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As três classes de tantrismo

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Na Índia existem três tipos de Tantrismo:

Primeiro: Tantrismo Branco.
Segundo: Tantrismo Cinzento.
Terceiro: Tantrismo Negro.

No Tantrismo Branco pratica-se Magia Sexual sem derramamento do sêmen.

No Tantrismo Cinzento ora há derramamento do sêmen, ora não há derramamento do sêmen. Este gênero de Tantrismo conduz o devoto ao Tantrismo Negro.

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A Energia Criadora sai do Centro Sexual, ascende pela coluna, dirige-se ao cérebro, e daí ao coração, irradiando-se por todo o corpo na forma de Luz, Amor, Vida, Liberdade e Triunfo espiritual…

No Tantrismo Negro existe o derramamento do sêmen. Dentro do Tantrismo Negro encontramos os Dugpas de capacete vermelho, magos negros terríveis e perversos.

Esses malvados possuem processos asquerosos para reabsorver o sêmen pela uretra, depois de havê-lo derramado miseravelmente.

O resultado é fatal, porque o sêmen, depois de haver sido derramado, carrega-se de átomos satânicos e ao penetrar novamente no organismo adquire o poder de despertar a Kundalini de forma negativa. Então, este desce para os infernos atômicos do homem e se converte na cauda de Satã.

Assim é como o ser humano se separa para sempre do seu Ser Divino e se afunda para sempre no abismo. Todo aquele que derrama o Vaso de Hermes é mago negro devidamente reconhecido.

Na Índia, a Magia Sexual é conhecida com o nome de Maithuna, ou também com a denominação de Urdhvaratus Yôga, em que os seus praticantes são chamados Urdvaretas Yogues.

Em todas as Escolas de Yôga, verdadeiramente sérias e responsáveis, pratica-se a Magia Sexual de forma secretíssima. Quando um casal de yogues (homem e mulher) se acha bem preparado, é levado para um lugar secreto, onde é instruído sobre o Maithuna (Magia Sexual).

Os casais unem-se sexualmente para trabalhar na Grande Obra sob a vigilância de um Guru (Mestre).

O homem sentado sobre uma almofada em atitude búdica, com as pernas cruzadas à moda oriental, entra em contato sexual com a mulher. Ela deverá sentar-se sobre as coxas do homem, envolvendo com suas pernas o tronco do homem. Ao sentar-se sobre ele, deverá logicamente absorver o seu falo.

Assim, homem e mulher conectam-se sexualmente. Os casais de yogues permanecem durante horas inteiras sem derramar o sêmen. É obrigação do yogue não pensar, quando se acha na prática de Magia Sexual.

Homem e mulher, nesses momentos, atingem o estado de êxtase. O casal fica assim profundamente enamorado. As energias criadoras sobem vitoriosas pelos seus respectivos canais até o cálice do cérebro. O desejo animal é rechaçado. Depois, o casal retira-se do ato amoroso sem haver derramado o sêmen.

Esse modo de praticar Magia Sexual, ao estilo oriental, pode ser muito incômodo para a as pessoas ocidentais. No entanto, é recomendável àquelas pessoas que não conseguem refrear o ato para evitar o derramamento do Vaso de Hermes.

Com essa prática os gnósticos podem treinar sexualmente para aprender a frear e evitar o derrame do sêmen. Os casais gnósticos não necessitam da vigilância física de nenhum Mestre, mas poderão invocar aos Mestres do Astral para que os ajudem. O casal deve estar a sós.

É importante que durante a prática de Magia Sexual não exista o desejo animal. Lembrem-se que o desejo é diabólico. O Eu é desejo. O Eu é diabólico. Onde existe o desejo não pode haver amor, porque amor e desejo são incompatíveis. É necessário saber que o desejo produz enganos.

Quem deseja, pensa estar enamorado, sente-se enamorado e pode até jurar que está enamorado. Esse é o engano do desejo. Inúmeras vezes ouvimos os casais dizerem que se adoram. Mas, depois de casados, o castelo de cartas cai e resta a triste realidade. Os que se acreditam enamorados no fundo se odeiam e o fracasso, depois de satisfeito o desejo, é inevitável.

Então, só escutamos queixas e lamentações, reprovações e lágrimas. Onde estava o amor? O que se fez do amor?

É impossível Amar quando há desejo. Só aqueles que já encarnaram sua alma sabem amar verdadeiramente. Pois o Eu não sabe amar, só a alma sabe amar. O amor tem seu clima próprio, seu sabor, sua felicidade. Isso só conhece quem já matou o desejo animal. Isso só sabe e experimenta quem já encarnou sua Alma. O amor não se assemelha a nada daquilo que as pessoas chamam amor.

O que se acredita ser amor é tão somente o desejo enganador. O desejo é uma substância enganosa que se combina maravilhosamente na mente e no coração, para fazer-nos sentir algo que não sendo amor, faz-nos crer firmemente que seja amor. Só a horrível realidade que se apresenta depois de consumado o ato e satisfeito o desejo vem demonstrar-nos claramente que fomos vítimas de um engano.

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Os exercícios respiratórios (Pranayama) podem e devem ser usados pelos solteiros e pelos casados e canalizar a Energia Sexual para a Autorrealização espiritual

Acreditávamos estar enamorados e realmente não estávamos.

O ser humano ainda não sabe o que é Amor. Na realidade só a alma pode e sabe amar. O homem ainda não encarnou sua alma e por isso não sabe ainda o que é amor.

Satã não sabe o que é o Amor. A única coisa que o ser humano tem encarnada atualmente é Satã (o Eu). O ser humano não sabe amar.

O amor só pode existir de coração para coração, de alma para alma. Quem não encarnou sua alma não sabe amar. Satã não pode amar e é exatamente isso o que o ser humano tem encarnado. O Matrimônio Perfeito é a união de dois seres, um que ama mais e outro que ama melhor. O Amor é a melhor religião que o ser humano pode chegar a professar.

O desejo é uma substância que se decompõe em muitas substâncias, as quais conseguem enganar a mente e ao coração. Aquele que se desesperar porque sua mulher fugiu com outro homem, na realidade não estava enamorado.

O amor verdadeiro não exige nada, nada pede, não deseja nada, não pensa em nada, pois só quer uma coisa: a felicidade do ser que ama. E isso é tudo.

O homem que perde a mulher que ama só exclama “Sinto-me feliz por você ter encontrado a sua felicidade. Ainda que seja com outro homem, isso é motivo suficiente para que me sinta feliz”.

Desejo é outra coisa. O apaixonado que perdeu a mulher que amava e que se foi com outro pode chegar a matar e a matar-se também, pois cai no mais horrível desespero, em razão de ter perdido o instrumento do prazer. Isso é tudo.

Com efeito, o verdadeiro amor só é conhecido por aqueles que já encarnaram sua alma. A humanidade ainda não conhece isso que se chama Amor. Na verdade o Amor é como um menino inocente, é como um cisne de lívida plumagem. O Amor se parece com os primeiros folguedos da infância.

O Amor não sabe nada porque é inocente. A melhor sabedoria é não saber nada. Ao dissolvermos esse horrível espectro (o Eu) que continua depois da morte, então nasce em nós isso que se chama Amor. Ao chegarmos a esse estado, recobramos a inocência perdida.

Atualmente, o ser humano só tem encarnado um embrião de alma, o qual lança, às vezes, algumas centelhas de amor. A mãe que adora seu filho é um perfeito exemplo disso que se chama Amor. O embrião de alma pode robustecer-se com a chama bendita do amor.

O homem e a mulher às vezes chegam a sentir as radiações do Amor que brotam do embrião da alma, mas afogam-nas imediatamente com as violentas e terríveis paixões que “Satã” lhes dá. Se cultivarmos essas divinas vibrações do amor, podemos então fortificar e robustecer o embrião de alma para viver com intensidade, mais tarde, isso que se chama Amor.

O amor robustece o embrião de alma e assim é como conseguimos a encarnação da alma.

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Quem pratica a Castidade Científica irradia Bênçãos, Saúde e Riqueza por todos os lados

Raríssimos são os seres humanos capazes de sentir as divinas vibrações amorosas que se irradiam do embrião de alma. Normalmente, o que a humanidade sente são as forças do desejo.

O desejo também canta e se transforma em romances e ternuras infinitas. O desejo é o veneno mais enganador que existe em todo o Cosmo.

Todo aquele que é vítima do “grande enganador” pode jurar que está enamorado.

Homens e Mulheres, convido-vos ao Amor. Segui os passos daqueles poucos que no mundo souberam amar.

Deuses e Deusas, amai-vos no encanto nupcial do paraíso. Felizes os seres que se amam verdadeiramente. Somente o Amor pode converter-nos em Deuses.

V.M. Samael Aun Weor,  O Matrimônio Perfeito

Mozart e a Flauta Mágica

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A Flauta Mágica, obra de Mozart, tem dois aspectos fascinantes: a história, quase infantil, que raramente chega às crianças, e a música que há 200 anos fascina os adultos.

Se a história de Lewis Carrol Alice no País das Maravilhas desafia claramente o leitor pela sua riqueza simbólica, dificilmente cifrada pelo adulto, a Flauta Mágica tem sido considerada, para os não iniciados, como uma história simplória, com versos medíocres, com uma moral primária e corriqueira.

O libreto de A Flauta Mágica parece ter sido escrito em 1731, relacionado com os Mistérios Egípcios. O próprio Mozart, como iniciado maçom, o conhecia certamente.

Eis a história: um príncipe (Tamino) e um caçador de pássaros (Papagueno), atendendo ao apelo de uma rainha (a Rainha da Noite), tentam resgatar a princesa (Pamina), sequestrada num castelo.

Para cumprir essa missão, Tamino e Papagueno recebem da Rainha da Noite, por intermédio das suas damas, um carrilhão e uma flauta, ambos mágicos, além de três gênios que serviriam de guias. São representados, na ópera, por três crianças.

Por caminhos diferentes, Tamino e Papagueno chegam ao palácio de Sarastro. Pamina está lá, realmente prisioneira, atormentada por um escravo mouro de Sarastro (Monostatos), que já tentara violá-la na ausência do amo.

Chega Papagueno e Monostatos foge. Entretanto, Tamino discute com um sacerdote do templo de Sarastro: este lhe diz que Sarastro não é mau, mas nobre e justo, e que um dia, ele, Tamino, compreenderá tudo. Isso abala completamente os propósitos iniciais de Tamino.

Os três acabam presos quando Sarastro chega. Manda chicotear o escravo, explica a Pamina que sua mãe, a Rainha da Noite, é uma mulher perigosa e determina que Tamino e Papagueno sejam submetidos às duras provas no templo, como, por exemplo, a prova do silêncio.

Se passarem por tais provas, entrarão para a irmandade. Tamino receberá ainda a mão de Pamina e Papagueno o que ele mais deseja na vida: uma mulher para se casar. Entretanto, Pamina, adormecida, desperta a luxúria de Monostatos. Mas chega então a Rainha da Noite e mostra que Sarastro tinha razão: ela aterroriza a filha e lhe dá, cheia de ódio, um punhal, para que assassine a Sarastro. Depois desaparece.

Monostatos, que viu tudo, chantageia Pamina. Contudo, chega Sarastro, que expulsa o mouro e tranquiliza a rapariga, dizendo que naquele templo não há lugar para a vingança. Enquanto isso, Tamino vai passando nas provas, mas Papagueno não consegue sequer ficar calado. Acaba por ser expulso do templo. Pamina vai encontrar-se com o príncipe e não compreende que ele não lhe resposta.

Julga que Tamino não mais a ama, fica desesperada, pensa em suicidar-se com o punhal – mas é impedida pelos três gênios. Volta ao templo e tem permissão para acompanhar Tamino nas suas últimas provas: a do fogo e a da água – o que os dois conseguem superar com sucesso, protegidos pelo som da flauta mágica.

Vagueando pelos bosques, Papagueno, inconsolado e cômico, pensa também no suicídio, mas também ele é salvo pelos três gênios. Sugerem-lhe que ele, Papagueno, toque o seu carrilhão mágico: ao som do instrumento aparece-lhe o que mais desejava: uma companheira.

Na escuridão da noite chegam a Rainha da Noite e o seu séqüito, guiados agora por Monostatos, que se aliou contra Sarastro, ante a promessa da mão de Pamina. Vão destruir o templo e matar Sarastro e os sacerdotes. Mas estes irrompem com um poder descomunal e aniquilam as pérfidas criaturas. Pamina e Tamino casam-se com grande pompa e com muitas congratulações pela sua coragem, fidelidade e virtude”.

O libreto fascinou tanto o rosa-cruz Goethe que ele se propôs a fazer com ele o mesmo que fizera com a sua obra-prima Fausto: escrever uma segunda parte. Em resumo, a história é essa.

Comecemos o estudo pelo simbolismo do número das personagens: são nove. Dentro da simbologia gnóstica, o número é chave para a compreensão de múltiplos mistérios, tanto no microcosmos quanto no macro.

O príncipe Tamino é verdadeiramente o herói da história. Ele representa a todos os Iniciados (homens e mulheres), que realizam em carne própria a Grande Obra, a Magnus Opus. Logo nos primeiros acordes surge Tamino numa situação incrível: a fugir de um dragão (uma serpente, no texto original).

Essa Serpente-Dragão representa as forças caóticas da natureza, as forças do Ego. A representação de uma personagem de Mozart é sempre feita de modo que qualquer pessoa a compreenda de imediato.

As primeiras palavras de Tamino, que grita por socorro, é um autêntico aviso do autor de que vamos entrar num território, inédito aos olhos do não-iniciado. Reside aqui precisamente a falta de compreensão desta obra musical. É que ela trata de segredos iniciáticos, que não são do conhecimento vulgar.

A segunda personagem é a princesa Pamina. Tamino, o príncipe, apaixona-se ao ver o seu retrato. Muito se tem escrito sobre esta dualidade, Tamino-Pamina. Quando Tamino vê o retrato, canta uma ária lindíssima. Serviu de fundo musical ao filme O Enigma de Kaspar Hauser. Pamina representa nossa Alma Divina, a Consciência, adormecida e presa pelo Ego e pela Mente.

A 3ª personagem é Papagueno. É a mais exótica, popular e sedutora. É o caçador de pássaros. É o “cão” que guia o cavaleiro, é o instinto que nos auxilia a trilhar corretamente o Caminho.

A 4ª é Monostatos, o criado mouro. (No filme, a cena entre Monostatos e Pamina foi alterada em relação ao original. Bergman substituiu as ameaças e a tentativa de Monostatos apunhalar Pamina por uma única, curta e sibilante entrada do mouro, muito no seu estilo.)

A 5ª, 6ª e 7ª personagens são as três crianças, os 3 Reis Magos, os dois Vigilantes e o Guardião da Maçonaria. Guiam Tamino, informam-no como deve escolher e as atitudes de firmeza que devem adotar, mesmo as de obediência. Quando Pamino pensa no suicídio, essas personagens fazem a ele ver que não conhece verdadeiramente a situação e a inutilidade do seu tresloucado ato.

O mesmo acontece a Papagueno, a quem explicam que nem tudo está perdido e ainda há alguma coisa por que lutar.

A 8ª e 9ª personagens são a Rainha da Noite e Sarastro.

 

A Explicação Esotérica

A Flauta Mágica inicia-se com três acordes majestosos, que se referem aos três passos ou graus fundamentais de todos os ensinamentos iniciáticos, e também aos 3 degraus de todos os altares místicos.

O terceiro acorde corresponde aos três toques do candidato, quando procura a porta do templo. A esses acordes segue-se, no original, uma marcha solene, preparada para instrumentos de metal, que simboliza o caminho a percorrer pelo Candidato, pelo Aprendiz.

O caminho é longo e o trabalho, cansativo. Mas o aspirante digno chega ao ponto culminante e torna-se um Iniciado. Na abertura, descrevem-se vários processos pelos quais a Pedra Bruta se transforma numa pedra trabalhada e viva. A abertura finaliza com a repetição das três pancadas ou acordes. Essa cena desenrola-se no Egito, num campo aberto, perto do Templo de Ísis. Tamino, quando entra em cena, é perseguido por um dragão, símbolo dos desejos inferiores, egoicos.

Faz uma prece e cai inconsciente. Surgem três jovens cobertas por véus. Simbolizam a purificação do corpo físico, do corpo de desejos e da mente, são os mesmos símbolos dos 3 cravos da cruz crística (os 3 graus de purificação pelo Fogo da Kundalini).

A morte do dragão indica que Tamino alcançou a vitória sobre sua própria natureza inferior.

Tamino e Papagueno encontram-se. Logo depois surgem as três jovens que repreendem Tamino por reivindicar a morte do dragão, porque na verdade quem mata o Dragão não somos nós, mas uma força sagrada superior à mente (que Força será esta?). Dão a Tamino o retrato de Pamina, a filha da Rainha. Pamina representa a natureza espiritual do ser humano, Budhi, a Bela Adormecida ou a Consciência Espiritual, que é correntemente representada por uma figura feminina – como vemos nos textos de Salomão e de Camões.

Quando o discípulo se aperfeiçoa na busca e começa a sentir a maravilhosa beleza superior, se lhe dedica e consagra, realiza-se o que chamamos de bodas místicas ou bodas de Canaã.

As três jovens informam a Tamino que foi escolhido para libertar Pamina, subjugada pela magia negra. Há um ensurdecedor barulho e surge a Rainha da Noite… Com palavras extremamente solenes relata o desaparecimento de Pamina, sua filha. Reconhece a piedade e sapiência de Tamino, que o considera capaz de salvá-la. O cenário escurece de novo. É então que no aspirante se começa a desenvolver a clarividência.

Esta visão permite-lhe ver os mundos internos ou superiores. A pergunta que Tamino faz é a mesma de todos os aspirantes: “É verdade aquilo que vejo? Ou será apenas ilusão?”. O segundo ato começa com uma marcha solene, com música para instrumentos de sopro. Os sacerdotes, acompanhados por Sarastro, querem saber qual o objetivo da vinda de Papagueno.

Este responde-lhe que não se preocupa com a sabedoria, que apenas lhe interessa comer e beber. Tamino, por seu lado, deseja a sabedoria e, também, unir-se a Pamina. Há poucas pessoas, como Tamino, dedicadas ao serviço da Sabedoria! As três jovens experimentam Tamino, tentando-o convencer de que Sarastro lhe prepara uma traição. Tamino nega-se a ouvi-las.

É que em tempos de crise as forças unem-se para impedir o espírito de alcançar a luz e confundi-lo, separando-o da fonte de sabedoria. O segundo ato, na sua maior parte, é dedicado às provas do Aspirante. Esta cena termina com uma magnífica ária de Sarastro.

Cada instituição que se dedica ao estudo das leis divinas cria uma força dinâmica que pode ser utilizada para construir ou destruir. É da máxima importância que cada grupo aprenda a pôr em prática a seguinte regra: “viver e deixar viver”. A prudência é a melhor arma para combater qualquer tendência para a bisbilhotice, ciúmes, inveja ou ódio. Se isso for negligenciado, haverá discórdias, dissidências e, por fim a destruição.

As jovens oferecem-lhe então uma flauta mágica, o símbolo dos poderes latentes do espírito, da divindade adormecida no homem. (Lembre-se da flauta de Krishna, com 7 orifícios, e que ele utilizava para encantar bestas, homens e deuses.) O mago negro, Monostatos, símbolo dos poderes do espírito usados incorretamente, arrasta Pamina. Atira-a para um caldeirão e ordena a três escravos que a prendam.

Os três escravos são os corpos internos inferiores (de desejos, mental e causal), chamados também de Os 3 Demônios (Judas, Pilatos e Caifás), relacionados com os prazeres inferiores, com o medo e a ignorância.

Quando o cenário muda, veem-se três templos: o da Razão, à direita; o da Natureza, à esquerda e o da Sabedoria, no meio. Os três templos representam as três forças distintas: a masculina, a feminina e a união de ambas, isto é, a força masculina, a beleza feminina e a sabedoria, que é filha das duas. Representam também as Três Montanhas, ou graus de liberação absoluta do Mestre: a Montanha da Iniciação, a da Ressurreição e a da Ascensão.

Aparece depois um sacerdote idoso e Pamino sabe que está no Templo de Sarastro, o Sacerdote do Sol, o mago branco ou o Iniciado-Condutor. Explica-lhe que vivemos cercados de estímulos aos quais se reage conforme a espiritualidade que se tem. É assim que tem de começar o trabalho de autoaperfeiçoamento.

A lei fundamental diz que a verdadeira ação esotérica só pode ter sucesso se for baseada na união com o espírito. A pedra fundamental de todas as sociedades ocultistas iniciáticas pode ser encontrada nas palavras de Sarastro: “Nestas amplas galerias não se conhece vingança”, que não são, afinal, mais do que a repetição daquelas que lemos nas obras dos grande iniciados.

A cena final começa em uma quase total escuridão. A Rainha da Noite aproxima-se de Monostatos, que leva uma tocha. Ouve-se um grito de pavor e surge Sarastro e os sacerdotes, Pamina e Tamino.

Nesta ópera, Mozart descreve a senda do candidato, que procura a luz, “pobre, nu e cego” (como todos nós, míseros seres adormecidos).

Demonstra os passos do Caminho, as suas Provas, nas quais se prepara o espírito para se tornar digno de entrar no Templo (Interior), naquele templo verdadeiro, que é feito sem ruído de pedra nem de martelo, em que a luz do Conhecimento (Gnose) permanece eternamente.

O Grande Sarastro Seria o Poderoso Conde Cagliostro?

Es Lebe Cagliostro!
Es Lebe Sarastro!

Sarastro, um Sacerdote Egípcio de Ísis e Osíris, é o  Mestre Iniciador ou Guru na ópera A Flauta Mágica, em parte inspirada em um dos livros do escritor Alexandre Dumas, intitulado O Colar da Rainha ou A História de um Médico.

No final da primeira parte da Flauta Mágica, o sacerdote Sarastro é celebrado com a exclamação: “Longa Vida a Sarastro!” (em alemão: “Es Lebe Sarastro!”

Na obra O Colar da Rainha, de Dumas, na versão em francês, o Conde Cagliostro é aclamado com as palavras “Viva Cagliostro!”… que na versão em alemão é traduzida como: “Es Lebe Cagliostro!”, e que em português quer dizer: Longa Vida a Cagliostro!

“Viva Cagliostro!” (cap. 49) “Viva Cagliostro!” (cap. 50) (O Colar da Rainha – Tomo II (As Memórias de um Médico) Alexandre Dumas

7: “Es lebe Cagliostro!” “Es lebe Cagliostro!” (na versão em alemão)

“Es lebe Cagliostro!”, da obra de Dumas O Colar da Rainha, é, portanto, concordante com: “Es lebe Sarastro!” de A Flauta Mágica de Mozart.

O sacerdote egípcio Sarastro representa o próprio VM Conde Cagliostro, que recebeu a Iniciação no Egito como Grande Sacerdote de Osíris e de Ísis, e foi o fundador da Maçonaria Egípcia.

Opinião de Beethoven Sobre a Flauta Mágica

Mozart foi membro de Lojas maçônicas na Áustria.

Sobre a Flauta Mágica, dizia Beethoven que era a melhor Ópera de Mozart. O próprio Beethoven identificou a si mesmo com Sarastro.

O nome Sarastro é foneticamente muito semelhante ao nome de Zoroastro. Mas essa similitude não se opõe à identidade de Sarastro e Cagliostro; pelo contrário, a reforça.

Na impressionante obra A Santíssima Trinosofia, atribuída ao Conde de Saint-Germain, mas que muitos afirmam solenemente que foi escrita por seu discípulo, o Conde de Cagliostro, também conhecido como “O Grande Copta”, relata que ao ingressar dentro de um grande salão, ornamentado por 40 colunas de Fogo, viu no centro um Altar com a forma de uma Serpente, e depois de contemplá-lo e descrevê-lo, diz Cagliostro que “… escutou o coro de alguns espíritos celestiais, e uma voz que lhe disse: ‘O fim de teus trabalhos se acerca. Toma a espada e golpeia a serpente’. Depois, saiu dali conduzido por Seu Guia invisível… que se lhe revelou muito mais adiante como um Ancião Venerável que tinha uma “Tiara como a de Zoroastro que lhe cobria sua branca cabeça…”, e falando-lhe em persa, disse, enquanto sorria: “Adora a Deus… Ele é quem tem te sustentado em tuas Provas; Seu Espírito tem estado contigo…” Palavras que são semelhantes às que o Venerável Mestre Althotas, alguns minutos antes de morrer, apertando a mão de Cagliostro, disse-lhe com voz débil: “Filho meu, tem sempre diante de teus olhos o temor de Deus e o amor por teus semelhantes; de pronto serás convencido por experiência de tudo que te ensinei”.

Finalmente, diz Cagliostro que escutou uma potente e melodiosa Voz, que exclamou: “O Trabalho é Perfeito!” Os Filhos da Luz se acercaram dele, as portas da Imortalidade lhe foram abertas e a nuvem que cobria os olhos dos mortais desapareceu. E vendo os espíritos que presidem sobre os elementos o reconheceram por seu Mestre.

O Venerável Maestro Conde de Cagliostro, “o melhor discípulo dele”, do Venerável Mestre Conde de Saint Germain, conseguiu a Imortalidade, é um Mestre Ressurrecto, um Liberado.

Na Flauta Mágica vemos inúmeros pontos em comum com a Santíssima Trinosofia. O Herói (da Flauta Mágica) chamado Tamino, tem de se enfrentar com uma serpente, que é morta por três Damas que acodem a auxiliá-lo.

Mais adiante aparece o Guru ou Mestre Sarastro, cujo nome é muito similar ao do Zoroastro persa, que, no final do Primeiro Ato é aclamado com as palavras: “Longa Vida a Sarastro”.

Ao final do Segundo Ato, Tamino e sua Bem-Amada Esposa Sacerdotisa Pamina cantam com júbilo por terem sido outorgados com a “felicidade de Ísis”, e um Coro entoa a seguinte estrofe: “Glória a vós, Iniciados! Atravessastes a Noite. Graças sejam dadas a ti, Osíris, e a ti, Ísis! A fortaleza venceu, e, em recompensa, coroa a beleza e a sabedoria com uma coroa eterna!”

 

 

Leonardo da Vinci e a imaginação

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Leonardo teve de se inspirar em vários livros gnósticos ao fazer seus escritos ou suas obras pictóricas. Existem muitos exemplos. Eis alguns exemplos de sua severa concepção acerca da raça humana: “O homem é o mais malvado dos animais”, “o homem é um monstro cruel”, “o homem é um receptáculo de vilania, um aglomerado da maior ingratidão e depósito de todos os vícios”, “a ignorância é como a ferrugem que corrói o aço”, ou “os ignorantes são sacos de excremento e piores que os animais”.

Essas frases impiedosas fazem você pensar em sua Alegoria do espelho do sol: um homem sentado segura um espelho que reflete os raios do sol. Estes iluminam a luta de um grupo de animais (dois leões, um dragão alado, um unicórnio, um lobo e um javali) localizados em frente. Ele talvez queira “dar-lhes luz” (no sentido literal da palavra) ou mantê-los afastados.

Veja a esse respeito o Livro de Tomé: “Eu realmente não os considero como homens, mas como animais. Pois assim como os animais se devoram uns aos outros, os homens desta classe também se devoram”. Essas expressões, como “os homens são piores que os animais”, ou sua Alegoria do espelho solar, não nos fazem pensar neste livro gnóstico? Quanto à Luz, como epítome desse conhecimento oculto de origem gnóstica, Leonardo escreve: “A ignorância cega nos engana e nos faz gozar o resultado de seus jogos lascivos.

Porque ele não conhece a verdadeira Luz. Porque ele não sabe o que é a verdadeira Luz. O vão esplendor nos afasta do poder do SER… Eis! Por causa de seu vão esplendor vamos ao fogo, para que a ignorância cega nos engane… Ó malditos mortais, abram os olhos!”

Compare novamente com o Livro de Tomé: “Sempre que os eleitos abandonarem a bestialidade, então a Luz aparecerá em sua presença”. Ou: “Quem busca a verdade na Verdadeira sabedoria ganhará asas para escapar do ataque da voluptuosidade”.

Tanto nos evangelhos gnósticos quanto nos canônicos, a Luz expressa uma ideia muito poderosa: a do Conhecimento (Gnose) ou sabedoria das coisas ocultas: “Não há nada oculto que não acabe sendo manifesto e nada oculto que possa ser mantido sem ser revelado”. (Evangelho de Tomé, 6)

E o que o Venerável Mestre Samael ensina sobre o grande Iniciado Artista Leonardo da Vinci e sua principal Obra, Mona Lisa (ou Gioconda)? Eis o ensinamento sublime de Samael:

Comecemos com a escala mais grosseira, a escala mais baixa, a da Imaginação; depois continue com a da Inspiração, antes de entrar no reino da Intuição. O exercício que lhes dei para a imaginação é simples, também lhe dei um mantra (ISIS), também expliquei a meditação, como usar a Imaginação, como desenvolvê-la.

Existem dois tipos de imaginação: existe a imaginação mecânica e existe a imaginação consciente. A imaginação mecânica é inútil, é fantasia, e a fantasia é feita de restos de memória, portanto, é inútil.

É necessária Imaginação consciente, Imaginação ativa, Imaginação intencional. Esse tipo de Imaginação desenvolvida será ótimo, sublime. Esse tipo de Imaginação, desenvolvida, permitiu a Leonardo da Vinci capturar em tela a Gioconda, que, entre parênteses, muito se tem falado sobre a Gioconda.

Alguns supõem que ela era a namorada de Leonardo da Vinci, aqueles que pensam assim estão errados. Quando se olha para a Gioconda, e convido você a refletir sobre isso, observe a pintura da Gioconda, não há nada de namoro nela, nada de semelhante aparece nela.

Os grandes artistas iniciados usavam o poder da Imaginação Criadora para se conectarem às Dimensões Superiores da Natureza

É uma pintura sublime, olha-se e sente-se um êxtase, algo no coração, muito diferente das emoções inferiores. Sente-se algo sublime, como se estivéssemos face a face com uma divindade ou um anjo. Na Gioconda não há nada de voluptuosidade, erotismo, coqueteria ou qualquer coisa que possa se assemelhar a algo humano, não há nada disso nela. Vocês precisam ser intuitivos para entenderem o que é a Gioconda.

A Gioconda é a representação da própria Mãe Divina de Da Vinci

Leonardo da Vinci, no translúcido, capturou a imagem da Gioconda. Mas o que ele captura não é uma imagem fantástica, ele captura sua própria Mãe Divina Kundalini, e é esta que ele pinta na tela de linho… É A SUA MÃE DIVINA!

Em que me baseio para lhes dizer que a Mona Lisa é a Divina Mãe Kundalini de Leonardo da Vinci? Eu me baseio no fato de que sou alquimista e trabalho com isso. Se vocês olharem para a pintura, verão dois caminhos em ambos os lados da figura central. Um desses caminhos é em espiral, o da esquerda, e vai até a água. O outro é um caminho mais longo e em vez de ir para a água entra na floresta. Essa é a chave, quem entende o que são os dois caminhos sabe muito bem que Leonardo da Vinci pintou sua Divina Mãe Kundalini.

O PODER DA IMAGINAÇÃO – SAIBA MAIS, CLIQUE AQUI)

A mente e a educação

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Podemos comprovar, através da experiência, que é impossível compreender isso que se chama amor, até que tenhamos compreendido antes, de forma integral, o complexo problema da mente.

Aqueles que supõem que a mente é o cérebro estão totalmente equivocados. A mente é energética, sutil, pode se tornar independente da matéria; pode, em certos estados hipnóticos ou durante o sono normal, transportar-se a lugares remotos para ver e ouvir o que está acontecendo nesses locais.

Nos laboratórios de parapsicologia, são feitos notáveis experimentos com pessoas em estado hipnótico.

Muitos sujeitos em estado hipnótico puderam informar com minúcias de detalhes sobre acontecimentos, pessoas e situações que estavam a longínquas distâncias durante seu transe hipnótico.

mente2-gnosisonlineOs cientistas puderam verificar depois a realidade das informações. Puderam comprovar a realidade dos fatos e a exatidão dos acontecimentos.

Com estes experimentos dos laboratórios de parapsicologia, fica totalmente demonstrado, pela observação e pela experiência, que o cérebro não é a mente.

Realmente e de toda verdade, podemos dizer que a mente pode viajar através do tempo e do espaço independentemente do cérebro, para ver e ouvir coisas que acontecem em lugares distantes.

A realidade das percepções extrassensoriais já está completamente demonstrada e só a um doido varrido ou a um idiota poderia ocorrer negar a sua realidade.

O cérebro foi feito para elaborar o pensamento, mas não é o pensamento. O cérebro é apenas o instrumento da mente, mas não é a mente.

Necessitamos estudar a fundo a mente se é que, de verdade, quisermos conhecer de forma integral isso que se chama amor.

As crianças e os jovens têm a mente mais elástica, flexível, prontas, alertas etc.

Muitas são as crianças e jovens que gostam de perguntar a seus pais e professores sobre tais e quais coisas. Eles desejam saber algo mais. Querem saber e por isso perguntam, observam, veem certos detalhes que os adultos desprezam ou não percebem. Porém, conforme passam os anos, conforme avançam em idade, sua mente vai cristalizando pouco a pouco.mente1-gnosisonline

A mente dos anciões está fixa, petrificada. já não muda nem a tiros de canhão.

Os velhos são assim e assim morrem. Eles não mudam e abordam tudo de um ponto fixo.

A caducidade dos velhos, seus preconceitos, suas ideias fixas etc. parecem tudo como uma rocha, uma pedra que não muda de forma alguma. Por isso diz, o ditado popular: “Gênio e figura, até a sepultura”.

É urgente que os professores e professoras encarregados de formar a personalidade dos alunos e alunas estudem bem a fundo a mente, a fim de que possam orientar as novas gerações inteligentemente.

É doloroso compreender a fundo como a mente vai se petrificando pouco a pouco através do tempo.

A mente é o matador do real, do verdadeiro. A mente destrói o amor.

Quem fica velho já não é capaz de amar, porque sua mente está cheia de dolorosas experiências, ideias fixas como ponta de aço, preconceitos, etc.

Existem por aí velhos verdes que se julgam ainda capazes de amar. No entanto, o que ocorre é que esses velhos cheios de paixão sexual senil confundem a paixão com o amor.

Todo velho verde e toda velha verde passam por tremendos estados luxuriosos-passionais antes de morrerem e pensam que isso é amor.

O amor nos velhos é impossível, porque a mente o destrói com suas ideias fixas caducas, preconceitos, ciúmes, experiências, recordações, paixões sexuais…

A mente é o pior inimigo do amor. Nos países supercivilizados, o amor já não existe porque a mente das pessoas cheira somente a fábricas, contas bancárias, gasolina e celuloide.

mente3-gnosisonlineExistem muitas garrafas para a mente, e a mente de cada pessoa está bem engarrafada.

Uns têm a mente engarrafada no abominável comunismo e outros a têm engarrafada no impiedoso capitalismo.

Há aqueles que têm a mente engarrafada nos ciúmes, no ódio, no desejo de serem ricos, na boa posição social, no pessimismo, no apego a determinadas pessoas, no apego a seus próprios sofrimentos, em seus problemas familiares, etc.

As pessoas gostam de engarrafar a mente. Raras são aquelas que se resolvem de verdade a quebrar a garrafa em pedaços.

Precisamos libertar a mente, mas as pessoas gostam da escravidão. É muito raro encontrar alguém na vida que não tenha a mente bem engarrafada.

Os professores e professoras devem ensinar seus alunos e alunas todas estas coisas. Devem ensinar às novas gerações a investigar, observar e compreender suas próprias mentes. Só assim, mediante a compreensão de fundo, poderemos evitar que a mente se cristalize, se congele, se engarrafe.

A única coisa que pode transformar o mundo é o amor, mas a mente destrói o amor.

Precisamos estudar nossa própria mente, observá-la, investigá-la profundamente, compreendê-la verdadeiramente. Só assim, somente tornando-nos donos de nós mesmos, de nossa própria mente, mataremos a matadora do amor e seremos felizes de verdade.

Aqueles que vivem fantasiando lindamente sobre o amor, aqueles que vivem fazendo projetos sobre o amor, aqueles que querem que o amor aja de acordo com seus gostos e desgostos, projetos e fantasias, normas e preconceitos, lembranças e experiências etc., jamais poderão saber realmente o que é o amor. De fato, eles se converteram em inimigos do amor.

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É necessário compreender de forma integral o que são os processos da mente em estado de acumulação de experiências.

O professor ou a professora censuram muitas vezes de forma justa, mas, às vezes, estupidamente e sem motivo verdadeiro, sem compreender que toda censura injusta fica depositada na mente dos estudantes. O resultado de semelhante proceder equivocado costuma ser a perda do amor para com o professor ou professora.

A mente destrói o amor e isto é algo que os professores e professoras de escolas, colégios e universidades não devem esquecer jamais.

É necessário compreender a fundo todos esses processos mentais que acabam com a beleza do amor.

Não basta ser pai ou mãe de família, há que saber amar. Os pais e mães de família creem que amam seus filhos e filhas porque os têm, porque são seus, porque os possuem como quem tem uma bicicleta, um automóvel ou uma casa.

Esse sentimento de posse, de dependência, costuma ser confundido com o amor, mas jamais poderia ser amor.

Os professores e professoras de nosso segundo lar, que é a escola, creem que amam seus discípulos e discípulas porque lhes pertencem como tais, porque os possuem, mas isso não é amor. O sentimento de posse e de dependência não é amor.

A mente destrói o amor e só compreendendo todas as funções equivocadas da mente, as formas absurdas de pensar, os maus costumes, hábitos automáticos e mecânicos, maneira equivocada de ver as coisas etc., poderemos chegar a vivenciar, a experimentar de verdade isso que não pertence ao tempo, isso que se chama amor.

Aqueles que querem que o amor se converta em uma peça de sua própria máquina rotineira, aqueles que querem que o amor caminhe pelos trilhos equivocados de seus próprios preconceitos, apetites, temores, experiências da vida, modo egoísta de ver as coisas, forma equivocada de pensar etc., acabam, de fato, com o amor, porque este jamais se deixa submeter.

Aqueles que querem que o amor funcione como eles querem, como eles desejam, como eles pensam, perdem o amor, porque Cupido, o deus do amor, jamais estará disposto a se deixar escravizar pelo eu.

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Há que acabar com o eu, com o mim mesmo, com o si mesmo, para não perder o menino do amor.

O eu é um punhado de recordações, apetites, temores, ódios, paixões, experiências, egoísmos, invejas, cobiças, luxúrias etc.

Só compreendendo cada defeito em separado, só estudando-o, observando-o diretamente, não apenas na região intelectual, mas também em todos os níveis subconscientes da mente, é que ele vai desaparecendo. Assim vamos morrendo de momento a momento. Assim e só assim conseguimos a desintegração do eu.

Aqueles que querem engarrafar o amor dentro da horrível garrafa do eu perdem o amor, ficam sem ele, porque o amor jamais poderá ser engarrafado.

Infelizmente, as pessoas querem que o amor se comporte de acordo com seus próprios hábitos, desejos, costumes, etc. As pessoas querem que o amor se submeta ao eu, e isto é completamente impossível, porque o amor não obedece ao eu.

Os casais de namorados, ou melhor, diríamos apaixonados, supõem que o amor deve caminhar fielmente pelos trilhos de seus próprios desejos, concupiscência, erros etc. Nisto, estão totalmente equivocados.

“Falemos de nós”, dizem os namorados ou apaixonados sexuais, que é o que mais abunda neste mundo. Em seguida, vêm os planos, os projetos, os desejos e os suspiros. Cada um diz alguma coisa, expõe seus projetos, seus desejos, sua maneira de ver as coisas da vida e quer que o amor corra como uma locomotiva pelos trilhos de aço traçados por sua mente.

Quão equivocados andam esses namorados ou apaixonados! Quão longe estão da realidade!

O amor não obedece ao eu e quando os cônjuges querem lhe pôr correntes no pescoço, foge, deixando o casal na desgraça.

A mente tem o mau gosto de comparar. O homem compara uma noiva com outra. A mulher compara um homem com outro. O professor compara um aluno com outro, uma aluna com outra, como se todos seus alunos não merecessem o mesmo apreço. Realmente, toda comparação é abominável.

Quem contempla um bonito pôr de sol e o compara com outro, não sabe realmente compreender a beleza que tem diante dos olhos.

Quem contempla uma bela montanha e a compara com outra que viu ontem, não está realmente compreendendo a beleza da montanha que tem diante de seus olhos.

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Onde existe comparação não existe o amor verdadeiro. O pai e a mãe que amam seus filhos de verdade jamais os comparam com ninguém. Amam-nos e isso é tudo.

O esposo que realmente ama sua esposa jamais comete o erro de compará-la com alguém. Ama-a e isso é tudo.

O professor ou a professora que ama seus alunos e alunas jamais discrimina, nunca os compara entre si, ama-os de verdade e isso é tudo.

A mente dividida pelas comparações, a mente escrava do dualismo destrói o amor.

A mente dividida pelo batalhar dos opostos não é capaz de compreender o novo, se petrifica, se congela.

A mente tem muitas profundidades, regiões, terrenos subconscientes, esconderijos, mas o melhor é a Essência, a Consciência, e ela está no centro.

Quando o dualismo acaba, quando a mente se torna íntegra, serena, quieta, profunda, quando já não compara mais, desperta a Essência, a Consciência, e este deve ser o objetivo verdadeiro da Educação Fundamental.

Distingamos entre objetivo e subjetivo. No objetivo, há consciência desperta. No subjetivo, há consciência adormecida, subconsciência. Só a consciência objetiva pode gozar do conhecimento objetivo.

A informação intelectual que atualmente recebem os alunos e alunas de todas as escolas, colégios e universidades é 100% subjetiva.

O conhecimento objetivo não pode ser adquirido sem consciência objetiva.

Os alunos e alunas devem, primeiro, chegar à autoconsciência e depois à consciência objetiva.

Só pelo caminho do amor podemos chegar à consciência objetiva e ao conhecimento objetivo.

É necessário compreender o complexo problema da mente se é que, de verdade, queremos percorrer o caminho do amor.

Samael Aun Weor, Educação Fundamental

Dharmapalas – Os terríveis Mestres da Força

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Do sânscrito Dharam Pala, protetor ou guardião dos ensinamentos. Dentro do budismo esotérico, os Dharmapalas são seres divinos chamados de “divindades iradas”. Na verdade, são mestres da Grande Fraternidade Branca cujo Raio de ação tem íntima ligação com a Força Divina (Raio Marciano de Deus ou do Arcanjo Samael).

Os Dharmapalas são os defensores e protetores do Caminho das verdades mais elevadas, dizem que no mundo astral removem todos os obstáculos que tentam impedir a disseminação do Grande Dharma (ou Grande Obra do Pai).

Na linha vajrayana do budismo, há oito supremos reitores da Ordem dos Dharmapalas, a saber: Begtse Atma Prana, Hayagriva, Kubera Vaisravana, Mahakala, Palden Lhamo, Tshangs pa, Yama e Yamantaka.

Essas oito divindades dharmapalas são conhecidas – cada uma pode ser conhecida por designações outras – e chamados, cada um por suas específicas áreas especializadas de proteção.

Nas tankas (imagens sagradas principalmente na tradição tibetana) sempre aparece a terrível figura de Mahakala, o Supremo Deus Irado Protetor do Tibet.

Nessas tankas, Mahakala aparece na posição mais destacada, sendo rodeado por diversos Dharmapalas, e esse conjunto é o que protege os dalai-lamas e outros grandes representantes do budismo esotérico desde o mundo astral.

Dentro dos estudos gnósticos, o venerável mestre Samael Aun Weor fala (no livro A Revolução da Dialética) sobre os Dharmapalas do Tibete:

“Os Dharmapalas são os terríveis Senhores da Força que se lançaram contra as aberrações materialistas dos chineses comunistas.

Pessoalmente, estarei no Tibete porque neste sagrado lugar são geradas grandes coisas. Estarei ajudando os tibetanos a acabar com os vestígios da abominação deixada pelos chineses.

Shangri-lá está na quarta dimensão. Ela é uma cidade jinas. Lá se encontra o Venerável Mestre Kout-Humi.

O Tibete assemelha-se muito ao Egito e os monges não desconhecem os trabalhos de mumificação. No passado, os monges tibetanos levaram suas múmias para as crateras dos vulcões onde estão suas lamaserias.

Não tenho nenhum tipo de temor ao afirmar que sou um lama tibetano. Se perguntarem como posso me encontrar aqui e lá, respondo que isto é possível graças ao ‘dom da ubiquidade’.

Sim, no mesmo momento, encontro-me no Vale de Adhitatwa e aqui no México. Naquele vale são realizadas procissões sagradas. O monastério localiza-se no lado direito do vale. Antes, o monastério achava-se na terceira dimensão, mas agora, encontra-se submerso na quarta vertical. O edifício tem grandes salões internos onde são realizados trabalhos objetivos. Como lama, tenho uma pequena sala de trabalho.

Os Dharmapalas reúnem-se no pátio do monastério.

A ordem é formada por 201 membros. O Estado-maior é constituído por 72 brâmanes. Esta é a ordem que rege os destinos da Humanidade.

O Tibete tem sido invadido sempre por ingleses e chineses, mas sempre tiveram de sair dali devido o terrível poder dos Dharmapalas.”

Os Dharmapalas do Tibete possuem íntima ligação com os Thuatha Dé Danann celtas. Ambos “batalhões crísticos” pertencem ao Raio da Força, regido pelo Arcanjo Samael, e combatem ferozmente a Loja Negra

Prática Gnóstica com os Dharmapalas do Tibete

Acenda duas velas vermelhas e uma branca, em seguida ore da seguinte forma:

“Meu Pai, meu Deus, meu Senhor. Tu es meu real e verdadeiro Ser.
Te suplico e te imploro para que saias de meu coração e te desloques ao Templo Coração do planeta Marte…
E dá as saudações de rigor ante os Guardiães: Jákin… Boaz…
E dentro da Santa Igreja Gnóstica de Marte, ajoelha-te aos pés do glorioso Cristo Cósmico Marciano.
Samael… Samael… Samael… Mestre Supremo do Raio da Força.
Nós te invocamos, nós te chamamos. Em nome de Cristo, pelo poder de Cristo e pela majestade de Cristo.
Antia… Da-Una… Sastása (três vezes)
Amado Arcanjo Samael, te suplicamos para que envies os poderosos Mestres da Força, os Dharmapalas do Tibete, para que executem a seguinte missão:

(Aqui se menciona o que se deseja, pode ser o êxito de um empreendimento, a limpeza astral de uma residência ou templo, proteção psíquica para determinadas pessoas cujos nomes serão mencionados, proteção de lumisiais, cura e autocura etc. E enquanto se pede e se mentaliza o pedido sendo executado poderosamente, vocalizam-se os seguintes mantras:)

OM SEJA FORÇA… OM SEJA FORÇA… OM SEJA FORÇA… (três vezes) E logo em seguida:
Ssssssssssss (a letra “S” prolongada, até se esvaziar o pulmão, também por três vezes)

Samael, pedimos que nossa petição se cumpra, se for de acordo com a Vontade do Cristo Cósmico.

(Esta oração deve ser efetuada três vezes seguidas, e de preferência por nove dias, sempre à mesma hora todos os dias. Ao finalizar, lembre-se de realizar os agradecimentos sinceros. E ao final, pode-se apagar as velas, para que sejam acesas no dia seguinte, até se completar a “novena gnóstica”.)

Profecias de Samael

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Diversas observações “futuristas” do venerável mestre Samael foram descobertas ou entregues a alguns poucos, e somente são divulgadas de forma, digamos, discreta. Nada de escrever de forma alarmante, com grande publicidade. Por diversas razões: uma delas seria porque as profecias podem não se cumprir. Forças superiores (seres divinos, a loja branca, os juízes do karma etc.) podem intervir e mudar o rumo dos acontecimentos. Como exemplo, temos a afirmação do Mestre Rabolu (um dos principais discípulos de Samael) afirmando que se boa parte da Humanidade se arrependesse de seus “pecados”, até mesmo o planeta Hercólubus seria desviado e nenhuma catástrofe ocorreria com a Terra).

Duas fontes importantes das Profecias de Samael foram:

– Um caderninho de anotações achado logo após o desencarne do Mestre Samael em um ponto escondido atrás da estante dos livros particulares do Mestre. Nesse caderninho havia profecias/previsões, ano a ano, da data de 1977 (ano do desencarne) até o ano 1999. Não se sabe o porquê dessa data de 1999, porém, as profecias foram precisas, para quem as leu e guardou as informações ao longo dos anos… Infelizmente, a Mestra Litelantes proibiu a divulgação desse “caderninho de profecias” do Mestre, imagino para que não se deturpassem as informações contidas ali.

– Outra das fontes, que me parece muito interessante, é uma série de informações proféticas passada por uma dos discípulos diretos do Mestre, Fernando Moya, que recebeu diversos ensinamentos sobre os AZIAGOS DIAS PELOS QUAIS A ATUAL HUMANIDADE PASSARÁ.

Como elemento de reflexão, quero traduzir algo desses textos ao português e que este material sirva como material de meditação e oração:

O Bendito Profeta de Aquário, o “Cristo Samael”, com seu Verbo de Ouro, profetizou assim:

1ª Profecia

O continente sul-americano, desde a Venezuela e Colômbia até a Patagônia, formada por Chile e Argentina, estará encalhado, inclinado, este continente, como um barco…
Se tu observas a Cordilheira dos Andes, que nasce na Patagônia e termina na Colômbia, continuando no leito marítimo do Atlântico… Tu te dás conta de que essa gigantesca Cordilheira dos Andes, com suas neves perpétuas, está inclinando do Oceano Pacífico?
A plataforma continenal, ou grandes planícies, selvas, deste continente nascem na mesma base da grande cordilheira dos Andes, por centenas e até milhares de quilômetros em algumas áreas, neste continente sul-americano se estendem até a totalidade das praias, que limitam com o Oceano Atlântico.
Com a iminente Terceira Guerra Nuclear, e com o choque magnético das atmosferas da Terra com o gigantesco planeta Hercólobus, a totalidade desse continente, encalhado de lado como um barco, com o peso da cordilheira dos Andes, se volteará até o Oceano Pacífico em sua totalidade.
Ondas gigantescas provenientes do Oceano Atlântico o cobrirão e o sepultarão totalmente sobre as águas, desde a Colômbia e Venezuela até a Patagônia…

2ª Profecia

INTERVENÇÃO E ADMOESTAÇÃO DOS IRMÃOS DO COSMO

Antes da Grande Catástrofe planetária que se avizinha, todos os satélites de comunicação de TV… etc. serão tomados pelos seres humanos de outros mundos…
Poderosas unidades de naves cósmicas tripuladas por homens solares dos mundos vizinhos, com sua tecnologia hiperespacial de comunicação penetrarão em todos os satélites que dão comunicação aos povos e nações dos cinco continentes…
Absolutamente TODOS os meios massivos de comunicação serão interceptados…
É muito fácil para os cientistas dos mundos vizinhos penetrar e desbloquear as chaves secretas de todos os governos do mundo…
Homens autênticos solares, depois de tomar controle absoluto de todos os meios de comunicação terrestre, colocarão uma música deliciosa, que se escutará nas emissoras e em todos os canais internacionais de TV.
Toda televisão, em qualquer lugar do mundo, ao ser ligada, só se escutará música belíssima, puramente do espaço estrelado.
Depois de um tempo, seres humanos dos mundos vizinhos aparecerão na tela e em todas as telas de TV do mundo e em todos os lares, admoestando, com sabedoria e amor, todos os seres humanos da Terra…
Indicando-lhes a grave situação em que se encontram, sobre o holocausto atômico e biológico iminente, e a grande catástrofe planetária que se avizinha, com a chegada do gigantesco planeta Hercólobus.
Os homens solares dos mundos vizinhos, levados pelo Amor Universal, não só admoestarão a totalidade da humanidade, senão que com imagens projetadas na TV indicarão seu porvir catastrófico imediato.
UNS POUCOS FARÃO CASO e o resto da humanidade continuará com sua perversidade, e isso é inevitável.

3ª Profecia

O Profeta de Aquário, o Bendito Samael, ficou de frente para mim e estirando horizontalmente o braço esquerdo, me disse:

(Ao passar sua mão direita por baixo da esquerda, da raiz do braço esquerdo até chegar à sua mão) “Não sei por que ainda a Península da Califórnia (Baja Califórnia, no canto Pacífico do México) não se desprendeu e submergiu no Oceano Pacífico.
Essa península é sustentada no continente, porém, por baixo do mar circula livre, como o submarino atômico Náutilus.
A península agora é como um barco grudado no corpo que, com um terremoto adequado, desaparecerá do continente e lentamente se submergirá no oceano, produzindo o terremoto e o maremoto jamais vistos na história desta perversa humanidade…
Ocasionará um mega-tsunami, que penetrará, com suas ondas gigantes, 40 quilômetros terra adentro, arrasando com tudo.
O lodo e a água penetrarão pelas costas mexicanas ante a península de (Baja) Califórnia, destruirá todas as cidades e capitais a seu passo.
E um terrível terremoto destruirá toda a cidade de San Francisco e não ficará pedra sobre pedra.

4ª Profecia

Samael profetizou: “Pancho Villa hoje tem 14 anos (ano 1977), será o presidente mais jovem do México, e quando ordenar que enterrem sua cabeça é que tu te darás conta nos noticiários, saberás que esse presidente é Francisco Villa.
Ele porá ordem e ordem porá…”
E Samael repetiu: “E porá ordem dentro do caos e a desordem no México. Ganhará a cadeira presidencial por seu amor à grande causa na revolução dentro do Raio Liberador…”
“Logo, virá uma revolução mil vezes pior no México do que a revolução quando surgiram Francisco Villa e Emiliano Zapata, similar à Revolução Francesa.”

5ª Profecia

“Quando os mercados da Europa e da América do Norte, ou seja, os do Ocidente, não puderem competir contra os mercados chineses e de outras nações da Ásia, financiadas economicamente pelo poderio econômico chinês…
O Ocidente irá ao fracasso econômico e, então, pretenderá destruir nuclear e biologicamente a China.
Porém, esta, mais astuta, atacará primero o Ocidente e destruirá todas as capitais europeias: Inglaterra, Paris, Berlim, o Vaticano etc. Com seu poderoso poderio atômico e biológico.
E também invadirão os Estados Unidos da América do Norte e destruirão o Pentágono, Nova York, todas as suas centrais nucleares, militares, centros de comunicação satelital etc. com seu armamento nuclear.
Invadirão massivamente os Estados Unidos e entrarão pelo Estreito de Behring, destruindo as bases nucleares que têm no Alasca e as que há no Canadá…
O império ianque será aniquilado desde seus fundamentos e não ficará pedra sobre pedra… [Nota do GnosisOnline: o Mestre Rabolu corroborou isso, dizendo que a região central dos EUA, vista desde o Mundo Causal, já está completamente destruída.]
Toda a imensa dor e o sofrimento que com fogo, guerras e destruição os norte-americanos causaram aos povos da terra, a lei do karma lhes cobrará multiplicado ao infinito…
E esse fogo desatado sobre povos e as nações indefesas durante todo o século 20 e partes do 19 e do 21 se lhes regressará e os consumirá da mesma maneira…
O CAVALO AMARELO é o poderio chinês militar mil veces superior ao norte-americano… Rússia e Estados Unidos com França e Inglaterra farão uma coalisão para destruir a China, porém, repito, estes, mais astutos e previsivos, os invadirão primeiro.
A China está armada com terrorífico arsenal nuclear e biológico, muitas vezes superior ao das nações mencionadas, o seu poderio militar é terrível e poderoso e destruirá as nações do Ocidente, e delas não ficará pedra sobre pedra.”

“E ao início da terceira guerra mundial nuclear sairão à superficie, das cavernas subterrâneas da terra, gigantescos dinossauros, que causarão assombro, terror e descontentamento entre os povos e nações do mundo.
Esses gigantescos dinossauros açoitarão e destruirão povos e cidades inteiras.”

6ª Profecia

“Será tão grande e terrível o choque do holocausto biológico e nuclear, e tão terrorífica a catástrofe planetária, pelo choque magnético de Hercólobus com nosso aflito mundo, que as almas que sobreviverem a esta grande tragédia, ao serem selecionadas, JAMAIS QUERERÃO PECAR NOVAMENTE…”

“Na Ilha Sagrada, esta humanidade será cruzada com semente selecionada proveniente dos mundos vizinhos, e essa nova genética criará uma descendência superior que permitirá que se completem os que têm de completar-se.
Assim, a nova semente regenerada produzirá uma raça geneticamente preparada para a encarnação do Ser.”

“Te comento, Fernando, que toda a humanidade nova que se gestará na nova Idade de Ouro de Aquário terá uma estatura média de 1 metro de altura, os homens, e as mulheres uns 10 a 15 centímetros menos… ou seja, será uma raça em tamanho igual à que habita fisicamente o planeta Vênus… com uma formosura física onde se refletirá a beleza interior.”
Na 7ª Raça me disse o bendito profeta Samael, os habitantes da terra serão menores, terão uma altura aproximada de 50 centímetros. Tal como são os corpos humanos que habitam o Sol físico chamado Sírio…

“Na 7ª Raça, nessa época, teremos PÉGASOS, ou cavalos alados… Esses Elementais, investidos desses corpos, serão usados de transporte aéreo para algumas pessoas dessa época solar… Agora, na atualidade, esses elementais estão reencarnados em simples insetos, que irão evoluindo até se converterem em Pégasos…”

E o bendito profeta Samael, com seu verbo de ouro falou de novo, assim, à minha pequena fração de Alma: “Ao final da 7ª Raça solar, quando terminar a sétima sub-raça da mesma, a terra físico-química se converterá em uma lua, como o satélite que nos ilumina. Para esse tempo, as humanidades solares do sétimo sol ascenderão aos céus superiores da terra, e a nova lua, o nosso mundo em um futuro Dia Cósmico pertencerá a uma nova Cadeia Lunar, dentro de um novo sistema solar, muito distinto do nosso”.

7ª Profecia

O final da 7ª Raça: “Ao final da última, sétima raça, [como ocorreu com] o planeta Selene, da mesma forma passará nosso planeta Terra…
Em um futuro, o gigantesco Hercólubus, planeta 6 mil vezes maior que a Terra, terá seu máximo acercamento a nosso aflito mundo e atrairá magneticamente A TOTALIDADE DO FOGO LÍQUIDO, DO MAGMA, QUE HÁ NO INTERIOR DO GLOBO TERRESTRE…
Esse fogo líquido sairá em sua totalidade à superfície e queimará tudo que tenha vida… os oceanos, os lagos e os rios se evaporarão. A Terra ficará como uma brasa acesa no espaço.
E quando se esfriar, depois de muitos séculos, se converterá em uma simples lua, como a que nos ilumina hoje em dia.
É assim que os mundos morrem.”

8ª Profecia

O QUE ACONTECERÁ COM A HUMANIDADE DE HERCÓLOBUS

“A humanidade do planeta Hercólobus encontra-se em um estado de barbárie similar à humanidade terrestre.
As pessoas lunares de Hercólobus são grosseiras e materialistas como a nossa.
O choque magnético de Hercólobus com a Terra criará nesse planeta um gigantesco terremoto e maremotos, fazendo com que brotem à superfície desse mundo milhares de vulcões, e isso se deve à atração do fogo ou o líquido da lava, trazendo como consequência a destruição dessa raça perversa de tipo lunar, que vive na superfície terrestre de Hercólobus.”

9ª Profecia

“Os polos norte e sul terão sua grande translação, esta translação de nossos polos significa que se moverão de seu atual lugar, somente meia circunferência terrestre, ou seja, que o polo sul e o polo norte ficarão à altura da linha equatorial atual.
Por tal motivo surgirão novos polos, em novas terras, que se cobrirão de gelo e neves perfeitas, nesta terra futura, tetradimensional.
A área atual dos polos será tragada pelas águas do oceano com todas as nações que se encontram ao seu redor…”

“A humanidade solar que habita o satélite Ganimedes, que gira ao redor de Júpiter, virá em suas naves cósmicas a nos auxiliar antes da grande catástrofe… cheios de amor universal, esses homens solares nos ajudarão no holocausto nuclear e biológico, e antes da grande catástrofe planetária.”

10ª Profecia

“As dinastias solares, por estes tempos nem remotamente lhes interessa entrar em contato físico com os terrícolas bárbaros deste século.
Mais adiante, no Zênite da Era de Aquário, uns mil anos depois de ter sido iniciada, virão nos visitar em suas poderosas unidades de transporte, ou de navegação cósmica, e descerão à terra edênica da luz nos jardins e pátios dos templos sagrados desta época.”

11ª Profecia

O Bendito Samael me disse que haverá UMA GRANDE GLACIAÇÃO, que os gelos do polo norte e polo sul se estenderão, cobrindo quase a totalidade do planeta Terra.
Toda a Europa e a Ásia em sua totalidade se cobrirão de neves perpétuas…
A parte sul da América do Sul e da África ficará coberta de neves perpétuas, o mesmo que o continente australiano.
QUE SÓ A VIDA VEGETAL, ANIMAL E HUMANA SERÁ SUSTENTÁVEL SOBRE A LINHA EQUATORIAL.
E isso acontecerá antes do choque magnético com Hercólobus.

12ª Profecia

Os Homens da Galáxia Azul nos auxiliarão

Eles habitam em uma cidade que se encontra nas cavernas subterrâneas no interior do polo sul, desde tempos imemoriais.
E na época das penúrias, quando estalar a Terceira Guerra Mundial e depois dela, levados pela caridade e o amor universal.

13ª Profecia

Intercâmbio com Agarthi

“Na futura idade de ouro de Aquário, os povos inocentes e puros, e as dinastias solares, se lhes darão acesso a visitar o Agarthi, onde vive Zorocotora, o Rei do Mundo, com sua gente, os Goros da Terra.
Em certo lugar desse país há uma biblioteca, porém não de livros, senão de pedra, onde está registrada toda a sabedoria de todas as idades de ouro e das raças solares gnósticas que precederam a atual humanidade lunar terrestre.
Em dita biblioteca, as pedras cinzeladas e gravadas em baixo e alto relevo, com raios laser especial.
Sua sabedoria dos séculos será compartilhada com a humanidade edênica que viverá em uma terra purificada pelos elementos.”

14ª Profecia

Discípulo: Mestre Samael, e os habitantes do Sol, que planos têm para com a humanidade futura de Aquário?
Resposta do Mestre Samael: “Estabelecerão com os reis da Terra o culto solar gnóstico do Sol na consciência dessa futura humanidade, pura e inocente, e assim resplandecerá sobre a terra de ouro de Aquário o culto solar gnóstico do Sol”.

15ª Profecia

Samael Insistindo Sobre a Terceira Guerra Mundial

O que os russos e norte-americanos ignoram é que a China já está preparada com um gigantesco arsenal de armas atômicas e biológicas, para invadir o Ocidente do mundo, e assim será.
A China, triunfante sobre seus inimigos, reduzindo-os a escombros…”

A VEZ DO ARCANJO ORIFIEL

“O Anjo de Saturno, Orifiel, está preparado com a Foice e o Relógio de Areia, falta pouco tempo para que Orifiel logre sua colheita.
Os corpos humanos servirão somente de adubo para a natureza.
A maioria, quase a totalidade da raça humana, será exterminada com a Guerra, o resto o fará a Natureza em seu desassossego…
Assim perecerá e desaparecerá esta perversa civilização de víboras…

O Askokin é uma sustância vital que está no organismo humano, e será o alimento com que a natureza se nutrirá, para recuperar suas energias…
Só como adubo é que os corpos humanos servirão…”

As atividades na região dos mortos

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Vamos começar esta palestra, espero que vocês coloquem a máxima atenção, pois vamos falar sobre os Mistérios da Vida e da Morte. Vamos mostrar a diferença entre o que é a Lei do Eterno Retorno, a Lei das Transmigrações de Almas e a lei da Reencarnação.

Chegou o momento de olharmos amplamente sobre todas essas coisas, a fim de que os estudantes se mantenham bem informados. É claro que o primeiro que necessita saber na vida é  de onde se vem, para onde se vai, qual o objetivo da existência, para que existimos e por que existimos. Etc. Inquestionavelmente, se quisermos saber algo sobre o destino que nos aguarda, sobre o que é a vida, faz-se indispensável sabermos o que somos, e isso é urgente…

O corpo físico é um conjunto de diferentes tipos e subtipos de energia, mesmo o pensamento humano é energia, do “neopallum” do cérebro saem determinadas ondas que podem ser registradas… Já sabemos que os cientistas medem as ondas mentais com aparelhos especiais. A chamada “matéria” nada mais é que energia condensada, por isso disse Einstein: “Energia é igual a massa, multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado”, e também afirmou: a massa se transforma em energia e a energia se transforma em massa”. Com essas afirmações podemos até dizer que em última análise, a chamada matéria, nada mais é que energia condensada.O corpo físico tem um fundo vital orgânico, o “Linga Sharira” a condensação  bioeletromagnética…

Cada átomo do Corpo Vital penetra dentro de cada átomo do corpo físico e o faz brilhar. Esse Corpo Vital é realmente uma espécie de duplo orgânico. Se, por exemplo, um braço desse duplo vital sai do braço físico, sentimos que a mão “dorme”,  ao voltar o braço vital ao braço físico, ao penetrar cada átomo  do Corpo Vital dentro de cada átomo do corpo físico, produz uma vibração, uma espécie de formigamento,  por assim dizer. Se tirássemos definitivamente o Corpo Vital de uma pessoa física e não o devolvesse, a pessoa morreria.  O Corpo Vital  nada mais é que a seção superior do corpo físico,  parte tetradimensional do corpo físico, os vedantas consideram o corpo vital e o físico como um todo.

Um pouco mais além deste corpo físico com o  seu assento vital orgânico, temos o Ego, que é uma soma de diversos elementos inumanos que carregamos em nosso interior, são tantos os nossos defeitos, que se tivéssemos mil línguas para falar cada um, não conseguiríamos enumerar todos. Assim é o Ego, nada mais que isso…

Há pessoas que entronizam o Ego no coração e fazem para ele um altar e o adoram, são equivocados que supõem que o Ego é divino. Há quem dividem o Ego em dois, O Eu superior e o Eu inferior e querem que o Superior domine o Inferior, não percebem, não dão conta tais pessoas que a seção superior e a inferior são as mesmas coisas.

O Eu é um livro com muitos volumes, neles estão todas as nossas aberrações, nossos defeitos, aquilo que nos fazem verdadeiros animais intelectuais. A morte e o resultado da operação matemática, a única coisa que continua são os Valores, que são positivos e negativos.

No mundo astral os Valores se atraem e repelem, de acordo com as Leis da imantação universal.

A morte é um regresso ao ponto original de partida, o homem é o que viveu na sua vida, se não trabalhar a sua própria vida, se não tratar de modificá-la, é claro que está perdendo o seu tempo miseravelmente, porque um homem não é nada mais do que a sua vida. Nós devemos trabalhar a nossa própria vida com a intenção de fazer dela uma Obra Mestra.

A Vida é filme, quando este termina, nós o levamos à Eternidade e lá o revivemos a nossa própria vida que acabou de passar.

Durante os primeiros dias, o desencarnado, só vê a casa onde morou e continua vivendo nela, verá os seus netos, sentará à mesa, etc., ou seja, o Ego está perfeitamente convencido que está vivo e não há nada que o consiga convence-lo do contrário.

Sentado à mesa, pedirá os seus alimentos que acostumados, o subconsciente dos seus familiares, responderá, colocará na mesma os alimentos indicados. É óbvio que não colocaram alimentos físicos, porque isso é impossível, mas os põem em formas mentais, muitos similares aos alimentos que o desencarnado acostumava consumir. Sai às ruas  e verá que está tudo absolutamente iguais, jamais poderia pensar que aconteceu algo. Se for à Missa, verá o padre, verá o ritual e sairá da igreja convencido de que está vivo, nada poderia fazer com que pensasse que está morte.

Mas no Mundo Astral o desencarnado tem que reviver toda a sua vida de uma forma natural, e identificado com a mesma, saboreia cada uma das idades da vida que terminou.

Se morrer aos 80 anos, estará acariciando os seus netos etc. etc., e vais se adaptando à outras circunstancias da sua própria existência, ou seja, começar viver a idade dos 79, 78, 77, 60; se viveu numa outra casa aos 60 anos, se verá vivendo naquela outra casa, dirá o mesmo que disse, e até o seu aspecto psicológico assumirá o aspecto de quanto tinha 60 anos.

Essência que se Liberta do Ego

Se viveu aos 50 anos numa outra cidade, se verá nessa outra cidade, e assim sucessivamente, vai assumindo os seus aspectos fisionômicos, por exemplo, quando reviver os 20 anos ou a idade de 10 anos, se verá exatamente como era naquela idade, até que chegue o instante que terminou de revisar completamente a sua existência e a sua vida se resumirá numa operação matemáticas de somas e restos, o que é muito útil para a Consciência.

Nestas condições, o desencarnado terá que se apresentar perante os Tribunais da Justiça Divina, que são completamente diferentes dos da Justiça Terrena. NO Tribunal da Justiça objetiva só reina a Verdade da lei e a Misericórdia.

Diante do desencarnado abrem-se Três caminhos: o primeiro é uma férias nos Mundos superiores, este é o caminho para as pessoas que o merecem verdadeiramente; o segundo é o de retornar de forma imediata à uma nova matriz, e o terceiro é descer aos Mundos Infernais até à “Segunda Morte”, da qual fala São João, no Apocalipse do Evangelho de Cristo.

É claro que quem consegue o acesso aos Mundos Superiores passa por uma temporada de grande Felicidade, normalmente a Alma, diríamos, a  Consciência, ainda se encontra presa dentro do Eu Psicológico, o Ego.

Mas acontece que aqueles que sobem aos Mundos Superiores abandonam o Ego temporariamente, e nesses casos, a Essência sai de dentro desse calabouço, que é o Ego, para ascender ao famoso “Devakan” de que nos falam os hindus, uma região de felicidade inefável no Mundo da Mente Superior do Universo, encontrando ali as Almas dos seus familiares que o abandonaram muito tempo atrás. Depois a Essência ou Alma ou Consciência, como queira chamar, abandona o Mundo Mental para entrar no Mundo das Causas Naturais, que é grandioso e maravilhoso, onde ressoam todas as harmonias do Universo, ali se sente, de verdade, as melodias do Infinito.

Lá também encontraremos os Senhores da Lei, os que castigam e premiam os homens; encontramos também os verdadeiros homens, os Homens Causais que estão trabalhando pela humanidade, assim como os Principados, os Príncipes dos Elementais, os Príncipes do Fogo, do Ar, das Águas e da Terra.

Nesse mundo existem todas as cores inimagináveis, mas a cor básica é o azul intenso, de uma noite estrelada e luminosa… Quem vive nessa região vive a felicidade no sentido transcendental da palavra, mas chega o instante  em que a Alma, uma vez entrado no Mundo Causal, tenha que retornar, regressar e descerá inevitavelmente, pra colocar-se novamente dentro do Ego, dentro do Eu da Psicologia Experimental. Depois, essa classe de Almas, vem à impregnar o ovo fecundado, para formar um novo corpo físico, se reincorporando num novo corpo e voltando ao mundo físico…

Outro é o caminho dos que descem aos Mundos Infernais, pessoas que cumpriram o seu ciclo de manifestação e que foram demasiadamente perversas, tais pessoas, involuim dentro das entranhas da Terra.

Dante Alighieri nos fala na sua Divina Comédia dos nove Círculos dantescos dentro do interior da Terra. Os nossos antepassados Anáhuac, na grande Tenochtítlan, falam claramente do “Mictlán”, a região infernal que eles também colocam no interior da Terra, eles nos falam dele como um mundo de provação, onde as Almas são provadas e se conseguem passar pelos nove círculos, ingressaram ao Éden… Para os sufis muçulmanos, o Inferno não é um lugar de castigo e sim de instrução para a consciência e de purificação.

Para o cristianismo de todas as partes do mundo é diferente: o Inferno é um lugar de castigos e de penas eternas, sem dúvida que o círculo secreto do cristianismo, a parte oculta da religião cristã, que se encontra na gnose, o conceito é diferente. A Gnosis Universal vê o Inferno não como um lugar de penas eternas e sim um lugar de expiação, de purificação e de ilustração à Consciência.

Obviamente, tem de haver dor nos Mundos Infernos, posto que a Vida é terrivelmente densa no interior da Terra, sobretudo no Nono Círculo, onde está o núcleo, ali se sofre o indecifrável…

Aqueles que ingressam na Involução submergida do Reino Mineral, tarde ou cedo têm de passar por isso que se chama, no Evangelho, de Segunda Morte. A Segunda Morte é o limite do castigo no Inferno Dantesco, que é chamado de Tártarus na Grécia, de Averno em Roma; de Avitchi na Índia; de Mictlán na antiga Tenochtítlan, e todos os pais, todas as religiões, Eras e culturas, têm demonstrado a existência do Inferno.

Para os antigos habitantes da Grande Hespérides, como podemos ler na divina Eneida, de Virgílio, o poeta de Mântua, o Inferno é a Morada de plutão, aquela região cavernosa onde Eneias e Troiano encontraram a Dido, aquela rainha que se matou por amor, enamorada de mesmo, depois de haver jurado lealdade nas cinzas de Siqueu.

A segunda morte é muito dolorosa, o Ego sente que está se partindo em pedaços, os seus dedos caem, os seus braços, idem… Sofre um desmaio tremendo, momentos depois a Essência, que está dentro do Ego, assume uma figura infantil, então se torna um gnomo ou pigmeu, pra ingressar na Evolução dos elementais minerais…

É claro que devemos entender que existem várias classes de elementais da natureza, uma autoridade nessa matéria é Franz  Hartmann, no seu livro intitulado Os Elementais, como também o Dr. Paracelso, o grande médico Felipe Teofrasto Bombasto de Hohenheim, Auréola Paracelso.

Em todo caso, os elementais são as consciências dos Elementos, porque sabemos que os Elementos do Fogo, Ar, Água e Terra, não são algo meramente físico, como supõem os ignorantes ilustrados, de  consciências estreitas, primitivas, e sim no sentido da palavra transcendental, os elementais são  Princípios Conscientivos dos Elementos.

Continuando com a nossa explicação, é óbvio que quem passou pela segunda morte sai à superfície do mundo, reiniciando novos processos evolutivos que começam pelos minerais, prosseguem nos vegetais, continuam nos animais e por último têm acesso à vida humana, reconquistando o Estado Humano que outrora perdeu…

É muito interessante ver esses gnomos e pigmeus nas rochas, nos cristais etc.,parecem muitos pequeninos, com os seus grandes livros e sua longa barbas brancas.

Estamos em pleno século 20, e dizer isso parece bastante estranho, isso porque as mentes das pessoas estão tão desviadas das verdades da Natureza, que é muito difícil elas aceitarem essas coisas. As pessoas simples, sensíveis, aquelas que não têm complicações intelectuais, têm conhecimento disso.

O Dia dos Mortos é uma das principais festividades no México, tradição que vem desde a época dos astecas, que adoravam um aspecto da Mãe Divina, chamada de COATLICUE, A MÃE MORTE

Quero dizer os elementais minerais quando ingressam na evolução vegetal, e muito interessante vê-los, cada planta é o corpo físico do elemental vegetal,  têm Consciência e são inteligentes. Existem grandes esoteristas que sabem manejá-los à vontade, criando efeitos belíssimos. Quem os conhece pode, por meio deles, atuar sobre os Elementos da Natureza.

Só os elementais vegetais tem o direito de ingressar no organismo animal, aí eles começam pelos organismos mais simples, dando iniciou à evolução no reino animal, e à medida que vão evolucionando, vai se complicando a vida e chega o instante em que o elemental animal pode tomar corpos orgânicos mais complexos. Depois disso, reconquista o Estado Humano, que outrora perdeu…

Ao chegar a esse estágio, são designadas novamente  aos elementais, à Essência, as 108 vidas para a sua Autorrealização Íntima do Ser… Se, durante as novas 108 vidas, não conseguir a Autorrealização Íntima do Ser, prossegue na Roda da Vida, girando e descendo novamente às entranhas do Reino Mineral, com o propósito de eliminar da Essência, os elementos indesejáveis que se agregaram na sua psique, repetindo o mesmo processo, descrito acima…

A Roda gira 3 mil vezes, e se nos 3 mil ciclos de 108 vidas cada uma a Essência não se autorrealizar , todas as portas lhe são fechadas, converte-se num elemental inocente, se submerge no Seio da Grande Realidade, ou seja, no Grande Alaya do Universo, o Parabrahman…

Esta é a vida dos que descem ao interior da Terra depois da morte, e desta forma, depois de desencarnar, uns sobem aos Mundos Superiores para uma férias, outros descem ás entranhas da Terra e uns retornam à forma humana imediatamente, reincorporando-se para repetir a sua existência neste mundo. Já vimos que a morte é um regresso ao ponto de partida original, dissemos  também que temos reviver a vida que acabou de passar, agora lhes direi que ao retornar, ao regressar, temos de repetir tudo outra vez, sobre o tapete da vida.

Vocês me dirão que tudo isso é demasiadamente aborrecedor, todos estamos aqui repetindo o que fizemos na existência passada? Sim, não há dúvida que é extremamente aborrecedor, mas os culpados somos nós mesmos, porque, como lhes disse, um homem é o que é sua vida, se nós não modificamos a nossa vida, iremos repeti-la incessantemente. Desencarnamos e voltamos ao corpo, para quê? Para repetir o mesmo; voltamos a desencarnar para voltar ao corpo novamente e repetir o mesmo, e chegará o dia em que teremos que irmos “com a nossa música para outra parte”, teremos que descer às entranhas do mundo, até a Segunda Morte.

Não se podem evitar essas repetições, que tem o nome de Lei da Recorrência, tudo volta a acontecer tal como sucedeu antes. Mas, por que, dirão vocês, temos que repetir tudo de novo? Antes de tudo que saibam que o Eu não é algo meramente autônomo ou auto-consciente, ou diríamos, muito individual, não o Eu, ou Ego, é uma soma de Eus, é plural. A  Doutrina dos Muitos, tal como é ensinado no Tibete Oriental serve de fundamento para explicar a pluralidade dos Eus.

Todos e cada um de nós temos uma Divina Mãe

Lembrem-se que o grande Cabir  Jesus, dizem que tirou do corpo de Maria Madalena sete demônios, ou seja, os sete pecados  capitais: a ira, a Cobiça, a Luxúria, a Avareza, o Orgulho, A Preguiça e  a Gula.

E cada um desses sete pecados capitais é uma cabeça de Legião, como eu lhes disse anteriormente: “ainda que tivesse mil línguas para falar e descrever, não conseguiria enumerar todos os nossos defeitos”…

Cada defeito é um Eu em si mesmo, assim é que temos muitos Eus-defeitos e não estamos errados quando os qualificamos de “diabos”… No Evangelho Cístico, perguntou-se ao possesso pelo seu verdadeiro nome e ele respondeu: “Legião é o meu verdadeiro nome!” Cada um Eu-demônio ou Legião, quer controlar o cérebro, quer controlar os Sete Centros principais da máquina humana, cada um é como se fosse uma outra pessoa dentro de nós mesmo, se dissermos que dentro da nossa Personalidade vivem muitas pessoas, não estaremos errados, pois assim é na verdade. Assim é que a repetição mecânica dos eventos da nossa existência passa se deve a multiplicidade do Eu.

Exemplifiquemos,  suponhamos que numa existência, na idade de 30 anos, nós brigamos num Bar, caso comum de acontecer na vida, principalmente quem gosta de freqüentá-los, o defeito da Ira foi o personagem principal dessa cena. Depois da morte, esse Eu-defeito continua na Eternidade e na nova existência, permanece no fundo da nossa “subconsciência” , aguardando que chegue a idade dos 30 anos para voltar ao bar; em seu interior existe ressentimentos e deseja encontrar-se com o sujeito daquele evento. Por sua vez, o outro sujeito, que teve parte naquele evento trágico, também sente o mesmo, o Eu quer vingar-se, pois ele o Eu, permanece no fundo do subconsciente, aguardando a oportunidade para entrar em atividade. Conclusão: ao chegar à idade de 30 anos, o sujeito, ou melhor, o Eu da Ira, diz: “Bom eu tenho de me encontrar com aquele…”, e o outro por sua vez, também pensa o mesmo.

Aí, telepaticamente, ambos se põem de acordo, e se encontram em algum bar, se encontram fisicamente, em sua nova existência e repetem a mesma cena, tal qual a da existência passada. E sinceramente, levados inconscientemente  a repetir a mesma coisa, ocorre a tragédia.

Vejamos o caso de alguém que na idade de 30 anos, na sua existência passada, teve uma aventura amorosa, aquele Eu da aventura continua vivo depois da aventura e mais além da morte, continua vivo na Eternidade. Ao regressar, ao reincorporar num novo corpo, aquele Eu da aventura segue vivo, aguardando no fundo da subconsciência, nos repliques mais inconscientes da vida, a psique, o momento de entrar novamente em atividade e quando chega a idade da aventura passada, aos 30 anos de idade, diz: ‘este é o meu momento de sair e buscar a dama dos meus sonhos…”

Por sua vez, o Eu da dama de seus sonhos, o Eu da aventura diz o mesmo, e por debaixo dos Eus, se comunicam telepaticamente e se encontram novamente, repetindo a aventura. Assim é que nós, ainda que pareça incrível, não fazemos nada, tudo acontece, repetindo tudo mecanicamente, nem sequer temos o “Livre-Arbítrio”, tudo se repete…Entretanto, há uma pequena margem de arbítrio, é muito pouca, imperceptível, mas se soubermos aproveitar, poderemos então nos transformamos radicalmente e nos libertarmos da Lei da Recorrência, mas temos que saber aproveitá-la, como?

Na vida prática temos de desenvolver um pouco mais a auto-observação, quando se aceita que tem uma psicologia própria, começa a observar a si mesmo e quando alguém começa a observar-se, começa também a tornar-se diferente de todo mundo. Na rua, em casa, no trabalho, onde os nossos defeitos, que levamos escondidos dentro de nós, afloram espontaneamente e se estivermos alertas, teremos a oportunidade de vê-los.

Defeito descoberto deve ser analisado através da reflexão e da meditação Íntima do Ser, com o objetivo de entendê-lo. Quando chegamos a compreender tal defeito, então estaremos prontos para desintegrá-lo atomicamente.

Como podemos desintegrá-los? Necessitamos de um poder  que seja superior ao da Mente, porque ela, por si mesma não pode alterar fundamentalmente nenhum defeito psicológico, no máximo, ela pode rotulá-lo com diferentes nomes, passar de um nível de entendimento, mas jamais ocultar ou desintegrá-lo. Tal Poder no Orienta, na índia, se chama DEVI KUNDALINI, a Serpente Ígnea dos nossos mágicos poderes; como já disse antes, em Tenochtitlan a chamavam de TONANTZIN; entre os alquimistas medievais recebe o nome de STELLA MARIS, a Virgem do mar. Entre os hebreus, ADONIA; entre os cretenses, CIBELE; entre os egípcios ÍSIS, a Mãe Divina que nenhum mortal conseguiu levantar o seu véu; entre os  cristãos, MARIA, ou seja, DEUS-MÃE.

Temos muitas vezes pensamos em Deus como Pai, mas vale bem a pena pensar em Deu como Mãe, como Misericórdia, como Amor… Deus-Mãe habita no fundo da nossa psique, ou seja, está no nosso Ser, poder-se-ia dizer que Deus-Mãe é uma parte do nosso próprio Ser…

Há muita distinção do entre o “SER” e o “EU”, são incompatíveis, como a água  e o azeite, não se misturam. “O Ser é o Ser e a razão de Ser é o mesmo Ser”. É o que é, o que tem sido e o que será para sempre; é ávida que palpita em cada átomo, como palpita em cada Sol.

Assim é que Deus-Mãe é uma variante do nosso próprio Ser, mas derivado, isso significa que cada um de nós, de fato tem a sua Mãe Divina particular, individual, a Kundalini, com dizem os hindus. Estou de acordo com esse termo. Considero que todos nós podemos invocar a Divina Mãe Kundalini, em meditação profunda, suplicando-lhe que desintegre aquele  “Eu-defeito” que compreendemos perfeitamente através da meditação. Dessa forma, a Divina Mãe Kundalini e desintegrará o “Eu-defeito” ao pó cósmico.

Ao desintegrarmos um defeito liberamos energia, liberamos uma percentagem da Consciência, pois cada um dos Eus-defeitos há certa percentagem da consciência que está presa; assim ao desintegrarmos um defeito, liberamos Essência Anímica, e ao desintegrarmos todos os nossos defeitos psicológicos, que carregamos em nosso interior, libertaremos completamente a nossa Consciência e assim poderemos ouvir, sentir, tocar e ver os grandes Mistérios da Vida e da Morte, experimentando por si mesmo e de forma direta, isso que é o Real, que é a Verdade, isso que está além do corpo, dos afetos e da mente…

Temos de experimentar a Verdade, assim como, quando colocamos o dedo numa chama que nos queima, a Verdade que está além do corpo, dos afetos e da mente…. E só poderemos experimentar a Verdade na ausência total do Ego. O Intelecto, por mais brilhante que seja, por mais famosas teorias que possua, não é a Verdade, como dizia Goethe em “Fausto”: “Toda teoria é cinzenta e só e verde a árvore de frutos dourados, que é a vida…” Assim é que nós necessitamos desintegrar o Ego da psicologia para libertar a Consciência, só assim chegaremos a experimentar a Verdade.

Jesus Cristo, disse; “Conhecereis a Verdade e Ela os libertará!” Quando alguém consegue libertar a sua Consciência, destruindo o Ego,  se liberta da “Lei da Recorrência”, faz da sua vida uma obra de maestria, se converte num Gênio, num Iluminado, no sentido mais completo da palavra. Se nós dissolvêssemos o Ego, com a Consciência Desperta em cada um de nós, haveria Paz e Amor sobre a face da Terra.

A Paz não é questão de propaganda, nem de apaziguamentos nem de exércitos nem de OEA nem de ONU. A Paz é uma substância que emana do Ser, vem lá de dentro do fundo do Absoluto, dentro de nós mesmos. Enquanto existirem guerras dentro de nós, enquanto existir a discórdia dentro de nós, enquanto existirem os pecados capitais dentro de nós, tais, como a Ira, a Cobiça, a Luxúria, a Gula, a Avareza etc., não haverá Paz no mundo!

Alguns sonhadores, adormecidos, afirmam que lá pelo ano de 2001 ou 2007 em diante virá a Era da Fraternidade, do Amor e da Paz. Mas eu aqui pensando em voz alta, pergunto a mim mesmo, como também a vocês: De onde vamos tirar essa Era de Fraternidade, de Amor e de Paz entre os homens de boa vontade? Vocês acreditam que o Eu da Psicologia, o Ego, com os seus ódios, rancores, invejas, ambições, luxúrias, etc., poderá criar uma Idade de Amor, de Felicidade?

Obviamente que não!

Para que reine, de verdade, a Paz no mundo, temos de morrer em si mesmos, temos de destruir de nós o que temos de inumanos, o ódio que carregamos, as invejas, a ira, a fornicação, que nos tornam bestiais… Continuando tais defeitos psicológicos dentro de nós, o mundo não será diferente do que é, ou pior, cada vez mais vai se tornando mais violento, porque através do tempo e Ego vai ficando cada vê mais forte e se manifestando com mais violência e o mundo tornando-se cada vez mais tenebroso e chegará o dia, que está próximo em que nós não sobreviveremos à essa violência, porque uns aos outros se destruirão violentamente.

Chegará o dia em que no mundo a violência alcançará o máximo da sua expressão e desta forma, ninguém terá segurança, em qualquer parte desse planeta…

Por isso, caríssimos irmãos, acredito que a solução de todos os problemas da humanidade está em dissolvermos o Ego…

Até aqui, as minhas palavras.

Paz Inverencial!

Samael Aun Weor

Halloween – A magia da aboboreira

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Etimologicamente, Halloween vem do termo All Hallow’s Eve, literalmente Véspera ou Dia de Todos os Santos. As raízes da festa atual remontam aos séculos 7º ou 6º antes de Cristo, quando os celtas, justamente no dia 31 de outubro, celebravam o Samhain, a mudança do ano.

Samhain era o Deus da Morte, e é nessas festividades que encontramos a origem da celebração atual do Halloween, a qual se deturpou lamentavelmente, sendo agora erroneamente chamada de Festa das Bruxas.

Celebra-se o Halloween no dia 31 de outubro, 40 dias depois do Equinócio de Outono (40 é o valor da letra hebraica mem, que na Cabala simboliza a Água Genesíaca: 40 dias do Dilúvio Universal, 40 anos dos israelitas no deserto, 40 dias de jejum de Jesus o Cristo) e simboliza nosso descenso aos mundos infernos, à Nona Esfera.

É quando devemos fazer-nos conscientes de nossa “cara psicológica”, enfrentando-nos com as sombras ou egos de nosso subconsciente e de toda atividade inconsciente dentro de nós mesmos.

Esta é realmente uma festividade pagã, ou seja, uma festividade relacionada com as forças cósmicas ocultas no inconsciente da natureza e do ser humano, corresponde à nossa auto-observação psicológica dos mortos, ou seja, de todos esses egos ou elementos inumanos que estão mortos para o Espírito; porque a necessidade de fazer-lhes frente e dar morte a esses agregados psíquicos é grande em nós.

Ao nos tornarmos conscientes do obscuro submundo de nosso Ser, realizamos a tarefa sagrada de redimir essas partes perdidas, olvidadas de nós mesmos e da humanidade. Somente “morrendo” é que podemos fazer a Vontade do Ser, somente assim podemos apoderar-nos da energia necessária para lograr a Autorrealização Íntima do Ser.

Halloween é uma festividade que nos ensina a compreender que nossa mente racional, intelectual, está isolada das sombras inconscientes e que devemos estar sempre em guarda contra nossos elementos psicológicos “inumanos”, sempre com nosso olho espiritual visualizando nossas metas superiores que dão maior sentido à nossa vida.

Portanto, a celebração do Halloween é uma festividade esotericamente muito profunda que nestes tempos desgraçadamente se vulgarizou e comercializou.

Por que um dos símbolos do Halloween é a abóbora com olhos e boca? Segundo o Venerável Mestre Samael Aun Weor, em seu livro Rosa Ígnea, a energia elemental dos Anjos que regem as aboboreiras está intimamente relacionada com a Mente Humana e com a Mente Cósmica.

Toda prática de Magia Elemental com a aboboreira faz com que a mente seja influenciada, purificada e iluminada. Leia o texto sobre o Raio Elemental da Aboboreira, pelo VM Samael Aun Weor.

A Magia da Aboboreira

Cucurbita pepo

Entremos agora, ó Arhat, para oficiar no templo com a aboboreira.

Veste tua túnica, teu manto branco e aproxima-te do altar, ó Arhat.

Com os poderes do elemental da aboboreira podemos trabalhar com as multidões.

O elemental da aboboreira tem terríveis poderes sobre as multidões.

Através da magia elemental da aboboreira, Jonas fez com que Nínive se arrependesse de seus pecados.

O elemental da aboboreira tem sobre sua glândula pineal uma minúscula coroa que lhe dá um poder terrível sobre as massas humanas.

Aprende, ó Arhat, a lutar contra as abominações dos homens através da aboboreira. Assim, ajudarás as multidões humanas e ao ajudar os homens tu ajudas a ti mesmo. Tu o sabes.

Lembra-te que o elemental da aboboreira possui a túnica rosada como o amor desinteressado. Parece uma linda menina vestida com essa túnica de amor.

Jonas esteve três dias no ventre de um grande peixe nas praias de Nínive.

Jonas sentou-se sob uma aboboreira e os habitantes Nínive arrependeram-se, rasgaram suas vestes, jejuaram e vestiram sacos e cilícios sobre seus corpos.

Quero que compreendas agora, Arhat, a íntima relação que existe entre os peixes do mar e a aboboreira.

Existe um poderoso anjo que governa os peixes do mar e os elementais da aboboreira.

A corrente vital que passa pelos peixes do mar é a mesma que passa pela família vegetal das aboboreiras.

O ígneo anjo que governa a aboboreira é a mesma chama ardente que governa a todos os peixes do imenso mar.

O oficiante jogará a abóbora numa vasilha com água, a qual deverá ferver nas chamas de um forninho.

A fruta deverá ser partida em pedaços antes de ser jogada numa vasilha com água.

Essa vasilha deverá ferver frente ao altar.

O oficiante benzerá a vasilha fumegante e ordenará ao elemental da aboboreira trabalhar sobre as multidões para que se arrependam de seus pecados.

A grande hierarquia branca te assistirá durante o ritual.

O colégio do iniciados colaborará contigo nesta Grande Obra do Pai.

Os poderes ígneos dessa criatura elemental flamejam intensamente no ardente faiscar das chamas universais.

Durante esta cerimônia de magia elemental, a branca pomba do Espírito Santo entrará em ti, ó Arhat!

Agora, absorto em profunda meditação poderás escutar a palavra de Jeová, ó Arhat!

Não esqueças, irmão meu, não esqueças, ó Arhat, que a cada uma das vértebras espinhais do corpo mental corresponde uma caverna sagrada, escondida nas entranhas da terra.

Conforme a cobra ígnea vá subindo pela medula incandescente do teu corpo mental irás entrando em cada uma das cavernas correspondentes a cada vértebra.

Aquelas cavernas que se iluminam com o fogo do teu candelabro resplandecem abrasadoramente.

Aquelas cavernas, que ainda não flameja a tua tocha acesa, estão cheias de trevas e de fumo e só tu, ó Arhat, podes dissipar essas trevas com o fogo sagrado do teu candelabro.

Em cada uma das 33 cavernas da Arhat, faisqueia o fogo abrasador da mente cósmica da natureza.

Em cada uma das 33 cavernas do Arhat, situadas nas entranhas da terra, cultiva-se os sagrados mistérios do fogo.

Conforme o Arhat vá iluminado suas cavernas com o facho do seu candelabro, a luz e o fogo irão convertendo sua mente-matéria em Mente-Cristo.

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Depois que Jonas foi vomitado pelo peixe, pregou em Nínive e sentou sob uma aboboreira para trabalhar com os poderes da mente, a qual flameja por entre o crepitar das brasas ardentes da mente cósmica.

As pessoas não entendem o símbolo de Jonas apesar de saberem que o Cristo ressuscitou depois de Três dias.

As multidões pediram sinais ao Cristo, porém Ele somente deu o sinal de Jonas.

Tira tuas vestimentas vis porque estão cheias de vermes e podridão.

O gusano da podridão seca e mata a aboboreira.

Somente os Arhat podem oficiar com o ritual da aboboreira.

Todo o sagrado colégio irá vestido com túnicas brancas ao templo do santo rito. Somente alguns ajudantes usarão túnica e capa azul celeste durante o ritual.

Durante alguns instantes, apagam-se as luzes e o templo fica às escuras.

Agora, compreenderás que a planta da aboboreira pertence ao Plano Mental.

Agora, entenderás todo o símbolo do profeta Jonas sentado sob uma aboboreira.

O momentâneo apagar das luzes durante o ritual simboliza a passagem das trevas à luz.

Devemos expulsar de nós todas aquelas baixezas de natureza animal.

O mantra do elemental da aboboreira é KA.

O gongo oriental deve ressoar durante o rito.

O HOMEM VERDE, REPRESENTAÇÃO DAS FORÇAS INSTINTIVAS DA MÃE NATUREZA. Uma das representações de Cernunno, o grande Deus Cornífero, poderoso Deva que rege as florestas, os faunos e outros seres fantásticos
O HOMEM VERDE, REPRESENTAÇÃO DAS FORÇAS INSTINTIVAS DA MÃE NATUREZA
Uma das representações de Cernunno, o grande Deus Cornífero, poderoso Deva que rege as florestas, os faunos e outros seres fantásticos

A poética de um Mestre

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A verdadeira poesia nos inspira a uma vida superior, aos altos cumes do espírito, ao mundo da reflexão e da inspiração, e do conhecimento direto.

Na obra do Mestre Samael Aun Weor existem verdadeiras pérolas líricas, tal como era amante dos grandes poetas, que transmitiram conhecimento pelos séculos sem-fim, também o Mestre nos deixou suas próprias poesias, cheias de lirismo e de profundo conhecimento.

MANTEIA

Manteia, Manteia, Manteia…
A música do templo me embriaga
com este canto delicioso…

E esta dança sagrada
E dançam as exóticas sacerdotisas
com impetuoso frenesi de fogo
repartindo luz e sorrisos,
naquele rincão de céu.

Manteia, Manteia, Manteia
E a serpente de fogo,
entre os mármores augustos
é a princesa da púrpura sagrada
é a virgem dos muros vetustos.

És Hadith, a cobra alada,
esculpida nas velhas calçadas de granito,
como uma deusa terrível e adorada,
como um gênio de antigos monólitos,
no corpo dos deuses enroscada.

E vi em noites festivais,
princesas deliciosas em suas liteiras,
e a musa do silêncio sorria nos altares
entre os perfumes das sedas.

Manteia, Manteia, Manteia
gritavam as vestais
cheias de louco frenesi divino,
e silenciosas elas miravam os deuses imortais
embaixo dos pórticos alabastrinos.

Beija-me, amor, olhe-me que te amo…
E um sussurro de palavras deliciosas…
Estremeciam ao sagrado arcano…
Entre a música e as rosas
daquele santuário sagrado.

Bailam exóticas dançarinas de Elêusis
entre o tinido de vossas campainhas,
Madalenas de uma via-crúcis,
Sacerdotisas divinas…
(Do livro A Revolução de Belzebu)

O CÂNTICO DOS CÂNTICOS

Sinto em meu interior um fogo atormentador
é o vinho delicioso do amor…
Eu sou a Rosa de Saron,
o lírio dos vales,
Eu sou o delicioso perfume da paixão.

Eu vivo entre a copa dos poetas coroados
eu sou o canto das Bacantes
eu sou o amor dos céus estrelados
eu sou o cantar dos cantares…

O mel de teu lábios agita meu interior
e sinto que te amo…
Eras o monte da mirra…
e a colina do incenso…

Eras o fogo do arcano…
Eras a erótica colina…
e o delicioso sorriso…
donde o amor se tem desnudado…

Agora alegres do vinho imortal,
acendamos a fogueira e cantemos as Walkírias
com um canto triunfal
de chamas e poesias.

Venha licor, venha luz e música
Que dancem os casais sobre a suave almofada
que a Rosa de Saron brilhe entre as copas
e que o fogo devore as sombras…

Venha alegria, sono e poesia
Dancemos felizes nos braços do amor
digam o que digam.
Gozemos na deliciosa câmara nupcial,
entre nardos e as mirras,
e cantemos nosso hino triunfal
de luz e poesias…

A sabedoria se elabora com a sabedoria do pecado,
e ao vertigem do absoluto,
Ó, Madalena vencida, teus lábios secos de tanto beijar,
também sabem amar…

Por isso eu a ti te quero,
mulher caída,
eu por ti me mato,
digam o que digam.

na perfumada peça de caobá.
Quero dizer-te tudo nas noites estreladas:
tu eras a Estrela da Aurora,
tu eras a luz da alvorada…

Teus peitos destilas mel e veneno,
e o livro da fêmea

Me agrada o baile e teus amores
Ah! Mulher, não me deixes,
que eu por ti me mato,
ah! Mulher, não me deixes,
que eu somente a ti quero.
A fruta proibidas nos faz deuses.
As palavras deliciosas
de amor, e seus graves juramentos
são como o fogo das rosas,
são como aqueles deliciosos momentos.

Quem nada sabe…
Os anjos mais grandes
sempre foram diabos
dos grandes bacanais;
eles gozaram nos lábios do amor,
eles cantaram o cântico dos cânticos…

As rosas vermelhas são melhores que as brancas,
porque têm a sabedoria do pecado
e a vertigem do absoluto,
e por lá muito que tem chorado,
um doce nazareno as perdoa…

A tentação é a mãe do pecado,
e a dor do pecado a sapiência,
Cristo amou a quem muito havia chorado,
e disse-lhe: mulher,
pelo muito que haveis amado,
eu te perdoo…

Os deuses mais divinos
são os que tem sido mais humanos
os deuses mais divinos
são aqueles que foram diabos.

Canta, Bel, canta tua canção,
Canta, Bel, um canto de amor.
Mulher, sois rosa de paixão,
tens mil nomes deliciosos,

porém teu verdadeiro nome é amor…
eu quero cercar teus templos com louro,
eu quero beijar teus lábios com amor…

Eu quero dizer-te coisas raras,
eu quero dizer-te coisas íntimas,
eu quero dizer tudo…
(Do livro A Revolução de Belzebu)

ACENDE TUAS 9 LÂMPADAS MÍSTICAS, Ó CHELA
Ouve-me! Há no fundo de tua alma um Mestre que permanece em vigília mística, aguardando a hora de ser realizado.

Escuta-me, amado discípulo, esse Mestre é teu Íntimo e tu és a alma do Mestre.

O Íntimo se faz Mestre com os frutos das experiências milenares através das inumeráveis reencarnações.
Não esqueças, amado discípulo, que tu és uma alma e que teu corpo é teu vestido.

Escuta-me, amado discípulo: quando um vestido se perde, que se faz? O tira de ti, porque já não te serve, e isso não se pode negar. Agora bem, e se tu desejar repor teu vestido aonde vais? Tu me responderás que vais ao costureiro. Pois bem, querido discípulo, já te disse que tu és uma alma e que teu corpo é teu vestido.

Teu vestido de carne foi bem feito para tua medida, e lhe fizeram os obreiros: teu Pai e tua Mãe. Quando esse vestido se perder, que fazes?

Tira-o de ti, e se queres repô-lo tens que buscar um novo par de obreiros que sejam varão e fêmea para que te façam outro vestido de carne bem- feito e na tua medida.

Tu me dirás, de que forma? E eu te pergunto: Como te fizeram o vestido de carne que tens? Da mesma forma te farão, os novos costureiros, outros vestidos de carne. Por que se faz estranho? Quando tu removes um pano e pões outro, deixas de ser o senhor “xx” e te esqueces de teus negócios e de tuas contas? Claro que não: seja com um vestido de pano ou com um jeans, tu sempre pagas tuas contas.

O mesmo acontece quando tu, que eras uma alma, te reveste com um vestido de carne. Tu pagas tuas contas velhas e as paga porque não há mais remédio. Essas contas são tuas más ações.

Não esqueças que Adão não é um só indivíduo, nem Eva uma só mulher. Adão são os milhares de homens da Lemúria, e Eva são as milhares de mulheres da Lemúria. As almas que hoje em dias vestidas com carne e osso são as mesmas da Lemúria, que nessas então estavam vestidas com outros vestidos de carne e osso.

Os Quatro Tronos, no Amanhecer da Vida, emanaram de sua própria vida milhões de corpos humanos em estado de embriões. Esses corpos humanos se desenrolaram através das idades e agora são nossos maravilhosos vestidos, feitos do linho da terra.
Ó LANU… Ó LANU…

Ouve-me, bom leitor, quando já te sentes devidamente preparado, pede na Santa Igreja Gnóstica aos Mestres para que te sujeitem às Provas de Rigor e se desejas ajuda especial, invoca a mim, SAMAEL AUN WEOR, e eu te conduzirei através dos nove portais que te darão direito a subir ao Gólgota da Alta Iniciação, com a cruz de madeira tosca e pesada que lhe entregam na primeira Iniciação de Mistérios Menores.

Recorda-te, bom discípulo, que essa cruz pesa com o peso de teu próprio Karma e não te deixes cair porque o discípulo que se deixa cair, tem que sofrer muitíssimo, para recuperar o perdido. Ouve-me, bom discípulo, o caminho é duro e cheio de pedras e espinhos, a pobreza e a infâmia lhe retiram suas máscaras para ferir-te na metade da jornada. Suaras sangue e teus pés também sangrarão na metade da jornada, com as pedras do caminho.

O sendeiro da alta iniciação é o Sendeiro do Gólgota; é um sendeiro de angústias e lágrimas. No silêncio da noite, acende teus velas e no silêncio profundo onde velas, recorda-te, de teu Deus interno e penetra em sua caverna, que é o que lhe espera lá dentro, muito dentro de ti mesmo, aguardando a hora de ser realizado.

Acende tuas velas, ó chela! No silêncio profundo da noite, e penetra fundo, muito fundo, na cidade sagrada da serpente, lá dentro está teu Deus aguardando-te. Acende o fogo da noite, cerra teus olhos, retira de tua mente toda classe de preocupações mundanas, adormece-te um pouquinho e trata de conversar com teu Deus interior, em mistério, através da meditação interior, ó Lanu!

Quando aprendas a entrar em tua própria caverna, através da profunda meditação interior, poderás conversar com teu próprio Íntimo, ó discípulo. Acende o fogo sagrado na noite profunda donde velas, deixando a densa obscuridade; teu Deus quer falar-te entre a sarça ardente de Horeb.

Sensibiliza tuas sete Igrejas com teu canto, o discípulo, e não esqueças que o verbo abre as sete portas das sete Igrejas de teu organismo. Canta, discípulo, canta!

POETAS PREFERIDOS DE SAMAEL

DANTE ALIGHIERI

No início da Divina Comédia, no Canto I, lê-se o seguinte:

No meio do caminho de nossa vida
eu me encontrei por uma selva obscura
porque a Via Direita era perdida.
Dizer qual era é coisa muito dura

esta selva selvagem, áspera e forte
que só lembrá-la o pavor renova!
Tanto amarga que pouco é mais a morte;
mas para falar do bem que lá encontrei,

de outras coisas direi que descobri.
Não sei contar como é que eu lá entrei
tão grande sono tinha quando mesmo
o caminho veraz abandonei.

Dante Alighieri, esse poderoso Iluminado que escreveu a Divina Comédia, também cometeu o erro de haver-se apartado do Caminho Reto, e caiu na selva obscura do materialismo. Difícil é encontrar o caminho reto porém mais difícil e ser firme e não abandonar o caminho jamais. Quem quiser subir deve primeiro baixar, esse á a Lei. A Iniciação é Morte e Nascimento ao mesmo tempo.

Quando Dante quis subir para cima da montanha augusta da iniciação, seu Guru lhe fez baixar aos Mundos Infernos, esta é a Lei. No Submundo o poeta florentino viu e olhou as almas sofredoras dos antigos condenados e também os equivocados sinceros que estão contentes com as chamas luciféricas de suas próprias paixões aguardando o dia e a hora de ocupar seu posto entre os Bem-aventurados.

Sem essas três mulheres simbólicas, chamadas Lúcia (a Graça Divina), Beatriz (a Alma Espiritual) e Clemência (a Misericórdia), não seria possível Dante descobrir os terríveis Mistérios do Abismo. E encontrou Dante no Submundo a muitos sábios e a muitos homens de prestígio e conhecimentos e a muitos Centauros, metade homens e metade bestas.

Nos Mundos Infernos vivem Centauros tão famosos como o Centauro Quíron, o famoso educador de Aquiles e o irascível Folo e o cruel Átila, o Flagelo de Deus, e outros que hoje em dia são venerados em distintos países como Heróis Nacionais.

O Caminho que conduz à Autorrealização Íntima do Ser começa dentro dos próprios Infernos Atômicos deste pobre Animal Intelectual equivocadamente chamado Homem, continua no Purgatório Molecular do Iniciado e conclui nas Regiões Eletrônicas do Empíreo.

Todo Neófito deve aprender a distinguir entre o que é uma caída e uma baixada. O descenso consciente de Dante aos Mundos Infernos não é uma caída. Só no caminho é possível desenvolver a base de tremendos Superesforços Íntimos em nós mesmos e dentro de nós mesmos, todas as terríveis possibilidades ocultas do homem. O desenvolver de tais possibilidades nunca tem sido uma Lei.

Fora de toda dúvida podemos e devemos afirmar enfaticamente que a Lei para a infeliz Besta Intelectual é o existir miseravelmente antes de ser tragado pelo Reino Mineral, dentro do círculo vicioso das Leis Mecânicas da Natureza. E ainda que se espantem os débeis e covardes é urgente dizer que o caminho que conduz aos valentes a Autorrealização Íntima, é espantosamente Revolucionário e terrivelmente perigoso.

As palavras escritas sobre a porta do Inferno, na Divina Comédia:

INFERNO CANTO III (originale)

Per me si va ne la cittá dolente,
per me si va ne l’ eterno dolore,
per me si va tra la perduta gente
Giustizia mosse il mio alto factore;
fecemi la divina potestade,
la somma sapienza e ‘l primo amore.
Dinanzi a me non fuor cose create
se non eterne, e io eterna duro.
Lasciate ogni speranza, voi ch’ entrate.

INFERNO – CANTO III

Por mim se vai à cidade dolente,
por mim se vai para a eterna dor
por mim se vai para a perdida gente.
Moveu justiça a meu alto fator:
formou-se a divina potestade,
sapiência primeira, sumo amor.
Antes de mim não foi nada criado
senão eterno, e eu eterno duro.
Deixai toda a esperança, vós que entrais.

GOETHE

Em sublime êxtase inefável, Goethe proclama a sua Divina Mãe Kundalini como autêntica liberadora:

Levantai os olhos até a visão salvadora.
Vós, todas ternas almas arrependidas, a fim de transformar-vos, cheias de agradecimento para um venturoso destino.
Que cada sentido purificado esteja pronto para o seu serviço.
Virgem, Mãe, Rainha, Deusa.
Sê propícia!

Bem sabia Goethe que, sem o auxílio de Devi Kundalini, a Serpente Ígnea de Nossos Mágicos Poderes, seria algo mais que impossível a eliminação do ego animal.

É inquestionável que as relações amorosas mais conhecidas de Goethe, excluindo, naturalmente, a sustentada com Cristina Vulpius, foram, sem exceção alguma, de natureza mais erótica que sexual.

Waldemar diz: “Não cremos pretender demasiado ao dizer que, em Goethe, o desfrute da fantasia era o elementar em suas relações com as mulheres; esforçava-se por perceber a sensação da consolação entusiástica, em uma palavra, o excitante elemento musa da mulher que lhe inflamava espírito e coração e que, em absoluto, devia buscar satisfação para a sua matéria.”

“O apaixonado enamoramento que teve por Carlota Buff, Lili, ou Frederica Brion, não podia propagar, correspondentemente, toda situação ao sexual.”

“Muitas histórias literárias tentaram já expor, lisa e francamente até que ponto chegaram as relações de Goethe com a senhora Von Stein. Os fatos examinados abonam a ideia de que se tratou de uma correspondência ideal.”

“O que Goethe não viveu, como é sabido, em completa abstinência sexual na Itália e que, em seu regresso à pátria, ligou-se prontamente em vínculo com Cristina Vulpius, que nada lhe recusava, permite a conclusão que deveria antes carecer de algo.”

“Indubitavelmente”, continua dizendo Waldemar, “Goethe amou de maneira mais apaixonada quando se achava separado do objeto do seu anelo; só na reflexão tomava seu amor corpo e lhe insuflava ardor.”
“Invariavelmente, quando deixa brotar de sua pena as efusões de seu coração à senhora Von Stein, está, realmente, perto dela… mais perto que jamais pudera estar fisicamente.”

Hermann Grimm diz com razão: “Temos visto que sua relação com Lotte só é compreensível quando remetemos toda sua paixão às horas em que não está com ela.” Não está demais, neste capítulo, enfatizar a idéia de que Goethe aborrecia o coito dos fornicários: “Omne animal post coitum triste est”.

Assim que trazes a meu amor
um desditado desfrute.
Leva-te o desejo de tantas canções,
volta a levar-te o breve prazer.
Leva-o e dá ao triste peito,
ao eterno triste peito, algo melhor.

Que fale agora o poeta! Que diga o que sente! Em verdade e poesia, escreve: “Eu saía raramente; porém, nossas cartas”, referindo-se a Frederica, “trocavam-se cada vez mais viventes. Punha-se ao corrente de suas circunstâncias… para tê-las presentes de modo que tinha ante a alma, com afeto e paixão, seus merecimentos.

“A ausência me fazia livre e toda a minha inclinação florescia, devidamente, só pela prática, na distância. Em tais momentos podia eu, propriamente, deixar-me deslumbrar pelo porvir.”

Em seu poema Dita da Ausência, expressa claramente sua propensão à erótica metafísica:

Liba, ó jovem, da sagrada dita a flor
ao longo do dia nos olhos da amada !…
Mas sempre esta dita é maior do que nada,
estando afastado do objeto do amor.
Em parte alguma olvidá-la posso,
mas, sim, à mesa sentar-me tranquilo,
com espírito alegre e em toda liberdade.
E o imperceptível engano
que faz venerar o amor
e converte em ilusão o desejo.

Waldemar comentando diz: “O poeta não se interessava nada”, e isto deve ser consignado, “pela senhora Von Stein, como era ela realmente, senão em como a via através da pressão de seu próprio coração criador.

“Seu anelo metafísico pelo eterno feminino projetava-se de tal modo sobre Carlota que nela via a Mãe, amava-a, em uma palavra, o princípio universal ou, expressando-o melhor, a própria ideia de Eva”. Já em 1775 escrevia: “Seria um magno espetáculo ver como se reflete nesta alma, o universo. Ela vê o universo tal como é e, por certo, mediante o amor.”

“Enquanto Goethe pudesse poetizar a moça que amava, ou seja, criar um ente ideal que correspondesse ao voo de sua fantasia, era fiel e afeiçoado; mas, enquanto relaxava o processo de poetizar, bem fosse por própria culpa ou da outra pessoa, retirava-se. Invariavelmente, procurava suas sensações erótico-poéticas até o momento em que a coisa ameaçava converter-se em séria, pondo-se a salvo, então, nos Pathós da distância.”

Permitam-nos a liberdade de dissentir de Goethe neste ponto espinhoso de sua doutrina.
Amar alguém a distância, prometer muito e olvidar depois, parece-nos demasiado cruel; no fundo disso existe fraude moral…

Em vez de apunhalar corações adoráveis, melhor é praticar o Sahaja Maithuna com a esposa sacerdotisa, amá-la e permanecer-lhe fiel durante toda a vida. Este homem compreendeu o aspecto transcendental do sexo; porém, falhou no ponto mais delicado; por isso não logrou a Autorrealização Íntima…

Goethe, adorando sua Divina Mãe Kundalini, exclama cheio de êxtase:

Virgem pura no mais belo sentido,
Mãe digna da veneração,
Rainha eleita por nós
e de condição igual aos Deuses…

Anelando morrer em si mesmo, aqui e agora, durante o coito metafísico, querendo destruir a Mefistófeles, exclama:

Flechas, transpassai-me!
Lanças, submetei-me!
Maças, feri-me!
Tudo desapareça!
Desvaneça-se tudo!
Brilhe a estrela perene,
foco do eterno amor!

Inquestionavelmente possuía este bardo genial uma intuição maravilhosa; se, exclusivamente, tivesse redescoberto em uma só mulher, se nela tivesse achado o Caminho Secreto; se com ela tivesse trabalhado, durante toda a vida, na Nona Esfera, é óbvio que teria chegado à Liberação Final.

Em seu Fausto expõe, com grande acerto, a fé na possibilidade da elevação do Embrião Áureo liberado a uma superalma (o Manas Superior da Teosofia).

Quando isto sucede, dito princípio teosófico penetra em nós e, fusionado com o Embrião Áureo, passa por transformações íntimas extraordinárias; então se diz de nós que somos Homens com Alma.

Ao chegar a estas alturas, alcançamos a maestria, o adeptado; convertemo-nos em membros ativos da Fraternidade Oculta.

Isto não significa perfeição no sentido mais completo da palavra. Bem sabem os divinos e os humanos, o difícil que é alcançar a perfeição na maestria.

Dito seja de passagem: é urgente saber que tal perfeição só se consegue depois de haver realizado esotéricos trabalhos de fundo nos mundos Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. De todas as maneiras, a encarnação da alma humana ou terceiro aspecto da Trimurti indostânica, conhecida como Atman-Budhi-Mas, em nós e sua mescla com o Embrião Áureo é um evento cósmico extraordinário que nos transforma radicalmente.

A encarnação do Manas Superior em nós não implica no ingresso dos princípios átmico e búdico ao interior de nosso organismo. Este último pertence a trabalhos ulteriores sobre os quais falaremos, profundamente, em nosso futuro livro intitulado As Três Montanhas.

Depois desta pequena digressão, indispensável para o temário em questão, continuaremos com o seguinte relato.

Há muito tempo sucedeu-me, no Caminho da vida, algo insólito e inusitado. Uma noite qualquer, enquanto me ocupava em meus interessantíssimos trabalhos esotéricos fora do corpo físico, tive de acercar-me, com o Eidolon, da gigantesca cidade de Londres.

Recordo com clareza que, ao passar por certo lugar daquela urbe, pude recordar, com assombro místico, a aura amarela resplandecente de certo jovem inteligente que em uma esquina se encontrava. Penetrei num café muito elegante daquela metrópole e, sentando-me a uma mesa, comentei o supradito caso com uma pessoa de certa idade que, lentamente, saboreava, numa xícara, o conteúdo daquela bebida arabesca.

De repente, algo inusitado sucede; um personagem se acerca de nós e se senta ao nosso lado; ao observá-lo detidamente, pude verificar, com grande assombro, que se tratava do mesmo jovem de resplandecente aura amarela que, momentos antes, tanto me assombrara.

Depois das costumeiras apresentações, vim a saber que tal sujeito era nada menos que aquele que em vida escrevera O Fausto; quero referir-me a Goethe.

No mundo astral sucedem maravilhas, fatos extraordinários, prodígios; não é raro encontrar-se, ali, com homens já desencarnados, com personagens como Victor Hugo, Platão, Sócrates, Danton, Molière etc.

Assim, pois, vestido com o Eidolon, quis conversar com Goethe fora de Londres e às margens do imenso mar; convidei-o e é óbvio que ele, de modo algum, declinou tal convite.

Conversando juntos, nas costas daquela grande ilha britânica, onde se encontra situada a capital inglesa, pudemos ver algumas ondas mentais de cor vermelho-sanguinolenta que, flutuando sobre o borrascoso oceano, vinham até nós. Tive de explicar àquele jovem de radiante aura que ditas formas mentais provinham de certa dama que, na América Latina, me desejava sexualmente; isto não deixou de nos causar certa tristeza.

Brilhavam as estrelas no espaço infinito e as ondas enfurecidas, rugindo espantosamente, golpeavam, incessantemente, a arenosa praia. Conversando sobre os alcantilados do Ponto, ele e eu, trocando ideias, resolvi fazer-lhe, à queima-roupa, como dizemos aqui no mundo físico, as seguintes perguntas: Tens agora, novamente, corpo físico? A resposta foi afirmativa. Teu veículo atual é masculino ou feminino? Então respondeu: “Meu corpo atual é feminino”. Em que país estás reencarnado? “Na Holanda”. Amas a alguém? “Sim”, disse, “amo a um príncipe holandês e penso casar-me com ele em determinada data (Desculpe o leitor que não mencionemos esta última).”

Pensava que teu amor seria estritamente universal; amai as rochas, lhe disse, as montanhas, os rios, os mares, a ave que voa e o peixe que desliza nas profundas águas. “Não é acaso o amor humano uma chispa do amor divino?” Este tipo de resposta a modo de pergunta pronunciada por aquele que em sua passada reencarnação se chamara Goethe, me deixou, certamente, aniquilado, perplexo, assombrado. Indubitavelmente, o insigne poeta me havia dito algo irrefutável, incontrovertível, exato.

(Retirado do livro O Mistério do Áureo Florescer, cap. 31)

VICTOR HUGO

A Senda da Realização Cósmica é o caminho do Matrimônio Perfeito. Atribui-se erroneamente a Victor Hugo, o grande humanista Iniciado, o seguinte poema:

O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro. A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz, o coração produz amor.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão. A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos. A mulher de todos os martírios.
O heroísmo enobrece; o martírio sublima.
O homem é um código; a mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo, a mulher é um sacrário.
Ante o templo nos descobrimos; ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa. A mulher sonha.
Pensar é ter no crânio uma larva. Sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano. A mulher é um lago.
O oceano possui a pérola que adorna; o lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa. A mulher o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra e a mulher onde começa o céu.

Essas frases sublimes do grande humanista Iniciado Victor Hugo nos convidam à senda do Matrimônio Perfeito. Bendito seja o Amor. Benditos os seres que se adoram.

(Retirado do livro O Matrimônio Perfeito)

Escorpião – De 23 de outubro a 22 de novembro

38

Regências e Relações

Região do corpo: Órgãos sexuais
Metal: Ímã
Pedras preciosas: Topázio
Perfume: Coral
Planta: Carvalho
Flor: Crisântemo
Planeta: Marte
Cor: Vermelha
Elemento: Água
Palavra-chave: Ação
Dia da semana: Quinta-feira
Arcanjo Regente: Samael
Gênios do Zodíaco: Richol e Saissaiel
Tattwa: Apas

Querido discípulo:

Chegamos ao império onipotente da força e do poder.

Agora só queremos falar na linguagem de majestades e de poderio.

Agora só queremos entender da onipotência da Força.

Este é o reino do terrível Plutão, o império onipotente da força do mago. Esta é a ígnea morada do belicoso Marte.

Legiões da terra!

Legiões do ar!

Legiões das águas!

Legiões do fogo! Obedecei-nos!

Escorpião rege os órgãos sexuais e neles reside toda a força do mago. Escorpião é a casa de Marte e do visitante Plutão.

Dizemos visitante porque esse terrível gênio da magia prática não é deste sistema solar; é apenas um visitante que está ajudando a todos os guerreiros da pedregosa senda.

Dentro de seu majestoso templo-coração se veem duas bolas simbólicas. Vede-o ali, o seu rosto velado é terrivelmente divino e exala a onipotência do poder.

Plutão acode ao chamado do Iniciado quando as forças negras atacam. Plutão pode nos defender dos tenebrosos senhores da magia negra. Vede-o ali: Lançou sua bola diante de si e concorre ao chamado de um suplicante.

Filhos da terra! Escutai a vossos instrutores, os filhos do fogo.

Agora, querido discípulo, vamos entregar a chave suprema do grande arcano. O segredo onipotente da Kundalini.

A Kundalini desperta com a magia sexual.

Nos momentos do amor, quando o casal sente delícias inefáveis, deveis ligar-vos sexualmente com a esposa, pronunciando durante a conexão os poderosos mantras da Kundalini, tal como eu os recebi do Anjo de mando chamado AROCH.

Estes mantras são os seguintes:

KANDIL… BANDIL… Rrrrrr…

Serão vocalizados em forma de canto, alargando-se o som das vogais e levantando-se a voz na primeira sílaba de cada palavra para depois baixar na segunda sílaba. A letra R se pronuncia em tom alto e agudo, com a voz de um menino, prolongando-se o som como se fosse de um motor ou moinho quando fica sem grão para moer e produz um som agudo e delgado.

Estes são os mais poderosos mantras que se conhece no Infinito para despertar a Kundalini.

Podeis vocalizá-los também mentalmente e deveis retirar-vos de vossa esposa antes da ejaculação seminal. O desejo refreado fará subir vosso sêmen para a cabeça, e assim despertareis vossa Kundalini e vos convertereis em deuses.

Agora vou transcrever alguns parágrafos da oitava lição do Curso Zodiacal do Venerável Mestre Arnold Krumm-Heller, guru Huiracocha, Arcebispo da Igreja Gnóstica, a fim de que nossos discípulos compreendam bem estes ensinamentos. Vejamos:

“Em vez do coito que chega ao orgasmo, devem esbanjar reflexivamente doces carícias, frases amorosas e contatos delicados, mantendo a mente afastada constantemente da sexualidade animal e sustentando a mais pura espiritualidade, como se o ato fosse uma verdadeira cerimônia religiosa.”

“O homem pode e deve, sem dúvida, introduzir o membro viril e mantê-lo no sexo feminino para que sobrevenha a ambos uma sensação divina, repleta de gozo que pode durar horas inteiras, retirando-o no momento em que se aproxime o espasmo para evitar a ejaculação do sêmen; deste modo, terão cada vez mais vontade de se acariciar”.

“Isto pode ser repetido tantas vezes quantas se quiser (*respeitando a pausa magnética), sem jamais sobrevir o cansaço, e muito ao contrário, esta é a chave mágica para ser diariamente rejuvenescido, mantendo o corpo são e prolongando a vida, já que esta constante magnetização é uma fonte de saúde.”

“Sabemos que no magnetismo ordinário o magnetizador comunica fluidos ao paciente e se o primeiro tem essas forças desenvolvidas pode curar o segundo.”

“A transmissão do fluido magnético faz-se ordinariamente pelas mãos ou pelo olhos, porém é preciso dizer que não há condutor mais poderoso, mil vezes mais poderoso, mil vezes superior a todos os demais, que o membro viril e a vulva, sendo que também atuam como órgãos de recepção”.

“Se muitas pessoas praticam isso, ao seu redor espalham-se Força e Êxito para todos os que se puserem em contato comercial ou social com elas. Porém, no ato da magnetização divina, sublime, a que nos referimos, os dois, homem e mulher, se magnetizam reciprocamente, sendo um para o outro como que um instrumento musical que, ao ser tocado, arranca ou emite sons admiráveis de misteriosa e doce harmonia. As cordas desse instrumento estão espalhadas por todo o corpo e são os lábios e os dedos os principais pulsadores dele. A única condição é a de que a pureza mais absoluta presida este ato, o qual nos faz magos nesse instante supremo”.

Esses parágrafos da oitava lição do sublime Huiracocha encerram o segredo supremo do Grande Arcano de que tanto nos fala Eliphas Levi, sem haver jamais se atrevido a divulgá-lo.

Esta é a chave para despertar a Kundalini e fazer-se mago.

“A Kundalini é a serpente ígnea dos nossos mágicos poderes”.

A Kundalini é o fogo solar encerrado dentro de uma bolsa membranosa no osso cóccix, situado na região do sacro, que é a base da coluna vertebral.

A Kundalini é o fogo sexual. A Kundalini é o fogo do Espírito Santo. A Kundalini é a espada de fogo do querubim que guarda a entrada do Éden. É por isso e pelo que diz o Mestre Huiracocha em sua obra magistral intitulada A Igreja Gnóstica, que devemos aproveitar o máximo a medula e o sêmen, porque ali está a redenção do homem. Em Rosa Esotérica, nos diz o Mestre referindo-se ao sêmen:

“Levantai bem vossas taças e cuidai de não derramar uma única gota de seu precioso líquido”.

O desejo refreado transmutará o sêmen em energia crística e esta energia por sua vez bipolariza-se em positiva e negativa para subir por entre dois canais nervosos situados à direita e à esquerda da medula espinhal . Estes dois canais espermáticos são chamados na Índia de Idá e Píngala.

O canal da direita é positivo e por ali sobem os átomos solares. O canal da esquerda é lunar e por ali sobem os átomos lunares (negativos).

Idá e Píngala surgem de um centro sacro chamado triveni, situado em cima da medula oblonga.

O sêmen transmuta-se em energias crísticas.

Essa energia é o vinho de luz. Esse vinho de luz converte-nos em Budas vivos.

Os dois canais, Idá e Píngala, ressoam com a nota musical do gongo chinês, ou seja, o fá musical.

A medula espinhal com seus dois cordões nervosos é o cordão bramânico. A medula espinhal é o bastão de Brahma, a vara de Aarão, a vara de Moisés, o bastão dos patriarcas, o cetro dos reis divinos e a naca de bambu com sete nós dos iogues da Índia.

No milagre que Cristo fez nas Bodas de Canaã está o segredo para despertar a Kundalini. A transmutação da água em vinho realiza-se nas bodas, durante o transe da magia sexual. Com o esforço refreado, a água (sêmen) se transmutará no vinho da luz alquimista.

Quando os átomos solares e lunares de nossa energia seminal fazer contato no centro do cóccix, então a cobra começa a mover-se, produzindo uma grande dor no cóccix; rompe a bolsa membranosa e entre na medula por um orifício que nas pessoas comuns e correntes permanece fechado.

Os vapores que se levantam do sêmen destapam esse orifício, que é a porta do canal de Sushumna.

Este canal avança ao longo da medula espinhal até o final das vértebras cervicais e por ali sobe a cobra ígnea ou fogo líquido da Kundalini. Esse fogo sagrado sobe por um fio que lhe serve de condutor, dentro do canal da medula.

O Ascenso da Kundalini está regulado pelos fogos do coração. As vértebras espinhais são chamadas em ocultismo de cânones ou pirâmides.

Cada vértebra tem seu nome oculto e seus poderes.

A coluna espinhal tem 33 vértebras e 33 átomos divinos.

O Ascenso da Kundalini se realiza vértebra por vértebra, grau por grau.

Cada vértebra custa terríveis provas no plano físico e no plano astral. Este é o caminho da amargura e do martírio indizível.

Do fino fio da medula saem ramos nervosos que comunicam os chacras com a medula.

A Kundalini acende todas as flores de lótus ou chacras do nosso organismo, conforme for subindo do plano astral.

As câmaras externas são os mistérios menores e as câmaras internas são os mistérios maiores.

O discípulo deve aprender as saudações maçônicas de seu próprio Íntimo. O Mestre Interno deverá ensinar. A espessura do Kundalini depende da quantidade de energia sexual armazenada. A cor da Kundalini depende da idiossincrasia psicológica do discípulo.

A Kundalini sobe conforme formos praticando magia sexual e conforme vamos nos santificando, pois, como falamos, o Ascenso depende dos méritos do coração.”

Há de se juntar os próprios defeitos e dedicar dois meses a cada um deles em ordem sucessiva até acabar com todos eles. Esta regra simples é a chave para fazer a Kundalini subir, porque então o discípulo sai triunfante em todas as provas astrais e físicas e conquista os cânones rapidamente, um depois do outro.

Uma única ejaculação ou derrame seminal é suficiente para que se queime o fusível, isto é, para que se funda o fio nervoso por onde ascende a Kundalini; então o fogo cai uma, duas ou mais vértebras, segundo a magnitude da falta, e, por conseguinte, o discípulo perde os poderes adquiridos.

Nosso Senhor o Cristo me disse: “O discípulo não deve se deixar cair, porque o discípulo que se deixa cair tem de lutar muitíssimo para recuperar o perdido”.

Através das iniciações de Mistérios Maiores, o discípulo tem de passar por toda a tragédia do Gólgota, e no fim subirá ao Gólgota da Alta Iniciação, onde se fundirá com seu Íntimo e se converterá em Mestre da Loja Branca.

A Alta Iniciação é a fusão de dois princípios: Atman-Buddhi, ou seja, as cinco principais iniciações de Mistérios Maiores.

Com a primeira, conseguimos a fusão Atman-Budhi e com a quinta acrescentamos a esta fusão o Manas; assim, o setenário se reduz a uma trindade: Atman-Budhi-Manas.

Existem no total 9 iniciações de Mistérios Maiores.

Atman é o Ser. Atman é o Íntimo. Atman é nosso anjo interno e Budhi é nossa alma-espírito.

Quando o Íntimo e alma-espírito se fundem, nasce um novo Mestre da humanidade. Quando a esta fusão se adiciona o Manas, a alma humana, então nasce um novo bem-aventurado.

A Redenção começa fora do eu inferior e termina fora do eu interior.

Já falamos em Virgem das sete serpentes do Éden. Temos 7 corpos e 7 serpentes de fogo. Cada um dos sete corpos tem sua Kundalini, sua cobra.

A primeira cobra abre as 7 igrejas situadas em nosso corpo físico. Um corpo físico cristificado e estigmatizado funde-se com o Íntimo inevitavelmente.

A segunda cobra pertence ao corpo etérico e leva-nos à segunda iniciação de Mistérios Maiores. Esta iniciação confere-nos o poder de viajar no corpo etérico ou Soma Puchicon, do qual nos fala Max Heindel.

A terceira serpente corresponde ao corpo astral. Abre-nos totalmente todos os chacras, rodas ou discos do corpo astral. Corresponde à terceira iniciação de Mistérios Maiores.

A quarta serpente pertence ao corpo mental. Permite-nos cristificar a mente. A Mente-Cristo nos leva à quarta iniciação de mistérios maiores e nos confere o grau de Arhat.

A quinta serpente pertence ao corpo causal, do qual extraímos a alma humana, Manas, para fundi-la com Atma-Budhi, Esta é a quinta iniciação e nos confere o grau de Aseka.

A sexta serpente pertence a Budhi. Este sexto portal é como um vaso de alabastro branco e transparente dentro do qual arde o fogo do íntimo. Tu és esse vaso, agora ardente, com o fogo de tua sexta serpente.

A sétima serpente pertence ao próprio corpo do Íntimo.

Através da Kundalini extraímos do corpo físico a alma-consciência que, absorvida dentro do Budhi, funde-se com o Íntimo. Do corpo etérico, através da dourada Kundalini desse corpo, extraímos a alma-sapiente.

Do astral extraímos, através da nívea Kundalini desse veículo, a alma consciente. Do corpo mental extraímos, através do sua respectiva Kundalini, um resumo anímico do corpo mental. Do causal, corpo da vontade, extraímos um comprimido anímico ou alma humana. As outras duas serpentes nos levam até a alegria inefável do Nirvana. Estes são os 7 graus de poder do fogo. Através destes 7 portais só reina o terror de amor e lei. As iniciações oitava e nona nos levam a regiões inefáveis…

A oitava Iniciação têm-nas os Budas Pratyekas e a nona pertence ao grau de Rei do Mundo.

A construção dos sistemas espinhal e medular é análoga em cada um dos sete corpos. Cada um dos sete corpos é um organismo completo. Todas as sete medulas compenetram-se sem se confundirem.

A sétima iniciação nos confere o grau de Mahachohan. O Mahachohan se converte em guardião dos arquivos akáshicos e em dirigente dos trabalhos da Grande Loja Branca.

As águas do Hoang-ho ao passarem torrenciais entoam o gongo, isto é, a nota FÁ da natureza que faz vibrar nossa Kundalini no rio sagrado da vida.

O VM Amithaba está vivando, agora, no planeta Marte e é o “Cristo redentor Marciano”. Ao trabalharmos com o Arcanjo Samael, também estaremos absorvendo os Átomos Búdicos

Buda, o redentor de Marte, irradia agora desde esse planeta força búdica que com Escorpião entra agora em nosso sistema seminal e nos move o incentivo da cristificação. Os átomos búdicos inundam os canais seminíferos. Os átomos búdicos enchem nossos veículos internos e saturam com a força de Marte as próprias estruturas internas.

Buda tornou-se guerreiro. Agora irradia desde Marte sua poderosa energia Búdico-Marciana.

Que maravilha esta, da criação!

Buda tornou-se guerreiro!

Os átomos búdico-marcianos produzirão a idade da intuição (Aquário).

O nosso princípio búdico é a consciência superlativa do Ser, é a alma-espírito. Agora a força guerreira de marte tornou-se búdica e por todas as partes surgirão os heróis da luz.

Marte, em escorpião, faz chegar agora os átomos de Buda até nosso sistema seminal para conseguir a cristificação do homem. Os átomos búdicos, sob a força de Marte, converter-nos-ão em Cristos vivos.

Buda, o Cristo dos marcianos, palpita agora dentro de nosso sistema seminal. Nosso corpo e nossos átomos búdicos nos conferem o dom de sentir o supremo conhecimento. A consciência búdica é agora guerreira. Já nasceu um novo tipo de guerreiros, os da luz, os paladinos da Nova Era. Das guerras deste século sairá a Nova Era, porque Marte agora é Búdico.

O sacrifício de Buda em Marte foi como o do Cristo entre nós. Buda preparou-se na Terra para logo se converter no Cristo dos marcianos.

Filhos dos homens! Quereis entrar na felicidade inefável do Nirvana?

Quereis vos converter em deuses?

Quereis converter-vos em Cristos?

Quereis livrar-vos da roda de nascimentos e de mortes?

Aqui vos dei a chave da magia sexual! Que mais quereis?

Tipo Astrológico de Escorpião

Os nascidos sob o signo de Escorpião são de vontade régia, porém devem combater o defeito da ira, do rancor e da vingança. As pessoas nascidas sob a Constelação de Escorpião são totalmente castas ou totalmente fornicárias.

Antes dos 30 anos passam sempre por uma amargura.