---
title: "A força serpentina"
id: "9508"
type: "post"
slug: "a-forca-serpentina"
published_at: "2024-07-11T09:07:00+00:00"
modified_at: "2024-07-10T19:24:03+00:00"
url: "https://www.gnosisonline.org/a-forca-serpentina/"
markdown_url: "https://www.gnosisonline.org/a-forca-serpentina.md"
excerpt: "Quando falamos docemente no horto puríssimo da Divina Linguagem, que como um rio de ouro corre sob a espessa selva ensolarada, torna-se para nós impossível esquecer a mágica sílaba “S”, a qual ressoa na relva como um silvo doce e..."
taxonomy_category:
  - "Tantrismo"
taxonomy_post_tag:
  - "chohan"
  - "divina"
  - "ida"
  - "kundalini"
  - "mãe"
  - "magia"
  - "maha"
  - "pingala"
  - "sexual"
  - "sushuma"
  - "sushumna"
  - "transmutação"
---

- [Tantrismo](https://www.gnosisonline.org/categorias/tantrismo/)

[Facebook](https://www.facebook.com/sharer.php?u=https%3A%2F%2Fwww.gnosisonline.org%2Fa-forca-serpentina%2F)
[WhatsApp](https://api.whatsapp.com/send?text=A+for%C3%A7a+serpentina%20%0A%0A%20https://www.gnosisonline.org/a-forca-serpentina/)
[X](https://x.com/intent/post?text=A+for%C3%A7a+serpentina&url=https%3A%2F%2Fwww.gnosisonline.org%2Fa-forca-serpentina%2F&via=gnosisonline)
[Email](/cdn-cgi/l/email-protection#d6e9a5a3b4bcb3b5a2eb97f6b0b9a41571b7f6a5b3a4a6b3b8a2bfb8b7f0b4b9b2afebbea2a2a6a5ecf9f9a1a1a1f8b1b8b9a5bfa5b9b8babfb8b3f8b9a4b1f9b7fbb0b9a4b5b7fba5b3a4a6b3b8a2bfb8b7f9)
[Imprimir](#)

[#](#)

[https://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2018/08/serpente-cruz-gnostica-gnosisonline-177x240-1.jpg](https://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2018/08/serpente-cruz-gnostica-gnosisonline-177x240-1.jpg)

Quando falamos docemente no horto puríssimo da Divina Linguagem, que como um rio de ouro corre sob a espessa selva ensolarada, torna-se para nós impossível esquecer a mágica sílaba “S”, a qual ressoa na relva como um silvo doce e suave.

Essa é a sutil voz, aquela que Elias ouviu no deserto. Apolônio de Tiana envolvia-se em seu famoso manto de lã para rogar aos deuses santos, pedindo o enigmático som.

A mística nota, a “S” mágica, conferia ao velho hierofante o poder para sair em astral conscientemente. A sílaba “S” tem certa semelhança com a letra hebraica Tsad, enquanto a Sigma grega, triforme, se relaciona com a primeira e com a Shin e a Samek. Esta última quer dizer “amparo” e tem o valor cabalístico de 60. Foi-nos dito, e isto qualquer cabalista sabe, que Shin tem o valor 300 e significa “dente”. A soma dessas duas letras equivale aos 360 graus do círculo e aos dias siderais do ano solar.

![serpente-cruz-gnostica-gnosisonline](https://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2014/02/serpente-cruz-gnostica-gnosisonline.jpg)

Porém, os gnósticos devem ir mais longe, inquirir, indagar, buscar, descobrir a íntima relação existente entre a serpente e a cruz. O “S” (serpente) e o “T” (cruz) são dois símbolos esotéricos que se complementam.

A letra “S” é uma verdade jeovística e vedantina ao mesmo tempo; o poder serpentino ou fogo místico; a energia primordial ou Shakti potencial que jaz adormecida no centro magnético do osso coccígeo. Muladhara é o nome sânscrito deste centro mágico; esta é a Igreja de Éfeso.

A Kundalini é a força primitiva do universo, o poder oculto, elétrico, que subsiste em toda matéria orgânica e inorgânica. A conexão sexual do Phalo e do Útero forma a cruz. A Kundalini, a letra “S” mágica, a cobra, encontra-se intimamente relacionada com essa Cruz ou Tau. O fogo serpentino desperta o poder da Santa Cruz.

Em hebraico, Tau tem, precisamente, o significado maravilhoso da Cruz, terminando como a 22ª letra do alfabeto e com valor numérico de 400.

Torna-se fácil compreender que a vogal U é uma letra moderna, derivada de V; e a letra G, do C, pela urgente necessidade de se haver uma distinção clara entre os dois sons, adquirindo, naturalmente, uma forma prática, idêntica à grega.

Observe-se muito atentamente essa curva maravilhosa que desce e sobe. A humilhação ou descida aos mundos infernos; ou a Nona Esfera (o sexo), que se faz necessária da exaltação ou sublimação.

A descida à Nona Esfera (o sexo) foi, desde os tempos antigos, a prova máxima para a suprema dignidade do hierofante. Hermes, Buda, Jesus, Dante, Zoroastro, tiveram de passar por essa terrível prova. Quem quiser subir, primeiro deve descer. Esta é a Lei. Toda exaltação é precedida sempre por uma humilhação.

Na Nona Esfera, Marte desce para retemperar a espada e conquistar o coração de Vênus. Hércules desce para limpar os Estábulos de Áugias; e Perseu para cortar a cabeça da Medusa com a sua espada flamígera.

O círculo perfeito com o ponto mágico, símbolo sideral e hermético do Astro-Rei e do princípio substancial da Vida, da Luz e da Consciência Cósmica é, sem dúvida, um emblema fálico poderoso e maravilhoso.

Esse símbolo expressa claramente os princípios masculino e feminino da Nona Esfera.

O princípio ativo de irradiação e penetração complementa-se no nono círculo com o princípio passivo de recepção e absorção. A serpente bíblica nos apresenta a imagem do Logos Criador ou Força Sexual que começa sua manifestação desde o estado de potencialidade latente.

O Fogo Serpentino, a Víbora Sagrada, dorme enroscada três vezes e meia dentro da Igreja coccígea. Se refletirmos seriamente nessa íntima relação existente entre as letras S e a Tau, cruz, ou T, chegamos à conclusão lógica de que só mediante o Sahaja Maithuna (magia sexual) pode-se despertar a serpente criadora.

A chave, o segredo, tenho publicado em quase todos os meus anteriores livros e consiste em não derramar jamais o Vaso de Hermes durante o transe sexual. Conexão do Lingam-Yoni (Phalo-Útero) sem ejacular jamais a Ens Seminis (a entidade do sêmen), porque nessa citada substância se encontra latente toda a Ens Virtutis do fogo.

**IAO** é o mantra fundamental do Sahaja Maithuna. Cante-se cada letra separadamente no *Laboratorium Oratorium* do Terceiro Logos (durante a cópula sagrada).

A transmutação sexual da Ens Seminis em energia criadora é um legítimo axioma da sabedoria hermética. A bipolarização desse tipo de energia cósmica no organismo humano foi, desde antigos tempos, analisada nos Colégios Iniciáticos do Egito, do México, da Grécia e da Índia.

A ascensão da energia seminal até o cérebro faz-se possível graças a certo par de cordões nervosos que, em forma de **8**, desenvolvem-se à esquerda e à direita da espinha dorsal.

Chegamos, pois, ao Caduceu de Mercúrio, com as asas do espírito sempre abertas. O mencionado par de cordões nervosos jamais poderá ser encontrado com um bisturi, porque é de natureza etérica, tetradimensional.

Essas são as duas testemunhas do Apocalipse, as duas oliveiras, os dois candelabros que estão diante do Deus da Terra e se alguém os quiser danificar, “sai fogo da boca dos mesmos e devora os seus inimigos”.

Na sagrada terra dos Vedas, esse par de nervos é conhecido com os nomes de Idá e Píngala. O primeiro relaciona-se com a fossa nasal esquerda e o segundo, com a direita. O primeiro desses dois famosos nadis é de natureza lunar e o segundo, de tipo solar.

Alguns estudantes gnósticos surpreendem-se ao saber que Idá, sendo de natureza fria e lunar, tenha suas raízes no testículo direito; e que, sendo Píngala do tipo estritamente solar, parta, realmente, do testículo esquerdo. Não nos surpreendamos porque tudo na natureza baseia-se na Lei das Polaridades.

O testículo direito encontra seu antipolo exato na fossa nasal esquerda e o testículo esquerdo encontra o seu antipolo perfeito na fossa nasal direita.

A fisiologia esotérica ensina que no sexo feminino as duas testemunhas partem dos ovários. Nas mulheres, a ordem desse par de oliveiras do templo inverte-se harmoniosamente.

Velhas tradições que surgem da profunda noite dos séculos dizem que quando os átomos solares e lunares do sistema seminal fazem contato no Triveni, próximo ao cóccix, então, por indução elétrica, desperta-se uma terceira força mágica, a Kundalini, o fogo místico do arhat gnóstico.

Está escrito nos velhos textos da sabedoria antiga, que o orifício inferior do canal medular nas pessoas comuns e correntes encontra-se hermeticamente fechado. Os vapores seminais abrem-no para que a cobra sagrada penetre por ele.

Ao longo do canal medular processa-se um conjunto maravilhoso de variados canais: recordemos Sushumaná, o Vajra, o Chitra, o Centralis e o Brahmanadi. Por este último ascende a Kundalini.

É uma espantosa mentira afirmar-se que após haver encarnado o Jiva-Atma dentro do coração, a serpente sagrada empreenda a viagem de retorno até encerrar-se novamente no chacra Muladhara.

É uma horrível falsidade afirmar-se que a serpente ígnea de nossos mágicos poderes, depois de haver gozado de sua união com Paramashiva, separa-se, iniciando a viagem de retorno pelo caminho inicial.

Esse retorno fatal, essa queda até o cóccix, ocorre somente quando o iniciado derrama o sêmen. Aí, então, ele cai fulminado sob o raio terrível da Justiça Cósmica. A ascensão da Kundalini ao longo de seu canal espinhal realiza-se muito lentamente, de acordo com os méritos do coração. Os fogos do Cárdias controlam a ascensão milagrosa da serpente sagrada.

Devi Kundalini não é algo mecânico como muitos supõem. A serpente sagrada desperta com o verdadeiro amor entre homem e mulher e jamais sobe pela espinha dorsal dos adúlteros e perversos.

É bom sabermos que quando Hadith, a Serpente Alada de Luz, desperta para iniciar sua marcha ao longo do canal medular espinhal, emite um som misterioso muito similar ao de qualquer víbora, quando assustada com um pau, o que nos faz recordar a mágica letra S.

A Kundalini movimenta-se, revoluciona-se e ascende dentro da aura maravilhosa do Maha Chohan. O fogo sagrado, ao chegar à altura do coração, abrem-se as asas ígneas do Caduceu de Mercúrio e podemos penetrar em qualquer departamento do Reino instantaneamente.

A subida do fogo sagrado ao longo do canal espinhal, vértebra após vértebra, grau após grau, é muito lenta. Os **33** graus da Maçonaria Oculta de um Ragon ou de um Leadbeater correspondem a essa soma total de vértebras espinhais.

Quando o Alquimista derrama o Vaso de Hermes – refiro-me à ejaculação seminal –, ocorre a perda de graus esotéricos, porque a Kundalini desce uma ou mais vértebras, de acordo com a magnitude da falta.

Amfortas, o venerável senhor do Santo Graal, entre os braços impudicos de Kundry, Gundrígia, Herodias, a Eva tentadora da mitologia hebraica, derrama o Mercúrio da Filosofia Secreta, caindo fulminado com o Arcano **16** da Cabala.

A queda dos anjos rebeldes a ninguém beneficiou e a todo o mundo prejudicou, infelizmente. Se eles não houvessem derramado o Vinho Sagrado, muito diferente seria seu Nêmesis. A lira de Orfeu jamais teria caído sobre o pavimento do templo feita em pedaços.

Baixar à Nona Esfera não é proibido, mas indispensável, para toda exaltação. Porém, cair é diferente, e Amfortas caiu, tu o sabes. Quando a Kundalini alcança o Sahasrara, o lótus de mil pétalas, situado na parte superior do cérebro, desposa-se com o Senhor Shiva, o Terceiro Logos, o Espírito Santo.

Está escrito com letras de ouro no livro do oculto mistério que o famoso Tatwa Shiva Sakti governa o Sahasrara (a Igreja de Laodiceia).

No Magistério do Fogo sempre somos assistidos, e assistimos periodicamente aos aspirantes. A Universidade Adhiátmica dos sábios nos examina pelos Elohim. Eles nos aconselham e ajudam.

Na medula e no sêmen acha-se a chave da salvação humana, e tudo o que não for por ali é inútil perda de tempo.

Kundalini é a Deusa da Palavra adorada pelos sábios. Somente Ela pode conferir-nos a iluminação. Quando a Kundalini desperta e inicia sua ascensão sublime, para dentro e para cima, o Alquimista consegue seis experiências transcendentais, a saber:

***Ananda***, certa felicidade espiritual  
 ***Kampan***, hipersensibilidade elétrica e psíquica  
 ***Utthan***, aumento na porcentagem de consciência objetiva  
 ***Ghurni***, intensos anseios místicos  
 ***Murcha***, estados de lassidão ou relaxamentos espontâneos durante os exercícios esotéricos  
 ***Nidra***, algum modo específico de sono que, combinado com a meditação, se converte em Samadhi (êxtase).

**Brahma e sua esposa, Saraswáti (assim como Abraão/Arbarman e Sara na tradição cabalística) são o casal divino, nosso Pai-Mãe interiores**

Dar testemunho da Verdade jamais poderá ser um delito. Em minha condição de Kalki Avatara, ou *Sosiosh*, da nova Era de Aquário, declaro o seguinte: “Com todos os múltiplos processos pseudoesotéricos em voga, ensinados em diversas escolas, não é possível o despertar da Kundalini”.

O sistema fole, com todos os seus variados *pranayamas*; as diversas Asanas e formas do Hatha Yoga; os *Mudras*, *Bhaktis*, *Bandhas*, jamais poderão manter em atividade o Fogo Serpentino.

As ígneas partículas que escapam da flama sagrada durante certas práticas yogues não significam o despertar da Kundalini, porém, **muitos confundem as Chispas com as Chamas**.

O fogo serpentino somente pode despertar e ascender com a magia sexual (*Sahaja Maithuna*). O advento do fogo é o evento cósmico mais extraordinário. O ígneo elemento vem a transformar-se radicalmente, transformando-nos.

No instante em que escrevo estas linhas ardentes, vem-me à memória certa lembrança transcendental: uma vez, durante uma viagem incorpórea, em estado de Êxtase, ou Samadhi, atrevi-me a interrogar minha Mãe Divina Kundalini sobre o seguinte:

“É possível que alguém no mundo físico possa se autorrealizar sem a necessidade da magia sexual?”

A resposta foi terrível: “Impossível, filho meu… Isso não é possível”. Disse-me com tanta veemência que, francamente, senti-me comovido.

O fogo serpentino é a “Díada” mística, o desdobramento da unidade da Mônada, o feminino aspecto eternal de Brahma, “Deus Mãe”. A serpente ígnea nos confere infinitos poderes, entre eles o *Mukti* da beatitude final e o *Jnana* da libertação.
