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Finalidade das conjurações

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As Conjurações Esotéricas têm várias finalidades:

1. Limpar o ambiente de energias “carregadas” negativamente (é a famosa energia pesada, ou baixo astral).

2. Equilibrar as ondas de pensamento para que haja a possibilidade de se mudar nossa forma de pensar e de sentir.

3. Criar uma barreira energética que propicie proteção, força e iluminação no local e nas pessoas envolvidas nesta atividade ocultista.

4. Atrair a atenção dos Seres dos mundos superiores, como Mestres, anjos, Arcanjos etc.

5. Propiciar um aproveitamento máximo das energias enviadas por esses Seres celestiais.

Existem diversas Conjurações, Encantamentos e Orações, mas o gnóstico dá preferência a algumas delas, a saber, que se encontram no GnosisOnline:

1. Conjuração aos 4
2. Conjuração aos 7 e
3. Invocação Cabalística de Salomão
4. Conjuração do Belilin
5. Conjuração de Júpiter
6. Conjuração dos 13 Mil Raios do Sol e da Lua
7. Conjuração do Pentagrama Esotérico etc.

Imagine um círculo de fogo e luz ao redor do local ou pessoa a ser purificado, curado e protegido…

MAIS MANTRAS DE DEFESA PSÍQUICA E OUTROS?… CLIQUE AQUI.

Pentagrama esotérico

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Pentagrama é um termo que você já ouviu falar, ligado intimamente às práticas de magia. Este texto vai esclarecer, sob o ponto de vista da magia branca e seus rituais o real significado do Pentagrama.

Lemos em Fausto, do grande Iniciado alemão Goethe, o seguinte diálogo entre o Doutor Fausto e Mefistófeles:

“Mefistófeles: Bom; mas para sair, força é dizê-lo, acho um certo empecilho: e é ver pintado no limiar um ‘pé de feiticeira’.

Fausto: Tens medo do Pentagrama! Essa é boa! E quando entraste, diabão do inferno, emandingou-te acaso? Um gênio desses deixa-se assim lograr?

Mefistófeles: Repare o sábio! Aquele Pentagrama está malfeito. O ângulo que aponta para a rua não fechou bem.”

O Pentagrama Esotérico é um símbolo e um instrumento de meditação e de trabalho interior. A estrela de 5 pontas devidamente paramentada com os símbolos sagrados é chamada de Pentagrama Esotérico, Pentalfa Gnóstica ou Estrela Flamígera. No Pentagrama Esotérico acha-se resumida toda a Ciência da Gnosis.

O Pentagrama expressa o domínio do Espírito sobre os Elementos da Natureza. O signo do Pentagrama chama-se igualmente Signo do Microcosmo e representa o que os rabinos cabalistas do Livro do Zohar chamam Microprosopio.

O Pentagrama sempre foi objeto de vivo interesse. Já utilizado pelos egípcios, ele foi também altamente considerado pelos druidas sob a forma de uma estrela regular de cinco pontas chamada “pé dos druidas”. Para Pitágoras, o Pentagrama era o símbolo do himeneu celeste: a fusão da alma com o Espírito.

Ele dava ao número 5 o nome de “número do homem no microcosmo”. O Pentagrama era tão apreciado entre os pitagóricos (os discípulos e seguidores de Pitágoras) que para eles participarem das reuniões secretas era necessário portar um Pentagrama em sua mão direita. Entre os primeiros cristãos, o pentagrama representava Cristo, outra designação do Alfa e Ômega, do começo e do fim. Os alquimistas medievais recorriam à estrela de 5 pontas como sinal da Quinta Essentia, o quinto elemento, o éter-fogo ou, ainda, o Espírito Santo. É o sinal do Verbum Dimissum.

Giordano Bruno considerava o número 5 como o número da Alma por ser composto (como ele o é) de igual e desigual, de par e ímpar. O Pentagrama é associado ao grau de Mestre Eleito da Maçonaria, no rito Escocês. No Pentagrama Esotérico estão inscritas as proporções exatas do Athanor, essencial à realização da Grande Obra.

O símbolo do Pentagrama Esotérico, como nós, estudantes gnósticos, o usamos em nossas práticas de Magia Cerimonial, é bem conhecido em toda a tradição ocultista, especialmente por causa do famoso livro de Eliphas Levi , Dogma e Ritual de Alta Magia. Mas não pensemos que foi o Mestre Levi quem criou, “inventou” este símbolo mágico. Por muitos anos o Pentagrama Esotérico foi conhecido como o “Pentagrama de Goethe“, pois este o mencionou em sua obra Fausto.

Este emblema chegou a nossos dias graças aos 3 principais discípulos do Abade Trithemo, o verdadeiro criador do Pentagrama Esotérico. Esses discípulos foram: Paracelso, Cornélio Agrippa e o lendário Doutor Fausto de Praga.

Este Pentagrama Esotérico passou a ser mundialmente conhecido depois da publicação do Dogma e Ritual de Alta Magia. Posteriormente, o VM Samael Aun Weor chegou a realizar 3 correções deste símbolo: Ele agregou a estrela de 6 pontas, o hexagrama (pois o hexagrama é um dos símbolos do Deus Parvati, o Regente do Elemento Ar, assim como o Cálice representa a Água, o Cajado a Terra e a Espada o Fogo); alterou a palavra hebraica “Eva” e a substituiu por “Jeová”; e finalmente acertou o cálice, que originalmente estava inclinado (como podemos notar no livro de E. Levi), pondo-o em sua posição mais correta, em pé. Dizia o Mestre Samael que o Pentagrama ficaria assim completo em suas representações cosmogônicas e elementais.

O Pentagrama Gnóstico é a humana figura com quatro membros e uma ponta superior única, que é a cabeça. O Pentagrama, elevando para o ar seu raio superior, representa o Salvador do Mundo. O Pentagrama, elevando para o ar suas duas patas inferiores, representa o Bode do Aquelarre. Uma figura humana com a cabeça para baixo representa, naturalmente, um demônio, ou seja, a subversão intelectual, a desordem ou a loucura.

O Pentagrama é o Signo da Onipotência Mágica. O melhor “eléctrum” é uma estrela flamígera contendo os sete metais que correspondem aos sete planetas. Estes metais são:

METAL PLANETA
Prata Lua
Mercúrio Mercúrio
Cobre
Vênus
Ouro Sol
Ferro Marte
Estanho Júpiter
Chumbo Saturno

Na parte traseira do Pentagrama afixam-se os 7 metais acima descritos para que seu poder se amplifique ao máximo, de acordo com o grau de energia interna, especialmente sexual, por nós acumulado. Deve-se pedir a algum ourives para que solde ou cole um microscópico fragmento dos 7 metais. No caso do mercúrio, por ser um metal líquido, deve-se criar um artifício para que este não escorra e se perca. (Saiba mais, clique aqui)

No Pentagrama Esotérico encontramos símbolos sagrados, astrológicos, astronômicos, cabalísticos e numerológicos de alta transcendência, os quais representam as diversas forças e poderes que o Mago deve manipular para sua proteção, autoconhecimento e autorrealização.

Palavras Hebraicas do Pentagrama Esotérico

Termo Hebraico Tradução Significado
Iod-He-Vau-He Um dos nomes sagrados de Deus, que pode ser traduzido por Jeová. É a Hoste dos Elohim que criaram o Universo por meio da Energia Criadora Sexual. É a Inteligência no Macrocosmo. Adam-Kadmon, o Adão Cósmico.
 adam-hebraico-gnosisonline Adam Adão neste caso representa os Homens Solares, a família dos Pítris, os nossos antepassados que formaram a Raça Adâmica, os Deuses encarnados na Terra, representando a Inteligência no Microcosmo.
Pachad Sexto grau iniciático entre os místicos muçulmanos, significa domínio físico, emocional e mental, sucede o sétimo e último grau, o de Súfi.
Kaphir Um dos nomes assignados a Geburah-Marte. Estas quatro palavras, que também têm uma aplicação como nomes de poder, são para o Pentagrama um ponto medular na Magia Cerimonial. Evite-se seu uso quando se ignorar o Ritual.

O Trabalho Psicológico é representado nos 7 Signos Planetários do Pentagrama Esotérico

SOL MICHAEL Devemos substituir o ORGULHO solar pela Fé, Humildade e Equilíbrio. Seu Mestre máximo é Jesus.
LUA GABRIEL A AVAREZA lunar em Altruísmo. Mestres Jeová e Adonai
MERCÚRIO RAFAEL A PREGUIÇA mercuriana em Diligência. Mestres Rafael e Hilarión
MARTE SAMAEL A CÓLERA marciana em Amor Consciente. Mestres Samael, Morya e Pacal.
JÚPITER ZACARIEL A INVEJA jupiteriana em Alegria pela felicidade do próximo. Mestre Saint Germain (Racockzi)
VÊNUS URIEL A LÚXURIA venusiana pela Castidade. Mestres Uriel, Anael, Maria e Beethoven
SATURNO ORIFIEL A GULA saturniana pela Temperança. Mestres, Orifiel e Cashiel

Outros Símbolos Inseridos no Pentagrama Esotérico

ALFA A primeira letra do alfabeto grego, representa o princípio de tudo.
ÔMEGA A última letra do alfabeto grego, representa a finalização da Grande Obra. O Alfa e o Ômega são as letras que representam a Obra do Cristo dentro de nós, ou seja, Ele é o responsável pelo Trabalho Interno, do início ao fim da senda Iniciática.
1,2 e 1,2,3 Números que na Cabala representam o Fundamento da Grande Obra. Note-se que a soma de todos esses números (1+2+1+2+3) é igual é 9, a NONA ESFERA, o Mistério dos Mistérios Tântricos.
ESPADA Na base do Pentagrama, representa que a Espada Flamígera se encontra em nosso Centro Sexual, à espera de ser despertada com a Alquimia. Também representa a Defesa Psíquica e o Elemento FOGO. O regente supremo do Fogo Elemental é Agni.
CÁLICE O Cálice é o símbolo da Santidade, do Eterno Feminino de Deus e da Mulher. O útero onde são gestados os exércitos dos Deuses e dos Demônios. O Santo Graal, que guarda o Sangue da Unção Crística e o Sangue do Redentor do Mundo. Representa também o Elemento ÁGUA, cujo regente é o divino rei das águas Varuna.
HEXAGRAMA A Estrela de Salomão é o símbolo supremo do Raio do Sol, do Arcanjo Michael Aun Weor, o chefe supremo do Elemento Ar. O Hexagrama é também o símbolo do Elemento AR, cujo chefe é o titânico Deus Parvati.
CAJADO O báculo de poder é uma cana de sete ou doze nós, encimada por 3 bolas. O cajado, báculo ou cetro dos reis representa o Elemento TERRA, cujo deus elemental é Kitíchi. Observe o estudante que os símbolos dos 4 Elementos estão rodeando o Pentagrama, representando que esses devem servir de Proteção ao Iniciado, ao Mago. Devemos usar a sabedoria e a esperteza no Caminho Iniciática, usando todas as Forças da Natureza e do Cosmo para nos guiarem e protegerem, a todo custo.
OLHO DE HÓRUS O Olho que Tudo Vê representa a Onipotência de Deus, a Sabedoria Divina, que deve orientar, guiar os passos na Senda da Iniciação, de toda a Obra Alquímica. São os Olhos do Espírito.
CADUCEU O Caduceu de Mercúrio encontra-se no centro do Pentagrama simbolizando que a Síntese da Grande Obra é a elevação da Energia Sagrada da Kundalini. Sem isso, sem o despertar da Kundalini, torna-se IMPOSSÍVEL a autorrealização íntima de nosso Espírito.
TETRAGRAMATON TETRAGRAMATON O Nome Sagrado que não deve ser pronunciado fora de um Ritual Gnóstico Sagrado, pois é um Mantra DE IMENSO PODER SACERDOTAL…

O que o Pentagrama Esotérico Simboliza

O Pentagrama simboliza o domínio do Espírito sobre os elementos da natureza. Com este signo mágico podemos comandar as criaturas elementais que povoam as regiões do fogo, do ar, da água e da terra. Ante este símbolo terrível tremem os demônios, os quais fogem aterrorizados.

O Pentagrama com a ponta superior para cima serve para afugentar os tenebrosos. com a ponta para baixo, serve para chamá-los. Posto no umbral da porta com a ponta superior para dentro e os dois ângulos inferiores para fora ele não permite a passagem aos magos negros. O pentagrama é a Estrela Flamígera, o signo do Verbo feito carne. Segundo a direção de seus raios pode representar Deus ou o diabo; o Cordeiro Imolado ou o Bode de Mendés. Quando o pentagrama eleva ao ar seu raio superior representa o Cristo. Quando eleva ao ar suas duas pontas inferiores representa Satã.

O pentagrama representa o Homem Completo. Com o raio superior para cima é o Mestre. Com o raio superior para baixo, e as duas pontas inferiores para cima, é o anjo caído. Todo Bodhisatva caído é a estrela flamígera invertida. Todo iniciado que se deixa cair converte-se na estrela flamígera invertida.

O melhor Eléctrum é uma estrela flamígera com os sete metais que correspondem aos sete planetas astrológicos. Podemos fazer medalhões para colocar no pescoço, anéis para trazermos no dedo anular. É interessante, também, desenhar a estrela flamígera sobre uma pele de cordeiro bem branca para tê-la dentro de casa, sempre no umbral da câmara nupcial. Assim, evitamos que os tenebrosos metam-se em nosso quarto. O Pentagrama também pode ser desenhado nos vidros das janelas a fim de aterrorizar os fantasmas e os demônios.

O Pentagrama é o símbolo do Verbo Universal de Vida. Podemos fazê-lo resplandescer, instantaneamente, com a entoação de certos mantras secretos. Nos dois “Upanishads: Gopalatapani e Krishna” encontramos o mantra que tem o poder de formar instantaneamente, no plano astral, a terrível estrela flamejante, ante a qual fogem aterrorizados os demônios. Este mantra consta de cinco partes, a saber:

KLIM, KRISHNAYA, GOVINDAYA, GOPIJANA, VALLABHAYA SWAHA…

Ao vocalizar-se esse mantra, forma-se instantaneamente a estrela de fogo, ante a qual fogem aterrorizados os tenebrosos do Arcano 18. Esses demônios atacam violentamente o Iniciado que está trabalhando na Grande Obra. Os devotos do matrimônio perfeito têm de travar tremendas batalhas contra os tenebrosos. Cada vértebra da espinha dorsal representa acirradas batalhas contra os Magos Negros, os quais lutam para afastar o estudante da Senda do Fio da Navalha.

O poderoso mantra que acabamos de mencionar tem três etapas perfeitamente definidas: Ao recitar o KLIM, que os ocultistas da Índia chamam A Semente de Atração, provocamos um fluxo de Energia Crística que desce instantaneamente do Mundo do Logos Solar, para proteger-nos. Abre-se, então, para baixo, uma porta misteriosa. Depois, por meio das três partes seguintes do mantra, infunde-se a energia crística naquele que o recita e, finalmente, por meio da quinta parte, o que receber a Energia Crística pode irradiá-la com tremenda força, para defender-se dos tenebrosos que fogem aterrorizados. O verbo cristaliza-se sempre em linhas geométricas. Demonstra-se isto através de uma fita magnética, na qual fica gravado, por exemplo, um discurso.

Cada letra é cristalizada em figuras geométricas. Basta, depois, fazermos vibrar a fita no gravador para que se repita o discurso. Deus geometriza. A palavra toma formas geométricas. Estes mantras citados por nós tem o poder de formar, instantaneamente, nos mundos suprassensíveis a estrela flamígera. Essa estrela é um veículo de força crística e representa o Verbo. Com este poderoso mantra podem defender-se todos aqueles que estão trabalhando na “Frágua Acesa de Vulcano”. Esse mantra vocaliza-se silabeando-o. Com ele devemos conjurar os demônios que controlam os possessos.

É urgente aprendermos a criar instantaneamente a estrela flamígera, e essa possibilidade temo-la quando entoamos o citado mantra, a fim de combatermos os tenebrosos.

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A seguir, fala Samael Aun Weor sobre o Simbolismo do Pentagrama Esotérico

Se analisarmos a fundo a Pentalfa, podemos ver no ângulo superior um quatro, esse é o símbolo de Júpiter, o Pai dos Deuses, o símbolo do Espírito Divino de toda a criatura que vem ao mundo, o símbolo do Eterno Deus Vivente.

Embaixo desse símbolo de Júpiter existem dois Olhos sempre abertos, são os Olhos de Deus, diante deste símbolo de Júpiter, com os Olhos do Espírito Divino sempre abertos, as colunas de Anjos e Demônios tremem, e tal símbolo faz fugir aterrorizados os tenebrosos.

Quando o homem está de pé com suas pernas e braços abertos, cria-se, de forma extraordinária a Pentalfa. Se observarmos cuidadosamente esses braços abertos, veremos o signo de Marte, o planeta da Guerra e sabemos que o Ocultismo Marciano é terrível. Nas Esferas Inferiores de Marte encontramos os terríveis Magos Negros que tremem diante desse signo terrível da Pentalfa.

É claro que, se colocarmos o signo de Marte nos braços da Estrela de cinco pontas (que é o Homem), nos dar uma força incrível, não uma força física, que é de tipo muito inferior, não, ela nos dá a Força do Espírito, para vencer os malvados.

Eléctrum mágico é o Pentagrama contendo os 7 metais sagrados (Clique na imagem acima)

Nos ângulos inferiores, que são as duas pernas de cada um de nós, tem a assinatura de Saturno e sabemos que é o aspecto negativo da esfera de Saturno, que é a terrível Magia Negra, é claro que os tenebrosos entendem isso; se estiver colocado nas pernas esse signo de Saturno, e se colocarmos a Pentalfa com as pernas para baixo, e temos Júpiter em cima com os Olhos do Espírito sempre abertos, é claro que os tenebrosos, vendo isso, se horrorizam, não podem resistir e se retiram…

A lado direito, colocando a imagem frente a frente, vemos Lua e na esquerda vemos o Sol, mas se colocarmos a imagem não de frente a frente, mas sim ao nosso lado, é claro que na direita está o Sol, e na esquerda está a Lua, verdade?

O Sol está representado por um círculo com um ponto no centro, esse Sol radiante do Espírito ilumina o nosso caminho, representando as forças solares, as forças positivas, masculinas. Na esquerda está a Lua que representa as forças negativas, femininas.

No centro aparece o Caduceu de Mercúrio e embaixo desse deste está o símbolo do planeta Mercúrio. É claro que o Mercúrio é o símbolo do Mensageiro dos Deuses, é o planeta que está mais perto do Sol, é o Ministro do Sol, sem Mercúrio seria impossível chegar à autorrealização Íntima do Ser. Tal caduceu está na coluna vertebral do homem, na nossa medula espinal, com o par de cordões, conhecidos no Oriente como “Idá” e “Píngala” que se enroscam entre si numa espiral ascendente, por onde a Energia criadora sobe até ao cérebro.

Nos estenderemos mais pouco mais, bom, aqui temos, nesta Pentalfa, o Báculo dos Patriarcas, a Vara de Aarão, a Cana de Bambu, de sete nós, o Cetro dos Reis, a Vara de José (florescida), que é a Espinha Vertebral.

É claro que pelo canal da medula espinhal (Sushumna) que sobe o Fogo Sagrado até o cérebro, para passar dali ao Templo do Coração.

Também aprece na Pentalfa a Espada Flamígera, que nada mais é do que o Fogo Sagrado de cada um de nós. Sem a Espada Flamígera não seríamos discípulos verdadeiros. Quando um Ano perde a sua Espada, esse Anjo cai e se precipita nos Infernos Atômicos…

Aparece também, na parte superior da Pentalfa um Cálice, de maneira que, vemos o Cálice e a Espada, esse cálice, representa a Yoni (o útero), assim como o Báculo representa o Phalus, o princípio masculino, e a Espada, o Fogo Sagrado.

É claro que temos que aprender a manejar o Báculo e a Espada, como também, temos que trabalhar com o Vaso de Hermes, se quisermos realizar a Grande Obra.

A palavra “Tetragrammaton” que aparece na Pentalfa é muito interessante, “Tetra” quer dizer Trindade dentro da Unidade da Vida. É o “Santo Quatro”, ou seja, o Pai é o número Um, o Filho o número Dois e o Espírito Santo é o número Três. Através Deles emanam o Ain Soph, quer dizer, a “Estrela Atômica Interior”, que sempre nos socorre; e dos Três emanam o Ain Soph, formando desta forma os “Quatro”: o “Tetragrammaton”, que é um Mantra poderosíssimo, é uma palavra, é mântrica…

Uma vez eu quis experimentar o mantra “Tetragrammaton”, vocalizei-o nos Mundos Superiores da Consciência Cósmica, então muitos inefáveis dos Nove Céus (Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) apareceram para ver o que se passava e disseram: “Por que estais pronunciando o nome do Eterno em vão?” Eu me senti perplexo e, ao mesmo tempo, confundido…

Se colocarmos o Pentagrama com o ângulo superior para baixo e os dois ângulos para cima, teremos o signo da Magia Negra, em vez de concorrer às nossas invocações, os Anjos, concorrem as colunas dos Demônios.

Quando um Iniciado cai, quando derrama o Vaso de Hermes Trismegisto, então é fulminado pelo Arcano 16 da Kabala, caindo com a cabeça para baixo e a perna para cima, na forma da Pentalfa invertida, assim é quando caem os grandes Iniciados.

Se na entrada da nossa casa pintarmos com carvão o signo da Pentalfa com o ângulo superior para dentro e os dois raios inferiores para fora, não entrarão na nossa casa os tenebrosos. Quando se coloca o Pentagrama no vidro, ou seja, num quadro, espanta terrivelmente os tenebrosos, se também pintarmos no vidro, eles fugirão espavoridos diante do Pentagrama. Se o levarmos no nosso peito, em ouro ou em prata, estaremos protegidos contra as forças das trevas. O Pentagrama tem um poder mágico realmente surpreendente… Nos braços da Pentalfa vemos várias letras hebraicas, aparece IOD-HE-VAU-HE.A palavra “IOD” representa o princípio masculino, a partícula Divina e como Chispa Virginal é terrível. A palavra “HE” representa o princípio feminino-Divino.

A palavra “VAU” representa o princípio masculino-sexual, ou seja o Lingam.

E a palavra “HE” representa o princípio feminino-sexual, a Yoni.

Existe um modo de pronunciar as letras hebraicas “IOD-HE-VAV-HE”, mas é terrivelmente divino esse mantra, que não deve ser pronunciado em vão, porque essas quatro letras fazem vibrar a Divindade Interior (o nome do Eterno)…

Aparecem outras letras hebraicas também, para nos lembrar de certos processos da Divindade, mas guardarei silêncio sobre isso agora… Aparecem números também, para lembrarmos da Trindade dentro da Unidade (o Tetragrammaton) mas não é obrigatório que esses números estejam aí, isso é meramente convencional, o importante é que tenha o Tetragrammaton, que sabemos que é a Trindade dentro da Unidade da Vida, ou seja, o Santo Quatro.

Sem dúvida, meus caros irmãos, o Pentagrama é o ser humano, o Microcosmos, dentro do qual está o Infinito. Temos de trabalhar com esse Caduceu de Mercúrio que aparece na Pentalfa, ou seja, temos de transmutar o esperma em energia, para despertar o Fogo Sagrado e fazê-lo subir pela coluna vertebral até o cérebro! Só assim será possível desenvolver todas as nossas Faculdades e Poderes. Temos que trabalhar com esse Caduceu de Mercúrio na nossa coluna espinhal.

Quando nós soubermos transmutar o esperma em Energia, quando não cometermos o crime de derramar no Vaso de Hermes Trismegisto, então o esperma (não ejaculado) se transformará em Energia Seminal. Essa energia, por sua vez, se bipolariza em átomos solares e lunares de altíssima voltagem que sobem pelos dois cordões nervosos que se enroscam na Coluna vertebral.

Mais tarde, os Átomos Solares e Lunares fazem contato com o “Triveni”, no cóccix, e então por indução, despertará em nós uma terceira força: quero referir-me ao Fogo Sagrado, o Fogo Pentecostal, o Fogo Jeovístico, o Fogo Sexual, que vai ascendendo lentamente, vértebra por vértebra, despertando os nossos Poderes.

Sem dúvida de temos que trabalhar com o Sol e com Lua, os princípios masculinos e femininos, ou seja, o homem com sua mulher, e a sua mulher com o seu homem. Somente assim é possível despertar esse Fogo Sagrado que nos há de transformar radicalmente.

Temos que aprender a manejar o Báculo e a Espada, a manejar o Vaso de Hermes e o Cálice Sagrado, só assim será possível a transformação total.

Em minha aula passada disse que quando um homem se casa com uma mulher que não lhe pertence por esposa, mas que caprichosamente a toma, violando as Leis, é fácil reconhecê-la, porque no dia do casamento, astralmente, ela aparece como calva, como se não tivesse cabelo.

Então, diz-se que o homem está marcado com uma Estrela fatal na sua teste, ou seja, com a Pentalfa invertida, com o Fogo Luciférico.

Quando também um homem é infiel à sua esposa, a esposa que lhe foi dada pela Grande Lei, então a Pentalfa invertida aparece na sua teste, o símbolo fatal da Estrela de cinco pontas invertida…

Na Idade Média existiram os Grandes Mistérios Esotéricos Gnósticos, aquele neófito que era candidato à Iniciação era conduzido, com os olhos vendados, até a uma grande sala e ali lhe tiravam a venda dos seus olhos e se apresentava ante sua vista o cabrito macho de Mendes, o Diabo…, entretanto, o Diabo trazia na sua testa o Pentagrama com o ângulo Superior para cima e os dois ângulos inferiores para baixo…

Nesse momento ordenavam ao neófito que beijasse o traseiro do Diabo. Se o neófito recusava e não obedecia, voltavam a colocar a venda em seus olhos, e tiravam-no dali por outra porta. Jamais saberia por onde entrou e nem por onde saiu. Mas, se o neófito obedecia, das pernas do Diabo, onde estava sentado sobre um cubo, a Pedra Cúbica, saía uma bela donzela que o recebia com um beijo de paz e de braços abertos, desta forma era recebido por toda a irmandade e aceito como Cavalheiro Gnóstico.

Esses eram os Gnósticos Rosa-cruzes, eles conheciam os mistérios da Rosa e da Cruz. Com isso não quero dizer que foram “Rosa-cruzes” de verdade, por que só existem Rosa-cruzes lá nos Mundos Superiores, aqui embaixo só existem aspirantes a Rosa-cruzes. Para pertencer à Ordem Rosa-cruz, temos de ser Gnósticos. A Rosa por acaso não é o símbolo do Logos Divino? E a Cruz? Nós sabemos que a Cruz é um símbolo Sexual. O que temos que fazer para que as rosas, o Logos, floresçam em nós? Somente através do trabalho sexual, da Alquimia Sexual, as rosas florescerão em nós e dessa forma seremos Gnóstico-Rosa-cruzes, antes disso só poderemos ser Aspirantes a Rosa-cruz.

Ninguém poderia entrar na Rosa-Cruz de Ouro sem ser Gnóstico, sem o “G” da geração. Um quadro de Khunrath, na Idade Média, é maravilhoso, nele aparece o Cristo crucificado, mas com o grande phalus ereto, como um facho de Luz… Só assim se é possível ser gnóstico-rosa-cruzes.

Na Idade Média, eram aceitos nos Templos Gnósticos os aspirantes a Rosa-cruzes, depois daquela Iniciação, mas o que significava aquele cabrito macho de Mendez? Claro que é o Tiphon Baphometo… “Eu acredito nos Mistérios do Baphometo!”, declara o Gnosticismo Universal, o Baphometo-Lucifer é uma das varias partes do nosso Ser!

Nosso Ser Íntimo tem muitas partículas e uma delas é Lúcifer; reflexo dos Logos, sobra do nosso próprio Logoi Íntimo, projeta e dentro de nós mesmos. Temos aqui os “Mistérios do Baphometo e do Abraxas” o Galo de Abraxas é também gnóstico, vale a pena que lembremos que ele representa a ressurreição.

Então, poderia, por acaso ser possível a Ressurreição sem Lúcifer? Impossível! Isto também sabiam os Nahuas: O Lúcifer Nahua, tão amado no Templo de Chapultepec pelos gnósticos rosa-cruzes, o “Xolotl” que existe dentro de cada um de nós. Esse é o Fogo vivente e filosofal que jaz no profundamente nas nossas Águas Seminais do nosso Caos Metálico sexual, no âmago do esperma…

“INRI”, dizem os gnósticos; esse INRI está colocado sobre a cruz do Salvador do Mundo, mas onde está essa cruz? Volta a repetir que o Lingam-Yoni (Phalus-Útero), conectados sexualmente, fazem a cruz…

Então, carregamos a cruz, e devemos trabalhar na cruz, porque ali está o INRI, que quer dizer: IGNE NATURA RENOVATUR INTEGRAM (o Fogo renova incessante a natureza).

Assim é que, Lúcifer-Nahua (Xolotl), o Bode de Mendez está escondido no fundo do nosso sistema semina, esse é o Fogo Vivente e Filosofal, mediante o qual poderemos nos transformar radicalmente…

Na Catedral de Notre Dame, em Paris, tem uma estátua muito interessante: “O Corvo” e na sua parte mais alta, tem uma inscrição numa pedra que diz: “A pedra do Centro”, ou “A pedra superior do ângulo”, a “Pedra Mestra”, o Diabo. Mas que curioso é isso, o diabo dentro da Catedral de Notre Dame de Paris; ali onde os fiéis pagam as suas velas depois dos ritos e orações… Se essa é a Pedra Filosofal, realmente…

As antigas Sibilas diziam: “O verdadeiro Filósofo é aquele que sabe preparar o Vaso”. Mas qual vaso? O Vaso de Hermes Trismegisto. Onde está esse vaso? Ele aparece no Pentagrama, é o Cálice Sagrado, que Cristo bebeu durante a última Ceia. É o Santo Graal, sobre o qual há tanta literatura cavalheiresca. Existe um que resplandece lá no Templo de Montserrat, na Catalunha, Espanha. Existe também uma cópia no Templo de Chapultepec.

Esse é o Vaso de Hermes que temos que prepara-lo, pois nele contém a matéria prima da Grande Obra, nele está o Esperma Sagrado, o Ens Seminis.

Ai daquele que derrama o Vaso de Hermes, porque cairá como uma Pentalfa invertida no fundo do Abismo, e isto é realmente muito doloroso, meus queridos irmãos…

Continuemos agora com o Selo de Salomão, que aparece aqui também, nesse trabalho magistral da Pentalfa, com os triângulos entrelaçados.

É claro que para entender, necessitamos ser alquimistas, sem o que não poderíamos de nenhuma maneira. Vêm à minha memória, nestes momentos, acontecimentos transcendentais da minha presente reencarnação… Eu era muito jovem e ela se chamava Urânia (Infinito) e vivia sempre enamorado da Urânia, nesses céus povoados por inumeráveis Galáxias que se precipitam no abismo sem fim…

Um dia, em estado de Samadhi, abandonei todos os meus veículos para submergir-me no “Paracleto Universal”, além do Bem e do Mal, muito além do corpo e da mente, em estado, diríamos, de supernirvânica felicidade, na ditosa região imaculada do Espírito Universal da Vida, e pude entrar pelas portas do Templo, e abri o Grande Livro da Natureza e estudei as suas Leis…

O êxtase aumentava a cada momento, quando regressei daquele Samadhi e voltei ao corpo físico, pela glândula Pineal, tão citada por Descartes como: “A porta da Alma”. Recebi extraordinárias visitas, eram algumas Damas-Adeptos, que surgiram daquele Paracleto Universal, fazendo-se visíveis para mim, no nosso mundo de forma densa. Uma delas, cheia de extraordinária doçura, colocou no dedo anular da minha mão direita um anel com o Selo de Salomão e exclamou: “Você passou pela Porta do Santuário; pouquíssimos são os seres humanos que conseguem passar por essa terrível prova”… Abençoou-me e foi-se embora, deixando um anel no meu dedo anular direito.

Levantei-me muito feliz e cada vez que eu conseguia escapar deste corpo físico denso, via na minha mão direita o anel prodigioso; formado com aquela substância imaculada, branca e divinal da região do Paracleto Universal, onde o tempo não existe.

Mas existem acontecimentos transcendentais e transcendentes, e numa dessas noites e mistério, depois de achar-me num jardim cheio de flores sublimes, representação alegórica das Virtudes Divinais, tive a ideia de penetrar num Templo de Beleza. Entre o aroma que se escapava das flores de incenso, eu flutuava feliz com o meu veículo sideral. As músicas das esferas faziam vibrar o Cosmo Infinito, e a cada melodia eu estremecia intimamente…

Detendo-me diante da Sacra Ara, diante de um Mahatma, naquele divino lugar, eu olhei o anel na minha direita e o toquei com a minha mão esquerda, então o Mahatma exclamou: “Esse anel já não te serve, porque o tocaste com a mão esquerda; sem dúvida vou consultar sobre isso…”

Depois me deu certas explicações sobre o anel e me disso que tal anel representava o Logos do Sistema Solar e que as Forças Sexuais Masculinas e Femininas trabalham nele; que as seis pontas são masculinas e que as seis entradas, entre as pontas, são femininas. Explicou-me que as seis pontas e as suas entradas entre as pontas formam as 12 Radiações, e mediante a Alquimia Logoica, cristalizamos as 12 Constelações do Zodíaco, que para o nosso Sistema Solar, é uma verdade Matriz Cósmica…

O Mahatma silenciou e retirou-se, passaram então os tempos e nunca mais voltei a ver o anel na minha mão direita. Sempre inquiria, buscava e clamava por aquele anel… De diversos esoteristas escutei comentários, mas nada sobre a face da Terra podia dar-me uma explicação satisfatória.

Quando voltarei a conquistar o prodigioso anel? Passaram-se os anos e no fim entendi…

Meus amigos, o triângulo superior é o Enxofre da Filosofia Secreta, o Fogo Vivente dos Alquimistas e o triângulo inferior, que se enlaça com o superior, é o Mercúrio.

Eu tinha realizado a Grande Obra lá no Continente Mu ou Lemúria (que se afundou entre as ondas enfurecidas do Oceano Pacífico, há uns 18 milhões de anos), onde havia conseguido a integração total com o Enxofre e o Mercúrio; realizei em mim mesmo a Pedra Filosofal, e por tal motivo, entregaram-me o famoso anel, isso foi nos tempos idos, onde havia passado pela Prova do Santuário…

Eu tinha realizado a grande obra que realizou Nicolas Flamel, a mesma que realizou Raimundo Lulio, Jeshua ben Pandirah, Kout Humi, Saint Germain e o enigmático e poderoso Conde Cagliostro, Quetzalcoatl e muitos outros…

Mas, depois de ter realizado a Grande Obra, depois de ter estudado o Grande Livro e de desatar os “Sete Selos”, cometi o grande erro de tocá-lo com a mão esquerda, isso foi há um milhão de anos, mais ou menos, ou seja, depois de ter conseguido a união dos dois triângulos (a integração do Enxofre com o Mercúrio), fiz o seguinte: lancei-me como a Pentalfa invertida, com a cabeça para baixo e as pontas para cima. Eu estava proibido de fazer sexo e cometi o mesmo erro do Conde Zenon Zanoni, voltei ao sexo…

O Conde Zenon Zanoni apaixonou-se por Viola, a grande Napolitana, assim também cometi o erro de apaixonar-me por uma formosa donzela da Primeira Sub-Raça da Quinta Raça Raiz, no Planalto Central de “Assiah“, hoje Ásia. Foi então, quando perdi o prodigioso anel, foi então que aconteceu dentro de mim a redução metálica, e assim, como um Bodhisatva caído, andei de existência em existência, até que na presente existência resolvi colocar-me de pé outra vez, para servir de instrumento ao Pai, por Ele é o que inicia a Nova Era de Aquários…

Amigos, esse Enxofre é o Fogo Sagrado que temos que despertar, para desatar os Sete Selos do Grande Livro da Sabedoria, o Grande Livro da Natureza, que está citado no Apocalipse através do Vidente de Patmos, isso é verdade!

Quando se desata o primeiro Selo, vem um grande acontecimento; quando desatamos o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto, e assim sucessivamente, até romper o Sétimo Selo, então acontecem raios e trovões, granizos e grandes terremotos. Cada um de nós tem a obrigação de desatar os Sete Selos do Grande Livro, mediante o Fogo Sagrado.

Quando a Kundalini vai subindo pela coluna vertebral e começa desatar os Sete Selos, acontece que no primeiro Selo, abre-se a Igreja de Éfeso, o Chakra Muladhára, que nos dá poderes sobre os Gnomos da Terra; quando o Fogo Sagrado sobe até a altura da próstata, e desta o Segundo Selo, o Chakra Swadhisthána, nos dá o poder sobre a Água da Vida; quando o Fogo Sagrado sobe até a altura do plexo Solar, no Chakra Manipura, desatando o terceiro Selo, nos dá poder sobre as criaturas do Fogo; quando sobe até a altura do coração, desatando o quarto Selo, nos dá o poder sobre as criaturas do Ar; quando sobe até altura da laringe Criadora, no Chakra Vishudda, desatando o quinto Selo, nos dá poder sobre o Akasha Puro e a Clarividência; quando chega na altura entre as sobrancelhas, no Ájña Chakra, desatando o sexto Selo, abre-se uma maravilhosa Lótus, que nos permite ver as grandes realidades dos Mundos Superiores, e a Kundaliní chega no sétimo Selo, no Sahásrara Chakra, na glândula Pineal, então adquirimos a Polividência e muitas outras faculdades…

Como isso pertence a Alquimia, vou lhes dar algumas noções sobre isso que é maravilhoso… Dizem, meus caros irmãos, na linguagem alquimista, que devemos passar por “Três Calcinações”, representado através do símbolo vivente da Salamandra.

A Primeira Calcinação pertence à Montanha da Iniciação; o Sal vermelho, que nada mais é que o Fogo petrificado, o Enxofre petrificado, porque o Fogo na Alquimia está representado pelo Enxofre. Esse Sal Vermelho são os elementos inumanos que carregamos dentro de nós e que devem ser reduzidos a cinzas… Essa é a Primeira Calcinação.

A Segunda é mais avançado, pertence à Segunda Montanha, tem que voltar a calcinar as cinzas desse Sal Vermelho para tirar dele os diversos elementos espirituais. Isso é bastante interessante, porque se trabalha nas esferas da Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

A Terceira vai mais longe, temos de voltar ao Sal Vermelho, às cinzas que caíram e as recolher, para queimá-las, a fim de extrair, dali, o Sal Metálico, incombustível e forças, ou seja, os Elementos Divinais mais profundos que estavam presos dentro do Ego. Uma vez extraído, se fusionam com a Consciência para que esta resplandeça no Seio do universo.

Só depois da Terceira Calcinação que o Galo da Paixão canta, representando a “Ressurreição”, por isso Cristo disse: “Antes que o galo cante, me negarás três vezes…”

A primeira negação corresponde à Primeira Calcinação da Alquimia, o primeiro cozimento do Sal Vermelho, porque temos que nos fundirmos nos Mundos Infernais (para trabalhar, logicamente), porque esse é o “Palácio da Alquimia”, então se diz que temos negado o Cristo. Nos Mundos Infernais temos de trabalhar e viver com os Demônios destruindo nossos elementos inumanos.

Na Segunda Calcinação, se diz que temos negado o Cristo pela segunda vez, porque temos de voltar aos Mundos Infernais para continuar a trabalhar e desintegrar os nossos defeitos psicológicos que levamos muito submersos dentro de nossas próprias naturezas…

Autor: Ali Onaissi, jornalista e escritor, coordenador do Portal GnosisOnLine

Quinta cátedra – Acontecimentos cósmicos

1

Há fatos, acontecimentos cósmicos e geológicos, que bem vale a pena estudar neste tratado de antropologia. Não há dúvida que a antropologia científico-gnóstica retira todos os véus que cobrem a origem do homem e do universo. Obviamente, resulta portentosa essa mecânica da natureza, porém jamais aceitaríamos a possibilidade de uma matemática sem matemáticos ou de uma mecânica sem mecânicos.

Não quero defender um Deus antropomórfico ao estilo do Jeová judaico, aquele da doutrina do olho por olho e dente por dente. Sabemos que este tipo de dogmatismo traz como conseqüência ou corolário a reação do tipo ateísta e materialista.

Torna-se necessário entender que qualquer abuso é prejudicial à humanidade. Nos tempos antigos, rendeu-se culto aos Deuses, isto é, aos Princípios Inteligentes da natureza e do cosmos, ao Demiurgo, arquiteto do universo, o qual não é um sujeito humano nem divino, mas antes, Unidade Múltipla Perfeita, o Logos dos platônicos.

Infelizmente, na augusta Roma dos césares e até na Grécia do passado houve um processo de degeneração religiosa. Quando se abusou do culto aos Deuses surgiu por reação o monoteísmo com seu Deus antropomorfo. Mais tarde, esse monoteísmo com o seu Deus antropomorfo produziu por reação o materialismo atual.

De maneira que o abuso do politeísmo traz por fim o antropomorfismo monoteísta, a crença em um Deus antropomórfico. Por sua vez, o monoteísmo dá origem ao ateísmo materialista. Estas são as fases religiosas pelas quais passam os povos.

Francamente, em nome da verdade, considero que chegou o momento de se eliminar esse antropomorfismo monoteísta, o qual deu origem a tão más consequências. O ateísmo materialista não existiria hoje se os cleros religiosos não tivessem abusado do culto monoteísta.

Portanto, o ateísmo surgiu por reação ao antropomorfismo monoteísta, o qual já surgira como oposição ao abuso politeísta. Sempre que se abusa dos cultos aos Deuses do universo surge, por simples reação, o monoteísmo.

Precisamos reconhecer os Princípios Inteligentes da Natureza e do Cosmo. Repito, não estamos defendendo um Deus antropomórfico. Reconhecer Princípios Inteligentes parece que resiste a qualquer análise científica.

Observemos por exemplo um formigueiro. Aí vemos os Princípios Inteligentes em plena atividade. Vejam como essas formigas trabalham, como fazem seus palácios, como governam, etc. A mesma coisa acontece numa colmeia de abelhas; a sua ordem é assombrosa.

Dotemos cada uma das formigas ou cada uma das abelhas de uma mônada pitagórica ou de um jiba hindu e todo o formigueiro, toda a colmeia, toma sentido, porque todas as criaturas vivem de um princípio monádico. O materialismo de Haeckel, de Darwin e de Huxley cai completamente destroçado diante disto.

Não estamos rendendo culto a nenhum Deus antropomórfico. Queremos unicamente que se reconheça uma inteligência da natureza. Parece-nos absurdo que a natureza esteja desprovida de inteligência. A ordem que existe na construção da molécula e do átomo está nos demonstrando dom inteira claridade meridiana os Princípios Inteligentes.

Estamos na época exata de se revisar princípios. Se não estamos de acordo com o materialismo é porque ele não resiste a uma análise de base. É puro lixo; isto é óbvio. Aquela criação do homem através de processos mecânicos é mais incongruente que a do Adão surgido instantaneamente do barro da terra. Tão absurda uma como a outra.

Reconhecemos que há inteligência em toda essa mecânica da natureza: no movimento dos átomos ao redor de seu centro de gravitação, no movimento dos mundos ao redor dos sóis, etc.

É certo e de toda verdade que o nosso sol, este que nos ilumina e dá vida, é um dos sóis dessa grande constelação que gira ao redor de Alcione, a qual se chamou nos tempos antigos de Plêiades. Que existem sete sóis girando ao redor de Alcione não é estranho. Vivemos em um rincão das Plêiades, em um pequeno planeta que gira ao redor do Sol, o qual está povoado de animais intelectuais. Esse mundo chama-se Terra.

Cada um dos sóis das Plêiades, cada um dos sete sóis, dá vida aos seus mundo correspondentes os quais giram ao redor deles. É certo e não o negamos que nosso planeta Terra é um pequeno mundo que gira em torno do sétimo sol da Plêiades. Não é menos certo que as Plêiades precisam de um princípio diretor inteligente.

Naturalmente, os porcos do materialismo não creem senão na ração e na gordura. Estão empenhados a reduzir o pobre bípede tricentrado ou tricerebrado a uma simples máquina de produção e consumo tridimensional.

Os materialistas querem tirar os Princípios Inteligentes da humanidade. Querem à força despojar a mentalidade humana de seus valores eternos, os valores do Ser. Compreendemos perfeitamente que ao se tirar os valores do Ser da humanidade, esta degenera espantosamente. Isto é o que está acontecendo nestes momentos de crise mundial e de bancarrota de todos os princípios. Os sabichões da antropologia materialista obstinam-se em precipitar as pobres gentes do século 20 no caminho da mais franca perdição.

As plêiades precisam de um Princípio Diretor ou melhor de Princípios Diretores; só assim não se cairá outra vez no antropomorfismo que foi tão fatal, produzindo o ateísmo materialista. O Princípio Diretor é plural, mas tem uma representação que os porcos do materialismo de modo algum aceitariam.

Quero me referir ao Sol Astral Equatorial das Plêiades, invisível para as lentes dos telescópios, mas visível para quem desenvolveu um tipo de visão extraordinária: a visão da intuição, prajnaparamita em seu grau mais elevado. Este termo, de pronúncia bastante difícil por ser sânscrito, não é aceito pela antropologia ateísta, porém é real em sua transcendência para os homens verdadeiros.

O Sol Equatorial das Plêiades coordena inteligentemente todos os labores e atividades cósmicas, humanas, minerais, vegetais e animais; e ainda esse grupo de corpos celestes conhecido como as Plêiades. O Sol Equatorial é na realidade uma soma de Princípios Inteligentes.

Tudo isto é aborrecível para os sequazes do materialismo, porém o mundo é mundo e sempre será… O materialismo sempre produz a degeneração do cérebro e da mente, involução dos valores humanos, decadência total, incapacidade de desenvolvimento da razão objetiva do Ser etc.

As Plêiades com o seu sol constituem um belo panorama do universo. O sol das Plêiades não é um sol visível, é um sol astral situado na quinta coordenada. Se aceitássemos apenas as três coordenadas, se estivéssemos engarrafados na geometria tridimensional de Euclides, seríamos como os ateus materialistas, inimigos do eterno, que somente creem, como os burros, no pasto que veem.

Que os Princípios Inteligentes desse sol astral mantêm as Plêiades em perfeita harmonia é algo que não ignoramos. Temos métodos e procedimentos para o desabrochar de certas faculdades transcendentais do Ser que permitem ver além dos simples telescópios e se aprofundar além dos microscópios.

Já não nos devemos ater agora simplesmente às Plêiades e sim ter em conta toda a galáxia em que existimos: a grande Via Láctea com os seus cem mil sóis, milhões de mundos, de luas e de pedras soltas. Galáxia extraordinária que gira ao redor do sol Sírio.

Esse sol é gigantesco e perto dele há uma lua 5 mil vezes mais densa que o chumbo. Essa lua gira ao redor do sol Sírio. Desse sol vêm radiações extraordinárias para a matéria cósmica. Não devemos negar que daquela lua, cinco mil vezes mais densa que o chumbo, vêm também terríveis radiações infra humanas.

Poder-se-ia dizer que as radiações do sol Sírio afetam a todos os supracéus de qualquer corpo e que as infrarradiações tenebrosas do satélite que o rodeia afetam os infrainfernos, os quais produzem estados caóticos na mente das criaturas humanas, engendram ateísmo materialista etc.

A galáxia em si, com toda essa ordem extraordinária, com sua forma espiraloide a girar ao redor do sol Sírio, sem dúvida alguma precisa de Princípios Inteligentes que a governem. Vem-nos à memória nestes momentos o sol Polar. É óbvio que nele estão os Princípios Inteligentes que controlam, governam e coordenam sabiamente esta galáxia na qual vivemos, movemos e temos nosso Ser. Trata-se de um sol espiritual maravilhoso que dirige completamente a Via-Láctea.

É óbvio que esta galáxia sem Princípios Inteligentes, ainda que gravitasse toda ao redor do sol Sírio, ainda que fosse governada inteligentemente, algo lhe ficaria faltando. Faltar-lhe-ia o sol espiritual, o Sol Polar, o fundamento mesmo de todos esses princípios Inteligentes. Mas a questão não termina aqui. Temos de ir mais longe. Einstein disse O infinito tende a um limite. Ele ainda afirmou que o infinito era curvo.

Não há dúvida que existem muitos infinitos. Além deste infinito há outro infinito e, mais além, entre infinito e infinito há espaços vazios. Não há um limite para os incontáveis infinitos. Nosso infinito, o infinito de Einstein, tem cerca de 100 mil galáxias com uma média de cem mil sóis cada uma mais os seus milhões de mundos correspondentes. Isto é o que alcança a percepção com os telescópios.

Mas, na verdade, este infinito em que vivemos precisa de Princípios Inteligentes soberanos para tudo coordenar e evitar no possível as colisões e fracassos de todo tipo.

Felizmente, existe o Sol Central, o Sagrado Sol Absoluto. Nesse Sagrado Sol Absoluto estão as Inteligências Diretoras de todo este infinito, no qual, repito, vivemos, nos movemos e temos nosso ser.

A inteligência governa todo o cosmos, no infinitamente pequeno e no infinitamente grande: no macrocosmo, no microcosmo, num sistema de mundos, em um formigueiro, numa colmeia etc. A inteligência cósmica reside justamente em cada partícula desta grande criação.

Vivemos aqui, como já dissemos, num pequeno planeta do infinito universo, num diminuto mundo que gira ao redor do sétimo sol das Plêiades e que tem uma mecânica governada por Princípios Inteligentes. Inquestionavelmente, os geólogos, que tanto têm estudado, não conhecem a mecânica viva deste planeta Terra.

Sem acreditou que os continentes nos quais vivemos fossem fixos, firmes, imóveis, porém tal conceito não está certo. Bem sabem os cientistas gnósticos que a Terra em sua constituição mais se parece a um ovo do que a uma massa firme. Se observarmos um ovo de galinha, vemos que tem uma gema que se movimenta e que se sustenta sobre uma clara. A mesma coisa acontece com a Terra.

Os continentes são como a gema sustentando-se sobre uma substância como a clara, pastosa, fluidica e gelatinosa. A gema não está quieta. Mexe-se e gira sobre um eixo periodicamente.

Um dia, toda a América e a Europa estavam juntas e agora estão separadas, isto é o que dizem os antropólogos materialistas, sobre a Pangaea. Eles desconhecem os ritmos, os movimentos periódicos e a verdadeira história geológica.

Há provas mais do que suficientes para demonstrar o movimento das massas continentais. Um dia existiu a Atlântida no continente que levou seu nome. Continente que foi considerado fantasia pelos seguidores do materialismo. A Atlântida já foi devidamente demonstrada de forma concludente pelos verdadeiros sábios que apareceram de quando em quando na Terra.

Que aquele continente tivesse afundado como a nada do leite é uma afirmação absurda e tola dos ignorantes ilustrados. Se a Atlântida afundou foi devido à revolução dos eixos da Terra, mas isso os dedicados materialistas desconhecem.

A catástrofe atlante deixou os nossos continentes em má situação. Observem as Américas e verão que do lado do Pacífico se inclinam, como que querendo afundar no oceano, enquanto que o lado oriental levanta. Assemelha-se ao que sucede num barco; nunca afunda verticalmente e sim sempre de lado. A própria cordilheira dos Andes se carrega para o oceano Pacífico.

Olhemos a Europa. Não há dúvida que quer afundar pelo mediterrâneo; está mais submersa para esse lado. A mesma coisa acontece com a Alemanha e a Rússia. O continente asiático está inclinado como que querendo afundar no mar das Índias.

Os continentes foram avariados pela grande catástrofe da Atlântida que desequilibrou a formação geológica do nosso mundo.

Falamos muito de sóis, de catástrofes e de muita coisa por extensão. Os sóis de Anahuac convidam-nos à reflexão. Eles são interessantíssimos pois são de fogo, ar, água e terra. Eles marcam terríveis catástrofes cósmicas.

Diz-se que os filhos do primeiro sol, os protoplasmáticos, pereceram devorados pelos tigres. Está claro que se trata dos tigres da sabedoria!

Diz-se que os filhos do segundo sol, os hiperbóreos, pereceram arrasados por fortes furações. Isto se refere à humanidade que viveu na ferradura que circunda o pólo norte.

Afirma-se que os filhos do terceiro sol, os lemurianos, pereceram por um sol de chuva e fogo e grandes terremotos.

Os filhos do quarto sol, os atlantes, foram mortos pelas águas.

Quanto aos filhos do quinto sol, os arianos, as pessoas desta época, perecerão pelo fogo e por terremotos. Assim será, assim se cumprirá dentro de pouco tempo.

Os filhos do sexto sol, os Corádis, da futura Terra de amanhã, também morrerão.

Depois de lhes falar sobre os sóis de Anahuac, passaremos a um ciclo menor. Naturalmente que sempre houve idades primária, secundária, terciária e quaternária. Só que não embasaremos essas idades nas cinco raças que existiram. Desta vez, nos fundamentaremos em algo diferente, precisamente nos movimentos da gema terrestre, nesses movimentos geológicos que se processam periodicamente sobre o seu próprio eixo, nos movimentos dos continentes sobre essa substância pastosa e gelatinosa.

Deste ponto de vista, podemos falar de idades primárias, secundárias, terciárias e quaternárias; de um Eoceno, de um período primário desconhecido por quase todos. Podemos falar de Oligoceno, Mioceno e Plioceno sim, bem como dos tipos de catástrofes que também existem, como glaciações terríveis, as quais não negamos. A Atlântida marca o final da era terciária com o seu desaparecimento. Essa era terciária foi belíssima devido aos seus edênicos jardins e deliciosa por seus vastos paraísos.

Houve várias dessas glaciações. Não há dúvida de que nos aproximamos de outra glaciação. Há catástrofes produzidas pelas revolução dos eixos da Terra, pela verticalização dos polos do mundo, porém também há catástrofes causadas pelo movimento dos continentes, quando surgem os terremotos e sobrevêm as glaciações.

Fala-se de cinco glaciações que se processaram de acordo com os movimentos continentais, mas saibam que também houve glaciações produzidas pela verticalização dos polos da Terra. As catástrofes e glaciações são múltiplas, isso é óbvio.

Se disséssemos que o homem não existiu nas épocas do Mioceno, Plioceno e Eoceno, estaríamos a afirmar algo falso. Resulta curioso que á medida que as espécies arcaicas de animais foram se extinguindo, o homem tenha continuado existindo.

Estou falando de homens no sentido meramente convencional, pois já sabemos que o animal intelectual não é o verdadeiro homem, mas de alguma forma temos de falar. Que houve mudanças terríveis, houve!

Pensemos naquela raça humana que surgira do Eoceno com seu clima tropical , naquela raça que desabrochou e se desenvolveu durante o Oligoceno com sua temperatura média e, por fim, naquela outra que viveu no frio Mioceno, das baixas temperaturas que se aproximaram com as últimas glaciação. O interessante é que apesar de tantas glaciações e catástrofes os seres humanos continuam existindo.

O homem paleolítico ainda existe! Incrível, porém verdadeiro! Todas as espécies de animais arcaicos desapareceram; os enormes répteis do mesozoico morrera, e, no entanto, os seres humanos continuam existindo. Como isso é possível? Como é que todas as criaturas arcaicas tenham morrido e os seres humanos ainda vivam?

Passaram-se as épocas primária, secundária e terciária do nosso mundo e ainda vemos os seres humanos caminhando pelas ruas. Isso nos dá autoridade mais que suficiente para dizer aos Darwin, aos Huxley e aos Heckel, que tanto mal causaram à humanidade com suas teorias materialistas, que o ser humano existiu muito antes da era paleolítica.

Na cátedra passada, comentei algo sobre o umbigo do universo, sobre o Omeyocan, e o comparei ao germe do qual nasceu este planeta. É claro que o Omeyocan desenvolveu-se em várias dimensões antes de que a Terra pudesse existir fisicamente. Quero dizer que no Omeyocan, no umbigo do mundo, verificou-se a gestação de todo o planeta que passou por períodos de atividade em diversas dimensões antes de se cristalizar na forma física atual.

O ser humano, como semente, desenvolveu-se do Omeyocan e foi cristalizando-se pouco a pouco através de diversas dimensões até tomar a forma física da Época Polar.

Estamos tocando em assuntos que incomodam aos materialistas. Eles dizem que não creem senão no que veem e no entanto acreditam em todas as suas utopias. Andam buscando o homem primordial entre as camadas subterrâneas da época quaternária e a cada dia inventam mais e mais teorias, nas quais creem sem havê-las visto. Andam dizendo mentiras. Estão acreditando no que não veem. São uns falsários.

Nós podemos comprovar o que afirmamos, já que temos sistemas de investigação. Com a técnica da meditação, podemos desenvolver certas faculdades, como a do tipo intuição prajnaparamita, a qual nos permite estudar os registros akáshicos da natureza. Nesses registros, está toda a história da Terra e de suas raças.

Se os porcos do materialismo deixassem sua posição fanática e se resolvessem a entrar nas disciplinas gnósticas, poderiam desenvolver certas faculdades mediante as quais a história da Terra e de suas raças se lhes tornaria acessível.

Chegou a hora de cada um refletir sobre si mesmo e sobre o universo. O homem existe sobre a Terra muito antes da era primária, muito antes da era paleolítica. O fato concreto de que sigamos existindo apesar de os animais dos tempos idos já terem desaparecido em sua maioria nos dá o direito de fazer tal afirmação.

Se isso é assim, temos o direito de dizer que somos tão antigos quanto a terra e quanto a natureza. Fatos são fatos e diante deles temos de nos render.

Se não perecemos, se não desaparecemos do cenário do mundo apesar de tantas catástrofes, apesar de todas as criaturas do Mesozoico terem se acabado, isso nos dá autoridade para declarar que somos seres especiais, que existimos na Terra antes de as criaturas do Paleoceno ou do Mesozoico terem aparecido sobre a superfície da Terra. Este direito nos dá o fato de ainda existirmos, o fato concreto de que se passaram eternidades e continuamos vivendo.

Morreram criaturas contemporâneas e no entanto estamos vivos. Todos pereceram porém seguimos existindo. Portanto, temos bases para rirmos nos narizes de Huxley, Darwin e Heckel, personagens que foram letais para a humanidade.

Devemos ter em conta os diversos cenários em que se desenvolveu esta humanidade. Eles merecem ser estudados. Quão maravilhosos e sábios são os sóis nahuas! Não somente contemplam a raça que foi devorada pelos tigres da sabedoria, como também aos hiperbóreos, que foram arrasados por fortes furacões, aos lemurianos que pereceram pelo sol de chuva de fogo e grandes terremotos e aos atlantes que foram tragados pelas águas.

Esses sóis nahoas vão muito longe. Eles contemplam os movimentos dessa gema sobre a clara, os movimentos periódicos desses continentes que tão depressa se separam e se afastam, produzindo grandes glaciações onde toda a vida perece, como dão origem a novas atividades. Esses sóis de Anahuac trabalham através dos períodos terciário, secundário e primário.

Por último, se lhes eleva nas trocas de fogo de cada 52 anos. Agora, estamos na quinta dessas mudanças, no quinto sol. A doutrina secreta de Anahuac contém tesouros preciosos que os inimigos do México, os antropólogos do materialismo ateu, nunca aceitariam.

(Samael Aun Weor, Antropologia Gnóstica)

Introdução às sete cátedras
Primeira Cátedra
Segunda Cátedra
Terceira Cátedra
Quarta Cátedra
Quinta Cátedra
Sexta Cátedra
Sétima Cátedra

A Mãe Divina e os deuses santos

1

“Virgem Mãe, Filha de teu Filho, a mais humilde e ao mesmo tempo a mais alta de todas as criaturas, marco fixo da vontade eterna, tu és quem enobreceu de tal forma a natureza humana que teu Criador não desdenhou em se converter em sua própria obra.

Em teu seio inflamou-se o amor, cujo calor fez germinar esta flor na paz eterna. És aqui, para nós, um meridiano sol de caridade e embaixo, para os mortais, viva fonte de esperança.

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És tão grande senhora e tanto vales que todo aquele que deseja alcançar uma graça e a ti não recorra, quer que seu desejo voe sem asa. Tua bondade não só socorre ao que te implora, como muitas vezes se antecipa espontaneamente à súplica.

Em ti se reúnem a misericórdia, a piedade, a magnificência e tudo quanto de bom existe nas criaturas. Este, que da mais profunda laguna do universo até aqui viu uma a uma todas as existências espirituais, te suplica lhe concedas a graça de adquirir tal virtude, que possa elevar-se com os olhos até a saúde suprema.

E eu, que nunca desejei ver mais do que desejo que ele veja, te dirijo todos os meus rogos, e te suplico para que não sejam vãos, a fim de que dissipes com os teus dedos todas as névoas procedentes de sua condição mortal, de sorte que possa contemplar o sumo prazer abertamente.

Ademais, rogo-te, ó Rainha, que podes tanto quanto queres, que conserves puros os seus efeitos depois de tanto ver. Que a tua custódia triunfe dos impulsos da paixão humana: olha a Beatriz como junta suas mãos com todos os bem-aventurados para unir suas orações às minhas.” (Dante Alighieri)

“Ó Isis, Mãe do Cosmo, raiz do amor, tronco, botão, folha, flor e semente de tudo quanto existe. A ti, força neutralizante, conjuramos; chamamos a Rainha do espaço e da noite. Beijando teus olhos amorosos, bebendo o orvalho de teus lábios, respirando o doce aroma do teu corpo, exclamamos: Ó Nuit! Tu, eterna Seidade do céu, que és a Alma Primordial, que és o que foi e o que será, a quem nenhum mortal levantou o véu, quando tu estiveres sob as estrelas radiantes do noturno e profundo céu do deserto, com pureza de coração e na flama da Serpente nós te chamamos.” (Ritual Gnóstico)

“Glória, glória à Mãe Kundalini, que, mediante a sua infinita graça e poder, conduz o Sadhaka de chacra em chacra e ilumina seu intelecto, identificando-o com o supremo Brahman. Possam as suas bênçãos nos alcançar!” (Sivananda)

Porventura, o troiano Enéas não foi filho do herói Anquises e da deusa Vênus? Quantas vezes a Mãe Divina se mostrou favorável aos troianos, inclinando também em favor deles a vontade de Júpiter (o Logos Solar), pai dos deuses e dos homens?

Ó Éolo, Senhor do Vento, tu que tens o poder de apaziguar e de encrespar as ondas do imenso mar, tu que submergiste parte da frota troiana nas embravecidas ondas, responde-me: Que seria de ti sem tua Divina Mãe Kundalini? De onde tirarias tão grande potestade?

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Ó Netuno, Senhor das sublimes profundidades marítimas, tu, grande Deus, diante de cujo divino olhar fogem os ventos e se apaziguam os furiosos elementos, podes porventura negar que tens uma Mãe?

Ó Senhor das profundezas, tu bem sabes que sem ela não empunharias em tua direita esse admirado tridente, que te confere o poder de reinar sobre os espantosos recônditos do abismo.

Ó Netuno, Venerável Mestre da humanidade. Tu que deste aos povos da submersa Atlântida preceitos tão sábios, recorda-nos, grande Senhor, a todos que te amam, aqueles momentos.

Quando o Aquilão levanta as ondas até o céu e alguns náufragos se veem lançados aos astros, enquanto outros se submergem nos profundos abismos, nenhuma esperança mais lhes resta que a tua misericórdia.

O Noto estraçalha os navios contra os escolhos ocultos no fundo e o Euro precipita-os contra as costas, encalhando-os na areia ou quebrando-os contra escarpadas rochas, porém tu, Senhor Netuno, salva a muitos dos que nadam e depois tudo fica em silêncio.

As grutas das paragens misteriosas, onde moram as ninfas marinhas, conservam a lembrança de tuas obras, ó grande Deus. Todos que conheceram os perigos do tempestuoso oceano da vida, a terrível raiva de Cila, a dos recifes mugentes, as rochas dos vigilantes ciclopes, o caminho áspero que conduz ao Nirvana e os duros combates de Mara, o tentador, com suas Três Fúrias, nunca cometam o delito da ingratidão, jamais se esqueçam de sua Mãe Divina.

Bem-aventurados aqueles que compreendem o mistério de sua própria Mãe Divina. Ela é a raiz da própria Mônada. Em seu seio imaculado gera-se o menino que leva em seus braços, nosso Buda Íntimo.

Vênus, descendo dos altos cumes, disfarçou-se de caçadora para visitar o seu filho Enéas, o herói de Troia, com o são propósito de orientá-lo até Cartago, onde reinava florescente a rainha Dido, aquela que depois de ter jurado fidelidade perante as cinzas de Siqueu, se matou por paixão.

A adorável tem o poder de fazer-se visível e tangível no mundo físico quando assim o queira.

Ó mortais ignorantes! Quantas vezes, meu Deus, vocês não foram visitados pela Mãe Divina e, sem dúvida, não a reconheceram?

Que ditoso foste, ilustre cidadão da soberba Ílion, quando tua Adorável Mãe te cobriu com uma nuvem para te fazer invisível…

Vós, que cobiçais poderes mágicos, porventura ignorais que vossa Sagrada Mãe é onipotente?

Ó minha Senhora! Somente o cantor Iopas, com a sua longa cabeleira e sua cítara de ouro, poderia cantar tuas bondades.

A energia sexual, a imaginação e as poluções noturnas

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O sexo tem um ciclo de 84 anos e está governado pelo planeta Urano. Os polos norte e sul do planeta Urano, de forma cíclica, apontam alternativamente para o Sol. Ditos polos são os fatores determinantes do ciclo maravilhoso dos 84 anos na espécie humana.

Se o polo positivo-masculino de Urano aponta para o sol, predomina sobre a Terra o impulso sexual masculino. Se o polo negativo-feminino de Urano aponta para o Sol, predomina sobre a Terra o impulso sexual feminino.

Durante 42 anos tem predomínio o sexo masculino e durante 42 anos reina soberano o sexo feminino.

A história da pirataria, a idade de Isabel, do desenvolvimento masculino, aventuras cavalheirescas… representam claramente o ciclo sexual masculino.

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Este ano de 1966 em que as mulheres se desnudam, predominam, mandam, indica ou assinala claramente o ciclo sexual feminino.

O homem ou a mulher de idade madura vivem na atmosfera sexual oposta a de seu nascimento. Semelhante atmosfera é de fato totalmente estimulante.

Isso explica com inteira exatidão por que os sentimentos sexuais são, muito amiúde, mais vigorosos e ricos aos 40 do que aos 30 anos.

O sexo, em si mesmo, deveria ser a função criadora mais elevada. infelizmente, a ignorância reina soberana e a humanidade dista muito da compreensão dos grandes mistérios do sexo.

Se estudamos o livro dos céus, o Zodíaco maravilhoso, podemos compreender que a Nova Era Aquária está governada pelo signo zodiacal de Aquário, o Aguador. O símbolo de Aquário é uma mulher com dois cântaros cheios de água; trata de mesclar, inteligentemente, as águas dos dois cântaros. Esse símbolo vem recordar-nos a Alquimia Sexual.

Se em Pisces o homem só foi escravo do instinto sexual simbolizado pelos dois peixes entre as águas da vida, em Aquário o homem deve aprender a combinar inteligentemente as águas da existência, deve aprender a transmutar forças sexuais.

Aquário está governado por Urano, o planeta que governa as funções sexuais. É incongruente e absurdo que alguns indivíduos isolados e certas escolas de tipo pseudoesotérico repilam o Maithuna (magia sexual) e não obstante tenham a pretensão de estar – segundo dizem – iniciando a nova era.

Urano é sexual cem por cento e na nova era governada por esse planeta, o ser humano deve conhecer a fundo os mistérios do sexo. Repelir o maithuna (magia sexual) significa de fato pronunciar-se contra o signo de Aquário, governado por Urano, o rei do sexo.

Deve-se recordar que a energia sexual é a energia mais sutil, mais poderosa, mais fina que se produz e conduz maravilhosamente através do organismo humano.

Analisando muito a fundo o poder surpreendente da energia sexual, chegamos à conclusão de que é extraordinariamente volátil e muito difícil de armazenar e controlar. A energia sexual é como um depósito de dinamite e sua presença significa uma fonte formidável de tremenda potencialidade, e também um perigo constante de explosão catastrófica.

A energia sexual tem seus próprios canais de circulação, seu próprio sistema elétrico organizado. Quando a energia sexual se infiltra no mecanismo de outras funções, pode então produzir grandes explosões, tremendas catástrofes biológicas, fisiológicas e psíquicas.

As manifestações de tipo violento e destrutivo da energia sexual originam-se de certas atitudes psicológicas negativas para o sexo em geral. A suspeita, o medo ao sexo, os preconceitos sexuais, o sentido cínico, brutal e obsceno do sexo etc., obstruem os canais por onde circula a energia sexual, e então esta se desvia, infiltrando-se dentro de outros canais, sistemas e funções, onde produz catástrofes espantosas.

O aspecto de tais catástrofes pode ser multifacético. Às vezes tem aspectos de fogo que flameja explosivos com ira apaixonada, outras vezes a amargura da réplica nociva, palavras que ferem, violentas denúncias etc.

Tudo isso e milhares de asquerosos assuntos da humana espécie são devidos precisamente à infiltração da energia sexual dentro de canais e funções diferentes.
As pessoas que malgastam a energia sexual em conversas mórbidas de tipo sexual, ou vendo películas pornográficas ou lendo novelas desonestas, tornam-se impotentes.

As pessoas que gastam o tempo miseravelmente, raciocinando sobre o ato sexual sem cumprir com suas funções sexuais tornam-se impotentes. Quando, realmente, e fora de todo raciocínio, vão efetuar o ato sexual, não podem, fracassam.

A imaginação e a razão mal utilizadas podem conduzir-nos à impotência de tipo psicossexual. A imaginação mórbida, o mau uso da imaginação, acaba com a energia sexual, e quando o indivíduo vai realizar o ato, fracassa, está impotente.

O excessivo raciocínio sobre o sexo conduz à impotência. Quem só vive analisando o ato sexual sem realizá-lo, quando for realizá-lo de verdade terá de passar pela tremenda surpresa de que não o pode, está impotente.

Ao chegar a esta parte do presente capítulo, nossos leitores não devem se espantar. Estudar os mistérios do sexo é urgente, porém, abusar do raciocínio sexual excluindo o ato sexual por tempo muito prolongado ou indefinido produz impotência psicossexual.

Classes de Imaginação Negativa

Existe a subimaginação e a infraimaginação. Qualquer pessoa pode, se assim o desejar, contemplar com pureza a outra pessoa do sexo oposto, porém, a subimaginação e a infraimaginação podem trair-nos nos níveis submersos da mente e conduzir-nos ao coito em outros estados de consciência.

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O resultado disto podem ser as poluções noturnas com abundante perda de licor seminal.

Constantemente, chegam à Sede Patriarcal do Movimento Gnóstico, na cidade do México, muitas cartas de pessoas que se queixam de ter sonhos eróticos acompanhados de poluções noturnas.

Nós sempre respondemos aconselhando a essas pessoas o Maithuna, a magia sexual, o AZF (união sexual sem ejaculação do sêmen), como único remédio contra as poluções noturnas.

É claro que com o Maithuna diário o ser humano se acostuma a refrear o ato sexual para não derramar o sêmen. O resultado é que o sujeito se acostuma tanto a esse superesforço, que, quando em sonhos realiza o ato, então, seja por costume, seja por instinto, refreia para evitar o derrame de licor seminal, resultando que a polução não se produz.

O sexo e a imaginação acham-se intimamente associados. É impossível chegar à castidade absoluta se não transformamos a imaginação em um espelho puro e sem a menor mancha.É urgente transformar a subimaginação mecanicista e mórbida e a infraimaginação automática e luxuriosa em imaginação de criança recém-nascida.

Este tipo de transformação só é possível com uma ajuda especial da Divina Mãe Kundalini, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes. É necessário saber orar, saber rogar à Divina Serpente, pedindo-lhe o milagre de transformar a imaginação subjetiva e mecânica em imaginação de criança recém-nascida.

Só ela, a Mãe Divina, a Serpente Sagrada, pode transformar a subimaginação mórbida e a infraimaginação bestial em imaginação inocente de criança recém-nascida. Uma criancinha pode contemplar uma bela mulher nua de forma pura e perfeita, sem sentir a menor luxúria. Realmente, enquanto não for como criança inocente, será impossível entrar no reino do esoterismo.

No mundo físico, algumas pessoas conquistaram a perfeita castidade e podem dar-se ao capricho de contemplar o corpo desnudo de outra pessoa do sexo oposto sem sentir luxúria de nenhuma espécie. É claro que tais pessoas excepcionais creem haver chegado à castidade absoluta. Em outros territórios subconscientes da mente, sem suspeitar nem sequer remotamente que a subimaginação e a infraimaginação subjetiva e mecanicista as atraiçoam por debaixo dos limites da esfera intelectual.

Esse tipo excepcional de pessoas pode ter imaginação pura, porém, ignora que a subimaginação e a infraimaginação resultam sendo espantosamente fornicárias em terrenos desconhecidos para sua razão e para seu intelecto. Quando essa classe de pessoas é submetida a provas de castidade nos mundos superiores ou nos mundos submersos da natureza, quando se lhes coloca em estados situacionais e tempos diferentes de tipo infraconsciente ou subconscientes, fracassam lamentavelmente.

Muitas pessoas escrevem-nos pedindo algum remédio contra as poluções noturnas. Nós sempre respondemos a esses enfermos receitando-lhes a magia sexual, o Maithuna. Aqueles que se acostumam a refrear o ato sexual para não ejacular o licor seminal ficam curados das poluções noturnas.

Imaginação Mecânica e as Poluções Noturnas

Os sonhos mórbidos, luxuriosos, são devidos à subimaginação mecânica e à infraimaginação de tipo erótico e automático. Se pomos em funcionamento um aparelho de televisão, em sua tela sucedem-se então, de maneira automática, muitas cenas, quadros, figuras ante os olhos do espectador. A imaginação é como uma tela de televisão. Qualquer choque sexual põe-na em marcha não somente na esfera intelectual, senão também nos outros territórios submersos da mente.

Qualquer sonhador nos mundos internos pode ser afetado por representações de tipo mórbido. Ditas representações produzem sonhos eróticos e poluções noturnas. Se o sonhador está acostumado a refrear o ato sexual, existirá neste caso o sonho erótico, porém, não as poluções noturnas. Se o sonhador transformou a subimaginação e a infraimaginação em imaginação de criança inocente, então resultam impossíveis os sonhos eróticos, estes desaparecem de forma radical, total e definitiva.

Se qualquer estudante esoterista fosse submetido a espantosas provas sexuais nos mundos internos, sem haver passado primeiro por um longuíssimo período de magia sexual diária, é claro que fracassaria lamentavelmente, perdendo seu licor seminal em poluções noturnas. Sem a magia sexual, sem o maithuna, o AZF, é impossível avançar na senda iniciática.

Quando a energia sexual é centrífuga, quando flui de dentro para fora, o resultado são as descargas seminais, as poluções noturnas. Com o Maithuna, o arcano AZF, a magia sexual, as distintas correntes de energia sexual invertem seu curso, tornam-se centripetas, fluem então de fora para dentro.

As descargas seminais, as poluções noturnas, tornam-se totalmente impossíveis quando a energia sexual flui do exterior para o interior.

A energia sexual contém dentro de si mesma, no nível molecular superior, o selo universal ou o desenho cósmico do Homem Verdadeiro. Esse desenho podemos fazê-lo cristalizar em cada um de nós mediante a magia sexual.

Quem quiser se autorrealizar a fundo deve baixar à nona esfera e trabalhar com o fogo e a água, origem de mundos, bestas, homens e deuses. Toda autêntica iniciação branca começa por aí.

Existe íntima relação entre a energia sexual e a imaginação. A energia sexual é o fundamente básico da autorrealização íntima. Os iniciados que percorrem a senda do fio da navalha são submetidos a muitas provas sexuais nos mundos infraconscientes, subconscientes, inconscientes, humanos, sub-humanos, infra-humanos.

Se o iniciado não transforma a subimaginação mórbida e a infraimaginação mecânica e erótica em imaginação de criança inocente recém-nascida, é claro que fracassará inevitavelmente em todas as provas sexuais.

É necessário saber que os iniciados são colocados nos mundos internos, em outros tempos, lugares, situações e estados de consciência sub-humanos, infra-humanos, diferentes, distintos, diversos, onde nem remotamente recordam seus estudos, o caminho etc.

Agora nossos leitores compreenderão a urgente necessidade de transformar a subimaginação e a infraimaginação em imaginação consciente, objetiva e pura como a da criança recém-nascida. Agora nossos leitores compreenderão a íntima relação existente entre o sexo e a imaginação.

A energia sexual pode converter o homem em um anjo ou em uma besta.

No mundo ocidental existem muitas pessoas que odeiam mortalmente a magia sexual. Essas pessoas justificam seu ódio absurdo com muitos pretextos.

Dizem que o Maithuna, a magia sexual, “dizem” que é só para os orientais e que nós, os ocidentais, não estamos preparados. Afirmam tais gentes que com este ensinamento de sexo-yôga o único que pode resultar é uma colheita de magos negros.

O interessante de tudo isso é que tais pessoas de tipo reacionário, conservador, regressivo e retardatário, não dizem uma só palavra contra a fornicação, contra o adultério, contra a prostituição, contra o homossexualismo, a masturbação etc. Tudo isto lhes parece o mais normal e não têm inconveniente algum em malgastar miseravelmente a energia sexual.

Os ignorantes fornicários do pseudo-ocultismo reacionário desconhecem totalmente a doutrina secreta do Salvador do Mundo, o esoterismo cristão.

A reação pseudoesotérica e pseudo-ocultista ignora que as primitivas seitas gnósticas cristãs praticavam o Maithuna, a magia sexual. O Maithuna sempre foi ensinado em todas as antigas escolas ocidentais de Mistérios.

O Maithuna foi conhecido nos Mistérios dos templários, nos mistérios dos astecas, maias, incas, chibchas, zapotecas, taraucanos, toltecas… Nos Mistérios de Elêusis, Mistérios de Roma, Mitra, Cartago, Tiro, celtas, fenícios, egípcios, druidas e em todas as seitas cristãs primitivas, tais como a seita dos essênios, que tinham seu convento às margens do Mar Morto e que um dos membros mais exaltados foi o divino Rabi da Galileia.

O Maithuna, a magia sexual, é universal. Conhece-se o Maithuna nos Mistérios do Norte, do Sul, do Leste e do Oeste do mundo, porém, repelem-no violentamente os pseudo-ocultistas reacionários, fornicários e regressivos. A Pedra Fundamental das autênticas e legítimas Escolas de Mistérios é o Maithuna, o Arcano AZF, a magia sexual…

Samael Aun Weor, O Colar de Buda ou Os Corpos Solares

Polução noturna e quedas sexuais

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O tema polução/quedas sexuais é vital para o estudante de esoterismo gnóstico que queira avançar em suas práticas tântricas, principalmente os mais jovens…

O trabalho com o segundo fator da revolução da consciência requer a disciplina sexoespiritual chamada Castidade Científica. Quando se fala em castidade na gnose, isso não significa ausência do ato sexual, mas sim o sábio trabalho com as energias sexuais. Pois a sabedoria esotérica da gnose ensina que há mais uma função no sexo além da reprodutiva ou mesmo, como se diz hoje em dia, “lúdica”. A “terceira via do sexo”, como preconizam os gnósticos, chama-se Suprassexualidade e é a sábia canalização de todos os elementos nutritivos e energéticos contidos nos líquidos sexuais.

Quando o estudante de gnose (na maioria das vezes adolescente) começa a trabalhar com sua libido sexual, o primeiro que ocorre é um acúmulo de sêmen em suas vesículas seminais e na próstata. Como ainda não está treinado na “canalização da energia sexual”, a natureza se encarrega de expulsar o sêmen, por meio de alguns artifícios, entre eles, os sonhos eróticos. Esse processo precisa ser muito bem compreendido para que essas poluções não se tornem contínuas e crônicas.

A primeira disciplina é física, por meio de exercícios físicos saudáveis, corridas ao ar livre, alimentação à base de cereais integrais, pouca proteína animal (sem a abstenção desta, obviamente), práticas respiratórias, mantras de sublimação (tais como o Ham-Sah, Krim, Ario etc.). Já a disciplina psicológica, paralela à física, é de fundamental importância, porém não deve ser confundida com atos de repressão.

O estudante jamais deve derramar o sagrado Vaso de Hermes. Deve cuidar de suas energias como cuida da própria vida, pois ela É a vida, é a ferramenta que pode nos transformar em Deuses, senhores do Universo, homens no mais completo sentido da palavra.

Porém, não podemos esquecer que os eus da luxúria são os grandes vilões, os causadores de nossa caída e de nossa desgraça.

Essa classe de eus é muito esperta e muito poderosa.

A polução noturna e a espermatorreia são mecanismos de escape de sêmen excedente

Quando um estudante, tanto solteiro quanto casado, começa a trabalhar com a castidade científica, está sujeito aos ataques dos eus da luxúria que se utilizam de seus poderes e de nossa identificação com as coisas da vida diária para nos fazer perder as energias que estão sendo guardadas. Aí vem as  poluções noturnas e as caídas sexuais.

A polução nada mais é do que a perda involuntária das energias sexuais enquanto dormimos.

Como ocorre isso? Além do mero acúmulo de sêmen, há o aspecto mental nesta questão. Vejamos: durante o dia andamos pela rua, no trabalho, no mercado etc., e estamos sempre nos deparando com pessoas do sexo oposto.

Como temos muitos eus da luxúria dentro de nós alguns deles se identificam com aquela moça ou aquele rapaz que vimos em determinado lugar, automaticamente nos identificamos com isso e se não está em auto-observação, esse eu da luxuria poder criar uma efígie mental. A efígie mental é como uma foto que fica gravada na nossa mente e à noite o eu da luxúria que a tempos não fornica utiliza-se dela e cria uma cena luxuriosa onde estamos tendo algum tipo de relação sexual com aquela efígie.

Pelo fato de estarmos trabalhando com a castidade, nossas glândulas sexuais estão repletas de energias e isso favorece uma caída sexual. O impulso sexual é transmitido até o corpo físico através do cordão de prata e a consequência disso é o derrame do sêmen, a perda da energia sexual mediante a polução noturna.

Isso é prejudicial tanto para o solteiro que não consegue guardar suas energias sexuais quanto para o casado que fica impedido de usá-las para a transmutação.

Compreendida a causa, o eu da luxuria, precisamos combatê-la com a transformação das impressões, morte em marcha, equilíbrio dos centros e abstinência total da carne de porco.

O trabalho com a TRANSFORMAÇÃO DAS IMPRESSÕES é algo que traz grandes benefícios para o trabalho interior, pois com ela destruímos as formas mentais que possam ser criadas pelo ego usando a DUALIDADE.

Durante o dia, em nosso ginásio psicológico, estamos em contato direto com pessoas do sexo oposto, figuras, propaganda, musicas, piadas, pornografia, etc.

Nos dias de hoje o sexo domina a mídia, pois ele vende os produtos. Os olhos da luxúria se interessam por outdoors com pessoas nuas, capas de revistas, musicas de duplo sentidos, piadas com fundo sexual etc.

Tudo isso faz parte de nosso dia e se não estivermos em profunda auto-observação estes fatos passam despercebidos e os da luxuria vão se alimentando e criando efígies mentais para roubarem nossas energias.

Para transformar as impressões é fácil, sempre que vermos uma pessoa do sexo oposto e que mexa com nossa luxuria devemos usar a DUALIDADE. Se vemos uma pessoa jovem e bonita, colocamos no lugar dela uma pessoa velha e feia. Temos que refletir no momento e compreender que aquela pessoa atraente está sujeita ao tempo e que dentro de alguns anos se tornará velha e feia. Essa técnica dá um choque nos nossos eus e assim combatemos a criação de efígies.

Aliado à transformação das impressões e à dualidade temos que estar a todo momento suplicando a nossa Divina Mãe Kundalini que elimine este defeito da luxuria, que arranque-o de nossa psique, que o desintegre.

A Morte-em-Marcha deve ser aplicada durante todo o dia.

Além das pessoas de sexo oposto temos os outros fatores que já comentamos acima.

Muitas das musicas de hoje em dia tem fundo luxurioso, é preciso evitar esse tipo de musica. Se trabalhamos num ambiente onde as pessoas ouvem ou cantam este tipo de música devemos dobrar a atenção e sempre que um eu se identificar aplicar a morte em marcha.

As bancas de revistas também são muito apelativas, vivem com fotos de pessoas nuas, revistas eróticas, pornografia, etc. sempre que entrarmos em uma banca de jornais é preciso trabalhar intensamente com a transformação da impressões e jogar a dualidade.

Na rua, nos outdoors, em todo o lugar onde o eu da luxuria possa vir a atuar e criar uma efígie mental devemos estar muito alertas, alertas como a sentinela em época de guerra.

Outra forma de se evitar as poluções, mesmo que em caráter emergencial, é reter as energias sexuais no momento exato em que percebemos que ela esteja acontecendo.

A pessoa deve contrair ao máximo seu corpo, cessar a respiração e fazer um tremendo esforço para não deixar o vaso derramar. Após isso deve seguir fazendo exercícios de respiração por pelo menos 30 minutos, para que a energia possa ser reaproveitada pelo corpo.

Aquele que vive identificado com as coisas da vida diária está sujeito as poluções e longe de atingir a castidade cientifica.

Com a identificação também desequilibramos os centros.

Com a perda da energia sexual o centro sexual vai roubar energia de outros centros e assim se misturam as forças e isso não serve para a transmutação.

Outro fato importante para se conservar as energias sexuais é a abstinência total da carne de porco e seus derivados.

O porco é um animal involutivo e sua carne está repleta de larvas astrais e de energias negativas.

A carne do porco dilata os canais por onde passa o sêmen e com isso a pessoa não consegue reter suas energias e se torna mais vulnerável tanto para as poluções noturnas quanto para praticar o arcano.

Este trabalho com a auto-observação, transformação das impressões, dualidade, morte em marcha e equilíbrio dos centros deve ser praticado diariamente pelas pessoas casadas e solteiras.

O casado tem como transmutar suas energias mediante a pratica da magia sexual.

Já o solteiro deve ir preparando os canais semietéricos Idá e Píngala com a pratica do pranayama HAM-SAH.

Estados mórbidos no dia a dia geram material psíquico para as poluções noturnas e as espermatorreias

O Pranayama

Pranayama é um exercício respiratório onde a pessoa sublima suas energias sexuais através de mantrans e concentração.

O HAM-SAH é bastante fácil de ser feito.

A pessoa deve tomar uma postura que lhe agrade e iniciar o trabalho respiratório.

Primeiro pronuncia-se o mantra HAM, ao inspirar, mentalmente.

HHHHAAAAMMMMMMMM…

Enquanto pronuncia-se o mantra deve imaginar as energias sexuais vibrando nos órgãos sexuais e subindo pelos canais semi etéricos Idá e Píngala até o cérebro.

Depois se pronuncia o mantra SAH, ao expirar pela boca pronunciando o som SAH (de maneira bem forte e rápida, assim: SAAA…).

Quando se pronuncia o SAH (Sá), imagina-se a energia sexual indo do cérebro para o coração e a partir daí espalhando-se por todo o corpo.

Este pranayama deve ser feito pelo menos 30 minutos diários.

No inicio deve começar fazendo 5 minutos diários e aos poucos passar para 10, 15, 20 até chegar nos 30 minutos.

O solteiro que realmente almeja despertar a consciência deve trabalhar intensamente com o fator morrer e sacrifício pela humanidade.

Trabalhando assim a Lei Divina reconhece sua obra e seu interesse em despertar e coloca uma parceira ou parceiro em seu caminho com o qual irá poder transmutar suas energias sexuais.

Sabendo utilizar as ferramentas aqui ensinadas qualquer um tem condições de manter sua castidade e controlar sabiamente as poluções e as caídas sexuais.

O uso da palavra e as impressões

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A palavra deve sair do coração, não dos distintos agregados psíquicos que possuímos. Com profunda dor me dou conta de que quando alguém fala, a palavra sai, desgraçadamente, não das profundezas do Ser, senão do fundo de qualquer agregado psíquico inumano. Não há que objetar sobre a palavra brotada exclusivamente da Essência, seria pura, perfeita, porém as pessoas têm distintos agregados psíquicos muito desenvolvidos.

Assim, quando os sacerdotes gnósticos e dirigentes de santuários em geral se dirigem ao público, o fazem quase sempre com o propósito de lançar alguma ironia contra alguém, de humilhar alguém, de insultar alguém etc. Ou seja, a palavra não nasce da Essência pura, não brota do ser, senão que advém do fundo de algum Eu, e por isso não é espontânea, não é pura, não produz um efeito criador.

No comum, a palavra dos sacerdotes gnósticos tem sua origem nas entranhas de tal ou qual agregado psíquico, seja este de inveja, seja de ira, de amor-próprio, ou de orgulho, egoísmo, autossuficiência, de autoimportância, de presunção, ambição etc.

Com dor, nunca vejo que a palavra brota das entranhas do Ser, e isso é lamentável!

Quando a palavra surge dentre as profundezas do Ser, está cheia de plenitude e de beleza interior. Mas quando a palavra surge das entranhas de tal ou qual agregado psíquico, está condicionada pelo mesmo, n ao tem elasticidade, não tem ductibilidade, não goza de plenitude, não é íntegra, e produz no ambiente discórdias e problemas de toda espécie.

Os devotos concorrem ao rito, aos lumisiais, para receber um bálsamo, um consolo para seu dolorido coração. Porém, que alívio poderiam ter? Como faríamos para que o Movimento Gnóstico progredisse se prosseguimos com essa conduta? Essa tendência que uns e outros irmãos têm de reagir me parece horripilante, absurda. Não são donos de seus próprios processos psicológicos: se levam uma agulhada, reagem, sempre reagem ante tudo.

Que vocês não se esqueçam de que no mundo físico vivemos e que já três classes de alimentos para cada qual. O primeiro alimento já o conhecem: a comida, que é o menos importante. Parece incrível, porém assim é.

Prova de que é o menos importante é que se pode viver sem comer, muitas vezes até um mês. Mahatma Gandhi ficava até três meses sem comer. Este alimento entra pela boca e vai ao estômago.

A segunda classe de alimento é o ar, é a respiração, que se relaciona com as fossas nasais e os pulmões. Dificilmente poderíamos viver, nem sequer três ou quatro minutos, sem respirar. As pessoas duram, normalmente, um minuto sem respirar e logo vem uma síncope.

Graças a um treinamento, poderíamos chegar a dois ou três minutos, até a quatro, que já seria o máximo dos máximos, porém são poucos ou raros os que chegam a viver sem respirar durante certo tempo. Isso está nos indicando que o segundo alimento é ainda mais importante que o primeiro.

Por último, vem o terceiro alimento, que é ainda mais importante. Quero me referir, de forma enfática, às impressões. Se a comida não conseguisse impressionar o organismo humano, não funcionaria o lóbulo intestinal ou o estômago, e em geral morreríamos. Se o ar não consegue impressionar os pulmões e o sangue, pois de nada serviria o ar.

Assim, meus queridos irmãos, esse terceiro alimento é o mais importante, porque ninguém poderia existir, nem sequer um só segundo, sem o alimento das impressões.

“É tão mau falar quando se deve calar quanto calar quando se deve falar” (Samael Aun Weor)

Bem, agora todo alimento necessita passar por uma transformação. O alimento relacionado com o estômago necessita passar por uma transformação; esta é factível graças ao sistema digestivo. O alimento relacionado com a respiração tem como veículo de transformação os pulmões; porém, para o terceiro alimento não há  um órgão especial, não há pulmões que valham, há que se criar esse terceiro órgão.

Tudo o que nos chega à mente tem a forma de impressão. Vocês estão me escutando aqui, veem um homem que lhes está falando através de um microfone, e tudo isso é um conjunto de impressões que lhe chega à mente. Todas as emoções e paixões, tudo o que nos rodeia, chega a nós na forma de impressões.

O ar se transforma mediante os pulmões, a comida se transforma mediante o estômago, e o ar e a comida se convertem em princípios vitais para o organismo. Porém, desgraçadamente, as impressões não se transformam, chegam à mente sem ser digeridas.

As impressões sem digerir se convertem em novos agregados psíquicos, ou seja, em novos Eus. E isso é gravíssimo. Deve-se digerir as impressões. E como? Mediante a Consciência Superlativa do Ser.

Normalmente, as impressões chegam à mente e esta reage. Se alguém nos insulta, reagimos com vontade de nos vingarmos. Se alguém nos oferece uma taça de vinho, reagimos com vontade de beber; e se uma pessoa do sexo oposto nos tenta, sentimos desejos de fornicar. Sempre reagimos ante os impactos do mundo exterior, e isso é grave.

Nas assembleias tenho visto como os irmãos ferem uns aos outros; um diz uma palavras e o que se sente aludido reage violentamente, dizendo uma pior. Às vezes, o que dizem não é demasiado grosseiro, senão sutil e decente, e acompanhado de um sorriso, porém no fundo leva o veneno espantoso da reação violenta.

Não há amor entre os irmãos, têm se esquecido de seu próprio ser, e só vivem no mundo do Ego, no mundo da reação. Quando alguém se esquece do próprio Ser, reage violentamente. Se esquece de seu próprio Ser na presença de uma garrafa de vinho, resulta um bêbado. Se esquece de seu próprio Ser na presença de uma pessoa do sexo oposto, resulta fornicando. Se esquece de seu próprio Ser Interior Profundo na presença de um insultador, termina insultando.

O mais grave na vida é esquecer de si mesmo. Assim, é necessário transformar as impressões, e isso só é possível interpondo o Ser entre as diversas vibrações do mundo exterior e a mente. Quando se interpões entre as impressões e a mente isso que se chama Consciência, é óbvio que as impressões se transformam em forças e poderes de ordem superior.

Normalmente, as impressões estão constituídas por um hidrogênio muito pesado, o Hidrogênio 48. Quando se interpõe a Consciência entre as impressões e a mente, o Hidrogênio se transforma em Hidrogênio 24, que serve de alimento ao Corpo Astral. Por sua vez, o excedente do Hidrogênio 24 se transforma em Hidrogênio 12, que serve de alimento para o Corpo Mental. E, por último, o excedente do Hidrogênio 12 se transforma em Hidrogênio 6,que serve de alimento ao Corpo Causal. Porém, se não se transformam as impressões, estas se convertem em novos agregados psíquicos, em novos Eus.

Portanto, devemos transformar as impressões mediante a Consciência. É muito fácil interpor a Consciência entre as impressões e a mente. Para receber as impressões com a Consciência, e não com a mente, só se necessita NÃO ESQUECERMOS DE NÓS MESMOS EM DADO INSTANTE.

Se alguém, em qualquer momento, nos diz algo que nos fere o amor-próprio, o orgulho, a presunção etc., nesses instantes só o Ser deve estar em nós: devemos estar concentrados no Ser, para que seja o Ser, a Consciência Superlativa do Ser, a que receba as impressões e as digira corretamente.

Assim, evitam-se as horripilantes reações que todos, uns e outros, têm ante os impactos procedentes do mundo exterior. Assim se transformam completamente as impressões, e transformadas, nos desenvolvem maravilhosamente.

Amigos, repito: que os sacerdotes não voltem a cometer o erro de reagir violentamente contra o próximo. Que os diretores, os missionários, desistam de uma vez por todas dessa horrível tendência que se tem de reagir. Se alguém diz algo, que o diga, porém, porque seu vizinho tem de reagir?

Cada qual é livre para dizer o que quiser. E se me diz respeito, afirmo o que tenho de afirmar, e se alguém refuta, se diz o contrário de um diálogo dado sobre um problema que temos, limito-me a guardar silêncio. Eu já disse, e isso é tudo.

Por que, em questões privadas, querem impor seu conceito à força? Isso é absurdo. Isso de impor nossa opinião na marra, não é senão o resultado das reações, é a própria reação do Ego, da mente. É abominável esse proceder que tem formado terríveis problemas no Movimento Gnóstico Internacional.

Por aqui, por ali e por acolá, utiliza-se o púlpito para insultar, para ferir, para agredir com a palavra a outros, e tudo isso está causando confusão no Movimento Gnóstico Internacional.

Até aqui, minhas palavras.

Samael Aun Weor, Congresso Gnóstico Internacional

Exercícios de Pranayama – Jorge Adoum

1

Se prana é vida e ayama significa extensão, por lógica concluímos que pranayama seria “extensão da vida”, numa tradução mais livre.

De qualquer forma, pranayama é o controle consciente da respiração.

O pranayama e seu controle são tão importantes que são considerados como um instrumento para rejuvenescer ou ainda imortalizar o corpo. Entretanto, seu propósito maior é o controle e a gestão da mente.

O controle do ar, do alento, é levado tão a sério, que se o praticante que tenta realizar seus experimentos sem controlar a respiração é considerado como uma pessoa que tenta cruzar o oceano num barco de barro cru. Está fadada a afundar-se.

O controle da respiração se faz através de inalações específicas e retenções adequadas, de onde se conduz o ar (prana, alento) para as diversas vias de nosso veículo físico preenchendo-as com vida, com moléculas de amor imanente.

O ventre, as costelas, os pulmões, os ombros são apenas as regiões mais simples em que se pode enviar oxigênio e nutri-las com o sopro da vida. Uma dor, uma distensão, pode ser atendida em caráter de emergência simplesmente conduzindo o prana até aquela região.

O Prana, segundo a Gnose, é uma substância que vem do Coração do Sol, uma graça muito especial do Cristo Cósmico, que nos dá Impulso Volitivo, Ânimo de Viver, Entusiasmo e Saúde
O Prana, segundo a Gnose, é uma substância que vem do Coração do Sol, uma graça muito especial do Cristo Cósmico, que nos dá Impulso Volitivo, Ânimo de Viver, Entusiasmo e Saúde

Para se ter um corpo são, é necessário praticar as indicações seguintes que podem ajudar muito:

Ao despertar-se, praticar alguns exercícios respiratórios, pelo menos sete vezes, e que consistem em fazer sete inspirações rítmicas com a maior pureza de pensamento. Qualquer exercício é bom, porém, indicamos o mais simples e menos prejudicial.

Aspirar lentamente pelo nariz contando mentalmente até 8 palpitações do próprio coração, ou 8 segundos.

Reter o alento, durante 4 segundos nos pulmões.

Exalar o ar durante oito segundos até esvaziar totalmente os pulmões.

Reter os pulmões vazios durante 4 segundos.

Se se pode praticar este exercício mais de 7 vezes, é melhor.

Depois dos exercícios respiratórios é muito recomendável praticar outros exercícios de ginástica sueca, durante 4 a 5 minutos, para conservar a flexibilidade da coluna vertebral.

Pranayama, ou Exercício Respiratório

Embora Pranayama tenha vários significados, o mais aceito é vida porque, segundo os yogues, Prana é a substância vital. Respirar é viver, disse um sábio Hindu e, na Bíblia, temos o passo que diz: “E Deus lhe soprou nas narinas o alento da vida”.

Todo homem aspira átomos correspondentes ou afins a seus pensamentos e caráter. Ao pensar, respiramos átomos da mesma natureza que nossos pensamentos, e nosso sangue, por sua vez, deles se impregna.

Para atrair saúde, bem-estar, sabedoria, santidade etc., devemos pensar em cada um para poder aspirá-los.

Acumulamos dois polos do Prana Cósmico em nosso interior: o Prana Solar (ou Positivo) e o Prana Lunar (ou Negativo). E por meio do Pranayama Alternado (ou Egípcio) retiramos esses dois Pranas do Centro Sexual e o espalhamos por todo o organismo
Acumulamos dois polos do Prana Cósmico em nosso interior: o Prana Solar (ou Positivo) e o Prana Lunar (ou Negativo). E por meio do Pranayama Alternado (ou Egípcio) retiramos esses dois Pranas do Centro Sexual e o espalhamos por todo o organismo

Primeiro Exercício

É o equilibrador ou harmônico e consiste no seguinte:

  1. Em pé, fitando leste, corpo erguido, aspirar lentamente pela fossa nasal direita, tapando com o dedo a narina esquerda, até encher os pulmões durante o tempo de oito pulsações ou oito palpitações do próprio coração. Durante a aspiração cumpre visualizar o objetivo desejado. Com essa respiração, ou melhor, aspiração, absorvemos os átomos necessários à realização do nosso desejo.

Quando penetram em nosso sangue fazem vibrar os plexos; a ideia adquire caráter positivo e tende a estimular nosso ser para realizar o objetivo. Com as 8 pulsações e aspirando, devem os pulmões chegar ao máximo de sua capacidade expansiva, sempre visualizando a ideia com toda a clareza.

  1. Terminada essa fase, reter o fôlego nos pulmões durante 4 pulsações, retenção que facilita a assimilação sempre visualizando.
  2. Terminada a retenção, passa-se à exalação que deve ser efetuada pela venta esquerda, durante oito pulsações, fechando a narina direita, sem visualização.
  3. A quarta fase é o período de repouso e consiste em reter os pulmões vazios durante 4 pulsações, gozando do proveito obtido, também sem visualizar nada.

Esse exercício é chamado positivo, porque, pela venta direita se absorve a energia vital positiva e serve para desenvolver a mente consciente; terminando-o, devemos estimular o subconsciente do seguinte modo:

Recomeçar, mas agora pela narina esquerda, para aspirar a força passiva que alimenta o subconsciente.

  1. Proceder como da primeira vez, mas de modo inverso: tapa-se a direita com o dedo, aspira-se lentamente durante 8 pulsações sem nada visualizar.
  2. Reter o ar durante 4 pulsações.
  3. Exalar pela direita tapando a esquerda durante 8 pulsações.
  4. Reter os pulmões vazios durante 4 pulsações.

A Yoga Raja recomenda outro exercício algo perigoso para certas pessoas. Não o aconselhamos a todos e consiste em:

  1. Aspirar pela esquerda durante 8 pulsações.
  2. Reter o fôlego durante 32.
  3. Exalar pela direita durante 16.

Cremos que para praticar esse exercício é mister haver um guia que contrarregre a saúde corporal e mental do praticante, ao passo que a prática do anterior é não só inofensiva como encerra tudo o de que precisa o aspirante.

Segundo Exercício

O segundo exercício deve ser praticado depois do antecedente e consiste no seguinte:

  1. Em pé, para o Oriente, aspirar por ambas as narinas, durante 8 pulsações. Enquanto durar a pulsação deve visualizar-se o que se deseja, como vindo a nós e sendo nosso.

Desse modo absorvem-se os átomos desejados para realizar o objetivo.

  1. Reter 4 pulsações visualizando que as vibrações atômicas do que se desejou invadam nosso organismo.
  2. Exalar durante 8 pulsações e, durante esse tempo visualizar nitidamente, como quem dirige, por meio do pensamento, todas as vibrações para a cristalização da ideia, como se as vibrações que saem por meio do fôlego fosse diretamente ao objetivo: a um centro que se quer despertar no organismo, a um órgão que se quer curar ou a um enfermo, vizinho ou distante, que se deseja restabelecer, ou a qualquer outro fim pretendido.
  3. Reter durante quatro pulsações e repetir mentalmente uma frase que harmonize com o ritmo das quatro pulsações do coração; por exemplo: Já – está – feito ou as – sim – se – ja ou a – men – a – men… etc.
  4. Após esse exercício medite-se um momento para dar graças e dizer, por exemplo, como Jesus: “Eu e o Pai somo Um e Ele me dá sempre o que peço” etc.

Os dois exercícios devem-se fazer juntos.

Pode o leitor ler mil livros que tratam da ciência respiratória e pode praticar uma infinidade de exercícios desses livros. É livre; mas damos-lhe aqui o mais relevante, o mais necessário e, ao mesmo tempo, isento de todo perigo.

Muitos perguntam: “Quantas vezes temos de praticar esses exercícios? Quando? Onde? Etc.

Não podemos fixar nenhuma regra. Depende isso da urgência, da necessidade. Jesus disse: “E obtereis, se não por vossos merecimentos, por vossa exigência”. Todavia, podemos insinuar o seguinte:

  1. Cada exercício pode ser praticado 7 vezes seguidas em cada sessão.
  2. Três sessões diárias antes de cada refeição, isto é, antes do desjejum (café da manhã), antes do almoço e antes do jantar. Sendo possível seria recomendável antes de dormir.
  3. O lugar deve ser silencioso, limpo e puro.
  4. O estado deve ser de perfeita saúde, sem nenhuma preocupação mental. Isto é muito importante porque, se, em nossa mente, houver vexame ou preocupação durante os exercícios, absorvemos átomos que aumentam o estado mental depois do exercício.
    Pensar alto e aspirar profundamente é atrair para o corpo as mais evolucionadas inteligências.

Quanto mais acumulamos Prana, mais teremos Saúde, Paz e Prosperidade
Quanto mais acumulamos Prana, mais teremos Saúde, Paz e Prosperidade

O átomo é uma inteligência viva que rodeia o pensamento esperando a aspiração e a respiração para nele penetrar.

O homem que aspira e concentra, abre um caminho direto a seu objetivo.

Aspirar, concentrar e respirar átomos de luz conduz-nos à iluminação.

Pensar e aspirar beleza é adquirir a Beleza.

O objetivo de pensar e aspirar, em nossa atual idade é libertar nossos sentidos da escravidão de nossos átomos inferiores para lograr o futuro desenvolvimento.

Cada centro, no corpo do homem, é um grau de conhecimento especial e todos forma uma universidade; devemos cursá-los todos.

Cada grau é dirigido por um Deus mestre. Todos seus ensinos são internos. O homem só consegue entrar nesses cursos pela aspiração e aprendê-los pela concentração.

Toda seção no corpo tem uma vibração e uma lei individual; porém a Lei das leis emana do Absoluto Íntimo.

Aspirar e respirar meditando é o único caminho condizente à única Lei do Reino Interno.

O objetivo de nossa união com o Íntimo é dar-lhe liberdade de ação mais além de nosso corpo objetivo e ser consciente de suas obras.

A concentração é a ponte estendida do nosso corpo ao Íntimo Infinito e cuja serventia é com Ele comunicar-nos.

Respirar é viver; meditar é criar.

O corpo físico é como um país governado por várias hierarquias de governo. Seu rei é o Pensador, seus governantes são os pensamentos e seus obreiros obedientes são os átomos.

O Pensador é o Rei que vitaliza e estimula todas as dependências governativas e obreiras.

Um pensamento são, uma aspiração pura e uma respiração completa e perfeita vitalizam todo o corpo.

Todas as células do homem pensam e toda célula pensante alimenta-se dos átomos que penetram pela respiração.

O alimento melhor das células é o pensamento puro.

Pensamento puro e respiração solar absorvida pela venta direita do nariz queimam todos os resíduos impuros que possui o homem desde séculos.

A contínua aspiração, respiração e meditação pura comunica o homem com as mais elevadas vibrações do Absoluto Íntimo e então ele adquire um poder mental ingente para dirigir a Humanidade.

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A ambição

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A ambição tem várias causas e uma delas é isso que se chama medo.

O humilde rapaz que nos parques das luxuosas cidades engraxa os sapatos dos orgulhosos cavalheiros poderia se converter em ladrão, se chegasse a ter medo da pobreza, medo de si mesmo ou medo do seu futuro.

A humilde balconista que trabalha na faustosa loja do potentado poderia se converter em ladra ou prostituta da noite para o dia se chegasse a sentir medo do futuro, medo da vida, medo da velhice, medo de si mesma etc.

O elegante garçom do restaurante de luxo ou do grande hotel poderia se converter num gangster, num assaltante de bancos ou num fino ladrão se, por desgraça, chegasse a sentir medo de si mesmo, de sua humilde posição de garçom, de seu próprio futuro etc.

ambicao1O insignificante inseto ambiciona ser elegante. O pobre empregado vendedor que atende a clientela, e que com tanta paciência mostra a gravata, a camisa, os sapatos, que faz tantas reverências, sempre sorrindo com fingida mansidão, ambiciona algo mais porque tem medo, muito medo, medo da miséria, medo de seu futuro sombrio, medo da velhice etc.

A ambição é polifacética. A ambição tem cara de santo e cara de diabo, cara de homem e cara de mulher, cara de interesse e cara de desinteresse, cara de virtuoso e cara de pecador.

Existe ambição naquele que quer se casar e no velho solteirão empedernido que detesta o casamento.

Existe ambição naquele que deseja com infinita loucura ser alguém, destacar-se, subir etc., e existe ambição naquele que se faz anacoreta, que não deseja nada deste mundo; sua única ambição é alcançar o céu, libertar-se etc.

Existem ambições terrenas e ambições espirituais. Às vezes, a ambição usa a máscara de desinteresse e do sacrifício.

Quem não ambiciona este mundo ruim e miserável, ambiciona o outro. Quem não ambiciona dinheiro, ambiciona poderes psíquicos.

O eu, o mim mesmo, o si mesmo, encanta-se em esconder a ambição, em metê-la nos esconderijos mais secretos da mente, para dizer em seguida: Eu não ambiciono nada. Eu amo meus semelhantes. Eu trabalho desinteressadamente pelo bem de todos os seres humanos.

O político esperto e que todos conhecem, às vezes, assombra às multidões com suas obras aparentemente desinteressadas. Mas, quando abandona seu cargo político, é apenas normal que saia de seu país com uns quantos milhões de dólares.

A ambição disfarçada com a máscara do desinteresse costuma enganar as pessoas mais astutas. Existe no mundo muita gente que só ambiciona não ser ambiciosa.

São muitas as pessoas que renunciam a todas as pompas e vaidades do mundo, porque só ambicionam a própria autoperfeição íntima.

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O penitente que caminha de joelhos até o templo e se flagela cheio de fé, não ambiciona aparentemente nada e até se dá ao luxo de dar sem tirar nada de ninguém.

Mas, é claro que ambiciona o milagre de sua cura, a saúde para si mesmo ou para algum familiar ou ainda a salvação eterna.

Nós admiramos os homens e as mulheres verdadeiramente religiosos, porém, lamentamos que não amem a sua religião com todo desinteresse. As santas religiões, as seitas sublimes, ordens, sociedades espirituais etc., merecem o nosso amor desinteressado.

É muito raro encontrar neste mundo uma pessoa que ame sua religião, sua escola, sua seita etc., desinteressadamente. Isto é lamentável!

Todo mundo está cheio de ambições. Hitler lançou-se à guerra por ambição. Todas as guerras têm sua origem no medo e na ambição. Os problemas mais graves da vida têm sua origem na ambição.

Todo mundo vive em luta contra todo mundo devido à ambição; uns contra os outros e todos contra todos.

Toda pessoa ambiciona ser algo na vida. As pessoas já de certa idade, professores, pais de família, tutores etc., estimulam os meninos, as meninas, as senhoritas, os jovens, a seguir pelo horrendo caminho da ambição.

Os adultos dizem aos jovens que eles têm de ser alguma coisa na vida, que têm de ficar ricos, que devem casar com gente milionária, ser poderosos…

As gerações mais velhas, horríveis, feias, antiquadas, querem que as novas gerações sejam também ambiciosas, feias e horríveis como elas.

O mais grave de tudo isso é que a gente nova se deixa levar, se deixa conduzir pelo horrível caminho da ambição.

Os professores e professoras devem ensinar aos alunos e alunas que nenhum trabalho honrado merece desprezo. É absurdo olhar com desprezo o motorista de táxi, o balconista, o camponês, o engraxate etc.

Todo trabalho humilde é belo. Todo trabalho humilde é necessário na vida social. Nem todos nasceram para engenheiro, advogado, governador, presidente, doutor etc. No conglomerado social, todos os trabalhos são necessários, todos os ofícios; nenhum trabalho honrado deve jamais ser depreciado.

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Na vida prática, cada ser humano serve para alguma coisa. O importante é saber para o que serve cada um.

O dever dos professores e professoras é descobrir a vocação de cada estudante e orientá-lo nesse sentido. Aquele que trabalhar na vida de acordo com a sua vocação, trabalhará com verdadeiro amor e sem ambição.

O amor deve substituir a ambição. A vocação é aquilo que realmente nos agrada, aquela profissão que desempenhamos com alegria, porque é o que nos agrada, o que amamos.

Infelizmente, na vida moderna, as pessoas trabalham sem gosto e por ambição; exercem profissões que não coincidem com a sua vocação. Quando alguém trabalha no que gosta, em sua verdadeira vocação, o faz com amor porque ama sua vocação, porque suas atitudes para a vida são precisamente as de sua vocação.

Esse é precisamente o trabalho dos professores. Saber orientar os alunos e alunas para que descubram suas aptidões; orientá-los pelo caminho de sua autêntica vocação.

Samael Aun Weor – Educação Fundamental

Técnicas de defesa psíquica

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Neste texto passaremos algumas técnicas que podem ser utilizadas para o dia a dia. O estudante gnóstico e esoterista em geral podem utilizá-las sem nenhum temor a contraindicações. Muito menos as pessoas que acham que nada sabem.

Na verdade, só precisam exercitar-se nas práticas de Magia, nada mais. É como aprendermos a andar de bicicleta. As pessoas no início confundem as coisas, temem o que possa acontecer, temem o ridículo, o que os outros dirão etc.

Tudo isso são obstáculos que impedem o início de nossa vida interior. Outro obstáculo, antes de passarmos os exercícios, é a falta de constância nesses trabalhos. Como temos a pretensão de obter poderosos e efetivos resultados se nosso corpo e nossa psique não estão acostumados a fixar as energias cósmicas? Por muitíssimas encarnações (retornos mecânicos) estivemos com nosso corpo psíquico “enferrujado”.

Então, não podemos achar que meia dúzia de vezes já serão suficientes para obtermos resultados poderosos dentro do mundo do esoterismo prático. Portanto, mãos à obra, tire a poeira de seus ombros e fé em Deus. A cada dia, pratique os exercícios dados aqui e em outros textos de nosso site GnosisOnline. E boa viagem! Se você desejar, entre em contato conosco e te orientaremos com todo carinho e respeito.

1º Exercício

Essa técnica serve para o dia a dia. Faça-a antes de ir trabalhar. Sente-se confortavelmente em sua cama ou no sofá. Concentre-se em seu coração, sinta-o palpitando por uns dois ou três minutos. Invoque a teu Espírito Divino, que é seu Pai Interno (ou, como queira, use o termo Mestre Interno. Nunca use a frase Eu Superior, pois tem conotações egoístas).

Peça-lhe que, desde os Céus da Consciência Cósmica desça o Anjo da Guarda. Ele possui poderes terríveis, mágicos mesmo, e pode orientar você no dia-a-dia. Depois dessa súplica, vocalize o mantra AOM por 3 ou 7 vezes. E lembre-se do adágio árabe: “Confie em Deus e amarre seu camelo”.

2º Exercício

Este foi ensinado pelo mestre Gargha Kuichines, mestre dos mundos nirvânicos (e um dos principais discípulos de Samael Aun Weor). Serve para nos proteger de ataques psíquicos noturnos. Sabe-se que no astral existem entidades que se encarregam de derrubar o estudante de esoterismo e fazê-lo voltar ao mundo profano, esquecendo-se de seu Deus Interior e do Caminho Iniciático. Deitado (ou deitada), você deve suplicar ajuda ao Pai Celestial. Peça-lhe para que envie seu Anjo Elemental, ou Intercessor Elemental.

Em seguida, imagine um fio de luz verde saindo de seu umbigo. Visualize esse cordão verde rodear toda a sua cama, protegendo sua pessoa e, se desejar, seu cônjuge, filhos e também toda a sua casa. Mentalize todo o ambiente de seu interesse sendo rodeado por esta proteção energética. Tenha certeza absoluta de que seu Intercessor Elemental fortalecerá essa envoltura com um poderoso fluido do mundo elemental.

Aclarando: Nós temos dois Anjos da Guarda. Um deles é justamente a Parte de nosso Ser Interior especialista em dominar as forças elementais da Natureza para nosso benefício espiritual. Nosso Intercessor Elemental nos ajudará nesta prática.

3º Exercício

Relaxe o corpo. Vocalize o mantra ARIO por pelo menos 10 vezes. Mentalize sua coluna vertebral como se fosse uma lâmpada fluorescente acesa, cheia de luz e força. Mentalize que essa luz se expande e sai de seu corpo, iluminando uma área não inferior a 5 metros de diâmetro. Invoque sua Divina Mãe Espiritual, Aquela que criou seu espírito e sua alma.

Ela é Deus, porém polarizado com a energia cósmica materna, feminina. Deus é Pai e Mãe ao mesmo tempo. Dentro de você, Ela reside em seu coração e manifesta Seu Poder na coluna vertebral. Peça-lhe para que essa luz branca, alva, traga para você Força, Proteção, Iluminação e Prosperidade.

O mantra ARIO deve ser vocalizado numa única respiração profunda. Assim: AAAARRRIIIIOOOOO

Vocalize com força e concentração.

Uma poderosa aura é resultado dos processos de Transmutação de nossa energia criadora. Quanto maior for a castidade (com seu consequente acúmulo da energia sexual), maior será a aura da pessoa. Eis o supremo segredo de uma aura protetora
Uma poderosa aura é resultado dos processos de Transmutação de nossa energia criadora. Quanto maior for a castidade (com seu consequente acúmulo da energia sexual), maior será a aura da pessoa. Eis o supremo segredo de uma aura protetora

4º Exercício

Se você gosta de trabalhar com a Magia das Flores, este é especial. Apesar de simples, é superefetivo. Vocalize um mantra de sua preferência, por exemplo o AOM, por algumas vezes… Invoque mentalmente o Anjo do Amor, cujo nome é Anael (invoque-o sempre “em nome e Cristo, pelo Cristo, pelo Cristo”). Este anjo é o “embaixador” das forças positivas que vêm de Vênus até nosso planeta. Anael canaliza a Força Maravilhosa do Amor.

Invoque-o muitas vezes, com todo o seu coração e peça-lhe, em nome do Cristo (sempre), que Ele crie uma proteção energética ao seu redor, para que você sempre atraia as energias amorosas das pessoas. Paralelamente a isso tudo, visualize-se rodeado (ou rodeada) com uma formosa guirlanda de rosas vermelhas, ao seu redor, na altura do umbigo, ou ao redor do seu lar.

5º Exercício

Tome um banho de folhas de arruda. Faça um litro de chá de arruda e logo depois do banho comum, jogue esse chá (levemente morno) em seu corpo, da cabeça aos pés, e mentalmente ordene ao elemental da arruda para que livre seu corpo e sua alma de toda influência negativa vinda de qualquer lugar de larvas astrais etc. Esse formoso elemental possui uma maravilhosa aura de cor amarela e pertence ao Raio do Fogo.

Esse elemental da arruda é cheio de poder para proteção psíquica, minimiza dores e mal-estares diversos. Ele tem o poder de penetrar em nossa Envoltura Áurica e queimar toda energia deletéria causada por enfermidades, fixações mentais e emoções negativas. Ele causa grande alívio para quem sente dores gerais no corpo e na alma.

6º Exercício

Nos momentos difíceis de sua vida, invoque com todo seu coração e com toda alma ao poderoso mestre da Força, Samael Aun Weor. Invoque-o e peça-lhe ajuda, força, proteção e Paz Interior. Comunique-se com Ele mentalmente, com a Consciência, todos os dias, antes de deitar-se ou logo após acordar, quando sua consciência estiver ainda conectada com as energias do mundo astral.

Invoque-o – em nome de Cristo, pelo Cristo, pelo Cristo – e vocalize o poderoso mantra do Raio de Marte: OM SEJA FORÇA várias vezes. E, finalizando, vocalize o mantra AOM por 3 vezes. Tenha certeza de que Ele te ajudará poderosamente, já que este Mestre é profundamente compassivo com nossas consciências.

7º Exercício

Para finalizar, sugerimos o poderoso exercício da Carta Astral. Para isso necessita-se de papel, caneta e um vareta acesa de incenso. Só isso. Ah, e muita fé também, é claro. Escreva uma carta a algum mestre de sua preferência. Sugerimos que de acordo com a necessidade, trabalhe com um mestre especialista. Diga nesta carta o que você mais deseja. De forma simples, sucinta e objetiva, sem enrolações nem subjetivismos. Finalmente, escreva seus agradecimentos sinceros por toda ajuda que puder receber e assine seu nome.

Em seguida, incense a carta, passe a fumaça do incenso por toda a carta, em todos os lados. Dobre bem a carta e coloque-a com a mão direita em seu coração. Peça a que seu Pai Interno leva esta carta ao mestre de nossa maior devoção. Em seguida, queime a carta. Isso mesmo, queime a carta, já que é a parte astral da mesma que será enviada e lida pelo mestre.

Tenha certeza absoluta que o mestre em questão lerá a carta e, se for de acordo com a Lei divina, seu pedido será atendido.

Você pode suplicar proteção, cura, harmonia, prosperidade e Paz de Consciência. Ou aquilo que você mais necessitar. Lembre-se de que não é delito algum pedir. Tenha cuidado para pedir aquilo que seu coração e sua consciência acharem justo e perfeito.

Dicas de Mestres para se trabalhar com as Cartas Astrais:

Proteção: Samael, Elohim Guibor, Michael.
Cura: Arcanjo Rafael, Paracelso e Anjo Adonai, Huiracocha.
Prosperidade: Arcanjo Zacariel (regente de Júpiter), Anjo Elvah e Chotchipíli.
Processos Kármicos: Mestre Rabolú (Ele é um dos grandes Anjos da Defesa nos Tribunais da Consciência de Deus).
Amor: Anjo Anael, Virgem Maria e Mestre Beethoven (Este é o Guardião do Templo da Música, nos mundos causais).
Equilíbrio mental e cura de doenças mentais: Mestres Rafael, Apóstolo Pedro, Hilarión e Granádi.

Ali Onaissi, Jornalista, escritor e coordenador do Portal Gnosisonline

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