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	<title>GnosisOnline &#187; Teologia Gnóstica</title>
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	<description>O Maior Site de Gnose, Esoterismo e Magia</description>
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		<title>Pistis Sophia e a Igreja Gnóstica</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 17:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Assim como em todas as Religiões existe um Livro Sagrado ou Bíblia, do mesmo modo os Gnósticos dispõem também de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Assim como em todas as Religiões existe um Livro Sagrado ou Bíblia, do mesmo modo os Gnósticos dispõem também de um Livro Santo. Com algumas referências rápidas e resumidas sobre esse Livro, antecipamos que, para compreender o &#8220;espírito&#8221; de sua &#8220;letra&#8221; , há que considerar a época e o sentido esotérico em que foi escrito. O que é o Talmud para os judeus, o Bhagavad-Gita para os hindus, o Alcorão para os muçulmanos, a Bíblia para os católicos e protestantes, é para nós a Pistis Sophia.</p>
<p>Esse Livro Sagrado nos informa que Jesus &#8211; o Cristo &#8211; depois de haver Ressuscitado dos mortos, passou 11 anos com seus discípulos para instruí-los nos Mistérios dos Mundos Internos, ou Mundos da Luz, com omissão, no entanto, de alguns pontos que os discípulos não estavam ainda capacitados a compreender.</p>
<p>No duodécimo ano, porém, os discípulos estavam reunidos com o Mestre no Monte das Oliveiras, alegrando-se de haverem recebido dEle toda a plenitude do Saber Iniciático. Era o quinquagésimo dia do mês Tybi, o dia da Lua Cheia.</p>
<p>O Mestre estava sentado à parte, quando ao surgir do Sol os discípulos viram um grande rio de luz de diversas tonalidades verter-se sobre Ele, que nela subiu ao Céu deixando os discípulos em grande temor e confusão, enquanto que silenciosamente O seguiam com os olhos. Desde a hora terceira do quinquagésimo dia, até a hora nona da manhã seguinte (30 horas portanto), o Mestre esteve ausente, para então aparecer-lhes descendo em uma Luz Infinita e mais brilhante do que aquela em que havia subido.</p>
<p>Os discípulos estavam assombrados e temerosos, mas Jesus, compassivo e misericordioso, assim lhes falou: &#8220;Tende coragem, Sou Eu, não vos assusteis&#8221;.</p>
<p>Após as preces, Jesus retirou sua grande Luz de si mesmo e apareceu de novo em forma familiar; os discípulos vieram a Ele e perguntaram: &#8220;Mestre, onde estivestes? De onde procedem estas confusões?&#8221;</p>
<p>Jesus, então falando como o Cristo glorificado, disse-lhes de sua grande alegria, pois desde esse momento poderia instruí-los no Mistério de todas as coisas, desde o princípio da Verdade até o final, sem parábolas, pois que lhe tinha sido dada autoridade para revelar-lhes o Primeiro Mistério.</p>
<p>Jesus, então, começou a instruí-los e a dar, a cada um deles, um Poder.</p>
<p>Em verdade cada discípulo corresponde e é um Poder em si mesmo, como, também, representa uma Hierarquia, um Signo do Zodíaco, um Centro de Força:</p>
<p>Pedro representa a Fé<br />
André, a Fortaleza<br />
João, o Amor<br />
Tiago, o Acerto<br />
Bartolomeu, a Imaginação, e assim sucessivamente.</p>
<p>[<em>Nota do editor: para mais detalhes sobre o tema, sugerimos a leitura da obra As Partes do Ser, do VM Samael Aun Weor.</em> <a href="http://esotera.com.br/livros/gnose-samael/as-partes-do-ser-samael-aun-weor">Clique aqui</a>.]</p>
<p>Pistis Sophia trata também da sorte que espera as Almas no mais além da morte, revelando o que acontecerá a cada uma das categorias de homens. Vemos neste Livro que os Pequenos e Grandes Mistérios são o principal, tudo está Neles, tudo gira em torno Deles.</p>
<p>Pistis Sophia é, pois, o nosso Livro Sagrado, cujo verdadeiro original, íntegro, intacto, está em poder da Igreja Gnóstica (nos Mundos Internos) como relíquia esotérica, recolhida pelo nosso Patriarcado, o fiel guardião de tão preciosa jóia.</p>
<p>Nessa Obra estão também condensados os nossos Rituais Gnósticos.</p>
<p>A palavra &#8220;Pistis&#8221;, para nós, significa Fé, mas não nossa fé habitual que resulta da aceitação de uma opinião estranha. Não. Fé em sentido Bíblico é uma Força, é a Força Mágica que basta ter tanto como a de um grão de mostarda para remover montanhas.</p>
<p>A palavra &#8220;Sophia&#8221;, já sabemos que é Ciência. De modo que &#8220;Pistis Sophia&#8221; é Poder, é Ciência, é Teurgia.</p>
<p>Os Gnósticos exigem primeiro o manejo de Pistis, e logo em seguida a comprovação dos fatos, sem nada de especulações <em>a priori</em>.</p>
<p>Os Gnósticos em suas Orações bem sentidas fazem vibrar a Substância de Cristo. Os Gnósticos vivem a verdade e tratam de ser uma Luz. Os Gnósticos têm encontrado em Cristo esta Luz, que é Substância; esta Substância Crística eles estudam e aplicam em si mesmos e em seus Atos.</p>
<p>A Igreja Gnóstica é uma constante e sagrada afirmação como Religião Primitiva; isto nos leva a afirmar que não se trata de uma nova Religião formada à última hora com fins mais ou menos retos, senão que temos içado a Bandeira Secular de uma Primitiva Igreja que guarda a veraz e pura revelação em cujas águas de glória bebeu o Nazareno para logo pregar sua Santa Doutrina.</p>
<p>A Igreja Gnóstica é a Igreja Cristã Esotérica, é a Igreja do Conhecimento.</p>
<p>Estudamos a parte essencial, purificada e sagrada de todas as coisas; observamos a natureza dentro de suas múltiplas mudanças para ver a mão de Deus manifestada em tudo; buscamos a quintessência escondida em tudo quanto existe; admiramos as pedras, as árvores, o bruto e o homem.</p>
<p>Como os pitagóricos, analisamos o número e sabemos que Deus geometriza tudo.</p>
<p>De nada nos serve saber que o Cristo tenha nascido em Belém, enquanto não nasça também em nossos corações.</p>
<p>Dentro de nós, dentro de toda a criatura está Deus Todo Poderoso e seu Poder se manifesta relativamente em nós quando estamos identificados com Ele.</p>
<p>Deus, a Unidade, não se compreende; apenas percebemo-Lo; vivemo-Lo; não o definimos; não temos esta capacidade.</p>
<p>A Igreja Gnóstica é de origem Divina; seus Mistérios foram revelados pelos Elohim ou Santos Mestres de maneira distinta segundo a raça e o lugar, sendo só variáveis na forma, porém idênticos em Substância.</p>
<p><strong>É a Igreja Gnóstica uma Escola Iniciática de Mistérios.</strong></p>
<div id="attachment_60" class="wp-caption aligncenter" style="width: 202px"><img class="size-full wp-image-60 " title="huiracocha-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/huiracocha2.jpg" alt="" width="192" height="284" /><p class="wp-caption-text">VM Huiracocha (Arnold Krumm-Heller), Arcebispo da Santa Igreja Gnóstica dos Mundos Internos</p></div>
<p><em><span style="color: #993300;">&#8220;Eu, que tenho quase meio século de estudos nestes assuntos, que tenho os graus mais altos da Maçonaria (3-33-97), que pertenci à seção esotérica da Sociedade Teosófica, que sou membro de mais de 20 sociedades secretas, como a OTO e a AA, nas quais tenho o último grau, que sou Bispo da Igreja Gnóstica, consagrado com ordinal primitivo e anglicano, que como Comendador da Fraternidade Rosa-Cruz tenho conexão com a Fraternidade Branca, a Hierarquia do Invisível, que pertenci à velha guarda de Papus, Eliphas Levi, que tratei pessoalmente com os principais ocultistas do mundo, declaro para mim que: na vocalização, no uso dos mantras e na oração, <strong>mediante o despertar das secreções sexuais</strong>, reside o Único Caminho para chegar à meta; e tudo o mais, que não seja por aí, é perder lastimosamente o te<span style="color: #993300;">mpo.</span></span></em><span style="color: #993300;">&#8220;</span> (VM Huiracocha)</p>
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		<title>Os deuses hindus</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 17:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Um dos grandes feitos do Hinduísmo está na fusão de cultos e deuses em uma vasta mitologia. Há uma infinidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Um dos grandes feitos do Hinduísmo está na fusão de cultos e deuses em uma vasta mitologia. Há uma infinidade incontável de divindades que com o passar dos tempos as características desses deuses se fundiam para formar uma única divindade. É maravilhoso perceber a unidade de todas as mitologias. Dentro do hinduísmo vemos uma série de princípios cósmicos e psicológicos inerentes a todas as religiões.</p>
<p>A imagem dos deuses representava as suas características, os diversos braços que uma divindade apresentava significavam extensões de sua energia íntima, e os objetos em suas mãos os símbolos dos seus vários poderes na ordem cósmica.</p>
<p>Em seguida, estão relacionados alguns dos Deuses Hindus, com suas esposas, seus avataras, seus companheiros e principais características:</p>
<p><strong>Brahma</strong>, O Deus Criador considerado outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância com a ascensão de Shiva e Vishnu. Aparece de manto branco montando um ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos. É o Pai Celestial, criador dos céus e da terra.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-153" title="DeusesHindus" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/DeusesHindus.gif" alt="" width="198" height="200" /><strong>Shiva</strong>, O destruidor. Um dos dois deuses mais poderosos do hinduísmo. Apresenta-se de várias formas: o extremado asceta, o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa de crânios na cabeça, o senhor da criação a dançar num círculo de fogo ou o símbolo masculino da fertilidade. Mais que os outros deuses é uma mistura de cultos, mitos e deuses que vêem desde a pré-história da Índia. É a representação do Espírito Santo no hinduísmo.</p>
<p><strong>Parvati </strong>(ou Mahadevi) , esposa de Shiva, era a filha das montanhas do Himalaia e irmã do rio Ganges. Com amor, afastou Shiva de seu ascetismo. Representa a unidade de deus e deusa, do homem e da mulher. É nossa Divina Mãe Kundalini, amorosa senhora que é desdobramento do Divino Espírito Santo dentro de nós.</p>
<p><strong>Uma</strong>, é a deusa dourada, que como uma forma de Parvati reflete manifestações mais brandas de seu marido Shiva. Serve às vezes de mediadora nos conflitos entre Brahma e os outros deuses. É a Mãe Cósmica, toda luminosa, e que tem como manto o céu estrelado.</p>
<p><strong>Durga</strong>, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios. É nossa Divina Mãe Interior, responsável pela Morte do Ego em nosso interior.<br />
Kali, é Parvati transformada na mais terrível deusa do hinduísmo, com uma sede insaciável por sacrifícios sangrentos. Aparece em geral manchada de sangue, vestida de cobras e com um colar de crânios de seus filhos. Representa outro aspecto da nossa Divina Mãe Interior, aquela que destrói poderosamente o Ego nos mundos infernais, quando nós não nos interessamos pelo trabalho consciente da morte do Ego. Se não destruimos o Ego conscientemente, a Natureza Infernal o destruirá violentamente. Isso tudo por amor a nós. Essa destruição se efetua nos infernos atômicos da natureza. Essa é a famosa Segunda Morte, escrita no Apocalipse de São João.</p>
<p><strong>Nandi</strong>, o touro sagrado para o povo do Indostão como um símbolo de fertilidade. Foi absorvido no hinduísmo como o companheiro constante de Shiva , de quem é montada, camarista e músico. Shiva usa na testa o emblema de Nandi, a lua crescente. Uma das representações das energias sexuais transmutadas, que nosso Divino Espírito Santo (Shiva) utiliza para a redenção da Alma.</p>
<p><strong>Kartiqueia </strong>(ou Scanda), substituiu o deus védico Indra como principal deus hindu das batalhas. Filho de Shiva e, em alguns mitos, gerado sem mãe, só se interessa por lutas e guerras. Com seis cabeças e doze braços, comanda as suas legiões celestiais do dorso de um pavão colorido. Representa a Alma Humana, que deve guerrear as forças tenebrosas de nossos inimigos internos, ou Ego. É a Vontade (Thelema), necessária para a Vitória.</p>
<p><strong>Ganesh</strong>, filho de Shiva, com cabeça de elefante, é talvez o deus mais popular. Sábio, ponderado e bem versado nas escrituras, é invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar seu êxito. É a Sabedoria divina que a todos guia e dá liberdade, prosperidade e triunfo. Existe um grande mestre da Fraternidade Branca chamado Ganesh, que, invocado, nos ajuda a &#8220;abrir caminhos&#8221;, tanto materiais quanto espirituais&#8230;</p>
<p><strong>Vishnu</strong>, o conservador. É para muitos hindus o deus universal. Traz em geral quatro símbolos: um disco, um búzio, uma maçã e uma flor de lótus. Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse deus benévolo aparece na Terra como um avatara ou reencarnação. É o equivalente hindu do Cristo Cósmico e do Osíris egípcio.</p>
<p><strong>Matsia</strong>, o peixe de chifres que representa a intercessão de Vishnu num tempo de dilúvio universal. O peixe avisou Manu (que é o Noé hindu) e salvou-o num barco preso ao seu chifre. O peixe representa a energia inteior, sexual, transmutada.</p>
<p><strong>Curma</strong>, a tartaruga. O segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra depois do dilúvio para recuperar tesouros. Na Alquimia medieval, representa o Antimônio, o fixador do ouro em nosso interior. É nosso Ser Interior, todo sabedoria, que, como uma tartaruga, dá um passo após o outro, para a realização da Grande Obra.</p>
<p><strong>Varaa</strong>, o Javali. Originalmente o porco sagrado de um culto primitivo que tornou-se um avatar de Vishnu depois de um segundo dilúvio. Cavando sob a água com as presas, fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme. Representa a força do elemento Terra. É a força elemental que se necessita para a Grande Obra Alquímica. É a energia que transforma o chumbo em ouro.</p>
<p><strong>Narasima</strong>, O leão-homem foi avatar de Vishnu. Brahma, tinha dado invulnerabilidade a um demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio ao crespúsculo. Representa também a Execução, mais cedo ou mais tarde, da Lei.</p>
<p><strong>Vamana</strong>, o anão, outro avatar, que se tornou um gigante para frustrar um demônio que procurava controlar o universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.</p>
<p><strong>Parasurama</strong>, foi Vishnu como filho de um brâmane roubado por um rei kshatryia. Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o Brâmane, então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações. Ele representa a Justiça Divina, liderada pelo Mestre Anúbis e seus 42 Juízes do Karma (42 é o dobro de 21). O Karma, quando entre em ação, é terrível e invencível.</p>
<p><strong>Rama</strong>, O herói da epopeia literário-religiosa &#8220;O Ramaiana&#8221;, foi Vishnu como um avatar que venceu Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Rama representa o hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão. O símbolo do grande mestre Rama (ou Ram, como foi conhecido nos períodos pós-dilúvio atlante) é a estrela de 6 pontas, ou hexagrama. Segundo o doutor Jorge Adoum, grande mestre da Fraternidade Universal, foi o grande líder Ram quem expulsou os negros africanos da Índia, nos primórdios da Segunda Sub-raça Ariana. Isso, obviamente, é totalmente desconhecido pela historiografia acadêmica.</p>
<p><strong>Krishna</strong>, o avatar mais importante de Vishnu, foi um deus-herói amado em muitos de seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do <em>Bhagavad Gita</em>. Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes. Krishna foi o avatar da Era de Áries, divulgando a poderosa doutrina dos Grandes Avataras do Cristo Cósmico.</p>
<p><strong>Buda</strong>, como uma encarnação de Vishnu, é um exemplo da capacidade que tem o hinduísmo de absorver elementos religiosos diferentes. Dizem os hindus que o avatar Buda apareceu fundamentalmente para ensinar o mundo a ter compaixão pelos animais. Na verdade, esse grande mestre de compaixão canalizou as energias dos mundos Nirvânicos para o bem da humanidade. Sidarta Gautama (personalidade humana do grande Deus Cósmico, o Buda Amithaba) teve de se encarnar mais algumas vezes na Terra para terminar de cumprir sua missão. Sua encarnação seguinte foi como o mestre Tsong Kapa, o grande reformador do budismo tibetano. O mestre Samael afirma que esse mestre ascenso está, desde o século 17, reencarnado no planeta Marte, cumprindo uma missão cósmica semelhante à missão de Jesus na Terra.</p>
<p><strong>Lakshmi</strong>, mulher de Vishnu, muitas vezes representada sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, representa a boa sorte, a prosperidade e a abundância. Seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa. O mestre Samael afirma, na obra <em>O Matrimônio Perfeito</em>, que Lakshmi, como mestre da Grande Fraternidade Branca, auxilia o devoto a sair conscientemente em corpo astral.</p>
<p><strong>Sita</strong>, mulher de Rama, que é um avatar de Vishnu. Ela é uma encarnação de Lakshmi. Representa a esposa hindu ideal. Foi raptada pelo demônio Ravana e levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido. Representa a virtude da Fidelidade ao trabalho gnóstico. Não esmorecer nunca.</p>
<p><strong>Hanuman</strong>, o rei dos macacos que emprestou sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal. Simbolicamente, o macaco é a Ciência Superior, a Lógica Superior, que possibilita &#8220;medir o mundo&#8221;, medir a Grande Obra, e saber o quanto se gastará para se realizar o Trabalho Alquímico.</p>
<p><strong>Garuda</strong>, a montada de Vishnu, é uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transportando o deus no seu cintilante dorso dourado, era ás vezes confundida com o deus do fogo, Ágni.</p>
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		<title>Gnose e o cristianismo primitivo</title>
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		<pubDate>Sat, 05 May 2012 19:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Com a descoberta dos evangelhos apócrifos em Qumran (no Mar Morto – Palestina) e em Nag Hammadi (Alto Egito) podemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Com a descoberta dos evangelhos apócrifos em Qumran (no Mar Morto – Palestina) e em Nag Hammadi (Alto Egito) podemos considerar que estamos vivendo momentos importantes para o redescobrimento da cristandade primitiva, tal como era vivida nos tempos de Jesus. Juntamente com os estudos da moderna Gnose do Mestre Samael Aun Weor, vamos formar uma base sólida a respeito dos acontecimentos que marcaram a passagem do Mestre Jesus na Terra, sua doutrina crística, sua missão e compreenderemos também um pouco mais a respeito da influência dos gnósticos para a formação do verdadeiro Cristianismo.</p>
<p>As <em>Escolas de Mistérios Maiores</em> sempre existiram no mundo e são representantes da Grande Fraternidade Branca na Terra. Essas escolas cumprem a missão, até os dias de hoje, de formar, ou melhor, iniciar devidamente os Instrutores do mundo de acordo com seu raio de trabalho, para a preconização do trabalho na Grande Obra do Pai.</p>
<p>Para não nos distanciarmos muito da questão da cristandade gnóstica, devemos citar apenas que desde a Atlântida estes ensinamentos gnósticos já vinham sendo ensinados e publicados pelas escolas mais antigas. Entre elas, citamos os naga-maias do Tibet, os maias, os incas, os muiscas (da Bolívia), os egípcios etc. Todos eles herdaram seus conhecimentos dos atlantes.</p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/05/nag-hammadi-textos-gnosticos-gnosisonline.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-6718" title="nag-hammadi-textos-gnosticos-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/05/nag-hammadi-textos-gnosticos-gnosisonline-240x147.jpg" alt="" width="240" height="147" /></a>O paganismo, por volta do século 1° a.C., estava em plena fase de decadência. Por exemplo, os sacerdotes e os deuses greco-romanos já não eram mais respeitados e venerados pela população e nem por seus governantes, os quais se divertiam com peças teatrais que desmoralizavam as divindades correntes. O mestre Samael afirma que naquela época os artistas satirizavam em comédias os divinos rituais, imitavam o deus Baco através de uma mulher embriagada ou o caricaturavam como um bêbado pançudo montado em um burro. A deusa Vênus era representada como uma adúltera que andava à procura de prazeres orgásticos.</p>
<p>Nem o deus Marte, o poderoso Deus da Guerra, era respeitado, zombavam dele e o ironizavam. Tal era a decadência do paganismo. Na Europa Ocidental ocorria o mesmo, com a decadência dos ritos druídicos e nórdicos, os quais usavam indiscriminadamente sacrifícios humanos e orgias. Vemos essa mesma decadência também na Pérsia e, enfim, em todos os cantos do Império Romano.</p>
<h3>A Cristandade Antes de Jesus</h3>
<p>Jesus sabia que havia uma nova necessidade religiosa para a época, como afirma o mestre Samael, e na região da Palestina, onde veio afirmar sua missão, já existiam algumas Escolas de Mistérios atuantes, mesmo que timidamente. Dentre essas Escolas algumas tomam maior destaque, como os Essênios, os Batistas (Ordem a qual pertencia João), os Nazarenos etc.</p>
<p>Os textos apócrifos atestam a atividade de Jesus entre a casta dos Essênios, que levavam uma vida de restrições materiais. Tinham seus monastérios às margens do Mar Morto. Formavam uma comunidade humilde e esta era uma exigência fundamental para que o candidato fizesse parte da “grei”. Entre os vários procedimentos que deveriam ser praticados pela comunidade, estavam os votos de Pobreza, Castidade e Silêncio, entre outros. No voto de pobreza era exigido que o neófito se despojasse de todos seus bens materiais compartilhando-os com a comunidade, pois, segundo as regras, tudo era de todos e não poderia haver o “meu” e o “teu”.</p>
<p>Quando o candidato queria entrar para a casta essênia lhe era exigido também viver decididamente o voto de silêncio. Para isso, ficava afastado pelos menos algumas centenas de metros da comunidade, apenas observando de longe seus costumes e ritos diários. Dizem os historiadores e pesquisadores dos pergaminhos de Qumran que os essênios viviam de sua própria produção de alimentos, ou seja, não compravam ou vendiam, não tinham comércio de forma alguma com as cidades próximas. Vestiam-se muito simplesmente com túnicas de linho de algodão brancas – por isso também eram conhecidos como “os anjos do deserto”.</p>
<p>Havia também entre os essênios a prática da cura pela imposição das mãos. Entre outras práticas rituais, era comum entre as comunidades de Qumran “Exercícios com a Energia do Sol”, a Eucaristia, a Santa Unção etc. Aqui não vamos nos aprofundar nestes detalhes, apenas fica a referência para que possamos compreender que os atos de Jesus no evangelho canônico não demonstram nada de novo, ou seja, as cerimônias, as festividades, os ritos crísticos, a eucaristia etc., não constituem uma invenção dos cristãos para a nova religião que se iniciava. Tudo isso, na verdade, é tão antigo como o mundo. Todos os povos da Terra em seus princípios religiosos de uma maneira ou outra sempre praticaram esta gnose iniciática. Por isso dizemos que a Gnose é o Tronco primordial de onde nasceram os múltiplos “galhos” das religiões de todos os tempos.</p>
<p>Apesar do voto de castidade, não era proibido o casamento entre os adeptos da mesma comunidade. A dedução lógica é que, se o Mestre Jesus foi membro ativo dessa casta, então, a castidade a que se refere não significa ser o celibato repressor que exclui a mulher de sua vida sexual e sim a Castidade Científica, aquela que trabalha com as forças superiores da Magia Sexual, o Arcano AZF dos alquimistas medievais.</p>
<p>Havia também os Batistas, casta gnóstica a qual João Batista pertenceu; os Nazarenos (cuja etimologia vem da palavra “naza”, que significa “homem de nariz reto”). Segundo o mestre Samael, Jesus tinha sangue celta por parte de pai e hebraico por parte de mãe. Daí a desconfiança dos sacerdotes judeus sobre a origem étnica de Jesus; e também a palavra “nazareno” significa “representantes do culto da serpente”. A maioria das seitas gnósticas predica a sabedoria da serpente (Kundalini) e isto é o que diferencia a verdadeira gnose das falsas.</p>
<p>Diz um dos textos de Qumran que existiu um grande personagem, antes de Jesus, conhecido como Mestre da Justiça, ou Mestre da Retidão. Esse personagem foi um grande divulgador da doutrina crística nos arredores da Terra Santa. Não sabemos qual sua origem e muito pouco temos de sua história. Acredita-se entre os gnósticos modernos que era uma das encarnações do próprio mestre Jesus, que estava ele mesmo preparando sua volta àquelas regiões.</p>
<h3>A Formação da Igreja Cristã Pós-Ressureição de Jesus</h3>
<p>Muitos anos se passaram após a ressurreição do Cristo Jesus, e seus apóstolos se espalharam por todo o Oriente e também pelo Ocidente europeu. Levavam a Gnose do Cristo, a mensagem de redenção aos povos pagãos da Grécia, Ásia, Egito, Índia, etc&#8230;</p>
<p>Paulo e Pedro foram pregar na Grécia e em Roma; André foi chegou à Escócia; Tomé se dirigiu à Índia; Marcos ao Egito; Madalena chegou à França; Maria e José foram à Síria e Turquia; Santiago ficou em Jerusalém, etc&#8230;</p>
<div id="attachment_6716" class="wp-caption alignleft" style="width: 202px"><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/05/ofitas-ophitas-gnosisonline.jpg"><img class=" wp-image-6716" title="ofitas-ophitas-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/05/ofitas-ophitas-gnosisonline-169x240.jpg" alt="" width="192" height="272" /></a><p class="wp-caption-text">Selos da linha gnóstica dos Ofitas</p></div>
<p>Cada apóstolo viveu seu drama crístico particular nas regiões a que foi determinado espalhando sua “boa-nova” (Evangelho). Foram perseguidos, humilhados, incompreendidos, presos, torturados e, na maioria dos casos, assassinados. Mas suas mensagens foram bem acolhidas por aqueles poucos fiéis, sedentos de sabedoria divina, e, assim, com o passar dos séculos, o Cristianismo gnóstico foi ganhando força e popularidade. Paralelamente a isto, também, entre os gnósticos foram crescendo gradualmente as correntes cristãs que, por um motivo ou outro, eram contrárias ao ensinamento original e já não concordavam entre si sobre a mesma Gnose. É aí que aparecem no cenário as primeiras divisões entre as seitas emergentes da época, já no decorrer do primeiro século.</p>
<p>Citamos aqui uns poucos exemplos para ilustrar melhor aquele período e percebermos a diferença radical entre as seitas cristãs (que viriam a ter o nome de Catolicismo) e os gnósticos:</p>
<p><strong><em>Setianos:</em></strong> Rendiam culto à Sabedoria Divina representada pela Santa Trindade – Caim, a carne- Abel, o mediador- Set, o Deus-sabedoria – Set era considerado igual a Cristo. Os Setianos, segundo o Mestre Huiracocha, foram os primeiros Teósofos; este Mestre afirma que no sarcófago de Set foi achado o <em>Livro dos Mortos</em> e escondido pela Igreja Católica.</p>
<p><strong><em>Naassenos:</em></strong> Conhecidos como ofitas (do grego Ophis) eram “adoradores” da serpente; versados em ciência, acreditavam (esta pode ter sido sua falha) que o líquido da serpente (em sua maior parte venenoso, segundo seus detratores que não conheciam o profundo significado da “serpente e seu veneno”) poderia salvar a humanidade da escravidão do pecado; foram herdeiros dos conhecimentos de Tomé e do <em>Evangelho dos Egípcios</em>; eram astrólogos e tinham o cálice como seu símbolo. Profundos conhecedores da Alquimia.</p>
<p><strong><em>Valentinianos</em></strong><strong>:</strong> (São Valentim, morreu no ano 161 d.C.) foi expulso da Igreja por heresia; os Valentinianos mantinham contato constante com as congregações cristãs não-gnósticas da época, não eram bem-vistos pelos bispos da Igreja por “participarem das missas e homilias da Igreja e por trás interpretavam tudo diferentemente entre os seus”. Isto é o que afirmava Irineu, o bispo de Lyon em suas ferozes críticas aos gnósticos; Valentim foi um grande matemático e a Cabala era sua filosofia de vida; sustentava que Jesus era gnóstico; seus ensinamentos sobre transmutação sexual eram semelhantes aos demais Mestres e escolas gnósticos.</p>
<p>Como se pode perceber, os conceitos entre os gnósticos e os “cristãos” eram divergentes. Os gnósticos tiveram um inimigo declarado que os perseguiu até o desaparecimento de quase todas as comunidades gnósticas: Irineu, conhecido como Bispo de Lyon. Esse personagem, juntamente com Tertuliano, Policarpo, Justino, Inácio e Hipólito, são unânimes em declarar publicamente a “heresia” gnóstica.</p>
<p>Naquela época circulavam diversas Escrituras Sagradas provenientes das mais variadas regiões do Oriente. Muitos desses escritos, segundo historiadores contemporâneos, estavam saturados de elementos budistas, gregos, egípcios, hindus etc. Isto se devia a que a cidade de Alexandria, no Egito, era o centro da erudição filosófica. Ali se encontrava de tudo que se referia ao que havia de mais atualizado no mundo da época. Além de capital comercial, Alexandria recebia constantemente filósofos, místicos, membros de quase todas as religiões existentes em outros países, profetas (muitos deles, claro, puros charlatães), magos, visionários etc. Os sacerdotes judeus e também os cristãos faziam de tudo para evitar que os conceitos helenizados contaminassem seus templos dedicados ao Deus antropomórfico.</p>
<p>Entre os textos achados em Qumran destaca-se a obra <em>Filósofo Fumena ou O Livro Secreto dos Gnósticos Egípcios</em>, como o nomearam os pesquisadores. Nesse livro, Jesus pede permissão ao seu Pai (Interno) para descer desde o Absoluto até este mundo físico, passando pelos Eons (medidas iniciáticas), e pede para levar o conhecimento revelador <strong>através da Gnose</strong>. Fica, então, estabelecida a palavra Gnose como representação do Ensinamento Divino, puro, imaculado, sem manchas. Outro texto bastante interessante é o <em>Papiro Nu </em>ou<em> Confissões Negativas</em>, constituído de 42 pontos ou confissões que o neófito declara diante de sua divindade interna, seu “Kaom interior”, seu juiz da consciência. Este é um trabalho psicológico idêntico ao que o mestre Samael Aun Weor ensina para compreendermos e aniquilarmos nossos defeitos psicológicos. Um pequeno exemplo desta confissão: “Hoje não roubei, não matei nenhum ser vivo, não maltratei meu servo, não falei palavras de ironia, não cobicei a mulher do próximo, não adulterei o peso da balança etc.” Eis o trabalho de revolução da consciência ensinado por Samael!</p>
<p>Também circulava entre as comunidades gnósticas as palavras de Jesus, após sua ressurreição, no Monte das Oliveiras, quando ainda passou 11 anos instruindo seus discípulos mais próximos, sobre a Gnose. Esses diálogos foram compilados em uma escritura sagrada chamada <em>Pistis Sophia</em>, a bíblia dos gnósticos. Primeiro foi escrita em copta e traduzida para o grego. Muito se tem especulado sobre seu verdadeiro significado, porém (apesar de algumas traduções modernas de boa qualidade), apenas o mestre Samael conseguiu desvelar sua mensagem. Isso só foi possível através de suas “viagens espirituais” dentro do Mundo do Cristo Cósmico. Nessa região crística chegam apenas aqueles que encarnaram o Cristo em si mesmos. E nós, cristãos gnósticos, cremos que Samael Aun Weor é o Cristo desta Era Aquariana que veio nos entregar novamente a doutrina de salvação por meio da Gnose.</p>
<p>Segundo a mestra Helena Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica no século 19, “até o século 4º as igrejas não possuíam altares. Até então, o altar era uma mesa colocada no meio do templo para uso da comunhão ou repasto fraternal”. E continua ela: “A Ceia, como missa, era, em sua origem, feita à noite”. Com o passar dos séculos, as igrejas foram sendo adornadas com cópias de altares da <em>Ara Máxima</em> da Roma pagã. Devemos saber que os primeiros cristãos (gnósticos em sua essência) não adotavam altares ou imagens publicamente. Acreditamos que de acordo com o nível de consciência de seus líderes-sacerdotes, foi-se modificando esse conceito. Isso passou a acontecer já por volta do século 2º.</p>
<h3>Roma persegue os Cristãos</h3>
<p>O Império Romano tinha seus próprios deuses e não sentiam simpatia com a nova religião que crescia sob seus olhos. <em>Genius</em> era o nome dado ao deus criado pelos sacerdotes romanos de acordo com a vontade do imperador, que era tido como um deus entre os cidadãos romanos. Para atender às mais diversas situações do povo, para cada um dos deuses (Apolo, Afrodite, Cibele, Vesta, Vênus etc.) eram feitos festivais e adorações anuais, mensais, semanais etc. Percebe-se, aqui, a cópia das Igrejas Católica e Ortodoxa em suas festividades durante o ano com seus santos venerados pelos fiéis. Obviamente, o Império Romano não admitiria uma ofensa sequer contra suas crenças e seus deuses pagãos vinda de comunidades judaicas helenizadas.</p>
<div id="attachment_6715" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/05/livros-gnosticos-destruidos-gnosisonline.png"><img class="size-medium wp-image-6715" title="livros-gnosticos-destruidos-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/05/livros-gnosticos-destruidos-gnosisonline-240x240.png" alt="" width="240" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Inúmeros livros bíblicos e gnósticos foram queimados para &quot;adaptar&quot; o ensinamento crístico aos Donos do Poder</p></div>
<p>A princípio, as comunidades cristãs eram formadas por judeus convertidos que aceitaram Jesus como seu Messias (Enviado). Com o decorrer do tempo, vários povos foram sendo evangelizados pelos discípulos dos apóstolos e aí foram se agregando à nova religião elementos de várias nacionalidades, inclusive romana e grega, que compartilhavam os mesmos deuses em suas crenças. Um exemplo dessas adaptações é a data de 25 de dezembro, considerada até hoje como o dia em que Jesus nasceu na Terra Santa. Na verdade, ninguém sabe o dia correto em que Jesus nasceu. A absorção dessa data deveu-se ao fato de que os pagãos de muitos rincões do Império Romano (tanto no Ocidente quanto no Oriente) rendiam culto ao Deus do Sol e do Fogo nessa data, considerada como o início em que o Sol começa sua viagem de volta à Terra para que Ele, o Deus Sol, nos traga novamente a vida, e a vida em abundância.</p>
<p>Com o número crescente de adeptos à nova religião em Roma, o império decidiu que os cristãos representavam um perigo maior para seu poder sobre as massas. Sob essa visão de desconfiança, todo aquele que se confessasse ser cristão era julgado e condenado à morte imediatamente. Irineu, o bispo de Roma, também conta que sofreu com as perseguições romanas. Assistiu a vários de seus “irmãos” cristãos serem queimados, torturados e mortos nas arenas.</p>
<p>Enquanto Roma perseguia cristãos, pois para o imperador parecia não haver distinção entre estes e os gnósticos (pois as duas linhas já estavam se separando cada vez com mais destaque), Irineu e seus sequazes perseguiam os gnósticos, num jogo de gato e rato. Irineu e Tertuliano fizeram duros ataques aos gnósticos julgando-os hereges. Afirmavam que a cada dia eles apareciam com um novo evangelho; achavam também um absurdo o fato de as mulheres oficiarem em seus rituais, e que só os homens deveriam fazê-los. Para Irineu e Tertuliano, um grande filósofo da época, os gnósticos hereges deveriam desaparecer da cristandade.</p>
<p>Outra coisa que incomodava a Igreja predominante em Roma era o fato de os gnósticos sempre manterem uma postura neutra perante as perseguições que os cristãos sofriam. Essa “indiferença” adotada pelos gnósticos fazia com que Irineu odiasse cada vez mais seus conceitos filosóficos de vida. Entre os vários aspectos do gnosticismo primitivo, algumas escrituras mostram como seus conceitos sobre Deus e o Cristo diferiam daqueles apresentados pela Igreja Católica de Roma. Vejamos alguns exemplos:</p>
<p>No <em>Evangelho de Tomé</em> consta que Jesus disse: <em>“Se manifestarem aquilo que têm em si, isso que manifestarem os salvará. Se não manifestarem o que têm em si, isso que não manifestarem os destruirá”</em>. Este texto nos lembra um <em>koan</em> do zen-budismo, não é?</p>
<p>Em outro texto achado em Nag Hammadi, intitulado <em>Trovão, Mente Perfeita</em>, lemos um poema extraordinário na voz da potência feminina de Deus:</p>
<p><em>Pois eu sou a primeira e a última.<br />
Eu sou a reverenciada e a escarnecida.<br />
Sou a promíscua e a consagrada.<br />
Sou a esposa e a virgem&#8230;<br />
Sou a infecunda,<br />
e muitos são os meus filhos&#8230;<br />
Sou o silêncio que é incompreensível&#8230;<br />
Sou a pronunciação do meu nome.</em></p>
<p>Entre os anos 140 e 160, Teódoto, um grande mestre gnóstico, escreveu na Ásia Menor que: <em>“O gnóstico é aquele que chegou a compreender quem éramos e quem nos tornamos; onde estávamos&#8230; para onde nos precipitamos; do que estamos sendo libertos; o que é o nascimento, e o que é o renascimento”.</em></p>
<p>Monoimus, outro mestre gnóstico, dizia: <em>“Abandone a busca de Deus, a criação e outras questões similares. Busque-o tomando a si mesmo como o ponto de partida. Aprenda quem dentro de você assume tudo para si e diga: ‘Meus Deus, minha mente, meu pensamento, minha alma, meu corpo’. Descubra as origens da tristeza, da alegria, do amor, do ódio&#8230; Se investigar cuidadosamente essas questões, você o encontrará em si mesmo”.</em></p>
<p>Até antes da descoberta dos manuscritos do Mar Morto e de Nag Hammadi, entre outras descobertas passadas, só tínhamos informações sobre os gnósticos através dos violentos ataques escritos por seus opositores. O bispo Irineu, que era responsável pela igreja de Lyon, por volta do ano 180, escreveu cinco volumes intitulados <em>Destruiçào e Ruína Daquilo que Falsamente se Chama Conhecimento</em><strong>, </strong>onde começa prometendo “<em>apresentar as opiniões daqueles que hoje ensinam heresias&#8230; e mostrar como suas afirmações são absurdas e incompatíveis com a verdade&#8230; Faço isso para que&#8230; vocês possam instar todos os seus conhecidos a evitarem esse abismo de loucura e blasfêmia contra Cristo</em>”<em>.</em></p>
<p>Como diz o Mestre Huiracocha, bispo da Igreja Gnóstica Ortodoxa nos mundos superiores, que escreveu na sua obra<em> La Iglesia Gnóstica</em>,<strong> </strong>que<strong> </strong>os gnósticos não precisam de leis ou dogmas, e sim, de uma senda. E isso contraria as normas da seita católica quando afirma que o corpo de Cristo é formado pelos fiéis e a Igreja Católica espalhada mundo afora. Até o conceito de Criador é diferente entre as duas partes. A Igreja de Roma ainda adota o mesmo conceito dos judeus quando aceitam que Deus e a criatura são distintos entre si.</p>
<p>Neste caso, Deus está lá em algum ponto do universo, observando suas criaturas, condenando uns ao Inferno e oferecendo o Paraíso a outros, lançando raios de ira em nossas cabeças, vingativo, caprichoso e cheio de manhas como uma criança enfadonha. Já os gnósticos concebiam, e ainda são assim, que Deus, o Incriado, o não-formado, o Incognoscível, está escondido dentro de sua própria criação, e que só conseguiremos realizá-lo dentro nós quando erradicarmos de nossa psique os elementos indesejáveis que carregamos e que adormecem nossa Consciência. Assim como predicavam os antigos gnósticos, temos de realizar a Gnose dentro e fora de nós. Aí, sim, poderemos conhecer Deus face a face sem morrer.</p>
<h3>O martírio: a indústria da salvação e a fé em Jesus Cristo</h3>
<p>As matanças de cristãos, nas arenas de Roma, viraram um verdadeiro festival semanal de carnificina para o público romano e seus governantes que se divertiam com o sofrimento dos “acusados de se recusarem a cultuar o deus Genius do Império Romano”. Pertencer ao movimento cristão (seja ele católico seja gnóstico ortodoxo) era um perigo que todo fiel sabia. Elaine Pagels, em seu livro <em>Os Evangelhos Gnósticos</em>, cita a Tácito e Suetônio, o historiador da corte imperial (c. 115), que partilhavam, ambos, de desprezo absoluto pelos cristãos, e que ao narrar a vida de Nero, Suetônio menciona as <strong>coisas boas</strong> que o imperador fez com a “punição imposta aos cristãos, uma classe de pessoas dadas a uma nova e maléfica superstição”. E ainda Tácito elaborou seus comentários sobre o incêndio de Roma:</p>
<p><em>Em primeiro lugar, prenderam-se os que confessavam ser cristãos; depois, pelas denúncias destes, uma multidão inumerável – não tanto por terem participado do incêndio, mas por seu ódio ao gênero humano. O suplício desses miseráveis foi ainda acompanhado de insultos, porque ou os cobriram com peles de animais ferozes para ser devorados pelos cães (</em>principalmente pelos ferozes mastins napolitanos<em>), ou foram crucificados, os queimaram de noite para servirem como archotes e tochas ao público. Nero ofereceu seus jardins para esse espetáculo&#8230;</em></p>
<p>Para Irineu, Tertuliano e outros líderes da nova igreja, o martírio, apesar da violência imposta, serviu para uma propaganda generalizada em torno da salvação pela fé em Jesus Cristo. Para atingir o sonho de formar uma igreja padronizada em todo o mundo, Irineu e os seus não mediram esforços para fazer com que a doutrina cristã se espalhasse mundo afora através da morte dos fiéis. Encorajavam a todos os cristãos para que tivessem coragem suficiente para expor sua fé, mesmo nas barras dos tribunais romanos.</p>
<p>Justino, um filósofo que se converteu ao cristianismo entre os anos 150 e 155, encorajava e defendia, com cartas aos oficiais do império, que a matança dos cristãos e sua coragem de morrer confessando Cristo diante da morte certa era um incentivo àqueles que queriam conhecer esta nova doutrina de perto e saber o porquê de tantos morrerem em nome de Jesus. Exortava também que o martírio era a prova máxima para a redenção dos pecados e que desta maneira estariam, cada um, dentro das mesmas condições que Jesus passou para redimir o mundo. Com esses argumentos, Justino, Irineu, Tertuliano e outros bispos da igreja, encorajavam seus fiéis a serem martirizados por vontade própria.</p>
<p>Já os gnósticos mantinham sua neutralidade, mesmo sendo perseguidos e também sendo mortos. Acreditavam que o martírio físico não era o caminho para a salvação da alma. Esse martírio, como uma alegoria, tinha de ser dentro do indivíduo, para que se pudesse purificar seu espírito das vontades terrenas, do apego, do egoísmo etc. Logicamente muitos gnósticos foram mortos pelo poder de Roma, porém, segundo historiadores, os “cristãos” o foram em número muito maior.</p>
<p>Enfim, esta propaganda cristã serviu para recrutar em suas fileiras cada vez mais fiéis, que viam com bons olhos todo aquele sacrifício como algo “divino”, digno de admiração. (Então, por que não se afiliar e ganhar o céu?)</p>
<h3>A institucionalização da Igreja Católica</h3>
<p>Por volta do ano 200, a Igreja Católica começa a tomar forma e sua institucionalização foi reforçada pela iniciativa de Irineu em padronizar seus dogmas, rituais, cerimônias, festividades, missas, etc. A idéia era unir todas as igrejas num só estatuto em que se poderia levar a igreja a ser a dona da “verdadeira” doutrina de Cristo. Irineu promoveu várias viagens aos mais longínquos lugares para propor as diretrizes que seriam adotadas por todas as igrejas espalhadas pelo mundo.</p>
<p>Dentro dessas propostas estava a canonização dos evangelhos dos apóstolos. Pedro foi o primeiro pontífice da igreja, conforme acreditava-se na época. Isso também o afirma o mestre Samael. Portanto, a igreja seria um meio para se chegar a Deus, passando por seus representantes que eram os bispos, os padres e os diáconos.</p>
<p>Dever-se-ia, então, organizar legalmente a igreja, que seria Católica – universal – e, para que o povo ficasse sob as condições e vontades da Igreja, os evangelhos seriam escolhidos a dedo para que a heresia não predominasse dentro dos templos. Textos que exortavam a respeito da reencarnação foram deixados de lado por serem heréticos.<a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/05/martires-gnosticos-gnosisonline.jpg"><img class="alignright  wp-image-6717" title="martires-gnosticos-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/05/martires-gnosticos-gnosisonline-240x145.jpg" alt="" width="300" height="181" /></a></p>
<p>Outros textos que fomentavam a adoração da feminilidade/maternidade de Deus também foram rechaçados pelos bispos. Era preciso trazer a multidão para dentro da Igreja e prendê-la psicologicamente aos dogmas, prometendo os céus aos convertidos e batizados e jogando aos infernos eternamente aqueles que escolhiam outras formas de adoração à Divindade que não fossem as impostas pela Igreja dominante.</p>
<p>Dentro desses dogmas eclesiásticos também estava claro que a mulher <strong>jamais</strong> participaria de qualquer ofício sacerdotal que fosse. Nesse caso, Tertuliano, o filósofo, ataca veementemente quando diz:</p>
<p><em>“Não é permitido a nenhuma mulher falar na igreja, nem é permitido que ensine, ou que batize, ou que ofereça a eucaristia, ou que pretenda para si uma parte de qualquer atribuição masculina – para não falar em qualquer função sacerdotal.”</em></p>
<p>Em outro texto, continua a indignação de Tertuliano:</p>
<p><em>“Essas mulheres hereges – como são atrevidas! Carecem de modéstia, e têm a ousadia de ensinar, de discutir, de exorcizar, de curar e, talvez, até de batizar.”</em></p>
<p>E era exatamente esta a participação das mulheres gnósticas em suas congregações (eclésias); participavam em praticamente todos os ofícios do templo. Os bispos católicos odiavam e acusavam de heresia esses procedimentos femininos. Para a Igreja, o que justificava seu conceito era o fato de acreditarem que Deus era masculino e seu filho, Jesus, também.</p>
<p>Em 1977 o papa Paulo VI, também chamado de Bispo de Roma, declarou que uma mulher não pode ser padre “porque nosso Senhor era homem!” Diante de tal declaração, não são necessários longos comentários para se dizer que a Igreja Católica continua com suas arcaicas e preconceituosas ideias. Portanto, os textos gnósticos ainda desafiam esse preconceito da Igreja dominante.</p>
<p>Irineu encoraja seus fiéis na fé repousada na autoridade absoluta: as escrituras canônicas, o credo, os rituais da Igreja e a hierarquia clerical. Esta medida ganha força com a conversão de Constantino, no século 4°. O imperador Constantino decreta o Cristianismo como religião oficial de Roma. E assim, os católicos ganham força total para a expansão de sua doutrina que, de acordo com certos pesquisadores da teologia cristã, poderíamos chamar de “paulinismo”, porque a formação doutrinária e organização da Igreja começou basicamente com as viagens missionais do apóstolo Paulo a diversas regiões do Oriente e da Ásia Menor – Grécia, Galácia, Corinto, Éfeso etc. – e sabe-se hoje que seu ministério tem como origem a antiga Antioquia – que fica na Turquia.</p>
<p>O Gnosticismo, em seus primórdios, teve também suas correntes involutivas. Duas delas são bem conhecidas por historiadores, as quais são denominadas: Marcionismo, de Marcion, e Cerdonistas, de Cérdon. Essas duas correntes gnósticas trilharam pela linha oposta dos gnósticos levando a mensagem do evangelho totalmente distorcida dos originais. A Igreja Católica acusava todas comunidades gnósticas de heresia e prática de paganismo, bruxaria, etc., por se basearem nas práticas involutivas destas correntes involutivas do gnosticismo primitivo.</p>
<p>Como exemplo de uma corrente involutiva na gnose contemporânea, citamos o relato de Fernando Salazar Bañol em sua palestra <em>Os Gnósticos Através da História</em>:</p>
<p>“Quando realizamos uma visita aos Estados Unidos da América do Norte para investigações e para atividades gnósticas, vimos acontecimentos estranhos. Entre eles, nos deparamos com uma <em>Revista Gnóstica</em>. Essa revista não pertence à linha do mestre Samael, e um fato que demonstra claramente que não está sob o comando de Samael é o ensinamento que entrega. Dentre esses ensinamentos está um que se o denomina <em>Masturbation Tantra</em>, ou seja, a masturbação tântrica. Esse é um ensinamento completamente oposto ao que entrega o mestre Samael. Sob a palavra Gnose, eles ensinam um conhecimento contrário à sua doutrina. Há outra linha que aparece nos Estados Unidos e que se chama “Igreja Gnóstica Católica”. Ela não ensina a transmutação. Ao contrário, ensina a perda da energia criadora, além de ensinar também o vampirismo (<em>homossexualismo tântrico</em>).</p>
<p>Trata-se de uma linha que não pertence às nossas instituições, não pertence ao corpo de ensinamentos de Samael. Por isso, em vários países, em certas ocasiões, a Igreja Católica e outras correntes doutrinárias não gostam dos gnósticos porque pensam que a linha da Gnose é como a linha dessas falsas correntes gnósticas”.</p>
<p>Existe na Suíça, outra linha gnóstica, bastante degenerada, involutiva, como a dos antigos Marcionistas e Cerdonistas, ensinando que para se chegar ao nono grau de iniciação precisa-se ser homossexual.</p>
<p>Toda verdadeira instituição gnóstica caracteriza-se pela transmutação sexual e pela aniquilação do ego.</p>
<p>O Cristianismo, no decorrer dos séculos, sofreu diversas reformas internas e na doutrina. Os Concílios eram encontros de todos os sacerdotes e bispos de todo o Velho Continente onde se decidia o destino dos ensinamentos do Cristo Jesus e dos deixados pelos apóstolos. Muitos dos ensinamentos originais místicos – reencarnação, Deus-Mãe, trabalho de psicologia, os 7 corpos, iniciações, etc. – foram banidos para sempre dos preceitos da Igreja Católica. O Grande Concílio do ano 325 talvez tenha sido o mais importante da história do Cristianismo. Ali aconteceu definitivamente a ruptura dos gnósticos do seio da Igreja Católica (dominante) e também definiu-se um outro ramo da igreja: os Ortodoxos Gregos, que até hoje mantêm certas semelhanças com as práticas do catolicismo, porém não aceitam a autoridade dos papas.</p>
<p>Dessa separação drástica os gnósticos tiveram de se esconder das perseguições da Igreja Católica, que os condenava por heresia, taxando-os de criminosos por possuírem textos considerados apócrifos, ou seja, que não provam sua autenticidade. Muitos desxes textos foram queimados pela Igreja em sua inquisição bárbara. Os textos que até hoje sobreviveram é porque alguns monges ou monjas o guardaram em locais de difícil acesso para que no futuro alguém pudesse resgatá-los e os Mistérios Crísticos pudessem novamente iluminar o caminho daqueles que se rebelam contra o mundo.</p>
<p>O mundo esteve em trevas durante quase 2 mil anos porque prevaleceu sobre a mente do homem o egoísmo, a inveja, a violência, a ignorância, o orgulho da ciência materialista. O Sol havia se ocultado e era revelado apenas para alguns buscadores persistentes da verdadeira Igreja do Cristo. Graças aos Mestres da Santa Igreja Gnóstica dos mundos superiores, temos a oportunidade de ver o Cristo-Sol brilhar novamente para a nossa salvação.</p>
<p>O Cristo da Era Aquariana, Samael Aun Weor, Senhor de Marte e Buda Maitreia, nos entrega de forma totalmente desvelada os ensinamentos crísticos que o Grande Cabir Jesus havia deixado aos seus apóstolos para que entregassem à humanidade.</p>
<p>Os sinceros seguidores do Cristo Cósmico têm o dever de manter estes ensinamentos em sua pureza original, sem manchas, máculas e fantasias, até que chegue o momento de guardá-los novamente dos olhares profanos. E aí, ao povo se dará o leite (as parábolas) e aos iniciados se dará o manjar (os Mistérios Crísticos).</p>
<p>O mestre Samael deixou seu corpo terreno no ano de 1977. Mas está conosco em espírito. Portanto, temos de ser guardiães de seus ensinamentos gnósticos para nosso próprio bem e também o da humanidade. Podemos até nos sentir como nos primeiros tempos de Jesus, em que seus discípulos e estudantes velavam pelas palavras deixadas pelo Cristo Jesus e pelo avatar da Era de Peixes (João Batista).</p>
<p>Paz Inverencial</p>
<p>Rogério Alves, Instituto Michael</p>
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		<title>Os mistérios gregos</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 15:00:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Segundo a Tradição esotérica, considera-se a Grécia como tendo sido uma próspera colônia atlante, guardiã de uma fantástica tradição mitológica, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Segundo a Tradição esotérica, considera-se a Grécia como tendo sido uma próspera colônia atlante, guardiã de uma fantástica tradição mitológica, religiosa e filosófica. A tradição grega clássica, como a compreendemos, foi grandemente influenciada por chineses, indianos e principalmente egípcios.</p>
<p>A história da Grécia remonta a épocas muito antigas e não existe na Europa nenhuma nação que tenha uma história tão antiga e tão cheia de mistérios, lendas e mitos.</p>
<p>Podemos dar à história da cultura grega três épocas principais:</p>
<p>- A época dos Deuses, chamada também de época da Mitologia<br />
- A época dos Heróis ou Semideuses<br />
- A época da Decadência e Domínio Romano</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3096" title="misterios-gregos-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/misterios-gregos-gnosisonline-240x210.jpg" alt="" width="163" height="142" />A época Mitológica é chamada assim porque trata da vida e façanhas dos Deuses, as quais não são entendidas pelas pessoas alheias ao conhecimento esotérico, chamando essas tradições e histórias como Mito. Na verdade, aos olhos do Conhecimento Superior (Gnose), a Mitologia oferece narrações morais, nas quais sob o véu da alegoria se ocultam preceitos enigmáticos.</p>
<p>Será abordada, antes de desenvolvermos o tema Mistérios Gregos, uma breve visão histórico-geográfica da Grécia, para que o estudante gnóstico tenha mais elementos de reflexão para apreciar a grandeza e o esplendor dessa antiqüíssima cultura.</p>
<p>A Grécia é um país montanhoso que tem fronteira com a Albânia, Iugoslávia, Bulgária e Turquia. A linha da costa é totalmente acidentada sobre os mares Jônico e Egeu. A superfície total é de cerca de 133 mil quilômetros quadrados, sendo que 20% desse território é composto de ilhas. A montanha mais alta é o Olimpo (2917 m). Suas ilhas principais são Rodes, Patmos, Creta, Samos, Lemnos e Cortu, lugares onde se desenvolveu esta incrível cultura.</p>
<h3>Deuses Gregos</h3>
<p>Os gregos, em sua religião, adoravam 22 deuses, dos quais 12 formavam a corte celestial (seis deuses e seis deusas), os chamados Deuses Olímpicos. Entre eles estavam:</p>
<p><strong>Zeus </strong>(Júpiter entre os romanos): Pai de todos os Deuses por sua grandiosidade e poder, era Senhor das vastas extensões dos céus.<br />
<strong>Poseidon </strong>(Netuno): Deus dos Sete Mares, irmão de Zeus, é representado por um homem barbado com peito largo e segurando um Tridente.Também representa o Fator Sacrifício.<br />
<strong>Hefestos </strong>(Vulcano): Filho de Filho de Zeus e Hera, veio ao mundo tão fisforme e feio que seu pai o precipitou do céu. Caiu na ilha de Lemnos e se tornou o mais trabalhador dos Imortais, junto com seus auxiliares, os antropófagos Cíclopes, gigantes de um só olho. Em suas Fraguas, desenvolvia objetos e armas para os Olímpicos, como os raios de Zeus.<br />
<strong>Ares </strong>(Marte): Foi educado por um dos Titãs; é o Deus da Guerra e da Força. representa-se a esse Deus como um jovem de feroz mirada e andar precipitado. Sua vestidura é a de um guerreiro com capacete e peito descoberto, que parece querer provocar ou incentivar os ataques do inimigo.<br />
<strong>Helios </strong>(Apolo): O condutor do Sol. Como Deus da Luz, representam-no coroado de raios, percorrendo os céus, montado em um carro levado por quatro cavalos brancos.<br />
<strong>Hermes </strong>(Mercúrio): Deus da eloqüência, da inteligência e da medicina, é chamado de Mensageiro Divino. Participou ativamente da guerra dos Deuses contra os Titãs, sendo o que aprisionou Prometeus-Lúcifer.<br />
<strong>Hera </strong>(Juno): É a Rainha do Olimpo, esposa de Zeus. O culto a essa Deusa era universal e suas festas eram da maior solenidade.<br />
<strong>Vesta </strong>(Cibele): Deusa do Fogo, era representada vestindo uma longa túnica e com a cabeça coberta por um Véu. Com a mão direita empunhava uma Tocha ou um dardo e, às vezes, uma Cornucópia. Suas sacerdotisas, chamadas Vestais, tinham como missão custodiar os templos de Vesta e manter os fogos de seus altares sempre acesos. As Vestais deveriam manter a mais rigorosa e exemplar castidade, e em assuntos de justiça sua palavra era por si só digna de todo crédito.<br />
<strong>Ceres </strong>(Demeter): Deusa dos cereais (principalmente do trigo e do pão), da colheita e do elemento terra. Os Mistérios de Elêusis foram instituídos em honra a Ceres. Representa-se a essa Deusa coroada de espigas, também empunhando uma Tocha acesa.<br />
<strong>Ateneia </strong>(Minerva): Senhora da Sabedoria, representada como uma mulher de aspecto grave e circunspecto, usando uma armadura e um capacete de guerreira. Em seu peitoril e escudo vê-se o desenho da cabeça da Medusa.<br />
<strong>Afrodite </strong>(Vênus): Deusa da beleza e do amor, nasceu da espuma do mar. O culto a Vênus era universal e se a representava sentada num carro puxado por pombas, cisnes e outros pássaros. Uma coroa de rosas e murtas circundava seus louros cabelos. Seu filho era Eros (Cupido).<br />
<strong>Ártemis </strong>(Diana): Irmã de Apolo, era a rainha da caça. Também conhecida como Diana Caçadora, Febe e Luna. Representavam-na usando arco e flechas e sendo acompanhada de uma Cerva.</p>
<p>Além dos Olímpicos, temos os outros, denominados Deuses Escolhidos:</p>
<p><strong>Urano </strong>(o Espaço): O mais antigo dos Deuses, desposou-se com Titea (a Terra), dos quais nasceram duas filhas, Demeter (a Mãe Natureza) e Têmis (a Lei que dirige o Universo). Representa o Fator Nascer.<br />
<strong>Cronos </strong>(Saturno): O Velho dos Séculos é o símbolo do tempo que a tudo corrói. Sustenta um relógio de areia numa das mãos e na outra uma foice.<br />
<strong>Hades </strong>(Plutão): Irmão de Zeus e Poseidon, ficaram a seu cargo os domínios do mundo subterrâneo, chamado de Tártarus (o Infernus, dos Romanos e o Avitchi dos orientais). O Guardião de seu Reino é um cão com três cabeças, de nome Cérbero. Representa-se geralmente a esse grandioso Deus portando em sua mão direita um cetro com duas pontas (como uma forquilha) e na esquerda uma chave, indicando que Ele tem poder sobre a Vida e a Morte, e também do Inferno. Representa o Fator Morrer.<br />
Junto a Urano e Netuno, esses três Deuses Siderais representam os Três Fatores de Revolução da Consciência.<br />
<strong>Hécate </strong>(Prosérpina): Filha de Ceres (a da Terra e do Fogo Depurador), foi raptada por Hades e levada ao submundo para ser sua companheira. Era representada estando sentada num trono de ébano e sobre um carro puxado por cavalos pretos, além de ter nas mãos flores de narciso. Como Mãe Morte, presidia as práticas de Magia.<br />
<strong>Têmis</strong>: Conhecida como a Justiça, empunha uma espada e com a outra segura uma balança. Leva os olhos cobertos com uma venda, querendo com isso dizer que ela atua e julga com imparcialidade. Apóia-se sobre um Leão (ou seja, a força da Lei).<br />
<strong>Jano</strong>: Representado como um jovem com duas ou às vezes quatro faces; em sua mão direita leva uma chave, pois foi ele o inventor das portas. É também o patrono dos Viajantes, aqueles que trilham a Senda do Discipulado. Equivale, na tradição do cristianismo esotérico, ao Apóstolo Tiago.<br />
<strong>Dionísio </strong>(ou Dioniso; Baco): Deus do Vinho, do Êxtase e do Teatro, é filho de Júpiter e Selene. Desde pequeno foi ensinado a plantar a videira e também os Mistérios do canto e da dança. Quando os Gigantes (as forças caóticas da natureza) tentaram escalar o Olimpo, Baco tomou a forma de um Leão e os venceu. Baco é representado na forma de um jovem desnudo vestindo uma pele de leopardo. Em sua mão carrega um cacho de uvas ou um cálice. Às vezes aparece descansando sob uma parreira e muitas vezes o pintam portando chifres em sua fronte, símbolo sagrado de força e poder. Também conhecido como Liber, este Deus representa a liberdade adquirida pelas práticas da transmutação sexual.<br />
<strong>As Musas:</strong> As Musas misteriosas, filhas de Júpiter e de Nemósine, são as protetoras das artes, das ciências e das letras. O cavalo Pégaso servia de cavalgadura. Júpiter exigia a presença das Musas ao seu lado constantemente e no Olimpo cantavam as maravilhas da natureza, alegrando assim a corte celestial.<br />
<strong>O Destino</strong>: Conhecido como o Deus Cego, filho do Caos e da Noite, tem sob seus pés o globo terrestre e em suas mãos a Urna fatal onde encerra a sorte dos mortais. Suas decisões são irrevogáveis e seu poder alcança até mesmo os Deuses. As Parcas, filhas de Têmis, são as encarregadas de executar as ordens desse fantástico Deus.<br />
<strong>Gênio</strong>: Todo ser humano leva em seu interior dois Gênios, um bom e outro mau, cada qual nos induzindo a uma vida virtuosa ou negativa.</p>
<h3>A Idade de Ouro da Grécia</h3>
<p>De acordo com os ensinamentos entregues pelos Mestres das diversas Escolas de Mistérios, a cultura grega foi o berço da 3ª sub-raça da 5a. Raça (Ariana). Sua fase áurea ocorreu entre os séculos 7º e 4º antes de Cristo. Aí vemos grandes Iniciados entregando os Mistérios na forma de épicos, literatura, filosofia, arquitetura, artes etc.</p>
<p>Isso é aceito por aqueles que acreditam no lado oculto propriamente dito das religiões: os Mistérios. Por isso, o estudante de Gnose perceberá que os métodos, sistemas e procedimentos do que ele aprende nos posts do GnosisOnline possuem os mesmos fundamentos ensinados nas autênticas escolas iniciáticas de todos os tempos. Temos, por exemplo: os Mistérios no Egito, os Mistérios dos Magos, os Mistérios de Mitra, os Mistérios Bramânicos, os Mistérios Búdicos, os Mistérios Judaicos, os Mistérios Crísticos, os Mistérios Maias, Astecas e Incas. Temos, finalmente, os Mistérios Gregos.</p>
<p>Os Mistérios Gregos foram tão numerosos que, para nós, é difícil enumerá-los. Vejamos, entretanto, os principais, ou os que ficaram mais conhecidos na História das terras helênicas.</p>
<h3>Samotrácia</h3>
<p>Por volta de 1950 a.C., os Mistérios egípcios passaram à Grécia. Os primeiros a recebê-los foram os habitantes da ilha de Samotrácia, hoje Samandraki. Desses Mistérios destacam-se as figuras dos poderosos 8 Kabires. Esses Mistérios foram levados à Frígia pelo Iniciado Darmanus, e logo alcançaram a Itália, onde foram confiados às Vestais.</p>
<h3>Elêusis (ou Ceres)</h3>
<p>Existiam os Maiores e os Menores. Os Iniciados desses Mistérios eram conhecidos como Eumólpides. A base dos Mistérios de Elêusis consistia de Tradições, Ritos e Princípios sagrados. Seus deuses principais foram Dionísius (Baco, do Vinho) e Deméter (Ceres, da terra e dos Cereais). O ensinamento superior era divulgado na forma da Arte: teatro, música, poesia, dança, escultura etc.</p>
<p>Em Elêusis se trabalhava com os Ritos sagrados, semelhantes aos que conhecemos hoje como, p.ex., como Mistérios Eucarísticos (ou seja, a consagração do Pão e do Vinho).</p>
<p>Com o passar dos tempos, esses Mistérios entraram em decadência e a maior parte dos filósofos-iniciados aderiram aos Mistérios de Mênfis, que originou os Mistérios Órficos.</p>
<h3>Orfeu</h3>
<p>Diz a tradição oculta que foi Orfeu o civilizador da Grécia. Nasceu no século 6º a.C. como príncipe dos Siciones, na Trácia. Filho de Eazzo e da ninfa Calíope. A ele é atribuída invenção da Lira, o qual aumentou seu número de sete para nove cordas, pois eram nove a Musas veneradas por ele, além desse número conter um vasto significado cabalístico.</p>
<p>A lenda diz que Orfeu participou da expedição dos argonautas juntamente com Teseu, Hércules e Jasão, entre outros, cujo objetivo era o de apoderarem-se do Tosão (ou Velocino) de Ouro. Com sua arte, movimentou Argos (o navio dos argonautas), impediu esses navegadores de ouvirem o canto das sereias e encorajou seus companheiros a continuarem na aventura.</p>
<p>A lenda mais bela, a que emocionou pessoas de todas as gerações, foi a descida de Orfeu ao Inferno (Tártarus) para buscar sua amada eterna Eurídice, morta pela picada de uma serpente. Com seu canto mágico, convenceu Plutão e Perséfone a devolverem-lhe a esposa. Durante o tempo que permaneceu no Hades, esta região se transformou, cessando ali seus sofrimentos. A permissão para Eurídice voltar à luz do dia tinha uma condição: que Orfeu em hipótee alguma visse a amada até eles abandonarem o Reino dos Mortos. Não conteve sua ansiedade e projetou seu olhar sobre a amada Eurídice, e ela sumiu para sempre. Chorando a ausência de sua querida, Orfeu desconsolado joga sua Lira mágica, perdendo seus poderes.</p>
<p>Para os Mistérios Órficos, o homem teria uma pátria original, o Empíreo, o mundo das estrelas, o qual só poderia retornar com a ajuda de Dionísios e se estivesse previamente preparado por determinadas disciplinas, como aprendemos hoje, nos ensinamentos gnósticos.</p>
<p>A origem do homem estaria ligada a um crime: os Titãs (atlantes) mataram Dionísios. O crime foi vingado por Zeus que os destruiu, reduzindo-os a cinzas. Dessas cinzas nasceu a atual raça humana (Ariana), constituida por uma dupla natureza, divina e caótica. Cada um de nós, segundo os Poemas Órficos, deve decidir quais forças triunfarão em nosso interior.</p>
<p>Os POEMAS ÓRFICOS são uma literatura referente aos Mistérios. Nessas obras (perdidas na atualidade), encontravam-se muitas leituras que se referem a práticas Litúrgicas (Hinos, Canções, Purificações, Rituais etc.) e obras místicas e cosmológicas.</p>
<h3>Escola Pitagórica</h3>
<p>Pitágoras nasceu na ilha de Samos, no século 6 a.C., e morreu em 490 a.C., em Metaponte. Seu pai foi Menesarco de Samos, que lhe proporconou a mais sólida instrução intelectual e espiritual. Aprendeu filosofia, matemáticas, poesia, música e ginástica.</p>
<p>Devemos recordar que a instrução era recebida nos Templos, e aquele que aspirasse à verdadeira sabedoria deveria candidatar-se à Iniciação nos antigos Mistérios- que eram os portadores das verdades sublimes- onde, sob os aspectos cientíico e filosófico, davam as Chaves da Doutrina Secreta e preparavam o Iniciado aos mais altos destinos. Pitágoras, desejoso de se aprofundar nesse conhecimento e de adquirir uma vasta sabedoria, freqüentou esses templos iniciáticos, recebendo ensinamentos ocultos.</p>
<p>Depois de ficar algum tempo em Creta, visitou as principais cidades da Grécia. Esteve também no Egito, onde se aprofundou nas matemáticas esotéricas e sagradas, que foram a luz principal de sua filosofia, chamada Doutrina Pitagórica.</p>
<p>No Egito, os mistérios da evolução da alma e do mundo lhe foram revelados. Assistiu a uma revolta que convulsionou o Egito naquela época e viu com angústia a destruição material daquele país, vassalado pela soldadesca de Cambises. Depois de cativo, levaram-no para a Babilônia.</p>
<p>Fez-se íntimo dos sacerdotes caldeus e dos magos persas, os quais o iniciaram nas antigas religiões da Índia e da Pérsia. A Teurgia, a Terapêutica Oculta e a Astrologia Hermética foram-lhe reveladas.</p>
<p>Mais tarde, voltou a Samos, indo residir em Crótona, uma colônia grega na Itália, fundando o Instituto de Crótona, cuja influência foi extraordinária no ânimo de seus discípulos. Pregou como um apóstolo os mais altos e belos ideais de aperfeiçoamento humano e espiritual.</p>
<p>Dizem seus biógrafos que Pitágoras permaneceu nos templos de Mistérios por cerca de 20 anos, desenvolvendo sua gloriosa Iniciação.</p>
<p>A escola de Pitágoras foi perseguida pela ignorância, pela maldade e pela calúnia de seus conterrâneos (como sempre, é claro), e muitos de seus discípulos foram queimados, exatamente como os primeiros cristãos-gnósticos. No entanto, sua Escola nunca deixou de existir&#8230;</p>
<h3>Os Filósofos Gregos</h3>
<p>Estes começaram a aparecer no séc. 5º a.C. Tiveram tanto talento e tantas virtudes quanto os Magos- seus antepassados. &#8220;Os antigos &#8211; disse Buffon &#8211; converteram todas as ciências em utilidades&#8230; Os filósofos gregos trabalharam para deixar à posteridade algumas constituições políticas. Eles conferiram tudo ao homem de moral, e tudo o que não interessava à sociedade e às Artes era desprezado&#8230;&#8221;</p>
<p>Como sabemos que os árabes entregaram o conhecimento filosófico à Europa, na Idade Média, e os doutores cristãos beberam dessa fonte, então apreendemos duas constatações possíveis:</p>
<p>1. A base doutrinária cristã foi construída pelos ensinamentos do Cristo e explicada pelos doutores da igreja (tais como Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino) a partir da filosofia oriunda das Escolas de Mistérios da Grécia.<br />
2. Por não terem conhecido diretamente os Mistérios, os doutores da igreja, na tentativa de adaptar a filosofia ao cristianismo, cometeram muitos erros, tendo trocado a Teosofia pela Teologia e suas meras especulações intelectuais.</p>
<h3>Os Taumaturgos</h3>
<p>Esses foram os Adeptos da Magia dos primórdios do cristianismo. A Taumaturgia é o ramo da Magia que cuida da Medicina Oculta ou da Ciência da Cura. O segredo do Sacerdócio dos Magos nunca se perdeu. Até mesmo em nossos tempos existem pessoas que praticam a autêntica Magia para o bem do mundo, ainda que tal minister não seja conhecido sob esse nome. O fundamento dos Taumaturgos era o nacionalismo e o cosmopolitismo, que deve perdurar enquanto existir o mundo.</p>
<h3>Últimas Palavras</h3>
<p>Não somos nós, do Gnosisonline, que fazemos ou podemos proporcionar Iniciação aos nossos queridos amigos e estudantes. É o próprio estudante, com sua conduta e seu caráter, em seu trabalho sobre si mesmo, é que deverá realizar este Trabalho. É preciso saber (e conscientizar-se disso) que a Fraternidade Branca não aceita nem reconhece graus externos, conferidos por escolas e fraternidades, muito menos aqueles que são vendidos. Portanto, mesmo que você seja chamado ou chame alguém de Mestre, iniciado, Iluminati, Guru etc., isso não vale nada para os Mestres da Fraternidade Oculta.</p>
<p>As Iniciações são contadas por Graus de Consciência, Níveis de Sabedoria e Intensidades de Amor e Abnegação. As Iniciações são conferidas unicamente de acordo com o ascenso da Kundalini, ou seja, o Fogo Espiritual de nossa Mãe Divina, e esta só ascende e ilumina com um coração puro e pacificado.</p>
<p>Lembre-se: Kundalini se desenvolve de acordo com as virtudes do coração e com os esforços conscientes, por toda uma vida. O Mestre Samael Aun Weor disse: &#8220;A Iniciação é a tua própria vida&#8221;.</p>
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		<title>O Cristo Místico</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 21:24:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>( Por Dr. Jorge Adoum – Mago Jefa ) Muitas pessoas têm duvidas da existência histórica de Cristo. Deixemo-las em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>( Por Dr. Jorge Adoum – Mago Jefa )</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #0000ff; font-size: medium;"><strong>Muitas pessoas têm duvidas da existência histórica de Cristo. Deixemo-las em suas divagações, pois não temos tempo a tratar de demonstrar a existência do Sol.</strong></span></p>
<p>A narrativa da descida do Verbo ao seio da matéria é tão perfeita, tão verdadeira quanto a descida do Eu Sou ao Meu Corpo.</p>
<p>Jesus identificou-se com o Cristo, &#8220;O Verbo por quem todas as coisas foram feitas&#8221;. Para as igrejas, esse fato divino tornou-se em data histórica de quem consideram a divindade encarnada (o Cristo Místico). Assim como o Cristo dos Mistérios, O Logos, a Segunda Pessoas da Trindade, é o Macrocosmos, assim também o Microcosmos encerra e representa o segundo aspecto do Espírito Divino, chamado, por isso, Cristo.</p>
<p>O segundo aspecto do Cristo dos Mistérios é, portanto, a vida do Iniciado, a vida do Segundo Nascimento no Reino Interno. Durante esta Iniciação Interna, o Cristo nasce no homem e, mais tarde, exalta-se, para tornar mais intelectual ao Iniciado a natureza do Espírito nele.</p>
<p><img class="size-full wp-image-165 alignleft" title="cristo-mistico-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/cristo_mistico.jpg" alt="" width="178" height="220" /></p>
<p>Somente por meio do Amor pode o homem aspirar à Iniciação. Pelo amor verdadeiro o homem pode tornar-se &#8220;puro, santo, sem mancha e viver sem transgressão&#8221;, chegando assim a ser Iniciado, a SER Cristo CONSCIENTEMENTE. Esse é o caminho das provas que levam à &#8220;Porta Estreita&#8221;, ao &#8220;Caminho da Santidade&#8221; e, pois, ao&#8221;Gólgota com a Cruz às Costas&#8221;.</p>
<p>O Cristo-Sol no homem é o Fogo Divino da Alma, que se deve &#8220;converter em Luz&#8221;; &#8220;O nosso Deus é Fogo&#8221;, disse Moisés. É o Menino que nasce como o homem no presépio, na casa de carne (Belém), o corpo físico.</p>
<p>O candidato deve desenvolver estas qualidades de maneira perfeita, antes que o Cristo possa nascer nele. Deve preparar a morada para esse Menino Divino que vai crescer dentro dele. Os preceitos necessários para desenvolver essas qualidades estão perfeitamente traçados no Sermão da Montanha, e nada mais temos a dizer sobre esse particular.</p>
<p>O maior Mistério do Cristianismo está encerrado nos 14 versículos do primeiro capítulo do Evangelho de São João:</p>
<p><em>1. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.</em></p>
<p><em>2. Ele estava no princípio com Deus.</em></p>
<p><em>3. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.</em></p>
<p><em>4. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens;</em></p>
<p><em>5. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.</em></p>
<p><em>6. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.</em></p>
<p><em>7. Este veio para testemunho para que testificasse da luz; para que todos cressem por ele.</em></p>
<p><em>8. Não era a luz; mas para que testificasse da luz,</em></p>
<p><em>9. Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo.</em></p>
<p><em>10 . Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O conheceu.</em></p>
<p><em>11. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.</em></p>
<p><em>12. Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos Filhos de Deus; aos que crêem no seu nome;</em></p>
<p><em>13. Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.</em></p>
<p><em>14. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.</em></p>
<p>Todas as religiões, antigas e modernas, colocaram e colocam sobre altares a imagem de um homem ou de uma mulher para simbolizar o poder Divino e o Adorá-lo. A Arca de Noé, a Terra Prometida, o Presépio de Belém, o Santo Sepulcro, o Tabernáculo, Jerusalém, o Templo de Salomão etc. não são mais do que o mesmíssimo corpo humano onde arde o Fogo Crístico.</p>
<p>O homem é um sistema universal composto de astros, planetas, sóis, luas, cometas, vias-lácteas e constelações. Deve seguir as mesmas LEIS DO SISTEMA MAIOR. Quanto mais perfeito é o homem, tanto maior cumprimento dá a essas leis, como o fez Jesus Cristo. Nós também &#8220;devemos chegar, algum dia, à estatura do Cristo&#8221;.</p>
<p>Há uma só religião com muitas instituições religiosas, assim como há uma única humanidade com muitas raças e costumes. O Grande Arcano das religiões, como o temos visto, está no poder do Fogo Crístico e da Luz Inefável. O Sol, sempre o Sol, era adorado como o Grande Fogo que ardia no meio do Universo, ao passo que o Fogo Divino está mais além do Sol físico. Por esse Fogo Divino Interno, que foi adorado no princípio, o homem nos deixou um símbolo no archote, na espada flamígera e na coroa de ouro cujas pontas se assemelhavam aos raios solares.</p>
<p>Todos os Homens Deuses tinham nomes que significavam Fogo-Luz: Júpiter, Apolo, Hermes, Mitra, Baco, Odin, Buda, Krishna, Zoroastro, Fo-Hi, Agni, Hiram Abiff, Sansão, Josué, Vulcano, Alá, Bel, Baal, Serápis, Salomão, Jeshua (Jesus) e muitas outras divindades cujos nomes significam manifestações de Luz.</p>
<p>A fábula de Prometeu é um véu da Verdade: a alma humana, ao possuir o fogo divino da humanidade, empregou-o para a destruição. Foi encadeada à rocha (o corpo) e devorada pelo abutre (dos desejos) até que um homem conseguisse dominar o fogo e se tornasse perfeito. Essa profecia foi cumprida por Hércules (o Cristo), que (nascendo como Luz no mesmo fogo da alma) libertou a que, havia tantos anos, estava submetida ao tormento (nascendo no seu coração pelo segundo nascimento ou Iniciação).</p>
<p>A luz que brilha no sistema nervoso é o mediador entre o Deus Íntimo e o homem externo. É a ponte que une o Espírito à Matéria. Por causa dessa Luz o Filho do Homem é chamado Filho de Deus. Os filhos da Luz conseguiram ver o Sol Interno Invisível. As antigas religiões buscavam a maneira de captar o fogo cósmico que circulava no éter; por isso, valiam-se os sacerdotes de plantas, de animais e de metais com propriedades absorventes dessa Luz Invisível.</p>
<p>O cristianismo emprega o fogo em seus ritos com o incenso para simbolizar que, assim como o fogo queima o incenso e este se converte em fumo perfumador, assim também o Fogo Divino, no homem, consome tudo quanto há de grosseiro da alma, para convertê-la em fragrante perfume. Os campanários, as torres, os obeliscos e as pirâmides são símbolos nativos do Fogo.</p>
<p>O ouro dos templos tem a cor da luz solar. Os círios acesos nos altares representam o Fogo Divino. A pequena lâmpada vermelha alimentada com azeite, que ilumina o altar, é o mais importante; é o símbolo de IEVE, Adão-Eva, O Senhor Construtor das Formas.</p>
<p>O azeite é o símbolo do sangue: este mantém a chama sagrada do homem, assim como o outro sustenta as chamas físicas.</p>
<p>O sangue é o veículo da chispa divina. Esta chispa move-se com a corrente sanguínea e não se encontra em qualquer ponto particular do organismo. A vibração desta chispa pode ser dirigida e localizada em qualquer parte do corpo, por meio da vontade concentrada. O sangue incendeia-se nas veias e manifesta o Fogo Divino Interno.</p>
<p>O Iniciado participa do Divino Poder Solar. Transfigura-se. Esse poder manifesta-se em forma de auréola de luz ao redor de sua cabeça, porque o Fogo do Espírito Santo no Sacro se converte em luz no cérebro, e o Iiniciado se converte em Onisciente sem necessidade do intelecto. Essa auréola de luz, com o tempo, converte-se em diadema para o rei, mitra para o bispo, disco de luz para a cabeça dos santos.</p>
<p>O Fogo Criador, ao subir pela espinha dorsal e, finalmente, chegar ao terceiro ventrículo do cérebro, toma uma formosíssima cor dourada, irradia-a em todas as direções, formando uma coroa sobre o osso occipital, em forma de leque. Essa luz significa a regeneração do homem que alcançou a &#8220;estatura de Cristo&#8221;. Ela muda de cor conforme o pensamento: a pureza converte-se em branca; a espiritualidade, em azul; o saber, em amarelo; o amor, em cor-de-rosa etc. Temos hoje muitos meios de demonstrar esses fenômenos e muitos homens de ciência estão ocupados no estudo da aura humana.</p>
<p>Temos já dito que o homem deve ter dois nascimentos: um físico e um espiritual. Tem de ser homem e Cristo ao mesmo tempo. Vamos agora tratar de decifrar o Mistério do Cristo no homem físico assim como deciframos o significado do Cristo Solar.</p>
<p>O grânulo de vida está depositado no útero materno, porta da vida, durante nove meses; após esse tempo, nasce, e a Alma Cristo permanece no casebre do coração, no corpo (casa de carne). O Menino-Cristo no homem está rodeado de animais: a ignorância do burro, a debilidade do cordeiro e a brutalidade do touro. O rei das trevas, no corpo, com a ambição e o orgulho, quer matar o novo Rei nascente, para livrar-se do remorso e ter ampla liberdade de seguir os desejos da carne.</p>
<p>O neófito é atacado pelo fantasma do umbral no segundo nascimento e é perseguido por todas as hostes do inferno (mundo inferior). Foge, então, para o Egito, isto é, refugia-se no mundo interno, abandonando as tentações do corpo e suas paixões, a fim de crescer espiritualmente e voltar, depois, ao cumprimento de sua missão na vida. Assim como o Sol percorre aparentemente os 12 signos zodiacais, também o Espírito Crístico tem de percorrer todas as dependências do seu sistema no corpo, que é a miniatura do Universo.</p>
<p>A cabeça é o Oriente do homem, de onde sai o Sol-Cristo. O Iniciado deve dirigir sempre os seus pensamentos e suas práticas para o cérebro, onde tem a raiz de sua trindade. A porta para o Oriente é o coração, por onde deve entrar o neófito.</p>
<p>Por essta porta o neófito ou recém-nascido é conduzido para as piras do batismo (que se acham no fígado, órgão que forma, por suas emoções e desejos, o corpo astral ou de desejo); ali ele é batizado e submetido à Prova da Água, que significa o domínio do desejo. O recém-nascido jura ante o altar no coração, onde brilham um Sol e seis luminares. (O Sol foi depois representado pela custódia, símbolo do Sol resplandecente, ou símbolo do Fogo Divino; os seus centros magnéticos ou planetas são simbolizados pelos seis círios.)</p>
<p>O Cresthos (em grego significa &#8220;Bom&#8221;) é uma qualidade que deve ser adquirida antes de poder se tornar um Cristo, um Ungido. Após haver chegado a viver uma vida virtuosamente exotérica, poder-se-á começar a viagem ou o caminho para a Iniciação, a Senda da Provação – a senda que conduz à porta estreita – o caminho da Santidade, o caminho da Cruz. O aspirante deve adquirir as sete virtudes para sentir o ardor pela felicidade de ver Deus e de unir-se a Ele (Mateus 5: 8: <em>Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus</em>).</p>
<p>O Espírito que mora no corpo é um fragmento invisível de Deus. É trino, por ser Deus. É Poder, Amor e Saber. O Pai é o Poder; o Filho é o Amor e o Espírito Santo é o Saber. A Iniciação consiste em dar completa liberdade ao Íntimo para que obre por meio dos seus três atributos. O Cristo Místico, pois, é o Ser Interno do homem e, por conseguinte, é Duplo.</p>
<p>É o Logos, Verbo ou Segunda Pessoa da Trindade, que desce à Matéria. Em seguida, o Amor, segundo aspecto do Espírito Divino, faz evoluir o homem. Um representa os processos cósmicos no Mito Solar, o outro representa o processo que se passa no indivíduo. Ambas as fases, a Solar e a Individual, encontram-se na narrativa dos Evangelhos; sua união nos apresenta uma imagem do Cristo Místico.</p>
<p>O Cristo Cósmico, a divindade que se envolve com a Matéria, é a encarnação do Logos ou Deus feito carne. Esta Matéria-Mãe recebe da Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo, a vida que a anima e lhe permite tomar forma.</p>
<p>A Matéria condensada é modelada em seguida pelo Filho, o Segundo Logos, que se sacrifica encerrando-se ou crucificando-se, a fim de tornar ao &#8220;Homem Celeste&#8221;.</p>
<p>Do seu corpo fazem parte todas as formas. Tal é o processo cósmico dramaticamente representado nos Mistérios.</p>
<p>&#8220;O Espírito de Deus pairava sobre as Águas. E as trevas estavam sobre a fece do Abismo&#8221;, disse o Gênese.</p>
<p>Logo, lhe foi dada a Forma pelo Logos: &#8220;Todas as coisas foram feitas por Ele e nada foi feito sem Ele&#8221;, disse São João no seu Evangelho.</p>
<p>Uma vez terminado o trabalho do Espírito, o Cristo Cósmico e Místico pode revestir-se de Matéria, entrando no seio da Virgem Matéria. Esta Matéria foi vivificada pelo Espírito Santo a fim de receber o Segundo Logos e, assim, o Cristo se encarna e se faz carne; a vida e a matéria O envolvem com uma vestimenta dupla.</p>
<p>É a descida do Logos na Matéria, descrita com o nascimento do Cristo por uma Virgem. Isso se torna Mito Solar, esse é o nascimento de Deus-Sol no momento em que o signo de Virgo ou Virgem se levanta no horizonte. Começam aqui os símbolos e as lendas. O Menino nascido está sujeito a todas as debilidades infantis. Ele, então, representa &#8220;a alma frágil que nasce para a Evolução&#8221;. A Matéria O aprisiona para matá-lo. Ele, porém, lentamente triunfa e modela o corpo para um destino sublime.</p>
<p>Consegue a maturação do corpo e se crucifica nessa matéria com a finalidade de derramar da cruz todas as energias de sua vida, sacrificada em benefício do progresso da criação.</p>
<p>Padece, depois morre para os sentidos e é sepultado; mas levanta-se com o corpo astral radiante que torna veículo ou vestimenta (da alma) e vive através das idades. A crucificação de Cristo é uma parte do grande sacrifício cósmico. Todas essas alegorias da crucificação nos mistérios se materializavam até o ponto de tornar-se morte verdadeira de uma pessoa, sofrida na Cruz e num crucifixo levado por um ser humano que expira.</p>
<p>Toda esta história é hoje a história de um homem; foi aplicada ao Instrutor Divino, Jesus, e transformou-se na história de sua morte física, assim como o seu nascimento de uma Virgem e a infância rodeada de perigos. Sua Ressurreição e Ascensão chegaram a ser assim como incidentes de sua vida. Os Mistérios desaparecem, mas as lendas chegam a ser a vestimenta do Instrutor da Judéia.</p>
<p>O Cristo Cósmico desaparece no Cristo Histórico. &#8220;Para os Iniciados, porém, o Cristo era, é e será sempre o dos Mistérios, que está intimamente ligado ao coração humano – o Cristo do Espírito Humano – o Cristo que vive em cada um de nós, que aí vive, é crucificado, ressuscita dentre os mortos e sobe ao céus, em meio dos sofrimentos e dos triunfos de todo &#8220;Filho do Homem. A vida de todo Iniciado nos Mistérios celestes está traçada em grandes linhas na biografia dos Evangelhos. Por isso São Paulo fala do nascimento, da Evolução e da maturação completa de Cristo no discípulo.</p>
<p>Todo homem é potencialmente um Cristo e segue de um modo geral a narrativa dos Evangelhos nos incidentes principais. Mas, como já dissemos, esses têm um caráter Universal e não Partcular.</p>
<p>Cinco grandes Iniciações esperam o aspirante a Cristo. A primeira É O SEGUNDO NASCIMENTO DO CRISTO NO CORAÇÃO, POIS O DISCÍPULO NASCE NO REINO DE DEUS INTERNO, COMO UM MENINO. &#8220;SE NÃO VOS TORNARDES COMO MENINOS, NÃO ENTRAREIS NO REINO DOS CÉUS&#8221; DISSE JESUS. Jesus nasceu na caverna. (É a gruta da Iniciação conhecida pelos antigos como a &#8220;Caverna da Iniciação&#8221;.) Em cima da gruta brilha a ESTRELA DA INICIAÇÃO, cuja luz resplandece pelo nascimento da LUZ INEFÁVEL.</p>
<p>Sua vida está em perigo por causa das tenebrosas potências do mal. Apesar de todo o perigo, alcança o estado viril, porque, uma vez nascido, não pode o Cristo morrer, tem de terminar sua evolução no homem. Sua vida se expande em beleza e força, crescendo em sabedoria e espiritualidade até alcançar a Segunda Iniciação.</p>
<p>A Segunda Iniciação é o batismo da água ou o domínio de todos os desejos, o qual lhe confere os poderes necessários a um Instrutor. Então, descendo o Espírito Divino sobre Ele com a glória do Pai Invisível, ilumina-o e assim chega a ser &#8220;O FILHO BEM-AMADO&#8221;, A ELE SE DEVE ESCUTAR.</p>
<p>Logo Ele é levado ao deserto da Matéria para ser tentado. O inimigo secreto, que reside no baixo-ventre ou no inferno (parte inferior do corpo), esforça-se por lhe mostrar a dificuldade de seguir a senda, e convida-o a servi-lo, para a sua própria tranqüilidade e proveito pessoal. Ele, porém, vence o Tentador e a Tentação e volta aos homens, a fim de alimentá-los com o pão da vida e curá-los das doenças.</p>
<p>Depois de tantos serviços impessoais e sofrimentos internos, galga a montanha sagrada da Terceira Iniciação, onde se transfigura, tornando-se tão radioso quanto o Sol.</p>
<p>Estará, então, preparado para o BATISMO DE FOGO ou o BATISMO DO ESPÍRITO SANTO e a entrada na última etapa do caminho da Cruz. É, então, perseguido e vituperado; contudo, não deixa de crescer a vida do amor. Bebe o cálice amargo da traição, do abandono, e é negado por todos os seus. Anda desapreciado pelos homens, carregando a cruz na qual deve morrer, renunciando à vida do mundo inferior.</p>
<p>Cercado de inimigos triunfantes, o seu heróico coração lança um grito ao Pai que parece tê-lo abandonado, e então abandona o corpo de desejos. Ele, o iniciado, desce aos infernos para poder salvar os que pedem auxílio e os átomos que desejam trabalhar sob o estandarte do Ser Interno. Volta depois à luz, abandonando as trevas inferiores, com o sentimento de que é o Filho Inseparável do Pai.</p>
<p>Uma vez terminados os seus deveres na vida terrestre, Ele sobe ao Pai por meio da Quinta Iniciação, porque já está unido ao Deus Íntimo.</p>
<p>É esta a história dos Cristos e dos mistérios, ou do Cristo dos Mistérios, sob o duplo aspecto – Logos e homem –, cósmico e individual.</p>
<p>Jesus é considerado como o Cristo Místico e Humano, que luta, sofre e, finalmente, triunfa: é o homem em quem a humanidade se vê crucificada e ressuscitada, cuja história promete uma vitória a todos os que, como Ele, forem fiéis até a morte, e até mais além da morte.</p>
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		<title>As aparições da Mãe Divina</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 17:37:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[carmo]]></category>
		<category><![CDATA[deusa]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Existem datas sagradas, especiais, que reverenciam a Nossa Senhora, a Virgem Mãe, ou seja, o aspecto maternal e amoroso de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Existem datas sagradas, especiais, que reverenciam a Nossa Senhora, a Virgem Mãe, ou seja, o aspecto maternal e amoroso de Deus&#8230;</p>
<p>O meses de maio, novembro e outras datas são especiais para os devotos da Mãe Divina, não só no Ocidente cristão, mas no vasto Oriente (hindu, budista, xintoista etc.). Essas datas são consagradas ao aspecto feminino, materno, de Deus, chamado também de Nossa Senhora, nossa Mãe Divina Cósmica, que está representada em todas as divindades femininas de todas as tradições religiosas do mundo.</p>
<p>O Venerável Mestre Samael Aun Weor nos diz que uma religião sem a presença feminina é incompleta e está fadada ao fracasso. Devemos adorar a Mãe que é a Criadora do Universo. A Mãe é aquela que gera, cuida, educa, é amorosa, carinhosa, e está ao lado de sua cria em todos os momentos da vida.</p>
<p>Acompanha o processo de gestação, nascimento, crescimento, desenvolvimento educacional da criança, sua velhice e também sua morte – tendo em conta se o filho morre primeiro. Compartilha das dores de sua prole. A Mãe está sempre disposta aos cuidados dos filhos todo o tempo. É capaz de se sacrificar pela sobrevivência de sua criação.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-159" title="carmo" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/carmo.jpg" alt="" width="167" height="261" />Pois bem, aquela que é nossa mãe física, biológica, é a viva representação de Nossa Senhora, a Rainha do Cosmo. A Gnose afirma que Deus manifesta-se no Universo ao mesmo tempo como Pai e como Mãe. Como Pai, Deus é todo Sabedoria, Misericórdia, Força, Inteligência, Poder Creador etc. E como Mãe, Deus é Amor, Luz, Sensibilidade, Sacrifício, Santidade, Castidade, Empatia etc.</p>
<p>Todos os grandes iluminados de todos os tempos sempre tiveram adoração e reverência profunda ao Aspecto Materno e Amoroso de Deus ou, simplesmente, à Mãe Divina. Dante Alighieri, Beethoven, Goethe, Samael Aun Weor, Sivananda, Ramakrishna e muitos mestres mais adoraram à Deusa-Mãe. Não somente a Mãe Cósmica, sentida no espaço sideral, como também nos Mares, na Terra, no Fogo etc., mas especialmente dentro de cada coração humano.</p>
<p>Sim, esta Grande Mãe está tão dentro de nós quanto fora. Para o Mestre Samael, o sentimento que todas as mães físicas sentem por seus filhos é uma pequena reflexão do Amor incondicional, infinito, eterno e absoluto que a Mãe Divina tem por nós. Se nos comovemos com o amor de uma mãe por seu rebento, como não será o Amor Perfeitíssimo da Divina Mãe Kundalini Interior?</p>
<p>Bem, se tratamos mal nossa mãe biológica, isto significa que também tratamos muito mal nossa Mãe Divina, e vice-versa. Aí perguntamos: é possível maltratar nossa mãe interna? A resposta é&#8230; SIM! Com nossas ações negativas, maus pensamentos, palavras descabidas, ofensas ao próximo, invejas, ironias, calúnias, luxúrias, gulas etc. Tudo aquilo que não está de acordo com a vontade do Pai Interno também não está de acordo com as vontades de nossa Mãe Interna – Nossa Senhora Imaculada interior.</p>
<p>Todos os nossos defeitos psicológicos, maus hábitos, traumas, medos, complexos etc. são uma ofensa à nossa Divina Mãe. Tenhamos certeza disto. Isso explica os maus-tratos com nossa mãe biológica e também interna. Reflitamos na afirmação do Mestre Samael de que nossa Liberação Psicológica se dá unicamente com as bênçãos da Mãe Divina. Portanto, nenhum filho ingrato recebe ajuda. Não por falta de Amor da Mãe, mas porque NÓS é que nos afastamos dEla.</p>
<h3>A Ordem do Carmo</h3>
<p>Poderíamos relatar aqui qualquer história da Virgem – Kundalini, Tonantzin, Réia, Cibeles, Kwan-Yin, Astarté, Lakshmi, Durga, Kali, Fátima, Aparecida e Guadalupe entre outras – que estaríamos nos referindo de qualquer forma àquela que é nossa Mãe Divina. Escolhemos a Virgem do Carmo por ser esta uma história muito interessante e irá ilustrar bem a consagração do mês de maio à Virgem.</p>
<p>Diferente do que muita gente pensa, a palavra Carmo não se refere a uma divindade feminina que leva este nome, mas sim, que corresponde ao Monte do Carmo ou Monte Carmelo, que significa Jardim, na Palestina (Terra Santa). Uma montanha com 25 quilômetros de comprimento e 12 de largura.</p>
<p>Esta história tem início no acontecimento bíblico do profeta Elias quando tem uma visão da Virgem do Carmo em forma de nuvem que saía da terra e se dirigia ao monte (I-Reis 18:20,41).</p>
<p>No ano 93 d.C. alguns sacerdotes cristãos gnósticos, atraídos ao Monte Carmelo devido à visão de Elias, constróem uma capela à Virgem Maria. Aquele região, na época, estava sob disputa ente as populações locais pelo domínio da região, e os monges gnósticos foram expulsos de lá. Passados muitos séculos, já no ano 1200, cavaleiros cruzados (sacerdotes guerreiros), cansados da violência das Cruzadas – que visavam a expulsar o domínio muçulmano da Palestina – dirigem-se ao Monte do Carmo. Tendo Elias, o profeta, como seu patriarca, decidem construir em torno da antiga capela da Virgem Maria seus quartos ou &#8220;celas&#8221;. Ali realizam trabalhos manuais para a sobrevivência e trabalhos litúrgicos de união com Deus.</p>
<p>Estes monges eram homens simples, sem instrução, eram irmãos de coração. Ficaram conhecidos pelos habitantes locais como Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, título que os representa até hoje. Em 1209, os carmelitas decidem formalizar sua vida monástica e pedem uma Regra ao bispo Alberto, patriarca de Jerusalém – homem piedoso e culto – que leva em consideração as tradições do pequeno grupo e os presenteia com uma Regra simples que é observada até hoje.</p>
<p>Pouco tempo depois, em 1226, os carmelitas apresentam o pedido de aprovação do papa Honório III que o concede oficialmente pela Igreja Católica de Roma. Novas perseguições os cristãos sofrem em 1235. Desta vez, os carmelitas dividem-se em dois grupos: Os que permaneceram no Monte Camelo: estes foram massacrados e o mosteiro incendiado, e os que se refugiaram na Sicília, em Creta, na Itália e Inglaterra no ano de 1238; lá fundaram o Mosteiro de Aylesford; também não foram aceitos pelos religiosos e eclesiásticos.</p>
<p>Para os religiosos ingleses, esta seria mais uma comunidade no meio de tantas outras e também o modo de vida que levavam não condizia com os costumes locais: levar uma vida monástica dentro de uma cidade inglesa. Preocupado com as hostilidades sofridas naquele momento, o prior dos Carmelitas, Simon Stock, considerado pela devoção e amor à Mãe do Carmelo, na noite de 16 de julho de 1251, em oração fervorosa à Virgem Maria, pede por ajuda e proteção, rezando:</p>
<p>&#8220;Flor do Carmelo, vide florida.<br />
Esplendor do Céu.<br />
Virgem Mãe incomparável.<br />
Doce Mãe, mas sempre Virgem,<br />
Sede propícia aos carmelitas,<br />
Ó Estrela do Mar.&#8221;</p>
<p>Então, a Virgem Mãe apareceu e lhe disse: &#8220;Recebe, meu filho muito amado, este escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno&#8221;.</p>
<p>Conta a história que a partir dessta visão, Simon Stock reuniu os carmelitas e eles foram pregar em praça pública este milagre da Virgem. Cheios de devoção à Virgem, convertem muitos ingleses e estrangeiros à &#8220;nova&#8221; doutrina cristã.</p>
<p>Também consta que São João da Cruz e Santa Terezinha reformaram as duas comunidades carmelitas que existem até hoje: masculina e feminina.</p>
<p>Bem, observe o caro leitor que aqui não se está defendendo nem atacando alguma seita ou religião, neste texto não estamos analisando se determinada seita cristã está mais próxima do Conhecimento Iniciático ou não. Aqui se trata unicamente de observar como é o Amor Incondicional, Eterno e Inefável da Mãe de Deus para todos os seus filhos, independentemente de tudo.</p>
<h3>Aparições da Santa Virgem</h3>
<p>Em todo o mundo correm notícias das aparições da Virgem. Algumas dessas aparições são marcantes, não só ao indivíduo que teve essa magnífica experiência como também a toda cultura local. Exemplos clássicos temos em Portugal, com Nossa Senhora de Fátima; no Brasil com Nossa Senhora de Aparecida; no México com Nossa Senhora de Guadalupe – aliás esta é uma das mais impressionantes aparições da Virgem e até hoje sua face impressa, no século 16 e até hoje intacta, no manto indígena é foco das atenções científicas para justificar a imagem tridimensional da gravura, assim das imagens que aparecem nos olhos da Virgem.</p>
<p>Não cabe aqui entrarmos em detalhes a esse respeito, o que seria, também, muito interessante conhecermos. (Para saber sobre os diversos aspectos da Mãe Divina, <a href="http://www.gnosisonline.org/tantrismo/os-cinco-aspectos-da-mae-divina/">clique aqui</a>.)</p>
<p>As aparições de Nossa Senhora são sempre enigmáticas, repentinas e aparentemente sem motivo&#8230; As pessoas que têm esta &#8220;experiência&#8221; em suas vidas nunca mais são as mesmas. Ao observarmos estas testemunhas, verificamos que, em última análise, levam uma vida simples, normal como qualquer outra em qualquer parte do mundo: trabalham, estudam, vão às missas, têm suas &#8220;crenças&#8221; particulares, e em alguns casos o indivíduo nem demonstra devoção alguma por Deus e o Cristo &#8211; não quer dizer que sejam ateus&#8230; entendam bem.</p>
<p>Aqueles que são ateus, aqueles que são indiferentes (podemos dizer &#8220;mornos&#8221;) à Divindade e aqueles que têm certo anelo com Deus e o Cristo Cósmico, com certeza, quando acontece em suas vidas a visão da Virgem, aí tudo muda, suas vidas são transformadas. E o que é que muda??? Dentro de uma visão gnóstica, os conceitos de transformação são mais profundos e de caráter puramente psicológico.</p>
<p>Nas aparições da Virgem, o conceito de transformação do ser humano é mais sutil porque a princípio não há o despertar pleno da consciência. As visões da Virgem Santa tocam os corações e provocam a atenção do mundo inteiro. Os meios de comunicação de todo o mundo tentam justificar, desacreditar, emocionar as pessoas e até provar a existência ou não destas aparições. Vendem suas notícias e logo Nossa Senhora cai no esquecimento da mídia. Mas, apesar de tudo, a Virgem Cósmica deixa suas marcas: desenhos em pedras, imagens em vidros, no olho &#8211; ou melhor, na íris &#8211; de uma criança (recentemente no Brasil), no manto de um índio mexicano etc.</p>
<p>No Tibet e regiões próximas, esses fenômenos de materializações miraculosas, de aparições de rostos sagrados em objetos, como pedras, quadros, estátuas etc. são conhecidos com o nome de <strong>Ranjung </strong>ou <strong>Kanjung</strong>. É aí que Nossa Senhora entra para a história do mundo.</p>
<p>Essas aparições têm o objetivo de trazer nossa atenção para o que há de mais divino dentro de nós: a DIVINA MÃE. Segundo as notícias, a Virgem Santa pede algo muito simples: que intensifiquemos nossa devoção e orações pela paz no mundo, para que voltemos nossos olhos a Deus.</p>
<p>É interessante notar que Nossa Senhora aparece geralmente em lugares de guerra, conflitos políticos ou quando a ciência materialista está predominando. Os pedidos de paz e orações que a Virgem pede são um grande passo para esta humanidade doente. O conhecimento gnóstico é liberador, porém, nem todos estamos preparados para lograr esta liberdade do Ser.</p>
<p>Nossos defeitos psicológicos são mais pesados que nossa vontade de DESPERTAR CONSCIÊNCIA. Partindo deste princípio, a oração é um excelente apoio para que não percamos nossa fé em Cristo e Nossa Senhora. Mesmo que levemos vidas inteiras tropeçando em nossos egos, estamos certos que um dia despertaremos para a realidade divina, se perseverarmos cada momento um pouco mais.</p>
<p>Num estudo mais profundo dentro da doutrina gnóstica do Venerável Mestre Samael, podemos evidenciar que a Mãe Cósmica se apresenta basicamente em 5 importantes manifestações mágicas plenamente trabalháveis pelo esoterista:</p>
<p>- Mãe Espaço: criadora de toda ordem cósmica, a Criadora dos 7 Cosmos;<br />
- Kundalini: responsável pelo fogo criador, tanto dentro dos sóis e planetas quanto no átomo e mesmo no próprio homem;<br />
- Mãe Morte: equilibradora da Lei Cósmica de evolução e involução;<br />
- Mãe Natura: cria os corpos de todos os seres, inclusive o físico;<br />
- Maga Elemental: responsável pelas forças instintivas da natureza, tais como a reprodução e a sexualidade.</p>
<p>Cada um de nós tem sua Mãe Divina particular. Ela, em si mesma, é uma das partes de nosso Ser. Leonardo Da Vinci retratou sua Mãe Divina particular na famosa obra renascentista intitulada Gioconda ou Mona Lisa, conforme afirma categoricamente o Mestre Samael (observe que esses dois nomes &#8211; Gioconda e Mona Lisa &#8211; têm em seu interior as três letras sagradas <strong>I A O</strong>).</p>
<p>Na anatomia oculta de nosso corpo físico, encontramos no cárdias a morada de nossa Mãe Divina particular. Amar nossa Mãe Divina é indispensável se quisermos avançar nos processos iniciáticos da senda. Somente com os méritos do coração iremos progredir internamente.</p>
<p>Dentro destes princípios de mudança interior, podemos, também, acrescentar que os méritos do coração estão intimamente relacionados com outro aspecto da Divina Trindade que são: o reto pensar, o reto sentir e o reto agir.</p>
<p>No chacra cardíaco podemos concentrar poderosas energias transmutadoras para o despertar da faculdade intuitiva. Dizem os mestres indianos, e também o Mestre Samael, que despertando ou aflorando o chacra cardíaco, ou Cárdias, o discípulo consegue facilmente o desdobramento do corpo astral e até flutuar nos ares levando seu corpo físico.</p>
<p>De agora em diante, se quisermos avançar na senda da iniciação temos de começar respeitando com amor nossa mãe biológica e adorando no altar do coração à nossa Virgem Mãe interior. Como sugestão, para desenvolver o chacra cardíaco faça os seguintes exercícios:</p>
<p>- relaxamento físico e mental;<br />
- pranayamas (sequência de 12 vezes, senão 3 ou 7);<br />
- concentração na respiração e nas batidas do coração;<br />
- use sua imaginação criadora, visualize sua Mãe Divina dentro do Cárdias;<br />
- vocalize por cerca de 30 minutos ou mais um ou mais dos seguintes mantras: <strong>OM</strong>, <strong>ONRO</strong>, <strong>ON</strong>&#8230;<br />
- entre em meditação combinando sabiamente o torpor do sono e a vigília.</p>
<p>Mantras específicos para desenvolvermos a energia da Mãe Divina em nosso coração:</p>
<p><strong>RAM-IO</strong> &#8211; vocaliza-se: RRRaaammm-iiiooo&#8230;<br />
<strong>ISIS </strong>- vocaliza-se: iiisss&#8230;iiisss<br />
<strong>IAO </strong>- vocaliza-se: iii&#8230;aaa&#8230;ooo&#8230;</p>
<p>Para mais esclarecimentos consulte os livros do Mestre Samael: Matrimônio Perfeito, Kundalini Yoga, Magia das Runas, Teurgia e Magia Prática, Magia Crística Asteca, Mistérios do Fogo.</p>
<p>Paz Inverencial&#8230;</p>
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		<title>A Virgem Maria e o nascimento de Jesus</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 17:35:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/magia-branca.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Mulher Gnóstica" /><br/>A Virgem do Carmo foi a Mãe do Divino Redentor do Mundo. Inumeráveis escritores cantaram apologias à mãe mais grandiosa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/magia-branca.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Mulher Gnóstica" /><br/><p>A Virgem do Carmo foi a Mãe do Divino Redentor do Mundo.</p>
<p>Inumeráveis escritores cantaram apologias à mãe mais grandiosa de todos os tempos. Como poderíamos defini-la? Nem a pluma de Michelangelo, nem a <em>Madona</em> de Leonardo da Vinci conseguiram nos traduzir, de forma fiel, a imagem da Virgem Maria.</p>
<p>Inumeráveis esculturas trataram de personificar a Virgem do Carmo, mas nenhuma delas pôde traduzir exatamente a fisionomia daquela grande Filha da Luz.</p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/04/VIRGEN-CARMEN-GNOSISONLINE.jpg"><img class="alignleft  wp-image-6655" title="VIRGEN-CARMEN-GNOSISONLINE" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/04/VIRGEN-CARMEN-GNOSISONLINE.jpg" alt="" width="135" height="135" /></a>Ao contemplar com os olhos da Alma a inefável figura daquela Divina Mãe, não vemos nada que nos tenha sabor de diamantes, rubis e esmeraldas. Diante dos olhos da Alma, desaparecem, por completo, as púrpuras e sedas com que se quis envolver a lembrança de Maria, a Divina Mãe do Jesus de Nazaré. Não foi Maria aquela verdade mundana gravada em todas as aquarelas.</p>
<p>Com os olhos do Espírito, só contemplamos uma virgem morena queimada pelo sol do deserto. Ante nossos atônitos olhares espirituais, apagam-se esbeltos corpos e rostos provocadores de figuras femininas, para aparecer, em seu lugar, uma mulher singela de pequena estatura, corpo magro, rosto pequeno e ovalado, nariz “achatado”, lábio superior algo saliente, olhos ciganos e ampla fronte.</p>
<p>Aquela humilde mulher vestia-se com túnica cor carmelita ou marrom e sandálias de couro.</p>
<p>Caminhando através dos desertos africanos rumo à terra do Egito, parecia-se com uma pródiga com sua túnica velha e rota e seu rosto moreno umedecido em copioso suor.</p>
<p>Não é Maria aquela estátua púrpura e diamantes que hoje adorna a Catedral de Notre-Dame de Paris. Não é Maria aquela estátua cujos dedos de arminho, engastados em puro ouro, alegra as procissões da casa paroquial. Não é Maria aquela verdade inesquecível que, desde meninos, contemplamos sobre os suntuosos altares das nossas igrejas dos povoados, cujos sinos metálicos alegram os mercados de nossas paróquias.<br />
Diante de nossos sentidos espirituais só vemos uma virgem morena queimada pelo sol do deserto. Diante da vista do espírito, desaparecem, por completo, todas as fantasias para aparecer, em seu lugar, uma pródiga humilde, uma humilde mulher de carne e osso.</p>
<p>Desde muito menina, Maria fez voto de castidade no templo da Jerusalém.</p>
<p>Maria era filha de Ana. Sua mãe levou-a ao templo para que fizesse seus votos. E era Maria uma das Vestais do Templo.<br />
Nasceu numa aristocrática família, e antes de ingressar no templo como Vestal, teve inumeráveis pretendentes e teve até um rico e comportado galã que quis casar com ela. Porém, Maria não o aceitou, seu coração só amava Deus.</p>
<p>Os primeiros anos de sua vida estiveram rodeados de toda classe de comodidades.</p>
<p>Conta a tradição que Maria fazia almofadas para o templo da Jerusalém e que essas almofadas se convertiam em rosas.<br />
Maria conheceu a Doutrina Secreta da Tribo de Levi. Maria foi educada à sombra augusta dos pórticos da Jerusalém na folhagem núbil dessas palmeiras orientais em cujas sombras descansam os velhos cameleiros do deserto.</p>
<p>Maria foi iniciada nos Mistérios do Egito, conheceu a Sabedoria dos Faraós e bebeu no cálice do antigo cristianismo, calcinado pelo fogo ardente das terras orientais.</p>
<p>A religião católica, tal como hoje a conhecemos, nem sequer se vislumbrava sobre as sete colinas da Roma augusta dos césares e os velhos essênios só conheciam a velha doutrina cristã, a doutrina dos mártires, aquela doutrina pela qual São Estevão morreu mártir. Essa santa doutrina crística se conservava em segredo dentro dos Mistérios do Egito, Troia, Roma, Cartago, Elêusis etc. O grande que houve no Cristo Jesus foi ter divulgado a velha doutrina nas calçadas de Jerusalém.</p>
<p>E foi Maria, a Virgem do Carmo, designada pela Divindade para ser a Mãe do Divino Redentor do Mundo.</p>
<h3>A Anunciação</h3>
<p>“E, ao sexto mês, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão que se chamava José, da Casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. E, entrando o Anjo onde estava, disse: ‘Salve, muito favorecida, o Senhor seja contigo, bendita entre as mulheres’.</p>
<p>Mas, ela, quando O viu, turvou-se de suas palavras, e pensava que saudação seria esta. Então, o anjo lhe disse: ‘Maria, não temas, porque achaste graça junto a Deus. E eis que conceberás, em teu seio, e parirás um filho, e chamarás seu nome Jesus”. (Lucas 1: 26-31)</p>
<p>“Porém, Maria protestou em seu coração porque era casta, e disse ao Anjo: ‘Como será isto? Porque não conheço varão’. E, respondendo o Anjo, disse-lhe: ‘O Espírito Santo virá sobre ti e a virtude do Mui Alto te dará sombra, pelo qual também o santo que nascerá será chamado Filho de Deus”. (Lucas 1: 34-35)<br />
“Então, Maria disse: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se de mim conforme a tua palavra’. E o Anjo partiu.</p>
<p>Naqueles dias, levantando-se Maria, foi à montanha, com pressa, a uma cidade de Judá. E entrou na casa de Zacarias e saudou Elizabeth. E aconteceu que, como ouviu Elizabeth a situação de Maria, a criatura saltou em seu ventre e Elizabeth ficou cheia de Espírito Santo. E exclamou em voz alta, dizendo: ‘Bendita tu entre as mulheres e bendito o fruto de teu ventre. E de onde me vem que a mãe de meu Senhor venha a mim? Porque eis que, quando a tua saudação chegou a meus ouvidos, a criatura saltou de alegria em meu ventre’.</p>
<p>Maria, então, disse: ‘A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva. Porque eis que, a partir de agora, todas as gerações me dirão bem-aventurada. Porque me tem feito grandes coisas o Poderoso e Santo em seu nome. E sua misericórdia perdura de geração a geração aos que O temem. Fez valentia com seu braço. Pulverizou os soberbos do pensamento de Seu coração. Tirou os poderosos dos tronos e levantou os humildes. Aos famintos encheu de bens, e aos ricos os tornou vazios. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se da misericórdia. Como falou com nossos pais, a Abraão e à sua semente para sempre’. E ficou Maria com ela como três meses, depois voltou para sua casa”. (Lucas 1: 39-56)</p>
<p>Nos tempos antigos, toda a espécie humana concebia seus filhos por obra e graça do Espírito Santo; e, então, não existia a dor no parto. O Espírito Santo enviava seus santos anjos para que estes juntassem homens e mulheres dentro dos grandes pátios dos templos.</p>
<p>O ato sexual era dirigido por anjos, e este era um Sacramento que só se verificava nos templos para engendrar corpos para as almas que precisavam vir ao mundo. <a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/04/annunciazione-el-greco-gnosisonline.jpg"><img class="alignright  wp-image-6656" title="annunciazione-el-greco-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/04/annunciazione-el-greco-gnosisonline.jpg" alt="" width="186" height="247" /></a></p>
<p>Então, a dor no parto não existia, as mulheres pariam seus filhos sem dor porque os concebiam por obra e graça do Espírito Santo.</p>
<p>Mas quando a humanidade desobedeceu os anjos, então, pecou contra o Espírito Santo, e Este disse à mulher: “Parirás teus filhos com dor”&#8230; e ao varão: “Trabalharás com o suor de tua fronte para sustentar tua mulher e teus filhos”.</p>
<p>Adão eram todos os homens dos antigos tempos e Eva todas as mulheres dos antigos tempos.<br />
Maria tinha vindo seguindo a Senda da Castidade e da Santidade e, por isso, surpreendeu-se quando o Anjo lhe anunciou que conceberia um filho.</p>
<p>Ela nos ensinou, com seu exemplo, a Senda da Castidade.</p>
<p>Hoje em dia, o matrimônio converteu-se em uma licença para fornicar. Os homens e mulheres multiplicam-se por puro prazer animal sem lhes importar um traço o Espírito Santo.</p>
<p>Toda união sexual que se verifica sem a permissão do Espírito Santo é fornicação. Mas isto os seres humanos desta época não querem entender porque se afastaram da velha doutrina que a Virgem Maria, Mãe de Jesus, conheceu, e que o Cristo pregou sobre os muros invictos de Sião.</p>
<p>Todos os sábios do passado engendraram seus filhos por obra e graça do Espírito Santo. Zacarias surpreendeu-se quando o anjo lhe anunciou o nascimento do João, o Batista.</p>
<p>João também foi engendrado por obra e graça do Espírito Santo e foi um anjo quem anunciou a Zacarias que sua mulher, já anciã, conceberia um filho. Vejamos os seguintes versículos bíblicos:</p>
<p>“E aconteceu que, exercendo Zacarias o sacerdócio diante de Deus pela ordem de sua vez, conforme o costume do sacerdócio, coube-lhe, por sorte, entrar no templo do Senhor. E toda a multidão do povo estava fora orando à hora do incenso. Apareceu-lhe, então, o Anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. E se turvou Zacarias vendo-O, e caiu temor sobre ele.</p>
<p>Mas o Anjo lhe disse: ‘Zacarias, não temas, porque tua oração foi ouvida, e tua mulher Elizabeth te parirá um filho e o chamarás de João. E terás gozo e alegria, e muitos se regozijarão de seu nascimento. Porque será grande diante de Deus e não beberá vinho ou cidra, e será cheio do Espírito Santo, ainda no seio de sua mãe’”. (Lucas 1: 8-15)</p>
<p>Todos os grandes santos e sábios dos antigos tempos nasceram por obra e graça do Espírito Santo. Todo matrimônio reto e justo deve conceber por obra e graça do Espírito Santo. Aqueles maridos que queiram ser verdadeiramente cristãos devem orar ao Espírito Santo, pedindo-lhe a Anunciação. E o Anjo de Deus aparecerá em sonhos aos maridos e lhes anunciará o dia e a hora em que devem verificar a conexão sexual.</p>
<p>E, assim, todo filho será belo e puro desde seu nascimento porque é concebido por obra e graça do Espírito Santo.</p>
<p>Terá de dominar as paixões carnais e cultivar a pureza e a santidade do matrimônio. “Honroso é a todos o matrimônio e o leito sem mancha, mas aos fornicários e adúlteros Deus julgará.” (Hebreus 12: 4)<br />
“Que nenhum seja fornicário, ou profano, como Esaú, que por uma vianda vendeu sua primogenitura.” (Hebreus 12: 16)</p>
<h3>A Concepção</h3>
<p>Havia, no Templo de Jerusalém, 33 varões sacerdotes da Tribo de Levi.</p>
<p>José, o pai de Jesus de Nazaré, era um dos 33 anciães do Templo do Salomão.</p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/04/StJoseph-gnosisonline.jpg"><img class="alignleft  wp-image-6657" title="StJoseph-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/04/StJoseph-gnosisonline.jpg" alt="" width="120" height="187" /></a>Depois da Anunciação, o Sumo Sacerdote ordenou que todos os 33 sacerdotes do Templo depositassem suas varas atrás do altar. E se dispôs que aquela vara que amanhecesse florida seria a do marido de Maria.</p>
<p>Cada um dos sacerdotes, um a um e em ordem sucessiva, foi colocando sua vara atrás do altar.</p>
<p>O último que devia colocar sua vara era o sacerdote José, mas este resistia à ordem do Sumo Sacerdote, alegando avançada idade.</p>
<p>Porém, teve de obedecer à ordem e depositou sua vara atrás do altar.</p>
<p>No outro dia, muito de manhã, foram os sacerdotes ao altar para recolher suas varas e qual não foi sua surpresa ao ver a vara do José toda florida.</p>
<p>Assim foi como se designou a José por esposo de Maria.</p>
<p>E foi a Virgem do Carmo tirada do templo e posta na casa de um cidadão honorável de Jerusalém para aguardar a hora da concepção.</p>
<p>E o Anjo Gabriel escolheu dia e hora em que os maridos verificaram o ato sexual como um sacrifício no altar do matrimônio para brindar corpo ao Divino Redentor do Mundo.</p>
<p>E Maria foi virgem antes do parto, no parto e depois do parto, porque era Virgem de Alma, e porque a concepção se verificou por obra, ou seja, por ordem e graça do Espírito Santo.</p>
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		<title>O poder renovador de INRI</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 12:31:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Quem imagina que a sigla INRI foi criada somente na crucificação de Jesus, engana-se. Vemos o uso do mantra Inri [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Quem imagina que a sigla <strong>INRI </strong>foi criada somente na crucificação de Jesus, engana-se. Vemos o uso do mantra Inri secretamente entre os egípcios, os pársis (adoradores do Fogo no Irã), e mesmo entre os maias, astecas e incas (o deus Sol entre eles era chamado de <strong>INTI</strong>, uma variação de Inri). E entre os judeus pré-Jesus o Inri era entoado secretamente durante certos rituais entre os Essênios e os Ebionitas.</p>
<p>Alguns autores dão suas explicações particulares. Eliphas Levi afirma que este mantra sagrado significa Isis Naturae Regina Ineffabilis. Os primitivos Magi (os Iniciados persas) formavam com estas quatro letras três aforismos distintos: Ignem Natura Regenerando Integrat; Igne natura Renovatur Integrat; e Igne Nitrum Roris Invenitur.</p>
<p>Os significados para o Inri não param aí: outros devem ter e outros poderão advir, pois apercebe-se que ela já se tomou mística e a imaginação do homem não limites. E quando algo dessa natureza está envolta também de mistérios, mais surpresas nos reservam. Daqui a algum tempo, possivelmente, documentos guardados por sociedades iniciáticas darão outras interpretações para o tetragrama Inri.</p>
<h3>Os Ebionitas e o Inri</h3>
<p>Quem eram os Ebionitas? O desenvolvimento desta seita vem desde a época do profeta Samuel, século 9º a.C. até o século 2º d.C. Este profeta, que a pedido do povo instituiu a monarquia e proclamou Saul o primeiro rei de Israel, foi o fundador da seita cujo nome significa “Humildes”. Era formada principalmente por jovens intelectuais e visava ensinar por meio de práticas místicas e exemplos. Grandes profetas aí se formaram destacando-se Isaías, Oséias, Miquéias, Habacuc e Amós, entre outros.</p>
<p>Os eleitos que atingiam o último grau, ficavam encarregados de propagar a seita através de ensinamentos, instruindo e moralizando o povo. Reuniam-se em lugares altos, executavam cantos e danças sagradas ao som de harpas, flautas e violinos. O povo vinha em grande número ouvir as músicas, geralmente seguidas de emocionadas prédicas contra os vícios, a favor das virtudes, pela justiça e pela verdade.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-216" title="inri" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/inri.jpg" alt="" width="167" height="252" />Morto Samuel, a ordem é seguidamente chefiada por Nathan e Elias. Morto este último, vem a escolha recair em Oséias, escolhido entre ele mesmo, Isaías, Miquéias e Amós.</p>
<p>Sob a direção de Oséias a Ordem deu ênfase a práticas de caridade, exercício de justiça, piedade dos desgraçados, defesa da viúva, proteção ao órfão, amor ao estrangeiro, atos que, diziam, agradavam a Deus mais que qualquer culto.</p>
<p>Declaravam que o homem foi dotado de pensamento e conhecimento para executar tarefas e proclamavam ainda que a vida do homem é uma larga agonia e que somente as dificuldades ficam enquanto os prazeres são efêmeros. A vida não é mais do que um sofrimento eterno do nascer ao morrer e seu único lenitivo era a prática da virtude, consciência limpa e coração puro.</p>
<p>Os ebionitas também tinham sinais de reconhecimento. As reuniões e trabalhos começavam como em determinadas sociedades secretas. Quando perguntados, “sois ebionita?”, a resposta era “Três me iniciaram, cinco me completaram e sete me fizeram perfeito”. O chefe, mestre, ensinava que esses números eram sagrados desde a antiguidade e que Moisés os usava de forma misteriosa, ao abençoar o povo pelos sacerdotes, seja, uma bênção continha três palavras, uma segunda bênção, cinco, e uma terceira bênção, sete palavras.</p>
<p>Na entrada das reuniões cada ebionita repetia os números 3, 5 e 7, aos quais o mestre respondia: “Filho bendito do nome sagrado, o sublime número 9, simbolizado na verdade, é o último ideal do esforço humano, o símbolo da verdade divina; podes entrar e iluminar-te com as luzes celestes que aclaram esta assembléia de sábios”.</p>
<p>Ao terminar a reunião, o mestre dizia: “Lembremo-nos que somos ebionitas, os mais humildes e modestos servidores de Deus, da verdade e da justiça”. Tinham seus signos e senhas e ainda usavam, tudo indica, quando reunidos, sobre a cabeça uma peça de pano bordado com um quadrado entrelaçado com um triângulo em cujo centro estavam as letras YOD, NUM, RESCH, YOD, que, pelo alfabeto latino se traduz por INRI, dando a entender que eles eram adeptos da Alquimia Crística, da manipulação do Fogo de Pentecostes, do Fogo sagrado que a tudo regenera, especialmente os elementos naturais: Ar, Fogo, Água e Terra.</p>
<h3>Samael e o INRI</h3>
<p>“Convém que entendamos melhor o que é o Cristo! Que não nos contentemos em recordar a questão meramente histórica porque o Cristo é uma realidade de instante em instante, de momento em momento, de segundo em segundo. Ele é o Criador! O fogo tem o poder de criar os átomos e de desintegrá-los, o poder de dirigir as forças cósmicas universais etc. O fogo tem poder para unir todos os átomos e criar universos, assim como tem o poder para desintegrar universos: O mundo é uma bola de fogo que se acende e se apaga segundo Leis.</p>
<p>Assim que o Cristo é o fogo. Por isso, se vê sobre a cruz as quatro letras: Inri, as quais significam: Ignis Natura Renovatur Integram, e que equivalem à frase: O fogo renova incessantemente a natureza.</p>
<p>Agora, creio que estão entendendo por que a nós interessa a assinatura astral do fogo, a chama da chama, o oculto, o aspecto esotérico do fogo. É que na realidade o fogo é crístico. Ele tem poder para transformar tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será. Inrié o que nos interessa. Sem Inri não é possível que nós nos cristifiquemos.</p>
<p>Já foi dito que o Cristo Íntimo, o Cristo Cósmico, tem de dar três passos, de cima para baixo e através das sete regiões do Universo. Também disse que o Cristo deve dar três passos de baixo para cima. Eis aqui o mistério dos três passos e dos sete passos da Maçonaria. É uma lástima que os irmãos maçons tenham esquecido isto. Em todo caso, o Crestos, o Logos, resplandece no zênite da meia-noite espiritual.</p>
<p>Tanto no ocaso como no oriente, cada uma destas três posições é respeitada nas sete regiões. O místico que se guia pela estrela da meia-noite, pelo Sol Espiritual, sabe o que significam esses três passos dentro das sete regiões. Pensamos também no sol, no raio e no fogo. Eis aqui as três luminárias, os três aspectos do Logos, nas sete regiões.</p>
<p>Quando o uno se desdobra no dois, surge o terceiro e este é o fogo que cria e volta novamente a criar. Esse terceiro pode criar com o poder da palavra, com a palavra solar ou palavra mágica, com a palavra do Sol Central. Assim cria o Logos.</p>
<p>É por meio do fogo que podemos nos cristificar. Inutilmente terá nascido o Cristo em Belém se não nascer em nosso coração também. Inutilmente terá sido crucificado, morto e ressuscitado na Terra Santa se não nascer, morrer e ressuscitar também em nos.</p>
<p>Precisamos encarnar o Crestos Cósmico, o espírito do fogo, torná-lo carne em nós. Enquanto não o tivermos feito, estaremos mortos para as coisas do espírito porque Ele é a vida, o Logos, a Grande Palavra&#8230; Heru Pa-kroat.</p>
<p>Ele é Vishnu. A palavra Vishnu vem da raiz vish, que significa penetrar. Ele penetra em tudo o que é, foi e será. É preciso que penetre em nós para que nos transforme radicalmente. Somente através do Fogo conseguiremos aniquilar o Ego. Quem pretender aniquilar o Ego unicamente com o intelecto seguirá pelo caminho do erro.&#8221;</p>
<h3>INRI e o Mistério da Cruz</h3>
<p><img class="size-full wp-image-217 alignright" title="jesus-dali-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/jesus_dali.jpg" alt="" width="164" height="267" /></p>
<p>A Cruz tem 4 pontas. A Cruz da Iniciação é fálica, a inserção do phalus vertical no ctéis feminino formam a Cruz. É a Cruz da Iniciação que devemos jogar sobre nossos ombros.</p>
<p>Devemos compreender que com suas 4 pontas simboliza os 4 Pontos Cardeais da Terra (Norte, Sul, Oriente e Ocidente). As 4 Idades (Ouro, Prata, Cobre e Ferro). As 4 Estações do ano. As 4 Fases da Luna. Os 4 Caminhos (Ciência, Filosofia, Arte e Religião). Ao falar dos 4 Caminhos devemos compreender que todos são um só, este camino é o Caminho Apertado, estreito, do Fio da Navalha, o Caminho da Revolução da Consciência.</p>
<p>A Cruz é o hieroglifo antigo, Alquímico, do Crisol (<em>creuset</em>) ao qual antes se chamava, em francês, cruzel, crucibile, croiset. Em Latim, crucibulum crisol, que tinha por raiz crux, crucis, cruz. É evidente que tudo isso nos convida à reflexão.</p>
<p>É no crisol onde a matéria-prima da Grande Obra sofre com infinita paciência a Paixão do Senhor. No erótico crisol da Alquimia Sexual morre o Ego e renasce a Ave Fênix entre suas próprias cinzas: INRI, In Necis Renascere Integer (Na Morte renascer intacto e puro).</p>
<p>A Cruz também revela a &#8220;Quadratura do Círculo&#8221;, a chave do Movimento Perpétuo. Esse Movimento Perpétuo só é possível mediante a Força Sexual do Terceiro Logos. Se a Energia do Terceiro Logos deixasse de fluir no Universo, o Movimento Perpétuo terminaria e viria el desordenamento cósmico. O Terceiro Logos organiza o vórtice fundamental de todo o Universo nascente, e o vórtice infínitesimal do Átomo Ultérrimo de qualquer criação.</p>
<p>Paz <span style="font-size: medium;"><strong>IN</strong></span>ve<span style="font-size: medium;"><strong>R</strong></span>enc<span style="font-size: medium;"><strong>I</strong></span>al</p>
<h3><span style="color: #000080;">O Poder Renovador do Mantra INRI</span></h3>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Sugestão de prática:</strong> Coloque à sua frente, num local confortável (pode ser seu quarto) uma vela, da cor branca ou se possível amarela. Acenda essa vela e inicie a oração, suplicando ao Cristo que reside no mais profundo de seu íntimo para que o ajude nesta prática esotérica. Sente-se à frente da vela acesa e peça ao Cristo Íntimo uma profunda mudança em sua vida.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Suplique ao Cristo para que se utilize do Fogo para que Ele Renove Incessantemente sua Natureza Interna. Suplique ao Cristo Íntimo Cura, Força, Iluminação e o Despertar da Consciência Divina em sua Alma.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Em seguida, vocalize tantas vezes quantas desejar o mantra INRI.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Prolongue cada letra, sentindo o poder desse mantra dentro de sua própria Alma, purificando, renovando e iluminando seu Caminho rumo à Iluminação.</span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>iiiiiiiiiiiinnnnnnnnnnnnrrrrrrrrrrrriiiiiiiiiiii&#8230;</strong></span></p>
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		<title>Os mistérios egípcios – O papiro Nebseni</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2012 13:08:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Quero terminar o presente capítulo transcrevendo e até comentando brevemente cada versículo da Confissão Egípcia, Papiro Nebseni: 1 &#8211; Ó [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Quero terminar o presente capítulo transcrevendo e até comentando brevemente cada versículo da Confissão Egípcia, Papiro Nebseni:</p>
<p>1 &#8211; Ó tu, espírito que marchas a grandes passadas e que surges em Heliópolis, escuta-me! Eu não cometi ações perversas.<em> (É claro que aquele que fora capaz de feitos mal intencionados deixou de existir. Somente o Ego comete tais atos. O Ser do defunto ainda em corpo vivo nunca realizaria nada maligno.)</em></p>
<p>2 &#8211; Ó tu, espírito que te manifestas em Ker-ahá e cujos braços estão rodeados de um fogo que arde! Eu não tenho agido com violência.<em> (Ressalta, com inteira clareza, que a violência é dona de mil facetas. O Ego quebra leis, vulnera honras, profana, força mentes alheias, rompe, deslustra e intimida o próximo. O Ser sempre respeita o livre arbítrio de nossos semelhantes; é sempre sereno e tranquilo.)</em></p>
<p>3 &#8211; Ó tu, espírito que te manifestas em Hermópolis e que respiras o alento divino. Meu coração detesta a brutalidade. <em>(O Ego, certamente grosseiro, é torpe, incapaz, amigo da leviandade, bestial por natureza e por instinto animal. O Ser é distinto, refinado, sábio, capaz, divinal e docemente severo.)</em></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-86" title="nebseni3" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/nebseni3.jpg" alt="" width="268" height="253" />4 &#8211; Ó tu, espírito que te manifestas nas fontes do Nilo e que te alimentas sobre as sombras dos mortos! Eu não roubei.<em> (Ao Ego agrada o furto, a rapina, o saque, a pilhagem, o rapto, o seqüestro, a fraude, a estafa, tomar emprestado e não devolver, abusar da confiança dos outros e reter o alheio, explorar o próximo, dedicar-se ao peculato. O Ser goza dando e até renunciando aos frutos da ação, é serviçal, desinteressado, caritativo, filantropo e altruísta.)</em></p>
<p>5 &#8211; Ó tu, espírito que te manifestas em Restau e cujos membros apodrecem e engrangrenam! Eu não matei meus semelhantes. <em>(O assassinato é o ato de corrupção mais hediondo existente no mundo. Não somente apaga a vida alheia com revólveres, gases, espadas, venenos, pedras, paus, mas também aniquila a vida de nossos semelhantes com palavras duras, olhares violentos, atos de ingratidão, infidelidade, traição, gargalhadas. Muitos pais e mães de família talvez ainda existissem se seus filhos não lhes tivessem tirado a vida mediante más ações. Multidões de esposas ou de esposos todavia ainda respirariam sob a luz do sol se um dos cônjuges houvesse permitido. Recordemos que o ser humano mata o que mais quer. Qualquer sofrimento moral pode adoecer-nos e levar-nos ao sepulcro. Todas as enfermidades têm origem no psiquismo.)</em></p>
<p>6 &#8211; Ó tu, espírito que te manifestas no céu sob a dupla forma do leão. Eu não diminuí o salamim de trigo. <em>(O Ego altera o peso dos víveres.)</em></p>
<p>7 &#8211; Ó tu, espírito que te manifestas em Letópolis e cujos dois olhos ferem como punhais! Eu não cometi fraude. <em>(O Ser jamais cometerá delito.)</em></p>
<p>8 &#8211; Ó tu, espírito da deslumbrante máscara que andas lentamente para trás! Eu não subtraí o que pertencia aos deuses.<em> (Agrada ao Ego saquear os sepulcros dos grandes iniciados; profanar as sagradas tumbas; roubar as relíquias veneráveis, saquear as múmias em suas moradas, buscar nas entranhas da terra as coisas santas para profaná-las.)</em></p>
<p>9 &#8211; Ó tu, espírito que te manifestas em Herakleópolis e que golpeias e torturas os ossos! Eu não menti.<em> (O Ego satisfaz-se com o embuste, o engano, a falsidade, a mentira, a vaidade, o erro, a ficção, o aparente. O Ser é diferente, jamais mente, sempre diz a verdade, custe o que custar.)</em></p>
<p>10 &#8211; Ó tu, espírito que te manifestas em Mênfis e quer fazer surgir e crescer as chamas. Eu não roubei o alimento de meus semelhantes. (Ao Ego apraz separar a comida de seus semelhantes, negociar ilicitamente com o alimento alheio, subtrair, extrair mesmo que seja uma parte do que não lhe pertence, levar a fome aos povos e aos grupos de pessoas, ocultar os víveres, encarecê-los, tirar deles absurdos lucros, roubar, negar um pão ao faminto.)</p>
<p>11 &#8211; Ó tu, espírito que te manifestas no Amenti, divindade das duas fontes do Nilo! Eu não difamei. <em>(Ao Ego agrada a calúnia, a impostura, a murmuração, a maledicência, desacreditar nos outros, denegrir, injuriar, ao passo que o Ser prefere calar ao invés de profanar o Verbo).</em></p>
<p>12 &#8211; Ó tu, espírito que te manifestas na região dos lagos e cujos dentes brilham como o sol! Eu não sou agressivo.<em> (O Ego é por natureza provocador, cáustico, irônico, mordaz, insultante, pulsante, aprecia o ataque, o assalto, a arremetida; fere com o sorriso sutil de Sócrates e mata com a gargalhada estrondosa de Aristófanes. No Ser, sempre sereno, equilibram-se a doçura e a severidade.)</em></p>
<p>13 &#8211; Ó tu, espírito que surges junto ao cadafalso e que, voraz, te precipitas sobre o sangue das vítimas! Sabei: eu não matei os animais do templo. <em>(Os animais consagrados à divindade; porém o Ego fere e assassina as criaturas dedicadas ao Eterno. Somente o Ser sabe abençoar, amar e fazer todas as coisas perfeitas.)</em></p>
<p>14 &#8211; Ó tu, espírito que te manifestas na vasta sala dos trinta juízes e que te nutres de entranhas de pecadores! Eu não defraudei.<em> (Ao Ego compraz, usurpar, roubar, frustrar, alterar, desbaratar.)</em></p>
<p>15 &#8211; Ó tu, Senhor da ordem universal, que te manifestas na Sala da Verdade-Justiça, aprende! Eu não monopolizei os campos de cultivo<em>. (A terra é de quem a trabalha; o obreiro trabalha, lavra, sua. Mas os poderosos, os usurpadores, retêm, absorvem os terrenos cultivados. Assim é o Ego.)</em></p>
<p>16 &#8211; Ó tu, espírito que te manifestas em Bubastis e que marchas retrocedendo, aprende! Eu não escutei atrás das portas. <em>(O Ego é curioso e perverso, por natureza e por instinto. Dizem que as sebes, muros ou paredes têm ouvidos e as portas também. O Ego encanta-se, intrometendo-se na intimidade do próximo. Mefistófeles ou Satã é sempre intruso, intrometido.)</em></p>
<p>17 &#8211; Ó tu, espírito Asti, que apareces em Heliópolis! Eu não pequei jamais pelo excesso de palavras. <em>(O Eu é charlatão, conversador, falador, loquaz. O Ser fala o estritamente necessário, jamais brinca com a palavra.)</em></p>
<p>18 &#8211; Ó tu, espírito Tatuf, que apareces em Ati! Eu não pronunciei maldições, quando me causaram danos. <em>(O Ego gosta de maldizer, denegrir, abominar, destratar. O Ser apenas sabe abençoar, amar e perdoar.)</em></p>
<p>19 &#8211; Ó tu, espírito Uamenti, que apareces nas covas de tortura! Eu não cometi adultério.<em> (O Ego é mistificador, corrompido, viciado, falso, satisfaz-se justificando o adultério, sublimando-o, dando-lhe de si mesmo e dos demais; adorna-o com normas legítimas e cartas de divórcios; legaliza-o com novas cerimônias nupciais. Aquele que cobiça a mulher alheia é, de fato, adúltero, mesmo que jamais copule com ela. Em verdade vos digo que o adultério nas profundezas do subconsciente das pessoas mais castas, tem múltiplas facetas.)</em></p>
<p>20 &#8211; Ó tu, espírito que te manifestas no templo de Ansu e que olhas cuidadosamente as oferendas que te levam! Sabe, não cessei jamais de ser casto.<em> (A castidade absoluta somente é possível quando o Ego está bem morto. Muitos anacoretas que alcançaram no mundo físico a pureza, a virgindade da alma, a honestidade e a candura quando foram submetidos às provas nos mundos supra-sensíveis fracassaram, delinqüiram, caíram como Amfortas, o Rei do Graal, entre os impudicos braços de Kundry, Gundrígia, aquela loura tempestuosa que chamavam Herodias.)</em></p>
<p>21 &#8211; Ó tu, espírito que apareces em Hehatu, chefe dos antigos Deuses! Eu nunca atemorizei as pessoas.<em> (O Ego gosta de horrorizar, horripilar, espantar, intimidar os outros, ameaçar, derrubar moralmente o próximo, prostrá-lo, abatê-lo, assustá-lo. As casas comerciais costumam enviar lembretes, às vezes muito finos, aos seus clientes morosos, porém sempre ameaçadores.)</em></p>
<p>22 &#8211; Ó tu, espírito destruidor que te manifestas em Kauí! Eu jamais violei a ordem dos tempos. <em>(O Ego arbitrariamente muda os horários e altera o calendário. É útil recordarmos a autêntica ordem dos sete dias da semana: 1º dia: Lua, domingo; 2º dia: Mercúrio, segunda-feira; 3º dia: Vênus, terça-feira; 4º dia: Sol, quarta-feira; 5º dia: Marte, quinta-feira; 6º dia: Júpiter, sexta-feira; 7º dia: Saturno, sábado. Os pseudo-sábios alteraram esta ordem.)</em></p>
<p>23 &#8211; Ó tu, espírito que apareces em Urit, e de quem escuto a voz monótona! Eu jamais me entreguei à cólera.<em> (O Ego está sempre disposto a deixar-se levar pela ira, o asco, o enfado, a irritação, a fúria, a exasperação, o desafio.)</em></p>
<p>24 &#8211; Ó tu, espírito que apareces na região do lago Hekat, sob a forma de um menino! Eu jamais fui surdo às palavras da Justiça.<em> (O Ser ama sempre a eqüidade, o direito. É imparcial, reto, justo. Quer a legalidade, o que é legítimo, cultiva a virtude e a santidade; é exato nas suas coisas, cabal, completo; deseja a precisão e a pontualidade. Em contrapartida, o Ego trata sempre de justificar e desculpar seus próprios delitos. Jamais é pontual, deseja o suborno, é dado a aconselhar e corromper os tribunais da justiça humana.)</em></p>
<p>25 &#8211; Ó tu, espírito que apareces em Unes e cuja voz é tão penetrante! Eu jamais promovi querelas.<em> (O Ego aprecia a mágoa, a discórdia, a disputa, a demanda, a briga. É amigo de politicalhas, contendas, pleitos, litígios, discussões. Por antítese diremos que o Ser é diferente: ama a paz, a serenidade, é inimigo das palavras duras; se aborrece com as alterações, as falcatruas. Diz o que tem a dizer e logo guarda silêncio, deixando aos seus interlocutores completa liberdade para pensarem, aceitarem ou recusarem; depois retira-se.)</em></p>
<p>26 &#8211; Ó tu, espírito Basti, que apareces nos Mistérios! Eu não fiz meus semelhantes derramarem lágrimas.<em> (O pranto dos oprimidos cai sobre os poderosos como um raio de vingança. O Ego promove lamentos e deploráveis situações. O Iniciado bem morto, embora tenha vivo o seu corpo, onde quer que passe deixa centelhas de luz e de alegria.)</em></p>
<p>27 &#8211; Ó tu, espírito cujo rosto está na parte posterior da cabeça, e que deixas tua morada oculta! Eu jamais pequei contra a natureza com os homens. <em>(Os infrassexuais de Lilith, homossexuais, pederastas, lesbianas, afeminados, são sementes degeneradas, casos perdidos, sujeitos que de nenhuma maneira podem se auto-realizar. Para esses serão as trevas exteriores, onde se ouve somente o pranto e o ranger de dentes.)</em></p>
<p>28 &#8211; Ó tu, espírito com a perna envolta em fogo e que sais de Akhekhu! Eu jamais pequei pela impaciência. <em>(A intranqüilidade, o desassossego, a falta de paciência e de serenidade são obstáculos que impedem o trabalho esotérico e a auto-realização íntima do Ser. O Eu é por natureza impaciente, intranqüilo, tem sempre tendência a alterar-se, enfadar-se, arder, enojar-se. Não sabe esperar e por isso fracassa.)</em></p>
<p>29 &#8211; Ó tu, espírito que sais de Kenemet e cujo nome é Kenemti! Eu jamais injuriei a qualquer pessoa.<em> (O iniciado bem morto, que já dissolveu o Ego, tem somente dentro de si o Ser e este é de natureza divina, incapaz de injuriar o próximo. O Ser não ofende a ninguém, é perfeito em pensamento, palavra e obra. O Ego fere, maltrata, danifica, insulta, ultraja, agrava.)</em></p>
<p>30 &#8211; Ó tu, espírito que sais de Saís, e que levas em tuas mãos tua oferenda. Eu não fui querelador.<em> (Ao Ego agradam as broncas, alvoroços, grosserias.)</em></p>
<p>31 &#8211; Ó tu, espírito que apareces na cidade de Djefit e cujas faces são múltiplas! Eu não agi precipitadamente.<em> (O Eu tem sempre a marcada tendência a desesperar-se. É arrebatador, inconsiderado, imprudente, temerário, irreflexivo, deseja correr, andar depressa, não tem precaução. O Ser é muito diferente, profundo, reflexivo, prudente, paciente, sereno.)</em></p>
<p>32 &#8211; Ó tu, espírito que apareces em Unth e que estás cheio de astúcia! Eu não faltei com o respeito aos deuses.<em> (Durante este presente ciclo tenebroso do Kali-Yuga as pessoas zombam dos deuses santos, Prajapatis ou Elohim bíblicos. As multidões da futura sexta raça voltarão a venerar os inefáveis.)</em></p>
<p>33 &#8211; Ó tu, espírito adornado de chifres e que sais de Santiú! Em meus discursos nunca usei de palavras excessivas.<em> (Observemos os charlatães das diversas emissoras radiofônicas! Assim também é o Eu; sempre palrador.)</em></p>
<p>34 &#8211; Ó tu, Nefer-Tum, que sais de Mênfis! Eu não defraudei nem obrei com perversidade.<em> (A fraude tem muitos coloridos de tipo psicológico. Sentem-se defraudadas as noivas enganadas; os maridos traídos; os pais e mães abandonados ou feridos moralmente por seus filhos; o trabalhador despedido injustamente de seu emprego; o menino que não recebeu o prêmio prometido; o grupo esotérico abandonado por seu guia. Interessa ao Eu defraudar, perverter, corromper, infeccionar tudo quanto toca.)</em></p>
<p>35 &#8211; Ó tu, Tum Sep, que sais de Djedu! Eu não tenho jamais injuriado o rei.<em> (Os chefes de Estado são os veículos do Karma; por isso não devemos amaldiçoá-los.)</em></p>
<p>36 &#8211; Ó tu, espírito, cujo coração é ativo e que sais de Debti! Eu jamais poluí as águas. <em>(Seria o cúmulo do absurdo que um iniciado com o Ego bem morto cometesse o crime de emporcalhar as águas dos rios e dos lagos. Mas apraz ao Eu realizar tais crimes, porque não sente compaixão pelas criaturas; não quer entender que ao infectar o elemento líquido prejudicam tudo o que tiver vida.)</em></p>
<p>37 &#8211; Ó tu, Hi, que apareces no céu! Saiba: minhas palavras jamais foram altaneiras.<em> (O Ego é altivo por natureza, soberbo, orgulhoso, arrogante, imperioso, depreciativo, desdenhoso. Ele esconde seu orgulho sob a túnica de Arístipo – vestimenta cheia de buracos e remendos. Dá-se até ao luxo de falar com fingida mansietude e poses piedosas, mas através dos buracos de sua roupa nota-se a sua vaidade.)</em></p>
<p>38 &#8211; Ó tu, que ordenas aos iniciados! Eu não amaldiçoei os deuses. <em>(As pessoas perversas abominam e denigrem os deuses, anjos e devas.)</em></p>
<p>39 &#8211; Ó tu, Neheb-Nefert, que sais do lago! Eu não fui jamais impertinente nem insolente. <em>(A impertinência e a insolência fundamentam-se na falta de humildade e paciência. O Ego gosta de pisar, magoar, é irreverente, inoportuno, disparato, grosseiro, precipitado, torpe.)</em></p>
<p>40 &#8211; Ó tu, Nehebe-Kau, que sais da cidade. Eu não intriguei jamais, nem me fiz valer. <em>(O Ego quer subir, galgar o cimo da escada, fazer-se sentir, ser alguém na vida. O Eu é farsante, embrulhão, enredador, maquinador, obscuro e perigoso.)</em></p>
<p>41 &#8211; Ó tu, espírito, cuja cabeça está santificada e que logo sais de teu esconderijo! Saiba: eu não enriqueci de modo ilícito. <em>(O Ego vive em função do “mais”. O processo acumulativo do Eu é horripilante: mais dinheiro, não importando os meios, ainda que seja estafando, enganando, defraudando, intimando, trapaceando. Mefistófeles é perverso, malvado, assim tem sido sempre Satã, o Mim Mesmo.)</em></p>
<p>42 &#8211; Ó tu, espírito que sais do mundo inferior e levas ante ti teu braço cortado. Eu jamais desdenhei os deuses da minha cidade. <em>(Essas divindades inefáveis, anjos protetores das povoações, espíritos familiares, etc, merecem nossa admiração e respeito. Eles são os Deuses Penates dos antigos tempos. Cada cidade, povo, metrópole ou aldeia, tem seu reitor espiritual, seu Prajapati. Não existe família que não tenha seu próprio regente espiritual. O Ego despreza os pastores da alma.) </em></p>
<p>(Samael Aun Weor, <em>O Parsifal Desvelado</em>)</p>
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		<title>Sufismo e a pureza do coração</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 13:10:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>A Peregrinação e os 12 Nomes de Deus Sufismo e a Pureza do coração Os Sete Vales Tasawwuf &#8211; O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><ul>
<li><a href=" http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/islamismo-esoterico/">A Peregrinação e os 12 Nomes de Deus</a></li>
<li><a href=" http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/pureza-do-coracao/">Sufismo e a Pureza do coração</a></li>
<li><a href=" http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/os-sete-vales/">Os Sete Vales</a></li>
<li><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/tasawwuf-o-misticismo-islamico/">Tasawwuf &#8211; O Misticismo Islâmico</a></li>
<li><a href=" http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/surat-al-fatiha/">Surat Al-Fátiha </a></li>
<li><a href=" http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/contos-sufis-de-sabadoria/">Contos Sufis de Sabedoria</a></li>
</ul>
<p>Perdoar e perdoar e estar imune à vaidade<br />
Shaykh Nazim al-Haqqani an-Naqshband</p>
<p>Em certa oportunidade, o Profeta Muhammad (saws) estava sentado com seus companheiros, e ao perceber que um homem vinha se aproximando, disse: &#8220;Ó meus companheiros, se vocês querem contemplar um dos habitantes do Paraíso, vejam aquele desconhecido que está vindo em nossa direção&#8221;. O visitante chegou e tomou seu lugar entre a congregação. No dia seguinte e ainda no outro, o Profeta (saws) deu as boas novas aos seus irmãos, sobre a felicidade eterna daquele homem (sem dizer nada, entretanto, àquela pessoa).</p>
<p>Com freqüência eu tenho ouvido pessoas proclamarem possuir corações puros. Especialmente as que rejeitam religião e práticas místicas tradicionais. Adoram dizer isso. Nós não proclamamos coisas desse tipo, pois acreditamos que o nosso caminho é o caminho da purificação, e que os esforços deveriam nos dirigir na direção correta. Quem quer que pense de si mesmo como uma pessoa de coração puro, deveria ter cuidado com esta consideração e reexaminar sua postura sob essa luz, ou seja, a luz que indica que o nosso caminho é o caminho da purificação. Isto assim chegou a nós através de Abdula, filho de Umar, segundo Khalifa do Islã.</p>
<p>Quando Abdula ouviu o Profeta (saws) louvar esta pessoa três vezes, decidiu segui-la até sua casa e procurar suas bênçãos, assim como seu conhecimento dos meios que exatamente o levaram a atingir uma estágio de perfeição na sua vida. Quando Abdula chegou na casa do homem, bateu em sua porta, recebeu boas vindas e foi convidado a entrar. O anfitrião perguntou-lhe: &#8220;Posso saber o propósito de sua visita?&#8221; Então Ibn Umar relatou-lhe tudo que o Santo Profeta (saws) disse sobre ele, nos três dias anteriores. O homem disse: &#8220;Eu sei.&#8221; Abdula Ibn Umar continuou: &#8220;Oh meu irmão. Gostaria de ser uma dessas pessoas afortunadas e ter assegurado um lugar no Paraíso enquanto ainda estiver vivendo neste mundo. O que fez para alcançar tamanha distinção na Presença Divina? Que austeridades praticou? Que superrogatórias (atos de devoção) fez?&#8221;</p>
<p>O homem respondeu: &#8220;Ó Abdula, eu não adoro mais do que você, ou que qualquer outra pessoa. Essas boas notícias não são resultado da minha austeridade nem da minha devoção. Existem entretanto três atributos que tenho cultivado, os quais prezo muito, como cultivador de pérolas raras. Primeiro quando deito na cama antes de dormir, digo a Alláh: &#8216;Ó Allah, se qualquer dos Seus servos me causou mal hoje, com sua mão ou com sua língua, o perdoei totalmente e jamais me queixarei dele para ninguém, nem para Você, nem agora, nem no Dia do Juízo. Você é minha testemunha que a todos perdoei. Agora, e para sempre. Aqui, e na eternidade.&#8221;</p>
<p>Eu preciso perguntar a todos os que afirmam serem puros de coração: Podem perdoar desta maneira? (Ou cobrariam retorno por uma simples grosseria, ou correriam para o Tribunal para disputar 6 centavos?). Iriam correr para o Tribunal por causa de 6 centavos ou retribuir um desaforo com uma reação desmedida? Quando bofetados, dão a outra face ou respondem com 10 bofetadas? Guardariam ressentimento durante muito tempo? Se reagem dessa maneira à provocação, precisam saber que estão cultivando sujeira e doença, não pureza. Não guardem rancor, porque seu fruto é o ódio e a inimizade. E a sua pureza, onde está?</p>
<p>Então Abdula disse: &#8220;Hummm&#8230; Este é um atributo muito difícil de seguir. Diga-me qual é o segundo atributo, talvez seja mais fácil de alcançar.&#8221; O homem disse: &#8220;Olhe, se me desse o mundo todo e seus tesouros, e o povo tivesse que me prestar obediência dizendo &#8216;nós estamos fazendo de você o nosso rei, e colocando esse imenso tesouro a sua disposição; por favor tome o seu lugar agora no trono imperial e nos mande fazer o que queira, seu desejo é uma ordem&#8217;, não me sentiria nada gratificado ou feliz com isso. E qual é o sinal de que realmente me sinto assim? Este é o terceiro atributo, e confirma o segundo; é a prova de que não ligo para riqueza e poder. Porque se este mesmo povo viesse a mim no dia seguinte, abusasse de mim e me chutasse do trono dizendo: &#8216;Vá embora.</p>
<p>Nós não aceitamos um rei tão tolo que não se sente feliz por ser coroado rei, nem agradecido por ser soberano de todo esse mundo outorgado a ele, nem com todas essas riquezas e tesouros&#8217;, não ficaria minimamente sentido, mas muito, muitíssimo aliviado&#8221;.</p>
<p>São estes atributos tão fáceis de alcançar que todo o mundo pode sair por aí dizendo que tem pureza de coração? Se alguém nos desse uma casa &#8211; em qualquer lugar &#8211; seríamos felizes? Certamente, se ele viesse no dia seguinte e pedisse a casa de volta, nós lamentaríamos. Então, imaginem o que seria tendo o mundo sob o seu comando! Uma renúncia como esta, é um sinal de que o ponto máximo da fé foi alcançado. Allah disse: &#8220;O mundo material tem menor valor para mim do que a asa de um mosquito.&#8221; Aquele desconhecido alcançou a certeza disso; levou esta sabedoria para o coração e parou de ambicionar este mundo. O verdadeiro crente dirá: &#8220;Ó Allah, o quanto valha o mundo material para Vós, que assim seja também para mim.&#8221;</p>
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		<title>O Cristo e a Semana Santa</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 17:04:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Quarenta dias após a festa das Saturnálias, ou Carnaval, ocorre a data sagrada em que Portais dos Mundos do Cristo se abrem para nos ajudar a despertar Consciência. A Semana Santa é sagrada e precisamos estudá-la profundamente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Antes de tudo, é necessário compreender a fundo o que é realmente o Cristo Cósmico.</p>
<p>Urge saber em nome da verdade que Cristo não é algo meramente histórico. As pessoas estão acostumadas a pensar em Cristo como um personagem histórico que existiu há uns 2 mil anos. Tal conceito resulta equivocado porque o Cristo não é do tempo. O Cristo é atemporal. O Cristo desenvolve-se de instante em instante, de momento em momento. Ele em si mesmo é o Fogo Sagrado, o Fogo Cósmico Universal.1</p>
<p>Se nós esfregamos a cabeça de um palito de fósforo, brota o fogo. Os cientistas dirão que o fogo é o resultado da combustão, porém isso é falso. O fogo que surge de dentro do palito de fósforo está contido no próprio palito, apenas que com a fricção o libertamos de sua prisão e ele aparece. Podemos dizer que o fogo em si mesmo não é o resultado da combustão e sim que a combustão é o resultado do fogo.</p>
<p>Convém entender, meus caros irmãos, que a nós o que mais interessa é o fogo do fogo, a chama da chama, a assinatura astral do fogo. A mão que movimenta o palito de fósforo para que dele surja a chama tem fogo, vida, senão não poderia se movimentar. Depois que o fósforo se apaga, a chama segue existindo na quarta vertical. Os cientistas não sabem que coisa é o fogo, utilizam-no porém o desconhecem.</p>
<p>Tampouco sabem o que é a eletricidade, utilizam-na porém não a conhecem. Assim mesmo, meus queridos irmãos, convém que entendam o que é o fogo. Antes de que a Aurora da Criação vibrasse intensamente, o fogo fez a sua aparição.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-105" title="cristo_cosmico_e_a_deusa" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/cristo_cosmico_e_a_deusa.jpg" alt="" width="205" height="117" />Lembrem-se, queridos irmãos, que há dois unos, o primeiro uno é Aelohim, enquanto que Elohim é o segundo uno. O primeiro uno é o Imanifestado, o Incognoscível, a divindade que não pode ser pintada, simbolizada ou burilada. O segundo uno brota do primeiro uno e é o Demiurgo, o Arquiteto do Universo, o Fogo.</p>
<p>Quero que entendam que um é o fogo que arde na cozinha ou no altar e o outro é o fogo do espírito, como Aelohim ou como Elohim. Elohim é pois o Demiurgo, o Exército da Voz, a Grande Palavra. Cada um dos Construtores do Universo é uma chama viva, fogo vivo.</p>
<p>Está escrito que Deus é um fogo devorador. O Fogo é o Cristo, o Cristo Cósmico! Elohim em si mesmo brotou de Aelohim. Elohim por si mesmo se desdobra, se duplica para iniciar a manifestação cósmica, se transforma em dois, em sua esposa, na Mãe Divina. Quando o uno se desdobra em dois, surge o três que é o Fogo.</p>
<p>As criaturas do fogo tornam o caos fecundo para que dele surja a vida. Sempre que o uno se desdobra em dois, o terceiro, o fogo, aparece. O fogo torna fecundas as águas da existência e então o caos se transforma no Andrógino Divino.</p>
<p>Assim, convém entender que o Exército da Palavra é fogo e que esse fogo vivente, esse fogo vivo e filosofal, que torna fecunda a matéria caótica, é o Cristo Cósmico, o Logos, a Grande Palavra. Mas, para que o Logos apareça, para que venha a manifes-tação, o uno deve se desdobrar no dois, isto é, o Pai se desdobra na Mãe e da união dos dois opostos nasce o terceiro, o Fogo. Esse fogo é o Cristo, o Logos, que torna possível a existência do universo na aurora de qualquer criação.</p>
<p>Convém que entendamos melhor o que é o Cristo! Que não nos contentemos em recordar a questão meramente histórica porque o Cristo é uma realidade de instante em instante, de momento em momento, de segundo em segundo. Ele é o Criador! O fogo tem o poder de criar os átomos e de desintegrá-los, o poder de dirigir as forças cósmicas universais etc. O fogo tem poder para unir todos os átomos e criar univer-sos, assim como tem o poder para desintegrar univer-sos: O mundo é uma bola de fogo que se acende e se apaga segundo Leis.</p>
<p>Assim que o Cristo é o fogo. Por isso, se vê sobre a cruz as quatro letras: INRI, as quais significam: IGNIS NATURA RENOVATUR INTEGRAM, e que equivalem à frase: O fogo renova incessantemente a natureza.</p>
<p>Agora, creio que estão entendendo porque a nós interessa a assinatura astral do fogo, a chama da chama, o oculto, o aspecto esotérico do fogo. É que na realidade o fogo é crístico. Ele tem poder para transformar tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será. INRI é o que nos interessa. Sem INRI não é possível que nós nos cristifiquemos.</p>
<p>Já foi dito que o Cristo Íntimo, o Cristo Cósmico, tem de dar três passos, de cima para baixo e através das sete regiões do Universo. Também disse que o Cristo deve dar três passos de baixo para cima. Eis aqui o mistério dos três passos e dos sete passos da Maçonaria. É uma lástima que os irmãos maçons tenham esquecido isto. Em todo caso, o Crestos, o Logos, resplandece no zênite da meia-noite espiritual.</p>
<p>Tanto no ocaso como no oriente, cada uma destas três posições é respeitada nas sete regiões. O místico que se guia pela estrela da meia-noite, pelo Sol Espiritual, sabe o que significam esses três passos dentro das sete regiões. Pensamos também no sol, no raio e no fogo. Eis aqui as três luminárias, os três aspectos do Logos, nas sete regiões.</p>
<p>Quando o uno se desdobra no dois, surge o terceiro e este é o fogo que cria e volta novamente a criar. Esse terceiro pode criar com o poder da palavra, com a palavra solar ou palavra mágica, com a palavra do Sol Central. Assim cria o Logos.</p>
<p>É por meio do fogo que podemos nos cristíficar. Inutilmente terá nascido o Cristo em Belém se não nascer em nosso coração também. Inutilmente terá sido crucificado, morto e ressuscitado na Terra Santa se não nascer, morrer e ressuscitar também em nos.</p>
<p>Precisamos encarnar o Crestos Cósmico, o espírito do fogo, torná-lo carne em nós. Enquanto não o tivermos feito, estaremos mortos para as coisas do espírito porque Ele é a vida, o Logos, a Grande Palavra&#8230; Heru Pa-kroat.</p>
<p>Ele é Vishnu. A palavra Vishnu vem da raiz vish que significa penetrar. Ele penetra em tudo o que é, foi e será. É preciso que penetre em nós para que nos transforme radicalmente. Somente através do fogo conseguiremos aniquilar o Ego. Quem pretender aniquilar o Ego unicamente com o intelecto seguirá pelo caminho do erro.</p>
<p>Obviamente, precisamos nos autoconhecer, se é que queremos nos cristificar e se queremos nos autoconhecer para conseguir a cristificação, preci-samos nos autoobservar, ver a nós mesmos. Somente por este caminho será possível se chegar um dia à desintegração do Ego.</p>
<p>O Ego é a soma total de todos os nossos defeitos: ira, cobiça, luxúria, preguiça, orgulho, inveja, gula etc. Ainda que tivéssemos mil línguas para falar e paladar de aço, não conseguiríamos a enumeração de todos os nossos defeitos cabalmente.</p>
<p>Dizia que precisamos nos auto-observar para nos autoconhecer porque se observarmos a nós mesmos descobriremos nossos defeitos psicológicos e assim poderemos trabalhar sobre eles. Quando alguém admite que tem uma psicologia, começa a se observar e isso o converte de fato numa criatura diferente.</p>
<p>Quero que entendam, meus queridos irmãos gnósticos, a necessidade de se aprender a observar a si mesmo, a ver a si próprio. Mas, há que se saber observar porque uma coisa é a observação mecânica e outra a observação consciente.</p>
<p>Aquele que conhece pela primeira vez os nossos ensinamentos poderá dizer: Mas que ganho com me observar? Isso é aborrecedor! Já vi que tenho ira e já percebi que sinto ciúmes&#8230; e daí? Claro que esta é a observação mecânica. Precisamos observar o observado. Repito: precisamos observar o observado. Isso já é observação consciente de nós mesmos.</p>
<p>A observação mecânica de si mesmo não nos conduzirá jamais a nada. Ela é absurda, inconsciente e estéril. Precisamos de auto-observação consciente de nós mesmos. Somente assim poderemos verdadeira-mente nos autoconhecer para trabalhar sobre nossos defeitos.</p>
<p>Sentimos ira em um dado instante. Vamos então observar o observado – a cena da ira. Não im-porta que o façamos mais tarde, porém tratemos de fazê-lo. Ao observar o observado, saberemos realmente se o que vimos em nós foi ira ou não, já que pode ter-se provocado alguma síncope nervosa que tomamos como ira.</p>
<p>De repente, fomos invadidos pelos ciúmes. Pois, vamos observar o observado. O que foi que observamos? Talvez que a mulher estava com outro tipo. E se for mulher? Talvez tenha visto seu marido com outra mulher e sentiu ciúmes. Em todo caso, serenamente e em profunda meditação, observaremos o observado para saber se realmente existiram ou não os ciúmes.</p>
<p>Ao observar o observado, o faremos através da meditação e da autorreflexão evidente do Ser. Assim, a observação torna-se consciente. Quando alguém torna-se consciente de tal ou qual defeito de tipo psicológico pode trabalhá-lo com o fogo.</p>
<p>Faz-se necessária a concentração em Réia, Cibeles, Maria, Stella-Maris, Tonantzin etc. Ela é uma parte de nosso Ser, porém derivada. Ela é a serpente ígnea de nossos mágicos poderes, a cobra sagrada, o fogo ardente. Com seus poderes flamígeros, ela pode desintegrar o defeito psicológico, o agregado psíquico que tenhamos auto-observado conscientemente. É óbvio que por sua vez a essência, fogo engarrafado no agregado psíquico em desintegração, resplandecerá, será liberado. À medida que formos desintegrando os agregados, os percentuais de essência – fogo crístico – se multiplicarão. Um dia o fogo resplandecerá dentro de nós mesmos aqui e agora. É necessário que o fogo arda em nós. Só INRI, o nome sagrado posto sobre a cruz do Mártir do Calvário, pode aniquilar os agregados psíquicos.</p>
<p>Aqueles que pretendem desintegrar todos esses agregados sem ter em conta o fogo seguem pelo caminho equivocado e não somente andam mal como também extraviam os demais. Diz-se que o Crestos nasceu na aldeia de Belém há cerca de 2 mil anos. Isto é falso porque a aldeia de Belém não existia naquela época. Belém tem raiz caldéia: BEL e Bel é o fogo; a Torre de Fogo dos caldeus.</p>
<p>Em nosso corpo, a torre é a cabeça e o pescoço porque o resto do corpo é o templo. Quem conseguiu elevar o fogo sobre si mesmo, quem o pôde levantar até a cabeça, até o cérebro, até o topo, de fato converteu-se no corpo do Crestos – o fogo – o espírito do fogo.</p>
<p>Somente o espírito original, o primogênito, poderá nos cristificar totalmente. É o fogo, fohat, ardendo dentro de nós mesmos que nos transformará totalmente. Uma vez que o fogo esteja ardendo dentro de nós, seremos mudados totalmente, seremos conver-tidos em criaturas diferentes, seremos convertidos em seres distintos, e gozaremos de plena iluminação e dos poderes cósmicos. Assim que, entendido isto, meus queridos irmãos, devemos trabalhar com o fogo.</p>
<p>Ao que sabe, a palavra dá poder. Ninguém a pronunciou e ninguém a pronunciará a não ser aquele que O encarnou. O Cristo – o espírito do fogo – não é um personagem meramente histórico. Ele é o Exército da Palavra, uma força que está além da personalidade, do Ego e da individualidade. Ele é uma força como a eletricidade, como o magnetismo, um poder, um grande agente cósmico e universal, a força elétrica que pode dar origem a novas manifestações. Esse fogo cósmico entra no homem que está devidamente preparado, no homem que tenha na Torre essa Belém ardendo.</p>
<p>Quando o Cristo encarna num homem, este se transforma radicalmente. Ele é o Menino Deus que deve nascer em cada criatura. Assim como Ele nasceu no universo há milhões de anos para organizar totalmente este sistema solar, assim também deve nascer em cada um de nós. Ele nasce no Estábulo de Belém, isto é, entre os animais do desejo, entre os agregados psíquicos que precisa aniquilar, uma vez que só o fogo consegue aniquilar tais agregados. Assim, o fogo aparece onde esses agregados estão para destruí-los, para torná-los poeira cósmica e libertar a alma, a Essência. Como poderia ele libertar a alma, se não penetrasse profundamente no organismo humano?</p>
<p>No Oriente, Cristo é Vishnu e repito: a raiz vish significa penetrar. O fogo, o Cristo, o Logos, pode penetrar nas profundezas do organismo humano para queimar as escórias que tem dentro. No entanto, precisamos amar o fogo e render culto à chama.</p>
<p>Chegou a hora de entender que só o fohat pode nos transformar radicalmente. Cristo dentro de nós opera aniquilando as raízes do mal. INRI queimando os agregados psíquicos é formidável: os reduz a cinzas. Porém, precisamos trabalhar com o fogo.</p>
<p>Por isso, em nossos trabalhos de concentração, devemos invocar a Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes porque só com o fogo conseguimos aniquilar todos os elementos psíquicos indesejáveis que carregamos em nosso interior. O frio lunar nunca conseguirá quebrantar os agregados psíquicos. Neces-sitamos dos poderes flamígeros do Logos, necessitamos do INRI para nos transformar.</p>
<p>Meus caros irmãos, entendam todos o que é a Semana Santa. A Semana Santa tem sete dias. Nos tempos antigos, tudo era regido pelo calendário solar: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno.</p>
<p>Os dias eram:</p>
<p><strong>Dia da Lua (domingo)</strong><strong><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2000/01/miguel.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5707" title="miguel" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2000/01/miguel.jpg" alt="" width="143" height="205" /></a></strong><br />
<strong> Dia de Mercúrio (Segunda-feira)</strong><strong></strong><br />
<strong> Dia de Vênus (terça)<br />
Dia do Sol (quarta)<br />
Dia de Marte (quinta)<br />
Dia de Júpiter (sexta)<br />
Dia de Saturno (sábado)</strong></p>
<p>Infelizmente, este calendário foi alterado por tipos fanáticos na Idade Média. A Semana Santa é profundamente significativa. Recordem os sete e os três passos da Maçonaria.</p>
<p>O Cristo deve arder em primeiro lugar no nosso corpo humano. Mais tarde, a chama deve se depositar no fundo da alma e por último, no fundo do espírito. Esses três passos através das sete esferas são pro-fundamente significativos. Obviamente, esses três passos básicos e fundamentais acham-se contidos nas sete esferas do mundo e do universo.</p>
<p>Inquestionavelmente, a Semana Santa tem raízes esotéricas bem profundas porque o Iniciado deve trabalhar sobre as forças lunares, sobre as forças de Mercúrio, com as forças de Vênus, do Sol, de Marte, de Júpiter e de Saturno. O Logos desenvol-ve-se em sete regiões e de acordo com os sete planetas do Sistema Solar.</p>
<p>A chama deve aparecer no corpo físico, deve avançar pelo corpo vital, prosseguir seu caminho pela senda astral, continuar sua viagem pelo mundo da mente, deve chegar até a esfera do mundo causal, continuar ou prosseguir sua viagem pelo mundo búdico ou intuicional e por último, no sétimo dia, terá chegado ao mundo de Atman, o mundo do espírito. Então, o Mestre receberá o Batismo de Fogo que o transfor-mará radicalmente.</p>
<p>Obviamente, todo o Drama Cósmico, tal como está escrito nos quatro evangelhos, deverá ser vivido dentro de nós mesmos aqui e agora. Isso não é algo meramente histórico, é algo para se viver aqui e agora.</p>
<p>Os três traidores que crucificam o Cristo e que o levam à morte estão dentro de nós mesmos. Os maçons os conhecem e os gnósticos também os conhecem: Judas, Pilatos e Caifás. Judas é o demônio do desejo que nos atormenta. Pilatos é o demônio da mente que para tudo tem desculpa. Caifás é o demônio da má vontade que prostitui o altar.</p>
<p>Esses são os três traidores que vendem o Cristo por 30 moedas de prata. As trinta moedas representam todos os vícios e paixões da humanidade. Trocam o Cristo pelas garrafas nos bares, trocam o Cristo pelo prostíbulo ou pelo leito de Procusto, trocam o Cristo pelo dinheiro, pelas riquezas, pela vida sensual&#8230; vendem-no por 30 moedas de prata.</p>
<p>Irmãos, lembrem-se que foram as multidões que pediram a crucificação do Senhor. Todas essas multidões gritam: Crucifica! Crucifica! Não são só as de 2 mil anos atrás, não! Essa gente que pede a crucificação do Senhor está dentro de nós mesmos, e repito: aqui e agora! São os agregados psíquicos desumanos que carregamos em nosso interior, são todos esses elementos psíquicos indesejáveis que levamos dentro, os demônios vermelhos de Seth, viva personificação de todos os nossos defeitos de tipo psicológico. São eles os que gritam: Crucifica! Crucifica! E o Senhor é entregue à morte. Quem o açoita? Não são por acaso todas essas multidões que levamos em nosso interior? Quem cospe nele? Não são todos esses agregados psíquicos que personificam nossos defeitos? Quem coloca nele a coroa de espinhos? Não são por acaso todas essas criações do inferno que nós mesmos geramos?</p>
<p>O acontecimento da história crística não é de ontem, é de agora, do presente. Não pertence meramente a um passado, como julgam os ignorantes ilustrados. Porém, aqueles que compreenderem, trabalharão para a cristificação.</p>
<p>O Senhor é erguido no Calvário e sobre os cumes majestosos do Calvário dirá: Aquele que crê em mim nunca andará nas trevas, mas terá a luz da vida. Eu sou o pão da vida. Eu sou o pão vivo, e o que come de minha carne e bebe de meu sangue terá a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. O que come da minha carne e bebe do meu sangue, em mim mora e eu nele. O Senhor não guarda rancor de nenhuma pessoa.</p>
<p>Meu Pai, em tuas mãos encomendo meu espí-rito! Pronunciada esta grande palavra, não se escu-tará senão raios e trovões em meio a grandes cataclismos interiores. Cumprido este trabalho do espírito no corpo, o Cristo, Krestos, Christus ou Vishnu, o que penetra, será depositado em seu místico sepulcro.</p>
<p>Eu lhes digo em nome da verdade e da justiça que depois disso, no terceiro dia, após o terceiro ato, será levantado, ressuscitado no Iniciado, para transformá-lo numa criatura perfeita. Quem o conseguir se converterá de fato em um deus terrivelmente divino, além do bem e do mal.</p>
<p>Assim, o Cristo, Nosso Senhor, o Espírito do Fogo, desce. Ele quer entrar em cada um para transformá-lo, para salvá-lo, para aniquilar seus agregados psíquicos que carrega em seu interior, para fazer dele algo diferente, para convertê-lo em deus.</p>
<p>Temos de aprender a ver o Cristo não do ponto de vista meramente histórico, mas como o fogo, como uma realidade presente, como INRI.</p>
<p>Diz-se que Ele tinha 12 Apóstolos, pois esses 12 Apostolos estão dentro de nós mesmos aqui e agora. São as 12 partes fundamentais de nosso próprio Ser, as 12 Potestades dentro de cada um de nós, em nosso próprio Ser interior profundo.</p>
<p>Há um <strong>Pedro</strong> que entende profundamente dos Mistérios do sexo.<br />
Há um <strong>João</strong> que representa o Verbo, a Grande Palavra. Heru Pa-Kroat.<br />
Há também um <strong>Tomé</strong> que nos ensina a dirigir a mente.<br />
Há um <strong>Paulo</strong> que nos mostra o caminho da sabedoria, da filosofia, da gnose.<br />
Dentro de nós está também <strong>Judas</strong>. Não aquele Judas que entrega o Cristo por 30 moedas de prata e sim um Judas diferente. Um Judas que entende a fundo a questão do Ego. Um Judas cujo evangelho irá nos levar à dissolução do mim mesmo, do si mesmo.<br />
Há um <strong>Filipe</strong> que é capaz de nos ensinar a viajar fora do corpo físico através do espaço.<br />
Há um <strong>André</strong> que nos indica com precisão meridiana o que são os três Fatores de Revolução da Consciência: Nascer ou como se fabricam os corpos existenciais superiores do Ser. Morrer ou como se desintegram os fatores particulares que se relacionam conosco especificamente e em cada um de nós. Sacrifício pela humanidade: a cruz de Santo André. Indica a mescla de enxofre e mercúrio tão indispensável para a criação dos corpos existenciais superiores do Ser mediante o cumprimento do DEVER PARLOK. Isto é pro-fundamente significativo.<br />
<strong>Mateus</strong>, científico qual ninguém, existe em nós e ensina-nos a Ciência Pura, desconhecida pelos cientistas que só conhecem essa podridão de teorias universitárias que hoje estão em moda e amanhã passam a fazer parte da história&#8230; Ciência pura é comple-tamente diferente! Somente Mateus pode nos instruir nela.<br />
<strong>Lucas</strong>, com seu evangelho solar, é profeta. Ele nos indica como haverá de ser a vida na Idade de Ouro.</p>
<p>Cada um dos 12 está dentro de nós mesmos porque Nosso Senhor tem 12 partes fundamentais, os 12 Apóstolos, aqui e agora.</p>
<p>Assim, aqueles que quiserem chegar a ser magos no sentido transcendental da palavra terão de aprender a se relacionar consigo mesmo, com cada uma das 12 partes do Ser. Isto só será possível queimando com <a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-poder-renovador-de-inri/" target="_blank"><strong>INRI</strong> </a>os agregados psicológicos que carregamos em nosso interior. Enquanto o Eqo existir em nós, o correto relacionamento com todas e cada uma das partes de nosso Ser será impossível.</p>
<p>Porém, se nós incinerarmos o Ego, então poderemos estabelecer corretas relações com nós mes-mos e com cada um dos 12 que existem em nós. Assim que tirem da cabeça a idéia dos 12 Apóstolos históricos&#8230; Busquem-nos dentro de si&#8230; Lá estão eles, todos eles dentro de cada um, aqui e agora.</p>
<p>Chegou a hora de um cristianismo mais esotérico, mais puro, mais real. Chegou a hora de sair da questão meramente histórica e passar para a realidade dos fatos.</p>
<p>A própria cruz do Calvário é profundamente significativa. Bem sabemos que o phalus vertical dentro do cteis formal formam uma cruz. Em outras palavras, enfatizaremos: o lingam-yoni corretamente unido forma cruz. É com essa cruz que temos de avançar pelo sendeiro que irá nos conduzir até o Gólgota do Pai. Convido a todos para entrarem no caminho da cristificação.</p>
<p>Não se esqueçam que cada vez que o Senhor de Compaixão vem ao mundo é odiado por três tipos de homens: Primeiro, pelos Anciães. São as pessoas cheias de experiência que dizem: Esse homem está louco. Vejam o que traz. Não escutem o que está a dizer porque não está de acordo com o que pensamos. Nós temos experiência. Esse homem prejudica e causa danos. O segundo tipo são os fariseus, os intelectuais.</p>
<p>Ele é rechaçado pelos intelectuais da época. Cada vez que o Senhor de Glória veio ao mundo, os intelectuais estiveram contra ele. Odeiam-no mortal-mente porque não se encaixa dentro de suas teorias. Ele representa um perigo para o sistema deles, para seus sofismas etc. O terceiro tipo é constituído pelos sacerdotes. Todos eles O vêem como um perigo para a sua respectiva seita.</p>
<p><strong>Assim que, em nome da verdade, digo-lhes que o Cristo é tremendamente revolucionário, rebelde. Ele é o fogo que vem para queimar todas as podridões que carregamos dentro.</strong></p>
<p>Ele é o fogo que vem para reduzir a cinzas os nossos preconceitos, os nossos interesses, as nossas abominações e até as nossas experiências de tipo pessoal.</p>
<p>Pensam por acaso que o Cristo poderia ser aceito por todos esses milhões de seres humanos que povoam o mundo? Equivocam-se! Cada vez que Ele vem ao mundo, as multidões levantam-se contra Ele. Esta é a crua realidade dos fatos!</p>
<p>De Semana Santa estou falando e digo em nome da verdade e da justiça que somente o fohat, ardendo dentro de nós, poderá nos salvar.<img class="alignright size-full wp-image-106" title="cristo_buda_terra" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/cristo_buda_terra.jpg" alt="" width="191" height="233" /></p>
<p>Nenhuma teoria, nenhum sistema, poderá nos levar à libertação. Aqueles que pretendem aniquilar o Ego à base de puras teorias, com o frio intelecto, são seres meramente reacionários, conservadores e retardatários que marcham pelo caminho do grande equívoco.</p>
<p>Esta Babilônia que levamos dentro, esta cidade psicológica que carregamos em nosso interior, onde vivem os demônios da ira, da cobiça, da luxúria, da inveja, do orgulho, da preguiça, da gula etc., deve ser destruída com o fogo. Necessitamos levantar agora dentro de nós mesmos a Jerusalém Celestial. Recordem que os cimentos da Jerusalém Celestial são 12 e que em cada um deles está escrito o nome de algum Apóstolo. Os nomes dos 12 apóstolos estão nos 12 cimentos. Essa Jerusalém deve ser edificada dentro de nós mesmos.</p>
<p>Mas, isso somente será possível algum dia se com o fogo destruirmos a Grande Babilônia, a mãe de todas as fornicações e abominações da terra, a cidade psi-cológica que todos nós carregamos em nosso interior. Quando o conseguirmos, edificaremos a Jerusalém Celestial aqui e agora em nós mesmos.</p>
<p>Repito, a base dessa Jerusalém Celestial são os 12 Apóstolos: Não estou me referindo aos que viveram há 2 mil anos, os quais são meramente simbólicos. Estou falando dos 12 Apóstolos que existem dentro de nós mesmos, as 12 partes do Ser autoconscientes e independentes. Eles são o fundamento da Jerusalém que devemos edificar em nós mesmos.</p>
<p>A cidade de Jerusalém tem 12 portas e em cada uma das 12 portas há um anjo que representa cada um dos 12 dentro de nós mesmos. E as 12 portas são 12 pérolas preciosas, 12 portas de liberdade, 12 portas de luz e de esplendor, 12 poderes cósmicos&#8230; A cidade toda é de ouro puro&#8230; suas ruas, avenidas e praças. O ouro do espírito que devemos fabricar na Forja dos Cíclopes. A cidade não tem necessidade de iluminação externa, de sol externo ou de lua externa, porque o Senhor é sua luz. Ele é o fogo e arderá dentro de nos mesmos. O muro da grande cidade tem 144 codos. Se somamos estes números entre si temos: 1 + 4 + 4 = 9. Nove e a Nona Esfera, o sexo. Somente através da transmutação da energia criadora poderemos fazer o fogo arder em nós. O tamanho da cidade é de 12 mil estádios. Isto nos lembra os 12 trabalhos de Hércules necessários para se conseguir a completa Auto-Realização Íntima do Ser. Lembra-nos também os 12 anciões e os 12 Apóstolos.</p>
<p>No centro da cidade está a Árvore da Vida, os dez sefirotes da cabala hebraica: Kether, Chokmah e Binah são a Coroa Sefirótica. Chesed, Geburah, Tiphereth, Netzach, Hod, Jesod e Malchut são as sete regiões do Universo. A Árvore da Vida alegoriza as 12 grandes Regiões Cósmicas. Ditoso daquele que chega ao Eon-13, onde a Pistis Sophia deve permanecer sempre.</p>
<p>Dentro da Jerusalém Celestial encontramos também os 24 anciões que, prosternados no chão, depositam suas coroas aos pés do Cordeiro. Esse Cordeiro Imolado é o fogo que arde neste universo desde a aurora da criação, desde o amanhecer deste universo. Os 24 anciões são também vinte e quatro partes de nosso próprio Ser e o Cordeiro é o Ser de nosso Ser.</p>
<p>Ditoso daquele que possa se alimentar com os frutos da Árvore da Vida porque será imortal! Ditoso daquele que possa se alimentar com cada um desses frutos! Aquele que consegue de verdade se nutrir com essa corrente de vida, que vem do eon-13 até o corpo humano, jamais conhecerá enfermidades e se tornará imortal.</p>
<p>Porém, para alguém poder se nutrir com a Árvore da Vida, precisará antes de tudo eliminar os agregados psíquicos. Lembrem-se que os agregados psíquicos, viva personificação de nossos erros, al-teram o corpo vital e este, alterado, danifica o corpo físico. Assim, surgem as enfermidades em nós.</p>
<p>O que é que produz as úlceras? Por acaso, não é a ira?<br />
O que é que produz o câncer? Por acaso, não é a luxúria?<br />
O que é que produz a paralisia? Por acaso, não é a vida materialista, grosseira, egoísta e fatal?</p>
<p>As enfermidades são causadas pelos agregados psíquicos ou demônios vermelhos de Seth, vivas personificações de nossos erros.</p>
<p>Quando todos os demônios vermelhos de Seth tenham sido aniquilados com o fogo, quando até a nossa própria personalidade tenha sido queimada, então seremos nutridos pela Árvore da Vida. A vida descendo desde o Absoluto através dos 13 eons entrará em nosso corpo e nos tornará imortais. A saúde será recobrada e jamais se voltará a ter enfermidades.</p>
<p>Para nada servem os cientistas com as suas ciências de cura. Se eles curam o paciente, este volta a adoecer. É claro que o Ego mete o veneno de suas morbosidades e podridões dentro dos órgãos e os destrói. Eis aqui a origem de todas as enfermidades. As pessoas querem uma panacéia para se curar, porém enquanto tiverem o Ego vivo, serão enfermas.</p>
<p>Chegou a hora de entender que precisamos queimar a Babilônia dentro de nós mesmos e edificar a Jerusalém. E a Jerusalém Celestial vista de longe é como uma pedra de jaspe transparente como o cristal. Ela é a Pedra Filosofal. Ditoso aquele que consegue a Pedra Filosofal porque se transformará radicalmente e terá poderes sobre o fogo, sobre o ar, sobre as águas e sobre a terra!</p>
<p>Necessitamos de um cristianismo esotérico, puro. Um cristianismo vivo e não um cristianismo morto. Um cristianismo gnóstico que possa nos transformar radicalmente.</p>
<p><strong>As Instituições Gnósticas, a Igreja Gnóstica e nossos estudantes gnóstico-antropológicos mostrarão à humanidade a Senda da Libertação. Mas, assim como estamos, com um Ego vivo, forte e robusto, marchamos pelo caminho do erro. Precisamos aprender a amar o fogo e a trabalhar na realidade com OS MISTÉRIOS DO FOGO!</strong></p>
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		<title>O Evangelho do Cristo Cósmico</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 14:50:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[cristo]]></category>
		<category><![CDATA[gnóstico]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Outros textos sobre as diversas expressões do Cristo, de autoria do VM Samael Aun Weor A Mônada Divina e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><table style="width: 778px; height: 225px;" cellspacing="1" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><div id="attachment_3135" class="wp-caption alignnone" style="width: 130px"><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-cristo-mistico/"><img class="size-full wp-image-3135" title="cristo_mistico" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/cristo_mistico.jpg" alt="" width="120" height="149" /></a><p class="wp-caption-text">O Cristo Místico</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3136" class="wp-caption alignnone" style="width: 130px"><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-cristo-social/"><img class="size-full wp-image-3136" title="cristo-social" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/cristo-social.jpg" alt="" width="120" height="126" /></a><p class="wp-caption-text">O Cristo Social</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3134" class="wp-caption alignnone" style="width: 130px"><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-cristo-e-a-semana-santa/"><img class="size-full wp-image-3134" title="cristo_cosmico_e_a_deusa" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/cristo_cosmico_e_a_deusa.jpg" alt="" width="120" height="69" /></a><p class="wp-caption-text">O Cristo e a Semana Santa</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3137" class="wp-caption alignnone" style="width: 130px"><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-simbolismo-do-natal/"><img class="size-full wp-image-3137" title="natal" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/natal.jpg" alt="" width="120" height="105" /></a><p class="wp-caption-text">Símbolismo do Natal</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3133" class="wp-caption alignnone" style="width: 130px"><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-camarada-vestido-de-branco/"><img class="size-full wp-image-3133" title="camarada" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/camarada.jpg" alt="" width="120" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">O Camarada vestido de Branco</p></div></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table style="width: 746px; height: 4px;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color: #800080;"><strong>Outros textos sobre as diversas expressões do Cristo, de autoria do VM Samael Aun Weor</strong></span></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/09/a-monada-divina-o-octuplo-caminho-e-os-caminhos-da-direita-e-da-esquerda.pdf">A Mônada Divina e o Óctuplo Caminho e os Caminhos da Direita e da Esquerda</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/09/a-cristificacao-o-cristo-cosmico-e-a-semana-santa.pdf">A Cristificação, o Cristo Cósmico e a Semana Santa</a><span style="color: #800080;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/09/o-raio-cristico-como-grande-mediador.pdf">O Raio Crístico Como o Grande Mediador</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/09/o-cristo-se-distancia-da-vaidade.pdf">O Cristo Distancia-se da Vaidade</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/09/a-substancia-cristonica-e-o-logos-solar.pdf">A Substância Cristônica e o Logos Solar</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/o-cristo-cosmico-o-cristo-vermelho.pdf">O Cristo Cósmico e o Cristo Vermelho</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/sabaoth-lucifer-christus.pdf">Sabaoth e o Lúcifer-Christus</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/o-cristo-intimo-o-grande-libertador-da-tirania-e-o-carma-zodiacal.pdf">O Cristo Íntimo, o Grande Libertador da Tirania e o Carma Zodiacal</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/o-poder-luz-do-pai-e-o-poder-luz-do-filho-graca-e-verdade-virtude-e-paz.pdf">O Poder-Luz do Pai e o Poder-Luz do Filho: Graça e Verdade, Virtude e Paz</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/o-salvator-salvandus-e-o-drama-cristico-o-pai-nos-salva-por-meio-de-seu-filho-o-redentor.pdf">O Salvator Salvandus e o Drama Crístico: O Pai nos Salva por Meio de seu Filho o Redentor</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/o-amor-o-sacrificio-os-bodhisatvas-de-coracao-compassivo-e-os-budas-de-contemplacao.pdf">O Amor, o Sacrifício os Bodhisatvas de Coração Compassivo e os Budas de Contemplação</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/o-segundo-nascimento-unica-via-para-o-reino-dos-ceus.pdf">O Segundo Nascimento, Única Via para o Reino dos Céus</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/o-cristo-intimo-caluniado-pelos-hipocritas-e-fariseus.pdf">O Cristo Íntimo Caluniado pelos Hipócritas e Fariseus</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: large; color: #ff0000;"><strong>Paz Inverencial</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/samael-paz-inverencial.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-6349" title="samael-paz-inverencial" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/samael-paz-inverencial.jpg" alt="" width="206" height="338" /></a></p>
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		<title>O camarada vestido de branco</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 01:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[camarada]]></category>
		<category><![CDATA[enfermeiro]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Ainda que pareça incrível, o Adorável Salvador do Mundo esteve trabalhando como enfermeiro nos campos de batalha, durante a Primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Ainda que pareça incrível, o Adorável Salvador do Mundo esteve trabalhando como enfermeiro nos campos de batalha, durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais.</p>
<p>Vamos transcrever o comovedor relato de dom Mario Roso de Luna, o insigne escritor teosófico. Este relato o encontramos no<em> Livro que Mata a Morte ou o Livro dos Jinas</em>, obra formidável de dom Mario. Vejamos:</p>
<p>&#8220;Estranhas narrações legavam a nós nas trincheiras. Ao longo da linha de 300 milhas que há desde a Suíça até o mar, corriam certos rumores, cuja origem e veracidade nós ignorávamos. Iam e vinham com rapidez, e recordo o momento em que meu companheiro Jorge Casay, dirigindo-me uma mirada estranha com seus olhos azuis, perguntou-me se eu havia visto ao &#8220;amigo dos feridos&#8221; e então me explicou o que sabia a respeito do particular.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3059" title="jesus-cristo1-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/jesus-cristo1-gnosisonline1-192x240.jpg" alt="" width="192" height="240" />Disse-me que, depois de muitos violentos combates, havia visto um homem vestido de branco inclinando-se sobre os feridos. As balas se acercavam dele, as granadas caíam a seu redor, porém nada tinha poder para tocá-lo. Ele era um herói superior a todos os heróis, ou algo mais grande todavia.</p>
<p>Este misterioso personagem, a quem os franceses chamavam de O Camarada Vestido de Branco, parecia estar em todas as partes: em Nancy, em Argona, em Soissons, em Iprés&#8230; onde quer que houvesse homens falando, ali ele era mencionado.</p>
<p>Alguns, sem embargo, sorriam dizendo que as trincheiras faziam efeito nos nervos dos homens. Eu com frequência era descuidado em minha conversação, exclamava que para crer tinha de ver, e que necessitava da ajuda de um machado germânico que me fizesse cair por terra, ferido.</p>
<p>Ao dia seguinte os acontecimentos se sucederam, com grande vivacidade nesse pedaço do front. Nossos grandes canhões rugiram desde o amanhecer até a noite, e começaram de novo pela manhã. Ao meio-dia recebemos ordem de tomar as trincheiras de nosso front. Essas se achavam a 200 jardas e nem bem havíamos partido, compreendemos que nossos grossos canhões haviam falhado na preparação.</p>
<p>Necesitava-se de um coração de aço para marchar adiante, porém, nenhum homem vacilou. Havíamos avançado 150 jardas quando compreendemos que íamos mal. Nosso capitão ordenou nos  escondermos, então precisamente fui ferido em ambas as pernas. Por misericórdia divina caí dentro de um poço.</p>
<p>Suponho que desmaiei, porque quando abri os olhos me encontrei só. Minha dor era horrível; porém, não me atrevi a mover-me para que os alemães não me vissem, pois estaba a 50 jardas de distância, e não esperava que se apiedassem de mim. Senti alegria quando começou a anoitecer.</p>
<p>Havia junto de mim alguns homens que estavam passando perigo na escuridão, se tivesse pensado que um camarada estava vivo ainda. Caiu a noite e prontamente ouvi umas passadas não furtivas, senão firmes e bem respousadas, como se nem a obscuridão nem a morte pudessem alterar o sossego daqueles pés.</p>
<p>Tão distante estava eu de suspeitar quem fosse o que se aproximava de mim, ainda que percebi a claridade a claridade da algo branco na obscuridade, pensei que era alguma pessoa usando uma simples camisa branca, e até me ocorreu ser uma mulher demente.</p>
<p>Mais de improviso, com um ligeiro estremecimento, que não sei se ffoi de alegria ou terror, caí em conta que se tratava do Camarada Vestido de Branco, e naquele mesmo instante os fuzis alemães começaram a disparar as balas, e elas tão somente erravam o alvo branco, pois Ele levantou seus braços como em súplica e, logo os retraiu, ficando como uma dessas cruzes que tão frequentemente se vêem nas encruzilhadas das estradas francesas. Então falou. Suas palavras me pareciam familiares, porém tudo oque eu recordo foi a princípio: &#8216;Sim, tu tens conhecido&#8217;. &#8216;E o Fim.&#8217; &#8216;Porém eles estão ocultos a teus olhos.&#8217;</p>
<p>Então, inclinou-se, colheu-me em seus braços (a mim, que sou o homem mais corpulento do regimento), e me transportou como a uma criança. Suponho que adormeci, porque quando despertei, este sentimento havia-se dissipado. Eu era um homem e desejava saber o que podia fazer por meu amigo para ajudá-lo e servilo.</p>
<p>Ele estaba mirando e, direção ao crepúsculo, e suas mãos estavam juntas, como se orasse, e então vi que Ele também estava ferido. Acreditei ver como uma ferida desgarrada em sua mão, e conforme orava, formou-se uma gota de sangue que caiu na terra. Lancei um grito sem poder remediar, porque aquela ferida me pareceu mais horrorosa que as que eu havia visto nesta amarga guerra.</p>
<p>&#8216;Estais ferido também&#8217;, disse eu com timidez, quiçá me ouviu, quiçá o adivinhou em meu semblante, porém contestou gentilmente: &#8216;Esta é uma antiga ferida, porém tem me incomodado faz pouco tempo&#8217;. E, então, notei com pena, que a mesma cruel marca aparecia em seu pé.</p>
<p>Vou causará admiração que eu não tivesse me dado conta antes. Eu mesmo me admirei. Porém, quando eu vi seu pé, o conheci: &#8216;O Cristo Vivo!&#8217; Eu havia ouvido do Capelão umas semanas antes, porém agora compreendi que Ele havia vindo para mim, para mim que o havia distanciado de minha vida na ardente febre de minha juventude.</p>
<p>Eu ansiava falar-lhe e dar-lhe as graças, porém me faltavam as palavras e então Ele se levantou e me disse: &#8216;Fica hoje ao lado da água. Eu virei a ti amanhã. Tenho algum trabalho para que faças por mim&#8217;. Em um momento marchou. E enquanto o espero, escrevo para não perder a memória dele. Sinto-me débil e só, e minha dor aumenta. Porém, tenho sua promessa, eu sei que Ele virá amanhã por mim.&#8221;</p>
<p>Até aqui, o relato de um soldado, transcrito por Dom Mario Roso de luna, em seu Livro que Mata a Morte. Este fato concreto está demonstrando até a saciedade que Jesus ainda vive com o mesmo corpo físico que usou na Terra Santa.</p>
<p>Samael Aun Weor, <em>Mensagem de Aquário</em>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Livros apócrifos da Bíblia &#8211; Relação e explicação</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 19:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>&#160; Sabe-se que a Bíblia, apesar de seu conteúdo maravilhoso, é o livro religioso mais mutilado e menos compreendido de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;">Sabe-se que a Bíblia, apesar de seu conteúdo maravilhoso, é o livro religioso mais mutilado e menos compreendido de todos os tempos. Dezenas de obras foram suprimidas ao longo dos séculos, tanto no Antigo quanto no Novo Evangelho.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;">Com essa mutilação, muitos dos ensinamentos esotéricos e históricos se perderam, transformando o judaísmo e o cristianismo em religiões de base meramente moralista, e nada mais.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;">No entanto, inúmeros sábios tentaram, ao longo dos séculos, resgatar a essência esotérica, iniciática, contida nos livros que restaram do livro sagrado mais editado no mundo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;">Como pequena contribuição, a equipe GnosisOnline publica mais uma pequena porcentagem dos textos suprimidos da Bíblia para resgatar parte de sua sabedoria original. Sim, ainda falta muito para concluirmos esse titânico labor de entregar a Bíblia em sua quase totalidade, ressaltando, assim, os aspectos mágicos, místicos, alquímicos e psicológicos desta obra sagrada.</p>
<h3 class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;"><span style="color: #ff0000;">APÓCRIFOS DO VELHO TESTAMENTO</span></h3>
<h4 style="margin-left: 36pt;"></h4>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Tobias</strong> &#8211; Livro que conta a história de um judeu reto da tribo de Naftali chamado Tobias enquanto vivia em Nínive, após a deportação das tribos do norte pela Assíria em 721 a.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Judite</strong> &#8211; Livro que conta a história de uma mulher corajosa e bela em sua maturidade, vestida para festa com todas as suas maravilhosas joias, acompanhada por uma fiel criada, que obtém sucesso em decapitar o general invasor Holofemes.</p>
<h3 class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;"><span style="color: #ff0000;"><img class="alignleft size-medium wp-image-5369" title="gnostico-jesus-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/01/gnostico-jesus-gnosisonline-185x240.jpg" alt="" width="168" height="234" /></span></h3>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Sabedoria</strong> &#8211; Livro sapiencial, cujo autor clama ser Salomão. Muitos estudiosos atribuem sua autoria a algum judeu alexandrino, pois suas ideias são claramente gregas, mais especificamente se enquadram no pensamento helenístico alexandrino.</p>
<h3 class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;"></h3>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Eclesiástico</strong> &#8211; Sua autoria é atribuída a alguém chamado Jesus, filho de Sirach. As suposições para a sua data de escrita variam enormemente, indo de 247 a.C. a 132 a.C. O livro é formado por reflexões pessoais do autor e teria sido transcrito por seu neto.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Baruque</strong> &#8211; Livro é atribuído a Baruque, o escrivão de Jeremias, e foi pretensamente escrito na Babilônia. Traz confissões de pecados, clamor por misericórdia, uma exaltação à sabedoria, uma mensagem aos cativos, e uma carta pretensamente escrita por Jeremias, a qual o próprio Jerônimo, teólogo católico romano, chamou de pseudo-epígrafe (texto escrito por um autor que diz ser outra pessoa).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>I Macabeus</strong> &#8211; Livro histórico que narra o período de aproximadamente um século após a conquista da Judeia pelos gregos sob o comando de Alexandre o Grande. Sem data ou autor definidos, nem no livro, nem em escritos antigos de outros autores. Provavelmente foi escrito entre os últimos anos do 2º século a.C. e antes de 63 a.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>II Macabeus</strong> &#8211; Livro que narra a revolta dos judeus contra Antíoco e conclui com a derrota do general sírio Nicanor em 161 a.C. por Judas Macabeus. É uma sinopse composta por um autor desconhecido de um trabalho maior, normalmente atribuído a Jason de Cirene, do qual muito pouco se sabe, exceto pela inferência de que teria vivido em Israel, supõe-se que não tenha sido escrito antes de 124 a.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Adições a Daniel</strong> &#8211; Textos em grego, incluídos junto aos textos originais em hebraico. São os versos 24-90 do capítulo 3 (oração dos jovens na fornalha), e os capítulos 13 (relato de Suzana) e 14 (a farsa do dragão).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Adições a Ester</strong> &#8211; Textos em grego, incluídos junto aos textos originais em hebraico. Há adições aos capítulos 1, 3, 4, 5, 8, 9 e 10.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros Anagignoskomena:</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;">Todos os livros que depois foram considerados como deuterocanônicos também fazem parte dos anagignoskomena. E além destes temos:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>III Macabeus</strong> &#8211; O livro na verdade não tem nada a ver com os Macabeus ou com sua revolta contra o imperialismo grego, como acontece com I e II Macabeus. III Macabeus conta a história da perseguição dos judeus sob o reinado de Ptolomeu IV. Provavelmente o título do livro vem da similaridade de sua história com a história narrada em II Macabeus. Mas, seu conteúdo é claramente ficcional.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>IV Macabeus</strong> &#8211; Este livro é na verdade uma homilia louvando a supremacia religiosidade sobre as paixões, e para tanto faz uso de muitos pensamentos de origem pagã. Também relata vários diálogos de mártires que diferem substancialmente dos mesmos diálogos encontrados em II Macabeus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>I Esdras</strong> &#8211; Sua autoria é desconhecida, e a data de escrita somente pode ser suposta em um período de tempo extremamente longo, algo como um período entre 300 a.C. e 100 d.C. Este livro em sua maior parte segue um paralelo da narrativa contida em Esdras, Neemias e no livro de II Crônicas, sendo que algumas seções são traduções diretas destes livros. O nome de I Esdras vem do fato de que o livro canônico de Esdras é conhecido na igreja ortodoxa grega como a primeira metade de II Esdras (a segunda metade é Neemias). Contudo, na igreja ortodoxa russa o livro de II Esdras se refere ao I Esdras da Septuaginta. Já no catolicismo romano o livro de Neemias é às vezes chamado de II Esdras. Como pode ser visto, a confusão é grande quanto à nomenclatura deste livro e dos livros canônicos, quando se tenta incluí-lo entre eles.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Odes</strong> &#8211; Sua autoria e data de escrita são desconhecidos. É um livro que está na Septuaginta logo após o Salmo 151. Como o nome indica é um livro de canções que em grande parte repete canções encontradas em outros livros da Bíblia, como as canções de Moisés (<a>Êxodo 15:1-19</a>, Deuteronômio 32:1-43), a oração de Ana, mãe de Samuel (<a>I Samuel 2:1-10</a>), inclui também orações e canções encontradas em outros livros apócrifos, como a oração dos três jovens (complemento deuterocanônico de Daniel). Mas, o mais interessante é o livro incluir orações que são encontradas no Novo Testamento, como o Magnificat de Maria (Lucas 1:46-55) e o cântico de Zacarias (Lucas 1:68-79). Algo realmente fantástico para um livro do Antigo Testamento (Já que alguns defendem que a Septuaginta foi inteiramente traduzida e reconhecida antes de Cristo).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Oração de Manassés</strong> &#8211; É um curto escrito de 15 versos que relata uma oração de penitência do rei Manassés de Judá enquanto esteve preso pelos assírios. O rei Manassés é registrado pela Bíblia como sendo um dos reis mais idólatras de Judá em todos os tempos (II Reis 21:1-18), mas quando foi tomado cativo pelos assírios, se arrepende e clama misericórdia a Deus (<a>II Crônicas 33:10-17</a>). Este livro pretende reproduzir a oração de Manassés a Deus neste momento.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Salmo 151</strong> &#8211; Este é um salmo curto, atribuído ao rei Davi, somente encontrado na Septuaginta. Apesar de recentemente terem sido encontrados dois manuscritos, nas cavernas de Qumram, que dão base hebraica para este salmo, ele continua sendo considerado como apócrifo, exceto pela igreja ortodoxa grega que o tem como canônico.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros Pseudo-epígrafes (ou pseudepígrafes)</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Ahicar</strong> ou <strong>Haiquar</strong> &#8211; Segundo o livro ele foi um sábio Assírio conhecido por sua grande sabedoria. O livro também conhecido como “As palavras de Ahicar” foi encontrado em um papiro aramaico de aproximadamente 500 a.C. Ahicar profere durante a narrativa várias palavras de sabedoria para seu sobrinho, como sendo de sua autoria. Mas, de fato, elas são muito similares a partes do livro de Provérbios e algumas outras a partes do livro apócrifo de Eclesiástico.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Abraão</strong> &#8211; É um apocalipse de origem hebraica que foi provavelmente escrito entre 80 e 100 d.C. É somente encontrado em uma tradução para o eslovaco antigo. O primeiro terço do livro narra a conversão de Abrão do politeísmo ao monoteísmo, sendo seguido então do texto apocalíptico. Esta parte do livro se inicia com Abraão sacrificando a Deus (<a>Gênesis 15:7-16</a>), mas ao invés de serem aves de rapina que desciam sobre o sacrifício, este texto diz ter sido o anjo Azazel. Este nome aparece na Bíblia primeiramente em <a>Levítico 16:8</a>, onde é traduzido como “o bode emissário”. No livro apócrifo de I Enoque Azazel é descrito como um anjo caído do grupo dos “vigilantes”, e está diretamente associado ao inferno. Seguindo a narrativa apocalíptica o anjo Laoel guia Abraão e este aprende várias canções de louvor a Deus e vê Azazel ser condenado ao mundo inferior. Abraão é então levado ao templo de Jerusalém onde vê este ser usado para idolatria resultando na sua destruição por estrangeiros. Mas o Templo é por fim apresentado como tendo sido reconstruído em data posterior.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Elias</strong> &#8211; Este é um trabalho anônimo que se apresenta como uma revelação dada por um anjo. O seu título vem do fato deste livro citar o nome de Elias por duas vezes. O livro se divide em cinco partes:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">Trata da questão do jejum e da oração.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">Uma profecia sobre os Assírios.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">Referencia a futura chegada do filho da iniquidade, o qual é descrito em detalhes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">Referencia o martírio de Elias e Enoque (baseado na morte das duas testemunhas conforme registrado no livro canônico do Apocalipse de João), o martírio de Tabita (<a>Atos 9:36-42</a>), e de mais sessenta outros homens.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">Referencia a destruição do filho da iniquidade após o último julgamento.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Esdras</strong> &#8211; É um texto que reclama ter sido escrito por Esdras, mas que certamente foi escrito muito tempo depois, a sua datação é bem controversa, indo desde o 2º século d.C. até o 9º século d.C. O seu texto se baseia fortemente em outro apócrifo mais antigo conhecido como II Esdras (IV Esdras na vulgata ou III Esdras para os ortodoxos russos). O texto mostra o autor tendo visões do céu e do inferno, onde as punições a que são submetidos os pecadores são descritas em detalhe.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Sidraque</strong> &#8211; Também conhecido como Palavra de Sidraque, é um texto apócrifo antigo, mas de datação incerta. Seu título provém da forma grega do nome de Sadraque, um dos três que foram levados vivos à fornalha ardente pelo rei Nabucodonosor. O texto descreve como Sadraque foi levado à presença de Deus, por Jesus Cristo em pessoa. Mas, mesmo que o texto se mostre superficialmente Cristão, ele é derivado de um texto judeu mais antigo, onde o nome de um arcanjo foi substituído pelo nome de Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Sofonias</strong> &#8211; Este livro reclama ter sido escrito por Sofonias (o profeta), sua narrativa consiste de Sofonias sendo levado a visitar o céu e o inferno. Em sua visão do inferno Sofonias teria visto dois anjos gigantes, sendo que um deles é apresentado como sendo Eremiel, e é o guardião das almas. O outro dá a Sofonias um rolo contendo uma lista de todos os seus pecados, mas um segundo rolo é apresentado e Sofonias é julgado inocente e é transformado em um anjo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apócrifo de Ezequiel</strong> &#8211; É um livro escrito no estilo do Antigo Testamento e contém revelações que teriam sido dadas a Ezequiel. Hoje sobrevivem apenas alguns fragmentos em citações de Epifânio, Clemente de Roma e Clemente de Alexandria, e o Papiro Chester Beatty # 185. É provável que tenha sido escrito entre 50 a.C. e 50 d.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Ascensão de Isaías</strong> &#8211; Este apócrifo é datado do 2º século d.C. e foi compilado por um estudioso Cristão do qual nada se sabe. O texto tem três partes distintas, sendo que a primeira parece ter sido escrita por um autor judeu e as outras duas por autores cristãos. A primeira parte, normalmente chamada de o Martírio de Isaías, repete e expande os eventos descritos em II Reis 20. No meio desta narrativa foi inserido um apocalipse cristão conhecido como o Testamento de Ezequias. A segunda parte do livro se refere à Visão de Isaías e sua jornada assistido por um anjo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Assunção de Moisés</strong> &#8211; É um escrito de origem judaica, com data e autoria incertas. É encontrado apenas em um manuscrito do século VI em latim. Traz uma breve descrição da história judaica até aproximadamente o 1º século d.C. O texto com aproximadamente vinte capítulos revela as profecias secretas reveladas por Moisés a Josué no final de sua vida.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>II Baruque</strong> &#8211; Também conhecido como o Apocalipse siríaco de Baruque, é datado do final do 1º século ou início do 2º d.C. após a queda de Jerusalém em 70 d.C. Este trabalho (contrariando Jeremias que afirma ser Baruque um escriba) apresenta Baruque como um profeta e bastante superior a Jeremias. É um misto de oração, lamentação e visões, com um estilo de escrita próximo ao usado no livro canônico de Jeremias. Trata especialmente da sobrevivência do povo judeu, mesmo após a destruição do Templo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>III Baruque</strong> &#8211; Também conhecido como o Apocalipse grego de Baruque, é datado do final do 1º século ou início do 2º d.C. após a queda de Jerusalém em 70 d.C. Este texto tal qual II Baruque também trata da sobrevivência do povo judeu após a destruição do Templo, argumentando que o Templo está preservado no céu e é apresentado como estando completamente funcional lá, sendo mantido por anjos, não havendo, portanto, qualquer necessidade de reconstruí-lo aqui na terra. Neste texto Baruque é apresentado a vários “céus”, onde testemunha a punição dos construtores da torre de Babel e da serpente do Jardim do Éden, até que finalmente chega ao portão do quinto céu, o qual somente o arcanjo Miguel é capaz de abrir.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>IV Baruque</strong> &#8211; É também conhecido como as Omissões de Jeremias (Paraleipomena de Jeremias) quando combinado com a Epístola de Jeremias. É considerado apócrifo por todas as denominações Cristãs exceto a Igreja Ortodoxa Etíope. Sendo um pseudo-epígrafe significa que Baruque não o escreveu. O texto está severamente editado, sendo difícil definir quando cada parte foi escrita. Baruque é apresentado neste texto como sendo um intermediário entre Jeremias e Deus, e não somente um escriba. Advoga a xenofobia, o divórcio de esposas estrangeiras, e o exílio daqueles que não se divorciarem. Deste modo, os que não se divorciaram são retratados como sendo os ancestrais dos samaritanos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Conflito de Adão e Eva com Satanás</strong> &#8211; É um texto Cristão encontrado em etíope e árabe, provavelmente do 5º século d.C. Descreve os acontecimentos que se seguiram à expulsão do Jardim do Éden e segue até o testamento e o translado de Enoque.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Livro de Enoque</strong> &#8211; Este é um título dado a um conjunto de livros que se atribuem a Enoque, o bisavô de Noé (<a>Gênesis 5:18-24</a>). Normalmente o título “Livro de Enoque” se refere a I Enoque, que existe inteiro somente em uma tradução em língua etíope. Há outros dois livros chamados Enoque, II Enoque que existe somente em eslovaco antigo, e III Enoque que existe somente em hebraico. O livro é dividido em cinco partes distintas:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">O livro dos Vigilantes (I Enoque 1-36).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">O livro das Parábolas (I Enoque 37-71), também conhecido como as Comparações de Enoque.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">O livro dos Luminares Celestes (I Enoque 72-82), também conhecido como livro dos Luminares ou Livro Astronômico.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">As Visões de Sonhos (I Enoque 83-90), também chamado de o livro dos Sonhos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">A Epístola de Enoque (I Enoque 91-108).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;">A passagem de I Enoque 1:9 é citada em <a>Judas 14-15</a>. Devido a este fato, muitos dos primeiros pais da Igreja consideraram este livro como sendo canônico, entre eles Justino Mártir, Irineu, Orígenes, Clemente de Alexandria e Tertuliano. Contudo, a Igreja como um todo negou a canonicidade deste livro. E isto gerou inclusive problemas para a aceitação da carta de Judas, por citar um livro apócrifo. No fim o entendimento foi de que a citação de I Enoque 1:9 em Judas foi canonizada pela ação do Espírito Santo ao permiti-la no Texto Sagrado.<br />
Este texto foi datado como sendo do período dos Macabeus (aproximadamente 160 a.C.).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>II Enoque</strong> &#8211; Também conhecido como Os Segredos de Enoque é um texto de origem judia com data e autoria incertas. Ele sobrevive apenas em uma cópia em eslovaco antigo, texto este que certamente foi traduzido a partir de uma cópia em grego. O livro trata da jornada de Enoque através de dez céus até se encontrar com Deus, seguido por uma discussão sobre a criação do mundo, e as instruções de Deus para Enoque para que retornasse à Terra e disseminasse o que aprendera de Deus. Ao final, Enoque é levado de volta ao céu e é transformado no anjo Metraton. Neste ponto o texto passa a tratar das histórias de Matusalém, Nir (irmão mais novo de Noé), e Melquisedeque.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>III Enoque</strong> &#8211; Existe somente em hebraico, sendo datado do 5º o 6º século d.C. o livro clama ter sido escrito pelo rabi Ismael que se tornou sumo sacerdote após ter visões do céu. O livro se inicia com o relato da Ascensão de Ismael (1-2), em seguida mostra Ismael encontrando-se com o Enoque (3-16), e uma descrição das moradas celestiais (17-40), termina apresentando as maravilhas celestes (41-48).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>História dos Recabitas</strong> &#8211; História dos descendentes de Recabe (II Samuel 4:2ss), vivendo em uma ilha liderados por Jonadabe (filho de Recabe). O livro lembra muito os escritos mitológicos gregos, mostrando particularmente similaridades com os contos de Terapeuta.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Carta de Aristeas</strong> &#8211; É uma falsificação de origem heleno-judaica atribuída a um certo Aristeas que a teria escrito para Filócrates, descrevendo uma tradução para o grego das leis judaicas por setenta e dois tradutores enviados ao Egito de Jerusalém a pedido da biblioteca de Alexandria, o que teria resultado na tradução conhecida como Septuaginta. Em 1684, Humphrey Hody publicou o documento “Contra historiam Aristeae de LXX, interpretibus dissertario”, no qual mostrou que a assim chamada “Carta de Aristeas” era uma falsificação tardia produzida por um judeu helenizante, originalmente distribuída para atribuir autoridade à versão LXX. Esta dissertação é normalmente tida como conclusiva.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Vida de Adão e Eva</strong> &#8211; Este escrito de origem judaica foi originalmente escrito provavelmente em torno de 70 a.C. A história trata dos acontecimentos imediatamente posteriores à expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden e continua até a morte de Adão e depois de Eva. O livro também apresenta uma visão da queda da raça humana do ponto de vista de Eva.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Salmos de Salomão</strong> &#8211; É um conjunto de dezoito salmos apócrifos atribuídos a Salomão, mas que provavelmente foram escritos por um fariseu da Judeia por volta do período da tomada de Jerusalém por Pompeu em 63 d.C. São modelados de modo semelhante aos salmos encontrados na Bíblia. E os salmos 17 e 18 são semelhantes ao Salmo 72 do livro de Salmos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Pseudo-Filo</strong> &#8211; Texto em latim, chamado desta forma por estar normalmente anexado ao trabalho de Filo de Alexandria, mas claramente, não sendo um trabalho de Filo. Nesta obra o templo de Jerusalém é dito como ainda existindo, o que poderia indicar uma data de composição anterior a 70 d.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Testamento de Abraão, de Isaque e de Jacó</strong> &#8211; É um trio de trabalhos peculiares, apesar de não haver indícios de que fossem originalmente uma única obra. Em seus estilos lembram a bênção de Jacó encontrada em Gênesis 49:1-27. Os Testamentos foram originalmente compilados provavelmente no final do segundo século d.C. por um judeu cristão desconhecido, o de Abraão narra a relutância dele em morrer e como a morte pessoalmente lhe veio e o enganou para que morresse. O Testamento de Isaque está carregado de temas cristãos, apesar de se entender que estes temas foram acrescentados ao trabalho originalmente judeu. Relata que um anjo o leva ao céu, onde vê a tortura dos pecadores antes de se encontrar com o falecido Abraão. Isaque, não estando ainda morto é instruído por Abraão a voltar e escrever seu testamento, o que faz antes de morrer definitivamente. O Testamento de Jacó se inicia com Jacó sendo visitado pelo arcanjo Miguel e avisado de sua morte iminente. Neste testamento são os anjos que Jacó encontra que pregam a mensagem central.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Testamento dos Doze Patriarcas</strong> &#8211; Este livro apócrifo traz os últimos desejos dos doze filhos de Jacó. É considerado como literatura apocalíptica judaica. Os testamentos foram escritos em hebraico, provavelmente no final do 2º século a.C. ou início do 1º, sendo que estudos recentes apontam para uma data entre 135 e 63 a.C. Tudo indica que teve um único autor, provavelmente um fariseu. Mas, sofreu edição posterior e interpolação de material de origem cristã em seu texto original.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Visão de Esdras</strong> &#8211; É texto apócrifo que clama ter sido Esdras seu escritor. Os seus manuscritos mais antigos, compostos em latim, datam do 11º século d.C. O texto tem grande dependência de II Esdras, possui um apocalipse incipiente e retrata Deus respondendo às preces de Esdras, e enviando-lhe sete anjos para lhe mostrar o paraíso.</p>
<h3 class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><span style="color: #ff0000;">APÓCRIFOS DO NOVO TESTAMENTO</span></h3>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Praticamente todos os textos apócrifos do Novo Testamento são pseudo-epígrafes, ou seja, são textos que clamam ter sido escritos por alguém que não os escreveu. Dividem-se em várias categorias, como evangelhos da infância, evangelhos judeo-cristãos, evangelhos rivais aos canônicos, visões, cartas, textos gnósticos etc.</span></p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos da Infância</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">A falta de informação sobre a infância de Jesus nos evangelhos canônicos levou os primeiros Cristãos a uma fome por mais detalhes sobre a juventude de Jesus. Esta fome fez com que no 2º século e depois, alguns escrevessem contando lendas sobre este período da vida do Senhor, nenhum deles canônico, mas certamente populares em seu tempo e depois, sendo que ainda hoje vemos reflexos de seu conteúdo na religiosidade popular.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Proto-evangelho de Tiago</strong> &#8211; Também chamado de Evangelho de Tiago, ou Evangelho de Tiago da Infância, foi escrito provavelmente em torno de 150 d.C. O documento se apresenta como tendo sido escrito por Tiago, passando por Tiago o Justo, irmão de Jesus. O livro contém três partes de oito capítulos cada, iniciando-se com a história do nascimento e infância de Maria e consagração ao templo, a segunda parte conta a crise causada por Maria se tornar mulher e, portanto sua iminente contaminação do templo e a designação de José como seu guardião e os testes de sua virgindade, e por fim relata o nascimento de Jesus em uma caverna, com a visita de parteiras, escondendo Jesus de Herodes o Grande em uma manjedoura, e também o martírio de Zacarias pai de João o Batista durante o massacre das crianças, e como João o Batista e sua mãe foram escondidos de Herodes Antipas nas montanhas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Tomé da Infância</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé. O autor deste evangelho é desconhecido. A data provável de sua escrita está entre 80 e 185 d.C. e descreve a vida do menino Jesus, com eventos extravagantes sendo alguns deles malévolos. Em um dos episódios Jesus está fazendo pássaros de barro, os quais em seguida ganham vida. Este ato é também atribuído a Jesus no Corão. Em outro episódio uma criança espalha a água que Jesus está juntando. Jesus então amaldiçoa a criança que murcha até morrer.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho do Pseudo-Mateus</strong> &#8211; Também chamado de Nascimento de Maria e Infância do Salvador, ou de Evangelho de Mateus da Infância. É uma composição em latim do 4º ou 5º século d.C. Este texto tem autoria, mas clama ter sido escrito por Mateus e traduzido por Jerônimo. O seu conteúdo é basicamente uma reprodução editada do Proto-evangelho de Tiago, seguida da fuga para o Egito, e de uma reprodução editada do Evangelho de Tomé da Infância. É nele que primeiramente se menciona um boi e um burro como estando presentes no nascimento de Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho Arábico da Infância</strong> &#8211; Foi compilado, provavelmente, no 6º século d.C. e se baseia no Evangelho de Tomé da Infância e no Proto-evangelho de Tiago. Consiste de três partes: O nascimento de Jesus, os milagres durante a fuga para o Egito e os milagres de Jesus como menino. Partes da narrativa deste evangelho, especialmente a segunda parte (os milagres no Egito), também podem ser encontrados no Corão.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Outros evangelhos da Infância</strong> &#8211; A Vida de João o Batista, supostamente escrito pelo bispo Serapião em 390 d.C. e A História de José o Carpinteiro, provavelmente composto no 5º século d.C. no Egito.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos Judeu-Cristãos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Alguns grupos dentre os primeiros Cristãos mantinham uma forte submissão ao judaísmo, especialmente à lei mosaica, os quais o apóstolo Paulo chamou de judaizantes, acabaram por criar evangelhos segundo suas próprias crenças.</span></p>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">A maior parte destes escritos sobrevive apenas como comentários críticos produzidos por pessoas da cristandade paulina, que eram Cristãos que seguiam os ensinos do apóstolo Paulo, também tratados em <a>I Coríntios 1:12</a> e <a>3:4</a> como “os que são de Paulo”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho dos Hebreus</strong> &#8211; Este evangelho, composto em hebraico, está perdido exceto por algumas citações de Epifânio, um escriba da igreja que viveu no final do 4º século d.C. Este evangelho era também conhecido por Jerônimo, que afirma em um de seus escritos que o estava traduzindo para o grego. Sua data e autoria são desconhecidas, apesar de alguns o atribuírem ao próprio Mateus.<br />
Em geral, segue o conteúdo do Evangelho canônico de Mateus, mas com algumas divergências importantes. Um dos pontos de maior distinção é que ele referencia o Espírito Santo como sendo a mãe de Jesus, coloca Tiago, o Justo, como cabeça da igreja de Jerusalém, e se concentra em exortar para uma estrita obediência à lei judaica. Também altera a oração do Senhor, substituindo o “pão nosso de cada dia”, por “pão para amanhã”.<br />
Epifânio, em seu trabalho afirma:</p>
<p class="refe" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Eles dizem que Cristo não foi o primogênito de Deus o Pai, mas criado como um dos arcanjos&#8230; que ele domina sobre os anjos e sobre todas as criaturas do Todo-Poderoso, e que ele veio e declarou em seu Evangelho, o qual é chamado Evangelho segundo Mateus, ou Evangelho segundo Mateus aos Hebreus, dizendo: “Eu vim para fazer com que cessem os sacrifícios, e se vós não cessardes com os sacrifícios, a ira de Deus sobre vós não cessará”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho dos Nazarenos</strong> &#8211; Aparentemente deriva do Evangelho dos Hebreus, com poucas diferenças. Quanto à data e local de escrita há muita controvérsia, mas como Clemente usou o livro no final do 2º século, ele é certamente mais antigo que isto. O local de escrita mais cotado é Alexandria no Egito.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho do Ebionitas</strong> &#8211; Este evangelho tem grande afinidade com o Evangelho dos Hebreus e com o dos Nazarenos. Como os outros dois ele também somente sobrevive em pequenos fragmentos encontrados em citações de autores dos primeiros séculos. Epifânio ressalta algumas diferenças entre o Evangelho dos Ebionitas e o Evangelho dos Nazarenos. Segundo ele os Nazarenos eram considerados como parte da cristandade ortodoxa, enquanto o Ebionitas eram considerados hereges, especialmente por rejeitarem o nascimento virginal de Jesus. Neste evangelho Jesus aparece como sendo vegetariano, e somente no batismo recebe sua “parte divina”.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos rivais dos Evangelhos canônicos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Muitas versões alternativas, grandemente editadas, de evangelhos existiram durante os primórdios do Cristianismo. Estas alterações normalmente serviam para dar suporte a alguma visão religiosa particular, em geral, considerada herética pela igreja primitiva.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Marcion</strong> &#8211; Também conhecido como Evangelho do Senhor foi um texto usado em meados do segundo século por Marcion excluindo os outros evangelhos. Este evangelho sobrevive apenas em citações de seus críticos, contudo é possível através destas citações se reconstruir praticamente todo o seu texto original. Este evangelho se baseia no Evangelho canônico de Lucas, tendo sido editado para se acomodar à teologia de Marcion, por exemplo, os dois primeiros capítulos de Lucas, sobre o nascimento de Jesus e o início em Cafarnaum foram eliminados e foram feitas modificações no restante para acomodar o Marcionismo, por exemplo, em <a>Lucas 10:21</a> temos “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra”, em Marcion se lê: “Graças dou, Pai, Senhor do céu”, destacando a visão gnóstica de que a terra é má, logo, Deus não é seu Senhor.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Mani</strong> &#8211; Este evangelho escrito por Mani, um persa que viveu no 3º século d.C. Ele tentou fazer uma síntese das correntes religiosas de sua época: cristianismo, zoroastrismo e budismo, produzindo com isto um novo evangelho. O texto se parece mais com um comentário dos evangelhos do que uma nova testemunha. Mani, afirma ser profeta e apóstolo, como em: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Eu, Mani, o Apóstolo de Jesus o Amigo, pela vontade do Pai, o verdadeiro Deus, por quem comecei&#8230;”</span></span>.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos de Logia (ou de dizeres, frases e parábolas curtas)</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Tomé</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé da Infância. Este é um evangelho gnóstico que foi encontrado em 1945 nas cavernas de Nag Hammadi, em um manuscrito copta. Diferentemente dos evangelhos canônicos, este não traz uma narrativa conectada aos dizeres atribuídos a Jesus. É apenas uma coleção de dizeres e parábolas que teriam sido proferidos por Jesus, alguns diálogos com o Senhor, e dizeres que alguns dos discípulos teriam reportado a Tomé, chamado Dídimo. A obra consiste de 114 dizeres atribuídos a Jesus, alguns dos quais lembram as falas do Senhor nos evangelhos canônicos. No 4º século, Cirilo de Jerusalém mencionou o Evangelho de Tomé, nos seguintes termos: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Não permita que ninguém leia o evangelho segundo Tomé, porque esta obra, não é de um dos doze apóstolos, mas de um dos três perniciosos discípulos de Mani”</span></span>. Contudo, os textos em Nag Hammadi são certamente mais antigos que a época de Mani. Os críticos tendem a datar este Evangelho no final do primeiro século.<br />
Em um de seus ditos (v.70) encontramos Jesus dizendo que a salvação está no interior do ser humano: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Se colocardes para fora o que está em vosso interior, o que tendes vos salvará. Se não o colocardes para fora, o que tendes em vosso interior vos matará”</span></span>. No v.3, temos: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“O Reino de Deus está dentro de vós”</span></span>.<br />
Escritos como este evangelho são certamente a razão para a igreja ter buscado estabelecer de forma oficial o cânon do Novo Testamento. Estabelecendo a crença na morte e na ressurreição do Senhor como o coração da mensagem proclamada pela Igreja desde o seu início no livro de Atos dos Apóstolos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Filipe</strong> &#8211; É um evangelho gnóstico datado do 2º ou 3º século, de autor desconhecido. Similarmente ao evangelho gnóstico de Tomé este também é um evangelho de dizeres, ou falas atribuídas ao Senhor, algumas das quais lembram as palavras do Senhor encontradas nos evangelhos canônicos. Entre seus ditos encontramos: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Aquele que tem o conhecimento da verdade é um homem livre, mas o homem livre não peca, porque &#8216;Aquele que peca é escravo do pecado&#8217;. A verdade é a mãe, o conhecimento o pai”</span></span>. E ainda: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Jesus veio para crucificar o mundo”</span></span>.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos Morais</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Alguns textos tomaram a forma de discursos sobre a moralidade, e em particular sobre a abstinência sexual, normalmente apresentando um debate entre Jesus e um de seus discípulos, estes são os evangelhos morais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho dos Egípcios (em Grego)</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho dos Egípcios em Copta, que é uma obra completamente diferente. Este evangelho foi escrito provavelmente na primeira metade do 2º século em Alexandria. Ele foi citado por Clemente de Alexandria. Este evangelho toma a forma de uma conversa entre a discípula de Jesus, Salomé (<a>Marcos 15:40</a>) e Jesus, que advoga a causa do celibato, como comenta Cameron: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“cada fragmento endossa o ascetismo sexual como meio de quebrar o ciclo letal do nascimento e de superar as diferenças pecaminosas entre o homem e a mulher, permitindo a todas as pessoas retornar ao que foi entendido como seu estado primordial de androgenia” (Cameron 1982)</span></span>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Tomé, o contendor</strong> &#8211; Ou livro de Tomé o contendor, não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé. O evangelho se inicia assim: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“As palavras secretas que o salvador disse a Tomé, as quais eu, eu mesmo, Matias, escrevi, enquanto andava ouvindo-os falar um com o outro”</span></span>. Este escrito foi achado na biblioteca de Nag Hammadi, no deserto egípcio. Alguns consideram que este livro pode ser o Evangelho de Matias, livro este que estava perdido. Nele Jesus trata Tomé como seu próprio irmão gêmeo, e lhe expõe o tema da moralidade, e particularmente da sexualidade. Jesus segue então mostrando como o celibato oferece a rota para a salvação, e como a paixão sexual é um fogo que causa ilusão, e aprisionamento em um estado de luxúria.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos da Paixão</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">São evangelhos que tratam especificamente da questão da morte e da ressurreição de Jesus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Pedro</strong> &#8211; O evangelho de Pedro é uma narrativa da paixão, que foi bem conhecida no início da história Cristã, mas que desapareceu com o tempo. Hoje é conhecida apenas de ouvir falar, especialmente pela carta de Serapião, bispo de Antioquia de 190 a 203 d.C., referenciada por Eusébio, que afirma o seguinte: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“muito dele se enquadra nos corretos ensinos sobre o Salvador, mas algumas partes podem encorajar seus ouvintes a cair na heresia do docetismo”</span></span>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Pilatos</strong> &#8211; Se inclui como um apêndice ao texto medieval em latim chamado Evangelho de Nicodemos. O texto é provavelmente da metade do 4º século, sendo de autoria desconhecida. A primeira parte do livro relata o julgamento de Jesus, com base em Lucas 23 e a segunda trata da ressurreição. Nele, Lúcio e Carino, duas almas ressuscitadas após a crucificação, relatam ao Sinédrio os acontecimentos da descida de Cristo ao Limbo. O episódio do Angustiante Inferno descreve Dimas (nome dado por este manuscrito ao malfeitor crucificado com Jesus e que recebeu Dele o perdão) acompanhando Cristo no Inferno, e a libertação dos patriarcas do Antigo Testamento que eram justos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Bartolomeu</strong> &#8211; As primeiras referências a este texto foram feitas por Jerônimo e recentemente foram descobertos alguns fragmentos de manuscritos em copta contendo o texto. Este texto contém as visões de Bartolomeu, e os atos de Tomé, mas é predominantemente um texto sobre a paixão e a eucaristia. O texto começa com a crucificação de Jesus, e então passa à ida de Jesus ao inferno, onde encontra com Judas e prega para ele. Jesus resgata todos os que estão no inferno, exceto Judas, Caim e Herodes o Grande. Bartolomeu está presente à cena, e é depois levado ao mais alto nível do céu, de modo a poder ver a liturgia (católica) indo celebrar a ressurreição.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Questões de Bartolomeu</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho de Bartolomeu. O texto sobrevive em cópias em grego, latim e eslovaco antigo, mesmo que cada cópia varie grandemente da outra. O texto apresenta Jesus respondendo aos seus discípulos algumas perguntas formuladas por Bartolomeu. O texto se atém fortemente ao misticismo judaico (tal qual o Livro de Enoque), buscando dar explicações para os aspectos sobrenaturais do Cristianismo. O livro mostra como Jesus desceu ao inferno, por suas próprias palavras, trata da imaculada concepção de Maria, e finalmente, Bartolomeu pede para ver Satanás, e então um coro de anjos arrasta Satanás acorrentado do inferno, mas vê-lo faz com que os apóstolos morram. Jesus então imediatamente os ressuscita e dá a Bartolomeu o controle sobre Satanás. O texto também afirma que a queda do homem foi causada por Eva ter tido relações sexuais com Satanás.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Atos dos Apóstolos de Leucius</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">São textos que tratam da vida dos apóstolos após a ressurreição de Jesus. Todos atribuídos a Leucius Charinus supostamente um discípulo de João o apóstolo, e que se uniu a este em oposição aos Ebionitas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de João</strong> &#8211; É uma coleção de narrativas e tradições do 2º século d.C. inspirada no evangelho canônico de João. Alguns atribuem sua autoria a Prócoro, um dos diáconos selecionados em Atos 6. Este livro apresenta duas viagens de João a Éfeso, cheias de eventos dramáticos, milagres como o colapso do templo de Ártemis, assim como também apresenta João pregando no teatro para convencer os seguidores de Ártemis. Contém também o episódio da última ceia com a “dança de roda da cruz” que teria sido instituída por Jesus, dizendo: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Antes de eu ser entregue a eles, cantemos um hino ao Pai e assim sigamos a ver o que mente diante de nós”</span></span>, direcionou para que fosse formado um círculo ao redor dele, dando-se as mãos e dançando. Os apóstolos gritaram “Amém” ao hino de Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Paulo</strong> &#8211; É um dos maiores textos apócrifos do Novo Testamento. Foi escrito no final do 2º século d.C. O texto era composto de:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;"><span style="text-decoration: underline;">Atos de Paulo e Thecla</span> &#8211; Neste texto Paulo está viajando a Icônio, proclamando “a palavra de Deus sobre a abstinência, a virgindade e a ressurreição”. Thecla, é uma virgem jovem e nobre, que ouve os discursos de Paulo sobre a virgindade de sua janela na casa ao lado. Seu noivo então leva Paulo ao governador que o prende. Thecla vai à prisão para ouvir Paulo, e é então condenada por estar dando ouvidos à questão da virgindade à morte na fogueira, mas nada lhe acontece pois Deus manda um chuva e terremotos para apagar as chamas. A história segue nestes termos, até que Thecla foge para uma caverna (estando ainda virgem) e mora lá por mais 72 anos. Aos 90 anos um homem tenta corrompê-la, mas Thecla consegue escapar e vai a Roma onde é enterrada com Paulo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;"><span style="text-decoration: underline;">Epístola dos Coríntios a Paulo</span> &#8211; Este escrito clama descrever os ensinos de Simão, o mago, incluindo a ideia de que Deus não é Todo-Poderoso, que a ressurreição é falsa, que Cristo não foi Deus verdadeiramente encarnado corporalmente (ideia docetista), que os anjos fizeram o mundo, e que os profetas foram imprecisos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;"><span style="text-decoration: underline;">Terceira Epístola aos Coríntios</span> &#8211; Este texto foi posteriormente separado dos Atos de Paulo. O texto escrito por um Pseudo-Paulo (provavelmente um presbítero cristão em 170 d.C.), é uma resposta à Epístola dos Coríntios a Paulo, e é estruturado para tentar corrigir alguns problemas de interpretação nas Epístolas de I e II aos Coríntios. (canônicas). Em particular a epístola tenta corrigir a interpretação da frase: “a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus” (I Co.15:50), pela qual alguns diziam que a ressurreição não seria corporal.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;"><span style="text-decoration: underline;">O Martírio de Paulo</span> &#8211; Texto que retrata a morte de Paulo nas mãos de Nero.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Pedro</strong> &#8211; Este texto da segunda metade do 2º século d.C. relata o miraculoso embate entre Pedro e Simão o mago em Roma. Nele Pedro executa milagres como a ressurreição de um peixe defumado, e fazer cachorros falarem. O texto condena Simão, o mago, antiga figura ligada ao gnosticismo. Algumas versões deste texto também fazem referência a uma mulher (ou mulheres) que prefere a paralisia ao sexo. No Códice de Berlin, a mulher é apresentada como a filha de Pedro. Conclui descrevendo o martírio de Pedro, crucificado de cabeça para baixo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de André</strong> &#8211; É um texto do 3º século d.C. baseado em Atos de João e de Pedro, descreve viagens de André e os milagres que fez durante estas viagens e finalmente uma descrição da forma como supostamente morreu. Como nos outros livros congêneres os milagres são extremamente sobrenaturais, e muito exagerados. Por exemplo, além dos milagres usuais de levantar mortos, curar cegos, e outros, ele sobrevive ao ser jogado aos animais selvagens, acalma tempestades, e derrota exércitos apenas fazendo o sinal da cruz. André também faz com que um embrião resultante de um relacionamento ilegítimo morra. Ao ser crucificado, André ainda é capaz de pregar sermões por três dias.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Tomé</strong> &#8211; Este texto gnóstico do início do 3º século d.C. é apresentado em uma série de episódios, que ocorrem durante a missão evangelística de Tomé à Índia. Termina com seu martírio no qual ele morre perfurado por lanças porque causou a ira do Rei Misdaeus pela conversão de suas esposas e um parente.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Extratos das vidas dos Apóstolos</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Pedro e André</strong> &#8211; Este texto não tem uma datação definida, e consiste de uma série de contos curtos de milagres, como quando André cavalga uma nuvem para ir de encontro a Pedro, e Pedro literalmente faz passar um camelo através do buraco de uma agulha. O texto parece ser uma tentativa de continuar os Atos de André e Matias (que faz parte dos Atos de André).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Pedro e os Doze</strong> &#8211; O texto datado do 2º século, é constituído de uma alegoria inicial, semelhante à descrita no Evangelho de Mateus, do negociante de pérolas (<a>Mateus 13:44ss.</a>) mas que aqui está vendendo uma pérola de grande valor. O negociante é evitado pelos ricos, mas os pobres vão a ele em grande quantidade, e descobrem que a pérola está guardada na cidade natal do negociante, “Nove Portões”, e aqueles que quiserem a pérola deverão empreender a dura viagem até Nove Portões. O nome do negociante é Lithargoel, que traduzido é pérola, ou seja, o próprio negociante é a pérola. Por fim, o negociante se revela como sendo o próprio Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Pedro e Paulo</strong> &#8211; Este é um texto tardio, do 4º século, que conta a lenda da viagem de Paulo da ilha de Guadomelete para Roma, apresentando Pedro como sendo irmão de Paulo. Também descreve a morte de Paulo por decapitação, uma antiga tradição da igreja.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Filipe</strong> &#8211; Este livro é uma fantasia datada do final do 4º século ou início do 5º século d.C. envolvendo milagres e um suposto diálogo que fez Felipe conquistar muitos convertidos. Termina com a crucificação de Filipe em uma cruz invertida.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Epístolas</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Há uma série de epístolas não canônicas, mas escritas no formato de epístolas canônicas, muitas das quais (apesar de espúrias) foram bastante consideradas pela igreja primitiva.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Epístola de Barnabé</strong> &#8211; É um apócrifo encontrado no Códice Sinaíticus do 4º século. Não deve ser confundido com o medieval Evangelho de Barnabé. Esta é uma pseudo-epígrafe de autoria desconhecida, provavelmente escrita no início do 2º século. O texto apesar de não ser gnóstico em um sentido heterodoxo, clama a que sua audiência busque um perfeito conhecimento (conhecimento especial). A obra é mais um tratado, ou homilia, que uma epístola. Sua lógica não é das mais primorosas, e sua mensagem não traz novidades. É interessante que a epístola cita o Evangelho de Mateus (canônico) como Escritura, contudo, também cita provavelmente IV Esdras e certamente I Enoque. Em certo ponto parece advogar que o povo Cristão é o único verdadeiro povo da aliança, e que os judeus nunca haviam estado em uma aliança com Deus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>I Clemente</strong> &#8211; É uma carta de autoria incerta, endereçada como sendo da <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“igreja de Deus que está em Roma para a igreja de Deus que está em Corinto”</span></span>. Sua datação tradicional está colocada em 96 d.C. A carta é motivada por uma disputa em Corinto, que excluiu do serviço vários presbíteros, mas já que nenhum foi acusado de problemas morais a carta advoga que foram afastados injustamente. A carta cita em profusão o Antigo Testamento, algumas cartas de Paulo e algumas falas do Senhor Jesus, e está incluída no Códice Alexandrinus do 5º século. Apesar de não conter problemas doutrinários, e de ser lida em várias igrejas, jamais atingiu os requisitos canônicos, especialmente por sua autoria desconhecida.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>II Clemente</strong> &#8211; Esta homilia foi escrita em Roma em meados do 2º século, sendo uma pseudo-epígrafe que tradicionalmente era atribuída a Clemente de Roma. Suas citações aparentemente derivam do Evangelho dos Egípcios em Grego.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Epistola dos Coríntios a Paulo</strong> &#8211; Já tratada acima como parte dos Atos de Paulo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Epístola aos Laodicenses</strong> &#8211; Curta epístola encontrada apenas em algumas edições da Vulgata em latim, e em nenhum manuscrito grego. Ela se faz passar pela epístola de Paulo à igreja de Laodiceia mencionada em sua Epístola aos Colossenses (<a>4:16</a>), carta esta perdida, apesar de alguns suporem se tratar da Epístola canônica aos Efésios. É quase que unanimemente considerada uma pseudo-epígrafe, constituindo-se de um pastiche de frases tomadas de epístolas genuínas do apóstolo Paulo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Pseudo-Correspondência entre Paulo e Sêneca, o jovem</strong> &#8211; Consiste de uma série de oito cartas supostamente enviadas pelo filósofo estóico Sêneca, e seis respostas supostamente enviadas pelo apóstolo Paulo. As cartas foram compostas provavelmente na segunda metade do 4º século e tem autoria desconhecida. Baseiam-se na tradição de que tanto Sêneca quanto Paulo estiveram em um mesmo período na cidade de Roma.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>III Coríntios</strong> &#8211; Já tratada acima como parte dos Atos de Paulo.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Apocalipses</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Pedro</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Apocalipse gnóstico de Pedro. Está datado na primeira metade do 2º século, foi considerado canônico por Clemente de Alexandria, mas foi recusado pelo restante da Igreja. Subsiste em apenas dois manuscritos, um em grego e outro e etíope os quais divergem grandemente entre si. O texto tem um estilo literário simples, mas muito apreciado pelos populares em Alexandria. Trata basicamente de uma visão do Céu e do Inferno. Roberts-Donaldson afirma: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“O Apocalipse de Pedro mostra impressionante parentesco com a segunda epístola de Pedro&#8230; Também apresenta notáveis paralelos com os Oráculos de Sibeline&#8230; É uma das fontes do escritor do Apocalipse de Paulo&#8230; E direta ou indiretamente este texto pode ser considerado como o pai de todas as visões medievais do outro mundo”</span></span>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Paulo</strong> &#8211; Este texto também é encontrado tendo a Virgem Maria no lugar de Paulo como a pessoa que recebe a revelação. Este texto paralelo é conhecido como o Apocalipse da Virgem. Não deve ser confundido com o Apocalipse gnóstico de Paulo. A narrativa aparenta ser uma elaboração e um rearranjo do Apocalipse de Pedro, inicia-se com um apelo de todas as criaturas contra os pecados da humanidade segue essencialmente descrevendo uma visão do Céu e do Inferno. No final do texto Paulo (ou Maria) consegue persuadir Deus a dar a todos no Inferno um dia de descanso, fora do Inferno, a cada domingo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Tomé</strong> &#8211; Aparentemente foi composto originalmente em latim em data desconhecida, trata dos sinais do fim do mundo. Parece ser uma curta interpretação do Apocalipse de João. Apresenta os fatos que acontecerão em uma sequência de seis dias de tormento antes da vinda de Jesus, e no final do sétimo dia se fará paz e os anjos virão à Terra.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Estevão</strong> &#8211; Texto com autoria e datação incertas, descreve um conflito sobre a natureza de Jesus de Nazaré. Estevão aparece em cena e reconta o apocalipse como uma verdade literal. A multidão se insurge contra Estevão e o leva perante Pilatos, a quem Estevão ordena que se cale e que reconheça Jesus. O texto conta que Estevão sendo perseguido por Saulo, foi crucificado, mas solto por anjos, depois foi levado ao Sinédrio onde recontou uma suposta profecia de Natã sobre Jesus, e foi julgado e condenado ao apedrejamento. Sendo levado pela multidão iniciou-se o apedrejamento, quando Nicodemos e Gamaliel tentaram impedir o processo e também foram mortos. Após sua morte, Estevão foi enterrado por Pilatos em um caixão de prata. Pilatos então recebe as visões celestiais de Estevão e se converte.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>I Apocalipse de Tiago</strong> &#8211; É um texto gnóstico encontrado em Nag Hammadi. A datação e autoria ainda são incertas, mas provavelmente escrito depois do II Apocalipse de Tiago. O texto se apresenta como um diálogo entre Tiago, o justo, irmão de Jesus, e o próprio Jesus. Se inicia tratando do medo de Tiago de ser crucificado, e segue apresentando uma série de senhas dadas por Jesus a Tiago de modo a que ele chegasse até o mais alto dos céus (são 72) após morrer, sem ser bloqueado pelos poderes do mal do demiurgo (segundo os gnósticos o ser que intermediou a criação).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>II Apocalipse de Tiago</strong> &#8211; Escrito provavelmente durante o 2º século d.C. esteve perdido até ser reencontrado em Nag Hammadi. O texto é claramente gnóstico, apresentando um beijo na boca que Jesus teria dado em Tiago, metáfora para a passagem da gnose entre duas pessoas (deixa claro que não se trata de um relacionamento homossexual). O texto termina com a horrível morte de Tiago por apedrejamento, provavelmente refletindo uma antiga tradição sobre sua morte.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros dos Pais da Igreja</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Enquanto a maior parte dos livros tratados até aqui tenham sido considerados heréticos (especialmente aqueles de tradição gnóstica), outros não foram considerados como sendo particularmente heréticos em seu conteúdo, em muitos casos sendo bem aceitos como obras com alguma significância espiritual. Eles, contudo, não foram considerados canônicos, mas pertencem à categoria de escritos dos pais da Igreja.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>I Clemente</strong> &#8211; Já citada acima.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>O Pastor de Hermas</strong> &#8211; Ou simplesmente <strong>“O Pastor”</strong>. É uma obra Cristã do 2º século, considerada um livro valioso por muitos Cristãos, tendo sido considerada como canônica por alguns pais da igreja. Alguns atribuem sua autoria a Hermas (Rm.16:14). Mas, há grande controvérsia a este respeito. Trata-se de uma alegoria Cristã consistindo de cinco visões dadas a Hermas, um ex-escravo, seguidas de doze mandamentos, e dez parábolas. Apesar da seriedade dos assuntos tratados, o livro foi escrito em um tom otimista e esperançoso, como muitos dos escritos dos primeiros Cristãos. Tem vários e sérios problemas, especialmente quanto à questão da Trindade, e à noção de que a Igreja é uma instituição necessária à salvação.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Didaquê</strong> &#8211; Antes considerado como perdido, o Didaquê, ou Ensino dos Apóstolos, foi redescoberto em 1883 no Códice Hierosolymitanus de 1053. O texto foi provavelmente escrito já no 1º século, mas tem autoria incerta. O conteúdo pode ser dividido em quatro partes: Os dois caminhos, o caminho da vida e o caminho da morte (1-6), rituais de batismo, jejum e comunhão (7-10), o ministério e como lidar com os ministros itinerantes (11-15) e um breve apocalipse (16). Há no texto, tal qual o recebemos, claros sinais de que foi editado posteriormente para se adequar a certas questões eclesiológicas, como o batismo por aspersão.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos Harmônicos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Alguns textos buscaram prover uma harmonização dos evangelhos canônicos, tentando apresentar, de alguma forma, um texto unificado. Entre estes textos o mais conhecido é o Diatessaron:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;">Diatessaron &#8211; Escrito por Taciano em 175 d.C. foi a mais proeminente harmonização dos quatro evangelhos, ou seja, o material dos quatro evangelhos escritos de modo a formar uma única narrativa. Somente 56 versos dos Evangelhos canônicos não tiveram uma contrapartida no Diatessaron, sendo que a maior parte das exclusões se deve às duas genealogias de Jesus em Mateus e Lucas, juntamente com o relato sobre a mulher adúltera em João 7:53-8:11. Contudo, a sequência da narrativa do Diatessaron é substancialmente diferente da encontrada em qualquer dos evangelhos.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros Perdidos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Há muitas obras e textos que são mencionados em algumas fontes antigas, mas que nenhuma parte conhecida do texto sobreviveu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Matias</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho dos Quatro Impérios Celestiais</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho da Perfeição</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Eva</strong> &#8211; Uma citação deste evangelho é dada por Epifânio. É possível que este seja o Evangelho da Perfeição que ele trata em outra parte. A citação mostra que este evangelho era a expressão de um completo panteísmo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho dos Doze</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Tadeu</strong> &#8211; Alguns entendem ser este um sinônimo para o Livro de Judas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Memória Apostólica</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho dos Setenta</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Lápide dos Apóstolos</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Livro dos feitiços das serpentes</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Porção dos Apóstolos</strong></p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Outros Escritos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Há muitos outros escritos de grande importância, muitos textos gnósticos, e ainda orações, sermões, liturgias, litânias e penitências, citados em outros links do site GnosisOnline.</span></p>
<h4 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp; quot; background: none repeat scroll 0% 0% yellow;">Apócrifos do Velho Testamento</span></h4>
<h4 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"></h4>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Tobias</strong> &#8211; Livro que conta a história de um Judeu reto da tribo de Naftali chamado Tobias enquanto vivia em Nínive, após a deportação das tribos do norte pela Assíria em 721 a.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Judite</strong> &#8211; Livro que conta a história de uma mulher corajosa e bela em sua maturidade, vestida para festa com todas as suas maravilhosas joias, acompanhada por uma fiel criada, que obtém sucesso em decapitar o general invasor Holofemes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Sabedoria</strong> &#8211; Livro sapiencial, cujo autor clama ser Salomão. Muitos estudiosos atribuem sua autoria a algum judeu alexandrino, pois suas ideias são claramente gregas, mais especificamente, se enquadram no pensamento helenístico alexandrino.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Eclesiástico</strong> &#8211; Sua autoria é atribuída a alguém chamado Jesus, filho de Sirach. As suposições para a sua data de escrita variam enormemente indo de 247 a.C. a 132 a.C. O livro é formado por reflexões pessoais do autor, e teria sido transcrito por seu neto.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Baruque</strong> &#8211; Livro é atribuído a Baruque, o escrivão de Jeremias, e foi pretensamente escrito na Babilônia. Traz confissões de pecados, clamor por misericórdia, uma exaltação à sabedoria, uma mensagem aos cativos, e uma carta pretensamente escrita por Jeremias, a qual o próprio Jerônimo, teólogo católico romano, chamou de pseudo-epígrafe (texto escrito por um autor que diz ser outra pessoa).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>I Macabeus</strong> &#8211; Livro histórico que narra o período de aproximadamente um século após a conquista da Judeia pelos gregos sob o comando de Alexandre o Grande. Sem data ou autor definidos, nem no livro, nem em escritos antigos de outros autores. Provavelmente foi escrito entre os últimos anos do 2º século a.C. e antes de 63 a.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>II Macabeus</strong> &#8211; Livro que narra a revolta dos judeus contra Antíoco e conclui com a derrota do general sírio Nicanor em 161 a.C. por Judas Macabeus. É uma sinopse composta por um autor desconhecido de um trabalho maior, normalmente atribuído a Jason de Cirene, do qual muito pouco se sabe, exceto pela inferência de que teria vivido em Israel, supõe-se que não tenha sido escrito antes de 124 a.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Adições a Daniel</strong> &#8211; Textos em grego, incluídos junto aos textos originais em hebraico. São os versos 24-90 do capítulo 3 (oração dos jovens na fornalha), e os capítulos 13 (relato de Suzana) e 14 (a farsa do dragão).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Adições a Ester</strong> &#8211; Textos em grego, incluídos junto aos textos originais em hebraico. Há adições aos capítulos 1, 3, 4, 5, 8, 9 e 10.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros Anagignoskomena:</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span>Todos os livros que depois foram considerados como deuterocanônicos também fazem parte dos anagignoskomena. E além destes temos:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>III Macabeus</strong> &#8211; O livro na verdade não tem nada a ver com os Macabeus ou com sua revolta contra o imperialismo grego, como acontece com I e II Macabeus. III Macabeus conta a história da perseguição dos judeus sob o reinado de Ptolomeu IV. Provavelmente o título do livro vem da similaridade de sua história com a história narrada em II Macabeus. Mas, seu conteúdo é claramente ficcional.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>IV Macabeus</strong> &#8211; Este livro é na verdade uma homilia louvando a supremacia religiosidade sobre as paixões, e para tanto faz uso de muitos pensamentos de origem pagã. Também relata vários diálogos de mártires que diferem substancialmente dos mesmos diálogos encontrados em II Macabeus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>I Esdras</strong> &#8211; Sua autoria é desconhecida, e a data de escrita somente pode ser suposta em um período de tempo extremamente longo, algo como um período entre 300 a.C. e 100 d.C. Este livro em sua maior parte segue um paralelo da narrativa contida em Esdras, Neemias e no livro de II Crônicas, sendo que algumas seções são traduções diretas destes livros. O nome de I Esdras vem do fato de que o livro canônico de Esdras é conhecido na igreja ortodoxa grega como a primeira metade de II Esdras (a segunda metade é Neemias). Contudo, na igreja ortodoxa russa o livro de II Esdras se refere ao I Esdras da Septuaginta. Já no catolicismo romano o livro de Neemias é às vezes chamado de II Esdras. Como pode ser visto, a confusão é grande quanto à nomenclatura deste livro e dos livros canônicos, quando se tenta incluí-lo entre eles.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Odes</strong> &#8211; Sua autoria e data de escrita são desconhecidos. É um livro que está na Septuaginta logo após o Salmo 151. Como o nome indica é um livro de canções que em grande parte repete canções encontradas em outros livros da Bíblia, como as canções de Moisés (<a>Êxodo 15:1-19</a>, Deuteronômio 32:1-43), a oração de Ana, mãe de Samuel (<a>I Samuel 2:1-10</a>), inclui também orações e canções encontradas em outros livros apócrifos, como a oração dos três jovens (complemento deuterocanônico de Daniel). Mas, o mais interessante é o livro incluir orações que são encontradas no Novo Testamento, como o Magnificat de Maria (Lucas 1:46-55) e o cântico de Zacarias (Lucas 1:68-79). Algo realmente fantástico para um livro do Antigo Testamento (Já que alguns defendem que a Septuaginta foi inteiramente traduzida e reconhecida antes de Cristo).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Oração de Manassés</strong> &#8211; É um curto escrito de 15 versos que relata uma oração de penitência do rei Manassés de Judá enquanto esteve preso pelos assírios. O rei Manassés é registrado pela Bíblia como sendo um dos reis mais idólatras de Judá em todos os tempos (II Reis 21:1-18), mas quando foi tomado cativo pelos assírios, se arrepende e clama misericórdia a Deus (<a>II Crônicas 33:10-17</a>). Este livro pretende reproduzir a oração de Manassés a Deus neste momento.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Salmo 151</strong> &#8211; Este é um salmo curto, atribuído ao rei Davi, somente encontrado na Septuaginta. Apesar de recentemente terem sido encontrados dois manuscritos, nas cavernas de Qumram, que dão base hebraica para este salmo, ele continua sendo considerado como apócrifo, exceto pela igreja ortodoxa grega que o tem como canônico.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros Pseudo-epígrafes (ou pseudepígrafes)</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Ahicar</strong> ou <strong>Haiquar</strong> &#8211; Segundo o livro ele foi um sábio Assírio conhecido por sua grande sabedoria. O livro também conhecido como “As palavras de Ahicar” foi encontrado em um papiro aramaico de aproximadamente 500 a.C. Ahicar profere durante a narrativa várias palavras de sabedoria para seu sobrinho, como sendo de sua autoria. Mas, de fato, elas são muito similares a partes do livro de Provérbios e algumas outras a partes do livro apócrifo de Eclesiástico.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Abraão</strong> &#8211; É um apocalipse de origem hebraica que foi provavelmente escrito entre 80 e 100 d.C. É somente encontrado em uma tradução para o eslovaco antigo. O primeiro terço do livro narra a conversão de Abrão do politeísmo ao monoteísmo, sendo seguido então do texto apocalíptico. Esta parte do livro se inicia com Abraão sacrificando a Deus (<a>Gênesis 15:7-16</a>), mas ao invés de serem aves de rapina que desciam sobre o sacrifício, este texto diz ter sido o anjo Azazel. Este nome aparece na Bíblia primeiramente em <a>Levítico 16:8</a>, onde é traduzido como “o bode emissário”. No livro apócrifo de I Enoque Azazel é descrito como um anjo caído do grupo dos “vigilantes”, e está diretamente associado ao inferno. Seguindo a narrativa apocalíptica o anjo Laoel guia Abraão e este aprende várias canções de louvor a Deus e vê Azazel ser condenado ao mundo inferior. Abraão é então levado ao templo de Jerusalém onde vê este ser usado para idolatria resultando na sua destruição por estrangeiros. Mas o Templo é por fim apresentado como tendo sido reconstruído em data posterior.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Elias</strong> &#8211; Este é um trabalho anônimo que se apresenta como uma revelação dada por um anjo. O seu título vem do fato deste livro citar o nome de Elias por duas vezes. O livro se divide em cinco partes:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>Trata da questão do jejum e da oração.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>Uma profecia sobre os Assírios.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>Referencia a futura chegada do filho da iniquidade, o qual é descrito em detalhes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>Referencia o martírio de Elias e Enoque (baseado na morte das duas testemunhas conforme registrado no livro canônico do Apocalipse de João), o martírio de Tabita (<a>Atos 9:36-42</a>), e de mais sessenta outros homens.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>Referencia a destruição do filho da iniquidade após o último julgamento.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Esdras</strong> &#8211; É um texto que reclama ter sido escrito por Esdras, mas que certamente foi escrito muito tempo depois, a sua datação é bem controversa, indo desde o 2º século d.C. até o 9º século d.C. O seu texto se baseia fortemente em outro apócrifo mais antigo conhecido como II Esdras (IV Esdras na vulgata ou III Esdras para os ortodoxos russos). O texto mostra o autor tendo visões do céu e do inferno, onde as punições a que são submetidos os pecadores são descritas em detalhe.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Sidraque</strong> &#8211; Também conhecido como Palavra de Sidraque, é um texto apócrifo antigo, mas de datação incerta. Seu título provém da forma grega do nome de Sadraque, um dos três que foram levados vivos à fornalha ardente pelo rei Nabucodonosor. O texto descreve como Sadraque foi levado à presença de Deus, por Jesus Cristo em pessoa. Mas, mesmo que o texto se mostre superficialmente Cristão, ele é derivado de um texto judeu mais antigo, onde o nome de um arcanjo foi substituído pelo nome de Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Sofonias</strong> &#8211; Este livro reclama ter sido escrito por Sofonias (o profeta), sua narrativa consiste de Sofonias sendo levado a visitar o céu e o inferno. Em sua visão do inferno Sofonias teria visto dois anjos gigantes, sendo que um deles é apresentado como sendo Eremiel, e é o guardião das almas. O outro dá a Sofonias um rolo contendo uma lista de todos os seus pecados, mas um segundo rolo é apresentado e Sofonias é julgado inocente e é transformado em um anjo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apócrifo de Ezequiel</strong> &#8211; É um livro escrito no estilo do Antigo Testamento e contém revelações que teriam sido dadas a Ezequiel. Hoje sobrevivem apenas alguns fragmentos em citações de Epifânio, Clemente de Roma e Clemente de Alexandria, e o Papiro Chester Beatty # 185. É provável que tenha sido escrito entre 50 a.C. e 50 d.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Ascensão de Isaías</strong> &#8211; Este apócrifo é datado do 2º século d.C. e foi compilado por um estudioso Cristão do qual nada se sabe. O texto tem três partes distintas, sendo que a primeira parece ter sido escrita por um autor judeu e as outras duas por autores cristãos. A primeira parte, normalmente chamada de o Martírio de Isaías, repete e expande os eventos descritos em II Reis 20. No meio desta narrativa foi inserido um apocalipse cristão conhecido como o Testamento de Ezequias. A segunda parte do livro se refere à Visão de Isaías e sua jornada assistido por um anjo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Assunção de Moisés</strong> &#8211; É um escrito de origem judaica, com data e autoria incertas. É encontrado apenas em um manuscrito do século VI em latim. Traz uma breve descrição da história judaica até aproximadamente o 1º século d.C. O texto com aproximadamente vinte capítulos revela as profecias secretas reveladas por Moisés a Josué no final de sua vida.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>II Baruque</strong> &#8211; Também conhecido como o Apocalipse siríaco de Baruque, é datado do final do 1º século ou início do 2º d.C. após a queda de Jerusalém em 70 d.C. Este trabalho (contrariando Jeremias que afirma ser Baruque um escriba) apresenta Baruque como um profeta e bastante superior a Jeremias. É um misto de oração, lamentação e visões, com um estilo de escrita próximo ao usado no livro canônico de Jeremias. Trata especialmente da sobrevivência do povo judeu, mesmo após a destruição do Templo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>III Baruque</strong> &#8211; Também conhecido como o Apocalipse grego de Baruque, é datado do final do 1º século ou início do 2º d.C. após a queda de Jerusalém em 70 d.C. Este texto tal qual II Baruque também trata da sobrevivência do povo judeu após a destruição do Templo, argumentando que o Templo está preservado no céu e é apresentado como estando completamente funcional lá, sendo mantido por anjos, não havendo, portanto, qualquer necessidade de reconstruí-lo aqui na terra. Neste texto Baruque é apresentado a vários “céus”, onde testemunha a punição dos construtores da torre de Babel e da serpente do Jardim do Éden, até que finalmente chega ao portão do quinto céu, o qual somente o arcanjo Miguel é capaz de abrir.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>IV Baruque</strong> &#8211; É também conhecido como as Omissões de Jeremias (Paraleipomena de Jeremias) quando combinado com a Epístola de Jeremias. É considerado apócrifo por todas as denominações Cristãs exceto a Igreja Ortodoxa Etíope. Sendo um pseudo-epígrafe significa que Baruque não o escreveu. O texto está severamente editado, sendo difícil definir quando cada parte foi escrita. Baruque é apresentado neste texto como sendo um intermediário entre Jeremias e Deus, e não somente um escriba. Advoga a xenofobia, o divórcio de esposas estrangeiras, e o exílio daqueles que não se divorciarem. Deste modo, os que não se divorciaram são retratados como sendo os ancestrais dos samaritanos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Conflito de Adão e Eva com Satanás</strong> &#8211; É um texto Cristão encontrado em etíope e árabe, provavelmente do 5º século d.C. Descreve os acontecimentos que se seguiram à expulsão do Jardim do Éden e segue até o testamento e o translado de Enoque.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Livro de Enoque</strong> &#8211; Este é um título dado a um conjunto de livros que se atribuem a Enoque, o bisavô de Noé (<a>Gênesis 5:18-24</a>). Normalmente o título “Livro de Enoque” se refere a I Enoque, que existe inteiro somente em uma tradução em língua etíope. Há outros dois livros chamados Enoque, II Enoque que existe somente em eslovaco antigo, e III Enoque que existe somente em hebraico. O livro é dividido em cinco partes distintas:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>O livro dos Vigilantes (I Enoque 1-36).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>O livro das Parábolas (I Enoque 37-71), também conhecido como as Comparações de Enoque.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>O livro dos Luminares Celestes (I Enoque 72-82), também conhecido como livro dos Luminares ou Livro Astronômico.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>As Visões de Sonhos (I Enoque 83-90), também chamado de o livro dos Sonhos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>A Epístola de Enoque (I Enoque 91-108).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;">A passagem de I Enoque 1:9 é citada em <a>Judas 14-15</a>. Devido a este fato, muitos dos primeiros pais da Igreja consideraram este livro como sendo canônico, entre eles Justino Mártir, Irineu, Orígenes, Clemente de Alexandria e Tertuliano. Contudo, a Igreja como um todo negou a canonicidade deste livro. E isto gerou inclusive problemas para a aceitação da carta de Judas, por citar um livro apócrifo. No fim o entendimento foi de que a citação de I Enoque 1:9 em Judas foi canonizada pela ação do Espírito Santo ao permiti-la no Texto Sagrado.<br />
Este texto foi datado como sendo do período dos Macabeus (aproximadamente 160 a.C.).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>II Enoque</strong> &#8211; Também conhecido como Os Segredos de Enoque é um texto de origem judia com data e autoria incertas. Ele sobrevive apenas em uma cópia em eslovaco antigo, texto este que certamente foi traduzido a partir de uma cópia em grego. O livro trata da jornada de Enoque através de dez céus até se encontrar com Deus, seguido por uma discussão sobre a criação do mundo, e as instruções de Deus para Enoque para que retornasse à Terra e disseminasse o que aprendera de Deus. Ao final, Enoque é levado de volta ao céu e é transformado no anjo Metraton. Neste ponto o texto passa a tratar das histórias de Matusalém, Nir (irmão mais novo de Noé), e Melquisedeque.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>III Enoque</strong> &#8211; Existe somente em hebraico, sendo datado do 5º o 6º século d.C. o livro clama ter sido escrito pelo rabi Ismael que se tornou sumo sacerdote após ter visões do céu. O livro se inicia com o relato da Ascensão de Ismael (1-2), em seguida mostra Ismael encontrando-se com o Enoque (3-16), e uma descrição das moradas celestiais (17-40), termina apresentando as maravilhas celestes (41-48).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>História dos Recabitas</strong> &#8211; História dos descendentes de Recabe (II Samuel 4:2ss), vivendo em uma ilha liderados por Jonadabe (filho de Recabe). O livro lembra muito os escritos mitológicos gregos, mostrando particularmente similaridades com os contos de Terapeuta.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Carta de Aristeas</strong> &#8211; É uma falsificação de origem heleno-judaica atribuída a um certo Aristeas que a teria escrito para Filócrates, descrevendo uma tradução para o grego das leis judaicas por setenta e dois tradutores enviados ao Egito de Jerusalém a pedido da biblioteca de Alexandria, o que teria resultado na tradução conhecida como Septuaginta. Em 1684, Humphrey Hody publicou o documento “Contra historiam Aristeae de LXX, interpretibus dissertario”, no qual mostrou que a assim chamada “Carta de Aristeas” era uma falsificação tardia produzida por um judeu helenizante, originalmente distribuída para atribuir autoridade à versão LXX. Esta dissertação é normalmente tida como conclusiva.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Vida de Adão e Eva</strong> &#8211; Este escrito de origem judaica foi originalmente escrito provavelmente em torno de 70 a.C. A história trata dos acontecimentos imediatamente posteriores à expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden e continua até a morte de Adão e depois de Eva. O livro também apresenta uma visão da queda da raça humana do ponto de vista de Eva.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Salmos de Salomão</strong> &#8211; É um conjunto de dezoito salmos apócrifos atribuídos a Salomão, mas que provavelmente foram escritos por um fariseu da Judeia por volta do período da tomada de Jerusalém por Pompeu em 63 d.C. São modelados de modo semelhante aos salmos encontrados na Bíblia. E os salmos 17 e 18 são semelhantes ao Salmo 72 do livro de Salmos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Pseudo-Filo</strong> &#8211; Texto em latim, chamado desta forma por estar normalmente anexado ao trabalho de Filo de Alexandria, mas claramente, não sendo um trabalho de Filo. Nesta obra o templo de Jerusalém é dito como ainda existindo, o que poderia indicar uma data de composição anterior a 70 d.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Testamento de Abraão, de Isaque e de Jacó</strong> &#8211; É um trio de trabalhos peculiares, apesar de não haver indícios de que fossem originalmente uma única obra. Em seus estilos lembram a bênção de Jacó encontrada em Gênesis 49:1-27. Os Testamentos foram originalmente compilados provavelmente no final do segundo século d.C. por um judeu cristão desconhecido, o de Abraão narra a relutância dele em morrer e como a morte pessoalmente lhe veio e o enganou para que morresse. O Testamento de Isaque está carregado de temas cristãos, apesar de se entender que estes temas foram acrescentados ao trabalho originalmente judeu. Relata que um anjo o leva ao céu, onde vê a tortura dos pecadores antes de se encontrar com o falecido Abraão. Isaque, não estando ainda morto é instruído por Abraão a voltar e escrever seu testamento, o que faz antes de morrer definitivamente. O Testamento de Jacó se inicia com Jacó sendo visitado pelo arcanjo Miguel e avisado de sua morte iminente. Neste testamento são os anjos que Jacó encontra que pregam a mensagem central.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Testamento dos Doze Patriarcas</strong> &#8211; Este livro apócrifo traz os últimos desejos dos doze filhos de Jacó. É considerado como literatura apocalíptica judaica. Os testamentos foram escritos em hebraico, provavelmente no final do 2º século a.C. ou início do 1º, sendo que estudos recentes apontam para uma data entre 135 e 63 a.C. Tudo indica que teve um único autor, provavelmente um fariseu. Mas, sofreu edição posterior e interpolação de material de origem cristã em seu texto original.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Visão de Esdras</strong> &#8211; É texto apócrifo que clama ter sido Esdras seu escritor. Os seus manuscritos mais antigos, compostos em latim, datam do 11º século d.C. O texto tem grande dependência de II Esdras, possui um apocalipse incipiente e retrata Deus respondendo às preces de Esdras, e enviando-lhe sete anjos para lhe mostrar o paraíso.</p>
<h4 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp; quot; background: none repeat scroll 0% 0% yellow;">Apócrifos do Novo Testamento</span></h4>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Praticamente todos os textos apócrifos do Novo Testamento são pseudo-epígrafes, ou seja, são textos que clamam ter sido escritos por alguém que não os escreveu. Dividem-se em várias categorias, como evangelhos da infância, evangelhos judeo-cristãos, evangelhos rivais aos canônicos, visões, cartas, textos gnósticos etc.</span></p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos da Infância</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">A falta de informação sobre a infância de Jesus nos evangelhos canônicos levou os primeiros Cristãos a uma fome por mais detalhes sobre a juventude de Jesus. Esta fome fez com que no 2º século e depois, alguns escrevessem contando lendas sobre este período da vida do Senhor, nenhum deles canônico, mas certamente populares em seu tempo e depois, sendo que ainda hoje vemos reflexos de seu conteúdo na religiosidade popular.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Proto-evangelho de Tiago</strong> &#8211; Também chamado de Evangelho de Tiago, ou Evangelho de Tiago da Infância, foi escrito provavelmente em torno de 150 d.C. O documento se apresenta como tendo sido escrito por Tiago, passando por Tiago o Justo, irmão de Jesus. O livro contém três partes de oito capítulos cada, iniciando-se com a história do nascimento e infância de Maria e consagração ao templo, a segunda parte conta a crise causada por Maria se tornar mulher e, portanto sua iminente contaminação do templo e a designação de José como seu guardião e os testes de sua virgindade, e por fim relata o nascimento de Jesus em uma caverna, com a visita de parteiras, escondendo Jesus de Herodes o Grande em uma manjedoura, e também o martírio de Zacarias pai de João o Batista durante o massacre das crianças, e como João o Batista e sua mãe foram escondidos de Herodes Antipas nas montanhas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Tomé da Infância</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé. O autor deste evangelho é desconhecido. A data provável de sua escrita está entre 80 e 185 d.C. e descreve a vida do menino Jesus, com eventos extravagantes sendo alguns deles malévolos. Em um dos episódios Jesus está fazendo pássaros de barro, os quais em seguida ganham vida. Este ato é também atribuído a Jesus no Corão. Em outro episódio uma criança espalha a água que Jesus está juntando. Jesus então amaldiçoa a criança que murcha até morrer.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho do Pseudo-Mateus</strong> &#8211; Também chamado de Nascimento de Maria e Infância do Salvador, ou de Evangelho de Mateus da Infância. É uma composição em latim do 4º ou 5º século d.C. Este texto tem autoria, mas clama ter sido escrito por Mateus e traduzido por Jerônimo. O seu conteúdo é basicamente uma reprodução editada do Proto-evangelho de Tiago, seguida da fuga para o Egito, e de uma reprodução editada do Evangelho de Tomé da Infância. É nele que primeiramente se menciona um boi e um burro como estando presentes no nascimento de Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho Arábico da Infância</strong> &#8211; Foi compilado, provavelmente, no 6º século d.C. e se baseia no Evangelho de Tomé da Infância e no Proto-evangelho de Tiago. Consiste de três partes: O nascimento de Jesus, os milagres durante a fuga para o Egito e os milagres de Jesus como menino. Partes da narrativa deste evangelho, especialmente a segunda parte (os milagres no Egito), também podem ser encontrados no Corão.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Outros evangelhos da Infância</strong> &#8211; A Vida de João o Batista, supostamente escrito pelo bispo Serapião em 390 d.C. e A História de José o Carpinteiro, provavelmente composto no 5º século d.C. no Egito.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos Judeu-Cristãos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Alguns grupos dentre os primeiros Cristãos mantinham uma forte submissão ao judaísmo, especialmente à lei mosaica, os quais o apóstolo Paulo chamou de judaizantes, acabaram por criar evangelhos segundo suas próprias crenças.</span></p>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">A maior parte destes escritos sobrevive apenas como comentários críticos produzidos por pessoas da cristandade paulina, que eram Cristãos que seguiam os ensinos do apóstolo Paulo, também tratados em <a>I Coríntios 1:12</a> e <a>3:4</a> como “os que são de Paulo”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho dos Hebreus</strong> &#8211; Este evangelho, composto em hebraico, está perdido exceto por algumas citações de Epifânio, um escriba da igreja que viveu no final do 4º século d.C. Este evangelho era também conhecido por Jerônimo, que afirma em um de seus escritos que o estava traduzindo para o grego. Sua data e autoria são desconhecidas, apesar de alguns o atribuírem ao próprio Mateus.<br />
Em geral, segue o conteúdo do Evangelho canônico de Mateus, mas com algumas divergências importantes. Um dos pontos de maior distinção é que ele referencia o Espírito Santo como sendo a mãe de Jesus, coloca Tiago, o Justo, como cabeça da igreja de Jerusalém, e se concentra em exortar para uma estrita obediência à lei judaica. Também altera a oração do Senhor, substituindo o “pão nosso de cada dia”, por “pão para amanhã”.<br />
Epifânio, em seu trabalho afirma:</p>
<p class="refe" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Eles dizem que Cristo não foi o primogênito de Deus o Pai, mas criado como um dos arcanjos&#8230; que ele domina sobre os anjos e sobre todas as criaturas do Todo-Poderoso, e que ele veio e declarou em seu Evangelho, o qual é chamado Evangelho segundo Mateus, ou Evangelho segundo Mateus aos Hebreus, dizendo: “Eu vim para fazer com que cessem os sacrifícios, e se vós não cessardes com os sacrifícios, a ira de Deus sobre vós não cessará”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho dos Nazarenos</strong> &#8211; Aparentemente deriva do Evangelho dos Hebreus, com poucas diferenças. Quanto à data e local de escrita há muita controvérsia, mas como Clemente usou o livro no final do 2º século, ele é certamente mais antigo que isto. O local de escrita mais cotado é Alexandria no Egito.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho do Ebionitas</strong> &#8211; Este evangelho tem grande afinidade com o Evangelho dos Hebreus e com o dos Nazarenos. Como os outros dois ele também somente sobrevive em pequenos fragmentos encontrados em citações de autores dos primeiros séculos. Epifânio ressalta algumas diferenças entre o Evangelho dos Ebionitas e o Evangelho dos Nazarenos. Segundo ele os Nazarenos eram considerados como parte da cristandade ortodoxa, enquanto o Ebionitas eram considerados hereges, especialmente por rejeitarem o nascimento virginal de Jesus. Neste evangelho Jesus aparece como sendo vegetariano, e somente no batismo recebe sua “parte divina”.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos rivais dos Evangelhos canônicos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Muitas versões alternativas, grandemente editadas, de evangelhos existiram durante os primórdios do Cristianismo. Estas alterações normalmente serviam para dar suporte a alguma visão religiosa particular, em geral, considerada herética pela igreja primitiva.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Marcion</strong> &#8211; Também conhecido como Evangelho do Senhor foi um texto usado em meados do segundo século por Marcion excluindo os outros evangelhos. Este evangelho sobrevive apenas em citações de seus críticos, contudo é possível através destas citações se reconstruir praticamente todo o seu texto original. Este evangelho se baseia no Evangelho canônico de Lucas, tendo sido editado para se acomodar à teologia de Marcion, por exemplo, os dois primeiros capítulos de Lucas, sobre o nascimento de Jesus e o início em Cafarnaum foram eliminados e foram feitas modificações no restante para acomodar o Marcionismo, por exemplo, em <a>Lucas 10:21</a> temos “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra”, em Marcion se lê: “Graças dou, Pai, Senhor do céu”, destacando a visão gnóstica de que a terra é má, logo, Deus não é seu Senhor.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Mani</strong> &#8211; Este evangelho escrito por Mani, um persa que viveu no 3º século d.C. Ele tentou fazer uma síntese das correntes religiosas de sua época: cristianismo, zoroastrismo e budismo, produzindo com isto um novo evangelho. O texto se parece mais com um comentário dos evangelhos do que uma nova testemunha. Mani, afirma ser profeta e apóstolo, como em: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Eu, Mani, o Apóstolo de Jesus o Amigo, pela vontade do Pai, o verdadeiro Deus, por quem comecei&#8230;”</span></span>.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos de Logia (ou de dizeres, frases e parábolas curtas)</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Tomé</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé da Infância. Este é um evangelho gnóstico que foi encontrado em 1945 nas cavernas de Nag Hammadi, em um manuscrito copta. Diferentemente dos evangelhos canônicos, este não traz uma narrativa conectada aos dizeres atribuídos a Jesus. É apenas uma coleção de dizeres e parábolas que teriam sido proferidos por Jesus, alguns diálogos com o Senhor, e dizeres que alguns dos discípulos teriam reportado a Tomé, chamado Dídimo. A obra consiste de 114 dizeres atribuídos a Jesus, alguns dos quais lembram as falas do Senhor nos evangelhos canônicos. No 4º século, Cirilo de Jerusalém mencionou o Evangelho de Tomé, nos seguintes termos: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Não permita que ninguém leia o evangelho segundo Tomé, porque esta obra, não é de um dos doze apóstolos, mas de um dos três perniciosos discípulos de Mani”</span></span>. Contudo, os textos em Nag Hammadi são certamente mais antigos que a época de Mani. Os críticos tendem a datar este Evangelho no final do primeiro século.<br />
Em um de seus ditos (v.70) encontramos Jesus dizendo que a salvação está no interior do ser humano: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Se colocardes para fora o que está em vosso interior, o que tendes vos salvará. Se não o colocardes para fora, o que tendes em vosso interior vos matará”</span></span>. No v.3, temos: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“O Reino de Deus está dentro de vós”</span></span>.<br />
Escritos como este evangelho são certamente a razão para a igreja ter buscado estabelecer de forma oficial o cânon do Novo Testamento. Estabelecendo a crença na morte e na ressurreição do Senhor como o coração da mensagem proclamada pela Igreja desde o seu início no livro de Atos dos Apóstolos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Filipe</strong> &#8211; É um evangelho gnóstico datado do 2º ou 3º século, de autor desconhecido. Similarmente ao evangelho gnóstico de Tomé este também é um evangelho de dizeres, ou falas atribuídas ao Senhor, algumas das quais lembram as palavras do Senhor encontradas nos evangelhos canônicos. Entre seus ditos encontramos: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Aquele que tem o conhecimento da verdade é um homem livre, mas o homem livre não peca, porque &#8216;Aquele que peca é escravo do pecado&#8217;. A verdade é a mãe, o conhecimento o pai”</span></span>. E ainda: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Jesus veio para crucificar o mundo”</span></span>.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos Morais</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Alguns textos tomaram a forma de discursos sobre a moralidade, e em particular sobre a abstinência sexual, normalmente apresentando um debate entre Jesus e um de seus discípulos, estes são os evangelhos morais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho dos Egípcios (em Grego)</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho dos Egípcios em Copta, que é uma obra completamente diferente. Este evangelho foi escrito provavelmente na primeira metade do 2º século em Alexandria. Ele foi citado por Clemente de Alexandria. Este evangelho toma a forma de uma conversa entre a discípula de Jesus, Salomé (<a>Marcos 15:40</a>) e Jesus, que advoga a causa do celibato, como comenta Cameron: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“cada fragmento endossa o ascetismo sexual como meio de quebrar o ciclo letal do nascimento e de superar as diferenças pecaminosas entre o homem e a mulher, permitindo a todas as pessoas retornar ao que foi entendido como seu estado primordial de androgenia” (Cameron 1982)</span></span>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Tomé, o contendor</strong> &#8211; Ou livro de Tomé o contendor, não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé. O evangelho se inicia assim: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“As palavras secretas que o salvador disse a Tomé, as quais eu, eu mesmo, Matias, escrevi, enquanto andava ouvindo-os falar um com o outro”</span></span>. Este escrito foi achado na biblioteca de Nag Hammadi, no deserto egípcio. Alguns consideram que este livro pode ser o Evangelho de Matias, livro este que estava perdido. Nele Jesus trata Tomé como seu próprio irmão gêmeo, e lhe expõe o tema da moralidade, e particularmente da sexualidade. Jesus segue então mostrando como o celibato oferece a rota para a salvação, e como a paixão sexual é um fogo que causa ilusão, e aprisionamento em um estado de luxúria.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos da Paixão</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">São evangelhos que tratam especificamente da questão da morte e da ressurreição de Jesus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Pedro</strong> &#8211; O evangelho de Pedro é uma narrativa da paixão, que foi bem conhecida no início da história Cristã, mas que desapareceu com o tempo. Hoje é conhecida apenas de ouvir falar, especialmente pela carta de Serapião, bispo de Antioquia de 190 a 203 d.C., referenciada por Eusébio, que afirma o seguinte: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“muito dele se enquadra nos corretos ensinos sobre o Salvador, mas algumas partes podem encorajar seus ouvintes a cair na heresia do docetismo”</span></span>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Pilatos</strong> &#8211; Se inclui como um apêndice ao texto medieval em latim chamado Evangelho de Nicodemos. O texto é provavelmente da metade do 4º século, sendo de autoria desconhecida. A primeira parte do livro relata o julgamento de Jesus, com base em Lucas 23 e a segunda trata da ressurreição. Nele, Lúcio e Carino, duas almas ressuscitadas após a crucificação, relatam ao Sinédrio os acontecimentos da descida de Cristo ao Limbo. O episódio do Angustiante Inferno descreve Dimas (nome dado por este manuscrito ao malfeitor crucificado com Jesus e que recebeu Dele o perdão) acompanhando Cristo no Inferno, e a libertação dos patriarcas do Antigo Testamento que eram justos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Bartolomeu</strong> &#8211; As primeiras referências a este texto foram feitas por Jerônimo e recentemente foram descobertos alguns fragmentos de manuscritos em copta contendo o texto. Este texto contém as visões de Bartolomeu, e os atos de Tomé, mas é predominantemente um texto sobre a paixão e a eucaristia. O texto começa com a crucificação de Jesus, e então passa à ida de Jesus ao inferno, onde encontra com Judas e prega para ele. Jesus resgata todos os que estão no inferno, exceto Judas, Caim e Herodes o Grande. Bartolomeu está presente à cena, e é depois levado ao mais alto nível do céu, de modo a poder ver a liturgia (católica) indo celebrar a ressurreição.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Questões de Bartolomeu</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho de Bartolomeu. O texto sobrevive em cópias em grego, latim e eslovaco antigo, mesmo que cada cópia varie grandemente da outra. O texto apresenta Jesus respondendo aos seus discípulos algumas perguntas formuladas por Bartolomeu. O texto se atém fortemente ao misticismo judaico (tal qual o Livro de Enoque), buscando dar explicações para os aspectos sobrenaturais do Cristianismo. O livro mostra como Jesus desceu ao inferno, por suas próprias palavras, trata da imaculada concepção de Maria, e finalmente, Bartolomeu pede para ver Satanás, e então um coro de anjos arrasta Satanás acorrentado do inferno, mas vê-lo faz com que os apóstolos morram. Jesus então imediatamente os ressuscita e dá a Bartolomeu o controle sobre Satanás. O texto também afirma que a queda do homem foi causada por Eva ter tido relações sexuais com Satanás.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Atos dos Apóstolos de Leucius</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">São textos que tratam da vida dos apóstolos após a ressurreição de Jesus. Todos atribuídos a Leucius Charinus supostamente um discípulo de João o apóstolo, e que se uniu a este em oposição aos Ebionitas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de João</strong> &#8211; É uma coleção de narrativas e tradições do 2º século d.C. inspirada no evangelho canônico de João. Alguns atribuem sua autoria a Prócoro, um dos diáconos selecionados em Atos 6. Este livro apresenta duas viagens de João a Éfeso, cheias de eventos dramáticos, milagres como o colapso do templo de Ártemis, assim como também apresenta João pregando no teatro para convencer os seguidores de Ártemis. Contém também o episódio da última ceia com a “dança de roda da cruz” que teria sido instituída por Jesus, dizendo: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Antes de eu ser entregue a eles, cantemos um hino ao Pai e assim sigamos a ver o que mente diante de nós”</span></span>, direcionou para que fosse formado um círculo ao redor dele, dando-se as mãos e dançando. Os apóstolos gritaram “Amém” ao hino de Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Paulo</strong> &#8211; É um dos maiores textos apócrifos do Novo Testamento. Foi escrito no final do 2º século d.C. O texto era composto de:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span><span style="text-decoration: underline;">Atos de Paulo e Thecla</span> &#8211; Neste texto Paulo está viajando a Icônio, proclamando “a palavra de Deus sobre a abstinência, a virgindade e a ressurreição”. Thecla, é uma virgem jovem e nobre, que ouve os discursos de Paulo sobre a virgindade de sua janela na casa ao lado. Seu noivo então leva Paulo ao governador que o prende. Thecla vai à prisão para ouvir Paulo, e é então condenada por estar dando ouvidos à questão da virgindade à morte na fogueira, mas nada lhe acontece pois Deus manda um chuva e terremotos para apagar as chamas. A história segue nestes termos, até que Thecla foge para uma caverna (estando ainda virgem) e mora lá por mais 72 anos. Aos 90 anos um homem tenta corrompê-la, mas Thecla consegue escapar e vai a Roma onde é enterrada com Paulo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span><span style="text-decoration: underline;">Epístola dos Coríntios a Paulo</span> &#8211; Este escrito clama descrever os ensinos de Simão, o mago, incluindo a ideia de que Deus não é Todo-Poderoso, que a ressurreição é falsa, que Cristo não foi Deus verdadeiramente encarnado corporalmente (ideia docetista), que os anjos fizeram o mundo, e que os profetas foram imprecisos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span><span style="text-decoration: underline;">Terceira Epístola aos Coríntios</span> &#8211; Este texto foi posteriormente separado dos Atos de Paulo. O texto escrito por um Pseudo-Paulo (provavelmente um presbítero cristão em 170 d.C.), é uma resposta à Epístola dos Coríntios a Paulo, e é estruturado para tentar corrigir alguns problemas de interpretação nas Epístolas de I e II aos Coríntios. (canônicas). Em particular a epístola tenta corrigir a interpretação da frase: “a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus” (I Co.15:50), pela qual alguns diziam que a ressurreição não seria corporal.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span><span style="text-decoration: underline;">O Martírio de Paulo</span> &#8211; Texto que retrata a morte de Paulo nas mãos de Nero.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Pedro</strong> &#8211; Este texto da segunda metade do 2º século d.C. relata o miraculoso embate entre Pedro e Simão o mago em Roma. Nele Pedro executa milagres como a ressurreição de um peixe defumado, e fazer cachorros falarem. O texto condena Simão, o mago, antiga figura ligada ao gnosticismo. Algumas versões deste texto também fazem referência a uma mulher (ou mulheres) que prefere a paralisia ao sexo. No Códice de Berlin, a mulher é apresentada como a filha de Pedro. Conclui descrevendo o martírio de Pedro, crucificado de cabeça para baixo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de André</strong> &#8211; É um texto do 3º século d.C. baseado em Atos de João e de Pedro, descreve viagens de André e os milagres que fez durante estas viagens e finalmente uma descrição da forma como supostamente morreu. Como nos outros livros congêneres os milagres são extremamente sobrenaturais, e muito exagerados. Por exemplo, além dos milagres usuais de levantar mortos, curar cegos, e outros, ele sobrevive ao ser jogado aos animais selvagens, acalma tempestades, e derrota exércitos apenas fazendo o sinal da cruz. André também faz com que um embrião resultante de um relacionamento ilegítimo morra. Ao ser crucificado, André ainda é capaz de pregar sermões por três dias.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Tomé</strong> &#8211; Este texto gnóstico do início do 3º século d.C. é apresentado em uma série de episódios, que ocorrem durante a missão evangelística de Tomé à Índia. Termina com seu martírio no qual ele morre perfurado por lanças porque causou a ira do Rei Misdaeus pela conversão de suas esposas e um parente.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Extratos das vidas dos Apóstolos</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Pedro e André</strong> &#8211; Este texto não tem uma datação definida, e consiste de uma série de contos curtos de milagres, como quando André cavalga uma nuvem para ir de encontro a Pedro, e Pedro literalmente faz passar um camelo através do buraco de uma agulha. O texto parece ser uma tentativa de continuar os Atos de André e Matias (que faz parte dos Atos de André).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Pedro e os Doze</strong> &#8211; O texto datado do 2º século, é constituído de uma alegoria inicial, semelhante à descrita no Evangelho de Mateus, do negociante de pérolas (<a>Mateus 13:44ss.</a>) mas que aqui está vendendo uma pérola de grande valor. O negociante é evitado pelos ricos, mas os pobres vão a ele em grande quantidade, e descobrem que a pérola está guardada na cidade natal do negociante, “Nove Portões”, e aqueles que quiserem a pérola deverão empreender a dura viagem até Nove Portões. O nome do negociante é Lithargoel, que traduzido é pérola, ou seja, o próprio negociante é a pérola. Por fim, o negociante se revela como sendo o próprio Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Pedro e Paulo</strong> &#8211; Este é um texto tardio, do 4º século, que conta a lenda da viagem de Paulo da ilha de Guadomelete para Roma, apresentando Pedro como sendo irmão de Paulo. Também descreve a morte de Paulo por decapitação, uma antiga tradição da igreja.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Filipe</strong> &#8211; Este livro é uma fantasia datada do final do 4º século ou início do 5º século d.C. envolvendo milagres e um suposto diálogo que fez Felipe conquistar muitos convertidos. Termina com a crucificação de Filipe em uma cruz invertida.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Epístolas</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Há uma série de epístolas não canônicas, mas escritas no formato de epístolas canônicas, muitas das quais (apesar de espúrias) foram bastante consideradas pela igreja primitiva.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Epístola de Barnabé</strong> &#8211; É um apócrifo encontrado no Códice Sinaíticus do 4º século. Não deve ser confundido com o medieval Evangelho de Barnabé. Esta é uma pseudo-epígrafe de autoria desconhecida, provavelmente escrita no início do 2º século. O texto apesar de não ser gnóstico em um sentido heterodoxo, clama a que sua audiência busque um perfeito conhecimento (conhecimento especial). A obra é mais um tratado, ou homilia, que uma epístola. Sua lógica não é das mais primorosas, e sua mensagem não traz novidades. É interessante que a epístola cita o Evangelho de Mateus (canônico) como Escritura, contudo, também cita provavelmente IV Esdras e certamente I Enoque. Em certo ponto parece advogar que o povo Cristão é o único verdadeiro povo da aliança, e que os judeus nunca haviam estado em uma aliança com Deus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>I Clemente</strong> &#8211; É uma carta de autoria incerta, endereçada como sendo da <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“igreja de Deus que está em Roma para a igreja de Deus que está em Corinto”</span></span>. Sua datação tradicional está colocada em 96 d.C. A carta é motivada por uma disputa em Corinto, que excluiu do serviço vários presbíteros, mas já que nenhum foi acusado de problemas morais a carta advoga que foram afastados injustamente. A carta cita em profusão o Antigo Testamento, algumas cartas de Paulo e algumas falas do Senhor Jesus, e está incluída no Códice Alexandrinus do 5º século. Apesar de não conter problemas doutrinários, e de ser lida em várias igrejas, jamais atingiu os requisitos canônicos, especialmente por sua autoria desconhecida.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>II Clemente</strong> &#8211; Esta homilia foi escrita em Roma em meados do 2º século, sendo uma pseudo-epígrafe que tradicionalmente era atribuída a Clemente de Roma. Suas citações aparentemente derivam do Evangelho dos Egípcios em Grego.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Epistola dos Coríntios a Paulo</strong> &#8211; Já tratada acima como parte dos Atos de Paulo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Epístola aos Laodicenses</strong> &#8211; Curta epístola encontrada apenas em algumas edições da Vulgata em latim, e em nenhum manuscrito grego. Ela se faz passar pela epístola de Paulo à igreja de Laodiceia mencionada em sua Epístola aos Colossenses (<a>4:16</a>), carta esta perdida, apesar de alguns suporem se tratar da Epístola canônica aos Efésios. É quase que unanimemente considerada uma pseudo-epígrafe, constituindo-se de um pastiche de frases tomadas de epístolas genuínas do apóstolo Paulo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Pseudo-Correspondência entre Paulo e Sêneca, o jovem</strong> &#8211; Consiste de uma série de oito cartas supostamente enviadas pelo filósofo estóico Sêneca, e seis respostas supostamente enviadas pelo apóstolo Paulo. As cartas foram compostas provavelmente na segunda metade do 4º século e tem autoria desconhecida. Baseiam-se na tradição de que tanto Sêneca quanto Paulo estiveram em um mesmo período na cidade de Roma.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>III Coríntios</strong> &#8211; Já tratada acima como parte dos Atos de Paulo.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Apocalipses</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Pedro</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Apocalipse gnóstico de Pedro. Está datado na primeira metade do 2º século, foi considerado canônico por Clemente de Alexandria, mas foi recusado pelo restante da Igreja. Subsiste em apenas dois manuscritos, um em grego e outro e etíope os quais divergem grandemente entre si. O texto tem um estilo literário simples, mas muito apreciado pelos populares em Alexandria. Trata basicamente de uma visão do Céu e do Inferno. Roberts-Donaldson afirma: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“O Apocalipse de Pedro mostra impressionante parentesco com a segunda epístola de Pedro&#8230; Também apresenta notáveis paralelos com os Oráculos de Sibeline&#8230; É uma das fontes do escritor do Apocalipse de Paulo&#8230; E direta ou indiretamente este texto pode ser considerado como o pai de todas as visões medievais do outro mundo”</span></span>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Paulo</strong> &#8211; Este texto também é encontrado tendo a Virgem Maria no lugar de Paulo como a pessoa que recebe a revelação. Este texto paralelo é conhecido como o Apocalipse da Virgem. Não deve ser confundido com o Apocalipse gnóstico de Paulo. A narrativa aparenta ser uma elaboração e um rearranjo do Apocalipse de Pedro, inicia-se com um apelo de todas as criaturas contra os pecados da humanidade segue essencialmente descrevendo uma visão do Céu e do Inferno. No final do texto Paulo (ou Maria) consegue persuadir Deus a dar a todos no Inferno um dia de descanso, fora do Inferno, a cada domingo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Tomé</strong> &#8211; Aparentemente foi composto originalmente em latim em data desconhecida, trata dos sinais do fim do mundo. Parece ser uma curta interpretação do Apocalipse de João. Apresenta os fatos que acontecerão em uma sequência de seis dias de tormento antes da vinda de Jesus, e no final do sétimo dia se fará paz e os anjos virão à Terra.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Estevão</strong> &#8211; Texto com autoria e datação incertas, descreve um conflito sobre a natureza de Jesus de Nazaré. Estevão aparece em cena e reconta o apocalipse como uma verdade literal. A multidão se insurge contra Estevão e o leva perante Pilatos, a quem Estevão ordena que se cale e que reconheça Jesus. O texto conta que Estevão sendo perseguido por Saulo, foi crucificado, mas solto por anjos, depois foi levado ao Sinédrio onde recontou uma suposta profecia de Natã sobre Jesus, e foi julgado e condenado ao apedrejamento. Sendo levado pela multidão iniciou-se o apedrejamento, quando Nicodemos e Gamaliel tentaram impedir o processo e também foram mortos. Após sua morte, Estevão foi enterrado por Pilatos em um caixão de prata. Pilatos então recebe as visões celestiais de Estevão e se converte.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>I Apocalipse de Tiago</strong> &#8211; É um texto gnóstico encontrado em Nag Hammadi. A datação e autoria ainda são incertas, mas provavelmente escrito depois do II Apocalipse de Tiago. O texto se apresenta como um diálogo entre Tiago, o justo, irmão de Jesus, e o próprio Jesus. Se inicia tratando do medo de Tiago de ser crucificado, e segue apresentando uma série de senhas dadas por Jesus a Tiago de modo a que ele chegasse até o mais alto dos céus (são 72) após morrer, sem ser bloqueado pelos poderes do mal do demiurgo (segundo os gnósticos o ser que intermediou a criação).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>II Apocalipse de Tiago</strong> &#8211; Escrito provavelmente durante o 2º século d.C. esteve perdido até ser reencontrado em Nag Hammadi. O texto é claramente gnóstico, apresentando um beijo na boca que Jesus teria dado em Tiago, metáfora para a passagem da gnose entre duas pessoas (deixa claro que não se trata de um relacionamento homossexual). O texto termina com a horrível morte de Tiago por apedrejamento, provavelmente refletindo uma antiga tradição sobre sua morte.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros dos Pais da Igreja</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Enquanto a maior parte dos livros tratados até aqui tenham sido considerados heréticos (especialmente aqueles de tradição gnóstica), outros não foram considerados como sendo particularmente heréticos em seu conteúdo, em muitos casos sendo bem aceitos como obras com alguma significância espiritual. Eles, contudo, não foram considerados canônicos, mas pertencem à categoria de escritos dos pais da Igreja.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>I Clemente</strong> &#8211; Já citada acima.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>O Pastor de Hermas</strong> &#8211; Ou simplesmente <strong>“O Pastor”</strong>. É uma obra Cristã do 2º século, considerada um livro valioso por muitos Cristãos, tendo sido considerada como canônica por alguns pais da igreja. Alguns atribuem sua autoria a Hermas (Rm.16:14). Mas, há grande controvérsia a este respeito. Trata-se de uma alegoria Cristã consistindo de cinco visões dadas a Hermas, um ex-escravo, seguidas de doze mandamentos, e dez parábolas. Apesar da seriedade dos assuntos tratados, o livro foi escrito em um tom otimista e esperançoso, como muitos dos escritos dos primeiros Cristãos. Tem vários e sérios problemas, especialmente quanto à questão da Trindade, e à noção de que a Igreja é uma instituição necessária à salvação.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Didaquê</strong> &#8211; Antes considerado como perdido, o Didaquê, ou Ensino dos Apóstolos, foi redescoberto em 1883 no Códice Hierosolymitanus de 1053. O texto foi provavelmente escrito já no 1º século, mas tem autoria incerta. O conteúdo pode ser dividido em quatro partes: Os dois caminhos, o caminho da vida e o caminho da morte (1-6), rituais de batismo, jejum e comunhão (7-10), o ministério e como lidar com os ministros itinerantes (11-15) e um breve apocalipse (16). Há no texto, tal qual o recebemos, claros sinais de que foi editado posteriormente para se adequar a certas questões eclesiológicas, como o batismo por aspersão.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos Harmônicos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Alguns textos buscaram prover uma harmonização dos evangelhos canônicos, tentando apresentar, de alguma forma, um texto unificado. Entre estes textos o mais conhecido é o Diatessaron:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span>Diatessaron &#8211; Escrito por Taciano em 175 d.C. foi a mais proeminente harmonização dos quatro evangelhos, ou seja, o material dos quatro evangelhos escritos de modo a formar uma única narrativa. Somente 56 versos dos Evangelhos canônicos não tiveram uma contrapartida no Diatessaron, sendo que a maior parte das exclusões se deve às duas genealogias de Jesus em Mateus e Lucas, juntamente com o relato sobre a mulher adúltera em João 7:53-8:11. Contudo, a sequência da narrativa do Diatessaron é substancialmente diferente da encontrada em qualquer dos evangelhos.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros Perdidos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Há muitas obras e textos que são mencionados em algumas fontes antigas, mas que nenhuma parte conhecida do texto sobreviveu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Matias</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho dos Quatro Impérios Celestiais</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho da Perfeição</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Eva</strong> &#8211; Uma citação deste evangelho é dada por Epifânio. É possível que este seja o Evangelho da Perfeição que ele trata em outra parte. A citação mostra que este evangelho era a expressão de um completo panteísmo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho dos Doze</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Tadeu</strong> &#8211; Alguns entendem ser este um sinônimo para o Livro de Judas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Memória Apostólica</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho dos Setenta</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Lápide dos Apóstolos</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Livro dos feitiços das serpentes</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Porção dos Apóstolos</strong></p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Outros Escritos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Há muitos outros escritos de importância menor, muitos textos gnósticos, e ainda orações, sermões, liturgias e penitências, que são citados em outros links do site GnosisOnline.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Imagens das Aparições da Mãe Divina</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 14:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>O paranormal, estigmatizado e ufólogo italiano Giorgio Bongiovanni recebe constantemente mensagens de Nossa Senhora sobre o Fim dos Tempos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><table style="text-align: center; width: 650px; margin: 0px auto;" border="0" cellspacing="3" cellpadding="3">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><div id="attachment_3195" class="wp-caption alignnone" style="width: 221px"><img class="size-full wp-image-3195" title="Virgem de Zeitun sobre o domo da igreja" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/zeitun1.jpg" alt="" width="211" height="280" /><p class="wp-caption-text">Uma &quot;Virgem&quot; apareceu sobre as torres de uma igreja copta na cidade de Zeitun, no Egito, década de 60.</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3196" class="wp-caption alignnone" style="width: 271px"><img class="size-full wp-image-3196" title="Pombas de luz voavam sobre a cabeça da &quot;Virgem&quot;" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/pombas-de-luz-que-rodeavam-a-Virgem.jpg" alt="" width="261" height="197" /><p class="wp-caption-text">Pombas de luz voavam sobre a cabeça da &quot;Virgem&quot;</p></div></td>
</tr>
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<p><div id="attachment_3197" class="wp-caption alignnone" style="width: 273px"><img class="size-full wp-image-3197" title="A imagem carrega uma criança em seu colo." src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/zeitun3.jpg" alt="" width="263" height="197" /><p class="wp-caption-text">A imagem carrega uma criança em seu colo. O VM Samael, em sua obra Medicina Oculta, afirma que o &quot;bodhisatva&quot; da Virgem Cósmica (que se encarnou na Terra Santa com o nome de Maria de Nazaré) esteve encarnado no Egito na década de 60. Coincidência?</p></div></td>
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<p><div id="attachment_3198" class="wp-caption alignnone" style="width: 190px"><img class="size-full wp-image-3198" title="Povo" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/povo.jpg" alt="" width="180" height="76" /><p class="wp-caption-text">Milhões de pessoas viram essa aparição, tanto cristãos ortodoxos quanto muçulmanos, e os inúmeros fenômenos foram fotografados e filmados.</p></div></td>
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<p><div id="attachment_3199" class="wp-caption alignnone" style="width: 275px"><img class="size-full wp-image-3199 " title="Luzes intensas" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/virgem-de-zeitun-sobre-o-domo-da-igreja.jpg" alt="" width="265" height="211" /><p class="wp-caption-text">Estranhas luzes sobrevoavam o topo da igreja ortodoxa.</p></div></td>
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<p><div id="attachment_3200" class="wp-caption alignnone" style="width: 275px"><img class="size-full wp-image-3200" title="Luzes intensas" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/luzes-intensas.jpg" alt="" width="265" height="211" /><p class="wp-caption-text">Flashes de intensas luzes estouravam continuamente, de dia e de noite, além de figuras luminosas voarem por todos os lados.</p></div></td>
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<p><div id="attachment_3201" class="wp-caption alignnone" style="width: 220px"><img class="size-full wp-image-3201" title=" Tilma de Juan Diego" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/imagem-original-na-Tilma-de-juan-diego.jpg" alt="" width="210" height="359" /><p class="wp-caption-text">Nossa Senhora apareceu para um humilde índio asteca, no México, pedindo a que todos A adorassem e orassem para que Ela enviasse a Paz de Deus para a humanidade. Como prova de que era realmente Ela, a Virgem imprimiu a imagem acima na tilma (manto, em asteca) do índio Juan Diego, preservada desde o século 16 até hoje.</p></div></td>
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<p><div id="attachment_3202" class="wp-caption alignnone" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-3202" title="Juan Diego" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/juandiego.jpg" alt="" width="200" height="346" /><p class="wp-caption-text">Imagem de Juan Diego, visitado pela Mãe Divina. Ela, um dos aspectos da Tonantzin asteca, é a protetora de todos os povos das Américas. A imagem de Nossa Senhora de Guadalupe encontra-se impressa em um pano datado do início do século 16. A imagem está totalmente intacta até os dias de hoje.</p></div></td>
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<p><div id="attachment_3203" class="wp-caption alignnone" style="width: 303px"><img class="size-full wp-image-3203" title="Rainha do Verbo" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/kibeho1.jpg" alt="" width="293" height="151" /><p class="wp-caption-text">De 1981 a 1984, a &quot;Rainha do Verbo&quot; apareceu para oito crianças na região de Kibeho, em Ruanda, África. A Virgem exortou a que todos orassem pela Paz Mundial, porém poucos deram ouvidos ao clamor d&#39;Ela. Oito anos após suas aparições, ou seja, em 1992, estourou uma horrenda guerra civil em Ruanda, que matou mais de 500 mil pessoas.</p></div></td>
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<p><div id="attachment_3204" class="wp-caption alignnone" style="width: 170px"><img class="size-full wp-image-3204" title="Garabandal" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/garabandal1.gif" alt="" width="160" height="161" /><p class="wp-caption-text">De 1961 a 1964, mais de 2 mil fenômenos paranormais acontecem na aldeia de Garabandal, nordeste da Espanha. Algumas crianças afirmam ver São Miguel e Nossa Senhora. Esta entrega diversas mensagens e advertências para que o mundo se arrependa de seus erros, pecados e maldades. Na foto acima, uma hóstia se materializa e cai na boca das crianças videntes, frente uma multidão atônita.</p></div></td>
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<p><div id="attachment_3205" class="wp-caption alignnone" style="width: 250px"><img class="size-full wp-image-3205" title="Giorgio Bongiovani" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/bongiovanni.jpg" alt="" width="240" height="362" /><p class="wp-caption-text">Giorgio Bongiovani</p></div></td>
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<p class="a">O paranormal, estigmatizado e ufólogo italiano Giorgio Bongiovanni recebe constantemente mensagens de Nossa Senhora sobre o Fim dos Tempos e sobre a necessidade de o ser humano corrigir sua conduta perante Deus, o Cosmo e a Natureza.</p>
<p class="a">A Virgem disse a Giorgio: &#8220;Filho, agradeço-te por ter respondido ao meu chamado. Porém, tenho enviado tantos sinais ao mundo e os homens continuam maus, sem querer mudar. Chegou o tempo final do Apocalipse. Meu filho Jesus e o Pai Celeste te darão uma missão e o sinal será tu. Porém, este será o último sinal de sofrimento que darei e todo mundo poderá ver&#8221;. Giorgio foi convidado pela Mãe Divina a revelar ao mundo a terrível Terceira Mensagem de Fátima, estranhamente escondida até hoje pelo Vaticano.</p>
<p class="a">Por onde Giorgio passa, inúmeros UFOs são vistos, fotografados e filmados. Para ele, os Anjos de ontem são os mesmos extraterrestres de hoje.</p>
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