no fundo do Pacifico.

Vivemos, pois, num mundo ameaçado por grandes convulsões, o que merece de nós um pouco de reflexão sobre o estado psicológico em que nos encontramos, sobre nossa civilização etc.

O fundo dos oceanos Atlântico e Pacífico está cheio de profundas gretas; o Pacífico, sobretudo, há algumas gretas profundas que já põem com contacto o fogo com a água; a água do oceano penetra no interior da Terra, naquelas zonas onde está o fogo líquido, e se formam pressões e vapores que aumentam de instante a instante.

Estas pressões e vapores estão originando os terremotos em grande escala, e acredite, amigos, que em breve não haverá um só lugar do planeta Terra onde alguém possa estar seguro. Os terremotos e maremotos têm que se intensificar devido a pressões e vapores subterrâneo.

As geleiras do polo Norte estão derretendo, e já se encontram enormes “icebergs” próximos do Equador. No polo Sul está se produzindo águas quentes, saídas de algumas crateras; essas correntes de água quente penetram até certos lugares da Guiné.

Há mudanças no interior da Terra, e, se as pressões e vapores continuam, a crosta terrestre um dia explodirá. Não há dúvida de que, nos dias de hoje, qualquer acontecimento cósmico, a chegada de um mundo gigantesco, é suficiente para que se produza tal explosão…

Estamos sentados sobre um barril de pólvora, e não nos damos conta. A Terra toda está se preparando pra mudanças geológicas formidáveis; a Natureza está atualmente passando por processos difíceis, está em uma grande agonia.

O fogo interior da Terra se encontra em desassossego, mas nós, sobre a epiderme deste planeta, nos cremos muitos seguros: levantando poderosos edifícios, como se nunca fossem cair ao chão; criamos poderosas naves, como se estas nos permitissem fugir para outros planetas em um dado instante; nos sentimos senhores do Universo, mas qualquer dor de estômago é suficiente pra irmos para a cama; somos fracos, mas nos cremos invencíveis…

Parece-me que devemos refletir sobre o que somos, sobre o que eta acontecendo, sobre o que se passa neste momento… Neste século houve duas guerras espantosas: a de 1914-1918 e a de 1939-1945, e haverá uma terceira, que será atômica; então haverá um grande holocausto, poderosos cidades ficarão reduzidas a cinzas, milhões de pessoas perecerão…

O mais grave de tudo isto é que os abusos da física atômica nos levarão ao desastre. Chegará o dia em que virá a decomposição do átomo em cadeia, e então os cientistas não poderão controlar a energia atômica. Não há dúvidas de que a contaminação radioativa será espantosa; as nuvens carregadas de radioatividade, por exemplo, ao descarregarem sobre as plantações, as contaminarão.

Assim, na Terceira Guerra Mundial já não haverá o que comer, porque a radioatividade terá impregnado completamente as colheitas, e os produtos contaminados não servirão para nossa alimentação.

Ao passo que vamos, não devemos ter muita confiança em uma civilização cambaleante, e tampouco devemos estar muito seguros de nossas teorias, de nossos conceitos, de nossas ideias… Vale a pena revisarmos tudo o que aprendemos na escola, no colégio, nas Universidades e nos livros escritos pelos diversos escritores. Não estou atacando nenhuma teoria, mas unicamente convidando-os à reflexão, nada mais; esse é o objetivo desta palestra.

Há uma Lei conhecida como “Lei da Entropia Universal”. Se colocarmos juntas duas vasilhas cheias de água, uma contendo água quente e outra água fria, veremos uma desordem involutiva (aqui está o que é a Entropia Universal).

Se as pessoas não trabalham sobre si mesmas, se não procuram passar por uma espécie de Revolução Psicológica, se não se modificam seus costumes, sua maneira de viver e de ser, caminharão de acordo com a Lei da Entropia, involuirão no tempo, e um dia não haverá diferença entre as pessoas, todos seremos terrivelmente perversos.

Quanto ao planeta Terra, não podemos negar que está dominado pela Lei da Entropia: a atmosfera está completamente contaminada. Os mares se converteram em enormes depósitos de lixos; muitas espécies marinhas estão desaparecendo, nos rios morrem os peixes, é difícil encontrar um rio que não esteja contaminado; os frutos da terra foram adulterados com tantos enxertos, é difícil comer uma maçã legítima, e agora se tem que comer panelas…

Tudo isso alterou a ordem do Universo, a ordem da Natureza; há solos que já não produzem. O mundo tem atualmente quatro e meio (hoje, século 21, temos mais de 6) bilhões de pessoas; não haverá alimentos para sustentar tanta gente; nos próximos anos milhões de pessoas morrerão de fome, e atualmente muita gente está perecendo…

Assim, a Terra está caminhando de acordo com a Lei da Entropia Universal; as terras que antes eram cultivadas, que davam frutos em abundância para sustentar todo o mundo, agora são estéreis; as experiências feitas com a energia atômica e os adubos químicos destruíram a terra, tudo marcha de forma involutiva… A própria Terra neste momento está agonizando; o mais grave é que está agonizando e não nos damos conta disto.

Obviamente, se uma pessoa esta agonizando, já sabemos o que a espera; do mesmo modo, se nosso planeta Terra está agonizando, devemos entender o que nos aguarda.

Um dia ficará em todas as partes, convertida em um Saara, ou, em outros termos, convertida numa Lua a mais no espaço infinito.

Mas a sabedoria do Demiurgo Criador do Universo é grande; não é exagero dizer a vocês, de forma enfática, que somente mediante o sacrifício é possível à transformação. Se, por exemplo, não sacrificarmos o combustível da locomotiva, não haveria força motriz para mover o trem; similarmente, diremos que mediante o Grande Sacrifício é possível também à transformação do mundo.

Sabemos muito bem que os eixos da Terra estão se verticalizando; não está longe o dia em que os polos se converterão em Equador, o dia em que o Equador se converterá em polos; quando isto acontecer, os mares mudarão de leito e tragarão o planeta inteiro; não há duvida de que sobrevirá um grande caos…

Atualmente, repito, as geleiras do Polo Norte já estão se derretendo; isto origina enormes ciclones que arrasam cidades inteiras e causam estragos, como o s que causou há pouco este terrível ciclone que acabou com Honduras…

Assim, encontram-se agora muitos “icebergs” próximo à Zona Equatorial; o polo magnético já não coincide com o polo geográfico. Se um avião saísse agora diretamente para o pólo Norte, guiado pela bússola, os pilotos descobririam, com assombro, que ali não está o polo geológico; o polo está sendo desviado, se dirige para o Equador.

De maneira que os polos magnético e geológico já não coincidem; isto faz com que mudem os climas, que comece certa desordem nas estações, sobretudo na primavera e no verão; isto faz com que os mares saiam de seus leitos e que a poderosa civilização que criamos se destrua. E o mais grave de tudo é que com ela seremos também destruídos, pereceremos…

Os antepassados de Anahuac disseram: “Os Filhos do Quinto Sol (referindo-se a nós) perecerão com o fogo e os terremotos…” Isto está devidamente determinado agora com a catástrofe da Guatemala, que entre parênteses, foi muito grave, já que não somente houve tremores, mas continuam ocorrendo nesse desgraçado país, e o número de mortos está aumentando….

Assim, a humanidade perecerá pelo fogo e os terremotos, e por último será definitivamente varrida da face da Terra, ao saírem os oceanos de seus leitos. Deste modo, depois destes tremendos e espantosos sacrifícios, surgirão algum dia, dentre o caos, continentes novos onde nascerá uma nova Humanidade, Virgílio, o grande poeta de Mântua, disse: “Chegou a Idade de Ouro, e uma nova progênie manda…”

Sim, somos tão perversos que provocamos guerras atômicas, mas chegará o dia em que viverá sobre a Terra uma humanidade cheia de amor, uma humanidade inocente, pura, bela e sábia… De maneira que o planeta Terra saiu da Consciência DISSO e que se chama “Deus”, do “Inefável”, para onde devemos regressar, e teremos que perecer, mas haverá “Céus e terras novas”, como disse Pedro em sua Epístola aos Romanos, e nelas viverá uma humanidade nova.

Fazendo reconsiderações sobre todos estes princípios, é por isto que vale a pena lutarmos por uma TRANSFORMAÇÃO RADICAL; vale a pena fabricar dentro de nós um novo homem. Não nos conhecemos a nós mesmos, e necessitamos conhecer-nos; dentro de nós há maravilhas que desconhecemos…

Alguém me dizia, outro dia: “Eu conheço a mim mesmo, senhor”. “Alegra-me”, lhe respondi, “que você conhece a si mesmo; mas responda-me a seguinte pergunta: Quantos átomos tem um só pelo do seu bigode?”. Como se atreve a dizer, com grande ênfase, que conhece a si mesmo de forma integral, unitotal?” O homem ficou confuso…

Dentro de nós há algo além do corpo físico; existe uma psicologia que se tem que estudar. O corpo físico não é tudo; vocês se sentem atraídos pra o físico, sabem que têm um corpo de carne e osso porque podem tocá-lo, apalpá-lo, mas dificilmente admitem que têm uma psicologia, porque não podem apalpá-la fisicamente.

Quando alguém admite que tem sua própria idiossincrasia psicológica particular, individual, começa de fato a se auto-observar. Obviamente, quando alguém se auto-observa, começa a ser diferente dos outros, e tem possibilidades de mudar…

Desta humanidade, será salvo um núcleo de pessoas, de pessoas que mudem, de pessoas que consigam com antecipação uma MUDANÇA PSICOLÓGIA. Tais pessoas formarão um povo, um povo selecionado como o que foi levado pelo Manu Vaivasvata para o planalto central da Ásia.

Quem haverá de fazer parte desse povo selecionado? Esse povo selecionado estará formado por aqueles que autoexplorem a si mesmos, por aqueles que eliminem seus defeitos psicológicos, por aqueles que acabem com o culto ao EGO, ao MIM MESMO, ao SI MESMO. Esse povo selecionado será formado por homens e mulheres de boa vontade, por pessoas dispostas de verdade a transformar-se radicalmente…

Perguntas e Respostas

Pergunta: Venerável Mestre Samael Aun Weor, queria que o senhor nos dissesse se nestes tempos da Era de Aquário, antes da grande catástrofe, se apresentará um Manu Vaivasvata?
Samael Aun Weor: “Bem, o Manu Vaivasvata da Atlântida cumpriu certamente sua missão, e isso é tudo”. Quanto à nova catástrofe que se aproxima, indubitavelmente será pior que a da Atlântida. Digo pior porque naquela época houve certas possibilidades e muitos elementos humanos puderam ser salvos. Agora a coisa é mais grave; o cataclismo que se aproxima já está em ação; haverá uma colisão de mundos (magnética), e obviamente a Terra arderá em fogo vivo.

Os sobreviventes terão de ser tirados do planeta Terra e levados a outros mundos. Não se é possível salvar-se neste, porque todo o planeta vai queimar num gigantesco holocausto. Antes do choque (choque magnético de mundos) se provocará o incêndio. Conforme aquele planeta vá se aproximando, os raios provenientes do mesmo afetarão o planeta Terra.

Quando se aproximar demasiadamente, obviamente queimará, explodirá todo o depósito de hidrogênio universal ou mundial.

A Terra, portanto, queimará como uma bola de fogo, e evidentemente, todas as obras que há nela serão queimadas. Com a colisão se cumprirão todas as catástrofes, todo o Apocalipse.

Os que hão de ser salvos têm de ser conduzidos por um novo Manu, mas para fora do planeta Terra. Se me perguntassem que é o novo Manu, teria que lhes dizer com toda a franqueza que está aqui, dentro deste que está falando.

Então se utilizará outro veículo? É certo! Esse outro veículo eu o tenho, não necessito consegui-lo atualmente em nenhuma matriz, já o possuo, o tenho muito vivo. Esse veículo está escondido em um sarcófago debaixo da terra do solo egípcio. Foi o corpo que possuí durante a dinastia do faraó Quéfren.

Esse corpo não está morto, mas adormecido, está em estado de catalepsia e com todas as suas funções orgânicas em estado latente. De tempos em tempos o utilizo; não o deixei completamente abandonado, estou unido a esse corpo pelo “cordão de prata”.

Chegará o momento em que terei de deixar este corpo que atualmente possuo; mas a Grande Obra continuará então na segunda parte desta, diríamos, grande missão que me cabe cumprir com o corpo egípcio, e em relação com alguns irmãos que estão em nossa Terra, e também com alguns outros irmãos que estão fora de nossa Terra, os extraterrestres, diríamos; todos trabalharemos para tratar de salvar os “escolhidos”.

Eles serão levados a certos planetas, serão retirados secretamente. Não quero dizer-lhes que tal fato haverá de verificar-se em uma data determinada.

Ainda que lhes pareça impossível, já estão retirando alguns selecionados, já estão sendo levados a outras moradas planetárias, com corpo e tudo.

Muitas pessoas já foram levadas a outros mundos. Essas pessoas tiradas do planeta Terra servirão como semente, elas se “cruzarão” com pessoas de outros mundos. Depois da grande catástrofe e do caos que há de vir, quando nosso mundo volte a estar em condições de ser habitado, o resultado de tais cruzamentos será trazido de novo à Terra e aqui viverá; essa será uma humanidade melhor. Com essa humanidade se firmará a Sexta Grande Raça do futuro.

Portanto, a Sexta Raça já está sendo criada, não é algo que se vá criar, mas algo que já se está criando atualmente. Assim creio que fica respondida a pergunta sobre o Manu.

P: Venerável Mestre, pensávamos que se tiraria o povo escolhido e o que o Manu Vaivasvata desta Era – pois sabemos que é o senhor – o levaria a um novo continente…
SAW: Antes de tudo, quero dizer que o Manu Vaivasvata é o Manu Vaivasvata, Samael Aun Weor é Samael Aun Weor, e são diferentes, entendido? Bem, quanto às pessoas serem levadas a um novo continente, não é possível. Como a Terra vai se chocar (magneticamente), repito, queimará em fogo vivo… é o grande acontecimento. Assim, não é possível que alguém possa salvar-se em meio às chamas.

A população selecionada terá de ser tirada, tirada muito tempo antes do Cataclismo. Porém, apesar de tudo isso, digo que já se está começando a tirar da Terra as pessoas escolhidas. São casos de pessoas que desaparecem da noite para o dia, não se sabe o que feito delas; é que são levadas, transportadas a outros planetas. Isto está acontecendo em todos os lugares da Terra.

P: Venerável Mestre, esses escolhidos terão sido antes pessoas iniciadas, ainda que não hajam talvez trabalhado com o “Maithuna”?
SAW: Alguns deles são Iniciados; outros, embora não sejam ainda, pelo menos são pessoas selecionadas, pessoas que dão esperança de uma semente selecionada. O que interessa à Irmandade Branca é que as pessoas não sejam perversas, que a semente seja realmente selecionada, que sirva para os cruzamentos que se verificam, repito, em outros mundos, com gente de outros mundos.

De maneira que o povo da futura Grande Raça, a que formará a Jerusalém Celestial, indubitavelmente será um povo cruzado com habitantes de outros mundos. Será uma humanidade de tipo superior, compreendem?…

P: Vamos supor que dentro do Movimento Gnóstico há muitas pessoas que talvez não tenham terminado com a sua perversidade interior. Se todo gnóstico aspira a ser um destes escolhidos, neste caso, essas pessoas que não consigam eliminar esse aspecto seriam também eliminadas dessa seleção?
SAW: Inquestionavelmente, aqueles que não estejam caminhando sinceramente pelo caminho do “Fio da navalha” podem ser eliminados dessa seleção. Mas, se estão trabalhando sinceramente, honradamente, não serão eliminados.

Quando alguém está trabalhando, está trabalhando. E então se tem consideração com ele e PODE ser escolhido…

Pirâmides na Bósnia – Sítios atlantes?

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A cada ano novos e intrigantes sítios arqueológicos vão sendo descobertos em todo o mundo. Pirâmides nas florestas tropicais sul-americanas, no interior da China, nos mares do Japão (leia os demais textos em nosso link Antropologia Gnóstica) e outros locais vão evidenciando que o passado da Humanidade não é exatamente como nossos livros de ciência contam.

Agora, para impressionar mais ainda, foram descobertos, há alguns anos, estruturas piramidais nos Bálcãs, mais precisamente na Bósnia-Herzegóvina, sofrido país europeu e eminentemente muçulmano que se independizou após sangrenta guerra.

Inúmeros cientistas têm desmentido que essas “pirâmides naturais” sejam obra de mãos humanas. No entanto, recentes descobertas de alguns pesquisadores, entre os quais o jovem arqueólogo bósnio Semir Osmanagic, na cidade de Visoko, a noroeste da capital Sarajevo, confirmam que as diversas pirâmidas naturais não são tão naturais assim: foram encontrados ao longo das montanhas blocos criados por alguma civilização avançada.

Esses blocos já descobertos pesam no mínimo 7 toneladas, e algumas chegam a alcançar 23 toneladas cada. Osmanagic, eufórico, afirma: “O complexo das pirâmides é similar aos do Peru, do México e da Bolívia”.

Semir Osmanagic explica que o complexo de pirâmides abriga no mínimo quatro estruturas piramidais de portes gigantescos, batizadas com os nomes de pirâmides do Sol, da Lua, do Dragão e do Amor.

Em todas essas pirâmides, Osmanagic informa que foram achadas, além de pedras esculpidas por seres humanos e degraus, portas, corredores e passadiços, também tábuas de pedra contendo inscrições com símbolos ainda não decifrados, como podemos observar nas imagens do GnosisOnline no site Flickr.

Se aceitas oficialmente pela arqueologia moderna – coisa difícil, dado o ceticismo crônico da ciência moderna -, essas serão as primeiras pirâmides europeias descobertas, fazendo crer que essas estruturas estão literalmente espalhadas por todos os continentes, à exceção da Oceania. Por enquanto.

Quer ver mais fotos das impressionantes pirâmides bósnias e seus detalhes arqueológicos? Visite nossa página no Flickr. Clique aqui!

O Aspecto Materno de Deus

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Os Cinco aspectos da mãe divina

As aparições da mãe divina

O eterno feminino

Deusa Coatlicue

Kalusuanga, chefe do raio maia

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Nossa amada América do Sul tem também seus templos majestosos, ainda que ninguém tenha falado deles. Esses são os templos da Deusa Natureza. Esses são os templos dos mistérios sagrados do Raio Maia.

Até agora só ouvistes falar dos Mestres asiáticos e europeus. Muitos estudantes espiritualistas desejariam progredir internamente, porém não podem, porque não encontraram o caminho que lhes pertence, seu raio e tônica próprios, que estejam de acordo com seu sangue e sua psique.

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Não se deve esquecer que na América do Sul o sangue do índio predomina sobre tudo, e que são milhões os seres humanos que pertencem ao Raio Maia. Porém, vou falar desses Mestres do Raio Maia, discorrer pela primeira vez a cortina que os oculta.

Kalusuanga, o Deus primitivo da Luz, o grande Mestre do Sol, tem um depósito de sabedoria esotérica no Templo de Buritaca, sede da sabedoria antiga (costa atlântica
Kunchuvito Muya, Deus Poderoso.
Kakasintana, Deus Poderoso.
– Nuestro Seyancua.
– Nosso Pai Seukul.
– “Mama” Kaso Biscunde.
– “Mama” Batunare.
– A “Saga” Maria Pastora, Mestra de Sabedoria.
– O Deus Kuinmagua. Esse Mestre é o Deus das Tempestades, com poderes sobre as estações do inverno e do verão, do outono e da primavera.
– O Deus Temblor (Terremoto), é uma criança inocente, que faz tremer a terra, cujo nome não é o caso de se mencionar.

Esses Mestres da Venerável Loja Branca do Raio Maia são os silenciosos vigilantes da América Latina. A Sierra Nevada de Santa Marta (Colômbia) é outro Tibet poderoso e antiquíssimo.

Kalusuanga, o Deus primitivo de la Luz, alegremente admitirá em seus mistérios as almas sedentas do Raio Maia. A chave para entrar no Templo de Kalusuanga, o Mestre índio, é como segue:

O discípulo sentará numa cadeira ante uma mesa. Apoiará os cotovelos sobre a mesa e sustentará a cabeça com a mão esquerda, enquanto com a direita fará passes magnéticos sobre a cabeça, desde a frente até a nuca, com o propósito de magnetizar a si mesmo e jogar com força (com os passes magnéticos) o corpo astral para fora, em direção ao Templo de Buritaca, sede da sabedoria antiga do Raio Maia.

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O discípulo unirá sua vontade e sua imaginação em vibrante harmonia, fazendo esforço para adormecer.

Deve sentir-se atuando com sua vontade e imaginação como se estivesse em carne e osso dentro do Templo de Buritaca.

Com o pensamento, deve pronunciar estes mantras ou palavras mágicas:

OMNIS BAUN IGNEOS

Essas palavras se pronunciam de uma vez, alargando o som das vogais, até chegar a dormir.

Depois de certo tempo de prática, o discípulo “sairá” do corpo físico, em seu astral, e Kalusuanga, o Mestre sublime do Raio Maia, o instruirá em seus mistérios e lhe ensinará a sabedoria médica.

Kalusuanga prova primeiro o valor do invocador e aparece gigantesco e terrível para provar o discípulo. Se este for valoroso será instruído na ciência sagrada dos “Mamas”.

Os altos Iniciados “Mamas” comunicam-se com os Mahatmas do Tibet e conhecem a fundo os vegetais da Índia Oriental.

Invocando um Grande Mestre do Raio Maia

Invocação do mama Ceferino Maravita para nos curar o corpo físico e os corpos internos: Em nome de Kalusuanga, Deus primitivo da Luz, filho dos sete mares vermelhos e dos sete raios do sol, te suplico, mama Ceferino Maravita, para que me cures (ou cures a fulano), meu (seu) corpo físico e meus (seus) corpos internos. Amém, Amém, Amém.

Prática Maia da Magia Elemental do Jayo (Folhas de Coca)

E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Que é que vês, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira. E disse-me o Senhor: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la. (vers. 11 e 12, cap. 1 de Jeremias).

Ao estudarmos esses simbólicos versículos do profeta Jeremias, encontramos que a vara da amendoeira representa a vara do mago. Em seu aspecto puramente vegetal, a vara da amendoeira encobre um segredo vegetal que Jeremias não quis revelar ao profanos. Por trás da vara da amendoeira se esconde o “jayo” (coca).

Essa planta maravilhosa serve para sair em corpo astral. O mantra do jayo é:

BOYA… BOYABOYA

Existe uma fórmula secreta para se preparar com o jayo uma poção que permite ao mago sair em corpo astral. Terei cuidado de não divulgar essa fórmula sagrada, porque a humanidade não está preparada para recebê-la.

Seyirino, pai do jayo, é um grande Mestre do Raio Maia. O elemental do jayo, com seu corpo de ouro puro, e suas formosas vestes, se parece com uma donzela de extraordinária beleza. Na antiga Roma dos Césares, os magos romanos usávamos muito o jayo para nossos grandes trabalhos de magia prática.

Samael Aun Weor. Mistérios Maias e Tratado de Medicina Oculta

A dança de Shiva

2

Um dos pontos centrais da teoria junguiana é o processo de individuação, e quando é citado sempre surgem algumas questões a respeito de aspectos negativos presentes neste processo, os quais eu gostaria de evidenciar no momento.

O processo de individuação ou de transformação interna nos leva sempre a um questionamento e consequente conscientização de determinadas partes escondidas de nossa psique assim como nos aproxima mais de nossa verdadeira essência. Isso o transforma numa grandeza imensurável cujo contato se faz difícil e na maioria das vezes muito doloroso de se enfrentar.

O autoconhecimento que nos conduz à profundezas inesperadas e a um reconhecimento de nosso lado sombrio, egóico, tem força suficiente para desencadear perturbações geradoras de problemas e consequentes mudanças de personalidade que jamais poderíamos prever. O confronto com situações conflituosas provenientes do inconsciente requer intencionalidade e inteireza no propósito, pois simplesmente não podemos amenizar o sofrimento deste contato com desculpas ilusórias ou explicações cômodas. Desta forma só estaríamos ampliando, em muito, as possibilidades destrutivas existentes.

O inconsciente é de natureza amoral, e é dele que se apresenta o que for necessário para nos desapegarmos dos agregados ilusórios do ego, resultando em um crescimento em direção à uma consciência mais ampla. E isto não é tarefa fácil, pois dificilmente abriremos mão do que somos, de nossas identificações, para aceitarmos uma posição, uma perspectiva ou um jeito novo que em geral nos é totalmente desconhecido e oposto a nós.

Daí surge a necessidade de um trabalho psicoterapêutico onde a análise junguiana se caracteriza pelo confronto dialético entre consciência e inconsciente. E nossa individuação se faz percebida pela tomada de consciência de componentes de nossa personalidade, que originariamente apresenta sintomas negativos, aos quais Jung denominou de sombra.

Quando damos uma atenção especial às nossas questões internas, vamos de encontro a esta personalidade inferior, onde está contido tudo que não se encaixa, que não procede. Tudo que não se ajusta às leis e regras de nossa vida consciente. Na realidade, tudo que é esquecido ou rejeitado não só por motivos de ordem moral como também por conveniências inconsequentes.

Em resumo, todas aquelas pequenas e insignificantes imposições as quais somos condicionados deste pequenos, tais como: ‘mamãe não gosta’ ou ‘papai do céu acha feio’ ; e todas as demais características que somos levados a nos identificar para melhor sermos aceitos no meio onde crescemos.

Na verdade todo o nosso inconsciente é a nossa própria sombra quando o contrapomos à consciência representada pela luz, ou ainda, quando tomamos uma postura de distanciamento, rejeição ou medo, em relação aos conteúdos desse inconsciente, ou melhor dizendo, de nós mesmos.

O que caracteriza alguma coisa como pertencente à sombra é exatamente a nossa postura em relação a ela ou à forma como reagimos a esses conteúdos. As diferentes perspectivas pelas quais vemos determinados conflitos internos surgem a partir de influências de nossas próprias emoções que nos farão lidar com tais conflitos de maneira agradável e simples, ou desagradável e autodestrutiva.

Normalmente nos livramos dos aspectos desta metade obscura de nossa alma usando de artifícios onde atribuímos aos outros o que é feio, preconceituoso e esquisito. Ou, às vezes, para nos sentirmos salvos ou isentos de pecados, os transferimos para um mediador divino através de um ato de arrependimento. Jung dizia que sem pecado não há arrependimento, e sem arrependimento não há o ato de redenção.

Somente através de uma análise profunda é que podemos nos confrontar com essa metade obscura da personalidade, pois uma vez iniciado o processo, torna-se inevitável esse contato e na maioria das vezes, muito doloroso.

Esse é um momento psicológico onde não há opção; somos expulsos do paraíso. Restando-nos apenas suportar com paciência, coragem e confiança até que ocorra a solução, a mudança de paradigma, no devido momento. Nem antes nem depois.

E quando nos aventuramos por um passeio por esse inferno dantesco, i.e., quando tentamos entender o que nosso inconsciente produz, o caminho mais direto e natural seria permitir à nossa alma um curso livre, através de um recuo de nossas projeções internas, sem interferências do ego.

Modelando a realidade que nos circunda com uma concepção mais realista da vida e livre de ilusões. Agindo dentro do que é certo, em cada momento, de acordo com o que temos disponível, com o que somos, para que não se permita que forças maléficas se tornem explicitamente excessivas.

Uma vez que corrigimos essas projeções, ou seja, que separamos a realidade, das camadas de ilusão que a envolvem, nos aproximamos de limites perigosos onde ultrapassá-los significaria um empreendimento muito difícil. Pois esses limites representam verdades específicas de um momento psicológico que normalmente preferimos evitar.

Se obstáculos existem, é porque eles devem ter alguma serventia, e talvez encubram algum recanto delicado com uma escuridão que às vezes é salutar. Determinados aspectos que talvez fossem muito mais tranquilos que jamais viessem à luz.

Essas mudanças decorrentes dessa experiência interna são tão profundas que possuem um caráter numinoso, i.e., somos compelidos a achar que elas representam uma vontade de Deus. Isso é devido ao caráter autônomo dos símbolos que surgem, pois o caminho ou a solução para os conflitos se apresentam com um impacto tão grande que nos fazem entender essa força resultante desta maneira.

Esses símbolos, que possuem os opostos representados em si, são manifestações de um ponto central que representa a totalidade, o Uno, e acabam funcionando como um Senhor do Mundo Interior, portando, em sua estrutura, luz e trevas.

Os primitivos possivelmente tinham alguma percepção dessa grandeza, pois em seus rituais representavam o Sol como Deus-Pai. Fecundador e criador, fonte de toda a energia do mundo. O Sol não só é benfazejo como também destruidor com seu calor abrasador. Ele brilha igualmente para todos, bons e maus. E faz crescer tanto vidas úteis quanto nefastas. Todas essas características o tornam adequado para representar o Deus visível deste mundo, nossa força propulsora, a libido cuja essência é produzir a nossa realidade.

Em culturas diferentes, existem infinitas outras representações para simbolizar esse arquétipo central da totalidade portador do bem e do mal. Na mitologia hindu encontramos Shiva, que dispôs de uma metade de seu corpo para servir de morada para a sua consorte, Parvati. Esta é uma magnífica representação do mistério da união dos opostos que simboliza a essência da iluminação. Neste padrão hindu de Deus-Shiva e sua Shakti se encontra o poder procriador da substância imortal, fonte de toda a vida.

Na iconografia tibetana encontramos a mesma representação na imagem de Vajradhara e sua contraparte feminina, estreitamente abraçados numa formação conhecida como yab-yum. Aqui, as duas figuras fundem-se uma na outra em suprema concentração e absorção tântrica.

Sentados num trono de lótus que simboliza o Portal do Universo, em régia atitude de calma imortal. As imagens de Shiva-Shakti simbolizam a vida universal e individual como uma incessante interação de opostos cooperantes.

Outra representação de Shiva relativa a um par de opostos começou a surgir na Índia com a invasão dos povos árias do norte. Eles possuíam uma coletânea de hinos chamados Rig Vedas, em sânscrito primitivo, usado quando se ofereciam os sacrifícios arianos. Ali, Shiva, conhecido como Rudra, O Terrífico, era uma divindade menor a qual os devotos se dirigiam em apenas três hinos.

Sob o nome de Shiva, mais tarde esta divindade vem a se transformar em um dos três principais deuses do panteão hindu, depois de absorver algumas características de um Deus da Fertilidade indígena. Nesse momento configurou-se a Trindade constituída por:

Vishnu, significando existência, luz, concentração e preservação;
Shiva como representante de aniquilamento, trevas, dispersão e destruição;
Brahma, no centro, com eixo de equilíbrio, construção.

Shiva, depois de passar, como Rudra, por características sinistras, misteriosas e associadas às funções destrutivas, apresenta-se plenamente desenvolvido, combinando características contrastantes. Como Mahakala, ele é o grande deus do tempo infinito, que tudo destrói. Com um aspecto oposto, ele é Pashupati, o senhor de toda a criação. Contam que a terra estava ficando desolada e foram pedir a Vishnu que despejasse sobre a terra o rio cósmico Ganga, para restaurar toda a vida do planeta.

Acontece que este rio tinha uma tal força torrencial que se caísse sobre a terra, destruiria tudo, a faria em pedaços. Shiva, ao saber, amparou o rio em sua cabeça, e pela água que lhe escorriam pelo seus longos cabelos negros surgiram os veios que deram origem ao rio Ganga (Ganges), que possui exatamente esta função restauradora e purificadora.

Shiva é ainda Nilakanta, o Garganta Azul. Dizem que a serpente Vasúki espalhou sobre o universo um veneno que o ameaçava de destruição. Os devas e asuras, que não podiam lidar com tamanho problema, recorreram a Shiva que bebeu o veneno livrando todo o universo de ser destruído.

Já como Nataraja, o Senhor da Dança, Shiva possui os dois aspectos: destruidor e criador. Na reclusão de sua morada, no alto do Monte Kailasa, nos Himalaias, Shiva dança. E ao executar este ritual ele revolve toda a neve sob seus pés, e à sua volta. Assim, enquanto dança ele destrói o universo.

Mas a neve remexida pela dança se derrete e começa a formar um pequeno filete de água que desce as montanhas formando pequenos veios que mais abaixo se transformam numa volumosa fonte de vida que é o rio Ganga.

Shiva é ainda Ashutosha, Aquele Que se Basta, o Senhor do Desapego. Aceita de bom grado o que lhe é oferecido valorizando, desse modo, mais a intenção do que o objeto oferecido.

Como uma lembrança do que é impermanente ou da constante mudança, Shiva é Akasha, o éter, o sem forma. Os fiéis de Shiva neste estado o veneram em ritos usando uma pedra normalmente colhida no rio Ganga ou no rio Gandaki, no Nepal, para representar a sua imagem sem forma. E transcendendo o estado de Akasha encontramos a “consciência pura”.

Com todas essas manifestações através das formas e da não forma, de sua dança através dos tempos, encontramos nos Svetasvattara Upanishads uma menção sobre “este Deus (que) é o artesão do Universo, o Ser Supremo. (Ele) mora eternamente no coração das criaturas”. E ainda é dito que “quando não há trevas, não há nem dia nem noite, nem ser nem não ser, então (este) é Shiva , o Absoluto, é o Imperecível”.

Para que os devotos lidem com todas essas representações, é pedido a eles que adorem não os nomes e as formas, mas o dinamismo, a torrencial corrente cósmica de fugazes evoluções, que continuamente produz e aniquila as existências individuais, como gotas de uma poderosa queda d’água.

O indivíduo passa a ter uma atitude, identificando sua mente com o princípio que lhe dá existência. Que o lança para dentro de um processo de crescimento, eliminando as contradições existentes em seu caminho. Assim ele se sente como parte dessa força suprema. Tanto os pesares quanto as alegrias são transcendidos na entrada em um estado puro, livre de opostos.

Assim como em todo este simbolismo védico, as estruturas psicológicas contêm secretamente o seu oposto, ou está de alguma forma ligado a ele. E não existe nenhum ritual, ou momento psicológico, que não se converta em seu oposto quando se toma uma posição extrema. Quanto mais tomamos uma atitude unilateral, tanto mais podemos esperar sua reversão para o seu contrário. Isto é chamado Enantiodromia.

Portanto, todas as nossas qualidades e características das quais mais gostamos e defendemos são as mais ameaçadas com certa perversão diabólica. Pois são exatamente elas que mais reprimem o mal.

O autoconhecimento é uma aventura que nos conduz a amplidões e profundezas inesperadas, sendo sempre muito doloroso desencadearmos perturbações difíceis de se administrar. Nossa existência individual caracteriza-se por uma relação entre a alma livre, pura e perfeita, e as ilusões do mundo exterior. Mas sempre poderemos transcender esses obstáculos temporais e todos os nossos apegos para conseguirmos discernir a realidade aparte das camadas de ilusão que a envolvem.

Para a psicologia moderna, com esse empreendimento estaremos sempre lidando com a vida e a morte da consciência comum, para dar lugar ao surgimento de uma consciência superior. Num confronto com a sombra, que apesar de sinistro e inevitável, é o que nos projeta para a individuação.

E, sempre que olho para lugares ermos do inconsciente, vejo Shiva. No topo do Monte Kailasa. Pronto para começar a sua dança.

(Sérgio Pereira Alves)

Karl Marx

30

Vem-me à memória, nestes momentos, um encontro, nos Mundos Submersos, com Karl Marx.

Encontrei-o nessas regiões tenebrosas. Aquele sujeito havia despertado no mal e para o mal. Sem dúvida, era um bodhisatva caído. Seguia-o Lenin, como uma sombra nefasta, inconsciente, profundamente adormecido.

Interroguei Marx com as seguintes palavras: “Faz já muitos anos que o senhor desencarnou; seu corpo se tornou pó na sepultura e, não obstante, eu o encontro vivo nestas regiões. Então, em que ficou sua dialética materialista?” Aquele sujeito, olhando o relógio de pulso que levava no braço, não se atreveu a me dar resposta alguma; deu as costas e se retirou.

Porém, a poucos metros de distância, lançou uma gargalhada sarcástica horripilante. Mediante a Intuição, logrei capturar a essência viva de tal gargalhada. Nela estava a resposta que poderíamos resumir com a seguinte frase: “Essa dialética não foi mais que uma farsa; um ‘prato’ para enganar incautos”.

É curioso saber que, quando Karl Marx desencarnou, recebeu honras fúnebres religiosas de grão-rabino. Na Primeira Internacional Comunista, Karl Marx se pôs de pé, dizendo: “Senhores, eu não sou marxista!”

Houve, então, assombro entre os assistentes, gritos, alaridos, e disso nasceram muitas seitas políticas, bolcheviques, mencheviques, anarquistas, anarcossindicalistas etc. Assim, pois, é interessantíssimo saber que o primeiro inimigo do marxismo foi Karl Marx.

Numa revista de Paris podemos ler o seguinte: “Mediante o triunfo do proletariado mundial, criaremos a República Socialista Soviética Universal, com capital em Jerusalém e nos adonaremos de todas as riquezas das nações, para que se cumpram as profecias de nossos santos profetas do Talmude”. Certamente, estas não podem ser frases de um materialista, nem de nenhum ateu.

Marx era um fanático religioso judeu. Não quero agora, nesta conferência, criticar assuntos políticos, estou me referindo, de forma enfática, a questões essencialmente ocultistas.

Karl Marx, movido certamente por fanatismo religioso, inventou uma arma destrutiva para reduzir a poeira cósmica todas as religiões do mundo.

Tal arma é, fora de toda dúvida, um jargão que jamais resistiria a uma análise de fundo. Refiro-me à dialética materialista. Os velhacos do intelecto sabem muito bem que, para a elaboração de tal “prato” mentiroso, de tal farsa, valeu-se Marx da dialética metafísica de Hegel. Evidentemente, despojou essa obra de todos os princípios metafísicos que lhe deu seu autor e com ela elaborou seu “prato”.

Não é demais repetir nesta conferência que Marx, como autor de tal mentira, de tal farsa, de tal dialética comunistoide, não acreditou jamais nela e por isso não teve nenhum inconveniente em confessar seu sentir em plena assembleia, exclamando: “Senhores, eu não sou marxista!”

Indubitavelmente, este senhor só cumpriu com um dos Protocolos dos Sábios de Sião, que diz: “Não importa que nós tenhamos que encher o mundo de materialismo e de repugnante ateísmo. O dia em que nós triunfemos, ensinaremos a religião de Moisés universalmente codificadamente e de forma dialética e não permitiremos, no mundo, nenhuma outra religião”.

Não quero, com isto, condenar nenhuma raça em particular. Estou aludindo, francamente, a alguns personagens semitas com planos maquiavélicos. Esses são os Marx, os Lenin, os Stalin etc. Do ponto de vista rigorosamente ocultista, pude evidenciar que o citado bodhisatva caído lutou pela divindade a seu modo, usando uma arma astuta para destruir as demais religiões.

Marx foi um sacerdote, um rabino da religião judaica, fiel devoto da doutrina de seus antepassados.

O que, sim, assombra é a credulidade dos néscios que, crendo-se eruditos, caem nas malhas céticas postas por Karl Marx.

Esses ingênuos da dialética materialista marxista-leninista obviamente se tornam violentos contra a Divindade e, por tal motivo, ingressam no Sétimo Círculo Dantesco.

Samael Aun Weor, Sim, Há Inferno, Diabo e Karma

O que está além do Ego: o Anticristo interior

11

É conveniente aprofundarmos um pouco mais no que se relaciona com nossa psique. Conversamos muito sobre o Ego, o Eu, o Mim Mesmo, o Si Mesmos, mas agora penetraremos em outros aspectos ainda mais profundos…

Vimos, em passadas aulas, que na antiga Pérsia se rendia culto a Ahrimã. Indubitavelmente, tal culto não era próprio dos Ários, senão de certa quantidade de pessoas, sobreviventes da submersa Atlântida. Quero me referir, de forma enfática, aos turânios. Inquestionavelmente, para eles Ahrimã era o centro vital de seu culto. (Rudolf) Steiner fala das “Forças Ahrimânicas” e muitos outros autores estudam tais forças.

Dizíamos, em passadas cátedras, que Lúcifer é o Arcanjo Fazedor de Luz, que não é essa criatura antropomórfica que nos é mostrada pelos clérigos dogmáticos.

Certamente, cada um de nós tem seu próprio Lúcifer. Ele, em si mesmo, é o Reflexo do Logos ou de nosso Logoi Interior, no fundo de nossa psique, a Sombra digamos, de nosso Logoi, nas profundidades de nossa própria psique.

É claro que quando não estávamos caídos, quando ainda vivíamos no Éden, esse Lúcifer Interior resplandecia em nossas profundidades, gloriosamente. Mas quando cometemos o erro de “comer daquele fruto” do qual se disse “Não Comereis”, então nosso Lúcifer Íntimo caiu, converteu-se no Diabo do qual as teogonias falam.

    No Zoroastrismo, a eterna luta entre Ahura Mazda, o Deus da Luz, o Cristo Cósmico, e Angra Mainyu, ou Ahrimã, o Anticristo
No Zoroastrismo, a eterna luta entre Ahura Mazda, o Deus da Luz, o Cristo Cósmico, e Angra Mainyu, ou Ahrimã, o Anticristo

E que agora necessitamos “Branquear o Diabo”, é verdade, e morrendo em si mesmos aqui e agora. Quando logramos a dissolução do Eu de forma radical, esse Diabo das mitologias se branqueia, volta a resplandecer, converte-se em Lúcifer, no Fazedor da Luz. Quando ele se mescla com nossa Alma e nosso Espírito, ele nos transforma, por tal motivo, em Arcanjos gloriosos.

Ahrimã é algo muito diferente, meus estimados irmãos: ele é o ANVERSO DA MEDALHA DE LÚCIFER, é o aspecto negativo d’Ele. Esse Fogo Ahrimânico expressa-se na forma dos antigos turânios da Pérsia. É a fatalidade, os poderes tenebrosos deste mundo. Propriamente, Ahrimã está ainda mais além do próprio Ego…

Dizíamos em passadas reuniões o que é o Ego. Porém, agora avançando didaticamente, diremos agora o que é a Base do Ego, o seu Fundamento, que está mais além do Mim Mesmo.

Ele é o “Iníquo” de que nos fala Paulo de Tarso nas Sagradas Escrituras, o Homem do Pecado, a antítese digamos, ou o anverso da medalha com relação, precisamente, ao Filho do Homem: ou O Anticristo…

No Apocalipse de São João, fala-se da Besta de 7 Cabeças e 10 Cornos. Essas 7 cabeças são os sete pecados capitais  (ira, cobiça, luxúria, inveja, orgulho, preguiça, gula, com todas as suas derivações). Já os dez cornos representam a Roda do Samsara. Isso significa que gira incessantemente. Por isso se diz que “sobe do abismo e vai à perdição”; corresponde à Roda do Samsara. Devemos refletir nisso profundamente…

Fala-se de outra “Besta”, a que tem “dois cornos” e se diz que “a primeira recebeu uma ferida em uma de suas sete cabeças (ferida de espada), porém, que sarou”, e que “as multidões todas se maravilharam do poder da Besta, que foi ferida e voltou”…

Deve-se saber compreender que se pode acabar com os “elementos” que constituem o Ego, mas, sem embargo, “ressuscitam na Besta”, no Anticristo, no monstro das sete cabeças.

Quando se aniquilaram, absolutamente, os demônios da ira, é como se tivesse ferido uma das cabeças da Besta, porém, logo se fortifica tal defeito em dita cabeça e a Besta vive. É como se acaba com a cobiça em todas as 49 Regiões do Subconsciente, quando se aniquilam os elementos inumanos da cobiça, e a mesma revive com mais força em outra das cabeças da Besta, e assim, sucessivamente…

Quando um homem consegue morrer totalmente em si mesmo, ainda fica a Besta. Por isso se diz, meus queridos irmãos, que “antes do Cristo vir, vem o Anticristo”. Antes que o Cristo ressuscite em um Homem, manifesta-se o Anticristo, a Besta que deve ser morta…

Bem, diz o Apocalipse que “o que pela espada fere, pela espada há de morrer”; “quem a outros conduz ao cativeiro é também conduzido ao cativeiro”; e que “eis aí a paciência dos Santos”. Com isso se quer dizer que à base de infinita paciência, o Anticristo em nós pode ser morto, por isso se requer Paciência e Trabalho…

Inquestionavelmente, o Anticristo faz “milagres” e “prodígios” enganosos: inventa bombas atômicas (assim é como faz “chover fogo do céu”)… É cético por natureza e por instinto, terrivelmente materialista. Quando se ouviu dizer que Ahrimã seja místico? Nunca! Por isso, os turânios (Nota do GnosisOnline: povos bárbaros e involutivos atlantes que se estabeleceram em certas regiões do atual Irã e norte da Ásia e renderam culto a um mago negro cabeça de legião de nome Ahrimã), querendo dominar o mundo estabeleceram o culto de Ahrimã, ou seja, o culto do Anticristo.

Há duas ciências, de toda a eternidade: uma é a Ciência Pura, que só a conhecem os Perfeitos, e a outra é a da Besta, a do Anticristo, terrivelmente cética e materialista, que se baseia no raciocínio subjetivo, que não aceita nada que se pareça com Deus ou que O adore… espantosamente grosseira.

Se vocês derem uma olhadela no mundo atual, verão a Ciência do Anticristo por todos os lugares. E estava dito pelos melhores profetas da Antiguidade que “chegaria o dia da Grande Apostasia, em que não se aceitaria nada semelhante a Deus, ou que se o adorasse…”

Esse dia chegou e estamos nele. Depois da Grande Apostasia em que estamos (que cresceu e crescerá ainda mais), virá o Cataclismo Final. Assim está escrito por todos os grandes profetas do passado. O que necessitamos é Compreensão suficiente para não seguirmos a Besta.

Desgraçadamente, cada um de nós a leva no fundo de sua psique. Se somente fosse uma Besta externa, como alguns supõem, o problema não seria grave, porém, o grave, irmãos, é que cada um a carrega  e tem uma força terrível. Observem vocês mesmos e a descobrirão…

Se vocês são sinceros consigo mesmos e meditarem, se concentrarem em seu interior, tratando de se autoexplorar, poderão evidenciar dois aspectos perfeitamente definidos: um, sincero, o da Mística verdadeira, o daquele que anela, o que quer de verdade se autorrealizar, conhecer a si mesmo; mas há outro aspecto de vocês mesmos que o sentiram, que sabem que existe: o da Besta, que rechaça estas coisas, que se opõe a estes anelos e que, ainda que um homem seja muito devoto e sincero, tem momentos em que sendo assim, tão sincero, se maravilha de que haja nele algo em seu interior que se opõe definitivamente aos anelos espirituais. Ainda mais, que chega a rir de tais anelos.

De formas que há uma luta, digamos entre duas porções da psique: a que anela de verdade e que é a Essência pura, e a da Besta, que ri destas coisas, que é grosseiramente materialista, que não as aceita.

Se forem ser sinceros consigo mesmos e se autoexplorarem, poderão evidenciar a realidade do que estou lhes dizendo. E é que a Besta, Ahrimã, o Anticristo, não está interessado em assuntos espirituais. Certamente, a ele o único que interessa é a matéria física, densa, grosseira… Precisamente, o ateísmo marxista-leninista, o materialismo soviético, tem seu fundamento em Ahrimã…

    O Lúcifer Interior, o Xolótle asteca, o titã grego Prometeu: reflexos da Força Liberadora de Deus, o Fazedor da Luz Interna, mal interpretado pelos religiosos
O Lúcifer Interior, o Xolótle asteca, o titã grego Prometeu: reflexos da Força Liberadora de Deus, o Fazedor da Luz Interna, mal interpretado pelos religiosos

Porém, digo a vocês: necessita-se ser sincero consigo mesmo. Em vocês há uma parte que é a Fé e sentem em sua psique o anelo, mas há outra parte que a vocês mesmos não lhes agrada, porém que existe, e que é o CETICISMO…

“Isso existe e não existe”, é a antítese do que vocês querem, e o mais grave é que vocês também são essa antítese. Obviamente, tal antítese é a do Anticristo, a de Ahrimã…

Vocês sabem que a morbosidade, por exemplo, a luxúria, é asquerosa, abominável, porém há algo na psique de vocês que ri de seus anelos de Castidade, que consegue às vezes ganhar uma partida, que se burla de vocês: é o Ahrimã, a Besta…

Vocês sabem que a ira, por exemplo, é asquerosa, porque mediante a ira se perde a clarividência, que se arruína. Vocês se propõem a não ter ira, porém, em qualquer momento vocês estão “trovejando” e “relampagueando”. Obviamente, não duvidam de que se trata dos Eus e até conseguem controlá-los, porém, algo surge no fundo, atrás desses Eus, que se mofa de suas boas intenções.

Um homem poderia acabar com a ira, mas sem embargo, em qualquer momento poderia senti-la, mesmo tendo acabado com ela, porque qualquer cabeça da Besta, ferida pelo fio da espada, volta outra vez a s curar… eis aí o Poder da Besta. Por isso é que todos se inclinam ante a Besta e a adoram… É o Anticristo!

Os que supõem que o Anticristo já nasceu na Ásia, por ali, e que vem rumo ao Ocidente e que aparecerá em tal ano, fazendo maravilhosas e prodígios, está completamente equivocado: CADA QUAL O LEVA EM SEU INTERIOR!

É a Besta, é Ahrimã, é digamos o anverso da medalha do Homem Causal. Está formado por todas essas causas ancestrais, delituosas, que desde os antigos tempos temos criado, de vida em vida; é o aspecto negativo do Homem Causal…

Assim, então, se formos sinceros, se formos honrados com nós mesmos, se tivermos o valor de nos autoexplorarmos judiciosamente, viremos a descobrir que realmente “o Iníquo” de que nos fala Paulo de Tarso nas Sagradas Escrituras, e que é cada um de nós.

Tudo que “cheira a Deus”, que se adore, é motivo de burla para o Iníquo. Observem vocês a si mesmos: Têm seus momentos de mística, de oração, de devoção (são momentos deliciosos), porém, de todo modo, numa hora menos pensada surge o Iníquo, que ri de todas essas coisas. Quando vocês o notarem, já será tarde, ele já riu…

É que cada um leva em seu interior e é muito forte, muito poderoso, faz “milagres” e prodígios” enganosos, inventou toda esta Falsa Ciência. E todos os sabichões de laboratório de física, mecânica, biologia, que não veem mais além de seus narizes, dizem: “Isso? Isso não existe, não está demonstrado!” “Aquilo? Bah, são lendas das pessoas ignorantes de outros tempos, de antes!”, com uma soberba e um cinismo desconcertantes. Esta é a Ciência do Iníquo, do Anticristo!

Há outra Besta, diante do Iníquo, que tem dois cornos: é o Eu, o Ego, o mim mesmo, que lhe é dado fazer todas as “maravilhas e sinais” diante da humanidade e que defende o Iníquo, dotada de grande poder. Essas são as duas Bestas do Apocalipse de São João. Muitos conseguem destruir a primeira Besta, submetem-se às ordalias da Iniciação e o conseguem, porém, mui raros são os que conseguem aniquilar o Iníquo, o Anticristo.

“Não há como a Besta!”, diz a humanidade, e todo joelho se dobra ante a Besta. Ela faz aviões ultrassônicos, , foguetes que cruzam o espaço a velocidades gigantescas, ela cria soros, medicamentos, elabora armas atômicas de todo tipo, a chispante intelectualidade, os líderes políticos etc.

Destruir o Iníquo, quem conseguirá? Quem será suficientemente forte como para destroçá-lo em si mesmo? Alguns o conseguiram, sim, mas depois delinquiram… a Besta tem a força que pode ser morta e ressuscitar…

Obviamente, o Filho do Homem, quando vem a este mundo, é sempre submetido à ignomínia, exposto a toda classe de vexações. Porém, quem é seu vexador? Quem o submete à ignomínia? A Besta! Quando Ele vem a este mundo, tem de entrar na Besta, e a Besta se mofa dEle e lhe submete à ignomínia; é seu cárcere, é sua prisão…

Se Ele é valoroso, a Besta é covarde, e então é submetido à ignomínia. Se é casto, a Besta não o é, e Ele sofre o indizível. Mas quando a Besta é morta, quando é lançada no “lago ardente de fogo e enxofre”, que é a Morte Segunda, o Filho do Homem ressuscita dentr os mortos e vive.

Vocês terão bem visto como se representa o Divino Rosto: a cabeça coroada de espinhos do Filho do Homem. Abundam em distintos lugares do mundo tais cabeças, vêm da Idade do Bronze, e é que o rosto do Filho do Homem é banhado em sangue pelas vexações que sofre. Medito dentro da Besta, há de sofrer até que a Besta seja morta…

Escrito está, pois, que “ antes de vir o Cristo, virá o Anticristo” em cada um de nós. E falando de forma coletiva, direi: que antes de vir a Idade de Ouro, o Anticristo se terá feito onipotente sobre a face da terra. “A Ciência se multiplicará”, diz Daniel (a ciência materialista do Anticristo), “entra nele e todo joelho se fincará ante a Besta…” Assim está escrito.

O “Falso Profeta que faz os sinais diante da Besta” é o Ego, o Eu, o Mim Mesmo, o Si Mesmo; e a Besta monta sobre a Grande Rameira, qual seja: o Abominável Órgão Kundartiguador, a Serpente Tentadora do Éden…

Assim, então, irmãos, é necessário compreender o que é a Besta. Tem poderes terríveis, gigantescos. Quando se compreende isto, preocupa-se então por fazer dentro de si mesmo uma Criação Nova…

Como disse Paulo de Tarso (e isso é verdade): “A circuncisão nada vale, a incircuncisão nada vale, o importante é fazer uma Nova Criação”. E qual é essa “nova criação”? É a fabricação dos Corpos Existenciais Superiores do Ser.

E qual é a “marca do Cristo”? Os Estigmas, diríamos, os Sinais de Mercúrio com os quais se está trabalhando (falando em rigorosa Alquimia). Mas se alguém não faz uma Nova Criação, nada fez.

Nos antigos Mistérios do Egito, quando o Iniciado ia receber sua primeira Iniciação, entrava num sepulcro, cheio de muitos Verbos, e ali permanecia adormecido três dias com suas noites, como que morto. Então, fora do corpo físico, encontrava-se cara a cara com sua Mãe Divina (Ísis), a qual trazia em sua destra um livro (o Livro da Sabedoria, mediante o qual é possível se orientar para realizar a Grande Obra).

E qual é o Livro da Sabedoria? O Apocalipse! E quem o entende? O que estiver fazendo a Grande Obra… Quem não estiver fazendo a Grande Obra não o entenderá porque esse é o “Livro de toda a Criação”…

    A luta entre Ahura Mazda e Ahrimã (o Cristo Cósmico e o Anticristo dentro de todos nós) pela conquista da Essência Divina foi o legado do Zoroastrismo que se difundiu nas três grandes religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e Islã.
A luta entre Ahura Mazda e Ahrimã (o Cristo Cósmico e o Anticristo dentro de todos nós) pela conquista da Essência Divina foi o legado do Zoroastrismo, que se difundiu nas três grandes religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e Islã

Passados os três dias, o Iniciado ressuscitava dentre os mortos, porque voltava à vida. É claro, não era a Ressurreição Maior, não; era a Pequena Ressurreição, porque em cada Iniciação algo morre em nós e algo ressuscita em nós.

Então, por este Caminho vamos morrendo e ressuscitando pouco a pouco. Esses três dias são as 3 Purificações pelas quais se tem de passar: três Purificações pelo Ferro e pelo Fogo. A Ressurreição Maior somente é possível depois da Morte Maior.

Quando se ressuscita a fundo, quando se passa pela Grande Ressurreição, Ahrimã morre, já não fica nada do Anticristo, nem da Besta, nem do Falso Profeta; para eles, o “lago ardente com fogo e enxofre”, que é a Morte Segunda. Então, levanta-se o Filho do Homem, Ele ressuscita no Pai e o Pai ressuscita no Filho, porque o Filho e o Pai são Um.

Assim, então, tudo está dentro de nós, é dentro de nós mesmos que nos cabe trabalhar. Assim, como estamos, somos um fracasso! Necessitamos que o Ego morra, e tendo conseguido isso, se faz necessário que morra a Besta, o Ahrimã, o “monstro de sete cabeças e dez chifres”, o anverso do Homem Causal.

Só assim, meus queridos irmãos, é possível ressuscitar um pouco mais tarde. Antes desse instante, teremos de nos contentar com pequenas mortes e ressurreições. Porém, não é possível a Ressurreição Final antes da morte da Besta…

Todas as Escolas nos falam de que o Iniciado permanece três dias num Sepulcro e que depois disso sai transformado. Algumas escolas tomam isso literalmente, cruamente, e creem que de verdade são três dias, ali, recostado, metido num caixão de morto, e que logo se levanta feito um Deus.

Não entendem a realidade das coisas, não querem compreender que esses três dias são as 3 Purificações pelo Ferro e pelo Fogo…

Para se conseguir isso, necessita-se de toda uma vida de sacrifícios. Zoroastro, Zaratustra, começou muito jovem e já ancião, o conseguiu. Há os que começam já numa idade madura, ou velhos. Obviamente, não alcançam em uma só existência fazê-lo, mas podem avançar muito, e em sua futura existência, terminar a Obra.

Porém, repito: NÃO É POSSÍVEL CHEGAR à RESSURREIÇÃO SUPREMA SEM A MORTE DO ANTICRISTO!

Todos os seres, incluindo Ele (Jesus), tiveram de branquear (o Diabo), se Ele não havia logrado branqueá-lo de todo, depois teve de branqueá-lo através da Iniciação. Em todo caso, o Drama Cósmica da Iniciação é altamente simbólico, os Evangelhos estão escritos em Chave, foram feitos POR Iniciados e PARA Iniciados.

Necessita-se passar toda uma vida de Estudos Herméticos e depois de haver chegado à ancianidade é quando se vem a compreendê-lo. Necessita-se haver branqueado seus cabelos (em Sabedoria), pra se poder chegar a entender o que são os Evangelhos.

Samael Aun Weor – Conferência As Forças Ocultas de Ahrimã

Orações sagradas dos 7 planetas

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A Angelologia na Visão Gnóstica

No livro As Três Montanhas, explica o venerável mestre Samael Aun Weor sobre a necessidade de conhecermos e invocarmos os Anjos de Deus:

“Todo Cosmo é dirigido, vigiado e animado por séries quase intermináveis de Hierarquias de seres conscientes. Cada um deles tem missão a cumprir e, sejam chamados por um nome ou outro, Dhyan-Chohans, Anjos ou Devas, são mensageiros, tão só no sentido de serem agentes das leis kármicas e cósmicas.

Seus respectivos graus de consciência e de inteligência variam até o infinito e todos eles são homens perfeitos, no sentido mais completo da palavra.

Múltiplos serviços angélicos caracterizam o Amor Divino. Cada Elohim trabalha em sua especialidade.

Nós podemos e devemos apelar à proteção angélica.

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No núcleo estelar de todo sol sideral, de todo planeta, de todo satélite lunar, de todo Cometa, existe um TEMPLO-CORAÇÃO, que é a morada sagrada de um gênio sideral. Assim, temos todo o Infinito como um sistema de corações.

Por isso, a Astrologia Esotérica vem a ser a religião da luz e do coração.

Cada um de nossos planetas tem seu Reitor Sideral. Esses são os 7 “Espíritos Diante do Trono de Deus”, como ensina o Apocalipse de São João. Esses são os 7 anjos que repartem entre si o governo do mundo em 7 épocas distintas, pois a história do mundo se resume em 7 épocas.

Os sete planetas são as cordas de uma lira divina, onde ressoa com sua mais inefável melodia a Palavra do Criador, do Logos.

Todo sistema solar vem a ser o corpo celeste de um grande Ser, o Logos do sistema solar, o Inefável…

Arcanjo Seu Reinado Chacra
Gabriel Lua Básico
Rafael Mercúrio Prostático
Uriel Vênus Solar
Michael Sol Cardíaco
Samael Marte Laríngeo
Zacariel Júpiter Frontal
Orifiel Saturno Coronário

O sistema solar, visto de longe, se parece com um homem caminhando através do infinito inefável.

Os 7 Espíritos Diante do Trono vêm a ser, digamos, seus ministros e reitores da evolução cósmica deste sistema solar.

Pois bem, vós sabeis que toda roda tem seu eixo e, por isso, compreenderão que no centro de toda massa reside a base do movimento. Somente se pode dominar a massa a partir de seu centro e o centro de toda massa é o Espírito.

Assim afirmamos que em todo centro sideral existe um templo-coração, que é morada do gênio da estrela, sendo precisamente esses gênios celestes os autênticos governadores do infinito, os regentes e os senhores de nossos próprios destinos humanos.

Os astrólogos profanos dirão que, por exemplo, uma quadratura de Saturno com Marte indica uma catástrofe ou que uma oposição de Vênus com Marte, um fracasso amoroso etc. No entanto, esses prognósticos da astrologia profana podem falhar, ainda que os cálculos matemáticos sejam exatos, porque as forças siderais não são forças cegas.

Essas forças são precisamente os raios dos gênios planetários e esses senhores podem modificar todos os acontecimentos humanos, ainda que o horóscopo esteja cheio de quadraturas e oposições, de maneira que a astrologia de aritmética não é exata, porque não se pode ser astrólogo autêntico sem ser Teurgo e Alquimista.

Jâmblico, o grande teurgo, invocava os gênios planetários e os materializava no mundo físico para com eles conversar, sendo por intermédio deles que realizava suas grandes maravilhas.

Características Inefáveis dos Deuses Planetários

Quando o discípulo já está prático na Astroteurgia, os Deuses siderais aceitam-no como leigo e lhe entregam uma túnica de cor cinza e uma vara. Esta é a túnica do Astrólogo esoterista. É a inefável túnica do teurgo; a túnica do autêntico alquimista. Doravante, conforme for progredindo em sua sabedoria, vai recebendo distintos graus.

Ali o discípulo aprenderá a combinar as mais variadas substâncias alquímicas para produzir diferentes acontecimentos nos diversos planos cósmicos.

Ficamos abismados ao contemplar a esses “Meninos Gênios das estrelas” trabalhando nos laboratórios alquimistas de seus templos para provocar os mais diversos acontecimentos no plano físico:

Samael, o obreiro do ferro, trabalhando nas fornalhas de Marte.

Anael, o gênio do amor e da arte, dentro de seu laboratório do amor, na estrela Vênus, parece um menino de 12 anos com seu cabelo loiro e seu rosto corado.

Michael, indescritível e inefável, governando a criação desde o coração do Sol. Quem de vós tem coragem para descer por esse abismo, em cujo fundo palpita a vida do sistema solar?

Rafael, o Gênio de Mercúrio, se parece com um ancião de longa barba e rosto cor de fogo. Tem o tridente dos Átomos Transformativos em sua mão e lá dentro de seu templo, em Mercúrio, assemelha-se a um monarca terrível, fazendo estremecer a Mente Cósmica. Quem ousaria desobedecer suas sagradas ordens?

– E quem é este outro, de branca túnica e capa branca, diante do qual tremem as colunas de anjos e demônios? Olhai-o ali no templo de Júpiter, dando o cetro aos reis e dirigindo a economia dos homens; diante desse gênio tremem os tiranos. Ele é Zakariel, o gênio de Júpiter.

– No centro da pálida Lua está o templo de Gabriel, o pescador; ele dirige a vida dos mares e as lágrimas das mulheres. Quereis aprender a fazer-vos invisíveis? Chamai-o noite após noite para que prepare vosso corpo; tende por Gabriel uma devoção diária. Um corpo físico bem preparado é o instrumento mais extraordinário para o exercício da magia prática. Um corpo bem preparado pode fazer-se invisível. Em um corpo bem preparado não entra bala ou punhal.

– E que diremos agora do Ancião do Céu, o Senhor da Lei, o velho Orifiel? Ah, Saturno! Tu és a Espada da Justiça que nos alcança desde os céus. Em tua mão está a vida e os bens de todos os humanos.

Escutai-me bem, discípulos, escolhei sempre o planeta com que vais trabalhar.

Marte é guerreiro. Vênus, amoroso. Mercúrio, sábio. Saturno, melancólico e determinado. A Lua, maternal. O Sol, dirigente. Júpiter, senhor dos altos personagens.

Nunca entreis em alguma dessas moradas sem primeiro bater na porta.

Os mago negros invadem as mansões do céu. Os magos brancos primeiro batem na porta. O templo-coração é a porta de entrada de toda estrela. Os intrusos entram como ladrão em casa alheia. Os filhos da luz primeiro pedem permissão ao dono da casa para conhecer sua morada.

O templo-coração de uma estrela é a porta de entrada e de saída da estrela. Na casa de meu Pai há muitas moradas.

Como Realizar uma Prática de Alta Magia com os Anjos Planetários

Imprima o Quadrado Mágico correspondente ao Arcanjo/Planeta correspondente à oração de seu interesse (saiba mais, clique aqui).

Sentai-vos em uma cômoda poltrona e fechai os vossos olhos.

Apartai da mente todo pensamento terreno e focai o pensamento em vosso Mestre Interno, orando assim:

Oração às Hierarquias Divinas

“Meu Pai, tu que és meu verdadeiro ser, te suplico como todo o meu coração e com toda a minha alma, que penetres no templo-coração da estrela de Vênus para que te prostes aos pés de Uriel e lhe peça o seguinte favor: (suplica-se o favor que se deseja).”

Em seguida, o discípulo, saudando mentalmente o guardião da coluna da direita, dará um profundo suspiro e pronunciará a palavra de passe: Jákin. Em continuação, fará o mesmo com o guardião da coluna da esquerda e pronunciará a palavra de passe: Boáz, isto é, primeiro o suspiro profundo, depois se rogará a seu Mestre Interno, dizendo-lhe: “Senhor, dá agora sete passos para o interior do templo para que faças a súplica, meu Pai, meu Senhor, meu Deus…”

Feita a súplica, pede-se, com todo o coração ao Anjo do planeta que se estiver trabalhando, um Coro de Anjos para realizar a obra. (Cantando, Eles criam.)

Se o Anjo concede vossa petição, o coro de Anjos, que são seus filhos e que moram com ele no templo do núcleo planetário, começará a cantar em linguagem sagrada para fazer o trabalho solicitado. Assim é como o Exército da Voz cria por meio do Verbo.

Qualquer observador profano, se observar o céu nesses instantes, poderá ver o planeta brilhando e resplandecendo de maneira intensificada e rara. O observador ficaria simplesmente espantado ao contemplar o original cintilar do planeta trabalhado nesses instantes.

As Hierarquias Divinas concedem o que pedimos quando o Karma permite. Mas, se a súplica não chegar a ser concedida, então o Anjo mostrará o relógio do Destino e, neste caso, não lhe restará outro remédio que inclinar a cabeça diante do veredicto da lei.

Em seguida, faça a oração do planeta ao qual estiver realizando as práticas de Alta Magia. Por fim, feche os olhos e entre em meditação profunda, com muita concentração e devoção sincera.

ORAÇÃO DE GABRIEL (LUA)

Arcanjo Gabriel, Reitor de nossa Lua, rege os Domingos

Treze mil Raios tem o Sol, Treze mil Raios tem a Lua, Treze mil vezes se arrependam nossos Inimigos Ocultos…

Com infinita humildade e grande amor, em nome do terrível Tetragrammaton, eu vos invoco, Seres Inefáveis.

Em nome de Adonai e por Adonai, Adonai, Eye, Eye, Eye, Kadosh, Kadosh, Kadosh, Achim, Achim, Achim, La, La, La, Forte La… Que resplandeceis sempre gloriosos na montanha do Ser, eu vos rogo por misericórdia que me auxilieis agora. Tende piedade de mim que nada valho, que nada sou.

Adonai, Sabaoth, Amathai, Ya, Ya, Ya, Marinat, Abim, Iehia, Criador de tudo o que é e será.

Vos rogo em nome de todos os Elohim que governam a primeira Legião, sob o comando de Orfamiel, pelos 13 mil Raios da Lua e por Gabriel, para que me socorrais agora mesmo. Vinde a nós, por Adonai, o Anjo da Alegria e da Luz. Reconheço que sou tão só um mísero verme do lodo da terra. Amém…

ORAÇÃO DE RAFAEL (MERCÚRIO)

Arcanjo Rafael, Senhor Supremo da Cura, da Medicina Universal e da Mente Cósmica, rege as segundas-feiras

Vos rogo, Divinos Elohim, em nome do Sagrado Tetragrammaton e pelos nomes inefáveis de Adonai Elohim, Shadai, Shadai, Shadai…

Eye, Eye, Eye, Asamie, Asamie, Asamie…

Em nome dos anjos da segunda legião planetária, sob o governo de Rafael, Senhor de Mercúrio, como também pelo santo nome posto sobre a testa de Aarão…

Ajudai-me, auxiliai-me, concorrei ao meu chamado. Que vosso servo, Hermes Trimegisto, me ajude…

Amém…

ORAÇÃO DE URIEL (VÊNUS)

Uriel, Arcanjo Sagrado do Planeta Vênus, Senhor do Raio do Amor, das Artes e da Beleza, rege as terças-feiras

Vos rogo mui humildemente, divinos Elohim, pelos místicos nomes On, Hey, Heya, Ya, Ye, Adonai, Shadai… acudi ao meu chamado.

Vos suplico auxílio em nome do tetragrammaton e pelo sacro poder dos anjos da terceira legião, governados por Uriel, o Regente de Vênus, a estrela da aurora. Vinde, anael, Vinde, Vinde, reconheço minhas imperfeições, mas vos adoro e vos invoco.

OM Seja Amor… OM Seja Amor… OM Seja Amor…

Amém…

ORAÇÃO DE MICHAEL (SOL)

Arcanjo Miguel, ou Michael segundo a Cabala, é o Supremo Regente do Sol e de todos os planetas ao seu redor, rege as quartas-feiras

Sou um infeliz mortal que, plenamente convencido de sua nulidade e miséria, se atreve a invocar aos Leões de Fogo e ao Bendito Michael.

Pelo Tetragrammaton, chamo agora a quarta legião de anjos do Sol, esperando que Michael se compadeça de mim.

(Traçar no ar, com o dedo indicador da mão direita o signo do Infinito – ou seja, um Oito deitado, antes de vocalizar os seguintes mantras:)

OM-TAT-SAT-OM… Amém…

ORAÇÃO DE SAMAEL (MARTE)

Samael, Arcanjo da Força de Deus, seu nome significa Vontade Divina. É o Supremo Avatar da Era de Aquárius e Guardião da Gnose contemporânea, rege as quintas-feiras

Reconheço o que sou, realmente sou um pobre pecador que clama e invoca os Anjos da Força, mediante os mantras:

Yah, Yah, Yah, He, He, He, Va, Hy, Ha, Va, Va, Va, An, An, An, Aie, Aie, Aie, Ecl, Ai, Elohim, Elohim, Tetragrammaton.

Eu vos invoco em nome do Elohim Guibor e pelo Regente do planeta Marte, Samael… Concorrei ao meu chamado.

Que a quinta legião do planeta Marte me assista, em nome do Venerável Anjo Acimoy.

Amém…

ORAÇÃO DE ZAKARIEL (JÚPITER)

Zakariel, Arcanjo e Senhor da Bondade, da Abundância e da Justiça, rege as sextas-feiras

Sem orgulho, reconheço que nada valho, que nada sou e que só meu Deus tem o Poder, a Sabedoria e o Amor.

Vos suplico, Devas Inefáveis, pelos nomes sagrados Kadosh, Kadosh, Kadosh, Eschereie, Eschereie, Eschereie, Hatim, Hatim, Hatim, Yah, o Confirmador dos Séculos, Cantime, Jaym, Janic, Anie, Caibar, Sabaoth, Betifai, Alnaim, e em nome de Elohim e do Tetragrammaton.

Pelo divino Zakariel, que governa o planeta Júpiter e a sexta legião de anjos cósmicos, concorrei ao meu chamado. Vos suplico, seres inefáveis, assisti-me neste trabalho. Vos rogo pelo terrível Tetragrammaton, auxiliai-me aqui e agora.

Amém…

ORAÇÃO DE ORIFIEL (SATURNO)

Orifiel, Senhor Supremo da Vida e da Morte, Chefe de infinitas Legiões de Anjos da Morte, rege os sábados

Reconhecendo minha tremenda nulidade e miséria interior, com inteira humildade…

Cashiel, Machatori, Sarakiel, concorrei ao meu chamado. Vos suplico em nome do Santo e Misterioso Tetragrammaton, vinde até aqui.

Escutai-me, por Adonai, Adonai, Adonai, Eye, Eye, Eye, Acim, Acim, Acim, Kadosh, Kadosh, Kadosh, Ima, Ima, Ima, shadai… Yo-Sar, Senhor Orifiel, Regente do planeta Saturno, chefe da sétima legião de anjos inefáveis.

Vinde, seres inefáveis de Saturno. Vinde em nome de Orifiel e do poderoso Elohim Cashiel. Vos chamo pedindo auxílio em nome do Anjo Booel, pelo astro Saturno e por seus santos selos.

Amém…

Observações Complementares

A Paciência e a Serenidade nas práticas da Alta Magia (ou Teurgia) são de fundamental importância. Há que se realizar as práticas, as orações, as mentalizações etc. com suma paciência, tomando consciência de que o Tempo Divino é diferente do tempo cronológico humano são diferentes radicalmente.

Portanto, lembre-se: Pedir a Deus e aguardar com infinita paciência que o pedido se concretize na hora certa.

Caso o praticante da Alta Magia deseje, pode colocar sobre seu peito (caso esteja deitado) ou em seu Altar, o Quadrado Mágico correspondente ao planeta a ser trabalhado. E sobre o altar, podem-se acender uma ou três velas brancas, simbolizando, entre outros, a chama do Espírito presente…

(Para saber mais sobre os Quadrados Mágicos, clique aqui.)
(E para saber mais sobre os Altares, clique aqui.)