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title: "Deus Jano"
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  - "Mestres da Senda"
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Segundo a mitologia romana, mas também etrusca, Jano (do latim Janus ou Ianus) era o porteiro celestial, sendo representado com duas cabeças, simbolizando os términos e os começos, o passado e o futuro, o dualismo relativo de todas as coisas, sendo absoluto somente a Divindade.

Em seu templo, as portas principais ficavam abertas em tempos de guerra e eram fechadas em tempos de paz. Jano preside tudo o que se abre, é o deus tutelar de todos os começos; rege ainda tudo aquilo que regressa ou que se fecha, sendo patrono de todos os finais.

Jano foi a inspiração do nome do primeiro mês do ano (janeiro, do latim *januarius*), o qual foi acrescentado ao calendário por Numa Pompílio (715-672 a.C.), sucessor de Rômulo, personagem histórico-mítico que, segundo Plutarco, teria fundado Roma em 21 de março.

No entanto, este Ser Divino realmente foi somente o fruto da fértil imaginação dos mitólogos antigos ou é um personagem divino que verdadeiramente existe nas Dimensões Superiores da Natureza?

Para aclarar essa questão, vejamos o que o VM Samael diz a esse respeito:

![Image](https://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/04/janus2.jpg "janus2")

“A primitiva religião de Jano, ou Jaino, quer dizer, a áurea, solar, e super-humana doutrina dos Jinas, à absolutamente sexual, tu o sabes.

Escrito está, com carvões acesos no Livro da Vida, que, durante a Idade de Ouro do Lácio e da Ligúria, o Rei Divino Jano ou Saturno (IAO, Baco, Jeová, Iod-Heve) imperou sabiamente sobre aquelas santas gentes, tribos árias todas, ainda que de muito diversas épocas e origens.

Então, ó Deus meu… Como em épocas semelhantes de outros povos da antiga Arcádia, poderia dizer-se que conviviam felizes Jinas e homens.

Dentro do inefável idílio místico, comumente chamado ‘Os Encantos da Sexta-feira Santa’, sentimos, no fundo de nosso coração, que nos órgãos sexuais existe uma força terrivelmente divina, que a mesma pode liberar ou escravizar o homem.

A energia sexual contém, em si mesma, o arquétipo vivente do autêntico Homem Solar que deve tomar forma dentro de nós mesmos.

Muitas almas sofredoras quiseram ingressar no Montsalvat transcendente, mas, desgraçadamente, isto é algo mais que impossível devido ao Véu de Ísis ou véu sexual adâmico.

Entre a bem-aventurança inefável dos paraísos Jinas, existe, certamente, uma humanidade divina que é invisível aos sentidos dos mortais, devido a seus pecados e limitações, nascidos do abuso sexual.

Escrito está e com caracteres de fogo no grande Livro da Vida que, na Cruz Jaina ou Jina, esconde-se, milagrosamente, o segredo indizível do Grande Arcano, a chave maravilhosa da transmutação sexual.

Não é difícil compreender que tal Cruz Mágica é a mesma Suástica dos grandes mistérios.

Entre o êxtase delicioso da alma que anela, podemos e até devemos pôr-nos em contato místico com Jano, o austero e sublime Hierofante Jina que, no velho continente Mu, ensinara a Ciência dos Jinas.

No Tibete secreto existem duas escolas que se combatem mutuamente; quero referir-me, claramente, às instituições Mahayana e Jinayana*****.

Em nosso próximo capítulo, falaremos sobre a primeira destas duas instituições; agora, só nos preocuparemos pela escola Jinayana.

É ostensível que o caminho Jinayana é, no fundo, profundamente Búdico e Crístico.

Neste Misterioso caminho encontramos, com assombro místico, os fiéis custódios do Santo Graal, ou Pedra Iniciática; quer dizer, da suprema Religião-Síntese que foi a primitiva da humanidade: a doutrina da Magia Sexual.

Jana, Swana ou Jaina é, pois, a doutrina desse velho Deus da luta e da ação, chamado Jano, o senhor divino de duas caras, transposição andrógina do Hermes egípcio e de muitos outros Deuses dos panteões Maias, Quichés e Astecas, cujas imponentes e majestosas esculturas cinzeladas na rocha viva ainda se podem ver no México.

O mito greco-romano conserva, ainda, a recordação do desterro de Jano, ou Jaino, à Itália, por haver arrojado do céu Cronos ou Saturno, quer dizer, a recordação legendária de seu descenso à Terra como instrutor e guia da humanidade, para dar a esta a primitiva religião natural Jina ou Jaina.

Jana, ou Jaina, é também, obviamente, a maravilhosa doutrina sino-tibetana de Dan, Chan Dzan, Shuan, Loan, Huan ou Dhyan-Choan, características de todas as escolas esotéricas do mundo ário, com raízes na submersa Atlântida.

A Doutrina Secreta, a Doutrina Jaina primitiva fundamenta-se na Pedra Filosofal, no sexo, no Sahaja Maithuna.

Doutrina Gnóstica infinitamente superior, por mais antiga, ao próprio Bramanismo, a primitiva escola Jinayana, é a da estreita senda que conduz à Luz.

Doutrina de salvação realmente admirável, da qual, na Ásia Central e na China, ficam muitíssimas recordações, como ficam também na Maçonaria Universal, onde ainda encontramos, por exemplo, a supervivência da simbólica Cruz Jaina ou Swastika (de Swan, o Hamsa, o Cisne, a Ave Fênix, a Pomba do Espírito Santo, ou Paráclito, Alma do Templo do Graal, Nous ou Espírito, que não é senão o Ser ou Dhyani do homem).

Ainda nestes tempos modernos, todavia, podemos achar rastros, na Irlanda, desses 23 profetas Djinas ou conquistadores de almas que foram enviados a todas as direções do mundo pelo fundador do Jainismo, o Rishi-Baha-Deva.

Nos instantes em que escrevo estas linhas, vêm à minha memória recordações transcendentais.

Num dos tantos corredores de um antigo palácio, não importa a data nem a hora, bebendo água com limão em taças deliciosas de fino bacará, juntamente com um grupo muito seleto de Elohim, eu disse: ‘Necessito descansar por um tempo na Felicidade, faz vários Mahavântaras que estou ajudando a humanidade e já estou cansado’.

‘A maior felicidade é ter Deus dentro, contestou um Arcanjo muito amigo…’

Aquelas palavras me deixaram perplexo, confuso; pensei no Nirvana, no Mahaparanirvana etc.

Habitando em regiões de tão intensa felicidade, poderia, acaso, alguma criatura não ser feliz? Como? Por quê? Por não ter a Mônada dentro?

### **Consultando o VM Janus**

Cheio, pois, de tantas dúvidas, resolvi consultar o velho sábio Jano, o Deus vivente da Ciência Jinas. Antes de entrar em sua Morada, fiz, ante o **Guardião**, uma saudação secreta; avancei ante os **Vigilantes** e os saudei com outra saudação e, por último, tive a dita de encontrar-me ante o Deus Jano.

**Jano e Minerva**

‘Falta outra saudação’, disse o Venerável. Não há melhor saudação que a do coração tranquilo, assim respondi, enquanto, devotadamente, punha minhas mãos no Cárdias.

‘Está bem’, disse o Sábio.

Quando quis fazer-lhe perguntas que dissipassem minhas mencionadas dúvidas, o Ancião, sem falar uma única palavra, depositou a resposta no fundo de minha Consciência.

Tal resposta podemos resumi-la assim: ‘*Ainda que um homem habitasse o Nirvana ou qualquer outra região de ditas infinitas, se não tivesse Deus dentro, não seria feliz*‘.

*‘Entretanto, se vivesse nos mundos infernos ou no cárcere mais imundo da Terra, tendo Deus dentro, seria feliz.’*

Concluiremos este capítulo dizendo: A Escola Jinayana, com seu esoterismo profundo, nos conduz pela via sexual até a encarnação do Verbo e a Liberação final.

Oremos…”

**(Samael Aun Weor, [O Mistério do Áureo Florescer](https://www.esotera.com.br/samael-gnose)
)**  
 ______________________  
 ******Jinayana ou Hinayana, geralmente interpretado como o Pequeno Veículo do Budismo. Na realidade, segundo a Gnose, este é um termo antiquíssimo, atlante, que se disseminou em diversas épocas e lugares, sendo por isso encontrado em todos os lugares, como nos explica o VM Samael no texto acima.*
