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	<title>GnosisOnline &#187; Arte Superior</title>
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	<description>O Maior Site de Gnose, Esoterismo e Magia</description>
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		<title>Shakespeare, psicólogo e ocultista</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 18:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Mitólogo]]></category>
		<category><![CDATA[Ocultista]]></category>
		<category><![CDATA[Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/>“Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia.” (William Shakespeare) Shakespeare foi um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/><p>“Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia.” (William Shakespeare)</p>
<p>Shakespeare foi um dos mais citados e representados dramaturgos de todos os tempos, com um legado que até hoje influencia todos os tipos de literatura e expressões artísticas modernas, Shakespeare deixou uma obra repleta de referências à imortalidade da alma, a espíritos benignos ou malignos, a fadas, duendes, lugares encantados, bruxarias e sortilégios. Nelas, os valores humanos são questionados e confrontados com valores espirituais, isso de forma dramática e às vezes cômica.</p>
<p>A reputação de Shakespeare se baseia, sobretudo, nas 38 obras teatrais das quais se tem indícios de sua participação, ainda que seus contemporâneos de maior nível cultural as tenham rechaçado, por considerá-las, como a todo o teatro, tão-só um entretenimento vulgar.</p>
<p>Sem Londres, Shakespeare compartilhou os benefícios da companhia teatral na qual atuava, a Chamberlain’s Men, mais tarde chamada King’s Men (ou na verdade Os Homens Reais), e dos dois teatros que esta possuía, The Globe e Blackfriars. Suas obras foram representadas na corte da rainha Isabel I e do rei Henrique I.</p>
<p>Como acontece com todo grande nome, há controvérsias sobre a biografia do Bardo de Avon, como era chamado. O pouco material existente deriva de registros da monarquia, da igreja e, obviamente, de críticas de seus rivais. Algumas correntes iniciáticas acreditam que Shakespeare tenha sido uma das reencarnações da alma que um pouco mais tarde seria conhecida como o Conde de Saint Germain. Segundo o M. Samael Aun Weor, este personagem conhecido como William Shakespeare seria realmente ninguém menos do que o tão comentado Conde de Saint Germain.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-744" title="shakespeare_vale" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/shakespeare_vale.jpg" alt="" width="191" height="231" />A vida deste grande Mestre, Saint Germain, as passagens e os feitos mágicos de sua vida neste mundo sempre foram envoltos em mistérios e feitos extraordinários, que geraram mitos e lendas em todas as épocas.</p>
<p>Dizem que Shakespeare nasceu em 1564, em Stratford-on-Avon, Inglaterra, que era filho de pais burgueses, teve sólida educação na escola local e mais tarde desposou uma mulher mais velha, Anne Hathaway, com quem teve dois filhos. Começou a carreira como ator, consolidando-se mais tarde como grande autor. Mas verdadeiramente ninguém, ninguém mesmo, sabe ao certo as verdadeiras passagens da vida desse grande dramaturgo da ARTE SUPERIOR, da ARTE DA PSICOLOGIA SUPERIOR.</p>
<p><strong>A Obra Psicológica de Shakespeare</strong></p>
<p>Os clássicos shakespeareanos não são somente um tratado sistemático de entretenimento, mas nos ensinam, de modo mais acessível e artístico, relações muito importantes da alma humana, ajudando-nos a compreender melhor o que é o homem, o mecanismo real de sua psicologia particular, a estimar nossas virtudes naturais, assim como as conseqüências do pecado geradas pela inconsciência, pelos defeitos psicológicos agregados em nossa mente etc.</p>
<p>Um dos grandes pesquisadores da Psicologia de Shakespeare foi Sigmund Freud. A abundância de menções de Freud sobre a obra de Shakespeare está explícita na sua coleção de obras completas, Edição Standard, onde vemos que Shakespeare não é citado apenas em três dos vinte e três volumes da coleção.</p>
<p>As principais obras de Shakespeare foram analisadas por Freud: Hamlet, Macbeth, Rei Lear, O Mercador de Veneza e Ricardo III. Não obstante, ele dedicou atenção especial as duas primeiras peças, fazendo-lhes menções constantes, dedicando-lhes ensaios, e relacionando ambas de uma forma que auxiliava a exposição de suas próprias idéias acerca da psicanálise e das estruturas intrapsíquicas.</p>
<p>Freud comenta que as obras shakespearianas são na verdade tragédias da consciência. Freud observa uma relação limite de presumíveis desequilíbrios psicológicos em todas as tramas. Incestos, Parricídios, Loucuras diversas, Cobiça, Complexos, Bloqueios diversos, Crimes&#8230;<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>A Obra Mágica de Shakespeare</strong></p>
<p>Vejamos agora, em algumas obras de peso, como a mão de Shakespeare nos conduz a outros planos da existência.</p>
<p>É de “Hamlet” a frase que abriu esta resenha. Dita pelo próprio logo no começo da tragédia, exprime seu espanto após haver se deparado com o fantasma do seu pai, numa das torres do castelo, a lhe pedir que vingue sua morte, perpetrada por seu tio, tirano usurpador do trono.</p>
<p><strong><img class="size-full wp-image-745 alignright" title="shakespeare1" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/shakespeare1.jpg" alt="" width="200" height="200" /></strong></p>
<p>O famoso monólogo “Ser ou não ser, eis a questão..” surge daí. Da angústia de Hamlet em cumprir a missão: assassinar o tio para vingar a morte do pai. Na verdade, o tema deste monólogo é nada mais que o suicídio, só que, ciente das conseqüências espirituais, Hamlet não o perpetra, mas vejam como a idéia assoma em seu desabafo: “&#8230; Morrer&#8230; dormir&#8230; mais nada. Imaginar que um sono põe remate aos sofrimentos do coração e aos golpes infinitos que constituem a natural herança da carne&#8230;” Mas ele desiste. “&#8230; O não sabermos que sonhos poderá trazer o sono da morte, quando enfim desenrolarmos toda meada mortal, nos põe suspensos&#8230;”</p>
<p>Em A Tempestade encontramos Próspero, antigo Duque de Milão, invocando forças sobrenaturais para trazer à pequena ilha em que fora abandonado, o navio dos nobres que arruinaram sua vida. Próspero consegue manobrar a força dos ventos e das águas<br />
para provocar o naufrágio.</p>
<p>Na ilha, é mestre de criaturas encantadas como Ariel, espírito do Ar, e de outros espíritos da natureza. O perdão é o tema da peça, pois no final, Próspero referindo-se à sua magia negra, reconhece que ela o levara para longe do desenvolvimento espiritual. “Meu encanto terminado, reduzi-me ao próprio estado, bem precário, é verdade.”</p>
<p>“&#8230; pois de todo, ora careço da arte negra de alto preço, que os espíritos fazia surgir de noite ou de dia..”</p>
<p>“&#8230; o auxílio procuro de vossa prece que assalta até a Graça mais alta, apagando facilmente as faltas de toda gente. Como quereis ser perdoados de todos vossos pecados, permiti que sem violência me solte vossa indulgência.”</p>
<p>Sonhos de Uma Noite de Verão traz o duende Puck intermediando as relações de Hipólita, Rainha das Fadas, e de Oberon, Rei dos Elfos. Puck também interfere nas relações humanas, a mando de Oberon, manejando poções do amor e magias diversas.</p>
<p>Os elfos Flor-de-Ervilha, Traça, Semente-de-Mostarda e Teia-de-Aranha complementam o tom mágico desta peça, onde o destino das pessoas é resolvido em contato com espíritos da natureza, num mundo mais real do que o das paredes da cidade.</p>
<p>Em Macbeth, Shakespeare já começa pondo as 3 assustadoras Bruxas da Charneca a serviço de conspirações. Logo no início, seu caldeirão ferve enquanto elas conjuram preces para destruir os inimigos de seu senhor. O personagem principal da peça também é acometido de uma visão comum na magia a todos os que cometem crimes horríveis. A todo momento, vê diante de si o punhal, arma do crime, e o espectro de Banquo, vitimado pela arma. “&#8230; Ou de um punhal não passas, simplesmente, do pensamento, uma criação fictícia procedente do cérebro escaldante?” “Já vou, está feito&#8230; é um chamado eterno que para o céu te leva ou para o inferno.”</p>
<p>Na velhice, Macbeth reconhece que o peso de tudo o que ele conquistou, honrarias, poder, riquezas, nada valem se comparados a conceitos como amor, amizade, consciência.<br />
Há muitos outros exemplos. Infelizmente, os bancos escolares conferem a autores como<br />
William Shakespeare uma aura didática, um exemplo de estilo, de gênero, esquecendo do conteúdo “interior” de suas obras, o que leva muitos a nem tentar se aproximar de obras que julgam como chatas antes mesmo de as lerem.<br />
Seres Elementais</p>
<p>Com uma origem fundada principalmente na mitologia grega e nórdica, os seres elementais foram, a partir da Idade Média, encampados pela magia e pelo esoterismo. Relacionados diretamente com a natureza, os elementais são considerados os princípios ou a alma dos elementos. Seus nomes gerais são: gnomos (elementais da terra), salamandras (do fogo), silfos (do ar) e ondinas (da água). Os elementais também são bastante conhecidos com o nome de fadas. Shakespeare utilizou-se destes poéticos personagens em duas de suas peças: O Sonho de Uma Noite de Verão e A Tempestade.</p>
<p>Em Sonho de Uma Noite de Verão, eles têm uma participação fundamental na trama. Dois dos principais personagens da peça, Oberon e Titânia, são, respectivamente, rei e rainha das fadas. Quando entram em luta por causa de um determinado órfão que desejam para seus séqüitos, esses dois elementais utilizam-se de diversos recursos mágicos. Esta magia acaba por atingir também personagens humanos, ocasionando todas as divertidas reviravoltas da peça.<br />
A íntima relação entre os elementais e a natureza concreta aparece de forma muito clara em três dos personagens criados por Shakespeare nesta peça: Flor de Ervilha, Teia de Aranha e Grão de Mostarda. São fadinhas que dão vida aos elementos que as nomeiam. O divertido Puck, criado de Oberon, guarda características mitológicas, assemelhando-se a um sátiro, mas é descrito na peça como um gnomo que &#8220;assusta as donzelas, desnata o leite e faz com que a bebida não fermente&#8221;. Quando gosta de um humano, porém, Puck o ajuda em seus trabalhos e lhe traz a boa sorte.</p>
<p>Em A Tempestade, o personagem Ariel, criado do poderoso mago Próspero, é nomeado como um gênio aéreo ou silfo. Ariel, numa de suas várias ações mágicas, comanda o vento e naufraga um navio que passa nas proximidades da ilha onde Próspero está confinado. Dá início, assim, a uma trama romântica e fantasiosa.</p>
<p><strong>Aparições Sobrenaturais</strong></p>
<p>As aparições, mais demoníacas do que divinas, estão muito mais relacionadas à bruxaria do que à religião. São seres horríveis, amedrontadores, que habitam o que a magia negra nomeia sub-planos astrais. Elas funcionam como um canal de comunicação entre as bruxas e o demônio. O principal exemplo são as grotescas figuras invocadas pelas feiticeiras de Macbeth, na Cena I, Ato IV: uma cabeça vestindo um capacete, que incita Macbeth contra ser rival Macduff, barão de Fife; uma criança ensangüentada, que profetiza que &#8220;ninguém nascido de mulher pode molestar Macbeth&#8221;; uma criança coroada com um galho na mão, que lança a famosa profecia: &#8220;Macbeth só será vencido quando o grande bosque de Birmam, subindo a alta colina de Dunsinane, marchar contra ele&#8221;; e, finalmente, a aparição de uma fila de oito reis, o último tendo um espelho na mão. Atrás deles, mais uma vez, o já conhecido fantasma de Banquo.<br />
<strong> Monstros</strong></p>
<p>Há dois exemplos principais de monstros na obra de Shakespeare. Um é fruto de um feitiço. No caso, o homem com cabeça de burro em O Sonho de Uma Noite de Verão. O outro exemplo, presente em A Tempestade, é Calibã, monstro disforme e selvagem, filho da terrível bruxa Sicorax. O mago Próspero faz tudo para civilizar Calibã, mas seus esforços são inúteis. O personagem monstruoso permanece preso à sua animalidade e funciona como uma metáfora clara da face egóica, irracional e instintiva, do homem.<strong></strong></p>
<p><strong>Crenças Religiosas</strong></p>
<p>As crenças religiosas, notadamente as nascidas dos dogmas católicos, estão presentes em toda a produção artística do Renascimento. Shakespeare não foge à regra e encontramos, em sua obra a crença em Deus e no castigo divino, a crença no Demônio e nos seres infernais, além de várias superstições ligadas à religião. Um bom exemplo da crença católica aparece em Hamlet quando o rei Claudius tenta inutilmente rezar, na esperança de purificar sua alma pecaminosa perante Deus. Quanto à crença na existência do Demônio, o melhor exemplo aparece em Macbeth, quando o personagem principal teme pela sorte de sua alma, ao afirmar: “Foi por nada que entreguei a pérola de minha vida eterna ao inimigo comum do gênero humano”. Assim como o Fausto, de Goethe, Macbeth tem a consciência de que vendeu sua alma ao Demônio.</p>
<p>O misticismo também aparece de diversas formas, em várias peças, normalmente relacionadas com criados e personagens de classe social inferior. Os nobres, entretanto, não escapam ao magismo e nas duas peças já citadas encontramos bons exemplos: Hamlet tem uma boa oportunidade de matar o rei Claudius, mas desiste ao perceber que o monarca está rezando. Acredita que, se for morto nesse momento de prece, Claudius irá necessariamente para o Céu. E é claro que Hamlet não deseja que essa bênção recaia sobre o assassino de seu pai. Quanto a Macbeth, o encantamento, ou a “superstição”, está ligada à palavra &#8220;amém&#8221; (Cena II, Ato II). Quando vai assassinar o rei Duncan, Macbeth ouve o filho do rei sussurrar em meio ao sono: “Deus nos proteja!” O assassino tenta dizer “amém”, mas não consegue pronunciar a palavra. Depois fica apavorado, julgando que esse acontecimento é um sinal claro de que foi amaldiçoado pelo seu crime.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>Bruxas, feiticeiros e homens com poderes mágicos</strong></p>
<p><strong><img class="size-medium wp-image-746 alignleft" title="shakespeare-bruxas-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/shakespeare_bruxas-240x165.jpg" alt="" width="240" height="165" /></strong></p>
<p>Na obra de Shakespeare, encontramos tanto o que poderíamos chamar de magos brancos ou mágicos (como é o caso de Próspero, de A Tempestade), como de magos negros, como as três bruxas videntes de Macbeth ou a terrível Tamora, rainha dos Godos, uma bruxa sensual e sádica, principal vilã da tragédia Titus Andrônicus.</p>
<p>A bruxa mais impressionante de Shakespeare, porém, é mesmo Lady Macbeth. Apesar de chamada por Macbeth por adjetivos muito carinhosos (&#8220;meu querido amor&#8221;, &#8220;minha pombinha&#8221;), Lady Macbeth demonstra ser uma fiel seguidora de Satanás. Em seu famoso monólogo da Cena V, Ato I, a &#8220;doce&#8221; senhora invoca, literalmente, os demônios: &#8220;Acorrei, espíritos que velais sobre os pensamentos mortais!&#8230; Fazei com que eu transborde da mais implacável crueldade&#8230; Convertei meu leite em fel, vós, gênios do crime, do lugar de onde presidis, sob substâncias invisíveis, a hora de fazer o mal! Vem, noite tenebrosa!&#8230; Envolve-me com a mais sombria fumaça do inferno!&#8230;&#8221;</p>
<p>Em Macbeth, A Tempestade e O Sonho de Uma Noite de Verão, encontramos também: poções e objetos mágicos, palavras mágicas ou encantamentos, maldições e bençãos. Além disto, encontramos exemplos do que hoje chamaríamos de poderes paranormais, como, por exemplo, o poder de cura através do toque, uma das habilidades do mago Próspero.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>Interação Macrocosmo-Microcosmo</strong></p>
<p>Em todas as principais tragédias de Shakespeare, encontramos uma interação entre as ações dos personagens principais e o Cosmos, a natureza como um todo. A boa conduta dos heróis, a vitória ou a vingança justas tem o poder de colocar toda a natureza em seus trilhos corretos. Más atitudes e pecados também influenciam o mundo como um todo, trazendo azar para os homens e desarmonia entre as forças da natureza, chegando até mesmo à catástrofes naturais. Essa relação, herança da Tragédia Ática (o melhor exemplo está em Édipo-Rei, de Sófocles), permanece acentuadamente em Shakespeare. O equilíbrio ou desequilíbrio de um herói como Hamlet, Macbeth ou Otelo significa equilíbrio ou desequilíbrio na Dinamarca, na Escócia ou em Veneza como um todo. E mais até do que isso: o desequilíbrio do herói influencia o mundo inteiro, as energias vindas do Céu, provocando um momentâneo enlouquecimento de toda natureza. Como diz o nobre Ross em Macbeth, Cena IV, Ato II: &#8220;Os céus, agitados pela ação de um homem, ameaçam esse sangrento palco&#8230;&#8221;<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>Oráculos</strong></p>
<p>Tanto na Tragédia Ática quanto na Elizabetana, encontramos a presença de oráculos, arautos da inexorabilidade do destino. A grande diferença é que, na Tragédia Renascentista, existe um maior peso do livre-arbítrio humano. O herói é, agora, capaz de interferir sobre as predições do oráculo, modificando seu destino.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>Elementos Míticos</strong></p>
<p>A tradição greco-romana era a maior influência cultural durante o Renascimento europeu. Não é estranho, portanto, que encontremos em Shakespeare, diversos temas e personagens claramente inspirados na mitologia. Cupido, o deus do amor, é citado em O Sonho de Uma Noite de Verão. Em A Tempestade, encontramos Ísis, a mensageira dos deuses, Ceres, deusa da fertilidade, e Juno, deusa do casamento. Puck, embora seja descrito como um gnomo, tem a aparência física de um sátiro, com pequenos chifres e pés de cabra. Em Macbeth, há uma fantástica aparição de <strong>Hécate, deusa da lua e rainha das Bruxas.</strong></p>
<p>A utilização de elementos místicos, sobrenaturais e religiosos é apenas um dos muitos recursos utilizados por Shakespeare para despertar nossas fantasias e emoções. Porém, é interessante perceber como, num mundo dessacralizado como o que hoje vivemos, estes temas permanecem vivos e interessantes. Talvez seja um indício de que, sob a nossa armadura profana, racionalista e agnóstica, permaneça o encantamento da fé, do mistério e da fantasia. Palavras que, felizmente, permanecem intrinsecamente relacionadas ao grande encanto do teatro. .</p>
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		<title>Danças sagradas e transmutações metálicas</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Oct 2010 14:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte Superior]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[dança]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/>Os movimentos dançantes fazem parte da rotina das mais variadas espécies de animais quando se aproxima a época do acasalamento. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/><p>Os movimentos dançantes fazem parte da rotina das mais variadas espécies de animais quando se aproxima a época do acasalamento. Lembre-se dos exemplos da garça, da serpente cascavel, da ave-do-paraíso etc. Talvez por isso, a dança seja, eminentemente, sexual.</p>
<p>O VM Samael dizia que todas as atividades humanas estão imbuídas da troca de energia sexual. Historicamente é dito que nos ritos de fertilidade surgiram as primeiras manifestações da dança. Para nós, estudantes gnósticos, isso está claramente ligado às práticas tântricas realizadas nos antigos Templos de Mistérios.</p>
<p>Essas manifestações primordiais da Arte dos Movimentos Sagrados tinham como tema os grandes tesouros da sabedoria oculta: o dilúvio que afundou o continente atlante (presente em quase todos os mitos sobre a Criação e Manutenção do mundo); o trabalho como forma de punição aos homens, que depois da queda da Lemúria foi condenado a ganhar o próprio sustento; vida, morte e ressurreição; a descida ao inferno para salvar o irmão, amante ou filho&#8230; Tudo isso eram os temas das danças sagradas dos primeiros arianos.</p>
<p>A dança do ventre é uma dessas antigas danças, ou o que sobrou delas&#8230; Há uma identidade comum nas danças de alguns povos da África e Ásia, bem como entre os índios Canela e Gê do Brasil; já aquilo que é apresentado para turistas em alguns países do Oriente Médio não é mais que uma vaga recordação dessas danças primitivas, associadas à descoberta do amor sublime, aos movimentos sexuais, às dores do parto e à divina morte.</p>
<p>Nessas antigas formas de dança estavam também presentes as Máscaras, usadas como forma de proteção e roupagem cerimonial nas invocações teúrgicas.</p>
<p>No Egito iniciático, a Dança tinha caráter sagrado. Sua invenção era atribuída a Bes (conhecido nos rituais gnósticos como Bes-Na), um poderoso Deva da Natureza que usava pele de leopardo e protegia contra feitiçarias, além de facilitar o parto. A patrona da dança era Hathor, a Vaca Sagrada, símbolo da Mãe Divina.</p>
<p>Os Mistérios de Osíris, o &#8220;Cristo egípcio&#8221;, eram cantados e dançados no Templo. Os personagens usavam máscaras e executavam um gestual estipulado, sempre acompanhados de cantos e danças.</p>
<p>A dança como expressão e contato com o Sagrado esteve presente também entre os primeiros judeus e há alguns relatos bíblicos sobre essa arte esotérica: depois que Moisés, liderando o povo eleito, sai do Egito e atravessa o Mar Vermelho, ele e sua irmã Mirian dançam para agradecer ao Senhor dos Exércitos. Vemos também o rei Davi cantando e dançando quando a Arca da Aliança chega a Jerusalém.</p>
<p>Em obras ditas apócrifas vemos outras expressões da Dança Sagrada Circular, como no Livro Apócrifo de João, muito lido ainda pelos cristãos ortodoxos sírios e iraquianos, onde se lê que Jesus ordenava a seus 12 Apóstolos que se posicionassem em círculo, ao seu redor e de mãos dadas, e depois começassem a dançar e a rodopiar (à moda dos dervixes), enquanto Ele, o Cristo, entoava doces cânticos em louvor ao Altíssimo.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-737" title="dancas_sagradas" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/dancas_sagradas.gif" alt="" width="147" height="287" />Existem muitas outras histórias mitológicas a respeito da dança&#8230; Reia salvou seu filho Zeus de ser morto por Cronos, o pai da criança, sapateando para abafar o choro da criança. Na ilha de Creta era possível materializar a Deusa Mãe fazendo-se uma dança circular que levava ao Êxtase.</p>
<p>Ainda na Grécia antiga, a viagem de Teseu pelo labirinto do Minotauro era celebrada com uma dança em que os jovens (rapazes e moças) ficavam em fila, de mãos dadas, e imitavam os movimentos de Teseu pelo labirinto da mente.</p>
<p>As touradas e os jogos de bola são expressões de antigas danças ritualísticas: o culto ao Deus que era ao mesmo tempo Pai e Mãe e à criação do Universo.</p>
<p>Todo o benefício de dançar é resumido no calor do corpo e na sublimação da energia sexual, conforme preconizada pelo VM Samael Aun Weor. Sublima-se a energia sexual não apenas com exercícios respiratórios, mas também com exercícios físicos moderados e desenvolvimento do sentido estético.</p>
<p>Tudo isso existe em muitos tipos de danças que, mesmo afastadas de suas origens primordiais, chegaram aos nossos dias, como é o caso das danças do ventre, flamenca, clássica, balé e danças regionais, como as escocesas e irlandesas (influenciadas pelos sábios templários fugidos das perseguições inquisitoriais).</p>
<p>Esse caráter sexual da dança é óbvio também nos cultos dionisíacos&#8230; Usando guirlandas de folhas de rinha e cobertas de peles de bode, as mulheres dançavam freneticamente até chegarem ao Êxtase. Durante o cortejo (isso na sua fase decadente, é óbvio), comiam carne crua e dilaceravam animais vivos para incorporarem a força divina. O clímax era o sacrifício de um bode.</p>
<p>Quando esse ritual ainda não estava degenerado, tais animais eram a representação simbólica de nossos defeitos animalescos sendo eliminados, então comia-se a carne, ou seja, a consciência era liberada a partir do fogo sexual, e o bode sacrificado era a supressão do desejo animal através da não ejaculação do sêmen, método pelo qual o fogo se transforma em luz e o alquimista transforma a paixão descontrolada em sublime amor e fogo.</p>
<h3>Shiva Nataraja</h3>
<p>O deus Shiva é a personificação da dança e das transformações, simbolizando a eterna mutação do universo, que consiste na cíclica destruição e criação. O processo cósmico é a morte e a ressurreição, a eterna renovação da vida. Dentro de nós mesmos, a ação de Shiva seria a de morrer para nosso velho mundo, nosso &#8220;querido&#8221; Ego, e renascer a um novo ciclo de consciência interior.</p>
<p>A dança tem por tema a atividade cósmica, a eterna transformação.</p>
<p>As cinco atividades divinas de Shiva são:</p>
<p>- a criação contínua do universo, originada no ritmo</p>
<p>- a conservação, baseada no equilíbrio e na medida dos movimentos</p>
<p>- a destruição das formas já superadas, mediante o fogo interior</p>
<p>- a eterna renovação</p>
<p>- a encarnação da vida.</p>
<p>Chama a atenção que o Deus da Dança, Shiva Nataraja, seja ao mesmo tempo o deus das Mudanças, o que implicaria que as mudanças são induzidas pela dança.</p>
<p>Shiva é representada com o pé direito esmagando um demônio, o que simboliza a vitória sobre as forças demoníacas da destruição, e o esquerdo no ar, representando o equilíbrio e o impulso de ascensão. A imagem possui quatro braços, com os quais realiza a criação e a destruição cíclica do mundo. Está rodeado por um círculo de fogo. A dança de Shiva é, portanto, um movimento que destrói para gerar o processo de criação. Inspirado nesta dança e em sua simbologia de transformação, foi elaborada a &#8220;Dança das Transformações&#8221;, que possui três atributos essenciais do movimento: Unidade, Equilíbrio e Harmonia.</p>
<p>Hoje em dia, os sagrados rituais de dança desapareceram do nosso mundo, e os poucos lugares onde ainda são praticados são de acesso muito difícil.</p>
<p>Mas ainda persiste no homem a necessidade de expressar suas emoções através dos movimentos e desta forma, a cada época, vemos predominar um estilo musical que traduz todo o sentimento daquela geração. A Biodança busca reacender assim, dentro de cada um, a chama sagrada da vida, resgatando, nas vivências de Danças Sagradas, o contato com as forças que regem o universo.</p>
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		<title>A arte superior e a arte degenerada</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Oct 2010 12:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte Superior]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[degenerada]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/>Conforme o ser humano foi se precipitando pelo caminho da involução e da degeneração, conforme foi se tornando cada vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/><p>Conforme o ser humano foi se precipitando pelo caminho da involução e da degeneração, conforme foi se tornando cada vez mais materialista, seus sentidos também foram se deteriorando e degenerando.</p>
<p>Vem-nos à memória uma escola da Babilônia que se dedicava a estudar tudo o que se relacionava com o olfato.</p>
<p>Eles tinham um lema que dizia: Buscar a verdade nos matizes dos odores obtidos entre o momento da ação do frio congelado e o momento da ação em decomposição cálida.</p>
<p>Essa escola foi perseguida e destruída por um chefe terrível. Dito chefe mantinha negócios duvidosos e logo foi denunciado indiretamente pelos afiliados da escola.</p>
<p>O sentido do olfato extraordinariamente desenvolvido permitia aos alunos daquela escola descobrir muitas coisas que não convinha aos chefes do governo.</p>
<p>Havia uma outra escola muito importante na Babilônia: a Escola dos Pintores. Essa escola tinha como lema: Descobrir e elucidar a verdade só por meio das tonalidades existentes entre o branco e o negro.</p>
<p>Por aquelas épocas, os afiliados dessa escola podiam utilizar normalmente e sem dificuldade cerca de 1.500 matizes da cor cinza.</p>
<p>Do período babilônico até estes tristes dias em que milagrosamente sobrevivemos, os sentidos humanos têm se degenerado espantosamente devido ao materialismo que Marx justifica ao seu modo através da barata sofisticação de sua dialética.</p>
<p>O eu continua depois da morte e perpetua-se em seus descendentes. O eu complica-se com as experiências materialistas e robustece-se às custas das faculdades humanas.</p>
<p>Conforme o eu se fortaleceu através dos séculos, as faculdades humanas foram se degenerando cada vez mais.</p>
<p><img class="size-full wp-image-678 alignleft" title="Apolo_no_Belvedere" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Apolo_no_Belvedere.jpg" alt="" width="170" height="346" />As danças sagradas eram verdadeiros livros de informação e que transmitiam deliberadamente certos conhecimentos cósmicos transcendentais.</p>
<p>Os dervixes dançantes não ignoravam as sete tentações mutuamente equilibradas dos organismos vivos.</p>
<p>Os antigos dançarinos conheciam as sete partes independentes do corpo e sabiam muito bem o que são as sete linhas distintas do movimento. Os dançarinos sagrados sabiam muito bem que cada uma das sete linhas do movimento possui sete pontos de concentração dinâmica.</p>
<p>Os dançarinos da Babilônia, da Grécia e do Egito não ignoravam que tudo isto se cristaliza no átomo dançarino e no gigantesco planeta que dança ao redor de seu centro de gravitação cósmica.</p>
<p>Se pudéssemos inventar uma máquina que imitasse com plena exatidão todos os movimentos dos sete planetas do nosso sistema solar ao redor de seu sol, descobriríamos com assombro o segredo dos dervixes dançantes. Realmente, os dervixes dançantes imitavam perfeitamente todos os movimentos dos planetas ao redor do sol.</p>
<p>As danças sagradas dos tempos do Egito, Babilônia, Grécia etc., vão ainda mais longe. Transmitiam tremendas verdades cósmicas, antropogenéticas, psicobiológicas, matemáticas etc.</p>
<p>Quando na Babilônia, começaram a aparecer os primeiros sintomas do ateísmo, do ceticismo e do materialismo, a degeneração dos cinco sentidos se acelerou de forma espantosa.</p>
<p>Está perfeitamente demonstrado que somos o que pensamos. Se pensarmos como materialistas, degeneramos e nos fossilizamos.</p>
<p>Marx cometeu um crime imperdoável. Tirou os valores espirituais da humanidade. O marxismo desatou a perseguição religiosa. O marxismo precipitou a humanidade na degeneração total.</p>
<p>As idéias marxistas, materialistas, infiltraram-se em todas as partes: nas escolas, nos lares, nos templos, nas fábricas, etc.</p>
<p>Os artistas, a cada nova geração, vêm se convertendo em verdadeiros apologistas da dialética materialista. Todo ar de espiritualidade desapareceu da arte ultramoderna.</p>
<p>Os modernos artistas já nada sabem sobre a lei do sete, já nada sabem de dramas cósmicos, já nada sabem sobre as danças sagradas dos antigos Mistérios.</p>
<p>Os tenebrosos roubaram tudo do cenário do teatro; profanaram-no miseravelmente e prostituíram-no totalmente.</p>
<p>O sábado, o dia do teatro, o dia dos mistérios, era muito popular nos antigos templos. Neles eram representados dramas cósmicos maravilhosos.</p>
<p>O drama serviu para a transmissão de valiosos conhecimentos aos Iniciados. Por meio do drama, transmitia-se aos Iniciados diversas formas de experiência do Ser e de manifestações do Ser.</p>
<p>Entre os dramas, o mais antigo é o do Cristo Cósmico. Os Iniciados sabiam muito bem que cada um de nós deve se converter no Cristo de dito drama, se é que realmente aspira o reino do super-homem.</p>
<p>Os dramas cósmicos baseiam-se na lei do sete. Certos desvios inteligentes dessa lei foram usados sempre para transmitir ao neófito conhecimentos transcendentais.</p>
<p><img class="size-full wp-image-679 alignright" title="LakotaSiouxDanceTheatre" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/LakotaSiouxDanceTheatre.jpg" alt="" width="178" height="270" />É bem sabido em música que certas notas podem produzir alegria no centro pensante, que outras podem causar pesar no centro sensível e que por fim outras podem produzir religiosidade no centro motor.</p>
<p>Realmente, os velhos hierofantes jamais ignoraram que o conhecimento integral só pode ser adquirido através dos três cérebros; um único cérebro não pode dar informação completa.</p>
<p>A dança sagrada e o drama cósmico sabiamente combinados com a música serviram para transmitir aos neófitos tremendos conhecimentos arcaicos de tipo cosmogenético, psicobiológico, fisioquímico, metafísico, etc.</p>
<p>Cabe aqui mencionar também a escultura. Ela foi grandiosa em outros tempos. Os seres alegóricos cinzelados na dura rocha revelam que os velhos Mestres não ignoraram nunca a Lei do Sete.</p>
<p>Recordemos a esfinge de Gizé, no Egito. Ela nos fala dos quatro elementos da natureza e das quatro condições básicas do super-homem.</p>
<p>Depois da segunda guerra mundial, nasceram a arte e a filosofia existencialistas. Quando vimos os atores existencialistas em cena, chegamos à conclusão de que são verdadeiros enfermos: maníacos e perversos.</p>
<p>Se o marxismo continuar se difundindo, o ser humano terminará por perder totalmente seus cinco sentidos, os quais estão em processo de degeneração.</p>
<p>Já está comprovado pela observação e pela experiência que a ausência de valores espirituais produz degeneração.</p>
<p>A pintura atual, a música, a escultura, o drama, etc., não são senão o produto da degeneração.</p>
<p>Já não aparecem no cenário os Iniciados de outros tempos, as dançarinas sagradas, os verdadeiros artistas dos grandes templos&#8230; Agora, só aparecem nos palcos autômatos enfermos, cantores degenerados, rebeldes sem causa etc.</p>
<p>Os teatros ultramodernos são a antítese dos sagrados teatros dos grandes Mistérios do Egito, da Grécia e da Índia.</p>
<p>A arte destes tempos é tenebrosa, é a antítese da luz. Os modernos artistas são tenebrosos.</p>
<p>A pintura surrealista é marxista, a escultura ultramoderna, a música afrocubana e as bailarinas modernas são o resultado da degeneração humana.</p>
<p>Os rapazes e as moças das novas gerações recebem por meio de seus três cérebros degenerados dados suficientes para se converterem em vigaristas, ladrões, assassinos, bandidos, homossexuais, prostitutas etc.</p>
<p>Ninguém faz nada para acabar com a má arte e tudo caminha para uma catástrofe final por falta de uma Revolução da Dialética.</p>
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		<title>A arte fantástica de Johfra</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 13:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte Superior]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[johfra]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/>Johannes Franciscus Gijsbertus van den Berg, ou simplesmente Johfra Bosschart. Casado com Ellen Bosschart. Nascido em 1919 e falecido em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/><p>Johannes Franciscus Gijsbertus van den Berg, ou simplesmente Johfra Bosschart. Casado com Ellen Bosschart. Nascido em 1919 e falecido em 1998.</p>
<p>O simbolismo é a linguagem da alma e aparece em todas as manifestações culturais da humanidade. A pintura sagrada de Johfra tem a virtude de ensinar a Iniciação aos Mundos Internos diretamente à Alma, porque a Arte é a linguagem da Alma.</p>
<p>Esta página é dedicada a Johfra Bosschart, artista holandês que pode ser considerado um dos expoentes maiores da Arte Fantástica moderna. Johfra e sua companheira, Ellen Lorien, estabeleciram-se em Fleurac (Dordogne &#8211; França) em 1962, mas eles viveram muitos anos na própria Holanda. Ellen ainda reside e continua a exercer sua arte lá. Os trabalhos de Johfra são exibidos frequentemente na Galeria Utrecht, na Holanda.</p>
<p>Um novo livro, <em>Hoogste Lichten o en Diepsteschaduwen</em>, de Gerrit Luidinga, veio a público e fala sobre a obra fantástica deste autor esotérico.</p>
<p>Uma fundação foi criada por amigos e colaboradores e essa fundação está auxiliando Ellen a realizar todos os projetos de divulgação da obra de Johfra mundo afora.</p>
<p>Johfra foi um profundo estudioso do esoterismo e baseou toda a sua obra surrealista-iniciática, segundo ele mesmo afirmava, nas pesquisas sobre Psicologia, Religião, Bíblia, Astrologia, Antiguidades, Mitologia, Alquimia, Magia e Ocultismo.</p>
<p>O site Gnosisonline presta uma homenagem a este grande Iniciado do Raio da Arte que levou o Conhecimento-Síntese à humanidade por meio de seus quadros iniciáticos.</p>
<p>Podemos exemplificar dentro da obra de Johfra, como representantes da Arte Superior, os 12 quadros dos signos zodiacais e o Tríptico, intitulado O Jardim do Éden.</p>
<p>Veja a seguir alguns exemplos desta maravilhosa arte superior, que tanto nos inspira, anima e reconforta em nosso Caminho para Cima.</p>
<p><strong>(Gostaria de adquirir estes pôsteres com alta simbologia esotérica, de autoria Johfra? <a href="http://esotera.com.br/posteres/signos-de-johfra">Clique aqui. &gt;&gt;</a>)</strong></p>
<table style="margin: 0px auto; text-align: center;" border="0" cellspacing="2" cellpadding="2">
<tbody>
<tr>
<td><a rel="shadowbox" href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Áries.jpg"><img title="Signo de Áries - Johfra" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Áries-161x240.jpg" alt="" width="161" height="240" /></a></td>
<td><a rel="shadowbox" href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Touro.jpg"><img title="Signo de Touro - Johfra" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Touro-161x239.jpg" alt="" width="161" height="239" /></a></td>
<td><a rel="shadowbox" href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Gêmeos.jpg"><img title="Signo de Gêmeos - Johfra" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Gêmeos-160x240.jpg" alt="" width="160" height="240" /></a></td>
<td><a rel="shadowbox" href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Câncer-158x240.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2602" title="Signo de Câncer - Johfra" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Câncer-158x240.jpg" alt="" width="158" height="240" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td><a rel="shadowbox" href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Leão.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2599" title="Signo de Leão - Johfra" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Leão-160x240.jpg" alt="" width="160" height="240" /></a></td>
<td><a rel="shadowbox" href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Virgem.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2597" title="Signo de Virgem - Johfra" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Virgem-157x240.jpg" alt="" width="157" height="240" /></a></td>
<td><a rel="shadowbox" href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Libra.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2593" title="Signo de Libra - Johfra" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Libra-158x240.jpg" alt="" width="158" height="240" /></a></td>
<td><a href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Escorpião.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2590" title="Signo de Escorpião - Johfra" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Escorpião-155x240.jpg" alt="" width="155" height="240" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td><a rel="shadowbox" href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Sagitário.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2585" title="Signo de Sagitário - Johfra" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Sagitário-159x240.jpg" alt="" width="159" height="240" /></a></td>
<td><a rel="shadowbox" href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Capricórnio.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2578" title="Signo de Capricórnio - Johfra" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Capricórnio-160x240.jpg" alt="" width="160" height="240" /></a></td>
<td><a rel="shadowbox" href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Aquário.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2571" title="Signo de Aquário – Johfra" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Aquário-157x240.jpg" alt="" width="157" height="240" /></a></td>
<td><a rel="shadowbox" href="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Peixes.jpg"><img class="size-medium wp-image-2487" title="Signo de Peixes - Johfra" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Signo-Peixes-159x240.jpg" alt="" width="159" height="240" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>A Arte Régia da Natureza</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 19:42:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte Superior]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/>Expressões Artísticas das Realidades Vivas do Universo “Os códices mexicanos, papiros egípcios, ladrilhos assírios, pergaminhos do Mar Morto, assim como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/><p>Expressões Artísticas das Realidades Vivas do Universo</p>
<p>“Os códices mexicanos, papiros egípcios, ladrilhos assírios, pergaminhos do Mar Morto, assim como certos templos antiqüíssimos, sagrados monólitos, velhos hieróglifos, pirâmides, sepulcros milenares etc., oferecem, em sua profundidade simbólica, um sentido gnóstico que, definitivamente, escapa à interpretação literal e que possui um valor explicativo de caráter exclusivamente intelectual. O racionalismo especulativo, em vez de enriquecer a linguagem gnóstica, empobrece-a lamentavelmente, já que os resultados gnósticos, escritos ou alegorizados em qualquer forma artística, orientam-se sempre para o Ser. E é nessa interessantíssima Linguagem Semifilosófica e Semimitológica da Gnosis que se apresentam numa série de extraordinárias invariáveis, símbolos com fundo esotérico transcendental que no silêncio dizem muito. Bem sabem os divinos e os humanos que o Silêncio é a eloqüência da Sabedoria.” (Samael Aun Weor)</p>
<p>Disse Claude Bernard: “Quando um fato se impõe contra uma teoria reinante, prescinda-se da teoria, mesmo que a sustenham os homens mais famosos&#8230;” Por sua parte, o VM Samael, dizendo o mesmo, assinala: “Fatos são fatos, e ante os fatos temos de nos render”.</p>
<p>Assim, pois, trataremos, com fatos claros e definitivos, de demonstrar que a verdadeira Arte, a Arte Régia das antigas culturas, é uma expressão dinâmica da Realidade do Universo, do ser humano e do próprio Ser, e que quando se adoece este Ser, quando não operam os Valores Transcendentais que Ele contém, a expressão e a criação artísticas decaem, e já não expressam as grandes verdades antropológicas, cosmogônicas, filosóficas e místicas.Pelo contrário, basta observar as diversas semelhanças encontradas nos dois lados do Atlântico, nos aspectos arquitetônicos, míticos, religiosos, calendáricos etc., inclusive em culturas distanciadas no tempo e no espaço, e veremos que nos apresentam um fio condutor, arquetípico; é um fato contundente que comprova nossas afirmações.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-783" title="gioconda_1" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/gioconda_1.jpg" alt="" width="149" height="199" />Já Carl Jung estudou que do mesmo modo que os homens herdam partes corporais semelhantes do passado humano e pré-humano, também têm uma Herança Psicológica comum nas arcaicas profundezas de seu subconsciente. Estas Imagens Primordiais, ou Arquétipos, de certa forma análogas aos instintos, são formas universais, parte da “estrutura herdada da Psique”, e podem manifestar-se em qualquer lugar e em qualquer momento. Jung põe à mostra que carecem de um conteúdo próprio suscetível de determinação: comparou-os a leitos secos de um rio por onde pode fluir a água de diferentes culturas, e ao “sistema axial de um cristal que, por assim dizer, condiciona a forma da estrutura cristalina do líquido materno, mesmo que careça de estrutura material própria”. Esta tese aparece bem ilustrada, já o dissemos, pela rica variedade, e, ao mesmo tempo, tem semelhança com figuras, situações, conceitos e eventos das diversas mitologias de culturas de todo o planeta que revestem as mesmas verdades com as características próprias da expressão artística de cada cultura, ou seja, muda a forma (e nem sempre muda muito), mas o fundo ou conteúdo é o mesmo. Vejamos alguns exemplos:</p>
<p>Um Mesmo Lugar de Procedência</p>
<p>Os egípcios diziam que o deus Osíris e seus antepassados vieram de Atlan. Por isso, o templo desse deus foi construído praticamente de forma subterrânea e rodeado de canais, e a Hórus, seu filho, denominavam como o Grande Atlante. Por sua vez, os astecas falam de Aztlan, a Ilha Mítica, o lugar rodeado pelas águas, e foi no Vale do México que os mexicas, depois de uma grande peregrinação, assentaram-se entre os canais do Lago Texcoco, como recordação de seu lugar de origem: a ATLÂNTIDA.</p>
<p>Deidades Serpentinas e Solares</p>
<p>Aos dois lados do oceano encontramos o culto das Serpentes Aladas ou Emplumadas: Quetzacoatl, Kukulkan, a Cobra Sagrada dos Mistérios egípcios, hindus, babilônicos etc., símbolo da Sabedoria, do Fogo Sagrado, da Energia Sacra encerrada no cóccix, da Terra, da Mãe, das Águas etc. E, por outra parte, os diversos cultos solares não eram feitos com caráter idólatra ante a força e presença do Sol que desconheciam e os assustava (segundo os antropólogos materialistas), senão que se adorava o Espírito Universal da Vida, o Logos, e o Sol Físico era tão-só seu conteúdo simbólico. Entre os deuses solares temos: Rá, Amon-Rá, Osíris, Apolo, Hélios, Tonatiuh, Inti, Wakantaka, e os mesmos Quetzacoatl e Kukulkan, por exemplo, aos que se dão sempre os mesmos atributos.</p>
<p>A Mumificação, Culto à Morte</p>
<p>Mesmo que os egípcios tenham-se desenvolvido muito nesta técnica e em outras de mumificação cataléptica, podemos encontrar a mesma em toda América, sobretudo do Culto à Morte, do que propriamente uma veneração do processo mortuário e post-mortem em si mesmos (e que, evidentemente, conheciam): é o Culto à Vida, porque preparavam-se para vencer a Morte Física com a Morte Psicológica por toda uma Eternidade. O Tzompantli ou Muro dos Mortos, com todos esses crânios em posturas e expressões distintas, falam-nos de mil mortos diferentes e um só rosto verdadeiro: o Rosto da Morte, como símbolo de Renovação. E os tibetanos, com seu Bardo Todol, não ficaram atrás.</p>
<p>Pirâmides e Calendários</p>
<p>As Pirâmides são, também, elementos comuns, seja como Templos, Observatórios Astronômicos, Marcadores da Rota Solar, ou como preservadores da Sabedoria Antiga, expressão máxima da Lei do Centro ou Quincunce (4 Direções do Universo que se conjugam no ponto central e elevam-se até o Infinito). E no Calendário tinham calendários similares de 18 meses de 20 dias. O dia mais longo maia durava 13 horas e o mais curto, 11; para os egípcios, eram de 12 horas e 55 minutos, e 10 horas e 55 minutos, respectivamente.</p>
<p>Cosmogonia</p>
<p>Todos estes Gênesis de diferentes culturas mostram-nos o fato de que no início não havia nada, tudo encontrava-se escuro e na calma do abismo profundo das Águas ou Caos Espermático do Primeiro Instante, só se encontrava “O Espírito de Deus que se movia sobre as Águas” – diz o Gênesis hebraico&#8230; “Apenas o Uno respirava, inanimado e por si mesmo, por sobre o Abismo insondável das Águas” – diz o Rig Veda&#8230; “Apenas Tepeu e Gucumatz e os Progenitores encontravam-se na Água rodeada de claridade” – dizem os maias no Popol Vuh&#8230; “No princípio não havia nada, apenas um grande vácuo, unicamente existiam os Encantos-Pais, do Encanto-Pai brotou o Sol e do Encanto-Mãe brotou a Lua” – dizem os indígenas dos Andes venezuelanos. Observe-se que em cada um dos relatos subjazem as forças masculino-femininas como Fonte da Criação, mesmo que sejam elas representadas pelo Fogo e pela Água, o Sol e a Lua, por exemplo.</p>
<p>As Trindade</p>
<p>A Trindade cristã de Pai-Filho-Espírito Santo é denominada pelos maias como Trindade Huracán (Caculhá-Huracán, Chipi-Caculhá e Raxa-Caculhá), formando estes três o Coração do Céu. Os egípcios designam a Trindade com os nomes de Osíris, Ísis e Hórus. O hindustânicos como Brahma, Shiva e Vishnu. E os astecas como Ometecuhtli, Omecihuatl e Quetzacoatl&#8230;</p>
<p>Uma Questão Infernal</p>
<p>O Infernus latino são chamados de Averno pelos romanos, Patala pelos hindustanis, Xibalba pelos maias, Mictlán pelos astecas. Assim mesmo, falam-nos de Céus, Regiões Celestes, Aeons, Supramundos, Campos Elíseos, Moradas Celestiais, Olimpo etc. No total, 13 Céus (como nos ensina a Cabala com sua Árvore Sefirótica) e 9 Infernos (como descrevera Dante Alighieri em sua Divina Comédia).</p>
<p>As Cruzes</p>
<p>A Cruz, em todas as suas concepções (swástica, caravaca, ansata, tau, de Santo André, ou seja, em X, T, K etc.), pode ser encontrada não só nos templos e lugares sagrados, senão também nos glifos dos códices, nos adornos dos edifícios, nos desenhos de cerâmicas etc., representando a união dos dois aspectos complementares da criação: o Masculino e o Feminino e, como no caso da swástica, o Jardim Cósmico em ação na criação infinita.</p>
<p>Símbolos Alquímicos</p>
<p>Vê-se nada mais que as figuras destes Caduceus atribuídos em Roma e Grécia ao Deus Hermes ou Mercúrio, mas aqui remete-nos a Quetzacoatl ou formam o casal Chinês; apenas muda a forma artística, mas no fundo representam o mesmo: a condução das Forças Luni-Solares através dos canais específicos, até conseguir a auto-realização íntima do Ser, e cuja representação vemos na Águia tragando a Serpente, tanto no México asteca como na cultura de San Agustín na Colômbia.</p>
<p>Transformação Psicológica</p>
<p>A transformação interior do ser humano, ou seja, a eliminação dos diferentes aspectos de nossa psique que personificam nossos defeitos de tipo psicológico e que eclipsam nossa Consciência, a perda da identidade psicológica atual e a consecução da nova identidade do Ser, encontram-se muito bem expressas nas lutas titânicas dos Heróis Solares (Perseu, Hércules, Huitzilopochtli, Sigfried, São Miguel ou São Jorge etc.), contra as bestas míticas (a Hidra de Lerna, a Medusa ou Górgona, o Dragão das Trevas, a Coyolxauhqüi etc.), a quem decapitam ou eliminam, ou a própria decapitação, já que esta decapitação é, como dissemos, o símbolo da Morte Psicológica, a morte de nossos próprios defeitos (ira, inveja, luxúria, gula, orgulho, preguiça etc.).</p>
<p>Símbolos Míticos</p>
<p>Serpentes, Águias, Tigres e outros animais míticos estão também presentes e representando as mesmas Forças, Energias ou Mistérios da Natureza, tanto no Oriente como no Ocidente, ao Sul e ao Norte… E seria demorado numerar as múltiplas semelhanças nas concepções filosóficas, religiosas, artísticas de todas as culturas.<br />
Assim, pois, a arte dos antigos e os Mitos não são ficção, posto que possuem, no fundo, uma Realidade Fundamental que, para alguns, pode ser social, psicológica ou espiritual-transcendental, além de sua imensa importância no pensamento moderno, cabe também sinalizar que seu estudo constitui o “Fio de Ariadne” que nos guia no momento presente e reafirma, novamente, a Idade de Ouro dos antigos tempos de esplendor, e responde aos enigmas do homem e do Cosmo.<br />
“Os Mitos pertencem ao Tempo Sagrado, à Eternidade”, disse Jacquetta Hawkes.<br />
Pensadores de muitas disciplinas diferentes têm descoberto que o mito representa, em todas as épocas, uma Verdade Absoluta e “facilita a penetração nas indescritíveis Realidades da Alma”, ou, como disse Malinowsky, “não está na natureza de uma invenção, senão de uma Realidade Viva”. Desde os arapagos no Arizona até os aruntas da Austrália, passando pelos maias, astecas, incas etc.; desde os chiriguanos do sudeste da Bolívia até os antigos gregos, babilônios, egípcios etc., encontramos alusões extraordinárias que não fazem senão produzir, em seu conjunto, uma simbiose divina da Eterna Sabedoria (Gnosis).<br />
É por isso que antropólogos oficiais, como Mircea Eliade ou Elaine Pagels, começam a compreender que a Gnosis, como Sabedoria Transcendental, não surge (como até há pouco se supunha), do Próximo ou Médio Oriente ou nos primeiros séculos do cristianismo, senão que começam a considerá-la como um fenômeno da própria Consciência do homem, ou seja, o ser humano, onde quer que esteja, nos Pólos, na Patagônia ou nos desertos africanos, pode ter relação com a mesma Fonte do Conhecimento Universal por experiência direta, quer dizer: pondo-se em contato com as Forças Elementais, Princípios Inteligentes e com qualquer outro aspecto do Metafísico e Psicológico de seu próprio Ser etc., e, portanto, sua experiência sempre será a mesma no sentido de que a Dialética da Consciência possui linguagem simbólica muito particular e que só lhe fala a Consciência do experimentador&#8230; mas nem por isso se descarta a Tradição Esotérica que, como depositária da Sabedoria Cósmica, pode servir de fonte para diversas culturas dos dois lados do oceano, como seria, por exemplo, a Atlântida.<br />
Essa universalidade da Gnosis é aplicada, talvez pela primeira vez, às culturas da Antiga América pelo VM Samael Aun Weor, quando lemos em seu livro A Doutrina Secreta de Anahuac o seguinte: “Como queira que os estudos gnósticos tenham progredido extraordinariamente nestes últimos tempos, nenhuma pessoa culta cairia, hoje, como ontem, no erro simplista de fazer surgir as correntes gnósticas de alguma exclusiva latitude espiritual. Se bem que seja certo que devemos ter em conta, em qualquer Sistema Gnóstico, seus elementos helenísticos orientais, incluindo Pérsia, Mesopotâmia, Síria, Índia, Palestina, Egito etc., não devemos jamais ignorar os Princípios Gnósticos perceptíveis nos sublimes cultos dos nahuas, toltecas, astecas, zapotecas, maias, chibchas, incas, quéchuas etc., da Indo-américa”. Conclui o Sábio Mestre, dizendo: “A Gnosis é uma função muito natural da Consciência Desperta, uma Philosophia Perennis et Universalis”.<br />
A diferença está somente no matiz que cada povo imprime à mesma Grande Sabedoria de todos os Tempos. O México, crisol de raças e inquietudes, tem acumulado múltiplos exemplos de criatividade, mesmo (como já dissemos) com características semelhantes à de outros povos. Desde já, nós, antropólogos gnósticos, exploramos, com Imaginação Criadora, as Grandes Verdades que jazem em todas essas tradições.</p>
<p>A ARTE NOS PILARES DA GNOSIS</p>
<p>“Define-se Arte como a atividade que o ser humano realiza em qualquer área de sua vida. Exemplo: música, arquitetura, relacionamento entre casais, família etc., como expressão do que é consciente; deixando um ensinamento, nesse momento para a posteridade. Para o qual se tem de inspirar em forma divina, para não expressar o que o Ego deseja.”</p>
<p>Por isso, falar da arte em qualquer de seus pilares leva à realização completa da verdade em nós mesmos e, ao manifestá-la em nosso meio familiar, por exemplo, sempre pensamos que a arte nada mais é que a música, a pintura etc., e é necessário se dar conta que o saber viver em harmonia cosigo mesmo e com os demais também é uma arte, porque coopera com as regras da Divindade. Um dia de nossa vida poderia ser uma completa desordem, ou seja, nada harmonioso, deixando um mau ensinamento aos nossos filhos etc.; uma relação sexual em forma desordenada, sem oração, sem inspiração para a transmutação, sendo nada mais que um impulso luxurioso etc. Isso não contém nada de artístico.<br />
Somos os diretores de nossa orquestra psicológica interior e, portanto, podemos entoar mentiras ou verdades, segundo nossas atitudes. Estamos acostumados a ver a nós mesmos e ver os demais com pressa, com estresse, de forma acelerada, atropelada, encurvados, com expressão deformada aos nossos olhos etc. É muito raro ver alguém caminhar em paz, com um olhar profundo e sábio, em calma interior.<br />
Em nosso Ser, a parte que se relaciona com a Arte nos leva a conviver com o Sagrado, com o Divino, com a inspiração divina e, depois, desloca-a até o contexto do tempo e do espaço do momento atual e a plasma para que a humanidade receba um ensinamento em sua consciência.<br />
Se escutássemos uma sinfonia de Beethoven com os sentidos e com a consciência, traduziríamos esta música como uma conferência, se fosse este o nosso interesse; como um conselho sobre algum assunto em particular, como uma experiência com nossos Pais Internos&#8230; já que o Universo, a Criação, sempre procurará dar o que buscamos, em sintonia com nosso desenvolvimento espiritual.<br />
Somos um universo em miniatura e temos “o Todo” da mesma criação dentro de nós mesmos. O ensinamento dos grandes sábios é, desta maneira, universal.<br />
Quando vemos o artista trabalhando em uma escultura, em uma sinfonia etc., em realidade apenas vemos o instrumento em um contexto tridimensional. Se fôssemos um pouco clarividentes, veríamos os distintos ÁtomosMestres dirigindo os torvelinhos de Átomos Angélicos, inspirando, formando e voltando a formar as estruturas da obra a ser realizada. Ver dessa maneira é sintonizar-se com a criação e com o criador; estas obras são vida pura, por isso o tempo é, necessariamente, o movimento de nosso interior.<br />
Outro exemplo seria o médico em uma consulta. Vemos o sábio das plantas, seja sentado ou em pé, dialogando com o paciente, ouvindo-o e motivando-o à cura, anotando os procedimentos a ser seguidos, receitando vida, mas o fundo desse tipo de médico realiza a cura através das palavras que dirige ao paciente, já que estas atraem as energias necessárias para sua cura por meio das plantas, da massagem, do olhar, do sorriso etc. Esta é a arte de curar.<br />
A arte de ler para nos tornarmos conscientes do conhecimento nos leva a dar conta de que tal informação é real ou falsa sem necessidade de raciocinar, comparar, pensar etc. O conhecimento é direto, já que, ao ler, não somente recebemos informação intelectual, senão também vivência, experimentação dos conteúdos.</p>
<p>A ARTE OBJETIVA E A ARTE SUBJETIVA</p>
<p>Certamente, a Ciência, a Arte, a Filosofia e a Religião por estes tempos se encontram divorciadas e isso é lamentável. Nos tempos antigos, a Arte era profundamente religiosa, extraordinariamente científica e filosófica. Hoje, esses quatro aspectos da psique humana estão desligados uns dos outros e, como conseqüência ou corolário, têm produzido certa involução. Distingo, precisamente, entre a Arte Subjetiva e a Arte Objetiva, diversas características da Ciência, da Filosofia e da Religião. A Arte Subjetiva está desligada dos aspectos filosóficos, místicos e científicos. Conforme o ser humano precipitou-se pelo caminho da involução e da degeneração, conforme foi se tornando cada vez mais materialista, seus sentidos foram também se deteriorando e degenerando. Vem-nos à memória uma escola da Babilônia que se dedicava a estudar tudo o que fosse relacionado ao olfato. Eles tinham um lema que dizia: “Buscar a verdade nos matizes dos odores obtidos entre o momento da ação do frio congelado e o momento da ação em decomposição do calor”.<br />
Essa escola foi perseguida e destruída por um chefe muito terrível. Dito chefe tinha negócios muito negros, e muito prontamente os afiliados desta escola o denunciaram indiretamente.<br />
O sentido do olfato extraordinariamente desenvolvido permitia aos alunos de dita escola descobrir muitas coisas que não convinha aos governantes. Havia outra escola muito interessante na Babilônia: a Escola dos Pintores. Esta escola tinha como lema: “Descobrir e elucidar a verdade apenas por meio das tonalidades existentes entre o branco e o negro”.<br />
Nessa época, os afiliados de dita escola podiam utilizar normalmente e sem dificuldade alguma cerca de 1.500 matizes da cor cinza. Desde o período babilônico até estes tristes dias em que milagrosamente vivemos, os sentidos humanos se degeneraram espantosamente graças ao materialismo que Marx justifica a seu modo com o sofisma barato de sua dialética. O Eu continua depois da morte e perpetua-se em nossos descendentes. O Eu complica-se com as experiências materialistas e se robustece à custa das faculdades humanas. Conforme o Eu tenha se fortalecido através dos séculos, as faculdades humanas se degeneraram cada vez mais e mais.<br />
Quando, na Babilônia, começaram a aparecer os primeiros sintomas do ateísmo, do ceticismo e do materialismo, a degeneração dos cinco sentidos acelerou-se de forma espantosa. Está perfeitamente demonstrado que somos o que pensamos e que se pensamos como materialistas, nos degeneramos e nos fossilizamos. Os artistas da “nova onda” têm-se convertido em verdadeiros intérpretes da dialética materialista, ou seja, da arte subjetiva.<br />
Todo alento de espiritualidade tem desaparecido na arte ultramoderna. Já nada sabem os modernos artistas sobre a Lei do Sete; já nada sabem dos Dramas Cósmicos; já nada sabem sobre as Danças Sagradas dos Antigos Mistérios. Os tenebrosos roubaram o Teatro e o cenário, profanaram-no miseravelmente, prostituíram-no totalmente.<br />
O sábado, dia do Teatro, o dia dos Mistérios, foi muito popular nos antigos tempos. Então, apresentavam-se Dramas Cósmicos maravilhosos – o drama servia para transmitir aos Iniciados valiosos conhecimentos. Por meio do drama transmitiam-se aos Iniciados diversas formas de experiência do Ser e manifestações do Ser.<br />
Os Dramas Cósmicos baseiam-se na Lei do Sete; sempre se utilizaram certos desvios inteligentes de dita Lei para transmitir aos Neófitos conhecimentos transcendentais. Os velhos Mestres do passado tampouco ignoravam a Ciência da Música. Eles sabiam combinar os sons de forma tão inteligente que provocavam impulsos distintos em cada um dos três cérebros humanos.<br />
É bem conhecido na música que certas notas podem produzir alegria no Centro Intelectual, outras podem produzir tristeza no Centro Emocional e, por último, outras podem produzir religiosidade no Centro Motor. Realmente, os velhos Hierofantes (aqueles que ensinam coisas sagradas) jamais ignoraram que o conhecimento íntegro apenas pode ser adquirido com os três cérebros; um só cérebro não pode dar informação completa.<br />
Cabe aqui mencionar também a Escultura; esta foi grandiosa em outros tempos. Os seres alegóricos cinzelados na dura rocha revelam que os velhos Mestres não ignoraram jamais a Lei do Sete. Recordemos a Esfinge do Egito. Ela fala-nos dos quatro elementos da natureza e das quatro condições básicas do Super-Homem.<br />
Após a Segunda Guerra Mundial nasceu a Filosofia Existencialista (absurda) e a Arte Existencialista (também absurda). Quando assistimos aos atores existencialistas em cena, chegamos à conclusão de que são verdadeiros maníacos enfermos e perversos. Se o Marxismo seguir sendo difundido, o ser humano acabará por perder totalmente seus cinco sentidos (que estão em processo de degeneração). Está comprovado pela observação e pela experiência que a ausência dos valores espirituais produz degeneração.<br />
A pintura atual, a música, a escultura, o drama etc., não são senão produto da degeneração. Já não aparecem no cenário os Iniciados de outros tempos, as dançarinas sagradas, os verdadeiros artistas dos Grandes Mistérios. Agora somente aparecem no palco os autômatos enfermos, cantores da nova onda, rebeldes sem causa etc. Os teatros ultramodernos são a antítese dos sagrados teatros dos Grandes Mistérios do Egito, da Grécia, da Índia etc. A arte teatral destes tempos é tenebrosa, é a antítese da luz, e os artistas modernos são tenebrosos. A pintura sub-realista e Marxista, a escultura ultramoderna, a música afro-cubana e as modernas bailarinas são o resultado da degeneração humana.<br />
Os moços e moças da nova onda recebem, por meio de seus três cérebros degenerados, dados suficientes como para converter-se em fraudulentos, ladrões, assassinos, bandidos, homossexuais, prostitutas etc. Nada fazem os governantes para sancionar o mal da arte; tudo marcha até uma catástrofe final.<br />
O teatro, o cinema, os videogames, a pintura, a escultura e a música atual é algo que causa danos muito graves ao ser humano. Tudo isso é a arte subjetiva. Essa é a Arte que a nada conduz.<br />
Em outros tempos, por exemplo na Babilônia, o teatro era completamente objetivo, tinha como único fim o estudo do Carma e a ilustração que devia dar-se à platéia. Os atores não aprendiam de memória nenhum papel; aparecia alguém em cena sem haver estudado nenhum papel e sinceramente auto-explorava a si mesmo com o objetivo de saber o que mais anelava e isso que mais desejava era sobre o que falava.<br />
Suponhamos que queria beber, então exclamava, sinceramente: “Tenho desejo de beber”. Outro ator “x”, que então aparecia, escutava aquela frase, auto-explorava a si mesmo ao ver o que sentia em seu interior, e ao que sentia, respondia: “Eu não quero beber; pelo álcool fui ao cárcere e estou na miséria”. Mas apenas se fosse isso o que havia acontecido a ele, pois não iria afirmar algo falso.<br />
Qualquer pessoa – porque para isso tinham sempre um grupo de atores – aparecia ipso facto; também não iria dizer outra coisa senão o que sentia no fundo de sua consciência, algo que havia vivido, que se relacionava com o que esses dois estavam dizendo. “Eu” – supondo – “tive dinheiro, muito; um lugar, um repouso, uma mulher, alguns filhos, mas, por estar bebendo vinho, vejam como acabei, senhores”.<br />
Mais além aparecia uma pobre mulher, outra artista, e também dizia: “Quando bebia perdi meu filho por esse maldito licor”, e assim começava a desenvolver-se um drama, uma cena improvisada, muitas vezes poderia terminar da forma mais dramática. Os escribas rigorosamente anotavam não somente o desenvolver do drama em si mesmo, senão até os resultados finais; selecionavam depois, todavia, de tal peça o melhor e, desta forma, vinham a conhecer-se os resultados cármicos de tal ou qual cena. Havia muitas cenas, cenas de amor, cenas de guerra, mas em todas surgia sempre o espontâneo, o natural, não algo que artificialmente o intelecto inventava, não; o que surgia é aquilo que cada qual, cada um dos atores havia vivido; essa é a Arte Objetiva da Babilônia.<br />
Então, realmente, os atores eram muito diferentes. A música que se usava instruía devidamente o cérebro emocional; essa era uma música especial, eles sabiam perfeitamente que no organismo humano existem, vamos dizer, certos gânglios que têm-se formado com os sons do Universo e sabiam manejar todos esses gânglios, todas essas partes do Ser mediante as diferentes combinações musicais; assim instruíam por meio da música o cérebro emocional.<br />
Vocês sabem que com uma marcha marcial nos dão ganas de marchar, que uma música fúnebre nos põem a meditar, que uma música romântica nos traz recordações dos tempos idos etc., essas noites de amor; eles combinavam inteligentemente os sons para instruir também sabiamente o cérebro emocional, vejam vocês que interessante. O centro do movimento também recebia ensinamentos mediante danças sagradas; essas danças eram importantíssimas na Babilônia, cada movimento equivalia a uma letra; o conjunto de letras continha determinadas orações, determinadas teses, determinadas antíteses, determinadas instruções; assim, todo o auditório recebia uma cultura riquíssima. Era outro tipo de teatro, os artistas não se chamavam artistas, senão orfeístas, que significa: “sujeitos que sentem com inteira precisão as atividades da Essência, da Consciência”; mas, depois da cultura Greco-Romana, o teatro degenerou-se e já os artistas, os orfeístas desapareceram; surgiram então os chamados artistas, os cômicos, os atores.<br />
Recordo muito bem que, todavia, faz uns 50 anos, pouco mais ou menos, aos atores chamava-se vulgarmente de comediantes e eram vistos com muito desprezo.<br />
Pela Idade Média havia uma lei promulgada que obrigava aos atores a barbear-se, tirar toda aparência de masculinidade.<br />
Com que objetivo? Em primeiro lugar, claro está que eles deviam maquiar-se segundo o drama que tivessem que executar; segundo, desejava-se, antes de tudo, que eles se diferenciassem do resto das pessoas, pois sabiam que esses atores modernos possuem uma radiação perigosa, infecciosa, e, barbeando-se, eliminando toda aparência de masculinidade, cada qual podia evitar passar perto deles, ou evitar dar-lhes a mão. Se vocês observarem cuidadosamente a vida dos chamados artistas nos teatros, sentirão e, se são um pouco sensitivos, poderão captar esse tipo de radiação que eles emitem e que infectam a mente das pessoas.<br />
Hoje já passou este costume; já não há nenhuma lei promulgada nesse sentido contra eles, já se lhes dá a mão, já se lhes trata de igual para igual, e até se lhes deseja imitar. Assim eles podem destilar perniciosamente suas ondulações infecciosas nas mentes de todas as pessoas. Dói um pouco ter que decidir isto, porque há muitas pessoas que vivem do drama, da cena, que são atores, mas nós temos que colocar-nos no plano das realidades concretas. As pessoas que passaram pelos anos 70 lembrarão, precisamente, que faz meio século, todavia, que se lhes olhava com desdém, como simples cômicos ou comediantes etc.; claro, a eles abriu-se caminho e agora se lhes considera de igual para igual, mas não por isso deixam de emitir suas ondulações que são terrivelmente perigosas.<br />
Naturalmente que eles aprendem papéis de memória, absolutamente subjetivos, de coisas que existiram ou não existiram nunca; comédias, dramas que podem ter ou não ter nenhuma realidade, que são produto de suas mentes, e o honorável público ante o palco da cena “dorme” terrivelmente. Quando digo “dormem”, o ponho entre aspas; quero pois, afirmar de forma enfática que a consciência daqueles que assistem entra no sonho mais profundo. Inquestionavelmente, este tipo de Arte Subjetiva realmente vem a acabar com a necessidade das percepções reais.<br />
Assim, pois, há duas classes de Arte: primeira a subjetiva, que é a Arte que a nada conduz e existe também a Arte Régia da Natureza, a Arte Objetiva, Real, a Arte Transcendental.<br />
A Arte Objetiva encontramos também em todas as peças arcaicas, em todas as peças antigas, nas Pirâmides e em todos os velhos Obeliscos do Egito. No México Antigo, nos maias, nas relíquias arqueológicas dos Astecas, Zapotecas, Toltecas etc., nas pinturas de Miguel Ângelo, nos hieróglifos do Egito, nos baixo-relevos antigos do vejo país dos Faraós, na China, nos velhos pergaminhos da Idade Média, dos Fenícios e Assírios etc.<br />
Também encontramos pinturas preciosas de grandes ensinamentos em todos esses velhos quadros medievais, nas catedrais gnósticas etc. A Arte Régia da Natureza é um meio transmissor dos ensinamentos cósmicos.</p>
<p>A DANÇA</p>
<p>“A música e o baile são duas artes que complementam-se e formam a beleza e a força que são a base da felicidade humana.” (Sócrates)</p>
<p>As danças sagradas são tão antigas como o mundo e têm sua origem no amanhecer da vida sobre a Terra. A música deve despertar no organismo humano para falar o Verbo de Ouro.<br />
As danças sagradas não eram somente uma expressão de sentimentos e emoções; eram verdadeiros livros informativos que transmitiam deliberadamente certos conhecimentos cósmicos transcendentais; verdades cósmicas, antropo-genéticas, psico-biológicas, matemáticas etc. Através delas mostravam-se histórias, servia-se ou invocava-se os Deuses; constituem no fundo um culto ao Fogo.<br />
Os derviches dançantes da Pérsia e da Turquia imitavam perfeitamente o movimento dos planetas do Sistema Solar ao redor do Sol, representando a mecânica da Grande Lei, as órbitas concentradas nos planetas dançando ao redor do Sol, entre as grandes sinfonias do Diapasão Cósmico.<br />
O mesmo átomo, constituído por seu núcleo ou Sol muito radiante, carregado positivamente de eletricidade, é o centro de felizes elétrons planetários infinitesimais que dançam a seu redor, carregados negativamente.<br />
No Egito, as danças cerimoniais foram instituídas pelos faraós; nelas representavam a morte e reencarnação de Osíris. Foram tornando-se cada vez mais complexas, até o ponto em que só podiam ser executadas por profissionais altamente qualificados. Os encantadores de serpentes tocavam suas flautas maravilhosas e as serpentes dançavam.<br />
Nos Templos, as bailarinas sagradas da Índia, Egito, México e Mesoamérica realizavam as danças do Fogo.<br />
Na Índia, o Yogui e a Yoguina iniciavam a Dança de Shiva e Shakti antes do Maithuna. Shiva é o Espírito Santo e Shakti, sua esposa, o Eterno Feminino. O casal de Yoguis, depois da Dança Sagrada, sentava-se a meditar como os Iniciados maias, costas com costas, fazendo contato as duas espinhas dorsais a fim de lograr um perfeito domínio mental, respiratório e emocional. O intercâmbio bioeletromagnético entre homens e mulheres não pode ser substituído por nada. Estas práticas de Yoga constituem o preâmbulo à ciência da Transmutação da energia criadora em Fogo (Espírito).<br />
Igualmente, nos Mistérios de Eleusis, os homens e as mulheres magnetizavam-se mutuamente entre as danças misteriosas do Amor. Então, não havia pensamentos morbosos, senão pensamentos santos e puros. Então, os dançarinos do Templo estavam limpos do veneno asqueroso do desejo. A alegria, a dança, o beijo e a Magia Sexual transformavam os seres humanos em verdadeiros Deuses.<br />
Os dançarinos antigos não ignoravam a eterna Lei do Sete: as sete tentações mutuamente equilibradas dos organismos viventes, as sete partes independentes do corpo e as sete linhas distintas do movimento, cada uma com seus sete pontos de concentração dinâmica.<br />
No antigo México as danças foram sagradas. A religião Nahua celebrava a festa a Xochichuitl (Deus da dança, da música), na qual, durante os quatro dias que a precediam, era obrigatório comer somente pães de milho sem sal uma vez ao dia, e dormir separados de suas esposas aqueles que eram casados. No quinto dia, publicamente ofereciam a Xochipilli danças e cantos acompanhados de Teoamoxtli e tambores, ovação de flores recém cortadas e pães com mel de abelhas, nos quais punha-se uma mariposa de obsidiana, símbolo da alma do crente.<br />
Nos Calmecatl – calli: casa; mecatl: corda, laço, corredor comprido e estreito nas habitações interiores de um edifício – tinha lugar uma cerimônia oferecida a Xochipilli. Onze meninos, todos filhos de nobres, executavam cantos e danças em círculo, nas quais davam três passos adiante e três passos para trás, seis vezes, ao mesmo tempo que agitavam graciosamente suas mãos. Um menino, ajoelhado frente ao fogo que ardia no altar, orava silenciosamente pelo pão de cada dia, e outro menino permanecia parado na entrada do Templo, fazendo guarda.<br />
Entre os Astecas verificava-se também a dança sagrada das doze Cihuateteo para as mulheres mortas no parto, ao redor do Quetzacoatl vermelho e do Quetzacoatl negro, a fim de invocar a Cihuapipiltin (Mestre-auxiliar das mulheres parturientes). Toda mulher que o invoca durante o parto é assistida, imediatamente.<br />
Todavia, a dança, como arte holista transcendental, decaiu; na Babilônia começaram a aparecer os primeiros sintomas do ateísmo e do materialismo, a degeneração dos cinco sentidos acelerou-se de forma espantosa. Ao redor de Dionísio, o Deus do Vinho, grupos de mulheres chamadas Mênades celebravam suas orgias com danças extáticas sob os efeitos do vinho.<br />
Está perfeitamente demonstrado que somos o que pensamos e que se pensamos como materialistas nos degeneramos e nos fossilizamos.<br />
Na Bíblia menciona-se que João colocou uma subscrição na posta do Templo em que oficiava, que dizia: “Proíbem-se as danças profanas”. Quando a ciência redescobrir a transcendência da dança sagrada para o ser humano, novamente se instituirá como parte do culto ao Fogo.</p>
<p>“Sábios são aqueles que dominam o corpo, a palavra e a mente. Estes são os verdadeiros Mestres.”<br />
Dhammapada 17:14</p>
<p>CHAC MOOL</p>
<p>O Chac Mool é uma das peças arqueológicas mais reconhecidas em toda a cultura mesoamericana, tanto em Tula, Hidalgo, como em Chichén Itzá. Sua forma esculpida apresenta a posição que os antigos maias e toltecas utilizavam para lograr o desprendimento da alma vestida com o corpo astral até os universos paralelos, de forma consciente.<br />
Os antigos sábios adotavam esta posição para indicar o culto ao Fogo e mostrar o caminho que levará as futuras gerações a conhecer as verdades da Natureza e do Cosmos, assim como de si mesmos.<br />
Uma tigela ou gamela em seu plexo solar assinala o vórtice de forças que concorrem no chacra Manipura a fim de preencher-se dos elementos crísticos solares que, posteriormente, espalham-se através dos hormônios no sangue. Este recipiente mostra o depósito de energia solar na região do umbigo. A energia primária recebida neste centro subdivide-se em dez radiações e logo circula pelos canais nervosos secundários, alimentando todos os chacras ou centros magnéticos do corpo.<br />
Precisamente o plexo solar está governado pelo Sol e é possível dirigir inteligentemente a energia acumulada neste centro aos outros chacras, a fim de desenvolver conscientemente as faculdades humanas.<br />
Os seguintes mantras permitem extrair as energias do plexo solar para dirigi-las aos centros magnéticos:</p>
<p>SUI-RA ao centro frontal.<br />
SUE-RA ao centro laríngeo.<br />
SUO-RA ao coração.<br />
SUU-RA ao próprio plexo<br />
SUA-RA ao timo.</p>
<p>Vocalizando uma hora diária estes mantras, os chacras despertarão de forma positiva. Ao pôr em atividade os chacras, por indução entram em atividade os plexos. Os chacras estão no sistema nervoso cérebro-espinhal, e os plexos no sistema nervoso-simpático.<br />
Nesta posição, deitados de costas, colocavam-se os Iniciados egípcios para que desprendessem sua alma do corpo físico no corpo astral, ao mesmo tempo que pronunciavam o mantra FA-RA-ON. Ao vocalizar este mantra, deve-se reparti-lo em três sílabas: a primeira é o FA que ressoa em toda a Natureza; a segunda é o RA egípcio e a terceira é o ON que recorda-nos o famoso mantra OM dos hindustânicos.</p>
<p>“Convém que os aspirantes à Iniciação deitem-se em decúbito dorsal; os pés sobre a cama, joelhos levantados. (Veja-se a figura do Chac Mool) É claro que ao pôr as plantas dos pés sobre a cama, os joelhos ficam levantados, dirigidos ao céu, à Urânia.<br />
O aspirante, nesta posição, imaginará que a energia do Sol penetra pelo seu plexo solar, fazendo-o vibrar e girar da esquerda para a direita, como os ponteiros de um relógio quando visto de frente. Este exercício pode fazer-se durante uma hora diária. O mantra básico deste centro magnético é a vogal U. Pode-se vocalizar alargando o som, assim: UUUUUUUU. Um plexo solar bem desperto anima maravilhosamente a todos os chacras do organismo. Assim preparamo-nos para a Iniciação.”</p>
<p>Como Mestre, Chac Mool foi um Adepto encarnado, um Grande Iniciado da poderosa civilização serpentina do México Tenochtitlan. Seu sepulcro foi encontrado, assim como seus restos.<br />
Houve duas castas guerreiras que adoravam a Chac Mool; ele era levado em grandes procissões e entrava nos Templos Astecas adorado pelas multidões. A ele pediam chuvas para a terra. Este Grande Mestre ajuda aqueles que invocam-no; podem fazer-se amuletos com a figura do Chac Mool para levá-los no corpo em forma de medalhão, ou pequenas esculturas do mesmo.</p>
<p>“Domina tuas palavras, domina teus pensamentos, não faças dano a ninguém. Segue fielmente estas indicações e avançarás no caminho dos sábios.” (Dhammapada 20:9)</p>
<p>Um dia, Akbar e Birbal foram para a selva, a fim de caçar. Ao disparar a escopeta, Akbar feriu o polegar e gritou de dor. Birbal atou-lhe o dedo e deu-lhe o conselho de suas reflexões filosóficas: “Majestade, nunca sabemos o que é bom ou mal para nós”.<br />
O imperador não se sentiu bem com o conselho; ficou furioso e jogou o vizir ao fundo de um poço abandonado.<br />
Continuou, depois, caminhando só pelo bosque, e neste um grupo de selvagens saiu-lhe ao encontro em plena selva; rodearam-no, tornaram-no cativo e levaram-no ao seu chefe. A tribo preparava-se para oferecer um sacrifício humano, e Akbar era a vítima que Deus havia lhes enviado.<br />
O feiticeiro oficial da tribo examinou-o detalhadamente e, ao ver que tinha um polegar ferido, rechaçou-o, já que a vítima não poderia ter defeito físico algum.<br />
Akbar caiu, então, em si, de que Birbal havia tido toda a razão, e sentiu-se arrependido; voltou correndo ao poço em que o havia deixado, tirou-o de lá e pediu-lhe perdão pelo dano que tão injustamente havia-lhe causado.<br />
Birbal contestou: “Majestade, não tem por que pedir-me perdão, já que não causou-me mal algum. Ao contrário, sua Majestade, me fez um grande favor, salvou-me a vida.<br />
Se não houvesse jogado-me a este poço, eu teria continuado a seu lado, e esses selvagens teriam escolhido a mim para seu sacrifício e haveriam acabado comigo.<br />
Como vês, Majestade, nunca sabemos se algo há de ser bom ou mal para nós.”</p>
<p>A MÚSICA E A VONTADE</p>
<p>Todo movimento é co-essencial ao som; onde quer que exista o movimento, existe o som.<br />
O ouvido humano só logra perceber um limitado número de vibrações sonoras, porém, acima e abaixo destas vibrações que o ouvido humano registra, existem múltiplas ondas sonoras que não conseguimos perceber.<br />
Todos os sons que são produzidos no planeta Terra dão uma nota síntese; todos os sons que são produzidos em Vênus também dão sua nota síntese; igual em Marte e assim sucessivamente; cada coisa tem sua nota síntese e o conjunto dos sons de todos os mundos que povoam o espaço estrelado infinito formam a Música das Esferas citada por Pitágoras.<br />
Melodias inefáveis vibram no céu estrelado; sinfonias impossíveis de descrever com palavras humanas. Nos diz o Apocalipse de São João: “&#8230; No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus; por Ele todas as coisas foram criadas e sem Ele nada do que foi criado haveria sido criado&#8230;”.<br />
A Música das Esferas é uma tremenda realidade. Tudo o que é, tem sido e será vibra deliciosamente no espaço infinito. A flor do belo jardim perfumado reflete a luz da Lua e entre a flor e a Lua há um colóquio de melodias agradáveis que nenhum ser humano poderá compreender. A sinfonia que escapa da fonte cantarina faz vibrar completamente os átomos que pululam ao seu redor, logo repercute entre as entranhas dos bosques e precipita-se como uma catarata de sinfonias pelo céu estrelado. Por isto a música é a base de toda Criação e é isso o que os grandes músicos plasmaram através de suas melodias inefáveis.<br />
O poder de ouvir à distância, o poder de perceber a Música das Esferas e de ouvir as criaturas que vivem nas dimensões superiores, o podemos lograr se nos propormos; na Gnosis temos chaves, procedimentos para consegui-lo.<br />
A Flauta Encantada ou Flauta Mágica, de Mozart, narra uma Iniciação Egípcia; as Nove Sinfonias de Beethoven e muitas outras grandes obras clássicas imperecíveis e que o tempo não consegue alterar elevam-nos aos mundos superiores da consciência.<br />
A música inefável dos grandes clássicos vem das agradáveis regiões do Nirvana, onde reina a felicidade que está mais além do Amor&#8230; O estudante gnóstico que deseja chegar ao conhecimento inspirado deve concentrar-se profundamente na música. O discípulo concentrado profundamente na música deverá absorver-se completamente nela, como a abelha no mel.<br />
A alma exalta-se, eleva-se às Esferas Divinas quando escuta as composições dos grandes clássicos, mas nem toda música é dirigida à consciência. Também existe a música inferior, egóica, infradimensional, que submerge-nos nas regiões abismais e é exatamente esta que, desafortunadamente, escuta a grande maioria da humanidade. Está comprovado que a música exerce influência sobre nossa psique, em nosso organismo humano e em tudo o que nos rodeia e que, dependendo do tipo de vibrações, esta influência pode ser benéfica ou prejudicial.<br />
Existe uma íntima relação do verbo, da palavra, com as forças sexuais; as palavras são sagradas. Uma palavra suave apazigua a ira, enquanto as palavras discordantes rompem a harmonia do grande Diapasão Cósmico e engendram desordens. As palavras humanas são música articulada, às vezes doce e pacífica, e outras vezes, hostis: falta harmonia, beleza e amor. Menciona também o Mestre Samael que “A música ultramoderna não possui harmonia, nem melodia autêntica, da mesma forma que carece de ritmo preciso”.<br />
A Vontade Cristo é música inefável; o mundo da Vontade é o mundo da música. A música e a Vontade estão em íntima relação; a Vontade sem música é tosca e rústica, converte-se em má vontade e em desejo. Vontade e desejo são duas coisas diferentes que as pessoas confundem; a Vontade é positiva e o desejo é negativo; devemos dominar a mente com a Vontade.<br />
A Vontade é um poder muito perigoso, com o qual não se pode brincar; brincando podemos encarcerar a mente alheia; devemos respeitar a vontade alheia e o livre-arbítrio dos demais, devemos servir a nossos semelhantes desinteressadamente e jamais escravizar sua vontade.<br />
Os mantras são verbo sagrado, desenvolvem e ativam poderes; deve saber-se pronunciá-los para que produzam resultados positivos. As sete vogais da Natureza: I-E-O-U-A-M-S ressoam em toda a Criação. Os mantras que se conhece em Ocultismo são somente sílabas, letras, palavras isoladas da Linguagem da Luz, Linguagem Universal de Vida que só conhecem os Anjos, Arcanjos etc.<br />
Para os antigos povos do Egito, China, Tibet, México, América Central etc., a música era uma forma de comunicar-se com a Divindade e de introverter-se para lograr o auto-conhecimento. Faz muito tempo quando a segunda sub-raça de nossa atual raça Ária floresceu na China antiga, o V.M. Samael esteve encarnado na Dinastia Chou, sendo então membro ativo da Ordem do Dragão Amarelo, onde aprendeu a ciência da meditação.<br />
Existiu, naquele tempo, um instrumento musical maravilhoso, chamado AI-ATA-FAN, com o qual podia-se vivificar muitas maravilhas da Natureza. Esse instrumento tinha 49 cordas; 7 são as notas da escala musical que, multiplicadas por 7, dão por resultado 49 notas colocadas em 7 oitavas. A finalidade era aprofundar-se em cada um dos 49 níveis do subconsciente com o objetivo de lograr a inquietude e o silêncio mental; assim a Essência, a Alma, a Consciência escapava para experimentar o REAL e penetrar no Vazio Iluminador.<br />
A personalidade ficava em estado passivo, sentada na sala de meditação; os centros emocional e motor integravam-se com o centro intelectual formando um todo único receptivo, de forma que todas as vivências do Vazio Iluminador, circulando pelo “cordão de prata”, eram recebidas pelos três centros.<br />
Nosso universo está constituído por sete dimensões e cada uma destas possui sete sub-planos ou regiões. Este instrumento musical, construído pelo Rei Too-Toz, fazia vibrar intensamente as sete dimensões e todas as 49 regiões energéticas. Atualmente, temos música revolucionária, formidavelmente baseada no som 13; contudo, necessitamos com urgência de aparatos musicais como o do Rei Too-Toz, a fim de vivificar as fontes cósmicas das substâncias universais.<br />
O mundo foi criado com a música, com o Verbo, e devemos sustê-lo e revitalizá-lo com a música, com o Verbo, compreender que a palavra é sagrada. Os estudantes gnósticos devem conhecer o valor da palavra, saber falar e saber calar. A música tem o poder de despertar a Consciência e de desenvolver a Vontade.</p>
<p>A EDUCAÇÃO DO CENTRO EMOCIONAL</p>
<p>O centro emocional é um dos 5 que possuímos para levar a cabo nossa vida. Os outros 4 são: o intelectual, o motor, o instintivo e o sexual.<br />
Os 5 centros necessitam ser utilizados de forma equilibrada, a fim de conseguir uma vida plena e harmoniosa. Quando não são utilizados corretamente ou são usados de forma abusiva, nosso organismo sente as conseqüências de tal procedimento.<br />
A psicologia considera as emoções como algo insubstituível para viver, já que elas são as que dão sabor à nossa existência, são o sal da vida.<br />
Pois bem, graças ao centro emocional, cuja base encontra-se no coração, podemos expressar o amor e o carinho a nossos entes queridos e demonstrar afeto a nossos semelhantes e estender esse sentimento à toda Criação, e, ao mesmo tempo, podemos sentir como nos transmitem aqueles que nos rodeiam essa energia sublime.<br />
O centro emocional, assim como os outros 4, tem dois aspectos: positivo e negativo, e isso é o mais grave, porque muitas vezes, sem sabê-lo, estamos vivendo com dito centro de forma negativa. Convém saber isto, porque assim poderemos modificar alguns aspectos negativos de nossa vida e suas nefastas conseqüências.<br />
A vida é a vida e nela, desde que nascemos, estamos submetidos a todo tipo de experiências que vão influindo no desenvolvimento de dito centro.<br />
Desafortunadamente, há experiências dolorosas e fortes que não digerimos por falta de conhecimento e que produzem-nos indigestão em nosso centro emocional, e este desequilibra-se de tal modo que, no lugar de desfrutar a vida, parece que vivemos uma vasta condenação.<br />
Como sabermos se estamos vibrando com o centro emocional negativo? Vejamos alguns exemplos: se, por insignificâncias, temos gana de chorar, se estamos carregados de recordações amargas e dolorosas pelo que nos fizeram os demais, se odiamos e sentimos que todo mundo nos odeia, ou que desejam prejudicar-nos, se por tudo e a toda hora andamos gritando cheios de ira, se a inveja corrói-nos por dentro, se os ciúmes nos atormentam, se temos um apego doentio às pessoas e coisas etc.<br />
Também é conveniente saber que existem outros fatores que alimentam negativamente nossas emoções, vejamos: as telenovelas com toda sua trama de mentiras, suspeitas, adultérios, vinganças, ódios, lágrimas, fraudes, traições, hipocrisias etc. O mesmo dos filmes de violência, assassinatos e suicídios.<br />
Muitos de nós ouvimos canções, mas qual é seu conteúdo temático e musical? Sejam românticas, rancheiras ou de rock, todas influem negativamente em nosso centro emocional, pois falam de despeito, traição, ódio e maldição ao sexo oposto e blasfemam contra o amor, e muitas vezes nos identificamos com essas canções, não só ao cantá-las, senão ao sentir como diz a letra.<br />
Isso é muito grave para quem busca viver em harmonia e em paz consigo mesmo e com os demais, e é obstáculo para aqueles que anelam um melhor nível de Ser.<br />
É necessário saber, então, que podemos fazer vibrar nosso centro emocional positivamente e elevá-lo a níveis superiores e desfrutar de um estado emocional muito diferente e com um sabor distinto ao que estamos acostumados, de tal modo que nossa consciência libere-se, mesmo que seja por alguns instantes, da prisão em que estamos devido à mecanicidade em que vivemos.<br />
Pitágoras, o filósofo grego, fala-nos em seus tratados, da Música das Esferas; essa música celestial, sublime, emanada do seio profundo da Mãe Espaço ou da Mãe Cósmica. Música percebida por seres de consciência desperta e que foi legada à humanidade para nosso bem. Dita música necessitamos escutar em silêncio.<br />
Essa música das dimensões superiores foi captada pelos grandes músicos celestiais; Beethoven, por exemplo, em cada uma de suas Sinfonias deixa uma mensagem ao mais profundo de nossa consciência e, assim também, mencionamos a música de Mozart, de Johan Sebastian Bach, de Vivaldi, Litz, Chopin etc.<br />
Claro que, ao princípio, nos parecerá entediante e renegaremos tal música, mas é necessário ir-nos acostumando a educar o ouvido; com um pouco de tempo e perseverança o lograremos; há que desfrutá-la nota por nota, como a abelha suga o néctar das flores.<br />
O objetivo é equilibrar nosso centro emocional e deixar de lado as supérfluas coisas do ego. Outra forma de lograr dito equilíbrio é procurar filmes que nos mostrem as paisagens majestosas da Natureza, com suas montanhas e céus infinitamente azuis, rios que correm caudalosos entre as cordilheiras e que, de quando em quando, formam belas cascatas; ou que mostram-nos lagos quietíssimos e serenos como espelhos que refletem os imensos bosques de pinhos; ou aqueles que mostram-nos essas páginas viventes da Natureza e que, devido à inconsciência em que vivemos, não percebemos.<br />
Também podemos falar das letras, da poesia ou da prosa como outra forma de elevar nosso centro emocional, seja escrita por outros ou por nós mesmos, mas sempre inspirada no divino e nos valores eternos, como o Amor, a Verdade, a Beleza, o Nobre emanado do Ser profundo e desconhecido que elevem e dignifiquem em oitavas superiores nossas emoções.<br />
Admirar as pinturas realizadas pelos gênios da pintura, como um Da Vinci, que dão um conhecimento superior das coisas e fazem-nos refletir no transcendente da existência; falamos em particular da Mona Lisa, representando o Eterno Feminino sempre presente no mais íntimo do ser humano, como uma mãe que acompanha seu filho na grande experiência que é a vida.<br />
Podemos falar do baile, das danças que trazem uma mensagem superior, dos bailes sagrados que simbolizavam o ritmo estelar cósmico e que oferecem alguma lição à consciência.<br />
Ao falar da escultura, podemos admirar essas esculturas gregas onde a simetria e a perfeição são evidentes, todas representando a alguma Deidade em particular, seja o Amor, seja a Sabedoria etc., como no caso de Vênus e de Mercúrio, respectivamente. O mesmo podemos mencionar da arquitetura como meio para elevar nossa emoção; estamos falando da arquitetura gótica das catedrais majestosas que guardam um profundo e grandioso mistério, só desvelado àquele que tenha a verdadeira inquietude e vontade de adentrar seu significado.<br />
O teatro também pode-nos ajudar a lograr o equilíbrio emocional e sempre quando as obras apresentem conhecimentos e mensagens superiores, deixando de lado as vulgaridades e o que seja oposto ao transcendental. Necessitamos elevar nossas emoções se queremos melhorar nossa qualidade de vida, e estão aqui alguns dos muitos aspectos para consegui-lo.</p>
<p>“Melhor que as melhores mulas, melhor que os cavalos mais nobres, melhor que os elefantes mais fortes, é o homem que domina a si mesmo. Pois não é cavalgando em nenhum destes animais que o homem poderá alcançar o desconhecido, senão somente mediante sua própria disciplina.” (Dhammapada 23:3-4)</p>
<p>ARCANO 35 – O DESCONHECIDO</p>
<p>Não querem dar-se conta as pessoas que a vida interior atrai circunstâncias exteriores e que se estas são dolorosas isto se deve aos Estados Interiores absurdos. O EXTERIOR é tão-só um REFLEXO DO INTERIOR; quem muda interiormente origina uma nova ordem de coisas. (Samael Aun Weor)</p>
<p>Quando a alguém se lhe dá o choque da Recordação de Si, produz-se realmente uma mudança maravilhosa em todo o trabalho do corpo, de modo que as células recebem um alimento diferente.<br />
Inquestionavelmente, na rigorosa observação do Mim Mesmo, resulta sempre impostergável e urgente fazer uma completa diferenciação lógica na relação com os acontecimentos exteriores da vida prática e os Estados Íntimos da Consciência.<br />
Necessitamos com urgência saber onde estamos situados em um dado momento, tanto em relação com o Estado Íntimo da Consciência, como na natureza específica do acontecimento exterior que está-nos sucedendo.<br />
A vida, em si mesma, é uma série de acontecimentos que processam-se através do tempo e do espaço&#8230;</p>
<p>“É bom controlar a visão, é bom controlar o ouvido, é bom controlar o olfato e é bom controlar a gustação. E bom controlar o corpo e é bom controlar as palavras; é bom controlar a mente e é bom controlar a totalidade da vida interna. Quando logra-se o total auto-controle, desaparecem todos os sofrimentos.” (Dhammapala 25:1-2)</p>
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		<title>A arte pré-colombiana</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 19:16:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/>Mais precisamente na noite de 11 para 12 de outubro de 1492, depois de 70 dias de navegação sobre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/><p>Mais precisamente na noite de 11 para 12 de outubro de 1492, depois de 70 dias de navegação sobre o oceano que se denomina ATLÂNTICO, em homenagem a um belíssimo e antigo continente que fora tragado pelas águas, Cristóvão Colombo, o Descobridor, com seus homens, à beira do desânimo e desespero, avistaram finalmente terras.</p>
<p>Ao alvorecer nesse festejado dia 12 de outubro as três caravelas lançaram âncoras no mar com suas grossas e pesadas correntes numa baía silenciosa de beleza indescritível; e de imediato em nome da coroa de Castela da Espanha um “Escrivão” lavrava a escritura de posse daquela bela região, imaginando que lá não haveria ninguém, que lá não habitasse ninguém, que lá não fosse berço principalmente das mais espetaculares civilizações da face da Terra.</p>
<p>Junto com o ranger das correntes das caravelas que faziam descer as âncoras, profetizava-se o grande sangue que iria correr por aquelas plagas que os povos da cultura ocidental com certeza se admirariam.</p>
<p>Entretanto, o interesse era somente o ouro e escravidão. Os homens de Colombo pisoteando num conhecimento maravilhoso de milênios buscavam as riquezas para seus reis e rainhas. Primeiramente 509 bravos guerreiros maias foram capturados e levados para Sevilha e sendo vendidos a bom preço de ouro. O negócio tinha sido tão vantajoso que esse senhor chamado Colombo retornou outras vezes para buscar escravos, justificando seus atos como que esses seres maravilhosos fossem descendentes de Caim e Seth, e por isso não mereciam o respeito dos “cristãos” que estavam chegando. Foi necessária, anos mais tarde, uma bula do Papa Paulo III para reconhecê-los como gente, impedindo de dizimá-los de vez.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-749" title="quetzalcoatl1" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/quetzalcoatl1-240x186.gif" alt="" width="240" height="186" />Na verdade as antigas civilizações pré-colombiana começavam a sua decadência séculos antes da chegada dos conquistadores, entretanto, estes vieram acelerá-la, possivelmente por questões cármicas que não convém detalhar agora. Porém, o que mais dói nos amantes da Verdadeira Cultura Universal (aquela que está presente em todas as civilizações da face da Terra) é o fato das conquistas serem regadas pela desinformação, pelo sentido de posse, pela ganância, pela cobiça, pelo sentido guerreiro inerente ao homem; e com isso monumentos, bibliotecas, costumes, cultura, ciência, astrologia, medicina, informações artísticas, tradições, respeito às famílias, matemática, geografia, fossem olvidados e marginalizando a verdadeira História daqueles povos que, com seus conhecimentos aliados aos nossos, de muito nos seriam úteis para minimizar os males que a falsa cultura atual apregoa pelos quatro cantos de nosso planeta.</p>
<p>Mas, mesmo assim, os sábios índios souberam perpetuar no tempo e no espaços toda a sua grandiosa sabedoria e cultura universal. Percebendo o descenso que invadiria os seus povos num futuro próximo e sentindo que a diversificação da linguagem de suas diferentes cidades (somente naquela época do “descobrimento da América” foram catalogadas pelos monges franciscanos 127 línguas que pouca similaridade tinham uma com a outra em som e escrita) poderiam prejudicar em muito o conhecimento que queriam legar à posteridade, construíram as famosas pirâmides e cidades, autênticas obras de inegável arquitetura de conhecimentos matemáticos e astrológicos, bem como, as famosas estelas e pinturas, pelas quais perpetuavam toda sua sabedoria científica e espiritual, monumentos de profundos conhecimentos alquímicos e autenticamente crísticos.</p>
<p>Por esses monumentos, simbolicamente, falaram para os sábios da posteridade de todo o seu grande Conhecimento, de sua Gnosis que viveram intensamente.</p>
<p>Assim, a despeito daquilo que conjecturam os pensadores ocidentais, os sábios povos americanos falaram no mesmo tom do conhecimento dos cientistas de nosso tempo. Assim, a despeito do desprezo e do orgulho dos religiosos de nossa civilização, os pré-colombianos sapientíssimos cultuavam e respeitavam muito mais ao Grande Cristo Universal do que nós, que nos consideramos cristãos.</p>
<p>Assim, a despeito de políticos, cientistas, religiosos e artistas apregoarem formas de governo, religião e arte em toda a face da Terra, os índios tinham em suas bases religiões, sistemas artísticos, uma política social, humana e justa para todos os seus patrícios. Claro que havia exceções, como tudo na vida.</p>
<p>Tudo isso fora desprezado em troca de ouro e da escravidão, mas as Obras de Arte Pré-Colombianas falam por aquela gente até os nossos dias e que um sábio dos tempos modernos, Samael Aun Weor, entrega desvelado em suas obras gnósticas.</p>
<p>A ARTE PRÉ-COLOMBIANA</p>
<p>As inúmeras culturas pré-colombianas eram responsáveis por uma arte muito elaborada, complexa e ligada ao sagrado, alcançando elevados níveis artísticos em cerâmica, ourivesaria, dança, estatuária, pintura, escultura etc. Nas diversas culturas que floresceram, do México à Argentina, vemos uma grande complexidade social, religiosa e espiritual. Isso se refletia sempre em suas várias formas artísticas.</p>
<p>Vemos nas culturas e civilizações pré-colombianas elevados níveis de qualidade no trabalho da metalurgia do ouro, cobre e platina, provando grande complexidade social, caráter urbano e uma especialização artesanal raras vezes igualada pelos povos da Europa por exemplo.</p>
<p>Não somente as poderosas civilizações inca, asteca, maia e tolteca foram surpreendentes em seus ensinamentos esotéricos, mas muitas outras culturas de menor porte, mas não menos importantes, tais como os Nariño-carchi, Guangala, Jama-coaque, Baia, Guayaquil, Manteña Mochica, Vicus, Virú, Cajamarca, Huari, Lambayeque, Chimú, Chancay e Tainos, entre muitos outros povos que tiveram algum conhecimento dos Mistérios da Vida e da Morte.</p>
<p>Vamos, então, estudar alguns aspectos esotéricos da Arte Pré-Colombiana. Cada estudo está detalhado abaixo, clicando nos links. Boa viagem.</p>
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		<title>Dança cerimonial ou a magia da concentração dinâmica</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 19:08:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte Superior]]></category>
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		<category><![CDATA[dança]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/>O que é a Dança, na visão esotérica? Fundamentalmente, o Pilar da Arte, dentro da Gnosis, tem a característica de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/><p>O que é a Dança, na visão esotérica? Fundamentalmente, o Pilar da Arte, dentro da Gnosis, tem a característica de equilibrar e complementar os pilares da Ciência e da Filosofia e acercá-los à experimentação do Pilar do Misticismo. A Arte é o elemento que serve de veículo para esta complementação. “A Arte – diz o Mestre Samael – é a expressão positiva da mente&#8230; Todos os Adeptos têm cultivado as belas artes”. Sua principal característica é a Inspiração – o polo oposto da Intelectualização – que leva à Intuição do coração.</p>
<p>A dança é uma manifestação da arte em seu mais transcendental significado, que tem como princípio básico o de que através da prática de certos movimentos físicos que imitam movimentos cósmicos é possível realizar uma conexão entre o macrocosmo e o microcosmo a nível energético por causa do Princípio Hermético da Correspondência, e por este meio ter acesso a uma informação de Ordem Superior.</p>
<p>Nas palavras do Mestre Samael: “As danças sagradas eram verdadeiros Livros informativos que transmitiam, deliberadamente, certos conhecimentos cósmicos transcendentes”.</p>
<p>Conhecendo perfeitamente o movimento das forças cósmicas do Universo, nossos antepassados aprenderam a reproduzi-los e correspondê-los interna e misticamente em suas formosas danças. O Mestre Samael menciona que os “dançarinos antigos conheciam as sete partes independentes do corpo e sabiam muito bem o que são as sete linhas distintas do movimento&#8230;” Mediante a concentração dinâmica, ou meditação em movimento, compreenderam que na criação de um movimento rítmico e compassado, descobriram este movimento (ritmo, vibração, música, cor etc.) no núcleo das estrelas como no das células; no coração dos animais e no dos homens; no interior das plantas e no dos minerais. Mover-se quer dizer VIVER! Estar imóvel significa estar desprovido da vida. A imobilidade equivale, na mitologia de todas as culturas, à não-existência e é um estado anterior à Creação.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-740" title="cerimonial1" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/cerimonial1.jpg" alt="" width="187" height="247" />Sob esse princípio nasceram as danças sagradas dos tempos do Egito, da Babilônia, da Grécia, as danças dos dervixes girantes na Pérsia e as danças mexicah em Anáhuac (México), entre outras. Na Roma antiga, os mais importantes conselheiros encabeçavam as procissões nas festas, sendo a procissão uma forma de dança. Na mitologia grega Rea, esposa de Cronos, ensina os filhos da terra a dançar. Orfeu ordenava que todo aquele que entrasse na sabedoria dos Mistérios deveria ser recebido com a dança.Sócrates estimava que a dança era uma necessidade essencial e Platão dizia que o homem que não sabia dançar não era educado. A dança na Grécia estava associada, desde os tempos mais remotos, com os deuses, tais como: Helios, Dionisos, Pan, Ártemis&#8230; todos dançavam. No Egito dos faraós executavam-se danças solares ao redor dos templos. Na Índia é o próprio Shiva quem cria o universo por meio da dança. É Ele quem obriga a matéria a se pôr em movimento; quem cria e destrói o universo.</p>
<p>Sua dança simboliza a atividade divina como a fonte de energia que põem em movimento o universo.</p>
<p>No Antigo Testamento existem vários termos que se referem à dança e que sugerem desde o dançar em círculo (como o fez, o rei David ante Jeová) até “torcer-se de dor durante o parto”, aludindo ao movimento criador da vida. Nos Atos de São João (texto gnóstico apócrifo escrito ao redor do século 3º ), Cristo ensina seus discípulos a orar através da dança circular, terminando o hino com suas próprias palavras: “quem não dança não conhece os caminhos da vida”.</p>
<p>No México antigo a dança era associada à palavra macehualiztli, que alude a um “merecimento” através da penitência, e era considerada de caráter mágico porque permitia obter o merecimento dos deuses através do enlace das quatro direções do universo.<br />
<strong> POR QUE A DANÇA É SAGRADA?</strong></p>
<p>• Porque toda atividade humana que transcenda os limites do profano pode alcançar um estado sagrado ou superior. Para isso será necessário que dita atividade leve a necessidade de alcançar um terceiro estado de consciência e uma constante recordação do Ser, além de buscar um objetivo impessoal que a converta em um ato consciente: um sacrifício (sacro ofício).</p>
<p>• Porque ela “representa” – como se fazia antigamente através dos Mystéyn (Mistérios) ou representações teatrais de tema divinos, que se converteram nos modernos rituais – um acontecimento espiritual e cósmico, ou seja, superior, e dessa maneira instrui a consciência, que é a finalidade de todo ritual.</p>
<p>• Porque ao ser entendida uma prática ritual, que com liturgia contém uma linguagem alegórica, simbólica e mística – neste caso manifestada através da evoluções e movimentos dos dançarinos, a música e em algumas ocasiões o canto – instrui a consciência por meio do que o Mestre Samael chama os “fundamentos psicológicos ritualísticos”, ou seja, a psicologia do ritual. Este sistema, presente em toda prática cerimonial, elude o processo de racionalização através do intelecto, passando informação e a sabedoria diretamente à parte emocional do centro intelectual e dali ao Centro Emocional Superior, se a disposição e concentração do participante o permite. Desta maneira se explica o porquê através do ritual, a cerimônia ou qualquer prática mística como a dança, é possível para o participante e para o observador (público ou congregação) ter “experiências místicas” inexplicáveis para o intelecto ou a razão.</p>
<p>• Porque a dança é um caminho espiritual que conduz o homem a seu reencontro com a verdade. A dança desperta a sensibilidade no dançarino, permite-lhe ver através dela, seu próprio caminho, o caminho que como buscador do conhecimento deve seguir. Sendo o dançarino um servidor do Grande Misterioso, converte-se em um instrumento para a manifestação do Grande Espírito.</p>
<p><img class="size-medium wp-image-741 alignright" title="cerimonial3" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/cerimonial3-177x240.jpg" alt="" width="177" height="240" />O Grande Espírito é o Divino que habita no fundo da alma e nEle se encontra a autentica e legítima faculdade cognoscente, conforme o dançarino-iniciado percorre o Caminho Vermelho da aniquilação do ego e desenvolve sua consciência, essa última vai iluminando o dançarino, despertando o seu Átomo Dançarino (Átomo Nous, que é o átomo girante de Deus, que se encontra no coração) e a dança daquele guerreiro da Luz se transforma em uma expressão de seu Ser Interior Profundo.</p>
<p>A dança sagrada é, e sempre será, uma expressão da vida interior do guerreiro-buscador do Conhecimento, e a vida cotidiana do aprendiz deve ser uma expressão da dança. Somente dessa maneira poderíamos entender um dos preceitos fundamentais da dança sagrada: “a dança é que escolhe o dançarino”. O aprendiz de dançarino é selecionado por um poder impessoal e deve ser cuidadoso a fim de ser digno porque nem todos os escolhidos se convertem em dançarinos-iniciados impecáveis.</p>
<p><strong>BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DA DANÇA</strong></p>
<p>Psicológica e Mentalmente</p>
<p>• Produz uma maior compreensão do divino e do profano, isto é, permite apreciar o valor sagrado da vida, da relação corpo-mente-espírito, das relações humanas aplicando a doutrina gnóstica da momentaneidade, da auto-observação e da recordação de si mesmo.</p>
<p>• Produz um estado de meditação em movimento, através do desenvolvimento da concentração e equilíbrio entre os Centros: ao promover a dança como uma aprendizagem que se inicia teoricamente (centro intelectual); se aprende com a prática dos movimentos (centro motor) e uma vez aprendido se interioriza através da meditação (centro emocional), este leva de uma maneira prática ao estado conhecido como meditação ou concentração dinâmica.</p>
<p>• Exige a perda da importância pessoal ao demandar a necessidade de funcionar em círculos, onde o único centro e eixo ao redor do qual gira a atividade se localiza em um aspecto espiritual. A todo o momento exige uma atitude interior séria, respeito e compreensão das divindades, objetos e instrumentos, e um constante estado de devoção “bhakti yoga”.</p>
<p>• Promove o desenvolvimento da capacidade criativa, a parte positiva da mente (mente interior), que se relaciona com a arte, ao produzir um equilíbrio com a atividade intelectual, a qual a ser abusada corre o perigo de se converter no pólo negativo da mente.</p>
<p>• Abre uma oportunidade direta de aprender a funcionar em convivência, a pensar em conjunto, a vibrar em grupo, e nesta interação, conhecer-se a si mesmo.</p>
<p>Física e Emocionalmente</p>
<p>• De uma maneira completamente equilibrada, é possível considerar a dança como uma “yoga gnóstica”, porquanto produz equilíbrio físico e emocional ante a rotina da atividade cotidiana. Ajuda a romper com as rotinas da vida e os hábitos mecânicos.</p>
<p>• Facilita o livre fluir da energia vital, que geralmente obstaculizada pela tensão e falta de exercícios promovendo a cura do corpo e de seus órgãos e sistemas de uma maneira natura. Mais do que ser um exercício meramente físico como qualquer esporte ou yoga incipiente, é uma prática de transmutação e fluir da energia com um propósito definidamente espiritual.</p>
<p>• Um guia para o praticante rumo à experiência das emoções superiores, contrarrestando o efeito nocivo das inferiores.</p>
<p>Espiritualmente</p>
<p>• Acerca o praticante até uma conexão com o divino. A dança, como toda Arte Régia, é um profundo processo de interiorização e busca de uma realidade e identidade interna que se logra ao estabelecer Centro de Gravidade Permanente, ou Átomo Dançarino na consciência, no Ser, no eixo e não na periferia, que viria a ser a atividade mecânica da vida.</p>
<p>• Facilita o passo da imaginação à inspiração através da aprendizagem de seus movimentos e da compreensão do propósito espiritual desses movimentos; e da inspiração à intuição abrindo a possibilidade da experiência mística, um processo pelo qual historicamente a arte tem sido fundamental para o desenvolvimento do espírito.</p>
<p>• Produz revelação e informação que instruem psicologicamente a consciência, razão pela qual se lhe considera como um ritual sagrado.</p>
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		<title>A arte objetiva no trabalho esotérico</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 18:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte Superior]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[objetiva]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/>Antes de tudo devemos sintetizar o que a Gnose nos ensina sobre a Arte: é uma das quatro colunas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/><p>Antes de tudo devemos sintetizar o que a Gnose nos ensina sobre a Arte: é uma das quatro colunas do conhecimento, juntamente com a Ciência, a Filosofia e a Mística. Pois, nas obras o artista expressa o que leva em seu interior. Se o artista é um Mestre (que desenvolveu plenamente o conhecimento das quatro colunas) pode nos transmitir uma grande sabedoria. Aprendendo a apreciar os quadros de Leonardo da Vinci, as sinfonias de Mozart ou Beethoven, ou as esculturas gregas, vamos descobrir o ensinamento que está ali oculto, e sentir emoções sublimes, superiores.</p>
<p>Portanto, a Arte transmite conhecimento quando é Objetiva (quando a pessoa que a realiza tem conhecimento e, portanto, consciência desperta) e, no contrário, é subjetiva, se expressam ali os egos.</p>
<p>O mesmo ocorre com a pessoa que observa, se está adormecida, não sente nada superior, o ego não lhe faz entender, no entanto, o mistério de tais obras pode provocar profundas inquietudes&#8230;</p>
<p>Posso afirmar isso, pois tenho conhecimento de causa, quando era um jovem com meus 14 anos, mais ou menos, tinha muito interesse por investigar, mesmo de uma forma intelectual, todas essas maravilhas deixadas pelas civilizações antigas: as pirâmides do Egito com suas medidas astronômicas (portanto Arte e Ciência), as maravilhosas construções de pedra feitas tanto na América como em outras partes do mundo (como teriam cortado pedras tão enormes e levado por dezenas de quilômetros, sem rodas ou cavalos, como ocorreu em Cuzco, no Peru, e sendo encaixadas perfeitamente rocha sobre rocha, de tal forma que nem um fio de cabelo poderia entrar entre duas delas?).</p>
<p><img class="size-full wp-image-733 alignleft" title="arte-objetiva-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/arte_objetiva.jpg" alt="" width="200" height="205" /></p>
<p>Por que tantas pirâmides ao redor do mundo? Por que na Índia e na Grécia os deuses se mostravam nas esculturas com corpos tão sensuais? Qual é a magia da luz dentro de uma catedral gótica? Qual foi a inspiração de Michelangelo para retratar de forma tão poderosa o desenrolar da História do Ser Humano?</p>
<p>É claro que essas inquietudes, aliadas a outras mais inquietantes, me levaram a buscar a Gnose na primeira vez que li sobre ela, e me enchi de entusiasmo arrebatador.</p>
<p>Pois já na primeira conferência se falava sobre Arte, e esperava que me ensinassem a poder contemplá-la, mas não foi bem assim.</p>
<p>Devemos retornar a nos concentrar em quadros objetivos, para extrairmos conhecimento, mas para isso devemos estar praticando intensamente a morte-em-marcha; devemos nos encher do aroma das rosas, das paisagens idílicas, da natureza que possui conhecimento, mas para isso temos de estar transformando todas as impressões, não se identificando com tais paisagens, senão vamos mal, vamos adormecidos. E o que diremos da música clássica, das palavras poéticas que dizemos ao ser amado, do canto dos pássaros, do pór-do-sol, de uma conferência, de nossos gestos, da decoração de nossas casas&#8230; se vamos adormecidos, e o ego é que se expressa, é uma arte subjetiva, degenerada.</p>
<p>Se morremos em nós mesmos, e temos de morrer, a consciência vai se expressando mais, e, portanto, na medida do trabalho, vamos nos aproximando da Arte Objetiva e das emoções superiores.</p>
<p>No estado em que estamos podemos aplicar uma DISCIPLINA quanto a arte subjetiva, como, por exemplo, evitar a propaganda apelativa que enche as revistas, evitar a televisão, o cinema com sua violência, o teatro orgíaco, os quadros que se fazem desagradáveis, os lugares poluídos, a música de frenesi que tem fundo pornográfico&#8230;</p>
<p>Não devemos ser fanáticos, não devemos fugir do ginásio psicológico, para evitar tudo isso devemos praticar a morte-em-marcha intensamente.</p>
<p>Morrendo em nós mesmos vamos tirar conhecimento até dessas manifestações subjetivas.</p>
<p>Temos de compreender que tudo isso de fora não é culpa dos outros&#8230; é reflexo do que nós temos dentro, mudando nosso interior mudaremos nossa forma de expressar.</p>
<p>O VM Samael afirma que é necessário transformarmo-nos em super-homens, ter transmutado a energia sexual e nos tornarmos gênios. Diz Samael:</p>
<p>&#8220;O Iniciado ama a música dos grandes clássicos e sente repugnância pela música infernal das pessoas vulgares. A música afro-cubana desperta os mais baixos fundos animais do homem. O INICIADO ama a música dos grandes compositores. Por exemplo, A Flauta Encantada de Mozart nos recorda uma INICIAÇÃO IGÍPCIA. Existe íntima relação entre o verbo e as energias sexuais. A palavra do Grande Mestre Jesus se CRISTIFICOU, bebendo o VINHO DE LUZ do alquimista no cálice da sexualidade.&#8221;</p>
<p>&#8220;A alma comunga com a Música das Esferas, quando escutamos as nove Sinfonias de Beethoven ou as composições de Chopin, ou a divina Polonaize de Listz. A música é a palavra do Eterno. Nossas palavras devem ser música inefável; assim sublimamos a energia criadora até o coração. As palavras asquerosas, sujas, imodestas, vulgares etc., têm o poder de adulterar a energia criadora&#8230; convertê-la em poderes infernais.</p>
<p>&#8220;Nos Mistérios de Elêusis, as danças sagradas, os bailes desnudos, o beijo ardente e a conexão sexual convertiam os homens em deuses. A ninguém ocorria, então, pensar em porcarias, senão em coisas santas e profundamente religiosas.&#8221;</p>
<p>&#8220;As danças sagradas são tão antigas como o mundo e tem sua origem no amanhecer da vida sobre a Terra. Os bailes súfis e os dervixes dançantes são tremendamente maravilhosos. A música deve despertar no organismo humano para falar o verbo de ouro.&#8221;</p>
<p>Até aqui, o VM Samael nos fala sobre a Música, a Dança, o cuidado com a fala (o Verbo), tudo isso no livro O Matrimônio Perfeito, em outro livro constatamos que ouvindo as inefáveis músicas de Beethoven, Mozart e Bach, entre outros, desenvolvemos o centro Emocional Superior (A Doutrina Secreta de Anahuac), é claro que Beethoven foi um Iniciado que amou intensamente sua Mãe Divina e transmitiu em sua obra todo esse trabalho titânico. Mais à frente no mesmo texto do Matrimônio Perfeito o mestre nos fala com o cuidado com a casa, com nosso lar:</p>
<p>&#8220;A casa dos Iniciados Gnósticos deve estar cheia de beleza. As flores que embalsamam o ar com seus aromas, as belas estátuas, a ordem perfeita e o asseio fazem de cada lar um verdadeiro SANTUÁRIO GNÓSTICO.&#8221;</p>
<p>Qual a importância da escultura, da beleza, da ordem, na psique, isso o mestre explica no capítulo Beleza, do livro O Mistério do Áureo Florescer, na conclusão de uma narração de Waldemar:</p>
<p>&#8220;&#8230;&#8221;Se belos seres criam belas estátuas, estas obram de novo sobre aqueles e o Estado há de agradecer às belas estátuas os belos cidadãos. Entre nós, a delicada imaginação da mãe só parece exteriorizar-se em monstros&#8221;.&#8221;</p>
<p>&#8220;Necessário é regressar ao ponto de partida original e cultivar, com singular anelo, a beleza de espírito&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;A recâmara nupcial deve converter-se no templo da arte; ela é, em si mesma, o centro magnético do amor.&#8221;</p>
<p>&#8220;As mulheres de santa predestinação não devem perder, jamais, a capacidade de assombro&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Contemplai, ó Filhas de Vênus! As divinas esculturas de vossa habitação, a fim de que o fruto do vosso amor seja realmente belo&#8230;</p>
<p>&#8220;Criai belezas, eu vos digo, em nome do amor e da verdade.. Sede felizes, bem amadas! Sede ditosas com vossas criações &#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;A alcova nupcial é o Santuário de Vênus, não a profaneis, jamais, com pensamentos indignos.</p>
<p>Portanto, procurando a concentração em belas obras de arte, na música, na escultura, nas palavras dignas e pensamentos elevados, tudo isso nos ajudará a melhorar, mas o fundamental é a Morte, de forma radical, senão o resultado seria extremamente incipiente.</p>
<p>Na poesia, o exemplo é Goethe adorando sua mãe Divina:</p>
<p>Virgem pura no mais belo sentido</p>
<p>Mãe digna de veneração por nós</p>
<p>Rainha eleita por nós</p>
<p>e de condição igual aos Deuses.</p>
<p>Ou Dante Alighieri, que na sua Divina Comédia ilustra de forma direta sobre o Inferno, Purgatório e o Céu.</p>
<p>Enquanto a pintura, além de representar as paisagens da natureza, pode criticar intensamente o estado animalesco que esta a humanidade, assim cita nAs Três Montanhas, no capítulo A Igreja Gnóstica:</p>
<p>&#8220;Com tantos e quantos berros, aulidos, silvos, relinchos, chiados, mugidos, grasnidos, miados, ladridos, bufares, roncos e crocitares segue ouvindo o vidente poeta, falando-nos com palavras que são pinceladas lívidas e fosfóricas de El Greco, em aparições extraordinárias, como as dOs Caprichos de Goya.&#8221;</p>
<p>No mesmo capítulo, ao descrever a Igreja Gnóstica, na dimensão astral, o mestre mostra sua arquitetura transcendental:</p>
<p>&#8220;Templo de mármore luminoso que mais parece de cristal por suas raras transparências.&#8221;</p>
<p>&#8220;O terraço daquela igreja transcendida dominava, invicto, como uma acrópole gloriosa, o âmbito solene de um sacro pinheiral&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Dali, o constelado firmamento resplandecente podia ser contemplado como outrora, nos tempos atlantes; aqueles hoje sepultados templos lembrados pela extraordinária poesia de Maeterlink; dos que Asura-Maya, o astrônomo discípulo de Narada, faria as observações prévias para descobrir seus ciclos cronológicos de milhares de anos, ensinando-os, depois, aos seus amados discípulos, à luz da lua pálida, qual hoje praticam seus devotos sucessores.&#8221;</p>
<p>Com o trabalho com a Morte, iremos desenvolver as quatro colunas dentro de nós, mas já devemos traçar uma DISCIPLINA dentro de nós, e com toda a Arte ao nosso redor, para irmos nos preparando para quando desenvolvermos o mental superior e o emocional superior.</p>
<p>O trabalho com o Nascer é fundamental, assim nos mostram os templos indianos com os casais divinos se amando, temos que desenvolver nossas faculdades, pois hoje como estamos vamos ainda muito mal.</p>
<p>E o Sacrifício pela Humanidade, pois na Arte se expressa, se expressa não para si, mas para os demais, para poder entregar o conhecimento, para poder amar profundamente toda a Humanidade.</p>
<p>E é isso somente que queremos, amar profundamente toda a Humanidade!<br />
(Luciano Moraes, Retratista, pintor e poeta)</p>
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		<title>A arte como elemento de transformação</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 18:40:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/>&#8220;A beleza (arte) salvará o mundo.&#8221; Dostoievski Qualquer artista sério (honesto) sabe que toda criação autêntica e de algum valor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/><p>&#8220;A beleza (<em>arte</em>) salvará o mundo.&#8221; Dostoievski</p>
<p>Qualquer artista sério (honesto) sabe que toda criação autêntica e de algum valor como forma arquetípica é resultado de constantes transformações, transmutações, o que nos remete à chave alquimia: &#8220;do espesso ao sutil, da matéria ao espírito&#8221;.</p>
<p>A arte não foge a esta regra, ao contrário confirma-a, e é um dos caminhos para se chegar à Síntese Filosófica (pelo menos no que lhe diz respeito) tão desejada e buscada.</p>
<p>E como é um processo de depuração, e só a prática constante e obsessiva leva a algum resultado. Não resulta de reflexão ou raciocínio cartesiano. É um fluir harmônico, e perfeito movimento dionisíaco de nosso universo interior.</p>
<p>É um dos mais surpreendentes instrumentos de autodescoberta de que dispomos. Quem é artista criador sabe do quanto é assustador um lápis e um papel branco e virgem à nossa frente. Todas as possibilidades se abrem, todos os caminhos abertos, e a liberdade assusta.</p>
<p>A arte revela-nos, nos põe frente a frente com o enigma.</p>
<p>Porque ela é transformadora?</p>
<p>Porque aos atrevidos que se dispõem a decifrá-la verão surgir diante de si medo, pavor, supostos domínios, avanços, retrocessos, e, por fim, uma descoberta jamais sonhada de que também podem, e que arte não é só para uma classe privilegiada de indivíduos sensíveis e predestinados, e que mais do que fonte de prazer estético para outros (fruidores) também o é, e principalmente para quem a pratica.</p>
<p>É uma fonte contínua de auto-revelação e autotransformação.</p>
<p>De início traços tímidos, inseguros, ou então raivosos excessivamente fortes e desconexos, e, aos poucos (&#8220;Em paciência possuireis vossas almas&#8221;) como as nuvens se dissipando, o prazer, e o divino sentimento de criador se manifestando em nós, e a descoberta da autoexpressão distinta e única. A beleza buscada aqui não é a perfeição técnica nem a subordinação à forma tridimensional.</p>
<p>Ao contrário, descobriremos a espontaneidade e beleza num simples traço ou mancha, a exemplo dos artistas orientais que buscam a harmonia num único gesto e sintetizam todo o universo nesse gesto.</p>
<p>Ninguém é igual, somos todos donos de peculiaridades, e particularidades únicas, e a arte revela nossas potencialidades.</p>
<p>Convido aos interessados a fazerem uma experiência: Tenha um lápis ou caneta à mão e algumas folhas de sulfite brancas e escolha qualquer objeto que será usado como modelo. Em seguida, desenhe o modelo à frente olhando exclusivamente para o objeto, sem olhar em nenhum momento para o papel, até que julgue pronto o trabalho. Os centros instintivo e motriz, livres dos grilhões da autocensura e com inteligências próprias procurarão caminhos para se autoexpressarem.</p>
<p>Daí então a surpresa, de através da prática ver surgir em nós a capacidade de interagir com o movimento harmonioso do universo (o nosso microcosmo), e cada vez mais profundamente chegar a algum símbolo mais significativo.<br />
(Braz Uzuelle, Artista plástico e Buscador)</p>
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		<title>A poética de um mestre</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 18:19:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte Superior]]></category>
		<category><![CDATA[dante]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/>A verdadeira poesia nos inspira a uma vida superior, aos altos cumes do espírito, ao mundo da reflexão e da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/><p>A verdadeira poesia nos inspira a uma vida superior, aos altos cumes do espírito, ao mundo da reflexão e da inspiração, e do conhecimento direto.</p>
<p>Na obra do Mestre Samael Aun Weor existem verdadeiras pérolas líricas, tal como era amante dos grandes poetas, que transmitiram conhecimento pelos séculos sem-fim, também o Mestre nos deixou suas próprias poesias, cheias de lirismo e de profundo conhecimento.</p>
<p>MANTEIA</p>
<p>Manteia, Manteia, Manteia&#8230;<br />
A música do templo me embriaga<br />
com este canto delicioso&#8230;</p>
<p>E esta dança sagrada<br />
E dançam as exóticas sacerdotisas<br />
com impestuoso frenesí de fogo<br />
repartirndo luz e sorrisos,<br />
naquele rincão de céu.</p>
<p>Manteia, Manteia, Manteia<br />
E a serpente de fogo,<br />
entre os mármores augustos<br />
é a princesa da púrpura sagrada<br />
é a virgem dos muros vetustos.</p>
<p>És Hadit, a cobra alada,<br />
esculpida nas velhas calçadas de granito,<br />
como uma deusa terrível e adorada,<br />
como um gênio de antigos monolitos,<br />
no corpo dos deuses enroscada.</p>
<p>E vi em noites festivais,<br />
princesas deliciosas em suas liteiras,<br />
e a musa do silêncio sorria nos altares<br />
entre os perfumes das sedas.</p>
<p>Manteia, Manteia, Manteia<br />
gritavam as vestais<br />
cheias de louco frenesi divino,<br />
e silenciosas elas miravam os deuses imortais<br />
embaixo dos pórticos alabastrinos.</p>
<p>Beija-me, amor, olhe-me que te amo&#8230;<br />
E um sussurro de palavras deliciosas&#8230;<br />
Estremeciam ao sagrado arcano&#8230;<br />
Entre a música e as rosas<br />
daquele santuário sagrado.</p>
<p>Bailam exóticas dançarinas de Eleusis<br />
entre o tinido de vossas campainhas,<br />
Madalenas de uma via crucis,<br />
Sacerdotisas divinas&#8230;<br />
(Do livro <em>A Revolução de Belzebu</em>)</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-717" title="samael_arte" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/samael_arte.jpg" alt="" width="227" height="157" />O CÂNTICO DOS CÂNTICOS</p>
<p>Sinto em meu interior um fogo atormentador<br />
é o vinho delicioso do amor&#8230;<br />
Eu sou a Rosa de Saron,<br />
o lírio dos vales,<br />
Eu sou o delicioso perfume da paixão.</p>
<p>Eu vivo entre a copa dos poetas coroados<br />
eu sou o canto das Bacais<br />
eu sou o amor dos céus estrelados<br />
eu sou o cantar dos cantares&#8230;</p>
<p>O mel de teu lábios agita meu interior<br />
e sinto que te amo&#8230;<br />
Erás o monte da mirra&#8230;<br />
e a colina do incenso&#8230;</p>
<p>Eras o fogo do arcano&#8230;<br />
Eras a erótica colina&#8230;<br />
e o delicioso sorriso&#8230;<br />
donde o amor se tem desnudado&#8230;</p>
<p>Agora alegres do vinho imortal,<br />
acendamos a fogueira e cantemos as Walkírias<br />
com um canto triunfal<br />
de chamas e poesias.</p>
<p>Venha licor, venha luz e música<br />
Que dancem os casais sobre a suave alfombra<br />
que a Rosa de Saron brilhe entre as copas<br />
e que o fogo devore as sombras&#8230;</p>
<p>Venha alegria, sono e poesia<br />
Dancemos felizes nos braços do amor<br />
digam o que digam.<br />
Gozemos na deliciosa câmara nupcial,<br />
entre nardos e as mirras,<br />
e cantemos nosso hino triunfal<br />
de luz e poesias&#8230;</p>
<p>A sabedoria se elabora com a sabedoria do pecado,<br />
e ao vertigem do absoluto,<br />
Ó, Madalena vencida, teus lábios secos de tanto beijar,<br />
também sabem amar&#8230;</p>
<p>Por isso eu a ti te quero,<br />
mulher caída,<br />
eu por ti me mato,<br />
digam o que digam.</p>
<p>na perfumada peça de caoba.<br />
Quero dizer-te tudo nas noites estreladas:<br />
tu eras a Estrela da Aurora,<br />
tu erás a luz da alvorada&#8230;</p>
<p>Teus peitos destilas mel e veneno,<br />
e o livro da fêmea</p>
<p>Me agrada o baile e teus amores<br />
Ah! Mulher, não me deixes,<br />
que eu por ti me mato,<br />
ah! Mulher, não me deixes,<br />
que eu somente a ti quero.<br />
A fruta proibidas nos faz deuses.<br />
As palavras deliciosas<br />
de amor, e seus graves juramentos<br />
são como o fogo das rosas,<br />
são como aqueles deliciosos momentos.</p>
<p>Quem nada sabe&#8230;<br />
Os anjos mais grandes<br />
sempre foram diabos<br />
dos grandes bacanais;<br />
eles gozaram nos lábios do amor,<br />
eles cantaram o cântico dos cânticos&#8230;</p>
<p>As rosas vermelhas são melhores que as brancas,<br />
porque têm a sabedoria do pecado<br />
e a vertigem do absoluto,<br />
e por lá muito que tem chorado,<br />
um doce nazaremo as perdoa&#8230;</p>
<p>A tentação é a mãe do pecado,<br />
e a dor do pecado a sapiência,<br />
Cristo amou a quem muito havia chorado,<br />
e disse-lhe: mulher,<br />
pelo muito que haveis amado,<br />
eu te perdôo&#8230;</p>
<p>Os deuses mais divinos<br />
são os que tem sido mais humanos<br />
os deuses mais divinos<br />
são aqueles que foram diabos.</p>
<p>Canta, Bel, canta tua canção,<br />
Canta, Bel, um canto de amor.<br />
Mulher, sois rosa de paixão,<br />
tens mil nomes deliciosos,</p>
<p>porém teu verdadeiro nome é amor&#8230;<br />
eu quero cercar teus templos com laurel,<br />
eu quero beijar teus lábios com amor&#8230;</p>
<p>Eu quero dizer-te coisas raras,<br />
eu quero dizer-te coisas íntimas,<br />
eu quero dizer tudo&#8230;<br />
(Do livro <em>A Revolução de Belzebu</em>)</p>
<p>ACENDE TUAS 9 LÂMPADAS MÍSTICAS, Ó CHELA<br />
Ouve-me! Há no fundo de tua alma um Mestre que permanece em vigília mística, aguardando a hora de ser realizado.</p>
<p>Escuta-me, amado discípulo, esse Mestre é teu Íntimo e tu és a alma do Mestre.</p>
<p>O Íntimo se faz Mestre com os frutos das experiências milenares através das inumeráveis reencarnações.<br />
Não esqueças, amado discípulo, que tu és uma alma e que teu corpo é teu vestido.</p>
<p>Escuta-me, amado discípulo: quando um vestido se perde, que se faz? O tira de ti, porque já não te serve, e isso não se pode negar. Agora bem, e se tu desejar repor teu vestido aonde vais? Tu me responderás que vais ao costureiro. Pois bem, querido discípulo, já te disse que tu és uma alma e que teu corpo é teu vestido.</p>
<p>Teu vestido de carne foi bem feito para tua medida, e lhe fizeram os obreiros: teu Pai e tua Mãe. Quando esse vestido se perder, que fazes?</p>
<p>Tira-o de ti, e se queres repô-lo tens que buscar um novo par de obreiros que sejam varão e fêmea para que te façam outro vestido de carne bem- feito e na tua medida.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-718" title="goethe_klauer" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/goethe_klauer.jpg" alt="" width="216" height="312" />Tu me dirás, de que forma? E eu te pergunto: Como te fizeram o vestido de carne que tens? Da mesma forma te farão, os novos costureiros, outros vestidos de carne. Por que se faz estranho? Quando tu removes um pano e pões outro, deixas de ser o senhor &#8220;xx&#8221; e te esqueces de teus negócios e de tuas contas? Claro que não: seja com um vestido de pano ou com um jeans, tu sempre pagas tuas contas. O mesmo sucede quando tu, que eras uma alma, te reveste com um vestido de carne.Tu pagas tuas contas velhas e as paga porque não há mais remédio. Essas contas são tuas más ações.</p>
<p>Não esqueças que Adão não é um só indivíduo, nem Eva uma só mulher. Adão são os milhares de homens da Lemúria, e Eva são as milhares de mulheres da Lemúria. As almas que hoje em dias vestidas com carne e osso são as mesmas da Lemúria, que nessas então estavam vestidas com outros vestidos de carne e osso.</p>
<p>Os Quatro Tronos, no Amanhecer da Vida, emanaram de sua própria vida milhões de corpos humanos em estado de embriões. Esses corpos humanos se desenrolaram através das idades e agora são nossos maravilhosos vestidos, feitos do linho da terra.<br />
Ó LANU&#8230; Ó LANU&#8230;</p>
<p>Ouve-me, bom leitor, quando já te sentes devidamente preparado, pede na Santa Igreja Gnóstica aos Mestres para que te sujeitem às Provas de Rigor e se desejas ajuda especial, invoca a mim, SAMAEL AUN WEOR, e eu te conduzirei através dos nove portais que te darão direito a subir ao Gólgota da Alta Iniciação, com a cruz de madeira tosca e pesada que lhe entregam na primeira Iniciação de Mistérios Menores.</p>
<p>Recorda-te, bom discípulo, que essa cruz pesa com o peso de teu próprio Karma e não te deixes cair porque o discípulo que se deixa cair, tem que sofrer muitíssimo, para recuperar o perdido. Ouve-me, bom discípulo, o caminho é duro e cheio de pedras e espinhos, a pobreza e a infâmia lhe retiram suas máscaras para ferir-te na metade da jornada. Suaras sangue e teus pés também sangrarão na metade da jornada, com as pedras do caminho.</p>
<p>O sendeiro da alta iniciaçãoé o Sendeiro do Gólgota; é um sendeiro de angústias e lágrimas. No silêncio da noite, acendes teus velas e no silêncio profundo onde velas, recorda-te, de teu Deus interno e penetra em sua caverna, que é o que lhe espera lá dentro, muito dentro de ti mesmo, aguardando a hora de ser realizado.</p>
<p>Acende tuas velas, ó chela! No silêncio profundo da noite, e penetra fundo, muito fundo, na cidade sagrada da serpente, lá dentro está teu Deus aguardando-te. Acende o fogo da noite, cerra teus olhos, retira de tua mente toda classe de preocupações mundanas, adormece-te um pouquinho e trata de conversar com teu Deus interior, em mistério, através da meditação interior, ó lanu!</p>
<p>Quando aprendas a entrar em tua própria caverna, através da profunda meditação interior, poderás conversar com teu próprio Íntimo, ó discípulo. Acende o fogo sagrado na noite profunda donde velas, deixando a densa obscuridade; teu Deus quer falar-te entre a sarça ardente de Horeb.</p>
<p>Sensibiliza tuas sete Igrejas com teu canto, o discípulo, e não esqueças que o verbo abre as sete portas das sete Igrejas de teu organismo. Canta, discípulo, canta!<br />
POETAS PREFERIDOS DE SAMAEL</p>
<p>DANTE ALIGHIERI</p>
<p><img class="size-full wp-image-719 alignleft" title="dante" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/dante.jpg" alt="" width="179" height="214" /></p>
<p>No início da <em>Divina Comédia</em>, no Canto I, lê-se o seguinte:</p>
<p>No meio do caminho de nossa vida<br />
eu me encontrei por uma selva obscura<br />
porque a Via Direita era perdida.<br />
Dizer qual era é coisa muito dura</p>
<p>esta selva selvagem, áspera e forte<br />
que só lembrá-la o pavor renova!<br />
Tanto amarga que pouco é mais a morte;<br />
mas para falar do bem que lá encontrei,</p>
<p>de outras coisas direi que descobri.<br />
Não sei contar como é que eu lá entrei<br />
tão grande sono tinha quando mesmo<br />
o caminho veraz abandonei.</p>
<p>Dante Alighieri, esse poderoso Iluminado que escreveu a Divina Comédia, também cometeu o erro de haver-se apartado do Caminho Reto, e caiu na selva obscura do materialismo. Difícil é encontrar o caminho reto porém mais difícil e ser firme e não abandonar o caminho jamais. Quem quiser subir deve primeiro baixar, esse á a Lei. A Iniciação é Morte e Nascimento ao mesmo tempo.</p>
<p>Quando Dante quis subir para cima da montanha augusta da iniciação, seu Guru lhe fez baixar aos Mundos Infernos, esta é a Lei. No Submundo o poeta florentino viu e olhou as almas sofredoras dos antigos condenados e também os equivocados sinceros que estão contentes com as chamas luciféricas de suas próprias paixões aguardando o dia e a hora de ocupar seu posto entre os Bem-aventurados.</p>
<p>Sem essas três mulheres simbólicas chamada Lúcia (a Graça Divina), Beatriz (a Alma Espiritual) e Clemência (a Misericórida), não seria possível Dante descobrir os terríveis mistérios do Abismo. E encontrou Dante no Submundo a muitos sábios e a muitos homens de prestígio e conhecimentos e a muitos Centauros, metade homens e metade bestas.</p>
<p>Nos Mundos Infernos vivem Centauros tão famosos como o Centauro Quíron, o famoso educador de Aquiles e o irascível Folo e o cruel Átila, o Flagelo de Deus, e outros que hoje em dia são venerados em distintos países como Heróis Nacionais.</p>
<p>O Caminho que conduz à Auto-realização Íntima do Ser começa dentro dos próprios Infernos Atômicos deste pobre Animal Intelectual equivocadamente chamado Homem, continua no Purgatório Molecular do Iniciado e conclui nas Regiões Eletrônicas do Empíreo.</p>
<p>Todo Neófito deve aprender a distinguir entre o que é uma caída e uma baixada. O descenso consciente de Dante aos Mundos Infernos não é uma caída. Só no caminho é possível desenvolver a base de tremendos Super-Esforços Íntimos em nós mesmos e dentro de nós mesmos, todas as terríveis possibilidades ocultas do homem. O desenvolver de tais possibilidades nunca tem sido uma Lei.</p>
<p>Fora de toda dúvida podemos e devemos afirmar enfaticamente que a Lei para a infeliz Besta Intelectual é o existir miseravelmente antes de ser tragado pelo Reino Mineral, dentro do círculo vicioso das Leis Mecânicas da Natureza. E ainda que se espantem os débeis e covardes é urgente dizer que o caminho que conduz aos valentes a Auto-Realização Íntima, é espantosamente Revolucionário e terrivelmente perigoso.</p>
<p>As palavras escritas sobre a porta do Inferno, na Divina Comédia:</p>
<p>INFERNO CANTO III (originale)</p>
<p>Per me si va ne la cittá dolente,<br />
per me si va ne l&#8217; eterno dolore,<br />
per me si va tra la perduta gente<br />
Giustizia mosse il mio alto factore;<br />
fecemi la divina potestade,<br />
la somma sapienza e &#8216;l primo amore.<br />
Dinanzi a me non fuor cose create<br />
se non eterne, e io eterna duro.<br />
Lasciate ogni speranza, voi ch&#8217; entrate.</p>
<p>INFERNO &#8211; CANTO III</p>
<p>Por mim se vai à cidade dolente,<br />
por mim se vai para a eterna dor<br />
por mim se vai para a perdida gente.<br />
Moveu justiça a meu alto factor:<br />
formou-se a divina potestade,<br />
sapiência primeira, sumo amor.<br />
Antes de mim não foi nada criado<br />
senão eterno, e eu eterno duro.<br />
Deixai toda a esperança, vós que entrais.</p>
<p>GOETHE</p>
<p><img class="size-full wp-image-720 alignleft" title="goethe-gnosisonline" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/goethe.jpg" alt="" width="193" height="182" /></p>
<p>Em sublime êxtase inefável, Goethe proclama a sua Divina Mãe Kundalini como autêntica liberadora:</p>
<p>Levantai os olhos até a visão salvadora.<br />
Vós, todas ternas almas arrependidas, a fim de transformar-vos, cheias de agradecimento para um venturoso destino.<br />
Que cada sentido purificado esteja pronto para o seu serviço.<br />
Virgem, Mãe, Rainha, Deusa.<br />
Sê propícia!</p>
<p>Bem sabia Goethe que, sem o auxílio de Devi Kundalini, a Serpente Ígnea de Nossos Mágicos Poderes, seria algo mais que impossível a eliminação do ego animal.</p>
<p>É inquestionável que as relações amorosas mais conhecidas de Goethe, excluindo, naturalmente, a sustentada com Cristina Vulpius, foram, sem exceção alguma, de natureza mais erótica que sexual.<br />
Waldemar diz: &#8220;Não cremos pretender demasiado ao dizer que, em Goethe, o desfrute da fantasia era o elementar em suas relações com as mulheres; esforçava-se por perceber a sensação da consolação entusiástica, em uma palavra, o excitante elemento musa da mulher que lhe inflamava espírito e coração e que, em absoluto, devia buscar satisfação para a sua matéria.&#8221;</p>
<p>&#8220;O apaixonado enamoramento que teve por Carlota Buff, Lili, ou Frederica Brion, não podia propagar, correspondentemente, toda situação ao sexual.&#8221;</p>
<p>&#8220;Muitas histórias literárias tentaram já expor, lisa e francamente até que ponto chegaram as relações de Goethe com a senhora Von Stein. Os fatos examinados abonam a idéia de que se tratou de uma correspodência ideal.&#8221;</p>
<p>&#8220;O que Goethe não viveu, como é sabido, em completa abstinência sexual na Itália e que, em seu regresso à pátria, ligou-se prontamente em vínculo com Cristina Vulpius, que nada lhe recusava, permite a conclusão que deveria antes carecer de algo.&#8221;</p>
<p>&#8220;Indubitavelmente&#8221;, continua dizendo Waldemar, &#8220;Goethe amou de maneira mais apaixonada quando se achava separado do objeto do seu anelo; só na reflexão tomava seu amor corpo e lhe insuflava ardor.&#8221;<br />
&#8220;Invariavelmente, quando deixa brotar de sua pena as efusões de seu coração à senhora Von Stein, está, realmente, perto dela&#8230; mais perto que jamais pudera estar fisicamente.&#8221;</p>
<p>Hermann Grimm diz com razão: &#8220;Temos visto com sua relação com Lotte só é compreensível, quando remetemos toda sua paixão às horas em que não está com ela.&#8221; Não está demais, neste capítulo, enfatizar a idéia de que Goethe aborrecia o coito dos fornicários: &#8220;Omne animal post coitum triste est&#8221;.</p>
<p>Assim que trazes a meu amor<br />
um desdidato desfrute.<br />
Leva-te o desejo de tantas canções,<br />
volta a levar-te o breve prazer.<br />
Leva-o e dá ao triste peito,<br />
ao eterno triste peito, algo melhor.</p>
<p>Que fale agora o poeta! Que diga o que sente! Em verdade e poesia, escreve: &#8220;Eu saía raramente; porém, nossas cartas&#8221;, referindo-se a Frederica, &#8220;trocavam-se cada vez mais viventes. Punha-se ao corrente de suas circunstâncias&#8230; para tê-las presentes de modo que tinha ante a alma, com afeto e paixão, seus merecimentos.</p>
<p>&#8220;A ausência me fazia livre e toda a minha inclinação florescia, devidamente, só pela prática, na distância. Em tais momentos podia eu, propriamente, deixar-me deslumbrar pelo porvir.&#8221;</p>
<p>Em seu poema Dita da Ausência, expressa claramente sua propensão à erótica metafísica:</p>
<p>Liba, ó jovem, da sagrada dita a flor<br />
ao longo do dia nos olhos da amada !&#8230;<br />
Mas sempre esta dita é maior do que nada,<br />
estando afastado do objeto do amor.<br />
Em parte alguma olvidá-la posso,<br />
mas, sim, à mesa sentar-me tranqüilo,<br />
com espírito alegre e em toda liberdade.<br />
E o imperceptível engano<br />
que faz venerar o amor<br />
e converte em ilusão o desejo.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-721" title="angel_child" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/angel_child.jpg" alt="" width="276" height="191" />Waldemar comentando diz: &#8220;O poeta não se interessava nada&#8221;, e isto deve ser consignado, &#8220;pela senhora Von Stein, como era ela realmente, senão em como a via através da pressão de seu próprio coração criador.</p>
<p>&#8220;Seu anelo metafísico pelo eterno feminino projetava-se de tal modo sobre Carlota que nela via a Mãe, amava-a, em uma palavra, o princípio universal ou, expressando-o melhor, a própria idéia de Eva&#8221;. Já em 1775 escrevia: &#8220;Seria um magno espetáculo ver como se reflete nesta alma, o universo. Ela vê o universo tal como é e, por certo, mediante o amor.&#8221;</p>
<p>&#8220;Enquanto Goethe pudesse poetizar a moça que amava, ou seja, criar um ente ideal que correspondesse ao vôo de sua fantasia, era fiel e afeiçoado; mas, enquanto relaxava o processo de poetizar, bem fosse por própria culpa ou da outra pessoa, retirava-se. Invariavelmente, procurava suas sensações erótico-poéticas até o momento em que a coisa ameaçava converter-se em séria, pondo-se a salvo, então, nos Patbos da distância.&#8221;</p>
<p>Permita-se-nos a liberdade de dissentir de Goethe neste ponto espinhoso de sua doutrina.<br />
Amar alguém a distância, prometer muito e olvidar depois, parece-nos demasiado cruel; no fundo disso existe fraude moral&#8230;</p>
<p>Em vez de apunhalar corações adoráveis, melhor é praticar o Sahaja Maithuna com a esposa sacerdotisa, amá-la e permanecer-lhe fiel durante toda a vida. Este homem compreendeu o aspecto transcendental do sexo; porém, falhou no ponto mais delicado; por isso não logrou a Auto-Realização Íntima&#8230;</p>
<p>Goethe, adorando sua Divina Mãe Kundalini, exclama cheio de êxtase:</p>
<p>Virgem pura no mais belo sentido,<br />
Mãe digna da veneração,<br />
Rainha eleita por nós<br />
e de condição igual aos Deuses&#8230;</p>
<p>Anelando morrer em si mesmo, aqui e agora, durante o coito metafísico, querendo destruir a Mefistófeles, exclama:</p>
<p>Flechas, transpassai-me!<br />
Lanças, submetei-me!<br />
Maças, feri-me!<br />
Tudo desapareça!<br />
Desvaneça-se tudo!<br />
Brilhe a estrela perene,<br />
foco do eterno amor!</p>
<p>Inquestionavelmente possuía este bardo genial uma intuição maravilhosa; se, exclusivamente, tivesse redescoberto em uma só mulher, se nela tivesse achado o Caminho Secreto; se com ela tivesse trabalhado, durante toda a vida, na Nona Esfera, é óbvio que teria chegado à Liberação Final.</p>
<p>Em seu Fausto expõe, com grande acerto, a fé na possibilidade da elevação do Embrião Áureo liberado a uma superalma (o Manas Superior da Teosofia).</p>
<p>Quando isto sucede, dito princípio teosófico penetra em nós e, fusionado com o Embrião Áureo, passa por transformações íntimas extraordinárias; então se diz de nós que somos Homens com Alma.</p>
<p>Ao chegar a estas alturas, alcançamos a maestria, o adeptado; convertemo-nos em membros ativos da Fraternidade Oculta.</p>
<p>Isto não significa perfeição no sentido mais completo da palavra. Bem sabem os divinos e os humanos, o difícil que é alcançar a perfeição na maestria.</p>
<p>Dito seja de passagem: é urgente saber que tal perfeição só se consegue depois de haver realizado esotéricos trabalhos de fundo nos mundos Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. De todas as maneiras, a encarnação da alma humana ou terceiro aspecto da Trimurti indostânica, conhecida como Atman-Budhi-Mas, em nós e sua mescla com o Embrião Áureo é um evento cósmico extraordinário que nos transforma radicalmente.</p>
<p>A encarnação do Manas Superior em nós não implica no ingresso dos princípios átmico e búdico ao interior de nosso organismo. Este último pertence a trabalhos ulteriores sobre os quais falaremos, profundamente, em nosso futuro livro intitulado As Três Montanhas.</p>
<p>Depois desta pequena digressão, indispensável para o temário em questão, continuaremos com o seguinte relato.</p>
<p>Há muito tempo sucedeu-me, no Caminho da vida, algo insólito e inusitado. Uma noite qualquer, enquanto me ocupava em meus interessantíssimos trabalhos esotéricos fora do corpo físico, tive de acercar-me, com o Eidolon, da gigantesca cidade de Londres.</p>
<p>Recordo com clareza que, ao passar por certo lugar daquela urbe, pude recordar, com assombro místico, a aura amarela resplandecente de certo jovem inteligente que em uma esquina se encontrava. Penetrei num café muito elegante daquela metrópole e, sentando-me a uma mesa, comentei o supradito caso com uma pessoa de certa idade que, lentamente, saboreava, numa xícara, o conteúdo daquela bebida arabesca.</p>
<p>De repente, algo inusitado sucede; um personagem se acerca de nós e se senta ao nosso lado; ao observá-lo detidamente, pude verificar, com grande assombro, que se tratava do mesmo jovem de resplandecente aura amarela que, momentos antes, tanto me assombrara.</p>
<p>Depois das costumeiras apresentações, vim a saber que tal sujeito era nada menos que aquele que em vida escrevera O Fausto; quero referir-me a Goethe.</p>
<p>No mundo astral sucedem maravilhas, fatos extraordinários, prodígios; não é raro encontrar-se, ali, com homens já desencarnados, com personagens como Victor Hugo, Platão, Sócrates, Danton, Moliére etc.</p>
<p>Assim, pois, vestido com o Eidolon, quis conversar com Goethe fora de Londres e às margens do imenso mar; convidei-o e é óbvio que ele, de modo algum, declinou tal convite.</p>
<p>Conversando juntos, nas costas daquela grande ilha britânica, onde se encontra situada a capital inglesa, pudemos ver algumas ondas mentais de cor vermelho-sanguinolenta que, flutuando sobre o borrascoso oceano, vinham até nós. Tive de explicar àquele jovem de radiante aura que ditas formas mentais provinham de certa dama que, na América Latina, me desejava sexualmente; isto não deixou de nos causar certa tristeza.</p>
<p>Brilhavam as estrelas no espaço infinito e as ondas enfurecidas, rugindo espantosamente, golpeavam, incessantemente, a arenosa praia. Conversando sobre os alcantilados do Ponto, ele e eu, trocando idéias, resolvi fazer-lhe, à queima-roupa, como dizemos aqui no mundo físico, as seguintes perguntas: Tens agora, novamente, corpo físico? A resposta foi afirmativa. Teu veículo atual é masculino ou feminino? Então respondeu: &#8220;Meu corpo atual é feminino&#8221;. Em que país estás reencarnado? &#8220;Na Holanda&#8221;. Amas a alguém? &#8220;Sim&#8221;, disse, &#8220;amo a um príncipe holandês e penso casar-me com ele em determinada data (Desculpe o leitor que não mencionemos esta última).&#8221;</p>
<p>Pensava que teu amor seria estritamente universal; amai as rochas, lhe disse, as montanhas, os rios, os mares, a ave que voa e o peixe que desliza nas profundas águas. &#8220;Não é acaso o amor humano uma chispa do amor divino?&#8221; Este tipo de resposta a modo de pergunta pronunciada por aquele que em sua passada reencarnação se chamara Goethe, me deixou, certamente, aniquilado, perplexo, assombrado. Indubitavelmente, o insigne poeta me havia dito algo irrefutável, incontrovertível, exato. (Retirado do livro O Mistério do Áureo Florescer, cap. 31)</p>
<p>VICTOR HUGO</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-722" title="victor_hugo" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/victor_hugo.jpg" alt="" width="171" height="227" /></p>
<p>A Senda da Realização Cósmica é o caminho do Matrimônio Perfeito. Victor Hugo, o grande humanista Iniciado, afirmou textualmente o seguinte:</p>
<p>O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher é o mais sublime dos ideais.<br />
O homem é o cérebro. A mulher é o coração.<br />
O cérebro fabrica a luz, o coração produz amor.<br />
A luz fecunda, o amor ressuscita.<br />
O homem é forte pela razão. A mulher é invencível pelas lágrimas.<br />
A razão convence, as lágrimas comovem.<br />
O homem é capaz de todos os heroísmos. A mulher de todos os martírios.<br />
O heroísmo enobrece; o martírio sublima.<br />
O homem é um código; a mulher é um evangelho.<br />
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.<br />
O homem é um templo, a mulher é um sacrário.<br />
Ante o templo nos descobrimos; ante o sacrário nos ajoelhamos.<br />
O homem pensa. A mulher sonha.<br />
Pensar é ter no crânio uma larva. Sonhar é ter na fronte uma auréola.<br />
O homem é um oceano. A mulher é um lago.<br />
O oceano possui a pérola que adorna; o lago, a poesia que deslumbra.<br />
O homem é a águia que voa. A mulher o rouxinol que canta.<br />
Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.<br />
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra e a mulher onde começa o céu.</p>
<p>Essas frases sublimes do grande humanista Iniciado Victor Hugo nos convidam à senda do Matrimônio Perfeito. Bendito seja o Amor. Benditos os seres que se adoram.</p>
<p>(Retirado do livro <em>O Matrimônio Perfeito</em>)</p>
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		<title>Leonardo Da Vinci</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 18:09:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GN10</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte Superior]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/>Cada vez mais as obras de Da Vinci vão sendo vislumbradas como portentosas obras da Arte Superior, da Arte Esotérica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.gnosisonline.org//wp-content/uploads/categories/arte-superior.jpg" width="100" height="100" alt="" title="Arte Superior" /><br/><p>Cada vez mais as obras de Da Vinci vão sendo vislumbradas como portentosas obras da Arte Superior, da Arte Esotérica e da Arte Iniciática. Temos como exemplo a famosa &#8220;Gioconda&#8221;, ou &#8220;Mona Lisa&#8221;, obra-mestra deste famoso pintor.</p>
<p>A interpretação e comentários do Mestre Samael Aun Weor podem ser lidos no livro O Raio do Super-Homem, de Fernando Salazar Bañol, que é uma obra biográfica do mestre Samael.</p>
<p>Devemos dizer que Da Vinci era, além de exímio pintor, grande filósofo, esoterista, cientista, inventor, anatomista, psicólogo e astrólogo&#8230; Multifacético em cem por cento, com um poder intelectual incrível. Citamos entre seus inventos: Uma máquina voadora, antecessora dos modernos aviões e helicópteros, e, inclusive fez desenhos muito futuristas de naves espaciais&#8230; Ele era muito adiantado para sua época (por volta de 1450 a 1500).</p>
<p>Leonardo da Vinci, o grande maestro renascentista, foi discípulo de Verrochio, alquimista e hermetista conhecido da época, quem influenciou também a Sandro Boticelli, outro grande pintor da Renascença italiana. O biógrafo de Da Vinci e seu contemporâneo, Vascari, definiam o maestro como sendo possuidor de &#8220;mente hermética&#8221;.</p>
<p>É interessante estudarmos com profundidade a vasta obra de Da Vinci e saber onde estão os ensinamentos passados por ele em suas principais obras &#8220;iniciáticas&#8221;, tais como a Mona Lisa, A Santa Ceia e A Virgem da Rocha, entre outras. Sinceramente não podemos afirmar que Da Vinci pertenceu a esta ou àquela sociedade secreta, porém sim, podemos afirmar enfaticamente que ele tinha conhecimentos esotéricos muito profundos, e certamente devido à época, tudo o que ele aprendeu em relação à Divindade, ao Cosmo e ao Homem foi inserido em seu Trabalho. Realmente o mestre Leonardo era detentor de grandes conhecimentos de Alquimia, Astrologia, Teologia Gnóstica etc.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-710" title="DaVinci" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/DaVinci.jpg" alt="" width="139" height="209" />Existem muitas lendas cheias de mistério e de esoterismo&#8230; Conta-se, por exemplo, que em uma ocasião Da Vinci estava pintando sua famosa &#8220;Última Ceia&#8221; e querendo pintar psicologicamente os atributos de cada apóstolo, vai a uma fonte de Roma e encontra um jovem muito belo, agraciado, de ademãs suaves, de tez despojada e inocente. E escolhe a este jovem para que sirva de modelo de João, o discípulo amado do mestre Jesus. Uma vez terminado o trabalho, Da Vinci lhe pagou muito bem&#8230; E continuou com seu trabalho. Porém, em seguida necessitou encontrar um modelo para Judas Iscariotes. E sua busca foi realizada nas praças, fontes, ruas e mercados, sem encontrar o modelo anelado. Sem embargo, com o correr dos dias e já cansado de tanta busca inútil, eis que entrou em uma taberna e encontrou um jovem desalinhado, sujo, barbado&#8230; Com todos os vícios refletidos em seu rosto, duro, sofrido, com sinais de golpes e brigas, o típico rosto do homem viciado e degenerado, ladrão, embusteiro e, quiçá, assassino. Da Vinci encontra naquele homem o &#8220;apóstolo traidor&#8221; e decide contratá-lo para que pose para sua pintura.</p>
<p>Esse indivíduo de más índoles segue o artista e começa a posar para o término da obra. Porém, oh&#8230; surpresa&#8230; Quando Da Vinci estava terminando, observou que aquele homem estava chorando. Qual a causa de tanto pranto? Por que aquele homem tosco e de rosto traiçoeiro estava com seu rosto banhado de lágrimas? O artista interroga o jovem e este lhe responde: Acaso não me reconheces? Para surpresa do pintor, o jovem lhe diz: &#8220;Eu sou aquele cujo rosto te fascinou para que eu fosse um anjo, o discípulo amado do Cristo. Mas agora, tu vês ao traidor, ao hipócrita&#8230; Tal é o meu estado desde que tu me pagaste abundantemente por haver posado pela primeira vez&#8230; Com teu dinheiro caí no vício e na perdição&#8230;&#8221; O artista decide terminar a obra assim mesmo, pagando-o não sem antes consolar aquele jovem que caíra na miséria dos vícios&#8230; Bem, essa foi uma pequena peculiaridade acerca da vida de Da Vinci&#8230;</p>
<p>Leonardo comprova todos os seus conhecimentos esotéricos com as diversas obras que saíram de sua inspiração. Duas delas que merecem destaque por seu profundo simbolismo alquímico, astrológico e cabalístico são &#8220;A Santa Ceia&#8221; e &#8220;Mona Lisa&#8221;.</p>
<p><strong>Significado Esotérico da Mona Lisa</strong></p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-711" title="monalisa" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/monalisa.jpg" alt="" width="215" height="296" /><br />
</strong></p>
<p>Esta obra, considerada a maior obra de arte de todos os tempos, tem uma representação alquímica profunda. Segundo o Mestre Samael, a Gioconda representa a Divina Mãe Kundalini, a sagrada Mãe Alquimia ou, para Fulcanelli, é a poderosa Mãe Viúva, ou seja, a Ciência da Alquimia. Vemos a figura de uma austera figura de mulher, cujo sorriso é, ao mesmo tempo, agradável e marcial.</p>
<p>Ela veste roupa nas cores vermelha e verde, as duas cores fundamentais da Alquimia, ou seja, as cores do Leão Verde e do Leão Vermelho, as duas mais poderosas forças da Alquimia, nosso Ser (verde) e nossa Mãe Kundalini (vermelho).</p>
<p>Suas mãos estão numa postura (mudra) de defesa, representando que ela alegoriza a ciência hermética, esotérica. E Ela mostra não a totalidade dos dedos de suas mãos, mas unicamente 9 dedos.</p>
<p>O que representa o número 9 dentro da Alquimia senão o Arcano 9 do Tarô, o Eremita solitário? A Nona Esfera da Magia Sexual? Os 9 Céus e os 9 Infernos de Dante?</p>
<p>Ao fundo desta maravilhosa obra vemos dois Caminhos, as famosas Vias Seca (à nossa esquerda) e Úmida (à nossa direita) da Alquimia Sagrada.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-712" title="Detalhe_das_Maos_da_Gioconda" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/Detalhe_das_Maos_da_Gioconda.jpg" alt="" width="160" height="160" />O Caminho Úmido, indica a Senda Nirvânica, que é uma senda maravilhosa, e o Caminho Seco, que assinala o Caminho Direto para Deus, para o Absoluto, que é um Caminho Superior. Porém, esses dois Caminhos só existem quando compreendemos que eles têm um Guardião, que é essa bela e austera Senhora, nossa Mãe Divina Interior Kundalini. Sem Ela, não há um autêntico trabalho de Alquimia.</p>
<p>Da Vinci conhecia a fundo a ciência alquímica e por meio da Inspiração ele conheceu sua Mãe Divina particular, representada no quadro da Mona Lisa, pois todos nós temos a nossa própria e íntima Mãe.</p>
<p>Ah, uma última observação: os nomes Mona Lisa e Gioconda têm as 3 letras fundamentais IAO, que são os mantras secretos dos gnósticos. IAO é um dos mantras sagrados da Magia Sexual.</p>
<p><strong>Significado Esotérico da Santa Ceia</strong></p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-714" title="santa_ceia" src="http://www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/03/santa_ceia.jpg" alt="" width="350" height="179" /></strong>Esse maravilhoso quadro tem várias representações, entre elas os mistérios da Astrologia. Jesus rodeado por seus 12 Apóstolos são o Sol e seus 12 planetas de nosso Sistema Solar.</p>
<p>(Sim, nosso Sistema Solar possui 12 planetas, 3 dos quais ainda não descobertos pela ciência acadêmica: Vulcano, Perséfone e Clarión.)</p>
<p>Ao lado direito de Jesus (à nossa esquerda), o personagem seria João, o discípulo amado de Jesus, ou uma mulher, Maria Madalena, sua esposa-sacerdotisa? Observe que esta mulher possui expressões típicas do pudor feminino, ela estaria usando uma corrente de ouro no pescoço e afasta-se de Jesus com uma coqueteria feminina, incontestável.</p>
<p>A figura feminina e Jesus usam o chamado &#8220;efeito espelhado&#8221;: Jesus está usando túnica vermelha e manto azul. E Madalena, túnica azul e manto vermelho. O &#8220;espelho&#8221; simboliza a entrada para uma realidade oculta. Um crítico de arte verá que os grupos formados por Jesus e Madalena, pelo afastamento de Madalena, formam um M no centro do Quadro. O M foi um código muito usado pelos Templários e sobre o qual existe controvérsia: M, símbolo da Constelação deVirgo, pode ser também o M de Madalena, venerada pelos Templários? Ou seria o Eterno Feminino de Deus, nossa Mãe Divina?</p>
<p>No &#8220;grupo de Jesus&#8221;, aparece &#8220;mão anômala&#8221; fazendo o &#8220;gesto ou dedo de João&#8221; (o Batista) tão caro a da Vinci que usou este símbolo com grande constância na sua obra. O próprio da Vinci encarna Judas Tadeu. Apesar de ser a cena do Sacramento Mágico da Eucaristia, não há vinho ou pão na mesa posta por Da Vinci (o pão estaria reduzido a migalhas).</p>
<p>Na verdade, este trabalho astrológico é muito mais profundo, muito mais do que questões teológicas, ou mesmo de signos e cálculos. Da Vinci representou ali os 12 Trabalhos de Hércules, que são os passos iniciáticos necessários para encarnarmos o Cristo Interior. Essas 12 faculdades superiores de nosso Ser Divino são representadas na tradição cristã-gnóstica como os 12 apóstolos, mas podem ser vistas também nos 12 Cavaleiros da Távola Redonda.</p>
<p>Devemos aclarar que um dos grandes méritos da obra de Dan Brown, O Código Da Vinci, reside em que este autor criou um elo bastante próximo do que sempre foi defendido pelos gnósticos, tanto antigos quanto contemporâneos. Esse Elo entre o Santo Graal, a esposa de Jesus e todas as mulheres do mundo seria na verdade o Mistério dos Mistérios, guardado a sete chaves tanto por gnósticos quanto por maçons, templários e cátaros. Esse Grande Segredo está agora totalmente desvelado nos estudos gnósticos difundidos pelo grande mestre gnóstico contemporâneo, Samael Aun Weor.</p>
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