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Gnose e o cristianismo primitivo

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Com a descoberta dos evangelhos apócrifos em Qumran (no Mar Morto – Palestina) e em Nag Hammadi (Alto Egito), podemos considerar que estamos vivendo momentos importantes para o redescobrimento da cristandade primitiva, tal como era vivida nos tempos de Jesus. Juntamente com os estudos da moderna Gnose do Mestre Samael Aun Weor, vamos formar uma base sólida a respeito dos acontecimentos que marcaram a passagem do Mestre dos Mestres na Terra, sua doutrina crística, sua missão, e compreenderemos também um pouco mais a respeito da influência dos gnósticos para a formação do verdadeiro cristianismo.

As Escolas de Mistérios Maiores sempre existiram no mundo e são representantes da Grande Fraternidade Branca na Terra. Essas escolas cumprem a missão, até os dias de hoje, de formar, ou melhor, iniciar devidamente os Instrutores do mundo de acordo com seu raio de trabalho, para a preconização do trabalho na Grande Obra do Pai.

Para não nos distanciarmos muito da questão da cristandade gnóstica, devemos citar apenas que desde a Atlântida estes ensinamentos gnósticos já vinham sendo ensinados e publicados pelas escolas mais antigas. Entre elas, citamos os naga-maias do Tibete, os maias, os incas, os muiscas (da Bolívia), os egípcios etc. Todos eles herdaram seus conhecimentos dos atlantes.

O paganismo, por volta do século 1° a.C., estava em plena fase de decadência. Por exemplo, os sacerdotes e os deuses greco-romanos já não eram mais respeitados e venerados pela população ou por seus governantes, os quais se divertiam com peças teatrais que desmoralizavam as divindades correntes. O mestre Samael afirma que naquela época artistas satirizavam em comédias os divinos rituais, imitavam o deus Baco através de uma mulher embriagada ou o caricaturavam como um bêbado pançudo montado em um burro. A deusa Vênus era representada como uma adúltera que andava à procura de prazeres orgiásticos.

Nem o deus Marte, o poderoso Deus da Guerra, era respeitado, zombavam dele e o ironizavam. Tal era a decadência do paganismo. Na Europa Ocidental ocorria o mesmo, com a decadência dos ritos druídicos e nórdicos, os quais usavam indiscriminadamente sacrifícios humanos e orgias. Vemos essa mesma decadência também na Pérsia e, enfim, em todos os cantos do Império Romano.

A Cristandade Antes de Jesus

Jesus sabia que havia uma nova necessidade religiosa para a época, como afirma o mestre Samael, e na região da Palestina, onde veio afirmar sua missão, já existiam algumas Escolas de Mistérios atuantes, mesmo que timidamente. Dentre essas Escolas algumas tomam maior destaque, como os Essênios, os Batistas (Ordem a qual pertencia João), os Nazarenos etc.

Os textos apócrifos atestam a atividade de Jesus entre a casta dos Essênios, que levavam uma vida de restrições materiais. Tinham seus monastérios às margens do Mar Morto. Formavam uma comunidade humilde e esta era uma exigência fundamental para que o candidato fizesse parte da “grei”. Entre os vários procedimentos que deveriam ser praticados pela comunidade, estavam os votos de Pobreza, Castidade e Silêncio, entre outros. No voto de pobreza era exigido que o neófito se despojasse de todos seus bens materiais compartilhando-os com a comunidade, pois, segundo as regras, tudo era de todos e não poderia haver o “meu” e o “teu”.

Quando o candidato queria entrar para a casta essênia lhe era exigido também viver decididamente o voto de silêncio. Para isso, ficava afastado pelos menos algumas centenas de metros da comunidade, apenas observando de longe seus costumes e ritos diários. Dizem os historiadores e pesquisadores dos pergaminhos de Qumran que os essênios viviam de sua própria produção de alimentos, ou seja, não compravam ou vendiam, não tinham comércio de forma alguma com as cidades próximas. Vestiam-se muito simplesmente com túnicas de linho de algodão brancas – por isso também eram conhecidos como “os anjos do deserto”.

Havia também entre os essênios a prática da cura pela imposição das mãos. Entre outras práticas rituais, era comum entre as comunidades de Qumran “Exercícios com a Energia do Sol”, a Eucaristia, a Santa Unção etc. Aqui não vamos nos aprofundar nestes detalhes, apenas fica a referência para que possamos compreender que os atos de Jesus no evangelho canônico não demonstram nada de novo, ou seja, as cerimônias, as festividades, os ritos crísticos, a eucaristia etc., não constituem uma invenção dos cristãos para a nova religião que se iniciava. Tudo isso, na verdade, é tão antigo como o mundo. Todos os povos da Terra em seus princípios religiosos de uma maneira ou outra sempre praticaram esta gnose iniciática. Por isso dizemos que a Gnose é o Tronco primordial de onde nasceram os múltiplos “galhos” das religiões de todos os tempos.

Apesar do voto de castidade, não era proibido o casamento entre os adeptos da mesma comunidade. A dedução lógica é que, se o Mestre Jesus foi membro ativo dessa casta, então, a castidade a que se refere não significa ser o celibato repressor que exclui a mulher de sua vida sexual e sim a Castidade Científica, aquela que trabalha com as forças superiores da Magia Sexual, o Arcano AZF dos alquimistas medievais.

Havia também os Batistas, casta gnóstica a qual João Batista pertenceu; os Nazarenos (cuja etimologia vem da palavra “naza”, que significa “homem de nariz reto”). Segundo o mestre Samael, Jesus tinha sangue celta por parte de pai e hebraico por parte de mãe. Daí a desconfiança dos sacerdotes judeus sobre a origem étnica de Jesus; e também a palavra “nazareno” significa “representantes do culto da serpente”. A maioria das seitas gnósticas predica a sabedoria da serpente (Kundalini) e isto é o que diferencia a verdadeira gnose das falsas.

Diz um dos textos de Qumran que existiu um grande personagem, antes de Jesus, conhecido como Mestre da Justiça, ou Mestre da Retidão. Esse personagem foi um grande divulgador da doutrina crística nos arredores da Terra Santa. Não sabemos qual sua origem e muito pouco temos de sua história. Acredita-se entre os gnósticos modernos que era uma das encarnações do próprio mestre Jesus, que estava ele mesmo preparando sua volta àquelas regiões.

A Formação da Igreja Cristã Pós-Ressurreição de Jesus

Muitos anos se passaram após a ressurreição do Cristo Jesus, e seus apóstolos se espalharam por todo o Oriente e também pelo Ocidente europeu. Levavam a Gnose do Cristo, a mensagem de redenção aos povos pagãos da Grécia, Ásia, Egito, Índia, etc…

Paulo e Pedro foram pregar na Grécia e em Roma; André foi chegou à Escócia; Tomé se dirigiu à Índia; Marcos ao Egito; Madalena chegou à França; Maria e José foram à Síria e Turquia; Santiago ficou em Jerusalém, etc…

Selos da linha gnóstica dos Ofitas

Cada apóstolo viveu seu drama crístico particular nas regiões a que foi determinado espalhando sua “boa-nova” (Evangelho). Foram perseguidos, humilhados, incompreendidos, presos, torturados e, na maioria dos casos, assassinados. Mas suas mensagens foram bem acolhidas por aqueles poucos fiéis, sedentos de sabedoria divina, e, assim, com o passar dos séculos, o Cristianismo gnóstico foi ganhando força e popularidade. Paralelamente a isto, também, entre os gnósticos foram crescendo gradualmente as correntes cristãs que, por um motivo ou outro, eram contrárias ao ensinamento original e já não concordavam entre si sobre a mesma Gnose. É aí que aparecem no cenário as primeiras divisões entre as seitas emergentes da época, já no decorrer do primeiro século.

Citamos aqui uns poucos exemplos para ilustrar melhor aquele período e percebermos a diferença radical entre as seitas cristãs (que viriam a ter o nome de Catolicismo) e os gnósticos:

Setianos: Rendiam culto à Sabedoria Divina representada pela Santa Trindade – Caim, a carne- Abel, o mediador- Set, o Deus-sabedoria – Set era considerado igual a Cristo. Os Setianos, segundo o Mestre Huiracocha, foram os primeiros Teósofos; este Mestre afirma que no sarcófago de Set foi achado o Livro dos Mortos e escondido pela Igreja Católica.

Naassenos: Conhecidos como ofitas (do grego Ophis) eram “adoradores” da serpente; versados em ciência, acreditavam (esta pode ter sido sua falha) que o líquido da serpente (em sua maior parte venenoso, segundo seus detratores que não conheciam o profundo significado da “serpente e seu veneno”) poderia salvar a humanidade da escravidão do pecado; foram herdeiros dos conhecimentos de Tomé e do Evangelho dos Egípcios; eram astrólogos e tinham o cálice como seu símbolo. Profundos conhecedores da Alquimia.

Valentinianos: São Valentim (morreu no ano 161 d.C.) foi expulso da Igreja por heresia; os Valentinianos mantinham contato constante com as congregações cristãs não-gnósticas da época, não eram bem-vistos pelos bispos da Igreja por “participarem das missas e homilias da Igreja e por trás interpretavam tudo diferentemente entre os seus”. Isto é o que afirmava Irineu, o bispo de Lyon em suas ferozes críticas aos gnósticos; Valentim foi um grande matemático e a Cabala era sua filosofia de vida; sustentava que Jesus era gnóstico; seus ensinamentos sobre transmutação sexual eram semelhantes aos demais Mestres e escolas gnósticos.

Como se pode perceber, os conceitos entre os gnósticos e os “cristãos” eram divergentes. Os gnósticos tiveram um inimigo declarado que os perseguiu até o desaparecimento de quase todas as comunidades gnósticas: Irineu, conhecido como Bispo de Lyon. Esse personagem, juntamente com Tertuliano, Policarpo, Justino, Inácio e Hipólito, são unânimes em declarar publicamente a “heresia” gnóstica.

Naquela época circulavam diversas Escrituras Sagradas provenientes das mais variadas regiões do Oriente. Muitos desses escritos, segundo historiadores contemporâneos, estavam saturados de elementos budistas, gregos, egípcios, hindus etc. Isto se devia a que a cidade de Alexandria, no Egito, era o centro da erudição filosófica. Ali se encontrava de tudo que se referia ao que havia de mais atualizado no mundo da época. Além de capital comercial, Alexandria recebia constantemente filósofos, místicos, membros de quase todas as religiões existentes em outros países, profetas (muitos deles, claro, puros charlatães), magos, visionários etc. Os sacerdotes judeus e também os cristãos faziam de tudo para evitar que os conceitos helenizados contaminassem seus templos dedicados ao Deus antropomórfico.

Entre os textos achados em Qumran destaca-se a obra Filósofo Fumena ou O Livro Secreto dos Gnósticos Egípcios, como o nomearam os pesquisadores. Nesse livro, Jesus pede permissão ao seu Pai (Interno) para descer desde o Absoluto até este mundo físico, passando pelos Eons (medidas iniciáticas), e pede para levar o conhecimento revelador através da Gnose. Fica, então, estabelecida a palavra Gnose como representação do Ensinamento Divino, puro, imaculado, sem manchas. Outro texto bastante interessante é o Papiro Nu ou Confissões Negativas, constituído de 42 pontos ou confissões que o neófito declara diante de sua divindade interna, seu “Kaom interior”, seu juiz da consciência. Este é um trabalho psicológico idêntico ao que o mestre Samael Aun Weor ensina para compreendermos e aniquilarmos nossos defeitos psicológicos. Um pequeno exemplo desta confissão: “Hoje não roubei, não matei nenhum ser vivo, não maltratei meu servo, não falei palavras de ironia, não cobicei a mulher do próximo, não adulterei o peso da balança etc.” Eis o trabalho de revolução da consciência ensinado por Samael!

Também circulava entre as comunidades gnósticas as palavras de Jesus, após sua ressurreição, no Monte das Oliveiras, quando ainda passou 11 anos instruindo seus discípulos mais próximos, sobre a Gnose. Esses diálogos foram compilados em uma escritura sagrada chamada Pistis Sophia, a bíblia dos gnósticos. Primeiro foi escrita em copta e traduzida para o grego. Muito se tem especulado sobre seu verdadeiro significado, porém (apesar de algumas traduções modernas de boa qualidade), apenas o mestre Samael conseguiu desvelar sua mensagem. Isso só foi possível através de suas “viagens espirituais” dentro do Mundo do Cristo Cósmico. Nessa região crística chegam apenas aqueles que encarnaram o Cristo em si mesmos. E nós, cristãos gnósticos, cremos que Samael Aun Weor é o Cristo desta Era Aquariana que veio nos entregar novamente a doutrina de salvação por meio da Gnose.

Segundo a mestra Helena Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica no século 19, “até o século 4º as igrejas não possuíam altares. Até então, o altar era uma mesa colocada no meio do templo para uso da comunhão ou repasto fraternal”. E continua ela: “A Ceia, como missa, era, em sua origem, feita à noite”. Com o passar dos séculos, as igrejas foram sendo adornadas com cópias de altares da Ara Máxima da Roma pagã. Devemos saber que os primeiros cristãos (gnósticos em sua essência) não adotavam altares ou imagens publicamente. Acreditamos que de acordo com o nível de consciência de seus líderes-sacerdotes, foi-se modificando esse conceito. Isso passou a acontecer já por volta do século 2º.

Roma persegue cristãos

O Império Romano tinha seus próprios deuses e não sentiam simpatia com a nova religião que crescia sob seus olhos. Genius era o nome dado ao deus criado pelos sacerdotes romanos de acordo com a vontade do imperador, que era tido como um deus entre os cidadãos romanos. Para atender às mais diversas situações do povo, para cada um dos deuses (Apolo, Afrodite, Cibele, Vesta, Vênus etc.) eram feitos festivais e adorações anuais, mensais, semanais etc. Percebe-se, aqui, a cópia das Igrejas Católica e Ortodoxa em suas festividades durante o ano com seus santos venerados pelos fiéis. Obviamente, o Império Romano não admitiria uma ofensa sequer contra suas crenças e seus deuses pagãos vinda de comunidades judaicas helenizadas.

Inúmeros livros bíblicos e gnósticos foram queimados para “adaptar” o ensinamento crístico aos Donos do Poder

A princípio, as comunidades cristãs eram formadas por judeus convertidos que aceitaram Jesus como seu Messias (Enviado). Com o decorrer do tempo, vários povos foram sendo evangelizados pelos discípulos dos apóstolos e aí foram se agregando à nova religião elementos de várias nacionalidades, inclusive romana e grega, que compartilhavam os mesmos deuses em suas crenças. Um exemplo dessas adaptações é a data de 25 de dezembro, considerada até hoje como o dia em que Jesus nasceu na Terra Santa. Na verdade, ninguém sabe o dia correto em que Jesus nasceu. A absorção dessa data deveu-se ao fato de que os pagãos de muitos rincões do Império Romano (tanto no Ocidente quanto no Oriente) rendiam culto ao Deus do Sol e do Fogo nessa data, considerada como o início em que o Sol começa sua viagem de volta à Terra para que Ele, o Deus Sol, nos traga novamente a vida, e a vida em abundância.

Com o número crescente de adeptos à nova religião em Roma, o império decidiu que os cristãos representavam um perigo maior para seu poder sobre as massas. Sob essa visão de desconfiança, todo aquele que se confessasse ser cristão era julgado e condenado à morte imediatamente. Irineu, o bispo de Roma, também conta que sofreu com as perseguições romanas. Assistiu a vários de seus “irmãos” cristãos serem queimados, torturados e mortos nas arenas.

Enquanto Roma perseguia cristãos, pois para o imperador parecia não haver distinção entre estes e os gnósticos (pois as duas linhas já estavam se separando cada vez com mais destaque), Irineu e seus sequazes perseguiam os gnósticos, num jogo de gato e rato. Irineu e Tertuliano fizeram duros ataques aos gnósticos julgando-os hereges. Afirmavam que a cada dia eles apareciam com um novo evangelho; achavam também um absurdo o fato de as mulheres oficiarem em seus rituais, e que só os homens deveriam fazê-los. Para Irineu e Tertuliano, um grande filósofo da época, os gnósticos hereges deveriam desaparecer da cristandade.

Outra coisa que incomodava a Igreja predominante em Roma era o fato de os gnósticos sempre manterem uma postura neutra perante as perseguições que os cristãos sofriam. Essa “indiferença” adotada pelos gnósticos fazia com que Irineu odiasse cada vez mais seus conceitos filosóficos de vida. Entre os vários aspectos do gnosticismo primitivo, algumas escrituras mostram como seus conceitos sobre Deus e o Cristo diferiam daqueles apresentados pela Igreja Católica de Roma. Vejamos alguns exemplos:

No Evangelho de Tomé consta que Jesus disse: “Se manifestarem aquilo que têm em si, isso que manifestarem os salvará. Se não manifestarem o que têm em si, isso que não manifestarem os destruirá”. Este texto nos lembra um koan do zen-budismo, não é?

Em outro texto achado em Nag Hammadi, intitulado Trovão, Mente Perfeita, lemos um poema extraordinário na voz da potência feminina de Deus:

Pois eu sou a primeira e a última.
Eu sou a reverenciada e a escarnecida.
Sou a promíscua e a consagrada.
Sou a esposa e a virgem…
Sou a infecunda,
e muitos são os meus filhos…
Sou o silêncio que é incompreensível…
Sou a pronunciação do meu nome.

Entre os anos 140 e 160, Teodoto, um grande mestre gnóstico, escreveu na Ásia Menor que: “O gnóstico é aquele que chegou a compreender quem éramos e quem nos tornamos; onde estávamos… para onde nos precipitamos; do que estamos sendo libertos; o que é o nascimento, e o que é o renascimento”.

Monoimus, outro mestre gnóstico, dizia: “Abandone a busca de Deus, a criação e outras questões similares. Busque-o tomando a si mesmo como ponto de partida. Aprenda quem dentro de você assume tudo para si e diga: ‘Meu Deus, minha mente, meu pensamento, minha alma, meu corpo’. Descubra as origens da tristeza, da alegria, do amor, do ódio… Se investigar cuidadosamente essas questões, você o encontrará em si mesmo”.

Até antes da descoberta dos manuscritos do Mar Morto e de Nag Hammadi, entre outras descobertas passadas, só tínhamos informações sobre os gnósticos através dos violentos ataques escritos por seus opositores. O bispo Irineu, que era responsável pela igreja de Lyon, por volta do ano 180, escreveu cinco volumes intitulados Destruição e Ruína Daquilo que Falsamente se Chama Conhecimento, onde começa prometendo “apresentar as opiniões daqueles que hoje ensinam heresias… e mostrar como suas afirmações são absurdas e incompatíveis com a verdade… Faço isso para que… vocês possam instar todos os seus conhecidos a evitarem esse abismo de loucura e blasfêmia contra Cristo.

Como diz o Mestre Huiracocha, bispo da Igreja Gnóstica Ortodoxa nos mundos superiores, que escreveu na sua obra A Igreja Gnóstica, que os gnósticos não precisam de leis ou dogmas, e sim, de uma senda. E isso contraria as normas da seita católica quando afirma que o corpo de Cristo é formado pelos fiéis e a Igreja Católica espalhada mundo afora. Até o conceito de Criador é diferente entre as duas partes. A Igreja de Roma ainda adota o mesmo conceito dos judeus quando aceitam que Deus e a criatura são distintos entre si.

Neste caso, Deus está lá em algum ponto do universo, observando suas criaturas, condenando uns ao Inferno e oferecendo o Paraíso a outros, lançando raios de ira em nossas cabeças, vingativo, caprichoso e cheio de manhas como uma criança enfadonha. Já os gnósticos concebiam, e ainda são assim, que Deus, o Incriado, o não-formado, o Incognoscível, está escondido dentro de sua própria criação, e que só conseguiremos realizá-lo dentro nós quando erradicarmos de nossa psique os elementos indesejáveis que carregamos e que adormecem nossa Consciência. Assim como predicavam os antigos gnósticos, temos de realizar a Gnose dentro e fora de nós. Aí, sim, poderemos conhecer Deus face a face sem morrer.

O martírio: a indústria da salvação e a fé em Cristo

As matanças de cristãos, nas arenas de Roma, viraram um verdadeiro festival semanal de carnificina para o público romano e seus governantes que se divertiam com o sofrimento dos “acusados de se recusarem a cultuar o deus Genius do Império Romano”. Pertencer ao movimento cristão (seja ele católico seja gnóstico ortodoxo) era um perigo que todo fiel sabia. Elaine Pagels, em seu livro Os Evangelhos Gnósticos, cita a Tácito e Suetônio, o historiador da corte imperial (c. 115), que partilhavam, ambos, de desprezo absoluto pelos cristãos, e que ao narrar a vida de Nero, Suetônio menciona as coisas boas que o imperador fez com a “punição imposta aos cristãos, uma classe de pessoas dadas a uma nova e maléfica superstição”. E ainda Tácito elaborou seus comentários sobre o incêndio de Roma:

Em primeiro lugar, prenderam-se os que confessavam ser cristãos; depois, pelas denúncias destes, uma multidão inumerável – não tanto por terem participado do incêndio, mas por seu ódio ao gênero humano. O suplício desses miseráveis foi ainda acompanhado de insultos, porque ou os cobriram com peles de animais ferozes para ser devorados pelos cães (principalmente pelos ferozes mastins napolitanos), ou foram crucificados, os queimaram de noite para servirem como archotes e tochas ao público. Nero ofereceu seus jardins para esse espetáculo…

Para Irineu, Tertuliano e outros líderes da nova igreja, o martírio, apesar da violência imposta, serviu para uma propaganda generalizada em torno da salvação pela fé em Jesus Cristo. Para atingir o sonho de formar uma igreja padronizada em todo o mundo, Irineu e os seus não mediram esforços para fazer com que a doutrina cristã se espalhasse mundo afora através da morte dos fiéis. Encorajavam a todos os cristãos para que tivessem coragem suficiente para expor sua fé, mesmo nas barras dos tribunais romanos.

Justino, um filósofo que se converteu ao cristianismo entre os anos 150 e 155, encorajava e defendia, com cartas aos oficiais do império, que a matança dos cristãos e sua coragem de morrer confessando Cristo diante da morte certa era um incentivo àqueles que queriam conhecer esta nova doutrina de perto e saber o porquê de tantos morrerem em nome de Jesus. Exortava também que o martírio era a prova máxima para a redenção dos pecados e que desta maneira estariam, cada um, dentro das mesmas condições que Jesus passou para redimir o mundo. Com esses argumentos, Justino, Irineu, Tertuliano e outros bispos da igreja, encorajavam seus fiéis a serem martirizados por vontade própria.

Já os gnósticos mantinham sua neutralidade, mesmo sendo perseguidos e também sendo mortos. Acreditavam que o martírio físico não era o caminho para a salvação da alma. Esse martírio, como uma alegoria, tinha de ser dentro do indivíduo, para que se pudesse purificar seu espírito das vontades terrenas, do apego, do egoísmo etc. Logicamente muitos gnósticos foram mortos pelo poder de Roma, porém, segundo historiadores, os “cristãos” o foram em número muito maior.

Enfim, esta propaganda cristã serviu para recrutar em suas fileiras cada vez mais fiéis, que viam com bons olhos todo aquele sacrifício como algo “divino”, digno de admiração. (Então, por que não se afiliar e ganhar o céu?)

A institucionalização da Igreja Católica

Por volta do ano 200, a Igreja Católica começa a tomar forma e sua institucionalização foi reforçada pela iniciativa de Irineu em padronizar seus dogmas, rituais, cerimônias, festividades, missas, etc. A ideia era unir todas as igrejas num só estatuto em que se poderia levar a igreja a ser a dona da “verdadeira” doutrina de Cristo. Irineu promoveu várias viagens aos mais longínquos lugares para propor as diretrizes que seriam adotadas por todas as igrejas espalhadas pelo mundo.

Dentro dessas propostas estava a canonização dos evangelhos dos apóstolos. Pedro foi o primeiro pontífice da igreja, conforme acreditava-se na época. Isso também o afirma o mestre Samael. Portanto, a igreja seria um meio para se chegar a Deus, passando por seus representantes que eram os bispos, os padres e os diáconos.

Dever-se-ia, então, organizar legalmente a igreja, que seria Católica – universal – e, para que o povo ficasse sob as condições e vontades da Igreja, os evangelhos seriam escolhidos a dedo para que a heresia não predominasse dentro dos templos. Textos que exortavam a respeito da reencarnação foram deixados de lado por serem heréticos.

Outros textos que fomentavam a adoração da feminilidade/maternidade de Deus também foram rechaçados pelos bispos. Era preciso trazer a multidão para dentro da Igreja e prendê-la psicologicamente aos dogmas, prometendo os céus aos convertidos e batizados e jogando aos infernos eternamente aqueles que escolhiam outras formas de adoração à Divindade que não fossem as impostas pela Igreja dominante.

Dentro desses dogmas eclesiásticos também estava claro que a mulher jamais participaria de qualquer ofício sacerdotal que fosse. Nesse caso, Tertuliano, o filósofo, ataca veementemente quando diz:

“Não é permitido a nenhuma mulher falar na igreja, nem é permitido que ensine, ou que batize, ou que ofereça a eucaristia, ou que pretenda para si uma parte de qualquer atribuição masculina – para não falar em qualquer função sacerdotal.”

Em outro texto, continua a indignação de Tertuliano:

“Essas mulheres hereges – como são atrevidas! Carecem de modéstia, e têm a ousadia de ensinar, de discutir, de exorcizar, de curar e, talvez, até de batizar.”

E era exatamente esta a participação das mulheres gnósticas em suas congregações (eclésias); participavam em praticamente todos os ofícios do templo. Os bispos católicos odiavam e acusavam de heresia esses procedimentos femininos. Para a Igreja, o que justificava seu conceito era o fato de acreditarem que Deus era masculino e seu filho, Jesus, também.

Em 1977 o papa Paulo VI, também chamado de Bispo de Roma, declarou que uma mulher não pode ser padre “porque nosso Senhor era homem!” Diante de tal declaração, não são necessários longos comentários para se dizer que a Igreja Católica continua com suas arcaicas e preconceituosas ideias. Portanto, os textos gnósticos ainda desafiam esse preconceito da Igreja dominante.

Irineu encoraja seus fiéis na fé repousada na autoridade absoluta: as escrituras canônicas, o credo, os rituais da Igreja e a hierarquia clerical. Esta medida ganha força com a conversão de Constantino, no século 4°. O imperador Constantino decreta o Cristianismo como religião oficial de Roma. E assim, os católicos ganham força total para a expansão de sua doutrina que, de acordo com certos pesquisadores da teologia cristã, poderíamos chamar de “paulinismo”, porque a formação doutrinária e organização da Igreja começou basicamente com as viagens missionais do apóstolo Paulo a diversas regiões do Oriente e da Ásia Menor – Grécia, Galácia, Corinto, Éfeso etc. – e sabe-se hoje que seu ministério tem como origem a antiga Antioquia – que fica na Turquia.

O Gnosticismo, em seus primórdios, teve também suas correntes involutivas. Duas delas são bem conhecidas por historiadores, as quais são denominadas: Marcionismo, de Marcion, e Cerdonistas, de Cérdon. Essas duas correntes gnósticas trilharam pela linha oposta dos gnósticos levando a mensagem do evangelho totalmente distorcida dos originais. A Igreja Católica acusava todas comunidades gnósticas de heresia e prática de paganismo, bruxaria, etc., por se basearem nas práticas involutivas destas correntes involutivas do gnosticismo primitivo.

Como exemplo de uma corrente involutiva na gnose contemporânea, citamos o relato de Fernando Salazar Bañol em sua palestra Os Gnósticos Através da História:

“Quando realizamos uma visita aos Estados Unidos da América do Norte para investigações e para atividades gnósticas, vimos acontecimentos estranhos. Entre eles, nos deparamos com uma Revista Gnóstica. Essa revista não pertence à linha do mestre Samael, e um fato que demonstra claramente que não está sob o comando de Samael é o ensinamento que entrega. Dentre esses ensinamentos está um que se o denomina Masturbation Tantra, ou seja, a masturbação tântrica. Esse é um ensinamento completamente oposto ao que entrega o mestre Samael. Sob a palavra Gnose, eles ensinam um conhecimento contrário à sua doutrina. Há outra linha que aparece nos Estados Unidos e que se chama “Igreja Gnóstica Católica”. Ela não ensina a transmutação. Ao contrário, ensina a perda da energia criadora, além de ensinar também o vampirismo (homossexualismo tântrico).

Trata-se de uma linha que não pertence às nossas instituições, não pertence ao corpo de ensinamentos de Samael. Por isso, em vários países, em certas ocasiões a Igreja Católica e outras correntes doutrinárias não gostam dos gnósticos porque pensam que a linha da Gnose é como a linha dessas falsas correntes gnósticas”.

Toda verdadeira instituição gnóstica caracteriza-se pela transmutação sexual e pela morte  do ego.

O cristianismo, no decorrer dos séculos, sofreu diversas reformas internas e na doutrina. Os Concílios eram encontros de todos os sacerdotes e bispos de todo o Velho Continente onde se decidia o destino dos ensinamentos do Cristo Jesus e dos deixados pelos apóstolos. Muitos dos ensinamentos originais místicos – reencarnação, Deus-Mãe, trabalho de psicologia, os 7 corpos, iniciações etc. – foram banidos para sempre dos preceitos da Igreja Católica. O Grande Concílio do ano 325 talvez tenha sido o mais importante da história do Cristianismo. Ali aconteceu definitivamente a ruptura dos gnósticos do seio da Igreja Católica (dominante) e também definiu-se um outro ramo da igreja: os Ortodoxos Gregos, que até hoje mantêm certas semelhanças com as práticas do catolicismo, porém não aceitam a autoridade dos papas.

Dessa separação drástica os gnósticos tiveram de se esconder das perseguições da Igreja Católica, que os condenava por heresia, taxando-os de criminosos por possuírem textos considerados apócrifos, ou seja, que não provam sua autenticidade. Muitos desxes textos foram queimados pela Igreja em sua inquisição bárbara. Os textos que até hoje sobreviveram é porque alguns monges ou monjas o guardaram em locais de difícil acesso para que no futuro alguém pudesse resgatá-los e os Mistérios Crísticos pudessem novamente iluminar o caminho daqueles que se rebelam contra o mundo.

O mundo esteve em trevas durante quase 2 mil anos porque prevaleceu sobre a mente do homem o egoísmo, a inveja, a violência, a ignorância, o orgulho da ciência materialista. O Sol havia se ocultado e era revelado apenas para alguns buscadores persistentes da verdadeira Igreja do Cristo. Graças aos Mestres da Santa Igreja Gnóstica dos mundos superiores, temos a oportunidade de ver o Cristo-Sol brilhar novamente para a nossa salvação.

O Cristo da Era Aquariana, Samael Aun Weor, Senhor de Marte e Buda Maitreia, nos entrega de forma totalmente desvelada os ensinamentos crísticos que o Grande Cabir Jesus havia deixado aos seus apóstolos para que entregassem à humanidade.

Os sinceros seguidores do Cristo Cósmico têm o dever de manter estes ensinamentos em sua pureza original, sem manchas, máculas e fantasias, até que chegue o momento de guardá-los novamente dos olhares profanos. E aí, ao povo se dará o leite (as parábolas) e aos iniciados se dará o manjar (os Mistérios Crísticos).

O mestre Samael deixou seu corpo terreno no ano de 1977. Mas está conosco em espírito. Portanto, temos de ser guardiães de seus ensinamentos gnósticos para nosso próprio bem e também o da humanidade. Podemos até nos sentir como nos primeiros tempos de Jesus, em que seus discípulos e estudantes velavam pelas palavras deixadas pelo Cristo Jesus e pelo avatar da Era de Peixes (João Batista).

Paz INveRencIal . ‘ .

Magia da mirra

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Myrrha commifora abissynica

Quando entramos no departamento elemental do balsamodendro, de onde se extrai a mirra, vemos essas felizes crianças elementais em pleno Éden, vestidas com túnicas e capas vermelhas.

A mirra pertence ao ouro espiritual e associa-se com o incenso e com o ouro do espírito como Pleroma inefável do Nirvana.

A ciência da mirra é a ciência da morte. Há que se morrer para viver. Há que se perder tudo para tudo ganhar. Há que se morrer para o mundo para se viver para Deus. Essa é a magia elemental da mirra.

A essência monádica desse departamento elemental da natureza está intimamente relacionada com o mundo do Íntimo. O ouro espiritual está dentro do imenso crisol do Nirvana.

As Mônadas particulares que constituem as essências monádicas de cada departamento elemental da natureza estão dotadas de veículos de densidades diferentes, ainda que não possamos dizer que estejam individualizadas, porque ainda não possuem mente individual.

Porém, estão dotadas de inteligência cósmica e de inocência, poder e felicidade.

Os devas, ou anjos, encarregados do manejo dessas essências monádicas revestidas de veículos durante o mahavântara são seus protetores, instrutores, e fazem o trabalho espiritual dos grupos. Estão encarregados de impeLir a evolução cósmica dessas essências monádicas revestidas de veículos cósmicos e conhecidas como elementais da natureza.

mirra-vermelho

As essências monádicas começam a demonstrar a sua individualidade própria quando estão passando pela evolução do reino vegetal da natureza.

Não poderíamos dizer: a Mônada de um pinheiro se encarnou num homem, mas poderíamos dizer que a Mônada de tal homem esteve encarnada em um pinheiro antes de ter se individualizado como Mônada humana.

As essências monádicas têm de evoluir nos reinos mineral, vegetal e animal antes de sua individualização.

Não podemos dizer que a Mônada de Descartes esteve encarnada em uma árvore, porque a Mônada humana é uma Mônada individualizada e humana, diferente da Mônada vegetal.

Porém, antes é correto afirmar que a Mônada de Descartes, da sua individualização, foi Mônada animal, vegetal e Mônada mineral.

Entendemos por Mônada o Íntimo de todo elemental mineral, vegetal ou animal e o íntimo do ser humano compõe-se de Atma-Budhi-Manas.

As Mônadas dos elementais da natureza são seres totalmente impessoais.

Os elementais da mirra são crianças de encantadora beleza que possuem a felicidade do Nirvana.

mirra-esotera

Agora, nossos discípulos entenderão por que se ofereceram ouro, incenso e mirra ao Menino Deus de Belém.

O Arhat que aprende a manipular as essências monádicas de todos os departamentos elementais da natureza aprende a manejar a vida universal.

As essências monádicas da Grande Vida fluem e refluem incessantemente com os grandes ritmos do fogo universal.

Todas essas essências monádicas residem nas profundezas da Consciência Cósmica. Temos de aprender a manipulá-las para trabalhar nesta grande fábrica da Natureza.

As esferas superlativas da Consciência Cósmica foram classificadas pelos vedantinos na seguinte ordem:

ATALA. Este é o primeiro plano emanado diretamente do Absoluto. A esse plano pertencem as hierarquias Dhiani Budas, cujo estado é o de parasamadhi ou Dharmakaya. Já não lhes cabe progresso algum, pois são entidades perfeitas que apenas aguardam a noite cósmica para entrar no Absoluto.

VITALA. Este é o segundo plano vedantino. Neste loka estão os budas celestes que se dizem emanados dos sete Dhyani Buddhas.

SUTALA. Este é o terceiro loka ou plano de consciência: o plano do som. A esse plano chegou Gautama neste mundo. Esse é o plano das hierarquias dos Kummaras e dos Agnishvattas.

TALATALA. É o quarto loka dos vedantinos.

RASATALA é o quinto.

MAHATALA é o sexto

PATALA, o sétimo.

A Mirra conecta-se, atomicamente, ao Mundo do Íntimo (Chesed)

ATALA é o mundo da Névoa de Fogo, o mundo do Íntimo.

VITALA é o mundo da consciência.

SUTALA é o mundo da vontade.

TALATALA é o mundo da mente.

RASATALA, o mundo astral.

MAHATALA, o mundo etérico.

PATALA é o mundo físico.

Em ATALA estão as essências monádicas cintilando como chispas virginais.

Em VITALA está o sagrado fogo de Nosso Senhor de Jesus Cristo.

Em SUTALA estão os elementais do éter universal.

Em TALATALA, os elementais do fogo.

Em RASATALA estão os elementais do ar.

Em MAHATALA estão os elementais aquáticos e em PATALA os homens e os elementais animais, assim como os gnomos.

Esta é a classificação das velhas escrituras védicas.

Os sete planos cósmicos estão povoados de criaturas elementais

As criaturas elementais descem da regido de ATALA até o mundo físico para evoluir através dos reinos mineral, vegetal, animal e humano.

A vida desce plano por plano até o mundo físico e depois sobe novamente às regiões inefáveis do Nirvana.

Tudo vai e vem. Tudo flui e reflui. Tudo sobe e desce. Tudo vem de ATALA e volta para ATALA, a fim de submergir finalmente na felicidade inefável do Absoluto.

A mirra pertence à região de ATALA, de onde a vida desce para depois voltar a subir.

A mirra é a magia do Grande Alaya do Mundo.

Os sete tatwas da natureza estão povoados de criaturas elementais e essas criaturas elementais estão encarnadas nas plantas.

Quem aprende a manipular a magia vegetal consegue manejar os tatwas.

O tatwa akasha é o paraíso das chispas virginais das substâncías monádicas do mundo do íntimo.

O tatwa vayú éo elemento das criaturas que se agitam nos ares.

O tatwa tejas é o elemento das salamandras do fogo.

O tatwa apas é o elemento em que vivem as criaturas das águas.

O tatwa prittivi é o elemento em que vivem os gnomos da terra.

Essas criaturas inocentes estão encarnadas nas plantas e quem conhece a magia das plantas pode manejar os tatwas do universo.

Com as plantas podemos acalmar as tempestades, desatar os furacões, desencadear tormentas e fazer chover fogo tal qual o fez o profeta Elias.

A mirra relaciona-se com o Akasha, que vive e palpita em tudo que foi criado.

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O culto ao fogo

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O culto ao fogo foi grandioso na antiga Pérsia. Ele é antiquíssimo. Conta-se que este culto é anterior à dinastia dos Aquemênidas e à época de Zoroastro. Os Sacerdotes Persas tinham uma riquíssima Liturgia Esotérica relacionada com o culto ao fogo.

Jamais os velhos sábios Persas descuidaram-se com o fogo. Eles tinham a missão de mantê-lo sempre aceso. A doutrina secreta do Avesta diz que existem distintos fogos: o fogo do raio que cintila na noite terrível, o fogo que trabalha no interior do organismo humano produzindo calorias e dirigindo o processo da digestão, o fogo que se concentra nas plantas inocentes da natureza, o fogo que arde no interior das montanhas e que vomitam os vulcões da terra, o fogo que está diante de Ahura Mazda formando sua divina auréola e o fogo de uso cotidiano que os profanos usam para cozinhar seus alimentos.

Diziam os Persas que quando a água fervente se derrama, ou quando se queima algum ser vivente, nestes casos Deus faz cessar seus benéficos efeitos sobre seu povo privilegiado. Realmente, o fogo tem muitas modificações, mas o mais poderoso de todos é o fogo que arde diante de Ahura Mazda (o Logos Solar), formando sua auréola divina. Este é o fogo que resulta da transmutação das secreções sexuais.

Este é o fogo da Kundalini, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes, o fogo do Espírito Santo. Quem quiser buscar o fogo de Ahura Mazda, terá de buscá-lo no interior de sua terra filosófica, terra esta que é o próprio organismo humano.

Os sacerdotes persas cultivavam esse fogo em lugares completamente obscuros, em templos subterrâneos e em lugares secretos. O altar era sempre um cálice enorme de metal com seu pé colocado sobre a pedra filosofal. O fogo era alimentado sempre com madeiras fragrantes e secas, especialmente com os deliciosos ramos de sândalo. Os velhos sacerdotes sopravam o fogo sempre com foles, para não profaná-los com o hálito pecador da boca humana.

Zoroastro, o profeta de Ahura Mazda, o Logos Solar, influenciou fortemente o judaísmo, o cristianismo e o judaísmo

Enche teu cálice com o vinho sagrado da luz. Que o teu cálice esteja sempre cheio de fogo vivo. Imita os velhos sacerdotes do fogo. Recorda, bom leitor, que o fogo vivente, secreto e filosofal, arde dentro de tua própria terra filosófica. Agora já podes compreender o oculto mistério do ritual do fogo. O fogo era sempre cuidado por dois sacerdotes. Eis aqui o binário. Cada um deles usava uma tenaz para por os pedaços de madeira e uma colher para espargir neles os perfumes. Eram, pois, duas tenazes e duas colheres. Em tudo isso podemos ver o binário. Com isso se dá a entender que só o número 2 pode cuidar do fogo. É necessário que o homem e a mulher, em binário perfeito, acendam e cuidem do fogo divino de Ahura Mazda.

Até hoje, os adeptos do zoroastrismo mantêm o Cálice Ígneo constantemente aceso

No Bundahishn, espécie de Evangelho Ritual, é dito que num aposento especial estava o poço da água sagrada, onde o sacerdote fazia abluções, antes de apresentar-se ante o altar do fogo. Somente aquele que bebe a água pura da vida pode acender o fogo. Só quem lava seus pés nas águas da renúncia pode acender o fogo. Só quem conserva a água pode ritualizar com o fogo. Essa água simboliza a Ens Seminis.

Em toda a Pérsia existem restos de templos complicados e antecâmaras, onde se rendeu culto ao fogo. Essas ruínas encontramos hoje em dia em Persépolis, em Ispahan, em Yezd, em Palmira, em Susa etc. O fogo é terrivelmente divino.

Nas casas daqueles que percorrem a Senda do Matrimônio Perfeito jamais deve faltar o fogo. Uma vela acesa com profunda devoção equivale sempre a uma oração que atrai então do alto um tremendo fluxo de energia divina. Toda oração ao Logos deve estar acompanhada do fogo. Assim a oração é poderosa. É chegada a hora de voltar ao culto do fogo.

Os Gnósticos deveriam sair a passeio nas montanhas e lá no seio profundo da Mãe Natureza fazer fogueiras, acender o fogo, orar e meditar. Dessa forma podemos atrair do Alto poderosos fluxos de Energia Divina que nos ajudarão na Grande Obra do Pai. O ser humano deve acender os seus 49 fogos por meio da Magia Sexual.

O Fogo Sagrado opera milagres na Alma do casal alquimista

Se os nossos pensamentos forem ardentes, poderemos criar como os Deuses inefáveis do cosmos. Os Santos Deuses são verdadeiros ministros do fogo. Os Santos Deuses são Chamas do Fogo que flameja.

Samael Aun Weor, O Matrimônio Perfeito

A força serpentina

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Quando falamos docemente no horto puríssimo da Divina Linguagem, que como um rio de ouro corre sob a espessa selva ensolarada, torna-se para nós impossível esquecer a mágica sílaba “S”, a qual ressoa na relva como um silvo doce e suave.

Essa é a sutil voz, aquela que Elias ouviu no deserto. Apolônio de Tiana envolvia-se em seu famoso manto de lã para rogar aos deuses santos, pedindo o enigmático som.

A mística nota, a “S” mágica, conferia ao velho hierofante o poder para sair em astral conscientemente. A sílaba “S” tem certa semelhança com a letra hebraica Tsad, enquanto a Sigma grega, triforme, se relaciona com a primeira e com a Shin e a Samek. Esta última quer dizer “amparo” e tem o valor cabalístico de 60. Foi-nos dito, e isto qualquer cabalista sabe, que Shin tem o valor 300 e significa “dente”. A soma dessas duas letras equivale aos 360 graus do círculo e aos dias siderais do ano solar.

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Porém, os gnósticos devem ir mais longe, inquirir, indagar, buscar, descobrir a íntima relação existente entre a serpente e a cruz. O “S” (serpente) e o “T” (cruz) são dois símbolos esotéricos que se complementam.

A letra “S” é uma verdade jeovística e vedantina ao mesmo tempo; o poder serpentino ou fogo místico; a energia primordial ou Shakti potencial que jaz adormecida no centro magnético do osso coccígeo. Muladhara é o nome sânscrito deste centro mágico; esta é a Igreja de Éfeso.

A Kundalini é a força primitiva do universo, o poder oculto, elétrico, que subsiste em toda matéria orgânica e inorgânica. A conexão sexual do Phalo e do Útero forma a cruz. A Kundalini, a letra “S” mágica, a cobra, encontra-se intimamente relacionada com essa Cruz ou Tau. O fogo serpentino desperta o poder da Santa Cruz.

Em hebraico, Tau tem, precisamente, o significado maravilhoso da Cruz, terminando como a 22ª letra do alfabeto e com valor numérico de 400.

Torna-se fácil compreender que a vogal U é uma letra moderna, derivada de V; e a letra G, do C, pela urgente necessidade de se haver uma distinção clara entre os dois sons, adquirindo, naturalmente, uma forma prática, idêntica à grega.

Observe-se muito atentamente essa curva maravilhosa que desce e sobe. A humilhação ou descida aos mundos infernos; ou a Nona Esfera (o sexo), que se faz necessária da exaltação ou sublimação.

A descida à Nona Esfera (o sexo) foi, desde os tempos antigos, a prova máxima para a suprema dignidade do hierofante. Hermes, Buda, Jesus, Dante, Zoroastro, tiveram de passar por essa terrível prova. Quem quiser subir, primeiro deve descer. Esta é a Lei. Toda exaltação é precedida sempre por uma humilhação.shiva-kundalini-gnosisonline

Na Nona Esfera, Marte desce para retemperar a espada e conquistar o coração de Vênus. Hércules desce para limpar os Estábulos de Áugias; e Perseu para cortar a cabeça da Medusa com a sua espada flamígera.

O círculo perfeito com o ponto mágico, símbolo sideral e hermético do Astro-Rei e do princípio substancial da Vida, da Luz e da Consciência Cósmica é, sem dúvida, um emblema fálico poderoso e maravilhoso.

Esse símbolo expressa claramente os princípios masculino e feminino da Nona Esfera.

O princípio ativo de irradiação e penetração complementa-se no nono círculo com o princípio passivo de recepção e absorção.  A serpente bíblica nos apresenta a imagem do Logos Criador ou Força Sexual que começa sua manifestação desde o estado de potencialidade latente.

O Fogo Serpentino, a Víbora Sagrada, dorme enroscada três vezes e meia dentro da Igreja coccígea. Se refletirmos seriamente nessa íntima relação existente entre as letras S e a Tau, cruz, ou T, chegamos à conclusão lógica de que só mediante o Sahaja Maithuna (magia sexual) pode-se despertar a serpente criadora.

A chave, o segredo, tenho publicado em quase todos os meus anteriores livros e consiste em não derramar jamais o Vaso de Hermes durante o transe sexual. Conexão do Lingam-Yoni (Phalo-Útero) sem ejacular jamais a Ens Seminis (a entidade do sêmen), porque nessa citada substância se encontra latente toda a Ens Virtutis do fogo.

IAO é o mantra fundamental do Sahaja Maithuna. Cante-se cada letra separadamente no Laboratorium Oratorium do Terceiro Logos (durante a cópula sagrada).

A transmutação sexual da Ens Seminis em energia criadora é um legítimo axioma da sabedoria hermética. A bipolarização desse tipo de energia cósmica no organismo humano foi, desde antigos tempos, analisada nos Colégios Iniciáticos do Egito, do México, da Grécia e da Índia.

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A ascensão da energia seminal até o cérebro faz-se possível graças a certo par de cordões nervosos que, em forma de 8, desenvolvem-se à esquerda e à direita da espinha dorsal.

Chegamos, pois, ao Caduceu de Mercúrio, com as asas do espírito sempre abertas. O mencionado par de cordões nervosos jamais poderá ser encontrado com um bisturi, porque é de natureza etérica, tetradimensional.

Essas são as duas testemunhas do Apocalipse, as duas oliveiras, os dois candelabros que estão diante do Deus da Terra e se alguém os quiser danificar, “sai fogo da boca dos mesmos e devora os seus inimigos”.

Na sagrada terra dos Vedas, esse par de nervos é conhecido com os nomes de Idá e Píngala. O primeiro relaciona-se com a fossa nasal esquerda e o segundo, com a direita. O primeiro desses dois famosos nadis é de natureza lunar e o segundo, de tipo solar.

Alguns estudantes gnósticos surpreendem-se ao saber que Idá, sendo de natureza fria e lunar, tenha suas raízes no testículo direito; e que, sendo Píngala do tipo estritamente solar, parta, realmente, do testículo esquerdo. Não nos surpreendamos porque tudo na natureza baseia-se na Lei das Polaridades.

O testículo direito encontra seu antipolo exato na fossa nasal esquerda e o testículo esquerdo encontra o seu antipolo perfeito na fossa nasal direita.

A fisiologia esotérica ensina que no sexo feminino as duas testemunhas partem dos ovários. Nas mulheres, a ordem desse par de oliveiras do templo inverte-se harmoniosamente.

Velhas tradições que surgem da profunda noite dos séculos dizem que quando os átomos solares e lunares do sistema seminal fazem contato no Triveni, próximo ao cóccix, então, por indução elétrica, desperta-se uma terceira força mágica, a Kundalini, o fogo místico do arhat gnóstico.

Está escrito nos velhos textos da sabedoria antiga, que o orifício inferior do canal medular nas pessoas comuns e correntes encontra-se hermeticamente fechado. Os vapores seminais abrem-no para que a cobra sagrada penetre por ele.

Ao longo do canal medular processa-se um conjunto maravilhoso de variados canais: recordemos Sushumaná, o Vajra, o Chitra, o Centralis e o Brahmanadi. Por este último ascende a Kundalini.

É uma espantosa mentira afirmar-se que após haver encarnado o Jiva-Atma dentro do coração, a serpente sagrada empreenda a viagem de retorno até encerrar-se novamente no chacra Muladhara.

É uma horrível falsidade afirmar-se que a serpente ígnea de nossos mágicos poderes, depois de haver gozado de sua união com Paramashiva, separa-se, iniciando a viagem de retorno pelo caminho inicial.

Esse retorno fatal, essa queda até o cóccix, ocorre somente quando o iniciado derrama o sêmen. Aí, então, ele cai fulminado sob o raio terrível da Justiça Cósmica. A ascensão da Kundalini ao longo de seu canal espinhal realiza-se muito lentamente, de acordo com os méritos do coração. Os fogos do Cárdias controlam a ascensão milagrosa da serpente sagrada.

Devi Kundalini não é algo mecânico como muitos supõem. A serpente sagrada desperta com o verdadeiro amor entre homem e mulher e jamais sobe pela espinha dorsal dos adúlteros e perversos.

É bom sabermos que quando Hadith, a Serpente Alada de Luz, desperta para iniciar sua marcha ao longo do canal medular espinhal, emite um som misterioso muito similar ao de qualquer víbora, quando assustada com um pau, o que nos faz recordar a mágica letra S.

A Kundalini movimenta-se, revoluciona-se e ascende dentro da aura maravilhosa do Maha Chohan. O fogo sagrado, ao chegar à altura do coração, abrem-se as asas ígneas do Caduceu de Mercúrio e podemos penetrar em qualquer departamento do Reino instantaneamente.maha-chohan-gnosisonline

A subida do fogo sagrado ao longo do canal espinhal, vértebra após vértebra, grau após grau, é muito lenta. Os 33 graus da Maçonaria Oculta de um Ragon ou de um Leadbeater correspondem a essa soma total de vértebras espinhais.

Quando o Alquimista derrama o Vaso de Hermes – refiro-me à ejaculação seminal –, ocorre a perda de graus esotéricos, porque a Kundalini desce uma ou mais vértebras, de acordo com a magnitude da falta.

Amfortas, o venerável senhor do Santo Graal, entre os braços impudicos de Kundry, Gundrígia, Herodias, a Eva tentadora da mitologia hebraica, derrama o Mercúrio da Filosofia Secreta, caindo fulminado com o Arcano 16 da Cabala.

A queda dos anjos rebeldes a ninguém beneficiou e a todo o mundo prejudicou, infelizmente. Se eles não houvessem derramado o Vinho Sagrado, muito diferente seria seu Nêmesis. A lira de Orfeu jamais teria caído sobre o pavimento do templo feita em pedaços.

Baixar à Nona Esfera não é proibido, mas indispensável, para toda exaltação. Porém, cair é diferente, e Amfortas caiu, tu o sabes. Quando a Kundalini alcança o Sahasrara, o lótus de mil pétalas, situado na parte superior do cérebro, desposa-se com o Senhor Shiva, o Terceiro Logos, o Espírito Santo.

Está escrito com letras de ouro no livro do oculto mistério que o famoso Tatwa Shiva Sakti governa o Sahasrara (a Igreja de Laodiceia).

No Magistério do Fogo sempre somos assistidos, e assistimos periodicamente aos aspirantes. A Universidade Adhiátmica dos sábios nos examina pelos Elohim. Eles nos aconselham e ajudam.

Na medula e no sêmen acha-se a chave da salvação humana, e tudo o que não for por ali é inútil perda de tempo.

Kundalini é a Deusa da Palavra adorada pelos sábios. Somente Ela pode conferir-nos a iluminação. Quando a Kundalini desperta e inicia sua ascensão sublime, para dentro e para cima, o Alquimista consegue seis experiências transcendentais, a saber:

Ananda, certa felicidade espiritual
Kampan, hipersensibilidade elétrica e psíquica
Utthan, aumento na porcentagem de consciência objetiva
Ghurni, intensos anseios místicos
Murcha, estados de lassidão ou relaxamentos espontâneos durante os exercícios esotéricos
Nidra, algum modo específico de sono que, combinado com a meditação, se converte em Samadhi (êxtase).

Brahma e sua esposa, Saraswáti (assim como Abraão/Arbarman e Sara na tradição cabalística) são o casal divino, nosso Pai-Mãe interiores

Dar testemunho da Verdade jamais poderá ser um delito. Em minha condição de Kalki Avatara, ou Sosiosh, da nova Era de Aquário, declaro o seguinte: “Com todos os múltiplos processos pseudoesotéricos em voga, ensinados em diversas escolas, não é possível o despertar da Kundalini”.

O sistema fole, com todos os seus variados pranayamas; as diversas Asanas e formas do Hatha Yoga; os Mudras, Bhaktis, Bandhas, jamais poderão manter em atividade o Fogo Serpentino.

As ígneas partículas que escapam da flama sagrada durante certas práticas yogues não significam o despertar da Kundalini, porém, muitos confundem as Chispas com as Chamas.

O fogo serpentino somente pode despertar e ascender com a magia sexual (Sahaja Maithuna). O advento do fogo é o evento cósmico mais extraordinário. O ígneo elemento vem a transformar-se radicalmente, transformando-nos.

No instante em que escrevo estas linhas ardentes, vem-me à memória certa lembrança transcendental: uma vez, durante uma viagem incorpórea, em estado de Êxtase, ou Samadhi, atrevi-me a interrogar minha Mãe Divina Kundalini sobre o seguinte:

“É possível que alguém no mundo físico possa se autorrealizar sem a necessidade da magia sexual?”

A resposta foi terrível: “Impossível, filho meu… Isso não é possível”. Disse-me com tanta veemência que, francamente, senti-me comovido.

O fogo serpentino é a “Díada” mística, o desdobramento da unidade da Mônada, o feminino aspecto eternal de Brahma, “Deus Mãe”. A serpente ígnea nos confere infinitos poderes, entre eles o Mukti da beatitude final e o Jnana da libertação.

A Deusa dentro de todos nós

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O termo “Deusa” caracteriza um tipo complexo de personalidade feminina que reconhecemos intuitivamente em nós, nas mulheres à nossa volta e também nas imagens e ícones que estão em todas as culturas.

Segundo a teoria junguiana, as deusas são arquétipos, fontes derradeiras de padrões intuitivos, emocionais, que fluem de nossos pensamentos, sentimentos, instintos e comportamentos, caracterizados e tipificados como puramente “femininos”.

Tudo que realizamos e gostamos, toda emoção, desejo e sexualidade, tudo o que nos impele à coesão social e à proximidade humana, assim como todos os impulsos, do tipo absorver, reproduzir e destruir, são associados ao arquétipo universal feminino.

Tais conceitos nos foram deixados como herança não só pelos gregos, mas por todas as culturas antigas, que percebiam essas energias não como abstrações destituídas de alma, mas sim como forças espiritualmente vitais e dinâmicas.

Quando essas forças se manifestavam em certo comportamento ou experiência, o denominavam de “compulsão de deuses e deusas”. Por exemplo, quando o amor e a paixão afloravam – sendo refletidos pela convulsão hormonal, reflexo de poderes cósmicos materializados –, os antigos se reportavam à história da bela Afrodite que transtornava o estado de espírito, o sono, os sonhos e a sanidade mental do enamorado.

Na Grécia, as mulheres percebiam que uma vocação ou profissão as colocava sob o domínio de uma determinada deusa e elas veneravam. No íntimo das mulheres contemporâneas as deusas existem como arquétipos e podem cobrar seus direitos e reivindicar domínio sobre suas súditas.

Mesmo sem saber a qual deusa está submissa, a mulher ainda assim deve dar sua submissão a um arquétipo determinado por uma época de sua vida ou por toda a existência. Jung chama o arquétipo das deusas de “Transformadoras”, porque tendem a surgir em momentos de mudança em nossa vida, como na adolescência, no casamento, na morte de um ente querido, modificando totalmente nossos sentimentos, percepções e comportamentos.

Uma vez que a mulher se torne consciente das forças que a influenciam, adquire total poder sobre esse conhecimento. As deusas, embora invisíveis, são poderosas e modelam e influenciam o comportamento e as emoções. Quanto mais uma mulher souber sobre suas deusas dominantes, mais centrada ela se tornará, tendo o perfeito domínio sobre seus instintos, habilidades e possibilidades de encontrar um significado especial através das escolhas que fará.

Os padrões das Deusas também afetam o relacionamento com os homens. Diga-me qual homem que escolheste que te direi as deusas que moram dentro de ti. Realmente, essa escolha ajuda e elucidar afinidades e dificuldades pelas quais a mulher que o escolheu passa.

Precisamos ter em mente que toda mulher tem dons concedidos pelas deusas, mas ela deve aprender a descobri-los e aceitá-los com gratidão. Mas toda mulher também tem deficiências concedidas pelas deusas que deve reconhecer e superar para que possa trilhar o caminho do autoconhecimento e da autorrealização.

Os homens também são influenciados pelas várias deusas, pois estas certamente espelham as energias femininas na psique masculina, embora os homens as vivenciam como exteriores a si próprios, ou seja, através das mulheres pelas quais são atraídos ou pelas quais se sentem fortemente provocados.

Descomplicando o que dissemos, os homens vivenciam as deusas, projetando-as nas mulheres de sua vida e nas imagens específicas da mídia que lhes causem deleite ou aversão. Uma melhor compreensão sobre as deusas fará com que esse mesmo homem compreenda o porquê de sua atração por certas mulheres e o fracasso com outras, permitindo, então, que ele comece a fazer as escolhas certas.

Muito embora as culturas guerreiras tenham dominado vasto período da história, o culto à Deusa Mãe sobreviveu e floresceu até a época dos romanos. Essa Grande Deusa era venerada como a progenitora e destruidora da vida, responsável pela fertilidade e destrutibilidade da natureza. E, ainda hoje, Ela é percebida como um arquétipo no inconsciente coletivo.

As deusas diferem umas das outras. Cada uma delas tem traços positivos e outros “negativos”. Seus mitos mostram o que é importante para elas e expressam por metáfora o que uma mulher que se assemelha a elas deve fazer.

Todas estão presentes no interior de cada mulher. Quando diversas deusas disputam o domínio sobre a psique dessa mulher, ela precisa decidir que aspecto de si própria expressar e quando expressá-lo.

Ou seja, este é o raro tipo de mulher que pode ser, na hora certa, mãe, companheira, amiga, amante etc., tudo em sua hora.

Infelizmente, o triunfo dos tempos modernos tornou-se o triunfo do machismo (mesmo entre as mulheres) e de um Deus-Pai Único, Supremo e que não aceita dividir o Céu com uma “companheira”. Os cultos à Grande Deusa Mãe foram tornando-se dispersos, suprimidos e distorcidos. A maioria das civilizações atuais tornou-se filha de uma família divorciada.

Agora é cultuado tão somente o Pai e estão proibidas de mencionar o nome da Mãe ou de qualquer lembrança sutil daquelas épocas alegres e amorosas em que se vivia em seus braços e na segurança de seu caloroso colo.

Tendo apenas o conceito equivocado de um Pai severo para nos orientar, nós, a despeito de seu amor, tornamo-nos endurecidos, implacavelmente heróicos e severamente puritanos ao tentar esquecer a segurança perdida e a confiança mágica na terra que outrora a Mãe nos proporcionava.

Nos quatros cantos do mundo, porém, mais proeminente nos países ocidentais, estamos testemunhando um discreto redespertar do feminino, uma sublevação profunda no âmago da consciência das mulheres. Muitos homens temem e contestam esse processo, e outros, entretanto, sentem-se desafiados e estimulados.

Observadores mais radicais denominaram esse movimento como o “Retorno da Deusa”, porque ele parece sugerir a própria antítese da sociedade patriarcal.

É urgente que compreendamos a natureza e a condição dos arquétipos femininos que estão despontando do inconsciente coletivo nesta luminosa Era de Aquárius.

Os sonhos e as experiências interiores tanto de mulheres quanto de homens, temas tratados por romancistas e pela mídia do mundo inteiro, ressaltam imagens ao mesmo tempo antigas (mitológicas), mas radicalmente novas do feminino que vão chegando à consciência. Estas formas estão fermentando dentro de nós, sendo capazes de transformar os modos mais fundamentais de pensarmos sobre nós mesmos.

Essas poderosas forças interiores e as imagens e mudanças que provocam são denominadas “Deusas” e são realidades fantásticas das dimensões superiores. São as distintas Partes do Ser Divino.

MAH deusa persa da lua GnosisOnline

Ali Onaissi – Jornalista, escritor e coordenador do portal GnosisOnLine

O caso Samael Aun Weor

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O venerável mestre Samael Aun Weor, fundador e líder das instituições gnósticas contemporâneas, tinha especial interesse pelo tema Ufologia. Primeiro, porque Ele, Samael, era um habitante “original” do planeta Marte, ou seja, o seu Ser Divino é proveniente do “planeta vermelho”. E em segundo lugar, Ele reconhecia que a evolução terrestre foi e ainda continua sendo fortemente influenciada pelas civilizações extraterrestres.

O Mestre Samael, graças a seu altíssimo nível espiritual, mantinha contatos astrais e físicos com inúmeros Irmãos do Cosmo, e passaremos ao público essas experiências nos diversos posts da categoria intitulada Ufognose (termo criado pelo jornalista e coordenador do Portal GnosisOnline Ali Onaissi nos três Congressos Ufológicos do Grande ABC, em meados dos anos 1990, para diferenciar a visão gnóstica sobre a ufologia em relação às chamadas “ufologia científica” e “ufologia mística”). Vejamos uma das experiências de Samael Aun Weor com os extraterrestres:

Se me baseasse em meras elucubrações intelectuais, realmente não teria base para afirmar a tese dos mundos habitados por extraterrestres; se me baseasse unicamente em puras concepções intelectuais da Lógica Formal ou da Dialética argumentativa para enfatizar a ideia da possibilidade da existência dos extraterrestres, não passaria de uma teoria a mais, porém, na realidade tenho evidenciado existências dos extraterrestres, conheço-os pessoalmente, “em carne e osso”, e por isso não vejo inconveniente algum em dar testemunho. Se vocês creem, está bem; se aceitam, maravilhoso; se rejeitam é problema de vocês; em todo o caso, darei testemunho…

Um dia não importa qual, encontrando-me na cidade do México, visitei o “Deserto dos Leões”. Queria estar em paz, ainda que por apenas algumas horas; desejava entregar-me à mais serena das reflexões. De repente me senti atraído para um certo lugar do bosque; via ali um espaço entre o arvoredo, não sei porque me ocorreu dirigir-me pessoalmente ao lugar indicado; o certo foi que encontrei uma enorme nave cósmica, sobre um tripé de aço.

Desierto de Los Leones
Bosque chamado de Desierto de los Leones, próximo à capital mexicana

Obviamente, confesso que me senti completamente confundido, comovido; o que descobri me deixou absolutamente surpreso… Mas a questão não terminou aí: uma comporta metálica se abriu, e vi um chefe ou capitão; cumprimentei-o e ele respondeu-me em perfeito espanhol… ”Buenos días”, lhe disse, e respondeu-me o Capitão: “Buenos días…” Entre a tripulação vi duas senhoras de idade avançada.

Que idades teriam? Não sei. Inquestionavelmente, teriam idades correspondentes a outros tempos, não ao nosso tempo terrestre… Falei ao capitão, dizendo: “Senhor, gostaria de conhecer o planeta Marte; meu próprio gérmen espiritual, Divino, está relacionado com aquele mundo do espaço infinito (minha Mônada, diríamos, falando ao estilo de Leibnitz, que tanto se ocupou das Mônadas)”…

O Capitão, encarregado da nave, depois de uns minutos, tomou a palavra e perguntou: “A Marte?” “Sim, gostaria de conhecer o planeta Marte, e que vocês me levassem; estou disposto a ir com vocês já, imediatamente; nada pode me reter no planeta Terra.” “Marte? Esse planeta fica logo ali; na verdade está muito próximo (me disse)”.

Mas, ao falar assim, compreendi que meu pedido, ou minha pretensão, havia sido demasiadamente pobre. Eu acreditava haver pedido algo muito grande, mas para que mentir? Meu pedido havia sido na verdade muito pobre… Por certas significações intuitivas, me deram a entender que aquela nave, que me havia parecido tão esplêndida, provinha de uma nave-mãe que havia ficado oculta em órbita da Terra…

Nosso sistema solar, conhecido como “Sistema Solar de ORS”, não era de modo algum desconhecido para aquele capitão, era apenas um dos tantos sistemas solares do inalterável Infinito… Indubitavelmente, encontrava-me ante viajantes intergalácticos, seres que viajam de galáxia em galáxia, indivíduos sábios e conscientes…

“Sou um escritor” – disse-lhes – “e gostaria de ser levado a outros mundos habitados, com o propósito de escrever e dar testemunho fiel à humanidade sobre a existência de outros mundos habitados…” “Sou um HOMEM!”, disse-lhe, “não um simples Animal Intelectual; o pedido que faço a vocês não é por mim, mas pela humanidade em geral. Gostaria de cooperar de alguma forma com a cultura geral do mundo onde vivo…”

Enfim, expus muitos conceitos, mas o capitão mantinha silêncio. Até me agarrei ao tripé de aço, com o propósito de não me desprender dali até que se resolvesse admitir-me dentro da nave e levar-me; mas tudo foi inútil, ele mantinha silêncio… Examinei aquele homem e toda a tripulação: personagens de uma cor de cobre, testa ampla, corpo esbelto, estatura de 1,20 metro, 1,30 ou 1,40, não mais que isso… A tripulação, por fim, sentou sobre uns troncos de madeira que havia no bosque. As mulheres eram duas anciãs veneráveis, e não pude fazer menos do que observar tão estranhas criaturas…

Não pude ver neles a perversidade terrestre. Pude notar cuidadosamente o sentido muito elevado da palavra; não usam descuidadamente a palavra como nós; falam pouco e dizem muito; para eles a palavra é ouro, ouro em pó; somente a usam em casos muito indispensáveis…

Não vi neles cara de assassinos, como as nossas, os terráqueos; tampouco certo aspecto maquiavélico com o qual tanto se adornam em certas filmagens; nessas estranhas criaturas somente brilhavam a sabedoria, o amor e o poder; são Homens, mas Homens de verdade, no sentido mais completo da palavra.ufo-prateado-gnosisonline

Nenhum deles quis me raptar, ao contrário, lutei demasiado, pedindo-lhes que me levassem; estou seguro de que, se me tivessem concedido tal pedido, de modo algum teriam feito de mim uma “cobaia de laboratório”.

Nós, terráqueos, somos outra coisa: se conseguíssemos capturar um extraterrestre, com certeza este iria para um laboratório, e, quanto à nave, a confiscaríamos e, usando-a como modelo, poderíamos construir muitas outras para bombardear cidades indefesas, conquistar outros mundos à força e fazer diabruras; porque nós, os terráqueos, começando por mim, somos na verdade terrivelmente perversos, e essa é a crua realidade dos fatos! De modo algum venho “lavar minhas mãos” diante de vocês, dizer-lhes que sou “uma ovelha mansa”.

Não, somos todos “cortados pela mesma tesoura”; os defeitos que tenho, vocês também os têm, e vice-versa… Assim, asseguro-lhes que o testemunho que dou sobre aqueles seres é sincero, realmente sincero; não tento de modo algum deformar o testemunho, deformar a verdade.

Por fim, com os tripulantes sentados sobre os troncos de madeira que havia no lugar, uma das mulheres colocou-se de pé e, falando em nome de toda a tripulação, disse: “Se colocamos uma planta que não é aromática junto a outra que o é, a que não é aromática se impregna com o aroma da que é aromática…”

E prosseguiu: “O mesmo acontece nos mundos habitados: mundos que no passado andavam mal, humanidades perversas, pouco a pouco foram se transformando com o aroma, com a vibração dos mundos vizinhos; mas nós, como você vê, acabamos de chegar aqui, a este planeta Terra, e não vemos acontecer o mesmo. Que se passa neste planeta?”

Bem, a pergunta que me haviam feito fora tremenda e eu devia, portanto, dar uma resposta de alta qualidade… Sem refletir muito, mas, isso sim, cuidando muito bem da palavra, disse: “Este planeta é um equívoco dos Deuses…” Mas logo completei, enriquecendo o conceito o melhor que pude, para dizer: “Este é o Carma dos Mundos” (a palavra Carma significa Causa e Efeito, a tal causa corresponde a tal efeito).

A Terra tem causas que a trouxeram à existência e, se essas causas são mais ou menos equivocadas, os efeitos têm de ser equivocados… Ao dizer “Este é o Carma dos mundos”, vi com grande assombro que a anciã que falara assentiu, inclinando com a cabeça, com uma reverência respeitosa; não disse nada, mas simplesmente assentiu. A outra senhora também fez uma vênia respeitosa, e todos da tripulação, em genuflexão moderada, concordaram.

Pensei que iam me puxar as orelhas, pois era terrível dar uma resposta a pessoas que viajam de galáxia em galáxia, um pobre-diabo como eu; mas minha resposta resultou, funcionou, e isso me alegrou… Claro, resolvi tirar o melhor partido daquele assentimento. Disse a mim mesmo: “Bem, este é o momento”. Reiterei meu pedido de ser levado a outro planeta do espaço infinito para dar testemunho às pessoas sobre a realidade dos mundos habitados… “Sou escritor”, disse-lhes, “não é por mim, é pela humanidade; levem-me.”

De nada valeram os pedidos, o silêncio era terrível, por fim o capitão pronunciou uma frase, nada mais que uma, porque falam pouco e dizem muito, essas pessoas falam pouco e dizem muito, esses personagens pareciam realmente Deuses com corpos de homens (tinha essa impressão ao conversar com eles)… Obtive uma resposta, e é claro que fiquei satisfeito: “No Caminho iremos vendo”, disse o capitão. Nada mais, isso foi o que me disse, mas para mim foi muito definitivo.

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Se um terráqueo tivesse me dito o mesmo, teria simplesmente considerado essas palavras como uma escapatória, evasiva; como quando alguém pede, por exemplo, um emprego, e lhe dizem: “Consideraremos quando houver uma vaga” (como que saísse correndo, a quinhentos quilômetros por hora); podemos estar seguros de termos fracassado na tentativa…

Mas eu estava falando com extraterrestres: “No caminho iremos vendo…” A qual caminho se referia aquele capitão? Ao caminho esotérico, iniciático, a uma senda que conduz ao super-homem, à senda “apertada, estreita e difícil”, da qual fala o Cristo; a esse caminho misterioso percorrido por um Dante, um Hermes Trimegisto ou um Jesus de Nazaré… Eu sigo esse caminho, portanto, as palavras daquele capitão me encheram de ânimo…

Deu-me sua mão (direita), subiu à nave por uma escada, e também a tripulação. Compreendi que devia me retirar, e assim fiz; não queria de modo algum que meu corpo se desintegrasse instantaneamente pela força daquela nave. Retirei-me, pude observar a certa distância através das árvores, o momento em que a nave decolou, subiu lentamente, até certa altura, e depois se precipitou no espaço infinito, sem fazer nenhum ruído…

Asseguro a vocês que estou dando um testemunho sobre seres que já conquistaram o espaço, sobre os extraterrestres. Vim aqui dizer-lhes a verdade, e nada mais que a verdade; não vim lhes dar falsos testemunhos, porque com isso nada ganharia, tampouco vocês; estaria enganando a mim mesmo e cometeria o crime absurdo de enganar meus semelhantes.

Estou lhes dando testemunho da verdade do que me consta sobre extraterrestres; se vocês creem, maravilhoso, e se não creem, não me importa; se rirem, não faço caso, de qualquer modo. “O que ri do que desconhece”, disse Victor Hugo numa de suas obras, “está a caminho de ser idiota.”

Eu dou meu testemunho, e vocês verão!

(Samael Aun Weor)

O que são os Rods?

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Quem de vocês se recorda de uma matéria passada no programa Fantástico, da TV Globo, sobre um estranho objeto energético descendo dos céus e entrando no quarto do falecido médium espírita Chico Xavier? Pelas imagens mostradas nessa matéria, aparecia um objeto energético, indefinível, que aparentemente entrava no quarto desse médium. Uns diziam tratar-se de um Ser de Luz acompanhando o moribundo médium, outros afirmavam ser uma entidade semimaterializada etc.

Enfim, ninguém solucionou tal mistério até hoje. A última e mais plausível hipótese para essa aparição fantasmagórica seja um “ROD”. Afinal, o que é um Rod ???

Em ufologia, Rod (em inglês: Bastonete) é um fenômeno ainda não esclarecido descoberto em gravações em vídeo. Em várias filmagens foram registrados efeitos ou objetos cuja natureza não foi satisfatoriamente explicada. E esse fenômeno se espalha por todos os cantos do mundo, dos Estados Unidos ao Iraque, do Brasil ao Japão.

Temos por exemplo o primeiro caso mundialmente conhecido, o do casal Escamilla, nos EUA, que afirma ter conseguido registrar em vídeo o “deslocamento” de Rods: pequenos corpos finos e alongados voando, com aparentes apêndices laterais. De acordo com os Escamilla, os pequenos objetos se movimentam muito rapidamente, sendo necessário o uso de câmera lenta para sua visualização.

Também chamados de “aeroformas”, os Rods, podem ser classificados em Nebulosos, Translúcidos e Gelatinosos, e se comportam de maneira “inteligente”. A ideia de bioformas não é exatamente uma novidade: em 1957, Trevor James, de Los Angeles, Califórnia, iniciou experiências com o fim de fotografar “animais atmosféricos”, as 30 melhores imagens que captou estão no livro They Live in the Sky (Eles Vivem no Céu), hoje uma raridade.

Os céticos materialistas negam a existência dos Rods, afirmando que não passam de truques baratos ou ainda autoenganos gerados por má interpretação das imagens captadas pelos vídeos. No entanto, qualquer estudioso sério sabe que nenhum inseto, tenha a velocidade que tiver, pode criar ilusões dessa natureza.

Pode-se enganar os olhos do homem, mas não uma câmera ou um computador. Fatos são fatos e perante eles temos de nos curvar, mesmo admitindo nossa total ignorância para explicar mais este mistério da Natureza.

De acordo com o Gnosticismo universal, atrevemo-nos a afirmar que se tais visões forem realmente de uma “bioentidade”, esta deve ser de um inseto quadridimensional, que se materializa circunstancialmente.

E esse tipo de materializações será cada vez mais e mais comum, é só observar os milhares de depoimentos, vídeos e fotos de óvnis, elementais, fantasmas e entidades as mais estranhas que a mente humana possa imaginar.

O que está, afinal, acontecendo com nosso planeta Terra?

Incensos

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Incenso vem do latim in cendere, que significa simplesmente “aceso” ou “acender”. Mas no sentido mais prático, o incenso a que se referem as tradições é o famoso incenso de olíbano (comumente chamado de “incensos de igreja” ou incenso de resina, cujo nome científico é Boswellia carterii Birdw).

Os incensos, especialmente o olíbano, mas também a mirra, o estoraque, o copal e outros, acumulam uma energia intimamente relacionada com as Forças Etéricas do Sol. Portanto, queimar esses produtos em casa, no ambiente de trabalho e especialmente no local onde realizamos nossas práticas de meditação e oração (enfim, qualquer prática mística), gera grande acúmulo de Átomos Solares.

Esses Átomos Solares, ou “Átomos Prânicos”, se espalhados no ambiente ao nosso redor por meio da queima do olíbano, realmente atrai luz, prosperidade, alto-astral, paz, sentido de devoção, cura, bem-estar. Dentro dos estudos esotéricos recomenda-se a queima de incenso de olíbano (de boa qualidade, é bom frisar) uma vez por semana, assim com a “fumaça” desprendida dessa queima cria-se, com o passar do tempo, um ambiente harmonioso.

O incenso do olíbano é obtido ferindo-se a árvore com um cutelo ou faca, e sua resina, após ressecar, é usada como incenso. O Oriente Médio e o Norte da África são as principais regiões de plantio da Boswellia

Sobre o lado “oculto” do incenso de olíbano, o Mestre Samael Aun Weor ensina o seguinte:

“O incenso autêntico é tirado da árvore chamada Olíbano e conta com grandes poderes elementais.

Se lançado na água, tem o poder de fazer concorrer ao nosso chamado as criaturas elementais da água.

Aplicado na testa, tem o poder de fazer desaparecer a dor de cabeça causada por uma forte preocupação mental.

Os vapores do incenso têm o poder de fazer vir os Mestres e os anjos do mundo invisível.

O incenso prepara o ambiente para os Rituais Gnósticos.

O incenso é um grande veículo para as ondas espirituais de devoção pura e ajuda o recolhimento místico porque serve de instrumento devocional.

Nos antigos Templos de Mistérios, envolviam-se os enfermos com os vapores do incenso para medicá-los.

As criaturas da água concorrem alegremente quando lançamos um pouco de incenso em um recipiente com água.

O incenso deve ser empregado quando se vai firmar um pacto amistoso. Os magos astecas, quando firmavam seus pactos com os espanhóis, fumavam tabaco. Faziam isso com o objetivo de preparar a atmosfera para firmar os pactos e falar amistosamente.

Porém, nós recomendamos o incenso para tais fins, porque o tabaco tem o inconveniente de se converter em um vício sujo e incômodo.

O incenso deve ser usado por todos os devotos do Sendeiro.

O incenso deve ser usado nas reuniões de compromisso matrimonial.

A árvore do olíbano pertence ao Raio do Sol, ou seja, atrai as energias etéricas do Sol, portanto sua aura é amarela e cheia de átomos de Vitalidade e Harmonia

A devoção e a veneração abrem a porta dos Mundos Superiores aos devotos do Sendeiro.

Quando entramos no Templo Elemental dos Olíbanos, vemos ali cada uma das crianças elementais dessas árvores brincando, felizes, no Templo do Incenso…

Esses elementais usam túnica amarela e o mantra deles é ALUMINO.

Podemos invocar esses elementais com seu mantra a fim de que preparem a atmosfera do incenso…

O anjo que governa essas criaturas elementais se parece com uma noiva vestida com seu traje nupcial…

O Deva que rege os elementais do olíbano é maravilhoso, casto, poderoso e pertence ao Raio do Sol

Cada árvore tem o seu elemental.

Não nos cansaremos de explicar que cada planta ou cada árvore é o corpo físico de um elemental da Natureza que está se preparando para, um dia, entrar no reino animal e mais tarde no reino humano.

Quando arrancamos um galho de uma árvore ou um ramo de uma planta, o elemental do vegetal sente a mesma dor que qualquer um de nós sente quando nos arrancam um membro de nosso corpo.

Antes de colher uma planta, devemos traçar um círculo ao redor dela e abençoá-la; só depois é que se roga à criatura elemental o serviço anelado.

No caso de plantas rasteiras, traça-se um triângulo ao seu redor, abençoa-se e colhe-se.

As criaturas elementais dos vegetais são totalmente inocentes, como ainda não saíram do Éden possuem todos os terríveis poderes das sete serpentes ígneas.

Se invocarmos o Anjo Elemental do Incenso, ele concorrerá ao nosso chamado com as criaturas elementais dos olíbanos a fim de preparar o ambiente místico dos nossos Rituais Gnósticos.”

O que é um Mutante

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Desde o momento em que Louis Pauwels e Jacques Bergier falaram didática e cientificamente dos Mutantes, começou a produzir-se no mundo intelectual uma verdadeira inquietude ideológica. Sem dúvida, essa questão dos Mutantes é algo insólito e inusitado, todavia precisamos urgentemente elucidar, esclarecer e iluminar meticulosamente esta matéria de estudo.

Aprofundando-nos nesse assunto de importância tão vital, podemos descobrir claramente duas classes de Mutações. Quanto à primeira classe, daremos o qualificativo de favorável e à segunda reputaremos como desfavorável.

Mutação significa mudança, troca, alteração, variação. O fundamento, base, apoio e alicerce do Mutante é o Sexo. Os dois autores acima citados querem ver, nas crianças prodígio, casos reais de autênticos Mutantes.

Louis Pauwels e Jacques Bergier, fundadores do Realismo Fantástico
Louis Pauwels e Jacques Bergier, fundadores do Realismo Fantástico

O doutor J. Ford Thomson, depois de haver examinado 5 mil crianças na Inglaterra, verificou: “Um acesso de febre da inteligência”.

Das últimas 90 crianças, entre 7 e 9 anos de idade, interrogadas por esse psiquiatra, 26 tinham um cociente intelectual de 140, o que equivale ao gênio ou um pouco menos.

Diz o dr. Thomson que o estrôncio 90, produto radioativo que penetra no corpo, pode ser o responsável por isso. Todavia, esse produto não existia antes da primeira explosão atômica.

Dois sábios norte-americanos, C. Brooke e Robert K. Endres, na sua famosa obra intitulada The Nature Of Living Things, creem poder demonstrar que o agrupamento dos genes sofre atualmente uma perturbação e que, sob o efeito de influências ainda misteriosas, uma nova raça de homens dotada de poderes intelectuais superiores está surgindo. Esta é uma tese bastante atrevida e que deve ser acolhida com certas reservas.

É sabido claramente que o átomo da hereditariedade foi localizado nos cromossomos. Resulta também inteiramente manifesto que a hereditariedade biológica pode ser transformada radicalmente para dar origem a um Mutante.

Nisso que chamamos de Transmutação Sexual e no Sahaja Maithuna, tal como ensinamos no capítulo 26 deste livro (Nota do GnosisOnline: Meu Regresso ao Tibet), há uma autêntica rebeldia psicológica e um sacrifício dos mais espantosos. Diríamos ainda mais: uma insurreição declarada contra a hereditariedade biológica.

O resultado patente e manifesto desse tipo bem especial de rebeldia psicossexual é o Mutante. Nós, Gnósticos, necessitamos estudar profundamente as leis fundamentais e definitivas da mutação científica.

Qualquer Mutante legítimo do tipo favorável é o resultado específico de cristalizações distintas do hidrogênio sexual Si-12. O hidrogênio sexual Si-12 representa o produto final da transformação dos alimentos no interior do maravilhoso laboratório do organismo humano.

Resulta ostensível que essa é a matéria-prima com que o sexo trabalha. Essa é a matéria-prima da Grande Obra fabricada sabiamente pelo sexo. Indubitavelmente, a Ens Seminis e seu peculiar hidrogênio Si-12 são semente e fruto ao mesmo tempo.

Transmutar esse hidrogênio portentoso para dar-lhe uma cristalização inteligente em uma segunda oitava superior significa, de fato, criar uma nova vida dentro do organismo já existente, ou seja, dar forma evidente ao corpo astral ou sideral dos Alquimistas e Cabalistas.

O Mestre G dizia: “Vocês devem entender que o corpo astral nasce do mesmo material, da mesma substância, da mesma matéria de que nasce o corpo físico, e a única diferença reside no procedimento”. “Todo o corpo físico e todas as suas células ficam, por assim dizer, impregnadas pelas emanações da matéria que se constitui no hidrogênio Si-12. Quando elas se saturam suficientemente, a matéria Si-12 começa a se cristalizar”.

Em seguida, acrescenta o Mestre G, dizendo: “A cristalização dessa matéria promove a formação do corpo astral”. A transição da matéria Si-12, num processo de emanações e a gradual saturação de todo o organismo com essas emanações, é o que a Alquimia denomina de “Alquimia de Transmutação” ou “de Transformação”.

Gurdjieff, ou Mestre G, trouxe do Oriente a doutrina do Super-Homem e do Mutante
Gurdjieff, ou Mestre G, trouxe do Oriente a doutrina do Super-Homem ou do Mutante

Continua o Mestre G dizendo: “É justamente essa transformação do corpo físico em astral o que a Alquimia chama de transformação dos metais “grosseiros” em metais “finos”, ou seja, a obtenção de ouro através dos metais ordinários”. [A chave científica da Transmutação Sexual é o Sahaja Maithuna, ensinado no capítulo 26 deste livro (Meu Regresso ao Tibete).]

O homúnculo, equivocadamente chamado Homem, não nasce com corpo astral. Obviamente, esse precioso veículo não é um implemento indispensável para existir neste mundo físico, posto que o organismo humano possui um assento vital que lhe permite viver.

O corpo astral é um luxo a que poucos se podem dar. Um Animal Intelectual, sem esse veículo sideral, pode dar a impressão de ser muito inteligente e até espiritual, podendo, de tal forma, enganar a outros e a si próprio.

No entanto, há algo que o Mestre G não se lembrou de falar. Quero referir-me de forma enfática ao Demônio Apopi dos Mistérios egípcios, o qual é, em si mesmo, o corpo de desejos. É óbvio que os clarividentes pseudoesoteristas e pseudo-ocultistas confundem o precioso corpo astral com o Demônio Apopi. Esse horrível Demônio chamado Apopi, assento de toda bestialidade passional, está em íntima relação com o sistema nervoso grande simpático.

Aprofundemo-nos um pouco mais neste tema tão importante. Desçamos às profundeza, à mente. Permitam-me a liberdade de discordar do famoso dr. J. Ford Thomson. Francamente, não creio que as famosas crianças prodígio descobertas por aquele psiquiatra sejam Mutantes!

Recordemo-nos que o Ego é memória e que retorna a novas “matrizes” humanas; que se reincorpora depois de cada morte. Diz o ditado popular: “O Diabo não sabe tanto por ser Diabo, quanto por ser velho”. Nesta etapa da vida, os Egos acham-se velhos.

Já retornaram a este mundo muitas vezes; já repetiram demasiado o que sabem e o que aprenderam. Como resultado disso, temos os chamados meninos prodígio, gente que sabe muito bem seu ofício. Isso é tudo.

O homúnculo miserável, falsamente chamado Homem, ainda não possui a autêntica Mente Solar, possui apenas o entendimento de um Animal Racional e, ainda que seja uma criança prodígio, não é um Mutante.

Seria o cúmulo dos absurdos conceber um Mutante com mente de tipo lunar, animal e bestial. (Isto somente é possível nos Mutantes qualificados desfavoravelmente.)

Infelizmente, também nisso se equivocaram lamentavelmente os grandes clarividentes do pseudoesoterismo e do pseudo-ocultismo reacionários, confundindo o Demônio Hai, horror de Osíris, com o legítimo Veículo Mental Solar.

O citado demônio intelectual constitui-se no corpo mental lunar, animal, que atualmente ocupa, dentro do organismo humano, o lugar que a autêntica Mente-Cristo do Mutante favorável deveria ocupar.

O Animal Intelectual não nasce com o corpo mental do tipo solar. Deve fabricá-lo se é que quer se converter em um Mutante favorável. É ostensível que o alquimista pode e deve transmutar o hidrogênio sexual Si-12, passando-o para uma terceira oitava musical, através do Sahaja Maithuna.

O resultado será então a cristalização do citado elemento na esplêndida e surpreendente forma do veículo suprassensível Mental Solar.

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Esta é a Mente-Cristo do Arhat Gnóstico, resultado extraordinário da Mutação Sexual. Este tipo específico de mente difere tanto do intelecto animal como a água do azeite.

Outro tema muito discutível e que de maneira alguma convém esquecer neste capítulo é o do corpo causal ou corpo da vontade consciente. Resulta claro, patente e manifesto, que também nisso se equivocaram lamentavelmente os clarividentes de alguns sistemas pseudoesotéricos e pseudo-ocultistas ao confundirem a Essência com o corpo causal.

A Essência, em si mesma, é tão somente uma fração da alma humana encarnada em nós, engarrafada no Ego, embutida nos corpos lunares.  Inquestionavelmente, esse homúnculo equivocadamente chamado Homem está submetido à Lei de Recorrência, não sendo capaz de originar nada novo. É, portanto, vítima das circunstâncias.

Cada vez que o Ego retorna a este Vale do Samsara, repete exatamente todos os atos de suas vidas anteriores, ora em espirais mais elevadas, ora em espirais mais baixas. Por estes tempos de pseudo-ocultismo barato, muito se fala sobre a Lei de Epigênese, qual seja, a capacidade para originar novas circunstâncias. Obviamente, apenas os Homens Autênticos, dotados de Vontade Consciente, é que podem modificar seu destino e originar uma nova ordem de coisas.

O Animal Intelectual não fabricou o corpo da vontade consciente, o veículo causal. O pobre homúnculo racional é sempre vítima das leis eternas de Retorno e Recorrência. O posto que dentro de nós deveria estar ocupado pelo corpo causal, infelizmente, está ocupado pelo Demônio Nebt dos Mistérios egípcios. Esse Demônio é a personificação viva da Má Vontade. Necessitamos criar o corpo causal se é que verdadeiramente queremos encarnar o Ser.

Só o Ser pode fazer. Só o Ser pode modificar circunstâncias e exercer com maestria a Lei da Epigênese. Quem de verdade quiser fabricar o corpo causal deve transmutar o hidrogênio sexual Si-12 e passá-lo a uma quarta oitava musical, através do Sahaja Maithuna, para cristalizá-lo na excelente configuração do veículo da vontade consciente.

O autêntico Mutante possui, de fato e de direito próprio, os quatro corpos: físico, astral, mental, causal. É condição vital para o Segundo Nascimento possuir os quatro corpos da Alquimia.

Quem encarna o Ser chega ao Segundo Nascimento e se converte em um Duas-Vezes-Nascido, em um legítimo Mutante. Inquestionavelmente, o Mutante favorável provém de cristalizações positivas do hidrogênio sexual Si-12. Todavia, não devemos esquecer que existem também Mutantes desfavoráveis, cristalizações negativas do hidrogênio sexual Si-12.

Quero referir-me de forma enfática aos Adeptos do Tantrismo Negro, àqueles alquimistas que derramam o Vaso de Hermes e que ejaculam a Ens Seminis durante o Sahaja Maithuna. Esses alquimistas desenvolvem o Abominável Órgão Kundartiguador, fortificam dentro si mesmos os três traidores de Hiram Abiff e os Demônios de Seth.

Esses três traidores – Judas, Pilatos e Caifás – são os mesmos três Demônios dos Mistérios Egípcios citados neste capítulo, representando o Demônio do Desejo, o Demônio da Mente e o Demônio da Má Vontade.

O Mutante desfavorável encontra-se diante do seguinte dilema: ou desintegra sua falsa cristalização ou ingressa na involução submersa, no Ciclo da Terrível Necessidade. O Mutante desfavorável não pode encarnar o Ser dentro de si mesmo. Constitui-se efetivamente num fracasso cósmico.

Mutações radioativas nada têm a ver com as mutações esotéricas ensinadas nas autênticas Escolas Iniciáticas
Mutações radioativas nada têm a ver com as mutações esotéricas ensinadas nas Escolas Iniciáticas. As primeiras referem-se a deformidades físico-psíquicas. Já a segunda, à transformação interior pela energia da Kundalini

O Mutante desfavorável é certamente um homúnculo perverso, jamais um homem verdadeiro. É claro que para alguém ser um Homem autêntico necessita antes fabricar os Corpos Solares e encarnar o Ser.

Logo, o Homem é o legítimo Mutante, o verdadeiro Adepto, tão diferente do animal intelectual, como o dia da noite.

A radioatividade pode causar modificações nos genes de certos indivíduos, porém, jamais poderia criar um Mutante, favorável ou desfavorável. A proteína do gene, ligeiramente afetada, deixaria de produzir – como declara Louis Pauwels – certos ácidos que são a causa da angústia. Então veríamos surgirem pessoas sem temor algum, gente cínica, perversa, que sentem prazer em matar, porém, esses não são Mutantes, como supõem muitos autores.

Parece-me absurdo pensar que os efeitos da radioatividade correspondam, como supõe Pauwels, a uma vontade dirigida do Alto. Também não me parece correto aquele conceito de que a mutação genética produzida pela radioatividade atômica destes tempos signifique uma assunção espiritual da humanidade.

Obviamente, uma intensa radioatividade pode alterar a ordem dos genes e originar embriologias defeituosas, porém, esses espécimes monstruosos não são Mutantes. Não negamos que exista mutação, troca ou variação em uma embriologia monstruosa, porém, o autêntico Mutante que estamos estudando neste capítulo difere radicalmente.

Parece-me absurda a ideia de que possa nascer o mutante de uma simples alteração fundamental da proteína do gene. Essa ideia do mutante é fascinante, assombrosa, formidável. Do lado dos Luciféricos sai Hitler gritando: “Vou revelar-vos o segredo: a Mutação da raça humana já começou, já existem seres sobre-humanos”.

Do lado do hinduísmo renovado, fala Pauwels: “O mestre do Ashram de Pondicherry, um dos maiores pensadores da Nova Índia, Sri Aurobindo Ghose, fundamentou sua filosofia e seus comentários dos textos sagrados sobre a certeza de uma evolução ascendente da humanidade, que se estaria realizando por Mutações”.

Nós, Gnósticos, enfatizamos a ideia de que não é possível o nascimento do Mutante através de explosões atômicas e radioatividade. Nós não comungamos com hóstias de pergaminho. A nós ninguém pode enganar. Jamais aceitaremos o dogma da Evolução.

O Mutante é o resultado da Revolução da Consciência. Ele é o produto vivo da Rebeldia Psicológica. Parece-me utópico aquele conceito extravagante do dr. Louis Wolf, especialista inglês em doenças infantis, quando afirma que por ano na Inglaterra nascem cerca de 30 mil Mutantes fenilcetonúricos.

Comenta Pauwels que esses Mutantes possuem genes que, segundo ele, “não produzem no sangue determinados fermentos que atuam no sangue normal”. Continua o citado autor dizendo que um Mutante fenilcetonúrico é incapaz de dissociar a fenilalanina.

Prosseguindo, Pauwels explica que essa incapacidade torna a criança vulnerável à epilepsia e ao eczema. Provoca, segundo o mesmo autor, uma coloração esmaecida e cinzenta no cabelo e torna o adulto propenso às enfermidades mentais.

O Mutante é produto da Alquimia Sexual, ou Arcano AZF
O Mutante é produto da Alquimia Sexual, ou Arcano AZF

Crê ainda o mencionado autor que essa raça fenicetonúrica, à margem da humanidade normal, seja o resultado de mutações desfavoráveis produzidas pela radioatividade. Pauwels não quer se dar conta que essa raça fenilcetonúria é constituída de gente enferma, ainda que de tipo desfavorável, jamais de Mutantes.

Pauwels não quer compreender que esses espécimes humanos enfermos são, com toda certeza, o resultado de explosões atômicas. É lamentável que se faça uma mística dessas loucuras científicas como as experiências atômicas, Bomba H etc. Pauwels acredita na possibilidade de Mutações favoráveis através da radioatividade desta época fatal em que vivemos.

Supõe que esse tipo positivo de Mutantes poderia, diz ele, ter em seu sangue produtos suscetíveis de melhorar seu equilíbrio físico e de aumentar seu coeficiente de inteligência muito além do nosso. Pauwels pensa que essa classe de Mutantes poderia levar em suas veias sedativos naturais que os protegeriam dos choques psíquicos da vida, dos complexos de angústia etc. etc. etc.

É lastimável que esse inteligente autor tenha feito das explosões atômicas e de suas radiações uma religião.

Samael Aun Weor, Meu Regresso ao Tibete

Quadrados mágicos

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Quadrado do Sol

Quadrado de Mercúrio

Quadrado de Vênus

Quadrado da Lua

Quadrado de Marte

Quadrado de Júpiter

Quadrado de Saturno