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	<title>GnosisOnline &#187; Psicologia Gnóstica</title>
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	<description>O Maior Site de Gnose, Esoterismo e Magia</description>
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		<title>O centro de gravidade permanente</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 00:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia Gnóstica]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>Assim como as estrelas giram ao redor do centro de sua Galáxia, todos nossas atitudes, pensamentos, vontades etc. devem girar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>Assim como as estrelas giram ao redor do centro de sua Galáxia, todos nossas atitudes, pensamentos, vontades etc. devem girar ao redor de nossa Consciência.</p>
<p>O ensinamento gnóstico é a chave que pode nos levar a autorrealização íntima do Ser, sendo assim muitos estudantes podem perguntar: por que não existem tantos homens de consciência desperta ? O ensinamento gnóstico não é a chave da autorrealização?</p>
<p>A resposta para tal pergunta é simples. Não existe o indivíduo psicológico. Em cada um de nós vivem muitas pessoas, se não há um sujeito responsável, seria absurdo exigir de alguém continuidade de propósitos.</p>
<p>Dentro de cada um de nós vivem muitas pessoas, são opiniões diferentes, desejos diferentes. A cada momento uma destas pessoas assume o controle da máquina humana e faz seus desejos e vontades. Jura amor eterno a uma pessoa, que jamais se separará dela, que será fiel até que a morte os separe. Passa-se um tempo e outro eu psicológico assume o controle da máquina e logo arruma outra pessoa, pede a separação e novamente jura amor a sua nova parceira.</p>
<p>O que um eu determinado afirma num instante não tem nenhuma seriedade, devido ao fato concreto de que qualquer outro eu pode afirmar exatamente o contrário em qualquer outro momento.</p>
<p>O pior de tudo isto é que muitas pessoas afirmam ter o sentido da responsabilidade moral e se auto-enganam, afirmando ser sempre as mesmas. Se assim fosse não precisaríamos dos contratos para fecharmos um negócio ou para financiar um automóvel.</p>
<p>O próprio ser humano sabe que não tem continuidade de propósitos e por isso cria leis para proteger-se de si mesmo. Muitas pessoas quando tem seu primeiro contato com o ensinamento gnóstico empolgam-se, entusiasmam-se com o trabalho esotérico e até juram consagrar a totalidade de sua existência a estas questões.</p>
<p><img class="size-medium wp-image-234 alignright" title="egoaprisionaohomem" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/egoaprisionaohomem-240x223.jpg" alt="" width="240" height="223" />Todos os membros da instituição admiram um entusiasta assim. Qualquer instrutor gnóstico sente muita alegria quando ouve tal afirmação. Contudo, o idílio não dura muito tempo. Qualquer dia, devido a tal ou qual motivo, justo ou injusto, simples ou complicado, a pessoa se retira de Gnose. Então abandona o trabalho e, para endireitar o entortado, ou tratando de se justificar a si mesmo, afilia-se a qualquer outra organização mística e pensa que agora vai melhor.</p>
<p>Tudo isto se deve a multiplicidade de eus, que em nosso interior, lutam entre si por sua própria supremacia. Cada eu psicológico possui mente própria, vontade própria. Cada eu segue seu próprio critério tem suas próprias idéias sendo assim é normal este mariposear constante de organizações, de ideal em ideal.</p>
<p>Muitos estudantes devido a falta de prática, a falta de oração e iluminação interna dão margem a eus do fanatismo, da mitomania e num belo dia após uma experiência mística crêem-se deuses, mestres; brilham como luzes fátuas e logo desaparecem. É preciso estar sempre atento, pois a cada momento um novo eu aparece e domina a máquina humana. Precisamos começar a colocar disciplina e pratica em nossas vidas.</p>
<p>Se não lutamos contra a vida esta nos devora; e são raros os aspirantes que, de verdade, não se deixam tragar pela vida. Existindo dentro de nós esta imensa multiplicidade de eus o centro de gravidade permanente não pode existir.</p>
<p>Para adquirirmos o centro de gravidade permanente precisamos ter continuidade de propósitos e para isso é necessário eliminarmos o ego de nossa psique. Somente mediante a morte do eu a essência pode liberar-se e cumprir com a vontade do Pai que está em segredo.Precisamos olhar para frente, traçar nosso objetivo impor disciplina naquilo que fazemos e cumprir com o que falamos.</p>
<p>É muito normal que alguém se entusiasme pelo trabalho esotérico e que logo o abandone; o estranho é que alguém não abandone o trabalho e chegue a meta. Todos nós temos a capacidade de nos auto-realizar de despertar a nossa consciência e nos liberar deste vale de lágrimas em que vivemos.</p>
<p>O Sol está realizando um grande experimento no laboratório da natureza e todos nós fazemos parte desta experiência. Dentro de cada um de nós existem germes, que convenientemente desenvolvidos, podem converter-nos em homens solares. Mas para isso é preciso ter um campo fértil para que estes germes possam germinar e darem frutos. Para que esta semente depositada em nossas glândulas sexuais possa germinar, necessita-se continuidade de propósitos e corpo físico normal.</p>
<p>Atualmente os cientistas utilizam nossas glândulas de secreção interna para fazerem experiências. Se isto continuar ocorrendo qualquer possibilidade de desenvolvimento dos mencionados germes poderá perder-se. Num passado muito arcaico de nosso planeta terra houve uma civilização que passou por um processo muito semelhante ao que estamos vivendo hoje. Todos os grandes iniciados que despertaram a consciência sabem que as formigas, num passado muito remoto em que nem os maiores historiadores do mundo sequer suspeitam, foram uma raça humana que criou uma poderosíssima civilização socialista.</p>
<p>Esta notável civilização eliminou todos os ditadores, seitas religiosas, o livre arbítrio e tudo o que lhes tirava o poder, pois necessitavam ser totalitários no mais completo sentido da palavra. Aliado a tudo isto acrescentaram os experimentos científicos; transplantes de órgãos, glândulas, ensaios com hormônios, etc. tudo isto resultou no empequenecimento gradual e na alteração morfológica daqueles organismos humanos, até se converterem por último, nas formigas que hoje conhecemos. Qualquer pessoa enche-se de assombro ao ver um formigueiro, sua organização, hierarquia, mas não podemos mais que lamentar sua falta de inteligência. O mesmo ocorreu com os cupins e as abelhas, todos um dia foram humanos que degeneraram até se tornarem no que são atualmente.</p>
<p>Todo aquele que não trabalha sobre si está condenado a involução e a degeneração. Toda civilização que utiliza erroneamente o laboratório solar para seus experimentos está condenada ao mesmo destino das formigas, abelhas e cupins. O experimento solar é muito difícil e tem dado poucos frutos.</p>
<p>Só é possível a criação do homem solar se antes estabelecermos o centro de gravidade permanente em nossas vidas. Quando o Sol perde o interesse por uma determinada raça esta fica condenada a destruição e a involução.</p>
<p>Para nos tornarmos homens solares é preciso lutar contra a força lunar. Para nos livramos da força lunar é preciso criar o centro de gravidade permanente. Como poderíamos dissolver o eu pluralizado se não temos a continuidade de propósitos? De que maneira poderíamos ter continuidade de propósitos sem antes ter estabelecido um centro de gravidade permanente?</p>
<p>Precisamos lutar para nos livrar da influência lunar. Para isto temos os três fatores da revolução da consciência como arma. Só trabalhando sobre nós mesmos, com verdadeira continuidade de propósitos e sentido completo de responsabilidade moral, podemos converter-nos em homens solares. Isto implica consagrar a totalidade de nossa existência ao trabalho esotérico sobre nós mesmos.</p>
<p>O trabalho esotérico começa agora, neste exato momento. Não podemos deixar para amanhã o inicio de nosso trabalho. O trabalho esotérico não tem nada a ver com nossa situação econômica, nossa situação emocional.</p>
<p>Temos todas as ferramentas em nossas mãos e não podemos deixar que a influência lunar nos leve para o abismo. O estudante que não vê a importância de entregar a totalidade de sua existência ao trabalho sobre si mesmo, com o propósito de libertar-se da força lunar, segue rumo a involução e degeneração total.</p>
<p>Em nossa vida existem muitas tentações, desculpas evasivas, existem atrações fascinantes, que, de fato, sói ser quase impossível compreender, por tal motivo, a urgência do trabalho esotérico. Mas para aquele que realmente almeja tornar-se homem solar, tem a seu favor uma pequena margem de livre arbítrio. Este livre arbítrio associado com o trabalho gnóstico pode nos conduzir a liberação total.</p>
<p>A mente volúvel não entende o que aqui estamos dizendo; lê esta conferencia e posteriormente a esquece. Vem depois outro livro e outro; e finalmente acabamos afiliando-nos a qualquer instituição que nos venda um passaporte para o céu, que nos fale de forma mais otimista, que nos assegure comodidades no mais além.</p>
<p>Precisamos estar atentos a toda a classe de eus que se manifestam em nosso dia-a-dia para não nos tornarmos marionetes nas mãos do ego.</p>
<p>Desde já precisamos nos organizarmos, pegar as ferramentas que possuímos e lutarmos com unhas e dentes pelo nosso despertar.</p>
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		<title>A dissolução dos problemas e os três cérebros</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 13:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia Gnóstica]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>A dissolução dos problemas mediante a Filosofia da Momentaneidade e o manejo dos Três Cérebros. É necessário aprender a não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>A dissolução dos problemas mediante a Filosofia da Momentaneidade e o manejo dos Três Cérebros.</p>
<p>É necessário aprender a não forjar problemas na vida. Melhor, é preferível sair a campo, levar uma vida que está em harmonia com o Infinito.</p>
<p>Os problemas não são mais que formas mentais, formas criadas pela mente.</p>
<p>O que é um problema? É uma forma mental com dois polos, um positivo e outro negativo. Essas formas são sustentadas pela mente e deixam de existir quando a mente deixa de sustenta-las.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5299" title="problemas-centro-intelectual-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/12/problemas-centro-intelectual-gnosisonline-194x240.jpg" alt="" width="138" height="171" />O que é que nós devemos fazer? Resolver problemas? Não, não é isso o que se necessita! Então, o quê? O que se necessita é dissolvê-los. Como se dissolvem? Simplesmente, esquecendo-os. Quando alguém está com uma preocupação, saia um pouco ao campo e procure pôr-se em harmonia com todas as coisas, com tudo o que é, com tudo o que foi e com tudo o que será.</p>
<p>Esquecer problemas é básico. Vocês me dirão que “é impossível esquecer os problemas”, porém, sim, é possível. Quando alguém quer esquecê-los, o único que tem de fazer é pôr a trabalhar qualquer outro Centro da máquina orgânica.</p>
<p>Lembrem-se vocês que o organismo humano tem cinco Centros, ou Cilindros, muito importantes: primeiro, o Centro Intelectual, situado no cérebro; segundo, o Centro Emocional, que está localizado, naturalmente, no plexo solar e centros nervosos simpáticos; o terceiro, o Centro Motor, encontra-se na parte superior da espinha dorsal; o quarto, o Centro Instintivo, encontra-se na parte inferior da espinha dorsal; e o quinto, o Centro Sexual, obviamente se encontra no sexo. Esses cinco Centros são básicos e indispensáveis, e deve-se aprender a manejá-los.</p>
<p>Sintetizemos um pouco: pensemos unicamente no Centro Intelectual, ou seja, no homem meramente intelectual; pensemos no homem emocional e pensemos também no homem motor-instintivo-sexual. Assim, sintetizando, creio que iremos nos entender, não é verdade? Agora, quanto ao homem intelectual, ele é o que cria os problemas de todo tipo.</p>
<p>Se vocês têm problemas, já disse que se resolvem esquecendo-os, que o importante não é resolvê-los, ao fim e ao cabo, senão dissolvê-los.</p>
<p>Então, como proceder? Pondo a trabalhar o Centro Emocional. Isso é o interessante, porque então o Centro Intelectual descansa e assim esquecemos o problema. E se quisermos trabalhar co qualquer outro Centro, poríamos a funcionar o Centro Instintivo-Motor, e isso já seria suficiente.</p>
<p>Aqui, neste Bosque de Xochimilco [<em>parque florestal muito famoso próximo à capital mexicana</em>] estamos pondo a trabalhar o Centro Emocional e o Instintivo-Motor. Ao Emocional temos posto a trabalhar mediante a troca de impressões, de alegrias, e ao Instintivo-Motor o temos posto a trabalhar montando a cavalo, indo e vindo por este bosque, que é tão formoso.</p>
<p>Bem, estou dando a vocês a chave para dissolver os problemas, e isso é muito importante, não é verdade?</p>
<p>Se vocês me argumentarem que assim não se pode resolver, por exemplo, o pagamento de uma duplicata ou impedir que nos façam correr de casa por não pagar o aluguel, ou o pagamento de alguma dívida etc., eu lhes diria que os fatos são fatos e eles andam por si sós, porém que o problema é algo diferente. O problema é algo que a mente cria. Quando alguém o dissolve, o problema para ele deixa de existir.<img class="alignright size-medium wp-image-5300" title="problemas-centro-intelectual2-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/12/problemas-centro-intelectual2-gnosisonline-240x240.jpg" alt="" width="240" height="240" /></p>
<p>As pessoas têm medo de resolver um problema, têm medo de esquecê-lo, e isso é muito grave. Pensam, por exemplo: “Se não pago o aluguel da casa, me expulsam, tenho de sair dela e então, para onde vou?” – eis aí o medo. Primeiro de tudo, tem-se de aprender a não temer, isto é o mais importante: Não Temer!</p>
<p>Quando termina com o temor, a vida reserva à pessoa muitas surpresas agradáveis. Às vezes, o que parecia insolúvel, torna-se solúvel, e o que parecia um problema demasiadamente difícil, resulta mais fácil do que tomar um copo d’água. De maneira que a preocupação ficaria sobrando, não é verdade?</p>
<p>A preocupação danifica a mente, a preocupação faz a mente fica engarrafada no problema. É claro que o problema – com seus dois polos, positivo e negativo –, que não é mais do que uma forma mental, cria conflito lá dentro, e então vem a preocupação, que danifica a mente e danifica o cérebro também.</p>
<p>Aprender a viver de instante em instante, de momento a momento, é o que eu lhes recomendo; aprender a viver sem preocupação de nenhuma espécie, sem formar problemas. Quando alguém aprende a viver de segundo em segundo, de instante em instante, sem projetar-se para o futuro e sem as cargas dolorosas do passado, vê a vida desde outro ângulo, a vê de forma distinta. Façam vocês o ensaio, eu os aconselho.</p>
<p>Ocorreu-me dialogar com vocês sobre isso, neste Bosque de Xochimilco, porque vejo muita gente contente, uns vão e outros vêm, montando a cavalo sob estes arvoredos. As pobres pessoas vêm fugindo dos problemas que, verdadeiramente, elas mesmas os criam. Porém, por mais que fujam, se não os esquecem, os problemas continuarão existindo.</p>
<p>Então, este é o conselho que lhes dou: que vocês nunca sintam temor por nada!</p>
<p>Agora, não quero lhes dizer com isso que não se deva fazer algo, que não se deve trabalhar, que não haja necessidade de conseguir dinheiro para a subsistência, ou para pagar as dívidas etc. Tudo isso deve ser feito, porém sem criar problemas na mente. Aprendam a manejar os Três Cérebros – o intelectual, o emocional e o motor – e vocês verão como mudam. Se houver preocupação emocional, mudem de centro: ponham a trabalhar o instintivo-motor, saiam a passear, montem a cavalo, caminhem que seja, porém façam algo distinto e verão que a vitalidade não se esgotará em vocês, o corpo físico se rejuvenescerá maravilhosamente etc. Esse, pois, é o conselho que lhes dou.</p>
<p>Ali na Ásia há um mosteiro budista muito interessante. Lá, os monges vivem 400 ou 500 anos porque sabem manejar o cérebro intelectual, o cérebro emocional e o cérebro motor. Quando se cansam do cérebro intelectual, utilizam o emocional; quando se cansam do emocional, utilizam o cérebro motor, e nessa forma eles mantêm a energia, não esgotam seus Valores Vitais.</p>
<p>Há quem creia que quando se vem ao mundo é porque nascem em uma data e hora determinadas; bem, nisso não tenho nada a discutir. Porém, ademais, pensa-se que se tem de morrer em determinada data e a determinada idade, e isso, sim, é algo discutível. O que ocorre é que os Senhores do Carma entregam à pessoa um determinado capital da Valores Vitais, que são depositados nos cérebros intelectual, emocional e motor. Se a pessoa esgota qualquer um deles, morre muito rápido, porém se se conservam seus Valores, pode viver até a idade de 90 ou 100 anos, e ainda mais.</p>
<p>De maneira que o que se deve fazer é aprender a manejar os três cérebros. Entendido?</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5301" title="problemas-centro-intelectual3-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/12/problemas-centro-intelectual3-gnosisonline-185x240.jpg" alt="" width="138" height="180" />Compreendam por que lhes falo do homem intelectual, do homem emocional e do homem instintivo-motor. Aprendam, pois, a manejar seus três cérebros em perfeito equilíbrio, e verão que, sim, podem conservar seus valores vitais e viver uma longa vida.</p>
<p>Isso é semelhante ao homem que sai a viajar com determinada quantidade de dinheiro. Se desperdiça o dinheiro, não chegará ao fim da viagem, porém se o conserva, não só chega ao fim da viagem, mas que, ademais, tem com que pagar um magnífico hotel e regressar tranquilamente à sua casa.</p>
<p>Assim, repito, aprendam a manejar seus três cérebros, entenderam-me?</p>
<p>Vai-se morrendo, sempre, por partes. Que vocês observem que Franklin Roosevelt, por exemplo, começou a morrer quando contraiu a paralisia, ou seja, a paralisia de seu cérebro motor foi o começo que produziu, ao longo, a sua morte. E quanto a outros, há os que morrem por causa do cérebro intelectual, abusam tanto do intelecto, têm tantas preocupações, que esgotam os Valores que estão nesse cérebro, e por aí começa, até que no fim morrem. Também há outros, como os artistas de cinema, que abusam do cérebro emocional. Por ali começa, até que ao final lhe afeta o coração e morrem.</p>
<p>Assim é a Humanidade. Que vocês não sigam por esse caminho. Aprendam a manejar seus três cérebros com perfeito equilíbrio, não desperdicem seus Valores Vitais e chegarão à ancianidade.</p>
<p>Samael Aun Weor, A Dissolução dos Problemas</p>
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		<title>O falso sentimento do Ego</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 12:28:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>Vamos hoje falar um pouco sobre o &#8220;sentimento de si mesmo&#8221;. Vale a pena refletirmos sobre esta questão do sentimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>Vamos hoje falar um pouco sobre o &#8220;sentimento de si mesmo&#8221;. Vale a pena refletirmos sobre esta questão do sentimento de si mesmo. Convém entendermos a fundo a questão do &#8220;falso sentimento do Eu&#8221;. Todos temos sempre, no fundo de nosso coração, o sentimento de nós mesmos. Mas convém saber se esse sentimento é correto ou equivocado. É necessário, portanto, entender o que é este &#8220;sentimento do Eu&#8221;.</p>
<p>Antes de qualquer coisa, urge entender que as pessoas estariam dispostas a abandonar tudo, o álcool, o cinema, o fumo, as farras etc., menos seus próprios sofrimentos. As pessoas adoram suas próprias dores, seus sofrimentos. Desapegar-se-iam mais facilmente de alguma alegria que de seus próprios sofrimentos. Entretanto, o que parece paradoxal é que todos se pronunciam contra esses mesmíssimos sofrimentos e se queixam de suas dores, mas quando se trata de abandoná-los, de modo algum estão dispostos a tal renúncia.</p>
<p>Certamente, temos uma série de &#8220;fotografias vivas&#8221; de nós mesmos, fotografias de quando tínhamos 18 anos, de quando éramos meninos, de quando éramos homens de 21 anos, 28 ou 30 etc. A cada uma dessas fotografias psicológicas corresponde uma série de sofrimentos, isto é evidente, e mos deleitamos ao examinar tais fotografias, nos deleitamos ao narrar aos outros os sofrimentos de cada idade, as fases dolorosas pelas quais passamos etc. Tem um sabor bastante exótico, ou boêmio poderíamos dizer, contar aos outros nossas dores: quando lhes dizemos que somos pessoas experientes, ao lhes contarmos nossas aventuras de criança, a forma como tivemos de trabalhar para ganhar o pão de cada dia, a época mais dolorosa da existência quando andávamos por aí buscando os centavos para sobreviver – quantas dores, quantos sofrimentos! – com tudo isso gozamos e nos deleitamos.</p>
<p>Ao fazermos esse tipo de narrativa, parecemos realmente boêmios entusiasmados. Num caso como esse, em vez de nos deleitarmos com a bebida ou o cigarro, deleitamo-nos com a história, com a &#8220;novela&#8221;, com o que nos aconteceu, o que dissemos, o que nos disseram, com a forma como o vivemos etc. É um tipo de boemia bastante exótico, que nos agrada. De modo algum parecemos dispostos a abandonar nossos próprios sofrimentos – eles são o narcótico de que todos gostam, o deleite que agrada a todos. Quanto mais acidentada uma vida, mais exóticos nos sentimos, mais boêmios com nossas dores; e isso é sem dúvida um absurdo.</p>
<p>Mas observem que a cada situação corresponde um sentimento: um sentimento do Eu, do Mim Mesmo. Sentimos que somos, sentimo-nos existir. Neste momento vocês estão reunidos aqui para me escutar, e eu estou lhes falando; vocês sentem que estão sentindo, têm aqui no coração o sentimento de si mesmos. E estão certos de que esse sentimento é correto? É possivel que tenham certeza disso. Será esse sentimento que têm neste momento o sentimento de existir, o sentimento de ser e de estar vivo, será um verdadeiro ou um falso sentimento?</p>
<p>Convém refletirmos um pouco sobre essas questões. Quando andávamos por aí, talvez pelos bares, ou pelos &#8220;cabarés&#8221;, tínhamos Sentimentos? Sim, é óbvio que os tínhamos. E esses sentimentos seriam os corretos? A cada idade corresponde um Sentimento, pois um é o sentimento de quando se tem 18 anos, outro o que se tem aos 25, outro é o sentimento dos 30 e outro o dos 35. Um ancião de 80 anos terá também indubitavelmente seu próprio sentimento. Qual deles será o verdadeiro? É uma tremenda questão essa do sentimento de nós mesmos. O fato é que a pessoa sente que está sentindo, sente que existe, sente que vive, sente que é, sente que sente, tem coração e sente, e diz: &#8220;Eu&#8221;, &#8220;Eu&#8221; e &#8220;Eu&#8221;. Mas os &#8220;Eus&#8221; são muitos e, então, qual dos &#8220;sentimentos&#8221; será o exato? Reflitam um pouco sobre essa questão. Pensem! Vale a pena tratar de compreender esta questão.<img class="alignright size-full wp-image-258" title="sofrimento" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/sofrimento.jpg" alt="" width="186" height="237" /></p>
<p>Se alguém desintegra um Eu qualquer, por exemplo, o ressentimento contra alguém, está convicto de havê-lo desintegrado. Porém, se o mesmíssimo Sentimento continua a existir, há uma falha no trabalho – isso simplesmente nos indica que o tal Eu que acreditávamos ter sido desintegrado não o foi, visto que o Sentimento que lhe corresponde persiste.</p>
<p>Se perdoamos a alguém, e mais ainda, se cancelamos a dor que essa pessoa nos causou, mas continuamos a ter igual sentimento, isso nos indica que não cancelamos, portanto, a ofensa, ou a má lembrança ou má ação que esse alguém nos causou. O Eu do ressentimento continua vivo.</p>
<p>Estamos tocando num ponto muito delicado, já que participamos todos do Trabalho de Si Mesmo e Sobre Si Mesmo. Quantas vezes acreditamos, por exemplo, ter desintegrado um &#8220;Eu da Vingança&#8221;? Mas aquele Eu que tínhamos continua sob a forma de sentimento. Isso nos mostra que, portanto, não conseguimos desintegrar tal Eu, e isto é evidente. De modo que, portanto, existem em nós tantos sentimentos quantos são os agregados psíquicos ou Eus que temos em nosso interior. Se temos 10 mil agregados psíquicos, indubitavelmente teremos 10 mil sentimentos de nós mesmos. Cada Eu tem seu próprio sentimento.</p>
<p>Assim, pois, há uma pauta a seguir em nosso Trabalho sobre nós mesmos e esta é a questão do sentimento. Intelectualmente podemos ter aniquilado o Eu do Egoísmo, mas continuará existindo em nós o sentimento do Egoísmo, esse sentimento do primeiro Eu, do segundo e do terceiro Eu? Sejamos sinceros com nós mesmos: se tal sentimento continua existindo, é porque o Eu do Egoísmo ainda existe.</p>
<p>Assim, hoje os convidei a compreender esta questão do Sentimento. Dá muito trabalho fazer com que as pessoas se decidam a compreender a necessidade de desintegrar o Ego, mas ainda mais trabalhoso é compreenderem o que é o Sentimento. É algo tão fino, tão sutil&#8230; De qualquer modo, neste Trabalho sobre nós mesmos, meus queridos irmãos, há três linhas que precisamos entender:</p>
<p>Primeiro: O Trabalho sobre Nós Mesmos, com o propósito de desintegrar os agregados psíquicos que levamos em nosso interior, viva personificação de nossos erros.</p>
<p>Segundo: O Trabalho com as outras pessoas &#8211; precisamos aprender a nos relacionarmos com os outros, e</p>
<p>Terceiro: O Amor ao Trabalho, o Trabalho pelo próprio Trabalho.</p>
<p>São as três linhas a seguir. Se, por exemplo, alguém diz e acredita que está trabalhando sobre Si Mesmo, mas não se verifica nenhuma mudança na pessoa, se o Sentimento Equivocado do Eu continua, se sua relação com os outros ainda é a mesma, está demonstrado que esta pessoa não mudou, e, se não mudou, não está trabalhando sobre si mesma corretamente, e isso é óbvio.</p>
<p>Precisamos mudar, mas se após certo tempo de trabalho o Sentimento do Eu continua o mesmo, se o modo de proceder com as pessoas é o mesmo, poderíamos acaso afirmar que mudamos? Na verdade não! E a finalidade destes estudos consiste em mudar. A mudança deve ser radical, porque até mesmo a própria identidade tem de se perder para nós mesmos. Um dia, por exemplo, Arce irá procurar Arce, mas Arce já não existe, ter-se-á perdido para si mesmo, e isso é claro. Um dia Uzcátegui dirá: &#8220;Que foi feito de Uzcátegui?&#8221; Já não existe, terá desaparecido para Uzcátegui. Assim, na realidade, até a mesmíssima identidade tem de se perder para nós mesmos. Temos de nos tornar absolutamente diferentes.</p>
<p>Conheço aqui mesmo, entre os irmãos &#8211; sei de alguns, cujo nome não menciono &#8211; alguns que estudam comigo há anos e anos, vejo-os sempre na mesma, não mudaram, têm o mesmo comportamento, cometem os mesmos erros – exatamente os mesmos erros cometidos há 20 anos. Nada indica ou acusa qualquer mudança, não há nada novo neles. Como são hoje? Como eram há 20 anos, ou há 10 ou 50 anos. Mudança, nenhuma!!!</p>
<p>Então, o que essas pessoas estão fazendo? O que fazem aqui? Estão perdendo o tempo miseravelmente, não é verdade? Porque o objetivo de nossos estudos é mudar psicologicamente, converter-nos em seres diferentes; mas se continuamos os mesmos, se Fulano de Tal é o mesmo que era há 10 anos, então não mudou nem está fazendo nada, está perdendo seu tempo, isso é óbvio. Convido todos vocês a essa reflexão. Querem ou não querem mudar? Se continuam sendo sempre os mesmos, então, o que estão fazendo? Com que objetivo estão aqui reunidos na Terceira Câmara? Para quê? Precisamos refletir melhor. Uma orientação a seguir é esta questão do sentimento do Eu. O sentimento do Eu é sempre equivocado, nunca é correto. Devemos distinguir entre o Sentimento do Eu e o Sentimento do Ser.</p>
<p>&#8220;O Ser é o Ser, e a razão se ser do Ser é o próprio Ser .&#8221; O Sentimento do Ser é sempre correto, mas o sentimento do Eu é um sentimento equivocado, é um sentimento falso! Por que os irmãos se deleitam com suas fotografias psicológicas de 20, 30 ou 50 anos atrás? Que se passa com vocês?</p>
<p>Cada fotografia psicológica é acompanhada de um sentimento diferente. O sentimento do jovem de 18 anos que se embebeda, o do rapaz de 20 anos que anda com a noiva ou pelo caminho pervertido etc., qual desses será o correto? O que tínhamos como rapazes de 18 anos ou o que temos hoje, na idade de 50 ou 60 anos? Qual será o verdadeiro?</p>
<p>Nenhum desses sentimentos é verdadeiro, nenhum deles é correto. Todos são falsos. É falso quando alguém se sente um homem de 18 anos com o mundo diante de si e a quem as namoradinhas sorriem. É falso aquele rapazinho de 20 anos que acredita que vai dominar o mundo com o seu rosto bonito. É falso aquele jovem de 25 anos que &#8220;anda de janela em janela&#8221;. Tudo isso é falso! Qual desses sentimentos será o real? Só a Consciência pode lhes dar um Sentimento Real!</p>
<p>Não se esqueçam de que não há muita distância entre o Ser e a Consciência. A vida tem três aspectos: o Ser (Sat, em sânscrito), a Consciência (Chit) e a Felicidade (Ananda). Mas a Consciência Real do Ser, que não está muito distante do Ser em Si Mesmo, está engarrafada entre esta multiplicidade de agregados psíquicos que personificam nossos erros e que levamos em nosso interior. Só a Consciência pode nos dar um Sentimento Correto, mas esse sentimento pareceria aos outros cruel, porque estes estão engarrafados em falsos sentimentalismos que não têm nada a ver com o Verdadeiro Sentimento do Ser.</p>
<p>O Sentimento da Consciência Objetiva, Real, é o que importa; mas para podermos ter esse Sentimento Verdadeiro da Consciência Real e Objetiva, precisamos, antes de tudo, desintegrar os agregados psíquicos. À medida que vamos desintegrando os diversos agregados, viva personificação de nossos defeitos, a Voz da Consciência irá se tornando cada vez mais forte, o Sentimento do Ser, isto é, da Consciência, irá se fazendo sentir de forma cada vez mais intensa, e, à medida que vamos passando a sentir com a Consciência, nos daremos conta de que o Falso Sentimento do Eu nos conduz ao erro.</p>
<p>Mas isso é muito sutil, sumamente delicado, pois todos nós sofremos muito na vida, isso é óbvio. Temos marchado também pelo caminho do erro, o que é patético; e, em todos os aspectos de nossa vida, em cada processo, em cada instante, temos sentido aqui no coração algo, algo, algo, algo que se chama sentimento. Temos sempre considerado esse &#8220;algo&#8221; como a Voz de nossa Consciência; temo-lo considerado como o sentimento de Si, como o Sentimento Real ao qual temos obedecido, como o único que pode conduzir-nos pelo caminho certo (&#8220;reto&#8221;), etc. Mas, infelizmente, temos estado equivocados, meus queridos irmãos!</p>
<p>A prova de nosso equívoco é que mais tarde tivemos outro Sentimento completamente diferente, totalmente distinto, e bem depois ainda outro Sentimento também diferente; qual dos três era então o verdadeiro? Assim, temos todos sido vítimas de um auto-engano. O Sentimento do Eu sempre nos guiou, temos sempre confundido o Sentimento do Eu com o Sentimento do Ser. Temos sido vítimas de um auto-engano, e nisto não pode haver exceções, até mesmo eu marchei pelo caminho do erro quando tomei o Sentimento do Eu pelo Sentimento do Ser. Não há exceções, todos temos sido vítimas do auto-engano.</p>
<p>Chegar a sentir verdadeiramente, chegar a ter o Sentimento Preciso, é algo tremendo. Esse Sentimento Preciso é o da Consciência Superlativa do Ser. De qualquer modo, devemos seguir pelo caminho da Aristocracia da Inteligência e da Nobreza do Espírito. À medida que avancemos por essa senda tão difícil do Auto-Conhecimento e da Auto-Observação de Si Mesmos, de momento em momento, iremos também aprendendo a sentir corretamente. Iremos aprendendo a conhecer o Sentimento Autêntico da Consciência Superlativa do Ser.</p>
<p>O Ser é para nós o que conta, é o importante, e o Sentimento tem um grande papel nessa questão do Ser, um tremendo papel. Quantas vezes acreditávamos estar indo bem pelo caminho da vida, guiados pelo Sentimento vivo de uma autêntica Realidade; aconteceu que andávamos então pior do que antes porque guiados por um falso sentimento, o do Eu.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-259" title="regressao3" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/regressao3.jpg" alt="" width="246" height="276" />Há pessoas incapazes de desapegar-se do Falso Sentimento do Eu. Jamais! Têm uma série de &#8220;fotografias&#8221; ou imagens de Si Mesmas que não abandonariam por nada na vida, nem por todos os tesouros do mundo. Gozam com suas dores e renunciar a elas seria pior que a própria morte. As pessoas vivem se queixando e gozam com seus lamentos, jamais abandonariam suas dores. É terrível isto que estou lhes dizendo, doloroso mas verdadeiro.</p>
<p>Devido a um Falso Sentimento do Eu podemos perder toda uma existência íntegra. Passam-se os 20 anos, e os 30, 40, 50, os 60 e chegamos aos 80 (se por acaso chegamos, pois muitos morrem antes dos 80) com o mesmo conceito falso, o mesmo Falso Sentimento do Eu para ser mais claro, e esse Falso Sentimento que temos do Eu nos &#8220;engarrafa&#8221; completamente no Ego, e por fim morremos sem haver dado um só passo adiante.</p>
<p>Comumente as pessoas, ao enfrentarem a vida, não recebem as experiências diretamente na Consciência; têm muitos e terríveis preconceitos e prejuízos em sua mente. Qualquer desafio é, portanto, imediatamente escudado, recebido com algum prejuízo ou preconceito. Tudo o que ocorre na vida chega, não à Consciência, mas a toda essa multiplicidade de preconceitos que levamos dentro, a toda essa diversidade de sentimentos equivocados e contraditórios – nunca à Consciência, e, como resultado, permanecemos adormecidos por toda a vida.</p>
<p>Olhemos por exemplo um velho neurastênico, de 80 anos, torpe e rançoso no pensar, &#8220;engarrafado&#8221; em algum dogma. Tem um Sentimento de Si Mesmo totalmente equivocado. Quando alguma impressão (&#8220;algo&#8221;) o atinge, não toca sua Consciência; tudo o que lhe chega chega apenas à sua mente, e esta, como está cheia de preconceitos, costumes, hábitos mecânicos etc., reage então de acordo com seu próprio condicionamento – violentamente, covardemente etc.</p>
<p>Já viram algum ancião de 80 anos reagindo? Vocês já sabem como é, sempre as mesmas reações. Por quê? Porque tudo lhe chega à mente, não toca nunca sua Consciência, chega à sua mente e esta logo o interpreta a seu modo. A mente julga tudo segundo lhe parece, como está habituada a julgar, como crê ser verdadeiro, e o Falso Sentimento do Eu respalda essa forma equivocada de pensar. Conclusão: quem tem um Falso Sentimento perde sua vida miseravelmente.</p>
<p>O fato é que é preciso chegar ao Sentimento Correto, mas este é o da Consciência. Ninguém poderia chegar a ter este Sentimento Correto se não desintegrasse os agregados psíquicos. À medida que alguém desintegra seus agregados psíquicos o Sentimento Correto se manifesta. Quando a desintegração é total, também o Sentimento Correto é total.</p>
<p>Comumente, entretanto, o Sentimento Correto de Si Mesmo está em luta com o Sentimento Falso do Eu. É que o Sentimento Correto da Consciência está muito além de qualquer código de ética, além de qualquer código moral estabelecido por alguma religião, etc. No fundo, os conceitos morais estabelecidos pelas várias religiões resultam comumente falsos.</p>
<p>Como a Consciência humana está atualmente tão adormecida, foram inventados diversos sistemas pedagógicos, sociais, éticos, educativos e morais para que possamos andar pelo caminho reto, mas nada disso serve para nada. Há uma ética própria da Consciência, mas esta pareceria imoral aos santurrões das diversas correntes religiosas.</p>
<p>Os livros dos Paramitas do Tibet Oriental expõem uma ética que jamais se encaixaria em qualquer culto, pois é a ética da Consciência; e não estou, com isso, me pronunciando contra nenhuma forma de religião, mas unicamente contra certas formas ou armaduras enferrujadas dentro dos quais estão hoje em dia &#8220;engarrafados&#8221; a Mente e o Coração, certas estruturas caducas e degeneradas de falsa moral convencional &#8211; contra isso é que estou me pronunciando.</p>
<p>Nesses estudos [Gnósticos] não se trata de seguir ou de viver de acordo com certas formas petrificadas de moral; aqui o que se deve desenvolver é a capacidade de compreensão. Necessitamos constantemente avaliar a nós mesmos para descobrir o que temos e o que nos falta. Há muita coisa que devemos eliminar e muito que devemos adquirir, se é que queremos seguir o caminho certo; mas o Sentimento equivocado do Eu não permite a muitos avançar pela difícil senda da liberação; esse Sentimento Equivocado do Eu é sempre confundido com o Sentimento do Ser, e se não abrirmos bem os olhos, o Sentimento Equivocado do Eu pode fazer com que fracassemos todos na presente existência.</p>
<p>O Ser é o que importa, mas está muito fundo, muito profundo&#8230; Realmente o Ser em Si Mesmo é a Mônada Interior. Lembremo-nos de Leibnitz e suas famosas &#8220;Mônadas&#8221;. A Mônada em si mesma é o que chamamos Neshamah em hebraico, ou seja, Atman-Budhi. Atman&#8230; Quem é o Atman? É o Íntimo, o Ser.</p>
<p>Precisamente sobre isso, o livro Deuses Atômicos nos diz: &#8220;Antes que a falsa aurora aparecesse sobre a Terra, aqueles que haviam sobrevivido ao furacão e à tormenta adoraram o Íntimo, e a eles apareceram os Arautos da Aurora&#8230;&#8221;</p>
<p>Neshamah, ou seja, Atman-Budhi, é a Mônada citada por Leibnitz em sua &#8220;Filosofia Monádica&#8221;. Atman é o Íntimo, Budhi é a Alma Espiritual, a Consciência Superlativa do Ser; os dois, integrados, constituem a Mônada, isto é óbvio. A Mônada, por sua vez, se desdobrou na Alma Humana, que é o &#8220;Manas Superior&#8221; dos orientalistas. Essa Alma Humana é em princípio completamente germinal, mas dela, por desdobramento, resultou a Essência, que é a única coisa que os animais intelectuais têm encarnada em seu interior. Essa Essência está &#8220;engarrafada&#8221; entre os diversos agregados psíquicos que levamos dentro de nós.</p>
<p>Em hebraico, Neshamah é precisamente Atman, Atman em seu aspecto inefável. Budhi é Ruach, e Atman-Budhi se diz &#8220;Ruach&#8221; em geral. Nephesh é a Alma Humana ou Alma Causal, de onde precisamente deriva a Essência que cada um tem em seu interior. Essa Essência precisa ser despertada, é a parte da Consciência que temos dentro, essa Essência há que pô-la em atividade; infelizmente está adormecida, presa dentro dos agregados psíquicos inumanos que por desgraça levamos em nosso interior.</p>
<p>É preciso entender que, quando alguém trabalha sobre Si Mesmo, entra no caminho da Revolução da Consciência, aspira a receber algum dia seus princípios anímicos e espirituais, quer dizer, converte-se em um Templo da Mônada Interior, pois é óbvio que uma Essência desenvolvida desperta, integra-se, funde-se completamente com a Alma Humana no Mundo Causal. Muito mais tarde ainda vem o melhor: os Esponsais, o Casamento, a integração dessa Alma Humana com a Mônada; quando isso ocorre, o Mestre se Auto-Realizou totalmente.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-260" title="self-contemplation" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/self-contemplation-153x240.jpg" alt="" width="153" height="240" />Assim, o que possuímos, a Essência, deve ser trabalhada. Devemos começar por &#8220;desengarrafá-la&#8221;; é uma fração da Alma Humana em toda criatura e há que despertá-la, pois está adormecida em meio aos agregados psíquicos que levamos em nosso interior.</p>
<p>Essa Essência tem seu próprio Sentimento Correto, que é diferente, completamente diferente do Falso Sentimento do Eu. Essa Essência – com seu Sentimento – realmente emana da verdadeira Alma Causal ou Alma Cósmica; assim, o Sentimento da Essência é o mesmo da Alma Cósmica, o mesmo que existe na Alma Espiritual, o mesmo que existe no Íntimo ou Atman.</p>
<p>Quando alguém entra por este caminho, descobre que ingressou na Senda da Revolução da Consciência, e a Revolução da Consciência é tremenda, porque de fato traz consigo a Revolução Intelectual e a Revolução Física. A Revolução da Consciência provoca uma série de revoluções intelectuais extraordinárias e, por sua vez, como resultado, dá-se a Revolução Física.</p>
<p>Na Alquimia, por exemplo, fala-se na Reincrudação do Corpo Físico, na Invulnerabilidade e na Mutação. É óbvio que aquele que obteve o despertar total, aquele que atingiu a Iluminação, pode alimentar-se com a Árvore da Vida, e seu Corpo Físico pode, se assim o quiser, tornar-se invulnerável e mutante &#8211; isto pode ser conseguido mediante a Reincrudação Alquimista. Um iluminado sabe muito bem como se consegue a reincrudação.</p>
<p>Assim, tem-se três Revoluções em uma: a Revolução da Consciência traz consigo a Revolução Intelectual e também a Revolução Física.</p>
<p>Os grandes Adeptos da Consciência, esses que obtiveram realmente o despertar, são Iluminados, e muitos deles são imortais. Lembremos Sanat Kumara, o &#8220;Ancião dos Dias&#8221;, o fundador do Colégio de Iniciados da Irmandade Branca. Trouxe seu corpo físico à Terra desde Vênus. Esse Grande Mestre, havendo já transcendido qualquer necessidade de viver neste mundo, deixou-se ficar aqui para ajudar aos que seguem a Senda Pedregosa que conduz à Libertação Final. Sanat Kummara pode se submergir totalmente no Oceano da Grande Luz, mas renunciou a toda felicidade para ficar aqui conosco, e permanece conosco por Amor a nós.</p>
<p>Neste caminho que estamos percorrendo, é urgente compreender a forma de nos relacionarmos corretamente com nossos semelhantes; se estamos trabalhando sobre Nós Mesmos, devemos também levantar a tocha para iluminar o caminho de outros, para mostrar-lhes o Caminho, e isso é precisamente o que fazem os Missionários Gnósticos: mostrar a outros a Senda da Libertação.</p>
<p>No Oriente se fala claramente de dois tipos de seres que seguem esse caminho. Podemos chamar o primeiro tipo de Srávacas e Budas Pratiekas. São obviamente ascetas, sabem que o falso sentimento do Eu só pode conduzir ao fracasso. Compreendem isto, preocuparam-se em trabalhar intensamente sobre si mesmos, fizeram seus votos; alguns deles até tem diluído o Ego, mas não fazem nada pelos outros, não fazem nada pelo próximo. Esses Budas Pratiekas e Srávacas obviamente gozam de certa iluminação e alguma felicidade, mas nunca chegaram verdadeiramente a ser Bodhisatvas no sentido mais restrito da palavra.</p>
<p>Há dois tipos de Bodhisatvas: os que têm o Bodhisitta em seu interior e os que não o têm. Que se entende por Bodhisitta ou Bodhisitto? Simplesmente que trabalham pela humanidade à base de diversas renúncias e por Kalpas inteiros, manifestando-se nos mundos e renunciando a qualquer tipo de felicidade. Estes possuem os Corpos Existenciais de Ouro Puro, pois é isto o Bodhisitta: os Corpos Existenciais do Ser e a Sabedoria da experiência adquirida através de sucessivas eternidades.</p>
<p>O Bodhisitta de um Buda é na verdade um Bodhisatva devidamente preparado, que pode realizar com perfeição e eficiência todos os trabalhos que o Buda Interior lhe confiou. Poderia o Bodhisatva que realmente se desenvolveu no terreno vivo do Boddhisitta fracassar nos trabalhos que deve realizar? É evidente que não, pois está devidamente preparado.</p>
<p>Entende-se portanto, por Bodhisitta, precisamente todas essas experiências, todos esses conhecimentos adquiridos através das idades, os Veículos de Ouro Puro, a Sabedoria Evidente do Universo. Obviamente, o Bodhisatva, provido do Bodhisitta, se manifesta ao longo (através) de vários Mahanvantaras e finalmente vem a converter-se num Ser Omnisciente. A Omnisciência é algo que se precisa conquistar, não se &#8220;ganha de presente&#8221;; é um produto de diferentes manifestações cósmicas e de renúncias incessantes.</p>
<p>O Bodhisatva que possui dentro de si o Bodhisitta, ou seja, toda esta soma de Conhecimentos, Experiências e Veículos de Ouro etc., jamais se deixaria guiar por um Falso Sentimento do Eu. Mas este Falso Sentimento do Eu costuma refinar-se espantosamente. Muitos indivíduos que já obtiveram grande elevação espiritual são ainda, entretanto, vítimas do Falso Sentimento do Eu. Compreender isto é básico para a Grande Obra, é fundamental&#8230;</p>
<p>Todos nós temos direito a aspirar à Iluminação; entretanto, não devemos cobiçar a Iluminação. Ao invés disso, devemos preocupar-nos com a desintegração dos Agregados Psíquicos que levamos em nós; vigiar intensivamente esse Falso Sentimento do Eu, aniquilá-lo, pois pode fazer-nos estagnar, pode levar-nos ao auto-engano, fazer-nos pensar que vamos indo bem, fazer-nos acreditar que é a Voz da Consciência, quando na realidade se trata da voz do Ego.</p>
<p>Quero que compreendam claramente que um dia terão de fabricar dentro de si mesmos o Bodhisitta, isto é, elaborar essa experiência, elaborar esse conhecimento que o Trabalho sobre Si Mesmos lhes vai conferindo. Com tal conhecimento e experiência, vocês não falharão. À medida que vão desintegrando esses agregados psíquicos que lhes dão o Falso Sentimento do Eu, irão se alimentando com o Pão da Sabedoria, com o Pão Transubstancial vindo do Alto, pois cada vez que se desintegra um Agregado Psíquico libera-se uma porcentagem de Consciência e se adquire de fato uma virtude, um conhecimento novo, algo extraordinário&#8230;</p>
<p>A propósito de Virtudes, devo dizer-lhes que quem não é capaz, por exemplo, de apreciar as gemas preciosas, tampouco poderia conhecer o valor das Virtudes. Estas são em si mesmas valiosas e preciosas, mas é impossível adquirir qualquer Virtude sem haver previamente desintegrado o defeito que constitui sua antítese. Não poderíamos, por exemplo, adquirir a Virtude da Castidade se não desintegramos o defeito da Luxúria. Não poderíamos adquirir a Virtude da Mansidão, se não desintegramos em nós mesmos o defeito do Ressentimento. Não poderíamos adquirir a Virtude do Altruísmo se não eliminamos o defeito do Egoísmo.</p>
<p>O que importa, portanto, é que compreendamos a necessidade de eliminar nossos defeitos, pois só assim irão nascendo em nós as gemas preciosas das Virtudes. De qualquer maneira, o objetivo desta prática de hoje foi o de chamar sua atenção para o Falso Sentimento do Eu. Vocês terão que aprender a sentir a Consciência, a ter um sentimento correto da Consciência Superlativa do Ser. Essa Consciência Superlativa emana originalmente de Atman, o Inefável, ou seja, o Íntimo, o Ser&#8230;</p>
<p>Assim, meus queridos irmãos, aqui terminamos esta palestra. Sintam-se inteiramente livres para perguntar o que quiserem em relação ao tema.</p>
<p>PERGUNTAS E RESPOSTAS</p>
<p>P.: Venerável Mestre, qual a relação entre as sensações e o sentimento?<br />
SAW: Sensações são sensações, e podem ser positivas ou negativas. Toda sensação resulta de alguma radiação ou impressão externa. Por exemplo: temos uma sensação de dor, produzida por alguém, seja através da palavra ou de uma pancada; sobrevém então uma sensação de dor. Ou uma sensação de alegria: quando alguém nos trata bem ou aspiramos um perfume delicioso. Em todo o caso, sensações são sensações; mas o sentimento se leva no coração. É diferente, envolve o Centro Emocional, e nunca se deve confundir o Sentimento Autêntico do Ser, de Atman, da Mônada, da Essência etc. (do Ser em geral) com o sentimento do Eu. Cada Eu tem sua forma de sentimento, e comumente esses sentimentos do Eu nos levam ao fracasso.</p>
<p>P.: Venerável Mestre, em que idade ou etapa do desenvolvimento do indivíduo se manifestam Eus característicos, próprios dessa idade?<br />
SAW: Certamente que isto ocorre de acordo com a Lei de Recorrência, porque, se numa passada existência, aos 30 anos de idade, tivemos uma briga num bar, o Eu correspondente àquela rixa permanece no fundo de nós mesmos, aguardando aquela idade de 30 anos para voltar a manifestar-se. Quando chegar essa idade sairá então e irá procurar um bar com o propósito de encontrar-se com o homem com quem brigou. Este fará o mesmo, e por fim se encontrarão no bar voltarão a brigar, essa é a Lei de Recorrência. E se, na idade de 25 anos, tivemos uma aventura amorosa, também na mesma idade o Eu que estava aguardando lá no fundo sairá à superfície, controlará o intelecto, controlará o coração e irá procurar a amada de seus sonhos. Ela fará o mesmo, e ambos se encontrarão para repetir a aventura. Assim, o robô humano está programado pela Lei de Recorrência. Em todo o caso, o Ser, o verdadeiro Ser, não se expressa no animal intelectual, vive normalmente na Via Láctea. O que atua neste mundo é o robô programado pela Lei de Recorrência. É preciso desintegrar o Ego e despertar a Consciência para que a Mônada, Atman-Buddhi, o Ruach Elohim que, segundo Moisés, &#8220;lavrava as águas no princípio do Mundo&#8221;, o Rei-Sol, volte a expressar-se naturalmente dentro de nós, venha à manifestação, ingresse em nossa pessoa humana. Só Ele pode fazer. As pessoas crêem que fazem e não fazem nada. Atuam de acordo com a Lei de Recorrência, são máquinas programadas, e isto é tudo!</p>
<p>P.: Venerável Mestre, a Segunda Guerra Mundial foi uma recorrência da Primeira?<br />
SAW: Tudo se repete sempre, é verdade, de acordo com a Lei de Recorrência. A Segunda Guerra Mundial nada mais foi que repetição da Primeira, e a Terceira será uma repetição da Segunda.</p>
<p>P.: Mestre, pode explicar-nos como alguém pode acreditar haver eliminado um defeito, quando na verdade não é assim?<br />
SAW: Sim, pode-se acreditar que se eliminou determinado defeito psicológico, mas se o Sentimento correspondente a esse Eu continua em nós significa que o defeito não foi eliminado. Assim, esse conhecimento nos dá um modo de saber se realmente eliminamos tal ou qual Eu. É um padrão de medida que nos permite descobrir se já eliminamos determinado Agregado Psíquico.</p>
<p>P.: Mestre, como poderia explicar-nos o fato de que o Anjo Adonai tenha Karma?<br />
SAW: Bem, Adonai, o Filho da Luz e da Alegria, que eu saiba não tem Karma. Se demorou a eliminar algum elemento indesejável, isso já passou.</p>
<p>P.: Venerável Mestre, pelo que compreendi, o Karma de Adonai se devia às lembranças da Alma&#8230;<br />
SAW: Bem, mas isto é uma conjectura, e devemos basear-nos em fatos. Não sei se Adonai tem Karma, pelo menos não fui informado sobre isso, esta é a verdade. Pelo que entendi, não tem Karma. No momento tem corpo físico e vive na Europa, é um Adepto maravilhoso, pertence ao Círculo Consciente da Humanidade Solar, que age sobre os Centros Superiores do Ser; vive como um desconhecido na Europa, na França&#8230;</p>
<p><img class="size-full wp-image-261 alignleft" title="sanat1" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/sanat1.jpg" alt="" width="171" height="232" /></p>
<p>P.: Mestre, há outros Kummaras além de Sanat Kummara, o Venerável Mestre?<br />
SAW: Entende-se por Kummara todo Indivíduo Ressurrecto. Desde que ressuscite é um Kummara. Obviamente os Kummaras, assim como os Pitris, são os que ajudaram a criar, a dar vida à nossa forma física humana. Entretanto, os Agnishwatas, que são os Deuses Solares, me parecem mais interessantes que os Kummaras. O certo é que os Deuses Solares que governaram a Terra e a Humanidade da Primeira Raça voltaram para o Sol. Haviam vindo do Sol e a ele regressaram, e na futura Grande Raça Raiz voltaremos a receber a visita dos Deuses Solares. Virão do Sol, viverão em meio à humanidade e estabelecerão a Sexta Raça Raiz sobre a face da Terra. Governarão os povos, nações e línguas, são Governantes. Entre as doze constelações do Zodíaco, a constelação mais importante é obviamente a de Leão. O Sol tem seu trono em Leão. Os Deuses Solares vêm periodicamente à Terra, cada vez que se inicia uma nova Raça&#8230; Mas não nos afastemos tanto da questão que viemos examinar. Devemos ter em mente a necessidade de estudarmos um pouco mais a Nós Mesmos e dar atenção a esta questão do Sentimento do Eu. Até aqui, minhas palavras.</p>
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		<title>Importância da compreensão</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 02:16:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia Gnóstica]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>Em se tratando de compreender, fundamentalmente, qualquer defeito de tipo psicológico, devemos ser sinceros com nós mesmos&#8230; Desafortunadamente, Pilatos, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>Em se tratando de compreender, fundamentalmente, qualquer defeito de tipo psicológico, devemos ser sinceros com nós mesmos&#8230;</p>
<p>Desafortunadamente, Pilatos, o Demônio da Mente, sempre lava as mãos; nunca tem culpa, jamais reconhece seus erros&#8230;</p>
<p>Sem evasivas de nenhuma espécie, sem justificativas e sem desculpas, devemos reconhecer nossos próprios erros&#8230;</p>
<p>É indispensável autoexplorar-nos para autoconhecer-nos profundamente e partir da base zero radical.</p>
<p>O fariseu interior é óbice para a compreensão. Presumir-se de virtuoso é absurdo&#8230;</p>
<p>Uma vez fiz, a meu guru, a seguinte pergunta: Existe alguma diferença entre a tua mônada divina e a minha? O Mestre respondeu: “Nenhuma, porque tu e eu e cada um de nós não é mais que um mau caracol no seio do Pai&#8230;”</p>
<p>Ajuizar a outros e qualificá-los de magos negros resulta incongruente, porque toda humana criatura, enquanto não haja dissolvido o eu pluralizado, é mais ou menos negra..</p>
<p>Autoexplorar-se intimamente é, certamente, algo muito sério; o ego é, realmente, um livro de muitos tomos.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-6231" title="compreensao-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/09/compreensao-gnosisonline-240x180.jpg" alt="" width="240" height="180" />Em vez de render culto ao execrável demônio Algol, convém beber o vinho da meditação na taça da perfeita concentração&#8230;</p>
<p>Atenção plena, natural e espontânea em algo que nos interessa, sem artifício algum é, em verdade, concentração perfeita&#8230;</p>
<p>Qualquer erro é polifacético e se processa, fatalmente, nas quarenta e nove guaridas do subconsciente&#8230;</p>
<p>O ginásio psicológico é indispensável; afortunadamente o temos e este é a própria vida&#8230;</p>
<p>A senda do lar doméstico, com seus infinitos detalhes, muitas vezes doloroso, é o melhor salão do ginásio.</p>
<p>O trabalho fecundo e criador, mediante o qual nós ganhamos o pão de cada dia, é outro salão de maravilhas.</p>
<p>Muitos aspirantes à vida superior anelam, com desespero, evadir-se do lugar onde trabalham, não circular mais pelas ruas de seu povo, refugiar-se no bosque, com o propósito de buscar a liberação final&#8230;</p>
<p>Essas pobres pessoas são semelhantes a rapazes gazeteiros que fogem da escola, que não assistem às classes, que buscam escapatórias&#8230;</p>
<p>Viver de instante a instante, em estado de alerta percepção, alerta novidade, como vigia em época de guerra, é urgente, indispensável, se, em realidade, queremos dissolver o eu pluralizado.</p>
<p>Na inter-relação humana, na convivência com nossos semelhantes, existem infinitas possibilidades de autodescobrimento.</p>
<p>É inquestionável, e qualquer um o sabe, que, na inter-relação, os múltiplos defeitos que levamos escondidos entre as ignotas profundidades do subconsciente, afloram sempre naturalmente, espontaneamente e, se estamos vigilantes, então os vemos, os descobrimos.</p>
<p>Entretanto, é óbvio que a autovigilância deve, sempre, processar-se de momento em momento.</p>
<p>Defeito psicológico descoberto deve ser integralmente compreendido nos distintos recôncavos da mente.</p>
<p>Não seria possível a Compreensão profunda sem a prática da meditação.</p>
<p>Qualquer defeito íntimo resulta multifacético e com diversos enlaces e raízes que devemos estudar judiciosamente.</p>
<p>Auto-revelação é possível quando existe compreensão íntegra do defeito que, sinceramente, queremos eliminar&#8230;</p>
<p>Autodeterminações novas surgem da Consciência, quando a Comprensão é unitotal&#8230;</p>
<p>Análise superlativa é útil, se a combinamos com a meditação profunda; então brota a labareda da Compreensão.</p>
<p>A dissolução de todos esses agregados psíquicos, que constituem o ego, precipita-se, se sabemos aproveitar até o “maximum” as piores adversidades.</p>
<p>Os difíceis ginásios psicológicos no lar ou na rua, ou no trabalho, nos oferecem sempre as melhores oportunidades.</p>
<p>Cobiçar virtudes resulta absurdo; melhor é produzir mudanças radicais.</p>
<p>O controle dos defeitos íntimos é superficial e está condenado ao fracasso.</p>
<p>Mudanças de fundo é o fundamental e isto só é possível compreendendo, integralmente, cada erro&#8230;</p>
<p>Eliminando os agregados psíquicos que constituem o mim mesmo, o si mesmo, estabelecemos, em nossa Consciência, alicerces adequados para a ação reta&#8230;</p>
<p>Mudanças superficiais de nada servem; necessitamos, com urgência inadiável, mudanças de fundo&#8230;</p>
<p>Compreensão é o primeiro; eliminação, o segundo&#8230;</p>
<p>Samael Aun Weor, <em>O Mistério do Áureo Florescer</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Meditação e Vazio Iluminador</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Jul 2011 02:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia Gnóstica]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>Paz Inverencial! Torna-se urgente que se compreendam a fundo as técnicas da meditação. Hoje falaremos sobre o Vazio Iluminador. Ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>Paz Inverencial! Torna-se urgente que se compreendam a fundo as técnicas da meditação. Hoje falaremos sobre o Vazio Iluminador.</p>
<p>Ao iniciar este tema, vejo-me obrigado a narrar de forma direta aquilo que sobre o particular pude verificar experimentalmente. Creio que os que me escutam estão informados sobre a maravilhosa Lei da Reencarnação. Pois, nela, eu fundamento o relato seguinte:</p>
<p>Quando a Segunda Sub-Raça da nossa atual raça ariana floresceu na antiga China, estive ali reencarnado e me chamei Chou Li. Obviamente, fui membro da dinastia Chou. Naquela existência, fiz-me membro ativo da Ordem do Dragão Amarelo. Claro que em tal ordem pude aprender claramente a ciência da meditação. Ainda mantenho na memória aquele maravilhoso instrumento denominado Aya-Atapan, o qual tinha 49 notas. Bem sabemos o que é a sagrada Lei do Eterno Heptaparaparshinok, ou seja, a Lei do Sete. Indubitavelmente, sete são as notas das escalas musicais, e se multiplicarmos sete por sete obteremos 49 notas colocadas em sete oitavas.</p>
<p>Nós, os irmãos, reuníamo-nos na sala da meditação, sentávamos ao estilo oriental com as pernas cruzadas e púnhamos as palmas das mãos de forma que a direita ficava sobre a esquerda. Sentávamos em círculo no centro da sala, fechávamos os olhos e em seguida púnhamos toda a atenção na música que certo irmão brindava ao Cosmo e a nós. Quando o artista fazia vibrar a primeira nota, estava em dó, todos se concentravam.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-6057" title="samadhi-monges-chineses-meditando-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/07/samadhi-monges-chineses-meditando-gnosisonline.jpg" alt="" width="265" height="157" />Quando fazia vibrar a nota seguinte, em ré, a concentração tornava-se mais profunda. Lutávamos com os diversos elementos subjetivos que carregávamos no interior, podíamos recriminá-los e fazê-los ver a necessidade de guardarem silêncio absoluto. Não será demais, queridos irmãos, lembrá-los de que esses elementos indesejáveis constituem o eu, o Ego, o mim mesmo, o si mesmo &#8230; são a seu modo entidades diversas personificando erros.</p>
<p>Quando vibrava a nota mi, entrávamos na terceira zona do subconsciente e enfrentávamos toda essa multiplicidade de agregados psíquicos que em desordem fervilham em nosso interior, que impedem a quietude e o silêncio da mente; nós os recriminávamos e tratávamos de compreendê-los. Quando o conseguíamos, entrávamos ainda mais fundo com a nota fá. É óbvio que novas lutas nos esperavam, pois amordaçar todos esses demônios do desejo não é tão fácil. Obrigá-los a guardar silêncio e quietude não é coisa simples, porém, com paciência o conseguíamos. Assim, prosseguíamos com cada uma das notas da escala musical.</p>
<p>Em urna oitava mais elevada, continuávamos com o mesmo esforço, e assim, pouco a pouco, enfrentando os diversos elementos infra-humanos que carregávamos em nosso interior conseguíamos por fim amordaçá-los todos nos 49 níveis do subconsciente e a mente ficava quieta, no mais profundo silêncio. Esse era o momento em que a Essência, a Alma, aquilo que ternos de mais puro, escapava para experimentar o Real. Assim, entrávamos no Vazio Iluminador. Assim, o Vazio Iluminador irrompia em nós. Movendo-nos no Vazio Iluminador conseguíamos conhecer as leis da natureza em si mesmas tais quais são e não corno aparentemente são.</p>
<p>Neste tridimensional mundo de Euclides só se conhecem causas e efeitos mecânicos, jamais as leis naturais em si mesmas. Assim, no Vazio Iluminador, elas surgem diante de nós corno realmente são. Nesse estado, podíamos perceber com a Essência, com os sentidos superlativos do Ser, as coisas em si tais quais são. No mundo dos fenômenos físicos, a realidade&#8230; só percebemos a aparência das coisas: ângulos, superfícies&#8230; nunca um corpo inteiro de forma integral. O pouco que percebemos é fugaz. Ninguém poderia perceber a quantidade de átomos, por exemplo, que uma mesa ou uma cadeira tem&#8230; Porém, no Vazio Iluminador percebemos as coisas em si tais quais são &#8230; integralmente!</p>
<p>Enquanto nos achávamos submersos no grande Vazio Iluminador podíamos escutar a voz do Pai que está em segredo. Fora de dúvida, nos achávamos num estado de arroubo que se podia denominar de Êxtase. A personalidade ficava ali, sentada, em estado passivo, na sala de meditação. Os centros emocional e motor integravam-se ao centro intelectual, formando um todo único e receptivo. De forma que as ondas de tudo aquilo que vivenciávamos no Vazio Iluminador circulavam pelo Cordão de Prata e eram recebidas pelos três centros: emocional, intelectual e motor.</p>
<p>Quando o Samadhi terminava, voltávamos ao interior do corpo, conservando a lembrança de tudo aquilo que tínhamos visto e ouvido. No entanto, hei de lhes dizer que a primeira coisa que se tem de abandonar para submergir por longo tempo no Vazio Iluminador é o medo. O eu do temor precisa ser compreendido &#8230; Já sabemos que sua desintegração faz-se possível quando se suplica à Divina Mãe Kundalini de forma veemente. Ela eliminará o eu do medo.</p>
<p>Um dia qualquer, não importa qual foi, achando-me no Vazio Iluminador, além da personalidade, do eu e da individualidade, submerso nisso que se poderia chamar “O NÃO”, “AQUILO”, senti que eu era tudo o que foi e será. Experimentei a unidade da vida, livre em seu movimento. Era a flor, o rio que, cristalino, corria no seu leito de pedras, cantando delícias na sua linguagem, a ave que se precipitava nos abismos insondáveis, era o peixe que nadava deliciosamente nas águas, era a Lua, os mundos&#8230; era tudo o que é, foi e será. Houve temor, os sentimentos do mim mesmo, do eu&#8230; Senti que me aniquilava, que deixava de existir corno indivíduo, que era tudo menos um indivíduo, que o mim mesmo tendia a morrer para sempre.</p>
<p>Obviamente, enchi-me de indizível terror e voltei à forma física. Outros esforços permitiram-me que o Vazio Iluminador irrompesse novamente e tornei a me sentir confundido com tudo; corno indivíduo, corno pessoa, corno eu, tinha deixado de existir. Esse estado de consciência fazia-se cada vez mais profundo; de tal forma que qualquer possibilidade para existir, para a existência individual, se acabava, tendia a desaparecer definitivamente. Não pude resistir mais e voltei à forma física. Numa terceira tentativa, tampouco pude resistir e voltei à forma. A partir de então, sei que para alguém experimentar o Vazio Iluminador, para sentir o TAO em si mesmo, terá de eliminar o eu do temor; e isso é indubitável.</p>
<p>Entre os irmãos da Ordem do Dragão Amarelo, o que mais se distinguiu foi meu amigo Chang. Hoje, ele vive num desses “planetas do Cristo”, onde a natureza não é imperecedoura e jamais muda. Há duas naturezas: a perecedoura, mutável etc., e a imperecível, a que jamais muda, imutável. Nos planetas do Cristo existe a natureza eterna, imperecível e imutável. Chang vive num desses mundos onde o Cristo resplandece. Libertou-se há várias idades e vive ali naquele longínquo planeta com um grupo de irmãos que como ele também se libertaram.</p>
<p>Então, eu gostaria de lhes ensinar os sete segredos da Ordem do Dragão Amarelo, porém, com grande dor me dou conta que os irmãos de todas as latitudes ainda não estão preparados para poder recebê-los; e isso é lamentável.</p>
<p>Também é certo que hoje não é mais possível se utilizarem os 49 sons do aya-atapan, porque esse instrumento já não existe mais. Muitas involuções desse instrumento ocorreram; já não possuem mais as sete oitavas. Involuções dele são todos os instrumentos de corda: violino, guitarra, o próprio piano etc. No entanto, é possível chegar-se à experiência do Vazio Iluminador com um sistema prático e simples que todos os irmãos podem praticar. Vou ditar a técnica agora mesmo. Prestem atenção:</p>
<h3>A Técnica</h3>
<p>Sentem-se ao estilo oriental com as pernas cruzadas &#8230; Devido a que sois ocidentais, essa posição resultará muito cansativa para vós, então sentai-vos em uma cômoda cadeira ao estilo ocidental. Colocai a palma da mão esquerda aberta e a direita sobre a esquerda. Quero dizer, o dorso da palma da mão direita sobre a palma da mão esquerda. Relaxai o corpo ao máximo possível. A seguir, inalai profundamente e muito devagar. Ao inalarem, imaginai que a energia criadora sobe pelos canais espermáticos até o cérebro. Exalai curto e rápido. Ao inalar, pronunciai o mantra HAM. Ao exalar, pronunciai o mantra SAH. Indubitavelmente, inala-se pelo nariz e exala-se pela boca. Ao inalar, vocalizai a sílaba sagrada HAM mentalmente, pois estais inalando pelo nariz. Mas, ao exalarem, articulai a sílaba SAH de forma sonora.<img class="alignright size-full wp-image-6058" title="samadhi-mudra-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/07/samadhi-mudra-gnosisonline.jpg" alt="" width="256" height="137" /></p>
<p>O H soa sempre aspirado. Faz-se a inalação lenta e a exalação curta e rápida. Obviamente, a energia criadora flui em todas as pessoas de dentro para fora, isto é, de forma centrífuga. Nós devemos inverter essa ordem com objetivos de superação espiritual. Nossa energia deve fluir de forma centrípeta, de fora para dentro. Fora de dúvida, se inalamos devagar, lentamente, a energia criadora fluirá de forma centrípeta de fora para dentro. Se exalarmos curto e rápido, essa energia far-se-á cada vez mais centrípeta. Durante a prática, não se deve pensar absolutamente em nada. Os olhos ficam firmemente fechados e em nossa mente só vibrará o HAM SAH e nada mais. À medida que se pratique, a inalação vai se tornando mais funda e a exalação muito curta e rápida.</p>
<p>Os grandes mestres da meditação chegam a tornar a respiração pura inalação&#8230; a respiração fica suspensa. Isto é impossível para os cientistas, porém, real para os místicos. Em tal estado, o mestre participa do Nirvikalpa Samadhi ou Maha Samadhi e vem a irrupção do vazio Iluminador. Ele precipita-se nesse grande vazio onde ninguém vive e onde somente se ouve a palavra do Pai que está em segredo. Com esta prática, consegue-se  a irrupção do vazio iluminador sob a condição de não se pensar absolutamente em nada. Não se admitirá na mente pensamento algum, nenhum desejo, nenhuma lembrança &#8230; A mente tem de ficar completamente quieta por dentro, por fora e no centro. Aqui, o pensamento, por insignificante que seja, é obstáculo para o Samadhi, para o êxtase. Esta ciência da meditação combinada com a respiração produz efeitos extraordinários.</p>
<p>Normalmente, as pessoas padecem disso que se chama poluções noturnas. Homens e mulheres sofrem tal situação. Têm sonhos eróticos, os eus copulam uns com os outros, a vibração passa pelo cordão de prata até o físico e sobrevém o orgasmo com a perda da energia criadora. Isso acontece quando a energia sexual flui de dentro para fora de forma centrífuga. Quando a energia sexual flui de fora para dentro de forma centrípeta, as poluções noturnas terminam, o que vem em benefício da saúde.</p>
<p>Bem, propicia-se o Samadhi durante a prática de meditação graças a que as energias criadoras, fluindo de fora para dentro, impregnam a consciência e terminam por possibilitar seu abandono do Ego e do corpo. A consciência desengarrafada do Ego, na ausência do Ego, fora do corpo físico, entra no Vazio Iluminador e recebe o TAO. Aquele que eliminou o eu do medo, do temor, poderá permanecer no Vazio Iluminador sem preocupação alguma. Sentirá que seu aspecto individual vai se dissolvendo, sentirá a si mesmo vivendo na pedra, na rocha, na longínqua estrela ou na ave canora de qualquer mundo planetário; não terá medo. Se não tiver medo, por fim gravitará até sua origem, convertendo-se a consciência, a Essência, em uma criatura terrivelmente divina para além do bem e do mal. Poderá pousar no Sagrado Sol Absoluto e ali, nesse Sol, como estrela microcósmica, conhecerá todos os mistérios do universo.</p>
<p>É bom saber que o universo em si mesmo, todo o nosso sistema solar, existe na Inteligência do Sagrado Sol Absoluto como um instante eterno. Todos os fenômenos da natureza processam-se dentro de um instante eterno na Inteligência do Sagrado Sol Absoluto. Se tiver medo, perder-se-á o êxtase e haverá o retorno à forma densa.</p>
<p>Queridos irmãos que me escutam, precisam abandonar o temor. Não basta dizer: deixarei de temer. Há necessidade de se eliminar o eu do temor, sim &#8230; e ele é dissolvido estritamente pelo poder da Divina Mãe Kundalini Shakti. Primeiro temos de analisá-lo, compreendê-lo e depois invocar Devi Kundalini, nossa Divina Mãe Cósmica particular, pedindo para que Ela desintegre o eu do temor. Somente assim alguém consegue submergir no Vazio Iluminador de forma absoluta. Quem o conseguir gravitará para o Sagrado Sol Absoluto e conhecerá as maravilhas do universo. Nossos irmãos precisam, pois, praticar essa técnica de meditação tal como a demos. Não se esquecer de que o corpo precisa ficar bem relaxado, e isso é indispensável. HAM SAH é o grande alento, HAM SAH é a nossa alma, HAM SAH é também um mantra que transmuta as energias criadoras. A meditação combinada com o tantrismo é formidável. HAM SAH é a chave.</p>
<p>Bem sabemos que a energia criadora serve para o despertar da consciência. Combinada com a meditação, tira inquestionavelmente a consciência de dentro do elemento egoico e a submerge no vazio iluminador. É óbvio que o vazio iluminador está além do corpo, dos afetos e da mente.</p>
<p>Em uma sala de meditação oriental, um monge perguntou ao Mestre: que é o vazio iluminador? Dizem os textos que o Mestre deu-lhe um pontapé no estômago e o discípulo caiu desmaiado. Depois, o discípulo levantou-se e abraçou o Mestre: obrigado, Mestre, experimentei o Vazio Iluminador. Absurdo, declararão muitos, porém não é bem assim. O que acontece é que fenômenos muito especiais se apresentam para o Vazio Iluminador. Um pintinho está pronto para sair do ovo. Sua mãe o ajuda ou o auxilia picando também ela a casca. O pintinho segue picando e com sua ajuda sai do ovo. Assim, quando alguém amadureceu, recebe ajuda de sua Divina Mãe Kundalini. Fura o cascão do Ego e da personalidade e sai para experimentar o Vazio Iluminador.</p>
<h3>O Segredo: Meditação Combinada com o Sono</h3>
<p>No entanto, há que se perseverar na meditação, há que se saber combinar inteligentemente a concentração com o sono; sono e concentração misturados produzem iluminação.</p>
<p>Muitos esoteristas pensam que a meditação não deve de modo algum ser combinada com o sono do corpo. Aqueles que pensam assim estão equivocados, porque a meditação sem sono arruína o cérebro. Deve-se sempre utilizar o sono em combinação com a técnica da meditação, porém, um sono controlado, um sono voluntário, não um sono sem controle, um sono absurdo&#8230; sono e meditação combinados inteligentemente.</p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/07/samadhi-sahm-sah-sair-da-casca-do-ovo-gnosisonline.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6059" title="samadhi-sahm-sah-sair-da-casca-do-ovo-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/07/samadhi-sahm-sah-sair-da-casca-do-ovo-gnosisonline.jpg" alt="" width="254" height="192" /></a>Devemos montar no sono e não deixar que o sono monte em nós. Se aprendermos a montar no sono, teremos triunfado. Se o sono monta em nós, fracassamos. Portanto, usar o sono; meditação combinada com o sono&#8230; Essa técnica leva os praticantes ao Samadhi, à experiência do Vazio Iluminador. Há que se praticar diariamente. A que hora? No momento em que nos sintamos com ânimo para executá-Ia e especialmente quando estivermos com sono. Se seguirem essas indicações, um dia poderão receber o TAO, poderão experimentar a verdade.</p>
<p>Obviamente, há dois tipos de dialética: a dialética racional do intelecto e a dialética da consciência. Durante o Satori, trabalha a dialética da consciência, e tudo entendemos por intuição, através de palavras ou figuras simbólicas, na linguagem das parábolas do evangelho cristão, na linguagem viva da consciência superlativa do Ser. No Ser, a dialética da consciência se adianta sempre à dialética do raciocínio.</p>
<p>A um monge zen foi perguntado: por que o bodidharma veio do oeste? Resposta: quem está no jardim é o cipreste. Qualquer um diria que isso não tem concordância alguma. No entanto, tem sim. É uma resposta que se adianta à dialética do raciocínio; sai da essência. O cipreste, a árvore da vida, está em todas as partes, não interessa oriente ou ocidente. Este é o sentido da resposta. No vazio iluminador se sabe tudo por experiência direta da verdade.</p>
<p>O estudante terá de se familiarizar com a dialética da consciência. Infelizmente, o poder formulativo de conceitos lógicos, por mais brilhante que seja, por mais útil que seja nos aspectos da vida prática, resulta em obstáculo para a dialética da consciência. Não quero com isso descartar o poder formulativo dos conceitos lógicos, pois todos precisam dele no terreno dos fatos práticos da existência. Porém, cada faculdade tem inquestionavelmente a sua órbita particular em que é útil, fora dela resulta sem utilidade e prejudicial. Deixemos o poder formulativo de conceitos dentro de sua órbita. No Samadhi ou no Pansamadhi da meditação devemos sempre vivenciar, captar, a dialética da consciência. Isso é questão de experiência que o discípulo irá adquirindo à medida que pratica a técnica da meditação.</p>
<h3>A Impaciência</h3>
<p>O caminho da meditação profunda implica muita paciência. Os impacientes jamais conseguirão triunfar. Impossível vivenciar a experiência do vazio iluminador enquanto exista a impaciência em nós. O eu da impaciência tem de ser e eliminado , depois de ter sido compreendido. Que se entenda isto com clareza! Se assim se age, se recebe o TAO; isso é óbvio. A experiência do real jamais poderia chegar a nós enquanto a consciência continuasse embutida no Ego. O Ego em si mesmo é tempo. Toda essa multiplicidade de elementos fantasmagóricos que constituem o mim mesmo são um compêndio de tempo. A experiência do vazio iluminador é sua antítese; ele é atemporal, ele está além do tempo e da mente. O tempo é toda essa multiplicidade de eus; o eu é o tempo. Assim, pois, o tempo é subjetivo, incoerente, torpe, pesado e não tem realidade objetiva.</p>
<p>Quando alguém senta em uma sala de meditação ou simples ente em sua casa a fim de meditar, se quiser praticar essa técnica deverá esquecer o conceito de tempo e viver dentro de um instante eterno. Aqueles que se dedicam à meditação dependentes do relógio, obviamente não conseguem a experiência do Vazio Iluminador. Se me perguntassem quantos minutos diários devem ser utilizados na meditação, se meia hora, uma ou duas horas, não haveria resposta. Se alguém entra em meditação e está dependente do tempo não pode experimentar o Vazio Iluminador porque este não é do tempo. Seria algo similar a uma ave que tentasse voar e que estivesse amarrada por uma pata a um pau; não poderia voar &#8230; haveria uma trava. Para experimentar o vazio iluminador, temos de nos livrar de qualquer trava.</p>
<p>O importante é certamente experimentar a verdade e a verdade está no Vazio Iluminador. Quando a Jesus, o grande Cabir, perguntaram o que é a verdade, o Mestre guardou profundo silêncio. Quando a Gautama Sakiamuni fizeram a mesma pergunta, ele deu as costas e retirou-se. A verdade não pode ser descrita, não pode ser explicada, cada um tem de experimentá-la por si próprio através da técnica da meditação.</p>
<p>No vazio iluminador, experimentamos a verdade. Esse é um elemento que nos transforma radicalmente. Há que se perseverar, há que se ser tenaz &#8230; Pode acontecer que no princípio não se consiga nada, porém à medida que o tempo for passando iremos sentindo que nos vamos fazendo cada vez mais profundos. Um dia qualquer irromperá em nossa mente a experiência do vazio iluminador.</p>
<p>Inquestionavelmente, o vazio iluminador em si mesmo é o santo Okidanok, o Ativo Okidanok, onipresente, onipenetrante, onisciente, que emana de si mesmo, o Sagrado Sol Absoluto. Feliz de quem consiga precipitar-se no vazio Iluminador , onde não vive criatura alguma, porque será precisamente ali onde experimentará o real, a verdade. Perseverança faz-se indispensável&#8230; Há que se trabalhar afundo diariamente até se conseguir o triunfo total. A experiência da verdade através da meditação resulta prodigiosa. Ao se experimentar a verdade, a gente sente-se com força para perseverar no trabalho sobre si mesmo.</p>
<p>Brilhantes autores falaram sobre o trabalho em si mesmo, sobre o eu, sobre o mim mesmo. Fizeram muito bem ao falarem assim, mas esqueceram-se de uma coisa: a experiência da verdade. Enquanto alguém não tenha experimentado o real, não se sente reconfortado e não se sente com força suficiente para trabalhar sobre si mesmo, sobre o próprio eu. Quando alguém de verdade passou por tal experiência mística, é diferente, nada poderá o deter em sua aspiração de libertação. Trabalhará incansavelmente sobre si mesmo para conseguir de verdade uma mudança radical, total e definitiva.</p>
<p><strong>Agora, meus queridos amigos, vocês compreenderão porque as salas de meditação são indispensáveis. Francamente, sinto tristeza ao ver que, apesar de tanto haver escrito sobre a meditação em diferentes Mensagens de Natal em anos anteriores, ainda não há salas de meditação nos países centro e sul-americanos, quando já deveriam existir.</strong></p>
<p>O que se passou? Existe indolência. Por quê? Por falta de compreensão! Faz-se necessário entender! O pobre animal intelectual equivocadamente chamado homem precisa de alento, precisa de algo que o anime na luta, estímulo para o trabalho sobre si mesmo&#8230; Sei que o pobre animal intelectual é débil por natureza e encontra-se numa situação completamente desvantajosa. O Ego é demasiadamente forte e a personalidade terrivelmente débil. Como deixá-lo se assim apenas consegue caminhar? Ele precisa de algo que o anime no trabalho, precisa de um apoio íntimo. Isso só se torna possível através da meditação.</p>
<p>Não quero dizer que todos de uma só ceifada irão experimentar o Vazio Iluminador. Obviamente, se chegará a essa experiência através de diferentes graus. O devoto entenderá cada vez mais o impulso íntimo do Ser e terá diversas vivências mais ou menos lúcidas. Dia chegará em que terá a melhor das vivências: a experiência direta da grande realidade; então receberá o TAO.</p>
<p>Todos aqueles que me escutam devem pesar bem minhas palavras. Reflitam, não basta simplesmente ouvir. Há que se saber escutar, o que é diferente. Porém, o que escuta a palavra e não a faz – diz o apóstolo Santiago na Epístola Universal – se parece com o homem que se olha no espelho e depois dá as costas e se vai.</p>
<p>Há que se viver a palavra dentro de si próprio. Não basta que me escutem. É necessário que se converta esse ensinamento em carne, sangue e vida, se é que se pretende a transformação radical. Há que se perseverar! Até aqui, minhas palavras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Paz Inverencial</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Samael Aun Weor</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rompendo com os processos mecânicos da vida</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 03:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia Gnóstica]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>Meus caros irmãos, nós penetraremos a fundo sobre isso que se chama Consciência. Muitos acreditam que por meio da Lei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>Meus caros irmãos, nós penetraremos a fundo sobre isso que se chama Consciência.</p>
<p>Muitos acreditam que por meio da Lei da Evolução pode-se chegar à Autorrealização Íntima do Ser, o que não deixa de ser um erro gravíssimo.</p>
<p>Não negamos a Lei da Evolução, é claro que ela existe. O absurdo é atribuir-lhe  os aspectos psicológicos que ela não contém. É ostensível que toda subida tem uma descida, é inconcebível uma subida infinita. Se subirmos numa montanha e chegarmos até o cume, inevitavelmente vamos encontrar descida ao vale. Assim são as Leis da Evolução e Involução, meus queridos irmãos.</p>
<p>Observem vocês o que acontece com uma planta, é claro que quando a semente germina, a Lei da Evolução está atuando, ela continua na planta, produzindo as flores, os frutos e as sementes para poder reproduzir-se. Mais tarde, através do tempo, a planta inicia o seu processo involutivo, as folhas vão murchando, até que, por último, a planta maravilhosa se converte num monte de lenha. Essa é a força da Lei involutiva.</p>
<p>Veja o que acontece com os seres humanos, é claro que existem no útero da mulher os processos evolutivos, quando está gestando. Quando a criança nasce ela está em evolução. Conforme passa pelos processos de crescimento, infância, adolescência, juventude, maturidade, ainda está em processo de Evolução, mas logo após começa o processo de involução, e, pouco a pouco, a pessoa vai envelhecendo, num processo de deterioração, igual ao da árvore, e, por último, envelhece e morre.</p>
<p>Essa é a crua realidade, mas atribuir à Lei da Evolução e Involução os aspectos psicológicos que ela não possui é um equívoco, um absurdo.</p>
<p>O que necessitamos, caríssimos irmãos, é nos separarmos dessas leis mecânicas da Natureza, nos apartarmos da Lei de Evolução e Involução, que constitui o eixo mecânico de toda essa maquinaria que chamamos de Natureza, pois se nós não nos separarmos dessas leis mecânicas, continuaremos metidos dentro do Samsara, ou seja, dentro dessa Roda Trágica de vidas e  mortes&#8230;</p>
<p>Precisamos nos colocar na Senda da Revolução da Consciência, esse Caminho que nos tira das Leis da Evolução e Involução&#8230;</p>
<p>A Senda da Revolução da Consciência foi ensinada pelo Divino Mestre: “<em>O Caminho  curto, estreito e difícil é o que conduz à Luz, e muito poucos conseguiram caminhar por ele&#8230;”</em></p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/06/samsara2-gnosisonline.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5952" title="samsara2-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/06/samsara2-gnosisonline-202x240.jpg" alt="" width="202" height="240" /></a>Jesus Cristo não  prometeu o Reino a todo mundo. Se estudarmos cuidadosamente os Quatro Evangelhos, podemos ver que o Mestre dá ênfase às dificuldades para se entrar no Reino. Está escrito: “<em>Muitos serão chamados e poucos serão os escolhidos.”</em></p>
<p>Mas quando se trata de falar dos “escolhidos”, muitas pessoas se julgam escolhidas, os protestantes acreditam que eles são os escolhidos, os católicos julgam que eles é que os são, cada um que está afiliado a qualquer religião ou seita acha que é escolhido!</p>
<p>Não, devemos ser um pouco mais amadurecidos para entender as palavras do nosso Mestre Jesus Cristo. Para ser escolhido, há que se passar pelo Segundo Nascimento, tal qual Ele deu a Nicodemus, quando lhe disse: “<em>Mestre Jesus, se vê que és um enviado de Deus, senão não poderia fazer tais milagres”. </em> E Jesus responde a Nicodemus: <em>“É necessário que nasças de novo para poder entrar no Reino dos Céus”. </em> Nicodemus não entendeu e Jesus lhe esclareceu: <em>&#8220;És Mestre em Israel e não sabes dessas coisas? Em verdade, em verdade, vos digo, que aquilo que nasce da carne é da carne; e aquilo que nasce do Espírito, Espírito é. É necessário que nasças de novo para poderes entrar  no Reino dos Céus”.</em></p>
<p>Ou seja, se não chegarmos ao Segundo Nascimento, tampouco poderemos entrar no Reino dos Céus, e para tal não se consegue com teorias ou à base de crenças intelectuais. Necessita-se algo mais&#8230;</p>
<p>A Natureza fala por si só. Veja as plantas, todas as criaturas, o nascimento é algo natural e o Segundo Nascimento se baseia nas mesmas forças da Natureza.</p>
<p>Temos falado muitas vezes, de maneira ampla, sobre o que são os Três Fatores da Revolução da Consciência.</p>
<p>MORRER: Sim é necessário morrer, o Ego deve morrer em si mesmo.</p>
<p>NASCER: É óbvio que se necessita nascer, devem nascer em nós os Corpos Solares, porque só assim poderemos encarnar o Ser.</p>
<p>SACRIFÍCIO PELA HUMANIDADE: É Amor, sacrifício por milhões de seres que povoam este mundo. Esses são os Três Fatores.</p>
<p><strong>Jesus disse isso, sintetizando: “<em>Aquele que quiser vir depois de mim: que negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.</em></strong></p>
<p>NEGAR A SI MESMO significa dissolver o Ego.</p>
<p>TOMAR A CRUZ e carregá-la nos nossos ombros significa trabalhar na Forja dos Ciclopes, na Nona Esfera, porque a Cruz é eminentemente fálica.</p>
<p>SEGUIR O CRISTO é sacrificar-se pelos nossos semelhantes.</p>
<p>Necessitamos trabalhar intensamente com os Três Fatores, e só assim será possível se chegar à Autorrealização Íntima do Ser. Mas as pessoas acreditam que unicamente por meio da Evolução chegarão à Autorrealização. Isso é completamente equivocado, porque a Autorrealização não pode ser um produto mecânico da Natureza, ainda que seja de tipo evolutivo.</p>
<p><strong>Muitos acreditam que, por exemplo, através de inúmeras reencarnações se chega à Perfeição, e isso é falso! Muitas pessoas não sabem distinguir a reencarnação do retorno.</strong></p>
<p>A reencarnação  foi conhecida na Índia pelo Senhor krishna, que viveu uns mil anos antes de Jesus. Krishna disse que nem todos os seres reencarnam, somente os Deuses, os Devas, os Semideuses, os Titãs etc., são os chamados a reencarnar-se . Isso poderá parecer estranho a muitos, mas assim o é. Para reencarnar-se, necessita-se de uma Individualidade definida e os seres humanos não a possuem, pois se os observarmos cuidadosamente perceberemos que estão cheios de terríveis contradições.</p>
<p>Cada um sabe que dentro de si leva muitas contradições, e trata de escondê-las naturalmente com desculpas. Mas se pudéssemos nos ver como somos, de corpo inteiro, num espelho, nos encheríamos de vergonha ao contemplar as nossas íntimas contradições. Os motivos destas, a causa primeira, é a Multiplicidade dos Eus, dentro de cada um.</p>
<p>Dentro de cada um dos Cilindros da nossa máquina orgânica temos diferentes Eus. Por exemplo, o Eu do Intelecto diz: “<em>Eu vou estudar um pouco”.</em> Mas entra em choque com o Eu do movimento que diz: “<em>Não, eu tenho vontade de caminhar um pouco”.</em> E logo surge um terceiro na disputa, o Eu da Fome, que diz: “<em>não, eu prefiro comer”.</em> Vejam quantas contradições temos dentro de nós!</p>
<p>Quando um deles chega a se sobrepor sobre os demais, controla o cérebro e os Centros Capitais da máquina orgânica e então, vemos que o indivíduo se apaixona por uma ideia ou por uma pessoa do sexo oposto etc.</p>
<p>Mas logo veremos que aquele eu que havia jurado amor eterno ou lealdade a uma causa, se retira, deixando todas as pessoas perplexas e atônitas&#8230;</p>
<p>O corpo humano é uma máquina controlada por múltiplos Eus. Seria um absurdo imaginar que esses Eus reencarnam. Quando chega a hora da morte, o que continua além do cemitério, é uma Legião de Demônios-Eus que personificam os nossos erros. Depois de certo tempo, esses Eus-Diabos retornam regressam, se reincorporam  num organismo, e ao retornarem repetem exatamente todas as ações de suas vidas anteriores&#8230; essa é a Lei da Eterna Recorrência.</p>
<p>Assim é que a Lei do Retorno ou Recorrência governa toda a Humanidade. Como então se pode falar de Reencarnação nesse sentido? Ela é para os indivíduos que já não possuem Ego, para os indivíduos que são puro Espírito, para os indivíduos Sagrados.</p>
<p>A reencarnação foi confundida com a Lei do Eterno Retorno: todos retornam, mas nem todos reencarnam, porque não são indivíduos Sagrados. Se quiser reencarnar, necessita-se morrer de instante a instante, eliminando o Ego, para que a Essência, que está presa entre esses múltiplos “Eus-diabos” que carregamos dentro nós se liberte.</p>
<p>Conforme cada Eu  se desintegra, a Essência vai se tornando cada vez mais livre, começando a tomar uma forma definitiva e estabelecer dentro de nós a Pérola  Seminal da qual nos fala o TAO. Mais tarde, através do tempo, a pérola seminal se transforma num “Embrião Áureo”, que vai se desenvolvendo cada vez mais e mais, conforme os Eus vão sendo desintegrados.</p>
<p>Quando o Embrião Áureo se estabelece em nós,  desenvolvemos um equilíbrio completo entre o Material e o Espiritual, dando-nos uma individualidade definida. Quando todo o Ego tiver sido pulverizado, a nossa Consciência despertará, tornando-se iluminada e resplandecente, podendo mover-se livremente pelo Espaço Infinito.</p>
<p>O importante é que esse trabalho de “Morrer” faz vocês reduzirem o Ego a cinzas.</p>
<p>É muito importante que vocês também aprendam a manejar a Energia Criadora, lembram vocês que nos Mistérios Gnósticos, sempre aparecem as figuras do CÁLICE e da LANÇA. O Cálice representa o Yoni feminino e a lança, a força masculina.</p>
<p>Os grandes sábios da Antiguidade aproveitavam o Sahaja Maithuna para aniquilar os Eus, para reduzi-los a cinzas&#8230; Fala-se sempre da Cópula Metafísica e que durante o momento supremo se pode pedir à Divina Mãe Kundalini, para que Ela use a Lança, ou seja, a Força Sexual, para reduzir a cinzas esses Eus que controlam o organismo humano.</p>
<p>E conforme vai se desintegrando, vai se estabelecendo dentro de nós a Pérola Seminal, que mais tarde se converte numa Flor Áurea ou no Embrião Áureo. Esse é o mistério que temos de entender a fundo&#8230;</p>
<p>Quanto às pessoas que não têm conjugue, sejam mulheres, sejam homens, devem compreender o erro que vão eliminar, e uma vez bem entendido, então se suplica à Mãe Kundalini, para que elimine o Eu que personifica o tal erro psicológico.</p>
<p>A diferença entre os solteiros e os casados é que os últimos, como dispõem da Força da Lança, podem destruir esse Eus mais rapidamente.</p>
<p><strong>Agora, os solteiros podem destruir os Eus, pedindo à Mãe Kundalini, mas quando se trata de destruir, por exemplo, os Três Traidores ou ir mais longe, a eliminar, por exemplo, o Dragão das Trevas, e muitos outros elementos subjetivos malvados, que o ser humano carrega nas suas profundezas do infraconsciente, necessita terminantemente do Poder da Lança, durante o Sahaja Maithuna.</strong></p>
<p>O processo de Morrer é bastante profundo, mas quanto processo de Nascer, é óbvio que temos que trabalhar com os Hidrogênios e isso é coisa do Maithuna, que mediante um choque especial, como expliquei já tantas vezes, se faz passar as notas musicais, Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si, que depois de saturar as células, vai cristalizando o nosso Corpo Astral.</p>
<p>E quando faz passar o Hidrogênio Sexual à uma terceira Oitava superior, então se fabrica, através das notas Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si,  o Corpo Mental.<a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/06/Samsara3-gnosisonline.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5953" title="Samsara3-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/06/Samsara3-gnosisonline-240x191.jpg" alt="" width="240" height="191" /></a></p>
<p>Quando se eleva o Hidrogênio Sexual a uma Quarta Oitava superior, passando novamente pelas sete notas musicais, se cristaliza o Corpo Causal, ao chegar à esta altura podemos encarnar isso que se chama de “Alma Humana ou Causal”, o terceiro aspecto da tríada “Atman-Buddhi-Manas”. Aí teremos então, um Homem  autêntico.</p>
<p><strong>Pergunta:</strong> <em>Mestre, li algo sobre a Roda do Samsara que dizia que a Alma passa por diferente etapas, começando por Áries e seguindo sucessivamente por todos os signos do Zodíaco, o que poderia nos dizer à respeito?</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>Samael Aun Weor:</strong> É claro que os seres humanos nascem sob um ou outro Signo Zodiacal; tudo depende da Lei do Karma individual. Quando o iniciado se liberta da lei da Recorrência, ela pode escolher o Signo Zodiacal à vontade. A sabedoria hindu nos fala das “12 Nidanas”, as 12 causas da existência, que estão relacionadas com os 12 Signos Zodiacais. Nos Mundos Superiores existe o Templo do Zodíaco, com os seus 12 Santuários.  Quando o Iniciado quer tomar um novo corpo físico, entra no Santuário desejado. Isso é o que eu tenho para dizer a vocês, é bom que eliminem de suas mentes esse Dogma da Evolução, porque conduz muitas pessoas ao erro.</p>
<p><strong><em>P: </em></strong><em>Mestre, é sobre a Lei da Recorrência, sobre a repetição de tudo o que nós fizemos anteriormente, mas me parece que deve haver algumas variações.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>SAW:</strong> Existem repetições exatas e pequenas variações como você afirma. Conforme se vai despertando a Consciência, se vai ficando livre dessa Lei da Recorrência e quando desperta totalmente, se liberta dessa Lei.</p>
<p>Mas existem em alguns lugares do mundo, pessoas que repetem exatamente toda a sua vida anterior, nos mínimos detalhes; gente que nasce no mesmo povo, se casa na mesma idade, organiza a sua vida economicamente da mesma maneira. Essas pessoas às vezes se fazem proféticas e dizem que, “<em> quando tiver 20 anos terei um negócio de tal forma, quando tiver 40 anos terei tantos filhos e minha vida será desta maneira&#8230;”</em> E mais tarde, pode-se comprovar que essas profecias dessas pessoas se cumpriram exatamente como previam&#8230;</p>
<p>Então, se não temos suficiente compreensão, chega-se a pensar que essas gentes são intuitivas ou proféticas. Mas não é nada disso: o que acontece é que essas pessoas, como repetem sempre a mesma coisa já sabem o seu papel de memória.</p>
<p>Dissolver o Ego, por só assim despertaremos a Consciência, e desta forma nos libertaremos da Lei da Recorrência.</p>
<p><strong>P:</strong> <em>Mestre, quando se fabricam os Corpos Solares e não se desperta a Consciência, nesses casos o que acontece?</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>SAW:</strong> Não há dúvida que muitas pessoas fabricam os Corpos Solares e não dissolvem o Ego, e ao não dissolvê-lo tampouco despertam a Consciência e se convertem num “Hanasmussem”, com duplo centro de gravidade, um fracasso cósmico.</p>
<p>O trabalho deve ser completo, é necessário eliminar o Ego e fabricar os Corpos Solares. Com a mesma força sexual que se constroem os Corpos Solares, se dissolve o Ego. Quem aprende a manejar a Lança, ou seja, a Força de Eros, pode com tal poder eliminar o Ego. O importante é que durante a cópula alquímica há que se dirigir toda a força sexual para dentro e para cima, através da Divindade, à Divina Mãe Kundalini. Nesses instantes se roga a Kundalini, pedindo-lhe para que empunhe a Lança de Eros e reduza a cinzas o defeito compreendido, e assim vamos morrendo pouco a pouco, e quando conseguirmos a morte total dos nossos agregados psicológicos, virá o despertar da nossa Consciência Cósmica.</p>
<p>Um Hasnamussen é um ser que tem duplo centro de gravidade, são duas entidades, por uma parte é o Ego diabólico, terrível e perverso, e por outra parte é o Mestre Secreto, vestido com os Corpos Solares; tem dentro de si um Mestre Branco e outro Negro, um aborto da Mãe Cósmica! Eu não quero que vocês venham a fracassar, compreendam a fundo o que têm de fazer&#8230;</p>
<p><strong>P:</strong> <em>Mestre, fale-nos sobre as 108 vidas e os 3 mil ciclos da Roda de Samsara.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>SAW:</strong> Toda Mônada Divina tem 3 mil oportunidades, e cada ciclo inclui não somente as evoluções através do Mineral, do Vegetal e do Animal, como também as 108 Vidas humanas. É claro que se essas 108 Vidas não são devidamente utilizadas, vem o fracasso. Então, a Consciência inicia o processo involutivo, ingressando nos Mundos Infernais, retrocede no tempo, passando pelos processos animais, vegetais e minerais&#8230;</p>
<p>Quando chega ao estado fóssil, ou mineral, os Eus se reduzem a pó cósmico e aí a Essência sai novamente à Luz do Sol, desnuda, limpa, pura, para iniciar um novo ciclo, que começará da pedra ao vegetal, dele ao animal, e por último conquistará o estado humano que outrora perdeu.</p>
<p>Ao entrar outra vez neste novo estado humano, dão-lhe  o mesmo que antes, 108 Vidas, e se as utiliza bem, maravilhoso! Se não a utiliza adequadamente, repete o processo.</p>
<p>De maneira que os 3 mil ciclos é o que se dá à Mônada Divina para a sua Autorrealização Íntima do Ser. Mas se ela não souber usar os 3 mil ciclos, se fracassar, as oportunidades se fecharão e então ela é absorvida no Seio do Espírito Universal da Vida <strong>para sempre.</strong></p>
<p>É uma Mônada  que gozará da felicidade como todas elas, mas não será uma Mônada Mestre, terá fracassado nas suas tentativas de conseguir a Maestria.</p>
<p>A Mônada não é Atman, Buddhi ou Manas dos quais a Teosofia fala, ela está mais dentro, é o Ancião dos Dias e dentro d&#8217;Ele está o Cristo e a Força Sexual que é o Espírito Santo&#8230; Essa é a Mônada. Ela tem de mandar a Essência tomar um corpo, uma forma no Laboratório da Natureza, com o objetivo de transformar-se em Alma, em Consciência Desperta.</p>
<p>Quando o ser humano triunfa, quando a Consciência se autorrealiza, se liberta da Mente, penetrando em Atman, no Inefável, e muito mais tarde, no Ancião dos Dias, e assim se autorrealiza.</p>
<p>E muito mais tarde é absorvido por ISHWARA, aquele Raio de onde saiu o Ancião dos Dias, convertendo-se num LOGOS.</p>
<p>Desta forma, liberta-se do Sistema Solar, com direito de viver nos Mundos do “Parama-Pada”, enquanto chega à noite Cósmica profunda.</p>
<p>Ao chegar a Noite cósmica, o Grande Pralaya, é absorvido no Espaço Abstrato Absoluto e ali viverá durante Sete Eternidades  em felicidade inconcebível&#8230;</p>
<p>Depois, num futuro Mahavântara, é óbvio que terá de voltar e entrar numa nova atividade, para Ciclos ou Idades Transcendentais do  Espírito, de Ordem Superior, sobre o qual falarei depois,  pois este não é o momento indicado.</p>
<p>Paz Inverencial!</p>
<p>Samael Aun Weor</p>
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		<title>Conduta gregária e as emoções negativas</title>
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		<pubDate>Thu, 26 May 2011 21:25:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia Gnóstica]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>Conduta gregária é a tendência que a máquina humana tem de estar misturada com as outras sem distinção e sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>Conduta gregária é a tendência que a máquina humana tem de estar misturada com as outras sem distinção e sem controle de nenhuma espécie.</p>
<p>Vejamos o que se faz quando se está em grupo ou entre a multidão. Estou seguro de que bem poucas pessoas se atreveriam a sair na rua e jogar pedras contra alguém. No entanto, em grupo o fazem. Alguém pode infiltrar-se numa manifestação pública e ficar exaltado por causa do entusiasmo. Terminará jogando pedras junto com a multidão ainda que depois venha a se perguntar porque o fez.</p>
<p>O ser humano comporta-se de forma diferente quando em grupo. Faz coisas que nunca faria sozinho. A que se deve isso? Deve-se àsImpressões Negativas às quais abriu as portas. Assim, acaba fazendo o que jamais faria sozinho.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-5851" title="conduta-gregaria-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/05/conduta-gregaria-gnosisonline.jpg" alt="" width="200" height="160" />Quando alguém abre as portas às impressões negativas, não só altera a ordem do centro emocional, que está no coração, como ainda o torna negativo. Quando alguém abre suas portas, por exemplo, às emoções negativas de uma pessoa que vem cheia de ira, porque alguém causou-lhe algum dano, termina aliando-se a essa pessoa contra o causador do dano e se encherá de raiva também sem ter nada que ver com o assunto.</p>
<p>Suponhamos que alguém abre as portas às impressões negativas de um embriagado e termina aceitando um copo de bebida. Em seguida, aceita dois, três&#8230; dez. Em conclusão, fica embriagado também.</p>
<p>Suponhamos que alguém abre as portas às impressões negativas de uma pessoa do sexo oposto.</p>
<p>Provavelmente, acabará fornicando e cometendo todo tipo de delitos.</p>
<p>Se abrimos as portas às impressões negativas de um drogado, quem sabe terminemos também fumando maconha ou consumindo algum tipo de entorpecente. Como conclusão, virá o fracasso.</p>
<p>Assim é como os seres humanos contagiam-se uns aos outros dentro de ambientes negativos. Os ladrões tornam as outras pessoas ladras. Os homicidas sempre contagiam alguém. Os viciados contagiam os outros e multiplicam-se os drogados, os ladrões, os agiotas, os homicidas etc.</p>
<p>Por quê? Porque cometem o erro de abrir sempre as portas às Emoções Negativas. Isso não está certo. Selecionemos nossas emoções!</p>
<p>Se alguém nos trouxer emoções positivas de luz, de beleza, de harmonia, de alegria, de perfeição, de amor&#8230; abramos a elas as portas do nosso coração. Porém, se alguém nos trouxer emoções negativas de ódio, de violência, de ciúmes, de drogas, de álcool, de fornicação ou de adultério, por que iremos lhe abrir as portas do nosso coração? Fechemo-las! Cerremos as portas às emoções negativas!</p>
<p>Quando alguém reflete sobre a conduta gregária, pode perfeitamente modificá-la e fazer de sua vida algo melhor.<br />
Samael Aun Weor &#8211; <em>A Revolução da Dialética<br />
</em></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>NOTA DO GNOSISONLINE: Um mantra, que pode ser pronunciado mentalmente também, que se recomenda para evitar e transcender a Conduta Gregária e apartar-se das emoções negativas é OMNIS HAUM INTIMO.</strong></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Oooooommmmmmniiiiiiiissssss</strong></span><br />
<span style="color: #0000ff;"><strong>Haaaaauuuummmmmmmmmm</strong></span><br />
<span style="color: #0000ff;"><strong>Iiiiiinnnntiiiiiimoooooooooooo</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Liberdade e autognose</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 01:34:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>Um dos principais ensinamentos que o venerável mestre Samael Aun Weor, líder mundial das instituições gnóstico-esotéricas, deixou gravadas com fogo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>Um dos principais ensinamentos que o venerável mestre Samael Aun Weor, líder mundial das instituições gnóstico-esotéricas, deixou gravadas com fogo no fundo de minha Consciência foi o de encarnar o “espírito de liberdade e de ter uma livre maneira de pensar.</p>
<p>A obra psicológica que o VM Samael construiu em mim foi a de me formar como homem livre, no sentido mais completo da palavra. Por essa mesma razão é que em todas as partes do mundo me chamam de “formador de homens livres”.</p>
<p>Ter fortes asas de liberdade constitui uma das principais heranças de sabedoria que o Mestre Samael me deixou. É esta joia mental que quero compartilhar com todos aqueles que desejam ter em sua psique os “átomos libertadores”, tão admirados e promulgados por Samael, que é a Força Libertadora de Deus em ação.</p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/04/autognosis-gnosisonline.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5731" title="autognosis-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/04/autognosis-gnosisonline.jpg" alt="" width="233" height="155" /></a>Quero transcrever trechos de uma magna obra, escrita por Samael. Não quero mencionar o título da mesma, ou o capítulo, a fim de motivar o leitor a investigar este texto por meio da meditação profunda. O VM Samael ensina:</p>
<p>“A humanidade quer pôr um abismo entre o humano e o divino, e aí está precisamente o erro do homem, porque dentro de si mesmo está o Divino, o Íntimo – <em>a autognosis</em> –, que quer se atualizar mediante a Senda da Vida Diária. No entanto, o homem – e o estudante gnóstico também – busca escapatórias. Com todas as suas crenças – <em>a interpretação pessoal da doutrina de Samael</em> –, o que o homem faz é afastar-se de si mesmo.”</p>
<p>O homem que se afilia a escolas materialistas ou espiritualistas – até às mesmas instituições gnósticas – busca somente escapatórias; quer eludir o conflito ou tirar o corpo fora. Sente medo e preguiça de conhecer a si mesmo para resolver seus próprios conflitos. As escolas, crenças e filosofias são formas fictícias de consolo.</p>
<p>A verdade não consiste em ser materialista ou espiritualista, mas em ser realista, ou seja, realizar-se a fundo, abordar a si mesmo, ajuizar sua personalidade sem orgulho de virtudes (porque todo mundo sente orgulho de ser virtuoso), sem hipocrisias, sem poses falsas ou piedades fingidas&#8230; sentando nossa personalidade no banco dos acusados para julgá-la sem consideração alguma, severamente. Assim, o homem deve traçar uma disciplina moral e ética para acabar com as raízes mais íntimas de seus próprios conflitos, porque estes são filhos de sua própria ignorância – <em>falta de autognosis</em>.</p>
<p>Esses conflitos individuais somados redundam nos conflitos sociais – <em>e até mesmo dentro das instituições gnósticas, maçônicas, teosóficas etc</em>.</p>
<p>Hoje, mais que nunca, é necessário que o homem comece a pensar por si mesmo – <em>a livre maneira de pensar, que o VM ensina em seu livro Educação Fundamental</em>. As pessoas não querem usar seu critério, preferem se acomodar ao alheio e opinam como pensam seus chefes.</p>
<p>O problema da massa é o problema do indivíduo. Enquanto este não aprender a resolver seus próprios problemas, a humanidade estará cheia de incertezas, sofrimentos e calamidades que, em vão, seus líderes políticos tentam solucionar, porque eles mesmos estão cheios de problemas para tentar resolver os dos outros.</p>
<p>Hoje, as massas decepcionadas aspiram à catástrofe porque estão martirizadas. Deste modo pretendem sair rapidamente de sua desesperação. Por isso, diariamente, ouvimos frases como esta: “Antes de ser colhido, é melhor cair!” Isso dá uma ideia clara do desespero das massas e da magnitude da catástrofe.</p>
<p>A mente do homem terá de se libertar das trevas do desejo, dos apetites, da vida fácil, das ânsias de acúmulo, e do egoísmo, porque tudo isso faz a mente reagir, incapacitando-a a discernir entre o real e o ilusório, o mutável e o permanente, o útil do inútil – como é o caso concreto dos estudantes gnósticos que caem na rede dos falsos profetas.</p>
<p>A mente do homem atual é como um barco que vai de porto em porto, e cada porto é uma escola, uma teoria, uma crença, uma seita, um partido político, um conceito de bandeira, uma filosofia, uma religião. Enquanto a mente se ancore nesses fundos mentais, então, ela se encerra dentro deles para agir e reagir incessantemente, com seus preconceitos estabelecidos.</p>
<p>Uma mente assim está incapacitada para compreender a vida livre em seu movimento. Uma mente assim é escrava do Ego animal e das energias estancadas da vida, onde existem conflitos, lutas de classe, fome e dor.</p>
<p>A mente do homem necessita se libertar do batalhar das antíteses que a dividem e a incapacitam como instrumento do Íntimo.</p>
<p>O homem racional, por meio da escolha mental, comete o erro de dividir a si mesma. Disso resulta a ação equivocada e o esforço inútil (onde surge o conflito e a amargura). Se quisermos resolver, por nós mesmos, nossos problemas individuais, temos de aprender o uso e o manejo da mente.</p>
<p>O pensamento deve fluir integralmente, sem o processo da opção que divide a mente em opiniões tão opostas. A mente deve fluir serena, inteira, como o doce fluir do pensamento guiada unicamente pela intuição, que é a voz do Íntimo e a flor da inteligência. Disso resulta a reta ação, o reto esforço e a plenitude perfeita.</p>
<p>A chama evocadora da Nova Era é a Luz do Pensamento. O homem não vive o presente, mas em meio a experiências do passado e a preocupações do amanhã. Vê o presente através do colorido das experiências do passado. Por conseguinte, mira um presente desfigurado. Ele não percebe a realidade presente, e obstinadamente, chama a si mesmo de “homem prático”.</p>
<p>O Novo Mundo não será um mundo de conquistas militares, ou de linhas fronteiriças, mas sim de um novo estado de consciência, que já está nascendo à margem de todas as limitações. As bandeiras estão cheias de danos ancestrais e tudo isso pertence ao passado, ao que já deu seu fruto.</p>
<p>Desde já, ressoarão os sinos da Páscoa da Ressurreição de Aquário. Quando a Grande Chama do Entendimento iluminar a terra, fará com que todos os problemas do mundo desapareçam e não haverá senão Felicidade.</p>
<p>O Amor é a base d vida e é conveniente falar de amor à luz da Ciência Oculta. É necessário um Conhecimento mais profundo (Gnose) sobre a vivência íntima do Amor!</p>
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		<title>Os corpos lunares</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 20:58:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia Gnóstica]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>Todas as Escolas muito Esotéricas e muitos Ocultistas fundamentam seus estudos no Setenário Teosófico que se segue: 1 &#8211; Atman [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>Todas as Escolas muito Esotéricas e muitos Ocultistas fundamentam seus estudos no Setenário Teosófico que se segue:</p>
<p>1 &#8211; Atman (o Íntimo)</p>
<p>2 &#8211; Budhi (Alma Espiritual)</p>
<p>3 &#8211; Manas Superior (Alma Humana)</p>
<p>4 &#8211; Manas Inferior (Corpo Mental)</p>
<p>5 &#8211; Kâma (Corpo de Desejos)</p>
<p>6 &#8211; Linga Sharira (Corpo Vital)</p>
<p>7 &#8211; Sthula Sharira (Corpo Físico)</p>
<div id="attachment_5409" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><img class="size-medium wp-image-5409" title="corpos-lunares-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/01/corpos-lunares-gnosisonline-240x162.jpg" alt="" width="240" height="162" /><p class="wp-caption-text">O que distingue o animal racional dos outros animais é o Intelecto. Por isso é chamado de Animal Intelectual</p></div>
<p>Atman é o Senhor, o Íntimo. Budhi é a alma espiritual. Manas superior é a alma humana.</p>
<p>O Íntimo, o Senhor, tem duas almas. A primeira é a alma espiritual (Budhi) e a segunda é a alma humana (Manas Superior), princípio causal.</p>
<p>As duas Almas devem trabalhar sob a direção do Senhor; porém, isto só é possível nos Mestres. Enquanto a alma humana trabalha, a alma espiritual brinca.</p>
<p>A alma espiritual é feminina e a alma humana é masculina. Nos mestres, a alma espiritual pode estar prenhe com frutos que, quando nascem, devem ser elaborados pela alma humana.</p>
<p>As pessoas sentem-se muito orgulhosas com o Corpo Mental porque com ele raciocinamos, discutimos, projetamos etc., porém, este corpo mental é LUNAR 100% e o têm todos os animais em estado residual.</p>
<p>As pessoas vivem no mundo das paixões animais e gozam nos desejos passionais porque o veículo emocional que possuímos é tão só um corpo LUNAR ANIMAL de desejos bestiais.</p>
<p>O Corpo Vital é o Corpo tetradimensional, o Linga Sharira dos hindustânis, o fundamento vivente de todas as atividades físicas, químicas, calóricas, perceptivos etc.</p>
<p>Realmente, o Corpo Vital é tão só a seção superior do corpo físico, a parte tetradimensional do Corpo Físico.</p>
<p>Dentro dos veículos mental e de desejos, muitos clarividentes podem ver uma bela criatura de cor azul-elétrico muito formosa, que se confundem facilmente com a Alma Humana ou Corpo da Vontade Consciente (Corpo Causal).</p>
<p>Realmente, o animal intelectual não tem, ainda, Corpo Causal. A bela criatura azul que os clarividentes veem dentro dos veículos lunares é isso que no budismo zen se chama o Budhata, a Essência, uma fração da sagrada Alma Humana dentro de nós.</p>
<p>Nenhum animal intelectual tem Corpo Causal. Nenhum animal intelectual tem encarnada a Tríada Imortal. Se alguém encarnasse sua Divina Tríada Imortal, deixaria imediatamente de ser animal intelectual e converter-se-ia em Homem.</p>
<p>Só fabricando os Corpos Solares podemos nos dar ao capricho de encarnar a Divina Triada Imortal: Atman-Budhi-Manas.</p>
<p>Se quisermos subir devemos primeiro descer. Só baixando à Nona Esfera é que podemos fabricar os Corpos Solares para encarnar a Tríada Imortal e nos convertermos em Homens.</p>
<p>Hoje em dia, somos apenas Animais Intelectuais. O único que nos adorna é o Intelecto, porém se nos tirarem o Intelecto ficaremos animais muito inúteis, piores que os orangotangos e gorilas – criaturas idiotas, indefesas, bestiais.</p>
<p>O budismo zen considera os Corpos Lunares como formas mentais que devemos dissolver, reduzir a pó.</p>
<p>Os Corpos Lunares são propriedade comum de todas as bestas, incluindo a besta intelectual equivocadamente chamada homem.</p>
<p>Só fabricando os Corpos Solares podemos nos dar ao luxo de encarnar a Tríada Imortal para nos convertermos em Homens de verdade. Os Corpos Solares são o resultado de um trabalho consciente, feito sobre si mesmo.</p>
<p>Só baixando à Nona Esfera podemos fabricar os Corpos Solares e encarnar a Tríada Imortal para Nascer nos Mundos Superiores como novos Mestres do Mahavântara.</p>
<p><img class="size-medium wp-image-5408 alignright" title="corpos-solares-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/01/corpos-solares-gnosisonline-178x240.jpg" alt="" width="178" height="240" />O animal intelectual vive durante as horas do sono, e depois da morte nos mundos suprassensíveis, com Corpos Lunares. Ditos corpos são muito frios e fantasmais.</p>
<p>Os Corpos Solares são chamas viventes, radiantes, sublimes. Recordai que os Anjos, Arcanjos, Mestres etc., usam Corpos Solares.</p>
<p>O autêntico Corpo Astral Solar é um veículo de carne e osso, porém, carne que não vem de Adão, um corpo de incalculável beleza e suprema felicidade.</p>
<p>O legítimo Corpo Mental Solar é o Corpo de Paraíso, um corpo de carne e osso, porém carne que não vem de Adão, um corpo de natureza feminina, receptiva. O verdadeiro Corpo Mental Solar está mais além do raciocínio, é um veículo para compreender.</p>
<p>Aqueles que possuem o verdadeiro Corpo Mental Solar não necessitam aceitar ou repelir; compreendem, e isso é tudo.</p>
<p>O autêntico Corpo Mental Solar tem 300 mil <em>clãs</em> ou centros magnéticos, e cada <em>clã</em> deve vibrar ao mesmo tom sem esforço algum. O Corpo Mental Solar, com suas 300 mil clãs é formidável, maravilhoso.</p>
<p>O Adepto que possui um veículo mental solar plenamente desenvolvido recebe e compreende a Verdade de momento em momento sem o tremendo batalhar do pensamento.</p>
<p>O legítimo corpo da Vontade Consciente permite ao Adepto ter Imortalidade Consciente.</p>
<p>O legítimo Corpo da Vontade Consciente permite ao Adepto realizar ações nascidas da Vontade Consciente. O legítimo Corpo da Vontade Consciente permite ao Adepto determinar circunstâncias.</p>
<p>Todo Mestre que NASCEU nos mundos superiores deve eliminar os Corpos Lunares. Estes constituem nosso remanescente animal que vem dos antigos tempos.</p>
<p>Os desencarnados comuns e correntes, vestidos com seus Corpos Lunares, se parecem com sonâmbulos inconscientes, frios, fantasmas, vivendo no passado.</p>
<p>O Animal Intelectual é lunar 100% e realmente não é verdadeiro Homem.</p>
<p>Só fabricando os Corpos Solares nos convertemos em Homens Verdadeiros.</p>
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		<title>A jaula do Ego</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Jan 2011 23:44:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia Gnóstica]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>Os que escutaram com mística paciência o arcano da noite misteriosa, os que compreenderam o enigma que se esconde em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>Os que escutaram com mística paciência o arcano da noite misteriosa, os que compreenderam o enigma que se esconde em cada coração, no ressoar de uma carruagem longínqua, em um vago eco, em um ligeiro som perdido na distância… ouçam-me!</p>
<p>Nos instantes de profundo silêncio, quando as coisas esquecidas, os tempos passados, surgem do fundo da memória, na hora dos mortos, na hora do repouso, estudem este capítulo do Quinto Evangelho não apenas com a mente mas também com o coração.</p>
<p>Como se fosse numa taça de ouro, derramo nestas linhas minhas dores de longínquas recordações e de funestas desgraças. São tristes nostalgias da minha alma ébria de flores; duelo do meu coração, triste de festas.</p>
<p>Mas… que quero dizer? Minh’alma&#8230; por acaso te lamentas de tantos outroras com queixas vãs? Ainda podes perseguir a fragrante rosa, o lírio, e ainda há murtas para a tua lastimosa cabeça grisalha.</p>
<p>A alma se agita com as vãs recordações. Cruel, imola o que ao Ego alegra, imitando Zingua, a lúbrica negra rainha de Angola.</p>
<p>Tu gozaste em horríveis bacanais, em néscios prazeres e no bulício mundano e agora, coitado de ti, escutas a terrível imprecação do Eclesiastes: Desgraçado de ti&#8230; Pobre Ego! O momento de paixão te enfeitiça, mas olha como chega a Quarta-Feira de Cinzas: <em>Memento, homo</em>.</p>
<p>Por isso, para a Montanha da Iniciação vão as almas seletas, como explicam Anacreonte e Omar Khayan.</p>
<p>O velho tempo tudo rói sem clemência e passa depressa. Cíntia, Cloe e Cidalisa saibam vencê-lo.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5392" title="ego-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/01/ego-gnosisonline-240x240.jpg" alt="" width="190" height="190" />Na ausência do Eu além do tempo, experimentei Isso que é o Real, esse elemento que a tudo transforma radicalmente.</p>
<p>Viver o Real além da mente&#8230; Experimentar de forma direta aquilo que não pertence ao tempo&#8230; é algo verdadeiramente impossível de descrever com palavras.</p>
<p>Eu estava nesse estado conhecido no Oriente como Nirvi-Kalpa-Samádhi. Sendo um indivíduo, tinha passado para além de toda individualidade. Por um instante senti que a gota se perdia no oceano que não tem margens, mar de luz indescritível&#8230; abismo sem fundo&#8230; vazio budista cheio de glória e felicidade.</p>
<p>Como se descreve o que está além do tempo? Como se define o Vazio Iluminador? Samádhi fez-se demasiando profundo&#8230; a ausência absoluta do Eu, a perda total da individualidade, a impersonalização cada vez mais e mais radical, me amedrontaram.</p>
<p>Sim&#8230; Temor&#8230; Tive medo de perder o que sou, minha própria particularidade, meus afetos humanos&#8230; Que terrível é a aniquilação budista.</p>
<p>Cheio de terror e até de pavor, perdi o êxtase, entrei no tempo, me engarrafei no Eu e caí dentro da mente.</p>
<p>Então&#8230; ai de mim&#8230; ai, ai. Foi só então que compreendi a pesada brincadeira do Ego. Era ele quem temia e sofria pela sua própria existência. Satã, o Mim Mesmo, meu querido Ego, tinha feito com que perdesse o Samádhi. Que horror! Se tivesse sabido antes&#8230; E as pessoas que o adoram tanto, que o qualificam de divino, de sublime&#8230; como estão equivocados! Pobre humanidade!</p>
<p>Quando passei por essa vivência mística, era ainda muito jovem e ela, a noite, o firmamento, chamava-se Urânia.</p>
<p>Ah, juventude louca que joga com coisas mundanas e que vê em cada mulher uma ninfa grega, ainda que ela seja uma rubra cortesã! Tempo longínquo, mas ainda vejo flores nos laranjais verdes, impregnados de aromas, ou encantos nas velhas fragatas que chegam dos distantes mares&#8230; e teu adorado rosto desse tempo surge em minha imaginação com os primeiros pesares e os primeiros amores. Compreendi que precisava dissolver o Ego, reduzi-lo a pó, para ter direito ao êxtase.</p>
<p>Meu Deus! Então encontrei-me com tantos e tantos ontens. De fato, o Eu é um livro de muitos volumes. Quão difícil foi para mim a dissolução do Eu, contudo, a consegui. Fugindo do mal, muitas vezes entrei no mal e chorei.</p>
<p>Para que servem as vis invejas e as luxúrias, que se retorcem como répteis em suas pálidas fúrias?</p>
<p>Para que serve o ódio funesto dos ingratos? Para que servem os gestos arbitrários dos Pilatos?</p>
<p>No fundo profundo dos homens mais castos vive o Adão bíblico, ébrio de paixão carnal, saboreando com deleite o fruto proibido. A nua Frineia ainda ressurge na obra de Fídias.</p>
<p>E clamei muito aos céus, dizendo: Ao fauno que há em mim, dá-lhe ciência, dá-lhe essa sabedoria que faz estremecer as asas ao anjo. Pela oração e pela penitência, permita-me pôr em fuga as diabesas ruins. Dá-me, Senhor, outros olhos, não estes que gozam ao ver belas curvas e lábios vermelhos. Dá-me outra boca em que fiquem impressos para sempre os ardentes carvões do asceta e não esta boca de Adão em que vinhos e beijos loucos aumentam e multiplicam infinitamente a gula bestial.</p>
<p>Dá-me, Senhor, mãos de penitente e de disciplinante que me deixem o lombo em sangue e não estas mãos lúbricas de amante que acariciam as maçãs do pecado. Dá-me sangue crístico, inocente, e não este que me faz arder as veias, vibrar os nervos e ranger os ossos. Quero ficar livre da maldade e do engano, morrer em mim mesmo e sentir uma mão carinhosa que me empurre para a caverna que sempre acolhe ao ermitão.</p>
<p>Meus irmãos, trabalhando intensamente cheguei ao reino da Morte pelo caminho do Amor.</p>
<p>Ah, se esses que buscam a Iluminação viessem a compreender de verdade que a alma está engarrafada no Eu. Ah, se destruíssem o Eu, se reduzissem a poeira o querido Ego, suas almas ficariam livres de verdade&#8230; em êxtase&#8230; em contínuo Samádhi e experimentariam Isso que é a Verdade.</p>
<p>Quem quiser vivenciar o Real deve eliminar os elementos subjetivos das percepções. Urge saber que tais elementos constituem diversas entidades que formam o Eu. Dentro de cada um desses elementos, dorme profundamente a alma. Que dor!</p>
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		<title>Estudo psíquico do homem</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Jan 2011 16:56:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos Especiais]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>“Qualquer tentativa de liberação, por grandiosa que seja, se não leva em conta a necessidade de dissolver o Ego, está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>“Qualquer tentativa de liberação, por grandiosa que seja, se não leva em conta a necessidade de dissolver o Ego, está condenada ao fracasso.” (Samael Aun Weor)</p>
<h3><strong>A Observação de Si Mesmo</strong></h3>
<p>“Inquestionavelmente, assim como existe o ‘país exterior’ no qual vivemos, também existe em nossa intimidade o ‘país psicológico’.</p>
<p>As pessoas nunca ignoram a cidade ou a comarca onde vivem; infelizmente, acontece que desconhecem o lugar psicológico onde estão situadas.</p>
<p>Em um dado instante, qualquer um sabe em que bairro se encontra, mas no terreno psicológico não acontece o mesmo. Normalmente as pessoas nem remotamente suspeitam, em um momento dado, o lugar de seu ‘país psicológico’ onde se meteram.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-5384" title="tempo-celestial-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/01/tempo-celestial-gnosisonline.jpg" alt="" width="200" height="226" />Assim como no mundo físico existem bairros de pessoas decentes e cultas, assim também acontece na “comarca psicológica” de cada um de nós; não há dúvida de que existem bairros muito elegantes e formosos.</p>
<p>Assim como no mundo físico existem colônias ou bairros com ruelas perigosíssimas, cheias de assaltantes, assim também acontece o mesmo na comarca psicológica em nosso interior.&#8221; (Samael Aun Weor: <em>A Grande Rebelião</em>)</p>
<p>Observar e observar-se a si mesmo são duas coisas completamente diferentes; entretanto, ambas exigem atenção.</p>
<p>Na observação, a atenção é orientada para fora, para o mundo exterior, através das janelas dos sentidos.</p>
<p>Na auto-observação de si mesmo, a atenção é orientada para dentro, e para isto os sentidos da percepção externa não servem, motivo este mais que suficiente para que seja difícil ao neófito a observação de seus processos psicológicos íntimos.</p>
<p>O ponto de partida da ciência oficial, em seu lado prático, é o observável. O ponto de partida do trabalho sobre si mesmo é a auto-observação, o auto-observável.</p>
<p>Inquestionavelmente, estes dois pontos de partida citados nos parágrafos acima nos levam a direções completamente diferentes.</p>
<p>Alguém poderia envelhecer engarrafado nos dogmas intransigentes da ciência oficial, estudando fenômenos externos, observando células, átomos, moléculas, sóis, estrelas, cometas, etc., sem experimentar dentro de si mesmo nenhuma mudança radical.</p>
<p>O tipo de conhecimento que transforma interiormente alguém jamais poderia ser atingido mediante a observação externa.</p>
<p>O verdadeiro conhecimento que realmente pode originar em nós uma mudança interior fundamental tem por base a auto-observação direta de si mesmo.</p>
<p>É urgente dizer a nossos estudantes gnósticos que se observem a si mesmos, em que sentido devem se auto-observar e as razões para isso.</p>
<p>A observação é um meio para modificar as condições mecânicas do mundo. A auto-observação interior é um meio para mudar intimamente.</p>
<p>Como consequência ou corolário de tudo isso, podemos e devemos afirmar de forma enfática que existem dois tipos de conhecimento, o externo e o interno, e que a menos que tenhamos em nós mesmos o centro magnético que pode diferenciar as qualidades do conhecimento, esta mistura dos dois planos ou ordens de ideias poderia levar-nos à confusão.</p>
<p>Sublimes doutrinas pseudoesotéricas, com um fundo marcadamente científico, pertencem ao terreno do observável; entretanto, são aceitas por muitos aspirantes como conhecimento interno.</p>
<p>Encontramo-nos, pois, diante de dois mundos, o exterior e o interior. O primeiro destes é percebido pelos sentidos de percepção externa; o segundo só pode ser percebido mediante o sentido de auto-observação interna.</p>
<p>Pensamentos, ideias, emoções, anseios, esperanças, desenganos, etc., são interiores, invisíveis para os sentidos ordinários, comuns, e entretanto são para nós mais reais que a mesa da sala de jantar ou as poltronas da sala.</p>
<p>Certamente, vivemos mais em nosso mundo interior que no exterior; isto é irrefutável, irrebatível.</p>
<p>Em nossos ‘Mundos Internos’, em nosso ‘mundo secreto’, amamos, desejamos, suspeitamos, bendizemos, maldizemos, sofremos, gozamos, somos defraudados, premiados etc.</p>
<p>Inquestionavelmente, os dois mundos, interno e externo, são verificáveis experimentalmente. O mundo exterior é o observável. O mundo interior é o auto-observável em si mesmo e dentro de si mesmo, aqui e agora.</p>
<p>Quem realmente quer conhecer os ‘Mundos Internos’ do planeta Terra, do sistema solar ou da galáxia em que vivemos deve conhecer previamente seu mundo íntimo, sua vida interior, particular, seus próprios ‘Mundos Internos’.</p>
<p>“Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.”</p>
<p>Quanto mais se explore este ‘mundo interior’ chamado ‘Si Mesmo’, tanto mais se compreenderá que se vive simultaneamente em dois mundos, em duas realidades, em dois âmbitos, o exterior e o interior.</p>
<p>Do mesmo modo que é indispensável aprender a caminhar no ‘mundo exterior’, para não cair em um precipício, não extraviar-se nas ruas da cidade, selecionar suas amizades, não associar-se com pessoas perversas, não comer veneno, etc., assim também, mediante o trabalho psicológico sobre si mesmo, aprendemos a caminhar no ‘Mundo Interior’, o qual é explorável mediante a auto-observação de si mesmo.</p>
<p>Realmente, o sentido de auto-observação de si mesmo se encontra atrofiado na raça humana decadente desta época tenebrosa em que vivemos.</p>
<p>À medida que perseveramos na auto-observação de nós mesmos o sentido de auto-observação íntima irá se desenvolver progressivamente.</p>
<p>Só assim nos conheceremos na íntegra e realmente. Só assim descobriremos os motivos secretos de nossas ações. Só assim conheceremos isso que se denominou ‘ESSÊNCIA’, ‘EGO’ e ‘PERSONALIDADE’&#8230;</p>
<h3><strong>A Essência ou Consciência</strong></h3>
<p>“Antes de tudo se faz necessário conhecer o caminho que nos leva à AUTORREALIZAÇÃO ÍNTIMA DO SER. Indubitavelmente, é urgente compreender a necessidade de cristalizar em nós isso que se chama ‘ALMA’.</p>
<p>Jesus, o Cristo, disse: “Em paciência possuireis vossas almas”; mas antes de tudo convém entender o que é isto que se chama Alma. Certamente, tenho que lhes dizer que a Alma é um conjunto de leis, princípios, virtudes, poderes, etc. As pessoas possuem a ESSÊNCIA, o material psíquico para fabricar Alma, ou, melhor diríamos, para cristalizar a Alma, mas ainda não possuem a Alma. (Samael Aun Weor: Estudo Gnóstico Sobre a Alma)</p>
<p>Urge, antes de tudo, saber o que é isso que se chama Consciência, pois são muitas as pessoas que nunca se interessaram por saber nada sobre a mesma.<img class="alignright size-medium wp-image-5386" title="integrar-se-com-a-natureza-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/01/integrar-se-com-a-natureza-gnosisonline1-203x240.jpg" alt="" width="203" height="240" /></p>
<p>Qualquer pessoa comum jamais ignoraria que um boxeador, ao cair nocauteado sobre o ringue, perde a Consciência. É claro que, ao voltar a si, o desventurado pugilista adquire novamente a Consciência. Assim, qualquer um compreende que existe uma clara diferença entre a personalidade e a Consciência.</p>
<p>Ao vir ao mundo todos temos uns três por cento de Consciência e uns noventa e sete por cento repartíveis entre subconsciência, infraconsciência e inconsciência.</p>
<p>O que torna bela e adorável toda criança recém-nascida é sua Essência (esse três por cento de Consciência); esta constitui em si mesma sua verdadeira realidade.</p>
<p>O crescimento normal da Essência em toda criatura é certamente muito residual, incipiente&#8230;</p>
<p>O corpo humano cresce e se desenvolve de acordo com as leis biológicas da espécie; entretanto, tais possibilidades são por si mesmas muito limitadas para a Essência&#8230;</p>
<p>Inquestionavelmente, a Essência só pode crescer por si mesma, sem ajuda, em pequeníssimo grau&#8230;</p>
<p>Falando francamente e sem rodeios, diremos que o crescimento espontâneo e natural da Essência só é possível durante os primeiros três, quatro ou cinco anos de idade, quer dizer, na primeira etapa da vida&#8230;</p>
<p>As pessoas pensam que o crescimento e desenvolvimento da Essência se realiza sempre de forma contínua, de acordo com a mecânica da evolução, mas o gnosticismo universal ensina claramente que isso não ocorre assim&#8230;</p>
<p>A fim de que esta fração de Essência, os três por cento de Consciência desperta, cresça mais, algo muito especial deve acontecer, algo novo há que realizar&#8230;</p>
<p>Quero referir-me de forma enfática ao trabalho sobre si mesmo. O desenvolvimento da Essência é possível unicamente à base de trabalhos conscientes e padecimentos voluntários&#8230;</p>
<p>É necessário compreender que estes trabalhos não se referem a questões de profissão, bancos, carpintarias, alvenarias, reparação de linhas férreas ou assuntos de escritório&#8230;</p>
<p>Este trabalho é para toda pessoa que desenvolveu a personalidade; trata-se de algo psicológico&#8230;</p>
<p>Existem vários tipos de energia dentro de nós mesmos que devemos compreender &#8211; primeira: energia mecânica; segunda: energia vital; terceira: energia psíquica; quarta: energia mental; quinta: energia da vontade; sexta: energia da Consciência; sétima: energia do Espírito puro.</p>
<p>Por muito que multipliquemos a energia estritamente mecânica dentro de nosso organismo, jamais conseguiríamos despertar a Consciência.</p>
<p>Por mais que incrementássemos as forças vitais dentro de nosso organismo, nunca chegaríamos a despertar a Consciência.</p>
<p>Muitos processos psicológicos se realizam dentro de nós mesmos sem que para isto intervenha para nada a Consciência.</p>
<p>Por maior que seja a disciplina da mente, a energia mental não conseguirá nunca despertar os diversos funcionalismos da Consciência.</p>
<p>A força da vontade, ainda que multiplicada até o infinito, não consegue despertar Consciência.</p>
<p>Todos estes tipos de energia se escalonam em distintos níveis e dimensões que nada têm que ver com a Consciência.</p>
<p>A Consciência só pode ser despertada mediante trabalhos conscientes e esforços retos.</p>
<p>A pequena porcentagem de Consciência que a humanidade possui, em vez de ser incrementada, costuma ser desperdiçada inutilmente na vida.</p>
<p>É óbvio que, ao identificar-nos com todos os acontecimentos de nossa existência, desperdiçamos inutilmente a energia da Consciência.</p>
<p>Devíamos ver a vida como um filme, sem identificar-nos jamais com nenhuma comédia, drama ou tragédia; assim pouparíamos energia da Consciência.</p>
<p>A Consciência em si mesma é um tipo de energia com elevadíssima frequência vibratória.</p>
<p>Não devemos confundir a Consciência com a memória, pois são tão diferentes uma da outra como é a luz dos faróis do automóvel com relação à rodovia por onde andamos.</p>
<p>Muitos atos se realizam dentro de nós mesmos sem participação alguma disso que se chama Consciência.</p>
<p>Em nosso organismo ocorrem muitos ajustes e reajustes sem que a Consciência participe dos mesmos.</p>
<p>O centro motor de nosso corpo pode dirigir um automóvel ou controlar os dedos que tocam um teclado de um piano sem a mais insignificante participação da Consciência.</p>
<p>A Consciência é a luz que o inconsciente não percebe. O cego tampouco percebe a luz física solar, mas ela existe por si mesma.</p>
<p>Necessitamos abrir-nos para que a luz da Consciência penetre nas trevas espantosas do “mim mesmo”, do “si mesmo”.</p>
<p>Agora compreenderemos melhor o significado das palavras de João no Evangelho: “A luz veio às trevas, mas as trevas não a compreenderam”.</p>
<p>Mas seria impossível que a luz da Consciência pudesse penetrar dentro das trevas do “Eu mesmo”, se previamente não usássemos o sentido maravilhoso da auto-observação psicológica.</p>
<p>Necessitamos franquear a passagem da luz para iluminar as profundidades tenebrosas do “Eu” da psicologia.</p>
<p>Alguém jamais se auto-observaria se não tivesse interesse em mudar. Tal interesse só é possível quando alguém ama de verdade os ensinamentos esotéricos.</p>
<p>A Consciência desperta nos permite experimentar de forma direta a realidade.</p>
<p>Infelizmente, o animal intelectual equivocadamente chamado Homem, fascinado pelo poder formulativo da lógica dialética, esqueceu-se da dialética da Consciência.</p>
<p>Inquestionavelmente, o poder para formular conceitos lógicos resulta no fundo terrivelmente pobre.</p>
<p>Da tese podemos passar à antítese e, mediante a discussão, chegar à síntese, mas esta última em si mesma continua sendo um conceito intelectual que de modo algum pode coincidir com a realidade.</p>
<p>A dialética da Consciência é mais direta, nos permite experimentar a realidade de qualquer fenômeno em si mesmo e por si mesmo.</p>
<p>Os fenômenos naturais de modo algum coincidem exatamente com os conceitos formulados pela mente.</p>
<p>A vida se desenvolve de instante em instante, e, quando a capturamos para analisá-la, a matamos.</p>
<p>Quando tentamos inferir conceitos ao observar tal ou qual fenômeno natural, de fato deixamos de perceber a realidade do fenômeno e só vemos no mesmo o reflexo das teorias e conceitos antiquados que de modo algum têm a ver com o fato observado.</p>
<p>A alucinação intelectual é fascinante, e queremos à força que todos os fenômenos da natureza coincidam com a nossa lógica dialética.</p>
<p>A dialética da Consciência se fundamenta nas experiências vividas e não no mero racionalismo subjetivo.</p>
<p>Todas as leis da natureza existem dentro de nós mesmos, e, se não as descobrimos em nosso interior, jamais as descobriremos fora de nós mesmos.</p>
<p>O homem está contido no Universo e o Universo está contido no homem.</p>
<p>Real é aquilo que alguém experimenta em seu interior; só a Consciência pode experimentar a realidade.</p>
<p>A linguagem da Consciência é simbólica, íntima, profundamente significativa, e só os despertos a podem compreender.</p>
<p>Quem queira despertar Consciência deve eliminar de seu interior todos os elementos indesejáveis que constituem o “Ego”, o “Eu”, o “mim mesmo”, dentro dos quais se acha engarrafada a Essência.</p>
<p>Dissolver o Eu psicológico, desintegrar seus elementos indesejáveis, é urgente, inadiável, impostergável&#8230; Este é o sentido do trabalho sobre si mesmo.</p>
<p>Nunca poderíamos libertar a Essência sem desintegrar previamente o Eu psicológico&#8230;</p>
<p>Na Essência está a Religião, o Buda, a Sabedoria, as partículas de dor de nosso Pai que está nos céus, e todos os dados de que necessitamos para a Auto-Realização Íntima do Ser.</p>
<p>Ninguém poderia aniquilar o Eu psicológico sem eliminar previamente os elementos inumanos que levamos dentro&#8230;</p>
<p>Necessitamos reduzir a cinzas a crueldade monstruosa destes tempos; a inveja que desgraçadamente se converteu em mola secreta da ação; a cobiça insuportável que tornou a vida tão amarga; a asquerosa maledicência; a calúnia que origina tantas tragédias; as bebedeiras, a imunda luxúria que cheira tão mal, etc., etc., etc.</p>
<p>À medida que todas essas abominações vão se reduzindo a poeira cósmica, a Essência, além de emancipar-se, crescerá e se desenvolverá harmoniosamente&#8230;</p>
<p>Inquestionavelmente, quando o Eu psicológico morre, resplandece em nós a Essência.</p>
<p>A Essência livre nos confere beleza íntima; de tal beleza emanam a felicidade perfeita e o verdadeiro amor&#8230;</p>
<p>A Essência possui múltiplos sentidos de perfeição e extraordinários poderes naturais&#8230;</p>
<p>Quando “morremos em nós mesmos”, quando dissolvemos o Eu psicológico, gozamos dos preciosos sentidos e poderes da Essência&#8230;</p>
<h3><strong>Os Diferentes Eus</strong></h3>
<p>Quando alguém descobre as causas verdadeiras de todas as suas misérias e amarguras, é óbvio que se pode fazer algo&#8230;</p>
<p>Se se consegue acabar com o “mim mesmo”, com “minhas bebedeiras”, com “meus vícios”, com “minhas paixões e emoções”, que tanta dor me causam ao coração, com “minhas preocupações” que me destroem os miolos e me adoecem etc., é claro que então advém isso que não é do tempo, isso que está além do corpo, dos afetos e da mente, isso que realmente é desconhecido para o entendimento e que se chama: “Felicidade”. (Samael Aun Weor: <em>A Grande Rebelião</em>)</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5387" title="emocoes-diversas-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/01/emocoes-diversas-gnosisonline-240x188.jpg" alt="" width="240" height="188" />O mamífero racional, equivocadamente chamado Homem, realmente não possui uma individualidade definida.</p>
<p>Inquestionavelmente, esta falta de unidade psicológica no humanoide é a causa de tantas dificuldades e amarguras.</p>
<p>O corpo físico é uma unidade completa e trabalha como um todo orgânico, a menos que esteja doente.</p>
<p>Porém, a vida interior do humanoide de modo algum é uma unidade psicológica.</p>
<p>O mais grave de tudo isso (a despeito do que digam as diversas escolas do tipo pseudo-esotérico e pseudo-ocultista) é a ausência de organização psicológica no fundo mesmo de cada indivíduo.</p>
<p>Certamente, em tais condições, não existe trabalho harmonioso como um todo na vida interior das pessoas.</p>
<p>O humanoide, quanto a seu estado interior, é uma multiplicidade psicológica, uma soma de Eus.</p>
<p>Os ignorantes ilustrados desta época tenebrosa rendem culto ao “Eu”, o endeusam, o põem nos altares, o chamam “alter ego”, “Eu Superior”, “Eu Divino”, etc., etc., etc.</p>
<p>Os sabichões desta idade negra em que vivemos não querem se dar conta de que “Eu superior” ou “Eu inferior” são duas seções do mesmo Ego pluralizado&#8230;</p>
<p>Como superior e inferior são duas seções de uma mesma coisa, não é demais estabelecer o seguinte corolário: “Eu superior” e “Eu inferior” são dois aspectos do mesmo Ego tenebroso e pluralizado.</p>
<p>O denominado “Eu divino” ou “Eu superior”, “alter ego”, ou algo do estilo, é certamente uma trapaça do mim mesmo, uma forma de autoengano.</p>
<p>Quando o Eu quer continuar aqui e no além se autoengana com o falso conceito de um Eu divino imortal&#8230;</p>
<p>Nenhum de nós tem um “Eu” verdadeiro, permanente, imutável, eterno, inefável etc.</p>
<p>Nenhum de nós tem na verdade uma verdadeira e autêntica Unidade de Ser; infelizmente nem sequer possuímos uma legítima individualidade.</p>
<p>O Ego, o Eu, nunca é algo individual, unitário, unitotal. Obviamente o Eu é ‘Eus’.</p>
<p>No Tibet Oriental os ‘Eus’ são denominados “agregados psíquicos” ou simplesmente ‘valores’, sejam estes positivos ou negativos.</p>
<p>Se pensamos em cada Eu como uma pessoa diferente, podemos assegurar de forma enfática o seguinte: “Dentro de cada pessoa que vive no mundo existem muitas pessoas”.</p>
<p>Inquestionavelmente, dentro de cada um de nós vivem muitíssimas pessoas diferentes, algumas melhores, outras piores&#8230;</p>
<p>Cada um destes Eus, cada uma dessas pessoas, luta pela supremacia, quer ser exclusivo, controla o cérebro intelectual ou os centros emocional e motor cada vez que pode, enquanto outro não o substitui&#8230;</p>
<p>A Doutrina dos Muitos Eus foi ensinada no Tibet Oriental pelos verdadeiros Clarividentes, pelos autênticos Iluminados&#8230;</p>
<p>Cada um de nossos defeitos psicológicos está personificado em tal ou qual Eu. Como temos milhares, e até milhões de defeitos, evidentemente vive muita gente em nosso interior. Em questões psicológicas pudemos evidenciar claramente que os sujeitos paranóicos, ególatras e mitômanos por nada na vida abandonariam o culto do querido ego.</p>
<p>Inquestionavelmente, tais pessoas odeiam mortalmente a Doutrina dos Muitos Eus.</p>
<p>Quando alguém quer de verdade conhecer a si mesmo, deve auto-observar-se e tratar de conhecer os diferentes Eus que estão metidos dentro da personalidade.</p>
<p>Se algum de nossos leitores não compreende ainda esta Doutrina dos Muitos “Eus”, isto se deve exclusivamente à falta de prática em matéria de auto-observação.</p>
<p>À medida que alguém pratica a auto-observação interior, vai descobrindo por si mesmo muitas pessoas, muitos Eus que vivem dentro de nossa própria personalidade.</p>
<p>Quem nega a Doutrina dos Muitos Eus, quem adora um Eu divino, indubitavelmente jamais se auto-observou seriamente. Falando desta vez em estilo socrático, diremos que essas pessoas “não só ignoram, mas também ignoram que ignoram”.</p>
<p>Certamente jamais poderíamos conhecer-nos a nós mesmos sem a auto-observação séria e profunda.</p>
<p>Enquanto um indivíduo qualquer continue considerando-se como uno, é claro que qualquer mudança interior será mais que impossível&#8230;</p>
<p>O pobre animal intelectual, equivocadamente chamado de Homem, é semelhante a uma casa em desordem onde, em vez do dono, existem vários criados que querem sempre mandar e fazer o que lhes dá vontade&#8230;</p>
<p>O maior erro do pseudo-esoterismo e pseudo-ocultismo barato é supor que os outros possuem ou que se tem um Eu permanente e imutável “sem princípio e sem fim&#8230;”</p>
<p>Se esses que assim pensam despertassem a Consciência, ainda que fosse por um instante, poderiam evidenciar claramente por si mesmos que o humanoide racional nunca é o mesmo por muito tempo&#8230;</p>
<p>O mamífero intelectual, do ponto de vista psicológico, está mudando continuamente.</p>
<p>Pensar que uma pessoa que se chama Luiz é sempre Luiz é algo assim como uma brincadeira de muito mau gosto&#8230;</p>
<p>Esse sujeito a quem se chama Luiz tem em si mesmo outros Eus, outros Egos que se expressam através de sua personalidade em diferentes momentos, e embora Luiz não goste da cobiça, outro Eu nele (chamemo-o Pepe) gosta da cobiça, e assim sucessivamente.</p>
<p>Nenhuma pessoa é a mesma de forma contínua; realmente, não se necessita ser muito sábio para dar-se conta cabal das inumeráveis mudanças e contradições de cada indivíduo&#8230;</p>
<p>Supor que alguém possui um Eu permanente e imutável equivale desde logo a um abuso para com o próximo e para consigo mesmo.</p>
<p>Dentro de cada pessoa vivem muitas pessoas, muitos Eus, isto o pode verificar por si mesmo e de forma direta qualquer pessoa desperta, consciente&#8230;</p>
<p>Negar a “Doutrina dos Muitos” é fazer-se de bobo, enganar a si mesmo, pois de fato seria o cúmulo dos cúmulos ignorar as contradições íntimas que cada um de nós possui.</p>
<p>“Vou ler um jornal”, diz o Eu do intelecto ; “ao diabo com tal leitura”, exclama o Eu do movimento, “prefiro ir dar um passeio de bicicleta”. “Que passeio e que pão quente”, grita um terceiro em discórdia, “prefiro comer, tenho fome”.</p>
<p>Se pudéssemos nos ver em um espelho de corpo inteiro tal e qual somos, descobriríamos por nós mesmos, de forma direta, a “Doutrina dos Muitos”.</p>
<p>A personalidade humana é só uma marionete controlada por fios invisíveis.</p>
<p>O Eu que hoje jura amor eterno à Gnose é mais tarde substituído por outro Eu que nada tem a ver com o juramento; então o sujeito se afasta.</p>
<p>O Eu que hoje jura amor eterno a uma mulher é mais tarde substituído por outro que nada tem a ver com esse juramento; então o sujeito se enamora de outra, e o castelo de cartas vai ao chão.</p>
<p>O animal intelectual equivocadamente chamado homem é como uma casa cheia de muita gente.</p>
<p>Não existe ordem nem concordância alguma entre os múltiplos Eus, todos eles lutam entre si e disputam a supremacia. Quando algum deles consegue o controle dos centros capitais da máquina orgânica, se sente o único, o dono; entretanto ao final é derrubado.</p>
<p>Considerando as coisas deste ponto de vista, chegamos à conclusão lógica de que este mamífero intelectual não tem verdadeiro sentido de responsabilidade moral.</p>
<p>Inquestionavelmente, o que a máquina diga ou faça em um dado momento depende exclusivamente do tipo de Eu que nesse instante a controla.</p>
<p>Os sete demônios que o Grande Mestre Jesus, o Cristo, expulsou do corpo de Maria Madalena são os sete pecados capitais: ira, cobiça, luxúria, inveja, orgulho, preguiça, gula.</p>
<p>Obviamente cada um desses sete demônios é “cabeça de legião”, por isto devemos estabelecer como corolário que o Cristo Íntimo pôde expulsar do corpo de Madalena milhares de Eus.</p>
<p>Refletindo sobre todas essas coisas, podemos inferir claramente que a única coisa digna que possuímos em nosso interior é a Essência, que infelizmente se encontra engarrafada dentro de todos esses múltiplos Eus da Psicologia Revolucionária.</p>
<p>É lamentável que a Essência funcione sempre em virtude de seu próprio engarrafamento.</p>
<p>Inquestionavelmente, a Essência ou Consciência, que é o mesmo, dorme profundamente.</p>
<h3><strong>A Personalidade Humana</strong></h3>
<p>“A personalidade é pura energia, ninguém nasce com uma personalidade. A personalidade é filha de seu tempo: nasce em seu tempo, morre em seu tempo, não há nenhum amanhã para a personalidade do morto.</p>
<p>Quando retornamos, quando regressamos, quando nos reincorporamos em um novo corpo, temos que criar uma nova personalidade.</p>
<p>A personalidade é energia, mas esta se torna na realidade falsa quando certos Eus penetram em seu interior e se desenvolvem na mesma; por exemplo: o Eu da vaidade, o Eu dos ciúmes, os Eus das preocupações, os Eus do intelectualismo, os Eus mecânicos&#8230;vêm a utilizar essa energia, vêm a apoderar-se dela, a localizar-se dentro da personalidade, tornando-a falsa&#8230;” (Samael Aun Weor: A Falsa Personalidade)</p>
<p>Um homem nasceu no ano de 1900; viveu sessenta e cinco anos e morreu. Mas, onde se encontrava antes de 1900, e onde poderá estar depois de 1965?</p>
<p>A ciência oficial nada sabe sobre tudo isto. Esta é a formulação geral de todas as questões sobre a vida e a morte.</p>
<p>Axiomaticamente podemos afirmar: o homem morre porque seu tempo termina. Não existe nenhum amanhã para a personalidade do morto.</p>
<p>Cada dia é uma onda do tempo, cada mês é outra onda do tempo, cada ano é também outra onda do tempo e todas estas ondas encadeadas em seu conjunto formam a Grande Onda da vida.</p>
<p>O tempo é circular, e a vida da personalidade humana é uma curva fechada.</p>
<p>A vida da personalidade humana se desenvolve em seu tempo, nasce em seu tempo e morre em seu tempo. Jamais pode existir além de seu tempo. Isto do tempo é um problema que tem sido estudado por muitos sábios. Fora de toda dúvida, o Tempo é a Quarta Dimensão.</p>
<p>A geometria de Euclides só é aplicável ao mundo tridimensional. Mas o mundo tem sete dimensões, e a quarta é o tempo.</p>
<p>A mente humana concebe a eternidade como a prolongação do tempo em linha reta. Nada pode estar mais equivocado que essa concepção, porque a Eternidade é a quinta dimensão.</p>
<p>Cada momento da existência se sucede no tempo e se repete para o homem que morre, mas começa outra existência. Um tempo termina e outro começa. A morte está intimamente vinculada ao eterno retorno.</p>
<p>Isto quer dizer que temos que retornar a este mundo depois de mortos, para repetir o mesmo drama da existência. Mas, se a personalidade humana perece com a morte, quem ou o que é que retorna?</p>
<p>É necessário aclarar, de uma vez e para sempre, que o Eu é que continua depois da morte, que o Eu é quem retorna, que o Eu é quem regressa a este vale de lágrimas.</p>
<p>É necessário que nossos leitores não confundam a lei do retorno com a teoria da reencarnação ensinada pela Teosofia moderna.</p>
<p>A citada teoria da reencarnação teve sua origem no culto de Krishna, que é uma religião védica indiana, infelizmente retocada e adulterada pelos reformadores.</p>
<p>No culto autêntico original de Krishna, os heróis, os guias, aqueles que já possuem individualidade sagrada, são os únicos que se reencarnam.</p>
<p>O Eu pluralizado retorna, regressa, mas isto não é reencarnação. As massas, as multidões, retornam, mas isso não é reencarnação.</p>
<p>A ideia do retorno das coisas e dos fenômenos, a ideia da repetição eterna, é muito antiga, e podemos encontrá-la na sabedoria Pitagórica e na antiga cosmogonia da Índia.</p>
<p>O eterno retorno dos dias e das noites de Brahma, a repetição incessante dos Kalpas etc., estão invariavelmente associados de forma muito íntima à sabedoria Pitagórica e à Lei de Recorrência Eterna ou Eterno Retorno.</p>
<p>Gautama, o Buda, ensinou muito sabiamente a doutrina do eterno retorno e a roda de vidas sucessivas, mas sua doutrina foi muito adulterada por seus seguidores.</p>
<p>Todo retorno implica certamente a fabricação de uma nova personalidade humana. Esta se forma durante os primeiros sete anos da infância.</p>
<p>O ambiente de família, a vida da rua e a escola dão à Personalidade humana infantil sua tintura original característica.</p>
<p>O exemplo dos mais velhos é definitivo para a Personalidade infantil.</p>
<p>A criança aprende mais com o exemplo que com o preceito. A forma equivocada de viver, o exemplo absurdo, os costumes degenerados dos mais velhos dão à personalidade da criança esta tintura cética e perversa da época em que vivemos.</p>
<p>Nesses tempos modernos o adultério se tornou mais comum que a batata e a cebola, e, como é apenas lógico, isto origina cenas dantescas dentro dos lares.</p>
<p>Atualmente muitas crianças têm que suportar cheios de dor e ressentimentos os chicotes e pancadas do padrasto ou madrasta. É claro que desta forma a personalidade da criança se desenvolve tendo como referência a dor, o rancor e o ódio.</p>
<p>Existe um ditado popular que diz: “O filho alheio cheira mal em todas as partes”. Naturalmente nisto também há exceções, mas estas podem ser contadas nos dedos das mãos, e sobram dedos&#8230;</p>
<p>As discussões entre o pai e a mãe por questões de ciúme, o choro e os lamentos da mãe aflita ou do marido oprimido, arruinado e desesperado, deixam na personalidade da criança uma marca indelével de profunda dor e melancolia que jamais se esquece durante toda a vida.</p>
<p>Nas casas elegantes as orgulhosas senhoras maltratam suas empregadas quando estas vão ao salão de beleza e pintam o rosto. O orgulho das senhoras se sente mortalmente ferido.</p>
<p>A criança que vê todas essas cenas de infâmia se sente profundamente ferida, e logo se coloca do lado de sua mãe soberana e orgulhosa, ou do lado da infeliz empregada vaidosa e humilhada, e o resultado pode ser catastrófico para a personalidade infantil.</p>
<p>Desde que se inventou a televisão se perdeu a unidade da família. Em outros tempos o homem chegava da rua e era recebido por sua mulher com muita alegria. Hoje em dia a mulher já não sai para receber seu marido à porta, porque está ocupada vendo televisão.</p>
<p>Dentro dos lares modernos o pai, a mãe, os filhos, as filhas, parecem autômatos inconscientes diante da tela da televisão. Agora o marido não pode comentar com sua mulher absolutamente nada dos problemas do dia, do trabalho etc., porque esta parece sonâmbula vendo o filme de ontem, as cenas dantescas de Al Capone, o último baile da nova onda etc.</p>
<p>As crianças criadas neste novo tipo de lar ultramoderno só pensam em canhões, pistolas, metralhadoras de brinquedo, para imitar e viver a seu modo todas as cenas dantescas do crime tal como as que viram na tela da televisão.</p>
<p>É lastimável que este invento maravilhoso seja utilizado com propósitos destrutivos. Se a humanidade utilizasse este invento de forma dignificante, para estudar as ciências naturais, para ensinar a verdadeira Arte Régia da Mãe Natureza, para dar sublimes ensinamentos às pessoas, então a televisão seria uma bênção para a humanidade, poderia ser utilizada inteligentemente para cultivar a personalidade humana.</p>
<p>É, sob todas as luzes, absurdo nutrir a personalidade infantil com música arrítmica, sem harmonia, vulgar. É estúpido nutrir a personalidade das crianças com contos de ladrões e polícia, cenas de vícios e prostituição, dramas de adultérios, pornografia, etc.</p>
<p>Podemos ver o resultado de semelhante proceder nos “rebeldes sem causa”, os assassinos prematuros etc.</p>
<p>É lamentável que as mães chicoteiem seus filhos, lhes deem pancadas, os insultem com palavras baixas e cruéis. O resultado de semelhante conduta é o ressentimento, o ódio, a perda do amor, etc.</p>
<p>Na prática verificamos que as crianças que se desenvolvem entre pancadas, chicotes e gritos se convertem em pessoas vulgares e carentes de todo sentido de respeito e veneração.</p>
<p>É urgente compreender a necessidade de estabelecer um verdadeiro equilíbrio dentro dos lares.</p>
<p>É indispensável saber que a doçura e a severidade devem equilibrar-se mutuamente nos dois pratos da balança da justiça.</p>
<p>O pai representa a Severidade. A mãe representa a Doçura. O pai personifica a Sabedoria, a mãe simboliza o Amor.</p>
<p>Sabedoria e Amor, Severidade e Doçura, se equilibram mutuamente nos dois pratos da Balança Cósmica.</p>
<p>Os pais e as mães de família devem equilibrar-se mutuamente para o bem dos lares.</p>
<p>É urgente, é necessário que todos os pais e mães de família compreendam a necessidade de semear na mente infantil os Valores Eternos do Espírito.</p>
<p>É lamentável que as crianças modernas já não possuam o Sentido de Veneração. Isto se deve às histórias de cowboys, ladrões e policiais. A televisão, o cinema etc., têm pervertido a Mente das crianças.</p>
<p>A Psicologia Revolucionária do Movimento Gnóstico faz, de forma clara e precisa, distinção profunda entre o Ego e a Essência.</p>
<p>Durante os primeiros três ou quatro anos de vida, só se manifesta na criança a beleza da Essência. Então a criança é terna, doce, bela em todos os seus aspectos psicológicos.</p>
<p>Quando o Ego começa a controlar a terna Personalidade da criança, toda essa beleza da Essência vai desaparecendo e em seu lugar afloram então os defeitos psicológicos próprios de todo ser humano.</p>
<p>Assim como devemos fazer distinção entre Ego e Essência, também é necessário distinguir Personalidade e Essência.</p>
<p>O ser humano nasce com a Essência, mas não nasce com a Personalidade. Esta última é necessário criá-la.</p>
<p>Personalidade e Essência devem desenvolver-se de forma harmoniosa e equilibrada.</p>
<p>Na prática temos podido verificar que, quando a Personalidade se desenvolve exageradamente às custas da Essência, o resultado é o charlatão, o velhaco.</p>
<p>A observação e a experiência de muitos anos nos permitiram compreender que, quando a Essência se desenvolve totalmente sem atender no mínimo ao cultivo harmonioso da Personalidade, o resultado é o místico sem intelecto, sem personalidade, nobre de coração, porém inadaptado e incapaz.</p>
<p>O desenvolvimento harmonioso de Personalidade e Essência tem como resultado homens geniais.</p>
<p>Na Essência temos tudo que nos é próprio, na personalidade tudo o que é emprestado.</p>
<p>Na Essência temos nossas qualidades inatas; na Personalidade temos o exemplo dos mais velhos, o que aprendemos no lar, na escola, na rua.</p>
<p>A Essência se alimenta com ternura, carinho sem limites, amor, música, flores, beleza, harmonia etc. A Personalidade deve alimentar-se com o bom exemplo dos mais velhos, com o sábio ensinamento da escola etc.</p>
<p>É indispensável que as crianças entrem na escola na idade de sete anos, passando primeiro pelo chamado “kinder” ou “jardim de infância”.</p>
<p>As crianças devem aprender as primeiras letras brincando, assim o estudo se torna para eles atrativo, delicioso, feliz.</p>
<p>A “Educação Fundamental” ensina que, desde o jardim de infância, deve-se dar atenção especial a cada um dos três aspectos da Personalidade Humana, conhecidos como Pensamento, Movimento e Emoção. Assim a personalidade da criança se desenvolve de forma harmoniosa e equilibrada.</p>
<p>A questão da criação da Personalidade da criança e seu desenvolvimento é de grande responsabilidade para pais de família e professores.</p>
<p>A qualidade da Personalidade Humana depende exclusivamente do tipo de Material Psicológico com o qual foi criada e alimentada.</p>
<p>No que diz respeito à “Personalidade”, “Essência”, “Ego” ou “Eu”, existe entre os estudantes de psicologia muita confusão.</p>
<p>Alguns confundem o Ego ou Eu com a Essência.</p>
<p>São muitas as escolas pseudo-esotéricas ou pseudo-ocultistas que têm como meta de seus estudos a vida impessoal. É necessário esclarecer que não é a Personalidade o que temos que dissolver.</p>
<p>É urgente saber que necessitamos desintegrar o Ego, o Mim Mesmo, o Eu, e reduzi-lo a uma nuvem de poeira cósmica.</p>
<p>O Ego, embora continue além do sepulcro, tem entretanto um princípio e um fim.</p>
<p>A Personalidade é apenas um veículo de ação, um veículo que foi necessário criar, fabricar.</p>
<p>No mundo existem Calígulas, Átilas, Hitleres etc. Todo tipo de Personalidade, por mais perversa que tenha sido, pode transformar-se radicalmente quando o Ego ou Eu se dissolve totalmente.</p>
<p>Isto da dissolução do Ego ou Eu confunde e incomoda a muitos pseudoesoteristas. Estes estão convencidos de que o Ego é divino, eles creem que o Ego ou Eu é o mesmo Ser, a Mônada Divina etc.</p>
<p>É necessário, é urgente, é indispensável compreender que o Ego ou Eu nada tem de divino.</p>
<p>O Ego ou Eu é o Satã da Bíblia, um feixe de recordações, desejos, paixões, ódios, ressentimentos, adultérios, herança de família, raça, nação  etc.</p>
<p>Muitos afirmam de forma estúpida que existe em nós um Eu superior, ou Divino, e um Eu inferior.</p>
<p>Superior e inferior são sempre duas seções de uma mesma coisa. Eu superior, Eu inferior, são duas seções do mesmo Ego.</p>
<p>O Ser Divino, a Mônada, o Íntimo, nada têm a ver com nenhuma forma do Eu.</p>
<p>O Ser é o Ser, e isso é tudo. A razão de Ser do Ser é o próprio Ser.</p>
<p>A Personalidade em si mesma é só um veículo e nada mais. Através da Personalidade podem manifestar-se o Ego ou o Ser, tudo depende de nós mesmos.</p>
<p>É urgente dissolver o Eu, o Ego, para que só se manifeste, através de nossa Personalidade, a Essência psicológica de nosso verdadeiro Ser.</p>
<p>É indispensável que os educadores compreendam plenamente a necessidade de cultivar harmoniosamente os três aspectos da personalidade humana.</p>
<p>Um perfeito equilíbrio entre Personalidade e Essência, um desenvolvimento harmonioso do pensamento, emoção e movimento, e uma ética revolucionária constituem as bases da Educação fundamental.</p>
<h3><strong>A Integração com o Ser: Uma Meta da Essência Humana</strong></h3>
<p><strong>Pergunta:</strong> <em>Poderia dizer-me o que é o Ser?</em><br />
<strong>Samael Aun Weor:</strong> O Ser é o Ser, e a razão de Ser do Ser é o próprio Ser. O Ser é o Divino, a faísca imortal de todo ser humano, sem princípio nem fim, terrivelmente divino. Os seres humanos ainda não possuem essa faísca dentro de seus corpos, mas, se nos santificamos e eliminamos o Eu pecador, o Mefistófeles, é claro que um dia a faísca poderá entrar em nossos corpos. Agora os convido a compreender o que é o SER. (Samael Aun Weor: <em>Desfazendo Mistérios</em>)</p>
<div id="attachment_5388" class="wp-caption alignleft" style="width: 226px"><a href="http://esotera.com.br/livros/gnose-samael/as-partes-do-ser-samael-aun-weor"><img class="size-medium wp-image-5388" title="intercessor-elemental-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/01/intercessor-elemental-gnosisonline-216x240.jpg" alt="" width="216" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Sobre As Partes do Ser, clique na imagem.</p></div>
<p>Se negássemos os princípios inteligentes da natureza, a mecânica deixaria de existir, porque não é possível a existência da mecânica sem mecânicos. Se alguém considerasse possível a existência de qualquer máquina sem autor, gostaria que o demonstrasse, que colocasse os elementos químicos sobre a mesa do laboratório para que aparecesse um rádio, um automóvel, ou simplesmente um célula orgânica.</p>
<p>Indubitavelmente, esses princípios inteligentes da natureza só poderiam ser negados pelos estúpidos, por aqueles que pretendem que qualquer máquina orgânica seja capaz de surgir do acaso. Nunca seriam rechaçados pelos homens verdadeiramente sábios no sentido mais completo da palavra.</p>
<p>Não quero defender um Deus antropomórfico, ao estilo de Jeová Judaico, com a doutrina do “olho por olho, dente por dente”. Sabemos que este tipo de dogmatismo traz como consequência ou corolário, e por oposição, a reação de tipo ateísta e materialista.</p>
<p>É necessário entender que qualquer abuso é prejudicial para a humanidade. Nos tempos antigos rendeu-se culto aos Deuses, quer dizer, aos princípios inteligentes da Natureza e do Cosmos, ao Demiurgo Arquiteto do Universo, o qual não é um sujeito humano, nem divino; pelo contrário, é Unidade Múltipla Perfeita, o Logos platônico.</p>
<p>Desgraçadamente, na Roma augusta dos césares e até na Grécia de outrora, houve um processo de degeneração religiosa. Quando se abusou do culto aos Deuses, surgiu por reação o monoteísmo, com seu Deus antropomórfico. Muito mais tarde, este monoteísmo, com seu Deus antropomórfico, produziu, por reação, o materialismo atual.</p>
<p>De maneira que o abuso do politeísmo acarreta o antropomorfismo monoteísta, a crença no Deus antropomórfico bíblico. Por sua vez, o abuso do monoteísmo origina o ateísmo materialista. Essas são as fases religiosas pelas quais passam os povos.</p>
<p>Francamente, em nome da verdade, considero que chegou o momento de eliminar esse antropomorfismo monoteísta que originou tantas más consequências. Hoje não existiria o ateísmo materialista se os cleros religiosos não houvessem abusado de tal culto. Este culto surgiu, pois, por reação.</p>
<p>Infelizmente, o ateísmo materialista nasceu por reação contra o antropomorfismo monoteísta, e, por sua vez, a crença em um Deus antropomórfico surgiu como resultado do abuso politeísta; quando se degeneraram os cultos aos Deuses do Universo, surgiu então, por simples reação, o monoteísmo.</p>
<p>Necessitamos reconhecer os princípios inteligentes da Natureza e do Cosmos. Porém, repito, não estamos defendendo um Deus antropomórfico. Parece-me que reconhecer Princípios Inteligentes resiste a qualquer análise científica.</p>
<p>Observemos, por exemplo, um formigueiro. Aí vemos os princípios inteligentes em plena atividade: como trabalham essas formigas, como fazem seus palácios, como se governam, etc. O mesmo acontece com uma colmeia de abelhas: sua ordem é assombrosa.</p>
<p>Dotemos cada uma das formigas, ou cada uma das abelhas, de uma Mônada pitagórica ou de um Jiva hindu, e é lógico que de fato toma sentido todo o formigueiro, toda a colmeia, porque todas as criaturas vivem de um princípio monádico.</p>
<p>Nós não estamos rendendo culto a nenhum Deus antropomórfico, unicamente queremos que se reconheça inteligência na natureza. Não nos parece absurdo que a natureza esteja provida de inteligência. A ordem existente na construção da molécula e do átomo nos está demonstrando com claridade meridiana os princípios inteligentes.</p>
<p>Estamos na época precisa para revisar princípios. Se não estamos de acordo com o materialismo é porque este não resiste a uma análise de fundo, é puro lixo, isso é óbvio. A criação do homem através de processos mecânicos é mais incoerente que o Adão surgido instantaneamente do lodo da terra. Tão absurda uma como outra.</p>
<p>Reconheçamos que há inteligência em toda esta mecânica da natureza, no movimento dos átomos ao redor de seu centro de gravitação, no movimento dos mundos ao redor de seus sóis.</p>
<p>Quando estudamos com rigor científico a Bíblia hebraica, encontramos uma chave transcendental na palavra “Elohim”, que nos convida à reflexão.</p>
<p>Certamente Elohim se traduz como “Deus” nas diversas versões autorizadas e revisadas deste livro sagrado.</p>
<p>É um fato sem controvérsias, não somente do ponto de vista esotérico como também do linguístico, que o termo Elohim é um nome feminino com uma terminação plural masculina.</p>
<p>A tradução correta, <em>stricto sensu</em>, do nome Elohim é “Deuses e Deusas”.</p>
<p>“E o Espírito dos Princípios Masculino e Feminino pairava sobre a superfície do informe, e a criação aconteceu.”</p>
<p>Inquestionavelmente, uma religião sem Deusas está a meio caminho do completo ateísmo.</p>
<p>Se queremos de verdade o equilíbrio perfeito da vida anímica, devemos render culto a “Elohim”, os Deuses e as Deusas dos antigos tempos, e não ao Jeová antropomórfico rechaçado pelo Grande Cabir Jesus.</p>
<p>Muitos se equivocam ao crer que o Divino Redentor do mundo, Jesus o Cristo, rendeu culto ao Jeová antropomórfico do Judaísmo. O Divino Rabi da Galileia em realidade adorou seu divino Macho-Fêmea (Jah-Hovah), o Pai-Mãe interior.</p>
<p>O Bendito, crucificado no Monte do Calvário, clamou com Grande Voz dizendo: “Meu Pai, em tuas mãos encomendo meu espírito”. “Ram-Io”, “Isis”, sua Divina Mãe Kundalini, o acompanhou na Via-Crúcis.</p>
<p>Todas as nações têm seu primeiro Deus, ou Deuses, como Andróginos; não poderia ser de outro modo, posto que consideravam seus distantes progenitores primitivos, seus antecessores de duplo sexo, como Seres Divinos e Deuses Santos, o mesmo que fazem hoje os chineses.</p>
<p>“E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; os criou macho e fêmea”. (Gn. 1-21)</p>
<p>Com efeito, a concepção artificiosa de um Jeová antropomórfico, exclusivista, independente de sua própria obra, sentado lá no alto em um trono de tirania e despotismo, lançando raios e trovões contra este triste formigueiro humano, é o resultado da ignorância, mera idolatria intelectual.</p>
<p>Esta concepção errônea da Verdade infelizmente se apoderou tanto do filósofo ocidental como do religioso filiado a qualquer seita desprovida completamente dos elementos gnósticos.</p>
<p>O que os gnósticos de todos os tempos rejeitaram não é o Deus desconhecido, Uno e sempre presente na natureza, ou a natureza <em>in ab scondito</em>, mas o Deus do dogma ortodoxo, a espantosa Deidade vingativa da lei de Talião.</p>
<p>O culto idolátrico do Jeová antropomórfico em vez do Elohim é certamente um poderoso impedimento para se obter os estados de Consciência supranormais.</p>
<p>Nós, antropólogos gnósticos, em vez de rir incrédulos (como os antropólogos profanos) ante as representações de Deuses e Deusas dos diversos panteões (asteca, maia, olmeca, tolteca, inca, chibcha, druida, egípcio, hindu, caldeu, fenício, mesopotâmico, persa, romano, tibetano etc.), caímos prosternados aos pés destas Divindades, porque nelas reconhecemos o “Elohim” Criador do Universo.</p>
<p>Com justa razão dizia Madame Blavatsky que “há tantos Deuses no Céu como homens na Terra”.</p>
<p>Cada um de nós tem sua própria Divindade, seu próprio Ser, sua própria Mônada particular e individual.</p>
<p>Nós, como seres humanos, falando essencialmente, como almas, somos o resultado dos distintos desdobramentos de nossa própria Chispa Virginal.</p>
<p>O Ser em cada um de nós, para aprofundar um pouco mais nesta questão, o Divino que o homem leva dentro, é a Multiplicidade dentro da Unidade.</p>
<p>Isto quer dizer que nosso Ser, como Unidade, por sua vez se desdobra em múltiplas partes, cada uma delas com suas particulares funções e faculdades. Nosso Ser, em realidade, parece um exército de crianças inocentes. Cada parte do Ser individual, portanto, é autoconsciente e até autônoma.</p>
<p>Feliz de quem alcance a integração do Ser.</p>
<p>A morte do Ego e a Ressurreição do Ser em nós devem ocorrer durante a vida.</p>
<p>O Ser e o Ego são incompatíveis.</p>
<p>O Ser e o Ego são como a água e o óleo, nunca se misturam.</p>
<p>Assim, podemos concluir dizendo que dois estados psicológicos se abrem diante do Gnóstico definido:</p>
<p>- o do SER, transparente, cristalino, impessoal, real e verdadeiro.</p>
<p>- o do EU, conjunto de agregados psíquicos personificando defeitos, cuja única razão de existir é a ignorância&#8230;</p>
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		<title>Ser e Saber e o bom dono de casa</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 01:48:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos Especiais]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>Devemos compreender o trabalho que estamos realizando sobre nós mesmos: na Gnosis, antes de tudo, necessita-se tomar consciência do que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>Devemos compreender o trabalho que estamos realizando sobre nós mesmos: na Gnosis, antes de tudo, necessita-se tomar consciência do que é o saber esotérico gnóstico, iniciático, e o que é a Compreensão. Obviamente, só do Ser e do Saber devidamente unificados é que surge a chama da Compreensão Criadora.</p>
<p>Se tomássemos uma pessoa comum e corrente, a um ignorante para fazer dela algo melhor, por onde teríamos de começar? Como primeiro ponto de vista acharíamos que essa pessoa não sabe nada. E como segundo ponto descobriríamos que o Ser dessa pessoa não tem nenhum desenvolvimento íntimo. Então, necessitamos ver o duplo aspecto de cada um – se é que se quer fazer um bom trabalho, teríamos de começar pelo Ser. Se essa pessoa está cheia de ira, de rancores, de inveja etc. etc., como faríamos para que essa pessoa fosse melhor? Se necessitaria de muita paciência, não? Haveria de se despertar nela o anelo de ser melhor, logo poderia ministrar-lhe o conhecimento gnóstico, a sabedoria, o saber.</p>
<p>Assim, então, Ser e Saber são diferentes. Alguém pode ter muita sapiência, pode saber, por exemplo, fabricar automóveis, pode conhecer a medicina, a jurisprudência, ou poderia ter estudado realmente em diversas escolas de tipo pseudoesotérico, pseudo-ocultista, e possuir grande erudição (não se sabe), porém poderia acontecer de essa pessoa ter moral muito baixa. Eu conheci indivíduos afiliados a tais ou quais organizações de tipo pseudoesotérico, pseudo-ocultista, com uma ética ou uma moral muito baixa, demasiadamente baixa. Assim, pois, Ser e Saber são distintos, completamente diferentes. Isso é algo que devemos tratar de compreender cabalmente.</p>
<p>Inquestionavelmente, o mais importante para nós, gnósticos, é o Ser. De que serviria possuir grande erudição se não desenvolvemos o Ser Interior, se possuímos defeitos horripilantes? De nada serviria isso, não é verdade? Qualquer um que tenha estudado muitas obras na senda esotérica e ainda seja capaz de roubar, capaz de fornicar e adulterar, obviamente pode saber muito Yoga, pode ter lido muita Teosofia, porém, de que serve isso? O mais importante é o Ser.</p>
<p>Agora, Ser e Saber são muito relativos: existem distintos graus de Saber. Há pessoas que podem saber mais de medicina que outras; há técnicos que sabem mais em matéria automobilística que outros, e isso é muito relativo. E quanto ao Ser, também é muito relativo: uns têm o Ser mais desenvolvido que outros; não há dúvida que o Ser, por exemplo, de um santo, está mais desenvolvido que o de um perverso. Há distintos Níveis de Ser, assim também isso é relativo, e sem embargo Ser e Saber, como já disse antes, são distintos.</p>
<p>De alguém que tem conhecimento, por exemplo, em matéria de cosmografia, diríamos que o que conhece é verdadeiro ou é falso. De alguém que tem um grande conhecimento de geografia, poderíamos dizer que seu conhecimento é exato ou equivocado, porém na questão do Ser, isso de verdadeiro ou falso, equivocado ou exato, não cabe, mas só o de Bom ou Mau: fulano de tal é um bom homem, sicrano é um mau homem&#8230; E se é um erudito, muito sapiente, porém é um sujeito mau, se diz dele que é uma má pessoa&#8230; Porém se é um sujeito bom, diz-se que ele é uma boa pessoa. Assim, isso é diferente. Os termos para designar o Ser ou para designar o Conhecimento são diferentes.</p>
<p>Na Gnosis, necessita-se de um equilíbrio muito especial: necessita-se, para entrar nestes estudos e nestes trabalhos em que estamos, haver alcançado esse nível que se chama “o bom dono de casa”. Resulta interessante, nos Evangelhos, isso do “bom dono de casa”, que é algo que nos convida à reflexão.</p>
<p>Sabemos que o bom dono de casa poderia se converter em algo melhor, se aspira ou se anela, porém, se não tem anelo espiritual nenhum, obviamente se converterá em um fariseu que terá de involuir no tempo&#8230; de maneira que o bom dono de casa pode sair-se como um Iniciado ou um fariseu. Em todo caso, para entrar nestes estudos esotéricos gnósticos, necessita-se ter chegado ao nível do bom dono de casa.</p>
<div id="attachment_5357" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><img class="size-medium wp-image-5357" title="ser-saber-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/01/ser-saber-gnosisonline-240x180.jpg" alt="Para se trilhar a Senda da Iniciação e integrar-se com o Cristo Íntimo, deve-se equilibrar os Níveis de Ser e Saber" width="240" height="180" /><p class="wp-caption-text">Para se trilhar a Senda da Iniciação e integrar-se com o Cristo Íntimo, deve-se equilibrar os Níveis de Ser e Saber</p></div>
<p>Um tipo lunático – por exemplo, caprichoso, lunático, difícil – não é precisamente um elemento que possa servir para estes estudos que estamos. Um sujeito que não cumpra com seus deveres do lar, que é mau pai, má esposa ou mau esposo, que trata mau ao cônjuge, seja este homem ou mulher, ou que abandona seu lar por tal ou qual motivo, inquestionavelmente não é um bom dono de casa.</p>
<p>Claro, no que estou dizendo cabem certas exceções muito justas, porém falo no simples estilo geral, porque de nada serviria ser um bom dono de casa se a mulher lhe é infiel ou lhe “põe seus bons cornos”, como dizem vulgarmente. Alguém por aí me contou um chiste muito simpático, que dizia: “O casamento não é o corno da abundância, mas uma abundância de cornos” [<em>riso da plateia</em>].</p>
<p>Em tudo isso, ainda que pareça ser um chiste, há muito de certo. De nada serviria que o homem fosse muito fiel e a mulher lhe “ponha chifres”, ou vice-versa. Em todo caso, necessita-se ser um bom dono de casa, uma pessoa decente, equilibrada, antes de poder entrar no Sendeiro da Gnosis.</p>
<p>Conheci a um sujeito x que estava dedicado de cheio a esta classe de estudos esotéricos. Praticava a meditação diariamente, era vegetariano insuportável, mas de quando em quando comia um pedacinho de carne – como coisa rara. Queria “chegar ao Pai” e assim o manifestava. Quando conheceu o Grande Arcano – porque nós divulgamos esses ensinamentos –, interessou-se muito pelo tantrismo, e desde o princípio praticou, trabalhou com sua esposa-sacerdotisa na Nona Esfera. Depois, trabalhava com tantas mulheres que se apresentavam no caminho&#8230; (Como não estou citando nomes nem sobrenomes, não estou murmurando sobre ninguém, estou citando o pecado, mas não o pecador, e isso é o importante.) O que quero, sim, continuar dizendo a vocês é que esse homem, de um fanatismo meio estranho, sabia, não ignorava que tinha de dissolver os elementos inumanos que constituem o Ego, porém maltratava sua esposa e seus filhos; estes sofriam o indizível&#8230; Esse “bom homem” era milionário, imensamente rico, mas desafortunadamente, em sua casa reinava certa miséria – a infeliz mulher não tinha sequer uma moeda disponível para a vestimenta, porém ele tinha “desejos de chegar ao Pai”. Defendia o amor, como base de tudo o que é, foi e será, porém, era cruel com seus filhos, horrivelmente.</p>
<p>Em certa ocasião, comprei dois passarinhos de um vendedor de aves que passava perto, ele os ofereceu e eu os comprei. Não os comprei com a intenção de mantê-los encerrados toda a vida em suas gaiolas, não. Eu os comprei com a intenção de ensiná-los a voar, porque já haviam perdido essa habilidade, e depois que já aprendessem, iria pô-los em liberdade. Durante alguns dias os soltei da gaiola, no apartamento onde vivia, e estes voavam deliciosamente ali. Eu me sentia feliz, vendo aquelas avezinhas, não aguardava senão que tivessem prática para poder abrir as janelas e se fossem, pois o voo ainda era muito torpe.</p>
<p>Um dia desses, aquele “bom homem”, compadecido dessas aves, chegou a mim dizendo: “Venho pedir-te compaixão por essas criaturas que tens encerradas nessa gaiola, prisioneiras sem haverem cometido nenhum delito, pedir-te que as ponha em liberdade&#8230;” Pois as comprei para isso, para pô-las em liberdade, eu as comprei de um vendedor de aves&#8230; Agora te pergunto: por que nas fazes o mesmo, se por ali passam tantos que vendem pássaros? O homem guardou silêncio – nunca o vi advogando pelas aves. Era imensamente rico e nunca faltavam por ali vendedores de pássaros. Seria fácil comprar uma gaiola e pôr em liberdade as aves, porém ele somente se fixava em “meu erro”&#8230; Bem, no final, num dia qualquer, não importa qual, as avezinhas já estavam prontas, abri a janela para que se fossem – elas partiram naturalmente, jamais voltaram. Já as havia treinado no voo e puderam ir, ditosas.</p>
<p>Bem, meu amigo sentiu-se muito aliviado por eu haver posto essas aves em liberdade, porém jamais vi que ele fizesse o mesmo. Tantos vendedores de pássaros que há por aí, nas ruas do Distrito Federal do México, tantos que passavam por aquela casa e nunca o vi comprar uns pássaros, porém ele “aspirava chegar ao Pai”. Trabalhava em muitos exercícios esotéricos etc. Bem, um dia qualquer, morreu o pai de sua esposa, ou seja, seu sogro, e deixou para ela uma herança grandiosa. De imediato exigiu dela que entregasse tudo o que ela havia recebido de herança, que entregasse a ele; disse a ela que era seu marido, e era ele quem deveria ter esse capital em seu poder, as formosas terras, a fazenda muito bela etc.</p>
<p>Naturalmente, a pobre mulher reagiu um pouco, pensou para si: “Se esse homem é um ogro, que esperança posso ter com ele? Se me tira o que meu pai deixou, o que farei no dia em que ele me expulse da casa a pontapés?” E definitivamente resolveu oferecer-lhe uma certa soma, algo como 50 mil ou 100 mil pesos, nada mais, como para tê-lo contente – claro que por aquela época 50 mil ou 100 mil pesos era algo terrível. Recordem que faz uns tantos anos havia um dito que rezava: “Não há general que resista a um tiro de canhão de 50 mil pesos”. Era verdade, não era?</p>
<p>Bem, o homem enfureceu-se contra a infeliz mulher, e, claro, pediu a ela que desse o divórcio. Como ela não quis se divorciar, disse-lhe: “Bom, se você não aceita o divórcio, pois teremos de ir ao tribunal”. Divorciaram-se. Seus filhos tiveram, inquestionavelmente, de passar por muitos sofrimentos, e no final a infeliz mulher foi para suas terras. O que vocês acham disso? Porém, ele era de uma atitude muito mística, inefável, somente me falava de coisas divinas, do amor que sentia por seu Pai que está em segredo&#8230; E desafortunadamente, sua filhinha por um lado, seus filhinhos por outro, a pobre mulher expulsa, só porque não lhe entregou a fortuna&#8230; Porém, ele era um “santo”, queria seguir por esta senda puríssima que leva à autorrealização Íntima&#8230; Praticava três ou quatro horas diárias, Magia Sexual (claro, com quem lhe aparecesse, porém, seguia sendo um “santo”).</p>
<p>Bem, citei isso e não citei nomes ou sobrenomes, por isso não estou murmurando; se citasse nomes e apelidos, estaria “me enrolando”, porém não estou citando nomes ou sobrenomes. Repito: estou fazendo um relato, mostrando o pecado, mas não o pecador&#8230; A crua realidade dos fatos é que esse homem não era um “bom dono de casa”. Quando não se é bom dono de casa, é claro que não está preparado para se enfiar na Senda do Fio da Navalha&#8230;</p>
<p>Por algum lugar o encontrei, um dia desses. Perguntou-me sobre esoterismo, sobre ocultismo, sobre a Gnosis e tudo isso&#8230; Ele disse: “Rapaz, isso já está esquecido; as conferências que ditava, isso era por outros tempos, eu já nem me lembro mais disso, agora estou dedicado à política&#8230;” No fim das contas, eu o afastei, dei-me conta de que ele não era um bom dono de casa, e que, portanto, jamais serviria para estes estudos esotéricos.</p>
<p>Fiz esse relato para que vocês compreendam que a base destes estudos começa por haver alcançado o Nível do Bom Dono de Casa: bom esposo, bom pai, bom irmão, bom amigo; o homem que vela por seu lar, a mulher que vela por seus filhos&#8230; Enfim, e se não é casada, a mulher que é a boa filha, a boa irmã, a mulher do lar&#8230; E se é homem e não sendo casado, será pelo menos um bom homem que vela pelos seus, por seus familiares, e se não os tem, pois então, que cumprirá com seus deveres, os que existem para com toda a Humanidade em geral.</p>
<p>Se não se alcançou o nível do bom dono de casa, não serve para estes estudos; tem de ser  uma pessoa que não seja lunática, uma pessoa equilibrada etc.</p>
<p>Bem, agora há algo também muito interessante: é isto que se chama Centro Magnético – algumas pessoas possuem esse Centro Magnético, outras não o possuem. Comumente, quando se sente atração por estes estudos, é porque se tem o Centro Magnético estabelecido em sua psique, senão não sentiria atração alguma.<img class="alignright size-full wp-image-5356" title="ser-saber2-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2011/01/ser-saber2-gnosisonline.jpg" alt="" width="196" height="217" /></p>
<p>Lembro como nasceeram, em mim, esses estudos. Claro, eu troquei de corpo à vontade; sinceramente me meti neste corpo à vontade, deixei o passado corpo à vontade e tomei este pela vontade. Porém senti, em minha presente existência, essa agulhada, como se diz, pelos estudos esotéricos gnósticos. Quando ainda era criança, lá pelos 8 anos, fui ao campo, e em contato com a Natureza, contemplando o amanhecer, senti uma pontada no coração terrível – chegou a doer-me o coração –, senti o anelo pelas coisas divinas, eu vi a mim mesmo, completo. Nesses instantes, por um instante, parece como se visse a si mesmo, tem-se esse Centro de Consciência&#8230;</p>
<p>Se vocês, alguma vez, sentiram essa pontada saberão o que lhes estou dizendo. De modo que é muito importante isso de ter um Centro Magnético formado, porque, graças a isso, é que as pessoas vêm a estes estudos.</p>
<p>Sim, meus queridos irmãos, o que queremos é, antes de tudo, chegar à unidade da vida, livre em seu movimento. Desgraçadamente, dentro de cada pessoa há muitas pessoas, não gozamos de uma verdadeira individualidade sagrada; porém em certos momentos de suprema dor, sentimos que no fundo temos uma individualidade sagrada. O que queremos é alcançar a unidade da vida, integramo-nos, converter-nos em indivíduos sagrados, e isso é possível trabalhando sobre nós mesmos, eliminando nossos próprios erros psicológicos. Se o conseguirmos, nos converteremos em indivíduos sagrados.</p>
<p>A diferença entre pessoas e pessoas está nos distintos Níveis do Ser. Quanto mais próximo se esteja da individualidade sagrada, pois se está, naturalmente, mais exaltado. Quanto mais distante se esteja de sua própria individualidade sagrada, pois se possui um Nível de Ser mais baixo.</p>
<p>O Conhecimento que aqui, neste Templo, estamos dividindo com os irmãos, estou seguro de que não será assimilado por todos de forma absolutamente igual; cada qual o assimilará de acordo com o Nível de Ser em que se encontra. Uns o compreenderão mais, outros o compreenderão menos. É impossível que todos o assimilem ou o compreendam de forma igual.</p>
<p>Assim, como queira que o tempo nos premia, já que é o pior verdugo que temos, concluiremos dizendo que somente unindo o Ser e o Saber é que se chega à Compreensão verdadeira, e que só com Compreensão verdadeira podemos trabalhar sobre nós mesmos para passar a outro Nível de Ser, ou a outros Níveis de Ser mais elevados. Necessitamos fazer-nos íntegros, unitotais, e isso é possível somente subindo pelos distintos degraus que formam os Níveis do Ser.</p>
<p>Ao escutar, então, esta conversa, não esqueçam, antes de mais nada, da necessidade de serem pessoas equilibradas, não maus donos de casa. O Sendeiro começa em casa, e se as condições que temos na casa são nefastas, então tanto melhor para nós – quero dizer que o “ginásio” é superior –, quando se vive em razão do Trabalho Esotérico e para o Trabalho Esotérico. Obviamente, quanto mais duro for o “ginásio”, tanto melhor.<br />
Samael Aun Weor, O Ser e o Saber</p>
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		<title>A origem do Ego</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Dec 2010 02:51:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia Gnóstica]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>Certamente, chegou a hora de compreender o que é o Caminho que há de conduzir à liberação final. Perante tudo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>Certamente, chegou a hora de compreender o que é o Caminho que há de conduzir à liberação final.</p>
<p>Perante tudo, é conveniente que conheçamos profundamente a nós mesmos. Inquestionavelmente, faz-se cada vez mais indispensável a autoexploração íntima do si mesmo, do mim mesmo. Se nós, mui sinceramente, aprofundamos em nós mesmos, se nos autoexploramos, podemos chegar à conclusão lógica de que somos, até agora, simples animais intelectuais condenados à pena de viver.</p>
<p>É demais que nos pavoneemos com o título de Homens. Foi dito que o home é o rei na Criação, e isso é óbvio. Porém, vamos ver o que somos: quem de vocês poderia dizer que é rei de todo o criado? A qual de vocês a Natureza lhe obedece? Vocês estão seguros de poder mandar nos quatro elementos (fogo, ar, água e terra)? Vocês, por acaso, são administradores da Ordem universal?</p>
<div id="attachment_5287" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><img class="size-medium wp-image-5287" title="perseu-medusa-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/12/perseu-medusa-gnosisonline-240x206.jpg" alt="" width="240" height="206" /><p class="wp-caption-text">A Medusa e sua cabeleira de serpentes, morta pelo herói Perseu, representa o Ego e suas inúmeras facetas</p></div>
<p>Então, Nietzsche, em sua obra <em>Assim Falava Zaratustra</em>, enfatiza a ideia do Super-Homem. Ainda lembro das frases de Nietzsche: “O homem é para o Super-Homem o que o animal é para o homem, uma dolorosa vergonha, uma gargalhada, um sarcasmo e nada mais”. Porém, acaso Nietzsche era Super-Homem? Por certo, o Super-Homem de Nietzsche serviu de basamento místico à Alemanha nazista, para a Segunda Guerra Mundial (vejam vocês quão equivocado Nietzsche andava). Se ainda não existe o homem, menos ainda o Super-Homem.</p>
<p>Realmente, o único que existe atualmente não é o homem, senão o mamífero intelectual equivocadamente chamado homem. Creio que esse título, o de homem, é um chapéu que nos fica demasiadamente grande. Se não podemos governar a nós mesmos, muito menos podemos governar a Natureza.</p>
<p>Se o homem não é rei de si mesmo, então rei do que ele será? Poderia, acaso, ser rei da Natureza? Desde que se diz homem, entende-se por rei; e se não é rei, não é homem. Então, concluamos dizendo que o que existe atualmente é o mamífero intelectual equivocadamente chamado homem, e isso é diferente.</p>
<p>Se aprofundamos dentro do si mesmo, o que descobriremos? Órgãos, sim, eles formam parte do organismo humano, e por trás de todo organismo, o que há? O Lingam Sarira, constestam os hindustanis, Isso é certo, mas o que é o Lingam Sarira? O Corpo Vital, o assento de todos os nossos fenômenos fisiológicos, biológicos, químicos etc.</p>
<p>Mais além desse Corpo Vital, o que existe é o Ego, o Eu, o Si Mesmo. E que coisa é o Ego? Uma soma de agregados psicológicos: ira, cobiça, luxúria, preguiça, inveja, orgulho, gula e muitíssimos outros defeitos mais. Certamente, ainda que tivéssemos palato de aço e mil línguas para falar, não conseguiríamos enumerar todos os defeitos que levamos dentro.</p>
<p>Estes têm personificações, os agregados psicológicos possuem figuras animalescas. Que clarividente se atreveria a negar esse ponto fundamental?</p>
<p>Assim, pois, meus caros irmãos, chegou a hora da reflexão. Além da morte, o que é que existe? O que continua? O Ego! E é, por acaso, o Ego uma beleza? Não, eu já o disse, é uma soma de agregados psíquicos, e dentro desees agregados psíquicos está esfrascada a Conciencia, a Esencia. Em linguagem rigosamente alquímica, diríamos: o sal incorpóreo, não inflamable e perfeito. Ele é precisamente o fator diretriz de toda a nossa psique, o fator básico, para falar mais claro.</p>
<p>Desgraçadamente, está engarrafada, está embutida dentro dessas figuras animalescas do Ego, entre todos esses agregados inumanos que possuímos em nosso interior. Assim enfrascada, é óbvio que se processa em virtude de seu propio condicionamento, e isto é lamentável: dorme profundamente.</p>
<p>Quero que vocês compreendam, meus caros irmãos, quero que entendam profundamente, o que é o Ego. Quero que saibam qual é sua origem. Quero que o dissolvam radicalmente. Ouçam-me bem.</p>
<p>No Amanhecer da Vida, além da época do antigo continente Um, situado no Oceano Pacífico, os animais intelectuais receberam, desafortunadamente, o Abominável Órgão Kundartiguador. Falou-se muito da Kundalini, mas, quão pouco se falou de sua antítese, o Abominável Órgão Kundartiguador.</p>
<p>É claro que por aquela antiga idade, a capa geológica do mundo não tinha estabilidade permanente. Incessantes terremotos e terríveis maremotos convulsionavam nosso planeta, foi então quando certo indivíduo sagrado, acompanhado por uma altíssima comissão, veio à Terra em uma nave cósmica. Depois de aquela comitiva sacra haver estudado o problema dos cataclismos, resolveu dar à Humanidade o antes dito Órgão, com o propósito de resolver o problema geológico.</p>
<p>Vocês me dirão: “E o que tem a ver essa questão dos tremores de terra e os maremotos com o Órgão Kundartiguador e o organismo humano?” Muito, meus queridos irmãos, muito! Tenham-se em conta que cada corpo ohumano é uma máquina extraordinaria, que capta as energias que descem do Megalocosmo e que as transforma maravilhosamente, para retransmiti-la automáticamente ao interior do organismo terrestre, às capas inferiores da Natureza, da Terra.</p>
<p>A Humanidade é um órgão do planeta Terra, é um órgão da Natureza, mediante o qual se transformam energias que vêm a ser básicas para a economia do mundo Terra. Inquestionavelmente, ao se fazer qualquer alteração na máquina humana, produzem-se, indubitablemente, modificações substanciais de energias, e ao serem estas retransmitidas às capas anteriores de nosso mundo, já modificadas, podem influir sobre a estabilidade da superfície geológica.</p>
<p>Ao dar, pois, à Humanidade o Abominable Órgão Kundartiguador, é claro, é óbvio, é ostensível, que as energias foram modificadas de forma tal que ao serem retransmitidas ao interior da Terra, exerceriam sobre a capa geológica um processo que teria como fim a estabilidade da mesma.</p>
<p>Pois vejam o importante que é a máquina humana, não é verdade? O Abominável Órgão Kundartiguador é a famosa cauda do Satã bíblico, que chegou a se cristalizar. Sim, é óbvio que o fogo sagrado projetado do cóccix até os infernos do homem se converteu na cauda de Satã (e tomando forma física, apareceu como a cauda dos símios).</p>
<p>Que houve uma época em que a Humanidade possuiu cauda é verdade, é certo, porém isso não quer dizer que nós venhamos dos símios, dos macacos, não! Ao contrário, eles vieram de nós, são degenerações da espécie humana, resultaram da mescla do animal intelectual com algumas espécies bestiais da Natureza.</p>
<p>Muito mais tarde no tempo (e eis aí o interessante), outra altíssima comissão resolveu arrancar da Humanidade o Abominável Órgão Kundartiguador. Já não era mais necessário, a capa fisiológica de nosso mundo havia se estabilizado. Desafortunadamente, a Humanidade ao perder tal Órgão, ficaram em nós as más consequências do mesmo, e essas más consequências se acomodaram nos cinco cilindros da máquina orgânica.</p>
<p>Tais cilindros são: primeiro, o Centro Intelectual; segundo, o Centro Emocional; terceiro, o Centro Motor ou do Movimento; quarto, o Centro Instintivo; e quinto, o Centro Sexual.</p>
<p>Acumuladas as más consequências do Abominável Órgão Kundartiguador, dentro dos cinco cilindros da máquina, formou-se em nosso interior uma natureza inumana e terrivelmente bestial. As citadas consequências do Abominável Órgão Kundartiguador constituem-se no mim mesmo, no si mesmo, no Ego, no Eu. É claro, é indubitável, que a Conciência, ou seja, a Essência primigênia, falando em linguagem alquimista, o Sal puríssimo, incorpóreo, oncombustível, sublime, ficou, digamos, enfrascada, encarcerada, embutida dentro dessa segunda natureza inumana.</p>
<div id="attachment_5288" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/12/pegasus-unicornio-gnosisonline.jpg"><img class="size-medium wp-image-5288" title="pegasus-unicornio-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/12/pegasus-unicornio-gnosisonline-240x180.jpg" alt="" width="240" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">O cavalo alado Pégaso e o Unicórnio são símbolos da Essência Divina livre do Ego</p></div>
<p>Desde então, ficamos com duas naturezas: uma, esta externa que temos, e outra, interna, de abominação. O que fazer? Como fazer? Desafortunadamente, meus queridos irmãos, conforme os tempos foram se passando, a Consciência embutida aí, foi dormindo pouco a pouco e perdeu os poderes que antes possuíra, esses poderes com os quais podíamos manejar o fogo que flameja, o furacão que ruge, as águas puríssimas da vida universal e a perfumada terra.</p>
<p>Em outros tempos, quando o Abominável Órgão Kundartiguador não havia aparecido em nós, podíamos perceber um terço de todas as tonalidades de cor existentes no Cosmo infinito. Quero dizer a vocês, em nome da Verdade, e ponham muito cuidado, que existem cerca de 2 milhões de tonalidades de cor, e isso é verdade. Hoje, o ser humano dificilmente podoe perceber as sete cores básicas do prisma solar.</p>
<p>Naquela antiga idade, nesses tempos em que os rios puros de água manavam leite e mel, tudo era diferente, então os serees humanos levantavam a vista para o espaço e percebiam a aura dos mundos e dos Gênios Planetários e das humanidades que os povoam e os grandes hierofantes da antiga Arcádia, os Filhos da Manhã. Podiam claramente ver no Akasha puro os mundos que haviam existido em passados Mahavântaras e aqueles que haveriam de existir em um futuro. Assim era a Humanidade em outros tempos.</p>
<p>Os ouvidos de cada ser humano percebiam as místicas vibrações niorissianas do Universo, falavam com os Deuses inefáveis e sabiam escutar as sinfonias que sustentam o Universo, firme em sua marcha.</p>
<p>Desafortunadamente, a involução foi precipitando os seres humanos pelo caminho da degeneração; as faculdades foram se atrofiando e com o tempo se perderam, lamentavelmente. Depois da segunda catástrofe transapalniana que mudou completamente a capa geológica de nosso mundo (com a submersão do velho continente atlante), precipitou-se a involução degenerativa humana. As faculdades foram se atrofiando lamentavelmente, e, por último, a Kali Yuga, iniciada pela cultura greco-romana, nos trouxe ao estado em que nos encontramos atualmente.</p>
<p>Em outros tempos, antes da Kali Yuga, antes tivesse nascido a civilização greco-romana, iniciadora desta Idade Negra, existia o pensamento objetivo, a mente objetiva. Façamos uma plena distinção entre o que é mente objetiva e o que é mente subjetiva. Entenda-se por mente subjetiva aquela que somente se fundamente nas percepções sensoriais externas.</p>
<p>Muitos pescadores vindos de outras terras da antiga Grécia lhes deu para brincar com a palavra, por fazer silogismos, prosilogismos, isilogismos etc. O jogo das palavras ficou muito simpático, serviu para matar o ócio. Com o tempo, surgiu aí a associação meramente intelectiva, fundamentada nas percepções sensoriais externas (sistema racional deficiente que exclui os intuitos, o sistema racional meramente associativo desligado de todo processo da Consciência). Assim, muitas áreas do cérebro se atrofiaram lamentavelmente.</p>
<p>Desafortunadamente, os gregos cometeram o erro de expandir seu sistema racional por toda a face da terra e isso conduziu ao raciocínio subjetivo mundial.</p>
<p>Hoje, o cérebro humano já não trabalha completamente. Bem sabem os cientistas que nem todas as áreas do cérebro funcionam atualmente (produto, disso, da associação meramente subjetiva). Foi assim, meus caros irmãos, como a mente humana se degenerou, como o cérebro humano se atrofiou, se converteu no que atualmente é.</p>
<p>Pensemos, agora, nos romanos, pois eles, juntamente com os gregos, iniciaram a idade negra que estamos vivendo, a Kali Yuga. A diferença com os gregos é que aqueles [<em>os romanos</em>] em vez de brincar com a palavra, deram-se a brincar com o sexo. Vagabundos da antiga Roma se entregaram à orgia, aos bacanais e até os exportaram mundialmente. Foi assim com se veio a perder definitivamente a vergonha orgânica, surgiram os prostíbulos por todo lugar e a humanidade se precipitou pelo caminho do infrassexo.</p>
<p>Hoje, vejamos o estado em que nos encontramos, degeneração sexual em grande escala e faiscante intelecto.  Os velhacos do intelecto são terrivelmente luxuriosos, a luxúria e o intelectualismo (baseado, este último, nas meras associações racionais de tipo subjetivo) brilham por todo lugar, manifestam-se aqui, ali e acolá, e por todas as partes.</p>
<p>O Ego tomou proporções gigantescas, cada um de nós realmente leva por dentro todos os fatores que produzem guerras, amarguras, sofrimentos. Necessitamos nos libertar do estado em que nos encontramos. Todas as faculdades humanas se degeneraram, repito, lamentavelmente tudo se perdeu. Sobra-nos somente um fator que pode servir para nossa salvação. Quero me referir enfaticamente à Essência, a qual, como já disse, está engarrafada dentro do Ego. É óbvio que dentro dela estão os dados que necessitamos para nos guiar pelo Caminho que haverá de nos conduzir à Liberação Final. Na Essência, na consciência, estão também as Partículas de Dor do Omnicósmico, ou seja, de nosso Pai que está em segredo.</p>
<p>Toda vez que erramos, Ele sofre, e suas Partículas de Dor ficam depositadas na Essência, na Consciência. E se sabemos aproveitar, podemos, mediante estas, despertar. Na Essência estão esses dados que urgentemente estamos necessitando para nos guiarmos pela Senda do Fio da Navalha. A Essência é o guia esplêndido, que dentro temos para nos guiar, porém, desafortunadamente, está presa, encarcerada, embutida, engarrafada no Ego, no Eu, no Mim Mesmo, no Si Mesmo.</p>
<p>Necessitamos desenfrascar a Essência, desengarrafá-la para que possa nos guiar pelo Caminho que nos há de conduzir até a Liberação Final, e isso somente é possível, queridos irmãos, destruindo o Eu, eliminando-o, reduzindo-o a poeira cósmica. Ele é o cárcere dentro do qual está enfrascada a puríssima Essência. Destruamos as barras desse cárcere, tornemos poeira a esses muros da ignomínia, reduzamos a cinzas essa garrafa para que sejamos livres.</p>
<p>Libertada a Essência, poderá nos guiar pelo Caminho de Perfeição, até a liberação final. Se quisermos destruir o Ego, devemos dissolvê-lo e eliminá-lo.</p>
<p>Na vida prática temos o ginásio psicológico onde podemos nos descobrir, porque na relação com as pessoas, com nossos amigos, com os companheiros de trabalho, com nossos familiares etc., os defeitos que levamos escondidos afloram, e se estamos alertas e vigilantes como o vigia em época de guerra, então poderemos vê-los tal qual são, em si mesmos. Defeito descoberto, deve ser submetido à técnica da meditação, e uma vez compreendido integramente, podemos eliminá-los com a ajuda da Divina Mãe Kundalini, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes.</p>
<p>Se em transe sexual, durante o Sahaja Maithuna, A invocamos de puro coração, Ela poderá nos auxiliar. Está escrito: “Pedi e se vos dará; golpeai e vos será aberto”.</p>
<p>Se Lhe pedimos, Ela nos dá, se golpearmos Ela nos abre. Peçamos à nossa Divina Mãe Kundalini particular, própria, de cada um de nós, que elimine de nossa psique o defeito psicológico que já tivermos compreendido a fundo em todos os territórios da mente. O resultado será extraordinário: Ela eliminará o defeito, e se continuamos assim, trabalhando incansavelmente, chegará o dia em que o Ego terá sido desintegrado radicalmente, e então a Essência ficará livre e virá o despertar.</p>
<p>A Consciência desperta poderá nos orientar pela Senda do Fio da Navalha, a Consciência desperta nos entregará os dados que necessitamos para nossa própria Liberação Final.</p>
<p>Porém, deve-se ser paciente no Trabalho, e muito severos e muito constantes, porque cada defeito é multifacético e se processa em 49 níveis do subconsciente.<br />
Samael Aun Weor, conferência A Origem do Ego</p>
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		<title>O sonho de estar desperto</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Dec 2010 02:40:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia Gnóstica]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>Convém eliminar, para o bem da Grande Causa, determinados espinheiros que obstruem o caminho. Em tudo isso, existe algo demasiado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>Convém eliminar, para o bem da Grande Causa, determinados espinheiros que obstruem o caminho.</p>
<p>Em tudo isso, existe algo demasiado grave. Quero fazer referência ao sonho da consciência.</p>
<p>Os quatro evangelhos insistem na necessidade de despertar, porém infelizmente as pessoas supõem que estão despertas. Para o cúmulo dos males, existe por toda parte um tipo de gente, muito psíquica certamente, que não somente dorme, como ainda sonha que está desperta.</p>
<p>Essas pessoas se autodenominam videntes e se tornam demasiado perigosas porque projetam sobre os demais seus sonhos, alucinações e loucuras. São precisamente eles que impingem a outros, delitos que não cometeram e assim desbaratam lares alheios.</p>
<p>Resulta óbvio compreender que não falamos dos legítimos clarividentes. Referimo−nos, por agora, a esses alucinados, a esses equivocados que sonham estarem com a consciência desperta.</p>
<p>Com profunda pena, evidenciamos que o fracasso esotérico se deve à consciência adormecida.</p>
<p>Muitos devotos gnósticos, sinceros amantes da verdade, fracassam devido a esse lamentável estado de consciência adormecida.</p>
<div id="attachment_5234" class="wp-caption alignleft" style="width: 179px"><img class="size-full wp-image-5234" title="iluminacao-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/12/iluminacao-gnosisonline.jpg" alt="Luz é Consciência, Consciência é Luz." width="169" height="249" /><p class="wp-caption-text">Luz é Consciência, Consciência é Luz.</p></div>
<p>Nos tempos antigos, apenas se ensina o Grande Arcano, a maithuna, a yoga sexual, àqueles neófitos que despertavam a consciência. Os hierofantes sabiam muito bem que os discípulos adormecidos, cedo ou tarde, terminam abandonando o trabalho na Nona Esfera. O pior é que esses fracassados se autoenganam, pensando de si próprios o melhor, e quase sempre caem como rameiras nos braços de alguma escolinha nova que lhes brinde um pouco de consolo.</p>
<p>Depois, pronunciam frases como as seguintes: Eu não sigo os ensinamentos gnósticos porque eles exigem um casal e isto é coisa de um só. A liberação, o trabalho, é coisa que se tem de buscar sozinho.</p>
<p>Naturalmente, essas palavras de autoconsolo e de autoconsideração têm por objetivo unicamente a própria autojustificação.</p>
<p>Se essas pobres pessoas tivessem a sua consciência desperta, perceberiam o seu erro e compreenderiam que elas não se fizeram sozinhos. Elas tiveram um pai, uma mãe e houve um coito que lhes deu vida.</p>
<p>Se essa pobre gente tivesse a sua consciência desperta, verificaria que assim como é em cima é em baixo e vice-versa, experimentaria diretamente a crua realidade dos fatos, dar-se-ia conta cabal do lamentável estado em que se encontra e compreenderia a necessidade da maithuna para a fabricação dos corpos solares, o traje de bodas da alma, e assim conseguir o Segundo Nascimento, do qual falou o Grande Cabir Jesus ao rabino Nicodemo.</p>
<p>Porém, tais modelos de sabedoria, dormem e não são capazes de verificar por si mesmos que estão vestidos com corpos protoplasmáticos, que se vestem com farrapos lunares e que são uns pobres-coitados e miseráveis.</p>
<p>Os sonhadores, os adormecidos que supõem estar despertos, não somente prejudicam a si mesmos, como ainda causam graves danos a seus semelhantes.</p>
<p>Eu creio que o equivocado sincero, o adormecido que sonha estar desperto, o alucinado que se qualifica de iluminado, o mitômano que se crê supertranscendido, em verdade, causam a si e aos demais muito mais dano do que experimenta alguém que jamais em sua vida ingressou nos nossos estudos.</p>
<p>Estamos falando numa linguagem dura, mas podem estar seguros de que muitos adormecidos e alucinados ao lerem estas linhas, em vez de se deterem por um momento para refletir, corrigir ou retificar, buscarão apenas uma forma de se apropriar de minhas palavras a fim de documentar suas loucuras.</p>
<p>Para desgraça deste pobre formigueiro humano, as pessoas levam dentro um péssimo secretário que sempre interpreta mal os ensinamentos gnósticos. Referimo-nos ao Eu Pluralizado, ao Mim Mesmo.</p>
<p>O mais cômico de Mefistófeles é a maneira como se disfarça de santo. Claro que o Ego lhe agrada que o ponham no altar e o adorem.</p>
<p>Compreendam de uma vez por todas que enquanto a consciência continuar engarrafada no Eu Pluralizado, não somente dormirá, como terá, o que é pior, o mau gosto de sonhar que está desperta.</p>
<p>O pior gênero de loucura resulta da combinação de mitomania com alucinações.</p>
<p>O mitômano é aquele que se presume de Deus, que se sente supertranscendido e que deseja que todo mundo o adore.</p>
<p>Esse tipo de gente, ao estudar este capítulo, imputará a outros minhas palavras e continuará pensando que já dissolveu o Eu, ainda que o tenha mais robusto que um gorila.</p>
<p>Quando um mitômano adormecido trabalha na Forja dos Ciclopes, estejam seguros que muito breve abandonará o trabalho dizendo: “Eu já consegui o Segundo Nascimento. Eu estou liberado. Eu sou um Deus. Renunciei ao Nirvana por amor à humanidade”.</p>
<p>Em nosso querido Movimento Gnóstico, já vimos coisa muito feia. Resulta espantoso ver os mitômanos, os adormecidos alucinados, profetizando loucuras, caluniando o próximo, qualificando os outros de magos negros, etc. Isso é espantoso.</p>
<p>Diabos julgando diabos! Não que se dar conta todos esses exemplos de perfeição que neste mundo doloroso em que vivemos é quase impossível encontrar um santo.</p>
<p>Todo mago é mais ou menos negro. De forma alguma se pode ser mago branco enquanto o Eu Pluralizado esteja metido no corpo. O Eu Pluralizado é o próprio demônio.</p>
<p>Isso de andar dizendo por aí que fulano está caído é certamente uma brincadeira de mau gosto, porque neste mundo todas as pessoas estão caídas.</p>
<p>Isso de caluniar o próximo e de destruir lares com falsas profecias é próprio de alucinados, de gente que sonha estar desperta.</p>
<p>Se alguém de fato quer autodespertar, que se resolva a morrer de instante a instante, que pratique a meditação profunda, que se liberte da mente, que trabalhe com as Runas da maneira como ensinamos neste livro [<em>Magia das Runas, disponível gratuitamente na Biblioteca do GnosisOnline</em>]…</p>
<p>À Sede Patriarcal do Movimento Gnóstico chegam muitas cartas de adormecidos que dizem: Minha mulher… o fulano… o beltrano… está muito evoluído, é uma alma muito velha… etc.</p>
<p>Esses pobres adormecidos que assim falam, pensam que o tempo e a evolução podem autorrealizá-los, podem despertá-los e levá-los à liberação final. Essas pessoas não querem compreender que a evolução e sua irmã gêmea, a involução, são apenas leis mecânicas da natureza, as quais trabalham de maneira harmoniosa e coordenada em toda a criatura.</p>
<p>Quando alguém desperta a consciência, percebe a necessidade de se emancipar dessas leis e de se meter pela Senda da Revolução.</p>
<p>Queremos gente desperta, firme, revolucionária; de maneira alguma aceitamos frases incoerentes, vagas, imprecisas, insípidas, inodoras etc.</p>
<p>Vivamos alertas e vigilantes como a sentinela em época de guerra. Queremos gente que trabalhe com os Três Fatores de Revolução da Consciência.</p>
<p>Lamentamos tantos casos de equivocados sinceros que só trabalham com um fator e muitas vezes infelizmente muito mal trabalhado.</p>
<p>Precisamos compreender que somos pobres feras adormecidas, máquinas controladas pelo Ego.</p>
<p>Samael Aun Weor</p>
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		<title>Os centros da máquina humana</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 01:51:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gnosis Online</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos Especiais]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/>Antes de tudo, necessitamos compreender que somos “pessoas-máquinas”, simples marionetes controladas por agentes secretos, por Eus ocultos. (Samael Aun Weor) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/psicologia-gnostica.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Psicologia Gnóstica" /><br/><p>Antes de tudo, necessitamos compreender que somos “pessoas-máquinas”, simples marionetes controladas por agentes secretos, por Eus ocultos. (Samael Aun Weor)</p>
<h3>O Homem-Máquina</h3>
<p>“É evidente que as pessoas reagem mecanicamente diante das diversas circunstâncias da vida&#8230;</p>
<p>Pobres pessoas! Costumam sempre converter-se em  vítimas. Quando alguém as adula, sorriem; quando as humilha, sofrem. Insultam se são insultadas; ferem se são feridas; nunca são livres; seus semelhantes têm poder para levá-las da alegria à tristeza, da esperança ao desespero.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5222" title="homem-maquina2-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/12/homem-maquina2-gnosisonline-240x190.jpg" alt="" width="240" height="190" />Cada pessoa dessas que vai pelo “Caminho Horizontal” se parece com um instrumento musical, onde cada um de seus semelhantes toca o que bem quiser&#8230;</p>
<p>Quem aprende a transformar as relações mecânicas entra de fato no “Caminho Vertical. (Samael Aun Weor, Psicologia Revolucionária)</p>
<p>O Homem-Máquina é o animal mais infeliz que existe neste vale de lágrimas, mas tem a pretensão e até a insolência de se intitular Rei da Natureza.</p>
<p>NOSCE TE IPSUM (HOMEM, CONHEÇA A TI MESMO). Esta é uma antiga máxima de ouro, escrita sobre os muros invictos do Templo de Delfos na antiga Grécia.</p>
<p>O homem, esse pobre Animal Intelectual que se qualifica equivocadamente de Homem, inventou milhares de máquinas complicadíssimas e difíceis e sabe muito bem que, para poder servir-se de uma máquina, necessita, às vezes, longos anos de aprendizagem. Porém, quando se trata de si mesmo, esquece-se totalmente desse fato, ainda que ele mesmo seja uma máquina mais complicada que todas as que inventou.</p>
<p>Não há homem que não esteja cheio de ideias totalmente falsas sobre si mesmo. O grave é que não quer se dar conta de que realmente é uma máquina.</p>
<p>A Máquina Humana não tem liberdade de movimentos. Funciona unicamente por múltiplas e variadas influências interiores e choques exteriores. Todos os movimentos, atos, palavras, ideias, emoções, sentimentos e desejos da Máquina Humana são provocados por influências exteriores e por múltiplas causas estranhas e difíceis.</p>
<p>O animal intelectual é um pobre títere falante, com memória e vitalidade, um boneco vivente que tem a tola ilusão de que pode &#8220;fazer&#8221;, quando em realidade e de verdade nada pode fazer.</p>
<p>Imagine por um momento, querido leitor, um boneco, um boneco mecânico, automático, controlado por um mecanismo complexo.</p>
<p>Imagine esse boneco, que tem vida&#8230; Ele se apaixona, fala, caminha, deseja, faz guerras etc. Imagine que esse boneco pode mudar de dono a cada momento. Deve imaginar que cada dono é uma pessoa diferente, com seu próprio critério, sua própria forma de divertir-se, sentir, viver etc.</p>
<p>Um dono qualquer, querendo conseguir dinheiro, apertará certos botões e então o boneco se dedicará aos negócios; outro dono, meia hora ou várias horas depois, terá uma ideia diferente e colocará seu boneco a dançar e a rir; um terceiro o colocará para brigar, um quarto o fará apaixonar-se por uma mulher, um quinto o fará apaixonar-se por outra, um sexto o fará brigar com seu vizinho e criar um problema policial e um sétimo o fará mudar de domicílio.</p>
<p>Realmente, o boneco de nosso exemplo não fez nada, mas crê que fez. Ele tem a ilusão de que faz, quando, na realidade, nada pode fazer, porque não tem Ser individual.</p>
<p>Fora de toda dúvida, tudo aconteceu, como quando chove, quando troveja, quando o sol esquenta, mas o pobre boneco acredita que faz. Tem a tola ilusão de que fez, quando em realidade nada fez; foram seus respectivos donos os que se divertiram com o pobre boneco mecânico.</p>
<p>Assim é o pobre animal intelectual, querido leitor, um boneco mecânico como o de nosso exemplo ilustrativo. Crê que faz, quando em realidade nada faz. É um títere de carne e osso, controlado pela legião de entidades energéticas sutis que em seu conjunto constituem isso que se chama Ego, Eu Pluralizado.</p>
<p>O Evangelho cristão qualifica todas essas entidades de Demônios, e seu verdadeiro nome é Legião.</p>
<p>Se dizemos que o Eu é Legião de demônios que controlam a Máquina Humana, não estamos exagerando, assim é.</p>
<p>O Homem-Máquina não tem individualidade alguma, não possui o Ser, só o Ser verdadeiro tem poder de fazer.</p>
<p>Só o Ser pode nos dar verdadeira Individualidade. Só o Ser nos converte em Homens verdadeiros.</p>
<p>Quem quiser verdadeiramente deixar de ser um simples boneco mecânico deve eliminar cada uma dessas entidades que em seu conjunto constituem o Eu, cada uma dessas entidades que jogam com a Máquina Humana. Quem de verdade quer deixar de ser um simples boneco mecânico tem que começar por admitir e compreender sua própria mecanicidade.</p>
<p>Aquele que não quiser compreender ou aceitar a própria mecanicidade, aquele que não quiser entender corretamente este fato, já não pode mudar, é um infeliz, um desgraçado, mais lhe valeria dependurar uma pedra de moinho no pescoço e jogar-se ao mar.</p>
<p>O animal intelectual é uma máquina, mas uma máquina muito especial; se esta máquina chega a compreender que é máquina, se é bem conduzida e se as circunstâncias o permitem, pode deixar de ser máquina e converter-se em Homem.</p>
<p>Antes de mais nada, é urgente começar por compreender, a fundo e em todos os níveis da mente, que não temos individualidade verdadeira, que não temos um “Centro Permanente de Consciência”, que em um momento determinado somos uma pessoa e em outro, outra; tudo depende da entidade que controle a situação em um dado instante.</p>
<p>O que origina a ilusão da unidade e integridade do animal intelectual é, por um lado, a sensação que tem de seu corpo físico, e, por outro lado, seu nome e sobrenome; por último, a memória e certo número de hábitos mecânicos implantados nele pela educação, ou adquiridos por simples e tonta imitação.</p>
<p>O pobre animal intelectual não poderá deixar de ser máquina, não poderá mudar, não poderá adquirir o Ser Individual verdadeiro e converter-se em Homem legítimo, enquanto não tenha o valor de eliminar, mediante a compreensão de fundo e em ordem sucessiva, cada uma dessas “entidades metafísicas” que em seu conjunto constituem isso que se chama Ego, Eu, Mim Mesmo.</p>
<p>Cada ideia, cada paixão, cada vício, cada afeto, cada ódio, cada desejo etc., tem sua correspondente entidade, e o conjunto de todas essas entidades depende totalmente das circunstâncias, mudança de impressões, acontecimentos etc.<img class="alignright size-full wp-image-5223" title="homem-maquina-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/12/homem-maquina-gnosisonline.jpg" alt="" width="212" height="170" /></p>
<p>A tela da mente muda de cores e cenas a cada instante, tudo depende da entidade que em um momento qualquer controle a mente.</p>
<p>Pela tela da mente vão passando em procissão contínua as distintas “entidades” que em seu conjunto constituem o Ego ou Eu Psicológico.</p>
<p>As diversas “entidades” que constituem o Eu pluralizado se associam, formam certos grupos especiais de acordo com suas afinidades, brigam entre si, discutem, se desconhecem etc.</p>
<p>Cada entidade da Legião chamada Eu, cada pequeno Eu, acredita ser o todo, o Ego total. Nem remotamente suspeita ser apenas uma ínfima parte.</p>
<p>A entidade que hoje jura amor eterno a uma mulher é substituída mais tarde por outra entidade que nada tem a ver com tal juramento. Então o castelo de cartas vai ao chão, e a pobre mulher chora decepcionada.</p>
<p>A entidade que hoje jura fidelidade a uma causa é substituída amanhã por outra que nada tem a ver com tal causa, e então o sujeito se retira. A entidade que hoje jura fidelidade à Gnose é substituída amanhã por outra entidade que odeia a Gnose.</p>
<p>Os professores e professoras de escolas, colégios e universidades devem estudar a “Psicologia Revolucionária” e, por humanidade, ter a coragem de orientar os alunos e alunas pelo caminho maravilhoso da Revolução da Consciência.</p>
<p>É necessário que os alunos compreendam a necessidade de conhecer a si mesmos em todos os terrenos da mente. Necessita-se uma orientação intelectual mais eficiente. Necessita-se compreender o que somos e isto deve começar desde os próprios bancos da escola.</p>
<p>Não negamos que necessitamos de dinheiro para comer, para pagar o aluguel da casa e nos vestirmos. Não negamos que se necessita preparação intelectual, uma profissão, uma técnica para ganhar dinheiro, mas isto não é tudo, isto é secundário; o principal, o fundamental é saber quem somos, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual é o objetivo de nossa existência.</p>
<p>É lamentável continuarmos como bonecos automáticos, míseros mortais, Homens-Máquina. É urgente deixarmos de ser meras máquinas, é urgente converter-nos em Homens Verdadeiros. É necessária uma mudança radical, e esta deve começar precisamente pela eliminação de cada uma dessas “entidades” que em seu conjunto constituem o Eu Pluralizado.</p>
<p>O pobre animal intelectual não é Homem, contudo tem dentro de si, em estado latente, todas   as possibilidades para converter-se em Homem. Não é uma lei que essas possibilidades se desenvolvam. O natural é que se percam. Só mediante tremendos superesforços podem se desenvolver tais possibilidades humanas.</p>
<p>Temos muito que eliminar e muito que adquirir. É necessário fazer um inventário para saber quanto nos sobra e quanto nos falta. É claro que o Eu pluralizado fica sobrando, é algo inútil e prejudicial.</p>
<p>É lógico dizer que temos de desenvolver certos poderes, certas faculdades e capacidades que o Homem-Máquina atribui a si mesmo e acredita possuir, mas que na realidade e de verdade não possui. O Homem-Máquina crê que tem verdadeira Individualidade, Consciência desperta, Vontade consciente, Poder de fazer etc., mas não tem nada disso.</p>
<p>Se queremos deixar de ser máquinas, se queremos despertar Consciência, ter verdadeira Vontade consciente, Individualidade, capacidade de Fazer, é urgente começar por conhecer-nos a nós mesmos e depois dissolver o Eu Psicológico. Quando o Eu Pluralizado se dissolve, só resta dentro de nós o Ser Verdadeiro.</p>
<h3>A Crua Realidade dos Fatos</h3>
<p>Quando uma pessoa tenta deixar de ser máquina, quando já não quer ser máquina, a Natureza se opõe. A Natureza tem, dentro de cada um de nós, elementos, poderes e forças que mobiliza para combater-nos. É que não convém à Natureza que alguém deixe de ser máquina; isso é um atentado contra sua economia, e ela dispõe de poderes formidáveis para submeter à ordem aqueles rebeldes que se levantem em armas. Essa é a crua realidade dos fatos!</p>
<p>Obviamente vocês estão aqui para escutar-me e eu para falar-lhes, mas vejo aqui mesmo, nesta conferência, como a Natureza trabalha para tratar de submetê-los à ordem. Alguns de vocês, ao escutar esta palestra, se prestam a devida atenção, verão que sentem aborrecimento; alguns bocejaram, há os que gostariam que nossa conferência já tivesse terminado etc. A Natureza se vale de tudo isso; estas são as armas que ela utiliza para evitar que alguém deixe de ser maquininha.</p>
<p>Vocês são máquinas. Podem não gostar; talvez pensem que eu os esteja insultando. Não, palavra que não estou insultando; o que estou dizendo a vocês se aplica a toda a humanidade. Vocês deixarão de ser máquinas no dia em que se levantarem em armas contra a Natureza, contra o Cosmos, contra si mesmos, contra tudo e contra todos. Quando isso acontecer, há uma possibilidade de que deixem de ser máquinas (se é que não sucumbem, porque a Natureza não vai baixar a guarda assim tão facilmente; isso é um atentado contra a economia da Natureza, isso é óbvio. (Samael Aun Weor, A Influência Lunar)</p>
<p>De nenhuma maneira poderíamos negar a “Lei de Recorrência” manifestando-se em cada momento de nossa vida.</p>
<p>Certamente, em cada dia de nossa existência existe repetição de eventos, estados de consciência, palavras, desejos, pensamentos, volições etc.</p>
<p>É óbvio que, quando alguém não se auto-observa, não pode perceber esta incessante repetição diária. É evidente que quem não sente interesse algum por observar-se a si mesmo tampouco deseja trabalhar para obter uma verdadeira transformação radical.</p>
<p>Para o cúmulo dos cúmulos, há pessoas que querem transformar-se sem trabalhar sobre si mesmas. Não negamos o fato de que cada qual tem direito à real felicidade do espírito, mas também é certo que tal felicidade seria algo mais que impossível se não trabalhássemos sobre nós mesmos.</p>
<p>Uma pessoa pode mudar intimamente quando de verdade consegue modificar suas reações ante os diversos fatos que lhe sobrevêm diariamente. Mas não poderíamos modificar nossa forma de reagir ante os fatos da vida prática se não trabalhássemos seriamente sobre nós mesmos.</p>
<p>Necessitamos mudar nossa maneira de pensar, ser menos negligentes, tornar-nos mais sérios e encarar a vida de forma diferente, em seu sentido real e prático. Porém, se continuamos assim, tal como estamos, comportando-nos da mesma forma todos os dias, repetindo os mesmos erros, com a mesma negligência de sempre, qualquer possibilidade de mudança ficará de fato eliminada.</p>
<p>Se alguém quer de verdade chegar a conhecer-se, deve começar por observar sua própria conduta diante dos acontecimentos de qualquer dia da vida.</p>
<p>Não queremos dizer com isto que a pessoa não deva observar-se diariamente, só queremos afirmar que se deve começar por observar um primeiro dia. Em tudo deve haver um começo, e começar por observar nossa conduta em qualquer dia de nossa vida é um bom começo.</p>
<p>Observar nossas reações mecânicas diante desses pequenos detalhes do quarto, do lar, refeitório, casa, rua, trabalho etc., o que se diz, sente, pensa, é certamente o mais indicado.</p>
<p>O importante é ver como uma pessoa pode mudar essas reações; porém, se achamos que somos boas pessoas, que nunca nos comportamos de forma inconsciente e equivocada, nunca mudaremos. Antes de mais nada, necessitamos compreender que somos pessoas-máquinas, simples marionetes controladas por agentes secretos, por Eus ocultos.</p>
<p>Dentro de nossa pessoa vivem muitas pessoas, nunca somos idênticos; às vezes se manifesta em nós uma pessoa mesquinha; outras vezes uma pessoa irritável; em qualquer outro instante uma pessoa esplêndida, benevolente; mais tarde uma pessoa escandalosa ou caluniadora; depois um santo, depois um mentiroso etc.</p>
<p>Temos gente de todo tipo dentro de cada um de nós, Eus de toda espécie. Nossa personalidade não é mais que uma marionete, um boneco falante, algo mecânico.</p>
<p>Comecemos por comportar-nos conscientemente durante uma pequena parte do dia; necessitamos deixar de ser simples máquinas, ainda que seja durante uns breves minutos diários; isto influirá decisivamente sobre nossa existência.</p>
<p>Quando nos auto-observamos e não fazemos o que tal ou qual Eu quer, é claro que começamos a deixar de ser máquinas. Um só momento em que se está bastante consciente a ponto de deixar de ser máquina, se isto é feito voluntariamente, pode modificar muitas circunstâncias desagradáveis.</p>
<p>Infelizmente, vivemos diariamente uma vida mecanicista, rotineira, absurda. Repetimos acontecimentos, nossos hábitos são os mesmos, nunca quisemos modificá-los; são os trilhos mecânicos por onde circula o trem de nossa existência miserável; porém, pensamos o melhor de nós mesmos&#8230;</p>
<p>Por toda parte abundam os MITÔMANOS, os que se creem Deuses; criaturas mecânicas, rotineiras, personagens do lodo da terra, míseros bonecos movidos por diversos Eus; pessoas assim não trabalharão sobre si mesmas&#8230;</p>
<h3>Os Cinco Centros Centros da Máquina Humana</h3>
<p>A questão do funcionamento equivocado dos Centros é um tema que exige estudo por toda a vida, através da observação de si mesmo (em ação) e do exame rigoroso dos sonhos. Não é possível chegar à compreensão dos Centros (e de seu trabalho correto ou equivocado) em um instante; necessitamos paciência infinita.</p>
<p>Toda a vida se desenvolve em função dos Centros e é controlada por eles. Nossos pensamentos, sentimentos, esperanças, temores, amores, ódios, ações, sensações, prazeres, satisfações, frustrações, etc., encontram-se nos Centros. (Samael Aun Weor, A Doutrina do Fogo)<br />
O organismo desse “bípede tricerebrado”, equivocadamente chamado Homem, é uma “Máquina” preciosa, com Cinco Centros psicofisiológicos maravilhosos. A ordem desses centros é a seguinte: Intelecto, Emoção, Movimento, Instinto e Sexo.</p>
<h3>Funcionamento e Localização</h3>
<p>Quando alguém se auto-observa profundamente, chega à conclusão lógica de que ainda que cada um dos cinco centros penetre por todo o organismo, tem, contudo, seu ponto básico principal em algum lugar da máquina orgânica.</p>
<p>O centro de gravidade do Intelecto encontra-se no cérebro. O centro de gravidade das Emoções está radicado no plexo solar e nos centros nervosos específicos do Grande Simpático. O centro de gravidade do Movimento está situado na parte superior da espinha dorsal. O centro de gravidade do Instinto é encontrado na parte inferior da espinha dorsal. É claro que o centro de gravidade do Sexo tem suas raízes nos órgãos sexuais.</p>
<p>Cada um dos cinco centros da “Máquina” tem funções específicas absolutamente definidas.</p>
<h3>Centro Intelectual</h3>
<p>A elaboração de conceitos, o raciocínio, as recordações, os projetos, a análise etc., pertencem a este centro. O centro intelectual é útil dentro de sua órbita, o problema é querer tirá-lo de seu campo de gravitação. As grandes realidades do Espírito só podem ser experimentadas através da Consciência. Aqueles que pretendem investigar as verdades transcendentais do Ser à base de puro raciocínio caem no mesmo erro de quem, ignorando o uso e o manejo dos modernos instrumentos da ciência, tentasse estudar a vida do infinitamente pequeno com telescópios e a vida do infinitamente grande com microscópios.</p>
<h3>Centro Emocional</h3>
<p>Alegria, tristeza, melancolia, euforia, amor ou ódio são somente algumas das sensações produzidas neste centro. O ser humano gasta torpemente suas energias com o abuso das emoções violentas, produzidas pelo cinema, pela televisão, partidas de futebol etc.</p>
<h3>Centro Motriz</h3>
<p>Necessitamos autodescobrir-nos e compreender a fundo todos os nossos hábitos. Não devemos permitir que nossa vida continue se desenvolvendo mecanicamente. Parece incrível que nós, vivendo dentro dos moldes dos hábitos, não conheçamos esses moldes que condicionam nossa vida. Necessitamos estudar nossos hábitos, necessitamos compreendê-los. Eles pertencem às atividades do centro do movimento. É necessário autoobservar-nos na maneira de viver, atuar, vestir, andar etc. O centro motor tem muitas atividades. Os esportes também pertencem a este centro.</p>
<h3>Centro Instintivo</h3>
<p>Existem vários instintos: o instinto de conservação, o instinto sexual, etc. Existem também muitas perversões do instinto. No fundo de todo ser humano existem forças subumanas, instintivas, brutais, que paralisam o verdadeiro espírito de amor e caridade. Estas forças demoníacas do Eu Psicológico devem ser compreendidas e depois submetidas e eliminadas. São forças bestiais, instintos criminosos, luxúria, covardia, medo, sadismo sexual etc.</p>
<h3>Centro Sexual<strong><br />
</strong></h3>
<p>É o centro encarregado de dar origem à chamada “energia sexual”. Tal energia, ao contrário do que muitos autores supõem, não se encarrega apenas da reprodução da raça. Devemos afirmar que, além disso, abarca outras esferas muito mais transcendentes na vida do ser humano: a saúde do corpo físico, o equilíbrio psicológico e a conquista disso que chamamos o Ser. Sobre tudo isso falaremos em futuras lições&#8230;</p>
<h3>Velocidade dos Centros<strong><br />
</strong></h3>
<p>Um estudo profundo sobre os cinco centros nos permite compreender que existe diferença de velocidade entre eles, e isto já está comprovado.</p>
<p>O pensamento é aparentemente muito rápido, mas infelizmente é muito lento. Se vocês estão dirigindo um automóvel, por exemplo, e, de repente, em um momento de perigo, ficarem analisando se devem fazer isto ou aquilo, avançar ou retroceder, virar à direita ou à esquerda, vão bater e sofrer um desastre.</p>
<p>O centro motor é mais rápido. Quando alguém está dirigindo um automóvel, não tem muito tempo para pensar, age velozmente e sai do caminho. Mas, se o pensamento atuasse nesse momento, haveria um bloqueio e bateria&#8230; Todo datilógrafo trabalha com o centro do movimento, e, como é natural, pode equivocar-se no teclado se a mente chega a interferir&#8230;</p>
<p>O emocional também é um centro rápido, mas não há centro mais rápido que o sexual. É extraordinariamente sutil e veloz, graças à sua fina energia; a maior parte de suas manifestações ocorre em um nível molecular, onde os impulsos são transmitidos milhares de vezes mais rápido que os da mente.</p>
<p>A ideia do amor à primeira vista, quando realmente ocorre, está baseada no fato concreto de que, em certos casos, a função sexual pode saber instantaneamente se existe ou não afinidade sexual com uma determinada pessoa do sexo oposto em um momento dado.</p>
<p>Todos os cinco cilindros da máquina humana são fundamentais na vida, mas, fora de qualquer dúvida, o centro sexual, o quinto centro, é realmente o mais importante e o mais rápido. Nele se encontram as próprias raízes de nossa existência.</p>
<h3>O Eu nos Centros</h3>
<p>O Eu exerce controle sobre os cinco centros inferiores da máquina humana: Intelectual, Emocional, Motriz, Instintivo e Sexual.</p>
<p>Existem dois centros, o Intelectual e o Emocional, que podem transformar-se e elevar-se a uma oitava superior. Esses dois centros superiores não podem ser controlados pelo Eu.</p>
<p>Quando alguém se dedica à leitura e à reflexão sobre as obras do esoterismo gnóstico, o Eu se ausenta, pois esse conhecimento se dirige única e exclusivamente à Consciência.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5224" title="homem-maquina3-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/12/homem-maquina3-gnosisonline-180x240.jpg" alt="" width="149" height="198" />Quando alguém contempla um pôr-do-sol sobre o horizonte ou escuta a música clássica dos grandes mestres, os sentimentos do Ego desaparecem e o centro emocional se eleva a seu aspecto superior.</p>
<p>Contudo, a crua realidade é que esses dois centros superiores raramente funcionam no animal intelectual. O que podemos observar continuamente é que cada um dos centros inferiores é controlado e manejado por todos os Agregados Psíquicos inumanos. Assim é como a vida do ser humano fica reduzida à escravidão psicológica, desaparecendo quase que por completo nosso “livre-arbítrio”.</p>
<p>Os Eus das preocupações ficam à vontade no centro intelectual. A cobiça projeta sobre a pobre mente ideias e planos para o futuro. O orgulho intelectual toma conta da “máquina” para impor seus critérios.</p>
<p>O centro emocional também sofre as conseqüências dos abusos do Eu. O medo faz um homem duvidar e tremer em um momento de perigo. O amor-próprio fica mortalmente ferido quando alguém não nos retribui da forma que achamos que merecemos. Então surge o ódio, o rancor etc.</p>
<p>O centro motor é utilizado pela vaidade para passear a máquina pelas ruas, chamando a atenção como um pavão, achando que todo mundo o olha. O orgulho nos faz competir, lutar contra o desafiante até ficarmos exaustos, só para ganhar uma pobre medalha e aparecer nos jornais do dia seguinte.</p>
<p>A preguiça altera os mecanismos naturais do centro instintivo quando, por não querer se esforçar, a pessoa se alimenta de qualquer maneira, à base de congelados, conservas e alimentos semi-prontos. O tabaco causa estragos no sistema respiratório, enchendo os pobres pulmões de toxinas, nicotina e alcatrão. O vício do álcool destroça o sistema digestivo e circulatório; o fígado sofre graves conseqüências, morrendo lentamente.</p>
<p>O reservatório energético do centro sexual também é saqueado pelos diferentes agregados psicológicos. Desde cedo o menino começa com o vício da masturbação, perdendo elementos tão fundamentais para seu desenvolvimento como a lecitina, a colesterina e os fosfatos. Aí começa a via-crúcis do ser humano. A profunda ignorância na qual vive a humanidade faz com que este centro seja o mais prejudicado&#8230;</p>
<p>Todo aquele que queira dissolver o Eu deve estudar seu funcionamento nos cinco centros inferiores. Não devemos condenar os defeitos. Tampouco devemos justificá-los. O importante é compreendê-los.</p>
<p>É urgente compreender as ações e reações da Máquina Humana. Cada um desses cinco centros inferiores tem todo um jogo complicadíssimo de ações e reações. O Eu trabalha com cada um desses cinco centros inferiores; compreendendo a fundo todo o mecanismo de cada um desses centros estaremos a caminho de dissolver o Eu.</p>
<h3>A Ilusão de Fazer</h3>
<p>A Lua controla toda a mecânica da Natureza. A Lua atua sobre os líquidos incorpóreos e inorgânicos e também sobre os líquidos incorporados à matéria orgânica. A Lua controla o crescimento das plantas, exerce influência sobre os fluidos sexuais, regula o fluxo menstrual da mulher, governa a concepção de todas as criaturas etc.</p>
<p>A Lua é realmente como o peso de um relógio de pêndulo; a vida orgânica da Terra é o mecanismo do relógio, que se põe em movimento devido ao vaivém do peso.</p>
<p>Tudo o que acontece neste vale de lágrimas se deve à influência lunar; todos os múltiplos processos da vida orgânica são lunares.</p>
<p>São lunares todos os variados processos do pensar, sentir e atuar das pessoas, são lunares todos os vícios e maldades das multidões; são lunares todas as guerras, ódios, adultérios, fornicações e abominações desta Grande Rameira cujo número é 666. (Samael Aun Weor, Mensagem de Natal 1967-68)<br />
Quando tratamos de imaginar, de forma clara e precisa, o resplandecente e alongado corpo do Sistema Solar, com todas as suas belas camadas e fios entrelaçados formados pelo traço maravilhoso dos mundos, vem então à nossa mente, em estado receptivo, a imagem vívida do organismo humano com os sistemas esquelético, linfático, arterial, nervoso etc., que, fora de toda dúvida, estão constituídos e reunidos de forma semelhante.</p>
<p>O Sistema Solar de Ors, este sistema no qual vivemos, nos movemos e temos nossa existência, visto de longe parece um homem caminhando através do inalterável infinito.</p>
<p>O Microcosmo homem é, por sua vez, um sistema solar em miniatura, uma máquina maravilhosa com várias redes distribuidoras de energia em distintos graus de tensão.</p>
<p>A estrutura da máquina humana consta de sete ou oito sistemas, sustentados por uma armadura esquelética formidável e reunidos em um todo sólido, graças ao tecido conjuntivo. A ciência médica pôde verificar que todos estes sistemas do organismo humano estão devidamente unidos e harmonizados pelo Sol do organismo, o coração vivificante, do qual depende a existência do Microcosmo homem.</p>
<p>Cada sistema orgânico abarca o corpo inteiro e sobre cada um deles reina soberana uma das glândulas de secreção interna. Realmente, essas maravilhosas glândulas são verdadeiros microlaboratórios orgânicos colocados em lugares específicos, na qualidade de reguladores e transformadores.</p>
<p>Fora de qualquer dúvida, podemos afirmar enfaticamente que estes microlaboratórios glandulares têm a importantíssima missão de transformar as energias vitais produzidas pela máquina humana.</p>
<p>Foi dito que o organismo humano obtém seus alimentos do ar que respiramos, da comida que ingerimos e da luz do Sol.</p>
<p>Os microlaboratórios glandulares devem transformar as energias vitais destes alimentos, e este é um trabalho surpreendente e maravilhoso. Cada glândula deve transformar a energia vital dos alimentos ao grau de tensão requerido por seu próprio sistema ou função.</p>
<p>O organismo humano possui sete glândulas superiores e três controles nervosos. A “Lei do Sete” e a “Lei do Três” trabalham intensamente dentro da máquina humana. O sistema cérebroespinal produz essas raríssimas funções conscientes que às vezes se manifestam no animal intelectual. O Simpático estimula maravilhosamente as funções inconscientes e instintivas, e o Parassimpático ou Vago freia as funções instintivas e atua como complemento daquele.</p>
<p>Temos plena razão para afirmar, sem temor a equivocar-nos, que estes três controles nervosos representam a “Lei do Três”, as três forças primárias dentro da máquina humana, assim como as sete glândulas endócrinas e seus produtos representam a “Lei do Sete”, com todas as suas oitavas musicais.</p>
<p>Existe, evidentemente, um controle para liberar impulsos nervosos ativos, outro para liberar impulsos nervosos passivos e um terceiro para liberar os impulsos mediadores do pensamento, da razão e da consciência.</p>
<p>Os nervos, como agentes da “Lei do Três”, controlam as glândulas, que, como já dissemos, representam a “Lei do Sete”. Os nervos controlam as glândulas, mas, por sua vez, são também controlados; isto é semelhante às funções específicas dos planetas que se movem ao redor do Sol; estes mundos controlam e são controlados.</p>
<p>Já dissemos e voltamos a repetir que a máquina humana tem cinco cilindros. O primeiro é o centro intelectual, o segundo o centro emocional, o terceiro é o centro do movimento, o quarto é o centro do instinto e o quinto é o centro do sexo.</p>
<p>Explicamos muitas vezes que os cinco cilindros da máquina humana estão, desgraçadamente, controlados pelo Eu Pluralizado, por essa legião de Eus que vivem nesses centros psico-fisiológicos.</p>
<p>A máquina humana, como qualquer máquina, move-se sob os impulsos das três forças da natureza. As radiações cósmicas, em primeiro lugar, e o Eu pluralizado, em segundo lugar, são os agentes secretos que movem as máquinas humanas.</p>
<p>A radiação cósmica está formada por dois grandes grupos de componentes que, assim como trabalham dentro do grande laboratório da natureza, também trabalham dentro da máquina humana.</p>
<p>O primeiro grupo está formado por raios de grande dureza e elevado poder de penetração, procedentes do espaço sideral, com energias que oscilam ao redor de 5 bilhões de elétrons-volt. Estes raios são os que se chocam com as partículas da alta atmosfera, dividindo-se em volumosos feixes ou estrelas de raios.</p>
<p>A parte dura da radiação cósmica é formada por prótons, nêutrons e mésons. Estes últimos já estão devidamente classificados em positivos, negativos e neutros, de acordo com a “Lei do Três”.</p>
<p>O segundo grupo ou radiação branda está formado por raios secundários que são produzidos dentro da atmosfera terrestre. Estes raios são o resultado dos impactos da radiação dura ao chocar contra os átomos do ar, dando lugar aos feixes ou estrelas de raios, alguns deles formados por até 500.000 partículas, que, em seu desenvolvimento, chegam a cobrir áreas extensíssimas, de acordo com as investigações dos homens de ciência.</p>
<p>Foi-nos dito que a energia dos corpúsculos componentes da radiação branda oscila entre 1  milhão e 100 bilhões de elétrons-volt.</p>
<p>Qualquer conjunção planetária adversa, qualquer quadratura nefasta de mundos, qualquer tensão produzida pela exagerada aproximação de dois planetas é suficiente para que milhões de máquinas humanas se lancem à guerra, justificando-se, é claro, com muitas razões, lemas, bandeiras a defender, motivos pelos quais lutar etc.</p>
<p>A pior tolice dos animais intelectuais é crer que FAZEM, quando em verdade nada podem FAZER, são simples marionetes humanas movidas por forças que desconhecem.</p>
<p>As radiações cósmicas originam, dentro da psique subjetiva do animal intelectual, infinitas mudanças em sua idiossincrasia psicológica. Certos Eus surgem e outros submergem, alguns Eus-Diabos emergem à superfície, enquanto outros se perdem nas quarenta e nove regiões submersas do subconsciente.</p>
<p>Então surgem os assombros, as surpresas; quem havia jurado amor eterno se retira; quem havia jurado fidelidade à Gnose a atraiçoa; quem não bebia álcool, agora bebe; quem se havia proposto a realizar certo negócio de repente perde todo o interesse etc.<img class="alignright size-medium wp-image-5225" title="homem-maquina4-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/12/homem-maquina4-gnosisonline-240x234.jpg" alt="" width="174" height="170" /></p>
<p>As máquinas humanas não têm o menor sentido de responsabilidade moral, são simples marionetes que pensam, sentem e agem de acordo com o tipo de Eu que controla os centros capitais da máquina em um instante dado; se esse tipo de Eu é substituído, a marionete humana modifica de fato seus processos mentais e emocionais e, como resultado, age de maneira diferente e até oposta.</p>
<p>Às vezes se metem dentro da máquina humana certos Eus-Diabos que não são da pessoa, que têm outros donos e acomodam-se dentro de qualquer um dos cinco cilindros da máquina; então o cidadão honrado converte-se em ladrão, e quem antes não se atrevia a matar sequer um passarinho torna-se um assassino cruel etc.</p>
<p>O Eu que cada ser humano leva dentro de si mesmo é uma pluralidade, e seu verdadeiro nome é “Legião”. A ronda destes Eus-Diabos, sua contínua e terrível luta pela supremacia, depende de muitas influências externas e internas, e, em última análise, das radiações cósmicas.</p>
<p>O Sol, com seu calor, o bom ou mau tempo, dão lugar, de imediato, a que surjam determinados Eus que se apoderam da máquina; alguns desses Eus são mais fortes que os outros.</p>
<p>A chuva, as contrariedades, as vãs alegrias passageiras originam novos e incômodos Eus, mas a pobre marionete humana não tem noção destas mudanças porque tem a Consciência adormecida, vive sempre no último Eu.</p>
<p>Certos Eus dominam outros porque são mais fortes, mas sua força é a força dos cilindros da máquina; todos os Eus são o resultado das influências externas e internas; no animal intelectual não existe verdadeira individualidade, é uma máquina&#8230;</p>
<h3>Como Viver Sabiamente a Vida</h3>
<p>“Faz-se urgente compreender a necessidade de aprender a viver sabiamente. Se queremos uma mudança definitiva, faz-se necessário que tal mudança se verifique primeiro dentro de nós mesmos; se não eliminamos nada do que temos internamente, externamente a vida continuará com suas dificuldades”. (Samael Aun Weor, O estado hipnótico em que vive o ser humano)<br />
A Psicologia Revolucionária da Nova Era afirma que a Máquina Orgânica do Animal Intelectual, falsamente chamado homem, é tricentrada ou tricerebrada.</p>
<p>O Primeiro Cérebro está encerrado na caixa craniana. O Segundo Cérebro está constituído pelos plexos nervosos simpáticos e, em geral, por todos os centros nervosos específicos do organismo humano. O Terceiro Cérebro corresponde concretamente à espinha dorsal com sua medula central e todas as suas ramificações nervosas.</p>
<p>O Primeiro Cérebro é o Centro Pensante. O Segundo Cérebro é o Centro Emocional. O Terceiro Cérebro é o Centro do Movimento, comumente denominado Centro Motor (os cinco centros se distribuem nos três cérebros, pois cada um deles tem sua autonomia).</p>
<p>Está completamente demonstrado na prática que todo abuso do Centro Pensante produz gasto excessivo de energia intelectual. É lógico afirmar, sem temor a dúvidas, que os manicômios são verdadeiros cemitérios de mortos intelectuais.</p>
<p>O sentido estético, a mística, o êxtase, a música superior são necessários para cultivar o Centro Emocional, mas o abuso deste cérebro produz desgaste inútil e desperdício de energias emocionais. Abusam do Centro Emocional os existencialistas da “nova onda”, os fanáticos do rock, os pseudoartistas sensuais da arte moderna, os que cultivam a sensualidade passional e mórbida etc.</p>
<p>Os esportes harmoniosos e equilibrados são úteis para o Centro Motor, mas o abuso do esporte significa gasto excessivo de energias motrizes, e o resultado costuma ser desastroso. Não é absurdo afirmar que existem mortos do Cérebro Motor. Estes são conhecidos como doentes de hemiplegia, paralisia progressiva etc.</p>
<p>Ainda que pareça incrível, a morte certamente se processa por terços em cada pessoa. Já está comprovado, até a saciedade, que toda enfermidade tem sua base em algum dos três cérebros.</p>
<p>Faz algum tempo um amigo nosso adoeceu; havia abusado demasiadamente do cérebro intelectual. Esse homem havia se dedicado demais ao intelecto e um dia sofreu uma embolia. Quando fomos visitá-lo, aconteceu que seu cérebro intelectual não pôde coordenar as ideias.</p>
<p>Dias depois seu cérebro motor faleceu; então é óbvio que já não pôde mais se mover. Por último, faleceu o cérebro emocional; teve uma parada cardíaca. Sempre se morre por terços, e isto já está demonstrado.</p>
<p>A Grande Lei depositou sabiamente em cada um dos três cérebros do animal intelectual determinado capital de Valores Vitais. Economizar este capital significa de fato prolongar a vida; malgastar este capital produz a morte.</p>
<p>Arcaicas tradições que chegaram até nós desde a noite aterradora dos séculos afirmam que a média de vida humana no antigo continente Mu, situado no oceano Pacífico, oscilava entre doze e quinze séculos.</p>
<p>Com o passar do tempo, através de todas as idades, o uso equivocado dos três cérebros foi encurtando a vida pouco a pouco. No país ensolarado de Kem, lá no velho Egito dos Faraós, a média de vida humana alcançava já apenas cento e quarenta anos.</p>
<p>Atualmente, nestes tempos modernos de gasolina e celuloide, nesta época de existencialismo e rebeldes do rock, a média de vida humana, segundo algumas companhias de seguro, é de apenas sessenta anos.</p>
<p>Os senhores marxistas-leninistas da antiga União Soviética, fanfarrões e mentirosos como sempre, andavam por aí dizendo que haviam inventado soros especiais para prolongar a vida, mas o velhinho Kruschev, que não tinha nem 80 anos, tinha de pedir licença a um pé para levantar o outro.</p>
<p>No centro da Ásia existe uma comunidade religiosa constituída por anciães que já nem se lembram de sua juventude. A média de vida destes anciãos oscila entre quatrocentos e quinhentos anos. Todo o segredo da longa vida destes monges asiáticos consiste no sábio uso dos três cérebros.</p>
<p>O funcionamento equilibrado e harmonioso dos Três Cérebros significa economia de valores vitais e, como consequência lógica, o prolongamento da vida.</p>
<p>Existe uma lei cósmica conhecida como “Igualação das Vibrações de Muitas Fontes”. Os monges do citado mosteiro sabem utilizar esta Lei, mediante o uso dos Três Cérebros.</p>
<p>A pedagogia contemporânea conduz os alunos e alunas ao abuso do Cérebro Pensante, cujos resultados já são conhecidos pela psiquiatria.</p>
<p>O cultivo inteligente dos Três Cérebros pertence à “Educação Fundamental”. Nas antigas Escolas de Mistérios da Babilônia, Grécia, Índia, Pérsia, Egito etc., os alunos e alunas recebiam informação íntegra direta para seus Três Cérebros, mediante o preceito, a dança, a música, etc., inteligentemente combinados.</p>
<p>Os teatros dos antigos tempos formavam parte da escola. O drama, a música, o ensinamento oral etc., serviam para informar os Três Cérebros de cada indivíduo.</p>
<p>Então os estudantes não abusavam do Cérebro Pensante, e sabiam usar com inteligência e de forma equilibrada seus Três Cérebros.</p>
<p>As danças dos Mistérios de Elêusis, na Grécia, foram sempre utilizadas para transmitir conhecimentos aos discípulos e discípulas.</p>
<p>Agora, nestes tempos degenerados do rock, os alunos e alunas, confundidos e desorientados, andam pelo caminho tenebroso do abuso mental.</p>
<p>Atualmente, não existem verdadeiros sistemas criadores para o cultivo harmonioso dos Três Cérebros. Os professores e professoras de escolas, colégios e universidades só se dirigem à memória infiel dos estudantes entediados, que esperam com ansiedade a hora de sair da aula.</p>
<p>É urgente, indispensável, saber combinar Intelecto, Emoção e Movimento com o propósito de levar informação íntegra aos Três Cérebros dos estudantes. É absurdo dar informação a um só cérebro. O Primeiro Cérebro não é o único instrumento cognitivo. É criminoso abusar do Cérebro Pensante dos alunos e alunas.</p>
<p>A “Educação Fundamental” deverá conduzir os estudantes pelo caminho do Desenvolvimento Harmonioso. A “Psicologia Revolucionária” ensina claramente que os Três Cérebros têm três tipos de associações independentes, totalmente distintas. Esses três tipos de associações evocam diferentes tipos de impulsos do Ser.</p>
<p><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/12/homem-maquina5-gnosisonline.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5226" title="homem-maquina5-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/12/homem-maquina5-gnosisonline.jpg" alt="" width="192" height="252" /></a>Isso nos dá de fato TRÊS PERSONALIDADES DIFERENTES, que não possuem nada em comum, nem em sua natureza, nem em suas manifestações.</p>
<p>A Psicologia Revolucionária da Nova Era ensina que em cada pessoa existem três aspectos psicológicos diferentes. Com uma parte do material psíquico desejamos uma coisa; com outra parte fazemos algo totalmente oposto.</p>
<p>Em um instante de suprema dor, talvez a perda de um ser querido ou qualquer outra catástrofe íntima, a PERSONALIDADE EMOCIONAL chega ao desespero, enquanto a PERSONALIDADE INTELECTUAL se pergunta o porquê de toda esta tragédia e a PERSONALIDADE DO MOVIMENTO só quer fugir da cena.</p>
<p>Essas três Personalidades distintas, diferentes e muitas vezes até contraditórias, devem ser inteligentemente cultivadas e instruídas com métodos e sistemas especiais em todas as escolas, colégios e universidades.</p>
<p>Do ponto de vista psicológico, resulta absurdo educar exclusivamente a Personalidade Intelectual. O homem tem três Personalidades que necessitam urgentemente da “Educação Fundamental”.</p>
<h3>Como Resolver Problemas</h3>
<p>É necessário aprender a não criar problemas na vida; melhor é sair para o campo, levar uma vida que esteja em harmonia com o Infinito.</p>
<p>Os PROBLEMAS não são mais que FORMAS MENTAIS, formas criadas pela mente. O que é um problema? Uma forma mental com dois polos, um positivo e outro negativo. Essas formas são sustentadas pela mente, e deixam de existir quando a mente deixa de sustentá-las.</p>
<p>E o que é que devemos fazer? Resolver problemas? Não é isto o necessário. Então o que é? O que se necessita é dissolvê-los. Como se dissolvem? Simplesmente esquecendo-os&#8230;</p>
<p>Quando uma pessoa está com alguma preocupação, que saia um pouco ao campo e procure colocar-se em harmonia com todas as coisas, com tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será.</p>
<p>Esquecer problemas é básico. Vocês poderão pensar que é impossível esquecer problemas, mas é possível. Quando alguém quer esquecê-los, a única coisa que tem a fazer é pôr para trabalhar qualquer outro centro da máquina orgânica.</p>
<p>Recordem que o ser humano possui três cérebros: o intelectual, o emocional e o motor-instintivo-sexual.</p>
<p>Se vocês têm problemas, repito, é preciso dissolvê-los, esquecendo-os. O importante não é resolvê-los, mas sim dissolvê-los, e para isso é preciso esquecê-los.</p>
<p>Como proceder? Colocando para trabalhar o Centro Emocional, o Centro Motor. Isso é o interessante, porque então o Centro Intelectual descansa, e assim esquecemos o problema.</p>
<p>Não sofra desnecessariamente, esqueça o problema que ele desaparecerá. Você gosta de pintura? Pois ir a uma exposição não seria mau para ajudá-lo a esquecer o problema; ou tome um café ou um bom chá e vá a uma piscina nadar, ou suba uma montanha e ria um pouco; rir o faz sentir-se bem e faz com que você esqueça o problema.</p>
<p>Poderiam argumentar que assim não se pode resolver problemas, como, por exemplo, o pagamento de uma promissória ou evitar que nos tirem da casa por não pagar o aluguel, ou o pagamento de uma dívida etc. Contudo, estes são fatos, e os fatos caminham por si mesmos, mas o problema é uma coisa diferente. O problema é algo criado pela mente; quando a pessoa o dissolve, o problema deixa de existir para ela.</p>
<p>Não quero com isso dizer que não devamos fazer alguma coisa, que não se deva trabalhar, que não seja necessário conseguir dinheiro para a subsistência ou para pagar as dívidas etc. Tudo isso é necessário fazer, mas sem criar problemas na mente.</p>
<p>As pessoas têm medo de esquecer um problema, e isto é muito grave. Pensam: “Se não pago o aluguel da casa, me despejam e terei de sair dela, e&#8230; para onde vou?” Aí está o medo. Primeiro de tudo, temos de aprender a NÃO TER MEDO, isto é o mais importante, NÃO TEMER.</p>
<p>O medo é nosso pior inimigo. O demônio do medo não gosta que resolvamos problemas. Você tem medo de ser jogado na rua por não ter dinheiro para pagar? E se tiver de ser assim, que acontecerá? Você sabe, por acaso, que novas portas se abrirão? A intuição sabe, e é por isso que o intuitivo não tem medo. A intuição dissolve problemas.</p>
<p>Tem medo de perder o emprego? E se o perde, que acontecerá? Você sabe, por acaso, qual novo trabalho encontrará? A intuição sabe, e por isso o intuitivo não teme.</p>
<p>Quando se acaba o medo, a vida nos reserva muitas surpresas agradáveis. Às vezes, o que parecia insolúvel se torna solúvel; o que parecia um problema muito difícil torna-se mais fácil que beber um copo de água. De modo que a preocupação fica sobrando, não é verdade?</p>
<p>Quando termina a sucessão de pensamentos, nasce a intuição e termina o medo. A intuição dissolve os problemas, por difíceis que sejam.</p>
<p>Em qualquer instante, a voz do coração, uma intuição e pronto, foi resolvido o problema. Talvez a solução não fosse aquela que queríamos, mas o certo é que o problema se resolveu, ou melhor, se dissolveu.</p>
<p>Necessitamos compreender que A PREOCUPAÇÃO ESTRAGA A MENTE, a preocupação é criada pela mente engarrafada no problema. É claro que o problema (com seus dois pólos, positivo e negativo) não é mais que uma forma mental, provoca o conflito interno e então vem a preocupação, que estraga a mente e o cérebro também.</p>
<p>O problema foi criado pela mente, e existe enquanto a mente o sustenta. Toda forma mental tem três fases: surgimento, subsistência e dissipação.</p>
<p>Todo problema surge, subsiste e logo se dissipa. O problema surge porque a mente o cria, subsiste enquanto a mente não o esquece e se dissipa ou se dissolve quando a mente o esquece.</p>
<p>Quando o pensamento cessa, nasce em nós a beatitude e depois, a iluminação. Antes de chegar à iluminação, devemos passar pela beatitude. São três as fases da transformação: não-pensamento, beatitude e iluminação. Todo iluminado resolve os mais difíceis problemas.</p>
<p>Aprendam a manejar os Três Cérebros (intelectual, emocional e motor) e verão como mudam. Se existe preocupação emocional, mudem de centro, ponham para trabalhar o cérebro instintivo-motor; saiam para um passeio, montem a cavalo&#8230; Façam alguma coisa diferente e verão que sua vitalidade não ficará esgotada, e o corpo físico se rejuvenescerá maravilhosamente&#8230;</p>
<p>APRENDER A VIVER DE INSTANTE EM INSTANTE, de momento em momento, é o que recomendo; aprender a viver sem preocupações de nenhuma espécie, sem criar problemas. Quando alguém aprende a viver de segundo em segundo, de instante em instante, sem projetar-se para o futuro e sem as cargas dolorosas do passado, vê a vida de outro ângulo, de uma forma diferente, muito distinta. Eu aconselho que façam a experiência&#8230;</p>
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