O fogo sagrado

Livros de Samael Aun Weor

A descida à Nona Esfera (o sexo) foi, desde os antigos tempos, a prova máxima para a suprema dignidade do Hierofante; Hermes, Buda, Jesus, Dante, Zoroastro, Quetzalcoatl etc. tiveram de passar por essa terrível prova. Ali baixa Marte, para retemperar a espada e conquistar o coração de Vênus; Hércules, para limpar os estábulos de Áugias e Perseu, para cortar a cabeça da Medusa com sua espada flamígera…

O círculo perfeito com o ponto mágico no centro, símbolo sideral e hermético do astro-rei e do princípio substancial da vida, da luz e da Consciência Cósmica, é, fora de toda dúvida, um emblema sexual maravilhoso.

Tal símbolo expressa, claramente, os princípios masculino e feminino da Nona Esfera. É inquestionável que o princípio ativo de irradiação e penetração se complementa, no Nono Círculo Dantesco, com o princípio passivo de recepção e absorção.
A serpente bíblica nos apresenta a imagem do Logos Criador, ou força sexual, que começa sua manifestação desde o estado de potencial latente.

O Fogo Serpentino, a Serpente Ígnea de Nossos Mágicos Poderes dorme enroscada três vezes e meia, dentro do chacra Muladhara, situado no osso coccígeo.

Se reflexionamos, muito seriamente, nessa íntima relação existente entre o S e o Tau, cruz ou T, chegamos à conclusão lógica de que, só mediante o Sahaja Maithuna (Magia Sexual), pode-se despertar a Cobra Criadora.

A Chave, o Segredo o tenho publicado em quase todos os meus livros anteriores e consiste em não derramar, jamais na vida, o Vaso de Hermes (o Ens Seminis), durante o transe sexual.

Conexão do Lingam-Yoni (falo-útero) sem ejacular nunca esse vidro líquido, flexível, maleável (o Ens Seminis), porque nessa supra dita substância que os fornicários derramam miseravelmente, encontra-se, em estado latente, todo o Ens Virtutis do Fogo.

OM, obediente à Deusa que lança uma serpente adormecida no Swayambhulingam e, maravilhosamente ornada, desfruta do amado e de outras belezas. Acha-se presa pelo vinho e irradia com milhões de raios. Será despertada, durante a Magia Sexual, pelo Ar e pelo Fogo, com os mantras YAM e DRAM e pelo mantra HUM (o H soa aspirado como no inglês, ou como o “J” espanhol).

Cantai estes mantrans nesses preciosos instantes em que o falo esteja metido dentro do útero; assim despertará a Serpente Ígnea de Nossos Mágicos Poderes.

IAO é o mantra básico fundamental do Sahaja Maithuna; entoai cada letra em separado, prolongando seu som, quando estejais trabalhando no laboratorium-oratorium do Terceiro Logos (em plena cópula metafísica).

A transmutação sexual do Ens Seminis em energia criadora é um legítimo axioma da sabedoria hermética.

A bipolarização desse tipo de energia cósmica, dentro do organismo humano, foi, desde os antigos tempos, analisada muito cuidadosamente nos colégios iniciáticos do Egito, México, Grécia, Índia, Pérsia etc.

O ascenso milagroso da energia seminal até o cérebro faz-se possível graças a certo par de cordões nervosos que, em forma de oito, desenvolve-se explendidamente, à direita e à esquerda da espinha dorsal.

Chegamos, pois, ao Caduceu de Mercúrio, com as asas do Espírito maravilhosamente abertas…

O mencionado par de cordões nervosos jamais poderia ser encontrado com o bisturi; estes dois fios são bem mais de natureza etérica, tetradimensional.

Não há dúvida de que estas são as duas Testemunhas do Apocalipse de São João, as duas Olivas e os dois Candelabros que estão diante do Deus da Terra.

Os canais Idá e Píngala são as Duas Testemunhas citadas no Apocalipse de São João

No país sagrado dos Vedas, este par de nervos é, classicamente, conhecido com os nomes sânscritos de Idá e Píngala; o primeiro se relaciona com a fossa nasal esquerda e o segundo, com a direita. É obvio que o primeiro destes dois “nadis” é de natureza lunar; é ostensível que o segundo é de tipo solar.

A muitos estudantes gnósticos pode surpreender um pouco quem sendo Idá de natureza fria e lunar, tenha suas raízes no testículo direito. A muitos discípulos do nosso Movimento Gnóstico Internacional poderá cair como algo insólito e inusitado a notícia de que, sendo Píngala de tipo exclusivamente solar, parta, realmente, do testículo esquerdo.

Entretanto, não devemos nos surpeender, porque, tudo na natureza se baseia na lei das polaridades. O testículo direito encontra seu pólo oposto, precisamente, na fossa nasal esquerda. O testículo esquerdo acha seu antipolo perfeito na fossa nasal direita.

A fisiologia esotérico-gnóstica ensina que, no sexo feminino, as duas Testemunhas partem dos ovários. É indubitável que, nas mulheres, a ordem deste par de Olivas do Templo se inverte harmoniosamente.

Velhas tradições que surgem, como por encanto, da noite profunda de todas as idades, dizem que, quando os átomos solares e lunares do sistema seminal fazem contato no “tribeni”, próximo do osso coccígeo, então, por indução elétrica, desperta uma terceira força de tipo mágico; quero referir-me à Kundalini, o fogo místico do Arhat gnóstico, mediante o qual podemos reduzir a poeira cósmica o ego animal.

Escrito está, nos velhos textos da sabedoria antiga, que o orifício inferior do canal medular, nas pessoas comuns e correntes, encontra-se hermeticamente fechado; os vapores seminais o abrem, para que a Cobra Sagrada penetre por ali.

Ao longo do canal medular, processa-se um jogo maravilhoso de variados canais que se penetram e se compenetram mutuamente, sem se confundir, porque estão situados em distintas dimensões.

Não é demais recordar o glorioso Sushumna e o famoso Chitra, e o Centralis e o Brahmanadi; é inquestionável que por este último ascende o fogo flamígero.

Em se tratando da verdade, devemos ser muito francos; certamente é uma espantosa mentira atrever-se a dizer que, depois de haver encarnado o Jivatma (o Ser) no coração, a Serpente Sagrada empreenda a viagem de retorno até ficar, novamente, encerrada no chacra Muladhara.

É uma horrível falsidade afirmar, ante Deus e ante os homens, que a Serpente Ígnea de Nossos Mágicos Poderes, depois de haver gozado sua união com Paramashiva, separe-se cruelmente, iniciando a viagem de retorno para o centro coccígeo.

Tal regresso fatal, tal descenso até o Muladhara só é possível, quando o Iniciado, em pleno coito, derrama o sêmen; então perde a espada flamígera e cai fulminado ao absimo, sob o raio terrível da Justiça Cósmica.

O ascenso da Kundalini, ao longo do canal medular, realiza-se muito lentamente, de acordo com os méritos do coração. Os fogos do cárdias controlam o desenvolvimento milagroso da Serpente Sagrada.

Devi Kundalini não é algo mecânico, como muitos supõem; a Serpente Ígnea só desperta com o amor autêntico entre esposo e esposa; nunca subiria pelo canal medular dos adúlteros.

Em um passado capítulo deste livro, algo dissemos sobre os três tipos sedutores: Don Juan Tenório, Casanova e Diabo.

É óbvio que o terceiro destes resulte, certamente, o mais perigoso; não devemos, pois, estranhar que esta classe de sujeitos -o tipo Diabo – com o pretexto de praticar o Sahaja Maithuna, seduza muitas ingênuas damas.

É bom saber que, quando Hadit, a Serpente Alada de Luz, desperta, para iniciar sua marcha ao longo do canal medular espinhal, emite um som misterioso, muito similar ao de qualquer víbora que é cutucada com um pau.

O tipo Diabo, esse que seduz aqui, lá e acolá, com o pretexto de trabalhar na Nona Esfera, esse que abandona sua esposa, porque diz que já não serve para o trabalho na Forja Acesa de Vulcano, em vez de despertar a Kundalini, despertará o abominável órgão Kundartiguador.

Certo iniciado, cujo nome não menciono neste tratado, comete o erro de atribuir à Kundalini as sinistras qualidades do abominável órgão Kundartiguador.

É ostensível que tal erro está causando danos muito graves entre os círculos pseudo-esotéricos e pseudo-ocultistas.

É urgente, inadiável compreender que, de modo algum, é possível eliminar todos esses eus pendenciadores e gritalhões que levamos dentro, se não apelamos ao auxílio da Kundalini.

Aquele iniciado que cometeu o delito de pronunciar-se, em malfadada hora, contra o Kundalini, é óbvio que será devidamente castigado pelos Juízes da Lei da Catância (quero referir-me aos Juízes do Carma Superior, ante os quais comparecem os Mestres da Loja Branca).

Em nome Disso que não tem nome, digo: A Kundalini é a Dúada Mística, Deus-Mãe, Ísis, Maria, ou, melhor dizendo, RAM-IO, Adônia, Insoberta, Rea, Cibeles, Tonantzin etc., o desdobramento transcendental de toda mônada divinal, no fundo profundo de nosso Ser.

Analisando raízes, esclareço: a palavra Kundalini vem de dois termos: Kunda e Lini

KUNDA: nos recorda o abominável órgão Kundartiguador.

LINI: palavra atlante que significa fim.

KUNDA-LINI: fim do abominável órgão Kundartiguador.

É óbvio que, com o ascenso da Flama Sagrada pelo canal medular, chega a seu fim o órgão das abominações, conclui a força foática cega.

Tal Fohat negativo é o agente sinistro em nosso organismo, mediante o qual, o ideoplástico se converte nessa série de eus que personificam nossos defeitos psicológicos.

Quando o Fogo se projeta para baixo, desde o chacra coccígeo, aparece a cauda de satã, o abominável órgão Kundartiguador.

O poder hipnótico do órgão dos conciliábulos tem, pois, adormecidas e embrutecidas as multidões humanas.

Aqueles que cometem o crime de praticar o tantrismo negro (Magia Sexual com ejaculação seminal), é ostensível que despertam e desenvolvem órgão de todas as fatalidades.

Aqueles que atraiçoam o Guru, ou Mestre, ainda que pratiquem tantrismo branco (sem ejaçulação seminal), é óbvio que porão em atividade o órgão de todas as maldades.

Tal poder sinistro abre as sete portas do baixo ventre (os sete chacras infernais) e nos converte em demônios terrivelmente perversos.

(Samael Aun Weor, O Mistério do Áureo Florescer. VM . Este livro encontra-se disponível na Biblioteca Gnosisonline. Increva-se, é grátis.)

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  • gostaria de tirar uma dúvida referente a este paragrafo:

    “Uma observação final em relação ao mantra Torn refere-se à prática da magia sexual em si. Se acaso o praticante alquímico sentir que a ejeculação/o orgasmo estão próximos, devem se retirar do ato e imediatamente deitar-se e vocalizar ininterruptamente esse mantra, até que a sensação de “queda” suma. Então, a partir daí, o casal não deve voltar a praticar Alquimia até o dia seguinte, mas somente o Pranayama Egípcio e o mantra Ham-Sah.”

    A DÚVIDA É PORQUE NÃO DEVE PRATICAR A ALQUIMIA ATÉ O DIA SEGUINTE? SE PRATICAR QUAL PROBLEMA SERÁ ACARRETADO?

    PEÇO POR GENTILEZA PARA QUE SEJA SANADA ESTA DÚVIDA POIS TENHO ESTUDADO MUITO SOBRE A MAGIA SEXUAL E SINTO A NECESSIDADE DE DETERMINADOS COMPLEMENTOS NAS INFORMAÇÕES APRESENTADAS.

    DESDE JÁ AGRADEÇO A ATENÇÃO

    ATT.,

    FERNANDA LEDO

    • Fernanda, tanto para a mulher quanto para o homem se recomenda não repetir a prática da magia sexual, pois se deve praticar uma única vez por noite.
      Isso se deve a que o organismo precisa, em primeiro lugar, acumular novamente energia sexual para ser transmutada no dia seguinte.
      Em segundo lugar, o que deseja praticar novamente magia sexual é, em 100% dos casos, o Ego da Luxúria. E para não alimentar a luxúria se deve afastar do cônjuge, sexualmente falando, até o dia seguinte…
      O que podemos sugerir são os seguintes passos depois da prática do Arcano entre o casal gnóstico, para não se alimentar o ego da luxúria:
      - os dois deitados, um ao lado do outro, de forma relaxada, podem vocalizar mantras de transmutação até sentirem que o “restante da energia sexual”;
      - podem também praticar pranayama egípcio com a mesma finalidade;
      - podem, um ao lado do outro, meditar e orar à Mãe Divina, suplicando que a energia transmutada sirva de “arma” para a morte do Ego… ou do Ego em geral ou de um ego específico de um dos parceiros (por exemplo, a impaciência do marido etc.)
      Ou então, caso desejem, podem simplesmente dormir, porém suplicando ao Divino Ser Interno para que os oriente nos Mundos Internos (e no dia seguinte, anotem os “sonhos”)…

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