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As sete raças-raízes

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Como percebemos nos textos sobre Antropologia Gnóstica, a Evolução de uma Alma Planetária, ou seja, o conjunto de todas as Essências espirituais que se manifestam em um planeta, é de certa maneira semelhante à Evolução de um indivíduo.

Uma alma individual se reencarna, passa de um corpo a outro. A Alma Planetária passa de um planeta a outro de acordo com Leis predeterminadas pelos Deuses siderais.

E como se processa a Evolução de uma humanidade em um planeta? Como a da Terra, por exemplo?

Uma humanidade planetária nasce, evolui e se desenvolve, evoluindo e involuindo em sete etapas planetárias definidas com grande precisão matemática. Essas sete etapas são didaticamente chamadas de Sete Raças-Raízes, ou Raças Planetárias.

A Vida que evoluiu e involuiu em um antiquíssimo planeta, que hoje é a nossa desolada Lua (chamada também de Terra-Lua ou Terra-Selene), reencarnou-se no planeta Terra. Aqui, numa nova etapa,  deverá evoluir e involuir, formando ao todo sete expressões civilizatórias, chamadas esotericamente de “7 Raças”, que, sob os pontos de vista teosófico e gnóstico, são:

PRIMEIRA RAÇA-RAIZ OU PROTOPLASMÁTICA

A primeira leva de seres a habitarem o planeta Terra se chamou Raça Protoplasmática. Por que esse nome? Porque seus corpos físicos eram mais etéricos do que físicos, nosso planeta ainda não estava plenamente condensado na terceira dimensão. Os Protoplasmáticos habitaram o que hoje conhecemos como a Calota Polar Norte, a Terra de Asgard, citada em antiquíssimas tradições como a distante Thule paradisíaca dos nórdicos e dos astecas, a Ilha de Cristal. Obviamente, isso ocorreu muitos milhões de anos atrás, essa região estava em outra localização, os polos e o equador não eram os mesmos de hoje. Onde hoje são os polos, na época da 1ª Raça-Raiz eram próximos ao equador planetário.

A Raça Polar (como também é chamada esta poderosa Raça) desenvolveu-se em um ambiente totalmente distinto ao atual. Naquela época a Terra era propriamente semietérica, semifísica, as montanhas conservavam sua transparência e a Terra toda resplandecia gloriosamente com uma belíssima color azul etérica intensa.

Produto maravilhoso de incessantes evoluções e transformações que outrora se iniciaram desde o estado germinal primitivo, a primeira Raça surgiu das dimensões superiores completa e perfeita.

Inquestionavelmente a primeira Raça jamais possuiu elementos rudimentares nem fogos incipientes. Para o bem da Grande Causa, lançaremos em forma enfática o seguinte enunciado: “Antes que a primeira Raça humana saísse da quarta coordenada para se fazer visível e tangível no mundo tridimensional, esta teve de gestar-se completamente dentro do Jagad-Yoni, a “matriz do mundo”.

Extraordinária humanidade primigênia, andróginos sublimes totalmente divinos, seres inefáveis mais além do bem e do mal.

Protótipos de perfeição eterna para todos os tempos, seres excelentes semifísicos, semietéricos, com corpos protoplasmáticos indestrutíveis de bela cor negra, elásticos e dúcteis, capazes de flutuar na atmosfera.

Com o material plástico e etéreo desta Terra primigênia foram construídos cidades, palácios e templos grandiosos. Resultam interessantíssimos os Rituais Cósmicos dessa época. A construção dos Templos era perfeita. Nas vestiduras se combinavam as cores branca e preta para representar a luta entre o espírito e a matéria. Os símbolos e objetos de trabalho eram usados invertidos para representar o Drama que se projeta nos séculos: o descenso do espírito até a matéria. A vida estava até agora materializando-se e deveria a isso dar-se uma expressão simbólica. Sua escritura gráfica foram os caracteres rúnicos, de grande poder esotérico.

É ostensível que todos esses seres ingentes eram os fogos sagrados personificados dos poderes mais ocultos da Natureza.

Essa foi a Idade o fissiparismo, aquelas criaturas se reproduziam mediante o ato sexual fissíparo, “segundo se tem visto na divisão da célula nucleada, onde o núcleo se divide en dos subnúcleos, os quais se multiplicam como entidades independentes”.

Naqueles seres andróginos (elementos masculino e feminino perfeitamente integrados) a energia sexual operava de forma diferente à atual, e em determinado momento o organismo original do pai-mãe se dividia em duas metades exatas, multiplicando-se para o exterior como entidades independentes, processo similar à multiplicação por bipartição ou divisão celular. O filho andrógino sustentava-se por um tempo de seu pai-mãe. Cada um desses acontecimentos da reprodução original, primeva, era celebrado com rituais e festas.

Inquestionavelmente, a Ilha Sagrada, morada do primeiro homem do último mortal divino, ainda existe na quarta dimensão como insólita morada dos Filhos do Crepúsculo, Pais Preceptores da humanidade.

Terra do amanhecer, mansão imperecedoura, celeste paraíso de clima primaveral por ali, nos mares ignotos do Polo Norte.

Magnífico luzeiro no Setentrião, esse Éden da quarta coordenada, continente firme em meio ao grande oceano.

“Nem por terra nem por mar se consegue chegar à Terra Sagrada”, repete veementemente a tradição helênica. “Só o voo do espírito pode conduzir a ela”, dizem com grande solenidade os velhos sábios do mundo oriental.

SEGUNDA RAÇA-RAIZ OU HIPERBÓREA

Essa raça apareceu no cenário terrestre como resultado das incessantes transformaçoes que, através do tempo a 1ª Grande Raça Raiz experimentou. Habitou as regiões boreais que como ferradura continental circundam a Calota Polar Norte, ocupando o atual norte da Ásia, Groenlândia, Suécia, Noruega etc., estendendo-se até as Ilhas Britânicas.

Essa foi uma época de variadíssimas mutações na Natureza. Grande diversidade de espécies foi gestada no tubo de ensaio da Natureza, cujos 3 Reinos ainda não estavam de todo diferenciadas. O clima era tropical e essas terras cobertas de grande vegetação.

O ser humano continuava sendo andrógino, reproduzindo-se por brotação, sistema que ainda continua ativo nos vegetais.

É impossível encontrarem-se restos das primeiras Raças primevas porque a Terra estava constituída de protomatéria, semietérica e semifísica. Só nas Memórias da Natureza os grandes clarividentes podem estudar a história dessas Raças.

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TERCEIRA RAÇA-RAIZ OU LEMURIANA

Dessa segunda classe de andróginos divinos procedeu-se por sua vez a terceira Raça-raiz, os Duplos, gigantes hermafroditas, colossais, imponentes. A civilização lemúrica floresceu maravilhosa no continente Mu ou Lemúria, vulcânica terra no Oceano Pacífico.

O planeta chegou a um alto grau de materialidade, próprio desta Ronda físico-química. Como todas as formas de então existentes na Terra, o homem era de estatura gigantesca.

A reprodução era por geração ovípara, produzindo como seres hermafroditas, e, mais tarde, com o predomínio de um só sexo, até que por fim nasceram nasceram do ovo machos e fêmeas. Na quinta sub-raça lemuriana (pois cada grande Raça é formada de 7 sub-raças), começa o ovo a ser retido no ventre materno, e a criatura nasce débil e desvalida. Por último, na sexta e sétima sub-raças já é geral a geração por ajuntamento de sexos. Repito: nas primeiras sub-Raças lemurianas, todos os habitantes desse continente gigantesco que existiu no Oceano Pacífico eram machos e fêmeas ao mesmo tempo, tinham os dois órgãos sexuais (pênis e vagina, próstata e útero). E a partir da quarta sub-Raça os sexos foram se tornando cada vez mais especializados, nasceram somente homens e somente mulheres, os hermafroditas foram extintos naturalmente. Portanto, nesse período, foi necessária a contribuição mútua para a reprodução da espécie.

A reprodução sexual se fazia então sob a direção dos Kummaras, seres divinais que regiam os templos. Porém, na segunda metade do período lemúrico, começaram a fornicar, ou seja, a desperdiçar o esperma sagrado, ainda que tão só o faziam para dar continuação à espécie. Então, os Deuses castigaram a humanidade pecadora (que na mitologia judaico-cristã esse período lemuriano foi explicado na história de Adão e Eva no Paraíso), expulsando-os para fora do Éden paradisíaco, a Terra Prometida, onde os rios de água pura de vida manam leite e mel.

O ser humano expressava-se na Linguagem Universal, o seu Verbo tendo poder sobre o fogo, o ar, a água e a terra. Podia perceber a aura dos mundos no espaço infinito, e dispunha de maravilhosas faculdades espirituais que foi perdendo, como consequência do Pecado Original.

Esta foi uma época de instabilidades na superfície terrestre, devido à constante formação de vulcões e de novas terras. Ao final, por meio de 10 mil anos de espantosos terremotos e maremotos, o gigantesco continente Mu foi se desmembrando e fundindo-se nas ondas do Oceano Pacífico. Encontramos pequenos vestígios na Ilha de Páscoa, Austrália, na Oceania, costa oeste dos EUA etc.

Muito se tem discutido sobre o Paraíso Terreno. Realmente, esse Paraíso existiu e foi o continente da Lemúria, situado no Oceano Pacífico. Essa foi a primeira terra seca que houve no mundo. A temperatura era extremamente quente.

O intensíssimo calor e o vapor das águas nublavam a atmosfera e os homens respiravam por guelras, como os peixes.

Os Homens da Época Polar e da Época Hiperbórea e princípios da Época Lemúrica eram hermafroditas e se reproduziam como se reproduzem os micróbios hermafroditas. Nos primeiros tempos da Lemúria, a espécie humana quase não se distinguia das espécies animais; porém, através de 150 mil anos de evolução os lemurianos chegaram a um grau de civilização tão grandiosa que nós, os Ários, estamos ainda muito distantes de alcançar.

Essa era a Idade de Ouro, essa era a idade dos Titãs. Esses foram os tempos deliciosos da Arcádia. Os tempos em que não existia o meu ou o teu, porque tudo era de todos. Esses foram os tempos em que os rios manavam leite e mel.

A imaginação dos homens era um espelho inefável onde se refletia solenemente o panorama dos céus estrelados de Urânia. O homem sabia que sua vida era vida dos Deuses, e ele que sabia dedilhar a Lira estremecia os âmbitos divinos com suas deliciosas melodias. O artista que manejava o cinzel se inspirava na sabedoria eterna e dava a suas delicadas esculturas a terrível majestade de Deus.

Oh! A Época dos Titãs, a época em que os rios manavam leite e mel…

Os lemures foram de grande estatura e tinham ampla fronte, usavam simbólicas túnicas, branca à frente e preta atrás, tiveram naves voadoras e aparelhos propulsionados a energia atômica, iluminavam-se com energia atômica, e chegaram a um altíssimo grau de cultura. (Em nosso livro O Matrimônio Perfeito falamos amplamente sobre este particular.)

Esses eram os tempos da Arcádia: o homem sabia escutar, nas sete vogais da Natureza, a voz dos Deuses, e essas sete vogais (I-E-O-U-A-M-S) ressoavam no corpo dos lemures, com toda a música inefável dos compassados Ritmos do Fogo.

O corpo dos lemurianos era uma harpa milagrosa onde soavam as sete vogais da Natureza com essa tremenda euforia do Cosmo.

Quando chegava a noite, todos os seres humanos adormeciam como inocentes criaturas no seio da Mãe Natureza, afagados pelo canto dulcíssimo e comovedor dos Deuses, e quando a aurora raiava, o Sol trazia diáfanas alegrias e não tenebrosas penas.

Os casais da Arcádia eram matrimônios gnósticos. O homem só efetuava o conúbio sexual sob as ordens dos Elohim, e como num sacrifício no Altar do matrimônio para brindar corpos às almas que necessitavam reencarnar-se. Desconhecia-se por completo a fornicação e não existia a dor no parto.

Através de muitos milhares de anos de constantes terremotos e erupções vulcânicas, a Lemúria foi fundindo-se nas embravecidas ondas do Pacífico. Em tempo, surgia do fundo do oceano o Continente Atlante.”

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QUARTA RAÇA-RAIZ OU ATLANTE

Depois que a humanidade hermafrodita se dividiu em sexos opostos, transformados pela Natureza em máquinas portadoras de criaturas, surgiu a quarta Raça-Raiz sobre o geológico cenário atlante localizado no oceano que leva seu nome.

Foi engendrada pela terceira Raça há uns 8 milhões de anos, cujo fim o Manu da quarta Raça escolheu dentre a anterior os tipos mais adequados, a quem conduziu à imperecedoura Terra Sagrada para livrá-los do cataclismo lemuriano.

A Atlântida ocupava quase toda a área atualmente coberta pela parte setentrional do Oceano Atlântico, chegando pelo nordeste até a Escócia, pelo noroeste até o Labrador e cobrindo pelo Sul a maior parte do Brasil.

Os atlantes – de estatura superior à atual – possuíram uma alta tecnologia, a que combinaram com a magia, porém, ao final degeneraram-se e foram destruídos.

H. P. Blavatsky, referindo-se à Atlântida, diz textualmente em suas Estâncias antropológicas:

“Construíram templos para o corpo humano, renderam culto a homens e mulheres. Então, cessou de funcionar o terceiro olho (o olho da intuição e da dupla visão). Construíram enormes cidades, lavrando suas próprias imagens segundo seu tamanho e semelhança, e as adoraram…

Fogos internos já haviam destruído a terra de seus pais (a Lemúria) e a água ameaçava a Quarta Raça (a Atlântida).

Sucessivos cataclismos acabaram com a Atlântida, cujo final foi reconstituído em todas as tradições antigas como o Dilúvio Universal.”

A época da submersão da Atlântida foi realmente uma era de câmbios geológicos. Emergiram do seio profundo dos mares outras terras firmes que formaram novas ilhas e novos continentes.

QUINTA RAÇA-RAIZ OU ÁRIA

Já há 1 milhão de anos que o Manu Vaivasvata (o Noé bíblico) selecionou de entre a sub-Raça protossemítica da Raça Atlante as sementes da quinta Raça-Mãe e as conduziu à imperecedoura Terra Sagrada. Idade após idade, foi modelando o núcleo da humanidade futura. Aqueles que lograram cristalizar as virtudes da Alma acompanharam o Manu em seu êxodo à Ásia Central, onde morou por longo tempo, fixando ali a residência da Raça, cujos galhos haveriam de ramificar-se em diversas direções.

Eis agora as sete sub-raças ou galhos do tronco ário-atlante:

A primeira sub-raça desenvolveu-se no Planalto Central da Ásia, de forma mais concreta na região do Tibete, e teve uma poderosa civilização esotérica.

A segunda sub-raça floresceu no sul da Ásia, na época pré-védica, e então foi conhecida a sabedoria dos Rishis do Hindustão, os esplendores do antigo império chinês, o Sudeste Asiático, o poderoso reino do Camboja etc.

A terceira sub-raça desenvolveu-se maravilhosamente no Egito (de direta ascendência atlante), Pérsia, Caldeia, árabes etc.

A quarta sub-raça resplandeceu com as civilizações da Grécia e de Roma.

A quinta sub-raça foi perfeitamente manifestada na Alemanha, Inglaterra e outros países.

A sexta sub-raça resultou da mescla dos espanhóis e portugueses com as raças autóctones da América.

A sétima sub-raça está perfeitamente manifestada no resultado de todas essas mesclas de diversas raças, tal como hoje podemos evidenciar no território dos Estados Unidos.

Nossa atual Raça finalizará com um grande cataclismo.

SEXTA RAÇA-RAIZ OU KORADHI

A Sexta Raça (Raça Koradhi) viverá em uma Terra transformada (a Quinta Ronda, ou Etérica; leia o texto sobre as Rondas Planetárias).

SÉTIMA RAÇA-RAIZ OU LILIPUTIANOS

A sétima será a última, pequeníssimos em estatura física, porém gigantes em âmbito espiritual. Viverão numa terra totalmente etérica e astral.

E depois dessas Sete Raças, a Terra em seu aspecto físico se converterá em uma nova lua, sem vida… E as civilizações viverão na Terra Etérica, Astral e Mental.

Magia Elemental do Ovo Órfico

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Existem diversos rituais e práticas com a Magia Elemental dos Galos dentro dos estudos gnósticos e um deles refere-se a uma prática “jinas” com o ovo. É a chamada Prática do Ovo Órfico. Com o Ovo Órfico pode-se curar pessoas, locais degradados da Mãe Natureza, abençoar rios, limpar pessoas e locais das larvas astrais, proteger com a Luz Crística os lares etc. E também exercícios jinas, como veremos o seguinte texto, do VM Samael:

Nestes momentos, vem à memória o Ovo de Ouro de Brahma que simboliza o universo. Nossa terra tem a figura ovoide.

A primeira manifestação do Cosmo em forma de ovo era a crença mais difundida na Antiguidade.

No ritual egípcio se diz que Seb, o Deus do Tempo e da Terra, pôs um ovo ou o universo; um ovo concebido na hora do grande Uno da Força Dupla…

O deus RA é representado pelos egípcios em processo de gestação dentro de um ovo.

O Ovo Órfico figurava nos Mistérios Dionisíacos. Na Grécia e na Índia, o primeiro ser visível masculino que reunia em si mesmo os dois sexos era representado saindo de um ovo. O ovo simboliza o mundo. Assim, pois, a lógica convida-nos a pensar que no ovo existem grandes poderes ocultos.

A Guru Litelantes explicou-me a Fórmula Mágica do Ovo. Ela me disse que com o ovo qualquer um podia pôr seu corpo físico em estado de jinas.

Faça um pequeno furo no extremo pontiagudo de um ovo e tire por esse furo a sua gema e a sua clara. Antes de fazer o furo, o discípulo deverá amornar o ovo ligeiramente na água. Logo após, pintará esse ovo com a cor azul. Coloque sua casca perto do leito e adormeça, imaginando-se metido dentro do ovo.

O Mestre Huiracocha diz que nestes instantes deve-­se invocar ao Deus Harpócrates, pronunciando o seguinte mantra:

HAR-PO-CRAT-IST

O deus Harpócrates levará o discípulo dentro do ovo, o qual sentirá um grande arranhamento ou coceira em seu corpo.

VM Litelantes: Virgem do Carma e mestra Jinas

Sentir-se-á incômodo porque estará na incômoda posição do pinto dentro do ovo. O discípulo não deve protestar. O Deus Harpócrates transportá-lo-á aos mais distantes lugares e depois abrirá o ovo, deixando-o lá.

No princípio, o estudante só conseguirá se transportar em corpo astral. Mais tarde, poderá se transportar com o corpo físico em estado de jinas. Isto é questão de muita prática e tenacidade.

Os estados de Jinas nos permitem realizar todas essas maravilhas. A Guru Litelantes demonstrou-me na prática como um corpo físico em estado de Jinas pode assumir diferentes formas, como tornar-se grande ou pequeno à vontade. Realmente, a medicina oficial ainda não conhece o corpo físico a não ser em seus aspectos puramente primários ou elementares.

Os cientistas ignoram totalmente que o corpo físico é plástico e elástico. A anatomia e a fisiologia oficiais ainda se encontram em estado embrionário.

As Forças Harpocratianas

As forças que a Guru Litelantes ensinou-me a manejar são as forças de HAR-PO-CRAT-IST que fervem e palpitam em todo o universo. As forças harpocratianas são uma variante das forças crísticas. Onde quer que haja um estado de Jinas, um desdobramento astral, um templo de Jinas ou um lago encantado, ali estão as forças de HAR-PO-CRAT-IST em função ativa.

Com estas práticas de HAR-PO-CRAT-IST, o discípulo vai acumulando as energias de HAR-PO-CRAT-IST, que mais tarde permitirão realizar verdadeiras maravilhas e prodígios.

Aprendi essa maravilhosa ciência com a minha esposa-sacerdotisa, a Guru Litelantes, que trabalha nos mundos superiores como um dos 42 Juízes do Carma.

Mais uma Explicação sobre as Forças Harpocratianas

Harpócrates, que em grego significa O Pequeno Hórus, é o Deus do Silêncio e foi muito reverenciado em Elêusis. Leonardo da Vinci, conhecedor dos Mistérios de Ísis e seu filho, Hórus-Harpócrates, os reverenciou no quadro Mona Lisa

Um samyasin tem três partes: a primeira é a Concentração, a segunda é a Meditação e a terceira, o Êxtase. Se primeiro nos concentramos no corpo físico e depois meditamos nele, em suas células, em suas moléculas, na construção de seus átomos etc. e por último chegamos à adoração, ao êxtase, então o corpo físico penetrará na quarta dimensão e poderá viajar através do mundo da quarta vertical.

Nessa região poderemos encontrar uma outra humanidade que vive ao lado da nossa; que dorme, que come e que vive, mas que não sofre como todos nós estamos sofrendo. Existem diferentes procedimentos para colocar o corpo físico na quarta vertical.

Na sabedoria antiga se menciona a Harpócrates. Mas, isso que estou dizendo não tem valor algum para os céticos, para esses que estão engarrafados pela dialética materialista, para os reacionários, para os conservadores e retardatários. O que estou dizendo é revolucionário demais para ser aceito pelos que estão presos ao dogma tridimensional de Euclides.

Harpócrates! Nome grego extraordinário, maravilhoso. Os místicos dos mistérios de Elêusis pronunciavam esse nome da seguinte maneira:

Har-po-crat-ist…

Eles faziam certas práticas muito engenhosas que bem vale a pena comentar. Essas práticas pertencem aos Mistérios Gregos, aos Mistérios que foram conhecidos em Atenas, Elêusis etc.

Deitado em decúbito dorsal (barriga para cima), ou de lado, preferivelmente, com a cabeça na palma da mão esquerda, o asceta grego se imaginava ser um pintinho dentro da casca do ovo, se concentrava intensamente em Harpócrates, chamando-o:

Har-po-crat-ist…

E quando, já entre sonhos, começasse a sentir cócegas pelo corpo, armado de grande vontade, não levava as mãos ao mesmo [onde estava sentindo coceiras. Nota do GnosisOnline]  para não perder o estado psicológico especial em que estava e depois se levantava suavemente da cama e pronunciava esta frase ritual:

“Harpócrates, ajude-me que vou com meu corpo”.

E com toda confiança saía do quarto, dando posteriormente um saltinho com o propósito de penetrar violentamente dentro da quarta vertical…

Os 7 metais sagrados

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Os Raios Elementais dos Metais possuem seus mais dignos e sagrados representantes. De todas as classes metálicas existentes em nosso sistema solar, existem as sete hierarquias mais elevadas, sob o ponto de vista da evolução elemental.

Esses sete metais vêm a ser o corpo físico de 7 classes distintas de devas e elementais mágicos, os quais estão intimamente ligados aos Hierarcas Divinos que regem toda a nossa evolução interior e exterior.

Por isso é que as práticas mágicas na Gnose dão especial ênfase ao uso de instrumentos feitos com determinados metais, pedras e diversas outras substâncias. E mui especialmente um elemento de Alta Magia chamado Eléctrum Mágico, que comentaremos logo abaixo.

Os 7 metais, sagrados, mais superiores do nosso sistema solar, que recebem influências das esferas magnéticas e espirituais dos 7 planetas e os 7 Logoi Planetários, são:

Ouro – ligado ao Sol e ao Arcanjo Michael
Prata – Lua – Gabriel
Mercúrio – Mercúrio – Rafael
Cobre – Vênus – Uriel
Ferro – Marte – Samael
Estanho – Júpiter – Zacariel
Chumbo – Saturno – Orifiel

Cada Reino possui guardiães, cada espécie e cada forma etc. fazem parte de uma escada hierárquica infinitamente complexa, que vai de uma simples forma (aparentemente) inanimada até o mais exaltado dos Seres Cósmicos do Sistema Solar.

Nossa evolução planetária está regida principalmente pelos 7 Supremos Reitores, os chamados 7 Anjos da Presença de Deus, segundo o Apocalipse de João. Estes, sim, são os verdadeiros Senhores dos 7 Raios.

Esses seres sagrados são os Regentes Supremos que guiam toda a evolução elemental, humana, angélica, arcangélica, serafínica etc. etc. em nosso planeta. Cada um deles mora em um templo-coração, ou templo central, e este Templo se encontra no centro magnético de um determinado planeta.

Eléctrum Mágico

Pode-se receber o benefício mágico, magnético e prânico dos 7 metais planetários colocando-os, por exemplo, em pequeníssima fração desses mesmos metais dentro de um pequeno tubo de vidro e levando-o em um pingente metálico em nosso pescoço. Ou, ainda, atrás de um medalhão consagrado, como por exemplo, o famoso Pentagrama Esotérico Gnóstico.

Quando se colocam os 7 metais e se abençoa o pentagrama, este passa a receber o nome de Eléctrum Mágico.

Isso o torna um poderoso selo de proteção e equilíbrio para todo estudante gnóstico. Especialmente porque se os 7 metais forem inseridos na parte traseira do Pentagrama Esotérico, a energia desses metais entrará em contato com o campo áurico de quem o usar, dando-lhe todos os benefícios inerentes à aura de cada metal, como lemos acima na lista dos 7 Metais.

(Para saber mais sobre o Pentagrama Esotérico contendo os 7 Metais, clique aqui.)

Experiência Clarividente com o Ouro

A seguir, passo o trecho de uma experiência vivenciada pelo grande iluminado Geoffrey Hodson, da Sociedade Teosófica, com o Raio do Ouro:

“A Ordem dos Deuses que assim ajudam o Logos no processo da produção de formas evolutivas pela pronunciação do ‘Verbo’, é conhecida como a dos Construtores. Os membros das categorias superiores desta Ordem – dos quais uma linhagem é conhecida no hinduísmo como Gandarvas ou Deuses da Música – são conscientes do propósito criador, percebem e conhecem os Arquétipos ou ideias divinas.

Pela autounificação com a Força-Verbo descendente, particularmente com as correntes que vibram em frequências idênticas às de sua própria natureza, eles as amplificam e consequentemente aumentam o seu poder produtor de formas.

Porque, dentro da Ordem dos Construtores existem hierarquias que são manifestações dos acordes do “Verbo” criador, de que os Arquétipos e formas são expressões. Esta afinidade de vibração atrai a hierarquia particular para o seu campo apropriado de trabalho como construtores-de-forma nos quatro reinos da Natureza.

O ouro, por exemplo, pode ser considerado como o produto físico da energia criadora vibrando na frequência em que o ouro se manifesta em termos de força. O ouro, como também todas as substâncias, está representado no “Verbo” criador como um acorde, que é a expressão em termos de som da ideia divina do ouro.

A força-Verbo é emitida da Fonte espiritual, e percutindo na matéria virgem, pelos processos anteriormente descritos, fá-la fisicamente tomar a típica disposição molecular e a forma cristalina do ouro.

O Raio do Ouro vai desde os mais humildes e simples Elementais Atômicos do ouro, indo até os grupos de Deuses mais elevados do ouro, chegando, finalmente, a Consciência Cósmica dos Supremos Hierarcas do Sol, o chamados LEÕES DO FOGO, encabeçados pelo Arcanjo MICHAEL

Os Deuses do Ouro

Esse processo não é puramente automático. Há uma hierarquia de Deuses, cujo acorde é de natureza idêntica à do ouro. Eles podem ser concebidos como a ideia divina do ouro manifestada como uma Ordem de seres viventes.

Membros desta hierarquia são atraídos pela afinidade vibratória para as correntes de força do ouro que constantemente descem da Fonte criadora para o mundo físico. Sua presença e assistência intensificam as frequências componentes e desse modo aumentam o poder produtor de formas da força-Verbo.

Assim, parte da função dos Deuses do ouro, bem como de todos os Deuses da Ordem dos Construtores, é a de ajudar no processo de produção de substância e formas físicas.

Na superfície de veios de ouro, tais como na Cordilheira de Witwatersrand, na África do Sul, vi numerosos Deuses e espíritos da natureza associados à força criadora, à vida animadora e à subjacente consciência do ouro.

Acima deles, espacialmente e em evolução, havia grupos de Deuses mais elevados, enquanto que além destes ainda, vagamente percebida, estava a Inteligência planetária do Ouro. Este grande Ser parecia estar fundido, como Coordenador, Diretor e Estimulador, na força, vida e consciência do Ouro.

Na cordilheira, nos níveis de emoção e pensamento concreto, há uma consciência-grupo do Ouro. Está separada de outros grupos minerais por sua membrana envolvente, pelas diferenças de frequência da força criadora do ouro e pelo fato do desenvolvimento superior da vida animadora do ouro.

A força descendente, se descrita antes diagramaticalmente do que na realidade, ou mais de um ponto de vista tridimensional do que quadrimensional, assemelha-se toscamente a um jato cônico de luz solar, brilhando desde o ápice que é a Fonte planetária criadora, até a Terra.

A vida no interior da corrente é mais intensamente colorida e mais vivida do que a de qualquer outro mineral desta região. Harmonizado com sua frequência ou ritmo, eu senti sua força atravessando meus corpos, elevando, estimulando tudo o que corresponde a ouro na constituição humana.

Viam-se as hostes dos Deuses do Ouro movendo-se no meio da corrente descendente de força áurea. Eles têm algo de feminino na aparência. A face dá a impressão de uma tez muito pálida, quase incolor. O “cabelo” – em realidade correntes de força – é linhoso com um reflexo de ouro. A aura derrama-se em curvas fluentes, alargando-se à medida que descem em faixas de nuances muito suaves de verde, rosa, amarelo e delicado azul.

A terceira parte inferior da aura está cheia de miríades de pontos de luz dourada. Todos estes estão em rápido movimento e aumentam em quantidade em direção à “orla” desta linda veste áurica. Toda a forma e aura do Deus – ou Deusa – reluz brilhantemente com o resplendor do ouro. Estes Deuses menores do ouro são curiosamente impassíveis.

Eventualmente, aqueles próximos à superfície da estepe se movem lentamente num entrelaçamento encadeado, como o movimento de uma majestosa dança. Ao mesmo tempo, eles mantêm um gracioso movimento de braços, como na disseminação manual de sementes. Aparentemente esquecidos do exterior, eles usam suas mentes para emprestar à tripla corrente “descendente” de áureo poder, vida e consciência, uma força e individualidade adicionais. Ainda que se desperte e prenda atenção de um deles, ele vê a gente confusamente, como que através de uma névoa de ouro, e não faz nenhum esforço para responder.

Vários tipos de espíritos da natureza estão nas profundidades, frequentemente uma milha abaixo. Alguns têm corpos esquisitos, tipo sátiro – remanescentes etéricos de esforços desajudados da Natureza para construir formas em ciclos primitivos – com longas, finas e pontudas faces, e corpos nus e fuscos de forma humana, salvo as pernas e os pés que se assemelham às de um animal. Cada um está associado a certa área de rocha subterrânea.

Eles parecem estar manipulando forças terrestres, usando poderosa força de vontade no processo, como se estivessem malhando e soldando as energias descendentes para torná-las interdependentes e homogêneas. Este trabalho não é, entretanto, manual, mas o resultado da vontade exercida instintivamente. Parecem ter grande satisfação desta atividade, experimentar um sentimento de domínio sobre forças poderosas, as quais lhes dão o impulso para manter sua concentração.

O ouro verte da rocha semelhante a tênues gotas, enquanto os menores dos espíritos da natureza, movendo-se ao redor e dentro das gotas, assemelham-se a diminutas bactérias de forma espiral em cor de ouro vivo.

No nível etérico, miríades deles “boiam” na corrente descendente, onde existem depósitos. O conjunto dá a impressão de um vasto laboratório com inumeráveis manipuladores, no qual estão continuamente sendo formados elementos, e preside-o um Espírito superior.

Os Deuses e os espíritos da natureza, do ouro, não parecem se ressentir da mineração. São totalmente impessoais, e onde quer que haja ouro, ali estão em contato com a sua vida no interior.

Magia da cana-de-bambu

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E olhei a altura da casa ao redor: Os cimentos das câmaras eram uma cana inteira de seis côvados de grandeza. (Ezequiel, vers. 8, cap. 41)

E o que fala comigo tinha uma medida de uma cana de ouro para medir a cidade, suas portas e seu muro. (Apocalipse. Versículo 15. Capítulo 21).

E levou-me ali, e eis aqui um varão, cujo aspecto era como o aspecto de metal, e tinha em cordel de linho em sua mão e uma cana de medir, e ele estava na porta. (Ezequiel, vers. 2, cap. 40)

A cana é o cetro dos Mestres da Fraternidade Branca.

Na cana, fica registrado o ascenso ou descenso do fogo sagrado.

Dentro da cana está toda sabedoria do rio Eufrates.

Os elementais do Bambu têm íntima relação com o Raio do Fogo

Dentro da cana está toda a sabedoria dos quatro rios do Éden.

A cana representa exatamente a nossa coluna espinhal.

No meio da medula espinhal existe um fino canal. Esse fino canal medular é o canal de sushumna.

No meio do canal sushumna existe um fio que corre ao longo da medula espinhal.

Por esse fino fio nervoso ascende a Kundalini desde o cóccix até o entrecenho, seguindo o curso medular.

Nossa coluna espinhal tem 33 vértebras, as quais são chamadas de cânones em ocultismo.

Os 33 cânones representam os 33 graus esotéricos da Maçonaria Oculta.

Desperta-se a kundalini praticando a magia sexual.

A Kundalini acha-se encerrado em uma bolsa membranosa, situada no osso do cóccix.

Com a magia sexual, a Kundalini entra em atividade, rompe a bolsa membranosa em que está encerrado e entra no canal medular por um orifício ou porta situada na parte inferior da medula.

Essa porta medular permanece fechada nas pessoas comuns e vulgares.

Os vapores seminais permitem que o anjo governador dos elementais dos cedros abra essa porta a fim de que a cobra ígnea entre por ali…

O fogo vai subindo lentamente, de acordo com os méritos do coração.

Cada uma das 33 câmaras sagradas representa determinados poderes cósmicos e determinadas somas de valores de santidade.

O anjo governador de todos os elementais das macieiras vai abrindo as câmaras santas da nossa coluna espinhal, conforme praticamos a magia sexual e nos santificamos.

No sêmen existe um átomo angélico que governa os nossos vapores seminais.

Esse átomo angélico leva os vapores do sêmen para o canal medular a fim de que o anjo dos cedros dos bosques o utilize para abrir a porta inferior da medula a fim de que a divina princesa Kundalini entre por ali.

Por isso as portas do Templo de Salomão foram construídas com cedros do Líbano.

Na palavra Líbano está escondido o IAO que permite ao anjo dos cedros dos bosques abrir a porta da medula espinhal, quando praticamos a magia sexual.

IAO é o mantra da magia sexual.

A pronúncia correta desse mantra se verifica quando vocalizamos cada letra separadamente e alongamos som de cada vogal.

O mantra IAO deve ser vocalizado durante os transes da magia sexual para despertar o fogo sagrado.

Em nossa coluna espinhal existe sete nadis ou centros ocultos simbolizados pelos setes nós da cana de bambu.

Verdadeiramente, nossa coluna espinhal tem a forma de uma cana de bambu com seus sete nós.

Os rituais do primeiro, segundo e até terceiro grau, com os quais os gnósticos oficiam, pertencem à cana.

Nossa coluna espinhal tem dois orifícios: um inferior e o superior, situado na parte superior do crânio, é a porta de saída da medula. Por ali desce a terrível força das hierarquias junto com o sibilo do Fohat para as profundezas da nossa cana a fim de fazer subir o fogo sagrado, quando ganhamos um cânone espiritual.

Então, abre-se uma porta diante do templo para receber o grau, os símbolos e a festa.

Essas são as festas dos templos e dos Deuses.

Os 33 Graus da Maçonaria correspondem à idade de Cristo e às 33 vértebras

E assim, por esse caminho de fogo ardente e abrasador, vamos entrando em cada uma das nossas câmaras ígneas que faisqueiam no fogo do universo.

Quando alguém se deixa cair, isto é, quando derrama seu sêmen, o anjo da macieira, governador de todos os elementais das macieiras, fecha a porta de uma ou mais câmaras da nossa coluna espinhal e o fogo sagrado desce um ou mais cânones, segundo a grandeza de nossa falta.

Quando o fogo sagrado entrou nas 33 câmaras ardentes, vem a Alta Iniciação.

O Íntimo tem duas almas: uma divina e outra humana.

Na Alta Iniciação, a alma divina funde-se totalmente com Íntimo e o Íntimo nasce nos mundos internos como um novo Mestre de Mistérios Maiores da Fraternidade Branca Universal.

As sete Rosas Ardentes da nossa coluna espinhal flamejam vitoriosas na aura abrasadora do universo.

O novo Mestre surge das profundezas vivas da consciência e abre passagem através dos corpos da vontade, mental, astral, e vital para expressar-se por fim através de nossa laringe criadora.

Agora, o Mestre deve extrair de seus veículos inferiores todos seus extratos anímicos.

Esse trabalho realiza-se através do fogo.

O fogo tem sete graus de poder.

Os sete graus de poder do fogo pertencem aos nossos sete corpos.

Temos sete cobras sagradas, dois grupos de três com a sublime coração da sétima serpente de fogo ardente que nos une com a lei e com o pai.

Essas são as sete escalas do conhecimento.

Esses são os sete portais das sete grandes Iniciações de Mistérios Maiores.

Através desses sete portais reinam somente o terror do amor e lei.

Cada um dos sete corpos é uma duplicata exata do corpo físico.

Cada um dos sete corpos tem sua medula e seu sêmen.

Cada um dos sete corpos tem sua própria cobra.

Temos, pois, sete canas, sete taças e sete montes eternos.

A medula de cada um dos sete corpos está simbolizada por cada das sete canas.

O vinho sagrado (sêmen) reside em cada uma das nossas sete taças.

O plano físico, o plano etérico, o plano astral, o plano metal, o plano causal, o plano da consciência (búdico) e o plano do Íntimo (átmico) são os sete montes eternos.

Há que se subir os sete graus do fogo.

Devemos nos converter em reis ardentes no cume majestoso dos sete montes eternos.

Devemos empunhar cada uma de nossas sete canas.

O anjo que governa a vida elemental dos bambus tem o poder de nos receber nos grandes Mistérios do Fogo ou de nos expulsar dos santos templos.

Em nossa cana estão registrados todos os nossos atos bons e maus.

O anjo governador desses grandes canaviais lê o nosso livro e ajuda de acordo com a Lei.

Nossa coluna espinhal é um grande livro onde as nossas vidas passadas estão registradas.

Na coluna espinhal; temos de aprender a resistir com heroísmo a todas as tentações.

Cristo, que suportou todas as tentações, é o único que pode nos dar poder e força para não cairmos em tentação.

Temos de formar a Cristo em nós para adquirir fortaleza e na cairmos em tentação.

Há que se formar o cristo em nós.

O Cristo forma-se em nós com a prática intensa da magia sexual com a esposa ou com a abstenção total, com o terrível sacrifício da abstenção.

A substância Cristo está difundida pelos espaços infinitos e conformes praticamos a magia sexual, vai sendo absorvida por cada um de nós.

Esses sete portais ardentes são algo muito íntimo, muito próprio, muito particular e muito profundo.

O caminho da Iniciação é algo muito interno e muito delicado.

Para possuir a cana, o discípulo deve se libertar de todo tipo de escolas, religiões, seitas, partidos políticos, conceitos de pátria e de bandeira, dogmatismos, intelectualismos, apetites, medos, ânsias de acumulação, preconceitos, convenções, egoísmos, ódios, cóleras, opiniões, polêmicas de aulas, autoritarismos etc.

Temos de buscar um guru para que nos conduza por esse caminho interno e delicado…

Busca-se o Guru dentro, nas profundezas da consciência…

Cada discípulo pode procurar o Mestre dentro de si… Dentro… Dentro…

Encontra-se o Mestre nas profundezas da consciência.

Se queres buscar o Mestre, abandona a erudição livresca e as escolas pseudoespiritualistas…

Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece.

O mais grave perigo que o ocultista tem de enfrentar é a cultura livresca.

Os estudantes de ocultismo que leram demais, comumente enchem-se de um orgulho terrível.

Então, o estudante, envaidecido pelo intelecto, se julga o dono da sabedoria mundial e não só perde seu tempo lamentavelmente de escola em escola, como fecha a porta da iniciação para si mesmo e cai na magia negra.

Devemos nos tornar como crianças para penetrar na sabedoria do fogo que está dentro do nós, nas profundezas vivas da nossa consciência interna.

Os 4 Rios do Éden correspondem as 2 Testemunhas do Apocalipse (Idá e Píngala) do casal gnóstico

Temos de ser humildes para alcançar a sabedoria, depois de alcançada a sabedoria, devemos ser muito mais humildes.

Falando esotericamente, a cana de bambu de sete nós é a raiz de nossos pés.

Quando compreendemos que as raízes mais íntimas da nossa existência se escondem nas profundezas da nossa medula espinhal e do nosso sêmen, então entendemos este símbolo da sabedoria ardente.

Sobre o desconhecido pousam nossos pés espirituais e o desconhecido reside em nossa cana, por isso a cana é a raiz de nossos pés, falando-se em linguagem esotérica.

Entende-se este símbolo quando pensamos nas raízes das árvores.

A árvore vive e alimenta-se da suas raízes e as raízes da nossa existência estão na medula espinhal e no sêmen.

Se o homem não tivesse uma coluna espinhal, de nada lhe serviriam os pés porque não poderia se sustentar sobre eles, lhe faltaria à cana para permanecer ereto.

Se o homem pode se sustentar sobre os pés é pela cana. Agora, compreendemos o símbolo da sabedoria ardente, quando afirma que a cana é a raiz de nossos pés.

Sem essas raízes, nossos pés não poderiam sustentar o corpo físico e não serviriam para nada.

Todo o poder do homem está na no sêmen e na medula.

Os pés dos grandes monarcas do fogo sustentam-se sob o poder majestoso se sua cana, por isso a cana é a raiz de nossos pés.

Ai do Mestre que perde o poder da sua cana porque seus pés rodarão ao abismo…

Cada um dos elementais das canas de bambu é uma criancinha inocente de túnica branca.

Qualquer um fica aniquilado quando entra no templo do anjo que governa essa população elemental dos bambus.

No templo está cheio de flores de imaculada beleza e esses inocentes brincam felizes nos jardins do templo.

O anjo que os governa, os educa e os instrui na sabedoria da natureza.

Nesse templo do anjo dos bambus, existem apenas sabedoria, crianças que brincam, música e flores.

Assim fomos nós, os humanos no passado: elementais inocentes brincando no Éden…

Mas, quando o homem desobedeceu às ordens do senhor Jeová e se entregou ‘a fornicação, o fogo da sua cana apagou-se e o homem caiu nas trevas do abismo.

Foi necessário enviar-se um salvador para que tirasse a humanidade do precipício…

Esse salvador é Cristo e a sabedoria de Cristo é a sabedoria de Melquisedeck.

Essa sabedoria está no sexo.

O Éden é o próprio sexo.

A porta de entrada do Éden é a mesma por onde saímos.

Essa porta é o sexo.

Se por desobedecer saímos do Éden, obedecendo voltamos ao Éden.

Se por comer da fruta proibida saímos do paraíso, não a comendo, voltamos ao paraíso.

Empunhamos novamente a nossa cana de sete nós para nos convertermos em monarcas onipotentes dos sete montes.

O eu da bruxaria

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Quando falamos em bruxaria, logo nos vem à mente uma mulher velha, feia, com verruga no nariz, ou um homem com cara de sério que faz encantos para prejudicar as pessoas.

A grande verdade é que vemos nas outras pessoas tudo aquilo que temos dentro de nós, tudo aquilo que somos internamente.

Certamente, ao longo de muitas existências nos envolvemos em algum tipo de ritual, em alguma sociedade oculta onde era praticado algum tipo de magia.

Na maior parte das vezes nos envolvemos com magia negra.

O VM Rabolu dizia que a maior parte da humanidade tem pactos com a Loja Negra, e isso é, infelizmente, um fato. A Loja Negra (congregação formal ou informal, consciente ou inconsciente, de todos os seres que tenham Ego) sabe aliciar seus sequazes de maneira muito sutil, e quando menos se espera estamos firmando pactos com essas instituições.

Dentro de nós temos uma classe de eus psicológicos que merecem ser bem estudados; estes eus são os “eus da bruxaria”.

Por mais que uma pessoa nunca tenha, nesta existência, se interessado por algum tipo de magia, feitiçaria, encantos, poções mágicas etc., certamente leva dentro de si dezenas de agregados psicológicos que se interessam por esses assuntos, e até, não raro, no mundo astral, são magos negros terrivelmente perversos que trabalham dentro de salões da Loja Negra.

Esses eus foram criados ao longo de nossas existências.

Hoje em dia, mediante a auto-observação podemos verificar isso que estamos afirmando. Quantas vezes não nos interessamos por simpatias, encantos, feitiços, magia? Quantas vezes não procuramos num desses livros de capa preta, onde estão repletos de encantos, mandingas e simpatias, alguma fórmula para conquistar o coração daquela pessoa que desejávamos?

Quantas vezes não recorremos a alguma pessoa que sabia fazer despachos, encantos, “trabalhos”, para conquistar aquilo que queríamos, ou, quem sabe, até para prejudicar alguém?

Outra forma muito discreta de os eus da bruxaria se manifestarem é quando forçamos o livre-arbítrio das pessoas, quando queremos algo e insistimos por isso.

Se formos enumerar todas as coisas que existem dentro de nós e que nos levam a colocar em atividade o eu da bruxaria, precisaríamos ficar horas e horas escrevendo sem parar.

Novamente, afirmamos: o “eu da bruxaria” é um fato e precisa ser eliminado se quisermos seguir pelo caminho iniciático.

Muitos estudantes, muito bem-intencionados, acabam fortalecendo o eu da bruxaria, fazendo mau uso do conhecimento esotérico.

Toda pessoa que comece a trabalhar com mantras, invocações, magia sexual e não esteja eliminando o ego de momento em momento, está fortalecendo seus eus psicológicos.

Se não trabalhamos constantemente com a morte do eu, o ego domina todas nossas faculdades, tais como clarividência, clariaudiência etc.

Se essas faculdades caem nas mãos do ego, este começa a utilizá-las em seu proveito, e quando a pessoa menos espera se transforma em um mago negro, mesmo sem o saber.

Uma pessoa que desenvolve suas faculdades sem morrer se torna um pseudovidente, pseudo-ocultista, pensa que sabe muito, mas na verdade seu ego domina toda sua “máquina humana” e faz o que bem entender com suas faculdades.

O ego, em posse de tais faculdades, começa a frequentar salões de magia negra no astral, faz pactos e escraviza pessoas pelo resto de sua vida.

Muitas vezes, o simples fato de passarmos em frente a uma igreja, a um salão de magia, a uma casa de espiritismo, e sentirmos a curiosidade de saber o que ocorre lá dentro, já é suficiente para que à noite nosso eu da bruxaria se desdobre até aquele lugar sinistro e realizr pactos com as pessoas que lá oficiam.

Outras pessoas têm o eu da bruxaria tão desenvolvido que à noite, enquanto dormem, seus eus atuam dentro da Loja Negra aliciando outras pessoas, fazendo o mal por toda parte onde passam. Na maioria das vezes a pessoa nem desconfia disso.

Existem pessoas que possuem o eu do vampirismo, roubam energias das pessoas somente com o olhar.

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Quem nunca ouviu dizer que fulano tem olho gordo, olho ruim? Que cicrano entrou na minha casa e todas as plantas morreram?

E na maioria das vezes essas pessoas que fazem isso nem sabem o que estão fazendo, são tão adormecidas que ignoram o mal que fazem ao próximo.

Por isso, a esses e a muitos outros fatos podemos afirmar, veementemente, que o eu da bruxaria vive dentro de praticamente TODOS nós, em alguns ele se manifesta com maior intensidade, em outros em menor, e por causa desse fato precisamos trabalhar intensamente com esse defeito gravíssimo.

pentagrama-grande-prata-detalhes-esotera-500x500A melhor maneira é colocar a disciplina em nossa vida e começar a praticar o fator morrer, a morte em marcha, por meio de orações ao nosso Ser Divino, por meio da meditação etc.

Sempre que passarmos em frente a algum lugar que se diga místico, que faça rituais, salões de espiritismo, templos em geral, devemos nos auto-observar e eliminar aquele eu que surge dentro de nós naquele momento, aquele eu curioso que quer saber o que acontece ali dentro, que se interessa por trabalhos de magia negra, simpatias, filmes de bruxos etc.

Dedicar a maior parte de nosso dia ao trabalho com a auto-observação, com a morte em marcha.

Não ler livros de autores pseudoesotéricos, livros de encantos, de magias, feitiçarias, simpatias etc., tudo isso engorda o eu da bruxaria e nos leva a fazer pactos com entidades negativas no mundo astral.

Sempre que entrarmos numa livraria e um livro desses nos chamar a atenção, devemos chamar nossa Divina Mãe Kundalini e suplicar-Lhe para que elimine de nossa psique esse defeito, que o desintegre.

Fazendo isso, praticando corretamente os 3 Fatores de Revolução da Consciência, que são:

· Castidade (Nascer)
· Autoconhecimento (Morrer)
· Amor Consciente (Sacrifício, Compaixão e Caridade)

Aos poucos vamos rompendo com todos esses pactos que fizemos com a Loja Negra, e assim conquistando o direito de visitar os templos da Loja Branca.

Lembrem-se: Só podemos servir a um Senhor.

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O que é compaixão

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NENHUM SER HUMANO PODE ENCONTRAR A FELICIDADE ENQUANTO A SEU LADO EXISTIR O SOFRIMENTO DE OUTROS SERES!

No mês de maio de 2017, por ocasião do Wesak, festa sagrada budista, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu à comunidade mundial para que se inspirasse na jornada de Buda e abraçar sua mensagem de Compaixão, ensinando que a mensagem de Buda é “atemporal”.

Nessa mensagem, Guterres afirmou que a mensagem de Compaixão de Buda é “atemporal” e “em nosso mundo interligado não pode haver paz enquanto outros estiverem em perigo, não existe segurança enquanto outros sofrem privação, nenhum futuro será sustentável até que todos os membros de nossa família humana desfrutem de seus direitos humanos”.

Sim, porque como provavelmente é claro para a maioria das pessoas, tudo o que o ser humano faz, atrás do que corre, em troca do que ele acaba desgastando sua vida, nada mais é do que a busca da felicidade, da tentativa de ser feliz neste mundo.

E para isso ele não mede esforços. Nada vê à sua frente. Abre mão de inúmeras coisas em troca de outras que ele, sabe-se lá por qual critério, definiu como sendo aquilo que o conduzirá à felicidade.

No entanto, à medida que vai conseguindo todas essas coisas, percebe que a tão sonhada felicidade não acontece, e então passa a desejar outras, e outras, e outras, e assim indefinidamente, causando ansiedade (e sua irmã gêmea, a depressão), frustração, indignação, revolta e, finalmente, raiva e ira…

E nesse processo, enquanto corre desesperadamente atrás da felicidade, quantas pessoas, animais, plantas, e o seu próprio meio ambiente ele não sacrifica?

Nada que estorve seu projeto pode ficar no caminho. E ele a tudo afasta, sem se preocupar com o que está fazendo, e muito menos com as consequências do que está fazendo, para si e para os outros.

A felicidade só poderia realmente existir se todas as pessoas, todos os seres, pudessem participar dela. Se cada ser humano, cada animal, cada planta, cada mineral, são todos parte de uma única Essência Cósmica Universal, tudo o que acontece a uma dessas partes reflete no Todo.

Assim, se somente alguns seres promovem o bem para si, esquecendo os demais, estão apenas acentuando o desequilíbrio da Grande Engrenagem do Universo. Para que fosse possível a ocorrência da felicidade, esta deveria abranger todos os seres, quando então não haveria qualquer tipo de desequilíbrio ou desarmonia.

As pessoas sonham coisas diferentes. Portanto, para falar em felicidade, devemos sair do âmbito do material. Felicidade tem de ser algo comum a todos.

Nesse sentido, não pode estar ligada a coisas materiais, mas sim e tão somente, ao processo de autodesenvolvimento do indivíduo, quando então cada ser descobre efetivamente a sua Essência Divina, e a partir daí lhe são reveladas as leis que deverão nortear, a partir de então, seus pensamentos, atitudes e ações e, finalmente, seu processo de autorrealização interior.

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Kwan Yin, a Deusa da Compaixão, é uma grande mestra da Fraternidade Branca, e pode ser invocada para nos ajudar

Essas leis é que são comuns. E só a partir de objetivos comuns, e leis comuns a todos, é que pode haver uma só direção, é que todos podem chegar ao mesmo lugar.

O Que É Compaixão?

A partir do enfoque aqui apresentado com relação ao conceito de Felicidade, vamos tratar agora do conceito de Compaixão.

Muita gente, talvez a maioria das pessoas, confunde compaixão com estar com pena, ter dó ou ficar condoído. Mas uma coisa não tem nada a ver com outra.

Sentir pena de algum ser ou do que quer que seja significa que estamos nos sentindo numa condição superior à daquele ser, no sentido de que nos encontramos em uma situação melhor do que a dele, por não estarmos passando pelo mesmo sofrimento que ele vive naquele momento.

E nesse caso, geralmente, nos permitimos algum tipo de julgamento quanto a esse ser, ou mesmo quanto à situação que originou esse sofrimento.

Ter compaixão, no entanto, significa colocar-se incondicionalmente ao lado do outro, sem qualquer tipo de julgamento quanto à situação que ele está vivenciando, sem nenhum outro sentimento que não seja o de propiciar alívio à situação na qual aquele ser se encontra.

Compassividade é, portanto, um abrir incondicional do próprio coração, uma doação incondicional da própria energia, para que o outro ser consiga superar suas dificuldades, DESDE QUE ELE ACEITE RECEBER ESSA ENERGIA.

E é nessa linha que quero apresentar algumas reflexões.

Na nossa atribulada vida diária, é comum nos defrontarmos com inúmeras situações infelizes, que até chegam a nos comover, e muitas vezes chegar às lágrimas. Ficamos tão condoídos, tão amargurados, tão contritos com o que vemos, e nos aborrecemos tanto, a ponto de ter o nosso dia comprometido.

No entanto, não fazemos absolutamente nada com relação ao fato que originou nossa reação. ISSO É SENTIR PENA!

Julgamos, avaliamos, nos revoltamos, nos posicionamos etc., cruzamos os braços e voltamos às nossas tarefas diárias, aos nossos compromissos, à nossa família, aos nossos afazeres, como se a vida pudesse continuar normalmente, “apesar” daquilo.

Compaixão Não É Isso

A compaixão exige de nós uma atitude, uma ação. Exige que nos coloquemos na situação em questão, e que nos ofertemos, ou a algo de nós mesmos, para que essa situação se resolva. Exige que estejamos presentes, que sejamos atuantes, que nos posicionemos.

Exige, enfim, a nossa DISPONIBILIDADE PARA OFERTAR ALGO DE NÓS MESMOS PARA QUE A SITUAÇÃO EM QUESTÃO SE RESOLVA, E QUE AQUELE SER NELA ENVOLVIDO POSSA FINALMENTE SAIR DAQUELE PROBLEMA. SERÁ QUE ALGUMA VEZ PARAMOS PARA AVALIAR AS COISAS DESSA MANEIRA?

Talvez não, porque isso provavelmente nos incomodará terrivelmente. Por quê? Porque exigirá que saiamos do nosso comodismo, da nossa indiferença, do nosso descompromisso, da nossa ” piedade descomprometida”, que não leva a nada, a não ser ao fortalecimento do nosso Ego, porque então pensamos:

Como somos bons! Sentimos pena! Somos capazes de nos comover ante o sofrimento do outro! O mundo não precisa das nossas lágrimas. Ele já as tem demais! Mas há ainda outro aspecto relativo à compaixão: é a profunda compreensão e consequente comunhão com o sofrimento do outro.

É o estabelecer uma sintonia energética, que nos torne capazes de realmente dividir com o outro suas dores, não no sentido de entrarmos nós naquela energia de sofrimento, mas de criar um cordão energético que puxe o outro para fora de sua dor.

É exatamente por isso que a compaixão exige de nós uma ação. Porque procurando sentir o sofrimento do outro, a ação para procurar resolver a situação acaba surgindo naturalmente. Aqui é importante ressaltar a atitude daquele para o qual ofertamos o auxílio, que deverá ser a sua atitude pessoal de busca. A pessoa precisa querer ser ajudada, precisa querer reagir, caminhar.

Precisa estar disposta a abrir-se também, para receber a energia do outro. Essa abertura é fundamental. Sem ela, nenhuma ação efetiva é possível, ou melhor, essa ação até pode ocorrer no âmbito externo, mas jamais atingirá o Ser interior, que é exatamente aquele que pode LEVANTAR-SE E CAMINHAR!

Ali Onaissi é jornalista, escritor e coordenador do Portal GnosisOnLine

https://www.youtube.com/watch?v=T4Z2kRDubik

A separação interior

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A pessoa tem de aprender a produzir a separação de si mesmo, a separação de todas as coisas: aprender a não se identificar com os sucessos, com os acontecimentos, com os eventos, com as coisas.

A identificação absorve, vampiriza a consciência da pessoa e a submerge mais profundamente no sonho.

De forma que necessitamos que nossa consciência desperte, o qual é possível fazendo a separação entre nós e as coisas, entre nós e os eventos ou sonhos.

auto-observacao1-gnosisonlineEm estado de alerta-percepção ou de alerta-novidade, podemos verificar diretamente que os defeitos escondidos afloram espontaneamente.

É claro que cada defeito descoberto na “escola” da vida prática deve ser trabalhado conscientemente, com o propósito de separá-lo de nossa psique.

Se ficamos sobre uma tábua e desejamos levantá-la para colocá-la arrimada em una parede, seria impossível esse trabalho enquanto continuarmos parados sobre ela.

Obviamente, devemos começar por separar a tábua de si mesmos, retirando-nos da mesma, para logo levantar a tábua com nossas mãos e colocá-la recostada no muro.

De maneira similar, não devemos nos identificar com nenhum “agregado psíquico”, se é que de verdade desejamos separá-lo de nossa psique.

Quem sempre se crê “uno” nunca será capaz de se separar de seus próprios “elementos indesejáveis”, pois considerará cada pensamento, sentimento, desejo, paixão, afeto, como funcionalismos diferentes e imodificáveis de sua própria natureza, e até se justificará dizendo que tais ou quais defeitos pessoais “são de caráter hereditário”.

Com a auto-observação descobrimos a multiplicidade do Ego
Com a auto-observação descobrimos a multiplicidade do Ego

Mas quem aceita a “doutrina dos muitos eus” compreende à base de observação que cada desejo, cada pensamento, ação, paixão, corresponde a este ou outro Eu distinto, diferente.

Qualquer “atleta” da auto-observação íntima trabalha muito seriamente dentro de si mesmo e se esforça por “apartar de sua psique” os “elementos indesejáveis” que carrega dentro.

Se a pessoa, de verdade e muito sinceramente, começa a observar-se internamente, acaba dividindo-se em dois: “observador” e “observado”.

Se tal divisão não se produzisse, é evidente que nunca daríamos um passo adiante na senda maravilhosa do Autoconhecimento. Como poderíamos observar a nós mesmos se cometêssemos o erro de não querer nos dividir entre “observador” e “observado”?

Indubitavelmente, quando essa divisão não ocorre, continuamos identificados com todos os processos do “eu pluralizado”. Quem se identifica com todos os processos do “eu pluralizado” é sempre vítima das circunstâncias.

Como poderia modificar circunstâncias aquele que não conhece a si mesmo? Como poderia conhecer a si mesmo quem nunca se observou internamente? De que maneira poderia alguém se auto-observar se não se divide em observador e observado?

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Bem, ninguém pode começar a cambiar radicalmente, enquanto não seja capaz de dizer “este desejo é um eu animal que devo eliminar”, “este pensamento egoísta é outro eu que me atormenta e que necessito desintegrar”, “este sentimento que fere meu coração é um eu intruso que necessito reduzir a poeira cósmica”…

Naturalmente, isso é impossível para quem nunca se dividiu entre observador e observado. Quem toma todos os seus processos psicológicos como funcionalismos de um eu único, individual e permanente se encontra tão identificado com todos os seus erros, os tem tão unidos a si mesmo que perdeu a capacidade para separá-los de sua psique.

Obviamente, pessoas assim jamais podem mudar radicalmente… são pessoas condenadas ao mais rotundo fracasso.

Samael Aun Weor

A conduta pendular da humanidade

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A Humanidade vive batalhando entre a tese e a antítese, a luta dos opostos. Num determinado momento estamos alegres e noutro, deprimidos, tristes. Temos épocas de progressos, de bem-estar, e noutro, de acordo com a Lei do Karma, estamos em épocas críticas, no aspecto econômico, no social etc. Há momentos em que nos encontramos otimistas perante a vida e noutro estamos pessimistas.

Não podemos ignorar que estamos submetidos a muitas alterações no terreno da vida prática. Essa é a Lei do Pêndulo, que governa realmente a nossa vida e também as nações, os povos. Todos os seres humanos dependem da Lei do Pêndulo, não devemos estranhar que um amigo que sempre teve boas relações conosco, no dia seguinte esteja com o cenho franzido, iracundo, genioso, se manifeste duramente com palavras para conosco.

Nesse caso, o que temos de fazer é nos retirar, para que o amigo tenha o tempo necessário para se desafogar, porque não há um ser humano que não esteja submetido à Lei do Pêndulo.

Vale a pena refletirmos sobre esta lei, parece-me que ela se manifesta, especialmente, nos nativos de Gêmeos, que nascem entre 21 de maio e 21 de junho. Dizem que esses geminianos têm dupla personalidade, como amigos são extraordinários, maravilhosos, chegam até o sacrifício pelas suas amizades, mas quando mudam a personalidade, todo mudo fica desconcertado.

homem-pendulo-gnosisonlineQuem os conhece, sabe manejá-los; quando a sua personalidade fatal ou negativa se manifesta, não colocamos nenhuma resistência e pacificamente aguardamos o retorno da personalidade pacífica.

A Lei do Pêndulo também está evidente no nosso organismo, no nosso coração existem os dois movimentos, a Diástole e a Sístole. Diástole advém do grego que significa “reorganizar”, “preparar”, “acumular”, e Sístole significa “contração”, “impulso”, “direção”.

O coração durante a Diástole recebe o sangue e se prepara para uma nova ação, a Sístole, se contrai, lançando o sangue ao organismo. O que as pessoas não se dão conta é que entre a diástole e a sístole existe uma terceira força, que é a da preparação, ordenamento, acúmulo das potências vitais etc.

É brevíssimo o intervalo entre a diástole e a sístole, mas se nos concentrarmos nesse instante, poderemos realizar grandes prodígios.

Todas as pessoas, nas suas relações, vivem completamente sujeitas à Lei do Pêndulo. As altas e baixas nas bolsas de valores; épocas maravilhosas de harmonia na família com tempo de conflitos e problemas; num momento há alegrias, noutro tristezas; num momento, existe plena saúde, noutro doenças etc.

Essa Lei do Pêndulo também existe em todos os nossos centros, no Centro Intelectual, no Emocional e no Motor-Instintivo-Sexual. Na Mente está definida através das batalhas das teses e antíteses, nas opiniões contraditórias, nas discussões intelectuais etc. No Emocional, através das emoções antitéticas, manifestando-se nos estados de angústia e de felicidade, de otimismo e depressão.

No Centro Motor-instintivo-Sexual, se manifestam nos hábitos, nos costumes e nos movimentos; franzimos a testa quando somos pouco desagradáveis ou quando estamos deprimidos; ou sorrimos, pulamos, ficamos contentes e brincamos, quando recebemos uma boa notícia, ou, ao contrário, as nossas panturrilhas ficam tensas diante de um perigo eminente, é a Lei do Pêndulo no Centro Motor.

Somos escravos de uma Mecânica, se alguém nos dá uma palmadinha nos ombros, sorrimos tranquilos. Se alguém nos dá uma bofetada, reagimos com outra; se alguém nos diz uma palavra de elogio, sentimo-nos felizes, mas se alguém nos fere com uma palavra agressiva, nos sentimos terrivelmente ofendidos. Resultado final, somos máquinas submetidas à Lei do Pêndulo, cada um faz de nós o que quer que tenha em mente.

Querem nos ver contentes? É só dar umas palmadinhas no ombro com um elogio. Querem nos ver irados? É só dizer uma palavra que fira o nosso amor-próprio, uma palavra dura e já nos sentimos ofendidos.

Conclusão, a psique de cada um de nós está submetida ao que as pessoas querem de nós, somos verdadeiras marionetes, não somos donos dos nossos processos psicológicos, qualquer um pode manejar os nossos processos psicológicos.

Onde está, pois, a Individualidade das pessoas? Não a possuem, quando não se é dono de seus próprios processos psicológicos, não se pode dizer realmente que se tem uma Individualidade. Haveria uma forma de escaparmos dessa terrível Lei do Pêndulo? Ou vamos nos submeter a essa lei mecânica “Per saecula saeculorum, amém…”

Claro que existe uma maneira que nos permita sair dessa lei ou manejá-la. Temos de aprender a nos tornar compreensivos, reflexivos, aprender a ver as coisas como elas realmente são. Obviamente, na vida qualquer coisa tem duas caras, com anverso da medalha, as trevas são o oposto da luz. Nos Mundos Suprassensíveis, podemos ver que ao lado de um Templo de Luz existe sempre um Templo Tenebroso.

Por que cometemos o erro de nos alegrar ante algo positivo e ficar tristes com algo negativo, se são duas faces de uma mesma coisa? O nosso erro mais grave consiste precisamente em não saber ver os dois lados de qualquer coisa. Se pudéssemos ver os dois lados de todas as questões, realmente tudo seria diferente. Se quisermos ver os dois lados, é necessário não viver dentro da Lei do Pêndulo, mas dentro de um círculo fechado, um CÍRCULO MÁGICO, imaginemo-nos ao nosso redor um Círculo Mágico.

Por este Círculo passam todos os pares dos opostos da Filosofia, a tese e a antítese, as circunstâncias agradáveis e desagradáveis, as épocas de triunfo e de fracasso, o otimismo e o pessimismo etc. Dentro desse Círculo Mágico podemos ver as coisas diferentes, descobriremos que a toda alegria, sucedem os estados de tristeza.

Quando se acostuma a ver as coisas do centro de um Círculo Mágico, nos livramos da Lei do Pêndulo. Lembro-me quando comecei com o Movimento Gnóstico, havia umas quatro pessoas que me seguiam, na verdade eu pus todo o meu coração nessa gente, lutando por ajudá-los.

Saíam em corpo astral, através da meditação, para estudar a Gnosis etc. Quando alguém saiu do nosso grupo e se afiliou a outra escola, senti-me como se tivessem cravado um punhal no meu coração, e disse: “Eu que lutei tanto por este amigo, e queria que ele marchasse pela Senda como devia ser, e eu não lhe fiz mal algum, por que me traiu?”

Continuei com o meu trabalho estoicamente e o grupo foi aumentando e chegou o dia em que tinha bastante gente. Naquela época, nos Mundos Superiores me disseram que: “O Movimento Gnóstico é igual a um Trem em marcha e que uns passageiros desciam numa estação e outros subiam, e que mais além desciam e subiam outros, e que eu era o maquinista que ia conduzindo a Locomotiva e que não deveria me preocupar…”

Assim, pude entender e comprovar mais tarde que uns subiam e outros desciam, sucessivamente. Desde então, me tornei estoico, às vezes saía um e chegavam dez.

Todos estão submetidos à Lei do Pêndulo, uns se entusiasmam pela Gnosis, outros se desiludem. Isso é normal, vivemos todos dentro dessa mecânica. Aprendi a ver os dois lados das pessoas, porque me coloquei exatamente no centro do Círculo Mágico, e dentro dele vejo o que vai se passando, cada circunstância, cada pessoa, cada acontecimento e cada sucesso, com os seus dois lados, o positivo e o negativo.consciencia888-gnosisonline

Se você se situar dentro do centro, vê passar ao seu redor, sem tomar partido pela parte positiva ou pela parte negativa de cada coisa, então desta forma, se evita muitos desenganos e sofrimentos.

Eu estou vendo os dois lados de qualquer questão, estou dessa forma numa terceira posição, na posição em que o coração está, quando se prepara para a sua Sístole. Repito, temos de aprender a ver os dois lados de uma mesma coisa, a positiva e a negativa, e não se IDENTIFICAR nem com uma nem com outra, porque AMBAS são passageiras, tudo passa na vida, tudo passa…

De maneira que a Personalidade se move dentro da Lei do Pêndulo, vive-se no mundo de opiniões contrárias, dos conceitos antitéticos, das batalhas das teses e antíteses. Esse é o Dualismo da Mente. Percebam, meus irmãos, que, entre a Tese e a Antítese, existe uma terceira força que é a Neutra, a SÍNTESE, que coordena e reconcilia os opostos.

Sabemos que existe uma grande batalha entre os Poderes da Luz e os Poderes das Trevas. Mesmo no esperma sagrado, existe uma luta entre os poderes atômicos da Luz e os poderes atômicos das trevas, as colunas dos Anjos e Demônios se combatem mutuamente em todos os rincões do Universo. Quando não se tem a Pedra Filosofal, torna-se impossível a reconciliação dos opostos dentro de si mesmo.

Quando se consegue a Pedra dos Filósofos, a Pedra da Serpente, que é a base dos trabalhos conscientes e padecimentos voluntários, então se consegue reconciliar os opostos em si mesmo, porque se reconhece que tudo na Criação tem dois lados e só mediante uma terceira posição, ou seja, mediante o Centro do Círculo Mágico, a SÍNTESE, isso se torna realidade dentro de nós.

É necessário aprender a reconciliar os opostos, para que nos libertemos da Lei do Pêndulo. É necessário viver dentro do Círculo Mágico para que possamos viver bem com inteligência e Consciência.

Vem à minha memória um fato interessante. Há muito tempo, estando no Mundo Astral, no Sefirote Hod, internado nele, pude invocar um Elohim, ou Deva como queiram, e de imediato objetei aquele anjo, ou seja, de uma forma grosseira eu o refutei. Eu esperava que aquele anjo fosse discutir comigo, não aconteceu assim.

Aquela Seidade me escutou com infinito respeito e adoração, e depois de muitíssimos conceitos, quando concluí, pensei que ele iria tomar a palavra para me rebater, mas com grande assombro, vi que fez um sinal, inclinou-se reverentemente, deu as costas e se foi embora.

Deu-me uma lição extraordinária, não refutou nada, claro, aquele Anjo tinha pensado além das minhas objeções… Todo mundo tem o direito de emitir suas opiniões, cada qual é livre para dizer o que quiser. Nós devemos, sinceramente, escutar aquele que estiver falando, com respeito. Terminou de falar? Retiramo-nos… Claro que há alguns que não procedem assim, por orgulho diriam: “Eu não me retiro, eu tenho de lhe dar o troco”. Aí tem o orgulho intelectualoide, se não eliminarmos do si mesmo o Eu do Orgulho, não conseguiremos jamais a Liberação Final…

O melhor é que cada um diga o que tem de dizer, o melhor é não colocarmos objeções, porque cada um é livre para dizer o que quiser. Temos de aprender a viver fora da Lei do Pêndulo. Numa certa ocasião, um monge budista ia caminhando pelas terras do mundo oriental, num inverno espantoso, cheio de neve e animais selvagens, que proporcionavam sofrimentos ao pobre monge, mas mentalmente estava protestando, colocando objeções.

Mas o pobre monge teve sorte, quando estava meditando, apareceu-lhe Amithaba, que na realidade é o Deus Interno de Gautama, o Buda Sakyamuni, e lhe entregou um mantra para que pudesse se sustentar e ficar forte, sem fazer objeções, algo que o ajudasse a não ficar protestando a cada passo contra si mesmo, contra a neve, contra o mundo etc.

O mantra é utilíssimo e eu vou vocalizá-lo para que vocês o gravem em sua memória. É o seguinte:

GAAAAATEEEEE… GAAAAATEEEEE… GAAAAATEEEEE…

Este mantra permitiu que o monge abrisse o Olho de Dangma, esse mantra se relaciona com a Iluminação Profunda e com o Vazio Iluminador. Há necessidade dessa ajuda, porque não é fácil deixar de criticar, de colocar objeções etc. Num momento de descuido, estamos colocando objeções novamente. É a vida, o dinheiro, a inflação, o frio, o calor etc.

Quando, na realidade, aquele que vive fazendo objeções a tudo, se prejudica profundamente, porque o que tem ganhado por um lado, dissolvendo o Ego, por outro lado está aumento o mesmo Ego com as objeções. Temos de dizer a Verdade, nada mais que a Verdade, e deixar para os outros a liberdade para que opinem conforme o seu desejo, porque, como já lhes disse, cada um é livre para dizer o que quiser.

Quando uma pessoa se coloca no centro do Círculo Mágico, vê passar ao redor de si, da sua Consciência, todos os acontecimentos da vida com os seus dois lados e sabe que tudo é passageiro.

Se uma pessoa sabe que todo momento de alegria é sucedido por um de tristeza, mas se estiver situada no Centro, reconcilia os opostos dentro de si mesmo, e sabe que nada o afetará, porque tudo é passageiro, tudo passa, as pessoas passam, as coisas passam, as ideias passam, tudo passa…

Pode-se, então, viver perfeitamente esse acontecimento como deve ser vivido. Uma reflexão assim lhe permitirá estar no evento sem preocupação nenhuma. Está consciente e sabe que o momento é passageiro, não se ilude, entende os dois lados, sinceramente vive na Consciência de Si…

Paz inverencial!

Samael Aun Weor, Conferência A Conduta Pendular da Humanidade

Ser e Saber e o bom dono de casa

6

Devemos compreender o trabalho que estamos realizando sobre nós mesmos: na Gnosis, antes de tudo, necessita-se tomar consciência do que é o saber esotérico gnóstico, iniciático, e o que é a Compreensão. Obviamente, só do Ser e do Saber devidamente unificados é que surge a chama da Compreensão Criadora.

Se tomássemos uma pessoa comum e corrente, a um ignorante para fazer dela algo melhor, por onde teríamos de começar? Como primeiro ponto de vista acharíamos que essa pessoa não sabe nada. E como segundo ponto descobriríamos que o Ser dessa pessoa não tem nenhum desenvolvimento íntimo. Então, necessitamos ver o duplo aspecto de cada um – se é que se quer fazer um bom trabalho, teríamos de começar pelo Ser.

Se essa pessoa está cheia de ira, de rancores, de inveja etc. etc., como faríamos para que essa pessoa fosse melhor? Se necessitaria de muita paciência, não? Haveria de se despertar nela o anelo de ser melhor, logo poderia ministrar-lhe o conhecimento gnóstico, a sabedoria, o saber.

Assim, então, Ser e Saber são diferentes. Alguém pode ter muita sapiência, pode saber, por exemplo, fabricar automóveis, pode conhecer a medicina, a jurisprudência, ou poderia ter estudado realmente em diversas escolas de tipo pseudoesotérico, pseudo-ocultista, e possuir grande erudição (não se sabe), porém poderia acontecer de essa pessoa ter moral muito baixa.

Eu conheci indivíduos afiliados a tais ou quais organizações de tipo pseudoesotérico, pseudo-ocultista, com uma ética ou uma moral muito baixa, demasiadamente baixa. Assim, pois, Ser e Saber são distintos, completamente diferentes. Isso é algo que devemos tratar de compreender cabalmente.

Inquestionavelmente, o mais importante para nós, gnósticos, é o Ser. De que serviria possuir grande erudição se não desenvolvemos o Ser Interior, se possuímos defeitos horripilantes? De nada serviria isso, não é verdade? Qualquer um que tenha estudado muitas obras na senda esotérica e ainda seja capaz de roubar, capaz de fornicar e adulterar, obviamente pode saber muito Yoga, pode ter lido muita Teosofia, porém, de que serve isso? O mais importante é o Ser.

Agora, Ser e Saber são muito relativos: existem distintos graus de Saber. Há pessoas que podem saber mais de medicina que outras; há técnicos que sabem mais em matéria automobilística que outros, e isso é muito relativo.

E quanto ao Ser, também é muito relativo: uns têm o Ser mais desenvolvido que outros; não há dúvida que o Ser, por exemplo, de um santo, está mais desenvolvido que o de um perverso. Há distintos Níveis de Ser, assim também isso é relativo, e sem embargo Ser e Saber, como já disse antes, são distintos.

De alguém que tem conhecimento, por exemplo, em matéria de cosmografia, diríamos que o que conhece é verdadeiro ou é falso. De alguém que tem um grande conhecimento de geografia, poderíamos dizer que seu conhecimento é exato ou equivocado, porém na questão do Ser, isso de verdadeiro ou falso, equivocado ou exato, não cabe, mas só o de Bom ou Mau: fulano de tal é um bom homem, sicrano é um mau homem…

E se é um erudito, muito sapiente, porém é um sujeito mau, se diz dele que é uma má pessoa… Porém se é um sujeito bom, diz-se que ele é uma boa pessoa. Assim, isso é diferente. Os termos para designar o Ser ou para designar o Conhecimento são diferentes.

Na Gnosis, necessita-se de um equilíbrio muito especial: necessita-se, para entrar nestes estudos e nestes trabalhos em que estamos, haver alcançado esse nível que se chama “o bom dono de casa”. Resulta interessante, nos Evangelhos, isso do “bom dono de casa”, que é algo que nos convida à reflexão.

Sabemos que o bom dono de casa poderia se converter em algo melhor, se aspira ou se anela, porém, se não tem anelo espiritual nenhum, obviamente se converterá em um fariseu que terá de involuir no tempo… de maneira que o bom dono de casa pode sair-se como um Iniciado ou um fariseu. Em todo caso, para entrar nestes estudos esotéricos gnósticos, necessita-se ter chegado ao nível do bom dono de casa.

Para se trilhar a Senda da Iniciação e integrar-se com o Cristo Íntimo, deve-se equilibrar os Níveis de Ser e Saber
Para se trilhar a Senda da Iniciação e integrar-se com o Cristo Íntimo, deve-se equilibrar os Níveis de Ser e Saber

Um tipo lunático – por exemplo, caprichoso, lunático, difícil – não é precisamente um elemento que possa servir para estes estudos que estamos. Um sujeito que não cumpra com seus deveres do lar, que é mau pai, má esposa ou mau esposo, que trata mau ao cônjuge, seja este homem ou mulher, ou que abandona seu lar por tal ou qual motivo, inquestionavelmente não é um bom dono de casa.

Claro, no que estou dizendo cabem certas exceções muito justas, porém falo no simples estilo geral, porque de nada serviria ser um bom dono de casa se a mulher lhe é infiel ou lhe “põe seus bons cornos”, como dizem vulgarmente. Alguém por aí me contou um chiste muito simpático, que dizia: “O casamento não é o corno da abundância, mas uma abundância de cornos” [riso da plateia].

Em tudo isso, ainda que pareça ser um chiste, há muito de certo. De nada serviria que o homem fosse muito fiel e a mulher lhe “ponha chifres”, ou vice-versa. Em todo caso, necessita-se ser um bom dono de casa, uma pessoa decente, equilibrada, antes de poder entrar no Sendeiro da Gnosis.

Conheci a um sujeito x que estava dedicado de cheio a esta classe de estudos esotéricos. Praticava a meditação diariamente, era vegetariano insuportável, mas de quando em quando comia um pedacinho de carne – como coisa rara. Queria “chegar ao Pai” e assim o manifestava.

Quando conheceu o Grande Arcano – porque nós divulgamos esses ensinamentos –, interessou-se muito pelo tantrismo, e desde o princípio praticou, trabalhou com sua esposa-sacerdotisa na Nona Esfera.

Depois, trabalhava com tantas mulheres que se apresentavam no caminho… (Como não estou citando nomes nem sobrenomes, não estou murmurando sobre ninguém, estou citando o pecado, mas não o pecador, e isso é o importante.)

O que quero, sim, continuar dizendo a vocês é que esse homem, de um fanatismo meio estranho, sabia, não ignorava que tinha de dissolver os elementos inumanos que constituem o Ego, porém maltratava sua esposa e seus filhos; estes sofriam o indizível…

Esse “bom homem” era milionário, imensamente rico, mas desafortunadamente, em sua casa reinava certa miséria – a infeliz mulher não tinha sequer uma moeda disponível para a vestimenta, porém ele tinha “desejos de chegar ao Pai”. Defendia o amor, como base de tudo o que é, foi e será, porém, era cruel com seus filhos, horrivelmente.

Em certa ocasião, comprei dois passarinhos de um vendedor de aves que passava perto, ele os ofereceu e eu os comprei. Não os comprei com a intenção de mantê-los encerrados toda a vida em suas gaiolas, não. Eu os comprei com a intenção de ensiná-los a voar, porque já haviam perdido essa habilidade, e depois que já aprendessem, iria pô-los em liberdade.

Durante alguns dias os soltei da gaiola, no apartamento onde vivia, e estes voavam deliciosamente ali. Eu me sentia feliz, vendo aquelas avezinhas, não aguardava senão que tivessem prática para poder abrir as janelas e se fossem, pois o voo ainda era muito torpe.

Um dia desses, aquele “bom homem”, compadecido dessas aves, chegou a mim dizendo: “Venho pedir-te compaixão por essas criaturas que tens encerradas nesta gaiola, prisioneiras sem haverem cometido nenhum delito, pedir-te que as ponha em liberdade…”

Pois as comprei para isso, para pô-las em liberdade, eu as comprei de um vendedor de aves… Agora te pergunto: por que nas fazes o mesmo, se por ali passam tantos que vendem pássaros? O homem guardou silêncio – nunca o vi advogando pelas aves.

Era imensamente rico e nunca faltavam por ali vendedores de pássaros. Seria fácil comprar uma gaiola e pôr em liberdade as aves, porém ele somente se fixava em “meu erro”… Bem, no final, num dia qualquer, não importa qual, as avezinhas já estavam prontas, abri a janela para que se fossem – elas partiram naturalmente, jamais voltaram. Já as havia treinado no voo e puderam ir, ditosas.

Bem, meu amigo sentiu-se muito aliviado por eu haver posto essas aves em liberdade, porém jamais vi que ele fizesse o mesmo. Tantos vendedores de pássaros que há por aí, nas ruas do Distrito Federal do México, tantos que passavam por aquela casa e nunca o vi comprar uns pássaros, porém ele “aspirava chegar ao Pai”. Trabalhava em muitos exercícios esotéricos etc.

Bem, um dia qualquer, morreu o pai de sua esposa, ou seja, seu sogro, e deixou para ela uma herança grandiosa. De imediato exigiu dela que entregasse tudo o que ela havia recebido de herança, que entregasse a ele; disse a ela que era seu marido, e era ele quem deveria ter esse capital em seu poder, as formosas terras, a fazenda muito bela etc.

Naturalmente, a pobre mulher reagiu um pouco, pensou para si: “Se esse homem é um ogro, que esperança posso ter com ele? Se me tira o que meu pai deixou, o que farei no dia em que ele me expulse da casa a pontapés?” E definitivamente resolveu oferecer-lhe uma certa soma, algo como 50 mil ou 100 mil pesos, nada mais, como para tê-lo contente – claro que por aquela época 50 mil ou 100 mil pesos era algo terrível.

Recordem que faz uns tantos anos havia um dito que rezava: “Não há general que resista a um tiro de canhão de 50 mil pesos”. Era verdade, não era?

Bem, o homem enfureceu-se contra a infeliz mulher, e, claro, pediu a ela que desse o divórcio. Como ela não quis se divorciar, disse-lhe: “Bom, se você não aceita o divórcio, pois teremos de ir ao tribunal”. Divorciaram-se. Seus filhos tiveram, inquestionavelmente, de passar por muitos sofrimentos, e no final a infeliz mulher foi para suas terras.

O que vocês acham disso? Porém, ele era de uma atitude muito mística, inefável, somente me falava de coisas divinas, do amor que sentia por seu Pai que está em segredo…

E desafortunadamente, sua filhinha por um lado, seus filhinhos por outro, a pobre mulher expulsa, só porque não lhe entregou a fortuna… Porém, ele era um “santo”, queria seguir por esta senda puríssima que leva à Autorrealização Íntima… Praticava três ou quatro horas diárias, Magia Sexual (claro, com quem lhe aparecesse, porém, seguia sendo um “santo”).

Bem, citei isso e não citei nomes ou sobrenomes, por isso não estou murmurando; se citasse nomes e sobrenomes, estaria “me enrolando”, porém não estou citando nomes ou sobrenomes. Repito: estou fazendo um relato, mostrando o pecado, mas não o pecador…

A crua realidade dos fatos é que esse homem não era um “bom dono de casa”. Quando não se é bom dono de casa, é claro que não está preparado para se enfiar na Senda do Fio da Navalha…

Por algum lugar o encontrei, um dia desses. Perguntou-me sobre esoterismo, sobre ocultismo, sobre a Gnosis e tudo isso… Ele disse: “Rapaz, isso já está esquecido; as conferências que ditava, isso era por outros tempos, eu já nem me lembro mais disso, agora estou dedicado à política…”

No fim das contas, eu o afastei, dei-me conta de que ele não era um bom dono de casa, e que, portanto, jamais serviria para estes estudos esotéricos.

Fiz esse relato para que vocês compreendam que a base destes estudos começa por haver alcançado o Nível do Bom Dono de Casa: bom esposo, bom pai, bom irmão, bom amigo; o homem que vela por seu lar, a mulher que vela por seus filhos… Enfim, e se não é casada, a mulher que é a boa filha, a boa irmã, a mulher do lar…

E se é homem e não sendo casado, será pelo menos um bom homem que vela pelos seus, por seus familiares, e se não os tem, pois então, que cumprirá com seus deveres, os que existem para com toda a Humanidade em geral.

Se não se alcançou o nível do bom dono de casa, não serve para estes estudos; tem de ser  uma pessoa que não seja lunática, uma pessoa equilibrada etc.

Bem, agora há algo também muito interessante: é isto que se chama Centro Magnético – algumas pessoas possuem esse Centro Magnético, outras não o possuem. Comumente, quando se sente atração por estes estudos, é porque se tem o Centro Magnético estabelecido em sua psique, senão não sentiria atração alguma.

Lembro como nasceram, em mim, esses estudos. Claro, eu troquei de corpo à vontade; sinceramente me meti neste corpo à vontade, deixei o passado corpo à vontade e tomei este pela vontade.

Porém senti, em minha presente existência, essa agulhada, como se diz, pelos estudos esotéricos gnósticos.

Quando ainda era criança, lá pelos 8 anos, fui ao campo, e em contato com a Natureza, contemplando o amanhecer, senti uma pontada no coração terrível – chegou a doer-me o coração –, senti o anelo pelas coisas divinas, eu vi a mim mesmo, completo. Nesses instantes, por um instante, parece como se visse a si mesmo, tem-se esse Centro de Consciência…

Se vocês, alguma vez, sentiram essa pontada saberão o que lhes estou dizendo. De modo que é muito importante isso de ter um Centro Magnético formado, porque, graças a isso, é que as pessoas vêm a estes estudos.

Sim, meus queridos irmãos, o que queremos é, antes de tudo, chegar à unidade da vida, livre em seu movimento. Desgraçadamente, dentro de cada pessoa há muitas pessoas, não gozamos de uma verdadeira individualidade sagrada; porém em certos momentos de suprema dor, sentimos que no fundo temos uma individualidade sagrada.

O que queremos é alcançar a unidade da vida, integramo-nos, converter-nos em indivíduos sagrados, e isso é possível trabalhando sobre nós mesmos, eliminando nossos próprios erros psicológicos. Se o conseguirmos, nos converteremos em indivíduos sagrados.

A diferença entre pessoas e pessoas está nos distintos Níveis do Ser. Quanto mais próximo se esteja da individualidade sagrada, pois se está, naturalmente, mais exaltado. Quanto mais distante se esteja de sua própria individualidade sagrada, pois se possui um Nível de Ser mais baixo.

O Conhecimento que aqui, neste Templo, estamos dividindo com os irmãos, estou seguro de que não será assimilado por todos de forma absolutamente igual; cada qual o assimilará de acordo com o Nível de Ser em que se encontra.

Uns o compreenderão mais, outros o compreenderão menos. É impossível que todos o assimilem ou o compreendam de forma igual.

Assim, como queira que o tempo nos premia, já que é o pior verdugo que temos, concluiremos dizendo que somente unindo o Ser e o Saber é que se chega à Compreensão verdadeira, e que só com Compreensão verdadeira podemos trabalhar sobre nós mesmos para passar a outro Nível de Ser, ou a outros Níveis de Ser mais elevados.

Necessitamos fazer-nos íntegros, unitotais, e isso é possível somente subindo pelos distintos degraus que formam os Níveis do Ser.

Ao escutar, então, esta conversa, não esqueçam, antes de mais nada, da necessidade de serem pessoas equilibradas, não maus donos de casa.

O Sendeiro começa em casa, e se as condições que temos na casa são nefastas, então tanto melhor para nós – quero dizer que o “ginásio” é superior –, quando se vive em razão do Trabalho Esotérico e para o Trabalho Esotérico. Obviamente, quanto mais duro for o “ginásio”, tanto melhor.

Samael Aun Weor, Conferência O Ser e o Saber

O sacrifício da Dor e as consequências gnósticas

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Samael Aun Weor pergunta a alguém da plateia: Como podemos sacrificar a dor?
Resposta de um aluno: Não se identificando com isso, tratar de compreender que é um acontecimento que tem relação como o karma, e aí…

SAW: … resposta muito vaga. Vou dizer a vocês uma grande verdade: só se sacrifica a dor autoexplorando-se e fazendo a dissecação. Falemos de um fato concreto: imaginemos um homem que encontra a sua mulher conversando com demasiada intimidade com um sujeito x, pode acontecer um estalo de ciúme, acompanhado de um certo desgosto. Pode até acontecer uma briga com o outro homem por ciúmes, certo?

Isso produz uma dor espantosa ao marido, que é suficiente para dar origem a um divórcio, a uma dor moral horripilante… Sem dúvida, a mente pode fazer conjecturas, e ainda que a mulher negue, a mente tem muitos ardis, promovendo a formação de muitas conjecturas…

sacrificio-da-dor-gnosisonlineO que fazer para se salvar dessa dor, e como aproveitá-la? Como renunciar à dor que isso produz? Há uma forma de resolver e sacrificar a dor. A Autorreflexão Evidente do Ser, a autoexploração de si mesmo.

Vocês estão seguros, por exemplo, de que nunca tiveram relação com outra mulher? Estão seguros de que jamais dormiram com outra mulher?

Estão seguros de que jamais adulteraram, nem nesta nem em passadas existências? Claro que não. Porque todos, no passado, fomos adúlteros e fornicários, isso é claro.

Chega-se à conclusão de que também fomos fornicários e adúlteros, então com que autoridade julga-se a mulher? Por que fazem isso? Ao julgá-la, faz-se sem autoridade. Jesus Cristo, na parábola da mulher adúltera, disse: “Quem se sentir livre de pecado, que atire a primeira pedra!” Como ninguém atirou uma pedra e como nem Jesus se atreveu a jogar, disse para a mulher: “Mulher, onde estão aqueles que estavam te acusando? Nem eu mesmo te acuso, vai e não peques mais”.

Se nem Ele, que era perfeito, se atreveu, quem somos nós e com que autoridade o faríamos? Então, quem é que está provocando a dor e o sofrimento? Claro que é o demônio do Ciúme! É o Eu do Amor-próprio, que foi ferido mortalmente, assim como o Eu da Autoimportância, ou o Eu da Intolerância. Quando se chega à conclusão de que foram esses eus que produziram a dor, então se deve concentrar na Mãe Divina Kundalini para que Ela desintegre esses eus. Ao serem desintegrados, a dor acaba e se liberta a Consciência desse eu. Mediante o sacrifício da dor, vão se eliminando os Eus e aumentando a nossa Consciência…

Agora, suponhamos que não foi simplesmente ciúme, mas houve um adultério de verdade. Então terá de pedir divórcio, porque a Lei Divina autoriza isso. Nesse caso também se pode dizer, com absoluta certeza, que se pode sacrificar também essa dor, e dizer para si mesmo: “Bom, eu que já cometi adultério estarei seguro de que  não vou adulterar jamais? Claro que não, então por que condeno? Não tenho o direito de condenar ninguém, porque aquele que se sentir livre de pecado que jogue a primeira pedra… Então o que me proporciona a dor, se não são os eus da Intolerância, da Autoimportância, do Ciúme, do Amor-próprio?”

Com esse sacrifício da dor, e com a consequente desintegração dos eus, produz-se um aumento da Consciência, porque aquelas energias que estavam dentro da dor ficam livres, trazendo não somente paz no coração como também um aumento da porcentagem da Consciência…

Existem muitas classes de dor, como por exemplo, um insultador. O que ele provoca? O desejo de vingança imediata por causa das palavras proferidas. Mas se não nos identificarmos com os eus da Vingança, é claro que não responderemos o insulto com outro insulto. Dessa forma não nos identificaremos com os eus da Vingança, porque estes se relacionam com outros eus mais perversos, os quais, se postos sob jugo deles contra nós, promoveriam reação bem mais agressiva.

Existe em nós uma Cidade Psicológica onde vivem muitas pessoas, que são os eus psicológicos, com os seus clãs, colônias de eus muito perversos, assim como há eus mais ou menos seletos.

Caso se identifique com os eus da Vingança, estes por sua vez se identificam com outros eus de outras “turmas”, onde vivem os assassinos, ladrões etc. E ao se relacionarem com eles, estes controlam o eu da Vingança, controlam o cérebro e acabam realizando barbaridades. Por conseguinte, e por último, iremos para a cadeia…

Mas como podemos evitar para não cair em semelhantes absurdos? Não se identificando com quem nos insulta! Pode ser que aquele que nos insulta nos deixe ofendidos, causando-nos dor profunda. Então, vamos sacrificar a dor por meio da meditação… E com o auxílio da nossa Divina Mãe Kundalini, desintegraremos o eu do Orgulho e, desta forma, ao sacrificarmos a dor, nascerá em nós mais uma virtude, a da Serenidade.sacrificio-da-dor2-gnosisonline

Aprender a sacrificar as suas dores é necessário para o despertar da Consciência. Claro que não é coisa fácil, é trabalho duro, ir contra si mesmo é algo muito duro, não é doce, mas vale a pena ir contra si mesmo, porque o resultado é o despertar…

É importante ver que a capacidade de análise que possuímos não advém senão da dissolução constante do Ego. Quando temos um Ego muito torpe e quando desintegramos um eu desse Ego, a Essência que estava presa nesse eu fica livre, aumentando, assim, a nossa inteligência.

Mas aquele que tem Ego e acredita que é inteligente, não é inteligente. Pensa que é, mas não o é. Poderá ser um intelectual ilustrado, com inúmeros diplomas, mas a inteligência é outra coisa. Temos de fazer uma diferenciação entre intelectual e inteligente.

Eu, quando tinha Ego, pensava que possuía grande capacidade de análise, mas depois que destruí o Ego vim a compreender que naquela época a minha capacidade de análise era incipiente e eu acreditava que era gigantesca por ter lido muito. Só o tempo veio me demonstrar que não era tão grande como eu pensava.

O mais importante na vida é ter essa capacidade de Autorreflexão Evidente do Ser, que aflora com a aniquilação do Ego… só assim poderemos ver as coisas mais claramente.

Por isso é que existem nove classes de Razão Objetiva, que se fundamentam na Consciência. Como poderemos saber ou conhecer o grau de desenvolvimento da Razão Objetiva ou Mente Interior das pessoas? Através dos cornos, ou chifres. Se aparecer um tridente na testa, trata-se de um Liberado da Razão objetiva de primeiro grau; se aparecerem dois tridentes, essa pessoa estaria no Segundo Grau da Razão Objetiva; três tridentes, Terceiro Grau; quatro tridentes, quarto grau; cinco tridentes, já é venerável em todo o Megalocosmo; se aparecerem seis tridentes, terá alcançado o grau, como disse Gurdjieff, de “Sagrado Anklad”. Só possui os seis Tridentes quem realizou a Grande Obra, ninguém mais, porque este sexto grau é até onde a Razão Objetiva pode chegar, que é o Eterno Pai Cósmico Comum, mas ainda existem três graus mais.

Moisés, ao descer do Monte Sinai, tinha em sua testa dois chifres de luz. A palavra hebraica “karan” pode significar raios ou chifres (escultura de Michelangelo)

Quando se chega ao Nono Grau de desenvolvimento da Mente Interior, atingiu-se toda a plenitude e pode-se submergir no seio do Eterno Pai Cósmico Comum. Dessa forma, conhece-se o grau de desenvolvimento da Razão Objetiva pelos “Tridentes dos Chifres”. Alguém poderia dizer que os demônios também os possuem. Em todos os casos existem os prós e os contras. Assim como a eletricidade pode servir para o bem, como também para matar…

Hoje em dia, as pessoas estão convertidas em diabos, que, vistas interiormente, com o Sentido da Auto-Observação psicologicamente desenvolvida, pode-se ver um verdadeiro diabo nessas pessoas…

Mas quando começamos a desintegrar o Ego, ele começa a ficar branco. Quando se sacrificam os próprios sofrimentos, ele começa a branquear, e quando desintegramos completamente o Ego, ele resplandece gloriosamente e se integra ao Iniciado, transformando-se num Arcanjo.

Mas isso não se consegue da noite para o dia, mas sim, mediante um trabalho consciente para o desenvolvimento da Razão Objetiva, através da desintegração dos agregados psíquicos, despertando assim as Partes da nossa Consciência.

Já lhes disse anteriormente que possuímos Três Mentes: a Sensual, que elabora os seus conceitos com os dados vindos do exterior, entrando pelos nossos sentidos. Desta maneira, ela não sabe nada da Verdade, nem de Deus, nem do Universo, aí está a verdadeira razão subjetiva. A Mente Intermediária é onde estão depositadas todas as crenças e que por sua vez também nada saber sobre o Real.

E, por último, a Mente Interior, que é o veículo da Consciência, e conforme esta vai despertando, a Mente Interior vai se desenvolvendo nos seus processos analíticos objetivos de uma forma extraordinária.

De maneira que se chegar ao desenvolvimento total do Nono Grau, ou seja, chegar a possuir os Nove Tridentes dos Chifres de seu Lúcifer Particular e Individual, indubitavelmente tornar-se-á absolutamente consciente do Real e da Verdade, um Deus…

Conforme vamos acrescentando as porcentagens da Consciência, vamos “matando” o karma. Eliminamos o karma, por exemplo, de nos tornarmos conscientes da dor que um negócio malfeito produziu, descobriremos que o eu do Egoísmo estava ativo. Então, se o desintegramos, “mata-se” o karma relativo a ele.

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Por exemplo, roubaram o seu dinheiro? Logo vem a angústia, um espantoso sofrimento, ficou-se sem dinheiro, e agora o que eu faço? Vejamos quem produziu a dor: o ladrão, vocês dirão; mas se nos autoexplorarmos, descobriremos que dentro de nós está o eu do Apego, como também, por detrás dele está o eu do Temor, pois exclamamos: “E agora, o que farei sem o meu dinheiro?” De maneira que os eus do Apego e do Temor produzem angústias, mas se praticarmos a meditação para sacrificar a dor, compreenderemos que o dinheiro é passageiro, que as coisas materiais são vãs e ilusórias.

E dessa forma tornamo-nos conscientes dessa verdade, e essa verdade não fica no intelecto mas sim na Consciência, pois compreendemos que estávamos apegados ao dinheiro e tínhamos o medo de nos ver sem o dinheiro diante dos problemas da vida. Ao nos propormos a acabar com os eus do Temor e o Apego, sacrificando esses eus, desaparece a dor e acumulamos mais uma parcela porcentual na nossa Consciência…

Não foi o ladrão quem produziu a dor, ele só foi um veículo, a dor foi produzida pelos eus do temor e do apego. Se não sacrificarmos as nossas dores, jamais seremos felizes… A grande verdade é que somente os Tridentes de Lúcifer podem nos indicar com exatidão o Caminho, porque é Ele, Lúcifer, que nos dá o impulso e o material para a Grande Obra…

Cristo-Lúcifer desce até os nossos Infernos Atômicos parar servir de escada para subirmos aos Mundos Superiores do Ser…

Paz Inverencial!

SAMAE AUN WEOR