Dalai-lama e a suprassexualidade

Dalai-lama e a suprassexualidade

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Tenzin Gyatsu, Sua Santidade o Dalai-Lama, líder temporal e espiritual da nação tibetana, foi entrevistado por um jornalista e esta foi transformada em livro (O Poder da Compaixão). O impressionante é que o Dalai-Lama (termo que significa Oceano de Sabedoria) praticamente explicitou que os autênticos Iniciados devem praticar um tipo de sexualidade que nos estudos gnósticos é chamado de Suprassexualidade.

É importantíssimo destacar que dentro dos estudos do Tantrismo Gnóstico, distingue-se entre Brahmacharyato solar e Brahmacharyato lunar. O primeiro é o que se ensina e defende na Gnose como “Castidade Científica”, ou seja, o manejo da libido sexual como instrumento da autorrealização espiritual.

Já o Brahmacharyato lunar não passa de simples abstenção e repressão da sexualidade humana, levando a prejuízos diversos. O que o Dalai-Lama ensina é que a canalização das energias sexuais está de acordo com a sabedoria tântrica e é instrumento para a autêntica espiritualidade. Eis, a seguir, o texto:

Sobre o Celibato

Pergunta: O celibato é necessário para alcançar a iluminação?

Dalai-Lama: Eu penso que não. Portanto, pode-se perguntar por que o Buda acabou vestindo a vestimenta monástica. Do ponto de vista do Viniya Sutra, o principal objetivo do celibato é a redução do desejo ou apego.

O Tantrayana, especialmente a forma superior de Tantra Yoga, acredita que o fluxo de energia – as quedas de energia ou estado de bem-aventurança gerado por sua fusão particular – ajuda a dissolver os níveis mais grosseiros da mente e de energias relacionadas para alcançar a Bem-aventurança, ou o máximo sutil de experiências. As gotas de vida, ou mais precisamente a fusão destas nos canais de energia, provocam o Estado de Bem-aventurança: são a chave.

Quando alguém está interessado na iconografia das divindades e suas consortes, vemos muitos símbolos sexuais muito explícitos que podem dar uma falsa impressão. Na verdade, o órgão sexual é usado, mas o movimento energético que ele gera é totalmente controlado. Nunca se deve deixar sair a energia, isto é, a semente. É controlado e redistribuído para outras partes do corpo.

Para praticar o Tantrismo corretamente, deve-se cultivar a habilidade de usar a Bem-Aventurança e as experiências que levam a ela; estes surgem do fluxo de fluidos regenerativos dentro dos canais de energia do indivíduo.

É fundamental se proteger de emissões, o que seria um erro naquele momento. Este não é o ato sexual comum. É aqui que se encontra a conexão com o celibato.

A prática do Kalachakra Tantra particularmente insiste nesta ausência de emissão da energia, considerada essencial.

Esses escritos também se referem a três tipos de experiências de êxtase: a primeira é induzida pelo fluxo de energia, a segunda pela experiência imutável e a terceira pela experiência mutável. Buda, ao fazer o voto de celibato, não deu todas as explicações para esse compromisso.

Para compreender seu significado, é necessário um conhecimento perfeito do Tantrayana, que pode responder à sua pergunta. Daí minha resposta um pouco “ambígua”, não, o celibato não é realmente necessário para alcançar a iluminação, mas sim, ainda é um pouco.

Mulheres e Celibato

Pergunta: Santidade, a resposta que acabou de dar diz respeito à perspectiva masculina. Por que nunca mencionamos o aspecto feminino nessas práticas? Como uma mulher deve usar sua energia para alcançar a iluminação por meio da Bem-aventurança?

Dali-Lama: O princípio e a técnica são os mesmos. Se eu acreditar em alguns de meus amigos indianos, os praticantes do Tantrayana hindu também usam a prática de Kundalini e Chandralini. A mulher tem o mesmo tipo de energia, gotas de vida e sementes; então o método é o mesmo.

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