<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>GnosisOnline &#187; Teologia Gnóstica</title>
	<atom:link href="http://www.gnosisonline.org/topicos/teologia-gnostica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.gnosisonline.org</link>
	<description>O Maior Site de Gnose, Esoterismo e Magia</description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Feb 2012 04:12:11 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3</generator>
		<item>
		<title>O Cristo e a Semana Santa</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/textos-especiais/o-cristo-e-a-semana-santa/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/textos-especiais/o-cristo-e-a-semana-santa/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 17:17:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[cristo]]></category>
		<category><![CDATA[espírito santo]]></category>
		<category><![CDATA[INRI]]></category>
		<category><![CDATA[santa]]></category>
		<category><![CDATA[semana]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=104</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Antes de tudo, é necessário compreender a fundo o que é realmente o Cristo Cósmico. Urge saber em nome da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Antes de tudo, é necessário compreender a fundo o que é realmente o Cristo Cósmico.</p>
<p>Urge saber em nome da verdade que Cristo não é algo meramente histórico. As pessoas estão acostumadas a pensar em Cristo como um personagem histórico que existiu há uns 2 mil anos. Tal conceito resulta equivocado porque o Cristo não é do tempo. O Cristo é atemporal. O Cristo desenvolve-se de instante em instante, de momento em momento. Ele em si mesmo é o Fogo Sagrado, o Fogo Cósmico Universal.1</p>
<p>Se nós esfregamos a cabeça de um palito de fósforo, brota o fogo. Os cientistas dirão que o fogo é o resultado da combustão, porém isso é falso. O fogo que surge de dentro do palito de fósforo está contido no próprio palito, apenas que com a fricção o libertamos de sua prisão e ele aparece. Podemos dizer que o fogo em si mesmo não é o resultado da combustão e sim que a combustão é o resultado do fogo.</p>
<p>Convém entender, meus caros irmãos, que a nós o que mais interessa é o fogo do fogo, a chama da chama, a assinatura astral do fogo. A mão que movimenta o palito de fósforo para que dele surja a chama tem fogo, vida, senão não poderia se movimentar. Depois que o fósforo se apaga, a chama segue existindo na quarta vertical. Os cientistas não sabem que coisa é o fogo, utilizam-no porém o desconhecem.</p>
<p>Tampouco sabem o que é a eletricidade, utilizam-na porém não a conhecem. Assim mesmo, meus queridos irmãos, convém que entendam o que é o fogo. Antes de que a Aurora da Criação vibrasse intensamente, o fogo fez a sua aparição.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-105" title="cristo_cosmico_e_a_deusa" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/cristo_cosmico_e_a_deusa.jpg" alt="" width="205" height="117" />Lembrem-se, queridos irmãos, que há dois unos, o primeiro uno é Aelohim, enquanto que Elohim é o segundo uno. O primeiro uno é o Imanifestado, o Incognoscível, a divindade que não pode ser pintada, simbolizada ou burilada. O segundo uno brota do primeiro uno e é o Demiurgo, o Arquiteto do Universo, o Fogo.</p>
<p>Quero que entendam que um é o fogo que arde na cozinha ou no altar e o outro é o fogo do espírito, como Aelohim ou como Elohim. Elohim é pois o Demiurgo, o Exército da Voz, a Grande Palavra. Cada um dos Construtores do Universo é uma chama viva, fogo vivo.</p>
<p>Está escrito que Deus é um fogo devorador. O Fogo é o Cristo, o Cristo Cósmico! Elohim em si mesmo brotou de Aelohim. Elohim por si mesmo se desdobra, se duplica para iniciar a manifestação cósmica, se transforma em dois, em sua esposa, na Mãe Divina. Quando o uno se desdobra em dois, surge o três que é o Fogo.</p>
<p>As criaturas do fogo tornam o caos fecundo para que dele surja a vida. Sempre que o uno se desdobra em dois, o terceiro, o fogo, aparece. O fogo torna fecundas as águas da existência e então o caos se transforma no Andrógino Divino.</p>
<p>Assim, convém entender que o Exército da Palavra é fogo e que esse fogo vivente, esse fogo vivo e filosofal, que torna fecunda a matéria caótica, é o Cristo Cósmico, o Logos, a Grande Palavra. Mas, para que o Logos apareça, para que venha a manifes-tação, o uno deve se desdobrar no dois, isto é, o Pai se desdobra na Mãe e da união dos dois opostos nasce o terceiro, o Fogo. Esse fogo é o Cristo, o Logos, que torna possível a existência do universo na aurora de qualquer criação.</p>
<p>Convém que entendamos melhor o que é o Cristo! Que não nos contentemos em recordar a questão meramente histórica porque o Cristo é uma realidade de instante em instante, de momento em momento, de segundo em segundo. Ele é o Criador! O fogo tem o poder de criar os átomos e de desintegrá-los, o poder de dirigir as forças cósmicas universais etc. O fogo tem poder para unir todos os átomos e criar univer-sos, assim como tem o poder para desintegrar univer-sos: O mundo é uma bola de fogo que se acende e se apaga segundo Leis.</p>
<p>Assim que o Cristo é o fogo. Por isso, se vê sobre a cruz as quatro letras: INRI, as quais significam: IGNIS NATURA RENOVATUR INTEGRAM, e que equivalem à frase: O fogo renova incessantemente a natureza.</p>
<p>Agora, creio que estão entendendo porque a nós interessa a assinatura astral do fogo, a chama da chama, o oculto, o aspecto esotérico do fogo. É que na realidade o fogo é crístico. Ele tem poder para transformar tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será. INRI é o que nos interessa. Sem INRI não é possível que nós nos cristifiquemos.</p>
<p>Já foi dito que o Cristo Íntimo, o Cristo Cósmico, tem de dar três passos, de cima para baixo e através das sete regiões do Universo. Também disse que o Cristo deve dar três passos de baixo para cima. Eis aqui o mistério dos três passos e dos sete passos da Maçonaria. É uma lástima que os irmãos maçons tenham esquecido isto. Em todo caso, o Crestos, o Logos, resplandece no zênite da meia-noite espiritual.</p>
<p>Tanto no ocaso como no oriente, cada uma destas três posições é respeitada nas sete regiões. O místico que se guia pela estrela da meia-noite, pelo Sol Espiritual, sabe o que significam esses três passos dentro das sete regiões. Pensamos também no sol, no raio e no fogo. Eis aqui as três luminárias, os três aspectos do Logos, nas sete regiões.</p>
<p>Quando o uno se desdobra no dois, surge o terceiro e este é o fogo que cria e volta novamente a criar. Esse terceiro pode criar com o poder da palavra, com a palavra solar ou palavra mágica, com a palavra do Sol Central. Assim cria o Logos.</p>
<p>É por meio do fogo que podemos nos cristíficar. Inutilmente terá nascido o Cristo em Belém se não nascer em nosso coração também. Inutilmente terá sido crucificado, morto e ressuscitado na Terra Santa se não nascer, morrer e ressuscitar também em nos.</p>
<p>Precisamos encarnar o Crestos Cósmico, o espírito do fogo, torná-lo carne em nós. Enquanto não o tivermos feito, estaremos mortos para as coisas do espírito porque Ele é a vida, o Logos, a Grande Palavra&#8230; Heru Pa-kroat.</p>
<p>Ele é Vishnu. A palavra Vishnu vem da raiz vish que significa penetrar. Ele penetra em tudo o que é, foi e será. É preciso que penetre em nós para que nos transforme radicalmente. Somente através do fogo conseguiremos aniquilar o Ego. Quem pretender aniquilar o Ego unicamente com o intelecto seguirá pelo caminho do erro.</p>
<p>Obviamente, precisamos nos autoconhecer, se é que queremos nos cristificar e se queremos nos autoconhecer para conseguir a cristificação, preci-samos nos autoobservar, ver a nós mesmos. Somente por este caminho será possível se chegar um dia à desintegração do Ego.</p>
<p>O Ego é a soma total de todos os nossos defeitos: ira, cobiça, luxúria, preguiça, orgulho, inveja, gula etc. Ainda que tivéssemos mil línguas para falar e paladar de aço, não conseguiríamos a enumeração de todos os nossos defeitos cabalmente.</p>
<p>Dizia que precisamos nos auto-observar para nos autoconhecer porque se observarmos a nós mesmos descobriremos nossos defeitos psicológicos e assim poderemos trabalhar sobre eles. Quando alguém admite que tem uma psicologia, começa a se observar e isso o converte de fato numa criatura diferente.</p>
<p>Quero que entendam, meus queridos irmãos gnósticos, a necessidade de se aprender a observar a si mesmo, a ver a si próprio. Mas, há que se saber observar porque uma coisa é a observação mecânica e outra a observação consciente.</p>
<p>Aquele que conhece pela primeira vez os nossos ensinamentos poderá dizer: Mas que ganho com me observar? Isso é aborrecedor! Já vi que tenho ira e já percebi que sinto ciúmes&#8230; e daí? Claro que esta é a observação mecânica. Precisamos observar o observado. Repito: precisamos observar o observado. Isso já é observação consciente de nós mesmos.</p>
<p>A observação mecânica de si mesmo não nos conduzirá jamais a nada. Ela é absurda, inconsciente e estéril. Precisamos de auto-observação consciente de nós mesmos. Somente assim poderemos verdadeira-mente nos autoconhecer para trabalhar sobre nossos defeitos.</p>
<p>Sentimos ira em um dado instante. Vamos então observar o observado – a cena da ira. Não im-porta que o façamos mais tarde, porém tratemos de fazê-lo. Ao observar o observado, saberemos realmente se o que vimos em nós foi ira ou não, já que pode ter-se provocado alguma síncope nervosa que tomamos como ira.</p>
<p>De repente, fomos invadidos pelos ciúmes. Pois, vamos observar o observado. O que foi que observamos? Talvez que a mulher estava com outro tipo. E se for mulher? Talvez tenha visto seu marido com outra mulher e sentiu ciúmes. Em todo caso, serenamente e em profunda meditação, observaremos o observado para saber se realmente existiram ou não os ciúmes.</p>
<p>Ao observar o observado, o faremos através da meditação e da autorreflexão evidente do Ser. Assim, a observação torna-se consciente. Quando alguém torna-se consciente de tal ou qual defeito de tipo psicológico pode trabalhá-lo com o fogo.</p>
<p>Faz-se necessária a concentração em Réia, Cibeles, Maria, Stella-Maris, Tonantzin etc. Ela é uma parte de nosso Ser, porém derivada. Ela é a serpente ígnea de nossos mágicos poderes, a cobra sagrada, o fogo ardente. Com seus poderes flamígeros, ela pode desintegrar o defeito psicológico, o agregado psíquico que tenhamos auto-observado conscientemente. É óbvio que por sua vez a essência, fogo engarrafado no agregado psíquico em desintegração, resplandecerá, será liberado. À medida que formos desintegrando os agregados, os percentuais de essência – fogo crístico – se multiplicarão. Um dia o fogo resplandecerá dentro de nós mesmos aqui e agora. É necessário que o fogo arda em nós. Só INRI, o nome sagrado posto sobre a cruz do Mártir do Calvário, pode aniquilar os agregados psíquicos.</p>
<p>Aqueles que pretendem desintegrar todos esses agregados sem ter em conta o fogo seguem pelo caminho equivocado e não somente andam mal como também extraviam os demais. Diz-se que o Crestos nasceu na aldeia de Belém há cerca de 2 mil anos. Isto é falso porque a aldeia de Belém não existia naquela época. Belém tem raiz caldéia: BEL e Bel é o fogo; a Torre de Fogo dos caldeus.</p>
<p>Em nosso corpo, a torre é a cabeça e o pescoço porque o resto do corpo é o templo. Quem conseguiu elevar o fogo sobre si mesmo, quem o pôde levantar até a cabeça, até o cérebro, até o topo, de fato converteu-se no corpo do Crestos – o fogo – o espírito do fogo.</p>
<p>Somente o espírito original, o primogênito, poderá nos cristificar totalmente. É o fogo, fohat, ardendo dentro de nós mesmos que nos transformará totalmente. Uma vez que o fogo esteja ardendo dentro de nós, seremos mudados totalmente, seremos conver-tidos em criaturas diferentes, seremos convertidos em seres distintos, e gozaremos de plena iluminação e dos poderes cósmicos. Assim que, entendido isto, meus queridos irmãos, devemos trabalhar com o fogo.</p>
<p>Ao que sabe, a palavra dá poder. Ninguém a pronunciou e ninguém a pronunciará a não ser aquele que O encarnou. O Cristo – o espírito do fogo – não é um personagem meramente histórico. Ele é o Exército da Palavra, uma força que está além da personalidade, do Ego e da individualidade. Ele é uma força como a eletricidade, como o magnetismo, um poder, um grande agente cósmico e universal, a força elétrica que pode dar origem a novas manifestações. Esse fogo cósmico entra no homem que está devidamente preparado, no homem que tenha na Torre essa Belém ardendo.</p>
<p>Quando o Cristo encarna num homem, este se transforma radicalmente. Ele é o Menino Deus que deve nascer em cada criatura. Assim como Ele nasceu no universo há milhões de anos para organizar totalmente este sistema solar, assim também deve nascer em cada um de nós. Ele nasce no Estábulo de Belém, isto é, entre os animais do desejo, entre os agregados psíquicos que precisa aniquilar, uma vez que só o fogo consegue aniquilar tais agregados. Assim, o fogo aparece onde esses agregados estão para destruí-los, para torná-los poeira cósmica e libertar a alma, a Essência. Como poderia ele libertar a alma, se não penetrasse profundamente no organismo humano?</p>
<p>No Oriente, Cristo é Vishnu e repito: a raiz vish significa penetrar. O fogo, o Cristo, o Logos, pode penetrar nas profundezas do organismo humano para queimar as escórias que tem dentro. No entanto, precisamos amar o fogo e render culto à chama.</p>
<p>Chegou a hora de entender que só o fohat pode nos transformar radicalmente. Cristo dentro de nós opera aniquilando as raízes do mal. INRI queimando os agregados psíquicos é formidável: os reduz a cinzas. Porém, precisamos trabalhar com o fogo.</p>
<p>Por isso, em nossos trabalhos de concentração, devemos invocar a Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes porque só com o fogo conseguimos aniquilar todos os elementos psíquicos indesejáveis que carregamos em nosso interior. O frio lunar nunca conseguirá quebrantar os agregados psíquicos. Neces-sitamos dos poderes flamígeros do Logos, necessitamos do INRI para nos transformar.</p>
<p>Meus caros irmãos, entendam todos o que é a Semana Santa. A Semana Santa tem sete dias. Nos tempos antigos, tudo era regido pelo calendário solar: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno.</p>
<p>Os dias eram:</p>
<p><strong>Dia da Lua (domingo)</strong><strong><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2000/01/miguel.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5707" title="miguel" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2000/01/miguel.jpg" alt="" width="143" height="205" /></a></strong><br />
<strong> Dia de Mercúrio (Segunda-feira)</strong><strong></strong><br />
<strong> Dia de Vênus (terça)<br />
Dia do Sol (quarta)<br />
Dia de Marte (quinta)<br />
Dia de Júpiter (sexta)<br />
Dia de Saturno (sábado)</strong></p>
<p>Infelizmente, este calendário foi alterado por tipos fanáticos na Idade Média. A Semana Santa é profundamente significativa. Recordem os sete e os três passos da Maçonaria.</p>
<p>O Cristo deve arder em primeiro lugar no nosso corpo humano. Mais tarde, a chama deve se depositar no fundo da alma e por último, no fundo do espírito. Esses três passos através das sete esferas são pro-fundamente significativos. Obviamente, esses três passos básicos e fundamentais acham-se contidos nas sete esferas do mundo e do universo.</p>
<p>Inquestionavelmente, a Semana Santa tem raízes esotéricas bem profundas porque o Iniciado deve trabalhar sobre as forças lunares, sobre as forças de Mercúrio, com as forças de Vênus, do Sol, de Marte, de Júpiter e de Saturno. O Logos desenvol-ve-se em sete regiões e de acordo com os sete planetas do Sistema Solar.</p>
<p>A chama deve aparecer no corpo físico, deve avançar pelo corpo vital, prosseguir seu caminho pela senda astral, continuar sua viagem pelo mundo da mente, deve chegar até a esfera do mundo causal, continuar ou prosseguir sua viagem pelo mundo búdico ou intuicional e por último, no sétimo dia, terá chegado ao mundo de Atman, o mundo do espírito. Então, o Mestre receberá o Batismo de Fogo que o transfor-mará radicalmente.</p>
<p>Obviamente, todo o Drama Cósmico, tal como está escrito nos quatro evangelhos, deverá ser vivido dentro de nós mesmos aqui e agora. Isso não é algo meramente histórico, é algo para se viver aqui e agora.</p>
<p>Os três traidores que crucificam o Cristo e que o levam à morte estão dentro de nós mesmos. Os maçons os conhecem e os gnósticos também os conhecem: Judas, Pilatos e Caifás. Judas é o demônio do desejo que nos atormenta. Pilatos é o demônio da mente que para tudo tem desculpa. Caifás é o demônio da má vontade que prostitui o altar.</p>
<p>Esses são os três traidores que vendem o Cristo por 30 moedas de prata. As trinta moedas representam todos os vícios e paixões da humanidade. Trocam o Cristo pelas garrafas nos bares, trocam o Cristo pelo prostíbulo ou pelo leito de Procusto, trocam o Cristo pelo dinheiro, pelas riquezas, pela vida sensual&#8230; vendem-no por 30 moedas de prata.</p>
<p>Irmãos, lembrem-se que foram as multidões que pediram a crucificação do Senhor. Todas essas multidões gritam: Crucifica! Crucifica! Não são só as de 2 mil anos atrás, não! Essa gente que pede a crucificação do Senhor está dentro de nós mesmos, e repito: aqui e agora! São os agregados psíquicos desumanos que carregamos em nosso interior, são todos esses elementos psíquicos indesejáveis que levamos dentro, os demônios vermelhos de Seth, viva personificação de todos os nossos defeitos de tipo psicológico. São eles os que gritam: Crucifica! Crucifica! E o Senhor é entregue à morte. Quem o açoita? Não são por acaso todas essas multidões que levamos em nosso interior? Quem cospe nele? Não são todos esses agregados psíquicos que personificam nossos defeitos? Quem coloca nele a coroa de espinhos? Não são por acaso todas essas criações do inferno que nós mesmos geramos?</p>
<p>O acontecimento da história crística não é de ontem, é de agora, do presente. Não pertence meramente a um passado, como julgam os ignorantes ilustrados. Porém, aqueles que compreenderem, trabalharão para a cristificação.</p>
<p>O Senhor é erguido no Calvário e sobre os cumes majestosos do Calvário dirá: Aquele que crê em mim nunca andará nas trevas, mas terá a luz da vida. Eu sou o pão da vida. Eu sou o pão vivo, e o que come de minha carne e bebe de meu sangue terá a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. O que come da minha carne e bebe do meu sangue, em mim mora e eu nele. O Senhor não guarda rancor de nenhuma pessoa.</p>
<p>Meu Pai, em tuas mãos encomendo meu espí-rito! Pronunciada esta grande palavra, não se escu-tará senão raios e trovões em meio a grandes cataclismos interiores. Cumprido este trabalho do espírito no corpo, o Cristo, Krestos, Christus ou Vishnu, o que penetra, será depositado em seu místico sepulcro.</p>
<p>Eu lhes digo em nome da verdade e da justiça que depois disso, no terceiro dia, após o terceiro ato, será levantado, ressuscitado no Iniciado, para transformá-lo numa criatura perfeita. Quem o conseguir se converterá de fato em um deus terrivelmente divino, além do bem e do mal.</p>
<p>Assim, o Cristo, Nosso Senhor, o Espírito do Fogo, desce. Ele quer entrar em cada um para transformá-lo, para salvá-lo, para aniquilar seus agregados psíquicos que carrega em seu interior, para fazer dele algo diferente, para convertê-lo em deus.</p>
<p>Temos de aprender a ver o Cristo não do ponto de vista meramente histórico, mas como o fogo, como uma realidade presente, como INRI.</p>
<p>Diz-se que Ele tinha 12 Apóstolos, pois esses 12 Apostolos estão dentro de nós mesmos aqui e agora. São as 12 partes fundamentais de nosso próprio Ser, as do12 Potestades dentro de cada um de nós, em nosso próprio Ser interior profundo.</p>
<p>Há um Pedro que entende profundamente dos Mistérios do sexo.<br />
Há um João que representa o Verbo, a Grande Palavra. Heru Pa-Kroat.<br />
Há também umTomé que nos ensina a dirigir a mente.<br />
Há um Paulo que nos mostra o caminho da sabedoria, da filosofia, da gnose.<br />
Dentro de nós está também Judas. Não aquele Judas que entrega o Cristo por 30 moedas de prata e sim um Judas diferente. Um Judas que entende a fundo a questão do Ego. Um Judas cujo evangelho irá nos levar à dissolução do mim mesmo, do si mesmo.<br />
Há um Felipe que é capaz de nos ensinar a viajar fora do corpo físico através do espaço.<br />
Há um André que nos indica com precisão meridiana o que são os três Fatores de Revolução da Consciência: Nascer ou como se fabricam os corpos existenciais superiores do Ser. Morrer ou como se desintegram os fatores particulares que se relacionam conosco especificamente e em cada um de nós. Sacrifício pela humanidade: a cruz de Santo André. Indica a mescla de enxofre e mercúrio tão indispensável para a criação dos corpos existenciais superiores do Ser mediante o cumprimento do DEVER PARLOK. Isto é pro-fundamente significativo.<br />
Mateus, científico qual ninguém, existe em nós e ensina-nos a Ciência Pura, desconhecida pelos cientistas que só conhecem essa podridão de teorias universitárias que hoje estão em moda e amanhã passam a fazer parte da história&#8230; Ciência pura é comple-tamente diferente! Somente Mateus pode nos instruir nela.<br />
Lucas, com seu evangelho solar, é profeta. Ele nos indica como haverá de ser a vida na Idade de Ouro.</p>
<p>Cada um dos 12 está dentro de nós mesmos porque Nosso Senhor tem 12 partes fundamentais, os 12 Apóstolos, aqui e agora.</p>
<p>Assim, aqueles que quiserem chegar a ser magos no sentido transcendental da palavra terão de aprender a se relacionar consigo mesmo, com cada uma das 12 partes do Ser. Isto só será possível queimando com INRI os agregados psicológicos que carregamos em nosso interior. Enquanto o Eqo existir em nós, o correto relacionamento com todas e cada uma das partes de nosso Ser será impossível.</p>
<p>Porém, se nós incinerarmos o Ego, então poderemos estabelecer corretas relações com nós mes-mos e com cada um dos 12 que existem em nós. Assim que tirem da cabeça a idéia dos 12 Apóstolos históricos&#8230; Busquem-nos dentro de si&#8230; Lá estão eles, todos eles dentro de cada um, aqui e agora.</p>
<p>Chegou a hora de um cristianismo mais esotérico, mais puro, mais real. Chegou a hora de sair da questão meramente histórica e passar para a realidade dos fatos.</p>
<p>A própria cruz do Calvário é profundamente significativa. Bem sabemos que o phalus vertical dentro do cteis formal formam uma cruz. Em outras palavras, enfatizaremos: o lingam-yoni corretamente unido forma cruz. É com essa cruz que temos de avançar pelo sendeiro que irá nos conduzir até o Gólgota do Pai. Convido a todos para entrarem no caminho da cristificação.</p>
<p>Não se esqueçam que cada vez que o Senhor de Compaixão vem ao mundo é odiado por três tipos de homens: Primeiro, pelos Anciães. São as pessoas cheias de experiência que dizem: Esse homem está louco. Vejam o que traz. Não escutem o que está a dizer porque não está de acordo com o que pensamos. Nós temos experiência. Esse homem prejudica e causa danos. O segundo tipo são os fariseus, os intelectuais. Ele é rechaçado pelos intelectuais da época. Cada vez que o Senhor de Glória veio ao mundo, os intelectuais estiveram contra ele. Odeiam-no mortal-mente porque não se encaixa dentro de suas teorias. Ele representa um perigo para o sistema deles, para seus sofismas etc. O terceiro tipo é constituído pelos sacerdotes. Todos eles O vêem como um perigo para a sua respectiva seita.</p>
<p>Assim que, em nome da verdade, digo-lhes que o Cristo é tremendamente revolucionário, rebelde. Ele é o fogo que vem para queimar todas as podridões que carregamos dentro. Ele é o fogo que vem para reduzir a cinzas os nossos preconceitos, os nossos interesses, as nossas abominações e até as nossas experiências de tipo pessoal.</p>
<p>Pensam por acaso que o Cristo poderia ser aceito por todos esses milhões de seres humanos que povoam o mundo? Equivocam-se! Cada vez que Ele vem ao mundo, as multidões levantam-se contra Ele. Esta é a crua realidade dos fatos!</p>
<p>De Semana Santa estou falando e digo em nome da verdade e da justiça que somente o fohat, ardendo dentro de nós, poderá nos salvar.<img class="alignright size-full wp-image-106" title="cristo_buda_terra" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/cristo_buda_terra.jpg" alt="" width="191" height="233" /></p>
<p>Nenhuma teoria, nenhum sistema, poderá nos levar à libertação. Aqueles que pretendem aniquilar o Ego à base de puras teorias, como frio intelecto, são seres meramente reacionários, conservadores e retardatários que marcham pelo caminho do grande equívoco.</p>
<p>Esta Babilônia que levamos dentro, esta cidade psicológica que carregamos em nosso interior, onde vivem os demônios da ira, da cobiça, da luxúria, da inveja, do orgulho, da preguiça, da gula etc., deve ser destruída com o fogo. Necessitamos levantar agora dentro de nós mesmos a Jerusalém Celestial. Recordem que os cimentos da Jerusalém Celestial são 12 e que em cada um deles está escrito o nome de algum Apóstolo. Os nomes dos 12 apóstolos estão nos 12 cimentos. Essa Jerusalém deve ser edificada dentro de nós mesmos.</p>
<p>Mas, isso somente será possível algum dia se com o fogo destruirmos a Grande Babilônia, a mãe de todas as fornicações e abominações da terra, a cidade psi-cológica que todos nós carregamos em nosso interior. Quando o conseguirmos, edificaremos a Jerusalém Celestial aqui e agora em nós mesmos.</p>
<p>Repito, a base dessa Jerusalém Celestial são os 12 Apóstolos: Não estou me referindo aos que viveram há 2 mil anos, os quais são meramente simbólicos. Estou falando dos 12 Apóstolos que existem dentro de nós mesmos, as 12 partes do Ser autoconscientes e independentes. Eles são o fundamento da Jerusalém que devemos edificar em nós mesmos.</p>
<p>A cidade de Jerusalém tem 12 portas e em cada uma das 12 portas há um anjo que representa cada um dos 12 dentro de nós mesmos. E as 12 portas são 12 pérolas preciosas, 12 portas de liberdade, 12 portas de luz e de esplendor, 12 poderes cósmicos&#8230; A cidade toda é de ouro puro&#8230; suas ruas, avenidas e praças. O ouro do espírito que devemos fabricar na Forja dos Cíclopes. A cidade não tem necessidade de iluminação externa, de sol externo ou de lua externa, porque o Senhor é sua luz. Ele é o fogo e arderá dentro de nos mesmos. O muro da grande cidade tem 144 codos. Se somamos estes números entre si temos: 1 + 4 + 4 = 9. Nove e a Nona Esfera, o sexo. Somente através da transmutação da energia criadora poderemos fazer o fogo arder em nós. O tamanho da cidade é de 12 mil estádios. Isto nos lembra os 12 trabalhos de Hércules necessários para se conseguir a completa Auto-Realização Íntima do Ser. Lembra-nos também os 12 anciões e os 12 Apóstolos.</p>
<p>No centro da cidade está a Árvore da Vida, os dez sefirotes da cabala hebraica: Kether, Chokmah e Binah são a Coroa Sefirótica. Chesed, Geburah, Tiphereth, Netzach, Hod, Jesod e Malchut são as sete regiões do Universo. A Árvore da Vida alegoriza as 12 grandes Regiões Cósmicas. Ditoso daquele que chega ao Eon-13, onde a Pistis Sophia deve permanecer sempre.</p>
<p>Dentro da Jerusalém Celestial encontramos também os 24 anciões que, prosternados no chão, depositam suas coroas aos pés do Cordeiro. Esse Cordeiro Imolado é o fogo que arde neste universo desde a aurora da criação, desde o amanhecer deste universo. Os 24 anciões são também vinte e quatro partes de nosso próprio Ser e o Cordeiro é o Ser de nosso Ser.</p>
<p>Ditoso daquele que possa se alimentar com os frutos da Árvore da Vida porque será imortal! Ditoso daquele que possa se alimentar com cada um desses frutos! Aquele que consegue de verdade se nutrir com essa corrente de vida, que vem do eon-13 até o corpo humano, jamais conhecerá enfermidades e se tornará imortal.</p>
<p>Porém, para alguém poder se nutrir com a Árvore da Vida, precisará antes de tudo eliminar os agregados psíquicos. Lembrem-se que os agregados psíquicos, viva personificação de nossos erros, al-teram o corpo vital e este, alterado, danifica o corpo físico. Assim, surgem as enfermidades em nós.</p>
<p>O que é que produz as úlceras? Por acaso, não é a ira?<br />
O que é que produz o câncer? Por acaso, não é a luxúria?<br />
O que é que produz a paralisia? Por acaso, não é a vida materialista, grosseira, egoísta e fatal?</p>
<p>As enfermidades são causadas pelos agregados psíquicos ou demônios vermelhos de Seth, vivas personificações de nossos erros.</p>
<p>Quando todos os demônios vermelhos de Seth tenham sido aniquilados com o fogo, quando até a nossa própria personalidade tenha sido queimada, então seremos nutridos pela Árvore da Vida. A vida descendo desde o Absoluto através dos 13 eons entrará em nosso corpo e nos tornará imortais. A saúde será recobrada e jamais se voltará a ter enfermidades.</p>
<p>Para nada servem os cientistas com as suas ciências de cura. Se eles curam o paciente, este volta a adoecer. É claro que o Ego mete o veneno de suas morbosidades e podridões dentro dos órgãos e os destrói. Eis aqui a origem de todas as enfermidades. As pessoas querem uma panacéia para se curar, porém enquanto tiverem o Ego vivo, serão enfermas.</p>
<p>Chegou a hora de entender que precisamos queimar a Babilônia dentro de nós mesmos e edificar a Jerusalém. E a Jerusalém Celestial vista de longe é como uma pedra de jaspe transparente como o cristal. Ela é a Pedra Filosofal. Ditoso aquele que consegue a Pedra Filosofal porque se transformará radicalmente e terá poderes sobre o fogo, sobre o ar, sobre as águas e sobre a terra!</p>
<p>Necessitamos de um cristianismo esotérico, puro. Um cristianismo vivo e não um cristianismo morto. Um cristianismo gnóstico que possa nos transformar radicalmente.</p>
<p><strong>As Instituições Gnósticas, a Igreja Gnóstica e nossos estudantes gnóstico-antropológicos mostrarão à humanidade a Senda da Libertação. Mas, assim como estamos, com um Ego vivo, forte e robusto, marchamos pelo caminho do erro. Precisamos aprender a amar o fogo e a trabalhar na realidade com OS MISTÉRIOS DO FOGO!</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/textos-especiais/o-cristo-e-a-semana-santa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>21</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Evangelho do Cristo Cósmico</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-cristo-gnostico/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-cristo-gnostico/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 14:50:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[cristo]]></category>
		<category><![CDATA[gnóstico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=3130</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Outros textos sobre as diversas expressões do Cristo, de autoria do VM Samael Aun Weor A Mônada Divina e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><table style="width: 778px; height: 225px;" cellspacing="1" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><div id="attachment_3135" class="wp-caption alignnone" style="width: 130px"><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-cristo-mistico/"><img class="size-full wp-image-3135" title="cristo_mistico" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/cristo_mistico.jpg" alt="" width="120" height="149" /></a><p class="wp-caption-text">O Cristo Místico</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3136" class="wp-caption alignnone" style="width: 130px"><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-cristo-social/"><img class="size-full wp-image-3136" title="cristo-social" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/cristo-social.jpg" alt="" width="120" height="126" /></a><p class="wp-caption-text">O Cristo Social</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3134" class="wp-caption alignnone" style="width: 130px"><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-cristo-e-a-semana-santa/"><img class="size-full wp-image-3134" title="cristo_cosmico_e_a_deusa" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/cristo_cosmico_e_a_deusa.jpg" alt="" width="120" height="69" /></a><p class="wp-caption-text">O Cristo e a Semana Santa</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3137" class="wp-caption alignnone" style="width: 130px"><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-simbolismo-do-natal/"><img class="size-full wp-image-3137" title="natal" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/natal.jpg" alt="" width="120" height="105" /></a><p class="wp-caption-text">Símbolismo do Natal</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3133" class="wp-caption alignnone" style="width: 130px"><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-camarada-vestido-de-branco/"><img class="size-full wp-image-3133" title="camarada" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/camarada.jpg" alt="" width="120" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">O Camarada vestido de Branco</p></div></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table style="width: 746px; height: 4px;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color: #800080;"><strong>Outros textos sobre as diversas expressões do Cristo, de autoria do VM Samael Aun Weor</strong></span></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/09/a-monada-divina-o-octuplo-caminho-e-os-caminhos-da-direita-e-da-esquerda.pdf">A Mônada Divina e o Óctuplo Caminho e os Caminhos da Direita e da Esquerda</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/09/a-cristificacao-o-cristo-cosmico-e-a-semana-santa.pdf">A Cristificação, o Cristo Cósmico e a Semana Santa</a><span style="color: #800080;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/09/o-raio-cristico-como-grande-mediador.pdf">O Raio Crístico Como o Grande Mediador</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/09/o-cristo-se-distancia-da-vaidade.pdf">O Cristo Distancia-se da Vaidade</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/09/a-substancia-cristonica-e-o-logos-solar.pdf">A Substância Cristônica e o Logos Solar</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/o-cristo-cosmico-o-cristo-vermelho.pdf">O Cristo Cósmico e o Cristo Vermelho</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/sabaoth-lucifer-christus.pdf">Sabaoth e o Lúcifer-Christus</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/o-cristo-intimo-o-grande-libertador-da-tirania-e-o-carma-zodiacal.pdf">O Cristo Íntimo, o Grande Libertador da Tirania e o Carma Zodiacal</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/o-poder-luz-do-pai-e-o-poder-luz-do-filho-graca-e-verdade-virtude-e-paz.pdf">O Poder-Luz do Pai e o Poder-Luz do Filho: Graça e Verdade, Virtude e Paz</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/o-salvator-salvandus-e-o-drama-cristico-o-pai-nos-salva-por-meio-de-seu-filho-o-redentor.pdf">O Salvator Salvandus e o Drama Crístico: O Pai nos Salva por Meio de seu Filho o Redentor</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/o-amor-o-sacrificio-os-bodhisatvas-de-coracao-compassivo-e-os-budas-de-contemplacao.pdf">O Amor, o Sacrifício os Bodhisatvas de Coração Compassivo e os Budas de Contemplação</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/o-segundo-nascimento-unica-via-para-o-reino-dos-ceus.pdf">O Segundo Nascimento, Única Via para o Reino dos Céus</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/o-cristo-intimo-caluniado-pelos-hipocritas-e-fariseus.pdf">O Cristo Íntimo Caluniado pelos Hipócritas e Fariseus</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: large; color: #ff0000;"><strong>Paz Inverencial</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/samael-paz-inverencial.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-6349" title="samael-paz-inverencial" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/12/samael-paz-inverencial.jpg" alt="" width="206" height="338" /></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-cristo-gnostico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O camarada vestido de branco</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-camarada-vestido-de-branco/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-camarada-vestido-de-branco/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 01:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[camarada]]></category>
		<category><![CDATA[enfermeiro]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=179</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Ainda que pareça incrível, o Adorável Salvador do Mundo esteve trabalhando como enfermeiro nos campos de batalha, durante a Primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Ainda que pareça incrível, o Adorável Salvador do Mundo esteve trabalhando como enfermeiro nos campos de batalha, durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais.</p>
<p>Vamos transcrever o comovedor relato de dom Mario Roso de Luna, o insigne escritor teosófico. Este relato o encontramos no<em> Livro que Mata a Morte ou o Livro dos Jinas</em>, obra formidável de dom Mario. Vejamos:</p>
<p>&#8220;Estranhas narrações legavam a nós nas trincheiras. Ao longo da linha de 300 milhas que há desde a Suíça até o mar, corriam certos rumores, cuja origem e veracidade nós ignorávamos. Iam e vinham com rapidez, e recordo o momento em que meu companheiro Jorge Casay, dirigindo-me uma mirada estranha com seus olhos azuis, perguntou-me se eu havia visto ao &#8220;amigo dos feridos&#8221; e então me explicou o que sabia a respeito do particular.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3059" title="jesus-cristo1-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/jesus-cristo1-gnosisonline1-192x240.jpg" alt="" width="192" height="240" />Disse-me que, depois de muitos violentos combates, havia visto um homem vestido de branco inclinando-se sobre os feridos. As balas se acercavam dele, as granadas caíam a seu redor, porém nada tinha poder para tocá-lo. Ele era um herói superior a todos os heróis, ou algo mais grande todavia.</p>
<p>Este misterioso personagem, a quem os franceses chamavam de O Camarada Vestido de Branco, parecia estar em todas as partes: em Nancy, em Argona, em Soissons, em Iprés&#8230; onde quer que houvesse homens falando, ali ele era mencionado.</p>
<p>Alguns, sem embargo, sorriam dizendo que as trincheiras faziam efeito nos nervos dos homens. Eu com frequência era descuidado em minha conversação, exclamava que para crer tinha de ver, e que necessitava da ajuda de um machado germânico que me fizesse cair por terra, ferido.</p>
<p>Ao dia seguinte os acontecimentos se sucederam, com grande vivacidade nesse pedaço do front. Nossos grandes canhões rugiram desde o amanhecer até a noite, e começaram de novo pela manhã. Ao meio-dia recebemos ordem de tomar as trincheiras de nosso front. Essas se achavam a 200 jardas e nem bem havíamos partido, compreendemos que nossos grossos canhões haviam falhado na preparação.</p>
<p>Necesitava-se de um coração de aço para marchar adiante, porém, nenhum homem vacilou. Havíamos avançado 150 jardas quando compreendemos que íamos mal. Nosso capitão ordenou nos  escondermos, então precisamente fui ferido em ambas as pernas. Por misericórdia divina caí dentro de um poço.</p>
<p>Suponho que desmaiei, porque quando abri os olhos me encontrei só. Minha dor era horrível; porém, não me atrevi a mover-me para que os alemães não me vissem, pois estaba a 50 jardas de distância, e não esperava que se apiedassem de mim. Senti alegria quando começou a anoitecer.</p>
<p>Havia junto de mim alguns homens que estavam passando perigo na escuridão, se tivesse pensado que um camarada estava vivo ainda. Caiu a noite e prontamente ouvi umas passadas não furtivas, senão firmes e bem respousadas, como se nem a obscuridão nem a morte pudessem alterar o sossego daqueles pés.</p>
<p>Tão distante estava eu de suspeitar quem fosse o que se aproximava de mim, ainda que percebi a claridade a claridade da algo branco na obscuridade, pensei que era alguma pessoa usando uma simples camisa branca, e até me ocorreu ser uma mulher demente.</p>
<p>Mais de improviso, com um ligeiro estremecimento, que não sei se ffoi de alegria ou terror, caí em conta que se tratava do Camarada Vestido de Branco, e naquele mesmo instante os fuzis alemães começaram a disparar as balas, e elas tão somente erravam o alvo branco, pois Ele levantou seus braços como em súplica e, logo os retraiu, ficando como uma dessas cruzes que tão frequentemente se vêem nas encruzilhadas das estradas francesas. Então falou. Suas palavras me pareciam familiares, porém tudo oque eu recordo foi a princípio: &#8216;Sim, tu tens conhecido&#8217;. &#8216;E o Fim.&#8217; &#8216;Porém eles estão ocultos a teus olhos.&#8217;</p>
<p>Então, inclinou-se, colheu-me em seus braços (a mim, que sou o homem mais corpulento do regimento), e me transportou como a uma criança. Suponho que adormeci, porque quando despertei, este sentimento havia-se dissipado. Eu era um homem e desejava saber o que podia fazer por meu amigo para ajudá-lo e servilo.</p>
<p>Ele estaba mirando e, direção ao crepúsculo, e suas mãos estavam juntas, como se orasse, e então vi que Ele também estava ferido. Acreditei ver como uma ferida desgarrada em sua mão, e conforme orava, formou-se uma gota de sangue que caiu na terra. Lancei um grito sem poder remediar, porque aquela ferida me pareceu mais horrorosa que as que eu havia visto nesta amarga guerra.</p>
<p>&#8216;Estais ferido também&#8217;, disse eu com timidez, quiçá me ouviu, quiçá o adivinhou em meu semblante, porém contestou gentilmente: &#8216;Esta é uma antiga ferida, porém tem me incomodado faz pouco tempo&#8217;. E, então, notei com pena, que a mesma cruel marca aparecia em seu pé.</p>
<p>Vou causará admiração que eu não tivesse me dado conta antes. Eu mesmo me admirei. Porém, quando eu vi seu pé, o conheci: &#8216;O Cristo Vivo!&#8217; Eu havia ouvido do Capelão umas semanas antes, porém agora compreendi que Ele havia vindo para mim, para mim que o havia distanciado de minha vida na ardente febre de minha juventude.</p>
<p>Eu ansiava falar-lhe e dar-lhe as graças, porém me faltavam as palavras e então Ele se levantou e me disse: &#8216;Fica hoje ao lado da água. Eu virei a ti amanhã. Tenho algum trabalho para que faças por mim&#8217;. Em um momento marchou. E enquanto o espero, escrevo para não perder a memória dele. Sinto-me débil e só, e minha dor aumenta. Porém, tenho sua promessa, eu sei que Ele virá amanhã por mim.&#8221;</p>
<p>Até aqui, o relato de um soldado, transcrito por Dom Mario Roso de luna, em seu Livro que Mata a Morte. Este fato concreto está demonstrando até a saciedade que Jesus ainda vive com o mesmo corpo físico que usou na Terra Santa.</p>
<p>Samael Aun Weor, <em>Mensagem de Aquário</em>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-camarada-vestido-de-branco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Livros apócrifos da Bíblia &#8211; Relação e explicação</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/livros-apocrifos-da-biblia-relacao-e-explicacao/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/livros-apocrifos-da-biblia-relacao-e-explicacao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 19:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=5368</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>&#160; Sabe-se que a Bíblia, apesar de seu conteúdo maravilhoso, é o livro religioso mais mutilado e menos compreendido de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;">Sabe-se que a Bíblia, apesar de seu conteúdo maravilhoso, é o livro religioso mais mutilado e menos compreendido de todos os tempos. Dezenas de obras foram suprimidas ao longo dos séculos, tanto no Antigo quanto no Novo Evangelho.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;">Com essa mutilação, muitos dos ensinamentos esotéricos e históricos se perderam, transformando o judaísmo e o cristianismo em religiões de base meramente moralista, e nada mais.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;">No entanto, inúmeros sábios tentaram, ao longo dos séculos, resgatar a essência esotérica, iniciática, contida nos livros que restaram do livro sagrado mais editado no mundo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;">Como pequena contribuição, a equipe GnosisOnline publica mais uma pequena porcentagem dos textos suprimidos da Bíblia para resgatar parte de sua sabedoria original. Sim, ainda falta muito para concluirmos esse titânico labor de entregar a Bíblia em sua quase totalidade, ressaltando, assim, os aspectos mágicos, místicos, alquímicos e psicológicos desta obra sagrada.</p>
<h3 class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;"><span style="color: #ff0000;">APÓCRIFOS DO VELHO TESTAMENTO</span></h3>
<h4 style="margin-left: 36pt;"></h4>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Tobias</strong> &#8211; Livro que conta a história de um judeu reto da tribo de Naftali chamado Tobias enquanto vivia em Nínive, após a deportação das tribos do norte pela Assíria em 721 a.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Judite</strong> &#8211; Livro que conta a história de uma mulher corajosa e bela em sua maturidade, vestida para festa com todas as suas maravilhosas joias, acompanhada por uma fiel criada, que obtém sucesso em decapitar o general invasor Holofemes.</p>
<h3 class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;"><span style="color: #ff0000;"><img class="alignleft size-medium wp-image-5369" title="gnostico-jesus-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/01/gnostico-jesus-gnosisonline-185x240.jpg" alt="" width="168" height="234" /></span></h3>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Sabedoria</strong> &#8211; Livro sapiencial, cujo autor clama ser Salomão. Muitos estudiosos atribuem sua autoria a algum judeu alexandrino, pois suas ideias são claramente gregas, mais especificamente se enquadram no pensamento helenístico alexandrino.</p>
<h3 class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt;"></h3>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Eclesiástico</strong> &#8211; Sua autoria é atribuída a alguém chamado Jesus, filho de Sirach. As suposições para a sua data de escrita variam enormemente, indo de 247 a.C. a 132 a.C. O livro é formado por reflexões pessoais do autor e teria sido transcrito por seu neto.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Baruque</strong> &#8211; Livro é atribuído a Baruque, o escrivão de Jeremias, e foi pretensamente escrito na Babilônia. Traz confissões de pecados, clamor por misericórdia, uma exaltação à sabedoria, uma mensagem aos cativos, e uma carta pretensamente escrita por Jeremias, a qual o próprio Jerônimo, teólogo católico romano, chamou de pseudo-epígrafe (texto escrito por um autor que diz ser outra pessoa).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>I Macabeus</strong> &#8211; Livro histórico que narra o período de aproximadamente um século após a conquista da Judeia pelos gregos sob o comando de Alexandre o Grande. Sem data ou autor definidos, nem no livro, nem em escritos antigos de outros autores. Provavelmente foi escrito entre os últimos anos do 2º século a.C. e antes de 63 a.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>II Macabeus</strong> &#8211; Livro que narra a revolta dos judeus contra Antíoco e conclui com a derrota do general sírio Nicanor em 161 a.C. por Judas Macabeus. É uma sinopse composta por um autor desconhecido de um trabalho maior, normalmente atribuído a Jason de Cirene, do qual muito pouco se sabe, exceto pela inferência de que teria vivido em Israel, supõe-se que não tenha sido escrito antes de 124 a.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Adições a Daniel</strong> &#8211; Textos em grego, incluídos junto aos textos originais em hebraico. São os versos 24-90 do capítulo 3 (oração dos jovens na fornalha), e os capítulos 13 (relato de Suzana) e 14 (a farsa do dragão).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Adições a Ester</strong> &#8211; Textos em grego, incluídos junto aos textos originais em hebraico. Há adições aos capítulos 1, 3, 4, 5, 8, 9 e 10.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros Anagignoskomena:</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;">Todos os livros que depois foram considerados como deuterocanônicos também fazem parte dos anagignoskomena. E além destes temos:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>III Macabeus</strong> &#8211; O livro na verdade não tem nada a ver com os Macabeus ou com sua revolta contra o imperialismo grego, como acontece com I e II Macabeus. III Macabeus conta a história da perseguição dos judeus sob o reinado de Ptolomeu IV. Provavelmente o título do livro vem da similaridade de sua história com a história narrada em II Macabeus. Mas, seu conteúdo é claramente ficcional.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>IV Macabeus</strong> &#8211; Este livro é na verdade uma homilia louvando a supremacia religiosidade sobre as paixões, e para tanto faz uso de muitos pensamentos de origem pagã. Também relata vários diálogos de mártires que diferem substancialmente dos mesmos diálogos encontrados em II Macabeus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>I Esdras</strong> &#8211; Sua autoria é desconhecida, e a data de escrita somente pode ser suposta em um período de tempo extremamente longo, algo como um período entre 300 a.C. e 100 d.C. Este livro em sua maior parte segue um paralelo da narrativa contida em Esdras, Neemias e no livro de II Crônicas, sendo que algumas seções são traduções diretas destes livros. O nome de I Esdras vem do fato de que o livro canônico de Esdras é conhecido na igreja ortodoxa grega como a primeira metade de II Esdras (a segunda metade é Neemias). Contudo, na igreja ortodoxa russa o livro de II Esdras se refere ao I Esdras da Septuaginta. Já no catolicismo romano o livro de Neemias é às vezes chamado de II Esdras. Como pode ser visto, a confusão é grande quanto à nomenclatura deste livro e dos livros canônicos, quando se tenta incluí-lo entre eles.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Odes</strong> &#8211; Sua autoria e data de escrita são desconhecidos. É um livro que está na Septuaginta logo após o Salmo 151. Como o nome indica é um livro de canções que em grande parte repete canções encontradas em outros livros da Bíblia, como as canções de Moisés (<a>Êxodo 15:1-19</a>, Deuteronômio 32:1-43), a oração de Ana, mãe de Samuel (<a>I Samuel 2:1-10</a>), inclui também orações e canções encontradas em outros livros apócrifos, como a oração dos três jovens (complemento deuterocanônico de Daniel). Mas, o mais interessante é o livro incluir orações que são encontradas no Novo Testamento, como o Magnificat de Maria (Lucas 1:46-55) e o cântico de Zacarias (Lucas 1:68-79). Algo realmente fantástico para um livro do Antigo Testamento (Já que alguns defendem que a Septuaginta foi inteiramente traduzida e reconhecida antes de Cristo).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Oração de Manassés</strong> &#8211; É um curto escrito de 15 versos que relata uma oração de penitência do rei Manassés de Judá enquanto esteve preso pelos assírios. O rei Manassés é registrado pela Bíblia como sendo um dos reis mais idólatras de Judá em todos os tempos (II Reis 21:1-18), mas quando foi tomado cativo pelos assírios, se arrepende e clama misericórdia a Deus (<a>II Crônicas 33:10-17</a>). Este livro pretende reproduzir a oração de Manassés a Deus neste momento.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Salmo 151</strong> &#8211; Este é um salmo curto, atribuído ao rei Davi, somente encontrado na Septuaginta. Apesar de recentemente terem sido encontrados dois manuscritos, nas cavernas de Qumram, que dão base hebraica para este salmo, ele continua sendo considerado como apócrifo, exceto pela igreja ortodoxa grega que o tem como canônico.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros Pseudo-epígrafes (ou pseudepígrafes)</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Ahicar</strong> ou <strong>Haiquar</strong> &#8211; Segundo o livro ele foi um sábio Assírio conhecido por sua grande sabedoria. O livro também conhecido como “As palavras de Ahicar” foi encontrado em um papiro aramaico de aproximadamente 500 a.C. Ahicar profere durante a narrativa várias palavras de sabedoria para seu sobrinho, como sendo de sua autoria. Mas, de fato, elas são muito similares a partes do livro de Provérbios e algumas outras a partes do livro apócrifo de Eclesiástico.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Abraão</strong> &#8211; É um apocalipse de origem hebraica que foi provavelmente escrito entre 80 e 100 d.C. É somente encontrado em uma tradução para o eslovaco antigo. O primeiro terço do livro narra a conversão de Abrão do politeísmo ao monoteísmo, sendo seguido então do texto apocalíptico. Esta parte do livro se inicia com Abraão sacrificando a Deus (<a>Gênesis 15:7-16</a>), mas ao invés de serem aves de rapina que desciam sobre o sacrifício, este texto diz ter sido o anjo Azazel. Este nome aparece na Bíblia primeiramente em <a>Levítico 16:8</a>, onde é traduzido como “o bode emissário”. No livro apócrifo de I Enoque Azazel é descrito como um anjo caído do grupo dos “vigilantes”, e está diretamente associado ao inferno. Seguindo a narrativa apocalíptica o anjo Laoel guia Abraão e este aprende várias canções de louvor a Deus e vê Azazel ser condenado ao mundo inferior. Abraão é então levado ao templo de Jerusalém onde vê este ser usado para idolatria resultando na sua destruição por estrangeiros. Mas o Templo é por fim apresentado como tendo sido reconstruído em data posterior.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Elias</strong> &#8211; Este é um trabalho anônimo que se apresenta como uma revelação dada por um anjo. O seu título vem do fato deste livro citar o nome de Elias por duas vezes. O livro se divide em cinco partes:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">Trata da questão do jejum e da oração.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">Uma profecia sobre os Assírios.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">Referencia a futura chegada do filho da iniquidade, o qual é descrito em detalhes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">Referencia o martírio de Elias e Enoque (baseado na morte das duas testemunhas conforme registrado no livro canônico do Apocalipse de João), o martírio de Tabita (<a>Atos 9:36-42</a>), e de mais sessenta outros homens.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">Referencia a destruição do filho da iniquidade após o último julgamento.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Esdras</strong> &#8211; É um texto que reclama ter sido escrito por Esdras, mas que certamente foi escrito muito tempo depois, a sua datação é bem controversa, indo desde o 2º século d.C. até o 9º século d.C. O seu texto se baseia fortemente em outro apócrifo mais antigo conhecido como II Esdras (IV Esdras na vulgata ou III Esdras para os ortodoxos russos). O texto mostra o autor tendo visões do céu e do inferno, onde as punições a que são submetidos os pecadores são descritas em detalhe.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Sidraque</strong> &#8211; Também conhecido como Palavra de Sidraque, é um texto apócrifo antigo, mas de datação incerta. Seu título provém da forma grega do nome de Sadraque, um dos três que foram levados vivos à fornalha ardente pelo rei Nabucodonosor. O texto descreve como Sadraque foi levado à presença de Deus, por Jesus Cristo em pessoa. Mas, mesmo que o texto se mostre superficialmente Cristão, ele é derivado de um texto judeu mais antigo, onde o nome de um arcanjo foi substituído pelo nome de Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Sofonias</strong> &#8211; Este livro reclama ter sido escrito por Sofonias (o profeta), sua narrativa consiste de Sofonias sendo levado a visitar o céu e o inferno. Em sua visão do inferno Sofonias teria visto dois anjos gigantes, sendo que um deles é apresentado como sendo Eremiel, e é o guardião das almas. O outro dá a Sofonias um rolo contendo uma lista de todos os seus pecados, mas um segundo rolo é apresentado e Sofonias é julgado inocente e é transformado em um anjo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apócrifo de Ezequiel</strong> &#8211; É um livro escrito no estilo do Antigo Testamento e contém revelações que teriam sido dadas a Ezequiel. Hoje sobrevivem apenas alguns fragmentos em citações de Epifânio, Clemente de Roma e Clemente de Alexandria, e o Papiro Chester Beatty # 185. É provável que tenha sido escrito entre 50 a.C. e 50 d.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Ascensão de Isaías</strong> &#8211; Este apócrifo é datado do 2º século d.C. e foi compilado por um estudioso Cristão do qual nada se sabe. O texto tem três partes distintas, sendo que a primeira parece ter sido escrita por um autor judeu e as outras duas por autores cristãos. A primeira parte, normalmente chamada de o Martírio de Isaías, repete e expande os eventos descritos em II Reis 20. No meio desta narrativa foi inserido um apocalipse cristão conhecido como o Testamento de Ezequias. A segunda parte do livro se refere à Visão de Isaías e sua jornada assistido por um anjo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Assunção de Moisés</strong> &#8211; É um escrito de origem judaica, com data e autoria incertas. É encontrado apenas em um manuscrito do século VI em latim. Traz uma breve descrição da história judaica até aproximadamente o 1º século d.C. O texto com aproximadamente vinte capítulos revela as profecias secretas reveladas por Moisés a Josué no final de sua vida.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>II Baruque</strong> &#8211; Também conhecido como o Apocalipse siríaco de Baruque, é datado do final do 1º século ou início do 2º d.C. após a queda de Jerusalém em 70 d.C. Este trabalho (contrariando Jeremias que afirma ser Baruque um escriba) apresenta Baruque como um profeta e bastante superior a Jeremias. É um misto de oração, lamentação e visões, com um estilo de escrita próximo ao usado no livro canônico de Jeremias. Trata especialmente da sobrevivência do povo judeu, mesmo após a destruição do Templo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>III Baruque</strong> &#8211; Também conhecido como o Apocalipse grego de Baruque, é datado do final do 1º século ou início do 2º d.C. após a queda de Jerusalém em 70 d.C. Este texto tal qual II Baruque também trata da sobrevivência do povo judeu após a destruição do Templo, argumentando que o Templo está preservado no céu e é apresentado como estando completamente funcional lá, sendo mantido por anjos, não havendo, portanto, qualquer necessidade de reconstruí-lo aqui na terra. Neste texto Baruque é apresentado a vários “céus”, onde testemunha a punição dos construtores da torre de Babel e da serpente do Jardim do Éden, até que finalmente chega ao portão do quinto céu, o qual somente o arcanjo Miguel é capaz de abrir.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>IV Baruque</strong> &#8211; É também conhecido como as Omissões de Jeremias (Paraleipomena de Jeremias) quando combinado com a Epístola de Jeremias. É considerado apócrifo por todas as denominações Cristãs exceto a Igreja Ortodoxa Etíope. Sendo um pseudo-epígrafe significa que Baruque não o escreveu. O texto está severamente editado, sendo difícil definir quando cada parte foi escrita. Baruque é apresentado neste texto como sendo um intermediário entre Jeremias e Deus, e não somente um escriba. Advoga a xenofobia, o divórcio de esposas estrangeiras, e o exílio daqueles que não se divorciarem. Deste modo, os que não se divorciaram são retratados como sendo os ancestrais dos samaritanos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Conflito de Adão e Eva com Satanás</strong> &#8211; É um texto Cristão encontrado em etíope e árabe, provavelmente do 5º século d.C. Descreve os acontecimentos que se seguiram à expulsão do Jardim do Éden e segue até o testamento e o translado de Enoque.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Livro de Enoque</strong> &#8211; Este é um título dado a um conjunto de livros que se atribuem a Enoque, o bisavô de Noé (<a>Gênesis 5:18-24</a>). Normalmente o título “Livro de Enoque” se refere a I Enoque, que existe inteiro somente em uma tradução em língua etíope. Há outros dois livros chamados Enoque, II Enoque que existe somente em eslovaco antigo, e III Enoque que existe somente em hebraico. O livro é dividido em cinco partes distintas:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">O livro dos Vigilantes (I Enoque 1-36).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">O livro das Parábolas (I Enoque 37-71), também conhecido como as Comparações de Enoque.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">O livro dos Luminares Celestes (I Enoque 72-82), também conhecido como livro dos Luminares ou Livro Astronômico.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">As Visões de Sonhos (I Enoque 83-90), também chamado de o livro dos Sonhos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;">A Epístola de Enoque (I Enoque 91-108).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;">A passagem de I Enoque 1:9 é citada em <a>Judas 14-15</a>. Devido a este fato, muitos dos primeiros pais da Igreja consideraram este livro como sendo canônico, entre eles Justino Mártir, Irineu, Orígenes, Clemente de Alexandria e Tertuliano. Contudo, a Igreja como um todo negou a canonicidade deste livro. E isto gerou inclusive problemas para a aceitação da carta de Judas, por citar um livro apócrifo. No fim o entendimento foi de que a citação de I Enoque 1:9 em Judas foi canonizada pela ação do Espírito Santo ao permiti-la no Texto Sagrado.<br />
Este texto foi datado como sendo do período dos Macabeus (aproximadamente 160 a.C.).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>II Enoque</strong> &#8211; Também conhecido como Os Segredos de Enoque é um texto de origem judia com data e autoria incertas. Ele sobrevive apenas em uma cópia em eslovaco antigo, texto este que certamente foi traduzido a partir de uma cópia em grego. O livro trata da jornada de Enoque através de dez céus até se encontrar com Deus, seguido por uma discussão sobre a criação do mundo, e as instruções de Deus para Enoque para que retornasse à Terra e disseminasse o que aprendera de Deus. Ao final, Enoque é levado de volta ao céu e é transformado no anjo Metraton. Neste ponto o texto passa a tratar das histórias de Matusalém, Nir (irmão mais novo de Noé), e Melquisedeque.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>III Enoque</strong> &#8211; Existe somente em hebraico, sendo datado do 5º o 6º século d.C. o livro clama ter sido escrito pelo rabi Ismael que se tornou sumo sacerdote após ter visões do céu. O livro se inicia com o relato da Ascensão de Ismael (1-2), em seguida mostra Ismael encontrando-se com o Enoque (3-16), e uma descrição das moradas celestiais (17-40), termina apresentando as maravilhas celestes (41-48).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>História dos Recabitas</strong> &#8211; História dos descendentes de Recabe (II Samuel 4:2ss), vivendo em uma ilha liderados por Jonadabe (filho de Recabe). O livro lembra muito os escritos mitológicos gregos, mostrando particularmente similaridades com os contos de Terapeuta.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Carta de Aristeas</strong> &#8211; É uma falsificação de origem heleno-judaica atribuída a um certo Aristeas que a teria escrito para Filócrates, descrevendo uma tradução para o grego das leis judaicas por setenta e dois tradutores enviados ao Egito de Jerusalém a pedido da biblioteca de Alexandria, o que teria resultado na tradução conhecida como Septuaginta. Em 1684, Humphrey Hody publicou o documento “Contra historiam Aristeae de LXX, interpretibus dissertario”, no qual mostrou que a assim chamada “Carta de Aristeas” era uma falsificação tardia produzida por um judeu helenizante, originalmente distribuída para atribuir autoridade à versão LXX. Esta dissertação é normalmente tida como conclusiva.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Vida de Adão e Eva</strong> &#8211; Este escrito de origem judaica foi originalmente escrito provavelmente em torno de 70 a.C. A história trata dos acontecimentos imediatamente posteriores à expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden e continua até a morte de Adão e depois de Eva. O livro também apresenta uma visão da queda da raça humana do ponto de vista de Eva.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Salmos de Salomão</strong> &#8211; É um conjunto de dezoito salmos apócrifos atribuídos a Salomão, mas que provavelmente foram escritos por um fariseu da Judeia por volta do período da tomada de Jerusalém por Pompeu em 63 d.C. São modelados de modo semelhante aos salmos encontrados na Bíblia. E os salmos 17 e 18 são semelhantes ao Salmo 72 do livro de Salmos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Pseudo-Filo</strong> &#8211; Texto em latim, chamado desta forma por estar normalmente anexado ao trabalho de Filo de Alexandria, mas claramente, não sendo um trabalho de Filo. Nesta obra o templo de Jerusalém é dito como ainda existindo, o que poderia indicar uma data de composição anterior a 70 d.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Testamento de Abraão, de Isaque e de Jacó</strong> &#8211; É um trio de trabalhos peculiares, apesar de não haver indícios de que fossem originalmente uma única obra. Em seus estilos lembram a bênção de Jacó encontrada em Gênesis 49:1-27. Os Testamentos foram originalmente compilados provavelmente no final do segundo século d.C. por um judeu cristão desconhecido, o de Abraão narra a relutância dele em morrer e como a morte pessoalmente lhe veio e o enganou para que morresse. O Testamento de Isaque está carregado de temas cristãos, apesar de se entender que estes temas foram acrescentados ao trabalho originalmente judeu. Relata que um anjo o leva ao céu, onde vê a tortura dos pecadores antes de se encontrar com o falecido Abraão. Isaque, não estando ainda morto é instruído por Abraão a voltar e escrever seu testamento, o que faz antes de morrer definitivamente. O Testamento de Jacó se inicia com Jacó sendo visitado pelo arcanjo Miguel e avisado de sua morte iminente. Neste testamento são os anjos que Jacó encontra que pregam a mensagem central.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Testamento dos Doze Patriarcas</strong> &#8211; Este livro apócrifo traz os últimos desejos dos doze filhos de Jacó. É considerado como literatura apocalíptica judaica. Os testamentos foram escritos em hebraico, provavelmente no final do 2º século a.C. ou início do 1º, sendo que estudos recentes apontam para uma data entre 135 e 63 a.C. Tudo indica que teve um único autor, provavelmente um fariseu. Mas, sofreu edição posterior e interpolação de material de origem cristã em seu texto original.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Visão de Esdras</strong> &#8211; É texto apócrifo que clama ter sido Esdras seu escritor. Os seus manuscritos mais antigos, compostos em latim, datam do 11º século d.C. O texto tem grande dependência de II Esdras, possui um apocalipse incipiente e retrata Deus respondendo às preces de Esdras, e enviando-lhe sete anjos para lhe mostrar o paraíso.</p>
<h3 class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><span style="color: #ff0000;">APÓCRIFOS DO NOVO TESTAMENTO</span></h3>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Praticamente todos os textos apócrifos do Novo Testamento são pseudo-epígrafes, ou seja, são textos que clamam ter sido escritos por alguém que não os escreveu. Dividem-se em várias categorias, como evangelhos da infância, evangelhos judeo-cristãos, evangelhos rivais aos canônicos, visões, cartas, textos gnósticos etc.</span></p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos da Infância</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">A falta de informação sobre a infância de Jesus nos evangelhos canônicos levou os primeiros Cristãos a uma fome por mais detalhes sobre a juventude de Jesus. Esta fome fez com que no 2º século e depois, alguns escrevessem contando lendas sobre este período da vida do Senhor, nenhum deles canônico, mas certamente populares em seu tempo e depois, sendo que ainda hoje vemos reflexos de seu conteúdo na religiosidade popular.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Proto-evangelho de Tiago</strong> &#8211; Também chamado de Evangelho de Tiago, ou Evangelho de Tiago da Infância, foi escrito provavelmente em torno de 150 d.C. O documento se apresenta como tendo sido escrito por Tiago, passando por Tiago o Justo, irmão de Jesus. O livro contém três partes de oito capítulos cada, iniciando-se com a história do nascimento e infância de Maria e consagração ao templo, a segunda parte conta a crise causada por Maria se tornar mulher e, portanto sua iminente contaminação do templo e a designação de José como seu guardião e os testes de sua virgindade, e por fim relata o nascimento de Jesus em uma caverna, com a visita de parteiras, escondendo Jesus de Herodes o Grande em uma manjedoura, e também o martírio de Zacarias pai de João o Batista durante o massacre das crianças, e como João o Batista e sua mãe foram escondidos de Herodes Antipas nas montanhas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Tomé da Infância</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé. O autor deste evangelho é desconhecido. A data provável de sua escrita está entre 80 e 185 d.C. e descreve a vida do menino Jesus, com eventos extravagantes sendo alguns deles malévolos. Em um dos episódios Jesus está fazendo pássaros de barro, os quais em seguida ganham vida. Este ato é também atribuído a Jesus no Corão. Em outro episódio uma criança espalha a água que Jesus está juntando. Jesus então amaldiçoa a criança que murcha até morrer.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho do Pseudo-Mateus</strong> &#8211; Também chamado de Nascimento de Maria e Infância do Salvador, ou de Evangelho de Mateus da Infância. É uma composição em latim do 4º ou 5º século d.C. Este texto tem autoria, mas clama ter sido escrito por Mateus e traduzido por Jerônimo. O seu conteúdo é basicamente uma reprodução editada do Proto-evangelho de Tiago, seguida da fuga para o Egito, e de uma reprodução editada do Evangelho de Tomé da Infância. É nele que primeiramente se menciona um boi e um burro como estando presentes no nascimento de Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho Arábico da Infância</strong> &#8211; Foi compilado, provavelmente, no 6º século d.C. e se baseia no Evangelho de Tomé da Infância e no Proto-evangelho de Tiago. Consiste de três partes: O nascimento de Jesus, os milagres durante a fuga para o Egito e os milagres de Jesus como menino. Partes da narrativa deste evangelho, especialmente a segunda parte (os milagres no Egito), também podem ser encontrados no Corão.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Outros evangelhos da Infância</strong> &#8211; A Vida de João o Batista, supostamente escrito pelo bispo Serapião em 390 d.C. e A História de José o Carpinteiro, provavelmente composto no 5º século d.C. no Egito.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos Judeu-Cristãos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Alguns grupos dentre os primeiros Cristãos mantinham uma forte submissão ao judaísmo, especialmente à lei mosaica, os quais o apóstolo Paulo chamou de judaizantes, acabaram por criar evangelhos segundo suas próprias crenças.</span></p>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">A maior parte destes escritos sobrevive apenas como comentários críticos produzidos por pessoas da cristandade paulina, que eram Cristãos que seguiam os ensinos do apóstolo Paulo, também tratados em <a>I Coríntios 1:12</a> e <a>3:4</a> como “os que são de Paulo”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho dos Hebreus</strong> &#8211; Este evangelho, composto em hebraico, está perdido exceto por algumas citações de Epifânio, um escriba da igreja que viveu no final do 4º século d.C. Este evangelho era também conhecido por Jerônimo, que afirma em um de seus escritos que o estava traduzindo para o grego. Sua data e autoria são desconhecidas, apesar de alguns o atribuírem ao próprio Mateus.<br />
Em geral, segue o conteúdo do Evangelho canônico de Mateus, mas com algumas divergências importantes. Um dos pontos de maior distinção é que ele referencia o Espírito Santo como sendo a mãe de Jesus, coloca Tiago, o Justo, como cabeça da igreja de Jerusalém, e se concentra em exortar para uma estrita obediência à lei judaica. Também altera a oração do Senhor, substituindo o “pão nosso de cada dia”, por “pão para amanhã”.<br />
Epifânio, em seu trabalho afirma:</p>
<p class="refe" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Eles dizem que Cristo não foi o primogênito de Deus o Pai, mas criado como um dos arcanjos&#8230; que ele domina sobre os anjos e sobre todas as criaturas do Todo-Poderoso, e que ele veio e declarou em seu Evangelho, o qual é chamado Evangelho segundo Mateus, ou Evangelho segundo Mateus aos Hebreus, dizendo: “Eu vim para fazer com que cessem os sacrifícios, e se vós não cessardes com os sacrifícios, a ira de Deus sobre vós não cessará”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho dos Nazarenos</strong> &#8211; Aparentemente deriva do Evangelho dos Hebreus, com poucas diferenças. Quanto à data e local de escrita há muita controvérsia, mas como Clemente usou o livro no final do 2º século, ele é certamente mais antigo que isto. O local de escrita mais cotado é Alexandria no Egito.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho do Ebionitas</strong> &#8211; Este evangelho tem grande afinidade com o Evangelho dos Hebreus e com o dos Nazarenos. Como os outros dois ele também somente sobrevive em pequenos fragmentos encontrados em citações de autores dos primeiros séculos. Epifânio ressalta algumas diferenças entre o Evangelho dos Ebionitas e o Evangelho dos Nazarenos. Segundo ele os Nazarenos eram considerados como parte da cristandade ortodoxa, enquanto o Ebionitas eram considerados hereges, especialmente por rejeitarem o nascimento virginal de Jesus. Neste evangelho Jesus aparece como sendo vegetariano, e somente no batismo recebe sua “parte divina”.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos rivais dos Evangelhos canônicos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Muitas versões alternativas, grandemente editadas, de evangelhos existiram durante os primórdios do Cristianismo. Estas alterações normalmente serviam para dar suporte a alguma visão religiosa particular, em geral, considerada herética pela igreja primitiva.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Marcion</strong> &#8211; Também conhecido como Evangelho do Senhor foi um texto usado em meados do segundo século por Marcion excluindo os outros evangelhos. Este evangelho sobrevive apenas em citações de seus críticos, contudo é possível através destas citações se reconstruir praticamente todo o seu texto original. Este evangelho se baseia no Evangelho canônico de Lucas, tendo sido editado para se acomodar à teologia de Marcion, por exemplo, os dois primeiros capítulos de Lucas, sobre o nascimento de Jesus e o início em Cafarnaum foram eliminados e foram feitas modificações no restante para acomodar o Marcionismo, por exemplo, em <a>Lucas 10:21</a> temos “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra”, em Marcion se lê: “Graças dou, Pai, Senhor do céu”, destacando a visão gnóstica de que a terra é má, logo, Deus não é seu Senhor.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Mani</strong> &#8211; Este evangelho escrito por Mani, um persa que viveu no 3º século d.C. Ele tentou fazer uma síntese das correntes religiosas de sua época: cristianismo, zoroastrismo e budismo, produzindo com isto um novo evangelho. O texto se parece mais com um comentário dos evangelhos do que uma nova testemunha. Mani, afirma ser profeta e apóstolo, como em: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Eu, Mani, o Apóstolo de Jesus o Amigo, pela vontade do Pai, o verdadeiro Deus, por quem comecei&#8230;”</span></span>.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos de Logia (ou de dizeres, frases e parábolas curtas)</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Tomé</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé da Infância. Este é um evangelho gnóstico que foi encontrado em 1945 nas cavernas de Nag Hammadi, em um manuscrito copta. Diferentemente dos evangelhos canônicos, este não traz uma narrativa conectada aos dizeres atribuídos a Jesus. É apenas uma coleção de dizeres e parábolas que teriam sido proferidos por Jesus, alguns diálogos com o Senhor, e dizeres que alguns dos discípulos teriam reportado a Tomé, chamado Dídimo. A obra consiste de 114 dizeres atribuídos a Jesus, alguns dos quais lembram as falas do Senhor nos evangelhos canônicos. No 4º século, Cirilo de Jerusalém mencionou o Evangelho de Tomé, nos seguintes termos: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Não permita que ninguém leia o evangelho segundo Tomé, porque esta obra, não é de um dos doze apóstolos, mas de um dos três perniciosos discípulos de Mani”</span></span>. Contudo, os textos em Nag Hammadi são certamente mais antigos que a época de Mani. Os críticos tendem a datar este Evangelho no final do primeiro século.<br />
Em um de seus ditos (v.70) encontramos Jesus dizendo que a salvação está no interior do ser humano: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Se colocardes para fora o que está em vosso interior, o que tendes vos salvará. Se não o colocardes para fora, o que tendes em vosso interior vos matará”</span></span>. No v.3, temos: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“O Reino de Deus está dentro de vós”</span></span>.<br />
Escritos como este evangelho são certamente a razão para a igreja ter buscado estabelecer de forma oficial o cânon do Novo Testamento. Estabelecendo a crença na morte e na ressurreição do Senhor como o coração da mensagem proclamada pela Igreja desde o seu início no livro de Atos dos Apóstolos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Filipe</strong> &#8211; É um evangelho gnóstico datado do 2º ou 3º século, de autor desconhecido. Similarmente ao evangelho gnóstico de Tomé este também é um evangelho de dizeres, ou falas atribuídas ao Senhor, algumas das quais lembram as palavras do Senhor encontradas nos evangelhos canônicos. Entre seus ditos encontramos: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Aquele que tem o conhecimento da verdade é um homem livre, mas o homem livre não peca, porque &#8216;Aquele que peca é escravo do pecado&#8217;. A verdade é a mãe, o conhecimento o pai”</span></span>. E ainda: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Jesus veio para crucificar o mundo”</span></span>.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos Morais</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Alguns textos tomaram a forma de discursos sobre a moralidade, e em particular sobre a abstinência sexual, normalmente apresentando um debate entre Jesus e um de seus discípulos, estes são os evangelhos morais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho dos Egípcios (em Grego)</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho dos Egípcios em Copta, que é uma obra completamente diferente. Este evangelho foi escrito provavelmente na primeira metade do 2º século em Alexandria. Ele foi citado por Clemente de Alexandria. Este evangelho toma a forma de uma conversa entre a discípula de Jesus, Salomé (<a>Marcos 15:40</a>) e Jesus, que advoga a causa do celibato, como comenta Cameron: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“cada fragmento endossa o ascetismo sexual como meio de quebrar o ciclo letal do nascimento e de superar as diferenças pecaminosas entre o homem e a mulher, permitindo a todas as pessoas retornar ao que foi entendido como seu estado primordial de androgenia” (Cameron 1982)</span></span>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Tomé, o contendor</strong> &#8211; Ou livro de Tomé o contendor, não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé. O evangelho se inicia assim: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“As palavras secretas que o salvador disse a Tomé, as quais eu, eu mesmo, Matias, escrevi, enquanto andava ouvindo-os falar um com o outro”</span></span>. Este escrito foi achado na biblioteca de Nag Hammadi, no deserto egípcio. Alguns consideram que este livro pode ser o Evangelho de Matias, livro este que estava perdido. Nele Jesus trata Tomé como seu próprio irmão gêmeo, e lhe expõe o tema da moralidade, e particularmente da sexualidade. Jesus segue então mostrando como o celibato oferece a rota para a salvação, e como a paixão sexual é um fogo que causa ilusão, e aprisionamento em um estado de luxúria.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos da Paixão</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">São evangelhos que tratam especificamente da questão da morte e da ressurreição de Jesus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Pedro</strong> &#8211; O evangelho de Pedro é uma narrativa da paixão, que foi bem conhecida no início da história Cristã, mas que desapareceu com o tempo. Hoje é conhecida apenas de ouvir falar, especialmente pela carta de Serapião, bispo de Antioquia de 190 a 203 d.C., referenciada por Eusébio, que afirma o seguinte: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“muito dele se enquadra nos corretos ensinos sobre o Salvador, mas algumas partes podem encorajar seus ouvintes a cair na heresia do docetismo”</span></span>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Pilatos</strong> &#8211; Se inclui como um apêndice ao texto medieval em latim chamado Evangelho de Nicodemos. O texto é provavelmente da metade do 4º século, sendo de autoria desconhecida. A primeira parte do livro relata o julgamento de Jesus, com base em Lucas 23 e a segunda trata da ressurreição. Nele, Lúcio e Carino, duas almas ressuscitadas após a crucificação, relatam ao Sinédrio os acontecimentos da descida de Cristo ao Limbo. O episódio do Angustiante Inferno descreve Dimas (nome dado por este manuscrito ao malfeitor crucificado com Jesus e que recebeu Dele o perdão) acompanhando Cristo no Inferno, e a libertação dos patriarcas do Antigo Testamento que eram justos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Bartolomeu</strong> &#8211; As primeiras referências a este texto foram feitas por Jerônimo e recentemente foram descobertos alguns fragmentos de manuscritos em copta contendo o texto. Este texto contém as visões de Bartolomeu, e os atos de Tomé, mas é predominantemente um texto sobre a paixão e a eucaristia. O texto começa com a crucificação de Jesus, e então passa à ida de Jesus ao inferno, onde encontra com Judas e prega para ele. Jesus resgata todos os que estão no inferno, exceto Judas, Caim e Herodes o Grande. Bartolomeu está presente à cena, e é depois levado ao mais alto nível do céu, de modo a poder ver a liturgia (católica) indo celebrar a ressurreição.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Questões de Bartolomeu</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho de Bartolomeu. O texto sobrevive em cópias em grego, latim e eslovaco antigo, mesmo que cada cópia varie grandemente da outra. O texto apresenta Jesus respondendo aos seus discípulos algumas perguntas formuladas por Bartolomeu. O texto se atém fortemente ao misticismo judaico (tal qual o Livro de Enoque), buscando dar explicações para os aspectos sobrenaturais do Cristianismo. O livro mostra como Jesus desceu ao inferno, por suas próprias palavras, trata da imaculada concepção de Maria, e finalmente, Bartolomeu pede para ver Satanás, e então um coro de anjos arrasta Satanás acorrentado do inferno, mas vê-lo faz com que os apóstolos morram. Jesus então imediatamente os ressuscita e dá a Bartolomeu o controle sobre Satanás. O texto também afirma que a queda do homem foi causada por Eva ter tido relações sexuais com Satanás.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Atos dos Apóstolos de Leucius</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">São textos que tratam da vida dos apóstolos após a ressurreição de Jesus. Todos atribuídos a Leucius Charinus supostamente um discípulo de João o apóstolo, e que se uniu a este em oposição aos Ebionitas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de João</strong> &#8211; É uma coleção de narrativas e tradições do 2º século d.C. inspirada no evangelho canônico de João. Alguns atribuem sua autoria a Prócoro, um dos diáconos selecionados em Atos 6. Este livro apresenta duas viagens de João a Éfeso, cheias de eventos dramáticos, milagres como o colapso do templo de Ártemis, assim como também apresenta João pregando no teatro para convencer os seguidores de Ártemis. Contém também o episódio da última ceia com a “dança de roda da cruz” que teria sido instituída por Jesus, dizendo: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Antes de eu ser entregue a eles, cantemos um hino ao Pai e assim sigamos a ver o que mente diante de nós”</span></span>, direcionou para que fosse formado um círculo ao redor dele, dando-se as mãos e dançando. Os apóstolos gritaram “Amém” ao hino de Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Paulo</strong> &#8211; É um dos maiores textos apócrifos do Novo Testamento. Foi escrito no final do 2º século d.C. O texto era composto de:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;"><span style="text-decoration: underline;">Atos de Paulo e Thecla</span> &#8211; Neste texto Paulo está viajando a Icônio, proclamando “a palavra de Deus sobre a abstinência, a virgindade e a ressurreição”. Thecla, é uma virgem jovem e nobre, que ouve os discursos de Paulo sobre a virgindade de sua janela na casa ao lado. Seu noivo então leva Paulo ao governador que o prende. Thecla vai à prisão para ouvir Paulo, e é então condenada por estar dando ouvidos à questão da virgindade à morte na fogueira, mas nada lhe acontece pois Deus manda um chuva e terremotos para apagar as chamas. A história segue nestes termos, até que Thecla foge para uma caverna (estando ainda virgem) e mora lá por mais 72 anos. Aos 90 anos um homem tenta corrompê-la, mas Thecla consegue escapar e vai a Roma onde é enterrada com Paulo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;"><span style="text-decoration: underline;">Epístola dos Coríntios a Paulo</span> &#8211; Este escrito clama descrever os ensinos de Simão, o mago, incluindo a ideia de que Deus não é Todo-Poderoso, que a ressurreição é falsa, que Cristo não foi Deus verdadeiramente encarnado corporalmente (ideia docetista), que os anjos fizeram o mundo, e que os profetas foram imprecisos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;"><span style="text-decoration: underline;">Terceira Epístola aos Coríntios</span> &#8211; Este texto foi posteriormente separado dos Atos de Paulo. O texto escrito por um Pseudo-Paulo (provavelmente um presbítero cristão em 170 d.C.), é uma resposta à Epístola dos Coríntios a Paulo, e é estruturado para tentar corrigir alguns problemas de interpretação nas Epístolas de I e II aos Coríntios. (canônicas). Em particular a epístola tenta corrigir a interpretação da frase: “a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus” (I Co.15:50), pela qual alguns diziam que a ressurreição não seria corporal.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 54pt;"><span style="text-decoration: underline;">O Martírio de Paulo</span> &#8211; Texto que retrata a morte de Paulo nas mãos de Nero.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Pedro</strong> &#8211; Este texto da segunda metade do 2º século d.C. relata o miraculoso embate entre Pedro e Simão o mago em Roma. Nele Pedro executa milagres como a ressurreição de um peixe defumado, e fazer cachorros falarem. O texto condena Simão, o mago, antiga figura ligada ao gnosticismo. Algumas versões deste texto também fazem referência a uma mulher (ou mulheres) que prefere a paralisia ao sexo. No Códice de Berlin, a mulher é apresentada como a filha de Pedro. Conclui descrevendo o martírio de Pedro, crucificado de cabeça para baixo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de André</strong> &#8211; É um texto do 3º século d.C. baseado em Atos de João e de Pedro, descreve viagens de André e os milagres que fez durante estas viagens e finalmente uma descrição da forma como supostamente morreu. Como nos outros livros congêneres os milagres são extremamente sobrenaturais, e muito exagerados. Por exemplo, além dos milagres usuais de levantar mortos, curar cegos, e outros, ele sobrevive ao ser jogado aos animais selvagens, acalma tempestades, e derrota exércitos apenas fazendo o sinal da cruz. André também faz com que um embrião resultante de um relacionamento ilegítimo morra. Ao ser crucificado, André ainda é capaz de pregar sermões por três dias.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Tomé</strong> &#8211; Este texto gnóstico do início do 3º século d.C. é apresentado em uma série de episódios, que ocorrem durante a missão evangelística de Tomé à Índia. Termina com seu martírio no qual ele morre perfurado por lanças porque causou a ira do Rei Misdaeus pela conversão de suas esposas e um parente.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Extratos das vidas dos Apóstolos</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Pedro e André</strong> &#8211; Este texto não tem uma datação definida, e consiste de uma série de contos curtos de milagres, como quando André cavalga uma nuvem para ir de encontro a Pedro, e Pedro literalmente faz passar um camelo através do buraco de uma agulha. O texto parece ser uma tentativa de continuar os Atos de André e Matias (que faz parte dos Atos de André).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Pedro e os Doze</strong> &#8211; O texto datado do 2º século, é constituído de uma alegoria inicial, semelhante à descrita no Evangelho de Mateus, do negociante de pérolas (<a>Mateus 13:44ss.</a>) mas que aqui está vendendo uma pérola de grande valor. O negociante é evitado pelos ricos, mas os pobres vão a ele em grande quantidade, e descobrem que a pérola está guardada na cidade natal do negociante, “Nove Portões”, e aqueles que quiserem a pérola deverão empreender a dura viagem até Nove Portões. O nome do negociante é Lithargoel, que traduzido é pérola, ou seja, o próprio negociante é a pérola. Por fim, o negociante se revela como sendo o próprio Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Pedro e Paulo</strong> &#8211; Este é um texto tardio, do 4º século, que conta a lenda da viagem de Paulo da ilha de Guadomelete para Roma, apresentando Pedro como sendo irmão de Paulo. Também descreve a morte de Paulo por decapitação, uma antiga tradição da igreja.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Atos de Filipe</strong> &#8211; Este livro é uma fantasia datada do final do 4º século ou início do 5º século d.C. envolvendo milagres e um suposto diálogo que fez Felipe conquistar muitos convertidos. Termina com a crucificação de Filipe em uma cruz invertida.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Epístolas</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Há uma série de epístolas não canônicas, mas escritas no formato de epístolas canônicas, muitas das quais (apesar de espúrias) foram bastante consideradas pela igreja primitiva.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Epístola de Barnabé</strong> &#8211; É um apócrifo encontrado no Códice Sinaíticus do 4º século. Não deve ser confundido com o medieval Evangelho de Barnabé. Esta é uma pseudo-epígrafe de autoria desconhecida, provavelmente escrita no início do 2º século. O texto apesar de não ser gnóstico em um sentido heterodoxo, clama a que sua audiência busque um perfeito conhecimento (conhecimento especial). A obra é mais um tratado, ou homilia, que uma epístola. Sua lógica não é das mais primorosas, e sua mensagem não traz novidades. É interessante que a epístola cita o Evangelho de Mateus (canônico) como Escritura, contudo, também cita provavelmente IV Esdras e certamente I Enoque. Em certo ponto parece advogar que o povo Cristão é o único verdadeiro povo da aliança, e que os judeus nunca haviam estado em uma aliança com Deus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>I Clemente</strong> &#8211; É uma carta de autoria incerta, endereçada como sendo da <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“igreja de Deus que está em Roma para a igreja de Deus que está em Corinto”</span></span>. Sua datação tradicional está colocada em 96 d.C. A carta é motivada por uma disputa em Corinto, que excluiu do serviço vários presbíteros, mas já que nenhum foi acusado de problemas morais a carta advoga que foram afastados injustamente. A carta cita em profusão o Antigo Testamento, algumas cartas de Paulo e algumas falas do Senhor Jesus, e está incluída no Códice Alexandrinus do 5º século. Apesar de não conter problemas doutrinários, e de ser lida em várias igrejas, jamais atingiu os requisitos canônicos, especialmente por sua autoria desconhecida.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>II Clemente</strong> &#8211; Esta homilia foi escrita em Roma em meados do 2º século, sendo uma pseudo-epígrafe que tradicionalmente era atribuída a Clemente de Roma. Suas citações aparentemente derivam do Evangelho dos Egípcios em Grego.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Epistola dos Coríntios a Paulo</strong> &#8211; Já tratada acima como parte dos Atos de Paulo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Epístola aos Laodicenses</strong> &#8211; Curta epístola encontrada apenas em algumas edições da Vulgata em latim, e em nenhum manuscrito grego. Ela se faz passar pela epístola de Paulo à igreja de Laodiceia mencionada em sua Epístola aos Colossenses (<a>4:16</a>), carta esta perdida, apesar de alguns suporem se tratar da Epístola canônica aos Efésios. É quase que unanimemente considerada uma pseudo-epígrafe, constituindo-se de um pastiche de frases tomadas de epístolas genuínas do apóstolo Paulo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Pseudo-Correspondência entre Paulo e Sêneca, o jovem</strong> &#8211; Consiste de uma série de oito cartas supostamente enviadas pelo filósofo estóico Sêneca, e seis respostas supostamente enviadas pelo apóstolo Paulo. As cartas foram compostas provavelmente na segunda metade do 4º século e tem autoria desconhecida. Baseiam-se na tradição de que tanto Sêneca quanto Paulo estiveram em um mesmo período na cidade de Roma.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>III Coríntios</strong> &#8211; Já tratada acima como parte dos Atos de Paulo.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Apocalipses</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Pedro</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Apocalipse gnóstico de Pedro. Está datado na primeira metade do 2º século, foi considerado canônico por Clemente de Alexandria, mas foi recusado pelo restante da Igreja. Subsiste em apenas dois manuscritos, um em grego e outro e etíope os quais divergem grandemente entre si. O texto tem um estilo literário simples, mas muito apreciado pelos populares em Alexandria. Trata basicamente de uma visão do Céu e do Inferno. Roberts-Donaldson afirma: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“O Apocalipse de Pedro mostra impressionante parentesco com a segunda epístola de Pedro&#8230; Também apresenta notáveis paralelos com os Oráculos de Sibeline&#8230; É uma das fontes do escritor do Apocalipse de Paulo&#8230; E direta ou indiretamente este texto pode ser considerado como o pai de todas as visões medievais do outro mundo”</span></span>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Paulo</strong> &#8211; Este texto também é encontrado tendo a Virgem Maria no lugar de Paulo como a pessoa que recebe a revelação. Este texto paralelo é conhecido como o Apocalipse da Virgem. Não deve ser confundido com o Apocalipse gnóstico de Paulo. A narrativa aparenta ser uma elaboração e um rearranjo do Apocalipse de Pedro, inicia-se com um apelo de todas as criaturas contra os pecados da humanidade segue essencialmente descrevendo uma visão do Céu e do Inferno. No final do texto Paulo (ou Maria) consegue persuadir Deus a dar a todos no Inferno um dia de descanso, fora do Inferno, a cada domingo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Tomé</strong> &#8211; Aparentemente foi composto originalmente em latim em data desconhecida, trata dos sinais do fim do mundo. Parece ser uma curta interpretação do Apocalipse de João. Apresenta os fatos que acontecerão em uma sequência de seis dias de tormento antes da vinda de Jesus, e no final do sétimo dia se fará paz e os anjos virão à Terra.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Apocalipse de Estevão</strong> &#8211; Texto com autoria e datação incertas, descreve um conflito sobre a natureza de Jesus de Nazaré. Estevão aparece em cena e reconta o apocalipse como uma verdade literal. A multidão se insurge contra Estevão e o leva perante Pilatos, a quem Estevão ordena que se cale e que reconheça Jesus. O texto conta que Estevão sendo perseguido por Saulo, foi crucificado, mas solto por anjos, depois foi levado ao Sinédrio onde recontou uma suposta profecia de Natã sobre Jesus, e foi julgado e condenado ao apedrejamento. Sendo levado pela multidão iniciou-se o apedrejamento, quando Nicodemos e Gamaliel tentaram impedir o processo e também foram mortos. Após sua morte, Estevão foi enterrado por Pilatos em um caixão de prata. Pilatos então recebe as visões celestiais de Estevão e se converte.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>I Apocalipse de Tiago</strong> &#8211; É um texto gnóstico encontrado em Nag Hammadi. A datação e autoria ainda são incertas, mas provavelmente escrito depois do II Apocalipse de Tiago. O texto se apresenta como um diálogo entre Tiago, o justo, irmão de Jesus, e o próprio Jesus. Se inicia tratando do medo de Tiago de ser crucificado, e segue apresentando uma série de senhas dadas por Jesus a Tiago de modo a que ele chegasse até o mais alto dos céus (são 72) após morrer, sem ser bloqueado pelos poderes do mal do demiurgo (segundo os gnósticos o ser que intermediou a criação).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>II Apocalipse de Tiago</strong> &#8211; Escrito provavelmente durante o 2º século d.C. esteve perdido até ser reencontrado em Nag Hammadi. O texto é claramente gnóstico, apresentando um beijo na boca que Jesus teria dado em Tiago, metáfora para a passagem da gnose entre duas pessoas (deixa claro que não se trata de um relacionamento homossexual). O texto termina com a horrível morte de Tiago por apedrejamento, provavelmente refletindo uma antiga tradição sobre sua morte.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros dos Pais da Igreja</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Enquanto a maior parte dos livros tratados até aqui tenham sido considerados heréticos (especialmente aqueles de tradição gnóstica), outros não foram considerados como sendo particularmente heréticos em seu conteúdo, em muitos casos sendo bem aceitos como obras com alguma significância espiritual. Eles, contudo, não foram considerados canônicos, mas pertencem à categoria de escritos dos pais da Igreja.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>I Clemente</strong> &#8211; Já citada acima.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>O Pastor de Hermas</strong> &#8211; Ou simplesmente <strong>“O Pastor”</strong>. É uma obra Cristã do 2º século, considerada um livro valioso por muitos Cristãos, tendo sido considerada como canônica por alguns pais da igreja. Alguns atribuem sua autoria a Hermas (Rm.16:14). Mas, há grande controvérsia a este respeito. Trata-se de uma alegoria Cristã consistindo de cinco visões dadas a Hermas, um ex-escravo, seguidas de doze mandamentos, e dez parábolas. Apesar da seriedade dos assuntos tratados, o livro foi escrito em um tom otimista e esperançoso, como muitos dos escritos dos primeiros Cristãos. Tem vários e sérios problemas, especialmente quanto à questão da Trindade, e à noção de que a Igreja é uma instituição necessária à salvação.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Didaquê</strong> &#8211; Antes considerado como perdido, o Didaquê, ou Ensino dos Apóstolos, foi redescoberto em 1883 no Códice Hierosolymitanus de 1053. O texto foi provavelmente escrito já no 1º século, mas tem autoria incerta. O conteúdo pode ser dividido em quatro partes: Os dois caminhos, o caminho da vida e o caminho da morte (1-6), rituais de batismo, jejum e comunhão (7-10), o ministério e como lidar com os ministros itinerantes (11-15) e um breve apocalipse (16). Há no texto, tal qual o recebemos, claros sinais de que foi editado posteriormente para se adequar a certas questões eclesiológicas, como o batismo por aspersão.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos Harmônicos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Alguns textos buscaram prover uma harmonização dos evangelhos canônicos, tentando apresentar, de alguma forma, um texto unificado. Entre estes textos o mais conhecido é o Diatessaron:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;">Diatessaron &#8211; Escrito por Taciano em 175 d.C. foi a mais proeminente harmonização dos quatro evangelhos, ou seja, o material dos quatro evangelhos escritos de modo a formar uma única narrativa. Somente 56 versos dos Evangelhos canônicos não tiveram uma contrapartida no Diatessaron, sendo que a maior parte das exclusões se deve às duas genealogias de Jesus em Mateus e Lucas, juntamente com o relato sobre a mulher adúltera em João 7:53-8:11. Contudo, a sequência da narrativa do Diatessaron é substancialmente diferente da encontrada em qualquer dos evangelhos.</p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros Perdidos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Há muitas obras e textos que são mencionados em algumas fontes antigas, mas que nenhuma parte conhecida do texto sobreviveu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Matias</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho dos Quatro Impérios Celestiais</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho da Perfeição</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Eva</strong> &#8211; Uma citação deste evangelho é dada por Epifânio. É possível que este seja o Evangelho da Perfeição que ele trata em outra parte. A citação mostra que este evangelho era a expressão de um completo panteísmo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho dos Doze</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho de Tadeu</strong> &#8211; Alguns entendem ser este um sinônimo para o Livro de Judas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Memória Apostólica</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Evangelho dos Setenta</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Lápide dos Apóstolos</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Livro dos feitiços das serpentes</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 18pt;"><strong>Porção dos Apóstolos</strong></p>
<h5 style="margin-left: 18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Outros Escritos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 18pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Há muitos outros escritos de grande importância, muitos textos gnósticos, e ainda orações, sermões, liturgias, litânias e penitências, citados em outros links do site GnosisOnline.</span></p>
<h4 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp; quot; background: none repeat scroll 0% 0% yellow;">Apócrifos do Velho Testamento</span></h4>
<h4 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"></h4>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Tobias</strong> &#8211; Livro que conta a história de um Judeu reto da tribo de Naftali chamado Tobias enquanto vivia em Nínive, após a deportação das tribos do norte pela Assíria em 721 a.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Judite</strong> &#8211; Livro que conta a história de uma mulher corajosa e bela em sua maturidade, vestida para festa com todas as suas maravilhosas joias, acompanhada por uma fiel criada, que obtém sucesso em decapitar o general invasor Holofemes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Sabedoria</strong> &#8211; Livro sapiencial, cujo autor clama ser Salomão. Muitos estudiosos atribuem sua autoria a algum judeu alexandrino, pois suas ideias são claramente gregas, mais especificamente, se enquadram no pensamento helenístico alexandrino.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Eclesiástico</strong> &#8211; Sua autoria é atribuída a alguém chamado Jesus, filho de Sirach. As suposições para a sua data de escrita variam enormemente indo de 247 a.C. a 132 a.C. O livro é formado por reflexões pessoais do autor, e teria sido transcrito por seu neto.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Baruque</strong> &#8211; Livro é atribuído a Baruque, o escrivão de Jeremias, e foi pretensamente escrito na Babilônia. Traz confissões de pecados, clamor por misericórdia, uma exaltação à sabedoria, uma mensagem aos cativos, e uma carta pretensamente escrita por Jeremias, a qual o próprio Jerônimo, teólogo católico romano, chamou de pseudo-epígrafe (texto escrito por um autor que diz ser outra pessoa).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>I Macabeus</strong> &#8211; Livro histórico que narra o período de aproximadamente um século após a conquista da Judeia pelos gregos sob o comando de Alexandre o Grande. Sem data ou autor definidos, nem no livro, nem em escritos antigos de outros autores. Provavelmente foi escrito entre os últimos anos do 2º século a.C. e antes de 63 a.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>II Macabeus</strong> &#8211; Livro que narra a revolta dos judeus contra Antíoco e conclui com a derrota do general sírio Nicanor em 161 a.C. por Judas Macabeus. É uma sinopse composta por um autor desconhecido de um trabalho maior, normalmente atribuído a Jason de Cirene, do qual muito pouco se sabe, exceto pela inferência de que teria vivido em Israel, supõe-se que não tenha sido escrito antes de 124 a.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Adições a Daniel</strong> &#8211; Textos em grego, incluídos junto aos textos originais em hebraico. São os versos 24-90 do capítulo 3 (oração dos jovens na fornalha), e os capítulos 13 (relato de Suzana) e 14 (a farsa do dragão).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Adições a Ester</strong> &#8211; Textos em grego, incluídos junto aos textos originais em hebraico. Há adições aos capítulos 1, 3, 4, 5, 8, 9 e 10.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros Anagignoskomena:</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span>Todos os livros que depois foram considerados como deuterocanônicos também fazem parte dos anagignoskomena. E além destes temos:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>III Macabeus</strong> &#8211; O livro na verdade não tem nada a ver com os Macabeus ou com sua revolta contra o imperialismo grego, como acontece com I e II Macabeus. III Macabeus conta a história da perseguição dos judeus sob o reinado de Ptolomeu IV. Provavelmente o título do livro vem da similaridade de sua história com a história narrada em II Macabeus. Mas, seu conteúdo é claramente ficcional.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>IV Macabeus</strong> &#8211; Este livro é na verdade uma homilia louvando a supremacia religiosidade sobre as paixões, e para tanto faz uso de muitos pensamentos de origem pagã. Também relata vários diálogos de mártires que diferem substancialmente dos mesmos diálogos encontrados em II Macabeus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>I Esdras</strong> &#8211; Sua autoria é desconhecida, e a data de escrita somente pode ser suposta em um período de tempo extremamente longo, algo como um período entre 300 a.C. e 100 d.C. Este livro em sua maior parte segue um paralelo da narrativa contida em Esdras, Neemias e no livro de II Crônicas, sendo que algumas seções são traduções diretas destes livros. O nome de I Esdras vem do fato de que o livro canônico de Esdras é conhecido na igreja ortodoxa grega como a primeira metade de II Esdras (a segunda metade é Neemias). Contudo, na igreja ortodoxa russa o livro de II Esdras se refere ao I Esdras da Septuaginta. Já no catolicismo romano o livro de Neemias é às vezes chamado de II Esdras. Como pode ser visto, a confusão é grande quanto à nomenclatura deste livro e dos livros canônicos, quando se tenta incluí-lo entre eles.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Odes</strong> &#8211; Sua autoria e data de escrita são desconhecidos. É um livro que está na Septuaginta logo após o Salmo 151. Como o nome indica é um livro de canções que em grande parte repete canções encontradas em outros livros da Bíblia, como as canções de Moisés (<a>Êxodo 15:1-19</a>, Deuteronômio 32:1-43), a oração de Ana, mãe de Samuel (<a>I Samuel 2:1-10</a>), inclui também orações e canções encontradas em outros livros apócrifos, como a oração dos três jovens (complemento deuterocanônico de Daniel). Mas, o mais interessante é o livro incluir orações que são encontradas no Novo Testamento, como o Magnificat de Maria (Lucas 1:46-55) e o cântico de Zacarias (Lucas 1:68-79). Algo realmente fantástico para um livro do Antigo Testamento (Já que alguns defendem que a Septuaginta foi inteiramente traduzida e reconhecida antes de Cristo).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Oração de Manassés</strong> &#8211; É um curto escrito de 15 versos que relata uma oração de penitência do rei Manassés de Judá enquanto esteve preso pelos assírios. O rei Manassés é registrado pela Bíblia como sendo um dos reis mais idólatras de Judá em todos os tempos (II Reis 21:1-18), mas quando foi tomado cativo pelos assírios, se arrepende e clama misericórdia a Deus (<a>II Crônicas 33:10-17</a>). Este livro pretende reproduzir a oração de Manassés a Deus neste momento.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Salmo 151</strong> &#8211; Este é um salmo curto, atribuído ao rei Davi, somente encontrado na Septuaginta. Apesar de recentemente terem sido encontrados dois manuscritos, nas cavernas de Qumram, que dão base hebraica para este salmo, ele continua sendo considerado como apócrifo, exceto pela igreja ortodoxa grega que o tem como canônico.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros Pseudo-epígrafes (ou pseudepígrafes)</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Ahicar</strong> ou <strong>Haiquar</strong> &#8211; Segundo o livro ele foi um sábio Assírio conhecido por sua grande sabedoria. O livro também conhecido como “As palavras de Ahicar” foi encontrado em um papiro aramaico de aproximadamente 500 a.C. Ahicar profere durante a narrativa várias palavras de sabedoria para seu sobrinho, como sendo de sua autoria. Mas, de fato, elas são muito similares a partes do livro de Provérbios e algumas outras a partes do livro apócrifo de Eclesiástico.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Abraão</strong> &#8211; É um apocalipse de origem hebraica que foi provavelmente escrito entre 80 e 100 d.C. É somente encontrado em uma tradução para o eslovaco antigo. O primeiro terço do livro narra a conversão de Abrão do politeísmo ao monoteísmo, sendo seguido então do texto apocalíptico. Esta parte do livro se inicia com Abraão sacrificando a Deus (<a>Gênesis 15:7-16</a>), mas ao invés de serem aves de rapina que desciam sobre o sacrifício, este texto diz ter sido o anjo Azazel. Este nome aparece na Bíblia primeiramente em <a>Levítico 16:8</a>, onde é traduzido como “o bode emissário”. No livro apócrifo de I Enoque Azazel é descrito como um anjo caído do grupo dos “vigilantes”, e está diretamente associado ao inferno. Seguindo a narrativa apocalíptica o anjo Laoel guia Abraão e este aprende várias canções de louvor a Deus e vê Azazel ser condenado ao mundo inferior. Abraão é então levado ao templo de Jerusalém onde vê este ser usado para idolatria resultando na sua destruição por estrangeiros. Mas o Templo é por fim apresentado como tendo sido reconstruído em data posterior.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Elias</strong> &#8211; Este é um trabalho anônimo que se apresenta como uma revelação dada por um anjo. O seu título vem do fato deste livro citar o nome de Elias por duas vezes. O livro se divide em cinco partes:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>Trata da questão do jejum e da oração.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>Uma profecia sobre os Assírios.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>Referencia a futura chegada do filho da iniquidade, o qual é descrito em detalhes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>Referencia o martírio de Elias e Enoque (baseado na morte das duas testemunhas conforme registrado no livro canônico do Apocalipse de João), o martírio de Tabita (<a>Atos 9:36-42</a>), e de mais sessenta outros homens.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>Referencia a destruição do filho da iniquidade após o último julgamento.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Esdras</strong> &#8211; É um texto que reclama ter sido escrito por Esdras, mas que certamente foi escrito muito tempo depois, a sua datação é bem controversa, indo desde o 2º século d.C. até o 9º século d.C. O seu texto se baseia fortemente em outro apócrifo mais antigo conhecido como II Esdras (IV Esdras na vulgata ou III Esdras para os ortodoxos russos). O texto mostra o autor tendo visões do céu e do inferno, onde as punições a que são submetidos os pecadores são descritas em detalhe.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Sidraque</strong> &#8211; Também conhecido como Palavra de Sidraque, é um texto apócrifo antigo, mas de datação incerta. Seu título provém da forma grega do nome de Sadraque, um dos três que foram levados vivos à fornalha ardente pelo rei Nabucodonosor. O texto descreve como Sadraque foi levado à presença de Deus, por Jesus Cristo em pessoa. Mas, mesmo que o texto se mostre superficialmente Cristão, ele é derivado de um texto judeu mais antigo, onde o nome de um arcanjo foi substituído pelo nome de Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Sofonias</strong> &#8211; Este livro reclama ter sido escrito por Sofonias (o profeta), sua narrativa consiste de Sofonias sendo levado a visitar o céu e o inferno. Em sua visão do inferno Sofonias teria visto dois anjos gigantes, sendo que um deles é apresentado como sendo Eremiel, e é o guardião das almas. O outro dá a Sofonias um rolo contendo uma lista de todos os seus pecados, mas um segundo rolo é apresentado e Sofonias é julgado inocente e é transformado em um anjo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apócrifo de Ezequiel</strong> &#8211; É um livro escrito no estilo do Antigo Testamento e contém revelações que teriam sido dadas a Ezequiel. Hoje sobrevivem apenas alguns fragmentos em citações de Epifânio, Clemente de Roma e Clemente de Alexandria, e o Papiro Chester Beatty # 185. É provável que tenha sido escrito entre 50 a.C. e 50 d.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Ascensão de Isaías</strong> &#8211; Este apócrifo é datado do 2º século d.C. e foi compilado por um estudioso Cristão do qual nada se sabe. O texto tem três partes distintas, sendo que a primeira parece ter sido escrita por um autor judeu e as outras duas por autores cristãos. A primeira parte, normalmente chamada de o Martírio de Isaías, repete e expande os eventos descritos em II Reis 20. No meio desta narrativa foi inserido um apocalipse cristão conhecido como o Testamento de Ezequias. A segunda parte do livro se refere à Visão de Isaías e sua jornada assistido por um anjo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Assunção de Moisés</strong> &#8211; É um escrito de origem judaica, com data e autoria incertas. É encontrado apenas em um manuscrito do século VI em latim. Traz uma breve descrição da história judaica até aproximadamente o 1º século d.C. O texto com aproximadamente vinte capítulos revela as profecias secretas reveladas por Moisés a Josué no final de sua vida.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>II Baruque</strong> &#8211; Também conhecido como o Apocalipse siríaco de Baruque, é datado do final do 1º século ou início do 2º d.C. após a queda de Jerusalém em 70 d.C. Este trabalho (contrariando Jeremias que afirma ser Baruque um escriba) apresenta Baruque como um profeta e bastante superior a Jeremias. É um misto de oração, lamentação e visões, com um estilo de escrita próximo ao usado no livro canônico de Jeremias. Trata especialmente da sobrevivência do povo judeu, mesmo após a destruição do Templo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>III Baruque</strong> &#8211; Também conhecido como o Apocalipse grego de Baruque, é datado do final do 1º século ou início do 2º d.C. após a queda de Jerusalém em 70 d.C. Este texto tal qual II Baruque também trata da sobrevivência do povo judeu após a destruição do Templo, argumentando que o Templo está preservado no céu e é apresentado como estando completamente funcional lá, sendo mantido por anjos, não havendo, portanto, qualquer necessidade de reconstruí-lo aqui na terra. Neste texto Baruque é apresentado a vários “céus”, onde testemunha a punição dos construtores da torre de Babel e da serpente do Jardim do Éden, até que finalmente chega ao portão do quinto céu, o qual somente o arcanjo Miguel é capaz de abrir.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>IV Baruque</strong> &#8211; É também conhecido como as Omissões de Jeremias (Paraleipomena de Jeremias) quando combinado com a Epístola de Jeremias. É considerado apócrifo por todas as denominações Cristãs exceto a Igreja Ortodoxa Etíope. Sendo um pseudo-epígrafe significa que Baruque não o escreveu. O texto está severamente editado, sendo difícil definir quando cada parte foi escrita. Baruque é apresentado neste texto como sendo um intermediário entre Jeremias e Deus, e não somente um escriba. Advoga a xenofobia, o divórcio de esposas estrangeiras, e o exílio daqueles que não se divorciarem. Deste modo, os que não se divorciaram são retratados como sendo os ancestrais dos samaritanos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Conflito de Adão e Eva com Satanás</strong> &#8211; É um texto Cristão encontrado em etíope e árabe, provavelmente do 5º século d.C. Descreve os acontecimentos que se seguiram à expulsão do Jardim do Éden e segue até o testamento e o translado de Enoque.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Livro de Enoque</strong> &#8211; Este é um título dado a um conjunto de livros que se atribuem a Enoque, o bisavô de Noé (<a>Gênesis 5:18-24</a>). Normalmente o título “Livro de Enoque” se refere a I Enoque, que existe inteiro somente em uma tradução em língua etíope. Há outros dois livros chamados Enoque, II Enoque que existe somente em eslovaco antigo, e III Enoque que existe somente em hebraico. O livro é dividido em cinco partes distintas:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>O livro dos Vigilantes (I Enoque 1-36).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>O livro das Parábolas (I Enoque 37-71), também conhecido como as Comparações de Enoque.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>O livro dos Luminares Celestes (I Enoque 72-82), também conhecido como livro dos Luminares ou Livro Astronômico.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>As Visões de Sonhos (I Enoque 83-90), também chamado de o livro dos Sonhos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span>A Epístola de Enoque (I Enoque 91-108).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;">A passagem de I Enoque 1:9 é citada em <a>Judas 14-15</a>. Devido a este fato, muitos dos primeiros pais da Igreja consideraram este livro como sendo canônico, entre eles Justino Mártir, Irineu, Orígenes, Clemente de Alexandria e Tertuliano. Contudo, a Igreja como um todo negou a canonicidade deste livro. E isto gerou inclusive problemas para a aceitação da carta de Judas, por citar um livro apócrifo. No fim o entendimento foi de que a citação de I Enoque 1:9 em Judas foi canonizada pela ação do Espírito Santo ao permiti-la no Texto Sagrado.<br />
Este texto foi datado como sendo do período dos Macabeus (aproximadamente 160 a.C.).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>II Enoque</strong> &#8211; Também conhecido como Os Segredos de Enoque é um texto de origem judia com data e autoria incertas. Ele sobrevive apenas em uma cópia em eslovaco antigo, texto este que certamente foi traduzido a partir de uma cópia em grego. O livro trata da jornada de Enoque através de dez céus até se encontrar com Deus, seguido por uma discussão sobre a criação do mundo, e as instruções de Deus para Enoque para que retornasse à Terra e disseminasse o que aprendera de Deus. Ao final, Enoque é levado de volta ao céu e é transformado no anjo Metraton. Neste ponto o texto passa a tratar das histórias de Matusalém, Nir (irmão mais novo de Noé), e Melquisedeque.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>III Enoque</strong> &#8211; Existe somente em hebraico, sendo datado do 5º o 6º século d.C. o livro clama ter sido escrito pelo rabi Ismael que se tornou sumo sacerdote após ter visões do céu. O livro se inicia com o relato da Ascensão de Ismael (1-2), em seguida mostra Ismael encontrando-se com o Enoque (3-16), e uma descrição das moradas celestiais (17-40), termina apresentando as maravilhas celestes (41-48).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>História dos Recabitas</strong> &#8211; História dos descendentes de Recabe (II Samuel 4:2ss), vivendo em uma ilha liderados por Jonadabe (filho de Recabe). O livro lembra muito os escritos mitológicos gregos, mostrando particularmente similaridades com os contos de Terapeuta.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Carta de Aristeas</strong> &#8211; É uma falsificação de origem heleno-judaica atribuída a um certo Aristeas que a teria escrito para Filócrates, descrevendo uma tradução para o grego das leis judaicas por setenta e dois tradutores enviados ao Egito de Jerusalém a pedido da biblioteca de Alexandria, o que teria resultado na tradução conhecida como Septuaginta. Em 1684, Humphrey Hody publicou o documento “Contra historiam Aristeae de LXX, interpretibus dissertario”, no qual mostrou que a assim chamada “Carta de Aristeas” era uma falsificação tardia produzida por um judeu helenizante, originalmente distribuída para atribuir autoridade à versão LXX. Esta dissertação é normalmente tida como conclusiva.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Vida de Adão e Eva</strong> &#8211; Este escrito de origem judaica foi originalmente escrito provavelmente em torno de 70 a.C. A história trata dos acontecimentos imediatamente posteriores à expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden e continua até a morte de Adão e depois de Eva. O livro também apresenta uma visão da queda da raça humana do ponto de vista de Eva.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Salmos de Salomão</strong> &#8211; É um conjunto de dezoito salmos apócrifos atribuídos a Salomão, mas que provavelmente foram escritos por um fariseu da Judeia por volta do período da tomada de Jerusalém por Pompeu em 63 d.C. São modelados de modo semelhante aos salmos encontrados na Bíblia. E os salmos 17 e 18 são semelhantes ao Salmo 72 do livro de Salmos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Pseudo-Filo</strong> &#8211; Texto em latim, chamado desta forma por estar normalmente anexado ao trabalho de Filo de Alexandria, mas claramente, não sendo um trabalho de Filo. Nesta obra o templo de Jerusalém é dito como ainda existindo, o que poderia indicar uma data de composição anterior a 70 d.C.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Testamento de Abraão, de Isaque e de Jacó</strong> &#8211; É um trio de trabalhos peculiares, apesar de não haver indícios de que fossem originalmente uma única obra. Em seus estilos lembram a bênção de Jacó encontrada em Gênesis 49:1-27. Os Testamentos foram originalmente compilados provavelmente no final do segundo século d.C. por um judeu cristão desconhecido, o de Abraão narra a relutância dele em morrer e como a morte pessoalmente lhe veio e o enganou para que morresse. O Testamento de Isaque está carregado de temas cristãos, apesar de se entender que estes temas foram acrescentados ao trabalho originalmente judeu. Relata que um anjo o leva ao céu, onde vê a tortura dos pecadores antes de se encontrar com o falecido Abraão. Isaque, não estando ainda morto é instruído por Abraão a voltar e escrever seu testamento, o que faz antes de morrer definitivamente. O Testamento de Jacó se inicia com Jacó sendo visitado pelo arcanjo Miguel e avisado de sua morte iminente. Neste testamento são os anjos que Jacó encontra que pregam a mensagem central.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Testamento dos Doze Patriarcas</strong> &#8211; Este livro apócrifo traz os últimos desejos dos doze filhos de Jacó. É considerado como literatura apocalíptica judaica. Os testamentos foram escritos em hebraico, provavelmente no final do 2º século a.C. ou início do 1º, sendo que estudos recentes apontam para uma data entre 135 e 63 a.C. Tudo indica que teve um único autor, provavelmente um fariseu. Mas, sofreu edição posterior e interpolação de material de origem cristã em seu texto original.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Visão de Esdras</strong> &#8211; É texto apócrifo que clama ter sido Esdras seu escritor. Os seus manuscritos mais antigos, compostos em latim, datam do 11º século d.C. O texto tem grande dependência de II Esdras, possui um apocalipse incipiente e retrata Deus respondendo às preces de Esdras, e enviando-lhe sete anjos para lhe mostrar o paraíso.</p>
<h4 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp; quot; background: none repeat scroll 0% 0% yellow;">Apócrifos do Novo Testamento</span></h4>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Praticamente todos os textos apócrifos do Novo Testamento são pseudo-epígrafes, ou seja, são textos que clamam ter sido escritos por alguém que não os escreveu. Dividem-se em várias categorias, como evangelhos da infância, evangelhos judeo-cristãos, evangelhos rivais aos canônicos, visões, cartas, textos gnósticos etc.</span></p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos da Infância</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">A falta de informação sobre a infância de Jesus nos evangelhos canônicos levou os primeiros Cristãos a uma fome por mais detalhes sobre a juventude de Jesus. Esta fome fez com que no 2º século e depois, alguns escrevessem contando lendas sobre este período da vida do Senhor, nenhum deles canônico, mas certamente populares em seu tempo e depois, sendo que ainda hoje vemos reflexos de seu conteúdo na religiosidade popular.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Proto-evangelho de Tiago</strong> &#8211; Também chamado de Evangelho de Tiago, ou Evangelho de Tiago da Infância, foi escrito provavelmente em torno de 150 d.C. O documento se apresenta como tendo sido escrito por Tiago, passando por Tiago o Justo, irmão de Jesus. O livro contém três partes de oito capítulos cada, iniciando-se com a história do nascimento e infância de Maria e consagração ao templo, a segunda parte conta a crise causada por Maria se tornar mulher e, portanto sua iminente contaminação do templo e a designação de José como seu guardião e os testes de sua virgindade, e por fim relata o nascimento de Jesus em uma caverna, com a visita de parteiras, escondendo Jesus de Herodes o Grande em uma manjedoura, e também o martírio de Zacarias pai de João o Batista durante o massacre das crianças, e como João o Batista e sua mãe foram escondidos de Herodes Antipas nas montanhas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Tomé da Infância</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé. O autor deste evangelho é desconhecido. A data provável de sua escrita está entre 80 e 185 d.C. e descreve a vida do menino Jesus, com eventos extravagantes sendo alguns deles malévolos. Em um dos episódios Jesus está fazendo pássaros de barro, os quais em seguida ganham vida. Este ato é também atribuído a Jesus no Corão. Em outro episódio uma criança espalha a água que Jesus está juntando. Jesus então amaldiçoa a criança que murcha até morrer.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho do Pseudo-Mateus</strong> &#8211; Também chamado de Nascimento de Maria e Infância do Salvador, ou de Evangelho de Mateus da Infância. É uma composição em latim do 4º ou 5º século d.C. Este texto tem autoria, mas clama ter sido escrito por Mateus e traduzido por Jerônimo. O seu conteúdo é basicamente uma reprodução editada do Proto-evangelho de Tiago, seguida da fuga para o Egito, e de uma reprodução editada do Evangelho de Tomé da Infância. É nele que primeiramente se menciona um boi e um burro como estando presentes no nascimento de Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho Arábico da Infância</strong> &#8211; Foi compilado, provavelmente, no 6º século d.C. e se baseia no Evangelho de Tomé da Infância e no Proto-evangelho de Tiago. Consiste de três partes: O nascimento de Jesus, os milagres durante a fuga para o Egito e os milagres de Jesus como menino. Partes da narrativa deste evangelho, especialmente a segunda parte (os milagres no Egito), também podem ser encontrados no Corão.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Outros evangelhos da Infância</strong> &#8211; A Vida de João o Batista, supostamente escrito pelo bispo Serapião em 390 d.C. e A História de José o Carpinteiro, provavelmente composto no 5º século d.C. no Egito.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos Judeu-Cristãos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Alguns grupos dentre os primeiros Cristãos mantinham uma forte submissão ao judaísmo, especialmente à lei mosaica, os quais o apóstolo Paulo chamou de judaizantes, acabaram por criar evangelhos segundo suas próprias crenças.</span></p>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">A maior parte destes escritos sobrevive apenas como comentários críticos produzidos por pessoas da cristandade paulina, que eram Cristãos que seguiam os ensinos do apóstolo Paulo, também tratados em <a>I Coríntios 1:12</a> e <a>3:4</a> como “os que são de Paulo”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho dos Hebreus</strong> &#8211; Este evangelho, composto em hebraico, está perdido exceto por algumas citações de Epifânio, um escriba da igreja que viveu no final do 4º século d.C. Este evangelho era também conhecido por Jerônimo, que afirma em um de seus escritos que o estava traduzindo para o grego. Sua data e autoria são desconhecidas, apesar de alguns o atribuírem ao próprio Mateus.<br />
Em geral, segue o conteúdo do Evangelho canônico de Mateus, mas com algumas divergências importantes. Um dos pontos de maior distinção é que ele referencia o Espírito Santo como sendo a mãe de Jesus, coloca Tiago, o Justo, como cabeça da igreja de Jerusalém, e se concentra em exortar para uma estrita obediência à lei judaica. Também altera a oração do Senhor, substituindo o “pão nosso de cada dia”, por “pão para amanhã”.<br />
Epifânio, em seu trabalho afirma:</p>
<p class="refe" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Eles dizem que Cristo não foi o primogênito de Deus o Pai, mas criado como um dos arcanjos&#8230; que ele domina sobre os anjos e sobre todas as criaturas do Todo-Poderoso, e que ele veio e declarou em seu Evangelho, o qual é chamado Evangelho segundo Mateus, ou Evangelho segundo Mateus aos Hebreus, dizendo: “Eu vim para fazer com que cessem os sacrifícios, e se vós não cessardes com os sacrifícios, a ira de Deus sobre vós não cessará”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho dos Nazarenos</strong> &#8211; Aparentemente deriva do Evangelho dos Hebreus, com poucas diferenças. Quanto à data e local de escrita há muita controvérsia, mas como Clemente usou o livro no final do 2º século, ele é certamente mais antigo que isto. O local de escrita mais cotado é Alexandria no Egito.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho do Ebionitas</strong> &#8211; Este evangelho tem grande afinidade com o Evangelho dos Hebreus e com o dos Nazarenos. Como os outros dois ele também somente sobrevive em pequenos fragmentos encontrados em citações de autores dos primeiros séculos. Epifânio ressalta algumas diferenças entre o Evangelho dos Ebionitas e o Evangelho dos Nazarenos. Segundo ele os Nazarenos eram considerados como parte da cristandade ortodoxa, enquanto o Ebionitas eram considerados hereges, especialmente por rejeitarem o nascimento virginal de Jesus. Neste evangelho Jesus aparece como sendo vegetariano, e somente no batismo recebe sua “parte divina”.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos rivais dos Evangelhos canônicos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Muitas versões alternativas, grandemente editadas, de evangelhos existiram durante os primórdios do Cristianismo. Estas alterações normalmente serviam para dar suporte a alguma visão religiosa particular, em geral, considerada herética pela igreja primitiva.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Marcion</strong> &#8211; Também conhecido como Evangelho do Senhor foi um texto usado em meados do segundo século por Marcion excluindo os outros evangelhos. Este evangelho sobrevive apenas em citações de seus críticos, contudo é possível através destas citações se reconstruir praticamente todo o seu texto original. Este evangelho se baseia no Evangelho canônico de Lucas, tendo sido editado para se acomodar à teologia de Marcion, por exemplo, os dois primeiros capítulos de Lucas, sobre o nascimento de Jesus e o início em Cafarnaum foram eliminados e foram feitas modificações no restante para acomodar o Marcionismo, por exemplo, em <a>Lucas 10:21</a> temos “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra”, em Marcion se lê: “Graças dou, Pai, Senhor do céu”, destacando a visão gnóstica de que a terra é má, logo, Deus não é seu Senhor.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Mani</strong> &#8211; Este evangelho escrito por Mani, um persa que viveu no 3º século d.C. Ele tentou fazer uma síntese das correntes religiosas de sua época: cristianismo, zoroastrismo e budismo, produzindo com isto um novo evangelho. O texto se parece mais com um comentário dos evangelhos do que uma nova testemunha. Mani, afirma ser profeta e apóstolo, como em: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Eu, Mani, o Apóstolo de Jesus o Amigo, pela vontade do Pai, o verdadeiro Deus, por quem comecei&#8230;”</span></span>.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos de Logia (ou de dizeres, frases e parábolas curtas)</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Tomé</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé da Infância. Este é um evangelho gnóstico que foi encontrado em 1945 nas cavernas de Nag Hammadi, em um manuscrito copta. Diferentemente dos evangelhos canônicos, este não traz uma narrativa conectada aos dizeres atribuídos a Jesus. É apenas uma coleção de dizeres e parábolas que teriam sido proferidos por Jesus, alguns diálogos com o Senhor, e dizeres que alguns dos discípulos teriam reportado a Tomé, chamado Dídimo. A obra consiste de 114 dizeres atribuídos a Jesus, alguns dos quais lembram as falas do Senhor nos evangelhos canônicos. No 4º século, Cirilo de Jerusalém mencionou o Evangelho de Tomé, nos seguintes termos: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Não permita que ninguém leia o evangelho segundo Tomé, porque esta obra, não é de um dos doze apóstolos, mas de um dos três perniciosos discípulos de Mani”</span></span>. Contudo, os textos em Nag Hammadi são certamente mais antigos que a época de Mani. Os críticos tendem a datar este Evangelho no final do primeiro século.<br />
Em um de seus ditos (v.70) encontramos Jesus dizendo que a salvação está no interior do ser humano: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Se colocardes para fora o que está em vosso interior, o que tendes vos salvará. Se não o colocardes para fora, o que tendes em vosso interior vos matará”</span></span>. No v.3, temos: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“O Reino de Deus está dentro de vós”</span></span>.<br />
Escritos como este evangelho são certamente a razão para a igreja ter buscado estabelecer de forma oficial o cânon do Novo Testamento. Estabelecendo a crença na morte e na ressurreição do Senhor como o coração da mensagem proclamada pela Igreja desde o seu início no livro de Atos dos Apóstolos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Filipe</strong> &#8211; É um evangelho gnóstico datado do 2º ou 3º século, de autor desconhecido. Similarmente ao evangelho gnóstico de Tomé este também é um evangelho de dizeres, ou falas atribuídas ao Senhor, algumas das quais lembram as palavras do Senhor encontradas nos evangelhos canônicos. Entre seus ditos encontramos: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Aquele que tem o conhecimento da verdade é um homem livre, mas o homem livre não peca, porque &#8216;Aquele que peca é escravo do pecado&#8217;. A verdade é a mãe, o conhecimento o pai”</span></span>. E ainda: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Jesus veio para crucificar o mundo”</span></span>.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos Morais</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Alguns textos tomaram a forma de discursos sobre a moralidade, e em particular sobre a abstinência sexual, normalmente apresentando um debate entre Jesus e um de seus discípulos, estes são os evangelhos morais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho dos Egípcios (em Grego)</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho dos Egípcios em Copta, que é uma obra completamente diferente. Este evangelho foi escrito provavelmente na primeira metade do 2º século em Alexandria. Ele foi citado por Clemente de Alexandria. Este evangelho toma a forma de uma conversa entre a discípula de Jesus, Salomé (<a>Marcos 15:40</a>) e Jesus, que advoga a causa do celibato, como comenta Cameron: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“cada fragmento endossa o ascetismo sexual como meio de quebrar o ciclo letal do nascimento e de superar as diferenças pecaminosas entre o homem e a mulher, permitindo a todas as pessoas retornar ao que foi entendido como seu estado primordial de androgenia” (Cameron 1982)</span></span>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Tomé, o contendor</strong> &#8211; Ou livro de Tomé o contendor, não deve ser confundido com o Evangelho de Tomé. O evangelho se inicia assim: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“As palavras secretas que o salvador disse a Tomé, as quais eu, eu mesmo, Matias, escrevi, enquanto andava ouvindo-os falar um com o outro”</span></span>. Este escrito foi achado na biblioteca de Nag Hammadi, no deserto egípcio. Alguns consideram que este livro pode ser o Evangelho de Matias, livro este que estava perdido. Nele Jesus trata Tomé como seu próprio irmão gêmeo, e lhe expõe o tema da moralidade, e particularmente da sexualidade. Jesus segue então mostrando como o celibato oferece a rota para a salvação, e como a paixão sexual é um fogo que causa ilusão, e aprisionamento em um estado de luxúria.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos da Paixão</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">São evangelhos que tratam especificamente da questão da morte e da ressurreição de Jesus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Pedro</strong> &#8211; O evangelho de Pedro é uma narrativa da paixão, que foi bem conhecida no início da história Cristã, mas que desapareceu com o tempo. Hoje é conhecida apenas de ouvir falar, especialmente pela carta de Serapião, bispo de Antioquia de 190 a 203 d.C., referenciada por Eusébio, que afirma o seguinte: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“muito dele se enquadra nos corretos ensinos sobre o Salvador, mas algumas partes podem encorajar seus ouvintes a cair na heresia do docetismo”</span></span>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Pilatos</strong> &#8211; Se inclui como um apêndice ao texto medieval em latim chamado Evangelho de Nicodemos. O texto é provavelmente da metade do 4º século, sendo de autoria desconhecida. A primeira parte do livro relata o julgamento de Jesus, com base em Lucas 23 e a segunda trata da ressurreição. Nele, Lúcio e Carino, duas almas ressuscitadas após a crucificação, relatam ao Sinédrio os acontecimentos da descida de Cristo ao Limbo. O episódio do Angustiante Inferno descreve Dimas (nome dado por este manuscrito ao malfeitor crucificado com Jesus e que recebeu Dele o perdão) acompanhando Cristo no Inferno, e a libertação dos patriarcas do Antigo Testamento que eram justos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Bartolomeu</strong> &#8211; As primeiras referências a este texto foram feitas por Jerônimo e recentemente foram descobertos alguns fragmentos de manuscritos em copta contendo o texto. Este texto contém as visões de Bartolomeu, e os atos de Tomé, mas é predominantemente um texto sobre a paixão e a eucaristia. O texto começa com a crucificação de Jesus, e então passa à ida de Jesus ao inferno, onde encontra com Judas e prega para ele. Jesus resgata todos os que estão no inferno, exceto Judas, Caim e Herodes o Grande. Bartolomeu está presente à cena, e é depois levado ao mais alto nível do céu, de modo a poder ver a liturgia (católica) indo celebrar a ressurreição.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Questões de Bartolomeu</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Evangelho de Bartolomeu. O texto sobrevive em cópias em grego, latim e eslovaco antigo, mesmo que cada cópia varie grandemente da outra. O texto apresenta Jesus respondendo aos seus discípulos algumas perguntas formuladas por Bartolomeu. O texto se atém fortemente ao misticismo judaico (tal qual o Livro de Enoque), buscando dar explicações para os aspectos sobrenaturais do Cristianismo. O livro mostra como Jesus desceu ao inferno, por suas próprias palavras, trata da imaculada concepção de Maria, e finalmente, Bartolomeu pede para ver Satanás, e então um coro de anjos arrasta Satanás acorrentado do inferno, mas vê-lo faz com que os apóstolos morram. Jesus então imediatamente os ressuscita e dá a Bartolomeu o controle sobre Satanás. O texto também afirma que a queda do homem foi causada por Eva ter tido relações sexuais com Satanás.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Atos dos Apóstolos de Leucius</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">São textos que tratam da vida dos apóstolos após a ressurreição de Jesus. Todos atribuídos a Leucius Charinus supostamente um discípulo de João o apóstolo, e que se uniu a este em oposição aos Ebionitas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de João</strong> &#8211; É uma coleção de narrativas e tradições do 2º século d.C. inspirada no evangelho canônico de João. Alguns atribuem sua autoria a Prócoro, um dos diáconos selecionados em Atos 6. Este livro apresenta duas viagens de João a Éfeso, cheias de eventos dramáticos, milagres como o colapso do templo de Ártemis, assim como também apresenta João pregando no teatro para convencer os seguidores de Ártemis. Contém também o episódio da última ceia com a “dança de roda da cruz” que teria sido instituída por Jesus, dizendo: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“Antes de eu ser entregue a eles, cantemos um hino ao Pai e assim sigamos a ver o que mente diante de nós”</span></span>, direcionou para que fosse formado um círculo ao redor dele, dando-se as mãos e dançando. Os apóstolos gritaram “Amém” ao hino de Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Paulo</strong> &#8211; É um dos maiores textos apócrifos do Novo Testamento. Foi escrito no final do 2º século d.C. O texto era composto de:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span><span style="text-decoration: underline;">Atos de Paulo e Thecla</span> &#8211; Neste texto Paulo está viajando a Icônio, proclamando “a palavra de Deus sobre a abstinência, a virgindade e a ressurreição”. Thecla, é uma virgem jovem e nobre, que ouve os discursos de Paulo sobre a virgindade de sua janela na casa ao lado. Seu noivo então leva Paulo ao governador que o prende. Thecla vai à prisão para ouvir Paulo, e é então condenada por estar dando ouvidos à questão da virgindade à morte na fogueira, mas nada lhe acontece pois Deus manda um chuva e terremotos para apagar as chamas. A história segue nestes termos, até que Thecla foge para uma caverna (estando ainda virgem) e mora lá por mais 72 anos. Aos 90 anos um homem tenta corrompê-la, mas Thecla consegue escapar e vai a Roma onde é enterrada com Paulo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span><span style="text-decoration: underline;">Epístola dos Coríntios a Paulo</span> &#8211; Este escrito clama descrever os ensinos de Simão, o mago, incluindo a ideia de que Deus não é Todo-Poderoso, que a ressurreição é falsa, que Cristo não foi Deus verdadeiramente encarnado corporalmente (ideia docetista), que os anjos fizeram o mundo, e que os profetas foram imprecisos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span><span style="text-decoration: underline;">Terceira Epístola aos Coríntios</span> &#8211; Este texto foi posteriormente separado dos Atos de Paulo. O texto escrito por um Pseudo-Paulo (provavelmente um presbítero cristão em 170 d.C.), é uma resposta à Epístola dos Coríntios a Paulo, e é estruturado para tentar corrigir alguns problemas de interpretação nas Epístolas de I e II aos Coríntios. (canônicas). Em particular a epístola tenta corrigir a interpretação da frase: “a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus” (I Co.15:50), pela qual alguns diziam que a ressurreição não seria corporal.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;">o</span><span style="text-decoration: underline;">O Martírio de Paulo</span> &#8211; Texto que retrata a morte de Paulo nas mãos de Nero.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Pedro</strong> &#8211; Este texto da segunda metade do 2º século d.C. relata o miraculoso embate entre Pedro e Simão o mago em Roma. Nele Pedro executa milagres como a ressurreição de um peixe defumado, e fazer cachorros falarem. O texto condena Simão, o mago, antiga figura ligada ao gnosticismo. Algumas versões deste texto também fazem referência a uma mulher (ou mulheres) que prefere a paralisia ao sexo. No Códice de Berlin, a mulher é apresentada como a filha de Pedro. Conclui descrevendo o martírio de Pedro, crucificado de cabeça para baixo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de André</strong> &#8211; É um texto do 3º século d.C. baseado em Atos de João e de Pedro, descreve viagens de André e os milagres que fez durante estas viagens e finalmente uma descrição da forma como supostamente morreu. Como nos outros livros congêneres os milagres são extremamente sobrenaturais, e muito exagerados. Por exemplo, além dos milagres usuais de levantar mortos, curar cegos, e outros, ele sobrevive ao ser jogado aos animais selvagens, acalma tempestades, e derrota exércitos apenas fazendo o sinal da cruz. André também faz com que um embrião resultante de um relacionamento ilegítimo morra. Ao ser crucificado, André ainda é capaz de pregar sermões por três dias.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Tomé</strong> &#8211; Este texto gnóstico do início do 3º século d.C. é apresentado em uma série de episódios, que ocorrem durante a missão evangelística de Tomé à Índia. Termina com seu martírio no qual ele morre perfurado por lanças porque causou a ira do Rei Misdaeus pela conversão de suas esposas e um parente.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Extratos das vidas dos Apóstolos</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Pedro e André</strong> &#8211; Este texto não tem uma datação definida, e consiste de uma série de contos curtos de milagres, como quando André cavalga uma nuvem para ir de encontro a Pedro, e Pedro literalmente faz passar um camelo através do buraco de uma agulha. O texto parece ser uma tentativa de continuar os Atos de André e Matias (que faz parte dos Atos de André).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Pedro e os Doze</strong> &#8211; O texto datado do 2º século, é constituído de uma alegoria inicial, semelhante à descrita no Evangelho de Mateus, do negociante de pérolas (<a>Mateus 13:44ss.</a>) mas que aqui está vendendo uma pérola de grande valor. O negociante é evitado pelos ricos, mas os pobres vão a ele em grande quantidade, e descobrem que a pérola está guardada na cidade natal do negociante, “Nove Portões”, e aqueles que quiserem a pérola deverão empreender a dura viagem até Nove Portões. O nome do negociante é Lithargoel, que traduzido é pérola, ou seja, o próprio negociante é a pérola. Por fim, o negociante se revela como sendo o próprio Jesus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Pedro e Paulo</strong> &#8211; Este é um texto tardio, do 4º século, que conta a lenda da viagem de Paulo da ilha de Guadomelete para Roma, apresentando Pedro como sendo irmão de Paulo. Também descreve a morte de Paulo por decapitação, uma antiga tradição da igreja.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Atos de Filipe</strong> &#8211; Este livro é uma fantasia datada do final do 4º século ou início do 5º século d.C. envolvendo milagres e um suposto diálogo que fez Felipe conquistar muitos convertidos. Termina com a crucificação de Filipe em uma cruz invertida.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Epístolas</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Há uma série de epístolas não canônicas, mas escritas no formato de epístolas canônicas, muitas das quais (apesar de espúrias) foram bastante consideradas pela igreja primitiva.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Epístola de Barnabé</strong> &#8211; É um apócrifo encontrado no Códice Sinaíticus do 4º século. Não deve ser confundido com o medieval Evangelho de Barnabé. Esta é uma pseudo-epígrafe de autoria desconhecida, provavelmente escrita no início do 2º século. O texto apesar de não ser gnóstico em um sentido heterodoxo, clama a que sua audiência busque um perfeito conhecimento (conhecimento especial). A obra é mais um tratado, ou homilia, que uma epístola. Sua lógica não é das mais primorosas, e sua mensagem não traz novidades. É interessante que a epístola cita o Evangelho de Mateus (canônico) como Escritura, contudo, também cita provavelmente IV Esdras e certamente I Enoque. Em certo ponto parece advogar que o povo Cristão é o único verdadeiro povo da aliança, e que os judeus nunca haviam estado em uma aliança com Deus.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>I Clemente</strong> &#8211; É uma carta de autoria incerta, endereçada como sendo da <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“igreja de Deus que está em Roma para a igreja de Deus que está em Corinto”</span></span>. Sua datação tradicional está colocada em 96 d.C. A carta é motivada por uma disputa em Corinto, que excluiu do serviço vários presbíteros, mas já que nenhum foi acusado de problemas morais a carta advoga que foram afastados injustamente. A carta cita em profusão o Antigo Testamento, algumas cartas de Paulo e algumas falas do Senhor Jesus, e está incluída no Códice Alexandrinus do 5º século. Apesar de não conter problemas doutrinários, e de ser lida em várias igrejas, jamais atingiu os requisitos canônicos, especialmente por sua autoria desconhecida.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>II Clemente</strong> &#8211; Esta homilia foi escrita em Roma em meados do 2º século, sendo uma pseudo-epígrafe que tradicionalmente era atribuída a Clemente de Roma. Suas citações aparentemente derivam do Evangelho dos Egípcios em Grego.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Epistola dos Coríntios a Paulo</strong> &#8211; Já tratada acima como parte dos Atos de Paulo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Epístola aos Laodicenses</strong> &#8211; Curta epístola encontrada apenas em algumas edições da Vulgata em latim, e em nenhum manuscrito grego. Ela se faz passar pela epístola de Paulo à igreja de Laodiceia mencionada em sua Epístola aos Colossenses (<a>4:16</a>), carta esta perdida, apesar de alguns suporem se tratar da Epístola canônica aos Efésios. É quase que unanimemente considerada uma pseudo-epígrafe, constituindo-se de um pastiche de frases tomadas de epístolas genuínas do apóstolo Paulo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Pseudo-Correspondência entre Paulo e Sêneca, o jovem</strong> &#8211; Consiste de uma série de oito cartas supostamente enviadas pelo filósofo estóico Sêneca, e seis respostas supostamente enviadas pelo apóstolo Paulo. As cartas foram compostas provavelmente na segunda metade do 4º século e tem autoria desconhecida. Baseiam-se na tradição de que tanto Sêneca quanto Paulo estiveram em um mesmo período na cidade de Roma.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>III Coríntios</strong> &#8211; Já tratada acima como parte dos Atos de Paulo.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Apocalipses</span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Pedro</strong> &#8211; Não deve ser confundido com o Apocalipse gnóstico de Pedro. Está datado na primeira metade do 2º século, foi considerado canônico por Clemente de Alexandria, mas foi recusado pelo restante da Igreja. Subsiste em apenas dois manuscritos, um em grego e outro e etíope os quais divergem grandemente entre si. O texto tem um estilo literário simples, mas muito apreciado pelos populares em Alexandria. Trata basicamente de uma visão do Céu e do Inferno. Roberts-Donaldson afirma: <span class="refeinline1"><span style="font-size: 10pt;">“O Apocalipse de Pedro mostra impressionante parentesco com a segunda epístola de Pedro&#8230; Também apresenta notáveis paralelos com os Oráculos de Sibeline&#8230; É uma das fontes do escritor do Apocalipse de Paulo&#8230; E direta ou indiretamente este texto pode ser considerado como o pai de todas as visões medievais do outro mundo”</span></span>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Paulo</strong> &#8211; Este texto também é encontrado tendo a Virgem Maria no lugar de Paulo como a pessoa que recebe a revelação. Este texto paralelo é conhecido como o Apocalipse da Virgem. Não deve ser confundido com o Apocalipse gnóstico de Paulo. A narrativa aparenta ser uma elaboração e um rearranjo do Apocalipse de Pedro, inicia-se com um apelo de todas as criaturas contra os pecados da humanidade segue essencialmente descrevendo uma visão do Céu e do Inferno. No final do texto Paulo (ou Maria) consegue persuadir Deus a dar a todos no Inferno um dia de descanso, fora do Inferno, a cada domingo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Tomé</strong> &#8211; Aparentemente foi composto originalmente em latim em data desconhecida, trata dos sinais do fim do mundo. Parece ser uma curta interpretação do Apocalipse de João. Apresenta os fatos que acontecerão em uma sequência de seis dias de tormento antes da vinda de Jesus, e no final do sétimo dia se fará paz e os anjos virão à Terra.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Apocalipse de Estevão</strong> &#8211; Texto com autoria e datação incertas, descreve um conflito sobre a natureza de Jesus de Nazaré. Estevão aparece em cena e reconta o apocalipse como uma verdade literal. A multidão se insurge contra Estevão e o leva perante Pilatos, a quem Estevão ordena que se cale e que reconheça Jesus. O texto conta que Estevão sendo perseguido por Saulo, foi crucificado, mas solto por anjos, depois foi levado ao Sinédrio onde recontou uma suposta profecia de Natã sobre Jesus, e foi julgado e condenado ao apedrejamento. Sendo levado pela multidão iniciou-se o apedrejamento, quando Nicodemos e Gamaliel tentaram impedir o processo e também foram mortos. Após sua morte, Estevão foi enterrado por Pilatos em um caixão de prata. Pilatos então recebe as visões celestiais de Estevão e se converte.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>I Apocalipse de Tiago</strong> &#8211; É um texto gnóstico encontrado em Nag Hammadi. A datação e autoria ainda são incertas, mas provavelmente escrito depois do II Apocalipse de Tiago. O texto se apresenta como um diálogo entre Tiago, o justo, irmão de Jesus, e o próprio Jesus. Se inicia tratando do medo de Tiago de ser crucificado, e segue apresentando uma série de senhas dadas por Jesus a Tiago de modo a que ele chegasse até o mais alto dos céus (são 72) após morrer, sem ser bloqueado pelos poderes do mal do demiurgo (segundo os gnósticos o ser que intermediou a criação).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>II Apocalipse de Tiago</strong> &#8211; Escrito provavelmente durante o 2º século d.C. esteve perdido até ser reencontrado em Nag Hammadi. O texto é claramente gnóstico, apresentando um beijo na boca que Jesus teria dado em Tiago, metáfora para a passagem da gnose entre duas pessoas (deixa claro que não se trata de um relacionamento homossexual). O texto termina com a horrível morte de Tiago por apedrejamento, provavelmente refletindo uma antiga tradição sobre sua morte.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros dos Pais da Igreja</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Enquanto a maior parte dos livros tratados até aqui tenham sido considerados heréticos (especialmente aqueles de tradição gnóstica), outros não foram considerados como sendo particularmente heréticos em seu conteúdo, em muitos casos sendo bem aceitos como obras com alguma significância espiritual. Eles, contudo, não foram considerados canônicos, mas pertencem à categoria de escritos dos pais da Igreja.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>I Clemente</strong> &#8211; Já citada acima.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>O Pastor de Hermas</strong> &#8211; Ou simplesmente <strong>“O Pastor”</strong>. É uma obra Cristã do 2º século, considerada um livro valioso por muitos Cristãos, tendo sido considerada como canônica por alguns pais da igreja. Alguns atribuem sua autoria a Hermas (Rm.16:14). Mas, há grande controvérsia a este respeito. Trata-se de uma alegoria Cristã consistindo de cinco visões dadas a Hermas, um ex-escravo, seguidas de doze mandamentos, e dez parábolas. Apesar da seriedade dos assuntos tratados, o livro foi escrito em um tom otimista e esperançoso, como muitos dos escritos dos primeiros Cristãos. Tem vários e sérios problemas, especialmente quanto à questão da Trindade, e à noção de que a Igreja é uma instituição necessária à salvação.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Didaquê</strong> &#8211; Antes considerado como perdido, o Didaquê, ou Ensino dos Apóstolos, foi redescoberto em 1883 no Códice Hierosolymitanus de 1053. O texto foi provavelmente escrito já no 1º século, mas tem autoria incerta. O conteúdo pode ser dividido em quatro partes: Os dois caminhos, o caminho da vida e o caminho da morte (1-6), rituais de batismo, jejum e comunhão (7-10), o ministério e como lidar com os ministros itinerantes (11-15) e um breve apocalipse (16). Há no texto, tal qual o recebemos, claros sinais de que foi editado posteriormente para se adequar a certas questões eclesiológicas, como o batismo por aspersão.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Evangelhos Harmônicos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Alguns textos buscaram prover uma harmonização dos evangelhos canônicos, tentando apresentar, de alguma forma, um texto unificado. Entre estes textos o mais conhecido é o Diatessaron:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span>Diatessaron &#8211; Escrito por Taciano em 175 d.C. foi a mais proeminente harmonização dos quatro evangelhos, ou seja, o material dos quatro evangelhos escritos de modo a formar uma única narrativa. Somente 56 versos dos Evangelhos canônicos não tiveram uma contrapartida no Diatessaron, sendo que a maior parte das exclusões se deve às duas genealogias de Jesus em Mateus e Lucas, juntamente com o relato sobre a mulher adúltera em João 7:53-8:11. Contudo, a sequência da narrativa do Diatessaron é substancialmente diferente da encontrada em qualquer dos evangelhos.</p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Livros Perdidos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Há muitas obras e textos que são mencionados em algumas fontes antigas, mas que nenhuma parte conhecida do texto sobreviveu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Matias</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho dos Quatro Impérios Celestiais</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho da Perfeição</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Eva</strong> &#8211; Uma citação deste evangelho é dada por Epifânio. É possível que este seja o Evangelho da Perfeição que ele trata em outra parte. A citação mostra que este evangelho era a expressão de um completo panteísmo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho dos Doze</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho de Tadeu</strong> &#8211; Alguns entendem ser este um sinônimo para o Livro de Judas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Memória Apostólica</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Evangelho dos Setenta</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Lápide dos Apóstolos</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Livro dos feitiços das serpentes</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 4.5pt; margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol;">·</span><strong>Porção dos Apóstolos</strong></p>
<h5 style="margin-left: 9pt; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Outros Escritos</span></h5>
<p class="body" style="margin-left: 9pt; text-align: left; text-indent: 27pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;">Há muitos outros escritos de importância menor, muitos textos gnósticos, e ainda orações, sermões, liturgias e penitências, que são citados em outros links do site GnosisOnline.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/livros-apocrifos-da-biblia-relacao-e-explicacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os deuses hindus</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/os-deuses-hindus/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/os-deuses-hindus/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 17:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[deuses]]></category>
		<category><![CDATA[hindus]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>
		<category><![CDATA[mitologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=152</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Um dos grandes feitos do Hinduísmo está na fusão de cultos e deuses em uma vasta mitologia. Há uma infinidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Um dos grandes feitos do Hinduísmo está na fusão de cultos e deuses em uma vasta mitologia. Há uma infinidade incontável de divindades que com o passar dos tempos as características desses deuses se fundiam para formar uma única divindade. É maravilhoso perceber a unidade de todas as mitologias. Dentro do hinduísmo vemos uma série de princípios cósmicos e psicológicos inerentes a todas as religiões.</p>
<p>A imagem dos deuses representava as suas características, os diversos braços que uma divindade apresentava significavam extensões de sua energia íntima, e os objetos em suas mãos os símbolos dos seus vários poderes na ordem cósmica.</p>
<p>Em seguida, estão relacionados alguns dos Deuses Hindus, com suas esposas, seus avataras, seus companheiros e principais características:</p>
<p><strong>Brahma</strong>, O Deus Criador considerado outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância com a ascensão de Shiva e Vishnu. Aparece de manto branco montando um ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos. É o Pai Celestial, criador dos céus e da terra.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-153" title="DeusesHindus" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/DeusesHindus.gif" alt="" width="198" height="200" /><strong>Shiva</strong>, O destruidor. Um dos dois deuses mais poderosos do hinduísmo. Apresenta-se de várias formas: o extremado asceta, o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa de crânios na cabeça, o senhor da criação a dançar num círculo de fogo ou o símbolo masculino da fertilidade. Mais que os outros deuses é uma mistura de cultos, mitos e deuses que vêem desde a pré-história da Índia. É a representação do Espírito Santo no hinduísmo.</p>
<p><strong>Parvati </strong>(ou Mahadevi) , esposa de Shiva, era a filha das montanhas do Himalaia e irmã do rio Ganges. Com amor, afastou Shiva de seu ascetismo. Representa a unidade de deus e deusa, do homem e da mulher. É nossa Divina Mãe Kundalini, amorosa senhora que é desdobramento do Divino Espírito Santo dentro de nós.</p>
<p><strong>Uma</strong>, é a deusa dourada, que como uma forma de Parvati reflete manifestações mais brandas de seu marido Shiva. Serve ás vezes de mediadora nos conflitos entre Brahma e os outros deuses. É a Mãe Cósmica, toda luminosa, e que tem como manto o céu estrelado.</p>
<p><strong>Durga</strong>, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios. É nossa Divina Mãe Interior, responsável pela Morte do Ego em nosso interior.<br />
Kali, é Parvati transformada na mais terrível deusa do hinduísmo, com uma sede insaciável por sacrifícios sangrentos. Aparece em geral manchada de sangue, vestida de cobras e com um colar de crânios de seus filhos. Representa outro aspecto da nossa Divina Mãe Interior, aquela que destrói poderosamente o Ego nos mundos infernais, quando nós não nos interessamos pelo trabalho consciente da morte do Ego. Se não destruimos o Ego conscientemente, a Natureza Infernal o destruirá violentamente. Isso tudo por amor a nós. Essa destruição se efetua nos infernos atômicos da natureza. Essa é a famosa Segunda Morte, escrita no Apocalipse de São João.</p>
<p><strong>Nandi</strong>, o touro sagrado para o povo do Indostão como um símbolo de fertilidade. Foi absorvido no hinduísmo como o companheiro constante de Shiva , de quem é montada, camarista e músico. Shiva usa na testa o emblema de Nandi, a lua crescente. Uma das representações das energias sexuais transmutadas, que nosso Divino Espírito Santo (Shiva) utiliza para a redenção da Alma.</p>
<p><strong>Kartiqueia </strong>(ou Scanda), substituiu o deus védico Indra como principal deus hindu das batalhas. Filho de Shiva e, em alguns mitos, gerado sem mãe, só se interessa por lutas e guerras. Com seis cabeças e doze braços, comanda as suas legiões celestiais do dorso de um pavão colorido. Representa a Alma Humana, que deve guerrear as forças tenebrosas de nossos inimigos internos, ou Ego. É a Vontade (Thelema), necessária para a Vitória.</p>
<p><strong>Ganesh</strong>, filho de Shiva , com cabeça de elefante, é talvez o deus mais popular. Sábio, ponderado e bem versado nas escrituras, é invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar seu êxito. É a Sabedoria divina que a todos guia e dá liberdade, prosperidade e triunfo.</p>
<p><strong>Vishnu</strong>, o conservador. É para muitos hindus o deus universal. Traz em geral quatro símbolos: um disco, um búzio, uma maçã e uma flor de lótus. Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse deus benévolo aparece na Terra como um avatara ou reencarnação. É o equivalente hindu do Cristo Cósmico e do Osíris egípcio.</p>
<p><strong>Matsia</strong>, o peixe de chifres que representa a intercessão de Vishnu num tempo de dilúvio universal. O peixe avisou Manu (que é o Noé hindu) e salvou-o num barco preso ao seu chifre. O peixe representa a energia inteior, sexual, transmutada.</p>
<p><strong>Curma</strong>, a tartaruga. O segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra depois do dilúvio para recuperar tesouros. Na Alquimia medieval, representa o Antimônio, o fixador do ouro em nosso interior. É nosso Ser Interior, todo sabedoria, que, como uma tartaruga, dá um passo após o outro, para a realização da Grande Obra.</p>
<p><strong>Varaa</strong>, o Javali. Originalmente o porco sagrado de um culto primitivo que tornou-se um avatar de Vishnu depois de um segundo dilúvio. Cavando sob a água com as presas, fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme. Representa a força do elemento Terra. É a força elemental que se necessita para a Grande Obra Alquímica. É a energia que transforma o chumbo em ouro.</p>
<p><strong>Narasima</strong>, O leão-homem foi avatar de Vishnu. Brahma, tinha dado invulnerabilidade a um demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio ao crespúsculo. Representa também a Execução, mais cedo ou mais tarde, da Lei.</p>
<p><strong>Vamana</strong>, o anão, outro avatar, que se tornou um gigante para frustrar um demônio que procurava controlar o universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.</p>
<p><strong>Parasurama</strong>, foi Vishnu como filho de um brâmane roubado por um rei kshatryia. Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o Brâmane, então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações. Ele representa a Justiça Divina, liderada pelo Mestre Anúbis e seus 42 Juízes do Karma (42 é o dobro de 21). O Karma, quando entre em ação, é terrível e invencível.</p>
<p><strong>Rama</strong>, O herói da epopeia literário-religiosa &#8220;O Ramaiana&#8221;, foi Vishnu como um avatar que venceu Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Rama representa o hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão. O símbolo do grande mestre Rama (ou Ram, como foi conhecido nos períodos pós-dilúvio atlante) é a estrela de 6 pontas, ou hexagrama. Segundo o doutor Jorge Adoum, grande mestre da Fraternidade Universal, foi o grande líder Ram quem expulsou os negros africanos da Índia, nos primórdios da Segunda Sub-raça Ariana. Isso, obviamente, é totalmente desconhecido pela historiografia acadêmica.</p>
<p><strong>Krishna</strong>, o avatar mais importante de Vishnu, foi um deus-herói amado em muitos de seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do &#8220;Bhagavad Gita&#8221; . Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes. Krishna foi o avatar da Era de Áries, divulgando a poderosa doutrina dos Grandes Avataras do Cristo Cósmico.</p>
<p><strong>Buda</strong>, como uma encarnação de Vishnu, é um exemplo da capacidade que tem o hinduísmo de absorver elementos religiosos diferentes. Dizem os hindus que o avatar Buda apareceu fundamentalmente para ensinar o mundo a ter compaixão pelos animais. Na verdade, esse grande mestre de compaixão canalizou as energias dos mundos Nirvânicos para o bem da humanidade. Sidarta Gautama (personalidade humana do grande Deus Cósmico, o Buda Amithaba) teve de se encarnar mais algumas vezes na Terra para terminar de cumprir sua missão. Sua encarnação seguinte foi como o mestre Tsong Kapa, o grande reformador do budismo tibetano. O mestre Samael afirma que esse mestre ascenso está, desde o século 17, reencarnado no planeta Marte, cumprindo uma missão cósmica semelhante à missão de Jesus na Terra.</p>
<p><strong>Lakshmi</strong>, mulher de Vishnu, muitas vezes representada sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, representa a boa sorte, a prosperidade e a abundância. Seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa. O mestre Samael afirma, na obra O Matrimônio Perfeito, que Lakshmi, como mestre da Grande Fraternidade Branca, auxilia o devoto a sair conscientemente em corpo astral.</p>
<p><strong>Sita</strong>, mulher de Rama, que é um avatar de Vishnu. Ela é uma encarnação de Lakshmi. Representa a esposa hindu ideal. Foi raptada pelo demônio Ravana e levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido. Representa a virtude da Fidelidade ao trabalho gnóstico. Não esmorecer nunca.</p>
<p><strong>Hanuman</strong>, o rei dos macacos que emprestou sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal. Simbolicamente, o macaco é a Ciência Superior, a Lógica Superior, que possibilita &#8220;medir o mundo&#8221;, medir a Grande Obra, e saber o quanto se gastará para se realizar o Trabalho Alquímico.</p>
<p><strong>Garuda</strong>, a montada de Vishnu, é uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transportando o deus no seu cintilante dorso dourado, era ás vezes confundida com o deus do fogo, Ágni.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/os-deuses-hindus/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>47</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Imagens das Aparições da Mãe Divina</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/imagens-das-aparicoes-da-mae-divina/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/imagens-das-aparicoes-da-mae-divina/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 14:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[aparições]]></category>
		<category><![CDATA[divina]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=3194</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>O paranormal, estigmatizado e ufólogo italiano Giorgio Bongiovanni recebe constantemente mensagens de Nossa Senhora sobre o Fim dos Tempos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><table style="text-align: center; width: 650px; margin: 0px auto;" border="0" cellspacing="3" cellpadding="3">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><div id="attachment_3195" class="wp-caption alignnone" style="width: 221px"><img class="size-full wp-image-3195" title="Virgem de Zeitun sobre o domo da igreja" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/zeitun1.jpg" alt="" width="211" height="280" /><p class="wp-caption-text">Uma &quot;Virgem&quot; apareceu sobre as torres de uma igreja copta na cidade de Zeitun, no Egito, década de 60.</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3196" class="wp-caption alignnone" style="width: 271px"><img class="size-full wp-image-3196" title="Pombas de luz voavam sobre a cabeça da &quot;Virgem&quot;" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/pombas-de-luz-que-rodeavam-a-Virgem.jpg" alt="" width="261" height="197" /><p class="wp-caption-text">Pombas de luz voavam sobre a cabeça da &quot;Virgem&quot;</p></div></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><div id="attachment_3197" class="wp-caption alignnone" style="width: 273px"><img class="size-full wp-image-3197" title="A imagem carrega uma criança em seu colo." src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/zeitun3.jpg" alt="" width="263" height="197" /><p class="wp-caption-text">A imagem carrega uma criança em seu colo. O VM Samael, em sua obra Medicina Oculta, afirma que o &quot;bodhisatva&quot; da Virgem Cósmica (que se encarnou na Terra Santa com o nome de Maria de Nazaré) esteve encarnado no Egito na década de 60. Coincidência?</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3198" class="wp-caption alignnone" style="width: 190px"><img class="size-full wp-image-3198" title="Povo" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/povo.jpg" alt="" width="180" height="76" /><p class="wp-caption-text">Milhões de pessoas viram essa aparição, tanto cristãos ortodoxos quanto muçulmanos, e os inúmeros fenômenos foram fotografados e filmados.</p></div></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><div id="attachment_3199" class="wp-caption alignnone" style="width: 275px"><img class="size-full wp-image-3199 " title="Luzes intensas" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/virgem-de-zeitun-sobre-o-domo-da-igreja.jpg" alt="" width="265" height="211" /><p class="wp-caption-text">Estranhas luzes sobrevoavam o topo da igreja ortodoxa.</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3200" class="wp-caption alignnone" style="width: 275px"><img class="size-full wp-image-3200" title="Luzes intensas" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/luzes-intensas.jpg" alt="" width="265" height="211" /><p class="wp-caption-text">Flashes de intensas luzes estouravam continuamente, de dia e de noite, além de figuras luminosas voarem por todos os lados.</p></div></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><div id="attachment_3201" class="wp-caption alignnone" style="width: 220px"><img class="size-full wp-image-3201" title=" Tilma de Juan Diego" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/imagem-original-na-Tilma-de-juan-diego.jpg" alt="" width="210" height="359" /><p class="wp-caption-text">Nossa Senhora apareceu para um humilde índio asteca, no México, pedindo a que todos A adorassem e orassem para que Ela enviasse a Paz de Deus para a humanidade. Como prova de que era realmente Ela, a Virgem imprimiu a imagem acima na tilma (manto, em asteca) do índio Juan Diego, preservada desde o século 16 até hoje.</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3202" class="wp-caption alignnone" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-3202" title="Juan Diego" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/juandiego.jpg" alt="" width="200" height="346" /><p class="wp-caption-text">Imagem de Juan Diego, visitado pela Mãe Divina. Ela, um dos aspectos da Tonantzin asteca, é a protetora de todos os povos das Américas. A imagem de Nossa Senhora de Guadalupe encontra-se impressa em um pano datado do início do século 16. A imagem está totalmente intacta até os dias de hoje.</p></div></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><div id="attachment_3203" class="wp-caption alignnone" style="width: 303px"><img class="size-full wp-image-3203" title="Rainha do Verbo" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/kibeho1.jpg" alt="" width="293" height="151" /><p class="wp-caption-text">De 1981 a 1984, a &quot;Rainha do Verbo&quot; apareceu para oito crianças na região de Kibeho, em Ruanda, África. A Virgem exortou a que todos orassem pela Paz Mundial, porém poucos deram ouvidos ao clamor d&#39;Ela. Oito anos após suas aparições, ou seja, em 1992, estourou uma horrenda guerra civil em Ruanda, que matou mais de 500 mil pessoas.</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3204" class="wp-caption alignnone" style="width: 170px"><img class="size-full wp-image-3204" title="Garabandal" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/garabandal1.gif" alt="" width="160" height="161" /><p class="wp-caption-text">De 1961 a 1964, mais de 2 mil fenômenos paranormais acontecem na aldeia de Garabandal, nordeste da Espanha. Algumas crianças afirmam ver São Miguel e Nossa Senhora. Esta entrega diversas mensagens e advertências para que o mundo se arrependa de seus erros, pecados e maldades. Na foto acima, uma hóstia se materializa e cai na boca das crianças videntes, frente uma multidão atônita.</p></div></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><div id="attachment_3205" class="wp-caption alignnone" style="width: 250px"><img class="size-full wp-image-3205" title="Giorgio Bongiovani" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/bongiovanni.jpg" alt="" width="240" height="362" /><p class="wp-caption-text">Giorgio Bongiovani</p></div></td>
<td>
<p class="a">O paranormal, estigmatizado e ufólogo italiano Giorgio Bongiovanni recebe constantemente mensagens de Nossa Senhora sobre o Fim dos Tempos e sobre a necessidade de o ser humano corrigir sua conduta perante Deus, o Cosmo e a Natureza.</p>
<p class="a">A Virgem disse a Giorgio: &#8220;Filho, agradeço-te por ter respondido ao meu chamado. Porém, tenho enviado tantos sinais ao mundo e os homens continuam maus, sem querer mudar. Chegou o tempo final do Apocalipse. Meu filho Jesus e o Pai Celeste te darão uma missão e o sinal será tu. Porém, este será o último sinal de sofrimento que darei e todo mundo poderá ver&#8221;. Giorgio foi convidado pela Mãe Divina a revelar ao mundo a terrível Terceira Mensagem de Fátima, estranhamente escondida até hoje pelo Vaticano.</p>
<p class="a">Por onde Giorgio passa, inúmeros UFOs são vistos, fotografados e filmados. Para ele, os Anjos de ontem são os mesmos extraterrestres de hoje.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/imagens-das-aparicoes-da-mae-divina/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O profeta Enoque e as Energias da Primavera</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-profeta-enoque/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-profeta-enoque/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 14:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[anjos]]></category>
		<category><![CDATA[direita]]></category>
		<category><![CDATA[enoque]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[mão]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[profeta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=200</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>De acordo com a tradição gnóstica, o nome do Real e Verdadeiro Ser Divino daquele profeta bíblico chamado Enoque (ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>De acordo com a tradição gnóstica, o nome do Real e Verdadeiro Ser Divino daquele profeta bíblico chamado Enoque (ou Enoch) é ARCANJO METRATON.</p>
<p>Esse Ser, Metraton, vive na dimensão mais elevada do Universo, abaixo somente do Absoluto. A região, que os cabalistas chamam de Kether, é Luz pura, Sabedoria pura, Misericórdia pura e Vida pura. A energia pura da Vida, que desce de Kether até o mundo físico, é mais poderosa na época da Primavera e se faz sentir em toda a Natureza e na humanidade também como o instinto de preservação das espécies. Esse instinto é excitado com essa energia sagrada, chamada por muitos de Energia Enoquiana, que penetra profundamente nas glândulas sexuais, dando o impulso ativo da sexualidade.</p>
<p>Os gnósticos aproveitam-se desse &#8220;impulso enoquiano&#8221; para o despertar de sua Consciência, praticando mais intensamente na Primavera os mantras, as respirações, as orações, a alquimia sagrada, para que a Transmutação Sexual seja mais profunda e acertada.</p>
<p>A energia sexual da Primavera não é algo mecânico, mas uma força cósmica ativada por seres divinos, pelos Devas da Natureza dirigidos pelo Arcanjo Metraton.</p>
<p>Vamos conhecer, a partir de agora, um pouco mais sobre quem foi esse Ser, Metraton, e seu bodhisatva (manifestação física, humana, na terra).</p>
<h3>Profeta Enoque na Bíblia</h3>
<p>“E quando Enoque (ou Enoch) viu isso, ficou com a alma amargurada e chorou por seus irmãos; e disse aos céus: Recusar-me-ei a ser consolado; mas o Senhor disse a Enoque: Anima-te e alegra-te; e olha.” (Gênesis)</p>
<p>Existem muitos livros que foram banidos do corpus bíblico por serem considerados apócrifos (incultos ou não inspirados por Deus). Em sua considerável maioria eram justamente os mais reveladores, trazendo importantes informações sobree uma série de acontecimentos ligados aos contatos das divindades com o homem.</p>
<p>O Livro do Profeta Enoque (citado em Judas 14), patriarca bíblico antediluviano (ou seja, que viveu antes da destruição e afundamento da Atlântida), é, sem dúvida, um dos mais reveladores. Seu livro mostra, entre outras coisas, que 200 “anjos” desceram à Terra e tiveram filhos e filhas com as mulheres terrestres.Como estamos vendo, não é de hoje que seres poderosos, na Bíblia chamados de Nefilim, se relacionam intimamente com nossa humanidade. Esses anjos ensinaram muitas coisas para os terrestres, como astronomia, noções de meteorologia e, de maneira surpreendente, até mesmo a prática do aborto.</p>
<p><img class="size-medium wp-image-201 alignright" title="livro-de-enoch-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/livro_enoch-240x182.jpg" alt="" width="240" height="182" />Esotericamente, Enoque cita o período final da Atlântida, antes de seu afundamento devido à sua extrema corrupção. Os grandes Iniciados atlantes começaram a se degenerar (anjos unindo-se a mulheres) e isso não foi bem-visto pela Justiça Divina. De acordo com o Mestre Samael Aun Weor, o profeta Enoque foi na verdade uma das encarnações do poderoso Anjo Metraton, tão citado na Angelologia. Posteriormente, no período áureo do Egito Antigo, esse profeta encarnou-se e se chamou Tehuti, mais conhecido entre nós como Hermes Trismegisto. E entre os fenícios, foi Cadmos, o criador da escrita.</p>
<p>Acompanhemos a seguir os dizeres de Samael sobre o Patriarca Enoque.</p>
<h3>O Patriarca Enoque</h3>
<p>(Samael Aun Weor, <em>As Três Montanhas</em>)</p>
<p>O símbolo do tempo, ao qual o anel de bronze faz também enfática referência, conduz ciclicamente o Arhat gnóstico até aquela antiga época patriarcal, denominada também Idade de Bronze ou Dvapara Yuga que, indubitavelmente, precedeu esta nossa atual Idade de Ferro ou Kali Yuga&#8230;</p>
<p>Os melhores tratadistas do ocultismo afirmaram sempre que entre estas duas idades aconteceu a Segunda Catástrofe Transapalniana, que modificou totalmente a fisionomia geológica do planeta Terra.</p>
<p>O sétimo, entre os dez sublimes patriarcas antediluvianos, é, fora de qualquer suposição, totalmente diferente dos seis que, no curso dos séculos, o precederam (Adão, Set, Enos, Cainã, Maladel, Jared), assim como dos três que o sucederam (Matusalém, Lameque, Noé).</p>
<p>Entretanto, é claro que o que mais nos assombra em tudo isto é o sagrado nome de Enoque que, traduzido, significa: iniciado, dedicado, consagrado, mestre.</p>
<p>O Gênese hebraico assevera, de forma muito solene, que Enoque não morreu fisicamente, em realidade, senão que “caminhou com Deus e desapareceu, porque o levou Deus”.</p>
<p>Antiquíssimas tradições esotéricas que se perdem na noite dos séculos dizem claramente que, estando Enoque sobre cume majestoso do Monte Mória, teve um Shamadi clarividente em que sua Consciência Objetiva Iluminada foi arrebatada e levada aos nove céus citados por Dante em sua Divina Comédia, e no último dos quais – no de Netuno – encontrou o patriarca a Palavra Perdida (seu próprio Verbo, sua Mônada particular, individual).</p>
<p>Posteriormente, quis esse grande Hierofante expressar essa visão numa lembrança permanente e imperecedora&#8230;</p>
<p>Assim dispôs, categoricamente e com grande sabedoria, que se fizesse, debaixo desse mesmo lugar bendito, um templo secreto e subterrâneo, compreendendo nove abóbadas, sucessivamente dispostas uma debaixo da outra, nas vivas entranhas do monte&#8230;</p>
<p>Seu filho Matusalém foi certamente o arquiteto encarregado material de tão extraordinário “sancta”&#8230;</p>
<p>Não se menciona o conteúdo e destino específico, definido, de cada uma destas abóbadas, ou grutas mágicas, em comunicação uma com a outra, mediante uma escada espiralóide&#8230;</p>
<p>A última destas cavernas é, não obstante, a que absorve toda a importância oculta. De maneira que as anteriores tão só constituem a via secreta indispensável, mediante a qual se chega a esta, no mais profundo da montanha&#8230;</p>
<p>É, esta última, o local, ou “sanctum”, mais íntimo, em que o patriarca Enoque depositou seu mais tesouro esotérico&#8230;</p>
<p>O Velocino de Ouro dos antigos, o tesouro inefável e imperecedor que buscamos, não se encontra nunca, pois, na superfície, senão que temos de escavar, cavar, buscar nas estranhas da terra, até encontrá-lo&#8230;</p>
<p>Descendo valorosamente às estranhas ou infernos do Monte da Revelação, encontra o iniciado o místico tesouro – sua Mônada divina – que para ele se conserva através dos incontáveis séculos que nos precederam no curso da história&#8230;</p>
<p>No capítulo II do Apocalipse de São João, ainda podemos ler o seguinte: “Ao que vencer de comer do maná oculto e lhe darei uma pedra branca, e, na pedra, um novo nome escrito, o qual não conhece senão aquele que o recebe.”</p>
<p>Até aqui, as palavras do Mestre Samael. Continuemos a falar da profunda Sabedoria de Enoque e a seguir citando trechos de seu livro.</p>
<p>Alguns estudiosos têm certeza de que esse livro foi escrito originalmente em hebraico, outros julgam que a língua original foi o aramaico e outros tantos acreditam que algumas partes foram escritas em hebraico e outras em aramaico. A primeira parte do Enoque etíope (caps. 1-36) tem uma importância imensa, pois remonta provavelmente em 300 a.C. e aos primeiros livros da Bíblia. Uma das fontes antigas usadas pelos últimos revisores do Gênesis era semelhante à fonte utilizada mais integralmente em Enoque I.</p>
<h3>Hermes Trismegisto, outra das encarnações de Metraton?</h3>
<p>Para o VM Samael, sim. Afirma o Mestre sobre Enoque/Hermes: &#8220;A Cabala perde-se na noite dos séculos, aí onde o Universo gerou-se, no ventre de Maha Kundalini, a grande Mãe. A Cabala é a ciência dos números.</p>
<p>O autor do Tarô ou Tarot foi o Anjo Metraton, que é o chefe da Sabedoria da Cobra e foi o Profeta Enoque, do qual nos fala a Bíblia.</p>
<p>O Anjo Metraton ou Enoque deixou-nos o Tarô, ou Tarot, no qual se encerra toda a Sabedoria Divina. Este ficou escrito em pedra. Também nos deixou as 22 letras do alfabeto hebraico. Este grande Mestre vive nos mundos superiores, no Mundo de Aziluth, um mundo de felicidade inconcebível, segundo a Cabala é na Região de Kether, um Sefirote bastante elevado.&#8221;</p>
<h3>O que É a Lei de Enoque para os Gnósticos</h3>
<p><strong>Pergunta:</strong> Vamos pedir ainda, para que fique um pouco mais claro, que o senhor nos fale sobre a Lei de Enoque, de que na época da primavera não devemos comer carne, porque está muito carregada com as forças sexuais dos animais. Porém, no Brasil a primavera é em uma época diferente daqui. Então, qual será a época certa, na primavera ou depois da Semana Santa, na Sexta-feira Santa?</p>
<p><strong>Samael Aun Weor:</strong> Com o maior prazer darei resposta aqui a nosso irmão gnóstico e, pela sua mediação, a todos os nossos irmãos gnósticos da República do Brasil. Indubitavelmente, na primavera, a vida se encontra forte e ativa. O impulso animal é muito poderoso. As paixões animais, por tal motivo, se desatam. Obviamente, a carne se encontra bastante carregada também do princípio psíquico animal inferior. Na América do Sul, as estações estão invertidas.</p>
<p>Isto não invalida nossas afirmações. Na primavera da América do Sul, sucedem fenômenos similares aos que acontecem na primavera do Hemisfério Norte. Não quero com isto dizer, definitivamente, que não se pode provar alguma carne na primavera. Digo de forma bem clara que o que sucede é que, nesta época, os princípios animalescos, bestiais, se encontram intensificados. Então, convém dosar um pouco mais a carne, comê-la em menor quantidade nesta época de primavera. Isto é tudo. Com isto fica esclarecido o que temos afirmado em algumas obras.</p>
<h3>Trechos do Livro de Enoque</h3>
<p><strong></strong><img class="alignleft size-full wp-image-202" title="enoch2" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/enoch2.jpg" alt="" width="164" height="311" /><br />
“III &#8211; E, agora, ouvi-me, meus filhos, que eu descerrarei os vossos olhos para que possais escolher aquilo que Ele ama e desprezar tudo aquilo que odeia, para poderdes caminhar perfeitamente em todos os Seus caminhos e não errardes seguindo impulsos culposos ou deitando olhares de fornicação. Porque muitos foram os que se desviaram e homens fortes e valorosos aí escorregaram, tanto outrora como hoje.</p>
<p>Caminhando com a rebelião nos corações, caíram os próprios guardas dos céus, a tal chegados porque não observavam os mandamentos de Deus, tendo caído também os seus filhos, cuja estatura atingia também a altura dos cedros e cujos corpos se assemelhavam a montanhas. Todo o ser vivo que se encontrava em terra firme, caiu, sim, e morreu, e foram como se não tivessem sido, porque procediam conforme a sua vontade e não observavam os mandamentos do seu Criador, de maneira que a cólera de Deus se inflamou contra eles.</p>
<p>IV &#8211; assim se perderam os filhos de Noé e as suas tribos e assim foram aniquilados. “Ainda nos textos de Qumram, do século II a.C., vamos encontrar outro documento antigo, o pergaminho de Lameque, contando uma história semelhante. Como o rolo só se conservou em fragmentos, faltam agora no texto frases e sentenças inteiras. O que restou, entretanto, é suficiente singular para ser relatado. Diz ele, que certo dia Lameque, pai de Noé, voltando para casa de uma viagem de mais de nove meses, foi surpreendido pela presença de um menino pequenino que, por seu aspecto físico externo em absoluto não se enquadraria na família.</p>
<p>Lameque levantou pesadas acusações contra sua mulher Bat-Enosh e afirmou que aquela criança não se originara dele. Bat-Enosh se defendeu, jurando por tudo que lhe era sagrado que o sêmem só poderia ser dele, do pai Lameque, pois na ausência do marido ela não teve o menor contato com nenhum soldado, nem de um estranho nem de um dos “filhos do céu”. E ela implorou:</p>
<p>“Ó meu senhor&#8230; juro&#8230; esse sêmem proveio de ti, de ti proveio a concepção, de ti a plantação do fruto que não é de um forasteiro, nem de um guarda, tampouco de um filho do céu&#8230;”</p>
<p>Não obstante, Lameque não acreditou nas juras de sua mulher e, desassossegado até o fundo de sua alma, partiu para pedir conselho a seu pai Matusalém, a quem relatou o caso familiar que tanto o deprimia. Matusalém ouviu, meditou e como não chegou a tirar conclusão alguma, por sua vez, pôs-se a caminho para consultar o sábio Enoque.</p>
<p>Aquele assunto de família estava causando tal alvoroço que o velho enfrentou os incômodos de uma longa viagem a fim de por a limpo a origem do garoto. Enoque ouviu o relato de Matusalém, contando como, de um céu cem nuvens, de repente caiu um menino, de aspecto físico externo menos parecido com o dos mortais comuns, e mais semelhante a um filho de pai celeste, cujos olhos, cabelos, pele, em nada se enquadrava na família.</p>
<p>O sábio Enoque escutou o relato e mandou o velho Matusalém de volta, com a notícia alarmante de que um grande juízo punitivo sobreviria, atingindo a Terra e a humanidade; toda a “carne” seria aniquilada, por ser suja e perversa.</p>
<p>No entanto, falou Enoque, ele, Matusalém, deveria ordenar ao seu filho Lameque que ficasse com o menino e lhe desse o nome de Noé, pois o pequeno Noé teria sido escolhido para ser o progenitor daqueles que sobreviveriam ao grande juízo universal. Matusalém viajou de volta, informou seu filho sobre tudo o que estaria para vir e Lameque finalmente aceitou a criança como sua.</p>
<p>A Biblioteca de Enoque</p>
<p>O “Livro de Enoque” (nome que significa Inicie, ou Iniciador), é um texto apócrifo escrito por volta de 200 a.C. (Os livros apócrifos judaicos circulavam entre os judeus durante os séculos imediatamente anteriores e posteriores ao início da era cristã. Os mais importantes de todos estes eram os Livros de Enoque).</p>
<p>Na verdade, o Livro de Enoque era uma coletânea de diversas obras literárias, que apareciam todas sob o nome de Enoque, mas que teriam sido escritas por diferentes autores. Tudo indica que o livro era bastante conhecido até o século 18, mas não sabemos quantos deles existem. O Livro das Similitudes (ou segredos) de Enoque menciona um total de 360 livros.</p>
<p>Uma verdadeira biblioteca cuja existência dificilmente poderá algum dia ser comprovada. Sabemos que com certeza existem três: O Enoque I ou Enoque Etíope; o Enoque Eslavo ou Livro dos Segredos de Enoque e o Enoque Hebreu. Há uma vaga referência a um Enoque IV, feita numa epístola a Barnabás, datada do século II da nossa Era. [<em>Talvez se queira considerar também o pergaminho de Lameque como uma sequência das histórias contadas pelo patriarca Enoque</em>.]</p>
<p>Infelizmente, esses textos ficaram perdidos durante séculos, só sendo redescobertos em épocas recentes, a maior parte em fragmentos.</p>
<p>Alguns fragmentos do Livro de Enoque, já conhecido, mas escrito em aramaico, foram descobertos nas célebres grutas de Qumran, no Mar Morto (veja um pequeno fragmento desse Manuscrito no topo desta matéria). Por isso há quem especule a existência de uma versão original mais antiga, escrita em hebraico. Uma outra versão conhecida como Os Segredos de Enoque ou II Enoque, foi descoberta na Rússia, em um texto eslavo, e traduzida para o inglês no século XIX; Esta foi provavelmente escrita no Egito no princípio da era cristã e fala da viagem de Enoque através das diferentes coortes do Paraíso.</p>
<p>Uma de suas versões foi encontrada na Abissínia. Havia sido escrita no idioma etíope, por isso ficou conhecido como Enoque Etíope ou I Enoque. O Enoque Etíope é conhecido de forma completa na Europa desde 1773, quando o explorador inglês James Bruce trouxe três cópias, que foram rapidamente difundidas; mas a primeira publicação de excertos do texto etíope de Enoque, o qual, é o único integral remanescente, só ocorreu em 1800.</p>
<p>A primeira tradução completa foi publicada por Richard Laurence em Oxford no ano de 1821, gerando novos debates em torno da velha questão: Se os “filhos de Deus” que tiveram relações sexual com mulheres eram de fato anjos. O estudo filológico mostrou que estes originais foram escritos por volta do ano 400 da nossa Era e em grego. A queda dos anjos é contada no texto da seguinte forma:</p>
<p>VI &#8211; 1. Quando outrora aumentou o número dos filhos dos homens, nasceram-lhes filhas bonitas e amoráveis. Os Anjos, filhos do céu, ao verem-nas, desejaram-nas e disseram entre si: “Vamos tomar mulheres dentre as filhas dos homens e gerar filhos!” 2. Disse-lhes então o seu chefe Semjaza: “Eu receio não queiras realizar isso, deixando-me no dever de pagar sozinho o castigo de um grande pecado”. Eles responderam-lhe em coro: “Nós todos estamos dispostos a fazer um juramento, comprometendo-nos a uma maldição comum mas não abrir mão do plano, e sim executa-lo”. 3. Então eles juraram conjuntamente, obrigando-se a maldições que a todos atingiram. Eram ao todo duzentos os que, nos dias de Jared, haviam descido sobre o cume do monte Hermon. Chamaram-no Hermon porque sobre ele juraram e se comprometeram a maldições comuns.</p>
<p>4. Assim se chamavam os seus chefes: Semjaza, o superior de todos eles, Arakiba, Rameel, Kokabiel, Tamiel, Ramiel, Danel, Ezekeel, Narakijal, Azael, Armaros, Batarel, Ananel, Sakeil, Samsapeel, Satarel, Turel, Jomjael e Sariel. Eram esses os chefes de cada grupo de dez.</p>
<p>VII &#8211; 1. Todos os demais que estavam com eles tomaram mulheres, e cada um escolheu uma para si. Então começaram a freqüentá-las e a profanar-se com elas. E eles ensinavam-lhes bruxarias, exorcismos e feitiços, e familiarizavam-nas com ervas e raizes. 2. Entrementes elas engravidaram e deram à luz a gigantes de 3.000 côvados de altura. Estes consumiram todas as provisões de alimentos dos demais homens. E quando as pessoas nada mais tinham para dar-lhes os gigantes voltaram-se contra elas e começaram a devorá-las. 3. Também começaram a atacar os pássaros, os animais selvagens, os repteis e os peixes, rasgando com os dentes as suas carnes e bebendo o seu sangue. Então a terra chamou contra os monstros.</p>
<p>VIII &#8211; 1. Azazel ensinou aos homens a confecção de espadas, facas escudos e armaduras, abrindo os seus olhos para os metais e para a maneira de trabalhá-los. Vieram depois os braceletes, os adornos diversos, o uso dos cosméticos, o embelezamento das pálpebras, toda sorte de pedras preciosas e a arte das tintas. 2. E assim grassava uma grande impiedade; eles promoviam a prostituição, conduziam aos excessos e eram corruptos em todos os sentidos.</p>
<p>Semjaza ensinava os esconjuros e as poções de feitiços, Armaros a dissipação dos esconjuros, Barakijal a astrologia, Kokabel a ciência das constelações, Ezekeel a observação das nuvens, Arakiel os sinais da terra, Samsiel os sinais do sol e Sariel as fases da lua. 3. Quando os homens se sentiram prestes a serem aniquilados levantaram um grande clamor, e seus gritos chegaram ao céu.</p>
<p>IX &#8211; 1. Então Michael, Uriel, Raphael e Gabriel olharam do alto do céu e viram a quantidade de sangue derramado sobre a terra e todas as desgraças que sobrevieram (&#8230;) 2. Então eles falaram ao Senhor dos Mundos: “(&#8230;) 4. Tu vês o que foi perpetrado por Azazel, como ele ensinou sobre a terra toda espécie de transgressões, revelando os segredos eternos do céu, forçando os homens ao seu conhecimento; assim procedeu Semjaza, a quem conferiste o comando sobre os seus subalternos. 5. “Eles procuraram as filhas dos homens sobre a terra, deitaram-se com elas e tornaram-se impuros; familiarizaram-nas com toda sorte de pecados. As mulheres pariram gigantes e, em consequência, toda a terra encheu-se de sangue e de calamidades.” 6. “Agora clamam as almas dos que morreram, e o seu lamento chega às portas do céu. Os seus clamores se levantam ao alto, e em face de toda a impiedade que se espalhou sobre a terra não podem cessar os seus queixumes.”</p>
<p>7. “E Tu sabes de tudo, antes mesmo que aconteça. Tu vês tudo isso e consentes. Não nos dizes o que devemos fazer.”</p>
<p>X &#8211; 1. Então o Altíssimo, o Santo, o Grande, tomou a palavra e enviou Uriel ao filho de Lamech, com a ordem seguinte: “Dize-lhe, em meu nome: ‘Esconde-te’, e anuncia-lhe o fim próximo! Pois o mundo inteiro será destruído; um dilúvio cobrirá toda a terra e aniquilará tudo o que sobre ela existe.” 2. “Comunica-lhe que ele poderá salvar-se, e que seus descendentes serão mantidos por todas as gerações do mundo!” 3.</p>
<p>E a Raphael disse o Senhor: “Amarra Azazel de mãos e pés e lança-o nas trevas! Cava um buraco no deserto de Dudael e atira-o ao fundo! Deposita pedras ásperas e pontiagudas por baixo dele e cobre-o de escuridão! Deixa-o permanecer lá para sempre e veda-lhe o rosto, para que não veja a luz!” 4. “No dia do grande Juízo ele deverá ser arremessado ao tremendal de fogo!</p>
<p>Purifica a terra, corrompida pelos Anjos, e anuncia-lhe a Salvação, para que terminem seus sofrimentos e não se percam todos os filhos dos homens, em virtude das coisas secretas que os Guardiões revelaram e ensinaram aos seus filhos! Toda a terra está corrompida por causa das obras transmitidas por Azazel. A ele atribui todos os pecados!” 5. E a Gabriel disse o Senhor: “Levanta a guerra entre os bastardos, os monstros, os filhos das prostitutas e extirpa-os do meio dos homens, juntamente com todos os filhos dos Guardiões! Instiga-os uns contra os outros, para que na batalha se eliminem mutuamente! Não se prolongue por mais tempo a sua vida! Nenhum rogo dos pais em favor dos seus filhos deverás ser atendido; eles esperam ter vida para sempre, e que cada um viva quinhentos anos.” 6. A Michael disse o Senhor: “Vai e põe a ferros Semjaza e os seus sequazes, que se misturam com as mulheres e com elas se contaminaram de todas as suas impurezas!” 7. “Quando os seus filhos se tiverem eliminado mutuamente, e quando os pais tiverem presenciado o extermínio dos seus amados filhos, amarra-os por sete gerações nos vales da terra, até o dia do seu julgamento, até o Dia do Juízo Final!”</p>
<p><img class="size-full wp-image-203 alignright" title="enoch3" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/enoch3.jpg" alt="" width="217" height="225" />8. “Nesse dia, eles serão atirados ao abismo de fogo, na reclusão e no tormento, onde ficarão encerrados para todo o sempre. E todo aquele que for sentenciado à condenação eterna seja juntado a eles, e seja com eles mantido em correntes, até o fim de todas as gerações.” 9. “Extermina os espíritos de todos os monstros, juntamente com todos os filhos dos Guardiães, porque eles maltrataram os homens! Purga a terra de todo ato de violência! Toda obra má deve ser eliminada! Que floresça a árvore da Verdade e da Justiça. (&#8230;)”</p>
<p>VII &#8211; 1. Enoque (&#8230;) havia estado junto dos Guardiães e transcorreu os seus dias na companhia dos Santos. 2. (&#8230;) Então os [<em>Santos</em>] Guardiães me chamaram, a mim Enoque, o Escriba, e disseram-me: “Enoque, tu, o <em>Escriba da Justiça</em>, vai e anuncia aos Guardiães do céu que perderam as alturas do paraíso e os lugares santos e eternos, que se corromperam com mulheres à moda dos homens, que se casaram com elas, produzindo assim grande desgraça sobre a terra; anuncia-lhes: &#8216;Não encontrareis nem paz nem perdão&#8217;.</p>
<p>Da mesma forma como se alegram com seus filhos, presenciarão também o massacre dos seus queridos, e suspirarão com a desgraça. Eles suplicarão sem cessar, mas não obterão nem clemência nem paz!”</p>
<p>Quer saber mais sobre os Anjos Caídos e o Mistério do Mal? Clique nos links abaixo:</p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-misterio-do-lucifer-prometeu/">O Mistério de Lúcifer-Prometeu</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/os-circulos-dantescos-e-os-sefirotes-invertidos/">Os Círculos Dantescos e Os Sefirotes Invertidos</a></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/judas-iscariotes-e-seu-evangelho/">Judas Iscariotes</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-profeta-enoque/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>38</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sufismo e a Tariqah</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/sufismo-e-a-tariqah/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/sufismo-e-a-tariqah/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2011 23:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=4665</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>A Tariqah (Caminho) é um meio de aproximar-se de Allah (Deus), um enfoque que requer uma completa submissão a Ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>A Tariqah (Caminho) é um meio de aproximar-se de Allah (Deus), um enfoque que requer uma completa submissão a Ele e aderência da Sharia (Lei Islamica). Sheikh Ahmad At-Tijani (RA) declarou: &#8220;Seja o que for que ouvirdes sendo dito, compare com o que é estabelecido na Sharia. Caso se ajuste a ela, tomai-o: Se não é assim, deixai-o&#8221;.</p>
<p>A Tariqah (o Caminho) sufi baseada unicamente no Alcorão e no Hadith. O sufismo (Tasawwuf) é a espiritualidade da religião islâmica, seu aspecto esotérico. É a ânsia da alma de conhecer o seu Criador e remonta-se até ao Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele).</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4666" title="sufismo-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/09/sufismo-gnosisonline-240x198.jpg" alt="" width="180" height="148" />Através do Sufismo um crente alcança o Ihsan, que o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele) descreve em um hadith como &#8220;Adorar a Allah como se o estivesse vendo, pois, embora não O veja, certamente Ele te vê.</p>
<p>Uma Tariqah é uma via ou um caminho até Allah. As práticas da Tariqah (Caminho) aumentam, porém em nenhum caso se contrapõem ao que a Sharia (Lei Islâmica) prescreve para cada crente.</p>
<p>Em um hadith qudsi: Allah, Subhana Wa Taálla disse: &#8220;Eu era um Tesouro Oculto<br />
e quis ser conhecido.&#8221; Em um outro hadith qudsi: &#8220;Conhece-Me antes de Me adorar. Se não Me conheces, como podes Me adorar?&#8221;</p>
<p>Os sufis são, antes de tudo, muçulmanos que temem a Allah e amam o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) e são devotados a Allah em suas orações, dão caridade e recordam Allah, esforçando-se para conhê-lo.</p>
<p>A Tariqah busca a orientação no Alcorão e no Hadith (ditos do Profeta) e ambos proporcionam a evidência de que existiam aqueles que conheciam mais inclusive que os próprios Profetas (que a paz esteja sobre todos eles). Ao Profeta Mussa (que a paz esteja sobre ele) foi enviado Al-Khidr (a paz esteja sobre ele), tal como vem descrito no Alcorão: &#8220;E encontraram-se com um de Nossos servos, que havíamos agraciado com a Nossa Misericórdia e iluminado com a Nossa Ciência&#8221;. (18:65)</p>
<p>Um hadith atribuído a Sayidina Omar (RA) e relatado por Muslim indica que o Anjo Jibril (Gabriel em árabe; que a paz esteja sobre Ele) veio ensinar aos companheiros sua religião, quer dizer, servindo-lhes como seu sheikh.<img class="alignright size-medium wp-image-4667" title="sufismo2-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/09/sufismo2-gnosisonline-240x184.jpg" alt="" width="240" height="184" /></p>
<p>O próprio Profeta Muhammad (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) não recebeu a revelação do Glorioso Alcorão diretamente de Allah. Allah &#8211; Subhanahu Wa Taálla &#8211; revelou o Alcorão e seu Tafsir (significados) ao Profeta através do Arcanjo Jibril (Gabriel, que a paz esteja sobre ele), que atuou como seu sheikh.</p>
<h3>Os princípios da Tariqah</h3>
<p>1) Pedir perdão a Allah. No Alcorão (57:21) , Allah diz: &#8220;Emulai-vos, pois em obterdes a indulgência do vosso Senhor!&#8221; E no Alcorão (71:10), Allah disse também: &#8220;Implorai o perdão do vosso Senhor, porque Ele é Indulgentíssimo&#8221;. No Alcorão (11:3) Allah também disse: &#8220;Implorai o perdão de vosso Senhor e voltai-vos a Ele&#8221; e no Alcorão(4:110) Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele) se dirigiu a nós dizendo: &#8220;Vossa enfermidade é o haram (pecado)e o remédio para vossa enfermidade é dizer astaghrfirulLah&#8221;.</p>
<p>E temos o exemplo do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele), nosso guia mais excelente, que pedia somente perdão 100 vezes por dia, apesar inclusive de Allah ter declarado no Alcorão (48:2): &#8220;Para que Allah perdoe as tuas faltas, passadas e futuras, agraciando-te e guiando-te pela senda reta&#8221;. Se este é o caso com o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele), nós necessitamos certamente buscar muito mais o perdão de Allah.</p>
<p>2) Dizer LA ILAH ILLAh ALLAH (Não há divindade a não ser Deus). Em um hadith, o Profeta disse: &#8220;A melhor palavra que é dita, com os profetas anteriores, é &#8220;La Ilah Illah Allah&#8221;. E, em um outro hadith, disse: &#8220;Quem disser La Ilaha Ila Allah entrará no Paraíso&#8221;. Em outro hadith menciona-se que o Profeta disse: &#8220;O melhor de todos os tipos de recordação de Allah é La Ilaha Ila Allah&#8221;.</p>
<p>3) SALATUL AN-NABI: quer dizer: invocar bênçãos sobre o Profeta Muhammad (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele). Allah ordenou aos crentes invocar bênçãos sobre o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) no Alcorão (33:56): Em verdade, Alláh e Seus anjos abençoam o Profeta. Oh fiéis, abençoai-o e saudai-o reverentemente!&#8221;</p>
<p>O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah esteja sobre ele) disse em um hadith: &#8220;Quem invocar bênçãos sobre mim, Allah invocará 10 por ele, se ele invocar 10, Allah invocará 100 por ele, se ele invocar 100, Allah invocará 1.000 por ele, se ele invocar 1.000, entrará no Paraíso ombro a ombro comigo&#8221;.</p>
<h3>A Recordação de Allah</h3>
<p>O trabalho espiritual que um sufi está obrigado a fazer em sua viagem até<br />
Allah é o zikr, ou seja, a recordação de Allah. O zikr fornece um vínculo direto do servo até Allah.</p>
<p>No Alcorão (2:152), Allah disse: &#8220;Recordai-vos de Mim, que Eu Me recordarei de vós&#8230;&#8221; No Alcorão (33:41-42), Allah disse: &#8220;Ó crentes, mencionai freqüentemente Allah. E glorificai-O, de manhã e à tarde&#8221;.</p>
<p>No Alcorão (29:45), Allah disse: &#8220;&#8230;a oração preserva (o homem) da obscenidade e do ilícito mas, na verdade, a recordação de Allah é a (<em>coisa</em>) mais importante. Sabei que Allah está ciente de tudo quanto fazeis&#8221;.</p>
<p>No Alcorão (73:8), Allah disse: &#8220;Porém recorda-te do teu Senhor e consagra-te integralmente a Ele&#8221;. No Alcorão (3:191), Allah disse: &#8220;Que mencionam Allah, estando em pé,sentados, ou deitados&#8230;&#8221;</p>
<p>No Alcorão (13:28), Allah disse: &#8220;Que são crentes e cujos corações sossegam com a recordação de Allah. Certamente a recordação de Allah&#8230;&#8221;</p>
<p>Além disso, em um hadith qudsi, Allah disse: &#8220;&#8230;E o servo Meu continuará buscando a Minha complacência mediante atos voluntários, até que Eu o ame. Quando o amar, serei como o seu ouvido com o qual ouve, como suas vistas com as quais vê, como suas mãos com as quais lida, como suas pernas com as quais caminha&#8221;.</p>
<p>Claramente, a importância do zikr como uma forma de adoração está firmemente estabelecida no Alcorão e nos Ahadith. Alláh (Deus) possui 99 Nomes e Atributos Divinos&#8230; muitos desses nomes são praticado no Zikr em grupo.</p>
<h3>As Condições para Tornar-se um Associado da Tariqah</h3>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4668" title="sufismo3-gnosisonline" src="../wp-content/uploads/2010/09/sufismo3-gnosisonline-229x240.jpg" alt="" width="149" height="157" />1) Uma vez que tomes a Tariqah, não a abandones. Permanece nela durante toda tua vida porque é um compromisso entre tu e Allah. No Alcorão, Allah diz: &#8220;Cumpri o pacto com Allah, se houverdes feito, e não perjureis depois de haverdes jurado solenemente, uma vez que haveis tomado a Allah por garantia, porque Allah sabe tudo quanto fazeis&#8221;. (16:91).</p>
<p>Por sua parte o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: &#8220;Um pouco de forma continuada é melhor que muita interrompida&#8221;.</p>
<p>2) Observar as orações diárias.</p>
<p>3) Ser bom com os pais, sejam eles muçulmanos ou não. No Alcorão, Allah diz: &#8220;E encomendamos ao homem a benevolência para com os seus pais. Sua mãe o carrega, entre dores e dores, e a sua desmama é aos dois anos, (lhe dizemos): Agradece a Mim e aos teus pais&#8221;. (31:14)</p>
<p>4) Fazer o zikr requerido consistente no ASTAGHFIRULLAH, SALATU ALA NABI e LA ILAH ILLA ALLAH.</p>
<p>Todos são bem-vindos! A Tariqah não possui qualquer restrição quanto a sexo ou idade. Qualquer muçulmano ou não muçulmano cujo coração almeja conhecer Allah e adorá-Lo como Ele deseja ser adorado e que está disposto a realizar um trabalho espiritual e fazer o zikr, homem ou mulher, será bem recebido. Allah Subhanahu wa Taala disse no Alcorão: &#8220;Aqueles que obedecem a Allah e ao Mensageiro contar-se-ão entre os agraciados por Allah. Profetas, verazes, mártires e virtuosos . Que excelentes companheiros serão!” (4:69)</p>
<h3>O Autêntico Significado do Tasawwuf (Sufismo)</h3>
<p>Tasawuf (Sufismo) significa adotar todas as formas de atuação que são meritórias e louváveis, e deixar as outras formas que não são. Significa, em suma, adotar o caráter do Alcorão e Comportamento Profético (Sunnah). Deve entregar-se completamente a Allah, O Exaltado, em tudo o que Ele deseja e exatamente na forma em que Ele deseja. Um poeta disse em certa ocasião: &#8220;O Sufismo não é usar roupas de lã ou velhas e sim é&#8230; o bom comportamento e as boas maneiras (<em>adab</em>)”.</p>
<p>Tasawuf significa a busca e lapidação para a pureza, até ficar sem manchas, é seguir a verdade contida no Alcorão.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/sufismo-e-a-tariqah/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Aspecto Materno de Deus</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-aspecto-materno-de-deus/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-aspecto-materno-de-deus/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 13:11:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mulher Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[divina]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=3140</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/magia-branca.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Mulher Gnóstica" /><br/>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/magia-branca.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Mulher Gnóstica" /><br/><table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p><div id="attachment_3145" class="wp-caption alignnone" style="width: 130px"><a href="http://www.gnosisonline.org/tantrismo/os-cinco-aspectos-da-mae-divina/"><img class="size-full wp-image-3145" title="diana" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/diana.jpg" alt="" width="120" height="154" /></a><p class="wp-caption-text">Os Cinco aspectos da mãe divina</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3143" class="wp-caption alignnone" style="width: 130px"><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/as-aparicoes-da-mae-divina/"><img class="size-full wp-image-3143" title="carmo" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/carmo.jpg" alt="" width="120" height="188" /></a><p class="wp-caption-text">As aparições da mãe divina</p></div></td>
<td>
<p><div id="attachment_3146" class="wp-caption alignnone" style="width: 130px"><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/a-divina-mae-o-eterno-feminino-e-o-cristo-nosso-senhor/"><img class="size-full wp-image-3146" title="mae-divina-gnosisonline-172x240" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/mae-divina-gnosisonline-172x240.jpg" alt="" width="120" height="167" /></a><p class="wp-caption-text">O eterno feminino</p></div></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><div id="attachment_3144" class="wp-caption alignnone" style="width: 130px"><a href="http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/a-deusa-coatlicue/"><img class="size-full wp-image-3144" title="coatlicue-150x239" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/05/coatlicue-150x239.jpg" alt="" width="120" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Deusa Coatlicue</p></div></td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-aspecto-materno-de-deus/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Visão gnóstica sobre as religiões e escolas esotéricas</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/textos-especiais/visao-gnostica-sobre-as-religioes-e-escolas-esotericas/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/textos-especiais/visao-gnostica-sobre-as-religioes-e-escolas-esotericas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 01:06:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quem é Samael]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos Especiais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=6074</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/quem-e-samael.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Quem é Samael" /><br/>Pessoas muito mal-intencionadas e de pouca compreensão creem, equivocadamente, que o Movimento Gnóstico está contra todas as escolas, religiões, ordens, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/quem-e-samael.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Quem é Samael" /><br/><p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Pessoas muito mal-intencionadas e de pouca compreensão creem, equivocadamente, que o Movimento Gnóstico está contra todas as escolas, religiões, ordens, sociedades espirituais ou seitas.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Nada pode estar mais longe da verdade, como o fato de nos considerarem inimigos de todas essas organizações mencionadas. Realmente, nós não estamos contra ninguém. Só assinalamos e indicamos onde está o perigo.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Há de tudo na Vinha do Senhor, e se há rosas também há espinhos. Existem Escolas de Magia Negra e Magos Negros disfarçados com pele de ovelha. Consideramos um dever assinalar o perigo.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os Irmãos do Templo estão obrigados a falar quando se deve falar e a calar quando se deve calar. Há silêncios delituosos, há palavras infames. É tão mau falar quando se deve calar como calar quando se deve falar.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Não obstante, isso não significa que nós, os Irmãos, estamos contra ninguém. Não odiamos a ninguém, não atacamos ninguém; só assinalamos o perigo, isso é tudo&#8230;</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Há quatro classes de Escolas:</span></p>
<h4 style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">1. Escolas que ensinam a fabricar Alma.<br />
2. Escolas que ensinam a fabricar Alma e Espírito.<br />
3. Escolas que servem de jardim de infância à humanidade.<br />
4. Escolas de Magia Negra.</span></h4>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Examinemos agora essas quatro classes de Escolas em ordem sucessiva.</span></p>
<h3 style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">1. Escolas que Ensinam a Fabricar Alma</span></h3>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Isso de fabricar alma, cheira a coisas raras às pessoas religiosas. Muitos até nos caluniam qualificando-nos de materialistas. Realmente, nós não somos materialistas, nós somos esoteristas e isso é tudo.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O “animal intelectual”, equivocadamente chamado homem, crê que já tem Alma e realmente não a tem. Querido leitor, não se assuste, não se escandalize, leia com paciência, analise e investigue.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O “animal intelectual” só tem encarnado o Budata, o princípio budista interior, a Essência, o Material Psíquico, a matéria-prima para fabricar a Alma.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">É necessário despertar Consciência, despertar o Budata e fortificá-lo, robustecê-lo, individualizá-lo; isto é o que se chama “fabricar Alma”.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">As Escolas que ensinam a fabricar Alma estão governadas por Instrutores que já possuem Alma. Só quem tem Alma pode ensinar a outros a teoria completa sobre a Fabricação da Alma.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Toda escola que ensina a fabricar Alma sabe muito bem que o homem tem um Eu Pluralizado, que malgasta miseravelmente o material psíquico em explosões atômicas de ira, cobiça, luxúria, orgulho, inveja, preguiça, gula etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Enquanto esse Eu Pluralizado existir dentro do homem estaremos perdendo miseravelmente as forças do Budata.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Faz-se necessário dissolver esse Eu, se é que realmente queremos fabricar Alma.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O verdadeiro trabalho de um Instrutor com Alma será reformar todos aqueles que aceitem a reforma, fazer normais as pessoas, dirigir uma escola de normalidade.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Realmente, só os normais podem desenvolver-se. Só os normais podem chegar a ser “Supernormais”.</span></p>
<div id="attachment_6075" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/08/gnose-e-religioes-gnosisonline.jpg"><img class="size-medium wp-image-6075" title="gnose-e-religioes-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/08/gnose-e-religioes-gnosisonline-240x240.jpg" alt="" width="240" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">A síntese de todas as religiões, seitas, escolas está no Amor Consciente</p></div>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">As multidões não têm Alma, estão controladas pelo Eu Pluralizado, e, portanto, não têm individualidade, são “anormais”. Isso parecerá muito duro a muitos leitores, mas é a verdade. Devemos dizer a verdade, custe o que custar.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Todo Instrutor com Alma deve ensinar a seus discípulos a teoria da aquisição de uma Alma. No entanto, por muito que lhes ensine tal instrutor, é relativo. O discípulo tem de fazer o Trabalho, porque o instrutor não pode fazer o discípulo. Cada qual tem de percorrer o Caminho por si mesmo. O instrutor de uma Escola de Almas trabalhará com embriões de Alma, ajudando-as em seu crescimento, desenvolvimento e progresso.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Toda escola que ensina a dissolução do Eu é Escola de Almas. Há Escola de Alma nos ensinamentos de Krishnamurti, no budismo, no budismo chan, no budismo zen, no sufismo, no quietismo cristão etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Toda Escola de Alma ensina a técnica para a dissolução do Eu. Realmente, só à base de compreensão criadora de todos os nossos erros, em todos os níveis mais profundos da mente, é que se desintegra inevitavelmente o Eu.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">As Escolas para Alma ensinam também chaves, sistemas e procedimentos para despertar os poderes do Budata. As Escolas para Alma têm métodos muito eficazes para despertar o Budata.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">As Escolas para Alma ensinam a Ciência da Meditação Íntima, com a qual a Consciência (o Budata) desperta. Assim, chegamos à Iluminação Interna.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os Instrutores das Escolas para Alma querem a aniquilação do Eu Pluralizado (Satã).</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os Instrutores das Escolas para Alma querem que dentro do ser humano só exista um habitante, o Budata (a Alma).</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Realmente, por natureza o Budata está feito de Felicidade. O Budata É felicidade.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Toda escola que ensine a dissolução do Eu é Escola para Almas.</span></p>
<h3 style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">2. Escolas que Ensinam a Fabricar Alma e Espírito</span></h3>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Toda escola que ensina a fabricar Alma e Espírito é Escola de Regeneração. As escolas que ensinam a fabricar Alma unicamente fazem Boa Obra, mas as que ensinam a fabricar Alma e Espírito fazem Obra Superior.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O homem que somente fabrica Alma pode ser mortal ou imortal. É imortal se ingressar em uma Escola de Regeneração, e é mortal se não ingressa em nenhuma Escola de Regeneração.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Toda Escola de Regeneração ensina o Maithuna (Magia Sexual). Quem rechaça o Fogo Sagrado do Sexo faz-se mortal. A Alma que não quer receber o Fogo Sagrado do Terceiro Logos vai perdendo suas forças íntimas, pouco a pouco, e depois de muitas reencarnações, ao fim, morre.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Quando trabalhamos na fabricação da Alma, nosso labor se faz no Mundo Molecular. Quando trabalhamos na Fabricação do Espírito, operamos no Mundo Eletrônico Solar. Os “animais intelectuais” comuns e correntes realmente só conhecem este Mundo Celular (o Mundo Físico).</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Toda Escola Autêntica de Regeneração ensina os Três Fatores Básicos da Revolução da Consciência. Esses três fatores são: Morrer, Nascer e Sacrificar-nos pela Humanidade.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Eu Pluralizado deve morrer para fabricar Alma. Devemos trabalhar com o Hidrogênio Si-12 da energia sexual, transmutando-o através da Alquimia Sexual, para termos direito ao segundo nascimento.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Só nascendo o Anjo dentro de nós mesmos é que seremos Imortais. É absurdo pensar no advento do Fogo se não sabemos transmutar a energia sexual. O Fogo Sagrado resulta da transmutação de nossas secreções sexuais. Quem não conhece o Maithuna (Magia Sexual) não pode receber o Fogo Sagrado. Se a Alma não recebe o Fogo, se desvanece e morre depois de muitos séculos&#8230; pouco a pouco&#8230; .</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Movimento Gnóstico é uma Escola de Regeneração com os três princípios básicos da Revolução da Consciência.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">São Escolas de Regeneração: o budismo tântrico do tibete, a igreja amarela dos lamas, o sufismo com seus dervixes dançantes, o budismo zen, o budismo chan da China etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">No passado existiram grandes Escolas de Regeneração. Recordemos os Mistérios de Elêusis, os Mistérios egípcios, astecas, maias, incas, os Mistérios Órficos, os Mistérios dos Kabires e dos Dáctilos.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os piores inimigos das Escolas de Regeneração são os infrassexuais. O infrassexual considera-se superior às pessoas de sexualidade normal e odeiam, mortalmente, o suprassexo.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Movimento Gnóstico é uma Escola de Regeneração mortalmente odiada pelos infrassexuais. Os degenerados do infrassexo creem-se mais perfeitos que o Terceiro Logos e o blasfemam, dizendo: “O sexo é algo muito grosseiro”, “a materialista Magia Sexual é algo animal”, “nós trabalhamos pela espiritualização”.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os degenerados do infrassexo creem-se mais puros que o Espírito Santo e falam horrores contra o sexo e contra a Magia Sexual.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Recordemos que as três forças principais do Universo são:</span></p>
<h4 style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Primeira: a Vontade do Pai.<br />
Segunda: a Imaginação do Filho.<br />
Terceira: a Força Sexual do Espírito Santo.</span></h4>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Todo aquele que se pronunciar contra qualquer dessas Três Forças Logoicas é, de fato, um Mago Negro.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O trabalho com o Hidrogênio Si-12 é realmente terrível. O Iniciado tem de viver o Drama Cósmico. O Iniciado tem de se converter no personagem central desse Drama Cósmico.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Iniciado que conseguiu fabricar Alma e Espírito tem todo o direito de encarnar sua Divina Tríade Imortal (Atman-Budhi-Manas), <em>porque ao que tem se lhe dá e quanto mais tem, mais se lhe dá, mas ao que nada tem, nada lhe será dado e até o que tem lhe será tirado.</em></span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">É absurdo afirmar que a Tríade Divina já está encarnada. Só fabricando Alma e Espírito poderemos encarná-la.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">As pessoas que, definitivamente, não fabricam nem Alma nem Espírito se perdem, rompem toda a relação com a Mônada Divina (Atman-Budhi-Manas).</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Essas pessoas se fazem partícipes do Reino Mineral e ingressam em tal reino. Todas as religiões confessionais têm simbolizado o dito reino com seus Infernos. Recordemos o Tártarus grego, o Avitchi, o Averno romano, o Inferno chinês, o Inferno cristão etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">No Reino Mineral involuciona-se&#8230; é um cair no passado&#8230; um retrocesso pelos reinos Animal, Vegetal e Mineral. O resultado final de semelhante desgraça é a desintegração. Certamente, esse é o objetivo de semelhante involução no Reino Mineral.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Necessita-se dissolver o Ego no Avitchi para libertar o Budata.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Toda escola autêntica de regeneração sabe isso e quer salvar o homem.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">As Escolas de Regeneração produzem Adeptos, Verdadeiros Mestres da Grande Loja Branca.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Movimento Gnóstico é uma Escola de Regeneração autêntica.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">No mundo existem milhares de escolas que prometem maravilhas, mas só as Escolas de Regeneração autênticas podem produzir verdadeiros Mestres de Mistérios Maiores com poderes sobre o Fogo, o Ar, a Água e a Terra.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Poderão existir muitas Religiões, Ordens e Seitas, mas só as Escolas de Regeneração podem produzir Anjos e Mahatmas.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">As Escolas de Regeneração têm a alta honra de ter produzido Mestres como: Buda, Jesus, Dante, Hermes, Quetzalcoatl etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Cuidado, querido leitor! Não confunda gato por lebre! Escola que não ensine os Três Fatores de Revolução da Consciência, não é realmente Escola de Regeneração. Escola que ensine o caminho da fornicação não é Escola de Regeneração. Escola que ensine a fortificar o Eu não é Escola de Regeneração. Por seus frutos as conhecereis. Conhece-se a árvore pelos seus frutos. Tal fruto, tal árvore.</span></p>
<h3 style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">3. Escolas que Servem de Jardim de Infância à Humanidade</span></h3>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Existem milhares de escolas que servem de jardim de infância à humanidade. Essas Escolas não conduzem ninguém à autorrealização íntima, mas são úteis porque ensinam às pessoas as primeiras noções elementares da Sabedoria Oculta. Entre elas temos a Sociedade Teosófica, as Escolas Pseudo-Rosa-cruzes, como a de Max Heindel, os centros espirituais, yoguess, pseudoesoteristas, pseudo-ocultistas, mentalistas etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Todas essas escolas têm muito de bom e muito de mau, mas são úteis.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Nelas aprendemos as primeiras letras do Saber. Por elas nos informamos das leis do Karma e da Reencarnação. Por elas viemos a saber algo sobre os Mundos Superiores.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O jardim de infância sempre é útil. O mau do jardim de infância seria ficar nele durante a vida toda. O jardim de infância não pode nos autorrealizar. O que o jardim de infância pode nos dar é, unicamente, uma informação incipiente, elementar, e isso é tudo.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">No jardim de infância achamos milhares de teorias, autores que se combatem mutuamente. Enquanto uns dizem ao estudante que os exercícios respiratórios são bons, outros dizem que são maus. Enquanto uns dizem ao estudante que não coma carne, outros lhe dizem que coma. Enquanto uns lhe dizem que tal coisa é branca, outros lhe dizem que é negra etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Todas as escolas do jardim de infância creem ter a verdade, juram ter a verdade, mas realmente, nenhum jardim de infância tem a verdade. A verdade não vem a nós pelo que cremos ou pelo que deixamos de crer.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">A verdade só vem a nós quando o Eu estiver morto e quando o Anjo nascer em nós.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">São milhares de estudantes que passam a vida inteira no jardim de infância. São milhares os estudantes que vivem borboleteando durante a vida toda, de escola em escola, sempre curiosos, sempre tolos, sempre néscios. Estes enchem a cabeça com teorias contraditórias, e se têm a sorte de não perderem a cabeça, chegam à velhice completamente fracassados sem ter logrado a autorrealização íntima.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os fanáticos do jardim de infância são os que odeiam o Movimento Gnóstico e nos qualificam de Magos Negros etc. No fundo, eles são unicamente pessoas ignorantes que não compreendem, pessoas que ainda não podem compreender os ensinamentos iniciáticos de uma Escola de Regeneração. Por isso, merecem compaixão.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O mal do jardim de infância – o aspecto negativo das escolas que servem de jardim de infância –  é que estão cheias de pessoas infrassexuais, pessoas que insultam o Terceiro Logos, dizendo que o sexo é algo grosseiro, imundo, materialista etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Não queremos dizer que todos os estudantes do jardim de infância sejam infrassexuais, mas sim afirmamos, sem temor de dúvidas, que os infrassexuais abundam no jardim de infância.</span></p>
<h3 style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">4. Escolas de Magia Negra</span></h3>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Existem três classes de tantrismo: branco, negro e cinza. As escolas de magia branca baseiam-se no tantrismo branco. As escolas de magia negra baseiam-se no tantrismo negro. As escolas de tantrismo cinza são incoerentes, vagas, imprecisas, mas conduzem o iniciado ao tantrismo negro.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Entende-se por tantrismo branco a conexão sexual sem ejaculação seminal. Entende-se por tantrismo negro a conexão sexual com ejaculação do sêmen.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Entenda-se por tantrismo cinza a conexão sexual em que às vezes existe ejaculação do sêmen e às vezes não existe ejaculação do sêmen.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">As escolas de regeneração proíbem a ejaculação do sêmen. As escolas de magia negra não proíbem a ejaculação do sêmen e até justificam à sua maneira essa ejaculação com frases e sentenças religiosas.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os iniciados das escolas tântricas trabalham com o Hidrogênio Si-12. Este é o Hidrogênio do sexo. Dito Hidrogênio processa-se no organismo humano de acordo com a Lei das Oitavas Musicais, desde Dó até Si.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Todo organismo humano desenvolve-se na matriz dentro das notas Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si. O Verbo, a Música, origina toda a criação.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Hidrogênio Si-12, depois de processar-se inteligentemente dentro do organismo humano pode, mediante o Maithuna (sem a ejaculação do sêmen), receber um choque adicional que o colocará na nota Dó de uma segunda oitava superior. Então, depois de saturar, de forma íntegra, todas as células orgânicas se cristalizará na forma esplêndida de um corpo independente, luminoso e resplandecente. Esse é o corpo astral dos Adeptos e Anjos da Grande Loja Branca, o corpo solar.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os seres humanos comuns e correntes não têm corpo astral. Só têm o corpo molecular dos profanos, o corpo de desejos mencionado por Max Heindel. Nesse corpo se viaja durante o sonho e depois da morte. Dito corpo substitui, por agora, o corpo astral e é um corpo frio, lunar, fantasmal, feminino, lunar.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Realmente, o corpo astral é um luxo que muito poucos podem se dar. Necessitamos transmutar o Chumbo em Ouro. Necessitamos transmutar a carne e o sangue de nosso corpo físico em corpo astral. Isso só é possível com o Hidrogênio Si-12.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O corpo astral deve substituir ao corpo físico, e o substitui de fato. O corpo astral está controlado por 24 leis, e é claro que seu alimento básico é o Hidrogênio 24.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Quem já possui corpo astral deve mediante a transmutação sexual colocar o Hidrogênio Si-12 na nota Dó da terceira oitava superior. Então, o maravilhoso Hidrogênio Si-12 se cristalizará na esplêndida forma do corpo mental. Assim o iniciado ficará dotado da Mente-Cristo do arhat gnóstico. O corpo mental está controlado por 12 leis e seu alimento básico é o Hidrogênio 12 da Mente, que não devemos confundir com o Hidrogênio Si-12 do sexo (nós esclarecemos isso para evitar confusões.)</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">A mente do arhat gnóstico resplandece maravilhosamente no mundo do Fogo Universal. É a mente que realiza maravilhas e prodígios. É a mente que pode fazer milagres.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Todo iniciado em poder de um corpo físico são, de um corpo astral e de um corpo mental deve mediante a Magia Sexual, sem ejaculação do sêmen, dar um choque adicional ao Hidrogênio Si-12 para passá-lo à nota Dó de uma quarta oitava superior, que produzirá a cristalização do Hidrogênio Si-12, na forma do corpo da vontade consciente.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Ao chegarmos a estas alturas, já possuímos os quatro corpos sagrados. O corpo da vontade consciente é o corpo causal de que a Teosofia fala, supondo equivocadamente que todos os seres humanos já possuem, quando na realidade só os Adeptos da Grande Loja Branca o possuem.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Dito corpo está controlado por 6 leis e seu alimento básico é o Hidrogênio 6. Só quem realmente possuir os quatro corpos de perfeição pode encarnar sua Mônada Divina, sua Divina Tríade Imortal. Um homem assim é um Homem de Verdade, um Mestre de Mistérios Maiores da Grande Loja Branca.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Um Adepto Branco é, pois, a cristalização positiva do Hidrogênio Si-12. Porém, temos de esclarecer que existem cristalizações negativas: a dos Adeptos da Magia Negra. Eles também trabalham com o Hidrogênio Si-12. Eles têm ritos tântricos negros sexuais.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Eles ejaculam o licor seminal durante a conexão. Eles também imprimem choques adicionais ao Hidrogênio Si-12, que os colocam em oitavas musicais inferiores à deste mundo físico em que vivemos. Então, cristaliza-se o Hidrogênio Si-12, na forma do corpo de desejos, robustecendo-o e desenvolvendo-o com todos os seus poderes tenebrosos, submersos, diabólicos.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Quando um iniciado descobre que sua cristalização como Adepto tem sido negativa, deve dissolver sua cristalização à vontade, e essa é uma operação terrivelmente dolorosa. Quando não dissolve sua cristalização à vontade, tem de se ingressar no Reino Mineral, sob a superfície da camada terrestre, onde involui no tempo, passando pelos reinos Animal, Vegetal e Mineral até desintegrar-se totalmente. Esse é o Abismo e a Segunda Morte.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">No Tibete, o Clã dos Dag-Dugpa pratica o tantrismo negro. Os iniciados negros bön e dugpa ejaculam o sêmen, misticamente, como os tenebrosos do Subud. bön e dugpa de gorro vermelho têm um procedimento fatal para recolher o sêmen carregado de átomos femininos de dentro da vagina da mulher, e logo o injetam uretralmente e o reabsorvem, com a força da mente, para levá-lo até o cérebro.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Assim é como os Adeptos da Mão Esquerda pretendem mesclar átomos solares e lunares, com o propósito de despertar a Kundalini. As intenções são boas, mas o procedimento é mau, porque o sêmen derramado está carregado de átomos do Inimigo Secreto.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">As más consequências de semelhante procedimento são o despertar negativo da Kundalini, e a cristalização negativa do Hidrogênio Si-12.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">No mundo ocidental as escolas de tantrismo negro identificam-se com o Cristo e com os Evangelhos. Falam coisas inefáveis, bendizem e derramam misticamente o sêmen. O resultado é o mesmo que os fracassados do Clã dos Dag-Dugpa obtêm.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">São milhares as escolas que parecem mais brancas que a neve e são mais negras que o carvão. O mais difícil é reconhecer as escolas negras. Seus instrutores tenebrosos, sendo diabos, se parecem com Cristos Viventes, e como é apenas natural, fascinam seus seguidores. Uma pessoa assombra-se, ao escutar esses lobos vestidos com pele de ovelhas. Pelo comum, são equivocados sinceros e senhores de muito boas intenções. Falam coisas inefáveis e até se tornam caritativos e santarrões.</span></p>
<div id="attachment_6076" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/08/religiao-sintese-gnosisonline.jpg"><img class="size-medium wp-image-6076" title="religiao-sintese-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/08/religiao-sintese-gnosisonline-240x221.jpg" alt="" width="240" height="221" /></a><p class="wp-caption-text">A Síntese de todas as religiões, seitas e escolas esotéricas são o Cristo e a Magia Sexual (Samael Aun Weor, O Matrimônio Perfeito)</p></div>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Como duvidar de tanta doçura? Como duvidar de sua bondade? Como duvidar de sua ternura e de suas obras de caridade? O mais curioso é que, pelo comum, esses Adeptos da Mão Esquerda pronunciam-se contra a magia negra. Como duvidar deles? No entanto, são mais negros que o carvão. O problema é terrível!</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Existem escolas negras que praticam com mente em branco. Querem “mente em branco” sem conhecer budismo zen, sem ter ensaiado jamais com um Koan, sem ter estudado a fundo a Ciência do Pratyara e a Lei da Bipolaridade Mental, sem conhecer a lei pela qual a Essência da Mente se liberta de dentro da garrafa das antíteses para mesclar-se com a Mônada e chegar ao Satori (Iluminação).</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os fanáticos de ditas escolas negras creem que isso da mente em branco é algo assim tão fácil, como soprar e fazer garrafas, e esperam que a Grande Realidade entre neles para tirar-lhes fora as entidades animalescas, bestiais, que constituem o Eu Pluralizado. Querem que a Divindade entre neles sem terem os veículos solares (ditos veículos só os têm aqueles que trabalham intensamente com o Hidrogênio Si-12). Tentar encarnar a Grande Realidade sem possuir os veículos solares, <em>é como querer selar antes de trazer os animais</em>.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os fanáticos de ditas escolas querem tornar consciente o subconsciente sem se preocuparem em dissolver o Eu e sem trabalharem com o Hidrogênio Si-12.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Horroriza-se vendo-os caírem ao solo, jogando espuma pela boca, presas de espantosos ataques epilépticos. São possessos que creem que vão indo muito bem. Essas vítimas abundam no Subud, assim como em todos os centros espíritas, cherenzistas etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Esses pobres fanáticos das escolas negras não querem dar-se conta de que ainda são embriões, que ainda não têm corpo astral, que só têm o corpo lunar frio, fantasmal, e que, se no mundo físico, aparentemente, são homens, na região molecular são mulheres sonhadoras, subconscientes, frias, fantasmais&#8230;</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Esses pobres débeis ignoram que ainda não têm corpo mental, que só têm o Eu Mental Pluralizado (legião de diabos), que usa como veículo o corpo lunar.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Ignoram esses pobres tontos que eles ainda não têm corpo da vontade consciente, e que só possuem a força do desejo lunar. Esses fanáticos tenebrosos creem-se semideuses e creem que a Divindade pode se manifestar através de pessoas que ainda não têm os corpos solares.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Os magos negros são lunares cem por cento. Nós devemos nos libertar da influência lunar e converter-nos em seres solares. Devemos trabalhar com o Hidrogênio Si-12, transmutando-o de acordo com a Lei das Oitavas, para adquirirmos os corpos solares e converter-nos em seres solares.</span></p>
<h3><span>Escolas de Yôga<strong></strong></span></h3>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;"><strong> </strong>Por estes tempos abunda muito a literatura sobre Yôga e formam-se grupos de hatha yôga por todas as partes. Faz-se necessário que esclareçamos essa questão para o bem de todos os aspirantes à Luz.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Existem, no Hindustão, sete grandes escolas de yôga e todas elas são muito úteis, porque servem de jardim de infância à humanidade.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Nas escolas de yôga há muito de útil e muito de inútil. Faz-se necessário distinguir entre o útil e o inútil, assim como entre o mais útil e o menos inútil.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os estudantes sérios que percorreram o Hindustão sabem muito bem que o melhor de todas essas escolas, o mais transcendental, está no sexo-yôga, no tantrismo branco.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O hatha yôga resulta ser um jardim de infância, quando só atende às necessidades físicas e práticas de ginástica. Porém, o hatha yôga tântrico já não é jardim de infância; é, de fato e por direito próprio, escola de regeneração, já que se relaciona com o Maithuna (Magia Sexual), e com todas as suas sádhanas tântricas ou sábias posturas mágico-sexuais.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O raja yôga é jardim de infância, quando só se relaciona com os chacras, discos ou rodas magnéticas do homem. Mas quando se combina com o kundalini yôga e a Magia Sexual, deixa de ser jardim de infância e, de fato, converte-se em escola de regeneração.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Gnana Yôga é jardim de infância, quando só se preocupa com a mente e seus poderes; mas quando se combina com o tantrismo branco, de fato, já não é jardim de infância, pois se converte em escola de regeneração.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O karma yôga é jardim de infância, quando só estuda o caminho da reta ação, na forma teórica, quando o devoto ainda não é capaz de modificar as circunstâncias da vida, quando ainda não possui o Ser. Recordemos que só o Ser, isto é, o Íntimo, o Anjo Interno, pode “fazer’. O “animal intelectual” tem a ilusão de que faz, quando, na realidade, não faz, pois tudo acontece através dele.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Só o Ser pode modificar as circunstâncias da vida, e para possuir o Ser é necessário praticar Magia Sexual, dissolver o Eu e Sacrificar-nos pela humanidade.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O laya yôga é jardim de infância, se só atende ao relacionado com a respiração e meditação. Deixa de ser jardim de infância, quando se combina com o Maithuna (Magia Sexual).</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O samadhi yôga é jardim de infância, quando não se combina com o Maithuna, porque a forma mais elevada do êxtase é conseguido com o Maithuna (Magia Sexual).</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Quem viajou pela Índia, pelo Tibete, pela China, pelo Japão, pela Grande Tartária etc. sabe muito bem que o mais sério do yôga está no tantrismo. Realmente, sem o tantrismo (Magia Sexual), é absolutamente impossível lograr o Adeptado.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O exoterismo, círculo público de toda escola de yôga, é jardim de infância. O esoterismo, ou círculo secreto de toda escola de yôga, não é jardim de infância, é escola de regeneração.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Nos antigos tempos ensinava-se em todos os ashrams do Hindustão, publicamente, o Maithuna, mas então, os irmãozinhos e irmãzinhas yogues abusaram, criando escândalos. Os gurus desses ashrams tiveram de fechar a cortina do esoterismo, e hoje, só muito secretamente, ensina-se o Maithuna em alguns ashrams. Essa medida drástica dos gurus desses ashrams converteu seus ashrams em jardins de infância para principiantes.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Não obstante, esses gurus praticam o Maithuna e o ensinam aos mais preparados; assim evitam-se escândalos.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">No mundo ocidental não se compreendeu o yôga devidamente, e como é natural formaram-se muitos grupos infrassexuais que odeiam mortalmente o sexo.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Realmente, o yôga sem o sexo, sem o Maithuna (Magia Sexual), é como um jardim sem água.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O yôga sem o sexo é jardim de infância, mas não é escola de regeneração. O yôga sem o Maithuna não pode autorrealizar ninguém.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Recordemos a escola de Yogananda. Conhecemos muito bem a kriya de Yogananda, temo-la estudado muito a fundo&#8230; Está incompleta, faltam-lhe os tantras, falta-lhe o tantrismo do Tibete. Yogananda não recebeu a kriya completa, e por isso dita kriya, não pode realizar ninguém.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Não queremos dizer com isso que dita kriya não sirva, é claro que serve como jardim de infância, e isso é tudo. O absurdo é adulterar a Gnose, adulterar o conhecimento, colocando dita kriya dentro do Movimento Gnóstico. O adultério está totalmente proibido no Evangelho Cristão.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Realmente, a kriya de Yogananda não é senão um ramo da Laya Kriya Sádhana Tântrica do Tibete. Sem os tantras, dita kriya está incompleta e, portanto, ninguém pode se autorrealizar com dita kriya. Nem sequer, ainda, o mesmo Yogananda conseguiu a autorrealização. Yogananda necessita reencarnar-se para se casar e trabalhar com o Maithuna. Só assim conseguirá a autorrealização íntima.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O grave dos fanáticos do infrassexo é que estão plenamente convencidos de que podem se autorrealizar, renunciando ao sexo ou fornicando&#8230;</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">A Teosofia e as escolas pseudo-rosa-cruzes têm feito crer a todos os estudantes pseudo-ocultistas que o ser humano já possui os sete corpos. Esse conceito é falso. O que sucede é que os clarividentes de dita sociedade, devido à falta de iniciação cósmica, têm dado uma informação deficiente, confundindo o corpo de desejos com o Corpo Astral, a legião do Eu com o Mental, a Essência ou Budata com o Corpo Causal, etc., etc., etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Nestas condições e com esses supostos na mente, é claro que os fanáticos do yoguismo, pseudo-esoterismo, pseudo-ocultismo etc., não compreenderam a necessidade de se criarem os corpos internos, creem que já os possuem, estão mal informados.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Se compreendessem a fundo isto dos corpos internos e se eles se baseassem na Lei das Analogias Filosóficas, trabalhariam com o Maithuna (Magia Sexual), porque compreenderiam que tal como é acima é abaixo e que, se com o ato sexual geramos filhos, também pela Lei das Analogias, com esse mesmo ato, engendramos nossos corpos internos.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="center"><span style="font-size: small;">Desgraçadamente, nossos irmãos pseudo-ocultistas e pseudoesoteristas estão pessimamente informados. A ignorância é a mãe de todos os erros.</span></p>
<h3 style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Movimento Gnóstico<strong></strong></span></h3>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;"><strong></strong>O Movimento Gnóstico é o movimento-síntese da Nova Era de Aquário.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Todas as sete escolas de yôga estão na Gnose, mas de forma sintética e absolutamente prática.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Há hatha yôga tântrica no Maithuna (Magia Sexual). Há raja yôga prático no trabalho com os chacras. Há gnana yôga nos trabalhos e disciplinas mentais que, desde milhões de anos, cultivamos em segredo. Temos bhakti yôga em nossas orações e rituais. Temos laya yôga na meditação e exercícios respiratórios. Há samadhi em nossas práticas com o Maithuna e durante as meditações de fundo. Vivemos o caminho do karma yôga na reta ação, no reto pensar, no reto sentir etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">A Ciência Secreta dos sufis e dervixes dançantes está na Gnose. A doutrina secreta do budismo e do taoísmo está na Gnose. A magia sagrada dos nórdicos está na Gnose. A sabedoria de Hermes, Buda, Confúcio, Maomé, Quetzalcóatl etc., está na Gnose. A Doutrina de Cristo é a Gnose.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Jesus de Nazaré é, de fato, o Homem das Sínteses. Jesus de Nazaré foi essênio e estudou a sabedoria hebraica e teve dois mestres rabinos durante sua infância. Contudo, e ademais de seus profundos conhecimentos do <em>Zohar</em>, do <em>Talmude</em> e da <em>Torá</em>, é iniciado egípcio, maçom egípcio. Jesus estudou na pirâmide de Kéfren. Jesus é um hierofante egípcio. Além disso, viajou pela Caldeia, Pérsia, Europa, Índia e Tibete. As viagens de Jesus não foram de turista, as viagens de Jesus foram de estudo.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Existem documentos secretos no Tibete que demonstram que Jesus, o Grande Mestre Gnóstico, esteve em Lhasa, a capital do Tibete, a sede sagrada do dalai-lama.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Jesus visitou a Catedral de Jo-Kang, a Santa Catedral do Tibete. Foram magníficos os conhecimentos que Jesus adquiriu em todos esses países e em todas essas antigas Escolas de Mistérios&#8230;</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Grande Mestre entregou-nos todos esses conhecimentos yogues, todos esses conhecimentos budistas, herméticos, zoroastrianos, talmúdicos, caldeus, tibetanos etc., de forma sintética, já digeridos em sua Gnose.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Jesus não fundou a Igreja Católica Romana. Jesus fundou a Igreja Gnóstica, a que existia nos tempos de Santo Agostinho, a que foi conhecida por Jerônimo, Empédocles, Santo Tomás, Marcião do Ponto, Clemente de Alexandria, Tertuliano, Santo Ambrósio, Harpócrates e todos os primeiros Padres da Igreja que, naquela época, se chamava Igreja Gnóstico-Católica.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">A Igreja Católica Romana, em sua forma atual, não foi fundada por Jesus, ela é um desvio ou corrupção, um ramo desprendido da Santa Gnose, um cadáver.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">A humanidade necessita voltar ao ponto de partida, regressar à Santa Gnose do Hierofante Jesus. Retornar ao cristianismo primitivo, ao cristianismo da Gnose.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">A doutrina de Jesus, o Cristo, é a doutrina dos Essênios, a doutrina dos Nazarenos, Paretisenos ou Peratas, etc., etc., etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Na doutrina de Jesus Cristo, há Yôga digerido, Yôga essencial, magia tibetana, budismo zen, budismo prático, ciência hermética etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Na Gnose está toda a sabedoria antiga já totalmente mastigada e digerida.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Jesus, o Divino Mestre, é o Instrutor do Mundo. Se quisermos, de verdade, a autorrealização íntima, estudemos a Gnose, pratiquemos a Gnose, vivamos a Senda do arhat gnóstico.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">A melhor exposição da doutrina secreta está na síntese gnóstica do Hierofante Jesus, o Cristo.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">A Gnose nos economiza trabalho e estudo, se não fosse pela Síntese do Cristo necessitaríamos colocar na cabeça milhões de volumes e viajar pelo mundo inteiro a fim de achar o caminho.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Afortunadamente, Um já o fez, e esse foi Cristo. Ele mesmo estudou na Catedral Budista de Jo-Kang, investigando antiquíssimos livros tibetanos. Para que necessitamos fazer esse mesmo trabalho de investigação? Ele já fez esse trabalho e, de forma sintética, entregou-nos todo o Yôga, toda a ciência secreta. Que mais queremos?</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Nosso dever é estudar a Gnose e vivê-la, isso é o importante. Que riam de nós, que nos ataquem, que nos caluniem, o que importa à ciência e a nós?</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Pode estar seguro, querido leitor, de que o melhor que o Yôga tem está na Gnose.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O melhor que o budismo tem está na Gnose, o melhor da ciência egípcia, caldeia, zoroastriana etc., está na Gnose. Então, e aí? Que mais queremos? Que mais buscamos?</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Movimento Gnóstico é o movimento revolucionário da Nova Era de Aquário. Atualmente, existem muitos indivíduos reacionários, extemporâneos, retardatários, que se dizem gnósticos e nos excomungam porque divulgamos o Grande Arcano, o Maithuna, dizendo que estamos fazendo um trabalho pansexualista, pecaminoso. Não querem que a humanidade receba a Chave da Autorrealização Íntima.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O secretário das Instituições Gnósticas tem recebido cartas de um desses pseudo-rosa-cruzes, pseudognósticos, nas quais afirma estar com a Gnose e com o Maithuna (Magia Sexual), mas quer que a dita chave não seja entregue à pobre humanidade doente&#8230; Diz que se preparem primeiro as pessoas antes de entregar-lhes o Maithuna etc. Contudo, quando dito líder dirige-se a certos estudantes, ele se contradiz falando contra o Movimento Gnóstico e contra o Grande Arcano, qualificando-nos de pornográficos etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Realmente, o que ele quer é não deixar os demais entrarem pela Senda do Fio da Navalha. Estes são os que nem entram e nem deixam entrar. Ele sabe a chave sexual, ele conhece o Maithuna, mas não quer que os demais o saibam, está empenhado em ocultar a verdade aos pobres seres humanos.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Nós, francamente, resolvemos nos lançar a uma luta sem quartel. A uma luta de morte para iniciar a Nova Era de Aquário. Não importa que nos critiquem, que nos insultem, que nos atraiçoem. A Gnose deve ser entregue à humanidade, custe o que custar. Jesus ensinou a Gnose e nós a entregaremos à humanidade, custe o que custar!</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Movimento Gnóstico apresenta o conhecimento gnóstico de forma revolucionária. O Movimento Gnóstico é revolucionário cem por cento. O Movimento Gnóstico formou-se para iniciar uma Nova Era, dirigida por um planeta revolucionário. Esse planeta é Urano, o planeta da sexualidade, o planeta da revolução em marcha.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Neste ano de Aquário, o Movimento Gnóstico Cristão Universal deve lutar tremendamente a boa batalha pela Nova Era de Aquário.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Cada santuário gnóstico deve eleger seu missionário. Todos os missionários devem lançar-se a uma luta de morte pela vitória do Cristo Jesus.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Todos os lumisiais gnósticos devem lançar intensíssima propaganda gnóstica, folhetos, folhas, convites, livros, avisos pelo rádio, jornais etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Quem quiser se cristificar deve estar disposto a dar até a última gota de sangue pelo Cristo e pela humanidade doente.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os egoístas, aqueles que só pensam em si e em seu próprio progresso, jamais lograrão a cristificação.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Atualmente, o Movimento Gnóstico tem mais de 4 milhões de pessoas em toda a América. Mas necessita crescer mais, necessita voltar-se poderoso, gigantesco, a fim de transformar o mundo para a Nova Era que já começamos.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O ano passado foi terrível&#8230; Fomos traídos por um vilão na zona afetada&#8230; Mas vencemos&#8230; Ganhamos a batalha&#8230; Agora estamos mais poderosos&#8230; Mais fortes&#8230; Mais numerosos&#8230; Terminou o ano passado com vitória total para o Movimento Gnóstico.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Este ano de Aquário deve ser de guerra de morte contra a ignorância, o fanatismo e o erro.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">É necessário trabalhar intensamente na Grande Obra do Pai e trazer às nossas filas gnósticas milhares de pessoas. Necessitamos robustecer o Exército da Salvação Mundial.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Recordai, Irmãos Gnósticos, que na Gnose do Cristo Cósmico está a Síntese Prática de todos os Yôgas, Lojas, Ordens, Religiões, Escolas, Sistemas etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Nosso Grande Mestre Jesus, o Cristo, estudou a fundo esse Yôga, toda essa sabedoria antiga e, logo, a entregou para nós em sua Gnose, mas já digerida e perfeitamente simplificada, de forma absolutamente prática.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Há Gnose na doutrina budista, no budismo tântrico do Tibete, no budismo zen do Japão, no budismo chan da China, no sufismo, nos dervixes dançantes, na sabedoria egípcia, persa, caldeia, pitagórica, grega, asteca, maia, inca etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Se estudarmos cuidadosamente os Evangelhos cristãos, acharemos neles a matemática pitagórica, a parábola caldeia e babilônica e a formidável moral budista.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O sistema de ensinamento adotado por Jesus foi o sistema dos essênios. Certamente, os essênios foram gnósticos cem por cento.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os quatro Evangelhos são gnósticos e não podem ser entendidos sem o Maithuna (Magia Sexual).</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">É absurdo adulterar a Gnose com ensinamentos distintos. O Evangelho cristão proíbe o adultério. É absurdo conceber a Gnose sem o Maithuna.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Podemos beber o vinho da Gnose (Sabedoria Divina), numa taça grega, budista, sufi, asteca, egípcia etc., mas não devemos adulterar esse vinho delicioso com doutrinas estranhas.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">No Movimento Gnóstico está a síntese prática da Gnose em sua forma absolutamente revolucionária.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Movimento Gnóstico corresponde ao signo zodiacal de Aquário e, portanto, é absolutamente revolucionário.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os lumisiais do Movimento Gnóstico devem ser academias esotéricas e templos de liturgia solar.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os rituais gnósticos, realmente, são liturgia solar. Hoje em dia, o ser humano ainda não tem corpo solar (corpo astral); esse é um luxo que muito poucos podem se dar. O ser humano atual, isto é, o animal intelectual, só tem corpo lunar (corpo molecular).</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O animal intelectual é escravo da influência lunar. Carrega a Lua em seu corpo molecular, fantasmal, negativo, lunar. Realmente, o ser humano atual é uma mescla híbrida de planta e de fantasma.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O que leva o animal intelectual dentro de seu corpo lunar é, unicamente, a Legião do Eu e o Budata adormecido.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Movimento Gnóstico ensina o Maithuna para que o ser humano fabrique o corpo solar. É necessário que o homem se liberte da Lua e se converta em Espírito Solar.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os rituais gnósticos nos identificam com a força solar. É necessário lutar contra a força lunar, fazer-nos livres de verdade. Isso é o que quer o Movimento Gnóstico.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">A Lua é morte, o Sol é vida em abundância. A Lua é materialismo, bebedeiras, banquetes, luxúria, ira, cobiça, inveja, orgulho, preguiça, incredulidade etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Sol é Fogo, Sabedoria, Amor, Espírito Divino, Esplendor, etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Sol é Cristo Cósmico, o Verbo, a Grande Palavra. Os quatro Evangelhos Gnósticos constituem o Drama Solar, o Drama do Cristo.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Nós necessitamos viver o Drama Solar, necessitamos converter-nos no personagem central desse Drama Cósmico.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Não importa que nos critiquem, que nos aborreçam, que nos odeiem por divulgar o Maithuna (Magia Sexual), para o bem desta pobre humanidade fracassada.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Os infrassexuais degenerados jamais nos perdoarão pelo fato de nós defendermos a suprassexualidade.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Realmente, causa dor ver esses pobres infrassexuais no mundo molecular depois da morte. Seu corpo lunar converte-os em mulheres lunares, que vagam pelo mundo molecular como sonâmbulas, adormecidas, frias, inconscientes.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">De que serviram a esses pobres infrassexuais todas as suas práticas subjetivas? De que lhes serviram todas as suas práticas subjetivas? De que lhes serviram todas as suas crenças, sistemas, ordens etc.? Os infrassexuais inutilmente tentarão a liberação desprezando o sexo, renunciando ao Maithuna (Magia Sexual), abstendo-se ou abusando, seguindo o caminho degenerado dos homossexuais, masturbadores etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Inutilmente, os equivocados sinceros tentarão criar os corpos solares praticando exercícios respiratórios, ou yoguismo sem Maithuna, exercícios similares, dietas vegetarianas etc.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Está completamente demonstrado que somos filhos do sexo e que só com o sexo se pode criar&#8230;</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Realmente, só com o sexo poderemos criar os corpos solares. Só com a força maravilhosa do Terceiro Logos poderemos nos converter em Espíritos Solares.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Queremos ensinar à humanidade a religião solar. Queremos entregar a esses pobres fantasmas lunares a Doutrina Solar do Cristo Cósmico, com o único propósito de que o homem se cristifique.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">É urgente que nasça o Cristo no coração do Homem. É necessário que cada ser humano se converta num Anjo Solar.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">O Movimento Gnóstico tem uma gigantesca tarefa na Era de Aquário, que estamos começando. Compete a nós a missão sagrada de ensinar a esta pobre humanidade a Doutrina do Logos Solar.</span></p>
<p style="text-align: left;" align="left"><span style="font-size: small;">Devemos lutar até a morte, para fazer cada vez mais e mais poderoso o Movimento Gnóstico. Necessitamos que este Movimento se faça onipotente para o bem de tantos milhões de seres humanos, que estão no caminho da Segunda Morte. Necessitamos ser compassivos e entregar à humanidade a Doutrina Solar, custe o que custar.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Título do original em espanhol: <em>Las Escuelas Esotéricas</em><br />
(Compilação de conferências sobre a visão do Movimento Gnóstico com relação às inúmeras religiões, seitas, filosofias, escolas esotéricas, pseudoesotéricas e esotéricas negativas existentes)<br />
Tradução e revisão: Equipe GnosisOnline<br />
Texto baseado em livro de mesmo título, lançado pela Editora Sol Nascente (SP) – 1990</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/textos-especiais/visao-gnostica-sobre-as-religioes-e-escolas-esotericas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>22</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os mistérios gregos</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/os-misterios-gregos/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/os-misterios-gregos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 21:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[Ares]]></category>
		<category><![CDATA[Atena]]></category>
		<category><![CDATA[deuses]]></category>
		<category><![CDATA[Grécia]]></category>
		<category><![CDATA[Poseidon]]></category>
		<category><![CDATA[Zeus]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=98</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Segundo a Tradição esotérica, considera-se a Grécia como tendo sido uma próspera colônia atlante, guardiã de uma fantástica tradição mitológica, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Segundo a Tradição esotérica, considera-se a Grécia como tendo sido uma próspera colônia atlante, guardiã de uma fantástica tradição mitológica, religiosa e filosófica. A tradição grega clássica, como a compreendemos, foi grandemente influenciada por chineses, indianos e principalmente egípcios.</p>
<p>A história da Grécia remonta a épocas muito antigas e não existe na Europa nenhuma nação que tenha uma história tão antiga e tão cheia de mistérios, lendas e mitos.</p>
<p>Podemos dar à história da cultura grega três épocas principais:</p>
<p>- A época dos Deuses, chamada também de época da Mitologia<br />
- A época dos Heróis ou Semideuses<br />
- A época da Decadência e Domínio Romano</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3096" title="misterios-gregos-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/misterios-gregos-gnosisonline-240x210.jpg" alt="" width="163" height="142" />A época Mitológica é chamada assim porque trata da vida e façanhas dos Deuses, as quais não são entendidas pelas pessoas alheias ao conhecimento esotérico, chamando essas tradições e histórias como Mito. Na verdade, aos olhos do Conhecimento Superior (Gnose), a Mitologia oferece narrações morais, nas quais sob o véu da alegoria se ocultam preceitos enigmáticos.</p>
<p>Será abordada, antes de desenvolvermos o tema Mistérios Gregos, uma breve visão histórico-geográfica da Grécia, para que o estudante gnóstico tenha mais elementos de reflexão para apreciar a grandeza e o esplendor dessa antiqüíssima cultura.</p>
<p>A Grécia é um país montanhoso que tem fronteira com a Albânia, Iugoslávia, Bulgária e Turquia. A linha da costa é totalmente acidentada sobre os mares Jônico e Egeu. A superfície total é de cerca de 133 mil quilômetros quadrados, sendo que 20% desse território é composto de ilhas. A montanha mais alta é o Olimpo (2917 m). Suas ilhas principais são Rodes, Patmos, Creta, Samos, Lemnos e Cortu, lugares onde se desenvolveu esta incrível cultura.</p>
<h3>Deuses Gregos</h3>
<p>Os gregos, em sua religião, adoravam 22 deuses, dos quais 12 formavam a corte celestial (seis deuses e seis deusas), os chamados Deuses Olímpicos. Entre eles estavam:</p>
<p><strong>Zeus </strong>(Júpiter entre os romanos): Pai de todos os Deuses por sua grandiosidade e poder, era Senhor das vastas extensões dos céus.<br />
<strong>Poseidon </strong>(Netuno): Deus dos Sete Mares, irmão de Zeus, é representado por um homem barbado com peito largo e segurando um Tridente.Também representa o Fator Sacrifício.<br />
<strong>Hefestos </strong>(Vulcano): Filho de Filho de Zeus e Hera, veio ao mundo tão fisforme e feio que seu pai o precipitou do céu. Caiu na ilha de Lemnos e se tornou o mais trabalhador dos Imortais, junto com seus auxiliares, os antropófagos Cíclopes, gigantes de um só olho. Em suas Fraguas, desenvolvia objetos e armas para os Olímpicos, como os raios de Zeus.<br />
<strong>Ares </strong>(Marte): Foi educado por um dos Titãs; é o Deus da Guerra e da Força. representa-se a esse Deus como um jovem de feroz mirada e andar precipitado. Sua vestidura é a de um guerreiro com capacete e peito descoberto, que parece querer provocar ou incentivar os ataques do inimigo.<br />
<strong>Helios </strong>(Apolo): O condutor do Sol. Como Deus da Luz, representam-no coroado de raios, percorrendo os céus, montado em um carro levado por quatro cavalos brancos.<br />
<strong>Hermes </strong>(Mercúrio): Deus da eloqüência, da inteligência e da medicina, é chamado de Mensageiro Divino. Participou ativamente da guerra dos Deuses contra os Titãs, sendo o que aprisionou Prometeus-Lúcifer.<br />
<strong>Hera </strong>(Juno): É a Rainha do Olimpo, esposa de Zeus. O culto a essa Deusa era universal e suas festas eram da maior solenidade.<br />
<strong>Vesta </strong>(Cibele): Deusa do Fogo, era representada vestindo uma longa túnica e com a cabeça coberta por um Véu. Com a mão direita empunhava uma Tocha ou um dardo e, às vezes, uma Cornucópia. Suas sacerdotisas, chamadas Vestais, tinham como missão custodiar os templos de Vesta e manter os fogos de seus altares sempre acesos. As Vestais deveriam manter a mais rigorosa e exemplar castidade, e em assuntos de justiça sua palavra era por si só digna de todo crédito.<br />
<strong>Ceres </strong>(Demeter): Deusa dos cereais (principalmente do trigo e do pão), da colheita e do elemento terra. Os Mistérios de Elêusis foram instituídos em honra a Ceres. Representa-se a essa Deusa coroada de espigas, também empunhando uma Tocha acesa.<br />
<strong>Ateneia </strong>(Minerva): Senhora da Sabedoria, representada como uma mulher de aspecto grave e circunspecto, usando uma armadura e um capacete de guerreira. Em seu peitoril e escudo vê-se o desenho da cabeça da Medusa.<br />
<strong>Afrodite </strong>(Vênus): Deusa da beleza e do amor, nasceu da espuma do mar. O culto a Vênus era universal e se a representava sentada num carro puxado por pombas, cisnes e outros pássaros. Uma coroa de rosas e murtas circundava seus louros cabelos. Seu filho era Eros (Cupido).<br />
<strong>Ártemis </strong>(Diana): Irmã de Apolo, era a rainha da caça. Também conhecida como Diana Caçadora, Febe e Luna. Representavam-na usando arco e flechas e sendo acompanhada de uma Cerva.</p>
<p>Além dos Olímpicos, temos os outros, denominados Deuses Escolhidos:</p>
<p><strong>Urano </strong>(o Espaço): O mais antigo dos Deuses, desposou-se com Titea (a Terra), dos quais nasceram duas filhas, Demeter (a Mãe Natureza) e Têmis (a Lei que dirige o Universo). Representa o Fator Nascer.<br />
<strong>Cronos </strong>(Saturno): O Velho dos Séculos é o símbolo do tempo que a tudo corrói. Sustenta um relógio de areia numa das mãos e na outra uma foice.<br />
<strong>Hades </strong>(Plutão): Irmão de Zeus e Poseidon, ficaram a seu cargo os domínios do mundo subterrâneo, chamado de Tártarus (o Infernus, dos Romanos e o Avitchi dos orientais). O Guardião de seu Reino é um cão com três cabeças, de nome Cérbero. Representa-se geralmente a esse grandioso Deus portando em sua mão direita um cetro com duas pontas (como uma forquilha) e na esquerda uma chave, indicando que Ele tem poder sobre a Vida e a Morte, e também do Inferno. Representa o Fator Morrer.<br />
Junto a Urano e Netuno, esses três Deuses Siderais representam os Três Fatores de Revolução da Consciência.<br />
<strong>Hécate </strong>(Prosérpina): Filha de Ceres (a da Terra e do Fogo Depurador), foi raptada por Hades e levada ao submundo para ser sua companheira. Era representada estando sentada num trono de ébano e sobre um carro puxado por cavalos pretos, além de ter nas mãos flores de narciso. Como Mãe Morte, presidia as práticas de Magia.<br />
<strong>Têmis</strong>: Conhecida como a Justiça, empunha uma espada e com a outra segura uma balança. Leva os olhos cobertos com uma venda, querendo com isso dizer que ela atua e julga com imparcialidade. Apóia-se sobre um Leão (ou seja, a força da Lei).<br />
<strong>Jano</strong>: Representado como um jovem com duas ou às vezes quatro faces; em sua mão direita leva uma chave, pois foi ele o inventor das portas. É também o patrono dos Viajantes, aqueles que trilham a Senda do Discipulado. Equivale, na tradição do cristianismo esotérico, ao Apóstolo Tiago.<br />
<strong>Dionísio </strong>(ou Dioniso; Baco): Deus do Vinho, do Êxtase e do Teatro, é filho de Júpiter e Selene. Desde pequeno foi ensinado a plantar a videira e também os Mistérios do canto e da dança. Quando os Gigantes (as forças caóticas da natureza) tentaram escalar o Olimpo, Baco tomou a forma de um Leão e os venceu. Baco é representado na forma de um jovem desnudo vestindo uma pele de leopardo. Em sua mão carrega um cacho de uvas ou um cálice. Às vezes aparece descansando sob uma parreira e muitas vezes o pintam portando chifres em sua fronte, símbolo sagrado de força e poder. Também conhecido como Liber, este Deus representa a liberdade adquirida pelas práticas da transmutação sexual.<br />
<strong>As Musas:</strong> As Musas misteriosas, filhas de Júpiter e de Nemósine, são as protetoras das artes, das ciências e das letras. O cavalo Pégaso servia de cavalgadura. Júpiter exigia a presença das Musas ao seu lado constantemente e no Olimpo cantavam as maravilhas da natureza, alegrando assim a corte celestial.<br />
<strong>O Destino</strong>: Conhecido como o Deus Cego, filho do Caos e da Noite, tem sob seus pés o globo terrestre e em suas mãos a Urna fatal onde encerra a sorte dos mortais. Suas decisões são irrevogáveis e seu poder alcança até mesmo os Deuses. As Parcas, filhas de Têmis, são as encarregadas de executar as ordens desse fantástico Deus.<br />
<strong>Gênio</strong>: Todo ser humano leva em seu interior dois Gênios, um bom e outro mau, cada qual nos induzindo a uma vida virtuosa ou negativa.</p>
<h3>A Idade de Ouro da Grécia</h3>
<p>De acordo com os ensinamentos entregues pelos Mestres das diversas Escolas de Mistérios, a cultura grega foi o berço da 3ª sub-raça da 5a. Raça (Ariana). Sua fase áurea ocorreu entre os séculos 7º e 4º antes de Cristo. Aí vemos grandes Iniciados entregando os Mistérios na forma de épicos, literatura, filosofia, arquitetura, artes etc.</p>
<p>Isso é aceito por aqueles que acreditam no lado oculto propriamente dito das religiões: os Mistérios. Por isso, o estudante de Gnose perceberá que os métodos, sistemas e procedimentos do que ele aprende nos posts do GnosisOnline possuem os mesmos fundamentos ensinados nas autênticas escolas iniciáticas de todos os tempos. Temos, por exemplo: os Mistérios no Egito, os Mistérios dos Magos, os Mistérios de Mitra, os Mistérios Bramânicos, os Mistérios Búdicos, os Mistérios Judaicos, os Mistérios Crísticos, os Mistérios Maias, Astecas e Incas. Temos, finalmente, os Mistérios Gregos.</p>
<p>Os Mistérios Gregos foram tão numerosos que, para nós, é difícil enumerá-los. Vejamos, entretanto, os principais, ou os que ficaram mais conhecidos na História das terras helênicas.</p>
<h3>Samotrácia</h3>
<p>Por volta de 1950 a.C., os Mistérios egípcios passaram à Grécia. Os primeiros a recebê-los foram os habitantes da ilha de Samotrácia, hoje Samandraki. Desses Mistérios destacam-se as figuras dos poderosos 8 Kabires. Esses Mistérios foram levados à Frígia pelo Iniciado Darmanus, e logo alcançaram a Itália, onde foram confiados às Vestais.</p>
<h3>Elêusis (ou Ceres)</h3>
<p>Existiam os Maiores e os Menores. Os Iniciados desses Mistérios eram conhecidos como Eumólpides. A base dos Mistérios de Elêusis consistia de Tradições, Ritos e Princípios sagrados. Seus deuses principais foram Dionísius (Baco, do Vinho) e Deméter (Ceres, da terra e dos Cereais). O ensinamento superior era divulgado na forma da Arte: teatro, música, poesia, dança, escultura etc.</p>
<p>Em Elêusis se trabalhava com os Ritos sagrados, semelhantes aos que conhecemos hoje como, p.ex., como Mistérios Eucarísticos (ou seja, a consagração do Pão e do Vinho).</p>
<p>Com o passar dos tempos, esses Mistérios entraram em decadência e a maior parte dos filósofos-iniciados aderiram aos Mistérios de Mênfis, que originou os Mistérios Órficos.</p>
<h3>Orfeu</h3>
<p>Diz a tradição oculta que foi Orfeu o civilizador da Grécia. Nasceu no século 6º a.C. como príncipe dos Siciones, na Trácia. Filho de Eazzo e da ninfa Calíope. A ele é atribuída invenção da Lira, o qual aumentou seu número de sete para nove cordas, pois eram nove a Musas veneradas por ele, além desse número conter um vasto significado cabalístico.</p>
<p>A lenda diz que Orfeu participou da expedição dos argonautas juntamente com Teseu, Hércules e Jasão, entre outros, cujo objetivo era o de apoderarem-se do Tosão (ou Velocino) de Ouro. Com sua arte, movimentou Argos (o navio dos argonautas), impediu esses navegadores de ouvirem o canto das sereias e encorajou seus companheiros a continuarem na aventura.</p>
<p>A lenda mais bela, a que emocionou pessoas de todas as gerações, foi a descida de Orfeu ao Inferno (Tártarus) para buscar sua amada eterna Eurídice, morta pela picada de uma serpente. Com seu canto mágico, convenceu Plutão e Perséfone a devolverem-lhe a esposa. Durante o tempo que permaneceu no Hades, esta região se transformou, cessando ali seus sofrimentos. A permissão para Eurídice voltar à luz do dia tinha uma condição: que Orfeu em hipótee alguma visse a amada até eles abandonarem o Reino dos Mortos. Não conteve sua ansiedade e projetou seu olhar sobre a amada Eurídice, e ela sumiu para sempre. Chorando a ausência de sua querida, Orfeu desconsolado joga sua Lira mágica, perdendo seus poderes.</p>
<p>Para os Mistérios Órficos, o homem teria uma pátria original, o Empíreo, o mundo das estrelas, o qual só poderia retornar com a ajuda de Dionísios e se estivesse previamente preparado por determinadas disciplinas, como aprendemos hoje, nos ensinamentos gnósticos.</p>
<p>A origem do homem estaria ligada a um crime: os Titãs (atlantes) mataram Dionísios. O crime foi vingado por Zeus que os destruiu, reduzindo-os a cinzas. Dessas cinzas nasceu a atual raça humana (Ariana), constituida por uma dupla natureza, divina e caótica. Cada um de nós, segundo os Poemas Órficos, deve decidir quais forças triunfarão em nosso interior.</p>
<p>Os POEMAS ÓRFICOS são uma literatura referente aos Mistérios. Nessas obras (perdidas na atualidade), encontravam-se muitas leituras que se referem a práticas Litúrgicas (Hinos, Canções, Purificações, Rituais etc.) e obras místicas e cosmológicas.</p>
<h3>Escola Pitagórica</h3>
<p>Pitágoras nasceu na ilha de Samos, no século 6 a.C., e morreu em 490 a.C., em Metaponte. Seu pai foi Menesarco de Samos, que lhe proporconou a mais sólida instrução intelectual e espiritual. Aprendeu filosofia, matemáticas, poesia, música e ginástica.</p>
<p>Devemos recordar que a instrução era recebida nos Templos, e aquele que aspirasse à verdadeira sabedoria deveria candidatar-se à Iniciação nos antigos Mistérios- que eram os portadores das verdades sublimes- onde, sob os aspectos cientíico e filosófico, davam as Chaves da Doutrina Secreta e preparavam o Iniciado aos mais altos destinos. Pitágoras, desejoso de se aprofundar nesse conhecimento e de adquirir uma vasta sabedoria, freqüentou esses templos iniciáticos, recebendo ensinamentos ocultos.</p>
<p>Depois de ficar algum tempo em Creta, visitou as principais cidades da Grécia. Esteve também no Egito, onde se aprofundou nas matemáticas esotéricas e sagradas, que foram a luz principal de sua filosofia, chamada Doutrina Pitagórica.</p>
<p>No Egito, os mistérios da evolução da alma e do mundo lhe foram revelados. Assistiu a uma revolta que convulsionou o Egito naquela época e viu com angústia a destruição material daquele país, vassalado pela soldadesca de Cambises. Depois de cativo, levaram-no para a Babilônia.</p>
<p>Fez-se íntimo dos sacerdotes caldeus e dos magos persas, os quais o iniciaram nas antigas religiões da Índia e da Pérsia. A Teurgia, a Terapêutica Oculta e a Astrologia Hermética foram-lhe reveladas.</p>
<p>Mais tarde, voltou a Samos, indo residir em Crótona, uma colônia grega na Itália, fundando o Instituto de Crótona, cuja influência foi extraordinária no ânimo de seus discípulos. Pregou como um apóstolo os mais altos e belos ideais de aperfeiçoamento humano e espiritual.</p>
<p>Dizem seus biógrafos que Pitágoras permaneceu nos templos de Mistérios por cerca de 20 anos, desenvolvendo sua gloriosa Iniciação.</p>
<p>A escola de Pitágoras foi perseguida pela ignorância, pela maldade e pela calúnia de seus conterrâneos (como sempre, é claro), e muitos de seus discípulos foram queimados, exatamente como os primeiros cristãos-gnósticos. No entanto, sua Escola nunca deixou de existir&#8230;</p>
<h3>Os Filósofos Gregos</h3>
<p>Estes começaram a aparecer no séc. 5º a.C. Tiveram tanto talento e tantas virtudes quanto os Magos- seus antepassados. &#8220;Os antigos &#8211; disse Buffon &#8211; converteram todas as ciências em utilidades&#8230; Os filósofos gregos trabalharam para deixar à posteridade algumas constituições políticas. Eles conferiram tudo ao homem de moral, e tudo o que não interessava à sociedade e às Artes era desprezado&#8230;&#8221;</p>
<p>Como sabemos que os árabes entregaram o conhecimento filosófico à Europa, na Idade Média, e os doutores cristãos beberam dessa fonte, então apreendemos duas constatações possíveis:</p>
<p>1. A base doutrinária cristã foi construída pelos ensinamentos do Cristo e explicada pelos doutores da igreja (tais como Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino) a partir da filosofia oriunda das Escolas de Mistérios da Grécia.<br />
2. Por não terem conhecido diretamente os Mistérios, os doutores da igreja, na tentativa de adaptar a filosofia ao cristianismo, cometeram muitos erros, tendo trocado a Teosofia pela Teologia e suas meras especulações intelectuais.</p>
<h3>Os Taumaturgos</h3>
<p>Esses foram os Adeptos da Magia dos primórdios do cristianismo. A Taumaturgia é o ramo da Magia que cuida da Medicina Oculta ou da Ciência da Cura. O segredo do Sacerdócio dos Magos nunca se perdeu. Até mesmo em nossos tempos existem pessoas que praticam a autêntica Magia para o bem do mundo, ainda que tal minister não seja conhecido sob esse nome. O fundamento dos Taumaturgos era o nacionalismo e o cosmopolitismo, que deve perdurar enquanto existir o mundo.</p>
<h3>Últimas Palavras</h3>
<p>Não somos nós, do Gnosisonline, que fazemos ou podemos proporcionar Iniciação aos nossos queridos amigos e estudantes. É o próprio estudante, com sua conduta e seu caráter, em seu trabalho sobre si mesmo, é que deverá realizar este Trabalho. É preciso saber (e conscientizar-se disso) que a Fraternidade Branca não aceita nem reconhece graus externos, conferidos por escolas e fraternidades, muito menos aqueles que são vendidos. Portanto, mesmo que você seja chamado ou chame alguém de Mestre, iniciado, Iluminati, Guru etc., isso não vale nada para os Mestres da Fraternidade Oculta.</p>
<p>As Iniciações são contadas por Graus de Consciência, Níveis de Sabedoria e Intensidades de Amor e Abnegação. As Iniciações são conferidas unicamente de acordo com o ascenso da Kundalini, ou seja, o Fogo Espiritual de nossa Mãe Divina, e esta só ascende e ilumina com um coração puro e pacificado.</p>
<p>Lembre-se: Kundalini se desenvolve de acordo com as virtudes do coração e com os esforços conscientes, por toda uma vida. O Mestre Samael Aun Weor disse: &#8220;A Iniciação é a tua própria vida&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/os-misterios-gregos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mito e realidade do Inferno cristão</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/mito-e-realidade-do-inferno-cristao/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/mito-e-realidade-do-inferno-cristao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 25 Jun 2011 01:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=5936</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>No interior da Terra vivem aqueles que já esgotaram as 108 existências, que não têm mais acesso a um corpo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>No interior da Terra vivem aqueles que já esgotaram as 108 existências, que não têm mais acesso a um corpo físico, que ingressaram  na involução submersa nos Mundos Inferiores, ali involuem até chegar à Segunda Morte&#8230;</p>
<p>O autor da <em>Divina Comédia</em>, Dante, discípulo de Virgílio, o poeta de Mântua, não estava louco quando descreveu esses Mundos Infernais de forma simbólica, porque na época não se podia falar como falamos nós, aqui.</p>
<p>Se tivesse falado na forma crua e realista, podem estar seguros de que ele teria sido queimado vivo nas fogueiras pela Inquisição da Igreja Católica. Ele nos  mostra como os condenados iam perdendo pedaços do corpo e se transformando em pó.</p>
<p>As religiões tampouco estão loucas, vocês acreditam que a religião cristã está ensinando o inferno por puro dogma? Ou acreditam que a religião muçulmana ou dos budistas, por besteira, ensinam o inferno? Digo que o Inferno existe! Mas os Mundos Infernos estão dentro de mundos, situados nas Nove Dimensões da Natureza, do Cosmo.</p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/06/inferno-cristianismo-gnosisonline.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5937" title="inferno-cristianismo-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/06/inferno-cristianismo-gnosisonline-240x180.jpg" alt="" width="240" height="180" /></a>Um meio de comprovação é através do despertar da Consciência. Aí poderão visitar os Mundos Infernos se aprenderem a sair do corpo físico à vontade, como já lhes ensinei em outras palestras, podem dar-se o luxo de visitar esses mundos para poderem ver, verificar e tocá-lo&#8230;</p>
<p>Quando se esgotam as 108 Vidas, então se ingressa nessas regiões e se passa por um processo de “morte” até a total desintegração, esta é a Segunda Morte da qual nos fala o Mestre Jesus Cristo, da qual também fala o Apóstolo Paulo.</p>
<p>Depois da Segunda Morte, a Alma fica livre, sem o Ego sim senhores, sem o Ego, esses “Eus”, para se sair à Luz do Sol e ingressar no Paraíso dos Elementais da Natureza. Então, volta a passar pelos processos evolutivos, ascendendo desde o mineral até o vegetal, deste até o animal, para depois chegar ao homem, ao estado humano, e surgir mais uma nova oportunidade de viver mais 108 Vidas para que se autorrealize, para que chegue à Maestria, ao Estado Angélico.</p>
<p>Mas se fracassar, o processo se repete, pois afinal, existem 3 mil ciclos ou Idades. Se alguém rodou a Roda de 3 mil ciclos e não se converteu em Mestre, se não se fez Adepto da Fraternidade da Luz Interior, finalmente submerge com sua Alma, sem Ego, no Oceano da Grande Realidade. Torna-se uma Centelha de Deus, não será um Mestre, mas uma Centelha da Divindade&#8230;</p>
<p>Quero que saibam que podemos evitar a descida ao Mictlán, ao Averno, e isso é possível destruindo agora mesmo todos os Eus que levamos em nosso interior, e por isso necessitamos mudar radicalmente.</p>
<p>Um homem é o que é a sua vida, e se não muda a sua vida, se não a transforma, se não trabalha para modificar, estará perdendo o seu tempo miseravelmente. A morte é o regresso ao princípio, ao ponto de partida original.</p>
<p>Quando se morre, leva-se ao outro lada  a sua própria vida, e quando se volta, a traz novamente, projetando outra vez sobre o tapete da existência.</p>
<p>Assim é que se faz necessário saber que todos nós não fazemos outra coisa que retornar e repetir os mesmos fatos do passado.</p>
<p>Essa é a Lei do Retorno, a Lei da Recorrência, que tudo volta a ocorrer como aconteceu anteriormente. Isso tem uma explicação, e vou dizer-lhes:</p>
<p>Suponhamos que num bar tivemos uma briga, é claro que o Eu da Briga, a Ira, está vivo lá dentro de nós, e quando chega a hora da morte todos os Eus entram na Quinta Dimensão, e o eu da Briga também entra&#8230;</p>
<p>Quando se retorna, quando se volta a este mundo, ali estará o Eu da Briga; quando nasce, esse Eu entra no corpo depois de um tempo, e espera a idade que aconteceu a briga na existência passada para que se manifeste nessa vida.</p>
<p>Se a tal da briga aconteceu quando se tinha 30 anos, o Eu da Briga estará ali bem vivinho dentro de nós, aguardando para que chegue a idade em que tudo  aconteceu,  ou seja, espera “30 anos” para sair e  brigar novamente, ele  vai em busca do bar e do tipo com quem brigou.</p>
<p>Telepaticamente entra em contato com o Eu do tipo com o qual brigou na existência passada e voltam a se encontrar,  e a briga novamente se repete&#8230;</p>
<p>Se  aos 30 anos teve uma aventura amorosa com determinada dama, quando voltar a nascer, o Eu da Aventura, de volta à existência, aguarda no interior do ser a idade de 30 anos e telepaticamente vai buscar a mulher da aventura. O eu da mulher também faz o mesmo e  no fim se encontram e  repetem o mesmo processo&#8230; Essa é a Mecânica da Lei da Recorrência: tudo volta a ocorrer tal como aconteceu, trazendo de volta as consequências más ou boas.</p>
<p>A Lei da Recorrência existe, alguns escritores a têm citado, mas são poucos, ou melhor, raros são os que sabem descrever a mecânica da Lei da Recorrência.</p>
<p>Essa Lei existe, nós vivemos repetindo exatamente os mesmos erros, cometemos o erro de estar repetindo os mesmos erros que carregamos dentro de nós mesmos.<img class="alignright size-medium wp-image-5938" title="samsara-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/06/samsara-gnosisonline-237x240.jpg" alt="" width="196" height="198" /></p>
<p>A vida está cheia de comédias, dramas e tragédias. Para cada uma necessita-se de “atores”: uns são atores dos amores, outros da cobiça, outros da inveja, outros do orgulho, mas se os atores morrerem, como ficarão as comédias, os dramas e as tragédias?</p>
<p>Se conseguirmos desintegrar esses atores, que são os Eus que carregamos dentro de nós, a repetição das cenas será impossível, e então nos libertaremos da Lei da Recorrência, tornar-nos-emos livres e soberanos, em Seres Inefáveis&#8230;</p>
<p>Por isso, necessitamos trabalhar sobre a nossa própria vida para transformá-la. A auto-observação psicológica permite que nos conheçamos para saber quem somos, e só assim poderemos realmente nos transformar.</p>
<p>Por estes tempos, em nome da verdade, tenho de dizer, com o coração na mão, que certamente todos os seres que estão chegando ao final do seu ciclo de existência, algumas pessoas se encontram na 108ª, outras na 107ª, outras 106ª etc., ou seja, estão chegando aos momentos finais dos seus ciclos de existências.</p>
<p>Assim,  maciçamente, a humanidade chega ao final de seus ciclos de existências, inquestionavelmente entrará, em grandes quantidades, dentro do Reino Mineral Submergido.</p>
<p>Muito se tem falado, por exemplo, sobre o que existe mais além, certamente é que cada pessoa tem um Traço Psicológico característico definido. Na hora da morte, ou da vida, de acordo com o Traço Psicológico que possuímos,  nos acharemos situados no  mesmo país psicológico interior.</p>
<p>De maneira que vale a pena saber onde estamos situados. Nós sabemos que estamos aqui nesta casa, nesta cultura, que estamos entre pessoas cultas, isso nós sabemos. Mas falta-nos saber onde na realidade estamos situados psicologicamente.</p>
<p>É claro que o raivoso viverá no país da Ira, o cobiçador morará no país da cobiça, o luxurioso no país da luxúria&#8230; Essas são zonas ou moradas que existem nas Dimensões Superiores da Natureza e do Cosmo. Também digo a vocês que nos Mundos Infernos existem muitas moradas dentro dos Nove Círculos Dantescos, e inquestionavelmente, cada um terá a sua morada correspondente. Nos Mundos Infernais existem todas as coisas físicas que existem aqui, só que são mais densas, lá a matéria é mais grosseira, são as infradimensões da natureza.</p>
<p>Há pouco tempo desencarnou um jovem muito amigo nosso, ele realmente não era mau,  mas gostava muita de dar broncas, estava sempre brigando. Mas, desgraçadamente, um dia teve um acidente, viajava num Volkswagen pela estrada de Toluca, e ao desviar-se de um cachorro para não matá-lo o carro capotou e ele morreu. Aquele jovem desencarnou e como já havia cumprido as 108 Vidas, ingressou no Quinto Círculo Dantesco. Ali vive em incessante briga, era  briguento e agora vive no mundo de brigas. Esse é o seu Centro de Gravidade, vive brigando&#8230; Claro que terá de involuir no tempo até chegar à Segunda Morte, à desintegração.</p>
<p>Se não foi capaz de desintegrar o Ego, a Natureza vem lhe ajudar e o ingressa nos Mundos Infernais, ainda que pareça injusto, mas não o é. No fundo só tem um objetivo, libertar a Essência, para que ela, livre do Ego, possa ingressar nos Paraísos Elementais da Natureza.</p>
<p>Não há crime, por mais grave que seja, que não tenha o seu castigo definido.</p>
<p>Mas não se pode pagar mais do que se deve, nos Mundos Infernais se paga o que se deve, mas depois de ter pago, a  Justiça Divina o tira dali.</p>
<p>Entretanto, suponhamos que uma pessoa cumpriu as suas 108 Vidas, mas escutou os Ensinamentos e resolveu destruir o Ego. Obviamente, ao iniciar a destruição do Ego, essa pessoa fica liberada de todos os seus agregados. Por que então essa pessoa iria aos Mundos Infernais? Se vamos aos Mundos Infernais para destruir o Ego, uma vez que já o tenhamos destruído, não há Ego para ir aos Mundos Infernais&#8230; Então&#8230;</p>
<p>Assim, o importante é destruir o Ego, devemos fazê-lo aqui e agora, há formas de Virtudes que realmente temos de entender, muitas pessoas, por exemplo, desejam ser castas e dizem que a abstinência é o melhor&#8230;, mas por dentro estão ardendo com as chamas da luxúria, ou seja, estão imitando a Castidade, mas não são castas. Uma coisa é imitar e outra coisa e ter uma virtude&#8230;</p>
<p>Aconselho vocês para que desintegrem os Eus, os defeitos psicológicos.</p>
<p>Nós precisamos dissolver os Eus do Mal, como também necessitamos dissolver os Eus do Bem. Os Eus do Bem fazem o bem, mas não sabemos quando devemos fazer o Bem. Muitas vezes fazemos o bem quando não se deve fazê-lo, deve-se saber quando devemos fazer o Bem&#8230;</p>
<p>Lembro, por exemplo, que o fogo da cozinha é bom, mas se o fogo estiver fora da cozinha, na sala, queimando as cortinas, é mau. A água com a qual  nos lavamos é boa, mas invadindo o nosso aposento é má. Por isso necessitamos nos livrar dos Eus do Bem e do Mal, passar além do Bem e do Mal. Devemos empunhar a Espada da Justiça Cósmica, nos transformando em  Seres Divinos, mas estar  além do Bem e do Mal.</p>
<p>Desgraçadamente, as pessoas oscilam sempre nesse par dos opostos da Filosofia. Lembrem-se de que a vida  é governada pela Lei do Pêndulo, num extremo está o Bem e no outro extremo está o Mal.</p>
<p>Não devemos nos meter dentro desse movimento pendular e sim nos colocarmos no centro, no Centro do Ser, e o Ser nos diz quando se deve fazer o Bem e quando não se deve fazer. Dar uma esmola a um pedinte para que compre “marihuana” é absurdo, ou para um bêbado para que siga com a sua bebedeira é uma coisa estúpida.</p>
<p>Assim, não devemos viver na oscilação do Pêndulo, devemos nos colocar no centro, que é o Ser. Precisamos compreender que a Lei do Pêndulo nos causa dor, não nos conduz a nenhuma parte.</p>
<p>Se escolher o centro, se livra tanto do Bem quanto do Mal. Num extremo do Pêndulo, podem-se encontrar todas as escolas espirituais, pseudoesotéricas ou ocultas, e no outro extremo estão os Ateus, os inimigos do Eterno, os Materialistas, mas a Verdade, onde ela está?</p>
<p>A Verdade não se encontra em nenhum extremo do Pêndulo e não nos interessa o que as pessoas digam ou deixem de dizer, o que escrevem ou deixem de escrever, a nós só interessa o Ser.</p>
<p>Temos de submergir dentro do Ser, dentro  da Força Neutra, que está no fundo de cada um de nós, a Força do Espírito Santo, que nos instruirá, nos ensinará, só Ele poder nos dar a verdadeira Sabedoria&#8230;</p>
<p>Paz inverencial!</p>
<p>Samael Aun Weor</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/mito-e-realidade-do-inferno-cristao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>13</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O poder renovador de INRI</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-poder-renovador-de-inri/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-poder-renovador-de-inri/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 May 2011 15:02:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[cristo]]></category>
		<category><![CDATA[INRI]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=214</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Quem imagina que a sigla INRI foi criada somente na crucificação de Jesus, engana-se. Vemos o uso do mantra Inri [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Quem imagina que a sigla <strong>INRI </strong>foi criada somente na crucificação de Jesus, engana-se. Vemos o uso do mantra Inri secretamente entre os egípcios, os pársis (adoradores do Fogo no Irã), e mesmo entre os maias, astecas e incas (o deus Sol entre eles era chamado de <strong>INTI</strong>, uma variação de Inri). E entre os judeus pré-Jesus o Inri era entoado secretamente durante certos rituais entre os Essênios e os Ebionitas.</p>
<p>Alguns autores dão suas explicações particulares. Eliphas Levi afirma que este mantra sagrado significa Isis Naturae Regina Ineffabilis. Os primitivos Magi (os Iniciados persas) formavam com estas quatro letras três aforismos distintos: Ignem Natura Regenerando Integrat; Igne natura Renovatur Integrat; e Igne Nitrum Roris Invenitur.</p>
<p>Os significados para o Inri não param aí: outros devem ter e outros poderão advir, pois apercebe-se que ela já se tomou mística e a imaginação do homem não limites. E quando algo dessa natureza está envolta também de mistérios, mais surpresas nos reservam. Daqui a algum tempo, possivelmente, documentos guardados por sociedades iniciáticas darão outras interpretações para o tetragrama Inri.</p>
<h3><strong>Os Ebionitas e o Inri</strong></h3>
<p>Quem eram os Ebionitas? O desenvolvimento desta seita vem desde a época do profeta Samuel, século 9º a.C. até o século 2º d.C. Este profeta, que a pedido do povo instituiu a monarquia e proclamou Saul o primeiro rei de Israel, foi o fundador da seita cujo nome significa “Humildes”. Era formada principalmente por jovens intelectuais e visava ensinar por meio de práticas místicas e exemplos. Grandes profetas aí se formaram destacando-se Isaías, Oséias, Miquéias, Habacuc e Amós, entre outros.</p>
<p>Os eleitos que atingiam o último grau, ficavam encarregados de propagar a seita através de ensinamentos, instruindo e moralizando o povo. Reuniam-se em lugares altos, executavam cantos e danças sagradas ao som de harpas, flautas e violinos. O povo vinha em grande número ouvir as músicas, geralmente seguidas de emocionadas prédicas contra os vícios, a favor das virtudes, pela justiça e pela verdade.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-216" title="inri" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/inri.jpg" alt="" width="167" height="252" />Morto Samuel, a ordem é seguidamente chefiada por Nathan e Elias. Morto este último, vem a escolha recair em Oséias, escolhido entre ele mesmo, Isaías, Miquéias e Amós.</p>
<p>Sob a direção de Oséias a Ordem deu ênfase a práticas de caridade, exercício de justiça, piedade dos desgraçados, defesa da viúva, proteção ao órfão, amor ao estrangeiro, atos que, diziam, agradavam a Deus mais que qualquer culto.</p>
<p>Declaravam que o homem foi dotado de pensamento e conhecimento para executar tarefas e proclamavam ainda que a vida do homem é uma larga agonia e que somente as dificuldades ficam enquanto os prazeres são efêmeros. A vida não é mais do que um sofrimento eterno do nascer ao morrer e seu único lenitivo era a prática da virtude, consciência limpa e coração puro.</p>
<p>Os ebionitas também tinham sinais de reconhecimento. As reuniões e trabalhos começavam como em determinadas sociedades secretas. Quando perguntados, “sois ebionita?”, a resposta era “Três me iniciaram, cinco me completaram e sete me fizeram perfeito”. O chefe, mestre, ensinava que esses números eram sagrados desde a antiguidade e que Moisés os usava de forma misteriosa, ao abençoar o povo pelos sacerdotes, seja, uma bênção continha três palavras, uma segunda bênção, cinco, e uma terceira bênção, sete palavras.</p>
<p>Na entrada das reuniões cada ebionita repetia os números 3, 5 e 7, aos quais o mestre respondia: “Filho bendito do nome sagrado, o sublime número 9, simbolizado na verdade, é o último ideal do esforço humano, o símbolo da verdade divina; podes entrar e iluminar-te com as luzes celestes que aclaram esta assembléia de sábios”.</p>
<p>Ao terminar a reunião, o mestre dizia: “Lembremo-nos que somos ebionitas, os mais humildes e modestos servidores de Deus, da verdade e da justiça”. Tinham seus signos e senhas e ainda usavam, tudo indica, quando reunidos, sobre a cabeça uma peça de pano bordado com um quadrado entrelaçado com um triângulo em cujo centro estavam as letras YOD, NUM, RESCH, YOD, que, pelo alfabeto latino se traduz por INRI, dando a entender que eles eram adeptos da Alquimia Crística, da manipulação do Fogo de Pentecostes, do Fogo sagrado que a tudo regenera, especialmente os elementos naturais: Ar, Fogo, Água e Terra.</p>
<h3><strong>Samael e o INRI</strong></h3>
<p>“Convém que entendamos melhor o que é o Cristo! Que não nos contentemos em recordar a questão meramente histórica porque o Cristo é uma realidade de instante em instante, de momento em momento, de segundo em segundo. Ele é o Criador! O fogo tem o poder de criar os átomos e de desintegrá-los, o poder de dirigir as forças cósmicas universais etc. O fogo tem poder para unir todos os átomos e criar univer-sos, assim como tem o poder para desintegrar universos: O mundo é uma bola de fogo que se acende e se apaga segundo Leis.</p>
<p>Assim que o Cristo é o fogo. Por isso, se vê sobre a cruz as quatro letras: Inri, as quais significam: Ignis Natura Renovatur Integram, e que equivalem à frase: O fogo renova incessantemente a natureza.</p>
<p>Agora, creio que estão entendendo por que a nós interessa a assinatura astral do fogo, a chama da chama, o oculto, o aspecto esotérico do fogo. É que na realidade o fogo é crístico. Ele tem poder para transformar tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será. Inrié o que nos interessa. Sem Inri não é possível que nós nos cristifiquemos.</p>
<p>Já foi dito que o Cristo Íntimo, o Cristo Cósmico, tem de dar três passos, de cima para baixo e através das sete regiões do Universo. Também disse que o Cristo deve dar três passos de baixo para cima. Eis aqui o mistério dos três passos e dos sete passos da Maçonaria. É uma lástima que os irmãos maçons tenham esquecido isto. Em todo caso, o Crestos, o Logos, resplandece no zênite da meia-noite espiritual.</p>
<p>Tanto no ocaso como no oriente, cada uma destas três posições é respeitada nas sete regiões. O místico que se guia pela estrela da meia-noite, pelo Sol Espiritual, sabe o que significam esses três passos dentro das sete regiões. Pensamos também no sol, no raio e no fogo. Eis aqui as três luminárias, os três aspectos do Logos, nas sete regiões.</p>
<p>Quando o uno se desdobra no dois, surge o terceiro e este é o fogo que cria e volta novamente a criar. Esse terceiro pode criar com o poder da palavra, com a palavra solar ou palavra mágica, com a palavra do Sol Central. Assim cria o Logos.</p>
<p>É por meio do fogo que podemos nos cristificar. Inutilmente terá nascido o Cristo em Belém se não nascer em nosso coração também. Inutilmente terá sido crucificado, morto e ressuscitado na Terra Santa se não nascer, morrer e ressuscitar também em nos.</p>
<p>Precisamos encarnar o Crestos Cósmico, o espírito do fogo, torná-lo carne em nós. Enquanto não o tivermos feito, estaremos mortos para as coisas do espírito porque Ele é a vida, o Logos, a Grande Palavra&#8230; Heru Pa-kroat.</p>
<p>Ele é Vishnu. A palavra Vishnu vem da raiz vish, que significa penetrar. Ele penetra em tudo o que é, foi e será. É preciso que penetre em nós para que nos transforme radicalmente. Somente através do Fogo conseguiremos aniquilar o Ego. Quem pretender aniquilar o Ego unicamente com o intelecto seguirá pelo caminho do erro.&#8221;</p>
<h3><strong>INRI e o Mistério da Cruz</strong></h3>
<p><img class="size-full wp-image-217 alignright" title="jesus-dali-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/jesus_dali.jpg" alt="" width="164" height="267" /></p>
<p>A Cruz tem 4 pontas. A Cruz da Iniciação é fálica, a inserção do phalus vertical no ctéis feminino formam a Cruz. É a Cruz da Iniciação que devemos jogar sobre nossos ombros.</p>
<p>Devemos compreender que com suas 4 pontas simboliza os 4 Pontos Cardeais da Terra (Norte, Sul, Oriente e Ocidente). As 4 Idades (Ouro, Prata, Cobre e Ferro). As 4 Estações do ano. As 4 Fases da Luna. Os 4 Caminhos (Ciência, Filosofia, Arte e Religião). Ao falar dos 4 Caminhos devemos compreender que todos são um só, este camino é o Caminho Apertado, estreito, do Fio da Navalha, o Caminho da Revolução da Consciência.</p>
<p>A Cruz é o hieroglifo antigo, Alquímico, do Crisol (creuset) ao qual antes se chamava, em francês, cruzel, crucibile, croiset. Em Latim, crucibulum crisol, que tinha por raiz crux, crucis, cruz. É evidente que tudo isso nos convida à reflexão.</p>
<p>É no crisol onde a matéria-prima da Grande Obra sofre com infinita paciência a Paixão do Senhor. No erótico crisol da Alquimia Sexual morre o Ego e renasce a Ave Fênix entre suas próprias cinzas: INRI, In Necis Renascere Integer (Na Morte renascer intacto e puro).</p>
<p>A Cruz também revela a &#8220;Quadratura do Círculo&#8221;, a chave do Movimento Perpétuo. Esse Movimento Perpétuo só é possível mediante a Força Sexual do Terceiro Logos. Se a Energia do Terceiro Logos deixasse de fluir no Universo, o Movimento Perpétuo terminaria e viria el desordenamento cósmico. O Terceiro Logos organiza o vórtice fundamental de todo o Universo nascente, e o vórtice infínitesimal do Átomo Ultérrimo de qualquer criação.</p>
<p>Paz <span style="font-size: medium;"><strong>IN</strong></span>ve<span style="font-size: medium;"><strong>R</strong></span>enc<span style="font-size: medium;"><strong>I</strong></span>al</p>
<h3><strong>O Poder Renovador do Mantra INRI</strong></h3>
<p><strong>Sugestão de prática:</strong> Coloque à sua frente, num local confortável (pode ser seu quarto) uma vela, da cor branca ou se possível amarela. Acenda essa vela e inicie a oração, suplicando ao Cristo que reside no mais profundo de seu íntimo para que o ajude nesta prática esotérica. Sente-se à frente da vela acesa e peça ao Cristo Íntimo uma profunda mudança em sua vida.</p>
<p>Suplique ao Cristo para que se utilize do Fogo para que Ele Renove Incessantemente sua Natureza Interna. Suplique ao Cristo Íntimo Cura, Força, Iluminação e o Despertar da Consciência Divina em sua Alma.</p>
<p>Em seguida, vocalize tantas vezes quantas desejar o mantra INRI.</p>
<p>Prolongue cada letra, sentindo o poder desse mantra dentro de sua própria Alma, purificando, renovando e iluminando seu Caminho rumo à Iluminação.</p>
<p><strong>iiiiiiiiiiiinnnnnnnnnnnnrrrrrrrrrrrriiiiiiiiiiii&#8230;</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-poder-renovador-de-inri/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Pai-Nosso esotérico</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-pai-nosso-esoterico/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-pai-nosso-esoterico/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 17:34:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo Alcorão]]></category>
		<category><![CDATA[cristo]]></category>
		<category><![CDATA[islamismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[pai nosso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=155</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Esta sagrada e belíssima oração, relatada no Evangelho de Mateus 6: 9 a 13, é muito conhecida e dispensa apresentações. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Esta sagrada e belíssima oração, relatada no Evangelho de Mateus 6: 9 a 13, é muito conhecida e dispensa apresentações. No relato, Jesus a trouxe à multidão que acompanhara sua pregação no Monte das Oliveiras.</p>
<p>A oração sagrada ensinada por Nosso Senhor Jesus o Cristo, o Logos é poderosa porque beneficia a alma e o corpo de todos aqueles que o praticam. O Pai-Nosso é dividido em 7 petições, as quais conectam nossa pessoa humana a nosso Real Ser Divino.</p>
<p>Sabemos que temos 7 corpos e também 7 chacras principais, chamadas no Apocalipse de Igrejas. Cada uma das petições, bem trabalhada e com profunda devoção, unindo Concentração e Imaginação Positiva, equilibra, cura e &#8220;alinha&#8221; cada um desses chacras e corpos.</p>
<p>As 7 petições do Pai-Nosso dividem-se em 3 partes: Invocação, Súplica e Entrega e, finalmente, agradecimento</p>
<p>O interessante é que podemos fazer analogias entre o Pai-Nosso cristão e a oração da Abertura, do Alcorão islâmico. Esta oração islâmica (Surat al-Fátiha, ou Surata da Abertura; veja ao final deste texto), compõe-se de 7 partes e é uma invocação das graças do Todo-Poderoso, e também uma total entrega de nossos destinos a Ele.</p>
<p>Outra analogia é que essas duas orações, na sua língua original, começam com a letra &#8220;B&#8221;, a qual corresponde cabalisticamente ao número 2. Ou seja, para o cabalista, só se pode atrair a atenção de Deus para que Ele opere milagres dentro de nós quando compreendemos o Mistério do Arcano 2, a Sacerdotisa, o Cristo Cósmico. Tanto uma oração quanto a outra nos conectam com o Íntimo.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-156" title="PaiNossoEsoterico" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/PaiNossoEsoterico.jpg" alt="" width="208" height="231" />Em seguida, entregaremos uma análise esotérica sobre as 7 petições do Pai-Nosso, recordando que sempre devemos orar com a Consciência e com o coração. Assim, devotadamente, nos conectaremos mais e mais com nossa Divina Presença, o &#8220;Eu Sou Cristo&#8221;, o nosso Cristo Interior, aquela Centelha Divina que é um fragmento glorioso do Exército da Voz, do Cristo Cósmico e Infinito.</p>
<h3>PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS</h3>
<p>Introdução à Oração Sagrada. O Pai aqui é nosso Ser Interno, que é, que existe, em nossos Mundos Superiores de Consciência. Esse Céus são nossos estados de supra-consciência. É a primeira parte da Invocação, onde se Conjura o nome sagrado de Deus.</p>
<h3>1. SANTIFICADO SEJA VOSSO NOME</h3>
<p>O nome de Deus aqui está sendo usado de forma pura e devota. Devemos aqui aprofundar nossa entrega a Ele. Nesse momento a Graça de Deus começa a descer sobre nós, depois de invocado o Nome do Pai. Essa Graça, essa Energia Cósmica, começa a iluminar nosso corpo espiritual, Atman, e nosso chacra coronário. A cor é violeta.</p>
<h3>2. VENHA A NÓS O VOSSO REINO</h3>
<p>Aqui devemos pedir que toda a sua Presença e Poderes trabalhem sobre nós, para que sejamos Transformados. Corresponde ao corpo da Consciência (nosso verdadeiro Lar é nossa Consciência), ou corpo búdico, e o chacra é o frontal. As cores são o azul e o rosa.</p>
<h3>3. SEJA FEITA A VOSSA VONTADE</h3>
<p>Imploramos que a Vontade dEle se faça, e que conheçamos essa Vontade para que a obedeçamos conscientemente. O Conhecimento (Gnose) nos ajuda a Ter a verdadeira Fé, ou Fé Consciente. Corresponde ao corpo Causal, Manas ou, ainda, corpo da Vontade, também ao chakra laríngeo.</p>
<h3>4. ASSIM NA TERRA COMO NOS CÉUS</h3>
<p>Devemos implorar o Pai para que conciliemos nossa vida material com a espiritual, &#8220;viver no mundo mas não pertencer a ele&#8221;, como diziam os cátaros. Os céus são representados por um triângulo que desce e a terra por um triângulo que sobe. Essa harmonia forma a Estrela de Seis Pontas, a qual representa o chacra cardíaco. Corresponde também ao corpo mental. A mente é o intermediário que une o físico ao espiritual. Ou a mente está a favor do Ser ou a favor do Ego.</p>
<h3>5. O PÃO NOSSO DE CADA DIA DAI-NOS HOJE</h3>
<p>Esse Pão é a energia curativa da Divindade que abastece nossa bateria principal, que se localiza no chacra solar (onde se acumula o Prana). Corresponde ao corpo astral.</p>
<h3>6. PERDOAI NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO PERDOAMOS AOS QUEM NOS TÊM OFENDIDO</h3>
<p>Com essa Graça poderemos ter energia suficiente para nossos karmas serem perdoados pelos Senhores da Justiça Divina. As ofensas verdadeiras correspondem, no mundo das energias, a nosso chacra prostático/uterino, pois a fornicação, sendo uma ofensa ao Espírito Santo, deve ser paga de qualquer jeito. (&#8220;Todos os pecados serão perdoados, menos aquele cometido contra o Espírito Santo.) Essas energias sexuais mal canalizadas nos desconectam de nosso Ser Interno. Corresponde ao Corpo etérico, ou corpo da saúde.</p>
<h3>7. MAS LIVRAI-NOS, SENHOR, DE TODA ILUSÃO E DE TODO MAL</h3>
<p>Somente nosso Pai Interno pode anular toda energia negativa que tende a nos levar à inconsciência e ao erro. Esse mal, energeticamente falando, corresponde ao nosso chacra básico, o qual é assento não somente da sagrada Kundalini, mas também, em seu aspecto negativo, ao Átomo do Inimigo Secreto.</p>
<p>AMÉM&#8230; AMÉM&#8230; AMÉM&#8230;</p>
<p>O Amén coresponde ao AOM oriental, e significa Eu Aceito, Faça-se, Cumpra-se, Realize-se. Ou, Que Assim Seja, Desejo que isso faça parte de mim&#8230;</p>
<p>Para finalizar, eis o que ensinam os mestres Samael Aun Weor e Krum-Heller sobre esta sagrada oração:</p>
<h3>O PAI-NOSSO</h3>
<p>A mais poderosa de todas as orações ritualísticas é o Pai-Nosso. Esta é uma oração mágica de imenso poder. Imaginação, Inspiração e Intuição são os três caminhos obrigatórios da Iniciação.</p>
<p>O Mestre Huiracocha diz o seguinte: &#8220;Primeiro é preciso ver interiormente as coisas espirituais e depois tem-se que escutar o Verbo ou palavra divina para ter nosso organismo espiritual preparado para a Intuição.</p>
<p>Esta trindade encontra-se nas três primeiras súplicas do Pai Nosso, a saber: &#8220;Santificado seja o Teu Nome&#8221;, isto é, o Verbo Divino, o nome magnífico de Deus, a Palavra Criadora.</p>
<p>&#8220;Venha a nós o Teu Reino&#8221;, isto é, com a pronunciação do Verbo, dos Mantras, vem a nós o Reino interno dos Santos Mestres. Nisto consiste a união com Deus, ficando tudo resolvido&#8230; Com estas três petições, diz Krumm-Heller, pedimos integralmente. E, se algum dia o conseguirmos, já seremos Deuses e, portanto, já não necessitaremos pedir.</p>
<p>A Igreja Gnóstica conserva toda a doutrina secreta do Adorável Salvador do mundo. A Igreja Gnóstica é a religião da alegria e da beleza. A Igreja Gnóstica é o tronco virginal de onde saíram o Romanismo e todas as demais seitas que adoram o Cristo.</p>
<p>A Igreja Gnóstica é a única igreja que conserva em segredo a doutrina que o Cristo ensinou de lábios a ouvidos a seus discípulos.</p>
<p>Não somos contra nenhuma religião. Convidamos as pessoas de todas as santas religiões que adoram o Senhor a estudarem nossa Doutrina Secreta.</p>
<p>Não devemos esquecer que existem dois rituais: um de luz e outro de trevas. Nós possuímos os rituais secretos do Adorável Salvador do Mundo.</p>
<p>Não desdenhamos nem subestimamos nenhuma religião. Todas as religiões são pérolas preciosas, engastadas no fio de ouro da Divindade. Afirmamos unicamente que a Gnose é a chama de onde saem todas as religiões do universo. Isso é tudo.</p>
<p>(Texto retirado do livro Matrimônio Perfeito. Caso você se interesse em obter gratuitamente esta obra, acesse nossa Biblioteca Gnóstica.)</p>
<h3>Surata da Abertura (Alcorão Sagrado)</h3>
<p>1. Em nome de Deus<br />
2. O Clemente, O Misericordioso<br />
3. Louvado seja Deus, o senhor do Universo<br />
4. O Clemente, O Misericordioso<br />
5. Soberano do Dia do Juízo<br />
6. Só a Ti adoramos, e só de Ti imploramos ajuda<br />
7. Guia-nos à senda reta, à senda dos quais agraciastes,</p>
<p>Não a dos abominados, nem a dos extraviados.</p>
<p>Amém.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-pai-nosso-esoterico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>20</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Despertai!</title>
		<link>http://www.gnosisonline.org/textos-especiais/despertai/</link>
		<comments>http://www.gnosisonline.org/textos-especiais/despertai/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Jan 2011 23:25:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos Especiais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gnosisonline.org/?p=5347</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/>Ó pobres humanoides intelectualizados! Despertai de vosso espantoso sono de Ajnana, a Ignorância! Coroados com o louro bendito da poesia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/teologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Teologia Gnóstica" /><br/><p>Ó pobres humanoides intelectualizados! Despertai de vosso espantoso sono de Ajnana, a Ignorância!</p>
<p>Coroados com o louro bendito da poesia, convém que distribuamos, da ânfora de ouro da sabedoria, o doce vinho.</p>
<p>Em nome do Iod-Heve, o Pai que está em segredo, e da Divina Mãe Kundalini, devemos dialogar, tu e eu, querido leitor.</p>
<p>Ah, se compreendesses o que é estar desperto!</p>
<p>Escutai, digo-vos, ao <em>Dhammapada</em>, a obra sagrada do Buda Sidarta Gautama:</p>
<p><em>O desperto tem por suprema penitência ser paciente; pelo supremo Nirvana, o ser sofrido, porque ele não é um anacoreta que golpeia os demais; nem é um asceta que injurie os demais. Até os deuses invejam aqueles que são despertos. Não são esquecidos, dão-se à meditação, são sábios e se deleitam no sossego do isolamento do mundo.</em></p>
<p><em>Não cometer pecado, fazer o bem e purificar a própria mente, este é o ensinamento de todos os que estão despertos.</em></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5348" title="buda-adormecido-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/01/buda-adormecido-gnosisonline-240x160.jpg" alt="" width="240" height="160" /><em>Quem acata aquele que é digno de ser acatado, aquele que despertou os seus discípulos, aqueles que subjugaram o hóspede maligno </em>(o ego animal)<em>, e atravessado a torrente da tristeza acata aos que encontraram a libertação e não conhecem temores, adquire méritos que ninguém pode aquilatar.</em></p>
<p><em>Em verdade, vivemos felizes se não odiamos os que nos odeiam, se entre os homens que nos odeiam habitamos livres de rancor.</em></p>
<p><em>Em verdade, vivemos felizes se nos guardamos de afligir os que nos afligem; se, vivendo entre homens que nos afligem, nos abstivermos de afligi-los.</em></p>
<p><em>Em verdade, vivemos felizes se estamos livres de cobiça entre os cobiçosos; morreremos livres de cobiça entre homens que são cobiçosos.</em></p>
<p><em>Em verdade, vivemos felizes ainda mesmo que a nenhuma coisa chamemos nossa. Seremos semelhantes aos deuses resplandecentes, que se nutrem de felicidade.</em></p>
<p><em>Quatro coisas ganha o temerário que cobiça a mulher de seu próximo: demérito, leito incômodo (</em>imundo, além disso<em>), castigo e, finalmente, inferno.</em></p>
<p><em>Os homens prudentes que a ninguém injuriam e que fiscalizam constantemente seu próprio corpo irão ao lugar onde não existe mudança, o Nirvana, onde, uma vez chegados, não padecerão jamais.</em></p>
<p><em>Aqueles que permanecem sempre vigilantes, que estudam dia e noite e se esforçam para chegar ao Nirvana, acabarão por extirpar suas próprias paixões.</em></p>
<p>Múltiplos agregados de tipo subjetivo – os Eus – dão certas características às nossas paixões. Extirpar ou eliminar esses defeitos psicológicos é radical para o despertar da Consciência. Compreensão e eliminação são indispensáveis para descartar toda essa variedade de elementos subjetivos que constituem o Ego, o Mim Mesmo, o Si Mesmo.</p>
<p>Porém, a compreensão não é tudo: uma pessoa poderia compreender integralmente o que são as três formas clássicas da ira – cólera corporal, cólera de ânimo e cólera da língua – e, no entanto, continuar com elas.</p>
<p>Poderíamos até dar-nos ao luxo de controlar o corpo, a vontade e a mente, sem que isto signifique a eliminação.</p>
<p>Quando se quer extirpar paixões, deve-se apelar para um poder superior. Refiro-me ao poder serpentino solar, sexual, que se desenvolve no corpo do asceta.</p>
<p>A palavra misteriosa que define o poder é Kundalini, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes, a Mãe Divina.</p>
<p>Essa energia criadora particulariza-se em cada criatura.</p>
<p>Podemos e devemos enfatizar a ideia transcendental de uma Mãe Cósmica particular em cada ser humano.</p>
<p>Kundry, Herodias, Gundrígia, a mulher por antonomásia dormindo na terra do Monsalvat, deve despertar de seu sono milenar.</p>
<p>Samael Aun Weor, <em>O Parsifal Desvelado</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gnosisonline.org/textos-especiais/despertai/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
<!-- WP Super Cache is installed but broken. The path to wp-cache-phase1.php in wp-content/advanced-cache.php must be fixed! -->
