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title: "Suástica – Significado esotérico"
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  - "Tantrismo"
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A piscina sagrada, ou lago iniciático que representa os mistérios divinos nos domínios do Santo Graal, simboliza o Mercúrio da filosofia secreta, esse vidro líquido, flexível, maleável, contido em nossas glândulas sexuais.

Filipus Teofastrus Bombastus de Hohenheim (Aureola Paracelso) disse que dentro do Ens Seminis encontra-se toda a Ens Virtutis do fogo. Depois do radiante Sol e suas labaredas crepitando na orquestração inefável das esferas, é o Mercúrio da filosofia secreta, a Ens Seminis, a água caótica do primeiro instante, o elemento feminino eterno, a Grande Mãe ou Vaca nutridora, o próprio fundamento de toda a vida cósmica.

![Image](https://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/11/swastika-buda-gnosisonline-188x240.jpg "swastika-buda-gnosisonline")Transmutar inteligentemente essa água da vida, o mercúrio sófico dos sábios, livre em seu movimento, significa trabalho intensivo no Laboratorium Oratorium do Terceiro Logos.

Está escrito em caracteres de fogo no grande livro da vida que na cruz jaina ou jina esconde-se milagrosamente o segredo do Grande Arcano, a chave maravilhosa da transmutação sexual.

Não é difícil compreendermos o significado da própria suástica dos Grandes Mistérios. No êxtase delicioso da alma que anseia podemos e devemos nos pôr em contato místico com Jano, o austero e sublime Hierofante Jina, que outrora ensinara em nosso mundo a ciência dos Jinas.

No Tibet secreto existem duas escolas que se combatem mutuamente: a Mahayana e a Hinayana. Estreita é a porta e apertado o caminho que conduz à luz, e poucos são os que a encontraram. O caminho Hinayana, búdico e crístico, é citado nos livros sagrados e mencionado nos quatro evangelhos. As almas puras em estado beatífico perfeito podem experimentar, diretamente, a íntima relação existente entre a suástica e o caminho Hinayana.

Tinha razão a grande mártir do século 19 HPB, ao dizer-nos que a suástica das fusaiolas é o símbolo mais sagrado e místico. Ela brilha, com efeito, sobre a cabeça da grande serpente de Vishnu; o Shasta Ananta das mil cabeças que no Patala ou região inferior habita.

Avançando com a cruz às costas para o Monte das Caveiras podemos verificar que nos antigos tempos as nações puseram a suástica à frente de todos os seus símbolos sagrados.

A plena lucidez do espírito nos permite compreender que a suástica é o Martelo de Thor, a arma mágica forjada pelos pigmeus contra os gigantes ou forças titânicas pré-cósmicas, opostas à lei da harmonia universal: o martelo produtor das tempestades que os Ases, ou Senhores Celestes, usam.

No Macrocosmo de infinitos esplendores, seus braços dobrados em ângulo reto expressam a rotação terrestre, sempre incansável, e o movimento renovador do jardim cósmico.

No Microcosmo a suástica representa o homem assinalando com a direita o céu. Com a esquerda, como sombra fatal de inverno, dirige-se para baixo, como a mostrar, com infinita dor, o nosso aflito mundo. Por isso, a suástica é um signo alquímico, cosmogênico e antropogênico, sob sete diferentes chaves interpretativas.

Enfim, como símbolo vivente da eletricidade transcendental, é o Alfa e o Ômega da força sexual universal que desce pelos degraus de ouro do espírito até o mundo material. Por ele torna-se evidente que, aquele que chegar a abranger integralmente todo seu místico significado, torna-se livre de Maya (ilusão).

A suástica é o moinho elétrico dos físicos, nela escondem-se os terríveis mistérios do Lingan-Yoni.

O Sexo-Yoga hindustani com todos os seus perfumes orientais; o erotismo misterioso do Kama Kalpa; o Sahaja Maithuna com suas posições sexuais ardentes como o fogo, estão obviamente selados com a cruz suástica.

O pau vertical da Santa Cruz é masculino, viril, poderoso; a linha horizontal é feminina, deliciosa. No cruzamento desses dois eternos vástagos encontra-se a chave de todo o poder.

A suástica é a cruz em movimento; o sexo em plena atividade; transmutação sexual em ação. Bem-aventurado o sábio que, amando a uma mulher, submerja ditoso nos sacros mistérios eróticos de Minna. As pavorosas trevas de um verdadeiro amor, que é irmão da morte, permitir-lhe-á sublimar e transmutar o Mercúrio da filosofia secreta.

A noite encantadora do amor simboliza tanto a vulgar infraescuridão da ignorância e da magia negra, como a superescuridão do silêncio e o segredo augusto dos sábios (os Yarsha e Rajkshas do *Mahabharata*).

Com palavras de diamante está escrito no livro de toda a criação: “Quem quiser subir deve primeiro baixar”.

A conquista do ultra mare vitae ou mundo superliminar e ultraterrestre, seria absolutamente impossível sem a sábia transmutação do Mercúrio Sófico.

As suaves donzelas e os sábios varões do Amen Smen, o paraíso egípcio, sofreram demasiadamente no Averno, vivendo às margens do Lago Estige, tu o sabes. Transmutar a água em vinho, tal como nos ensinou o grande Cabir Jesus nas Bodas de Canaã, é mais amargo que o fel.

A branca pomba do Espírito Santo cernida nas armas e bordada nos mantos dos cavaleiros do Santo Graal, o cisne sagrado, o Hamsa milagroso, a ave Fênix do paraíso, a Íbis imortal, resplandecem maravilhosamente sobre as águas profundas da vida.

Dentro do profundo Lago Estige, nas terríveis profundidades do Inferno, surgem deuses que se perdem no Espaço Abstrato Absoluto.

A luz sai das trevas e o Cosmo brota do caos…

[(Samael Aun Weor, O Parsifal Desvelado)](https://www.esotera.com.br/gnose-samael)
